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Tema: Conflito

Matérias e notas sobre Conflito.

Fluxo

O Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou que ao menos 33 pessoas morreram e 39 ficaram feridas em ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita a um vilarejo perto de Sanaa, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. Os ataques atingiram casas na cidade de Bani Hushaysh, reduto houthi a leste da capital, e a maioria dos mortos eram mulheres e crianças, segundo o ministério e a agência Saba. O Centro de Comunicação Internacional da Arábia Saudita afirmou que está investigando o relato. Um diretor de hospital em Sanaa disse que os ataques não param e que equipes de resgate foram atingidas ao chegar, com profissionais de saúde entre os mortos.

Explosões foram ouvidas neste sábado na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e no porto de Jask, no sul do Irã, sem causa confirmada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Não houve confirmação oficial do lado iraniano sobre a origem dos estrondos. Mais cedo no sábado, a agência semioficial Tasnim informou que dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm, sem informação oficial sobre possíveis danos. Em nova versão, a Tasnim ligou os estrondos à atividade no Estreito de Ormuz e descartou um ataque à ilha, em relato divulgado pela TASS. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) descreveu a situação como “relativamente calma” diante dos relatos de explosões em Qeshm. Os relatos deste sábado vêm dias depois de os EUA terem atacado a ilha, ação que um funcionário norte-americano descreveu como limitada e não como retomada de operações de combate em larga escala.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que os militares do país realizaram novos ataques limitados contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News, na madrugada deste sábado, mirando sistemas de defesa aérea, e classificou a ação como “ataques menores”, em meio a crescentes temores de escalada na guerra entre os países. A agência estatal iraniana IRNA, citando testemunhas locais, informou que dois projéteis atingiram a ilha de Qeshm depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha. Ao menos 11 navios foram atacados dentro e nos arredores do Estreito de Ormuz na semana encerrada em 6 de novembro, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que registrou o afundamento de três deles. A agência contabiliza 88 disparos de projétil no estreito desde o recomeço das hostilidades no início de julho e adverte que a maioria dos ataques não é reportada. O relatório semanal apontou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. O Exército iraniano afirmou ter destruído um drone MQ-9 dos EUA sobre a ilha de Qeshm. A força naval iraniana disse que um petroleiro com o transponder desligado pegou fogo no leste do Estreito de Ormuz após atingir uma mina, e Washington afirma que as minas foram removidas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que conversou com 12 chanceleres nas últimas 48 horas, entre eles os de Omã, Catar, Arábia Saudita e Paquistão.

Fontes das Forças de Defesa de Israel (FDI) admitiram ao Jerusalem Post que o chefe do Comando Central, major-general Avi Bluth, se reuniu com o oficial de defesa regional, tenente-coronel Elitzur Trabelsi, antes da ida de colonos a um novo posto avançado perto de Jericó, mas negaram que tenham tratado da mudança. O Haaretz havia relatado que Bluth manteve “várias conversas” nos dias anteriores à entrada dos colonos com representantes do Conselho Regional de Binyamin, do movimento pró-assentamento Nachala e com Trabelsi. O Jerusalem Post afirma não ter conseguido confirmar de forma independente nenhuma das duas versões.

Ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita atingiram o vilarejo de Al-Shariya, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou à agência Saba que 36 pessoas ficaram feridas. Mídia ligada ao movimento houthi afirma que ao menos 25 pessoas, entre mulheres e crianças, morreram em ataques aéreos da Arábia Saudita. A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente, não se pronunciou sobre o ataque. Segundo as Nações Unidas, mais de 1.600 pessoas morreram e mais de 300 mil foram deslocadas desde a retomada dos combates no Iêmen.

Os houthis afirmam que ao menos 25 pessoas morreram e 30 ficaram feridas em ataques aéreos que atribuem à coalizão liderada pela Arábia Saudita. Mídia ligada ao grupo relata ainda nove ataques contra redes de telecomunicações na província de Sa’ada.

Mísseis e drones russos atingiram a Ucrânia neste sábado e feriram ao menos nove pessoas, enquanto negociadores de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos (EUA) preparam uma nova rodada de conversas para terça-feira em Abu Dhabi, a quarta mediada pelo governo Trump. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia disparou 36 mísseis balísticos contra Kyiv e a região e 172 drones sobre Kyiv e outras 12 regiões, ferindo nove pessoas, entre elas uma criança. Um ataque ucraniano com drone matou uma pessoa em Grayvoron, na região russa de Belgorod, segundo autoridades locais.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, segundo achados preliminares, a Rússia usou mísseis KN-23 fabricados e fornecidos pela Coreia do Norte contra uma das principais instalações energéticas atingidas nos ataques da madrugada. Ele disse também que a Rússia usou 36 mísseis nos ataques noturnos e que apenas quatro foram interceptados, com escassez de interceptadores para sistemas Patriot. A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido 149 de 172 drones e quatro mísseis balísticos, em ataques dirigidos sobretudo à região de Kiev. O anúncio ocorre às vésperas de nova rodada de conversas trilaterais mediadas pelos Estados Unidos (EUA) em Abu Dhabi, a partir de terça-feira.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atingiram caminhões-tanque de combustível usados no abastecimento de tropas ucranianas perto de Irpin, na região de Kiev. Segundo o ministério, também foi atingida a subestação Severnaya, de 330 quilovolts, perto de Novye Petrovtsy, que abastecia instalações da indústria de defesa ucraniana, e um navio de carga seca que transportava equipamento militar e bens de uso dual para a Ucrânia, no mar Negro a leste de Odessa.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, classificou como “pequenos” os ataques à ilha iraniana de Qeshm, atingida por dois projéteis na noite de sexta-feira, o mais recente de uma série de ataques aéreos à ilha nas últimas semanas voltados contra defesas antiaéreas e lançadores iranianos. Os bombardeios ocorrem em meio a temores de escalada na guerra entre os dois países, enquanto mediadores seguem tentando evitar um combate de larga escala. Segundo a Organização Marítima de Comércio do Reino Unido (UKMTO), ao menos 11 navios foram atacados no Estreito de Ormuz e arredores na semana encerrada em 6 de novembro, e três afundaram. O relatório semanal registrou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

O Ministério da Saúde dos houthis afirmou que ataques aéreos sauditas mataram 30 pessoas em um mercado de legumes em Al-Waziya, na província de Taiz, na sexta-feira, enquanto as forças do governo iemenita acusaram o grupo de disparar um míssil balístico contra o mercado e as autoridades de Taiz negaram que houvesse ataques aéreos, atribuindo a explosão a “disparos indiscriminados de mísseis houthis”. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, disse que aeronaves sauditas atingiram o mercado com vários ataques. A agência Saba, dos houthis, disse que ataques aéreos sauditas mataram 11 pessoas, entre mulheres e crianças, em casas na área de Al-Shariyah, província de Sanaa, no sábado, e que aeronaves atingiram paramédicos com dois ataques.

O Serviço de Emergências da Ucrânia elevou para 55 o número de mortos no ataque russo de 2 de novembro à vila de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, depois de retirar nove corpos dos escombros nas últimas 24 horas. O ataque atingiu várias vezes a vila de frente, começando por uma escola onde moradores se reuniam para receber ajuda humanitária, e uma das bombas foi uma FAB-3000 de três toneladas, com mais de mil quilos de explosivos. Foi o ataque russo mais letal na região de Zaporizhzhia desde o início da invasão em larga escala. O presidente Volodymyr Zelenskyy disse que, após o primeiro impacto, a Rússia lançou outras nove bombas aéreas sobre um abrigo onde civis e socorristas se refugiaram.

Autoridades ucranianas informaram uma pessoa morta e oito feridas, entre elas uma criança, no ataque noturno à região de Kyiv. O presidente Volodymyr Zelenskyy disse que a Rússia usou 172 drones e 36 mísseis balísticos, e o prefeito Vitali Klitschko afirmou que várias ondas de mísseis balísticos atingiram a Ponte Norte sobre o Dnipro. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os ataques atingiram a ponte e a fábrica Meridian e que a ponte era usada pelo Exército ucraniano para transportar armas e a fábrica produz mísseis de cruzeiro Flamingo. Klitschko disse que a capital está em situação “extremamente difícil” de energia, aquecimento e água.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que forças russas atingiram no Mar Negro, a sudeste de Odessa, um navio de carga que transportava equipamento militar para a Ucrânia. Uma fonte dos serviços de controle de tráfego aéreo disse à TASS que uma aeronave de reconhecimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de registro estadunidense, o Bombardier Artemis II, foi vista pela segunda vez na semana sobre águas internacionais do Mar Negro, voando de oeste para leste. Segundo a mesma fonte, a aeronave decolou de Constanta, na Romênia, onde é baseada, voa a cerca de 9 mil metros fora dos corredores de aviação civil e não entrou em espaço aéreo nacional além do romeno.

Ataques russos durante a noite danificaram instalações de energia nas regiões de Kyiv e Zhytomyr e uma ponte importante da capital, e o prefeito Vitali Klitschko classificou como “extremamente difícil” a situação do abastecimento energético de Kyiv. A Ponte Norte, que liga as partes leste e oeste da cidade sobre o rio Dnipro, também foi danificada, e os ataques feriram ao menos cinco pessoas, entre elas uma criança de 14 anos.

O Ministério da Defesa da Rússia afirma que a defesa aérea interceptou e destruiu 411 drones ucranianos de asa fixa durante a noite sobre regiões russas e as águas do Azov e do Mar Negro. A refinaria de Saratov foi incendiada após ser alvo das forças ucranianas, enquanto um incêndio de grandes proporções atingiu a área da fábrica militar Almaz em Rostov. O governador de Oryol relatou um ataque massivo que danificou instalações produtivas no distrito Sovetsky da cidade de Oryol, e o ataque atingiu Rostov-on-Don, Taganrog e sete distritos da região.

O prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, disse que houve explosões nos arredores da capital e que o “inimigo” atingia infraestrutura com mísseis balísticos. Destroços atingiram um prédio de cinco andares em um distrito no oeste da capital e danificaram a fachada de outro prédio residencial, e a administração militar da cidade informou duas pessoas feridas e danos a um prédio onde funciona um jardim de infância. Ao menos três pessoas ficaram feridas em Kyiv, entre elas uma criança, segundo o acompanhamento do Le Monde. Zelensky havia avisado no discurso noturno que a Rússia preparava novos ataques a alvos energéticos, pontes e outras infraestruturas.

Colonos israelenses realizaram 377 ataques à colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada desde setembro, o maior número desde 2006, quando a ONU começou a contabilizar esses episódios, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Nos ataques, um palestino foi morto por um colono, mais de 200 ficaram feridos e mais de 3.850 oliveiras e mudas foram danificadas ou vandalizadas. Parceiros de segurança alimentar estimam que entre 80 mil e 100 mil famílias palestinas na Cisjordânia dependem da colheita anual de azeitonas para renda.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que a resposta das forças armadas a novos ataques será “imediata, efetiva e sem limitações geográficas” por ordem do líder supremo, e afirmou que o Irã mantém o controle do Estreito de Ormuz, que seguirá fechado até os Estados Unidos (EUA) aceitarem as exigências de Teerã. Segundo ele, as forças armadas estão em alerta maior e são mais fortes do que no início da guerra. Do outro lado, Donald Trump disse que os EUA estão “muito locked and loaded” para fazer “o resto do assunto Irã”, e concordou em parte com o vice-presidente JD Vance, que atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra e ao seu impacto econômico sobre os norte-americanos.

A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que dois petroleiros colidiram com minas e pegaram fogo quando tentavam passar por uma rota não autorizada, segundo a mídia estatal do país. As autoridades marítimas britânicas disseram ter recebido sete relatos de navios avariados dentro e nos arredores do Estreito de Ormuz desde o início de novembro.

Os militares dos Estados Unidos (EUA) realizaram na sexta-feira uma nova rodada de ataques limitados contra o Irã, mirando um sistema de defesa aérea, e Donald Trump descreveu a ação como “menor”. O presidente disse que os iranianos “construíram um pequeno dispositivo antiaéreo” e que ele foi destruído em cerca de 15 minutos, talvez cinco, na primeira rodada de ataques desde a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira. Trump afirmou também que os EUA “estão conversando” com o Irã. A mídia estatal iraniana relatou duas explosões na área de Suza, na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) pediu que estadunidenses no Oriente Médio exerçam “vigilância elevada” diante do “aumento da ameaça de ataques armados por houthis” apoiados pelo Irã e de “esforços iranianos para atingir autoridades do governo dos EUA na região”. Os avisos foram divulgados pelo departamento e por embaixadas dos EUA em Israel, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Catar, Omã, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano. O alerta da embaixada em Jerusalém cita hostilidades dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis, com vítimas civis e graves transtornos de viagem, e pede que os estadunidenses se preparem para eventuais cancelamentos de voos e fechamentos de espaço aéreo.

Alguns assessores disseram a Donald Trump que sua janela para retomar operações de combate de grande escala no Irã está se fechando e que ele deveria agir antes de o novo Congresso tomar posse em janeiro, o que exigiria uma decisão em semanas, segundo dois funcionários dos Estados Unidos. Funcionários da administração e da defesa disseram ao presidente que ele deveria agir nas próximas oito semanas, antes da posse do Congresso controlado pelos democratas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, está entre os que defendem ampliar a campanha militar e culpa os que convenceram Trump em abril a suspender as hostilidades e assinar um memorando de entendimento com Teerã, segundo a NBC News.

A defesa aérea do Irã abateu dois drones MQ-9 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a TV estatal Press TV. A agência estatal IRNA havia relatado antes que testemunhas locais disseram que dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm. Um funcionário anônimo do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) disse à Al Jazeera que o comando “ouviu os relatos sobre a ilha de Qeshm”, que “as coisas estão relativamente calmas” e que não faria comentários.

Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos fazem “ataques menores” no Irã e que o país construiu “um pequeno dispositivo antiaéreo”, destruído em cerca de 15 minutos, sem precisar a data da ação. Questionado se Washington era responsável pelos ataques relatados, o presidente respondeu que não queria falar sobre o assunto. Ele também disse que os Estados Unidos controlam a navegação no Estreito de Ormuz e que o país poderia ser considerado “ocupante” por isso. A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, havia relatado que dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm sem informar origem, danos ou vítimas.

Um relato de uma emissora de televisão israelense, sem fontes identificadas, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação não especificada contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro. Segundo a emissora, a operação não tinha apoio de outros altos funcionários do establishment de segurança, que temiam uma escalada maior e que a eleição não ocorresse como previsto. O relato também afirma que um erro de um agente israelense levou os Estados Unidos a serem avisados da operação e que Washington agiu rapidamente para barrá-la. O gabinete de Netanyahu negou o relato e afirmou que o próprio primeiro-ministro esclareceu, na época, que um ataque antes da eleição não estava na agenda. A emissora disse transmitir o relato sob as limitações da censura militar israelense.

Explosões foram ouvidas em Kiev na noite de sexta-feira, depois de a Força Aérea ucraniana alertar sobre uma ameaça balística vinda do norte e informar que ao menos seis mísseis balísticos se dirigiam à capital, antes de a ameaça ser levantada. Imagens publicadas no Telegram mostravam um incêndio de grandes proporções na periferia da capital, e os comunicados militares não traziam balanço de vítimas ou danos. A Força Aérea também relatou drones a jato em direção a Sarny, na região de Rivne, e a Ovruch, na região de Jytomyr. Mais cedo, Volodymyr Zelensky havia advertido que, segundo a inteligência ucraniana, a Rússia preparava novos ataques contra a infraestrutura energética, as pontes sobre o Dnieper e instalações civis.

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, informou que ao menos 25 marinheiros morreram no Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro. Segundo a agência, a vítima mais recente foi um tripulante do petroleiro Velos Sapphire, atacado em 5 de novembro, e o número de ataques a navios mercantes na região chegou a 130. O Conselho da IMO encerrou em 6 de novembro uma reunião de cinco dias e pediu aos Estados que evitem ações ilegais que possam ameaçar a segurança dos marinheiros e do transporte marítimo internacional. Em comunicado de 28 de agosto, a IMO registrava 70 ataques a navios verificados pela própria organização e 19 marinheiros mortos. O petroleiro Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, seguia para o Bahrein vazio de carga quando o ataque ocorreu em 5 de novembro, segundo comunicado da Velos Tankers. A Guarda Revolucionária afirmou, em comunicado à TV estatal, que dois petroleiros que tentavam cruzar o estreito por rota não autorizada e com sistemas de navegação desligados atingiram minas e pegaram fogo.

O comando da Frente de Guerra Oriental do Exército de Libertação Nacional (ELN) confirmou a captura da subtenente María Camila Pantoja Hernández no departamento de Arauca, no leste da Colômbia. Em comunicado, o grupo afirmou que a oficial “está bem e seus direitos serão respeitados” e pediu que as Forças Armadas não tentem um resgate que ponha sua vida em risco. O ELN não apresentou reivindicações pela captura. Segundo a 18ª Brigada do Exército, a oficial fazia patrulhamento em Saravena quando foi abordada por dois homens armados em uma motocicleta. O presidente Abelardo de la Espriella afirmou que ordenou o desdobramento de todas as capacidades do Exército Nacional, da Marinha, da Força Aérea Colombiana e da Polícia Nacional para encontrar a oficial e garantir seu retorno sã e salva.

Dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA, que citou testemunhas locais, depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha. A agência semioficial Tasnim informou que relatos iniciais indicavam dois mísseis contra a ilha e que não havia informação oficial sobre possíveis danos. Veículos semioficiais iranianos relataram não haver vítimas. O Ministério da Saúde do Irã negou que esteja distribuindo comprimidos de iodo perto de instalações nucleares, como publicara o Times de Londres. Hossein Kermanpour, chefe do centro de informação do ministério, afirmou que nenhum funcionário falou ao Times e que a citação atribuída ao ministério é falsa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no Salão Oval, após reunião com assessores de segurança nacional, que preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas que talvez tenha de fazê-lo: “Vocês saberão em breve.” Ele afirmou que o país estava “em grande parte destruído” e que levaria mais de duas décadas para reconstruir. Trump disse que os Estados Unidos estão conversando com representantes de Teerã, depois de um telefonema com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani. Ele reconheceu que a guerra contra o Irã prejudicou os republicanos nas eleições de meio de mandato, por causa da alta de curto prazo nos preços dos combustíveis.

Dois oficiais do Exército egípcio, entre eles um oficial superior da guarda de fronteira, foram mortos numa operação contra a mineração ilegal de ouro na fronteira sul com o Sudão, anunciou na quinta-feira o coronel Gharib Abdel-Hafez, porta-voz oficial das Forças Armadas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. O porta-voz não informou quando os dois morreram. A campanha começou em junho no Deserto Oriental e as três primeiras fases foram concluídas; a quarta começaria no sábado. Segundo o porta-voz militar, as autoridades detiveram 151 egípcios e 540 estrangeiros durante a campanha. Em outubro, o grupo de direitos Emergency Lawyers afirmou que ao menos 72 garimpeiros foram mortos num ataque aéreo no norte do Sudão, perto da fronteira egípcia, e atribuiu o ataque à Força Aérea do Egito.

O ataque a Cantine, cerca de 50 km a oeste de Beni, no Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), incendiou um posto de saúde e forçou a fuga de 180 pacientes do centro hospitalar Kelekele, entre eles casos suspeitos e um caso confirmado de Ebola, segundo Christian Kakule, diretor médico da unidade. “Contatos de alto risco e outras pessoas sob monitoramento fugiram”, disse ele. “Nossa preocupação é que, quando casos prováveis ficam expostos assim, podem virar fonte de transmissão e provocar um surto da doença.” Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), pessoas que tiveram contato com pacientes de Ebola fugiram de um centro de observação e as equipes de resposta tiveram de suspender as operações na área, o que dificulta rastrear infecções potenciais e conter o surto. Ainda de acordo com a OCHA, as autoridades registraram mais de 10.700 casos confirmados e mais de 5.200 mortes por Ebola no país, a maioria no leste. O Kivu do Norte concentra quase metade das novas infecções do surto de Bundibugyo e é a segunda província mais afetada, atrás de Ituri.

Ao menos 33 pessoas foram mortas em um ataque noturno à aldeia de Cantine, no Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo The Hindu. O ataque foi atribuído à Força Democrática Aliada (ADF) por Justin Paluku, dirigente de uma organização da sociedade civil local, que afirmou terem sido contados 33 corpos e mais de 50 casas incendiadas, além de outras formas de destruição material. Os atacantes também incendiaram um posto de saúde na investida noturna, a cerca de 50 km a oeste de Beni. Cerca de 180 pacientes do hospital de Kelekele, em Cantine, entre eles casos suspeitos e um caso confirmado de ebola, fugiram durante o ataque, segundo o diretor médico Christian Kakule, em texto republicado pelo Union-Bulletin. O Kivu do Norte é um dos epicentros de um surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo, que já matou mais de 5 mil pessoas.

Cerca de 30 colonos israelenses ocuparam oito casas palestinas na aldeia de Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que os colonos teriam usado munição letal na tomada, agredido fisicamente moradores palestinos e atirado pedras, o que levou famílias a fugir por segurança. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo que trabalhadores humanitários cheguem aos deslocados, parte dos quais está sem abrigo adequado. As oito casas ficam a poucos metros de Jericó, cidade da Área A da Cisjordânia, mas tecnicamente na Área C, sob controle militar e civil israelense. A compra foi coordenada em segredo com o Conselho Regional de Binyamin e com o movimento Nachala, segundo o Jerusalem Post. Os colonos afirmam ter comprado as casas legalmente, enquanto autoridades palestinas dizem que os documentos de venda foram forjados. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, afirmou à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida, e classificou o que está sendo promovido como fraude e o que circula como propaganda de colonos.

A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) encerrou suas operações e iniciou em 1º de novembro o período de liquidação, após o Conselho de Segurança não renovar seu mandato. A liquidação prevê a repatriação de cerca de 160 observadores militares, a redução de 180 civis e pessoal afiliado e o fechamento de cerca de 13 instalações, segundo Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU. O mandato expirou depois de a Rússia vetar um projeto de resolução americano; o texto, apoiado por 11 dos 15 membros do Conselho, estendia a missão por um ano e colocava o plano de autonomia marroquino no centro da solução. Marrocos comemorou nesta sexta-feira o 51º aniversário da Marcha Verde, a mobilização de 1975 para o então Saara Ocidental sob controle espanhol, enquanto a missão de paz da ONU se desmonta. O palácio real marroquino classificou a missão como fracasso na fiscalização do cessar-fogo, enquanto a Frente Polisário e a Argélia lamentaram a não renovação do mandato.

A UKMTO informou que um petroleiro foi atacado na noite de quarta-feira e atingido por dois projéteis a cerca de 50 milhas náuticas ao norte da península do Catar, centenas de milhas a oeste de Ormuz. Analistas de fontes abertas identificaram o navio como Velos Sapphire, petroleiro de produtos de operação grega construído em 2007, com cerca de 75 mil toneladas de porte bruto. Um marinheiro morreu no ataque. A Velos Tankers, sediada em Atenas, disse que o navio, de bandeira das Ilhas Marshall, navegava vazio para o Bahrein quando foi atingido na quinta-feira. Segundo a empresa, a explosão foi provavelmente causada por um projétil não identificado que atingiu o través de bombordo do navio e provocou um incêndio.

Makalé, capital regional do Tigré, voltou ao controle do Exército etíope, cujas forças entraram na cidade em 3 de outubro sem combate. Uma nova administração interina foi instalada em 16 de outubro, encarregada de organizar eleições em seis meses. Os letreiros de entrada da sede da Frente de Libertação do Povo do Tigré (FPLT) foram retirados e substituídos pelos do “bureau regional de paz e segurança do Tigré”. A guerra do Tigré durou de novembro de 2020 a novembro de 2022 e matou mais de 600 mil pessoas, segundo a União Africana.

Rustem Umerov, chefe do Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia, vai chefiar a delegação ucraniana nas conversas trilaterais de Abu Dhabi, segundo o conselheiro de comunicação de Volodymyr Zelensky, Dmytro Litvin, que falou à agência TSN – informação divulgada pela estatal russa TASS. O decreto de Zelensky com a composição da delegação ainda não havia sido publicado, e a CBS News havia noticiado que Budanov chefiaria o grupo. Do lado russo, a delegação para Abu Dhabi inclui o assessor presidencial Vladimir Medinsky, o chefe da Diretoria Principal de Inteligência do Estado-Maior Igor Kostyukov, o assessor Yury Ushakov, os vice-ministros Mikhail Galuzin e Sergey Ryabkov e o vice-chefe da Diretoria Principal de Operações Yury Zhigarlovsky.

Os houthis e o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen se responsabilizaram mutuamente por um ataque a um mercado na província de Taiz nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde dos houthis informou 30 mortos e oito feridos e disse que equipes de resgate ainda buscavam corpos sob os escombros do mercado, em área controlada pelo grupo. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, atribuiu os ataques a aviões sauditas que teriam decolado da base de Khamis Mushait. As autoridades locais de Taiz culparam o “fogo indiscriminado de mísseis houthis” e negaram que tenham ocorrido ataques aéreos. Forças do governo disseram ter retomado várias áreas de Taiz.

Debretsion Gebremichael é o “grande derrotado” da fase de enfrentamentos armados que sacode a Etiópia desde o fim de setembro, segundo o Le Monde: ao lançar uma ofensiva contra o governo federal, ele pretendia consolidar as posições da Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), partido que dirige desde 2017. Em 16 de outubro, o gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed anunciou a instalação de uma nova administração interina no Tigré, encarregada de organizar eleições em seis meses. Combatentes do FPLT e das Forças de Defesa do Tigré tiveram de recuar para zonas montanhosas do Tigré, onde mantêm ações de guerrilha. Segundo “várias fontes” citadas pelo jornal, o próprio Debretsion estaria refugiado na Eritreia, país que hoje apoia a rebelião tigré.

Um relatório confidencial de investigadores da ONU “estabelece de forma conclusiva” que os Emirados Árabes Unidos contrataram mercenários colombianos para lutar pela Força de Apoio Rápido (RSF), segundo o Middle East Eye, que diz ter obtido o documento. Entregue ao Conselho de Segurança na semana passada, o texto descreve como a Global Security Services Group (GSSG), empresa sediada nos Emirados e com laços próximos ao governo, levou os colombianos ao Sudão via Líbia, Somália e Chade. Os investigadores apontam a base da Força Policial Marítima de Puntland, em Bosaso, na Somália, como local de trânsito ou de treinamento antes do envio ao Sudão, e afirmam que os mercenários tiveram “papel significativo” nas operações da RSF no Darfur, sobretudo no cerco e na captura de el-Fasher. Em carta incluída no relatório, os Emirados rejeitam “qualquer alegação de irregularidade em relação ao conflito no Sudão” e dizem levar “muito a sério” as alegações sobre mercenários.

Três localidades da província síria de al-Quneitra foram atingidas por artilharia israelense nesta sexta-feira, segundo a TV síria Al-Ikhbariya. Os ataques atingiram as aldeias de Ain Ziwan, Tel Ahmar e al-Samdaniyeh e áreas agrícolas vizinhas; segundo as autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas e o número de vítimas ainda está em verificação. As autoridades sírias contabilizaram mais de 200 violações israelenses nas províncias do sul em outubro, incluindo incursões de tropas terrestres, jatos e drones, bombardeios de artilharia e detenções.

As forças sudanesas detectaram mais de 180 drones nos últimos dois meses e abateram a maioria, segundo fonte militar citada pelo Sudan Tribune. Mais de 19 usinas elétricas em vários estados foram atacadas só na última semana, incluindo a de al-Marghiyat, em Omdurman. Drones atingiram também seis mercados, entre eles um em Nyala, no Darfur do Sul, além de instalações de energia, de água e de armazenamento de combustível. A coordenadora humanitária da ONU no Sudão, Denise Brown, disse que os ataques à infraestrutura energética ameaçam diretamente milhões de civis.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos Houthis do Iêmen sobre a região de Medina, e o grupo negou ter realizado qualquer ataque contra o reino. Os Houthis negam repetidamente atingir Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islã, e rejeitam acusações anteriores da coalizão de que lançaram drones contra elas. Os ataques transfronteiriços entre a coalizão, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, e os Houthis, que controlam a capital Sanaa, se intensificaram no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A explosão que matou um tripulante do petroleiro MT Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, no Golfo foi atribuída pela empresa grega Velos Tankers a um ataque de míssil na quinta-feira; o navio navegava em lastro rumo ao Bahrein quando foi atingido. A empresa disse que o tripulante foi encontrado ferido de forma fatal a bordo, depois de ter sido dado inicialmente como desaparecido. Não houve outros feridos; a tripulação apagou o fogo e o navio foi levado ao porto Khalifa Bin Salman, no Bahrein, onde será investigado. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, por meio da mídia iraniana, ter destruído um drone MQ-1 americano sobre a ilha de Qeshm. Não houve confirmação imediata dos Estados Unidos.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, divulgou uma mensagem em vídeo na quinta-feira em que prometeu combater o impeachment e defendeu a guerra contra o Irã como “corajosa e histórica”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The New Arab, depois de os eleitores terem punido os republicanos pela guerra nas eleições desta semana. O deputado republicano Thomas Massie prometeu reapresentar os artigos de impeachment contra Hegseth na próxima semana, avisando que o impeachment seria “muito mais gentil” do que o que o espera quando os republicanos entregarem o controle do Congresso aos democratas no ano que vem. Os democratas, que venceram a eleição para o Congresso, prometeram investigar Hegseth e sua condução do Pentágono, e assessores do Congresso dizem que isso incluirá a demissão do chefe do Estado-Maior Conjunto, entre outros temas. Trump elogiou o secretário quando questionado sobre mudanças na equipe, dizendo que ele “fez um trabalho fantástico” e sugerindo que a oposição a ele está ligada à demissão de generais.

Três ataques aéreos atingiram na manhã desta sexta-feira o mercado de gado de Al-Hadhara, no distrito de Al-Wazi’iyah, província de Taiz, enquanto estava cheio de civis e compradores, causando dezenas de vítimas, segundo a emissora Al-Masirah. A agência iemenita Saba informou que mais de 30 civis foram mortos ou feridos nos ataques, número ainda preliminar. Nas 24 horas anteriores, o Ministério da Saúde em Sanaa, controlada pelos houthis, registrou nove mortos, incluindo três crianças, e 14 feridos, e o balanço acumulado desde o início da escalada chegou a 276 mortos e 654 feridos até 5 de novembro. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, disse que defesas antiaéreas interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos houthis lançados contra Najran.

O balanço do bombardeio russo de segunda-feira a Komyshuvakha, no oblast de Zaporijia, subiu para 53 mortos, anunciou o chefe interino da administração militar regional, Mykhailo Semikine. Os serviços de emergência haviam informado antes 50 mortos e o balanço anterior era de 43; a polícia estimou que ainda poderia haver pessoas nos escombros do abrigo montado numa escola, atingido quando uma distribuição de ajuda humanitária ocorria no local. As operações de busca e resgate seguiam nesta sexta-feira, no quinto dia. A Rússia não comentou o bombardeio; blogueiros militares russos afirmaram que o prédio abrigava um ponto de posicionamento temporário de operadores de drones ucranianos. Os serviços de emergência ucranianos haviam divulgado na sexta-feira o número de 50 mortos no ataque ao vilarejo, um dos mais letais em mais de quatro anos e meio de guerra.

Moradores de áreas do sul do Líbano já atingidas por ataques israelenses preparam bagagens, remédios extras e estoques de comida diante do medo de uma nova escalada. Aya contou que a família separou remédios adicionais para os avós, caso uma nova rodada de conflito dificulte obtê-los, e outros moradores preparam malas, comida extra e mantêm os aparelhos eletrônicos carregados para o caso de os ataques recomeçarem. Israel matou cerca de 9 mil pessoas no Líbano desde outubro de 2023, sobretudo nas escaladas do outono de 2024 e em março e abril de 2026, segundo o Ministério da Saúde libanês. Israel ocupa até 10 quilômetros de território libanês, onde estabeleceu a chamada “Linha Amarela”.

Trump e seus assessores trataram do Irã pela primeira vez desde a eleição e avaliam três opções – novos ataques, estrangulamento econômico ou acordo com concessões –, enquanto mediadores do Catar discutem uma proposta de dois dias com suspensão do bloqueio naval e reabertura do Estreito de Ormuz, e o iraniano Mohsen Rezaei fala em sete condições sem as quais nem Ormuz abre nem há negociação. Em Moscou, Rezaei disse que foram discutidas questões regionais, o período pós-guerra e arranjos de segurança regional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, no Salão Oval, que os Estados Unidos constroem mais armas do que jamais construíram e que estão «locked and loaded» caso precisem fazer «o resto do assunto Irã»: «Se tivermos de fazer o resto do assunto Irã, estamos muito locked and loaded.» Trump afirmou na quarta-feira (4 de novembro) que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota republicana nas eleições de meio de mandato e, questionado se o ataque valeu a pena, respondeu que sim.

Forças israelenses atingiram a cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, segundo a Al Jazeera, em registro do Middle East Eye. Antes, as forças israelenses atacaram a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que sua defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis contra a região de Medina, em publicação do porta-voz Turki al-Malki no X. O anúncio saiu minutos depois de a defesa civil saudita alertar sobre perigo potencial na área do porto de Yanbu, e não ficou claro se os dois eventos estavam ligados. O comunicado da coalizão se refere à região de Medina e não especifica se o míssil ia em direção à cidade. Em 30 de outubro, a coalizão já havia relatado a interceptação de drones houthis nas regiões de Medina e Meca.

A Guarda Revolucionária Iraniana disse à agência Fars que um grande petroleiro que tentava passar pela “passagem ilegal” ao sul do Estreito de Ormuz sofreu um incêndio ao atingir uma mina e parou. Segundo a mesma versão, outro superpetroleiro parou com um incêndio intenso ao sair do leste do estreito, e um rebocador que se aproximou para apagar o fogo também pegou fogo. O Exército iraniano afirmou depois, à agência oficial IRNA, que três outros petroleiros atingiram minas navais: um na madrugada desta quinta-feira, a leste do estreito, e dois por volta do meio-dia.

O Ministério da Defesa da Turquia informou nesta quinta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Al Arabiya English, que um soldado turco morreu em 31 de outubro por disparo transfronteiriço vindo do Irã e que Teerã abriu uma investigação judicial e administrativa sobre o incidente. Segundo o ministério, o soldado morreu ao tentar intervir numa travessia ilegal de fronteira. Autoridades turcas e iranianas estiveram no local na terça-feira, e Ancara diz trabalhar em coordenação com Teerã para esclarecer o caso.

O afastamento calculado de JD Vance em relação à direção do próprio governo o mantém como favorito à nomeação presidencial republicana de 2028, na análise do The Hindu, que vê na derrota eleitoral um reforço da posição dele e uma perda de espaço do secretário de Estado, Marco Rubio. Cerca de seis em cada dez eleitores disseram que os Estados Unidos tomaram a “decisão errada” ao atacar militarmente o Irã, segundo a AP Voter Poll, pesquisa da Associated Press com mais de 100 mil eleitores. Apenas cerca de um terço disse que a guerra com o Irã foi “crucial” para o voto no Congresso, bem abaixo dos cerca de metade que disseram isso sobre custo de vida ou corrupção de governo.

A Arábia Saudita emitiu nesta quinta-feira alertas sobre perigo potencial em Yanbu, centro de exportação de petróleo do reino no Mar Vermelho, em meio a ataques houthis que, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Ground News, abriram outra frente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen disse ter destruído um míssil lançado pelo grupo contra Medina, cidade sagrada do islã.

O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou em 8 de outubro carta a Benjamin Netanyahu, ao ministro da Defesa Israel Katz e ao chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, alertando para uma escalada perigosa da violência nacionalista na Cisjordânia. Herzog escreveu que o incidente na aldeia de Jalud chegou “a um fio de cabelo” de forças das Forças de Defesa de Israel (IDF) usarem munição letal contra civis israelenses, ou de um policial de fronteira ser morto por uma pedra atirada à queima-roupa. O presidente descreveu aumento de casas incendiadas, árvores arrancadas, pedras atiradas e rebanhos roubados por grupos de desordeiros, e pediu um plano de emergência coordenado e uma força-tarefa interministerial: “Sem aplicação visível e dissuasão real, enfrentaremos um desastre”.

Os houthis exigiram US$ 51 bilhões da Arábia Saudita e reconhecimento oficial como governantes do Iêmen em troca do fim da guerra, segundo relato do Wall Street Journal em reportagem do Hindustan Times. A exigência veio depois que Riad procurou o grupo para explorar um fim negociado das hostilidades, na sequência de ataques houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e da tomada de território que domina o Bab al-Mandeb. Os houthis chegaram a cerca de 50 milhas de Aden, sua posição mais próxima desde 2015, e em 31 de outubro atingiram o palácio presidencial da cidade com dois mísseis, segundo um policial citado pela AFP. Um ataque na província de Shabwah matou ao menos 75 pessoas e feriu mais de 200, o mais letal desde a reativação da guerra civil iemenita.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, reúne nesta quinta-feira representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca e fará pronunciamento às 11h (horário do leste) sobre o cessar-fogo em Oleshky, na região de Kherson. A Casa Branca atribuiu à primeira-dama a iniciativa independente das conversas entre os dois países e a obtenção do cessar-fogo em Oleshky e arredores. Segundo o Kremlin, o enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, e a comissária de direitos humanos Yana Lantratova, que coordenou o cessar-fogo humanitário pelo lado russo, representarão a Rússia. A Ucrânia não confirmou oficialmente quem comparecerá, mas o chefe da bancada de Volodymyr Zelenskiy no parlamento, David Arakhamia, integrará a delegação, segundo informou seu gabinete à NBC News.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse que quer falar com Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, depois de conversar com Volodymyr Zelenskiy no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Falando a jornalistas no voo de volta da Coreia do Sul, Erdogan afirmou que o chanceler Hakan Fidan e outras autoridades conversam com os dois lados sobre uma possível reunião entre Rússia e Ucrânia na Turquia, segundo transcrição divulgada por seu gabinete na quinta-feira. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não há planos concretos no momento para uma conversa Putin–Erdogan, mas que ela poderia ser organizada com pouco aviso se necessário. Erdogan afirmou que a Turquia “fará tudo o que puder para abrir caminho para a paz” e que vai continuar fazendo isso.

O número de mortos no bombardeio russo a um ponto de distribuição de ajuda na região de Zaporizhzhia subiu a 42, segundo a polícia ucraniana, em texto da Reuters republicado pelo Investing.com, um dos ataques mais letais a civis neste ano. Até 33 pessoas seguiam sob os escombros na vila de Komyshuvakha, e o resgate e a identificação dos corpos continuavam, disse a polícia regional no Telegram. As forças russas lançaram nove bombas planadoras sobre uma antiga escola onde moradores se reuniam para receber ajuda humanitária em 2 de novembro e, em seguida, uma segunda onda de ataques atingiu o abrigo para onde os civis tinham corrido. Ao menos quatro policiais e dois socorristas do Serviço de Emergência do Estado (DSNS) estão entre os mortos. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque atingiu unidades militares ucranianas na área de Komyshuvakha e de outras duas localidades e que até 25 militares ucranianos foram mortos. Na quarta-feira, Ivan Fedorov, chefe do Conselho de Defesa Regional de Zaporizhzhia, havia falado em 59 desaparecidos.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que mais de 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas no oeste do Iêmen, quase todas nos dois últimos meses. Desde o início de outubro, mais de 43 mil fugiram do distrito de Al Madaribah Wa Al Aarah, em Lahj – o maior número já registrado num distrito iemenita – e, na cidade de Ta’iz, o custo de itens essenciais subiu de três a cinco vezes com os combates cortando os acessos à cidade. Aden abriga agora mais de 56 mil deslocados, e a agência pede US$ 45 milhões para seis meses de assistência.

A Etiópia fechou o consulado sudanês na cidade fronteiriça de Assosa e ordenou que seus seis diplomatas deixassem o país em 48 horas, e o Sudão respondeu fechando o consulado etíope em Gedaref e expulsando sua equipe, segundo a Reuters, em texto publicado pela TRT World. O Conselho de Soberania de Transição do Sudão divulgou no domingo um relatório que diz documentar 70 ataques da RSF lançados de dentro do território etíope neste ano, com 187 drones de ataque de ida única que mataram e feriram quase 500 civis, segundo a AFP, em texto publicado pelo Citizen Digital – a Etiópia nega apoiar a RSF e acusa o Exército sudanês de sustentar rebeldes ligados à Frente de Libertação do Povo do Tigray, o que Cartum rejeita. O Sudão levou o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Africana, e um assessor do governo de transição afirmou que Cartum faz todo o possível para evitar uma guerra aberta com a Etiópia.

Ao menos sete pessoas morreram em ataque aéreo saudita a uma área residencial na província de Taizz, segundo a Press TV, que cita o canal al-Masirah e fontes locais; o total de mortos em ataques sauditas no país em 12 horas chegou a 24. O ataque atingiu uma casa de família na área de al-Barh, distrito de Maqbanah, na madrugada de quinta-feira, com duas crianças entre os mortos; o Ministério da Saúde Pública e População do Iêmen afirmou que 12 pessoas morreram e 15 ficaram feridas, em sua maioria mulheres e crianças, nesses ataques, e aviões sauditas também atingiram dois centros de saúde nos distritos de al-Silw e Hayfan.

Um ataque israelense com drone em Qabrikha, fora da zona-tampão no sul do Líbano, atingiu uma motocicleta e matou uma pessoa e feriu outra, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirmou que atingiu dois suspeitos que “observavam” tropas israelenses, para “remover uma ameaça”, no primeiro ataque aéreo no sul em semanas, e o morto foi identificado pela mídia libanesa como Muhammad Nasser Yousef, paramédico dos Risala Scouts, do movimento Amal.

Cerca de 164 milhões de africanos estão estimados em situação de insegurança alimentar aguda, segundo o Africa Center for Strategic Studies. O conflito segue como principal motor da insegurança alimentar no continente: cerca de 134 milhões de pessoas, ou 80% do total classificado na África, incluindo todas as que estão em condições de fome, vivem em países em conflito. Nigéria, República Democrática do Congo (RDC), Sudão e Etiópia concentram 60% das pessoas em insegurança alimentar aguda no continente.

Ataques com drones em várias partes do Sudão mataram ao menos 14 civis e feriram vários outros, enquanto os ataques à infraestrutura elétrica provocaram cortes generalizados de energia e interrupções no abastecimento de água. Os ataques mais recentes mataram oito pessoas em Um Dibo, na localidade de El Sunut, em Kordofan Ocidental, na noite de segunda-feira, e feriram três. Na terça-feira, ao menos quatro pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas quando um drone atingiu um posto de combustível no mercado central de El Abbasiya Tagali, em Kordofan do Sul. Quinze subestações foram atingidas desde o início de outubro, segundo o grupo de direitos humanos sudanês Emergency Lawyers. A barragem de Merowe, com capacidade de 1.250 megawatts, é agora a última grande fonte de eletricidade do país, fornecendo mais de 70% da energia do Sudão, segundo um funcionário da Electricity Holding Company. A Liga Árabe condenou os ataques repetidos que atribuiu às Forças de Apoio Rápido (RSF) contra instalações de energia em Cartum, El Gezira, Sennar, El Gedaref, Rio Nilo e estados do Mar Vermelho.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou nesta quinta-feira que dois petroleiros e um rebocador pegaram fogo em incidentes separados depois de tentarem usar rotas não autorizadas no Estreito de Ormuz, em texto da Reuters republicado pelo Internazionale. Segundo o IRGC, um dos petroleiros atingiu uma mina ao tentar cruzar uma passagem ao sul do estreito, enquanto um superpetroleiro pegou fogo ao sair da rota na parte leste do canal. Um rebocador que se aproximou do segundo navio para ajudar a apagar o incêndio também pegou fogo.

A trégua de vários dias entre Rússia e Ucrânia, limitada à região de Kherson, terminou sem violações relatadas por nenhum dos dois lados e sem sinal de prorrogação. O cessar-fogo expirou à meia-noite de Moscou (21h GMT) e a Ucrânia retirou civis de partes da região. O Institute for the Study of War avalia que a trégua permitiu evacuar até 800 civis e levar ajuda humanitária a Oleshky e aos povoados vizinhos. Moradores voltaram a circular e a fazer compras no mercado Tavriysky no último dia da trégua, 1º de novembro de 2026.

A polícia nacional ucraniana divulgou na quarta-feira o vídeo de bodycam que, segundo ela, mostra os momentos entre dois bombardeios russos que mataram ao menos 40 pessoas num centro de ajuda humanitária e num abrigo, na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. Segundo a Ucrânia, nove bombas planadoras, algumas de 3.000 kg, atingiram a vila quando as pessoas se reuniam para receber ajuda humanitária, e mais de 30 pessoas podem ainda estar sob os escombros no terceiro dia de buscas; o exército russo não comentou publicamente o ataque.

Um oficial militar do governo iemenita, que falou sob anonimato, disse que 13 recrutas militares foram mortos e 65 ficaram feridos em um ataque com míssil balístico a um centro de treinamento no distrito de Qatabah, norte de Al-Dhalea, no sul do Iêmen, durante exercícios matinais, e atribuiu o ataque aos houthis. Um míssil balístico atingiu Hayfan, na província de Taiz, e matou quatro iemenitas da mesma família, entre eles três crianças, na quarta-feira, segundo o Middle East Eye. A TV controlada pelos houthis al-Masirah atribuiu a morte de três crianças e uma mulher, com quatro crianças feridas, no mesmo distrito, a um ataque aéreo saudita. Em 3 de novembro, o ministro do Interior do Iêmen, Ibrahim Ali Haidan, acusou o Hezbollah e o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) de enviar instrutores militares para comandar operações houthis, desenvolver programas de mísseis e drones e coordenar ataques a navios comerciais no Mar Vermelho e no Bab al-Mandab, segundo a TASS. O Hezbollah negou as alegações e afirmou que as declarações das autoridades iemenitas sobre apoio à ofensiva houthi, treinamento militar e rearmamento “são completamente infundadas”, dizendo que “o povo iemenita tem capacidades, recursos e experiência suficientes para defender seu país sem apoio externo”.

A Rússia atacou durante a noite com 310 drones, incluindo 81 de propulsão a jato, segundo a Força Aérea da Ucrânia, que afirmou ter abatido ou suprimido 272 drones de vários tipos. Os ataques provocaram cortes de energia e água por horas em Kiev e nas regiões vizinhas, e moradores da capital foram orientados a usar bebedouros públicos antes do restabelecimento. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido 709 drones ucranianos na noite anterior. A varejista Ozon disse que um ataque de drone causou um incêndio em seu centro logístico em Adygeysk, na Adiguésia, mas que não houve vítimas.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, desafiou quem sustente que perder o Senado pelos próximos seis anos valeu o custo da guerra com o Irã, depois de escrever no X, na manhã de quarta-feira, que “a razão pela qual perdemos é a guerra”. “Se você quer argumentar que valeu a pena, que perder o Senado pelos próximos 6 anos valeu a pena, então faça isso”, escreveu. O presidente Donald Trump afirmou que a ação contra o Irã tinha de ser feita e continua em curso, disse ter falado com Vance na manhã de quarta-feira e classificou o texto do vice como “bom”. Segundo a AP Voter Poll, pesquisa com mais de 100 mil eleitores, cerca de 6 em 10 consideraram errada a decisão de atacar militarmente o Irã. Vance chamou de “conselho sólido” a recomendação anterior de encerrar a guerra, enquanto autoridades dos Estados Unidos mantêm sob consideração retomar operações de combate em larga escala contra o Irã.

Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), milhares de pessoas estão deslocadas na cidade de Debre Berhan, na região de Amhara, e em Shire, no noroeste de Tigray. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que famílias que haviam voltado há pouco ao distrito de Diabo, no noroeste de Tigray, foram forçadas a fugir de novo pela retomada das atividades militares. OCHA e parceiros humanitários preparam ampliar a assistência, mas a insegurança restringe o movimento nas estradas que ligam Gonder a Debark e Metema, em Amhara. Os combates no norte do país, em Tigray, Amhara e Afar, recomeçaram no fim de setembro, quase quatro anos depois do acordo de Pretória de novembro de 2022, que encerrou a guerra de dois anos entre as forças federais e a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, relatou mortes de civis, incluindo crianças e um recém-nascido, em ataques no norte da Etiópia e disse que o sistema de saúde da região se aproxima do colapso.

Ataques de drones ucranianos mataram três pessoas na região russa de Belgorod, enquanto ataques cortaram a energia de várias cidades na Ucrânia e em partes da Crimeia ocupada pela Rússia, segundo autoridades. O presidente Volodymyr Zelensky disse que os ataques noturnos russos danificaram instalações de geração e subestações em nove regiões, deixando cidades com cortes emergenciais. O Ministério da Defesa russo confirmou no Telegram que atingiu duas usinas nas regiões de Kiev e Jitomir e afirmou ter abatido 709 drones ucranianos em 14 regiões, na Crimeia e nos mares Negro e de Azov. No sul da Rússia, um ataque de drones ucranianos provocou incêndio em um centro de distribuição da Ozon em Adygeysk, na república da Adiguésia, segundo o chefe regional, Murat Kumpilov. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse esperar que Trump siga com os esforços de paz depois da vitória democrata e tratou eventuais mudanças no Congresso como assunto interno dos Estados Unidos: “O presidente Trump continua exercendo seus poderes. Esperamos sinceramente que ele também continue seus esforços de paz”.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra com o Irã, em publicação extensa no X: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”. Vance citou uma pesquisa segundo a qual os quatro temas apontados por eleitores que deixaram os republicanos eram encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação com Israel. Escreveu que quem considera a guerra um custo aceitável deve defendê-la abertamente, inclusive a perda do Senado pelos próximos seis anos. Trump disse que “o Irã foi parte disso” e defendeu a decisão de iniciar o conflito: “Não penso nisso. Fiz a coisa certa. Faria de novo”. A AFP descreveu o movimento como tentativa de Vance de se distanciar do conflito antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que os norte-americanos disseram não à guerra e que o Irã endossa essa mensagem, em post no X. O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, disse que Trump “sofreu uma derrota tanto no campo de batalha quanto na arena política, e imporemos novas derrotas a ele”, e afirmou que 4 de novembro sempre foi um dia de derrota para os Estados Unidos. Hamidreza Moqadamfar, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, disse que a resposta iraniana a uma nova agressão será desproporcional e sem limites geográficos ou temporais: “Nossas respostas não serão mais proporcionais ou comedidas; incendiaremos seus ativos – além do ponto do ataque, e independentemente de hora ou lugar”. O mesmo assessor descreveu o resultado eleitoral nos Estados Unidos como um referendo contra as políticas de Trump, no qual o Irã teve papel central.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou que as forças do grupo lançaram um míssil balístico contra o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, e que o alvo foi atingido, em comunicado levado ao ar pela agência SABA, controlada pelos houthis. Saree pediu que companhias aéreas internacionais, funcionários e passageiros evitem o espaço aéreo saudita. As autoridades sauditas não confirmaram o ataque nem danos. Na madrugada de quarta-feira, a Defesa Civil saudita emitiu alerta de “risco potencial” na região de Riad e depois o declarou encerrado, e a embaixada da Índia anunciou a morte de um cidadão indiano ferido no ataque de 10 de outubro ao aeroporto.

O brigadeiro Esmail Ghaani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), disse que os comandantes da Frente de Resistência receberam a mensagem de confronto sem fronteiras contra o inimigo e a puseram em prática. Segundo ele, os combatentes da frente demonstraram a unidade dos vários teatros ao emitir uma declaração escrita de lealdade total, em referência a uma mensagem recente do Líder Supremo, Ali Khamenei, sobre confrontar o inimigo sem fronteiras geográficas.

O balanço do bombardeio russo a Komyshuvakha, no oblast de Zaporizhzhia, subiu nesta quarta-feira de 37 para 40 mortos, anunciou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram, acrescentando que alguns corpos ainda não puderam ser identificados. O balanço anterior, das autoridades locais, era de 37 vítimas.

O número de mortos no bombardeio de segunda-feira a um ponto de distribuição de ajuda na região ucraniana de Zaporizhzhia subiu a 37, com dezenas de desaparecidos, um dos ataques mais mortais a civis neste ano, segundo autoridades citadas em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Ivan Fedorov, copresidente do Conselho de Defesa Regional de Zaporizhzhia, escreveu no Telegram que 59 pessoas estão desaparecidas. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, as forças russas primeiro lançaram bombas aéreas sobre o prédio da escola em Komyshuvakha quando as pessoas chegavam para buscar ajuda e depois atingiram o abrigo com mais bombas. Dois integrantes de uma equipe de resgate e quatro policiais estão entre os mortos, segundo os serviços de emergência. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque teve como alvo unidades militares ucranianas em Komyshuvakha e em outros dois assentamentos, e que até 25 militares ucranianos foram mortos.

Ao menos 31 pessoas morreram após bombas russas atingirem um centro de distribuição de ajuda em Zaporizhzhia, com ao menos nove bombas aéreas de 3.000 kg sobre a vila de Komyshuvakha na segunda-feira e o centro desabando após um acerto direto, disse o chefe da administração regional Mykhailo Semikin. Ao menos 26 pessoas morreram em dois ataques separados, o segundo contra um prédio, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O alvo era uma unidade militar, sustenta o Ministério da Defesa da Rússia.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou quatro ataques aéreos na cidade de al-Bayda, no centro do Iêmen, segundo a mídia afiliada aos houthis. Também foram relatados bombardeios no distrito de Ghamr, na província de Saada.

As conversas de paz mediadas pelos Estados Unidos estão marcadas para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi. Segundo Zelenski, a Rússia lançou na madrugada 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra usinas e subestações de Odessa a Rivne. Friedrich Merz disse em Berlim que as conversas são o passo certo e que a Europa precisa participar do processo, cobrando que a Rússia se engaje em negociações sérias sobre cessar-fogo e dizendo não ter visto sinal disso até agora. Moscou afirmou ter atingido unidades militares ucranianas na área de Komyshuvakha e em outros dois assentamentos da região de Zaporíjia, com até 25 militares ucranianos mortos.

Donald Trump confirmou na terça-feira que os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã, dizendo que o alvo foi uma instalação antiaérea recém-concluída, atingida na noite anterior, em um ataque menor. Trump disse que as forças norte-americanas estão prontas para agir, mas que pode não haver motivo para nova ação. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o governo ainda tenta resolver a crise pelo diálogo e que ninguém se beneficiará se a guerra recomeçar, enquanto o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que a República Islâmica está pronta para a batalha. Um porta-voz militar israelense afirmou que Israel não participou dos últimos ataques. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que as duas partes revisam as propostas apresentadas por Doha e que segue havendo chance de um acordo interino. Um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã está pronta para reabrir Ormuz em dois dias caso Washington aceite sua lista de exigências.

Homens armados mantinham cerca de 40 pessoas no porão de uma casa na vila de Petropavlivska Borshchahivka, na região de Kiev, e quatro foram retiradas e levadas a hospital após a multidão exigir a entrada de um médico – no local, o chefe da Guarda Nacional da Ucrânia, Oleksandr Pivnenko, afirmou que militares do departamento, incluindo os que abandonaram suas unidades sem permissão, estariam no porão, e houve confronto com a polícia. Segundo publicações da mídia ucraniana, a suposta prisão seria um edifício do Batalhão Azov, unidade da Guarda Nacional criada em 2014. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a falta de reação pública de organizações ocidentais de direitos humanos não surpreendeu Moscou e que estruturas europeias tentam proteger a liderança ucraniana – e disse que ucranianos que não querem lutar por Kiev podem se render às tropas russas.

A Rússia bombardeou em ondas a infraestrutura energética da Ucrânia na terça-feira, com dezenas de mísseis e centenas de drones, deixando sem energia amplas regiões do país. Volodymyr Zelensky disse que ao menos 33 pessoas morreram na segunda-feira, quando a Rússia bombardeou duas vezes uma escola usada para distribuir ajuda em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, e que cerca de 50 pessoas seguiam sob os escombros. A concessionária Kyivvodokanal informou que o abastecimento de água da capital foi suspenso porque as principais instalações de captação ficaram sem energia após os ataques. A operadora DTEK afirmou que os ataques derrubaram completamente três de suas usinas termelétricas. As conversas tripartites mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi estão marcadas para 10 e 11 de novembro. O chanceler alemão Friedrich Merz disse ser importante que a Rússia se engaje de forma séria e efetiva nas negociações de cessar-fogo.

A administração da usina nuclear de Zaporizhzhia, sob controle russo, afirmou nesta terça-feira que um drone ucraniano matou duas pessoas em um carro, entre elas uma funcionária da usina, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. O comunicado não indica onde ocorreu o ataque e afirma que a funcionária é a terceira morta em duas semanas e a 13ª desde abril. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou na semana passada que um funcionário da usina havia sido morto, sem dar detalhes. A Ucrânia não comentou a acusação. Forças russas tomaram a usina, a maior da Europa, com seis reatores, nas primeiras semanas da invasão iniciada em fevereiro de 2022. A instalação está desligada, e o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, pede repetidamente contenção militar no entorno.

Israel comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao comitê egípcio na noite de segunda-feira que impõe um fechamento “completo e abrangente” da passagem de Rafah, bloqueando ajuda humanitária, cargas comerciais, comida, combustível e gás de cozinha que entram em Gaza pela rota egípcia, segundo o Drop Site News. A rota movimenta de 50 a 60 caminhões por dia, e por ela entram integralmente o combustível e o gás, segundo o veículo. O acordo de cessar-fogo de outubro de 2025 prevê 600 caminhões de ajuda por dia em Gaza, mas Israel vinha permitindo em média cerca de 200.

O xeque Yahaya Masussuka, clérigo islâmico respeitado em Katsina, foi morto a tiros por dois homens armados em motocicleta em frente à sua casa em Dutsin-Ma, no norte da Nigéria, na semana passada. O grupo Ansaru reivindicou o assassinato em um vídeo de quatro minutos obtido pelo jornal nigeriano Premium Times, em texto republicado pelo AllAfrica.

O número de mortos confirmados no ataque russo a uma escola usada para distribuir ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, subiu para 33, segundo o balanço mais recente citado pela imprensa ucraniana. Duas ondas de bombas aéreas atingiram a localidade na segunda-feira, durante a distribuição semanal de alimentos, e mataram 29 pessoas no balanço divulgado naquele dia. A Letônia convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) depois dos ataques russos contra civis na Ucrânia, entre eles o centro de distribuição de ajuda em Komyshuvakha.

Os houthis lançaram múltiplas incursões transfronteiriças na Arábia Saudita nos últimos meses, segundo um funcionário ocidental e um funcionário árabe com conhecimento direto das operações. As incursões são de pequena escala e atingiram postos de fronteira no sudoeste montanhoso do país. A Copa da Ásia de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por quase um ano, e o torneio agora está marcado de 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, anunciou nesta terça-feira a Confederação Asiática de Futebol (AFC). O Exército do governo iemenita afirmou ter realizado 1.208 operações militares contra posições houthis e alegou ter “neutralizado” cerca de 370 comandantes e combatentes.

O diretor-geral da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP), Shatrujeet Kapur, disse que tropas indianas e chinesas se confrontaram em vários locais ao longo da fronteira de fato em Arunachal Pradesh e que o confronto continua, em declaração a jornalistas no mês passado. “Nos últimos dias surgiu uma situação em que houve um confronto” com tropas chinesas em vários locais de Arunachal, disse ele. O chefe de governo de Arunachal Pradesh, Pema Khandu, reconheceu as transgressões mas minimizou o episódio, dizendo que incidentes assim não são novos e que a situação na fronteira é normal. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, atribuiu os incidentes a ações chinesas.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmou que as forças americanas atingiram o Irã na noite de segunda-feira, num alvo que descreveu como “ataque menor” a uma instalação antiaérea. “Eles construíram uma instalação antiaérea… Assim que ficou pronta, nós a atingimos ontem à noite, muito bem”, disse ele em entrevista à Fox News. A agência estatal iraniana IRNA também relatou várias explosões na ilha de Qeshm, perto da entrada do estreito. Os EUA mantiveram a ação em silêncio de propósito para reduzir o risco de escalada, segundo o Wall Street Journal, que noticiou os ataques primeiro, e um oficial americano classificou os bombardeios como “defensivos”. Segundo esse relato, em um dos episódios a Guarda Revolucionária disparou um míssil superfície-ar contra um avião americano, que respondeu em autodefesa, e outro ataque veio depois que os EUA interceptaram um míssil lançado de Qeshm contra um navio comercial. O Irã afirmou ter abatido, na terça-feira, um drone MQ-9 Reaper e dois drones Lucas perto do Estreito de Ormuz.

Os combates entre houthis e forças do governo iemenita se concentram em Taiz, no sudoeste do país, e os houthis bloquearam em grande parte a entrega de mercadorias à cidade, que está sob controle das forças do governo. As autoridades iemenitas alertaram os civis sobre fogo de franco-atiradores nos morros ao redor. A Organização Internacional para as Migrações registrou cerca de 134 mil deslocados na província de Taiz, quase metade dos mais de 319 mil deslocados no oeste do Iêmen, em dado de 1º de novembro. A pesquisadora da Human Rights Watch Niku Jafarnia afirmou que os houthis bloquearam combustível, água e suprimentos médicos, “basicamente tudo o que os hospitais precisam para funcionar”. O relatório do Health Cluster da Organização Mundial da Saúde registra ao menos 1.677 mortos e 7.395 feridos no Iêmen até 25 de outubro.

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, resiste a uma nova ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irã, segundo o Haaretz, em texto publicado pelo Opera Mundi. Zamir já havia se oposto à intenção de Benjamin Netanyahu de atacar o Irã antes das eleições legislativas de 27 de outubro. O líder da oposição e ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot declarou que, até a formação de um novo governo, apoiaria operações militares “somente em caso de perigo claro e iminente para Israel que não possa esperar pela posse de um novo governo”. Ainda segundo o Haaretz, Netanyahu defende abertamente a derrubada do governo iraniano, enquanto Donald Trump busca pressionar o país a aceitar um acordo mais favorável aos interesses norte-americanos, que restrinja seu programa nuclear e permita a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque a Komyshuvakha teve como alvo unidades militares ucranianas nas proximidades do vilarejo e em outros dois povoados da região de Zaporizhzhia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo UOL. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o ministério informou que até 25 militares ucranianos foram mortos e que 15 veículos e uma estação de guerra eletrônica foram destruídos. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam atacar deliberadamente civis no conflito. Autoridades ucranianas dizem que a escola atingida servia de ponto de distribuição de ajuda humanitária e de abrigo; o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as forças russas lançaram inicialmente bombas aéreas sobre a escola, usada para distribuição de ajuda todas as segundas-feiras, e que não havia aulas. O chefe interino da Administração Militar Regional de Zaporizhzhia, Mykhailo Semikin, informou que cinco pessoas ficaram feridas e quase 50 seguiam desaparecidas.

O balanço de mortos no ataque russo a um local de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhia, subiu a 31 nesta terça-feira, com dezenas de pessoas ainda desaparecidas sob os escombros. Entre os mortos estão quatro policiais e dois socorristas, segundo o chefe interino da administração militar regional, Mykhailo Semikin, e ao menos cinco pessoas ficaram feridas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra nove regiões, provocando cortes emergenciais de energia. Em Kharkiv, um ataque combinado de mísseis e drones russos feriu ao menos 62 pessoas, segundo as autoridades locais. O Ministério da Defesa da Rússia disse ter derrubado 856 drones ucranianos na noite anterior, e o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 493 drones foram lançados contra a capital.

O ministério do Interior de Gaza informou que policiais foram mortos e feridos em um ataque aéreo israelense perto da cidade de Khan Younis. O ministério da Saúde palestino contabilizou 19 mortos na Faixa de Gaza desde sábado, seis deles nas 24 horas anteriores, depois de 13 mortes no fim de semana. Entre as mortes de terça-feira estão um palestino que morreu em consequência do bombardeio do campo de deslocados onde estava, em Khan Younis, e outro morto em ataque aéreo contra um grupo no University College of Applied Sciences, na mesma cidade.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país segue em “estado de guerra”, com as forças mobilizadas e preparado para qualquer cenário, em declarações à agência Tasnim reproduzidas pelo Opera Mundi. Segundo ele, o Irã não iniciou nem procurou a guerra, mas responderá com firmeza a qualquer nova agressão. Teerã exige o fim do bloqueio naval norte-americano aos seus portos, a suspensão de novas sanções econômicas e garantias para comercializar petróleo antes de restabelecer plenamente a circulação na região de Ormuz, com implementação das medidas em até 48 horas, de acordo com a mesma fonte. Segundo a agência russa Sputnik, os Estados Unidos não têm intenção de ampliar os ataques ao Irã depois do bombardeio da ilha de Qeshm, conforme relatado pelo Wall Street Journal. Um oficial norte-americano ouvido pela Reuters disse que a operação em Qeshm teve caráter defensivo e atingiu sistemas de mísseis antiaéreos usados contra forças dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que a resposta militar e estratégica do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo seria imprevisível.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira que o país impediu o que parecia ser uma tentativa de provocação na fronteira com o enclave russo de Kaliningrado durante a madrugada. Tusk deu poucos detalhes, mas disse que “pessoas com lanternas” foram observadas na área de fronteira e que os guardas poloneses evitaram qualquer incidente. Segundo o primeiro-ministro, reforços policiais e militares, incluindo unidades antiterrorismo, foram enviados às regiões de fronteira do nordeste do país depois que as autoridades receberam informações “mais precisas” de que atos de sabotagem, entre eles uma possível incursão de “pessoas armadas”, eram possíveis na primeira metade de novembro. Membros da unidade de operações especiais GROM foram enviados à fronteira com Kaliningrado para participar de operação policial de prevenção de “atos de sabotagem planejados”, segundo a agência estatal russa TASS, anúncio que Tusk fez antes de uma reunião de gabinete. O primeiro-ministro afirmou que não é possível confirmar com plena certeza que o incidente tenha sido uma tentativa de provocação e disse que a escalada da Rússia deve continuar e dificilmente se limitará a esse episódio.

O Serviço de Investigação Estatal da Ucrânia (SBI) abriu processo criminal pelos acontecimentos de 2 de novembro de 2026 em Petropavlivska Borshchahivka, na região de Kiev, com base na parte 5 do artigo 426-1 do Código Penal ucraniano, que trata de excesso de autoridade ou de poderes por funcionário militar. Os fatos ocorreram perto de uma casa particular usada para acomodar temporariamente militares da Guarda Nacional que haviam retornado após deixar a unidade sem autorização. Segundo o SBI, os investigadores vão verificar as circunstâncias e condições da permanência dos militares na casa e os relatos de possível coerção contra eles. O conflito perto da casa escalou em confrontos, com disparos e danos a viaturas oficiais da polícia. O comandante da Guarda Nacional, Oleksandr Pivnenko, confirmou que militares da Guarda estavam na casa depois de deixar a unidade sem autorização e que quatro deles precisaram de atendimento médico e foram levados a hospital. A Guarda Nacional afirmou que deixará de usar o prédio e que as pessoas que ali estavam já saíram.

Um porta-voz militar iraniano advertiu que qualquer novo ataque dos Estados Unidos (EUA) terá resposta mais dura e mais ampla que as retaliações anteriores de Teerã. Segundo ele, uma nova guerra não ficaria limitada à Ásia Ocidental, e instalações, equipamentos, pessoal e interesses dos EUA em qualquer local ao alcance do Irã poderiam virar alvos. Na trilha diplomática, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse que os esforços para aproximar EUA e Irã seguem em curso e que os dois países estudam propostas.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou nesta terça-feira que três petroleiros explodiram e pegaram fogo ao atingir minas navais no Estreito de Ormuz, depois de desligarem os sistemas de navegação e identificação e seguirem por uma rota não autorizada. Segundo o comunicado, as embarcações ficaram na costa sul do estreito e continuavam em chamas, e pescadores no leste viram a noite iluminada pelo fogo.

O balanço de mortos no ataque russo a um local de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, no sul da Ucrânia, subiu a 29 nesta terça-feira, com 48 pessoas ainda desaparecidas; na mesma onda de ataques noturnos, hospitais foram danificados e dezenas de pessoas ficaram feridas. O chefe da administração militar regional de Zaporizhzhia, Mykhailo Semikin, informou que o ataque deixou 29 mortos, 5 feridos e 48 pessoas com destino desconhecido. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que, depois do primeiro ataque à escola local “usada para fins humanitários”, houve um segundo ataque ao local onde as pessoas se abrigavam.

Forças israelenses mataram ao menos quatro palestinos em ataques na Faixa de Gaza, e um quinto morreu dos ferimentos de um ataque anterior, segundo fontes médicas e relatos da imprensa. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ataques israelenses mataram ao menos 1.593 palestinos e feriram 5.748 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA), iniciado em outubro de 2025. No total, a guerra israelense contra Gaza matou ao menos 74.609 palestinos e feriu 175.872, segundo o mesmo ministério. Tiros israelenses indiscriminados a partir de posições militares, tanques e drones quadricópteros mataram e feriram centenas de civis desde o cessar-fogo, sobretudo famílias deslocadas perto da chamada Linha Amarela.

Os Estados Unidos (EUA) lançaram ataques limitados contra a ilha iraniana de Qeshm na noite de segunda-feira, horas depois de o vice-presidente JD Vance dizer que estava otimista com o avanço das conversas diplomáticas para encerrar a guerra. Segundo a Reuters e a Associated Press (AP), os ataques atingiram mísseis superfície-ar usados contra ativos dos EUA. Explosões foram ouvidas em Qeshm na noite de segunda-feira, segundo a mídia estatal iraniana, com veículos locais descrevendo a causa como incerta. O Wall Street Journal noticiou que os EUA vinham realizando uma série de ataques de escala menor, mantidos em segredo pelo governo Trump para não sinalizar a intenção de retomar a campanha militar contra o Irã.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter derrubado mais dois drones MQM-170 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do Estreito de Ormuz.

Subiu para ao menos 26 o número de mortos no bombardeio russo contra um centro de distribuição de ajuda e um abrigo vizinho em Komyshuvakha, na região de Zaporíjia, disseram Volodimir Zelenski e os serviços de emergência. Cinco pessoas ficaram feridas e 27 foram dadas como desaparecidas depois que ao menos nove bombas aéreas de 3.000 kg atingiram a vila. Zelenski disse que o primeiro ataque atingiu a escola local usada para necessidades humanitárias e o segundo atingiu o local onde as pessoas estavam abrigadas.

Forças israelenses avançaram com cinco veículos militares sobre a vila de al-Asbah, na zona rural do sul de Quneitra, segundo relato da Syria TV publicado pelo Middle East Eye. Segundo a Sijil, iniciativa síria que acompanha violações israelenses no país, as forças israelenses cometeram sete violações nesta segunda-feira antes da última incursão, incluindo outras incursões, postos de controle e sobrevoos de aeronaves.

O presidente Volodimir Zelenski afirmou que, depois da operação humanitária em Oleshky, houve um momento em que os próximos passos poderiam ter mostrado que o progresso rumo à paz era possível, e que o bombardeio a Komyshuvakha, na região de Zaporíjia, mostrou que a Rússia “manda um sinal completamente oposto” e “conta com mais mortes”. Ele pediu “uma resposta forte e dura” do mundo. Zelenski escreveu no X que, depois do primeiro bombardeio, houve um “ataque de dupla batida” com nove bombas a mais, voltado especificamente contra o abrigo onde as pessoas se protegiam. A contagem de mortos divergiu entre as fontes: os serviços de emergência da Ucrânia contabilizaram ao menos 24, e a TRT World noticiou 26.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende uma nova onda de ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo dois funcionários regionais e uma terceira pessoa a par do assunto. Numa ligação no fim de semana, ele pressionou o presidente Donald Trump a atacar, e Trump não se comprometeu a tomar uma ação militar, conforme uma pessoa informada sobre a conversa. Fontes ouvidas pelo Axios dizem que Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã imediatamente depois das eleições; por ora, Trump quer deixar as negociações avançarem, uma estratégia que preocupa Netanyahu.

Vinte e quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas no bombardeio russo a um centro de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporijia, segundo o chefe da administração regional, Mykhailo Semikin, que falou em ao menos nove bombas aéreas de 3.000 kg lançadas sobre a vila. Outras 27 pessoas foram inicialmente dadas como desaparecidas. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que 10 bombas guiadas atingiram uma área que incluía uma escola usada para distribuir ajuda e um abrigo vizinho, e os serviços de emergência da Ucrânia contabilizaram os 24 mortos.

Ataques aéreos israelenses mataram ao menos quatro palestinos nesta segunda-feira em Khan Yunis, Al-Mussadar e no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, segundo equipes médicas e autoridades de saúde palestinas. O Ministério da Saúde de Gaza, em dados divulgados pela Reuters, contabiliza ao menos 1.580 palestinos mortos em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025.

Ucrânia e Rússia disseram que seus aplicativos de alerta de emergência foram hackeados durante a noite, enviando à população avisos falsos sobre ataques aéreos, químicos e nucleares iminentes. Na Ucrânia, um dos alarmes dizia que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik, capaz de carregar ogiva nuclear, e que um alerta nuclear havia sido declarado.

O Estado-Maior da Ucrânia afirmou nesta segunda-feira que as forças russas usaram o cessar-fogo humanitário da semana passada na cidade de Oleshky, no sul do país sob controle russo, para reforçar posições militares. O cessar-fogo de seis dias, intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, deveria permitir a entrega de ajuda e a retirada de civis da cidade na linha de frente. No total, quase 800 pessoas foram evacuadas, segundo Melania Trump em publicação no X.

Ataques israelenses mataram ao menos três palestinos e feriram vários outros na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, segundo as autoridades de saúde do território. Dois morreram e seis ficaram feridos em dois ataques aéreos separados em Khan Younis, no sul do enclave, e uma terceira pessoa foi morta em um ataque na cidade de Al-Mussadar. O Exército israelense afirmou ter realizado dois ataques no enclave contra militantes palestinos, sem dar mais informações.

O Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados do Iêmen criticou os ataques aéreos sauditas contínuos contra infraestrutura civil e instalações não militares no país e prometeu retaliação. Em nota divulgada no domingo à noite, o ministério disse que “esses crimes e ataques constantes não ficarão impunes e certamente atrairão respostas dolorosas que atingirão o coração da Arábia Saudita, particularmente as instalações pertencentes a partes que financiam a agressão”. A nota afirmou ainda que “o alvo incessante de instalações civis iemenitas colocará todas as instalações vitais e críticas dentro da Arábia Saudita em um banco de dados de alvos que as Forças Armadas iemenitas bombardearão em retaliação”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no sábado sobre as negociações entre Washington e Teerã e pressionou por um ataque ao Irã imediatamente depois das eleições de meio de mandato, na terça-feira, segundo a Axios, que citou uma fonte israelense e uma norte-americana. Trump disse a Netanyahu que prefere dar uma chance às negociações entre os dois países a bombardear o Irã de imediato, conforme as mesmas fontes.

A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirma que 500 soldados foram mortos e 800 ficaram feridos em combates com o exército do governo federal etíope e forças aliadas no norte da região do Tigré. Os números foram divulgados pela emissora Dimtsi Weyane, ligada à TPLF, e não puderam ser verificados de forma independente, e o governo da Etiópia não comentou as alegações.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, avalia culpar seus chefes militares e de defesa pela condução da guerra contra o Irã, segundo relato do The Atlantic publicado no domingo, em texto republicado pelo Times of Israel, enquanto considera retomar os ataques após as eleições de meio mandato de terça-feira. Em conversa descrita por fontes como dura e direta, Netanyahu pressionou Trump a reiniciar a campanha, enquanto Trump queria dar mais tempo às negociações, segundo a Axios, em texto republicado pelo Times of Israel.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que uma futura guerra com os Estados Unidos (EUA) poderia durar mais que o conflito anterior e que o presidente americano não ditaria o momento nem as condições do fim. O presidente Donald Trump disse que ainda precisa “cuidar” de um ou dois alvos no Irã, citando a montanha Pickaxe, e repetiu que pode dar a Teerã “o martelo”. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebbi, afirmou que num conflito com os EUA não há limitações geográficas e que foi definido um amplo teatro para causar dano ao inimigo. O comentarista Tucker Carlson afirmou sem provas que Trump poderia decidir em dias um ataque nuclear contra o Irã e alegou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pressiona por isso diariamente.

O ex-chefe do Mossad David Barnea disse que Israel divulgou de propósito as imagens da operação secreta no Irã durante o conflito de junho de 2025 para provocar prisões em massa e dificultar que as forças iranianas encontrassem agentes israelenses reais. Barnea afirmou que um vídeo oficial foi divulgado na manhã da Operação Rising Lion, com o logotipo do Mossad, para proteger os agentes que estavam em campo. Segundo ele, as autoridades iranianas prenderam 21 mil pessoas durante a operação.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.

O Exército da República Centro-Africana e especialistas militares russos impediram em 10 de outubro uma operação de grande escala de uma coalizão de grupos armados na área de Nabagai-Tissi, em Vakaga, segundo a TASS. A força adversária somava cerca de 1.300 combatentes e planejava uma ofensiva contra Vakaga e Bamingui-Bangoran na segunda quinzena de outubro; mais de 60 militantes foram neutralizados e armamento de fabricação ocidental foi apreendido, ainda segundo a agência.

Em desdobramento do impasse entre Washington e Teerã, o Exército iraniano afirmou que qualquer nova guerra com os Estados Unidos poderia durar mais que o conflito anterior, segundo a Arab News. O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, disse que o presidente norte-americano não ditaria o momento nem as condições de seu fim, e o porta-voz da Guarda Revolucionária disse que num conflito com os Estados Unidos não há limitações geográficas para causar dano ao inimigo, segundo a televisão estatal iraniana em texto da France 24. Na mesma peça, Donald Trump disse que ainda resta atacar um ou dois alvos no Irã e que isso levaria 10 minutos, segundo o mesmo veículo.

O deputado democrata Ro Khanna disse neste domingo que cortaria o financiamento de novas ações militares dos Estados Unidos no Irã, em meio ao crescente descontentamento do eleitorado com a guerra, e comparou a medida ao que o Congresso fez para encerrar a Guerra do Vietnã. “Eu cortaria o financiamento. A Câmara e o Senado deveriam cortar o financiamento para qualquer nova ação na guerra do Irã. Foi o que fizemos para parar a Guerra do Vietnã”, afirmou em entrevista ao programa Fox News Sunday, segundo o The Hill. Um Congresso liderado pelos democratas cortaria o financiamento de novas ações militares mesmo com integrantes das forças americanas ainda na região, segundo o Daily Wire.

A Ucrânia disse ter evacuado neste domingo mais 167 pessoas de áreas ameaçadas do sul da região de Kherson, entre elas 22 crianças e 21 pessoas com mobilidade reduzida que precisam de assistência especial, no dia em que a trégua localizada de vários dias entre Rússia e Ucrânia terminou sem violações relatadas por nenhum dos lados e sem sinal de prorrogação, segundo a Al Jazeera. A pausa nas hostilidades permitiu a retirada de moradores sitiados da cidade de linha de frente de Oleshky, em uma operação conjunta rara entre Kiev e Moscou encerrada no sábado; cerca de 2.000 civis estavam na cidade quando a trégua temporária começou, segundo a AP News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que a guerra com o Irã vai terminar muito em breve, de um jeito ou de outro – por um acordo ou por uma nova ação americana, segundo o Israel National News. “Tivemos uma vitória dessas e vamos encerrar isso muito em breve, de um jeito ou de outro. Ou eles fazem um acordo, ou nós simplesmente acabamos com isso”, disse. Em um comício de campanha para as eleições de meio de mandato em Mobile, no Alabama, na sexta-feira, ele disse prever que o conflito vai terminar “muito em breve” e que os preços do petróleo vão cair acentuadamente com o fim da guerra, segundo a Fox News.

O cessar-fogo de vários dias em Oleshky, na Ucrânia, terminou sem violações, informou a TRT World. A TASS informou também que os dois lados honraram os compromissos durante o cessar-fogo em Alyoshki, a grafia usada pela agência.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre quando e se intensificar as operações de combate contra o Irã, segundo a mídia americana. Netanyahu pressionou o presidente a lançar ataques ao Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e Trump quis deixar as negociações seguirem. Uma fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e uma fonte americana como “direta”, segundo o Axios. O Al Arabiya confirmou o relato do Axios sobre a conversa de sábado e a divergência entre atacar e negociar. No sábado (31 de outubro de 2026), Trump disse a repórteres que as negociações com o Irã para encerrar a guerra iam “bem” e que ainda havia “um ou dois alvos” dos quais “cuidar”.

Pelo menos oito palestinos, entre eles uma criança, morreram neste domingo em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que atingiram a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, e a rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza, segundo a Opera Mundi. A agência palestina WAFA informou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone contra Al-Mawasi e que as vítimas eram integrantes da polícia palestina, citando fontes médicas locais.

O aparato de defesa de Israel aplica uma política sem precedentes na Faixa de Gaza que concede imunidade a prefeitos e altos funcionários dos sistemas governamental e municipal do Hamas, segundo o Jerusalem Post. Fontes militares disseram ao Walla que a decisão de não atacar os chefes das autoridades locais do Hamas vem do receio de que matá-los leve ao colapso das instituições de governo em Gaza e a um caos civil com o qual Israel acabaria tendo de lidar, de acordo com o jornal.

Drones ucranianos de longo alcance incendiaram a refinaria de Kstovo, na região russa de Nijni Novgorod, durante a noite, pouco depois de um grande ataque a outra refinaria de porte em Samara, da estatal Rosneft, segundo a mídia estatal russa citada pelo Guardian. Autoridades ucranianas disseram ao Kyiv Independent que nunca concordaram com o pedido de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), para uma pausa de 30 dias nos ataques a refinarias.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia atingiu infraestrutura de energia em quatro regiões do país na noite de sábado para domingo, deixando centenas de milhares de pessoas sem eletricidade, segundo a BBC. A trégua humanitária na região de Kherson, que permitiu a saída de civis da cidade ocupada de Oleshky, termina na noite deste domingo.

Um assessor sênior do líder da Revolução Islâmica, Mohammad Mokhber, disse em publicação deste domingo no X que o Irã está mudando “rapidamente” sua doutrina de defesa e não limitará mais a retaliação a ataques contra os ativos regionais dos agressores, segundo o Mehr News. “A geografia da ameaça já não determina a geografia da resposta”, escreveu ele em farsi. O Mehr News informou também que, no sábado, o aiatolá Khamenei orientou a cúpula militar do país a se preparar para dar uma resposta rápida e poderosa a qualquer ameaça, “sem qualquer limitação geográfica”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã designou o MI6, serviço de inteligência externo do Reino Unido, como grupo hostil e a Marinha Real e a Real Força Aérea (RAF) como organizações terroristas, em medida recíproca contra os britânicos, segundo o Tehran Times. Conforme o ministério, a decisão responde a ações britânicas do último ano, entre elas o envolvimento do país na guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã com bases militares, instalações e apoio logístico.

O Ministério do Interior e da Segurança Nacional de Gaza informou neste domingo que cinco policiais e agentes foram mortos em um ataque aéreo israelense enquanto cumpriam suas funções na área de Al-Mawasi, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em relato da agência Saba. Ao todo, ataques israelenses mataram ao menos oito palestinos, incluindo os cinco policiais, em dois ataques separados no domingo, segundo médicos e o ministério do interior administrado pelo Hamas, conforme a Reuters.

A trégua mais longa da guerra da Ucrânia, intermediada pela primeira-dama dos Estados Unidos (EUA), Melania Trump, e limitada à região de Kherson, estava prevista para terminar neste domingo à noite sem anúncio de prorrogação, segundo a AFP. Nenhum dos lados relatou violações desde o início da pausa, que um parlamentar ucraniano descreveu como a “maior desescalada desde 2022”. Um oficial ucraniano disse temer combates piores do que os anteriores com o fim da trégua e afirmou que forças russas posicionadas do outro lado do rio Dnipro aproveitaram a calma dos últimos dias para reunir novas tropas, transportar estoques de munição e coletar informações sobre posições ucranianas com drones de vigilância.

Um tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas ligadas ao Hezbollah por tráfico de explosivos, em meio à pressão crescente sobre o grupo apoiado pelo Irã para que se desarme, segundo a Al Jazeera. O veículo apreendido carregava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, de acordo com autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu que a carga era sua e afirmou que se destinava a ser usada contra Israel, que continua a ocupar grandes partes do sul do Líbano.

Oito pessoas, entre elas uma criança, morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza neste domingo, segundo os serviços de emergência e os hospitais locais citados pelo Arab News. Cinco mortes ocorreram em Khan Younis e três na Cidade de Gaza, de acordo com um comunicado da defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento Hamas que governa Gaza.

Uma mulher que estava dentro de um carro ficou ferida quando destroços de drone caíram na região de Nizhny Novgorod, informou o governador Gleb Nikitin em seu canal no Max. Segundo o governador, uma instalação industrial na região sofreu danos significativos num ataque massivo de drones, e o nome do alvo não foi divulgado. As autoridades disseram adotar medidas para manter o abastecimento; a região abriga a refinaria de petróleo NORSI, uma das maiores da Rússia. Não há, nas informações divulgadas até aqui, confirmação de que a refinaria tenha sido a instalação atingida, segundo o G1.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enquanto Washington se preparava para retomar os ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal. A ligação ocorreu depois de Trump discutir opções de retomada de operações militares com o alto comando, entre eles o chefe do Comando Central (CENTCOM), almirante Brad Cooper, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Trump disse que restam “um ou dois” locais a serem tratados no programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, e que os EUA podem fazê-lo “em dez minutos”. “Temos um plano para isso e podemos executá-lo muito rapidamente”, afirmou. Questionado sobre uma nova ofensiva, ele não confirmou nem descartou a possibilidade, segundo o Brasil 247.

Drones das Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram no sábado a subestação elétrica de Haya e uma estação de bombeamento de petróleo vizinha, no leste do Sudão, provocando incêndios e danos às instalações. A instalação de petróleo fica no oleoduto que leva cru ao porto de Bashayer, na costa do Mar Vermelho. No início deste domingo, um ataque de drone atingiu a usina de Abu Hamad, no estado de Rio Nilo, no norte do país, provocando incêndio e explosões, segundo testemunhas citadas pela agência estatal turca Anadolu.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, teria adotado a prática de ameaçar alvos em Gaza por telefone, oferecendo a escolha entre ter a família bombardeada ou ser morto sozinho, segundo relato do jornal Asharq Al-Awsat reproduzido pelo Jerusalem Post. O caso mais recente citado no relato é o de Muhammad Al-Bayouk, que teria sido alvo de um drone do Exército israelense no telhado de um abrigo para deslocados em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, depois de receber um telefonema de um oficial do Shin Bet. O Jerusalem Post afirma que o Exército israelense e o Shin Bet não foram procurados para comentar o caso.

O embaixador russo na Dinamarca, Vladimir Barbin, disse à TASS que a Dinamarca serve atualmente como base logística para as forças armadas ucranianas e que a ajuda militar a fundo perdido de Copenhague a Kiev já superou 10,5 bilhões de euros. Barbin afirmou também que a intenção de Copenhague de encomendar mísseis Patriot de Washington para repassar a Kiev mostra que a Dinamarca financia a continuação das hostilidades em vez de buscar uma solução política e diplomática para o conflito.

A Turquia transferiu Abdullah Ocalan para uma parte recém-construída da prisão na ilha de Imrali, onde ele está desde 1999, segundo o dirigente curdo Mithat Sancar, em texto da Associated Press (AP) republicado pelo WRAL. Melhorar as condições de prisão de Ocalan, que chefia o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), era uma das principais demandas curdas para encerrar o conflito de 42 anos entre o grupo e as autoridades turcas. Sancar, deputado do partido pró-curdo DEM, pediu que o processo de paz seja acelerado e disse que ele está em “pausa” há dois meses.

O Paquistão advertiu o Afeganistão de que reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para eliminar ameaças terroristas transfronteiriças e afirmou que o terrorismo é uma “linha vermelha”. O ministério da informação paquistanês acusou o Talibã afegão de “recusa persistente em tratar do terrorismo” e avisou Cabul de que reserva o direito de tomar “todas as medidas necessárias” para eliminar ameaças à sua segurança “onde quer que se originem”, segundo o The Hindu e o Independent Pakistan.

Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou no domingo que designou a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido como “organizações terroristas”, segundo o Hindustan Times, que cita a Iran International. O ministério também classificou o MI6, o serviço de inteligência externa britânico, como “grupo hostil”. A declaração caracterizou a medida como um passo recíproco à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA).

O Exército da Venezuela atacou na sexta-feira um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN) dentro do território venezuelano, a primeira vez que o país ataca forças do ELN acampadas em solo próprio, segundo o TRT World. Um funcionário da Organização Não Governamental (ONG) Fundaredes contou ao menos nove corpos no acampamento destruído, disse Tarazona, conforme a reportagem, que divulgou vídeo do local. O TRT World lembrou que a Venezuela foi governada por socialistas por décadas até Nicolás Maduro ser deposto por forças dos Estados Unidos (EUA) em janeiro.

O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse que, até 31 de outubro, suas forças redirecionaram 144 navios comerciais para garantir o cumprimento do bloqueio naval contra o Irã. Em publicação no X, o Centcom afirmou que as embarcações foram redirecionadas “para garantir o cumprimento” e que o porta-aviões George Washington apoia a aplicação do bloqueio, segundo o Middle East Eye.

O Exército de Israel concluiu os preparativos para um novo confronto militar com o Irã, segundo o jornal Yedioth Ahronoth, em relato publicado pela agência Anadolu. O chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), Brad Cooper, apresentou ao presidente Donald Trump opções para retomar os ataques, e a decisão de voltar à guerra segue com Trump enquanto continuam as negociações entre Washington e Teerã. Nesta semana, dez aviões de transporte militar dos EUA chegaram a bases da Força Aérea israelense como parte de uma ponte aérea de equipamento militar para a região, segundo o Ynet.

Ataques retaliatórios de mísseis e drones do Irã danificaram ao menos 274 estruturas em 24 instalações militares ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo o Tehran Times, que cita análise do Wall Street Journal baseada em imagens de satélite e em autoridades americanas. O custo estimado dos reparos chega a 15 bilhões de dólares. O Pentágono calculou os danos em no mínimo 5 bilhões de dólares, enquanto uma avaliação separada chegou a 15 bilhões, e o Center for Strategic and International Studies (CSIS) estimou mais de 4 bilhões de dólares só para reconstruir os prédios danificados, ainda segundo o Tehran Times.

Rússia e Ucrânia concordaram em organizar missões humanitárias regulares em Oleshky, na região de Kherson, após a conclusão de uma operação humanitária conjunta, segundo a comissária russa de direitos humanos Yana Lantratova, em declarações divulgadas pela Xinhua. Lantratova disse que os esforços conjuntos vão continuar com o comissário parlamentar ucraniano de direitos humanos, Dmytro Lubinets, para prestar assistência. A Reuters registrou a declaração de que os dois lados concordaram em realizar missões humanitárias regulares, “um passo muito importante”.

Moradores evacuados de Oleshky, cidade ocupada pela Rússia, atravessaram neste sábado para território controlado pela Ucrânia e se reuniram com familiares. A operação começou na sexta-feira e foi realizada sob a trégua mais significativa desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, há quatro anos e meio, segundo o The Guardian. Cerca de 2.000 pessoas permaneciam na cidade quando a trégua entrou em vigor e puderam escolher entre a evacuação para território ucraniano ou russo, ou permanecer no local com alimentos e suprimentos médicos repostos.

O Exército do Irã afirmou que um petroleiro que operava ilegalmente em uma área restrita e perigosa a leste do Estreito de Ormuz bateu em minas navais, ficou danificado, pegou fogo e ficou sem condições de se mover, segundo a PressTV. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, nas últimas 24 horas, três petroleiros em violação explodiram e pegaram fogo depois de bater em minas ao tentar passar pela rota sul não autorizada do estreito, informou o Arab News.

Os dois pescadores iranianos que o Irã havia dado como desaparecidos após o que chamou de ataque dos Estados Unidos (EUA) a uma embarcação no Estreito de Ormuz foram encontrados, informou o país neste sábado. Antes, a TV estatal iraniana havia citado um funcionário provincial segundo o qual dois pescadores desapareceram e dois ficaram feridos no que ele chamou de ataque dos EUA.

O chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, afirmou neste sábado que Israel realizou mais de 1.000 ataques contra a Síria em menos de dois anos, matando dezenas de pessoas, segundo a Anadolu. A declaração foi feita em uma sessão sobre segurança regional do Diálogo de Manama 2026, segundo a agência estatal síria SANA. Ele pediu o retorno às linhas anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a aplicação do Acordo de Desengajamento de 1974.

Centenas de moradores de Oleshky, cidade ocupada pela Rússia, foram evacuados após um cessar-fogo humanitário mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e aviões com evacuados pousaram em Gomel, em Belarus, na manhã deste sábado, segundo autoridades russas e ucranianas citadas pela BBC. O cessar-fogo local começou na terça-feira e vai até domingo, enquanto a operação tenta levar comida e remédios aos cerca de 2 mil moradores que permanecem na cidade, segundo a AP.

Moradores do bairro de Ain Deir Baha, em al-Khalil, no sul da Cisjordânia ocupada, tiveram a área declarada zona militar fechada pelas forças israelenses durante uma ofensiva que chegou ao oitavo dia, segundo a Press TV. O município de al-Khalil afirmou, segundo a emissora, que 4.969 palestinos de 780 famílias foram deslocados à força. O Palestinian Information Center conta neste sábado o nono dia consecutivo de cerco, com reforços militares e prisões de jovens palestinos.

Um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matou o palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Quds News Network (QNN), citada pelo Middle East Eye. Outro palestino, Arafat al-Ar'eer, morreu em consequência de ferimentos sofridos em um ataque israelense ao bairro de Tal al-Hawa, ao sul da Cidade de Gaza, de acordo com a mesma rede.

Mianmar trava a segunda guerra de drones mais intensa do mundo, depois do conflito entre Rússia e Ucrânia, segundo o El País. Um relatório da London School of Economics (LSE) chega à mesma conclusão e aponta a guerra em Mianmar como a segunda mais intensa em ataques de drones depois da invasão russa da Ucrânia. A junta militar, que tomou o poder em 2021, é responsável por sete em cada dez ataques de drones no país, numa guerra com uma oposição dividida em dezenas de grupos armados.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue 70% abaixo dos níveis anteriores ao conflito, segundo avaliação semanal da UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência marítima britânica. Nos sete dias até 28 de outubro, o órgão registrou 277 trânsitos no estreito, sendo 155 de entrada e 122 de saída. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a UKMTO contabiliza 88 incidentes em Ormuz, com ao menos 35 ataques a navios em outubro, o pior mês desde o começo do conflito.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta sexta-feira a repórteres na Casa Branca que o Irã quer conversar e continua conversando, e que Teerã tem dificuldade para cumprir obrigações financeiras com seu pessoal de segurança: “Há conversas. Eles querem conversar. Eles continuam conversando. Não estão pagando seus soldados. Não estão pagando sua polícia. Estão com muitos problemas.” Mais cedo, em entrevista à rádio KCMO, de Kansas City, Trump disse que o confronto militar com o Irã está se aproximando do fim, sem dar cronograma nem explicar como um acordo poderia ser alcançado, segundo o Israel National News.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo e explodiram no Estreito de Ormuz ao tentar usar rotas que descreveu como não autorizadas, segundo a Reuters, que citou a mídia estatal iraniana. A agência Associated Press (AP) informou que o Irã disse que quatro petroleiros atingiram minas e pegaram fogo. Um quarto navio, um petroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo cru, atingiu uma mina, sofreu uma explosão e estava em chamas, segundo o comunicado mais recente da IRGC.

Stephen Hubbard, 74 anos, professor aposentado de Michigan, disse nesta sexta-feira que só acreditou que seria libertado quando recebeu roupas novas e foi levado à saída da prisão russa, em suas primeiras declarações públicas desde a soltura. Ele contou que ouviu muitas vezes que seria libertado, mas nunca confiou no que lhe diziam. Trump, que o recebeu no Salão Oval, afirmou que pediu a Vladimir Putin a libertação do estadunidense e que os Estados Unidos não precisaram soltar ninguém em troca. Hubbard ficou preso mais de quatro anos sob a acusação de ter lutado como mercenário na Ucrânia; sua defesa nega as acusações e diz que ele não participou de nenhuma atividade militar. Putin decidiu libertá-lo como gesto de boa vontade, segundo a TASS.

Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.

No oitavo dia da operação militar em Hebron, tropas israelenses mantiveram selados os bairros de al-Jalda e Deir Bahha e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra moradores palestinos deslocados que tentavam voltar para casa, segundo o Middle East Eye. Colonos atacaram uma família palestina que colhia azeitonas em Tel Rumeida, perto de Hebron, ferindo cinco pessoas. Mais de 115 palestinos foram detidos desde o início da operação, e mais de 780 famílias foram afetadas, 537 delas totalmente deslocadas, segundo a WAFA, citada pelo Middle East Eye.

Tropas israelenses intensificaram os ataques no sul do Líbano, explodindo casas e outras estruturas e fazendo bombardeio de artilharia e fogo de metralhadora em várias áreas, segundo a agência nacional libanesa NNA, citada pela TRT World. As forças israelenses fizeram fogo extensivo de metralhadora sobre as cidades de Khiam e Qantara e incendiaram casas em Qantara, segundo a NNA. Na quarta-feira, forças israelenses escavaram com trator, bombardearam e demoliram casas no sul do Líbano, com drones sobre Beirute e seus subúrbios ao sul, na mais recente violação do acordo-quadro mediado pelos EUA, segundo a NNA, conforme a agência Anadolu.

O governo de Nayib Bukele anunciou o envio de mais de 2 mil soldados ao Haiti, em comunicado divulgado após uma conversa por telefone com o primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, segundo a CNN en Español. O reforço ocorre após o desaparecimento de quatro soldados salvadorenhos que atuam em força da Organização das Nações Unidas (ONU) de repressão a gangues, conforme a DW. Bukele disse que os quatro podem estar sendo mantidos como reféns por grupos criminosos e anunciou uma operação militar para localizá-los, segundo a RT Brasil.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone lançado pelos houthis em direção à região de Meca, segundo a Al Jazeera. Um porta-voz dos houthis negou que a cidade santa ou a região ao redor fosse alvo, reiterando que os ataques transfronteiriços do grupo seguem focados em infraestrutura energética e militar saudita. O Middle East Eye noticiou relatos da coalizão de drones sobre Meca e Medina, que os houthis negaram.

Moradores da sitiada cidade de Oleshky, sob controle russo no sul da Ucrânia, começaram a ser evacuados nesta sexta-feira em uma operação conjunta de socorro, a primeira do tipo em quatro anos e oito meses de guerra, na descrição do Guardian. O comboio humanitário, com 25 ônibus e ambulâncias, chegou à cidade para entregar comida e remédios e retirar quem quisesse sair para a Rússia ou a Ucrânia. O cessar-fogo localizado na região de Kherson permitiu a desminagem das estradas de saída de Oleshky e viabilizou a evacuação.

Omã resgatou 25 tripulantes do RITI, navio mercante de bandeira panamenha que o site de rastreamento MarineTraffic identificou como petroleiro de petróleo bruto, depois de a embarcação ser atingida e incendiada no Estreito de Ormuz. O Centro de Segurança Marítima de Omã afirmou em comunicado nesta sexta-feira que retirou as pessoas a bordo do navio, segundo a Al Jazeera. Omã disse ter resgatado 25 tripulantes de um navio mercante que foi atingido e incendiado no estreito bloqueado, segundo o Times of Israel.

Um superpetroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo estava entre os três petroleiros que explodiram e pegaram fogo ao passar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz, afirmou nesta sexta-feira a Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Associated Press (AP). A corporação disse que o navio teria batido em uma mina naval. A Marinha de Omã retirou 25 tripulantes do navio mercante Riti, de bandeira panamenha, depois que ele foi atingido e um incêndio começou a bordo, informou o Centro de Segurança Marítima de Omã em comunicado. Os Emirados Árabes Unidos disseram nesta sexta-feira que o vazamento do petroleiro Gem No. 2 foi contido, sem detecção de novo vazamento, com a limpeza continuando na costa atingida, segundo o Jerusalem Post.

A Ucrânia pausou temporariamente os ataques a refinarias russas após semanas de pressão do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, segundo o Wall Street Journal, em reportagem citada pelo Türkiye Today, com base em pessoas a par das operações. A pausa não oficial teria começado no início da semana passada e deve durar até depois das eleições de meio de mandato nos EUA, podendo se estender por novembro. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse a repórteres em Kiev que “nossos rapazes tentaram ser um pouco mais cuidadosos nesses dias”, mas que não têm ordem para deixar de atingir refinarias.

Israel demoliu nesta sexta-feira as casas dos autores do ataque que matou dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na semana passada, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. Em comunicado sobre as demolições, o Exército israelense disse que vai “continuar a operar de forma proativa e ofensiva” para impedir ataques na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares vão “destruir” o bairro de onde vieram os dois atacantes e que Israel está pronto para uma “ação ampla” na Cisjordânia ocupada, segundo a BBC.

O senador Chris Murphy afirmou ter sido informado sobre o plano dos Estados Unidos (EUA) para retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de “insana”, dizendo que ela levaria a uma “escalada devastadora”, segundo o Middle East Eye. Murphy afirmou que o plano desenvolvido levará, na avaliação dele, a um prolongamento e a uma escalada da guerra devastadores para os interesses de segurança do país.

Um petroleiro em trânsito no Estreito de Ormuz foi atingido por duas minas de lapela fixadas por uma pequena embarcação e sofreu incêndio na casa de máquinas, no primeiro uso bem-sucedido desse tipo de explosivo na via desde o início da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã, em fevereiro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo gCaptain. A agência naval britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que a tripulação está a salvo, sem impacto ambiental, com o incêndio extinto e o navio seguindo ao próximo porto, segundo o OilPrice. A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois petroleiros que tentavam rotas não autorizadas no estreito sofreram incidentes e foram parados nas águas ao sul, segundo o Mehr News. O Brent chegou a US$ 117 por barril no comércio asiático em meio ao temor de escalada após as eleições de meio mandato dos EUA em 3 de novembro, segundo o OilPrice.

Mais de 1.400 africanos foram alistados desde 2023 para lutar pela Rússia na Ucrânia, tema ausente da agenda oficial da cúpula Rússia-África, segundo a France 24. Na Tunísia, as famílias de vários homens que viajaram à Rússia para trabalho ou estudo seguem sem respostas sobre o destino deles.

Mais de 25 sindicatos de estivadores em pelo menos 110 portos de 22 países entraram em greve nesta sexta-feira (30 de outubro), segundo a Al Jazeera. A paralisação integra uma campanha internacional contra o envio de armas e por melhores condições de trabalho, disseram os sindicatos. Sindicatos de França, Itália, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos fizeram um apelo conjunto pelo fim das guerras no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza.

A evacuação de Oleshky, cidade ucraniana sob ocupação russa, está em curso, confirmada por autoridades russas e ucranianas, com um comboio de 25 ônibus que permite a saída de até 750 pessoas até as 14h locais (12h GMT), além de ambulâncias para pessoas com mobilidade reduzida. O ombudsman ucraniano Dmytro Lubinets e a contraparte russa, Yana Lantratova, viajaram juntos à cidade na sexta-feira para acompanhar a operação, segundo a BBC. Um comboio de ajuda entrou na cidade sob controle russo, na região de Kherson, após semanas de esforços para organizar uma operação de socorro aos moradores, segundo a Al Jazeera.

Ao menos 14 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em vários ataques de drones na quinta-feira (29 de outubro) contra um campo de deslocados na região de Amhara, segundo três testemunhas ouvidas pela AFP em reportagem publicada pelo The Hindu. Mídia local e monitores de conflito relataram pelo menos 16 civis mortos e 22 feridos no ataque de quinta-feira contra um campo de deslocados por conflito no norte de Amhara. O campo abriga mais de 1.800 deslocados internos, muitos dos quais fugiram da violência na região de Oromia, incluindo a área de Wollega, segundo a Anadolu.

A Polícia de Fronteira e o Exército israelenses apreenderam um arsenal na aldeia de Hable, perto de Kalkilya, na noite de quinta-feira: três pistolas, uma delas de airsoft, um fuzil M-4, peças para vários fuzis M-16, mais de 2.300 cartuchos de munição variada e 67 carregadores, segundo a polícia, que anunciou a operação na manhã desta sexta-feira e prendeu dois suspeitos. Na mesma noite, soldados israelenses prenderam quatro pessoas na região de Jenin. Em Nablus, forças israelenses invadiram o Túmulo de José, na parte oriental da cidade, ao amanhecer, e revistaram casas em vilarejos vizinhos, segundo a agência palestina Wafa, citada pelo Middle East Eye.

A Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, perto de Meca, a cidade mais sagrada do islã, alegação que os houthis negam. O porta-voz militar houthi Yahya Saree classificou o relato da coalizão como falso, em publicação no X, e disse que o grupo não realizou nenhuma operação contra território saudita; suas ações miram instalações de petróleo e bases militares sauditas, segundo a Reuters.

Bukele ligou para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Trump, na terça-feira para se certificar de que não haveria objeção a uma escalada militar de grande porte no Haiti, à qual o governo haitiano deu aval, e ouviu “Faça o que tiver de fazer”, segundo fontes informadas sobre a conversa. El Salvador anunciou na quarta-feira o envio de até 2 mil soldados ao Haiti, número que pode dobrar ou triplicar, segundo as mesmas fontes.

As forças russas fizeram um ataque massivo noturno contra empresas da indústria militar ucraniana e instalações de energia que as sustentam, atingindo ainda infraestrutura portuária na região de Odessa, incluindo fábricas de drones e mísseis em Kiev, subestações em Kiev e Dnepropetrovsk e alvos portuários em Odessa, segundo o Ministério da Defesa da Rússia citado pela TASS. A defesa aérea ucraniana diz ter neutralizado três mísseis e 96 drones russos no ataque da madrugada, com impactos registrados em 17 localidades, segundo a Ukrinform.

Um comboio de ajuda partiu durante a noite em direção a Oleshky, cidade sob controle russo no sul da Ucrânia, levando alimentos e suprimentos médicos, segundo o jornal russo Izvestia – o ombudsman ucraniano Dmytro Lubinets, que chefia a equipe de negociação da Ucrânia, disse na quinta-feira que a desminagem das rotas foi concluída e o comboio estava montado e pronto, segundo a agência Associated Press (AP). O Kremlin disse esperar que a ajuda chegue a Oleshky na quinta ou na sexta-feira e que quem quiser sair poderá fazê-lo, segundo a Interfax.

As forças armadas ucranianas pausaram os ataques contra refinarias de petróleo russas depois da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas com conhecimento das operações. A pausa, não oficial, deve durar até depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e pode avançar por novembro, segundo o Jerusalem Post, que informou também que unidades de longo alcance foram avisadas em meados de outubro de que a campanha contra as refinarias estava suspensa depois da conclusão das missões em curso.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que seis ataques atingiram infraestrutura comercial e militar vital, da costa leste à costa oeste da Arábia Saudita, chegando a Riad e à região sul de Najran, em publicação no X, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um drone lançado pelos houthis na região de Meca, segundo o Times of Israel. Os houthis negam mirar Meca e Medina e já rejeitaram acusações anteriores da coalizão de que teriam lançado drones contra as duas cidades sagradas do islã, segundo o Jerusalem Post.

Os houthis afirmaram nesta quinta-feira ter atacado a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita; a refinaria de Rabigh; uma instalação da Aramco em Abqaiq; e os aeroportos internacionais Rei Khalid, em Riad, e Rei Fahd, em Dammam, segundo o Jerusalem Post. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos lançados contra a capital, depois que correspondentes da AFP ouviram ao menos oito explosões em Riad, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis relatou 12 mortos e três feridos graves em ataques que atribui à Arábia Saudita contra áreas residenciais no oeste do Iêmen.

Trump reuniu-se nesta quinta-feira na Casa Branca com o principal comandante militar dos Estados Unidos para analisar opções de ataque ao Irã, segundo o Wall Street Journal, em reportagem do G1. O senador Chris Murphy disse ter sido informado do plano dos EUA de retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de insana, afirmando que ela levaria a uma escalada devastadora, segundo o Middle East Eye. Ele falou depois de a imprensa americana noticiar, na quarta-feira, que os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O governador de Taiz, Nabil Shamsan, declarou em coletiva que a cidade “está em fome, não à beira dela”, enquanto autoridades locais afirmam que o cerco de rebeldes houthis levou os moradores à fome. Um ataque aéreo saudita no oeste de Taiz matou ao menos 13 pessoas nesta quinta-feira, segundo o ministério da saúde administrado pelos houthis. O Programa Mundial de Alimentos disse que não consegue alcançar mais de 600 mil pessoas na cidade que dependem de ajuda humanitária e que os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) podem deixar ou reduzir, no próximo fim de semana, a presença no bairro de Hebron que ocupam desde o fim de semana passado, segundo o Jerusalem Post, que afirma que a situação é incerta e muda rapidamente. Antes da eleição, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a recomendação do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, de deixar a área e permitir o retorno dos ao menos 2 mil palestinos retirados. A Adalah peticionou nesta quinta-feira à Suprema Corte em nome da prefeitura de Hebron e de sete moradores para parar as retiradas forçadas e demolições e garantir o retorno dos moradores retirados de suas casas.

Segundo a Reuters, em texto republicado pelo SRN News, um drone russo matou ao menos 14 pessoas em uma plataforma lotada da estação de Dnipro, na Ucrânia, na quinta-feira, onde passageiros esperavam embarcar em um trem regional para Zaporizhzhia. A empresa ferroviária estatal Ukrzaliznytsia afirmou que um drone a jato atingiu a plataforma e que a força aérea interceptou três drones, mas um quarto furou as defesas. O presidente Volodymyr Zelensky chamou o ataque de “horrível” e disse que ele exige uma resposta dos aliados de Kiev.

Um tribunal dos Emirados Árabes Unidos condenou oito pessoas à prisão perpétua por tráfico de armas e lavagem de dinheiro ligados ao exército do Sudão, segundo a imprensa estatal. A rede entrelaçava negócios de armas, empresas comerciais, transferências bancárias e pagamentos em dinheiro no fornecimento de armas, munição e equipamento militar ao exército sudanês. O tribunal mandou confiscar a munição e os aparelhos de comunicação usados nos crimes e deportar os condenados depois do cumprimento das penas.

O porta-contêineres Contship Jet, de propriedade grega e operado pela israelense ZIM Integrated Shipping Services, foi atingido por ao menos três embarcações-drone não tripuladas e afundou no Mar Negro, segundo o Globes. O navio havia partido de Haifa, e os 421 contêineres que levava afundaram com ele. A tripulação foi resgatada ilesa. Os 18 tripulantes, 14 filipinos e quatro ucranianos, foram levados ao porto búlgaro de Varna, segundo o Israel Hayom. A ZIM afirmou que o navio era pequeno, fretado e não próprio, que os tripulantes foram evacuados em segurança e que a estimativa inicial de dano financeiro é mínima, conforme disse a empresa ao Globes.

Rússia e Ucrânia começaram na terça-feira um cessar-fogo localizado para permitir a entrada de ajuda humanitária em Oleshky, cidade ocupada pela Rússia na margem esquerda do Dnipro, no sul da Ucrânia, segundo a DW. Os dois lados confirmaram que a trégua entrou em vigor às 3h locais (0100 GMT), depois de um acordo intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Cerca de 2 mil pessoas, entre elas até 50 crianças, seguem presas na cidade, segundo estimativas ucranianas e norte-americanas.

O Tesouro dos Estados Unidos sancionou o Ministério da Defesa de Ruanda e a Zigama Credit and Savings Society, instituição financeira ruandesa que, segundo o órgão, teve papel central em facilitar o apoio de Ruanda ao Movimento 23 de Março (M23) e ao seu braço político, a Aliança do Rio Congo. Segundo a BBC, o Tesouro afirma que o ministério ruandês dirigiu milhares de soldados para lutar ao lado do M23 no leste da República Democrática do Congo (RDC), fornecendo armas, equipamentos, logística e treinamento.

Israel pediu aos Estados Unidos permissão para atacar instalações de energia do Irã até agora não atingidas caso a campanha militar contra Teerã seja retomada, segundo a emissora estatal Kan, citada pela TASS. Na quarta-feira, Donald Trump disse a apoiadores republicanos em Ohio, antes das eleições legislativas de meio de mandato, que pretendia encerrar a guerra contra o Irã muito rapidamente.

Os combates se intensificaram em várias frentes ao sul de Taiz, no sudoeste do Iêmen, com a mídia ligada às forças do governo relatando uma alta nas hostilidades com os houthis, segundo a Al Jazeera. Mais de 281 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início de agosto, segundo a agência humanitária da ONU citada pela emissora.

A União Europeia (UE) gastou em média 30,7 bilhões de dólares por mês com importação de petróleo entre abril e julho, ante 19,7 bilhões no mesmo período de 2025, segundo o OilPrice. Como os volumes subiram apenas 1,2%, a Euronews Business estima que o bloco pagou 11 bilhões de dólares a mais nas importações de petróleo entre abril e julho na comparação com um ano antes.

O governo do Sudão acusou a Etiópia de ceder plataformas em seu território para o lançamento de drones que tiveram o país como alvo recentemente, na quarta-feira, e alertou para riscos à segurança e à estabilidade regionais, segundo a agência chinesa Xinhua. O chanceler sudanês, Khalid, disse que o Sudão se reserva o direito de defender sua segurança por todos os meios legítimos. Nos últimos três dias, drones que a agência associa às Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram estações de energia em vários estados sudaneses.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira que três petroleiros explodiram e pegaram fogo depois de atingir minas marítimas nas últimas 24 horas, ao tentar cruzar uma rota não autorizada ao sul do Estreito de Ormuz, em comunicado divulgado pela imprensa estatal. A afirmação não tem confirmação independente. O relato marítimo independente veio antes, da agência britânica UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), que informou uma embarcação em chamas no estreito sem detalhes sobre a causa ou vítimas.

O hospital de ensino de Nyala, apoiado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), recebeu 36 corpos depois do ataque de drone das Forças Armadas do Sudão ao mercado de Dumaya, por volta das 20h de segunda-feira, 21 deles em roupas civis, segundo a MSF, citada pelo Dabanga Sudan. Já o ministério da Saúde do governo Tasees divulgou o balanço de 188 mortos e 356 feridos no ataque ao mercado em Nyala, segundo o mesmo veículo.

Oficiais do SAS australiano sabiam que soldados sob seu comando plantavam armas em civis afegãos mortos para apresentá-los como combatentes e não fizeram nada para interromper a prática ilegal, segundo relatório militar inédito citado pelo The Guardian. O resumo executivo de uma investigação de 2021 do inspetor-geral da Força de Defesa australiana sobre o contexto cultural do comando de operações especiais, publicado online nesta semana, é duro sobre o colapso do comando e a erosão da disciplina militar. O relatório anterior, a Investigação Brereton, tornado público em 2020, apontou informação crível de que militares das forças especiais mataram 39 civis e prisioneiros afegãos.

Os Estados Unidos disseram a países do Oriente Médio e a aliados regionais que se preparem para uma possível nova ação militar contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, e para a possibilidade de o Irã tentar retaliar contra eles, segundo dois diplomatas informados sobre o assunto ouvidos pela AP. Donald Trump não tomou decisão final sobre novos ataques, mas tem dito que avalia ordenar nova ação militar depois das eleições. Os aliados também foram instados a tomar medidas de precaução diante da expectativa de que a resposta iraniana inclua ataques retaliatórios a instalações de energia e outra infraestrutura crítica.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído na madrugada de quinta-feira um míssil balístico lançado do Iêmen pelos houthis contra a região leste do reino, segundo o Jerusalem Post. A Defesa Civil saudita emitiu dois alertas, para Najran e para a Província Oriental, e informou minutos depois que o perigo havia passado nas duas áreas. No sábado anterior, a Defesa Civil disse ter interceptado dois mísseis houthis em direção às regiões de Meca e Medina, com destroços caindo em Jidá, Taif e Rabigh.

Os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. Forças americanas vêm reabastecendo munições na região, e bombardeiros e caças se preparam para os ataques, disseram autoridades ao jornal.

Os confrontos no sul da Etiópia levaram cerca de 50 mil pessoas a atravessar a fronteira para o Quênia desde que os choques começaram na semana passada, segundo as Nações Unidas, que citam autoridades locais. A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Quênia, Fatima Mohammed-Cole, disse que até 50 mil pessoas cruzaram a fronteira, conforme as autoridades locais. Os combates opõem os exércitos das regiões de Somali e Oromia.

As Forças Armadas iemenitas dos houthis pediram a evacuação imediata do aeroporto de Aden por causa da presença de um avião saudita de carga militar que, segundo o comunicado, transportava armas – declaração divulgada pela Mehr News. Um míssil houthi atingiu depois “a área sob controle das forças sauditas dentro do perímetro do aeroporto de Aden”, segundo um policial à AFP (Agence France-Presse) citado pelo G1. A emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, informou que um ataque saudita à cidade de Hazm, capital da província de Al-Jawf, matou 16 pessoas e deixou 10 feridos, incluindo mulheres e crianças.

A trégua localizada na devastada cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, completou 30 horas sem violações, disseram nesta quarta-feira a ouvidora da Rússia, Yana Lantratova, e o ouvidor de direitos humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hill. A trégua começou na terça-feira e vai até domingo, numa operação humanitária que corre para levar comida e remédios aos cerca de 2 mil moradores que restam na cidade e evacuar quem quiser sair.

Pelo menos 10 pessoas podem ter morrido e muitas ficaram feridas na colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, segundo o The Guardian. Os serviços entre Madri e a Andaluzia, no sul do país, foram suspensos após uma colisão traseira entre duas composições na manhã de quarta-feira. Uma porta-voz do governo local disse à TVE que o número de mortos “quase certamente vai subir”.

Cerca de oito milhões de crianças estão fora do sistema educacional no Sudão e o ensino público corre risco de colapso, disse o Comitê de Professores do Sudão, segundo a AllAfrica. A greve de professores no estado de Cartum entrou no segundo dia consecutivo, com forte adesão em Karari, Bahri e East Nile, segundo comunicado do comitê divulgado na terça-feira.

Jordânia e Síria acordaram na terça-feira criar um comitê conjunto de segurança para investigar os ataques aéreos jordanianos no sul da Síria e reforçar a coordenação, segundo o TRT World. Sete pessoas morreram e três ficaram feridas nos ataques de segunda-feira, segundo a TV Al Ekhbariya citando a diretoria de saúde de Daraa, e o Exército da Jordânia disse que os alvos pertenciam a grupos ligados ao ataque de sexta-feira contra fiéis numa igreja em Hamoud, na província de Karak.

Ataques israelenses mataram dois palestinos e feriram cinco em Gaza na terça-feira, segundo o TRT World, que cita fontes médicas. Em Jabalia, tropas israelenses mataram a tiros Mahmoud Samih al-Harsh, de 28 anos, na rua al-Hawja, no campo de refugiados, segundo fontes médicas citadas pela Anadolu. Em Khan Younis, a menina Tahani Mohammed Saeed Shalalfeh, de seis anos, morreu por ferimentos de um ataque do dia anterior em al-Mawasi.

Ataque de drone a um mercado lotado em Nyala, no Darfur do Sul, matou mais de 100 pessoas e deixou 113 feridas na noite de segunda-feira, segundo grupos de direitos humanos e autoridades locais citados pela Associated Press e pela Radio Tamazuj, em relato publicado pelo Times of India. O Emergency Lawyers, grupo de direitos que acompanha a violência no Sudão, disse em comunicado na terça-feira que o ataque atingiu o mercado Tanqong, no bairro Dumaya, em Nyala, cidade controlada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). O Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que 36 corpos deram entrada em seu hospital em Nyala e que a emergência atendeu 150 feridos.

O cessar-fogo que começou para levar comida e remédios à cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pela Rússia, foi estendido a toda a região de Kherson, no sul do país, segundo fontes ouvidas pela BBC. Pelo acordo, a trégua será seguida da entrega de ajuda humanitária a Oleshky e depois de evacuações, previstas para sexta-feira, para quem quiser sair. O deputado David Arakhamia, dirigente do partido parlamentar do presidente Volodymyr Zelensky, disse que a trégua vai até as 22h59 do horário da Ucrânia de domingo, 1º de novembro, e a descreveu como a “maior desescalada desde 2022”.

Uma empresa privada de inteligência geoespacial disse ter examinado 40 ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita, atribuídos a rebeldes houthis apoiados pelo Irã, no Iêmen, e a milícias no Iraque, entre 1º de julho e 19 de outubro, segundo a Associated Press (AP). O fundador da AURORAH Geosignal Intelligence, Nawaf Obaid, disse haver “100% de correspondência” entre as atividades dos satélites e os ataques. Três autoridades, entre elas uma da Arábia Saudita e outra dos altos escalões dos houthis, além de um analista de inteligência privado, disseram à AP que os houthis e outros aliados do Irã se beneficiaram de inteligência russa.

Um cessar-fogo local em Oleshky, cidade do sul da Ucrânia sob ocupação russa, parecia se manter nesta terça-feira, com os dois lados interrompendo os ataques de drones antes de uma aparente evacuação de cerca de 2 mil civis presos na cidade, segundo o Guardian. Segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, o presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que Zelensky pode ir a Moscou para conversas diretas.

O dirigente houthi Mohammed Ali al-Houthi disse nesta terça-feira que a decisão do parlamento do Egito de autorizar apoio militar à Arábia Saudita para se defender dos ataques do grupo equivale a uma declaração de guerra, segundo a Channel News Asia. A declaração faz parte de um comunicado que reage à visita de segunda-feira a Teerã do ministro da Defesa saudita, ao lado do chefe do Exército do Paquistão e do chefe de inteligência da Turquia, em uma tentativa de reduzir as tensões na guerra do Oriente Médio.

A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.

Os houthis afirmaram nesta terça-feira ter atingido com um míssil balístico a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita, enquanto a Bloomberg noticiava, citando uma fonte a par do assunto, que o reino conteve um incêndio perto do terminal de Ras Tanura mais cedo naquele dia, segundo o Middle East Eye. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que o ataque provocou “incêndios massivos”, e um dirigente houthi afirmou que a autorização do parlamento do Egito para apoio militar defensivo à Arábia Saudita equivale a uma declaração de guerra. Os houthis também disseram ter atacado o Ministério da Defesa saudita em Riad, sem confirmação da Arábia Saudita, segundo o Hindustan Times, que cita a Reuters.

Um tribunal iraquiano condenou nesta terça-feira seis franceses à prisão perpétua e um sétimo a 15 anos de prisão por pertencerem ao grupo Estado Islâmico (EI), segundo uma testemunha da Reuters dentro da sala de audiência, informou a France 24. Os homens estavam entre 47 suspeitos franceses de integrar o EI transferidos de instalações de detenção no nordeste da Síria para o Iraque no ano passado, em um acordo mais amplo de transferência coordenado pelas forças dos Estados Unidos e pelas autoridades iraquianas.

O presidente da Finlândia e o primeiro-ministro da Noruega tiveram nesta terça-feira uma conversa “franca e substantiva” com o presidente da Rússia, Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, segundo o Le Monde. Um comunicado dos dois líderes nórdicos afirmou que a conversa foi realizada em consulta com a Ucrânia e ocorreu após um encontro em Oslo, em 20 de outubro, entre Støre, Stubb, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff.

Um ataque com drone contra um mercado em Nyala, capital de fato das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur, matou 21 pessoas e feriu ao menos 40, segundo uma fonte médica e testemunhas ouvidas pela AFP, em texto publicado pelo Asharq Al-Awsat. No leste do país, as RSF lançaram um ataque coordenado com drones contra cinco usinas de energia, provocando apagões em massa, segundo um funcionário do governo citado pelo Guardian.

Forças israelenses fecharam na manhã de terça-feira todas as entradas de Ramala e montaram postos em rotas alternativas usadas por palestinos, incluindo os postos de Ein Sinya e Atara e o portão de Rawabi, ao norte, além dos portões de Nabi Saleh e Aboud, a noroeste, segundo a WAFA. Tropas israelenses também montaram um posto perto do distrito do Ministério da Educação na estrada al-Bireh-Jalazone e outro na estrada entre Yabroud e Silwad, a nordeste de Ramala, segundo a Mehr News.

Um cessar-fogo localizado entre Rússia e Ucrânia entrou em vigor na madrugada desta terça-feira para viabilizar uma missão humanitária em Oleshky, intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, segundo a AP. A pausa nos combates começou às 3h e deve permitir a entrada de ajuda na cidade ocupada pela Rússia, no sul da Ucrânia, ainda nesta semana. Segundo a ONU, até 2 mil pessoas estão retidas em Oleshky, com comida e remédios escassos, sem conseguir sair por causa de minas e ataques de drones na região. Em comunicado no Telegram, o Ministério da Defesa da Rússia disse ter cessado o fogo em direção a Kherson às 4h de Moscou (1h GMT), em preparação para a operação humanitária, segundo a BBC.

A Jordânia afirmou nesta segunda-feira que sua Força Aérea bombardeou esconderijos que descreveu como de militantes no sul da Síria, depois de concluir que os autores do ataque mortal a uma igreja na semana passada tinham ligação com grupos terroristas que atuam na região, segundo o Jerusalem Post. Não houve comentário imediato das autoridades sírias, e não ficou claro se os ataques foram feitos em coordenação com Damasco. A agência Xinhua também registrou os ataques aéreos da Jordânia contra os responsáveis pelo ataque à igreja.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse nesta segunda-feira que as autoridades de Kiev intensificaram ataques direcionados contra a usina nuclear de Zaporíjia e a cidade vizinha de Energodar, segundo a agência Sputnik. Questionada sobre a situação da usina, Zakharova descreveu Energodar como a cidade onde moram os funcionários da central, que seguem trabalhando “nas condições mais difíceis”, e a declaração não detalhou datas, locais ou alvos dos ataques.

Moradores e o monitor de conflitos Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED) disseram à AFP que ao menos 43 pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas quando um grupo armado não identificado atacou aldeias no distrito de Shirka, em Oromia, a cerca de 270 km ao sul de Adis Abeba, em texto republicado pelo Punch. O ataque a igrejas e casas de cristãos ortodoxos no estado central etíope de Oromia ocorreu no sábado e deixou mais de 40 mortos, segundo moradores e o ACLED ouvidos pela AFP, em texto republicado pelo CP24.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estavam em Teerã nesta segunda-feira para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar uma nova rodada de combates entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Times Herald. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, devem se encontrar com os principais responsáveis de segurança e com os negociadores do Irã para pressionar por um acordo entre Teerã e Washington. A guerra no Iêmen e os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita também estavam na pauta, segundo a AP, em texto republicado pelo Bay News 9.

Há três semanas, Hala, uma sudanesa que usou outro nome por segurança, deixou o campo de refugiados de Tawila e voltou a el-Fasher em um veículo pequeno operado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar que tomou a capital do Darfur do Norte há um ano, em relato feito à organização Avaaz e compartilhado com o Middle East Eye. Na entrada da cidade, a cerca de 60 km a leste de Tawila, combatentes da RSF a abordaram e perguntaram para onde ia, quantos dias pretendia ficar e onde ficava a casa da família. “Eles concordaram e me emitiram uma permissão de entrada para el-Fasher. Era um pedaço de papel com meu nome, a assinatura deles e a data”, disse ela. Segundo Hala, lidar com os combatentes é muito difícil: eles podem entrar na casa, ameaçar estuprar quem se recusa a acompanhá-los, espancar e, se houver discussão, prender. Para mulheres, viajar a el-Fasher é extremamente perigoso. No dia seguinte ao retorno, ela foi ameaçada com linguagem abusiva na rua, sem agressão física porque havia outros civis por perto.

Um ataque russo na cidade de Zaporíjia, no sudeste do país, feriu quatro pessoas durante a noite, disse o governador regional no Telegram, segundo o The Hindu; outros dois ficaram feridos em ataques na região de Chernihiv, disse o serviço de emergência da Ucrânia; o presidente Volodymyr Zelensky disse que Kiev só suspende ataques a refinarias russas se Moscou parar de atingir infraestrutura de energia, ou se os Estados Unidos (EUA) liberarem o Starshield ou Patriots.

Ataques com drones mataram ao menos 306 pessoas nas três primeiras semanas de outubro no Sudão, atingindo casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Cordofão, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados em ações atribuídas às Forças Armadas do Sudão (SAF) e às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU); o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmou que os drones já respondem pela maioria das mortes civis no conflito neste ano.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

O Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, reabriu parcialmente no domingo depois de duas semanas fechado, enquanto os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita seguiam trocando ataques, segundo a agência Xinhua. Os houthis disseram ter lançado dezenas de mísseis balísticos em três ataques contra o reino, o primeiro deles contra o aeroporto King Khalid.

O assessor de tecnologia de defesa do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Serhii Beskrestnov, disse no domingo que as restrições existentes ao emprego da rede Starlink na Ucrânia impediam o uso para ataques com drones, segundo o Hindustan Times. No sábado, Elon Musk havia escrito no X que “usar a Starlink, um serviço comercial civil, para ataques ofensivos com drones para matar pessoas nunca foi permitido, nem deveria ser”.

A polícia do estado de Taraba afirmou que homens armados não identificados invadiram na sexta-feira a vila de Binnari, no nordeste da Nigéria, matando ao menos 10 pessoas, saqueando lojas e incendiando casas, segundo a BBC. A polícia disse ter recuperado 10 corpos com ferimentos de bala e advertiu que o número de mortos ainda pode subir, enquanto os agentes seguiam buscando vítimas no mato. Sobreviventes ouvidos pela agência France-Presse (AFP) contaram ao menos 20 mortos. O diretor da Anistia Internacional na Nigéria, Isa Sanusi, disse à BBC que a organização falou com famílias enlutadas que relataram até 50 mortos, e que o funeral inicial teve 37 pessoas.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse que o Reino Unido precisa estar pronto para a guerra em 1.000 dias, enquanto o governo orienta os britânicos a estocar comida enlatada e garrafas de água, segundo o The Independent. “Isso nos dá pouco mais de 1.000 dias para cumprir nossa missão: estar prontos com nossos aliados para lutar e vencer”, disse ele.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou neste domingo que seus drones atingiram um cargueiro que seguia para o porto de Chornomorsk, no mar Negro, em um ataque durante a noite, e outro cargueiro a caminho do porto de Odesa durante o dia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo MarketScreener. As forças russas também atingiram um centro logístico, um centro de distribuição e um terminal logístico na cidade ucraniana de Kharkiv durante a noite, segundo o ministério. A Reuters não pôde verificar as informações de forma independente.

Um ataque israelense contra a Universidade Islâmica, na Cidade de Gaza, matou três pessoas e feriu oito neste domingo, segundo funcionários do hospital, apesar de um acordo de trégua que não conseguiu encerrar a violência por completo. Duas fontes da universidade identificaram os mortos como funcionários administrativos e disseram que estudantes estão entre os feridos. Em Khan Younis, ao menos dois palestinos morreram e quatro ficaram feridos em ataques aéreos israelenses, segundo o Middle East Eye.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que supervisiona as forças estadunidenses no Oriente Médio, tem planos prontos para novos ataques ao Irã caso a Casa Branca os autorize, segundo o site The Hill, em reportagem citada pela Al Jazeera. No sábado, o presidente Donald Trump sugeriu que os EUA poderiam atacar “amanhã”, ao mesmo tempo em que mencionou a possibilidade de um acordo “grande e belo” com Teerã, segundo a Al Jazeera.

Pelo menos três pessoas morreram e 16 ficaram feridas em ataques ucranianos contra a Rússia, e 10 ficaram feridas em ataques russos contra a Ucrânia, segundo autoridades dos dois países, neste domingo. Em Belgorod, uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas num ataque noturno de drones em larga escala, disse o governador regional, Alexander Shuvaev, na plataforma russa Max. Na Ucrânia, 10 pessoas, entre elas três socorristas, ficaram feridas em ataques russos em Kharkiv e Vinnytsia, segundo o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse neste domingo ter interceptado 10 mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a região sul do país. A coalizão afirmou que dois drones e um míssil balístico foram lançados contra Riad, além de um míssil de cruzeiro contra a cidade de Khamis Mushait, no sul. Na noite de sábado, o aeroporto de Riad informou que o Terminal 1 passa a atender voos domésticos e o Terminal 2, voos internacionais das companhias nacionais, a partir deste domingo.

O número de mortos no ataque a uma igreja ortodoxa grega em Karak, no sul da Jordânia, subiu a nove no sábado, um dia depois do atentado, com quase 40 outros feridos, segundo a Associated Press, em texto publicado pelo Times of Israel. A igreja fica na vila de Hamoud, no governado de Karak, a cerca de 90 quilômetros ao sul de Amã, e o ataque ocorreu quando as pessoas estavam reunidas para um funeral. A testemunha Saed al-Halaseh contou que três homens mascarados armados com fuzis automáticos apareceram de repente e começaram a atirar indiscriminadamente contra quem estava do lado de fora. Nenhum grupo reivindicou a autoria e nenhum grupo armado foi acusado do ataque, que o governo jordaniano classificou como ato terrorista. O rei Abdullah II determinou que as autoridades respondam com “punho de ferro” contra o que chamou de foras da lei do Islã e contra quem tentar minar a unidade do povo jordaniano.

Dirigentes do Hamas em Gaza transmitiram ao coordenador humanitário da ONU na Faixa, Ramiz Alakbarov, uma mensagem de que o grupo está pronto para realizar outro ataque como o de 7 de outubro de 2023, e pediram que ela fosse entregue a Israel, segundo o Times of Israel, que cita a Ynet. A mensagem foi repassada ao chefe de ligação do Exército israelense com os palestinos, o major-general Yoram Halevy, que escreveu uma carta urgente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, na qual afirma que se trata de uma ameaça incomum, que nunca havia sido transmitida com esse nível de franqueza e crueza. O trecho da carta foi publicado no sábado à noite pelo Canal 13, segundo o mesmo veículo.

Os houthis disseram ter mirado três aeroportos sauditas, entre eles o aeroporto internacional de Riad, além de instalações de energia, um oleoduto e uma base aérea nas últimas 24 horas, em nova rodada de ataques contra a Arábia Saudita neste sábado, segundo o Le Monde. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu na manhã de sábado, enquanto a defesa civil saudita respondeu a destroços nas regiões de Meca e Medina. A TV Al-Masirah, dos houthis, disse que ataques do reino no Iêmen mataram quatro pessoas em uma casa em Sanaa, oito em um alojamento de trabalhadores de uma cimenteira e cinco de uma mesma família perto de Hodeida.

A polícia nigeriana informou neste sábado que 10 corpos haviam sido recuperados até a noite de sexta-feira, depois que um grupo grande de homens armados em motocicletas atacou a vila de Binnari, no estado de Taraba, no leste da Nigéria. Sobreviventes ouvidos pela agência France-Presse (AFP) falaram em pelo menos 20 mortos, e a Anistia Internacional afirmou em comunicado no sábado que o número de vítimas chega a 40.

O centro de Belgorod, no oeste da Rússia, sofreu um ataque massivo de drones ucranianos com danos significativos e vítimas, segundo o prefeito Valentin Demidov. Em publicação em seu canal no Max, ele afirmou que o ataque atingiu bairros residenciais do centro da cidade, com danos a edifícios residenciais, carros e instalações sociais e comerciais, e que relatos preliminares indicam vítimas.

O Exército de Israel forçou cerca de 1.200 palestinos a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, neste sábado, segundo um funcionário palestino, um dia depois de um ataque palestino matar dois soldados israelenses. A operação nos bairros de al-Jaladah e Ein Deir Baha, perto do posto de controle na entrada da cidade, busca militantes e armas, e o Exército afirmou que fará demolições. Yousef Zouhair al-Jabari, chefe do município de Hebron, disse que outros 1.300 moradores correm risco de perder suas casas além dos 1.200 já deslocados.

O Iraque acredita que Israel esteve por trás de ataques recentes a dois depósitos onde milícias apoiadas pelo Irã estocavam “sistemas antiaéreos de ombro de fabricação chinesa” vindos de Teerã, segundo fontes citadas pelo jornal Asharq Al-Awsat, sediado em Londres, em relato reproduzido pelo Jerusalem Post. O próprio relato não apresentou provas e observou que partes das alegações não puderam ser confirmadas.

A Resistência Islâmica no Iraque afirmou que ficará ao lado do Irã diante do que descreveu como agressão sionista-estadunidense contra a República Islâmica, segundo o Mehr News. O comunicado afirma que 171 violações do espaço aéreo iraquiano por aeronaves estadunidenses de combate e vigilância foram documentadas entre 30 de setembro e 23 de outubro.

Elon Musk acusou os militares da Ucrânia de violarem os termos de serviço do Starlink ao usarem o sistema para ataques ofensivos de drones, e disse que a brecha foi fechada na semana passada, em publicação na rede social X. Também neste sábado, o governo da Ucrânia anunciou que o Starlink e sua versão militar, o Starshield, voltaram a funcionar plenamente após mais de uma semana de restrições, segundo o G1.

Os houthis afirmaram neste sábado ter atacado Áden, sede interina do governo apoiado pela Arábia Saudita, com o porta-voz militar Yahya Saree dizendo que o alvo foram as concentrações do “inimigo saudita” no acampamento Al-Nasr e na base naval da cidade. Mais cedo, a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu, no oeste do reino. Segundo os houthis, um ataque separado a um alojamento de operários de uma fábrica de cimento na província de Sanaa matou seis mulheres e uma criança e feriu três pessoas. Os Estados Unidos (EUA) atualizaram alertas de viagem para o Golfo e o Oriente Médio, citando o que descreveram como a ameaça de “agressão regional” dos houthis alinhados ao Irã.

A Ozon afirmou que seu centro logístico em Omsk sofreu um ataque de drone, com evacuação de todos os funcionários e incêndio no local, sem feridos, segundo informação preliminar. Segundo a TASS, a defesa aérea russa repelía o ataque quando os drones chegaram ao polo industrial Norte da região, e os serviços de emergência trabalhavam no local. Restrições temporárias a pousos e decolagens haviam sido impostas no aeroporto de Omsk mais cedo neste sábado.

O município de Hebron estimou que 35 hectares foram destruídos ou marcados para destruição e que cerca de 1.500 pessoas foram expulsas de suas casas no distrito de Ein Deir Bahha até a tarde deste sábado, segundo o Guardian. O prefeito Yousef al-Ja'bari disse à Al Jazeera que cerca de 2.200 palestinos foram deslocados à força de suas casas nos bairros de al-Jalda e Ein Deir Bahha, onde as forças israelenses mantêm a operação militar na Cisjordânia ocupada. Dias antes das eleições, Netanyahu disse que há uma “surpresa muito grande” para a Autoridade Palestina e, quando perguntado se vai desmantelá-la, não respondeu diretamente, afirmando que prefere “astúcia e surpresa”, segundo o Malay Mail.

Os houthis relataram que ataques aéreos sauditas contra Sanaa e a região da capital que controlam deixaram ao menos quatro mortos e vários feridos neste sábado, segundo a AFP. A emissora Al-Masirah, ligada ao grupo, também noticiou mortos e feridos na capital iemenita, segundo o G1. A Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu alertas sobre possíveis riscos aos moradores de Taif e Yanbu, além de Meca e Jeddah, segunda maior cidade do país, e cerca de 10 minutos depois informou que a ameaça havia passado.

Cerca de 1.500 palestinos foram forçados a deixar suas casas na Cisjordânia ocupada desde sexta-feira, e mais de 200 famílias ficaram sem casa, segundo o Middle East Eye. O governador de Hebron, Khaled Dudin, pediu intervenção internacional e disse à agência Wafa, citada pelo Middle East Eye, que os israelenses planejam forçar a saída de outras 2.500 pessoas nas próximas horas.

Dois palestinos, entre eles uma menina, foram mortos e três ficaram feridos na manhã deste sábado em ataques israelenses com drones e artilharia na Cidade de Gaza e em Beit Lahia, segundo a PressTV. Um drone israelense disparou um míssil contra civis reunidos perto do Estádio da Palestina, no bairro de al-Rimal, matando o jovem Mohammed Annan al-Rawagh, segundo fontes médicas citadas pela agência WAFA.

O Exército de Israel manteve neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o cerco a Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, forçando dezenas de palestinos a deixar suas casas, segundo a mídia palestina. Segundo a TRT World, as forças israelenses detiveram separadamente 19 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou em setembro um corte de 50% no número de beneficiários de ajuda alimentar na Cisjordânia ocupada, citando “restrições críticas de financiamento” decorrentes da redução de verbas de doadores internacionais, segundo a Al Jazeera. A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 900 mil pessoas na Cisjordânia sofrem atualmente de insegurança alimentar, conforme a reportagem.

O chefe do Estado-Maior das forças armadas do Irã e comandante do Quartel Central Khatam al-Anbiya, general Abdollahi, disse que o país não permitirá “sob nenhuma circunstância” que navios de guerra norte-americanos enferrujados voltem ao Golfo Pérsico, segundo o Middle East Eye. Em declarações veiculadas pela Press TV, Abdollahi afirmou que as forças armadas iranianas tornaram a Marinha dos Estados Unidos (EUA) uma força inoperante, a ponto de ela não conseguir mais se aproximar das águas do Golfo Pérsico nem das águas territoriais iranianas.

Escavadeiras israelenses demoliram um prédio de três andares em Hebron, com famílias recebendo cinco minutos para recolher seus pertences, como parte de uma operação que o Exército disse que duraria “vários dias”, segundo a Al Jazeera. O anúncio foi feito na noite de sexta-feira e soma-se a ações de outras forças em “dezenas” de áreas da Cisjordânia ocupada. No norte do território, forças israelenses invadiram ao menos 15 cidades e detiveram dezenas de palestinos, segundo correspondentes da Al Jazeera.

O Exército de Israel lançou na área de Hebron uma operação que deve durar vários dias, com buscas sistemáticas por infraestrutura e armas e o interrogatório de dezenas de suspeitos, após um ataque mortal do Hamas na manhã de sexta-feira, segundo comunicado conjunto do Exército e do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel). Segundo o Jerusalem Post, as buscas se concentram na área de onde partiram os atacantes. O Exército, o Shin Bet, a Polícia de Fronteiras e a Administração Civil realizam “buscas direcionadas e minuciosas” no local “para localizar e desmontar infraestrutura e armas do terrorismo, e para interrogar muitas dezenas de suspeitos”, segundo o Times of Israel.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o país está pronto para realizar no mês que vem uma reunião trilateral com os Estados Unidos e a Rússia em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, segundo a Xinhua, que cita a agência Interfax-Ucrânia. O encontro no nível das equipes de negociação está previsto para a primeira metade de novembro e depende do lado russo, disse ele em pronunciamento on-line ao Hudson Institute. O Kyiv Independent relatou que as equipes de negociação dos três países vão se reunir em Abu Dhabi em novembro para iniciar conversas de paz.

O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois outros superpetroleiros que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz por uma rota sul não autorizada atingiram minas navais e tiveram as casas de máquinas inutilizadas por explosões e incêndios, sendo abandonados pelas tripulações. Juntos, os navios transportavam mais de 4,5 milhões de barris de petróleo bruto, segundo a Marinha do IRGC, em texto do Mehr News. O comandante da Marinha do IRGC disse que as forças dos Estados Unidos (EUA) se deslocaram para 600 a 700 quilômetros de distância do Estreito de Ormuz, segundo o Tehran Times.

A ONU advertiu nesta sexta-feira que o tempo está se esgotando para levar ajuda a Taiz, cercada por combatentes houthis que impedem o abastecimento da terceira maior cidade do Iêmen, disse, segundo o Middle East Eye. Os houthis cercam Taiz desde o início de outubro e bloquearam a estrada que liga a cidade a Áden, capital interina do governo reconhecido internacionalmente. O fechamento de estradas e a falta de diesel cortaram pela metade a produção de água da cidade e quase triplicaram o preço da água vendida por caminhão, da qual a maioria dos moradores depende, disse Laerke.

O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, disse que um ataque ao Irã neste fim de semana é possível. “Pode haver um ataque neste fim de semana? Sem dúvida”, afirmou em entrevista ao podcast de Mario Nawfal, segundo o Times of Israel. O enviado, que não tem papel direto na questão iraniana, disse que a consequência não seria mudança de regime: “Se você continua ameaçando o mundo, nossos aliados, o Golfo, haverá uma consequência. A consequência não será mudança de regime.” O presidente Donald Trump respondeu que, se for o caso, não sabe de nada disso: “Bem, se é esse o caso, não sei de nada disso”, disse, segundo a TASS. Em Istambul, o chanceler turco Hakan Fidan disse que todos concordam que um novo ataque ao Irã expandiria a guerra na região: “Uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução. Ninguém aprova isso neste momento”, afirmou em entrevista coletiva, segundo o Jerusalem Post. O chanceler francês Jean-Noël Barrot disse após as reuniões desta sexta-feira que uma nova escalada entre Irã e Estados Unidos só teria perdedores e elevaria o preço do petróleo.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.

O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou que o Exército russo suspende os disparos na direção de Kherson e instaura um “regime de silêncio” a partir das 4h de Moscou (1h GMT) de 27 de outubro, para uma operação humanitária na área de Oleshky, segundo a Sputnik. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que conversas trilaterais entre Rússia, Estados Unidos (EUA) e Ucrânia estão marcadas para novembro em Abu Dhabi, para discutir uma solução para a guerra, segundo o The Cradle. O anúncio russo vem depois de a Casa Branca dizer que a primeira-dama, Melania Trump, mediou um cessar-fogo na cidade de Oleshky para permitir ajuda humanitura e a retirada de civis.

Ministros do Reino Unido, da França e da Alemanha, o grupo E3, se reuniram nesta sexta-feira (23/10) em Istambul com os colegas do R4 – Turquia, Arábia Saudita, Paquistão e Egito –, além da Itália, e pediram diplomacia entre EUA e Irã em vez de novos ataques, segundo a Al Jazeera. Um dos ministros presentes disse que “uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução” e que “ninguém aprova isso neste momento”, segundo o Middle East Eye. Um ministro europeu advertiu que uma nova escalada entre Irã e EUA “não criaria nada além de perdedores” e teria consequências muito graves para os preços dos hidrocarbonetos.

Forças militares de Israel iniciaram nesta sexta-feira (23/10) uma operação para evacuar e demolir residências nas cidades de Hebron e Halhul, na Cisjordânia, segundo o Opera Mundi. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o Exército vai passar casa por casa e demolir imóveis numa operação em escala não vista na Cisjordânia ocupada em décadas, segundo o Guardian. Conforme a RT, ele afirmou ter instruído as forças de segurança a bloquear imediatamente a cidade de Hebron e a preparar o bloqueio total de toda a área de Judeia e Samaria, na designação do governo israelense, a partir de hoje. O ataque a tiros que motivou a resposta deixou cinco israelenses feridos e dois supostos atacantes palestinos mortos pelas forças de segurança israelenses, segundo autoridades israelenses citadas pela BBC.

O Exército de Israel identificou os dois soldados mortos no ataque a tiros desta sexta-feira na Cisjordânia ocupada: o primeiro-sargento Ron Yonatan Roytman, de 23 anos, de Ashkelon, e o sargento Yuval Shai Svilem, de 20, de Hod Hasharon. Os dois morreram em combate no entroncamento da Judeia, quando dois atacantes que estavam num carro abriram fogo contra soldados com uma metralhadora M4 e uma pistola. Outros três soldados do mesmo batalhão ficaram levemente feridos.

A Casa Branca disse que a primeira-dama, Melania Trump, “assegurou um cessar-fogo” entre Rússia e Ucrânia na cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia. Nem a Rússia nem a Ucrânia confirmaram de imediato o comunicado desta sexta-feira. Segundo a nota da Casa Branca, representantes da primeira-dama trabalharam diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo localizado, e líderes civis dos dois países vão trabalhar juntos para conceder acesso humanitário aos civis na cidade.

A autoridade naval da Romênia informou que o navio Khoryv, de bandeira das Comores, com 13 marinheiros ucranianos e azeris, emitiu um pedido de socorro a 13 milhas náuticas do porto de Constanta, pouco além das águas territoriais romenas. Nove marinheiros foram resgatados, três seguiam desaparecidos e um corpo foi recuperado. O presidente romeno, Nicusor Dan, disse a jornalistas que o navio foi atingido por um drone e classificou o episódio como parte do “processo de escalada” da Rússia na guerra na Ucrânia. Ursula von der Leyen disse em publicação online estar “profundamente alarmada com mais uma escalada russa no Mar Negro”. Segundo ela, um navio civil com tripulação ucraniana e azeri foi atingido na costa da Romênia, e “esses ataques imprudentes atingem vidas inocentes e desafiam abertamente o direito internacional”.

Ao menos sete pessoas foram mortas nesta sexta-feira quando dois atiradores abriram fogo contra um funeral na Jordânia central, segundo a imprensa estatal do país, citada pela BBC. Outras 10 pessoas ficaram feridas na igreja, na província de Karak. A TV estatal Al-Mamlaka informou que as forças de segurança foram enviadas à igreja Hamoud e perseguiam dois suspeitos, que, segundo relatos, saíram de um veículo antes de abrir fogo. Não houve reivindicação imediata de autoria do ataque, e as autoridades jordanianas não disseram quem foi responsável.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter instruído as forças de segurança a isolar imediatamente Hebron e a preparar o fechamento total da Cisjordânia a partir de sexta-feira, segundo a Associated Press (AP). A ordem veio horas depois de um ataque perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos, alguns em estado grave, segundo a agência. Netanyahu atribuiu o ataque ao Hamas e disse que o grupo “planejava um grande atentado destinado a assassinar civis inocentes”.

Um ataque aéreo israelense contra um veículo no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, matou ao menos um palestino e feriu outros, segundo o Middle East Eye. Outro ataque israelense matou um palestino no campo de Nuseirat, no centro de Gaza, segundo fonte do Hospital Al-Awda citada pela Al Jazeera, ainda segundo o Middle East Eye.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que hospitais da província de Taiz, no Iêmen, enfrentam falta crítica de combustível, oxigênio, remédios e suprimentos médicos, com 42 unidades de saúde só na cidade de Taiz em escassez aguda. A falta de combustível também interrompe o bombeamento de água e o saneamento, o que aumenta o risco de cólera e de outras doenças entre centenas de milhares de deslocados, segundo a agência.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.

Quatro militares salvadorenhos da Força de Repressão das Gangues (FRG), missão da ONU que atua no Haiti desde abril, estão desaparecidos desde a noite de domingo (18), depois que o veículo em que estavam foi emboscado no bairro de Santo, em Croix-des-Bouquets, na região metropolitana de Porto Príncipe. Depois de quatro dias de operação, os soldados ainda não foram localizados. A FRG informou que “vários integrantes da gangue foram mortos e outros foram feridos durante os enfrentamentos” e que quatro pessoas da força ficaram feridas. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse na quarta-feira (21) que os quatro são técnicos de aviação e que a missão salvadorenha no Haiti tem “apenas pilotos e técnicos”, dedicados à evacuação médica.

Donald Trump disse que Elon Musk restaurou o acesso da Ucrânia à internet. O presidente dos Estados Unidos afirmou também que o acesso ucraniano ao Starshield, serviço de satélite de grau militar, foi restabelecido, segundo a TASS. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a conectividade, fornecida pelo sistema de satélites Starlink, de Musk, ainda não havia sido totalmente restaurada.

Oficiais militares seniores de Israel apresentaram às contrapartes dos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Hamas não pretende se desarmar e está reconstruindo suas forças na Faixa de Gaza em preparação para uma possível retomada dos combates, informou o diário Haaretz nesta quinta-feira, segundo o Times of Israel. De acordo com o relatório, as Forças de Defesa de Israel (FDI) avaliam que o Hamas não entregará suas armas a um organismo internacional e só poderia ser desarmado por operações militares, inclusive entrando em áreas de Gaza hoje fora do controle israelense.

As forças armadas de Israel e dos Estados Unidos elaboraram planos para retomar ataques conjuntos ao Irã nas próximas semanas, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com os planos, informou a ABC News. A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não retomarão os ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Ataques de drones mataram ao menos seis crianças em idade escolar e feriram mais de 20 em uma escola primária na Etiópia, segundo relatos preliminares. O ataque atingiu a Escola Primária de Sana, no distrito de Dera, na zona de Gondar do Sul, em Amhara, na terça-feira, 20 de outubro, entre 10h e 11h, segundo o Addis Standard, em texto republicado pelo AllAfrica. Em outro ataque, em Finaruo, no distrito de Saharti Samre, na zona sudeste do Tigray, quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas enquanto carregavam gado em um caminhão, segundo moradores. O Addis Standard afirmou não ter conseguido estabelecer de forma independente as circunstâncias dos dois ataques nem obter resposta do Exército etíope.

Um oficial de defesa israelense confirmou nesta quinta-feira que a inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI) continua fornecendo à Arábia Saudita capacidades excepcionais para auxiliar suas operações militares contra os houthis, por mediação dos Estados Unidos (EUA), informou o Jerusalem Post. Segundo o oficial, a assistência é prestada conforme os interesses nacionais de Israel e as diretrizes da liderança política, e serve para desgastar um inimigo que planeja atacar Israel no futuro.

Um cidadão saudita e um residente indiano estão entre os dois mortos no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA). Oito pessoas ficaram feridas: sauditas, indianos, iemenitas, bengaleses e nepaleses. A Embaixada da Índia informou que um indiano está entre os mortos e dois indianos ficaram feridos, e o Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou os ataques como “completamente inaceitáveis”.

Moradores de Taiz, no Iêmen, enfrentam falta grave de comida e água depois que um bloqueio houthi cortou uma rota de abastecimento central, segundo a Al Jazeera. A ONU adverte que a ajuda humanitária não consegue mais chegar à cidade, o que deixa cerca de 800 mil pessoas sem assistência vital.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que a guerra israelense no enclave matou ao menos 74.498 pessoas e feriu 175.616 desde outubro de 2023, segundo o Mehr News. O mesmo balanço registra 1.538 palestinos mortos e 5.498 feridos desde o cessar-fogo de outubro.

Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira ter lançado ataques contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita em Riad, instalações da Saudi Aramco em Yanbu e o Aeroporto Internacional Rei Fahd em Dammam, segundo o The Hindu. A estatal Saudi Aramco orientou funcionários a evacuar sua sede em Dhahran, no Golfo, e a trabalhar remotamente, informou a Reuters citando seis pessoas com conhecimento do assunto, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A ordem segue uma onda de ataques houthis ao reino, com alvos na empresa e em aeroportos sauditas.

Três mísseis balísticos com ogivas de submunições foram disparados contra Kiev na noite de 21 para 22 de outubro, e um deles atingiu o centro histórico da capital, segundo a Ukrainska Pravda. Um dos mísseis atingiu Pechersk, área entre a Lavra de Kiev-Pechersk e o Mosteiro da Apresentação, e danificou prédios do mosteiro, residências, lojas, cafés e outras instalações civis. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse também que a Rússia mantém ataques à infraestrutura energética do país, com mais de 170 atingimentos a instalações críticas desde 11 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

Uma onda de ataques com drones em todo o Sudão matou mais de 160 pessoas nos últimos dias, segundo a Al Jazeera. O ataque mais letal ocorreu perto de um mercado na cidade de al-Dabba, em Cordofão Ocidental, onde um drone atingiu um centro de transporte e matou 80 pessoas. O país vive uma guerra entre forças militares rivais desde abril de 2023.

A Rússia entregou à Ucrânia os corpos de 252 militares ucranianos, e o lado ucraniano transferiu 25 corpos à Rússia, segundo a Anadolu, que cita um comunicado. A troca ocorreu no posto de controle de Novaya Huta, na fronteira com Belarus, informou a agência.

Quatro palestinos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, entre eles uma adolescente de 17 anos baleada na cabeça na área de al-Faluja, no norte do território, segundo o Middle East Eye. Outros dois palestinos, incluindo uma adolescente, foram mortos por fogo israelense em áreas do norte e do sul de Gaza, informaram a Al Jazeera e a agência Wafa citando fontes médicas.

Forças israelenses mataram a tiros um homem com deficiência na aldeia de Jamla, no campo oeste de Daraa, onde haviam posicionado atiradores em telhados, na madrugada desta quinta-feira, segundo a agência estatal síria Agência Árabe Síria de Notícias (SANA), citada pela Al Jazeera. O corpo da vítima foi levado ao Hospital Nacional de Daraa, acrescentou a agência. O Exército israelense não comentou o caso de imediato. Em uma incursão nesta quinta-feira na aldeia de Turnejeh, no campo de Quneitra, as forças israelenses revistaram casas e detiveram uma pessoa, segundo a SANA.

A Rússia concordou na quarta-feira em retomar no próximo mês as negociações trilaterais com Washington e Kiev, visando encerrar a guerra na Ucrânia, segundo um funcionário do Kremlin citado pela Associated Press (AP). Pode ser o primeiro encontro desse tipo desde fevereiro. No mesmo dia, o enviado dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, para tratar do conflito na Ucrânia, enquanto o presidente Donald Trump pressiona Kiev e Moscou a fechar um acordo que pare a luta.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu nesta quinta-feira contração de 1,3% do produto do Oriente Médio, do Norte da África e do Paquistão em 2026, como resultado do impacto da guerra contra o Irã na produção de energia, no transporte marítimo, no turismo, no comércio e na confiança, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Yahoo Finance. Para 2027, o FMI projetou crescimento de 6,6%, mas com produto que deve ficar, em geral, abaixo das projeções anteriores à guerra. O fundo afirmou que o quadro segue turvado por “incerteza excepcionalmente alta”.

Rebeldes houthis atingiram na terça-feira uma área residencial de Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, que está sob ataque e cerco, matando duas adolescentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo PBS News. O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que os civis de Taiz estão em risco grave e pediu que a ajuda humanitária “seja imediatamente autorizada a entrar na cidade” e que sua passagem seja facilitada, e que os civis que desejarem sair possam fazê-lo “livremente e com segurança”. O ataque a Taiz veio um dia depois de um ataque houthi a um acampamento militar do governo ter matado 73 recrutas, o mais letal desde a retomada do conflito no verão, segundo um alto funcionário do governo iemenita.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul pediu conversas militares urgentes com a Coreia do Norte para aliviar a tensão na fronteira e evitar confrontos militares acidentais, pouco depois de Pyongyang cortar a linha direta militar entre os dois países e declarar que não buscará mais diálogo nem unificação com o adversário, segundo a TRT World. Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, disse que os alto-falantes de propaganda voltados ao Sul estarão prontos para reiniciar em dias ao longo de toda a fronteira, segundo o Guardian. Segundo a TRT World, ela afirmou que “novos meios de resposta entrarão em alerta de serviço em toda a linha da fronteira sul” e que os alto-falantes “ficarão de prontidão em questão de dias”.

Mísseis atingiram Kiev na madrugada de quinta-feira, após um ataque noturno que feriu seis pessoas e danificou casas, posto de gasolina e equipamentos de transporte, segundo a Reuters em texto republicado pelo France 24. O enviado estadunidense Steve Witkoff manteve conversas nesta semana com Zelensky e Putin para mediar o fim da guerra, ainda segundo a Reuters em texto republicado pelo France 24. O Kremlin disse que novas propostas de paz carecem de substância após o encontro Witkoff-Putin na Rússia, segundo o Guardian.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não emergenciais do governo estadunidense e de seus familiares “apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos houthis, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país, segundo o porta-voz Tommy Pigott. Segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela Reuters e citadas pelo South China Morning Post (SCMP), o departamento também planeja retirar familiares de uma série de outras missões dos EUA na região.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, disse nesta quinta-feira que a Coreia do Norte colocará alto-falantes contra a Coreia do Sul em prontidão ao longo de toda a fronteira “em questão de dias” e alertou Seul para “a mais horrível e angustiante situação” caso o país continue o que Pyongyang chama de interferência, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. “Nossos novos meios de contra-ataque entrarão em alerta de serviço em toda a linha fronteiriça sul e os alto-falantes contra a ROK estarão em prontidão em questão de dias”, disse ela, em declaração divulgada pela agência estatal KCNA. Na noite de quarta-feira (21), ela já havia dito que o país ativaria os alto-falantes em toda a fronteira até o fim de outubro. A Coreia do Sul afirma que minas norte-coreanas causaram uma explosão na fronteira no mês passado que feriu gravemente dois soldados; a Coreia do Norte nega responsabilidade e chama o episódio de invenção sul-coreana.

Um colono israelense foi filmado gritando com uma criança palestina e a agredindo durante um ataque a uma família a leste de Yatta, na Cisjordânia ocupada, onde a violência de colonos aumentou nos últimos anos, segundo a Al Jazeera. Na quarta-feira, o Tribunal de Magistrados de Jerusalém prorrogou a prisão de um suspeito detido sob suspeita de envolvimento nos ataques de colonos do fim de semana na Cisjordânia, entre eles agressões a um fotojornalista do Washington Post e a diplomatas europeus, segundo o Times of Israel. O suspeito, Nadav Cohen Tzemach, tem histórico documentado de violência contra palestinos na Cisjordânia, mas nunca foi acusado criminalmente, segundo o mesmo veículo.

Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita, segundo a autoridade de aviação civil saudita. A autoridade confirmou o balanço na noite de quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A Autoridade Geral de Aviação Civil (GACA) informou que os feridos foram levados imediatamente ao hospital, com quadros de leves a graves, segundo a TRT World. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, Turki Al-Maliki, disse que as defesas aéreas interceptaram e destruíram quatro drones na Província Oriental do país, em publicação no X, segundo o Middle East Eye.

Destroços de um drone interceptado mataram duas pessoas e feriram outras duas em um campo de petróleo operado pela Aramco no sudeste da Arábia Saudita, informou o Ministério da Energia da Arábia Saudita nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os mortos eram nacionais do Nepal e das Filipinas, e os feridos, do Paquistão e da Índia. Os destroços também provocaram um incêndio em um veículo de uma empreiteira no campo de Shaybah.

Explosões foram ouvidas em Sirik, no sul do Irã, na quarta-feira, segundo a agência iraniana Fars, em relato publicado pelo Middle East Eye. A natureza e a origem das explosões eram desconhecidas até a publicação.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira que sua diretriz às Forças de Defesa de Israel, ao Mossad e ao aparato de defesa é derrubar o regime no Irã. Na formatura de cadetes oficiais, ele afirmou que o regime iraniano “ainda não aprendeu a lição” e acusou o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, de seguir “os passos do pai” no desenvolvimento de “bombas da morte”, segundo o Middle East Eye. O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou: “Se o Irã atacar Israel, o Irã vai arder!”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, barrou um plano de Israel para atacar o Irã neste mês, segundo o Financial Times, em reportagem publicada pelo G1. Fontes ouvidas pelo jornal disseram que o plano previa ataques de vários dias, começando em 10 de outubro, contra a infraestrutura energética iraniana, instalações nucleares e alvos ligados ao governo local. O Jerusalem Post relata versões conflitantes, segundo as quais as Forças de Defesa de Israel planejavam atacar o Irã em 10 de outubro antes de serem contidas por Trump.

Três ataques atingiram na quarta-feira a pista e as instalações da administração elétrica do aeroporto internacional de Al-Rayyan, em Mukalla, na província de Hadramaut, no leste do Iêmen, sem feridos relatados, segundo a TV estatal Hadramaut, citada pela TRT World. A emissora exibiu imagens que disse mostrarem o ataque, sem detalhar as armas usadas, e a milícia houthi não havia reivindicado o episódio até a publicação, ainda segundo a TRT World. Separadamente, a agência estatal Saba noticiou que a milícia houthi atingiu o aeroporto internacional de Áden com um míssil balístico, sem dar mais detalhes.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, pediu nesta quarta-feira o congelamento da linha de frente da guerra contra a Rússia como primeiro passo para conversas de cessar-fogo, segundo a France 24. “Agora temos de congelar, e acho que este é o caminho real para encerrar esta guerra”, disse. Zelenski afirmou que qualquer conversa de paz precisa incluir a Ucrânia. “Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem nós, por favor.”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, que Moscou está disposta a ajudar a resolver o conflito entre o Irã e os Estados Unidos, segundo o Mehr News, veículo estatal iraniano. Putin citou a relação especial de confiança da Rússia com o Irã e disse que Moscou teria prazer em dar qualquer passo para ajudar a resolver a crise. O Mehr descreve o momento como a escalada na Ásia Ocidental depois da “guerra de agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A nova rodada de conversas trilaterais sobre a Ucrânia pode ocorrer em Abu Dhabi por volta de meados de novembro, disse o assessor presidencial russo Yuri Uchakov a veículos russos, segundo a Sputnik. “Estamos visando Abu Dhabi… Ficou acordado que isso aconteceria por volta de meados de novembro, nos primeiros dez dias do mês”, afirmou. Segundo Uchakov, Vladimir Putin vai decidir quem integrará a delegação russa nas conversas.

Putin concordou em princípio em retomar as conversas trilaterais com Washington e Kiev depois de 10 de novembro, disse o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, a jornalistas após a reunião com o enviado estadunidense Steve Witkoff. Segundo Ushakov, citado pela PBS News, o presidente russo aceitou retomar as negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. A Sputnik, por sua vez, atribui ao próprio Putin a disposição de retomar as tratativas em novembro, também com base no relato de Ushakov.

O Exército de Israel deteve cerca de 90 voluntários da Rabbis for Human Rights na Cisjordânia nesta quarta-feira, entre eles o candidato democrata ao Congresso Brad Lander e o ex-vice-procurador-geral Yehoshua Schoffman, segundo fontes ouvidas pelo Jerusalem Post. Os voluntários acompanhavam agricultores palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Nehalim, perto de Belém, área a que os agricultores não tinham acesso havia três anos, segundo o grupo. A NPR fala em cerca de 80 rabinos e ativistas estadunidenses e israelenses detidos ao ajudar palestinos a colher azeitonas perto de um assentamento na Cisjordânia ocupada.

A União Europeia (UE) pediu à SpaceX que restabeleça com urgência o acesso pleno de Kiev ao Starlink, informou o Le Monde. A Ucrânia disse que a SpaceX impôs na noite de terça-feira limite de velocidade de 100 mph (160 km/h), e armamentos que viajavam mais rápido que isso perderam a conexão, segundo a BBC. Senadores dos Estados Unidos (EUA) pediram investigação sobre restrições que, segundo relatos, degradaram a capacidade da Ucrânia de conduzir operações defensivas contra ataques russos com drones e mísseis à infraestrutura civil.

A Rússia responderá com firmeza ao fornecimento de drones de combate à Ucrânia por uma empresa japonesa, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em coletiva de imprensa, segundo a agência TASS. A agência não informou o nome da empresa nem qual resposta está em estudo.

Os houthis afirmaram que oito pescadores foram mortos em uma série de ataques durante a noite, e o Ministério da Saúde sediado em Sanaã disse que a Arábia Saudita atingiu barcos na costa da província de Taiz. Nesta quarta-feira, o porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo disparou um míssil balístico contra a sala de operações militares da coalizão no acampamento Badr, em Áden. Segundo a Xinhua, as forças sauditas realizaram 93 ataques aéreos e de mísseis em oito províncias iemenitas nas 24 horas anteriores.

O enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff reuniu-se nesta quarta-feira com o presidente Vladimir Putin em São Petersburgo para tratar da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia e agradeceu a Putin pelo fim da proibição russa das exportações de diesel, segundo a AP News, em texto republicado pela France 24. Segundo a agência, Witkoff disse que a medida ajudaria a reduzir os preços para agricultores e caminhoneiros estadunidenses e afirmou que esperava discutir a retomada das conversas trilaterais entre EUA, Rússia e Ucrânia.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo atingiu com um míssil balístico a sala de operações militares da coalizão liderada pela Arábia Saudita no acampamento Badr, em Áden, segundo o Al Jazeera. Uma autoridade policial disse nesta quarta-feira que fumaça subia perto do aeroporto da cidade, controlada pelo governo iemenita reconhecido internacionalmente. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirma que suas forças combatem os houthis em Kahboub, no sudoeste do Iêmen, segundo o Middle East Eye.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mandou preparar para o fim de semana de 10 de outubro uma operação de vários dias contra o Irã, com alvos em instalações nucleares, usinas e infraestrutura civil, além de instalações do regime, segundo o Ynet. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, barrou a operação por não querer reacender a guerra antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, e uma fonte disse ao Financial Times (FT), segundo o Jerusalem Post, que haverá acordo ou ataque, com nova rodada de ataques nas próximas semanas como possibilidade realista.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou fortemente nesta terça-feira ataques com drones contra civis e infraestrutura crítica em todo o Sudão, segundo a CGTN. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que a ONU condena fortemente o relato da morte de dezenas de civis em um ataque com drone a um mercado na localidade de Al Dibab, no estado do Cordofão Ocidental, no domingo. Na terça-feira, drones danificaram a principal estação de energia da cidade de Tendalti, no estado do Nilo Branco, segundo Dujarric.

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.

O Reino Unido vai enviar caças Typhoon da Força Aérea Real à Arábia Saudita para ajudar a defender o reino contra ataques dos houthis, anunciou o governo britânico nesta terça-feira, segundo a DW. O Ministério da Defesa britânico afirmou que as aeronaves vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra drones e mísseis e que não farão ataques ofensivos contra alvos houthis no Iêmen. Em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, rebeldes houthis atingiram uma área residencial nesta terça-feira, matando duas adolescentes, segundo o Times of Israel, que destacou o alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o cerco deixa civis em risco grave.

É provável que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) comece a se retirar da zona da chamada Linha Azul, patrulhada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 31 de dezembro de 2026. A missão tem 7.565 capacetes-azuis de 46 países, segundo a DW. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou para a necessidade de “evitar o vácuo que a retirada da UNIFIL poderia criar, caso ela ocorresse sem acordo sobre uma nova força internacional que a substitua”.

O enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, vai viajar à Rússia nesta quarta-feira depois de se reunir em Oslo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com os líderes da Noruega e da Finlândia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. Conforme a agência, Witkoff voará para São Petersburgo, onde se encontrará com a liderança russa e trocará ideias a partir desse encontro e das propostas trabalhadas por colegas europeus e norte-americanos. Na mesma reportagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que a Ucrânia faça um acordo para encerrar a guerra com a Rússia e disse que Moscou quer resolver a questão. “A Ucrânia tem que querer encerrar esta guerra”, afirmou a repórteres no Salão Oval.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) anunciou que um superpetroleiro com mais de dois milhões de barris de petróleo cru explodiu e pegou fogo depois de atingir uma mina naval ao sul do Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, o navio havia desligado todos os seus sistemas de radar e de navegação e tentava sair pela rota sul do estreito, não autorizada, apesar dos avisos das forças navais iranianas. O Dawn noticiou que dois petroleiros foram incendiados e parados ao sul do Estreito de Ormuz depois de atingirem minas iranianas, segundo um comunicado da Marinha do IRGC compartilhado pela imprensa estatal nesta terça-feira.

Um ataque de militantes afiliados ao grupo Estado Islâmico matou 48 pessoas na região de Ménaka, no leste do Mali, no fim de semana, disse um deputado à Associated Press (AP). Segundo Moussa Ag Acharatoumane, líder tuaregue e membro do Conselho Nacional de Transição, os combatentes do Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP) atacaram de domingo à noite até segunda de manhã, e entre as vítimas havia crianças e idosos.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, confirmou nesta terça-feira que existem “sérias tensões” nas relações com a Ucrânia, em coletiva de imprensa durante visita à Índia e após conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo ele, o presidente Donald Trump está “irritado e frustrado” com a falta de progresso nas negociações de paz, bem como com as acusações de que Washington se recusa a fornecer informações de inteligência a Kiev.

A Rússia lançou uma nova ofensiva de mísseis e drones contra áreas civis da Ucrânia e matou ao menos sete pessoas, segundo autoridades ucranianas ouvidas nesta terça-feira, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky buscava mais ajuda estadunidense e europeia em sua visita à Noruega. Na região de Kiev, quatro pessoas morreram e 27 ficaram feridas, entre elas crianças, nos ataques com mísseis e drones do último dia, segundo a polícia regional. Em Oslo, o enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff, que, junto com Jared Kushner, tentou sem sucesso levar Rússia e Ucrânia a um acordo, também estava na cidade, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o presidente finlandês, Alexander Stubb, também deveriam se encontrar com Zelensky.

A Ucrânia não recebeu aviso dos Estados Unidos (EUA) sobre o ataque russo com mísseis de domingo à noite contra usinas em Kiev, disse Volodymyr Zelensky, e o episódio, segundo o Guardian, reacende preocupações de que Washington esteja retendo inteligência para pressionar Kyiv a capitular diante de Moscou. O porta-voz da força aérea ucraniana, Yuri Ihnat, disse na televisão que não houve aviso antes da barragem de mísseis que atingiu usinas na capital. Na madrugada de segunda-feira, em viagem a Samarcanda, no Uzbequistão, o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, disse: “Se aconteceu ontem à noite, não sei exatamente. Sei que algumas noites atrás houve um problema de software envolvendo o sistema de alerta antecipado deles.”

O número de mortos no ataque com mísseis houthis a um campo militar do governo no sul do Iêmen subiu a 60 pessoas, a maioria recrutas, o ataque mais letal desde que os combates no país começaram a escalar há três meses, segundo a Associated Press. A BBC, citando autoridades locais, fala em mais de 50 agentes de segurança mortos e 200 feridos no ataque ao campo na província central de Shabwa. Um porta-voz das forças armadas iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, disse que o grupo apoiado pelo Irã lançou três mísseis balísticos contra o campo de al-Alam, perto da cidade de Ataq.

Autoridades policiais cubanas acusaram os Estados Unidos de permitir que terroristas atuem com impunidade em solo estadunidense, citando detalhes da investigação sobre a incursão de fevereiro, segundo o Jerusalem Post. Em 25 de fevereiro, 10 exilados cubanos tentaram entrar na ilha de barco a partir de Florida Keys, armados com cerca de 13 mil munições, 11 fuzis, 15 pistolas, coquetéis molotov, um rádio VHF e equipamento de comunicação por satélite Starlink.

Até 500 militares marroquinos passaram por treinamento no Marrocos para integrar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, disse um oficial do Conselho de Paz ao Times of Israel nesta segunda-feira. Segundo o oficial, o treinamento começou no fim de agosto e foi conduzido pela força liderada pelos Estados Unidos, que ele não pôde confirmar estar totalmente concluído. O Marrocos se comprometeu em fevereiro a enviar policiais e militares para a Gaza do pós-guerra, tornando-se o primeiro país árabe a fazê-lo publicamente, e seria o primeiro a deslocar pessoal, à frente de Albânia, Cazaquistão e Kosovo, segundo o jornal.

Homens armados em motocicletas mataram ao menos 40 civis no Mali, atacando acampamentos que abrigam sobretudo membros da comunidade daoussahaque, segundo fontes de segurança e comunitárias citadas pelo The Hindu. O Hindustan Times registra mais de 40 civis mortos no mesmo episódio, também atribuindo o balanço a fontes de segurança e comunitárias.

Três crianças foram mortas em Cartum no dia 19 de outubro, segundo a organização Emergency Lawyers, que acompanha a violência contra civis no Sudão. No fim de semana, ainda segundo o grupo, o Exército sudanês bombardeou com drones um mercado em al-Muglad, no sábado (17), e a área de Al-Dabab, no domingo, no Kordofan Ocidental, matando dezenas de civis, entre mulheres e crianças.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exibiu um mapa do Oriente Médio ampliado que mostra Israel e os Emirados Árabes Unidos alinhados à RSF, força paramilitar sudanesa acusada de cometer genocídio em Darfur, e a separatistas na Líbia, no Iêmen e na Somalilândia, segundo o Middle East Eye. O mapa integrou a apresentação de domingo da nova doutrina de segurança de Netanyahu, centrada em ataques preventivos e na criação de “zonas de amortecimento” nas fronteiras de Israel.

A Arábia Saudita decidiu adiar sua principal conferência de investimentos para o ano que vem, confirmaram os organizadores em comunicado nesta segunda-feira, depois de ataques que abalaram o reino nas últimas semanas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Os ataques atingiram infraestrutura militar, energética e civil em todo o país, incluindo a sede da estatal de petróleo Aramco e o aeroporto internacional de Riad, onde mataram ao menos 18 pessoas.

Os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter realizado vários ataques contra a infraestrutura energética, aeroportuária e militar da Arábia Saudita, entre eles uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo de petróleo de Shaybah, o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, e o aeroporto de Abha, segundo a Reuters, em reportagem citada pelo Hindustan Times.

Um ataque com drone perto de um mercado em al-Dibab, no Kordofan Ocidental, matou 80 pessoas no domingo à noite, a maioria deles passageiros que esperavam transporte para casa, segundo o The Guardian. Uma testemunha disse ao jornal que o drone atingiu duas vezes o centro de transportes de al-Dibab, um dos ataques isolados mais mortais da guerra.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, decidiu enviar uma companhia adicional da Polícia de Fronteira à Divisão da Judeia e Samaria para combater a alta da violência nacionalista na Cisjordânia, informou o Jerusalem Post. A companhia começou a treinar em agosto e deve assumir missões operacionais dedicadas em focos de violência a partir do fim de novembro. A polícia prendeu 10 suspeitos por envolvimento nos episódios violentos, violação de ordem de zona militar fechada e construção ilegal, segundo o Times of Israel – dois a mais que os oito divulgados antes.

Um ataque houthi contra um acampamento militar do governo do Iêmen em Shabwa matou ao menos 18 pessoas, segundo fontes citadas pelo Jerusalem Post na cobertura ao vivo do veículo sobre o país.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu em cerca de um terço a ajuda alimentar em Gaza por falta de financiamento, e meio milhão de pessoas perderá acesso à assistência crítica, segundo a própria agência. Desde este mês, o PMA atende 1,1 milhão das pessoas mais vulneráveis no território com comida e dinheiro, contra 1,6 milhão no mês anterior. Cerca de 1,4 milhão de pessoas, ou 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise ou pior. Para manter e retomar programas críticos na Palestina, a agência diz precisar de mais de £300 milhões nos próximos seis meses, segundo o Guardian.

A presidência do Egito disse que o país está pronto a dar à Arábia Saudita todo o apoio de que ela precisa para defender sua segurança e estabilidade, segundo o Korea Herald. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu uma sessão urgente do parlamento para autorizar as forças armadas, uma das maiores do mundo árabe, a ajudar a defender o aliado do Golfo caso o reino solicite apoio. A medida ocorre enquanto os houthis do Iêmen intensificam seus ataques ao reino saudita.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs uma cúpula no mês que vem com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, para negociar o fim da guerra de quatro anos na Ucrânia em termos favoráveis a Moscou, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas a par das conversas. O Kremlin sugeriu realizar o diálogo trilateral à margem da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), marcada para 18 e 19 de novembro em Shenzhen, segundo a Reuters, em texto republicado pelo WHBL. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou ao jornal que havia conversas sobre um possível encontro, mas disse que ainda não há entendimento claro sobre a reunião nem sobre a agenda. Um alto funcionário estadunidense disse que Trump não concordou com a cúpula.

As forças de segurança do Paquistão mataram vários integrantes do Talibã afegão em retaliação a um suposto disparo não provocado na fronteira em Khyber Pakhtunkhwa, no sábado (17 de outubro de 2026), segundo autoridades de segurança paquistanesas citadas pelo The Hindu. Segundo o mesmo veículo, no setor do Alto Kurram as forças paquistanesas atingiram o posto de Topsar e o acampamento de Shipola do Talibã afegão, e o acampamento de Shipola foi completamente destruído na ação de retaliação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a decisão de suspender parte das sanções à Rússia e voltou a acusar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de não querer encerrar a guerra, segundo a France 24. O mesmo veículo informa que Trump suspendeu temporariamente as sanções ao diesel russo, liberando grandes volumes para os mercados globais para tentar baixar os preços dos combustíveis antes das eleições norte-americanas no início do mês que vem. A TASS, citando Trump, diz que Zelensky não quer encerrar o conflito com a Rússia e provavelmente nunca quis.

Dois oficiais da Força Aérea Saudita morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i na província de Najran, no sudoeste do país, segundo o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, citado pela RT. Os houthis do Iêmen afirmam ter abatido a aeronave. Segundo as autoridades sauditas, o helicóptero caiu por falha técnica, e Riad não comentou a reivindicação do grupo.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois petroleiros, cada um com cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto, pegaram fogo após atingir minas navais no Estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera. A TASS, citando um comunicado do IRGC, relata um petroleiro que atingiu uma mina na parte sul do estreito e sofreu explosão e incêndio na sala de máquinas, e o Middle East Eye, citando a mídia iraniana, também descreve um petroleiro em chamas no mesmo trecho, segundo a Marinha do IRGC.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que 1,4 milhão de pessoas em Gaza sofrem escassez aguda de alimentos e que lacunas de financiamento estão forçando cortes em ajuda crítica, apesar do cessar-fogo entre o Hamas e Israel intermediado pelos Estados Unidos, segundo a NPR.

O exército do Sudão afirmou ter atingido centros de comando das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur do Sul, mas a RSF e seus aliados afirmam que um mercado de gado lotado foi atingido. Um ataque de drone ao mercado de gado em Nyala matou 30 pessoas na sexta-feira, segundo a Agence France-Presse (AFP). Em comunicado, o grupo paramilitar disse que o ataque atingiu uma área civil densamente povoada e que relatórios preliminares indicavam 17 mulheres e cinco crianças entre os mortos.

A torre Kingdom Centre, em Riad, ordenou trabalho remoto obrigatório a todos os funcionários de escritórios, “efetivo imediatamente e até novo aviso”, segundo a administração do prédio. A coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que dois pilotos morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i em Najran por falha técnica, disse o porta-voz Turki al-Malki – versão que os houthis contestam: o porta-voz Yahya Saree afirmou no sábado à noite que o grupo derrubou um helicóptero Apache na mesma área.

A União Europeia condenou com veemência ataques de colonos violentos na Cisjordânia, incluindo ataques contra diplomatas europeus, disse o porta-voz de política externa do bloco no domingo, segundo o Jerusalem Post. A declaração veio um dia depois de o chanceler belga, Maxime Prévot, relatar que colonos israelenses atacaram civis palestinos, diplomatas europeus e um prefeito francês na Cisjordânia ocupada. O gabinete do primeiro-ministro israelense pediu cautela antes de conclusões sobre os relatos de ataques a diplomatas europeus por israelenses mascarados “na Judeia e Samaria” – nome usado pelo governo israelense para a Cisjordânia ocupada – e afirmou que qualquer violência contra diplomatas é inaceitável, segundo o Jerusalem Post.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto se os Estados Unidos aceitarem as condições iranianas, segundo a Mehr News. Citado pelo Hindustan Times, o chanceler afirmou que o estreito pode reabrir em seis dias se Washington aceitar as condições, com a retomada das negociações no sétimo dia. As exigências iranianas incluem suspender o bloqueio norte-americano aos portos iranianos, remover sanções às exportações de petróleo e encerrar as hostilidades em todas as frentes regionais, segundo o Times of India. O novo ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, advertiu que os Estados Unidos e seus aliados sofrerão enorme dano caso Washington retome a ação militar contra Teerã, segundo a Sputnik.

Ao menos uma pessoa morreu e ao menos cinco ficaram feridas em ataque noturno a São Petersburgo que atingiu duas instalações petrolíferas da cidade, segundo a BBC. O governador da região, Alexander Beglov, disse que incêndios eram combatidos no Terminal de Petróleo de São Petersburgo e no depósito Ruchyi, e que 12 prédios de apartamentos e duas casas foram danificados, com o aeroporto de Pulkovo fechado temporariamente. Um centro logístico da Ozon e um data center da VKontakte também foram atingidos. A Ucrânia ainda não comentou os ataques, e o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido mais de mil drones ucranianos sobre território russo na noite, segundo a BBC.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a Ucrânia não tem acesso ao Starshield e que o pedido de Kiev para realizar ataques em profundidade dentro da Rússia está em discussão, segundo a Al Jazeera. Rubio distinguiu o Starlink comercial do Starshield militar, em comentários divulgados pelo Departamento de Estado.

Centenas de palestinos assistiram neste domingo ao funeral de 75 pessoas, entre mulheres e crianças, cujos restos foram recentemente recuperados sob os escombros de casas destruídas por forças israelenses em Gaza, segundo a TRT World. As vítimas pertenciam a cerca de 20 famílias e os prédios foram bombardeados com moradores dentro nos primeiros meses da guerra. Já na Cidade de Gaza, grandes multidões acompanharam na manhã de domingo os funerais dos 75 palestinos recuperados sob os escombros no bairro de al-Daraj, segundo a agência palestina WAFA.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em uma publicação no X neste domingo que a Rússia atacou os setores de energia, petróleo e gás da Ucrânia 76 vezes na semana seguinte ao anúncio de cessar-fogo energético de Donald Trump, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela WTOP. Trump anunciou em 11 de outubro que a Rússia e a Ucrânia haviam concordado com um “cessar-fogo energético” na guerra de quatro anos e meio, sem dar detalhes, e Kiev relatou ataques de Moscou a instalações de energia depois da declaração dele.

Ataques ucranianos incendiaram no domingo um terminal de exportação de petróleo em São Petersburgo e deixaram uma pessoa morta e cinco feridas, segundo o governador local, Alexander Beglov, em texto da Associated Press (AP) republicado pela WTOP. Os incêndios atingiram o Petersburg Oil Terminal e o depósito Ruchi, e o Ministério da Defesa da Rússia disse ter destruído 1.015 drones ucranianos sobre 15 regiões russas, a Crimeia anexada e o mar Negro, parte de mais de 1.000 drones que Kiev lançou em um dos maiores bombardeios aéreos já feitos pela Ucrânia na guerra.

O governo federal do Paquistão impôs governo federal direto na província de Khyber Pakhtunkhwa, depois de uma reunião de emergência do gabinete, citando o “desengajamento deliberado da luta contra o terrorismo” pela administração provincial, segundo o South China Morning Post. A administração provincial, liderada pelo partido Movimento pela Justiça do Paquistão (PTI), havia recusado a apoiar operações militares intensificadas contra militantes do Tehreek-i-Taliban Pakistan (TTP).

A agência UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) foi atacado por várias pessoas a bordo de um pequeno barco ao largo de Al Mukalla, no Iêmen, e que a equipe de segurança armada do navio disparou dois tiros de advertência, obrigando o barco a mudar de rumo, segundo o Middle East Eye. Um rebocador que seguia para o sul foi atingido por dois projéteis não identificados a nordeste de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, com um ferido leve, segundo a Mehr News; a UKMTO disse que o rebocador sofreu danos, mas continuou sua rota, e pediu que os navios transitassem com cautela.

Forças paquistanesas e integrantes do Taliban afegão trocaram fogo em vários pontos da fronteira noroeste do Paquistão no sábado, e autoridades de segurança paquistanesas e a mídia estatal disseram que tropas apoiadas por artilharia destruíram postos do Taliban, segundo a Associated Press (AP). A TASS afirmou que as forças armadas do Paquistão responderam de forma eficiente com armamento pesado a um fogo não provocado aberto por integrantes do Taliban afegão no setor de Kurram, e que o canal afegão TOLO News havia noticiado confrontos na fronteira com ao menos sete militares paquistaneses mortos e seis feridos, citando uma fonte de segurança.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos lançados pelos houthis contra Khamis Mushait, no sudoeste saudita, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al Maliki, citado pela TRT World; no sábado, ele disse que as forças da coalizão também interceptaram e destruíram quatro drones ao longo de várias horas na região de Riad, na Província Oriental e no sul da Arábia Saudita. A Defesa Civil saudita emitiu alertas de “perigo potencial” em Riad, Abha e Khamis Mushait e depois informou que o perigo havia passado. Forças lideradas pela Arábia Saudita disseram ter atingido várias posições em torno da cidade iemenita de Taiz para romper o cerco houthi, segundo a Al Jazeera. Os houthis afirmaram ter derrubado um helicóptero Apache saudita perto da região de fronteira de Najran, segundo a TASS, enquanto aviões de guerra sauditas realizaram 53 ataques aéreos no Iêmen nas últimas 24 horas, segundo a Xinhua.

Sons de explosões foram ouvidos perto da cidade de Sirik, na província de Hormozgan, no sul do Irã, segundo a agência Fars, em relato citado pela TASS. Moradores relataram explosões na área costeira de Kuhestak e em vários distritos de Sirik, segundo a mesma agência.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, alertou que a decisão de Donald Trump de recuar nas sanções contra a Rússia vai intensificar a guerra do Kremlin na Ucrânia, segundo o Guardian. “Infelizmente, a suspensão das sanções vai continuar, e acredito que o acordo do diesel é o primeiro passo”, disse ele no sábado. Segundo o Opera Mundi, Zelenskyy escreveu ainda que o alívio das sanções dos Estados Unidos (EUA) reduz a pressão sobre o agressor e que recompensas financeiras a Putin só o incentivam a continuar atacando.

O Conselho Europeu advertiu que empresas que se envolverem na construção do assentamento E1, na Cisjordânia ocupada, podem enfrentar consequências legais, econômicas e reputacionais, segundo o Middle East Eye. A advertência veio dias antes do prazo de 19 de outubro para lances em uma das licitações da obra. O plano conecta assentamentos da Cisjordânia a Jerusalém Oriental ocupada e, na prática, cortaria a Cisjordânia ao meio, inviabilizando um Estado palestino, segundo o veículo. O alerta veio depois que sanções britânicas contra assentamentos israelenses, incluindo sanções a entidades que financiam a construção, entraram em vigor no início desta semana.

Ao menos um palestino foi morto e outro ficou ferido depois que drones israelenses atingiram um veículo em Rafah, no sul de Gaza, segundo o Middle East Eye, citando a Al Jazeera e serviços de ambulância e emergência. Outros quatro palestinos foram mortos por drones israelenses em Gaza desde a manhã de sábado.

A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou novamente que “o Estreito de Ormuz está fechado, e a passagem de navios de diversas nacionalidades pelo estreito está proibida”, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA). Um petroleiro pegou fogo no Estreito de Ormuz depois de atingir uma mina, segundo a Guarda Revolucionária. Ao menos outros dois petroleiros foram relatados como atingidos ao largo da costa da Arábia Saudita desde ontem, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças tomaram o controle de oito novos assentamentos ucranianos, incluindo a cidade de Dobropillia, na região oriental de Donetsk, segundo a agência Interfax. O Estado-Maior da Ucrânia afirmou que as forças ucranianas seguiam no controle de Dobropillia e classificou como falsa a alegação russa de captura. A Ucrânia também rejeitou a alegação russa de que suas forças tomaram mais de 1.800 km² e 92 assentamentos desde 1º de setembro.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, bloqueou, em ordem executiva assinada na sexta-feira à noite, sanções contra a Rússia aprovadas pelo Congresso para punir o país pela guerra na Ucrânia, segundo a BBC. Na ordem, Trump disse que é de “interesses nacionais” dos EUA reter parte dessas sanções. O enviado do presidente russo, Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, chamou a suspensão da Lei Graham de “um momento importante e verdadeiramente histórico”, segundo o jornal The Hindu.

O movimento de assentamentos Nachala disse que mais de 700 de seus ativistas estabeleceram na sexta-feira “uma nova comunidade” no sul de Israel, de frente para a cidade de Gaza, e exigiu do governo que a transfira para o norte da Faixa, segundo o Times of Israel. O ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, do Likud, disse em vídeo no local que, “com a ajuda de Deus”, o próximo governo de direita “vai seguir plantando e criando raízes em cada parte da nossa pátria”.

A Al Jazeera apurou que há ao menos 51 sírios ainda detidos dentro de Israel, muitos deles primeiro na prisão militar de Sde Teiman e depois transferidos para unidades administradas pelo Serviço Prisional de Israel. Em setembro, o centro sírio Sijil, que monitora a atividade israelense, documentou 280 violações israelenses do acordo de 1974 entre os dois países, incluindo incursões, raides e prisões, além de fogo de artilharia e de metralhadora, segundo a Al Jazeera.

Os ataques russos na Ucrânia mataram ao menos oito pessoas e feriram 60 na sexta-feira, atingiram nove regiões e dois shopping centers e cortaram a energia de mais de 1 milhão de pessoas, segundo autoridades ucranianas. Em Kharkiv, uma mulher de 71 anos e um homem de 58 morreram e 12 ficaram feridos em ataques a três distritos, segundo o governador Oleh Syniehubov, em texto da Reuters republicado pelo Internazionale. O jornal The Hindu contou três mortos em ataques em várias regiões do país, e a Al Jazeera informou que cerca de 370 mil domicílios ficaram sem luz em Volyn.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, negou na sexta-feira, em comunicado, qualquer envolvimento de Teerã nos ataques com drones e mísseis, segundo o Le Monde. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, Turki Al-Malki, disse que as forças da coalizão interceptaram e destruíram três drones no sul do país e em Riad, além de dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho. A Defesa Civil da Arábia Saudita suspendeu os alertas precoces que havia emitido para a cidade de Abha e a província de Khamis Mushait, segundo o Middle East Eye.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente afirmou que os houthis lançaram mísseis contra o aeroporto de Áden na sexta-feira, um dia depois de um ataque mortal contra o palácio presidencial na cidade portuária. O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, disse que os dois mísseis caíram perto da pista, a 500 metros de uma aeronave que se preparava para decolar, sem feridos entre passageiros e tripulação. Os houthis, em nota atribuída a uma fonte militar e citada pela AFP, disseram ter atacado “o quartel-general das forças sauditas no acampamento Badr, na província de Áden” e um depósito de armas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis disse ter derrubado mísseis e drones sobre Riad e outras partes da Arábia Saudita.

Dois mísseis caíram perto do aeroporto de Aden, cidade do sul do Iêmen que serve de base temporária do governo reconhecido internacionalmente, segundo fontes policiais citadas pelo Middle East Eye. As forças do governo disseram ter neutralizado mais de 430 combatentes houthis nas últimas 24 horas.

As forças ucranianas atingiram uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan, disseram autoridades russas, horas depois de Volodymyr Zelensky afirmar que a Ucrânia retomaria os ataques a instalações de energia da Rússia, segundo o OilPrice. O governador de Ryazan, Pavel Malkov, disse num post no Telegram que “nossa região foi alvo de um ataque massivo de drones” e que “um incêndio começou na refinaria de petróleo”. Em Bruxelas, ao reagir às críticas de Donald Trump, Zelensky disse que “está apenas defendendo os interesses da Ucrânia”, segundo o Opera Mundi.

A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, chamou de “vergonha” a nova onda de ataques ucranianos a refinarias russas e disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é “mais difícil de lidar do que [Vladimir] Putin”, em entrevista à Newsmax na quinta-feira, segundo a BBC. Zelensky havia pausado os ataques por três dias a pedido de Trump, em um cessar-fogo sobre alvos de energia, e disse na quinta-feira que os retomaria porque Moscou nunca parou. A crítica vem após os EUA anunciarem a importação de 300 mil toneladas de diesel russo para baixar o preço dos combustíveis, acordo que Zelensky chamou de presente a Putin.

O exército israelense afirmou ter morto em dois ataques separados na quinta-feira um comandante do Hamas que participou do massacre de 7 de outubro e um membro da Jihad Islâmica Palestina (PIJ) em Khan Yunis – os mortos foram identificados como Mohammed Mohammed Abd al-Khalek Hala, comandante da ala militar do Hamas, e Ahmad Jabrin Tawfiq Dalhan, da ala militar da Jihad Islâmica, que, segundo o porta-voz militar, tentaram recentemente atacar tropas ou civis israelenses em violação do cessar-fogo e foram eliminados para remover a ameaça.

O chanceler chinês Wang Yi pediu a Israel que interrompa e reverta os assentamentos na Cisjordânia em reunião com o presidente israelense Isaac Herzog em Baku, à margem da sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Wang Yi disse que a questão palestina é a maior injustiça histórica do século 21 e que a solução de dois Estados é o caminho correto para resolvê-la, e pediu a abertura plena das rotas de acesso a Gaza para evitar o agravamento de uma catástrofe humanitária. A chancelaria chinesa afirmou que Wang pediu a Israel que pare e reverta a criação forçada de assentamentos na Cisjordânia.

A ordem para limitar o Starlink, sistema de satélites que a Ucrânia usa para comunicações no campo de batalha e operações com drones, partiu de dentro da Casa Branca, segundo dois funcionários americanos e um funcionário ocidental ouvidos pela Reuters, em texto republicado pelo G1. Uma pessoa do Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou na quinta-feira que os receptores voltaram a funcionar em movimento, mas apenas em velocidades de até 160 km/h. O Guardian relatou que a mudança no Starlink ocorreu sem aviso por volta de 1h, quando soldados ucranianos relataram que terminais em drones deixaram de funcionar em velocidades acima de 100 mph, tornando as comunicações inoperáveis. O ministro da Defesa britânico reconheceu “os desafios dos últimos dias”, em referência à decisão súbita do governo americano, na segunda-feira, de limitar o uso do Starlink pelas forças ucranianas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet, o serviço de segurança interno israelense, anunciaram ter matado Basel Nabil Abd Al-Rahman Kashta e Ahmad Raja Al-Shaer em Khan Yunis por suposto envolvimento no contrabando de armas e outros materiais militares para Gaza, segundo um comunicado conjunto. Segundo o comunicado, os dois foram mortos para eliminar “uma ameaça imediata a civis israelenses e às tropas da IDF que operam na área da Linha Amarela”. A IDF e o Shin Bet acrescentaram que foram usadas munições de precisão e vigilância aérea para mitigar danos desnecessários a civis.

Nickolay Mladenov, diretor-geral do Conselho de Paz, disse na quinta-feira que recebeu uma carta do Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) informando a suspensão da coordenação para a entrada de bens do setor privado em Gaza. Mladenov classificou a suspensão como inaceitável e afirmou que “suprimentos civis, assistência humanitária e atividade comercial devem ser protegidos de coerção, exploração e interferência”. Os comerciantes de Gaza disseram ao COGAT que tomaram a decisão em resposta a uma taxa de 10 mil shekels (US$ 3.220) cobrada pelo Hamas por caminhão que entra em Gaza e à exigência de que 30% de todas as suas vendas em Gaza fossem feitas em dinheiro, segundo o Jerusalem Post.

O assessor de política externa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Ophir Falk, disse ao Jerusalem Post que Israel está “muito perto” de criar as condições para uma mudança de regime no Irã, e que a decisão cabe ao povo iraniano.

O ministro da Saúde do Iêmen informou que o ataque ao palácio presidencial em Áden deixou cinco mortos e 16 feridos, e ao menos seis explosões atingiram na quinta-feira a área do complexo usado pelo governo internacionalmente reconhecido do país, segundo a France24, em texto com a Associated Press (AP). O governo disse, por meio da agência SABA, que os houthis atacaram com mísseis e drones; o movimento reivindicou a ação.

Drones ucranianos atingiram na quinta-feira a refinaria de Ryazan, encerrando a breve pausa de Kyiv nos ataques à infraestrutura energética russa, segundo o OilPrice. O governador de Ryazan, Pavel Malkov, confirmou um incêndio na unidade após o que descreveu como um grande ataque de drones ucranianos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse ao Financial Times na quinta-feira que a restrição aos ataques a refinarias terminou.

Drones atingiram dois petroleiros perto da costa romena do Mar Negro e incendiaram as embarcações, deixando sete marinheiros desaparecidos, segundo o The Guardian. Os desaparecidos eram tripulantes do Wine Trader, petroleiro de bandeira de San Marino que viajava da Tunísia para a Romênia. O Wine Trader relatou explosões e incêndio a cerca de 13 milhas náuticas (24 km) a leste da foz do rio Danúbio, em Sulina, na manhã de quinta-feira, segundo a BBC. Uma fonte militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse à Reuters que os drones que atingiram o Wine Trader e o Yara J partiram da Rússia, segundo o The Guardian. O presidente da Romênia, Nicușor Dan, classificou a situação no Mar Negro como grave: “Navios comerciais estão sendo atacados e afundados”, escreveu no X.

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Kamala Harris, criticou a resposta do governo do ex-presidente Joe Biden à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza durante a Asan Memorial Lecture de 2026, em Seul, na quarta-feira. Harris disse que os EUA precisavam honrar sua obrigação com o direito internacional e que a resposta do governo Biden foi uma falha nesse aspecto. Ela criticou também o governo atual, sob o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que o governo “oferece a Netanyahu um cheque em branco”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse se sentir traído por Donald Trump pela limitação do acesso ao Starlink e acusou o presidente dos Estados Unidos (EUA) de ter ficado do outro lado, o que arrisca uma ruptura nas relações entre os EUA e a Ucrânia. O Exército ucraniano relatou que o sistema, produzido pela SpaceX de Elon Musk mas administrado pelo governo dos EUA, deixou de funcionar em terminais em movimento a mais de 100 mph, o que inviabilizou a maioria dos drones ucranianos de ataque atrás das linhas e afetou a defesa contra drones russos sobre Kiev, segundo o Guardian. Zelensky disse ainda à BBC que a Ucrânia vai retomar os ataques contra refinarias russas e que a pausa decorreu da vontade política, não de um problema técnico.

A União Europeia (UE) e os Estados do Golfo concordaram em adiar a cúpula que seria realizada na Arábia Saudita em 24 de outubro, disseram duas fontes a par do assunto à Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, disse na chegada a uma cúpula de líderes da UE, em Bruxelas, que a reunião em Riad seria adiada, talvez por razões de segurança. Na terça-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado três mísseis e dois drones houthis disparados contra Riad e a sede da Aramco em Dhahran.

Os curdos iraquianos propuseram um processo de paz entre o Irã e a oposição curda iraniana, uma proposta discutida extensamente com autoridades iranianas em Teerã que, segundo Talabani, será um processo longo, em relato do Middle East Eye. Partidos curdos iranianos procurados pelo Middle East Eye disseram não ter conhecimento de novas conversas com o Irã ou se recusaram a comentar. Desde a retirada, o Irã atacou os partidos curdos iranianos com drones três vezes, inclusive durante o fórum Meri, em Koya.

O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.

Um ataque de drone israelense contra um grupo de palestinos na Cidade de Gaza matou um homem e feriu dezenas, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. O ataque atingiu o grupo de civis perto da escola Ibad al-Rahman, na rua al-Jalaa, no noroeste da cidade.

Uma comandante da unidade feminina Afzal Sisters da Basij foi morta em um ataque na quarta-feira em Mehrestan, condado de fronteira na província de Sistão-Baluquistão, segundo a imprensa estatal iraniana, em relato do Jerusalem Post. A vítima, identificada como Afsaneh Aqila, teria sido assassinada fora de casa, diante dos filhos, segundo os relatos. A agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), alegou que os atiradores tinham ligações com Israel e os Estados Unidos, sem identificar o grupo responsável nem apresentar provas.

O contrato da primeira base do Conselho de Paz em Gaza foi dado em agosto à Arkel International, da Louisiana, que construiria uma base para 150 soldados internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização, segundo o Middle East Eye, que cita o Guardian. Empreiteiras e caminhões não estão sendo autorizados a cruzar para Gaza para começar a obra, e “Israel não vai abrir a fronteira”, disse uma fonte ao Guardian, segundo o mesmo relato.

Os militares dos Estados Unidos (EUA) destruíram nesta quarta-feira uma embarcação do tipo dhow afiliada ao Irã no Golfo de Omã, segundo anúncio do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). Segundo o CENTCOM, o navio foi alvejado depois de ser observado conduzindo vigilância e designação de alvos contra navios da Marinha dos EUA. A tripulação foi retirada em segurança antes da destruição da embarcação, e os esforços de repatriação seguem em curso, segundo o CENTCOM.

O Exército iemenita afirmou que mais de 200 combatentes houthis foram mortos ou feridos em combates na província de Taiz, no sudoeste do país, segundo o Middle East Eye. Em publicação no Facebook, o Eixo Militar de Taiz disse que os combates prosseguiram durante toda a quarta-feira nas frentes de Dhubab, a oeste da cidade de Taiz, e de al-Aqrud e al-Shaqab, ao sul. Os houthis afirmam ter feito mais de 700 soldados do Exército do governo prisioneiros durante os combates, na província de Taiz, segundo a TASS.

Um segundo navio afundou perto do Estreito de Ormuz em menos de 24 horas. O graneleiro Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, foi atingido por um projétil em 23 de setembro e afundou, segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO) divulgados nesta quarta-feira. A perda foi registrada menos de 24 horas após o naufrágio do GFS Pride, de bandeira de Singapura, atingido por um projétil em um incidente separado, segundo fontes de segurança marítima.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar mais território no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do rio Litani, caso o Hezbollah se una a um ataque do Irã, durante uma visita à zona-tampão das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Se o Hezbollah se juntar ao Irã em um ataque a Israel, receberá um golpe pesado e perderá território adicional no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do Litani, que se tornarão parte de uma zona de segurança israelense permanente – a IDF está preparada para lançar uma invasão ampliada”, disse. Katz afirmou ainda que “mais de 1 milhão de xiitas ficarão deslocados no Líbano”.

O Exército de Israel disse à agência France-Presse (AFP) que enviou soldados a Mikhmas, na Cisjordânia ocupada, após o relato de pichação e incêndio na mesquita e de danos a um veículo, e que nenhum suspeito foi identificado. Um jornalista da AFP relatou que slogans foram pichados em hebraico nas paredes externas, incluindo “só porque estamos quietos não significa que estamos dormindo”. Colonos israelenses incendiaram uma mesquita, uma oliveira e um veículo na Cisjordânia ocupada, segundo a Al Jazeera, em meio a incursões das forças israelenses em aldeias do território.

A Ucrânia acusou a SpaceX, de Elon Musk, de limitar os serviços do Starlink e prejudicar seus drones, enquanto mísseis russos derrubavam estações de energia em ataques que o presidente Volodymyr Zelensky chamou de “desrespeito ostentoso” a Donald Trump. O assessor externo de Zelensky e especialista em comunicações e sistemas não tripulados, Serhiy Beskrestnov, disse que a SpaceX limitou durante a noite a velocidade dos terminais de internet por satélite usados pelo Exército ucraniano. Em entrevista à NPR, Zelensky disse que os Estados Unidos (EUA) avisaram a Ucrânia que poderiam suspender o compartilhamento de inteligência e que seus generais relataram ter sido notificados dessa possibilidade em nível militar.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quarta-feira ter atacado instalações da Aramco, depois que autoridades sauditas relataram um ataque a um prédio em uma área que abriga o centro de operações da petroleira. Os houthis disseram ainda ter bombardeado a Aramco em Dhahran, no leste do reino, além do aeroporto e de uma refinaria na capital, Riade, sem especificar a data dos ataques. O vice-chanceler russo, Georgy Borisenko, disse que a Rússia condena ataques a qualquer instalação civil, citando os ataques ao aeroporto internacional de Riade.

O porta-contêineres GFS Pride afundou perto do Estreito de Ormuz depois de ser atingido por um projétil, segundo fontes de segurança marítima citadas pelo Jerusalem Post. Um aviso de navegação do Hidrógrafo do Paquistão, de 14 de outubro, informou o naufrágio do GFS Pride, com contêineres flutuando, e pediu cautela aos navegantes. Um segundo navio, o graneleiro Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, atingido em 23 de setembro, estaria afundando após uma tentativa de resgate fracassada, segundo a Vanguard.

Um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, segundo relato recebido pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), citado pelo Middle East Eye.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita diz ter interceptado e destruído um míssil balístico houthi lançado contra Riad, e o Ministério da Energia saudita confirmou que o prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido, segundo a Al Jazeera. Os ataques houthis ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no fim de semana, mataram 14 pessoas e feriram mais de 300 outras. A coalizão também realizou um ataque a um depósito de combustíveis perto de Sanaa, a capital controlada pelos houthis, segundo seu porta-voz, citado pela BBC.

Colonos extremistas judeus atacaram na noite de terça-feira a aldeia de Mukhmas, na Cisjordânia, incendiando uma mesquita, um veículo e uma oliveira, segundo o Jerusalem Post, que cita mídia israelense e palestina. As Forças de Defesa de Israel (IDF) chegaram ao local, mas nenhum suspeito foi encontrado e ninguém foi preso.

Ao menos 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade nas regiões de Kiev e Kharkiv após os ataques russos noturnos contra a infraestrutura energética ucraniana, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Zelensky disse que houve dano significativo em 26 instalações do sistema elétrico e em quatro do setor de petróleo e gás, e destacou um ataque direcionado com míssil balístico contra infraestrutura que, segundo ele, deveria estar coberta pelo cessar-fogo energético anunciado no domingo pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disse que hospitais do Iêmen enfrentam uma alta acentuada de feridos em várias linhas de frente. Hospitais de linha de frente em Marib, Taiz e na costa do Mar Vermelho receberam número sem precedentes de feridos por arma, e algumas unidades admitiram mais de 700 pacientes em uma única semana, segundo o CICV, em texto do Al-Monitor com base na Reuters. Os combates opõem os houthis, apoiados pelo Irã, às forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita. Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas desde que os combates recomeçaram, nas últimas semanas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), das Nações Unidas.

16 pescadores equatorianos foram bombardeados em 17 de março, a cerca de 170 milhas náuticas das ilhas Galápagos, em uma operação pela qual se aponta a Agência Central de Inteligência (CIA), segundo a BBC News Mundo. O barco, o Negra Francisca Duarte II, voltava ao porto de Manta quando dois drones se aproximaram, e as explosões feriram tripulantes e incendiaram a embarcação; o Le Monde relata os pescadores como vítimas colaterais das bombas estadunidenses, e um deles lamenta a perda da barca da família: “Esta barca era a herança do meu pai, nosso ganha-pão. O que vou fazer agora?”

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o país vai atingir o Irã “com força”: “Espere para ver o que faremos com o Irã. Vamos atingi-los com força”, afirmou, segundo o The Jerusalem Post. Trump disse também que as instalações nucleares iranianas seguem soterradas sob “milhares de toneladas de rocha”.

A Etiópia acusou a Eritreia de uma “invasão total” de sua região norte do Tigré e avisou que vai se defender, segundo a BBC. Em carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler etíope, Gedion Timothewos, chamou a entrada de tropas de “ato flagrante de agressão” e disse que forças eritreias avançaram até 60 km dentro do Tigré; a Eritreia respondeu que enfrenta uma “guerra de agressão não provocada” do vizinho. Para o The New York Times, os dois países, antes aliados, estão à beira da guerra.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o retorno de palestinos deslocados dos campos de refugiados do norte da Cisjordânia ocupada e prometeu que as forças israelenses seguem no controle da área, segundo a Anadolu Agency. Netanyahu disse que os deslocados não são moradores, mas terroristas, em resposta a declarações na Suprema Corte sobre o retorno, enquanto dezenas de milhares seguem sem poder voltar aos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarm desde janeiro de 2025, segundo a Al Arabiya (AFP).

Os ataques com mísseis e drones do Irã a navios no Estreito de Ormuz e nos arredores foram os mais intensos nas duas semanas até 11 de outubro, o maior nível desde o início dos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, há sete meses, segundo o Financial Times, em relato do Middle East Eye. Só no domingo seis embarcações foram atacadas, o dia mais letal contra a navegação perto do estreito desde o começo do conflito, pelo cálculo do jornal. Os embarques de petróleo por Ormuz caíram a 2,9 milhões de barris em 11 de outubro, o menor volume diário do mês, segundo a Kpler.

Destroços de dois mísseis houthis interceptados feriram quatro pessoas em Riade, informou a defesa civil saudita nesta quarta-feira. Os feridos são duas mulheres, um homem e uma criança, e 15 casas foram danificadas, segundo a defesa civil, que afirmou que os mísseis foram lançados pelos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. A coalizão militar liderada pelos sauditas disse ter interceptado e destruído um míssil de cruzeiro no governorado de Al-Kharj, segundo o Middle East Eye, citando a Reuters.

Forças libanesas apreenderam 500 quilos de explosivos com bolas de metal e pregos em um veículo em um posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, e prenderam duas pessoas ligadas ao Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. O ministro da Justiça do Líbano questionou se os explosivos eram para uso interno ou para criar novos pretextos para arrastar o Líbano a novas guerras, segundo a MTV Lebanon, citada pelo Jerusalem Post. O Hezbollah anunciou nesta terça-feira compensação de US$ 14 mil para deslocados, e deputados libaneses passaram a questionar a origem dos fundos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que Moscou lançou um ataque direcionado a uma usina em Kharkiv, causando mais danos ao sistema de energia do país, e que a Rússia violou o “cessar-fogo energético” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, segundo o Jerusalem Post, citando a CNN. Em publicação no X, Zelensky afirmou que a Ucrânia não atacou refinarias de petróleo russas nem o setor de energia de modo geral nos dois dias seguintes ao anúncio.

O aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, segue fechado, e um aviso aos navegantes (Notam) indica que a interdição dura ao menos até 17 de outubro. Os ataques do fim de semana ao aeroporto mataram ao menos 14 pessoas e feriram cerca de 320, segundo o Middle East Eye. O gabinete saudita, presidido por Mohammed bin Salman, disse que os houthis sofrerão “consequências” pelos ataques, segundo a mídia estatal saudita. A coalizão mandou civis evacuarem a estação central Al-Sabaha, da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sanaa, antes de uma operação militar.

Pela primeira vez desde o anúncio de um “cessar-fogo energético” feito pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no fim de semana, a Rússia não atingiu alvos de energia ucranianos nesta terça-feira e castigou o transporte e a logística das cidades durante a noite, segundo a France 24. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia não ataca refinarias russas há dois dias, desde o anúncio de Trump, mas que a Rússia manteve ataques a instalações de energia e infraestrutura crítica no período. Quatro pessoas morreram em ataques russos em Kharkiv e ao menos uma dezena ficou ferida no país, segundo autoridades ucranianas.

O porta-voz militar houthi Yahya Sarie declarou que instalações da Aramco são alvos legítimos e pediu que funcionários e civis deixem os locais, segundo o The Jerusalem Post. A embaixada da França em Riad orientou cidadãos franceses a evitar os aeroportos de Riad, Jidá e Damã e a não transitar por essas cidades salvo necessidade, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita pediu que civis evacuassem a estação central Sabah da Yemen Oil Company, em Sanaã, antes de uma operação militar planejada, segundo a France 24.

O ex-presidente da República Democrática do Congo Joseph Kabila foi nomeado líder de uma nova coalizão rebelde que busca depor o governo, segundo a BBC. A Frente para a Refundação da Nação (FRN) disse que quer coordenar “forças de resistência” para acabar com a “tirania” no país e que perseguirá o objetivo “por todos os meios, inclusive a força”. A coalizão foi anunciada em uma coletiva de imprensa na residência de Kabila em Goma, a maior cidade do leste do país, que está sob controle do M23 desde o ano passado.

A Ucrânia suspendeu por dois dias os ataques a refinarias de petróleo russas e a outras instalações de energia da Rússia, informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta terça-feira (13). A pausa veio depois de o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciar um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, segundo a Reuters, em texto publicado pela Al Arabiya. Zelensky disse que, durante esse período, a Rússia atacou tanto as instalações de energia quanto a infraestrutura crítica da Ucrânia, enviando sinais absolutamente claros de que não pretende se abster de atacar o país.

O navio “Chelsea 3”, de propriedade ucraniana e bandeira maltesa, foi atingido por três drones e afundou a cerca de 18 milhas náuticas da costa búlgara por volta de 1h30, com a tripulação de sete ucranianos e oito azeris resgatada, no segundo incidente do tipo em uma semana, segundo o The Hindu, citando a Reuters; cinco tripulantes receberam atendimento médico, sem feridos graves, e o premiê Rumen Radev disse que falará com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte.

A Rede Iemenita de Direitos e Liberdades disse que ações das forças houthis mataram ao menos cinco civis e feriram mais de uma dezena nas últimas 24 horas em Taiz, onde um ataque na manhã de terça-feira atingiu um hospital e deixou ao menos um ferido, segundo o Middle East Eye, que cita a agência estatal Saba para o ataque ao hospital. O governo iemenita advertiu para uma “catástrofe humanitária e de saúde iminente” na cidade cercada de Taiz, após os houthis capturarem Mocha e, até 4 de outubro, At Turbah, cortando a última estrada principal para áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do Iêmen para o alerta.

As forças israelenses invadiram múltiplos locais na Cisjordânia ocupada desde a noite de segunda-feira, invadindo casas e detendo ao menos três homens palestinos, segundo fontes locais citadas pelo Middle East Eye. As operações atingiram a cidade de Qalqilyah; a cidade de Idhna, a oeste de Hebron; a área de al-Jalajel, em Hebron; a vila de Tal, a sudoeste de Nablus; a cidade de Madama, ao sul de Nablus; e a cidade de al-Yamun, a oeste de Jenin, entre outros pontos, segundo o mesmo veículo.

Um ataque de drone russo a um prédio residencial em Kiev matou duas pessoas na noite de segunda-feira, segundo o Ministério Público da capital ucraniana: uma mulher de 59 anos e uma pessoa que estava em um carro perto do edifício. Segundo a Reuters, o ataque a um prédio residencial alto em um subúrbio de Kiev matou duas pessoas e feriu ao menos nove, enquanto ataques em outras regiões da Ucrânia mataram ao menos seis, disseram autoridades ucranianas.

Caças sauditas realizaram ataques aéreos em múltiplos locais do Iêmen na madrugada de terça-feira, no horário local, segundo relatos da mídia houthi, do distrito de Harf Sufyan, na província de Amran, ao norte de Sanaã, à ilha de Kamaran e ao distrito de al-Qanawis, na província de Hodeida, no oeste do país. Os houthis disseram ter mirado o aeroporto de Riad na noite de segunda-feira, depois que ataques do grupo ao aeroporto internacional King Khalid mataram 14 pessoas e feriram centenas nos dois dias anteriores. O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti ameaçou com uma resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região caso os EUA se envolvam na agressão contra o Iêmen, em entrevista à Agência France-Presse (AFP). Perguntado sobre o que planejava fazer a respeito dos houthis, Trump disse que eles estão se comportando muito mal.

O conflito e a seca aumentam o risco de fome nas regiões de Darfur e Cordofão, no Sudão, alertou o monitor global de crises alimentares (IPC), que afirma que a insegurança alimentar, a desnutrição aguda e a mortalidade excessiva provavelmente vão se intensificar. Em maio, quase 19,5 milhões de pessoas, mais de 40% da população, enfrentavam altos níveis de insegurança alimentar aguda, segundo a Associated Press, que também relata uma seca severa ligada ao El Niño afetando mais da metade do Sudão, com quebras localizadas de safra.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, disse nesta segunda-feira que o país enfrenta uma “guerra de sombras” com alcance maior que a da Guerra Fria, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. O objetivo dessa guerra de sombras vai além de tudo o que se viu na Guerra Fria, afirmou ele. O presidente do serviço de inteligência interno alemão (BfV), Sinan Selen, disse que a Rússia emprega praticamente todas as ferramentas em suas operações híbridas, de campanhas de desinformação e manipulação de informação a sabotagem e complôs de assassinato preparados na Alemanha.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta segunda-feira vítimas da explosão de uma munição de fragmentação do Hezbollah no norte de Israel, entre elas o estudante Eitan Masouri, de 14 anos, que contou ao premiê ter percebido que estava ferido, visto um amigo ferido e tentado ajudá-lo, segundo o The Jerusalem Post. O chefe do conselho regional da Alta Galileia, Asaf Langleben, exigiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) façam buscas em áreas abertas a caminhantes depois que uma munição não detonada do Hezbollah matou uma pessoa e feriu 24, segundo o The Jerusalem Post, e disse que as trilhas na região vão continuar.

O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, advertiu a Ucrânia e aliados na Europa de que pode suspender o compartilhamento de inteligência e as compras europeias de armas estadunidenses para Kiev se a Ucrânia não interromper os ataques profundos a instalações de energia russas, segundo a CNN. A Reuters, citando o Financial Times, relata a mesma ameaça de travar o mecanismo de compras que fornece armas à Ucrânia, como forma de pressionar Kiev a parar os ataques à infraestrutura de energia russa.

Confrontos intercomunitários mataram cerca de 71 pessoas na cidade de Rumbek, no Estado dos Lagos, no Sudão do Sul, segundo o governo interino. Um comunicado do Ministério da Informação interino do Sudão do Sul afirmou que cerca de 71 pessoas foram mortas, incluindo quatro soldados, e que o número exato ainda não foi verificado. Testemunhas disseram à AFP que um grupo de fora de Rumbek tentou assumir o controle da cidade e conseguiu por pouco tempo; os atacantes recuaram quando reforços policiais e militares chegaram.

Moradores da cidade de Izyum ficaram sem energia depois que um ataque russo destruiu redes elétricas, segundo a Ukrinform, citada pela BBC. Infraestrutura de energia e ferrovias na região de Zhytomyr, no oeste da Ucrânia, também foram atingidas durante a noite, segundo o chefe da administração militar regional, Vitaliy Bunechko. A estatal Ukrenergo relatou novos cortes de energia em Kharkiv, Donetsk e Zaporizhzhia por causa de danos a equipamentos de energia. O presidente Volodymyr Zelensky disse que houve ataques com bombas planadoras e à infraestrutura de energia, e que uma usina em Kharkiv foi atacada.

A Arábia Saudita rejeitou uma oferta israelense de juntar-se às forças sauditas no Iêmen, segundo o Middle East Eye, que cita uma fonte diplomática ouvida pelo jornal israelense Haaretz. Ainda segundo o relato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta, por mediação dos Estados Unidos (EUA), convencer Riad a permitir uma intervenção de Israel no Iêmen, mas o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, segue desinteressado.

O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti avisou que haverá resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região se Washington entrar na guerra do Iêmen, segundo a Agence France-Presse (AFP). Bukhaiti também mandou funcionários e trabalhadores de instalações de petróleo e aeroportos sauditas se afastarem desses locais, porque se tornaram alvos legítimos. Após o ataque de sábado a um aeroporto, que matou 13 pessoas, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia juntar-se aos ataques sauditas contra o grupo, depois de, segundo relatos, ter recusado pedidos anteriores. O ministro de Energia da Arábia Saudita afirmou que os acontecimentos das últimas semanas são sérios e que a resposta precisa ser igualmente séria.

A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse ter atingido na segunda-feira um superpetroleiro que tentava cruzar o Estreito de Ormuz e que a embarcação pegou fogo. O comunicado foi publicado na plataforma de notícias da força, a Sepah News. Segundo os Guardas, o navio tentou atravessar a área desligando os transponders e ignorando avisos da marinha da força. A Al Jazeera, citando relatos, noticiou que um petroleiro foi atacado na região do Estreito de Ormuz. O contrato futuro do Brent para dezembro subiu acima de US$ 107 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), a primeira vez desde 29 de setembro, segundo dados de negociação citados pela agência TASS.

A Rússia atingiu ao menos seis alvos de energia durante uma noite e uma manhã de ataques aéreos mortais em toda a Ucrânia, disse na segunda-feira o presidente Volodymyr Zelenskyy, segundo a Reuters, para quem o episódio mostra que Moscou não tem interesse no cessar-fogo energético anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Trump declarou no fim de semana, pegando Kiev e os aliados europeus de surpresa, que Ucrânia e Rússia haviam concordado em não atingir os sistemas de energia um do outro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as conversas sobre um possível cessar-fogo energético seguem em curso e que mais informações seriam divulgadas no momento oportuno, mas rejeitou a proposta de Zelenskyy de uma trégua total de 60 dias.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse ao Parlamento que é altamente provável que as ameaças à base RAF Fairford tenham sido coordenadas no Irã e quase certamente dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Burnham afirmou que o Reino Unido imporia novas sanções contra Teerã e a Guarda Revolucionária em razão do episódio, com mais informações a serem divulgadas em atualização da ministra do Interior, Shabana Mahmood. Cinco homens de Londres foram até Whelford, vila ao lado de uma base usada pela força aérea dos Estados Unidos (EUA), em três vans brancas pouco depois da meia-noite de 27 de setembro, e foram liberados sob fiança um dia depois, após a polícia não encontrar bombas ou explosivos. Uma semana depois, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 da base, em meio a relatos de preocupação com um possível ataque de drones contra uma instalação usada para atacar o Irã durante a guerra no Oriente Médio na primavera e no verão.

Uma explosão causada por um artefato não detonado no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, feriu cerca de 20 pessoas, segundo a Al Jazeera. O Magen David Adom informou que atendia oito feridos em estado grave e moderado, além de outros em estado leve, após a explosão que a polícia disse ter ocorrido perto da comunidade de Neot Mordechai. O Jerusalem Post relatou 12 feridos, incluindo dois em estado grave, em um balanço inicial.

O ministro de Energia da Arábia Saudita prometeu uma resposta “séria” aos ataques houthis a aeroportos e instalações de petróleo e gás do reino, segundo a BBC News. No domingo, um paquistanês foi morto em um ataque a um terminal do aeroporto internacional King Khalid, na capital saudita, um dia depois de um míssil houthi atingir outro terminal, matar 12 pessoas e forçar o fechamento do aeroporto, segundo as autoridades sauditas; o balanço subiu a 13 com a morte de um indiano ferido, segundo a Embaixada da Índia. Com ataques à Arábia Saudita e a petroleiros perto do Estreito de Ormuz de volta ao centro das preocupações com a oferta, o petróleo subiu aos maiores níveis em quase duas semanas na manhã de segunda-feira, segundo o OilPrice.com.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) adotaram na segunda-feira a decisão que cria uma nova missão de apoio no Líbano, para assessorar as forças militares e de segurança interna do país, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Conforme o Conselho da UE, a missão terá mandato inicial de três anos. A missão vai assessorar e assistir as Forças Armadas Libanesas e as Forças de Segurança Interna a reforçar o controle territorial, a segurança de fronteiras e a segurança interna, afirmou Kaja Kallas, em declarações citadas pela Anadolu e reproduzidas pelo Middle East Monitor. Kallas disse que a missão não substitui a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que não pode haver vácuo de segurança quando a UNIFIL deixar o Líbano.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, prometeu apoiar a Arábia Saudita “de todas as formas possíveis” após os ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha; o de Riad deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo a Media Line, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Sharif invocou o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, pelo qual um ataque contra um país é considerado ataque contra todos, e disse que o Paquistão “não tolerará nenhum tipo de agressão”.

A Arábia Saudita estaria com baixo estoque de mísseis interceptores diante da intensificação dos ataques houthis, e o total de mortos no ataque de 10/10 ao aeroporto internacional King Khalid subiu a 13 após a morte de um indiano ferido, confirmada pela Embaixada da Índia em Riad, segundo o Hindustan Times. O porta-voz militar houthi Yahya Saree reiterou no domingo o alerta a companhias aéreas, empresas e viajantes para não operar voos para aeroportos sauditas, por considerá-los inseguros, segundo o mesmo jornal.

A Arábia Saudita, o Egito, o Paquistão e a Turquia, como Grupo R4, condenaram no domingo os ataques houthis em curso contra o Reino, incluindo os lançados contra o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, que mataram e feriram civis e danificaram infraestrutura civil, chamando-os de “violação flagrante do direito internacional” e de “violação” flagrante da soberania e da integridade territorial saudita, segundo a Arab News. O grupo reafirmou solidariedade à Arábia Saudita, com apoio total a todas as “medidas e passos legítimos” que o país tomar para responder aos ataques, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News.

O anúncio de domingo do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um “cessar-fogo energético” entre a Rússia e a Ucrânia se refere a um acordo potencial em que cada lado interrompe ataques a refinarias de petróleo – e ele espera que Volodymyr Zelensky o cumpra, disse uma autoridade da Casa Branca, segundo a Axios. Trump disse ter pedido a Zelensky que pare de atacar refinarias russas e afirmou que as ações de Zelensky prejudicaram agricultores norte-americanos; Zelensky disse que o cessar-fogo anunciado foi novidade para ele.

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) divulgou no domingo um vídeo de um superpetroleiro em chamas após atingir uma mina naval ao sul do Estreito de Ormuz. Segundo a própria Marinha, foi o terceiro petroleiro “infrator” desde sábado a atingir minas na rota “não autorizada” do estreito e pegar fogo. A Mehr News também noticiou o terceiro petroleiro em chamas em Ormuz após atingir uma mina.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ligou para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, no sábado, o mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sugeriu que o líder ucraniano deveria ser substituído por se recusar a fechar um acordo com Moscou, segundo a RT. Mais cedo no sábado, Trump acusou Zelenskyy de buscar “criar problemas para o mundo” com os ataques contínuos à infraestrutura energética russa, incluindo refinarias. “Sugiro que arranjem um novo líder capaz de fechar um acordo”, disse.

Ao menos quatro palestinos foram mortos e vários outros ficaram feridos num ataque aéreo israelense no sul da Faixa de Gaza, segundo a mídia regional. O ataque teve como alvo nesta noite um depósito de combustível na área de Al-Buraq Al-Janoubi, a oeste de Khan Younis, segundo a agência palestina Wafa, citada pela Al Jazeera.

Um civil morreu e três pessoas ficaram feridas, incluindo dois adolescentes, em ataques de drones ucranianos na região russa de Belgorod, segundo o centro regional de resposta a emergências. Um homem morreu após um drone atingir seu carro na estrada Posokhovo-Kazinka, e um garoto de 15 anos e uma garota de 13 ficaram feridos na vila de Novostroyevka-Pervaya.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse que um segundo superpetroleiro carregado de petróleo bruto explodiu e pegou fogo na casa de máquinas ao atingir uma mina no sul do estreito de Ormuz no domingo. O navio seguia com os sistemas de navegação desligados e por rota não autorizada, segundo o IRGC. O IRGC afirmou ainda que três petroleiros que violaram as regras de trânsito no estreito atingiram minas e pegaram fogo desde ontem e que embarcações com navegação e identificação desligadas serão classificadas como hostis, com punição severa, segundo a TASS.

Um novo ataque atingiu um terminal de passageiros do aeroporto internacional King Khalid, em Riad, neste domingo, provocando incêndio e ferindo pessoas, segundo o Middle East Eye. A autoridade saudita de aviação civil disse que o ataque “resultou em feridos”, sem informar o número, e confirmou que há vítimas, segundo a Sputnik Globe. O porta-voz militar houthi Yahya Saree renovou o alerta contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo saudita, segundo o Middle East Eye.

A oposição israelense pediu uma investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu depois que seu ex-secretário militar, Avi Gil, disse numa entrevista que o gabinete do primeiro-ministro adulterou registros do dia do ataque. Segundo Gil, o chefe de gabinete de Netanyahu tentou fazer com que uma ligação das 6h40 fosse registrada como feita às 6h29, o minuto em que o ataque começou. O ex-assessor também acusou Netanyahu de priorizar sua sobrevivência política em vez de um acordo que libertaria os reféns.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse que a usina CHPP-5, em Kharkiv, foi atingida logo após o anúncio de cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia, feito pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Segundo o gabinete presidencial ucraniano, o ataque ocorreu depois de Trump anunciar o cessar-fogo numa publicação no Truth Social, na qual escreveu que o cessar-fogo energético valeria “a partir de agora, imediatamente”. Zelenskyy disse que o ataque ocorreu “agora mesmo”.

O coordenador de segurança dos Estados Unidos (EUA), o tenente-general Sean M. Salene, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por travar medidas do plano de Donald Trump que fortalecem a Autoridade Palestina em Gaza, sobretudo o treino de uma nova força policial palestina. Autoridades norte-americanas de alto escalão acusaram Netanyahu de atrasar os pontos do plano de cessar-fogo de outubro de 2025 destinados a substituir o Hamas por novos mecanismos políticos e de segurança palestinos em Gaza.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse neste domingo que Ucrânia e Rússia concordaram com o que ele descreveu como um cessar-fogo energético, com efeito imediato. Em entrevista à Axios, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que o post de Trump foi a primeira notícia que teve do acordo, mas uma autoridade ucraniana de alto escalão afirmou à Reuters que a Ucrânia estava pronta para aceitar o cessar-fogo se a Rússia aceitasse. Mais cedo, no domingo, Zelenskyy havia repetido a posição de longa data da Ucrânia de que estava disposta a interromper os ataques a refinarias russas, mas só se Moscou cessasse seus próprios ataques à infraestrutura energética ucraniana.

O grupo Emergency Lawyers acusou a força aérea egípcia de um ataque no sábado que matou 72 garimpeiros civis numa mina de ouro na fronteira Sudão-Egito, segundo informações preliminares do grupo, que disse que os esforços de documentação e verificação continuam. O Sudan Tribune informou que ao menos cinco ataques atingiram a mina de Al-Uqaydat, perto do mercado de Al-Ansari, no estado do Rio Nilo, segundo Mirghani Malik, garimpeiro da área. O veículo afirmou não ter conseguido verificar de forma independente o número de mortos nem identificar as aeronaves.

As forças libanesas apreenderam centenas de quilos de explosivos de um veículo num posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, no fim da semana passada, segundo o The Jerusalem Post. Uma fonte judicial disse à Agence France-Presse (AFP) que foram 250 kg de explosivos do tipo TNT e 250 kg de C4, e que um dos suspeitos é filho de um dirigente do Hezbollah. O ministro da Justiça do Líbano afirmou que o desarmamento de armas ilegais é um caminho irreversível e vai acelerar, segundo o jornal.

O Ministério da Saúde Pública e População do Iêmen alertou no sábado que remédios, fluidos intravenosos, suprimentos médicos e combustível nas unidades de saúde de Taiz estão “à beira do esgotamento”. O ministério disse que atendimento de emergência, cirurgia, terapia intensiva, diálise e serviços neonatais podem ser forçados a parar se a situação continuar. O Middle East Eye registrou o alerta sobre a “quase depleção” de suprimentos médicos e de combustível na cidade.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou no domingo ter capturado as vilas de Kupyne e Riznykove, na região de Kharkiv, e Novotroitske e Davydovske, na região de Donetsk, segundo o Asharq Al-Awsat, citando a agência Interfax.

A Etiópia acusou a vizinha Eritreia de “invasão total” do Tigré e disse que vai se defender, segundo carta ao Conselho de Segurança citada pela ONU News. A Eritreia rejeitou a acusação, e seu ministro da Informação disse que o país enfrenta uma “guerra de agressão não provocada”. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar profundamente preocupado com relatos da presença de forças eritreias no norte da Etiópia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse em 11 de outubro que a Ucrânia está pronta para suspender os ataques a refinarias russas se a Rússia interromper os ataques à infraestrutura energética ucraniana, e condicionou qualquer desescalada à reciprocidade e a garantias reais. Um funcionário dos Estados Unidos disse ao Axios que o presidente Donald Trump decidiu fechar o acordo de diesel com a Rússia depois que Zelenskyy ignorou meia dúzia de pedidos dos Estados Unidos para parar de atacar as refinarias russas.

O governador da região de Bryansk, Yegor Kovalchuk, afirmou que um homem morreu e duas mulheres ficaram feridas em ataques ucranianos na região. Segundo ele, um drone kamikaze atingiu a vila de Sluchok e feriu gravemente um morador, que morreu no hospital.

O Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI) concluiu em 8 de outubro os preparativos para a colheita coordenada de azeitonas palestinas na Cisjordânia, segundo o The Jerusalem Post. Cerca de 200 palestinos e ativistas se reuniram diante de um posto avançado ilegal e houve confronto com 20 colonos, com arremesso de pedras, até a chegada das FDI para separar os lados.

Os houthis renovaram neste domingo o alerta a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes para não usarem aeroportos da Arábia Saudita e disseram que o aviso deve ser levado a sério, depois do ataque ao aeroporto internacional de Riad. Segundo as autoridades sauditas, citadas pelo The Jerusalem Post, o ataque de sábado deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. A aviação civil saudita prorrogou o fechamento do aeroporto King Khalid até as 18h (UTC-3) de domingo, por Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). A Índia condenou o ataque, citou os 12 mortos e mais de 300 feridos e chamou de completamente inaceitáveis os ataques a civis.

A agência iemenita Saba informou que a Arábia Saudita atingiu seis vezes o distrito de Majz, na província de Saada, no norte do Iêmen, segundo o Mehr News. Escolas de Riad vão passar uma semana em ensino a distância, por ordem do Ministério da Educação, conforme um e-mail enviado no domingo aos pais, depois dos ataques fatais ao aeroporto da capital. Todos os voos foram desviados de Riad no sábado e as operações do aeroporto, que serve uma cidade de cerca de 8 milhões de pessoas, foram temporariamente suspensas, segundo a autoridade saudita de aviação civil.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse no sábado (10 de outubro de 2026) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, gostaria de fechar um acordo sobre a guerra na Ucrânia, e acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, de resistir a um compromisso, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Trump afirmou que Putin disse querer um acordo, “com força”, na conversa telefônica de sexta-feira (9 de outubro de 2026). Em outra declaração, Trump disse que Zelenskyy, por várias razões, não quer buscar um acordo de paz, segundo o Mehr News.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.

Três indianos resgatados do navio mercante MV Royad Mammadov, atacado no Mar Negro na segunda-feira, deixaram a Romênia rumo à Índia, segundo a Embaixada da Índia em Bucareste, em informação publicada pelo The Tribune com dados da agência ANI. Dois tripulantes estrangeiros morreram no ataque e os três indianos ficaram feridos e foram resgatados pelas autoridades romenas, conforme o mesmo relato.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque houthi ao aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que, segundo relatos, matou 12 pessoas e feriu centenas de civis, segundo a agência russa TASS. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al-Budaiwi, classificou os ataques como “ataques terroristas traiçoeiros”. Perguntado no sábado se havia mudado de ideia sobre aderir aos ataques sauditas contra o grupo, Donald Trump disse que os Estados Unidos “podem”. Entre os 12 mortos estão quatro sauditas, dois bengaleses, um estadunidense, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo o Le Monde.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que o ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, segundo o Middle East Eye. Entre os mortos há quatro sauditas, dois bengaleses, um cidadão dos Estados Unidos (EUA), um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo a National Public Radio (NPR). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia se o país deve aderir aos ataques sauditas contra os houthis após o ataque de sábado, segundo a NPR.

Ao menos 15 pessoas, entre elas três crianças, morreram em Zaporizhzhia depois de a Rússia atingir a cidade com cinco bombas planadoras. Ao menos outras 16 pessoas ficaram feridas e há desaparecidos sob os escombros, segundo a BBC. As forças russas atingiram um prédio residencial de cinco andares na cidade com bombas aéreas guiadas na manhã de 10 de outubro, segundo o Kyiv Independent, que informou quatro mortos e quatro feridos nesse ataque. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, atribuiu o ataque a uma expressão de “gratidão” da Rússia pelo acordo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que alivia sanções contra Moscou para a importação de diesel russo, segundo a BBC.

Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.

Um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, de voos domésticos, do aeroporto King Khalid, em Riad, e deixou muitas pessoas feridas, segundo o The Hindu. Por precaução, o aeroporto permanecerá fechado a chegadas e partidas até cerca da meia-noite no horário local, segundo a TASS. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os EUA podem aderir aos ataques sauditas contra os houthis e decidir rapidamente, segundo o The Jerusalem Post. Depois de saber do ataque, afirmou: “Podemos. Vamos analisar”, segundo o The Hindu.

Um relatório do Congressional Research Service divulgado nesta semana aponta que os Estados Unidos (EUA) tiveram 81 aeronaves militares destruídas ou danificadas na guerra com o Irã, segundo a CNN. O número inclui aviões, helicópteros e drones, e os drones MQ-9 Reaper respondem por mais da metade das perdas; a lista inclui um caça F-35A e uma aeronave E-3 Sentry. O custo total das aeronaves perdidas fica entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões, segundo o Congressional Budget Office (CBO) citado no relatório.

O aeroporto internacional King Khalid, em Riad, suspendeu temporariamente as operações depois de um ataque no sábado que feriu várias pessoas, segundo a France 24. A autoridade de aviação civil saudita afirmou que o número de feridos ainda estava sendo avaliado e que as operações seguiam suspensas até a conclusão da avaliação dos danos e da verificação da segurança das instalações, segundo a France 24. A Reuters noticiou que várias pessoas ficaram feridas no ataque, conforme a autoridade de aviação civil. Uma fonte diplomática atribuiu o ataque de sábado a um míssil disparado pelos Houthis, e o grupo não anunciou novo ataque no sábado, segundo a France 24.

O ex-assessor da administração de Joe Biden Phil Gordon afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, introduziu uma série de novas condições contrariando o conselho de seus próprios chefes de segurança, inviabilizando um acordo de reféns por mais seis meses após julho de 2024, em publicação citada pelo Jerusalem Post. Segundo Gordon, nesse período quase 9 mil palestinos a mais foram mortos e mais reféns israelenses morreram, incluindo os seis executados pelo Hamas em agosto. Entre as novas exigências citadas por Gordon estava manter forças israelenses ao longo de toda a fronteira de Gaza com o Egito – trecho que as Forças de Defesa de Israel (IDF) só ocuparam depois de a proposta original já ter sido feita –, além de um mecanismo de triagem de palestinos que voltavam ao norte.

Os negociadores dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff e Jared Kushner podem visitar Moscou nas próximas duas semanas, disse uma fonte à TASS. Os presidentes da Rússia e dos EUA conversaram por telefone em 9 de outubro sobre o fornecimento de diesel russo, segundo a TASS.

O Kremlin anunciou no sábado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitiu ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em telefonema na sexta-feira, a posição do Irã sobre um possível acordo para encerrar a guerra, segundo o Mehr News. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, citado pela RIA Novosti, Putin transmitiu a Trump as opiniões do lado iraniano sobre uma possível solução do conflito, em coordenação com o presidente iraniano. Nesta semana, Putin reuniu-se com o presidente do Irã à margem de uma cúpula regional no Turcomenistão, onde se ofereceu para mediar um acordo que encerre a guerra.

Um ataque de drone das Forças de Apoio Rápido (RSF) matou 41 pessoas em um campo de deslocados na área de Abu Shandi, no estado do Nilo Azul, na sexta-feira, segundo o grupo Emergency Lawyers. O escritório humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), o Ocha, disse estar chocado com os relatos e afirmou que as informações iniciais indicam que a maioria das vítimas era de mulheres e crianças, segundo a BBC.

Uma forte explosão foi ouvida no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no sábado, com a evacuação de partes do terminal e mais de uma dezena de ambulâncias deslocadas ao local, segundo uma testemunha e pessoas informadas do caso citadas pela Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O aeroporto suspendeu as operações, sem atender voos de chegada ou de partida, informou a TASS. A Etihad Airways e a Qatar Airways cancelaram vários voos entre seus respectivos hubs e Riad, com alguns cancelamentos estendidos até segunda-feira, segundo a Reuters. Uma fonte médica disse à AFP que dezenas de pessoas ficaram feridas no aeroporto, ao menos cinco em terapia intensiva, em um ataque que uma fonte diplomática atribuiu aos houthis, segundo o Middle East Eye. O aeroporto já havia sido atacado duas vezes nesta semana, deixando quatro mortos, outros feridos e uma aeronave danificada, segundo a Reuters.

Os Estados Unidos (EUA) pressionaram Israel a executar sozinho uma operação de ataque contra o Irã nas discussões entre os dois países nas últimas duas semanas, segundo fontes ouvidas pelo Maariv, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Washington queria que Israel assumisse os riscos políticos da operação antes das eleições de meio mandato nos EUA, em vez do presidente Donald Trump. Os EUA recuaram da exigência, ao menos por ora, e a posição de Netanyahu segue indefinida.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade a Resolução 2830, que prorroga o embargo de armas em Darfur até 11 de dezembro, para dar mais tempo às negociações. O texto também estendeu o mandato do painel de especialistas que monitora as sanções até 11 de janeiro de 2027. A proposta dos Estados Unidos (EUA) de ampliar o embargo para todo o território sudanês não foi aprovada, após oposição da Rússia e da China, segundo a Al Jazeera.

Drones atribuídos a forças do governo etíope atingiram tropas, veículos e munição eritreus perto da cidade de Adigrat, no norte da Etiópia, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, segundo o The Media Line, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Em carta de 8 de outubro ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, acusou a Eritreia de invadir território etíope e exigiu a retirada das tropas. A Eritreia pediu no sábado ao Conselho que condene a “declaração de guerra” da Etiópia, alertando que ela pode desestabilizar a região, segundo a AFP, em texto publicado pela LBC.

A ex-chefe do centro de pesquisas do Shin Bet, Neomi Neumann, afirmou que o Hamas ainda controla Gaza, segundo o Jerusalem Post, citando a KAN News. Ela afirmou que o Hamas gera entre 2 e 5 milhões de dólares por dia com impostos pesados sobre mercadorias na Faixa de Gaza, e que “boicota parte da ajuda humanitária e vende os produtos a preços altos no mercado negro”.

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciar um acordo para comprar diesel russo, ataques russos mataram ao menos 11 pessoas na região de Zaporizhzhia no sábado, 10 de outubro, segundo autoridades citadas pelo The Hindu. Três crianças estão entre os mortos e ao menos 16 pessoas ficaram feridas quando bombas aéreas russas atingiram prédios residenciais, disse Mykhailo Semikin, chefe da administração militar regional. A polícia nacional ucraniana disse que a Rússia atingiu bairros residenciais com cinco bombas aéreas guiadas na manhã de sábado, segundo o Asharq Al-Awsat. Trump escreveu que a Rússia forneceria imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel, outras 500 mil toneladas em novembro de 2026 e 1 milhão de toneladas logo em seguida, com mais 3 milhões pouco depois. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamou o acordo de “uma decisão fraca, infelizmente, uma decisão fraca de parceiros fortes”.

Jared Kushner marcou um ano do acordo sobre o plano de 20 pontos de Trump para Gaza, dizendo que houve progresso significativo na implementação no último ano, segundo o Jerusalem Post. Entre os marcos citados estão o retorno dos 20 reféns vivos a Israel em outubro de 2025, a devolução dos restos do último refém em janeiro de 2026 e a formação de uma administração palestina tecnocrática para Gaza. Kushner afirmou que a ajuda humanitária a Gaza aumentou significativamente desde o cessar-fogo e que o Hamas assinou em julho uma estrutura de desarmamento por fases, ainda não plenamente implementada.

A Fundação Hind Rajab anunciou na quinta-feira ter pedido ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia que investigue o envolvimento de pessoal médico israelense em supostos abusos em Sde Teiman. O pedido cita médicos, administradores hospitalares, autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa e dirigentes da Associação Médica de Israel, por supostos abusos desde 7 de outubro de 2023. A apresentação foi feita sob o Artigo 15 do Estatuto de Roma e não constitui indiciamento nem decisão da corte de abrir investigação, segundo o Jerusalem Post.

A cidade de Taiz voltou a ser cercada pelos houthis, que capturaram a cidade de al-Turbah até 4 de outubro, cortando a última estrada principal entre Taiz e outras áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera. No início de setembro, os houthis lançaram uma ofensiva na costa de Taiz, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera. Moradores estocam água e outros itens essenciais, temendo escassez com a alta dos preços de alimentos e combustíveis sob o novo cerco.

As exportações de petróleo via estreito de Ormuz caíram para uma média de 9,9 milhões de barris por dia nos sete dias até 7 de outubro, 42% abaixo do nível anterior à guerra e abaixo dos cerca de 15,5 milhões de setembro, segundo dados da Kpler citados pelo Financial Times. A Kpler disse que os fluxos haviam se recuperado ao nível pré-guerra em setembro, mas que ataques intensificados a navios derrubaram as exportações nesta semana.

Um ataque russo à cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, matou sete pessoas e feriu outras 10 na manhã de 10 de outubro, segundo o governador regional Mykhailo Semikin, enquanto socorristas procuravam mais vítimas sob os escombros. O ataque atingiu vários locais ao mesmo tempo nas primeiras horas daquele dia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu.

Negociadores dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus se reuniram em Miami na sexta-feira em um renovado esforço diplomático para acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia, enquanto Washington busca uma saída para o impasse perigoso. O enviado Steve Witkoff disse que as conversas trataram de possíveis vias para reduzir a escalada e concluir a guerra antes do inverno, rumo a uma paz duradoura; segundo ele, o encontro incluiu o E3, a Comissão Europeia, a Ucrânia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e cobriu resiliência energética, grãos, garantias de segurança e reconstrução. A reunião ocorre após o anúncio de que a Rússia forneceria de imediato mais de 300 mil toneladas de diesel, com outras 500 mil toneladas em novembro, e de que o Tesouro dos Estados Unidos emitiria licença temporária para permitir o fluxo do diesel russo aos mercados globais.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que o país investiga um vídeo viral que supostamente mostra mercenários entoando slogans de cartel de drogas na Ucrânia, segundo a Al Jazeera.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na sexta-feira que realiza uma operação ampla contra elementos e capacidades dos houthis, segundo declaração do porta-voz da coalizão. O comunicado afirma que 136 alvos militares foram destruídos em áreas sob controle houthi, e que a coalizão presta apoio aéreo contínuo às forças do governo iemenita. O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o país voltou a uma guerra em larga escala. Segundo a ONU, ao menos 46 civis foram mortos e mais de 130 ficaram feridos desde agosto nos combates no país.

Um ataque israelense feriu seis pessoas no nordeste do Líbano na sexta-feira, perto da fronteira com a Síria, e Israel disse ter como alvo um “terrorista sírio” que planejava ataques contra Israel. O exército israelense afirmou ter atingido Yusuf Ali al-Hassoun, que, segundo Tel Aviv, operava sob direção do regime iraniano.

Uma fonte de segurança estrangeira estimou em 5 mil a 8 mil o número de soldados da Eritreia presentes no Tigré, segundo a AFP, citada pela DW, que afirma que diversas fontes confirmaram a presença de forças armadas eritreias na Etiópia. A Etiópia escreveu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a retirada imediata das tropas eritreias do seu território, dizendo não ter outra opção senão se defender, segundo a Reuters, citada pela DW.

Cerca de 245.981 edifícios, ou 74,5% de todas as construções existentes antes de 7 de outubro de 2023, teriam sido danificados ou destruídos na Faixa de Gaza, segundo uma análise estrutural por radar de satélite do laboratório Conflict Ecology, publicada pelo The Hindu. A análise usou dados de satélite de 7 de outubro de 2023 a 3 de agosto de 2026, com 258 imagens de radar Sentinel-1 em observações de janelas de 12 dias. O laboratório afirmou que concluiu uma avaliação de três anos em Gaza, com monitoramento ativo de danos repetidos a cada 12 dias.

A Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro, órgão do governo palestino ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), registrou ao menos 19 ataques de colonos na sexta-feira contra a colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. Segundo a comissão, os incidentes incluíram ataques a colhedores palestinos, queima e arranque de oliveiras e roubo de colheitas e gado. Mais de 50 oliveiras foram arrancadas por colonos em Qusra, disse a comissão.

O líder oposicionista israelense Yair Golan disse que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi um erro, argumentando que não serviu aos interesses de Israel, segundo o Middle East Eye, citando o Times of Israel. Golan disse que a nomeação do filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, deixou o Irã com “indivíduos mais extremos e violentos”.

Moradores de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, estão sendo forçados a deixar a cidade com a intensificação dos ataques de drones, segundo a France 24. Na noite de 8 de outubro, duas pessoas foram mortas em um ataque de drone russo contra um carro civil no centro da cidade, elevando a 32 o número de mortos em Kramatorsk ao longo do dia, segundo o conselho municipal citado pela Ukrainska Pravda.

A Etiópia e a Eritreia acusaram-se mutuamente de iniciar uma guerra de agressão nesta sexta-feira, num momento em que um conflito interno etíope ameaça se transformar em guerra regional, segundo a France 24, em texto com a AFP. Uma fonte de segurança estrangeira, que falou sob anonimato, estimou à AFP entre 5 mil e 8 mil soldados eritreus presentes no Tigré. Testemunhas disseram à AFP que os rebeldes perderam outras duas cidades na região, Shire e Adigrat.

Forças israelenses mataram oito palestinos na Faixa de Gaza na quinta-feira e emitiram novas ordens de expulsão em várias áreas, segundo relatos locais compilados pelo Middle East Eye. Uma mulher e uma criança morreram em ataques a duas casas no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, minutos depois de os moradores serem instruídos a sair. Segundo os hospitais Shifa e Al-Ahli, o ataque a uma casa em Sabra matou uma mulher e uma criança e feriu outras 10 pessoas, enquanto outro ataque na cidade feriu seis.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na quinta-feira que o país não lançará novos ataques militares contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o The Media Line. “Não atacaremos o Irã em momento algum antes das eleições legislativas a serem realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro”, escreveu. O anúncio ajudou a aliviar as preocupações do mercado: o Brent caiu para cerca de US$ 103 o barril na sexta-feira, depois de subir acima de US$ 104.

A Etiópia disse ao Conselho de Segurança da ONU que forças da Eritreia, incluindo unidades mecanizadas, avançaram até 37 milhas (cerca de 60 quilômetros) no seu território norte, segundo a Africa Today News New York. A carta diz que a presença das tropas aciona o direito inerente à legítima defesa da Etiópia e descreve a incursão como uma “invasão total”. Moradores de Adigrat disseram à BBC que soldados eritreus cruzaram para o norte da Etiópia rumo à área de confrontos no Tigré.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na quarta-feira ter destruído 82 alvos militares houthis em várias províncias, numa operação de larga escala, segundo o CGTN. O porta-voz Turki Al Maliki disse no X que a operação atingiu alvos em Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. O grupo houthi disse que a Arábia Saudita realizou 156 ataques aéreos e de mísseis contra Sanaa, a capital que controla.

Ataques israelenses matam ou ferem um palestino em Gaza a cada 90 minutos, em média, desde o anúncio do cessar-fogo, segundo a Islamic Relief. A entidade relata ao menos 1.454 palestinos mortos e mais de 5.000 feridos no período. O Ministério da Saúde de Gaza afirma 1.471 mortos e 5.189 feridos desde o cessar-fogo.

Sete pessoas foram mortas em ataques israelenses separados em Gaza, seis delas na Cidade de Gaza, segundo a defesa civil de Gaza, administrada pelo Hamas. Segundo a mesma defesa civil, duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram mortas e outras ficaram feridas quando aeronaves israelenses bombardearam um prédio residencial na Cidade de Gaza. O Exército israelense afirmou que três das vítimas eram “operativos militares”. O Middle East Eye registrou sete mortos em ataques israelenses separados em Gaza.

O ataque russo à infraestrutura de energia da Ucrânia em 8 de outubro deixou a maior parte de Kiev sem luz, com o metrô parado por falta de eletricidade e água escassa, segundo o Kyiv Independent. O ministro da Energia, Denys Shmyhal, confirmou o ataque a uma instalação de energia importante para Kiev e disse que as equipes tentam restabelecer a luz. Ataques com drones em 8 de outubro mataram quatro pessoas e feriram ao menos 19 em Kiev, segundo o prefeito Vitali Klitschko. Segundo o Le Monde, 78 pessoas morreram e 215 ficaram feridas só nos dias 7 e 8 de outubro.

Ao menos 81 aeronaves militares dos Estados Unidos (EUA), entre caças e drones, foram perdidas ou danificadas na Operação Epic Fury contra o Irã, segundo relatório do Congressional Budget Office (CBO) divulgado na segunda-feira e noticiado pela Al Jazeera. O CBO estimou o custo das perdas de aeronaves até 1º de agosto entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões. Entre as aeronaves estão 12 caças F-15E, um F-35A e sete aviões-tanque KC-135; 45 das 81 são drones MQ-9 Reaper. Em relatório separado de setembro, o CBO estimou o custo total da guerra com o Irã até 1º de agosto em cerca de US$ 38 bilhões.

Ataques iranianos atingiram ao menos nove embarcações no Estreito de Ormuz na última semana, um nível de ataques à navegação não visto desde julho, segundo o Washington Post. A alta veio depois de a administração Trump celebrar que escoltas navais norte-americanas haviam levado os fluxos de petróleo a quase os níveis anteriores à guerra.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) acusou nesta quinta-feira o Estado turco de fazer pouco pelo processo de paz iniciado em 2024, apesar de o grupo curdo ter retirado todas as suas forças de combate da Turquia, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo The Hindu. O movimento disse ter retirado todas as suas forças armadas de dentro e de fora da Turquia, que possam ser consideradas próximas da fronteira.

A Síria pediu uma investigação “independente e transparente” sobre o naufrágio do cargueiro Alfa Watan, cobrando respostas sobre o destino dos 10 tripulantes – nove sírios e um egípcio – que seguem desaparecidos, informou a Al Jazeera. O navio, de bandeira togolesa, afundou na zona econômica exclusiva da Bulgária na terça-feira.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta quinta-feira que os EUA não têm planos de atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato de novembro, pronunciamento público incomum sobre planos militares que veio quando ele afirmou haver “conversas produtivas” com Teerã em andamento, segundo o Washington Post. O porta-aviões USS Abraham Lincoln voltará hoje a San Diego após 265 dias ininterruptos no mar em apoio à guerra contra o Irã, um deslocamento recorde, segundo o The Guardian.

Autoridades sauditas disseram que ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha mataram três pessoas e feriram dezenas, segundo o The New York Times. A Air India informou que o voo AI2243, que saía de Délhi com destino a Riad, retornou a Délhi na quinta-feira por segurança de passageiros e tripulação; o serviço foi cancelado, com reembolso integral. Os voos foram afetados depois que rebeldes houthis alinhados ao Irã supostamente miraram a Arábia Saudita, incluindo um míssil disparado contra o aeroporto internacional de Riad, segundo o The Hindu.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que a guerra na Ucrânia está em um impasse perigoso, segundo a Reuters, em texto republicado pela Internazionale. Rubio alertou que a escalada pode se tornar uma campanha de sabotagem em países vizinhos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em entrevista, ele afirmou não acreditar que a guerra possa ser resolvida por meio de negociações neste momento, segundo o The New Voice of Ukraine.

A Alemanha anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia de cerca de 1 bilhão de euros, com interceptadores a jato, armas de longo alcance e tecnologia espacial, segundo o Breaking Defense. O pacote inclui dezenas de milhares de drones interceptadores da Quantum Systems, que serão produzidos na Ucrânia e usados contra a intensificada campanha russa de ataques com drones. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou um pacote alemão superior a 1,3 bilhão de euros, incluindo verba para interceptadores contra Shaheds a jato, segundo a UkraineToday.

O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.

A Coreia do Sul decidiu chamar de volta seu embaixador na Ucrânia, em protesto contra a revelação pelo presidente Volodymyr Zelensky de uma suposta transferência secreta de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, informou a Associated Press. Seul acusa Kiev de violar um acordo de não divulgação sobre a transferência feita em meados de setembro; a Ucrânia nega ter aceitado tal acordo.

Os houthis afirmaram ter atingido o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, com um míssil balístico em 7 de outubro – a segunda vez na semana em que reivindicam um ataque contra o principal aeroporto da capital saudita, segundo o Al-Monitor. O porta-voz militar houthi Yahya Saree disse em publicação no X que as forças armadas do grupo atingiram o aeroporto e que o ataque foi “preciso, por graça de Deus”, e provocou “interrupção do tráfego aéreo.” A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, afirmou que o míssil foi interceptado.

A Yandex suspendeu nesta quinta-feira as operações de um de seus principais data centers após um ataque com drone, em meio à campanha ucraniana contra a infraestrutura russa, segundo a CNBC. O ataque provocou incêndio no data center da empresa em Sasovo, na região de Ryazan, no oeste da Rússia, e afetou parte da infraestrutura, disse a Yandex à CNBC. Grupos de fontes abertas (OSINT) Exilenova+ e ASTRA identificaram o local como o Yandex DC Sasovo, que a própria empresa descreve como seu maior data center, segundo o Kyiv Independent.

Cerca de sete mil soldados estavam em Camp Buehring, no Kuwait, e a maioria foi retirada antes do início dos combates, segundo o Jerusalem Post, a partir da CBS News. As tropas remanescentes deixaram a base à noite em veículos, levando equipamento, e montaram bases avançadas no deserto do Kuwait, depois de ataques com mísseis balísticos e drones e do que três militares identificaram como aeronaves F-5 iranianas. Nenhum soldado morreu por fogo inimigo em Camp Buehring ou nas posições no deserto, embora vários tenham ficado feridos.

Os ataques houthis aos aeroportos internacionais de Abha e King Khalid, em Riad, ocorreram em 6 e 7 de outubro, segundo a BBC – em Abha morreram duas mulheres e em Riad um residente sudanês, com 28 e oito feridos, respectivamente. A autoridade saudita de aviação civil (Gaca) atribui aos ataques três mortos e 36 feridos. O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que as forças do grupo atingiram o aeroporto King Khalid, em Riad, com um míssil balístico, com disrupção do tráfego aéreo. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído a plataforma de lançamento usada no ataque a Riad e, em seguida, 82 alvos militares legítimos, entre instalações de mísseis houthis em montanhas e centros de comando e controle. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os contínuos ataques transfronteiriços houthis contra a Arábia Saudita. A ONU disse na quarta-feira que os combates no Iêmen deslocaram mais de 200 mil pessoas.

Um assessor do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammadreza Naqdi, disse à agência Fars que as rotas de trânsito no Estreito de Ormuz consideradas ilegais pelo Irã serão fechadas em breve, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Devdiscourse. Segundo Naqdi, essas rotas foram abertas com explosões em passagens rochosas da via navegável e seriam usadas por pequenos barcos no contrabando de petróleo, segundo o Telegraph India.

Vídeos obtidos pela CBS News mostram ataques iranianos com mísseis balísticos, drones e jatos F-5 contra a base norte-americana de Camp Buehring, no Kuwait, no início da guerra, segundo a emissora. Militares ouvidos pela CBS disseram que a base foi abandonada e que as tropas seguiram à noite para o deserto, onde montaram bases avançadas; ninguém morreu por fogo inimigo ali, segundo a CBS News.

Um ataque russo noturno com mísseis e drones atingiu cidades ucranianas em 7 de outubro e matou ao menos 26 pessoas, segundo o Kyiv Independent. Em Pryluky, na região de Chernihiv, um míssil de cruzeiro russo atingiu um prédio residencial e matou ao menos 20 pessoas, incluindo cinco crianças, e feriu ao menos 55, segundo o Kyiv Independent. O Kyiv Post informou mais tarde um balanço de 18 mortos em Pryluky e 24 no total, citando números atualizados do serviço de emergência ucraniano, enquanto as operações de resgate prosseguiam nos escombros de um prédio de cinco andares.

A Rússia iniciou operações de sabotagem contra empresas dinamarquesas que fornecem à Ucrânia, após concluir que esforços mais amplos de desestabilização fracassaram, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times. A analista Josefine Christensen, do serviço de inteligência dinamarquês PET, disse em conferência em Copenhague que a Rússia passou a mirar alvos com impacto direto na linha de frente, ou seja, a produção de armas, segundo a Reuters, em texto republicado pela SRN News.

A Casa Branca pediu ao Pentágono para preparar opções de ataques ao Irã que poderiam ocorrer antes das eleições de meio mandato de 3 de novembro, segundo o The Atlantic, que citou duas autoridades do governo em relato do The Jerusalem Post. O Comando Central dos Estados Unidos desenvolve as opções, e os alvos, o escopo de uma operação e uma eventual autorização do presidente Donald Trump seguem em discussão. O Pentágono também apresentou opções para depois das eleições, de ataques limitados a uma campanha mais ampla que poderia incluir novos ataques ao setor de energia do Irã.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído 82 alvos numa “operação abrangente” em Saada, Hodeidah, al-Jawf e Marib, segundo o porta-voz major-general Turki al-Maliki. Segundo ele, os alvos incluíram 11 depósitos de mísseis balísticos em montanhas em Saada, além de centros de comando e controle, sistemas de comunicação e depósitos de mísseis e armas. O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou que o movimento Ansar Allah lançou ataques com mísseis balísticos contra posições da coalizão ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.

O embaixador do Irã na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Hadi Farajvand, afirmou que ataques militares dos Estados Unidos danificaram 111 instalações petroquímicas e farmacêuticas iranianas, segundo a Tehran Times. Segundo o relato, foram 60 complexos petroquímicos, 44 fábricas farmacêuticas e sete instalações farmacêuticas. A declaração foi feita na 113ª sessão do Conselho Executivo da OPAQ, em Haia, que vai até 9 de outubro.

Autoridades israelenses demoliram um armazém e um galinheiro de Yousef Zyadna, cidadão palestino de Israel que resgatou 30 israelenses no festival Nova em 7 de outubro de 2023, e a casa de seu sobrinho, segundo o Middle East Eye, citando o site israelense Local Call. Dezenas de escavadeiras chegaram ao bairro Zyadna, perto de Rahat, e demoliram casas e outras estruturas da comunidade beduína; há 65 ordens de demolição contra casas do bairro.

Israel fez novos ataques em Gaza em 7 de outubro de 2026, no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro, e autoridades palestinas relataram três mortos. Na cidade de Gaza, o hospital Al-Shifa relatou dois mortos num ataque israelense durante a noite. O Exército israelense disse ter atingido e matado dois membros do Hamas que haviam saído do hospital Kamal Adwan. Em Khan Yunis, o hospital Nasser disse que Hisham Ibrahim Abu Mustafa, de 60 anos, morreu num ataque israelense e outros ficaram feridos, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu.

Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início dos combates recentes, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgados na quarta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Jerusalem Post. O deslocamento saltou de 76 mil em meados de setembro para mais de 200 mil, quase todos fugidos desde o começo dos combates no início de setembro. Os houthis tomaram toda a costa do Mar Vermelho no mês passado das forças do governo reconhecido internacionalmente, sediado em Áden.

As forças armadas iranianas vão em breve bloquear rotas ilegais de transporte de petróleo no Estreito de Ormuz, disse Mohammad Reza Naghdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), segundo a TASS, citando a agência Fars. Naghdi afirmou que o volume de petróleo transportado ilegalmente pelo estreito é extremamente pequeno, transportado em pequenas embarcações até petroleiros.

A Turquia está enviando apoio principalmente defensivo e técnico à Arábia Saudita para combater os houthis do Iêmen, disseram duas autoridades na quarta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O apoio esperado seria apenas equipamento militar, compartilhamento de inteligência e sistemas de armas, sem outra forma de mobilização pela aliança até agora, segundo as autoridades. O chanceler Hakan Fidan disse, depois de uma reunião da aliança de Meca, que os lados discutiram que apoio dar à Arábia Saudita para suas capacidades defensivas.

O Exército do Mali, apoiado por forças paramilitares russas, reentrou na cidade de Kidal, no norte, forçando a retirada dos separatistas tuaregues, segundo a Deutsche Welle. A Frente de Libertação de Azawad disse que decidiu fazer uma retirada estratégica e controlada de Kidal, sem combate direto, citando uso desproporcional de meios aéreos por mercenários russos do Africa Corps. O governo de transição do Mali afirmou, em comunicado lido na TV estatal, que a retomada foi feita por forças aéreas e terrestres com apoio do Africa Corps russo, segundo a Associated Press.

Um palestino de 44 anos, Ali Hassan al-Bazari, foi morto num ataque de colonos israelenses a agricultores durante a colheita de azeitonas perto de Burqa, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Saúde palestino disse que nove palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Testemunhas disseram que soldados israelenses estavam presentes e protegeram os colonos durante o ataque, e não estava claro de imediato se al-Bazari foi morto por disparo de colono ou do Exército.

Três anos após o início da guerra em Gaza, a ajuda militar dos Estados Unidos a Israel segue incondicional, segundo a Al Jazeera. Washington concedeu quase US$ 300 bilhões em ajuda a Israel desde a sua criação em 1948, corrigidos pela inflação, mais do que a qualquer outro país. Pelo menos 74.243 palestinos foram mortos em Gaza desde os ataques liderados pelo Hamas ao sul de Israel, que mataram pelo menos 1.139 pessoas.

Em entrevista ao site haredi Hashtiblach na segunda-feira, o ministro israelense Bezalel Smotrich disse que Israel destruiria o Sinai caso o Egito atacasse Israel, segundo o The Jerusalem Post. Apresentadores egípcios responderam com ameaças a Tel Aviv, ao aeroporto Ben-Gurion e a Netanyahu. O jornalista Ahmed Moussa afirmou que os 120 milhões de egípcios morreriam defendendo o Egito. Não houve resposta oficial imediata das autoridades egípcias, apenas reações de jornalistas, parlamentares e influenciadores próximos às autoridades, segundo o Middle East Monitor.

As forças israelenses lançaram várias operações de nível de brigada na Cisjordânia durante a noite, prendendo e interrogando dezenas de suspeitos procurados por envolvimento em terrorismo e incitamento, entre eles pessoas que manifestaram apoio ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF). O objetivo, conforme anúncio da IDF, é prender e interrogar dezenas de pessoas procuradas por terrorismo e incitamento ao terror, com ênfase particular em quem manifestou apoio ao ataque de 7 de outubro.

O balanço do ataque russo da noite de 6 para 7 de outubro subiu de dois para ao menos 11 mortos e mais de 34 feridos em Pryluky, Dnipro, Kremenchuk, Zaporijia e Kiev, segundo o The Guardian. A Força Aérea Ucraniana diz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo G1, que a Rússia lançou 130 drones e 48 mísseis de cruzeiro e balísticos e que 161 alvos foram abatidos; o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter feito um “ataque maciço” contra o complexo militar-industrial. Volodymyr Zelenskyy disse que os mísseis balísticos russos seguem sendo o maior desafio e que pacotes de defesa aérea são uma necessidade vital.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou relatos da mídia estatal iraniana de que um helicóptero MH-60R da Marinha estadunidense teria caído no mar Vermelho após declarar emergência, chamando-os de falsos, segundo o Türkiye Today via CENTCOM. Segundo o comando, todas as aeronaves e militares estadunidenses no Oriente Médio estão seguros. A agência semioficial Fars afirmou que o helicóptero emitiu sinal de emergência perto de Yanbu e que dados de radar mostravam altitude zero.

O ataque ao aeroporto de Aden ganha detalhes: um míssil caiu perto da pista minutos antes do pouso de um voo vindo do Cairo, segundo a Al Jazeera via governo iemenita. O governo iemenita diz que os houthis miraram pista e terminal de passageiros com ao menos dois mísseis balísticos e drones; os houthis dizem ter mirado suprimentos militares sauditas no acampamento Badr, e a coalizão liderada pelos sauditas diz ter interceptado um míssil balístico ao norte de Riad.

Tropas russas que avançam perto de Golubkovo, povoado que a Rússia diz ter libertado na região de Zaporozhye, se aproximaram de Novoukrainka, disse o especialista militar Andrey Marochko à TASS. Depois de libertar Golubkovo em 6 de outubro, os militares russos consolidavam posição para uma ofensiva em duas direções, ao norte e a noroeste do povoado, segundo a TASS.

Cerca de 223 mil ucranianos deixaram o país entre janeiro e junho de 2026, segundo o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia, em dados obtidos pela TASS. O fluxo segue anos de saída: entre 7 e 8 milhões em 2022, cerca de 180 mil em 2023, 460 mil em 2024 e 302 mil em 2025, segundo a TASS.

Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que os aeroportos de Najran e Jizan foram atingidos na segunda-feira, com três feridos leves e danos às duas instalações, segundo a AP, em texto republicado pela PBS News. A coalizão liderada pelos sauditas disse na terça-feira ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis apoiados pelo Irã em direção a Khamis Mushait, cidade no sudoeste da Arábia Saudita que abriga uma importante base militar saudita. A Al Jazeera noticiou duas explosões potentes perto do aeroporto internacional de Aden, em atualização de blog ao vivo do Middle East Eye.

A polícia britânica prendeu na terça-feira o sétimo suspeito no âmbito de uma investigação ampliada sobre um suposto plano apoiado pelo Irã para atacar uma base aérea que abriga bombardeiros dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. A prisão é a sétima ligada ao incidente na base, segundo a France 24.

Dois navios mercantes foram atingidos por drones nesta terça-feira, 6 de outubro, na zona econômica exclusiva da Bulgária, no Mar Negro – o primeiro ataque à navegação nessa área de um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo a CBC News. O navio de bandeira togolesa Alfa Watan sofreu dano estrutural grave e afundou, e a tripulação segue desaparecida. O segundo navio, de bandeira de Palau, pegou fogo e teve a tripulação turca e indiana resgatada, segundo a RFI. O primeiro-ministro da Bulgária disse, segundo a CBC News, que a situação perturba seriamente a navegação no Mar Negro, encarece ainda mais os seguros e torna o transporte marítimo extremamente difícil.

Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters que o temor de um plano iraniano de ataque com drones à base aérea de Fairford levou o país a retirar seus bombardeiros B-1 da base britânica, em texto publicado pelo Middle East Eye. O Irã negou qualquer envolvimento no suposto plano em Fairford, a base europeia preferida dos bombardeiros norte-americanos, segundo o Middle East Eye.

O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, general de brigada Reza Talaei-Nik, disse que a capacidade de produção de armas do país chegou a 2,5 vezes o nível do período anterior ao conflito com os Estados Unidos, segundo a agência Tasnim, em texto publicado pela TASS. Segundo o porta-voz, a produção de tipos específicos de armas com participação do setor privado mais que triplicou no período. Talaei-Nik ameaçou que, se o inimigo fizer um cálculo errado, enfrentará armas mais avançadas e uma resposta pesada das Forças Armadas.

A polícia britânica prendeu um cidadão britânico de 22 anos em Westminster nesta terça-feira, o sétimo suspeito ligado ao incidente de Fairford, segundo a TASS. A polícia antiterrorismo diz que o detido está conectado a uma atividade ocorrida perto da RAF Fairford, segundo a Al Jazeera. Os seis presos anteriores por suspeita de terrorismo no mesmo caso foram todos liberados sob fiança. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que seu governo retirou os bombardeiros B-1 da base por causa do que descreveu como “algumas ameaças”, segundo a Al Jazeera.

A Rússia disse ter interceptado quase 900 drones ucranianos na madrugada desta terça-feira sobre várias regiões do país, além da península da Crimeia ocupada e do Mar de Azov, segundo o Ministério da Defesa em Moscou. Relatos não confirmados da mídia apontaram um grande depósito de combustível em chamas na região de Moscou após o ataque, que matou duas pessoas. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que 650 drones voaram em direção à região de Moscou entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça.

Um navio mercante afundou e a tripulação está desaparecida após um ataque com drones no Mar Negro, segundo autoridades búlgaras. Um segundo navio, que levava grãos, foi atingido dentro da zona econômica exclusiva da Bulgária, disse o primeiro-ministro Rumen Radev. Os 18 tripulantes do segundo navio foram resgatados. Os ataques ocorreram por volta das 03h00 (23h00 GMT), a cerca de 112 km (70 milhas) da cidade costeira de Byala, no leste da Bulgária, e envolveram drones aéreos e marítimos, disse Radev. O navio que afundou navegava sob bandeira do Togo.

Em detalhamento reivindicado das três operações, os houthis afirmam ter lançado três operações com mísseis e drones contra alvos na Arábia Saudita na noite de segunda-feira, segundo a Xinhua. Segundo os houthis, os alvos reivindicados foram o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, uma refinaria da Aramco em Rabigh e o aeroporto de Abha, a base aérea King Khalid, o acampamento Aqifa e outros locais em Najran e Jazan. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas e o dano relatado não pôde ser verificado de forma independente. A coalizão liderada pelos sauditas afirma, por sua vez, ter frustrado um plano de ataques a vias navegáveis no sul do mar Vermelho em operação em Hodeidah.

Testemunhas relatam campanha ampla de recrutamento forçado no Tigré, com alvo entre homens e meninos de 15 e 65 anos, segundo o The Guardian. O conflito recomeçou em 23 de setembro entre o governo federal da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), rompendo o acordo de Pretória de novembro de 2022. A organização Human Rights Watch afirma que autoridades do Tigré sequestram e recrutam civis ilegalmente, incluindo crianças de até 15 anos, desde ao menos abril de 2026.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu um cessar-fogo permanente em Gaza na segunda-feira, 5 de outubro, antes do terceiro aniversário do ataque de 7 de outubro de 2023, informou o The Hindu. “É hora de o cessar-fogo se tornar permanente. É hora de permitir ajuda humanitária em escala. E é hora de respeitar o direito internacional”, disse.

Forças aliadas ao governo iemenita internacionalmente reconhecido retomaram a cidade de Dhubab, logo ao norte do estreito de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, disseram autoridades iemenitas à AP em texto republicado pelo The Hindu. O porta-voz da coalizão saudita, major-general Turki al-Malki, afirmou que 100 caças dão apoio às forças do governo iemenita, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que era esperado que o governo apoiado pelos sauditas revidasse para retomar território, segundo a AP em texto republicado pelo The Hindu.

O porta-voz houthi Yahya Saree disse que ataques com drones e mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O mesmo comunicado afirmou que a refinaria da Aramco em Rabigh também foi atingida, junto com instalações militares e aeroportos menores no sul do país. Segundo o Middle East Eye, o grupo atingiu o aeroporto Rei Khalid pela segunda vez nesta segunda-feira. Os houthis declararam o espaço aéreo saudita teatro aberto para suas operações, exceto os espaços sagrados de Meca e Medina. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a “forte escalada” dos combates no Iêmen e condenou os ataques houthis em território saudita, segundo a Agence France-Presse (AFP).

Forças do governo do Iêmen internacionalmente reconhecido retomaram Dhubab, ao norte de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, sob cobertura da coalizão saudita, segundo o Times of India. O porta-voz da coalizão saudita, o major-general Turki al-Malki, disse que 100 caças apoiam as forças do governo e que a coalizão garantiu a proteção aérea do estreito. A escalada matou ao menos 959 pessoas e feriu mais de 4.200, com cerca de 174.097 deslocados dentro do Iêmen, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Paquistão, a Arábia Saudita e a Turquia decidiram implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva, com o envio rápido de forças e capacidades militares acordadas para a Arábia Saudita, segundo o Times of India. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o comitê da aliança concordou em ativar medidas de dissuasão coletiva em resposta aos ataques do grupo houthi. O Paquistão e a Turquia anunciaram apoio militar à Arábia Saudita após reunião de emergência do comitê da aliança, em comunicado conjunto dos três chanceleres, segundo o Middle East Eye.

Ataques aéreos e fogo de artilharia atingiram a região do Tigré, no norte da Etiópia, na noite para segunda-feira, em confrontos entre o governo federal e rebeldes, segundo fontes de ajuda citadas pela Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Ataques aéreos mataram ao menos 17 pessoas a noroeste de Mequele, capital do Tigré tomada por forças federais no fim de semana, segundo boletim circulado entre grupos humanitários. Na manhã de segunda-feira, militares etíopes e forças tigrínias trocaram fogo pesado de artilharia perto do rio Tekeze, junto à cidade de Mai Tsebri, segundo o mesmo boletim.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse ter confiança de que o Irã esteve por trás do incidente na base de Fairford, no Reino Unido, e vinculou a retirada dos bombardeiros B-1 ao episódio, dizendo que foi por excesso de cautela para proteger os militares, segundo a TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não vincularia diretamente a remoção dos B-1 ao incidente, segundo a Al Jazeera. Cinco britânicos foram presos perto da base sob suspeita de preparar atos terroristas e liberados sob fiança; um sexto homem, com dupla nacionalidade britânico-iraniana, também foi liberado sob fiança, segundo a Al Jazeera.

Forças pró-governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita dizem ter assegurado o estreito de Bab al-Mandab no início de uma grande ofensiva contra os houthis, segundo a BBC. Um porta-voz militar iemenita disse que as Brigadas Gigantes e as forças National Shield cercam combatentes houthis em Dhubab, cidade costeira do mar Vermelho, depois de tomar o aeroporto e cortar a estrada para a cidade portuária de Moca. A mídia controlada pelos houthis negou que as forças do governo tenham avançado na área de Dhubab. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita disse que seus caças destruíram mais de 300 alvos de alto valor em ataques de apoio à ofensiva, segundo a BBC.

O exército iemenita disse ter feito mais de mil ataques e iniciado uma ofensiva contra Sanaa, a capital sob controle houthi, com 100 aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita em surtidas ao amanhecer, segundo o The Hindu, em texto da Agence France-Presse (AFP). O porta-voz da coalizão, o major-general Turki al-Maliki, disse que 100 jatos voaram ao raiar do dia na operação batizada de “Dawn of Yemen”, com “apoio aéreo ininterrupto às forças iemenitas em terra”, segundo o The Hindu. Os houthis cercaram na prática a cidade de Taiz depois de cortar a principal rota de abastecimento que a liga a Áden, ainda segundo o The Hindu.

Um professor de matemática da Universidade Bar-Ilan, morador de Petah Tikva na faixa dos 60 anos, foi indiciado por um suposto plano de matar centenas de palestinos cidadãos de Israel e palestinos nos territórios ocupados e forçá-los a deixar suas casas, segundo o Middle East Eye. O indiciamento foi apresentado na segunda-feira por promotores do Distrito Central, Roy Reis e Tomer Steinberg, conforme o i24NEWS. O plano previa recrutar 72 agressores judeus, incluindo ele mesmo, divididos em 12 células de seis pessoas, ainda segundo o Middle East Eye. A universidade disse condenar “nos termos mais fortes possíveis” e estar “profundamente consternada” pelos atos atribuídos ao professor, e anunciou sua suspensão imediata, segundo o i24NEWS.

O vice-ministro da Defesa do governo do Iêmen, Samir Al-Sabri, disse, em entrevista à Al Jazeera, segundo a TASS, que o exército pretende retomar o controle de todas as províncias do país. Segundo ele, as operações de combate “serão concentradas na área do estreito de Bab el-Mandeb e na cidade de Mokha”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida em um ataque de drone russo a um navio civil de propriedade turca no Mar Negro. Segundo ele, cidadãos do Azerbaijão e da Índia estavam a bordo e o capitão morreu, com 11 tripulantes resgatados e um deles ferido; o destino de outra pessoa ainda está sendo apurado. As autoridades romenas disseram, segundo a AFP, em texto republicado pela RFI, que dois tripulantes morreram e 11 foram resgatados após um incêndio que fez o navio naufragar.

O centro de coordenação de operações humanitárias controlado pelos houthis pediu que companhias aéreas evitem o espaço aéreo da Arábia Saudita, segundo a TASS, citando a agência SABA, controlada pelos houthis. O mesmo centro afirmou que o espaço aéreo saudita “se tornará um teatro de operações militares” para as forças rebeldes. A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) emitiu um aviso para que companhias evitem o espaço aéreo saudita, segundo a Reuters, após o recente aumento de ataques houthis.

Todos os bombardeiros estratégicos B-1 da Força Aérea dos Estados Unidos (EUA) foram retirados da base de Fairford, no Reino Unido, e retornaram aos EUA depois do incidente ocorrido lá na semana passada, segundo a agência TASS, que cita o Wall Street Journal. O relato é atribuído pelo jornal a autoridades não identificadas do governo dos EUA. A France 24 confirma a retirada total dos bombardeiros da base britânica no centro de um ataque terrorista suspeito.

O governo da Coreia do Sul atribuiu à Coreia do Norte a explosão de uma mina na fronteira que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos, segundo a Reuters, em texto republicado pela emissora WIFC. Seul afirma que a mina explodiu em 21 de setembro e teria sido plantada há cerca de um ano, e exige um pedido de desculpas e a remoção das minas. Na sexta-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, disse que a acusação sul-coreana é “sem fundamento” e rejeitou o pedido de desculpas.

O comandante do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC), Ali Fadavi, disse que os Estados Unidos (EUA) se afastaram mais de 1.000 km das fronteiras do Irã, segundo o Middle East Eye. Fadavi disse ainda que navios estadunidenses não estão no Golfo, no estreito de Ormuz, no mar de Omã nem no norte do Índico, segundo o Middle East Eye.

A estatal nuclear russa (Rosatom) diz que dois prédios da usina de Zaporozhye – o laboratório e a instalação de rejeitos radioativos – foram atacados à noite, com danos no telhado, segundo a agência TASS. O chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, disse não haver ameaça à segurança nuclear, segundo a agência TASS.

O porta-voz das forças alinhadas ao governo do Iêmen diz que 1.122 ataques foram feitos contra alvos houthis, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirma que cerca de 1.747 combatentes houthis foram mortos, segundo o Middle East Eye.

A mídia estatal síria relatou uma explosão em Beit Jinn, a oeste de Damasco, segundo a Mehr News em inglês.

O Comando Sul dos Estados Unidos matou quatro pessoas em um ataque a uma embarcação suspeita de narcotráfico no Caribe, no domingo, segundo o Times of India. O comando disse que uma inteligência confirmada revelou o envolvimento ativo da embarcação com o narcotráfico e chamou os mortos de narcoterroristas. Segundo a imprensa norte-americana citada pela TASS, mais de 230 pessoas foram mortas em ataques dos Estados Unidos a barcos supostamente usados por traficantes desde o início desses ataques no outono passado.

O centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou um possível bombardeio a um petroleiro perto da costa do Iêmen, segundo a TASS. O relato aponta um incidente a 60 milhas náuticas ao sul de Al Mukha; o responsável de segurança da companhia disse que o petroleiro avistou múltiplas explosões nas proximidades da embarcação. A tripulação está em segurança e não houve impacto ambiental relatado, e o nome do navio e seu porto de registro não foram divulgados.

Avaliações iniciais indicam que o copiloto da flydubai acusado de atacar o comandante e tentar assumir o controle de um voo com destino a Israel agiu sozinho, segundo autoridades estadunidenses e um ex-oficial de segurança israelense. Autoridades estadunidenses ressaltam que a investigação do incidente da quarta-feira passada ainda está em estágio inicial. As autoridades dos Emirados, que conduzem a investigação, disseram no sábado que o copiloto supostamente atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir os controles do voo.

Forças federais etíopes controlavam totalmente Mekelle, capital regional dos rebeldes do Tigré, segundo um jornalista local, no domingo em que os rivais regionais da Etiópia se reuniam no Egito. Os presidentes de Egito, Somália, Sudão e Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, tinham reunião marcada em Alamein no domingo para discutir o conflito, conforme a AFP. A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirmou ter saído temporariamente de Mekelle para operar de outro lugar, segundo a Al Jazeera.

Os Estados Unidos retiraram todos os bombardeiros da base aérea de RAF Fairford, na Inglaterra, e os realocaram para suas bases de origem nos Estados Unidos, após uma investigação sobre uma suposta trama terrorista contra a instalação, segundo o The Guardian. A base, operada pelos norte-americanos, havia sido usada para lançar ataques contra o Irã, conforme o Times of India.

Os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Aramco em Riad, num comunicado publicado no X, no sábado, pelo porta-voz militar Yahya Saree. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, classificou as alegações de ataque a Riad como “enganosas”. Na madrugada de domingo, a coalizão disse ter realizado 97 “operações de alvo preciso” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, com aviões, drones, artilharia, mísseis e franco-atiradores. Um petroleiro relatou ter visto várias explosões a cerca de 60 milhas náuticas ao sul da cidade portuária iemenita de Mocha, no Golfo de Áden, no domingo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Os houthis também afirmaram ter forçado duas formações de caças F-15 sauditas a se retirar do espaço aéreo de Taiz com mísseis antiaéreos de fabricação local.

A agência de notícias palestina Wafa informou que mais de 15 pessoas ficaram feridas e uma foi morta em ataques de forças e colonos israelenses a cidades e vilas palestinas, segundo o Middle East Eye. O líder da oposição israelense, Avigdor Lieberman, defendeu desmantelar a Autoridade Palestina e criar uma confederação israelo-jordaniana para controlar partes da Cisjordânia atualmente sob controle da AP, segundo o Haaretz. Sob o plano, Israel aplicaria soberania sobre a Área C, que corresponde a cerca de 60% da Cisjordânia ocupada e permanece totalmente sob controle de Israel.

Israel afirmou ter matado o diretor de uma ONG turca em um ataque na Faixa de Gaza. O Hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, havia anunciado antes a morte de Saqr al-Qaisi, que liderava a organização humanitária turca Deniz Feneri, em um ataque a um veículo no sul da Faixa de Gaza, segundo o Hindustan Times.

Um ataque aéreo atingiu dois caminhões contratados pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) no Cordofão do Sul na madrugada de sábado, 3 de outubro, matando um motorista, segundo o programa, em texto da allAfrica. Os caminhões seguiam de Dilling a Kadugli e estavam claramente identificados como veículos humanitários.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia transferiu tecnologia de drones a jato à Coreia do Norte, como parte de uma parceria de defesa em intensificação, segundo o Kyiv Independent. Perguntado se Moscou havia compartilhado a nova tecnologia de drones a jato com Pyongyang, Zelenskyy respondeu de forma inequívoca: “Sim, claro.”

Forças federais da Etiópia passaram a controlar Mekelle, capital regional do Tigré, depois que líderes e tropas da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) abandonaram a cidade sem combate no sábado, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu. Os presidentes do Egito, da Somália, do Sudão e da Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, estavam previstos para se reunir em Alamein, no Egito, no domingo, para discutir o conflito. A Etiópia acusa a Eritreia de apoiar diretamente os rebeldes do Tigré, com o apoio adicional de Sudão e Egito, o que os três países negam.

Centenas de manifestantes foram às ruas de Paris no sábado contra a ajuda contínua à Ucrânia, em protesto nacional do partido Les Patriotes, de Florian Philippot, segundo a RT. Os manifestantes pediram ao presidente Emmanuel Macron que interrompa a ajuda e defenderam a saída da França da União Europeia e de todas as instituições supranacionais, incluindo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Alemanha vai fornecer mais um pacote de ajuda de mais de 1,3 bilhão de euros, com armas e apoio ao setor de energia, após o encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz em Kiev, segundo a TASS. O valor inclui 1 bilhão de euros para drones interceptadores e produção de armas de longo alcance e 350 milhões de euros para energia, segundo fontes do governo alemão citadas pela DPA.

O Exército do Sudão afirmou ter capturado a cidade de al-Mazroub, posição-chave das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Cordofão do Norte, após combates intensos. Segundo a Al Jazeera, um porta-voz descreveu a captura como um passo importante para cortar as linhas de suprimento da RSF entre o Cordofão do Norte e o Oeste.

Ataques aéreos israelenses atingiram duas áreas no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera. Os ataques miraram a área de Wadi al-Hujair e os arredores da cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, sem vítimas relatadas até o momento.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse aos Estados Unidos que não há solução militar nem solução baseada em novas sanções para o conflito entre os dois países, segundo o The Hindu. Araghchi advertiu que, se os inimigos escolherem de novo o caminho da confrontação militar, a resposta iraniana será mais forte do que antes, segundo a France 24, em texto da AFP. O porta-voz Esmaeil Baghaei classificou a última contraproposta americana como alinhada às propostas anteriores dos Estados Unidos sobre temas nucleares.

O governador da região russa de Belgorod, Alexander Shuvayev, afirmou que 17 municípios sofreram 141 ataques ucranianos no último dia, com 182 drones abatidos ou suprimidos, segundo a TASS. Um civil morreu no distrito de Grayvoronsky e outras duas pessoas morreram em hospitais após ferimentos em Belgorod e Krasnoyaruzhsky. O Ministério da Defesa da Rússia disse que forças russas usaram drones Geran para atingir um data center em Odessa e um centro logístico da Nova Poshta em Chernomorsk, além de um navio com suprimento militar.

As forças do governo da Etiópia disseram ter tomado Mekelle dos combatentes do Tigré após uma semana de batalhas intensas. O Exército federal e combatentes pró-governo retomaram o aeroporto principal da capital da região norte do Tigré, com os rebeldes sendo vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas. Uma fonte com conhecimento dos fatos na cidade e uma fonte humanitária disseram à Reuters que as Forças de Defesa Nacional da Etiópia reassumiram o controle do aeroporto Alula Aba Nega, em Mekelle.

Pelo menos três navios-tanque foram atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz e nos arredores desde 1º de outubro, segundo alertas da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Em um balanço semanal divulgado em 2 de outubro, a UKMTO informou 91 incidentes de danos a embarcações desde fevereiro. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz é “inabalável” e que o presidente Donald Trump tem “todas as opções de que precisa sobre a mesa” caso o Irã continue a “jogar” com o estreito, segundo a Associated Press, em relato publicado pelo Times of Israel.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu uma instalação de petróleo em Riad com mísseis balísticos e drones, dizendo que os ataques provocaram incêndios. Em publicação no X, ele disse que a ação foi resposta a ataques aéreos sauditas contra o território controlado pelos Houthis no Iêmen, incluindo Sanaa. Um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local relatou ter visto carros de bombeiros tentando apagar um incêndio na refinaria da Aramco em Riad, com ambulâncias e viaturas policiais nas proximidades.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, disse em entrevista à emissora iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) que a Ucrânia precisará adotar estatuto neutro e não nuclear, rejeitar sua linha nacionalista e reconhecer as quatro novas regiões russas para um acordo político duradouro, segundo a TASS. Medvedev afirmou que Rússia e Irã desenvolvem atividades conjuntas na defesa e dão grande importância a isso, e que o Irã tem papel central em garantir a segurança do Estreito de Ormuz por geografia e direito internacional.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convidou a Israel, como convidado de honra, o capitão indiano do voo da flydubai com destino a Tel Aviv, Smit Machchhar, e disse querer que ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acendam uma chama na cerimônia nacional do Dia da Independência de Israel em maio, papel em geral reservado a cidadãos israelenses. Na Cisjordânia ocupada, colonos e soldados israelenses atacaram e bloquearam agricultores palestinos de colher azeitonas, segundo a Al Jazeera; mais de 80 mil famílias palestinas dependem da colheita como fonte de renda.

Israel afirmou no sábado que tentou matar o dirigente máximo do Hamas na Faixa de Gaza, Ali al-Amoudi, em ataque aéreo a um apartamento. Autoridades locais dizem que o ataque matou cinco pessoas, e um funcionário do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, disse à AFP que o hospital recebeu ao amanhecer os corpos de cinco pessoas e uma série de feridos no bairro de Rimal. O Exército israelense disse que visava matar al-Amoudi, descrito como braço direito de Yahya Sinwar, o chefe do Hamas morto, e envolvido no planejamento do ataque de 7 de outubro.

A Índia convocou o encarregado de negócios do Paquistão para protestar contra a “facilitação contínua da infiltração ilegal transfronteiriça” e rejeitou como infundadas as acusações do Paquistão sobre o incidente de 2 de outubro no setor de Ferozepur, segundo o NDTV, a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores indiano. O Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por disparos da Força de Segurança de Fronteira (BSF) indiana no setor de Bedian, na fronteira internacional, segundo o Dawn. Os dois países convocaram os diplomatas um do outro pelo incidente de sexta-feira, em que Nova Délhi rejeita a versão de Islamabad sobre a morte de dois civis paquistaneses desarmados, segundo a Al Jazeera.

A Rússia propôs à Moldávia uma investigação conjunta dos incidentes com drones, em vez de acusações sem base, segundo a TASS. O embaixador designado da Rússia em Chișinău, Oleg Ozerov, disse que a Moldávia culpa a Rússia por todos os seus problemas, seguindo a liderança da União Europeia, sem apresentar provas. A Moldávia entregou uma nota de protesto a Ozerov depois que três drones violaram o espaço aéreo do país em 30 de setembro, dois deles explodindo em território moldávio, segundo a Radio Moldova.

Explosões foram ouvidas em Sanaa, e os houthis atribuíram os ataques à Arábia Saudita, segundo a France 24. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado e destruído quatro drones lançados pelos houthis em direção a Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, além de dois mísseis balísticos, segundo o Israel National News.

O chanceler ucraniano Andrii Sybiha disse que a Ucrânia está pronta a considerar a proposta da Índia de cessar-fogo em energia e no Mar Negro, mas apenas nessa combinação, e que ela é a mais ampla entre as quatro propostas recebidas. Sybiha afirmou que as iniciativas vieram da Índia, da Turquia, do Egito e dos Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o primeiro-ministro indiano, Modi, tem “ideias muito boas” para encontrar soluções mutuamente aceitáveis.

O príncipe herdeiro de Dubai, Hamdan bin Mohammed, elogiou a “coragem” do piloto indiano Smit Machchhar por evitar uma possível tragédia no voo FZ1073 da flydubai e visitou o piloto no hospital, onde ele segue em tratamento, segundo o The Hindu. O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto usou um machado de emergência para atacar Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave, segundo a agência estatal Emirates News Agency (WAM).

Forças federais etíopes e combatentes pró-governo retomaram o principal aeroporto de Mekelle, capital da região norte do Tigré, com rebeldes vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas citadas pela Reuters e pela Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pela Al Jazeera. O aeroporto fica a cerca de 10 km do centro de Mekelle e foi um dos três aeródromos tomados pelos rebeldes no início dos combates, em 23 de setembro. A Al Jazeera ressalva que não pôde confirmar as informações de forma independente, com acesso da imprensa fortemente restrito na Etiópia e apagões significativos de comunicação.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por tropas de fronteira indianas, segundo a Al Jazeera. Islamabad pediu à Índia uma investigação “imediata, transparente e crível”, com ação disciplinar e legal contra os responsáveis. O lado indiano diz que a Força de Segurança de Fronteira (BSF) matou dois supostos infiltrados paquistaneses em Tarn Taran, no Punjab, na sexta-feira, segundo autoridades citadas pelo ETV Bharat.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que toda a Cisjordânia ocupada “pertence a Israel” e prometeu desmantelar a Autoridade Palestina, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao Channel 14, disse que, se for nomeado ministro da Defesa, trabalhará para desmantelar a Autoridade Palestina e pressionar para que palestinos deixem a Cisjordânia ocupada e Gaza. A agência Anadolu noticiou que o ministro disse que toda a Cisjordânia “pertence a Israel” e ameaçou desmantelar a Autoridade Palestina.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde e da Defesa Civil do território, citadas pelo G1. Entre os mortos estão uma mulher cristã e a filha dela, de acordo com equipes médicas. Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre o ataque. Uma testemunha, Ahmed Al-Dahdouh, disse à Reuters, em texto republicado pelo G1, que os moradores dormiam quando ouviram ataques contínuos e fortes explosões, e que as crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar.

Quatro pessoas foram presas depois que drones atingiram a estação de petróleo de Zawiya, no oeste da Líbia, e provocaram um incêndio, segundo o Guardian. Três líbios detidos foram ligados a Saddam Haftar, filho do senhor da guerra líbio Khalifa Haftar, alvo de alegações de ter comandado uma “célula terrorista” que lançou ataques com drones contra instalações de combustível e usinas. O Governo de Unidade Nacional, sediado em Trípoli, diz que trabalhar com Saddam Haftar é “impossível”. O tanque atingido continha cerca de 4,5 milhões de litros de combustível.

A Arábia Saudita e as forças do governo iemenita planejam uma grande contraofensiva contra o movimento houthi Ansar Allah, mas os Estados Unidos ainda não estão preparados para participar, segundo a TASS. Washington recusou pela segunda vez nas últimas semanas o pedido saudita para entrar na operação e realizar bombardeios contra posições houthis, e já havia fornecido a Riad mais de 200 alvos houthis para atacar, conforme a TASS.

Um ataque na manhã deste sábado danificou a pista e a fiação aérea de trólebus da Ponte Norte, em Kiev, e bloqueou o trânsito, segundo a BBC. Foi a segunda grande ponte atingida na cidade em poucos dias: a Ponte Sul foi alvo de drones russos várias vezes na quinta-feira e na sexta-feira, ainda segundo a BBC. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que ataques noturnos com drones atingiram a ponte rodoviária Severny, sobre o Dniepre, usada para movimentar tropas e entregar carga militar, segundo a TASS.

O governo de Donald Trump anunciou sanções contra três indivíduos supostamente ligados ao grupo militante islamista Hamas e contra duas entidades beneficentes sediadas na França, segundo o The Guardian. Investigadores alegam que a rede movimentou mais de US$ 2 milhões ao Hamas “por meio de fachadas beneficentes enganosas e canais de criptomoedas”. Todos os bens dos sancionados nos Estados Unidos estão bloqueados e devem ser reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Um engenheiro eletricista do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi preso sob acusação de prestar apoio aos houthis, apoiados pelo Irã, incluindo a compra de materiais para explosivos caseiros e drones e uma viagem ao Iêmen, segundo a Associated Press, em texto republicado pela WGEM. Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, de Richland, no estado de Washington, foi preso na quinta-feira e teria audiência inicial na sexta-feira. O Federal Bureau of Investigation (FBI) afirma que ele tinha o objetivo de ajudar os houthis a melhorar as comunicações e viajou em setembro passado ao Iêmen.

Leonie von Braun, advogada sênior de julgamento do Tribunal Penal Internacional (TPI) e investigadora-chefe do caso Kony, disse à France 24 que as informações mais recentes indicam que o líder do Exército de Resistência do Senhor (LRA) segue vivo, ativo e presente no grupo, hoje em escala muito menor que nos anos 2000; pela idade, ele provavelmente não está nas linhas de frente das operações. Na República Centro-Africana, autoridades relatam um recrudescimento dos ataques no leste e no sudeste do país, com ao menos 25 crianças sequestradas em várias incursões a aldeias, em ataques atribuídos à milícia de Kony.

A Arábia Saudita planeja uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com opções que incluem um avanço costeiro para garantir a rota marítima do mar Vermelho, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. A operação seria liderada em terra por forças iemenitas supervisionadas por Riad e apoiada por ataques aéreos sauditas, segundo seis pessoas com conhecimento dos preparativos. O objetivo central é reverter os ganhos rápidos dos houthis no mês passado, quando avançaram pela costa e tomaram o controle do estreito de Bab el-Mandeb. Mais de 100 mil soldados iemenitas poderiam ser mobilizados, dependendo da escala da ofensiva.

Após ataques de drones russos, a ponte Southern, sobre o Dnipro, foi totalmente fechada ao tráfego nos dois sentidos, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko; a ponte Paton passou a operar em mão única, e não houve relato de que tenha sido atingida. Os drones atingiram as estruturas de sustentação da ponte Southern na quinta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo AOL. Um ataque separado a um prédio residencial de 25 andares matou uma pessoa e feriu pelo menos duas.

Três soldados sul-coreanos foram feridos por minas cerca de 10 metros ao sul da linha de demarcação militar, segundo a Deutsche Welle (DW). A Coreia do Sul acusou o Norte de plantar minas ao sul da linha, uma violação do armistício, e exigiu um pedido de desculpas, segundo a DW. O Comando da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ter concluído que houve violação do Acordo de Armistício. O Norte rejeitou as acusações do Sul como uma farsa encenada pelo próprio Sul, segundo a DW.

A França aprovou 35 novas vendas de equipamento militar a Israel entre maio e setembro de 2026, segundo pesquisa dos grupos de direitos humanos Palestinian Youth Movement e Urgence Palestine. Os itens incluem sistemas de refrigeração para tanques e lançadores de mísseis, viseiras de capacete para pilotos de helicópteros e de caças, conectores, equipamentos eletrônicos e sistemas de vigilância, todos destinados a subsidiárias da Elbit Systems, segundo o relatório obtido pelo Middle East Eye.

O terceiro porta-aviões que os Estados Unidos deslocam para as águas ao redor do Irã é o USS Theodore Roosevelt, cujo grupo de ataque deixou a base de San Diego no domingo, seguido um dia depois pela Força Expedicionária de Fuzileiros Navais do Makin Island, com mais de 2 mil fuzileiros. Até o fim de novembro, serão três porta-aviões e dois grupos anfíbios posicionados ao redor do Irã, segundo um oficial estadunidense citado pela Al Jazeera. O Pentágono acrescenta navios de fuzileiros, o que soma até 10 mil militares, segundo o The Wall Street Journal.

Cerca de 400 escolas da França seguiam fechadas nesta sexta-feira (2 de outubro) em meio aos protestos estudantis, e o balanço inclui cerca de 100 escolas gravemente danificadas e 40 diretores feridos, segundo o The Guardian. Quase 3.000 estudantes do ensino médio, de 15 a 18 anos, foram detidos desde o início dos protestos, segundo o Ministério do Interior.

A El Al cancelou dois voos de resgate que ocorreriam nesta sexta-feira (LY974-1, LY972) porque as autorizações de pouso das companhias israelenses foram revogadas, e os Emirados Árabes Unidos (EAU) não concederam permissão de pouso para as duas operações que trariam israelenses retidos para casa. Os voos de resgate foram organizados depois que os Emirados cancelaram todos os voos para Israel, após o ataque de um copiloto em uma rota da flydubai para o aeroporto Ben Gurion, na quarta-feira, segundo o The Times of Israel.

Os combates se intensificaram no norte da Etiópia e se espalharam do Tigray para Amhara e Afar, segundo a Al Jazeera. Forças alinhadas ao governo dizem ter capturado a cidade estratégica de Alamata, no Tigray, em 28 de setembro, enquanto forças tigreanas avançaram para Afar, segundo a mesma emissora. Sete grupos armados e políticos anunciaram em 20 de setembro uma aliança para remover o governo de Abiy Ahmed e estabelecer um governo de transição inclusivo, ainda segundo a Al Jazeera.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que Washington pode retomar ataques em larga escala contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro e rejeitou a última proposta iraniana de cessar-fogo por considerá-la insuficiente, segundo a CGTN. Perguntado se os EUA poderiam intensificar a campanha de bombardeios contra o Irã depois das eleições, Trump respondeu “possível” e se recusou a revelar alvos potenciais. Segundo o Middle East Eye, ele ameaçou consequências severas sem acordo com o Irã, dizendo que Teerã não vai durar muito tempo: “Ou eles farão algo muito apropriado e inteligente, ou não vão durar muito. Francamente, odeio ver isso, mas eles não vão durar muito.”

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ameaçou adotar medidas adicionais não especificadas se a Ucrânia não apresentar um pedido público de desculpas por ter revelado que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos foram enviados ao Sul, segundo a BBC. O presidente sul-coreano expressou irritação com a Ucrânia por comentários do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pareceram revelar um acordo secreto, segundo a Al Jazeera. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, descreveu a situação como um mal-entendido diplomático e disse que Kiev trabalha para resolvê-la, segundo a BBC.

Um oficial estadunidense disse à Al Jazeera que três porta-aviões e dois grupos de desembarque estão sendo deslocados para o entorno do Irã, com o grupo de ataque Roosevelt e a força Makin Island, com 2.000 fuzileiros, deixando San Diego. O reforço total deve estar concluído até novembro, segundo o mesmo oficial.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que o copiloto do voo da Flydubai passou por doutrinação radical islâmica, dizendo que os investigadores chegaram a essa conclusão a partir das “informações pessoais” do homem. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) disseram que vão liderar a investigação sobre uma eventual ligação do ataque com terrorismo. Um vídeo que circula como uma reportagem da BBC sobre o caso é um deepfake e as alegações que contém não têm fundamento; a BBC nunca exibiu o material, segundo a France24.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descartou um cessar-fogo de ataques de longo alcance com a Ucrânia, enquanto Moscou intensifica a campanha de ataques aéreos contra Kiev, segundo a Al Jazeera. Putin afirmou que a Ucrânia alcançou parcialmente seus objetivos com esses ataques e que as ofensivas contra refinarias de petróleo russas custaram ao país 1% do produto interno bruto (PIB). Ele acrescentou que a Rússia prefere encerrar o conflito por meio de negociações e quer que a Ucrânia seja um país neutro após o fim das hostilidades.

O Pentágono enviará um terceiro grupo de ataque de porta-aviões e navios de fuzileiros ao Oriente Médio, acrescentando mais 9.000 a 10.000 militares à presença dos Estados Unidos na região, segundo o The Wall Street Journal, em texto publicado pela TASS. Os navios, caças, fuzileiros e marinheiros devem chegar à região até o fim de novembro, segundo autoridades citadas pelo jornal. O porta-aviões Theodore Roosevelt deixou San Diego em 27 de setembro como parte de um desdobramento programado, segundo a TASS.

Colonos israelenses mataram a tiros Mashhour Shaher Yassin, de 51 anos, durante um ataque à vila de Yasuf, no distrito central de Salfit, na Cisjordânia, segundo a Agência de Notícias e Informação Palestina (WAFA). O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohammad Al-Ramahi, disse que Yassin morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque dos colonos. A Reuters, citando autoridades palestinas, informou que colonos israelenses mataram um palestino e feriram outro na vila de Yasuf, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira.

Um drone russo atingiu uma escola em Kiev nesta quinta-feira, quando crianças e funcionários estavam abrigados nos refúgios, e não havia relatos imediatos de vítimas, disse o prefeito Vitali Klitschko. Outros dois drones russos atingiram uma ponte importante que liga o leste e o oeste da capital, forçando a suspensão do metrô e do transporte público de superfície. O órgão regulador nuclear ucraniano informou que um drone russo atingiu na quarta-feira o terreno de uma instalação de pesquisa nuclear em Kiev, provocando um incêndio sem danos ao reator de testes. O Reino Unido anunciou um novo pacote de 31 sanções contra a Rússia, destinado a conter o financiamento do “cofre de guerra” do Kremlin, de propagandistas e de torturadores.

Explosões foram ouvidas durante a noite em Adis Abeba, horas depois de a capital etíope instituir a proibição de voos de drones na cidade e nos arredores, segundo três fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters. Uma fonte ligada à Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival disse à Al Jazeera que a aliança realizou vários ataques com drones na capital, incluindo alguns contra o quartel-general militar. No terreno, as forças do governo avançaram do Amhara para dentro do Tigray, chegando a cerca de 40 quilômetros de Mekele, segundo o correspondente Muhammed Taha Tawakel, da Al Jazeera, que reportava do Afar na quarta-feira.

O Irã recebeu uma resposta oficial estadunidense à sua última proposta para encerrar a guerra de sete meses, segundo autoridades iranianas citadas pelo Hindustan Times. O chanceler Abbas Araghchi apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian em reunião de gabinete, segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal IRNA. Araghchi propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana se os Estados Unidos (EUA) suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e isentassem de sanções as vendas de petróleo iraniano.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado estadunidense Remus 600 que operava no Estreito de Ormuz para espionagem. Segundo o Tehran Times, é o segundo drone submarino estadunidense capturado em menos de um mês, enquanto Washington mantém a tentativa de reabrir a passagem. O IRGC advertiu que o Estreito de Ormuz permanece fechado e disse que continuará confrontando o que descreve como movimentos perigosos.

A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.

Ataques israelenses na noite de quarta-feira mataram um palestino de 33 anos e feriram outras pessoas, incluindo um menor, na rua Salah al-Din, ao norte de Khan Younis, segundo o Middle East Eye, citando a agência Wafa. O escritório de mídia do governo de Gaza informou que o jornalista palestino Muhammad Abdel Aziz al-Najjar foi morto em outro ataque na quarta-feira.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos (EUA) encerrou na quarta-feira a missão de mais de uma década no Iraque, iniciada em 2014, quando o Estado Islâmico tomou grandes territórios no Iraque e na Síria, segundo o Middle East Eye. O contingente final era de cerca de 1.500 soldados na Base Aérea de Erbil, abaixo dos cerca de 2.500 militares no país antes da retirada. O Ministério de Assuntos Peshmerga afirmou que o Curdistão iraquiano sofreu mais de mil ataques de drones e mísseis balísticos desde 28 de fevereiro, quando Israel e os EUA lançaram a guerra contra o Irã. O premiê do Governo Regional do Curdistão, Masrour Barzani, disse que a ameaça é real e que os curdos estão vulneráveis e sob ataque.

O líder do Kataib Hezbollah, Ahmad al-Hamdawi, anunciou a suspensão das atividades militares, com exceção do ataque a aeronaves hostis que violem o espaço aéreo do país, enquanto o porta-voz Jaafar al-Husseini disse que as negociações com o governo sobre a regulamentação das armas não chegaram a acordo e que as armas seguem nas mãos dos combatentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Middle East Eye. O anúncio ocorreu na quarta-feira, primeiro dia do período pós-coalizão do país, segundo o Iraqi News.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse a repórteres que o país enfrenta a escolha de fazer um acordo com o Irã ou “explodi-lo”, segundo a Al Jazeera – o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a líderes militares na base de Quantico que forças estadunidenses “destruíram” a marinha, a força aérea, as defesas, a liderança e a capacidade militar-industrial do Irã, segundo a emissora, que cita Hegseth.

As usinas Deir Ali, Nasiriyah e Tishreen saíram de operação após uma explosão em uma linha de gás na termelétrica de Tishreen, segundo a agência estatal síria SANA. O desligamento das três usinas vai reduzir temporariamente a geração de energia e aumentar as horas de racionamento. Um gasoduto na província oriental de Deir Ezzor, que faz fronteira com o Iraque, explodiu e pegou fogo após a explosão de uma válvula de isolamento, interrompendo o fluxo de gás para estações de energia, em episódio que as autoridades sírias atribuem a sabotagem, segundo o The National.

No quinto dia de Sukkot, feriado judaico, centenas de israelenses invadiram o complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, segundo a Al Jazeera. Na terça-feira, 966 israelenses entraram no complexo pelo Portão Marroquino ao lado da polícia israelense, realizando rituais talmúdicos e cantando juntos nos pátios da mesquita. O Departamento do Waqf Islâmico de Jerusalém informou que cerca de 700 israelenses, entre eles o ex-parlamentar Moshe Feiglin, invadiram o complexo sob proteção da polícia israelense.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que há “fortes indícios” de que o Irã teve participação nos acontecimentos que levaram à prisão de cinco homens perto da base aérea de RAF Fairford, em Gloucestershire, no âmbito de uma investigação de terrorismo. Os cinco homens, na faixa dos 20 anos e moradores de Londres, foram presos na zona rural de Gloucestershire, perto da base, depois que uma moradora que voltava para casa de carro viu uma série de vans e homens mascarados e chamou a polícia. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse na terça-feira que Washington acredita no envolvimento de “um ator estrangeiro” nos acontecimentos de domingo à noite na base, usada por aviões dos EUA em missões contra o Irã.

A artilharia israelense atingiu a cidade de Al-Khiam, no sudeste do Líbano, segundo a agência estatal de notícias do país, em texto republicado pelo Dawn. Uma explosão também foi ouvida na cidade de Houla, perto da fronteira com Israel, no sudeste do país, segundo a Al Jazeera.

A embaixada da Rússia na Irlanda afirmou em comunicado nesta quarta-feira que Moscou estaria pronta a usar todo o seu arsenal, incluindo armas nucleares, para defender Kaliningrado caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tente isolar o território, segundo o Kyiv Independent. A embaixada disse que a Otan prepara um bloqueio aéreo e naval da região, sem apresentar provas nem identificar a origem da informação. Um documento russo entregue à aliança e obtido pela Reuters afirma que Moscou usaria “todo o arsenal” para defender Kaliningrado, segundo o G1. A Otan confirmou ter recebido um “documento informal” da embaixada da Rússia na Bélgica com o alerta sobre Kaliningrado, segundo a RTE.

As condições do Irã para a reabertura total do Estreito de Ormuz [incluem o fim da pressão militar e econômica dos EUA, a liberação de ativos congelados ou restritos e um acordo sobre uma rota segura de navegação], segundo a Anadolu Agency. A proposta foi levada a Washington pelo Catar, e o chanceler Abbas Araqchi já recebeu a resposta dos Estados Unidos (EUA), conforme confirmado nesta quarta-feira pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã faz todo o possível para garantir o sucesso do Memorando de Entendimento de Islamabade, e o Irã sustenta que o Estreito de Ormuz não será totalmente reaberto enquanto as condições não forem cumpridas e os compromissos estadunidenses não forem implementados. Segundo o Hindustan Times, o governo de Donald Trump havia rejeitado publicamente a proposta mais recente de Teerã para encerrar a guerra, que a publicação descreve como em seu sétimo mês.

A Coreia do Sul passou a exigir pedido formal de desculpas e “medidas responsáveis” de Pyongyang pela explosão de 21 de setembro na área ocidental da zona desmilitarizada, segundo o The Guardian. O Comando das Nações Unidas (UNC) liderado pelos Estados Unidos (EUA) concluiu que houve violação do acordo de armistício, segundo a Al Jazeera. Kim Yo-jong negou que soldados norte-coreanos tenham cruzado a fronteira e advertiu que unidades de fronteira fariam “retaliação imediata e impiedosa” se tropas sul-coreanas atirassem contra soldados do Norte. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos nas duas explosões, segundo a Al Jazeera.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, disse que Islamabad usará “todos os meios disponíveis” para defender a Arábia Saudita contra os houthis, segundo a Arab News. Falando em Roma, ele não confirmou se forças paquistanesas já participaram de ataques aéreos, segundo a Arab News. O compromisso é apresentado como obrigação do novo pacto de defesa mútua, que prevê que Islamabad coloque “todos os meios” à disposição de Riad em caso de ameaça houthi, segundo a Al Jazeera.

Pelo menos oito pessoas morreram na terça-feira em ataques israelenses à Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde do enclave, em publicação no X. O Ministério detalhou que três corpos foram levados a hospitais após o bombardeio do campo de deslocados de Halawa, no norte da Faixa, e que outros dois morreram em um ataque aéreo na área de Al-Nasr, a oeste da cidade de Gaza. O total de mortos desde outubro de 2023 subiu para 74.030, com 175.980 feridos, segundo o Ministério.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.

Marco Rubio disse que o incidente na base aérea britânica de RAF Fairford “claramente envolveu” um ator estrangeiro, segundo o The New York Times. A polícia contraterrorista britânica informou na terça-feira que não encontrou explosivos nas três vans usadas pelos cinco homens presos sob suspeita de planejar um ato terrorista perto de uma base usada por bombardeiros estadunidenses para atacar o Irã. Os homens foram detidos na madrugada do domingo, depois que três vans foram vistas perto de RAF Fairford, uma base de propriedade britânica, segundo a Associated Press.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que a guerra com o Irã terminará “muito em breve”, que o Irã “não terá uma arma nuclear” e está “fracassando muito mal”, segundo a TASS. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fez um apelo direto aos estadunidenses, afirmando que o governo dos Estados Unidos sob Trump “deve ser mudado”, em mensagem divulgada cinco semanas antes das eleições de meio de mandato, segundo a Al Jazeera.

Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia disparou mísseis balísticos e dezenas de drones a jato contra Kiev na terça-feira, 29 de setembro de 2026, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hindu. Autoridades ucranianas disseram que a barragem atingiu prédios residenciais, casas e transporte público em Kiev, ferindo uma pessoa, segundo a AP, em texto publicado pelo U.S. News & World Report. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atingiram centros de processamento de dados em Kiev que, segundo Moscou, são usados pelos militares ucranianos.

A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma embarcação foi atingida por um aparente projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, na noite de segunda-feira, provocando um incêndio, segundo o Middle East Eye. Segundo o Mehr News, o incêndio foi apagado, a tripulação estava a salvo e a embarcação seguiu viagem. A UKMTO disse que não houve impacto ambiental relatado e que a extensão dos danos à embarcação ainda estava sendo avaliada.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita alegou que os houthis, apoiados por Teerã, modificaram armas iranianas de defesa aérea em mísseis de cruzeiro vagantes com o auxílio da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Al Jazeera. Autoridades iranianas não comentaram os detalhes das acusações, mas negaram de forma ampla dirigir os houthis e destacaram a independência do grupo iemenita. O presidente Masoud Pezeshkian rejeitou uma conexão entre o Irã e ações dos houthis em entrevista à Al Jazeera e pediu negociação entre a Arábia Saudita e os houthis.

Um drone israelense visou um apartamento residencial no bairro de al-Nasr, a oeste da Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera e fontes médicas do Hospital al-Shifa. Imagens mostraram médicos tratando crianças com ferimentos graves após o ataque, e o total de vítimas permanecia incerto naquele momento. A agência Anadolu relatou dois palestinos mortos e vários feridos, entre eles crianças, em ataque aéreo israelense e disparos na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, em meio a violações diárias de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que as acusações da Estônia de que a Rússia estaria por trás do incêndio criminoso numa fábrica militar em Tallinn são infundadas, mal pensadas e não podem ser levadas a sério, segundo a agência TASS. Peskov reiterou que a Rússia seguirá com a sua “operação militar especial” para garantir plenamente os seus interesses nacionais.

O total de mortos no ataque aéreo militar a um mercado de Kyauktaw, no oeste do estado de Rakhine, em Mianmar, subiu para 50 em 29 de setembro, segundo dois agentes humanitários locais no terreno, citados pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. O socorrista Wai Hun Aung disse que o número de mortos chegou a 50 e que 58 pessoas ficaram feridas. Testemunhas afirmaram que aviões militares atingiram o centro comercial ribeirinho de Kyauktaw, no oeste de Mianmar, por volta do meio-dia de segunda-feira (05h30 GMT).

O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, afirmou que uma investigação do Serviço de Segurança Interna da Estônia (KAPO) concluiu que um incêndio na empresa de defesa Milrem Robotics foi provocado por um ataque incendiário encomendado pelos serviços de segurança russos, segundo o G1. O Kremlin negou envolvimento e chamou a acusação estoniana de infundada, ainda segundo o G1. Segundo a ERR, Michal afirmou ter plena confiança de que o ataque à Milrem, na noite de 15 de agosto, foi uma sabotagem encomendada pelos serviços especiais russos.

Cerca de 100 colonos invadiram Jalud, ao sul de Nablus, logo após a meia-noite, e atacaram as casas da família Toubasi, segundo o Middle East Eye. A família havia retornado à casa horas antes do ataque, depois que um tribunal israelense ordenou ao Exército que garantisse o retorno, segundo o mesmo veículo. Mais de 100 israelenses bloquearam estradas, queimaram pneus e arremessaram pedras contra agentes de segurança, além de incendiar estruturas, veículos e outros bens de palestinos na área, segundo o Israel National News.

O Exército de Israel matou Izz al-Din al-Beik, chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, segundo a Al Jazeera, citando fontes palestinas e oficiais israelenses. Al-Beik foi morto em ataque contra um prédio residencial no bairro Nassr, na Cidade de Gaza, na madrugada de terça-feira, segundo médicos e fontes do Hamas. Fontes locais identificaram os dois palestinos mortos no ataque como al-Beik e Muhannad Abu Foul, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz afirmaram que al-Beik era um comandante, segundo a Anadolu (AA).

Mais de 145 mil pessoas estão deslocadas em oito províncias do Iêmen desde a escalada na costa oeste em junho, num total de 145.308 pessoas ou 24.218 famílias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O total subiu 15.870 pessoas ante 21 de setembro, alta superior a 12% em uma semana, com Taiz concentrando 81.444 deslocados, mais da metade do total nacional.

Um ataque aéreo do Exército de Mianmar perto de um mercado em território controlado por rebeldes no oeste do estado de Rakhine matou pelo menos 49 pessoas e feriu outras 58 na segunda-feira, segundo o Exército Arakan e um socorrista, informou o Times of India. A Associated Press (AP) noticiou o mesmo balanço de 49 mortos e 58 feridos, atribuído ao grupo rebelde e a um socorrista. Segundo o Exército Arakan, um caça lançou duas bombas perto de um mercado local por volta do meio-dia, matando vendedores, compradores e pedestres.

O prefeito da cidade de Kadena, na província japonesa de Okinawa, visitou na segunda-feira o Escritório de Defesa de Okinawa, do Ministério da Defesa do Japão, para protestar contra o armazenamento previsto do sistema de mísseis de médio alcance Typhon, dos Estados Unidos (EUA), na base aérea de Kadena, informou a China Global Television Network (CGTN). Segundo o Ministério da Defesa do Japão, o Exército dos EUA vai armazenar temporariamente o sistema Typhon e o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) na base aérea de Kadena, em Okinawa, a partir de meados de outubro. O Typhon inclui lançadores, mísseis e um centro de operações de bateria e pode disparar mísseis SM-6 e Tomahawk.

O Exército de Israel provocou uma grande explosão na aldeia de Mansouri, distrito de Tiro, no sul do Líbano, na segunda-feira, segundo a Arab News, que cita a mídia estatal libanesa e correspondentes da Agence France-Presse (AFP). A agência estatal libanesa Agência Nacional de Notícias (NNA) atribuiu a explosão às forças de ocupação israelenses, segundo a mesma reportagem. O Exército israelense disse ter concluído a operação em Mansouri, onde desmantelou mais de 600 estruturas e oito rotas subterrâneas, segundo a Arab News.

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e do Irã conversaram separadamente com mediadores na segunda-feira, numa nova tentativa de encerrar sete meses de guerra, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. O plano iraniano de sete dias prevê o fim de todas as hostilidades no Irã e no Líbano e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos, segundo o mesmo texto. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana, afirmando que o Irã queria um acordo rápido por causa da pressão econômica debilitante.

Os bombardeios russos ininterruptos mataram ao menos sete pessoas e feriram mais de 80 na Ucrânia nesta segunda-feira, segundo a Associated Press. No domingo, 27 de setembro, a Rússia atingiu a sede da Kyivstar, a maior operadora móvel do país, sem vítimas, e o Ministério da Defesa russo disse ter bombardeado um data center da Vodafone Ucrânia, a segunda maior operadora de celular do país, segundo a Reuters. Em Kiev, o prédio da Academia Nacional de Ciências foi atingido no distrito de Shevchenkivskyi e uma mulher morreu, segundo a administração militar da cidade.

Os cinco detidos perto da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), no Reino Unido, serão liberados sob fiança, mas seguem sob investigação, segundo a polícia britânica, em informação da Associated Press (AP) republicada pelo The Boston Globe. Os cinco são britânicos de Londres, na casa dos 20 anos, informou a polícia antiterrorista. O comando do policiamento antiterrorista britânico afirmou que a libertação sob fiança ocorre “após entrevistas e investigações extensas”, e os detidos seguem sujeitos a condições rígidas, segundo a Al Jazeera. A embaixada do Irã em Londres condenou as “especulações fabricadas” que ligam Teerã ao caso, em comunicado citado pela Al Jazeera.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que os Estados Unidos (EUA) serão forçados a deixar a Ásia Ocidental depois de sofrerem “golpes dolorosos”, em declaração transmitida pela TV estatal, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Numa mensagem escrita atribuída a ele, Khamenei afirmou que “hoje, tendo sofrido golpes dolorosos nas mãos de lutadores valentes e dos guardiões do Estreito de Ormuz, eles [os inimigos] não se aventuram além do Mar da Arábia”, conforme o The Hindu. Khamenei, que não aparece em público desde o início da guerra, no fim de fevereiro, fez a declaração apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar os combates, observou o Middle East Eye.

Os ataques russos mataram três pessoas em Kiev, entre elas uma no prédio que abriga a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia. Um bombardeio com drone de propulsão a jato atingiu a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, na capital, e deixou um morto e quatro feridos, segundo autoridades locais. O Comissário de Proteção da Língua Estatal disse que dois acadêmicos morreram no ataque ao prédio da Academia, com contato perdido com outros. O presidente Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia atingiu duas fábricas de defesa nas regiões de Tula e Voronezh, além de instalações de petróleo na região de Krasnodar, em publicação no X.

Os combates entre a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e o governo federal da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, recomeçaram na quarta-feira, levantando o temor de um retorno à guerra civil de 2020–2022, na qual morreram cerca de 600 mil pessoas. O Exército do Sudão negou no domingo as acusações do comandante do Exército etíope de que o Sudão e o Egito apoiam grupos armados que combatem tropas etíopes no norte do país, em comunicado que as chamou de “infundadas”, segundo a Al Jazeera.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, disse nesta segunda-feira que medidas “apropriadas, substanciais e correspondentes” serão tomadas se for confirmado que a explosão dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ) foi causada por minas plantadas pela Coreia do Norte. Dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos e um terceiro sofreu ferimentos leves, segundo a Yonhap. O general de brigada Hwang Ju-bong, chefe da divisão de operações terrestres do Estado-Maior Conjunto, disse em coletiva de imprensa periódica que o comando recebeu o testemunho de que o que as tropas viram era semelhante a uma mina terrestre de caixa de madeira.

Ataques russos mataram oito pessoas em várias regiões da Ucrânia neste domingo, segundo a France 24, com a AFP, um dia depois de Moscou prometer continuar a guerra. Três pessoas, entre elas uma menina de 16 anos, morreram em um ataque a um centro infantil na cidade de Sumy, no norte, segundo o ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi. Ainda segundo a France 24, três pessoas morreram em ataques noturnos na região sul de Zaporíjia e um homem morreu em um ataque de drone russo em Kiev, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Zelensky disse que a Rússia lançou mais de 2.200 drones de ataque, cerca de 1.650 bombas aéreas e 38 mísseis na última semana.

Trocas de ataques entre Rússia e Ucrânia ao longo da noite e neste domingo mataram ao menos seis pessoas na Ucrânia e uma na Rússia, segundo autoridades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia atingiu duas vezes um data center em Kiev na manhã de domingo, ferindo duas crianças e um adulto. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler russo, Sergei Lavrov, minimizou no sábado o que se acredita ter sido o primeiro encontro presencial com o chanceler alemão desde a invasão da Ucrânia em larga escala, em 2022.

O Irã manteve neste domingo as condições do seu plano para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano pede o fim de todas as hostilidades na Ásia Ocidental, inclusive no Líbano, segundo o chanceler Abbas Araghchi, e a volta às condições do acordo de cessar-fogo que ruiu há alguns meses. Trump disse em entrevista ao Axios que os Estados Unidos farão uma nova rodada de conversas com o Irã na próxima semana. Araghchi afirmou que o país está totalmente preparado para a retomada da guerra, inclusive uma guerra apocalíptica, e ao mesmo tempo pronto para a diplomacia.

O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1. Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.

A Rússia atingiu neste domingo a sede da Kyivstar, maior operadora móvel da Ucrânia; a empresa disse à Interfax Ucrânia que a sede em Kiev foi atingida, sem vítimas, segundo a Reuters. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças continuam atacando centros de comunicação e logística e embarcações de apoio às Forças Armadas ucranianas, segundo a Sputnik Globe. O ministério disse também que foi atingido um centro logístico da Novaya Pochta em Odessa, usado para armazenar carga militar.

O Ministério da Saúde administrado pelos houthis informou que sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, entre elas crianças, em um ataque a lojas de um mercado no entroncamento de Mawiya, na província de Taiz, no domingo, segundo a Reuters, em texto republicado pela SRN News. Mais tarde, o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen disse que suas forças miraram um acampamento militar houthi e veículos no mesmo entroncamento. Três fontes militares dentro do governo iemenita disseram à Reuters que militantes houthis haviam montado recentemente um acampamento militar perto do mercado.

Em 27 de setembro de 2026, a polícia de Gloucestershire prendeu vários homens por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos e evacuou imóveis na área de Whelford, onde declarou incidente grave, segundo o The Guardian. A equipe especializada em explosivos do Exército britânico examina vários veículos, informou a France 24. A emissora France 24 informou que o governo britânico autorizou os Estados Unidos a usar a Royal Air Force (RAF) Fairford para ataques contra locais de mísseis iranianos que atingem navios no Estreito de Ormuz.

Um atentado suicida contra um posto policial de beira de estrada em Dera Ismail Khan, no noroeste do Paquistão, matou ao menos 11 pessoas, segundo a polícia e os serviços de resgate. Ao menos sete agentes de segurança estão entre os mortos e 20 ficaram feridos no ataque de sábado, na província de Khyber Pakhtunkhwa, disseram autoridades policiais à Al Jazeera. O Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), o Taliban paquistanês, reivindicou a autoria do ataque em comunicado. Serviços de emergência locais contabilizaram 30 feridos, número reportado pela Reuters.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve rejeitar o plano apresentado pelo Irã para encerrar a guerra e planeja retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo G1. Em conversas privadas, Trump se disse cético quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências e afirmou à sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios, segundo autoridades. A Reuters também reportou a rejeição ao cessar-fogo e a expectativa de novos bombardeios após as eleições de meio de mandato.

O chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk (DPR), Denis Pushilin, afirmou que os Estados Unidos e a Europa apoiam o terrorismo no mais alto nível e que militantes de Kiev já conseguem montar drones carregados de explosivos com peças vendidas em lojas de brinquedos infantis, segundo a agência estatal russa TASS. A acusação parte de um dos lados do conflito e não foi confirmada por fonte independente.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

O exército israelense lançou bombas de fósforo branco nos arredores do município de Zawtar al-Sharqiyah, perto de Nabatiyeh, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita um relatório da agência estatal libanesa National News Agency (NNA). Não há confirmação israelense independente do episódio, e a informação não foi verificada de forma independente.

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