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Netanyahu pressiona Trump por ataque ao Irã após as legislativas

Trump e Netanyahu conversaram em 31 de outubro de 2026 sobre o ritmo da guerra contra o Irã, com o premiê israelense pedindo ataques logo após as legislativas estadunidenses e o presidente preferindo negociar.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram por telefone em 31 de outubro de 2026 sobre quando intensificar as operações militares contra o Irã, segundo relato publicado em 1º de novembro de 2026 com base em uma autoridade estadunidense e uma autoridade israelense.

A fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e a fonte estadunidense a definiu como “direta”.

A Casa Branca e o gabinete de Netanyahu se recusaram a comentar o conteúdo da ligação.

Netanyahu pediu a Trump que ordene ataques ao Irã imediatamente após as eleições legislativas estadunidenses de 3 de novembro de 2026.

Trump preferiu deixar a negociação seguir seu curso, segundo a repercussão publicada em 2 de novembro de 2026.

Em 31 de outubro de 2026, Trump disse a jornalistas que as negociações com Teerã vão “bem” e que Washington não tem pressa para uma ofensiva.

Trump afirmou que os bombardeios já devastaram o Exército e o programa nuclear do Irã.

Trump acrescentou que ainda resta “cuidar” de um ou dois alvos antes de qualquer encerramento.

A guerra completou oito meses, período em que Trump combinou ataques aéreos com a busca de um acordo para retomar as conversas de paz e reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego de petróleo e gás, como confirmou a emissora pública japonesa em 2 de novembro de 2026.

Em 31 de outubro de 2026, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, revelou ter recebido carta do vice-presidente estadunidense, J. D. Vance, para retomar as conversas interrompidas, informou a agência árabe em 1º de novembro de 2026.

Uma delegação do Catar chegou a Teerã em 30 de outubro de 2026 para conversar com autoridades iranianas, segundo a Al Arabiya.

Trump sofre pressão interna porque eleitores das legislativas se revoltam com o preço da gasolina e o custo de vida.

Em 1º de novembro de 2026, Trump confirmou a conversa de sábado e a classificou como “uma conversa muito boa”, sem dar detalhes sobre o Irã.

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, negou em 2 de novembro de 2026 que Netanyahu esteja pressionando Trump a retomar os ataques, disse o diplomata em entrevista exibida na véspera das legislativas.

Danon afirmou que Trump sabe exatamente o que quer alcançar e de que modo.

Danon chamou de “delirante” a alegação de que um ataque nuclear contra o Irã esteja em estudo.

O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, disse em 1º de novembro de 2026 que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques.

Rubio declarou em Atlanta que Washington prefere resolver o conflito por via pacífica.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse em 2 de novembro de 2026 que as consultas por meio de mediadores seguem intensas, com participação do Catar e do Paquistão.

Araghchi afirmou que uma proposta revisada permitiria reabrir Ormuz em dois dias caso Washington aceite as condições iranianas.

O pano de fundo israelense aperta o calendário, pois Netanyahu não obteve maioria parlamentar nas eleições de 27 de outubro de 2026 e o bloco pró-Netanyahu ficou com 53 das 120 cadeiras do Knesset, detalhou a rede catariana em 1º de novembro de 2026.

O bloco opositor de partidos judaicos somou 48 cadeiras.

As legendas árabes ficaram com 19.

Nenhum campo alcançou as 61 cadeiras da maioria.

Os resultados precisam ser certificados até 4 de novembro de 2026.

A posse do novo Knesset está marcada para 10 de novembro de 2026.

O presidente Isaac Herzog deve indicar até 11 de novembro de 2026 o parlamentar encarregado de formar o governo.

O indicado terá quatro semanas para montar a coalizão, com prorrogação possível de duas semanas.

Tudo converge para a semana seguinte às urnas estadunidenses, quando a trégua eleitoral de Trump expira e a decisão sobre os bombardeios volta à mesa.

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