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Tema: Irã

Matérias e notas em que Irã é ator central.

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Segundo uma autoridade judicial iraniana, um relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou o ataque de 28 de fevereiro à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, como crime de guerra e crime de agressão. O vice-ministro da Justiça para direitos humanos e assuntos internacionais, Askar Jalalian, disse que o ataque dos EUA e de Israel matou 168 crianças e professores e configurou violação deliberada da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que um avião militar norte-americano atingiu e inutilizou um navio comercial que tentava furar o bloqueio naval ao Irã, no Golfo de Omã. Segundo o comando, o cargueiro de bandeira de São Cristóvão e Névis havia passado por um porto iraniano e foi atingido na popa por munições de precisão depois que as forças norte-americanas ordenaram à tripulação que esvaziasse as áreas visadas; a tripulação civil ignorou avisos repetidos e tentou violar o bloqueio várias vezes. O CENTCOM estimou que o bloqueio impediu o Irã de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo bruto. Os militares norte-americanos também anunciaram uma força-tarefa para conter o transporte de armas avançadas e de outro material sancionado pelo Irã em suas fronteiras terrestres e pelo Mar Cáspio, ampliando um bloqueio naval que dura meses.

O Ministério do Interior do Iêmen afirmou que o Irã e o Hezbollah enviaram 21 especialistas militares para apoiar os houthis, com envolvimento direto no planejamento de operações militares, no desenvolvimento de armas e na coordenação de ataques marítimos. O ministro do Interior, brigadeiro Ibrahim Haidan, disse em comunicado que o grupo incluía 14 membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e sete agentes do Hezbollah que atuavam em diferentes partes do Iêmen, com base em Hodeidah, Sanaa, Saada, Hajjah, Amran e al-Khawkhah. O Hezbollah negou as acusações e classificou o relato como “inteiramente infundado”.

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, teve uma reunião de três horas com Vladimir Putin, na qual os dois discutiram a cooperação estratégica e de alto nível entre os países. Segundo Jalali, Teerã declarou que a aceitação plena e incondicional de suas sete condições estratégicas por Washington é pré-requisito para qualquer iniciativa diplomática. O embaixador afirmou ainda que Rezaei mencionou o conteúdo de uma carta do vice-presidente norte-americano JD Vance e explicou a resposta iraniana, sustentando que negociações sozinhas nunca seriam base para encerrar a guerra.

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro Mohammad Akraminia, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até os Estados Unidos aceitarem as condições de Teerã. Segundo ele, antes da guerra cerca de 130 navios cruzavam o estreito por dia, levando 20% do petróleo global, além de querosene de aviação e fertilizantes químicos. Akraminia afirmou também que bases e interesses norte-americanos no Golfo Pérsico e além do Oeste Asiático estão ao alcance de drones e mísseis iranianos.

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), brigadeiro Hossein Mohebbi, anunciou planos de revelar um novo complexo subterrâneo de produção de mísseis e disse que a fabricação e o desenvolvimento de armas do Irã seguirão ininterruptos, mesmo sob bombardeio inimigo. Segundo Mohebbi, o inimigo subestimou a capacidade do país de repor seus estoques de mísseis e drones, ao supor que o número de armas lançadas indicaria por quanto tempo as capacidades militares iranianas se sustentariam.

Explosões foram ouvidas neste sábado na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e no porto de Jask, no sul do Irã, sem causa confirmada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Não houve confirmação oficial do lado iraniano sobre a origem dos estrondos. Mais cedo no sábado, a agência semioficial Tasnim informou que dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm, sem informação oficial sobre possíveis danos. Em nova versão, a Tasnim ligou os estrondos à atividade no Estreito de Ormuz e descartou um ataque à ilha, em relato divulgado pela TASS. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) descreveu a situação como “relativamente calma” diante dos relatos de explosões em Qeshm. Os relatos deste sábado vêm dias depois de os EUA terem atacado a ilha, ação que um funcionário norte-americano descreveu como limitada e não como retomada de operações de combate em larga escala.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que os militares do país realizaram novos ataques limitados contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News, na madrugada deste sábado, mirando sistemas de defesa aérea, e classificou a ação como “ataques menores”, em meio a crescentes temores de escalada na guerra entre os países. A agência estatal iraniana IRNA, citando testemunhas locais, informou que dois projéteis atingiram a ilha de Qeshm depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha. Ao menos 11 navios foram atacados dentro e nos arredores do Estreito de Ormuz na semana encerrada em 6 de novembro, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que registrou o afundamento de três deles. A agência contabiliza 88 disparos de projétil no estreito desde o recomeço das hostilidades no início de julho e adverte que a maioria dos ataques não é reportada. O relatório semanal apontou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. O Exército iraniano afirmou ter destruído um drone MQ-9 dos EUA sobre a ilha de Qeshm. A força naval iraniana disse que um petroleiro com o transponder desligado pegou fogo no leste do Estreito de Ormuz após atingir uma mina, e Washington afirma que as minas foram removidas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que conversou com 12 chanceleres nas últimas 48 horas, entre eles os de Omã, Catar, Arábia Saudita e Paquistão.

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou recompensa de até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã. O programa Rewards for Justice, do Departamento de Estado, ofereceu também a possibilidade de realocar quem fornecer os dados. O comunicado citou a “falta de conformidade” do Irã com as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a perda da “continuidade do conhecimento” da agência sobre a produção e o estoque de componentes-chave, como as centrífugas nucleares.

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Mohebbi, disse em entrevista coletiva em Teerã que o teto autoimposto ao alcance dos mísseis iranianos foi suspenso e que o país vai demonstrar a capacidade na prática, em vez de apenas fazer declarações. Segundo ele, a força transferiu as linhas de produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas, o que permitiria manter a fabricação mesmo sob bombardeio, e anunciou uma “cidade subterrânea de mísseis” que seria apresentada, conforme a agência semioficial Tasnim.

O primeiro-ministro Nikol Pashinyan disse que a Armênia começa de imediato os trabalhos preparatórios do corredor TRIPP, sem esperar a constituição da empresa que vai administrá-lo, segundo a Eurasianet, em texto republicado pelo Oilprice. “Depois da criação da TRIPP Development, os resultados do trabalho serão transferidos a ela”, disse a deputados em 2 de novembro. O parlamento armênio aprovou no fim de outubro o projeto que autoriza a criação da TRIPP Development. O TRIPP (Trump Route for International Peace and Prosperity) atravessa território armênio para ligar o Azerbaijão ao enclave de Nakhchivan e foi o eixo do acordo de paz provisório entre Armênia e Azerbaijão intermediado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA) em agosto de 2025. Rússia e Irã se opõem à rota, temendo prejuízo ao comércio norte-sul entre os dois países; Moscou e Teerã também desconfiam de uma provável presença de segurança estadunidense na região ligada ao TRIPP. Em Bruxelas, em 4 de novembro, Pashinyan disse que a Armênia estará pronta para pedir adesão à União Europeia (UE) até 2028.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) lançou neste sábado a Força-Tarefa Iron Gate, com sede em Tampa, na Flórida, que vai coordenar o esforço com outras agências do governo. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com, a força-tarefa vai mirar, além do movimento de armas, itens de uso dual e fluxos de receita ilegais, e o bloqueio naval impediu o Irã de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo cru. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, disse que a colaboração com agências parceiras vai restringir a capacidade iraniana de financiar terrorismo, reconstruir fábricas de armas e recompor as forças.

O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, disse em entrevista exclusiva à Al Jazeera que o país tem evidências de que partes externas usam seu território para lançar ataques contra países vizinhos e que os Estados Unidos pediram formalmente o fechamento de todas as travessias de fronteira com o Irã, com exceção de duas. Segundo Hussein, o Iraque perdeu cerca de US$ 60 bilhões com a suspensão das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz, e os embarques foram retomados após entendimentos com Washington e Teerã. O prazo para que as facções armadas entreguem suas armas ao Estado foi adiado para junho de 2027 diante da resistência ao processo.

Moradores da província iraquiana de Maysan voltaram a protestar neste sábado contra o fechamento da travessia de Al-Shaib, chamada Chazzabah no lado iraniano, segundo a Mehr News. Donos de caminhões, agentes de alfândega e trabalhadores de carga e descarga do cruzamento protestaram na estrada de Ghazilah e em frente à sede das petroleiras dos campos de Bazarkan, pedindo a reabertura imediata. Os protestos em Maysan ocorrem desde o mês passado, quando a travessia foi fechada. A Mehr afirma, sem citar documento, que o governo iraquiano fechou a passagem sob pressão do governo dos Estados Unidos (EUA), que o veículo chama de ilegal.

O opositor iraniano Reza Pahlavi recebeu neste sábado o “Prêmio Liberdade” em Frankfurt, segundo a DW. Cerca de 18 mil pessoas se reuniram em apoio a ele, conforme um comunicado da polícia alemã. Pahlavi disse que recebe o prêmio apenas como fideicomisso até que um governo eleito democraticamente assuma o poder no Irã. Também afirmou que o país “não espera ser ensinado a democracia” e que é impedido de praticá-la.

Um erro de um agente de segurança israelense permitiu que os Estados Unidos (EUA) soubessem de uma operação que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, planejavam contra o Irã e levou Washington a agir rapidamente para barrá-la, segundo o Channel 12. A operação seria realizada na véspera da eleição israelense de 27 de outubro de 2026. O gabinete de Netanyahu negou o relato, afirmando que o próprio primeiro-ministro esclareceu na época que um ataque antes da eleição não estava na pauta. A reportagem não especificou qual seria a operação nem quais alvos dentro do Irã estavam em consideração. Em 25 de outubro, dois dias antes da eleição, o Channel 12 já havia relatado um confronto sem precedentes entre Netanyahu e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, por causa de uma ordem de ação militar não especificada.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) criou uma força-tarefa para restringir a circulação de armas avançadas e material sancionado pelo Irã por suas fronteiras terrestres e pelo mar Cáspio. Chamada Força-Tarefa Iron Gate, a unidade terá sede em Tampa, na Flórida, e coordenará o trabalho com outras agências do governo estadunidense, inclusive sobre itens de uso duplo e fluxos de receita ilegais. O anúncio ainda não havia sido divulgado quando a Reuters noticiou a medida, com base em uma declaração obtida com antecedência. A força-tarefa terá um efetivo interno de cerca de 20 civis e militares. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a cooperação com agências estadunidenses vai restringir a capacidade iraniana de financiar o que chamou de terrorismo, reconstruir fábricas de armas e recompor suas forças. O comando estimou que o bloqueio naval impediu o Irã de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo bruto.

Na reta final da campanha pelas eleições de meio de mandato, o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, passou a falar menos de Donald Trump e mais dos temas que definem sua própria identidade política, deixando de lado bandeiras do presidente como a guerra com o Irã e as deportações, enquanto pesquisas mostravam a queda de popularidade de Trump prejudicando candidatos republicanos. No balanço da derrota, o vice-presidente pediu o fim rápido da guerra com o Irã e defendeu que os republicanos se concentrem no custo de vida e revisem a relação dos EUA com Israel, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

O petróleo fechou com ligeira alta e acumulou a maior queda semanal em percentual desde o início da pandemia de covid-19: o Brent subiu 3 centavos e encerrou a US$ 98,32 o barril, e o West Texas Intermediate (WTI) avançou 31 centavos, a US$ 90,83. Na semana, o Brent perdeu US$ 19,32 (16,42%) e o WTI recuou US$ 13,29 (12,76%), a maior baixa percentual semanal desde o início da pandemia e a maior em termos absolutos desde 1988, segundo dados da LSEG. A queda refletiu expectativas de distensão com o Irã depois da derrota eleitoral dos republicanos, enquanto os ataques a navios no Oriente Médio seguem sustentando os preços do petróleo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro, segundo relatos da imprensa israelense. O plano teria sido frustrado depois que Washington foi alertado por engano por um agente israelense. Eyal Zamir teria resistido a executar a ação e pedido novas deliberações, além de documentação assinada por Netanyahu confirmando a autorização legal. O escritório de Netanyahu negou o relato e afirmou que um ataque antes da eleição “não estava na agenda”. O New York Times relatou que Netanyahu tentou por semanas orquestrar um novo ataque aéreo ao Irã e foi bloqueado por Zamir.

O governo dos Estados Unidos (EUA) ofereceu na sexta-feira US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã, com possibilidade de reassentamento para quem fornecer dados sobre instalações, equipamentos e integrantes da comunidade científica, incluindo o deslocamento de qualquer um desses elementos. A oferta é do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que anunciou a recompensa por informações sobre o programa nuclear iraniano, e ocorre em meio a rumores de que o presidente Donald Trump possa ordenar novos bombardeios de grandes proporções contra o programa.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, classificou como “pequenos” os ataques à ilha iraniana de Qeshm, atingida por dois projéteis na noite de sexta-feira, o mais recente de uma série de ataques aéreos à ilha nas últimas semanas voltados contra defesas antiaéreas e lançadores iranianos. Os bombardeios ocorrem em meio a temores de escalada na guerra entre os dois países, enquanto mediadores seguem tentando evitar um combate de larga escala. Segundo a Organização Marítima de Comércio do Reino Unido (UKMTO), ao menos 11 navios foram atacados no Estreito de Ormuz e arredores na semana encerrada em 6 de novembro, e três afundaram. O relatório semanal registrou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

Em nova declaração, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebi, disse que o Irã suspendeu as restrições ao alcance de seus mísseis, segundo a agência iraniana ISNA, e afirmou ter transferido a produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas. Mohebi disse ainda que “todos os ativos tangíveis e intangíveis” de um “país hostil” estão ao alcance do Irã e que o país se prepara “sem qualquer limitação geográfica” para defender sua existência, identidade e integridade territorial.

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que o país abateu 260 aeronaves hostis durante o conflito com os Estados Unidos, entre caças F-35, F-16, F-5 e F-18 e drones MQ-1, RQ-4, Orbiter e Lucas. Segundo ele, sete drones de reconhecimento MQM-170 foram capturados intactos nas duas últimas semanas, e o Irã transferiu linhas de produção de mísseis e drones para instalações subterrâneas, criando “cidades de produção de mísseis”. Donald Trump disse que o confronto com o Irã “não é uma guerra” e que os Estados Unidos extraem mais petróleo agora do que antes das hostilidades.

O Judiciário do Irã anunciou na manhã deste sábado a execução de Mohammad Aref Shahbakhsh, apontado como ligado ao grupo armado Jaish al-Zolm (Jaish al-Adl), depois de concluídos todos os procedimentos legais. Ele foi condenado por rebelião armada contra o Estado islâmico e por guerra contra Deus pelo papel no ataque ao posto policial de Qaleh Bid, na cidade de Khash, na província de Sistan-Baluquistão; o Judiciário afirmou que o ataque deixou policiais mortos e feridos, sem informar a data. O Irã acusa os Estados Unidos e Israel de apoiar grupos armados na província, uma das mais pobres do país, marcada por confrontos entre forças de segurança e grupos armados, entre eles militantes sunitas e a minoria étnica balúchi.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou ter mantido, em 48 horas, conversas telefônicas com 12 homólogos, entre eles os de Omã, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Chipre, Turquia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Iraque e Paquistão. Ele reafirmou o “direito legítimo” do Irã de defender sua soberania e defendeu arranjos de segurança regionais livres da interferência de potências extrarregionais.

O plano do Catar para o Estreito de Ormuz tem sequência definida: os Estados Unidos (EUA) suspenderiam de imediato o bloqueio naval no estreito e liberariam parte dos US$ 8 bilhões em ativos iranianos congelados em troca de visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às instalações nucleares bombardeadas, com o Irã abrindo a via no segundo dia por rota negociada com Omã para registro conjunto na Organização Marítima Internacional (IMO). Dois diplomatas regionais disseram que o Catar aguarda resposta de Teerã a uma proposta que troca um passo limitado no programa nuclear por alívio de sanções e possível liberação de fundos congelados.

Horas depois de os democratas vencerem os republicanos nas eleições de meio de mandato, o vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à frustração dos eleitores com a guerra dos EUA contra o Irã, que elevou o preço do petróleo. Vance listou quatro respostas dos eleitores que abandonaram o partido: encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação dos EUA com Israel. Trump disse aos jornalistas que a tese de Vance “provavelmente é verdadeira”, mas que repetiria a decisão de atacar o Irã. O conselheiro do Republican Jewish Coalition Eric Levine disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que eleitores citassem a relação com Israel como fator de voto, e o Christians United for Israel (CUFI Action Fund) chamou Vance de “claramente, demonstravelmente e inequivocamente errado”.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que a resposta das forças armadas a novos ataques será “imediata, efetiva e sem limitações geográficas” por ordem do líder supremo, e afirmou que o Irã mantém o controle do Estreito de Ormuz, que seguirá fechado até os Estados Unidos (EUA) aceitarem as exigências de Teerã. Segundo ele, as forças armadas estão em alerta maior e são mais fortes do que no início da guerra. Do outro lado, Donald Trump disse que os EUA estão “muito locked and loaded” para fazer “o resto do assunto Irã”, e concordou em parte com o vice-presidente JD Vance, que atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra e ao seu impacto econômico sobre os norte-americanos.

A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que dois petroleiros colidiram com minas e pegaram fogo quando tentavam passar por uma rota não autorizada, segundo a mídia estatal do país. As autoridades marítimas britânicas disseram ter recebido sete relatos de navios avariados dentro e nos arredores do Estreito de Ormuz desde o início de novembro.

O primeiro-ministro e chanceler do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse que os esforços de mediação seguem ativos para evitar uma escalada regional e que a crise com o Irã “não pode ficar sem solução”. Em entrevista pública na Universidade de Oxford, ele afirmou que o Catar trabalhou nas últimas semanas com colegas da administração dos EUA que têm “intenções genuínas” de conter e desescalar a situação e que, graças também a “vozes sábias em Teerã”, a situação foi impedida de sair de controle. Ele disse que “nunca haverá um acordo de paz perfeito” e reconheceu que a mediação está menos intensa: “talvez agora estejam ocupados com outras questões. Não está tão ativa como há alguns dias”, acrescentando que o engajamento “não parou e não vai parar”.

Os militares dos Estados Unidos (EUA) realizaram na sexta-feira uma nova rodada de ataques limitados contra o Irã, mirando um sistema de defesa aérea, e Donald Trump descreveu a ação como “menor”. O presidente disse que os iranianos “construíram um pequeno dispositivo antiaéreo” e que ele foi destruído em cerca de 15 minutos, talvez cinco, na primeira rodada de ataques desde a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira. Trump afirmou também que os EUA “estão conversando” com o Irã. A mídia estatal iraniana relatou duas explosões na área de Suza, na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.

O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções financeiras a oito empresas de serviços monetários sediadas no Canadá que, segundo Washington, facilitaram transações com entidades iranianas sancionadas. A informação é da Reuters, em texto republicado pelo Yahoo Finance. As sanções cortam as empresas do sistema financeiro baseado no dólar, bloqueiam ativos que elas tenham nos Estados Unidos e proíbem transações com pessoas e entidades estadunidenses. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que “o Canadá não pode ser um refúgio para facilitadores financeiros ilícitos que prestam serviços de evasão de sanções ao regime iraniano e a seus proxies”. A Rede de Combate aos Crimes Financeiros (FinCEN), do Tesouro, emitiu ordem que exclui a exchange de criptomoedas MEXC Global, sediada nas Seychelles, do sistema financeiro estadunidense por transações ligadas à evasão de sanções do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia estimadas em ao menos 16 bilhões de dólares. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, anunciou que Estados Unidos e Canadá sancionaram oito provedores de serviços de ativos digitais que ajudam o regime iraniano a usar criptoativos para evadir sanções e financiar o terrorismo.

Alguns assessores disseram a Donald Trump que sua janela para retomar operações de combate de grande escala no Irã está se fechando e que ele deveria agir antes de o novo Congresso tomar posse em janeiro, o que exigiria uma decisão em semanas, segundo dois funcionários dos Estados Unidos. Funcionários da administração e da defesa disseram ao presidente que ele deveria agir nas próximas oito semanas, antes da posse do Congresso controlado pelos democratas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, está entre os que defendem ampliar a campanha militar e culpa os que convenceram Trump em abril a suspender as hostilidades e assinar um memorando de entendimento com Teerã, segundo a NBC News.

A defesa aérea do Irã abateu dois drones MQ-9 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a TV estatal Press TV. A agência estatal IRNA havia relatado antes que testemunhas locais disseram que dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm. Um funcionário anônimo do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) disse à Al Jazeera que o comando “ouviu os relatos sobre a ilha de Qeshm”, que “as coisas estão relativamente calmas” e que não faria comentários.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está envolvido pessoalmente há duas semanas em conversas indiretas com o Irã para obter um novo cessar-fogo e reiniciar as negociações nucleares, segundo o Axios, que citou duas fontes, em relato publicado pela TRT World. Vance fala quase diariamente com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e com outros mediadores. Há duas semanas, enviou carta a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, propondo volta às negociações diretas; autoridades iranianas disseram que a carta criou impulso positivo. Os mediadores discutiram uma reunião técnica de nível de trabalho entre os dois lados nos próximos dias, que ainda não ocorreu.

Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos fazem “ataques menores” no Irã e que o país construiu “um pequeno dispositivo antiaéreo”, destruído em cerca de 15 minutos, sem precisar a data da ação. Questionado se Washington era responsável pelos ataques relatados, o presidente respondeu que não queria falar sobre o assunto. Ele também disse que os Estados Unidos controlam a navegação no Estreito de Ormuz e que o país poderia ser considerado “ocupante” por isso. A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, havia relatado que dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm sem informar origem, danos ou vítimas.

O programa Rewards for Justice, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, oferece até US$ 20 milhões e possível realocação por informações sobre o programa nuclear do Irã, incluindo instalações, equipamentos e pessoal científico, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). O Departamento de Estado justificou a recompensa alegando descumprimento iraniano das salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que teria feito a agência perder a “continuidade de conhecimento” sobre a produção e o inventário de componentes como centrífugas. Segundo autoridades dos dois países, o Irã analisa propostas apresentadas pelo Catar, principal mediador, para tratar das divergências com Washington sobre o programa nuclear.

A Rússia fechou em 2024 um acordo para fornecer ao Irã 90 lançadores avançados de mísseis, segundo documentos de um grande fabricante russo de defesa citados pelo Financial Times – os lançadores servem para o míssil guiado leve LMUR (Izdeliye 305), disparado de helicópteros de ataque. Registros internos alocam componentes para 90 lançadores de trilho duplo APU-L sob o contrato identificado como “K-10”, com envios na cadeia de produção russa do fim de 2024 até dezembro de 2025, mas os documentos não estabelecem se os lançadores prontos chegaram de fato ao Irã, segundo o grupo Dallas Analytics, que os obteve.

Donald Trump afirmou no Truth Social que Israel e todo o Oriente Médio não existiriam hoje se ele não tivesse impedido o Irã de obter uma arma nuclear – a declaração foi registrada também na cobertura ao vivo do Middle East Eye sobre a guerra com o Irã e saiu dias depois de ele dizer, na terça-feira, 3, que fechou com Benjamin Netanyahu o fim do repasse anual de 4 bilhões de dólares a Israel depois deste ano, mantida a venda de armas ao país, num regime que prevê 3,8 bilhões de dólares por ano.

Um relato de uma emissora de televisão israelense, sem fontes identificadas, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação não especificada contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro. Segundo a emissora, a operação não tinha apoio de outros altos funcionários do establishment de segurança, que temiam uma escalada maior e que a eleição não ocorresse como previsto. O relato também afirma que um erro de um agente israelense levou os Estados Unidos a serem avisados da operação e que Washington agiu rapidamente para barrá-la. O gabinete de Netanyahu negou o relato e afirmou que o próprio primeiro-ministro esclareceu, na época, que um ataque antes da eleição não estava na agenda. A emissora disse transmitir o relato sob as limitações da censura militar israelense.

A imprensa iraniana, citando a Guarda Revolucionária, afirmou na sexta-feira que a defesa aérea do país destruiu um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Não houve confirmação imediata de Washington. A agência Tasnim, citando um comunicado do Exército, falou em um drone MQ-9 abatido por sistemas de defesa aérea sobre Qeshm, modelo diferente do citado no primeiro relato. A Tasnim também informou que dois mísseis atingiram a ilha, sem informação oficial sobre eventuais danos.

O Escritório Internacional de Mídia do Catar negou que o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman Al Thani tenha dito que os Estados Unidos (EUA) e o Irã não chegaram a um acordo para encerrar a guerra, classificando as informações de falsas e enganosas. O órgão afirmou que as falas do primeiro-ministro foram “deliberadamente distorcidas por aqueles que se beneficiam da continuidade da guerra e da instabilidade em nossa região”. Segundo o comunicado, o primeiro-ministro disse que os dois lados seguem trabalhando por um acordo.

Dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA, que citou testemunhas locais, depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha. A agência semioficial Tasnim informou que relatos iniciais indicavam dois mísseis contra a ilha e que não havia informação oficial sobre possíveis danos. Veículos semioficiais iranianos relataram não haver vítimas. O Ministério da Saúde do Irã negou que esteja distribuindo comprimidos de iodo perto de instalações nucleares, como publicara o Times de Londres. Hossein Kermanpour, chefe do centro de informação do ministério, afirmou que nenhum funcionário falou ao Times e que a citação atribuída ao ministério é falsa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no Salão Oval, após reunião com assessores de segurança nacional, que preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas que talvez tenha de fazê-lo: “Vocês saberão em breve.” Ele afirmou que o país estava “em grande parte destruído” e que levaria mais de duas décadas para reconstruir. Trump disse que os Estados Unidos estão conversando com representantes de Teerã, depois de um telefonema com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani. Ele reconheceu que a guerra contra o Irã prejudicou os republicanos nas eleições de meio de mandato, por causa da alta de curto prazo nos preços dos combustíveis.

O ministro da Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, disse que o país parou de importar gás do Turcomenistão via Irã por causa do envolvimento do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), o órgão de sanções do Tesouro dos Estados Unidos (EUA). “Paramos por causa do OFAC, de alguma forma envolvido nisso”, disse. “Embora não estivéssemos pagando nada ao Irã, a situação escalou entre o Irã e os EUA.” A Turquia começou a receber gás turcomeno em março de 2025 sob um contrato de 1,3 bilhão de metros cúbicos por ano que usa infraestrutura iraniana, com licença de importação da Botas válida até 2033. Os contratos de gás da própria Turquia com o Irã expiram em novembro, e não está claro se Ancara vai renová-los. Bayraktar disse que a Turquia tem capacidade ociosa no gasoduto Trans-Anatólio e poderia dobrar o volume de gás exportado à Europa.

O Tesouro dos Estados Unidos (EUA) designou oito empresas de serviços financeiros sediadas no Canadá que, segundo o próprio Tesouro, permitem ao regime iraniano, a entidades sancionadas ligadas a ele e a outros atores ilícitos mover ativos para dentro e para fora do Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que “o Canadá não pode ser um porto seguro” para facilitadores financeiros do regime iraniano. Em ordem separada, a unidade de inteligência financeira do Tesouro (FinCEN) impediu instituições financeiras dos EUA de processar transferências de ou para a corretora de moedas virtuais conversíveis MEXC Global. O Tesouro afirma que a MEXC movimentou ao menos US$ 16 bilhões em transações ilícitas ligadas à evasão de sanções do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, além de crimes cibernéticos, entre maio de 2021 e maio de 2026. A ordem entra em vigor 30 dias após a publicação no Federal Register. No mesmo dia, o presidente Donald Trump disse a jornalistas que os EUA estão “indo muito bem com o Irã” e que mantêm conversas com Teerã. Segundo o New York Times, citado pelo Jerusalem Post, o Irã avalia propostas apresentadas por mediadores no Catar para um possível acordo com os EUA.

Imagens de satélite de novembro mostram escavações e novas edificações na base militar de Garmdareh, em Karaj, e na base de Shahroud, no norte do Irã, segundo analistas da empresa britânica de inteligência MAIAR que revisaram as fotos. Ao menos 12 outros sítios militares, entre complexos de mísseis e bases aéreas, apresentam sinais de reparos. Telhados novos foram erguidos sobre prédios destruídos na base de mísseis de Kermanshah, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque, e o entulho foi removido do complexo militar de Parchin, a leste da capital. Perto de Qom, junto ao complexo subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordo, bombardeado várias vezes por Estados Unidos (EUA) e Israel, analistas identificaram novas construções e escavações na entrada de túneis. O ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Jim Lamson disse que as escavações perto de Shahroud podem estar ligadas à produção de mísseis. Um porta-voz do Pentágono afirmou anteriormente que os EUA “destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e navais do Irã” e “degradaram significativamente” a capacidade do país de lançar ataques com drones e mísseis. Para Mark Cancian, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o objetivo é se defender melhor de ataques futuros, e o Irã prioriza reconstruir a capacidade militar em vez de recuperar a economia.

Os Estados Unidos e o Irã estão potencialmente perto de um avanço nas negociações para um acordo que encerre a guerra em grande parte suspensa entre os dois países, segundo a Bloomberg, em reportagem citada pelo Times of Israel. Autoridades dizem que o Irã analisa propostas que preveem limitar seu programa nuclear. A Fox News reportou que os militares disseram a Trump que favorecem condições, a partir de 9 de novembro, para um novo ataque.

O contrato de dezembro do WTI caía US$ 11,37, ou 11,10%, na semana, de US$ 102,39 para cerca de US$ 91,58 nesta sexta-feira, depois de tocar US$ 86,65, a caminho de uma das maiores perdas semanais em meses. Operadores começaram a retirar parte do prêmio de guerra que levou os preços às máximas de outubro, com o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos alimentando expectativas de um fim mais rápido do conflito com o Irã. O Brent recuou 3%, a US$ 101 o barril, no menor nível em mais de três semanas, na esteira das declarações de Trump, vistas por investidores como possível evidência adicional de que a guerra com o Irã pode terminar sem escalada. O deputado iraniano Hossein-Ali Haji-Deligani disse que, se os Estados Unidos e Israel retomarem os ataques, os mísseis do Irã chegarão à Europa e o petróleo passará de US$ 150. A declaração foi dada à agência Tasnim e reproduzida pela Sputnik.

As autoridades de saúde do Irã seguem distribuindo pastilhas de iodo a moradores de Bushehr, cidade que abriga a única usina nuclear em operação do país, dentro de um plano de emergência lançado antes da guerra de junho de 2025. Foram 180 mil pastilhas distribuídas por decisão das autoridades de gestão de crises. O programa é restrito aos moradores de Bushehr e serve para evitar a absorção de iodo radioativo em caso de incidente nuclear ou radiológico.

Ali Bagheri, vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse que Teerã não pode mais confiar em compromissos escritos dos Estados Unidos, citando descumprimentos das obrigações americanas nos últimos 18 meses. “O Irã precisa ver as ações práticas dos EUA; só então o terreno pode ser preparado para abrir um novo capítulo”, afirmou. Bagheri descreveu ainda os planos de transferência de gás natural russo ao Irã e de desenvolvimento do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul (INSTC) como iniciativas estratégicas para conter a pressão americana.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que o país não abrirá o Estreito de Ormuz nem negociará com os Estados Unidos enquanto as sete condições iranianas não forem cumpridas. Entre as exigências listadas estão o levantamento das sanções econômicas, o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior e o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo a ofensiva militar israelense no Líbano. O relato é do próprio negociador, feito depois da reunião com Vladimir Putin em Moscou nesta quinta-feira, na qual entregou uma mensagem do líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei. O encontro teve também a presença do assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, e do chefe da inteligência militar russa, Igor Kostyukov. Rezaei disse ter apresentado a Putin os resultados de uma reunião realizada em Teerã, no fim de outubro, com representantes de Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, e que o presidente russo recebeu a iniciativa favoravelmente.

A economia dos Estados Unidos acrescentou 165 mil postos de trabalho em outubro, e a taxa de desemprego caiu ligeiramente para 4,1%, segundo o Bureau of Labor Statistics. O ganho médio por hora subiu 3,1% em taxa anualizada, enquanto a inflação anualizada de setembro foi de 3,7%. As cifras iniciais de agosto e setembro foram revisadas para cima em 84 mil postos no total. A gasolina está em média US$ 1 por galão mais cara que um ano antes por causa da guerra contra o Irã, e o diesel custa 60% mais que no período anterior à guerra.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, entregou ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou, uma carta do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em reunião na quinta-feira, conforme a emissora estatal iraniana Press TV. Segundo Rezaei, os temas incluíram planos de aprofundar a cooperação energética, inclusive a construção de gasodutos da Rússia para o Irã. O projeto é apresentado como forma de ajudar o Irã a enfrentar a escassez de gás e permitir que o país exporte gás russo a Estados vizinhos. O Conselho de Segurança Nacional iraniano aprovou o projeto e o ministro de Estradas deve assinar em breve um acordo de implementação, ainda segundo Rezaei.

A explosão que matou um tripulante do petroleiro MT Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, no Golfo foi atribuída pela empresa grega Velos Tankers a um ataque de míssil na quinta-feira; o navio navegava em lastro rumo ao Bahrein quando foi atingido. A empresa disse que o tripulante foi encontrado ferido de forma fatal a bordo, depois de ter sido dado inicialmente como desaparecido. Não houve outros feridos; a tripulação apagou o fogo e o navio foi levado ao porto Khalifa Bin Salman, no Bahrein, onde será investigado. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, por meio da mídia iraniana, ter destruído um drone MQ-1 americano sobre a ilha de Qeshm. Não houve confirmação imediata dos Estados Unidos.

O gabinete do emir do Catar afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o emir Tamim bin Hamad Al Thani discutiram por telefone os esforços catarisas para resolver as diferenças entre as partes e fechar um acordo abrangente para encerrar o conflito. Autoridades do Catar têm circulado entre Doha e Teerã para ajudar a superar as diferenças, inclusive sobre a atividade nuclear iraniana e o bloqueio naval americano aos portos do Irã. Segundo a Bloomberg, citada pelo Middle East Eye, Teerã estuda agora propostas sobre seu programa nuclear que antes não estava disposto a discutir, conforme um diplomata a par das conversas. Depois da eleição, Trump disse não ter planos imediatos de lançar ataques contra o Irã, e o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, divulgou uma mensagem em vídeo na quinta-feira em que prometeu combater o impeachment e defendeu a guerra contra o Irã como “corajosa e histórica”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The New Arab, depois de os eleitores terem punido os republicanos pela guerra nas eleições desta semana. O deputado republicano Thomas Massie prometeu reapresentar os artigos de impeachment contra Hegseth na próxima semana, avisando que o impeachment seria “muito mais gentil” do que o que o espera quando os republicanos entregarem o controle do Congresso aos democratas no ano que vem. Os democratas, que venceram a eleição para o Congresso, prometeram investigar Hegseth e sua condução do Pentágono, e assessores do Congresso dizem que isso incluirá a demissão do chefe do Estado-Maior Conjunto, entre outros temas. Trump elogiou o secretário quando questionado sobre mudanças na equipe, dizendo que ele “fez um trabalho fantástico” e sugerindo que a oposição a ele está ligada à demissão de generais.

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) acusou os Estados Unidos de apoiar a travessia de petroleiros por rotas que considera não autorizadas no Estreito de Ormuz, depois de afirmar que dois navios atingiram minas e pegaram fogo nesta sexta-feira. Segundo o IRGC, os dois petroleiros trafegavam com os sistemas de navegação e identificação desligados, em violação das normas, e ficaram parados nas águas do estreito. Na quinta-feira, a Marinha iraniana havia anunciado que um petroleiro com os sistemas de navegação desligados atingira uma mina a leste de Ormuz.

O Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta nuclear por meio do Catar, que só será discutida depois que Washington cumprir sete exigências de Teerã, segundo um alto funcionário iraniano. As condições incluem o fim das sanções americanas, a liberação de ativos congelados e reparações de guerra; o secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que Teerã não abrirá o Estreito de Ormuz nem negociará enquanto as sete condições não forem cumpridas. Donald Trump afirmou que preferiria não destruir o restante do país, se possível, mas que talvez tenha de fazê-lo: “Você vai saber em breve”. O presidente disse que os iranianos “não vão fazer nada sem a nossa aprovação” e que não terão arma nuclear, e que os Estados Unidos estão “engatilhados” caso precisem concluir a operação.

Os democratas conquistaram o Senado, com maioria de ao menos 54 a 44, e ganharam pelo menos 30 cadeiras na Câmara dos Representantes, impulsionados pela irritação com as políticas de Donald Trump, em especial o peso da guerra com o Irã sobre o custo de vida. A CNN projetou ao menos 245 cadeiras democratas na Câmara. O vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à guerra: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”, escreveu em publicação no X. Donald Trump reconheceu que a guerra com o Irã teve impacto na eleição e afirmou que a operação continua: “A coisa do Irã nós tínhamos de fazer, e continuamos fazendo”. O Le Monde descreveu o resultado como revés histórico para Trump, com o mapa eleitoral do país virando azul democrata.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que dois petroleiros e um rebocador pegaram fogo depois de cruzar o Estreito de Ormuz por uma rota que considera ilegal, e nesta sexta-feira disse que outros dois petroleiros atingiram minas e pegaram fogo, um a leste do estreito e outro dentro dele. Não houve confirmação dos incidentes por autoridades marítimas, e o monitor britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) relatou um petroleiro atingido por “dois projéteis não identificados” a cerca de 50 milhas náuticas da costa norte do Catar, sem detalhes sobre danos ou vítimas. O comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), Brad Cooper, havia dito em 25 de outubro que as principais rotas de navegação de Ormuz seguiam seguras e sem minas iranianas.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou planos de ampliar a operação da unidade naval Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, até as águas ao sul de Omã, perto do Estreito de Ormuz, com envio de equipamentos de desminagem e aeronaves de patrulha marítima, e o texto deve ser enviado à Assembleia Nacional na próxima semana. Representantes de setores sociais protestaram em frente à residência presidencial. Para a pesquisadora Yoon Ji Young, do centro Nanum Munhwa, a medida é um “claro ato de participação na guerra” contra o país persa, e o governo usa como pretexto o suposto combate à pirataria tanto na região marítima da Somália quanto na de Omã.

A Rússia fechou em 2024 um acordo para fornecer ao Irã 90 lançadores avançados de mísseis, segundo o Financial Times, que citou documentos de um grande fabricante russo de defesa. Os lançadores servem para o míssil guiado leve LMUR (Izdeliye 305), usado em helicópteros de ataque Mi-28 que o Irã já possui; não foi possível confirmar se o pedido foi entregue. O detalhe surgiu um dia depois de o presidente Vladimir Putin receber no Kremlin Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, que entregou mensagem do líder supremo Mojtaba Khamenei sobre ampliar a cooperação bilateral. O tratado de parceria estratégica abrangente assinado em janeiro de 2025 entrou em vigor em outubro do mesmo ano e, diferente do pacto da Rússia com a Coreia do Norte, não prevê cláusula de defesa mútua.

O deputado iraniano Hosseinali Haji Deligani, representante de Shahin Shahr, disse à agência Tasnim que qualquer novo ataque dos Estados Unidos ou de Israel pode provocar uma resposta com mísseis que alcancem a Europa e que isso levará o preço do petróleo a cruzar o patamar de US$ 150 o barril. Ele classificou o bloqueio naval americano ao Irã como “uma forma de guerra” e disse que as forças iranianas atacarão “no momento apropriado”, segundo o Middle East Eye.

O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir Putin recebeu uma mensagem do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, entregue por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em reunião na quinta-feira. A informação foi divulgada também por veículos oficiais iranianos após o encontro. Segundo o Kremlin, Putin e Rezaei trataram do Acordo de Parceria Estratégica Abrangente Rússia-Irã e da situação no Golfo Pérsico e no Oriente Médio em declaração publicada no site do Kremlin.

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI, na sigla em inglês), Mohammad Eslami, disse que as ameaças de Washington contra sítios nucleares iranianos refletem desespero crescente. Eslami chamou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em português), Rafael Grossi, de “agente obediente” dos adversários do Irã por repassar informações sobre o programa nuclear. Sobre uma eventual saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP, na sigla em português), disse que a decisão é estratégica e de competência soberana do país.

A Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que dois petroleiros pegaram fogo após serem atingidos por minas ao tentar atravessar o Estreito de Ormuz, com os sistemas de navegação e identificação desligados e tentando deixar a rota não autorizada “com o apoio do exército americano”. Segundo a Guarda, o Estreito segue fechado até o cumprimento de sete condições, e tentativas do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) de forçar a passagem vão resultar em derrotas. O Goldman Sachs registrou cinco ataques a petroleiros desde domingo, em meio à intensificação dos ataques iranianos no Estreito.

O Irã está fazendo obras novas significativas perto de ao menos duas grandes bases de mísseis e reparando bases danificadas por meses de ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, segundo análise de imagens de satélite. Imagens de novembro mostram escavações e novas edificações nas bases de Garmdareh, em Karaj, e de Shahroud, no norte do país. Ao menos outros 12 sítios militares mostram sinais de reparo, incluindo telhados novos em Kermanshah e limpeza de escombros em Parchin. O Pentágono afirma que os EUA destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e forças navais do Irã.

O vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Amir Hayat Moqaddam, disse que o Irã isentou navios de Índia, China, Iraque e Catar das restrições no Estreito de Ormuz. Segundo o parlamentar, Teerã vai cobrar taxas de trânsito de navios indianos e chineses e deixar os cataris passarem sem cobrança – ele não disse se os navios iraquianos pagam –, em troca de remédios da Índia e apoio político da China. Dos 10,23 milhões de barris diários de petróleo do Golfo que passaram pelo estreito em outubro, cerca de 42% foram para a China e 13% para a Índia, segundo a Kpler.

Documentos judiciais revelados na quinta-feira mostram que o governo Trump manteve conversas secretas com o Irã sobre a deportação de iranianos enquanto a guerra prosseguia. Segundo os documentos, o governo afirmava, ainda em meados de outubro, ter planos de deportar os iranianos por um país terceiro não nomeado, e manteve contatos com autoridades iranianas durante a guerra para obter documentos de viagem e estudar “possíveis vias de remoção”. A juíza Ana Reyes ordenou que o governo avise a corte com 24 horas de antecedência sobre qualquer plano fechado de deportação ao Irã ou a outro país e com cinco dias de antecedência por escrito antes da execução. O caso nasceu de ação que alega que agências de imigração dos Estados Unidos compartilharam informações confidenciais sobre solicitantes de asilo iranianos com o governo do Irã.

O Brent para janeiro subiu 1,6% na sexta-feira, a US$ 99,86 o barril, e o WTI avançou 1,22%, a US$ 91,62, mas os contratos caminham para queda de 12% na semana, segundo a Reuters, em texto republicado pelo PiqMarkets. O WTI está a caminho de uma queda de 12,1% nesta semana. Os preços caíram 8% só na quarta-feira, depois que os democratas varreram as eleições de meio de mandato, e a recuperação veio com a onda de ataques a petroleiros no Golfo e no Estreito de Ormuz na quarta e na quinta-feira. Segundo o estrategista do ANZ Daniel Hynes, os fluxos pelo Estreito de Ormuz estão abaixo de 60% da capacidade. O Irã afirmou na quinta-feira que mais três petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz, e dados da agência de segurança marítima britânica UKMTO indicam ritmo de ataques próximo do recorde.

Trump e seus assessores trataram do Irã pela primeira vez desde a eleição e avaliam três opções – novos ataques, estrangulamento econômico ou acordo com concessões –, enquanto mediadores do Catar discutem uma proposta de dois dias com suspensão do bloqueio naval e reabertura do Estreito de Ormuz, e o iraniano Mohsen Rezaei fala em sete condições sem as quais nem Ormuz abre nem há negociação. Em Moscou, Rezaei disse que foram discutidas questões regionais, o período pós-guerra e arranjos de segurança regional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, no Salão Oval, que os Estados Unidos constroem mais armas do que jamais construíram e que estão «locked and loaded» caso precisem fazer «o resto do assunto Irã»: «Se tivermos de fazer o resto do assunto Irã, estamos muito locked and loaded.» Trump afirmou na quarta-feira (4 de novembro) que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota republicana nas eleições de meio de mandato e, questionado se o ataque valeu a pena, respondeu que sim.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou à agência Fars que um grande petroleiro pegou fogo depois de bater em uma mina ao sul do Estreito de Ormuz e parou de navegar. Segundo o Exército iraniano, em declarações à agência oficial IRNA, outros três petroleiros bateram em minas navais e pegaram fogo ao longo do dia, um deles a leste do estreito. Não houve confirmação dos incidentes por autoridades marítimas. O UKMTO, órgão britânico de monitoramento marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 90 km da costa norte do Catar, sem detalhes sobre danos ou vítimas.

Questionado sobre relatos de que negociadores iranianos analisam uma nova proposta para limitar o programa nuclear, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que o Irã não fará nada sem aprovação de Washington: «Eles não vão fazer nada sem a nossa aprovação… não faz diferença o que estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear.» Trump disse que os Estados Unidos vão decidir se querem ir além e certificar que o Irã nunca terá a bomba, e que preferiria não destruir o resto do país, mas talvez tenha de fazê-lo: «Agora vamos tomar uma decisão… Queremos ir além… e certificar… para que isso nunca aconteça de novo. Preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez tenha de fazer isso. Vocês saberão em breve.» A jornalistas, repetiu que o Irã não pode fazer nada em relação ao seu programa nuclear sem aprovação dos Estados Unidos.

A Justiça do Irã condenou à morte Amirhossein Mousavi, preso há quase dois anos, por “corrupção na Terra” em razão da atividade online da conta “James B. Dean”, em julgamento presidido pelo juiz Abolghasem Salavati, conhecido por proferir sentenças de execução, segundo o advogado Reza Shafakhah e grupos de direitos humanos. A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, atribuiu a condenação à “dissidência online” do acusado contra as autoridades iranianas, com confirmação também da agência HRANA.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou após o encontro com Vladimir Putin que foram discutidas questões regionais e “conversas significativas” sobre o período pós-guerra e arranjos de segurança regional, segundo a Reuters em texto republicado pelo Straits Times, referindo-se à guerra entre o Irã e os Estados Unidos. A conversa incluiu a construção de um gasoduto da Rússia para o Irã, para suprir a escassez de gás iraniana e permitir que Moscou venda gás aos vizinhos do Irã. Rezaei disse ainda ter informado Putin de que o Irã anunciou sete condições na área da diplomacia, segundo a Reuters em texto republicado pelo Marketscreener.

Documentos judiciais revelados nesta quinta-feira mostram que o governo de Donald Trump manteve conversas secretas com o Irã sobre a deportação de iranianos enquanto a guerra continuava, segundo a Associated Press (AP). Os documentos mostram contatos com autoridades iranianas durante a guerra para envio de documentos de viagem e definição de “possíveis vias de remoção”. A juíza Ana Reyes determinou aviso de 24 horas ao tribunal sobre planos de deportação ao Irã ou a outro país e cinco dias antes de qualquer remoção. O Departamento de Segurança Interna nega que esteja compartilhando com o governo iraniano registros de pedidos de asilo.

Ali Akbar Velayati, assessor do Líder Supremo iraniano para assuntos internacionais, disse em artigo no jornal Ettelaat que, se Trump cruzar as linhas vermelhas iranianas perto das fronteiras do país, “quebraremos a perna dele”, segundo a Tasnim. A advertência refere-se à aprovação pelo Parlamento armênio do projeto “Trump Route” (TRIPP), o corredor de Zangezur que ligaria o Azerbaijão a Nakhchivan sem postos de controle armênios, ao qual o Irã se opõe. Velayati disse ainda ter avisado o embaixador armênio em Teerã de que o Irã se considera responsável pela segurança do Cáucaso do Sul “com ou sem a Rússia”.

Os chanceleres de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, e do Irã, Abbas Araghchi, trataram por telefone nesta quinta-feira de entendimentos para retomar a navegação no Estreito de Ormuz sem obstáculos, incluindo arranjos práticos de segurança dos corredores marítimos e mecanismos técnicos conjuntos para o fluxo de comércio e energia. Desde os ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, o tráfego pelo estreito está amplamente interrompido, e a Guarda Revolucionária reiterou que a via segue insegura e fechada a embarcações consideradas ilegais que tentem passar sem coordenação.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou que pretende ampliar a área de operação da unidade Cheonghae para águas próximas ao porto de Duqm, em Omã, a cerca de 650 km do Estreito de Ormuz, depois da pressão de Donald Trump para que Seul apoiasse sua guerra contra o Irã. O governo vai enviar ao Parlamento uma moção para formalizar a mudança. A expansão quase dobra o raio de operação da unidade, para cerca de 1.930 km, e soma 75 militares, elevando o efetivo a 395, além de uma aeronave de patrulha marítima P-8A. Segundo o ministério, a missão é estritamente não combativa, sob comando sul-coreano e independente de forças aliadas, e a aeronave está proibida de monitorar território iraniano, águas territoriais ou o interior do Estreito de Ormuz durante as operações. O envio de uma equipe de desativação de explosivos e de sistemas não tripulados de varredura de minas visa preparar uma possível participação sul-coreana em operações conjuntas pós-guerra de restauração do Estreito de Ormuz. A medida depende de aprovação da Assembleia Nacional, e o mandato atual da unidade expira em 31 de dezembro.

A Guarda Revolucionária Iraniana disse à agência Fars que um grande petroleiro que tentava passar pela “passagem ilegal” ao sul do Estreito de Ormuz sofreu um incêndio ao atingir uma mina e parou. Segundo a mesma versão, outro superpetroleiro parou com um incêndio intenso ao sair do leste do estreito, e um rebocador que se aproximou para apagar o fogo também pegou fogo. O Exército iraniano afirmou depois, à agência oficial IRNA, que três outros petroleiros atingiram minas navais: um na madrugada desta quinta-feira, a leste do estreito, e dois por volta do meio-dia.

O Ministério da Defesa da Turquia informou nesta quinta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Al Arabiya English, que um soldado turco morreu em 31 de outubro por disparo transfronteiriço vindo do Irã e que Teerã abriu uma investigação judicial e administrativa sobre o incidente. Segundo o ministério, o soldado morreu ao tentar intervir numa travessia ilegal de fronteira. Autoridades turcas e iranianas estiveram no local na terça-feira, e Ancara diz trabalhar em coordenação com Teerã para esclarecer o caso.

O vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Amir Hayat Moghadam, disse à agência ISNA que Índia, China, Iraque e Catar estão isentos das restrições de trânsito no Estreito de Ormuz e que navios desses países passam livremente, sem interceptação americana. Segundo o parlamentar, a isenção aos navios indianos visa permitir a importação de remédios da Índia, e a abertura aos navios chineses busca garantir o apoio político de Pequim. O estreito opera hoje sob duplo bloqueio: o Irã fechou a passagem depois dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, e Washington anunciou semanas depois um bloqueio naval aos portos iranianos.

O afastamento calculado de JD Vance em relação à direção do próprio governo o mantém como favorito à nomeação presidencial republicana de 2028, na análise do The Hindu, que vê na derrota eleitoral um reforço da posição dele e uma perda de espaço do secretário de Estado, Marco Rubio. Cerca de seis em cada dez eleitores disseram que os Estados Unidos tomaram a “decisão errada” ao atacar militarmente o Irã, segundo a AP Voter Poll, pesquisa da Associated Press com mais de 100 mil eleitores. Apenas cerca de um terço disse que a guerra com o Irã foi “crucial” para o voto no Congresso, bem abaixo dos cerca de metade que disseram isso sobre custo de vida ou corrupção de governo.

Mohsen Rezaei, representante do Líder Supremo e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, entregou a Vladimir Putin em Moscou uma mensagem do aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, e não havia informações imediatas sobre o conteúdo da mensagem ou do encontro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Putin e Rezaei conversaram no Kremlin, sem dar detalhes. A imagem divulgada pelo Kremlin mostrou que a delegação russa no encontro incluía o assessor de política externa Yuri Ushakov e o chefe da inteligência militar Igor Kostyukov, além do próprio Putin.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que a decisão de atacar o Irã foi dos Estados Unidos e que Israel apenas apoiou a iniciativa: “Sabemos que a decisão de atacar o Irã foi decisão dos Estados Unidos. Não foi nossa decisão. Apoiamos o esforço dos EUA. Achamos que foi a decisão certa”. Danon afirmou também que não é culpa de Israel a alta dos preços de combustíveis nos Estados Unidos em meio ao confronto com o Irã e ao bloqueio no Estreito de Ormuz, e disse que a decisão sobre um acordo com Teerã cabe ao presidente Donald Trump.

Donald Trump reconheceu rapidamente que as vitórias democratas se deveram à oposição interna massiva aos desdobramentos da guerra com o Irã que lançou junto com Israel, incluindo a alta de preços que ela provocou, e indicou que concordava com a avaliação do vice-presidente J.D. Vance sobre as causas da derrota, embora tenha insistido que não faria nada diferente porque a guerra era necessária para impedir um Irã nuclear. O provável próximo líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse que o partido buscará encerrar a guerra usando o “poder da bolsa” do Legislativo. Os democratas podem repetir o roteiro usado para encerrar a Guerra do Vietnã, anexando à próxima resolução provisória de orçamento, necessária para manter o governo federal funcionando, uma cláusula que proíbe financiar operações de combate dos EUA ao largo do Irã. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro.

Os estoques de gás da União Europeia estavam cerca de 75% cheios no fim de outubro, o menor nível em mais de uma década, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), que alertou que o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) interrompido, os danos a instalações no Golfo e a redução do trânsito pelo Estreito de Ormuz podem prolongar a pressão sobre os mercados de energia até 2027. O preço de referência do gás europeu no TTF caía 2,2% às 9h em Amsterdã na quinta-feira, com o mercado apostando que o caminho à frente na guerra com o Irã pode ser a diplomacia em vez da escalada, e a QatarEnergy estendeu a força maior nas entregas de GNL até o fim de dezembro de 2026, ao menos. O Brent para entrega em janeiro caiu 8,67%, a US$ 94,62 o barril, menor nível desde o início de setembro. O West Texas Intermediate para dezembro recuou 8,29%, a US$ 88,12, e a cesta mexicana fechou a US$ 81,69, queda de 9,53%.

Um voo da Finnair de Helsinque para Roma foi escoltado por caças da Força Aérea italiana até o aeroporto de Fiumicino, que suspendeu as operações por cerca de 30 minutos, segundo a agência ANSA. As ameaças de bomba de quinta-feira atingiram aeronaves da Ryanair, Wizz Air, LOT Polish Airlines, Finnair, Jettime e Aer Lingus, entre outras, com pousos de emergência, desvios e escoltas militares. Mais de uma dúzia de voos procedentes de Copenhague, Dublin, Helsinque, Madri, Milão e Varsóvia fizeram pousos de emergência, e nenhum material perigoso foi encontrado até agora. Nenhum país atribuiu a autoria das ameaças; autoridades europeias culpam Rússia e Irã pelo que descrevem como “ataques híbridos”, e Moscou e Teerã negam qualquer campanha do tipo.

O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, pediu na quarta-feira a renúncia do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e uma votação de impeachment na Câmara pode ocorrer já na próxima semana, depois que o Congresso retornar. Massie apresentou oito acusações de impeachment contra Hegseth em setembro e disse à CNN que pretende provocar a votação na volta do Legislativo; segundo a emissora, várias fontes republicanas esperam que o pedido passe. Trump disse a jornalistas que não considera substituí-lo: “Acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”. Segundo a CNN Internacional, em texto do G1, deputados republicanos trabalham para atribuir a Hegseth a culpa pela derrota, argumentando que ele teve papel determinante em iniciar o conflito com o Irã.

A cúpula democrata das duas casas do Congresso prometeu usar os poderes de intimação e as equipes de investigação ampliadas que virão com as novas maiorias para apurar o que descreve como enriquecimento de Donald Trump e de seu entorno às custas do dinheiro público. O líder Hakeem Jeffries, que deve assumir a presidência da Câmara, não descartou tentar um terceiro impeachment de Trump. O senador Richard Blumenthal, que deve presidir o subcomitê de investigações de Segurança Interna do Senado, disse em entrevista à Associated Press (AP): “os tentáculos da corrupção alcançam fundo este governo, e eles acrescentaram custos aos norte-americanos comuns”. Entre os alvos prioritários dos democratas está a condução pelo governo dos casos ligados a Jeffrey Epstein, segundo a NPR. O partido também pretende pressionar o Pentágono e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, pelo custo da guerra para o público norte-americano, e uma votação de impeachment de Hegseth na Câmara pode ocorrer ainda na sessão de transição, antes da posse do novo Congresso.

A Marinha iraniana informou que um petroleiro que tentava atravessar uma área considerada insegura no Estreito de Ormuz pegou fogo após atingir uma mina, conforme o Middle East Eye. Segundo comentários das autoridades iranianas à agência semioficial Tasnim, a embarcação interrompeu a viagem após a colisão e havia “desligado seus sistemas de detecção e navegação”. Horas antes, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) havia atribuído a explosão de um petroleiro na mesma área a uma mina.

Donald Trump avalia retomar ataques ao Irã, fechar um acordo ou manter a pressão econômica após a derrota republicana nas midterms, segundo o Axios, em texto publicado pelo Gulf News. Ele reconheceu que a guerra contribuiu para a derrota, mas segue sem decisão, e até auxiliares próximos estão incertos. O diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendem manter o bloqueio naval. Nesta quinta-feira, o Brent recuou para o menor nível em cerca de dois meses, com o mercado apostando em diplomacia em vez de volta à guerra. Autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters, em texto publicado pelo Kayhan Life, que a retomada de grandes operações de combate contra o Irã continua em consideração. A Casa Branca afirmou que Trump tem “plena confiança” no secretário de Defesa, Pete Hegseth, enquanto, segundo a CNN, legisladores republicanos e aliados o culpam cada vez mais pela guerra, com uma possível votação de impeachment já na próxima semana.

O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a empresas e indivíduos na Índia e na Turquia acusados de ajudar o Irã a contornar restrições às suas exportações de petróleo e à sua aviação. Na quarta-feira, as medidas atingiram uma “vasta rede criminosa” comandada por Suniel Kumar Sharma e sua mulher, Jaspreet Preeti Shahid, de Chandigarh. Segundo o Tesouro, o esquema remonta a pelo menos 2014 e se apoiava em sites criados para imitar registros marítimos oficiais. Também foi sancionada a turca Fugo Ground Services, que prestava serviços de solo a companhias aéreas iranianas sancionadas que ainda voam à Turquia, entre elas Iran Air Tour e Saha Airlines. As designações integram a “Operação Economic Outcast” do governo Trump, que busca cortar a capacidade do Irã de vender petróleo para financiar a guerra com os Estados Unidos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, escreveu no X que “a razão de termos perdido é a guerra” e que o próprio presidente dissera isso na noite anterior, numa referência à derrota republicana nas eleições de meio de mandato. Vance listou quatro tarefas para reconquistar eleitores descontentes: encerrar a guerra, focar no custo de vida e na inflação, colocar a América em primeiro lugar e mudar a relação do país com Israel. Trump respondeu que a avaliação é em grande parte verdadeira porque a guerra elevou a gasolina no curto prazo, mas disse que repetiria a decisão para impedir que o Irã tivesse armas nucleares. “Acho que é em grande parte verdade, porque [a guerra com o Irã] elevou um pouco a gasolina no curto prazo”, disse. “Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, teria que fazer de novo, porque no longo prazo é a única resposta. Você não pode deixar o Irã ter uma arma nuclear.” Em pesquisa de boca de urna da NBC News, 74% dos entrevistados disseram que a guerra com o Irã foi fator decisivo ou importante no voto, e 37% aprovaram a decisão de atacar.

A delegação iraniana no Conselho da Organização Marítima Internacional (IMO) pediu que o órgão condene o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos como ato de agressão, com base na Resolução 3314 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e rejeitou como infundadas e politicamente motivadas as alegações de Washington e de Israel sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A manifestação ocorreu na quarta-feira, na 138ª sessão do Conselho da IMO, em Londres, no item de agenda sobre proteção de rotas marítimas críticas. A delegação citou o Artigo 3(c) da Resolução 3314 para classificar o bloqueio aos portos iranianos como ato de agressão e condenou a ação militar americana e israelense contra o setor marítimo do país, incluindo ataques a navios civis, portos e infraestrutura marítima. O representante iraniano afirmou que o país aderiu ao acordo de Islamabad para encerrar a guerra e que os Estados Unidos minaram o arranjo ao violar seus compromissos. A fala veio depois de a delegação apresentar dois documentos oficiais no item 11 da agenda do Conselho, sobre o bloqueio naval e os efeitos da ação militar americana e israelense contra o setor marítimo iraniano.

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que, na madrugada desta quinta-feira, um petroleiro que tentava cruzar a rota sul não autorizada do Estreito de Ormuz atingiu uma mina, pegou fogo e foi detido. Segundo o mesmo comunicado, um segundo superpetroleiro foi parado em chamas quando saía da mesma rota a leste de Ormuz, e um rebocador que se aproximou para ajudar a apagar o incêndio também pegou fogo. O IRGC disse que unidades de guerra eletrônica da sua Marinha assumiram o controle de dois drones LUCAS intrusos, guiando-os para pousar em segurança e apreendendo-os como espólio. A agência Xinhua descreve os LUCAS como drones de ataque não tripulados de baixo custo dos Estados Unidos, citando um comunicado de terça-feira do IRGC sobre dois desses aparelhos atingidos perto do porto de Bandar-e Khamir. O número de embarcações divergiu do divulgado na quarta-feira, quando o IRGC falou em quatro petroleiros destruídos na mesma rota. O comunicado de quinta-feira sustenta que Washington impõe aos contribuintes norte-americanos e aos aliados regionais os custos de seguro das embarcações avariadas.

Com maioria nas duas casas, mas sem votos para derrubar um veto presidencial, os democratas devem concentrar a disputa contra a política externa de Trump no controle do orçamento, segundo o Guardian. O partido pode travar a Lei de Autorização de Defesa Nacional (National Defense Authorization Act, NDAA), que autoriza cerca de US$ 1,15 trilhão em gastos de defesa para 2027; o ex-diplomata Ryan Crocker diz que o primeiro campo de batalha será o pedido do Pentágono de aumento de verbas para a guerra com o Irã; em 2019, o Congresso aprovou resolução bipartidária invocando a Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act) contra o apoio estadunidense à guerra saudita, e Trump simplesmente vetou; e o senador eleito Abdul El-Sayed, que será o primeiro senador muçulmano em exercício no próximo ano, elogiou a decisão de Trump de encerrar a ajuda militar a Israel no fim deste ano.

Segundo o Axios e o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pela TRT World, o vice-presidente JD Vance acusou em privado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estar “errado em tudo” sobre o Irã e pediu repetidamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que negociasse o fim do conflito. Na mesma reportagem, Hegseth aparece como defensor de continuar a campanha, enquanto Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, preferem a negociação; autoridades se reuniram na Sala de Situação da Casa Branca em setembro para discutir o custo eleitoral interno da guerra, e outro grupo de ataque de porta-aviões e uma unidade expedicionária de fuzileiros seguem para o Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a avaliação do vice-presidente JD Vance de que os republicanos perderam as eleições de meio de mandato por causa da guerra com o Irã é “em grande parte verdadeira”, e citou o preço da gasolina. “Eu acho que é em grande parte verdade porque impulsionou a gasolina um pouco para cima no curto prazo”, disse Trump a repórteres no local de um novo salão de festas em construção na Casa Branca. Trump afirmou que, se tivesse de fazer de novo, faria, porque “a longo prazo é a única resposta” e “não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”. Perguntado sobre quando a guerra terminaria, respondeu “quando eu quiser”, mas disse que “tem que ser feito direito”. Vance havia dito que “a razão de termos perdido é a guerra”.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou nesta quinta-feira que dois petroleiros e um rebocador pegaram fogo em incidentes separados depois de tentarem usar rotas não autorizadas no Estreito de Ormuz, em texto da Reuters republicado pelo Internazionale. Segundo o IRGC, um dos petroleiros atingiu uma mina ao tentar cruzar uma passagem ao sul do estreito, enquanto um superpetroleiro pegou fogo ao sair da rota na parte leste do canal. Um rebocador que se aproximou do segundo navio para ajudar a apagar o incêndio também pegou fogo.

Donald Trump Jr. endossou a avaliação do vice-presidente JD Vance de que a derrota republicana nas eleições de meio de mandato se deve à guerra com o Irã, expondo divisões no campo do presidente. Vance escreveu no X: “A razão pela qual perdemos é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite.” Trump admitiu que é “em grande parte verdade” que o Irã e os altos preços dos combustíveis provocados pelo conflito levaram à derrota, e sustentou que “faria de novo”, segundo a AFP, em texto publicado pelo Al Arabiya.

O deputado republicano Thomas Massie deu a Pete Hegseth um ultimato na noite de quarta-feira: renunciar ou enfrentar impeachment na reta final do 119º Congresso. A resolução de Massie acusa o secretário de Defesa de ter feito guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso e de violar leis que limitam baixas civis. Trump afirmou que não está considerando substituí-lo: “Não, acho que ele está fazendo um trabalho muito bom.” O Departamento de Defesa declarou que Hegseth está “100% comprometido” em chefiar o Pentágono até o fim do mandato de Trump, em 20 de janeiro de 2029, segundo a Reuters, em texto publicado pelo U.S. News.

Os Estados Unidos sancionaram na quarta-feira duas pessoas e uma entidade acusadas de ajudar o Irã a obter sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS). O Departamento de Estado identificou os alvos como Mohammed Ali Tolibov, diretor-executivo da bielorrussa Armory Alliance; a nigeriana Vanguard Tactical Supply Limited; e Alisher Domullodzhanov, baseado na Rússia. Segundo o departamento, a rede buscava facilitar a compra de MANPADS de origem chinesa para o Irã, inclusive com usuários finais falsos – o jornal israelense Ynet descreve o caso como uma tentativa de compra de centenas de mísseis antiaéreos chineses de ombro, com uma empresa bielorrussa de intermediária. O comunicado situa a medida na Operação Economic Outcast, após designações de 8 de maio, 10 de junho e 15 de julho de 2026.

As divergências dentro do governo dos Estados Unidos sobre os próximos passos em relação ao Irã se intensificaram após as eleições legislativas, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pela TASS. Parte dos funcionários pressiona Donald Trump a lançar novos ataques contra o Irã e depois tentar firmar a paz, enquanto outros defendem parar e reduzir a operação militar; Trump disse que encerrará a guerra quando quiser, mas que isso precisa ser feito do jeito certo.

Os republicanos perderam as eleições de meio de mandato por causa da guerra com o Irã, afirmou o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Segundo Vance, muitos dos que votaram em Trump e Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026, pedindo o fim da guerra, foco no custo de vida, prioridade aos Estados Unidos e mudança na relação com Israel. A frustração dos eleitores com a guerra e com a relação com Israel selou a derrota, num distanciamento de Donald Trump – que reconheceu o peso da gasolina, mas defendeu a decisão de iniciar o conflito – antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

Um número crescente de clérigos e autoridades iranianas pressiona os líderes do país a rever o compromisso de não buscar armas nucleares, segundo o New York Times, em texto citado pelo Jerusalem Post. O especialista Mohammad Ghaderi disse ao jornal que defender a saída do Tratado de Não Proliferação (TNP), antes opinião minoritária, virou posição majoritária em Teerã, e o analista Mohammad Ali Shabani afirmou que o tabu religioso sobre a arma caiu – “falta saber se haverá mudança estratégica ou política”. O presidente Masoud Pezeshkian e o ex-presidente Hassan Rouhani seguem defendendo uma doutrina nuclear pacífica, segundo o jornal.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que a República Islâmica impôs a Donald Trump derrotas no campo de batalha, em Ormuz e agora uma “derrota política” em Washington. “A nação iraniana deu a Trump uma derrota estratégica no campo de batalha e em Ormuz – e uma derrota política em Washington. Enquanto isso, os americanos ficaram com a conta da guerra dele”, escreveu em publicação no X. “Quem enfrentar o Irã pagará o preço, do campo de batalha à porta de casa”, acrescentou. Depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato, uma grande faixa com as imagens de Trump, do vice-presidente JD Vance e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu foi queimada em um comício em Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que é “em grande parte verdade” que a guerra com o Irã custou a eleição republicana, por causa da alta de curto prazo da gasolina, e afirmou que repetiria a decisão porque “não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”, em declaração citada pela agência ANI. No mesmo dia, o vice-presidente JD Vance escreveu no X que “a razão da derrota é a guerra” e que a raiva do eleitorado com o conflito levou antigos apoiadores de Trump a votar nos democratas. Trump disse também que o motivo principal foi o preço dos combustíveis, com “enorme petróleo” saindo do Estreito de Ormuz no momento. Afirmou estar disposto a trabalhar com os democratas depois do avanço nas eleições de meio de mandato, mas avisou que vetará a legislação de que discordar, e descartou que o partido abra um impeachment, dizendo que a iniciativa prejudicaria os democratas. Ele disse ainda que sua popularidade pessoal não se transferiu aos candidatos republicanos e que, se estivesse na cédula, os republicanos teriam vencido. “Se eu estivesse na cédula, teríamos vencido... Mas não era possível transferir aquele amor. Havia tanto amor naqueles comícios; era incrível. Não conseguimos transferir aquele amor aos candidatos”, disse.

O deputado Manouchehr Mottaki, ex-chanceler e membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, disse que a Casa votaria por unanimidade pela revisão da permanência do Irã no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) se o líder supremo pedisse, segundo a agência Mehr. Mottaki afirmou que os deputados recebem cerca de 200 mensagens por dia pedindo a saída do tratado e que considera chegada a hora de discutir a saída, ressalvando que a decisão cabe ao líder supremo. A Frente Paydari, do ex-negociador nuclear Saeed Jalili, divulgou comunicado pedindo a saída do Irã do tratado e argumentando que as guerras recentes mostram que o país precisa de armas nucleares para dissuasão. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse em 31 de outubro que o futuro do Irã como parte do tratado era incerto. Em 1º de novembro, o chanceler Abbas Araghchi reiterou que o Irã é membro do TNP e cumpre seus compromissos no tratado.

A Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que três petroleiros atingiram minas navais e pegaram fogo ao navegar por rotas “não autorizadas” no Estreito de Ormuz, segundo a agência Tasnim, que citou um comunicado do setor de relações públicas da força. Segundo o comunicado, as explosões ocorreram na madrugada de terça-feira e os navios, abandonados perto da costa sul do estreito, continuavam em chamas, iluminando o setor leste ao longo da noite. A Guarda advertiu que navios que desrespeitarem as regras e cooperarem com os militares dos Estados Unidos para cruzar rotas não autorizadas podem sofrer incidentes semelhantes. Na segunda-feira, a Marinha iraniana já havia anunciado que um petroleiro atingira uma mina e pegara fogo em área declarada proibida e insegura a leste do estreito.

O major-general Esmaeil Ghaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que as forças da Resistência formaram uma frente única contra os agressores, a saber, os Estados Unidos e o regime sionista na região. “Caso contrário, vocês acabarão lutando uma guerra com armas no Estreito de Ormuz enquanto enfrentam a abertura do Bab el-Mandeb pela Resistência”, disse. Segundo Ghaani, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apostou na guerra com o Irã depois de ser enganado por Netanyahu, e o resultado foi a perda da reputação de 250 anos dos Estados Unidos e a sua derrota no Estreito de Ormuz.

O Brent caiu quase 8%, a US$ 95,41 o barril, e o WTI recuou 7%, a US$ 89,40, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Financial Times, na terça-feira, não ter planos imediatos de atacar o Irã. O petróleo havia subido mais de 10% em outubro com o risco de escalada e acumula queda em três sessões consecutivas. O Departamento de Energia anunciou o empréstimo de 300 mil barris da Reserva de Óleo de Aquecimento do Nordeste a quatro empresas, cerca de um terço do estoque, e os estoques de petróleo bruto do país caíram 900 mil barris na semana encerrada em 30 de outubro, para 409,8 milhões, 4% abaixo da média de cinco anos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, desafiou quem sustente que perder o Senado pelos próximos seis anos valeu o custo da guerra com o Irã, depois de escrever no X, na manhã de quarta-feira, que “a razão pela qual perdemos é a guerra”. “Se você quer argumentar que valeu a pena, que perder o Senado pelos próximos 6 anos valeu a pena, então faça isso”, escreveu. O presidente Donald Trump afirmou que a ação contra o Irã tinha de ser feita e continua em curso, disse ter falado com Vance na manhã de quarta-feira e classificou o texto do vice como “bom”. Segundo a AP Voter Poll, pesquisa com mais de 100 mil eleitores, cerca de 6 em 10 consideraram errada a decisão de atacar militarmente o Irã. Vance chamou de “conselho sólido” a recomendação anterior de encerrar a guerra, enquanto autoridades dos Estados Unidos mantêm sob consideração retomar operações de combate em larga escala contra o Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Fox News que a economia é forte, mas que o preço da gasolina, causado pelo Irã, impediu os eleitores de perceberem isso, e afirmou ao Wall Street Journal sobre a guerra com o Irã: “Eu fiz a coisa certa. Faria de novo”. Ele negou responsabilidade pela derrota republicana nas eleições de meio de mandato: “Não estava na cédula”, disse ao The New York Times, “e porque não estava na cédula, não conseguimos levar gente suficiente às urnas”. A declaração contradiz o vice-presidente JD Vance, que atribuiu a derrota à guerra e afirmou que o próprio presidente havia reconhecido isso.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra com o Irã, em publicação extensa no X: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”. Vance citou uma pesquisa segundo a qual os quatro temas apontados por eleitores que deixaram os republicanos eram encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação com Israel. Escreveu que quem considera a guerra um custo aceitável deve defendê-la abertamente, inclusive a perda do Senado pelos próximos seis anos. Trump disse que “o Irã foi parte disso” e defendeu a decisão de iniciar o conflito: “Não penso nisso. Fiz a coisa certa. Faria de novo”. A AFP descreveu o movimento como tentativa de Vance de se distanciar do conflito antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que os norte-americanos disseram não à guerra e que o Irã endossa essa mensagem, em post no X. O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, disse que Trump “sofreu uma derrota tanto no campo de batalha quanto na arena política, e imporemos novas derrotas a ele”, e afirmou que 4 de novembro sempre foi um dia de derrota para os Estados Unidos. Hamidreza Moqadamfar, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, disse que a resposta iraniana a uma nova agressão será desproporcional e sem limites geográficos ou temporais: “Nossas respostas não serão mais proporcionais ou comedidas; incendiaremos seus ativos – além do ponto do ataque, e independentemente de hora ou lugar”. O mesmo assessor descreveu o resultado eleitoral nos Estados Unidos como um referendo contra as políticas de Trump, no qual o Irã teve papel central.

O Ministério do Petróleo do Irã reuniu nesta terça-feira o setor privado para discutir o abastecimento de gás no inverno, num encontro com o ministro interino Hamid Bovard. Bovard afirmou que as condições atuais não são normais e que a questão energética não pode ser tratada com a perspectiva do passado. O ministério diz trabalhar sem parar para restaurar a capacidade de produção de gás perdida e voltar ao patamar anterior o mais rápido possível.

O brigadeiro Esmail Ghaani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), disse que os comandantes da Frente de Resistência receberam a mensagem de confronto sem fronteiras contra o inimigo e a puseram em prática. Segundo ele, os combatentes da frente demonstraram a unidade dos vários teatros ao emitir uma declaração escrita de lealdade total, em referência a uma mensagem recente do Líder Supremo, Ali Khamenei, sobre confrontar o inimigo sem fronteiras geográficas.

A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo após atingirem minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo a agência semioficial Tasnim, a IRGC disse que dois dos navios ainda queimavam e que outros dois petroleiros foram interceptados quando tentavam usar uma rota proibida ao sul do estreito. A BBC Verify investigou as alegações e não encontrou nenhuma evidência de que quatro petroleiros tenham sido destruídos. Em incidente separado, o centro UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 14 milhas náuticas (26 km) a nordeste de Limah, na península de Musandam, em Omã, na noite de terça-feira, sem vítimas. A IRGC também afirmou ter abatido mais um drone MQ-9 americano sobre o Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto dos embarques globais de petróleo e gás, está efetivamente fechado desde o início da guerra com o Irã, por causa de ataques iranianos a navios comerciais e do bloqueio naval americano.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que as pessoas concordam com o que ele faz no Irã, mas provavelmente não estavam dispostas a aceitar a consequência de curto prazo de pagar mais pela gasolina: “Eu entendo isso; não concordo com isso.” Disse também estar “um pouco surpreso” e que achava que os republicanos se sairiam melhor. O presidente responsabilizou a Fox News pelas derrotas: “A culpa é deles, não minha – meus números estão melhores do que nunca”, e publicou a imagem de um boné vermelho com a palavra “VETO”, antecipando o uso da prerrogativa presidencial para barrar propostas aprovadas pelos democratas.

Uma pesquisa do Arab Center for Research and Policy Studies, sediado em Doha, e do Arab Center for Contemporary Syria Studies mostrou que 61% dos entrevistados citam Israel como a principal ameaça à Síria, contra 20% que citam o Irã, 6% a Turquia e 5% os Estados Unidos; os resultados foram publicados na segunda-feira. Cerca de 97% disseram que Israel ameaça a segurança e a estabilidade do Oriente Médio, ante 78% um ano antes. Quase 80% rejeitam reconhecer Israel, ante 74% em 2025, e 74% rejeitam qualquer acordo que não devolva as Colinas de Golã ocupadas. Sobre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 80% disseram que os ataques iranianos com mísseis a Israel eram justificados, e três quartos afirmaram que Washington fez a guerra em nome de Israel.

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirma que quatro petroleiros foram destruídos ao atingir minas navais no Estreito de Ormuz, com dois ainda em chamas e dois navios apreendidos por tentarem cruzar uma rota meridional proibida. Trump confirmou que os EUA atingiram o Irã na terça-feira contra uma instalação antiaérea, ataque que autoridades americanas descreveram como limitado e defensivo, em resposta a disparos do IRGC contra uma aeronave americana; as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relataram projéteis na casa de máquinas de um petroleiro perto de Limah, em Omã, sem vítimas, e o relato do IRGC não pôde ser verificado de forma independente nem vinculado a esse incidente.

O petróleo Brent voltou a ser negociado a US$ 103,60 o barril e o WTI a US$ 95,98, segundo a OilPrice, depois de os benchmarks caírem ao menor nível em quatro semanas com relatos de que o Irã poderia discutir temas antes não negociáveis. Segundo dados da Vortexa, as exportações combinadas de petróleo, condensados e combustíveis pelo Estreito de Ormuz somaram em média 17,1 milhões de barris por dia em outubro, abaixo dos 18,9 milhões de barris diários de setembro. A consultoria Rystad Energy disse não esperar que os fluxos de petróleo do Golfo Pérsico voltem ao normal tão cedo, mesmo se os Estados Unidos e o Irã fecharem algum acordo para encerrar a guerra.

Depois de dizer que aceitaria os resultados, Trump reconheceu, segundo a Reuters, que a guerra com o Irã pesou nas derrotas republicanas nas eleições de meio de mandato, embora afirme que os eleitores entenderam a importância do que ele fez no Irã. Disse que os democratas enviarão projetos que considera insanos e que os vetará, até que o procurem para negociar. Não há planos de mudar o gabinete após a derrota republicana, afirmou Trump.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que a resposta dos Estados Unidos às sete condições iranianas não foi convincente e que o Estreito de Ormuz só será reaberto se Washington cumprir integralmente as exigências. As conversas indiretas giram em torno de uma proposta iraniana de reabrir a passagem em dois dias caso os Estados Unidos atendam às sete exigências, entre elas o fim das sanções e o encerramento do bloqueio naval norte-americano. Quatro petroleiros foram destruídos após atingirem minas navais ao sul do Estreito de Ormuz, segundo a Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou ainda que outros dois navios foram detidos. O comunicado não identificou as embarcações, seus proprietários, bandeiras, cargas ou o local exato, e não havia confirmação independente imediata dos ataques. A Guarda disse ainda ter abatido um drone MQ-9 norte-americano sobre o estreito, o 56º segundo ela, alegação que não pôde ser verificada de forma independente. A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que dois projéteis não identificados atingiram a sala de máquinas de um petroleiro a cerca de 14 milhas náuticas a nordeste da vila costeira de Limah, em Omã, sem vítimas. A mídia norte-americana, citando autoridades dos Estados Unidos, informou que o Comando Central preparou planos de ataques que poderiam começar já nesta quarta-feira, depois das eleições legislativas, quando três porta-aviões norte-americanos estariam na região.

Donald Trump confirmou na terça-feira que os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã, dizendo que o alvo foi uma instalação antiaérea recém-concluída, atingida na noite anterior, em um ataque menor. Trump disse que as forças norte-americanas estão prontas para agir, mas que pode não haver motivo para nova ação. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o governo ainda tenta resolver a crise pelo diálogo e que ninguém se beneficiará se a guerra recomeçar, enquanto o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que a República Islâmica está pronta para a batalha. Um porta-voz militar israelense afirmou que Israel não participou dos últimos ataques. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que as duas partes revisam as propostas apresentadas por Doha e que segue havendo chance de um acordo interino. Um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã está pronta para reabrir Ormuz em dois dias caso Washington aceite sua lista de exigências.

O Catar afirma que trabalha por um acordo interino entre Estados Unidos e Irã para evitar a retomada dos combates, enquanto diplomatas tentam aproximar as duas partes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse na terça-feira que os dois países seguem comprometidos com as negociações e analisam propostas de mediadores, inclusive do Catar. Al-Ansari alertou que nova escalada pode complicar as negociações, depois de novos ataques dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm na terça-feira.

Donald Trump disse em entrevista ao Financial Times, na terça-feira, que os Estados Unidos não têm plano imediato de retomar ataques contra o Irã. Trump afirmou que os militares dos Estados Unidos estão “locked and loaded” caso os ataques sejam necessários, mas observou que pode não haver motivo para reacender a ação militar. Sobre as negociações indiretas com Teerã, Trump afirmou – “Parecemos estar conseguindo tudo o que queremos”. A entrevista saiu na mesma janela em que o New York Times relatou, segundo o Jerusalem Post, o plano do Comando Central (CENTCOM) para atacar o Irã já em 4 de novembro, com três porta-aviões na região. Trump ainda não aprovou um ataque em larga escala, e os contatos diplomáticos entre Washington e Teerã continuam.

Israel repassou aos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã considera usar armas químicas contra seus adversários, informou o New York Times citando autoridades norte-americanas e regionais. Parte dos altos funcionários dos Estados Unidos recebeu a informação com preocupação, enquanto outros manifestaram ceticismo profundo e a viram como campanha de pressão do governo de Benjamin Netanyahu para retomar combates em larga escala. Autoridades do Golfo questionaram as avaliações israelenses e afirmaram que Israel não apresentou provas de que o Irã esteja tornando seu arsenal químico operacional. O Comando do Front Doméstico de Israel não incluiu cenários de armas químicas entre os exercícios da semana nem distribuiu orientações de proteção, e o Exército israelense não comentou. Teerã nega possuir armas químicas e classifica as acusações como guerra psicológica de Israel e Netanyahu.

O Irã abriu um terceiro centro de treinamento militar em Teerã e anunciou planos de formar um milhão de voluntários paramilitares no país, segundo a agência semioficial ISNA. Membros do Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária, participaram da abertura, e outros dois centros foram inaugurados em Teerã em agosto e setembro.

Na pesquisa de boca de urna da Associated Press (AP), cerca de seis em cada dez eleitores dizem que os Estados Unidos tomaram a “decisão errada” ao atacar militarmente o Irã. Uma estimativa recente do Pentágono citada pela AP coloca o custo da guerra em mais de US$ 47,1 bilhões. Cerca de um terço dos eleitores diz que a guerra com o Irã foi fator “crucial” no voto para o Congresso, menos que a fatia dos preocupados com o custo de vida e a corrupção de governo. Na mesma pesquisa, cerca de seis em cada dez eleitores desaprovam o desempenho de Trump na Presidência. A economia foi o principal problema do país para 39% dos eleitores, seguida do estado da democracia, com 32%.

Donald Trump disse na noite de segunda-feira, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos podem ter de atacar a instalação enterrada sob o Monte Pickaxe, na região de Isfahan, ao sul de Natanz. Segundo ele, a operação pode ser feita “em uma hora”, “a qualquer momento”. O presidente também minimizou o conflito com o Irã: “Isto não é uma guerra. É uma guerra muito suave”. Dois funcionários norte-americanos disseram que os ataques de segunda-feira contra a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, foram defensivos. Trump afirmou que novos ataques podem ocorrer se não houver acordo, mas que há “uma chance muito boa” de que o acordo saia.

Autoridades dos Estados Unidos admitiram ter lançado ataques contra a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz, e disseram à CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, que a ofensiva foi limitada e respondia a disparos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) contra uma aeronave americana. A agência estatal Irna registrou várias explosões na ilha na segunda-feira. Segundo o New York Times, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) tem plano para atacar o Irã já nesta quarta-feira, depois das eleições de meio de mandato, quando três porta-aviões estiverem na região. Parte do gabinete quer mais tempo de sanções e de bloqueio americano, dizendo que a pressão econômica acabaria derrubando o governo do Irã; outros oficiais veem pouca perspectiva de colapso sem novos ataques. Trump disse ao Axios não ter pressa: “De um jeito ou de outro, faremos alguma coisa, mas não há pressa. Nós os enfraquecemos financeiramente.” Em entrevista à Fox News, afirmou que os EUA “talvez precisem atacar Pickaxe”, um local ligado ao programa nuclear iraniano.

O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as conversas sobre seu programa nuclear se os Estados Unidos levantarem o bloqueio naval aos portos iranianos, dispensarem sanções às vendas de petróleo e respeitarem um cessar-fogo, inclusive no Líbano. O presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o país deu uma “resposta firme e racional” aos norte-americanos e que agora cabe a Washington evitar a guerra. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, afirmou que a resposta norte-americana às demandas de Teerã não foi convincente e que o estreito não reabrirá até que os EUA atendam às condições iranianas. O Irã abriu seu terceiro centro de treinamento militar em Teerã e anunciou planos de treinar 1 milhão de voluntários paramilitares no país. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu que Irã e EUA negociem um acordo e alertou contra nova escalada militar na região. Aviões cargueiros militares norte-americanos que partiram de Fort Bliss foram rastreados chegando a bases em Israel nos últimos dias, segundo dados do FlightRadar24.

Israel compartilhou com os Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã estaria considerando o uso de armas químicas contra seus adversários, informação recebida com alarme por parte de funcionários norte-americanos, segundo o New York Times. Conforme o JFeed, que relata o conteúdo da reportagem, parte dos oficiais norte-americanos expressou ceticismo profundo sobre a credibilidade da informação, e alguns a compararam à inteligência falha sobre armas de destruição em massa do Iraque em 2002. Alguns oficiais norte-americanos e do Golfo sugeriram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode estar tentando arrastar o presidente Donald Trump de volta a uma ação militar contra o Irã. Segundo o jornal, Trump disse que não ordenaria um ataque antes das eleições de meio de mandato de terça-feira.

As exportações de petróleo bruto dos produtores do Golfo Pérsico somaram quase 12 milhões de barris por dia em setembro e nos primeiros 20 dias de outubro, abaixo dos cerca de 18 milhões diários anteriores à guerra, estimou a consultoria Rystad Energy. A Rystad avalia que a situação de segurança no Estreito de Ormuz se deteriorou apesar da recuperação dos fluxos, com mais ataques a petroleiros nas últimas semanas. Para a consultoria, um acordo abrangente entre Estados Unidos (EUA) e Irã exigiria tratar do programa nuclear iraniano, das sanções, dos grupos armados apoiados por Teerã na região e da segurança do transporte marítimo, levando em conta também os interesses de segurança de Israel.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmou que as forças americanas atingiram o Irã na noite de segunda-feira, num alvo que descreveu como “ataque menor” a uma instalação antiaérea. “Eles construíram uma instalação antiaérea… Assim que ficou pronta, nós a atingimos ontem à noite, muito bem”, disse ele em entrevista à Fox News. A agência estatal iraniana IRNA também relatou várias explosões na ilha de Qeshm, perto da entrada do estreito. Os EUA mantiveram a ação em silêncio de propósito para reduzir o risco de escalada, segundo o Wall Street Journal, que noticiou os ataques primeiro, e um oficial americano classificou os bombardeios como “defensivos”. Segundo esse relato, em um dos episódios a Guarda Revolucionária disparou um míssil superfície-ar contra um avião americano, que respondeu em autodefesa, e outro ataque veio depois que os EUA interceptaram um míssil lançado de Qeshm contra um navio comercial. O Irã afirmou ter abatido, na terça-feira, um drone MQ-9 Reaper e dois drones Lucas perto do Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que dois drones norte-americanos LUCAS foram destruídos sobre Bandar-e Khamir pela unidade de defesa aérea Imam Sajjad, integrada à rede nacional de defesa aérea. Na noite anterior, a corporação havia anunciado a queda de dois drones de reconhecimento MQM-170 ao sul da ilha de Qeshm por guerra eletrônica e afirmou que o número de aparelhos desse tipo capturados chegou a quatro.

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, resiste a uma nova ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irã, segundo o Haaretz, em texto publicado pelo Opera Mundi. Zamir já havia se oposto à intenção de Benjamin Netanyahu de atacar o Irã antes das eleições legislativas de 27 de outubro. O líder da oposição e ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot declarou que, até a formação de um novo governo, apoiaria operações militares “somente em caso de perigo claro e iminente para Israel que não possa esperar pela posse de um novo governo”. Ainda segundo o Haaretz, Netanyahu defende abertamente a derrubada do governo iraniano, enquanto Donald Trump busca pressionar o país a aceitar um acordo mais favorável aos interesses norte-americanos, que restrinja seu programa nuclear e permita a reabertura do Estreito de Ormuz.

Não existe texto oficial em inglês do plano iraniano de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz: a lista que circula é reconstruída a partir de declarações de autoridades, segundo o Tehran Times, com base em falas de Araghchi, Qalibaf, do porta-voz Esmaeil Baqaei e do vice-ministro Kazem Gharibabadi. Na reconstrução, as condições incluem cessar-fogo em todas as frentes, inclusive o Líbano, fim do bloqueio naval, licença para exportar petróleo, liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, cancelamento das sanções unilaterais posteriores a junho, fim dos ataques e aceitação da rota de navegação acordada entre Irã e Omã.

O Brent despencou mais de US$ 6 o barril na manhã desta terça-feira, de US$ 107,24 para US$ 100,80, e recuperou para cerca de US$ 104 pouco depois das 10h no horário do Leste, em reação a uma sequência de relatos conflitantes sobre negociações de paz entre Estados Unidos (EUA) e Irã. A queda seguiu um recuo de 7,6% na segunda-feira, que deixou o barril em US$ 104,77. Os preços chegaram a subir durante a madrugada após relatos de ataques dos EUA à ilha de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz, antes de reverterem com força na manhã desta terça-feira. O Catar confirmou que os dois lados analisam propostas e que nenhum acordo foi anunciado.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse nesta terça-feira que a resposta dos Estados Unidos aos direitos e às demandas iranianas não foi convincente e que Washington precisa dar uma resposta abrangente e explícita. Em discurso televisionado, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã está pronto para a batalha “com o dedo no gatilho”, mas que também entregou aos Estados Unidos uma resposta “poderosa e racional”, e que agora cabe a Washington evitar a guerra. Donald Trump disse à Fox News que não busca “matar muita gente” no Irã e descreveu a ação em Qeshm como um “ataque menor”, em vez de uma retomada da guerra, e afirmou que os Estados Unidos têm o Irã “totalmente onde querem” e que poderiam “acabar com eles” ou ser “gentis” e deixar viver milhares de pessoas que morreriam numa guerra.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollahi, apresentou um plano com cinco condições para uma segurança duradoura, entre elas o fim das hostilidades em todas as frentes, o levantamento total das sanções e o descongelamento de ativos iranianos e o pagamento de reparações de guerra, segundo a agência Tasnim. O plano também pede reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz e garantias contra agressões futuras num marco de segurança regional para a Ásia Ocidental. O porta-voz da chancelaria do Catar, Majed al-Ansari, disse que uma delegação catariana se reuniu por mais de três horas com autoridades iranianas em Teerã na segunda-feira e que os dois lados analisam a proposta do Catar. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter abatido dois drones de reconhecimento MQM-170 dos Estados Unidos (EUA) ao sul de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do estreito, enquanto a Marinha da Guarda Revolucionária informou ao Brasil de Fato que os dois MQM-170 foram capturados intactos por guerra eletrônica, sem serem destruídos. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a resposta militar do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo será imprevisível.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país segue em “estado de guerra”, com as forças mobilizadas e preparado para qualquer cenário, em declarações à agência Tasnim reproduzidas pelo Opera Mundi. Segundo ele, o Irã não iniciou nem procurou a guerra, mas responderá com firmeza a qualquer nova agressão. Teerã exige o fim do bloqueio naval norte-americano aos seus portos, a suspensão de novas sanções econômicas e garantias para comercializar petróleo antes de restabelecer plenamente a circulação na região de Ormuz, com implementação das medidas em até 48 horas, de acordo com a mesma fonte. Segundo a agência russa Sputnik, os Estados Unidos não têm intenção de ampliar os ataques ao Irã depois do bombardeio da ilha de Qeshm, conforme relatado pelo Wall Street Journal. Um oficial norte-americano ouvido pela Reuters disse que a operação em Qeshm teve caráter defensivo e atingiu sistemas de mísseis antiaéreos usados contra forças dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que a resposta militar e estratégica do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo seria imprevisível.

Um porta-voz militar iraniano advertiu que qualquer novo ataque dos Estados Unidos (EUA) terá resposta mais dura e mais ampla que as retaliações anteriores de Teerã. Segundo ele, uma nova guerra não ficaria limitada à Ásia Ocidental, e instalações, equipamentos, pessoal e interesses dos EUA em qualquer local ao alcance do Irã poderiam virar alvos. Na trilha diplomática, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse que os esforços para aproximar EUA e Irã seguem em curso e que os dois países estudam propostas.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou nesta terça-feira que três petroleiros explodiram e pegaram fogo ao atingir minas navais no Estreito de Ormuz, depois de desligarem os sistemas de navegação e identificação e seguirem por uma rota não autorizada. Segundo o comunicado, as embarcações ficaram na costa sul do estreito e continuavam em chamas, e pescadores no leste viram a noite iluminada pelo fogo.

Um outdoor que domina a movimentada Praça Enghelab, em Teerã, traz a frase “We will kill Trump”, com o presidente dos Estados Unidos (EUA) atrás das grades e a cabeça baixa. Outro outdoor próximo mostra Trump ao lado do vice-presidente JD Vance, do enviado especial Steve Witkoff e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com rostos ensanguentados e ternos rasgados sobre bandeiras gastas de Israel e dos EUA. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, quando ataques dos EUA e de Israel mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, novos modelos de outdoors que zombam de Trump e prometem vingança têm sido montados com frequência em Teerã.

Os Estados Unidos (EUA) lançaram ataques limitados contra a ilha iraniana de Qeshm na noite de segunda-feira, horas depois de o vice-presidente JD Vance dizer que estava otimista com o avanço das conversas diplomáticas para encerrar a guerra. Segundo a Reuters e a Associated Press (AP), os ataques atingiram mísseis superfície-ar usados contra ativos dos EUA. Explosões foram ouvidas em Qeshm na noite de segunda-feira, segundo a mídia estatal iraniana, com veículos locais descrevendo a causa como incerta. O Wall Street Journal noticiou que os EUA vinham realizando uma série de ataques de escala menor, mantidos em segredo pelo governo Trump para não sinalizar a intenção de retomar a campanha militar contra o Irã.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta terça-feira que o Irã entregou uma resposta “firme e racional” aos Estados Unidos (EUA), que cabe a Washington decidir se evita outra guerra e que um novo erro estratégico americano abriria um novo campo de batalha, enquanto o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, disse que a proposta diplomática revisada em sete etapas pode ser plenamente implementada em dois dias, condicionando a segurança no Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval americano e a medidas como alívio de sanções e liberação de ativos congelados – segundo a Sputnik, as Forças Armadas iranianas estão no mais alto nível de prontidão defensiva.

Donald Trump disse à Fox News que os Estados Unidos podem ir atrás da Montanha Pickaxe, complexo nuclear subterrâneo suspeito no Irã, se não houver acordo – a operação poderia ser feita em uma hora –, e não descartou retomar a guerra, mas disse que há uma boa chance de acordo. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, que os dois países estão longe de um entendimento para encerrar a guerra e que Teerã não aceitará as exigências excessivas de Washington, enquanto Mohammad Bagher Ghalibaf disse em pronunciamento televisionado que a bola está agora com os Estados Unidos para evitar a guerra.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter derrubado mais dois drones MQM-170 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do Estreito de Ormuz.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que os contatos com os Estados Unidos para encerrar a guerra de oito meses continuam, depois que dias de conversas com mediadores catarianos terminaram com propostas alteradas mas sem avanço, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com, e afirmou que a base do diálogo segue sendo a proposta iraniana de sete passos, agora condensada para ser cumprida em dois dias.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que Washington fez progresso nas conversas com o Irã e que ele e o presidente Donald Trump estão otimistas sobre um acordo negociado. Questionado sobre um prazo para o Irã antes de uma retomada dos ataques, respondeu: “Não, não estabelecemos prazos.” Vance condicionou o acordo a um compromisso firme e verificável de que o Irã não reconstrua o programa nuclear. Trump afirmou que o Irã quer um acordo o quanto antes e que isso pode acontecer.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende uma nova onda de ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo dois funcionários regionais e uma terceira pessoa a par do assunto. Numa ligação no fim de semana, ele pressionou o presidente Donald Trump a atacar, e Trump não se comprometeu a tomar uma ação militar, conforme uma pessoa informada sobre a conversa. Fontes ouvidas pelo Axios dizem que Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã imediatamente depois das eleições; por ora, Trump quer deixar as negociações avançarem, uma estratégia que preocupa Netanyahu.

Mediadores catarianos e autoridades iranianas fizeram duas rodadas de conversas na semana passada, e as tratativas avançaram rumo a um marco em que o Irã interromperia os ataques no Estreito de Ormuz em troca de os Estados Unidos levantarem o bloqueio aos portos iranianos, segundo dois funcionários. No domingo, negociadores iranianos estavam em Doha no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos para tentar fechar um acordo que encerre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo um funcionário a par das discussões.

Um petroleiro iraniano sancionado que carregava cerca de 500 mil barris de gás liquefeito de petróleo passou pelo bloqueio naval dos Estados Unidos e entregou a carga à China, segundo a United Against Nuclear Iran (UANI), que diz ter filmado o navio em um ancoradouro da Malásia no caminho. Em 8 de outubro, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o navio, de bandeira das Comores e de propriedade da Gravion Maritime Company, sediada nas Ilhas Marshall, como um de 17 navios da frota paralela, afirmando que ele transportou mais de 2 milhões de barris de propano e butano iranianos desde setembro de 2025.

O Irã apresentou nesta segunda-feira um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos, encurtando um processo que se previa levar sete dias, e condicionou a reabertura a que Washington aceite suas exigências. Entre elas estão o encerramento das operações militares em todas as frentes, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos, o descongelamento de ativos do Irã mantidos no exterior e a suspensão das sanções contra o setor petrolífero do país.

Um rebocador offshore de propriedade dos Emirados Árabes Unidos, o Selat Storm, foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, a noroeste da península de Musandam, e foi visto submergindo parcialmente na noite de domingo. Foi o segundo provável ataque iraniano a um rebocador no estreito desde 18 de outubro, quando um projétil atingiu o rebocador de bandeira holandesa JIF Barracuda.

Tucker Carlson afirmou que Donald Trump e Benjamin Netanyahu estariam planejando um ataque nuclear contra o monte Pickax, no Irã, onde a inteligência israelense diz que o governo iraniano retomou seu programa de enriquecimento de urânio. Segundo Carlson, o programa estaria em túneis sob 300 pés de granito maciço, e só um ataque nuclear os atravessaria. Ele disse que Netanyahu telefona a Trump todos os dias sobre o assunto e que uma ofensiva nuclear norte-americana tornaria uma terceira guerra mundial inevitável.

Os preços do petróleo caíram quase 7% nesta segunda-feira depois que Washington e Teerã sinalizaram que darão espaço à diplomacia. O Brent foi negociado a US$ 105,60 o barril, queda de US$ 7,85, e o WTI recuou US$ 7,20, a US$ 96,92. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o líder supremo concedeu ao governo “certas autoridades” para as conversas de paz e que Teerã “tentará resolver o problema pelo diálogo”, conforme a imprensa estatal.

A China enviará seu enviado especial para o Oriente Médio ao Irã, a Omã e à Arábia Saudita ainda neste mês, em visitas de diplomacia itinerante destinadas a promover negociações de paz e reduzir tensões, informou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O anúncio ocorre depois de o chanceler Wang Yi receber em Pequim, em reuniões separadas, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, e o conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita, Musaed bin Mohammed Al-Aiban.

As negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos (EUA) e Irã produziram um esboço de acordo: negociadores iranianos deixaram o Catar no domingo e uma minuta passou a circular para uma eventual reunião de acompanhamento, segundo uma fonte da Reuters citada pelo OilPrice. Na manhã desta segunda-feira, o Brent valia US$ 108,61 o barril, 4,25% abaixo do dia anterior, e o WTI caía 4,32%, a US$ 99,62.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no sábado sobre as negociações entre Washington e Teerã e pressionou por um ataque ao Irã imediatamente depois das eleições de meio de mandato, na terça-feira, segundo a Axios, que citou uma fonte israelense e uma norte-americana. Trump disse a Netanyahu que prefere dar uma chance às negociações entre os dois países a bombardear o Irã de imediato, conforme as mesmas fontes.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse nesta segunda-feira que o país está aberto à possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os Estados Unidos (EUA) aceitarem suas exigências. Segundo a AFP, as condições incluem o fim da guerra no Oriente Médio em todas as frentes, o descongelamento de ativos iranianos no exterior, a suspensão das sanções ao setor petrolífero do país e o fim do bloqueio naval norte-americano.

Piratas somalis sequestraram a embarcação pesqueira iraniana Azini, com 23 pessoas a bordo, e o Centro de Segurança Marítima do Oceano Índico alertou que o navio se aproximava de uma rota comercial e poderia virar base flutuante para novos ataques. O Azini foi tomado na quinta-feira entre Bandar Bayla e Hafun, no nordeste da Somália, disse no domingo um oficial da Força Policial Marítima de Puntland. Segundo o oficial, 12 piratas tomaram o navio, que levava 21 tripulantes iranianos e dois guardas somalis.

O navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mayeda, que levava carga do Catar para o Paquistão, foi atingido por objetos não identificados perto do Estreito de Ormuz, apesar de relatos de que as autoridades paquistanesas tinham aval prévio do Irã para a passagem segura. A transportadora catari Nakilat confirmou em comunicado que o ataque ocorreu na noite de 30 de outubro, sem feridos entre a tripulação nem dano ambiental relatado, e dados de navegação indicam que o navio mudou de rumo e voltou em direção ao Golfo.

Negociadores iranianos deixaram Doha no domingo após três dias consecutivos de consultas com mediadores catari por um acordo para encerrar a guerra dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Um oficial com conhecimento das conversas disse à agência nesta segunda-feira que a saída não se deveu a dificuldades nas tratativas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que avalia uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA cumprirem suas condições.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, avalia culpar seus chefes militares e de defesa pela condução da guerra contra o Irã, segundo relato do The Atlantic publicado no domingo, em texto republicado pelo Times of Israel, enquanto considera retomar os ataques após as eleições de meio mandato de terça-feira. Em conversa descrita por fontes como dura e direta, Netanyahu pressionou Trump a reiniciar a campanha, enquanto Trump queria dar mais tempo às negociações, segundo a Axios, em texto republicado pelo Times of Israel.

Os preços do petróleo abriram a semana em queda por otimismo renovado sobre um possível acordo de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, após conversas com mediação envolvendo o Irã e o Catar no fim de semana, registra o OilPrice. Naquele momento, o Brent era negociado a US$ 109,82 por barril e o WTI a US$ 100,57 por barril.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que uma futura guerra com os Estados Unidos (EUA) poderia durar mais que o conflito anterior e que o presidente americano não ditaria o momento nem as condições do fim. O presidente Donald Trump disse que ainda precisa “cuidar” de um ou dois alvos no Irã, citando a montanha Pickaxe, e repetiu que pode dar a Teerã “o martelo”. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebbi, afirmou que num conflito com os EUA não há limitações geográficas e que foi definido um amplo teatro para causar dano ao inimigo. O comentarista Tucker Carlson afirmou sem provas que Trump poderia decidir em dias um ataque nuclear contra o Irã e alegou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pressiona por isso diariamente.

O ex-chefe do Mossad David Barnea disse que Israel divulgou de propósito as imagens da operação secreta no Irã durante o conflito de junho de 2025 para provocar prisões em massa e dificultar que as forças iranianas encontrassem agentes israelenses reais. Barnea afirmou que um vídeo oficial foi divulgado na manhã da Operação Rising Lion, com o logotipo do Mossad, para proteger os agentes que estavam em campo. Segundo ele, as autoridades iranianas prenderam 21 mil pessoas durante a operação.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.

Em desdobramento do impasse entre Washington e Teerã, o Exército iraniano afirmou que qualquer nova guerra com os Estados Unidos poderia durar mais que o conflito anterior, segundo a Arab News. O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, disse que o presidente norte-americano não ditaria o momento nem as condições de seu fim, e o porta-voz da Guarda Revolucionária disse que num conflito com os Estados Unidos não há limitações geográficas para causar dano ao inimigo, segundo a televisão estatal iraniana em texto da France 24. Na mesma peça, Donald Trump disse que ainda resta atacar um ou dois alvos no Irã e que isso levaria 10 minutos, segundo o mesmo veículo.

O deputado democrata Ro Khanna disse neste domingo que cortaria o financiamento de novas ações militares dos Estados Unidos no Irã, em meio ao crescente descontentamento do eleitorado com a guerra, e comparou a medida ao que o Congresso fez para encerrar a Guerra do Vietnã. “Eu cortaria o financiamento. A Câmara e o Senado deveriam cortar o financiamento para qualquer nova ação na guerra do Irã. Foi o que fizemos para parar a Guerra do Vietnã”, afirmou em entrevista ao programa Fox News Sunday, segundo o The Hill. Um Congresso liderado pelos democratas cortaria o financiamento de novas ações militares mesmo com integrantes das forças americanas ainda na região, segundo o Daily Wire.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que a guerra com o Irã vai terminar muito em breve, de um jeito ou de outro – por um acordo ou por uma nova ação americana, segundo o Israel National News. “Tivemos uma vitória dessas e vamos encerrar isso muito em breve, de um jeito ou de outro. Ou eles fazem um acordo, ou nós simplesmente acabamos com isso”, disse. Em um comício de campanha para as eleições de meio de mandato em Mobile, no Alabama, na sexta-feira, ele disse prever que o conflito vai terminar “muito em breve” e que os preços do petróleo vão cair acentuadamente com o fim da guerra, segundo a Fox News.

Líderes do Golfo se reuniram no Catar para tentar evitar uma nova escalada na guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo a NPR. O Catar liderou nas últimas 72 horas uma mediação intensa para evitar uma nova rodada de possíveis ataques americanos ao Irã depois das eleições de meio de mandato de terça-feira, e a incerteza mantém toda a região do Golfo em tensão.

O Irã admite que pode revisar sua doutrina nuclear, embora afirme que nenhuma decisão oficial foi tomada. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que “até agora, nenhuma decisão oficial foi tomada pelo governo ou pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional para mudar a doutrina nuclear”, segundo o Opera Mundi. Rezaei confirmou também que uma nova mensagem, encaminhada por intermediários norte-americanos, chegou ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, com tom diferente do das comunicações anteriores. O chanceler Abbas Araghchi disse esperar que Washington prefira “a diplomacia em vez de outros caminhos” e que o Irã está pronto tanto para a defesa quanto para a diplomacia, segundo o Hindustan Times. As tratativas indiretas têm mediação de Catar e Paquistão e tratam do programa nuclear iraniano, das sanções impostas por Washington e da segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre quando e se intensificar as operações de combate contra o Irã, segundo a mídia americana. Netanyahu pressionou o presidente a lançar ataques ao Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e Trump quis deixar as negociações seguirem. Uma fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e uma fonte americana como “direta”, segundo o Axios. O Al Arabiya confirmou o relato do Axios sobre a conversa de sábado e a divergência entre atacar e negociar. No sábado (31 de outubro de 2026), Trump disse a repórteres que as negociações com o Irã para encerrar a guerra iam “bem” e que ainda havia “um ou dois alvos” dos quais “cuidar”.

Um assessor sênior do líder da Revolução Islâmica, Mohammad Mokhber, disse em publicação deste domingo no X que o Irã está mudando “rapidamente” sua doutrina de defesa e não limitará mais a retaliação a ataques contra os ativos regionais dos agressores, segundo o Mehr News. “A geografia da ameaça já não determina a geografia da resposta”, escreveu ele em farsi. O Mehr News informou também que, no sábado, o aiatolá Khamenei orientou a cúpula militar do país a se preparar para dar uma resposta rápida e poderosa a qualquer ameaça, “sem qualquer limitação geográfica”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã designou o MI6, serviço de inteligência externo do Reino Unido, como grupo hostil e a Marinha Real e a Real Força Aérea (RAF) como organizações terroristas, em medida recíproca contra os britânicos, segundo o Tehran Times. Conforme o ministério, a decisão responde a ações britânicas do último ano, entre elas o envolvimento do país na guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã com bases militares, instalações e apoio logístico.

O Pentágono calculou em pelo menos US$ 5 bilhões o dano que os ataques iranianos causaram às bases militares dos Estados Unidos, segundo autoridades americanas citadas pelo Wall Street Journal. A investigação do Journal identificou 274 estruturas danificadas em 24 instalações com presença militar dos Estados Unidos nos primeiros seis meses da guerra, a partir de imagens de satélite, declarações militares iranianas e entrevistas com autoridades americanas, conforme o Tehran Times. Uma análise da Associated Press verificou mais de 115 ataques de drones e mísseis reivindicados pelo Irã ou por milícias aliadas que danificaram ou destruíram estruturas em 26 bases e outros locais com equipamento americano até agosto, segundo o Times of India.

Negociadores iranianos estavam em Doha neste domingo no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos, informou a Reuters, segundo o Mehr News. O chanceler Abbas Araghchi confirmou, em entrevista na noite anterior, que seu auxiliar foi enviado a Doha para as conversas, de acordo com o Mehr News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse no sábado, 31 de outubro de 2026, que Trump ainda não decidiu se lançará novos ataques contra o Irã, mas que prefere resolver o conflito pela via diplomática, segundo o The Hindu.

O ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, disse que o país está comprometido a reforçar a prontidão de combate e a garantir resposta imediata, efetiva e proporcional a qualquer ameaça, em qualquer lugar, sem limites geográficos. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, advertiu que qualquer ataque ao Irã será respondido com golpes devastadores, com armas novas e modernas, e disse que Teerã segue aberto à diplomacia se suas sete condições forem cumpridas.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enquanto Washington se preparava para retomar os ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal. A ligação ocorreu depois de Trump discutir opções de retomada de operações militares com o alto comando, entre eles o chefe do Comando Central (CENTCOM), almirante Brad Cooper, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Trump disse que restam “um ou dois” locais a serem tratados no programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, e que os EUA podem fazê-lo “em dez minutos”. “Temos um plano para isso e podemos executá-lo muito rapidamente”, afirmou. Questionado sobre uma nova ofensiva, ele não confirmou nem descartou a possibilidade, segundo o Brasil 247.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou como “passo positivo” a carta do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, sobre a retomada de conversas, em declarações à Al Jazeera na sexta-feira, segundo o Jerusalem Post. O Irã não tem planos de encontro com autoridades estadunidenses, disse ele, chamando relatos de reunião de “mera especulação da mídia”. Entre as condições iranianas citadas por Araghchi estão o fim das sanções impostas após o memorando de Islamabad, a redução de forças dos EUA na região, a restauração das isenções de petróleo e a liberação de todos os fundos congelados iranianos.

O líder do partido Democrats, Yair Golan, disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem a confiança do público e não deveria ser autorizado a conduzir o país numa nova guerra com o Irã, em publicação nas redes sociais na manhã de domingo. Golan escreveu que ele e os líderes do bloco de oposição Gadi Eisenkot, Avigdor Lieberman, Naftali Bennett e Yair Lapid “conhecem muito bem o sistema de segurança”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto em dois dias se Washington concordar com um conjunto de condições, entre elas o reconhecimento formal da nova rota de navegação designada por Irã e Omã no estreito. Em entrevista à Al Jazeera, segundo o Middle East Eye, Araghchi citou ainda o fim das sanções que os Estados Unidos (EUA) impuseram ao Irã depois do colapso do memorando de Islamabad em julho, a redução da presença militar americana na região, a reinstalação das isenções petrolíferas concedidas em junho como parte do memorando e a liberação de fundos iranianos congelados, incluindo os que estão no Catar.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou no domingo que designou a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido como “organizações terroristas”, segundo o Hindustan Times, que cita a Iran International. O ministério também classificou o MI6, o serviço de inteligência externa britânico, como “grupo hostil”. A declaração caracterizou a medida como um passo recíproco à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA).

Os chanceleres dos Estados Unidos (EUA) e do Irã disseram que um fim diplomático para a guerra ainda é possível, sem conversas diretas entre os dois países planejadas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã só decidirá se as conversas serão diretas ou indiretas depois que Washington aceitar suas condições. As declarações vieram após mais de 12 horas de discussões entre enviados iranianos e catarianos em Teerã na sexta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pela CGTN.

O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que as forças americanas destruíram boa parte do aparato militar do Irã. Ainda falta “cuidar” de um ou dois alvos, entre eles o suspeito complexo nuclear subterrâneo conhecido como Pickaxe Mountain, segundo a TRT World. “Destruímos a parte nuclear deles. Ainda temos de cuidar, eu diria, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos”, disse Trump a repórteres na residência dele na Flórida. “Provavelmente é só olhar o Pickaxe Mountain, e é preciso cuidar daquilo. Podemos fazer tudo isso muito rápido.” Ainda segundo a TRT World, o governo iraniano nega repetidamente que o local abrigue operações nucleares. Trump repetiu que Washington não tem pressa em retomar os ataques porque considera ter dizimado as forças armadas e o programa atômico do Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse que, até 31 de outubro, suas forças redirecionaram 144 navios comerciais para garantir o cumprimento do bloqueio naval contra o Irã. Em publicação no X, o Centcom afirmou que as embarcações foram redirecionadas “para garantir o cumprimento” e que o porta-aviões George Washington apoia a aplicação do bloqueio, segundo o Middle East Eye.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz incluem levantar as sanções impostas após o memorando de Islamabad, reduzir as forças dos Estados Unidos na região, restaurar as isenções de petróleo e liberar os fundos iranianos congelados, inclusive os que estão no Catar. Araghchi afirmou que há conversas com mediadores do Catar sobre um plano para reabrir o Estreito em dois dias caso os Estados Unidos cumpram essas condições, segundo a Al Jazeera.

O Exército de Israel concluiu os preparativos para um novo confronto militar com o Irã, segundo o jornal Yedioth Ahronoth, em relato publicado pela agência Anadolu. O chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), Brad Cooper, apresentou ao presidente Donald Trump opções para retomar os ataques, e a decisão de voltar à guerra segue com Trump enquanto continuam as negociações entre Washington e Teerã. Nesta semana, dez aviões de transporte militar dos EUA chegaram a bases da Força Aérea israelense como parte de uma ponte aérea de equipamento militar para a região, segundo o Ynet.

Ataques retaliatórios de mísseis e drones do Irã danificaram ao menos 274 estruturas em 24 instalações militares ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo o Tehran Times, que cita análise do Wall Street Journal baseada em imagens de satélite e em autoridades americanas. O custo estimado dos reparos chega a 15 bilhões de dólares. O Pentágono calculou os danos em no mínimo 5 bilhões de dólares, enquanto uma avaliação separada chegou a 15 bilhões, e o Center for Strategic and International Studies (CSIS) estimou mais de 4 bilhões de dólares só para reconstruir os prédios danificados, ainda segundo o Tehran Times.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse neste sábado à mídia estatal que o país debate se mantém o banimento de longa data das armas nucleares caso as hostilidades recomecem, e que nenhuma decisão foi tomada sobre qualquer mudança, segundo o Middle East Eye. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã não tem planos de conversar com autoridades dos Estados Unidos (EUA) e classificou como infundados os relatos que apontavam o contrário. Araghchi disse ainda que o Irã examinou com atenção uma mensagem enviada pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao alto funcionário de segurança Mohsen Rezaei, e que o assunto segue em análise pelas autoridades competentes, segundo a agência oficial IRNA.

O Exército do Irã afirmou que um petroleiro que operava ilegalmente em uma área restrita e perigosa a leste do Estreito de Ormuz bateu em minas navais, ficou danificado, pegou fogo e ficou sem condições de se mover, segundo a PressTV. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, nas últimas 24 horas, três petroleiros em violação explodiram e pegaram fogo depois de bater em minas ao tentar passar pela rota sul não autorizada do estreito, informou o Arab News.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou aos comandantes que atualizassem a lista de alvos do país para incluir “todos os tipos de ativos tangíveis e intangíveis pertencentes ao inimigo americano-sionista”, segundo a France 24. Na reunião com os principais comandantes militares, ele afirmou que “qualquer nível ou tipo de ameaça deve ter resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica”. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em entrevista coletiva na conferência do G20 em Atlanta, na Geórgia, que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques: “Podemos alcançar objetivos militares se quisermos. Ele não tomou uma decisão. Não tenho anúncio a fazer hoje, e não tratamos nada disso com leveza.” O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que “atualmente não há planos de reuniões com autoridades americanas”.

O deputado iraniano Mahmoud Nabavian defendeu neste sábado a saída do Irã do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a mudança da doutrina nuclear do país, segundo a Al Jazeera, somando-se a pedidos semelhantes de outros parlamentares e figuras públicas. O parlamentar Ebrahim Rezaei, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, disse que 10 propostas de retirada do tratado foram registradas no parlamento e que a saída está em análise, conforme a agência Fars.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou como “passo positivo” a tentativa dos Estados Unidos (EUA) de abrir diálogo com Teerã, em entrevista à Al Jazeera neste sábado. Segundo ele, o Irã examinou em reuniões de alto nível a carta enviada pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz seguem claras, com mediadores mantendo consultas sobre elas. O Irã não tem planos de reuniões diretas com autoridades americanas, segundo a TASS.

Os dois pescadores iranianos que o Irã havia dado como desaparecidos após o que chamou de ataque dos Estados Unidos (EUA) a uma embarcação no Estreito de Ormuz foram encontrados, informou o país neste sábado. Antes, a TV estatal iraniana havia citado um funcionário provincial segundo o qual dois pescadores desapareceram e dois ficaram feridos no que ele chamou de ataque dos EUA.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à Al Jazeera que Teerã concordou em reduzir para dois dias o prazo de implementação do plano de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo ele, o Irã exige o reconhecimento da rota de navegação discutida com Omã e o fechamento das demais. Uma delegação iraniana chegou ao Catar para discutir propostas de mediadores sobre o programa nuclear, e o chanceler afirmou que não há planos de reunião com autoridades dos Estados Unidos (EUA) no momento.

Uma análise do Wall Street Journal identificou 274 estruturas danificadas em 24 instalações com presença militar americana, segundo a RT. Um funcionário dos Estados Unidos (EUA) não identificado disse ao jornal que o Pentágono estima o dano às bases em pelo menos 5 bilhões de dólares. Segundo a estimativa mais recente do Pentágono enviada ao Congresso, a guerra do Irã custou 47,1 bilhões de dólares até 16 de outubro, sem contar o dano às bases.

Mojtaba Khamenei reuniu-se com comandantes das Forças Armadas do Irã e emitiu o que seu gabinete chamou de ordens “importantes e estratégicas”, segundo o Middle East Eye. Ele também ordenou ao Exército preparar “uma resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica” caso os inimigos retomem os ataques, e que o Irã vai determinar o momento e os termos para encerrar novos conflitos, segundo o Jerusalem Post. A ordem também manda a Guarda Revolucionária atualizar a lista de alvos para colocar “todos os ativos tangíveis e intangíveis” dos Estados Unidos e de Israel ao alcance das forças armadas, segundo o jornal.

Omã resgatou na sexta-feira 25 tripulantes de um navio mercante incendiado em um ataque no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã informava que três petroleiros foram parados durante a travessia, segundo o The Hindu. O Centro de Segurança Marítima de Omã evacuou os ocupantes do RITI, de bandeira panamenha, que o site de rastreio MarineTraffic identificou como petroleiro de óleo cru. Em comunicado separado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um terceiro petroleiro, um supertanque com mais de 2 milhões de barris, explodiu e pegou fogo ao tentar passar por uma rota não autorizada.

As participações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em petróleo e gás subiram em média 43% desde o fim de 2025, durante a guerra de oito meses com o Irã, segundo o Jerusalem Post, que cita um relatório de democratas do Congresso. O valor estimado subiu da faixa de 12,6 a 46 milhões de dólares no fim de 2025 para entre 22,5 e 81,6 milhões de dólares. Entre março, depois do início da guerra, e o fim de agosto, as contas de Trump compraram entre 4,7 e 17,5 milhões de dólares em ações de petróleo e gás, segundo o relatório obtido pela CBS News.

Os militares dos Estados Unidos conduzem missões noturnas sobre o Estreito de Ormuz para impor um bloqueio aos portos iranianos ao longo da via marítima e proteger navios comerciais, segundo o Jerusalem Post. A frequência das operações sobrecarrega aeronaves, tripulantes e os mecânicos responsáveis pela manutenção dos caças, segundo oficiais ouvidos pelo Wall Street Journal. Os EUA mantêm 50 mil militares e 20 navios no Oriente Médio, a um custo de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares por mês em munição, combustível e suprimentos.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter capturado intacto um drone americano de reconhecimento e engodo a oeste do Estreito de Ormuz, após assumir o controle de seus sistemas de orientação e comando, segundo a agência iraniana IRNA. De acordo com a nota da Guarda Revolucionária, a missão do drone era identificar sistemas de defesa aérea iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico e no entorno do Estreito de Ormuz, e a análise dos dados recuperados indicava que ele decolou da costa de um país do sul do Golfo Pérsico.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta sexta-feira a repórteres na Casa Branca que o Irã quer conversar e continua conversando, e que Teerã tem dificuldade para cumprir obrigações financeiras com seu pessoal de segurança: “Há conversas. Eles querem conversar. Eles continuam conversando. Não estão pagando seus soldados. Não estão pagando sua polícia. Estão com muitos problemas.” Mais cedo, em entrevista à rádio KCMO, de Kansas City, Trump disse que o confronto militar com o Irã está se aproximando do fim, sem dar cronograma nem explicar como um acordo poderia ser alcançado, segundo o Israel National News.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo e explodiram no Estreito de Ormuz ao tentar usar rotas que descreveu como não autorizadas, segundo a Reuters, que citou a mídia estatal iraniana. A agência Associated Press (AP) informou que o Irã disse que quatro petroleiros atingiram minas e pegaram fogo. Um quarto navio, um petroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo cru, atingiu uma mina, sofreu uma explosão e estava em chamas, segundo o comunicado mais recente da IRGC.

O líder interino da oração de sexta-feira em Teerã, Mohammad Javad Haj Ali Akbari, descreveu os apelos para revisar a doutrina nuclear do Irã como uma demanda nacional crescente, enraizada na experiência da população com a conduta do Ocidente e na necessidade de reforçar a dissuasão, segundo o Tehran Times. Ele citou pesquisas anteriores em que mais de 70% dos entrevistados apoiaram a revisão da doutrina. O clérigo disse que a decisão final cabe ao Líder e pediu que universidades e especialistas elaborem estudos e propostas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o Canadá e os Emirados Árabes Unidos por reiterarem reivindicações territoriais sobre Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb, segundo o Tehran Times. Ele classificou as alegações dos Emirados de “descaradas e intervencionistas” e criticou o Canadá por endossá-las em uma declaração conjunta. Baqaei afirmou que “as ilhas de Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb são partes inseparáveis e eternas do território iraniano” e que a repetição de reivindicações “infundadas” não mudará “as realidades geográficas, históricas e legais estabelecidas”.

Um superpetroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo estava entre os três petroleiros que explodiram e pegaram fogo ao passar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz, afirmou nesta sexta-feira a Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Associated Press (AP). A corporação disse que o navio teria batido em uma mina naval. A Marinha de Omã retirou 25 tripulantes do navio mercante Riti, de bandeira panamenha, depois que ele foi atingido e um incêndio começou a bordo, informou o Centro de Segurança Marítima de Omã em comunicado. Os Emirados Árabes Unidos disseram nesta sexta-feira que o vazamento do petroleiro Gem No. 2 foi contido, sem detecção de novo vazamento, com a limpeza continuando na costa atingida, segundo o Jerusalem Post.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, enviou na semana passada uma carta pessoal a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, na qual manifestou disposição de se encontrar pessoalmente com ele para discutir o fim da guerra por meio de negociações, segundo o Jerusalem Post. Conforme autoridades citadas pelo Foreign Policy, a carta afirma que o interesse central dos EUA “é garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear” e descreve o interesse iraniano como “reconstruir a economia devastada pela guerra e pelas sanções” e “preservar a soberania nacional”. Caso as duas partes concordem em se encontrar, Istambul ou Doha seriam os locais mais prováveis.

O senador Chris Murphy afirmou ter sido informado sobre o plano dos Estados Unidos (EUA) para retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de “insana”, dizendo que ela levaria a uma “escalada devastadora”, segundo o Middle East Eye. Murphy afirmou que o plano desenvolvido levará, na avaliação dele, a um prolongamento e a uma escalada da guerra devastadores para os interesses de segurança do país.

Um petroleiro em trânsito no Estreito de Ormuz foi atingido por duas minas de lapela fixadas por uma pequena embarcação e sofreu incêndio na casa de máquinas, no primeiro uso bem-sucedido desse tipo de explosivo na via desde o início da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã, em fevereiro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo gCaptain. A agência naval britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que a tripulação está a salvo, sem impacto ambiental, com o incêndio extinto e o navio seguindo ao próximo porto, segundo o OilPrice. A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois petroleiros que tentavam rotas não autorizadas no estreito sofreram incidentes e foram parados nas águas ao sul, segundo o Mehr News. O Brent chegou a US$ 117 por barril no comércio asiático em meio ao temor de escalada após as eleições de meio mandato dos EUA em 3 de novembro, segundo o OilPrice.

Os Estados do Golfo terão de reconfigurar defesas de um trilhão de dólares diante dos danos econômicos e do valor questionável das bases dos EUA sob ataque iraniano, segundo estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgado pelo Guardian. O relatório cita 4.670 drones de ataque unidirecional e mais de 1.400 mísseis balísticos iranianos contra 12 Estados da região nas semanas antes do cessar-fogo de 8 de abril, e uma estimativa citada no estudo põe os danos à infraestrutura de energia em até US$ 58 bilhões.

Uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, foi enviada numa tentativa de reavivar as negociações de paz, segundo a Reuters, em texto publicado pela CGTN, que citou o Wall Street Journal e o The New York Times. O presidente Donald Trump disse aos repórteres que o assunto era “ajuda com suprimentos médicos e várias coisas” e que Vance perguntou a ele o que achava, e ele respondeu: “se você quiser fazer isso, tudo bem”.

Dez aviões de transporte da Força Aérea dos Estados Unidos chegaram a bases israelenses no sul de Israel como parte de um comboio aéreo maior no Oriente Médio, segundo a KAN News, em texto publicado pelo Jerusalem Post. As aeronaves vieram da base de Fort Bliss, no Texas, e levariam sistemas de defesa aérea para proteger ativos regionais, segundo a KAN, e o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper, apresentou a Trump opções militares para o Irã, segundo o Wall Street Journal, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Uma fonte israelense disse à KAN que os Estados Unidos e Israel se coordenam de perto e se preparam para qualquer decisão de Trump, ainda sem decisão tomada.

O tenente-general Brett Sylvia admitiu ter vazado informação classificada sobre a Ucrânia e o Irã a dois repórteres de veículos distintos ao longo de um ano, segundo relatório interno da investigação obtido pelo Axios, em texto republicado pelo Yahoo News. Ele reprovou três testes de polígrafo sobre o compartilhamento de material sigiloso com a imprensa, e o caso foi encaminhado ao Departamento de Justiça depois que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o demitiu, segundo a CBS News.

O enviado dos Estados Unidos Tom Barrack disse à CNN que os lados estão “muito próximos” de um acordo sobre um processo voltado a garantir uma pausa temporária nas hostilidades com o Irã, segundo o Middle East Eye. Catar, Paquistão e outros aliados americanos levaram as partes a esse ponto, e o presidente Donald Trump e seu governo consideram seriamente uma “ação cinética”; questionado sobre uma possível operação militar “curta e aguda” contra o Irã, Barrack disse que a opção segue sobre a mesa. A Arábia Saudita pediu ao governo Trump que “dê uma chance à diplomacia” antes da decisão final sobre um ataque, segundo duas fontes regionais ouvidas pelo Jerusalem Post, e teme que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) retalie contra infraestrutura de água, eletricidade e instalações de petróleo e energia sauditas.

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) foi indiciado por fornecer informações ao Irã, anunciaram em nota conjunta o Shin Bet, o serviço de segurança interna israelense, a Polícia de Israel e a unidade de porta-voz das FDI. Segundo o Jerusalem Post, as informações que ele teria repassado incluem localizações e coordenadas de bases militares, além de fotografias de mísseis interceptadores, de veículos militares e do avião-tanque dos EUA estacionado em um aeroporto israelense. O Times of Israel noticiou que o soldado foi acusado de espionar para o Irã em troca de criptomoeda.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu nesta quinta-feira o tenente-general Brett Sylvia, planejador sênior do Estado-Maior Conjunto, sob acusação de vazar informação classificada ao público, segundo autoridades ouvidas pela Reuters, em texto republicado pelo site italiano Internazionale. Sylvia chefiava a Diretoria de Estratégia, Planos e Política do Estado-Maior Conjunto, conhecida na caserna como J5, posição-chave que assessora o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O tenente-coronel reformado do Exército dos EUA Earl Rasmussen disse à Sputnik que a demissão pode ter vindo de divergências entre a posição de Sylvia sobre a guerra com o Irã e a do secretário Pete Hegseth, mais do que do suposto vazamento.

Trump reuniu-se nesta quinta-feira na Casa Branca com o principal comandante militar dos Estados Unidos para analisar opções de ataque ao Irã, segundo o Wall Street Journal, em reportagem do G1. O senador Chris Murphy disse ter sido informado do plano dos EUA de retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de insana, afirmando que ela levaria a uma escalada devastadora, segundo o Middle East Eye. Ele falou depois de a imprensa americana noticiar, na quarta-feira, que os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O Irã recebeu uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e ainda não respondeu, informou nesta quinta-feira a agência semi-oficial Tasnim, segundo o Middle East Eye. A carta foi enviada ao chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, conforme o Wall Street Journal noticiou na quarta-feira, numa tentativa de retomar as negociações de paz. Teerã insiste que suas sete condições sejam cumpridas pelos Estados Unidos e afirma que “qualquer posição que contrarie esse marco é inaceitável”, acrescentou a agência.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta quinta-feira que o Reino Unido está “fazendo tudo o que pode” para apoiar a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio ao impacto da guerra do Irã, segundo o Middle East Eye.

A inteligência da província de Sistão-Baluchistão afirmou ter desmontado quatro células terroristas e prendido 16 pessoas no centro e no sul da província, algumas vindas do exterior, segundo a Mehr News. As forças de segurança apreenderam nove fuzis Kalashnikov, dois fuzis M4 de fabricação americana e sete pistolas com munição.

Israel pediu aos Estados Unidos permissão para atacar instalações de energia do Irã até agora não atingidas caso a campanha militar contra Teerã seja retomada, segundo a emissora estatal Kan, citada pela TASS. Na quarta-feira, Donald Trump disse a apoiadores republicanos em Ohio, antes das eleições legislativas de meio de mandato, que pretendia encerrar a guerra contra o Irã muito rapidamente.

Um porta-voz do Kremlin disse à Al Jazeera que Moscou está pronta a mediar entre Irã e Estados Unidos se for solicitada, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirmou que a Rússia está disposta a receber o urânio enriquecido do Irã caso o material continue a travar as negociações.

A União Europeia (UE) gastou em média 30,7 bilhões de dólares por mês com importação de petróleo entre abril e julho, ante 19,7 bilhões no mesmo período de 2025, segundo o OilPrice. Como os volumes subiram apenas 1,2%, a Euronews Business estima que o bloco pagou 11 bilhões de dólares a mais nas importações de petróleo entre abril e julho na comparação com um ano antes.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que derrubou intacto um drone espião norte-americano MQM-170 numa operação ofensiva de guerra eletrônica a oeste do Estreito de Ormuz, segundo a agência Mehr. Na versão da Guarda, a missão do drone era reconhecer os sistemas de defesa aérea do Irã ao longo da costa do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira que três petroleiros explodiram e pegaram fogo depois de atingir minas marítimas nas últimas 24 horas, ao tentar cruzar uma rota não autorizada ao sul do Estreito de Ormuz, em comunicado divulgado pela imprensa estatal. A afirmação não tem confirmação independente. O relato marítimo independente veio antes, da agência britânica UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), que informou uma embarcação em chamas no estreito sem detalhes sobre a causa ou vítimas.

Os Estados Unidos disseram a países do Oriente Médio e a aliados regionais que se preparem para uma possível nova ação militar contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, e para a possibilidade de o Irã tentar retaliar contra eles, segundo dois diplomatas informados sobre o assunto ouvidos pela AP. Donald Trump não tomou decisão final sobre novos ataques, mas tem dito que avalia ordenar nova ação militar depois das eleições. Os aliados também foram instados a tomar medidas de precaução diante da expectativa de que a resposta iraniana inclua ataques retaliatórios a instalações de energia e outra infraestrutura crítica.

O Catar apresentou ao Irã uma proposta que, segundo relatos, daria a inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) acesso a instalações nucleares iranianas bombardeadas em rodadas anteriores de combates em troca de algum alívio de sanções dos Estados Unidos, conforme o Times of Israel. Uma autoridade iraniana sênior disse à Reuters, citada pelo Middle East Eye, que o país não tem como trabalhar com o que foi apresentado e que Teerã não mostrará flexibilidade na questão nuclear.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, enviou uma carta ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaee, para tentar retomar as negociações de paz, segundo autoridades norte-americanas e pessoas a par do assunto ouvidas pelo Wall Street Journal e citadas pelo Middle East Eye. Rezaee é ex-comandante da Guarda Revolucionária. Segundo o LaPresse, que também reproduz o relato do WSJ, a carta foi enviada a pedido do presidente Donald Trump, que estava a par da iniciativa.

Os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. Forças americanas vêm reabastecendo munições na região, e bombardeiros e caças se preparam para os ataques, disseram autoridades ao jornal.

Os Estados Unidos desaconselharam embarcações a fazer travessias não essenciais pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz para evitar atrasos, segundo a Sputnik. O comando recomendou que as tripulações estejam prontas para mudar de rota ou parar por ordem das forças americanas e tenham os documentos necessários para inspeção. O documento afirma que embarcações neutras, com carga neutra ou em lastro, entre portos neutros no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz podem ser submetidas a interrogação, visita e busca para confirmar suas intenções quanto ao bloqueio.

Os Estados Unidos deslocam um sistema de defesa aérea e de mísseis Patriot do Texas ao Oriente Médio enquanto Washington e Israel se preparam para uma possível nova rodada de operações de combate pesadas contra o Irã depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Jerusalem Post. O jornal também relatou que Washington teria avisado vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã após as legislativas, segundo pessoas informadas das conversas.

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã no domingo uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos (EUA) e Israel, e Teerã deve responder até o fim da semana, disse nesta quarta-feira um funcionário informado das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al Arabiya English. A minuta prevê um cronograma de sete dias que trata das preocupações de Teerã e de Washington e lista medidas diárias de confiança que cada lado deve tomar, segundo o mesmo funcionário.

Promotores britânicos acusaram dois cidadãos britânicos com base na Lei de Segurança Nacional por um incidente no mês passado na base aérea de Fairford, e a polícia afirma que os dois são suspeitos de ajudar o Irã, segundo a CNN. A base havia sido usada por bombardeiros B-1 dos Estados Unidos em ataques contra o Irã, e os aviões foram retirados por razões de segurança pouco depois de cinco homens serem presos nos arredores da base, na madrugada de 27 de setembro.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse a Vladimir Putin que Irã, Rússia e outros países da região podem resolver os problemas locais sem a interferência dos Estados Unidos, segundo a TASS. Segundo a TRT World, Pezeshkian disse que o comércio entre os dois países cresce “dia a dia” e que as ações dos EUA na região facilitam maior cooperação com países submetidos a sanções unilaterais dos EUA: “Nossas trocas estão se expandindo e crescendo dia a dia.” A Rússia cumpre todos os seus compromissos nos projetos no Irã e a construção da usina nuclear de Bushehr segue em curso, segundo o Mehr News.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que uma das áreas de maior preocupação é o material nuclear que o Irã declarou no passado, que inclui 440 kg de urânio altamente enriquecido, e que essas questões seguem pendentes há mais de cinco anos, segundo a TRT World. Em declaração ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Grossi afirmou que a usina de Bushehr é a única exceção em que inspetores da agência realizam atividades de verificação.

A Arábia Saudita teria oferecido um pacote financeiro de US$ 1 bilhão aos houthis em um acordo mediado pelo Irã para obter um cessar-fogo e interromper os ataques contra o reino, segundo o Hindustan Times, que cita um relatório. A proposta teria sido discutida na visita surpresa do ministro da Defesa saudita, o príncipe Khalid bin Salman, a Teerã, onde o Irã se ofereceu para atuar como mediador diplomático regional, de acordo com a NDTV.

O emir do Catar se reuniu com o presidente do Irã para revisar o estado atual das relações entre Teerã e Doha, segundo a Mehr News. Os dois lados destacaram a importância de ampliar as relações políticas e econômicas e de usar as capacidades existentes para elevar o nível da cooperação bilateral, segundo a agência.

Autoridades de alto nível da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira em Teerã com o Irã para tentar impedir que a guerra no Oriente Médio volte a pegar fogo, segundo a France 24. Foi a primeira visita conjunta dos três países a Teerã desde que formaram uma aliança de defesa em Meca, em agosto. O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, disse à televisão estatal que as conversas foram “muito boas”.

Na véspera da eleição israelense, Benjamin Netanyahu exibiu o endosso de Donald Trump e sugeriu que os dois podem retomar a guerra contra o Irã se ele vencer, depois de o presidente dos Estados Unidos dizer que precisam “terminar o serviço”, segundo o South China Morning Post. Trump escreveu no domingo: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, temos de terminar o serviço que começamos!” A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos não vão atacar o Irã em nenhum momento antes da eleição legislativa de 3 de novembro, segundo um porta-voz citado pelo jornal.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, foi o único entre os chefes de segurança a se opor à ação militar contra o Irã buscada por Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, conforme relatos publicados pelo Times of Israel. Netanyahu e Katz negaram planos de demitir Zamir antes da eleição e chamaram a informação de “completa fabricação”, noticiou o Jerusalem Post.

O Catar trabalha num acordo entre os Estados Unidos e o Irã com concessões mútuas em até cinco dias, segundo o New York Times, citado pela Sputnik, que ouviu fontes diplomáticas. Pelo esboço, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval a portos iranianos, conforme a reportagem. O principal obstáculo é a decisão sobre quando exatamente cada lado fará as concessões.

Israel vota nesta terça-feira (27/10) com 7.331.981 eleitores aptos e 34 partidos na disputa pelo Knesset. As pesquisas preveem de 20 a 23 das 120 cadeiras para o Yashar, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, e nenhum bloco com maioria fácil para formar coalizão. No comício final, o candidato Eisenkot prometeu curar as divisões da sociedade israelense depois do governo de Netanyahu e falou em compromisso com a segurança e a economia. Netanyahu respondeu que “90% do trabalho” já foi feito e que “faltam 10%”, e que Eisenkot e a Irmandade Muçulmana “não vão destruir o programa nuclear do Irã”: “Quem vai fazer? Só eu posso.” A imprensa israelense noticiou que autoridades discutiram ações preparatórias para um ataque ao Irã a pedido de Netanyahu, segundo o Middle East Eye.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “unidade regional” nesta segunda-feira em reunião em Teerã com representantes do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia, que assinaram recentemente o pacto de defesa de Meca, segundo o jornal paquistanês Dawn. Conforme a emissora estatal iraniana, a reunião quadrilateral discutiu cooperação regional, a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e suas consequências, entre outros temas. As conversas também incluíram o príncipe e ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, e o chefe de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estavam em Teerã nesta segunda-feira para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar uma nova rodada de combates entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Times Herald. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, devem se encontrar com os principais responsáveis de segurança e com os negociadores do Irã para pressionar por um acordo entre Teerã e Washington. A guerra no Iêmen e os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita também estavam na pauta, segundo a AP, em texto republicado pelo Bay News 9.

O marechal Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, e o chefe da inteligência da Turquia chegaram a Teerã para conversas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News. O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, disse que autoridades dos países signatários do Acordo de Defesa Conjunta de Meca terão conversas sobre segurança regional em Teerã nesta segunda-feira, segundo a Sputnik. Em entrevista à emissora estatal IRIB, ele afirmou que o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, Munir e o chefe de inteligência turco, Ibrahim Kalin, participam da reunião conjunta.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, vivem nos últimos dias um confronto inédito em torno de uma ordem do premiê para uma ação militar não detalhada que autoridades de defesa acreditam que pode levar a um confronto rápido com o Irã pouco antes da eleição, segundo relato de emissora israelense citado pelo Times of Israel; Zamir resistia a cumprir a ação e pedia mais deliberação e documentação assinada de autorização legal; Netanyahu negou o relato no domingo à noite, dizendo que “não há confronto”.

Donald Trump disse que tem uma decisão a tomar sobre o Irã: “acabar com aquilo de vez, o que seria muito fácil, ou fechar um acordo”, segundo o Hindustan Times. O presidente afirmou que todos os sítios nucleares iranianos estão sob vigilância e que, se houver qualquer movimento no local, os Estados Unidos sabem exatamente o que fazer: “mas não haverá”.

Altos funcionários da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão devem se reunir com o Irã em Teerã na segunda-feira para tratar de coordenação regional, segundo o Jerusalem Post. Riad será representada pelo ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, e o Paquistão pelo chefe do Exército, marechal Asim Munir, conforme a Reuters. Será o primeiro contato de alto nível entre o Irã e todos os membros do bloco de três países desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques crescentes, segundo o Middle East Eye.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, pediu discussão aprofundada e autorização formal antes de cumprir uma diretriz do escalão político para uma ação ligada ao Irã, segundo o Jerusalem Post, que cita a emissora N12. Autoridades de segurança disseram à N12 que a ação poderia “provocar uma escalada rápida para um confronto com o Irã”. Benjamin Netanyahu negou o relato de um “confronto sem precedentes” com Zamir sobre a tentativa do escalão político de ordenar alguma ação militar relacionada ao Irã às vésperas da eleição desta terça-feira, segundo o Times of Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou neste domingo uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma explosão nuclear sobre Tel Aviv e alertou, a dois dias da eleição, que votar em qualquer outro candidato poderia expor os israelenses ao perigo de um “segundo Holocausto”, segundo o Times of Israel. Ele também advertiu o Irã e os aliados regionais do Irã contra qualquer tentativa de perturbar a eleição parlamentar de 27 de outubro, segundo o Hindustan Times.

O Ministério das Relações Exteriores do Sri Lanka informou que cerca de 40 marinheiros iranianos a bordo de petroleiros sancionados pelos Estados Unidos, ancorados pouco além das águas territoriais do país, receberam atendimento médico urgente no sábado (24 de outubro de 2026). Segundo a AP, o Sri Lanka respondeu a um chamado de socorro e prestou ajuda médica aos 40 marinheiros antes de repatriá-los para Teerã, disse um porta-voz neste domingo. “Coordenamos a transferência sozinhos, conforme nossas obrigações humanitárias. A embaixada do Irã arcou com todas as despesas”, informou o ministério, segundo o The Hindu.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que supervisiona as forças estadunidenses no Oriente Médio, tem planos prontos para novos ataques ao Irã caso a Casa Branca os autorize, segundo o site The Hill, em reportagem citada pela Al Jazeera. No sábado, o presidente Donald Trump sugeriu que os EUA poderiam atacar “amanhã”, ao mesmo tempo em que mencionou a possibilidade de um acordo “grande e belo” com Teerã, segundo a Al Jazeera.

O Paquistão reabriu a passagem de Gabd-Rimdan, no Baluchistão, e os caminhões voltaram a cruzar a fronteira com o Irã depois de uma semana de paralisação no trânsito de carga, segundo o Times of India. A reabertura ocorreu no sábado, quando caminhões com gás liquefeito de petróleo (GLP) e alimentos essenciais voltaram a circular, informa a Mehr News, que situa o início da suspensão em 17 de outubro. Mir Naveed Jan Kalmati, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Gwadar, confirmou a reabertura e disse que caminhões e outros veículos passaram a circular nos dois sentidos com mercadorias de importação e exportação, segundo a Mehr News. O Times of India fala em sete dias de interrupção; a Mehr situa o início da suspensão em 17 de outubro.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que existe a possibilidade de um novo ataque ao Irã, que talvez aconteça "amanhã", e que também há a possibilidade de um "acordo grande, bonito", ao responder a jornalistas sobre o tema, segundo o Hindustan Times. Ele afirmou que o objetivo é impedir de forma permanente que o Irã venha a desenvolver uma arma nuclear e que uma operação anterior com bombardeiros B-2 não teria garantido um resultado duradouro – "tenho que tornar isso permanente" –, conforme o TRT World. O Irã, por sua vez, negou ter oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA, e a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que Teerã não apresentou nenhuma proposta nova aos mediadores paquistaneses, segundo o Times of India.

O Irã disse neste sábado que “não permitiremos, em nenhuma circunstância e em nenhum momento, que navios militares enferrujados dos Estados Unidos (EUA) entrem no Golfo Pérsico” e que, se for atacado, “alcançará vitória absoluta nesta guerra apocalíptica”, segundo o The Hindu. A frase sobre a guerra apocalíptica foi atribuída à TV estatal Press TV. As declarações de oficiais militares iranianos vieram depois de a mídia dos EUA e de Israel noticiar que os dois países elaboraram planos para retomar os ataques à República Islâmica.

O Iraque acredita que Israel esteve por trás de ataques recentes a dois depósitos onde milícias apoiadas pelo Irã estocavam “sistemas antiaéreos de ombro de fabricação chinesa” vindos de Teerã, segundo fontes citadas pelo jornal Asharq Al-Awsat, sediado em Londres, em relato reproduzido pelo Jerusalem Post. O próprio relato não apresentou provas e observou que partes das alegações não puderam ser confirmadas.

A Resistência Islâmica no Iraque afirmou que ficará ao lado do Irã diante do que descreveu como agressão sionista-estadunidense contra a República Islâmica, segundo o Mehr News. O comunicado afirma que 171 violações do espaço aéreo iraquiano por aeronaves estadunidenses de combate e vigilância foram documentadas entre 30 de setembro e 23 de outubro.

O Irã e outros 11 países advertiram que ataques contra instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) jamais podem ser aceitos como norma, segundo a Press TV. “Instalações nucleares jamais devem, sob nenhuma circunstância, ser objeto de ataque ou de ameaça de ataque”, disseram os países em declaração conjunta apresentada na sexta-feira na Primeira Comissão da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi assinado por Bielorrússia, Burkina Faso, China, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Níger, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Zimbábue.

O chefe do Estado-Maior das forças armadas do Irã e comandante do Quartel Central Khatam al-Anbiya, general Abdollahi, disse que o país não permitirá “sob nenhuma circunstância” que navios de guerra norte-americanos enferrujados voltem ao Golfo Pérsico, segundo o Middle East Eye. Em declarações veiculadas pela Press TV, Abdollahi afirmou que as forças armadas iranianas tornaram a Marinha dos Estados Unidos (EUA) uma força inoperante, a ponto de ela não conseguir mais se aproximar das águas do Golfo Pérsico nem das águas territoriais iranianas.

Os governos de Joe Biden e de Donald Trump pediram várias vezes à SpaceX que ligasse ou desligasse o Starlink em diferentes países, segundo o Jerusalem Post. Sob Biden, os pedidos incluíram desligar o serviço para impedir que milícias aliadas do Irã no Iêmen e no Líbano o usassem para se comunicar, e ativá-lo para levar internet ao Irã e à Ucrânia em apoio ao Exército ucraniano. O governo Trump também discutiu com Musk e a SpaceX levar terminais ao Irã depois dos ataques dos EUA e de Israel ao país em junho de 2025 e outra vez em fevereiro de 2026, segundo o Times of Israel.

Um memorando datado de 23 de outubro do diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (EUA), Jay Clayton, ao secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que o Irã ampliou substancialmente as tentativas de atingir diplomatas e autoridades estadunidenses, no Oriente Médio e fora dele, segundo o Hindustan Times. Parte das tramas suspeitas com potencial de perda de vidas chegou a estágios avançados, conforme o documento obtido pelo Axios. Um funcionário estadunidense confirmou que Washington orientou várias missões diplomáticas a reduzir o pessoal na sexta-feira, com cortes nas embaixadas nos Emirados Árabes Unidos, no Líbano, no Catar e na Jordânia.

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois outros superpetroleiros que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz por uma rota sul não autorizada atingiram minas navais e tiveram as casas de máquinas inutilizadas por explosões e incêndios, sendo abandonados pelas tripulações. Juntos, os navios transportavam mais de 4,5 milhões de barris de petróleo bruto, segundo a Marinha do IRGC, em texto do Mehr News. O comandante da Marinha do IRGC disse que as forças dos Estados Unidos (EUA) se deslocaram para 600 a 700 quilômetros de distância do Estreito de Ormuz, segundo o Tehran Times.

O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, disse que um ataque ao Irã neste fim de semana é possível. “Pode haver um ataque neste fim de semana? Sem dúvida”, afirmou em entrevista ao podcast de Mario Nawfal, segundo o Times of Israel. O enviado, que não tem papel direto na questão iraniana, disse que a consequência não seria mudança de regime: “Se você continua ameaçando o mundo, nossos aliados, o Golfo, haverá uma consequência. A consequência não será mudança de regime.” O presidente Donald Trump respondeu que, se for o caso, não sabe de nada disso: “Bem, se é esse o caso, não sei de nada disso”, disse, segundo a TASS. Em Istambul, o chanceler turco Hakan Fidan disse que todos concordam que um novo ataque ao Irã expandiria a guerra na região: “Uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução. Ninguém aprova isso neste momento”, afirmou em entrevista coletiva, segundo o Jerusalem Post. O chanceler francês Jean-Noël Barrot disse após as reuniões desta sexta-feira que uma nova escalada entre Irã e Estados Unidos só teria perdedores e elevaria o preço do petróleo.

Ministros do Reino Unido, da França e da Alemanha, o grupo E3, se reuniram nesta sexta-feira (23/10) em Istambul com os colegas do R4 – Turquia, Arábia Saudita, Paquistão e Egito –, além da Itália, e pediram diplomacia entre EUA e Irã em vez de novos ataques, segundo a Al Jazeera. Um dos ministros presentes disse que “uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução” e que “ninguém aprova isso neste momento”, segundo o Middle East Eye. Um ministro europeu advertiu que uma nova escalada entre Irã e EUA “não criaria nada além de perdedores” e teria consequências muito graves para os preços dos hidrocarbonetos.

As forças armadas de Israel e dos Estados Unidos elaboraram planos para retomar ataques conjuntos ao Irã nas próximas semanas, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com os planos, informou a ABC News. A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não retomarão os ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã anunciou que prepara a revelação de uma nova arma apelidada de “Pai de Todas as Bombas”, em resposta a ameaças dos Estados Unidos (EUA) de usar a mais potente bomba convencional contra instalações nucleares iranianas, dizendo por meio do porta-voz Hossein Mohabi estar nos estágios preparatórios da revelação, segundo o Jerusalem Post, que cita o Young Journalists Club. Autoridades de defesa dos EUA prepararam uma série de opções para o presidente considerar enquanto avalia escalada militar no Irã, disseram fontes ao ABC News, segundo a ABC News.

Os Estados Unidos e Israel traçaram planos de novos ataques ao Irã para depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o New York Times em texto republicado pelo Times of Israel, com alvos prováveis em instalações de energia, instalações nucleares e arsenais de mísseis e drones – o detalhe novo depois dos relatos de veto estadunidense e de voos até a fronteira. O secretário de Defesa estadunidense Pete Hegseth se reuniu com o premiê Benjamin Netanyahu em Israel nesta semana para discutir os novos ataques, segundo o Jerusalem Post.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã está pronto para dar outra chance à diplomacia se vir “evidência forte” de um desejo sincero dos Estados Unidos de construir confiança e chegar a uma solução justa, em publicação em sua conta no X. “Mas se os EUA escolherem a guerra em vez da diplomacia, isso certamente resultará em um fracasso estratégico ainda maior”, acrescentou.

Dezenas de caças da Força Aérea de Israel voaram na segunda-feira até a fronteira do Irã, segundo autoridades israelenses e estadunidenses citadas pelo Axios. Israel avisou Washington com antecedência e descreveu a operação como exercício de treinamento voltado à “projeção de poder”, destinado a dissuadir o Irã de atacar antes da eleição da próxima semana, segundo o Axios. O Times of Israel registrou o mesmo aviso prévio a Washington, descrito como exercício militar e demonstração de força.

Explosões foram ouvidas em Sirik, no sul do Irã, na quarta-feira, segundo a agência iraniana Fars, em relato publicado pelo Middle East Eye. A natureza e a origem das explosões eram desconhecidas até a publicação.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira que sua diretriz às Forças de Defesa de Israel, ao Mossad e ao aparato de defesa é derrubar o regime no Irã. Na formatura de cadetes oficiais, ele afirmou que o regime iraniano “ainda não aprendeu a lição” e acusou o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, de seguir “os passos do pai” no desenvolvimento de “bombas da morte”, segundo o Middle East Eye. O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou: “Se o Irã atacar Israel, o Irã vai arder!”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, barrou um plano de Israel para atacar o Irã neste mês, segundo o Financial Times, em reportagem publicada pelo G1. Fontes ouvidas pelo jornal disseram que o plano previa ataques de vários dias, começando em 10 de outubro, contra a infraestrutura energética iraniana, instalações nucleares e alvos ligados ao governo local. O Jerusalem Post relata versões conflitantes, segundo as quais as Forças de Defesa de Israel planejavam atacar o Irã em 10 de outubro antes de serem contidas por Trump.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Jerusalem Post ter alertas da inteligência militar e do Mossad de que o Irã e seus aliados avaliam formas de influenciar as eleições. “Temos alertas claros que recebemos da inteligência militar, do Mossad, de que o Irã e seus aliados consideram formas de influenciar as eleições”, afirmou. Netanyahu também disse que, cerca de um ano atrás, o Irã estava à beira de desenvolver várias bombas atômicas, e estimou que o país ainda teria mais de mil mísseis.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, que Moscou está disposta a ajudar a resolver o conflito entre o Irã e os Estados Unidos, segundo o Mehr News, veículo estatal iraniano. Putin citou a relação especial de confiança da Rússia com o Irã e disse que Moscou teria prazer em dar qualquer passo para ajudar a resolver a crise. O Mehr descreve o momento como a escalada na Ásia Ocidental depois da “guerra de agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mandou preparar para o fim de semana de 10 de outubro uma operação de vários dias contra o Irã, com alvos em instalações nucleares, usinas e infraestrutura civil, além de instalações do regime, segundo o Ynet. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, barrou a operação por não querer reacender a guerra antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, e uma fonte disse ao Financial Times (FT), segundo o Jerusalem Post, que haverá acordo ou ataque, com nova rodada de ataques nas próximas semanas como possibilidade realista.

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse não ver caminho crível para uma normalização do mercado de petróleo em 2027, segundo o The Hindu. A guerra elevou o petróleo a mais de 100 dólares americanos o barril, ante menos de 70 antes das hostilidades, com o diesel em máximas recordes por danos a refinarias, e a AIE organizou a liberação de até 400 milhões de barris de reservas estratégicas, com novas liberações admitidas se necessário. O Brent era cotado a 110,30 dólares americanos e o West Texas Intermediate (WTI) a 99,12, ambos em alta por temores de oferta no Oriente Médio, segundo o OilPrice, em texto publicado no endereço que registra as cotações.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse nesta terça-feira ao chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em visita, que Teerã não permitirá que material nuclear saia do país, segundo a televisão estatal iraniana. “Nem um pouquinho de material nuclear enriquecido sairá do Irã. Esses materiais são um ativo importante e riqueza nacional do povo iraniano, destinados ao uso dentro do país”, afirmou Rezaei, de acordo com o Times of Israel. O Iran International também registrou a declaração no encontro com Munir.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) anunciou que um superpetroleiro com mais de dois milhões de barris de petróleo cru explodiu e pegou fogo depois de atingir uma mina naval ao sul do Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, o navio havia desligado todos os seus sistemas de radar e de navegação e tentava sair pela rota sul do estreito, não autorizada, apesar dos avisos das forças navais iranianas. O Dawn noticiou que dois petroleiros foram incendiados e parados ao sul do Estreito de Ormuz depois de atingirem minas iranianas, segundo um comunicado da Marinha do IRGC compartilhado pela imprensa estatal nesta terça-feira.

A polícia britânica prendeu novamente dois homens sob suspeita de auxiliar o serviço de inteligência do Irã no caso do suposto complô contra uma base aérea americana na Inglaterra, informou a polícia nesta terça-feira. Segundo o Comando de Polícia Antiterrorismo, os dois têm 24 e 25 anos – um britânico e um com dupla nacionalidade britânica e iraniana – e foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. A investigação trata de um suposto complô terrorista em 27 de setembro contra a base de RAF Fairford, no oeste da Inglaterra, usada em bombardeios ao Irã durante a guerra deste ano.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu esforços de mediação e desdobramentos regionais com o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, em Teerã, segundo a Nournews, citada pelo Jerusalem Post. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, disse a Munir que “nem uma partícula de urânio enriquecido sairá do Irã”, segundo o Mehr News. Ainda segundo o Jerusalem Post, Rezaei afirmou que Teerã não negocia até que suas condições sejam cumpridas.

O enviado do Irã disse que o Iraque concordou em expulsar o grupo adversário anti-Irã, noticiou o Mehr News. Teerã e Bagdá concordaram quanto à expulsão de “separatistas terroristas anti-Irã”, segundo a agência oficial iraniana IRNA. O Irã afirma que o Iraque concordou em expulsar grupos de oposição curdos iranianos da região do Curdistão, segundo o The National.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta terça-feira que Rússia e Irã “nunca” trabalharam tão próximos, enquanto Moscou busca exercer um papel de mediador na guerra no Oriente Médio, segundo o The Times of Israel. Araghchi recebeu na segunda-feira o chanceler russo, Sergei Lavrov, no Irã, na primeira visita de Lavrov ao país desde o início do conflito.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, escreveu ao secretário-geral e ao Conselho de Segurança contra o que chamou de “ameaças arrogantes” do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e de Israel, segundo a Mehr News – a carta cita relatos de que a Casa Branca e o Pentágono prepararam opções militares incluindo o possível uso da bomba GBU-43/B e diz que o ministro israelense Yisrael Katz anunciou em 18 de outubro estar pronto para atacar o Irã e mirar todas as instalações de energia, segundo a mesma agência, e o Irã pediu reunião de emergência do Conselho, condenação e reparação integral, segundo a Press TV.

Um tribunal de Hamburgo considerou dois homens culpados de planejar matar dois líderes de organizações judaicas a mando de Teerã e, depois disso, o Irã convocou o embaixador alemão, Axel Dittmann, segundo a Al Jazeera. O dinamarquês, identificado parcialmente como Ali Hassan S, foi condenado a oito anos e meio de prisão; o afegão recrutado como cúmplice, a quatro anos e meio. Teerã rejeita as acusações como “alegações políticas infundadas” e afirma que tentar dar a elas um verniz judicial mina a credibilidade da própria Justiça alemã.

O enviado saudita recém-nomeado ao Paquistão, Rajeh Tami Albugamy, se reuniu nesta segunda-feira com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, em Rawalpindi, para tratar de assuntos de interesse mútuo e de segurança regional, segundo o Exército. Os dois lados manifestaram satisfação com os avanços no âmbito do Acordo Conjunto de Defesa de Meca e destacaram a importância de reforçar a colaboração em defesa. Munir viaja a Teerã na terça-feira para consultas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News.

O Irã convocou o embaixador da Alemanha, Axel Dittmann, ao Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira, em protesto contra repetidas acusações de autoridades alemãs que Teerã considera infundadas. No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha convocou o embaixador iraniano por alegações de tentativa de ataque contra um líder de uma das comunidades judaicas do país, segundo o Mehr News.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, cobrou do chanceler russo, Sergei Lavrov, em Teerã, a implementação acelerada dos acordos entre os dois países, citando energia, transporte, comércio e geração elétrica como áreas prioritárias, segundo o Tehran Times. Lavrov reafirmou a intenção de Moscou de ampliar a cooperação em petróleo e gás, energia, transporte, comunicações, mídia, cultura, ciência e ensino superior. Segundo o Brasil de Fato, o chanceler russo discutiu em Teerã a crise na Ucrânia e reforçou a parceria com o Irã.

Donald Trump endossou formalmente a reeleição de Benjamin Netanyahu e escreveu que, se Israel tiver “o líder errado, que seria qualquer um além de Bibi, a América terá de fazer esse trabalho sozinha, e não estou inclinado a isso”, em publicação no Truth Social no domingo. Trump chamou Netanyahu de “grande primeiro-ministro guerreiro e um parceiro ainda maior para a paz” e afirmou que o Irã foi “sistematicamente destruído, tanto militarmente quanto financeiramente, e, a menos que mudem de rumo rapidamente, logo terminaremos o serviço”. A eleição israelense será em 27 de outubro, e o rastreador do Haaretz projetava no domingo 52 cadeiras para a aliança de oposição liderada pelo partido Yashar, de Gadi Eisenkot, contra 51 da coalizão liderada pelo Likud, sem maioria para ninguém.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela insegurança no Estreito de Ormuz e afirmou que “a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista (Israel), combinada com o bloqueio econômico, constitui a principal fonte de insegurança na nossa região”, em coletiva nesta segunda-feira em Teerã ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov. Segundo a TRT World, Lavrov faz a primeira visita ao Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, e Moscou busca um papel de mediação.

O chanceler russo Sergei Lavrov chegou a Teerã em 19 de outubro para discutir passos de desescalada na região do Golfo Pérsico com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, segundo a agência russa TASS, em texto do The Cradle. A visita coincide com ameaças crescentes dos Estados Unidos contra o Irã e com a promessa da República Islâmica de retaliar com muito mais força qualquer novo ataque, segundo a mesma publicação.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país tem assuntos inacabados com Israel em publicação em rede social na qual respondeu à retórica do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo a Mehr News. Araghchi escreveu que Netanyahu “está levando os Estados Unidos a outra guerra para ficar fora da prisão, quaisquer que sejam as consequências para Israel”.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois petroleiros, cada um com cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto, pegaram fogo após atingir minas navais no Estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera. A TASS, citando um comunicado do IRGC, relata um petroleiro que atingiu uma mina na parte sul do estreito e sofreu explosão e incêndio na sala de máquinas, e o Middle East Eye, citando a mídia iraniana, também descreve um petroleiro em chamas no mesmo trecho, segundo a Marinha do IRGC.

Os chanceleres do Irã, Abbas Araghchi, e do Egito, Badr Abdelatty, conversaram por telefone no domingo à noite, segundo a Mehr News. Na conversa, revisaram os desdobramentos regionais e discutiram esforços e iniciativas diplomáticas para reduzir tensões e manter a estabilidade na região.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fará uma visita de trabalho a Teerã em 19 de outubro, onde será recebido pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e terá conversas com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, segundo o Ministério das Relações Exteriores russo.

O quadro no Oriente Médio está à beira de uma guerra em larga escala, ainda que o memorando de Islamabad entre Estados Unidos e Irã tenha tudo para trazer a situação no Estreito de Ormuz de volta à trilha diplomática, disse o chanceler russo, Sergei Lavrov, segundo a TASS.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o regime iraniano “precisa cair” e que ele “vai derrubá-lo”, afirmou, segundo o Times of Israel.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto se os Estados Unidos aceitarem as condições iranianas, segundo a Mehr News. Citado pelo Hindustan Times, o chanceler afirmou que o estreito pode reabrir em seis dias se Washington aceitar as condições, com a retomada das negociações no sétimo dia. As exigências iranianas incluem suspender o bloqueio norte-americano aos portos iranianos, remover sanções às exportações de petróleo e encerrar as hostilidades em todas as frentes regionais, segundo o Times of India. O novo ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, advertiu que os Estados Unidos e seus aliados sofrerão enorme dano caso Washington retome a ação militar contra Teerã, segundo a Sputnik.

O vice-presidente estadunidense, JD Vance, disse que Washington busca um compromisso “de longo prazo” e “verificável” de que o Irã não reconstruirá seu programa nuclear, ao afirmar que os Estados Unidos “em alguns aspectos venceram de forma decisiva” a guerra contra o Irã e destruíram seu programa nuclear, segundo o Middle East Eye. Vance atribuiu a alta dos preços ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã e a ataques a navios-tanque: “Nunca houve uma situação como essa”, disse, em que um país tenta “estrangular por completo o abastecimento mundial de energia”.

A Guarda Revolucionária do Irã relatou que um segundo superpetroleiro atingiu uma mina naval e pegou fogo no Estreito de Ormuz no sábado, e a marinha iraniana informou o incêndio de um petroleiro no mar de Omã, segundo a Al Jazeera. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a “grande maioria” das tentativas de ataque do Irã a navios no estreito fracassou e que a via segue aberta, e o porta-voz Tim Hawkins disse à Fox News que cerca de 97% das embarcações que tentaram cruzar o estreito o fizeram sem ser atingidas, muitas com proteção militar americana, segundo o Middle East Eye. O chanceler Abbas Araghchi disse que Teerã apresentou um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, transmitido por meio do Catar, segundo a TV estatal Press TV, citada pelo Middle East Eye; à RT, ele disse que, cumpridas as condições necessárias, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias, em troca do fim do bloqueio naval, do alívio das restrições às exportações de petróleo iraniano e da liberação de ativos iranianos congelados.

Sons de explosões foram ouvidos perto da cidade de Sirik, na província de Hormozgan, no sul do Irã, segundo a agência Fars, em relato citado pela TASS. Moradores relataram explosões na área costeira de Kuhestak e em vários distritos de Sirik, segundo a mesma agência.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse no sábado, em Bagdá, que Teerã apoia um “processo político” para resolver o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, segundo o The Hindu. Araghchi repetiu a oferta do Irã de mediar entre os dois lados; o vice-chanceler Saeed Khatibzadeh disse antes que Riad não respondeu à abertura iraniana. Na sexta-feira, o Irã negou envolvimento nos ataques houthis, depois que a Arábia Saudita acusou Teerã de incentivar a escalada do grupo.

A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou novamente que “o Estreito de Ormuz está fechado, e a passagem de navios de diversas nacionalidades pelo estreito está proibida”, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA). Um petroleiro pegou fogo no Estreito de Ormuz depois de atingir uma mina, segundo a Guarda Revolucionária. Ao menos outros dois petroleiros foram relatados como atingidos ao largo da costa da Arábia Saudita desde ontem, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) afirmam que o Irã perdeu 25 bilhões de dólares em receita de petróleo, segundo o Times of India. O principal comandante militar dos EUA no Oriente Médio, almirante Brad Cooper, disse que milícias apoiadas pelo Irã estão retendo salários de seus próprios combatentes para devolver o dinheiro à Guarda Revolucionária, à medida que as sanções e o bloqueio naval custaram ao Irã 25 bilhões de dólares em receita de petróleo perdida, segundo o Worthy Christian News, em resumo no agregador Ground News.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, negou na sexta-feira, em comunicado, qualquer envolvimento de Teerã nos ataques com drones e mísseis, segundo o Le Monde. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, Turki Al-Malki, disse que as forças da coalizão interceptaram e destruíram três drones no sul do país e em Riad, além de dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho. A Defesa Civil da Arábia Saudita suspendeu os alertas precoces que havia emitido para a cidade de Abha e a província de Khamis Mushait, segundo o Middle East Eye.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, descartou o uso de armas nucleares contra o Irã e disse que a mãe de todas as bombas em discussão é convencional, descrita por ele como apenas uma bomba extremamente grande, segundo o TRT World. Trump também levantou a possibilidade de novos ataques a instalações nucleares iranianas, incluindo o local subterrâneo suspeito conhecido como Pickaxe Mountain, e disse não ver operação com tropas terrestres estadunidenses.

O assessor de política externa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Ophir Falk, disse ao Jerusalem Post que Israel está “muito perto” de criar as condições para uma mudança de regime no Irã, e que a decisão cabe ao povo iraniano.

Os curdos iraquianos propuseram um processo de paz entre o Irã e a oposição curda iraniana, uma proposta discutida extensamente com autoridades iranianas em Teerã que, segundo Talabani, será um processo longo, em relato do Middle East Eye. Partidos curdos iranianos procurados pelo Middle East Eye disseram não ter conhecimento de novas conversas com o Irã ou se recusaram a comentar. Desde a retirada, o Irã atacou os partidos curdos iranianos com drones três vezes, inclusive durante o fórum Meri, em Koya.

O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.

Uma comandante da unidade feminina Afzal Sisters da Basij foi morta em um ataque na quarta-feira em Mehrestan, condado de fronteira na província de Sistão-Baluquistão, segundo a imprensa estatal iraniana, em relato do Jerusalem Post. A vítima, identificada como Afsaneh Aqila, teria sido assassinada fora de casa, diante dos filhos, segundo os relatos. A agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), alegou que os atiradores tinham ligações com Israel e os Estados Unidos, sem identificar o grupo responsável nem apresentar provas.

Os militares dos Estados Unidos (EUA) destruíram nesta quarta-feira uma embarcação do tipo dhow afiliada ao Irã no Golfo de Omã, segundo anúncio do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). Segundo o CENTCOM, o navio foi alvejado depois de ser observado conduzindo vigilância e designação de alvos contra navios da Marinha dos EUA. A tripulação foi retirada em segurança antes da destruição da embarcação, e os esforços de repatriação seguem em curso, segundo o CENTCOM.

Líderes iranianos consideram inevitável um novo ataque dos Estados Unidos (EUA) e concentram a discussão no momento em que ele ocorrerá, segundo diplomatas regionais ouvidos pelo Jerusalem Post. O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akrami-Nia, disse que o objetivo dos EUA ao travar uma guerra ilegal é destruir a civilização islâmica iraniana. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que o Irã está preparado para responder a qualquer nova agressão com mais força do que no passado e que as consequências para os EUA serão muito mais dolorosas.

Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a falta de um acordo rápido entre Estados Unidos (EUA) e Irã para aprovar um plano da ONU de escoamento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz pode mergulhar partes da Ásia e da África em uma crise de segurança alimentar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Cradle. “É absolutamente crucial fechar o acordo nas próximas semanas. Caso contrário, perderemos a estação de plantio”, disse à Reuters em Bangkok o subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva. Segundo a análise da ONU que ele citou, o tráfego diário pelo estreito caiu de cerca de 130 navios antes da guerra para apenas cinco na semana passada, e os preços dos fertilizantes subiram de 25% a 30% desde o fim de fevereiro.

Netanyahu disse em entrevista à Army Radio que um ataque preventivo ao Irã antes das eleições teria um momento inconveniente para Israel: “Não acho que o momento seja conveniente para nós.” Uma autoridade de segurança israelense avaliou nesta quarta-feira que Israel dificilmente lançará um ataque preventivo contra o Irã antes das eleições, segundo o Ynetnews. As autoridades israelenses elevaram o alerta contra interferência de Teerã no pleito. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), o tenente-general Eyal Zamir, advertiu autoridades de alto escalão do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) de que uma escalada com o Irã pode levar ao adiamento das eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro, segundo o Ynetnews.

A bolsa iraniana atraiu um fluxo de investimentos apesar dos apagões crescentes, da escassez de moeda estrangeira e do colapso da taxa do rial, informou o Iran International na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que a economia do Irã vai contrair 7,6% em 2026, ante a projeção de 5,4% feita em julho, segundo o mesmo veículo.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o país vai atingir o Irã “com força”: “Espere para ver o que faremos com o Irã. Vamos atingi-los com força”, afirmou, segundo o The Jerusalem Post. Trump disse também que as instalações nucleares iranianas seguem soterradas sob “milhares de toneladas de rocha”.

Os ataques com mísseis e drones do Irã a navios no Estreito de Ormuz e nos arredores foram os mais intensos nas duas semanas até 11 de outubro, o maior nível desde o início dos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, há sete meses, segundo o Financial Times, em relato do Middle East Eye. Só no domingo seis embarcações foram atacadas, o dia mais letal contra a navegação perto do estreito desde o começo do conflito, pelo cálculo do jornal. Os embarques de petróleo por Ormuz caíram a 2,9 milhões de barris em 11 de outubro, o menor volume diário do mês, segundo a Kpler.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na segunda-feira que não acredita que a China e a Rússia estejam ajudando o Irã de modo algum, contrariando relatórios de inteligência dos EUA dos últimos meses. Segundo duas pessoas informadas sobre o assunto, avaliações de inteligência dos EUA apontam que Rússia e China fornecem apoio militar a Teerã, na forma de imagens de satélite para fins de mira e de componentes para armas.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que o Irã ampliou seus alvos no Reino Unido para instalações militares e que o suposto plano contra a base da RAF em Fairford, administrada pelos Estados Unidos (EUA), não foi um caso isolado, segundo o Los Angeles Times. McCallum disse ainda que as autoridades britânicas fizeram mais de 50 prisões em “operações ligadas ao Irã” nos últimos 12 meses, conforme o The Hill.

O Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa das “acusações” que ligam o país a um suposto plano contra a base aérea de Fairford, no Reino Unido, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo o Middle East Eye. A pasta exigiu que o governo britânico apresente “o quanto antes” os documentos e as provas que sustentam as acusações e afirmou que, caso contrário, a República Islâmica do Irã “reconsiderará seriamente” as relações bilaterais.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que a Rússia segue como o “agressor número um” e que as missões operacionais de combate ao terrorismo e às ameaças estatais estão em escala praticamente igual, segundo a BBC News. Ele afirmou que o MI5 fez mais de 50 prisões no último ano por atividades ligadas ao Irã. McCallum disse ainda que o Irã tenta atingir instalações militares no Reino Unido e que o complô suspeito contra uma base aérea operada pelos Estados Unidos (EUA), em setembro, “não é único”, segundo a ABC News, em texto distribuído pela Associated Press (AP).

Badr Abdelatty, do Egito, pediu ao iraniano Abbas Araghchi ajuda para reduzir as tensões regionais e exigiu que os ataques contra a Arábia Saudita parem de imediato, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que Abdelatty descreveu os ataques como “inaceitáveis” e que não havia “justificativa para esses ataques”. Abdelatty também pediu que Teerã e Washington retomem as conversas, dizendo que a diplomacia é a única via para resolver as disputas e evitar mais instabilidade.

O primeiro-ministro Andy Burnham disse ao Parlamento que a avaliação britânica é de que o episódio na base da Força Aérea Real (RAF) em Fairford foi “altamente provavelmente coordenado no Irã e quase certamente dirigido” pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), e que o Reino Unido aplicará novas sanções contra Teerã e a Guarda em decorrência do episódio, segundo o The Guardian. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as acusações britânicas, chamando-as de complô de bandeira falsa para promover uma campanha anti-Irã, segundo a Mehr News.

60 países apoiaram nesta segunda-feira (12) uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional, segundo o G1. O documento foi assinado por países-membros da União Europeia (UE), Austrália, Japão e Reino Unido, entre outros. Desde o começo da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, a cobrança de tarifas para a navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada.

A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse ter atingido na segunda-feira um superpetroleiro que tentava cruzar o Estreito de Ormuz e que a embarcação pegou fogo. O comunicado foi publicado na plataforma de notícias da força, a Sepah News. Segundo os Guardas, o navio tentou atravessar a área desligando os transponders e ignorando avisos da marinha da força. A Al Jazeera, citando relatos, noticiou que um petroleiro foi atacado na região do Estreito de Ormuz. O contrato futuro do Brent para dezembro subiu acima de US$ 107 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), a primeira vez desde 29 de setembro, segundo dados de negociação citados pela agência TASS.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse ao Parlamento que é altamente provável que as ameaças à base RAF Fairford tenham sido coordenadas no Irã e quase certamente dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Burnham afirmou que o Reino Unido imporia novas sanções contra Teerã e a Guarda Revolucionária em razão do episódio, com mais informações a serem divulgadas em atualização da ministra do Interior, Shabana Mahmood. Cinco homens de Londres foram até Whelford, vila ao lado de uma base usada pela força aérea dos Estados Unidos (EUA), em três vans brancas pouco depois da meia-noite de 27 de setembro, e foram liberados sob fiança um dia depois, após a polícia não encontrar bombas ou explosivos. Uma semana depois, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 da base, em meio a relatos de preocupação com um possível ataque de drones contra uma instalação usada para atacar o Irã durante a guerra no Oriente Médio na primavera e no verão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã está “profundamente preocupado” com os desdobramentos na Península Arábica e se declarou pronto a “ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, segundo o The Hindu. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que discutiu o conflito em curso entre Riad e os houthis com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan e disse, segundo a Sputnik, que as crises da região não têm solução militar e que o Irã está pronto a prestar qualquer forma de assistência para iniciar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen e alcançar um acordo político.

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) divulgou no domingo um vídeo de um superpetroleiro em chamas após atingir uma mina naval ao sul do Estreito de Ormuz. Segundo a própria Marinha, foi o terceiro petroleiro “infrator” desde sábado a atingir minas na rota “não autorizada” do estreito e pegar fogo. A Mehr News também noticiou o terceiro petroleiro em chamas em Ormuz após atingir uma mina.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que Teerã não vai reabrir o estreito de Ormuz até que os Estados Unidos aceitem o plano de sete pontos iraniano para uma solução pacífica, entregue por meio do Catar em setembro, segundo a Sputnik Globe. Segundo Rezaei, os Estados Unidos responderam às condições e aceitaram algumas, mas a resposta às demais foi vaga. Ele classificou a resposta estadunidense como “insuficiente” e disse que o Irã não está mais respondendo aos estadunidenses, segundo o The Jerusalem Post.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse que um segundo superpetroleiro carregado de petróleo bruto explodiu e pegou fogo na casa de máquinas ao atingir uma mina no sul do estreito de Ormuz no domingo. O navio seguia com os sistemas de navegação desligados e por rota não autorizada, segundo o IRGC. O IRGC afirmou ainda que três petroleiros que violaram as regras de trânsito no estreito atingiram minas e pegaram fogo desde ontem e que embarcações com navegação e identificação desligadas serão classificadas como hostis, com punição severa, segundo a TASS.

O Conselho Médico do Irã pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS), ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e à Associação Médica Mundial (WMA) ação imediata contra o uso da vida dos pacientes como ferramenta de pressão política e militar, segundo o Tehran Times. Em carta oficial às três organizações, o conselho disse que os Estados Unidos violam o direito internacional humanitário e penal com bloqueio econômico e sanções farmacêuticas. O chefe do conselho, Mohammad Raiszadeh, pediu resposta imediata e responsável das lideranças das organizações de saúde a atos que descreveu como desumanos e ao uso de recursos médicos como arma em conflitos armados.

Um caça estadunidense atingiu a popa do cargueiro de bandeira panamenha M/V Ocean Molica, também chamado Arika Sun, com munição de precisão no Golfo de Omã, desabilitando totalmente a propulsão sem ferir a tripulação, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), citado pelo Middle East Eye. Segundo o CENTCOM, o navio tentava furar o bloqueio naval contra o Irã depois de partir de um porto iraniano e ignorou avisos repetidos. Durante três meses de aplicação estrita do bloqueio, as forças estadunidenses desabilitaram quatro navios comerciais, fizeram 135 voltar e destruíram 10 petroleiros ligados à rede sombra da Guarda Revolucionária.

Um relatório do Congressional Research Service divulgado nesta semana aponta que os Estados Unidos (EUA) tiveram 81 aeronaves militares destruídas ou danificadas na guerra com o Irã, segundo a CNN. O número inclui aviões, helicópteros e drones, e os drones MQ-9 Reaper respondem por mais da metade das perdas; a lista inclui um caça F-35A e uma aeronave E-3 Sentry. O custo total das aeronaves perdidas fica entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões, segundo o Congressional Budget Office (CBO) citado no relatório.

O Kremlin anunciou no sábado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitiu ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em telefonema na sexta-feira, a posição do Irã sobre um possível acordo para encerrar a guerra, segundo o Mehr News. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, citado pela RIA Novosti, Putin transmitiu a Trump as opiniões do lado iraniano sobre uma possível solução do conflito, em coordenação com o presidente iraniano. Nesta semana, Putin reuniu-se com o presidente do Irã à margem de uma cúpula regional no Turcomenistão, onde se ofereceu para mediar um acordo que encerre a guerra.

Os Estados Unidos (EUA) pressionaram Israel a executar sozinho uma operação de ataque contra o Irã nas discussões entre os dois países nas últimas duas semanas, segundo fontes ouvidas pelo Maariv, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Washington queria que Israel assumisse os riscos políticos da operação antes das eleições de meio mandato nos EUA, em vez do presidente Donald Trump. Os EUA recuaram da exigência, ao menos por ora, e a posição de Netanyahu segue indefinida.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reagiu a declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, dizendo que ele se ajoelhará diante dos iranianos. Rubio havia dito na quarta-feira que o Irã perdeu o controle total da via navegável, apontando a recuperação das exportações de petróleo do Golfo em setembro.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, propôs um novo formato “CEI + Irã” na sua primeira participação como convidado especial na cúpula da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), no Turcomenistão, apresentando o Irã como rota natural da Ásia Central ao mar. Pezeshkian disse que os portos do sul do Irã, notadamente Chabahar, podem ligar a região ao sul da Ásia, à África e à Europa. Segundo a Mehr News Agency, Pezeshkian afirmou que a diplomacia regional não deve se limitar a reuniões, devendo servir de ferramenta de gestão de crises, diálogo, prevenção da escalada e cooperação prática.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o presidente do Turcomenistão, Serdar Berdimuhamedov, à margem da cúpula da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), segundo a Mehr News. Os dois lados trataram de desenvolver laços políticos, econômicos e comerciais e defenderam acelerar projetos acordados. Eles também discutiram cooperação regional e questões do mar Cáspio, com ênfase no fortalecimento da cooperação entre os países litorâneos e na proteção ambiental do mar.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou o presidente francês, Emmanuel Macron, de duplo padrão sobre dissuasão nuclear, segundo a Mehr News. Em publicação no X, Baghaei citou uma fala de Macron durante um teste de míssil balístico capaz de levar ogiva nuclear, de que, para ser livre, é preciso ser temido, e, para ser temido, é preciso ser poderoso. Segundo Baghaei, Macron afirma sobre o Irã, que nunca buscou adquirir armas nucleares, que o país “jamais deve possuir armas nucleares. Nem hoje, nem em cinco anos, nem em dez anos. Nunca”.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país “não precisa se preocupar agora” porque impediu o Irã de ter uma arma nuclear e que a guerra terminará em breve, em discurso numa celebração do Dia de Colombo na Casa Branca. Trump alegou que 28 milhões de barris de petróleo foram “retirados” na quinta-feira e que os preços do diesel vão despencar. Uma fonte iraniana de alto escalão disse à Agência de Telégrafos da Rússia (TASS) que o Irã não vai se conter na resposta a novos ataques dos EUA e de Israel.

O líder oposicionista israelense Yair Golan disse que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi um erro, argumentando que não serviu aos interesses de Israel, segundo o Middle East Eye, citando o Times of Israel. Golan disse que a nomeação do filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, deixou o Irã com “indivíduos mais extremos e violentos”.

Dois homens acusados de realizar vigilância hostil a mando do Irã contra a embaixada de Israel em Londres, a sinagoga mais antiga do Reino Unido e outros alvos israelenses ou judaicos declararam-se inocentes nesta sexta-feira. Nematollah Shahsavani, 41 anos, com dupla nacionalidade iraniano-britânica, e Alireza Farasati, 22 anos, iraniano, compareceram ao tribunal Old Bailey, em Londres, e negaram uma acusação única sob a Lei de Segurança Nacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A dupla teria reunido informações e feito reconhecimento em julho e agosto de 2025, com uma lista de alvos que incluía a embaixada, o consulado de Israel e a sinagoga Bevis Marks.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na quinta-feira que o país não lançará novos ataques militares contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o The Media Line. “Não atacaremos o Irã em momento algum antes das eleições legislativas a serem realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro”, escreveu. O anúncio ajudou a aliviar as preocupações do mercado: o Brent caiu para cerca de US$ 103 o barril na sexta-feira, depois de subir acima de US$ 104.

Os principais candidatos ao Senado por Michigan, El-Sayed e Rogers, fizeram seu primeiro debate televisionado, segundo a Al Jazeera. Os dois concordaram que a guerra com o Irã precisa terminar; Rogers disse que o programa de enriquecimento de urânio iraniano foi atrasado em 20 anos. Rogers defendeu a manutenção da ajuda a Israel, e El-Sayed pediu o fim dela.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, chamou a Anistia Internacional (Amnesty International) de fraude ao rebater críticas sobre a guerra com o Irã, disse que a entidade deveria focar no regime iraniano, que, segundo ele, matou a sangue-frio dezenas de milhares de pessoas nas ruas, e afirmou que os EUA mantêm relação regulada com Portugal e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), seguindo os protocolos sempre, segundo o Jerusalem Post.

Ao menos 81 aeronaves militares dos Estados Unidos (EUA), entre caças e drones, foram perdidas ou danificadas na Operação Epic Fury contra o Irã, segundo relatório do Congressional Budget Office (CBO) divulgado na segunda-feira e noticiado pela Al Jazeera. O CBO estimou o custo das perdas de aeronaves até 1º de agosto entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões. Entre as aeronaves estão 12 caças F-15E, um F-35A e sete aviões-tanque KC-135; 45 das 81 são drones MQ-9 Reaper. Em relatório separado de setembro, o CBO estimou o custo total da guerra com o Irã até 1º de agosto em cerca de US$ 38 bilhões.

A bomba caseira deixada diante da filial do Bank of America em Paris, no 8º arrondissement, na noite de 27 de março, foi uma operação orquestrada por grupos pró-Irã, concluiu o Federal Bureau of Investigation (FBI) em carta rogatória de 29 de julho enviada à Justiça francesa, segundo o Le Monde. Segundo as investigações do FBI, um iraquiano identificado como Mohammad A.-S., preso na Turquia, é suspeito de ter orquestrado 18 ataques ou planos de ataque na Europa entre março e maio contra interesses estadunidenses ou alvos ligados à comunidade judaica, em resposta à ofensiva militar que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irã em fevereiro.

Ataques iranianos atingiram ao menos nove embarcações no Estreito de Ormuz na última semana, um nível de ataques à navegação não visto desde julho, segundo o Washington Post. A alta veio depois de a administração Trump celebrar que escoltas navais norte-americanas haviam levado os fluxos de petróleo a quase os níveis anteriores à guerra.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta quinta-feira que os EUA não têm planos de atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato de novembro, pronunciamento público incomum sobre planos militares que veio quando ele afirmou haver “conversas produtivas” com Teerã em andamento, segundo o Washington Post. O porta-aviões USS Abraham Lincoln voltará hoje a San Diego após 265 dias ininterruptos no mar em apoio à guerra contra o Irã, um deslocamento recorde, segundo o The Guardian.

O Brent subiu 3,8% e chegou a US$ 104 o barril na quinta-feira. A Casa Branca pediu ao Pentágono opções de ataques contra o Irã antes das eleições de meio mandato, segundo relato do The Atlantic citado pelo The Guardian. Ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o nível mais alto da guerra, reduzindo o tráfego pela via.

Cerca de sete mil soldados estavam em Camp Buehring, no Kuwait, e a maioria foi retirada antes do início dos combates, segundo o Jerusalem Post, a partir da CBS News. As tropas remanescentes deixaram a base à noite em veículos, levando equipamento, e montaram bases avançadas no deserto do Kuwait, depois de ataques com mísseis balísticos e drones e do que três militares identificaram como aeronaves F-5 iranianas. Nenhum soldado morreu por fogo inimigo em Camp Buehring ou nas posições no deserto, embora vários tenham ficado feridos.

Uma autoridade da Casa Branca disse que o presidente Donald Trump não permitirá que o governo iraniano o “manipule”, como afirma que Teerã fez com presidentes anteriores – a mesma autoridade disse que os EUA controlavam o Estreito de Ormuz e que a economia do Irã estava em colapso.

Um assessor do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammadreza Naqdi, disse à agência Fars que as rotas de trânsito no Estreito de Ormuz consideradas ilegais pelo Irã serão fechadas em breve, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Devdiscourse. Segundo Naqdi, essas rotas foram abertas com explosões em passagens rochosas da via navegável e seriam usadas por pequenos barcos no contrabando de petróleo, segundo o Telegraph India.

Vídeos obtidos pela CBS News mostram ataques iranianos com mísseis balísticos, drones e jatos F-5 contra a base norte-americana de Camp Buehring, no Kuwait, no início da guerra, segundo a emissora. Militares ouvidos pela CBS disseram que a base foi abandonada e que as tropas seguiram à noite para o deserto, onde montaram bases avançadas; ninguém morreu por fogo inimigo ali, segundo a CBS News.

A Casa Branca pediu ao Pentágono para preparar opções de ataques ao Irã que poderiam ocorrer antes das eleições de meio mandato de 3 de novembro, segundo o The Atlantic, que citou duas autoridades do governo em relato do The Jerusalem Post. O Comando Central dos Estados Unidos desenvolve as opções, e os alvos, o escopo de uma operação e uma eventual autorização do presidente Donald Trump seguem em discussão. O Pentágono também apresentou opções para depois das eleições, de ataques limitados a uma campanha mais ampla que poderia incluir novos ataques ao setor de energia do Irã.

A guerra do Irã empurrou cerca de 25 países a adotar políticas estruturais de eletrificação desde março, segundo a ABC News, em texto da OilPrice, depois que o fechamento do estreito de Ormuz interrompeu o fluxo de petróleo e gás. A COP31, na Turquia, vai pedir que os países atendam 35% da demanda global de energia com eletricidade até 2035, ante 23% hoje. A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta a necessidade de 80 milhões de quilômetros de linhas novas ou reformadas até 2040, e um relatório da consultoria Bain & Company aponta que entre 50% e 60% dos projetos renováveis no Vietnã, na Tailândia e na Indonésia foram cancelados ou atrasados entre 2021 e 2025.

O embaixador do Irã na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Hadi Farajvand, afirmou que ataques militares dos Estados Unidos danificaram 111 instalações petroquímicas e farmacêuticas iranianas, segundo a Tehran Times. Segundo o relato, foram 60 complexos petroquímicos, 44 fábricas farmacêuticas e sete instalações farmacêuticas. A declaração foi feita na 113ª sessão do Conselho Executivo da OPAQ, em Haia, que vai até 9 de outubro.

Uma autoridade iraniana citada por veículos ocidentais disse que não há negociação nuclear em curso entre Washington e Teerã, segundo o Mehr News. A fonte colocou como linha vermelha o reconhecimento dos Estados Unidos do direito do Irã ao enriquecimento nuclear e disse que não haverá flexibilidade nesse ponto. A declaração responde ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que afirmou em 5 de outubro que Teerã precisa reduzir significativamente o enriquecimento nuclear.

O Ministério das Relações Exteriores da França convocou nesta quarta-feira o embaixador do Irã por uma campanha de desinformação dirigida ao movimento estudantil francês, segundo o France24. O porta-voz da pasta, Pascal Confavreux, disse que o conteúdo enganoso divulgado por contas oficiais do ministério iraniano é absolutamente inaceitável e que as provocações devem cessar. Na terça-feira, Teerã havia convocado o embaixador francês em Teerã sob a acusação de tratamento violento dos manifestantes, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

As forças armadas iranianas vão em breve bloquear rotas ilegais de transporte de petróleo no Estreito de Ormuz, disse Mohammad Reza Naghdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), segundo a TASS, citando a agência Fars. Naghdi afirmou que o volume de petróleo transportado ilegalmente pelo estreito é extremamente pequeno, transportado em pequenas embarcações até petroleiros.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou relatos da mídia estatal iraniana de que um helicóptero MH-60R da Marinha estadunidense teria caído no mar Vermelho após declarar emergência, chamando-os de falsos, segundo o Türkiye Today via CENTCOM. Segundo o comando, todas as aeronaves e militares estadunidenses no Oriente Médio estão seguros. A agência semioficial Fars afirmou que o helicóptero emitiu sinal de emergência perto de Yanbu e que dados de radar mostravam altitude zero.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o diálogo continuado e a cooperação com os vizinhos são o caminho escolhido pelo Irã para uma região mais segura e estável, segundo a Mehr News. Os dois lados revisaram as relações entre Teerã e Erevã e formas de aprofundar a cooperação em economia, comércio, transporte e energia, segundo a Mehr News. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã recebeu o novo enviado da Alemanha em Teerã na terça-feira e descreveu a conversa como franca e útil, segundo a Mehr News.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, disse em entrevista à Reuters que o Irã precisa fazer uma redução “significativa” da capacidade de enriquecimento nuclear para atender às exigências dos Estados Unidos e encerrar a guerra de sete meses, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Qualquer acordo exigiria que o Irã reduzisse a capacidade de enriquecimento, e não apenas prometesse cortes futuros, disse Vance após viagem de campanha no Alasca, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O presidente Donald Trump disse avaliar encerrar o conflito com o Irã “da maneira amigável”, segundo a TASS.

A polícia britânica prendeu na terça-feira o sétimo suspeito no âmbito de uma investigação ampliada sobre um suposto plano apoiado pelo Irã para atacar uma base aérea que abriga bombardeiros dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. A prisão é a sétima ligada ao incidente na base, segundo a France 24.

O presidente russo Vladimir Putin fará uma visita de trabalho ao Turcomenistão em 8 e 9 de outubro para a cúpula da Comunidade de Estados Independentes (CEI), disse o assessor do Kremlin Yury Ushakov. Em 9 de outubro, Putin tem reunião bilateral com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, informou a RIA Novosti. A pauta inclui cooperação bilateral e a situação de crise no Oriente Médio, disse Ushakov. Lavrov chegou ao Turcomenistão para o Conselho Ministerial da CEI, segundo a TASS.

Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters que o temor de um plano iraniano de ataque com drones à base aérea de Fairford levou o país a retirar seus bombardeiros B-1 da base britânica, em texto publicado pelo Middle East Eye. O Irã negou qualquer envolvimento no suposto plano em Fairford, a base europeia preferida dos bombardeiros norte-americanos, segundo o Middle East Eye.

O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, general de brigada Reza Talaei-Nik, disse que a capacidade de produção de armas do país chegou a 2,5 vezes o nível do período anterior ao conflito com os Estados Unidos, segundo a agência Tasnim, em texto publicado pela TASS. Segundo o porta-voz, a produção de tipos específicos de armas com participação do setor privado mais que triplicou no período. Talaei-Nik ameaçou que, se o inimigo fizer um cálculo errado, enfrentará armas mais avançadas e uma resposta pesada das Forças Armadas.

Os ministros de Energia da ASEAN se reúnem nesta semana para discutir segurança energética regional diante de disrupções de oferta causadas pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e os 11 membros importavam cerca de metade de suas necessidades de petróleo do Oriente Médio antes da guerra iniciada no fim de fevereiro e ficaram expostos ao fechamento de fato do estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera. O chefe da Saudi Aramco, Amin Nasser, disse que o conflito cortou quase 3 bilhões de barris da oferta da região, com mais de 1 bilhão liberado de reservas, e estimou restarem menos de 6 bilhões de barris em estoques comerciais, segundo o Middle East Eye.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que negociações não têm sentido com um inimigo que recorre a assassinato, sanções, pressão e ameaças e rompe compromissos, em declaração feita na segunda-feira durante reunião com o chanceler da Armênia, Ararat Mirzoyan, em Teerã, segundo o Tehran Times. Pezeshkian criticou os Estados Unidos por lançar ataques contra o Irã e depois pedir negociações, e disse que o Irã foi atacado três vezes depois de se engajar em conversas.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse ter confiança de que o Irã esteve por trás do incidente na base de Fairford, no Reino Unido, e vinculou a retirada dos bombardeiros B-1 ao episódio, dizendo que foi por excesso de cautela para proteger os militares, segundo a TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não vincularia diretamente a remoção dos B-1 ao incidente, segundo a Al Jazeera. Cinco britânicos foram presos perto da base sob suspeita de preparar atos terroristas e liberados sob fiança; um sexto homem, com dupla nacionalidade britânico-iraniana, também foi liberado sob fiança, segundo a Al Jazeera.

Uma analista da Kpler suspeita que há um pedágio pago ao Irã em troca de passagem segura pelo estreito de Hormuz, segundo a Al Jazeera. Dados provisórios da consultoria mostram que as exportações de cru da região superaram o nível pré-guerra em quatro dias da última semana de setembro, entre 19,5 e 22,5 milhões de barris por dia. Abdul Khalique, diretor do Centro Marítimo da Universidade Liverpool John Moores, disse à Al Jazeera que nenhuma prova pública confirma um sistema estatal sistemático de pedágio iraniano.

O comandante do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC), Ali Fadavi, disse que os Estados Unidos (EUA) se afastaram mais de 1.000 km das fronteiras do Irã, segundo o Middle East Eye. Fadavi disse ainda que navios estadunidenses não estão no Golfo, no estreito de Ormuz, no mar de Omã nem no norte do Índico, segundo o Middle East Eye.

Dois policiais foram mortos em um ataque a uma patrulha em Bampur, na província de Sistão-Baluchestão, e outro ficou ferido, segundo a Mehr News em inglês. As vítimas foram identificadas como Amir-Hossein Ghasemi e Nezam Dastgoshadeh, segundo a Mehr News em inglês.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador da Noruega em Teerã para entregar um protesto oficial contra a inação continuada norueguesa sobre atividades não autorizadas da Starlink em território iraniano, segundo a Mehr News. Teerã diz que os Estados Unidos e o que chama de regime sionista estão usando os sistemas de internet via satélite Starlink para ações intervencionistas contra o Irã.

Araghchi disse que todos os diplomatas iranianos deixaram Nova York como programado, exceto um que partiu antes, após a sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Türkiye Today; autoridade dos Estados Unidos disse, em texto citando a AFP, que dois integrantes da delegação iraniana foram encontrados ainda em Nova York bem depois do fim da sessão, e que o Departamento de Estado havia ordenado que Araghchi e sua delegação deixassem o país até segunda-feira.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse neste domingo que o Líbano quer um novo capítulo nas relações com o Irã, baseado em respeito mútuo e não-interferência, segundo o Middle East Eye. Salam afirmou ter aceitado uma reunião pedida pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e que prefere que o Irã nomeie um novo embaixador.

Os Estados Unidos retiraram todos os bombardeiros da base aérea de RAF Fairford, na Inglaterra, e os realocaram para suas bases de origem nos Estados Unidos, após uma investigação sobre uma suposta trama terrorista contra a instalação, segundo o The Guardian. A base, operada pelos norte-americanos, havia sido usada para lançar ataques contra o Irã, conforme o Times of India.

O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, renunciou e o presidente Masoud Pezeshkian nomeou Hamid Bovard como interino à frente do Ministério do Petróleo. Nenhum motivo foi informado para a renúncia. Paknejad ocupava o cargo desde agosto de 2024 e deixou a pasta enquanto a guerra de sete meses entre o Irã e os Estados Unidos pressiona a economia do país, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Bovard era diretor-geral da Companhia Nacional de Petróleo do Irã (NIOC).

O copiloto do voo FZ1073 foi identificado como Hamam al-Hammami, omanita que já havia sido barrado de voar em Omã por supostas visões extremistas e transferido para uma função administrativa na Oman Air antes de ser contratado pela flydubai, segundo a Al Jazeera citando a Associated Press. Israel recebeu antecipadamente as listas de tripulantes e passageiros do voo, e as checagens caberiam ao Departamento de Segurança do Ministério dos Transportes e ao Mossad, segundo a Al Jazeera citando o Haaretz. O Irã negou qualquer ligação com o incidente e afirmou que as acusações se baseiam em evidências fabricadas, segundo o Hindustan Times.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz só será reaberto quando os Estados Unidos cumprirem sete condições do Memorando de Islamabad, segundo a mídia estatal iraniana citada pelo Hindustan Times. O Irã apresentou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta para reabrir Ormuz em até sete dias caso as condições sejam cumpridas, e os Estados Unidos responderam por meio de intermediários do Catar, segundo o Hindustan Times. O porta-voz Esmaeil Baghaei disse que a resposta norte-americana está em análise e que pontos ainda precisam ser comunicados a Washington via mediadores.

O porta-voz do Exército do Irã, o brigadeiro-general Mohammad Akraminia, afirmou que o país vai ampliar o alcance e a velocidade dos seus mísseis, justificando a decisão com o argumento de que o inimigo agora opera mais longe da costa, a distâncias de até 1.000 km. O arsenal iraniano atual, segundo a Sputnik, tem sobretudo mísseis de até 2.000 km.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse aos Estados Unidos que não há solução militar nem solução baseada em novas sanções para o conflito entre os dois países, segundo o The Hindu. Araghchi advertiu que, se os inimigos escolherem de novo o caminho da confrontação militar, a resposta iraniana será mais forte do que antes, segundo a France 24, em texto da AFP. O porta-voz Esmaeil Baghaei classificou a última contraproposta americana como alinhada às propostas anteriores dos Estados Unidos sobre temas nucleares.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as elites iranianas mantêm discussões sérias sobre a possibilidade de o país deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), informou a TASS. Segundo ele, Teerã continua cumprindo todas as suas obrigações do tratado por ora, e o ministério acatará a decisão das autoridades competentes. Deputados iranianos, por sua vez, pressionam por uma moção de urgência para a saída do tratado, segundo a Tasnim News Agency.

Pelo menos três navios-tanque foram atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz e nos arredores desde 1º de outubro, segundo alertas da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Em um balanço semanal divulgado em 2 de outubro, a UKMTO informou 91 incidentes de danos a embarcações desde fevereiro. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz é “inabalável” e que o presidente Donald Trump tem “todas as opções de que precisa sobre a mesa” caso o Irã continue a “jogar” com o estreito, segundo a Associated Press, em relato publicado pelo Times of Israel.

O Irã e a Turquia buscam elevar o comércio bilateral a 30 bilhões de dólares, com o desenvolvimento da fronteira de Bazargan, a abertura de uma quarta travessia, a ampliação do transporte ferroviário e rodoviário e a criação de uma zona franca conjunta Khoy–Van–Mersin, segundo o Tehran Times. O veículo iraniano informou que o comércio entre os dois países no ano 1404 foi de cerca de 19,2 bilhões de dólares, incluindo 6,8 bilhões em exportações iranianas e 12,4 bilhões em importações.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã felicitou no sábado o governo e o povo do Iraque pela saída das forças dos Estados Unidos e de outros países estrangeiros do Iraque, segundo o Middle East Eye. Em nota publicada no seu canal no Telegram, o ministério disse que a retirada é “um passo muito importante e necessário” para consolidar a soberania, a integridade territorial e a independência do Iraque. O ministério acusou os Estados Unidos de causar “consequências irreparáveis” ao Iraque e à região desde a invasão de 2003, que, segundo ele, foi lançada sob o falso pretexto de “armas de destruição em massa”, e pediu que o governo norte-americano seja responsabilizado por crimes cometidos durante a ocupação.

Os Estados Unidos expulsaram dois integrantes da delegação iraniana que participaram da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) depois que eles ignoraram a ordem de deixar o país, disse o Departamento de Estado no sábado, segundo o Middle East Eye. A imprensa norte-americana informou que o departamento havia ordenado que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação deixassem o país na segunda-feira e que, para isso, recorreu à expulsão dos dois integrantes. A missão iraniana na ONU contestou a versão de Washington sobre a saída da delegação e disse que seus integrantes saíram conforme um cronograma, segundo a Russia Today (RT).

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, disse em entrevista à emissora iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) que a Ucrânia precisará adotar estatuto neutro e não nuclear, rejeitar sua linha nacionalista e reconhecer as quatro novas regiões russas para um acordo político duradouro, segundo a TASS. Medvedev afirmou que Rússia e Irã desenvolvem atividades conjuntas na defesa e dão grande importância a isso, e que o Irã tem papel central em garantir a segurança do Estreito de Ormuz por geografia e direito internacional.

O rial iraniano seguiu em queda no sábado, quando o banco central anunciou a injeção de até US$ dois bilhões para sustentar a moeda, com a economia sob sanções norte-americanas e bloqueio naval, segundo o Middle East Eye. O dólar era vendido a cerca de 2,688 milhões de riais, ante 2,632 milhões na sexta-feira, segundo o site bon-bast.com.

O Irã afirmou em 3 de outubro que executou Jamshidi, condenado à morte sob a acusação de “moharebeh”, por empunhar e disparar arma de fogo e por conspiração e conluio contra a segurança nacional. O caso é ligado a protestos antigovernamentais, segundo o The Hindu.

Um sexto homem detido na investigação do suposto plano terrorista na base aérea de Fairford, da Força Aérea Real britânica (RAF), foi liberado sob fiança, segundo o Guardian. O detido tem 25 anos e dupla nacionalidade britânica e iraniana e foi preso por suspeita de preparar atos terroristas, com base na seção 5 da Lei do Terrorismo de 2006. A polícia antiterrorismo afirmou que foi encontrada uma quantidade de gasolina, mas nenhum artefato explosivo, nas vans que provocaram o alerta perto da base aérea.

Dois iranianos acusados de preparar um ataque com artefato explosivo caseiro contra a comunidade judaica de Manchester apontaram como potenciais alvos, entre outros, o museu judaico da cidade e a sinagoga de Heaton Park, segundo o Guardian. Rahman Salehi, 34 anos, de Salford, e Salam Ahmadyan, 36 anos, de Liverpool foram acusados na sexta-feira de preparar um ato de terrorismo ou de ajudar outro a praticá-lo. Segundo a acusação, a dupla estava em contato com um terceiro, também avaliado como iraniano, que dirigiu e coordenou o plano e enviou instruções para montar um artefato explosivo caseiro.

Os principais integrantes do gabinete de Donald Trump se reuniram por horas em Camp David na sexta-feira para discutir os próximos passos da guerra contra o Irã e do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, segundo três autoridades norte-americanas ouvidas pelo Axios. A reunião foi presidida pelo vice-presidente JD Vance e teve a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, do secretário de Defesa, Pete Hegseth, do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O encontro não foi anunciado pelo governo Trump.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta sexta-feira que Israel imporá um preço muito alto a qualquer potência por trás do incidente do voo da FlyDubai, segundo a France 24. A aeronave levava 174 pessoas e fez um pouso de emergência na Arábia Saudita depois que o copiloto aparentemente esfaqueou o piloto, segundo a France 24. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ouvia que o Irã estava envolvido e que o país será atingido “com muita força” se for o caso, sem apresentar evidências, segundo a France 24. Netanyahu admitiu na quinta-feira que havia uma brecha na fiscalização de pilotos de países sem relações diplomáticas com Israel, segundo o Hindustan Times.

O terceiro porta-aviões que os Estados Unidos deslocam para as águas ao redor do Irã é o USS Theodore Roosevelt, cujo grupo de ataque deixou a base de San Diego no domingo, seguido um dia depois pela Força Expedicionária de Fuzileiros Navais do Makin Island, com mais de 2 mil fuzileiros. Até o fim de novembro, serão três porta-aviões e dois grupos anfíbios posicionados ao redor do Irã, segundo um oficial estadunidense citado pela Al Jazeera. O Pentágono acrescenta navios de fuzileiros, o que soma até 10 mil militares, segundo o The Wall Street Journal.

Um homem de 25 anos com dupla nacionalidade britânica e iraniana foi preso em Westminster por suspeita de preparação de atos terroristas ligada ao incidente na base RAF Fairford, disse a polícia antiterror, segundo a BBC. Cinco homens na faixa dos 20 anos presos perto da base no domingo seguem em liberdade sob fiança, ainda segundo a BBC. A base RAF Fairford abriga pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos (EUA), segundo o The Jerusalem Post.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que Washington pode retomar ataques em larga escala contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro e rejeitou a última proposta iraniana de cessar-fogo por considerá-la insuficiente, segundo a CGTN. Perguntado se os EUA poderiam intensificar a campanha de bombardeios contra o Irã depois das eleições, Trump respondeu “possível” e se recusou a revelar alvos potenciais. Segundo o Middle East Eye, ele ameaçou consequências severas sem acordo com o Irã, dizendo que Teerã não vai durar muito tempo: “Ou eles farão algo muito apropriado e inteligente, ou não vão durar muito. Francamente, odeio ver isso, mas eles não vão durar muito.”

Um oficial estadunidense disse à Al Jazeera que três porta-aviões e dois grupos de desembarque estão sendo deslocados para o entorno do Irã, com o grupo de ataque Roosevelt e a força Makin Island, com 2.000 fuzileiros, deixando San Diego. O reforço total deve estar concluído até novembro, segundo o mesmo oficial.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os EUA podem pedir a países europeus que liberem reservas de diesel diante da alta de preços ligada à guerra contra o Irã. O diesel nos EUA atingiu o recorde de 6,53 dólares por galão há uma semana, enquanto 12 Estados-membros da União Europeia (UE) registraram novas máximas, segundo dados da Comissão Europeia citados pela Al Jazeera. França e Alemanha detêm mais de um terço das reservas estratégicas de diesel da UE, segundo a Reuters, citada pela Al Jazeera.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa de acusações do primeiro-ministro britânico contra o país, que considera infundadas, segundo a agência iraniana Mehr News. O vice-chanceler para Assuntos Políticos, Majid Takht-Ravanchi, recebeu Hugo Shorter em reunião no ministério nesta quinta-feira para transmitir o protesto, e Teerã rejeitou como “infundadas e sem fundamento” as acusações britânicas que ligam o país a uma suposta trama de sabotagem na base militar de Fairford, pedindo explicação oficial.

O Irã recebeu uma resposta oficial estadunidense à sua última proposta para encerrar a guerra de sete meses, segundo autoridades iranianas citadas pelo Hindustan Times. O chanceler Abbas Araghchi apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian em reunião de gabinete, segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal IRNA. Araghchi propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana se os Estados Unidos (EUA) suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e isentassem de sanções as vendas de petróleo iraniano.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado estadunidense Remus 600 que operava no Estreito de Ormuz para espionagem. Segundo o Tehran Times, é o segundo drone submarino estadunidense capturado em menos de um mês, enquanto Washington mantém a tentativa de reabrir a passagem. O IRGC advertiu que o Estreito de Ormuz permanece fechado e disse que continuará confrontando o que descreve como movimentos perigosos.

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse à agência TASS que Teerã agradece a Moscou pelas declarações do chanceler russo, Sergei Lavrov, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Jalali classificou o discurso de Lavrov como excelente e citou a posição firme da Rússia sobre o Irã.

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a delegação iraniana deixou Nova York na noite de segunda-feira, conforme cronograma comunicado com antecedência ao Departamento de Estado em 17 de setembro. A declaração contrasta com o relato de dois funcionários dos Estados Unidos (EUA), segundo os quais o secretário de Estado, Marco Rubio, perdeu a paciência e disse aos iranianos, na segunda-feira, que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação tinham de deixar Nova York imediatamente.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse a repórteres que o país enfrenta a escolha de fazer um acordo com o Irã ou “explodi-lo”, segundo a Al Jazeera – o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a líderes militares na base de Quantico que forças estadunidenses “destruíram” a marinha, a força aérea, as defesas, a liderança e a capacidade militar-industrial do Irã, segundo a emissora, que cita Hegseth.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter redirecionado 125 navios comerciais desde meados de julho, quando o país retomou o bloqueio naval ao Irã, segundo a TASS. O comando afirmou que suas forças redirecionaram os navios “para garantir cumprimento estrito” das restrições, em balanço de 30 de setembro. O porta-aviões USS George H.W. Bush opera no Mar da Arábia em apoio ao bloqueio, segundo o Iran International, citando o CENTCOM. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país tem “controle total” do Estreito de Ormuz, qualificando a situação como “sempre sujeita a mudanças”.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que há “fortes indícios” de que o Irã teve participação nos acontecimentos que levaram à prisão de cinco homens perto da base aérea de RAF Fairford, em Gloucestershire, no âmbito de uma investigação de terrorismo. Os cinco homens, na faixa dos 20 anos e moradores de Londres, foram presos na zona rural de Gloucestershire, perto da base, depois que uma moradora que voltava para casa de carro viu uma série de vans e homens mascarados e chamou a polícia. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse na terça-feira que Washington acredita no envolvimento de “um ator estrangeiro” nos acontecimentos de domingo à noite na base, usada por aviões dos EUA em missões contra o Irã.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu os Emirados Árabes Unidos contra receber o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo que isso não teria consequências positivas, segundo a agência estatal Mehr News. Em publicação em árabe no X, Rezaei afirmou que, assim como abrigar bases militares dos Estados Unidos (EUA) não trouxe segurança aos Emirados, receber o “açougueiro de Gaza” tampouco teria consequências positivas.

As condições do Irã para a reabertura total do Estreito de Ormuz [incluem o fim da pressão militar e econômica dos EUA, a liberação de ativos congelados ou restritos e um acordo sobre uma rota segura de navegação], segundo a Anadolu Agency. A proposta foi levada a Washington pelo Catar, e o chanceler Abbas Araqchi já recebeu a resposta dos Estados Unidos (EUA), conforme confirmado nesta quarta-feira pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã faz todo o possível para garantir o sucesso do Memorando de Entendimento de Islamabade, e o Irã sustenta que o Estreito de Ormuz não será totalmente reaberto enquanto as condições não forem cumpridas e os compromissos estadunidenses não forem implementados. Segundo o Hindustan Times, o governo de Donald Trump havia rejeitado publicamente a proposta mais recente de Teerã para encerrar a guerra, que a publicação descreve como em seu sétimo mês.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi recebeu em Doha, por meio de mediadores do Catar, a resposta dos Estados Unidos (EUA) ao plano de sete dias para gerar confiança, segundo a Arab News. A principal divergência é o sequenciamento do plano, que busca retomar em versão ampliada um memorando de entendimento assinado em junho, segundo a Arab News. O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã diz que Teerã busca a paz defendendo seus direitos, sua segurança e seus interesses, segundo a Mehr News.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou na terça-feira a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo o Iran International. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que Netanyahu esteve no país no domingo e se reuniu com o presidente xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o Israel National News, Netanyahu e a mulher visitaram os EAU no domingo a convite do presidente xeique Mohamed bin Zayed, e a visita tratou do fortalecimento das relações bilaterais e de desafios regionais.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

O Tesouro dos Estados Unidos (EUA) sancionou 10 indivíduos e empresas acusados de adquirir armas e peças para as Forças Armadas do Irã, com representantes e empresas de tecnologia baseados na China, no Paquistão, na Turquia e na Arábia Saudita entre os acusados. Três das entidades sancionadas ficam no Irã. O Tesouro disse que a ação degrada ainda mais a capacidade do regime iraniano de reconstituir seus programas de armas e aumenta os custos para quem escolhe ajudar os esforços de aquisição militar de Teerã. As sanções integram a Operation Economic Outcast, esforço do Tesouro para restringir ainda mais o acesso do Irã aos mercados globais.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que a guerra com o Irã terminará “muito em breve”, que o Irã “não terá uma arma nuclear” e está “fracassando muito mal”, segundo a TASS. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fez um apelo direto aos estadunidenses, afirmando que o governo dos Estados Unidos sob Trump “deve ser mudado”, em mensagem divulgada cinco semanas antes das eleições de meio de mandato, segundo a Al Jazeera.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita alegou que os houthis, apoiados por Teerã, modificaram armas iranianas de defesa aérea em mísseis de cruzeiro vagantes com o auxílio da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Al Jazeera. Autoridades iranianas não comentaram os detalhes das acusações, mas negaram de forma ampla dirigir os houthis e destacaram a independência do grupo iemenita. O presidente Masoud Pezeshkian rejeitou uma conexão entre o Irã e ações dos houthis em entrevista à Al Jazeera e pediu negociação entre a Arábia Saudita e os houthis.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, disse que ainda há espaço para um acordo com o Irã se os líderes do país honrarem os compromissos com Washington, e descreveu o sistema de decisão política de Teerã como “muito confuso”, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao jornalista Vince Coglianese, Vance disse que o presidente Donald Trump deixou claro que “existe um universo em que podemos fechar um acordo com o Irã, mas isso exige que os iranianos se comportem”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Al-Ansari, disse que o prolongamento do conflito armado entre Estados Unidos (EUA) e Irã no Oriente Médio e a instabilidade regional trazem consequências graves para a economia internacional, segundo a agência TASS. Al-Ansari acrescentou que a região fornece ao mundo produtos energéticos e também itens importantes para a segurança alimentar internacional, como a ureia, e para a indústria, como o hélio, os petroquímicos e o alumínio.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse esperar resposta formal dos Estados Unidos (EUA) na terça-feira à proposta de Teerã para abrir o estreito de Ormuz, segundo a France 24, citando a mídia estatal iraniana. Araghchi afirmou que o foco atual é só o estreito de Ormuz e que a reabertura depende de condições comunicadas ao outro lado. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de falsos e de farsa relatos sobre oferta ao Irã e disse que não ofereceu nada, segundo o Hindustan Times.

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e do Irã conversaram separadamente com mediadores na segunda-feira, numa nova tentativa de encerrar sete meses de guerra, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. O plano iraniano de sete dias prevê o fim de todas as hostilidades no Irã e no Líbano e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos, segundo o mesmo texto. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana, afirmando que o Irã queria um acordo rápido por causa da pressão econômica debilitante.

A polícia britânica informou que os cinco detidos perto da base aérea de Fairford são cidadãos britânicos, de Londres, e todos foram liberados sob fiança sem acusação imediata, segundo o The Guardian. Para o jornal, a ausência de acusação imediata sugere que eles não são considerados uma ameaça grave e violenta. O Irã afirmou que bases usadas pelos Estados Unidos (EUA) para atacá-lo, incluindo Fairford, seriam alvos legítimos. Segundo o The Guardian, segue em aberto a questão de saber se o Irã teve participação no suposto plano.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou ter oferecido ao Irã alívio de sanções e a liberação de fundos congelados em troca de concessões nucleares. Na Truth Social, ele disse que não ofereceu nada e chamou a reportagem do Axios de farsa, conforme o Middle East Eye. A versão que Trump rebate partiu do jornalista Barak Ravid, que escreveu no X que o presidente estaria disposto a aliviar as sanções e a descongelar ativos iranianos em troca do cumprimento das exigências estadunidenses sobre o programa nuclear, citando um funcionário dos EUA não identificado, segundo a TASS.

A Iraqi Airways retomou os voos comerciais entre a província central de Najaf e aeroportos iranianos, segundo a estatal Iraqi News Agency. Os voos voltaram a operar na segunda-feira depois que o aeroporto de Najaf e outros três aeroportos iraquianos suspenderam temporariamente as operações por temor de sanções secundárias dos Estados Unidos (EUA). Mais cedo no mesmo dia, o Irã apresentou queixa formal à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) contra as sanções aéreas dos EUA, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA).

O Irã apresentou um protesto formal à Organização das Nações Unidas (ONU) contra as declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na 81ª Assembleia Geral, informou o Tehran Times. A carta foi dirigida ao secretário-geral, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, assinada pelo encarregado de negócios do Irã, Gholamhossein Darzi, segundo a agência WANA. Na Assembleia, Trump disse que o Irã tinha uma “grande decisão” pela frente: fechar um acordo ou ser aniquilado, segundo a ABC News.

Mediadores do Catar devem conversar com o chanceler iraniano Abbas Araghchi em Nova York e, separadamente, com o lado dos Estados Unidos (EUA) na segunda ou terça-feira, disse à Reuters um funcionário a par das negociações, em texto republicado pelo The Business Standard. A agência semioficial ISNA confirmou depois que Araghchi se reunirá com os mediadores na manhã de segunda-feira, no horário de Nova York, também no texto do The Business Standard. As conversas devem tratar de uma versão revisada da proposta de sete dias que o Irã apresentou na semana passada à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Reuters.

Os cinco detidos perto da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), no Reino Unido, serão liberados sob fiança, mas seguem sob investigação, segundo a polícia britânica, em informação da Associated Press (AP) republicada pelo The Boston Globe. Os cinco são britânicos de Londres, na casa dos 20 anos, informou a polícia antiterrorista. O comando do policiamento antiterrorista britânico afirmou que a libertação sob fiança ocorre “após entrevistas e investigações extensas”, e os detidos seguem sujeitos a condições rígidas, segundo a Al Jazeera. A embaixada do Irã em Londres condenou as “especulações fabricadas” que ligam Teerã ao caso, em comunicado citado pela Al Jazeera.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que os Estados Unidos (EUA) serão forçados a deixar a Ásia Ocidental depois de sofrerem “golpes dolorosos”, em declaração transmitida pela TV estatal, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Numa mensagem escrita atribuída a ele, Khamenei afirmou que “hoje, tendo sofrido golpes dolorosos nas mãos de lutadores valentes e dos guardiões do Estreito de Ormuz, eles [os inimigos] não se aventuram além do Mar da Arábia”, conforme o The Hindu. Khamenei, que não aparece em público desde o início da guerra, no fim de fevereiro, fez a declaração apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar os combates, observou o Middle East Eye.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou a alegação de que o Irã controla totalmente o Estreito de Ormuz, afirmando, em publicação no X, que tais alegações “são falsas” e que o Irã “não tem marinha porque as forças estadunidenses a afundaram”. Segundo o CENTCOM, mais de um bilhão de barris de petróleo passaram recentemente pelo estreito, o que demonstraria que o Irã não controla a via marítima, informou o Middle East Eye.

Bessent disse que os embarques de petróleo do Irã foram bloqueados com sucesso pelos Estados Unidos (EUA) e pelo Ocidente e que o último lote do país, de cerca de 15 milhões de barris, está a caminho da China. À Fox News, ele afirmou que o Irã fará as entregas finais de petróleo à China e que, depois disso, não terá nada para trocar por nada, provavelmente dentro das próximas duas semanas.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de trégua de sete dias e de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye, e o Brent voltou a ficar acima de US$ 106 o barril. Os futuros do Brent subiram mais de 1%, a US$ 105,64 o barril, com o West Texas Intermediate (WTI) a US$ 93,11, segundo a Mehr News Agency. Apesar da rejeição, Trump disse esperar a retomada das negociações, mas afirmou que Teerã “overplayed their hand”, ainda segundo o Middle East Eye.

Uma fonte próxima à delegação do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que não há plano de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos em Nova York, segundo a Mehr News, que cita a IRNA. A fonte disse que as posições do Irã foram transmitidas aos Estados Unidos na terça-feira pelo mediador do Catar e que Teerã aguarda a resposta norte-americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Axios que espera mais conversas com o Irã nesta semana e que Teerã quer um acordo, segundo a RT. Trump confirmou também que a retomada das hostilidades em larga escala com o Irã segue sobre a mesa.

O Irã manteve neste domingo as condições do seu plano para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano pede o fim de todas as hostilidades na Ásia Ocidental, inclusive no Líbano, segundo o chanceler Abbas Araghchi, e a volta às condições do acordo de cessar-fogo que ruiu há alguns meses. Trump disse em entrevista ao Axios que os Estados Unidos farão uma nova rodada de conversas com o Irã na próxima semana. Araghchi afirmou que o país está totalmente preparado para a retomada da guerra, inclusive uma guerra apocalíptica, e ao mesmo tempo pronto para a diplomacia.

O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1. Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou a captura de um Remus 600, um veículo subaquático não tripulado (UUV) de fabricação norte-americana que a força chamou de “terrorista”, no Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News Agency. Segundo a força, é o segundo veículo do tipo apreendido em setembro de 2026: em 8 de setembro de 2026 ela havia anunciado a interceptação e a captura de outro veículo subaquático não tripulado avançado dos Estados Unidos perto da entrada do estreito. A Xinhua também noticiou o anúncio do IRGC, feito no domingo, 27 de setembro de 2026, sobre a captura de outro veículo subaquático não tripulado “avançado e inteligente” do Exército dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.

Em 27 de setembro de 2026, a polícia de Gloucestershire prendeu vários homens por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos e evacuou imóveis na área de Whelford, onde declarou incidente grave, segundo o The Guardian. A equipe especializada em explosivos do Exército britânico examina vários veículos, informou a France 24. A emissora France 24 informou que o governo britânico autorizou os Estados Unidos a usar a Royal Air Force (RAF) Fairford para ataques contra locais de mísseis iranianos que atingem navios no Estreito de Ormuz.

Todos os aeroportos do Iraque passaram a aplicar nesta semana o veto dos Estados Unidos a companhias aéreas iranianas, com grande transtorno no aeroporto que serve a cidade santa de Najaf, principal destino dos voos iranianos no país, segundo a AFP, em texto publicado pelo Middle East Eye. O embaixador do Irã no Iraque afirmou, segundo a ISNA, que há cerca de 25 voos diários do Irã para Najaf e cerca de 15 para Bagdá, e que entre 12 mil e 13 mil pessoas viajam por dia entre os dois países em companhias iranianas. O governo iraquiano disse no sábado que mantém conversas diretas com os Estados Unidos para isentar alguns aeroportos iraquianos das medidas do Tesouro dos Estados Unidos contra companhias aéreas iranianas que voam para aeroportos da região, segundo o The National, em busca de liberar voos por razões humanitárias.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, se reuniram em Nova York no fim do sábado à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Mehr News. Os dois trataram de relações bilaterais e de temas regionais e internacionais, diz a versão iraniana, e Araghchi afirmou a Fidan que a situação atual, incluindo a insegurança no Estreito de Ormuz, é resultado direto da agressão dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro e continuada de várias formas.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que todas as suas reuniões à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tiveram como tema apresentar as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News. Ele disse que os termos foram apresentados integralmente aos mediadores, que os levaram ao lado estadunidense, o que provocou uma reação inicial do presidente dos Estados Unidos, sem que uma resposta tenha voltado pelos mediadores.

A Turquia e Omã interromperam os voos de entrada da companhia privada Mahan Air, e os Emirados Árabes Unidos suspenderam todos os voos de companhias aéreas iranianas, segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em publicação no X citada pelo Hindustan Times. Bessent disse que equipes foram enviadas pelo mundo para engajar países e exigir ação contra o regime iraniano e que “esses esforços estão dando resultado”. O Tesouro manteve discussões com mais de 50 países, segundo o Wall Street Journal citado pelo Hindustan Times.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, afirmou em carta que o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou, em pronunciamento de 23 de setembro de 2026, que cerca de cinco mil aeronaves voaram de bases europeias desde 28 de fevereiro de 2026 em apoio ao que foi descrito como “Operação Epic Fury”, segundo a Mehr News Agency. Teerã afirma que o uso das bases europeias viola o direito internacional e pede exame urgente do Conselho de Segurança. O Irã afirma que as ações militares dos Estados Unidos e de Israel mataram mais de 3.600 pessoas, entre elas ao menos 254 crianças e 251 mulheres.

O Estreito de Ormuz tem hoje apenas alguns navios por dia, navegando por conta e risco próprios ou escoltados pela Marinha dos Estados Unidos, uma fração mínima do tráfego que passava pela via antes dos primeiros ataques ao Irã no início de 2026, segundo o El País, em reportagem de 27 de setembro de 2026. O Catar, segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), foi forçado a cancelar a maior parte de suas vendas à União Europeia (UE) e à Ásia, alegando “força maior” com o fechamento de Ormuz. As reservas continentais de GNL, essenciais para a indústria e o aquecimento, estão no menor nível em mais de uma década, cerca de 20 pontos percentuais abaixo do normal para esta época do ano.

A proposta que Donald Trump rejeitou previa que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz e retomasse as negociações nucleares em troca do fim do bloqueio naval, de alívio nas restrições às exportações de petróleo iraniano, da liberação de ativos congelados e de um cessar-fogo que incluiria o fim das operações de Israel no Líbano, segundo a RT. Trump disse a repórteres que Teerã quer um acordo porque “está perdendo feio” sob o bloqueio americano.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, agradeceu a Reino Unido, Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos pelo apoio à campanha econômica contra o Irã batizada de Operation Economic Outcast, segundo o Middle East Eye. Turquia e Omã suspenderam voos de chegada da companhia privada iraniana Mahan Air, e os Emirados suspenderam todos os voos de companhias iranianas. O banco central dos Emirados bloqueou transações de agências do Bank Melli do Irã. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou ter sancionado 36 alvos por apoiarem o setor de aviação iraniano, usado pelo regime para mover armas, pessoal e carga ilícita.

Donald Trump disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. Ele comentou que “também gostaria de fechar um acordo”, mas que esse não seria aceitável, e afirmou que os iranianos buscam o acordo imediato porque estão perdendo muito. O Irã se ofereceu esta semana para reabrir o estreito e retomar as negociações sobre seu programa nuclear em sete dias, e o chanceler Abbas Araghchi disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a passagem marítima normal pode ser restaurada nesse prazo se as condições necessárias forem cumpridas, com a escolha cabendo aos Estados Unidos.

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi pediu isenção aos Estados Unidos para retomar os voos com o Irã por motivos humanitários ligados a tratamento médico, educação, visitas religiosas e interesses de civis, depois de quatro aeroportos do país suspenderem na sexta-feira todos os voos de e para o Irã, dias após Washington anunciar novas sanções de aviação a qualquer empresa global que faça negócios com companhias aéreas iranianas. No sábado, manifestantes se reuniram em Bagdá contra a suspensão, em protesto organizado por milícias aliadas do Irã, e o líder do Harakat Hezbollah al-Nujaba, Akram al-Kaabi, prometeu organizar protestos nos aeroportos do país caso o tráfego aéreo normal não seja retomado.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, descartou na sexta-feira um encontro com Donald Trump antes da restauração da confiança entre Irã e Estados Unidos, segundo a Sputnik Globe. Ele afirmou que é difícil confiar enquanto os Estados Unidos não cessarem o que impõem ao país todos os dias.

Donald Trump rejeitou a oferta iraniana de cessar-fogo de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o The Guardian. A recusa foi relatada pelo Wall Street Journal com base em autoridades estadunidenses não identificadas. O plano previa liberar 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, aliviar as sanções ao petróleo iraniano e encerrar o bloqueio naval aos portos do país, disse o chanceler Abbas Araghchi a repórteres. Até sábado, os Estados Unidos ainda não tinham resposta pública, embora os relatos indicassem a recusa de Trump.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defenderam a diplomacia em encontro à margem da 81ª Assembleia Geral, na sexta-feira. Segundo a agência iraniana Mehr News Agency, Pezeshkian rejeitou como ilusão e calúnia as acusações de que Teerã busca armas nucleares e afirmou que o Irã quer conhecimento e tecnologia nuclear pacíficos e rejeita armas nucleares. Guterres disse que o Irã apresentou propostas nas últimas semanas e expressou esperança de resultados em breve. O encontro na sede da ONU, em 25 de setembro, foi registrado em fotografia da AP.

O governo do Iraque negocia uma isenção que livraria certos aeroportos do país do veto dos Estados Unidos às companhias aéreas iranianas. Segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu, a isenção permitiria retomar os voos por razões humanitárias, entre elas tratamento médico, educação, visitas religiosas e o interesse de civis. Quatro aeroportos iraquianos suspenderam todos os voos de e para o Irã dias depois de os Estados Unidos anunciarem novas sanções de aviação contra empresas de qualquer país que façam negócios com companhias aéreas iranianas; segundo a mídia estatal iraquiana, os voos partiam de Bagdá, Najaf, Erbil e Sulaimaniyah.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, reuniu-se em Nova York com os chanceleres da Rússia, Sergey Lavrov, e do Irã, Abbas Araghchi, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Jaishankar disse ter tratado de temas bilaterais e de cooperação no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com Lavrov. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou, segundo a TASS, que os dois discutiram a crise da Ucrânia e a situação no Oriente Médio. Com Araghchi, o ministro indiano disse ter discutido os desdobramentos do conflito no Golfo.

O porta-voz do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que os mísseis avançados do Irã são capazes de destruir os sistemas multicamadas de defesa aérea dos Estados Unidos, segundo a agência Mehr. Mohebbi disse ainda que os Estados Unidos, apesar de terem a maior Marinha do mundo, não conseguiram manter o Estreito de Ormuz aberto nem por poucas horas. Segundo ele, apenas petroleiros de parceiros comerciais do Irã têm permissão para atravessar o estreito, e somente com autorização de Teerã.

O Irã tratou a reabertura do Estreito de Ormuz como execução de um memorando de entendimento já firmado com Washington. Segundo a agência russa TASS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse à CBS que a retomada do transporte normal por Ormuz deve seguir o memorando de entendimento entre Teerã e Washington e que o Irã segue comprometido com o texto e disposto a implementá-lo. Segundo a Sputnik Globe, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã enviou a Washington, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o estreito e retomar as negociações se os Estados Unidos cumprirem as condições acertadas, e pelo plano o estreito reabriria no sexto dia e as conversas sobre um acordo final começariam no sétimo. Ainda segundo a TASS, Pezeshkian condicionou um encontro com Donald Trump a que os Estados Unidos demonstrem que não pretendem derrubar o governo iraniano. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), os chanceleres de Oma e do Irã discutiram esforços para garantir a navegação segura em Ormuz.

O subsecretário-geral das Nações Unidas e chefe do Escritório de Serviços para Projetos das Nações Unidas (Unops), Jorge Moreira da Silva, disse à emissora japonesa NHK que ao menos 45 milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem enfrentar escassez de alimentos por causa de interrupções no fornecimento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Ele afirmou que a crise humanitária pode ser evitada se de cinco a sete navios com fertilizantes cruzarem o estreito por dia.

A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve rejeitar o plano apresentado pelo Irã para encerrar a guerra e planeja retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo G1. Em conversas privadas, Trump se disse cético quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências e afirmou à sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios, segundo autoridades. A Reuters também reportou a rejeição ao cessar-fogo e a expectativa de novos bombardeios após as eleições de meio de mandato.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

Os Estados Unidos mantêm conversas positivas e construtivas com o Irã por meio de mediadores, incluindo temas nucleares, segundo um funcionário estadunidense citado pelo Middle East Eye. Uma autoridade da Casa Branca disse à CNN que a administração mantém “conversas positivas e construtivas por meio dos mediadores”, segundo a Al Jazeera. As declarações respondem ao plano de sete dias apresentado por Teerã, que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, inclusive Gaza e Líbano, e a reabertura do Estreito de Ormuz no último dia, segundo a Al Jazeera, citando o The New York Times.

A Índia disse a Washington que a nova lei de sanções à Rússia e ao Irã pode afetar a relação bilateral e o mercado internacional de energia, segundo a Shafaqna India, citando comunicado do governo indiano. O projeto autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas de até 100% sobre países que compram petróleo e gás russos, com a Índia entre os expostos, conforme repercutido pelo Streamline Feed a partir da Al Jazeera e do Times of India. Nova Délhi afirma que a política energética seguirá guiada pela segurança energética de 1,4 bilhão de pessoas, com fontes diversificadas, segundo o Economic Times.

O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira o chanceler iraniano Abbas Araghchi na Organização das Nações Unidas (ONU): se as condições necessárias forem atendidas, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias. O prazo só começa quando os Estados Unidos aceitarem o plano – “se aceitarem amanhã, os sete dias começam amanhã”, afirmou. Segundo Teerã, as medidas exigidas de Washington já estão todas no Memorando de Entendimento.

A conta oficial de baixas estadunidenses na guerra do Irã passou de 850, depois que mais 66 militares ficaram feridos em ação só neste mês, segundo o The Intercept. O Pentágono somou dezenas de feridos à contagem que mantém online e chegou a 794 feridos em ação até 4 de setembro, após a retomada dos combates, segundo o Task & Purpose.

A União Europeia (UE) enfrenta uma crise de preços de energia ligada a uma crise de oferta, escreveu o comissário de Energia do bloco, Dan Jorgensen, em carta aos ministros de Energia, segundo a Reuters, via Al Arabiya. Na carta, Jorgensen pede que os países considerem medidas para conter a demanda de energia. A Comissão Europeia apresentou o pacote AccelerateEU, com medidas de curto prazo e estruturais para reduzir a dependência de mercados fósseis voláteis, em resposta ao pedido do Conselho Europeu de 19 de março de 2026.

Os aeroportos de Erbil e Sulaimaniya, no Iraque, suspenderam os voos com o Irã a partir desta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, segundo a Reuters. Com Bagdá e Najaf, são quatro os aeroportos iraquianos que cortaram a operação com o país. A medida responde às sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra empresas que negociem com companhias aéreas iranianas após 23 de setembro. Em Najaf, os voos foram paralisados na madrugada de sexta-feira por diretriz do gabinete do primeiro-ministro, disse o diretor do aeroporto à Al Arabiya.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que discutiu a guerra do Irã com o presidente da China, Xi Jinping, durante as conversas em Washington, segundo o Hindustan Times. Um funcionário estadunidense disse à CNBC que Trump deixou claro a Xi que seria “inaceitável” a China ajudar o Irã durante a campanha militar dos Estados Unidos, segundo o The Guardian.

Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em reportagem reproduzida pelo Middle East Eye, que o Irã não mostrará flexibilidade no programa nuclear mesmo que os Estados Unidos aceitem a sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz, que prevê o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O mesmo funcionário, que falou sob anonimato, afirmou que a via seguirá fechada até que “todas as condições do Irã” sejam atendidas por Washington.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, abriu o seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, com uma réplica direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no dia anterior havia chamado o Irã de maior patrocinador estatal do terrorismo, segundo a ONU News. Pezeshkian defendeu que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos: “Para o nosso povo doente é cura e tratamento, para o setor agrícola é segurança alimentar, para as indústrias é avanço e progresso”, disse ele, segundo a ONU News.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que vai tomar “as medidas necessárias” para salvaguardar seus interesses nacionais, em resposta ao que chamou de abordagem injustificada e hostil da Colômbia, segundo a Sputnik. A reação vem depois de Bogotá romper as relações diplomáticas com Teerã, decisão em vigor desde 19 de setembro de 2026, segundo a Sputnik, que citou a segurança nacional colombiana, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução do Irã às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, conclamou as tropas do reino a estarem prontas para sacrificar a vida no combate aos houthis apoiados pelo Irã até que o grupo seja deposto do poder, informou o Al-Monitor, citando a Reuters. A declaração veio depois de semanas de escalada, com ataques houthis com mísseis e drones contra a Arábia Saudita e retaliação saudita com ataques aéreos.

O embaixador dos Estados Unidos na China, David Perdue, disse à CNBC que Donald Trump deixou claro ao presidente chinês Xi Jinping, em conversa na Casa Branca, que a ajuda da China ao Irã é inaceitável, segundo o Middle East Eye.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse à Fox News que o país rejeita a bomba nuclear por decreto religioso, informa a DW. Pezeshkian levou um tom diplomático a Nova York durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e Teerã apresentou a Washington uma proposta para retomar as negociações, enquanto a Casa Branca confirmou que conversas positivas e construtivas seguem por intermediários, segundo a DW.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, informou ao chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, sobre o andamento das negociações e dos acordos entre o Irã e Omã para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo Moscou, os dois concordaram que apenas uma solução diplomática pode encerrar a tensão no Oriente Médio, informa o The Jerusalem Post, citando a Reuters.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

Empresas de serviços de solo (handling) suspenderam o atendimento a voos entre o Iraque e o Irã em todos os aeroportos do país, paralisando o tráfego aéreo entre os dois países, disse ao Shafaq News uma fonte do Ministério dos Transportes do Iraque. A Menzies Aviation e a National Aviation Services (NAS) afirmaram não poder mais prestar os serviços por temor de penalidades do Tesouro dos Estados Unidos, que em 8 de setembro sancionou 36 entidades do setor aéreo iraniano, entre elas 27 companhias aéreas. Os aeroportos de Erbil e Sulaimaniya, no Curdistão iraquiano, também suspenderam os voos com o Irã, segundo o Middle East Eye.

Os preços dos combustíveis dobraram no Líbano desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, chegando a US$ 1,60 o litro, informa o Middle East Eye. A federação sindical do país pediu ao governo que declare estado de emergência econômica e ameaçou convocar greve geral por tempo indeterminado na próxima semana; o Banco Mundial projeta contração de 6,4% da economia libanesa em 2026, segundo a mesma reportagem. O presidente da confederação de trabalhadores disse que a alta do custo de vida pode levar a uma “explosão social”, declarou à dpa.

Apoio de imagens de satélite e de inteligência de grupos chineses ajudou o Irã a ameaçar navios no Estreito de Ormuz e a lançar ataques de precisão contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo a CNN, que cita fontes que não identifica. Essas imagens permitiram ao Irã atingir, em julho de 2026, uma base dos Estados Unidos na Jordânia, em um ataque que matou três militares estadunidenses com grau de precisão que, na avaliação de autoridades dos Estados Unidos, estava fora da capacidade iraniana. Em maio de 2026, o governo dos Estados Unidos sancionou três empresas chinesas de satélites por fornecerem imagens que, segundo Washington, “viabilizam os ataques militares do Irã contra as forças dos Estados Unidos no Oriente Médio”.

O Aeroporto Internacional de Najaf suspendeu todos os voos de e para o Irã a partir das 20h de quinta-feira, 24 de setembro de 2026 (UTC-3), quando eram 2h de sexta-feira em Najaf, e até nova ordem, por instruções oficiais, informa o Shafaq News. Todos os voos de entrada e saída entre o Irã e Najaf foram cancelados, e peregrinos ficaram retidos em Teerã, segundo a WANA.

O representante permanente da Rússia nas organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, chamou de “vergonhosa” a resolução do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reporta o Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e acusou os países ocidentais de “irresponsabilidade completa” dentro do organismo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a TASS, citada pela News-Pravda. A resolução, apresentada por Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, foi adotada em 9 de setembro de 2026 por 23 votos a favor, três contra e oito abstenções, com Rússia, China e Níger na oposição, e pede ao diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que reporte o Irã ao Conselho de Segurança e à Assembleia Geral das Nações Unidas, informa a AFP, em texto publicado pelo Khaleej Times. Segundo a AFP, é a primeira vez em 20 anos que o Irã é reportado ao Conselho de Segurança por falhas no cumprimento das obrigações de reporte nuclear.

O roteiro de sete dias que o Irã apresentou aos Estados Unidos prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, a liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, o alívio das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval, com a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia, informa a Al Jazeera. O chanceler Abbas Araghchi disse que o plano foi levado a Washington por intermediários e que seria melhor fechar um acordo antes das eleições de meio mandato nos Estados Unidos, disse Araghchi à Al Jazeera.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniram-se em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e defenderam uma saída diplomática para a crise do Golfo, informa a Sputnik Globe a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O comunicado atribui a crise a ações dos Estados Unidos e de Israel e afirma que não há alternativa ao acordo diplomático, informa o Jerusalem Post sobre o encontro.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler do Reino Unido, Ed Miliband, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, informa a Mehr News Agency. Miliband disse que o Reino Unido “não tolerará intimidação, ameaças ou atividade hostil em solo britânico” e pediu desescalada e diplomacia em vez de prolongar a guerra, ressaltando a importância de reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a BBC. Autoridades iranianas afirmam que Washington tem de quatro a cinco dias para responder às condições de Teerã para a reabertura, segundo o The Guardian.

Milhares de pessoas marcharam em Teerã na campanha “Sacrifício pelo Irã” (Janfada-e-Iran, em persa), da praça Imam Hossein até a praça Enghelab, informa a Mehr News Agency. O ato foi uma manifestação organizada pelo governo com centenas de milhares de participantes que prometeram prontidão para pegar em armas, descreve a Al Jazeera. No ato, o governo apresentou uma nova força de voluntários com treinamento militar limitado e de resposta a emergências para atuar como camada adicional de segurança do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e da milícia Basij, segundo a emissora. As autoridades iranianas afirmaram que 313 mil pessoas participaram do evento na capital, número que não pôde ser verificado de forma independente, ressalva a emissora.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a IRNA. A agência estatal iraniana diz que Araghchi manteve uma série de bilaterais com homólogos à margem da sessão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, reuniram-se na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no segundo dia da visita de Estado de três dias de Xi – a primeira de Xi a Washington em 11 anos, segundo a Al Jazeera, com Reuters e Associated Press (AP). Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, citada pela emissora, Xi pediu que Washington trate Taiwan com prudência e se oponha à independência da ilha; a Casa Branca não publicou resumo próprio do encontro. Sobre a guerra com o Irã, não houve avanço: Xi defendeu que Washington e Teerã retornem ao acordo interino que abriria caminho a um entendimento maior.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniu-se com o primeiro-ministro de Bangladesh, Tarique Rahman, e com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e prometeu aprofundar a cooperação bilateral com Daca e Teerã, segundo o Hindustan Times, que citou a agência Press Trust of India (PTI). Com Pezeshkian, Sharif disse ter reafirmado os laços com o Irã e defendeu contenção, desescalada e diplomacia sustentada diante do conflito prolongado, segundo publicação do próprio premiê citada pelo jornal.

A Colômbia rompeu relações diplomáticas com o Irã com efeito em 19 de setembro de 2026, segundo o Rio Times, que citou a rádio colombiana Caracol e o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país. O governo listou violações de direitos humanos, supostos laços de Teerã com grupos terroristas e narcoterroristas, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e manteve as relações consulares, segundo a emissora estatal venezuelana teleSUR, que também citou o comunicado da chancelaria.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não escolheu a guerra e que ela lhe foi imposta, e disse que um acordo com os Estados Unidos já havia sido alcançado e assinado antes da escalada, segundo a Sputnik Globe, que reproduziu uma entrevista à Fox News. “Não escolhemos a guerra. A guerra nos foi imposta. Não buscamos a guerra”, disse ele, advertindo na mesma entrevista que o Irã responderá “fortemente” se os ataques continuarem, segundo o The Hill.

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, abordou um diplomata do Irã nos corredores da Assembleia Geral para lhe oferecer o terminal Starlink que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exibira no discurso, apresentado como ferramenta para iranianos furarem a censura, segundo o Middle East Eye; o representante iraniano ignorou Danon, desviou o olhar e não respondeu, relata o mesmo veículo; a exibição do aparelho no plenário foi registrada pelo India Today.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o Irã está pronto para acordos com os Estados Unidos dentro do direito internacional, em entrevista à Fox News em Nova York, segundo a agência TASS. Segundo o relato, Pezeshkian disse ainda que Teerã não pauta decisões por eleições americanas e aceitaria um acordo antes ou depois do pleito.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que cabe aos Estados Unidos decidir quando termina a guerra entre os dois países e negou que Teerã busque a bomba nuclear, em entrevista à Fox News exibida em 24 de setembro de 2026 e repercutida por The Hindu. Ele afirmou que o Irã aceita diluir o urânio sob verificação externa – e os preços do petróleo Brent caíram com a expectativa de trégua, segundo o Middle East Eye.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o líder supremo Mojtaba Khamenei está em plena saúde e no controle total do país, em entrevista à Fox News relatada pela agência russa TASS, na qual afirmou ter se reunido pessoalmente com Khamenei por sete horas há cerca de um mês ou um mês e meio. Na mesma entrevista, Pezeshkian negou que Teerã dirija os planos de batalha dos houthis do Iêmen, dizendo que “os houthis são responsáveis pelos próprios atos” e não recebem ordens de Teerã, segundo o Middle East Eye. Sobre o memorando de entendimento (MoU) de junho, Pezeshkian disse que o texto previa um cessar-fogo temporário antes do colapso das conversas, segundo a News18.

O Irã entregou aos mediadores as suas condições para voltar a negociar o fim da guerra, e o governo iraniano trabalha pelo retorno dos Estados Unidos ao memorando de entendimento (MoU) antes das eleições de meio de mandato de novembro. O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse ter enviado as condições por intermédio do Catar, entre elas o fim da guerra em todas as frentes e o fim do bloqueio naval. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã quer o retorno americano ao memorando antes das eleições de meio de mandato. O The New York Times noticiou que o Irã propôs um plano de sete dias para encerrar a guerra.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que Teerã entregou aos Estados Unidos uma proposta que reabre o Estreito de Ormuz e retoma em sete dias as negociações pelo fim da guerra. O texto não foi divulgado. Fontes regionais ouvidas pelo The National descrevem um cessar-fogo de até 60 dias em toda a região, a reabertura faseada do Estreito e o fim do bloqueio norte-americano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse em entrevista à Fox News que a escolha cabe a Washington: “É a América que precisa decidir se quer terminar isto ou não.”

Durante o discurso que abriu a 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”; quando ele passou a falar das operações militares dos Estados Unidos, a delegação iraniana se retirou do plenário e deixou apenas um funcionário de escalão inferior no salão, segundo a Al Jazeera. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou a saída parcial e disse à agência estatal iraniana IRNA que um diplomata da missão iraniana permaneceu no recinto porque a delegação participava no nível do chanceler, segundo a ANI. Baghaei afirmou que o governo dos Estados Unidos transforma a Assembleia em palco de ameaças militares “absolutamente ilegais, contrárias ao direito internacional e ao costume diplomático” e classificou a ameaça de ataque como “admissão de cometer crimes internacionais”. A emissora estatal iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera, informou que o chanceler Abbas Araghchi aceitou o pedido de reunião feito pelo enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff para reapresentar as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz: o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra. A Al Jazeera registra que os relatos divergem sobre se houve encontro direto entre as duas delegações.

O Ministério do Petróleo do Irã afirmou que cerca de 50% da capacidade danificada do campo de gás de South Pars voltou a operar, depois do ataque israelense de 18 de março de 2026 que paralisou duas refinarias do complexo de Asaluyeh e interrompeu o envio de gás iraniano ao Iraque, conforme noticiou The National. O vice-ministro do Petróleo para Planejamento disse que a produção naquela seção foi retomada até 22 de setembro de 2026 e que o programa de recuperação será concluído antes do início do inverno, segundo a Mehr News. O campo fornece cerca de 75% do gás consumido no país e sustenta perto de 80% da geração de eletricidade, segundo reportagem da Rádio Free Europe/Radio Liberty reproduzida pelo GlobalSecurity.org.

Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reuniram por cerca de três horas nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na primeira rodada de conversas desde o colapso do cessar-fogo de junho, segundo a BBC. A reunião foi mediada pelo Catar e nenhum avanço foi anunciado; Witkoff disse que se completou “uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora”, e Teerã repetiu a exigência de fim dos “atos de agressão” dos Estados Unidos. Horas antes, no discurso que abriu a Assembleia, Trump disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”, e afirmou acreditar que um acordo sairia logo depois das eleições legislativas de novembro. Os preços do petróleo caíram com o anúncio das conversas, segundo o Gulf News, que publica a cobertura da Associated Press.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o seu governo apoia “fortemente” o Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa (IMEC), como forma de afastar a infraestrutura energética do Oriente Médio de pontos de estrangulamento sob controle iraniano. Falando a líderes do Conselho de Cooperação do Golfo, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Trump afirmou: “Os ataques terroristas do Irã à navegação comercial em países vizinhos mostraram a necessidade de deslocar a infraestrutura energética do Oriente Médio para longe dos postos de controle iranianos. É por isso que o meu governo apoia fortemente o Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa e outros lugares para tirar o petróleo, seja por dutos ou por qualquer outra coisa”, segundo o Hindustan Times e a ANI. O corredor, lançado em 9 de setembro de 2023 na cúpula do Grupo dos Vinte (G20), em Nova Délhi, prevê ligar a Índia ao Golfo e o Golfo à Europa por rotas marítimas, ferroviárias e rodoviárias.

Três navios de carga transitaram o Estreito de Ormuz na terça-feira, 22 de setembro de 2026, abaixo da média móvel de dez dias, de cerca de 15 embarcações, segundo dados preliminares da Kpler citados pela Reuters, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Os três saíam da passagem, e o número pode mudar porque parte dos navios desliga os transponders na travessia; o navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mafyar, em lastro, reapareceu dentro do estreito na terça-feira, depois de ter sido visto pela última vez fora dele em 19 de setembro de 2026, segundo dados da Kpler e da LSEG. No Bab el-Mandeb, 22 navios de carga cruzaram a passagem no mesmo dia, contra uma média de cerca de 26 nos dez dias anteriores. Antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, o estreito recebia cerca de 125 embarcações comerciais de grande porte por dia, o equivalente a um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. A consultoria de risco marítimo Marisks informou na terça-feira que o petroleiro de cru LR Stephanie, de bandeira da Ilha de Man, foi atingido por um projétil não identificado quando entrava na passagem na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, com dois tripulantes levemente feridos, e que o navio de gás liquefeito de petróleo (GLP) Al Maryah, de bandeira da Libéria e operado pela Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC), foi atingido na saída no domingo, 20 de setembro de 2026; nenhum dos dois casos teve autoria confirmada, segundo o despacho da Reuters.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o contato com os Estados Unidos à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi feito por meio de um mediador do Catar, e que o objetivo era entregar as condições iranianas: o fim da guerra em todas as frentes, o fim das ações militares e do bloqueio naval norte-americanos, o fim da guerra econômica e a liberação dos ativos congelados do país, segundo a Mehr News. Segundo o The Guardian, o encontro de três horas entre o chanceler Abbas Araghchi e o enviado norte-americano Steve Witkoff foi mediado por diplomatas do Catar e teve a presença do primeiro-ministro e chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, na maior parte do tempo; o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursa na Assembleia Geral nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026.

Procuradores federais dos Estados Unidos investigam se a Binance violou as sanções contra o Irã ao deixar passar negociações na sua plataforma, segundo o Bloomberg Law, que ouviu pessoas a par da apuração, e a Reuters, que confirmou o relato com uma fonte própria. A apuração é conduzida pelo escritório do procurador dos Estados Unidos em Manhattan (Distrito Sul de Nova York) com a Divisão Criminal do Departamento de Justiça, em Washington, e examina se a corretora de criptomoedas sabia que permitia as transações. Os dois órgãos não comentaram; a Binance afirmou ter “tolerância zero” a violações de sanções e disse que coopera com as autoridades. Em 14 de setembro de 2026, o mesmo escritório pediu o perdimento de cerca de US$ 61 milhões em criptomoedas que, segundo a acusação, são produto da venda de petróleo iraniano no mercado paralelo, numa ação movida contra os ativos, sem acusação contra a exchange. A Binance pagou em 2023 uma multa de US$ 4,3 bilhões por falhas nos controles de lavagem de dinheiro e de sanções, quando o Departamento de Justiça calculou em US$ 898 milhões as negociações entre usuários nos Estados Unidos e usuários residentes no Irã de janeiro de 2018 a maio de 2022.

A alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, disse ter tratado com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Nova York, dos caminhos diplomáticos para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã e para a reabertura plena do Estreito de Ormuz. “Antes da guerra não havia pedágios nem taxas de trânsito, e não deve haver nenhum depois”, escreveu ela no X, segundo a LaPresse e a ANI. “A navegação tem de ser livre e sem impedimentos, tanto no Estreito de Ormuz quanto no Estreito de Bab el-Mandeb.” Kallas afirmou ainda ter levantado com Araghchi a repressão interna no Irã, entre ela o aumento acentuado de execuções e de sentenças de morte.

O Irã entregou aos Estados Unidos as suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz no encontro do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a emissora estatal iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), em relato reproduzido pelo The Tribune, as exigências são o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. A reunião foi pedida por Witkoff, segundo a mesma emissora. Witkoff escreveu no X, em publicação reproduzida pelo The Tribune, que os dois lados mantiveram “longas conversas” por meio de mediadores que “fizeram a ponte entre as duas partes ao longo do dia”: “Concluíram com sucesso uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora. Os mediadores vão continuar o seu trabalho.” O embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali, afirmou ao jornal Vedomosti que Washington terá de aceitar o novo status legal do Estreito de Ormuz, que, segundo ele, será definido por Irã e Omã, conforme o TASS.

A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que uma explosão foi ouvida perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e afirmou que a causa e os efeitos não estavam claros de imediato, segundo o Middle East Eye, que acompanha o caso em blog ao vivo. Nenhuma outra fonte confirmou a explosão até o momento.

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e com a retomada do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, e apagaram boa parte da queda depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que acredita em um acordo com o Irã após as eleições legislativas de novembro. O Brent, referência para dois terços do petróleo negociado no mundo, caiu 2,64%, a US$ 97,69 o barril, às 15h09 no horário dos Emirados Árabes Unidos, e o West Texas Intermediate recuou 3,20%, segundo o The National, de Abu Dhabi. Mais cedo, o Brent havia caído 3%, a US$ 97,43, e o petróleo dos Estados Unidos, até 3,5%, a US$ 92,40, segundo a NBC News. Depois do discurso de Trump, o petróleo norte-americano voltou a cerca de US$ 96 e o Brent chegou a superar US$ 100 outra vez, conforme a NBC News. “Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido que eles não façam”, disse Trump na tribuna. “Os preços do petróleo vão despencar, ainda mais baixos do que estavam no começo do conflito.” A agência semioficial iraniana Fars classificou os relatos sobre a reabertura de Ormuz como “não confiáveis e inverídicos”, segundo a NBC News, que afirma não ter confirmado as informações. Apenas dois navios comerciais visíveis cruzaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, contra cerca de 125 por dia antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, segundo dados preliminares de navegação citados pelo The National. A média nacional do preço do diesel nos Estados Unidos bateu recorde nesta terça-feira, a US$ 6,52 o galão, alta de 82% desde o começo do ano, segundo a NBC News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que apoia proibir a exportação de diesel do país, medida que parlamentares de estados agrícolas passaram a exigir diante da alta dos combustíveis: “Eu disse: não vamos exportar o diesel. Produzimos muito diesel. Pedi isso. Pedi isso ao meu pessoal”, afirmou a jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, antes de se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conforme a Reuters, em despacho publicado pelo The Sacramento Bee. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse no mesmo encontro que o governo examina se a proibição é viável e se funcionaria de forma integral ou parcial. Os preços do diesel bateram recordes nos Estados Unidos e na Europa porque as guerras no Irã e na Ucrânia cortaram as exportações de alguns dos maiores produtores, como Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos; o galão de diesel passou de US$ 6,50 no mercado norte-americano, recorde, segundo a AAA citada pela Bloomberg. O apoio de Trump o coloca em conflito com os seus próprios secretários de Energia e do Interior. Chris Wright disse que uma proibição criaria excesso de diesel na costa do Golfo e levaria as refinarias a cortar a produção, reduzindo também a oferta de gasolina, e defendeu mais oferta. Doug Burgum afirmou que a medida provavelmente não reduziria os preços do petróleo e poderia provocar retaliação de países exportadores de energia. Uma proibição aliviaria os preços no Golfo no curto prazo e apertaria ainda mais a oferta na Europa, que é estruturalmente deficitária em diesel e depende das exportações dos Estados Unidos: “isso parece bastante danoso para alguns aliados importantes dos Estados Unidos”, disse Jim Mitchell, da consultoria Wood Mackenzie, conforme a Reuters.

Os aeroportos de Bagdá, no Iraque, e de Mascate, em Omã, deixaram de aceitar voos de companhias iranianas a partir da meia-noite desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, quando passaram a valer as sanções dos Estados Unidos contra a aviação do Irã. A informação é da agência semioficial iraniana Tasnim, citada pela Al Jazeera e pela Agence France-Presse (AFP). O governo do Iraque ordenou à autoridade de aviação civil que suspendesse os voos iranianos a Bagdá, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters, e estuda redirecionar essas frequências para Najaf, destino de peregrinação. A Organização da Aviação Civil do Irã negocia com Omã e afirma que os demais voos internacionais, entre eles os de Istambul, seguem como programados, segundo a agência ISNA. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira, 21 de setembro, que as companhias aéreas iranianas ficariam impedidas de operar em todo o mundo a partir de 23 de setembro pela ameaça de sanções secundárias a quem lhes presta serviço: “não se pode fornecer combustível, não se pode fornecer serviços de pouso, não se pode vender bilhetes a eles, ou você fica fora do sistema do dólar”, disse à CNBC. O Irã tem 27 companhias aéreas, a maioria delas doméstica, e as rotas internacionais se concentram na Iran Air e na Mahan Air. Analistas ouvidos pela Al Jazeera observam que Washington não tem autoridade para fechar o espaço aéreo de outros países, e que o corte de combustível e de serviços de solo produz efeito equivalente.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que países europeus que hospedam bases militares dos Estados Unidos ou que ajudem a preparar ou executar ataques norte-americanos podem ser “cúmplices de agressão”. A declaração foi feita ao chanceler da Itália, Antonio Tajani, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Middle East Eye, que cita comunicado iraniano. Araghchi afirmou que a alta dos preços de combustíveis e de matérias-primas nos mercados globais decorre diretamente da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e advertiu sobre “as consequências perigosas que a normalização da ilegalidade e do unilateralismo agressivo dos Estados Unidos representam para o Estado de direito”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que Washington e Teerã caminham para um acordo, horas depois de repetir na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a ameaça de aniquilar o Irã se não houver entendimento: “Eles querem falar conosco. Têm falado conosco, hoje mesmo falaram conosco, e a relação está se desenvolvendo. Mas não podemos deixá-los ter uma arma nuclear, e eles entendem isso”, disse, depois de se reunir com o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, segundo a Reuters, em despacho publicado pelo Al-Monitor. Um oficial iraniano de alto escalão disse à Reuters que Teerã pode reabrir o Estreito de Ormuz à navegação do Golfo em sete dias caso os Estados Unidos aliviem a pressão militar e levantem o bloqueio aos portos iranianos, e que a proposta mais recente foi entregue a Washington por mediadores na semana passada. “A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os Estados Unidos voltarem à diplomacia”, afirmou o oficial, que falou sob condição de anonimato. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que chefiou a equipe negociadora em conversas anteriores, advertiu que “Trump precisa entender que não pode impor o seu poder ao povo iraniano e às suas forças armadas”. Trump recebeu no mesmo dia os líderes dos seis estados árabes do Golfo (Bahrein, Kuwait, Catar, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), encontro em que disse haver “bastante impulso” para um acordo, conforme a TASS: “Temos mediado por um tempo, mas acho que há bastante impulso para que façam um acordo.” Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Arábia Saudita reiniciou as operações do seu oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu nas próximas horas, em volumes reduzidos; o oleoduto estava parado desde ataques deste mês que Riad atribui a grupos apoiados pelo Irã no Iraque.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no discurso da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem “uma grande decisão a tomar” sobre o Irã: fechar um acordo que permita ao país “reconstruir e criar uma nação muito maior do que jamais foi”, ou “aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem nunca mais dar a eles a chance de matar e destruir pessoas e países”. Ele pediu que “todas as nações” ajudem a impor o “isolamento econômico completo do Irã” e disse que um acordo deve sair depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, segundo o The Guardian e o Quartz. Trump afirmou que o Irã “está esperando para ver como eu me saio na eleição de meio de mandato” e descartou que o pleito condicione a sua decisão: “O que eles não percebem é que eu não estou concorrendo. Já fiz isso, e ganhei de lavada.” Ele também disse que os Estados Unidos têm “mais munição do que jamais poderíamos pensar em usar” e defendeu o ataque ao país como forma de impedir que Teerã obtivesse uma arma nuclear.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o seu governo estuda aplicar a lei que amplia as sanções contra a Rússia e o Irã, sancionada por ele em 18 de setembro de 2026 e conhecida como “sanções do inferno”: “Isso é algo que certamente estamos estudando. É um projeto muito severo”, afirmou a repórteres antes da reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a TASS. Perguntado se pretende levantar a questão das sanções secundárias contra parceiros comerciais da Rússia no encontro com o presidente da China, Xi Jinping, marcado para esta semana em Washington, Trump respondeu: “Provavelmente.” A lei, de autoria principal do senador Lindsey Graham, morto em 11 de julho de 2026, prevê tarifas de até 100% sobre os cinco maiores compradores de petróleo e gás russos e sanções secundárias a países que ajudem Moscou a contornar o cerco, além de restrições contra a cúpula política e militar russa, bancos estatais e a “frota sombra” de navios petroleiros.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e entregou as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a televisão estatal iraniana IRIB, citada pelo Middle East Eye: o levantamento imediato do bloqueio naval, a devolução dos ativos iranianos congelados e o fim da guerra em todas as frentes da resistência. O encontro confirma o contato direto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu mais cedo como uma reunião de cerca de três horas “muito boa” e “muito produtiva”. No mesmo dia, a alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, também se reuniu com Araghchi para tratar da passagem marítima no estreito e no Bab al-Mandab: “Não havia pedágios nem taxas de passagem antes da guerra, e não deveria haver nenhum depois”, escreveu ela na rede social X, segundo o Middle East Eye. Kallas disse ter levantado também “a repressão interna no Irã, incluindo o aumento acentuado das execuções e das penas de morte”.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.

Donald Trump disse a jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião de cerca de três horas com a delegação iraniana à margem da 81ª Assembleia Geral, que ele descreveu como “muito boa” e “muito produtiva”, e que “há outra agendada para um futuro muito próximo”, segundo a Al Jazeera e o Middle East Eye. O anúncio foi feito horas depois de o presidente ameaçar, no discurso de abertura da Assembleia, “aniquilar a República Islâmica” caso Teerã não feche um acordo para encerrar a guerra. Nenhum dos dois veículos informou quem participou da reunião nem onde ela ocorreu.

O deputado Hossein-Ali Haji Deligani disse no plenário do Parlamento do Irã no domingo, 20 de setembro de 2026, que um projeto de lei com tripla urgência, mecanismo que permite tramitação acelerada, para retirar o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi entregue à mesa diretora e aguarda o aval do presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, para ser submetido a debate, segundo a Press TV, o Mehr News e o Türkiye Today. “Dadas as circunstâncias que o país enfrenta e a agressão que o inimigo lançou contra nós em duas ocasiões, permanecer no TNP não nos traz nada além de prejuízos”, afirmou ele, citando o encaminhamento do caso iraniano ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), formado por 35 membros, por suposta falta de cumprimento do regime de inspeções, decisão que Rússia e China contestaram. O secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, o major-general Mohsen Rezaei, disse no sábado, 19 de setembro de 2026, que o país mantém o compromisso de não produzir armas nucleares, mas que a saída do tratado é uma possibilidade diante das ameaças dos Estados Unidos e de Israel. O Iran International registrou que propostas semelhantes circulam há meses e a direção do Parlamento as mantém fora do plenário, e que nem o líder supremo Mojtaba Khamenei nem o Conselho Superior de Segurança Nacional se pronunciaram sobre a busca de uma arma nuclear, defendida em declarações separadas por parlamentares linha-dura.

As delegações do Irã e de Cuba deixaram o plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o discurso de Donald Trump nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, segundo o The Independent e o The Hill. A delegação iraniana começou a se levantar quando o presidente dos Estados Unidos descrevia os seis meses de ataques militares intermitentes contra o Irã, e apenas uma pessoa permaneceu sentada; o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chanceler Abbas Araghchi estão em Nova York, mas não entraram no plenário para o discurso. A delegação cubana saiu depois de Trump chamar o país de “Estado absolutamente falido”, dizer que ele “está falhando como nunca e vai cair” e afirmar que “a liberdade chegará a Cuba”. O presidente também acusou o governo cubano de fomentar oposição nos Estados Unidos; Washington mantém desde janeiro de 2026 um bloqueio petrolífero que cortou o acesso da ilha ao petróleo venezuelano, e as negociações entre os dois países estão paradas.

Donald Trump disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que tem “uma grande decisão a tomar” sobre o Irã: fechar um acordo que permita a Teerã se reconstruir, ou “aniquilar a República Islâmica, e fazê-lo rápido”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor, e a IANS. O presidente dos Estados Unidos disse prever um acordo “logo depois da eleição” legislativa de 3 de novembro de 2026 e pediu que outros países imponham o “isolamento econômico completo” do Irã até que ele abandone o programa nuclear, pare de atacar navios comerciais e encerre o apoio a grupos armados. Ele afirmou que a capacidade iraniana de fabricar mísseis e drones “quase acabou” e que a inflação no país passa de 300%, número que não atribuiu a nenhuma fonte.

A Arábia Saudita reiniciou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, disseram à Reuters três fontes informadas do assunto; duas delas afirmam que o bombeamento voltou em ritmo baixo, e a estatal Saudi Aramco não respondeu de imediato. Ataques de drones forçaram o fechamento da linha em 13 de setembro de 2026, interrompendo os carregamentos em Yanbu. Desde a paralisação dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, o oleoduto vinha redirecionando cerca de 4 milhões de barris por dia ao porto, o equivalente a aproximadamente 4% do suprimento global, segundo a agência.

O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos, segundo um alto funcionário do governo iraniano citado pela Kyodo News e pela Reuters. A proposta, já transmitida a Washington por mediadores, foi aprovada pelo líder supremo Mojtaba Khamenei e pelo Conselho Superior de Segurança Nacional, diz a Kyodo; o funcionário afirma que os presidentes Masoud Pezeshkian e Donald Trump não se encontrarão em Nova York e que os Estados Unidos precisam oficializar a disposição de negociar antes de qualquer passo. As duas agências descrevem a mesma fonte, não verificada de forma independente.

Um alto funcionário iraniano disse à Reuters nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e levantarem o bloqueio aos portos iranianos. Segundo o funcionário, a proposta foi entregue a Washington por mediadores em 16 de setembro e a delegação iraniana em Nova York tem autoridade para retomar a diplomacia durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); o presidente Masoud Pezeshkian não se encontrará com Donald Trump. A informação é de uma fonte única, que falou sob condição de anonimato, e o governo dos Estados Unidos não confirmou a proposta até a publicação desta nota.

Ataques aéreos sauditas contra o porto de Mokha, no mar Vermelho, mataram ao menos seis pessoas, no momento em que os houthis, apoiados pelo Irã, pressionam a sua ofensiva no Iêmen, segundo a France 24, citando a Reuters, a Associated Press e a AFP. O episódio ocorre no mesmo dia em que o porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, informou em Genebra que mais de 130 mil pessoas já foram deslocadas no Iêmen e cerca de 3 mil fugiram para o Djibuti desde o reinício dos combates no início de setembro, números que podem chegar a 230 mil e 10 mil nos próximos meses, segundo o Middle East Eye.

A Arábia Saudita religou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as exportações pelo porto de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par do assunto; o bombeamento opera em regime baixo. O oleoduto de 1.200 quilômetros, que liga Abqaiq a Yanbu e permite ao país escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, havia sido fechado depois de ataques com drones lançados do Iraque. O Ministério de Energia saudita informou em 11 de setembro que o duto foi parado “como medida de precaução” após “múltiplos ataques” e que houve feridos, segundo a agência estatal Saudi Press Agency; no dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques e disse que o reino optou por não responder de imediato, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, segundo a agência. Bagdá demitiu um comandante militar e abriu investigação depois de admitir que os drones partiram de uma província sua na fronteira com o Irã, segundo a BBC News.

A Organização da Aviação Civil do Irã disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que os voos internacionais das companhias aéreas iranianas seguem conforme programado e que nenhuma frequência estrangeira foi cancelada, segundo a agência ISNA, citada pelo Middle East Eye. O órgão afirmou que não há instrução para suspender voos ao exterior e que os passageiros serão avisados com antecedência sobre qualquer mudança de horário. A declaração responde ao anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que na segunda-feira, 21 de setembro, sancionou 36 alvos ligados à aviação iraniana e suspendeu três autorizações que permitiam sobrevoos e a entrada no país de aeronaves de origem ou controle norte-americanos operadas por companhias estrangeiras, segundo o comunicado do Tesouro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que “em 23 de setembro todas as companhias aéreas iranianas estarão impedidas de operar globalmente”, e que a ameaça alcança aeroportos, fornecedores de combustível e agências de venda de bilhetes, segundo o The Jerusalem Post.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Alimov, teve o visto negado para entrar nos Estados Unidos e não participa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que chamou o caso de “mais um ato hostil”, segundo o G1. Peskov afirmou que a recusa contradiz as obrigações dos Estados Unidos como país-sede da ONU e que o assunto será levado a Washington. Caso semelhante ocorreu com o Irã: a diplomacia iraniana, citada pela TASS, afirmou que os Estados Unidos não concederam visto aos jornalistas da comitiva do presidente Masoud Pezeshkian. O chanceler Sergey Lavrov viajou para Nova York e tem reunião bilateral nesta quarta-feira com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A China rejeitou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as sanções dos Estados Unidos contra companhias aéreas do Irã e ameaçou sobrevoar o espaço aéreo norte-americano, relata o The Guardian. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse numa entrevista à CNBC que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em questão de dias, segundo a Mehr News. “A China sempre se opõe a sanções unilaterais ilegais, que não têm base no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança da ONU”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun. A agência Mehr News é ligada ao Estado iraniano, e as ameaças da China constam da cobertura ao vivo do jornal britânico.

O Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) do Irã afirmou estar pronto para uma “contraofensiva” e avisou que vai “mudar a geografia da guerra” se os Estados Unidos atacarem o país de novo, na fala do porta-voz da força, o brigadeiro-general Hossein Mohebbi, em entrevista à agência semioficial Tasnim publicada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026 e reproduzida pela ABC News. “Se uma nova agressão acontecer, haverá mudanças significativas na nossa defesa e na nossa contraofensiva”, disse Mohebbi, segundo a ABC News, acrescentando que o Irã levará ao campo de batalha “novas armas com novas capacidades” e que o mundo será surpreendido. No mesmo dia, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o país chegou a um estágio em que os seus mísseis alcançam qualquer alvo que Teerã escolher e que responde a um “conflito híbrido” de pressão econômica, militar e diplomática, segundo o Middle East Eye, citando a televisão estatal Press TV. As falas respondem às ameaças feitas por Donald Trump em entrevista à Fox News no domingo, 20 de setembro, quando ele disse que as opções em estudo eram “acabar com o Irã, deixá-lo apodrecer economicamente ou fazer um acordo”, conforme o The Guardian. Os dois países seguem travados num impasse no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã, com o tráfego comercial perturbado e um contrabloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, segundo o The Guardian.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a sua conversa com Donald Trump em Nova York foi “muito construtiva” e que houve disposição para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã durante a guerra. Segundo o relato que ele fez a jornalistas, citado pela Hindustan Times, foram discutidas “várias soluções” que permitiriam, sem um acordo amplo, aumentar a passagem de porta-contêineres e petroleiros pelo estreito, além da situação do mar Vermelho, rota que ganhou peso no escoamento de petróleo com Ormuz fechado e onde a tomada de um estreito estratégico pelos houthis, apoiados pelo Irã, complicou a navegação. Sobre a Ucrânia, Macron disse ter pressionado Trump a acelerar o envio de interceptadores de mísseis a Kyiv, “uma medida defensiva”, e afirmou numa publicação na rede social X que os dois trataram da perspectiva de uma “trégua energética e uma moratória no mar Negro”. Antes do encontro, Trump havia atribuído ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parte da alta dos preços do diesel por causa dos ataques a refinarias russas e pedido que ele parasse de atingir o diesel russo, conforme o Le Monde. Macron também se reuniu com Zelensky à margem da Assembleia Geral da ONU.

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que se opõe às “sanções unilaterais ilegais” dos Estados Unidos contra o Irã e contra os parceiros comerciais de Teerã e que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger os interesses chineses, segundo a BBC News e o Middle East Eye. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira, 21 de setembro, o pacote que Washington batizou de “Operation Economic Outcast” (“Operação Pária Econômico”), descrito por ele como “a maior ofensiva financeira já desfechada” contra o Irã, e afirmou que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em 23 de setembro, sob ameaça de sanções secundárias a quem lhes prestar serviços, segundo o Middle East Eye. O Tesouro mapeou canais financeiros e redes de evasão e sancionou quase 60 entidades, pessoas e navios. A China é a maior compradora do petróleo iraniano, e David Oxley, economista-chefe de clima e commodities da Capital Economics, disse à BBC News que o pacote terá “efeito direto limitado” sobre os fluxos de energia do Irã. O anúncio antecede a reunião de Donald Trump com Xi Jinping prevista para quinta-feira, 24 de setembro, e o ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, disse à televisão estatal que Teerã está “totalmente preparado” para as sanções.

Donald Trump disse em entrevista por telefone à Fox News no domingo, 20 de setembro de 2026, que está em “modo de decisão” sobre a guerra com o Irã e que as opções na mesa são “aniquilar o Irã, deixá-lo apodrecer economicamente ou fazer um acordo”. “Minha pergunta é se e quando eu explodo a nação inteira? É melhor que se comportem”, disse o presidente dos Estados Unidos, conforme o relato do correspondente Trey Yingst reproduzido pelo The Guardian. O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), Hossein Mohebbi, respondeu no domingo que “se uma nova agressão ocorrer, certamente mudaremos o armamento e a geografia da guerra” e que “nossos alvos não serão necessariamente os mesmos de antes”, em declarações à agência semioficial Fars e à televisão estatal iraniana. Mohebbi afirmou que o Irã tem alvos ainda não atingidos e que a Guarda se preparou para uma guerra longa. O CBS News informou no domingo que Teerã transmitiu a Washington, por meio de mediadores, suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início do conflito. Trump discursa nesta terça-feira na abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fala na quarta-feira, 23 de setembro; o chanceler Abbas Araghchi já está na cidade.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, reuniu-se em Teerã na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, numa visita em que Teerã agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação regional. Segundo o Ministério do Interior paquistanês, os dois ministros trataram de “relações bilaterais entre Paquistão e Irã e da situação mais recente na região”, e Momeni agradeceu ao primeiro-ministro Shehbaz Sharif e ao chefe do Estado-Maior do Exército, marechal Asim Munir, pelos esforços em favor da paz regional. A televisão estatal iraniana Press TV informou que Pezeshkian disse que os dois países podem suprir boa parte de suas necessidades recorrendo a “capacidades domésticas e regionais” e que a pressão dos Estados Unidos tem produzido maior convergência entre países muçulmanos; na versão publicada pelo The Express Tribune e pelo UrduPoint, Naqvi disse que as relações bilaterais “vão ficar ainda mais fortes”. É a sexta viagem do ministro a Teerã desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em fevereiro de 2026, e ocorre enquanto Islamabad tenta preservar o Memorando de Entendimento assinado em julho entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, disse em 19 de setembro de 2026 que a visita trataria de relações bilaterais e que não havia plano de trocar mensagens sobre mediação, segundo o jornal paquistanês Dawn. A Al Jazeera noticiou que o encontro ocorre em meio à escalada das tensões entre Teerã e Washington, e fontes do governo paquistanês disseram à agência Anadolu que a agenda incluía os ataques houthis contra instalações petrolíferas sauditas.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Nova York na segunda-feira, 21 de setembro, para chefiar a delegação diplomática iraniana na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Araghchi é o funcionário iraniano de mais alto escalão a entrar nos Estados Unidos desde o início da guerra, aberta com ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, segundo o Arab News e o jornal Indian Express. Ele deixou o Irã no domingo à noite, com escala no Catar, e conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, segundo a televisão estatal iraniana. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, escreveu na rede social X que o chanceler chefia “uma delegação diplomática” na assembleia. Antes de embarcar, Araghchi disse a jornalistas iranianos que o objetivo principal é usar a tribuna para defender “a legitimidade, os direitos e os interesses do povo iraniano”. O presidente Masoud Pezeshkian, que deve discursar na quarta-feira, 23 de setembro, deixou Teerã na manhã desta terça-feira, segundo a agência Mehr; a imprensa estatal iraniana havia relatado que Washington recusou vistos a integrantes da delegação, incluindo a equipe de comunicação.

Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.

Os chanceleres do Grupo dos Sete (G7) pediram nesta segunda-feira, 21 de setembro, que o Irã encerre o fornecimento de armas e o apoio aos houthis no Iêmen, que classificaram como um “padrão perigoso de escalada” capaz de atingir o comércio internacional, e condenaram os “ataques contínuos inaceitáveis” do grupo no Iêmen e contra o território da Arábia Saudita, segundo a Reuters. Em nota divulgada após reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos pediram que os houthis “cessem imediatamente todas as ações militares, todas as ameaças e ataques contra a navegação civil” e voltem “de boa-fé” ao processo político. A nota saiu no mesmo dia em que a agência Saba, ligada aos houthis, afirmou que bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram ao menos seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher, e feriram oito em Mokha, cidade portuária do mar Vermelho tomada pelos houthis em 10 de setembro, segundo a AFP e a France 24; o número não teve confirmação independente.

O Iraque vai suspender os voos de companhias aéreas iranianas a partir do amanhecer de terça-feira, para cumprir a decisão do Tesouro dos Estados Unidos que fecha as empresas iranianas ao tráfego internacional em 23 de setembro, segundo duas fontes do governo iraquiano ouvidas pela Agence France-Presse (AFP); uma delas avisou que países que não aplicarem a medida correm risco de sanção. A Geórgia também barrou as companhias iranianas, e a Mahan Air suspendeu os serviços à Turquia a pedido do governo turco. A Iran Air afirma que vai manter a rota para Najaf, no Iraque, apesar da medida.

Em entrevista ao The New York Times publicada nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, voltou a prometer o desarmamento das milícias apoiadas pelo Irã, no mesmo dia em que viajou a Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde deve se encontrar com Donald Trump à margem da reunião, segundo o porta-voz do governo, Haider al-Aboudi. O prazo de 30 de setembro é o mesmo para o fim da missão da coalizão liderada pelos Estados Unidos no país e para a entrega das armas fora do controle estatal, compromisso que al-Zaidi assumiu com Trump em julho. O próprio governo envia sinais divergentes: o assessor de segurança nacional, Qasim al-Araji, disse em agosto que a data marca a saída da coalizão e não o prazo para a entrega das armas, e o comitê encarregado do desarmamento não tem prazo definido, segundo o jornal The National. O porta-voz do comandante-em-chefe, Sabah al-Numan, afirmou à agência estatal Iraqi News Agency que 30 de setembro é “um ponto de virada estratégico” e que a partir dele “desaparece qualquer justificativa” para a ação armada fora da autoridade do Estado. Entre as facções, o quadro é igualmente dividido: Saraya al-Salam, Asaib Ahl al-Haq e Kataib Imam Ali anunciaram adesão e entregaram parte do armamento, enquanto Kataib Hezbollah, Harakat Hezbollah al-Nujaba e Kataib Sayyid al-Shuhada rejeitam o prazo, segundo o Carnegie Endowment for International Peace e o site iraquiano 964media. O Iraque já tentou concentrar as armas no Estado uma vez, depois da retirada americana de 2011, e o país mergulhou em violência sectária até o avanço do Estado Islâmico em 2014.

O governo de Donald Trump propôs investir US$ 5 bilhões num fundo para reconstruir a infraestrutura energética do Oriente Médio danificada na guerra contra o Irã e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz para transportar petróleo e gás, segundo o jornal Wall Street Journal, que citou funcionários americanos e da região e documentos. A proposta está em discussão com vários países, entre eles Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e o valor inicial americano seria acompanhado por contribuições equivalentes dos parceiros, segundo o Investing.com. A Reuters, que reproduziu a reportagem, disse não ter conseguido verificar a informação de imediato. O jornal afirma que o conflito de sete meses danificou oleodutos e refinarias da região. Para o Investing.com, o anúncio sugere que Washington precisa reparar tanto a infraestrutura do Golfo quanto a confiança na parceria americana, depois de os ativos energéticos da região virarem alvo, e não elimina de imediato o prêmio de risco geopolítico embutido no preço do petróleo.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta segunda-feira o VTB, segundo maior banco da Rússia, por manter relações de correspondência bancária com bancos iranianos já sancionados e ajudar Teerã a contornar as sanções americanas. Segundo o Tesouro, o banco montou contas de correspondência em riais iranianos e rublos e passa a figurar entre os mais amplamente sancionados do mundo. A medida dá sequência às sanções de agosto contra a filial em Dubai do Banque Misr, do Egito, e de setembro contra o Golden Global Yatirim Bankasi, da Turquia, na campanha de sanções secundárias contra instituições estrangeiras que sustentam a economia iraniana.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, defendeu no domingo um novo “marco de segurança regional” no Oriente Médio que inclua o Irã, e disse que a guerra contra a República Islâmica deve servir de alerta à região, segundo o Middle East Eye e a Al Jazeera. “O Irã é nosso vizinho”, afirmou Al Thani no Fórum Econômico do Catar, em Nova York. “Temos de agir juntos e com responsabilidade como região e garantir que tenhamos boas relações com o Irã. Esperamos que esta guerra seja um alerta para todos.” Em outro evento no domingo, o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a região precisa de uma “nova mentalidade” e defendeu que as negociações para encerrar a guerra incluam um elemento “árabe-iraniano”. As falas vieram horas depois de relatos, reproduzidos pelo Middle East Eye, de que Washington planeja retomar ataques diretos ao Irã após meses de violência reduzida.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em 23 de setembro, sob a ameaça de sanções secundárias a quem lhes prestar serviços: “se pousarem, você não pode fornecer combustível, não pode fornecer serviços de pouso, não pode vender passagens, ou será excluído do sistema do dólar”, afirmou à CNBC. Bessent disse ainda que a China se mostrou “muito engajada” na campanha de pressão econômica contra o Irã, um dia depois de se reunir em Nova York com o vice-premiê chinês He Lifeng, segundo a Reuters e o The Hindu.

A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que os Estados Unidos recusaram vistos para a equipe de comunicação do presidente Masoud Pezeshkian, que o acompanharia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e a Al Arabiya reproduziu a informação citando a agência estatal. Washington havia autorizado na semana passada a viagem da delegação principal, chefiada por Pezeshkian, e a rádio pública americana National Public Radio (NPR) relata que os integrantes autorizados terão limites estritos de circulação e de compras, fiscalizados pela segurança diplomática. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, passou por Doha a caminho de Nova York para consultas sobre a guerra, segundo a agência estatal iraniana. A recusa de vistos ocorre com o conflito perto de completar meio ano e depois de os Estados Unidos terem negado visto ao presidente palestino Mahmoud Abbas e à delegação palestina, segundo a BBC.

O Centro de Estatística do Irã informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 10,1% entre 21 de março e 20 de junho, o primeiro trimestre do calendário persa, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a AFP e a Al Jazeera. A extração de petróleo e gás caiu 26,4%, o PIB sem o setor de petróleo recuou 4,6% e a inflação média de doze meses chegou a 69,9%, conforme os dados oficiais.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou nesta segunda-feira que, em caso de novo ataque americano, vai introduzir “novas armas com novas capacidades” no campo de batalha e atingir alvos ainda não atacados, segundo a AP; a força diz estar preparada para uma “guerra prolongada”. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse, segundo a agência Tasnim, que Teerã enviou ao Catar uma lista de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz, e Mohsen Rezaei afirmou à Al Jazeera que elas incluem o fim da guerra em todas as frentes, a liberação dos fundos congelados e o fim do bloqueio naval.

Os Estados Unidos emitiram alerta de viagem e pediram que seus cidadãos deixem o Irã, segundo o The Hindu, e a Guarda Revolucionária (IRGC) ameaçou “mudanças significativas” em caso de novos ataques americanos, segundo o Middle East Eye e o TASS.

O comando militar iraniano afirma que os Estados Unidos se preparam para retomar os ataques contra o país, segundo a Al Jazeera; a acusação é de Teerã e não foi confirmada por Washington.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, homenageou os estudantes mortos no bombardeio de Minab, segundo o Mehr News, e Teerã acusou a França de “lágrimas de crocodilo” por cobrar liberdades no Irã sem se pronunciar sobre o ataque à escola, relata o Hindustan Times. As duas fontes reproduzem a posição iraniana.

A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirma ter derrubado mais um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News e o Middle East Eye; a alegação é da própria IRGC e não teve confirmação independente.

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