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Tema: Defesa

Fluxo

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), brigadeiro Hossein Mohebbi, anunciou planos de revelar um novo complexo subterrâneo de produção de mísseis e disse que a fabricação e o desenvolvimento de armas do Irã seguirão ininterruptos, mesmo sob bombardeio inimigo. Segundo Mohebbi, o inimigo subestimou a capacidade do país de repor seus estoques de mísseis e drones, ao supor que o número de armas lançadas indicaria por quanto tempo as capacidades militares iranianas se sustentariam.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que o satélite militar lançado a bordo de um foguete Soyuz-2.1b foi inserido na órbita prevista e passou ao controle de instalações terrestres das Forças Aeroespaciais. O foguete partiu do cosmódromo de Plesetsk, na região de Arkhangelsk, no norte da Rússia.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse aos jornais do grupo Funke que a Bundeswehr tem atualmente cerca de 190 mil militares, o maior efetivo em 13 anos. Segundo ele, se a curva de voluntários se mantiver, não haverá problema de crescimento e não será preciso abrir debate sobre um alistamento militar obrigatório em qualquer formato. O Ministério da Defesa informou 186,2 mil militares ativos no fim de setembro, 4,5 mil a mais que no ano anterior. Na União Democrata-Cristã, Norbert Röttgen e Thomas Röwekamp pressionam por um debate aberto sobre serviços obrigatórios.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou em 3 de novembro, dia da eleição, que o país deixará de fornecer quase US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até o fim de 2026, citando a força econômica israelense e a crítica política que os republicanos enfrentam pelo apoio norte-americano ao Estado judeu. Trump afirmou que ele e Benjamin Netanyahu acertaram “meses atrás” o fim do repasse. O memorando de entendimento entre os dois países prevê US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, sendo US$ 3,3 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis. Trump não detalhou como a assistência militar terminaria até o fim de 2026, já que o memorando que sustenta a ajuda vai até setembro de 2028. Trump citou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, crítico da ajuda incondicional a Israel, ao explicar por que o financiamento deve terminar. Para Ofir Dayan, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), o momento sugeria que Trump acreditava que a assistência prejudicava candidatos republicanos.

Em nova declaração, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebi, disse que o Irã suspendeu as restrições ao alcance de seus mísseis, segundo a agência iraniana ISNA, e afirmou ter transferido a produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas. Mohebi disse ainda que “todos os ativos tangíveis e intangíveis” de um “país hostil” estão ao alcance do Irã e que o país se prepara “sem qualquer limitação geográfica” para defender sua existência, identidade e integridade territorial.

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que o país abateu 260 aeronaves hostis durante o conflito com os Estados Unidos, entre caças F-35, F-16, F-5 e F-18 e drones MQ-1, RQ-4, Orbiter e Lucas. Segundo ele, sete drones de reconhecimento MQM-170 foram capturados intactos nas duas últimas semanas, e o Irã transferiu linhas de produção de mísseis e drones para instalações subterrâneas, criando “cidades de produção de mísseis”. Donald Trump disse que o confronto com o Irã “não é uma guerra” e que os Estados Unidos extraem mais petróleo agora do que antes das hostilidades.

A Finlândia estuda a experiência da guerra na Ucrânia e considera construir fortificações antitanque na fronteira com a Rússia, segundo a Bloomberg, que ouviu o comandante do Exército finlandês, tenente-general Pasi Valimaki. Valimaki questionou a durabilidade dessas obras diante do clima do país: se os finlandeses cavarem valas e obstáculos tão profundos quanto os da Ucrânia, quanto tempo levaria até o ambiente transformá-los em lagos artificiais? Para ele, o Exército finlandês, na ala leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), deve ser capaz de atingir lançadores de mísseis e drones antes que possam ser usados contra território finlandês.

A Alemanha não pode fornecer mais sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia, disse o ministro da Defesa Boris Pistorius em entrevista ao grupo Funke, segundo a TASS, devido ao risco de criar lacunas críticas na própria defesa alemã. A Alemanha já entregou vários sistemas e um grande número de mísseis guiados, e, segundo ele, o que for entregue agora não pode ser reposto por algum tempo. Pistorius defendeu uma discussão séria sobre o tema na próxima reunião do Grupo de Contato para a Ucrânia, em meados de novembro.

Autoridades ucranianas informaram uma pessoa morta e oito feridas, entre elas uma criança, no ataque noturno à região de Kyiv. O presidente Volodymyr Zelenskyy disse que a Rússia usou 172 drones e 36 mísseis balísticos, e o prefeito Vitali Klitschko afirmou que várias ondas de mísseis balísticos atingiram a Ponte Norte sobre o Dnipro. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os ataques atingiram a ponte e a fábrica Meridian e que a ponte era usada pelo Exército ucraniano para transportar armas e a fábrica produz mísseis de cruzeiro Flamingo. Klitschko disse que a capital está em situação “extremamente difícil” de energia, aquecimento e água.

Zelenskyy disse que quer garantias específicas dos aliados ocidentais sobre como funcionará o apoio de segurança pós-guerra e que o essencial é que esteja “claro no papel”. Em entrevista à emissora 1+1, ele resumiu o que cobra dos aliados: “Se a Rússia começar (a atacar) de novo, o que vai acontecer?”. A fala veio após dois dias de conversas em Bruxelas que reuniram Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia em torno de reconstrução, financiamento para 2027 e garantias de segurança. Ele também disse que as vitórias democratas nas eleições de meio de mandato desta semana podem ter efeito positivo sobre a ajuda estadunidense, incluindo a entrega mais rápida de interceptores Patriot.

Alguns assessores disseram a Donald Trump que sua janela para retomar operações de combate de grande escala no Irã está se fechando e que ele deveria agir antes de o novo Congresso tomar posse em janeiro, o que exigiria uma decisão em semanas, segundo dois funcionários dos Estados Unidos. Funcionários da administração e da defesa disseram ao presidente que ele deveria agir nas próximas oito semanas, antes da posse do Congresso controlado pelos democratas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, está entre os que defendem ampliar a campanha militar e culpa os que convenceram Trump em abril a suspender as hostilidades e assinar um memorando de entendimento com Teerã, segundo a NBC News.

Parlamentares turcos ratificaram na quinta-feira, 5, um acordo de cooperação em defesa entre Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, enquanto Riad busca apoio regional no conflito com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã – o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, de 16 artigos e assinado em agosto, obriga os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos, foi aprovado por 279 votos a 119 num parlamento de 600 cadeiras apesar da objeção da oposição, que alegou risco de arrastar a Turquia a guerras regionais, prevê secretariado na Arábia Saudita sob o general paquistanês reformado Nauman Mahmood e vale por 10 anos. O Artigo 2º prevê assistência imediata ao membro atacado com “toda a gama de medidas de assistência mútua”, e autoridades turcas dizem que o acordo é defensivo e que nenhuma tropa turca será enviada para combater no Iêmen ou atacar os houthis.

A Rússia fechou em 2024 um acordo para fornecer ao Irã 90 lançadores avançados de mísseis, segundo documentos de um grande fabricante russo de defesa citados pelo Financial Times – os lançadores servem para o míssil guiado leve LMUR (Izdeliye 305), disparado de helicópteros de ataque. Registros internos alocam componentes para 90 lançadores de trilho duplo APU-L sob o contrato identificado como “K-10”, com envios na cadeia de produção russa do fim de 2024 até dezembro de 2025, mas os documentos não estabelecem se os lançadores prontos chegaram de fato ao Irã, segundo o grupo Dallas Analytics, que os obteve.

A Síria envia assessores e equipes de treinamento militar à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino enquanto Riad enfrenta ataques dos houthis do Iêmen, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário dos Estados Unidos (EUA). O alto funcionário dos EUA disse que as equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino para melhorar sua eficácia de combate. Um alto diplomata sírio afirmou que “qualquer sugestão de desdobramentos militares nesta fase é prematura” e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O acordo de cooperação de defesa sírio-saudita assinado na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”, disse o diplomata. Um alto funcionário saudita afirmou que a partilha de experiência com a Síria é “principalmente para reestruturar as forças sírias”, mas que os parceiros sírios ajudam com experiência de combate contra milícias.

Imagens de satélite de novembro mostram escavações e novas edificações na base militar de Garmdareh, em Karaj, e na base de Shahroud, no norte do Irã, segundo analistas da empresa britânica de inteligência MAIAR que revisaram as fotos. Ao menos 12 outros sítios militares, entre complexos de mísseis e bases aéreas, apresentam sinais de reparos. Telhados novos foram erguidos sobre prédios destruídos na base de mísseis de Kermanshah, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque, e o entulho foi removido do complexo militar de Parchin, a leste da capital. Perto de Qom, junto ao complexo subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordo, bombardeado várias vezes por Estados Unidos (EUA) e Israel, analistas identificaram novas construções e escavações na entrada de túneis. O ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Jim Lamson disse que as escavações perto de Shahroud podem estar ligadas à produção de mísseis. Um porta-voz do Pentágono afirmou anteriormente que os EUA “destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e navais do Irã” e “degradaram significativamente” a capacidade do país de lançar ataques com drones e mísseis. Para Mark Cancian, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o objetivo é se defender melhor de ataques futuros, e o Irã prioriza reconstruir a capacidade militar em vez de recuperar a economia.

Berlim chegou a um acordo de princípio com a família coproprietária da KNDS para comprar os 50% que ela detém no grupo de armamento terrestre franco-alemão, e o Estado alemão passa a dividir o capital com o Estado francês, que já é dono da metade. O preço não foi divulgado, mas será calculado sobre o valor do patrimônio líquido da KNDS nas condições atuais de mercado, segundo documento do Ministério das Finanças alemão enviado à comissão de Orçamento do Bundestag e citado pela Reuters, em texto republicado pelo Zonebourse. Berlim pretende ter peso igual ao da França nas decisões-chave e evitar ser posta em minoria. Até 7,2 bilhões de euros estavam previstos no acordo anunciado em junho para uma participação de 40%, o que indica que a Alemanha pagará menos pelos 50%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que fez um acordo com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para interromper o envio de US$ 4 bilhões anuais de ajuda militar a Israel, com o dinheiro “cortado no fim do ano”. Em entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, Trump afirmou que a ideia partiu de Netanyahu, que já falava em reduzir a ajuda americana ao longo da próxima década. O memorando de entendimento assinado em 2016, no governo Barack Obama, prevê US$ 3,8 bilhões por ano a Israel até 2028. O gabinete de Netanyahu divulgou a primeira reação israelense ao anúncio, dizendo que os dois países acordaram passar da ajuda militar a uma parceria. O primeiro-ministro afirmou que a ajuda militar americana “sempre foi um acordo entre os dois partidos” e que Israel a usou para se defender e para enfrentar inimigos que ameaçam os Estados Unidos e o Ocidente.

A Síria enviou um número limitado de militares à Arábia Saudita para prestar assessoria e treinamento, segundo a Reuters, que citou duas fontes militares sírias e um alto funcionário norte-americano. Segundo essas fontes, conselheiros e equipes de treinamento seguem para o reino para instruir unidades sauditas e iemenitas e melhorar sua eficácia de combate, e dezenas de militares viajaram ao país nas últimas semanas. Um alto diplomata sírio disse à Reuters que “qualquer sugestão de deslocamentos militares neste momento é prematura” e que o foco de Damasco segue em segurança interna, proteção de fronteiras e reconstrução. Ele afirmou que o acordo de cooperação em defesa assinado pelos dois países na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”. Síria e Arábia Saudita assinaram o acordo de defesa na quarta-feira, durante a segunda visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad em menos de um mês.

O chefe do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, defendeu um compromisso “doloroso” sobre o alistamento de haredim, contrariando um compromisso que mantinha há anos, e disse que a medida é necessária para atrair as facções haredim a uma coalizão que derrube Benjamin Netanyahu, evite novas eleições e dispense a dependência do apoio árabe.

Um Congresso controlado pelos democratas deve aumentar a pressão sobre o presidente Donald Trump para acelerar a aprovação da venda de US$ 14 bilhões em armas a Taiwan, segundo análise do South China Morning Post, e apresentar projetos que demonstrem apoio à ilha e impeçam o presidente de “vendê-la”. O pacote está parado há meses, e Trump já sugeriu usá-lo como “moeda de negociação” nas conversas mais amplas com Pequim, enquanto parlamentares dos dois partidos assinavam cartas pedindo à Casa Branca que aprovasse e notificasse formalmente a venda de imediato. Um analista ouvido pelo jornal disse que, se o provável próximo presidente da Câmara, Hakeem Jeffries, “cruzar a linha vermelha” na questão, espera-se que Pequim adote contramedidas fortes.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, divulgou uma mensagem em vídeo na quinta-feira em que prometeu combater o impeachment e defendeu a guerra contra o Irã como “corajosa e histórica”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The New Arab, depois de os eleitores terem punido os republicanos pela guerra nas eleições desta semana. O deputado republicano Thomas Massie prometeu reapresentar os artigos de impeachment contra Hegseth na próxima semana, avisando que o impeachment seria “muito mais gentil” do que o que o espera quando os republicanos entregarem o controle do Congresso aos democratas no ano que vem. Os democratas, que venceram a eleição para o Congresso, prometeram investigar Hegseth e sua condução do Pentágono, e assessores do Congresso dizem que isso incluirá a demissão do chefe do Estado-Maior Conjunto, entre outros temas. Trump elogiou o secretário quando questionado sobre mudanças na equipe, dizendo que ele “fez um trabalho fantástico” e sugerindo que a oposição a ele está ligada à demissão de generais.

A Rússia fechou em 2024 um acordo para fornecer ao Irã 90 lançadores avançados de mísseis, segundo o Financial Times, que citou documentos de um grande fabricante russo de defesa. Os lançadores servem para o míssil guiado leve LMUR (Izdeliye 305), usado em helicópteros de ataque Mi-28 que o Irã já possui; não foi possível confirmar se o pedido foi entregue. O detalhe surgiu um dia depois de o presidente Vladimir Putin receber no Kremlin Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, que entregou mensagem do líder supremo Mojtaba Khamenei sobre ampliar a cooperação bilateral. O tratado de parceria estratégica abrangente assinado em janeiro de 2025 entrou em vigor em outubro do mesmo ano e, diferente do pacto da Rússia com a Coreia do Norte, não prevê cláusula de defesa mútua.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, disse que quer garantias concretas dos aliados ocidentais sobre como funcionará o apoio de segurança pós-guerra e que o importante é que esteja “claro no papel”. Em entrevista à emissora privada ucraniana 1+1, exibida na noite de quinta-feira, afirmou: “A questão não são dezenas de pontos, mas simplesmente o entendimento do resultado: se a Rússia começar (a atacar) de novo, o que vai acontecer? Quem vai fazer o quê, com que meios e quando?”. Dois dias de conversas em Bruxelas reuniram Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia, além de representantes do Banco Mundial e do grupo norte-americano BlackRock, sobre reconstrução, financiamento de 2027 e garantias. Zelensky disse que as chances de obter ajuda adicional dos EUA “podem agora crescer” com a vitória democrata nas midterms, incluindo a entrega mais rápida de interceptadores Patriot.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em sua primeira manifestação desde o anúncio norte-americano que vê a decisão de encerrar a ajuda militar como uma mudança para uma “parceria”. O porta-voz Doron Spielman disse à Fox News que Netanyahu trabalha com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, “para fazer a transição correta da ajuda para a parceria e o investimento mútuo”, e que a ajuda “foi incrivelmente importante”. Segundo Trump, os dois líderes chegaram há alguns meses a um entendimento pelo qual a assistência de US$ 4 bilhões anuais termina até dezembro de 2026, com Israel livre para comprar armas norte-americanas e podendo receber ajuda adicional se necessário. “Não vamos mais pagar a Israel”, disse.

O Parlamento da Turquia ratificou nesta sexta-feira o pacto de defesa de Meca, assinado em agosto com a Arábia Saudita e o Paquistão. A ratificação foi aprovada por 279 votos a 119, com 398 dos 592 deputados presentes. O acordo de 16 artigos compromete os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos e prevê cooperação militar, troca de inteligência e laços na indústria de defesa. Qualquer envio de tropas turcas exigirá aprovação separada do parlamento. O ministro da Defesa, Yasar Guler, afirmou que Ancara não prevê entrar em conflito com os houthis. O governo da Síria já manifestou interesse em aderir ao pacto. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve publicar a lei no Diário Oficial ainda nesta semana, colocando-a em vigor.

O comando militar dos Estados Unidos (EUA) em Okinawa estenderá até 7 de dezembro o toque de recolher da meia-noite às 5h para militares abaixo do posto de sargento. A decisão ocorre após a prisão de outro fuzileiro por suspeita de dirigir embriagado durante o toque de recolher, decretado depois da prisão de Devin Ballard por suspeita de roubo e assassinato de uma mulher em Naha. Sargentos e postos superiores não estão sujeitos à extensão, mas todos os militares ficam proibidos de comprar ou consumir álcool fora da base após a meia-noite.

O Irã está fazendo obras novas significativas perto de ao menos duas grandes bases de mísseis e reparando bases danificadas por meses de ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, segundo análise de imagens de satélite. Imagens de novembro mostram escavações e novas edificações nas bases de Garmdareh, em Karaj, e de Shahroud, no norte do país. Ao menos outros 12 sítios militares mostram sinais de reparo, incluindo telhados novos em Kermanshah e limpeza de escombros em Parchin. O Pentágono afirma que os EUA destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e forças navais do Irã.

A relação de defesa entre os Estados Unidos e Israel será reestruturada nos próximos dois anos, com bilhões de dólares de ajuda militar direta anual sendo substituídos por programas conjuntos de tecnologia de armas. Trump anunciou na terça-feira que a ajuda militar direta de cerca de US$ 4 bilhões por ano recebida por Israel será cortada até o fim do ano. O Movimento pela Qualidade de Governo pediu em 3 de novembro à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, investigação criminal por suspeita de quebra de confiança e suborno de funcionário público estrangeiro, e afirma que encerrar a ajuda nos dois anos restantes do acordo retiraria cerca de US$ 7,6 bilhões do financiamento da defesa israelense. “Os recursos de segurança de Israel não podem servir de compensação por apoio político pessoal”, disse o chefe do departamento econômico do movimento, Yaniv Goldberg.

O parlamento da Turquia ratificou o pacto de defesa com a Arábia Saudita e o Paquistão, que inclui cláusula de defesa coletiva e compromete o segundo maior exército da Otan com a defesa de Riad. A votação terminou com 279 votos a favor e 119 contra, com 398 dos 592 deputados presentes. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto de 2026 pelos três países, segundo a Sputnik, e prevê que um ataque armado a qualquer dos signatários seja considerado ataque aos três. O texto entra em vigor depois de assinado pelo presidente turco. A ratificação cria obrigação formal de defesa mútua de Ancara com a Arábia Saudita, mas não envia tropas turcas ao país por si só. Um deputado do partido governista disse à Reuters no mês passado que a Turquia também enviará ao parlamento um mandato para enviar militares à Arábia Saudita sob o pacto.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, prometeu trabalhar para reduzir o peso das bases militares dos Estados Unidos em Okinawa, segundo a Kyodo News, em texto republicado pelo The Straits Times, na primeira reunião em 13 anos entre governo central e prefeitura no Conselho de Política para Okinawa. O governador Genta Koja pediu que o governo deixasse clara a data de devolução do terreno ocupado pela base de Futenma, e o governo não mencionou data específica. O orçamento de desenvolvimento de Okinawa para o ano fiscal de 2027 pode passar de ¥ 300 bilhões, acima do pedido inicial de ¥ 289,7 bilhões, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, não sabe se a ajuda militar norte-americana a Israel termina imediatamente ou no fim do atual memorando de entendimento. “Não tenho certeza. Não sei se já sabemos a resposta”, disse ele ao Canal 12, acrescentando que os Estados Unidos pedem esclarecimento e que os israelenses também. Huckabee defendeu a ajuda, dizendo que os US$ 3,8 bilhões são gastos nos Estados Unidos. O memorando em vigor prevê US$ 3,8 bilhões por ano para Israel comprar armamento norte-americano, e o presidente israelense, Isaac Herzog, disse que a questão da ajuda norte-americana o preocupa muito e que o acordo deveria durar até 2028.

O South China Morning Post mapeou os novos chefes dos teatros militares chineses a partir das insígnias vistas no quinto plenário do 20º Comitê Central, que confirmou a expulsão de 33 membros titulares e suplentes, entre eles 16 oficiais militares de alto escalão – incluindo os ex-chefes dos teatros Leste, Norte e Oeste –, com nove generais de comandos de teatro exibindo as insígnias de cada teatro, depois de cerca de 30 generais investigados desde 2023 e outros nove sumidos da vida pública.

O Ministério da Defesa da Alemanha anunciou a nomeação do tenente-general Christian Freuding como novo inspetor-geral da Bundeswehr; ele assume em fevereiro de 2027, sucedendo o general Carsten Breuer. Freuding chefiou o Estado-Maior Especial Ucrânia, criado após o ataque russo de 2022, e coordenou a ajuda militar alemã a Kyiv; de 2023 a 2025 dirigiu esse estado-maior de planejamento e comando, antes de ser nomeado inspetor do Exército em outubro de 2025. O ministro Boris Pistorius disse que Freuding reúne todas as condições para conduzir os soldados «à nova era, em que precisamos nos proteger melhor do que nas décadas anteriores». Breuer foi eleito em setembro presidente do Comitê Militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e assume as novas funções em Bruxelas no verão de 2027.

Altos funcionários de defesa de Israel, da Grécia e do Chipre se reuniram nesta quinta-feira em Atenas e declararam nulo o acordo marítimo ratificado entre a Turquia e a Líbia, anunciou o Ministério da Defesa israelense. Os três ministérios afirmaram que o memorando marítimo, ratificado pela Câmara dos Representantes da Líbia em 20 de outubro, fere direitos soberanos de terceiros países, ignora normas internacionais sobre jurisdição marítima e não pode ter efeito legal sobre outros Estados. No mesmo encontro, os países decidiram criar um grupo de trabalho trilateral para as indústrias de defesa, com desenvolvimento e produção conjuntos e interoperabilidade entre as Forças Armadas. A cooperação é apresentada como pilar central da parceria, apoiada na declaração conjunta adotada quando os líderes dos três países se encontraram em Jerusalém, em 22 de dezembro de 2025.

O Parlamento da Turquia ratificou nesta quinta-feira o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado com a Arábia Saudita e o Paquistão, por 279 votos a 119 em uma casa de 600 cadeiras, apesar das objeções de partidos de oposição que argumentaram que o texto pode arrastar o país para guerras regionais. O pacto tem 16 artigos e obriga as três partes a tratar um ataque contra uma delas como ataque contra todas, além de prever compartilhamento de inteligência e cooperação na indústria de defesa. O secretariado do grupo ficará na Arábia Saudita, e o general paquistanês reformado Nauman Mahmood foi escolhido seu primeiro secretário-geral, para mandato de três anos. O acordo vincula as partes por dez anos. Autoridades turcas dizem que o entendimento é defensivo e que nenhum soldado do país será enviado para combater no Iêmen ou atacar os houthis. O envio de tropas ao exterior depende de aprovação parlamentar separada, segundo o presidente da comissão de Relações Exteriores, Fuat Oktay. A ratificação dá a Ancara uma obrigação formal de defesa mútua em relação a Riad, mas não envia forças por si só. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto, em Meca, pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, segundo a agência Anadolu.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrenta pressão dentro do Partido Republicano e pode responder politicamente pelo desempenho eleitoral negativo atribuído à guerra contra o Irã, segundo o Opera Mundi. O deputado republicano Thomas Massie apresentou oito acusações que fundamentariam um processo de impeachment contra Hegseth e pretende levá-las a votação na Câmara. Trump descartou na quarta-feira substituir Hegseth e elogiou seu desempenho; o Departamento de Defesa reiterou apoio à sua liderança.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou que pretende ampliar a área de operação da unidade Cheonghae para águas próximas ao porto de Duqm, em Omã, a cerca de 650 km do Estreito de Ormuz, depois da pressão de Donald Trump para que Seul apoiasse sua guerra contra o Irã. O governo vai enviar ao Parlamento uma moção para formalizar a mudança. A expansão quase dobra o raio de operação da unidade, para cerca de 1.930 km, e soma 75 militares, elevando o efetivo a 395, além de uma aeronave de patrulha marítima P-8A. Segundo o ministério, a missão é estritamente não combativa, sob comando sul-coreano e independente de forças aliadas, e a aeronave está proibida de monitorar território iraniano, águas territoriais ou o interior do Estreito de Ormuz durante as operações. O envio de uma equipe de desativação de explosivos e de sistemas não tripulados de varredura de minas visa preparar uma possível participação sul-coreana em operações conjuntas pós-guerra de restauração do Estreito de Ormuz. A medida depende de aprovação da Assembleia Nacional, e o mandato atual da unidade expira em 31 de dezembro.

O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais. O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares. O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.

A Itália finaliza um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, o primeiro deste ano, e o ministro da Defesa, Guido Crosetto, o apresentará a parlamentares na próxima semana, segundo duas pessoas a par do assunto citadas pela Reuters em texto republicado pelo Internazionale. É o 13º lote de assistência militar italiana desde a invasão em larga escala de 2022 e deve ser aprovado depois que Crosetto informar em 10 de novembro o comitê parlamentar de inteligência e segurança (Copasir). O conteúdo seguirá classificado, mas as fontes dizem que o pacote pode incluir mísseis interceptores Aster para o sistema de defesa aérea franco-italiano SAMP/T. O vice-premiê Matteo Salvini e seu partido, a Liga, dizem que se oporiam a novos envios de armas a Kiev, e o governo está autorizado a entregar o pacote por decreto aprovado no fim do ano passado, que permite envios até 31 de dezembro.

A Síria e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação em defesa e seis acordos de empréstimo do Fundo Saudita de Desenvolvimento, no valor de US$ 403 milhões, na segunda visita do presidente Ahmed al-Sharaa a Riad em menos de um mês. Os recursos, em condições concessionais, incluem US$ 100 milhões para reequipar instalações de saúde, US$ 60 milhões para habitação danificada, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para a termoelétrica de Aleppo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O Ministério das Relações Exteriores sírio chamou o acordo entre as pastas da Defesa de “mais notável” dos entendimentos, mas não divulgou seus termos. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler Asaad al-Shaibani dizer que o governo avaliava aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

A Índia anunciou a extensão de uma linha de crédito de US$ 500 milhões para a Guiana, destinada a projetos de estradas, saúde e defesa. O anúncio foi feito pelo chanceler S. Jaishankar em encontro com o presidente guianense, Mohamed Irfaan Ali, à margem da cúpula de chefes de governo da Commonwealth em Saint John’s, Antígua e Barbuda. Os dois países assinaram três acordos, entre eles cooperação em infraestrutura pública digital e a criação de um sistema de pagamentos unificados nos moldes do sistema indiano de pagamentos unificados (UPI). Jaishankar defendeu, na cúpula, que os parceiros da Commonwealth “reduzam risco e diversifiquem” suas cadeias.

Um term sheet não vinculante prevê arrendamento operacional de 75 anos de cerca de 200 acres no Tooele Army Depot, em Utah, onde a REalloys construiria e operaria uma unidade de processamento de disprósio e térbio, dois metais que a China monopoliza há décadas, segundo o OilPrice. Em troca, o Exército dos EUA pede o direito de primeira oferta sobre a produção, para assegurar material às fabricantes de armas do país antes de outros compradores, sem obrigação de compra. O desenho prevê arrendamento inicial de 50 anos com possível extensão de 25, terreno de propriedade do governo e operação financiada pela iniciativa privada; o contrato final ainda depende de financiamento e aprovações regulatórias. A partir de 1º de janeiro de 2027, passam a valer restrições federais ampliadas de contratação para ímãs de terras raras e suas cadeias de suprimento.

O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, pediu na quarta-feira a renúncia do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e uma votação de impeachment na Câmara pode ocorrer já na próxima semana, depois que o Congresso retornar. Massie apresentou oito acusações de impeachment contra Hegseth em setembro e disse à CNN que pretende provocar a votação na volta do Legislativo; segundo a emissora, várias fontes republicanas esperam que o pedido passe. Trump disse a jornalistas que não considera substituí-lo: “Acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”. Segundo a CNN Internacional, em texto do G1, deputados republicanos trabalham para atribuir a Hegseth a culpa pela derrota, argumentando que ele teve papel determinante em iniciar o conflito com o Irã.

Donald Trump deixará de repassar US$ 4 bilhões por ano a Israel até o fim deste ano, disse em entrevista telefônica à Fox News na terça-feira, e afirmou que o fim do repasse foi acertado com Benjamin Netanyahu meses atrás. “Bibi Netanyahu e eu fizemos um acordo de que damos US$ 4 bilhões por ano a Israel e, meses atrás, acertamos que vamos parar”, declarou. Não ficou claro a que verba o presidente se referia: o memorando de entendimento que prevê US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar a Israel vence no fim de 2028. Trump disse que Israel pode comprar armas dos Estados Unidos se precisar, e os contornos de um novo arranjo de compras ou investimentos para ajudar o Exército israelense seguiam indefinidos. O escritório de Netanyahu ainda não havia comentado a declaração, e a BBC procurou a Casa Branca por esclarecimento. Segundo o Times of Israel, a fala pegou de surpresa autoridades de segurança e financeiras israelenses. Israel é o maior receptor de ajuda externa norte-americana desde o fim da Segunda Guerra, com US$ 174 bilhões acumulados segundo relatório do Congresso, e pesquisa da Universidade Quinnipiac de setembro apontou que 48% dos eleitores norte-americanos consideram os Estados Unidos excessivamente favoráveis a Israel, ante 16% em 2017.

Donald Trump avalia retomar ataques ao Irã, fechar um acordo ou manter a pressão econômica após a derrota republicana nas midterms, segundo o Axios, em texto publicado pelo Gulf News. Ele reconheceu que a guerra contribuiu para a derrota, mas segue sem decisão, e até auxiliares próximos estão incertos. O diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendem manter o bloqueio naval. Nesta quinta-feira, o Brent recuou para o menor nível em cerca de dois meses, com o mercado apostando em diplomacia em vez de volta à guerra. Autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters, em texto publicado pelo Kayhan Life, que a retomada de grandes operações de combate contra o Irã continua em consideração. A Casa Branca afirmou que Trump tem “plena confiança” no secretário de Defesa, Pete Hegseth, enquanto, segundo a CNN, legisladores republicanos e aliados o culpam cada vez mais pela guerra, com uma possível votação de impeachment já na próxima semana.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (5) que vai deslocar aviões de patrulha marítima e uma equipe de desativação de artefatos explosivos para águas próximas ao Estreito de Ormuz, como parte de uma missão para ajudar a manter essa via estratégica aberta. O governo também confirmou que decidiu ampliar a área de atuação de sua unidade naval antipiratária Cheonghae, que opera atualmente em águas ao sul de Omã, perto do estreito. Seul deve implantar uma aeronave de patrulha marítima P-8A e aumentar o número de efetivos da unidade em 75. Uma moção revisada ainda deve ser apresentada à Assembleia Nacional e prevê apoio sul-coreano até 31 de dezembro de 2027. O ministério afirmou que a missão ampliada não significa envolvimento da Coreia do Sul na guerra entre Irã e Estados Unidos.

O valor de mercado somado das quatro maiores defensoras sul-coreanas – Hanwha Aerospace, LIG D&A, Hyundai Rotem e Korea Aerospace – caiu para cerca de 62 trilhões de won (US$ 46,18 bilhões) no fim de outubro, ante o pico de 170 trilhões em 52 semanas. Analistas do Bank of America dizem que as prioridades de compra militar migram para drones, sistemas antidrone e defesa aérea, num quadro que inclui ainda resultados fracos, won mais forte e exportações atrasadas. O lucro operacional da Hanwha Aerospace no terceiro trimestre caiu mais de 46% na comparação anual, e suas ações acumulam queda de mais de 28% no ano, segundo a CNBC, em texto republicado pela JBIZNews.

Israel encomendou equipamentos militares dos Estados Unidos além dos valores que Washington se comprometeu a cobrir pelo acordo de ajuda e precisará de cerca de US$ 10 bilhões adicionais para pagar encomendas já feitas depois de 2028, segundo o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pelo Jerusalem Post. O valor consta de documento do Departamento de Estado enviado ao Congresso, sobre encomendas pendentes em 1º de abril; o Memorando de Entendimento vigente, negociado no governo Obama, prevê cerca de US$ 3,3 bilhões anuais em Financiamento Militar Estrangeiro (Foreign Military Financing, FMF), a carta diz que as obrigações pendentes “podem ser cobertas pelo FMF, por fundos nacionais ou por ambos”, e o Serviço de Pesquisa do Congresso (Congressional Research Service, CRS) calcula cerca de US$ 174 bilhões em ajuda militar estadunidense a Israel entre 1948 e maio de 2025.

Com maioria nas duas casas, mas sem votos para derrubar um veto presidencial, os democratas devem concentrar a disputa contra a política externa de Trump no controle do orçamento, segundo o Guardian. O partido pode travar a Lei de Autorização de Defesa Nacional (National Defense Authorization Act, NDAA), que autoriza cerca de US$ 1,15 trilhão em gastos de defesa para 2027; o ex-diplomata Ryan Crocker diz que o primeiro campo de batalha será o pedido do Pentágono de aumento de verbas para a guerra com o Irã; em 2019, o Congresso aprovou resolução bipartidária invocando a Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act) contra o apoio estadunidense à guerra saudita, e Trump simplesmente vetou; e o senador eleito Abdul El-Sayed, que será o primeiro senador muçulmano em exercício no próximo ano, elogiou a decisão de Trump de encerrar a ajuda militar a Israel no fim deste ano.

A Coreia do Norte afirmou ter testado na quarta-feira um sistema de míssil antiaéreo de novo projeto para confirmar suas capacidades técnicas, segundo a Yonhap, que cita a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou vários mísseis lançados ao Mar do Leste a partir de Sondok, com alcance estimado inferior a 300 km, e uma subunidade de mísseis de cruzeiro estratégicos fez um exercício contra um alvo de aeródromo simulado, segundo a KCNA.

O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou nesta quinta-feira que a ilha sempre teve apoio bipartidário nos Estados Unidos e que o Congresso continuará ajudando a reforçar sua capacidade de defesa, ao ser perguntado sobre vendas de armas após as eleições de meio de mandato, em texto da Reuters publicado pelo Investing.com. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou em dezembro passado US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, a maior venda já feita, mas um segundo pacote de cerca de US$ 14 bilhões está parado. Após se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em maio, Trump chamou o pacote parado de uma boa “moeda de troca” que mantinha “em suspenso”. Koo disse que Taiwan seguirá em contato com o Congresso e com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para garantir que as vendas de armas avancem conforme o cronograma.

O deputado republicano Thomas Massie deu a Pete Hegseth um ultimato na noite de quarta-feira: renunciar ou enfrentar impeachment na reta final do 119º Congresso. A resolução de Massie acusa o secretário de Defesa de ter feito guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso e de violar leis que limitam baixas civis. Trump afirmou que não está considerando substituí-lo: “Não, acho que ele está fazendo um trabalho muito bom.” O Departamento de Defesa declarou que Hegseth está “100% comprometido” em chefiar o Pentágono até o fim do mandato de Trump, em 20 de janeiro de 2029, segundo a Reuters, em texto publicado pelo U.S. News.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, testemunharam a assinatura de vários acordos, entre eles um de cooperação em defesa e mais de US$ 403 milhões em empréstimos para energia, habitação, saúde e infraestrutura da Síria. Os ministérios da Defesa dos dois países assinaram o acordo na quarta-feira, conforme a agência oficial saudita. Os empréstimos do Fundo Saudita para o Desenvolvimento incluem US$ 100 milhões para reerguer e equipar unidades de saúde danificadas, US$ 60 milhões para reparar moradias, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para reabilitar a usina térmica de Alepo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, dizer que o governo avalia aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

A unidade Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, terá sua área de operação estendida a nordeste até águas ao sul de Omã, no Mar da Arábia, disseram oficiais ao The Korea Herald, dobrando o raio de ação para cerca de 1.930 quilômetros. A expansão soma 75 militares à unidade, elevando o efetivo a 395. Um oficial do Ministério da Defesa disse que a operação ficará restrita a águas abertas ao sul de Omã e que o avião de patrulha marítima P-8A não poderá vigiar território ou águas iranianas nem o interior do Estreito de Ormuz. O governo pretende enviar a proposta de mandato revisado à Assembleia Nacional após o aval do gabinete na próxima semana, e a lei sul-coreana exige consentimento parlamentar para ampliar missões no exterior.

O balanço do ataque russo a Komyshuvakha subiu para 40 mortos, com as buscas no terceiro dia, anunciou Zelensky, segundo o Le Monde. Zelensky chegou a Madri em sua quinta visita à Espanha e se reúne nesta quinta-feira com Pedro Sánchez e outros dirigentes à margem de uma cúpula ibero-americana, com o reforço da defesa antiaérea como prioridade absoluta. Ele lamentou “muito poucas reações no mundo” e pediu que os aliados reforcem “desde já” a defesa antiaérea do país. A Comissão Europeia elogiou os progressos da Ucrânia na adesão, mas pediu aceleração das reformas de Estado de direito para concluir as negociações até o fim de 2028.

Em entrevista à televisão alemã ZDF, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esperar que os avanços democratas nas eleições de meio de mandato gerem mais ajuda a Kiev na guerra de quatro anos e meio com a Rússia, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Zelensky afirmou ser grato aos republicanos, mas disse que os democratas falam “muito claramente” sobre apoiar a Ucrânia e reconstruir a ligação entre os Estados Unidos e a Europa. “Também sou grato aos republicanos, mas os democratas falam muito claramente sobre apoiar a Ucrânia e fornecer assistência à Ucrânia”, disse em comentários fornecidos em alemão pela ZDF antes da exibição da entrevista. “Falam sobre renovar a conexão entre os Estados Unidos e a Europa... Por isso, há esperança de que surja um equilíbrio de poder e de que recebamos mais apoio.” Ele disse também que um Congresso que aprove apoio financeiro ou militar forte terá impacto sobre Putin.

A Coreia do Norte testou nesta quarta-feira um sistema de mísseis antiaéreos de novo projeto e realizou um exercício de ataque com mísseis de cruzeiro, segundo a agência estatal KCNA. O teste confirmou as especificações técnicas e a confiabilidade dos novos materiais e dos modos de guiagem do míssil, além da capacidade do sistema de identificar e rastrear alvos. Uma subunidade do comando de mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance, no leste do país, atingiu um alvo que simulava um aeroporto. O relatório da KCNA parece confirmar anúncio do Ministério da Defesa da Coreia do Sul de que Pyongyang disparou vários mísseis na direção do mar a partir da área de Sondok, na costa leste, no quarto lançamento norte-coreano em um mês.

O Ministério da Defesa do Japão estimou em cerca de 80 trilhões de ienes (cerca de US$ 507 bilhões) o custo do plano quinquenal de defesa que começa no ano fiscal de 2027, quase o dobro do valor do plano atual. O número é preliminar: por restrições orçamentárias, o governo deve revisar as compras de equipamentos e outros gastos e ajustar o total para perto da faixa superior de 70 trilhões de ienes (cerca de US$ 443,5 bilhões). O novo gasto deve financiar compras como uma grande quantidade de drones, segundo fonte a par do assunto. A revisão ocorre com prazo até o fim do ano para a atualização de três documentos-chave de segurança do país.

O presidente sírio, Ahmad Al Shara, chegou a Riad nesta quarta-feira com uma delegação que incluía os ministros de Relações Exteriores, Defesa, Finanças e Indústria, além do chefe da Direção-Geral de Inteligência, em sua segunda visita ao reino em poucas semanas, depois de uma passagem por Riad em 6 de outubro. Ele e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assistiram à assinatura de acordos de cooperação militar, energia e infraestrutura, e o Ministério das Relações Exteriores sírio disse que o acordo de defesa foi o mais notável, sem dar detalhes. O pacote incluiu um acordo de cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. A Síria negocia adesão ao pacto de defesa de Meca, e o chanceler Asaad Al Shibani afirmou no Diálogo de Manama, no Bahrein, que Damasco considera “a segurança no Golfo como parte da sua própria”.

A fabricante turca Baykar afirmou que dois drones de ataque lançados de um Bayraktar TB2 atingiram seus alvos em um teste de voo no noroeste da Turquia. O TB2 decolou do Centro de Treinamento e Testes de Voo de Kesan, na província de Edirne, levando 16 drones de visão em primeira pessoa (FPV) desenvolvidos pela Skydagger, liberou dois deles sobre a área de teste e serviu de retransmissor de comunicações no ar para que os operadores guiassem os drones menores até os alvos. A Baykar afirma ter contratos de exportação do TB2 com 36 países e do drone de combate Akinci com 16, cobrindo 39 países nos dois programas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não pretende demitir o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e afirmou que ele está fazendo “um trabalho muito bom”. “Não, acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”, respondeu Trump a uma pergunta de repórteres ao lado de trabalhadores da construção no canteiro do novo salão de festas da Casa Branca. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, declarou à CBS News que o presidente tem “total confiança” em Hegseth, depois que a emissora informou, com base em fontes, que Trump discutia a demissão com assessores. Questionado sobre a possibilidade de Hegseth ocupar a vaga no Senado do Tennessee que Marsha Blackburn deixará para assumir o governo do estado, Trump disse que “ele seria muito popular” se assumisse a vaga, mas que “não ouviu nada” sobre isso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem perguntado a assessores, inclusive por telefone, se o secretário de Defesa, Pete Hegseth, deve permanecer no cargo após as perdas republicanas na noite de terça-feira, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Uma dessas fontes disse que o governador da Flórida, Ron DeSantis, é cogitado como substituto, podendo passar pela confirmação no Senado no período de transição e assumir o posto quando seu mandato de governador terminar, em 5 de janeiro. Questionado por repórteres na tarde de quarta-feira, Trump disse que não estava considerando a troca: “acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que o presidente tem “total confiança” em Hegseth.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir, em seminário em Tóquio na terça-feira, discussão sobre a revisão dos Três Princípios Não Nucleares e defendeu considerar a introdução de submarinos de propulsão nuclear, segundo o Kyodo News. Koizumi disse que é preciso criar um ambiente em que as políticas de segurança necessárias possam ser discutidas de forma aberta e franca, sem preconceitos, e que, conforme o país revisa seus três documentos de segurança até o fim do ano, a sociedade como um todo deve construir uma compreensão comum sobre a ameaça nuclear. Os três princípios determinam que o Japão não possui, não produz e não permite a introdução de armas nucleares, e a Estratégia de Segurança Nacional em vigor afirma que essa política permanece inalterada. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse ao Parlamento em outubro que o governo aprofundaria “considerações concretas e realistas” sobre a possível introdução de submarinos nucleares para as Forças de Autodefesa.

Cerca de 40 mil estudantes estavam em greve em 57 escolas da Dinamarca, com 12 mil a 13 mil na manifestação de Copenhague, segundo os organizadores. Sob a palavra de ordem “Já basta”, 11 associações de estudantes do ensino médio e superior marcharam da praça da Prefeitura de Copenhague até o Parlamento contra o corte no auxílio-educação proposto para liberar recursos para gastos com defesa. O projeto do governo de centro-esquerda prevê acabar com o auxílio-educação (SU) para estudantes que moram com os pais e cuja renda familiar anual passe de 700 mil coroas dinamarquesas (US$ 104 mil). Segundo o Ministério do Ensino Superior, cerca de 14 mil estudantes devem perder o auxílio e 8 mil ter redução. Os protestos estudantis começaram na França e se espalharam por outros países europeus nas últimas semanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chegaram a um acordo para cortar a ajuda militar a Israel até dezembro de 2026. Avner Golov, ex-chefe de assuntos dos Estados Unidos no Conselho de Segurança Nacional israelense, advertiu que encerrar a ajuda até o fim de 2026 sinaliza recuo do compromisso americano com a segurança de Israel. Abdul El-Sayed saudou o plano de Trump de cortar a ajuda e pediu o fim das vendas de armas.

Segundo a Reuters, em textos republicados pelo The Straits Times e pelo Al Arabiya, o Parlamento da Groenlândia ratificou na terça-feira o acordo de segurança firmado no início deste ano com o presidente americano, Donald Trump, por 16 votos a favor, nenhum contra e 7 abstenções. O texto amplia o papel militar dos EUA na ilha, abre caminho para duas novas bases militares e para o sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, e reafirma a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. O acordo executivo entra em vigor quando Dinamarca e Groenlândia o ratificarem; o Parlamento dinamarquês faz a primeira leitura em 11 de novembro e a votação final em 19 de novembro, sem necessidade de aprovação do Senado americano. No debate, o partido de oposição Naleraq, principal voz pela independência da Groenlândia, questionou o valor econômico do acordo.

Kim Jong-un inspecionou o estaleiro de Nampho e pediu um rápido fortalecimento do poder de combate naval para responder a “atos hostis dos inimigos”, segundo a mídia estatal norte-coreana. A inspeção foi divulgada nesta quarta-feira. Kim viu um novo navio de guerra em construção e o descreveu como “incomparavelmente enorme e intimidante” em relação ao destróier construído no ano anterior. O secretário-geral do Fórum de Defesa e Segurança da Coreia, Shin Jong-woo, disse que a Coreia do Norte parece ter exposto pela primeira vez o canteiro de uma nova embarcação que seria um cruzador de 10 mil toneladas.

A Coreia do Norte disparou nesta quarta-feira vários mísseis em direção ao mar no leste, na quarta salva de armas em um mês, a partir da área de Sondok, região costeira do leste. Vários mísseis foram lançados a partir de Sondok, em Hamgyong do Sul, sem informação sobre o tipo nem o horário exato, e não haverá a terceira atualização habitual, com altitude máxima e alcance, enquanto autoridades sul-coreanas e estadunidenses analisam as especificações, confirmou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

Donald Trump disse à Fox News que fez com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu um acordo para interromper o repasse de US$ 4 bilhões anuais a Israel, verba que é aprovada pelo Congresso e que ele não pode encerrar sozinho, segundo a correspondente da emissora na Casa Branca, afirmando que foi Netanyahu quem propôs o fim da ajuda, no marco do acordo vigente de US$ 38 bilhões em ajuda militar em dez anos, até 2028, o que surpreendeu fontes de defesa israelenses. Não houve confirmação do escritório de Netanyahu nem do Ministério das Relações Exteriores de Israel, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (Department of State) não respondeu à Al Jazeera.

O Ministério da Defesa de Israel começou neste mês a atualizar a cerca de segurança “Hourglass” ao longo da Faixa de Gaza, segundo o Jerusalem Post, com base nas lições do ataque de 7 de outubro e da guerra contra o Hezbollah. Uma das cinco frentes de obra prevê tecnologias e métodos para conter ameaças a baixa altitude, em especial drones de fibra ótica usados pelo Hezbollah no sul do Líbano. A cerca de 64 quilômetros havia sido criticada por ter sido rompida em dezenas de pontos.

Kim Jong-un visitou o estaleiro de Nampho e pediu a aceleração do poder naval de superfície e submarino para conter “atos hostis dos inimigos”, segundo a mídia estatal. Ele inspecionou um novo navio de guerra em construção, que descreveu como “incomparavelmente maior e mais intimidador” que o destróier construído no ano passado, e uma foto da KCNA sugere que a embarcação pode ser da classe de 10 mil toneladas que Kim mencionou em planos anteriores. Ele também pediu a automação da produção e a construção de um segundo dique terrestre para permitir construir e reparar navios ao mesmo tempo.

O Irã abriu um terceiro centro de treinamento militar em Teerã e anunciou planos de formar um milhão de voluntários paramilitares no país, segundo a agência semioficial ISNA. Membros do Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária, participaram da abertura, e outros dois centros foram inaugurados em Teerã em agosto e setembro.

A embaixada da China anunciou nesta terça-feira que seis policiais da Força Policial Real das Ilhas Salomão participaram de um treinamento de uma semana, sem informar as datas. Segundo a embaixada, o programa familiarizou os policiais com o uso de veículos de controle de multidão e com os cenários em que eles podem ser empregados. O primeiro-ministro Matthew Wale, no cargo desde maio, anunciou em junho que o governo revisaria o acordo de segurança de 2022 com a China e acordos semelhantes com outros países. Em setembro, o país chegou a um acordo de princípio com a Austrália para assinar um novo tratado de segurança.

Autoridades do ministério das Finanças de Israel foram surpreendidas pelo anúncio de Trump do fim da ajuda militar americana, segundo o Times of Israel, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Um funcionário disse que nenhum documento formal do gabinete do primeiro-ministro foi enviado sobre o encerramento: “O ministério sabia da intenção de encerrar, mas foi surpreendido pela intenção de fazê-lo imediatamente.” Funcionários do ministério da Defesa e os militares também foram surpreendidos pelo anúncio, segundo o mesmo relato.

Os presidentes Lee Jae Myung e Recep Tayyip Erdogan acertaram em Seul ampliar a cooperação em energia nuclear e em defesa, com a assinatura de um memorando sobre financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas. Segundo Lee, a cooperação no projeto da usina nuclear de Sinop, na Turquia, “vem avançando sem entraves”. Na defesa, os dois países concordaram em ampliar a produção conjunta e a cooperação tecnológica e em explorar oportunidades para que empresas dos dois lados entrem juntas em mercados de terceiros. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado.

O governo de Donald Trump negocia com a Venezuela um acordo que permitiria uma presença militar americana de longo prazo no país, segundo o New York Times, em relato da TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, lidera as negociações do pacto militar, um acordo de status de forças (SOFA, na sigla em inglês), e os detalhes sobre a permanência e as localizações das tropas ficarão para acordos posteriores. O jornal não define se os Estados Unidos pretendem construir e manter bases próprias no país ou instalar tropas em bases venezuelanas já existentes. Um funcionário não identificado do Departamento de Estado disse que Washington quer ampliar a cooperação de segurança com a Venezuela e que não há conversas sobre bases neste momento.

A Força Espacial dos Estados Unidos ativou nesta segunda-feira o Space Forces Special Operations Command, componente de serviço do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM) sediado na base aérea de MacDill, na Flórida. É o primeiro novo componente de serviço do USSOCOM desde 2006. Segundo o comunicado, os militares da unidade são designados a formações de forças especiais em uma capacidade operacional chamada Space Special Warfare Teams.

O candidato da oposição israelense Gadi Eisenkot afirmou nesta terça-feira que a retirada gradual da ajuda estadunidense anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mostra que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa ser substituído. Para ele, o fato de o aparato de defesa israelense estar sabendo da mudança na relação estratégica pela imprensa, ao mesmo tempo que o público israelense, mostra “o quão perigosa é a conduta” de Netanyahu, que “não pode mais ser confiável”.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira que a Polônia impediu o que pareceu ser uma tentativa de provocação na fronteira com o exclave russo de Kaliningrado durante a madrugada. Segundo ele, “pessoas com lanternas” foram vistas na área e a guarda de fronteira o informou, logo depois da meia-noite, de uma “movimentação perturbadora” na fronteira polaco-russa; os guardas evitaram qualquer incidente. Polícia, Exército, guarda de fronteira e serviços de inteligência reforçaram a segurança nas fronteiras com a Rússia e Belarus, inclusive perto de Kaliningrado, e unidades antiterrorismo foram enviadas ao nordeste do país depois de informações “mais precisas” de que atos de sabotagem, incluindo uma possível incursão de “pessoas armadas”, eram possíveis na primeira metade de novembro. Tusk disse que não é possível confirmar com plena certeza que o episódio foi uma tentativa de provocação e que a escalada russa deve continuar, sem se limitar a esse incidente. Na região da Vármia-Masúria, os serviços poloneses intervieram perto de Sępopol, onde ninguém cruzou para território polonês e as pessoas observadas recuaram para dentro de Kaliningrado, conforme relato da RMF24 reproduzido pelo United24 Media.

O Parlamento da Groenlândia aprovou nesta terça-feira o acordo de segurança com Dinamarca e Estados Unidos por 16 votos a favor, nenhum contra e sete abstenções. O texto, assinado em setembro por Donald Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e pelo primeiro-ministro groenlandês Jens-Frederik Nielsen à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, abre caminho para duas novas bases militares norte-americanas e para o sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, mantendo a ilha sob controle dinamarquês e reafirmando o direito groenlandês à autodeterminação – em texto da Reuters republicado pelo USA Today. O acordo executivo entra em vigor quando Dinamarca e Groenlândia o ratificarem e não precisa de aprovação do Senado norte-americano; o Parlamento dinamarquês faz a primeira leitura do projeto em 11 de novembro e a votação em 19 de novembro. O presidente do partido de oposição Naleraq, Pele Broberg, disse que a Groenlândia busca um acordo melhor para quando for um Estado independente e que nenhum ganho econômico foi obtido com o texto.

O Ministério das Finanças de Israel não tinha conhecimento de planos de encerrar imediatamente a ajuda militar americana antes do anúncio do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, segundo o Channel 12. Os US$ 3,8 bilhões anuais de ajuda eram esperados como fonte significativa de financiamento do orçamento de defesa israelense em 2027 e 2028, segundo o correspondente econômico do Channel 12, Yuval Sade. Na mesma entrevista em que falou do ataque ao Irã, Trump anunciou que os EUA encerrarão US$ 4 bilhões em financiamento a Israel depois do fim deste ano.

Um porta-voz de Benjamin Netanyahu disse que não sabia da declaração de Donald Trump sobre o fim da ajuda militar dos Estados Unidos a Israel e que buscaria detalhes. A ajuda segue um memorando de entendimento de US$ 3,8 bilhões anuais que se aproxima do vencimento em 2028, com conversas em curso sobre como a assistência de Washington a Israel evoluiria depois dessa data. Trump, que anunciou nesta terça-feira o corte de US$ 4 bilhões anuais ao fim deste ano, afirmou que foi Netanyahu quem levantou o assunto e que o primeiro-ministro disse que seria apropriado não receber a ajuda, porque entende que esse é um dos pontos de atrito. Yair Golan, chefe do partido de esquerda Democratas, afirmou que o fim da ajuda norte-americana representa um golpe severo à segurança de Israel e à qualidade de vida no país.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir um debate aberto e franco sobre armas nucleares no país, em simpósio em Tóquio, segundo a agência estatal russa TASS, que cita a Kyodo. “Precisamos criar condições para que as medidas de segurança necessárias para o Japão possam ser discutidas de forma aberta e franca”, disse ele. A declaração ocorre durante a revisão da estratégia de segurança nacional, que também envolve os três princípios não nucleares: não possuir, não produzir e não introduzir armas nucleares no território japonês. Koizumi voltou a deixar aberta a possibilidade de equipar a Marinha japonesa com submarinos nucleares.

O general Zhang Shengmin, vice-presidente da Comissão Militar Central da China, recebeu em Pequim o ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, em sua primeira reunião pública com uma autoridade estrangeira desde que foi eleito para o Politburo. No encontro no Pavilhão de Hóspedes de Diaoyutai, Zhang prometeu aprofundar a cooperação militar e a coordenação estratégica com a Rússia. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale, Zhang e o presidente Xi Jinping são os dois únicos membros ativos do comando militar supremo chinês, após a purga de cinco dos sete integrantes nomeados em 2022.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse em entrevista à Fox News que fechou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um acordo para encerrar a ajuda militar de 4 bilhões de dólares anuais a Israel, com o compromisso de deixar de pagar o país até o fim deste ano e de ajudar se houver necessidade, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. Trump afirmou que Israel não precisa mais do apoio financeiro de Washington e que democratas e políticos de esquerda usavam o financiamento a Israel para criticar republicanos.

A China parece estar testando no mar um novo trimarã furtivo, segundo fotografia que circula em redes sociais, no que pode ser mais um esforço para desenvolver plataformas navais não convencionais, de acordo com o South China Morning Post. A imagem surgiu primeiro no Weibo no domingo e mostra uma embarcação com proa invertida de casco perfurante, desenho de três cascos e superfícies angulares que podem reduzir sua assinatura de radar. O jornal ressaltou que a hora e o local da foto não foram verificados de forma independente e que as especificações, a função pretendida e a situação operacional do barco seguem desconhecidas.

Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram em Seul um memorando sobre cooperação no financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas nas novas usinas nucleares turcas. Lee afirmou que a cooperação no projeto da usina de Sinop, incluindo avaliações de sítio e a atuação de um grupo de trabalho conjunto, está “avançando bem” sob o memorando de cooperação nuclear assinado em novembro de 2025. O projeto prevê a segunda usina nuclear da Turquia, no litoral norte do Mar Negro, com a estatal Korea Electric Power Corporation buscando participar. Os dois países também concordaram em aprofundar a cooperação em defesa, com ampliação da produção conjunta e da cooperação tecnológica e exploração conjunta de oportunidades em mercados de terceiros por empresas dos dois países. Os governos assinaram ainda um acordo sobre recursos naturais e mineração e preveem um canal intergovernamental para diversificar as cadeias de minerais críticos. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado, segundo Lee, depois de superar US$ 10 bilhões pela primeira vez em 2023, uma década após a entrada em vigor do acordo de livre-comércio de 2013.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira que o país impediu o que parecia ser uma tentativa de provocação na fronteira com o enclave russo de Kaliningrado durante a madrugada. Tusk deu poucos detalhes, mas disse que “pessoas com lanternas” foram observadas na área de fronteira e que os guardas poloneses evitaram qualquer incidente. Segundo o primeiro-ministro, reforços policiais e militares, incluindo unidades antiterrorismo, foram enviados às regiões de fronteira do nordeste do país depois que as autoridades receberam informações “mais precisas” de que atos de sabotagem, entre eles uma possível incursão de “pessoas armadas”, eram possíveis na primeira metade de novembro. Membros da unidade de operações especiais GROM foram enviados à fronteira com Kaliningrado para participar de operação policial de prevenção de “atos de sabotagem planejados”, segundo a agência estatal russa TASS, anúncio que Tusk fez antes de uma reunião de gabinete. O primeiro-ministro afirmou que não é possível confirmar com plena certeza que o incidente tenha sido uma tentativa de provocação e disse que a escalada da Rússia deve continuar e dificilmente se limitará a esse episódio.

Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, traçaram em Seul um plano de cooperação que vai de energia nuclear, indústria de defesa e infraestrutura a tecnologias avançadas, biotecnologia e energia. “Hoje, nossos dois países desenharam um projeto de prosperidade mútua em diversas áreas”, disse Lee. Erdogan chamou a relação bilateral de “aliança de sangue”, lembrando a participação turca na Guerra da Coreia de 1950-53. Os dois países completam 70 anos de relações diplomáticas em 2027.

Uma unidade de defesa antiaérea do Exército de Libertação Popular (ELP) interceptou pela primeira vez dois novos tipos de mísseis simultaneamente durante um exercício, incluindo um que mudou de direção em pleno voo, segundo a televisão estatal chinesa. O sistema empregado foi o HQ-9B, do “Shenwei Missile Battalion” da Força Aérea do Comando do Teatro Central, conforme a CCTV; os alvos incluíam mísseis balísticos e um míssil que mudou de direção subitamente durante o voo.

A Coreia do Norte testou uma ogiva de dispersão para um míssil de cruzeiro estratégico, informou a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), em relato da agência sul-coreana Yonhap. O teste de segunda-feira foi supervisionado por Kim Jong-sik, membro da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores. O instituto de ogivas do país afirmou que a ogiva de dispersão de porte médio pode “transformar em cinzas” uma área de 5 a 6 hectares. No sábado, o país havia testado uma bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos e prometido equipar suas unidades com vários tipos de ogivas de fragmentação até o fim do ano.

As Forças Armadas de Taiwan querem adquirir mais de 1.400 drones costeiros de vigilância e reconhecimento, mais de 200 mil drones costeiros de ataque e 1.320 embarcações de superfície não tripuladas de ataque em uma só direção. O Parlamento aprovou em 27 de agosto a lei que prevê 240 bilhões de novos dólares taiwaneses em seis anos, com prioridade de compra para sistemas não tripulados de produção nacional de baixo custo e alto desempenho. A empresa norte-americana Maritime Tactical Systems anunciou que a guarda costeira taiwanesa comprará 25 de suas embarcações não tripuladas, fabricadas nos Estados Unidos e em Taiwan, e o país quer se tornar um polo asiático de produção de drones sem componentes chineses, aproveitando a liderança em inteligência artificial e semicondutores.

A Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira, 2 de novembro, por 180 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção, um projeto de resolução sobre controle de armas convencionais nos níveis regional e sub-regional. Índia e Israel foram os únicos países a votar contra o texto, em um órgão de 193 membros. Um representante indiano argumentou que “isso pressupõe que as preocupações de segurança dos Estados param educadamente nas fronteiras regionais. Elas não param”.

As Forças Armadas da Letônia alertaram brevemente nesta segunda-feira para uma ameaça no espaço aéreo em duas regiões e ativaram caças de policiamento aéreo da OTAN, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider, e depois declararam o perigo encerrado, com o objeto que estaria em solo na Letônia, perto da fronteira com a Rússia.

A chamada Coalizão dos Dispostos faz em 9 de novembro de 2026 seu primeiro exercício militar de grande escala na Polônia, em Nowa Deba, no sudeste do país, com cerca de 2.800 soldados de 10 países na região de fronteira com a Ucrânia. O exercício Koalicja vai até 22 de novembro. França e Reino Unido são os principais contribuintes, ao lado de Estônia, Lituânia, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Suécia e Bélgica. A aliança, liderada por França e Reino Unido, reúne 36 países e não inclui os Estados Unidos.

O governo do Japão e a coalizão governista avaliam fixar o gasto de defesa dos cinco anos a partir de abril de 2027 entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes (US$ 457 bilhões a US$ 508 bilhões), cerca de 1,8 vez os 43 trilhões de ienes do plano atual, segundo o South China Morning Post (SCMP), que cita fontes ouvidas pela Reuters. Parte do dinheiro deve financiar compras como grandes quantidades de drones, e a fraqueza do iene elevou o custo da aquisição de equipamentos, disse uma das fontes.

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.

A Coreia do Sul quer fechar até o fim do ano um acordo abrangente com os Estados Unidos (EUA) sobre a realocação de bases aéreas de uso conjunto em todo o país, incluindo as instalações na cidade de Gwangju, no sudoeste, disse nesta segunda-feira uma fonte com conhecimento do assunto. O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou estar em consultas com o lado estadunidense para incluir a realocação temporária das instalações militares estadunidenses dentro da Base Aérea de Gwangju no acordo sobre realocações em negociação.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse neste domingo que a Ucrânia deixará de atingir refinarias de petróleo russas – uma exigência central do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – se Washington fornecer mísseis interceptadores Patriot. Ele condicionou a pausa a um mês de fornecimento: se os sistemas forem entregues por um mês, Kiev interrompe os ataques às refinarias pelo mesmo período, segundo o Straits Times. Os mísseis Patriot estão entre as armas mais importantes de que a Ucrânia dispõe para interceptar drones e mísseis russos.

O Pentágono calculou em pelo menos US$ 5 bilhões o dano que os ataques iranianos causaram às bases militares dos Estados Unidos, segundo autoridades americanas citadas pelo Wall Street Journal. A investigação do Journal identificou 274 estruturas danificadas em 24 instalações com presença militar dos Estados Unidos nos primeiros seis meses da guerra, a partir de imagens de satélite, declarações militares iranianas e entrevistas com autoridades americanas, conforme o Tehran Times. Uma análise da Associated Press verificou mais de 115 ataques de drones e mísseis reivindicados pelo Irã ou por milícias aliadas que danificaram ou destruíram estruturas em 26 bases e outros locais com equipamento americano até agosto, segundo o Times of India.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou no sábado uma ogiva de bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos, em avaliação da adaptabilidade de combate e da potência do armamento, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Os institutos de pesquisa da administração afirmaram que a ogiva de fragmentação Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de maior densidade, conforme a KCNA. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse no domingo que o míssil foi disparado em direção ao Mar Amarelo a partir de uma área próxima ao condado de Chongju, no noroeste do país, e que, sob compartilhamento de informações com os Estados Unidos, acompanhou atividades relacionadas antes do lançamento e manteve postura de prontidão.

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia disse ter recebido dos Estados Unidos, por canais parceiros já estabelecidos, informações sobre os preparativos de um atentado terrorista em Moscou e afirmou estar tomando as medidas apropriadas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Em comunicado separado, a embaixada dos Estados Unidos em Moscou disse estar “ciente de uma ameaça crível de um evento com vítimas em massa” no sábado, na Reserva do Museu Tsaritsyno, e que o governo estadunidense coordenava com as autoridades russas.

O ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, disse que o país está comprometido a reforçar a prontidão de combate e a garantir resposta imediata, efetiva e proporcional a qualquer ameaça, em qualquer lugar, sem limites geográficos. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, advertiu que qualquer ataque ao Irã será respondido com golpes devastadores, com armas novas e modernas, e disse que Teerã segue aberto à diplomacia se suas sete condições forem cumpridas.

A China ampliou a presença marítima em torno de Taiwan, enviando patrulhas da guarda costeira das aproximações leste da ilha a águas perto de Quemoy e da ilha remota de Dongsha, informou o South China Morning Post. A Administração da Guarda Costeira de Taiwan disse no fim do sábado que mobilizou o navio de patrulha Jian para sombrear a formação chinesa, liderada pelo Hushi. Taipei classificou as patrulhas como tentativa de “fabricar uma presença administrativa fictícia” e afirmou que as ações de Pequim violam o direito internacional e minam a paz e a estabilidade regionais.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou no domingo que designou a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido como “organizações terroristas”, segundo o Hindustan Times, que cita a Iran International. O ministério também classificou o MI6, o serviço de inteligência externa britânico, como “grupo hostil”. A declaração caracterizou a medida como um passo recíproco à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA).

O Exército de Israel concluiu os preparativos para um novo confronto militar com o Irã, segundo o jornal Yedioth Ahronoth, em relato publicado pela agência Anadolu. O chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), Brad Cooper, apresentou ao presidente Donald Trump opções para retomar os ataques, e a decisão de voltar à guerra segue com Trump enquanto continuam as negociações entre Washington e Teerã. Nesta semana, dez aviões de transporte militar dos EUA chegaram a bases da Força Aérea israelense como parte de uma ponte aérea de equipamento militar para a região, segundo o Ynet.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou em 31 de outubro uma ogiva de bomba de fragmentação destinada a mísseis balísticos táticos, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O teste avaliou a adaptação ao combate e a potência da ogiva. A agência afirma que a ogiva Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de densidade máxima. Analistas citados pela Reuters dizem que os testes podem fazer parte dos esforços de modernização do Exército norte-coreano, que ganhou experiência em guerra moderna ao enviar tropas para a guerra da Ucrânia ao lado da Rússia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times.

Ataques retaliatórios de mísseis e drones do Irã danificaram ao menos 274 estruturas em 24 instalações militares ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo o Tehran Times, que cita análise do Wall Street Journal baseada em imagens de satélite e em autoridades americanas. O custo estimado dos reparos chega a 15 bilhões de dólares. O Pentágono calculou os danos em no mínimo 5 bilhões de dólares, enquanto uma avaliação separada chegou a 15 bilhões, e o Center for Strategic and International Studies (CSIS) estimou mais de 4 bilhões de dólares só para reconstruir os prédios danificados, ainda segundo o Tehran Times.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, submeteu ministros e outros altos funcionários do governo a treinamento militar no centro de Hurso, segundo a BBC, dizendo que a disciplina das forças armadas ajuda a formar líderes mais fortes. Entre os participantes estão a presidente da Casa da Federação, Muferiat Kamil, e os ministros das Finanças, Fitsum Assefa, e da Saúde, Mekdes Daba. O treinamento ocorre enquanto a Etiópia enfrenta vários desafios de segurança, incluindo combates contínuos em partes da região norte do Tigray, conflito em Amhara e insegurança em Oromia.

A Finlândia vai criar um centro militar de operações espaciais que começa a funcionar em 1º de janeiro de 2027, dentro do quartel-general da Força Aérea no centro do país, segundo a Sputnik. Segundo o Defence Blog, o centro vai assumir os três satélites de radar de imageamento que as Forças de Defesa finlandesas compraram da ICEYE.

Uma análise do Wall Street Journal identificou 274 estruturas danificadas em 24 instalações com presença militar americana, segundo a RT. Um funcionário dos Estados Unidos (EUA) não identificado disse ao jornal que o Pentágono estima o dano às bases em pelo menos 5 bilhões de dólares. Segundo a estimativa mais recente do Pentágono enviada ao Congresso, a guerra do Irã custou 47,1 bilhões de dólares até 16 de outubro, sem contar o dano às bases.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado que Damasco avalia aderir ao pacto de defesa de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, segundo o Dawn; a TRT World também noticiou a declaração. No Diálogo de Manama, no Bahrein, ele afirmou: “As discussões estão em curso para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”. O Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto, permite que os três membros tratem um ataque armado contra um deles como ataque contra todos.

O comandante do Exército dos Estados Unidos (EUA) no Pacífico, general Ronald Clark, afirmou que a janela de 2027 para uma possível invasão chinesa de Taiwan segue válida como referência de prontidão. “A questão é: a janela ainda é válida? A resposta para nós é sim”, disse ele na terça-feira em uma conferência do setor no Havaí, segundo o Breaking Defense; segundo o comandante, o Exército do Pacífico posiciona equipamentos, material e pessoal de forma rotacional na primeira e na segunda cadeias de ilhas a oeste da linha internacional de data, com a meta de estar pronto até 2 de abril de 2027.

Os militares dos Estados Unidos conduzem missões noturnas sobre o Estreito de Ormuz para impor um bloqueio aos portos iranianos ao longo da via marítima e proteger navios comerciais, segundo o Jerusalem Post. A frequência das operações sobrecarrega aeronaves, tripulantes e os mecânicos responsáveis pela manutenção dos caças, segundo oficiais ouvidos pelo Wall Street Journal. Os EUA mantêm 50 mil militares e 20 navios no Oriente Médio, a um custo de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares por mês em munição, combustível e suprimentos.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter capturado intacto um drone americano de reconhecimento e engodo a oeste do Estreito de Ormuz, após assumir o controle de seus sistemas de orientação e comando, segundo a agência iraniana IRNA. De acordo com a nota da Guarda Revolucionária, a missão do drone era identificar sistemas de defesa aérea iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico e no entorno do Estreito de Ormuz, e a análise dos dados recuperados indicava que ele decolou da costa de um país do sul do Golfo Pérsico.

Os cidadãos chineses Liren Lai, 40 anos, e Yuance Chen, 39, foram condenados nesta sexta-feira a 30 meses de prisão e três anos de liberdade supervisionada por atuar como agentes da China nos Estados Unidos (EUA), segundo o Departamento de Justiça americano. De acordo com a nota do departamento, os dois operaram sob direção e controle do Ministério de Segurança do Estado chinês em atividades clandestinas de inteligência, que incluíram pagamentos secretos em dinheiro deixados em esconderijos, os “dead drops”, em troca de informações sobre a segurança nacional dos EUA, a coleta de dados sobre militares e instalações americanas e o auxílio a esforços de recrutamento dentro das Forças Armadas dos EUA. Os dois admitiram tentar recrutar militares americanos para espionar para Pequim e se declararam culpados de atuar como agentes estrangeiros sem notificação prévia ao procurador-geral, segundo o The Hindu, que informou que eles foram presos nesta sexta-feira na Califórnia.

O líder da Coreia do Norte, Kim, visitou na quinta-feira uma exibição de drones de ataque e de outros tipos que, segundo a agência estatal KCNA, mostram avanços recentes da tecnologia aeronáutica não tripulada do país. No discurso na exibição, Kim defendeu conquistar “a superioridade absoluta na tecnologia de drones” e anunciou medidas, não especificadas, para “expandir e fortalecer rapidamente a tecnologia aeronáutica não tripulada”, informou a Associated Press (AP), citando a KCNA.

Dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria estudantes e trabalhadores, saíram às ruas em toda a Itália nesta sexta-feira para exigir salários mais altos e serviços públicos mais fortes, protestar contra o aumento do custo de vida e se opor ao crescimento dos gastos militares, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Em Gênova, cerca de 15 mil portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto, em ação que se somou a protestos semelhantes na Europa e em outros lugares contra o uso dos portos para embarques de armas.

Autoridades do Pentágono pediram, nas últimas semanas, que vários países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) moderassem a retórica sobre a ameaça representada pela Rússia, segundo a Reuters.

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, afirmou que o governo cubano avalia como real o risco de uma invasão da ilha pelos Estados Unidos (EUA), segundo a Opera Mundi. O diplomata disse que o povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA e que o governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de invadir Cuba.

Os Estados do Golfo terão de reconfigurar defesas de um trilhão de dólares diante dos danos econômicos e do valor questionável das bases dos EUA sob ataque iraniano, segundo estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgado pelo Guardian. O relatório cita 4.670 drones de ataque unidirecional e mais de 1.400 mísseis balísticos iranianos contra 12 Estados da região nas semanas antes do cessar-fogo de 8 de abril, e uma estimativa citada no estudo põe os danos à infraestrutura de energia em até US$ 58 bilhões.

Kim Jong-un colocou o desenvolvimento de drones e a incorporação de inteligência artificial a sistemas de armas entre as prioridades centrais da modernização militar da Coreia do Norte, na mostra Unmanned Aeronautical Technology Development 2026, segundo a TASS. A mostra, realizada em 29 de outubro, exibiu drones multiuso para missões estratégicas e tático-operacionais, drones kamikaze de ataque e outros sistemas de combate, conforme a agência estatal russa.

Bukele ligou para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Trump, na terça-feira para se certificar de que não haveria objeção a uma escalada militar de grande porte no Haiti, à qual o governo haitiano deu aval, e ouviu “Faça o que tiver de fazer”, segundo fontes informadas sobre a conversa. El Salvador anunciou na quarta-feira o envio de até 2 mil soldados ao Haiti, número que pode dobrar ou triplicar, segundo as mesmas fontes.

A França impôs novas restrições a empresas israelenses de defesa antes da feira naval Euronaval, marcada para abrir perto de Paris na terça-feira, 3 de novembro, em continuidade à política francesa dos últimos dois anos – em outubro de 2024 as empresas israelenses foram inicialmente vetadas na Euronaval, decisão depois revertida por um tribunal comercial de Paris, segundo apuração do Defense & Tech citada pelo Jerusalem Post. Na mostra da próxima semana, as empresas israelenses só poderão exibir sistemas de defesa aérea e interceptação de mísseis, com representantes oficiais israelenses vetados, segundo o Ynet.

Um helicóptero CH-47 Chinook italiano da Força da União Europeia (EUFOR) caiu durante “treinamento de rotina” na região de Brcko, na quinta-feira, a cerca de 180 km ao norte de Sarajevo, matando quatro pessoas e deixando 11 feridos em condição estável, segundo a Al Jazeera – todos a bordo eram italianos, sendo dois soldados e dois voluntários da Cruz Vermelha, segundo o ministério da Defesa italiano. A EUFOR disse conduzir investigação completa e aprofundada do incidente e afirmou que não houve danos a civis ou infraestrutura civil.

Oficiais do Pentágono pediram nas últimas semanas a vários países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que moderem declarações públicas sobre a ameaça da Rússia, segundo a Reuters, que cita quatro pessoas familiarizadas com o assunto – o chefe de política do Pentágono, Elbridge Colby, foi um dos responsáveis por transmitir a mensagem, segundo as fontes. Consultado, um oficial do Pentágono disse que “conversas privadas entre aliados são privadas” e não comentou as alegações.

O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, disse nesta sexta-feira que a defesa aérea russa destruiu 16 drones que voavam em direção à capital e que equipes de emergência atuam nos locais onde caíram destroços, segundo a agência estatal TASS.

O tenente-general Brett Sylvia admitiu ter vazado informação classificada sobre a Ucrânia e o Irã a dois repórteres de veículos distintos ao longo de um ano, segundo relatório interno da investigação obtido pelo Axios, em texto republicado pelo Yahoo News. Ele reprovou três testes de polígrafo sobre o compartilhamento de material sigiloso com a imprensa, e o caso foi encaminhado ao Departamento de Justiça depois que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o demitiu, segundo a CBS News.

Israel passou a exigir que companhias aéreas enviem dados da tripulação 48 horas antes da partida, entre outras medidas para reforçar a segurança. Segundo o Times of India, as exigências valem para voos de entrada e de saída do país, de empresas israelenses e estrangeiras, e foram determinadas por Benjamin Netanyahu após uma revisão de segurança. A mudança segue a tentativa de sequestro de um voo da Flydubai que levava passageiros israelenses de Dubai a Tel Aviv, quando o copiloto omanita Hamam al-Hammami supostamente atacou o comandante indiano Smit Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave.

Kim Jong-un acompanhou uma exposição de tecnologia aérea não tripulada e uma demonstração de armas com drones suicidas, mísseis de cruzeiro e um lançador múltiplo de 600 milímetros, informou a agência estatal KCNA segundo a Yonhap. O lançador, conhecido como “Sniper”, foi exibido em exercício de tiro pela primeira vez em público, e a KCNA afirmou que mísseis ar-terra disparados de drones suicidas e de drones multipropósito, junto com mísseis de cruzeiro, atingiram um alvo numa ilha “com 100% de precisão” – alegação da agência estatal, sem verificação independente. Em discurso, Kim pediu a expansão rápida das capacidades aéreas não tripuladas do país e avanços em tecnologia aérea não tripulada e inteligência artificial de defesa.

O Pentágono trata como suspeita de ataque hacker a onda de panes misteriosas em freezers que estragaram alimentos em bases militares dos Estados Unidos em agosto, segundo quatro autoridades familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters, em texto publicado pelo US News. Uma dessas autoridades disse que investigadores militares americanos estão em contato com colegas franceses sobre um ciberataque semelhante a freezers comerciais que desorganizou supermercados na França no início deste mês. Hackers são suspeitos de adulterar as temperaturas de freezers em seis comissariados militares – as lojas de alimentos e produtos domésticos isentas de impostos do Exército americano –, o que estragou comida, segundo o Hindustan Times.

Havia 15 pessoas a bordo do helicóptero italiano CH-47 da Eufor, a força de paz da União Europeia na Bósnia e Herzegovina, que caiu nesta quinta-feira em Brcko, no nordeste do país, durante uma operação de rotina, segundo o Le Monde. Três morreram no local da queda, doze feridos foram levados ao hospital de Brcko e uma quarta pessoa morreu por causa dos ferimentos depois de internada. A Eufor informou que nenhum civil ficou ferido e que o acidente não provocou danos materiais.

O primeiro-ministro Mark Carney lançou nesta quinta-feira o plano Para um Canadá Mais Forte, a primeira estratégia de segurança nacional do país em mais de duas décadas, segundo a agência chinesa Xinhua. De acordo com o comunicado citado pela agência, a estratégia tem cinco prioridades principais, entre elas fortalecer a segurança econômica e a resiliência transformando indústrias estratégicas e protegendo cadeias de suprimento, conduzir uma política externa disciplinada para diversificar parcerias e reconstruir e fortalecer as Forças Armadas canadenses. O Globe and Mail noticiou que, sob a nova estratégia, o governo vai reforçar a capacidade de coleta de inteligência do Canadá e se preparar para todas as contingências, até a guerra.

O presidente Vladimir Putin disse que o Ocidente fracassou em seu objetivo de infligir uma derrota estratégica a Moscou e que dificilmente conseguirá até 2030, em entrevista coletiva após a cúpula Rússia-África, segundo a agência estatal russa TASS. Putin afirmou que muitos falam apenas em se preparar para a guerra até 2030 e que a Rússia está preparada, mas não quer nenhum tipo de guerra com a Europa.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu nesta quinta-feira o tenente-general Brett Sylvia, planejador sênior do Estado-Maior Conjunto, sob acusação de vazar informação classificada ao público, segundo autoridades ouvidas pela Reuters, em texto republicado pelo site italiano Internazionale. Sylvia chefiava a Diretoria de Estratégia, Planos e Política do Estado-Maior Conjunto, conhecida na caserna como J5, posição-chave que assessora o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O tenente-coronel reformado do Exército dos EUA Earl Rasmussen disse à Sputnik que a demissão pode ter vindo de divergências entre a posição de Sylvia sobre a guerra com o Irã e a do secretário Pete Hegseth, mais do que do suposto vazamento.

Um helicóptero CH-47 Chinook italiano a serviço da Força de Paz da União Europeia na Bósnia (EUFOR) caiu nesta quinta-feira no norte do país, com “um número” de militares mortos ou feridos, segundo a Associated Press. Autoridades locais disseram à imprensa bósnia que três pessoas morreram e 12 ficaram feridas na queda do aparelho, perto da cidade de Brcko, e a EUFOR confirmou que há baixas e abriu uma investigação. A agência chinesa Xinhua registrou o mesmo balanço de três mortos e 12 feridos.

Segundo a Reuters, em texto republicado pelo SRN News, um drone russo matou ao menos 14 pessoas em uma plataforma lotada da estação de Dnipro, na Ucrânia, na quinta-feira, onde passageiros esperavam embarcar em um trem regional para Zaporizhzhia. A empresa ferroviária estatal Ukrzaliznytsia afirmou que um drone a jato atingiu a plataforma e que a força aérea interceptou três drones, mas um quarto furou as defesas. O presidente Volodymyr Zelensky chamou o ataque de “horrível” e disse que ele exige uma resposta dos aliados de Kiev.

Estados Unidos e Japão acordaram instalar no Japão uma planta de montagem final e inspeção do míssil ar-ar de médio alcance avançado (AMRAAM), segundo a NPR. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira na província filipina de Cebu, onde se encontrou com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Os mísseis a serem produzidos no esforço conjunto chamado Operação Supercharge são essenciais para os caças F-35, disse Koizumi.

A Rússia disparou na quarta-feira, 28, um míssil balístico RSM-56 Bulava de um submarino nuclear Generalissimo Suvorov que estava no mar de Okhotsk, informou o Ministério da Defesa russo, segundo o G1. O míssil pode carregar ogiva nuclear de focos múltiplos.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, se reuniu nesta quinta-feira com os homólogos de Singapura e do Vietnã para tratar de ampliar a cooperação em defesa, segundo o ministério, informado pelo Korea Herald. Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em intercâmbio de pessoal, cibersegurança e inteligência artificial.

Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, está consolidando o status de sucessora designada, e Pyongyang vem retratando-a cada vez mais como futura líder militar, segundo o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS, na sigla em inglês), em declaração desta quinta-feira reportada pelo Korea Herald.

O Ministério da Defesa da Austrália procurou Washington para tratar de custo e prazo de entrega da Capacidade de Interceptação de Médio Alcance do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, que usa o SkyHunter, versão americana dos interceptores Tamir, do Iron Dome, segundo o Jerusalem Post. O edital lançado em meados de outubro pede um sistema de prateleira “comprovado”, com escolha até o fim do próximo ano e disparo real durante o exercício Talisman Sabre até 2029.

Oficiais do SAS australiano sabiam que soldados sob seu comando plantavam armas em civis afegãos mortos para apresentá-los como combatentes e não fizeram nada para interromper a prática ilegal, segundo relatório militar inédito citado pelo The Guardian. O resumo executivo de uma investigação de 2021 do inspetor-geral da Força de Defesa australiana sobre o contexto cultural do comando de operações especiais, publicado online nesta semana, é duro sobre o colapso do comando e a erosão da disciplina militar. O relatório anterior, a Investigação Brereton, tornado público em 2020, apontou informação crível de que militares das forças especiais mataram 39 civis e prisioneiros afegãos.

A corregedoria do Pentágono, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos, recusou o pedido bipartidário de nove senadores para abrir investigação sobre a lentidão do Starshield, o sistema de uso militar da SpaceX, na Ucrânia, segundo carta obtida pela CNN. O inspetor-geral Platte Moring respondeu, em carta datada de terça-feira, que as perguntas dos senadores sobre as restrições de velocidade e seus impactos devem ser dirigidas à Força Aérea e à Força Espacial. O pedido, liderado pelo republicano Thom Tillis e pela democrata Jeanne Shaheen, citava também o Starlink comercial e pedia “investigação imediata” sobre as interrupções nos dois sistemas na Ucrânia.

Os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. Forças americanas vêm reabastecendo munições na região, e bombardeiros e caças se preparam para os ataques, disseram autoridades ao jornal.

Os Estados Unidos deslocam um sistema de defesa aérea e de mísseis Patriot do Texas ao Oriente Médio enquanto Washington e Israel se preparam para uma possível nova rodada de operações de combate pesadas contra o Irã depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Jerusalem Post. O jornal também relatou que Washington teria avisado vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã após as legislativas, segundo pessoas informadas das conversas.

Promotores britânicos acusaram dois cidadãos britânicos com base na Lei de Segurança Nacional por um incidente no mês passado na base aérea de Fairford, e a polícia afirma que os dois são suspeitos de ajudar o Irã, segundo a CNN. A base havia sido usada por bombardeiros B-1 dos Estados Unidos em ataques contra o Irã, e os aviões foram retirados por razões de segurança pouco depois de cinco homens serem presos nos arredores da base, na madrugada de 27 de setembro.

O projeto de lei de defesa dos Estados Unidos para 2027 cobre mais de US$ 1 trilhão em gastos propostos e será um dos textos mais observados quando o Congresso voltar depois das eleições de meio de mandato, segundo o South China Morning Post (SCMP). A Câmara dos Representantes aprovou sua versão, a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA), em julho. No Senado, o caminho é mais difícil: uma votação de procedimento em julho para começar a análise falhou depois que democratas objetaram a ações militares do presidente Donald Trump envolvendo o Irã.

Dois homens foram acusados de crimes contra a segurança nacional após a investigação de um suposto plano terrorista perto da base aérea de RAF Fairford, no Reino Unido, segundo o Guardian. Um deles, de 24 anos, foi acusado de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro, segundo a BBC. As acusações foram feitas com base na Lei de Segurança Nacional (National Security Act), segundo a BBC.

A base aérea de Kadena, em Okinawa, proibiu a circulação de veículos da chinesa BYD, incluindo carros particulares, táxis e veículos de entrega, segundo o The Guardian. Um porta-voz das forças dos Estados Unidos no Japão afirmou que os veículos representam “um risco inaceitável e não mitigável” ao pessoal e à missão. Em junho, o Pentágono incluiu a BYD numa lista de 188 empresas chinesas que considera ligadas ao Exército chinês, o que provocou um protesto de Pequim.

Israel vota nesta terça-feira (27/10) com 7.331.981 eleitores aptos e 34 partidos na disputa pelo Knesset. As pesquisas preveem de 20 a 23 das 120 cadeiras para o Yashar, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, e nenhum bloco com maioria fácil para formar coalizão. No comício final, o candidato Eisenkot prometeu curar as divisões da sociedade israelense depois do governo de Netanyahu e falou em compromisso com a segurança e a economia. Netanyahu respondeu que “90% do trabalho” já foi feito e que “faltam 10%”, e que Eisenkot e a Irmandade Muçulmana “não vão destruir o programa nuclear do Irã”: “Quem vai fazer? Só eu posso.” A imprensa israelense noticiou que autoridades discutiram ações preparatórias para um ataque ao Irã a pedido de Netanyahu, segundo o Middle East Eye.

A Argélia vai enviar tropas ao Níger, na primeira mobilização militar do país fora das suas fronteiras desde o envio de forças ao Egito na guerra árabe-israelense de 1973, segundo a BBC. A câmara alta do Parlamento argelino aprovou a medida em sessão de emergência no domingo, com 148 dos 174 senadores a favor, e a câmara baixa referendou a decisão depois, segundo a AFP. As tropas devem proteger instalações de energia no norte do Níger, perto da fronteira com a Líbia, incluindo o gasoduto planejado para levar gás nigerino à Argélia. O número de soldados e a data do envio não foram anunciados.

O marechal Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, e o chefe da inteligência da Turquia chegaram a Teerã para conversas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News. O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, disse que autoridades dos países signatários do Acordo de Defesa Conjunta de Meca terão conversas sobre segurança regional em Teerã nesta segunda-feira, segundo a Sputnik. Em entrevista à emissora estatal IRIB, ele afirmou que o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, Munir e o chefe de inteligência turco, Ibrahim Kalin, participam da reunião conjunta.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, vivem nos últimos dias um confronto inédito em torno de uma ordem do premiê para uma ação militar não detalhada que autoridades de defesa acreditam que pode levar a um confronto rápido com o Irã pouco antes da eleição, segundo relato de emissora israelense citado pelo Times of Israel; Zamir resistia a cumprir a ação e pedia mais deliberação e documentação assinada de autorização legal; Netanyahu negou o relato no domingo à noite, dizendo que “não há confronto”.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, pediu discussão aprofundada e autorização formal antes de cumprir uma diretriz do escalão político para uma ação ligada ao Irã, segundo o Jerusalem Post, que cita a emissora N12. Autoridades de segurança disseram à N12 que a ação poderia “provocar uma escalada rápida para um confronto com o Irã”. Benjamin Netanyahu negou o relato de um “confronto sem precedentes” com Zamir sobre a tentativa do escalão político de ordenar alguma ação militar relacionada ao Irã às vésperas da eleição desta terça-feira, segundo o Times of Israel.

O grupo de ataque do porta-aviões Liaoning, da China, passou da primeira cadeia de ilhas e chegou às águas mais ao sul das Filipinas antes de seguir a nordeste na sexta-feira, um movimento que sugere a intenção de se posicionar mais perto dos exercícios conjuntos de Estados Unidos e Japão, segundo o South China Morning Post (SCMP). O canal filipino BNC, citado pelo jornal, informou que o grupo chegou a cerca de 25 milhas náuticas (46 km) a leste-sudeste da ilha de Balut, o ponto mais ao sul do país. O grupo tem quatro navios, entre eles os destróieres lança-mísseis Wuxi e Anshan, do Tipo 055, e o Huainan, do Tipo 052D. Segundo o SCMP, o porta-aviões USS Theodore Roosevelt participa do exercício Keen Sword no Mar das Filipinas, ao lado de navios do Japão, Austrália, Canadá e França.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse que o Reino Unido precisa estar pronto para a guerra em 1.000 dias, enquanto o governo orienta os britânicos a estocar comida enlatada e garrafas de água, segundo o The Independent. “Isso nos dá pouco mais de 1.000 dias para cumprir nossa missão: estar prontos com nossos aliados para lutar e vencer”, disse ele.

A Turquia, país anfitrião da 31ª Conferência das Partes (COP31) da convenção da ONU sobre o clima, está incentivando os países ricos a gastar mais com apoio climático do que com defesa, segundo o OilPrice. O anfitrião da próxima cúpula da ONU disse ao The Guardian que os países ricos deveriam gastar muito mais do que os 5% do PIB prometidos por membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para defesa, porque “a questão climática é a questão de segurança”. Questionado se se deveria gastar com clima tanto quanto com defesa, respondeu: “Muito mais.”

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou neste domingo que seus drones atingiram um cargueiro que seguia para o porto de Chornomorsk, no mar Negro, em um ataque durante a noite, e outro cargueiro a caminho do porto de Odesa durante o dia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo MarketScreener. As forças russas também atingiram um centro logístico, um centro de distribuição e um terminal logístico na cidade ucraniana de Kharkiv durante a noite, segundo o ministério. A Reuters não pôde verificar as informações de forma independente.

O Conselho da Nação, a câmara alta do parlamento da Argélia, aprovou neste domingo uma proposta de enviar tropas ao vizinho Níger para proteger instalações de energia, segundo o TRT World. Um senador que falou à AFP sob condição de anonimato disse que 148 dos 174 assentos votaram a favor, e a câmara baixa deve votar a proposta ainda neste domingo. A Al Jazeera relatou uma aprovação unânime. Segundo o TRT World, um envio ao exterior seria a primeira operação militar argelina do tipo desde que o país mandou tropas apoiar o Egito na guerra árabe-israelense de 1973. O projeto está ligado ao Gasoduto Transaariano (TSGP), que levaria gás natural da Nigéria pelo Níger e pela Argélia até o mercado europeu.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse neste domingo ter interceptado 10 mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a região sul do país. A coalizão afirmou que dois drones e um míssil balístico foram lançados contra Riad, além de um míssil de cruzeiro contra a cidade de Khamis Mushait, no sul. Na noite de sábado, o aeroporto de Riad informou que o Terminal 1 passa a atender voos domésticos e o Terminal 2, voos internacionais das companhias nacionais, a partir deste domingo.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos designou os Institutos Confúcio, centros culturais financiados pela China em universidades, como ameaça à segurança nacional, segundo a Al Jazeera. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que 80 novas “células de propaganda” surgiram em 30 universidades com nomes e estatutos diferentes e “a mesma missão: roubar propriedade intelectual e infiltrar a mente dos estudantes norte-americanos”, e que o Pentágono desmantelou sistematicamente todas essas organizações nos últimos dois meses.

10 dias depois de o uso do sistema de comunicações por satélite ter sido restringido de repente, o governo da Ucrânia afirmou que o Exército mantém uma conexão estável com o Starlink. As restrições limitaram os terminais a 160 km/h e levaram ao fracasso de várias missões de combate ucranianas no início deste mês.

O primeiro-ministro do Iraque afirmou na sexta-feira que não resta nenhuma tropa dos Estados Unidos (EUA) no país, nem mesmo em funções de assessoria, segundo a Anadolu, enquanto Bagdá trabalha para colocar todas as armas sob controle do Estado até junho do ano que vem. Ele disse que até 30 de junho de 2027 não haverá armas fora do marco do Estado e que a decisão de restringir armas às instituições estatais é final e irreversível.

O Ministério da Defesa da Ucrânia disse neste sábado que seus sistemas de monitoramento registram a volta do Starlink e do Starshield à velocidade normal, acima de 400 km/h, com a conexão estável. A volta ocorreu após mais de uma semana de restrições que lentificaram a conexão e atrapalharam operações militares, segundo a Reuters.

O chefe do Estado-Maior das forças armadas do Irã e comandante do Quartel Central Khatam al-Anbiya, general Abdollahi, disse que o país não permitirá “sob nenhuma circunstância” que navios de guerra norte-americanos enferrujados voltem ao Golfo Pérsico, segundo o Middle East Eye. Em declarações veiculadas pela Press TV, Abdollahi afirmou que as forças armadas iranianas tornaram a Marinha dos Estados Unidos (EUA) uma força inoperante, a ponto de ela não conseguir mais se aproximar das águas do Golfo Pérsico nem das águas territoriais iranianas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (EUA) designou como ameaça à segurança nacional os Institutos Confúcio, centros culturais financiados pela China em campi universitários, disse nesta sexta-feira o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Segundo ele, “80 novas células de propaganda em 30 universidades surgiram com nomes e estatutos diferentes, mas com a mesma missão: roubar propriedade intelectual e infiltrar a mente dos estudantes estadunidenses”. Hegseth disse que o departamento desmantelou sistematicamente todas essas organizações nos últimos dois meses, segundo o Guardian.

A França e os Emirados Árabes Unidos retomaram os planos de desenvolver juntos uma versão modernizada do caça Rafale, depois que as conversas ficaram travadas no início do ano, disseram autoridades, segundo o Hindustan Times. O projeto, para o qual o projeto de orçamento francês para 2027 reserva 3 bilhões de euros (US$ 3,36 bilhões), voltou ao topo da agenda após o colapso do projeto conjunto de França e Alemanha para um caça de nova geração, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Euronext. Os Emirados são o maior cliente estrangeiro do Rafale, fabricado pela Dassault Aviation.

O sistema militar de comunicações Starshield está de volta à Ucrânia, disse o presidente Donald Trump em 22 de outubro, após o jornal The Wall Street Journal relatar que ele pediu ao empresário Elon Musk que restaurasse o serviço, vital para as forças de Kiev. Trump recusou-se a dizer se ligou pessoalmente para Musk. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a velocidade da Starlink na Ucrânia ainda não foi totalmente restaurada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Hindustan Times.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira que a produção de petróleo, o refino de petróleo e atividades relacionadas são essenciais à defesa nacional, medida que pode abrir financiamento estadunidense para projetos de combustíveis fósseis. Em memorando presidencial, ele também invocou parte do Defense Production Act, lei da época da Guerra Fria, o que lhe permite oferecer incentivos financeiros a atividades ligadas ao petróleo, a oleodutos e ao armazenamento de combustíveis líquidos. Os preços do petróleo bruto e do diesel dispararam desde o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no fim de fevereiro.

Donald Trump disse que Elon Musk restaurou o acesso da Ucrânia à internet. O presidente dos Estados Unidos afirmou também que o acesso ucraniano ao Starshield, serviço de satélite de grau militar, foi restabelecido, segundo a TASS. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a conectividade, fornecida pelo sistema de satélites Starlink, de Musk, ainda não havia sido totalmente restaurada.

As forças armadas de Israel e dos Estados Unidos elaboraram planos para retomar ataques conjuntos ao Irã nas próximas semanas, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com os planos, informou a ABC News. A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não retomarão os ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O secretário de Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, disse que o país deve se preparar para a ameaça de “terrorismo patrocinado por Estados” por potências hostis que miram a infraestrutura cotidiana, dentro de uma conversa nacional sobre resiliência diante de emergências, segundo o The Guardian. Ele afirmou nesta quinta-feira que o público deve considerar como responder a riscos de guerra híbrida, como ataques cibernéticos que podem derrubar sistemas de pagamento usados por empresas ou fazer cadeias de suprimento entrarem em colapso.

Veículos do Oriente Médio publicaram nesta semana o texto do Pacto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 pela Arábia Saudita, pela Turquia e pelo Paquistão, segundo o Jerusalem Post. O acordo estabelece um conceito trilateral de defesa pelo qual um ataque armado contra um dos membros é considerado ataque contra os três. O texto prevê secretariado permanente, liderança rotativa, reuniões ministeriais regulares e admissão de novos membros, o que, na avaliação do jornal, sugere algo mais ambicioso do que um memorando típico de cooperação em defesa.

A Câmara baixa do parlamento da Irlanda aprovou por 79 votos a 71 o projeto que retira a exigência de aval da Organização das Nações Unidas (ONU) para o envio de militares irlandeses ao exterior, segundo a France 24. Hoje, três etapas – apelidadas de “trava tripla” – precisam ser cumpridas antes que mais de 12 integrantes das forças de defesa irlandesas sejam enviados a qualquer missão: o aval do governo, o do parlamento e o da ONU, este último a ser eliminado. O texto também eleva de 12 para 50 o número de soldados que podem ser deslocados sem aprovação parlamentar. A oposição alertou que a medida ameaça a neutralidade militar histórica do país.

Dezenas de caças da Força Aérea de Israel voaram na segunda-feira até a fronteira do Irã, segundo autoridades israelenses e estadunidenses citadas pelo Axios. Israel avisou Washington com antecedência e descreveu a operação como exercício de treinamento voltado à “projeção de poder”, destinado a dissuadir o Irã de atacar antes da eleição da próxima semana, segundo o Axios. O Times of Israel registrou o mesmo aviso prévio a Washington, descrito como exercício militar e demonstração de força.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira que sua diretriz às Forças de Defesa de Israel, ao Mossad e ao aparato de defesa é derrubar o regime no Irã. Na formatura de cadetes oficiais, ele afirmou que o regime iraniano “ainda não aprendeu a lição” e acusou o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, de seguir “os passos do pai” no desenvolvimento de “bombas da morte”, segundo o Middle East Eye. O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou: “Se o Irã atacar Israel, o Irã vai arder!”

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse que o apoio militar egípcio à Arábia Saudita se limitaria a defender o território e as fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a presidência na quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A declaração saiu enquanto o chanceler egípcio Badr Abdelatty e o chefe da inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência estatal saudita SPA.

Turquia, Catar, Paquistão e Indonésia assinaram nesta quarta-feira em Doha um memorando de entendimento para produção conjunta de equipamento militar e cooperação ampliada em treinamento, pesquisa e desenvolvimento, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Defesa da Turquia disse que o acordo será conhecido como “Badr deal”, referência à Batalha de Badr, de 624, e que tem importância militar e econômica significativa. A Reuters, citando o ministério turco, fala em acordo para ampliar a cooperação em defesa e reforçar as capacidades defensivas dos quatro países.

A União Europeia (UE) pediu à SpaceX que restabeleça com urgência o acesso pleno de Kiev ao Starlink, informou o Le Monde. A Ucrânia disse que a SpaceX impôs na noite de terça-feira limite de velocidade de 100 mph (160 km/h), e armamentos que viajavam mais rápido que isso perderam a conexão, segundo a BBC. Senadores dos Estados Unidos (EUA) pediram investigação sobre restrições que, segundo relatos, degradaram a capacidade da Ucrânia de conduzir operações defensivas contra ataques russos com drones e mísseis à infraestrutura civil.

A Turquia vai enviar ao parlamento um mandato que autoriza o envio de militares à Arábia Saudita no âmbito do pacto de defesa conjunta com a Arábia Saudita e o Paquistão, acordo assinado em agosto em Meca e entregue ao parlamento para ratificação na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, militares turcos enviados a outros países sob o pacto não participariam de operações ofensivas, e o envio inicial seria de técnicos e especialistas para ajudar na defesa aérea.

Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong Un, disse nesta quarta-feira que a Coreia do Norte moveu novas unidades para “posições de tiro” na fronteira, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. Ela também afirmou que Kim Jong Un “emitiu uma ordem para fortificar a fronteira com um Estado inimigo de modo a torná-la eternamente inexpugnável”. O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, ordenou que os militares “respondam com firmeza” caso o Norte use as ações de Seul como pretexto para agressão.

O Reino Unido vai enviar caças Typhoon da Força Aérea Real à Arábia Saudita para ajudar a defender o reino contra ataques dos houthis, anunciou o governo britânico nesta terça-feira, segundo a DW. O Ministério da Defesa britânico afirmou que as aeronaves vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra drones e mísseis e que não farão ataques ofensivos contra alvos houthis no Iêmen. Em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, rebeldes houthis atingiram uma área residencial nesta terça-feira, matando duas adolescentes, segundo o Times of Israel, que destacou o alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o cerco deixa civis em risco grave.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram no Palácio de Lusail, em Doha, formas de reforçar a cooperação econômica, de investimento e de defesa, segundo a TRT World. A turnê francesa pelo Golfo, de 19 a 21 de outubro, tem como objetivo, segundo a presidência da França, consolidar parcerias estratégicas e econômicas com os países do Golfo e apoiar iniciativas multilaterais para restaurar a estabilidade regional e proteger a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que restam poucos itens para fechar o acordo comercial bilateral entre Índia e EUA, segundo o The Hindu, e manifestou esperança de que seja selado em breve. Rubio pediu que a Índia amplie o comércio de energia com os EUA e aumente as compras de tecnologias e sistemas estadunidenses, segundo o jornal. Os dois lados saudaram o progresso nas negociações e reafirmaram o compromisso de trabalhar por uma conclusão antecipada, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MEA, na sigla em inglês) citado na reportagem.

Elon Musk ordenou na semana passada a desaceleração de uma versão militar do Starlink usada pela Ucrânia, segundo o Wall Street Journal (WSJ), em relato publicado pelo South China Morning Post (SCMP) a partir de autoridades dos Estados Unidos (EUA) e pessoas familiarizadas com o assunto. A restrição prejudicou missões ucranianas de drones de ataque e de defesa aérea contra a Rússia, segundo o relato. Musk e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversaram sobre a decisão em ligação logo depois de a desaceleração se tornar pública, enquanto o presidente fazia campanha na semana passada.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai enviar aviões de patrulha marítima, radares e drones ao Mar Negro, depois de uma série de ataques mortais com drones a navios na região, aparentemente ligados à guerra da Rússia na Ucrânia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Um P-8 Poseidon dos Estados Unidos (EUA) começou a patrulhar o Mar Negro para missões de reconhecimento e para detectar qualquer atividade que possa representar risco, disse Radev, segundo o Arab News. Na semana passada, sete marinheiros foram dados como desaparecidos após drones atingirem dois navios-tanque químicos perto da costa romena do Mar Negro, incendiando-os.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou na segunda-feira que Seul deve retomar em data próxima o controle operacional em tempo de guerra (OPCON, na sigla em inglês), informou a Yonhap. O Pentágono afirmou ao veículo que a transição “segue sendo um processo baseado em condições, acordado mutuamente pelos Estados Unidos (EUA) e pela República da Coreia”. O comandante das forças dos EUA na Coreia, general Xavier Brunson, disse que “as condições mudaram”, citando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, e indicou que a mudança pede novos padrões para a transferência.

A polícia britânica prendeu novamente dois homens sob suspeita de auxiliar o serviço de inteligência do Irã no caso do suposto complô contra uma base aérea americana na Inglaterra, informou a polícia nesta terça-feira. Segundo o Comando de Polícia Antiterrorismo, os dois têm 24 e 25 anos – um britânico e um com dupla nacionalidade britânica e iraniana – e foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. A investigação trata de um suposto complô terrorista em 27 de setembro contra a base de RAF Fairford, no oeste da Inglaterra, usada em bombardeios ao Irã durante a guerra deste ano.

O governo turco apresentou ao Parlamento em 20 de outubro o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão à defesa mútua por prazo indefinido, segundo o The Cradle. O texto trata a agressão vinda do exterior contra um dos membros como agressão contra todos e obriga os demais a prestar assistência imediata à parte atacada, com a escala do apoio a definir, inclusive meios militares.

A União Europeia (UE) apresentou nesta terça-feira uma nova estratégia para o Ártico com monitoramento e proteção de cabos submarinos, uma ligação direta entre o bloco e a Groenlândia e a expansão de uma frota de quebra-gelos ofuscada pela russa, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo Los Angeles Times. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que, quando soberania, integridade territorial e as regras que sustentam a estabilidade da região deixam de ser dadas como certas, é preciso “agir e mudar nossa postura estratégica”. Funcionários estimam que a Europa tem cerca de 10 quebra-gelos, a maioria na Finlândia, contra cerca de 40 da Rússia.

A Rússia lançou uma nova ofensiva de mísseis e drones contra áreas civis da Ucrânia e matou ao menos sete pessoas, segundo autoridades ucranianas ouvidas nesta terça-feira, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky buscava mais ajuda estadunidense e europeia em sua visita à Noruega. Na região de Kiev, quatro pessoas morreram e 27 ficaram feridas, entre elas crianças, nos ataques com mísseis e drones do último dia, segundo a polícia regional. Em Oslo, o enviado dos Estados Unidos (EUA) Steve Witkoff, que, junto com Jared Kushner, tentou sem sucesso levar Rússia e Ucrânia a um acordo, também estava na cidade, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o presidente finlandês, Alexander Stubb, também deveriam se encontrar com Zelensky.

A Ucrânia não recebeu aviso dos Estados Unidos (EUA) sobre o ataque russo com mísseis de domingo à noite contra usinas em Kiev, disse Volodymyr Zelensky, e o episódio, segundo o Guardian, reacende preocupações de que Washington esteja retendo inteligência para pressionar Kyiv a capitular diante de Moscou. O porta-voz da força aérea ucraniana, Yuri Ihnat, disse na televisão que não houve aviso antes da barragem de mísseis que atingiu usinas na capital. Na madrugada de segunda-feira, em viagem a Samarcanda, no Uzbequistão, o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, disse: “Se aconteceu ontem à noite, não sei exatamente. Sei que algumas noites atrás houve um problema de software envolvendo o sistema de alerta antecipado deles.”

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, teria mantido uma reunião sigilosa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita não anunciada a Israel na segunda-feira, segundo o Axios, citado pelo Times of Israel a partir de duas fontes com conhecimento do encontro. O encontro teria ocorrido na base aérea de Ovda, no sul de Israel, onde estão estacionados caças e aviões de reabastecimento estadunidenses, segundo as mesmas fontes.

O Exército da Ucrânia divulgou imagens do que afirma ser o primeiro transporte aéreo mundial por drone de um soldado ferido na linha de frente, segundo a BBC. A 92ª Brigada de Assalto disse que uma missão de resgate terrestre não era possível, porque o militar estava cercado por minas e havia alta atividade de drones russos na área; segundo a brigada, um hexacóptero “pesado”, pilotado por um operador remoto, conseguiu manter estabilidade durante a operação “muito difícil”. A BBC Verify confirmou a identidade dos militares que aparecem no vídeo e não encontrou sinais de geração por inteligência artificial nem de manipulação.

O aeroporto internacional de Rzeszów, na Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia, foi fechado para pousos e decolagens a pedido dos militares, segundo uma fonte do serviço de controle de tráfego aéreo da Região de Informação de Voo de Varsóvia ouvida pela TASS. A fonte disse que o fechamento se deve a “operações de aviação militar não programadas” voltadas a garantir a segurança do país, e não deu mais detalhes.

O enviado saudita recém-nomeado ao Paquistão, Rajeh Tami Albugamy, se reuniu nesta segunda-feira com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, em Rawalpindi, para tratar de assuntos de interesse mútuo e de segurança regional, segundo o Exército. Os dois lados manifestaram satisfação com os avanços no âmbito do Acordo Conjunto de Defesa de Meca e destacaram a importância de reforçar a colaboração em defesa. Munir viaja a Teerã na terça-feira para consultas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News.

Um assessor do gabinete do presidente Volodymyr Zelensky disse à BBC que ucranianos morreram porque Kiev não teve tempo de alertar a população sobre ataques com mísseis balísticos. “É perigoso… pessoas já morreram”, afirmou Serhii “Flash” Beskrestnov. Zelensky disse que unidades na linha de frente relataram que o equipamento Starshield para de funcionar a velocidades de 130 a 160 km/h, atrasando a resposta. A Casa Branca afirmou que não houve mudanças no compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, e o secretário de Estado Marco Rubio atribuiu um episódio recente a um “problema de software” no sistema de alerta.

Um general do Exército do Paquistão disse que o país fornece “todo o apoio necessário” para proteger a soberania, a integridade territorial e os locais sagrados da Arábia Saudita, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen contra o país do Golfo. O tenente-general Chaudhry afirmou ao jornal digital Independent Arabia, em entrevista publicada no domingo (18), que esse apoio “está sendo fornecido e será fornecido”, sem revelar a natureza ou a extensão da assistência.

O parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre a autorização de potencial apoio militar para ajudar a defender a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões de segurança na região, segundo a TRT World. O adiamento de uma semana deixa a decisão pendente enquanto os parlamentares se preparam para retomar as deliberações ainda neste mês.

Os Estados Unidos enviaram centenas de soldados ao Panamá para treinamento, atividade que repetirão depois em Honduras e na Colômbia, segundo o The New York Times, citado pelo El País. O destacamento militar se prepara para participar de operações especiais contra cartéis do narcotráfico, segundo fontes do jornal citadas pelo El País.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, colocou o Exército em “alerta máximo” antes da eleição da próxima semana e cancelou as licenças dos soldados, segundo o Times of Israel. Zamir afirmou que a missão das forças é permitir que as eleições democráticas ocorram no prazo e em segurança.

Um incêndio varreu no sábado a base militar de Wainwright, em Alberta, matando ao menos quatro militares e deixando 19 pessoas em estado crítico, segundo a BBC. O fogo começou por volta das 16h no horário local (22h GMT), em um campo de treinamento; ventos excepcionalmente fortes o espalharam rapidamente e o fizeram mudar de direção, rumo aos soldados em exercício, disse o major-general Wade Rutland, comandante da 1ª Divisão canadense. Além dos mortos, outras 39 pessoas estão hospitalizadas, 19 delas em estado crítico. As vítimas foram identificadas como o sargento Morgan Wong e os soldados Shaun Farrell, Aidan Goulding e Hayden Lykkemark.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou no site oficial do governo, a nove dias da eleição parlamentar de 27 de outubro, um documento de três páginas com 10 princípios para reformular a estratégia militar. A oposição israelense ridicularizou o texto como um conjunto de slogans vazios, segundo a TRT World. No domingo, Netanyahu advertiu que um futuro presidente dos Estados Unidos pode ser hostil a Israel e defendeu novas alianças com a Índia e com países da América Latina, segundo o The Hindu. O presidente estadunidense, Donald Trump, endossou no domingo o aliado Netanyahu antes da eleição, segundo o Korea Herald.

Os Estados Unidos (EUA) emitiram alertas de segurança datados de 18 de outubro cobrindo 12 locais do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait, Jordânia, Bahrein, Omã, Irã, Catar, Iraque, Líbano, Iêmen e Israel/Jerusalém, pedindo aos estadunidenses na região que redobrem a vigilância, acompanhem as operações das companhias aéreas e se preparem para cancelamentos de voos, fechamentos de espaço aéreo e mudanças súbitas de planos de viagem. Os avisos citam o risco de as hostilidades se ampliarem para além de sua área imediata e alertam que o Irã e grupos que lhe dão apoio podem atacar interesses estadunidenses no exterior. A embaixada dos EUA nos Emirados Árabes Unidos pediu aos cidadãos no Oriente Médio que exerçam vigilância redobrada diante da escalada na região, segundo o Middle East Eye. Os alertas, por si, não confirmam que aeroportos tenham fechado nem que voos tenham sido cancelados.

As forças de segurança do Paquistão mataram vários integrantes do Talibã afegão em retaliação a um suposto disparo não provocado na fronteira em Khyber Pakhtunkhwa, no sábado (17 de outubro de 2026), segundo autoridades de segurança paquistanesas citadas pelo The Hindu. Segundo o mesmo veículo, no setor do Alto Kurram as forças paquistanesas atingiram o posto de Topsar e o acampamento de Shipola do Talibã afegão, e o acampamento de Shipola foi completamente destruído na ação de retaliação.

Dois oficiais da Força Aérea Saudita morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i na província de Najran, no sudoeste do país, segundo o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, citado pela RT. Os houthis do Iêmen afirmam ter abatido a aeronave. Segundo as autoridades sauditas, o helicóptero caiu por falha técnica, e Riad não comentou a reivindicação do grupo.

A torre Kingdom Centre, em Riad, ordenou trabalho remoto obrigatório a todos os funcionários de escritórios, “efetivo imediatamente e até novo aviso”, segundo a administração do prédio. A coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que dois pilotos morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i em Najran por falha técnica, disse o porta-voz Turki al-Malki – versão que os houthis contestam: o porta-voz Yahya Saree afirmou no sábado à noite que o grupo derrubou um helicóptero Apache na mesma área.

O governo de Israel aprovou no domingo a destinação de 2,5 bilhões de shekels para “aquisição urgente de defesa”, a ser financiada por cortes lineares de 4,9% nos orçamentos dos ministérios, menos de duas semanas antes das eleições de 27 de outubro, segundo o Jerusalem Post. Os cortes atingem ministérios como educação, saúde e assistência social, e um parecer jurídico anexo à proposta alertou para as implicações dos cortes, observando a necessidade de o governo exercer contenção em decisões durante o período eleitoral. O parecer também levantou a preocupação de que aprovar os recursos tão perto das eleições criaria uma situação irreversível para o próximo governo e o risco de priorizar interesses partidários sobre o interesse público.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a Ucrânia não tem acesso ao Starshield e que o pedido de Kiev para realizar ataques em profundidade dentro da Rússia está em discussão, segundo a Al Jazeera. Rubio distinguiu o Starlink comercial do Starshield militar, em comentários divulgados pelo Departamento de Estado.

A base militar canadense onde um incêndio deixou mortos e feridos é a Base das Forças Canadenses (CFB) Wainwright, em Alberta, segundo a CBC. O ministro da Defesa, David McGuinty, disse que houve mortos e feridos em um incidente na base que provocou um grande incêndio, e afirmou, em texto da Associated Press (AP) republicado pela KCRA (https://www.kcra.com/article/fire-deadly-incident-at-canada-military-base/74168948): “Lamento ter de informar que houve mortes e feridos em consequência de um incidente na base”.

O Pentágono enviará centenas de soldados à América Latina, segundo o jornal The New York Times, em reportagem publicada na quarta-feira (14) e citada pelo G1. Os primeiros integrantes de um batalhão de cerca de 600 militares da 10ª Divisão de Montanha começaram a ser deslocados para um centro de treinamento em selva no Panamá. A ampliação inclui a transferência de drones de vigilância MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador e a criação de uma nova estrutura de comando para o Hemisfério Ocidental, sediada em Miami.

Um satélite militar russo, o Cosmos-2612, mudou de órbita repetidamente para se aproximar do ICEYE-X36, um satélite comercial de imageamento por radar registrado nos Estados Unidos e cujo operador fornece dados de radar à Ucrânia, segundo o The Hindu. O astrônomo Marco Langbroek, professor da Universidade Técnica de Delft, estimou que os dois estavam a apenas 1 ou 2 km de distância, considerada uma distância muito pequena em órbita terrestre. Não há indicação de que os operadores do ICEYE-X36 tenham solicitado a aproximação.

Um incêndio de grandes proporções matou e feriu pessoas em uma base militar canadense em Alberta, segundo o ministro da Defesa, que não confirmou o número de vítimas. O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que um “incidente sério” provocou o incêndio na base, e o ministro da Defesa, David McGuinty, confirmou mortes e feridos na noite de sábado.

Forças ucranianas lançaram um ataque massivo de drones contra São Petersburgo e a região de Leningrado, e a defesa aérea russa abateu 126 deles sobre a região, segundo o governador Alexander Drozdenko. O aeroporto de Pulkovo suspendeu todas as chegadas e partidas, segundo a agência russa Rosaviatsia, e drones atingiram o Terminal Petroleiro de São Petersburgo e infraestrutura civil em quatro distritos da cidade, sem vítimas, segundo o governador Alexander Beglov. A empresa VK confirmou um ataque de drone contra seu data center na região de Leningrado e disse que os serviços seguem disponíveis normalmente aos usuários.

A Ucrânia atingiu com um drone uma refinaria na região de Riazan, a cerca de 300 km a sudeste de Moscou, e provocou um incêndio, segundo o Ministério da Defesa russo e o governador Pavel Malkov, em relato do The Hindu. Volodymyr Zelenskyy disse ao Financial Times que sua paciência acabou e que os ataques ucranianos a refinarias russas seriam retomados, e afirmou a Piers Morgan que se sentia traído pelo acordo de Trump com Putin, pelo anúncio do cessar-fogo energético e pelos limites ao Starlink que restringiram o uso dos drones ucranianos. A Ucrânia ficou sem mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot, segundo uma fonte citada pela CNN, em relato do Jerusalem Post.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o país está pronto a tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a emissora estatal Nile TV, em texto da Xinhua. Sisi disse que a medida requer aprovação do parlamento e pediu ao parlamento uma sessão de emergência para autorizar o país a agir caso seja solicitado a intervir: “Não estou falando de travar guerra contra ninguém; falo estritamente em termos de defesa”.

As Forças de Autodefesa do Japão e os militares dos Estados Unidos (EUA) farão de 19 a 29 de outubro o exercício conjunto de grande escala Keen Sword 27 em vários locais do Japão, com cerca de 45 mil e 12 mil efetivos, respectivamente, e participação também de Austrália, Canadá, França, Alemanha, Países Baixos, Nova Zelândia e Filipinas, segundo a Xinhua.

Carros de fabricação chinesa filmaram informações sensíveis durante um exercício militar norueguês, incluindo códigos de acesso a instalações seguras e a movimentação de oficiais, o que levantou preocupações sobre os riscos representados pelos veículos conectados, segundo o South China Morning Post (SCMP). As gravações vieram de carros alugados, ao menos dois deles da marca Deepal, fabricados pela estatal chinesa Changan e fornecidos ao Exército pela Hertz Norge, segundo o jornal.

Dois letões residentes no Reino Unido, de 32 e 26 anos, foram presos por volta das 2h de quinta-feira depois de serem encontrados dentro da base RAF Molesworth, em Cambridgeshire, que abriga o Centro de Fusão de Inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o Centro Conjunto de Operações de Inteligência dos Estados Unidos (EUA) para a Europa, segundo o The Guardian. A investigação começou quatro horas antes, quando a polícia militar encontrou um veículo abandonado perto da instalação, e a polícia achou depois um pequeno buraco na cerca do perímetro, segundo o The Hindu. Os dois foram presos inicialmente sob suspeita de invasão de local proibido e dano criminal e, em seguida, sob suspeita de violar a seção 4 da Lei de Segurança Nacional de 2023, por entrar em local proibido com finalidade prejudicial ao Reino Unido, e acabaram liberados sob fiança, com condições rígidas, enquanto a investigação prossegue.

A União Europeia (UE) planeja lançar em 2027 um programa de vigilância do Ártico para melhorar os laços regionais e conter as ambições crescentes dos Estados Unidos e da Rússia, de acordo com a nova estratégia ártica da UE citada pela Bloomberg e noticiada pela TASS. O documento deve ser divulgado na próxima semana, e prevê-se que o programa use os sistemas de satélite Copernicus e Galileo para detectar ameaças no Ártico em terra e no mar.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou ter limitado o acesso da Ucrânia ao Starshield, rede de internet irmã do Starlink, depois de a rede restringir a velocidade dos drones, segundo a BBC. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, disse que a Europa não pode substituir o Starlink no curto prazo. A UE quer incluir a Ucrânia plenamente no GOVSATCOM, programa do bloco para compartilhar capacidade de comunicações por satélite; a rede europeia própria, a IRIS2, tem lançamentos previstos para 2029 e operação plena prevista para 2030, segundo a TRT World.

O Japão recorre cada vez mais a empresas estrangeiras para acelerar a modernização militar, buscando tecnologia, conhecimento e capacidade de produção no exterior para tapar lacunas de defesa que podem se mostrar críticas num eventual conflito regional envolvendo a China, segundo o South China Morning Post (SCMP). O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, confirmou na sexta-feira passada que o país assinou um contrato para comprar drones interceptadores da startup ucraniana SkyFall, segundo o SCMP.

A Letônia encomendou 84 veículos de combate da espanhola GDELS-Santa Bárbara Sistemas por cerca de 800 milhões de euros, com entrega de todos até 2029, segundo o Middle East Eye. Os blindados Mednieks levam torres não tripuladas UT30 MK2 produzidas pela israelense Elbit Systems, apesar do embargo de armas que a Espanha declarou contra Israel no ano passado.

O general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos (EUA), alertou que o serviço tinha escassez crítica de munições de defesa antimísseis e que a escassez duraria mais cinco anos, segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela CBS News – o alerta apontou escassez de interceptadores do Sistema de Defesa Terminal de Área em Alta Altitude (THAAD) e de mísseis Patriot, com estoques em níveis estrategicamente baixos até 2030, e George foi afastado pelo secretário de Defesa Pete Hegseth em abril, já durante a guerra contra o Irã.

O governador de Okinawa, Genta Koja, disse na sexta-feira aceitar a presença das aeronaves estadunidenses MV-22 Osprey na base de Futenma, revertendo a oposição histórica da prefeitura, segundo a Kyodo News. Governos anteriores da prefeitura se opunham à presença desde antes da instalação em 2012 por preocupações de segurança, e Koja assumiu no fim do mês passado.

A Coreia do Norte diz ter testado em 14 de outubro dois tipos de mísseis de cruzeiro estratégicos lançados de submarino no Mar do Leste, segundo a SBS News. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), via SBS, afirmou que o teste verificou a prontidão de mobilização dos sistemas de combate submarino e a capacidade de execução de missão estratégica da Marinha, e a mídia estatal publicou fotos do que disse ser o teste de quarta-feira, segundo a DW.

A ordem para limitar o Starlink, sistema de satélites que a Ucrânia usa para comunicações no campo de batalha e operações com drones, partiu de dentro da Casa Branca, segundo dois funcionários americanos e um funcionário ocidental ouvidos pela Reuters, em texto republicado pelo G1. Uma pessoa do Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou na quinta-feira que os receptores voltaram a funcionar em movimento, mas apenas em velocidades de até 160 km/h. O Guardian relatou que a mudança no Starlink ocorreu sem aviso por volta de 1h, quando soldados ucranianos relataram que terminais em drones deixaram de funcionar em velocidades acima de 100 mph, tornando as comunicações inoperáveis. O ministro da Defesa britânico reconheceu “os desafios dos últimos dias”, em referência à decisão súbita do governo americano, na segunda-feira, de limitar o uso do Starlink pelas forças ucranianas.

O chefe do Comando Espacial dos Estados Unidos (EUA), general Stephen Whiting, disse que um conflito internacional no espaço é possível e que o país precisa, por isso, ampliar seus arsenais, segundo a TASS, em texto publicado pelo Axios. Whiting apontou lacunas críticas no arsenal e citou como exemplo a autoproteção dos ativos de alto valor em órbita.

Os ataques houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, nos dias 8, 10 e 11 de outubro, mataram ao menos 16 pessoas, segundo o Jerusalem Post, que cita a Media Line. O ataque mais letal, em 10 de outubro, matou 12 pessoas e feriu 309. Em 13 de outubro, outro ataque danificou um prédio administrativo na sede da Saudi Aramco, em Dhahran.

A funcionalidade em movimento do Starshield na Ucrânia foi restaurada, segundo uma fonte, noticiou o Jerusalem Post. O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que seguirá buscando esclarecimentos sobre os motivos da interrupção, na quarta-feira, da versão de grau militar do serviço de internet da SpaceX.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, chamou de absolutamente crítico um pedido de orçamento de defesa de quase US$ 1,5 trilhão, segundo o South China Morning Post, alertando que quem ficar para trás em autonomia, robótica e inteligência artificial (IA) ficará ainda mais atrás, em meio à rápida modernização militar da China. Ao falar em um painel da reunião anual e exposição da Associação do Exército dos Estados Unidos (AUSA), nesta quarta-feira, Hegseth disse que o projeto Agincourt, a iniciativa do Pentágono para acelerar capacidades de drones e de guerra autônoma, é o ponto final daquilo em que o governo vem concentrando esforços desde o primeiro dia.

O dono da SpaceX, Elon Musk, disse que eventuais interrupções relatadas pela Ucrânia no uso do sistema de comunicações por satélite Starshield são responsabilidade do governo dos Estados Unidos (EUA), segundo a AFP, em texto republicado pelo South China Morning Post. Musk afirmou que os sistemas Starshield são de propriedade e controle do governo dos EUA e que qualquer limite de velocidade ou de uso é decidido pelos militares dos EUA e, em última instância, pelo presidente. Ele respondia a uma publicação em rede social do ex-ministro da Defesa ucraniano Mykhailo Fedorov, que disse que a conectividade do Starlink a velocidades de até 160 km/h está sendo restaurada.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reúne nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026) com o primeiro-ministro britânico Andy Burnham em Londres, onde o Reino Unido busca reafirmar o apoio à Ucrânia, inclusive com a promessa de um novo pacote de mísseis terra-ar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. O pacote anunciado é de 45 milhões de libras (US$ 59,60 milhões) em mísseis terra-ar usados contra drones russos a jato, com 10 milhões de libras adiantados para atender a uma necessidade urgente na Ucrânia. O Reino Unido disse que não apoia o acordo entre os Estados Unidos (EUA) e a Rússia sobre diesel e pediu que os aliados mantenham a pressão econômica sobre Moscou.

Mais de 100 soldados britânicos e reservistas locais treinaram por seis dias nas Malvinas no início de outubro, em um exercício que incluiu uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros e uma operação de assalto anfíbio, com desembarque de tropas a partir do mar, segundo o jornal britânico The Times, em texto publicado pelo G1. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a afirmar que o território está sob “ocupação estrangeira ilegal” e ameaçou tomar medidas para avançar na disputa.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que o Irã ampliou seus alvos no Reino Unido para instalações militares e que o suposto plano contra a base da RAF em Fairford, administrada pelos Estados Unidos (EUA), não foi um caso isolado, segundo o Los Angeles Times. McCallum disse ainda que as autoridades britânicas fizeram mais de 50 prisões em “operações ligadas ao Irã” nos últimos 12 meses, conforme o The Hill.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que a Rússia segue como o “agressor número um” e que as missões operacionais de combate ao terrorismo e às ameaças estatais estão em escala praticamente igual, segundo a BBC News. Ele afirmou que o MI5 fez mais de 50 prisões no último ano por atividades ligadas ao Irã. McCallum disse ainda que o Irã tenta atingir instalações militares no Reino Unido e que o complô suspeito contra uma base aérea operada pelos Estados Unidos (EUA), em setembro, “não é único”, segundo a ABC News, em texto distribuído pela Associated Press (AP).

O navio “Chelsea 3”, de propriedade ucraniana e bandeira maltesa, foi atingido por três drones e afundou a cerca de 18 milhas náuticas da costa búlgara por volta de 1h30, com a tripulação de sete ucranianos e oito azeris resgatada, no segundo incidente do tipo em uma semana, segundo o The Hindu, citando a Reuters; cinco tripulantes receberam atendimento médico, sem feridos graves, e o premiê Rumen Radev disse que falará com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte.

Kim Jong Un visitou um museu da indústria de defesa que exibe um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar os Estados Unidos (EUA), em relato da Korean Central News Agency (KCNA), segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post. O relato saiu um dia depois de Trump dizer que pode se encontrar com Kim em viagem planejada à Ásia, com cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) na China em meados de novembro, e a Coreia do Norte disse ter testado na segunda-feira um míssil balístico tático para confirmar a modernização de um componente-chave não especificado, segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post.

O primeiro-ministro Andy Burnham disse ao Parlamento que a avaliação britânica é de que o episódio na base da Força Aérea Real (RAF) em Fairford foi “altamente provavelmente coordenado no Irã e quase certamente dirigido” pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), e que o Reino Unido aplicará novas sanções contra Teerã e a Guarda em decorrência do episódio, segundo o The Guardian. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as acusações britânicas, chamando-as de complô de bandeira falsa para promover uma campanha anti-Irã, segundo a Mehr News.

A Arábia Saudita parou de emitir alertas públicos de ataques militares iminentes dias antes dos ataques mortais ao aeroporto de Riad, que mataram ao menos 18 pessoas e feriram mais de 300, segundo a Reuters. O último alerta antes dos ataques saiu em 29 de setembro, para a província de Najran, segundo a agência, que diz que autoridades de um governo ocidental aliado perguntaram às autoridades sauditas por que os alertas haviam parado.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse ao Parlamento que é altamente provável que as ameaças à base RAF Fairford tenham sido coordenadas no Irã e quase certamente dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Burnham afirmou que o Reino Unido imporia novas sanções contra Teerã e a Guarda Revolucionária em razão do episódio, com mais informações a serem divulgadas em atualização da ministra do Interior, Shabana Mahmood. Cinco homens de Londres foram até Whelford, vila ao lado de uma base usada pela força aérea dos Estados Unidos (EUA), em três vans brancas pouco depois da meia-noite de 27 de setembro, e foram liberados sob fiança um dia depois, após a polícia não encontrar bombas ou explosivos. Uma semana depois, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 da base, em meio a relatos de preocupação com um possível ataque de drones contra uma instalação usada para atacar o Irã durante a guerra no Oriente Médio na primavera e no verão.

A União Europeia (UE) aprovou o 22º pacote de sanções contra a Rússia e incluiu cerca de 1.600 empresas e indivíduos ligados ao setor de defesa, segundo a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, em publicação no X. A lista de designações passou de 3.100 para 4.700 posições, com sanções a 826 empresas e 743 indivíduos, segundo a resolução do Conselho publicada no Jornal Oficial da UE. Os ministros das Relações Exteriores do bloco adotaram formalmente a maior expansão já feita na lista de sanções contra a Rússia, atingindo quase 1.600 pessoas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial do país, segundo o The Moscow Times.

A Marinha dos Estados Unidos (EUA) pretende embarcar em seus caças baseados em porta-aviões um míssil hipersônico de custo relativamente baixo, arma que pode representar um novo desafio às defesas aéreas que protegem navios de guerra e instalações militares costeiras da China, segundo especialistas ouvidos pelo South China Morning Post. A Marinha concedeu US$ 200 milhões esta semana para a produção dos mísseis hipersônicos Blackbeard de baixo custo, que serão empregados nos caças embarcados. Segundo a Marinha, em comunicado citado pelo United States Naval Institute (USNI) News, o Blackbeard é uma arma de ataque hipersônica lançada do ar que dá aos caças de ataque embarcados uma opção de ataque responsiva, de longo alcance e alta velocidade contra alvos marítimos e terrestres.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, prometeu apoiar a Arábia Saudita “de todas as formas possíveis” após os ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha; o de Riad deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo a Media Line, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Sharif invocou o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, pelo qual um ataque contra um país é considerado ataque contra todos, e disse que o Paquistão “não tolerará nenhum tipo de agressão”.

O assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Gargash, disse nesta segunda-feira que atacar a Arábia Saudita mina a segurança dos Emirados e de todos os Estados do Golfo, em meio aos repetidos ataques contra a Arábia Saudita na última semana, segundo o Khaleej Times. Gargash pediu a revitalização da ação conjunta do Golfo, sobretudo nas dimensões de segurança e defesa, e afirmou que a segurança do Golfo é indivisível e que todos são alvos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu que a União Europeia (UE) vai destinar nesta semana mais fundos para a Ucrânia comprar drones e mísseis, após reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, segundo o The New Voice of Ukraine, que registra que a Ucrânia recebeu em 7 de outubro mais € 1,24 bilhão do programa Ukraine Support Loan, dedicados a drones e mísseis de fabricação ucraniana. Von der Leyen disse que a Ucrânia estará no centro do Conselho Europeu desta semana, com discussão das necessidades de financiamento do próximo ano, segundo a TASS.

O governo dos Estados Unidos ameaçou bloquear o programa de compras de armas para a Ucrânia e o compartilhamento de inteligência por causa dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa, segundo o Financial Times, citado pela TASS. Autoridades estadunidenses fizeram uma série de ligações para capitais europeias e Kiev em 10 e 11 de outubro ameaçando cortar o compartilhamento de inteligência e o programa Prioritized Ukraine Requirements List (PURL).

Os Estados Unidos terão uma base para operações antissubmarino perto da brecha GIUK, entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido, sob o acordo de 22 de setembro com a Dinamarca e a Groenlândia, disse à Sputnik Troy Bouffard, diretor do Centro de Segurança e Resiliência do Ártico. O acordo inclui Narsarsuaq como ponte aérea e base no flanco oeste da brecha e uma instalação menor em Mestersvig, para radar e comunicações.

Um relatório do Congressional Research Service divulgado nesta semana aponta que os Estados Unidos (EUA) tiveram 81 aeronaves militares destruídas ou danificadas na guerra com o Irã, segundo a CNN. O número inclui aviões, helicópteros e drones, e os drones MQ-9 Reaper respondem por mais da metade das perdas; a lista inclui um caça F-35A e uma aeronave E-3 Sentry. O custo total das aeronaves perdidas fica entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões, segundo o Congressional Budget Office (CBO) citado no relatório.

O comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) elaborou um novo plano de defesa para o flanco leste da aliança, com foco em drones e inteligência artificial, a ser apresentado em 12 de outubro ao comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, segundo a TASS. O chefe do Comitê Militar da OTAN, Giuseppe Cavo Dragone, disse que o plano, batizado “Theory of Victory”, busca garantir que a guerra nunca comece, porque quem ameaça a aliança está convencido de não iniciá-la, e não é dirigido contra a Rússia, segundo a TASS, a partir de entrevista à La Repubblica.

O Paquistão diz manter um contingente substancial de forças e recursos na Arábia Saudita, em caráter defensivo, em meio aos ataques dos houthis. O porta-voz da chancelaria paquistanesa afirmou que essas tropas não cruzariam a fronteira para atacar os houthis e atuariam em defesa do território saudita. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, prevê que um ataque armado contra um dos membros seja tratado como ataque contra todos.

O Reino Unido escolheu o Audere Group como parceiro para instalar um centro de negócios dedicado em Kiev, dando às empresas britânicas uma base permanente, segundo o Ministério da Defesa britânico. O centro dará acesso direto a dados do campo de batalha e visa a parcerias industriais de defesa, no âmbito da Parceria de 100 Anos. Ele se apoia em mais de 40 grandes parcerias industriais Reino Unido-Ucrânia já estabelecidas.

A China e o Laos inauguraram um centro conjunto de apoio e treinamento no aeroporto de Ban Keun, a cerca de 50 quilômetros a noroeste da capital Vientiane, segundo a Voz da América (VOA) News. Imagens de satélite de 30 de setembro mostraram oito aeronaves e mais de 20 veículos militares no local, segundo um relatório da Reuters citado pela VOA News. O Ministério da Defesa da China afirma que o centro é destinado a ajudar o Laos a fortalecer o treinamento de pilotos da Força Aérea.

Ao menos 81 aeronaves militares dos Estados Unidos (EUA), entre caças e drones, foram perdidas ou danificadas na Operação Epic Fury contra o Irã, segundo relatório do Congressional Budget Office (CBO) divulgado na segunda-feira e noticiado pela Al Jazeera. O CBO estimou o custo das perdas de aeronaves até 1º de agosto entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões. Entre as aeronaves estão 12 caças F-15E, um F-35A e sete aviões-tanque KC-135; 45 das 81 são drones MQ-9 Reaper. Em relatório separado de setembro, o CBO estimou o custo total da guerra com o Irã até 1º de agosto em cerca de US$ 38 bilhões.

Dois homens letões, de 32 e 36 anos, residentes no Reino Unido, foram presos às 2h dentro da base de Molesworth da Força Aérea Real (RAF), numa investigação que começou quatro horas antes. Os suspeitos foram presos também sob suspeita de infração à Seção 4 da Lei de Segurança Nacional de 2023 – entrar em local proibido com propósito prejudicial ao Reino Unido. A base abriga o Centro de Fusão de Inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Centro Conjunto de Operações de Inteligência dos Estados Unidos (EUA) para a Europa, segundo o The Guardian.

A Alemanha anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia de cerca de 1 bilhão de euros, com interceptadores a jato, armas de longo alcance e tecnologia espacial, segundo o Breaking Defense. O pacote inclui dezenas de milhares de drones interceptadores da Quantum Systems, que serão produzidos na Ucrânia e usados contra a intensificada campanha russa de ataques com drones. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou um pacote alemão superior a 1,3 bilhão de euros, incluindo verba para interceptadores contra Shaheds a jato, segundo a UkraineToday.

O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.

A polícia britânica acusou nesta quinta-feira um membro da Royal Navy de delitos sob a Lei de Segurança Nacional por supostamente obter informação protegida e preparar sua divulgação em benefício de uma potência estrangeira, segundo a Reuters. O acusado é Teddy Young, de 24 anos, que responderá por dois delitos e deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster ainda nesta quinta-feira. A polícia não nomeou a potência estrangeira. A polícia disse que as acusações não estão ligadas à investigação recente sobre um incidente na base aérea de RAF Fairford, que autoridades dos Estados Unidos disseram envolver um possível ataque de drone iraniano.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) notificou o Congresso na semana passada da aprovação de mais de US$ 2 bilhões em vendas de armas para o Egito, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, segundo o Middle East Eye. O Egito comprará mais de 2.000 mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 lançadores, por cerca de US$ 832 milhões. A compra mais cara do pacote é a dos Emirados Árabes Unidos, de até 10.000 kits guiados a laser APKWS-II, por cerca de US$ 1,04 bilhão; o Kuwait comprará serviços e peças para baterias Patriot por US$ 400 milhões.

Um ataque russo noturno com mísseis e drones atingiu cidades ucranianas em 7 de outubro e matou ao menos 26 pessoas, segundo o Kyiv Independent. Em Pryluky, na região de Chernihiv, um míssil de cruzeiro russo atingiu um prédio residencial e matou ao menos 20 pessoas, incluindo cinco crianças, e feriu ao menos 55, segundo o Kyiv Independent. O Kyiv Post informou mais tarde um balanço de 18 mortos em Pryluky e 24 no total, citando números atualizados do serviço de emergência ucraniano, enquanto as operações de resgate prosseguiam nos escombros de um prédio de cinco andares.

A Rússia iniciou operações de sabotagem contra empresas dinamarquesas que fornecem à Ucrânia, após concluir que esforços mais amplos de desestabilização fracassaram, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times. A analista Josefine Christensen, do serviço de inteligência dinamarquês PET, disse em conferência em Copenhague que a Rússia passou a mirar alvos com impacto direto na linha de frente, ou seja, a produção de armas, segundo a Reuters, em texto republicado pela SRN News.

O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de mais de 2 bilhões de dólares em sistemas de armas ao Egito, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos, em notificação ao Congresso na semana passada, segundo o Middle East Eye. A compra mais cara do pacote é dos Emirados: até 10 mil kits do sistema Advanced Precision Kill Weapon System-II (APKWS-II), que transformam foguetes não guiados em munições de precisão, por cerca de 1,04 bilhão de dólares. O Egito foi autorizado a comprar mais de 2 mil mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 unidades lançadoras, por cerca de 832 milhões de dólares.

O Ministério do Interior da Lituânia planeja enviar unidades do Exército para reforçar a segurança na fronteira com a região russa de Kaliningrado, segundo o ministro Martynas Katelynas, em publicação no Facebook citada pela TASS. Katelynas disse ter pedido ao ministro da Defesa, Robertas Kaunas, o envio das forças armadas para ajudar os guardas de fronteira, e classificou a medida como preventiva, com a situação na fronteira calma. A emissora pública lituana LRT informa que o país vai deslocar militares para ajudar a guardar a fronteira com Kaliningrado.

O balanço do ataque russo da noite de 6 para 7 de outubro subiu de dois para ao menos 11 mortos e mais de 34 feridos em Pryluky, Dnipro, Kremenchuk, Zaporijia e Kiev, segundo o The Guardian. A Força Aérea Ucraniana diz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo G1, que a Rússia lançou 130 drones e 48 mísseis de cruzeiro e balísticos e que 161 alvos foram abatidos; o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter feito um “ataque maciço” contra o complexo militar-industrial. Volodymyr Zelenskyy disse que os mísseis balísticos russos seguem sendo o maior desafio e que pacotes de defesa aérea são uma necessidade vital.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou relatos da mídia estatal iraniana de que um helicóptero MH-60R da Marinha estadunidense teria caído no mar Vermelho após declarar emergência, chamando-os de falsos, segundo o Türkiye Today via CENTCOM. Segundo o comando, todas as aeronaves e militares estadunidenses no Oriente Médio estão seguros. A agência semioficial Fars afirmou que o helicóptero emitiu sinal de emergência perto de Yanbu e que dados de radar mostravam altitude zero.

O ataque ao aeroporto de Aden ganha detalhes: um míssil caiu perto da pista minutos antes do pouso de um voo vindo do Cairo, segundo a Al Jazeera via governo iemenita. O governo iemenita diz que os houthis miraram pista e terminal de passageiros com ao menos dois mísseis balísticos e drones; os houthis dizem ter mirado suprimentos militares sauditas no acampamento Badr, e a coalizão liderada pelos sauditas diz ter interceptado um míssil balístico ao norte de Riad.

Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters que o temor de um plano iraniano de ataque com drones à base aérea de Fairford levou o país a retirar seus bombardeiros B-1 da base britânica, em texto publicado pelo Middle East Eye. O Irã negou qualquer envolvimento no suposto plano em Fairford, a base europeia preferida dos bombardeiros norte-americanos, segundo o Middle East Eye.

O Equador recebeu na última semana de setembro duas unidades do drone MQ-9A Reaper, que chegaram a Guayaquil a bordo de um C-5M Super Galaxy, segundo o Infodefensa. Os dois aparelhos já estão desdobrados na Base Aérea de Taura, na província de Guayas, para missões persistentes de inteligência, vigilância e reconhecimento contra o narcotráfico e o crime organizado. A Colômbia acertou com os Estados Unidos receber três MQ-9A Reaper por empréstimo, segundo o Colombia One, para vigilância e inteligência contra o narcotráfico e grupos armados.

O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, general de brigada Reza Talaei-Nik, disse que a capacidade de produção de armas do país chegou a 2,5 vezes o nível do período anterior ao conflito com os Estados Unidos, segundo a agência Tasnim, em texto publicado pela TASS. Segundo o porta-voz, a produção de tipos específicos de armas com participação do setor privado mais que triplicou no período. Talaei-Nik ameaçou que, se o inimigo fizer um cálculo errado, enfrentará armas mais avançadas e uma resposta pesada das Forças Armadas.

A Turquia planeja ampliar nas próximas semanas o apoio militar à Arábia Saudita, com o envio de pessoal adicional e equipamento de defesa em meio à escalada dos ataques houthis ao reino, segundo autoridades turcas citadas pelo Middle East Eye nesta terça-feira, 6 de outubro. Em nota conjunta na segunda-feira, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita disseram ter decidido implementar imediatamente seus compromissos de defesa coletiva sob a Aliança de Meca para a Defesa. Duas autoridades turcas afirmaram que o país mantém equipes técnicas, sistemas de defesa aérea e equipamentos de guerra eletrônica no reino desde o ano passado para proteger infraestrutura crítica, incluindo instalações de energia.

A promotoria federal da Alemanha informou que o ex-presidente do Serviço Federal de Inteligência (BND), August Hanning, foi preso nesta terça-feira por suspeita de espionagem, segundo o The Guardian. Hanning chefiou o BND de dezembro de 1998 a novembro de 2005. Um ex-assessor, identificado apenas como Manfred D., também foi preso no mesmo dia. Segundo a Deutsche Welle, os indícios atuais sugerem que Manfred D. repassou a Hanning cerca de 2.000 documentos, muitos deles com informação classificada.

Em detalhamento reivindicado das três operações, os houthis afirmam ter lançado três operações com mísseis e drones contra alvos na Arábia Saudita na noite de segunda-feira, segundo a Xinhua. Segundo os houthis, os alvos reivindicados foram o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, uma refinaria da Aramco em Rabigh e o aeroporto de Abha, a base aérea King Khalid, o acampamento Aqifa e outros locais em Najran e Jazan. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas e o dano relatado não pôde ser verificado de forma independente. A coalizão liderada pelos sauditas afirma, por sua vez, ter frustrado um plano de ataques a vias navegáveis no sul do mar Vermelho em operação em Hodeidah.

A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia decidiram na segunda-feira, 5 de outubro, implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva e garantir o deslocamento rápido das forças acordadas para o território saudita, segundo a Reuters em texto republicado pelo The Hindu, medida que o Ministério das Relações Exteriores paquistanês descreve como fornecer as forças e capacidades militares acordadas e assegurar seu deslocamento rápido para o reino, segundo a Al Jazeera. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o acionamento responde aos ataques e a todos os responsáveis por eles, segundo a Al Jazeera.

A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riad na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riad com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, disse que Islamabad usará “todos os meios disponíveis” para defender a Arábia Saudita contra os houthis, segundo a Arab News. Falando em Roma, ele não confirmou se forças paquistanesas já participaram de ataques aéreos, segundo a Arab News. O compromisso é apresentado como obrigação do novo pacto de defesa mútua, que prevê que Islamabad coloque “todos os meios” à disposição de Riad em caso de ameaça houthi, segundo a Al Jazeera.

Os chefes das forças armadas e dos estados-maiores de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia reuniram-se em Riad na sexta-feira, 25 de setembro, segundo um comunicado do exército, e discutiram ampliar o compartilhamento de inteligência, a coordenação militar e a integração de capacidades no âmbito do pacto de defesa de Meca. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que novos ataques à cidade sagrada de Meca seriam uma “linha vermelha” para Islamabad. A defesa aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis na direção de Khamis Mushait, segundo o porta-voz oficial da coalizão, general Turki al-Maliki.

Chefes militares da Turquia e do Paquistão viajam a Riad em resposta a um pedido da Arábia Saudita por uma reunião urgente sobre a implementação do pacto de defesa mútua entre os três países, informa a Al Jazeera. O Ministério da Defesa da Turquia confirmou a viagem do chefe do Estado-Maior, general Selcuk Bayraktaroglu, à Arábia Saudita, segundo a Al Jazeera. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026, trata um ataque armado a qualquer um dos três países como ataque a todos os três – e a Al Jazeera enquadra o deslocamento como uma aproximação de Ancara e Islamabad da guerra que a Arábia Saudita trava contra os houthis no Iêmen, segundo a Al Jazeera.

O presidente do parlamento da Turquia disse esperar que o pacto de defesa entre o Paquistão e a Arábia Saudita, estendido à Turquia em agosto e rebatizado de Acordo de Defesa Conjunta de Meca, seja submetido à aprovação do Legislativo no próximo mês, segundo o Middle East Eye. O acordo prevê que um ataque armado a qualquer um dos três países seja tratado como ataque a todos, mas a ratificação parlamentar segue pendente, informa o The Guardian.

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