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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta quinta-feira (22/10) que Pequim se opõe ao uso de uma “mentalidade de Guerra Fria” para alimentar conflitos no Ártico, segundo o Opera Mundi.

A declaração veio depois que a União Europeia (UE) manifestou preocupação com a cooperação entre China e Rússia na região. “O Ártico afeta os interesses comuns da comunidade internacional. O direito e a liberdade dos países de conduzirem atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”, disse Mao Ning, em resposta a uma pergunta da RT (Russia Today). A porta-voz também criticou a formação de blocos geopolíticos na região: “Dividir os países em blocos, com uma mentalidade de Guerra Fria, e incitar confrontos geopolíticos não promove a paz, a estabilidade ou o desenvolvimento na região do Ártico”. A 31ª reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o homólogo russo, Mikhail Mishustin, em São Petersburgo, com a participação do presidente Vladimir Putin, reafirmou o compromisso de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

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