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Tema: Eleições

Fluxo

O candidato presidencial francês Jean-Luc Mélenchon afirmou em comício nos arredores de Paris que não se pode considerar uma paz com concessões territoriais na Ucrânia sem perguntar às populações afetadas de que lado da fronteira querem ficar, ao apresentar as posições de política externa do La France Insoumise. Mélenchon, que segundo as pesquisas pode chegar ao segundo turno da eleição presidencial do ano que vem, também prometeu ação direta em apoio aos palestinos se for eleito, dizendo que se oporá ao genocídio em Gaza e à anexação da Cisjordânia.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse neste sábado que ordenou ao Departamento de Justiça que investigasse “ameaças” de democratas contra republicanos depois da derrota eleitoral do partido e afirmou que os responsáveis deveriam ser presos. Em publicações no Truth Social, Trump chamou os democratas de “EXTORSIONÁRIOS” e escreveu que as ações deles eram “extorsão” e “armamentização e lawfare em outro nível”. O presidente acusou os democratas de ameaçar doadores republicanos com prisão e o procurador-geral Todd Blanche e outros integrantes do governo com impeachment. O pedido veio depois de os democratas conquistarem o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato desta semana.

Com a apuração quase final das eleições municipais de quarta-feira, o Congresso Nacional Africano (ANC) ficou com pouco mais de 30% dos votos, o pior desempenho de sua história. A comissão eleitoral informou que o ANC perdeu a maioria em seis das oito regiões metropolitanas, com 98% dos votos contados. O secretário-geral do partido, Fikile Mbalula, disse que o resultado foi “catastrófico para o movimento”, ainda que o ANC siga sendo o maior partido do país.

Stephen Miller, novo chefe de gabinete da Casa Branca, começa no cargo na segunda-feira e prometeu “devoção total” a Trump em suas primeiras declarações públicas após a nomeação. “Se não fosse pelo presidente Trump, os Estados Unidos da América não existiriam agora”, disse Miller em um evento na noite de sexta-feira. A nomeação foi anunciada depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato: até a manhã de sábado, o partido havia perdido sete cadeiras no Senado, 42 na Câmara e cinco governos estaduais.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu neste sábado um governo de unidade, pela primeira vez desde as eleições. “É o momento da unidade. É a vontade do povo; é a necessidade da hora. Um governo que se apoia em defensores do terror não combaterá o terror”, disse. Ele afirmou também que Israel “não sobreviveria” a um governo formado pela oposição junto com “os islamistas” e que isso “destruiria Israel por dentro”.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) pediu na sexta-feira a extinção de sua própria ação, que buscava impedir a Califórnia de contar cerca de 20 mil cédulas que alega serem de não cidadãos até que o status migratório fosse verificado. O pedido veio dias após as perdas republicanas nas eleições de meio de mandato e cerca de uma semana antes de uma audiência em que um perito especial avaliaria a precisão da lista. O juiz federal David O. Carter argumentou que separar as cédulas naquele estágio arriscaria privar cidadãos do voto e alertou que isso “causaria estragos” nas eleições de meio de mandato. O departamento também apresentou uma moção em apoio a outra ação, de maio, que alega que a Califórnia viola leis eleitorais nacionais por não remover eleitores inelegíveis dos cadastros.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, afirmou que “o verdadeiro motivo da derrota é óbvio para quase todos” e listou quatro mudanças de rumo para reconquistar eleitores, entre elas “mudar a nossa relação com Israel”, depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato. A fala de quarta-feira provocou reação imediata de conservadores pró-Israel. Eric Levine, do conselho da Coalizão Judaica Republicana, disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que um eleitor citasse essa mudança como fator de voto. O CUFI Action Fund, braço sem fins lucrativos do grupo de defesa pró-Israel Christians United for Israel, classificou o vice-presidente como “clara, demonstravelmente e inequivocamente errado”. O radialista conservador Sid Rosenberg escreveu que Vance é “um problema desleal e movido por agenda” para o partido e pediu que Trump o substitua por Marco Rubio como negociador-chefe sobre o Irã.

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, recebeu 67 recomendações de partidos da próxima Knesset e sai na frente na disputa pelo mandato de formação do próximo governo de Israel. O presidente Isaac Herzog anunciou que entregará o mandato a um dos candidatos no domingo. Além das 48 recomendações do bloco de oposição, os 19 assentos dos partidos árabes, Ra’am e Lista Conjunta, dão a Eisenkot os 67 — as recomendações não os comprometem a integrar a futura coalizão. O resultado das eleições deixou um impasse: nenhum bloco chegou aos 61 assentos necessários, com o bloco de Netanyahu em 53 e a oposição em 48.

O programa de Jean-Luc Mélenchon para a eleição presidencial francesa de 2027, batizado “L'Avenir en commun” e apresentado neste sábado, promete restabelecer a aposentadoria aos 60 anos para quem contribuiu por 40 anos, segundo a França Insubmissa (LFI). O texto propõe elevar o salário mínimo líquido mensal de cerca de 1.480 euros para 1.700 euros, abolir o imposto fixo sobre rendimentos de capital, aumentar a tributação das famílias mais ricas e tabelar os preços de alimentos essenciais. Na energia, prevê o abandono gradual da nuclear, com o cancelamento do programa de reatores EPR2 e a não extensão da vida útil das usinas além de 60 anos. Na política externa, o programa reitera a crítica à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e defende a saída gradual da França da aliança, começando pelo comando militar integrado. Pesquisas recentes mostram Mélenchon chegando ao segundo turno em abril contra Marine Le Pen, mas indicam que ele perderia na votação final.

O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) divulgou diretrizes para a escolha dos delegados ao 21º Congresso Nacional, que será realizado no segundo semestre de 2027 em Pequim, com supervisão de todo o processo eleitoral e tolerância zero a violações de regras, disciplina e leis. O texto pediu que qualquer infração seja investigada e punida com firmeza. O Comitê Central também citou casos anteriores de compra de votos e de campanha antecipada como exemplos a serem usados em campanhas educativas. O congresso vai eleger um novo Comitê Central e é esperado com uma ampla renovação da cúpula política e militar do país.

Questionado no programa 60 Minutes se esperava demitir alguém depois que os republicanos perderam as duas casas do Congresso, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, respondeu que sim: “Sim, um pouco.” Ele disse gostar do seu gabinete, mas que faria talvez algumas mudanças. Depois de anunciar a saída de Susie Wiles, Trump disse a jornalistas que queria fazer uma mudança e que às vezes é preciso tomar decisões. Harmeet Dhillon pediu demissão do cargo de procuradora-geral assistente para direitos civis em 5 de novembro de 2026, alegando que a decisão era anterior à derrota republicana e não foi pedida pela Casa Branca. Trump manifestou confiança no secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Um erro de um agente de segurança israelense permitiu que os Estados Unidos (EUA) soubessem de uma operação que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, planejavam contra o Irã e levou Washington a agir rapidamente para barrá-la, segundo o Channel 12. A operação seria realizada na véspera da eleição israelense de 27 de outubro de 2026. O gabinete de Netanyahu negou o relato, afirmando que o próprio primeiro-ministro esclareceu na época que um ataque antes da eleição não estava na pauta. A reportagem não especificou qual seria a operação nem quais alvos dentro do Irã estavam em consideração. Em 25 de outubro, dois dias antes da eleição, o Channel 12 já havia relatado um confronto sem precedentes entre Netanyahu e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, por causa de uma ordem de ação militar não especificada.

Na reta final da campanha pelas eleições de meio de mandato, o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, passou a falar menos de Donald Trump e mais dos temas que definem sua própria identidade política, deixando de lado bandeiras do presidente como a guerra com o Irã e as deportações, enquanto pesquisas mostravam a queda de popularidade de Trump prejudicando candidatos republicanos. No balanço da derrota, o vice-presidente pediu o fim rápido da guerra com o Irã e defendeu que os republicanos se concentrem no custo de vida e revisem a relação dos EUA com Israel, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro, segundo relatos da imprensa israelense. O plano teria sido frustrado depois que Washington foi alertado por engano por um agente israelense. Eyal Zamir teria resistido a executar a ação e pedido novas deliberações, além de documentação assinada por Netanyahu confirmando a autorização legal. O escritório de Netanyahu negou o relato e afirmou que um ataque antes da eleição “não estava na agenda”. O New York Times relatou que Netanyahu tentou por semanas orquestrar um novo ataque aéreo ao Irã e foi bloqueado por Zamir.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou em 3 de novembro, dia da eleição, que o país deixará de fornecer quase US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até o fim de 2026, citando a força econômica israelense e a crítica política que os republicanos enfrentam pelo apoio norte-americano ao Estado judeu. Trump afirmou que ele e Benjamin Netanyahu acertaram “meses atrás” o fim do repasse. O memorando de entendimento entre os dois países prevê US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, sendo US$ 3,3 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis. Trump não detalhou como a assistência militar terminaria até o fim de 2026, já que o memorando que sustenta a ajuda vai até setembro de 2028. Trump citou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, crítico da ajuda incondicional a Israel, ao explicar por que o financiamento deve terminar. Para Ofir Dayan, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), o momento sugeria que Trump acreditava que a assistência prejudicava candidatos republicanos.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou na tarde de sexta-feira, pelo Truth Social, que Stephen Miller substitui Susie Wiles como chefe de gabinete da Casa Branca, e confirmou que ela foi demitida. Miller, que era vice-chefe de gabinete e é o formulador da política de imigração do governo, assume o posto dias depois de os democratas vencerem as eleições de meio de mandato e encerrarem o controle republicano do Congresso. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, chamou Miller de “xenófobo perigoso e extremista imprudente” e pediu que ele seja demitido. A Casa Branca respondeu que Miller é uma “peça-chave” na entrega da agenda de Trump. Segundo a POLITICO, em reportagem do Times of India, Katie Miller, mulher do novo chefe de gabinete, fez cerca de meia dúzia de ligações a pessoas próximas de Trump, entre elas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em defesa da indicação do marido. Ela respondeu à reportagem publicando: “Esposa apoia o marido. Se a sua esposa não faz isso, arrume outra.”

Com 98,5% dos votos apurados, o Partido Nacional ficou com 29,3% dos votos partidários, queda ante os 38,1% de 2023, mas seguiu como maior partido com 42 das 64 cadeiras distritais, enquanto o Trabalhista também marcou 29,3%, com 35 cadeiras. Os Verdes tiveram 13,3%, com 16 cadeiras, e o Partido da Oportunidade, de centro, cruzou a cláusula de 5%, com 6% e 7 cadeiras, podendo ser decisivo. Restam cerca de 300 mil votos especiais, e o resultado final sai em 27 de novembro. Uma projeção da Comissão Eleitoral neozelandesa dá à atual coligação de três partidos liderada pelo Nacional uma maioria de duas cadeiras.

Um cartão de memória de urna que estava desaparecido foi encontrado no condado de Seminole durante a revisão pós-eleitoral e alterou os totais do distrito 151 da Câmara estadual da Geórgia. Com os votos gravados no cartão, o republicano Gerald Greene passou de uma desvantagem de 58 votos para uma vantagem de 262 sobre o democrata Harry James, segundo o gabinete do secretário de Estado da Geórgia. A correção pode reduzir a maioria democrata na Câmara de 180 cadeiras de 93 para 92 assentos, um acima dos 91 necessários para o controle. O secretário de Estado, Brad Raffensperger, abriu investigação sobre como o cartão ficou fora da contagem original.

A Lista dos Estudantes, força nascida de um movimento de protesto de base, conquistou 140 das 250 cadeiras do Parlamento da Sérvia e encerrou 14 anos de domínio do Partido Progressista Sérvio (SNS), de Aleksandar Vučić. O cardiologista Ilija Srdanović, 56 anos, é a figura de referência do movimento: trabalha desde 1997 no Instituto de Doenças Cardiovasculares da Vojvodina, em Sremska Kamenica, e leciona na Faculdade de Medicina da Universidade de Novi Sad. Ele se destacou nos protestos estudantis que seguiram o desabamento do teto da estação ferroviária de Novi Sad, que matou 16 pessoas em 1º de novembro de 2024. Emmanuel Macron escreveu no X que conversou com ele e reafirmou a amizade da França com a Sérvia e a determinação em apoiar o país no caminho europeu.

Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com, o deputado democrata Richard Neal disse estar comprometido a reverter as tarifas injustificadas de Trump e a buscar uma política comercial baseada em boa governança e transparência. Os democratas conquistaram ao menos 250 cadeiras na Câmara e 54 no Senado, o que lhes dá margem para aprovar legislação que revogue parte da política tarifária. O senador Ron Wyden afirmou que, ao assumir a presidência do comitê de Finanças em janeiro, usará o painel para reafirmar a autoridade do Congresso sobre a política comercial e encerrar o que chamou de tarifas desastrosas e corruptas. Medidas para reverter as tarifas devem enfrentar veto de Trump, que os democratas não conseguiriam derrubar sem apoio republicano significativo.

Horas depois de os democratas vencerem os republicanos nas eleições de meio de mandato, o vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à frustração dos eleitores com a guerra dos EUA contra o Irã, que elevou o preço do petróleo. Vance listou quatro respostas dos eleitores que abandonaram o partido: encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação dos EUA com Israel. Trump disse aos jornalistas que a tese de Vance “provavelmente é verdadeira”, mas que repetiria a decisão de atacar o Irã. O conselheiro do Republican Jewish Coalition Eric Levine disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que eleitores citassem a relação com Israel como fator de voto, e o Christians United for Israel (CUFI Action Fund) chamou Vance de “claramente, demonstravelmente e inequivocamente errado”.

Ativistas invadiram em Amsterdã o terreno do data center que a Microsoft planeja construir, alegando consumo de energia e água, e nos Estados Unidos (EUA) eleitores de 10 estados aprovaram restrições: de 41 medidas na cédula, 40 limitavam a instalação de data centers, segundo acompanhamento da Redbud Consulting. A votação também derrubou as ações de empresas ligadas a inteligência artificial e data centers, à espera de uma regulação mais dura com o Congresso liderado pelos democratas.

María Corina Machado disse em conferência de imprensa em 29 de outubro que a melhor data para a eleição presidencial venezuelana é julho de 2027, e ainda não há data marcada para o pleito. Nem os Estados Unidos (EUA), que atuam como facilitadores e fiadores do processo, nem a direção do governo venezuelano declararam formalmente a ausência definitiva de Nicolás Maduro do cargo. A presidente interina, Delcy Rodríguez, prometeu em mensagem gravada que haverá eleições conforme a Constituição. O El País vê no conjunto o início de uma transição possível.

Ao fim da semana, Gadi Eisenkot anunciou que 67 parlamentares o endossaram para receber primeiro a chance de formar governo, contra 46 que indicaram Benjamin Netanyahu, e o presidente Isaac Herzog anuncia no domingo quem receberá o primeiro mandato para formar coalizão. O bloco de quatro partidos sionistas liderado por Eisenkot tem 48 cadeiras e precisa somar ao menos 13 para alcançar 61 das 120 cadeiras do Knesset. O partido haredi United Torah Judaism disse a Herzog que não endossaria nenhum dos dois candidatos a primeiro-ministro, rompendo aparentemente com a aliança com Netanyahu; Avigdor Lieberman sinalizou numa postagem de sexta-feira no X que está aberto a cooperar com os partidos haredim para substituir Netanyahu, mas descartou apoiar qualquer governo minoritário. O Shas endossou Netanyahu e não há indicação de que pretenda abandoná-lo.

O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) divulgou uma circular para a eleição dos delegados ao 21º congresso nacional do partido, com o Departamento de Organização encarregado dos preparativos. Serão eleitos 2.360 delegados por 38 unidades eleitorais em todo o país. O 21º congresso será realizado no segundo semestre de 2027, em Pequim, conforme decisão da quinta sessão plenária do 20º Comitê Central, no fim de outubro. Xi Jinping convocou reuniões do Comitê Permanente do Bureau Político e do Bureau Político para estudar o assunto e definir requisitos gerais, objetivos e tarefas do processo. A eleição dos delegados começou no sábado e deve terminar até o fim de junho do ano que vem.

A imprensa alemã noticiou nesta sexta-feira, 6, que a União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, concordou em indicar Ilse Aigner ao cargo mais alto do país. Aigner é da União Social Cristã (CSU), partido irmão da CDU que atua exclusivamente na Baviera, e foi ministra da Agricultura entre 2008 e 2013 no governo de Angela Merkel (2005-2021). Em 30 de janeiro de 2027, o Bundestag elegerá o sucessor de Frank-Walter Steinmeier, do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).

Segundo o Times of Israel, bancadas que somam 67 parlamentares recomendaram Gadi Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e 46 recomendaram Benjamin Netanyahu; o presidente disse que o resultado foi “claro”, mas faria novas conversas com líderes partidários antes de atribuir o mandato de formar governo no domingo. O bloco anti-Netanyahu está dividido entre 48 parlamentares de quatro partidos judaicos e 19 de duas legendas árabe-israelenses; os seis recomendaram Eisenkot, mas três dos partidos judaicos recusam até agora parceria com as árabes. A coalizão de saída de Netanyahu fez 53 cadeiras, e o partido Judaísmo Unido da Torá, com sete, não o recomendou. O novo Knesset, o Parlamento israelense, toma posse em 10 de novembro e deve eleger um novo presidente da casa, substituindo o titular do Likud.

Segundo o Times of Israel, a TV Channel 12 informou que o caso dos três ativistas beduínos presos por suposta tentativa de suborno de eleitores para apoiar o partido Ra’am deve ser arquivado se não surgirem novas provas. O outro caso, de suposto financiamento estrangeiro, é diferente do descrito inicialmente: o dinheiro viria da Cisjordânia e o material do Shin Bet não menciona o Catar. “Perdemos a confiança no chefe do Shin Bet”, disse um alto oficial de polícia.

A pesquisa AP Voter Poll mostra que cerca de três quartos dos eleitores dos Estados Unidos se opõem à construção de um novo data center em sua comunidade. Nas consultas locais das eleições de meio de mandato, os eleitores votaram contra os data centers em todas as medidas, exceto uma em Harwood, na Dakota do Norte. O levantamento da Redbud identificou 47 referendos em 44 municípios de 12 estados, com restrições aprovadas em 44 das 45 votações já apuradas. A expectativa é de um ambiente regulatório mais duro para as gigantes de inteligência artificial e os desenvolvedores de data centers, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela WRTV.

A votação na Nova Zelândia se encerra neste sábado, após uma campanha dominada pela economia e pelo custo de vida. Pesquisa da Infrastructure New Zealand divulgada na sexta-feira dava 30,7% ao Partido Trabalhista (Labour) e 26,4% ao Partido Nacional (National). O primeiro-ministro Christopher Luxon, do National, disse a apoiadores e jornalistas que a disputa “vai ser apertada”: “Vai ser difícil, e é por isso que você tem de sair e votar”. Quase 1,67 milhão de pessoas já havia votado até quinta-feira, mais de um terço dos eleitores aptos, segundo dados da Comissão Eleitoral.

O líder do Yisrael Beiteinu, Avigdor Liberman, disse nesta sexta-feira que moderaria sua exigência histórica de que judeus ultraortodoxos sirvam no serviço militar, buscando uma coalizão capaz de derrubar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Liberman manteve a recusa a uma aliança com partidos árabes israelenses, mas defendeu que a oposição negocie com os ultraortodoxos, apesar dos anos de denúncias contra a comunidade por evitar o serviço militar. Os dois partidos ultraortodoxos somam 13 cadeiras, o que daria a Eisenkot uma maioria estreita no Parlamento. O presidente israelense Herzog anuncia no domingo quem terá o primeiro mandato para formar governo, provavelmente Eisenkot, que recebeu mais recomendações de partidos.

As duas alianças lideradas por partidos árabes, a Lista Árabe Unida (Ra'am) e a Lista Conjunta, conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, resultado sem precedentes após um salto na participação do eleitorado árabe. Os partidos árabes tiveram alta de 64% nos votos em relação à eleição anterior, segundo o Comitê Central de Eleições. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com 53 cadeiras, nem o de Eisenkot, com 48, alcançaram maioria na eleição de 27 de outubro. A Lista Conjunta, que ficou com 11 das 19 cadeiras, não vai entrar formalmente num governo de Eisenkot, mas seus líderes dizem que poderiam apoiá-lo por fora, citando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia. O Ra'am, partido islâmico socialmente conservador, fez campanha para entrar numa coalizão de governo e colocou um ex-oficial de polícia judeu como segundo da lista. “Bloqueamos a continuidade do governo de Netanyahu”, disse Jamal Zahalka, presidente do Comitê de Acompanhamento Superior, principal entidade que representa os cidadãos palestinos de Israel. “Foi uma conquista histórica. Acho que nossa comunidade encontrou sua força.”

O prefeito de Houston, John Whitmire, determinou que a polícia da cidade acione o Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos Estados Unidos (ICE) apenas quando a pessoa abordada for presa por crime sujeito a detenção ou quando o órgão emitir um mandado administrativo. A ordem afirma que estar sujeito à lei de imigração não pode, por si só, ser base para contatar o ICE, prolongar uma detenção ou manter alguém sob custódia. Whitmire disse que a cidade vai atrás de imigrantes “que representem perigo, não os que cuidam da família, do trabalho e da educação”. A medida é uma das primeiras a limitar os poderes do ICE desde a eleição de terça-feira. O governador do Texas, Greg Abbott, perdeu a disputa por um quarto mandato para a democrata Gina Hinojosa.

O Tribunal Superior de Dar es Salaam condenou o líder da oposição Tundu Lissu, do partido Chadema, por incitação à desordem e o sentenciou a quatro anos de prisão. Um painel de três juízes o absolveu da acusação mais grave, de traição, por considerar que a Promotoria não provou um elemento central do crime. A corte entendeu que o slogan de campanha “No Reforms, No Election” bastava para a condenação. Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado. Os juízes disseram que ele incentivou seus apoiadores a perturbar a eleição geral de 2025, contestada pela oposição. A Anistia Internacional classificou a condenação como uma “farsa da justiça”. “Tundu Lissu nunca deveria ter sido preso, muito menos processado e condenado”, disse Tigere Chagutah, diretor regional da organização para a África Oriental e Austral. A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, resultado que a oposição chamou de “deboche” à democracia, depois de os dois principais concorrentes, entre eles Lissu, terem sido excluídos.

Três ministros-presidentes da União Democrata-Cristã (CDU) se manifestaram publicamente a favor da deputada estadual bávara Ilse Aigner, da União Social-Cristã (CSU), como presidente da Alemanha. O chanceler Friedrich Merz havia se comprometido a propor à CDU uma mulher “do centro político” para suceder Frank-Walter Steinmeier, e deve apresentar Aigner oficialmente aos órgãos dirigentes do partido, que se reúnem domingo e segunda-feira em Berlim, segundo fontes da agência DPA. O líder do Partido Social-Democrata (SPD), Lars Klingbeil, disse que a legenda apoiaria a indicação. Aigner, de 61 anos, preside o parlamento estadual da Baviera.

Makalé, capital regional do Tigré, voltou ao controle do Exército etíope, cujas forças entraram na cidade em 3 de outubro sem combate. Uma nova administração interina foi instalada em 16 de outubro, encarregada de organizar eleições em seis meses. Os letreiros de entrada da sede da Frente de Libertação do Povo do Tigré (FPLT) foram retirados e substituídos pelos do “bureau regional de paz e segurança do Tigré”. A guerra do Tigré durou de novembro de 2020 a novembro de 2022 e matou mais de 600 mil pessoas, segundo a União Africana.

A Suprema Corte da Somália decidiu na quinta-feira que o mandato do presidente Hassan Sheikh Mohamud expirou e ordenou eleições em 90 dias. A sentença de cinco páginas rejeitou o argumento presidencial de que as mudanças constitucionais permitiam a permanência no cargo até 2027. Os juízes deram 30 dias para os líderes políticos acordarem o formato da eleição e limitaram o governo a funções administrativas até a votação. Não indicaram um presidente substituto nem disseram o que acontece se os prazos forem perdidos. A corte também anulou a demissão do presidente do tribunal, Baashe Yusuf Ahmed, feita um dia antes, e a presidência não havia se pronunciado até sexta-feira. A decisão vem uma semana depois de a ONU encerrar sua missão política no país, que ajudava os líderes rivais a negociar, sem que um mediador substituto tenha sido acordado para uma disputa que já provocou confrontos armados em Mogadíscio.

O presidente israelense Herzog informou na quinta-feira que as facções que representam 67 parlamentares do Knesset recomendaram o líder do Yashar, Gadi Eisenkot, para formar o próximo governo, enquanto 46 apoiaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Herzog disse que pretende encarregar um parlamentar da tarefa no domingo. Na votação de 27 de outubro, nem a coalizão de Netanyahu nem o bloco de Eisenkot alcançaram as 61 cadeiras necessárias para governar: o bloco do primeiro-ministro fez 53 e o do rival, 48. O United Torah Judaism, com sete cadeiras, não recomendou nenhum dos dois candidatos. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com o presidente podendo conceder prorrogação de até 14 dias.

O Tribunal Federal de Abuja decidiu que a direção do Congresso Democrático Africano (ADC) liderada pelo ex-presidente do Senado David Mark é ilegalmente constituída, segundo o Within Nigeria. A decisão também invalidou a primária que fez do ex-vice-presidente Atiku Abubakar o candidato do partido à eleição presidencial de 16 de janeiro de 2027. O ADC vai recorrer da decisão no Tribunal de Apelação. Atiku mantém sua candidatura à Presidência apesar da anulação judicial.

A Comissão Eleitoral da República da Sérvia (RIK) adotou por unanimidade o relatório consolidado das eleições parlamentares de 25 de outubro de 2026, com repetição de votação em 1º de novembro em 53 seções eleitorais. A lista “Lista Estudantil – Os Estudantes Estão Vencendo” obteve 2.354.417 votos, ou 140 cadeiras, e a lista “Aleksandar Vučić – Sérvia Unida” ficou com 1.731.323 votos, ou 103 cadeiras. Compareceram às urnas 4.444.310 eleitores, com 4.441.636 votos depositados, dos quais 4.385.065 válidos e 56.571 inválidos. A RIK concedeu os mandatos aos deputados eleitos, e o novo Parlamento deve se constituir em até 30 dias da proclamação do resultado final.

Gadi Eisenkot, principal rival de Benjamin Netanyahu, obteve o endosso de 67 parlamentares, contra 46 que apoiaram Netanyahu e sete que se abstiveram. O partido árabe-israelense Ra’am, com oito cadeiras, e a Lista Conjunta, com 11, recomendaram Eisenkot, e a Lista Conjunta deve apoiar o governo por fora da coalizão. O presidente Isaac Herzog disse que os “resultados das consultas podem parecer claros”, mas que há “vetos mútuos entre os blocos e dentro dos próprios blocos”, e que anunciará sua escolha no domingo.

Os democratas conquistaram o Senado, com maioria de ao menos 54 a 44, e ganharam pelo menos 30 cadeiras na Câmara dos Representantes, impulsionados pela irritação com as políticas de Donald Trump, em especial o peso da guerra com o Irã sobre o custo de vida. A CNN projetou ao menos 245 cadeiras democratas na Câmara. O vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à guerra: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”, escreveu em publicação no X. Donald Trump reconheceu que a guerra com o Irã teve impacto na eleição e afirmou que a operação continua: “A coisa do Irã nós tínhamos de fazer, e continuamos fazendo”. O Le Monde descreveu o resultado como revés histórico para Trump, com o mapa eleitoral do país virando azul democrata.

A Nova Zelândia realiza eleição geral neste sábado, com disputa apertada entre o partido do governo e a oposição, e pesquisas indicam que nenhum dos dois principais partidos deve obter maioria própria. O Partido Oportunidade, centrista, defende uma forma de renda básica universal que chama de “Renda dos Cidadãos”. A legenda deve conquistar cadeiras pela primeira vez e pode ser decisiva na formação do governo. A comissão eleitoral do país prevê publicar os resultados oficiais da eleição geral de 2026 na sexta-feira, 27 de novembro.

Um painel de três juízes da Alta Corte de Dar es Salaam condenou o principal líder da oposição da Tanzânia, Tundu Lissu, a quatro anos de prisão por incitação, e o absolveu da acusação mais grave, de traição, porque os promotores não provaram um elemento central da acusação. A condenação por incitação se baseou no slogan de campanha “No Reforms, No Election”, que o tribunal considerou um chamado a perturbar a eleição de 2025. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News, os promotores afirmavam que Lissu disse a apoiadores que a oposição “bloquearia a eleição” e “mobilizaria uma rebelião”. Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado e tem autorização para recorrer ao Tribunal de Apelação. A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, pleito do qual os dois principais adversários, incluindo Lissu, estavam excluídos.

Um juiz da Alta Corte Federal em Abuja anulou a candidatura presidencial de Atiku Abubakar ao concluir que a direção do Congresso Democrático Africano (ADC) foi constituída ilegalmente. A eleição presidencial nigeriana está marcada para 16 de janeiro de 2027, e o partido disse que vai recorrer; o ADC acusa o partido governista Congresso de Todos os Progressistas (APC) de estar por trás da ação, e o porta-voz de Bola Tinubu, Daniel Bwala, negou o envolvimento. A decisão saiu um dia depois de Abubakar lançar a campanha em um comício em Sokoto. Em julho, o juiz Musa Liman decidiu que Mark havia sido escolhido de acordo com as leis do país e a constituição do partido, em um caso movido por outro ex-integrante do ADC.

O líder da Aliança Democrática (DA), Geordin Hill-Lewis, declarou vitória direta na Cidade do Cabo, com 58% dos votos esperados, na quinta-feira, 5 de novembro, e destacou os ganhos do partido entre eleitores negros. As coalizões no Cabo Ocidental seguiam em aberto.

Donald Trump disse a jornalistas no Salão Oval que as eleições norte-americanas são “tão fraudulentas” que ninguém tem ideia, ao denunciar a vitória de um socialista democrata na disputa pela prefeitura de Los Angeles. Trump exigiu que os votos dados a dois candidatos menores na disputa ainda indefinida ao Senado pelo Alasca sejam repassados ao titular republicano Dan Sullivan, que está atrás da democrata Mary Peltola por 48,2% a 47,9%. Os democratas já têm ao menos 54 cadeiras no Senado contra 44 dos republicanos e passaram de 250 na Câmara.

A aliança árabe Lista Conjunta anunciou no segundo dia de consultas com o presidente Isaac Herzog o apoio a Gadi Eisenkot como primeira opção para primeiro-ministro de Israel, e o bloco de Eisenkot pode chegar a 67 cadeiras no Knesset com o apoio do Ra’am e da Lista Conjunta. Eisenkot reuniu a recomendação de 67 dos 120 deputados, contra partidos que somam 46 cadeiras para Binyamin Netanyahu, e Herzog disse que dará o mandato a um dos candidatos no domingo, 8 de novembro. Três dos partidos judaicos que apoiam Eisenkot resistem a integrar uma coalizão com representantes árabes, segundo o The Times of Israel, em texto republicado pelo Brasil 247, enquanto o chefe do Shin Bet, David Zini, comparou a alegada interferência estrangeira nas eleições à falha de segurança de 7 de outubro de 2023.

Lula afirmou a interlocutores que “está na hora de Trump levar o Brasil a sério”, sem ter se pronunciado oficialmente sobre a vitória democrata na Câmara e no Senado. O presidente quer destravar negociações comerciais e reduzir tarifas que atingem 47,3% das exportações brasileiras aos Estados Unidos (EUA).

Pesquisa de boca de urna para a AP e um consórcio de veículos apontou que 56% dos eleitores disseram que os data centers foram fator “crucial ou importante” do voto e 76% se oporiam a um novo data center na própria comunidade. Três cadeiras do Senado viradas pelos democratas – Texas (595 data centers), Ohio (258) e Iowa (117) – têm muito mais data centers que a mediana de 55 nos 50 estados. Texas, Geórgia e Ohio elegeram democratas para o Senado e o governo estadual que defendem regulação mais dura.

A comissão eleitoral nomeada pelos militares de Mianmar agendou para 4 de abril eleições suplementares em 55 circunscrições vagas, incluindo áreas afetadas pela guerra civil, segundo a Reuters em texto republicado pelo Hindustan Times. Várias cadeiras em disputa ficam em municípios da região de Sagaing e nos estados de Chin e Shan, onde forças de resistência antimilitar têm forte presença, com o estado de Rakhine de fora. O partido apoiado pelos militares, Partido da Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP), controla 84% do parlamento bicameral após a eleição geral de dezembro e janeiro, criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como farsa.

A vitória democrata nas eleições de meio de mandato virou risco regulatório concreto para os data centers de IA nos Estados Unidos: a governadora eleita do Texas, Gina Hinojosa, prometeu congelar imediatamente as aprovações de novos data centers até que o estado trate do aumento das tarifas de energia, do consumo de água e do impacto nas comunidades locais. Analistas de Wall Street cortaram projeções de gasto em infraestrutura das big techs horas depois da votação, alertando que moratórias e fiscalização mais dura podem travar até 30% das instalações previstas no país. A Yorkville Ives projetou que, dos 800 a 1.000 projetos planejados, ao menos 10% enfrentam cancelamento e outros 20% podem sofrer atrasos regulatórios prolongados. O banco neerlandês ING colocou à venda de uma só vez uma carteira de cerca de US$ 500 milhões em empréstimos para data centers.

A Justiça Federal da Nigéria anulou na quinta-feira a indicação de Atiku Abubakar como candidato presidencial do Congresso Democrático Africano (ADC), segundo a campanha do opositor, que disse que seus advogados preparam pedido de efeito suspensivo. A mesma sentença anulou a liderança do partido chefiada por David Mark.

Em entrevista ao New York Times, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que as eleições na Venezuela ocorreriam “idealmente” no próximo ano. Ele se recusou a garantir que o pleito ocorra antes do fim do mandato de Donald Trump, segundo a TASS, e afirmou que a Venezuela ainda precisa cumprir vários passos críticos para criar as condições adequadas à realização das eleições.

A Comissão Eleitoral da Malásia marcou para 12 de dezembro a eleição estadual de Sarawak, com inscrição de candidaturas em 28 de novembro, voto antecipado em 8 de dezembro e campanha de 14 dias, segundo o presidente da comissão, Ramlan Harun. Mais de 2,05 milhões de eleitores aptos escolherão 82 deputados estaduais, e a campanha termina em 11 de dezembro. O governista Gabungan Parti Sarawak, do estado rico em petróleo em Bornéu, é pilar do governo federal de Anwar Ibrahim, com 23 deputados. A liderança de Sarawak busca mais autoridade sobre a indústria petrolífera por meio da estatal Petros, cujo papel na distribuição de gás é disputado pela Petronas. A corte federal marcou cinco dias de audiências a partir de 25 de janeiro de 2027 sobre petições da Petronas e do governo de Sarawak contra as leis estaduais e federais do petróleo, segundo a agência estatal Bernama.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israel (AIPAC) gastou mais de US$ 84 milhões nas eleições de meio de mandato, e quase dois terços desses fundos – US$ 55 milhões – teriam sido gastos em candidatos derrotados. Cerca de US$ 32 milhões foram gastos na tentativa de derrotar Abdul El-Sayed, o senador muçulmano eleito pelo Partido Democrata em Michigan. “Para o AIPAC, que gastou 32 milhões de dólares contra nós. Obrigado por me dar a oportunidade de vencê-lo duas vezes”, disse ele na festa da vitória. O grupo gastou mais de US$ 80 milhões no ciclo e seus canais oficiais estão em silêncio desde a tarde do dia da eleição. Daniel Biss, neto de sobreviventes do Holocausto, venceu a primária democrata no 9º distrito congressional de Illinois no início do ano, apesar das investidas do AIPAC, que gastou quase US$ 6 milhões contra ele.

Os democratas viraram sete cadeiras no Senado e superaram a redistritagem republicana na Câmara para assumir o controle do Congresso, com pelo menos 54 cadeiras a partir de 2027 e margem de cerca de 13 pontos no voto nacional para a Câmara, a maior em meio século. No pregão, o S&P 500 caiu 4,4%, a 7.353,73 pontos, o Dow recuou 1.833 pontos e o Nasdaq despencou 5,5%, e Trump culpou os democratas pelo tombo, dizendo que a poupança previdenciária encolheu e que o mercado teve um dos piores dias da história por causa da eleição.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Truth Social que os votos do «falso Dan Sullivan» e do «slug» que os democratas colocaram na cédula deveriam ser entregues «imediatamente» ao «verdadeiro» Dan Sullivan: «Não há outra solução justa!» A democrata Mary Peltola liderava o senador republicano Dan Sullivan na contagem ainda incompleta no Alasca. Depois de aceitar o resultado das eleições de meio de mandato, Trump passou a denunciar eleições «trucadas».

A Bloomberg noticiou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e seus assessores avaliam suas opções futuras, que ele já conversou com integrantes da Casa Branca sobre a possibilidade de deixar o cargo e que foi convidado a permanecer. O jornal britânico The Independent publicou que Rubio está «em observação de renúncia» e se prepara para disputar a indicação republicana em novembro de 2028. Rubio negou que planeje deixar o governo e disse ao The New York Times que trabalhar para Donald Trump até o fim do mandato «sempre foi seu plano»: «Não sei de onde vêm essas coisas, para ser honesto.» O Departamento de Estado classificou a reportagem da Bloomberg de «totalmente inventada» e o relato do Independent de «notícia falsa completamente infundada».

O índice Nasdaq caiu 5,5% nesta quinta-feira, no pior dia em 18 meses, em meio a sinais crescentes de que a indústria de inteligência artificial enfrentará regulação mais dura por causa do resultado das eleições de meio de mandato. O índice composto entrou em território de correção, mais de 10% abaixo do recorde recente, com mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado apagados até o fim do pregão. As ações de chips lideraram a queda, com a SanDisk recuando 22% e a Western Digital, 17%. O VIX, índice de volatilidade da bolsa norte-americana, subiu 61%, ao maior nível desde as primeiras semanas da guerra contra o Irã. O Dow caiu mais de 1.800 pontos, ou 3%, e o S&P 500 perdeu 4%, no maior recuo diário dos três índices desde abril de 2025, segundo a Nikkei Asia. O Nasdaq fechou a 24.712,60 pontos, mais de 10% abaixo do recorde de fechamento de 27.599,89 registrado em 6 de outubro.

Isaac Herzog encerrou as consultas com 67 parlamentares recomendando Gadi Eisenkot para primeiro-ministro, mas só entregará o mandato no domingo, após novas conversas com líderes partidários sobre quem pode formar governo. Herzog aceitou os resultados certificados da eleição da semana passada, em decisão que contraria a tentativa de Benjamin Netanyahu de desqualificar o pleito, e o partido de extrema direita Otzma Yehudit, de Itamar Ben-Gvir, recomendou Netanyahu como candidato a formar o próximo governo.

Gadi Eisenkot emergiu nesta quinta-feira como favorito a ser encarregado de tentar formar governo, depois que o UTJ se recusou a recomendar Netanyahu, segundo o The Hindu. O bloco de Netanyahu, incluindo o UTJ, tem 53 cadeiras no novo Parlamento, contra 48 do bloco de Eisenkot; as listas árabes subiram para 19 cadeiras. O Ra’am, de Mansour Abbas, recomendou Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e Eisenkot não deixou claro se aceitaria apoio árabe para formar governo. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com possível prorrogação de 14 dias.

Nithya Raman, urbanista e outsider político, derrotou a prefeita Karen Bass após uma disputa apertada pela prefeitura de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, segundo o Guardian. Com a vitória, as duas maiores cidades do país e a capital, Washington, passam a ter prefeitos socialistas democráticos, ainda segundo o jornal. Raman chegou ao conselho municipal em 2020, quando a destituição de um vereador no cargo não acontecia havia 17 anos.

O AIPAC gastou mais de US$ 84 milhões nos midterms de 2026, com US$ 55 milhões destinados a candidatos derrotados, quase dois terços do total, segundo levantamento do Responsible Statecraft divulgado pelo Middle East Eye. A maior fatia, cerca de US$ 32 milhões, foi usada na tentativa de derrotar o senador eleito Abdul El-Sayed, no Michigan, que venceu a disputa. É o pior desempenho do grupo em anos: em 2024, 87% dos gastos do seu super PAC foram em disputas vitoriosas, contra 69% em 2022.

Havia 41 consultas locais sobre restrições a data centers em 10 estados, e os eleitores se posicionaram contra em todas exceto uma, em Harwood, Dakota do Norte, segundo a Ballotpedia via CNBC. Pelo menos 33 das cerca de 40 cidades e vilas que votaram medidas restritivas aprovaram moratórias, novas regras ou proibições totais, segundo o levantamento Data Centers on the Ballot. Ao menos 10 municípios proibiram data centers grandes ou acima de 25 megawatts, patamar que inviabiliza instalações de hiperescala. Em pesquisa de boca de urna da NBC News, 56% dos eleitores disseram que inteligência artificial e data centers foram fator decisivo ou importante no voto para o Congresso. Em Edgewater, na Flórida, mais de 77% dos eleitores aprovaram emenda à carta municipal que proíbe aprovar, construir, ampliar ou operar novos data centers.

Os democratas conquistaram o Senado dos Estados Unidos com 54 cadeiras contra 44 dos republicanos, uma virada líquida de sete assentos, e somavam 247 cadeiras na Câmara, com 35 distritos ainda sem resultado definido. Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown derrotou o republicano Jon Husted e retomou a cadeira, conforme projeção da Associated Press. No Texas, Gina Hinojosa, democrata, derrotou o governador Greg Abbott, republicano de três mandatos – a NBC News projeta o primeiro governo democrata do estado desde 1995 – e o partido conquistou sua primeira cadeira de senador no Texas desde 1988.

O United Torah Judaism (UTJ), aliado histórico de Netanyahu, decidiu não recomendar nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, que tem até 11 de novembro para escolher quem tentará formar governo. O líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, retirou o veto a um governo com partidos haredim, abrindo caminho para conversas da oposição com o UTJ, segundo a N12. Uma coalizão liderada por Gadi Eisenkot com o UTJ teria 55 cadeiras, abaixo das 61 necessárias, mas reduziria o bloco de Netanyahu a 46.

O líder do partido Os Democratas (HaDemokratim), Yair Golan, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar reverter o resultado da eleição parlamentar da semana passada para se manter no poder. “Netanyahu perdeu. Ele se recusa a reconhecer o resultado e tenta dar um golpe e tomar o poder à força”, escreveu Golan no X, segundo a Anadolu Agency, em texto republicado pelo Daily Sabah. Golan alegou que a polícia prendeu ativistas políticos sem mandado e que o Shin Bet, o serviço de segurança interna, tentou interrogar eleitos sem apresentar provas. O Comitê Central de Eleições afirmou não ter encontrado irregularidades que afetassem a integridade do voto após revisar 9.069 urnas. Na terça-feira, o Shin Bet prendeu o colaborador do Middle East Eye Abd Abu Shahadeh sob a alegação de “investigação de segurança”, e o chefe do serviço, David Zini, quer interrogar os líderes palestinos Ahmad Tibi, Sami Abou Shahadeh, Mansour Abbas e Ayman Odeh. As investigações coincidem com a campanha de Netanyahu para deslegitimar os partidos palestinos Ra’am e a Lista Conjunta, que juntos somaram 19 cadeiras na Knesset.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está em “alerta de renúncia” e se prepara para deixar o cargo e lançar uma candidatura à Presidência em 2028, segundo reportagem do The Independent. O texto se baseia em fontes anônimas em Washington e no governo britânico, sem documento nem declaração de Rubio. Um interlocutor de Washington disse ao jornal que Rubio precisa “se distanciar da guerra contra o Irã e atribuir isso a Trump”. Fontes republicanas citadas pela Anadolu Agency afirmaram que até cinco membros do gabinete preparam a saída antes da posse do Congresso controlado pelos democratas, em janeiro, para evitar investigações em comissões e eventuais processos de impeachment. A Casa Branca classificou as informações de “teorias da conspiração infundadas e falsas”, e o Departamento de Estado as chamou de notícia falsa, atribuída a fontes anônimas fabricadas.

O parlamentar Mansour Abbas, chefe do partido árabe tradicionalista Ra’am, recusou-se a chamar o Hamas de organização terrorista nas consultas com o presidente Isaac Herzog nesta quinta-feira, citando o desejo de continuar sendo uma “ponte” com os palestinos e o risco pessoal para ele e sua família. Abbas recomendou Gadi Eisenkot, que fez do reconhecimento do Hamas como organização terrorista uma condição para os partidos que quiserem entrar num governo liderado por ele. A Herzog, Abbas disse: “Somos uma ponte. Não destruam essa ponte. Não nos transformem em apoiadores do terror ou traidores”, e pediu espaço para proteger a si e à família, chamando o assunto de “questão de vida ou morte”.

O afastamento calculado de JD Vance em relação à direção do próprio governo o mantém como favorito à nomeação presidencial republicana de 2028, na análise do The Hindu, que vê na derrota eleitoral um reforço da posição dele e uma perda de espaço do secretário de Estado, Marco Rubio. Cerca de seis em cada dez eleitores disseram que os Estados Unidos tomaram a “decisão errada” ao atacar militarmente o Irã, segundo a AP Voter Poll, pesquisa da Associated Press com mais de 100 mil eleitores. Apenas cerca de um terço disse que a guerra com o Irã foi “crucial” para o voto no Congresso, bem abaixo dos cerca de metade que disseram isso sobre custo de vida ou corrupção de governo.

Com 28% dos votos apurados às 09:22 GMT desta quinta-feira, o Congresso Nacional Africano (ANC) tinha cerca de 32% e a Aliança Democrática (DA) cerca de 28%, segundo resultados da comissão eleitoral, em texto da Reuters republicado pelo Polity. A apuração ainda está no começo, e o resultado pode mudar de forma significativa. Se os números se mantiverem, o ANC ficaria cerca de 14 pontos percentuais abaixo do resultado das municipais de 2021, que já tinham sido o pior da sua história. O painel da comissão eleitoral mostrava o ANC com 31,36% dos votos válidos e a DA com 31,04% às 08:01 desta quinta-feira, diferença de 0,32 ponto percentual. Em Johanesburgo, com 9% apurado, a DA tinha 40,7%; em Tshwane, com 11% apurado, a ActionSA liderava com 29,1%, segundo o boletim do Mail & Guardian. A votação de 4 de novembro foi amplamente projetada como perda de terreno do ANC, com eleitores punindo o partido pela criminalidade alta, pelos escândalos de corrupção e pela falha em serviços básicos como água e eletricidade.

O vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota republicana nas midterms à guerra contra o Irã, em publicação no X na quarta-feira, numa ruptura pública com Donald Trump. “The real reason we lost is obvious to almost everyone”, escreveu Vance. Trump respondeu que a avaliação é em grande parte verdadeira, mas reafirmou que repetiria a guerra: “if I had it to do again, I'd have to do it again, because long-term, it's the only answer”. Diferentemente de Trump, Vance recusou-se a endossar Benjamin Netanyahu na eleição israelense. Vance escreveu que os eleitores que abandonaram o partido apontaram, pela ordem, fim da guerra, custo de vida, “America First” e mudança na relação com Israel.

O Joint List, partido árabe liderado pelo Hadash, recomendou Gadi Eisenkot para formar o próximo governo, somando-se ao Ra'am. Eisenkot passa a ter o apoio dos dois partidos árabes de Israel, com 67 parlamentares a favor, contra 46 de Benjamin Netanyahu; o Judaísmo Unido da Torá (UTJ) se absteve. O Ra'am havia anunciado antes da reunião com o presidente Isaac Herzog que seu grupo parlamentar indicaria Eisenkot. Parlamentares do bloco de Eisenkot disseram ao Haaretz que não houve negociação com o Joint List e que o partido não recebeu oferta em troca da recomendação.

Donald Trump reconheceu rapidamente que as vitórias democratas se deveram à oposição interna massiva aos desdobramentos da guerra com o Irã que lançou junto com Israel, incluindo a alta de preços que ela provocou, e indicou que concordava com a avaliação do vice-presidente J.D. Vance sobre as causas da derrota, embora tenha insistido que não faria nada diferente porque a guerra era necessária para impedir um Irã nuclear. O provável próximo líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse que o partido buscará encerrar a guerra usando o “poder da bolsa” do Legislativo. Os democratas podem repetir o roteiro usado para encerrar a Guerra do Vietnã, anexando à próxima resolução provisória de orçamento, necessária para manter o governo federal funcionando, uma cláusula que proíbe financiar operações de combate dos EUA ao largo do Irã. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, encerrou o segundo dia de consultas com os partidos e Gadi Eisenkot emergiu como favorito a receber o mandato para tentar formar governo, depois de a eleição de 27 de outubro não dar maioria a nenhum dos blocos. O Judaísmo Unido da Torá (UTJ), que tem sete cadeiras no parlamento de 120, informou a Herzog que decidiu não recomendar nenhum deputado para formar governo. O Ra’am, do deputado árabe-israelense Mansour Abbas, recomendou a Herzog que encarregue Eisenkot. Herzog escolhe por conta própria quem recebe o mandato, mas a tradição manda dá-lo a quem foi recomendado pelo maior número de partidos. O indicado terá 28 dias para formar governo, com possibilidade de prorrogação de 14 dias; se falhar, Herzog encarrega outra pessoa. As listas árabes subiram a 19 cadeiras, impulsionadas pela insatisfação com o governo de direita dura de Netanyahu.

O Tribunal Federal de Abuja anulou nesta quinta-feira a candidatura presidencial de Atiku Abubakar pelo Congresso Democrático Africano (ADC) e destituiu a direção do partido sob o ex-presidente do Senado David Mark. O juiz Peter Lifu considerou ilegal o comitê que conduziu a primária presidencial e destituiu todos os dirigentes nacionais, incluindo Rauf Aregbesola como secretário nacional, além de todos os candidatos apresentados à Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) para as eleições de 2027. Se mantida nas instâncias superiores, a decisão impede o ADC, principal desafiante do partido governista All Progressives Congress, de lançar candidatos.

O Judaísmo Unido da Torá (UTJ), que apoiou Benjamin Netanyahu nas cinco eleições anteriores, recusou-se a recomendá-lo para primeiro-ministro e também não apoiou Gadi Eisenkot. O partido informou ao presidente Isaac Herzog que decidiu não recomendar nenhum parlamentar para formar governo; o UTJ tem sete cadeiras das 120 da Knesset. A delegação do partido Democratas recomendou Eisenkot para formar o governo, e o Ra'am fez o mesmo no início da tarde. Otzma Yehudit indicou Netanyahu, e o Likud deve seguir o mesmo caminho. Herzog fazia o segundo dia de consultas partidárias após a eleição de 27 de outubro, na qual nem Netanyahu nem Eisenkot obtiveram maioria. Netanyahu preservou a isenção do serviço militar para estudantes religiosos, mas sem consagrá-la em lei.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, escreveu no X que “a razão de termos perdido é a guerra” e que o próprio presidente dissera isso na noite anterior, numa referência à derrota republicana nas eleições de meio de mandato. Vance listou quatro tarefas para reconquistar eleitores descontentes: encerrar a guerra, focar no custo de vida e na inflação, colocar a América em primeiro lugar e mudar a relação do país com Israel. Trump respondeu que a avaliação é em grande parte verdadeira porque a guerra elevou a gasolina no curto prazo, mas disse que repetiria a decisão para impedir que o Irã tivesse armas nucleares. “Acho que é em grande parte verdade, porque [a guerra com o Irã] elevou um pouco a gasolina no curto prazo”, disse. “Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, teria que fazer de novo, porque no longo prazo é a única resposta. Você não pode deixar o Irã ter uma arma nuclear.” Em pesquisa de boca de urna da NBC News, 74% dos entrevistados disseram que a guerra com o Irã foi fator decisivo ou importante no voto, e 37% aprovaram a decisão de atacar.

Donald Trump declarou-se “absolutamente disposto” a aceitar o resultado das midterms e disse esperar trabalhar com os democratas, segundo o Guardian. O Departamento de Justiça tentou bloquear a certificação da disputa ao Senado no Alasca e a contagem de cédulas por autoridades da Califórnia, ameaçando processar funcionários eleitorais californianos e intimando-os na segunda-feira, véspera da votação – mas, segundo o jornal, nada disso se concretizou, e a certificação dos novos congressistas em 3 de janeiro deve transcorrer sem sobressaltos.

Gadi Eisenkot é apontado como favorito a receber o mandato para formar governo, com vantagem clara nas indicações da noite de quarta-feira, com prazo até 11 de novembro para as consultas de Isaac Herzog, enquanto Benjamin Netanyahu voltou a falar em “suspeitas graves” de que Estados estrangeiros gastaram somas consideráveis para influenciar o resultado. Herzog disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” para evitar nova eleição, os responsáveis eleitorais afirmaram não haver indícios de irregularidades e as duas alianças árabes, United Arab List e Joint List, somaram 19 cadeiras, como potenciais fiadoras da coalizão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a avaliação do vice-presidente JD Vance de que os republicanos perderam as eleições de meio de mandato por causa da guerra com o Irã é “em grande parte verdadeira”, e citou o preço da gasolina. “Eu acho que é em grande parte verdade porque impulsionou a gasolina um pouco para cima no curto prazo”, disse Trump a repórteres no local de um novo salão de festas em construção na Casa Branca. Trump afirmou que, se tivesse de fazer de novo, faria, porque “a longo prazo é a única resposta” e “não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”. Perguntado sobre quando a guerra terminaria, respondeu “quando eu quiser”, mas disse que “tem que ser feito direito”. Vance havia dito que “a razão de termos perdido é a guerra”.

O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou nesta quinta-feira que a ilha sempre teve apoio bipartidário nos Estados Unidos e que o Congresso continuará ajudando a reforçar sua capacidade de defesa, ao ser perguntado sobre vendas de armas após as eleições de meio de mandato, em texto da Reuters publicado pelo Investing.com. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou em dezembro passado US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, a maior venda já feita, mas um segundo pacote de cerca de US$ 14 bilhões está parado. Após se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em maio, Trump chamou o pacote parado de uma boa “moeda de troca” que mantinha “em suspenso”. Koo disse que Taiwan seguirá em contato com o Congresso e com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para garantir que as vendas de armas avancem conforme o cronograma.

O progressista Abdul El-Sayed derrotou o republicano Mike Rogers na disputa aberta ao Senado por Michigan, vitória inédita da ala esquerdista do Partido Democrata em um dos principais estados-pêndulo do país. Filho de imigrantes egípcios, ele será o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. O Comitê de Assuntos Públicos Israel-Americanos (AIPAC) gastou quase US$ 30 milhões contra o candidato, seu maior investimento em uma única disputa eleitoral. A campanha se apoiou em saúde universal, na retirada de dinheiro privado das eleições e em críticas duras a Israel. El-Sayed, de 42 anos, venceu apesar de uma onda de islamofobia estimulada por Trump e outros.

Donald Trump Jr. endossou a avaliação do vice-presidente JD Vance de que a derrota republicana nas eleições de meio de mandato se deve à guerra com o Irã, expondo divisões no campo do presidente. Vance escreveu no X: “A razão pela qual perdemos é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite.” Trump admitiu que é “em grande parte verdade” que o Irã e os altos preços dos combustíveis provocados pelo conflito levaram à derrota, e sustentou que “faria de novo”, segundo a AFP, em texto publicado pelo Al Arabiya.

O deslocamento do voto latino, que ajudou a eleger Trump em 2024, aparece como parte central da derrota republicana, com queixa sobre preços e a repressão migratória. Latinos votaram em massa nos democratas nas eleições de terça-feira, do Texas à Califórnia, segundo a AFP. Boca de urna da NBC citada pela agência apontou vitória democrata por cerca de 30 pontos percentuais entre eleitores latinos. A agência atribui o movimento a promessas não cumpridas de preços menores e à repressão migratória que atinge também latinos.

A maioria democrata no Congresso passa a controlar os comitês de comércio e a poder investigar a política tarifária, mas a revogação das tarifas esbarra no poder de veto de Trump. Com ao menos 235 cadeiras, segundo as projeções da Reuters, os democratas terão presidências de comitês de comércio e mais facilidade para aprovar legislação comercial. Os democratas querem revogar leis antigas usadas por Trump para impor tarifas, como a Seção 338 do Tariff Act de 1930, aplicada às importações canadenses. Para Blake Harden, da Ernst & Young, é “muito improvável” que a mudança no Congresso tenha impacto significativo na agenda comercial do presidente e nas tarifas em vigor – Trump seguirá com a agenda tarifária de proteção a trabalhadores, agricultores e empresas, disse o porta-voz da Casa Branca, Matthew Middleton.

A votação de terça-feira transformou data centers de IA em tema de plebiscito local: 44 comunidades votaram por restringir data centers e apenas uma votou por permitir a construção, em 45 medidas decididas. Vinte e uma das medidas estavam em cidades e municípios de Ohio; o segundo estado com mais consultas foi o Maine, com oito. As medidas incluíam proibições diretas, moratórias temporárias, limites ao consumo de energia, exigência de aprovação dos eleitores antes da construção e consultas de caráter indicativo – até a noite de terça-feira, 33 medidas de restrição haviam sido aprovadas ou lideravam a contagem, segundo o site Data Centers on the Ballot.

O presidente israelense, Isaac Herzog, aceitou os resultados certificados das eleições parlamentares da semana passada e iniciou consultas com líderes partidários sobre a quem encarregar de formar o próximo governo. “Agora é o momento de encarar a realidade”, disse Herzog. Oito partidos, incluindo as duas legendas lideradas por árabes, devem se reunir com Herzog nesta quinta-feira, com o Yashar, de Eisenkot, e o Likud, de Netanyahu, falando por último – após as consultas, Herzog escolherá o candidato que considerar mais capaz de formar coalizão, provavelmente Netanyahu ou Eisenkot, e tem alguns dias para anunciar a decisão.

Os republicanos perderam as eleições de meio de mandato por causa da guerra com o Irã, afirmou o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Segundo Vance, muitos dos que votaram em Trump e Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026, pedindo o fim da guerra, foco no custo de vida, prioridade aos Estados Unidos e mudança na relação com Israel. A frustração dos eleitores com a guerra e com a relação com Israel selou a derrota, num distanciamento de Donald Trump – que reconheceu o peso da gasolina, mas defendeu a decisão de iniciar o conflito – antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

Em entrevista à televisão alemã ZDF, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esperar que os avanços democratas nas eleições de meio de mandato gerem mais ajuda a Kiev na guerra de quatro anos e meio com a Rússia, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Zelensky afirmou ser grato aos republicanos, mas disse que os democratas falam “muito claramente” sobre apoiar a Ucrânia e reconstruir a ligação entre os Estados Unidos e a Europa. “Também sou grato aos republicanos, mas os democratas falam muito claramente sobre apoiar a Ucrânia e fornecer assistência à Ucrânia”, disse em comentários fornecidos em alemão pela ZDF antes da exibição da entrevista. “Falam sobre renovar a conexão entre os Estados Unidos e a Europa... Por isso, há esperança de que surja um equilíbrio de poder e de que recebamos mais apoio.” Ele disse também que um Congresso que aprove apoio financeiro ou militar forte terá impacto sobre Putin.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que a República Islâmica impôs a Donald Trump derrotas no campo de batalha, em Ormuz e agora uma “derrota política” em Washington. “A nação iraniana deu a Trump uma derrota estratégica no campo de batalha e em Ormuz – e uma derrota política em Washington. Enquanto isso, os americanos ficaram com a conta da guerra dele”, escreveu em publicação no X. “Quem enfrentar o Irã pagará o preço, do campo de batalha à porta de casa”, acrescentou. Depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato, uma grande faixa com as imagens de Trump, do vice-presidente JD Vance e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu foi queimada em um comício em Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que é “em grande parte verdade” que a guerra com o Irã custou a eleição republicana, por causa da alta de curto prazo da gasolina, e afirmou que repetiria a decisão porque “não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”, em declaração citada pela agência ANI. No mesmo dia, o vice-presidente JD Vance escreveu no X que “a razão da derrota é a guerra” e que a raiva do eleitorado com o conflito levou antigos apoiadores de Trump a votar nos democratas. Trump disse também que o motivo principal foi o preço dos combustíveis, com “enorme petróleo” saindo do Estreito de Ormuz no momento. Afirmou estar disposto a trabalhar com os democratas depois do avanço nas eleições de meio de mandato, mas avisou que vetará a legislação de que discordar, e descartou que o partido abra um impeachment, dizendo que a iniciativa prejudicaria os democratas. Ele disse ainda que sua popularidade pessoal não se transferiu aos candidatos republicanos e que, se estivesse na cédula, os republicanos teriam vencido. “Se eu estivesse na cédula, teríamos vencido... Mas não era possível transferir aquele amor. Havia tanto amor naqueles comícios; era incrível. Não conseguimos transferir aquele amor aos candidatos”, disse.

Sul-africanos votaram nesta quarta-feira em eleições locais que decidem os oito principais municípios metropolitanos do país, além de 44 conselhos distritais e 205 conselhos locais, em disputa que deve ser um teste duro para o Congresso Nacional Africano (ANC). Um número recorde de 29,2 milhões de eleitores está registrado em 23.696 seções eleitorais, segundo a Comissão Eleitoral da África do Sul, e mais de 1,4 milhão de votos especiais foram dados na segunda e na terça-feira. Pesquisas indicavam o ANC com menos de um terço dos votos, abaixo dos 45,6% da última eleição municipal, em 2021, e dos 40,2% das eleições nacionais de 2024. Ao todo, 546 partidos disputaram a eleição, e os resultados finais são esperados para domingo. O resultado deve influenciar a disputa pela sucessão de Cyril Ramaphosa na liderança do ANC, na conferência do partido em dezembro de 2027.

Um número recorde de candidatos a cargos federais apoiados ou filiados à Ação Socialista Democrática (DSA) venceu as eleições de terça-feira nos Estados Unidos, o melhor resultado nacional do movimento de esquerda até agora. Chanpreet Singh, da comissão eleitoral nacional da DSA, disse que são números não vistos em mais de cem anos de atividade eleitoral socialista. Em Michigan, Rashida Tlaib foi reeleita para a Câmara, Donavan McKinney foi eleito pela primeira vez e William Lawrence derrotou um candidato republicano em uma disputa acirrada. Angela Gonzales-Torres derrotou o democrata que ocupava a cadeira na Câmara. A DSA diz ter mais de 120 mil membros, com capítulos nos 50 estados.

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, deixará a liderança republicana na Casa depois da derrota do partido nas eleições de meio de mandato, confirmou nesta quarta-feira seu porta-voz à AFP. Questionado sobre a saída, o porta-voz respondeu apenas “Correto”, conforme a agência, em texto republicado pelo Times Brasil. Johnson foi reeleito deputado pela Louisiana e não anunciou saída imediata da presidência da Câmara ou do Congresso. A vaga abre disputa entre o atual líder da maioria republicana, Steve Scalise, deputado pela Louisiana, e Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça e representante de Ohio.

Com a maioria conquistada na Câmara nas eleições de meio de mandato, o líder democrata Hakeem Jeffries está prestes a se tornar o primeiro presidente negro da Câmara dos Estados Unidos, depois de os democratas derrotarem os republicanos e obterem o controle da Casa. A votação entre os colegas ocorre quando o novo Congresso se instalar, em 3 de janeiro. Jeffries prometeu uma agenda de 100 dias para baixar o custo de vida e abrir investigações e supervisão sobre o governo Trump, com o impeachment entre as opções. Katherine Clark deve assumir a liderança da maioria e Pete Aguilar, a chefia de disciplina do partido na Câmara. Jeffries foi eleito líder da minoria na Câmara em 2022 e é o primeiro negro a comandar qualquer das duas bancadas partidárias na Câmara ou no Senado.

A facção Degel HaTorah, do partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá (UTJ), anunciou que não recomendará nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, por instrução de seus líderes espirituais. A decisão de um aliado histórico de Benjamin Netanyahu aprofunda o rompimento com o primeiro-ministro, motivado pela falha da coalizão em aprovar a lei que consagra a isenção do serviço militar para haredim. Herzog conduz consultas com os partidos sobre quem encarregar de formar o próximo governo e disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” se quiserem evitar nova eleição. Gadi Eisenkot é apontado como provável destinatário do mandato, e o partido árabe Ra’am confirmou que o endossará. O UTJ deve se reunir com Herzog nesta quinta-feira, e não está claro se a facção Agudat Yisrael recomendará Netanyahu ou também se absterá.

Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar de Donald Trump depois da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas em geral evitaram criticar diretamente o presidente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O líder do Reagrupamento Nacional francês, Jordan Bardella, disse que o segundo mandato de Trump foi menos isolacionista que o primeiro, de 2017 a 2021, e que “a intervenção americana em relação ao Irã carrega consequências muito pesadas” para as economias do mundo, sem mencionar Trump como responsável pela decisão. O líder do Vox espanhol, Santiago Abascal, fez pouco esforço para moderar seu afastamento de Trump e disse a jornalistas que está “na Espanha e não em Michigan”, e que “importa muito pouco” o que acontece em outros lugares. O líder do partido britânico Restore Britain, Rupert Lowe, atribuiu a derrota republicana à decisão de atacar o Irã, que chamou de “erro catastrófico”, e escreveu em sua publicação no X: “O que esta guerra alcançou? Absolutamente nada que valha a pena.” Lowe não incluiu no texto o nome do presidente que iniciou a guerra.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “existem fortes suspeitas de que Estados estrangeiros tenham investido quantias consideráveis para influenciar os resultados das eleições em Israel”, em vídeo gravado diante de uma bandeira israelense e do logotipo do Gabinete do Primeiro-Ministro. Na manhã de quarta-feira, o Comitê Central de Eleições anunciou que sua revisão pós-eleitoral, que cobriu protocolos de 9.069 seções eleitorais, não encontrou irregularidades nem indícios de que a integridade do voto tenha sido comprometida ou o resultado alterado. O deputado Ayman Odeh, ex-líder do Hadash e da Lista Conjunta, foi identificado como o parlamentar árabe sênior suspeito de receber centenas de milhares de shekels em dinheiro de fonte estrangeira. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, criticou publicamente a tentativa, atribuída ao chefe do Shin Bet, David Zini, de interrogar parlamentares sem provas suficientes, e afirmou que é ilegal interrogar qualquer pessoa, inclusive parlamentares, sem provas suficientes. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, declarou que todos os líderes de partidos árabes deveriam ser presos e interrogados “em celas do porão do Shin Bet”, mesmo sem a aprovação da procuradora-geral.

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou o resultado como “muito boa notícia para a democracia americana”, dizendo que é mais uma prova de que, em uma democracia, o povo escreve a própria história. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que os eleitores rejeitaram ódio, sexismo, negacionismo climático e privilégios de elite, e que a onda de extrema direita “não está mais crescendo: está se desfazendo”. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) “precisa se tornar mais europeia para poder continuar transatlântica”, e que a Alemanha assume mais responsabilidade e mais encargos na aliança. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o mundo tem agora a oportunidade de se unir em torno do custo de vida e manifestou esperança de reabertura do Estreito de Ormuz. A chanceler austríaca, Beate Meinl-Reisinger, afirmou que a segurança e a prosperidade austríacas e europeias não podem depender de como votam pessoas no Kansas ou em Iowa.

O líder do bloco de oposição, Gadi Eisenkot, prometeu renovar e aprofundar a parceria com os Estados Unidos e disse que espera trabalhar com Donald Trump para estabilizar o Oriente Médio se for primeiro-ministro. O Likud e seus aliados deixaram de ter maioria dos 120 assentos do Knesset, o que obriga Benjamin Netanyahu a ampliar a coalizão para continuar no poder. O presidente Isaac Herzog disse que fará tudo ao seu alcance para evitar uma nova eleição, cujo custo é estimado em mais de US$ 1 bilhão.

Abdul El-Sayed, democrata de Michigan, derrotou o republicano Mike Rogers e se tornou o primeiro muçulmano eleito ao Senado dos Estados Unidos, na eleição em que o partido retomou o controle do Congresso. Ele disse que quer que os Estados Unidos parem de vender armamento usado “para fazer as piores coisas, incluindo genocídio e apartheid, a Israel”. O país fornece a Israel US$ 3,8 bilhões por ano em ajuda militar sob acordo que vigora até 2028, e o presidente Donald Trump anunciou planos de encerrar cerca de US$ 4 bilhões em ajuda militar anual até o fim do ano, sem detalhar como os cortes funcionariam.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem perguntado a assessores, inclusive por telefone, se o secretário de Defesa, Pete Hegseth, deve permanecer no cargo após as perdas republicanas na noite de terça-feira, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Uma dessas fontes disse que o governador da Flórida, Ron DeSantis, é cogitado como substituto, podendo passar pela confirmação no Senado no período de transição e assumir o posto quando seu mandato de governador terminar, em 5 de janeiro. Questionado por repórteres na tarde de quarta-feira, Trump disse que não estava considerando a troca: “acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que o presidente tem “total confiança” em Hegseth.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, desafiou quem sustente que perder o Senado pelos próximos seis anos valeu o custo da guerra com o Irã, depois de escrever no X, na manhã de quarta-feira, que “a razão pela qual perdemos é a guerra”. “Se você quer argumentar que valeu a pena, que perder o Senado pelos próximos 6 anos valeu a pena, então faça isso”, escreveu. O presidente Donald Trump afirmou que a ação contra o Irã tinha de ser feita e continua em curso, disse ter falado com Vance na manhã de quarta-feira e classificou o texto do vice como “bom”. Segundo a AP Voter Poll, pesquisa com mais de 100 mil eleitores, cerca de 6 em 10 consideraram errada a decisão de atacar militarmente o Irã. Vance chamou de “conselho sólido” a recomendação anterior de encerrar a guerra, enquanto autoridades dos Estados Unidos mantêm sob consideração retomar operações de combate em larga escala contra o Irã.

Opositores de data centers estão entre os maiores vencedores da onda democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, segundo análise da Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News, apontando mudança do humor público sobre inteligência artificial e possível desaceleração do boom que sustentou o crescimento da economia e as bolsas americanas. No Texas e na Geórgia, democratas que defenderam em campanha moratória à expansão de data centers venceram cargos que o partido não ocupava havia décadas. Ações do setor caíram conforme a onda democrata se consolidou: a Core Scientific recuou 11,6% e a Iren 12,5%, com quedas também em Applied Digital, Hut 8, Cipher Digital, GE Vernova, Constellation Energy e Vistra. Para Aidan Yao, estrategista sênior de investimentos do Amundi Investment Institute, a eleição funcionou mais como um referendo sobre a inteligência artificial do que sobre Trump. Mesmo republicanos se voltaram contra os data centers, que opositores dizem elevar as contas de energia, poluir o céu noturno com luzes e não gerar empregos e impostos suficientes para justificar os incentivos estaduais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Fox News que a economia é forte, mas que o preço da gasolina, causado pelo Irã, impediu os eleitores de perceberem isso, e afirmou ao Wall Street Journal sobre a guerra com o Irã: “Eu fiz a coisa certa. Faria de novo”. Ele negou responsabilidade pela derrota republicana nas eleições de meio de mandato: “Não estava na cédula”, disse ao The New York Times, “e porque não estava na cédula, não conseguimos levar gente suficiente às urnas”. A declaração contradiz o vice-presidente JD Vance, que atribuiu a derrota à guerra e afirmou que o próprio presidente havia reconhecido isso.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra com o Irã, em publicação extensa no X: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”. Vance citou uma pesquisa segundo a qual os quatro temas apontados por eleitores que deixaram os republicanos eram encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação com Israel. Escreveu que quem considera a guerra um custo aceitável deve defendê-la abertamente, inclusive a perda do Senado pelos próximos seis anos. Trump disse que “o Irã foi parte disso” e defendeu a decisão de iniciar o conflito: “Não penso nisso. Fiz a coisa certa. Faria de novo”. A AFP descreveu o movimento como tentativa de Vance de se distanciar do conflito antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que os norte-americanos disseram não à guerra e que o Irã endossa essa mensagem, em post no X. O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, disse que Trump “sofreu uma derrota tanto no campo de batalha quanto na arena política, e imporemos novas derrotas a ele”, e afirmou que 4 de novembro sempre foi um dia de derrota para os Estados Unidos. Hamidreza Moqadamfar, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, disse que a resposta iraniana a uma nova agressão será desproporcional e sem limites geográficos ou temporais: “Nossas respostas não serão mais proporcionais ou comedidas; incendiaremos seus ativos – além do ponto do ataque, e independentemente de hora ou lugar”. O mesmo assessor descreveu o resultado eleitoral nos Estados Unidos como um referendo contra as políticas de Trump, no qual o Irã teve papel central.

As bolsas globais recuperaram nesta quarta-feira das mínimas da véspera, enquanto o dólar e o petróleo caíram, após os democratas conquistarem o Senado e a Câmara nas eleições de meio de mandato nos EUA. O índice europeu STOXX 600 subiu 1,4%, a máximas de dois meses, o MSCI All-World ganhou 0,3% e os futuros das ações americanas viraram e passaram a subir cerca de 1%, depois de caírem até 2% na madrugada. Ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial lideraram a queda inicial na Ásia, e investidores esperam que um Congresso democrata aplique mais escrutínio ao setor. As ações da Tesla e da SpaceX, que Elon Musk pretende fundir, caíam cerca de 4,5% a 5% no pré-mercado, enquanto outras grandes empresas de tecnologia subiam entre 0,8% e quase 3%. Ações de inteligência artificial e de defesa recuaram enquanto papéis de energia limpa subiram, depois que os democratas assumiram o controle do Congresso.

O democrata Jon Rosenthal derrotou o republicano Bo French por 52,6% a 45,5% na corrida pela Comissão Ferroviária do Texas, com 94% dos votos contados, segundo a Associated Press (AP). Deputado estadual que se descreve como democrata “drill-baby-drill”, Rosenthal é o primeiro democrata eleito para a comissão desde Bob Krueger, em 1990; nenhum democrata ocupava a comissão de três membros desde 1994. A comissão regula um setor que bombeia mais petróleo bruto do que qualquer membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), exceto a Arábia Saudita.

A África do Sul realizou eleições locais nesta quarta-feira em meio a descontentamento com cortes de água, apagões e infraestrutura deteriorada, e o Congresso Nacional Africano (ANC) está a caminho de um resultado duro. Pesquisas apontam o ANC com menos de um terço dos votos, ante 45,6% nas últimas eleições municipais, em 2021, e 40,2% nas nacionais de 2024. As seções eleitorais abriram às 7h e fecharam às 9h da noite, no horário local (5h e 19h GMT). A disputa é pelo controle das principais cidades e deve oferecer uma medida do humor nacional antes das próximas eleições gerais.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores dos EUA votaram contra o ódio, o sexismo, a negação da mudança climática e os privilégios das elites. “Aconteceu no Brasil. Acabou de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha”, escreveu ele, referindo-se às eleições de 29 de novembro no país. Sánchez disse também que a onda da extrema direita representada por Feijóo e Abascal está “desmoronando”. A declaração foi publicada na rede X e reproduzida por veículos internacionais, entre eles o Asharq Al-Awsat.

Deb Haaland, ex-secretária do Interior no governo de Joe Biden, foi eleita governadora do Novo México e será a primeira mulher indígena a governar um estado dos EUA. A democrata derrotou o republicano Gregg Hull, 60 anos, empresário e prefeito de Rio Rancho. A Associated Press (AP) declarou a vitória antes das 9 da noite de terça-feira, quando ela liderava por 14 pontos. Haaland fez história em 2018 como uma das duas primeiras mulheres indígenas eleitas ao Congresso e em 2021 como a primeira indígena a chefiar um ministério, o do Interior.

Os democratas conquistaram 54 cadeiras no Senado e 225 na Câmara e passaram a controlar as duas casas do Congresso dos EUA, segundo a contagem do Guardian. A virada veio com uma sequência de vitórias em distritos republicanos na Carolina do Norte, Kentucky, Pensilvânia e Nova Jersey que levou o partido a superar o limite de 218 cadeiras exigido para a maioria na Câmara de 435 membros. A contagem da Al Jazeera dá 53 cadeiras democratas no Senado, com liderança em outras três, e credita à Associated Press (AP) a declaração da maioria na Câmara – a primeira vez desde o segundo mandato de Barack Obama em que o presidente em exercício não tem nenhuma das duas casas ao seu lado. A maioria democrata no Senado assume o controle em 3 de janeiro. Em discurso de vitória pela Geórgia, Jon Ossoff chamou Trump de “presidente lame-duck fracassado”. Os democratas também conquistaram a maioria dos governos estaduais pela primeira vez em 20 anos, segundo a Opera Mundi.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que as pessoas concordam com o que ele faz no Irã, mas provavelmente não estavam dispostas a aceitar a consequência de curto prazo de pagar mais pela gasolina: “Eu entendo isso; não concordo com isso.” Disse também estar “um pouco surpreso” e que achava que os republicanos se sairiam melhor. O presidente responsabilizou a Fox News pelas derrotas: “A culpa é deles, não minha – meus números estão melhores do que nunca”, e publicou a imagem de um boné vermelho com a palavra “VETO”, antecipando o uso da prerrogativa presidencial para barrar propostas aprovadas pelos democratas.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu oficialmente os resultados da eleição para o 26º Knesset e as consultas com os partidos para a formação do governo começam nesta quarta-feira à noite, 4 de novembro, data que marca os 31 anos do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin. Herzog pediu compromisso após uma eleição divisiva. Sobre a sociedade árabe israelense, afirmou que “não se deve difamar um público inteiro” e que condena “as expressões vulgares e racistas” ouvidas recentemente. Disse também respeitar o chefe do Shin Bet, David Zini, e a procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e que falou com os dois nesta manhã.

O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou ao cargo e à política de primeira linha para tentar salvar a campanha do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), abalada pelo segundo acidente ferroviário fatal em nove meses. O acidente na província de Toledo matou 69 pessoas e veio nove meses depois de outro semelhante na mesma linha de alta velocidade; o anterior, na linha Madrid-Sevilha, deixou 46 mortos. A Espanha realiza eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez candidato à reeleição; ele antecipou a data após uma onda de protestos sociais sobre o custo da moradia. Puente anunciou também que renuncia a encabeçar a candidatura socialista por Valladolid.

O Comitê Central de Eleições de Israel auditou 9.069 seções eleitorais após as queixas de fraude e afirmou que os resultados “refletem com precisão a vontade dos eleitores”, segundo o South China Morning Post (SCMP). O colegiado disse que todas as queixas apresentadas por partidos foram revisadas e que não houve achados que indicassem dano à integridade da eleição. O presidente Isaac Herzog recebe oficialmente ao meio-dia o resultado da eleição de 27 de outubro e decide se dá a Benjamin Netanyahu ou a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo, já que nenhum dos dois tem votos suficientes sozinho. Netanyahu alega fraude por partidos de maioria árabe, citando prisões de pessoas com envelopes de dinheiro no dia da eleição e, depois, a afirmação de que parlamentares receberam dinheiro do Catar. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, disse que não interrogará ninguém sem provas.

A democrata Annie Andrews, pediatra, derrotou a senadora Darline Graham e se tornou a primeira democrata eleita ao Senado dos Estados Unidos (EUA) pela Carolina do Sul em 28 anos e a primeira mulher eleita a representar o estado na casa. Antes dela, o último democrata eleito ao Senado pelo estado havia sido Fritz Hollings, em 1998. Graham ocupava a cadeira desde julho, nomeada após a morte súbita do irmão, o senador Lindsey Graham, em uma escolha apoiada pelo presidente Donald Trump. Trump venceu o estado por 18 pontos em 2024.

O deputado republicano Mike Lawler ligou para a democrata Cait Conley e concedeu a disputa pelo 17º distrito congressional de Nova York na noite de terça-feira. “Quando todos os votos forem contados amanhã em Westchester, vai ficar bem claro que vamos ficar aquém”, disse ele a apoiadores. Com 61% apurado, Conley tinha 133.219 votos (52,2%) contra 121.881 (47,7%) de Lawler. Até 250 mil cédulas do condado de Westchester, reduto democrata que responde por cerca de 40% do eleitorado do distrito, ainda estavam sendo contadas depois de uma falha nas máquinas de votação; a Associated Press ainda não havia declarado o vencedor, e a contagem das cédulas restantes ficou prevista para quarta-feira, sob acordo aprovado pela Justiça.

Em uma virada, a democrata Gina Hinojosa foi eleita governadora do Texas, a primeira democrata no cargo em mais de 30 anos, derrotando o republicano Greg Abbott na terça-feira. Segundo projeções da mídia norte-americana, Abbott, no terceiro mandato, perdeu a disputa pela reeleição para a deputada estadual, um resultado que encerra três décadas de domínio republicano no governo do Texas.

O democrata James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton e é o primeiro democrata a ganhar uma cadeira ao Senado pelo Texas desde 1988, na corrida mais cara da história ao Senado, com mais de meio bilhão de dólares em gastos e US$ 158 milhões de Elon Musk a um super PAC pró-Paxton. Talarico tem 37 anos e é deputado estadual, ex-professor do ensino médio e seminarista presbiteriano, enquanto Paxton carregava uma investigação federal de corrupção que não resultou em acusações e um impeachment aprovado pela Câmara estadual por acusações de usar o cargo para ajudar um doador político, do qual foi absolvido no Senado estadual.

O Shin Bet e a Polícia de Israel prenderam nesta quarta-feira o ativista e jornalista Abed Abu Shehadeh, dirigente do Balad, em Jaffa, por suspeita de infrações de segurança – prisão que o presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh, chamou de “crime grave”, acusando Netanyahu de tentar confiscar o resultado eleitoral. Cerca de 15 agentes, alguns encapuzados, invadiram a casa à meia-noite e o levaram na frente dos dois filhos, apreendendo aparelhos eletrônicos e livros, em caso sob a unidade central de Tel Aviv e o Shin Bet com sigilo imposto pela Justiça por se tratar de investigação de segurança; a comissão eleitoral central certificou o resultado na quarta-feira sem encontrar irregularidades que comprometessem a integridade da eleição.

Com 99% dos votos contados, o Likud de Benjamin Netanyahu e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos ficaram com 53 das 120 cadeiras do Knesset. O bloco contrário reúne 48 cadeiras de facções de direita e centro-esquerda do ex-chefe militar Gadi Eisenkot e 19 cadeiras recorde dos dois partidos de maioria árabe. O novo Knesset se instala em 10 de novembro e o presidente Isaac Herzog deve encarregar Eisenkot, cujo Yashar é o maior do bloco anti-Netanyahu, de formar governo, enquanto o interino Netanyahu segue sem restrição legal especial para conduzir operações militares – podendo autorizar legalmente um ataque ao Irã mesmo sem maioria parlamentar, seguindo os procedimentos ordinários.

A democrata Keisha Lance Bottoms venceu a disputa pelo governo da Geórgia na terça-feira e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado norte-americano, segundo projeções da imprensa dos EUA em texto da Reuters republicado pelo Spokesman-Review, derrotando o empresário republicano Rick Jackson e se tornando a primeira governadora mulher da Geórgia. Na mesma noite, Stacey Plaskett foi eleita governadora das Ilhas Virgens Americanas, primeira mulher negra eleita governadora de uma jurisdição norte-americana, e Adam Hamilton venceu no Kansas e se tornou o primeiro democrata eleito ao Senado pelo estado desde 1932.

Defensores do direito ao aborto venceram no Missouri e na Virgínia, segundo a Associated Press (AP), em um conjunto de 145 consultas populares decididas em mais de três dúzias de estados na terça-feira. No Missouri, os eleitores derrotaram a emenda constitucional que restabeleceria restrições à maioria dos abortos, reafirmando a decisão de dois anos antes, quando o estado foi o primeiro a derrubar uma proibição em vigor. A medida aprovada na Virgínia cria um direito fundamental à liberdade reprodutiva na constituição estadual, assegurando o aborto nos dois primeiros trimestres e o direito à contracepção e tratamento de fertilidade. No Missouri, os eleitores também encerraram o novo mapa distrital desenhado para dar aos republicanos uma cadeira a mais na área de Kansas City, após decisão judicial exigir referendo. Em Maryland, governado por democratas, os eleitores aprovaram emenda constitucional que pode abrir caminho para novos distritos congressuais na eleição de 2028, com apoio do ex-presidente Barack Obama à campanha pelo “sim”.

O democrata Abdul El-Sayed foi projetado vencedor da disputa ao Senado pelo Michigan contra o republicano Mike Rogers, com pouco mais de 50% dos votos contra mais de 47% de Rogers, e será o primeiro muçulmano eleito à Casa, segundo a projeção da Decision Desk HQ. El-Sayed, que acusou o Estado de Israel de genocídio na guerra contra o Hamas em Gaza durante a campanha, disse no discurso da vitória que “não queremos nosso dinheiro enviado para fazer apartheid, ou genocídio, ou guerra”.

O democrata Hakeem Jeffries está na linha para se tornar o primeiro presidente negro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e comandará a maioria empossada na primeira semana de janeiro, após quatro anos de controle republicano. Ele prometeu aprovar legislação para reverter os cortes de gastos no Medicaid – programa de saúde para pobres e pessoas com deficiência – sancionados em 4 de julho de 2025. No discurso de vitória na noite de terça-feira, declarou que “hoje começa a grande volta dos Estados Unidos”.

A maioria democrata no Senado se ampliou com a vitória projetada do democrata Troy Jackson sobre a senadora republicana Susan Collins no Maine, depois que Collins ligou para Jackson e concedeu a derrota antes da projeção da Associated Press (AP). No Kansas, o democrata Adam Hamilton teve 51,9% dos votos contra 45,2% do republicano Roger Marshall, o primeiro democrata eleito senador pelo estado desde 1932. Em Ohio, o democrata Sherrod Brown derrotou o senador Jon Husted e retorna ao Senado, em eleição especial para os dois anos finais do mandato que JD Vance conquistou em 2022. Em Iowa, o democrata Josh Turek derrotou a republicana Ashley Hinson, segundo a Associated Press.

Depois de dizer que aceitaria os resultados, Trump reconheceu, segundo a Reuters, que a guerra com o Irã pesou nas derrotas republicanas nas eleições de meio de mandato, embora afirme que os eleitores entenderam a importância do que ele fez no Irã. Disse que os democratas enviarão projetos que considera insanos e que os vetará, até que o procurem para negociar. Não há planos de mudar o gabinete após a derrota republicana, afirmou Trump.

As bolsas asiáticas caíram nesta quarta-feira junto com o dólar, com o avanço democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos, que analistas associam a paralisia no Congresso. O Nikkei 225 caiu 3,6%, a 60.835,36 pontos, o menor nível desde o início de maio, com a SoftBank Group recuando 8% e a Kioxia Holdings 10,8%. O Kospi recuou 3,2%, a 5.466,83 pontos, com a SK Hynix em queda de 3,2% e a Samsung Electronics de 1,8%. O dólar recuou a 158,06 ienes, de 158,75 na terça-feira, e o euro subiu a US$ 1,1249. Investidores veem na onda democrata o risco de escrutínio regulatório mais duro sobre empresas de inteligência artificial.

Eleitores de Providence, em Rhode Island, aprovaram uma medida que pode levar a cidade a desinvestir fundos públicos de Israel. Com 81 de 82 seções eleitorais parcialmente apuradas, o conselho eleitoral do estado registrava 75% de votos a favor e 25% contra. O resultado é preliminar: com 79 de 82 seções reportando, a contagem do conselho eleitoral de Rhode Island estava em 74,99% a favor. O texto não cita Israel e pede que a cidade deixe de investir em países estrangeiros que pratiquem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio. A cidade se torna o maior município dos Estados Unidos a aprovar alguma forma de desinvestimento de Israel, depois de Somerville, em Massachusetts, cujos eleitores aprovaram uma medida não vinculante no ano passado.

O democrata David Crowley, executivo do condado de Milwaukee, derrotou o deputado republicano Tom Tiffany na eleição para governador do Wisconsin e será o primeiro governador negro da história do estado. Com 74% dos votos apurados, Crowley tinha 53,8% contra 46,2% de Tiffany, segundo estimativas da Associated Press. A disputa custou mais de US$ 195 milhões, a mais cara da história do estado, e mais de 60% do total foi gasto em apoio a Tiffany.

A democrata Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que tentava o quarto mandato, segundo o Guardian. Hinojosa, deputada estadual de cinco mandatos por Austin, será a primeira governadora latina da história do Texas. Nenhum democrata vencia a eleição para governador do estado desde Ann Richards, em 1990.

Os democratas conquistaram a maioria do Senado dos Estados Unidos, segundo a contagem de projeções da Associated Press, com a vitória de Josh Turek sobre a deputada republicana Ashley Hinson em Iowa selando o controle da casa. Os democratas viraram seis cadeiras republicanas – Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Kansas, Texas e Iowa – e chegaram aos 51 assentos necessários para o controle. Era preciso conquistar uma vantagem líquida de ao menos quatro cadeiras para recuperar a maioria, que estava com os republicanos.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que o que se vê é “uma tentativa de esmagar a democracia e roubar a eleição com a ajuda de infiltrados do governo no sistema de segurança” e chamou a situação de “ameaça direta à nossa democracia”, pedindo às instituições do Estado que resistam e que se forme um governo o mais rápido possível. A fala vem em meio a relatos de que o chefe do Shin Bet, David Zini, buscava interrogar três líderes de partidos palestinos por suspeita de interferência estrangeira na eleição, sem que as autoridades tenham encontrado provas. Partidos liderados por palestinos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, o que impediu Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot de chegar aos 61 necessários para formar governo.

A NBC News projetou a conquista democrata da Câmara dos Representantes, com cerca de 248 cadeiras – bem acima das 218 necessárias para a maioria. Os democratas precisavam de apenas três cadeiras líquidas e viraram mais do que isso, sobretudo em distritos que Trump venceu em 2024. O líder democrata Hakeem Jeffries deve se tornar o primeiro presidente negro da Câmara quando for empossado, em 3 de janeiro.

O democrata James Talarico derrotou o procurador-geral Ken Paxton e se tornou o primeiro democrata a vencer uma disputa estadual no Texas desde 1994, segundo projeção do Decision Desk HQ. A disputa, a mais cara da história do estado, girou em torno de masculinidade e ataques a pessoas trans, e a campanha de Paxton foi financiada por Elon Musk, que gastou quase US$ 200 milhões nas semanas finais.

Keisha Lance Bottoms foi eleita governadora da Geórgia na terça-feira, tornando-se a primeira mulher negra eleita governadora nos Estados Unidos, ao derrotar o empresário republicano Rick Jackson. Ela venceu apesar da desvantagem de gastos criada pelo bilionário Jackson, que aplicou mais de US$ 200 milhões da própria fortuna na campanha, e é a primeira democrata a vencer a disputa no estado desde 1998. Bottoms sucede o republicano Brian Kemp, impedido por lei de buscar um terceiro mandato, na terceira eleição consecutiva ao governo da Geórgia com uma mulher negra no topo da chapa democrata.

O democrata Chris Pappas venceu a disputa ao Senado em New Hampshire, derrotando o republicano John Sununu, e será o primeiro homem abertamente gay eleito ao Senado dos Estados Unidos. Sununu telefonou para Pappas para reconhecer a derrota na noite de terça-feira. Na Flórida, a democrata Pia Dandiya venceu o 22º distrito congressional, derrotando o republicano Casey Askar, e é a primeira indiana-americana eleita à Câmara dos Representantes pelo estado. Aber Kawas venceu a disputa pelo 12º distrito do Senado estadual de Nova York, com 75% dos votos quando a corrida foi declarada, tornando-se a primeira palestina-americana de hijab a servir no Legislativo estadual de Nova York.

Os 16 representantes do bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Comissão Eleitoral Central escreveram a Sohlberg pedindo discussão urgente sobre suspeita de compra de votos por suspeitos árabes, segundo o Times of Israel – Sohlberg, também vice-presidente da Suprema Corte, respondeu que ninguém tem poder legal para adiar a publicação oficial e marcou a reunião de quarta-feira para as 9h, antes do previsto, para uma discussão mais ampla. O bloco pró-Netanyahu somou 53 cadeiras, com 27 do Likud, enquanto os outros 67 assentos se dividem entre partidos liderados por judeus, com 48, e partidos liderados por árabes, com 19.

O democrata Roy Cooper venceu a disputa ao Senado pela Carolina do Norte contra o ex-presidente do Comitê Nacional Republicano Michael Whatley e é o primeiro democrata eleito para uma das duas cadeiras do estado desde 2008 – a vantagem de Cooper, ex-governador por dois mandatos, levou os republicanos a cortar o financiamento da campanha de Whatley. Em New Hampshire, o democrata Chris Pappas, deputado por quatro mandatos, venceu a disputa ao Senado contra o ex-senador John Sununu e será o primeiro homem abertamente gay a servir no Senado dos Estados Unidos. A democrata Juliana Stratton venceu em Illinois contra o republicano Don Tracy, em eleição que marca a primeira vez na história em que três mulheres negras ocupam o Senado ao mesmo tempo. Moody manterá a cadeira até a eleição de 2028.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) enviou cartas de “target” ao advogado Marc Elias e a outras pessoas, no caso da candidatura homônima ao Senado do Alasca. O departamento já emitiu mais de 100 intimações de grande júri e cartas de preservação de documentos, e investigadores começaram a ouvir testemunhas. A investigação apura se a presença na cédula do professor aposentado Dan J. Sullivan, homônimo do senador republicano Dan S. Sullivan, foi articulada para confundir eleitores e desviar votos do titular. Até a noite de terça-feira, o Departamento de Justiça não havia recorrido da decisão da juíza federal Sharon L. Gleason, que rejeitou sem audiência o pedido para suspender a certificação de uma eventual vitória da democrata Mary Peltola. Elias afirmou que o Departamento de Justiça de Trump o mira no dia da eleição e que não será intimidado por uma “investigação encenada”.

Jon Ossoff, democrata, venceu a disputa ao Senado pela Geórgia contra o deputado republicano Mike Collins, segundo chamada da Associated Press. Com 38% dos votos apurados, Ossoff tinha 63% e Collins, 29%, segundo a Associated Press, em texto republicado pela Al Jazeera. Ossoff é visto como possível candidato à indicação democrata à Presidência em 2028. Na Câmara, os republicanos têm 218 cadeiras e os democratas, 214, e os democratas precisam virar três assentos para assumir o controle, em um cenário em que o Cook Political Report projeta ganho democrata de 15 a 25 cadeiras.

O governo da Letônia chefiado pelo primeiro-ministro Andris Kulbergs renunciou nesta terça-feira, mas permanece em exercício até a formação de um novo gabinete. Pela lei letã, o governo em fim de mandato é considerado renunciante quando o parlamento recém-eleito realiza sua primeira sessão. A renúncia é um procedimento previsto, porque o gabinete tem mandato de confiança apenas do parlamento anterior. A aliança Lista Unida, de Kulbergs, venceu 41 das 100 cadeiras na eleição de 3 de outubro, sem maioria para governar sozinha.

Na pesquisa de boca de urna da Associated Press (AP), cerca de seis em cada dez eleitores dizem que os Estados Unidos tomaram a “decisão errada” ao atacar militarmente o Irã. Uma estimativa recente do Pentágono citada pela AP coloca o custo da guerra em mais de US$ 47,1 bilhões. Cerca de um terço dos eleitores diz que a guerra com o Irã foi fator “crucial” no voto para o Congresso, menos que a fatia dos preocupados com o custo de vida e a corrupção de governo. Na mesma pesquisa, cerca de seis em cada dez eleitores desaprovam o desempenho de Trump na Presidência. A economia foi o principal problema do país para 39% dos eleitores, seguida do estado da democracia, com 32%.

Sindicatos e associações de defesa do direito à moradia de sete países europeus, reunidos em Paris, convocaram manifestações coordenadas contra a vida cara nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Participam organizações da França, da Espanha, da Itália, do Reino Unido, de Portugal, da Grécia e da Bélgica, que esperam reunir “milhões” de pessoas nas ruas. A pauta inclui garantir serviços públicos como educação, saúde e moradias públicas, defender o “direito ao trabalho” sem “excluir os migrantes”, a “taxação dos ricos” e o “fim das políticas de rearmamento” e de expansão das “energias fósseis”. Na Espanha, a morte da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, após um despejo em setembro, desencadeou uma onda de manifestações e levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro; os principais sindicatos do país marcaram greve geral para 11 de novembro. Na União Europeia, os preços das moradias subiram mais de 60% entre 2010 e 2025 e os aluguéis, cerca de 29%.

Na pesquisa de boca de urna da NBC News, 43% dos eleitores disseram que um dos motivos do voto era expressar oposição ao presidente, proporção bem maior que a registrada na eleição de meio de mandato de 2018. A aprovação do desempenho de Trump entre os eleitores é de 38%, contra 45% em 2018. Para 75% dos eleitores, a economia do país está em má situação, e 65% afirmam que as políticas de Trump pioraram as condições econômicas. A emissora avalia que a campanha de Trump em apoio a candidatos republicanos nas últimas semanas fez pouco para elevar seu índice de aprovação.

A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, pediu ao Shin Bet que informe o andamento da investigação sobre alegações de fraude eleitoral por partidos de cidadãos palestinos de Israel e afirmou que nenhuma prova havia sido apresentada até então, segundo o Middle East Eye. Em comunicado à imprensa por meio de sua porta-voz, ela disse que, se o Shin Bet ou qualquer outra autoridade tiver provas que justifiquem abrir uma investigação, está convidada a apresentá-las.

Yair Golan, líder do partido Democratas, classificou como “fracasso enorme” a decisão do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de encerrar a ajuda militar a Israel e disse que um primeiro-ministro responsável teria lutado para aumentar a assistência norte-americana em vez de acabar com ela. Golan é o segundo nome da oposição israelense a atacar a condução do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no episódio, depois de Gadi Eisenkot dizer que ele precisa ser substituído. Trump afirmou que fechou um acordo sobre o tema com Netanyahu.

Gadi Eisenkot, do partido Yashar, reuniu até agora 48 recomendações de bancadas para formar o próximo governo de Israel, contra 46 de Benjamin Netanyahu, segundo o Jerusalem Post, com as consultas com o presidente Isaac Herzog marcadas para quarta e quinta-feira. O partido ultraortodoxo Shas e dois partidos de extrema direita anunciaram nesta terça-feira que recomendarão Netanyahu. O bloco de Netanyahu tem 53 cadeiras na Knesset de 120, contra 48 da oposição e 19 dos partidos árabes, e nenhum dos dois lados tem a maioria de 61 necessária para governar. Lideranças da oposição concordaram em recomendar Eisenkot e iniciar negociações sobre diretrizes de governo e acordos de coalizão. Os partidos árabes ainda não confirmaram suas indicações.

Até 300 máquinas de votação do condado de Westchester, em Nova York, deixaram de aceitar as cédulas nesta terça-feira, quando as urnas abriram às 6h, segundo a CBS News. O conselho eleitoral do condado atribuiu a falha a uma mudança de programação feita em um único município: as máquinas do restante do condado continuaram com a programação original e não reconheciam as cédulas do dia da eleição. O executivo do condado, Ken Jenkins, disse em entrevista coletiva que até 250 mil cédulas foram afetadas, segundo a Newsweek. A votação seguiu sob procedimento de contingência, com as cédulas mantidas sob supervisão bipartidária e lidas e contadas depois do fechamento das urnas, de acordo com os procedimentos estabelecidos. O deputado Mike Lawler disse que os dois lados concordaram em contar as cédulas depois do encerramento da votação, em acordo a ser submetido a um juiz na tarde desta terça-feira; 10 máquinas serão instaladas na sede do conselho eleitoral do condado, com capacidade de 2.000 cédulas por hora, segundo a ABC7 New York. A pane ocorreu no dia da eleição de meio de mandato, que em Nova York inclui a disputa pelo governo do estado entre a governadora Kathy Hochul e Bruce Blakeman.

Iliana Yotova e seu companheiro de chapa, Kiril Valchev, obtiveram 57,58% dos votos e derrotaram o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov no segundo turno da eleição presidencial búlgara, segundo os resultados oficiais. A Deutsche Welle (DW) registrou 57,6% contra 39,5%.

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou no X, nesta terça-feira de eleição, que quem votar ilegalmente será encontrado, rastreado, preso e processado, e que “não haverá escapatória”. Pessoas que não são cidadãs, incluindo residentes legais permanentes, não podem votar em eleições federais, estaduais e na maioria das locais, segundo a página oficial do governo dos EUA com as regras eleitorais. A Suprema Corte negou um pedido do governo Trump para separar votos contestados na Califórnia até a verificação da cidadania dos eleitores, sem detalhar os motivos. Segundo o Departamento de Segurança Interna, 50.925 imigrantes foram detidos pelo ICE apenas em agosto de 2026, recorde da gestão republicana.

Os democratas preparam, para o caso de vencer uma das casas do Congresso, uma agenda de investigações sobre os negócios da família Trump, o genro Jared Kushner, criptomoedas e os arquivos Epstein. Se conquistarem uma ou ambas as casas, terão amplos poderes para abrir investigações e realizar audiências sobre a conduta de funcionários do governo Trump. Os negócios da família Trump e denúncias mais amplas de corrupção empresarial serão prioridade para o deputado Robert Garcia, que deve presidir a Comissão de Supervisão da Câmara se o partido vencer. Os democratas já pediram informações sobre os negócios de Kushner, citando seus papéis como conselheiro informal de política externa do presidente e chefe de uma firma de private equity que faz negócios com governos estrangeiros, e pressionam por investigações sobre os investimentos da família Trump em criptomoedas. Os laços de Trump com Jeffrey Epstein também serão foco, com apuração sobre se o Departamento de Justiça violou a lei de transparência dos arquivos Epstein ao retê-los ou censurá-los indevidamente. O senador Sheldon Whitehouse, provável presidente da Comissão de Justiça do Senado, disse que “mais de 90% dos eleitores acham que o governo foi corrompido” e que a investigação não pode desviar o foco dos problemas de custo das famílias.

O Likud e outras legendas da coalizão de saída tentam adiar a publicação do resultado oficial da eleição, citando duas investigações em curso sobre suspeitas de irregularidades. O presidente do Comitê Central de Eleições, Noam Sohlberg, sustentou que o comitê não tem poder para adiar a publicação, que pela Lei Básica deve sair oito dias após a eleição. O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com partidos ultraortodoxos e de extrema direita, perdeu a maioria na Knesset e soma 53 cadeiras; o Likud foi o maior partido, com 27. Os outros 67 assentos se dividem entre partidos liderados por judeus (48) e partidos árabes (19). Confirmado o resultado, Herzog tem sete dias para indicar quem tentará formar governo.

Mais de 230 milhões de eleitores elegíveis podem votar nesta terça-feira nos Estados Unidos (EUA), em eleições que decidem quem os representa no Congresso pelos dois últimos anos do mandato de Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado, além dos governos de 36 estados; os republicanos controlam hoje as duas casas. Mais de 57 milhões de votos antecipados foram registrados antes do dia da votação, e as primeiras seções eleitorais abriram às 6h no horário do Leste em Connecticut, Indiana, Kentucky, Louisiana, Maine, Missouri, Nova Jersey, Nova York e Virgínia. O custo de vida em alta está no topo das preocupações dos eleitores, aponta pesquisa Reuters/Ipsos, que tem margem de erro de 3 pontos percentuais para eleitores registrados.

Os líderes dos quatro partidos judeus de oposição de Israel se reuniram em Herzliya nesta terça-feira e concordaram em iniciar imediatamente negociações de coalizão e coordenar a estratégia parlamentar antes da posse do novo Knesset, na próxima semana. O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria, mas os partidos judeus de oposição têm apenas 48 cadeiras contra 53; a maioria só existe com o apoio dos dois partidos árabes, que somam 19 cadeiras. Os líderes reafirmaram o apoio a que o presidente Isaac Herzog dê a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo e acertaram que as equipes de negociação comecem a redigir os acordos de coalizão e as diretrizes políticas. O primeiro item da agenda parlamentar será substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, do Likud, o que abriria caminho para a comissão de inquérito sobre o ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O Likud afirmou que a oposição pretende formar um “governo perigoso” que depende de “apoiadores do terrorismo”. A unidade 730 do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel), responsável pela proteção de altos funcionários, vai assumir diretamente a segurança de Eisenkot, conforme fontes seniores confirmaram ao Jerusalem Post.

Os Estados Unidos pediram à Venezuela a libertação dos presos políticos que continuam detidos no país. O secretário de Estado, Marco Rubio, reuniu-se na segunda-feira com o chanceler venezuelano Oliver Blanco, quando pediu a libertação e discutiu reformas para preparar eleições livres e críveis, segundo o Departamento de Estado. Mais de mil presos políticos foram libertados desde que forças dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, em 3 de janeiro, e o levaram a Nova York, onde responde por acusações de narcotráfico e tortura. A organização de direitos dos presos Foro Penal afirma que 322 pessoas seguem detidas. O Departamento de Estado reiterou o compromisso com o plano de três fases de Donald Trump, que prevê estabilização, recuperação econômica e reconciliação política, e transição democrática.

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, descartou integrar um governo chefiado por Benjamin Netanyahu mesmo se o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pedir. “Não vou sentar em um governo liderado por Netanyahu”, disse ele, conforme relatos. Segundo o mesmo relato, ele compareceria se convidado por Trump, mas sustentaria que a formação do governo é assunto interno de Israel e que impediria qualquer interferência. Com os apoios esperados da Lista Conjunta e do Ra'am, Eisenkot pode reunir recomendações de 67 dos 120 deputados do Knesset, contra 53 do bloco de Netanyahu.

Os eleitores dos Estados Unidos (EUA) entregam nesta terça-feira um veredito sobre os dois primeiros anos do segundo mandato do presidente Donald Trump, com pesquisas e analistas não partidários apontando os democratas como favoritos a retomar a Câmara dos Representantes, enquanto o controle do Senado segue incerto, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Investing.com. Todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa, junto com 35 das 100 cadeiras do Senado; os democratas precisam virar ao menos três cadeiras na Câmara e quatro no Senado para obter maioria em cada casa. Pesquisas finais indicam aprovação de Trump em torno de 38%. O preço do galão de diesel, que era de US$ 3,75 antes do início da guerra com o Irã em fevereiro, atingiu recorde de US$ 6,52 em setembro.

A Bulgária elegeu Iliana Iotova como sua primeira mulher presidente, segundo resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira, em texto da Reuters republicado pela Internazionale. Iotova, de 61 anos, obteve 57,6% dos votos no segundo turno; o rival Andrey Gyurov, de 50 anos, teve 39,5%. A eleição ocorreu após uma série de ataques de drones no último mês contra navios mercantes na costa búlgara do Mar Negro, que mataram ao menos 24 marinheiros. O primeiro-ministro Rumen Radev afirmou que o resultado dos ataques “beneficia a Federação Russa”.

Os líderes do chamado bloco de mudança se reúnem na manhã desta terça-feira em Herzliya para coordenar os próximos passos, no primeiro encontro desde a eleição, com o bloco somando 48 cadeiras contra 53 do campo de Benjamin Netanyahu, 27 delas do Likud, com todos os líderes dizendo até segunda-feira que vão apoiar Gadi Eisenkot para formar o próximo governo, enquanto Netanyahu afirmou que uma clara maioria do público judeu escolheu o Likud como o maior partido e o escolheu para liderar o próximo governo – as listas árabes somam o recorde de 19 cadeiras, 8 do Ra’am e 11 da Lista Conjunta, com participação árabe-israelense de cerca de 80%, ante 53,2% na eleição de 2022, enquanto o presidente Isaac Herzog pediu aos líderes que aceitem o resultado e busquem soluções criativas para evitar nova eleição, e a facção B’Yachad, de Naftali Bennett, anunciou apoio a Eisenkot.

Mais de 3.000 data centers já operam nos Estados Unidos, com outros 1.500 em desenvolvimento, segundo o Pew Research Center, e ao menos sete cidades da Baía de São Francisco, incluindo São Francisco e Richmond, aprovaram moratórias temporárias à construção de data centers nos dois meses antes do voto; na disputa pela vaga de Nancy Pelosi na Câmara, Scott Wiener se opõe a qualquer veto, enquanto Connie Chan promete buscar uma moratória nacional até haver regulação de inteligência artificial (IA).

As eleições de meio de mandato desta terça-feira, 3 de novembro, caminham para ser as mais caras da história dos Estados Unidos, com custo total projetado perto de US$ 12 bilhões, segundo o OpenSecrets, organização independente que acompanha o financiamento de campanhas. Elon Musk doou US$ 445 milhões a comitês federais neste ano, superando o próprio recorde de quase US$ 300 milhões em contribuições a comitês conservadores em 2024, e a Ripple e a Coinbase somaram US$ 63 milhões para comitês de ação política independentes (super PACs) da indústria de criptomoedas.

O Open Secrets, organização independente que acompanha o financiamento de campanhas, projeta que as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos serão as mais caras da história, com custo total de quase US$ 12 bilhões (£ 9 bilhões). Os registros mais recentes da Comissão Eleitoral Federal (FEC), que vão até meados de outubro, mostram mais de US$ 9,5 bilhões gastos neste ciclo. O AdImpact informou que a disputa ao Senado no Texas se tornou a corrida não presidencial mais cara da história, com mais de US$ 573 milhões gastos até 30 de outubro.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu nesta segunda-feira, em Washington, o chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, no primeiro encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o ataque militar norte-americano contra o país sul-americano, em 3 de janeiro. O encontro ocorreu duas semanas depois de autoridades venezuelanas e a oposição acordarem um plano para reformar o processo eleitoral do país que permita eleições livres e justas em algum momento de 2027, e o governo de Donald Trump tem pressionado o governo interino e os grupos de oposição a avançar rapidamente nos preparativos eleitorais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na noite desta segunda-feira a partidos que se opõem ao terrorismo que se sentem com o Likud para formar um “governo nacional amplo”, em publicação em rede social, e disse que deve liderar o governo, já que o Likud foi o partido com mais cadeiras no Parlamento. O Likud conquistou 27 cadeiras, e o bloco de Netanyahu soma 53; o Yashar, de Gadi Eisenkot, ficou com 21 cadeiras e seu bloco com 48; os partidos árabes conquistaram 19. Netanyahu defendeu que o governo amplo seja formado sem as listas árabes.

A polícia e o Exército da Zâmbia fizeram desaparecer à força, prenderam arbitrariamente, espancaram e ameaçaram membros e apoiadores da oposição, além de advogados, jornalistas e críticos do governo, nos dias anteriores e posteriores às eleições gerais de agosto de 2026, segundo a Human Rights Watch (HRW). O relatório documentou 14 casos de desaparecimentos forçados aparentes de opositores e 61 casos em que presos, seus advogados ou parentes alegaram espancamentos ou outros abusos violentos durante a prisão e a detenção. A organização pediu às autoridades zambianas que interrompam a repressão à oposição política lançada após a vitória de Hakainde Hichilema nas contestadas eleições de agosto.

O governo de Donald Trump pediu à Suprema Corte que mande a Califórnia separar mais de 20 mil cédulas de eleitores que, segundo a revisão do Executivo, provavelmente não são cidadãos norte-americanos, a um dia das eleições legislativas. O pedido sustenta que o Executivo identificou mais de 20 mil inscritos na Califórnia com base em informação publicamente acessível. Na sexta-feira, um painel dividido do 9º Circuito de Apelações dos Estados Unidos negou o pedido emergencial do governo para segregar as cédulas.

O partido Democratas anunciou nesta segunda-feira que vai recomendar ao presidente de Israel, Isaac Herzog, o líder do Yashar, Gadi Eisenkot, como candidato a formar o próximo governo, antes das consultas do presidente com os partidos, que começam na quarta-feira. Os outros dois líderes do bloco que tenta substituir o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Naftali Bennett (B’Yachad) e Avigdor Liberman (Yisrael Beytenu), também disseram que recomendariam Eisenkot. O resultado eleitoral deu 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu no próximo Knesset e 48 à oposição.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no sábado sobre as negociações entre Washington e Teerã e pressionou por um ataque ao Irã imediatamente depois das eleições de meio de mandato, na terça-feira, segundo a Axios, que citou uma fonte israelense e uma norte-americana. Trump disse a Netanyahu que prefere dar uma chance às negociações entre os dois países a bombardear o Irã de imediato, conforme as mesmas fontes.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, chamou repetidamente o democrata Abdul El-Sayed de “jihadista” num comício em Iowa no domingo e fez comentários sobre a fé muçulmana do candidato ao Senado por Michigan, enquanto os eleitores se preparam para votar na eleição de terça-feira. Trump disse que o Congresso precisaria de “um detector de metais especial para o Abdul” caso o candidato seja eleito. A democrata Haley Stevens apoiou o republicano Mike Rogers, atraindo críticas do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

Iliana Iotova venceu o segundo turno presidencial da Bulgária com 1.093.852 votos, 57,56% do total, contra 750.251 votos, 39,48%, da chapa de Andrey Gurov e Georgi Kandev, com 99,68% dos votos apurados. Iotova é a sétima presidente do país e a primeira mulher eleita ao cargo. O comparecimento ficou em cerca de 27%.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.

O senador democrata Chris Murphy, 53 anos, sofreu um AVC no sábado depois de sentir dormência no braço enquanto estava no jogo de hóquei do filho e foi transferido para o Johns Hopkins para acompanhamento, segundo o gabinete dele. “Ele está acordado e alerta”, responde bem ao tratamento e os médicos estão otimistas quanto a uma recuperação total, disse o chefe de gabinete, Allison Herwitt, em nota. Murphy não disputa a reeleição nas eleições de meio de mandato de terça-feira, que decidem qual partido controla o Congresso, e é considerado um possível candidato presidencial em 2028; senador há 20 anos por Connecticut, é o principal democrata nos comitês de apropriações e de relações exteriores do Senado.

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo no Ramlila Maidan, em Délhi, em um ato do bloco oposicionista INDIA liderado pelo partido Congresso, de Rahul Gandhi, para exigir a renúncia do comissário-chefe eleitoral da Índia por causa da revisão controversa das listas de eleitores, segundo a BBC. A revisão especial intensiva (SIR, na sigla em inglês) retirou mais de 130 milhões de nomes dos cadernos eleitorais preliminares do país. Líderes da oposição alegam que o processo dá vantagem eleitoral ao Bharatiya Janata Party (BJP), o partido de Modi, e pediram a renúncia e o impeachment do comissário-chefe eleitoral, Gyanesh Kumar; o BJP nega as acusações.

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo uma ação do Departamento de Justiça que pedia o bloqueio da certificação da eleição ao Senado no Alasca caso o republicano Dan Sullivan perdesse, segundo a AP. A ação alegava possível confusão do eleitor com a presença de dois candidatos chamados Dan Sullivan na cédula de novembro, relatou o Guardian.

O chefe da comissão eleitoral central de Israel disse neste domingo (1º de novembro de 2026) que a investigação em curso sobre suposto financiamento estrangeiro no pleito recente não vai pôr em dúvida o resultado, observando que, até agora, “as suspeitas seguem sendo suspeitas”. Em mensagem em vídeo, ele garantiu aos israelenses que “a escolha feita nas urnas será respeitada” e que a eleição “transcorreu corretamente”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu partido, o Likud, acusam partidos árabes de terem “roubado” o voto, no qual tiveram ganhos inéditos. A votação de terça-feira (27 de outubro) não deu maioria parlamentar a nenhum bloco: Netanyahu e aliados ficaram com 53 cadeiras e o campo de Eisenkot com 48, ambos aquém das 61 necessárias. O Tribunal de Magistrados de Beersheba ordenou a soltura de um suspeito e rejeitou o pedido da polícia de prorrogar por oito dias a detenção de outros dois.

A Bulgária vota neste domingo no segundo turno da eleição presidencial, depois que a disputa apertada entre os dois principais candidatos não produziu vencedor no primeiro turno, segundo a Reuters. A eleição opõe Iliana Iotova e Andrey Gyurov. A chapa Iotova-Valchev, apoiada pelo partido governista Bulgária Progressista e pelo Partido Socialista Búlgaro, entre outros, ficou em primeiro lugar no primeiro turno, em 25 de outubro de 2026, com 34,76% dos votos, informou a Xinhua. As pesquisas de boca de urna serão divulgadas após o fim da votação, às 20h locais, com resultado provável na segunda-feira, à medida que as cédulas forem contadas, segundo a Reuters.

Manifestantes em Nova Délhi carregaram uma faixa de um quilômetro com os nomes de pessoas retiradas dos cadernos eleitorais da Índia, em novo ato da oposição contra a exclusão de quase 130 milhões de nomes, segundo a Al Jazeera. Em Karnataka, a lista final divulgada em 27 de outubro de 2026 registrou 4,54 crore de eleitores (cerca de 45,4 milhões), contra 5,54 crore antes da revisão (55,4 milhões), uma redução de quase 99,76 lakh de votantes (9,98 milhões), segundo o Times of India.

O índice de popularidade digital da Quaest Consultoria mostrou Lula subindo de 70,7 para 83,3 pontos em quatro dias, enquanto Flávio Bolsonaro teve variação menor e chegou a 80,4 pontos, segundo o Brasil 247. A virada digital veio depois que o deputado federal André Janones assumiu a coordenação da mobilização nas redes, segundo a reportagem.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu neste domingo aos líderes dos partidos que “parem de subir em árvores e encarem a realidade” do resultado eleitoral, numa apelação registrada pelo Times of Israel. Os partidos contrários a Benjamin Netanyahu somam 67 das 120 cadeiras da Knesset, contra 53 do bloco de direita e ultraortodoxo do primeiro-ministro, segundo a contagem do jornal. O jornalista israelense Gideon Levy criticou a resistência dos partidos de oposição a Netanyahu em formar um governo com a participação de partidos árabes, conforme a Opera Mundi.

O prefeito de Dimona, Benny Biton, próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, disse à Kan News no domingo que Netanyahu quer formar um governo de unidade e que o presidente de Israel, Isaac Herzog, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, serviriam como fiadores de um acordo com o chefe do partido Yashar, Gadi Eisenkot. Biton afirmou que falou com Herzog no sábado e que os dois presidentes dariam à oposição a garantia de que o governo de unidade se sustentaria. Ele também advertiu que uma tentativa da oposição de substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, antes da formação da coalizão seria uma “declaração de guerra”, e que, sem um governo de unidade nacional, o país caminha para outra eleição, porque “nenhum dos blocos conseguirá formar governo sob nenhuma circunstância”.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o político brasileiro Flávio Bolsonaro pode permanecer no país pelo tempo que quiser, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Times of India. “Ele pode ficar aqui o quanto quiser”, disse Trump, segundo a agência. “Na minha opinião, a eleição foi uma desgraça.” Segundo a Reuters, Bolsonaro entrou nos EUA sob o status de “humanitarian parole”, geralmente concedido por período limitado, tipicamente um ano.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, investiga a suspeita de que um deputado da Lista Árabe Conjunta no Knesset recebeu milhares de shekels do Catar, quantia que depois teria sido usada pelo partido na campanha eleitoral, segundo o Jerusalem Post. Nesta fase, os investigadores afirmam não ter provas de como o dinheiro foi de fato usado e dizem não estar claro que evidência sugere que os recursos vieram do Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, escreveu no X: “Negamos categoricamente as alegações de que o Catar interferiu nas eleições israelenses ou financiou qualquer atividade destinada a influenciar seu resultado.”

Mais de 52 milhões de estadunidenses já votaram antecipadamente, presencialmente ou pelo correio, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida – um recorde para uma eleição de meio de mandato e acima dos quase 46 milhões que votaram antes do dia da eleição em 2022, segundo a Reuters, em texto republicado pelo WDSM 710. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, deve fazer comícios no Iowa e no Kansas neste domingo, depois de ter participado no sábado de seis “reuniões telefônicas” à distância, segundo o Le Monde.

O dirigente sênior da Lista Árabe Conjunta, Ahmad Tibi, disse que a legenda está disposta a apoiar um governo liderado pela oposição para substituir a coalizão de saída do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas não entrará no gabinete, segundo o Times of India. Os partidos anti-Netanyahu conquistaram 67 das 120 cadeiras do Knesset, das quais 48 ficaram com partidos sionistas de oposição e 19 com dois partidos árabes, segundo o Times of Israel. O bloco de Netanyahu ficou com 53 cadeiras.

Milhares de pessoas foram às ruas de Nova Delhi neste domingo para pedir a renúncia da chefia eleitoral do país, ocupada por Gyanesh Kumar, por mudanças nas listas de eleitores que, segundo os partidos de oposição, favorecem o partido governista de Narendra Modi. O ato foi liderado por Rahul Gandhi e é o mais recente de mais de um mês de protestos contra a revisão do cadastro eleitoral. A oposição alega que a revisão removeu mais de 130 milhões de nomes e atingiu de forma desproporcional muçulmanos e outras minorias, segundo a Al Jazeera.

A votação das eleições parlamentares da Sérvia de 25 de outubro de 2026 será repetida neste domingo, 1º de novembro, em 53 seções eleitorais, por decisão da Comissão Eleitoral (RIK), tomada em sessão na noite anterior em Belgrado. Têm direito a voto nessas seções 24.438 eleitores, e a comissão aprovou por unanimidade a impressão de 24.438 cédulas para a repetição.

O líder do partido Democrats, Yair Golan, disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem a confiança do público e não deveria ser autorizado a conduzir o país numa nova guerra com o Irã, em publicação nas redes sociais na manhã de domingo. Golan escreveu que ele e os líderes do bloco de oposição Gadi Eisenkot, Avigdor Lieberman, Naftali Bennett e Yair Lapid “conhecem muito bem o sistema de segurança”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o governo de Donald Trump não ajudou o candidato presidencial derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro, a fugir para os Estados Unidos depois de ele perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não facilitamos nada”, disse Rubio a repórteres no sábado em Atlanta, na Geórgia, onde estavam reunidos diplomatas do Grupo dos 20 (G20). Trump disse que Bolsonaro “foi tratado de forma muito injusta, muito injusta” e que “pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, em declaração a repórteres na residência dele na Flórida no sábado.

Partidos de oposição na Índia, liderados por Rahul Gandhi, marcaram para este domingo uma marcha de quase 1,5 km no centro de Nova Delhi até o Ramlila Maidan, área designada para o ato, para pedir a renúncia do chefe da comissão eleitoral, Gyanesh Kumar. A polícia de Delhi cercou o local com agentes munidos de cassetetes e escudos, acompanhados de veículos antimotim, e anunciou desvios de trânsito, segundo a Reuters. Os partidos de oposição realizam manifestações quase diárias desde o mês passado contra Kumar por causa da revisão das listas eleitorais, que críticos dizem favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), segundo o The Guardian.

A Bulgária votou neste domingo num segundo turno presidencial marcado por ameaças à segurança regional e por preocupações econômicas internas, segundo a Associated Press, em texto publicado pela ABC News. Yotova venceu Gyurov por 2,8 pontos percentuais de margem no primeiro turno, em 25 de outubro, que teve o comparecimento mais baixo de que se tem registro.

Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram na noite de sábado em Tel Aviv em apoio a um governo judaico-árabe, depois que os opositores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somaram 67 das 120 cadeiras do Knesset na eleição de terça-feira, segundo o Times of Israel. Um contraprotesto menor, com cerca de 200 pessoas, pediu uma investigação sobre alegações de fraude eleitoral, depois que o Likud, partido de Netanyahu, acusou partidos árabes de “roubar a eleição” com apoio de governos estrangeiros hostis. Os partidos árabes conquistaram 19 cadeiras, um recorde, e sem eles nenhum bloco tem maioria.

Centenas de israelenses foram às ruas neste sábado em Tel Aviv e Jerusalém para pedir que a oposição se alie a partidos árabes e derrube o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Arab News. O ato de Tel Aviv reuniu cerca de 500 pessoas, e o de Jerusalém, cerca de 100. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu conquistaram 48 cadeiras, e os dois partidos de maioria árabe, Raam e a Lista Conjunta, somaram 19, em uma eleição que não deu maioria a nenhum bloco no parlamento de 120 cadeiras; uma aliança entre os dois campos daria 67 cadeiras ao bloco anti-Netanyahu. O chefe da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não decidiu se buscará a coalizão e reiterou que só formaria um governo sionista cujos membros se comprometam com o reconhecimento de Israel como Estado judeu, democrático e liberal e com o reconhecimento do Hamas como organização terrorista, segundo o Al-Monitor.

O deputado Ahmad Tibi, número 2 da Lista Conjunta, disse que o partido está pronto para apoiar de fora os partidos sionistas anti-Netanyahu na formação de um governo que substitua a coalizão atual, mas não quer fazer parte do governo, segundo o Times of Israel. A Lista Conjunta, formada por três facções árabes, conquistou 11 assentos na eleição de terça-feira. Tibi indicou que a lista recomendará ao presidente Isaac Herzog que um candidato dos partidos anti-Netanyahu receba o mandato para formar a coalizão.

Quase 840 mil pessoas votaram na terça-feira em Ra'am e na Lista Conjunta, coalizão de três partidos liderados por árabes, alta de 64% em relação às eleições de 2022, segundo os resultados finais da Comissão Central de Eleições divulgados pelo Times of Israel. Os partidos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, superando o recorde anterior de 15. Nem a coalizão de Benjamin Netanyahu nem a aliança de oposição alcançaram as 61 cadeiras necessárias para a maioria parlamentar, segundo a Al Jazeera.

Quase 48 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato, em uma participação expressiva em vários estados decisivos, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida, que contabilizou 47.922.669 votos até o meio-dia de sexta-feira. O número supera o recorde anterior para eleições de meio de mandato, de 45,9 milhões de votos, registrado antes da votação de 2022. Entre quem já votou, os democratas são cerca de 44%, ante 31% de republicanos e 25% de eleitores sem filiação partidária ou registrados em partidos menores, segundo o Election Lab.

Uma juíza federal proibiu na noite de sexta-feira que o governo de Donald Trump ameace ou intimide autoridades eleitorais, às vésperas das eleições de meio de mandato da próxima semana, segundo a NBC News. A ordem de oito páginas da juíza distrital Trina Thompson, da Califórnia, proíbe atos que ameacem, intimidem ou coagam autoridades e funcionários eleitorais estaduais e locais a interromper a apuração dos votos de eleitores registrados sob a alegação de que seriam inelegíveis, e vale até 16 de novembro.

O ex-candidato presidencial conservador Flavio Bolsonaro disse nesta sexta-feira que fugiu do Brasil para os Estados Unidos porque era vítima de perseguição no próprio país, depois de perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ABC News, ele deixou o Brasil na terça-feira e chegou à Flórida na quarta-feira em um jato privado, após passar por Argentina e Equador. Bolsonaro contou que a polícia o informou na segunda-feira que seus passaportes seriam revogados.

O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o The Hindu, e os resultados divulgados na madrugada de sexta-feira mostraram 53 cadeiras para o bloco dele, 48 para o principal bloco de oposição e 19 para os partidos liderados por árabes na eleição de terça-feira, um desempenho histórico, conforme a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Daily Democrat. Em sua primeira manifestação pública sobre o resultado, na sexta-feira, Netanyahu escreveu no X que é proibido formar coalizão com partidos árabes.

Quase 48 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em participação expressiva em vários estados decisivos, segundo o G1. O Election Lab da Universidade da Flórida contabilizou 47.922.669 votos antecipados em todo o país até o meio-dia da última sexta-feira, número que supera o recorde anterior de 45,9 milhões, registrado antes da votação de 2022.

Parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) cobraram que Trump reconheça o resultado da eleição brasileira e criticaram suas declarações sobre o pleito, em comunicado da Bancada Congressista Progressista (CPC) assinado por Greg Casar, Ilhan Omar e Jesús García, segundo o G1. “A parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado das eleições precisa acabar imediatamente”, diz o texto, que exige que os EUA se juntem ao restante do mundo no reconhecimento do resultado.

Autoridades eleitorais de Israel rejeitaram a alegação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que a eleição foi roubada e afirmaram que a investigação aberta sobre suposta interferência estrangeira não altera o resultado final, segundo o Times of Israel, em texto da Jewish Telegraphic Agency (JTA). O diretor-geral interino do Comitê Central de Eleições, Dean Livne, gravou declaração na sexta-feira dizendo que a apuração “não afeta os resultados finais que serão submetidos ao presidente, nem diz respeito a qualquer setor específico da população”. Na quinta-feira, ele havia afirmado que “as eleições para o Knesset foram conduzidas legalmente” e que, até onde sabem, “não há base para alegações de dano sistemático à integridade do pleito”.

O Mossad entrou na investigação do Shin Bet sobre suposta influência estrangeira na eleição nacional desta semana, relataram veículos israelenses. Segundo o Jerusalem Post, o Mossad atuará nas áreas sob sua competência, entre elas a possibilidade de o Catar estar por trás de pagamentos ao aparato da Lista Conjunta. A Comissão Central de Eleições afirma reiteradamente que o escopo da investigação é limitado e que os resultados da votação de terça-feira, que produziu novo impasse parlamentar, não estão em questão.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, tem prevista reunião bilateral com o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20 nesta sexta-feira (30), em Atlanta, na Geórgia, segundo o G1. Será a primeira reunião de alto escalão entre Brasil e EUA desde as eleições de domingo e desde que o senador Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA, e Washington ainda não reconheceu o resultado da eleição brasileira, de acordo com o G1.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, afirmou em comunicado oficial que a investigação sobre suspeita de fraude eleitoral é “direcionada e limitada”, segundo o Middle East Eye. Dean Livne, diretor-geral interino da Comissão Eleitoral Central, disse que não há “base para alegações de violações sistemáticas da integridade eleitoral”. Os partidos Ra’am e Lista Conjunta, que disputaram a eleição em duas chapas separadas, conquistaram 19 assentos, o que pode lhes dar um papel decisivo nas negociações de coalizão.

A companhia aérea Baires Fly diz que o voo que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos (EUA) foi pago com US$ 150 mil transferidos da conta de uma empresa em um banco americano para um banco argentino, segundo o The Hindu, em texto da AFP. O intermediário tem passaportes americano e argentino, e o chefe da empresa, Luis Grande, se recusou a revelar a identidade dele. Grande, que falou por telefone da Flórida, disse ter sido contratado por um corretor que conhece há 10 anos e que mora nos EUA: “Fui contratado por um corretor que conheço há 10 anos, que mora nos Estados Unidos”. O New York Times e o Wall Street Journal relataram que o avião teria sido fretado por Jason Miller, assessor de Donald Trump, ainda segundo a reportagem.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou manifestações oficiais e saudações de pelo menos 107 países ao segundo turno da eleição brasileira, realizado no domingo 25, conforme o painel do tribunal divulgado pela Carta Capital. O painel também registra o reconhecimento formal de 11 grandes organismos e blocos multilaterais ao pleito brasileiro. China, Rússia, Índia, África do Sul, Irã, Japão, Alemanha, França, Espanha, Portugal e Reino Unido estão entre os países que enviaram manifestações de reconhecimento e congratulações, segundo a Opera Mundi.

A apuração da eleição parlamentar de Israel terminou na quinta-feira, incluindo os votos em envelope duplo, e nem o bloco de Benjamin Netanyahu nem a oposição chegaram às 61 cadeiras necessárias para a maioria no Knesset, segundo o i24NEWS. O Likud lidera com 27 cadeiras, o bloco de Netanyahu soma 53 e a oposição, 48, com as negociações de coalizão diante de divisões profundas e os resultados oficiais previstos para a próxima quarta-feira. O bloco anti-Netanyahu, liderado por Gadi Eisenkot, do partido Yashar, ficou com 48 cadeiras, segundo a DW.

A saída antecipada de Christine Lagarde da presidência do Banco Central Europeu (BCE) dá aos atuais líderes da União Europeia (UE) tempo para escolher o sucessor bem antes de uma eleição presidencial francesa em que as pesquisas apontam a candidata de extrema-direita Marine Le Pen como favorita, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Euronext. Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são vistos como favoritos para substituí-la, segundo a Reuters. O BCE informou na quinta-feira que Lagarde renunciará em 7 de fevereiro, nove meses antes do fim do mandato de oito anos, segundo a AP.

María Corina Machado agradeceu a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por terem aberto a “floodgate to freedom” com a ação de 3 de janeiro, em entrevista coletiva em Caracas, segundo a Al Jazeera. Ela disse que Rubio apresentou uma sequência de eventos que aponta para a realização de eleições presidenciais em 2027, segundo a BBC. Pouco antes das declarações dela, na quinta-feira, Delcy Rodríguez disse que haverá eleições “com o mundo como testemunha”, sem fixar data, segundo a Al Jazeera.

O candidato derrotado Flavio Bolsonaro saiu do Brasil em direção aos Estados Unidos, onde se declarou o verdadeiro presidente do país, segundo a AFP. Rogerio Marinho, que coordenou a campanha de Flavio Bolsonaro, disse não haver evidência de fraude eleitoral, como alegado pelo candidato derrotado, ainda segundo a AFP.

Uma fonte sênior do Judaísmo Unido da Torá (UTJ) propôs apoiar de fora um governo minoritário liderado por Gadi Eisenkot, com o partido se abstendo em votações-chave na Knesset, informou o Canal 12. “Nossa aliança com Netanyahu chegou ao fim”, disse um dirigente do partido ao canal, segundo o Yeshiva World, acrescentando que o UTJ não obterá nada de Netanyahu e que seu interesse é voltar a ser uma força decisiva na Knesset. Eisenkot prometeu avançar a lei de alistamento militar e a investigação do 7 de outubro mesmo com a perspectiva apertada de formar coalizão, segundo o Times of Israel.

A oposição israelense acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar deslegitimar a eleição ao alegar interferência estrangeira depois de a votação deixar sua coalizão sem maioria no parlamento. O líder da oposição, Gadi Eisenkot, e líderes de partidos árabes denunciaram Netanyahu, segundo a BBC. Os resultados finais confirmaram que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição judaica obtiveram maioria. As duas listas árabes, a Lista Conjunta e o Ra’am, contrariaram as expectativas e conquistaram um recorde de 19 das 120 cadeiras da Knesset, com o aumento do comparecimento de eleitores árabes.

Com mais de 99% dos votos apurados na eleição de terça-feira, o bloco de Benjamin Netanyahu ficou com 53 das 120 cadeiras da Knesset e o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot com 48, enquanto as listas árabes somaram 19, sem que nenhum bloco alcance maioria, segundo a Al Jazeera. A emissora informa que os resultados definitivos serão certificados e anunciados até quarta-feira e que, até lá, os números podem mudar.

O Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) afirmou nesta quinta-feira que a apuração sobre suspeita de interferência estrangeira na eleição se baseou em inteligência que ele próprio coletou e rejeitou que o material tivesse vindo de um partido político, além de advertir contra usar a investigação para lançar suspeita sobre toda uma comunidade de eleitores, segundo o Jerusalem Post. O Comitê Eleitoral Central rejeitou as alegações de fraude sistemática, afirmando que o pleito transcorreu de forma legal, e a polícia disse não haver respaldo investigativo para as alegações amplas de roubo da eleição feitas pelo Likud.

Benjamin Netanyahu e seus aliados pediram ao serviço de segurança interna Shin Bet que investigue suposta compra de votos e outras irregularidades em comunidades palestinas em Israel, supostamente com dinheiro estrangeiro. O primeiro-ministro alegou, sem apresentar provas, que os ganhos recorde dos partidos árabes na eleição desta semana foram impulsionados em parte por fraude, acusação que líderes árabes rejeitaram e classificaram como incitação, segundo a Reuters. O diretor-geral interino da Comissão Central de Eleições, Dean Livne, rejeitou nesta quinta-feira como infundadas as alegações de fraude generalizada, e o Shin Bet esclareceu que a apuração de interferência estrangeira no voto tem escopo limitado e não se baseou em informação fornecida por nenhum ator político.

A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que mandou avaliar ativos não essenciais em mãos do Estado, que podem ser ofertados ao setor privado ou devolvidos a seus antigos donos, em pronunciamento gravado nesta quinta-feira, segundo a CNN en Español. Ela afirmou que a iniciativa já está “avançada” e que “a propriedade privada é um direito protegido garantido pela nossa Constituição”. No mesmo pronunciamento, reiterou que “vai haver eleições, tudo o que manda a nossa Constituição” e disse que a eleição “não deve ser um problema nem nos fazer retroceder a tempos de confrontação que já ninguém quer”.

O senador Flávio Bolsonaro desembarcou com a família no aeroporto executivo Miami-Opa Locka, na Flórida, pouco depois das 9h de quarta-feira, e o governo de Donald Trump está emitindo vistos para ele e para a família, segundo uma autoridade do Departamento de Estado ouvida pela ABC News. Em nota divulgada na tarde de quarta-feira, ele agradeceu ao governo da Argentina e a Trump por ajudá-lo a deixar o Brasil e disse: “Não fugi do Brasil”. Também alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição de domingo. Trump disse a repórteres que “deu a ele um passe para entrar no país.”

Doze ex-autoridades que deixaram o governo de Joe Biden entre o fim de 2023 e 2024 assinaram um manifesto conjunto intitulado “Gaza Resignees”, divulgado na quarta-feira, no qual dizem ter saído por causa do “apoio ilegal e incondicional às ações de Israel em Gaza”. O grupo pede que os candidatos à indicação democrata de 2028 se comprometam a não contratar nenhuma autoridade diretamente responsável por viabilizar as ações militares israelenses em Gaza.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, buscam se distanciar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de uma carta em que o candidato derrotado questiona o resultado da eleição presidencial de 2026, segundo o Brasil 247. Poucas horas depois da divulgação da carta, na noite de quarta-feira (28), Nunes Marques publicou uma nota em defesa da integridade do processo eleitoral, sem mencionar Flávio Bolsonaro nominalmente. O jurista Lenio Streck avalia que a carta pode configurar falsificação de selo público e que é preciso apurar “se o emblema foi empregado para conferir aparência oficial a uma declaração particular e quem foi responsável por essa utilização”, segundo a CartaCapital.

O movimento estudantil da Sérvia exigiu nesta quinta-feira a renúncia de chefes da polícia, das agências de inteligência e do Judiciário enquanto se prepara para assumir o poder após a vitória eleitoral do fim de semana passado contra o ex-homem forte Aleksandar Vucic, segundo a AP News. Os estudantes pediram também que as autoridades eleitorais declarem o resultado final sem demora, depois da repetição da votação em cerca de 50 seções no próximo domingo.

O Catar negou interferência nas eleições de Israel e classificou as acusações de ridículas e perigosas em igual medida. “O Catar não deveria ser usado como bode expiatório pelas falhas políticas de certos políticos israelenses”, afirma a nota do país, segundo o Jerusalem Post.

Donald Trump reiterou que não vai se envolver no caso de Flávio Bolsonaro após a fuga dele do Brasil. A tentativa de Flávio de se apresentar como o verdadeiro presidente eleito do Brasil provocou desconforto nos bastidores do governo dos Estados Unidos, segundo o Brasil 247. Na Itália, o deputado Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, pediu explicações aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior sobre as cidadanias italianas de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

Em publicações no Truth Social na quarta-feira, Donald Trump pediu que Mary Peltola e Daniel J. Sullivan Jr. fossem retirados da cédula eleitoral do Alasca e processados, acusando ambos de fraude eleitoral, informou a Al Jazeera. O pedido seguiu uma investigação do New York Times sobre esforços de pessoas ligadas à campanha da democrata Peltola para recrutar candidatos capazes de atrair votos do senador republicano Dan Sullivan, segundo a Al Jazeera. A campanha de Peltola e o comitê democrata de campanha negaram o recrutamento de candidatos.

O Likud e o bloco de Netanyahu lançaram na noite eleitoral uma campanha para deslegitimar qualquer movimento político que envolva a Lista Conjunta e o Ra’am, da formação de um governo minoritário à troca do presidente do Knesset, informou o Jerusalem Post. O resultado poderia ser anulado em todo o país se ficarem provadas as suspeitas de financiamento estrangeiro e suborno eleitoral que afetaram a votação, desfecho que a avaliação predominante no establishment político considera improvável ou praticamente nulo, segundo o jornal. Bezalel Smotrich pediu ao Shin Bet que interrogue os líderes dos partidos árabes sobre as denúncias de interferência estrangeira, segundo o Middle East Eye.

Com mais de 90% dos votos contados nas eleições legislativas de Israel, as projeções dão 53 cadeiras ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra 48 da aliança de Gadi Eisenkot, com recorde projetado de 19 cadeiras para os partidos árabes, segundo a TRT World, enquanto o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir pediu a prisão de líderes de partidos árabes depois que o Comitê Central de Eleições pediu ao Shin Bet que investigue denúncias de interferência estrangeira, segundo o Jerusalem Post.

Um juiz federal rejeitou o pedido do governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, para impedir a Califórnia de processar as cédulas de até 20 mil pessoas sob a alegação de que provavelmente não são cidadãs, alertando que a medida causaria “estragos” nas eleições de meio de mandato, segundo a AP. Na decisão, o juiz escreveu que a desconfiança na democracia é irreparável, que uma vez segregado um voto o dano já ocorreu e que a democracia fica em perigo se o Executivo puder desconsiderar votos por alegações não provadas. O Departamento de Justiça disse que vai recorrer imediatamente da decisão.

Com mais de 90% dos votos apurados, o bloco de Benjamin Netanyahu tem 53 cadeiras contra 48 do bloco de Gadi Eisenkot, com as 19 restantes para a Lista Conjunta e o Raam, com 12 e sete cadeiras respectivamente, longe da maioria no Knesset de 120 assentos – e Netanyahu disse aos aliados de extrema direita que seguem juntos, segundo o Times of Israel a partir do Channel 14. O ex-premiê Ehud Olmert declarou apoio a Eisenkot e ao Yashar por considerá-lo mais apto a liderar o país e disse que Netanyahu está “on the wrong side of history”, segundo o Jerusalem Post.

O Tribunal de Apelação de Bucareste prorrogou por 30 dias a prisão preventiva de Calin Georgescu, em uma investigação sobre suposta fraude de 1,1 milhão de euros. A decisão derrubou o entendimento de 13 de outubro de um tribunal inferior, que mandava transferir o ex-favorito da presidencial cancelada de 2024, descrito pela reportagem como pró-Rússia, da custódia policial para prisão domiciliar por 30 dias. O tribunal estendeu a preventiva de Georgescu e Ionel Rusen até 27 de novembro de 2026, em decisão definitiva.

O senador Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se declara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, enviada dos Estados Unidos, para onde deixou o país, segundo a Opera Mundi. Questionado se concordava com a afirmação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu que não vai se envolver: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, disse, segundo o G1. O G1 registra que o documento saiu em formato de imagens, com agradecimentos a líderes internacionais, entre eles Trump, e que o senador publicou depois uma nova versão.

O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, com placar de 10 a 2 no comitê, segundo o The Hindu. Os dois dirigentes que divergiram, a governadora Lisa Cook e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, pediram alta imediata de 0,25 ponto percentual. A decisão saiu seis dias antes das eleições de meio mandato, em meio a uma crise de custo de vida alimentada pela inflação persistente, segundo o El País.

Com 85% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos estavam a caminho de 53 das 120 cadeiras do Knesset, segundo a BBC. O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que espera receber os resultados oficiais na próxima semana e que depois começará conversas com cada facção: “Precisamos fazer tudo o que pudermos, certamente depois de ontem, para evitar outra rodada de eleições.”

O chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reúnem na sexta-feira (30) e no sábado (31) em Atlanta, à margem da reunião de chanceleres do G20 presidida neste ano pelos americanos, segundo o G1. O Departamento de Estado já informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitirá a entrada deles no país, após ele deixar o Brasil com a derrota nas eleições presidenciais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer um governo israelense sem os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, disseram fontes americanas ao site Walla, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Segundo as mesmas fontes, Trump considera que a violência dos colonos mina sua visão regional e dificulta sua implementação. O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que se faça tudo o que for possível para evitar outra rodada de eleições, segundo o The Hindu. Com mais de 85% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu estava levemente à frente, mas ainda sem maioria, de acordo com o jornal.

O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de supostamente roubar a eleição para o Knesset por meio de fraude eleitoral generalizada, suborno, intimidação e manipulação de cédulas, segundo o Jerusalem Post. A própria reportagem ressalva que as alegações não foram verificadas de forma independente e que nenhuma prova de manipulação sistemática foi tornada pública. Talal al-Krenawi classificou as acusações de “nojento” e “mentiras e falsidades”. “Isto é incitação contra os beduínos”, disse, conforme o jornal.

A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, disse à Opera Mundi que a oposição apresenta nesta quarta-feira no Congresso um pedido de acesso à informação pública sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina. “É evidente que Milei colaborou”, afirmou a deputada. A Direção Nacional de Migrações informou, na madrugada desta quarta-feira, que Flávio, a esposa e as duas filhas atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira.

O avião com o senador Flávio Bolsonaro e a família pousou em Miami depois de deixar Guayaquil, no Equador, segundo o Brasil 247. O Guardian, que acompanhava o deslocamento, registrou que o jato havia partido de Guayaquil rumo à Flórida, com chegada prevista para o meio da manhã desta quarta-feira. Antes do pouso, Donald Trump disse que a família é formada por “gente boa” e que “a eleição foi muito estranha”, acrescentando que a considerou “terrível”, ao voltar de um evento de campanha no Texas.

Com quase cinco milhões de votos contados, o bloco de Benjamin Netanyahu caiu para 53 cadeiras e a oposição ficou com 48, anunciou o Comitê Central de Eleições na manhã desta quarta-feira. O Likud é projetado com 26 cadeiras e o Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21. Os partidos árabes somam 19. O conjunto de partidos que quer retirar Netanyahu do poder chega a 67 cadeiras, e o bloco do primeiro-ministro fica oito cadeiras abaixo da maioria parlamentar, segundo projeções publicadas pelo Middle East Eye.

Com mais de 76% dos votos apurados às 9h30 GMT, o bloco de Netanyahu somava 54 assentos e o de Eisenkot 47, segundo contagens publicadas pela mídia israelense e citadas pela Al Jazeera. Com 70% contados, os dois blocos judeus ficavam abaixo dos 61 assentos do Knesset necessários para uma maioria de governo, segundo o The Guardian. Os partidos árabes israelenses caminhavam para um resultado recorde de 16 a 19 assentos, e a formação de um governo passaria por um pacto com eles, por novas eleições ou por um governo de unidade, ainda segundo o jornal.

Com mais de 66% dos votos contados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, foi projetado com 28 das 120 cadeiras do Knesset e o bloco do primeiro-ministro soma cerca de 56, abaixo das 61 necessárias para a maioria, segundo o El País. O bloco anti-Netanyahu liderado por Gadi Eisenkot aparece com 48 cadeiras, e as duas listas árabes somariam 16, indispensáveis para formar governo. Yair Golan pediu que a oposição forme um governo de mudança “em parceria com os cidadãos árabes de Israel”.

Netanyahu e Eisenkot apresentaram reivindicações rivais para liderar Israel depois da votação de terça-feira, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. As três principais redes de televisão israelenses atualizaram as bocas de urna e deram ao bloco de Eisenkot vantagem de dois assentos sobre o campo liderado pelo Likud, por 52 a 50; o comparecimento foi de 77,7%, o maior em mais de duas décadas e cerca de 7 pontos acima de 2022, segundo o comitê eleitoral central citado pela France 24. As primeiras bocas de urna haviam deixado os blocos empatados.

A polícia do Brasil cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro depois que ele não cumpriu a ordem de entregar os documentos, no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro que ele nega, segundo a BBC. Na segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia ordenado a entrega dos passaportes à polícia em 24 horas. Um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que o governo Trump vai emitir vistos para o senador e a sua família e permitir a entrada deles no país, depois de veículos de imprensa noticiarem que ele fugiu do Brasil após perder a eleição presidencial, segundo a Al Jazeera.

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “vergonhosa” a fuga do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro e disse que o bolsonarista vai “lamber bota dos Estados Unidos”, segundo o Brasil de Fato. Flávio, sua esposa e as duas filhas deixaram o Brasil e seguiram para os Estados Unidos depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu a entrega dos passaportes e o proibiu de sair do país, conforme o relato do veículo nesta terça-feira (27).

O site da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) foi alvo de um hacker ou de hackers, o que interrompeu o sistema de registros eletrônicos da agência a uma semana das eleições de 3 de novembro, segundo um e-mail visto pela Reuters e publicado em texto republicado pelo Denver Gazette. Em nota, a comissão disse que “neste momento, o sistema de registro eletrônico da FEC está fora do ar e nossa equipe de TI está trabalhando ativamente para restaurar o serviço”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos vai conceder vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitir a entrada deles no país, segundo uma autoridade sênior do órgão informou à Associated Press (AP), depois da derrota do senador no fim de semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, a Reuters e o jornal The New York Times informaram, citando fontes anônimas, que ele deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos – caso investigado pela Polícia Federal (PF) –, e o governo Trump não informou se o senador já está em território estadunidense.

As pesquisas de boca de urna das principais emissoras de televisão de Israel indicavam um impasse na votação desta terça-feira, sem maioria para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem para seu principal rival, Gadi Eisenkot, nos 120 assentos do Knesset, segundo o Middle East Eye. Com seu futuro político em jogo, Netanyahu acusou “três dirigentes” do partido árabe Lista Árabe Unida (Ra’am) de “tentar roubar as eleições”, segundo o G1. Em posts no X, ele atacou eleitores árabes, descrevendo-os como “apoiadores da Irmandade Muçulmana” e os acusando de “invadir os locais de votação e roubar as eleições”, segundo a Al Jazeera. Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida, condenou as declarações como uma “tática de medo para mobilizar eleitores de direita e levá-los às urnas”.

O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira que não emitirá nenhum reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição brasileira, segundo o Opera Mundi. Na resposta, o governo argumentou que, quando Javier Milei foi eleito em 2023, “não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada”, e que, por enquanto, “não há nenhum comunicado que vamos fazer”, segundo a Carta Capital. O governo disse ainda que comércio e Mercosul não devem ser afetados: “São dois povos irmãos, comercializam, trabalham no Mercosul, não deveria ser afetado”.

O comparecimento às urnas em Israel chegou a 55,7% às 16h locais, o maior para esse horário desde 1973, enquanto a comissão eleitoral avaliava um pedido de prorrogação, segundo o Middle East Eye. Likud, Povo de Israel, Shas e Otzma Yehudit pediram a extensão do horário de votação, mas só o presidente da comissão eleitoral central, o juiz Noam Sohlberg, pode decidir, informou o Jerusalem Post. O partido Yashar, de Gadi Eisenkot, se opôs ao pedido, afirmando que nenhum incidente incomum ocorreu que o justifique.

O prazo para o candidato derrotado à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, entregar os passaportes comum e diplomático venceu ao meio-dia desta terça-feira, e não estava claro se ele havia cumprido a ordem, segundo a AP. A polícia brasileira cancelou os passaportes depois que ele descumpriu a ordem de entregar os documentos, segundo a BBC. Autoridades argentinas disseram à BBC não haver registro de entrada dele por nenhum posto de fronteira.

No dia da eleição em Israel, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter prometido à administração dos Estados Unidos formar, depois das eleições, um governo de unidade com o líder da oposição, Gadi Eisenkot, sem ele, segundo o Times of Israel. “O primeiro-ministro Netanyahu prometeu à administração dos EUA que, depois das eleições, formará um governo de unidade com Eisenkot e sem Ben-Gvir”, escreveu o ministro no X, citando reportagem do Israel Hayom. O Jerusalem Post registrou que Ben-Gvir disse que Netanyahu precisa ficar com ele à direita e buscar um governo totalmente de direita. O relato do Israel Hayom descreve uma proposta apoiada pelos EUA com um governo de rotação de cerca de dois anos, avanço dos Acordos de Abraão com foco na Arábia Saudita e um perdão presidencial a Netanyahu – hipótese que a Residência do Presidente de Israel negou ter discutido.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal (PF) abrir inquérito para apurar possível interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, sobretudo por meio de financiamento oculto de campanha, segundo o Opera Mundi. A decisão, noticiada pela Agência Brasil, manda esclarecer a natureza das tratativas entre representantes da Rockbridge Network e Tallis Gomes e Pedro Sang, inclusive eventual vínculo entre recursos, serviços ou outras vantagens economicamente aferíveis e a campanha eleitoral. Também pede que se apure o possível vínculo entre apoio eleitoral e interesse econômico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros.

No meio do dia da votação desta terça-feira, 45% dos eleitores israelenses já tinham votado, o maior índice desde 1973, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a fazer alegações falsas de que apoiadores da Irmandade Muçulmana de seus oponentes estariam “roubando as eleições”, segundo o Axios. Eisenkot pediu aos eleitores que não cedam ao calor nem às interrupções e sigam a missão de substituir “hoje à noite o pior governo desde a fundação do Estado”, segundo o The Hindu.

Um homem foi detido em Tel Aviv nesta terça-feira sob suspeita de esfaquear o presidente dos Democratas, Yair Golan, durante uma turnê de campanha para estimular a participação dos eleitores no parque HaMesila, segundo o Jerusalem Post. Diante da “aproximação ameaçadora”, a segurança de Golan interceptou o homem e uma faca grande caiu de dentro da jaqueta dele. O homem foi preso depois de se aproximar do líder do partido de centro-esquerda empunhando uma faca, segundo o Middle East Eye.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na segunda-feira que o governo Trump avisou as autoridades interinas da Venezuela “semanas e semanas atrás” que a líder da oposição, María Corina Machado, deveria poder voltar ao país, enquanto a Venezuela avança na preparação das eleições do ano que vem, segundo a AP, em texto publicado pelo Orlando Sentinel. Rubio disse a repórteres em uma ligação que o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, respondeu aos Estados Unidos que Machado estava livre para entrar no país. Machado voltou à Venezuela no fim de semana.

O senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal, PL) teria deixado o Brasil na noite de ontem (26) rumo à Argentina, em um voo privado, para seguir viagem aos Estados Unidos, segundo noticiou nesta madrugada o site argentino Infobae. O coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a informação. Ontem, a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes, comum e diplomático, em até 24 horas, seguindo determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Donald Trump disse nesta segunda-feira que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro “pareceu outra eleição fraudada”, segundo o Korea Herald. O Partido Liberal (PL) disse mais tarde no mesmo dia que reconhece o resultado do segundo turno, em nota assinada por Valdemar Costa Neto, e menos de 35 mil votos, cerca de 0,03% do total, foram dados nas duas horas extras de votação ordenadas pelo Supremo, segundo análise do professor Pedro Burgos, do Insper.

Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que vai “organizar a oposição” ao governo de Lula e repetiu que pretende pedir a anulação da eleição, com o argumento de que a extensão do horário de votação no domingo favoreceu o petista, ainda que ele próprio tenha pedido a medida, em vídeo publicado no Instagram e citado pela France 24. O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não recuou do pedido de anulação mesmo tendo defendido a prorrogação do horário.

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira contra o Departamento de Justiça de Donald Trump numa disputa sobre votação antes da eleição legislativa, negando um pedido para impedir a Califórnia de contar cédulas enviadas pelo correio por eleitores de uma lista com mais de 20 mil inscritos, noticiou o Guardian. Na sexta-feira, ao menos 18 condados da Califórnia receberam cartas exigindo que as autoridades eleitorais locais separassem e verificassem essas cédulas.

Donald Trump prometeu US$ 1 milhão a quem denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas ou na eleição legislativa de meio de mandato deste ano: “Qualquer pessoa que denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas, ou na eleição legislativa de 2026 que se aproxima, receberá US$ 1 milhão após a prisão e a condenação daqueles que criaram a fraude!”, noticiou o Guardian. O presidente repetiu a oferta a repórteres antes de embarcar no Air Force One para um comício no Mississippi.

Na véspera da eleição israelense, Benjamin Netanyahu exibiu o endosso de Donald Trump e sugeriu que os dois podem retomar a guerra contra o Irã se ele vencer, depois de o presidente dos Estados Unidos dizer que precisam “terminar o serviço”, segundo o South China Morning Post. Trump escreveu no domingo: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, temos de terminar o serviço que começamos!” A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos não vão atacar o Irã em nenhum momento antes da eleição legislativa de 3 de novembro, segundo um porta-voz citado pelo jornal.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, foi o único entre os chefes de segurança a se opor à ação militar contra o Irã buscada por Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, conforme relatos publicados pelo Times of Israel. Netanyahu e Katz negaram planos de demitir Zamir antes da eleição e chamaram a informação de “completa fabricação”, noticiou o Jerusalem Post.

A Lista Estudantil, que venceu a eleição parlamentar de domingo na Sérvia com 52,73% dos votos nas parciais, não vai impor sanções à Rússia, disse à RT Balkan o representante da chapa vencedora, Jovo Bakic. Segundo ele, o novo governo manterá as relações de longa data com Moscou apesar da pressão da União Europeia (UE).

Israel vota nesta terça-feira (27/10) com 7.331.981 eleitores aptos e 34 partidos na disputa pelo Knesset. As pesquisas preveem de 20 a 23 das 120 cadeiras para o Yashar, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, e nenhum bloco com maioria fácil para formar coalizão. No comício final, o candidato Eisenkot prometeu curar as divisões da sociedade israelense depois do governo de Netanyahu e falou em compromisso com a segurança e a economia. Netanyahu respondeu que “90% do trabalho” já foi feito e que “faltam 10%”, e que Eisenkot e a Irmandade Muçulmana “não vão destruir o programa nuclear do Irã”: “Quem vai fazer? Só eu posso.” A imprensa israelense noticiou que autoridades discutiram ações preparatórias para um ataque ao Irã a pedido de Netanyahu, segundo o Middle East Eye.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que María Corina Machado “poderia ter evitado esse show” e que “os aeroportos estão aí”, referindo-se ao retorno da líder opositora, que estava exilada e voltou ao país no domingo (25). Rodríguez afirmou ainda que outros beneficiários da lei de anistia puderam entrar pelas instalações aeroportuárias, segundo o Le Monde. A porta-voz de Machado, Claudia Macero, disse que a opositora está disposta a se sentar à mesa com Rodríguez e com quem for necessário, em público, com transparência e um programa preciso.

No primeiro pregão depois da vitória de Lula no segundo turno, o real caiu 12% contra o dólar e a bolsa brasileira interrompeu as negociações por 30 minutos, quando o índice Bovespa recuou 10% em relação ao fechamento anterior e acionou o mecanismo de interrupção (circuit breaker). Os contratos futuros do Bovespa caíam quase 15%, segundo a Al Jazeera. Donald Trump disse que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar qualquer indício de irregularidade.

Israel vota na terça-feira na primeira eleição geral desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Muitos dos opositores de Benjamin Netanyahu veem na votação a oportunidade de cobrar, afinal, a pior falha de segurança em gerações, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Times of Israel. Pesquisas preveem há meses uma queda acentuada do Likud, mas uma aliança rival de partidos de direita, esquerda e centro também não tem caminho claro para o poder. Na véspera da votação, o presidente Isaac Herzog recebeu as credenciais de cinco novos embaixadores, que servirão sob o próximo governo, informou o Jerusalem Post.

O presidente do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, pediu à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, que abra investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por suspeita de traição, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira e noticiado pelo Jerusalem Post. O pedido cita reportagem do canal N12 de domingo segundo a qual Netanyahu e o chefe do Estado-Maior, o tenente-general Eyal Zamir, se chocaram sobre uma proposta de operação militar que poderia desencadear um confronto com o Irã dois dias antes da eleição de 27 de outubro. Liberman acusou Netanyahu de tentar arrastar Israel a um confronto militar para impedir a realização das eleições.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas eleições presidenciais, em mensagem publicada pelo serviço de imprensa do Kremlin nesta segunda-feira, segundo o Brasil de Fato. Na carta, que chama o brasileiro de “prezado amigo”, Putin elogiou os esforços de Lula na proteção da soberania brasileira e dos “legítimos interesses no cenário global”. O presidente russo disse ainda que Moscou e Brasília seguirão trabalhando em estreita colaboração para fortalecer a cooperação bilateral em todas as áreas e a interação construtiva na Organização das Nações Unidas (ONU), no BRICS, no G20 e em outras estruturas multilaterais.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras e defendeu a manutenção de relações de cooperação entre os dois países, apesar das diferenças políticas e ideológicas, segundo o Brasil 247. “Na campanha presidencial colombiana, o presidente Lula apoiou abertamente Iván Cepeda e eu ganhei. Na campanha brasileira, apoiei Bolsonaro e Lula ganhou. Nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros. O POVO DECIDE!”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 12 das 26 capitais estaduais no segundo turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 14, segundo o Brasil 247. No Rio de Janeiro, Lula conquistou 51,54% dos votos válidos no segundo turno, depois de Flávio ter liderado a disputa na capital no primeiro turno, com 47,88%. Em São Paulo, o presidente chegou a 55,50% dos votos válidos no segundo turno, depois de terminar o primeiro turno à frente, com 46,58% contra 42,13%.

Um vídeo publicado pelo Channel 13 no fim de domingo mostra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu avalizando por telefone o acordo que retira o partido haredi Achi da disputa eleitoral em troca de um cargo de vice-ministro. Na gravação, o ministro da Educação, Yoav Kisch, apresenta o arranjo fechado com o rabino Haim Yosef Abergel, líder espiritual do Achi, e Netanyahu responde “completamente aceitável”, segundo o Times of Israel. Como a lei atual exige que um vice-ministro seja parlamentar em exercício, Kisch diz que o Likud vai tentar mudar a norma para nomear também quem não é deputado. Abergel, que responde a acusações de crimes sexuais contra menores, anunciou a desistência do partido na sexta-feira, e a oposição classificou o episódio como “corrupção”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, vivem nos últimos dias um confronto inédito em torno de uma ordem do premiê para uma ação militar não detalhada que autoridades de defesa acreditam que pode levar a um confronto rápido com o Irã pouco antes da eleição, segundo relato de emissora israelense citado pelo Times of Israel; Zamir resistia a cumprir a ação e pedia mais deliberação e documentação assinada de autorização legal; Netanyahu negou o relato no domingo à noite, dizendo que “não há confronto”.

Donald Trump comparou o candidato ao Senado Abdul El-Sayed aos sequestradores do 11 de setembro em um comício no domingo no Michigan e disse que os democratas deixariam “terroristas antiamericanos violentos” entrar nos Estados Unidos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. O presidente afirmou no comício que estava ali para impedir que “um jihadista, membro da Irmandade Muçulmana” se tornasse senador dos Estados Unidos e comparou o voto contra El-Sayed à reação do passageiro Todd Beamer, do voo 93, aos sequestradores. “Vinte e cinco anos depois, o Michigan precisa se levantar e lutar, como o Todd fez, para impedir que um jihadista entre no Capitólio”, disse. El-Sayed, que seria o primeiro muçulmano eleito para o Senado, rejeitou as acusações e, em evento na noite de domingo, insinuou hipocrisia na ênfase que Trump dá ao seu nome: “entendo que o presidente dos Estados Unidos se ofenda pessoalmente com meu primeiro nome”.

María Corina Machado voltou à Venezuela no domingo, de surpresa, depois de quase um ano no exílio, e foi recebida por multidões jubilosas em um desafio direto ao governo interino apoiado pelos Estados Unidos, segundo a AFP. A aparição dela no país foi a primeira desde dezembro, em uma volta que acontece em meio a dúvidas sobre o futuro democrático da Venezuela, segundo a agência Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour.

A apuração do segundo turno presidencial brasileiro começou no domingo, depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação por duas horas, atendendo a pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha alegou que autoridades de várias cidades restringiam o acesso de eleitores ao transporte público. Com a prorrogação, os votos de quase 160 milhões de brasileiros passaram a ser contados, com resultados esperados nas horas seguintes, segundo a Al Jazeera.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou pela segunda vez o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em publicação no Truth Social no domingo à noite, dias antes da eleição israelense. Na mensagem, Trump escreveu: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro; temos de terminar o trabalho que começamos”. Ele também condicionou a relação com os Estados Unidos ao resultado: “Se Israel tiver o líder errado, ou seja, qualquer outro que não Bibi, os Estados Unidos terão de fazer esse trabalho sozinhos, e não estou inclinado a fazer isso”, segundo o Jerusalem Post.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, pediu discussão aprofundada e autorização formal antes de cumprir uma diretriz do escalão político para uma ação ligada ao Irã, segundo o Jerusalem Post, que cita a emissora N12. Autoridades de segurança disseram à N12 que a ação poderia “provocar uma escalada rápida para um confronto com o Irã”. Benjamin Netanyahu negou o relato de um “confronto sem precedentes” com Zamir sobre a tentativa do escalão político de ordenar alguma ação militar relacionada ao Irã às vésperas da eleição desta terça-feira, segundo o Times of Israel.

Lula e Flávio Bolsonaro pediram a prorrogação da votação do segundo turno por motivos diferentes – o presidente citou a retirada de ônibus de circulação em São Paulo e em cidades do Nordeste, e disse que 40% dos ônibus saíram de serviço na capital paulista; o senador citou as fortes chuvas no Sul e no Sudeste – e o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido, estendendo a votação em todo o país até as 19h no horário local e citando “a gravidade dos fatos narrados”, segundo a AFP. Uma corte eleitoral regional determinou a prisão do secretário de transportes de Salvador por não oferecer transporte gratuito no dia da eleição.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta tarde a prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, segundo o Brasil 247. Horas antes, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação até as 19h em cidades de pelo menos nove estados – São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Em Salvador, diligências do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) constataram que menos de 50% da frota de ônibus prevista para dias úteis estava em circulação.

O investidor bilionário estadunidense Bill Ackman disse no domingo que os ministros da extrema direita israelense Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich não deveriam servir no próximo governo, afirmando que os dois políticos causaram enorme dano à reputação do país, segundo o Times of Israel. A intervenção pública do gestor de fundos, que é judeu, ocorre dois dias antes da eleição geral israelense, em que pesquisas mostram disputa apertada entre a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a oposição.

A Sérvia votou neste domingo com filas de duas a três horas na embaixada do país em Londres e filas longas em Belgrado, segundo o Guardian. O embaixador da União Europeia (UE) na Sérvia, Andreas von Beckerath, disse que a União Europeia está “profundamente preocupada” com “relatos de incidentes violentos” em várias seções eleitorais. O senador republicano dos Estados Unidos Joe Wilson afirmou que os sérvios comparecem às urnas “em números históricos” e disse temer, conforme relatos, que o governo esteja se preparando para usar violência contra cidadãos para obstruir a votação. O jornal apresenta a eleição como o teste mais duro para os 12 anos de poder de Aleksandar Vučić.

Brasileiros votam neste domingo no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta um retorno inédito ao poder, e o senador Flávio Bolsonaro, que venceu o primeiro turno por 47% a 45% em 4 de outubro, segundo a France 24. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou a substituição de 900 urnas eletrônicas entre as 8h e as 12h, o equivalente a 0,16% das 499.248 em uso, e a Polícia Federal (PF) registrou 22 pessoas detidas por suspeita de crimes eleitorais em ao menos 17 estados, segundo o Brasil de Fato. São Paulo liderou as trocas, com 163 urnas, seguido por Paraná (103), Rio de Janeiro (95) e Minas Gerais (75). No primeiro turno, em 4 de outubro, foram 1.904 substituições no mesmo período, e nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou neste domingo uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma explosão nuclear sobre Tel Aviv e alertou, a dois dias da eleição, que votar em qualquer outro candidato poderia expor os israelenses ao perigo de um “segundo Holocausto”, segundo o Times of Israel. Ele também advertiu o Irã e os aliados regionais do Irã contra qualquer tentativa de perturbar a eleição parlamentar de 27 de outubro, segundo o Hindustan Times.

O Yashar, partido de Gadi Eisenkot, pediu neste domingo à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e ao presidente do Comitê Central de Eleições, Noam Sohlberg, que impeçam a reunião que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou com o comissário de polícia Danny Levy sobre integridade eleitoral, segundo o Jerusalem Post. Também neste domingo, o serviço de segurança interna Shin Bet passará a dar proteção a três líderes da oposição: Eisenkot, do Yashar; Yair Golan, dos Democratas; e Ofer Winter, do Povo de Israel, noticiou o Times of Israel. O jornal afirmou que o partido de Eisenkot lidera a maioria das pesquisas recentes antes da votação.

A Sérvia vai às urnas em eleições legislativas que opõem o líder de longa data Aleksandar Vucic a um movimento estudantil anticorrupção, segundo a Al Jazeera. Pesquisas mostram Vucic em disputa apertada contra o movimento anticorrupção e antiautoritário, de acordo com a mesma reportagem. O pleito coloca Vucic sob ameaça de derrota eleitoral, escreve o Le Monde.

O Exército israelense informou que todas as passagens terrestres com a Cisjordânia ficarão fechadas no dia da eleição, 27 de outubro, e que vai aplicar o veto à entrada e à saída de trabalhadores palestinos em toda a Judeia e Samaria e no Vale do Jordão, incluindo as zonas industriais, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu cobrar um preço alto pelo ataque de sexta-feira, em que dois soldados israelenses foram mortos, e disse planejar uma operação em escala não vista desde que Israel ocupou a Cisjordânia, em 1967, segundo o mesmo jornal.

A Bulgária vota neste domingo (25/10) em eleição presidencial realizada em meio ao avanço da guerra da Rússia contra a Ucrânia até as águas da costa búlgara do Mar Negro, segundo a Al Jazeera. Pesquisas colocam a presidente em exercício Iliana Iotova, 61, e o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov, 50, à frente de uma disputa com 27 candidatos, segundo o The Hindu. O pleito ganhou peso depois de uma série de ataques com drones a navios mercantes na costa búlgara, que provavelmente mataram cerca de duas dezenas de marinheiros internacionais, segundo o The Hindu.

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado em Tel Aviv para uma grande manifestação antigoverno, três dias antes da eleição geral, vista amplamente como um referendo sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a France 24. O protesto foi organizado pelo October Council, grupo fundado por famílias de vítimas e de reféns levados por militantes palestinos em 7 de outubro de 2023, para cobrar responsabilização pela falha em impedir o ataque do Hamas que deu início à guerra em Gaza. Na Praça dos Reféns, os participantes pediram a criação de uma comissão de inquérito sobre as falhas do massacre de 7 de outubro de 2023, com a presença da maioria dos líderes da oposição, segundo o Jerusalem Post.

Uma pesquisa do Instituto Colectta publicada neste sábado 24, véspera do segundo turno, aponta Lula com 50,3% dos votos válidos, ante 49,7% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico, segundo a Carta Capital. O levantamento se baseia em 3.000 entrevistas presenciais realizadas na sexta-feira 23 em 101 municípios das 27 unidades da Federação, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Nos votos totais, Lula marca 46,5%, contra 46% de Flávio; 4,4% indicam voto em branco ou nulo e 3,1% não sabem ou não responderam.

O Serviço Mundial da BBC identificou 56 páginas no Facebook que, entre meados de setembro e meados de outubro, publicaram ao menos 90 anúncios políticos pagos antes da eleição parlamentar antecipada na Sérvia, mirando o movimento estudantil e com acusações sem comprovação contra opositores. Todos os anúncios foram pagos em leu romeno, somando ao menos 29.437 lei até 16 de outubro, embora a lei sérvia proíba recursos estrangeiros em propaganda política, e ao menos três foram pagos por uma empresa da Romênia, segundo a BBC.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rival de direita Flávio Bolsonaro fizeram um debate mais diplomático que o habitual a dois dias do segundo turno, embora nenhum dos dois tenha aberto mão das alfinetas, segundo a TRT World. Flávio venceu o primeiro turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula. No debate, Lula contestou o plano do rival de passar a “motosserra” nos gastos públicos ao estilo do argentino Javier Milei.

Às vésperas do voto de 27 de outubro, pesquisas mostram o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu empatado com o do seu principal rival de centro-direita, Gadi Eisenkot, segundo o The Hindu. A campanha recorreu a imagens geradas por inteligência artificial: na quarta-feira (21), Eisenkot publicou no X um vídeo que desejava feliz aniversário de 77 anos a Netanyahu, com personagens gerados por IA, entre eles um integrante do Hamas falando de um túnel. Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel indica que 37% dos israelenses judeus e 46% dos árabes israelenses preferem novas eleições à formação de um governo minoritário ou de um governo de unidade com rotação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para Meta e X explicarem suspeitas de favorecimento a Flávio Bolsonaro, segundo o Opera Mundi. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva exige que as empresas detalhem os critérios usados para recomendar publicações políticas, distribuir propaganda eleitoral e retirar conteúdos do ar. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou indícios de tratamento desigual nas eleições e questiona a falta de transparência da Meta sobre os preços cobrados, segundo o Brasil 247.

Duas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira, a dois dias do segundo turno, dão ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), 52% dos votos válidos contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O levantamento da Alfa Inteligência dá Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, segundo o Brasil 247. A pesquisa Real Time Big Data repete os números e classifica a disputa como empate técnico, conforme o Brasil de Fato: a diferença de quatro pontos está no limite da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. O segundo turno será no domingo, dia 25.

A pesquisa final da Maariv, feita pelo instituto Lazar Research e divulgada nesta sexta-feira, dá 54 cadeiras ao bloco de oposição e 48 ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, uma diferença de seis cadeiras para a eleição de terça-feira ao Knesset. O Likud, partido de Netanyahu, aparece com 19 cadeiras, e o Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21. Na disputa direta pelo cargo de primeiro-ministro, Eisenkot tem 49% contra 41% de Netanyahu. O levantamento ouviu 1.048 pessoas entre 19 e 22 de outubro e tem margem de erro máxima de três pontos. Sessenta por cento dos israelenses preferem um governo de unidade caso a eleição não produza resultado claro, e 81% dizem que certamente vão votar. El País, em sua edição em inglês, registra que a maioria das pesquisas dá ao Likud entre 19 e 20 das 120 cadeiras do Knesset, o pior desempenho do partido desde 2006, e coloca a coalizão em torno de 50 cadeiras.

A embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Ottawa acusou políticos canadenses de tentar influenciar as eleições de meio de mandato dos EUA, citando os esforços do Canadá contra a campanha tarifária do presidente Donald Trump. Em um fact sheet, a embaixada afirma que o governo canadense “ignora preocupações” sobre possível interferência, enquanto seus ministros descrevem abertamente planos de influenciar a política norte-americana em documentos oficiais e aparições públicas. O documento cita comentários e ações, como encontros com democratas norte-americanos e o pedido de tarifas retaliatórias contra os EUA.

O Supremo Tribunal de Justiça de Israel proibiu funcionários das mesas de votação e observadores indicados por partidos de usar ferramentas digitais para contabilizar eleitores e transmitir os números em tempo real às organizações que representam. A decisão foi tomada por dois votos a um e derrubou uma autorização concedida por Dean Livne, diretor interino do Comitê Central de Eleições, que havia permitido a prática. A medida ocorre a poucos dias das eleições parlamentares israelenses, marcadas para 27 de outubro de 2026.

Milhares de venezuelanos foram às ruas nesta quinta-feira no primeiro protesto nacional da oposição em quase dois anos, pedindo eleições e mudanças políticas, com presença notavelmente reduzida de forças de segurança. A mobilização foi organizada pelo movimento Vente Venezuela, de María Corina Machado, em Caracas e em outras cidades, entre elas Valencia, Maracay, San Cristóbal e Maracaibo. O governo interino de Delcy Rodríguez e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizem que haverá eleições, mas não marcaram data.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “a gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital” e que a Meta “vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade o tempo todo”, numa referência à empresa e à big tech. O presidente defendeu uma “regulamentação sem censura” em que “qualquer crime na internet seja tratado como crime da vida real”.

A pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22/10) mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro empatados com 50% dos votos válidos cada um, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. Nos votos totais, Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula, 46%; outros 5% pretendem votar em branco ou nulo, e 2% estão indecisos. O instituto entrevistou 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (AIPAC), principal grupo de lobby pró-Israel nos Estados Unidos, anunciou na quarta-feira (21) que deixará de endossar candidatos e de fazer contribuições diretas a eles, mantendo o trabalho do seu super PAC, o United Democracy Project. Em carta aos membros, a liderança do grupo afirmou que a eleição de 2026 foi “um dos ambientes mais desafiadores dos últimos tempos” e previu que as dificuldades “continuarão a crescer nos próximos anos”. O New York Times noticiou que o AIPAC planeja doar até 9 milhões de dólares a um PAC que apoia o candidato republicano ao Senado pelo Michigan, Mike Rogers, contra Abdul El-Sayed, e que o grupo já gastou 32 milhões de dólares para tentar derrotar El-Sayed nas primárias.

A pesquisa final do Times of Israel, divulgada a cinco dias da eleição, mostra os dois blocos liderados por partidos judeus empatados com 51 cadeiras cada, bem abaixo das 61 necessárias para uma coalizão majoritária no Knesset de 120 assentos. O deputado Ahmad Tibi, presidente da bancada do partido Lista Conjunta, apresentou na noite de domingo um plano em duas etapas para impedir que Benjamin Netanyahu siga no poder depois da eleição, propondo apoiar de fora da coalizão um governo alternativo em troca de compromissos com as demandas da sociedade árabe.

Dezenas de milhares de apoiadores do movimento estudantil de oposição lotaram o centro de Belgrado no comício final antes da eleição parlamentar de domingo, na qual esperam derrotar o partido do veterano líder Aleksandar Vucic. O pleito foi convocado após quase dois anos de protestos estudantis deflagrados pelo desabamento da marquise de uma estação ferroviária recém-reformada em Novi Sad, em 2024, que matou 16 pessoas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, grupo de WhatsApp em apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão determina que a empresa explique quais critérios técnicos usa para diferenciar uma “mobilização legítima” de um “comportamento coordenado potencialmente irregular”. Parlamentares dos Estados Unidos cobraram explicações da Meta após denúncias de que a inteligência artificial do WhatsApp recusava criar imagens de Lula e aceitava as de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o G1.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta quinta-feira o pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para suspender o envio de notificações e mensagens oficiais do governo Lula (PT) por WhatsApp e pelo sistema Gov.br, segundo a CartaCapital. Ao analisar o pedido, Cueva afirmou que as mensagens apresentadas têm conteúdo aparentemente informativo, sem referências à candidatura, pedidos de voto ou manifestações de apoio eleitoral.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a desqualificação do adversário Flávio Bolsonaro antes do turno final da eleição presidencial, no domingo, por suposta interferência da empresa de redes sociais Meta, segundo a BBC. Um relatório liderado pelo relator especial da ONU para a liberdade de expressão citou interrupções temporárias da conta de campanha de um candidato, diferenças de engajamento, alcance e visualizações, e restrições a publicações dessa campanha no Instagram. A Meta negou tratamento desigual e afirmou que cumpriria ordem judicial brasileira para tratar Bolsonaro e Lula de forma igual.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento conjunto que autoriza a abertura total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, segundo o Brasil de Fato. O texto pede que o ministro André Mendonça requisite ainda nesta quinta-feira os dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e a quebra abrange os últimos oito anos.

As forças armadas de Israel e dos Estados Unidos elaboraram planos para retomar ataques conjuntos ao Irã nas próximas semanas, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com os planos, informou a ABC News. A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não retomarão os ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

A polícia do Equador prendeu nesta quinta-feira (22) a ex-candidata presidencial Luisa González, principal adversária política do presidente Daniel Noboa, e a Procuradoria-Geral do país ordenou a prisão preventiva dela por suposto crime de lavagem de dinheiro, segundo o G1 e o Opera Mundi. González é do partido Revolução Cidadã. Segundo o Opera Mundi, as investigações estariam baseadas no depoimento de Estefanía Molina Freire, que teria trabalhado na gestão financeira da campanha presidencial de 2023 e alega o recebimento de recursos ilícitos de “fontes da Venezuela”, entre US$ 300 mil e US$ 500 mil.

A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Ottawa acusou autoridades canadenses de interferência eleitoral antes das eleições de meio de mandato de novembro, acusação que Doug Ford rejeitou dizendo não ter “nenhum interesse” em interferir nas eleições dos EUA. Em nota informativa, a embaixada diz que o governo canadense ignora preocupações com interferência enquanto ministros e premiês provinciais descrevem planos de influenciar a política norte-americana, segundo o texto citado pela Al Jazeera.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelenses (AIPAC) informou aos membros que deixará de endossar candidatos ao Congresso estadunidense e de arrecadar diretamente para eles, segundo o Times of Israel. O grupo manterá o super PAC United Democracy Project e dará ênfase à mobilização de doadores individuais, segundo a CNBC, numa mudança que reverte a estratégia adotada em 2021 e ocorre sob resistência política crescente, sobretudo em primárias democratas após a guerra em Gaza, ainda segundo a CNBC.

Os principais legisladores democratas nas comissões de inteligência do Congresso dos Estados Unidos disseram na quarta-feira ter recebido um briefing de inteligência segundo o qual a Rússia vem conduzindo uma campanha de desinformação contra democratas que disputam as eleições de meio de mandato no próximo mês, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, um deles citou reportagens sobre o democrata James Talarico, candidato ao Senado no Texas, e o senador Jon Ossoff, que busca a reeleição na Geórgia, “em particular” sendo atingidos por anúncios falsos criados com inteligência artificial.

A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição afirmou que o candidato do PT aceitou as condições do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para a quebra do sigilo bancário e telefônico dele próprio e de seus parentes, desde que o adversário cumpra o que está no pedido protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o coordenador da campanha, Camilo Santana. “Todas as condicionantes que ele colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo”, disse Santana. Entre as exigências do PL estão a abertura do sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a divulgação de informações sobre o cartão corporativo da Presidência, segundo a Carta Capital.

A Quaest divulgará no sábado 24, véspera do segundo turno, sua última pesquisa de intenção de voto sobre a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com 3.702 entrevistas presenciais realizadas entre sexta e sábado e margem de erro de dois pontos percentuais, segundo a Carta Capital. A sondagem mais recente do instituto, publicada na quarta-feira 21, mostrou empate técnico, com 45% para Flávio e 44% para Lula; brancos e nulos somam 9%, e 2% dos entrevistados se dizem indecisos, segundo o mesmo veículo.

Um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu nesta quarta-feira (21) sobre o possível impacto de medidas adotadas pela Meta nas eleições brasileiras, em comunicado difundido no dia, segundo a Opera Mundi. O documento relata a atuação questionável das ferramentas de inteligência artificial da empresa, o bloqueio do impulsionamento de publicações nos perfis vinculados a Lula no Instagram e diferenças nas recomendações de canais no WhatsApp, e levanta dúvidas sobre a igualdade de condições durante a campanha.

Dezenas de caças da Força Aérea de Israel voaram na segunda-feira até a fronteira do Irã, segundo autoridades israelenses e estadunidenses citadas pelo Axios. Israel avisou Washington com antecedência e descreveu a operação como exercício de treinamento voltado à “projeção de poder”, destinado a dissuadir o Irã de atacar antes da eleição da próxima semana, segundo o Axios. O Times of Israel registrou o mesmo aviso prévio a Washington, descrito como exercício militar e demonstração de força.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Jerusalem Post ter alertas da inteligência militar e do Mossad de que o Irã e seus aliados avaliam formas de influenciar as eleições. “Temos alertas claros que recebemos da inteligência militar, do Mossad, de que o Irã e seus aliados consideram formas de influenciar as eleições”, afirmou. Netanyahu também disse que, cerca de um ano atrás, o Irã estava à beira de desenvolver várias bombas atômicas, e estimou que o país ainda teria mais de mil mísseis.

Os eleitores de Alberta rejeitaram a proposta de iniciar um processo de independência, com cerca de 76% pela permanência no Canadá e 23% pela separação, segundo a NPR. O voto não era um referendo direto de independência, mas abriria caminho para uma futura votação sobre a separação, e o primeiro-ministro Mark Carney pediu voto decisivo pela unidade, dizendo que o voto contra o Canadá seria um blefe perigoso, segundo o The Guardian, em texto publicado no endereço que registra a fala.

A equipe de Flávio Bolsonaro protocolou sua própria petição acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “abuso de poder” pela disseminação em massa de publicações do governo no WhatsApp durante a campanha, segundo o Hindustan Times, que cita a AFP. No mesmo dia, a campanha de Lula disse que pedirá na quarta-feira a desqualificação do rival por suposta interferência eleitoral da Meta. Flávio teve 47% dos votos no primeiro turno, contra 45% do presidente, e as pesquisas apontam empate técnico antes do segundo turno de domingo.

O movimento estudantil Student List, que há dois anos mantém protestos constantes na Sérvia, apresenta 250 candidatos na eleição parlamentar de domingo e, segundo o Guardian, é o desafio mais sério que Aleksandar Vučić enfrenta em 12 anos de poder que o jornal descreve como cada vez mais autoritário. Vučić deixou a presidência no mês passado, cinco meses antes do fim do segundo e último mandato previsto na Constituição, com o objetivo de continuar no poder como primeiro-ministro, à frente do Partido Progressista Sérvio (SNS).

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai pedir nesta terça-feira a inelegibilidade do rival Flávio Bolsonaro por suposta interferência eleitoral da gigante de tecnologia Meta, segundo uma fonte ouvida pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24. A Justiça deu à Meta, na segunda-feira, 24 horas para comprovar que cumpre a ordem de tratar as duas campanhas de forma igual, sob ameaça de multa diária de cerca de US$ 200 mil. A Meta nega ter agido para favorecer um dos lados, mas disse antes que alguns anúncios da campanha de Lula foram desativados por engano por causa de erros técnicos.

Donald Trump endossou formalmente a reeleição de Benjamin Netanyahu e escreveu que, se Israel tiver “o líder errado, que seria qualquer um além de Bibi, a América terá de fazer esse trabalho sozinha, e não estou inclinado a isso”, em publicação no Truth Social no domingo. Trump chamou Netanyahu de “grande primeiro-ministro guerreiro e um parceiro ainda maior para a paz” e afirmou que o Irã foi “sistematicamente destruído, tanto militarmente quanto financeiramente, e, a menos que mudem de rumo rapidamente, logo terminaremos o serviço”. A eleição israelense será em 27 de outubro, e o rastreador do Haaretz projetava no domingo 52 cadeiras para a aliança de oposição liderada pelo partido Yashar, de Gadi Eisenkot, contra 51 da coalizão liderada pelo Likud, sem maioria para ninguém.

Eleitores indecisos que acompanharam o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), relataram desconforto com a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o Opera Mundi. O maior engajamento entre os participantes ocorreu diante da proposta de Lula de que ambos abrissem os sigilos bancário e telefônico, incluindo os de seus familiares, antes do segundo turno.

Moradores de Alberta, no Canadá, votam nesta segunda-feira em um referendo sobre se a província deve iniciar um processo que pode, em última instância, levar à independência, segundo a DW. As urnas abriram às 9h no horário local em Edmonton, capital provincial (15h UTC), informou a emissora.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, colocou o Exército em “alerta máximo” antes da eleição da próxima semana e cancelou as licenças dos soldados, segundo o Times of Israel. Zamir afirmou que a missão das forças é permitir que as eleições democráticas ocorram no prazo e em segurança.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou no site oficial do governo, a nove dias da eleição parlamentar de 27 de outubro, um documento de três páginas com 10 princípios para reformular a estratégia militar. A oposição israelense ridicularizou o texto como um conjunto de slogans vazios, segundo a TRT World. No domingo, Netanyahu advertiu que um futuro presidente dos Estados Unidos pode ser hostil a Israel e defendeu novas alianças com a Índia e com países da América Latina, segundo o The Hindu. O presidente estadunidense, Donald Trump, endossou no domingo o aliado Netanyahu antes da eleição, segundo o Korea Herald.

O primeiro debate do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou na noite deste domingo (18), na TV Bandeirantes, em São Paulo. A AFP registrou que os dois fariam o primeiro confronto direto no domingo, uma semana antes do segundo turno. No primeiro turno, segundo o Brasil de Fato, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula; a votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em um discurso de campanha que o país deve cumprir suas importantes “tarefas em todas as frentes” nos próximos dois anos, enquanto Donald Trump ainda for presidente dos Estados Unidos. As eleições para o Knesset, o parlamento israelense, serão em 27 de outubro de 2026, e o líder do partido vencedor será encarregado de formar o novo governo, segundo a TASS.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou seu “apoio completo e total” ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a menos de dez dias da eleição, marcada para 27 de outubro, segundo o Middle East Eye. “Se Israel tiver o líder errado, que seria qualquer um que não seja Bibi, os Estados Unidos terão de fazer este trabalho sozinhos, e eu não estou inclinado a fazê-lo”, disse Trump, segundo o Jerusalem Post.

O governo de Israel aprovou no domingo a destinação de 2,5 bilhões de shekels para “aquisição urgente de defesa”, a ser financiada por cortes lineares de 4,9% nos orçamentos dos ministérios, menos de duas semanas antes das eleições de 27 de outubro, segundo o Jerusalem Post. Os cortes atingem ministérios como educação, saúde e assistência social, e um parecer jurídico anexo à proposta alertou para as implicações dos cortes, observando a necessidade de o governo exercer contenção em decisões durante o período eleitoral. O parecer também levantou a preocupação de que aprovar os recursos tão perto das eleições criaria uma situação irreversível para o próximo governo e o risco de priorizar interesses partidários sobre o interesse público.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, criticou neste sábado a decisão de Donald Trump de recuar nas sanções contra a Rússia, dizendo que um blecaute de sanções, o alívio da pressão sobre o agressor e as recompensas financeiras a Putin só o encorajam a seguir atacando. Na sexta-feira, Trump assinou a ordem executiva que suspende as sanções da chamada Lei Lindsey Graham, aprovada em setembro contra os setores de energia e defesa da Rússia, incluindo a rede de petroleiros usada para contornar as restrições dos EUA. Washington avalia ainda retirar as sanções sobre a frota-sombra de petroleiros russos e iranianos para ajudar a derrubar os preços do diesel antes das eleições de meio de mandato, segundo o The Cradle.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na sexta-feira (16/10) novas regras para identificar canais de WhatsApp vinculados a campanhas eleitorais, em meio à disputa judicial sobre o canal Exército do Lula, que reúne mais de quatro milhões de seguidores, e a denúncias de possível favorecimento político nas plataformas da Meta. Por unanimidade, a resolução estabelece seis critérios de vinculação, determina o registro na Justiça Eleitoral dos canais enquadrados e responsabiliza campanhas e administradores pela legalidade das publicações.

O governo federal da Etiópia criou uma administração interina de seis meses para a região do Tigré, encarregada de restaurar a segurança, reconstruir a infraestrutura danificada e organizar eleições, segundo a AllAfrica. O governo disse que os esforços reiterados para resolver o conflito do Tigré sob o acordo de paz de Pretória fracassaram e culpou a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) por obstruir a implementação.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou à Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quarta-feira (14/10) uma denúncia sobre a atuação da Meta contra sua campanha à reeleição, segundo o Opera Mundi. A denúncia inclui um fato novo que veio à tona nesta terça-feira (13/10), quando influenciadores de esquerda perceberam que a inteligência artificial do WhatsApp se recusava a produzir materiais sobre Lula, mas permitia a produção do mesmo material a favor de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A Meta reconheceu falhas técnicas envolvendo publicações e anúncios da campanha de Lula, mas negou interferência eleitoral em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Netanyahu disse em entrevista à Army Radio que um ataque preventivo ao Irã antes das eleições teria um momento inconveniente para Israel: “Não acho que o momento seja conveniente para nós.” Uma autoridade de segurança israelense avaliou nesta quarta-feira que Israel dificilmente lançará um ataque preventivo contra o Irã antes das eleições, segundo o Ynetnews. As autoridades israelenses elevaram o alerta contra interferência de Teerã no pleito. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), o tenente-general Eyal Zamir, advertiu autoridades de alto escalão do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) de que uma escalada com o Irã pode levar ao adiamento das eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro, segundo o Ynetnews.

O Cairo recebe na quarta e na quinta-feira reuniões de grupos palestinos, incluindo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a Jihad Islâmica Palestina e o Hamas, sobre divisões internas, unidade e eleições, segundo fontes ouvidas pela Al Jazeera, em texto republicado pelo Middle East Eye. O porta-voz do Fatah, Abdel Fattah Dawla, disse à Anadolu que as reuniões preparam um diálogo mais amplo e buscam consenso entre as facções, em texto republicado pelo Middle East Eye.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, confirmou que a Rússia tentou interferir no referendo do Brexit, por meio de redes sociais e reportagens de televisão, mas disse que isso não significa que o Kremlin tenha tido impacto no resultado. Na atualização anual de ameaças, McCallum afirmou que a RT e a Sputnik, veículos em inglês de propriedade russa, atuaram com força na época do referendo, com matérias enviesadas contra a migração e contra a União Europeia (UE), e citou trolls com contas falsas. A Downing Street disse que ficou confirmado que a Rússia interferiu na eleição geral de 2019 e que é “inconcebível que não tenha interferido” em 2016.

A campanha de Lula acusou a Meta de restringir a distribuição de conteúdo, inclusive impedindo o impulsionamento de posts no Instagram e com interrupção na contagem de visualizações, segundo a France24, que cita a Agence France-Presse (AFP). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para a Meta esclarecer se reduziu o alcance das postagens e explicar as irregularidades relatadas, enquanto o escritório da Meta no Brasil negou as acusações, chamando-as de “simplesmente falsas”. Lula disputa o segundo turno de 25 de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que a Rússia interferiu no referendo do Brexit e alertou que atividades semelhantes ocorrem na França e na Alemanha. Burnham afirmou ter recebido a resposta clara de que houve interferência. Ele não deu detalhes sobre o tipo ou a extensão da atividade de Moscou no referendo. É a primeira vez que um premiê britânico afirma que a Rússia tentou influenciar a votação de 2016.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou no domingo um rally massivo na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo mais dias de folga para trabalhadores, às vésperas do segundo turno contra Flávio Bolsonaro, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. As pesquisas apontam Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como favorito no segundo turno de 25 de outubro.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, adiou no sábado as eleições legislativas previstas para o mês seguinte para 11 de setembro de 2027 e convocou a eleição presidencial para a mesma data, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. A França pediu que as autoridades palestinas revertam a decisão e organizem eleições legislativas e presidenciais por toda a Palestina o quanto antes, segundo a mesma reportagem. O Hamas endossou a decisão de Abbas de adiar as eleições do Conselho Legislativo, originalmente marcadas para 28 de novembro, para 11 de setembro de 2027, segundo o The Jerusalem Post.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a Meta de interferência eleitoral em 11 de outubro de 2026, depois que seus conteúdos nas plataformas da empresa foram supostamente bloqueados. Antes do primeiro turno vencido por Flávio Bolsonaro, os perfis de Lula e de outros líderes de esquerda sumiram da busca do Instagram, segundo a France 24. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para a Meta esclarecer se reduziu o alcance de posts da campanha de Lula, segundo o The Hindu. A Meta negou as acusações e as chamou de “simplesmente falsas” e sem respaldo nos fatos, segundo a France 24.

Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar!, pediu à procuradora-geral Gali Baharav-Miara que decida se indica Tzachi Braverman, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e outros antes das próximas eleições, segundo o The Jerusalem Post. Braverman reconheceu ter alterado o horário registrado de uma conversa entre Netanyahu e o secretário militar na manhã de 7 de outubro, segundo fontes policiais. O ex-secretário militar Avi Gil disse que o horário da ligação foi alterado de 6h40 para 6h29.

Os Estados Unidos (EUA) pressionaram Israel a executar sozinho uma operação de ataque contra o Irã nas discussões entre os dois países nas últimas duas semanas, segundo fontes ouvidas pelo Maariv, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Washington queria que Israel assumisse os riscos políticos da operação antes das eleições de meio mandato nos EUA, em vez do presidente Donald Trump. Os EUA recuaram da exigência, ao menos por ora, e a posição de Netanyahu segue indefinida.

O presidente palestino Mahmoud Abbas emitiu neste sábado um decreto que cancela as eleições legislativas previstas para 28 de novembro de 2026 e marca presidenciais e legislativas simultâneas para 11 de setembro de 2027, segundo a agência Wafa. Segundo o Middle East Eye, o decreto seguiu decisão do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e consultas com facções e forças políticas, que resultaram em consenso nacional sobre os obstáculos impostos por medidas israelenses.

A pouco mais de duas semanas do segundo turno, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em 9 de outubro cortes de impostos sobre combustíveis e ampliação de subsídios para reduzir os preços dos combustíveis. Um novo decreto zera impostos federais sobre a importação e a venda de gasolina por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. O governo também dará subsídio adicional de 1,40 real por litro aos importadores de diesel por 30 dias, além do subsídio de 2,12 reais já vigente.

Trens Mail/Express que chegariam a Nova Délhi e a Hazrat Nizamuddin entre 4h e 14h de 10 de outubro foram cancelados na origem, e a polícia de Délhi pediu à Delhi Metro Rail Corporation (DMRC) o fechamento de 57 estações de metrô para conter o deslocamento de jovens ao protesto, segundo a Press Trust of India (PTI), em texto republicado pelo Rediff. O Cockroach Janata Party convocou a manifestação no Jantar Mantar, no sábado, exigindo a renúncia do comissário eleitoral-chefe Gyanesh Kumar por supostas irregularidades na revisão dos cadernos eleitorais.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) elegeu o presidente do parlamento estadual da Saxônia-Anhalt, a primeira legenda de extrema-direita a conquistar o cargo desde a Segunda Guerra Mundial, segundo a AFP. A sigla teve cerca de 44% dos votos no estado no mês passado, e o candidato da AfD, Tobias Rausch, recebeu 48 votos, com 29 contrários e cinco abstenções.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e o convidou a visitar o país, informou o gabinete de Netanyahu nesta sexta-feira (9). No comunicado, o gabinete afirmou que “os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países… como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul-americanos”. Segundo o Times of Israel, o gabinete confirmou que o telefonema ocorreu na noite anterior.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na quinta-feira que o país não lançará novos ataques militares contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o The Media Line. “Não atacaremos o Irã em momento algum antes das eleições legislativas a serem realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro”, escreveu. O anúncio ajudou a aliviar as preocupações do mercado: o Brent caiu para cerca de US$ 103 o barril na sexta-feira, depois de subir acima de US$ 104.

O vice-presidente palestino Hussein Al Sheikh informou à França que a eleição legislativa palestina marcada para 28 de novembro será adiada por vários meses, segundo a Reuters. O motivo alegado numa carta vista pela Reuters seria a piora das condições em todos os territórios palestinos.

Os principais candidatos ao Senado por Michigan, El-Sayed e Rogers, fizeram seu primeiro debate televisionado, segundo a Al Jazeera. Os dois concordaram que a guerra com o Irã precisa terminar; Rogers disse que o programa de enriquecimento de urânio iraniano foi atrasado em 20 anos. Rogers defendeu a manutenção da ajuda a Israel, e El-Sayed pediu o fim dela.

Um site que vende criptomoedas está distribuindo tokens, ativos digitais trocáveis por dinheiro, a usuários que compartilharem mensagens favoráveis ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, esquema denunciado pela coligação de Lula à Procuradoria-Geral Eleitoral com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suspeita de abuso de poder econômico, enquanto a campanha de Flávio diz desconhecer a autoria do site e nega ter contratado perfis, segundo o Opera Mundi.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta quinta-feira que os EUA não têm planos de atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato de novembro, pronunciamento público incomum sobre planos militares que veio quando ele afirmou haver “conversas produtivas” com Teerã em andamento, segundo o Washington Post. O porta-aviões USS Abraham Lincoln voltará hoje a San Diego após 265 dias ininterruptos no mar em apoio à guerra contra o Irã, um deslocamento recorde, segundo o The Guardian.

O Parlamento italiano aprovou uma lei que concede à coligação vencedora que alcance 42% dos votos nas duas Casas um bônus de 70 cadeiras na Câmara e 35 no Senado, segundo o The New York Times. Críticos apelidaram a lei de “Melonellum” e dizem que ela foi feita pelo governo atual para melhorar suas chances de reeleição no próximo ano.

A Casa Branca pediu ao Pentágono para preparar opções de ataques ao Irã que poderiam ocorrer antes das eleições de meio mandato de 3 de novembro, segundo o The Atlantic, que citou duas autoridades do governo em relato do The Jerusalem Post. O Comando Central dos Estados Unidos desenvolve as opções, e os alvos, o escopo de uma operação e uma eventual autorização do presidente Donald Trump seguem em discussão. O Pentágono também apresentou opções para depois das eleições, de ataques limitados a uma campanha mais ampla que poderia incluir novos ataques ao setor de energia do Irã.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência do Brasil, disse que pretende aderir ao Escudo das Américas em um eventual governo. A iniciativa, articulada pelo governo de Donald Trump, reúne países latino-americanos em uma frente de cooperação na área de segurança. Em carta enviada nesta terça-feira, 12 deputados democratas norte-americanos acusaram o governo de Donald Trump de tentar influenciar a eleição no Brasil. No documento, os parlamentares citam a revogação do visto da embaixadora brasileira e planos para enviar duas autoridades para questionar o sistema brasileiro.

O sindicato de inquilinos de Madri anunciou a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cujo despejo provocou protestos em todo o país pela crise de moradia e uma disputa política que levou a eleições antecipadas na Espanha. Abascal foi retirada à força de maca do apartamento onde vivia havia mais de 70 anos, em setembro, depois de não conseguir pagar o aumento do aluguel. O imóvel havia sido comprado por uma firma de investimento que buscava elevar o aluguel dela em 230%, segundo o The Guardian. A onda de indignação levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleição geral antecipada, após a direita e a extrema direita derrubarem dois decretos de emergência.

Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial brasileira e vai ao segundo turno em 25 de outubro na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 44,2%, segundo o Guardian. O governo Lula reduziu o desmatamento na Amazônia em quase 50%, mas o sucesso não se traduziu em tração eleitoral para candidatos pró-floresta na mesma votação.

O líder oposicionista indiano Rahul Gandhi foi detido pela terceira vez em dois dias durante protesto que pede a renúncia do chefe eleitoral por uma revisão controversa das listas de eleitores, segundo a Al Jazeera, em reportagem que cita AP e Reuters. A Comissão Eleitoral da Índia removeu mais de 130 milhões de nomes das listas eleitorais, com milhões recorrendo das remoções.

O chanceler russo Sergei Lavrov disse que Washington entendeu e reconheceu a posição de Moscou sobre uma possível reunião trilateral sobre a Ucrânia, após tentativas de Kiev de perturbar as eleições da Duma, segundo a TASS. Em outra frente, embaixadores da União Europeia concordaram em retomar a etapa técnica das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldávia, paralisadas pela Hungria desde o verão, com possível abertura de dois clusters, segundo a TASS, citando o relatório do relator.

Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.

O Haiti adiou por tempo indeterminado as eleições previstas para dezembro e fevereiro, segundo o conselho eleitoral citado pela France 24, por exigências técnicas e operacionais enquanto a violência de gangues segue dificultando os preparativos. O primeiro turno do pleito presidencial e do legislativo estava marcado para 13 de dezembro, com o segundo para 21 de fevereiro de 2027. Um membro do conselho confirmou à AFP que a data de 13 de dezembro “não vale mais” e que um novo calendário está em preparo, segundo a France 24, com informações da AFP.

A polícia de Délhi deteve nesta terça-feira, 6 de outubro, líderes da oposição, entre eles o líder do Congresso Rahul Gandhi, após bloquear a marcha de protesto deles, segundo a RT Índia. O protesto pedia a renúncia do comissário-chefe de eleições Gyanesh Kumar, por supostas irregularidades na revisão especial intensiva dos cadernos eleitorais, segundo o The Quint. Gandhi e outros parlamentares foram liberados pouco depois, segundo a AFP, em texto republicado pelo Geo TV.

Um relatório de agosto de especialistas da CIA avalia que Israel corre risco de colapso interno ou guerra civil por tensões entre israelenses, segundo o Middle East Eye, que cita o Drop Site News. O documento situa o quadro volátil às vésperas das eleições israelenses de 27 de outubro, nas quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu luta por seu futuro político. Entre os pontos mais divisivos está a isenção de serviço militar de longa data dos ultraortodoxos.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, após uma derrota parlamentar, segundo a BBC. O Partido Popular (PP), conservador, e o Vox, de extrema-direita, votaram contra as medidas de habitação do governo, que buscavam impedir despejos de inquilinos. Sánchez pediu mobilização por uma maioria progressista maior para derrotar as elites e conquistar direitos sociais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito acirrado, em declaração na Casa Branca antes de viagem a Nebraska, segundo o G1. Trump elogiou a apuração no mesmo dia, citando que 125 milhões de pessoas votaram e que os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, e usou o caso para atacar a contagem de votos nos Estados Unidos.

Cerca de 53% dos ucranianos acham que o presidente Volodymyr Zelensky não deveria concorrer a um segundo mandato, segundo pesquisa publicada em 5 de outubro pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS) e noticiada pelo Kyiv Independent. A pesquisa ouviu 1.002 pessoas em territórios sob controle do governo entre 12 e 21 de setembro, segundo o mesmo veículo.

Milorad Dodik, banido de cargos públicos por seis anos, declarou vitória do seu partido na eleição da Bósnia e disse que terá “vasta maioria”, segundo a Euronews. Com 95% dos votos contados, sua candidata, Zeljka Cvijanovic, estava a caminho de manter a vaga sérvia na presidência tripartite, segundo a Euronews. A votação foi moldada por pressões econômicas, a perspectiva de adesão à União Europeia (UE) e tensões étnicas, segundo a Associated Press, em texto republicado pela ABC News.

Flávio Bolsonaro teve 47,1% dos votos válidos contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, com 98% das urnas apuradas, segundo o El País em inglês. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno em 25 de outubro, segundo o France 24 em inglês. Michelle Bolsonaro foi a candidata mais votada na disputa pelo Senado pelo Distrito Federal, segundo o France 24 em inglês.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou uma eleição geral antecipada em pronunciamento televisionado na manhã de segunda-feira, três dias após partidos de direita barrarem a legislação emergencial de habitação, segundo o The Guardian. O anúncio ocorreu após o Parlamento rejeitar as medidas de alívio habitacional, segundo a Al Jazeera.

As urnas fecharam no Brasil neste domingo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscando um quarto mandato não consecutivo e Flávio Bolsonaro disputando no campo bolsonarista, segundo a Deutsche Welle. Com 10% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tinha 51% dos votos e Lula, 40,8%, segundo o tribunal eleitoral, conforme a Deutsche Welle. Uma vitória de Flávio Bolsonaro estenderia a onda de vitórias da direita alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina, enquanto a reeleição de Lula criaria problemas para Washington, segundo a emissora britânica BBC.

As urnas fecharam na Bósnia-Herzegovina na noite de domingo, com cerca de 3,4 milhões de eleitores aptos a participar da eleição geral do país, segundo a Deutsche Welle (DW). Milorad Dodik, líder da Aliança dos Social-Democratas Independentes na Republika Srpska, anunciou a vitória de sua força política em todos os níveis e agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, pelo apoio antes da votação. A Comissão Eleitoral Central afirmou que os candidatos do partido, Savo Minic e Zeljka Cvijanovic, venciam as disputas para presidente da Republika Srpska e para o posto sérvio na Presidência da Bósnia-Herzegovina, respectivamente.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a decisão do Comitê Eleitoral Central de vetar as listas árabes Joint List e Ra'am da eleição de 27 de outubro, segundo o Times of Israel. A corte também reverteu, por 7 a 2, o veto ao deputado Ofer Cassif, da Joint List, do Hadash, conforme o mesmo veículo. A decisão mantém os cidadãos palestinos de Israel, cerca de 20% da população, na disputa, após críticos acusarem o comitê de dois pesos e duas medidas, informou a Al Jazeera.

A Lista Unida, partido centrista e pró-Ucrânia do primeiro-ministro letão Andris Kulbergs, venceu a eleição parlamentar do país por ampla margem, informou a Al Jazeera. Segundo a Reuters, o partido governista conquistou a maior vitória desde que a Letônia recuperou a independência, em 1991, e deve manter o poder e formar uma coalizão pró-Ucrânia.

O Brasil realiza neste domingo o primeiro turno da eleição presidencial, com a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com pesquisas apontando provável segundo turno, segundo a DW. O primeiro turno das eleições gerais define presidente, governadores, a Câmara, um terço do Senado e assembleias regionais, segundo a Mehr News Agency. Se nenhum candidato a cargo executivo obtiver maioria absoluta, o segundo turno será em 25 de outubro, segundo a mesma agência.

Connie Chan, candidata democrata apoiada pela ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi para sucedê-la no 11º distrito congressional da Califórnia, defendeu um “embargo total de armas ao governo israelense” em debate televisionado na quinta-feira à noite, segundo a Al Jazeera. Chan disse que, “no primeiro dia no Congresso”, votaria para “acabar com um genocídio em Gaza e com um Estado de apartheid”. A candidata afirmou que a ajuda humanitária deve ser prioridade e que não apoiaria verba para o sistema antimísseis Domo de Ferro de Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rival Flávio Bolsonaro encerraram no sábado as campanhas antes da eleição de domingo, marcada por escândalos e troca de acusações. Pesquisas indicam que nenhum dos dois deve vencer no primeiro turno e que ambos estão em empate estatístico para o segundo turno de 25 de outubro, segundo a France 24, com a AFP.

Aleksandar Vucic, que renunciou à presidência da Sérvia em 27 de setembro, disse em comício pré-eleitoral que o país continuará defendendo seus interesses nacionais e não abrirá mão dos laços tradicionais de amizade com a Rússia, segundo a TASS. As eleições parlamentares antecipadas serão em 25 de outubro, e Vucic liderará a lista do governista Partido Progressista Sérvio e será candidato a primeiro-ministro.

Pesquisas de boca de urna publicadas pela emissora pública letã LSM deram à Lista Unida, partido de centro-direita do primeiro-ministro Andris Kulbergs, a liderança com 35,6 por cento na eleição parlamentar de sábado. A União de Verdes e Agricultores, parceira da coalizão, apareceu com 3,7 por cento, abaixo do limite de cinco por cento para entrar no Parlamento.

As eleições legislativas palestinas estão marcadas para 28 de novembro, as primeiras desde 2006, segundo a Al Jazeera. A Comissão Eleitoral Central Palestina estima que cerca de 1,24 milhão de palestinos em Gaza terão direito de votar e prepara a votação na Cisjordânia ocupada, em Jerusalém Oriental ocupada e em Gaza. O desemprego em Gaza está em cerca de 80%, de acordo com a Al Jazeera. As autoridades eleitorais preparam até 110 centros de votação em Gaza para cerca de 1,25 milhão de eleitores, segundo a Anadolu Agency.

A embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, disse que a embaixada australiana também fecharia na sexta-feira, citando o alerta dos Estados Unidos, e orientou australianos a evitar instalações diplomáticas norte-americanas. A embaixada dos Estados Unidos afirmou, em comunicado na quinta-feira, que suspenderia os serviços consulares a partir de sexta e orientou cidadãos estadunidenses que buscassem assistência a não visitar a embaixada, os consulados ou outras instalações diplomáticas. A polícia disse que a operação decorreu de cooperação com agências de inteligência estrangeiras e que os investigadores não encontraram evidências que corroborassem a ameaça inicialmente reportada, nem identificaram suspeitos ligados a organizações criminosas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só ele barra o retorno dos fascistas ao poder: “Se não fosse eu enfrentando esses fascistas, eles ganhariam outra eleição facilmente. Sou eu que estou no caminho deles.” Pesquisas na véspera da eleição de domingo indicam Lula com cerca de 45% dos votos e Flávio Bolsonaro com 40%, segundo o Datafolha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro deixaram de comparecer ao debate final antes do primeiro turno da eleição presidencial de domingo, segundo a Al Jazeera. A TV Globo disse em comunicado que o debate foi cancelado porque duas decisões, uma da corte eleitoral do país e outra da Suprema Corte, criaram incerteza jurídica sobre o evento, ainda segundo a emissora. Um suspeito que tentou pular as grades da Corte e jogou uma mochila sobre um ponto de ônibus foi preso, segundo a Corte, citada pela Al Jazeera.

A Suprema Corte de Israel aconselhou o líder do partido Balad, Sami Abu Shehadeh, a retirar a candidatura na eleição ao Knesset de 27 de outubro, advertindo que poderia, de outra forma, decidir pela desqualificação, segundo a Al Jazeera. O presidente da Corte, Yitzhak Amit, disse que a maioria dos juízes era favorável à desqualificação e deu até sexta-feira para a retirada, segundo a emissora. A procuradora-geral Gali Baharav-Miara apoiou a desqualificação por causa de um artigo publicado por Abu Shehadeh um dia após o 7 de outubro, que, segundo ela, expressou apoio à luta armada. Abu Shehadeh retirou-se da disputa depois que a Corte indicou unanimidade pela desqualificação, segundo o Middle East Eye.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que Washington pode retomar ataques em larga escala contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro e rejeitou a última proposta iraniana de cessar-fogo por considerá-la insuficiente, segundo a CGTN. Perguntado se os EUA poderiam intensificar a campanha de bombardeios contra o Irã depois das eleições, Trump respondeu “possível” e se recusou a revelar alvos potenciais. Segundo o Middle East Eye, ele ameaçou consequências severas sem acordo com o Irã, dizendo que Teerã não vai durar muito tempo: “Ou eles farão algo muito apropriado e inteligente, ou não vão durar muito. Francamente, odeio ver isso, mas eles não vão durar muito.”

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, abriu uma turnê de campanha de 32 dias antes das eleições de meio de mandato de novembro, com comícios no Texas e em Oklahoma. Pesquisa da Associated Press (AP) com o Centro Nacional de Pesquisa de Opinião (NORC) divulgada na quinta-feira indica que 71% dos estadunidenses desaprovam a guerra, que elevou o preço dos combustíveis, e só 26% aprovam a condução da economia por Trump. Cerca de metade dos entrevistados disse temer não poder pagar comida e gasolina.

O advogado-geral Jorge Messias pediu que as autoridades investiguem suposto financiamento dos Estados Unidos a causas de extrema direita no Brasil, segundo a Al Jazeera. O pedido veio um dia depois de o jornal britânico The Guardian publicar reportagem segundo a qual o governo de Donald Trump planejava destinar US$ 1 milhão a grupos civis de direita contrários ao Supremo Tribunal Federal. Messias disse que a ingerência estrangeira “não pode ser tolerada” e que o relato era “um alerta importante para a soberania brasileira”.

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, renunciou ao cargo afirmando que quer disputar as próximas eleições parlamentares como cidadão comum. Ele anunciou que entregaria as funções na manhã seguinte à presidente da Assembleia Nacional, Ana Brnabic, que assumirá como presidenta interina. A renúncia vem após mais de um ano de protestos liderados por estudantes e crescente descontentamento popular com acusações de corrupção do governo, segundo a BBC.

O rei de Marrocos nomeou na terça-feira a prefeita de Marraquexe, Fatima Ezzahra El Mansouri, como a primeira mulher primeira-ministra do país, após a vitória do partido dela, o Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), de centro-direita, nas eleições parlamentares da semana passada. O PAM conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara dos Representantes – 31 a mais que o segundo colocado, segundo o Dawn. “Pela primeira vez na história do nosso país, uma mulher assume a responsabilidade de chefiar o governo”, afirmou El Mansouri.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que a guerra com o Irã terminará “muito em breve”, que o Irã “não terá uma arma nuclear” e está “fracassando muito mal”, segundo a TASS. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fez um apelo direto aos estadunidenses, afirmando que o governo dos Estados Unidos sob Trump “deve ser mudado”, em mensagem divulgada cinco semanas antes das eleições de meio de mandato, segundo a Al Jazeera.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro, em movimento inédito feito na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, segundo o The Hindu. Na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente declarou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, em recado à pressão dos Estados Unidos. O país vota em 4 de outubro, e Lula lidera Flávio por cinco pontos nas pesquisas de primeiro turno.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou uma comitiva estrangeira formada por representantes de ao menos três países que vai acompanhar a votação do próximo domingo (4) no Brasil, quando os eleitores vão às urnas votar para presidente, governador, senador e deputados. Conforme a OEA, integram a comitiva, entre outros, José Miguel Insulza, ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, e Eladio Loizaga, ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai, segundo o G1.

A Comissão Central de Eleições de Israel votou em 23 de setembro para barrar os principais partidos árabes do país das eleições do mês que vem para o Knesset, segundo o The Hindu. O veto atinge o Ra’am, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, aliança dos partidos árabes Hadash, Ta’al e Balad, segundo a Al Jazeera. Uma pesquisa do Canal 12 publicada na terça-feira projetava sete cadeiras para a Lista Conjunta e cinco para o Ra’am, contra 50 do atual bloco de coalizão de Netanyahu.

Lula ampliou a liderança no primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 37% do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa BTG/Nexus citada pela Reuters. Em um eventual segundo turno, Lula teria 46% contra 44% de Bolsonaro – empate dentro da margem de erro. A pesquisa anterior do mesmo instituto trazia Lula com 40% e Bolsonaro com 37% no primeiro turno.

O partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) e seus aliados conquistaram um recorde de 14 assentos no Senado francês, quadruplicando sua bancada na Casa de 348 lugares poucos meses antes de uma eleição presidencial, segundo o The Guardian. Foi a primeira vez que o partido superou o piso de 10 assentos e pôde formar bancada própria. A legenda entrou no Senado pela primeira vez com dois assentos em 2014, quando se chamava Frente Nacional, e venceu três assentos em 2023.

A líder social-democrata Magdalena Andersson disse nesta segunda-feira, 28 de setembro, que fracassou em formar governo com os outros três partidos do bloco de esquerda após a eleição geral de 13 de setembro na Suécia. “Com base nas conversas que tive, posso concluir, no conjunto, que neste momento não há possibilidade de eu formar um governo”, disse ela a jornalistas. O presidente do Parlamento deve encarregar outra liderança, provavelmente o primeiro-ministro interino Ulf Kristersson, de tentar formar um governo. O bloco de direita, que inclui os Democratas da Suécia, de extrema direita, perdeu a eleição por 176 a 173 e terá dificuldade para encontrar maioria no Parlamento, segundo o Le Monde.

Centenas de apoiadores de María Corina Machado foram às ruas para exigir seu retorno seguro e eleições presidenciais que poderiam levar a uma transição democrática na Venezuela. Em Caracas, centenas de ativistas de camisa azul-celeste – a cor do partido Vente Venezuela, de Machado – percorreram de moto as principais avenidas no domingo, com atos semelhantes em Valencia, Maracaibo e Mérida, segundo a Al Jazeera. Machado vive no exílio há nove meses e teve planos de retorno frustrados várias vezes; a oposição acusa o governo de bloquear seu retorno, o que as autoridades negam.

O Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen, e seus aliados conquistaram 14 das 348 cadeiras do Senado francês e formaram um grupo parlamentar na Casa Alta pela primeira vez na história do partido, segundo a France 24. É também a primeira vez que a legenda ultrapassa o piso de 10 cadeiras para formar grupo no Senado. Nove senadores do partido foram eleitos no domingo, somando-se aos três que conquistaram cadeiras em 2023 — as outras duas das 14 cadeiras de RN e aliados foram para aliados.

O presidente da Sérbia, Aleksandar Vučić, renunciou ao cargo para tentar se tornar primeiro-ministro em uma eleição parlamentar antecipada, segundo o The Guardian. A Constituição sérvia o impede de buscar um terceiro mandato, e ele disse que deixa a Presidência para liderar o Partido Progressista Sérvio (SNS) no pleito de 25 de outubro. Vučić assinou a carta de renúncia em pronunciamento à nação e vai chefiar a lista do SNS como candidato a primeiro-ministro, segundo a agência estatal russa TASS.

Os eleitores suíços decidem neste domingo se aprovam uma forma mais restritiva de neutralidade, que vedaria ao país impor sanções econômicas ou cooperar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo a Reuters. A proposta quer que a Constituição estipule que a Suíça não pode aderir a nem cooperar com qualquer aliança militar ou de defesa, salvo se for atacada, e que se abstenha de aderir a sanções que não tenham aval da Organização das Nações Unidas. Segundo a Associated Press, a iniciativa é apoiada por um partido populista de direita, que sustenta que o governo suíço se aproximou demais da União Europeia e da OTAN, sobretudo por causa da guerra da Rússia na Ucrânia. As pesquisas indicam rejeição: um dos levantamentos mais recentes mostra 68% contra e 31% a favor, segundo a Reuters.

O líder do Hamas, Khalil al-Hayya, disse à emissora catari Al-Araby que a eleição israelense não trará mudança para os palestinos e que “nosso povo sofreu nas mãos de todos os partidos israelenses”, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo South China Morning Post. Ele disse que o Hamas se recusa a permitir que o sangue, o sofrimento e a causa do povo palestino sirvam de combustível para as eleições israelenses. A eleição em Israel está marcada para 27 de outubro.

O Comitê Central de Eleições de Israel votou nesta semana para impedir que os três partidos que formam a Lista Conjunta, aliança de partidos de maioria árabe, disputem o pleito de 27 de outubro, segundo o The Telegraph. O comitê alegou que o agrupamento teria expressado apoio à luta armada contra o Estado de Israel. A decisão ameaça privar de representação cerca de um milhão de cidadãos israelenses, majoritariamente de etnia árabe. O jornal britânico aponta que a medida deve ser derrubada pela Suprema Corte nos próximos dias, que tradicionalmente exige alto limiar legal para desqualificar um partido.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve rejeitar o plano apresentado pelo Irã para encerrar a guerra e planeja retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo G1. Em conversas privadas, Trump se disse cético quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências e afirmou à sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios, segundo autoridades. A Reuters também reportou a rejeição ao cessar-fogo e a expectativa de novos bombardeios após as eleições de meio de mandato.

A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que o Departamento de Segurança Interna (DHS) use o programa SAVE – Sistema de Verificação Sistemática de Elegibilidade de Estrangeiros – para checar a cidadania de eleitores nos cadastros estaduais, informa a Al Jazeera. A ordem de emergência vale até o julgamento final do caso e libera os estados a adotar o sistema, cuja adesão é voluntária, segundo a Associated Press.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de “covardes morais” as delegações que deixaram o plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o seu discurso, enquanto apoiadores na galeria entoavam em hebraico “O povo de Israel vive”, segundo a Geo TV, que cita a Reuters. A cinco semanas da eleição de 27 de outubro de 2026, o discurso de cerca de 40 minutos teve tom de campanha, relata a mesma reportagem.

A Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia fixou em 59,8% o comparecimento às eleições da Duma, com 67.448.094 votantes, informa a TASS a partir de declaração da presidente da comissão, Ella Pamfilova. O Rússia Unida ficou com 349 mandatos – 140 no distrito federal e 209 em circunscrições uninominais –, informa a Sputnik Globe a partir da mesma apuração, abaixo da projeção de cerca de 355 cadeiras apontada pelo The Moscow Times antes do resultado final.

A Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia se reúne nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, para estabelecer os resultados finais da eleição da nona legislatura da Duma, a câmara baixa do parlamento russo, segundo a agência TASS. As comissões regionais tiveram até 25 de setembro para revisar todas as queixas e recursos recebidos e concluir as apurações necessárias antes da proclamação do resultado oficial, conforme a presidente da CEC, Ella Pamfilova, citada pela TASS.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Donald Trump, em peça de televisão exibida na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, de querer “colonizar” o Brasil para capturar os recursos naturais do país, interferindo na eleição presidencial de outubro de 2026, segundo o The Guardian; na peça de um minuto, a narradora afirma que Flávio Bolsonaro é “o candidato de Trump” e que o presidente dos Estados Unidos quer “colonizar o Brasil, tomar as nossas riquezas, roubar o nosso futuro e nos deixar para trás”; o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou interferência e afirmou, em nota de agosto citada pelo jornal, que qualquer insinuação de que Washington atua para minar a eleição de uma nação democrática é uma “mentira infundada”.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Governo Transitório de Unidade Nacional e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até a eleição de 22 de dezembro, a primeira desde a independência, em 2011. O decreto, lido pela emissora estatal, removeu todos os vice-presidentes, ministros e administradores locais e dissolveu as assembleias nacional e estaduais; o Judiciário e as instituições de segurança permaneceram, e Kiir segue no cargo “durante o período eleitoral até que o próximo presidente eleito assuma”, segundo o Al Jazeera. A medida veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições que desvincularam o pleito da conclusão de uma constituição permanente e da realização do censo, mudanças sancionadas por Kiir na noite de segunda-feira e rejeitadas pela Aliança de Oposição do Sudão do Sul, segundo a Reuters, por terem sido feitas sem consulta adequada entre as partes do acordo de paz de 2018. O rival histórico de Kiir, Riek Machar, líder do principal partido de oposição, está em prisão domiciliar desde março de 2025 e responde a processo por acusações que incluem traição e homicídio, que nega. Seguem pendentes a constituição permanente, o registro de eleitores e a unificação das forças armadas leais a partidos rivais. A Anistia Internacional chamou o decreto de passo rumo ao pleito e pediu condições para votar e ser candidato; analistas ouvidos pela agência France-Presse disseram que as emendas concentram poderes no presidente. A guerra civil encerrada em 2018 deixou cerca de 400 mil mortos e milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

Marrocos vota nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para eleger os 395 assentos da Câmara dos Representantes, na 12ª eleição legislativa desde a independência, com 28 partidos e duas listas de candidatos independentes na disputa, segundo o portal oficial do governo Maroc.ma. O eleitorado registrado é de 15.801.162 pessoas, das quais 55% vivem em áreas urbanas e 46% são mulheres, ainda segundo o portal. As urnas abrem às 8h e fecham às 19h no horário local, e os resultados preliminares costumam sair no dia seguinte, segundo a Reuters. A France 24 registra que a votação ocorre depois de uma corrida de migrantes para o enclave espanhol de Ceuta e num momento de desencanto dos jovens com a política, e que o comparecimento será lido como termômetro da confiança nas instituições eleitas.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o governo de unidade nacional de transição criado pelo acordo de paz de 2018 e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até as primeiras eleições nacionais, marcadas para 22 de dezembro de 2026, segundo a Radio Tamazuj e a Al Jazeera. A ordem republicana lida pela emissora estatal South Sudan Broadcasting Corporation (SSBC) afastou o primeiro vice-presidente, Riek Machar, e os quatro vice-presidentes, dissolveu a Assembleia Legislativa Nacional de Transição, o Conselho de Estados, os governos dos 10 estados e as três áreas administrativas, e manteve Kiir no cargo durante todo o período eleitoral, até a posse do presidente eleito. A dissolução veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições de 2012 que retiraram a exigência de concluir a constituição permanente e o censo nacional antes da votação, duas etapas previstas no acordo de 2018. A Aliança de Oposição do Sudão do Sul rejeitou as mudanças por falta de consulta entre os signatários, e analistas ouvidos pela Agence France-Presse (AFP) dizem que o arranjo concentra poderes no presidente: “Kiir será a única pessoa no poder, sem vice-presidentes, sem Executivo, sem parlamento”, disse à AFP o advogado Michael Wani, ex-integrante da comissão que redigiu a constituição. Machar, rival histórico de Kiir, segue em prisão domiciliar e responde a acusações de traição e homicídio, que nega. A Anistia Internacional chamou o decreto de “passo decisivo” rumo à primeira eleição do país desde a independência, em 2011, e pediu garantias de um ambiente seguro para votar e ser candidato.

Cerca de 50 opositores protestaram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Caracas contra a participação da presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O ex-governador Andrés Velásquez, do partido La Causa R, disse que Rodríguez “não representa a Venezuela” e que o único ponto de interesse para os venezuelanos na reunião dela com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é a definição da data das eleições presidenciais, segundo a agência EFE e a Agence France-Presse (AFP). Os manifestantes exibiram faixas em espanhol e inglês contra Rodríguez e contra o que chamam de tutela dos Estados Unidos sobre o país.

O senador republicano John Curtis, de Utah, pediu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos investigue o uso de parentescos presidenciais em benefício financeiro privado e que intime a depor Donald Trump Jr. e Hunter Biden, conforme a Associated Press e a ABC News. Na carta enviada ao presidente da comissão, Chuck Grassley, e ao democrata Dick Durbin, Curtis citou o jantar de casamento de Trump Jr. nas Bahamas, em maio de 2026, parcialmente pago pelo oligarca russo Umar Kremlev, presidente da Associação Internacional de Boxe (IBA) e próximo de Vladimir Putin. O caso foi revelado em 14 de setembro de 2026 pela ProPublica, segundo a qual Kremlev bancou centenas de milhares de dólares, entre o aluguel de uma ilha privada e o show de fogos, por meio de uma empresa ligada à IBA em Dubai. “O país não deveria ter de aceitar um padrão para a família de um presidente republicano e outro para a família de um presidente democrata”, escreveu Curtis, que também mencionou as criptomoedas promovidas pela família, negócios imobiliários no exterior e investimentos em empreiteiras de defesa. Durbin apoiou o pedido e disse que ignorar o caso “é correr o risco de ser cúmplice de um encobrimento”; a comissão confirmou ter recebido a carta, mas afirmou que o calendário do Senado torna difícil uma audiência neste ano. Trump disse na semana passada que o filho devolveu o dinheiro a Kremlev, sem apresentar prova pública do pagamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros” e que o Brasil “não pertence ao quintal de ninguém”, numa referência às pressões dos Estados Unidos sobre a eleição de 4 de outubro de 2026, na qual busca um quarto mandato não consecutivo, segundo a Al Jazeera e o G1. Lula afirmou que a América Latina vive um ressurgimento de “ambições hegemônicas” e de interferência estrangeira em eleições, e disse que a ONU falha em impedir guerras, com credibilidade “nunca tão baixa”, responsabilizando o Conselho de Segurança e o poder de veto de seus membros. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para deter o fluxo de armas e dinheiro que alimenta o crime”, afirmou. O discurso saiu no mesmo dia em que Donald Trump usou a tribuna para dizer que Washington recorrerá à sua “potência militar incomparável” se necessário para proteger interesses dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, segundo trechos divulgados pela Casa Branca.

O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, conquistou 355 das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do parlamento russo, segundo resultados preliminares com mais de 95% dos votos apurados divulgados na segunda-feira, 21 de setembro, pela presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia, Ella Pamfilova. O total inclui os distritos de mandato único, supera o recorde anterior do partido, de 343 cadeiras em 2016, e preserva a maioria constitucional de 301 cadeiras, que permite emendar a Constituição sem apoio de outras legendas, segundo a Reuters. O Partido Comunista da Federação Russa (KPRF) ficou em segundo lugar, com 40 cadeiras; o ultranacionalista Partido Liberal-Democrata da Rússia (LDPR) ficou com 25, e o Novo Povo, com 20. A votação ocorreu de 18 a 20 de setembro e foi a primeira eleição para a Duma desde o início da guerra em larga escala contra a Ucrânia; no último dia, o Ministério da Defesa russo afirmou ter derrubado 1.110 drones ucranianos em 19 regiões russas e na Crimeia. O partido anti-guerra Iabloko não elegeu deputados federais, mas ultrapassou a barreira de 5% no parlamento regional de Novgorod, segundo a Reuters.

Marrocos vota nesta quarta-feira a primeira eleição parlamentar desde os protestos liderados por jovens que tomaram as ruas do país no fim de 2025, com 7.288 candidatos de 27 partidos disputando as 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, segundo a Africanews e a Al Jazeera. O primeiro-ministro Aziz Akhannouch, do partido Reunião Nacional dos Independentes (RNI), eleito em 2021, tenta seguir no cargo. O movimento Gen Z 212, que usa o código telefônico do país no nome, nasceu no Discord depois da morte de oito mulheres numa maternidade pública de Agadir e passou a cobrar que o orçamento fosse para hospitais e escolas, criticando os estádios erguidos para a Copa do Mundo de 2030; a renúncia de Akhannouch não veio, e o governo respondeu com mais gastos em saúde e educação e incentivos a candidaturas de jovens, segundo o Middle East Eye e o Washington Institute. Jovens de 18 a 24 anos são cerca de 12% da população e apenas 4% dos 15,8 milhões de eleitores registrados, segundo a Africanews. Em julho, cerca de 72 mil marroquinos entraram no enclave espanhol de Ceuta, segundo o Middle East Eye; Rabat nega ter organizado a onda de travessias.

Um painel de três juízes do 8º Tribunal de Apelações dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira que o Missouri deve usar em novembro o mapa congressional desenhado pelos republicanos e apoiado por Donald Trump, e ordenou ao juiz de primeira instância que emita liminar permanente contra qualquer outro mapa, segundo a Associated Press (AP) e o The Guardian. Os juízes afirmaram que voltar aos distritos anteriores na eleição geral violaria a Constituição. A decisão, porém, não tem efeito imediato: o próprio painel adiou a ordem por uma semana para permitir recurso, e os opositores do mapa anunciaram que vão recorrer de emergência à Suprema Corte, que já bloqueou duas vezes o uso desses distritos. As cédulas para militares e eleitores no exterior já foram enviadas com o mapa antigo, e a lei estadual exige que o voto por correio esteja disponível aos demais eleitores até terça-feira. A disputa integra a onda de redistritamento no meio do mandato que Trump estimulou em cerca de uma dúzia de estados antes das eleições de novembro.

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