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Tema: Houthis

Fluxo

O Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou que ao menos 33 pessoas morreram e 39 ficaram feridas em ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita a um vilarejo perto de Sanaa, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. Os ataques atingiram casas na cidade de Bani Hushaysh, reduto houthi a leste da capital, e a maioria dos mortos eram mulheres e crianças, segundo o ministério e a agência Saba. O Centro de Comunicação Internacional da Arábia Saudita afirmou que está investigando o relato. Um diretor de hospital em Sanaa disse que os ataques não param e que equipes de resgate foram atingidas ao chegar, com profissionais de saúde entre os mortos.

O Ministério do Interior do Iêmen afirmou que o Irã e o Hezbollah enviaram 21 especialistas militares para apoiar os houthis, com envolvimento direto no planejamento de operações militares, no desenvolvimento de armas e na coordenação de ataques marítimos. O ministro do Interior, brigadeiro Ibrahim Haidan, disse em comunicado que o grupo incluía 14 membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e sete agentes do Hezbollah que atuavam em diferentes partes do Iêmen, com base em Hodeidah, Sanaa, Saada, Hajjah, Amran e al-Khawkhah. O Hezbollah negou as acusações e classificou o relato como “inteiramente infundado”.

A autoridade de Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu neste sábado um aviso de liberação total para a província de Jazan, no sudoeste do país, após um alerta anterior de possível perigo na área. Jazan abriga uma refinaria da Aramco com capacidade de 400 mil barris por dia. O sul da Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen, tem sofrido ataques repetidos de mísseis e drones houthis contra alvos militares e infraestrutura energética, incluindo a refinaria de Jazan, desde a retomada dos combates no Iêmen em julho.

Ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita atingiram o vilarejo de Al-Shariya, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou à agência Saba que 36 pessoas ficaram feridas. Mídia ligada ao movimento houthi afirma que ao menos 25 pessoas, entre mulheres e crianças, morreram em ataques aéreos da Arábia Saudita. A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente, não se pronunciou sobre o ataque. Segundo as Nações Unidas, mais de 1.600 pessoas morreram e mais de 300 mil foram deslocadas desde a retomada dos combates no Iêmen.

Os houthis afirmam que ao menos 25 pessoas morreram e 30 ficaram feridas em ataques aéreos que atribuem à coalizão liderada pela Arábia Saudita. Mídia ligada ao grupo relata ainda nove ataques contra redes de telecomunicações na província de Sa’ada.

A Síria envia assessoria militar e treinamento à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário estadunidense, em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino, segundo o alto funcionário estadunidense. Um diplomata sírio de alto escalão disse que qualquer sugestão de deslocamento militar nesta fase é prematura e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O pacto de defesa entre os dois países foi assinado em 4 de novembro de 2026, durante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad, sem que detalhes tenham sido divulgados. Washington pediu que Damasco aja com cautela, argumentando que um envolvimento sírio na guerra do Iêmen pode arrastar o país para o conflito regional mais amplo.

A agência Saba, ligada aos houthis, informou que o número de mortos em bombardeios sauditas na região de Sanaa subiu para 22, incluindo mulheres e crianças, e o de feridos, para 30. Os bombardeios atingiram residências em Al Shariyah, na província de Sanaa. A agência afirmou que, enquanto eram realizadas operações de resgate, a força aérea saudita atacou equipes de resgate em duas ocasiões. As autoridades sauditas não haviam se manifestado sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Novo bombardeio em al-Shariyah, no distrito de Bani Hushaysh, a leste de Sanaa, tem saldo preliminar divergente: um responsável de saúde houthi falou em 22 mortos, a mídia houthi relatou ao menos 15 mortos, a maioria mulheres e crianças, e cerca de 30 feridos, enquanto o escritório de saúde do distrito disse que as equipes recuperaram 11 corpos sob os escombros de cinco casas destruídas e que o número segue preliminar. As forças do governo iemenita reivindicaram três ataques aéreos contra posições houthis em al-Misrakh, na província de Taiz, num momento em que o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Laurent Bukera, alerta que o sistema de saúde de Taiz está “perto do colapso” e o Programa Mundial de Alimentos afirma que o conflito bloqueia ajuda vital a 800 mil pessoas.

O Ministério da Saúde dos houthis afirmou que ataques aéreos sauditas mataram 30 pessoas em um mercado de legumes em Al-Waziya, na província de Taiz, na sexta-feira, enquanto as forças do governo iemenita acusaram o grupo de disparar um míssil balístico contra o mercado e as autoridades de Taiz negaram que houvesse ataques aéreos, atribuindo a explosão a “disparos indiscriminados de mísseis houthis”. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, disse que aeronaves sauditas atingiram o mercado com vários ataques. A agência Saba, dos houthis, disse que ataques aéreos sauditas mataram 11 pessoas, entre mulheres e crianças, em casas na área de Al-Shariyah, província de Sanaa, no sábado, e que aeronaves atingiram paramédicos com dois ataques.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) pediu que estadunidenses no Oriente Médio exerçam “vigilância elevada” diante do “aumento da ameaça de ataques armados por houthis” apoiados pelo Irã e de “esforços iranianos para atingir autoridades do governo dos EUA na região”. Os avisos foram divulgados pelo departamento e por embaixadas dos EUA em Israel, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Catar, Omã, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano. O alerta da embaixada em Jerusalém cita hostilidades dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis, com vítimas civis e graves transtornos de viagem, e pede que os estadunidenses se preparem para eventuais cancelamentos de voos e fechamentos de espaço aéreo.

Navios que cruzam o Mar Vermelho pedem passagem segura aos houthis por e-mail: o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias (HOCC), criado pelo grupo, recebe as solicitações no endereço clearances@hocc.gov.ye e afirma que pode levar até 24 horas, a partir do recebimento do pedido completo, para chegar a uma decisão. O jornal Wall Street Journal noticiou o sistema e publicou um e-mail em que o comandante de um navio não identificado declarou que a embarcação não tem “vínculos com Israel, o Reino Unido e os Estados Unidos da América” ao pedir confirmação de passagem, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Em outro e-mail, os houthis responderam a um porta-contêineres chinês que a permissão de trânsito valia por sete dias e convidaram a assinar o serviço de alertas por e-mail. O arranjo não é uma autoridade marítima formal e não dá aos houthis direito legal reconhecido de decidir quais navios navegam em águas internacionais.

Os houthis e o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen se responsabilizaram mutuamente por um ataque a um mercado na província de Taiz nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde dos houthis informou 30 mortos e oito feridos e disse que equipes de resgate ainda buscavam corpos sob os escombros do mercado, em área controlada pelo grupo. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, atribuiu os ataques a aviões sauditas que teriam decolado da base de Khamis Mushait. As autoridades locais de Taiz culparam o “fogo indiscriminado de mísseis houthis” e negaram que tenham ocorrido ataques aéreos. Forças do governo disseram ter retomado várias áreas de Taiz.

Comandantes de navios que querem cruzar o Bab al-Mandab passaram a usar um canal por e-mail com os houthis para obter trânsito seguro, segundo o Wall Street Journal. Os pedidos vão para o Humanitarian Operations Coordination Center, entidade administrativa criada pelos houthis no início de 2024 para processar as solicitações. Em um caso, os houthis autorizaram o porta-contêineres chinês Zhong Cheng Chang Ling por uma semana e mandaram manter em operação o Sistema de Identificação Automática (AIS), que transmite identidade, posição, velocidade e destino do navio, durante a travessia. A procura por autorização cresceu depois que os houthis declararam bloqueio marítimo à Arábia Saudita, em julho.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos Houthis do Iêmen sobre a região de Medina, e o grupo negou ter realizado qualquer ataque contra o reino. Os Houthis negam repetidamente atingir Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islã, e rejeitam acusações anteriores da coalizão de que lançaram drones contra elas. Os ataques transfronteiriços entre a coalizão, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, e os Houthis, que controlam a capital Sanaa, se intensificaram no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Três ataques aéreos atingiram na manhã desta sexta-feira o mercado de gado de Al-Hadhara, no distrito de Al-Wazi’iyah, província de Taiz, enquanto estava cheio de civis e compradores, causando dezenas de vítimas, segundo a emissora Al-Masirah. A agência iemenita Saba informou que mais de 30 civis foram mortos ou feridos nos ataques, número ainda preliminar. Nas 24 horas anteriores, o Ministério da Saúde em Sanaa, controlada pelos houthis, registrou nove mortos, incluindo três crianças, e 14 feridos, e o balanço acumulado desde o início da escalada chegou a 276 mortos e 654 feridos até 5 de novembro. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, disse que defesas antiaéreas interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos houthis lançados contra Najran.

O Canal de Suez registrou em outubro receita de US$ 724 milhões, a maior mensal desde o início dos ataques houthis a navios no Mar Vermelho, em 2023, com 1.490 embarcações e 88 milhões de toneladas de arqueação líquida, segundo Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês), em painel da Associação de Empresários Egípcios. Ante outubro do ano anterior, a receita de trânsito cresceu 94%, o número de navios subiu 32% e a tonelagem avançou 86%.

O Parlamento da Turquia ratificou nesta sexta-feira o pacto de defesa de Meca, assinado em agosto com a Arábia Saudita e o Paquistão. A ratificação foi aprovada por 279 votos a 119, com 398 dos 592 deputados presentes. O acordo de 16 artigos compromete os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos e prevê cooperação militar, troca de inteligência e laços na indústria de defesa. Qualquer envio de tropas turcas exigirá aprovação separada do parlamento. O ministro da Defesa, Yasar Guler, afirmou que Ancara não prevê entrar em conflito com os houthis. O governo da Síria já manifestou interesse em aderir ao pacto. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve publicar a lei no Diário Oficial ainda nesta semana, colocando-a em vigor.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico lançado pelos Houthis rumo à região de Medina e abateram um drone do grupo na Província Oriental. Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia condenaram a tentativa de atingir Medina e reafirmaram solidariedade à Arábia Saudita, com o Bahrein pedindo ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) medidas dissuasórias contra os Houthis. Os Houthis rejeitaram as alegações de que tenham mirado Medina.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta quinta-feira que a defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico dos houthis lançado contra a região de Medina, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, em publicação no X. O anúncio saiu minutos depois de a Defesa Civil saudita alertar para risco potencial na área do porto de Yanbu, e não estava claro se os dois eventos estavam ligados. A coalizão não divulgou o alvo pretendido do míssil nem informou se a interceptação causou danos. Os houthis dizem repetidamente que suas forças não têm como alvo as cidades santas de Meca e Medina, mas atacam aeroportos, infraestrutura de energia e instalações militares sauditas. Yanbu, no mar Vermelho, é o terminal do oleoduto Leste-Oeste que permite à Arábia Saudita escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que sua defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis contra a região de Medina, em publicação do porta-voz Turki al-Malki no X. O anúncio saiu minutos depois de a defesa civil saudita alertar sobre perigo potencial na área do porto de Yanbu, e não ficou claro se os dois eventos estavam ligados. O comunicado da coalizão se refere à região de Medina e não especifica se o míssil ia em direção à cidade. Em 30 de outubro, a coalizão já havia relatado a interceptação de drones houthis nas regiões de Medina e Meca.

A Arábia Saudita emitiu nesta quinta-feira alertas sobre perigo potencial em Yanbu, centro de exportação de petróleo do reino no Mar Vermelho, em meio a ataques houthis que, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Ground News, abriram outra frente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen disse ter destruído um míssil lançado pelo grupo contra Medina, cidade sagrada do islã.

Os houthis exigiram US$ 51 bilhões da Arábia Saudita e reconhecimento oficial como governantes do Iêmen em troca do fim da guerra, segundo relato do Wall Street Journal em reportagem do Hindustan Times. A exigência veio depois que Riad procurou o grupo para explorar um fim negociado das hostilidades, na sequência de ataques houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e da tomada de território que domina o Bab al-Mandeb. Os houthis chegaram a cerca de 50 milhas de Aden, sua posição mais próxima desde 2015, e em 31 de outubro atingiram o palácio presidencial da cidade com dois mísseis, segundo um policial citado pela AFP. Um ataque na província de Shabwah matou ao menos 75 pessoas e feriu mais de 200, o mais letal desde a reativação da guerra civil iemenita.

Um oficial militar do governo iemenita, que falou sob anonimato, disse que 13 recrutas militares foram mortos e 65 ficaram feridos em um ataque com míssil balístico a um centro de treinamento no distrito de Qatabah, norte de Al-Dhalea, no sul do Iêmen, durante exercícios matinais, e atribuiu o ataque aos houthis. Um míssil balístico atingiu Hayfan, na província de Taiz, e matou quatro iemenitas da mesma família, entre eles três crianças, na quarta-feira, segundo o Middle East Eye. A TV controlada pelos houthis al-Masirah atribuiu a morte de três crianças e uma mulher, com quatro crianças feridas, no mesmo distrito, a um ataque aéreo saudita. Em 3 de novembro, o ministro do Interior do Iêmen, Ibrahim Ali Haidan, acusou o Hezbollah e o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) de enviar instrutores militares para comandar operações houthis, desenvolver programas de mísseis e drones e coordenar ataques a navios comerciais no Mar Vermelho e no Bab al-Mandab, segundo a TASS. O Hezbollah negou as alegações e afirmou que as declarações das autoridades iemenitas sobre apoio à ofensiva houthi, treinamento militar e rearmamento “são completamente infundadas”, dizendo que “o povo iemenita tem capacidades, recursos e experiência suficientes para defender seu país sem apoio externo”.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entregou quatro caminhões de suprimentos médicos a hospitais de Taiz, incluindo kits cirúrgicos para feridos por armas, na primeira entrega de material médico do comitê à cidade desde 23 de setembro. Os houthis cercam Taiz desde o início de outubro e bloqueiam a estrada que liga a cidade a Áden, sede interina do governo reconhecido internacionalmente. O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, disse que as estradas estão fechadas, a produção de água caiu pela metade e os preços dos alimentos subiram pelo menos 50%.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou que as forças do grupo lançaram um míssil balístico contra o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, e que o alvo foi atingido, em comunicado levado ao ar pela agência SABA, controlada pelos houthis. Saree pediu que companhias aéreas internacionais, funcionários e passageiros evitem o espaço aéreo saudita. As autoridades sauditas não confirmaram o ataque nem danos. Na madrugada de quarta-feira, a Defesa Civil saudita emitiu alerta de “risco potencial” na região de Riad e depois o declarou encerrado, e a embaixada da Índia anunciou a morte de um cidadão indiano ferido no ataque de 10 de outubro ao aeroporto.

O cerco dos Houthis a Taiz completou 30 dias e atinge os 1,5 milhão de habitantes da cidade, além de cerca de 180 mil deslocados presos pelos combates na estrada que liga Lahj a Taiz, segundo a Al Jazeera. O bloqueio começou com a tomada de al-Turbah, no extremo sudoeste da província, que cortou a principal via entre Taiz e Aden. A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou repetidamente sobre uma catástrofe na cidade, onde comida e remédios ficam cada vez mais escassos. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, o avanço houthi levou o grupo ao ponto mais próximo de Aden desde os primeiros meses da guerra, em 2015.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou quatro ataques aéreos na cidade de al-Bayda, no centro do Iêmen, segundo a mídia afiliada aos houthis. Também foram relatados bombardeios no distrito de Ghamr, na província de Saada.

A embaixada dos Estados Unidos em Riad reiterou o alerta sobre hostilidades dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita – incluindo ataques contra aeroportos civis e infraestrutura crítica, com vítimas civis e grave interrupção de viagens – e sobre a ordem do Departamento de Estado, em vigor desde 23 de outubro de 2026, para a saída de funcionários não emergenciais e de familiares do país, além da exigência de autorização especial do chefe da missão para que funcionários estadunidenses usem qualquer aeroporto do reino após os recentes ataques com mísseis e drones.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta terça-feira ter interceptado três drones contra território saudita, um deles sobre a região ocidental de Meca. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, disse que o grupo lançou dois ataques na região de Assir, contra o aeroporto internacional de Abha com um drone e contra a base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, com um míssil balístico. Outros dois drones, um na Província Oriental e outro que seguia para a região sul, foram interceptados e destruídos, segundo o porta-voz da coalizão, Turki Al-Maliki. Os números de vítimas e de danos das reivindicações houthis não puderam ser verificados de forma independente.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen afirma ter interceptado um drone na região de Meca, que abriga a cidade mais sagrada do islã, enquanto os houthis contabilizaram 17 mortos no país em dois dias, segundo o The Hindu. A Arábia Saudita já acusou os houthis várias vezes de atacar Meca e Medina, acusações que o grupo nega sistematicamente.

Os houthis lançaram múltiplas incursões transfronteiriças na Arábia Saudita nos últimos meses, segundo um funcionário ocidental e um funcionário árabe com conhecimento direto das operações. As incursões são de pequena escala e atingiram postos de fronteira no sudoeste montanhoso do país. A Copa da Ásia de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por quase um ano, e o torneio agora está marcado de 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, anunciou nesta terça-feira a Confederação Asiática de Futebol (AFC). O Exército do governo iemenita afirmou ter realizado 1.208 operações militares contra posições houthis e alegou ter “neutralizado” cerca de 370 comandantes e combatentes.

Os combates entre houthis e forças do governo iemenita se concentram em Taiz, no sudoeste do país, e os houthis bloquearam em grande parte a entrega de mercadorias à cidade, que está sob controle das forças do governo. As autoridades iemenitas alertaram os civis sobre fogo de franco-atiradores nos morros ao redor. A Organização Internacional para as Migrações registrou cerca de 134 mil deslocados na província de Taiz, quase metade dos mais de 319 mil deslocados no oeste do Iêmen, em dado de 1º de novembro. A pesquisadora da Human Rights Watch Niku Jafarnia afirmou que os houthis bloquearam combustível, água e suprimentos médicos, “basicamente tudo o que os hospitais precisam para funcionar”. O relatório do Health Cluster da Organização Mundial da Saúde registra ao menos 1.677 mortos e 7.395 feridos no Iêmen até 25 de outubro.

A Copa Asiática de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por causa do conflito no Oriente Médio, em decisão justificada pelas circunstâncias excepcionais na região, com complexidades logísticas e interrupções de viagem, segundo o comitê organizador da AFC. O torneio, marcado para 7 de janeiro a 5 de fevereiro de 2027, passa a 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, e outros eventos no país foram cancelados, entre eles a exibição de tênis Six Kings Slam, em Riad. Em outubro, um ataque com mísseis dos houthis do Iêmen contra o aeroporto de Riad matou 13 pessoas e feriu mais de 300.

A Aramco registrou lucro líquido de 135,9 bilhões de riais (cerca de 32,3 bilhões de euros) no terceiro trimestre, ante cerca de 101 bilhões de riais (24 bilhões de euros) no mesmo período do ano anterior, resultado que incluiu ganho de 25,9 bilhões de riais com a venda da participação na joint venture PRefChem à malaia Petronas, enquanto os houthis, apoiados pelo Irã, atacam regularmente navios-tanque, dutos, instalações de armazenamento e refinarias sauditas desde a retomada das hostilidades em julho. O lucro líquido ajustado ficou em 31,2 bilhões de dólares, ante 28,6 bilhões um ano antes, acima da mediana das estimativas de analistas, de 30,66 bilhões, o refino e distribuição teve lucro ajustado antes de juros e impostos de 10,3 bilhões de dólares, alta de 234% em um ano, puxada por margens de refino maiores, e o conselho aprovou dividendo base de 21,9 bilhões de dólares, alta de 3,5% em um ano. O presidente-executivo Amin Nasser afirmou que a incerteza geopolítica e os ataques a instalações energéticas ampliaram a crise de oferta global no trimestre, com implicações sérias para a segurança energética.

Mohammad el Shami, funcionário do escritório de direitos humanos da ONU no Iêmen, estava detido arbitrariamente pelas autoridades de fato houthis desde 6 de junho de 2024, e a família diz que ele morreu há mais de um mês, tendo sido informada só recentemente, segundo o UN News. O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, cobrou dos houthis a divulgação dos registros médicos e de detenção e exigiu que a causa da morte seja apurada de forma independente. O primeiro-ministro do Iêmen condenou a morte, responsabilizou integralmente os houthis e cobrou a responsabilização dos culpados; ele disse que mais de 70 funcionários da ONU e dezenas de trabalhadores humanitários seguem detidos. O chanceler do Iêmen também cobrou responsabilização pela morte do funcionário sob custódia houthi, segundo o Middle East Eye.

A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu investigação sobre a morte de Mohammad el-Shami, funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) no Iêmen, sob custódia houthi. El-Shami morreu há mais de um mês, e a família só foi informada recentemente, disse a ONU em comunicado neste sábado, segundo a Al Jazeera. O alto comissário Volker Türk exigiu “total transparência” das autoridades houthis e uma investigação “urgente, independente e completa”, e disse que a família “merece saber a verdade”. El-Shami estava detido arbitrariamente desde junho de 2024, quando ele e mais de 60 pessoas que trabalhavam para a ONU e outras organizações não governamentais (ONGs) foram presos e acusados de integrar uma “rede de espionagem estadunidense-israelense”. Turk afirmou que outros sete funcionários do OHCHR detidos junto com ele seguem presos e pediu a libertação imediata e incondicional deles.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Volker Türk, exigiu uma investigação independente sobre a morte, sob custódia houthi, de um funcionário iemenita do escritório da ONU no Iêmen e pediu transparência total às autoridades do grupo. Mohammad el Shami estava detido arbitrariamente desde 6 de junho de 2024 e, segundo Türk, a família foi informada da morte apenas recentemente, mais de um mês depois de ela ocorrer, sem qualquer explicação sobre a causa ou as circunstâncias. Türk pediu ainda a libertação imediata e incondicional dos demais funcionários da ONU detidos, incluindo sete colegas de seu escritório.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone lançado pelos houthis em direção à região de Meca, segundo a Al Jazeera. Um porta-voz dos houthis negou que a cidade santa ou a região ao redor fosse alvo, reiterando que os ataques transfronteiriços do grupo seguem focados em infraestrutura energética e militar saudita. O Middle East Eye noticiou relatos da coalizão de drones sobre Meca e Medina, que os houthis negaram.

A Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, perto de Meca, a cidade mais sagrada do islã, alegação que os houthis negam. O porta-voz militar houthi Yahya Saree classificou o relato da coalizão como falso, em publicação no X, e disse que o grupo não realizou nenhuma operação contra território saudita; suas ações miram instalações de petróleo e bases militares sauditas, segundo a Reuters.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que seis ataques atingiram infraestrutura comercial e militar vital, da costa leste à costa oeste da Arábia Saudita, chegando a Riad e à região sul de Najran, em publicação no X, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um drone lançado pelos houthis na região de Meca, segundo o Times of Israel. Os houthis negam mirar Meca e Medina e já rejeitaram acusações anteriores da coalizão de que teriam lançado drones contra as duas cidades sagradas do islã, segundo o Jerusalem Post.

Os houthis afirmaram nesta quinta-feira ter atacado a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita; a refinaria de Rabigh; uma instalação da Aramco em Abqaiq; e os aeroportos internacionais Rei Khalid, em Riad, e Rei Fahd, em Dammam, segundo o Jerusalem Post. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos lançados contra a capital, depois que correspondentes da AFP ouviram ao menos oito explosões em Riad, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis relatou 12 mortos e três feridos graves em ataques que atribui à Arábia Saudita contra áreas residenciais no oeste do Iêmen.

O governador de Taiz, Nabil Shamsan, declarou em coletiva que a cidade “está em fome, não à beira dela”, enquanto autoridades locais afirmam que o cerco de rebeldes houthis levou os moradores à fome. Um ataque aéreo saudita no oeste de Taiz matou ao menos 13 pessoas nesta quinta-feira, segundo o ministério da saúde administrado pelos houthis. O Programa Mundial de Alimentos disse que não consegue alcançar mais de 600 mil pessoas na cidade que dependem de ajuda humanitária e que os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados.

Os combates se intensificaram em várias frentes ao sul de Taiz, no sudoeste do Iêmen, com a mídia ligada às forças do governo relatando uma alta nas hostilidades com os houthis, segundo a Al Jazeera. Mais de 281 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início de agosto, segundo a agência humanitária da ONU citada pela emissora.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído na madrugada de quinta-feira um míssil balístico lançado do Iêmen pelos houthis contra a região leste do reino, segundo o Jerusalem Post. A Defesa Civil saudita emitiu dois alertas, para Najran e para a Província Oriental, e informou minutos depois que o perigo havia passado nas duas áreas. No sábado anterior, a Defesa Civil disse ter interceptado dois mísseis houthis em direção às regiões de Meca e Medina, com destroços caindo em Jidá, Taif e Rabigh.

As Forças Armadas iemenitas dos houthis pediram a evacuação imediata do aeroporto de Aden por causa da presença de um avião saudita de carga militar que, segundo o comunicado, transportava armas – declaração divulgada pela Mehr News. Um míssil houthi atingiu depois “a área sob controle das forças sauditas dentro do perímetro do aeroporto de Aden”, segundo um policial à AFP (Agence France-Presse) citado pelo G1. A emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, informou que um ataque saudita à cidade de Hazm, capital da província de Al-Jawf, matou 16 pessoas e deixou 10 feridos, incluindo mulheres e crianças.

Uma empresa privada de inteligência geoespacial disse ter examinado 40 ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita, atribuídos a rebeldes houthis apoiados pelo Irã, no Iêmen, e a milícias no Iraque, entre 1º de julho e 19 de outubro, segundo a Associated Press (AP). O fundador da AURORAH Geosignal Intelligence, Nawaf Obaid, disse haver “100% de correspondência” entre as atividades dos satélites e os ataques. Três autoridades, entre elas uma da Arábia Saudita e outra dos altos escalões dos houthis, além de um analista de inteligência privado, disseram à AP que os houthis e outros aliados do Irã se beneficiaram de inteligência russa.

A Arábia Saudita teria oferecido um pacote financeiro de US$ 1 bilhão aos houthis em um acordo mediado pelo Irã para obter um cessar-fogo e interromper os ataques contra o reino, segundo o Hindustan Times, que cita um relatório. A proposta teria sido discutida na visita surpresa do ministro da Defesa saudita, o príncipe Khalid bin Salman, a Teerã, onde o Irã se ofereceu para atuar como mediador diplomático regional, de acordo com a NDTV.

O dirigente houthi Mohammed Ali al-Houthi disse nesta terça-feira que a decisão do parlamento do Egito de autorizar apoio militar à Arábia Saudita para se defender dos ataques do grupo equivale a uma declaração de guerra, segundo a Channel News Asia. A declaração faz parte de um comunicado que reage à visita de segunda-feira a Teerã do ministro da Defesa saudita, ao lado do chefe do Exército do Paquistão e do chefe de inteligência da Turquia, em uma tentativa de reduzir as tensões na guerra do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram nesta terça-feira ter atingido com um míssil balístico a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita, enquanto a Bloomberg noticiava, citando uma fonte a par do assunto, que o reino conteve um incêndio perto do terminal de Ras Tanura mais cedo naquele dia, segundo o Middle East Eye. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que o ataque provocou “incêndios massivos”, e um dirigente houthi afirmou que a autorização do parlamento do Egito para apoio militar defensivo à Arábia Saudita equivale a uma declaração de guerra. Os houthis também disseram ter atacado o Ministério da Defesa saudita em Riad, sem confirmação da Arábia Saudita, segundo o Hindustan Times, que cita a Reuters.

Os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter atacado estações de bombeamento do oleoduto terrestre Leste-Oeste da Arábia Saudita, a principal rota de exportação de petróleo bruto do país, que contorna o Estreito de Ormuz, segundo o OilPrice. Até o início da manhã desta segunda-feira, a Arábia Saudita não havia confirmado ataques ao oleoduto, que ficou parado duas semanas em setembro, depois de ataques de drones danificarem estações de bombeamento.

O Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, reabriu parcialmente no domingo depois de duas semanas fechado, enquanto os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita seguiam trocando ataques, segundo a agência Xinhua. Os houthis disseram ter lançado dezenas de mísseis balísticos em três ataques contra o reino, o primeiro deles contra o aeroporto King Khalid.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse neste domingo ter interceptado 10 mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a região sul do país. A coalizão afirmou que dois drones e um míssil balístico foram lançados contra Riad, além de um míssil de cruzeiro contra a cidade de Khamis Mushait, no sul. Na noite de sábado, o aeroporto de Riad informou que o Terminal 1 passa a atender voos domésticos e o Terminal 2, voos internacionais das companhias nacionais, a partir deste domingo.

Os houthis disseram ter mirado três aeroportos sauditas, entre eles o aeroporto internacional de Riad, além de instalações de energia, um oleoduto e uma base aérea nas últimas 24 horas, em nova rodada de ataques contra a Arábia Saudita neste sábado, segundo o Le Monde. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu na manhã de sábado, enquanto a defesa civil saudita respondeu a destroços nas regiões de Meca e Medina. A TV Al-Masirah, dos houthis, disse que ataques do reino no Iêmen mataram quatro pessoas em uma casa em Sanaa, oito em um alojamento de trabalhadores de uma cimenteira e cinco de uma mesma família perto de Hodeida.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo realizou sete operações com mísseis balísticos e drones, segundo a TASS, e que os alvos incluíram o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, instalações da Aramco em Yanbu, a refinaria de Rabigh, estações de bombeamento de petróleo e o oleoduto Leste-Oeste, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído dois mísseis balísticos lançados contra Yanbu e Taif no sábado. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas sobre os relatos houthis, e não ficou claro de imediato se os ataques acertaram os alvos ou foram interceptados.

Os houthis afirmaram neste sábado ter atacado Áden, sede interina do governo apoiado pela Arábia Saudita, com o porta-voz militar Yahya Saree dizendo que o alvo foram as concentrações do “inimigo saudita” no acampamento Al-Nasr e na base naval da cidade. Mais cedo, a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu, no oeste do reino. Segundo os houthis, um ataque separado a um alojamento de operários de uma fábrica de cimento na província de Sanaa matou seis mulheres e uma criança e feriu três pessoas. Os Estados Unidos (EUA) atualizaram alertas de viagem para o Golfo e o Oriente Médio, citando o que descreveram como a ameaça de “agressão regional” dos houthis alinhados ao Irã.

Os houthis relataram que ataques aéreos sauditas contra Sanaa e a região da capital que controlam deixaram ao menos quatro mortos e vários feridos neste sábado, segundo a AFP. A emissora Al-Masirah, ligada ao grupo, também noticiou mortos e feridos na capital iemenita, segundo o G1. A Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu alertas sobre possíveis riscos aos moradores de Taif e Yanbu, além de Meca e Jeddah, segunda maior cidade do país, e cerca de 10 minutos depois informou que a ameaça havia passado.

Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.

A ONU advertiu nesta sexta-feira que o tempo está se esgotando para levar ajuda a Taiz, cercada por combatentes houthis que impedem o abastecimento da terceira maior cidade do Iêmen, disse, segundo o Middle East Eye. Os houthis cercam Taiz desde o início de outubro e bloquearam a estrada que liga a cidade a Áden, capital interina do governo reconhecido internacionalmente. O fechamento de estradas e a falta de diesel cortaram pela metade a produção de água da cidade e quase triplicaram o preço da água vendida por caminhão, da qual a maioria dos moradores depende, disse Laerke.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou na quarta-feira (21/10) a retirada de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares das representações diplomáticas estadunidenses na Arábia Saudita, segundo o Opera Mundi. O porta-voz da pasta, Tommy Pigott, justificou a medida afirmando que os houthis intensificaram as hostilidades contra Riad, com ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas que provocaram vítimas e interromperam o transporte aéreo.

Um oficial de defesa israelense confirmou nesta quinta-feira que a inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI) continua fornecendo à Arábia Saudita capacidades excepcionais para auxiliar suas operações militares contra os houthis, por mediação dos Estados Unidos (EUA), informou o Jerusalem Post. Segundo o oficial, a assistência é prestada conforme os interesses nacionais de Israel e as diretrizes da liderança política, e serve para desgastar um inimigo que planeja atacar Israel no futuro.

Moradores de Taiz, no Iêmen, enfrentam falta grave de comida e água depois que um bloqueio houthi cortou uma rota de abastecimento central, segundo a Al Jazeera. A ONU adverte que a ajuda humanitária não consegue mais chegar à cidade, o que deixa cerca de 800 mil pessoas sem assistência vital.

Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira ter lançado ataques contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita em Riad, instalações da Saudi Aramco em Yanbu e o Aeroporto Internacional Rei Fahd em Dammam, segundo o The Hindu. A estatal Saudi Aramco orientou funcionários a evacuar sua sede em Dhahran, no Golfo, e a trabalhar remotamente, informou a Reuters citando seis pessoas com conhecimento do assunto, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A ordem segue uma onda de ataques houthis ao reino, com alvos na empresa e em aeroportos sauditas.

Rebeldes houthis atingiram na terça-feira uma área residencial de Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, que está sob ataque e cerco, matando duas adolescentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo PBS News. O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que os civis de Taiz estão em risco grave e pediu que a ajuda humanitária “seja imediatamente autorizada a entrar na cidade” e que sua passagem seja facilitada, e que os civis que desejarem sair possam fazê-lo “livremente e com segurança”. O ataque a Taiz veio um dia depois de um ataque houthi a um acampamento militar do governo ter matado 73 recrutas, o mais letal desde a retomada do conflito no verão, segundo um alto funcionário do governo iemenita.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não emergenciais do governo estadunidense e de seus familiares “apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos houthis, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país, segundo o porta-voz Tommy Pigott. Segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela Reuters e citadas pelo South China Morning Post (SCMP), o departamento também planeja retirar familiares de uma série de outras missões dos EUA na região.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos se prepara para ordenar a saída de parte dos funcionários e de seus familiares de embaixadas dos EUA na região do Golfo, segundo apurou a Reuters, em reportagem do G1. Duas autoridades disseram à agência que a medida responde à possibilidade de retomada de conflitos na região, com preocupação principalmente com ataques dos houthis do Iêmen, que são alinhados ao Irã.

Três ataques atingiram na quarta-feira a pista e as instalações da administração elétrica do aeroporto internacional de Al-Rayyan, em Mukalla, na província de Hadramaut, no leste do Iêmen, sem feridos relatados, segundo a TV estatal Hadramaut, citada pela TRT World. A emissora exibiu imagens que disse mostrarem o ataque, sem detalhar as armas usadas, e a milícia houthi não havia reivindicado o episódio até a publicação, ainda segundo a TRT World. Separadamente, a agência estatal Saba noticiou que a milícia houthi atingiu o aeroporto internacional de Áden com um míssil balístico, sem dar mais detalhes.

Os houthis afirmaram que oito pescadores foram mortos em uma série de ataques durante a noite, e o Ministério da Saúde sediado em Sanaã disse que a Arábia Saudita atingiu barcos na costa da província de Taiz. Nesta quarta-feira, o porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo disparou um míssil balístico contra a sala de operações militares da coalizão no acampamento Badr, em Áden. Segundo a Xinhua, as forças sauditas realizaram 93 ataques aéreos e de mísseis em oito províncias iemenitas nas 24 horas anteriores.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo atingiu com um míssil balístico a sala de operações militares da coalizão liderada pela Arábia Saudita no acampamento Badr, em Áden, segundo o Al Jazeera. Uma autoridade policial disse nesta quarta-feira que fumaça subia perto do aeroporto da cidade, controlada pelo governo iemenita reconhecido internacionalmente. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirma que suas forças combatem os houthis em Kahboub, no sudoeste do Iêmen, segundo o Middle East Eye.

O Reino Unido vai enviar caças Typhoon da Força Aérea Real à Arábia Saudita para ajudar a defender o reino contra ataques dos houthis, anunciou o governo britânico nesta terça-feira, segundo a DW. O Ministério da Defesa britânico afirmou que as aeronaves vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra drones e mísseis e que não farão ataques ofensivos contra alvos houthis no Iêmen. Em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, rebeldes houthis atingiram uma área residencial nesta terça-feira, matando duas adolescentes, segundo o Times of Israel, que destacou o alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o cerco deixa civis em risco grave.

A Arábia Saudita adiou a Future Investment Initiative, conhecida como “Davos no Deserto”, para uma data não divulgada em 2027, segundo comunicado da conferência enviado por e-mail à Cable News Network (CNN). A decisão de cancelar a conferência de 26 a 29 de outubro ocorreu após uma série de ataques houthis contra a capital saudita, incluindo um ataque mortal com mísseis no Aeroporto Internacional Rei Khalid no início deste mês, informou a CNN.

O número de mortos no ataque com mísseis houthis a um campo militar do governo no sul do Iêmen subiu a 60 pessoas, a maioria recrutas, o ataque mais letal desde que os combates no país começaram a escalar há três meses, segundo a Associated Press. A BBC, citando autoridades locais, fala em mais de 50 agentes de segurança mortos e 200 feridos no ataque ao campo na província central de Shabwa. Um porta-voz das forças armadas iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, disse que o grupo apoiado pelo Irã lançou três mísseis balísticos contra o campo de al-Alam, perto da cidade de Ataq.

Os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter realizado vários ataques contra a infraestrutura energética, aeroportuária e militar da Arábia Saudita, entre eles uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo de petróleo de Shaybah, o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, e o aeroporto de Abha, segundo a Reuters, em reportagem citada pelo Hindustan Times.

Um ataque houthi contra um acampamento militar do governo do Iêmen em Shabwa matou ao menos 18 pessoas, segundo fontes citadas pelo Jerusalem Post na cobertura ao vivo do veículo sobre o país.

A presidência do Egito disse que o país está pronto a dar à Arábia Saudita todo o apoio de que ela precisa para defender sua segurança e estabilidade, segundo o Korea Herald. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu uma sessão urgente do parlamento para autorizar as forças armadas, uma das maiores do mundo árabe, a ajudar a defender o aliado do Golfo caso o reino solicite apoio. A medida ocorre enquanto os houthis do Iêmen intensificam seus ataques ao reino saudita.

Dois oficiais da Força Aérea Saudita morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i na província de Najran, no sudoeste do país, segundo o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, citado pela RT. Os houthis do Iêmen afirmam ter abatido a aeronave. Segundo as autoridades sauditas, o helicóptero caiu por falha técnica, e Riad não comentou a reivindicação do grupo.

Uma fonte militar iemenita pediu que funcionários e civis se afastem das instalações de petróleo da Arábia Saudita e aconselhou acionistas da Aramco a vender suas ações antes que fosse tarde demais, segundo a Mehr News. Os houthis já haviam advertido acionistas da Aramco sobre o que descreveram como potenciais perdas financeiras nos próximos dias, segundo a al-Masirah, citada pela Xinhua.

A torre Kingdom Centre, em Riad, ordenou trabalho remoto obrigatório a todos os funcionários de escritórios, “efetivo imediatamente e até novo aviso”, segundo a administração do prédio. A coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que dois pilotos morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i em Najran por falha técnica, disse o porta-voz Turki al-Malki – versão que os houthis contestam: o porta-voz Yahya Saree afirmou no sábado à noite que o grupo derrubou um helicóptero Apache na mesma área.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos lançados pelos houthis contra Khamis Mushait, no sudoeste saudita, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al Maliki, citado pela TRT World; no sábado, ele disse que as forças da coalizão também interceptaram e destruíram quatro drones ao longo de várias horas na região de Riad, na Província Oriental e no sul da Arábia Saudita. A Defesa Civil saudita emitiu alertas de “perigo potencial” em Riad, Abha e Khamis Mushait e depois informou que o perigo havia passado. Forças lideradas pela Arábia Saudita disseram ter atingido várias posições em torno da cidade iemenita de Taiz para romper o cerco houthi, segundo a Al Jazeera. Os houthis afirmaram ter derrubado um helicóptero Apache saudita perto da região de fronteira de Najran, segundo a TASS, enquanto aviões de guerra sauditas realizaram 53 ataques aéreos no Iêmen nas últimas 24 horas, segundo a Xinhua.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse no sábado, em Bagdá, que Teerã apoia um “processo político” para resolver o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, segundo o The Hindu. Araghchi repetiu a oferta do Irã de mediar entre os dois lados; o vice-chanceler Saeed Khatibzadeh disse antes que Riad não respondeu à abertura iraniana. Na sexta-feira, o Irã negou envolvimento nos ataques houthis, depois que a Arábia Saudita acusou Teerã de incentivar a escalada do grupo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, negou na sexta-feira, em comunicado, qualquer envolvimento de Teerã nos ataques com drones e mísseis, segundo o Le Monde. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, Turki Al-Malki, disse que as forças da coalizão interceptaram e destruíram três drones no sul do país e em Riad, além de dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho. A Defesa Civil da Arábia Saudita suspendeu os alertas precoces que havia emitido para a cidade de Abha e a província de Khamis Mushait, segundo o Middle East Eye.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente afirmou que os houthis lançaram mísseis contra o aeroporto de Áden na sexta-feira, um dia depois de um ataque mortal contra o palácio presidencial na cidade portuária. O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, disse que os dois mísseis caíram perto da pista, a 500 metros de uma aeronave que se preparava para decolar, sem feridos entre passageiros e tripulação. Os houthis, em nota atribuída a uma fonte militar e citada pela AFP, disseram ter atacado “o quartel-general das forças sauditas no acampamento Badr, na província de Áden” e um depósito de armas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis disse ter derrubado mísseis e drones sobre Riad e outras partes da Arábia Saudita.

Dois mísseis caíram perto do aeroporto de Aden, cidade do sul do Iêmen que serve de base temporária do governo reconhecido internacionalmente, segundo fontes policiais citadas pelo Middle East Eye. As forças do governo disseram ter neutralizado mais de 430 combatentes houthis nas últimas 24 horas.

O ministro da Saúde do Iêmen informou que o ataque ao palácio presidencial em Áden deixou cinco mortos e 16 feridos, e ao menos seis explosões atingiram na quinta-feira a área do complexo usado pelo governo internacionalmente reconhecido do país, segundo a France24, em texto com a Associated Press (AP). O governo disse, por meio da agência SABA, que os houthis atacaram com mísseis e drones; o movimento reivindicou a ação.

A União Europeia (UE) e os Estados do Golfo concordaram em adiar a cúpula que seria realizada na Arábia Saudita em 24 de outubro, disseram duas fontes a par do assunto à Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, disse na chegada a uma cúpula de líderes da UE, em Bruxelas, que a reunião em Riad seria adiada, talvez por razões de segurança. Na terça-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado três mísseis e dois drones houthis disparados contra Riad e a sede da Aramco em Dhahran.

Os ataques houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, nos dias 8, 10 e 11 de outubro, mataram ao menos 16 pessoas, segundo o Jerusalem Post, que cita a Media Line. O ataque mais letal, em 10 de outubro, matou 12 pessoas e feriu 309. Em 13 de outubro, outro ataque danificou um prédio administrativo na sede da Saudi Aramco, em Dhahran.

O Exército iemenita afirmou que mais de 200 combatentes houthis foram mortos ou feridos em combates na província de Taiz, no sudoeste do país, segundo o Middle East Eye. Em publicação no Facebook, o Eixo Militar de Taiz disse que os combates prosseguiram durante toda a quarta-feira nas frentes de Dhubab, a oeste da cidade de Taiz, e de al-Aqrud e al-Shaqab, ao sul. Os houthis afirmam ter feito mais de 700 soldados do Exército do governo prisioneiros durante os combates, na província de Taiz, segundo a TASS.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quarta-feira ter atacado instalações da Aramco, depois que autoridades sauditas relataram um ataque a um prédio em uma área que abriga o centro de operações da petroleira. Os houthis disseram ainda ter bombardeado a Aramco em Dhahran, no leste do reino, além do aeroporto e de uma refinaria na capital, Riade, sem especificar a data dos ataques. O vice-chanceler russo, Georgy Borisenko, disse que a Rússia condena ataques a qualquer instalação civil, citando os ataques ao aeroporto internacional de Riade.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita diz ter interceptado e destruído um míssil balístico houthi lançado contra Riad, e o Ministério da Energia saudita confirmou que o prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido, segundo a Al Jazeera. Os ataques houthis ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no fim de semana, mataram 14 pessoas e feriram mais de 300 outras. A coalizão também realizou um ataque a um depósito de combustíveis perto de Sanaa, a capital controlada pelos houthis, segundo seu porta-voz, citado pela BBC.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disse que hospitais do Iêmen enfrentam uma alta acentuada de feridos em várias linhas de frente. Hospitais de linha de frente em Marib, Taiz e na costa do Mar Vermelho receberam número sem precedentes de feridos por arma, e algumas unidades admitiram mais de 700 pacientes em uma única semana, segundo o CICV, em texto do Al-Monitor com base na Reuters. Os combates opõem os houthis, apoiados pelo Irã, às forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita. Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas desde que os combates recomeçaram, nas últimas semanas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), das Nações Unidas.

Destroços de dois mísseis houthis interceptados feriram quatro pessoas em Riade, informou a defesa civil saudita nesta quarta-feira. Os feridos são duas mulheres, um homem e uma criança, e 15 casas foram danificadas, segundo a defesa civil, que afirmou que os mísseis foram lançados pelos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. A coalizão militar liderada pelos sauditas disse ter interceptado e destruído um míssil de cruzeiro no governorado de Al-Kharj, segundo o Middle East Eye, citando a Reuters.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado mísseis lançados pelos houthis contra a sede da Aramco em Dhahran e ter destruído três mísseis de cruzeiro e dois drones nesta terça-feira em Riad e no sul do país, segundo a coalizão. Donald Trump disse nesta terça-feira que os houthis estão intensificando os ataques à infraestrutura na Arábia Saudita numa tentativa de elevar os preços de energia na corrida para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA) e repetiu a ameaça de que os EUA poderiam ampliar os ataques militares no Oriente Médio depois das eleições de novembro, segundo a Al Jazeera.

O aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, segue fechado, e um aviso aos navegantes (Notam) indica que a interdição dura ao menos até 17 de outubro. Os ataques do fim de semana ao aeroporto mataram ao menos 14 pessoas e feriram cerca de 320, segundo o Middle East Eye. O gabinete saudita, presidido por Mohammed bin Salman, disse que os houthis sofrerão “consequências” pelos ataques, segundo a mídia estatal saudita. A coalizão mandou civis evacuarem a estação central Al-Sabaha, da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sanaa, antes de uma operação militar.

O porta-voz militar houthi Yahya Sarie declarou que instalações da Aramco são alvos legítimos e pediu que funcionários e civis deixem os locais, segundo o The Jerusalem Post. A embaixada da França em Riad orientou cidadãos franceses a evitar os aeroportos de Riad, Jidá e Damã e a não transitar por essas cidades salvo necessidade, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita pediu que civis evacuassem a estação central Sabah da Yemen Oil Company, em Sanaã, antes de uma operação militar planejada, segundo a France 24.

As suspensões de voos de e para Riade passaram a valer para várias companhias aéreas internacionais, que estenderam os cancelamentos até 19 de outubro após os ataques houthis, e a Delta adiou para março de 2027 a estreia dos seus primeiros voos diretos dos Estados Unidos (EUA) para a Arábia Saudita, segundo a France 24.

A Rede Iemenita de Direitos e Liberdades disse que ações das forças houthis mataram ao menos cinco civis e feriram mais de uma dezena nas últimas 24 horas em Taiz, onde um ataque na manhã de terça-feira atingiu um hospital e deixou ao menos um ferido, segundo o Middle East Eye, que cita a agência estatal Saba para o ataque ao hospital. O governo iemenita advertiu para uma “catástrofe humanitária e de saúde iminente” na cidade cercada de Taiz, após os houthis capturarem Mocha e, até 4 de outubro, At Turbah, cortando a última estrada principal para áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do Iêmen para o alerta.

Caças sauditas realizaram ataques aéreos em múltiplos locais do Iêmen na madrugada de terça-feira, no horário local, segundo relatos da mídia houthi, do distrito de Harf Sufyan, na província de Amran, ao norte de Sanaã, à ilha de Kamaran e ao distrito de al-Qanawis, na província de Hodeida, no oeste do país. Os houthis disseram ter mirado o aeroporto de Riad na noite de segunda-feira, depois que ataques do grupo ao aeroporto internacional King Khalid mataram 14 pessoas e feriram centenas nos dois dias anteriores. O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti ameaçou com uma resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região caso os EUA se envolvam na agressão contra o Iêmen, em entrevista à Agência France-Presse (AFP). Perguntado sobre o que planejava fazer a respeito dos houthis, Trump disse que eles estão se comportando muito mal.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã está “profundamente preocupado” com os desdobramentos na Península Arábica e se declarou pronto a “ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, segundo o The Hindu. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que discutiu o conflito em curso entre Riad e os houthis com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan e disse, segundo a Sputnik, que as crises da região não têm solução militar e que o Irã está pronto a prestar qualquer forma de assistência para iniciar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen e alcançar um acordo político.

A Arábia Saudita, o Egito, o Paquistão e a Turquia, como Grupo R4, condenaram no domingo os ataques houthis em curso contra o Reino, incluindo os lançados contra o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, que mataram e feriram civis e danificaram infraestrutura civil, chamando-os de “violação flagrante do direito internacional” e de “violação” flagrante da soberania e da integridade territorial saudita, segundo a Arab News. O grupo reafirmou solidariedade à Arábia Saudita, com apoio total a todas as “medidas e passos legítimos” que o país tomar para responder aos ataques, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News.

Um novo ataque atingiu um terminal de passageiros do aeroporto internacional King Khalid, em Riad, neste domingo, provocando incêndio e ferindo pessoas, segundo o Middle East Eye. A autoridade saudita de aviação civil disse que o ataque “resultou em feridos”, sem informar o número, e confirmou que há vítimas, segundo a Sputnik Globe. O porta-voz militar houthi Yahya Saree renovou o alerta contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo saudita, segundo o Middle East Eye.

O Ministério da Saúde Pública e População do Iêmen alertou no sábado que remédios, fluidos intravenosos, suprimentos médicos e combustível nas unidades de saúde de Taiz estão “à beira do esgotamento”. O ministério disse que atendimento de emergência, cirurgia, terapia intensiva, diálise e serviços neonatais podem ser forçados a parar se a situação continuar. O Middle East Eye registrou o alerta sobre a “quase depleção” de suprimentos médicos e de combustível na cidade.

Os houthis renovaram neste domingo o alerta a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes para não usarem aeroportos da Arábia Saudita e disseram que o aviso deve ser levado a sério, depois do ataque ao aeroporto internacional de Riad. Segundo as autoridades sauditas, citadas pelo The Jerusalem Post, o ataque de sábado deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. A aviação civil saudita prorrogou o fechamento do aeroporto King Khalid até as 18h (UTC-3) de domingo, por Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). A Índia condenou o ataque, citou os 12 mortos e mais de 300 feridos e chamou de completamente inaceitáveis os ataques a civis.

A agência iemenita Saba informou que a Arábia Saudita atingiu seis vezes o distrito de Majz, na província de Saada, no norte do Iêmen, segundo o Mehr News. Escolas de Riad vão passar uma semana em ensino a distância, por ordem do Ministério da Educação, conforme um e-mail enviado no domingo aos pais, depois dos ataques fatais ao aeroporto da capital. Todos os voos foram desviados de Riad no sábado e as operações do aeroporto, que serve uma cidade de cerca de 8 milhões de pessoas, foram temporariamente suspensas, segundo a autoridade saudita de aviação civil.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque houthi ao aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que, segundo relatos, matou 12 pessoas e feriu centenas de civis, segundo a agência russa TASS. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al-Budaiwi, classificou os ataques como “ataques terroristas traiçoeiros”. Perguntado no sábado se havia mudado de ideia sobre aderir aos ataques sauditas contra o grupo, Donald Trump disse que os Estados Unidos “podem”. Entre os 12 mortos estão quatro sauditas, dois bengaleses, um estadunidense, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo o Le Monde.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que o ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, segundo o Middle East Eye. Entre os mortos há quatro sauditas, dois bengaleses, um cidadão dos Estados Unidos (EUA), um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo a National Public Radio (NPR). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia se o país deve aderir aos ataques sauditas contra os houthis após o ataque de sábado, segundo a NPR.

Um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, de voos domésticos, do aeroporto King Khalid, em Riad, e deixou muitas pessoas feridas, segundo o The Hindu. Por precaução, o aeroporto permanecerá fechado a chegadas e partidas até cerca da meia-noite no horário local, segundo a TASS. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os EUA podem aderir aos ataques sauditas contra os houthis e decidir rapidamente, segundo o The Jerusalem Post. Depois de saber do ataque, afirmou: “Podemos. Vamos analisar”, segundo o The Hindu.

O aeroporto internacional King Khalid, em Riad, suspendeu temporariamente as operações depois de um ataque no sábado que feriu várias pessoas, segundo a France 24. A autoridade de aviação civil saudita afirmou que o número de feridos ainda estava sendo avaliado e que as operações seguiam suspensas até a conclusão da avaliação dos danos e da verificação da segurança das instalações, segundo a France 24. A Reuters noticiou que várias pessoas ficaram feridas no ataque, conforme a autoridade de aviação civil. Uma fonte diplomática atribuiu o ataque de sábado a um míssil disparado pelos Houthis, e o grupo não anunciou novo ataque no sábado, segundo a France 24.

Uma forte explosão foi ouvida no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no sábado, com a evacuação de partes do terminal e mais de uma dezena de ambulâncias deslocadas ao local, segundo uma testemunha e pessoas informadas do caso citadas pela Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O aeroporto suspendeu as operações, sem atender voos de chegada ou de partida, informou a TASS. A Etihad Airways e a Qatar Airways cancelaram vários voos entre seus respectivos hubs e Riad, com alguns cancelamentos estendidos até segunda-feira, segundo a Reuters. Uma fonte médica disse à AFP que dezenas de pessoas ficaram feridas no aeroporto, ao menos cinco em terapia intensiva, em um ataque que uma fonte diplomática atribuiu aos houthis, segundo o Middle East Eye. O aeroporto já havia sido atacado duas vezes nesta semana, deixando quatro mortos, outros feridos e uma aeronave danificada, segundo a Reuters.

A cidade de Taiz voltou a ser cercada pelos houthis, que capturaram a cidade de al-Turbah até 4 de outubro, cortando a última estrada principal entre Taiz e outras áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera. No início de setembro, os houthis lançaram uma ofensiva na costa de Taiz, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera. Moradores estocam água e outros itens essenciais, temendo escassez com a alta dos preços de alimentos e combustíveis sob o novo cerco.

A Turquia, o Catar e o Kuwait condenaram os ataques houthis a aeroportos sauditas no início da semana, que mataram três sauditas e danificaram propriedades, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou “nos termos mais fortes” os ataques ao aeroporto internacional de Abha, no sul, e ao aeroporto internacional Rei Khalid, segundo a mesma reportagem.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na sexta-feira que realiza uma operação ampla contra elementos e capacidades dos houthis, segundo declaração do porta-voz da coalizão. O comunicado afirma que 136 alvos militares foram destruídos em áreas sob controle houthi, e que a coalizão presta apoio aéreo contínuo às forças do governo iemenita. O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o país voltou a uma guerra em larga escala. Segundo a ONU, ao menos 46 civis foram mortos e mais de 130 ficaram feridos desde agosto nos combates no país.

O Paquistão diz manter um contingente substancial de forças e recursos na Arábia Saudita, em caráter defensivo, em meio aos ataques dos houthis. O porta-voz da chancelaria paquistanesa afirmou que essas tropas não cruzariam a fronteira para atacar os houthis e atuariam em defesa do território saudita. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, prevê que um ataque armado contra um dos membros seja tratado como ataque contra todos.

Os Estados Unidos (EUA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiram alertas após os ataques houthis ao aeroporto de Riad. A embaixada dos EUA na Jordânia emitiu um alerta de viagem para norte-americanos no Oriente Médio, citando o ataque houthi ao aeroporto de Riad, e a EASA recomendou que as companhias evitem operar em trechos adicionais do espaço aéreo saudita.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na quarta-feira ter destruído 82 alvos militares houthis em várias províncias, numa operação de larga escala, segundo o CGTN. O porta-voz Turki Al Maliki disse no X que a operação atingiu alvos em Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. O grupo houthi disse que a Arábia Saudita realizou 156 ataques aéreos e de mísseis contra Sanaa, a capital que controla.

A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.

Autoridades sauditas disseram que ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha mataram três pessoas e feriram dezenas, segundo o The New York Times. A Air India informou que o voo AI2243, que saía de Délhi com destino a Riad, retornou a Délhi na quinta-feira por segurança de passageiros e tripulação; o serviço foi cancelado, com reembolso integral. Os voos foram afetados depois que rebeldes houthis alinhados ao Irã supostamente miraram a Arábia Saudita, incluindo um míssil disparado contra o aeroporto internacional de Riad, segundo o The Hindu.

O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.

Os houthis afirmaram ter atingido o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, com um míssil balístico em 7 de outubro – a segunda vez na semana em que reivindicam um ataque contra o principal aeroporto da capital saudita, segundo o Al-Monitor. O porta-voz militar houthi Yahya Saree disse em publicação no X que as forças armadas do grupo atingiram o aeroporto e que o ataque foi “preciso, por graça de Deus”, e provocou “interrupção do tráfego aéreo.” A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, afirmou que o míssil foi interceptado.

Os ataques houthis aos aeroportos internacionais de Abha e King Khalid, em Riad, ocorreram em 6 e 7 de outubro, segundo a BBC – em Abha morreram duas mulheres e em Riad um residente sudanês, com 28 e oito feridos, respectivamente. A autoridade saudita de aviação civil (Gaca) atribui aos ataques três mortos e 36 feridos. O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que as forças do grupo atingiram o aeroporto King Khalid, em Riad, com um míssil balístico, com disrupção do tráfego aéreo. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído a plataforma de lançamento usada no ataque a Riad e, em seguida, 82 alvos militares legítimos, entre instalações de mísseis houthis em montanhas e centros de comando e controle. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os contínuos ataques transfronteiriços houthis contra a Arábia Saudita. A ONU disse na quarta-feira que os combates no Iêmen deslocaram mais de 200 mil pessoas.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído 82 alvos numa “operação abrangente” em Saada, Hodeidah, al-Jawf e Marib, segundo o porta-voz major-general Turki al-Maliki. Segundo ele, os alvos incluíram 11 depósitos de mísseis balísticos em montanhas em Saada, além de centros de comando e controle, sistemas de comunicação e depósitos de mísseis e armas. O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou que o movimento Ansar Allah lançou ataques com mísseis balísticos contra posições da coalizão ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.

Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início dos combates recentes, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgados na quarta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Jerusalem Post. O deslocamento saltou de 76 mil em meados de setembro para mais de 200 mil, quase todos fugidos desde o começo dos combates no início de setembro. Os houthis tomaram toda a costa do Mar Vermelho no mês passado das forças do governo reconhecido internacionalmente, sediado em Áden.

A Turquia está enviando apoio principalmente defensivo e técnico à Arábia Saudita para combater os houthis do Iêmen, disseram duas autoridades na quarta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O apoio esperado seria apenas equipamento militar, compartilhamento de inteligência e sistemas de armas, sem outra forma de mobilização pela aliança até agora, segundo as autoridades. O chanceler Hakan Fidan disse, depois de uma reunião da aliança de Meca, que os lados discutiram que apoio dar à Arábia Saudita para suas capacidades defensivas.

O ataque ao aeroporto de Aden ganha detalhes: um míssil caiu perto da pista minutos antes do pouso de um voo vindo do Cairo, segundo a Al Jazeera via governo iemenita. O governo iemenita diz que os houthis miraram pista e terminal de passageiros com ao menos dois mísseis balísticos e drones; os houthis dizem ter mirado suprimentos militares sauditas no acampamento Badr, e a coalizão liderada pelos sauditas diz ter interceptado um míssil balístico ao norte de Riad.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que os aeroportos de Najran e Jizan foram atingidos na segunda-feira, com três feridos leves e danos às duas instalações, segundo a AP, em texto republicado pela PBS News. A coalizão liderada pelos sauditas disse na terça-feira ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis apoiados pelo Irã em direção a Khamis Mushait, cidade no sudoeste da Arábia Saudita que abriga uma importante base militar saudita. A Al Jazeera noticiou duas explosões potentes perto do aeroporto internacional de Aden, em atualização de blog ao vivo do Middle East Eye.

O porta-voz houthi Yahya Saree disse que ataques com drones e mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O mesmo comunicado afirmou que a refinaria da Aramco em Rabigh também foi atingida, junto com instalações militares e aeroportos menores no sul do país. Segundo o Middle East Eye, o grupo atingiu o aeroporto Rei Khalid pela segunda vez nesta segunda-feira. Os houthis declararam o espaço aéreo saudita teatro aberto para suas operações, exceto os espaços sagrados de Meca e Medina. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a “forte escalada” dos combates no Iêmen e condenou os ataques houthis em território saudita, segundo a Agence France-Presse (AFP).

Forças pró-governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita dizem ter assegurado o estreito de Bab al-Mandab no início de uma grande ofensiva contra os houthis, segundo a BBC. Um porta-voz militar iemenita disse que as Brigadas Gigantes e as forças National Shield cercam combatentes houthis em Dhubab, cidade costeira do mar Vermelho, depois de tomar o aeroporto e cortar a estrada para a cidade portuária de Moca. A mídia controlada pelos houthis negou que as forças do governo tenham avançado na área de Dhubab. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita disse que seus caças destruíram mais de 300 alvos de alto valor em ataques de apoio à ofensiva, segundo a BBC.

O exército iemenita disse ter feito mais de mil ataques e iniciado uma ofensiva contra Sanaa, a capital sob controle houthi, com 100 aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita em surtidas ao amanhecer, segundo o The Hindu, em texto da Agence France-Presse (AFP). O porta-voz da coalizão, o major-general Turki al-Maliki, disse que 100 jatos voaram ao raiar do dia na operação batizada de “Dawn of Yemen”, com “apoio aéreo ininterrupto às forças iemenitas em terra”, segundo o The Hindu. Os houthis cercaram na prática a cidade de Taiz depois de cortar a principal rota de abastecimento que a liga a Áden, ainda segundo o The Hindu.

O centro de coordenação de operações humanitárias controlado pelos houthis pediu que companhias aéreas evitem o espaço aéreo da Arábia Saudita, segundo a TASS, citando a agência SABA, controlada pelos houthis. O mesmo centro afirmou que o espaço aéreo saudita “se tornará um teatro de operações militares” para as forças rebeldes. A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) emitiu um aviso para que companhias evitem o espaço aéreo saudita, segundo a Reuters, após o recente aumento de ataques houthis.

O porta-voz das forças alinhadas ao governo do Iêmen diz que 1.122 ataques foram feitos contra alvos houthis, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirma que cerca de 1.747 combatentes houthis foram mortos, segundo o Middle East Eye.

Os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Aramco em Riad, num comunicado publicado no X, no sábado, pelo porta-voz militar Yahya Saree. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, classificou as alegações de ataque a Riad como “enganosas”. Na madrugada de domingo, a coalizão disse ter realizado 97 “operações de alvo preciso” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, com aviões, drones, artilharia, mísseis e franco-atiradores. Um petroleiro relatou ter visto várias explosões a cerca de 60 milhas náuticas ao sul da cidade portuária iemenita de Mocha, no Golfo de Áden, no domingo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Os houthis também afirmaram ter forçado duas formações de caças F-15 sauditas a se retirar do espaço aéreo de Taiz com mísseis antiaéreos de fabricação local.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu uma instalação de petróleo em Riad com mísseis balísticos e drones, dizendo que os ataques provocaram incêndios. Em publicação no X, ele disse que a ação foi resposta a ataques aéreos sauditas contra o território controlado pelos Houthis no Iêmen, incluindo Sanaa. Um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local relatou ter visto carros de bombeiros tentando apagar um incêndio na refinaria da Aramco em Riad, com ambulâncias e viaturas policiais nas proximidades.

Explosões foram ouvidas em Sanaa, e os houthis atribuíram os ataques à Arábia Saudita, segundo a France 24. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado e destruído quatro drones lançados pelos houthis em direção a Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, além de dois mísseis balísticos, segundo o Israel National News.

A Arábia Saudita e as forças do governo iemenita planejam uma grande contraofensiva contra o movimento houthi Ansar Allah, mas os Estados Unidos ainda não estão preparados para participar, segundo a TASS. Washington recusou pela segunda vez nas últimas semanas o pedido saudita para entrar na operação e realizar bombardeios contra posições houthis, e já havia fornecido a Riad mais de 200 alvos houthis para atacar, conforme a TASS.

Os principais integrantes do gabinete de Donald Trump se reuniram por horas em Camp David na sexta-feira para discutir os próximos passos da guerra contra o Irã e do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, segundo três autoridades norte-americanas ouvidas pelo Axios. A reunião foi presidida pelo vice-presidente JD Vance e teve a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, do secretário de Defesa, Pete Hegseth, do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O encontro não foi anunciado pelo governo Trump.

Um engenheiro eletricista do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi preso sob acusação de prestar apoio aos houthis, apoiados pelo Irã, incluindo a compra de materiais para explosivos caseiros e drones e uma viagem ao Iêmen, segundo a Associated Press, em texto republicado pela WGEM. Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, de Richland, no estado de Washington, foi preso na quinta-feira e teria audiência inicial na sexta-feira. O Federal Bureau of Investigation (FBI) afirma que ele tinha o objetivo de ajudar os houthis a melhorar as comunicações e viajou em setembro passado ao Iêmen.

A Arábia Saudita planeja uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com opções que incluem um avanço costeiro para garantir a rota marítima do mar Vermelho, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. A operação seria liderada em terra por forças iemenitas supervisionadas por Riad e apoiada por ataques aéreos sauditas, segundo seis pessoas com conhecimento dos preparativos. O objetivo central é reverter os ganhos rápidos dos houthis no mês passado, quando avançaram pela costa e tomaram o controle do estreito de Bab el-Mandeb. Mais de 100 mil soldados iemenitas poderiam ser mobilizados, dependendo da escala da ofensiva.

O Paquistão, a Turquia e a Arábia Saudita realizam na próxima semana, em Riad, uma reunião emergencial do comitê político-estratégico de defesa do pacto de defesa conjunta de Meca, segundo o The Times of India. A agenda inclui os ataques houthis e a busca de engajamento político com os houthis em vez de ação militar, segundo o The Times of India. Pelo pacto, um ataque armado contra qualquer um dos três países deve ser tratado como ataque contra os três. O chanceler paquistanês disse que mais de seis outros países querem aderir ao acordo, segundo o Middle East Eye.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, disse que Islamabad usará “todos os meios disponíveis” para defender a Arábia Saudita contra os houthis, segundo a Arab News. Falando em Roma, ele não confirmou se forças paquistanesas já participaram de ataques aéreos, segundo a Arab News. O compromisso é apresentado como obrigação do novo pacto de defesa mútua, que prevê que Islamabad coloque “todos os meios” à disposição de Riad em caso de ameaça houthi, segundo a Al Jazeera.

A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita alegou que os houthis, apoiados por Teerã, modificaram armas iranianas de defesa aérea em mísseis de cruzeiro vagantes com o auxílio da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Al Jazeera. Autoridades iranianas não comentaram os detalhes das acusações, mas negaram de forma ampla dirigir os houthis e destacaram a independência do grupo iemenita. O presidente Masoud Pezeshkian rejeitou uma conexão entre o Irã e ações dos houthis em entrevista à Al Jazeera e pediu negociação entre a Arábia Saudita e os houthis.

O Ministério da Saúde administrado pelos houthis informou que sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, entre elas crianças, em um ataque a lojas de um mercado no entroncamento de Mawiya, na província de Taiz, no domingo, segundo a Reuters, em texto republicado pela SRN News. Mais tarde, o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen disse que suas forças miraram um acampamento militar houthi e veículos no mesmo entroncamento. Três fontes militares dentro do governo iemenita disseram à Reuters que militantes houthis haviam montado recentemente um acampamento militar perto do mercado.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos e dois drones lançados pelos houthis contra o reino, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Express Tribune. A coalizão afirmou em publicações no X que os mísseis iam para Khamis Mushait e os drones para a capital, Riad. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem Mohamed Al Budaiwi, condenou os ataques como violação da soberania saudita e ameaça direta à segurança dos civis e à estabilidade regional, segundo a SANA.

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, deu à guerra contra os houthis um enquadramento religioso explícito: dirigiu-se às tropas na fronteira pedindo que estejam prontas para sacrificar a vida, citando versículos do Corão e ditos do profeta Maomé sobre sacrifício, e rezou pela “derrota completa” do grupo, informa o Ynet News, que também relata a exibição, pela televisão estatal saudita, de imagens do que as autoridades descreveram como um ataque houthi a uma mesquita no sul do reino. Riad acusa o grupo de tentar atingir Meca, e os houthis rejeitam a acusação.

O presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, convocou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, os iemenitas a se mobilizar e se juntar às forças armadas contra os houthis, segundo a Al Arabiya English. Ele ofereceu ainda anistia geral futura a combatentes e aliados houthis que deixarem o grupo a partir de 26 de setembro, conforme o Arab News.

Os houthis do Iêmen enviaram uma carta ao braço de política externa da União Europeia (UE) dizendo que não pretendem atacar navios europeus no mar Vermelho, segundo o Middle East Eye, que relata a informação a partir do Financial Times. A carta foi enviada depois de o grupo capturar o porto de Mokha e o lado iemenita do estreito de Bab al-Mandeb; os houthis afirmam que seu bloqueio no mar Vermelho vale apenas contra a Arábia Saudita e o governo iemenita reconhecido internacionalmente, informa o Middle East Eye.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os ataques transfronteiriços dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo a tentativa de atingir Riad, além de ataques a civis e à infraestrutura de energia do reino, segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, citado pela UN News. Membros do Conselho de Segurança da ONU condenaram os ataques em curso da milícia houthi, com danos a civis e à infraestrutura de energia, e expressaram solidariedade e apoio ao direito de autodefesa da Arábia Saudita, segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA).

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, conclamou as tropas do reino a estarem prontas para sacrificar a vida no combate aos houthis apoiados pelo Irã até que o grupo seja deposto do poder, informou o Al-Monitor, citando a Reuters. A declaração veio depois de semanas de escalada, com ataques houthis com mísseis e drones contra a Arábia Saudita e retaliação saudita com ataques aéreos.

A Arábia Saudita reúne chefes militares do Paquistão e da Turquia para discutir opções no âmbito do pacto de Meca, enquanto a França confirmou o envio de soldados, radares e sistemas de defesa para proteger o terminal petroleiro de Yanbu, segundo a Al Jazeera. Os houthis lançaram neste mês uma ofensiva na costa do Mar Vermelho, em meio à guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, e os combates se alastram pelo Iêmen, segundo o Washington Post.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ter lançado mísseis e drones contra um “alvo sensível” em Riad e contra instalações da Aramco na cidade de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera; o petróleo subiu no mesmo dia: o Brent para novembro fechou acima de US$ 106,50 o barril, depois de passar de US$ 108 e fechou a US$ 106,60, alta de US$ 3,52, ou 3,4%, segundo o The Vibes; segundo o Middle East Eye, as travessias de navios no estreito de Ormuz caíram para nove na quinta-feira, ante 14 no dia anterior e uma média de 10 dias em torno de 18, em dados preliminares de rastreamento de embarcações.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o líder supremo Mojtaba Khamenei está em plena saúde e no controle total do país, em entrevista à Fox News relatada pela agência russa TASS, na qual afirmou ter se reunido pessoalmente com Khamenei por sete horas há cerca de um mês ou um mês e meio. Na mesma entrevista, Pezeshkian negou que Teerã dirija os planos de batalha dos houthis do Iêmen, dizendo que “os houthis são responsáveis pelos próprios atos” e não recebem ordens de Teerã, segundo o Middle East Eye. Sobre o memorando de entendimento (MoU) de junho, Pezeshkian disse que o texto previa um cessar-fogo temporário antes do colapso das conversas, segundo a News18.

A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão vão realizar uma reunião urgente dos chefes de Estado-Maior, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores saudita, para discutir formas de apoiar Riad na escalada com os houthis do Iêmen. A barragem de mísseis balísticos e drones contra alvos sauditas, que incluiu a cidade sagrada de Meca, testa o pacto de defesa mútua assinado em agosto com a Turquia e o Paquistão. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca estabelece que um ataque armado contra um dos três países é considerado ataque contra todos.

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, chamou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, os houthis do Iêmen de “milícia terrorista” e condenou a tentativa de atingir Meca, que descreveu como “crime hediondo” e “provocação aos sentimentos dos muçulmanos no mundo inteiro”, segundo a Al Jazeera e o Dawn, que publicou o despacho da agência France-Presse. A fala foi feita em reunião de gabinete em Jeddah, registrada pela Saudi Press Agency, a agência oficial do reino: uma intervenção rara do monarca de 90 anos, que deixou os assuntos correntes com o filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. A Arábia Saudita afirma ter interceptado em 15 de setembro de 2026 um drone lançado pelos houthis contra Meca, o que a Al Jazeera registra como a primeira ativação de um alerta de segurança na cidade em quase dez anos. O líder houthi Abdel-Malik al-Houthi negou o ataque e chamou a acusação saudita de “mentira hedionda”. Desde então, mísseis e drones houthis atingiram cidades sauditas e infraestrutura de energia: a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado em 19 de setembro de 2026 um míssil balístico disparado contra Riad, que deixou uma coluna escura de fumaça sobre uma área de armazenamento de combustível do aeroporto internacional Rei Khalid.

Ataques aéreos sauditas contra o porto de Mokha, no mar Vermelho, mataram ao menos seis pessoas, no momento em que os houthis, apoiados pelo Irã, pressionam a sua ofensiva no Iêmen, segundo a France 24, citando a Reuters, a Associated Press e a AFP. O episódio ocorre no mesmo dia em que o porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, informou em Genebra que mais de 130 mil pessoas já foram deslocadas no Iêmen e cerca de 3 mil fugiram para o Djibuti desde o reinício dos combates no início de setembro, números que podem chegar a 230 mil e 10 mil nos próximos meses, segundo o Middle East Eye.

O Reino Unido vai enviar um avião-tanque Voyager da Real Força Aérea (RAF) para dar reabastecimento aéreo “defensivo” aos caças da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que disse ter aceitado um pedido saudita de apoio militar. O aparelho, baseado na base britânica de Acrotíri, no Chipre, deve começar a operar nos próximos dias e a missão é “limitada no tempo”, segundo a BBC News, que registra que se trata de uma única aeronave e que o apoio se restringe a defender o país de drones e mísseis, sem respaldar ataques ao Iêmen. O ministro da Defesa, Luke Pollard, afirmou à Sky News, segundo o Middle East Eye, que a decisão responde à “segurança nacional” britânica e que “em tempos perigosos, bons amigos ficam juntos”. A Arábia Saudita já tem, além do Voyager, o sistema de defesa antiaérea Sky Sabre, e os houthis reivindicaram nos últimos dias ataques com drones e mísseis balísticos contra Riad e instalações energéticas na costa do mar Vermelho. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) projetou que cerca de 230 mil deslocados no Iêmen e outros 10 mil refugiados no Djibuti podem precisar de ajuda humanitária nos próximos meses, segundo o porta-voz Babar Baloch, citado pelo Middle East Eye.

O governo do Iêmen disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que forças governamentais retomaram duas aldeias e uma posição no topo de um morro no distrito de Al-Wazi’yah, a oeste de Taiz, numa contraofensiva contra os houthis, segundo o Arab News. A ofensiva houthi deste mês é a maior desde a trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em abril de 2022 e já deslocou 112 mil pessoas, segundo agências da ONU citadas pelo Middle East Eye, que alerta para o risco de 230 mil deslocados se os combates aumentarem. O The Guardian publica que aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam posições, aglomerações e depósitos de armas houthis a oeste de Taiz, segundo as forças governamentais iemenitas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a sua conversa com Donald Trump em Nova York foi “muito construtiva” e que houve disposição para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã durante a guerra. Segundo o relato que ele fez a jornalistas, citado pela Hindustan Times, foram discutidas “várias soluções” que permitiriam, sem um acordo amplo, aumentar a passagem de porta-contêineres e petroleiros pelo estreito, além da situação do mar Vermelho, rota que ganhou peso no escoamento de petróleo com Ormuz fechado e onde a tomada de um estreito estratégico pelos houthis, apoiados pelo Irã, complicou a navegação. Sobre a Ucrânia, Macron disse ter pressionado Trump a acelerar o envio de interceptadores de mísseis a Kyiv, “uma medida defensiva”, e afirmou numa publicação na rede social X que os dois trataram da perspectiva de uma “trégua energética e uma moratória no mar Negro”. Antes do encontro, Trump havia atribuído ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parte da alta dos preços do diesel por causa dos ataques a refinarias russas e pedido que ele parasse de atingir o diesel russo, conforme o Le Monde. Macron também se reuniu com Zelensky à margem da Assembleia Geral da ONU.

Uma gravação de seis segundos apresentada como o momento em que o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, foi atingido por um míssil houthi circulou em redes sociais a partir de 20 de setembro de 2026 e é gerada por inteligência artificial, segundo a checagem da agência France-Presse publicada em 22 de setembro de 2026. A busca reversa de imagens localizou uma versão mais longa do vídeo publicada em 19 de março de 2026 pelo político iemenita Ali Hussein Al-Bujairi, marcada pela própria plataforma X como “mídia manipulada”; a checagem aponta indícios de origem sintética, entre eles um homem que atravessa uma porta de vidro no terceiro segundo e um telefone celular que flutua ao lado do ouvido de outro homem no 11º segundo. Não houve relato oficial de ataque ao aeroporto: a coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado o míssil, e o fogo de 19 de setembro de 2026 consumiu um tanque de combustível da Saudi Aramco num pátio vizinho ao terminal, segundo o The Jakarta Post e a BBC. A checagem da emissora alemã Deutsche Welle, de 17 de setembro de 2026, identificou outro clipe, de nove segundos e mais de 340 mil visualizações, apresentado como ataques a Abha e também gerado por inteligência artificial, além de um vídeo de emboscada que é material de abril de 2024 com narração de uma partida de futebol de 2018 sobreposta; nos dois casos, a plataforma de detecção Hive Moderation apontou origem sintética. A checagem da Deutsche Welle observa que a dificuldade de observar o conflito de forma independente deixa espaço para esse tipo de conteúdo, e a verificação do Misbar, de 21 de setembro de 2026, tratou do mesmo vídeo do aeroporto de Riad.

Quase 130 mil pessoas foram deslocadas em sete governações do Iêmen desde o início da ofensiva houthi na costa do mar Vermelho, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM): os dados mais recentes da agência, de 20 de setembro de 2026, registram 129.438 deslocados, ou 21.573 famílias, ante 118.086 contabilizados em 18 de setembro – um aumento de 11.352 pessoas em três dias. Taiz concentra o maior número, com 73.494 deslocados, seguida de Lahj, Áden e Al Hodeidah, e até a noite de domingo, 20 de setembro, 3.106 pessoas haviam cruzado o mar Vermelho para o Djibuti. “Os números seguem subindo”, disse o diretor regional da OIM para o Oriente Médio e Norte da África, Othman Belbeisi, segundo quem muitas famílias já foram deslocadas mais de uma vez. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, afirmou que 28 ataques aéreos atingiram três províncias nas 24 horas anteriores e que o total acumulado desde o início da escalada chega a 760 – número sem confirmação independente.

Combatentes houthis avançam para tomar as montanhas de Kahboub, nas províncias de Taiz e Lahij, que separam a costa do mar Vermelho do sul do Iêmen ainda controlado pelo governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo cinco fontes militares iemenitas ouvidas pela Reuters na segunda-feira, 21 de setembro. Os combates se concentram nos arredores do distrito montanhoso de Al-Wazi’iyah, em Taiz, e em Ras al-Ara, na costa do oceano Índico, entre a foz do mar Vermelho, tomada pelo grupo na semana passada, e a base do governo em Áden; o objetivo é proteger a retaguarda das forças houthis em torno do estreito de Bab al-Mandab e abrir novas frentes, segundo as fontes. O relatório de situação nº 4 do Escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Iêmen, de 20 de setembro, registra 674 mortos e 2.998 feridos no período de 6 de agosto a 18 de setembro, e 122.297 deslocados – em 17.852 famílias, até 15 de setembro, em oito províncias –, citando a Unidade Executiva para a Gestão dos Acampamentos de Deslocados do Iêmen. A agência France-Presse, citando a emissora al-Masirah, ligada aos houthis, informou que ataques sauditas mataram seis pessoas em Mocha, entre elas duas crianças e uma mulher; a Arábia Saudita não comentou.

Os chanceleres do Grupo dos Sete (G7) pediram nesta segunda-feira, 21 de setembro, que o Irã encerre o fornecimento de armas e o apoio aos houthis no Iêmen, que classificaram como um “padrão perigoso de escalada” capaz de atingir o comércio internacional, e condenaram os “ataques contínuos inaceitáveis” do grupo no Iêmen e contra o território da Arábia Saudita, segundo a Reuters. Em nota divulgada após reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos pediram que os houthis “cessem imediatamente todas as ações militares, todas as ameaças e ataques contra a navegação civil” e voltem “de boa-fé” ao processo político. A nota saiu no mesmo dia em que a agência Saba, ligada aos houthis, afirmou que bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram ao menos seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher, e feriram oito em Mokha, cidade portuária do mar Vermelho tomada pelos houthis em 10 de setembro, segundo a AFP e a France 24; o número não teve confirmação independente.

A emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, afirmou nesta segunda-feira que aviões sauditas atingiram um mercado público e uma escola no distrito de Dhubab, no sudoeste do Iêmen, matando ao menos uma pessoa, segundo a agência chinesa Xinhua. Dhubab fica ao sul do porto de Mocha, no mar Vermelho, e perto do estreito de Bab al-Mandab, onde os houthis tomaram áreas costeiras neste mês. O Middle East Eye divulgou imagens distribuídas pelo grupo, que segundo os houthis mostram o ataque; a Arábia Saudita não comentou. O Exército do governo iemenita, apoiado por Riad, afirma que sua campanha aérea na mesma faixa costeira mira combatentes e equipamentos houthis.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que autorizou o reabastecimento aéreo dos caças sauditas para ajudar a conter os houthis e a manter o petróleo do Golfo em circulação, na primeira missão militar do seu governo, segundo o The Guardian. Ele afirmou que vai usar o primeiro encontro com Donald Trump, nesta terça-feira, para pedir a desescalada do conflito com o Irã. O Reino Unido já mantém na Arábia Saudita o sistema de defesa aérea Sky Sabre, e os houthis avançaram para áreas vizinhas do estreito de Bab al-Mandab, rota alternativa de exportação do petróleo saudita.

A artilharia saudita voltou a atingir áreas povoadas da província de Saada, no norte do Iêmen, na fronteira com a Arábia Saudita, e a televisão al-Masirah, ligada aos houthis, afirmou que mais de 130 mísseis e obuses foram disparados em 12 horas contra os distritos de Az-Zahir e Haydan, segundo a agência russa TASS. O canal disse que o bombardeio continua. Do outro lado, a televisão al-Hadath, alinhada ao governo iemenita, informou que forças do governo retomaram várias posições no sul e no oeste da província de Taiz depois de combates, segundo a mesma agência. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, afirmou no domingo que 28 ataques aéreos atingiram as províncias de Taiz, Marib e Al-Jawf em 24 horas, segundo a agência chinesa Xinhua; uma fonte militar do governo disse à Xinhua que as forças do governo retomaram posições no oeste de Taiz, sem mudança nas linhas de frente. Os números de Saada são uma reivindicação da emissora controlada pelos houthis e não foram confirmados de forma independente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone no domingo com o presidente do Iêmen, Rashad al-Alimi, que pediu apoio americano contra os houthis, e não fez promessa direta de apoio militar, segundo quatro pessoas a par da conversa citadas pelo The Hindu. A Casa Branca e o ministro da Informação do Iêmen não responderam de imediato a pedidos de comentário. Trump já recusou pedidos sauditas de apoio militar contra o grupo, segundo a Reuters, e afirma em público que Washington mantém contato com os houthis, que dizem não atacar navios americanos. Os Estados Unidos designam o movimento como organização terrorista. A conversa ocorre depois de os houthis tomarem neste mês áreas ao longo do estreito de Bab al-Mandeb.

Combatentes houthis avançavam nesta segunda-feira para tomar alturas estratégicas na província de Taiz, no Iêmen, para cortar o litoral do mar Vermelho das forças restantes do governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo a Reuters. O The New York Times noticiou que o governo de Donald Trump preparou ataques aéreos contra o grupo no domingo, a pedido do príncipe herdeiro saudita, e que Trump os cancelou no último momento, com as bombas já sendo carregadas nos aviões; a Reuters não conseguiu confirmar o relato e o Comando Central dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário. O The Hindu informou, citando fontes, que Trump não prometeu apoio militar ao presidente iemenita Rashad al-Alimi em ligação telefônica, apesar do pedido.

Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam o distrito de Hayfan, na província de Taiz, no Iêmen, informou a televisão al-Masirah, controlada pelos houthis, segundo o Middle East Eye; o canal não divulgou vítimas nem danos. O ataque ocorre enquanto as forças houthis avançam pelo oeste do país e afirmam controlar boa parte do litoral do mar Vermelho, aproximando-se do estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas centrais do comércio marítimo mundial. O dirigente houthi Mohamed al-Bukhaiti disse à Associated Press (AP) que o grupo pode lutar em várias frentes se Estados estrangeiros entrarem no conflito, e que as operações no mar Vermelho têm como alvo a Arábia Saudita. Ele afirmou que navios americanos e de outros países não estão entre os alvos. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que as hostilidades no Iêmen deslocaram ao menos 125 mil pessoas desde o início de setembro, segundo o Middle East Eye.

Os houthis do Iêmen disseram ter lançado mísseis balísticos e de cruzeiro e drones contra Riad e contra instalações da Aramco em Yanbu, no litoral do mar Vermelho, segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya al-Sarea. A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído um míssil balístico disparado contra a capital, sem confirmar outros ataques nem vítimas, segundo a BBC, a Associated Press (AP) e a Al Jazeera. A AP registra que foi a primeira vez que Riad foi alvo desde que a escalada com os houthis, apoiados pelo Irã, abriu uma nova frente na guerra do Irã.

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