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Tema: Diplomacia

Fluxo

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, teve uma reunião de três horas com Vladimir Putin, na qual os dois discutiram a cooperação estratégica e de alto nível entre os países. Segundo Jalali, Teerã declarou que a aceitação plena e incondicional de suas sete condições estratégicas por Washington é pré-requisito para qualquer iniciativa diplomática. O embaixador afirmou ainda que Rezaei mencionou o conteúdo de uma carta do vice-presidente norte-americano JD Vance e explicou a resposta iraniana, sustentando que negociações sozinhas nunca seriam base para encerrar a guerra.

O Egito reabriu neste sábado sua embaixada em Trípoli após 12 anos de ausência, em aproximação com a administração baseada no oeste da Líbia, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores no Cairo. O Cairo vinha sendo um dos principais apoiadores do comandante militar do leste líbio, Khalifa Haftar, rival do governo sediado em Trípoli. A sede histórica da embaixada estava fechada desde janeiro de 2014, quando o Egito alegou razões de segurança diante da deterioração da situação no país, e o chanceler Badr Abdelatty reabriu o prédio na presença de El-Taher El-Baour, ministro interino das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Líbia.

Um funcionário japonês da farmacêutica Astellas preso na China por espionagem deve ser libertado em dezembro, segundo fontes próximas às relações sino-japonesas. O homem, na casa dos 60 anos, foi detido em março de 2023 e condenado em julho de 2025 pelo Tribunal Intermediário nº 2 de Pequim a três anos e seis meses de prisão. As relações entre China e Japão seguem tensas desde a crise diplomática provocada por declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) declarou persona non grata o cônsul-geral do Líbano em Detroit, Ibrahim Sharara, por publicações em redes sociais atribuídas a ele que elogiavam o atentado de 1983 contra o quartel dos fuzileiros navais dos EUA em Beirute, que matou 241 militares norte-americanos. Em post de 2021, Sharara teria escrito que “a resistência heroica encerrou a ocupação militar norte-americana [do Líbano] em um único golpe”. A embaixada do Líbano em Washington recebeu notificação formal da decisão do governo Trump, segundo a imprensa libanesa.

Mísseis e drones russos atingiram a Ucrânia neste sábado e feriram ao menos nove pessoas, enquanto negociadores de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos (EUA) preparam uma nova rodada de conversas para terça-feira em Abu Dhabi, a quarta mediada pelo governo Trump. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia disparou 36 mísseis balísticos contra Kyiv e a região e 172 drones sobre Kyiv e outras 12 regiões, ferindo nove pessoas, entre elas uma criança. Um ataque ucraniano com drone matou uma pessoa em Grayvoron, na região russa de Belgorod, segundo autoridades locais.

Uma fonte diplomática síria disse à agência estatal SANA que a Síria não tem planos de enviar forças militares ao Iêmen e chamou de infundados os relatos sobre um possível deslocamento. Segundo a fonte, a cooperação militar com a Arábia Saudita se concentra hoje em treinar forças sírias, ampliar capacidades e trocar experiência militar. Visitas de coordenação de autoridades sauditas à Síria começam no mês que vem, e a cooperação pode evoluir para um acordo de defesa mútua ou para a adesão síria ao Acordo de Defesa Conjunta de Meca, dependendo dos interesses compartilhados dos dois países.

O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, disse em entrevista exclusiva à Al Jazeera que o país tem evidências de que partes externas usam seu território para lançar ataques contra países vizinhos e que os Estados Unidos pediram formalmente o fechamento de todas as travessias de fronteira com o Irã, com exceção de duas. Segundo Hussein, o Iraque perdeu cerca de US$ 60 bilhões com a suspensão das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz, e os embarques foram retomados após entendimentos com Washington e Teerã. O prazo para que as facções armadas entreguem suas armas ao Estado foi adiado para junho de 2027 diante da resistência ao processo.

O Kremlin anunciou a composição da delegação russa que participará da nova rodada de negociações trilaterais sobre a Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos (EUA), em Abu Dhabi. A delegação é chefiada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky e inclui os vice-chanceleres Sergei Ryabkov e Mikhail Galuzin, o chefe da inteligência militar (GRU) Igor Kostyukov e Yuri Zhigarlovsky, vice-chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado-Maior. O assessor presidencial Yuri Ushakov supervisionará as conversas na condição de responsável pela política externa do Kremlin. Todos os integrantes da delegação se reuniram com Vladimir Putin na sexta-feira, em reunião do Conselho de Segurança dedicada em parte às negociações. A reunião trilateral está marcada para terça e quarta-feira e será a primeira desse tipo desde fevereiro. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que os europeus não têm lugar à mesa de negociação e citou o início de exercícios militares na véspera das conversas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em reunião recente com altos funcionários que o pessoal deve ficar no seu quadrado e evitar ações que representem conflito de interesses, segundo quatro pessoas informadas do assunto. Rubio afirmou que comportamentos antiéticos resultarão em demissão, independentemente das conexões do funcionário. Segundo as fontes, decisões significativas passaram a exigir o aval dele ou do vice-secretário de Estado Christopher Landau. A mensagem foi dada na semana passada, antes das derrotas eleitorais do Partido Republicano na terça-feira.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, classificou como “pequenos” os ataques à ilha iraniana de Qeshm, atingida por dois projéteis na noite de sexta-feira, o mais recente de uma série de ataques aéreos à ilha nas últimas semanas voltados contra defesas antiaéreas e lançadores iranianos. Os bombardeios ocorrem em meio a temores de escalada na guerra entre os dois países, enquanto mediadores seguem tentando evitar um combate de larga escala. Segundo a Organização Marítima de Comércio do Reino Unido (UKMTO), ao menos 11 navios foram atacados no Estreito de Ormuz e arredores na semana encerrada em 6 de novembro, e três afundaram. O relatório semanal registrou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

Stephen Orlins, presidente do Comitê Nacional de Relações Estados Unidos (EUA)–China, disse em discurso por vídeo em Sanya, em Hainan, que o secretário de Guerra Pete Hegseth e o almirante Samuel Paparo, do Comando do Pacífico, podem visitar a China “em breve”, o que seria útil para estabelecer contato. O Pentágono e o Comando do Pacífico disseram não ter anúncios a fazer no momento, enquanto Washington negocia há meses uma possível visita, talvez antes do fim do ano. Orlins alertou ainda que o Mar do Sul da China – mais do que Taiwan – se tornou o ponto com maior risco de um choque militar acidental entre as duas potências.

Kim Song-nam, diretor do departamento de assuntos internacionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia, reuniu-se em Pequim, na sexta-feira, com Liu Haixing, ministro do departamento internacional do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, na casa de hóspedes estatal de Diaoyutai, segundo a agência estatal KCNA. Liu disse que a visita da delegação era prioridade máxima para o presidente Xi Jinping e para o Comitê Central do partido. Kim também se reuniu com Cai Qi, membro do comitê permanente do bureau político e quinto na hierarquia do partido chinês, que afirmou que o apoio da China à causa socialista da Coreia sob Kim Jong Un segue firme, qualquer que seja a mudança do cenário internacional.

A delegação russa às conversas com Estados Unidos e Ucrânia na próxima semana incluirá oficiais militares e diplomatas de alto escalão, entre eles o vice-chanceler Sergei Ryabkov, o vice-chanceler Mikhail Galuzin e o chefe da inteligência militar Igor Kostyukov, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à Interfax, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Irish Independent. Ryabkov responde pelas relações da Rússia com as Américas e por controle de armas, não proliferação e o dossiê nuclear iraniano. O encontro trilateral em Abu Dhabi está marcado para terça e quarta-feira e será o primeiro do tipo desde fevereiro. Na sexta-feira, durante a parte televisionada de uma reunião do Conselho de Segurança, Vladimir Putin agradeceu aos Emirados Árabes Unidos por sediar as negociações.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a retomada dos canais de comunicação entre as duas Coreias, incluindo os contatos militares diretos, para evitar acidentes ou erros de cálculo. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que Guterres segue preocupado com a situação na península coreana e com uma possível escalada na Zona Desmilitarizada. A tensão na fronteira aumentou após a explosão de uma mina em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos, dois deles com gravidade. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano e do Comando da ONU concluiu que a explosão foi causada por minas antipessoal plantadas deliberadamente pela Coreia do Norte, que nega responsabilidade.

Zelenskyy disse que quer garantias específicas dos aliados ocidentais sobre como funcionará o apoio de segurança pós-guerra e que o essencial é que esteja “claro no papel”. Em entrevista à emissora 1+1, ele resumiu o que cobra dos aliados: “Se a Rússia começar (a atacar) de novo, o que vai acontecer?”. A fala veio após dois dias de conversas em Bruxelas que reuniram Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia em torno de reconstrução, financiamento para 2027 e garantias de segurança. Ele também disse que as vitórias democratas nas eleições de meio de mandato desta semana podem ter efeito positivo sobre a ajuda estadunidense, incluindo a entrega mais rápida de interceptores Patriot.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou ter mantido, em 48 horas, conversas telefônicas com 12 homólogos, entre eles os de Omã, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Chipre, Turquia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Iraque e Paquistão. Ele reafirmou o “direito legítimo” do Irã de defender sua soberania e defendeu arranjos de segurança regionais livres da interferência de potências extrarregionais.

O primeiro-ministro e chanceler do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse que os esforços de mediação seguem ativos para evitar uma escalada regional e que a crise com o Irã “não pode ficar sem solução”. Em entrevista pública na Universidade de Oxford, ele afirmou que o Catar trabalhou nas últimas semanas com colegas da administração dos EUA que têm “intenções genuínas” de conter e desescalar a situação e que, graças também a “vozes sábias em Teerã”, a situação foi impedida de sair de controle. Ele disse que “nunca haverá um acordo de paz perfeito” e reconheceu que a mediação está menos intensa: “talvez agora estejam ocupados com outras questões. Não está tão ativa como há alguns dias”, acrescentando que o engajamento “não parou e não vai parar”.

A China confirmou pela primeira vez que discute um encontro entre Xi Jinping, Donald Trump e Vladimir Putin. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse em entrevista coletiva em Pequim que o país “está em comunicação com as partes relevantes sobre um encontro entre os três chefes de Estado”. Nada está definido, e a reunião dos três ocorreria neste mês à margem de uma cúpula regional em Shenzhen. Trump deve viajar a Shenzhen para o terceiro encontro com Xi neste ano, com a frágil trégua comercial prestes a expirar em janeiro.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está envolvido pessoalmente há duas semanas em conversas indiretas com o Irã para obter um novo cessar-fogo e reiniciar as negociações nucleares, segundo o Axios, que citou duas fontes, em relato publicado pela TRT World. Vance fala quase diariamente com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e com outros mediadores. Há duas semanas, enviou carta a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, propondo volta às negociações diretas; autoridades iranianas disseram que a carta criou impulso positivo. Os mediadores discutiram uma reunião técnica de nível de trabalho entre os dois lados nos próximos dias, que ainda não ocorreu.

Luiz Inácio Lula da Silva embarca na manhã de segunda-feira, 9, para viagem que inclui a Turquia, onde participa da cúpula de líderes da COP31, e as Filipinas, onde fará a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país, no ano em que os dois países completam 80 anos de relações diplomáticas – com reuniões reservadas e ampliadas com o presidente Ferdinand Marcos Jr., além de almoço oficial e fórum empresarial no dia 14. O bloco reúne população superior a 700 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 4,25 trilhões de dólares, e é a primeira viagem internacional de Lula depois de reeleito para o quarto mandato.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou na sexta-feira, 6, que um navio de bandeira francesa pretendia fazer pesquisa científica marinha e lançar cabos dentro da plataforma continental turca no Mediterrâneo Oriental sem autorização de Ancara – segundo o ministério, os avisos de navegação emitidos pela Grécia e pela administração cipriota grega para a operação foram cancelados pela Turquia, que diz que os limites externos da plataforma foram notificados à Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de março de 2020 e que o consentimento exigido pelo direito do mar não foi concluído para o trecho dentro dessa área; a TRT World noticiou que Ancara afirma que o navio planeja pesquisa não autorizada na região.

Donald Trump afirmou no Truth Social que Israel e todo o Oriente Médio não existiriam hoje se ele não tivesse impedido o Irã de obter uma arma nuclear – a declaração foi registrada também na cobertura ao vivo do Middle East Eye sobre a guerra com o Irã e saiu dias depois de ele dizer, na terça-feira, 3, que fechou com Benjamin Netanyahu o fim do repasse anual de 4 bilhões de dólares a Israel depois deste ano, mantida a venda de armas ao país, num regime que prevê 3,8 bilhões de dólares por ano.

Donald Trump previu na quinta-feira, 5, um acordo iminente com a Rússia cobrindo a Ucrânia e “toda a Europa”, depois de a primeira-dama Melania Trump receber na Casa Branca autoridades dos dois países em guerra – ele revelou uma reunião não anunciada com Kirill Dmitriev, enviado de Vladimir Putin, e disse no Salão Oval que não podia revelar o discutido, mas que seria um acordo “muito grande”, envolvendo mais que a Ucrânia e possivelmente toda a Europa. Trump disse que se reuniu com o principal negociador do Kremlin, mas não com o ucraniano, no mesmo dia, embora autoridades da Ucrânia também estivessem na Casa Branca, e a promessa, sem detalhes, deixou capitais europeias sem entender o alcance da proposta.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a primeira opção do país é renovar o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que, se isso for impossível, Beirute deve buscar um arranjo legal alternativo para manter outra força internacional no sul ao lado do Exército. Aoun disse que Israel rejeita a presença da UNIFIL e pressiona por sua retirada. A declaração foi feita ao receber em Baabda uma delegação parlamentar que lhe entregou uma carta assinada por 86 deputados ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a renovação do mandato. Criada em 1978, a UNIFIL teve o papel ampliado após a guerra de 2006 e monitora a cessação das hostilidades, patrulha a Linha Azul e coordena-se com o Exército libanês sob a Resolução 1701.

O avião papal pousou no aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, nesta sexta-feira, início da primeira visita de Leão XIV à América Latina como pontífice. É a primeira visita de um papa ao Uruguai desde 1988, quando João Paulo II esteve no país. Na Plaza Independencia, em cerimônia oficial de boas-vindas ao lado do presidente Yamandú Orsi, Leão disse que “perseverar no respeito à lei, na negociação e na busca paciente de acordos é um serviço que o Uruguai pode continuar oferecendo aos seus vizinhos”. A viagem prevê Uruguai de 6 a 8 de novembro, Argentina de 8 a 11 e Peru de 11 a 17.

O Escritório Internacional de Mídia do Catar negou que o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman Al Thani tenha dito que os Estados Unidos (EUA) e o Irã não chegaram a um acordo para encerrar a guerra, classificando as informações de falsas e enganosas. O órgão afirmou que as falas do primeiro-ministro foram “deliberadamente distorcidas por aqueles que se beneficiam da continuidade da guerra e da instabilidade em nossa região”. Segundo o comunicado, o primeiro-ministro disse que os dois lados seguem trabalhando por um acordo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as relações entre China e Japão enfrentam “sérias dificuldades” e que a responsabilidade é “inteiramente do lado japonês”, um ano depois das declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan. Guo afirmou que, passado um ano, as autoridades japonesas seguem protelando o assunto, sem sinceridade nem ação para refletir sobre o erro e corrigi-lo. Em 7 de novembro de 2025, Takaichi disse no Parlamento que uma “contingência de Taiwan” poderia constituir uma “situação de ameaça à sobrevivência” do Japão, o que implica que Tóquio poderia intervir militarmente.

A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) encerrou suas operações e iniciou em 1º de novembro o período de liquidação, após o Conselho de Segurança não renovar seu mandato. A liquidação prevê a repatriação de cerca de 160 observadores militares, a redução de 180 civis e pessoal afiliado e o fechamento de cerca de 13 instalações, segundo Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU. O mandato expirou depois de a Rússia vetar um projeto de resolução americano; o texto, apoiado por 11 dos 15 membros do Conselho, estendia a missão por um ano e colocava o plano de autonomia marroquino no centro da solução. Marrocos comemorou nesta sexta-feira o 51º aniversário da Marcha Verde, a mobilização de 1975 para o então Saara Ocidental sob controle espanhol, enquanto a missão de paz da ONU se desmonta. O palácio real marroquino classificou a missão como fracasso na fiscalização do cessar-fogo, enquanto a Frente Polisário e a Argélia lamentaram a não renovação do mandato.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante comercial Jamieson Greer conversaram por telefone com o vice-premiê chinês He Lifeng nesta sexta-feira para finalizar os preparativos do encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Shenzhen, neste mês. Em comunicado, o Tesouro afirmou que Bessent ressaltou a importância de a China implementar plena e imediatamente os compromissos assumidos em Busan e manifestou preocupação com ações chinesas recentes, sem detalhá-las. Os dois países prorrogaram por dois meses o acordo comercial firmado na Coreia do Sul, até 10 de janeiro de 2027. Um dia antes, o Ministério do Comércio da China disse que segue aberto a comprar mais produtos agrícolas dos EUA, mas cobra cortes recíprocos de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos de cada lado. Trump deve encontrar Xi à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Shenzhen, no terceiro encontro presencial dos dois neste ano.

Os Estados Unidos e o Irã estão potencialmente perto de um avanço nas negociações para um acordo que encerre a guerra em grande parte suspensa entre os dois países, segundo a Bloomberg, em reportagem citada pelo Times of Israel. Autoridades dizem que o Irã analisa propostas que preveem limitar seu programa nuclear. A Fox News reportou que os militares disseram a Trump que favorecem condições, a partir de 9 de novembro, para um novo ataque.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan anunciou o fechamento do escritório de representação em Papua-Nova Guiné e a retirada de todo o pessoal depois de novas exigências do governo do país para encerrar a representação. Junto com o escritório, Taiwan encerra todos os programas de cooperação técnica e assistência no país, incluindo missões técnicas e médicas, bolsas e formação de pessoal. Taiwan já havia parado de comprar gás natural liquefeito (GNL) de Papua-Nova Guiné no mercado spot e não assinará novos contratos spot; o ministério dizia planejar cerca de 500 mil toneladas no primeiro semestre de 2026. As compras taiwanesas correspondiam a cerca de um terço das exportações de GNL do país do Pacífico. O ministério acusou a China de usar pressão política e influência econômica para interferir em decisões diplomáticas de outros países e restringir o espaço internacional de Taiwan. Taipei atribui a decisão à pressão política chinesa sobre o país do Pacífico.

Rustem Umerov, chefe do Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia, vai chefiar a delegação ucraniana nas conversas trilaterais de Abu Dhabi, segundo o conselheiro de comunicação de Volodymyr Zelensky, Dmytro Litvin, que falou à agência TSN – informação divulgada pela estatal russa TASS. O decreto de Zelensky com a composição da delegação ainda não havia sido publicado, e a CBS News havia noticiado que Budanov chefiaria o grupo. Do lado russo, a delegação para Abu Dhabi inclui o assessor presidencial Vladimir Medinsky, o chefe da Diretoria Principal de Inteligência do Estado-Maior Igor Kostyukov, o assessor Yury Ushakov, os vice-ministros Mikhail Galuzin e Sergey Ryabkov e o vice-chefe da Diretoria Principal de Operações Yury Zhigarlovsky.

Dois indígenas e uma quilombola tomaram posse na carreira diplomática brasileira, em cerimônia realizada na quarta-feira no Palácio Itamaraty, em Brasília. Helen Jaine Gomes Borgens, Marcelo Kariri Menezes e Idjahure Achkar Terena integram a turma 2026-2028 do Instituto Rio Branco, composta por 60 profissionais, entre eles 17 pessoas negras, sete pessoas com deficiência, dois indígenas e uma quilombola. Helen é natural da comunidade quilombola do Retiro, em Goiás, e construiu sua trajetória acadêmica a partir da educação pública.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu com os membros permanentes do Conselho de Segurança russo as conversas trilaterais sobre a Ucrânia previstas para terça-feira nos Emirados Árabes Unidos. “Como as conversas estão marcadas para terça-feira, convidei os colegas que vão participar delas. Proponho uma breve discussão sobre o tema”, disse Putin na reunião. Serão as primeiras conversas trilaterais de paz desde fevereiro, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo PBS NewsHour. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o essencial é que o compromisso fique “claro no papel”, com definição de quem faz o quê, com que meios e quando, caso a Rússia volte a atacar. “A questão não são dezenas de pontos, mas simplesmente a compreensão do resultado”, afirmou em entrevista à televisão privada ucraniana 1+1, na noite de quinta-feira. As reuniões em Bruxelas tiveram a presença de autoridades dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, da Alemanha e da União Europeia, além de representantes do Banco Mundial e do grupo de investimentos americano BlackRock, segundo o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov.

A China e o Gabão elevaram suas relações diplomáticas durante a visita de Estado do presidente gabonês, Brice Oligui Nguema, a Pequim, e vão aprofundar a cooperação em mineração e segurança, segundo declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira, em texto da Reuters republicado pelo SRN News. A China disse que apoiará o Gabão a “transformar vantagens de recursos em motores de desenvolvimento”, e os dois países se comprometeram a ampliar os intercâmbios entre suas Forças Armadas e as agências de segurança e aplicação da lei. Em encontro com Nguema, o presidente Xi Jinping afirmou que a China quer ser “um amigo e parceiro confiável no desenvolvimento independente do Gabão”, segundo a mídia estatal chinesa.

Ali Bagheri, vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse que Teerã não pode mais confiar em compromissos escritos dos Estados Unidos, citando descumprimentos das obrigações americanas nos últimos 18 meses. “O Irã precisa ver as ações práticas dos EUA; só então o terreno pode ser preparado para abrir um novo capítulo”, afirmou. Bagheri descreveu ainda os planos de transferência de gás natural russo ao Irã e de desenvolvimento do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul (INSTC) como iniciativas estratégicas para conter a pressão americana.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que o país não abrirá o Estreito de Ormuz nem negociará com os Estados Unidos enquanto as sete condições iranianas não forem cumpridas. Entre as exigências listadas estão o levantamento das sanções econômicas, o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior e o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo a ofensiva militar israelense no Líbano. O relato é do próprio negociador, feito depois da reunião com Vladimir Putin em Moscou nesta quinta-feira, na qual entregou uma mensagem do líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei. O encontro teve também a presença do assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, e do chefe da inteligência militar russa, Igor Kostyukov. Rezaei disse ter apresentado a Putin os resultados de uma reunião realizada em Teerã, no fim de outubro, com representantes de Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, e que o presidente russo recebeu a iniciativa favoravelmente.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, entregou ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou, uma carta do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em reunião na quinta-feira, conforme a emissora estatal iraniana Press TV. Segundo Rezaei, os temas incluíram planos de aprofundar a cooperação energética, inclusive a construção de gasodutos da Rússia para o Irã. O projeto é apresentado como forma de ajudar o Irã a enfrentar a escassez de gás e permitir que o país exporte gás russo a Estados vizinhos. O Conselho de Segurança Nacional iraniano aprovou o projeto e o ministro de Estradas deve assinar em breve um acordo de implementação, ainda segundo Rezaei.

Um ano depois das declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan no Parlamento, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as autoridades japonesas não demonstraram qualquer sinceridade nem agiram para refletir sobre seus erros e corrigi-los, e que as dificuldades graves nas relações entre os dois países são inteiramente responsabilidade do lado japonês. No mesmo dia, Takaichi disse a repórteres em Tóquio que o Japão segue comprometido com uma relação “estratégica e mutuamente benéfica” com a China e descreveu Pequim como “vizinho importante”, segundo a agência Kyodo. Desde as declarações de Takaichi, a China impôs uma série de medidas retaliatórias, entre avisos de viagem que desaconselham visitas ao Japão, restrições às importações de frutos do mar japoneses e cotas de exportação de terras raras usadas na indústria de alta tecnologia.

O gabinete do emir do Catar afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o emir Tamim bin Hamad Al Thani discutiram por telefone os esforços catarisas para resolver as diferenças entre as partes e fechar um acordo abrangente para encerrar o conflito. Autoridades do Catar têm circulado entre Doha e Teerã para ajudar a superar as diferenças, inclusive sobre a atividade nuclear iraniana e o bloqueio naval americano aos portos do Irã. Segundo a Bloomberg, citada pelo Middle East Eye, Teerã estuda agora propostas sobre seu programa nuclear que antes não estava disposto a discutir, conforme um diplomata a par das conversas. Depois da eleição, Trump disse não ter planos imediatos de lançar ataques contra o Irã, e o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.

Jared Kushner, enviado do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que Washington estuda um marco de segurança europeu mais amplo, destinado a responder às preocupações de todos os lados e a sustentar um acordo duradouro na Ucrânia. As propostas preveem consultas permanentes, comunicação de crise, transparência militar e medidas recíprocas para reduzir riscos de escalada, com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) permanecendo central na defesa coletiva europeia, segundo ele. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou não recebeu nenhum detalhe do acordo. Conversas trilaterais entre EUA, Rússia e Ucrânia estão marcadas para 10 e 11 de novembro de 2026 em Abu Dhabi, e o chanceler Sergey Lavrov afirmou que o histórico dos governos europeus de minar acordos de paz “não pode ser ignorado”, o que os deixou fora do encontro.

O sábado marca um ano da fala da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de que um ataque a Taiwan poderia levar as Forças de Autodefesa a agir em apoio aos Estados Unidos (EUA), e o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as relações entre os dois países enfrentam “sérias dificuldades”, com “a responsabilidade inteiramente do lado japonês”. O porta-voz Guo Jiakun disse que não houve progresso no último ano e que as autoridades japonesas “se esquivam” do assunto. No mesmo dia, Takaichi disse em Tóquio que seu governo quer promover a relação estratégica e mutuamente benéfica com a China, “uma vizinha importante”. Desde as falas, a China recomendou aos cidadãos que não viajem ao Japão, proibiu a importação de frutos do mar japoneses e restringiu a exportação de terras raras.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou a resolução dos Estados Unidos (EUA) para renovar a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO): a proposta norte-americana teve 11 votos a favor, o veto da Rússia e três abstenções, e a contraproposta russa, que estenderia o mandato até 31 de outubro de 2027, teve três votos a favor e o veto norte-americano. O texto dos EUA estenderia o mandato por um ano, retiraria a palavra “referendo” do nome da missão e faria do plano de autonomia marroquino a única base das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. A ONU já começou a liquidar sua operação na cidade de Laayoune, entregando os ativos ao Marrocos. O principal diplomata da Frente Polisario disse que o grupo via a missão como ineficaz na melhor hipótese e cúmplice do Marrocos na pior. A MINURSO foi criada em 1991 para monitorar o cessar-fogo entre Marrocos e a Polisario e preparar um referendo, que nunca ocorreu; o cessar-fogo ruiu em 2020.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, disse que quer garantias concretas dos aliados ocidentais sobre como funcionará o apoio de segurança pós-guerra e que o importante é que esteja “claro no papel”. Em entrevista à emissora privada ucraniana 1+1, exibida na noite de quinta-feira, afirmou: “A questão não são dezenas de pontos, mas simplesmente o entendimento do resultado: se a Rússia começar (a atacar) de novo, o que vai acontecer? Quem vai fazer o quê, com que meios e quando?”. Dois dias de conversas em Bruxelas reuniram Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia, além de representantes do Banco Mundial e do grupo norte-americano BlackRock, sobre reconstrução, financiamento de 2027 e garantias. Zelensky disse que as chances de obter ajuda adicional dos EUA “podem agora crescer” com a vitória democrata nas midterms, incluindo a entrega mais rápida de interceptadores Patriot.

O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir Putin recebeu uma mensagem do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, entregue por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em reunião na quinta-feira. A informação foi divulgada também por veículos oficiais iranianos após o encontro. Segundo o Kremlin, Putin e Rezaei trataram do Acordo de Parceria Estratégica Abrangente Rússia-Irã e da situação no Golfo Pérsico e no Oriente Médio em declaração publicada no site do Kremlin.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o acordo que negocia com a Rússia vai além da Ucrânia e pode envolver “toda a Europa”. “Vai ser muito grande. Vai envolver mais do que a Ucrânia, e eu poderia até dizer que pode envolver toda a Europa. Vai ser um acordo grande e bonito, e todo mundo vai ficar entusiasmado”, disse a jornalistas no Salão Oval, sem detalhar o conteúdo da conversa: “Não posso dizer o que discuti, mas estou apenas dizendo: vai ser um acordo, vai ser um acordo grande”. Trump confirmou que teve uma reunião não agendada com o enviado russo Kirill Dmitriev na Casa Branca e disse que não se encontrou com as autoridades ucranianas que estavam no local na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. A fala ocorre dias antes da rodada trilateral entre Ucrânia, Rússia e EUA prevista para a semana que vem em Abu Dhabi, a primeira desde fevereiro.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em sua primeira manifestação desde o anúncio norte-americano que vê a decisão de encerrar a ajuda militar como uma mudança para uma “parceria”. O porta-voz Doron Spielman disse à Fox News que Netanyahu trabalha com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, “para fazer a transição correta da ajuda para a parceria e o investimento mútuo”, e que a ajuda “foi incrivelmente importante”. Segundo Trump, os dois líderes chegaram há alguns meses a um entendimento pelo qual a assistência de US$ 4 bilhões anuais termina até dezembro de 2026, com Israel livre para comprar armas norte-americanas e podendo receber ajuda adicional se necessário. “Não vamos mais pagar a Israel”, disse.

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI, na sigla em inglês), Mohammad Eslami, disse que as ameaças de Washington contra sítios nucleares iranianos refletem desespero crescente. Eslami chamou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em português), Rafael Grossi, de “agente obediente” dos adversários do Irã por repassar informações sobre o programa nuclear. Sobre uma eventual saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP, na sigla em português), disse que a decisão é estratégica e de competência soberana do país.

Melania Trump pediu um cessar-fogo “mais duradouro” na Ucrânia ao receber delegações russa e ucraniana na Casa Branca, após a trégua da semana passada na região de Kherson. Centenas de moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia, puderam evacuar durante o cessar-fogo de seis dias, que Moscou e Kiev atribuíram à intermediação de Trump. As delegações incluíram o ombudsman ucraniano Dmytro Lubinets, sua homóloga russa Yana Lantratova, o deputado ucraniano Davyd Arakhamia e o enviado do Kremlin Kirill Dmitriev. Ao fim do evento, Melania entregou a Dmitriev e Arakhamia duas cartas para entrega pessoal aos presidentes da Rússia e da Ucrânia.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, telefonou para Donald Trump nesta quinta-feira e tratou da situação regional, de questões de segurança e das perspectivas do próximo período. Al-Zaidi reafirmou que o território do país não pode ser usado como plataforma de ataques contra países vizinhos, com respeito à soberania nacional e defesa de soluções pacíficas e diálogo. O chanceler Fuad Hussein disse que um novo ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã não é segredo e advertiu os grupos armados iraquianos a não entrar em eventual retaliação iraniana, afirmando que empurrar a sociedade iraquiana para a guerra levaria a um desastre. Desde o início da guerra, o Iraque perdeu mais de US$ 60 bilhões em receita de petróleo, cerca de 90% do orçamento federal.

O papa Leão XIV inicia nesta sexta-feira sua primeira viagem à América Latina como pontífice, em uma região que ainda concentra o maior número de católicos do mundo. Serão 11 dias de compromissos, com dois dias no Uruguai, três na Argentina e quase uma semana no Peru. A viagem, que ocorre poucas semanas após o pontífice passar por cirurgia para tratar um câncer de pulmão, foi mantida sem alterações, segundo o Vaticano. A viagem era prioridade pessoal do pontífice, segundo o Le Monde.

Em entrevista ao New York Times, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que as eleições na Venezuela ocorreriam “idealmente” no próximo ano. Ele se recusou a garantir que o pleito ocorra antes do fim do mandato de Donald Trump, segundo a TASS, e afirmou que a Venezuela ainda precisa cumprir vários passos críticos para criar as condições adequadas à realização das eleições.

O chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, defendeu, na sessão plenária da 30ª Cúpula Ibero-Americana, em Madri, a suspensão imediata das sanções econômicas contra o país. Ele citou a aprovação da Lei de Anistia, que beneficiou mais de 8 mil pessoas, o restabelecimento do acesso a 38 portais de notícias e o avanço do diálogo com setores da oposição. O pedido foi feito diante de dez chefes de Estado e representantes de 22 países da comunidade ibero-americana. A estatal Corporación Eléctrica Nacional fechou aliança com a turca Karpowership para duas barcaças de geração flutuante que somam 200 megawatts no estado de Zulia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca que se reuniu com o enviado especial do presidente russo, Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News, e que a guerra Rússia-Ucrânia está muito perto de ser resolvida. Trump disse que o acordo “vai envolver mais que a Ucrânia” e que “pode até envolver toda a Europa”. Ele afirmou também que não se encontrou com a delegação ucraniana na quinta-feira. O encontro com Dmitriev ocorreu depois de uma reunião diplomática organizada pela primeira-dama Melania Trump, que juntou representantes russos e ucranianos. O enviado Jared Kushner afirmou que Estados Unidos, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e parceiros europeus tiveram discussões “produtivas e substantivas” sobre o fim da guerra.

As garantias de segurança para a Ucrânia e uma nova estratégia de segurança europeia foram os temas centrais das reuniões em Bruxelas em 5 de novembro com França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com o chefe da inteligência exterior ucraniana, Rustem Umerov, dizendo que discutiram como devem ser as garantias norte-americanas e dos demais parceiros e que detalhes virão depois. Segundo a TASS, o enviado norte-americano Steve Witkoff afirmou que consultas mediadas pelos Estados Unidos com Rússia e Ucrânia ocorrerão em Abu Dhabi em 10 e 11 de novembro, e que Jared Kushner e Witkoff devem representar os Estados Unidos na reunião trilateral.

A delegação palestina busca aprovar resoluções críticas a Israel com ênfase nas consequências da guerra iniciada em 7 de outubro de 2023, incluindo condenação a assentamentos em territórios descritos como ocupados, entre eles Jerusalém Oriental e as Colinas do Golã sírias, além de, pela primeira vez, uma declaração formal da Organização das Nações Unidas (ONU) recusando reconhecer a presença israelense na Cisjordânia e uma política de “diferenciação” entre a Cisjordânia e o restante de Israel. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou a iniciativa como “ataque diplomático” e disse que a delegação israelense trabalha com aliados para enfrentá-la.

Brasil, México, Uruguai e Nicarágua condenaram o bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra Cuba na plenária da 30ª Cúpula Ibero-Americana, em Madri, nesta quinta-feira – o chanceler Mauro Vieira rejeitou o corte do fornecimento de energia à ilha e disse que a era dos protetorados já passou, enquanto o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que Washington impôs um cerco energético equivalente a um bloqueio naval, com sanções secundárias a quem comercia com a ilha, segundo o Opera Mundi.

A pausa de seis dias no cessar-fogo em Oleshky, no sudeste da Ucrânia, expirou no domingo, depois de permitir que ajuda humanitária chegasse à cidade e que centenas de moradores fossem retirados. Uma nova rodada de conversas de paz entre Rússia e Ucrânia liderada pelos Estados Unidos está marcada para a semana seguinte, em Abu Dhabi. Segundo Melania Trump, cerca de 800 pessoas foram resgatadas de Oleshky. A Casa Branca afirmou que a primeira-dama «iniciou de forma independente» o engajamento entre os dois países em guerra e «garantiu um cessar-fogo».

Questionado sobre relatos de que negociadores iranianos analisam uma nova proposta para limitar o programa nuclear, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que o Irã não fará nada sem aprovação de Washington: «Eles não vão fazer nada sem a nossa aprovação… não faz diferença o que estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear.» Trump disse que os Estados Unidos vão decidir se querem ir além e certificar que o Irã nunca terá a bomba, e que preferiria não destruir o resto do país, mas talvez tenha de fazê-lo: «Agora vamos tomar uma decisão… Queremos ir além… e certificar… para que isso nunca aconteça de novo. Preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez tenha de fazer isso. Vocês saberão em breve.» A jornalistas, repetiu que o Irã não pode fazer nada em relação ao seu programa nuclear sem aprovação dos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que se reuniu com o enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, e disse que haverá um acordo grande, que vai envolver mais do que a Ucrânia e pode envolver toda a Europa: «Vai ser um acordo grande, e vai envolver mais do que a Ucrânia… eu poderia até dizer que pode envolver toda a Europa.» Trump disse que se encontrou com Dmitriev na Casa Branca, mas não recebeu os representantes ucranianos que também estavam em Washington, segundo a AP, em texto republicado pelo The Hill. Dmitriev participou, a convite de Melania Trump, de evento na Casa Branca que reconheceu o cessar-fogo de seis dias em Oleshky, e agradeceu à primeira-dama pelo «papel humanitário distinto» na obtenção da trégua, acrescentando que Putin deu instruções pessoais para a operação. A primeira-dama entregou cartas pessoais a Putin e a Volodymyr Zelensky por meio dos representantes dos dois países, pedindo que as entregassem aos líderes.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou após o encontro com Vladimir Putin que foram discutidas questões regionais e “conversas significativas” sobre o período pós-guerra e arranjos de segurança regional, segundo a Reuters em texto republicado pelo Straits Times, referindo-se à guerra entre o Irã e os Estados Unidos. A conversa incluiu a construção de um gasoduto da Rússia para o Irã, para suprir a escassez de gás iraniana e permitir que Moscou venda gás aos vizinhos do Irã. Rezaei disse ainda ter informado Putin de que o Irã anunciou sete condições na área da diplomacia, segundo a Reuters em texto republicado pelo Marketscreener.

Melania Trump reuniu nesta quinta-feira na Casa Branca representantes da Rússia e da Ucrânia para reconhecer o cessar-fogo de seis dias em Oleshky, cidade sob controle russo na região de Kherson, que ela ajudou a intermediar, segundo o South China Morning Post – pelo lado russo estava o enviado especial de Putin, Kirill Dmitriev, e pelo ucraniano o deputado David Arakhamia e o ombudsman Dmytro Lubinets. Uma reunião trilateral entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia está prevista para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi, e Melania disse ter escrito cartas pessoais a Putin e pedido a Dmitriev que as entregasse ao presidente russo, segundo a Sputnik.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está em “alerta de renúncia” e se prepara para deixar o cargo e lançar uma candidatura à Presidência em 2028, segundo reportagem do The Independent. O texto se baseia em fontes anônimas em Washington e no governo britânico, sem documento nem declaração de Rubio. Um interlocutor de Washington disse ao jornal que Rubio precisa “se distanciar da guerra contra o Irã e atribuir isso a Trump”. Fontes republicanas citadas pela Anadolu Agency afirmaram que até cinco membros do gabinete preparam a saída antes da posse do Congresso controlado pelos democratas, em janeiro, para evitar investigações em comissões e eventuais processos de impeachment. A Casa Branca classificou as informações de “teorias da conspiração infundadas e falsas”, e o Departamento de Estado as chamou de notícia falsa, atribuída a fontes anônimas fabricadas.

O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais. O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares. O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.

O Ministério da Defesa da Turquia informou nesta quinta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Al Arabiya English, que um soldado turco morreu em 31 de outubro por disparo transfronteiriço vindo do Irã e que Teerã abriu uma investigação judicial e administrativa sobre o incidente. Segundo o ministério, o soldado morreu ao tentar intervir numa travessia ilegal de fronteira. Autoridades turcas e iranianas estiveram no local na terça-feira, e Ancara diz trabalhar em coordenação com Teerã para esclarecer o caso.

Mohsen Rezaei, representante do Líder Supremo e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, entregou a Vladimir Putin em Moscou uma mensagem do aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, e não havia informações imediatas sobre o conteúdo da mensagem ou do encontro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Putin e Rezaei conversaram no Kremlin, sem dar detalhes. A imagem divulgada pelo Kremlin mostrou que a delegação russa no encontro incluía o assessor de política externa Yuri Ushakov e o chefe da inteligência militar Igor Kostyukov, além do próprio Putin.

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, disse em audiência na Assembleia Nacional em 2 de novembro que há “discussões técnicas” com as autoridades talibãs para deportar afegãos em situação irregular. Nuñez afirmou que parte desses afegãos pode representar ameaça à ordem pública e que é prioridade conseguir devolvê-los. Segundo uma fonte diplomática francesa, os talibãs obtiveram em contrapartida o acordo de princípio de Paris para instalar no consulado afegão na capital um “grupo de trabalho” com membros nomeados por eles próprios. O Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que o diálogo “não questiona a posição da França sobre o Afeganistão”. Paris não mantém relações diplomáticas oficiais com os talibãs desde o retorno deles ao poder, e apenas a Rússia reconheceu o regime até agora.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse que a Europa corre o risco de se tornar irrelevante em qualquer negociação de paz sobre a Ucrânia se não puser fim a iniciativas diplomáticas concorrentes e não concordar com um único representante com poder de falar em seu nome. Em carta ao presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, Meloni afirma que a proliferação de formatos de negociação torna a Europa menos crível e dá a impressão de que avança em “ordem aleatória”. Ela diz que não busca um lugar na mesa para si nem para a Itália, mas que Roma não aceitará compromissos negociados sem mandato da União Europeia (UE). Meloni pediu que o tema seja discutido num Conselho Europeu informal em Dublin na próxima semana, com decisão formal em uma cúpula em dezembro, após coordenação com Reino Unido, Noruega e outros parceiros europeus.

A Índia anunciou a extensão de uma linha de crédito de US$ 500 milhões para a Guiana, destinada a projetos de estradas, saúde e defesa. O anúncio foi feito pelo chanceler S. Jaishankar em encontro com o presidente guianense, Mohamed Irfaan Ali, à margem da cúpula de chefes de governo da Commonwealth em Saint John’s, Antígua e Barbuda. Os dois países assinaram três acordos, entre eles cooperação em infraestrutura pública digital e a criação de um sistema de pagamentos unificados nos moldes do sistema indiano de pagamentos unificados (UPI). Jaishankar defendeu, na cúpula, que os parceiros da Commonwealth “reduzam risco e diversifiquem” suas cadeias.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, reúne nesta quinta-feira representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca e fará pronunciamento às 11h (horário do leste) sobre o cessar-fogo em Oleshky, na região de Kherson. A Casa Branca atribuiu à primeira-dama a iniciativa independente das conversas entre os dois países e a obtenção do cessar-fogo em Oleshky e arredores. Segundo o Kremlin, o enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, e a comissária de direitos humanos Yana Lantratova, que coordenou o cessar-fogo humanitário pelo lado russo, representarão a Rússia. A Ucrânia não confirmou oficialmente quem comparecerá, mas o chefe da bancada de Volodymyr Zelenskiy no parlamento, David Arakhamia, integrará a delegação, segundo informou seu gabinete à NBC News.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse que quer falar com Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, depois de conversar com Volodymyr Zelenskiy no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Falando a jornalistas no voo de volta da Coreia do Sul, Erdogan afirmou que o chanceler Hakan Fidan e outras autoridades conversam com os dois lados sobre uma possível reunião entre Rússia e Ucrânia na Turquia, segundo transcrição divulgada por seu gabinete na quinta-feira. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não há planos concretos no momento para uma conversa Putin–Erdogan, mas que ela poderia ser organizada com pouco aviso se necessário. Erdogan afirmou que a Turquia “fará tudo o que puder para abrir caminho para a paz” e que vai continuar fazendo isso.

A delegação iraniana no Conselho da Organização Marítima Internacional (IMO) pediu que o órgão condene o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos como ato de agressão, com base na Resolução 3314 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e rejeitou como infundadas e politicamente motivadas as alegações de Washington e de Israel sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A manifestação ocorreu na quarta-feira, na 138ª sessão do Conselho da IMO, em Londres, no item de agenda sobre proteção de rotas marítimas críticas. A delegação citou o Artigo 3(c) da Resolução 3314 para classificar o bloqueio aos portos iranianos como ato de agressão e condenou a ação militar americana e israelense contra o setor marítimo do país, incluindo ataques a navios civis, portos e infraestrutura marítima. O representante iraniano afirmou que o país aderiu ao acordo de Islamabad para encerrar a guerra e que os Estados Unidos minaram o arranjo ao violar seus compromissos. A fala veio depois de a delegação apresentar dois documentos oficiais no item 11 da agenda do Conselho, sobre o bloqueio naval e os efeitos da ação militar americana e israelense contra o setor marítimo iraniano.

O principal diplomata da China, Wang Yi, recebeu em Pequim uma delegação chefiada por Kim Song-nam, chefe de assuntos internacionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia, segundo o SCMP. Wang afirmou que a China está pronta a executar “resolutamente” o consenso central dos líderes dos dois partidos e dos dois países e a levar os laços a um desenvolvimento mais profundo e substantivo. A visita ocorreu pouco depois do quinto plenário do partido, o principal evento do calendário político chinês neste ano.

A Etiópia fechou o consulado sudanês na cidade fronteiriça de Assosa e ordenou que seus seis diplomatas deixassem o país em 48 horas, e o Sudão respondeu fechando o consulado etíope em Gedaref e expulsando sua equipe, segundo a Reuters, em texto publicado pela TRT World. O Conselho de Soberania de Transição do Sudão divulgou no domingo um relatório que diz documentar 70 ataques da RSF lançados de dentro do território etíope neste ano, com 187 drones de ataque de ida única que mataram e feriram quase 500 civis, segundo a AFP, em texto publicado pelo Citizen Digital – a Etiópia nega apoiar a RSF e acusa o Exército sudanês de sustentar rebeldes ligados à Frente de Libertação do Povo do Tigray, o que Cartum rejeita. O Sudão levou o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Africana, e um assessor do governo de transição afirmou que Cartum faz todo o possível para evitar uma guerra aberta com a Etiópia.

O governo do Japão estuda incluir na Estratégia de Segurança Nacional, a ser revisada até o fim do ano, uma menção de exceção aos três princípios não nucleares, segundo relato da Kyodo publicado pelo Kyoto Shimbun. A formulação em estudo segue a resposta dada em 2010 pelo então chanceler Okada Katsuya e admitiria a entrada de armas nucleares em emergência como exceção ao princípio de “não permitir a introdução”, sem revisar os três princípios em si. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse em outubro, na comissão de orçamento da Câmara Baixa, que a dissuasão estendida dos Estados Unidos e a resposta de Okada têm “margem de exame” na revisão – e o jornal aponta o risco de nova reação da China, que acusa o governo Takaichi de “novo militarismo”.

Com maioria nas duas casas, mas sem votos para derrubar um veto presidencial, os democratas devem concentrar a disputa contra a política externa de Trump no controle do orçamento, segundo o Guardian. O partido pode travar a Lei de Autorização de Defesa Nacional (National Defense Authorization Act, NDAA), que autoriza cerca de US$ 1,15 trilhão em gastos de defesa para 2027; o ex-diplomata Ryan Crocker diz que o primeiro campo de batalha será o pedido do Pentágono de aumento de verbas para a guerra com o Irã; em 2019, o Congresso aprovou resolução bipartidária invocando a Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act) contra o apoio estadunidense à guerra saudita, e Trump simplesmente vetou; e o senador eleito Abdul El-Sayed, que será o primeiro senador muçulmano em exercício no próximo ano, elogiou a decisão de Trump de encerrar a ajuda militar a Israel no fim deste ano.

Segundo o Axios e o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pela TRT World, o vice-presidente JD Vance acusou em privado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estar “errado em tudo” sobre o Irã e pediu repetidamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que negociasse o fim do conflito. Na mesma reportagem, Hegseth aparece como defensor de continuar a campanha, enquanto Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, preferem a negociação; autoridades se reuniram na Sala de Situação da Casa Branca em setembro para discutir o custo eleitoral interno da guerra, e outro grupo de ataque de porta-aviões e uma unidade expedicionária de fuzileiros seguem para o Oriente Médio.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, recebe nesta quinta-feira na Casa Branca autoridades da Rússia e da Ucrânia, antes das conversas de Abu Dhabi para encerrar a guerra. Devem participar o assessor russo para cooperação econômica internacional, Kirill Dmitriev, e a ouvidora de direitos humanos Yana Lantratova, além do ouvidor ucraniano, Dmytro Lubinets; Zelensky concedeu à primeira-dama a Ordem da Princesa Olga, primeira classe, pelo papel na intermediação do cessar-fogo parcial que permitiu a retirada de civis de Oleshky, e a rodada em Abu Dhabi é a primeira conversa trilateral desde fevereiro, depois das conversas de Zelensky com os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.

A Somália rejeitou o credenciamento por Israel de um embaixador na Somalilândia e o lançamento da pedra fundamental de uma embaixada em Hargeisa, classificando as medidas como violações de sua soberania e integridade territorial. O Ministério das Relações Exteriores somali declarou que as medidas foram tomadas sem o consentimento do governo federal e são “nulas e sem efeito legal”. O primeiro embaixador israelense na Somalilândia, Michael Lotem, apresentou credenciais ao presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi Irro, em Hargeisa na semana passada, e uma cerimônia de pedra fundamental de uma futura embaixada israelense ocorreu em seguida. Israel reconheceu formalmente a Somalilândia em 26 de dezembro de 2025, tornando-se o primeiro Estado-membro da Organização das Nações Unidas (ONU) a fazê-lo desde a declaração de independência unilateral de 1991, e nenhum outro seguiu. O governo somali pediu que Israel reverta as medidas e que países e organizações internacionais não tomem passos que possam dar-lhes legitimidade.

A Comissão Europeia reuniu em Bruxelas nesta quarta-feira representantes de Estados Unidos, Ucrânia, França, Alemanha, Reino Unido e Banco Mundial para tratar da reconstrução da Ucrânia. As conversas das delegações técnicas terminaram sem resultados quanto a um possível acordo sobre o conflito, segundo fonte diplomática em Bruxelas ouvida pela TASS. O enviado americano Steve Witkoff anunciou conversas mediadas por Washington entre Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi, em 10 e 11 de novembro de 2026, com pauta de fim da guerra, arranjos de segurança e medidas humanitárias. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou em 3 de novembro que o assessor presidencial Vladimir Medinsky chefiará a delegação russa. Nesta quinta-feira, a primeira-dama Melania Trump recebe representantes ucranianos e russos na Casa Branca, após o cessar-fogo que ela intermediou em Oleshky, na província ocupada de Kherson.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, concedeu à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, a Ordem da Princesa Olga de primeira classe. O decreto citou a “contribuição pessoal significativa ao apoio humanitário à Ucrânia” e o trabalho em direitos humanos e caridade. Melania anunciou no mês passado uma trégua localizada entre forças ucranianas e russas para permitir a saída de moradores de Oleshky, no sul da frente, e afirmou que quase 800 pessoas foram evacuadas. A Ucrânia acusou a Rússia nesta semana de usar a trégua para reforçar sua posição militar no local, enquanto o Kremlin classificou o ajuste de posições durante um cessar-fogo como “prática padrão” – segundo a Casa Branca, Melania iniciou por conta própria a aproximação entre as partes em guerra e obteve o cessar-fogo.

Líderes da Commonwealth reunidos em Antígua anunciaram que o Reino Unido aderiu a um diálogo “estruturado, com prazo definido, inclusivo e de boa-fé” sobre os “danos históricos” do tráfico transatlântico de africanos escravizados. O parágrafo consta do comunicado final de 18 páginas da cúpula, em que os líderes “acolhem o acordo do governo do Reino Unido” para o diálogo. O primeiro-ministro Andy Burnham abriu a possibilidade de um pedido formal de desculpas em nome do Reino Unido, mas descartou reparações diretas. O prazo do diálogo será acordado depois, embora o chanceler Ed Miliband tenha sugerido que deve concluir em cerca de um ano.

Um número crescente de clérigos e autoridades iranianas pressiona os líderes do país a rever o compromisso de não buscar armas nucleares, segundo o New York Times, em texto citado pelo Jerusalem Post. O especialista Mohammad Ghaderi disse ao jornal que defender a saída do Tratado de Não Proliferação (TNP), antes opinião minoritária, virou posição majoritária em Teerã, e o analista Mohammad Ali Shabani afirmou que o tabu religioso sobre a arma caiu – “falta saber se haverá mudança estratégica ou política”. O presidente Masoud Pezeshkian e o ex-presidente Hassan Rouhani seguem defendendo uma doutrina nuclear pacífica, segundo o jornal.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira que fechou meses atrás um acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para encerrar cerca de US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até dezembro de 2026 – segundo Trump, foi Netanyahu quem propôs o fim da ajuda. O acordo vigente garante a Israel US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, com a aplicação do corte ainda indefinida, e depois de 2028 o país precisaria de cerca de US$ 10 bilhões para pagar encomendas pendentes, segundo documento do Departamento de Estado enviado ao Congresso e examinado pelo The Wall Street Journal. El-Sayed disse que Trump está certo nessa política e defendeu o fim da venda de armamentos a Israel, em entrevista à NPR.

A Etiópia expulsou seis funcionários do consulado do Sudão em Assosa, cidade do oeste do país perto da fronteira sudanesa, e ordenou o fechamento da missão, segundo autoridades dos dois países. O Ministério das Relações Exteriores do Sudão afirmou no sábado que os drones usados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) contra a infraestrutura elétrica do país foram fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos e lançados a partir da Etiópia, e que apresentou queixas formais contra Adis Abeba no Conselho de Segurança da ONU e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana. O Sudão acusa a Etiópia de apoiar a RSF, enquanto Adis Abeba acusa Cartum de sustentar os rebeldes do Tigray; a Etiópia nega apoiar a RSF e o Sudão nega apoiar a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF). O conselheiro político do Conselho Soberano de Transição sudanês, Amjad Farid, disse que o governo mantém o direito de defender o território, mas faz todo esforço para evitar uma guerra aberta com a Etiópia. A Etiópia retirou três diplomatas do próprio consulado em El Gedaref, no leste sudanês, e relatos indicam que o Sudão ordenou a saída dos diplomatas etíopes em retaliação; nenhum dos dois ministérios das Relações Exteriores divulgou comunicado oficial sobre a troca de expulsões, segundo o Sudan Tribune. A guerra civil sudanesa, iniciada em abril de 2023, deslocou mais de 14 milhões de pessoas, segundo números da ONU, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times.

O mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) expirou à meia-noite de sábado, depois que o Conselho de Segurança não conseguiu acordo na sexta-feira: um projeto dos Estados Unidos foi vetado pela Rússia e um texto russo rival não alcançou os nove votos necessários. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a saída da missão “não anula” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo saaraui, em comunicado lido por seu porta-voz. A Rússia vetou o projeto americano apesar do apoio de 11 dos 15 membros do Conselho, entre eles França e Reino Unido; o texto dos EUA estendia a missão por um ano, retirava a palavra “referendo” do nome da missão e tornava a proposta de autonomia marroquina a única base das negociações seguintes. Quando o mandato terminou, a missão tinha sede em Laayoune, nove bases – quatro a oeste do muro de areia e cinco a leste – e um escritório de ligação em Tinduf, com cerca de 200 civis, observadores militares e oficiais de estado-maior de mais de 35 países. O Palácio Real marroquino afirmou que o “compromisso voluntário” de Rabat com o cessar-fogo não muda com o fim da missão, após reunião do rei Mohammed VI com o primeiro-ministro, um conselheiro real e o chefe do Exército — segundo a Reuters, em texto republicado pelo Yahoo News Malaysia. A mesma declaração classificou como “desenvolvimento significativo” o fato de a missão não ter sido renovada, o que retira o tema do Conselho de Segurança. O chanceler Nasser Bourita disse à mídia estatal que o próximo passo de Rabat será retirar o Saara Ocidental do comitê de descolonização da ONU, alegando apoio de dois terços dos Estados-membros.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que Ucrânia, Estados Unidos e Rússia preparam um formato trilateral no nível de equipes para daqui a menos de uma semana, depois de uma conversa detalhada de uma hora e meia com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Steve Witkoff disse que os Estados Unidos vão mediar as conversas de trabalho, marcadas para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi. O assessor do Kremlin Yury Ushakov afirmou que as conversas podem ocorrer em Abu Dhabi por volta de 10 de novembro. Zelensky disse que a defesa antiaérea segue como prioridade central e que a Ucrânia precisa de interceptadores para sistemas Patriot.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concedeu à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, a Ordem da Princesa Olga de 1ª classe, honraria para mulheres com contribuição excepcional em ciência, educação, cultura e trabalho beneficente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. O decreto presidencial, datado de 2 de novembro, citou a “contribuição pessoal significativa” dela para o apoio humanitário à Ucrânia e o trabalho com crianças ucranianas, inclusive as deportadas ou transferidas à força de território ocupado. Autoridades ucranianas afirmam que ela teve papel central na organização do cessar-fogo de seis dias para retirar civis de Oleshky, encerrado no domingo, a mais longa pausa local nos combates desde a invasão em larga escala de 2022. Cerca de 800 pessoas foram retiradas, segundo Melania Trump. Delegações russa e ucraniana, formadas por ombudsmen que participaram da missão de evacuação e por altos funcionários, se reúnem na Casa Branca nesta quinta-feira a convite dela. A Casa Branca afirmou que Melania iniciou por conta própria o contato entre os dois países em guerra e obteve o cessar-fogo.

No relatório anual de alargamento apresentado em 4 de novembro, a Ucrânia aparece no pelotão da frente dos dez candidatos, ao lado de Montenegro, Albânia e Moldávia, e a Comissão Europeia (CE) evitou dar calendário. Sob pressão dos Estados-membros, que não queriam se prender a um calendário de adesão, o executivo europeu reviu as ambições para baixo e apresentou apenas roteiros “indicativos” para os quatro países mais próximos da União Europeia (UE). A comissária do Alargamento, Marta Kos, havia anunciado em setembro que novas datas acompanhariam o relatório, e a resistência das capitais impediu que isso acontecesse. A Irlanda, que conduz as negociações em nome da UE, quer encerrar todos os capítulos com Montenegro até 15 de dezembro.

O secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), Taalatbek Masadykov, disse que o Conselho de Segurança Coletiva pode considerar invocar o artigo 25 do estatuto da organização contra a Armênia se a pauta correspondente for aprovada. O artigo prevê que, se um Estado-membro não cumprir em dois anos as obrigações de pagamento ao orçamento da organização, o Conselho adote resolução sobre a retenção do direito de indicar cidadãos do país para cargos de cota e sobre a privação de voto nos órgãos até a quitação integral da dívida.

O primeiro-ministro da República Turca do Norte do Chipre, Unal Ustel, disse após reunião com a enviada da Organização das Nações Unidas (ONU), María Ángela Holguín, que a busca por um acordo com base em uma federação terminou na conferência de Crans-Montana, em 2017. Segundo ele, a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Chipre entre 27 e 29 de julho de 2026 mostrou ausência de terreno comum para iniciar negociações formais, porque na ilha há dois povos e dois Estados separados, e a comunidade internacional, em especial a ONU, precisa reconhecer a realidade de dois Estados.

Uma reunião de delegações técnicas da Comissão Europeia, Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Ucrânia e Banco Mundial em Bruxelas terminou sem resultados práticos para um possível acordo sobre a Ucrânia, segundo uma fonte diplomática ouvida pela TASS. No comunicado final, a Comissão Europeia afirmou que os participantes discutiram a “reconstrução e o desenvolvimento pós-guerra da Ucrânia”. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a reunião deve se estender até quinta-feira e que conversas anteriores trataram apenas do que a Ucrânia deveria ceder. As conversas antecedem uma nova rodada de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos na semana seguinte.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse que Pequim mantém contato com as partes sobre um encontro entre os líderes de China, Rússia e Estados Unidos. A cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) está marcada para Shenzhen em 18 e 19 de novembro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a agenda de um possível encontro dos líderes na China está sendo acertada com os lados chinês e norte-americano: “Está sendo acertada agora”. Peskov descartou, por ora, continuidade das conversas na cúpula do Grupo dos 20 (G20) em Miami: “Não, isso está fora de questão por enquanto”.

A Etiópia ordenou que seis integrantes do pessoal diplomático sudanês deixem o país em 48 horas, segundo um alto funcionário etíope ouvido pela Reuters, em texto republicado pelo Addis Standard. Os seis foram instruídos a deixar o consulado do Sudão em Assosa, centro administrativo da região de Benishangul-Gumuz. A decisão ocorre dias depois de o governo sudanês, alinhado ao Exército, ter registrado queixas contra a Etiópia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, acusando Addis Abeba de permitir que as Forças de Apoio Rápido (RSF) usem território etíope para lançar ataques com drones. Addis Abeba acusa Cartum de apoiar rebeldes tigrínios, e as duas partes negam as acusações mútuas. Em 1º de outubro, a Etiópia já havia fechado sua embaixada em Asmara e declarado 10 diplomatas eritreus persona non grata, com saída em 48 horas.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, vai reunir representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca, um encontro que a Casa Branca descreveu como um momento extraordinário da história americana. Melania foi elogiada por ajudar a intermediar um cessar-fogo localizado entre Ucrânia e Rússia que vigorou das 3h de 27 de outubro até o fim da noite de 1º de novembro, no horário local, em Oleshky, na região de Kherson. A primeira-dama chamou o cessar-fogo de “sucesso” e falou em cerca de 800 pessoas evacuadas, mas nem Ucrânia nem Rússia confirmaram publicamente quantas pessoas saíram nem para onde foram. Yana Lantratova, comissária russa de direitos humanos esperada na reunião, foi sancionada pelos Estados Unidos em 2022, o que a torna inelegível para entrar no país sem uma dispensa especial do Departamento de Estado. Em paralelo, o Kremlin confirmou conversas trilaterais com a Ucrânia e os Estados Unidos em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro, chefiadas pelo assessor Vladimir Medinsky. O porta-voz Dmitry Peskov disse que Moscou espera fechar nos próximos dias os planos de uma reunião entre os líderes de Rússia, Estados Unidos e China.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a Riad nesta quarta-feira em visita oficial e se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no palácio Al-Yamamah, segundo a agência de notícias saudita SPA. Ministros e altos funcionários dos dois países participaram do encontro. É a sexta visita de al-Sharaa à Arábia Saudita desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025. As conversas trataram das relações bilaterais e de formas de desenvolver e ampliar a cooperação entre os dois países em diversos campos.

Um primeiro comboio de soldados argelinos foi visto no norte do Níger no fim de semana, uma semana depois de o Parlamento da Argélia aprovar o envio de tropas ao país vizinho. Segundo a RFI, cerca de sessenta caminhões-tanque argelinos com combustível, escoltados por soldados argelinos, cruzaram a fronteira e foram recebidos por integrantes das Forças Armadas do Níger. O Parlamento argelino aprovou o envio em 25 de outubro, abrindo caminho para a primeira missão militar da Argélia no exterior desde a guerra árabe-israelense de 1973. O destino do comboio é relatado de forma divergente: a RFI fala da cidade de Agadez, enquanto o Soufan Center registra que o comboio teria chegado a Arlit em 30 de outubro. O senador argelino Belkacem Boulghiti afirmou que as tropas vão proteger infraestrutura econômica e instalações petrolíferas de empresas argelinas, e que a Argélia não envia soldados para guerrear no Níger. A estatal argelina Sonatrach, o governo do Níger e a Nigerian National Petroleum Corporation desenvolvem conjuntamente um gasoduto de 4.000 km para levar gás nigeriano pelo Níger e pela Argélia até a Europa. O Marrocos promove um gasoduto rival por rota atlântica com as mesmas reservas de gás nigeriano, e os Emirados Árabes Unidos aceitaram apoiar financeira e tecnicamente o projeto.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim está em comunicação com as partes sobre uma reunião de cúpula entre Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump à margem da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, nos dias 18 e 19 de novembro. A porta-voz Mao Ning não deu detalhes sobre o possível encontro, segundo a EFE, em texto republicado pelo ABC Color. O Kremlin havia dito em 21 de outubro que a reunião estava sendo preparada; segundo o Financial Times, autoridades dos três países mantinham conversas sérias havia dias sobre a organização do primeiro encontro trilateral dos chefes de Estado, e o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que há trabalho em curso na organização do encontro.

O chanceler chinês Wang Yi disse à chanceler filipina Theresa Lazaro que a relação bilateral sofre “interferência maliciosa” de políticos filipinos e que Manila deve ser “cautelosa nas palavras e atos” sobre o Mar do Sul da China; Lazaro classificou o telefonema de terça à noite como “franco e construtivo”, com defesa de diálogo diplomático e gestão das diferenças com base no respeito mútuo, em conversa que veio após o secretário de Defesa filipino chamar a China de “criadora de problemas” e o embaixador chinês em Manila responder que Pequim não escolheria a força – incluindo, segundo um funcionário filipino, a possível retomada das conversas sobre exploração conjunta de petróleo e gás em Reed Bank.

O Ministério da Defesa da Rússia afirma, em texto da Reuters republicado pelo Investing.com, que duas estações elétricas nas regiões de Kyiv e Zhytomyr foram atingidas, em ataques que também miraram um cargueiro no mar perto de Odessa e seguem os bombardeios de terça com mísseis e drones que cortaram a energia de amplas áreas da Ucrânia. O enviado norte-americano Steve Witkoff anunciou que os EUA reúnem delegações de Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi em 10 e 11 de novembro para tratar de segurança pós-guerra, desescalada e fim da guerra.

A Embaixada da China em Papua-Nova Guiné afirmou que o objeto interceptado em uma instalação de Port Moresby e reportado como projétil de artilharia era uma garrafa de vinho em formato de obus, citando informações da empresa envolvida e uma verificação no local. A embaixada declarou que o contrabando de um projétil militar ilegal da China para Papua-Nova Guiné era praticamente impossível diante das leis chinesas de controle de armas. A China rejeita a alegação e sustenta que o objeto não oferece perigo, segundo o South China Morning Post.

As conversas de paz mediadas pelos Estados Unidos estão marcadas para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi. Segundo Zelenski, a Rússia lançou na madrugada 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra usinas e subestações de Odessa a Rivne. Friedrich Merz disse em Berlim que as conversas são o passo certo e que a Europa precisa participar do processo, cobrando que a Rússia se engaje em negociações sérias sobre cessar-fogo e dizendo não ter visto sinal disso até agora. Moscou afirmou ter atingido unidades militares ucranianas na área de Komyshuvakha e em outros dois assentamentos da região de Zaporíjia, com até 25 militares ucranianos mortos.

O Catar afirma que trabalha por um acordo interino entre Estados Unidos e Irã para evitar a retomada dos combates, enquanto diplomatas tentam aproximar as duas partes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse na terça-feira que os dois países seguem comprometidos com as negociações e analisam propostas de mediadores, inclusive do Catar. Al-Ansari alertou que nova escalada pode complicar as negociações, depois de novos ataques dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm na terça-feira.

O governo de Donald Trump negocia com a Venezuela um acordo que permitiria uma presença militar americana de longo prazo no país, segundo o New York Times, em relato da TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, lidera as negociações do pacto militar, um acordo de status de forças (SOFA, na sigla em inglês), e os detalhes sobre a permanência e as localizações das tropas ficarão para acordos posteriores. O jornal não define se os Estados Unidos pretendem construir e manter bases próprias no país ou instalar tropas em bases venezuelanas já existentes. Um funcionário não identificado do Departamento de Estado disse que Washington quer ampliar a cooperação de segurança com a Venezuela e que não há conversas sobre bases neste momento.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, negou a acusação do FBI de que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em criptoativos da Binance e disse não ver “necessidade” de diálogo com Washington. Em comunicado publicado pela agência oficial KCNA na quarta-feira, a dirigente do partido afirmou que a acusação revela a “política hostil” dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte. A recusa ocorre em meio a especulações sobre uma possível cúpula entre Donald Trump e Kim Jong Un ainda neste mês. Trump disse em agosto que queria encontrar o líder norte-coreano ainda neste ano, e Pyongyang não respondeu à oferta.

O candidato da oposição israelense Gadi Eisenkot afirmou nesta terça-feira que a retirada gradual da ajuda estadunidense anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mostra que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa ser substituído. Para ele, o fato de o aparato de defesa israelense estar sabendo da mudança na relação estratégica pela imprensa, ao mesmo tempo que o público israelense, mostra “o quão perigosa é a conduta” de Netanyahu, que “não pode mais ser confiável”.

O chanceler chinês, Wang Yi, disse em ligação telefônica com a secretária de Relações Exteriores das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, feita a pedido dela, que as relações entre os dois países enfrentam “interferência maliciosa”. Wang afirmou que “um punhado” de políticos filipinos ataca e difama a China por preconceito político e interesse próprio e cruzou “linhas vermelhas” de Pequim. Lazaro afirmou que as Filipinas dão grande importância à relação com a China, mantêm a política de uma só China e estão dispostas a tratar as questões marítimas por diálogo e consulta.

O diretor-geral da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP), Shatrujeet Kapur, disse que tropas indianas e chinesas se confrontaram em vários locais ao longo da fronteira de fato em Arunachal Pradesh e que o confronto continua, em declaração a jornalistas no mês passado. “Nos últimos dias surgiu uma situação em que houve um confronto” com tropas chinesas em vários locais de Arunachal, disse ele. O chefe de governo de Arunachal Pradesh, Pema Khandu, reconheceu as transgressões mas minimizou o episódio, dizendo que incidentes assim não são novos e que a situação na fronteira é normal. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, atribuiu os incidentes a ações chinesas.

A ajuda britânica aos países da Commonwealth que tinham programas bilaterais cairá de £ 546 milhões em 2024-25 para £ 131 milhões em 2028-29. Desse total, £ 68 milhões vão para a Nigéria, deixando £ 63 milhões para os demais países. Serra Leoa cai de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões, Ruanda de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões e a Tanzânia de £ 60 milhões em 2025-26 para £ 5 milhões em 2028-29. Ao menos 26 países da Commonwealth foram impedidos de receber recursos do fundo Darwin, cerca de £ 40 milhões por ano para projetos de natureza.

Uma delegação russa irá a Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro para negociações trilaterais com a Ucrânia e os Estados Unidos (EUA), confirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov: “Sim, posso confirmar essa data.” O negociador Vladimir Medinski voltará a chefiar a delegação, como na rodada anterior, interrompida após o conflito entre Irã, de um lado, e EUA e Israel, de outro. Será a primeira reunião trilateral desde fevereiro. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou não ter visto sinal de que a Rússia queira negociar a sério: “Não vi nenhum sinal disso até agora.” Merz também prometeu mais ajuda e apoio ao fornecimento de energia à Ucrânia para o inverno e disse que a Rússia arrisca mais escalada e uma crise alimentar global com os ataques no Mar Negro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo StreetInsider. Zelensky defendeu um cessar-fogo no Mar Negro, onde os ataques se intensificaram nos últimos meses.

Na abertura da cúpula da Commonwealth, o rei Charles III chamou o tráfico transatlântico de escravizados de “injustiça monstruosa”. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discute um pedido formal de desculpas com líderes do bloco, mas descartou pagar as reparações financeiras exigidas por países caribenhos: disse no fim de semana que está aberto a pedir perdão. O Reino Unido vai destinar 40 milhões de libras a infraestrutura caribenha e mantém um plano de alívio de dívida para os países mais pobres da Commonwealth.

Omã e a China assinaram em Pequim um acordo de swap cambial entre os bancos centrais dos dois países, além de 23 acordos de investimento e parceria estratégica e 14 documentos de cooperação, durante a visita de Estado do sultão Haitham bin Tariq. O swap yuan–rial foi fixado em 30 bilhões de yuans (1,5 bilhão de riais omanenses), com validade de cinco anos, em cerimônia testemunhada pelos líderes dos dois países. Xi Jinping disse ao sultão que a região do Golfo, no Oriente Médio, não deve se tornar arena de rivalidade entre grandes potências nem de conflito geopolítico, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, que informou ainda que o enviado especial Zhai Jun visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês.

Não existe texto oficial em inglês do plano iraniano de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz: a lista que circula é reconstruída a partir de declarações de autoridades, segundo o Tehran Times, com base em falas de Araghchi, Qalibaf, do porta-voz Esmaeil Baqaei e do vice-ministro Kazem Gharibabadi. Na reconstrução, as condições incluem cessar-fogo em todas as frentes, inclusive o Líbano, fim do bloqueio naval, licença para exportar petróleo, liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, cancelamento das sanções unilaterais posteriores a junho, fim dos ataques e aceitação da rota de navegação acordada entre Irã e Omã.

O presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, recebeu as credenciais do embaixador Michael Lotem em cerimônia em Hargeisa, capital do território, onde também foi lançada a pedra fundamental de uma embaixada israelense. Israel é o único Estado do mundo que reconheceu a Somalilândia, que também mantém laços econômicos substanciais com os Emirados Árabes Unidos. O reconhecimento mútuo entre os dois países foi firmado em 26 de dezembro de 2025. O chanceler Gideon Sa’ar afirmou que o envio de embaixadores é outro passo importante no aprofundamento dos laços entre os dois países. Abdullahi disse na cerimônia que era a primeira vez que um presidente da Somalilândia recebia as credenciais de um embaixador de um membro da ONU que reconheceu sua independência.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descartou negociações por telefone com a Rússia, afirmando que Moscou usaria a conversa como pretexto para evitar novos encontros; ele falou em coletiva ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, em Berlim. Na capital alemã, Zelensky descartou convidar Vladimir Putin a Kiev e disse que nenhum ucraniano pretende ir a Moscou. O presidente confirmou que autoridades da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos se reúnem em Abu Dhabi em 10 e 11 de novembro, e que Kiev quer o fim dos ataques à infraestrutura energética, passagem segura de grãos pelo Mar Negro e novas trocas de prisioneiros. Merz afirmou que não vê a Rússia se engajando seriamente em negociações de cessar-fogo e que a Europa precisa ter voz sobre sanções e segurança pós-guerra.

O gabinete da primeira-dama dos Estados Unidos (EUA), Melania Trump, anunciou que ela reunirá representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca nesta quinta-feira e fará um pronunciamento sobre o cessar-fogo temporário em Oleshky, cidade ocupada pela Rússia na região de Kherson, que ela ajudou a negociar. A Casa Branca atribuiu a Melania a iniciativa independente das conversas entre os dois países e a obtenção da trégua local, que permitiu a entrada de ajuda humanitária e a retirada de moradores. O anúncio não informou quem participará do encontro nem a agenda.

A Comissão Europeia informou que representantes da Ucrânia, dos Estados Unidos (EUA), da França, da Alemanha, do Reino Unido, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e do Banco Mundial se reúnem em Bruxelas nesta quarta-feira, véspera da retomada das conversas mediadas pelos EUA, segundo a porta-voz Paula Pinho. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, anunciou que Washington também mediará conversas de trabalho entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que uma delegação russa viajará aos Emirados Árabes Unidos e que o auxiliar presidencial Vladimir Medinsky chefiará a equipe. Peskov descartou a entrada da União Europeia nas conversas de Abu Dhabi porque o formato acordado é trilateral, entre Rússia e Ucrânia com mediação dos EUA.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollahi, apresentou um plano com cinco condições para uma segurança duradoura, entre elas o fim das hostilidades em todas as frentes, o levantamento total das sanções e o descongelamento de ativos iranianos e o pagamento de reparações de guerra, segundo a agência Tasnim. O plano também pede reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz e garantias contra agressões futuras num marco de segurança regional para a Ásia Ocidental. O porta-voz da chancelaria do Catar, Majed al-Ansari, disse que uma delegação catariana se reuniu por mais de três horas com autoridades iranianas em Teerã na segunda-feira e que os dois lados analisam a proposta do Catar. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter abatido dois drones de reconhecimento MQM-170 dos Estados Unidos (EUA) ao sul de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do estreito, enquanto a Marinha da Guarda Revolucionária informou ao Brasil de Fato que os dois MQM-170 foram capturados intactos por guerra eletrônica, sem serem destruídos. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a resposta militar do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo será imprevisível.

A China se comprometeu a trabalhar com o Paquistão para avançar em “cooperação de segurança de alto nível” e garantir a segurança do projeto de infraestrutura conjunto dos dois países, o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), segundo o South China Morning Post. As mensagens foram transmitidas por Liu Haixing, chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista Chinês, em reuniões separadas com o chefe das forças armadas paquistanesas, Asim Munir, e com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif, na segunda-feira, em sua primeira visita oficial ao país desde que assumiu o cargo há pouco mais de um ano. No encontro com Munir, Liu disse que Pequim está pronta para aprofundar os intercâmbios com Islamabad e buscar a versão “2.0” do corredor, segundo comunicado do departamento divulgado na segunda-feira.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país segue em “estado de guerra”, com as forças mobilizadas e preparado para qualquer cenário, em declarações à agência Tasnim reproduzidas pelo Opera Mundi. Segundo ele, o Irã não iniciou nem procurou a guerra, mas responderá com firmeza a qualquer nova agressão. Teerã exige o fim do bloqueio naval norte-americano aos seus portos, a suspensão de novas sanções econômicas e garantias para comercializar petróleo antes de restabelecer plenamente a circulação na região de Ormuz, com implementação das medidas em até 48 horas, de acordo com a mesma fonte. Segundo a agência russa Sputnik, os Estados Unidos não têm intenção de ampliar os ataques ao Irã depois do bombardeio da ilha de Qeshm, conforme relatado pelo Wall Street Journal. Um oficial norte-americano ouvido pela Reuters disse que a operação em Qeshm teve caráter defensivo e atingiu sistemas de mísseis antiaéreos usados contra forças dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que a resposta militar e estratégica do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo seria imprevisível.

Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, traçaram em Seul um plano de cooperação que vai de energia nuclear, indústria de defesa e infraestrutura a tecnologias avançadas, biotecnologia e energia. “Hoje, nossos dois países desenharam um projeto de prosperidade mútua em diversas áreas”, disse Lee. Erdogan chamou a relação bilateral de “aliança de sangue”, lembrando a participação turca na Guerra da Coreia de 1950-53. Os dois países completam 70 anos de relações diplomáticas em 2027.

Um porta-voz militar iraniano advertiu que qualquer novo ataque dos Estados Unidos (EUA) terá resposta mais dura e mais ampla que as retaliações anteriores de Teerã. Segundo ele, uma nova guerra não ficaria limitada à Ásia Ocidental, e instalações, equipamentos, pessoal e interesses dos EUA em qualquer local ao alcance do Irã poderiam virar alvos. Na trilha diplomática, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse que os esforços para aproximar EUA e Irã seguem em curso e que os dois países estudam propostas.

O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammad Haidar, indicado pelo Hezbollah, visitou a Síria na segunda-feira com outros três ministros libaneses, a primeira vez que um integrante do grupo é formalmente recebido em Damasco desde a queda de Assad. A delegação, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Tarek Mitri, discutiu o retorno de refugiados, segurança de fronteira, educação e cooperação bilateral. Haidar afirmou que a viagem é trabalho ministerial e não tem vínculo partidário.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse ao Financial Times que “trabalhos estão em curso” para organizar um encontro entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), marcada para Shenzhen, na China, em 18 e 19 de novembro. O Ministério das Relações Exteriores da China disse estar “em comunicação com as partes relevantes” sobre um possível encontro entre os chefes de Estado chinês e russo, sem mencionar Trump. O vice-chanceler russo Andrey Rudenko afirmou que não há decisão final nem confirmação sobre o encontro trilateral.

Os Estados Unidos (EUA) vão mediar negociações de nível técnico entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro, anunciou o enviado especial Steve Witkoff. Segundo Witkoff, as discussões vão se concentrar em arranjos de segurança pós-guerra, desescalada, esforços humanitários e os próximos passos para a paz. A delegação dos EUA deve incluir Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, conforme a Reuters. O Kremlin afirmou que o assessor presidencial Vladimir Medinsky continuará como negociador-chefe da Rússia na nova rodada, segundo a Sputnik.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta terça-feira que o Irã entregou uma resposta “firme e racional” aos Estados Unidos (EUA), que cabe a Washington decidir se evita outra guerra e que um novo erro estratégico americano abriria um novo campo de batalha, enquanto o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, disse que a proposta diplomática revisada em sete etapas pode ser plenamente implementada em dois dias, condicionando a segurança no Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval americano e a medidas como alívio de sanções e liberação de ativos congelados – segundo a Sputnik, as Forças Armadas iranianas estão no mais alto nível de prontidão defensiva.

A Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira, 2 de novembro, por 180 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção, um projeto de resolução sobre controle de armas convencionais nos níveis regional e sub-regional. Índia e Israel foram os únicos países a votar contra o texto, em um órgão de 193 membros. Um representante indiano argumentou que “isso pressupõe que as preocupações de segurança dos Estados param educadamente nas fronteiras regionais. Elas não param”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu-se nesta segunda-feira em Washington com o chanceler venezuelano Oliver Blanco para discutir o futuro político do país, quase um ano depois de forças norte-americanas capturarem em Caracas o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. O Departamento de Estado reafirmou o plano trifásico de Donald Trump para a Venezuela – estabilização, recuperação econômica e reconciliação política, e transição democrática.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que os contatos com os Estados Unidos para encerrar a guerra de oito meses continuam, depois que dias de conversas com mediadores catarianos terminaram com propostas alteradas mas sem avanço, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com, e afirmou que a base do diálogo segue sendo a proposta iraniana de sete passos, agora condensada para ser cumprida em dois dias.

Os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner devem representar os Estados Unidos nas conversas com delegações da Rússia e da Ucrânia em Abu Dhabi em 10 e 11 de novembro de 2026, segundo autoridade americana citada pela Reuters, e negociadores americanos se reúnem nesta semana em Bruxelas com França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia (UE) e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para tratar de garantias de segurança à Ucrânia, da futura estrutura de segurança da Europa e do apoio econômico à reconstrução ucraniana.

Os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia farão conversas de paz em Abu Dhabi em 10 e 11 de novembro de 2026, segundo o Axios. As discussões vão tratar de arranjos de segurança pós-guerra, desescalada, esforços humanitários e dos próximos passos para a paz. Kushner e Witkoff liderarão a delegação americana. Autoridades americanas de escalão inferior se reúnem nesta semana em Bruxelas com representantes de França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia (UE) e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para tratar de garantias de segurança à Ucrânia.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que Washington fez progresso nas conversas com o Irã e que ele e o presidente Donald Trump estão otimistas sobre um acordo negociado. Questionado sobre um prazo para o Irã antes de uma retomada dos ataques, respondeu: “Não, não estabelecemos prazos.” Vance condicionou o acordo a um compromisso firme e verificável de que o Irã não reconstrua o programa nuclear. Trump afirmou que o Irã quer um acordo o quanto antes e que isso pode acontecer.

A Comunidade do Caribe (Caricom) reafirmou na cúpula da Comunidade das Nações (Commonwealth) em Antígua e Barbuda, aberta neste domingo, a exigência de que o Reino Unido assuma sua responsabilidade institucional pela escravidão e pague compensações. O primeiro-ministro de Santa Lúcia e presidente pro tempore do bloco, Philip J. Pierre, disse em comunicado que reparações morais e compensações econômicas não podem ficar fora das negociações nem ser substituídas por um pedido simbólico de desculpas, e o Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III não pedirá desculpas em nome do país.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu nesta segunda-feira, em Washington, o chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, no primeiro encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o ataque militar norte-americano contra o país sul-americano, em 3 de janeiro. O encontro ocorreu duas semanas depois de autoridades venezuelanas e a oposição acordarem um plano para reformar o processo eleitoral do país que permita eleições livres e justas em algum momento de 2027, e o governo de Donald Trump tem pressionado o governo interino e os grupos de oposição a avançar rapidamente nos preparativos eleitorais.

Mediadores catarianos e autoridades iranianas fizeram duas rodadas de conversas na semana passada, e as tratativas avançaram rumo a um marco em que o Irã interromperia os ataques no Estreito de Ormuz em troca de os Estados Unidos levantarem o bloqueio aos portos iranianos, segundo dois funcionários. No domingo, negociadores iranianos estavam em Doha no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos para tentar fechar um acordo que encerre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo um funcionário a par das discussões.

O Reino Unido está aberto a um pedido formal de desculpas pelo seu papel no tráfico transatlântico de escravos, mas rejeita pagar reparações. Em artigo no Guardian antes de uma cúpula de líderes da Commonwealth em que o tema deve dominar, Andy Burnham foi mais longe do que qualquer primeiro-ministro anterior ao oferecer um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravos, mas rejeitou as demandas de países caribenhos e de ativistas por reparações financeiras, mantendo a posição de governos anteriores de que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pelo passado.

Os preços do petróleo caíram quase 7% nesta segunda-feira depois que Washington e Teerã sinalizaram que darão espaço à diplomacia. O Brent foi negociado a US$ 105,60 o barril, queda de US$ 7,85, e o WTI recuou US$ 7,20, a US$ 96,92. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o líder supremo concedeu ao governo “certas autoridades” para as conversas de paz e que Teerã “tentará resolver o problema pelo diálogo”, conforme a imprensa estatal.

A China enviará seu enviado especial para o Oriente Médio ao Irã, a Omã e à Arábia Saudita ainda neste mês, em visitas de diplomacia itinerante destinadas a promover negociações de paz e reduzir tensões, informou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O anúncio ocorre depois de o chanceler Wang Yi receber em Pequim, em reuniões separadas, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, e o conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita, Musaed bin Mohammed Al-Aiban.

A missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Saara Ocidental (MINURSO) encerrou suas operações depois que seu mandato expirou à meia-noite de sábado, e neste domingo, 1º de novembro, começou o período de liquidação do contingente. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a saída da missão “não revoga” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo do território e que a ONU segue em busca de uma solução política por meio de seu enviado pessoal, Staffan de Mistura. Ele reconheceu o papel central da MINURSO desde 1991 e prestou homenagem aos 20 integrantes da missão que morreram ao longo de 35 anos no território. Enquanto isso, os refugiados saarauís mantêm a esperança de voltar.

Negociadores iranianos deixaram Doha no domingo após três dias consecutivos de consultas com mediadores catari por um acordo para encerrar a guerra dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Um oficial com conhecimento das conversas disse à agência nesta segunda-feira que a saída não se deveu a dificuldades nas tratativas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que avalia uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA cumprirem suas condições.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, avalia culpar seus chefes militares e de defesa pela condução da guerra contra o Irã, segundo relato do The Atlantic publicado no domingo, em texto republicado pelo Times of Israel, enquanto considera retomar os ataques após as eleições de meio mandato de terça-feira. Em conversa descrita por fontes como dura e direta, Netanyahu pressionou Trump a reiniciar a campanha, enquanto Trump queria dar mais tempo às negociações, segundo a Axios, em texto republicado pelo Times of Israel.

A Rússia vetou na sexta-feira a proposta dos Estados Unidos (EUA) para o Saara Ocidental, apoiada por 11 dos 15 membros do Conselho, incluindo França e Reino Unido, enquanto a contraproposta russa recebeu dois votos a favor, um contra e 11 abstenções, sem alcançar os nove necessários – e o palácio real marroquino saudou o resultado, disse que pessoal e equipamento da Organização das Nações Unidas (ONU) devem deixar o território e que o tema deve sair da pauta do Conselho, mantendo o cessar-fogo, segundo a Al Jazeera.

O presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera, disse que pressão e tentativas de desacreditar a cooperação do país com a Rússia não mudarão seu curso, em entrevista à agência estatal russa TASS. Segundo ele, o curso se baseia em necessidades reais de segurança e desenvolvimento, e não em considerações momentâneas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.

Os Estados Unidos (EUA) defendem a retomada rápida das exportações de gás natural russo para a Europa por gasodutos que cruzam a Ucrânia, como parte das conversas por um cessar-fogo energético antes do inverno, segundo a Reuters, em texto republicado pela Arab News. A ideia, apresentada pelos enviados Jared Kushner e Steve Witkoff em viagens a Moscou e Kiev em setembro, prevê a venda do gás por meio de um intermediário norte-americano para contornar as sanções europeias, segundo o Wall Street Journal (WSJ).

Em desdobramento do impasse entre Washington e Teerã, o Exército iraniano afirmou que qualquer nova guerra com os Estados Unidos poderia durar mais que o conflito anterior, segundo a Arab News. O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, disse que o presidente norte-americano não ditaria o momento nem as condições de seu fim, e o porta-voz da Guarda Revolucionária disse que num conflito com os Estados Unidos não há limitações geográficas para causar dano ao inimigo, segundo a televisão estatal iraniana em texto da France 24. Na mesma peça, Donald Trump disse que ainda resta atacar um ou dois alvos no Irã e que isso levaria 10 minutos, segundo o mesmo veículo.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse após reunião com chanceleres do Grupo dos Vinte (G20) em Atlanta que o presidente Donald Trump segue aberto a conversas com o líder norte-coreano Kim Jong Un, mas nenhuma reunião foi agendada. A Coreia do Norte denunciou o exercício combinado Coreia do Sul–Estados Unidos Iron Mace, que integra capacidades convencionais sul-coreanas e nucleares norte-americanas. O exercício foi uma simulação de mesa na sede do Estado-Maior Conjunto em Seul, de 29 de setembro a 2 de outubro, para dissuadir ameaças norte-coreanas. Pyongyang afirmou que sua dissuasão nuclear se fortalecerá em ritmo cada vez mais rápido.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de escalada das hostilidades no Saara Ocidental depois do fim de uma missão de paz de 35 anos, segundo o Al Jazeera. A partida da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) “não revoga” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo, afirmou a ONU. No Conselho de Segurança, a Rússia vetou a resolução, apesar do apoio de 11 dos 15 membros, entre eles os membros permanentes França e Reino Unido.

Líderes do Golfo se reuniram no Catar para tentar evitar uma nova escalada na guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo a NPR. O Catar liderou nas últimas 72 horas uma mediação intensa para evitar uma nova rodada de possíveis ataques americanos ao Irã depois das eleições de meio de mandato de terça-feira, e a incerteza mantém toda a região do Golfo em tensão.

O Irã admite que pode revisar sua doutrina nuclear, embora afirme que nenhuma decisão oficial foi tomada. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que “até agora, nenhuma decisão oficial foi tomada pelo governo ou pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional para mudar a doutrina nuclear”, segundo o Opera Mundi. Rezaei confirmou também que uma nova mensagem, encaminhada por intermediários norte-americanos, chegou ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, com tom diferente do das comunicações anteriores. O chanceler Abbas Araghchi disse esperar que Washington prefira “a diplomacia em vez de outros caminhos” e que o Irã está pronto tanto para a defesa quanto para a diplomacia, segundo o Hindustan Times. As tratativas indiretas têm mediação de Catar e Paquistão e tratam do programa nuclear iraniano, das sanções impostas por Washington e da segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre quando e se intensificar as operações de combate contra o Irã, segundo a mídia americana. Netanyahu pressionou o presidente a lançar ataques ao Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e Trump quis deixar as negociações seguirem. Uma fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e uma fonte americana como “direta”, segundo o Axios. O Al Arabiya confirmou o relato do Axios sobre a conversa de sábado e a divergência entre atacar e negociar. No sábado (31 de outubro de 2026), Trump disse a repórteres que as negociações com o Irã para encerrar a guerra iam “bem” e que ainda havia “um ou dois alvos” dos quais “cuidar”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã designou o MI6, serviço de inteligência externo do Reino Unido, como grupo hostil e a Marinha Real e a Real Força Aérea (RAF) como organizações terroristas, em medida recíproca contra os britânicos, segundo o Tehran Times. Conforme o ministério, a decisão responde a ações britânicas do último ano, entre elas o envolvimento do país na guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã com bases militares, instalações e apoio logístico.

Negociadores iranianos estavam em Doha neste domingo no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos, informou a Reuters, segundo o Mehr News. O chanceler Abbas Araghchi confirmou, em entrevista na noite anterior, que seu auxiliar foi enviado a Doha para as conversas, de acordo com o Mehr News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse no sábado, 31 de outubro de 2026, que Trump ainda não decidiu se lançará novos ataques contra o Irã, mas que prefere resolver o conflito pela via diplomática, segundo o The Hindu.

O assessor do Kremlin Yury Ushakov disse que as primeiras rodadas de conversas sobre a Ucrânia devem ocorrer em formato trilateral entre Estados Unidos (EUA), Rússia e Ucrânia. Segundo ele, representantes da Europa também podem estar à mesa, mas o processo deve começar no formato trilateral, dados os contatos de trabalho com os americanos. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que os europeus precisam estar à mesa, mas não com a abordagem atual, que, segundo ele, pede a derrota da Rússia e inviabiliza o diálogo. Ushakov disse ainda que Putin atenderia a uma eventual ligação de Zelensky e que nunca se recusou a dialogar, segundo a Interfax, em texto do G1.

A Turquia transferiu Abdullah Ocalan para uma parte recém-construída da prisão na ilha de Imrali, onde ele está desde 1999, segundo o dirigente curdo Mithat Sancar, em texto da Associated Press (AP) republicado pelo WRAL. Melhorar as condições de prisão de Ocalan, que chefia o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), era uma das principais demandas curdas para encerrar o conflito de 42 anos entre o grupo e as autoridades turcas. Sancar, deputado do partido pró-curdo DEM, pediu que o processo de paz seja acelerado e disse que ele está em “pausa” há dois meses.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou como “passo positivo” a carta do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, sobre a retomada de conversas, em declarações à Al Jazeera na sexta-feira, segundo o Jerusalem Post. O Irã não tem planos de encontro com autoridades estadunidenses, disse ele, chamando relatos de reunião de “mera especulação da mídia”. Entre as condições iranianas citadas por Araghchi estão o fim das sanções impostas após o memorando de Islamabad, a redução de forças dos EUA na região, a restauração das isenções de petróleo e a liberação de todos os fundos congelados iranianos.

O Paquistão advertiu o Afeganistão de que reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para eliminar ameaças terroristas transfronteiriças e afirmou que o terrorismo é uma “linha vermelha”. O ministério da informação paquistanês acusou o Talibã afegão de “recusa persistente em tratar do terrorismo” e avisou Cabul de que reserva o direito de tomar “todas as medidas necessárias” para eliminar ameaças à sua segurança “onde quer que se originem”, segundo o The Hindu e o Independent Pakistan.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto em dois dias se Washington concordar com um conjunto de condições, entre elas o reconhecimento formal da nova rota de navegação designada por Irã e Omã no estreito. Em entrevista à Al Jazeera, segundo o Middle East Eye, Araghchi citou ainda o fim das sanções que os Estados Unidos (EUA) impuseram ao Irã depois do colapso do memorando de Islamabad em julho, a redução da presença militar americana na região, a reinstalação das isenções petrolíferas concedidas em junho como parte do memorando e a liberação de fundos iranianos congelados, incluindo os que estão no Catar.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou no domingo que designou a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido como “organizações terroristas”, segundo o Hindustan Times, que cita a Iran International. O ministério também classificou o MI6, o serviço de inteligência externa britânico, como “grupo hostil”. A declaração caracterizou a medida como um passo recíproco à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA).

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o governo de Donald Trump não ajudou o candidato presidencial derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro, a fugir para os Estados Unidos depois de ele perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não facilitamos nada”, disse Rubio a repórteres no sábado em Atlanta, na Geórgia, onde estavam reunidos diplomatas do Grupo dos 20 (G20). Trump disse que Bolsonaro “foi tratado de forma muito injusta, muito injusta” e que “pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, em declaração a repórteres na residência dele na Flórida no sábado.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não adotou resolução para estender a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), cujo mandato expira em 31 de outubro de 2026. O projeto apresentado pelos Estados Unidos recebeu 11 votos a favor, 1 veto da Rússia e 3 abstenções, segundo as Nações Unidas. A proposta norte-americana também teria rebatizado a força de MINURSO para MINUSO, retirando o R de referendo sobre a autodeterminação do território, segundo a Deutsche Welle.

Os chanceleres dos Estados Unidos (EUA) e do Irã disseram que um fim diplomático para a guerra ainda é possível, sem conversas diretas entre os dois países planejadas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã só decidirá se as conversas serão diretas ou indiretas depois que Washington aceitar suas condições. As declarações vieram após mais de 12 horas de discussões entre enviados iranianos e catarianos em Teerã na sexta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pela CGTN.

A reunião de dois dias dos chanceleres do Grupo dos 20 (G20) terminou neste sábado em Atlanta sem comunicado conjunto, informou a CGTN, porque os participantes não chegaram a consenso sobre os principais temas geopolíticos e econômicos. Presidida pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, a reunião tratou de tensões geopolíticas, segurança energética e cadeias de suprimento. Os participantes seguiram divididos sobre a crise na Ucrânia, o conflito entre os EUA e o Irã e as tarifas estadunidenses.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse neste sábado que conversou à margem da reunião do Grupo dos 20 (G20) em Atlanta com o chanceler russo, Sergei Lavrov, sobre a possibilidade de os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin interagirem na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), no mês que vem. “Não tivemos uma reunião. Conversamos”, disse Rubio em entrevista coletiva após o encontro de chanceleres do G20. A conversa tratou “só brevemente” da oportunidade de os líderes dos dois países interagirem na APEC, segundo a TASS. A cobertura em direto do Le Monde anotou que Trump e Putin poderiam se encontrar em meados de novembro, segundo o chefe da diplomacia americana.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) manifestaram “grave preocupação” com o uso de restrições comerciais e outras medidas que consideram coerção econômica, sem nomear o país, e se comprometeram a fornecer mais de US$ 85 milhões em assistência técnica e financeira para ampliar o acesso à inteligência artificial confiável no Indo-Pacífico, segundo a Kyodo News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o grupo “não é uma coalizão anti-China nem anti-ninguém” e que o comunicado conjunto tratava de comportamentos e atividades que, segundo ele, “vêm repetidamente de um país”.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz incluem levantar as sanções impostas após o memorando de Islamabad, reduzir as forças dos Estados Unidos na região, restaurar as isenções de petróleo e liberar os fundos iranianos congelados, inclusive os que estão no Catar. Araghchi afirmou que há conversas com mediadores do Catar sobre um plano para reabrir o Estreito em dois dias caso os Estados Unidos cumpram essas condições, segundo a Al Jazeera.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu à Rússia e à Ucrânia que parem de atacar navios civis no Mar Negro e acertou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, trabalhar em um novo corredor de grãos pelo mar, segundo a Al Jazeera. Os dois falaram em uma coletiva de imprensa conjunta neste sábado em Istambul. “Está claro que ataques contra embarcações civis e ações que aumentam ainda mais a tensão no Mar Negro não servem aos interesses de ninguém”, disse Erdogan. Ele acrescentou que os ataques são inaceitáveis “independentemente de quem os comete ou de qual justificativa é apresentada”.

O assessor internacional do presidente da República, embaixador Celso Amorim, disse ao UOL que Brasil e Argentina vivem o pior momento da história de suas relações e que o governo de Javier Milei “quebrou o protocolo mínimo para as relações diplomáticas”. Em entrevista ao UOL, Amorim disse que não haverá “bate-boca” com Milei e que o rebaixamento da representação diplomática brasileira em Buenos Aires, e vice-versa, não deve ser revertido no curto prazo. “Olhe, é tudo inédito e péssimo. É o pior momento da relação Argentina-Brasil, mas não por nossa causa. Nós não fizemos nenhuma agressão à Argentina”, afirmou.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera. O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três. A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, defendeu o telefonema que ele e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, fizeram a Vladimir Putin nesta semana, após críticas de parte dos falcões antimoscovitas na Europa, segundo a RT. Stubb disse que era importante ouvir em primeira mão a visão do líder russo sobre as causas profundas do conflito na Ucrânia e descreveu a troca direta de opiniões como um ponto de virada. Segundo ele, o canal foi reaberto a pedido de Kiev, com mensagens de Zelensky repassadas a Putin.

Os chanceleres do G20 encerraram dois dias de conversas em Atlanta sem consenso sobre temas centrais, entre eles a guerra da Rússia contra a Ucrânia, e sem comunicado conjunto, segundo o South China Morning Post. O grupo recorreu a uma declaração da presidência, resumindo os debates e listando prioridades como energia, segurança alimentar e liberdade de navegação, divulgada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, após o fim dos encontros. Rubio disse que não fingiria que os países estão perto de soluções universalmente aceitas para os problemas, mas que há governos trabalhando juntos em cadeias de suprimento e minerais críticos.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse neste sábado à mídia estatal que o país debate se mantém o banimento de longa data das armas nucleares caso as hostilidades recomecem, e que nenhuma decisão foi tomada sobre qualquer mudança, segundo o Middle East Eye. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã não tem planos de conversar com autoridades dos Estados Unidos (EUA) e classificou como infundados os relatos que apontavam o contrário. Araghchi disse ainda que o Irã examinou com atenção uma mensagem enviada pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao alto funcionário de segurança Mohsen Rezaei, e que o assunto segue em análise pelas autoridades competentes, segundo a agência oficial IRNA.

A tradicional foto de família que abre a reunião de chanceleres do G20 foi cancelada nos Estados Unidos depois que países como Austrália e Reino Unido se recusaram a aparecer ao lado do chanceler russo Sergei Lavrov, segundo o Guardian. Cerca de um terço dos países sinalizou que não posaria ao lado de representantes russos, e o secretário de Estado, Marco Rubio, cancelou a sessão de fotos. “Em nenhum caso haverá foto de família com os parceiros europeus e o senhor Lavrov juntos porque não há normalidade com a Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul.

O coordenador do National Citizen Party (NCP), Nahid Islam, acusou em comício em Daca o governo do primeiro-ministro Tarique Rahman de tentar viabilizar um corredor de trânsito indiano pelo país e ameaçou novas manifestações se o tratado das águas do Ganges não for renovado em termos que protejam a parte de Bangladesh, segundo o The Hindu, que cita os jornais Prothom Alo e bdnews24. O tratado, assinado em 12 de dezembro de 1996 com duração de 30 anos, expira em 12 de dezembro e rege a partilha das águas do Ganges na barragem de Farakka, em Bengala Ocidental, na estação seca, de janeiro a maio.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que conversou brevemente com o chanceler russo Sergei Lavrov em Atlanta sobre a possibilidade de os líderes dos dois países se encontrarem à margem da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) no próximo mês, segundo a TASS. “Falamos rapidamente sobre a oportunidade de nossos líderes potencialmente interagirem na APEC no próximo mês”, disse Rubio em entrevista coletiva após a reunião de chanceleres do G20. Ele afirmou que não houve reunião, apenas uma conversa.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou aos comandantes que atualizassem a lista de alvos do país para incluir “todos os tipos de ativos tangíveis e intangíveis pertencentes ao inimigo americano-sionista”, segundo a France 24. Na reunião com os principais comandantes militares, ele afirmou que “qualquer nível ou tipo de ameaça deve ter resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica”. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em entrevista coletiva na conferência do G20 em Atlanta, na Geórgia, que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques: “Podemos alcançar objetivos militares se quisermos. Ele não tomou uma decisão. Não tenho anúncio a fazer hoje, e não tratamos nada disso com leveza.” O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que “atualmente não há planos de reuniões com autoridades americanas”.

O deputado iraniano Mahmoud Nabavian defendeu neste sábado a saída do Irã do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a mudança da doutrina nuclear do país, segundo a Al Jazeera, somando-se a pedidos semelhantes de outros parlamentares e figuras públicas. O parlamentar Ebrahim Rezaei, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, disse que 10 propostas de retirada do tratado foram registradas no parlamento e que a saída está em análise, conforme a agência Fars.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou como “passo positivo” a tentativa dos Estados Unidos (EUA) de abrir diálogo com Teerã, em entrevista à Al Jazeera neste sábado. Segundo ele, o Irã examinou em reuniões de alto nível a carta enviada pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz seguem claras, com mediadores mantendo consultas sobre elas. O Irã não tem planos de reuniões diretas com autoridades americanas, segundo a TASS.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à Al Jazeera que Teerã concordou em reduzir para dois dias o prazo de implementação do plano de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo ele, o Irã exige o reconhecimento da rota de navegação discutida com Omã e o fechamento das demais. Uma delegação iraniana chegou ao Catar para discutir propostas de mediadores sobre o programa nuclear, e o chanceler afirmou que não há planos de reunião com autoridades dos Estados Unidos (EUA) no momento.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado que Damasco avalia aderir ao pacto de defesa de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, segundo o Dawn; a TRT World também noticiou a declaração. No Diálogo de Manama, no Bahrein, ele afirmou: “As discussões estão em curso para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”. O Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto, permite que os três membros tratem um ataque armado contra um deles como ataque contra todos.

Centenas de moradores de Oleshky, cidade ocupada pela Rússia, foram evacuados após um cessar-fogo humanitário mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e aviões com evacuados pousaram em Gomel, em Belarus, na manhã deste sábado, segundo autoridades russas e ucranianas citadas pela BBC. O cessar-fogo local começou na terça-feira e vai até domingo, enquanto a operação tenta levar comida e remédios aos cerca de 2 mil moradores que permanecem na cidade, segundo a AP.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil pediu explicações à Argentina na tarde de quinta-feira, depois que o ex-candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro passou pelo país a caminho de Miami, segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato por não ter autorização para tratar do assunto publicamente. O diretor do departamento de América do Sul da pasta, João Marcelo, recebeu em uma reunião breve a encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés.

O Conselho de Segurança realizou na sexta-feira a sétima votação indicativa sobre os candidatos a secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), segundo a agência Xinhua. Conforme resultados vazados citados pela agência, Rebeca Grynspan liderou com 11 votos de encorajamento e 4 de desencorajamento, seguida por Rafael Grossi, com 9 votos de encorajamento, 4 de desencorajamento e 2 sem opinião expressa. A rodada ocorreu após a entrada, em 21 de outubro, da diplomata dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Lana Nusseibeh, ex-embaixadora do país na ONU, e a retirada da candidatura do ex-presidente do Senegal Macky Sall, anunciada em 17 de outubro.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O chanceler da Polônia, Radoslaw Sikorski, pediu nesta sexta-feira um cessar-fogo rápido no Mar Negro que permita a passagem segura de embarques de grãos da Ucrânia e da Rússia. “Falei em favor de fazer algo rapidamente porque o povo do Sul Global precisa desse grão”, disse a repórteres durante a reunião de dois dias de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta.

A Turquia se prepara para indicar Feridun Sinirlioglu como seu candidato a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos dias, segundo fontes turcas citadas pelo Türkiye Today; ele é secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e ex-ministro das Relações Exteriores. O TRT World também anunciou a indicação. A disputa pelo comando da ONU tem a costarriquenha Rebeca Grynspan à frente das votações informais.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta sexta-feira a repórteres na Casa Branca que o Irã quer conversar e continua conversando, e que Teerã tem dificuldade para cumprir obrigações financeiras com seu pessoal de segurança: “Há conversas. Eles querem conversar. Eles continuam conversando. Não estão pagando seus soldados. Não estão pagando sua polícia. Estão com muitos problemas.” Mais cedo, em entrevista à rádio KCMO, de Kansas City, Trump disse que o confronto militar com o Irã está se aproximando do fim, sem dar cronograma nem explicar como um acordo poderia ser alcançado, segundo o Israel National News.

A Coreia do Norte classificou como “violação flagrante de sua soberania” a declaração conjunta de um grupo de países que monitora a aplicação de sanções contra Pyongyang e disse que o texto nasce da hostilidade dos Estados Unidos (EUA) e do Ocidente, segundo a agência estatal KCNA. “Sanções e pressão podem funcionar com os fracos, mas nunca conosco”, disse um porta-voz não identificado do Ministério das Relações Exteriores à KCNA, para quem “o complô estereotipado de sanções dos EUA e do Ocidente” não altera a posição da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) como Estado com armas nucleares.

A foto oficial de família que abre a reunião de chanceleres do G20 foi cancelada nos Estados Unidos depois que Austrália, Reino Unido e vários países se recusaram a aparecer ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov, segundo o The Guardian. O secretário de Estado, Marco Rubio, desfez a imagem depois que delegações europeias, o Reino Unido e a Austrália avisaram que boicotariam ou deixariam o registro cerimonial. Diplomatas europeus se recusaram a posar para a foto oficial com Lavrov, o que levou os anfitriões estadunidenses a cancelar a imagem planejada, informou a BBC.

Stephen Hubbard, 74 anos, professor aposentado de Michigan, disse nesta sexta-feira que só acreditou que seria libertado quando recebeu roupas novas e foi levado à saída da prisão russa, em suas primeiras declarações públicas desde a soltura. Ele contou que ouviu muitas vezes que seria libertado, mas nunca confiou no que lhe diziam. Trump, que o recebeu no Salão Oval, afirmou que pediu a Vladimir Putin a libertação do estadunidense e que os Estados Unidos não precisaram soltar ninguém em troca. Hubbard ficou preso mais de quatro anos sob a acusação de ter lutado como mercenário na Ucrânia; sua defesa nega as acusações e diz que ele não participou de nenhuma atividade militar. Putin decidiu libertá-lo como gesto de boa vontade, segundo a TASS.

O líder interino da oração de sexta-feira em Teerã, Mohammad Javad Haj Ali Akbari, descreveu os apelos para revisar a doutrina nuclear do Irã como uma demanda nacional crescente, enraizada na experiência da população com a conduta do Ocidente e na necessidade de reforçar a dissuasão, segundo o Tehran Times. Ele citou pesquisas anteriores em que mais de 70% dos entrevistados apoiaram a revisão da doutrina. O clérigo disse que a decisão final cabe ao Líder e pediu que universidades e especialistas elaborem estudos e propostas.

O chanceler da Índia, S. Jaishankar, criticou na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta as interrupções no fornecimento global de petróleo por sanções e pontos de estrangulamento, dizendo que ataques deliberados ao comércio e à infraestrutura de energia são uma estratégia calculada para manter os preços reféns. Ele afirmou que o mundo enfrenta uma crise de energia marcada por imprevisibilidade, custos inacessíveis e desafios de acesso, mais do que por falta de produção, segundo o Hindustan Times.

O chanceler do Japão, Toshimitsu Motegi, exigiu nesta sexta-feira a libertação imediata do japonês detido na província de Sakhalin, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, em reunião de cerca de 30 minutos com o chanceler russo, Sergei Lavrov, à margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, que começou às 13h35 no horário local. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo site WQXC, a Rússia afirmou neste mês ter detido um jornalista japonês na sua região do Extremo Oriente de Sakhalin sob suspeita de espionagem.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o Canadá e os Emirados Árabes Unidos por reiterarem reivindicações territoriais sobre Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb, segundo o Tehran Times. Ele classificou as alegações dos Emirados de “descaradas e intervencionistas” e criticou o Canadá por endossá-las em uma declaração conjunta. Baqaei afirmou que “as ilhas de Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb são partes inseparáveis e eternas do território iraniano” e que a repetição de reivindicações “infundadas” não mudará “as realidades geográficas, históricas e legais estabelecidas”.

A costarriquenha Rebeca Grynspan ampliou a liderança na corrida a secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com 11 votos a favor e 4 contra no Conselho de Segurança de 15 membros, o melhor resultado dela em sete votações informais realizadas a portas fechadas nos últimos meses para substituir António Guterres, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. A emiratense Lana Nusseibeh, que entrou na disputa, recebeu 7 votos a favor, 6 contra e 2 sem opinião na primeira votação de que participou.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, coincidiram nesta sexta-feira na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, o primeiro encontro no mesmo ambiente desde a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, investigado por corrupção depois de perder a eleição no Brasil, segundo a EFE, em texto republicado pelo Infobae. Rubio e Vieira compartilharam a mesa da reunião de ministros de Exteriores, que tem os EUA como anfitriões, mas não mantiveram encontro bilateral. Segundo interlocutores do governo brasileiro, não havia, a princípio, previsão de reunião bilateral entre os dois, conforme informou o UOL.

Parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) cobraram que Trump reconheça o resultado da eleição brasileira e criticaram suas declarações sobre o pleito, em comunicado da Bancada Congressista Progressista (CPC) assinado por Greg Casar, Ilhan Omar e Jesús García, segundo o G1. “A parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado das eleições precisa acabar imediatamente”, diz o texto, que exige que os EUA se juntem ao restante do mundo no reconhecimento do resultado.

A União Europeia (UE) e o Canadá acordaram aprofundar a parceria estratégica e anunciaram uma série de iniciativas em comércio, tecnologia e segurança, informou a TRT World. A emissora afirma que as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pressionam as relações de Washington com aliados tradicionais. O Canadá vai aderir ao empréstimo de US$ 103 bilhões (€ 90 bilhões) da UE para a Ucrânia, com contribuição inicial de US$ 558 milhões (€ 500 milhões), enquanto os dois lados ampliam a cooperação em vários setores estratégicos.

O Itamaraty convocou nesta quinta-feira (29/10) a encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, a ministra-conselheira Emilia Cortés, para cobrar esclarecimentos sobre a possível participação do governo de Javier Milei na fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos (EUA), com passagem pelo território argentino. A diplomata foi recebida na tarde da mesma quinta-feira pelo chefe do Departamento do Mercosul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, em Brasília, segundo o G1. A rota começou na noite de terça-feira (27), quando Flávio e a família entraram na Argentina depois de cruzarem a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, enviou na semana passada uma carta pessoal a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, na qual manifestou disposição de se encontrar pessoalmente com ele para discutir o fim da guerra por meio de negociações, segundo o Jerusalem Post. Conforme autoridades citadas pelo Foreign Policy, a carta afirma que o interesse central dos EUA “é garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear” e descreve o interesse iraniano como “reconstruir a economia devastada pela guerra e pelas sanções” e “preservar a soberania nacional”. Caso as duas partes concordem em se encontrar, Istambul ou Doha seriam os locais mais prováveis.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, tem prevista reunião bilateral com o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20 nesta sexta-feira (30), em Atlanta, na Geórgia, segundo o G1. Será a primeira reunião de alto escalão entre Brasil e EUA desde as eleições de domingo e desde que o senador Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA, e Washington ainda não reconheceu o resultado da eleição brasileira, de acordo com o G1.

O senador Chris Murphy afirmou ter sido informado sobre o plano dos Estados Unidos (EUA) para retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de “insana”, dizendo que ela levaria a uma “escalada devastadora”, segundo o Middle East Eye. Murphy afirmou que o plano desenvolvido levará, na avaliação dele, a um prolongamento e a uma escalada da guerra devastadores para os interesses de segurança do país.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou manifestações oficiais e saudações de pelo menos 107 países ao segundo turno da eleição brasileira, realizado no domingo 25, conforme o painel do tribunal divulgado pela Carta Capital. O painel também registra o reconhecimento formal de 11 grandes organismos e blocos multilaterais ao pleito brasileiro. China, Rússia, Índia, África do Sul, Irã, Japão, Alemanha, França, Espanha, Portugal e Reino Unido estão entre os países que enviaram manifestações de reconhecimento e congratulações, segundo a Opera Mundi.

O chanceler suíço Ignazio Cassis chegou a Pyongyang na quinta-feira para conversas com autoridades norte-coreanas e a reabertura oficial do escritório diplomático da Suíça, segundo o Korea Herald. O escritório, que retomou as operações em 19 de outubro, é a primeira presença política e diplomática da Suíça em Pyongyang desde o estabelecimento das relações entre os dois países, em 1974. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) confirmou a chegada de Cassis, recebido por autoridades do Ministério das Relações Exteriores e pelo embaixador norte-coreano na Suíça, segundo a Yonhap.

Divergências profundas sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio devem inviabilizar ações e declarações unificadas na reunião de dois dias dos chanceleres das 20 maiores economias, em Atlanta, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Os Estados Unidos não convidaram a África do Sul para a ministerial, que ocorre nos dias 30 e 31 de outubro.

O governo do Texas anunciou ter assumido o controle de nove ilhas na fronteira fluvial com o México, no trecho do Rio Grande entre Laredo e McAllen, segundo o El País. A chancelaria mexicana afirma que a definição da titularidade das ilhas cabe à Comissão Internacional de Limites e Águas.

Seul busca uma saída para a disputa diplomática com Kiev, que começou depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, revelou em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro, a transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, transferência que Seul diz ter pedido que fosse mantida em sigilo. Um alto funcionário presidencial, que falou sob anonimato, disse que o governo não considera desejável que o assunto se arraste e que há conversas em curso para encontrar uma saída, segundo o Korea Herald. O funcionário também negou que Seul esteja se inclinando para Moscou, afirmando que as relações com a Rússia operam sob sanções internacionais e restrições e que o país segue participando dos esforços internacionais de apoio à Ucrânia.

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, não vai comparecer à cúpula da Organização dos Estados Turcos (OTS) nesta sexta-feira em Ancara, apesar do convite pessoal feito pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em conversa telefônica em 21 de outubro, segundo a mídia azerbaijana citada pelo Turkish Minute. A ausência ocorre após a saída do principal assessor presidencial de Erdogan, Oktay Saral, em meio a uma disputa sobre as restrições do Azerbaijão ao uso de hijabe em escolas, conforme o Turkish Minute.

Os chanceleres da Coreia do Sul, dos Estados Unidos (EUA) e do Japão se reúnem nesta sexta-feira nos Estados Unidos para discutir temas da Península Coreana, cooperação em segurança econômica e a resposta a Pyongyang, segundo autoridades citadas pela Yonhap – a avaliação inclui os lançamentos recentes de mísseis do Norte e o estreitamento dos laços entre Pyongyang e Pequim após a visita recente de Kim Jong-un à China. O chanceler sul-coreano Cho Hyun se encontrará em Atlanta na sexta-feira com o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi, segundo o Korea Herald, enquanto Seul tenta administrar temas sensíveis na aliança com Washington.

Integrantes da diáspora sudanesa e observadores internacionais de direitos humanos denunciaram a candidatura da diplomata emiradense Lana Nusseibeh ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU), citando a negação dela das acusações de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) alimentam a guerra no Sudão com apoio às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o Guardian; Nusseibeh tem apoio unânime dos Estados do Golfo, mas é acusada de encobrir o apoio à RSF, acusada de genocídio.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defenderam na quinta-feira em Montreal tornar o Canadá o primeiro “membro associado” do bloco e construir uma aliança mais ampla aberta a outros países, alertando contra a coerção econômica na guerra comercial de Trump, segundo a agência Associated Press (AP). Trump sugeriu que o arranjo pode ser um “ato hostil” e ameaçou tarifas contra a Europa – von der Leyen disse que o Canadá não pode ser membro pleno por geografia, mas que ambos querem levar a relação ao nível mais alto possível.

Uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, foi enviada numa tentativa de reavivar as negociações de paz, segundo a Reuters, em texto publicado pela CGTN, que citou o Wall Street Journal e o The New York Times. O presidente Donald Trump disse aos repórteres que o assunto era “ajuda com suprimentos médicos e várias coisas” e que Vance perguntou a ele o que achava, e ele respondeu: “se você quiser fazer isso, tudo bem”.

María Corina Machado agradeceu a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por terem aberto a “floodgate to freedom” com a ação de 3 de janeiro, em entrevista coletiva em Caracas, segundo a Al Jazeera. Ela disse que Rubio apresentou uma sequência de eventos que aponta para a realização de eleições presidenciais em 2027, segundo a BBC. Pouco antes das declarações dela, na quinta-feira, Delcy Rodríguez disse que haverá eleições “com o mundo como testemunha”, sem fixar data, segundo a Al Jazeera.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o Marrocos batizou com o seu nome a rodovia entre Tiznit e Dakhla, de 1.055 km, em operação desde janeiro após uma década de obras; Rabat não se pronunciou sobre a homenagem, segundo a Al Jazeera. A estrada liga o sul do Marrocos à Mauritânia e atravessa o Saara Ocidental, território que a ONU classifica como não autônomo, que Rabat chama de províncias do Sul e que é disputado pela Frente Polisario, segundo o Le Monde.

O enviado dos Estados Unidos Tom Barrack disse à CNN que os lados estão “muito próximos” de um acordo sobre um processo voltado a garantir uma pausa temporária nas hostilidades com o Irã, segundo o Middle East Eye. Catar, Paquistão e outros aliados americanos levaram as partes a esse ponto, e o presidente Donald Trump e seu governo consideram seriamente uma “ação cinética”; questionado sobre uma possível operação militar “curta e aguda” contra o Irã, Barrack disse que a opção segue sobre a mesa. A Arábia Saudita pediu ao governo Trump que “dê uma chance à diplomacia” antes da decisão final sobre um ataque, segundo duas fontes regionais ouvidas pelo Jerusalem Post, e teme que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) retalie contra infraestrutura de água, eletricidade e instalações de petróleo e energia sauditas.

A terceira cúpula Rússia-África, no Kremlin, adotou a Declaração da 3ª Cúpula Rússia-África, a declaração de cooperação no uso civil de tecnologias de inteligência artificial e o plano de ação do fórum de parceria para 2027-2029, segundo o Kremlin. A declaração conjunta prevê soberania e segurança energética, reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir as realidades geopolíticas atuais e ampliação do uso de moedas nacionais nos pagamentos mútuos, segundo a Sputnik África.

O primeiro-ministro Mark Carney lançou nesta quinta-feira o plano Para um Canadá Mais Forte, a primeira estratégia de segurança nacional do país em mais de duas décadas, segundo a agência chinesa Xinhua. De acordo com o comunicado citado pela agência, a estratégia tem cinco prioridades principais, entre elas fortalecer a segurança econômica e a resiliência transformando indústrias estratégicas e protegendo cadeias de suprimento, conduzir uma política externa disciplinada para diversificar parcerias e reconstruir e fortalecer as Forças Armadas canadenses. O Globe and Mail noticiou que, sob a nova estratégia, o governo vai reforçar a capacidade de coleta de inteligência do Canadá e se preparar para todas as contingências, até a guerra.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quinta-feira que a União Europeia e o Canadá seguem explorando a possibilidade de o país se tornar o primeiro “membro associado” do bloco, termo tão divisivo entre os Estados-membros que não aparece na declaração conjunta, segundo a Reuters, em texto publicado pelo South China Morning Post. Em discurso na cúpula UE-Canadá em Montreal, von der Leyen afirmou que os dois lados querem aprofundar a cooperação em inteligência artificial, clima, energia e segurança. Laços mais profundos com a Europa fazem parte da estratégia do primeiro-ministro Mark Carney para reduzir a dependência dos EUA em meio a relações tensas sob Trump, segundo o jornal. O termo, que a Alemanha e vários outros países da UE rejeitam, não tem significado jurídico.

Trump reuniu-se nesta quinta-feira na Casa Branca com o principal comandante militar dos Estados Unidos para analisar opções de ataque ao Irã, segundo o Wall Street Journal, em reportagem do G1. O senador Chris Murphy disse ter sido informado do plano dos EUA de retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de insana, afirmando que ela levaria a uma escalada devastadora, segundo o Middle East Eye. Ele falou depois de a imprensa americana noticiar, na quarta-feira, que os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O Irã recebeu uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e ainda não respondeu, informou nesta quinta-feira a agência semi-oficial Tasnim, segundo o Middle East Eye. A carta foi enviada ao chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, conforme o Wall Street Journal noticiou na quarta-feira, numa tentativa de retomar as negociações de paz. Teerã insiste que suas sete condições sejam cumpridas pelos Estados Unidos e afirma que “qualquer posição que contrarie esse marco é inaceitável”, acrescentou a agência.

Rússia e Ucrânia começaram na terça-feira um cessar-fogo localizado para permitir a entrada de ajuda humanitária em Oleshky, cidade ocupada pela Rússia na margem esquerda do Dnipro, no sul da Ucrânia, segundo a DW. Os dois lados confirmaram que a trégua entrou em vigor às 3h locais (0100 GMT), depois de um acordo intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Cerca de 2 mil pessoas, entre elas até 50 crianças, seguem presas na cidade, segundo estimativas ucranianas e norte-americanas.

A Turquia sedia nesta quinta e sexta-feira, em Ancara, uma cúpula da Organização dos Estados Túrquicos (OTS) sob o lema “Século Túrquico: unidade em língua, pensamento e ação”, com o presidente Recep Tayyip Erdogan como anfitrião, segundo a TRT World. Os chefes de Estado devem adotar a Declaração de Ancara e uma série de decisões voltadas a aprofundar a cooperação e reforçar o quadro institucional do bloco.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta quinta-feira que o Reino Unido está “fazendo tudo o que pode” para apoiar a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio ao impacto da guerra do Irã, segundo o Middle East Eye.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, se reuniu nesta quinta-feira com os homólogos de Singapura e do Vietnã para tratar de ampliar a cooperação em defesa, segundo o ministério, informado pelo Korea Herald. Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em intercâmbio de pessoal, cibersegurança e inteligência artificial.

Um porta-voz do Kremlin disse à Al Jazeera que Moscou está pronta a mediar entre Irã e Estados Unidos se for solicitada, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirmou que a Rússia está disposta a receber o urânio enriquecido do Irã caso o material continue a travar as negociações.

O Catar negou interferência nas eleições de Israel e classificou as acusações de ridículas e perigosas em igual medida. “O Catar não deveria ser usado como bode expiatório pelas falhas políticas de certos políticos israelenses”, afirma a nota do país, segundo o Jerusalem Post.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, recebe nesta quinta e sexta-feira líderes da União Europeia em Montreal, numa cúpula de dois dias que deve ser observada em busca de detalhes sobre como Canadá e o bloco europeu aprofundam seus laços, segundo a BBC. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs no mês passado “abrir a porta” ao Canadá para o que ela chamou de “membro associado”, status que hoje não existe, e a Alemanha e outros países fizeram campanha para retirar a menção ao termo de um rascunho da declaração da cúpula, adotando uma formulação mais branda que fala em “associação cada vez mais estreita”, conforme a BBC.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por 130 votos a 17, com 25 abstenções, na quarta-feira, uma resolução que pede o fim do embargo econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba, segundo o Hindustan Times. A Índia votou a favor e disse esperar que o embargo seja suspenso o quanto antes, para que os cubanos possam participar mais plenamente da cooperação internacional, segundo o mesmo veículo.

O tratado de 1996 que rege a partilha das águas do Ganges na estação seca na barragem de Farakka, na Índia, 20 km rio acima de Bangladesh, expira em 12 de dezembro, segundo a AFP. Bangladesh precisa de um novo acordo baseado em “benefício e respeito mútuos”, disse à AFP Rashed Al Mahmud Titumir, assessor do primeiro-ministro que chefia um comitê técnico sobre partilha de águas.

A Austrália devolveu à China duas esculturas de pedra que estavam havia mais de 30 anos fora da China, conforme o South China Morning Post (SCMP). As peças, com as cabeças de um oficial militar e de um funcionário civil, haviam sido doadas à Galeria Nacional da Austrália, em Camberra, por um colecionador privado, e datam da dinastia Song do Norte (960–1127). A Administração Nacional do Patrimônio Cultural da China recebeu as cabeças na quarta-feira, segundo a emissora estatal CCTV.

O Catar apresentou ao Irã uma proposta que, segundo relatos, daria a inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) acesso a instalações nucleares iranianas bombardeadas em rodadas anteriores de combates em troca de algum alívio de sanções dos Estados Unidos, conforme o Times of Israel. Uma autoridade iraniana sênior disse à Reuters, citada pelo Middle East Eye, que o país não tem como trabalhar com o que foi apresentado e que Teerã não mostrará flexibilidade na questão nuclear.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, enviou uma carta ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaee, para tentar retomar as negociações de paz, segundo autoridades norte-americanas e pessoas a par do assunto ouvidas pelo Wall Street Journal e citadas pelo Middle East Eye. Rezaee é ex-comandante da Guarda Revolucionária. Segundo o LaPresse, que também reproduz o relato do WSJ, a carta foi enviada a pedido do presidente Donald Trump, que estava a par da iniciativa.

O comércio entre a Rússia e os países africanos cresceu 1,5 vez desde 2022 e passou de 27 bilhões de dólares, disse Vladimir Putin em encontro com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, segundo a TASS. A cúpula Rússia–África em Moscou reuniu delegações de 48 países, com 22 líderes presentes, para tratar de comércio, segurança, armas e grãos, segundo a France 24. Putin disse que a Rússia forneceu 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas à África nos primeiros nove meses do ano.

O chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reúnem na sexta-feira (30) e no sábado (31) em Atlanta, à margem da reunião de chanceleres do G20 presidida neste ano pelos americanos, segundo o G1. O Departamento de Estado já informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitirá a entrada deles no país, após ele deixar o Brasil com a derrota nas eleições presidenciais.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vota nesta quarta-feira (28) a resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos a Cuba, a 34ª vez que o texto é analisado desde 1992, segundo o Brasil de Fato. No ano passado, a resolução foi aprovada com 165 votos a favor, 7 contra e 12 abstenções. O presidente cubano escreveu em suas redes sociais que o apoio majoritário da comunidade internacional a Cuba “ficou evidente na condenação do bloqueio”, segundo o Opera Mundi.

Na plenária do Fórum Econômico e Humanitário Rússia–África, Vladimir Putin afirmou que meios vis e cínicos de todo tipo são usados, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, ditadura econômica, chantagem e interferência nos assuntos internos, segundo a Sputnik. A Rússia exportou 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas à África nos primeiros nove meses deste ano, segundo a TASS, que cita Putin. Ainda segundo a Sputnik, Putin disse que o comércio entre a Rússia e a África superou US$ 27 bilhões no ano passado.

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã no domingo uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos (EUA) e Israel, e Teerã deve responder até o fim da semana, disse nesta quarta-feira um funcionário informado das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al Arabiya English. A minuta prevê um cronograma de sete dias que trata das preocupações de Teerã e de Washington e lista medidas diárias de confiança que cada lado deve tomar, segundo o mesmo funcionário.

O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

O Primeiro Comitê da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por 150 votos a 7 a resolução de desarmamento nuclear liderada pelo Japão, com votos contrários incluindo China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, segundo o Japan Times. Foi o 33º ano consecutivo de aprovação de uma resolução do tipo, segundo o jornal, e o texto afirma que a Coreia do Norte não pode ser reconhecida como Estado com armas nucleares, cobrando o retorno ao Tratado de Não Proliferação (TNP) e às salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Canadá sedia nesta semana em Montreal uma cúpula com a União Europeia (UE) para anunciar novos acordos de comércio, segurança e tecnologia, segundo a CBC. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, surpreendeu no mês passado ao anunciar que a UE começará o processo de tornar o Canadá seu primeiro “membro associado”, um estatuto que não existe no bloco. Autoridades da UE dizem que os 27 países querem a associação mais próxima possível com o Canadá, ainda que detalhes e título sigam em debate interno.

Líderes parlamentares dos países do BRICS expressaram “profunda preocupação” com a escalada de tensões e hostilidades na Ásia Ocidental e criticaram as “medidas coercitivas unilaterais” e as “sanções econômicas unilaterais” impostas na região como contrárias ao direito internacional, segundo o The Hindu. A declaração conjunta defendeu uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e afirmou o direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a um Estado independente e soberano.

O projeto de lei de defesa dos Estados Unidos para 2027 cobre mais de US$ 1 trilhão em gastos propostos e será um dos textos mais observados quando o Congresso voltar depois das eleições de meio de mandato, segundo o South China Morning Post (SCMP). A Câmara dos Representantes aprovou sua versão, a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA), em julho. No Senado, o caminho é mais difícil: uma votação de procedimento em julho para começar a análise falhou depois que democratas objetaram a ações militares do presidente Donald Trump envolvendo o Irã.

O parlamento do leste da Líbia, a Câmara dos Representantes alinhada a Haftar em Benghazi, ratificou em 20 de outubro o acordo marítimo de 2019 com a Turquia, e os dois governos rivais do país agora reconhecem a fronteira que corre entre Creta e Chipre, segundo o OilPrice. A linha deixa as ilhas gregas da área sem mar além das águas territoriais, e Ancara busca o mesmo tipo de acordo com Damasco.

O cessar-fogo que começou para levar comida e remédios à cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pela Rússia, foi estendido a toda a região de Kherson, no sul do país, segundo fontes ouvidas pela BBC. Pelo acordo, a trégua será seguida da entrega de ajuda humanitária a Oleshky e depois de evacuações, previstas para sexta-feira, para quem quiser sair. O deputado David Arakhamia, dirigente do partido parlamentar do presidente Volodymyr Zelensky, disse que a trégua vai até as 22h59 do horário da Ucrânia de domingo, 1º de novembro, e a descreveu como a “maior desescalada desde 2022”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse a Vladimir Putin que Irã, Rússia e outros países da região podem resolver os problemas locais sem a interferência dos Estados Unidos, segundo a TASS. Segundo a TRT World, Pezeshkian disse que o comércio entre os dois países cresce “dia a dia” e que as ações dos EUA na região facilitam maior cooperação com países submetidos a sanções unilaterais dos EUA: “Nossas trocas estão se expandindo e crescendo dia a dia.” A Rússia cumpre todos os seus compromissos nos projetos no Irã e a construção da usina nuclear de Bushehr segue em curso, segundo o Mehr News.

O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira que não emitirá nenhum reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição brasileira, segundo o Opera Mundi. Na resposta, o governo argumentou que, quando Javier Milei foi eleito em 2023, “não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada”, e que, por enquanto, “não há nenhum comunicado que vamos fazer”, segundo a Carta Capital. O governo disse ainda que comércio e Mercosul não devem ser afetados: “São dois povos irmãos, comercializam, trabalham no Mercosul, não deveria ser afetado”.

Um cessar-fogo local em Oleshky, cidade do sul da Ucrânia sob ocupação russa, parecia se manter nesta terça-feira, com os dois lados interrompendo os ataques de drones antes de uma aparente evacuação de cerca de 2 mil civis presos na cidade, segundo o Guardian. Segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, o presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que Zelensky pode ir a Moscou para conversas diretas.

A Arábia Saudita teria oferecido um pacote financeiro de US$ 1 bilhão aos houthis em um acordo mediado pelo Irã para obter um cessar-fogo e interromper os ataques contra o reino, segundo o Hindustan Times, que cita um relatório. A proposta teria sido discutida na visita surpresa do ministro da Defesa saudita, o príncipe Khalid bin Salman, a Teerã, onde o Irã se ofereceu para atuar como mediador diplomático regional, de acordo com a NDTV.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na segunda-feira que o governo Trump avisou as autoridades interinas da Venezuela “semanas e semanas atrás” que a líder da oposição, María Corina Machado, deveria poder voltar ao país, enquanto a Venezuela avança na preparação das eleições do ano que vem, segundo a AP, em texto publicado pelo Orlando Sentinel. Rubio disse a repórteres em uma ligação que o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, respondeu aos Estados Unidos que Machado estava livre para entrar no país. Machado voltou à Venezuela no fim de semana.

O presidente da Finlândia e o primeiro-ministro da Noruega tiveram nesta terça-feira uma conversa “franca e substantiva” com o presidente da Rússia, Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, segundo o Le Monde. Um comunicado dos dois líderes nórdicos afirmou que a conversa foi realizada em consulta com a Ucrânia e ocorreu após um encontro em Oslo, em 20 de outubro, entre Støre, Stubb, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff.

O emir do Catar se reuniu com o presidente do Irã para revisar o estado atual das relações entre Teerã e Doha, segundo a Mehr News. Os dois lados destacaram a importância de ampliar as relações políticas e econômicas e de usar as capacidades existentes para elevar o nível da cooperação bilateral, segundo a agência.

Funcionários britânicos começaram conversas com a União Europeia (UE) sobre uma relação de longo prazo que pode incluir a volta da livre circulação, disse o secretário de Negócios do Reino Unido, segundo o Guardian. O foco das negociações é a cúpula da UE em novembro, para fechar um acordo que alivie algumas restrições comerciais e um acordo de mobilidade juvenil, segundo o jornal. O The Independent afirma que o Reino Unido já mantém conversas sobre um possível retorno à liberdade de circulação.

A terceira cúpula Rússia-África será realizada em Moscou em 28 e 29 de outubro, sob a presidência do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente da União Africana (UA), Évariste Ndayishimiye, presidente do Burundi, segundo o Kremlin. Representantes de quase 50 países africanos vão participar, incluindo chefes de Estado e de governo e líderes das associações de integração do continente, segundo o Kremlin. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que a cúpula levará a decisões e resultados importantes, segundo a Sputnik.

Um cessar-fogo localizado entre Rússia e Ucrânia entrou em vigor na madrugada desta terça-feira para viabilizar uma missão humanitária em Oleshky, intermediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, segundo a AP. A pausa nos combates começou às 3h e deve permitir a entrada de ajuda na cidade ocupada pela Rússia, no sul da Ucrânia, ainda nesta semana. Segundo a ONU, até 2 mil pessoas estão retidas em Oleshky, com comida e remédios escassos, sem conseguir sair por causa de minas e ataques de drones na região. Em comunicado no Telegram, o Ministério da Defesa da Rússia disse ter cessado o fogo em direção a Kherson às 4h de Moscou (1h GMT), em preparação para a operação humanitária, segundo a BBC.

Autoridades de alto nível da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira em Teerã com o Irã para tentar impedir que a guerra no Oriente Médio volte a pegar fogo, segundo a France 24. Foi a primeira visita conjunta dos três países a Teerã desde que formaram uma aliança de defesa em Meca, em agosto. O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, disse à televisão estatal que as conversas foram “muito boas”.

A missão permanente do Sudão na Organização das Nações Unidas (ONU) disse ter questões fundamentais sobre a independência, a imparcialidade e a credibilidade de Lana Nusseibeh como candidata ao posto mais alto da organização, em declaração dada com exclusividade ao Middle East Eye. O Sudão classifica a candidatura como tentativa de ‘branquear’ o papel dos Emirados Árabes Unidos na guerra civil sudanesa, segundo o veículo.

O Catar trabalha num acordo entre os Estados Unidos e o Irã com concessões mútuas em até cinco dias, segundo o New York Times, citado pela Sputnik, que ouviu fontes diplomáticas. Pelo esboço, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval a portos iranianos, conforme a reportagem. O principal obstáculo é a decisão sobre quando exatamente cada lado fará as concessões.

A Lista Estudantil, que venceu a eleição parlamentar de domingo na Sérvia com 52,73% dos votos nas parciais, não vai impor sanções à Rússia, disse à RT Balkan o representante da chapa vencedora, Jovo Bakic. Segundo ele, o novo governo manterá as relações de longa data com Moscou apesar da pressão da União Europeia (UE).

O chanceler alemão, Friedrich Merz, iniciou nesta segunda-feira um giro de cinco dias pela Ásia, com escala em Singapura antes de visitas ao Japão e à Coreia do Sul, segundo a DW. Merz viaja acompanhado de 30 empresários de alto escalão de indústria, tecnologia, defesa e energia e deve se reunir com o primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “unidade regional” nesta segunda-feira em reunião em Teerã com representantes do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia, que assinaram recentemente o pacto de defesa de Meca, segundo o jornal paquistanês Dawn. Conforme a emissora estatal iraniana, a reunião quadrilateral discutiu cooperação regional, a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e suas consequências, entre outros temas. As conversas também incluíram o príncipe e ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, e o chefe de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estavam em Teerã nesta segunda-feira para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar uma nova rodada de combates entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Times Herald. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, devem se encontrar com os principais responsáveis de segurança e com os negociadores do Irã para pressionar por um acordo entre Teerã e Washington. A guerra no Iêmen e os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita também estavam na pauta, segundo a AP, em texto republicado pelo Bay News 9.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas eleições presidenciais, em mensagem publicada pelo serviço de imprensa do Kremlin nesta segunda-feira, segundo o Brasil de Fato. Na carta, que chama o brasileiro de “prezado amigo”, Putin elogiou os esforços de Lula na proteção da soberania brasileira e dos “legítimos interesses no cenário global”. O presidente russo disse ainda que Moscou e Brasília seguirão trabalhando em estreita colaboração para fortalecer a cooperação bilateral em todas as áreas e a interação construtiva na Organização das Nações Unidas (ONU), no BRICS, no G20 e em outras estruturas multilaterais.

O marechal Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, e o chefe da inteligência da Turquia chegaram a Teerã para conversas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News. O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, disse que autoridades dos países signatários do Acordo de Defesa Conjunta de Meca terão conversas sobre segurança regional em Teerã nesta segunda-feira, segundo a Sputnik. Em entrevista à emissora estatal IRIB, ele afirmou que o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, Munir e o chefe de inteligência turco, Ibrahim Kalin, participam da reunião conjunta.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras e defendeu a manutenção de relações de cooperação entre os dois países, apesar das diferenças políticas e ideológicas, segundo o Brasil 247. “Na campanha presidencial colombiana, o presidente Lula apoiou abertamente Iván Cepeda e eu ganhei. Na campanha brasileira, apoiei Bolsonaro e Lula ganhou. Nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros. O POVO DECIDE!”, afirmou.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

Altos funcionários da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão devem se reunir com o Irã em Teerã na segunda-feira para tratar de coordenação regional, segundo o Jerusalem Post. Riad será representada pelo ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, e o Paquistão pelo chefe do Exército, marechal Asim Munir, conforme a Reuters. Será o primeiro contato de alto nível entre o Irã e todos os membros do bloco de três países desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques crescentes, segundo o Middle East Eye.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou pela segunda vez o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em publicação no Truth Social no domingo à noite, dias antes da eleição israelense. Na mensagem, Trump escreveu: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro; temos de terminar o trabalho que começamos”. Ele também condicionou a relação com os Estados Unidos ao resultado: “Se Israel tiver o líder errado, ou seja, qualquer outro que não Bibi, os Estados Unidos terão de fazer esse trabalho sozinhos, e não estou inclinado a fazer isso”, segundo o Jerusalem Post.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca no domingo que as conversas trilaterais sobre a Ucrânia vão acontecer “muito em breve”, segundo a agência Sputnik. O assessor presidencial russo Yury Ushakov afirmou à imprensa russa que “o próximo prazo é 4 de novembro – um feriado importante para nós” e que, depois disso, a Rússia estará pronta para retomar as negociações.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse neste domingo, 25 de outubro, que Moscou apoiaria a nomeação de um enviado diplomático da União Europeia (UE) para participar de negociações, desde que o representante indicado demonstre compromisso genuíno com um acordo pacífico. Falando à agência estatal russa TASS, Peskov afirmou que Moscou segue aberta ao engajamento diplomático europeu, mas acusou Bruxelas de não adotar uma abordagem construtiva para resolver o conflito na Ucrânia, segundo o Kyiv Post.

O assessor do Kremlin, Yury Ushakov, disse que Moscou, Pequim e Washington estão “basicamente” preparados para um encontro entre Vladimir Putin, Xi Jinping e Donald Trump à margem da cúpula do Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e que os preparativos para a reunião já começaram, segundo a Sputnik. A cúpula será em Shenzhen, na China, em 18 e 19 de novembro, de acordo com a agência.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que existe a possibilidade de um novo ataque ao Irã, que talvez aconteça "amanhã", e que também há a possibilidade de um "acordo grande, bonito", ao responder a jornalistas sobre o tema, segundo o Hindustan Times. Ele afirmou que o objetivo é impedir de forma permanente que o Irã venha a desenvolver uma arma nuclear e que uma operação anterior com bombardeiros B-2 não teria garantido um resultado duradouro – "tenho que tornar isso permanente" –, conforme o TRT World. O Irã, por sua vez, negou ter oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA, e a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que Teerã não apresentou nenhuma proposta nova aos mediadores paquistaneses, segundo o Times of India.

Kim Jong-un voltou à Coreia do Norte por via terrestre no sábado, depois de visitar o memorial da Guerra da Coreia em Dandong, na fronteira com a China, e atravessou uma ponte recém-inaugurada entre os dois países, num gesto visto como símbolo do esforço de Pequim e Pyongyang para ampliar os laços comerciais bilaterais, segundo o G1. A imprensa estatal norte-coreana descreveu o vínculo como “inquebrável”, e Kim agradeceu ao povo chinês, que ajudou “nossa revolução com sangue”, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

O Paquistão pediu ao governo talibã do Afeganistão que impeça militantes de realizar ataques transfronteiriços, segundo a Associated Press (AP).

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu uma estrutura mais justa e inclusiva para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), capaz de atender às expectativas da comunidade internacional, em mensagem divulgada pela Diretoria de Comunicações do governo. Ele citou a morte de mais de 74 mil pessoas em Gaza no que descreveu como genocídio e pediu que os países reforcem o compromisso com a Carta da ONU e apoiem reformas, segundo o Hürriyet Daily News.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu que Israel deve apoiar a Argentina na questão das Ilhas Malvinas, segundo o jornal britânico The Telegraph, em relato do Ynetnews. A decisão foi motivada pelas sanções que o Reino Unido impôs há cerca de um mês a assentamentos israelenses, e o jornal ressaltou que a medida equivale a apoio a negociações, sem reconhecimento formal da soberania argentina.

O Irã e outros 11 países advertiram que ataques contra instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) jamais podem ser aceitos como norma, segundo a Press TV. “Instalações nucleares jamais devem, sob nenhuma circunstância, ser objeto de ataque ou de ameaça de ataque”, disseram os países em declaração conjunta apresentada na sexta-feira na Primeira Comissão da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi assinado por Bielorrússia, Burkina Faso, China, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Níger, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Zimbábue.

A Casa Branca afirmou que a primeira-dama dos Estados Unidos (EUA), Melania Trump, “assegurou com sucesso” um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia na cidade de Oleshky ocupada pela Rússia, segundo a BBC. De acordo com o comunicado, a trégua na “cidade de guerra na linha de frente à beira do desastre” começaria em 29 de outubro, mas Ucrânia e Rússia ainda não se pronunciaram. Oleshky fica na região de Kherson e foi tomada por forças russas nos primeiros dias da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022.

O líder norte-coreano Kim Jong-un entrou na China neste sábado pela nova ponte sobre o rio Yalu, na cidade fronteiriça de Dandong, em visita não anunciada confirmada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, segundo o Korea Herald. É a primeira viagem de Kim à China desde setembro de 2025, quando assistiu em Pequim ao desfile militar dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A agência sul-coreana Yonhap noticiou a chegada a Dandong pela nova ponte, segundo a Kyodo News.

Um memorando datado de 23 de outubro do diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (EUA), Jay Clayton, ao secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que o Irã ampliou substancialmente as tentativas de atingir diplomatas e autoridades estadunidenses, no Oriente Médio e fora dele, segundo o Hindustan Times. Parte das tramas suspeitas com potencial de perda de vidas chegou a estágios avançados, conforme o documento obtido pelo Axios. Um funcionário estadunidense confirmou que Washington orientou várias missões diplomáticas a reduzir o pessoal na sexta-feira, com cortes nas embaixadas nos Emirados Árabes Unidos, no Líbano, no Catar e na Jordânia.

Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, convidou quem quer uma mudança positiva em Cuba a buscar uma parceria discreta com a CIA, segundo o Le Monde. “Para quem quer trazer uma mudança positiva a Cuba: é agora ou nunca”, escreveu. “Diante da decepção com as promessas não cumpridas, a corrupção e o modo de vida privilegiado de um punhado de pessoas, aproveitem esta oportunidade de criar a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA.” O governo de Donald Trump impôs um bloqueio petrolífero de fato à ilha, editou novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos e indiciou o ex-presidente Raúl Castro.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o país está pronto para realizar no mês que vem uma reunião trilateral com os Estados Unidos e a Rússia em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, segundo a Xinhua, que cita a agência Interfax-Ucrânia. O encontro no nível das equipes de negociação está previsto para a primeira metade de novembro e depende do lado russo, disse ele em pronunciamento on-line ao Hudson Institute. O Kyiv Independent relatou que as equipes de negociação dos três países vão se reunir em Abu Dhabi em novembro para iniciar conversas de paz.

O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, disse que um ataque ao Irã neste fim de semana é possível. “Pode haver um ataque neste fim de semana? Sem dúvida”, afirmou em entrevista ao podcast de Mario Nawfal, segundo o Times of Israel. O enviado, que não tem papel direto na questão iraniana, disse que a consequência não seria mudança de regime: “Se você continua ameaçando o mundo, nossos aliados, o Golfo, haverá uma consequência. A consequência não será mudança de regime.” O presidente Donald Trump respondeu que, se for o caso, não sabe de nada disso: “Bem, se é esse o caso, não sei de nada disso”, disse, segundo a TASS. Em Istambul, o chanceler turco Hakan Fidan disse que todos concordam que um novo ataque ao Irã expandiria a guerra na região: “Uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução. Ninguém aprova isso neste momento”, afirmou em entrevista coletiva, segundo o Jerusalem Post. O chanceler francês Jean-Noël Barrot disse após as reuniões desta sexta-feira que uma nova escalada entre Irã e Estados Unidos só teria perdedores e elevaria o preço do petróleo.

O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou que o Exército russo suspende os disparos na direção de Kherson e instaura um “regime de silêncio” a partir das 4h de Moscou (1h GMT) de 27 de outubro, para uma operação humanitária na área de Oleshky, segundo a Sputnik. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que conversas trilaterais entre Rússia, Estados Unidos (EUA) e Ucrânia estão marcadas para novembro em Abu Dhabi, para discutir uma solução para a guerra, segundo o The Cradle. O anúncio russo vem depois de a Casa Branca dizer que a primeira-dama, Melania Trump, mediou um cessar-fogo na cidade de Oleshky para permitir ajuda humanitura e a retirada de civis.

Ministros do Reino Unido, da França e da Alemanha, o grupo E3, se reuniram nesta sexta-feira (23/10) em Istambul com os colegas do R4 – Turquia, Arábia Saudita, Paquistão e Egito –, além da Itália, e pediram diplomacia entre EUA e Irã em vez de novos ataques, segundo a Al Jazeera. Um dos ministros presentes disse que “uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução” e que “ninguém aprova isso neste momento”, segundo o Middle East Eye. Um ministro europeu advertiu que uma nova escalada entre Irã e EUA “não criaria nada além de perdedores” e teria consequências muito graves para os preços dos hidrocarbonetos.

O Ministério das Relações Exteriores da Áustria disse nesta sexta-feira que expulsaria quatro diplomatas russos baseados em Viena por “atividades incompatíveis com o status diplomático”, expressão que, segundo o Jerusalem Post, costuma designar espionagem. Três deles trabalhavam na embaixada da Rússia na Áustria e um na delegação russa junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), na área de segurança militar e controle de armas, segundo o ministério. Com a medida, chega a 18 o número de diplomatas russos expulsos pela Áustria desde 2020.

A Casa Branca disse que a primeira-dama, Melania Trump, “assegurou um cessar-fogo” entre Rússia e Ucrânia na cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia. Nem a Rússia nem a Ucrânia confirmaram de imediato o comunicado desta sexta-feira. Segundo a nota da Casa Branca, representantes da primeira-dama trabalharam diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo localizado, e líderes civis dos dois países vão trabalhar juntos para conceder acesso humanitário aos civis na cidade.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta quinta-feira (22/10) que Pequim se opõe ao uso de uma “mentalidade de Guerra Fria” para alimentar conflitos no Ártico, segundo o Opera Mundi. A declaração veio depois que a União Europeia (UE) manifestou preocupação com a cooperação entre China e Rússia na região. “O Ártico afeta os interesses comuns da comunidade internacional. O direito e a liberdade dos países de conduzirem atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”, disse Mao Ning, em resposta a uma pergunta da RT (Russia Today). A porta-voz também criticou a formação de blocos geopolíticos na região: “Dividir os países em blocos, com uma mentalidade de Guerra Fria, e incitar confrontos geopolíticos não promove a paz, a estabilidade ou o desenvolvimento na região do Ártico”. A 31ª reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o homólogo russo, Mikhail Mishustin, em São Petersburgo, com a participação do presidente Vladimir Putin, reafirmou o compromisso de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

Um livro com trechos publicados pela Vanity Fair afirma que Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, teve acesso, durante o primeiro mandato de Trump, a contas bancárias secretas com cerca de US$ 2 bilhões fornecidos pelo dirigente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e pelo integrante da realeza saudita Mohammed bin Salman, segundo o Times of Israel. Uma dessas contas ficava no banco central de Israel e teria sido supervisionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de acordo com o relato. Kushner negou todas as acusações, assim como o ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que, segundo o livro, ajudou a viabilizar o arranjo.

A Coreia do Sul propôs conversas militares com a Coreia do Norte para verificar a localização da linha de demarcação e evitar confrontos acidentais, segundo a Kyodo News. A proposta inclui confirmar a linha de demarcação militar, restaurar linhas de comunicação e discutir medidas contra confrontos na fronteira, após explosões de minas ferirem três soldados sul-coreanos, segundo a Associated Press (AP), que acrescenta que o Sul aceita até reunião trilateral com o Comando das Nações Unidas liderado pelos Estados Unidos (EUA).

O Canadá e a Turquia elevaram as relações a parceria estratégica durante a primeira visita bilateral de um premiê canadense, segundo o Jerusalem Post, com Mark Carney buscando novos parceiros comerciais para reduzir a dependência dos Estados Unidos (EUA). Os dois lados esperam elevar o comércio bilateral de três bilhões de dólares primeiro para cinco bilhões e depois para 10 bilhões. Carney e o presidente Recep Tayyip Erdogan lançaram a primeira rodada de negociações de um acordo de livre-comércio e assinaram o acordo ampliado de transporte aéreo entre os dois países, segundo o gabinete do premiê canadense.

O embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, questionou se o Conselho de Paz (Board of Peace) terá pessoal suficiente para executar o plano de Donald Trump para Gaza sem planejamento e recursos adicionais do governo dos EUA, segundo cabo obtido pelo Politico e citado pelo Jerusalem Post. Huckabee escreveu que a embaixada em Jerusalém não tem pessoal para assumir as funções do centro de coordenação de Gaza sem recursos humanos, financeiros e logísticos definidos.

Pequim criticou o que chamou de observações irresponsáveis do Reino Unido depois que um relatório semestral britânico afirmou que a lei de segurança nacional de Hong Kong reduziu ainda mais a abertura que sustentou o sucesso da cidade, segundo o South China Morning Post. O secretário de Relações Exteriores, Ed Miliband, disse estar profundamente preocupado e perturbado com a manutenção da prisão do ex-barão da mídia Jimmy Lai Chee-ying, condenado a 20 anos por crimes de segurança nacional.

A China afirmou nesta quinta-feira que suas atividades no Ártico buscam promover o desenvolvimento pacífico, estável e sustentável da região e estão de acordo com o direito internacional, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, segundo o The Cradle. Mao Ning afirmou também que usar a mentalidade da Guerra Fria para criar facções e incitar a confrontação geopolítica não contribui para o desenvolvimento da região. A fala responde à vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, que disse que o Ártico se tornou uma linha de frente da competição entre potências, e veio depois que Bruxelas apresentou um plano para ampliar a vigilância no Ártico e a frota de quebra-gelos da União Europeia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou na quarta-feira (21/10) a retirada de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares das representações diplomáticas estadunidenses na Arábia Saudita, segundo o Opera Mundi. O porta-voz da pasta, Tommy Pigott, justificou a medida afirmando que os houthis intensificaram as hostilidades contra Riad, com ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas que provocaram vítimas e interromperam o transporte aéreo.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou na quarta-feira que o memorando assinado entre a Turquia e o governo do leste da Líbia, liderado por Khalifa Haftar, “é nulo e sem efeito, não tem efeito legal, e que sua ratificação pela Câmara de Representantes líbia não acarreta consequência jurídica alguma para o Egito”. Na terça-feira, o governo do leste da Líbia aprovou o acordo com a Turquia que estabelece uma fronteira marítima entre os dois países apesar da presença de ilhas gregas, sobretudo Creta, entre as costas. O chanceler turco Hakan Fidan rejeitou as críticas do Egito, da Grécia e de Israel.

O presidente da França, Emmanuel Macron, começou na segunda-feira, 19 de outubro, um giro pelo Golfo destinado a garantir suprimentos de petróleo e diesel e a tentar baixar os preços, depois de um fim de semana de protestos violentos provocados pela alta do custo de vida, segundo o Le Monde. Macron reconheceu falhas de segurança e de inteligência, mas recusou o pedido de demissão do ministro do Interior, depois de mais de 2.500 pessoas terem sido presas em uma das piores ondas de violência dos últimos anos na França, com prefeituras e lojas saqueadas e incendiadas, segundo a RFI.

A Rússia concordou na quarta-feira em retomar no próximo mês as negociações trilaterais com Washington e Kiev, visando encerrar a guerra na Ucrânia, segundo um funcionário do Kremlin citado pela Associated Press (AP). Pode ser o primeiro encontro desse tipo desde fevereiro. No mesmo dia, o enviado dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, para tratar do conflito na Ucrânia, enquanto o presidente Donald Trump pressiona Kiev e Moscou a fechar um acordo que pare a luta.

A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Ottawa acusou autoridades canadenses de interferência eleitoral antes das eleições de meio de mandato de novembro, acusação que Doug Ford rejeitou dizendo não ter “nenhum interesse” em interferir nas eleições dos EUA. Em nota informativa, a embaixada diz que o governo canadense ignora preocupações com interferência enquanto ministros e premiês provinciais descrevem planos de influenciar a política norte-americana, segundo o texto citado pela Al Jazeera.

A Câmara baixa do parlamento da Irlanda aprovou por 79 votos a 71 o projeto que retira a exigência de aval da Organização das Nações Unidas (ONU) para o envio de militares irlandeses ao exterior, segundo a France 24. Hoje, três etapas – apelidadas de “trava tripla” – precisam ser cumpridas antes que mais de 12 integrantes das forças de defesa irlandesas sejam enviados a qualquer missão: o aval do governo, o do parlamento e o da ONU, este último a ser eliminado. O texto também eleva de 12 para 50 o número de soldados que podem ser deslocados sem aprovação parlamentar. A oposição alertou que a medida ameaça a neutralidade militar histórica do país.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul pediu conversas militares urgentes com a Coreia do Norte para aliviar a tensão na fronteira e evitar confrontos militares acidentais, pouco depois de Pyongyang cortar a linha direta militar entre os dois países e declarar que não buscará mais diálogo nem unificação com o adversário, segundo a TRT World. Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, disse que os alto-falantes de propaganda voltados ao Sul estarão prontos para reiniciar em dias ao longo de toda a fronteira, segundo o Guardian. Segundo a TRT World, ela afirmou que “novos meios de resposta entrarão em alerta de serviço em toda a linha da fronteira sul” e que os alto-falantes “ficarão de prontidão em questão de dias”.

Israel condenou na quarta-feira a decisão do parlamento do leste da Líbia, a parte dividida do país, de ratificar um memorando de entendimento com a Turquia sobre demarcações marítimas no Mediterrâneo, segundo o Times of Israel. A chancelaria israelense afirmou que o acordo fere os direitos soberanos de seus aliados próximos na região e que, mais uma vez, a Turquia trabalha para desestabilizar o Mediterrâneo oriental. O Egito reiterou que o memorando “é nulo” e “não possui efeito jurídico”.

O Catar e a França pediram a retirada completa de Israel de Gaza sob os arranjos acordados de cessar-fogo e o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada, segundo o TRT World. Os dois países reafirmaram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz sem restrições nem taxas, segundo nota conjunta do Palácio do Eliseu. Macron e o emir Tamim bin Hamad Al Thani defenderam a aplicação integral do cessar-fogo em Gaza e uma saída diplomática para as tensões com o Irã, segundo a Al Jazeera.

Mísseis atingiram Kiev na madrugada de quinta-feira, após um ataque noturno que feriu seis pessoas e danificou casas, posto de gasolina e equipamentos de transporte, segundo a Reuters em texto republicado pelo France 24. O enviado estadunidense Steve Witkoff manteve conversas nesta semana com Zelensky e Putin para mediar o fim da guerra, ainda segundo a Reuters em texto republicado pelo France 24. O Kremlin disse que novas propostas de paz carecem de substância após o encontro Witkoff-Putin na Rússia, segundo o Guardian.

O conselho regional de Lviv decidiu na terça-feira organizar eventos culturais, memoriais, científicos e de mídia, além de exposições e comícios nacional-patrióticos, para marcar os 120 anos do nascimento de Roman Shukhevych e os 85 anos da criação do grupo militante que, segundo a RT, cometeu assassinatos em massa de poloneses étnicos, judeus e russos. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, classificou a decisão como “tática suicida” para a Ucrânia, o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, a chamou de “inaceitável”, e o chanceler Radoslaw Sikorski pediu que o principal patrocinador da resolução, o deputado regional Svyatoslav Sheremet, entre na lista de banimento de viagem da Polônia, segundo a RT.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não emergenciais do governo estadunidense e de seus familiares “apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos houthis, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país, segundo o porta-voz Tommy Pigott. Segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela Reuters e citadas pelo South China Morning Post (SCMP), o departamento também planeja retirar familiares de uma série de outras missões dos EUA na região.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã está pronto para dar outra chance à diplomacia se vir “evidência forte” de um desejo sincero dos Estados Unidos de construir confiança e chegar a uma solução justa, em publicação em sua conta no X. “Mas se os EUA escolherem a guerra em vez da diplomacia, isso certamente resultará em um fracasso estratégico ainda maior”, acrescentou.

A Rússia libertou o professor estadunidense aposentado Stephen Hubbard, preso sob acusação de lutar como mercenário na Ucrânia, na quarta-feira, segundo o enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff. Segundo a AP, Putin disse a Witkoff que Hubbard estava no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, após a libertação. O Guardian registrou a ordem de libertação no mesmo dia em que Putin recebeu o enviado estadunidense para conversas sobre a Ucrânia.

A diplomata Lana Nusseibeh, dos Emirados Árabes Unidos, entrou nesta quarta-feira na disputa para suceder António Guterres no comando das Nações Unidas, segundo a Reuters. Fontes diplomáticas em Nova York esperam um anúncio oficial em breve da candidatura pelos Emirados, disseram ao Jerusalem Post. Guterres conclui em 31 de dezembro o segundo mandato de cinco anos, e a escolha definirá o décimo secretário-geral da organização.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez acusou os Estados Unidos de ameaçar países com tarifas, restrições de visto e outras retaliações para mudar votos na resolução anual contra o embargo a Cuba, segundo a Al Jazeera. Rodríguez disse que o secretário de Estado Marco Rubio e o embaixador de Washington na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, lideram pessoalmente uma campanha que, segundo ele, já dura meses, e que os EUA pediram a países que se abstenham ou faltem à votação. A resolução, não vinculante, deve ser votada em 27 ou 28 de outubro, segundo a Al Jazeera.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos se prepara para ordenar a saída de parte dos funcionários e de seus familiares de embaixadas dos EUA na região do Golfo, segundo apurou a Reuters, em reportagem do G1. Duas autoridades disseram à agência que a medida responde à possibilidade de retomada de conflitos na região, com preocupação principalmente com ataques dos houthis do Iêmen, que são alinhados ao Irã.

A comissão intergovernamental Rússia-Eslováquia para cooperação econômica, científica e técnica fará uma sessão em Moscou em 26 de outubro, informou o Ministério das Relações Exteriores eslovaco na noite de terça-feira, segundo a Reuters. A retomada das consultas vem depois de viagens repetidas do primeiro-ministro Robert Fico a Moscou, inclusive em maio deste ano.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse que o apoio militar egípcio à Arábia Saudita se limitaria a defender o território e as fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a presidência na quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A declaração saiu enquanto o chanceler egípcio Badr Abdelatty e o chefe da inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência estatal saudita SPA.

O Azerbaijão barrou a entrada de 31 cidadãos turcos por comentários em redes sociais que as autoridades alegam ameaçar a segurança nacional do país e defender a derrubada do governo de Baku, segundo o Middle East Eye. A decisão aprofunda a disputa aberta no mês passado, quando o Azerbaijão proibiu o uso do véu em escolas primárias e secundárias. A medida gerou protestos na Turquia e virou crise diplomática, segundo o veículo.

A Câmara dos Representantes da Líbia, sediada no leste do país, aprovou por unanimidade na terça-feira o memorando de entendimento assinado em 27 de novembro de 2019 com a Turquia, que delimita as áreas de jurisdição marítima dos dois países no Mediterrâneo, segundo a TRT World. O texto foi assinado pelo então Governo de Acordo Nacional líbio, reconhecido internacionalmente à época. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, comemorou a decisão nesta quarta-feira. “Espero que esta decisão importante seja benéfica”, disse, segundo a TRT World.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, pediu nesta quarta-feira o congelamento da linha de frente da guerra contra a Rússia como primeiro passo para conversas de cessar-fogo, segundo a France 24. “Agora temos de congelar, e acho que este é o caminho real para encerrar esta guerra”, disse. Zelenski afirmou que qualquer conversa de paz precisa incluir a Ucrânia. “Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem nós, por favor.”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, que Moscou está disposta a ajudar a resolver o conflito entre o Irã e os Estados Unidos, segundo o Mehr News, veículo estatal iraniano. Putin citou a relação especial de confiança da Rússia com o Irã e disse que Moscou teria prazer em dar qualquer passo para ajudar a resolver a crise. O Mehr descreve o momento como a escalada na Ásia Ocidental depois da “guerra de agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A nova rodada de conversas trilaterais sobre a Ucrânia pode ocorrer em Abu Dhabi por volta de meados de novembro, disse o assessor presidencial russo Yuri Uchakov a veículos russos, segundo a Sputnik. “Estamos visando Abu Dhabi… Ficou acordado que isso aconteceria por volta de meados de novembro, nos primeiros dez dias do mês”, afirmou. Segundo Uchakov, Vladimir Putin vai decidir quem integrará a delegação russa nas conversas.

Putin concordou em princípio em retomar as conversas trilaterais com Washington e Kiev depois de 10 de novembro, disse o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, a jornalistas após a reunião com o enviado estadunidense Steve Witkoff. Segundo Ushakov, citado pela PBS News, o presidente russo aceitou retomar as negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. A Sputnik, por sua vez, atribui ao próprio Putin a disposição de retomar as tratativas em novembro, também com base no relato de Ushakov.

A Turquia vai enviar ao parlamento um mandato que autoriza o envio de militares à Arábia Saudita no âmbito do pacto de defesa conjunta com a Arábia Saudita e o Paquistão, acordo assinado em agosto em Meca e entregue ao parlamento para ratificação na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, militares turcos enviados a outros países sob o pacto não participariam de operações ofensivas, e o envio inicial seria de técnicos e especialistas para ajudar na defesa aérea.

O enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff reuniu-se nesta quarta-feira com o presidente Vladimir Putin em São Petersburgo para tratar da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia e agradeceu a Putin pelo fim da proibição russa das exportações de diesel, segundo a AP News, em texto republicado pela France 24. Segundo a agência, Witkoff disse que a medida ajudaria a reduzir os preços para agricultores e caminhoneiros estadunidenses e afirmou que esperava discutir a retomada das conversas trilaterais entre EUA, Rússia e Ucrânia.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a libertação do estadunidense Stephen Hubbard durante conversas com o enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, em São Petersburgo, nesta quarta-feira, segundo a Deutsche Welle (DW). Hubbard, natural de Michigan, tinha 72 anos quando foi condenado em 2024 a quase sete anos em uma colônia penal, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). O Departamento de Estado dos EUA o classificava como “detido injustamente”, e nesta terça-feira o presidente Donald Trump disse que havia levado o caso a Putin.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a posição da Rússia sobre uma possível “trégua energética” com a Ucrânia segue inalterada, com Moscou buscando a paz e não uma trégua, e que é impossível um acordo completo sem a participação de Kiev, segundo a TASS. O assessor Iuri Uchakov disse que o enviado americano Jared Kushner não estará no encontro com o presidente Vladimir Putin e Steve Witkoff por doença, segundo a TASS. A reunião foi acertada há dias, terá o enviado especial Kirill Dmitriev e inclui o acordo sobre a Ucrânia na agenda, segundo a Sputnik.

Após as conversas em Oslo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificadas como positivas pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, vai se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo na quarta-feira, segundo a France 24. Rubio disse que Witkoff levará ao lado russo as ideias colhidas em Oslo; o portal Axios, citado pela France 24, relata que ele apresentará a Putin uma proposta atualizada para encerrar a guerra, e Zelensky agradeceu a Washington pela retomada da inteligência norte-americana sobre ataques russos.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram no Palácio de Lusail, em Doha, formas de reforçar a cooperação econômica, de investimento e de defesa, segundo a TRT World. A turnê francesa pelo Golfo, de 19 a 21 de outubro, tem como objetivo, segundo a presidência da França, consolidar parcerias estratégicas e econômicas com os países do Golfo e apoiar iniciativas multilaterais para restaurar a estabilidade regional e proteger a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que restam poucos itens para fechar o acordo comercial bilateral entre Índia e EUA, segundo o The Hindu, e manifestou esperança de que seja selado em breve. Rubio pediu que a Índia amplie o comércio de energia com os EUA e aumente as compras de tecnologias e sistemas estadunidenses, segundo o jornal. Os dois lados saudaram o progresso nas negociações e reafirmaram o compromisso de trabalhar por uma conclusão antecipada, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MEA, na sigla em inglês) citado na reportagem.

Kaja Kallas acusou os negociadores dos Estados Unidos (EUA) de tentarem há cerca de um ano e meio empurrar a Ucrânia para uma rendição nos termos de Putin. “Os negociadores americanos vêm tentando empurrar a Ucrânia para a rendição há quase dois anos, um ano e meio”, disse ela ao Parlamento Europeu nesta terça-feira, segundo a Euronews. Kallas afirmou que a Ucrânia não se rendeu nos termos de Putin porque a Europa manteve o apoio ao país. Ela defendeu a participação europeia nas conversas de paz, mais pressão sobre Moscou e um acordo justo e duradouro, segundo o Kyiv Post.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a França sofreu uma “invasão do islã extremista” depois que os protestos do fim de semana por condições econômicas viraram tumultos, segundo o Times of Israel. Em entrevista ao canal i24News, ele afirmou, conforme a tradução do intérprete, que os líderes franceses “não se prepararam a tempo” e “sucumbiram à invasão do islã extremista”. Netanyahu disse ainda que avisou o presidente francês, Emmanuel Macron, depois do ataque de 7 de outubro de 2023 que “se não os eliminarmos aqui, vocês os terão em Paris”, segundo o Hindustan Times.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse nesta terça-feira ao chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em visita, que Teerã não permitirá que material nuclear saia do país, segundo a televisão estatal iraniana. “Nem um pouquinho de material nuclear enriquecido sairá do Irã. Esses materiais são um ativo importante e riqueza nacional do povo iraniano, destinados ao uso dentro do país”, afirmou Rezaei, de acordo com o Times of Israel. O Iran International também registrou a declaração no encontro com Munir.

O parlamento do leste da Líbia aprovou nesta terça-feira um acordo de fronteiras marítimas com a Turquia, e a Grécia condenou rapidamente o texto, chamando-o de violação do direito internacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo ThePrint. Atenas afirmou que o acordo “segue ilegal, nulo e sem efeito, contraria o direito internacional do mar e fere os direitos soberanos dos Estados da região”. Na mesma reportagem, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia recebeu com satisfação a decisão do parlamento líbio e afirmou que o acordo respeita os direitos e interesses mútuos dos dois países sob o direito internacional e os princípios da equidade.

O enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, vai viajar à Rússia nesta quarta-feira depois de se reunir em Oslo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com os líderes da Noruega e da Finlândia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. Conforme a agência, Witkoff voará para São Petersburgo, onde se encontrará com a liderança russa e trocará ideias a partir desse encontro e das propostas trabalhadas por colegas europeus e norte-americanos. Na mesma reportagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que a Ucrânia faça um acordo para encerrar a guerra com a Rússia e disse que Moscou quer resolver a questão. “A Ucrânia tem que querer encerrar esta guerra”, afirmou a repórteres no Salão Oval.

A Rússia e outros 17 países pediram ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que revise as regras do mecanismo de investigação de possíveis usos de armas químicas e biológicas, segundo comunicado conjunto publicado nesta terça-feira no site do Ministério das Relações Exteriores russo e noticiado pela Sputnik. O texto pede que Guterres organize uma revisão das regras e procedimentos existentes do mecanismo, definidos no documento A/44/561 da Assembleia Geral da ONU, de 4 de outubro de 1989.

O compartilhamento de inteligência dos Estados Unidos (EUA) para alertas antecipados de ataques russos voltou a funcionar, disse nesta terça-feira em Oslo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, afirmou que o enviado norte-americano Steve Witkoff deve viajar a São Petersburgo para apresentar à liderança russa as propostas elaboradas nas conversas de Oslo. O Kremlin disse esperar que Witkoff informe o presidente Vladimir Putin sobre essas conversas nos próximos dias.

O governo turco apresentou ao Parlamento em 20 de outubro o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão à defesa mútua por prazo indefinido, segundo o The Cradle. O texto trata a agressão vinda do exterior contra um dos membros como agressão contra todos e obriga os demais a prestar assistência imediata à parte atacada, com a escala do apoio a definir, inclusive meios militares.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu esforços de mediação e desdobramentos regionais com o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, em Teerã, segundo a Nournews, citada pelo Jerusalem Post. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, disse a Munir que “nem uma partícula de urânio enriquecido sairá do Irã”, segundo o Mehr News. Ainda segundo o Jerusalem Post, Rezaei afirmou que Teerã não negocia até que suas condições sejam cumpridas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, confirmou nesta terça-feira que existem “sérias tensões” nas relações com a Ucrânia, em coletiva de imprensa durante visita à Índia e após conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo ele, o presidente Donald Trump está “irritado e frustrado” com a falta de progresso nas negociações de paz, bem como com as acusações de que Washington se recusa a fornecer informações de inteligência a Kiev.

O enviado do Irã disse que o Iraque concordou em expulsar o grupo adversário anti-Irã, noticiou o Mehr News. Teerã e Bagdá concordaram quanto à expulsão de “separatistas terroristas anti-Irã”, segundo a agência oficial iraniana IRNA. O Irã afirma que o Iraque concordou em expulsar grupos de oposição curdos iranianos da região do Curdistão, segundo o The National.

Níger, Mali e Burkina Faso, governados por juntas militares, retomaram no sábado o diálogo com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bloco do qual se retiraram há mais de 18 meses, segundo a France 24. Os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho conjunto para elaborar um acordo-quadro de cooperação que oriente as relações futuras entre a CEDEAO e a Aliança dos Estados do Sahel (AES), conforme a BBC. A primeira sessão da reunião ministerial do diálogo sobre cooperação entre a CEDEAO e a Confederação AES ocorreu em Dacar, no Senegal, em 17 de outubro de 2026, segundo o comunicado final publicado pelo bloco.

O Parlamento da Líbia reverteu sua posição e aprovou por unanimidade o memorando de entendimento sobre delimitação de jurisdição marítima no Mediterrâneo assinado com a Turquia, segundo a TRT World. O porta-voz do Parlamento, Abdullah Bliheg, anunciou que a Casa também revogou por unanimidade a Resolução nº 1 de 2020, que recusava ratificar os dois memorandos com a Turquia, e a Resolução nº 6 de 2020, que pedia o rompimento de laços políticos com Ancara, segundo o Alwasat News. O memorando foi assinado entre o antigo Governo de Acordo Nacional e a Turquia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em Mumbai que o acordo comercial com a Índia está “muito, muito perto” de ser executado e que resta um pequeno número de itens a fechar, em declaração a jornalistas nesta terça-feira. Rubio reuniu-se com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar na cidade para aprofundar a cooperação em energia e chegar ao fechamento do acordo. Washington impôs tarifas de até 50% sobre a maioria dos produtos indianos em agosto de 2025 e, por um marco acordado em fevereiro de 2026, a alíquota foi reduzida a 18%, mas as negociações estão travadas desde então. O secretário disse que os EUA vão discutir com a Reliance o refino de petróleo venezuelano e afirmou que a Índia fez progresso substancial na diversificação de suas fontes de energia, segundo o The Hindu.

A Rússia lançou uma nova ofensiva de mísseis e drones contra áreas civis da Ucrânia e matou ao menos sete pessoas, segundo autoridades ucranianas ouvidas nesta terça-feira, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky buscava mais ajuda estadunidense e europeia em sua visita à Noruega. Na região de Kiev, quatro pessoas morreram e 27 ficaram feridas, entre elas crianças, nos ataques com mísseis e drones do último dia, segundo a polícia regional. Em Oslo, o enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff, que, junto com Jared Kushner, tentou sem sucesso levar Rússia e Ucrânia a um acordo, também estava na cidade, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o presidente finlandês, Alexander Stubb, também deveriam se encontrar com Zelensky.

A Ucrânia não recebeu aviso dos Estados Unidos (EUA) sobre o ataque russo com mísseis de domingo à noite contra usinas em Kiev, disse Volodymyr Zelensky, e o episódio, segundo o Guardian, reacende preocupações de que Washington esteja retendo inteligência para pressionar Kyiv a capitular diante de Moscou. O porta-voz da força aérea ucraniana, Yuri Ihnat, disse na televisão que não houve aviso antes da barragem de mísseis que atingiu usinas na capital. Na madrugada de segunda-feira, em viagem a Samarcanda, no Uzbequistão, o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, disse: “Se aconteceu ontem à noite, não sei exatamente. Sei que algumas noites atrás houve um problema de software envolvendo o sistema de alerta antecipado deles.”

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, teria mantido uma reunião sigilosa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita não anunciada a Israel na segunda-feira, segundo o Axios, citado pelo Times of Israel a partir de duas fontes com conhecimento do encontro. O encontro teria ocorrido na base aérea de Ovda, no sul de Israel, onde estão estacionados caças e aviões de reabastecimento estadunidenses, segundo as mesmas fontes.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta terça-feira que Rússia e Irã “nunca” trabalharam tão próximos, enquanto Moscou busca exercer um papel de mediador na guerra no Oriente Médio, segundo o The Times of Israel. Araghchi recebeu na segunda-feira o chanceler russo, Sergei Lavrov, no Irã, na primeira visita de Lavrov ao país desde o início do conflito.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voa a Oslo nesta terça-feira para se encontrar com o enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, numa tentativa de recompor os laços com Washington, que se deterioraram acentuadamente nas últimas duas semanas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “a Rússia, francamente, tem se comportado bem na Ucrânia” e que “Zelensky não está ajudando muito”, e pediu a Kiev que encontre “outra pessoa para negociar”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, chegou à Índia nesta terça-feira, na segunda visita oficial dele ao país neste ano, num giro asiático que mistura diplomacia e comércio, segundo a Agência France-Presse (AFP). Falando em Samarcanda, Rubio disse que Washington e Nova Delhi estão “muito perto” de um acordo, mas um acerto durante a visita parece improvável, segundo a agência.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, escreveu ao secretário-geral e ao Conselho de Segurança contra o que chamou de “ameaças arrogantes” do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e de Israel, segundo a Mehr News – a carta cita relatos de que a Casa Branca e o Pentágono prepararam opções militares incluindo o possível uso da bomba GBU-43/B e diz que o ministro israelense Yisrael Katz anunciou em 18 de outubro estar pronto para atacar o Irã e mirar todas as instalações de energia, segundo a mesma agência, e o Irã pediu reunião de emergência do Conselho, condenação e reparação integral, segundo a Press TV.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que vai retirar parte do pessoal da embaixada na Ucrânia em meio à disputa sobre prisioneiros de guerra norte-coreanos, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Arab News – o anúncio veio mais de uma semana após o embaixador sul-coreano voltar para casa, depois da revelação da transferência pelo presidente Volodymyr Zelensky, e o presidente Lee Jae-myung exigiu um pedido oficial de desculpas, segundo a mesma agência.

Até 500 militares marroquinos passaram por treinamento no Marrocos para integrar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, disse um oficial do Conselho de Paz ao Times of Israel nesta segunda-feira. Segundo o oficial, o treinamento começou no fim de agosto e foi conduzido pela força liderada pelos Estados Unidos, que ele não pôde confirmar estar totalmente concluído. O Marrocos se comprometeu em fevereiro a enviar policiais e militares para a Gaza do pós-guerra, tornando-se o primeiro país árabe a fazê-lo publicamente, e seria o primeiro a deslocar pessoal, à frente de Albânia, Cazaquistão e Kosovo, segundo o jornal.

Um tribunal de Hamburgo considerou dois homens culpados de planejar matar dois líderes de organizações judaicas a mando de Teerã e, depois disso, o Irã convocou o embaixador alemão, Axel Dittmann, segundo a Al Jazeera. O dinamarquês, identificado parcialmente como Ali Hassan S, foi condenado a oito anos e meio de prisão; o afegão recrutado como cúmplice, a quatro anos e meio. Teerã rejeita as acusações como “alegações políticas infundadas” e afirma que tentar dar a elas um verniz judicial mina a credibilidade da própria Justiça alemã.

Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff devem viajar à Noruega nesta semana para a próxima rodada de negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo Hindustan Times. As fontes, que falaram sob anonimato, disseram que a agenda é provisória e pode mudar.

O enviado saudita recém-nomeado ao Paquistão, Rajeh Tami Albugamy, se reuniu nesta segunda-feira com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, em Rawalpindi, para tratar de assuntos de interesse mútuo e de segurança regional, segundo o Exército. Os dois lados manifestaram satisfação com os avanços no âmbito do Acordo Conjunto de Defesa de Meca e destacaram a importância de reforçar a colaboração em defesa. Munir viaja a Teerã na terça-feira para consultas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta segunda-feira estar aberto a uma reunião trilateral com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, durante sua visita à China no mês que vem, com armas nucleares na pauta. “Teríamos essa reunião para falar de armas nucleares e desnuclearização”, disse a jornalistas fora da Casa Branca. “Se o presidente Xi quiser, eu a teria.”

O Irã convocou o embaixador da Alemanha, Axel Dittmann, ao Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira, em protesto contra repetidas acusações de autoridades alemãs que Teerã considera infundadas. No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha convocou o embaixador iraniano por alegações de tentativa de ataque contra um líder de uma das comunidades judaicas do país, segundo o Mehr News.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, cobrou do chanceler russo, Sergei Lavrov, em Teerã, a implementação acelerada dos acordos entre os dois países, citando energia, transporte, comércio e geração elétrica como áreas prioritárias, segundo o Tehran Times. Lavrov reafirmou a intenção de Moscou de ampliar a cooperação em petróleo e gás, energia, transporte, comunicações, mídia, cultura, ciência e ensino superior. Segundo o Brasil de Fato, o chanceler russo discutiu em Teerã a crise na Ucrânia e reforçou a parceria com o Irã.

Em Samarcanda, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país quer ser “um parceiro forte” na Ásia Central, à frente de uma delegação de quase 300 empresas norte-americanas, e o Departamento de Estado anunciou mais de 50 contratos com o Uzbequistão, no valor de US$ 12 bilhões, segundo a AFP. Os contratos abrangem tecnologia, modernização industrial, transporte e energia. O Tajiquistão e os Estados Unidos discutiram segurança e estabilidade regional na Ásia Central, segundo a mídia estatal tajique.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela insegurança no Estreito de Ormuz e afirmou que “a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista (Israel), combinada com o bloqueio econômico, constitui a principal fonte de insegurança na nossa região”, em coletiva nesta segunda-feira em Teerã ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov. Segundo a TRT World, Lavrov faz a primeira visita ao Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, e Moscou busca um papel de mediação.

O chanceler russo Sergei Lavrov chegou a Teerã em 19 de outubro para discutir passos de desescalada na região do Golfo Pérsico com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, segundo a agência russa TASS, em texto do The Cradle. A visita coincide com ameaças crescentes dos Estados Unidos contra o Irã e com a promessa da República Islâmica de retaliar com muito mais força qualquer novo ataque, segundo a mesma publicação.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, chamou de “absurdas” as acusações de envolvimento russo nos distúrbios na Europa e disse que ninguém mais leva essas acusações a sério, “nem na própria Europa”, em declarações à Zvezda News nesta segunda-feira, segundo a TRT World.

As Filipinas convocaram o embaixador da China em Manila depois que ele disse que Pequim poderia vencer facilmente um conflito entre os dois países, informou a TRT World. A chanceler filipina, Maria Theresa Lazaro, transmitiu ao embaixador Jing Quan “séria preocupação e forte objeção” às declarações públicas de 15 de outubro, segundo o veículo. O embaixador disse que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha e afirmou que Pequim não escolherá a força: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força, e amamos a paz”, disse ele.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs uma cúpula no mês que vem com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, para negociar o fim da guerra de quatro anos na Ucrânia em termos favoráveis a Moscou, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas a par das conversas. O Kremlin sugeriu realizar o diálogo trilateral à margem da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), marcada para 18 e 19 de novembro em Shenzhen, segundo a Reuters, em texto republicado pelo WHBL. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou ao jornal que havia conversas sobre um possível encontro, mas disse que ainda não há entendimento claro sobre a reunião nem sobre a agenda. Um alto funcionário estadunidense disse que Trump não concordou com a cúpula.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país tem assuntos inacabados com Israel em publicação em rede social na qual respondeu à retórica do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo a Mehr News. Araghchi escreveu que Netanyahu “está levando os Estados Unidos a outra guerra para ficar fora da prisão, quaisquer que sejam as consequências para Israel”.

Os chanceleres do Irã, Abbas Araghchi, e do Egito, Badr Abdelatty, conversaram por telefone no domingo à noite, segundo a Mehr News. Na conversa, revisaram os desdobramentos regionais e discutiram esforços e iniciativas diplomáticas para reduzir tensões e manter a estabilidade na região.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse no domingo que conversou com os enviados do presidente americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, e afirmou que a guerra da Rússia contra a Ucrânia precisa chegar ao fim e que o país se prepara para os “próximos passos” da diplomacia para encerrar o conflito. Em meio ao atrito com o presidente Donald Trump, Zelensky disse em conversa com os enviados que “muito depende dos Estados Unidos”, segundo o South China Morning Post (SCMP).

Diplomatas dos Estados Unidos visitaram no domingo a vila cristã palestina de Taybeh, na Cisjordânia, após ataques de colonos israelenses contra diplomatas europeus e uma fotojornalista americana nos últimos dias. A União Europeia disse no domingo que condena com veemência o ataque de um grupo de colonos israelenses contra diplomatas europeus em visita à Cisjordânia ocupada, e pediu responsabilização plena e medidas eficazes para prevenir atos contínuos de violência e assédio violento contra palestinos, inclusive durante a atual temporada de colheita de azeitonas, e contra jornalistas.

Colonos israelenses atacaram diplomatas europeus, um prefeito francês e o arcebispo de Cambrai em Taybeh, na Cisjordânia ocupada, no sábado, ferindo três pessoas e danificando um carro, segundo o Tehran Times. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, condenou a violência contra palestinos, diplomatas estrangeiros e jornalistas, e disse que o país seguirá pressionando por sanções da União Europeia contra colonos.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fará uma visita de trabalho a Teerã em 19 de outubro, onde será recebido pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e terá conversas com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, segundo o Ministério das Relações Exteriores russo.

O quadro no Oriente Médio está à beira de uma guerra em larga escala, ainda que o memorando de Islamabad entre Estados Unidos e Irã tenha tudo para trazer a situação no Estreito de Ormuz de volta à trilha diplomática, disse o chanceler russo, Sergei Lavrov, segundo a TASS.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, e seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, expressaram preocupação com as tensões no sul da Península Arábica e no estreito de Bab el-Mandeb durante conversas no Bahrein, segundo a Anadolu Agency. Os dois destacaram a importância da segurança marítima e da passagem sem obstáculos de embarcações por vias navegáveis internacionais, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Ambos os lados também ressaltaram a importância da cooperação contínua no formato OPEP+.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto se os Estados Unidos aceitarem as condições iranianas, segundo a Mehr News. Citado pelo Hindustan Times, o chanceler afirmou que o estreito pode reabrir em seis dias se Washington aceitar as condições, com a retomada das negociações no sétimo dia. As exigências iranianas incluem suspender o bloqueio norte-americano aos portos iranianos, remover sanções às exportações de petróleo e encerrar as hostilidades em todas as frentes regionais, segundo o Times of India. O novo ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, advertiu que os Estados Unidos e seus aliados sofrerão enorme dano caso Washington retome a ação militar contra Teerã, segundo a Sputnik.

A Embaixada da Índia em Riad pediu neste domingo que os indianos na Arábia Saudita sigam as diretrizes de segurança atualizadas das autoridades sauditas para quem recebe alertas de emergência pela Plataforma Nacional de Alerta Precoce para Emergências. As orientações, divulgadas em redes sociais, pedem que as pessoas mantenham a calma, sigam as ordens oficiais e se dirijam ao local seguro mais próximo dentro de um prédio, de preferência um quarto interno longe das janelas, até que o perigo passe, segundo o jornal The Hindu.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, fez uma oferenda ritual ao santuário de Yasukuni, enquanto quatro ministros de seu gabinete, entre eles o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, visitaram o local, segundo o China Daily. Pequim protestou formalmente junto a Tóquio e descreveu o santuário como “ferramenta espiritual e símbolo do militarismo japonês”. O South China Morning Post noticiou que a China criticou Takaichi pela oferenda e alertou para a “remilitarização”.

O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, terá conversas na segunda-feira com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar em Mumbai, centro financeiro da Índia, e depois visitará uma refinaria de petróleo em Jamnagar, no estado ocidental de Gujarat, segundo um comunicado do Departamento de Estado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, pareceu confirmar a agenda ao dizer que as conversas em Mumbai cobririam energia, comércio e investimento, defesa e tecnologias críticas e emergentes. Rubio chega de Samarcanda, no Uzbequistão, onde vem se reunindo na cúpula C5+1 com cinco Estados da Ásia Central.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., e seu governo protestaram, na sexta-feira (16 de outubro), contra falas do embaixador chinês em Manila, Jing Quan, e as chamaram de “ameaça velada de uso da força”, o mais recente atrito da disputa territorial entre os dois países no mar do Sul da China, segundo o The Hindu. O embaixador disse que a caracterização era “absurda” e que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força e amamos a paz”.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse ao chanceler francês Jean-Noël Barrot que, caso se mostre impossível estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), o país acolhe qualquer arranjo que garanta uma presença internacional no sul, evite um vácuo e não coloque o exército libanês em contato direto com o exército israelense, segundo o Times of Israel. A visita de dois dias de Barrot a Beirute teve como tema mecanismos de presença internacional no sul, palco de repetidos conflitos entre Israel e o Hezbollah.

O Líbano enviará uma delegação militar a uma reunião trilateral com Israel mediada pelos Estados Unidos, em Tampa, na Flórida, na terça-feira, disse o presidente Joseph Aoun no sábado. Em comunicado da presidência, Aoun disse que a delegação apresentará a exigência libanesa de fim da escalada israelense e defenderá resultados alinhados ao acordo-quadro mediado pelos EUA alcançado em junho. Aoun também pediu que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) seja prorrogado até 2027.

Colonos israelenses mascarados atacaram uma delegação de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, agrediram um prefeito francês e danificaram carros, segundo a BBC. A delegação também incluía autoridades da Bélgica e da Polônia, segundo a Al Jazeera. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, exigiu que Israel reprima a violência criminosa depois que um prefeito francês foi espancado por colonos israelenses na Cisjordânia, e o principal diplomata dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país está muito perturbado com as imagens da agressão e pediu que as autoridades israelenses reprimam a violência em todo o território, segundo a TRT World.

O diretor do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Oleg Postnikov, disse que ideias de atalho ao “zero nuclear” são contraproducentes, por implicarem o abandono imediato das armas nucleares e a declaração de sua ilegalidade, segundo a agência russa TASS. Segundo o diplomata, o progresso real só vem com medidas cuidadosamente equilibradas e graduais, que não ponham em risco a segurança de ninguém e ajudem a reforçar a estabilidade global.

A Bélgica condenou neste sábado o ataque de colonos israelenses contra um comboio de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, no qual um prefeito francês em visita foi espancado. Segundo as testemunhas citadas pelo Middle East Eye, diplomatas das missões francesa, belga e polonesa tinham ido a Taybeh, aldeia majoritariamente cristã na Cisjordânia ocupada, quando colonos chegaram para impedir palestinos de colher azeitonas. O chanceler israelense Gideon Saar também condenou o ataque, chamando-o de “violência de arruaceiros”.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse no sábado, em Bagdá, que Teerã apoia um “processo político” para resolver o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, segundo o The Hindu. Araghchi repetiu a oferta do Irã de mediar entre os dois lados; o vice-chanceler Saeed Khatibzadeh disse antes que Riad não respondeu à abertura iraniana. Na sexta-feira, o Irã negou envolvimento nos ataques houthis, depois que a Arábia Saudita acusou Teerã de incentivar a escalada do grupo.

O chanceler chinês Wang Yi pediu que Israel interrompa e reverta a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, chamando a questão palestina de “a maior injustiça histórica deste século”, segundo a emissora estatal russa RT. Wang disse que a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso a Gaza, onde dois milhões de civis não podem ser deixados a lutar para sobreviver ou expostos a uma catástrofe humanitária que se agrava. Segundo a RT, ele se reuniu com o presidente israelense, Isaac Herzog, na quinta-feira, à margem da cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, no Azerbaijão.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o país está pronto a tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a emissora estatal Nile TV, em texto da Xinhua. Sisi disse que a medida requer aprovação do parlamento e pediu ao parlamento uma sessão de emergência para autorizar o país a agir caso seja solicitado a intervir: “Não estou falando de travar guerra contra ninguém; falo estritamente em termos de defesa”.

Muitas delegações, incluindo membros da União Europeia (UE), deixaram a sala quando o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, começou a falar na reunião do comitê diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o South China Morning Post (SCMP), que ouviu duas fontes na sala. Um segundo funcionário presente disse que quase uma dúzia de delegados saiu, entre eles os da Dinamarca, da Suécia, da Finlândia, da Noruega, da Lituânia, da Letônia e da Estônia.

A Índia rebateu as alegações da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Gina Romero sobre retaliação e estigmatização de jovens no país, segundo o Hindustan Times. Seis parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que levante o tema do suposto uso excessivo da força contra estudantes que protestam. A carta dos parlamentares menciona, segundo o Telegraph India, um padrão de repressão, detenções indevidas e uso excessivo da força pelas forças de segurança durante protestos estudantis em Délhi e em outras localidades da Índia.

Israel disse na quinta-feira que o consulado britânico em Jerusalém Oriental deixou de funcionar nessa condição e que 20 funcionários deixarão o país, no que a Associated Press (AP) descreve como o maior atrito diplomático entre os dois aliados em décadas. A disputa começou no mês passado, quando o Reino Unido proibiu o comércio com assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, que a Organização das Nações Unidas (ONU) e boa parte da comunidade internacional consideram ilegais. A placa na parte externa do consulado foi retirada, mas o Reino Unido diz que o prédio segue aberto e que uma equipe reduzida continuará prestando “serviços vitais” e trabalhando com palestinos.

A União Europeia (UE) planeja lançar em 2027 um programa de vigilância do Ártico para melhorar os laços regionais e conter as ambições crescentes dos Estados Unidos e da Rússia, de acordo com a nova estratégia ártica da UE citada pela Bloomberg e noticiada pela TASS. O documento deve ser divulgado na próxima semana, e prevê-se que o programa use os sistemas de satélite Copernicus e Galileo para detectar ameaças no Ártico em terra e no mar.

Os líderes europeus declararam apoio a Volodymyr Zelensky em Bruxelas nesta sexta-feira, em um momento de grande tensão entre Kiev e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o G1. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que não é o momento de retirar o apoio à Ucrânia nem de aliviar as sanções contra a Rússia. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que “o Starlink é realmente necessário para a Ucrânia” e admitiu que a Europa não consegue substituir o sistema a curto prazo.

O presidente chinês Xi Jinping propôs na terça-feira quatro princípios para a participação construtiva de todas as partes na solução de temas sensíveis na África, segundo a Xinhua. O primeiro princípio é a liderança africana, com o povo africano no centro dos assuntos regionais, e Xi afirmou que guerras e sanções unilaterais não resolvem fundamentalmente conflitos entre países.

Aoun garantiu a Rubio que as forças de segurança libanesas cumprem integralmente o dever de confiscar armas ilícitas no país, segundo a Al Jazeera. Na ligação de quinta-feira, estava em pauta um caminhão com 780 kg de explosivos interceptado na rodovia entre Beirute e o vale do Bekaa, carga que o parlamentar do Hezbollah Hassan Fadlallah reconheceu como ligada ao grupo e disse destinar-se a operações contra Israel.

O chanceler chinês Wang Yi pediu a Israel que interrompa e reverta os assentamentos na Cisjordânia em reunião com o presidente israelense Isaac Herzog em Baku, à margem da sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Wang Yi disse que a questão palestina é a maior injustiça histórica do século 21 e que a solução de dois Estados é o caminho correto para resolvê-la, e pediu a abertura plena das rotas de acesso a Gaza para evitar o agravamento de uma catástrofe humanitária. A chancelaria chinesa afirmou que Wang pediu a Israel que pare e reverta a criação forçada de assentamentos na Cisjordânia.

O chanceler da China, Wang Yi, disse que o país continuará defendendo a causa palestina e afirmou à homóloga palestina, Varsen Aghabekian Shahin, em Baku, que a questão palestina não deve ser marginalizada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. Ele também pediu que todos os “países amantes da paz” apoiem a solução de dois Estados.

Os curdos iraquianos propuseram um processo de paz entre o Irã e a oposição curda iraniana, uma proposta discutida extensamente com autoridades iranianas em Teerã que, segundo Talabani, será um processo longo, em relato do Middle East Eye. Partidos curdos iranianos procurados pelo Middle East Eye disseram não ter conhecimento de novas conversas com o Irã ou se recusaram a comentar. Desde a retirada, o Irã atacou os partidos curdos iranianos com drones três vezes, inclusive durante o fórum Meri, em Koya.

A Coreia do Sul manterá o apoio à Ucrânia “como membro responsável da comunidade internacional”, apesar de uma disputa diplomática, segundo o South China Morning Post. A disputa envolve a divulgação pública, pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da transferência de prisioneiros norte-coreanos durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, viajou nesta quarta-feira ao Azerbaijão para a sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia (CICA), onde se reuniu com o presidente azerbaijano, Ilham Aliyev, e com o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al-Zayani, em Baku. Herzog e Aliyev discutiram formas de aprofundar a relação estratégica entre os dois países, confirmou o gabinete do presidente israelense. O encontro com o chanceler do Bahrein teve como foco a necessidade de fortalecer os Acordos de Abraão e de ampliar a paz e a cooperação.

A Colômbia abriu nesta quarta-feira sua embaixada em Jerusalém, tornando-se o 10º país a fazê-lo, com o novo presidente Abelardo de la Espriella revertendo a ruptura de seu antecessor com Israel, segundo o Jerusalem Post. Na terça-feira, o acordo de livre comércio encerrado por Gustavo Petro foi restabelecido. O chanceler israelense Gideon Sa’ar e seu homólogo colombiano, Omar Bula Escobar, participaram da inauguração, segundo o Middle East Eye. O ex-presidente Gustavo Petro havia rompido relações diplomáticas com Israel em maio de 2024 por causa das ações israelenses em Gaza e criticava duramente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Diplomatas seniores, autoridades do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) no Indo-Pacífico se reuniram em Tóquio no início deste mês, em um encontro que uma fonte descreveu como pouco usual, antes da viagem planejada do presidente Donald Trump à China em novembro. Segundo o Chosun Ilbo, observadores avaliam que o encontro buscou revisar as estratégias dos EUA em relação à China e à Coreia do Norte. No dia 8, diplomatas seniores do Departamento de Estado e 10 embaixadores dos EUA em países asiáticos visitaram o Ministério das Relações Exteriores do Japão, onde se reuniram com o chanceler Toshimitsu Motegi.

O Cairo recebe na quarta e na quinta-feira reuniões de grupos palestinos, incluindo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a Jihad Islâmica Palestina e o Hamas, sobre divisões internas, unidade e eleições, segundo fontes ouvidas pela Al Jazeera, em texto republicado pelo Middle East Eye. O porta-voz do Fatah, Abdel Fattah Dawla, disse à Anadolu que as reuniões preparam um diálogo mais amplo e buscam consenso entre as facções, em texto republicado pelo Middle East Eye.

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e representantes do Board of Peace preparam uma vistoria de campo e um mapeamento em Gaza para identificar locais onde integrantes do Hamas entregariam armas no plano de 20 pontos de Trump, segundo o Walla, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Israel aprovou a entrada em Gaza de uma empresa americana, sob o Board of Peace, para identificar locais de entrega de armas do Hamas, segundo a emissora pública Kan, em texto republicado pelo Times of Israel.

Mais de 100 soldados britânicos e reservistas locais treinaram por seis dias nas Malvinas no início de outubro, em um exercício que incluiu uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros e uma operação de assalto anfíbio, com desembarque de tropas a partir do mar, segundo o jornal britânico The Times, em texto publicado pelo G1. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a afirmar que o território está sob “ocupação estrangeira ilegal” e ameaçou tomar medidas para avançar na disputa.

A Casa Branca pediu a renúncia da embaixadora dos Estados Unidos (EUA) na Grécia, Kimberly Guilfoyle, e ela deixou o cargo nesta terça-feira, após acusações de suborno, corrupção e outras irregularidades, segundo o ABC News, em texto do The Jerusalem Post. A porta-voz Zacharia confirmou o pedido: “Pedimos que a embaixadora Guilfoyle renuncie. Ela tem sido um grande ativo para a equipe, e desejamos tudo de bom a ela”, disse. Guilfoyle nega as acusações, que chama de falsas, e afirma que vai defender seu nome, sua reputação e sua integridade.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que o regime de Kiev, sob o pretexto formal de preocupação com a segurança alimentar global, quer um canal marítimo protegido para o envio de armas às forças armadas da Ucrânia e a criação de mais um mecanismo de pressão política e econômica sobre a Rússia, segundo a TASS. Zakharova afirmou ainda que a rota do Mar Negro que abastece o governo de Volodymyr Zelensky é “muito importante para os seus patrocinadores”.

O Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa das “acusações” que ligam o país a um suposto plano contra a base aérea de Fairford, no Reino Unido, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo o Middle East Eye. A pasta exigiu que o governo britânico apresente “o quanto antes” os documentos e as provas que sustentam as acusações e afirmou que, caso contrário, a República Islâmica do Irã “reconsiderará seriamente” as relações bilaterais.

O Kremlin disse ter visto apenas na imprensa o relatório do The Washington Post sobre Estados Unidos (EUA) e Europa avançando para uma proposta de paz conjunta sobre a Ucrânia e afirmou não ter recebido nenhuma informação sobre ele, segundo a TASS. O Kremlin disse que não há conexão entre o acordo de diesel com os Estados Unidos e a posição da Rússia sobre a Ucrânia, e o descreveu como um exemplo de cooperação mutuamente benéfica entre Rússia e Estados Unidos. O Kremlin disse ainda que sanções da União Europeia (UE) e outras ações unilaterais podem atrapalhar a implementação do acordo de combustível entre Rússia e Estados Unidos.

O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam Ceuta meses depois de mais de 70 mil migrantes terem chegado vindos do Marrocos, informou a France 24. A visita dividiu os moradores e pode reacender tensões diplomáticas com o Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla.

Os Estados Unidos (EUA) e a Europa trabalham numa proposta de quatro pontos para encerrar o conflito na Ucrânia, escreveu o colunista David Ignatius, do The Washington Post, citando fontes, segundo a agência russa TASS. A reconstrução da Ucrânia seria o primeiro pilar, e os negociadores pediram a Kiev estimativas detalhadas de custo. Um terceiro pilar seria a integração econômica da Rússia, da Ucrânia e da Europa por meio de um acordo de energia, que poderia incluir um oleoduto levando petróleo e gás russos à Europa, com a Ucrânia e a Rússia dividindo os lucros.

Badr Abdelatty, do Egito, pediu ao iraniano Abbas Araghchi ajuda para reduzir as tensões regionais e exigiu que os ataques contra a Arábia Saudita parem de imediato, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que Abdelatty descreveu os ataques como “inaceitáveis” e que não havia “justificativa para esses ataques”. Abdelatty também pediu que Teerã e Washington retomem as conversas, dizendo que a diplomacia é a única via para resolver as disputas e evitar mais instabilidade.

Enviados do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disseram a autoridades ucranianas na sexta-feira que o acordo que permite exportações de diesel russo faz parte de uma tentativa de trazer a Rússia de volta às negociações, após o fracasso de esforços anteriores para lançar conversas sustentadas para acabar com a guerra, segundo três pessoas familiarizadas com a reunião citadas pela Reuters. Os lados em guerra não confirmaram o cessar-fogo energético que Trump anunciou no domingo, e a Rússia atingiu alvos de energia na Ucrânia na segunda-feira. Pelo acordo, a Rússia fornecerá mais de 2,25 milhões de barris de diesel a mercados estadunidenses e globais, e Trump o defendeu na segunda-feira como “a escolha certa para o povo estadunidense”. O Jerusalem Post registrou que Trump disse na segunda-feira que Putin quer um acordo mais do que Zelensky e insistiu que o cessar-fogo foi acertado porque ele disse que foi: “Eles concordaram porque eu disse que concordaram.”

A Arábia Saudita rejeitou uma oferta israelense de juntar-se às forças sauditas no Iêmen, segundo o Middle East Eye, que cita uma fonte diplomática ouvida pelo jornal israelense Haaretz. Ainda segundo o relato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta, por mediação dos Estados Unidos (EUA), convencer Riad a permitir uma intervenção de Israel no Iêmen, mas o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, segue desinteressado.

60 países apoiaram nesta segunda-feira (12) uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional, segundo o G1. O documento foi assinado por países-membros da União Europeia (UE), Austrália, Japão e Reino Unido, entre outros. Desde o começo da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, a cobrança de tarifas para a navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada.

O assessor presidencial russo Nikolay Patrushev disse em Pequim que a expansão da extração de recursos naturais exige que Rússia e China protejam juntas o transporte marítimo, segundo a agência TASS. Patrushev afirmou que os dois países podem remodelar o mapa geoeconômico global e proteger melhor o comércio marítimo contra riscos externos, incluindo escalada militar, pirataria e sanções. O chanceler chinês Wang Yi disse na segunda-feira que a confiança mútua estratégica entre os dois países se fortaleceu ainda mais, a cooperação em todas as áreas está mais estável e a cooperação multilateral ficou mais próxima.

A Rússia atingiu ao menos seis alvos de energia durante uma noite e uma manhã de ataques aéreos mortais em toda a Ucrânia, disse na segunda-feira o presidente Volodymyr Zelenskyy, segundo a Reuters, para quem o episódio mostra que Moscou não tem interesse no cessar-fogo energético anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Trump declarou no fim de semana, pegando Kiev e os aliados europeus de surpresa, que Ucrânia e Rússia haviam concordado em não atingir os sistemas de energia um do outro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as conversas sobre um possível cessar-fogo energético seguem em curso e que mais informações seriam divulgadas no momento oportuno, mas rejeitou a proposta de Zelenskyy de uma trégua total de 60 dias.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse ao Parlamento que é altamente provável que as ameaças à base RAF Fairford tenham sido coordenadas no Irã e quase certamente dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Burnham afirmou que o Reino Unido imporia novas sanções contra Teerã e a Guarda Revolucionária em razão do episódio, com mais informações a serem divulgadas em atualização da ministra do Interior, Shabana Mahmood. Cinco homens de Londres foram até Whelford, vila ao lado de uma base usada pela força aérea dos Estados Unidos (EUA), em três vans brancas pouco depois da meia-noite de 27 de setembro, e foram liberados sob fiança um dia depois, após a polícia não encontrar bombas ou explosivos. Uma semana depois, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 da base, em meio a relatos de preocupação com um possível ataque de drones contra uma instalação usada para atacar o Irã durante a guerra no Oriente Médio na primavera e no verão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã está “profundamente preocupado” com os desdobramentos na Península Arábica e se declarou pronto a “ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, segundo o The Hindu. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que discutiu o conflito em curso entre Riad e os houthis com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan e disse, segundo a Sputnik, que as crises da região não têm solução militar e que o Irã está pronto a prestar qualquer forma de assistência para iniciar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen e alcançar um acordo político.

A Arábia Saudita, o Egito, o Paquistão e a Turquia, como Grupo R4, condenaram no domingo os ataques houthis em curso contra o Reino, incluindo os lançados contra o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, que mataram e feriram civis e danificaram infraestrutura civil, chamando-os de “violação flagrante do direito internacional” e de “violação” flagrante da soberania e da integridade territorial saudita, segundo a Arab News. O grupo reafirmou solidariedade à Arábia Saudita, com apoio total a todas as “medidas e passos legítimos” que o país tomar para responder aos ataques, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News.

O assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Gargash, disse nesta segunda-feira que atacar a Arábia Saudita mina a segurança dos Emirados e de todos os Estados do Golfo, em meio aos repetidos ataques contra a Arábia Saudita na última semana, segundo o Khaleej Times. Gargash pediu a revitalização da ação conjunta do Golfo, sobretudo nas dimensões de segurança e defesa, e afirmou que a segurança do Golfo é indivisível e que todos são alvos.

O ministro de Emergências da Rússia, Alexander Kurenkov, chegou à Coreia do Norte para tratar de cooperação em prevenção e gestão de desastres, segundo a TASS. Uma delegação do Ministério de Emergências russo visitou Pyongyang para discutir formas de ampliar a cooperação em gestão de desastres, informou a mídia estatal norte-coreana nesta segunda-feira. Os dois ministérios planejam assinar um plano de ação conjunta para 2027-2029, segundo a TASS.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ligou para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, no sábado, o mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sugeriu que o líder ucraniano deveria ser substituído por se recusar a fechar um acordo com Moscou, segundo a RT. Mais cedo no sábado, Trump acusou Zelenskyy de buscar “criar problemas para o mundo” com os ataques contínuos à infraestrutura energética russa, incluindo refinarias. “Sugiro que arranjem um novo líder capaz de fechar um acordo”, disse.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que Teerã não vai reabrir o estreito de Ormuz até que os Estados Unidos aceitem o plano de sete pontos iraniano para uma solução pacífica, entregue por meio do Catar em setembro, segundo a Sputnik Globe. Segundo Rezaei, os Estados Unidos responderam às condições e aceitaram algumas, mas a resposta às demais foi vaga. Ele classificou a resposta estadunidense como “insuficiente” e disse que o Irã não está mais respondendo aos estadunidenses, segundo o The Jerusalem Post.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, avaliam demitir a embaixadora dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, após uma série de relatos sobre conduta imprópria e possivelmente ilegal, segundo o The Guardian. Um alto funcionário dos EUA disse no domingo que Trump e Rubio estão “extremamente irritados” com a conduta relatada e devem decidir o que fazer nesta semana, depois do feriado de Columbus Day, na segunda-feira, segundo a Associated Press. O Wall Street Journal relatou que Guilfoyle pediu a um doador de Trump que pagasse uma fatura de cartão de crédito de US$ 100 mil pouco antes de sua sabatina de confirmação, prometendo-lhe acesso a autoridades do governo.

O Conselho para uma América Segura classificou o Kuwait como o país do Oriente Médio mais provável a aderir aos Acordos de Abraão, seguido pelo Líbano e pela Síria, segundo o Jerusalem Post, em texto do Media Line. O relatório “Expansion Opportunities: Middle East Analysis”, de 8 de outubro, avaliou nove países de maioria muçulmana sem relações diplomáticas formais com Israel. O Líbano ficou em segundo lugar após assinar em junho o “Acordo-Quadro Trilateral” mediado pelos Estados Unidos; a Síria, em terceiro, após conversas aceleradas no pós-Assad.

Os houthis renovaram neste domingo o alerta a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes para não usarem aeroportos da Arábia Saudita e disseram que o aviso deve ser levado a sério, depois do ataque ao aeroporto internacional de Riad. Segundo as autoridades sauditas, citadas pelo The Jerusalem Post, o ataque de sábado deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. A aviação civil saudita prorrogou o fechamento do aeroporto King Khalid até as 18h (UTC-3) de domingo, por Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). A Índia condenou o ataque, citou os 12 mortos e mais de 300 feridos e chamou de completamente inaceitáveis os ataques a civis.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse no sábado (10 de outubro de 2026) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, gostaria de fechar um acordo sobre a guerra na Ucrânia, e acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, de resistir a um compromisso, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Trump afirmou que Putin disse querer um acordo, “com força”, na conversa telefônica de sexta-feira (9 de outubro de 2026). Em outra declaração, Trump disse que Zelenskyy, por várias razões, não quer buscar um acordo de paz, segundo o Mehr News.

O relatório Trafficking in Persons (TIP) 2026 do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), divulgado em 8 de outubro, rebaixou Hong Kong do Tier 2 Watch List para o Tier 3, segundo o Times of India. O governo de Hong Kong rejeitou a avaliação, chamando-a de “totalmente infundada” e acusando Washington de duplo padrão. Segundo o relatório, as autoridades de Hong Kong investigaram 11 casos de tráfico de pessoas em 2025, todos de trabalho forçado, ante sete em 2024.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que é hora de a Ucrânia ter um novo presidente, ao responder à crítica do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao acordo de diesel dos EUA com a Rússia, segundo a BBC. Trump disse a repórteres no sábado que sugere que tenham um novo líder capaz de fechar um acordo, e que é hora de a Ucrânia trocar de presidente, segundo a Axios. Zelensky chamou o acordo de diesel de injusto e desonesto, sinal de fraqueza de Trump e presente de aniversário para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, segundo a Axios.

Os negociadores dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff e Jared Kushner podem visitar Moscou nas próximas duas semanas, disse uma fonte à TASS. Os presidentes da Rússia e dos EUA conversaram por telefone em 9 de outubro sobre o fornecimento de diesel russo, segundo a TASS.

O Kremlin anunciou no sábado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitiu ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em telefonema na sexta-feira, a posição do Irã sobre um possível acordo para encerrar a guerra, segundo o Mehr News. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, citado pela RIA Novosti, Putin transmitiu a Trump as opiniões do lado iraniano sobre uma possível solução do conflito, em coordenação com o presidente iraniano. Nesta semana, Putin reuniu-se com o presidente do Irã à margem de uma cúpula regional no Turcomenistão, onde se ofereceu para mediar um acordo que encerre a guerra.

O assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o “Escudo das Américas” lançado pelo presidente Donald Trump tenta impor ao Brasil um “cerco” e uma “dominação absoluta” sob o argumento “falso” de combater o crime organizado, segundo o G1. A coalizão reúne presidentes de países latino-americanos mais alinhados a Trump, a exemplo de Javier Milei, da Argentina, Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo o G1. Auxiliares diretos de Lula afirmam que a medida foi “muito grave” e representa uma “porta de entrada” para ações militares na região, a exemplo do que aconteceu na Venezuela e na Colômbia, segundo o G1.

Drones atribuídos a forças do governo etíope atingiram tropas, veículos e munição eritreus perto da cidade de Adigrat, no norte da Etiópia, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, segundo o The Media Line, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Em carta de 8 de outubro ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, acusou a Eritreia de invadir território etíope e exigiu a retirada das tropas. A Eritreia pediu no sábado ao Conselho que condene a “declaração de guerra” da Etiópia, alertando que ela pode desestabilizar a região, segundo a AFP, em texto publicado pela LBC.

O presidente palestino Mahmoud Abbas emitiu neste sábado um decreto que cancela as eleições legislativas previstas para 28 de novembro de 2026 e marca presidenciais e legislativas simultâneas para 11 de setembro de 2027, segundo a agência Wafa. Segundo o Middle East Eye, o decreto seguiu decisão do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e consultas com facções e forças políticas, que resultaram em consenso nacional sobre os obstáculos impostos por medidas israelenses.

Jared Kushner marcou um ano do acordo sobre o plano de 20 pontos de Trump para Gaza, dizendo que houve progresso significativo na implementação no último ano, segundo o Jerusalem Post. Entre os marcos citados estão o retorno dos 20 reféns vivos a Israel em outubro de 2025, a devolução dos restos do último refém em janeiro de 2026 e a formação de uma administração palestina tecnocrática para Gaza. Kushner afirmou que a ajuda humanitária a Gaza aumentou significativamente desde o cessar-fogo e que o Hamas assinou em julho uma estrutura de desarmamento por fases, ainda não plenamente implementada.

Negociadores dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus se reuniram em Miami na sexta-feira em um renovado esforço diplomático para acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia, enquanto Washington busca uma saída para o impasse perigoso. O enviado Steve Witkoff disse que as conversas trataram de possíveis vias para reduzir a escalada e concluir a guerra antes do inverno, rumo a uma paz duradoura; segundo ele, o encontro incluiu o E3, a Comissão Europeia, a Ucrânia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e cobriu resiliência energética, grãos, garantias de segurança e reconstrução. A reunião ocorre após o anúncio de que a Rússia forneceria de imediato mais de 300 mil toneladas de diesel, com outras 500 mil toneladas em novembro, e de que o Tesouro dos Estados Unidos emitiria licença temporária para permitir o fluxo do diesel russo aos mercados globais.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reagiu a declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, dizendo que ele se ajoelhará diante dos iranianos. Rubio havia dito na quarta-feira que o Irã perdeu o controle total da via navegável, apontando a recuperação das exportações de petróleo do Golfo em setembro.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, propôs um novo formato “CEI + Irã” na sua primeira participação como convidado especial na cúpula da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), no Turcomenistão, apresentando o Irã como rota natural da Ásia Central ao mar. Pezeshkian disse que os portos do sul do Irã, notadamente Chabahar, podem ligar a região ao sul da Ásia, à África e à Europa. Segundo a Mehr News Agency, Pezeshkian afirmou que a diplomacia regional não deve se limitar a reuniões, devendo servir de ferramenta de gestão de crises, diálogo, prevenção da escalada e cooperação prática.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que a Rússia vai fornecer mais de 300 mil toneladas de diesel de imediato, 500 mil toneladas a mais em novembro e 1 milhão de toneladas logo em seguida, segundo a DW. O Tesouro dos EUA emitiu uma licença temporária que permite ao diesel russo chegar aos mercados globais até abril de 2027, segundo a DW. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que presentes ao presidente russo, Vladimir Putin, não trarão paz nem benefício ao mundo civilizado e que a Rússia vai “retribuir” o diesel com mais terror e perfídia, segundo a DW. O assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que, ao lançar um ataque massivo de drones contra Moscou, outras cidades e locais de votação no dia principal do pleito, Kiev inviabilizou a possibilidade de retomada imediata do processo de negociação, segundo a Reuters, em texto republicado pela SRN News.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o presidente do Turcomenistão, Serdar Berdimuhamedov, à margem da cúpula da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), segundo a Mehr News. Os dois lados trataram de desenvolver laços políticos, econômicos e comerciais e defenderam acelerar projetos acordados. Eles também discutiram cooperação regional e questões do mar Cáspio, com ênfase no fortalecimento da cooperação entre os países litorâneos e na proteção ambiental do mar.

Os Estados Unidos (EUA) lideram uma nova rodada de negociações de paz para a Ucrânia com conversas em Miami, segundo a Agence France-Presse (AFP). Os enviados presidenciais dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner devem apresentar novas propostas para retomar as negociações durante dois dias de conversas, depois de receber diretrizes de Trump em 8 de outubro, segundo a Axios, em texto publicado pelo Hromadske.

A Etiópia e a Eritreia acusaram-se mutuamente de iniciar uma guerra de agressão nesta sexta-feira, num momento em que um conflito interno etíope ameaça se transformar em guerra regional, segundo a France 24, em texto com a AFP. Uma fonte de segurança estrangeira, que falou sob anonimato, estimou à AFP entre 5 mil e 8 mil soldados eritreus presentes no Tigré. Testemunhas disseram à AFP que os rebeldes perderam outras duas cidades na região, Shire e Adigrat.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e o convidou a visitar o país, informou o gabinete de Netanyahu nesta sexta-feira (9). No comunicado, o gabinete afirmou que “os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países… como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul-americanos”. Segundo o Times of Israel, o gabinete confirmou que o telefonema ocorreu na noite anterior.

O vice-presidente palestino Hussein Al Sheikh informou à França que a eleição legislativa palestina marcada para 28 de novembro será adiada por vários meses, segundo a Reuters. O motivo alegado numa carta vista pela Reuters seria a piora das condições em todos os territórios palestinos.

Enviados do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vão se reunir com negociadores ucranianos e autoridades europeias em Miami na sexta-feira para discutir novas propostas de paz, disseram duas fontes estadunidenses à AFP. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que a equipe ucraniana vai se encontrar com Jared Kushner e Steve Witkoff nos EUA, em reunião de dois dias, e conta com a participação europeia. Os negociadores norte-americanos também convidaram conselheiros de segurança nacional do Reino Unido, da França e da Alemanha, além de autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia, para discutir garantias de segurança e um plano de prosperidade pós-guerra.

A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.

David Milstein, assessor do embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, usou o cargo para anular relatórios sobre atividades israelenses na Cisjordânia e apresentar o governo Netanyahu sob luz favorável a Washington, segundo o New York Times, em reportagem publicada pelo Jerusalem Post nesta quinta-feira. A reportagem se baseia em 12 fontes anônimas que trabalham com Milstein ou interagem com ele em Jerusalém e Washington. Huckabee refutou a reportagem e criticou a ausência de qualquer fonte nomeada.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) acusou nesta quinta-feira o Estado turco de fazer pouco pelo processo de paz iniciado em 2024, apesar de o grupo curdo ter retirado todas as suas forças de combate da Turquia, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo The Hindu. O movimento disse ter retirado todas as suas forças armadas de dentro e de fora da Turquia, que possam ser consideradas próximas da fronteira.

O chanceler israelense Gideon Sa’ar disse que acabou o tempo de contenção diante de atos hostis contra o Estado de Israel, na quinta-feira. Israel retirou representantes britânicos do Centro Internacional de Apoio a Gaza, em Kiryat Gat, encerrou atividades de treinamento britânico de forças da Autoridade Palestina e barrou 12 autoridades eleitas e outros cidadãos britânicos acusados por Israel de atividade antissemita ou anti-Israel, segundo o Jerusalem Post.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que a guerra na Ucrânia está em um impasse perigoso, segundo a Reuters, em texto republicado pela Internazionale. Rubio alertou que a escalada pode se tornar uma campanha de sabotagem em países vizinhos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em entrevista, ele afirmou não acreditar que a guerra possa ser resolvida por meio de negociações neste momento, segundo o The New Voice of Ukraine.

O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.

A Coreia do Sul decidiu chamar de volta seu embaixador na Ucrânia, em protesto contra a revelação pelo presidente Volodymyr Zelensky de uma suposta transferência secreta de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, informou a Associated Press. Seul acusa Kiev de violar um acordo de não divulgação sobre a transferência feita em meados de setembro; a Ucrânia nega ter aceitado tal acordo.

Em Pequim, o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, classificou nesta quinta-feira como insustentável o déficit comercial da União Europeia (UE) com a China, ao abrir dois dias de conversas para evitar uma guerra comercial. Sefcovic escreveu no X que o objetivo do primeiro dia era começar a rebalancear o déficit comercial insustentável do bloco. Segundo números europeus, no ano passado a China exportou para a UE cerca de 1 bilhão de euros por dia a mais do que importou, em bens e serviços.

A China indicou nesta quinta-feira Song Li, especialista em saúde materno-infantil, para dirigir a Organização Mundial da Saúde (OMS), numa movimentação que pode ampliar a influência de Pequim sobre o organismo internacional depois que os Estados Unidos deixaram a entidade este ano, segundo a CNA. Song Li dirige o Departamento de Saúde da Mulher e da Criança da Comissão Nacional de Saúde da China e tem uma carreira de 21 anos, segundo a OMS. Ela disputará com candidatos apresentados por Catar, Arábia Saudita, Bélgica, Espanha, Indonésia e Botsuana, incluindo três homens e três mulheres.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu ao líder chinês Xi Jinping que repare os laços com o Japão e suspenda as restrições chinesas de exportação a Tóquio durante as conversas de setembro em Washington, segundo a Kyodo News, que cita o South China Morning Post. Trump disse que as restrições chinesas a itens destinados ao Japão, incluindo terras raras, ameaçam “indústrias norte-americanas dependentes de fornecedores japoneses” e descreveu a medida como “uma violação indireta da trégua comercial entre os EUA e a China” alcançada na Coreia do Sul em outubro do ano passado. Xi não se mostrou receptivo, disse que a disputa chinesa com Tóquio deve ficar separada da relação com Washington e alertou para “os riscos crescentes do militarismo japonês”.

O governo Trump iniciou conversas diretas com o governo instalado pelos militares em Mianmar, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, em reversão da política de isolamento após o golpe de 2021. Michael Vance reuniu-se com Min Aung Hlaing em Naypyitaw em 15 e 16 de setembro. O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) disse dialogar com todos os grupos em Mianmar sobre temas de interesse norte-americano e que é preciso cessar a violência e libertar presos políticos.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, chegou a Pequim para conversas sobre o déficit comercial da União Europeia (UE) com a China. Ele se reúne com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, na quinta e na sexta-feira, após meses de discussão sobre um déficit superior a € 1 bilhão por dia e sobre as restrições chinesas a terras-raras, segundo a Al Jazeera. O comissário viajou a Pequim em 8 de outubro para o que chamou de “uma reunião supercrucial” com Wang Wentao e busca resultados para apresentar aos líderes da UE em 15 e 16 de outubro, segundo a Politico.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência do Brasil, disse que pretende aderir ao Escudo das Américas em um eventual governo. A iniciativa, articulada pelo governo de Donald Trump, reúne países latino-americanos em uma frente de cooperação na área de segurança. Em carta enviada nesta terça-feira, 12 deputados democratas norte-americanos acusaram o governo de Donald Trump de tentar influenciar a eleição no Brasil. No documento, os parlamentares citam a revogação do visto da embaixadora brasileira e planos para enviar duas autoridades para questionar o sistema brasileiro.

Uma autoridade iraniana citada por veículos ocidentais disse que não há negociação nuclear em curso entre Washington e Teerã, segundo o Mehr News. A fonte colocou como linha vermelha o reconhecimento dos Estados Unidos do direito do Irã ao enriquecimento nuclear e disse que não haverá flexibilidade nesse ponto. A declaração responde ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que afirmou em 5 de outubro que Teerã precisa reduzir significativamente o enriquecimento nuclear.

O Ministério das Relações Exteriores da França convocou nesta quarta-feira o embaixador do Irã por uma campanha de desinformação dirigida ao movimento estudantil francês, segundo o France24. O porta-voz da pasta, Pascal Confavreux, disse que o conteúdo enganoso divulgado por contas oficiais do ministério iraniano é absolutamente inaceitável e que as provocações devem cessar. Na terça-feira, Teerã havia convocado o embaixador francês em Teerã sob a acusação de tratamento violento dos manifestantes, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

O chanceler russo Sergei Lavrov disse que Washington entendeu e reconheceu a posição de Moscou sobre uma possível reunião trilateral sobre a Ucrânia, após tentativas de Kiev de perturbar as eleições da Duma, segundo a TASS. Em outra frente, embaixadores da União Europeia concordaram em retomar a etapa técnica das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldávia, paralisadas pela Hungria desde o verão, com possível abertura de dois clusters, segundo a TASS, citando o relatório do relator.

Donald Trump disse que, por ora, as partes estão em discussões muito profundas, segundo a BBC. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que nenhuma ligação telefônica estava agendada e que o relato da Rússia à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a morte seguiu a prática padrão. O diretor-geral da OMS disse que o compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações, sob o Regulamento Sanitário Internacional, é essencial para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos potenciais riscos à saúde pública.

O Parlamento Europeu aprovou uma posição mais dura em relação à China, descrevendo-a como facilitadora decisiva da Rússia e pedindo presença naval contínua e exercícios conjuntos na área do Estreito de Taiwan, segundo o South China Morning Post. O relatório pede ação rápida para conter a política industrial de Pequim, que descreve como ameaça existencial à União Europeia. A votação teve 454 votos a favor, 86 contra e 110 abstenções.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o diálogo continuado e a cooperação com os vizinhos são o caminho escolhido pelo Irã para uma região mais segura e estável, segundo a Mehr News. Os dois lados revisaram as relações entre Teerã e Erevã e formas de aprofundar a cooperação em economia, comércio, transporte e energia, segundo a Mehr News. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã recebeu o novo enviado da Alemanha em Teerã na terça-feira e descreveu a conversa como franca e útil, segundo a Mehr News.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, disse em entrevista à Reuters que o Irã precisa fazer uma redução “significativa” da capacidade de enriquecimento nuclear para atender às exigências dos Estados Unidos e encerrar a guerra de sete meses, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Qualquer acordo exigiria que o Irã reduzisse a capacidade de enriquecimento, e não apenas prometesse cortes futuros, disse Vance após viagem de campanha no Alasca, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O presidente Donald Trump disse avaliar encerrar o conflito com o Irã “da maneira amigável”, segundo a TASS.

O presidente russo Vladimir Putin fará uma visita de trabalho ao Turcomenistão em 8 e 9 de outubro para a cúpula da Comunidade de Estados Independentes (CEI), disse o assessor do Kremlin Yury Ushakov. Em 9 de outubro, Putin tem reunião bilateral com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, informou a RIA Novosti. A pauta inclui cooperação bilateral e a situação de crise no Oriente Médio, disse Ushakov. Lavrov chegou ao Turcomenistão para o Conselho Ministerial da CEI, segundo a TASS.

Quinta-feira marca 30 dias desde a ordem do chanceler israelense Gideon Saar para fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental, uma retaliação à onda de sanções do Reino Unido contra assentamentos israelenses ilegais, segundo a Al Jazeera. O ex-cônsul britânico Vincent Fean disse à Al Jazeera que Israel age de forma ilícita e não tem o direito de interferir nas relações diplomáticas entre o Reino Unido e o Estado da Palestina. Relatos citados pela Al Jazeera afirmaram que o Reino Unido poderia expulsar 27 diplomatas israelenses caso o fechamento do consulado avance.

Egito, Eritreia, Sudão e Somália emitiram uma declaração conjunta após se reunirem no Novo Alamein, no Egito, afirmando “o princípio da liberdade de navegação” e que “a governança do Mar Vermelho é responsabilidade exclusiva dos Estados ribeirinhos”. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, renovou o apelo por acesso ao Mar Vermelho, dizendo que o país sem litoral vai trabalhar para garantir uma saída para o mar.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não está em discussão no momento, porque Washington está focado em resolver o conflito ucraniano. Questionado por um jornalista se a Ucrânia deveria ser membro da Otan, Rubio disse que “não há resposta de sim ou não”, segundo a TASS.

O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, disse que impedir a exploração de petróleo offshore das Malvinas faz parte da estratégia de recuperação pacífica da soberania, em discurso a uma plateia que incluía o embaixador britânico. Quirno acusou o Reino Unido de se recusar a negociar e de avançar com o projeto Sea Lion, na Bacia Norte das Malvinas. Em 28 de setembro, Milei deu ao Reino Unido um prazo de duas semanas para parar o projeto ou enfrentar arbitragem e uma decisão vinculante pelo Anexo VII da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, insistiu que o país sem litoral precisa ter acesso ao Mar Vermelho, apesar do conflito no norte. No Parlamento, ele disse que, pelo princípio de dar e receber, a Etiópia trabalhará diligentemente para garantir uma saída para o mar. Quatro dos cinco países que margeiam o Mar Vermelho – Egito, Eritreia, Sudão e Somália – se reuniram no domingo, segundo a Al Jazeera.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, disse que guardas costeiros americanos foram alvejados em uma área de fronteira. A presidente Claudia Sheinbaum disse que o México pediu todas as evidências aos Estados Unidos porque não tem nenhuma. Cerca de 500 militares dos EUA, com helicópteros, drones e equipamento antidrones, foram enviados à fronteira desde o suposto tiroteio. O Washington Post informou que os dois países mobilizaram centenas de tropas para uma área de fronteira onde autoridades americanas disseram que membros da Guarda Costeira foram alvejados.

O Reino Unido ameaçou expulsar um diplomata israelense para cada um dos 27 diplomatas britânicos cujo status diplomático no consulado seria encerrado, caso Israel feche o consulado britânico em Jerusalém Oriental, segundo a Al Jazeera. Israel ordenou o fechamento do consulado até 8 de outubro, em retaliação às sanções britânicas contra assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O Foreign Office não negou o relato do Ynet e disse que não comentaria especulações, segundo o The Guardian.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que negociações não têm sentido com um inimigo que recorre a assassinato, sanções, pressão e ameaças e rompe compromissos, em declaração feita na segunda-feira durante reunião com o chanceler da Armênia, Ararat Mirzoyan, em Teerã, segundo o Tehran Times. Pezeshkian criticou os Estados Unidos por lançar ataques contra o Irã e depois pedir negociações, e disse que o Irã foi atacado três vezes depois de se engajar em conversas.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse ter confiança de que o Irã esteve por trás do incidente na base de Fairford, no Reino Unido, e vinculou a retirada dos bombardeiros B-1 ao episódio, dizendo que foi por excesso de cautela para proteger os militares, segundo a TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não vincularia diretamente a remoção dos B-1 ao incidente, segundo a Al Jazeera. Cinco britânicos foram presos perto da base sob suspeita de preparar atos terroristas e liberados sob fiança; um sexto homem, com dupla nacionalidade britânico-iraniana, também foi liberado sob fiança, segundo a Al Jazeera.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que o país manterá o curso de resolver a questão territorial e concluir um tratado de paz com a Rússia, apesar do momento difícil das relações bilaterais, segundo a TASS.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador da Noruega em Teerã para entregar um protesto oficial contra a inação continuada norueguesa sobre atividades não autorizadas da Starlink em território iraniano, segundo a Mehr News. Teerã diz que os Estados Unidos e o que chama de regime sionista estão usando os sistemas de internet via satélite Starlink para ações intervencionistas contra o Irã.

Araghchi disse que todos os diplomatas iranianos deixaram Nova York como programado, exceto um que partiu antes, após a sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Türkiye Today; autoridade dos Estados Unidos disse, em texto citando a AFP, que dois integrantes da delegação iraniana foram encontrados ainda em Nova York bem depois do fim da sessão, e que o Departamento de Estado havia ordenado que Araghchi e sua delegação deixassem o país até segunda-feira.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse neste domingo que o Líbano quer um novo capítulo nas relações com o Irã, baseado em respeito mútuo e não-interferência, segundo o Middle East Eye. Salam afirmou ter aceitado uma reunião pedida pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e que prefere que o Irã nomeie um novo embaixador.

A oitava reunião do Formato de Moscou de consultas sobre o Afeganistão ocorre na segunda-feira na capital russa, e os participantes vão discutir a situação no Afeganistão e em seu entorno, incluindo o conflito entre Cabul e Islamabad, segundo a agência russa TASS.

A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riad na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riad com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.

O presidente russo, Vladimir Putin, vai ao Turcomenistão na próxima semana para uma cúpula de líderes da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). A reunião do Conselho de Chefes de Estado da CEI ocorre em 9 de outubro, com o Turcomenistão na presidência rotativa de 2026, segundo a Sputnik.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse aos Estados Unidos que não há solução militar nem solução baseada em novas sanções para o conflito entre os dois países, segundo o The Hindu. Araghchi advertiu que, se os inimigos escolherem de novo o caminho da confrontação militar, a resposta iraniana será mais forte do que antes, segundo a France 24, em texto da AFP. O porta-voz Esmaeil Baghaei classificou a última contraproposta americana como alinhada às propostas anteriores dos Estados Unidos sobre temas nucleares.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as elites iranianas mantêm discussões sérias sobre a possibilidade de o país deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), informou a TASS. Segundo ele, Teerã continua cumprindo todas as suas obrigações do tratado por ora, e o ministério acatará a decisão das autoridades competentes. Deputados iranianos, por sua vez, pressionam por uma moção de urgência para a saída do tratado, segundo a Tasnim News Agency.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã felicitou no sábado o governo e o povo do Iraque pela saída das forças dos Estados Unidos e de outros países estrangeiros do Iraque, segundo o Middle East Eye. Em nota publicada no seu canal no Telegram, o ministério disse que a retirada é “um passo muito importante e necessário” para consolidar a soberania, a integridade territorial e a independência do Iraque. O ministério acusou os Estados Unidos de causar “consequências irreparáveis” ao Iraque e à região desde a invasão de 2003, que, segundo ele, foi lançada sob o falso pretexto de “armas de destruição em massa”, e pediu que o governo norte-americano seja responsabilizado por crimes cometidos durante a ocupação.

Os Estados Unidos expulsaram dois integrantes da delegação iraniana que participaram da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) depois que eles ignoraram a ordem de deixar o país, disse o Departamento de Estado no sábado, segundo o Middle East Eye. A imprensa norte-americana informou que o departamento havia ordenado que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação deixassem o país na segunda-feira e que, para isso, recorreu à expulsão dos dois integrantes. A missão iraniana na ONU contestou a versão de Washington sobre a saída da delegação e disse que seus integrantes saíram conforme um cronograma, segundo a Russia Today (RT).

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, disse em entrevista à emissora iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) que a Ucrânia precisará adotar estatuto neutro e não nuclear, rejeitar sua linha nacionalista e reconhecer as quatro novas regiões russas para um acordo político duradouro, segundo a TASS. Medvedev afirmou que Rússia e Irã desenvolvem atividades conjuntas na defesa e dão grande importância a isso, e que o Irã tem papel central em garantir a segurança do Estreito de Ormuz por geografia e direito internacional.

A Índia convocou o encarregado de negócios do Paquistão para protestar contra a “facilitação contínua da infiltração ilegal transfronteiriça” e rejeitou como infundadas as acusações do Paquistão sobre o incidente de 2 de outubro no setor de Ferozepur, segundo o NDTV, a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores indiano. O Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por disparos da Força de Segurança de Fronteira (BSF) indiana no setor de Bedian, na fronteira internacional, segundo o Dawn. Os dois países convocaram os diplomatas um do outro pelo incidente de sexta-feira, em que Nova Délhi rejeita a versão de Islamabad sobre a morte de dois civis paquistaneses desarmados, segundo a Al Jazeera.

A Rússia propôs à Moldávia uma investigação conjunta dos incidentes com drones, em vez de acusações sem base, segundo a TASS. O embaixador designado da Rússia em Chișinău, Oleg Ozerov, disse que a Moldávia culpa a Rússia por todos os seus problemas, seguindo a liderança da União Europeia, sem apresentar provas. A Moldávia entregou uma nota de protesto a Ozerov depois que três drones violaram o espaço aéreo do país em 30 de setembro, dois deles explodindo em território moldávio, segundo a Radio Moldova.

O chanceler ucraniano Andrii Sybiha disse que a Ucrânia está pronta a considerar a proposta da Índia de cessar-fogo em energia e no Mar Negro, mas apenas nessa combinação, e que ela é a mais ampla entre as quatro propostas recebidas. Sybiha afirmou que as iniciativas vieram da Índia, da Turquia, do Egito e dos Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o primeiro-ministro indiano, Modi, tem “ideias muito boas” para encontrar soluções mutuamente aceitáveis.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por tropas de fronteira indianas, segundo a Al Jazeera. Islamabad pediu à Índia uma investigação “imediata, transparente e crível”, com ação disciplinar e legal contra os responsáveis. O lado indiano diz que a Força de Segurança de Fronteira (BSF) matou dois supostos infiltrados paquistaneses em Tarn Taran, no Punjab, na sexta-feira, segundo autoridades citadas pelo ETV Bharat.

Os principais integrantes do gabinete de Donald Trump se reuniram por horas em Camp David na sexta-feira para discutir os próximos passos da guerra contra o Irã e do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, segundo três autoridades norte-americanas ouvidas pelo Axios. A reunião foi presidida pelo vice-presidente JD Vance e teve a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, do secretário de Defesa, Pete Hegseth, do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O encontro não foi anunciado pelo governo Trump.

O copiloto da Flydubai que atacou o comandante foi identificado como o omaniano Hamam al-Hammami, de 29 anos, segundo a ABC News, citada pela TASS. Uma fonte próxima ao governo dos Emirados acusou Israel de explorar o incidente para fins políticos e de atrasar a retomada dos voos da Flydubai, e afirmou que, segundo autoridades emiratenses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca ligar o ataque ao Irã por motivos políticos antes da eleição em Israel, conforme o Middle East Eye, que cita o Ynet.

A embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, disse que a embaixada australiana também fecharia na sexta-feira, citando o alerta dos Estados Unidos, e orientou australianos a evitar instalações diplomáticas norte-americanas. A embaixada dos Estados Unidos afirmou, em comunicado na quinta-feira, que suspenderia os serviços consulares a partir de sexta e orientou cidadãos estadunidenses que buscassem assistência a não visitar a embaixada, os consulados ou outras instalações diplomáticas. A polícia disse que a operação decorreu de cooperação com agências de inteligência estrangeiras e que os investigadores não encontraram evidências que corroborassem a ameaça inicialmente reportada, nem identificaram suspeitos ligados a organizações criminosas.

O Paquistão, a Turquia e a Arábia Saudita realizam na próxima semana, em Riad, uma reunião emergencial do comitê político-estratégico de defesa do pacto de defesa conjunta de Meca, segundo o The Times of India. A agenda inclui os ataques houthis e a busca de engajamento político com os houthis em vez de ação militar, segundo o The Times of India. Pelo pacto, um ataque armado contra qualquer um dos três países deve ser tratado como ataque contra os três. O chanceler paquistanês disse que mais de seis outros países querem aderir ao acordo, segundo o Middle East Eye.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que Washington pode retomar ataques em larga escala contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro e rejeitou a última proposta iraniana de cessar-fogo por considerá-la insuficiente, segundo a CGTN. Perguntado se os EUA poderiam intensificar a campanha de bombardeios contra o Irã depois das eleições, Trump respondeu “possível” e se recusou a revelar alvos potenciais. Segundo o Middle East Eye, ele ameaçou consequências severas sem acordo com o Irã, dizendo que Teerã não vai durar muito tempo: “Ou eles farão algo muito apropriado e inteligente, ou não vão durar muito. Francamente, odeio ver isso, mas eles não vão durar muito.”

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ameaçou adotar medidas adicionais não especificadas se a Ucrânia não apresentar um pedido público de desculpas por ter revelado que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos foram enviados ao Sul, segundo a BBC. O presidente sul-coreano expressou irritação com a Ucrânia por comentários do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pareceram revelar um acordo secreto, segundo a Al Jazeera. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, descreveu a situação como um mal-entendido diplomático e disse que Kiev trabalha para resolvê-la, segundo a BBC.

O tratado assinado pelo Reino Unido e Maurício em 22 de maio de 2025 prevê soberania mauriciana sobre o arquipélago de Chagos, com direitos britânicos sobre a base militar de Diego Garcia por um período inicial de 99 anos, segundo a Al Jazeera. O acordo ainda não entrou em vigor, em meio à oposição do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e ao travamento legislativo britânico. Entre 1968 e 1973, o Reino Unido removeu cerca de 1.400 a 1.700 chagossianos das ilhas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descartou um cessar-fogo de ataques de longo alcance com a Ucrânia, enquanto Moscou intensifica a campanha de ataques aéreos contra Kiev, segundo a Al Jazeera. Putin afirmou que a Ucrânia alcançou parcialmente seus objetivos com esses ataques e que as ofensivas contra refinarias de petróleo russas custaram ao país 1% do produto interno bruto (PIB). Ele acrescentou que a Rússia prefere encerrar o conflito por meio de negociações e quer que a Ucrânia seja um país neutro após o fim das hostilidades.

A Etiópia ordenou o fechamento da sua embaixada na Eritreia e deu 48 horas para 10 diplomatas eritreus deixarem o país, segundo o ChimpReports. Na quinta-feira, a Eritreia disse que rompia os laços diplomáticos com a Etiópia, em resposta à expulsão anterior dos seus diplomatas de Adis Abeba, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Ahram Online. O Ministério das Relações Exteriores da Eritreia afirmou não ter outra opção senão reciprocar e cortar todos os laços: “A Eritreia não tem outra opção senão reciprocar na mesma moeda e cortar todos os laços diplomáticos com a Etiópia, com todos os corolários negativos que isso implica”, disse a pasta em nota no X.

Uma reunião fechada do conselho para Gaza liderado pelos Estados Unidos (Board of Peace) virou bate-boca entre o chanceler turco, Hakan Fidan, e o representante israelense, Michael Eisenberg, segundo o Channel 13 de Israel, citado pelo Middle East Eye. O relato, sem fontes citadas, diz que a discussão começou quando Fidan acusou Israel de genocídio em Gaza e que foi necessária a intervenção de Jared Kushner.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa de acusações do primeiro-ministro britânico contra o país, que considera infundadas, segundo a agência iraniana Mehr News. O vice-chanceler para Assuntos Políticos, Majid Takht-Ravanchi, recebeu Hugo Shorter em reunião no ministério nesta quinta-feira para transmitir o protesto, e Teerã rejeitou como “infundadas e sem fundamento” as acusações britânicas que ligam o país a uma suposta trama de sabotagem na base militar de Fairford, pedindo explicação oficial.

O Irã recebeu uma resposta oficial estadunidense à sua última proposta para encerrar a guerra de sete meses, segundo autoridades iranianas citadas pelo Hindustan Times. O chanceler Abbas Araghchi apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian em reunião de gabinete, segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal IRNA. Araghchi propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana se os Estados Unidos (EUA) suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e isentassem de sanções as vendas de petróleo iraniano.

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse à agência TASS que Teerã agradece a Moscou pelas declarações do chanceler russo, Sergei Lavrov, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Jalali classificou o discurso de Lavrov como excelente e citou a posição firme da Rússia sobre o Irã.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos (EUA) encerrou na quarta-feira a missão de mais de uma década no Iraque, iniciada em 2014, quando o Estado Islâmico tomou grandes territórios no Iraque e na Síria, segundo o Middle East Eye. O contingente final era de cerca de 1.500 soldados na Base Aérea de Erbil, abaixo dos cerca de 2.500 militares no país antes da retirada. O Ministério de Assuntos Peshmerga afirmou que o Curdistão iraquiano sofreu mais de mil ataques de drones e mísseis balísticos desde 28 de fevereiro, quando Israel e os EUA lançaram a guerra contra o Irã. O premiê do Governo Regional do Curdistão, Masrour Barzani, disse que a ameaça é real e que os curdos estão vulneráveis e sob ataque.

O presidente da Indonésia, Prabowo, nomeou o diplomata de carreira Arrmanatha Nasir como chanceler em uma reforma ministerial, segundo a Reuters. Nasir era o ex-representante permanente do ministério junto às Nações Unidas (ONU) em Nova York. O chanceler que saiu, Sugiono, foi nomeado ministro do Desenvolvimento Humano. É a segunda mudança em um cargo de topo no gabinete em menos de três semanas.

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a delegação iraniana deixou Nova York na noite de segunda-feira, conforme cronograma comunicado com antecedência ao Departamento de Estado em 17 de setembro. A declaração contrasta com o relato de dois funcionários dos Estados Unidos (EUA), segundo os quais o secretário de Estado, Marco Rubio, perdeu a paciência e disse aos iranianos, na segunda-feira, que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação tinham de deixar Nova York imediatamente.

O enviado papal, cardeal Matteo Zuppi, discutiu questões humanitárias da guerra na Ucrânia em conversas com autoridades russas e visitou prisioneiros de guerra ucranianos, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo KFGO. Zuppi se reuniu com o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, e tratou de perspectivas de acordo, trocas de prisioneiros e crianças deslocadas. Esta foi a terceira visita dele a Moscou desde 2023, e ele disse à TASS que sua missão principal é ajudar a encontrar soluções para questões humanitárias.

Os Estados Unidos (EUA) notificaram formalmente na segunda-feira a saída do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO), o órgão anticorrupção do Conselho da Europa, segundo o The Guardian. O Departamento de Estado confirmou a decisão e afirmou que a participação, que exige contribuição financeira anual, “não traz benefícios tangíveis à segurança nacional dos EUA”, segundo a Associated Press. [Só Rússia e Bielorrússia haviam deixado o GRECO antes], segundo a Associated Press. O Departamento de Estado disse ainda que “a era de escrever cheques em branco a burocracias internacionais acabou”.

O clérigo xiita Muqtada al-Sadr exigiu compensação dos Estados Unidos (EUA) pelos danos causados pela ocupação do Iraque e pediu que os iraquianos apresentem denúncias judiciais, em declaração nesta quarta-feira, data-limite para as forças estadunidenses encerrarem 12 anos de presença no país. Na mesma nota, saudou a “independência do Iraque”, segundo o Middle East Eye, e disse que os EUA e os “países vizinhos” devem se abster de interferir nos assuntos iraquianos.

As condições do Irã para a reabertura total do Estreito de Ormuz [incluem o fim da pressão militar e econômica dos EUA, a liberação de ativos congelados ou restritos e um acordo sobre uma rota segura de navegação], segundo a Anadolu Agency. A proposta foi levada a Washington pelo Catar, e o chanceler Abbas Araqchi já recebeu a resposta dos Estados Unidos (EUA), conforme confirmado nesta quarta-feira pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã faz todo o possível para garantir o sucesso do Memorando de Entendimento de Islamabade, e o Irã sustenta que o Estreito de Ormuz não será totalmente reaberto enquanto as condições não forem cumpridas e os compromissos estadunidenses não forem implementados. Segundo o Hindustan Times, o governo de Donald Trump havia rejeitado publicamente a proposta mais recente de Teerã para encerrar a guerra, que a publicação descreve como em seu sétimo mês.

O diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR), Serguei Naryshkin, descreveu nesta quarta-feira como bons os contatos com a chefia da Agência Central de Inteligência (CIA), informou a Sputnik. O diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Moscou em 25 de agosto e a viagem, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, estava relacionada a contatos entre os serviços de inteligência. Desde a nomeação, em janeiro de 2025, Ratcliffe mantém contato regular com seu homólogo russo, o chefe do SVR, Serguei Naryshkin, segundo o The Moscow Times.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi recebeu em Doha, por meio de mediadores do Catar, a resposta dos Estados Unidos (EUA) ao plano de sete dias para gerar confiança, segundo a Arab News. A principal divergência é o sequenciamento do plano, que busca retomar em versão ampliada um memorando de entendimento assinado em junho, segundo a Arab News. O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã diz que Teerã busca a paz defendendo seus direitos, sua segurança e seus interesses, segundo a Mehr News.

Um voo da FlyDubai de Dubai para Tel Aviv pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, após um incidente durante a rota, com todos os passageiros a salvo, segundo a Al Jazeera. Autoridades israelenses disseram à imprensa local que o desvio ocorreu após uma briga física entre os pilotos, afastando a hipótese de sequestro – o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que não houve alarme de sequestro. O avião levava cerca de 150 pessoas, a maioria israelense, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC).

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou na terça-feira a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo o Iran International. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que Netanyahu esteve no país no domingo e se reuniu com o presidente xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o Israel National News, Netanyahu e a mulher visitaram os EAU no domingo a convite do presidente xeique Mohamed bin Zayed, e a visita tratou do fortalecimento das relações bilaterais e de desafios regionais.

Protestos pró-Palestina se espalharam por cidades marroquinas pedindo o fim da normalização diplomática com Israel, à medida que Rabat aprofunda os laços com Tel Aviv, segundo a Al Jazeera. Os atos seguiram o anúncio de 16 de setembro de que Marrocos e Israel elevariam as missões a embaixadas plenas e indicariam embaixadores. Em Tânger, as autoridades baniram o ato previsto para 27 de setembro e as forças de segurança dispersaram centenas de manifestantes, com mais de 12 detidos, segundo o veículo, citando fontes próprias.

O Senado dos Estados Unidos (EUA) barrou por 47 votos a 51 a resolução que obrigava o Departamento de Estado a relatar em 30 dias as mortes e as condições de direitos humanos na Cisjordânia, segundo o The Guardian. O texto, liderado pelo democrata Chris Van Hollen, citava nove cidadãos estadunidenses mortos por colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada desde 2022. O democrata John Fetterman votou com os republicanos contra a medida, enquanto o republicano Rand Paul votou a favor.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

Os Estados Unidos anunciaram a retirada de suas forças do Iraque, 23 anos depois da invasão que derrubou Saddam Hussein, segundo o Middle East Eye. As últimas bases militares estadunidenses no país devem ser desocupadas até 30 de setembro, encerrando mais de duas décadas de envolvimento militar dos Estados Unidos, segundo a Deutsche Welle (DW), em texto publicado pelo Newscord. O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que 1º de outubro será um novo dia no percurso do Estado iraquiano, com o país livre de qualquer presença militar estrangeira e a conclusão da soberania nacional sobre o território iraquiano.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, disse que ainda há espaço para um acordo com o Irã se os líderes do país honrarem os compromissos com Washington, e descreveu o sistema de decisão política de Teerã como “muito confuso”, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao jornalista Vince Coglianese, Vance disse que o presidente Donald Trump deixou claro que “existe um universo em que podemos fechar um acordo com o Irã, mas isso exige que os iranianos se comportem”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Al-Ansari, disse que o prolongamento do conflito armado entre Estados Unidos (EUA) e Irã no Oriente Médio e a instabilidade regional trazem consequências graves para a economia internacional, segundo a agência TASS. Al-Ansari acrescentou que a região fornece ao mundo produtos energéticos e também itens importantes para a segurança alimentar internacional, como a ureia, e para a indústria, como o hélio, os petroquímicos e o alumínio.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, confirmou que o Reino Unido avalia desafiar a ordem israelense de fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental ocupada, dizendo que o governo não quer que isso aconteça, segundo o Middle East Eye. O governo israelense ordenou o fechamento do consulado em retaliação a sanções britânicas contra assentamentos ilegais, com prazo até 8 de outubro, segundo o mesmo veículo. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem direito legal de executar o plano de fechar o consulado em Jerusalém Oriental, em parecer ao Foreign Office britânico, segundo o Guardian.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse esperar resposta formal dos Estados Unidos (EUA) na terça-feira à proposta de Teerã para abrir o estreito de Ormuz, segundo a France 24, citando a mídia estatal iraniana. Araghchi afirmou que o foco atual é só o estreito de Ormuz e que a reabertura depende de condições comunicadas ao outro lado. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de falsos e de farsa relatos sobre oferta ao Irã e disse que não ofereceu nada, segundo o Hindustan Times.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, reuniu-se com o chanceler saudita Faisal bin Farhan em Washington em 28 de setembro para tratar de segurança regional, incluindo a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e a situação no Iêmen, segundo a Al Jazeera. Rubio disse que trataram ainda de Irã, Gaza e Sudão, enquanto a agência estatal saudita SPA informou que os dois falaram dos desdobramentos políticos e de segurança na região e da situação no Iêmen.

O chanceler da Índia, S. Jaishankar, disse em Nova York que o terrorismo transfronteiriço vindo do país vizinho é uma das principais preocupações da Índia e que a falta de compreensão disso pelos parceiros afeta os laços bilaterais, segundo o The Hindu. A fala ocorreu em conversa na Asia Society ao fim da semana de alto nível da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 28 de setembro, e Jaishankar afirmou ainda que há entendimento amplo sobre um acordo comercial com os Estados Unidos (EUA), mas mudanças tarifárias norte-americanas complicam quando concluí-lo.

O presidente da Argentina, Milei, ameaçou lançar uma contestação legal contra o governo britânico caso não seja interrompida a exploração de petróleo na costa das Ilhas Malvinas, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). Milei disse ter instruído a chancelaria e as equipes jurídicas a iniciar um processo de arbitragem contra o Reino Unido pelo que chamou de saque ilegal de recursos por meio do projeto Sea Lion, na bacia Norte das Malvinas, segundo a France 24. As empresas do projeto, a israelense Navitas e a britânica Rockhopper, rejeitaram as ameaças argentinas e afirmaram ter licenças de exploração válidas emitidas pelo Reino Unido.

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e do Irã conversaram separadamente com mediadores na segunda-feira, numa nova tentativa de encerrar sete meses de guerra, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. O plano iraniano de sete dias prevê o fim de todas as hostilidades no Irã e no Líbano e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos, segundo o mesmo texto. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana, afirmando que o Irã queria um acordo rápido por causa da pressão econômica debilitante.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou ter oferecido ao Irã alívio de sanções e a liberação de fundos congelados em troca de concessões nucleares. Na Truth Social, ele disse que não ofereceu nada e chamou a reportagem do Axios de farsa, conforme o Middle East Eye. A versão que Trump rebate partiu do jornalista Barak Ravid, que escreveu no X que o presidente estaria disposto a aliviar as sanções e a descongelar ativos iranianos em troca do cumprimento das exigências estadunidenses sobre o programa nuclear, citando um funcionário dos EUA não identificado, segundo a TASS.

A Iraqi Airways retomou os voos comerciais entre a província central de Najaf e aeroportos iranianos, segundo a estatal Iraqi News Agency. Os voos voltaram a operar na segunda-feira depois que o aeroporto de Najaf e outros três aeroportos iraquianos suspenderam temporariamente as operações por temor de sanções secundárias dos Estados Unidos (EUA). Mais cedo no mesmo dia, o Irã apresentou queixa formal à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) contra as sanções aéreas dos EUA, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA).

O governo de Donald Trump revogou os vistos de 27 autoridades e ex-autoridades da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru e de seus familiares, segundo o G1. Segundo o Departamento de Estado estadunidense, as medidas envolvem autoridades desses países e fazem parte de uma ofensiva contra corrupção e narcotráfico. A Associated Press informou que os Estados Unidos (EUA) revogaram os vistos do procurador-geral da Bolívia e de outras autoridades latino-americanas, em texto republicado pelo Gate News.

A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.

O Irã apresentou um protesto formal à Organização das Nações Unidas (ONU) contra as declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na 81ª Assembleia Geral, informou o Tehran Times. A carta foi dirigida ao secretário-geral, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, assinada pelo encarregado de negócios do Irã, Gholamhossein Darzi, segundo a agência WANA. Na Assembleia, Trump disse que o Irã tinha uma “grande decisão” pela frente: fechar um acordo ou ser aniquilado, segundo a ABC News.

Mediadores do Catar devem conversar com o chanceler iraniano Abbas Araghchi em Nova York e, separadamente, com o lado dos Estados Unidos (EUA) na segunda ou terça-feira, disse à Reuters um funcionário a par das negociações, em texto republicado pelo The Business Standard. A agência semioficial ISNA confirmou depois que Araghchi se reunirá com os mediadores na manhã de segunda-feira, no horário de Nova York, também no texto do The Business Standard. As conversas devem tratar de uma versão revisada da proposta de sete dias que o Irã apresentou na semana passada à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Reuters.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que os Estados Unidos (EUA) serão forçados a deixar a Ásia Ocidental depois de sofrerem “golpes dolorosos”, em declaração transmitida pela TV estatal, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Numa mensagem escrita atribuída a ele, Khamenei afirmou que “hoje, tendo sofrido golpes dolorosos nas mãos de lutadores valentes e dos guardiões do Estreito de Ormuz, eles [os inimigos] não se aventuram além do Mar da Arábia”, conforme o The Hindu. Khamenei, que não aparece em público desde o início da guerra, no fim de fevereiro, fez a declaração apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar os combates, observou o Middle East Eye.

A vice-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Park Yoon-joo, apresentou queixa formal ao encarregado de negócios da Ucrânia, Andrii Vieshkin, e expressou “forte arrependimento” pela revelação da transferência de dois soldados norte-coreanos capturados, que Seul diz que deveria ter sido mantida em sigilo, segundo a BBC. Seul convocou o diplomata depois que o presidente Volodymyr Zelensky anunciou na semana passada que seu governo havia transferido os dois soldados para a Coreia do Sul, segundo a BBC.

Israel afirmou que pretende fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental em 8 de outubro, em resposta à proibição ampla ao comércio de bens dos assentamentos israelenses anunciada neste mês pelo chanceler britânico, Ed Miliband, segundo o Guardian. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem o direito legal de fechar o consulado. A missão britânica em Jerusalém data de 1838, mais de 100 anos antes da criação do Estado de Israel, e é separada da embaixada em Tel Aviv.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse no Zócalo que os mexicanos não querem ingerência, intervencionismo nem violação de sua territorialidade. Na véspera das eleições de meio de mandato de 2027, ela fez um discurso carregado de referências históricas às lutas do México pela independência e pela soberania, com uma alusão às crescentes pressões dos Estados Unidos (EUA) sob o pretexto de combater o “narcoterrorismo”. “Nenhuma potência estrangeira, nenhuma elite econômica ou política tem o direito de ditar o presente e o futuro de nossa pátria. Isso pertence apenas ao povo do México”, disse ela a milhares de apoiadores na praça principal da capital, segundo a Xinhua, segundo o Mexico News Net.

O embaixador dos Estados Unidos (EUA) na China, David Perdue, disse na Fox News Sunday que o presidente Donald Trump perguntou a Xi se ele gostaria de comprar armas dos EUA. Segundo Perdue, Trump repetia que “vendemos armas para outras pessoas ao redor do mundo” enquanto discutia a visita de Estado de Xi a Washington, na semana passada. Ele não detalhou se a oferta veio nessa visita, na viagem de Trump a Pequim em maio ou em outro momento, nem mencionou se Xi respondeu. O embaixador afirmou ainda que Trump e Xi seguem tratando de futuras vendas de armas dos EUA a Taiwan.

O embaixador dos Estados Unidos em Pequim, David Perdue, disse, em entrevista à Fox News, que o presidente Donald Trump perguntou a Xi Jinping se ele queria comprar armas americanas. A declaração foi feita ao responder sobre a posição do governo quanto à independência de Taiwan, segundo o Daily Beast. Trump e Xi concordaram em se reencontrar na cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, em novembro, e na do Grupo dos 20 (G20), em Miami, em dezembro, segundo o Council on Foreign Relations.

Uma fonte próxima à delegação do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que não há plano de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos em Nova York, segundo a Mehr News, que cita a IRNA. A fonte disse que as posições do Irã foram transmitidas aos Estados Unidos na terça-feira pelo mediador do Catar e que Teerã aguarda a resposta norte-americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Axios que espera mais conversas com o Irã nesta semana e que Teerã quer um acordo, segundo a RT. Trump confirmou também que a retomada das hostilidades em larga escala com o Irã segue sobre a mesa.

A mídia israelense noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos para se reunir com o líder do país, segundo o Middle East Eye. Os canais 12 e KAN e os jornais Haaretz e The Jerusalem Post disseram que foi uma visita de um dia para se encontrar com o presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Duas fontes confirmaram que Netanyahu voou a Abu Dhabi em um avião particular na manhã de domingo e voltou a Israel à noite, segundo o World Israel News, que cita o Channel 12. O gabinete do primeiro-ministro se recusou a dar mais detalhes sobre a reunião.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul exigiu explicação oficial e desculpas da Ucrânia pela divulgação da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para o país, segundo o Hindustan Times, em texto do feed da Reuters. Seul diz que a Ucrânia pediu sigilo repetidamente por vários canais sobre a operação. A presidência sul-coreana disse que a negação ucraniana da existência de um acordo de confidencialidade é falsa e danificou a confiança entre os dois governos, segundo a Nikkei Asia, que cita a Reuters.

Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.

Trocas de ataques entre Rússia e Ucrânia ao longo da noite e neste domingo mataram ao menos seis pessoas na Ucrânia e uma na Rússia, segundo autoridades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia atingiu duas vezes um data center em Kiev na manhã de domingo, ferindo duas crianças e um adulto. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler russo, Sergei Lavrov, minimizou no sábado o que se acredita ter sido o primeiro encontro presencial com o chanceler alemão desde a invasão da Ucrânia em larga escala, em 2022.

O Irã manteve neste domingo as condições do seu plano para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano pede o fim de todas as hostilidades na Ásia Ocidental, inclusive no Líbano, segundo o chanceler Abbas Araghchi, e a volta às condições do acordo de cessar-fogo que ruiu há alguns meses. Trump disse em entrevista ao Axios que os Estados Unidos farão uma nova rodada de conversas com o Irã na próxima semana. Araghchi afirmou que o país está totalmente preparado para a retomada da guerra, inclusive uma guerra apocalíptica, e ao mesmo tempo pronto para a diplomacia.

O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1. Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, se reuniram em Nova York no fim do sábado à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Mehr News. Os dois trataram de relações bilaterais e de temas regionais e internacionais, diz a versão iraniana, e Araghchi afirmou a Fidan que a situação atual, incluindo a insegurança no Estreito de Ormuz, é resultado direto da agressão dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro e continuada de várias formas.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defenderam a diplomacia em encontro à margem da 81ª Assembleia Geral, na sexta-feira. Segundo a agência iraniana Mehr News Agency, Pezeshkian rejeitou como ilusão e calúnia as acusações de que Teerã busca armas nucleares e afirmou que o Irã quer conhecimento e tecnologia nuclear pacíficos e rejeita armas nucleares. Guterres disse que o Irã apresentou propostas nas últimas semanas e expressou esperança de resultados em breve. O encontro na sede da ONU, em 25 de setembro, foi registrado em fotografia da AP.

Na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Índia exerceu seu Direito de Resposta na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, discursar na tribuna. A diplomata indiana Petal Gahlot acusou Islamabad de manter uma política de terrorismo transfronteiriço e avisou que esses atos terão consequências. Segundo a India Today, Gahlot chamou o Paquistão de regime “fantoche” e o acusou de difundir “falsidades” e “enganação”.

O Irã tratou a reabertura do Estreito de Ormuz como execução de um memorando de entendimento já firmado com Washington. Segundo a agência russa TASS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse à CBS que a retomada do transporte normal por Ormuz deve seguir o memorando de entendimento entre Teerã e Washington e que o Irã segue comprometido com o texto e disposto a implementá-lo. Segundo a Sputnik Globe, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã enviou a Washington, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o estreito e retomar as negociações se os Estados Unidos cumprirem as condições acertadas, e pelo plano o estreito reabriria no sexto dia e as conversas sobre um acordo final começariam no sétimo. Ainda segundo a TASS, Pezeshkian condicionou um encontro com Donald Trump a que os Estados Unidos demonstrem que não pretendem derrubar o governo iraniano. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), os chanceleres de Oma e do Irã discutiram esforços para garantir a navegação segura em Ormuz.

O vice-chanceler de Taiwan, Francois Wu, disse neste sábado que fornecer armas a Taiwan para proteger sua liberdade e fornecer semicondutores ao mundo atende ao interesse nacional dos Estados Unidos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times. Na quinta-feira, em Washington, Xi Jinping disse a Donald Trump que esperava adesão dos Estados Unidos à “posição correta” de oposição à independência de Taiwan. O embaixador estadunidense na China, David Perdue, afirmou à CNBC na sexta-feira que não houve mudança na política de Trump para Taiwan, incluindo a Lei de Relações com Taiwan de 1979, que obriga a venda de armas à ilha.

A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que qualquer tentativa de bloquear ou desviar a parcela de águas do Paquistão será tratada como ato de guerra, segundo o Dawn. Sharif atribuiu a Donald Trump a mediação do cessar-fogo entre os dois países em maio de 2025 e elogiou sua “liderança resoluta e visionária”, afirmando que ela salvou “centenas de milhões de vidas”. A rádio estatal paquistanesa registrou que Sharif agradeceu a intervenção oportuna de Trump, que segundo ele chegou num momento decisivo, quando dois vizinhos com armas nucleares estavam à beira de uma guerra total.

A Rússia se declarou pronta a ajudar países em desenvolvimento a fortalecer a capacidade nacional e assegurar a soberania econômica, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Alexander Pankin. A declaração foi feita em um evento de alto nível na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, dedicado aos cinco anos do lançamento da Iniciativa de Desenvolvimento Global (GDI), da China.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discutiu com o chanceler de Marrocos, Nasser Bourita, o desenvolvimento das relações bilaterais e a resolução de crises na região com base na Carta da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O encontro ocorreu em Nova York, durante a semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU. Os dois ministros reafirmaram a manutenção da coordenação em política externa sobre temas urgentes da agenda regional, inclusive para resolver a questão do Saara Ocidental e outros conflitos em curso por meios político-diplomáticos.

A Bloomberg informou, em texto republicado pela RT, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, viajar a Moscou para conversas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo pessoas a par da conversa citadas pela Bloomberg, Zelensky rejeitou a ideia, o que teria contrariado Trump. O gabinete da Presidência da Ucrânia afirmou ao Ukrainska Pravda que se trata de “informação falsa”.

Os Estados Unidos mantêm conversas positivas e construtivas com o Irã por meio de mediadores, incluindo temas nucleares, segundo um funcionário estadunidense citado pelo Middle East Eye. Uma autoridade da Casa Branca disse à CNN que a administração mantém “conversas positivas e construtivas por meio dos mediadores”, segundo a Al Jazeera. As declarações respondem ao plano de sete dias apresentado por Teerã, que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, inclusive Gaza e Líbano, e a reabertura do Estreito de Ormuz no último dia, segundo a Al Jazeera, citando o The New York Times.

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, deu à guerra contra os houthis um enquadramento religioso explícito: dirigiu-se às tropas na fronteira pedindo que estejam prontas para sacrificar a vida, citando versículos do Corão e ditos do profeta Maomé sobre sacrifício, e rezou pela “derrota completa” do grupo, informa o Ynet News, que também relata a exibição, pela televisão estatal saudita, de imagens do que as autoridades descreveram como um ataque houthi a uma mesquita no sul do reino. Riad acusa o grupo de tentar atingir Meca, e os houthis rejeitam a acusação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, encerraram nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a cúpula de Washington com cerimônia e sem avanço nos temas centrais, segundo o Hindustan Times. Os dois lados prorrogaram a trégua tarifária até 10 de janeiro de 2027, informou o Daijiworld, esticando um alívio que venceria em 10 de novembro.

Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em reportagem reproduzida pelo Middle East Eye, que o Irã não mostrará flexibilidade no programa nuclear mesmo que os Estados Unidos aceitem a sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz, que prevê o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O mesmo funcionário, que falou sob anonimato, afirmou que a via seguirá fechada até que “todas as condições do Irã” sejam atendidas por Washington.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o país não tem intenções agressivas contra a Europa e está pronto a restaurar as relações com os países europeus, segundo a Agência Anadolu. “Quero afirmar mais uma vez: a Rússia não tem intenções agressivas em relação à Europa ou aos países europeus”, disse. “Não há simplesmente fundamento algum para isso.”

Líderes africanos voltaram a exigir na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma reforma do Conselho de Segurança que inclua assentos permanentes para países do continente, informa a PBS News. Na tribuna, a Presidência do Quênia apontou a contradição: “toda nação é soberana e igual sob a Carta da Organização, e ainda assim, na questão mais grave da guerra e da paz, cinco nações detêm um poder permanente que as outras 188 não têm”, segundo a PBS News. O New York Times também registrou o apelo.

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que espera mais dois encontros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda este ano: um na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, na China, e outro na cúpula do Grupo dos Vinte (G20), nos Estados Unidos. Xi convidou Trump e a primeira-dama a visitar a China para a cúpula da APEC, segundo a Sputnik, e Trump respondeu que comparecerá, confirmando a viagem à China em novembro para a cúpula da APEC, segundo a Sputnik.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que o país não será “arena dos conflitos alheios” nem moeda de troca, e pediu cessar-fogo, retirada total de Israel e monopólio das armas nas mãos do Estado libanês, segundo a Al Jazeera. Em Nova York, as reuniões de Salam ainda não garantiram a extensão de seis meses do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) que o país pede, e Beirute passou a defender uma força internacional que ocupe o lugar depois do fim da missão, segundo o Ya Libnan. Na mesma sessão, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, defendeu um Estado palestino soberano e disse que não há estabilidade no Oriente Médio sem uma solução justa para a questão palestina, segundo a Al Jazeera.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ataques ucranianos a navios mercantes e petroleiros russos e de bandeira estrangeira, inclusive embarcações com vínculos com os Estados Unidos e navios mercantes turcos atingidos por drones, motivaram as ações de retaliação da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS. Peskov disse também que Moscou não tem pressa para nomear novos embaixadores no Reino Unido e na França, porque faltam relações bilaterais normais com os dois países, segundo a TASS.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que vai tomar “as medidas necessárias” para salvaguardar seus interesses nacionais, em resposta ao que chamou de abordagem injustificada e hostil da Colômbia, segundo a Sputnik. A reação vem depois de Bogotá romper as relações diplomáticas com Teerã, decisão em vigor desde 19 de setembro de 2026, segundo a Sputnik, que citou a segurança nacional colombiana, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução do Irã às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O presidente da China, Xi Jinping, disse no encerramento da visita de Estado a Washington que a China e os Estados Unidos devem manter “a linha de não conflito e não confronto entre si”, e os dois presidentes sinalizaram que pretendem cooperar por um “futuro comum”, segundo o G1.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os ataques transfronteiriços dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo a tentativa de atingir Riad, além de ataques a civis e à infraestrutura de energia do reino, segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, citado pela UN News. Membros do Conselho de Segurança da ONU condenaram os ataques em curso da milícia houthi, com danos a civis e à infraestrutura de energia, e expressaram solidariedade e apoio ao direito de autodefesa da Arábia Saudita, segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA).

O vice-chanceler da Rússia, Andrey Rudenko, disse que a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, na China, marcada para 18 e 19 de novembro, deve aprovar um pacote substancial de documentos que traça o rumo da região, incluindo a declaração conjunta dos líderes, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, citado pela TASS. Segundo ele, o pacote terá ainda declarações sobre conectividade, economia digital e inteligência artificial (IA), com negociações intensas em curso, segundo a TASS.

O papa Leão XIV abriu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Paris, uma visita de quatro dias à França com um alerta: um “paraíso das máquinas” ameaça minar o que é humano. No Palácio do Eliseu, diante do presidente Emmanuel Macron e de diplomatas, o pontífice questionou o sentido do ser humano na era da inteligência artificial (IA) e reafirmou a oposição do Vaticano às armas nucleares, segundo a agência Associated Press, no The Hindu. A programação inclui vigília com jovens, vésperas em Notre-Dame e missa na Place de la Concorde sob esquema de segurança de nível olímpico, com cerca de um milhão de pessoas esperadas, segundo a Associated Press.

O vice-chanceler da Rússia, Andrey Rudenko, disse que Moscou espera aprovar na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) a candidatura russa à presidência do bloco em 2035, e afirmou que China e Vietnã já apoiam oficialmente o pedido, segundo a agência estatal russa TASS. Segundo Rudenko, o mesmo apoio foi sinalizado em contatos de autoridades russas com países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), e outras delegações reagiram de forma positiva.

Os aeroportos internacionais de Damasco e Alepo estão abertos a voos noturnos depois que Israel suspendeu em silêncio o bloqueio à ativação de equipamentos de navegação, informa o Middle East Eye a partir de autoridades regionais. Segundo um funcionário regional citado pela publicação, o governo israelense havia ameaçado abater as aeronaves pequenas que fariam os voos de calibração.

O enviado presidencial russo Kirill Dmitriev deve se reunir com autoridades dos Estados Unidos em Nova York para tratar das propostas mais recentes de Washington para desescalar a guerra contra a Ucrânia, informa o Kyiv Post. Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a possibilidade de uma reunião trilateral foi discutida em uma conversa telefônica entre Vladimir Putin e Donald Trump, sem detalhes definidos, segundo a TASS.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse à Fox News que o país rejeita a bomba nuclear por decreto religioso, informa a DW. Pezeshkian levou um tom diplomático a Nova York durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e Teerã apresentou a Washington uma proposta para retomar as negociações, enquanto a Casa Branca confirmou que conversas positivas e construtivas seguem por intermediários, segundo a DW.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, leva o presidente da China, Xi Jinping, ao Arquivo Nacional nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, para encerrar a visita de Estado de três dias, com passagem pela Declaração de Independência, pela Constituição e pela Carta de Direitos, informa a Associated Press, em reportagem publicada pelo The Seattle Times. Os dois líderes encenaram harmonia entre as duas maiores economias, sem avanços relevantes em comércio ou em segurança da inteligência artificial, segundo a mesma reportagem.

O representante permanente da Rússia nas organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, chamou de “vergonhosa” a resolução do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reporta o Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e acusou os países ocidentais de “irresponsabilidade completa” dentro do organismo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a TASS, citada pela News-Pravda. A resolução, apresentada por Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, foi adotada em 9 de setembro de 2026 por 23 votos a favor, três contra e oito abstenções, com Rússia, China e Níger na oposição, e pede ao diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que reporte o Irã ao Conselho de Segurança e à Assembleia Geral das Nações Unidas, informa a AFP, em texto publicado pelo Khaleej Times. Segundo a AFP, é a primeira vez em 20 anos que o Irã é reportado ao Conselho de Segurança por falhas no cumprimento das obrigações de reporte nuclear.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que ainda não há detalhes específicos sobre a organização de uma reunião trilateral sobre a Ucrânia, informa a Sputnik Globe. Os Estados Unidos propuseram conversas técnicas em formato trilateral entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, com os Emirados Árabes Unidos sugeridos como sede, e Kiev aguarda de Washington a definição de uma data, segundo o Kyiv Post.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Uganda, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter erguido uma estátua do seu irmão Yonatan no local onde ele caiu em Entebbe, segundo a transcrição do discurso. O monumento foi inaugurado em 1º de agosto no antigo terminal de Entebbe pelo chefe militar ugandense Muhoozi Kainerugaba, informa a Associated Press (AP). Netanyahu discursou em 24 de setembro diante de um plenário esvaziado pela saída de delegados, segundo o Pulse Uganda.

O roteiro de sete dias que o Irã apresentou aos Estados Unidos prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, a liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, o alívio das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval, com a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia, informa a Al Jazeera. O chanceler Abbas Araghchi disse que o plano foi levado a Washington por intermediários e que seria melhor fechar um acordo antes das eleições de meio mandato nos Estados Unidos, disse Araghchi à Al Jazeera.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o enviado especial do presidente Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, segue em contato com negociadores dos Estados Unidos com foco em uma eventual cooperação econômica, informa a TASS. Segundo Peskov, essa cooperação “hoje está ausente”, mas há o entendimento de que poderia ser mutuamente benéfica e as conversas sobre possibilidades seguem em curso, ainda segundo a TASS.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniram-se em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e defenderam uma saída diplomática para a crise do Golfo, informa a Sputnik Globe a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O comunicado atribui a crise a ações dos Estados Unidos e de Israel e afirma que não há alternativa ao acordo diplomático, informa o Jerusalem Post sobre o encontro.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, exonerou Andrei Kelin do cargo de embaixador na Grã-Bretanha, posto que ocupava desde novembro de 2019, por decreto publicado nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, segundo a TASS. A chancelaria russa confirmou o fim do mandato planejado de Kelin e disse que Putin nomeará um substituto “no devido tempo”, segundo o Moscow Times.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a IRNA. A agência estatal iraniana diz que Araghchi manteve uma série de bilaterais com homólogos à margem da sessão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, reuniram-se na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no segundo dia da visita de Estado de três dias de Xi – a primeira de Xi a Washington em 11 anos, segundo a Al Jazeera, com Reuters e Associated Press (AP). Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, citada pela emissora, Xi pediu que Washington trate Taiwan com prudência e se oponha à independência da ilha; a Casa Branca não publicou resumo próprio do encontro. Sobre a guerra com o Irã, não houve avanço: Xi defendeu que Washington e Teerã retornem ao acordo interino que abriria caminho a um entendimento maior.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniu-se com o primeiro-ministro de Bangladesh, Tarique Rahman, e com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e prometeu aprofundar a cooperação bilateral com Daca e Teerã, segundo o Hindustan Times, que citou a agência Press Trust of India (PTI). Com Pezeshkian, Sharif disse ter reafirmado os laços com o Irã e defendeu contenção, desescalada e diplomacia sustentada diante do conflito prolongado, segundo publicação do próprio premiê citada pelo jornal.

A Colômbia rompeu relações diplomáticas com o Irã com efeito em 19 de setembro de 2026, segundo o Rio Times, que citou a rádio colombiana Caracol e o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país. O governo listou violações de direitos humanos, supostos laços de Teerã com grupos terroristas e narcoterroristas, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e manteve as relações consulares, segundo a emissora estatal venezuelana teleSUR, que também citou o comunicado da chancelaria.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, entregou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, um relatório russo sobre a suposta falsificação dos eventos de Bucha, à margem da Assembleia Geral, e pediu que o Secretariado da ONU examine o caso detalhadamente, segundo a agência estatal russa TASS, que citou a chancelaria russa. Segundo a TASS, o relatório atribui o episódio à Ucrânia e aos seus patrocinadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A ONU não confirmou a entrega do documento, e a acusação parte do lado russo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encurtou a viagem aos Estados Unidos e voltou ao país na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, logo depois de discursar na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o Dawn. A estadia em Nova York foi limitada a poucas horas, e a partida imediata após o discurso foi noticiada pela emissora pública israelense Kan, reproduzida pelo Middle East Eye. A decisão de não estender a permanência seguiu recomendação de autoridades de segurança apresentada a Netanyahu em conversas dos dias anteriores, informou o Channel 13, citado pelo Dawn.

O papa Leão XIV inicia nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Paris, a primeira visita oficial de um pontífice à França em 18 anos, segundo a Vatican News. A última viagem papal classificada como visita oficial ao país foi a de Bento XVI, em setembro de 2008, lembra a Euronews, que relata quatro dias de agenda com discurso na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), encontro com vítimas de abusos sexuais em Lourdes e missa campal em Paris com 600 mil pessoas esperadas pelas autoridades francesas.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que as enchentes do mês passado foram “um alerta ao mundo” sobre os riscos climáticos no Himalaia, e afirmou que o país, que emite menos de 0,1% dos gases de efeito estufa, está pagando por uma crise que não criou. Shah propôs um Mecanismo de Resiliência Climática do Himalaia com a Índia e a China para compartilhar dados de satélite, monitorar lagos glaciais e reforçar o alerta precoce conjunto. As enchentes deixaram mais de 1.400 mortos e 6.000 desaparecidos, com prejuízos na casa dos bilhões de dólares, segundo a France24.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o líder supremo Mojtaba Khamenei está em plena saúde e no controle total do país, em entrevista à Fox News relatada pela agência russa TASS, na qual afirmou ter se reunido pessoalmente com Khamenei por sete horas há cerca de um mês ou um mês e meio. Na mesma entrevista, Pezeshkian negou que Teerã dirija os planos de batalha dos houthis do Iêmen, dizendo que “os houthis são responsáveis pelos próprios atos” e não recebem ordens de Teerã, segundo o Middle East Eye. Sobre o memorando de entendimento (MoU) de junho, Pezeshkian disse que o texto previa um cessar-fogo temporário antes do colapso das conversas, segundo a News18.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, disse esperar a presença dos líderes nacionais do Sahel na cúpula Rússia-África, marcada para 28 e 29 de outubro em Moscou, segundo a agência estatal TASS. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que o diálogo com a Confederação dos Estados do Sahel avança rapidamente e cita as consultas realizadas em 8 de julho em Niamei.

O Irã entregou aos mediadores as suas condições para voltar a negociar o fim da guerra, e o governo iraniano trabalha pelo retorno dos Estados Unidos ao memorando de entendimento (MoU) antes das eleições de meio de mandato de novembro. O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse ter enviado as condições por intermédio do Catar, entre elas o fim da guerra em todas as frentes e o fim do bloqueio naval. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã quer o retorno americano ao memorando antes das eleições de meio de mandato. O The New York Times noticiou que o Irã propôs um plano de sete dias para encerrar a guerra.

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que os Estados Unidos e a China alcançaram entendimento comum em muitas questões na reunião dele com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Xi pediu que os Exércitos dos dois países mantenham diálogo regular e aperfeiçoem os mecanismos de comunicação e de prevenção de crises, a fórmula que Pequim usa para evitar a “armadilha de Tucídides”. A trégua comercial entre os dois países, que expirava em novembro, foi prorrogada por dois meses, até 10 de janeiro.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, reuniu-se nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, à margem da semana de alto nível da 81ª Assembleia Geral, a portas fechadas e sem declarações à imprensa, segundo a agência estatal russa TASS. O encontro estava na agenda desde segunda-feira, quando o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, o marcou para a noite de quinta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que Teerã entregou aos Estados Unidos uma proposta que reabre o Estreito de Ormuz e retoma em sete dias as negociações pelo fim da guerra. O texto não foi divulgado. Fontes regionais ouvidas pelo The National descrevem um cessar-fogo de até 60 dias em toda a região, a reabertura faseada do Estreito e o fim do bloqueio norte-americano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse em entrevista à Fox News que a escolha cabe a Washington: “É a América que precisa decidir se quer terminar isto ou não.”

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Governo Transitório de Unidade Nacional e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até a eleição de 22 de dezembro, a primeira desde a independência, em 2011. O decreto, lido pela emissora estatal, removeu todos os vice-presidentes, ministros e administradores locais e dissolveu as assembleias nacional e estaduais; o Judiciário e as instituições de segurança permaneceram, e Kiir segue no cargo “durante o período eleitoral até que o próximo presidente eleito assuma”, segundo o Al Jazeera. A medida veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições que desvincularam o pleito da conclusão de uma constituição permanente e da realização do censo, mudanças sancionadas por Kiir na noite de segunda-feira e rejeitadas pela Aliança de Oposição do Sudão do Sul, segundo a Reuters, por terem sido feitas sem consulta adequada entre as partes do acordo de paz de 2018. O rival histórico de Kiir, Riek Machar, líder do principal partido de oposição, está em prisão domiciliar desde março de 2025 e responde a processo por acusações que incluem traição e homicídio, que nega. Seguem pendentes a constituição permanente, o registro de eleitores e a unificação das forças armadas leais a partidos rivais. A Anistia Internacional chamou o decreto de passo rumo ao pleito e pediu condições para votar e ser candidato; analistas ouvidos pela agência France-Presse disseram que as emendas concentram poderes no presidente. A guerra civil encerrada em 2018 deixou cerca de 400 mil mortos e milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o chanceler russo Sergei Lavrov se reúnem nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, segundo o Departamento de Estado, citado pelo Kyiv Independent e pela agência ucraniana UNN. O encontro estava marcado para as 9h (UTC-4), 10h em Brasília, e ocorre um dia depois da conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que disse estar pronto para um cessar-fogo de energia se a Rússia aceitar os mesmos termos. Lavrov discursa na Assembleia no sábado, 26 de setembro, e o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a agenda inclui as relações entre Moscou e Washington e a cooperação dos dois países na ONU.

O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que não pode considerar a normalização com Israel enquanto os direitos dos sírios forem usurpados e citou como preocupações centrais os territórios ocupados por Israel desde dezembro de 2024 e as Colinas de Golã, em painel do centro de análise Atlantic Council, com sede em Washington, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Middle East Eye. Ele afirmou que as negociações com Israel chegaram a “quase 90%” de entendimento antes de recuos israelenses e que Damasco trata o Golã como território sírio, cuja soberania não está em negociação, segundo o The Jerusalem Post. Sharaa disse ainda que a Rússia mantinha 170 bases na Síria e hoje opera duas, ambas destinadas ao treinamento das forças sírias, segundo o Middle East Eye.

Uma investigação do consórcio coordenado pela Forbidden Stories obteve uma cópia do acordo pelo qual Eswatini recebe deportados dos Estados Unidos, segundo o France 24, que integra o consórcio. O documento, assinado em 14 de maio de 2025 pelo primeiro-ministro Russell Dlamini, prevê o recebimento de 160 pessoas removidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em troca de US$ 5,1 milhões para “reforçar a capacidade de fronteira e migração” do país. Quatro aviões levaram 32 deportados ao reino ao longo de um ano; eles estão detidos sem acusação na prisão de segurança máxima de Matsapha, e apenas cinco retornaram aos países de origem.

Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reuniram por cerca de três horas nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na primeira rodada de conversas desde o colapso do cessar-fogo de junho, segundo a BBC. A reunião foi mediada pelo Catar e nenhum avanço foi anunciado; Witkoff disse que se completou “uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora”, e Teerã repetiu a exigência de fim dos “atos de agressão” dos Estados Unidos. Horas antes, no discurso que abriu a Assembleia, Trump disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”, e afirmou acreditar que um acordo sairia logo depois das eleições legislativas de novembro. Os preços do petróleo caíram com o anúncio das conversas, segundo o Gulf News, que publica a cobertura da Associated Press.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a escolha do próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) não sai de “aritmética pura” e que serão necessárias consultas entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo o TASS. Kirill Logvinov, diretor do departamento de organizações internacionais da chancelaria russa, disse à agência que, depois da votação indicativa de 18 de setembro de 2026, Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Olara Otunnu, de Uganda, lideravam a disputa, mas que cada um acumula entre cinco e sete votos contrários, e que Moscou espera que as consultas entre os cinco comecem em breve. Segundo o The Guardian, três rodadas de votação secreta não produziram favorito claro: o escolhido precisa de nove votos entre os 15 membros do conselho e de nenhum veto dos permanentes, e o mandato de António Guterres termina em 31 de dezembro de 2026.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o contato com os Estados Unidos à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi feito por meio de um mediador do Catar, e que o objetivo era entregar as condições iranianas: o fim da guerra em todas as frentes, o fim das ações militares e do bloqueio naval norte-americanos, o fim da guerra econômica e a liberação dos ativos congelados do país, segundo a Mehr News. Segundo o The Guardian, o encontro de três horas entre o chanceler Abbas Araghchi e o enviado norte-americano Steve Witkoff foi mediado por diplomatas do Catar e teve a presença do primeiro-ministro e chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, na maior parte do tempo; o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursa na Assembleia Geral nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, que não apoia o acordo que transfere ao Maurício a soberania sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, e chamou o entendimento de “terrível” e “ridículo”, segundo o The Guardian. A declaração veio no primeiro encontro dele com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde Trump disse que a relação com Londres está “mais para cima” do que com o antecessor, Keir Starmer, e chamou Burnham de “empresário nato”. As palavras mais duras ficaram para Chagos: “Não apoio. Acho terrível. Foi um acordo terrível”, disse ele, que afirmou que o premiê britânico vai “olhar” o assunto, segundo o Jerusalem Post e a Associated Press (AP). Pelo entendimento, o Reino Unido cede a soberania do arquipélago ao Maurício e arrenda por 99 anos a ilha de Diego Garcia, onde mantém uma base militar conjunta com os Estados Unidos; a ratificação está parada desde abril de 2026, quando o governo norte-americano retirou o apoio, e Londres havia recusado ceder a base para os primeiros ataques dos Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro, segundo a Press Association.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, usou o seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, para pedir uma reforma da organização que inclua a remoção da cláusula dos anos 1940 que trata o Japão como “Estado inimigo”, invocada pela China na disputa com Tóquio, segundo o The Japan Times. Takaichi disse que a ONU “nunca foi tão importante” e que precisa “renascer como uma ONU mais resiliente e eficaz” e recuperar a confiança da comunidade internacional, 70 anos depois da admissão do Japão, em 1956. Em encontro com o secretário-geral, António Guterres, ela tratou da reforma do Conselho de Segurança, segundo o comunicado oficial da ONU reproduzido pela agência IANS. O Japão integra o Grupo dos Quatro (G4) com Brasil, Alemanha e Índia, que defendem entre si assentos permanentes num Conselho ampliado.

A alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, disse ter tratado com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Nova York, dos caminhos diplomáticos para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã e para a reabertura plena do Estreito de Ormuz. “Antes da guerra não havia pedágios nem taxas de trânsito, e não deve haver nenhum depois”, escreveu ela no X, segundo a LaPresse e a ANI. “A navegação tem de ser livre e sem impedimentos, tanto no Estreito de Ormuz quanto no Estreito de Bab el-Mandeb.” Kallas afirmou ainda ter levantado com Araghchi a repressão interna no Irã, entre ela o aumento acentuado de execuções e de sentenças de morte.

O presidente da França, Emmanuel Macron, usou o seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como chefe de Estado para pedir que os países reafirmem o direito internacional e o sistema da ONU diante do que chamou de retorno da “lei da selva”. Segundo a France-Presse (AFP) e o The Hindu, ele defendeu uma “dupla moratória” que suspenda ataques a alvos civis e de energia na guerra entre a Rússia e a Ucrânia: “Devemos proteger a população civil, e é por isso que gostaríamos de expressar o nosso apoio a uma dupla moratória, uma moratória sobre ataques à infraestrutura de energia e civil”. Sobre Gaza, disse que “alguns afirmam que a paz foi alcançada, mas isso não abriu as entregas humanitárias” – “um espetáculo que a todos envergonha”, nas suas palavras. Macron propôs ainda que os países somem capacidade de investimento para construir um modelo de fronteira de inteligência artificial (IA) de código aberto: “Não quero que ninguém se torne vassalo de uma das grandes potências”, disse.

O Irã entregou aos Estados Unidos as suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz no encontro do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a emissora estatal iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), em relato reproduzido pelo The Tribune, as exigências são o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. A reunião foi pedida por Witkoff, segundo a mesma emissora. Witkoff escreveu no X, em publicação reproduzida pelo The Tribune, que os dois lados mantiveram “longas conversas” por meio de mediadores que “fizeram a ponte entre as duas partes ao longo do dia”: “Concluíram com sucesso uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora. Os mediadores vão continuar o seu trabalho.” O embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali, afirmou ao jornal Vedomosti que Washington terá de aceitar o novo status legal do Estreito de Ormuz, que, segundo ele, será definido por Irã e Omã, conforme o TASS.

O presidente da China, Xi Jinping, faz uma visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro de 2026, a convite do presidente Donald Trump, segundo o anúncio do Ministério das Relações Exteriores chinês reproduzido pela Reuters. Xi chega na tarde de quarta-feira, 23, à Base Conjunta Andrews, onde Trump o recebe no próprio aeroporto; a cerimônia de chegada no gramado Sul da Casa Branca, com 479 militares das Forças Armadas dos Estados Unidos, a revista militar no Rose Garden e o jantar de Estado estão marcados para quinta-feira, 24, segundo a Casa Branca. É a primeira visita de Estado de um presidente chinês aos Estados Unidos em 11 anos, segundo a ABC News, que coloca inteligência artificial (IA), tarifas, terras raras, tecnologia e comércio agrícola na agenda. O governo chinês apresenta a viagem como a consolidação da “relação construtiva de estabilidade estratégica” acertada no encontro de maio em Pequim e destaca que ela fecha uma troca de visitas entre os dois presidentes em seis meses, segundo o Conselho de Estado da China. Para Scott Kennedy, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) de Washington, o desfecho mais provável é a prorrogação do cessar-fogo comercial firmado na cúpula de Busan, em outubro de 2025, que expira em 10 de novembro, com acordos pontuais em produtos agrícolas e aviões da Boeing: “a maior parte disso será teatro”, disse ele à ABC News.

O governo da Colômbia retirou a declaração de intervenção que apresentara em 5 de abril de 2024 no caso sobre o genocídio na Faixa de Gaza movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ). A corte tornou pública nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a decisão que a Colômbia comunicou em 18 de setembro, segundo a página oficial do caso na CIJ e a Agência Anadolu. A intervenção se dava sob o artigo 63 do estatuto da corte, que faculta a um Estado que não é parte na disputa se manifestar quando o caso envolve a interpretação de uma convenção de que também é signatário. A Colômbia nunca foi parte no processo principal, e a retirada não altera o seu andamento. A decisão reverte a política de Gustavo Petro, que rompeu relações com Israel em maio de 2024 e suspendeu a exportação de carvão colombiano ao país. Abelardo de la Espriella, empossado em 7 de agosto de 2026, restabeleceu as relações diplomáticas e econômicas, segundo o Middle East Eye e a Agência Anadolu: o governo planeja reabrir a embaixada em Jerusalém, criar uma comissão econômica bilateral e enviar uma delegação a Israel em outubro. O chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, agradeceu a retirada, segundo o ColombiaOne.

Os ministérios das Relações Exteriores da Rússia e da Bielorrússia informaram que os dois países convocaram para 25 de setembro de 2026, à margem do 81º período de sessões da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o encontro ministerial que lança o processo de negociação da Carta Eurasiana da Diversidade e da Multipolaridade no Século 21, segundo a agência estatal russa TASS, que cita o ministério russo, e o serviço de imprensa do ministério bielorrusso reproduzido pelo Reform.news. A iniciativa é bielorrussa, apresentada em 2023, e a Rússia é coautora do texto. As duas chancelarias realizaram consultas em Minsk em 10 de setembro de 2026 para preparar o lançamento das negociações. Os dois governos apresentam o documento como uma base para as relações entre os Estados da Eurásia fundada na soberania, na igualdade e na indivisibilidade da segurança.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que Washington e Teerã caminham para um acordo, horas depois de repetir na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a ameaça de aniquilar o Irã se não houver entendimento: “Eles querem falar conosco. Têm falado conosco, hoje mesmo falaram conosco, e a relação está se desenvolvendo. Mas não podemos deixá-los ter uma arma nuclear, e eles entendem isso”, disse, depois de se reunir com o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, segundo a Reuters, em despacho publicado pelo Al-Monitor. Um oficial iraniano de alto escalão disse à Reuters que Teerã pode reabrir o Estreito de Ormuz à navegação do Golfo em sete dias caso os Estados Unidos aliviem a pressão militar e levantem o bloqueio aos portos iranianos, e que a proposta mais recente foi entregue a Washington por mediadores na semana passada. “A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os Estados Unidos voltarem à diplomacia”, afirmou o oficial, que falou sob condição de anonimato. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que chefiou a equipe negociadora em conversas anteriores, advertiu que “Trump precisa entender que não pode impor o seu poder ao povo iraniano e às suas forças armadas”. Trump recebeu no mesmo dia os líderes dos seis estados árabes do Golfo (Bahrein, Kuwait, Catar, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), encontro em que disse haver “bastante impulso” para um acordo, conforme a TASS: “Temos mediado por um tempo, mas acho que há bastante impulso para que façam um acordo.” Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Arábia Saudita reiniciou as operações do seu oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu nas próximas horas, em volumes reduzidos; o oleoduto estava parado desde ataques deste mês que Riad atribui a grupos apoiados pelo Irã no Iraque.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, usou o seu último discurso na Assembleia Geral, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, para pedir regulação da inteligência artificial (IA), fim das guerras e reforma das instituições multilaterais, que, segundo ele, “continuam a refletir as realidades de poder e os interesses de uma era em grande parte ultrapassada”. “As linhas de falha do nosso mundo estão se alargando”, afirmou, citando guerras, o aumento das temperaturas e a IA, e defendeu “um mundo construído sobre a interdependência”, segundo a France 24 e o Business Day. Ele pediu que os países que lideram a revolução tecnológica “compartilhem informações sobre riscos de segurança emergentes, cooperem em testes e avaliação e trabalhem por salvaguardas comuns” e defendeu “um marco multilateral de gestão de riscos de IA, apoiado por supervisão independente e crível”. Aos superpoderes, disse que reconheçam “que o poder deles não é tão super”, e afirmou que “o poder militar sozinho não pode garantir a paz”. Sobre o Oriente Médio, pediu “desescalada e diálogo”: “O combate tem de parar. A ajuda humanitária tem de fluir. E os direitos e liberdades de navegação devem ser plenamente restaurados conforme o direito internacional.” Guterres deixa o cargo em 31 de dezembro de 2026, ao fim do segundo mandato de cinco anos, e foi aplaudido de pé ao defender a solução de dois Estados para israelenses e palestinos e ao dizer que “os poluidores devem pagar”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros” e que o Brasil “não pertence ao quintal de ninguém”, numa referência às pressões dos Estados Unidos sobre a eleição de 4 de outubro de 2026, na qual busca um quarto mandato não consecutivo, segundo a Al Jazeera e o G1. Lula afirmou que a América Latina vive um ressurgimento de “ambições hegemônicas” e de interferência estrangeira em eleições, e disse que a ONU falha em impedir guerras, com credibilidade “nunca tão baixa”, responsabilizando o Conselho de Segurança e o poder de veto de seus membros. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para deter o fluxo de armas e dinheiro que alimenta o crime”, afirmou. O discurso saiu no mesmo dia em que Donald Trump usou a tribuna para dizer que Washington recorrerá à sua “potência militar incomparável” se necessário para proteger interesses dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, segundo trechos divulgados pela Casa Branca.

Donald Trump disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que a relação com o Reino Unido está melhor do que sob o antecessor Keir Starmer, e criticou o acordo que transfere a soberania do arquipélago de Chagos, no oceano Índico, para Maurício, mantendo sob arrendamento a ilha de Diego Garcia, onde funciona a base militar conjunta dos dois países. “Não apoio. Acho terrível. Foi um acordo terrível”, disse Trump, segundo o The Guardian, que registra que Burnham acenou com a cabeça quando o presidente dos Estados Unidos disse que o primeiro-ministro britânico “vai olhar de novo” o texto. O The Jerusalem Post relata que Trump elogiou Burnham como “empresário nato” e disse que os dois trataram de “tudo, de Rolls-Royce a energia e imigração”. Burnham havia reafirmado na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, ao primeiro-ministro de Maurício, Navin Ramgoolam, o compromisso de levar adiante a transferência, segundo o Middle East Eye. O acordo foi fechado por Starmer, e a tramitação que o implementa está parada desde abril de 2026 pela oposição da Casa Branca.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.

Donald Trump disse a jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião de cerca de três horas com a delegação iraniana à margem da 81ª Assembleia Geral, que ele descreveu como “muito boa” e “muito produtiva”, e que “há outra agendada para um futuro muito próximo”, segundo a Al Jazeera e o Middle East Eye. O anúncio foi feito horas depois de o presidente ameaçar, no discurso de abertura da Assembleia, “aniquilar a República Islâmica” caso Teerã não feche um acordo para encerrar a guerra. Nenhum dos dois veículos informou quem participou da reunião nem onde ela ocorreu.

Os chanceleres de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão afirmaram em comunicado conjunto nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o direito de a Arábia Saudita se defender conforme o direito internacional e destacaram a necessidade de preservar a segurança da navegação na região, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen, noticiado pela Reuters e publicado pelo Middle East Eye e pelo Times of India. Os quatro ministros se reuniram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, manifestaram “profunda preocupação” com os conflitos em curso na região, disseram que o diálogo e a diplomacia são o único caminho para uma solução sustentável e declararam apoio ao governo do Iêmen em seus esforços de estabilidade e paz. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, estabelece que um ataque armado contra um dos três países será considerado ataque contra todos, segundo a BBC.

A 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) abre nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o seu debate geral, em Nova York, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que entrega a todos”, com o secretário-geral António Guterres apresentando o relatório anual da organização ao lado do presidente da Assembleia, o bengalês Khalilur Rahman, segundo a ONU e a La Voce di New York. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em primeiro lugar, seguido de Donald Trump, na ordem que reserva a abertura ao Brasil; o ucraniano Volodymyr Zelensky e o iraniano Masoud Pezeshkian, que fala na quarta-feira, 23 de setembro, estão entre os mais aguardados. Segundo a G1, Guterres fará um apelo pela própria sobrevivência da ONU, que enfrenta cortes de verbas e críticas lideradas por Trump, e Lula deve defender o multilateralismo e a soberania nacional. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falará por vídeo, depois de os Estados Unidos lhe negarem o visto, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reduziu a viagem a Nova York ao dia do seu discurso, na quinta-feira, 24 de setembro, segundo a La Voce di New York.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a sua conversa com Donald Trump em Nova York foi “muito construtiva” e que houve disposição para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã durante a guerra. Segundo o relato que ele fez a jornalistas, citado pela Hindustan Times, foram discutidas “várias soluções” que permitiriam, sem um acordo amplo, aumentar a passagem de porta-contêineres e petroleiros pelo estreito, além da situação do mar Vermelho, rota que ganhou peso no escoamento de petróleo com Ormuz fechado e onde a tomada de um estreito estratégico pelos houthis, apoiados pelo Irã, complicou a navegação. Sobre a Ucrânia, Macron disse ter pressionado Trump a acelerar o envio de interceptadores de mísseis a Kyiv, “uma medida defensiva”, e afirmou numa publicação na rede social X que os dois trataram da perspectiva de uma “trégua energética e uma moratória no mar Negro”. Antes do encontro, Trump havia atribuído ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parte da alta dos preços do diesel por causa dos ataques a refinarias russas e pedido que ele parasse de atingir o diesel russo, conforme o Le Monde. Macron também se reuniu com Zelensky à margem da Assembleia Geral da ONU.

Donald Trump disse em entrevista por telefone à Fox News no domingo, 20 de setembro de 2026, que está em “modo de decisão” sobre a guerra com o Irã e que as opções na mesa são “aniquilar o Irã, deixá-lo apodrecer economicamente ou fazer um acordo”. “Minha pergunta é se e quando eu explodo a nação inteira? É melhor que se comportem”, disse o presidente dos Estados Unidos, conforme o relato do correspondente Trey Yingst reproduzido pelo The Guardian. O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), Hossein Mohebbi, respondeu no domingo que “se uma nova agressão ocorrer, certamente mudaremos o armamento e a geografia da guerra” e que “nossos alvos não serão necessariamente os mesmos de antes”, em declarações à agência semioficial Fars e à televisão estatal iraniana. Mohebbi afirmou que o Irã tem alvos ainda não atingidos e que a Guarda se preparou para uma guerra longa. O CBS News informou no domingo que Teerã transmitiu a Washington, por meio de mediadores, suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início do conflito. Trump discursa nesta terça-feira na abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fala na quarta-feira, 23 de setembro; o chanceler Abbas Araghchi já está na cidade.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, faz nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e se reúne pela primeira vez com Donald Trump à margem do encontro, com a Ucrânia, os riscos e as oportunidades da inteligência artificial (IA) e o custo da guerra no Oriente Médio na agenda, segundo a Associated Press. Burnham, no cargo desde julho, disse que buscará “pontos em comum” com Trump e que os dois “encontraram uma conexão” em duas conversas telefônicas; em 2017, como prefeito de Greater Manchester, ele disse que o presidente dos Estados Unidos não seria bem-vindo na cidade e, em 2019, afirmou que se recusaria a receber Trump. Ele deve pedir a Trump que envie mísseis interceptadores para reforçar a defesa aérea da Ucrânia antes de mais um inverno de guerra, e o governo britânico quer discutir como restabelecer a livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, em fevereiro de 2026, segundo a AP. O fechamento da rota elevou o preço do petróleo e complica a economia britânica.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, reuniu-se em Teerã na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, numa visita em que Teerã agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação regional. Segundo o Ministério do Interior paquistanês, os dois ministros trataram de “relações bilaterais entre Paquistão e Irã e da situação mais recente na região”, e Momeni agradeceu ao primeiro-ministro Shehbaz Sharif e ao chefe do Estado-Maior do Exército, marechal Asim Munir, pelos esforços em favor da paz regional. A televisão estatal iraniana Press TV informou que Pezeshkian disse que os dois países podem suprir boa parte de suas necessidades recorrendo a “capacidades domésticas e regionais” e que a pressão dos Estados Unidos tem produzido maior convergência entre países muçulmanos; na versão publicada pelo The Express Tribune e pelo UrduPoint, Naqvi disse que as relações bilaterais “vão ficar ainda mais fortes”. É a sexta viagem do ministro a Teerã desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em fevereiro de 2026, e ocorre enquanto Islamabad tenta preservar o Memorando de Entendimento assinado em julho entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, disse em 19 de setembro de 2026 que a visita trataria de relações bilaterais e que não havia plano de trocar mensagens sobre mediação, segundo o jornal paquistanês Dawn. A Al Jazeera noticiou que o encontro ocorre em meio à escalada das tensões entre Teerã e Washington, e fontes do governo paquistanês disseram à agência Anadolu que a agenda incluía os ataques houthis contra instalações petrolíferas sauditas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e leva a proposta de uma trégua energética que suspenda os ataques dos dois lados a instalações de energia antes do inverno, segundo a Reuters. Ao chegar à cidade no dia anterior, Zelensky disse que há “propostas concretas de segurança e medidas de desescalada” sobre a mesa e que um novo acordo sobre drones está pronto para ser assinado, e a visita inclui cerca de 20 reuniões, segundo o Kyiv Independent. Trump manifestou preocupação com os danos às refinarias russas atingidas por drones ucranianos, e a Rússia, que tem mais poder de fogo em mísseis, não deu sinais de que quer interromper a guerra aérea, informou a Reuters.

O governo de Donald Trump notificou informalmente comissões do Congresso dos Estados Unidos de um pacote de US$ 2,8 bilhões em armas para Israel que inclui 40 mil bombas de 907 quilos, sendo 20 mil MK-84 e 20 mil BLU-117, informou o The Washington Post, que citou um funcionário do governo sob anonimato, junto com a Reuters. Se for adiante, será a maior venda única dessas munições a Israel em anos recentes e superará a transferência de 2025, de quase US$ 3 bilhões, que continha mais de 35,5 mil bombas do tipo e foi aprovada depois que o governo dispensou a revisão do Congresso. A maior parte do pacote seria financiada pelo Financiamento Militar Estrangeiro, mecanismo pelo qual Washington entrega o dinheiro e Israel compra as armas do próprio país. O pacote inclui ainda 20 mil ogivas perfurantes I-2000, projetadas para atravessar estruturas subterrâneas reforçadas. Veículos como o Al Jazeera somam as ogivas às bombas e chegam a 60 mil artefatos, enquanto a descrição do The Washington Post separa as duas categorias. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que não comenta vendas pendentes antes da notificação formal ao Congresso, e os senadores Bernie Sanders e Chris Van Hollen disseram que vão trabalhar para bloquear a venda. O negócio não está fechado e entregas desse porte podem levar anos.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Nova York na segunda-feira, 21 de setembro, para chefiar a delegação diplomática iraniana na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Araghchi é o funcionário iraniano de mais alto escalão a entrar nos Estados Unidos desde o início da guerra, aberta com ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, segundo o Arab News e o jornal Indian Express. Ele deixou o Irã no domingo à noite, com escala no Catar, e conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, segundo a televisão estatal iraniana. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, escreveu na rede social X que o chanceler chefia “uma delegação diplomática” na assembleia. Antes de embarcar, Araghchi disse a jornalistas iranianos que o objetivo principal é usar a tribuna para defender “a legitimidade, os direitos e os interesses do povo iraniano”. O presidente Masoud Pezeshkian, que deve discursar na quarta-feira, 23 de setembro, deixou Teerã na manhã desta terça-feira, segundo a agência Mehr; a imprensa estatal iraniana havia relatado que Washington recusou vistos a integrantes da delegação, incluindo a equipe de comunicação.

Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.

Sete países e a União Europeia (UE) lançaram nesta segunda-feira, 21 de setembro, em Nova York, a cúpula inaugural dos “Parceiros pelo Multilateralismo” (P4M), grupo que se apresenta como defensor de uma ordem internacional baseada na ONU e distante da política de superpotências. A declaração conjunta “A joint commitment to multilateralism, international law, peace and prosperity” tem como copatrocinadores iniciais Austrália, Barbados, Brasil, Canadá, UE, Índia e Quênia, segundo o gabinete do primeiro-ministro do Canadá, e foi co-presidida pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelos primeiros-ministros William Ruto (Quênia), Anthony Albanese (Austrália), Mia Mottley (Barbados) e Mark Carney (Canadá) e pelos chanceleres Mauro Vieira (Brasil) e Subrahmanyam Jaishankar (Índia), segundo a UN WebTV. O texto afirma que a interdependência econômica “vem sendo usada como fonte de alavancagem”, aponta a tríplice crise planetária e o avanço da inteligência artificial entre os desafios que exigem cooperação e defende a reforma das instituições multilaterais, inclusive pelo processo UN80. No discurso de abertura, Jaishankar disse que a “crise dos quatro F” – combustível, alimentos, fertilizantes e finanças – “não pode ser deixada a si mesma”, segundo o Times Now. Em editorial conjunto no Financial Times, Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ruto e Carney escreveram que o P4M não será outro bloco exclusivo nem uma burocracia internacional, e citaram o maior número de conflitos armados entre Estados desde 1946, em 35 países, em 2025, segundo o The Hindu.

Os chanceleres do Grupo dos Sete (G7) pediram nesta segunda-feira, 21 de setembro, que o Irã encerre o fornecimento de armas e o apoio aos houthis no Iêmen, que classificaram como um “padrão perigoso de escalada” capaz de atingir o comércio internacional, e condenaram os “ataques contínuos inaceitáveis” do grupo no Iêmen e contra o território da Arábia Saudita, segundo a Reuters. Em nota divulgada após reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos pediram que os houthis “cessem imediatamente todas as ações militares, todas as ameaças e ataques contra a navegação civil” e voltem “de boa-fé” ao processo político. A nota saiu no mesmo dia em que a agência Saba, ligada aos houthis, afirmou que bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram ao menos seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher, e feriram oito em Mokha, cidade portuária do mar Vermelho tomada pelos houthis em 10 de setembro, segundo a AFP e a France 24; o número não teve confirmação independente.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 21 de setembro, que a reunião que teve com Donald Trump em Nova York foi “muito construtiva” e afirmou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos mais rapidez na entrega de interceptores de mísseis à Ucrânia, medida que classificou como defensiva. O encontro foi na Trump Tower, um dia antes da abertura do debate geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e Macron disse que os dois discutiram por longo tempo a Ucrânia e a Rússia e também a situação do mar Vermelho, que considerou importante para os preços globais. Segundo o presidente francês, Trump estava “muito receptivo”. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também deve se reunir com Trump em Nova York nesta semana, segundo o Kyiv Post.

O debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) abre nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, com cerca de 130 chefes de Estado e de governo inscritos até 28 de setembro, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que entrega para todos” e sob a presidência do bengalês Khalilur Rahman, segundo a ONU. Pela tradição, o Brasil fala primeiro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, discursa em quarto lugar, depois do rei Abdullah II, da Jordânia, e o presidente da França, Emmanuel Macron, também fala no primeiro dia, segundo a agência Associated Press. O secretário-geral, António Guterres, faz seu último discurso de abertura do mandato, que termina em 31 de dezembro deste ano. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursam na quarta-feira, 23 de setembro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falam no dia seguinte, Abbas por vídeo, depois de Washington lhe negar o visto pelo segundo ano consecutivo, segundo a Associated Press. A guerra no Golfo, a inteligência artificial e a mudança climática dominam a semana.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, dois dias antes da cúpula do presidente dos Estados Unidos com Xi Jinping, na Casa Branca, segundo o The Japan Times e a agência Reuters. Takaichi quer levar a Trump as posições do Japão sobre Taiwan e comércio, para que ele não se incline à conciliação com a China, segundo o The Japan Times. A Reuters lembra que a primeira-ministra irritou Pequim em 2025 ao afirmar que Tóquio poderia ser arrastada para um conflito em torno de Taiwan, e que analistas apontam o receio de que Trump ofereça concessões a Xi em troca de um resultado econômico que possa exibir antes das eleições de meio de mandato de novembro. Takaichi, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e Trump discursam na Assembleia Geral nesta terça-feira, segundo a Reuters.

Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que Washington negocia um “enorme acordo” para comprar potássio de Belarus a preços “substancialmente menores” do que os pagos atualmente ao Canadá. “Os Estados Unidos estão trabalhando num enorme acordo a respeito da compra de potássio de Belarus. O preço seria substancialmente menor do que pagamos atualmente ao Canadá, muito boa notícia para nossos agricultores e pecuaristas”, escreveu ele no Truth Social, segundo a AFP e a agência Anadolu. O potássio é insumo de fertilizantes, e os Estados Unidos importaram cerca de 13 milhões de toneladas em 2025, quase 90% delas do Canadá, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) citado pela Bloomberg; Belarus embarcou mais de 700 mil toneladas ao país em 2021, antes das restrições americanas. O próprio Alexander Lukashenko disse nesta segunda-feira que não há volume disponível para vender, porque “tudo está contratado”, segundo o gabinete dele citado pelo The Hill. A líder da oposição de Belarus no exílio, Sviatlana Tsikhanouskaya, alertou os Estados Unidos contra o acordo, que a AFP descreveu como arriscado; a União Europeia (UE) mantém restrições às importações de potássio vindas de Belarus e congelou os ativos da estatal Belaruskali.

Uma delegação venezuelana chefiada pela presidente interina, Delcy Rodríguez, começou nesta segunda-feira a discutir energia, dívida e mineração com contrapartes nos Estados Unidos, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Reuters, que citou autoridades e fontes. Rodríguez se reuniu primeiro com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, e depois, em encontros separados, com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, segundo a televisão estatal venezuelana. Uma das fontes disse que a viagem terá “um grande foco na reestruturação da dívida, em fundos e pagamentos”, e as conversas devem levar à assinatura de acordos, conforme a Reuters; a dívida soberana do país e a da estatal PDVSA são estimadas pela maioria dos analistas entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões. Rodríguez deve se encontrar com Donald Trump nesta terça-feira, segundo o embaixador americano na ONU, Mike Waltz.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que o país precisa de uma força internacional sob o guarda-chuva da ONU no sul depois do fim do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro citado pela Agence France-Presse (AFP). Segundo o comunicado, Salam afirmou que a presença deve “assegurar a continuidade das funções de monitoramento, informação e ligação”, contribuir para preservar a estabilidade e apoiar a extensão da autoridade do Estado libanês sobre todo o território. A UNIFIL tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e o mandato termina em 31 de dezembro, depois de o Conselho de Segurança ter decidido no ano passado, sob pressão dos Estados Unidos, encerrar a missão criada em 1978. Israel mantém tropas numa “zona de segurança” autodeclarada de cerca de 10 quilômetros de profundidade no sul do Líbano, e o presidente Joseph Aoun disse à AFP na semana passada que a melhor opção continua sendo prorrogar o mandato da UNIFIL; França e Itália defendem uma coalizão multinacional sucessora.

Chefes de Estado abriram nesta segunda-feira em Nova York a Semana do Clima, que corre em paralelo à assembleia geral da ONU, num ano marcado por calor extremo na Europa e nos Estados Unidos, incêndios na África e um El Niño recorde, segundo o The Guardian. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, fez o discurso de abertura, e a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, fechou o dia falando da transição geotérmica do país. O chanceler britânico, Ed Miliband, disse à AFP que a crise climática é responsabilidade de chefes de Estado.

Vinte e dois países, entre eles Austrália, Canadá, Finlândia, Noruega, Singapura e a Comissão Europeia, assinaram uma declaração que pede que a inteligência artificial (IA) permaneça sob controle humano, na véspera da assembleia geral das Nações Unidas (ONU), segundo a emissora pública australiana ABC e o portal POLITICO. O texto alerta que sistemas capazes de IA já contornaram testes de segurança e obtiveram acesso não autorizado a sistemas reais, e pede protocolos transparentes, testes obrigatórios antes da implantação e a criação de uma instituição internacional de supervisão. Estados Unidos e China não assinam a declaração.

O Iraque vai suspender os voos de companhias aéreas iranianas a partir do amanhecer de terça-feira, para cumprir a decisão do Tesouro dos Estados Unidos que fecha as empresas iranianas ao tráfego internacional em 23 de setembro, segundo duas fontes do governo iraquiano ouvidas pela Agence France-Presse (AFP); uma delas avisou que países que não aplicarem a medida correm risco de sanção. A Geórgia também barrou as companhias iranianas, e a Mahan Air suspendeu os serviços à Turquia a pedido do governo turco. A Iran Air afirma que vai manter a rota para Najaf, no Iraque, apesar da medida.

Em entrevista ao The New York Times publicada nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, voltou a prometer o desarmamento das milícias apoiadas pelo Irã, no mesmo dia em que viajou a Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde deve se encontrar com Donald Trump à margem da reunião, segundo o porta-voz do governo, Haider al-Aboudi. O prazo de 30 de setembro é o mesmo para o fim da missão da coalizão liderada pelos Estados Unidos no país e para a entrega das armas fora do controle estatal, compromisso que al-Zaidi assumiu com Trump em julho. O próprio governo envia sinais divergentes: o assessor de segurança nacional, Qasim al-Araji, disse em agosto que a data marca a saída da coalizão e não o prazo para a entrega das armas, e o comitê encarregado do desarmamento não tem prazo definido, segundo o jornal The National. O porta-voz do comandante-em-chefe, Sabah al-Numan, afirmou à agência estatal Iraqi News Agency que 30 de setembro é “um ponto de virada estratégico” e que a partir dele “desaparece qualquer justificativa” para a ação armada fora da autoridade do Estado. Entre as facções, o quadro é igualmente dividido: Saraya al-Salam, Asaib Ahl al-Haq e Kataib Imam Ali anunciaram adesão e entregaram parte do armamento, enquanto Kataib Hezbollah, Harakat Hezbollah al-Nujaba e Kataib Sayyid al-Shuhada rejeitam o prazo, segundo o Carnegie Endowment for International Peace e o site iraquiano 964media. O Iraque já tentou concentrar as armas no Estado uma vez, depois da retirada americana de 2011, e o país mergulhou em violência sectária até o avanço do Estado Islâmico em 2014.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniu com o diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, no aeroporto de Shannon, na Irlanda, segundo a Reuters, que citou duas pessoas a par do assunto. Uma das fontes disse que o encontro ocorreu nesta segunda-feira; a outra afirmou que os dois conversaram enquanto os aviões eram reabastecidos, sem precisar a data. Nenhuma delas revelou o teor da conversa, e nem o governo ucraniano nem a agência americana confirmaram a reunião, que ocorre às vésperas da semana de alto nível da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em entrevista à CNN, que Donald Trump “age como imperador” na condução das negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil, e afirmou que o governo estuda quais produtos americanos entrariam numa lista de reciprocidade. “É uma forma de governar com a qual não concordo. Ele tem um jeito de governar baseado em ‘sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer’”, disse, segundo a CNN Brasil. Lula afirmou que prefere o diálogo e que não quer uma guerra tarifária, mas que, se não houver acordo, “teremos de tomar providências, pois temos uma lei aprovada por unanimidade em nosso Congresso”. O Brasil notificou Washington em agosto sobre a abertura do processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica, e as duas partes retomaram as conversas sobre as tarifas em 31 de agosto, com base na Seção 301 da legislação americana. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as sobretaxas de 25% e de 12,5% anunciadas em julho atingem, somadas, 23,1% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Lula está em Nova York e discursa na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

A OpenAI pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para fixar padrões técnicos para a inteligência artificial (IA) de fronteira, inclusive para sistemas capazes de melhorar a si mesmos, segundo a agência France-Presse (AFP) e o Politico. Em publicação no seu blog, a empresa afirmou que “liderar agora vai determinar se os Estados Unidos moldam o marco global de IA ou assistem à consolidação de um sistema fragmentado, desigual e marcado por conflitos ao seu redor”, e defendeu que o Centro de Padrões e Inovação em IA do Departamento de Comércio americano lidere, com outros países, a adoção de critérios comuns de avaliação de capacidade e risco, com métricas compartilhadas e protocolos de notificação de incidentes. O documento diz que os padrões acordados “não seriam licenças nem exigências obrigatórias de revisão prévia ou aprovação de modelos” e que cada governo decidiria como incorporá-los à própria legislação; entre os países citados para cooperação estão Austrália, Canadá, Alemanha, França, Quênia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Índia e Reino Unido. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, deve falar na quarta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) sobre IA e segurança internacional, em reunião convocada pela França, que preside o órgão em setembro, e presidida pelo ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot. O governo de Donald Trump rejeita frear o desenvolvimento da tecnologia.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prepara um plano de engajamento de dois anos com a Venezuela, com foco em energia elétrica e proteção social, disse nesta segunda-feira o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, em entrevista à Reuters. “Estamos, claro, nos reengajando”, afirmou; segundo ele, o banco mantém missões na Venezuela para analisar o quadro macroeconômico e os dados e montar uma nota de engajamento com o que pretende fazer nos próximos dois anos. O BID, maior credor de desenvolvimento da América Latina e do Caribe, com 48 países-membros, deixou de conceder novos empréstimos à Venezuela em maio de 2018, depois de o país atrasar pagamentos, e ainda tem cerca de US$ 2 bilhões em créditos a receber. Goldfajn não disse como os atrasados seriam tratados nem quando o financiamento poderia ser retomado, e afirmou que o banco se concentra no quadro macroeconômico e nas necessidades de cada setor, e não numa análise própria de sustentabilidade da dívida.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, recebe o chanceler russo, Sergey Lavrov, à margem da semana de alto nível da Assembleia Geral, com a bilateral marcada para quinta-feira à noite, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, que fez a ressalva de relatar o horário de memória. Lavrov viaja a Nova York nesta terça-feira e discursa na Assembleia Geral no sábado, 26 de setembro. Dujarric afirmou que Guterres mantém contato regular com representantes da Rússia e da Ucrânia e que não tem informação sobre a realização de uma reunião trilateral sobre a guerra da Ucrânia durante a semana.

O gabinete do aiatolá Mousa Shobeiri Zanjani anunciou na madrugada desta segunda-feira a morte do religioso, aos 98 anos, uma das principais fontes de emulação (marja’) do xiismo duodecimano e figura da escola de Qom, segundo a Mehr News e a Press TV. Ele estava internado havia dois dias em Qom. O aiatolá Ali al-Sistani, a maior autoridade xiita do Iraque, enviou mensagem de condolências, segundo a agência Shafaqna.

Na véspera do seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o secretário-geral António Guterres disse à Al Jazeera que o estado do mundo “está piorando”, com o Conselho de Segurança paralisado pelas divisões geopolíticas e um “ambiente de impunidade” em que potências médias acreditam poder fazer o que quiserem. Ele citou o efeito combinado da guerra na Ucrânia sobre as exportações de alimentos, fertilizantes e energia pelo mar Negro, somado às dificuldades no Estreito de Ormuz e no Bab al-Mandeb e aos ataques a instalações petrolíferas na região, como devastador para as economias em desenvolvimento. Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro, afirmou que o Conselho de Segurança “ainda representa essencialmente o mundo da Segunda Guerra Mundial” e defendeu reformas. Segundo a TASS, mais de 70 líderes mundiais e 45 chefes de Estado participam da semana de alto nível; a NPR registra que esta é a última assembleia de Guterres como secretário-geral.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, defendeu no domingo um novo “marco de segurança regional” no Oriente Médio que inclua o Irã, e disse que a guerra contra a República Islâmica deve servir de alerta à região, segundo o Middle East Eye e a Al Jazeera. “O Irã é nosso vizinho”, afirmou Al Thani no Fórum Econômico do Catar, em Nova York. “Temos de agir juntos e com responsabilidade como região e garantir que tenhamos boas relações com o Irã. Esperamos que esta guerra seja um alerta para todos.” Em outro evento no domingo, o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a região precisa de uma “nova mentalidade” e defendeu que as negociações para encerrar a guerra incluam um elemento “árabe-iraniano”. As falas vieram horas depois de relatos, reproduzidos pelo Middle East Eye, de que Washington planeja retomar ataques diretos ao Irã após meses de violência reduzida.

Sete grupos armados etíopes anunciaram a formação de uma aliança para derrubar o governo de Adis Abeba e instalar uma administração de transição, segundo a BBC e a Al Jazeera. A coalizão, batizada Aliança pela Sobrevivência (Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival), reúne a milícia Fano, de Amhara, o Exército de Libertação Oromo (OLA), a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) e quatro grupos menores: a Frente de Libertação Nacional de Ogaden (ONLF), a Frente Democrática Revolucionária do Povo Afar, o Movimento de Libertação do Povo Benishangul e o Movimento Democrático do Povo Gumuz. Juntos, cobrem seis das doze regiões do país. O líder da Fano, Zemene Kasse, vai presidir a aliança, segundo o vice-presidente da TPLF, Amanuel Assefa. O governo federal não comentou o anúncio.

Caças paquistaneses bombardearam nesta segunda-feira alvos que autoridades de segurança descreveram como esconderijos de militantes no leste do Afeganistão, e dois funcionários de segurança paquistaneses disseram que 28 suspeitos foram mortos, segundo a Associated Press (AP). O governo afegão informou que os ataques mataram três civis e feriram quatro. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou que “pelo menos três civis, entre eles um homem, uma mulher e uma menina, foram mortos e quatro ficaram feridos em aparentes ataques aéreos” na província de Kunar, e afirmou ter documentado mais de 1.100 mortes e ferimentos de civis no Afeganistão por violência transfronteiriça neste ano. Os ataques vieram depois de o Paquistão advertir que poderia atingir militantes dentro do Afeganistão após dois atentados contra suas forças de segurança na fronteira, entre eles o ataque a uma mesquita em Kohat na sexta-feira, que matou ao menos 21 pessoas, a maioria policiais.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que Washington propôs à China um mecanismo de notificação mútua de incidentes de inteligência artificial que ameacem a segurança nacional, para Donald Trump e Xi Jinping avaliarem no encontro dos dois em Washington nesta semana, segundo a NBC News, a CNN e a Al Jazeera. Bessent afirmou que as duas partes discutiram a criação de um diálogo bilateral sobre IA com ênfase em segurança nacional, e que “passar da opacidade para mais transparência entre a potência número um e a número dois em IA no mundo é muito importante”. A agência estatal chinesa Xinhua confirmou que Bessent e o vice-premiê He Lifeng trataram de temas “relacionados à IA”, sem mencionar a proposta americana. O que dispararia uma notificação não foi divulgado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone no domingo com o presidente do Iêmen, Rashad al-Alimi, que pediu apoio americano contra os houthis, e não fez promessa direta de apoio militar, segundo quatro pessoas a par da conversa citadas pelo The Hindu. A Casa Branca e o ministro da Informação do Iêmen não responderam de imediato a pedidos de comentário. Trump já recusou pedidos sauditas de apoio militar contra o grupo, segundo a Reuters, e afirma em público que Washington mantém contato com os houthis, que dizem não atacar navios americanos. Os Estados Unidos designam o movimento como organização terrorista. A conversa ocorre depois de os houthis tomarem neste mês áreas ao longo do estreito de Bab al-Mandeb.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reuniram-se neste domingo em Saint-Pierre-et-Miquelon, arquipélago francês a cerca de 25 quilômetros da costa da Terra Nova, e anunciaram cooperação mais estreita em energia, defesa, minerais críticos e segurança transfronteiriça. Macron disse que França e Canadá são “duas grandes nações independentes que querem continuar assim” e afirmou que quer acordos para garantir mais gás natural liquefeito (GNL) canadense à costa atlântica europeia, hoje voltado sobretudo à Ásia. Foi a primeira visita de um primeiro-ministro canadense ao território e a primeira de um presidente francês desde 2014. A reunião ocorre semanas depois de Donald Trump publicar uma imagem do arquipélago coberto pela bandeira americana, segundo a Reuters, e em meio à aproximação de Ottawa da União Europeia.

Combatentes houthis avançavam nesta segunda-feira para tomar alturas estratégicas na província de Taiz, no Iêmen, para cortar o litoral do mar Vermelho das forças restantes do governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo a Reuters. O The New York Times noticiou que o governo de Donald Trump preparou ataques aéreos contra o grupo no domingo, a pedido do príncipe herdeiro saudita, e que Trump os cancelou no último momento, com as bombas já sendo carregadas nos aviões; a Reuters não conseguiu confirmar o relato e o Comando Central dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário. O The Hindu informou, citando fontes, que Trump não prometeu apoio militar ao presidente iemenita Rashad al-Alimi em ligação telefônica, apesar do pedido.

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que Xi Jinping fará visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro, a convite de Donald Trump. A Associated Press (AP) informou que Trump vai receber Xi na Base Conjunta Andrews, na chegada de quarta-feira, e que o jantar de Estado está marcado para quinta-feira; segundo a agência, a primeira visita de Estado de um líder chinês em mais de uma década tem na pauta comércio, terras raras e inteligência artificial, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, se reúne no fim de semana com o vice-premiê He Lifeng.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que pretende manter de pé a coalizão entre a União Democrata-Cristã (CDU) e o Partido Social-Democrata (SPD), depois das derrotas do seu partido nas eleições estaduais de domingo, segundo a agência France-Presse (AFP), o The Guardian e o The Hindu. A Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a CDU saiu do parlamento estadual com o pior resultado desde a fundação do partido, em 1945; em Berlim, o partido de esquerda A Esquerda (Die Linke) empurrou a CDU para o segundo lugar. Merz chamou o resultado de “golpe duro” e “ponto de virada profundo”, descartou deixar o cargo e disse que as razões do revés “vão muito além da minha própria pessoa”. O SPD também anunciou que permanece na coalizão, mas sinalizou que vai pressionar por mudanças nas reformas previstas pelo governo.

CNN, MS NOW e Politico informaram nesta segunda-feira que vão processar o governo dos Estados Unidos pela retirada das credenciais de seus jornalistas na Casa Branca, segundo a Associated Press (AP), a Reuters e a agência France-Presse (AFP). As três redações disseram em nota conjunta que notificaram o governo e que entram com a ação na Justiça federal de Washington para proteger os direitos garantidos pela Primeira Emenda, e que o caso pode ter audiência de urgência ainda nesta semana. As credenciais foram retiradas na sexta-feira sem aviso prévio nem processo administrativo, segundo as empresas. O presidente Donald Trump escreveu na rede Truth Social que a medida é “uma investida contra as NOTÍCIAS FALSAS”, e não contra a imprensa livre, “que eu prezo”. A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) pediu a restauração imediata do acesso e afirmou que um critério usado para excluir um veículo por causa de sua cobertura pode ser aplicado a qualquer outro no futuro.

A Comissão Eleitoral Central da Rússia informou que o partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu a eleição para a Duma com 57,83% dos votos e 355 das 450 cadeiras, superando o recorde anterior do partido, de 343, segundo a Reuters e a agência France-Presse (AFP). A participação ficou acima de 59%, e o Partido Comunista terminou em segundo lugar, com 40 cadeiras, seguido pelo Partido Liberal-Democrata (LDPR), com 25, e por Gente Nova, com 20. A votação de três dias transcorreu sem os partidos que criticam o Kremlin ou a guerra na Ucrânia, e o único que pedia o fim do conflito foi barrado da disputa. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os números apontam para “o mais alto nível de consolidação da sociedade russa em torno do chefe de Estado”, enquanto a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, qualificou o pleito de “assim chamada” eleição e afirmou que “a fachada de democracia é tudo o que resta na Rússia”. Foi a primeira eleição parlamentar desde que Moscou enviou tropas à Ucrânia, em 2022.

A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que os Estados Unidos recusaram vistos para a equipe de comunicação do presidente Masoud Pezeshkian, que o acompanharia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e a Al Arabiya reproduziu a informação citando a agência estatal. Washington havia autorizado na semana passada a viagem da delegação principal, chefiada por Pezeshkian, e a rádio pública americana National Public Radio (NPR) relata que os integrantes autorizados terão limites estritos de circulação e de compras, fiscalizados pela segurança diplomática. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, passou por Doha a caminho de Nova York para consultas sobre a guerra, segundo a agência estatal iraniana. A recusa de vistos ocorre com o conflito perto de completar meio ano e depois de os Estados Unidos terem negado visto ao presidente palestino Mahmoud Abbas e à delegação palestina, segundo a BBC.

A Embaixada Virtual dos Estados Unidos no Irã publicou um alerta de segurança pedindo que americanos não viajem ao país “por nenhum motivo” e que os que estão lá saiam imediatamente, citando possível cancelamento de voos, fechamento de espaço aéreo e mudanças nas regras de fronteiras terrestres, segundo a Fox News e a agência ANI. O texto lembra que Washington não mantém embaixada nem representação consular no Irã, com a Suíça atuando como potência protetora dos interesses americanos, e recomenda que os cidadãos planejem meios alternativos de comunicação. No sábado, o Departamento de Estado já havia orientado americanos no Oriente Médio a redobrar a vigilância e a se preparar para interrupções de viagem, depois de novos ataques dos houthis à Arábia Saudita. O alerta repete orientação dada várias vezes ao longo do ano e sai às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com uma proposta iraniana de encerramento da guerra ainda sem resposta americana e com o bloqueio dos portos iranianos mantido pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou no sábado vídeos e fotos de uma visita aos túneis de escavação sob a Cidade Velha de Jerusalém, abaixo do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, dizendo estar “muito perto do Santo dos Santos” e que os israelenses “estão aqui e sempre estarão”; na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, entrou no complexo para as orações de Yom Kippur, e no domingo cerca de 570 colonos passaram pelos pátios até as 10h locais, segundo a Governadoria de Jerusalém, órgão palestino. Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Egito condenaram as entradas; o Ministério das Relações Exteriores jordaniano falou em “violação flagrante do status quo histórico e jurídico” e lembrou que o Waqf islâmico, ligado a Amã, é o custodiante legal do local. O Hamas classificou a visita de Netanyahu aos túneis como “agressão flagrante” à identidade do santuário. Analistas ouvidos pela Al Jazeera dizem que a divulgação tem motivação eleitoral, com Netanyahu atrás nas pesquisas para a eleição de outubro.

Os negociadores dos Estados Unidos e da China encerraram no domingo, em Nova York, cerca de oito horas de conversas sem acordo para estender a trégua comercial que expira em 10 de novembro, segundo o Financial Times, que cita fontes americanas; a divergência central é o prazo – Washington propõe seis meses e Pequim quer a extensão pelo restante do mandato de Donald Trump. O jornal afirma ainda que os americanos avaliam que a China cumpre cerca de dois terços dos compromissos de fornecimento de terras raras. Em público, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, chamou o encontro de “muito bem-sucedido”, disse que os dois lados vão discutir uma via de comunicação sobre inteligência artificial (IA) e que Washington propôs um mecanismo de notificação de incidentes; o representante de Comércio, Jamieson Greer, afirmou que o Conselho de Comércio está operacional e que as equipes seguem definindo uma lista de bens não sensíveis. A agência Xinhua descreveu as conversas como “francas, profundas e construtivas”. O encontro prepara a visita de Estado de Xi Jinping a Washington, na quinta-feira.

Um policial e um homem ficaram feridos numa troca de tiros perto da sinagoga Sons of Jacob, em Belleville, no Canadá, na noite de domingo, quando a comunidade judaica marcava o Yom Kippur, segundo a Associated Press, a CNN e o New York Times. O homem está em estado crítico; a polícia não disse se a sinagoga era o alvo e a Unidade de Investigação Especial de Ontário assumiu o caso. O primeiro-ministro provincial, Doug Ford, disse estar “enojado” com o episódio.

O acordo sobre a Groenlândia entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia será assinado nesta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU, e Copenhague afirma que o texto coloca a segurança do Ártico sob a OTAN, segundo a Reuters. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse à TV2 que “em grande medida seria a OTAN que cuidaria do Ártico”; o conteúdo do acordo não foi divulgado e Donald Trump o descreve como controle “permanente” americano sobre a segurança da ilha.

França e Canadá reforçaram laços em resposta às provocações de Trump, segundo o Le Monde, e um ministro canadense defendeu à BBC que o Reino Unido se “junte” ao Canadá numa nova aliança europeia.

A China confirmou que Xi Jinping visitará os Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro para conversas com Donald Trump, segundo o The Hindu, o Hindustan Times e a Reuters. Os negociadores dos dois países fazem as rodadas preparatórias finais, relata o The Hindu.

A polícia paquistanesa prendeu duas irmãs do ex-primeiro-ministro Imran Khan, segundo a France24, e o filho dele afirmou que parentes e crianças foram “sequestrados” antes da marcha de protesto do PTI, relata o Hindustan Times.

Estados Unidos e China discutem um plano de segurança para a inteligência artificial antes da cúpula, segundo a BBC e a AP. A pauta reúne salvaguardas para o desenvolvimento da tecnologia e a disputa por acesso a chips.

Três oficiais militares sul-coreanos ficaram feridos numa explosão na Zona Desmilitarizada, segundo o Exército do país, citado por Reuters, AP e The Hindu; nenhuma das fontes atribuiu o episódio à Coreia do Norte até o momento.

Negociadores dos EUA e da China fazem as rodadas preparatórias finais antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, segundo o The Hindu, que também registra a proposta americana de um “diálogo sobre IA”. O New York Times aponta as vendas de armas a Taiwan como o ponto capaz de desfazer o entendimento.

O Paquistão bombardeou o que chama de esconderijos de militantes no Afeganistão e afirma ter matado 28 pessoas; Cabul diz que os ataques mataram três, segundo a AP, o Hindustan Times e a Mehr News. Não houve confirmação independente do número de vítimas.

Pequim condiciona a visita de Xi Jinping a Washington, em 24/09, ao congelamento de novas vendas de armas a Taiwan, segundo a Kyodo; nenhum funcionário chinês confirmou a vinculação.

O yuan alcançou nova máxima de vários anos depois que o banco central chinês afrouxou restrições, às vésperas da cúpula com Washington, segundo a Reuters.

Os EUA preparam sanções contra o Tribunal Penal Internacional, segundo fontes ouvidas pelo The Hindu e pela Mehr News; um diplomata disse ao TASS que empresas holandesas já cortam vínculos com a corte por medo das medidas.

Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.

Dezoito suspeitos do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse, em 2021, foram extraditados do Haiti para os Estados Unidos, segundo Le Monde, AFP, Al Jazeera e The Guardian – cinco anos depois do crime.

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