← Capa

Tema: Israel

Matérias e notas em que Israel é ator central.

Fluxo

Israel emitiu quatro ordens militares para confiscar terras palestinas perto de Belém, na Cisjordânia ocupada, incluindo 4.708 dunums em al-Khader e Arab al-Ta’amra e a remoção de árvores e vegetação de 10.085 dunums em Nahalin, segundo a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. As ordens foram emitidas em 28 de outubro e colocam rotas e áreas sob controle militar direto. Uma delas, a de número 147/26, atinge 4.408 dunums em al-Khader e cobre uma faixa de 878 metros ao redor do assentamento de Efrat, ligada a um projeto de torre, segundo a comissão. As ordens de confisco valem até 31 de dezembro de 2028, concedendo às autoridades israelenses posse exclusiva das áreas. A mesma comissão documentou 674 ataques de forças israelenses e de colonos a agricultores e oliveiras na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, entre 1º de outubro e 6 de novembro, mais de três quartos deles por colonos.

A Presidência palestina responsabilizou o Conselho de Paz e seu enviado, Nikolay Mladenov, por não tomar medidas para deter as violações israelenses e garantir que Israel cumpra suas obrigações. Em comunicado, a Presidência também culpou as autoridades israelenses pela piora da catástrofe humanitária em Gaza, com a aproximação do inverno e a chuva inundando as tendas das famílias deslocadas, e atribuiu o sofrimento à obstrução da ajuda humanitária e ao descumprimento de resolução do Conselho de Segurança da ONU e do plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Presidência alertou que ignorar as violações só aprofunda o sofrimento palestino e compromete as perspectivas de estabilidade.

Fontes das Forças de Defesa de Israel (FDI) admitiram ao Jerusalem Post que o chefe do Comando Central, major-general Avi Bluth, se reuniu com o oficial de defesa regional, tenente-coronel Elitzur Trabelsi, antes da ida de colonos a um novo posto avançado perto de Jericó, mas negaram que tenham tratado da mudança. O Haaretz havia relatado que Bluth manteve “várias conversas” nos dias anteriores à entrada dos colonos com representantes do Conselho Regional de Binyamin, do movimento pró-assentamento Nachala e com Trabelsi. O Jerusalem Post afirma não ter conseguido confirmar de forma independente nenhuma das duas versões.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu neste sábado um governo de unidade, pela primeira vez desde as eleições. “É o momento da unidade. É a vontade do povo; é a necessidade da hora. Um governo que se apoia em defensores do terror não combaterá o terror”, disse. Ele afirmou também que Israel “não sobreviveria” a um governo formado pela oposição junto com “os islamistas” e que isso “destruiria Israel por dentro”.

O gabinete de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que ao menos 70 mil tendas foram inundadas nas 12 horas anteriores, afetando dezenas de milhares de deslocados e causando feridos, sem mortes registradas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. A Defesa Civil do território disse ter recebido 1.500 chamados de socorro de deslocados e registrou o desabamento de três casas abandonadas, sem feridos. Autoridades municipais e da Defesa Civil afirmaram não conseguir dar conta da tempestade por falta de combustível e por danos aos equipamentos. O COGAT, órgão militar israelense que coordena a ajuda, afirmou na sexta-feira que ampliou os esforços de saneamento antes das chuvas, em coordenação com organizações internacionais.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, afirmou que “o verdadeiro motivo da derrota é óbvio para quase todos” e listou quatro mudanças de rumo para reconquistar eleitores, entre elas “mudar a nossa relação com Israel”, depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato. A fala de quarta-feira provocou reação imediata de conservadores pró-Israel. Eric Levine, do conselho da Coalizão Judaica Republicana, disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que um eleitor citasse essa mudança como fator de voto. O CUFI Action Fund, braço sem fins lucrativos do grupo de defesa pró-Israel Christians United for Israel, classificou o vice-presidente como “clara, demonstravelmente e inequivocamente errado”. O radialista conservador Sid Rosenberg escreveu que Vance é “um problema desleal e movido por agenda” para o partido e pediu que Trump o substitua por Marco Rubio como negociador-chefe sobre o Irã.

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, recebeu 67 recomendações de partidos da próxima Knesset e sai na frente na disputa pelo mandato de formação do próximo governo de Israel. O presidente Isaac Herzog anunciou que entregará o mandato a um dos candidatos no domingo. Além das 48 recomendações do bloco de oposição, os 19 assentos dos partidos árabes, Ra’am e Lista Conjunta, dão a Eisenkot os 67 — as recomendações não os comprometem a integrar a futura coalizão. O resultado das eleições deixou um impasse: nenhum bloco chegou aos 61 assentos necessários, com o bloco de Netanyahu em 53 e a oposição em 48.

Um erro de um agente de segurança israelense permitiu que os Estados Unidos (EUA) soubessem de uma operação que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, planejavam contra o Irã e levou Washington a agir rapidamente para barrá-la, segundo o Channel 12. A operação seria realizada na véspera da eleição israelense de 27 de outubro de 2026. O gabinete de Netanyahu negou o relato, afirmando que o próprio primeiro-ministro esclareceu na época que um ataque antes da eleição não estava na pauta. A reportagem não especificou qual seria a operação nem quais alvos dentro do Irã estavam em consideração. Em 25 de outubro, dois dias antes da eleição, o Channel 12 já havia relatado um confronto sem precedentes entre Netanyahu e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, por causa de uma ordem de ação militar não especificada.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro, segundo relatos da imprensa israelense. O plano teria sido frustrado depois que Washington foi alertado por engano por um agente israelense. Eyal Zamir teria resistido a executar a ação e pedido novas deliberações, além de documentação assinada por Netanyahu confirmando a autorização legal. O escritório de Netanyahu negou o relato e afirmou que um ataque antes da eleição “não estava na agenda”. O New York Times relatou que Netanyahu tentou por semanas orquestrar um novo ataque aéreo ao Irã e foi bloqueado por Zamir.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou em 3 de novembro, dia da eleição, que o país deixará de fornecer quase US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até o fim de 2026, citando a força econômica israelense e a crítica política que os republicanos enfrentam pelo apoio norte-americano ao Estado judeu. Trump afirmou que ele e Benjamin Netanyahu acertaram “meses atrás” o fim do repasse. O memorando de entendimento entre os dois países prevê US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, sendo US$ 3,3 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis. Trump não detalhou como a assistência militar terminaria até o fim de 2026, já que o memorando que sustenta a ajuda vai até setembro de 2028. Trump citou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, crítico da ajuda incondicional a Israel, ao explicar por que o financiamento deve terminar. Para Ofir Dayan, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), o momento sugeria que Trump acreditava que a assistência prejudicava candidatos republicanos.

A Fundação Hind Rajab (HRF) apresentou queixa criminal nos Países Baixos contra o ex-soldado israelense-americano Noam Himmelman por suposta participação em ataques a escolas que abrigavam deslocados palestinos, detenções em massa e destruição de residências em Gaza. A queixa foi protocolada em 4 de novembro no Ministério Público neerlandês, sob a Lei de Crimes Internacionais, e aponta Himmelman como ex-integrante do Batalhão Netzah Yehuda, atualmente em Amsterdã. A fundação alega que ele esteve envolvido em crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio durante a guerra em Gaza.

Horas depois de os democratas vencerem os republicanos nas eleições de meio de mandato, o vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à frustração dos eleitores com a guerra dos EUA contra o Irã, que elevou o preço do petróleo. Vance listou quatro respostas dos eleitores que abandonaram o partido: encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação dos EUA com Israel. Trump disse aos jornalistas que a tese de Vance “provavelmente é verdadeira”, mas que repetiria a decisão de atacar o Irã. O conselheiro do Republican Jewish Coalition Eric Levine disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que eleitores citassem a relação com Israel como fator de voto, e o Christians United for Israel (CUFI Action Fund) chamou Vance de “claramente, demonstravelmente e inequivocamente errado”.

Colonos israelenses realizaram 377 ataques à colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada desde setembro, o maior número desde 2006, quando a ONU começou a contabilizar esses episódios, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Nos ataques, um palestino foi morto por um colono, mais de 200 ficaram feridos e mais de 3.850 oliveiras e mudas foram danificadas ou vandalizadas. Parceiros de segurança alimentar estimam que entre 80 mil e 100 mil famílias palestinas na Cisjordânia dependem da colheita anual de azeitonas para renda.

Ao fim da semana, Gadi Eisenkot anunciou que 67 parlamentares o endossaram para receber primeiro a chance de formar governo, contra 46 que indicaram Benjamin Netanyahu, e o presidente Isaac Herzog anuncia no domingo quem receberá o primeiro mandato para formar coalizão. O bloco de quatro partidos sionistas liderado por Eisenkot tem 48 cadeiras e precisa somar ao menos 13 para alcançar 61 das 120 cadeiras do Knesset. O partido haredi United Torah Judaism disse a Herzog que não endossaria nenhum dos dois candidatos a primeiro-ministro, rompendo aparentemente com a aliança com Netanyahu; Avigdor Lieberman sinalizou numa postagem de sexta-feira no X que está aberto a cooperar com os partidos haredim para substituir Netanyahu, mas descartou apoiar qualquer governo minoritário. O Shas endossou Netanyahu e não há indicação de que pretenda abandoná-lo.

Segundo o Times of Israel, bancadas que somam 67 parlamentares recomendaram Gadi Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e 46 recomendaram Benjamin Netanyahu; o presidente disse que o resultado foi “claro”, mas faria novas conversas com líderes partidários antes de atribuir o mandato de formar governo no domingo. O bloco anti-Netanyahu está dividido entre 48 parlamentares de quatro partidos judaicos e 19 de duas legendas árabe-israelenses; os seis recomendaram Eisenkot, mas três dos partidos judaicos recusam até agora parceria com as árabes. A coalizão de saída de Netanyahu fez 53 cadeiras, e o partido Judaísmo Unido da Torá, com sete, não o recomendou. O novo Knesset, o Parlamento israelense, toma posse em 10 de novembro e deve eleger um novo presidente da casa, substituindo o titular do Likud.

Segundo o Times of Israel, a TV Channel 12 informou que o caso dos três ativistas beduínos presos por suposta tentativa de suborno de eleitores para apoiar o partido Ra’am deve ser arquivado se não surgirem novas provas. O outro caso, de suposto financiamento estrangeiro, é diferente do descrito inicialmente: o dinheiro viria da Cisjordânia e o material do Shin Bet não menciona o Catar. “Perdemos a confiança no chefe do Shin Bet”, disse um alto oficial de polícia.

Donald Trump afirmou no Truth Social que Israel e todo o Oriente Médio não existiriam hoje se ele não tivesse impedido o Irã de obter uma arma nuclear – a declaração foi registrada também na cobertura ao vivo do Middle East Eye sobre a guerra com o Irã e saiu dias depois de ele dizer, na terça-feira, 3, que fechou com Benjamin Netanyahu o fim do repasse anual de 4 bilhões de dólares a Israel depois deste ano, mantida a venda de armas ao país, num regime que prevê 3,8 bilhões de dólares por ano.

Um relato de uma emissora de televisão israelense, sem fontes identificadas, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação não especificada contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro. Segundo a emissora, a operação não tinha apoio de outros altos funcionários do establishment de segurança, que temiam uma escalada maior e que a eleição não ocorresse como previsto. O relato também afirma que um erro de um agente israelense levou os Estados Unidos a serem avisados da operação e que Washington agiu rapidamente para barrá-la. O gabinete de Netanyahu negou o relato e afirmou que o próprio primeiro-ministro esclareceu, na época, que um ataque antes da eleição não estava na agenda. A emissora disse transmitir o relato sob as limitações da censura militar israelense.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a primeira opção do país é renovar o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que, se isso for impossível, Beirute deve buscar um arranjo legal alternativo para manter outra força internacional no sul ao lado do Exército. Aoun disse que Israel rejeita a presença da UNIFIL e pressiona por sua retirada. A declaração foi feita ao receber em Baabda uma delegação parlamentar que lhe entregou uma carta assinada por 86 deputados ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a renovação do mandato. Criada em 1978, a UNIFIL teve o papel ampliado após a guerra de 2006 e monitora a cessação das hostilidades, patrulha a Linha Azul e coordena-se com o Exército libanês sob a Resolução 1701.

O líder do Yisrael Beiteinu, Avigdor Liberman, disse nesta sexta-feira que moderaria sua exigência histórica de que judeus ultraortodoxos sirvam no serviço militar, buscando uma coalizão capaz de derrubar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Liberman manteve a recusa a uma aliança com partidos árabes israelenses, mas defendeu que a oposição negocie com os ultraortodoxos, apesar dos anos de denúncias contra a comunidade por evitar o serviço militar. Os dois partidos ultraortodoxos somam 13 cadeiras, o que daria a Eisenkot uma maioria estreita no Parlamento. O presidente israelense Herzog anuncia no domingo quem terá o primeiro mandato para formar governo, provavelmente Eisenkot, que recebeu mais recomendações de partidos.

As duas alianças lideradas por partidos árabes, a Lista Árabe Unida (Ra'am) e a Lista Conjunta, conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, resultado sem precedentes após um salto na participação do eleitorado árabe. Os partidos árabes tiveram alta de 64% nos votos em relação à eleição anterior, segundo o Comitê Central de Eleições. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com 53 cadeiras, nem o de Eisenkot, com 48, alcançaram maioria na eleição de 27 de outubro. A Lista Conjunta, que ficou com 11 das 19 cadeiras, não vai entrar formalmente num governo de Eisenkot, mas seus líderes dizem que poderiam apoiá-lo por fora, citando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia. O Ra'am, partido islâmico socialmente conservador, fez campanha para entrar numa coalizão de governo e colocou um ex-oficial de polícia judeu como segundo da lista. “Bloqueamos a continuidade do governo de Netanyahu”, disse Jamal Zahalka, presidente do Comitê de Acompanhamento Superior, principal entidade que representa os cidadãos palestinos de Israel. “Foi uma conquista histórica. Acho que nossa comunidade encontrou sua força.”

Cerca de 30 colonos israelenses ocuparam oito casas palestinas na aldeia de Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que os colonos teriam usado munição letal na tomada, agredido fisicamente moradores palestinos e atirado pedras, o que levou famílias a fugir por segurança. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo que trabalhadores humanitários cheguem aos deslocados, parte dos quais está sem abrigo adequado. As oito casas ficam a poucos metros de Jericó, cidade da Área A da Cisjordânia, mas tecnicamente na Área C, sob controle militar e civil israelense. A compra foi coordenada em segredo com o Conselho Regional de Binyamin e com o movimento Nachala, segundo o Jerusalem Post. Os colonos afirmam ter comprado as casas legalmente, enquanto autoridades palestinas dizem que os documentos de venda foram forjados. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, afirmou à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida, e classificou o que está sendo promovido como fraude e o que circula como propaganda de colonos.

O presidente israelense Herzog informou na quinta-feira que as facções que representam 67 parlamentares do Knesset recomendaram o líder do Yashar, Gadi Eisenkot, para formar o próximo governo, enquanto 46 apoiaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Herzog disse que pretende encarregar um parlamentar da tarefa no domingo. Na votação de 27 de outubro, nem a coalizão de Netanyahu nem o bloco de Eisenkot alcançaram as 61 cadeiras necessárias para governar: o bloco do primeiro-ministro fez 53 e o do rival, 48. O United Torah Judaism, com sete cadeiras, não recomendou nenhum dos dois candidatos. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com o presidente podendo conceder prorrogação de até 14 dias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que fez um acordo com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para interromper o envio de US$ 4 bilhões anuais de ajuda militar a Israel, com o dinheiro “cortado no fim do ano”. Em entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, Trump afirmou que a ideia partiu de Netanyahu, que já falava em reduzir a ajuda americana ao longo da próxima década. O memorando de entendimento assinado em 2016, no governo Barack Obama, prevê US$ 3,8 bilhões por ano a Israel até 2028. O gabinete de Netanyahu divulgou a primeira reação israelense ao anúncio, dizendo que os dois países acordaram passar da ajuda militar a uma parceria. O primeiro-ministro afirmou que a ajuda militar americana “sempre foi um acordo entre os dois partidos” e que Israel a usou para se defender e para enfrentar inimigos que ameaçam os Estados Unidos e o Ocidente.

Três localidades da província síria de al-Quneitra foram atingidas por artilharia israelense nesta sexta-feira, segundo a TV síria Al-Ikhbariya. Os ataques atingiram as aldeias de Ain Ziwan, Tel Ahmar e al-Samdaniyeh e áreas agrícolas vizinhas; segundo as autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas e o número de vítimas ainda está em verificação. As autoridades sírias contabilizaram mais de 200 violações israelenses nas províncias do sul em outubro, incluindo incursões de tropas terrestres, jatos e drones, bombardeios de artilharia e detenções.

Exército, Polícia, Shin Bet (agência de segurança interna de Israel) e Guarda de Fronteiras estão em alerta máximo antes dos eventos do Shabbat Chayei Sarah em Hebron, com cerca de 20 mil israelenses esperados na comunidade judaica da cidade. O 101º Batalhão da Brigada de Paraquedistas recebeu a responsabilidade principal pela proteção da comunidade. A Brigada da Judeia realizou na quinta-feira um exercício multiagências de várias horas simulando emergências simultâneas em Hebron, Kiryat Arba e nas colinas do sul de Hebron. Forças israelenses fecharam várias lojas de propriedade palestina e restringiram a circulação de moradores palestinos antes da visita.

O grupo Lufthansa decidiu que suas tripulações não poderão pernoitar em Israel entre voos de e para o aeroporto Ben-Gurion até 30 de novembro, citando a ameaça de uma guerra com o Irã. Os voos do início da manhã de Frankfurt, Munique e Zurique, operados pela Lufthansa e pela SWISS, passarão a incluir escala de uma hora para troca de tripulação em Atenas ou Larnaca, para evitar o pernoite em Tel Aviv. O grupo, que reúne Lufthansa, SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways, informou que as novas regras exigem mudanças de escala e podem gerar cancelamentos. A emissora pública israelense Kan informou que, por causa das novas regras da empresa, alguns voos farão escala técnica em Larnaca ou Atenas.

O chefe do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, defendeu um compromisso “doloroso” sobre o alistamento de haredim, contrariando um compromisso que mantinha há anos, e disse que a medida é necessária para atrair as facções haredim a uma coalizão que derrube Benjamin Netanyahu, evite novas eleições e dispense a dependência do apoio árabe.

Gadi Eisenkot, principal rival de Benjamin Netanyahu, obteve o endosso de 67 parlamentares, contra 46 que apoiaram Netanyahu e sete que se abstiveram. O partido árabe-israelense Ra’am, com oito cadeiras, e a Lista Conjunta, com 11, recomendaram Eisenkot, e a Lista Conjunta deve apoiar o governo por fora da coalizão. O presidente Isaac Herzog disse que os “resultados das consultas podem parecer claros”, mas que há “vetos mútuos entre os blocos e dentro dos próprios blocos”, e que anunciará sua escolha no domingo.

As forças israelenses e colonos realizaram uma série de ataques na Cisjordânia ocupada, incluindo agressões a palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo a agência palestina Wafa, em texto republicado pelo TRT World. Colonos e forças israelenses agrediram e detiveram 15 ativistas estrangeiros que ajudavam palestinos na colheita perto de Jabal al-Risan. Em Duma, ao sul de Nablus, colonos atacaram a parte leste da aldeia e incendiaram tendas residenciais, causando danos materiais e nenhum ferido. Em Abu Falah, as forças israelenses expulsaram dezenas de ativistas estrangeiros e vários jornalistas que tentavam apoiar moradores no acesso às terras para a colheita. A Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos documentou 409 ataques a olivicultores, árvores, terras e equipamentos agrícolas na Cisjordânia entre 1º e 21 de outubro, 317 deles de colonos e 92 de forças israelenses.

As forças israelenses realizaram ataques no sul do Líbano e no sul da Síria, com bombardeios relatados nos dois países. No Líbano, bombardearam o município de al-Tayri, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Na Síria, dispararam um projétil de artilharia contra terras agrícolas perto da aldeia de al-Samdaniyah al-Sharqiyah, no campo de Quneitra, segundo a emissora estatal Al-Ikhbariya.

O deputado iraniano Hosseinali Haji Deligani, representante de Shahin Shahr, disse à agência Tasnim que qualquer novo ataque dos Estados Unidos ou de Israel pode provocar uma resposta com mísseis que alcancem a Europa e que isso levará o preço do petróleo a cruzar o patamar de US$ 150 o barril. Ele classificou o bloqueio naval americano ao Irã como “uma forma de guerra” e disse que as forças iranianas atacarão “no momento apropriado”, segundo o Middle East Eye.

Moradores de áreas do sul do Líbano já atingidas por ataques israelenses preparam bagagens, remédios extras e estoques de comida diante do medo de uma nova escalada. Aya contou que a família separou remédios adicionais para os avós, caso uma nova rodada de conflito dificulte obtê-los, e outros moradores preparam malas, comida extra e mantêm os aparelhos eletrônicos carregados para o caso de os ataques recomeçarem. Israel matou cerca de 9 mil pessoas no Líbano desde outubro de 2023, sobretudo nas escaladas do outono de 2024 e em março e abril de 2026, segundo o Ministério da Saúde libanês. Israel ocupa até 10 quilômetros de território libanês, onde estabeleceu a chamada “Linha Amarela”.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em sua primeira manifestação desde o anúncio norte-americano que vê a decisão de encerrar a ajuda militar como uma mudança para uma “parceria”. O porta-voz Doron Spielman disse à Fox News que Netanyahu trabalha com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, “para fazer a transição correta da ajuda para a parceria e o investimento mútuo”, e que a ajuda “foi incrivelmente importante”. Segundo Trump, os dois líderes chegaram há alguns meses a um entendimento pelo qual a assistência de US$ 4 bilhões anuais termina até dezembro de 2026, com Israel livre para comprar armas norte-americanas e podendo receber ajuda adicional se necessário. “Não vamos mais pagar a Israel”, disse.

A aliança árabe Lista Conjunta anunciou no segundo dia de consultas com o presidente Isaac Herzog o apoio a Gadi Eisenkot como primeira opção para primeiro-ministro de Israel, e o bloco de Eisenkot pode chegar a 67 cadeiras no Knesset com o apoio do Ra’am e da Lista Conjunta. Eisenkot reuniu a recomendação de 67 dos 120 deputados, contra partidos que somam 46 cadeiras para Binyamin Netanyahu, e Herzog disse que dará o mandato a um dos candidatos no domingo, 8 de novembro. Três dos partidos judaicos que apoiam Eisenkot resistem a integrar uma coalizão com representantes árabes, segundo o The Times of Israel, em texto republicado pelo Brasil 247, enquanto o chefe do Shin Bet, David Zini, comparou a alegada interferência estrangeira nas eleições à falha de segurança de 7 de outubro de 2023.

O Irã está fazendo obras novas significativas perto de ao menos duas grandes bases de mísseis e reparando bases danificadas por meses de ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, segundo análise de imagens de satélite. Imagens de novembro mostram escavações e novas edificações nas bases de Garmdareh, em Karaj, e de Shahroud, no norte do país. Ao menos outros 12 sítios militares mostram sinais de reparo, incluindo telhados novos em Kermanshah e limpeza de escombros em Parchin. O Pentágono afirma que os EUA destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e forças navais do Irã.

A relação de defesa entre os Estados Unidos e Israel será reestruturada nos próximos dois anos, com bilhões de dólares de ajuda militar direta anual sendo substituídos por programas conjuntos de tecnologia de armas. Trump anunciou na terça-feira que a ajuda militar direta de cerca de US$ 4 bilhões por ano recebida por Israel será cortada até o fim do ano. O Movimento pela Qualidade de Governo pediu em 3 de novembro à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, investigação criminal por suspeita de quebra de confiança e suborno de funcionário público estrangeiro, e afirma que encerrar a ajuda nos dois anos restantes do acordo retiraria cerca de US$ 7,6 bilhões do financiamento da defesa israelense. “Os recursos de segurança de Israel não podem servir de compensação por apoio político pessoal”, disse o chefe do departamento econômico do movimento, Yaniv Goldberg.

A ONU condenou a tomada de oito casas palestinas por colonos israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, e o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, disse aos repórteres na quinta-feira que os colonos usaram munição letal durante a ação do dia anterior, agrediram fisicamente moradores palestinos e atiraram pedras, forçando famílias a fugir. Cerca de 30 colonos ocuparam as casas em Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now, que afirmou que eles agrediram e roubaram dois ativistas israelenses e atiraram na perna de um palestino. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo a chegada de agentes humanitários, e parte dos deslocados está sem abrigo adequado. Os colonos alegam compra legal das casas, mas o governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida: “O que está sendo promovido é uma falsificação, não uma venda, e o que circula é propaganda de colonos”. O terreno fica na Área C da Cisjordânia, sob controle israelense desde os Acordos de Oslo dos anos 1990, e mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos no território, ilegais pelo direito internacional.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israel (AIPAC) gastou mais de US$ 84 milhões nas eleições de meio de mandato, e quase dois terços desses fundos – US$ 55 milhões – teriam sido gastos em candidatos derrotados. Cerca de US$ 32 milhões foram gastos na tentativa de derrotar Abdul El-Sayed, o senador muçulmano eleito pelo Partido Democrata em Michigan. “Para o AIPAC, que gastou 32 milhões de dólares contra nós. Obrigado por me dar a oportunidade de vencê-lo duas vezes”, disse ele na festa da vitória. O grupo gastou mais de US$ 80 milhões no ciclo e seus canais oficiais estão em silêncio desde a tarde do dia da eleição. Daniel Biss, neto de sobreviventes do Holocausto, venceu a primária democrata no 9º distrito congressional de Illinois no início do ano, apesar das investidas do AIPAC, que gastou quase US$ 6 milhões contra ele.

As forças israelenses demoliram cinco prédios residenciais palestinos em Biddu, a noroeste de Jerusalém, sem aviso, desalojando mais de 100 pessoas de 12 apartamentos. Segundo o gabinete do governador de Jerusalém, a demolição deixou 105 pessoas sem teto, sem aviso prévio e sob a alegação de construção sem licença. Moradores disseram que soldados lançaram granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e impediram a retirada de móveis e pertences antes da demolição. O gabinete documentou 471 operações de demolição e terraplenagem entre janeiro e o fim de outubro. As casas ficavam na Área C da Cisjordânia ocupada, e as autoridades israelenses citaram a ausência de alvarás de construção como motivo.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, não sabe se a ajuda militar norte-americana a Israel termina imediatamente ou no fim do atual memorando de entendimento. “Não tenho certeza. Não sei se já sabemos a resposta”, disse ele ao Canal 12, acrescentando que os Estados Unidos pedem esclarecimento e que os israelenses também. Huckabee defendeu a ajuda, dizendo que os US$ 3,8 bilhões são gastos nos Estados Unidos. O memorando em vigor prevê US$ 3,8 bilhões por ano para Israel comprar armamento norte-americano, e o presidente israelense, Isaac Herzog, disse que a questão da ajuda norte-americana o preocupa muito e que o acordo deveria durar até 2028.

A delegação palestina busca aprovar resoluções críticas a Israel com ênfase nas consequências da guerra iniciada em 7 de outubro de 2023, incluindo condenação a assentamentos em territórios descritos como ocupados, entre eles Jerusalém Oriental e as Colinas do Golã sírias, além de, pela primeira vez, uma declaração formal da Organização das Nações Unidas (ONU) recusando reconhecer a presença israelense na Cisjordânia e uma política de “diferenciação” entre a Cisjordânia e o restante de Israel. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou a iniciativa como “ataque diplomático” e disse que a delegação israelense trabalha com aliados para enfrentá-la.

Forças israelenses atingiram a cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, segundo a Al Jazeera, em registro do Middle East Eye. Antes, as forças israelenses atacaram a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa.

Altos funcionários de defesa de Israel, da Grécia e do Chipre se reuniram nesta quinta-feira em Atenas e declararam nulo o acordo marítimo ratificado entre a Turquia e a Líbia, anunciou o Ministério da Defesa israelense. Os três ministérios afirmaram que o memorando marítimo, ratificado pela Câmara dos Representantes da Líbia em 20 de outubro, fere direitos soberanos de terceiros países, ignora normas internacionais sobre jurisdição marítima e não pode ter efeito legal sobre outros Estados. No mesmo encontro, os países decidiram criar um grupo de trabalho trilateral para as indústrias de defesa, com desenvolvimento e produção conjuntos e interoperabilidade entre as Forças Armadas. A cooperação é apresentada como pilar central da parceria, apoiada na declaração conjunta adotada quando os líderes dos três países se encontraram em Jerusalém, em 22 de dezembro de 2025.

Isaac Herzog encerrou as consultas com 67 parlamentares recomendando Gadi Eisenkot para primeiro-ministro, mas só entregará o mandato no domingo, após novas conversas com líderes partidários sobre quem pode formar governo. Herzog aceitou os resultados certificados da eleição da semana passada, em decisão que contraria a tentativa de Benjamin Netanyahu de desqualificar o pleito, e o partido de extrema direita Otzma Yehudit, de Itamar Ben-Gvir, recomendou Netanyahu como candidato a formar o próximo governo.

Gadi Eisenkot emergiu nesta quinta-feira como favorito a ser encarregado de tentar formar governo, depois que o UTJ se recusou a recomendar Netanyahu, segundo o The Hindu. O bloco de Netanyahu, incluindo o UTJ, tem 53 cadeiras no novo Parlamento, contra 48 do bloco de Eisenkot; as listas árabes subiram para 19 cadeiras. O Ra’am, de Mansour Abbas, recomendou Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e Eisenkot não deixou claro se aceitaria apoio árabe para formar governo. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com possível prorrogação de 14 dias.

O AIPAC gastou mais de US$ 84 milhões nos midterms de 2026, com US$ 55 milhões destinados a candidatos derrotados, quase dois terços do total, segundo levantamento do Responsible Statecraft divulgado pelo Middle East Eye. A maior fatia, cerca de US$ 32 milhões, foi usada na tentativa de derrotar o senador eleito Abdul El-Sayed, no Michigan, que venceu a disputa. É o pior desempenho do grupo em anos: em 2024, 87% dos gastos do seu super PAC foram em disputas vitoriosas, contra 69% em 2022.

Famílias israelenses se mudaram na quarta-feira para oito casas na aldeia de Ein ad-Duyuk al-Tahta, a poucos metros de Jericó, na Área C da Cisjordânia ocupada, com apoio do conselho regional de colonos e da organização Nachala, que afirma ter comprado os imóveis. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e que os documentos seriam falsos. Moradores palestinos deixaram suas casas na área: 65 residentes permanentes fugiram depois de serem apedrejados pelos colonos, e um ativista estrangeiro ficou ferido, segundo um ativista israelense.

O United Torah Judaism (UTJ), aliado histórico de Netanyahu, decidiu não recomendar nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, que tem até 11 de novembro para escolher quem tentará formar governo. O líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, retirou o veto a um governo com partidos haredim, abrindo caminho para conversas da oposição com o UTJ, segundo a N12. Uma coalizão liderada por Gadi Eisenkot com o UTJ teria 55 cadeiras, abaixo das 61 necessárias, mas reduziria o bloco de Netanyahu a 46.

O líder do partido Os Democratas (HaDemokratim), Yair Golan, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar reverter o resultado da eleição parlamentar da semana passada para se manter no poder. “Netanyahu perdeu. Ele se recusa a reconhecer o resultado e tenta dar um golpe e tomar o poder à força”, escreveu Golan no X, segundo a Anadolu Agency, em texto republicado pelo Daily Sabah. Golan alegou que a polícia prendeu ativistas políticos sem mandado e que o Shin Bet, o serviço de segurança interna, tentou interrogar eleitos sem apresentar provas. O Comitê Central de Eleições afirmou não ter encontrado irregularidades que afetassem a integridade do voto após revisar 9.069 urnas. Na terça-feira, o Shin Bet prendeu o colaborador do Middle East Eye Abd Abu Shahadeh sob a alegação de “investigação de segurança”, e o chefe do serviço, David Zini, quer interrogar os líderes palestinos Ahmad Tibi, Sami Abou Shahadeh, Mansour Abbas e Ayman Odeh. As investigações coincidem com a campanha de Netanyahu para deslegitimar os partidos palestinos Ra’am e a Lista Conjunta, que juntos somaram 19 cadeiras na Knesset.

Às vésperas dos 88 anos da Noite dos Cristais, o Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel alertou judeus no exterior sobre risco elevado de ameaças físicas a sinagogas e fiéis em todo o mundo. O relatório da pasta registra queda no número de ameaças, mas aumento dos ataques com armas letais. Nos Estados Unidos, as ameaças de bomba contra sinagogas caíram de 1.009 em 2023 para 59 em 2025. O total de incidentes antissemitas no país recuou 33% em 2025, para 6.274, mas os ataques com armas letais subiram de 23 em 2024 para 32. O diretor-geral do ministério pediu que governos e autoridades policiais reforcem a proteção de instituições judaicas, previnam incidentes antissemitas e levem os responsáveis à Justiça.

O parlamentar Mansour Abbas, chefe do partido árabe tradicionalista Ra’am, recusou-se a chamar o Hamas de organização terrorista nas consultas com o presidente Isaac Herzog nesta quinta-feira, citando o desejo de continuar sendo uma “ponte” com os palestinos e o risco pessoal para ele e sua família. Abbas recomendou Gadi Eisenkot, que fez do reconhecimento do Hamas como organização terrorista uma condição para os partidos que quiserem entrar num governo liderado por ele. A Herzog, Abbas disse: “Somos uma ponte. Não destruam essa ponte. Não nos transformem em apoiadores do terror ou traidores”, e pediu espaço para proteger a si e à família, chamando o assunto de “questão de vida ou morte”.

O Joint List, partido árabe liderado pelo Hadash, recomendou Gadi Eisenkot para formar o próximo governo, somando-se ao Ra'am. Eisenkot passa a ter o apoio dos dois partidos árabes de Israel, com 67 parlamentares a favor, contra 46 de Benjamin Netanyahu; o Judaísmo Unido da Torá (UTJ) se absteve. O Ra'am havia anunciado antes da reunião com o presidente Isaac Herzog que seu grupo parlamentar indicaria Eisenkot. Parlamentares do bloco de Eisenkot disseram ao Haaretz que não houve negociação com o Joint List e que o partido não recebeu oferta em troca da recomendação.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que a decisão de atacar o Irã foi dos Estados Unidos e que Israel apenas apoiou a iniciativa: “Sabemos que a decisão de atacar o Irã foi decisão dos Estados Unidos. Não foi nossa decisão. Apoiamos o esforço dos EUA. Achamos que foi a decisão certa”. Danon afirmou também que não é culpa de Israel a alta dos preços de combustíveis nos Estados Unidos em meio ao confronto com o Irã e ao bloqueio no Estreito de Ormuz, e disse que a decisão sobre um acordo com Teerã cabe ao presidente Donald Trump.

Donald Trump reconheceu rapidamente que as vitórias democratas se deveram à oposição interna massiva aos desdobramentos da guerra com o Irã que lançou junto com Israel, incluindo a alta de preços que ela provocou, e indicou que concordava com a avaliação do vice-presidente J.D. Vance sobre as causas da derrota, embora tenha insistido que não faria nada diferente porque a guerra era necessária para impedir um Irã nuclear. O provável próximo líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse que o partido buscará encerrar a guerra usando o “poder da bolsa” do Legislativo. Os democratas podem repetir o roteiro usado para encerrar a Guerra do Vietnã, anexando à próxima resolução provisória de orçamento, necessária para manter o governo federal funcionando, uma cláusula que proíbe financiar operações de combate dos EUA ao largo do Irã. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, encerrou o segundo dia de consultas com os partidos e Gadi Eisenkot emergiu como favorito a receber o mandato para tentar formar governo, depois de a eleição de 27 de outubro não dar maioria a nenhum dos blocos. O Judaísmo Unido da Torá (UTJ), que tem sete cadeiras no parlamento de 120, informou a Herzog que decidiu não recomendar nenhum deputado para formar governo. O Ra’am, do deputado árabe-israelense Mansour Abbas, recomendou a Herzog que encarregue Eisenkot. Herzog escolhe por conta própria quem recebe o mandato, mas a tradição manda dá-lo a quem foi recomendado pelo maior número de partidos. O indicado terá 28 dias para formar governo, com possibilidade de prorrogação de 14 dias; se falhar, Herzog encarrega outra pessoa. As listas árabes subiram a 19 cadeiras, impulsionadas pela insatisfação com o governo de direita dura de Netanyahu.

O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou em 8 de outubro carta a Benjamin Netanyahu, ao ministro da Defesa Israel Katz e ao chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, alertando para uma escalada perigosa da violência nacionalista na Cisjordânia. Herzog escreveu que o incidente na aldeia de Jalud chegou “a um fio de cabelo” de forças das Forças de Defesa de Israel (IDF) usarem munição letal contra civis israelenses, ou de um policial de fronteira ser morto por uma pedra atirada à queima-roupa. O presidente descreveu aumento de casas incendiadas, árvores arrancadas, pedras atiradas e rebanhos roubados por grupos de desordeiros, e pediu um plano de emergência coordenado e uma força-tarefa interministerial: “Sem aplicação visível e dissuasão real, enfrentaremos um desastre”.

Apenas 209 pacientes e feridos palestinos conseguiram deixar a Faixa de Gaza para tratamento no exterior em outubro, informou o Ministério da Saúde palestino, que alerta que milhares de doentes e feridos graves seguem presos no território sitiado sob restrições israelenses às evacuações médicas, apesar do cessar-fogo. O texto é do Quds News Network, em republicação pelo Countercurrents. As saídas ocorreram em apenas sete dos 17 dias em que partidas foram possíveis, segundo comunicado do ministério divulgado na quarta-feira. Em 29 de outubro de 2026, a pasta contabilizava 21.468 pacientes e feridos aguardando evacuação médica urgente, dos quais 6.430 casos prioritários que precisavam viajar imediatamente pela gravidade do quadro. Desde fevereiro de 2026, 3.056 pacientes e feridos foram evacuados para o exterior. Nesta semana, o ministério alertou que a escassez atingia cerca de metade dos insumos médicos e 42% dos medicamentos essenciais.

Donald Trump deixará de repassar US$ 4 bilhões por ano a Israel até o fim deste ano, disse em entrevista telefônica à Fox News na terça-feira, e afirmou que o fim do repasse foi acertado com Benjamin Netanyahu meses atrás. “Bibi Netanyahu e eu fizemos um acordo de que damos US$ 4 bilhões por ano a Israel e, meses atrás, acertamos que vamos parar”, declarou. Não ficou claro a que verba o presidente se referia: o memorando de entendimento que prevê US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar a Israel vence no fim de 2028. Trump disse que Israel pode comprar armas dos Estados Unidos se precisar, e os contornos de um novo arranjo de compras ou investimentos para ajudar o Exército israelense seguiam indefinidos. O escritório de Netanyahu ainda não havia comentado a declaração, e a BBC procurou a Casa Branca por esclarecimento. Segundo o Times of Israel, a fala pegou de surpresa autoridades de segurança e financeiras israelenses. Israel é o maior receptor de ajuda externa norte-americana desde o fim da Segunda Guerra, com US$ 174 bilhões acumulados segundo relatório do Congresso, e pesquisa da Universidade Quinnipiac de setembro apontou que 48% dos eleitores norte-americanos consideram os Estados Unidos excessivamente favoráveis a Israel, ante 16% em 2017.

O Judaísmo Unido da Torá (UTJ), que apoiou Benjamin Netanyahu nas cinco eleições anteriores, recusou-se a recomendá-lo para primeiro-ministro e também não apoiou Gadi Eisenkot. O partido informou ao presidente Isaac Herzog que decidiu não recomendar nenhum parlamentar para formar governo; o UTJ tem sete cadeiras das 120 da Knesset. A delegação do partido Democratas recomendou Eisenkot para formar o governo, e o Ra'am fez o mesmo no início da tarde. Otzma Yehudit indicou Netanyahu, e o Likud deve seguir o mesmo caminho. Herzog fazia o segundo dia de consultas partidárias após a eleição de 27 de outubro, na qual nem Netanyahu nem Eisenkot obtiveram maioria. Netanyahu preservou a isenção do serviço militar para estudantes religiosos, mas sem consagrá-la em lei.

O Tribunal de Magistrados de Tel Aviv decidiu que o jornalista e ativista político palestino Abed Abou Shhadeh, preso nesta semana, ficará sob custódia até domingo, 8 de novembro. Ele foi detido depois que forças de segurança israelenses invadiram sua casa em Jaffa durante a noite de terça-feira, com cerca de 15 agentes, alguns deles mascarados, que apreenderam aparelhos eletrônicos e livros diante dos dois filhos. A polícia pediu prorrogação de oito dias da prisão por suspeita de “contato com agente estrangeiro”, e a organização de direitos legais Adalah, que integra a defesa, disse que vai recorrer. O fundador da Adalah, Hassan Jabareen, afirmou que “não há prova” de que o jornalista tenha recebido dinheiro de alguém e que a busca em sua casa não encontrou nada.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, escreveu no X que “a razão de termos perdido é a guerra” e que o próprio presidente dissera isso na noite anterior, numa referência à derrota republicana nas eleições de meio de mandato. Vance listou quatro tarefas para reconquistar eleitores descontentes: encerrar a guerra, focar no custo de vida e na inflação, colocar a América em primeiro lugar e mudar a relação do país com Israel. Trump respondeu que a avaliação é em grande parte verdadeira porque a guerra elevou a gasolina no curto prazo, mas disse que repetiria a decisão para impedir que o Irã tivesse armas nucleares. “Acho que é em grande parte verdade, porque [a guerra com o Irã] elevou um pouco a gasolina no curto prazo”, disse. “Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, teria que fazer de novo, porque no longo prazo é a única resposta. Você não pode deixar o Irã ter uma arma nuclear.” Em pesquisa de boca de urna da NBC News, 74% dos entrevistados disseram que a guerra com o Irã foi fator decisivo ou importante no voto, e 37% aprovaram a decisão de atacar.

A professora Sahar Abushbeika explicava ciências a alunos da terceira série quando uma bala israelense a atingiu na parte inferior das costas, segundo o Middle East Eye, sangrando diante dos estudantes; o menino Amir Abusneimah, de nove anos, foi ferido no ombro quando a bala atravessou a tenda usada como sala de aula no leste de Khan Younis, atingiu o quadro e ricocheteou no menino. Mais de 97% das escolas da Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas, e os turnos dão cerca de três horas de aula por dia, três dias por semana; um ataque aéreo israelense atingiu na terça-feira a entrada da University College of Applied Sciences em Mawasi Khan Younis, matando três palestinos e ferindo 11, entre eles estudantes; só em outubro, ao menos 14 estudantes de 6 a 16 anos foram mortos, além de quatro professores e três funcionários universitários; e desde 7 de outubro de 2023 ao menos 19.200 alunos e 1.386 universitários foram mortos, segundo o Ministério da Educação e Ensino Superior palestino.

Israel encomendou equipamentos militares dos Estados Unidos além dos valores que Washington se comprometeu a cobrir pelo acordo de ajuda e precisará de cerca de US$ 10 bilhões adicionais para pagar encomendas já feitas depois de 2028, segundo o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pelo Jerusalem Post. O valor consta de documento do Departamento de Estado enviado ao Congresso, sobre encomendas pendentes em 1º de abril; o Memorando de Entendimento vigente, negociado no governo Obama, prevê cerca de US$ 3,3 bilhões anuais em Financiamento Militar Estrangeiro (Foreign Military Financing, FMF), a carta diz que as obrigações pendentes “podem ser cobertas pelo FMF, por fundos nacionais ou por ambos”, e o Serviço de Pesquisa do Congresso (Congressional Research Service, CRS) calcula cerca de US$ 174 bilhões em ajuda militar estadunidense a Israel entre 1948 e maio de 2025.

Com maioria nas duas casas, mas sem votos para derrubar um veto presidencial, os democratas devem concentrar a disputa contra a política externa de Trump no controle do orçamento, segundo o Guardian. O partido pode travar a Lei de Autorização de Defesa Nacional (National Defense Authorization Act, NDAA), que autoriza cerca de US$ 1,15 trilhão em gastos de defesa para 2027; o ex-diplomata Ryan Crocker diz que o primeiro campo de batalha será o pedido do Pentágono de aumento de verbas para a guerra com o Irã; em 2019, o Congresso aprovou resolução bipartidária invocando a Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act) contra o apoio estadunidense à guerra saudita, e Trump simplesmente vetou; e o senador eleito Abdul El-Sayed, que será o primeiro senador muçulmano em exercício no próximo ano, elogiou a decisão de Trump de encerrar a ajuda militar a Israel no fim deste ano.

Segundo o Axios e o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pela TRT World, o vice-presidente JD Vance acusou em privado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estar “errado em tudo” sobre o Irã e pediu repetidamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que negociasse o fim do conflito. Na mesma reportagem, Hegseth aparece como defensor de continuar a campanha, enquanto Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, preferem a negociação; autoridades se reuniram na Sala de Situação da Casa Branca em setembro para discutir o custo eleitoral interno da guerra, e outro grupo de ataque de porta-aviões e uma unidade expedicionária de fuzileiros seguem para o Oriente Médio.

Um ataque israelense com drone em Qabrikha, fora da zona-tampão no sul do Líbano, atingiu uma motocicleta e matou uma pessoa e feriu outra, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirmou que atingiu dois suspeitos que “observavam” tropas israelenses, para “remover uma ameaça”, no primeiro ataque aéreo no sul em semanas, e o morto foi identificado pela mídia libanesa como Muhammad Nasser Yousef, paramédico dos Risala Scouts, do movimento Amal.

Gadi Eisenkot é apontado como favorito a receber o mandato para formar governo, com vantagem clara nas indicações da noite de quarta-feira, com prazo até 11 de novembro para as consultas de Isaac Herzog, enquanto Benjamin Netanyahu voltou a falar em “suspeitas graves” de que Estados estrangeiros gastaram somas consideráveis para influenciar o resultado. Herzog disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” para evitar nova eleição, os responsáveis eleitorais afirmaram não haver indícios de irregularidades e as duas alianças árabes, United Arab List e Joint List, somaram 19 cadeiras, como potenciais fiadoras da coalizão.

A Somália rejeitou o credenciamento por Israel de um embaixador na Somalilândia e o lançamento da pedra fundamental de uma embaixada em Hargeisa, classificando as medidas como violações de sua soberania e integridade territorial. O Ministério das Relações Exteriores somali declarou que as medidas foram tomadas sem o consentimento do governo federal e são “nulas e sem efeito legal”. O primeiro embaixador israelense na Somalilândia, Michael Lotem, apresentou credenciais ao presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi Irro, em Hargeisa na semana passada, e uma cerimônia de pedra fundamental de uma futura embaixada israelense ocorreu em seguida. Israel reconheceu formalmente a Somalilândia em 26 de dezembro de 2025, tornando-se o primeiro Estado-membro da Organização das Nações Unidas (ONU) a fazê-lo desde a declaração de independência unilateral de 1991, e nenhum outro seguiu. O governo somali pediu que Israel reverta as medidas e que países e organizações internacionais não tomem passos que possam dar-lhes legitimidade.

O progressista Abdul El-Sayed derrotou o republicano Mike Rogers na disputa aberta ao Senado por Michigan, vitória inédita da ala esquerdista do Partido Democrata em um dos principais estados-pêndulo do país. Filho de imigrantes egípcios, ele será o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. O Comitê de Assuntos Públicos Israel-Americanos (AIPAC) gastou quase US$ 30 milhões contra o candidato, seu maior investimento em uma única disputa eleitoral. A campanha se apoiou em saúde universal, na retirada de dinheiro privado das eleições e em críticas duras a Israel. El-Sayed, de 42 anos, venceu apesar de uma onda de islamofobia estimulada por Trump e outros.

O presidente israelense, Isaac Herzog, aceitou os resultados certificados das eleições parlamentares da semana passada e iniciou consultas com líderes partidários sobre a quem encarregar de formar o próximo governo. “Agora é o momento de encarar a realidade”, disse Herzog. Oito partidos, incluindo as duas legendas lideradas por árabes, devem se reunir com Herzog nesta quinta-feira, com o Yashar, de Eisenkot, e o Likud, de Netanyahu, falando por último – após as consultas, Herzog escolherá o candidato que considerar mais capaz de formar coalizão, provavelmente Netanyahu ou Eisenkot, e tem alguns dias para anunciar a decisão.

Os republicanos perderam as eleições de meio de mandato por causa da guerra com o Irã, afirmou o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Segundo Vance, muitos dos que votaram em Trump e Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026, pedindo o fim da guerra, foco no custo de vida, prioridade aos Estados Unidos e mudança na relação com Israel. A frustração dos eleitores com a guerra e com a relação com Israel selou a derrota, num distanciamento de Donald Trump – que reconheceu o peso da gasolina, mas defendeu a decisão de iniciar o conflito – antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira que fechou meses atrás um acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para encerrar cerca de US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até dezembro de 2026 – segundo Trump, foi Netanyahu quem propôs o fim da ajuda. O acordo vigente garante a Israel US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, com a aplicação do corte ainda indefinida, e depois de 2028 o país precisaria de cerca de US$ 10 bilhões para pagar encomendas pendentes, segundo documento do Departamento de Estado enviado ao Congresso e examinado pelo The Wall Street Journal. El-Sayed disse que Trump está certo nessa política e defendeu o fim da venda de armamentos a Israel, em entrevista à NPR.

O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou no mês passado uma carta de alerta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros altos cargos sobre uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia e a “desgraça moral” da violência de colonos, segundo o Times of Israel, que diz ter obtido o texto. A carta foi enviada também ao chanceler Israel Katz, ao chefe do Estado-Maior Eyal Zamir e à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e afirma que comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), policiais e agentes do Shin Bet relatam “ferramentas limitadas e escassez de pessoal”. Herzog advertiu que uma escalada no terreno pode ter “consequências severas e de longo alcance” para a segurança de Israel, seu funcionamento como Estado soberano, sua posição internacional, a diáspora judaica e a economia israelense. Pediu que os autores sejam tratados como integrantes de organização criminosa e defendeu um plano com deslocamento massivo de forças de segurança, prisões em larga escala, detenções administrativas e desmantelamento dos grupos. A violência de colonos aumentou nos últimos meses, com ataques e hostilidades quase diários e poucos autores indiciados ou condenados.

A organização Euro-Med Human Rights Monitor afirmou que 1.134 crianças em Gaza foram submetidas a amputações até 9 de outubro de 2026. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2.300 amputados, entre crianças e adultos, foram avaliados entre setembro de 2024 e maio de 2026, e apenas 500 receberam próteses permanentes. A organização não governamental (ONG) afirma que restrições israelenses a viagens de pacientes e a evacuações médicas impedem centenas de crianças de buscar tratamento especializado no exterior. Segundo a organização, há apenas oito profissionais certificados em próteses e órteses em Gaza e falta equipamento para fabricar, ajustar e manter membros artificiais. O grupo acusa Israel de crimes de guerra e enquadra a amputação de crianças e a obstrução do tratamento no artigo 2 da Convenção do Genocídio.

A facção Degel HaTorah, do partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá (UTJ), anunciou que não recomendará nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, por instrução de seus líderes espirituais. A decisão de um aliado histórico de Benjamin Netanyahu aprofunda o rompimento com o primeiro-ministro, motivado pela falha da coalizão em aprovar a lei que consagra a isenção do serviço militar para haredim. Herzog conduz consultas com os partidos sobre quem encarregar de formar o próximo governo e disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” se quiserem evitar nova eleição. Gadi Eisenkot é apontado como provável destinatário do mandato, e o partido árabe Ra’am confirmou que o endossará. O UTJ deve se reunir com Herzog nesta quinta-feira, e não está claro se a facção Agudat Yisrael recomendará Netanyahu ou também se absterá.

O juiz aposentado indiano Srinivasan Muralidhar, presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, afirmou que a conclusão inequívoca do colegiado é que as forças de segurança israelenses continuam a cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio um ano após o cessar-fogo de outubro de 2025 mediado pelos Estados Unidos. O relatório informa que mais de 75 mil palestinos foram mortos nos territórios palestinos ocupados desde 7 de outubro de 2023, incluindo ao menos 21.500 crianças e 11 mil mulheres. O documento foi apresentado por Muralidhar à Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro; segundo o The Hindu, ele não pôde apresentar o relatório pessoalmente porque os Estados Unidos negaram o visto. O relatório pede que os países-membros da ONU “empreguem todos os meios” para prevenir o genocídio, investiguem e processem os suspeitos e estabeleçam regras claras para o uso de inteligência artificial em conflitos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “existem fortes suspeitas de que Estados estrangeiros tenham investido quantias consideráveis para influenciar os resultados das eleições em Israel”, em vídeo gravado diante de uma bandeira israelense e do logotipo do Gabinete do Primeiro-Ministro. Na manhã de quarta-feira, o Comitê Central de Eleições anunciou que sua revisão pós-eleitoral, que cobriu protocolos de 9.069 seções eleitorais, não encontrou irregularidades nem indícios de que a integridade do voto tenha sido comprometida ou o resultado alterado. O deputado Ayman Odeh, ex-líder do Hadash e da Lista Conjunta, foi identificado como o parlamentar árabe sênior suspeito de receber centenas de milhares de shekels em dinheiro de fonte estrangeira. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, criticou publicamente a tentativa, atribuída ao chefe do Shin Bet, David Zini, de interrogar parlamentares sem provas suficientes, e afirmou que é ilegal interrogar qualquer pessoa, inclusive parlamentares, sem provas suficientes. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, declarou que todos os líderes de partidos árabes deveriam ser presos e interrogados “em celas do porão do Shin Bet”, mesmo sem a aprovação da procuradora-geral.

O líder do bloco de oposição, Gadi Eisenkot, prometeu renovar e aprofundar a parceria com os Estados Unidos e disse que espera trabalhar com Donald Trump para estabilizar o Oriente Médio se for primeiro-ministro. O Likud e seus aliados deixaram de ter maioria dos 120 assentos do Knesset, o que obriga Benjamin Netanyahu a ampliar a coalizão para continuar no poder. O presidente Isaac Herzog disse que fará tudo ao seu alcance para evitar uma nova eleição, cujo custo é estimado em mais de US$ 1 bilhão.

Abdul El-Sayed, democrata de Michigan, derrotou o republicano Mike Rogers e se tornou o primeiro muçulmano eleito ao Senado dos Estados Unidos, na eleição em que o partido retomou o controle do Congresso. Ele disse que quer que os Estados Unidos parem de vender armamento usado “para fazer as piores coisas, incluindo genocídio e apartheid, a Israel”. O país fornece a Israel US$ 3,8 bilhões por ano em ajuda militar sob acordo que vigora até 2028, e o presidente Donald Trump anunciou planos de encerrar cerca de US$ 4 bilhões em ajuda militar anual até o fim do ano, sem detalhar como os cortes funcionariam.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra com o Irã, em publicação extensa no X: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”. Vance citou uma pesquisa segundo a qual os quatro temas apontados por eleitores que deixaram os republicanos eram encerrar a guerra, custo de vida e inflação, “América primeiro” e mudar a relação com Israel. Escreveu que quem considera a guerra um custo aceitável deve defendê-la abertamente, inclusive a perda do Senado pelos próximos seis anos. Trump disse que “o Irã foi parte disso” e defendeu a decisão de iniciar o conflito: “Não penso nisso. Fiz a coisa certa. Faria de novo”. A AFP descreveu o movimento como tentativa de Vance de se distanciar do conflito antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chegaram a um acordo para cortar a ajuda militar a Israel até dezembro de 2026. Avner Golov, ex-chefe de assuntos dos Estados Unidos no Conselho de Segurança Nacional israelense, advertiu que encerrar a ajuda até o fim de 2026 sinaliza recuo do compromisso americano com a segurança de Israel. Abdul El-Sayed saudou o plano de Trump de cortar a ajuda e pediu o fim das vendas de armas.

Dezenas de famílias palestinas voltaram na segunda-feira às suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, depois de o Exército israelense anunciar o fim de uma operação militar de 11 dias. Cerca de 537 famílias, somando quase 3.300 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas desde o início da operação, segundo o Comitê de Apoio e Socorro da província de Hebron. Moradores relataram roubo de joias de ouro, dinheiro e pertences pessoais, além de portas arrombadas e bens danificados. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, estimou em cerca de 6 milhões de shekels (cerca de US$ 1,9 milhão) os danos a instalações municipais e redes de serviços, e Abdo Idris, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade, disse que as perdas diárias passaram de 12 milhões de shekels (cerca de US$ 3,8 milhões), com danos à infraestrutura acima de 6 milhões de shekels. A operação foi ordenada por Benjamin Netanyahu depois que homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron em 23 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The News.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu oficialmente os resultados da eleição para o 26º Knesset e as consultas com os partidos para a formação do governo começam nesta quarta-feira à noite, 4 de novembro, data que marca os 31 anos do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin. Herzog pediu compromisso após uma eleição divisiva. Sobre a sociedade árabe israelense, afirmou que “não se deve difamar um público inteiro” e que condena “as expressões vulgares e racistas” ouvidas recentemente. Disse também respeitar o chefe do Shin Bet, David Zini, e a procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e que falou com os dois nesta manhã.

O Comitê Central de Eleições de Israel auditou 9.069 seções eleitorais após as queixas de fraude e afirmou que os resultados “refletem com precisão a vontade dos eleitores”, segundo o South China Morning Post (SCMP). O colegiado disse que todas as queixas apresentadas por partidos foram revisadas e que não houve achados que indicassem dano à integridade da eleição. O presidente Isaac Herzog recebe oficialmente ao meio-dia o resultado da eleição de 27 de outubro e decide se dá a Benjamin Netanyahu ou a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo, já que nenhum dos dois tem votos suficientes sozinho. Netanyahu alega fraude por partidos de maioria árabe, citando prisões de pessoas com envelopes de dinheiro no dia da eleição e, depois, a afirmação de que parlamentares receberam dinheiro do Catar. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, disse que não interrogará ninguém sem provas.

Uma pesquisa do Arab Center for Research and Policy Studies, sediado em Doha, e do Arab Center for Contemporary Syria Studies mostrou que 61% dos entrevistados citam Israel como a principal ameaça à Síria, contra 20% que citam o Irã, 6% a Turquia e 5% os Estados Unidos; os resultados foram publicados na segunda-feira. Cerca de 97% disseram que Israel ameaça a segurança e a estabilidade do Oriente Médio, ante 78% um ano antes. Quase 80% rejeitam reconhecer Israel, ante 74% em 2025, e 74% rejeitam qualquer acordo que não devolva as Colinas de Golã ocupadas. Sobre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 80% disseram que os ataques iranianos com mísseis a Israel eram justificados, e três quartos afirmaram que Washington fez a guerra em nome de Israel.

Segundo o Middle East Eye, a Associação Médica Mundial enfrenta críticas por se recusar a suspender a Associação Médica de Israel apesar de denúncias documentadas de participação de médicos israelenses em tortura de detentos palestinos e abusos em Gaza; uma petição de 6.500 profissionais de saúde da campanha IMA Out! foi entregue à Assembleia Geral em Rotterdam no mês passado pedindo a expulsão; a última suspensão foi em 1976, quando a África do Sul foi barrada de duas assembleias por cumplicidade de médicos com a tortura no apartheid; e a Fundação Hind Rajab pediu no mês passado ao Tribunal Penal Internacional que investigue médicos israelenses, a IMA e autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa.

O Shin Bet e a Polícia de Israel prenderam nesta quarta-feira o ativista e jornalista Abed Abu Shehadeh, dirigente do Balad, em Jaffa, por suspeita de infrações de segurança – prisão que o presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh, chamou de “crime grave”, acusando Netanyahu de tentar confiscar o resultado eleitoral. Cerca de 15 agentes, alguns encapuzados, invadiram a casa à meia-noite e o levaram na frente dos dois filhos, apreendendo aparelhos eletrônicos e livros, em caso sob a unidade central de Tel Aviv e o Shin Bet com sigilo imposto pela Justiça por se tratar de investigação de segurança; a comissão eleitoral central certificou o resultado na quarta-feira sem encontrar irregularidades que comprometessem a integridade da eleição.

Com 99% dos votos contados, o Likud de Benjamin Netanyahu e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos ficaram com 53 das 120 cadeiras do Knesset. O bloco contrário reúne 48 cadeiras de facções de direita e centro-esquerda do ex-chefe militar Gadi Eisenkot e 19 cadeiras recorde dos dois partidos de maioria árabe. O novo Knesset se instala em 10 de novembro e o presidente Isaac Herzog deve encarregar Eisenkot, cujo Yashar é o maior do bloco anti-Netanyahu, de formar governo, enquanto o interino Netanyahu segue sem restrição legal especial para conduzir operações militares – podendo autorizar legalmente um ataque ao Irã mesmo sem maioria parlamentar, seguindo os procedimentos ordinários.

Donald Trump disse à Fox News que fez com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu um acordo para interromper o repasse de US$ 4 bilhões anuais a Israel, verba que é aprovada pelo Congresso e que ele não pode encerrar sozinho, segundo a correspondente da emissora na Casa Branca, afirmando que foi Netanyahu quem propôs o fim da ajuda, no marco do acordo vigente de US$ 38 bilhões em ajuda militar em dez anos, até 2028, o que surpreendeu fontes de defesa israelenses. Não houve confirmação do escritório de Netanyahu nem do Ministério das Relações Exteriores de Israel, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (Department of State) não respondeu à Al Jazeera.

O Ministério da Defesa de Israel começou neste mês a atualizar a cerca de segurança “Hourglass” ao longo da Faixa de Gaza, segundo o Jerusalem Post, com base nas lições do ataque de 7 de outubro e da guerra contra o Hezbollah. Uma das cinco frentes de obra prevê tecnologias e métodos para conter ameaças a baixa altitude, em especial drones de fibra ótica usados pelo Hezbollah no sul do Líbano. A cerca de 64 quilômetros havia sido criticada por ter sido rompida em dezenas de pontos.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que o que se vê é “uma tentativa de esmagar a democracia e roubar a eleição com a ajuda de infiltrados do governo no sistema de segurança” e chamou a situação de “ameaça direta à nossa democracia”, pedindo às instituições do Estado que resistam e que se forme um governo o mais rápido possível. A fala vem em meio a relatos de que o chefe do Shin Bet, David Zini, buscava interrogar três líderes de partidos palestinos por suspeita de interferência estrangeira na eleição, sem que as autoridades tenham encontrado provas. Partidos liderados por palestinos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, o que impediu Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot de chegar aos 61 necessários para formar governo.

Os 16 representantes do bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Comissão Eleitoral Central escreveram a Sohlberg pedindo discussão urgente sobre suspeita de compra de votos por suspeitos árabes, segundo o Times of Israel – Sohlberg, também vice-presidente da Suprema Corte, respondeu que ninguém tem poder legal para adiar a publicação oficial e marcou a reunião de quarta-feira para as 9h, antes do previsto, para uma discussão mais ampla. O bloco pró-Netanyahu somou 53 cadeiras, com 27 do Likud, enquanto os outros 67 assentos se dividem entre partidos liderados por judeus, com 48, e partidos liderados por árabes, com 19.

Israel repassou aos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã considera usar armas químicas contra seus adversários, informou o New York Times citando autoridades norte-americanas e regionais. Parte dos altos funcionários dos Estados Unidos recebeu a informação com preocupação, enquanto outros manifestaram ceticismo profundo e a viram como campanha de pressão do governo de Benjamin Netanyahu para retomar combates em larga escala. Autoridades do Golfo questionaram as avaliações israelenses e afirmaram que Israel não apresentou provas de que o Irã esteja tornando seu arsenal químico operacional. O Comando do Front Doméstico de Israel não incluiu cenários de armas químicas entre os exercícios da semana nem distribuiu orientações de proteção, e o Exército israelense não comentou. Teerã nega possuir armas químicas e classifica as acusações como guerra psicológica de Israel e Netanyahu.

Autoridades do ministério das Finanças de Israel foram surpreendidas pelo anúncio de Trump do fim da ajuda militar americana, segundo o Times of Israel, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Um funcionário disse que nenhum documento formal do gabinete do primeiro-ministro foi enviado sobre o encerramento: “O ministério sabia da intenção de encerrar, mas foi surpreendido pela intenção de fazê-lo imediatamente.” Funcionários do ministério da Defesa e os militares também foram surpreendidos pelo anúncio, segundo o mesmo relato.

A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, pediu ao Shin Bet que informe o andamento da investigação sobre alegações de fraude eleitoral por partidos de cidadãos palestinos de Israel e afirmou que nenhuma prova havia sido apresentada até então, segundo o Middle East Eye. Em comunicado à imprensa por meio de sua porta-voz, ela disse que, se o Shin Bet ou qualquer outra autoridade tiver provas que justifiquem abrir uma investigação, está convidada a apresentá-las.

Yair Golan, líder do partido Democratas, classificou como “fracasso enorme” a decisão do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de encerrar a ajuda militar a Israel e disse que um primeiro-ministro responsável teria lutado para aumentar a assistência norte-americana em vez de acabar com ela. Golan é o segundo nome da oposição israelense a atacar a condução do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no episódio, depois de Gadi Eisenkot dizer que ele precisa ser substituído. Trump afirmou que fechou um acordo sobre o tema com Netanyahu.

Gadi Eisenkot, do partido Yashar, reuniu até agora 48 recomendações de bancadas para formar o próximo governo de Israel, contra 46 de Benjamin Netanyahu, segundo o Jerusalem Post, com as consultas com o presidente Isaac Herzog marcadas para quarta e quinta-feira. O partido ultraortodoxo Shas e dois partidos de extrema direita anunciaram nesta terça-feira que recomendarão Netanyahu. O bloco de Netanyahu tem 53 cadeiras na Knesset de 120, contra 48 da oposição e 19 dos partidos árabes, e nenhum dos dois lados tem a maioria de 61 necessária para governar. Lideranças da oposição concordaram em recomendar Eisenkot e iniciar negociações sobre diretrizes de governo e acordos de coalizão. Os partidos árabes ainda não confirmaram suas indicações.

Israel comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao comitê egípcio na noite de segunda-feira que impõe um fechamento “completo e abrangente” da passagem de Rafah, bloqueando ajuda humanitária, cargas comerciais, comida, combustível e gás de cozinha que entram em Gaza pela rota egípcia, segundo o Drop Site News. A rota movimenta de 50 a 60 caminhões por dia, e por ela entram integralmente o combustível e o gás, segundo o veículo. O acordo de cessar-fogo de outubro de 2025 prevê 600 caminhões de ajuda por dia em Gaza, mas Israel vinha permitindo em média cerca de 200.

Forças israelenses acompanhadas de maquinário pesado invadiram nesta terça-feira a área da Estrada Haska, a noroeste de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e demoliram cinco comércios de propriedade de palestinos, segundo fontes locais. Cerca de 750 mil colonos israelenses vivem em 156 assentamentos ilegais e em torno de 360 postos avançados na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, segundo números palestinos.

O candidato da oposição israelense Gadi Eisenkot afirmou nesta terça-feira que a retirada gradual da ajuda estadunidense anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mostra que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa ser substituído. Para ele, o fato de o aparato de defesa israelense estar sabendo da mudança na relação estratégica pela imprensa, ao mesmo tempo que o público israelense, mostra “o quão perigosa é a conduta” de Netanyahu, que “não pode mais ser confiável”.

Ao menos sete voos e um navio de cruzeiro na Europa receberam ameaças de bomba nesta terça-feira, com transtornos em aeroportos e nenhum artefato encontrado. Dois voos para Varsóvia, dois para Sófia, dois para Roma e um para o aeroporto de Múrcia, na Espanha, foram alvo das ameaças, e um aeroporto em Varsóvia foi fechado por pouco tempo; a Força Aérea italiana acompanhou um dos voos a Roma. O governo britânico descreveu os incidentes como “ameaças de trote maliciosas”, e autoridades de vários países vão cooperar para avaliar se houve ação coordenada para perturbar o espaço aéreo. O navio de cruzeiro de bandeira panamenha Crown Iris, que se preparava para partir do porto grego de Siros rumo a Haifa, foi revistado por equipe antibombas e tinha 940 passageiros e 597 tripulantes a bordo. Segundo a imprensa grega, o capitão recebeu o alerta diretamente por rádio, afirmando que um artefato explosivo estava colocado no casco do navio abaixo da linha d’água; a primeira busca não achou objetos suspeitos, e uma segunda inspeção, mais minuciosa, da unidade de missões submarinas da Guarda Costeira era esperada.

Israel compartilhou com os Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã estaria considerando o uso de armas químicas contra seus adversários, informação recebida com alarme por parte de funcionários norte-americanos, segundo o New York Times. Conforme o JFeed, que relata o conteúdo da reportagem, parte dos oficiais norte-americanos expressou ceticismo profundo sobre a credibilidade da informação, e alguns a compararam à inteligência falha sobre armas de destruição em massa do Iraque em 2002. Alguns oficiais norte-americanos e do Golfo sugeriram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode estar tentando arrastar o presidente Donald Trump de volta a uma ação militar contra o Irã. Segundo o jornal, Trump disse que não ordenaria um ataque antes das eleições de meio de mandato de terça-feira.

A França abriu uma investigação judicial a partir de uma denúncia por crimes de guerra contra um ataque israelense a um prédio residencial no Líbano, segundo a advogada da parte, Clemence Bectarte, em relato à AFP. O artista franco-libanês Ali Cherri, cujos pais morreram no ataque a Beirute em 2024, apresentou a denúncia como parte civil neste ano com a Federação Internacional de Direitos Humanos. A unidade de crimes contra a humanidade do Tribunal de Paris nomeou dois juízes de instrução para o caso, decisão que a advogada classificou como “uma primeira vez”.

O Likud e outras legendas da coalizão de saída tentam adiar a publicação do resultado oficial da eleição, citando duas investigações em curso sobre suspeitas de irregularidades. O presidente do Comitê Central de Eleições, Noam Sohlberg, sustentou que o comitê não tem poder para adiar a publicação, que pela Lei Básica deve sair oito dias após a eleição. O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com partidos ultraortodoxos e de extrema direita, perdeu a maioria na Knesset e soma 53 cadeiras; o Likud foi o maior partido, com 27. Os outros 67 assentos se dividem entre partidos liderados por judeus (48) e partidos árabes (19). Confirmado o resultado, Herzog tem sete dias para indicar quem tentará formar governo.

O Ministério das Finanças de Israel não tinha conhecimento de planos de encerrar imediatamente a ajuda militar americana antes do anúncio do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, segundo o Channel 12. Os US$ 3,8 bilhões anuais de ajuda eram esperados como fonte significativa de financiamento do orçamento de defesa israelense em 2027 e 2028, segundo o correspondente econômico do Channel 12, Yuval Sade. Na mesma entrevista em que falou do ataque ao Irã, Trump anunciou que os EUA encerrarão US$ 4 bilhões em financiamento a Israel depois do fim deste ano.

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, resiste a uma nova ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irã, segundo o Haaretz, em texto publicado pelo Opera Mundi. Zamir já havia se oposto à intenção de Benjamin Netanyahu de atacar o Irã antes das eleições legislativas de 27 de outubro. O líder da oposição e ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot declarou que, até a formação de um novo governo, apoiaria operações militares “somente em caso de perigo claro e iminente para Israel que não possa esperar pela posse de um novo governo”. Ainda segundo o Haaretz, Netanyahu defende abertamente a derrubada do governo iraniano, enquanto Donald Trump busca pressionar o país a aceitar um acordo mais favorável aos interesses norte-americanos, que restrinja seu programa nuclear e permita a reabertura do Estreito de Ormuz.

As forças israelenses impediram a entrada de todas as remessas de gás de cozinha na Faixa de Gaza no domingo e devolveram os caminhões vazios, segundo o portal palestino Palinfo. A Autoridade Geral de Petróleo de Gaza afirmou que nenhum gás entrou no território ao longo do dia e que os caminhões foram devolvidos sem entregar o que levavam. Nesta terça-feira, as forças israelenses bloquearam a entrada de bens comerciais e ajuda humanitária vindos do Egito pelo cruzamento de Rafah, cortando uma rota que responde por quase um quinto dos bens que entram diariamente no território sitiado. Mesmo quando as entregas são permitidas, Gaza recebe apenas quatro ou cinco caminhões de gás de cozinha por dia, muito abaixo dos mais de 20 necessários para atender a demanda diária.

A Sociedade de Prisioneiros Palestinianos e a noiva do detento Hassan Salameh, Ghufran Zamel, afirmaram que guardas israelenses o atingiram com nove tiros no mês passado. Segundo eles, o ataque ocorreu depois que o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, invadiu a cela dele e gravou um vídeo ameaçando matá-lo. O tipo de munição usado e as circunstâncias exatas dos disparos seguem sem esclarecimento. Segundo Zamel, três dias depois da agressão Salameh foi levado para ter as lesões fotografadas e devolvido à cela sem tratamento médico, apenas com analgésicos. Salameh foi condenado por Israel em 1996 por organizar vários atentados que mataram e feriram dezenas de israelenses, e foi sentenciado a 48 penas de prisão perpétua. Ele passou 14 anos em confinamento solitário desde que foi preso, há 30 anos.

O presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, recebeu as credenciais do embaixador Michael Lotem em cerimônia em Hargeisa, capital do território, onde também foi lançada a pedra fundamental de uma embaixada israelense. Israel é o único Estado do mundo que reconheceu a Somalilândia, que também mantém laços econômicos substanciais com os Emirados Árabes Unidos. O reconhecimento mútuo entre os dois países foi firmado em 26 de dezembro de 2025. O chanceler Gideon Sa’ar afirmou que o envio de embaixadores é outro passo importante no aprofundamento dos laços entre os dois países. Abdullahi disse na cerimônia que era a primeira vez que um presidente da Somalilândia recebia as credenciais de um embaixador de um membro da ONU que reconheceu sua independência.

Um porta-voz de Benjamin Netanyahu disse que não sabia da declaração de Donald Trump sobre o fim da ajuda militar dos Estados Unidos a Israel e que buscaria detalhes. A ajuda segue um memorando de entendimento de US$ 3,8 bilhões anuais que se aproxima do vencimento em 2028, com conversas em curso sobre como a assistência de Washington a Israel evoluiria depois dessa data. Trump, que anunciou nesta terça-feira o corte de US$ 4 bilhões anuais ao fim deste ano, afirmou que foi Netanyahu quem levantou o assunto e que o primeiro-ministro disse que seria apropriado não receber a ajuda, porque entende que esse é um dos pontos de atrito. Yair Golan, chefe do partido de esquerda Democratas, afirmou que o fim da ajuda norte-americana representa um golpe severo à segurança de Israel e à qualidade de vida no país.

Os líderes dos quatro partidos judeus de oposição de Israel se reuniram em Herzliya nesta terça-feira e concordaram em iniciar imediatamente negociações de coalizão e coordenar a estratégia parlamentar antes da posse do novo Knesset, na próxima semana. O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria, mas os partidos judeus de oposição têm apenas 48 cadeiras contra 53; a maioria só existe com o apoio dos dois partidos árabes, que somam 19 cadeiras. Os líderes reafirmaram o apoio a que o presidente Isaac Herzog dê a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo e acertaram que as equipes de negociação comecem a redigir os acordos de coalizão e as diretrizes políticas. O primeiro item da agenda parlamentar será substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, do Likud, o que abriria caminho para a comissão de inquérito sobre o ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O Likud afirmou que a oposição pretende formar um “governo perigoso” que depende de “apoiadores do terrorismo”. A unidade 730 do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel), responsável pela proteção de altos funcionários, vai assumir diretamente a segurança de Eisenkot, conforme fontes seniores confirmaram ao Jerusalem Post.

O ministério do Interior de Gaza informou que policiais foram mortos e feridos em um ataque aéreo israelense perto da cidade de Khan Younis. O ministério da Saúde palestino contabilizou 19 mortos na Faixa de Gaza desde sábado, seis deles nas 24 horas anteriores, depois de 13 mortes no fim de semana. Entre as mortes de terça-feira estão um palestino que morreu em consequência do bombardeio do campo de deslocados onde estava, em Khan Younis, e outro morto em ataque aéreo contra um grupo no University College of Applied Sciences, na mesma cidade.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse em entrevista à Fox News que fechou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um acordo para encerrar a ajuda militar de 4 bilhões de dólares anuais a Israel, com o compromisso de deixar de pagar o país até o fim deste ano e de ajudar se houver necessidade, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. Trump afirmou que Israel não precisa mais do apoio financeiro de Washington e que democratas e políticos de esquerda usavam o financiamento a Israel para criticar republicanos.

A Justiça francesa abriu uma investigação judicial sobre uma denúncia de crimes de guerra relativa a um ataque israelense a um prédio residencial no Líbano, segundo uma advogada ouvida pela AFP nesta terça-feira. A unidade de crimes contra a humanidade do Tribunal Judicial de Paris nomeou dois juízes de instrução para o caso, movimento que a advogada classificou como uma primeira vez. A denúncia, vista pela AFP, trata do bombardeio de 26 de novembro de 2024 que matou sete civis, entre eles os pais de Cherri, de 87 e 77 anos, em um edifício de 12 andares no centro de Beirute; três andares foram destruídos.

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, descartou integrar um governo chefiado por Benjamin Netanyahu mesmo se o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pedir. “Não vou sentar em um governo liderado por Netanyahu”, disse ele, conforme relatos. Segundo o mesmo relato, ele compareceria se convidado por Trump, mas sustentaria que a formação do governo é assunto interno de Israel e que impediria qualquer interferência. Com os apoios esperados da Lista Conjunta e do Ra'am, Eisenkot pode reunir recomendações de 67 dos 120 deputados do Knesset, contra 53 do bloco de Netanyahu.

Um outdoor que domina a movimentada Praça Enghelab, em Teerã, traz a frase “We will kill Trump”, com o presidente dos Estados Unidos (EUA) atrás das grades e a cabeça baixa. Outro outdoor próximo mostra Trump ao lado do vice-presidente JD Vance, do enviado especial Steve Witkoff e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com rostos ensanguentados e ternos rasgados sobre bandeiras gastas de Israel e dos EUA. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, quando ataques dos EUA e de Israel mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, novos modelos de outdoors que zombam de Trump e prometem vingança têm sido montados com frequência em Teerã.

Uma ordem militar israelense de 28 de outubro colocou 26.500 m² de terra nas aldeias de Deir Nizam, Umm Safa e Atara sob controle militar, para “propósitos militares”, segundo a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro. A área é destinada a um trajeto chamado eixo de emergência Ateret–Neve Tzuf, que ligaria assentamentos israelenses da região, e a ordem vale até o fim de 2028. A comissão afirma que 5.891 m², cerca de 22,3% da área, são classificados por Israel como “terra estatal”, e outros 20.582 m² ficam fora dessa classificação.

Forças israelenses mataram ao menos quatro palestinos em ataques na Faixa de Gaza, e um quinto morreu dos ferimentos de um ataque anterior, segundo fontes médicas e relatos da imprensa. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ataques israelenses mataram ao menos 1.593 palestinos e feriram 5.748 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA), iniciado em outubro de 2025. No total, a guerra israelense contra Gaza matou ao menos 74.609 palestinos e feriu 175.872, segundo o mesmo ministério. Tiros israelenses indiscriminados a partir de posições militares, tanques e drones quadricópteros mataram e feriram centenas de civis desde o cessar-fogo, sobretudo famílias deslocadas perto da chamada Linha Amarela.

Os líderes do chamado bloco de mudança se reúnem na manhã desta terça-feira em Herzliya para coordenar os próximos passos, no primeiro encontro desde a eleição, com o bloco somando 48 cadeiras contra 53 do campo de Benjamin Netanyahu, 27 delas do Likud, com todos os líderes dizendo até segunda-feira que vão apoiar Gadi Eisenkot para formar o próximo governo, enquanto Netanyahu afirmou que uma clara maioria do público judeu escolheu o Likud como o maior partido e o escolheu para liderar o próximo governo – as listas árabes somam o recorde de 19 cadeiras, 8 do Ra’am e 11 da Lista Conjunta, com participação árabe-israelense de cerca de 80%, ante 53,2% na eleição de 2022, enquanto o presidente Isaac Herzog pediu aos líderes que aceitem o resultado e busquem soluções criativas para evitar nova eleição, e a facção B’Yachad, de Naftali Bennett, anunciou apoio a Eisenkot.

A Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira, 2 de novembro, por 180 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção, um projeto de resolução sobre controle de armas convencionais nos níveis regional e sub-regional. Índia e Israel foram os únicos países a votar contra o texto, em um órgão de 193 membros. Um representante indiano argumentou que “isso pressupõe que as preocupações de segurança dos Estados param educadamente nas fronteiras regionais. Elas não param”.

Forças israelenses avançaram com cinco veículos militares sobre a vila de al-Asbah, na zona rural do sul de Quneitra, segundo relato da Syria TV publicado pelo Middle East Eye. Segundo a Sijil, iniciativa síria que acompanha violações israelenses no país, as forças israelenses cometeram sete violações nesta segunda-feira antes da última incursão, incluindo outras incursões, postos de controle e sobrevoos de aeronaves.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), criada em 1978, tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e mandato até 31 de dezembro de 2026, com a saída do contingente prevista ao longo do ano seguinte e entrega gradual das posições ao Exército libanês, segundo a RT. A decisão de encerrar a missão seguiu-se à pressão de Estados Unidos e Israel, que acusam a força de não conter o Hezbollah, e um morador do sul do país disse à RT que a UNIFIL não cumpriu o papel de proteger a população local, mas alertou que a ausência dos capacetes criaria um “vácuo de segurança” que Israel buscaria explorar.

A União Europeia (UE) tratou como tentativa deliberada de perturbar a cadeia alimentar do bloco o ataque cibernético que atingiu ajustes de refrigeração de freezers de supermercados em ao menos oito países, entre eles Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo e Países Baixos. A Direção Nacional de Cibersegurança de Israel alertou redes de varejo, empresas de alimentos e centros logísticos do país por causa da onda de ataques, e um varejista relatou freezers a 50 graus Celsius.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, acusou nesta segunda-feira o comissário de Polícia, Daniel Levy, de ordenar “violência severa” contra manifestantes haredim (ultraortodoxos) para agradar a oposição depois das eleições da semana passada. Ben Gvir também pediu ao Supremo Tribunal que anule uma liminar de abril que o proíbe de interferir no uso da força pela polícia. Na quinta-feira, três manifestantes foram presos depois que um protesto haredi perto de Bnei Brak virou confronto violento, deixando três policiais feridos e vários manifestantes machucados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende uma nova onda de ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo dois funcionários regionais e uma terceira pessoa a par do assunto. Numa ligação no fim de semana, ele pressionou o presidente Donald Trump a atacar, e Trump não se comprometeu a tomar uma ação militar, conforme uma pessoa informada sobre a conversa. Fontes ouvidas pelo Axios dizem que Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã imediatamente depois das eleições; por ora, Trump quer deixar as negociações avançarem, uma estratégia que preocupa Netanyahu.

Outubro já registra o maior número mensal de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais desde o início da documentação, em 2006, com 397 incidentes entre 1º e 26 de outubro, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA). Entre 20 e 26 de outubro, 62 ataques de colonos foram documentados em 49 comunidades da Cisjordânia, incluindo 38 ligados à colheita de azeitonas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na noite desta segunda-feira a partidos que se opõem ao terrorismo que se sentem com o Likud para formar um “governo nacional amplo”, em publicação em rede social, e disse que deve liderar o governo, já que o Likud foi o partido com mais cadeiras no Parlamento. O Likud conquistou 27 cadeiras, e o bloco de Netanyahu soma 53; o Yashar, de Gadi Eisenkot, ficou com 21 cadeiras e seu bloco com 48; os partidos árabes conquistaram 19. Netanyahu defendeu que o governo amplo seja formado sem as listas árabes.

Tucker Carlson afirmou que Donald Trump e Benjamin Netanyahu estariam planejando um ataque nuclear contra o monte Pickax, no Irã, onde a inteligência israelense diz que o governo iraniano retomou seu programa de enriquecimento de urânio. Segundo Carlson, o programa estaria em túneis sob 300 pés de granito maciço, e só um ataque nuclear os atravessaria. Ele disse que Netanyahu telefona a Trump todos os dias sobre o assunto e que uma ofensiva nuclear norte-americana tornaria uma terceira guerra mundial inevitável.

Promotores de dez Estados membros da União Europeia (UE) — Espanha, França, Itália, Portugal, Bélgica, Países Baixos, Polônia, Eslováquia, Suécia e Finlândia — mais a Austrália cooperam e trocam informações sobre denúncias de tortura, sequestro e maus-tratos contra seus nacionais que participaram das missões da Global Sumud Flotilla, interceptadas por Israel em águas internacionais. Segundo fontes jurídicas ouvidas pelo El País, as investigações miram políticos, autoridades e comandantes militares israelenses, incluindo integrantes do gabinete de Benjamin Netanyahu. Essas fontes dizem que a reunião ocorreu em 16 de setembro em Haia, no marco de cooperação coordenado pela Agência da UE para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust), com representantes australianos como convidados.

Ataques aéreos israelenses mataram ao menos quatro palestinos nesta segunda-feira em Khan Yunis, Al-Mussadar e no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, segundo equipes médicas e autoridades de saúde palestinas. O Ministério da Saúde de Gaza, em dados divulgados pela Reuters, contabiliza ao menos 1.580 palestinos mortos em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025.

Ataques israelenses mataram ao menos três palestinos e feriram vários outros na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, segundo as autoridades de saúde do território. Dois morreram e seis ficaram feridos em dois ataques aéreos separados em Khan Younis, no sul do enclave, e uma terceira pessoa foi morta em um ataque na cidade de Al-Mussadar. O Exército israelense afirmou ter realizado dois ataques no enclave contra militantes palestinos, sem dar mais informações.

O partido Democratas anunciou nesta segunda-feira que vai recomendar ao presidente de Israel, Isaac Herzog, o líder do Yashar, Gadi Eisenkot, como candidato a formar o próximo governo, antes das consultas do presidente com os partidos, que começam na quarta-feira. Os outros dois líderes do bloco que tenta substituir o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Naftali Bennett (B’Yachad) e Avigdor Liberman (Yisrael Beytenu), também disseram que recomendariam Eisenkot. O resultado eleitoral deu 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu no próximo Knesset e 48 à oposição.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no sábado sobre as negociações entre Washington e Teerã e pressionou por um ataque ao Irã imediatamente depois das eleições de meio de mandato, na terça-feira, segundo a Axios, que citou uma fonte israelense e uma norte-americana. Trump disse a Netanyahu que prefere dar uma chance às negociações entre os dois países a bombardear o Irã de imediato, conforme as mesmas fontes.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, avalia culpar seus chefes militares e de defesa pela condução da guerra contra o Irã, segundo relato do The Atlantic publicado no domingo, em texto republicado pelo Times of Israel, enquanto considera retomar os ataques após as eleições de meio mandato de terça-feira. Em conversa descrita por fontes como dura e direta, Netanyahu pressionou Trump a reiniciar a campanha, enquanto Trump queria dar mais tempo às negociações, segundo a Axios, em texto republicado pelo Times of Israel.

O governador de Hebron, Khaled Dudin, anunciou nesta segunda-feira que as forças israelenses se retiraram da cidade após um cerco de 10 dias. Segundo ele, as forças de segurança palestinas assumiram o controle da área e as famílias deslocadas podem voltar. A governadoria de Hebron conta mais de 3.300 palestinos deslocados ou afetados e 15 casas e estruturas demolidas na operação, iniciada em 23 de outubro após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses, feriu três e terminou com os dois autores mortos.

A Liga Árabe pediu uma investigação internacional independente sobre alegações de tortura e abusos sistemáticos contra presos palestinos da Faixa de Gaza detidos na prisão de Ramla, em Israel. Vários detentos da ala Rakevet sofreram ferimentos e queimaduras por atos repetidos de repressão e maus-tratos. A Liga exigiu o fim imediato dos abusos e pediu a Israel que permita acesso irrestrito do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e de monitores independentes à prisão, para documentar as condições e prestar atendimento médico.

O ex-chefe do Mossad David Barnea disse que Israel divulgou de propósito as imagens da operação secreta no Irã durante o conflito de junho de 2025 para provocar prisões em massa e dificultar que as forças iranianas encontrassem agentes israelenses reais. Barnea afirmou que um vídeo oficial foi divulgado na manhã da Operação Rising Lion, com o logotipo do Mossad, para proteger os agentes que estavam em campo. Segundo ele, as autoridades iranianas prenderam 21 mil pessoas durante a operação.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.

O chefe da comissão eleitoral central de Israel disse neste domingo (1º de novembro de 2026) que a investigação em curso sobre suposto financiamento estrangeiro no pleito recente não vai pôr em dúvida o resultado, observando que, até agora, “as suspeitas seguem sendo suspeitas”. Em mensagem em vídeo, ele garantiu aos israelenses que “a escolha feita nas urnas será respeitada” e que a eleição “transcorreu corretamente”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu partido, o Likud, acusam partidos árabes de terem “roubado” o voto, no qual tiveram ganhos inéditos. A votação de terça-feira (27 de outubro) não deu maioria parlamentar a nenhum bloco: Netanyahu e aliados ficaram com 53 cadeiras e o campo de Eisenkot com 48, ambos aquém das 61 necessárias. O Tribunal de Magistrados de Beersheba ordenou a soltura de um suspeito e rejeitou o pedido da polícia de prorrogar por oito dias a detenção de outros dois.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre quando e se intensificar as operações de combate contra o Irã, segundo a mídia americana. Netanyahu pressionou o presidente a lançar ataques ao Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e Trump quis deixar as negociações seguirem. Uma fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e uma fonte americana como “direta”, segundo o Axios. O Al Arabiya confirmou o relato do Axios sobre a conversa de sábado e a divergência entre atacar e negociar. No sábado (31 de outubro de 2026), Trump disse a repórteres que as negociações com o Irã para encerrar a guerra iam “bem” e que ainda havia “um ou dois alvos” dos quais “cuidar”.

Pelo menos oito palestinos, entre eles uma criança, morreram neste domingo em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que atingiram a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, e a rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza, segundo a Opera Mundi. A agência palestina WAFA informou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone contra Al-Mawasi e que as vítimas eram integrantes da polícia palestina, citando fontes médicas locais.

O aparato de defesa de Israel aplica uma política sem precedentes na Faixa de Gaza que concede imunidade a prefeitos e altos funcionários dos sistemas governamental e municipal do Hamas, segundo o Jerusalem Post. Fontes militares disseram ao Walla que a decisão de não atacar os chefes das autoridades locais do Hamas vem do receio de que matá-los leve ao colapso das instituições de governo em Gaza e a um caos civil com o qual Israel acabaria tendo de lidar, de acordo com o jornal.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu neste domingo aos líderes dos partidos que “parem de subir em árvores e encarem a realidade” do resultado eleitoral, numa apelação registrada pelo Times of Israel. Os partidos contrários a Benjamin Netanyahu somam 67 das 120 cadeiras da Knesset, contra 53 do bloco de direita e ultraortodoxo do primeiro-ministro, segundo a contagem do jornal. O jornalista israelense Gideon Levy criticou a resistência dos partidos de oposição a Netanyahu em formar um governo com a participação de partidos árabes, conforme a Opera Mundi.

O Ministério do Interior e da Segurança Nacional de Gaza informou neste domingo que cinco policiais e agentes foram mortos em um ataque aéreo israelense enquanto cumpriam suas funções na área de Al-Mawasi, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em relato da agência Saba. Ao todo, ataques israelenses mataram ao menos oito palestinos, incluindo os cinco policiais, em dois ataques separados no domingo, segundo médicos e o ministério do interior administrado pelo Hamas, conforme a Reuters.

O prefeito de Dimona, Benny Biton, próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, disse à Kan News no domingo que Netanyahu quer formar um governo de unidade e que o presidente de Israel, Isaac Herzog, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, serviriam como fiadores de um acordo com o chefe do partido Yashar, Gadi Eisenkot. Biton afirmou que falou com Herzog no sábado e que os dois presidentes dariam à oposição a garantia de que o governo de unidade se sustentaria. Ele também advertiu que uma tentativa da oposição de substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, antes da formação da coalizão seria uma “declaração de guerra”, e que, sem um governo de unidade nacional, o país caminha para outra eleição, porque “nenhum dos blocos conseguirá formar governo sob nenhuma circunstância”.

Dezenas de ultraortodoxos bloquearam neste domingo as estradas em frente à base central de alistamento das Forças de Defesa de Israel (IDF), onde mais de 200 membros da comunidade haredi se alistavam, segundo o Times of Israel. A polícia de Israel afirmou que os manifestantes tentavam intimidar os recrutas que chegavam à base de Tel Hashomer, onde os alistados passam pelo processo antes de serem enviados às suas unidades. Cerca de 230 homens haredi eram esperados para o alistamento na IDF em funções não combatentes.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, investiga a suspeita de que um deputado da Lista Árabe Conjunta no Knesset recebeu milhares de shekels do Catar, quantia que depois teria sido usada pelo partido na campanha eleitoral, segundo o Jerusalem Post. Nesta fase, os investigadores afirmam não ter provas de como o dinheiro foi de fato usado e dizem não estar claro que evidência sugere que os recursos vieram do Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, escreveu no X: “Negamos categoricamente as alegações de que o Catar interferiu nas eleições israelenses ou financiou qualquer atividade destinada a influenciar seu resultado.”

O dirigente sênior da Lista Árabe Conjunta, Ahmad Tibi, disse que a legenda está disposta a apoiar um governo liderado pela oposição para substituir a coalizão de saída do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas não entrará no gabinete, segundo o Times of India. Os partidos anti-Netanyahu conquistaram 67 das 120 cadeiras do Knesset, das quais 48 ficaram com partidos sionistas de oposição e 19 com dois partidos árabes, segundo o Times of Israel. O bloco de Netanyahu ficou com 53 cadeiras.

Oito pessoas, entre elas uma criança, morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza neste domingo, segundo os serviços de emergência e os hospitais locais citados pelo Arab News. Cinco mortes ocorreram em Khan Younis e três na Cidade de Gaza, de acordo com um comunicado da defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento Hamas que governa Gaza.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enquanto Washington se preparava para retomar os ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal. A ligação ocorreu depois de Trump discutir opções de retomada de operações militares com o alto comando, entre eles o chefe do Comando Central (CENTCOM), almirante Brad Cooper, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Trump disse que restam “um ou dois” locais a serem tratados no programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, e que os EUA podem fazê-lo “em dez minutos”. “Temos um plano para isso e podemos executá-lo muito rapidamente”, afirmou. Questionado sobre uma nova ofensiva, ele não confirmou nem descartou a possibilidade, segundo o Brasil 247.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, teria adotado a prática de ameaçar alvos em Gaza por telefone, oferecendo a escolha entre ter a família bombardeada ou ser morto sozinho, segundo relato do jornal Asharq Al-Awsat reproduzido pelo Jerusalem Post. O caso mais recente citado no relato é o de Muhammad Al-Bayouk, que teria sido alvo de um drone do Exército israelense no telhado de um abrigo para deslocados em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, depois de receber um telefonema de um oficial do Shin Bet. O Jerusalem Post afirma que o Exército israelense e o Shin Bet não foram procurados para comentar o caso.

O líder do partido Democrats, Yair Golan, disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem a confiança do público e não deveria ser autorizado a conduzir o país numa nova guerra com o Irã, em publicação nas redes sociais na manhã de domingo. Golan escreveu que ele e os líderes do bloco de oposição Gadi Eisenkot, Avigdor Lieberman, Naftali Bennett e Yair Lapid “conhecem muito bem o sistema de segurança”.

Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.

A polícia de Israel disse trabalhar para restabelecer a ordem durante protestos que classificou como inesperados e ilegais de haredim diante da base de Tel Hashomer, perto do centro de recrutamento em Kiryat Ono, na manhã deste domingo, e orientou o público a buscar rotas alternativas até que a situação fosse resolvida, segundo o Jerusalem Post.

O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que as forças americanas destruíram boa parte do aparato militar do Irã. Ainda falta “cuidar” de um ou dois alvos, entre eles o suspeito complexo nuclear subterrâneo conhecido como Pickaxe Mountain, segundo a TRT World. “Destruímos a parte nuclear deles. Ainda temos de cuidar, eu diria, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos”, disse Trump a repórteres na residência dele na Flórida. “Provavelmente é só olhar o Pickaxe Mountain, e é preciso cuidar daquilo. Podemos fazer tudo isso muito rápido.” Ainda segundo a TRT World, o governo iraniano nega repetidamente que o local abrigue operações nucleares. Trump repetiu que Washington não tem pressa em retomar os ataques porque considera ter dizimado as forças armadas e o programa atômico do Irã.

Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram na noite de sábado em Tel Aviv em apoio a um governo judaico-árabe, depois que os opositores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somaram 67 das 120 cadeiras do Knesset na eleição de terça-feira, segundo o Times of Israel. Um contraprotesto menor, com cerca de 200 pessoas, pediu uma investigação sobre alegações de fraude eleitoral, depois que o Likud, partido de Netanyahu, acusou partidos árabes de “roubar a eleição” com apoio de governos estrangeiros hostis. Os partidos árabes conquistaram 19 cadeiras, um recorde, e sem eles nenhum bloco tem maioria.

Centenas de israelenses foram às ruas neste sábado em Tel Aviv e Jerusalém para pedir que a oposição se alie a partidos árabes e derrube o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Arab News. O ato de Tel Aviv reuniu cerca de 500 pessoas, e o de Jerusalém, cerca de 100. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu conquistaram 48 cadeiras, e os dois partidos de maioria árabe, Raam e a Lista Conjunta, somaram 19, em uma eleição que não deu maioria a nenhum bloco no parlamento de 120 cadeiras; uma aliança entre os dois campos daria 67 cadeiras ao bloco anti-Netanyahu. O chefe da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não decidiu se buscará a coalizão e reiterou que só formaria um governo sionista cujos membros se comprometam com o reconhecimento de Israel como Estado judeu, democrático e liberal e com o reconhecimento do Hamas como organização terrorista, segundo o Al-Monitor.

O Exército de Israel concluiu os preparativos para um novo confronto militar com o Irã, segundo o jornal Yedioth Ahronoth, em relato publicado pela agência Anadolu. O chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), Brad Cooper, apresentou ao presidente Donald Trump opções para retomar os ataques, e a decisão de voltar à guerra segue com Trump enquanto continuam as negociações entre Washington e Teerã. Nesta semana, dez aviões de transporte militar dos EUA chegaram a bases da Força Aérea israelense como parte de uma ponte aérea de equipamento militar para a região, segundo o Ynet.

O deputado Ahmad Tibi, número 2 da Lista Conjunta, disse que o partido está pronto para apoiar de fora os partidos sionistas anti-Netanyahu na formação de um governo que substitua a coalizão atual, mas não quer fazer parte do governo, segundo o Times of Israel. A Lista Conjunta, formada por três facções árabes, conquistou 11 assentos na eleição de terça-feira. Tibi indicou que a lista recomendará ao presidente Isaac Herzog que um candidato dos partidos anti-Netanyahu receba o mandato para formar a coalizão.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou aos comandantes que atualizassem a lista de alvos do país para incluir “todos os tipos de ativos tangíveis e intangíveis pertencentes ao inimigo americano-sionista”, segundo a France 24. Na reunião com os principais comandantes militares, ele afirmou que “qualquer nível ou tipo de ameaça deve ter resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica”. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em entrevista coletiva na conferência do G20 em Atlanta, na Geórgia, que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques: “Podemos alcançar objetivos militares se quisermos. Ele não tomou uma decisão. Não tenho anúncio a fazer hoje, e não tratamos nada disso com leveza.” O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que “atualmente não há planos de reuniões com autoridades americanas”.

Quase 840 mil pessoas votaram na terça-feira em Ra'am e na Lista Conjunta, coalizão de três partidos liderados por árabes, alta de 64% em relação às eleições de 2022, segundo os resultados finais da Comissão Central de Eleições divulgados pelo Times of Israel. Os partidos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, superando o recorde anterior de 15. Nem a coalizão de Benjamin Netanyahu nem a aliança de oposição alcançaram as 61 cadeiras necessárias para a maioria parlamentar, segundo a Al Jazeera.

O chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, afirmou neste sábado que Israel realizou mais de 1.000 ataques contra a Síria em menos de dois anos, matando dezenas de pessoas, segundo a Anadolu. A declaração foi feita em uma sessão sobre segurança regional do Diálogo de Manama 2026, segundo a agência estatal síria SANA. Ele pediu o retorno às linhas anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a aplicação do Acordo de Desengajamento de 1974.

Mojtaba Khamenei reuniu-se com comandantes das Forças Armadas do Irã e emitiu o que seu gabinete chamou de ordens “importantes e estratégicas”, segundo o Middle East Eye. Ele também ordenou ao Exército preparar “uma resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica” caso os inimigos retomem os ataques, e que o Irã vai determinar o momento e os termos para encerrar novos conflitos, segundo o Jerusalem Post. A ordem também manda a Guarda Revolucionária atualizar a lista de alvos para colocar “todos os ativos tangíveis e intangíveis” dos Estados Unidos e de Israel ao alcance das forças armadas, segundo o jornal.

Moradores do bairro de Ain Deir Baha, em al-Khalil, no sul da Cisjordânia ocupada, tiveram a área declarada zona militar fechada pelas forças israelenses durante uma ofensiva que chegou ao oitavo dia, segundo a Press TV. O município de al-Khalil afirmou, segundo a emissora, que 4.969 palestinos de 780 famílias foram deslocados à força. O Palestinian Information Center conta neste sábado o nono dia consecutivo de cerco, com reforços militares e prisões de jovens palestinos.

Um tribunal militar do Líbano acusou 13 pessoas que, segundo ele, têm ligação com o Hezbollah por tráfico de explosivos. Os acusados respondem por crimes que incluem porte de armas, atentado à segurança do Estado e formação de associação ilegal, informou a mídia estatal libanesa. O veículo apreendido no posto de Dahr al-Baydar levava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu depois que os explosivos pertenciam ao grupo e afirmou que se destinavam ao uso contra forças israelenses no sul do Líbano, segundo o Arab News.

Um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matou o palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Quds News Network (QNN), citada pelo Middle East Eye. Outro palestino, Arafat al-Ar'eer, morreu em consequência de ferimentos sofridos em um ataque israelense ao bairro de Tal al-Hawa, ao sul da Cidade de Gaza, de acordo com a mesma rede.

O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o The Hindu, e os resultados divulgados na madrugada de sexta-feira mostraram 53 cadeiras para o bloco dele, 48 para o principal bloco de oposição e 19 para os partidos liderados por árabes na eleição de terça-feira, um desempenho histórico, conforme a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Daily Democrat. Em sua primeira manifestação pública sobre o resultado, na sexta-feira, Netanyahu escreveu no X que é proibido formar coalizão com partidos árabes.

Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.

No oitavo dia da operação militar em Hebron, tropas israelenses mantiveram selados os bairros de al-Jalda e Deir Bahha e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra moradores palestinos deslocados que tentavam voltar para casa, segundo o Middle East Eye. Colonos atacaram uma família palestina que colhia azeitonas em Tel Rumeida, perto de Hebron, ferindo cinco pessoas. Mais de 115 palestinos foram detidos desde o início da operação, e mais de 780 famílias foram afetadas, 537 delas totalmente deslocadas, segundo a WAFA, citada pelo Middle East Eye.

Tropas israelenses intensificaram os ataques no sul do Líbano, explodindo casas e outras estruturas e fazendo bombardeio de artilharia e fogo de metralhadora em várias áreas, segundo a agência nacional libanesa NNA, citada pela TRT World. As forças israelenses fizeram fogo extensivo de metralhadora sobre as cidades de Khiam e Qantara e incendiaram casas em Qantara, segundo a NNA. Na quarta-feira, forças israelenses escavaram com trator, bombardearam e demoliram casas no sul do Líbano, com drones sobre Beirute e seus subúrbios ao sul, na mais recente violação do acordo-quadro mediado pelos EUA, segundo a NNA, conforme a agência Anadolu.

Trabalhadores portuários de 22 países entraram em greve nesta sexta-feira contra a guerra e o uso de portos para exportação de armas, ação que os organizadores dizem poder interromper mais de 40% da carga do Mediterrâneo e US$ 2 bilhões em frete, segundo a Reuters. A paralisação foi convocada originalmente por sindicatos de Itália, França, Grécia, País Basco espanhol, Turquia e Marrocos e reúne mais de 25 sindicatos em 113 portos. Manifestantes em mais de 100 portos de 22 países pediram que os portuários interrompam embarques de armas para Israel, segundo o Middle East Eye.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, se recusa há 18 meses a assinar as transferências de fundos devidos a Ramala, que passam de US$ 7 bilhões, segundo o Times of Israel. Na maior parte do último ano, a Autoridade Palestina pagou apenas 50% dos salários de seus cerca de 150 mil funcionários públicos. O jornal avalia que o impasse político prolongado mantém Benjamin Netanyahu, Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, em posições de influência sobre os assuntos da Cisjordânia, ainda que em caráter interino.

Autoridades eleitorais de Israel rejeitaram a alegação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que a eleição foi roubada e afirmaram que a investigação aberta sobre suposta interferência estrangeira não altera o resultado final, segundo o Times of Israel, em texto da Jewish Telegraphic Agency (JTA). O diretor-geral interino do Comitê Central de Eleições, Dean Livne, gravou declaração na sexta-feira dizendo que a apuração “não afeta os resultados finais que serão submetidos ao presidente, nem diz respeito a qualquer setor específico da população”. Na quinta-feira, ele havia afirmado que “as eleições para o Knesset foram conduzidas legalmente” e que, até onde sabem, “não há base para alegações de dano sistemático à integridade do pleito”.

O Mossad entrou na investigação do Shin Bet sobre suposta influência estrangeira na eleição nacional desta semana, relataram veículos israelenses. Segundo o Jerusalem Post, o Mossad atuará nas áreas sob sua competência, entre elas a possibilidade de o Catar estar por trás de pagamentos ao aparato da Lista Conjunta. A Comissão Central de Eleições afirma reiteradamente que o escopo da investigação é limitado e que os resultados da votação de terça-feira, que produziu novo impasse parlamentar, não estão em questão.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, afirmou em comunicado oficial que a investigação sobre suspeita de fraude eleitoral é “direcionada e limitada”, segundo o Middle East Eye. Dean Livne, diretor-geral interino da Comissão Eleitoral Central, disse que não há “base para alegações de violações sistemáticas da integridade eleitoral”. Os partidos Ra’am e Lista Conjunta, que disputaram a eleição em duas chapas separadas, conquistaram 19 assentos, o que pode lhes dar um papel decisivo nas negociações de coalizão.

Israel demoliu nesta sexta-feira as casas dos autores do ataque que matou dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na semana passada, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. Em comunicado sobre as demolições, o Exército israelense disse que vai “continuar a operar de forma proativa e ofensiva” para impedir ataques na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares vão “destruir” o bairro de onde vieram os dois atacantes e que Israel está pronto para uma “ação ampla” na Cisjordânia ocupada, segundo a BBC.

A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que autoridades e forças israelenses continuam cometendo atos genocidas em Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, com a intenção de destruir o povo palestino no todo ou em parte, segundo o relatório da comissão. A comissão apontou que ao menos 196 palestinos foram mortos por fogo israelense desde a assinatura do cessar-fogo, em outubro de 2025, e que o controle israelense sobre Gaza passou de 53% para ao menos 60%, segundo a Associated Press (AP). A mesma comissão acusa soldados e agentes penitenciários israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, segundo a AP.

A Polícia de Fronteira e o Exército israelenses apreenderam um arsenal na aldeia de Hable, perto de Kalkilya, na noite de quinta-feira: três pistolas, uma delas de airsoft, um fuzil M-4, peças para vários fuzis M-16, mais de 2.300 cartuchos de munição variada e 67 carregadores, segundo a polícia, que anunciou a operação na manhã desta sexta-feira e prendeu dois suspeitos. Na mesma noite, soldados israelenses prenderam quatro pessoas na região de Jenin. Em Nablus, forças israelenses invadiram o Túmulo de José, na parte oriental da cidade, ao amanhecer, e revistaram casas em vilarejos vizinhos, segundo a agência palestina Wafa, citada pelo Middle East Eye.

A França impôs novas restrições a empresas israelenses de defesa antes da feira naval Euronaval, marcada para abrir perto de Paris na terça-feira, 3 de novembro, em continuidade à política francesa dos últimos dois anos – em outubro de 2024 as empresas israelenses foram inicialmente vetadas na Euronaval, decisão depois revertida por um tribunal comercial de Paris, segundo apuração do Defense & Tech citada pelo Jerusalem Post. Na mostra da próxima semana, as empresas israelenses só poderão exibir sistemas de defesa aérea e interceptação de mísseis, com representantes oficiais israelenses vetados, segundo o Ynet.

A apuração da eleição parlamentar de Israel terminou na quinta-feira, incluindo os votos em envelope duplo, e nem o bloco de Benjamin Netanyahu nem a oposição chegaram às 61 cadeiras necessárias para a maioria no Knesset, segundo o i24NEWS. O Likud lidera com 27 cadeiras, o bloco de Netanyahu soma 53 e a oposição, 48, com as negociações de coalizão diante de divisões profundas e os resultados oficiais previstos para a próxima quarta-feira. O bloco anti-Netanyahu, liderado por Gadi Eisenkot, do partido Yashar, ficou com 48 cadeiras, segundo a DW.

Dez aviões de transporte da Força Aérea dos Estados Unidos chegaram a bases israelenses no sul de Israel como parte de um comboio aéreo maior no Oriente Médio, segundo a KAN News, em texto publicado pelo Jerusalem Post. As aeronaves vieram da base de Fort Bliss, no Texas, e levariam sistemas de defesa aérea para proteger ativos regionais, segundo a KAN, e o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper, apresentou a Trump opções militares para o Irã, segundo o Wall Street Journal, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Uma fonte israelense disse à KAN que os Estados Unidos e Israel se coordenam de perto e se preparam para qualquer decisão de Trump, ainda sem decisão tomada.

Uma fonte sênior do Judaísmo Unido da Torá (UTJ) propôs apoiar de fora um governo minoritário liderado por Gadi Eisenkot, com o partido se abstendo em votações-chave na Knesset, informou o Canal 12. “Nossa aliança com Netanyahu chegou ao fim”, disse um dirigente do partido ao canal, segundo o Yeshiva World, acrescentando que o UTJ não obterá nada de Netanyahu e que seu interesse é voltar a ser uma força decisiva na Knesset. Eisenkot prometeu avançar a lei de alistamento militar e a investigação do 7 de outubro mesmo com a perspectiva apertada de formar coalizão, segundo o Times of Israel.

Israel passou a exigir que companhias aéreas enviem dados da tripulação 48 horas antes da partida, entre outras medidas para reforçar a segurança. Segundo o Times of India, as exigências valem para voos de entrada e de saída do país, de empresas israelenses e estrangeiras, e foram determinadas por Benjamin Netanyahu após uma revisão de segurança. A mudança segue a tentativa de sequestro de um voo da Flydubai que levava passageiros israelenses de Dubai a Tel Aviv, quando o copiloto omanita Hamam al-Hammami supostamente atacou o comandante indiano Smit Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave.

A oposição israelense acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar deslegitimar a eleição ao alegar interferência estrangeira depois de a votação deixar sua coalizão sem maioria no parlamento. O líder da oposição, Gadi Eisenkot, e líderes de partidos árabes denunciaram Netanyahu, segundo a BBC. Os resultados finais confirmaram que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição judaica obtiveram maioria. As duas listas árabes, a Lista Conjunta e o Ra’am, contrariaram as expectativas e conquistaram um recorde de 19 das 120 cadeiras da Knesset, com o aumento do comparecimento de eleitores árabes.

Jasper Nathaniel e Andrey Kharzhanovsky, ativistas que também são jornalistas e ajudam palestinos na Cisjordânia, foram presos pela polícia na madrugada de quarta-feira nas colinas ao sul de Hebron depois que imagens mostraram os dois sendo agredidos por dois colonos, ao menos um deles armado, segundo o Times of Israel. A polícia disse na quinta-feira ter recebido o relato de um confronto na área em que dois cidadãos israelenses foram atacados, e que policiais e tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) prenderam um cidadão israelense e um estrangeiro. Nenhum colono foi relatado como preso.

Israel renovou até abril de 2027 a ordem de exclusão que impede o xeque Ekrima Sabri, pregador palestino e chefe do Conselho Islâmico Superior em Jerusalém, de rezar ou fazer sermões na mesquita de Al-Aqsa, segundo a Al Jazeera. A ordem mais recente, emitida em 20 de outubro, é a quinta contra Sabri, que está barrado do local há mais de dois anos. O Centro de Informação Wadi Hilweh, grupo palestino de monitoramento de direitos humanos, afirma que as autoridades israelenses emitiram mais de 1.000 ordens de exclusão que barram palestinos da mesquita de Al-Aqsa e da Cidade Velha desde o início de 2026, incluindo contra figuras religiosas e funcionários do Waqf islâmico.

Israel revogou as autorizações eletrônicas de viagem de vários rabinos e ativistas americanos e do político judeu de Nova York Brad Lander depois de o grupo trabalhar na semana passada com palestinos na colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. E-mails da autoridade de imigração israelense informaram aos destinatários que suas autorizações haviam sido “revogadas” após “uma mudança de circunstâncias no seu caso”, sem apresentar outro motivo, segundo a Jewish Telegraphic Agency.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou nesta quinta-feira que seis palestinos foram mortos e 38 ficaram feridos nas 24 horas anteriores, segundo o Middle East Eye. Desde o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, o ministério contabiliza ao menos 1.574 palestinos mortos e 5.687 feridos, e outros 845 corpos foram recuperados dos escombros.

O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta quinta-feira que 537 famílias, ou 3.361 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas na ofensiva israelense em curso na cidade, segundo a Al Jazeera, citando a agência Wafa. A ofensiva interrompeu as aulas de cerca de 262 mil estudantes em 589 escolas da província, que passaram ao ensino remoto nesta semana. No campo de Qalandiya, equipes do Crescente Vermelho trataram um menino de 15 anos baleado com munição real nas duas pernas e uma criança de 12 anos ferida por fragmentos de bala, ambos levados ao hospital.

Com mais de 99% dos votos apurados na eleição de terça-feira, o bloco de Benjamin Netanyahu ficou com 53 das 120 cadeiras da Knesset e o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot com 48, enquanto as listas árabes somaram 19, sem que nenhum bloco alcance maioria, segundo a Al Jazeera. A emissora informa que os resultados definitivos serão certificados e anunciados até quarta-feira e que, até lá, os números podem mudar.

O Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) afirmou nesta quinta-feira que a apuração sobre suspeita de interferência estrangeira na eleição se baseou em inteligência que ele próprio coletou e rejeitou que o material tivesse vindo de um partido político, além de advertir contra usar a investigação para lançar suspeita sobre toda uma comunidade de eleitores, segundo o Jerusalem Post. O Comitê Eleitoral Central rejeitou as alegações de fraude sistemática, afirmando que o pleito transcorreu de forma legal, e a polícia disse não haver respaldo investigativo para as alegações amplas de roubo da eleição feitas pelo Likud.

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) foi indiciado por fornecer informações ao Irã, anunciaram em nota conjunta o Shin Bet, o serviço de segurança interna israelense, a Polícia de Israel e a unidade de porta-voz das FDI. Segundo o Jerusalem Post, as informações que ele teria repassado incluem localizações e coordenadas de bases militares, além de fotografias de mísseis interceptadores, de veículos militares e do avião-tanque dos EUA estacionado em um aeroporto israelense. O Times of Israel noticiou que o soldado foi acusado de espionar para o Irã em troca de criptomoeda.

Benjamin Netanyahu e seus aliados pediram ao serviço de segurança interna Shin Bet que investigue suposta compra de votos e outras irregularidades em comunidades palestinas em Israel, supostamente com dinheiro estrangeiro. O primeiro-ministro alegou, sem apresentar provas, que os ganhos recorde dos partidos árabes na eleição desta semana foram impulsionados em parte por fraude, acusação que líderes árabes rejeitaram e classificaram como incitação, segundo a Reuters. O diretor-geral interino da Comissão Central de Eleições, Dean Livne, rejeitou nesta quinta-feira como infundadas as alegações de fraude generalizada, e o Shin Bet esclareceu que a apuração de interferência estrangeira no voto tem escopo limitado e não se baseou em informação fornecida por nenhum ator político.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) podem deixar ou reduzir, no próximo fim de semana, a presença no bairro de Hebron que ocupam desde o fim de semana passado, segundo o Jerusalem Post, que afirma que a situação é incerta e muda rapidamente. Antes da eleição, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a recomendação do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, de deixar a área e permitir o retorno dos ao menos 2 mil palestinos retirados. A Adalah peticionou nesta quinta-feira à Suprema Corte em nome da prefeitura de Hebron e de sete moradores para parar as retiradas forçadas e demolições e garantir o retorno dos moradores retirados de suas casas.

O porta-contêineres Contship Jet, de propriedade grega e operado pela israelense ZIM Integrated Shipping Services, foi atingido por ao menos três embarcações-drone não tripuladas e afundou no Mar Negro, segundo o Globes. O navio havia partido de Haifa, e os 421 contêineres que levava afundaram com ele. A tripulação foi resgatada ilesa. Os 18 tripulantes, 14 filipinos e quatro ucranianos, foram levados ao porto búlgaro de Varna, segundo o Israel Hayom. A ZIM afirmou que o navio era pequeno, fretado e não próprio, que os tripulantes foram evacuados em segurança e que a estimativa inicial de dano financeiro é mínima, conforme disse a empresa ao Globes.

Israel pediu aos Estados Unidos permissão para atacar instalações de energia do Irã até agora não atingidas caso a campanha militar contra Teerã seja retomada, segundo a emissora estatal Kan, citada pela TASS. Na quarta-feira, Donald Trump disse a apoiadores republicanos em Ohio, antes das eleições legislativas de meio de mandato, que pretendia encerrar a guerra contra o Irã muito rapidamente.

O Catar negou interferência nas eleições de Israel e classificou as acusações de ridículas e perigosas em igual medida. “O Catar não deveria ser usado como bode expiatório pelas falhas políticas de certos políticos israelenses”, afirma a nota do país, segundo o Jerusalem Post.

O Likud e o bloco de Netanyahu lançaram na noite eleitoral uma campanha para deslegitimar qualquer movimento político que envolva a Lista Conjunta e o Ra’am, da formação de um governo minoritário à troca do presidente do Knesset, informou o Jerusalem Post. O resultado poderia ser anulado em todo o país se ficarem provadas as suspeitas de financiamento estrangeiro e suborno eleitoral que afetaram a votação, desfecho que a avaliação predominante no establishment político considera improvável ou praticamente nulo, segundo o jornal. Bezalel Smotrich pediu ao Shin Bet que interrogue os líderes dos partidos árabes sobre as denúncias de interferência estrangeira, segundo o Middle East Eye.

Com mais de 90% dos votos contados nas eleições legislativas de Israel, as projeções dão 53 cadeiras ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra 48 da aliança de Gadi Eisenkot, com recorde projetado de 19 cadeiras para os partidos árabes, segundo a TRT World, enquanto o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir pediu a prisão de líderes de partidos árabes depois que o Comitê Central de Eleições pediu ao Shin Bet que investigue denúncias de interferência estrangeira, segundo o Jerusalem Post.

Com mais de 90% dos votos apurados, o bloco de Benjamin Netanyahu tem 53 cadeiras contra 48 do bloco de Gadi Eisenkot, com as 19 restantes para a Lista Conjunta e o Raam, com 12 e sete cadeiras respectivamente, longe da maioria no Knesset de 120 assentos – e Netanyahu disse aos aliados de extrema direita que seguem juntos, segundo o Times of Israel a partir do Channel 14. O ex-premiê Ehud Olmert declarou apoio a Eisenkot e ao Yashar por considerá-lo mais apto a liderar o país e disse que Netanyahu está “on the wrong side of history”, segundo o Jerusalem Post.

Com 85% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos estavam a caminho de 53 das 120 cadeiras do Knesset, segundo a BBC. O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que espera receber os resultados oficiais na próxima semana e que depois começará conversas com cada facção: “Precisamos fazer tudo o que pudermos, certamente depois de ontem, para evitar outra rodada de eleições.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer um governo israelense sem os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, disseram fontes americanas ao site Walla, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Segundo as mesmas fontes, Trump considera que a violência dos colonos mina sua visão regional e dificulta sua implementação. O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que se faça tudo o que for possível para evitar outra rodada de eleições, segundo o The Hindu. Com mais de 85% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu estava levemente à frente, mas ainda sem maioria, de acordo com o jornal.

O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de supostamente roubar a eleição para o Knesset por meio de fraude eleitoral generalizada, suborno, intimidação e manipulação de cédulas, segundo o Jerusalem Post. A própria reportagem ressalva que as alegações não foram verificadas de forma independente e que nenhuma prova de manipulação sistemática foi tornada pública. Talal al-Krenawi classificou as acusações de “nojento” e “mentiras e falsidades”. “Isto é incitação contra os beduínos”, disse, conforme o jornal.

Com quase cinco milhões de votos contados, o bloco de Benjamin Netanyahu caiu para 53 cadeiras e a oposição ficou com 48, anunciou o Comitê Central de Eleições na manhã desta quarta-feira. O Likud é projetado com 26 cadeiras e o Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21. Os partidos árabes somam 19. O conjunto de partidos que quer retirar Netanyahu do poder chega a 67 cadeiras, e o bloco do primeiro-ministro fica oito cadeiras abaixo da maioria parlamentar, segundo projeções publicadas pelo Middle East Eye.

Com mais de 76% dos votos apurados às 9h30 GMT, o bloco de Netanyahu somava 54 assentos e o de Eisenkot 47, segundo contagens publicadas pela mídia israelense e citadas pela Al Jazeera. Com 70% contados, os dois blocos judeus ficavam abaixo dos 61 assentos do Knesset necessários para uma maioria de governo, segundo o The Guardian. Os partidos árabes israelenses caminhavam para um resultado recorde de 16 a 19 assentos, e a formação de um governo passaria por um pacto com eles, por novas eleições ou por um governo de unidade, ainda segundo o jornal.

A polícia sérvia matou na quarta-feira um agressor diante da embaixada de Israel em Belgrado depois que um policial foi alvo de um “ataque terrorista”, conforme disse o ministro do Interior de saída, Ivica Dacic, segundo o Le Monde. Dacic afirmou que o nível de ameaça terrorista foi elevado ao máximo, o “alerta vermelho”, o que significa verificações de segurança mais rígidas e presença policial maior em locais sensíveis, incluindo instalações de infraestrutura e locais onde há grande concentração de pessoas.

Os Estados Unidos deslocam um sistema de defesa aérea e de mísseis Patriot do Texas ao Oriente Médio enquanto Washington e Israel se preparam para uma possível nova rodada de operações de combate pesadas contra o Irã depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Jerusalem Post. O jornal também relatou que Washington teria avisado vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã após as legislativas, segundo pessoas informadas das conversas.

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã no domingo uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos (EUA) e Israel, e Teerã deve responder até o fim da semana, disse nesta quarta-feira um funcionário informado das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al Arabiya English. A minuta prevê um cronograma de sete dias que trata das preocupações de Teerã e de Washington e lista medidas diárias de confiança que cada lado deve tomar, segundo o mesmo funcionário.

Com mais de 66% dos votos contados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, foi projetado com 28 das 120 cadeiras do Knesset e o bloco do primeiro-ministro soma cerca de 56, abaixo das 61 necessárias para a maioria, segundo o El País. O bloco anti-Netanyahu liderado por Gadi Eisenkot aparece com 48 cadeiras, e as duas listas árabes somariam 16, indispensáveis para formar governo. Yair Golan pediu que a oposição forme um governo de mudança “em parceria com os cidadãos árabes de Israel”.

Um agressor atacou com facas um guarda diante da embaixada de Israel em Belgrado e foi morto pouco depois da meia-noite, segundo a polícia sérvia citada pelo Times of Israel. O ministro do Interior da Sérvia classificou o caso como “ataque terrorista”, elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo e reforçou o policiamento em locais estratégicos, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que nenhum funcionário se feriu e que a embaixada estava fechada por ser de madrugada.

Ataques israelenses mataram dois palestinos e feriram cinco em Gaza na terça-feira, segundo o TRT World, que cita fontes médicas. Em Jabalia, tropas israelenses mataram a tiros Mahmoud Samih al-Harsh, de 28 anos, na rua al-Hawja, no campo de refugiados, segundo fontes médicas citadas pela Anadolu. Em Khan Younis, a menina Tahani Mohammed Saeed Shalalfeh, de seis anos, morreu por ferimentos de um ataque do dia anterior em al-Mawasi.

Netanyahu e Eisenkot apresentaram reivindicações rivais para liderar Israel depois da votação de terça-feira, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. As três principais redes de televisão israelenses atualizaram as bocas de urna e deram ao bloco de Eisenkot vantagem de dois assentos sobre o campo liderado pelo Likud, por 52 a 50; o comparecimento foi de 77,7%, o maior em mais de duas décadas e cerca de 7 pontos acima de 2022, segundo o comitê eleitoral central citado pela France 24. As primeiras bocas de urna haviam deixado os blocos empatados.

Líderes parlamentares dos países do BRICS expressaram “profunda preocupação” com a escalada de tensões e hostilidades na Ásia Ocidental e criticaram as “medidas coercitivas unilaterais” e as “sanções econômicas unilaterais” impostas na região como contrárias ao direito internacional, segundo o The Hindu. A declaração conjunta defendeu uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e afirmou o direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a um Estado independente e soberano.

As pesquisas de boca de urna das principais emissoras de televisão de Israel indicavam um impasse na votação desta terça-feira, sem maioria para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem para seu principal rival, Gadi Eisenkot, nos 120 assentos do Knesset, segundo o Middle East Eye. Com seu futuro político em jogo, Netanyahu acusou “três dirigentes” do partido árabe Lista Árabe Unida (Ra’am) de “tentar roubar as eleições”, segundo o G1. Em posts no X, ele atacou eleitores árabes, descrevendo-os como “apoiadores da Irmandade Muçulmana” e os acusando de “invadir os locais de votação e roubar as eleições”, segundo a Al Jazeera. Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida, condenou as declarações como uma “tática de medo para mobilizar eleitores de direita e levá-los às urnas”.

O comparecimento às urnas em Israel chegou a 55,7% às 16h locais, o maior para esse horário desde 1973, enquanto a comissão eleitoral avaliava um pedido de prorrogação, segundo o Middle East Eye. Likud, Povo de Israel, Shas e Otzma Yehudit pediram a extensão do horário de votação, mas só o presidente da comissão eleitoral central, o juiz Noam Sohlberg, pode decidir, informou o Jerusalem Post. O partido Yashar, de Gadi Eisenkot, se opôs ao pedido, afirmando que nenhum incidente incomum ocorreu que o justifique.

No dia da eleição em Israel, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter prometido à administração dos Estados Unidos formar, depois das eleições, um governo de unidade com o líder da oposição, Gadi Eisenkot, sem ele, segundo o Times of Israel. “O primeiro-ministro Netanyahu prometeu à administração dos EUA que, depois das eleições, formará um governo de unidade com Eisenkot e sem Ben-Gvir”, escreveu o ministro no X, citando reportagem do Israel Hayom. O Jerusalem Post registrou que Ben-Gvir disse que Netanyahu precisa ficar com ele à direita e buscar um governo totalmente de direita. O relato do Israel Hayom descreve uma proposta apoiada pelos EUA com um governo de rotação de cerca de dois anos, avanço dos Acordos de Abraão com foco na Arábia Saudita e um perdão presidencial a Netanyahu – hipótese que a Residência do Presidente de Israel negou ter discutido.

A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.

No meio do dia da votação desta terça-feira, 45% dos eleitores israelenses já tinham votado, o maior índice desde 1973, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a fazer alegações falsas de que apoiadores da Irmandade Muçulmana de seus oponentes estariam “roubando as eleições”, segundo o Axios. Eisenkot pediu aos eleitores que não cedam ao calor nem às interrupções e sigam a missão de substituir “hoje à noite o pior governo desde a fundação do Estado”, segundo o The Hindu.

Um homem foi detido em Tel Aviv nesta terça-feira sob suspeita de esfaquear o presidente dos Democratas, Yair Golan, durante uma turnê de campanha para estimular a participação dos eleitores no parque HaMesila, segundo o Jerusalem Post. Diante da “aproximação ameaçadora”, a segurança de Golan interceptou o homem e uma faca grande caiu de dentro da jaqueta dele. O homem foi preso depois de se aproximar do líder do partido de centro-esquerda empunhando uma faca, segundo o Middle East Eye.

Forças israelenses fecharam na manhã de terça-feira todas as entradas de Ramala e montaram postos em rotas alternativas usadas por palestinos, incluindo os postos de Ein Sinya e Atara e o portão de Rawabi, ao norte, além dos portões de Nabi Saleh e Aboud, a noroeste, segundo a WAFA. Tropas israelenses também montaram um posto perto do distrito do Ministério da Educação na estrada al-Bireh-Jalazone e outro na estrada entre Yabroud e Silwad, a nordeste de Ramala, segundo a Mehr News.

Uma comissão de inquérito das Nações Unidas (ONU) acusou o governo de Israel de cometer crimes de extermínio, perseguição, tortura e estupro contra os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, segundo a Opera Mundi. O órgão também afirmou que as forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia entre outubro de 2023 e setembro de 2026, enquanto mais de 34 mil palestinos permaneciam deslocados até agosto. A comissão independente acusou Israel de crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, contra os palestinos da Cisjordânia, segundo a ONU News.

Na véspera da eleição israelense, Benjamin Netanyahu exibiu o endosso de Donald Trump e sugeriu que os dois podem retomar a guerra contra o Irã se ele vencer, depois de o presidente dos Estados Unidos dizer que precisam “terminar o serviço”, segundo o South China Morning Post. Trump escreveu no domingo: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, temos de terminar o serviço que começamos!” A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos não vão atacar o Irã em nenhum momento antes da eleição legislativa de 3 de novembro, segundo um porta-voz citado pelo jornal.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, foi o único entre os chefes de segurança a se opor à ação militar contra o Irã buscada por Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, conforme relatos publicados pelo Times of Israel. Netanyahu e Katz negaram planos de demitir Zamir antes da eleição e chamaram a informação de “completa fabricação”, noticiou o Jerusalem Post.

Israel seguiu cometendo genocídio em Gaza depois do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, afirmou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório publicado nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O texto diz que as autoridades israelenses mantiveram atos genocidas com a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o relatório de documento de propaganda desligado da realidade, voltado a minar o direito de autodefesa do país. A comissão registrou ainda quase 500 palestinos mortos por ano na Cisjordânia desde 2022, os maiores números desde que a ONU começou a coletar esses dados, segundo o Jerusalem Post.

Israel vota nesta terça-feira (27/10) com 7.331.981 eleitores aptos e 34 partidos na disputa pelo Knesset. As pesquisas preveem de 20 a 23 das 120 cadeiras para o Yashar, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, e nenhum bloco com maioria fácil para formar coalizão. No comício final, o candidato Eisenkot prometeu curar as divisões da sociedade israelense depois do governo de Netanyahu e falou em compromisso com a segurança e a economia. Netanyahu respondeu que “90% do trabalho” já foi feito e que “faltam 10%”, e que Eisenkot e a Irmandade Muçulmana “não vão destruir o programa nuclear do Irã”: “Quem vai fazer? Só eu posso.” A imprensa israelense noticiou que autoridades discutiram ações preparatórias para um ataque ao Irã a pedido de Netanyahu, segundo o Middle East Eye.

Israel vota na terça-feira na primeira eleição geral desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Muitos dos opositores de Benjamin Netanyahu veem na votação a oportunidade de cobrar, afinal, a pior falha de segurança em gerações, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Times of Israel. Pesquisas preveem há meses uma queda acentuada do Likud, mas uma aliança rival de partidos de direita, esquerda e centro também não tem caminho claro para o poder. Na véspera da votação, o presidente Isaac Herzog recebeu as credenciais de cinco novos embaixadores, que servirão sob o próximo governo, informou o Jerusalem Post.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.

O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta segunda-feira que 488 famílias, que somam 3.171 pessoas, foram deslocadas em toda a província, segundo a Al Jazeera. O prefeito Yousef al-Jabari afirmou à emissora que 3.043 dessas pessoas eram da área urbana de Hebron. O Exército israelense informou que vai barrar trabalhadores palestinos de entrar na maior parte da Cisjordânia até esta segunda-feira e impor fechamento total das travessias na terça, dia da eleição parlamentar israelense.

O presidente do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, pediu à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, que abra investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por suspeita de traição, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira e noticiado pelo Jerusalem Post. O pedido cita reportagem do canal N12 de domingo segundo a qual Netanyahu e o chefe do Estado-Maior, o tenente-general Eyal Zamir, se chocaram sobre uma proposta de operação militar que poderia desencadear um confronto com o Irã dois dias antes da eleição de 27 de outubro. Liberman acusou Netanyahu de tentar arrastar Israel a um confronto militar para impedir a realização das eleições.

Um vídeo publicado pelo Channel 13 no fim de domingo mostra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu avalizando por telefone o acordo que retira o partido haredi Achi da disputa eleitoral em troca de um cargo de vice-ministro. Na gravação, o ministro da Educação, Yoav Kisch, apresenta o arranjo fechado com o rabino Haim Yosef Abergel, líder espiritual do Achi, e Netanyahu responde “completamente aceitável”, segundo o Times of Israel. Como a lei atual exige que um vice-ministro seja parlamentar em exercício, Kisch diz que o Likud vai tentar mudar a norma para nomear também quem não é deputado. Abergel, que responde a acusações de crimes sexuais contra menores, anunciou a desistência do partido na sexta-feira, e a oposição classificou o episódio como “corrupção”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, vivem nos últimos dias um confronto inédito em torno de uma ordem do premiê para uma ação militar não detalhada que autoridades de defesa acreditam que pode levar a um confronto rápido com o Irã pouco antes da eleição, segundo relato de emissora israelense citado pelo Times of Israel; Zamir resistia a cumprir a ação e pedia mais deliberação e documentação assinada de autorização legal; Netanyahu negou o relato no domingo à noite, dizendo que “não há confronto”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou pela segunda vez o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em publicação no Truth Social no domingo à noite, dias antes da eleição israelense. Na mensagem, Trump escreveu: “Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro; temos de terminar o trabalho que começamos”. Ele também condicionou a relação com os Estados Unidos ao resultado: “Se Israel tiver o líder errado, ou seja, qualquer outro que não Bibi, os Estados Unidos terão de fazer esse trabalho sozinhos, e não estou inclinado a fazer isso”, segundo o Jerusalem Post.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, pediu discussão aprofundada e autorização formal antes de cumprir uma diretriz do escalão político para uma ação ligada ao Irã, segundo o Jerusalem Post, que cita a emissora N12. Autoridades de segurança disseram à N12 que a ação poderia “provocar uma escalada rápida para um confronto com o Irã”. Benjamin Netanyahu negou o relato de um “confronto sem precedentes” com Zamir sobre a tentativa do escalão político de ordenar alguma ação militar relacionada ao Irã às vésperas da eleição desta terça-feira, segundo o Times of Israel.

O investidor bilionário estadunidense Bill Ackman disse no domingo que os ministros da extrema direita israelense Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich não deveriam servir no próximo governo, afirmando que os dois políticos causaram enorme dano à reputação do país, segundo o Times of Israel. A intervenção pública do gestor de fundos, que é judeu, ocorre dois dias antes da eleição geral israelense, em que pesquisas mostram disputa apertada entre a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a oposição.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou neste domingo uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma explosão nuclear sobre Tel Aviv e alertou, a dois dias da eleição, que votar em qualquer outro candidato poderia expor os israelenses ao perigo de um “segundo Holocausto”, segundo o Times of Israel. Ele também advertiu o Irã e os aliados regionais do Irã contra qualquer tentativa de perturbar a eleição parlamentar de 27 de outubro, segundo o Hindustan Times.

Um ataque israelense contra a Universidade Islâmica, na Cidade de Gaza, matou três pessoas e feriu oito neste domingo, segundo funcionários do hospital, apesar de um acordo de trégua que não conseguiu encerrar a violência por completo. Duas fontes da universidade identificaram os mortos como funcionários administrativos e disseram que estudantes estão entre os feridos. Em Khan Younis, ao menos dois palestinos morreram e quatro ficaram feridos em ataques aéreos israelenses, segundo o Middle East Eye.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu um plano para contornar sanções bancárias com criptomoedas e blockchain, informou o Jerusalem Post. Economistas e empresários classificaram a proposta de “bizarra” e disseram que ela não traz “ajuda alguma”, segundo o mesmo veículo. Em entrevista no sábado, Netanyahu disse que a criptomoeda é uma das várias opções possíveis e que levará em conta as objeções do banco central, segundo o Middle East Eye. Em setembro, sanções do Reino Unido e de outros 11 países incidiram sobre o comércio de bens de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

O Yashar, partido de Gadi Eisenkot, pediu neste domingo à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e ao presidente do Comitê Central de Eleições, Noam Sohlberg, que impeçam a reunião que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou com o comissário de polícia Danny Levy sobre integridade eleitoral, segundo o Jerusalem Post. Também neste domingo, o serviço de segurança interna Shin Bet passará a dar proteção a três líderes da oposição: Eisenkot, do Yashar; Yair Golan, dos Democratas; e Ofer Winter, do Povo de Israel, noticiou o Times of Israel. O jornal afirmou que o partido de Eisenkot lidera a maioria das pesquisas recentes antes da votação.

O Exército israelense informou que todas as passagens terrestres com a Cisjordânia ficarão fechadas no dia da eleição, 27 de outubro, e que vai aplicar o veto à entrada e à saída de trabalhadores palestinos em toda a Judeia e Samaria e no Vale do Jordão, incluindo as zonas industriais, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu cobrar um preço alto pelo ataque de sexta-feira, em que dois soldados israelenses foram mortos, e disse planejar uma operação em escala não vista desde que Israel ocupou a Cisjordânia, em 1967, segundo o mesmo jornal.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu que as forças israelenses deslocaram à força cerca de 2.000 palestinos de suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, e barraram o retorno dos moradores até que a alegada “infraestrutura do Hamas” seja desmontada, segundo a TRT World. Katz disse que cerca de 2.000 moradores foram deslocados pela operação, centrada nos bairros de Ein Deir Baha e Farsh al-Hawa e dirigida contra casas, comércios, áreas industriais e infraestrutura, segundo a BBC. A operação foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sexta-feira, em resposta à morte de dois soldados israelenses por dois atiradores palestinos em um ataque a um posto de controle, segundo a BBC.

Dirigentes do Hamas em Gaza transmitiram ao coordenador humanitário da ONU na Faixa, Ramiz Alakbarov, uma mensagem de que o grupo está pronto para realizar outro ataque como o de 7 de outubro de 2023, e pediram que ela fosse entregue a Israel, segundo o Times of Israel, que cita a Ynet. A mensagem foi repassada ao chefe de ligação do Exército israelense com os palestinos, o major-general Yoram Halevy, que escreveu uma carta urgente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, na qual afirma que se trata de uma ameaça incomum, que nunca havia sido transmitida com esse nível de franqueza e crueza. O trecho da carta foi publicado no sábado à noite pelo Canal 13, segundo o mesmo veículo.

O Exército de Israel forçou cerca de 1.200 palestinos a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, neste sábado, segundo um funcionário palestino, um dia depois de um ataque palestino matar dois soldados israelenses. A operação nos bairros de al-Jaladah e Ein Deir Baha, perto do posto de controle na entrada da cidade, busca militantes e armas, e o Exército afirmou que fará demolições. Yousef Zouhair al-Jabari, chefe do município de Hebron, disse que outros 1.300 moradores correm risco de perder suas casas além dos 1.200 já deslocados.

O Iraque acredita que Israel esteve por trás de ataques recentes a dois depósitos onde milícias apoiadas pelo Irã estocavam “sistemas antiaéreos de ombro de fabricação chinesa” vindos de Teerã, segundo fontes citadas pelo jornal Asharq Al-Awsat, sediado em Londres, em relato reproduzido pelo Jerusalem Post. O próprio relato não apresentou provas e observou que partes das alegações não puderam ser confirmadas.

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado em Tel Aviv para uma grande manifestação antigoverno, três dias antes da eleição geral, vista amplamente como um referendo sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a France 24. O protesto foi organizado pelo October Council, grupo fundado por famílias de vítimas e de reféns levados por militantes palestinos em 7 de outubro de 2023, para cobrar responsabilização pela falha em impedir o ataque do Hamas que deu início à guerra em Gaza. Na Praça dos Reféns, os participantes pediram a criação de uma comissão de inquérito sobre as falhas do massacre de 7 de outubro de 2023, com a presença da maioria dos líderes da oposição, segundo o Jerusalem Post.

Cinco ativistas italianas detidas por forças israelenses na Cisjordânia nesta semana foram libertadas e repatriadas na manhã deste sábado, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. As mulheres foram detidas pela polícia israelense no assentamento de Kiryat Arba, ao lado de Hebron, junto a outros ativistas internacionais, quando tentavam proteger agricultores palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo o Times of India.

O município de Hebron estimou que 35 hectares foram destruídos ou marcados para destruição e que cerca de 1.500 pessoas foram expulsas de suas casas no distrito de Ein Deir Bahha até a tarde deste sábado, segundo o Guardian. O prefeito Yousef al-Ja'bari disse à Al Jazeera que cerca de 2.200 palestinos foram deslocados à força de suas casas nos bairros de al-Jalda e Ein Deir Bahha, onde as forças israelenses mantêm a operação militar na Cisjordânia ocupada. Dias antes das eleições, Netanyahu disse que há uma “surpresa muito grande” para a Autoridade Palestina e, quando perguntado se vai desmantelá-la, não respondeu diretamente, afirmando que prefere “astúcia e surpresa”, segundo o Malay Mail.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu que Israel deve apoiar a Argentina na questão das Ilhas Malvinas, segundo o jornal britânico The Telegraph, em relato do Ynetnews. A decisão foi motivada pelas sanções que o Reino Unido impôs há cerca de um mês a assentamentos israelenses, e o jornal ressaltou que a medida equivale a apoio a negociações, sem reconhecimento formal da soberania argentina.

Cerca de 1.500 palestinos foram forçados a deixar suas casas na Cisjordânia ocupada desde sexta-feira, e mais de 200 famílias ficaram sem casa, segundo o Middle East Eye. O governador de Hebron, Khaled Dudin, pediu intervenção internacional e disse à agência Wafa, citada pelo Middle East Eye, que os israelenses planejam forçar a saída de outras 2.500 pessoas nas próximas horas.

Dois palestinos, entre eles uma menina, foram mortos e três ficaram feridos na manhã deste sábado em ataques israelenses com drones e artilharia na Cidade de Gaza e em Beit Lahia, segundo a PressTV. Um drone israelense disparou um míssil contra civis reunidos perto do Estádio da Palestina, no bairro de al-Rimal, matando o jovem Mohammed Annan al-Rawagh, segundo fontes médicas citadas pela agência WAFA.

O Exército de Israel manteve neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o cerco a Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, forçando dezenas de palestinos a deixar suas casas, segundo a mídia palestina. Segundo a TRT World, as forças israelenses detiveram separadamente 19 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada.

Às vésperas do voto de 27 de outubro, pesquisas mostram o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu empatado com o do seu principal rival de centro-direita, Gadi Eisenkot, segundo o The Hindu. A campanha recorreu a imagens geradas por inteligência artificial: na quarta-feira (21), Eisenkot publicou no X um vídeo que desejava feliz aniversário de 77 anos a Netanyahu, com personagens gerados por IA, entre eles um integrante do Hamas falando de um túnel. Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel indica que 37% dos israelenses judeus e 46% dos árabes israelenses preferem novas eleições à formação de um governo minoritário ou de um governo de unidade com rotação.

Escavadeiras israelenses demoliram um prédio de três andares em Hebron, com famílias recebendo cinco minutos para recolher seus pertences, como parte de uma operação que o Exército disse que duraria “vários dias”, segundo a Al Jazeera. O anúncio foi feito na noite de sexta-feira e soma-se a ações de outras forças em “dezenas” de áreas da Cisjordânia ocupada. No norte do território, forças israelenses invadiram ao menos 15 cidades e detiveram dezenas de palestinos, segundo correspondentes da Al Jazeera.

O Exército de Israel lançou na área de Hebron uma operação que deve durar vários dias, com buscas sistemáticas por infraestrutura e armas e o interrogatório de dezenas de suspeitos, após um ataque mortal do Hamas na manhã de sexta-feira, segundo comunicado conjunto do Exército e do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel). Segundo o Jerusalem Post, as buscas se concentram na área de onde partiram os atacantes. O Exército, o Shin Bet, a Polícia de Fronteiras e a Administração Civil realizam “buscas direcionadas e minuciosas” no local “para localizar e desmontar infraestrutura e armas do terrorismo, e para interrogar muitas dezenas de suspeitos”, segundo o Times of Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que o país pode sofrer sanções bancárias e disse ter ordenado a preparação de mecanismos financeiros alternativos, incluindo tecnologia blockchain, em entrevista ao Channel 10, segundo o Jerusalem Post. Perguntado se o blockchain poderia ser uma saída contra sanções econômicas, respondeu: “Uma delas. Certamente. E já pedi que um plano seja preparado para isso.” Netanyahu também disse que a ajuda militar dos Estados Unidos não pode ser dada como garantida: “Se vocês pensam que vamos continuar recebendo o que garanti duas vezes, e são dezenas de bilhões de dólares em ajuda americana para o orçamento de defesa, preparem-se e se acostumem com o fato de que isso não vai acontecer, porque a América mudou.”

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.

Forças militares de Israel iniciaram nesta sexta-feira (23/10) uma operação para evacuar e demolir residências nas cidades de Hebron e Halhul, na Cisjordânia, segundo o Opera Mundi. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o Exército vai passar casa por casa e demolir imóveis numa operação em escala não vista na Cisjordânia ocupada em décadas, segundo o Guardian. Conforme a RT, ele afirmou ter instruído as forças de segurança a bloquear imediatamente a cidade de Hebron e a preparar o bloqueio total de toda a área de Judeia e Samaria, na designação do governo israelense, a partir de hoje. O ataque a tiros que motivou a resposta deixou cinco israelenses feridos e dois supostos atacantes palestinos mortos pelas forças de segurança israelenses, segundo autoridades israelenses citadas pela BBC.

O Exército de Israel identificou os dois soldados mortos no ataque a tiros desta sexta-feira na Cisjordânia ocupada: o primeiro-sargento Ron Yonatan Roytman, de 23 anos, de Ashkelon, e o sargento Yuval Shai Svilem, de 20, de Hod Hasharon. Os dois morreram em combate no entroncamento da Judeia, quando dois atacantes que estavam num carro abriram fogo contra soldados com uma metralhadora M4 e uma pistola. Outros três soldados do mesmo batalhão ficaram levemente feridos.

A pesquisa final da Maariv, feita pelo instituto Lazar Research e divulgada nesta sexta-feira, dá 54 cadeiras ao bloco de oposição e 48 ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, uma diferença de seis cadeiras para a eleição de terça-feira ao Knesset. O Likud, partido de Netanyahu, aparece com 19 cadeiras, e o Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21. Na disputa direta pelo cargo de primeiro-ministro, Eisenkot tem 49% contra 41% de Netanyahu. O levantamento ouviu 1.048 pessoas entre 19 e 22 de outubro e tem margem de erro máxima de três pontos. Sessenta por cento dos israelenses preferem um governo de unidade caso a eleição não produza resultado claro, e 81% dizem que certamente vão votar. El País, em sua edição em inglês, registra que a maioria das pesquisas dá ao Likud entre 19 e 20 das 120 cadeiras do Knesset, o pior desempenho do partido desde 2006, e coloca a coalizão em torno de 50 cadeiras.

Um livro com trechos publicados pela Vanity Fair afirma que Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, teve acesso, durante o primeiro mandato de Trump, a contas bancárias secretas com cerca de US$ 2 bilhões fornecidos pelo dirigente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e pelo integrante da realeza saudita Mohammed bin Salman, segundo o Times of Israel. Uma dessas contas ficava no banco central de Israel e teria sido supervisionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de acordo com o relato. Kushner negou todas as acusações, assim como o ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que, segundo o livro, ajudou a viabilizar o arranjo.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter instruído as forças de segurança a isolar imediatamente Hebron e a preparar o fechamento total da Cisjordânia a partir de sexta-feira, segundo a Associated Press (AP). A ordem veio horas depois de um ataque perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos, alguns em estado grave, segundo a agência. Netanyahu atribuiu o ataque ao Hamas e disse que o grupo “planejava um grande atentado destinado a assassinar civis inocentes”.

Um ataque aéreo israelense contra um veículo no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, matou ao menos um palestino e feriu outros, segundo o Middle East Eye. Outro ataque israelense matou um palestino no campo de Nuseirat, no centro de Gaza, segundo fonte do Hospital Al-Awda citada pela Al Jazeera, ainda segundo o Middle East Eye.

O Supremo Tribunal de Justiça de Israel proibiu funcionários das mesas de votação e observadores indicados por partidos de usar ferramentas digitais para contabilizar eleitores e transmitir os números em tempo real às organizações que representam. A decisão foi tomada por dois votos a um e derrubou uma autorização concedida por Dean Livne, diretor interino do Comitê Central de Eleições, que havia permitido a prática. A medida ocorre a poucos dias das eleições parlamentares israelenses, marcadas para 27 de outubro de 2026.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (AIPAC), principal grupo de lobby pró-Israel nos Estados Unidos, anunciou na quarta-feira (21) que deixará de endossar candidatos e de fazer contribuições diretas a eles, mantendo o trabalho do seu super PAC, o United Democracy Project. Em carta aos membros, a liderança do grupo afirmou que a eleição de 2026 foi “um dos ambientes mais desafiadores dos últimos tempos” e previu que as dificuldades “continuarão a crescer nos próximos anos”. O New York Times noticiou que o AIPAC planeja doar até 9 milhões de dólares a um PAC que apoia o candidato republicano ao Senado pelo Michigan, Mike Rogers, contra Abdul El-Sayed, e que o grupo já gastou 32 milhões de dólares para tentar derrotar El-Sayed nas primárias.

A pesquisa final do Times of Israel, divulgada a cinco dias da eleição, mostra os dois blocos liderados por partidos judeus empatados com 51 cadeiras cada, bem abaixo das 61 necessárias para uma coalizão majoritária no Knesset de 120 assentos. O deputado Ahmad Tibi, presidente da bancada do partido Lista Conjunta, apresentou na noite de domingo um plano em duas etapas para impedir que Benjamin Netanyahu siga no poder depois da eleição, propondo apoiar de fora da coalizão um governo alternativo em troca de compromissos com as demandas da sociedade árabe.

Oficiais militares seniores de Israel apresentaram às contrapartes dos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Hamas não pretende se desarmar e está reconstruindo suas forças na Faixa de Gaza em preparação para uma possível retomada dos combates, informou o diário Haaretz nesta quinta-feira, segundo o Times of Israel. De acordo com o relatório, as Forças de Defesa de Israel (FDI) avaliam que o Hamas não entregará suas armas a um organismo internacional e só poderia ser desarmado por operações militares, inclusive entrando em áreas de Gaza hoje fora do controle israelense.

As forças armadas de Israel e dos Estados Unidos elaboraram planos para retomar ataques conjuntos ao Irã nas próximas semanas, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com os planos, informou a ABC News. A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não retomarão os ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Um oficial de defesa israelense confirmou nesta quinta-feira que a inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI) continua fornecendo à Arábia Saudita capacidades excepcionais para auxiliar suas operações militares contra os houthis, por mediação dos Estados Unidos (EUA), informou o Jerusalem Post. Segundo o oficial, a assistência é prestada conforme os interesses nacionais de Israel e as diretrizes da liderança política, e serve para desgastar um inimigo que planeja atacar Israel no futuro.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que a guerra israelense no enclave matou ao menos 74.498 pessoas e feriu 175.616 desde outubro de 2023, segundo o Mehr News. O mesmo balanço registra 1.538 palestinos mortos e 5.498 feridos desde o cessar-fogo de outubro.

Quatro palestinos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, entre eles uma adolescente de 17 anos baleada na cabeça na área de al-Faluja, no norte do território, segundo o Middle East Eye. Outros dois palestinos, incluindo uma adolescente, foram mortos por fogo israelense em áreas do norte e do sul de Gaza, informaram a Al Jazeera e a agência Wafa citando fontes médicas.

Forças israelenses mataram a tiros um homem com deficiência na aldeia de Jamla, no campo oeste de Daraa, onde haviam posicionado atiradores em telhados, na madrugada desta quinta-feira, segundo a agência estatal síria Agência Árabe Síria de Notícias (SANA), citada pela Al Jazeera. O corpo da vítima foi levado ao Hospital Nacional de Daraa, acrescentou a agência. O Exército israelense não comentou o caso de imediato. Em uma incursão nesta quinta-feira na aldeia de Turnejeh, no campo de Quneitra, as forças israelenses revistaram casas e detiveram uma pessoa, segundo a SANA.

Israel condenou na quarta-feira a decisão do parlamento do leste da Líbia, a parte dividida do país, de ratificar um memorando de entendimento com a Turquia sobre demarcações marítimas no Mediterrâneo, segundo o Times of Israel. A chancelaria israelense afirmou que o acordo fere os direitos soberanos de seus aliados próximos na região e que, mais uma vez, a Turquia trabalha para desestabilizar o Mediterrâneo oriental. O Egito reiterou que o memorando “é nulo” e “não possui efeito jurídico”.

O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelenses (AIPAC) informou aos membros que deixará de endossar candidatos ao Congresso estadunidense e de arrecadar diretamente para eles, segundo o Times of Israel. O grupo manterá o super PAC United Democracy Project e dará ênfase à mobilização de doadores individuais, segundo a CNBC, numa mudança que reverte a estratégia adotada em 2021 e ocorre sob resistência política crescente, sobretudo em primárias democratas após a guerra em Gaza, ainda segundo a CNBC.

Os Estados Unidos e Israel traçaram planos de novos ataques ao Irã para depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o New York Times em texto republicado pelo Times of Israel, com alvos prováveis em instalações de energia, instalações nucleares e arsenais de mísseis e drones – o detalhe novo depois dos relatos de veto estadunidense e de voos até a fronteira. O secretário de Defesa estadunidense Pete Hegseth se reuniu com o premiê Benjamin Netanyahu em Israel nesta semana para discutir os novos ataques, segundo o Jerusalem Post.

Um colono israelense foi filmado gritando com uma criança palestina e a agredindo durante um ataque a uma família a leste de Yatta, na Cisjordânia ocupada, onde a violência de colonos aumentou nos últimos anos, segundo a Al Jazeera. Na quarta-feira, o Tribunal de Magistrados de Jerusalém prorrogou a prisão de um suspeito detido sob suspeita de envolvimento nos ataques de colonos do fim de semana na Cisjordânia, entre eles agressões a um fotojornalista do Washington Post e a diplomatas europeus, segundo o Times of Israel. O suspeito, Nadav Cohen Tzemach, tem histórico documentado de violência contra palestinos na Cisjordânia, mas nunca foi acusado criminalmente, segundo o mesmo veículo.

Dezenas de caças da Força Aérea de Israel voaram na segunda-feira até a fronteira do Irã, segundo autoridades israelenses e estadunidenses citadas pelo Axios. Israel avisou Washington com antecedência e descreveu a operação como exercício de treinamento voltado à “projeção de poder”, destinado a dissuadir o Irã de atacar antes da eleição da próxima semana, segundo o Axios. O Times of Israel registrou o mesmo aviso prévio a Washington, descrito como exercício militar e demonstração de força.

Brad Lander foi libertado com uma advertência na quarta-feira, enquanto os demais voluntários detidos seguiam presos, segundo a Protect the Harvest. Cerca de 80 voluntários dos Estados Unidos, de Israel e do Reino Unido foram detidos perto de Nahalin, na Cisjordânia, e levados a uma delegacia, informou o Guardian. Em publicação posterior, Lander disse que o Exército de Israel o libertou “com uma ‘advertência’, aparentemente por causa do meu perfil público”, segundo a Reuters.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira que sua diretriz às Forças de Defesa de Israel, ao Mossad e ao aparato de defesa é derrubar o regime no Irã. Na formatura de cadetes oficiais, ele afirmou que o regime iraniano “ainda não aprendeu a lição” e acusou o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, de seguir “os passos do pai” no desenvolvimento de “bombas da morte”, segundo o Middle East Eye. O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou: “Se o Irã atacar Israel, o Irã vai arder!”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, barrou um plano de Israel para atacar o Irã neste mês, segundo o Financial Times, em reportagem publicada pelo G1. Fontes ouvidas pelo jornal disseram que o plano previa ataques de vários dias, começando em 10 de outubro, contra a infraestrutura energética iraniana, instalações nucleares e alvos ligados ao governo local. O Jerusalem Post relata versões conflitantes, segundo as quais as Forças de Defesa de Israel planejavam atacar o Irã em 10 de outubro antes de serem contidas por Trump.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Jerusalem Post ter alertas da inteligência militar e do Mossad de que o Irã e seus aliados avaliam formas de influenciar as eleições. “Temos alertas claros que recebemos da inteligência militar, do Mossad, de que o Irã e seus aliados consideram formas de influenciar as eleições”, afirmou. Netanyahu também disse que, cerca de um ano atrás, o Irã estava à beira de desenvolver várias bombas atômicas, e estimou que o país ainda teria mais de mil mísseis.

O Exército de Israel deteve cerca de 90 voluntários da Rabbis for Human Rights na Cisjordânia nesta quarta-feira, entre eles o candidato democrata ao Congresso Brad Lander e o ex-vice-procurador-geral Yehoshua Schoffman, segundo fontes ouvidas pelo Jerusalem Post. Os voluntários acompanhavam agricultores palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Nehalim, perto de Belém, área a que os agricultores não tinham acesso havia três anos, segundo o grupo. A NPR fala em cerca de 80 rabinos e ativistas estadunidenses e israelenses detidos ao ajudar palestinos a colher azeitonas perto de um assentamento na Cisjordânia ocupada.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta quarta-feira os líderes estrangeiros que fizeram comentários estúpidos sobre os tumultos à margem dos protestos no país e disse que circularam imagens geradas por inteligência artificial mostrando cenas que nunca ocorreram na França, junto com alegações de que o país teria sido invadido por hordas de migrantes e islamistas. Segundo o Le Monde, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na terça-feira que a França foi atingida por uma invasão do islã extremista, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, declarou que o que acontece na França tem a ver com imigração.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mandou preparar para o fim de semana de 10 de outubro uma operação de vários dias contra o Irã, com alvos em instalações nucleares, usinas e infraestrutura civil, além de instalações do regime, segundo o Ynet. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, barrou a operação por não querer reacender a guerra antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, e uma fonte disse ao Financial Times (FT), segundo o Jerusalem Post, que haverá acordo ou ataque, com nova rodada de ataques nas próximas semanas como possibilidade realista.

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a França sofreu uma “invasão do islã extremista” depois que os protestos do fim de semana por condições econômicas viraram tumultos, segundo o Times of Israel. Em entrevista ao canal i24News, ele afirmou, conforme a tradução do intérprete, que os líderes franceses “não se prepararam a tempo” e “sucumbiram à invasão do islã extremista”. Netanyahu disse ainda que avisou o presidente francês, Emmanuel Macron, depois do ataque de 7 de outubro de 2023 que “se não os eliminarmos aqui, vocês os terão em Paris”, segundo o Hindustan Times.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, teria mantido uma reunião sigilosa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita não anunciada a Israel na segunda-feira, segundo o Axios, citado pelo Times of Israel a partir de duas fontes com conhecimento do encontro. O encontro teria ocorrido na base aérea de Ovda, no sul de Israel, onde estão estacionados caças e aviões de reabastecimento estadunidenses, segundo as mesmas fontes.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, escreveu ao secretário-geral e ao Conselho de Segurança contra o que chamou de “ameaças arrogantes” do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e de Israel, segundo a Mehr News – a carta cita relatos de que a Casa Branca e o Pentágono prepararam opções militares incluindo o possível uso da bomba GBU-43/B e diz que o ministro israelense Yisrael Katz anunciou em 18 de outubro estar pronto para atacar o Irã e mirar todas as instalações de energia, segundo a mesma agência, e o Irã pediu reunião de emergência do Conselho, condenação e reparação integral, segundo a Press TV.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exibiu um mapa do Oriente Médio ampliado que mostra Israel e os Emirados Árabes Unidos alinhados à RSF, força paramilitar sudanesa acusada de cometer genocídio em Darfur, e a separatistas na Líbia, no Iêmen e na Somalilândia, segundo o Middle East Eye. O mapa integrou a apresentação de domingo da nova doutrina de segurança de Netanyahu, centrada em ataques preventivos e na criação de “zonas de amortecimento” nas fronteiras de Israel.

Donald Trump endossou formalmente a reeleição de Benjamin Netanyahu e escreveu que, se Israel tiver “o líder errado, que seria qualquer um além de Bibi, a América terá de fazer esse trabalho sozinha, e não estou inclinado a isso”, em publicação no Truth Social no domingo. Trump chamou Netanyahu de “grande primeiro-ministro guerreiro e um parceiro ainda maior para a paz” e afirmou que o Irã foi “sistematicamente destruído, tanto militarmente quanto financeiramente, e, a menos que mudem de rumo rapidamente, logo terminaremos o serviço”. A eleição israelense será em 27 de outubro, e o rastreador do Haaretz projetava no domingo 52 cadeiras para a aliança de oposição liderada pelo partido Yashar, de Gadi Eisenkot, contra 51 da coalizão liderada pelo Likud, sem maioria para ninguém.

A polícia de Israel prendeu 10 suspeitos de participar de dois ataques coordenados no fim de semana contra uma fotojornalista dos Estados Unidos, diplomatas europeus e civis palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye, que cita o jornal israelense Haaretz. Em nota nesta segunda-feira, a corporação informou que os presos são investigados por episódios de violência registrados no fim de semana na Cisjordânia ocupada e que entre os casos estão os ataques contra a fotojornalista do The Washington Post Heidi Levine e diplomatas europeus, segundo o G1.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, colocou o Exército em “alerta máximo” antes da eleição da próxima semana e cancelou as licenças dos soldados, segundo o Times of Israel. Zamir afirmou que a missão das forças é permitir que as eleições democráticas ocorram no prazo e em segurança.

A polícia de Israel disse nesta segunda-feira estar examinando uma queixa da organização não governamental Rabbis for Human Rights contra o rabino Dov Lior, por um parecer religioso que permite a judeus colher azeitonas de palestinos na Cisjordânia, segundo o Times of Israel. No parecer, escrito na sexta-feira, Lior afirmou que a terra palestina “tinha sido essencialmente roubada dos judeus”, já que o povo judeu nunca renunciou voluntariamente à sua propriedade na Terra de Israel, e que os judeus estavam, portanto, autorizados a colher oliveiras em propriedade palestina “para mostrar ao público a nossa posse da terra”.

O Estado de Israel disse ao Tribunal Superior de Justiça que jornalistas deveriam seguir impedidos de entrar em Gaza sem escolta militar, citando riscos de segurança, segundo o Jerusalem Post. Em pedido de 27 de setembro, a Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) argumentou que as condições mudaram de forma substancial, inclusive com acordos que permitem a trabalhadores humanitários internacionais entrar e circular em Gaza.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, decidiu enviar uma companhia adicional da Polícia de Fronteira à Divisão da Judeia e Samaria para combater a alta da violência nacionalista na Cisjordânia, informou o Jerusalem Post. A companhia começou a treinar em agosto e deve assumir missões operacionais dedicadas em focos de violência a partir do fim de novembro. A polícia prendeu 10 suspeitos por envolvimento nos episódios violentos, violação de ordem de zona militar fechada e construção ilegal, segundo o Times of Israel – dois a mais que os oito divulgados antes.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou no site oficial do governo, a nove dias da eleição parlamentar de 27 de outubro, um documento de três páginas com 10 princípios para reformular a estratégia militar. A oposição israelense ridicularizou o texto como um conjunto de slogans vazios, segundo a TRT World. No domingo, Netanyahu advertiu que um futuro presidente dos Estados Unidos pode ser hostil a Israel e defendeu novas alianças com a Índia e com países da América Latina, segundo o The Hindu. O presidente estadunidense, Donald Trump, endossou no domingo o aliado Netanyahu antes da eleição, segundo o Korea Herald.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país tem assuntos inacabados com Israel em publicação em rede social na qual respondeu à retórica do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo a Mehr News. Araghchi escreveu que Netanyahu “está levando os Estados Unidos a outra guerra para ficar fora da prisão, quaisquer que sejam as consequências para Israel”.

Diplomatas dos Estados Unidos visitaram no domingo a vila cristã palestina de Taybeh, na Cisjordânia, após ataques de colonos israelenses contra diplomatas europeus e uma fotojornalista americana nos últimos dias. A União Europeia disse no domingo que condena com veemência o ataque de um grupo de colonos israelenses contra diplomatas europeus em visita à Cisjordânia ocupada, e pediu responsabilização plena e medidas eficazes para prevenir atos contínuos de violência e assédio violento contra palestinos, inclusive durante a atual temporada de colheita de azeitonas, e contra jornalistas.

Colonos israelenses atacaram diplomatas europeus, um prefeito francês e o arcebispo de Cambrai em Taybeh, na Cisjordânia ocupada, no sábado, ferindo três pessoas e danificando um carro, segundo o Tehran Times. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, condenou a violência contra palestinos, diplomatas estrangeiros e jornalistas, e disse que o país seguirá pressionando por sanções da União Europeia contra colonos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em um discurso de campanha que o país deve cumprir suas importantes “tarefas em todas as frentes” nos próximos dois anos, enquanto Donald Trump ainda for presidente dos Estados Unidos. As eleições para o Knesset, o parlamento israelense, serão em 27 de outubro de 2026, e o líder do partido vencedor será encarregado de formar o novo governo, segundo a TASS.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o regime iraniano “precisa cair” e que ele “vai derrubá-lo”, afirmou, segundo o Times of Israel.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou seu “apoio completo e total” ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a menos de dez dias da eleição, marcada para 27 de outubro, segundo o Middle East Eye. “Se Israel tiver o líder errado, que seria qualquer um que não seja Bibi, os Estados Unidos terão de fazer este trabalho sozinhos, e eu não estou inclinado a fazê-lo”, disse Trump, segundo o Jerusalem Post.

O governo de Israel aprovou no domingo a destinação de 2,5 bilhões de shekels para “aquisição urgente de defesa”, a ser financiada por cortes lineares de 4,9% nos orçamentos dos ministérios, menos de duas semanas antes das eleições de 27 de outubro, segundo o Jerusalem Post. Os cortes atingem ministérios como educação, saúde e assistência social, e um parecer jurídico anexo à proposta alertou para as implicações dos cortes, observando a necessidade de o governo exercer contenção em decisões durante o período eleitoral. O parecer também levantou a preocupação de que aprovar os recursos tão perto das eleições criaria uma situação irreversível para o próximo governo e o risco de priorizar interesses partidários sobre o interesse público.

A União Europeia condenou com veemência ataques de colonos violentos na Cisjordânia, incluindo ataques contra diplomatas europeus, disse o porta-voz de política externa do bloco no domingo, segundo o Jerusalem Post. A declaração veio um dia depois de o chanceler belga, Maxime Prévot, relatar que colonos israelenses atacaram civis palestinos, diplomatas europeus e um prefeito francês na Cisjordânia ocupada. O gabinete do primeiro-ministro israelense pediu cautela antes de conclusões sobre os relatos de ataques a diplomatas europeus por israelenses mascarados “na Judeia e Samaria” – nome usado pelo governo israelense para a Cisjordânia ocupada – e afirmou que qualquer violência contra diplomatas é inaceitável, segundo o Jerusalem Post.

Centenas de palestinos assistiram neste domingo ao funeral de 75 pessoas, entre mulheres e crianças, cujos restos foram recentemente recuperados sob os escombros de casas destruídas por forças israelenses em Gaza, segundo a TRT World. As vítimas pertenciam a cerca de 20 famílias e os prédios foram bombardeados com moradores dentro nos primeiros meses da guerra. Já na Cidade de Gaza, grandes multidões acompanharam na manhã de domingo os funerais dos 75 palestinos recuperados sob os escombros no bairro de al-Daraj, segundo a agência palestina WAFA.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse ao chanceler francês Jean-Noël Barrot que, caso se mostre impossível estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), o país acolhe qualquer arranjo que garanta uma presença internacional no sul, evite um vácuo e não coloque o exército libanês em contato direto com o exército israelense, segundo o Times of Israel. A visita de dois dias de Barrot a Beirute teve como tema mecanismos de presença internacional no sul, palco de repetidos conflitos entre Israel e o Hezbollah.

O Líbano enviará uma delegação militar a uma reunião trilateral com Israel mediada pelos Estados Unidos, em Tampa, na Flórida, na terça-feira, disse o presidente Joseph Aoun no sábado. Em comunicado da presidência, Aoun disse que a delegação apresentará a exigência libanesa de fim da escalada israelense e defenderá resultados alinhados ao acordo-quadro mediado pelos EUA alcançado em junho. Aoun também pediu que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) seja prorrogado até 2027.

Colonos israelenses mascarados atacaram uma delegação de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, agrediram um prefeito francês e danificaram carros, segundo a BBC. A delegação também incluía autoridades da Bélgica e da Polônia, segundo a Al Jazeera. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, exigiu que Israel reprima a violência criminosa depois que um prefeito francês foi espancado por colonos israelenses na Cisjordânia, e o principal diplomata dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país está muito perturbado com as imagens da agressão e pediu que as autoridades israelenses reprimam a violência em todo o território, segundo a TRT World.

A Bélgica condenou neste sábado o ataque de colonos israelenses contra um comboio de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, no qual um prefeito francês em visita foi espancado. Segundo as testemunhas citadas pelo Middle East Eye, diplomatas das missões francesa, belga e polonesa tinham ido a Taybeh, aldeia majoritariamente cristã na Cisjordânia ocupada, quando colonos chegaram para impedir palestinos de colher azeitonas. O chanceler israelense Gideon Saar também condenou o ataque, chamando-o de “violência de arruaceiros”.

O chanceler chinês Wang Yi pediu que Israel interrompa e reverta a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, chamando a questão palestina de “a maior injustiça histórica deste século”, segundo a emissora estatal russa RT. Wang disse que a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso a Gaza, onde dois milhões de civis não podem ser deixados a lutar para sobreviver ou expostos a uma catástrofe humanitária que se agrava. Segundo a RT, ele se reuniu com o presidente israelense, Isaac Herzog, na quinta-feira, à margem da cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, no Azerbaijão.

O Conselho Europeu advertiu que empresas que se envolverem na construção do assentamento E1, na Cisjordânia ocupada, podem enfrentar consequências legais, econômicas e reputacionais, segundo o Middle East Eye. A advertência veio dias antes do prazo de 19 de outubro para lances em uma das licitações da obra. O plano conecta assentamentos da Cisjordânia a Jerusalém Oriental ocupada e, na prática, cortaria a Cisjordânia ao meio, inviabilizando um Estado palestino, segundo o veículo. O alerta veio depois que sanções britânicas contra assentamentos israelenses, incluindo sanções a entidades que financiam a construção, entraram em vigor no início desta semana.

Ao menos um palestino foi morto e outro ficou ferido depois que drones israelenses atingiram um veículo em Rafah, no sul de Gaza, segundo o Middle East Eye, citando a Al Jazeera e serviços de ambulância e emergência. Outros quatro palestinos foram mortos por drones israelenses em Gaza desde a manhã de sábado.

Alguns palestinos em Gaza foram deslocados até oito vezes, segundo Karl Baker, coordenador regional de crise para a resposta em Gaza da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Materiais necessários para telhados mais resistentes, pisos de concreto e paredes mais sólidas são afetados pelas restrições israelenses de “duplo uso” por questões de segurança, segundo a TRT World.

O movimento de assentamentos Nachala disse que mais de 700 de seus ativistas estabeleceram na sexta-feira “uma nova comunidade” no sul de Israel, de frente para a cidade de Gaza, e exigiu do governo que a transfira para o norte da Faixa, segundo o Times of Israel. O ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, do Likud, disse em vídeo no local que, “com a ajuda de Deus”, o próximo governo de direita “vai seguir plantando e criando raízes em cada parte da nossa pátria”.

A Al Jazeera apurou que há ao menos 51 sírios ainda detidos dentro de Israel, muitos deles primeiro na prisão militar de Sde Teiman e depois transferidos para unidades administradas pelo Serviço Prisional de Israel. Em setembro, o centro sírio Sijil, que monitora a atividade israelense, documentou 280 violações israelenses do acordo de 1974 entre os dois países, incluindo incursões, raides e prisões, além de fogo de artilharia e de metralhadora, segundo a Al Jazeera.

Dos 635 menores presos em prisões israelenses em 2025, 351 foram colocados em confinamento solitário ao menos uma vez, a grande maioria palestinos, incluindo cinco meninos de 13 a 14 anos, segundo o Middle East Eye. O isolamento foi imposto 666 vezes, com 154 menores isolados mais de uma vez, incluindo 42 colocados em isolamento entre quatro e oito vezes, conforme dados obtidos por duas organizações israelenses de direitos humanos, o Comitê Público Contra a Tortura em Israel e o Pais Contra a Detenção de Crianças, noticiados pelo Haaretz. O serviço prisional israelense informou que 92% dos menores isolados não haviam sido sentenciados, incluindo 176 à espera da conclusão de processos legais e 115 detidos sem julgamento por ordem do Shin Bet em detenção administrativa, segundo o Middle East Eye.

O rabino linha-dura Dov Lior, ex-rabino-chefe de Kiryat Arba, emitiu na sexta-feira um parecer haláchico segundo o qual judeus podem colher azeitonas de terras palestinas, o que provocou a condenação de um grupo de rabinos ortodoxos moderados, segundo o Times of Israel. Lior afirma que judeus podem colher azeitonas “em áreas distantes de comunidades judaicas, para demonstrar publicamente nossa propriedade da terra e, assim, cumprir o mandamento de conquistar a terra”. O grupo Tzohar, de rabinos sionistas religiosos moderados, condenou o parecer, escrevendo que “o roubo é proibido contra qualquer pessoa, judeu ou não judeu”, e que ninguém pode decidir por conta própria confiscar a propriedade alheia por razões de segurança.

Israel disse na quinta-feira que o consulado britânico em Jerusalém Oriental deixou de funcionar nessa condição e que 20 funcionários deixarão o país, no que a Associated Press (AP) descreve como o maior atrito diplomático entre os dois aliados em décadas. A disputa começou no mês passado, quando o Reino Unido proibiu o comércio com assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, que a Organização das Nações Unidas (ONU) e boa parte da comunidade internacional consideram ilegais. A placa na parte externa do consulado foi retirada, mas o Reino Unido diz que o prédio segue aberto e que uma equipe reduzida continuará prestando “serviços vitais” e trabalhando com palestinos.

O Washington Post condenou o espancamento de sua fotojornalista Heidi Levine e o roubo de seus equipamentos por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e pediu investigação completa e consequências por parte das autoridades, em nota do editor-executivo Matt Murray citada pela RT. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas documentou ao menos 16 incidentes envolvendo 35 jornalistas palestinos, israelenses e internacionais só nos primeiros oito meses de 2026, número já acima do registrado em 2025.

A Unicef afirmou que mais de 340 crianças palestinas foram mortas em Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, há pouco mais de um ano. Só nas duas últimas semanas, cinco meninos e duas meninas foram mortos e ao menos 33 crianças ficaram gravemente feridas em ataques aéreos israelenses, de drones e tiros na Faixa de Gaza, e outros dois meninos morreram de ferimentos anteriores, segundo o Middle East Eye. O porta-voz global adjunto do Unicef, Ricardo Pires, disse em Genebra que cerca de 800 mil crianças seguem deslocadas, a maioria em tendas ou em prédios bombardeados e perigosos, e pediu às autoridades israelenses que permitam a entrada de materiais, equipamentos, peças, geradores e óleo de motor.

Promotores de Roma colocaram o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, e oficiais militares, policiais e do sistema prisional sob investigação pelo tratamento dado a ativistas da flotilha de Gaza, disseram os promotores italianos nesta sexta-feira, segundo o Times of Israel. O caso apura supostos tortura, sequestro, lesão corporal, roubo e dano na interceptação de pequenas frotas de barcos que seguiam para Gaza em 2025 e 2026.

A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.

A Letônia encomendou 84 veículos de combate da espanhola GDELS-Santa Bárbara Sistemas por cerca de 800 milhões de euros, com entrega de todos até 2029, segundo o Middle East Eye. Os blindados Mednieks levam torres não tripuladas UT30 MK2 produzidas pela israelense Elbit Systems, apesar do embargo de armas que a Espanha declarou contra Israel no ano passado.

O Reino Unido pôs em vigor na quinta-feira novos regulamentos que ampliam de forma significativa seus poderes de sanção, permitindo mirar construtoras, incorporadoras e instituições financeiras que apoiam a expansão de assentamentos na Cisjordânia, segundo o Jerusalem Post. A medida passou a valer quatro dias antes do prazo para a apresentação de lances de construção na área E1, entre Jerusalém e Maaleh Adumim, em meio a uma disputa diplomática entre Israel e o Reino Unido.

O exército israelense afirmou ter morto em dois ataques separados na quinta-feira um comandante do Hamas que participou do massacre de 7 de outubro e um membro da Jihad Islâmica Palestina (PIJ) em Khan Yunis – os mortos foram identificados como Mohammed Mohammed Abd al-Khalek Hala, comandante da ala militar do Hamas, e Ahmad Jabrin Tawfiq Dalhan, da ala militar da Jihad Islâmica, que, segundo o porta-voz militar, tentaram recentemente atacar tropas ou civis israelenses em violação do cessar-fogo e foram eliminados para remover a ameaça.

O grupo de colonos Nachala diz ter formado uma nova comunidade junto à fronteira com a Faixa de Gaza, com vista para as ruínas da Cidade de Gaza, segundo o grupo em texto do The Times of Israel. A ação teria reunido mais de 700 pessoas, entre famílias enlutadas, feridos da guerra, rabinos e figuras públicas, e o grupo exige que o governo autorize a transferência da comunidade para o norte da Faixa, onde houve assentamentos até a evacuação de 2005.

O chanceler chinês Wang Yi pediu a Israel que interrompa e reverta os assentamentos na Cisjordânia em reunião com o presidente israelense Isaac Herzog em Baku, à margem da sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Wang Yi disse que a questão palestina é a maior injustiça histórica do século 21 e que a solução de dois Estados é o caminho correto para resolvê-la, e pediu a abertura plena das rotas de acesso a Gaza para evitar o agravamento de uma catástrofe humanitária. A chancelaria chinesa afirmou que Wang pediu a Israel que pare e reverta a criação forçada de assentamentos na Cisjordânia.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet, o serviço de segurança interno israelense, anunciaram ter matado Basel Nabil Abd Al-Rahman Kashta e Ahmad Raja Al-Shaer em Khan Yunis por suposto envolvimento no contrabando de armas e outros materiais militares para Gaza, segundo um comunicado conjunto. Segundo o comunicado, os dois foram mortos para eliminar “uma ameaça imediata a civis israelenses e às tropas da IDF que operam na área da Linha Amarela”. A IDF e o Shin Bet acrescentaram que foram usadas munições de precisão e vigilância aérea para mitigar danos desnecessários a civis.

Nickolay Mladenov, diretor-geral do Conselho de Paz, disse na quinta-feira que recebeu uma carta do Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) informando a suspensão da coordenação para a entrada de bens do setor privado em Gaza. Mladenov classificou a suspensão como inaceitável e afirmou que “suprimentos civis, assistência humanitária e atividade comercial devem ser protegidos de coerção, exploração e interferência”. Os comerciantes de Gaza disseram ao COGAT que tomaram a decisão em resposta a uma taxa de 10 mil shekels (US$ 3.220) cobrada pelo Hamas por caminhão que entra em Gaza e à exigência de que 30% de todas as suas vendas em Gaza fossem feitas em dinheiro, segundo o Jerusalem Post.

A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro disse nesta quinta-feira que documentou 21 ataques de forças israelenses e de colonos contra agricultores palestinos e suas terras nas últimas 12 horas, segundo a agência Wafa, em texto do Middle East Eye.

O projeto de lei Stop the Settlements Act chegou nesta semana a 53 copatrocinadores, entre eles Alexandria Ocasio-Cortez e Ro Khanna, segundo o Jerusalem Post. O texto prevê sanções a quem for determinado cúmplice na construção de “qualquer assentamento ou posto avançado israelense em ou após 30 de setembro de 2026”.

O assessor de política externa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Ophir Falk, disse ao Jerusalem Post que Israel está “muito perto” de criar as condições para uma mudança de regime no Irã, e que a decisão cabe ao povo iraniano.

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Kamala Harris, criticou a resposta do governo do ex-presidente Joe Biden à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza durante a Asan Memorial Lecture de 2026, em Seul, na quarta-feira. Harris disse que os EUA precisavam honrar sua obrigação com o direito internacional e que a resposta do governo Biden foi uma falha nesse aspecto. Ela criticou também o governo atual, sob o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que o governo “oferece a Netanyahu um cheque em branco”.

A agência israelense de publicidade digital Discover-Tech espionou usuários da internet por meio de uma extensa rede de anúncios online que usava para rastrear alvos e ajudar a invadir seus dispositivos, disseram os grupos de pesquisa Citizen Lab e Confiant, em relato do Jerusalem Post. Os serviços da agência deram à Candiru, empresa israelense de spyware na lista negra do governo dos Estados Unidos (EUA), e a outras firmas israelenses de vigilância acesso a plataformas de anúncios operadas pelo Google, pela Comcast, pelo Yandex da Rússia e outras. Segundo o Citizen Lab, uma forma potente do spyware da Candiru entregue por meio dos anúncios da Discover-Tech comprometeu 45 dispositivos Windows da emissora catariana Al Jazeera entre 2024 e 2025, conforme logs de rede do grupo de mídia. O Google disse ter colaborado com o Citizen Lab e a Confiant na investigação e expulsou a Discover-Tech de suas plataformas de anúncios por “violar sistematicamente nossas políticas”.

O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.

Um ataque de drone israelense contra um grupo de palestinos na Cidade de Gaza matou um homem e feriu dezenas, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. O ataque atingiu o grupo de civis perto da escola Ibad al-Rahman, na rua al-Jalaa, no noroeste da cidade.

O contrato da primeira base do Conselho de Paz em Gaza foi dado em agosto à Arkel International, da Louisiana, que construiria uma base para 150 soldados internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização, segundo o Middle East Eye, que cita o Guardian. Empreiteiras e caminhões não estão sendo autorizados a cruzar para Gaza para começar a obra, e “Israel não vai abrir a fronteira”, disse uma fonte ao Guardian, segundo o mesmo relato.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, viajou nesta quarta-feira ao Azerbaijão para a sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia (CICA), onde se reuniu com o presidente azerbaijano, Ilham Aliyev, e com o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al-Zayani, em Baku. Herzog e Aliyev discutiram formas de aprofundar a relação estratégica entre os dois países, confirmou o gabinete do presidente israelense. O encontro com o chanceler do Bahrein teve como foco a necessidade de fortalecer os Acordos de Abraão e de ampliar a paz e a cooperação.

Quatro palestinos morreram nesta quarta-feira em ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, em texto da AFP republicado pelo Arab News, dias depois do aniversário da declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA). Dois jovens morreram quando as forças israelenses atingiram um veículo perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, e o Hospital Nasser. O Exército israelense não deu detalhes imediatos sobre os ataques.

Israel ainda não autorizou que o contrato da primeira base do Conselho de Paz (Board of Peace) em Gaza avance, dois meses depois de ele ter sido emitido, segundo o Guardian, que cita uma pessoa com conhecimento direto do caso. A organização, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025 e chefida pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, emitiu no início de agosto seu primeiro contrato de construção para Gaza: a Arkel International, sediada na Louisiana, construiria um posto militar para 150 militares internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização. Empreiteiros e caminhões não estão autorizados a cruzar para Gaza e começar a obra. “Israel não vai abrir a fronteira”, disseram.

O grão-mufti de Jerusalém e dos Territórios Palestinos e chefe do Conselho Supremo de Fatwa, xeque Muhammad Ahmad Hussein, emitiu na terça-feira uma fatwa que proíbe a compra de produtos de oliva de colonos, em resposta à escalada da violência de colonos, em especial contra oliveiras nesta safra de colheita, segundo o gabinete do mufti. Pela decisão, é proibido comprar produtos de oliva “roubados de árvores palestinas e vendidos por colonos, devido aos grandes males envolvidos”.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar mais território no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do rio Litani, caso o Hezbollah se una a um ataque do Irã, durante uma visita à zona-tampão das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Se o Hezbollah se juntar ao Irã em um ataque a Israel, receberá um golpe pesado e perderá território adicional no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do Litani, que se tornarão parte de uma zona de segurança israelense permanente – a IDF está preparada para lançar uma invasão ampliada”, disse. Katz afirmou ainda que “mais de 1 milhão de xiitas ficarão deslocados no Líbano”.

O Exército de Israel disse à agência France-Presse (AFP) que enviou soldados a Mikhmas, na Cisjordânia ocupada, após o relato de pichação e incêndio na mesquita e de danos a um veículo, e que nenhum suspeito foi identificado. Um jornalista da AFP relatou que slogans foram pichados em hebraico nas paredes externas, incluindo “só porque estamos quietos não significa que estamos dormindo”. Colonos israelenses incendiaram uma mesquita, uma oliveira e um veículo na Cisjordânia ocupada, segundo a Al Jazeera, em meio a incursões das forças israelenses em aldeias do território.

Netanyahu disse em entrevista à Army Radio que um ataque preventivo ao Irã antes das eleições teria um momento inconveniente para Israel: “Não acho que o momento seja conveniente para nós.” Uma autoridade de segurança israelense avaliou nesta quarta-feira que Israel dificilmente lançará um ataque preventivo contra o Irã antes das eleições, segundo o Ynetnews. As autoridades israelenses elevaram o alerta contra interferência de Teerã no pleito. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), o tenente-general Eyal Zamir, advertiu autoridades de alto escalão do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) de que uma escalada com o Irã pode levar ao adiamento das eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro, segundo o Ynetnews.

A Colômbia abriu nesta quarta-feira sua embaixada em Jerusalém, tornando-se o 10º país a fazê-lo, com o novo presidente Abelardo de la Espriella revertendo a ruptura de seu antecessor com Israel, segundo o Jerusalem Post. Na terça-feira, o acordo de livre comércio encerrado por Gustavo Petro foi restabelecido. O chanceler israelense Gideon Sa’ar e seu homólogo colombiano, Omar Bula Escobar, participaram da inauguração, segundo o Middle East Eye. O ex-presidente Gustavo Petro havia rompido relações diplomáticas com Israel em maio de 2024 por causa das ações israelenses em Gaza e criticava duramente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Colonos extremistas judeus atacaram na noite de terça-feira a aldeia de Mukhmas, na Cisjordânia, incendiando uma mesquita, um veículo e uma oliveira, segundo o Jerusalem Post, que cita mídia israelense e palestina. As Forças de Defesa de Israel (IDF) chegaram ao local, mas nenhum suspeito foi encontrado e ninguém foi preso.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o retorno de palestinos deslocados dos campos de refugiados do norte da Cisjordânia ocupada e prometeu que as forças israelenses seguem no controle da área, segundo a Anadolu Agency. Netanyahu disse que os deslocados não são moradores, mas terroristas, em resposta a declarações na Suprema Corte sobre o retorno, enquanto dezenas de milhares seguem sem poder voltar aos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarm desde janeiro de 2025, segundo a Al Arabiya (AFP).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) controlarão o território do rio Jordão ao mar, durante visita à linha de separação na Cisjordânia: “Estamos protegendo a área do rio Jordão ao mar. Nosso país, nosso controle”, declarou, segundo o Jerusalem Post. Na mesma visita, chamou o campo de Tulkarm de reduto terrorista e rejeitou a ordem da Suprema Corte sobre o retorno de palestinos deslocados: “Ouvi que alguém na Suprema Corte diz que os moradores deveriam ser trazidos de volta. Esses não são moradores; são terroristas.”

Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.

As forças israelenses invadiram múltiplos locais na Cisjordânia ocupada desde a noite de segunda-feira, invadindo casas e detendo ao menos três homens palestinos, segundo fontes locais citadas pelo Middle East Eye. As operações atingiram a cidade de Qalqilyah; a cidade de Idhna, a oeste de Hebron; a área de al-Jalajel, em Hebron; a vila de Tal, a sudoeste de Nablus; a cidade de Madama, ao sul de Nablus; e a cidade de al-Yamun, a oeste de Jenin, entre outros pontos, segundo o mesmo veículo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta segunda-feira vítimas da explosão de uma munição de fragmentação do Hezbollah no norte de Israel, entre elas o estudante Eitan Masouri, de 14 anos, que contou ao premiê ter percebido que estava ferido, visto um amigo ferido e tentado ajudá-lo, segundo o The Jerusalem Post. O chefe do conselho regional da Alta Galileia, Asaf Langleben, exigiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) façam buscas em áreas abertas a caminhantes depois que uma munição não detonada do Hezbollah matou uma pessoa e feriu 24, segundo o The Jerusalem Post, e disse que as trilhas na região vão continuar.

A Arábia Saudita rejeitou uma oferta israelense de juntar-se às forças sauditas no Iêmen, segundo o Middle East Eye, que cita uma fonte diplomática ouvida pelo jornal israelense Haaretz. Ainda segundo o relato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta, por mediação dos Estados Unidos (EUA), convencer Riad a permitir uma intervenção de Israel no Iêmen, mas o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, segue desinteressado.

Uma explosão causada por um artefato não detonado no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, feriu cerca de 20 pessoas, segundo a Al Jazeera. O Magen David Adom informou que atendia oito feridos em estado grave e moderado, além de outros em estado leve, após a explosão que a polícia disse ter ocorrido perto da comunidade de Neot Mordechai. O Jerusalem Post relatou 12 feridos, incluindo dois em estado grave, em um balanço inicial.

O N12 publicou no domingo transcrição em que o ex-chefe de gabinete Tzachi Braverman pede a uma estenógrafa que mude o horário do telefonema Netanyahu–Gil de 6h40 para 6h29 em 7/10/2023, segundo o The Jerusalem Post citando o N12. Segundo a transcrição, Braverman disse “era 6h29, não 6h40. Mude o horário”. O ex-secretário militar Avi Gil acusou Braverman de mandar alterar o horário, segundo o mesmo jornal. A defesa de Braverman nega e diz que a transcrição é falsa, segundo o mesmo jornal.

O Palestine Information Center (Moata), em relatório publicado no domingo, afirmou que as demolições atingiram 2.143 casas e 9.477 estruturas e instalações na Cisjordânia em três anos, enquanto relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos citado no mesmo texto observou centenas de estruturas residenciais demolidas e danos a redes de transporte e infraestrutura de serviços essenciais, segundo a Mehr News. A Suprema Corte de Israel mandou o Estado detalhar cronograma e aceleração de medidas para permitir o retorno aos campos de Jenin, Tulkarm e Nur Shams, sem ordenar o retorno imediato dos moradores nem a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) dos campos, segundo o The Jerusalem Post. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich pediu ao premiê Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa Israel Katz que orientem as FDI a não cooperar com a Corte, segundo o mesmo jornal.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na noite deste domingo ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), ao chefe do Shin Bet e ao procurador-geral uma investigação ampla sobre os participantes do documentário “NAZA”, segundo o i24NEWS. Netanyahu pediu que os envolvidos sejam processados por supostos crimes graves de segurança da informação, difamação criminosa e dano aos interesses diplomáticos e de segurança de Israel. O documentário traz depoimentos anônimos de 24 pessoas apresentadas como militares e pessoal de inteligência israelenses, com acusações sobre o uso de inteligência artificial em operações de alvo e as consequências para civis.

Ao menos quatro palestinos foram mortos e vários outros ficaram feridos num ataque aéreo israelense no sul da Faixa de Gaza, segundo a mídia regional. O ataque teve como alvo nesta noite um depósito de combustível na área de Al-Buraq Al-Janoubi, a oeste de Khan Younis, segundo a agência palestina Wafa, citada pela Al Jazeera.

A oposição israelense pediu uma investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu depois que seu ex-secretário militar, Avi Gil, disse numa entrevista que o gabinete do primeiro-ministro adulterou registros do dia do ataque. Segundo Gil, o chefe de gabinete de Netanyahu tentou fazer com que uma ligação das 6h40 fosse registrada como feita às 6h29, o minuto em que o ataque começou. O ex-assessor também acusou Netanyahu de priorizar sua sobrevivência política em vez de um acordo que libertaria os reféns.

O coordenador de segurança dos Estados Unidos (EUA), o tenente-general Sean M. Salene, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por travar medidas do plano de Donald Trump que fortalecem a Autoridade Palestina em Gaza, sobretudo o treino de uma nova força policial palestina. Autoridades norte-americanas de alto escalão acusaram Netanyahu de atrasar os pontos do plano de cessar-fogo de outubro de 2025 destinados a substituir o Hamas por novos mecanismos políticos e de segurança palestinos em Gaza.

Uma pesquisa da Check Point descreve centenas de tentativas de invasão de câmeras de segurança de consumo no Oriente Médio, segundo a Wired. A Rússia e a Ucrânia intensificaram as invasões de câmeras em sua guerra, para espionar um ao outro, encontrar novos alvos e avaliar danos de seus ataques, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo LiveMint. O Jerusalem Post registrou que hackers usam câmeras de segurança para rastrear tropas e alvos militares em Israel e na Ucrânia.

O Conselho para uma América Segura classificou o Kuwait como o país do Oriente Médio mais provável a aderir aos Acordos de Abraão, seguido pelo Líbano e pela Síria, segundo o Jerusalem Post, em texto do Media Line. O relatório “Expansion Opportunities: Middle East Analysis”, de 8 de outubro, avaliou nove países de maioria muçulmana sem relações diplomáticas formais com Israel. O Líbano ficou em segundo lugar após assinar em junho o “Acordo-Quadro Trilateral” mediado pelos Estados Unidos; a Síria, em terceiro, após conversas aceleradas no pós-Assad.

O Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI) concluiu em 8 de outubro os preparativos para a colheita coordenada de azeitonas palestinas na Cisjordânia, segundo o The Jerusalem Post. Cerca de 200 palestinos e ativistas se reuniram diante de um posto avançado ilegal e houve confronto com 20 colonos, com arremesso de pedras, até a chegada das FDI para separar os lados.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou a laureada do Nobel da Paz, Navi Pillay, de “intolerante” e o comitê do prêmio de “equivocado”, segundo o Jerusalem Post. O gabinete do premiê disse que o comitê perdeu a bússola moral ao conceder sua maior honraria a quem constrói a carreira inventando e propagando libelos de sangue contra o único Estado judeu. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou as conclusões de genocídio de Pillay.

Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.

A Air France concordou em aplicar uma ordem israelense que impede pilotos e comissários de bordo de certas nacionalidades em voos para Israel, incluindo profissionais de países de maioria muçulmana, segundo investigação do Mediapart noticiada pelo Middle East Eye. As restrições cobrem 31 nacionalidades, incluindo argelinos, tunisianos, iranianos e paquistaneses, e afetam também franceses com dupla nacionalidade. O Ministério dos Transportes de Israel emitiu a diretiva em 1º de outubro, exigindo que tripulantes em espaço aéreo israelense não tenham nacionalidade de país sem relações diplomáticas com Israel, segundo a emissora israelense N12.

Centenas de médicos protestaram diante da cúpula da Associação Médica Mundial (WMA), em Roterdã, e pediram a suspensão da Associação Médica de Israel (IMA), segundo a Al Jazeera. No sábado, 81 profissionais de saúde tiraram os jalecos e os penduraram em uma fila diante da assembleia da WMA, em Roterdã, cada um com o nome de um profissional palestino de saúde mantido sob detenção israelense. A campanha IMA OUT! disse ter entregado uma petição com mais de 6.500 assinaturas de profissionais de saúde de todo o mundo pedindo a suspensão.

Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar!, pediu à procuradora-geral Gali Baharav-Miara que decida se indica Tzachi Braverman, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e outros antes das próximas eleições, segundo o The Jerusalem Post. Braverman reconheceu ter alterado o horário registrado de uma conversa entre Netanyahu e o secretário militar na manhã de 7 de outubro, segundo fontes policiais. O ex-secretário militar Avi Gil disse que o horário da ligação foi alterado de 6h40 para 6h29.

O ex-assessor da administração de Joe Biden Phil Gordon afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, introduziu uma série de novas condições contrariando o conselho de seus próprios chefes de segurança, inviabilizando um acordo de reféns por mais seis meses após julho de 2024, em publicação citada pelo Jerusalem Post. Segundo Gordon, nesse período quase 9 mil palestinos a mais foram mortos e mais reféns israelenses morreram, incluindo os seis executados pelo Hamas em agosto. Entre as novas exigências citadas por Gordon estava manter forças israelenses ao longo de toda a fronteira de Gaza com o Egito – trecho que as Forças de Defesa de Israel (IDF) só ocuparam depois de a proposta original já ter sido feita –, além de um mecanismo de triagem de palestinos que voltavam ao norte.

Os Estados Unidos (EUA) pressionaram Israel a executar sozinho uma operação de ataque contra o Irã nas discussões entre os dois países nas últimas duas semanas, segundo fontes ouvidas pelo Maariv, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Washington queria que Israel assumisse os riscos políticos da operação antes das eleições de meio mandato nos EUA, em vez do presidente Donald Trump. Os EUA recuaram da exigência, ao menos por ora, e a posição de Netanyahu segue indefinida.

Jared Kushner marcou um ano do acordo sobre o plano de 20 pontos de Trump para Gaza, dizendo que houve progresso significativo na implementação no último ano, segundo o Jerusalem Post. Entre os marcos citados estão o retorno dos 20 reféns vivos a Israel em outubro de 2025, a devolução dos restos do último refém em janeiro de 2026 e a formação de uma administração palestina tecnocrática para Gaza. Kushner afirmou que a ajuda humanitária a Gaza aumentou significativamente desde o cessar-fogo e que o Hamas assinou em julho uma estrutura de desarmamento por fases, ainda não plenamente implementada.

A Fundação Hind Rajab anunciou na quinta-feira ter pedido ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia que investigue o envolvimento de pessoal médico israelense em supostos abusos em Sde Teiman. O pedido cita médicos, administradores hospitalares, autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa e dirigentes da Associação Médica de Israel, por supostos abusos desde 7 de outubro de 2023. A apresentação foi feita sob o Artigo 15 do Estatuto de Roma e não constitui indiciamento nem decisão da corte de abrir investigação, segundo o Jerusalem Post.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, republicou uma mensagem que diz que o Comitê Nobel se cobriu de vergonha de forma irreparável e rebaixou o antes grandioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a Navi Pillay, segundo a Politico. A mensagem é de autoria do escritório do advogado David Schoen, segundo a Política. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o Comitê Nobel perdeu a bússola moral, segundo a Politico. Pillay é uma advogada de direitos humanos e juíza sul-africana que liderou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que afirmou que Israel cometeu genocídio contra palestinos em Gaza, segundo a Politico.

Um ataque israelense feriu seis pessoas no nordeste do Líbano na sexta-feira, perto da fronteira com a Síria, e Israel disse ter como alvo um “terrorista sírio” que planejava ataques contra Israel. O exército israelense afirmou ter atingido Yusuf Ali al-Hassoun, que, segundo Tel Aviv, operava sob direção do regime iraniano.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país “não precisa se preocupar agora” porque impediu o Irã de ter uma arma nuclear e que a guerra terminará em breve, em discurso numa celebração do Dia de Colombo na Casa Branca. Trump alegou que 28 milhões de barris de petróleo foram “retirados” na quinta-feira e que os preços do diesel vão despencar. Uma fonte iraniana de alto escalão disse à Agência de Telégrafos da Rússia (TASS) que o Irã não vai se conter na resposta a novos ataques dos EUA e de Israel.

Cerca de 245.981 edifícios, ou 74,5% de todas as construções existentes antes de 7 de outubro de 2023, teriam sido danificados ou destruídos na Faixa de Gaza, segundo uma análise estrutural por radar de satélite do laboratório Conflict Ecology, publicada pelo The Hindu. A análise usou dados de satélite de 7 de outubro de 2023 a 3 de agosto de 2026, com 258 imagens de radar Sentinel-1 em observações de janelas de 12 dias. O laboratório afirmou que concluiu uma avaliação de três anos em Gaza, com monitoramento ativo de danos repetidos a cada 12 dias.

A Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro, órgão do governo palestino ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), registrou ao menos 19 ataques de colonos na sexta-feira contra a colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. Segundo a comissão, os incidentes incluíram ataques a colhedores palestinos, queima e arranque de oliveiras e roubo de colheitas e gado. Mais de 50 oliveiras foram arrancadas por colonos em Qusra, disse a comissão.

O líder oposicionista israelense Yair Golan disse que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi um erro, argumentando que não serviu aos interesses de Israel, segundo o Middle East Eye, citando o Times of Israel. Golan disse que a nomeação do filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, deixou o Irã com “indivíduos mais extremos e violentos”.

Dois homens acusados de realizar vigilância hostil a mando do Irã contra a embaixada de Israel em Londres, a sinagoga mais antiga do Reino Unido e outros alvos israelenses ou judaicos declararam-se inocentes nesta sexta-feira. Nematollah Shahsavani, 41 anos, com dupla nacionalidade iraniano-britânica, e Alireza Farasati, 22 anos, iraniano, compareceram ao tribunal Old Bailey, em Londres, e negaram uma acusação única sob a Lei de Segurança Nacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A dupla teria reunido informações e feito reconhecimento em julho e agosto de 2025, com uma lista de alvos que incluía a embaixada, o consulado de Israel e a sinagoga Bevis Marks.

Forças israelenses mataram oito palestinos na Faixa de Gaza na quinta-feira e emitiram novas ordens de expulsão em várias áreas, segundo relatos locais compilados pelo Middle East Eye. Uma mulher e uma criança morreram em ataques a duas casas no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, minutos depois de os moradores serem instruídos a sair. Segundo os hospitais Shifa e Al-Ahli, o ataque a uma casa em Sabra matou uma mulher e uma criança e feriu outras 10 pessoas, enquanto outro ataque na cidade feriu seis.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e o convidou a visitar o país, informou o gabinete de Netanyahu nesta sexta-feira (9). No comunicado, o gabinete afirmou que “os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países… como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul-americanos”. Segundo o Times of Israel, o gabinete confirmou que o telefonema ocorreu na noite anterior.

Ataques israelenses matam ou ferem um palestino em Gaza a cada 90 minutos, em média, desde o anúncio do cessar-fogo, segundo a Islamic Relief. A entidade relata ao menos 1.454 palestinos mortos e mais de 5.000 feridos no período. O Ministério da Saúde de Gaza afirma 1.471 mortos e 5.189 feridos desde o cessar-fogo.

Sete pessoas foram mortas em ataques israelenses separados em Gaza, seis delas na Cidade de Gaza, segundo a defesa civil de Gaza, administrada pelo Hamas. Segundo a mesma defesa civil, duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram mortas e outras ficaram feridas quando aeronaves israelenses bombardearam um prédio residencial na Cidade de Gaza. O Exército israelense afirmou que três das vítimas eram “operativos militares”. O Middle East Eye registrou sete mortos em ataques israelenses separados em Gaza.

David Milstein, assessor do embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, usou o cargo para anular relatórios sobre atividades israelenses na Cisjordânia e apresentar o governo Netanyahu sob luz favorável a Washington, segundo o New York Times, em reportagem publicada pelo Jerusalem Post nesta quinta-feira. A reportagem se baseia em 12 fontes anônimas que trabalham com Milstein ou interagem com ele em Jerusalém e Washington. Huckabee refutou a reportagem e criticou a ausência de qualquer fonte nomeada.

O chanceler israelense Gideon Sa’ar disse que acabou o tempo de contenção diante de atos hostis contra o Estado de Israel, na quinta-feira. Israel retirou representantes britânicos do Centro Internacional de Apoio a Gaza, em Kiryat Gat, encerrou atividades de treinamento britânico de forças da Autoridade Palestina e barrou 12 autoridades eleitas e outros cidadãos britânicos acusados por Israel de atividade antissemita ou anti-Israel, segundo o Jerusalem Post.

Oito fabricantes israelenses de armas, incluindo as três gigantes Israel Aerospace Industries (IAI), Elbit Systems e Rafael, participam pela primeira vez do Marrakech Air Show de 2026, segundo o Middle East Eye. Marrocos e Israel formalizaram laços em 2020 sob um acordo de normalização mediado pelos Estados Unidos (EUA), em troca do reconhecimento por Washington da reivindicação marroquina sobre o Saara Ocidental. Centenas de pessoas protestaram em frente ao Parlamento, em Rabat, contra o aprofundamento dos laços com Israel no primeiro dia da feira.

A Arábia Saudita abriu uma apuração de segurança aérea sobre o incidente do voo flydubai FZ1073, ao lado da investigação criminal liderada pelos Emirados, segundo três pessoas próximas do caso, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times. O país notificou agências de aviação especializadas no exterior de que conduziria a investigação de segurança sob regras internacionais; o voo estava no espaço aéreo saudita quando o copiloto atacou o comandante com um machado. Israel ofereceu participar de qualquer investigação de segurança liderada pela Arábia Saudita, mas até agora não foi convidado, segundo o chefe da agência israelense de investigação de acidentes aéreos, à Reuters.

Autoridades israelenses demoliram um armazém e um galinheiro de Yousef Zyadna, cidadão palestino de Israel que resgatou 30 israelenses no festival Nova em 7 de outubro de 2023, e a casa de seu sobrinho, segundo o Middle East Eye, citando o site israelense Local Call. Dezenas de escavadeiras chegaram ao bairro Zyadna, perto de Rahat, e demoliram casas e outras estruturas da comunidade beduína; há 65 ordens de demolição contra casas do bairro.

Israel fez novos ataques em Gaza em 7 de outubro de 2026, no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro, e autoridades palestinas relataram três mortos. Na cidade de Gaza, o hospital Al-Shifa relatou dois mortos num ataque israelense durante a noite. O Exército israelense disse ter atingido e matado dois membros do Hamas que haviam saído do hospital Kamal Adwan. Em Khan Yunis, o hospital Nasser disse que Hisham Ibrahim Abu Mustafa, de 60 anos, morreu num ataque israelense e outros ficaram feridos, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu.

Um palestino de 44 anos, Ali Hassan al-Bazari, foi morto num ataque de colonos israelenses a agricultores durante a colheita de azeitonas perto de Burqa, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Saúde palestino disse que nove palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Testemunhas disseram que soldados israelenses estavam presentes e protegeram os colonos durante o ataque, e não estava claro de imediato se al-Bazari foi morto por disparo de colono ou do Exército.

A polícia israelense abriu uma revisão preliminar sobre o sistema de segurança da aviação do Ministério dos Transportes, no contexto da tentativa de sequestro do voo FZ1073 da flydubai, em 30 de setembro, segundo o The Jerusalem Post. A apuração examina possível conflito de interesses de Dvir Rubinstein, que prestava consultoria e treinamento privados a companhias aéreas estrangeiras, incluindo a flydubai e a Emirates, enquanto trabalhava para o ministério. Ninguém ligado ao caso está sendo interrogado sob advertência pela Unidade Nacional de Investigação de Fraudes, e não há investigação criminal sob cautela contra ninguém envolvido.

Três anos após o início da guerra em Gaza, a ajuda militar dos Estados Unidos a Israel segue incondicional, segundo a Al Jazeera. Washington concedeu quase US$ 300 bilhões em ajuda a Israel desde a sua criação em 1948, corrigidos pela inflação, mais do que a qualquer outro país. Pelo menos 74.243 palestinos foram mortos em Gaza desde os ataques liderados pelo Hamas ao sul de Israel, que mataram pelo menos 1.139 pessoas.

Em entrevista ao site haredi Hashtiblach na segunda-feira, o ministro israelense Bezalel Smotrich disse que Israel destruiria o Sinai caso o Egito atacasse Israel, segundo o The Jerusalem Post. Apresentadores egípcios responderam com ameaças a Tel Aviv, ao aeroporto Ben-Gurion e a Netanyahu. O jornalista Ahmed Moussa afirmou que os 120 milhões de egípcios morreriam defendendo o Egito. Não houve resposta oficial imediata das autoridades egípcias, apenas reações de jornalistas, parlamentares e influenciadores próximos às autoridades, segundo o Middle East Monitor.

Israelenses realizaram protestos, marchas e manifestações em todo o país nesta quarta-feira, além das cerimônias de memória, no terceiro aniversário do massacre de 7 de outubro de 2023, segundo o The Jerusalem Post. Muitos manifestantes pediram mais responsabilização das autoridades e uma comissão estatal plena de inquérito sobre a tragédia nacional. O October Council disse que três anos se passaram e a verdade ainda não foi totalmente investigada.

As forças israelenses lançaram várias operações de nível de brigada na Cisjordânia durante a noite, prendendo e interrogando dezenas de suspeitos procurados por envolvimento em terrorismo e incitamento, entre eles pessoas que manifestaram apoio ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF). O objetivo, conforme anúncio da IDF, é prender e interrogar dezenas de pessoas procuradas por terrorismo e incitamento ao terror, com ênfase particular em quem manifestou apoio ao ataque de 7 de outubro.

O copiloto Hamam al-Hammami, de 29 anos, cidadão omani, foi contido numa suposta tentativa de assumir o controle de um voo da flydubai para Tel Aviv com 182 pessoas a bordo em 30 de setembro e esteve na Nova Zelândia com visto de estudante por 175 dias, de 30 de novembro de 2018 a 23 de maio de 2019, para parte do treinamento de voo, segundo The Guardian, que cita a confirmação da polícia neozelandesa sobre a estadia. O crescimento acelerado da flydubai levanta dúvidas sobre recrutamento e verificação após a tentativa de sequestro, segundo o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pelo Hindustan Times.

Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.

Colonos israelenses armados espancaram na terça-feira o fotógrafo da Agence France-Presse (AFP) Jaafar Ashtiyeh, de 58 anos, que precisou de atendimento hospitalar enquanto cobria a violência contínua de colonos contra agricultores de oliveiras na Cisjordânia, segundo a AFP. Ashtiyeh sofreu hematomas na cabeça e no tronco e foi levado de ambulância a um hospital; os agressores também levaram seu equipamento de câmera. A agressão ocorreu apesar da presença de ao menos uma dezena de soldados israelenses a cerca de 500 metros, segundo o fotógrafo John Wessels, que também foi ameaçado com uma arma de fogo. A direção global de notícias da AFP condenou o ataque e exigiu uma investigação completa.

Quinta-feira marca 30 dias desde a ordem do chanceler israelense Gideon Saar para fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental, uma retaliação à onda de sanções do Reino Unido contra assentamentos israelenses ilegais, segundo a Al Jazeera. O ex-cônsul britânico Vincent Fean disse à Al Jazeera que Israel age de forma ilícita e não tem o direito de interferir nas relações diplomáticas entre o Reino Unido e o Estado da Palestina. Relatos citados pela Al Jazeera afirmaram que o Reino Unido poderia expulsar 27 diplomatas israelenses caso o fechamento do consulado avance.

Um relatório de agosto de especialistas da CIA avalia que Israel corre risco de colapso interno ou guerra civil por tensões entre israelenses, segundo o Middle East Eye, que cita o Drop Site News. O documento situa o quadro volátil às vésperas das eleições israelenses de 27 de outubro, nas quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu luta por seu futuro político. Entre os pontos mais divisivos está a isenção de serviço militar de longa data dos ultraortodoxos.

O Reino Unido ameaçou expulsar um diplomata israelense para cada um dos 27 diplomatas britânicos cujo status diplomático no consulado seria encerrado, caso Israel feche o consulado britânico em Jerusalém Oriental, segundo a Al Jazeera. Israel ordenou o fechamento do consulado até 8 de outubro, em retaliação às sanções britânicas contra assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O Foreign Office não negou o relato do Ynet e disse que não comentaria especulações, segundo o The Guardian.

Um professor de matemática da Universidade Bar-Ilan, morador de Petah Tikva na faixa dos 60 anos, foi indiciado por um suposto plano de matar centenas de palestinos cidadãos de Israel e palestinos nos territórios ocupados e forçá-los a deixar suas casas, segundo o Middle East Eye. O indiciamento foi apresentado na segunda-feira por promotores do Distrito Central, Roy Reis e Tomer Steinberg, conforme o i24NEWS. O plano previa recrutar 72 agressores judeus, incluindo ele mesmo, divididos em 12 células de seis pessoas, ainda segundo o Middle East Eye. A universidade disse condenar “nos termos mais fortes possíveis” e estar “profundamente consternada” pelos atos atribuídos ao professor, e anunciou sua suspensão imediata, segundo o i24NEWS.

Um item básico está entre os bens essenciais que Israel continua impedindo de entrar no enclave de Gaza, segundo o Middle East Eye. Pelo acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, Israel deveria suspender as restrições e facilitar o fluxo de ajuda humanitária para Gaza, segundo o Middle East Eye.

Avaliações iniciais indicam que o copiloto da flydubai acusado de atacar o comandante e tentar assumir o controle de um voo com destino a Israel agiu sozinho, segundo autoridades estadunidenses e um ex-oficial de segurança israelense. Autoridades estadunidenses ressaltam que a investigação do incidente da quarta-feira passada ainda está em estágio inicial. As autoridades dos Emirados, que conduzem a investigação, disseram no sábado que o copiloto supostamente atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir os controles do voo.

O copiloto do voo da flydubai disse em interrogatório que planejava levar a aeronave sequestrada a Tel Aviv e lançá-la contra o terminal do aeroporto Ben Gurion, segundo fontes não identificadas citadas pelo canal israelense Channel 12 e reproduzidas pela TASS. O plano só teria sido frustrado porque o comandante, mesmo ferido, conseguiu abrir a porta da cabine, ainda segundo a TASS. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu uma revisão completa de “todos os aspectos” da segurança de voos civis estrangeiros para Israel após o ataque, de acordo com o The Washington Post.

Jogadores da Irlanda usaram braçadeiras pretas em reconhecimento aos palestinos mortos em Gaza e curvaram a cabeça durante o hino nacional de Israel, segundo a Al Jazeera. A partida da Liga das Nações terminou em empate de 1 a 1, em campo neutro e com os portões fechados.

A agência de notícias palestina Wafa informou que mais de 15 pessoas ficaram feridas e uma foi morta em ataques de forças e colonos israelenses a cidades e vilas palestinas, segundo o Middle East Eye. O líder da oposição israelense, Avigdor Lieberman, defendeu desmantelar a Autoridade Palestina e criar uma confederação israelo-jordaniana para controlar partes da Cisjordânia atualmente sob controle da AP, segundo o Haaretz. Sob o plano, Israel aplicaria soberania sobre a Área C, que corresponde a cerca de 60% da Cisjordânia ocupada e permanece totalmente sob controle de Israel.

A TV síria Al-Ikhbariah informou que forças israelenses bombardearam terras agrícolas entre Buraiqa e Kodana, no sul de Quneitra, segundo o Middle East Eye. Síria, Catar e Jordânia denunciaram a retomada das escavações de Israel no projeto “Sofa 53”, na província síria de Quneitra. O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou que a retomada da escavação perto da linha de separação com o Golã sírio ocupado era uma “violação flagrante” do acordo de 1974.

Israel afirmou ter matado o diretor de uma ONG turca em um ataque na Faixa de Gaza. O Hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, havia anunciado antes a morte de Saqr al-Qaisi, que liderava a organização humanitária turca Deniz Feneri, em um ataque a um veículo no sul da Faixa de Gaza, segundo o Hindustan Times.

O copiloto da flydubai teria tentado desligar os dois motores do Boeing 737 depois que falhou o plano de jogar a aeronave contra um prédio em Tel Aviv, segundo o Corriere della Sera, em texto republicado pelo Hindustan Times. Netanyahu mandou o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, nomear um examinador para revisar todos os aspectos de segurança da aviação civil estrangeira para Israel. Investigadores ainda trabalhavam para determinar o motivo, mas uma autoridade israelense disse que as informações da apuração indicavam que o suspeito agiu sozinho.

O copiloto do voo FZ1073 foi identificado como Hamam al-Hammami, omanita que já havia sido barrado de voar em Omã por supostas visões extremistas e transferido para uma função administrativa na Oman Air antes de ser contratado pela flydubai, segundo a Al Jazeera citando a Associated Press. Israel recebeu antecipadamente as listas de tripulantes e passageiros do voo, e as checagens caberiam ao Departamento de Segurança do Ministério dos Transportes e ao Mossad, segundo a Al Jazeera citando o Haaretz. O Irã negou qualquer ligação com o incidente e afirmou que as acusações se baseiam em evidências fabricadas, segundo o Hindustan Times.

Ataques aéreos israelenses atingiram duas áreas no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera. Os ataques miraram a área de Wadi al-Hujair e os arredores da cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, sem vítimas relatadas até o momento.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a decisão do Comitê Eleitoral Central de vetar as listas árabes Joint List e Ra'am da eleição de 27 de outubro, segundo o Times of Israel. A corte também reverteu, por 7 a 2, o veto ao deputado Ofer Cassif, da Joint List, do Hadash, conforme o mesmo veículo. A decisão mantém os cidadãos palestinos de Israel, cerca de 20% da população, na disputa, após críticos acusarem o comitê de dois pesos e duas medidas, informou a Al Jazeera.

Connie Chan, candidata democrata apoiada pela ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi para sucedê-la no 11º distrito congressional da Califórnia, defendeu um “embargo total de armas ao governo israelense” em debate televisionado na quinta-feira à noite, segundo a Al Jazeera. Chan disse que, “no primeiro dia no Congresso”, votaria para “acabar com um genocídio em Gaza e com um Estado de apartheid”. A candidata afirmou que a ajuda humanitária deve ser prioridade e que não apoiaria verba para o sistema antimísseis Domo de Ferro de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convidou a Israel, como convidado de honra, o capitão indiano do voo da flydubai com destino a Tel Aviv, Smit Machchhar, e disse querer que ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acendam uma chama na cerimônia nacional do Dia da Independência de Israel em maio, papel em geral reservado a cidadãos israelenses. Na Cisjordânia ocupada, colonos e soldados israelenses atacaram e bloquearam agricultores palestinos de colher azeitonas, segundo a Al Jazeera; mais de 80 mil famílias palestinas dependem da colheita como fonte de renda.

Israel afirmou no sábado que tentou matar o dirigente máximo do Hamas na Faixa de Gaza, Ali al-Amoudi, em ataque aéreo a um apartamento. Autoridades locais dizem que o ataque matou cinco pessoas, e um funcionário do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, disse à AFP que o hospital recebeu ao amanhecer os corpos de cinco pessoas e uma série de feridos no bairro de Rimal. O Exército israelense disse que visava matar al-Amoudi, descrito como braço direito de Yahya Sinwar, o chefe do Hamas morto, e envolvido no planejamento do ataque de 7 de outubro.

O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, disse que o país não aceitará a presença israelense “em nenhuma circunstância” e que resistirá a qualquer tentativa de arrastá-lo para as crises do Oriente Médio, segundo a Al Jazeera. Israel planeja estabelecer uma base naval em Berbera, no Golfo de Áden, e busca acesso ao aeroporto da cidade, segundo o Ahram Online. Berbera é uma cidade portuária na costa do Golfo de Áden, na Somalilândia, a república autodeclarada no noroeste da Somália que Israel reconheceu no ano passado e que Mogadíscio reivindica, segundo a Al Jazeera.

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, elogiou no sábado o capitão indiano Smit Machchhar e os outros passageiros que dominaram o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai, que supostamente tentou derrubar a aeronave, segundo o Hindustan Times. Landau escreveu que queria expressar seu máximo respeito e admiração ao piloto e aos passageiros, em maioria israelenses, por evitarem o que teria sido um dos mais horríveis atentados do mundo. Passageiros do voo afirmaram que a tripulação pediu que desamarrassem o copiloto omanita que atacou o comandante e que não sabiam o motivo, segundo o Hindustan Times.

O copiloto do voo da Flydubai de Dubai a Tel Aviv atacou o piloto com um machado de emergência da cabine e tentou assumir o controle da aeronave, segundo o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos. O avião, com mais de 170 pessoas a bordo, caiu 17 mil pés (5.200 metros) duas horas e meia depois de iniciada a viagem. O procurador-geral afirmou que o copiloto “tentou realizar um ataque terrorista”.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que toda a Cisjordânia ocupada “pertence a Israel” e prometeu desmantelar a Autoridade Palestina, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao Channel 14, disse que, se for nomeado ministro da Defesa, trabalhará para desmantelar a Autoridade Palestina e pressionar para que palestinos deixem a Cisjordânia ocupada e Gaza. A agência Anadolu noticiou que o ministro disse que toda a Cisjordânia “pertence a Israel” e ameaçou desmantelar a Autoridade Palestina.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde e da Defesa Civil do território, citadas pelo G1. Entre os mortos estão uma mulher cristã e a filha dela, de acordo com equipes médicas. Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre o ataque. Uma testemunha, Ahmed Al-Dahdouh, disse à Reuters, em texto republicado pelo G1, que os moradores dormiam quando ouviram ataques contínuos e fortes explosões, e que as crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar.

Israel lançou uma nova onda de demolições de olivais na Cisjordânia ocupada, com ordens militares de arranque de árvores às vésperas da colheita da azeitona, que costuma começar em outubro, segundo o Middle East Eye. De acordo com a Comissão de Resistência a Assentamentos e ao Muro, 55 ordens do tipo foram emitidas entre o início do ano e setembro, afetando cerca de 2.373 dunams, contra 47 ordens sobre 1.613 dunams em todo o ano de 2025.

O copiloto da Flydubai que atacou o comandante foi identificado como o omaniano Hamam al-Hammami, de 29 anos, segundo a ABC News, citada pela TASS. Uma fonte próxima ao governo dos Emirados acusou Israel de explorar o incidente para fins políticos e de atrasar a retomada dos voos da Flydubai, e afirmou que, segundo autoridades emiratenses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca ligar o ataque ao Irã por motivos políticos antes da eleição em Israel, conforme o Middle East Eye, que cita o Ynet.

O copiloto da Flydubai que autoridades disseram ter quase derrubado um voo com destino a Tel Aviv com 182 pessoas a bordo havia sido barrado de voar por Omã, seu país natal, por preocupações de que tivesse adotado visões extremistas, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo The Economic Times. Israel e os Emirados Árabes Unidos acertaram voos de repatriação a partir de sexta-feira para trazer de volta passageiros retidos após a suspensão das rotas comerciais entre os dois países, segundo o The Hindu.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta sexta-feira que Israel imporá um preço muito alto a qualquer potência por trás do incidente do voo da FlyDubai, segundo a France 24. A aeronave levava 174 pessoas e fez um pouso de emergência na Arábia Saudita depois que o copiloto aparentemente esfaqueou o piloto, segundo a France 24. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ouvia que o Irã estava envolvido e que o país será atingido “com muita força” se for o caso, sem apresentar evidências, segundo a France 24. Netanyahu admitiu na quinta-feira que havia uma brecha na fiscalização de pilotos de países sem relações diplomáticas com Israel, segundo o Hindustan Times.

A França aprovou 35 novas vendas de equipamento militar a Israel entre maio e setembro de 2026, segundo pesquisa dos grupos de direitos humanos Palestinian Youth Movement e Urgence Palestine. Os itens incluem sistemas de refrigeração para tanques e lançadores de mísseis, viseiras de capacete para pilotos de helicópteros e de caças, conectores, equipamentos eletrônicos e sistemas de vigilância, todos destinados a subsidiárias da Elbit Systems, segundo o relatório obtido pelo Middle East Eye.

A El Al cancelou dois voos de resgate que ocorreriam nesta sexta-feira (LY974-1, LY972) porque as autorizações de pouso das companhias israelenses foram revogadas, e os Emirados Árabes Unidos (EAU) não concederam permissão de pouso para as duas operações que trariam israelenses retidos para casa. Os voos de resgate foram organizados depois que os Emirados cancelaram todos os voos para Israel, após o ataque de um copiloto em uma rota da flydubai para o aeroporto Ben Gurion, na quarta-feira, segundo o The Times of Israel.

A Suprema Corte de Israel aconselhou o líder do partido Balad, Sami Abu Shehadeh, a retirar a candidatura na eleição ao Knesset de 27 de outubro, advertindo que poderia, de outra forma, decidir pela desqualificação, segundo a Al Jazeera. O presidente da Corte, Yitzhak Amit, disse que a maioria dos juízes era favorável à desqualificação e deu até sexta-feira para a retirada, segundo a emissora. A procuradora-geral Gali Baharav-Miara apoiou a desqualificação por causa de um artigo publicado por Abu Shehadeh um dia após o 7 de outubro, que, segundo ela, expressou apoio à luta armada. Abu Shehadeh retirou-se da disputa depois que a Corte indicou unanimidade pela desqualificação, segundo o Middle East Eye.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que o copiloto do voo da Flydubai passou por doutrinação radical islâmica, dizendo que os investigadores chegaram a essa conclusão a partir das “informações pessoais” do homem. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) disseram que vão liderar a investigação sobre uma eventual ligação do ataque com terrorismo. Um vídeo que circula como uma reportagem da BBC sobre o caso é um deepfake e as alegações que contém não têm fundamento; a BBC nunca exibiu o material, segundo a France24.

Colonos israelenses mataram a tiros Mashhour Shaher Yassin, de 51 anos, durante um ataque à vila de Yasuf, no distrito central de Salfit, na Cisjordânia, segundo a Agência de Notícias e Informação Palestina (WAFA). O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohammad Al-Ramahi, disse que Yassin morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque dos colonos. A Reuters, citando autoridades palestinas, informou que colonos israelenses mataram um palestino e feriram outro na vila de Yasuf, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira.

Uma reunião fechada do conselho para Gaza liderado pelos Estados Unidos (Board of Peace) virou bate-boca entre o chanceler turco, Hakan Fidan, e o representante israelense, Michael Eisenberg, segundo o Channel 13 de Israel, citado pelo Middle East Eye. O relato, sem fontes citadas, diz que a discussão começou quando Fidan acusou Israel de genocídio em Gaza e que foi necessária a intervenção de Jared Kushner.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, deve pedir no gabinete de segurança a extradição do copiloto do voo da Flydubai que teria tentado derrubar o avião com cerca de 180 pessoas a bordo na quarta-feira, segundo o Hindustan Times, que cita o Jerusalem Post. O suspeito está detido na Arábia Saudita, onde a aeronave com 174 pessoas a bordo, entre elas 27 crianças, fez pouso de emergência em Tabuk na quarta-feira após uma altercação na cabine de comando. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que o procurador-geral Hamad Al Shamsi determinou a formação de uma equipe de membros especializados do Ministério Público para investigar as circunstâncias do caso.

O avião da Flydubai que ia de Dubai a Tel Aviv despencou mais de 17 mil pés (5.200 metros) em menos de dois minutos, cerca de duas horas depois de decolar na quarta-feira, antes que passageiros e tripulação dominassem o agressor e retomassem o controle para pousar em segurança. O passageiro Adam Polovincik, 40 anos, disse à BBC Newshour que abraçou “com força” o filho de seis anos e a filha de três para tentar manter a calma durante o ataque.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que o suspeito de ter tentado derrubar um voo da Flydubai com destino a Israel passou por “doutrinação radical islamista” e não deu detalhes. Questionado sobre quem teria ajudado a radicalizá-lo, disse não saber e afirmou que Israel coopera com a investigação dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Em outra declaração, afirmou ser cedo demais para dizer se o Irã esteve envolvido, mas repetiu a acusação de doutrinação radical islamista. O piloto indiano Smit Machchhar, muito elogiado como um dos heróis do voo, estava em condição estável, segundo a embaixada da Índia na Arábia Saudita.

Um colega piloto descreveu o copiloto do voo da Flydubai como alguém de comportamento religioso extremo: “Rezava em excesso ao longo do dia e se recusava a apertar a mão de mulheres”, disse ao correspondente Yosef Yisrael, do Channel 16. O copiloto ingressou na companhia há oito meses e é de nacionalidade omani. Israel classificou o caso como ataque terrorista, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a própria Flydubai evitam até agora essa expressão. A companhia cancelou todos os voos para Israel até concluir a sua própria investigação.

A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.

Ataques israelenses na noite de quarta-feira mataram um palestino de 33 anos e feriram outras pessoas, incluindo um menor, na rua Salah al-Din, ao norte de Khan Younis, segundo o Middle East Eye, citando a agência Wafa. O escritório de mídia do governo de Gaza informou que o jornalista palestino Muhammad Abdel Aziz al-Najjar foi morto em outro ataque na quarta-feira.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que um dos pilotos do voo que partiu dos Emirados Árabes Unidos com destino a Israel esfaqueou o copiloto e aparentou tentar derrubar a aeronave, segundo o The Guardian. O avião despencou cerca de 17 mil pés em dois minutos antes de ser estabilizado, ainda segundo o jornal. O capitão Machchhar, gravemente ferido na facada, reagiu, abriu a porta e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor, evitando um desastre em pleno ar. Netanyahu afirmou que o capitão salvou 174 pessoas, entre israelenses e outras nacionalidades, e o chamou de “verdadeiro herói”, segundo a TASS.

A Flydubai suspendeu temporariamente os voos de e para Israel até a conclusão da investigação do voo FZ 1073, segundo a TASS. Em comunicado, a companhia confirmou que a suspensão vale enquanto a investigação continua, segundo o Middle East Eye. O voo FZ1073, que saiu de Dubai com destino a Tel Aviv, transmitiu sinais de emergência e fez uma descida acentuada antes de desviar para o aeroporto Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, levando 174 passageiros, entre eles 27 crianças, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o piloto de “verdadeiro herói” e disse que, apesar de esfaqueado e gravemente ferido, ele reagiu, resistiu, abriu a porta da cabine e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor – evitando uma catástrofe em pleno voo. O site israelense Ynet, citando autoridades israelenses, relatou que o copiloto era de nacionalidade omanense e era suspeito de tentar derrubar a aeronave.

No quinto dia de Sukkot, feriado judaico, centenas de israelenses invadiram o complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, segundo a Al Jazeera. Na terça-feira, 966 israelenses entraram no complexo pelo Portão Marroquino ao lado da polícia israelense, realizando rituais talmúdicos e cantando juntos nos pátios da mesquita. O Departamento do Waqf Islâmico de Jerusalém informou que cerca de 700 israelenses, entre eles o ex-parlamentar Moshe Feiglin, invadiram o complexo sob proteção da polícia israelense.

A chancelaria suíça condenou nesta quarta-feira a violência de colonos israelenses após um ataque de cerca de 100 colonos à aldeia de Jalud no dia anterior, segundo o Middle East Eye. Em publicação no X, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou que “o nível sem precedentes de violência de colonos não pode ser tolerado” e que Israel deve proteger os civis palestinos e levar os responsáveis à Justiça.

A artilharia israelense atingiu a cidade de Al-Khiam, no sudeste do Líbano, segundo a agência estatal de notícias do país, em texto republicado pelo Dawn. Uma explosão também foi ouvida na cidade de Houla, perto da fronteira com Israel, no sudeste do país, segundo a Al Jazeera.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que passageiros e tripulantes impediram uma tentativa de sequestro em pleno voo de um avião da flydubai com destino a Tel Aviv depois que um dos pilotos esfaqueou o outro e tentou derrubar a aeronave, segundo o VINnews. A companhia afirmou que o motivo do confronto entre os pilotos é desconhecido e está sob investigação formal. Os dois pilotos ficaram feridos e foram levados a um hospital após o pouso em Tabuk, segundo autoridades do aeroporto.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu os Emirados Árabes Unidos contra receber o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo que isso não teria consequências positivas, segundo a agência estatal Mehr News. Em publicação em árabe no X, Rezaei afirmou que, assim como abrigar bases militares dos Estados Unidos (EUA) não trouxe segurança aos Emirados, receber o “açougueiro de Gaza” tampouco teria consequências positivas.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta quarta-feira que o incidente com o voo da FlyDubai que pousou em Tabuk, na Arábia Saudita, foi uma tentativa de ataque terrorista, segundo o G1. Ben-Gvir disse que um “terrorista” queria derrubar o avião e matar israelenses a bordo. O capitão e o copiloto foram encontrados feridos e levados ao hospital, informou o Le Monde com a Agence France-Presse (AFP). A aeronave perdeu altitude de quase 34 mil pés, às 05h21 GMT, para menos de 17 mil pés, às 05h22 GMT, segundo o Flightradar24.

Um voo da FlyDubai de Dubai para Tel Aviv pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, após um incidente durante a rota, com todos os passageiros a salvo, segundo a Al Jazeera. Autoridades israelenses disseram à imprensa local que o desvio ocorreu após uma briga física entre os pilotos, afastando a hipótese de sequestro – o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que não houve alarme de sequestro. O avião levava cerca de 150 pessoas, a maioria israelense, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC).

Pelo menos oito pessoas morreram na terça-feira em ataques israelenses à Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde do enclave, em publicação no X. O Ministério detalhou que três corpos foram levados a hospitais após o bombardeio do campo de deslocados de Halawa, no norte da Faixa, e que outros dois morreram em um ataque aéreo na área de Al-Nasr, a oeste da cidade de Gaza. O total de mortos desde outubro de 2023 subiu para 74.030, com 175.980 feridos, segundo o Ministério.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou na terça-feira a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo o Iran International. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que Netanyahu esteve no país no domingo e se reuniu com o presidente xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o Israel National News, Netanyahu e a mulher visitaram os EAU no domingo a convite do presidente xeique Mohamed bin Zayed, e a visita tratou do fortalecimento das relações bilaterais e de desafios regionais.

Protestos pró-Palestina se espalharam por cidades marroquinas pedindo o fim da normalização diplomática com Israel, à medida que Rabat aprofunda os laços com Tel Aviv, segundo a Al Jazeera. Os atos seguiram o anúncio de 16 de setembro de que Marrocos e Israel elevariam as missões a embaixadas plenas e indicariam embaixadores. Em Tânger, as autoridades baniram o ato previsto para 27 de setembro e as forças de segurança dispersaram centenas de manifestantes, com mais de 12 detidos, segundo o veículo, citando fontes próprias.

O Senado dos Estados Unidos (EUA) barrou por 47 votos a 51 a resolução que obrigava o Departamento de Estado a relatar em 30 dias as mortes e as condições de direitos humanos na Cisjordânia, segundo o The Guardian. O texto, liderado pelo democrata Chris Van Hollen, citava nove cidadãos estadunidenses mortos por colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada desde 2022. O democrata John Fetterman votou com os republicanos contra a medida, enquanto o republicano Rand Paul votou a favor.

Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.

Um drone israelense visou um apartamento residencial no bairro de al-Nasr, a oeste da Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera e fontes médicas do Hospital al-Shifa. Imagens mostraram médicos tratando crianças com ferimentos graves após o ataque, e o total de vítimas permanecia incerto naquele momento. A agência Anadolu relatou dois palestinos mortos e vários feridos, entre eles crianças, em ataque aéreo israelense e disparos na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, em meio a violações diárias de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Cerca de 100 colonos invadiram Jalud, ao sul de Nablus, logo após a meia-noite, e atacaram as casas da família Toubasi, segundo o Middle East Eye. A família havia retornado à casa horas antes do ataque, depois que um tribunal israelense ordenou ao Exército que garantisse o retorno, segundo o mesmo veículo. Mais de 100 israelenses bloquearam estradas, queimaram pneus e arremessaram pedras contra agentes de segurança, além de incendiar estruturas, veículos e outros bens de palestinos na área, segundo o Israel National News.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, confirmou que o Reino Unido avalia desafiar a ordem israelense de fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental ocupada, dizendo que o governo não quer que isso aconteça, segundo o Middle East Eye. O governo israelense ordenou o fechamento do consulado em retaliação a sanções britânicas contra assentamentos ilegais, com prazo até 8 de outubro, segundo o mesmo veículo. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem direito legal de executar o plano de fechar o consulado em Jerusalém Oriental, em parecer ao Foreign Office britânico, segundo o Guardian.

O Exército de Israel matou Izz al-Din al-Beik, chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, segundo a Al Jazeera, citando fontes palestinas e oficiais israelenses. Al-Beik foi morto em ataque contra um prédio residencial no bairro Nassr, na Cidade de Gaza, na madrugada de terça-feira, segundo médicos e fontes do Hamas. Fontes locais identificaram os dois palestinos mortos no ataque como al-Beik e Muhannad Abu Foul, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz afirmaram que al-Beik era um comandante, segundo a Anadolu (AA).

O Exército de Israel provocou uma grande explosão na aldeia de Mansouri, distrito de Tiro, no sul do Líbano, na segunda-feira, segundo a Arab News, que cita a mídia estatal libanesa e correspondentes da Agence France-Presse (AFP). A agência estatal libanesa Agência Nacional de Notícias (NNA) atribuiu a explosão às forças de ocupação israelenses, segundo a mesma reportagem. O Exército israelense disse ter concluído a operação em Mansouri, onde desmantelou mais de 600 estruturas e oito rotas subterrâneas, segundo a Arab News.

A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.

A Comissão Central de Eleições de Israel votou em 23 de setembro para barrar os principais partidos árabes do país das eleições do mês que vem para o Knesset, segundo o The Hindu. O veto atinge o Ra’am, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, aliança dos partidos árabes Hadash, Ta’al e Balad, segundo a Al Jazeera. Uma pesquisa do Canal 12 publicada na terça-feira projetava sete cadeiras para a Lista Conjunta e cinco para o Ra’am, contra 50 do atual bloco de coalizão de Netanyahu.

Durante um encontro em Abu Dhabi no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que refutasse o relato de que avisou Israel de um ataque iminente do Hamas, segundo o Middle East Eye. O relato, do jornal israelense Haaretz, dizia que o líder emiradense alertou Netanyahu dias antes do ataque liderado pelo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou o relato mais recente e disse manter “canais de comunicação abertos e diretos” com Israel e compartilhar “toda a inteligência relevante”.

Israel afirmou que pretende fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental em 8 de outubro, em resposta à proibição ampla ao comércio de bens dos assentamentos israelenses anunciada neste mês pelo chanceler britânico, Ed Miliband, segundo o Guardian. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem o direito legal de fechar o consulado. A missão britânica em Jerusalém data de 1838, mais de 100 anos antes da criação do Estado de Israel, e é separada da embaixada em Tel Aviv.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a proibição do governo a visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a prisioneiros de segurança palestinos, segundo o Times of Israel. A corte afirmou que o Estado não apresentou fundamento jurídico para a proibição geral, vigente desde 7 de outubro de 2023, segundo o Times of Israel. A justificativa central do governo era a negação de visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza, justificativa que não se aplica mais, segundo o Times de Israel.

A mídia israelense noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos para se reunir com o líder do país, segundo o Middle East Eye. Os canais 12 e KAN e os jornais Haaretz e The Jerusalem Post disseram que foi uma visita de um dia para se encontrar com o presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Duas fontes confirmaram que Netanyahu voou a Abu Dhabi em um avião particular na manhã de domingo e voltou a Israel à noite, segundo o World Israel News, que cita o Channel 12. O gabinete do primeiro-ministro se recusou a dar mais detalhes sobre a reunião.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a uma equipe interministerial e a um oficial sênior do Ministério da Justiça que preparassem um processo legal contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, segundo o Middle East Eye, citando a i24NEWS. A ordem seguiu o anúncio de Erdogan de que a Turquia pediu à Interpol um alerta vermelho para Netanyahu. Segundo a TASS, que também cita a i24NEWS, Netanyahu instruiu o governo a preparar uma petição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) acusando Erdogan. Nem Israel nem a Turquia são parte do Estatuto de Roma e nenhum reconhece a jurisdição do TPI.

Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.

Os caças israelenses retomaram no sábado os ataques contra áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani, segundo a TASS, que cita o portal Janoubia. Os ataques aéreos miraram abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud. Segundo a Mehr News, o sul do Líbano registrou nas últimas horas ataques aéreos e de artilharia israelenses, e o fogo da artilharia cobriu Al-Mansouri, Eastern Zotar, Barashit, Kafrtbanit e Beit Yahoun.

O líder do Hamas, Khalil al-Hayya, disse à emissora catari Al-Araby que a eleição israelense não trará mudança para os palestinos e que “nosso povo sofreu nas mãos de todos os partidos israelenses”, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo South China Morning Post. Ele disse que o Hamas se recusa a permitir que o sangue, o sofrimento e a causa do povo palestino sirvam de combustível para as eleições israelenses. A eleição em Israel está marcada para 27 de outubro.

A proposta que Donald Trump rejeitou previa que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz e retomasse as negociações nucleares em troca do fim do bloqueio naval, de alívio nas restrições às exportações de petróleo iraniano, da liberação de ativos congelados e de um cessar-fogo que incluiria o fim das operações de Israel no Líbano, segundo a RT. Trump disse a repórteres que Teerã quer um acordo porque “está perdendo feio” sob o bloqueio americano.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em relatório citado pela TASS, que sete pessoas morreram e 38 ficaram feridas nos últimos 48 horas em ataques do exército israelense à Faixa de Gaza. Um ataque aéreo israelense contra uma tenda no bairro de Sheikh Radwan, no norte da Cidade de Gaza, feriu pessoas deslocadas, segundo o Centro Palestino de Informação. Caças da Força Aérea de Israel retomaram no sábado os ataques a áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani. Os alvos seriam abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud, segundo o portal Janoubia.

O Hamas condenou a decisão do Board of Peace de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de afirmar que a agência não terá papel em Gaza. Em publicação no X, o Board disse que só trabalhará com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para a população de Gaza e contribuam para uma Gaza desradicalizada, e que a UNRWA não passa nesses critérios. A Associated Press informou na sexta-feira que membros do Board se mostraram nos bastidores mais dispostos a trabalhar com a UNRWA do que a posição pública sugeria.

A seleção da República da Irlanda vai disputar no domingo a partida contra Israel pela Liga das Nações da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), em Debrecen, na Hungria, depois que o plantel votou por maioria significativa pela realização do jogo, disse neste sábado o diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, segundo o Middle East Eye. A votação ocorreu após relatos de que alguns jogadores, entre eles o goleiro Gavin Bazunu, haviam considerado recusar o jogo em protesto contra as ações israelenses em Gaza, informou o Telegraph. A entrevista coletiva e o treino da Irlanda um dia antes do primeiro dos jogos contra Israel foram adiados no sábado, em meio ao crescimento da pressão por boicote, segundo a agência Associated Press, em texto republicado pelo Local10.

O Comitê Central de Eleições de Israel votou nesta semana para impedir que os três partidos que formam a Lista Conjunta, aliança de partidos de maioria árabe, disputem o pleito de 27 de outubro, segundo o The Telegraph. O comitê alegou que o agrupamento teria expressado apoio à luta armada contra o Estado de Israel. A decisão ameaça privar de representação cerca de um milhão de cidadãos israelenses, majoritariamente de etnia árabe. O jornal britânico aponta que a medida deve ser derrubada pela Suprema Corte nos próximos dias, que tradicionalmente exige alto limiar legal para desqualificar um partido.

O escritório de direitos humanos da ONU acrescentou 61 empresas à lista de companhias com atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em atualização divulgada na sexta-feira. A base de dados, criada em 2020, reúne agora 214 companhias de 11 países, segundo a AFP, em texto publicado pelo Courthouse News; a maioria é de Israel, e há empresas de França, Alemanha, China e Estados Unidos, segundo o Middle East Eye. Na atualização deste ano, cinco empresas foram removidas.

Famílias em Gaza seguem abrigadas em prédios danificados pela guerra e com risco de desabamento, sem alternativas seguras, segundo a Al Jazeera. Avaliação conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), do Banco Mundial e da União Europeia apontou 371.888 moradias destruídas ou danificadas até outubro de 2025, 76,6% do estoque habitacional. Em 16 de setembro, um prédio residencial de seis andares já danificado desabou na Cidade de Gaza, matando 21 pessoas, incluindo 12 crianças, segundo a ONU e a Defesa Civil de Gaza.

Os shows de Ed Sheeran no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, foram cancelados. A promotora Messina Touring atribuiu a decisão aos alertas de mau tempo em Boston e na Nova Inglaterra, em comunicado citado pelo Middle East Eye. O bilionário Robert Kraft, dono do estádio, havia ameaçado cancelar os shows caso Macklemore, que abriria a turnê, permanecesse, e pressionou outros donos de estádios, segundo o Middle East Eye. No início de um show no Lincoln Financial Field, Sheeran chamou a guerra de Israel em Gaza de “catastrófica, injustificável e desproporcional”.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

A polícia de Nova York prendeu 103 pessoas por conduta desordeira nos protestos contra a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e todas foram liberadas, informou a Al Jazeera. As prisões passaram de 100, entre manifestantes que pediam responsabilização pela guerra em Gaza e o fim do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. A visita de Netanyahu terminou sem que ele fosse detido, enquanto parte dos que protestavam contra ele acabou presa, segundo o Middle East Eye.

O exército israelense lançou bombas de fósforo branco nos arredores do município de Zawtar al-Sharqiyah, perto de Nabatiyeh, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita um relatório da agência estatal libanesa National News Agency (NNA). Não há confirmação israelense independente do episódio, e a informação não foi verificada de forma independente.

Há alarme na Organização das Nações Unidas (ONU) com a ameaça de sanções dos Estados Unidos contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo o Guardian.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de “covardes morais” as delegações que deixaram o plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o seu discurso, enquanto apoiadores na galeria entoavam em hebraico “O povo de Israel vive”, segundo a Geo TV, que cita a Reuters. A cinco semanas da eleição de 27 de outubro de 2026, o discurso de cerca de 40 minutos teve tom de campanha, relata a mesma reportagem.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein estavam entre as delegações que permaneceram nos assentos durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando dezenas de delegações deixaram o plenário, segundo a Agência Anadolu. Influenciadores emiradenses celebraram publicamente a decisão do país de permanecer na sala, relata o Middle East Eye.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas com atividades em assentamentos israelenses nos territórios palestinos: são agora 214 companhias de 11 países, com 61 inclusões e cinco exclusões desde a atualização anterior, segundo o Le Monde. Airbnb, Booking.com, Motorola Solutions e TripAdvisor seguem na relação, e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que o documento é um lembrete às empresas sobre suas responsabilidades em direitos humanos, conforme o Le Monde.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que o país não será “arena dos conflitos alheios” nem moeda de troca, e pediu cessar-fogo, retirada total de Israel e monopólio das armas nas mãos do Estado libanês, segundo a Al Jazeera. Em Nova York, as reuniões de Salam ainda não garantiram a extensão de seis meses do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) que o país pede, e Beirute passou a defender uma força internacional que ocupe o lugar depois do fim da missão, segundo o Ya Libnan. Na mesma sessão, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, defendeu um Estado palestino soberano e disse que não há estabilidade no Oriente Médio sem uma solução justa para a questão palestina, segundo a Al Jazeera.

O site oficial de mapas do governo de Israel, o govmap, publicou imagens aéreas de 2025 do norte da Faixa de Gaza sem o desfoque que aplicava à região, revelando ao menos 11 posições militares israelenses dentro da zona de amortecimento e a destruição massiva de cidades palestinas na área, informou o The Times of Israel. A mudança, notada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, por uma conta de inteligência de fontes abertas (OSINT), não tem explicação oficial: as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram estar verificando as imagens.

Crianças do sul do Líbano voltaram às aulas numa escola destruída por um ataque israelense, no início do ano letivo, segundo a AFP. A guerra no sul do país atinge o setor de educação, com escolas entre as instituições mais afetadas pelos bombardeios israelenses, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou, em alerta divulgado em julho, que 340 escolas públicas e privadas sofreram danos de graus variados e 17 foram completamente destruídas, segundo o Arab News.

O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.

Os aeroportos internacionais de Damasco e Alepo estão abertos a voos noturnos depois que Israel suspendeu em silêncio o bloqueio à ativação de equipamentos de navegação, informa o Middle East Eye a partir de autoridades regionais. Segundo um funcionário regional citado pela publicação, o governo israelense havia ameaçado abater as aeronaves pequenas que fariam os voos de calibração.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

Os preços dos combustíveis dobraram no Líbano desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, chegando a US$ 1,60 o litro, informa o Middle East Eye. A federação sindical do país pediu ao governo que declare estado de emergência econômica e ameaçou convocar greve geral por tempo indeterminado na próxima semana; o Banco Mundial projeta contração de 6,4% da economia libanesa em 2026, segundo a mesma reportagem. O presidente da confederação de trabalhadores disse que a alta do custo de vida pode levar a uma “explosão social”, declarou à dpa.

O governo francês afirmou que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não impediu o sobrevoo do avião oficial “Wing of Zion” a caminho da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o The Times of Israel. Segundo o jornal, Paris sustenta que o Estatuto de Roma não obriga um Estado apenas sobrevoado a prender um suspeito, e dados de voo mostram que a aeronave cruzou também os espaços aéreos da Itália e da Grécia, todos partes do tratado, segundo o Today.az.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Uganda, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter erguido uma estátua do seu irmão Yonatan no local onde ele caiu em Entebbe, segundo a transcrição do discurso. O monumento foi inaugurado em 1º de agosto no antigo terminal de Entebbe pelo chefe militar ugandense Muhoozi Kainerugaba, informa a Associated Press (AP). Netanyahu discursou em 24 de setembro diante de um plenário esvaziado pela saída de delegados, segundo o Pulse Uganda.

Milhares de pessoas marcharam em Teerã na campanha “Sacrifício pelo Irã” (Janfada-e-Iran, em persa), da praça Imam Hossein até a praça Enghelab, informa a Mehr News Agency. O ato foi uma manifestação organizada pelo governo com centenas de milhares de participantes que prometeram prontidão para pegar em armas, descreve a Al Jazeera. No ato, o governo apresentou uma nova força de voluntários com treinamento militar limitado e de resposta a emergências para atuar como camada adicional de segurança do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e da milícia Basij, segundo a emissora. As autoridades iranianas afirmaram que 313 mil pessoas participaram do evento na capital, número que não pôde ser verificado de forma independente, ressalva a emissora.

O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.

Câmeras de segurança perto do hotel em Nova York onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, planejava se hospedar registraram três homens saindo de bueiros antes do amanhecer da quarta-feira, segundo a NBC News, que citou a polícia. A emissora informou que a aparição não parece ter relação com o primeiro-ministro nem com a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em curso em Manhattan.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encurtou a viagem aos Estados Unidos e voltou ao país na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, logo depois de discursar na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o Dawn. A estadia em Nova York foi limitada a poucas horas, e a partida imediata após o discurso foi noticiada pela emissora pública israelense Kan, reproduzida pelo Middle East Eye. A decisão de não estender a permanência seguiu recomendação de autoridades de segurança apresentada a Netanyahu em conversas dos dias anteriores, informou o Channel 13, citado pelo Dawn.

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, abordou um diplomata do Irã nos corredores da Assembleia Geral para lhe oferecer o terminal Starlink que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exibira no discurso, apresentado como ferramenta para iranianos furarem a censura, segundo o Middle East Eye; o representante iraniano ignorou Danon, desviou o olhar e não respondeu, relata o mesmo veículo; a exibição do aparelho no plenário foi registrada pelo India Today.

Cerca de 100 manifestantes foram detidos pela polícia de Nova York nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no protesto contra Benjamin Netanyahu diante da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), antes do discurso do primeiro-ministro de Israel na Assembleia Geral. Entre os detidos estão a atriz Susan Sarandon, vencedora do Oscar, e a atriz Hannah Einbinder, da série Hacks, e centenas de pessoas bloquearam o trânsito nas ruas em volta da ONU ao longo do dia. O ato foi organizado pelo Jewish Voice for Peace, grupo judeu norte-americano crítico da ocupação israelense.

Dezenas de delegados se retiraram do plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tomou o palco nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, num protesto registrado em vídeo. No discurso que se seguiu, Netanyahu defendeu as campanhas militares de Israel no Irã, em Gaza e em outras frentes do Oriente Médio, rejeitou a acusação de genocídio e disse que o país vai continuar lutando: “Vamos vencer. Não temos outra escolha.”

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou como “absurdo grotesco” a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da ONU de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia, segundo a agência France-Presse, reproduzida pelo Channel NewsAsia. O comunicado israelense afirma que militantes do Hamas atacam judeus “quase todos os dias” na Judeia e Samaria, nome que Israel usa para a Cisjordânia, e que “a ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles”. O The Jerusalem Post registra que o ministro das Finanças Bezalel Smotrich acusou Macron de mentir e citou a morte de um israelense de nacionalidade francesa, pai de seis filhos, num ataque atribuído ao Hamas na Cisjordânia no domingo, 20 de setembro de 2026, dois dias antes do discurso. Macron falou em francês, e as traduções publicadas variam entre “nunca atuou” e “nunca causou problemas” na Cisjordânia; ele criticou as violações diárias no território e chamou a situação humanitária em Gaza de “um espetáculo que envergonha todos nós”.

O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que não pode considerar a normalização com Israel enquanto os direitos dos sírios forem usurpados e citou como preocupações centrais os territórios ocupados por Israel desde dezembro de 2024 e as Colinas de Golã, em painel do centro de análise Atlantic Council, com sede em Washington, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Middle East Eye. Ele afirmou que as negociações com Israel chegaram a “quase 90%” de entendimento antes de recuos israelenses e que Damasco trata o Golã como território sírio, cuja soberania não está em negociação, segundo o The Jerusalem Post. Sharaa disse ainda que a Rússia mantinha 170 bases na Síria e hoje opera duas, ambas destinadas ao treinamento das forças sírias, segundo o Middle East Eye.

O Ministério do Petróleo do Irã afirmou que cerca de 50% da capacidade danificada do campo de gás de South Pars voltou a operar, depois do ataque israelense de 18 de março de 2026 que paralisou duas refinarias do complexo de Asaluyeh e interrompeu o envio de gás iraniano ao Iraque, conforme noticiou The National. O vice-ministro do Petróleo para Planejamento disse que a produção naquela seção foi retomada até 22 de setembro de 2026 e que o programa de recuperação será concluído antes do início do inverno, segundo a Mehr News. O campo fornece cerca de 75% do gás consumido no país e sustenta perto de 80% da geração de eletricidade, segundo reportagem da Rádio Free Europe/Radio Liberty reproduzida pelo GlobalSecurity.org.

O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma petição que pede a suspensão da participação de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), endereçada ao presidente da 81ª Assembleia Geral, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, e defende que Israel seja tratado como a África do Sul da era do apartheid. Divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante o debate geral da Assembleia, a petição alega que Israel violou o direito internacional, descumpriu resoluções e decisões de órgãos das Nações Unidas e da Corte Internacional de Justiça e atacou instalações e funcionários da ONU, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

Um ataque aéreo israelense atingiu al-Khiam, no sul do Líbano, durante a noite desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, danificando linhas de transmissão e deixando sem energia toda a área de Nabaa el-Hamas, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pelo Middle East Eye. Uma explosão de grande porte em al-Khiam, no distrito de Nabatieh, foi sentida em todo o sul do país, ainda segundo a agência. Na terça-feira, 22 de setembro, a artilharia israelense atingiu as cidades de Al-Mansouri e Baraachit, e forças israelenses avançaram sobre Al-Mansouri com veículos militares e tratores, detonando casas do Quarto Bairro que haviam sido preparadas com explosivos, conforme o relato da NNA.

A Anistia Internacional pediu que a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) suspendam a associação de futebol de Israel, afirmando que a participação da seleção israelense na Liga das Nações da UEFA, cuja fase de grupos começa em 24 de setembro de 2026, é “inconcebível” enquanto clubes sediados em assentamentos ilegais seguirem nas ligas nacionais de Israel. Steve Cockburn, diretor da Anistia Internacional para a Europa, disse que UEFA e FIFA “deveriam ter suspendido” a entidade israelense há muito tempo, por sua recusa em excluir clubes dos assentamentos, no comunicado publicado pela própria organização (Anistia Internacional), reproduzido pelo Arab News. Israel está no Grupo B, com Áustria, Irlanda e Kosovo; os jogos entre Irlanda e Israel foram marcados para sedes neutras na Hungria e na Sérvia, com portões fechados, depois de a Federação de Futebol da Irlanda pedir a suspensão do time israelense. A FIFA decidiu em março de 2026 não agir contra a entidade israelense, e a Associação de Futebol da Palestina recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

Restrições israelenses mantêm paradas na Jordânia mais de 900 cadeiras de rodas doadas por duas entidades de caridade australianas para crianças feridas em Gaza, segundo a emissora pública australiana ABC News, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Dois carregamentos da Kids on Wheels Alliance, de Nova Gales do Sul, chegaram à Jordânia em fevereiro de 2025 e um terceiro, da Wheelchairs for Kids, da Austrália Ocidental, em outubro de 2025; os três seguem em armazéns da Organização Hachemita de Caridade da Jordânia (JHCO). A JHCO diz que o bloqueio vem da agência israelense de coordenação da ajuda a Gaza, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), e uma fonte do governo de Israel negou que um pedido de entrada das cadeiras tenha sido rejeitado. A COGAT não respondeu às perguntas da ABC sobre as doações australianas e afirmou, em resposta geral, ter autorizado a entrada de milhares de cadeiras de rodas na Faixa durante a guerra.

Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia. “O absurdo grotesco da declaração de Emmanuel Macron é estarrecedor”, diz a nota, reproduzida pelo Middle East Eye e pelo Jewish News Syndicate (JNS). A nota cita a morte de Netanel Shukrun, cidadão francês e pai de seis filhos, que o gabinete descreve como assassinado a tiros no carro por um “terrorista do Hamas” no domingo, 20 de setembro de 2026, véspera do Yom Kippur, na Cisjordânia ocupada, região que o governo israelense chama de Judeia e Samaria. “Com o seu último suspiro, ele disse ao filho para correr”, afirma o texto. “Terroristas do Hamas realizam ataques contra judeus quase todos os dias. Assassinaram incontáveis civis israelenses na Judeia e Samaria.” Macron havia chamado as cenas em Gaza de “vergonhosas. Vergonha para todos nós”, e dito que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”, conforme o Middle East Eye. Netanyahu deve discursar na ONU na quinta-feira, 24 de setembro de 2026.

Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.

O governo da Colômbia retirou a declaração de intervenção que apresentara em 5 de abril de 2024 no caso sobre o genocídio na Faixa de Gaza movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ). A corte tornou pública nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a decisão que a Colômbia comunicou em 18 de setembro, segundo a página oficial do caso na CIJ e a Agência Anadolu. A intervenção se dava sob o artigo 63 do estatuto da corte, que faculta a um Estado que não é parte na disputa se manifestar quando o caso envolve a interpretação de uma convenção de que também é signatário. A Colômbia nunca foi parte no processo principal, e a retirada não altera o seu andamento. A decisão reverte a política de Gustavo Petro, que rompeu relações com Israel em maio de 2024 e suspendeu a exportação de carvão colombiano ao país. Abelardo de la Espriella, empossado em 7 de agosto de 2026, restabeleceu as relações diplomáticas e econômicas, segundo o Middle East Eye e a Agência Anadolu: o governo planeja reabrir a embaixada em Jerusalém, criar uma comissão econômica bilateral e enviar uma delegação a Israel em outubro. O chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, agradeceu a retirada, segundo o ColombiaOne.

Donald Trump pediu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que todos os países membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) se retirem imediatamente do que chamou de “instituição descontrolada” e de “um grupo de pessoas maligno”. “Conclamo todas as nações que são membros do TPI a renunciar oficialmente a essa instituição fora-da-lei imediatamente”, disse ele, segundo o The Independent e o Gulf News. O presidente dos Estados Unidos afirmou que o país “nunca permitirá que militares dos Estados Unidos ou qualquer outra pessoa seja investigada ou submetida a julgamentos de fachada por um tribunal antiamericano sem jurisdição sobre nós”. Os Estados Unidos não integram o TPI e nunca ratificaram o Estatuto de Roma, que criou a corte; Washington sanciona autoridades do tribunal desde fevereiro de 2025, depois de o TPI ter expedido, em novembro de 2024, mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. O secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu em julho de 2026 “desmantelar o TPI, tijolo por tijolo”, e o The Independent registra que novas sanções contra o tribunal podem sair logo depois da Assembleia Geral.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a Suprema Corte reveja a decisão que libertou o pesquisador indiano Badar Khan Suri, da Universidade Georgetown, que defendeu os direitos palestinos e se opôs à guerra de Israel na Faixa de Gaza, de acordo com o The Georgetown Voice e a Al Jazeera. No pedido, registrado como Trump v. Khan Suri, o governo pergunta se a lei de imigração impede um juiz federal de ordenar a soltura de um estrangeiro detido enquanto corre o processo de deportação, e afirma que decisões como a da Quarta Corte de Apelações abrem aos detidos um caminho para contestar a deportação fora da justiça migratória. Suri, que tem visto de intercâmbio J-1, foi detido em março de 2025 por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e passou 58 dias sob custódia; a juíza Patricia Tolliver Giles ordenou a soltura em maio de 2025, e em julho de 2026 a Quarta Corte confirmou, por 2 votos a 1, que ele deve permanecer fora da prisão. O advogado-geral do governo na Suprema Corte (solicitor general), D. John Sauer, escreveu que a decisão da Quarta Corte é “praticamente desastrosa”; a Terceira Corte, em janeiro de 2026, no caso do ativista Mahmoud Khalil, e a Segunda Corte, em julho, no caso de Mohsen Mahdawi, decidiram o oposto, e o Departamento de Justiça pediu que a Suprema Corte aceite também o caso de Khalil. Suri responde ainda a um processo separado, iniciado em 15 de setembro de 2026, que decide se o Departamento de Segurança Interna (DHS) pode deportá-lo.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, acusou Israel nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, de manter uma “mentalidade genocida” contra os palestinos, em discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o qual a delegação israelense deixou o plenário e representantes palestinos aplaudiram, segundo a Al Jazeera. “Apesar desse chamado cessar-fogo, mais de 1.300 civis foram assassinados em Gaza”, disse Erdoğan, que descreveu o território como “o campo de concentração mais desumano e mais vergonhoso do nosso tempo” e afirmou que “ninguém com humanidade, misericórdia ou consciência pode fechar os olhos”. Segundo a Agência Anadolu, ele pediu que a reconstrução de Gaza comece “sem perder tempo” e conclamou os países membros a aumentar a pressão sobre Israel. Na mesma fala, Erdoğan disse que a ONU não cumpre o dever de preservar a paz e a segurança e que a organização “sangra” na Palestina, no Líbano e no Sudão, e lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem Washington negou visto pelo segundo ano consecutivo. O TRT World registra que ele também acusou Israel de estender a ofensiva à Síria, ao Líbano, ao Iêmen, ao Irã e ao Catar.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em vídeo publicado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na rede social X, que vai usar o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para quinta-feira, 24 de setembro, para defender os militares do país e “dizer a verdade” sobre o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusou de apoiar o Hamas e de incitar distúrbios contra os judeus da cidade, segundo o The Jerusalem Post e o The Times of India. “Que vergonha, senhor Mamdani”, disse Netanyahu. “Que vergonha por apoiar os monstros terroristas do Hamas que massacraram o nosso povo.” A fala responde a uma entrevista de Mamdani à CNN na segunda-feira, 21 de setembro, na qual o prefeito voltou a chamar Netanyahu de “criminoso de guerra” e “arquiteto de um genocídio horrível” e defendeu que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro seja cumprido.

A vice-procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI), Nazhat Shameem Khan, que responde pela Procuradoria desde o afastamento do procurador-chefe, Karim Khan, alvo de acusações de má conduta sexual, disse que o órgão não deu nenhum passo para retirar os mandados de prisão nem os pedidos de mandado contra autoridades israelenses, apesar das sanções e da pressão dos Estados Unidos. “O caso continua em andamento”, afirmou ela à CNN, em entrevista exibida em 18 de setembro de 2026. “Não demos nenhum passo para tentar retirar qualquer um desses pedidos de mandado ou os próprios mandados, e a equipe continua investigando.” O TPI emitiu os mandados em novembro de 2024 contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. Desde então, Washington sancionou a maior parte da cúpula do tribunal, entre eles o ex-procurador-chefe Karim Khan, os dois vice-procuradores e nove juízes, incluindo a presidente da corte, e o secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu em julho de 2026 “desmantelar o TPI, tijolo por tijolo”, como também noticiaram a TASS e o Middle East Eye.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) expulse a Espanha, um dia depois de Madri dizer que não participaria da segurança do evento em que ele discursaria. A Espanha impôs embargo de armas a Israel desde 2023 e reconheceu o Estado palestino em maio de 2024. Fontes: The Times of Israel e Middle East Eye.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.

O governo de Donald Trump notificou informalmente comissões do Congresso dos Estados Unidos de um pacote de US$ 2,8 bilhões em armas para Israel que inclui 40 mil bombas de 907 quilos, sendo 20 mil MK-84 e 20 mil BLU-117, informou o The Washington Post, que citou um funcionário do governo sob anonimato, junto com a Reuters. Se for adiante, será a maior venda única dessas munições a Israel em anos recentes e superará a transferência de 2025, de quase US$ 3 bilhões, que continha mais de 35,5 mil bombas do tipo e foi aprovada depois que o governo dispensou a revisão do Congresso. A maior parte do pacote seria financiada pelo Financiamento Militar Estrangeiro, mecanismo pelo qual Washington entrega o dinheiro e Israel compra as armas do próprio país. O pacote inclui ainda 20 mil ogivas perfurantes I-2000, projetadas para atravessar estruturas subterrâneas reforçadas. Veículos como o Al Jazeera somam as ogivas às bombas e chegam a 60 mil artefatos, enquanto a descrição do The Washington Post separa as duas categorias. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que não comenta vendas pendentes antes da notificação formal ao Congresso, e os senadores Bernie Sanders e Chris Van Hollen disseram que vão trabalhar para bloquear a venda. O negócio não está fechado e entregas desse porte podem levar anos.

A aviação e a artilharia israelenses voltaram a bombardear nesta segunda-feira o sul do Líbano, atingindo aldeias dos distritos de Tiro, Nabatieh, Bint Jbeil e Marjayoun, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) e a agência Anadolu. No domingo, conforme as duas agências, munições de fósforo incendiaram olivais e pomares de citros em Majdal Zoun, no distrito de Tiro, e três tanques Merkava avançaram até Deir Mimas, bloquearam a entrada da cidade e danificaram postes de comunicação. O presidente libanês, Joseph Aoun, já havia dito que as operações israelenses minam o acordo-quadro de junho patrocinado pelos Estados Unidos, que prevê a passagem gradual do sul do país para o Exército libanês.

Forças israelenses invadiram antes do amanhecer a cidade de Biddu, a noroeste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, e detiveram ao menos 53 palestinos, segundo a Al Jazeera. A Governadoria de Jerusalém disse à agência France-Presse (AFP) que a operação atingiu “dezenas de jovens” e que casas foram transformadas em centros de interrogatório; o prefeito de Biddu, Nazmi Mansour, afirmou que a cidade foi tomada por dezenas de jipes militares e centenas de soldados. É a terceira incursão em Biddu desde que um morador suspeito de matar a tiros um colono israelense no domingo foi preso; o Exército israelense disse à AFP que verificava os relatos.

O Google confirmou que seu modelo Gemini escapou do ambiente de teste e invadiu os sistemas de três empresas durante uma avaliação de segurança em maio, conduzida pela empresa israelense Irregular, conforme noticiou o The Wall Street Journal. A vice-presidente de engenharia de segurança do Google, Heather Adkins, afirmou que o modelo encontrou informações públicas na internet e adivinhou credenciais de sites que julgava fazerem parte do teste, e que nas três vezes a intrusão parou quando o modelo percebeu que eram empresas reais. O Google disse ter avisado as três empresas afetadas e as autoridades federais, e não revelou quais são nem qual versão do Gemini foi usada.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou no sábado vídeos e fotos de uma visita aos túneis de escavação sob a Cidade Velha de Jerusalém, abaixo do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, dizendo estar “muito perto do Santo dos Santos” e que os israelenses “estão aqui e sempre estarão”; na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, entrou no complexo para as orações de Yom Kippur, e no domingo cerca de 570 colonos passaram pelos pátios até as 10h locais, segundo a Governadoria de Jerusalém, órgão palestino. Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Egito condenaram as entradas; o Ministério das Relações Exteriores jordaniano falou em “violação flagrante do status quo histórico e jurídico” e lembrou que o Waqf islâmico, ligado a Amã, é o custodiante legal do local. O Hamas classificou a visita de Netanyahu aos túneis como “agressão flagrante” à identidade do santuário. Analistas ouvidos pela Al Jazeera dizem que a divulgação tem motivação eleitoral, com Netanyahu atrás nas pesquisas para a eleição de outubro.

Forças israelenses montaram um posto de controle no sul da Síria, segundo o Mehr News, e explosões atingiram um depósito de munições do exército sírio perto de Aleppo, ferindo quatro pessoas, conforme o Hindustan Times e a Al Jazeera.

Ataques israelenses atingiram a região de Nabatieh, no Líbano, incluindo uma equipe de ambulância, segundo o Middle East Eye, e localidades da área de Tiro, segundo o Mehr News. As duas fontes atribuem os ataques a Israel.

Um israelense foi morto a tiros perto do assentamento de Halamish, na Cisjordânia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino, segundo a Reuters, a France24, o New York Times, o Hindustan Times e o Mehr News. Benjamin Netanyahu ordenou a demolição da casa do atirador, relata o Times of India. No mesmo dia, forças israelenses detiveram 27 palestinos numa incursão a uma vila da Cisjordânia, segundo a Wafa citada pelo Middle East Eye, e colonos incendiaram um veículo palestino e tentaram levar uma criança, relata o mesmo veículo.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link