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Tema: Europa

Matérias e notas sobre Europa.

Governo Meloni esvazia a greve nos trens e não esvazia as ruas

A ordem que Matteo Salvini assinou em 27 de outubro de 2026, a pedido da Comissão de Garantia dos Serviços Públicos, manteve os trens e metrôs circulando, e as tendas erguidas no fim do cortejo de Roma seguem na via dos Foros Imperiais, onde uma assembleia nacional define em 1º de novembro de 2026 os próximos passos. A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) marcou greve geral para 20 de novembro contra o mesmo orçamento.

31 out 2026
Fluxo

Promotores franceses abriram investigação sobre ameaças de bomba falsas contra dezenas de voos comerciais na Europa na última semana, incluindo a hipótese de envolvimento de potências estrangeiras. Segundo o gabinete do procurador de Paris, a investigação busca “os autores dos e-mails que disseminaram esta informação falsa” e “determinar eventuais vínculos que eles possam ter com potências estrangeiras”. Parte das mensagens chegou assinada por “combatentes do Male State”, nome que coincide com o de um grupo misógino radical na Rússia; a AFP não confirmou vínculo entre o grupo e as mensagens. Nenhum explosivo foi encontrado nos incidentes até agora, e os responsáveis não foram identificados. Na sexta-feira, voos de e para Lisboa, Roma, Praga e Sofia foram alvo das ameaças, e três aviões foram escoltados por caças húngaros, segundo as autoridades. Não há vínculo estabelecido entre as ameaças contra as companhias aéreas e as enviadas a veículos de imprensa, mas o governo irlandês afirmou que estas são “provavelmente” parte de uma campanha coordenada de perturbação.

Cinco pessoas morreram e cerca de uma dúzia ficaram feridas num tiroteio perto da praça do mercado principal de Cracóvia, no sul do país, neste sábado, segundo a polícia polonesa. A polícia de Cracóvia informou que um homem entrou de carro na praça por volta das 14h GMT e começou a atirar em pessoas ao acaso de dentro do veículo. O autor dos disparos foi baleado por policiais e levado a um hospital. O primeiro-ministro Donald Tusk disse que a polícia investiga o ataque e classificou o tiroteio como “trágico”.

Sindicatos e grupos estudantis franceses convocaram um novo dia de protestos, enquanto o movimento dos coletes amarelos planeja uma concentração separada no centro de Paris apesar da proibição das autoridades. As manifestações vêm depois de semanas de agitação liderada por jovens e greves nacionais que levaram centenas de milhares de trabalhadores às ruas contra o custo de vida.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto vale igualmente para quem vem de países islâmicos. “Essa responsabilidade histórica do nosso país se aplica do mesmo modo àqueles que vêm para a Alemanha de países islâmicos”, afirmou. “E quem não cumprir isso deve deixar o nosso país”, acrescentou. A declaração foi feita em recepção aos participantes da Macabíada, evento esportivo judaico internacional realizado a cada quatro anos em Israel. A Alemanha registrou 4.096 episódios antimuçulmanos em 2025, contra 3.080 no ano anterior, alta de cerca de 33%.

Mais de 413 mil trabalhadores da indústria metalúrgica e elétrica aderiram desde domingo a paralisações, ações, manifestações e atos da IG Metall – mais do que no período equivalente da rodada tarifária de 2024. O sindicato pede 5% de aumento, além de componente social para faixas salariais menores e participação nos lucros em empresas lucrativas. As negociações recomeçam na segunda-feira em Düsseldorf, e a negociadora Barbara Resch ameaça ampliar as greves de advertência, com paralisações de 24 horas possíveis, se não houver resposta consistente dos patrões.

A Lista dos Estudantes, força nascida de um movimento de protesto de base, conquistou 140 das 250 cadeiras do Parlamento da Sérvia e encerrou 14 anos de domínio do Partido Progressista Sérvio (SNS), de Aleksandar Vučić. O cardiologista Ilija Srdanović, 56 anos, é a figura de referência do movimento: trabalha desde 1997 no Instituto de Doenças Cardiovasculares da Vojvodina, em Sremska Kamenica, e leciona na Faculdade de Medicina da Universidade de Novi Sad. Ele se destacou nos protestos estudantis que seguiram o desabamento do teto da estação ferroviária de Novi Sad, que matou 16 pessoas em 1º de novembro de 2024. Emmanuel Macron escreveu no X que conversou com ele e reafirmou a amizade da França com a Sérvia e a determinação em apoiar o país no caminho europeu.

Emissoras de TV da Europa receberam ameaças de bomba na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, com evacuações e programação suspensa; a irlandesa RTÉ e a búlgara Nova TV receberam e-mails de um suposto “Mikhail Andropov” com o título “Mensagem ao Ocidente”, que apresentava as ameaças como prelúdio de novas interrupções no continente. Caças escoltaram aviões de Bruxelas para Sófia e de Praga para Bucareste e para Chipre através do espaço aéreo húngaro, segundo o ministro da Defesa da Hungria, Romulusz Ruszin-Szendi, que também disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ordenou uma patrulha aérea perto da fronteira húngaro-romena, o primeiro relato de envolvimento da aliança. No dia anterior, quinta-feira, 5, mais de duas dúzias de voos foram afetados por ameaças falsas na Europa, e a polícia tcheca registrou ameaças a nove voos com partida ou chegada a Praga, sem cancelamentos.

O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, disse que 70 mil policiais e agentes de segurança serão mobilizados em todo o país, enquanto sindicatos e grupos estudantis convocaram uma marcha autorizada no centro de Paris. Os Coletes Amarelos recusaram aderir e mantêm um ato separado na Place de la Concorde, apesar da proibição das autoridades; Benjamin Ball, integrante do comitê de coordenação do movimento, afirmou: “Estamos convocando desobediência em massa”. Na quinta-feira, o ministério do Interior contabilizou 575 mil manifestantes no país, enquanto a central sindical CGT, uma das organizadoras, estimou 1,6 milhão de participantes. Os protestos ocorrem a menos de seis meses da eleição presidencial que substituirá Emmanuel Macron, e a extrema direita lidera as pesquisas.

O governo da Irlanda considera “provável” que os episódios façam parte de uma campanha coordenada destinada a provocar perturbações. Nesta sexta-feira, mais de 20 voos foram afetados, entre eles 11 com origem ou destino em Praga, quatro com destino a Madri e quatro aviões em voo sobre a França; nenhum explosivo foi encontrado. O chefe da polícia de Londres, Mark Rowley, comparou o cenário às falsas ameaças registradas no período de atuação do Exército Republicano Irlandês (IRA) e pediu cautela contra reações exageradas.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou na sexta-feira, 6, que um navio de bandeira francesa pretendia fazer pesquisa científica marinha e lançar cabos dentro da plataforma continental turca no Mediterrâneo Oriental sem autorização de Ancara – segundo o ministério, os avisos de navegação emitidos pela Grécia e pela administração cipriota grega para a operação foram cancelados pela Turquia, que diz que os limites externos da plataforma foram notificados à Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de março de 2020 e que o consentimento exigido pelo direito do mar não foi concluído para o trecho dentro dessa área; a TRT World noticiou que Ancara afirma que o navio planeja pesquisa não autorizada na região.

Donald Trump previu na quinta-feira, 5, um acordo iminente com a Rússia cobrindo a Ucrânia e “toda a Europa”, depois de a primeira-dama Melania Trump receber na Casa Branca autoridades dos dois países em guerra – ele revelou uma reunião não anunciada com Kirill Dmitriev, enviado de Vladimir Putin, e disse no Salão Oval que não podia revelar o discutido, mas que seria um acordo “muito grande”, envolvendo mais que a Ucrânia e possivelmente toda a Europa. Trump disse que se reuniu com o principal negociador do Kremlin, mas não com o ucraniano, no mesmo dia, embora autoridades da Ucrânia também estivessem na Casa Branca, e a promessa, sem detalhes, deixou capitais europeias sem entender o alcance da proposta.

Volodymyr Zelensky afirmou numa cúpula em Madri, na quinta-feira, que todas as usinas de energia da Ucrânia foram danificadas de alguma forma pelos ataques russos, com equipes de reparo trabalhando sem parar – o pedido, feito numa reunião à margem da cúpula da Comunidade Ibero-Americana, grupo de 22 países de língua espanhola e portuguesa, em sua maioria latino-americanos, é por tanta cooperação internacional quanto possível para reconstruir o sistema, pois empresas da Espanha e da América Latina podem ajudar com equipamentos compatíveis com a rede ucraniana, e depressa; o apelo foi registrado também pela NHK World.

A Comissão Europeia concluiu preliminarmente que o feed “Para Você” do TikTok viola o Regulamento de Serviços Digitais (DSA) pelo efeito de “toca de coelho” do sistema de recomendação, que mostra aos usuários uma sequência contínua de vídeos personalizados, inclusive quando relacionados a problemas de saúde mental e imagem corporal. A comissária Henna Virkkunen, vice-presidente executiva responsável pela soberania tecnológica, disse que, a cada rolagem ou curtida, o algoritmo serve mais do mesmo, “levando os usuários a tocas de coelho das quais não conseguem escapar facilmente”. O TikTok rejeitou as conclusões e as classificou de “fundamentalmente imprecisas”. Entre as mudanças pedidas pela Comissão estão dar mais peso às preferências do usuário, deixar de usar o tempo de visualização para recomendar vídeos, facilitar o acesso aos controles e testar o algoritmo regularmente.

Cerca de 575 mil pessoas participaram nesta quinta-feira dos protestos em toda a França, segundo estimativa do governo, o maior dia de manifestações desde o início da onda de protestos que começou em setembro, em coincidência com uma greve nacional, em texto da CNN republicado pela KWWL. O movimento começou com estudantes que pediam melhores condições nas escolas e se ampliou para sindicatos e coletes amarelos. Cerca de 13% do funcionalismo escolar entrou em greve e um em cada três estabelecimentos de ensino superior teve as atividades interrompidas, também segundo o governo. Os sindicatos estimaram números bem maiores que os do governo.

Três prédios de mídia em Dublin foram evacuados nesta sexta-feira após alertas de bomba: os da RTÉ no campus de Montrose, o escritório do Irish Independent e a Marconi House, onde funcionam a Newstalk e a Today FM. Em toda a Europa, ao menos 18 voos receberam alertas de bomba na sexta, depois de ao menos 22 na quinta, em meio a preocupações de que as ameaças façam parte de uma campanha coordenada para perturbar o tráfego aéreo. O governo irlandês disse que ainda não se sabe se a autoria é individual ou coordenada, mas que “parece provável que se trate de uma campanha coordenada de perturbação”. Os episódios ocorrem antes da cúpula da Comunidade Política Europeia em Dublin, na próxima semana, que deve trazer 55 chefes de Estado à Irlanda. O primeiro-ministro Micheál Martin disse que as autoridades vão identificar os autores e responsabilizá-los.

Ativistas do grupo holandês de ação direta Geef Tegengas invadiram o canteiro de obras de um data center da Microsoft em Westpoort, em Amsterdã, entraram em confronto com a polícia, e alguns subiram num guindaste, acenderam sinalizadores e amarraram balões de hélio a equipamentos. A polícia holandesa informou na noite de sexta-feira que deteve entre 150 e 200 pessoas por suspeita de invasão. Um policial ficou levemente ferido, segundo comunicado da polícia à emissora pública NOS. A coalizão Stop Dirty Data Centres anunciou ações em 16 países na sexta-feira e no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Dawn. Protestos menores ocorreram no centro de Bristol, no Reino Unido, diante de um data center em Berlim, em frente ao parlamento polonês em Varsóvia e na praça central de Zagreb. A dona do terreno, a Pure Data Centres, apoiada pela Oaktree, do grupo Brookfield, planeja investir mais de US$ 1 bilhão no projeto e disse estar comprometida com o diálogo com as partes interessadas locais.

Três ministros-presidentes da União Democrata-Cristã (CDU) se manifestaram publicamente a favor da deputada estadual bávara Ilse Aigner, da União Social-Cristã (CSU), como presidente da Alemanha. O chanceler Friedrich Merz havia se comprometido a propor à CDU uma mulher “do centro político” para suceder Frank-Walter Steinmeier, e deve apresentar Aigner oficialmente aos órgãos dirigentes do partido, que se reúnem domingo e segunda-feira em Berlim, segundo fontes da agência DPA. O líder do Partido Social-Democrata (SPD), Lars Klingbeil, disse que a legenda apoiaria a indicação. Aigner, de 61 anos, preside o parlamento estadual da Baviera.

Ameaças de bomba atingiram redações europeias nesta sexta-feira. Entre as que receberam o aviso está a Sky, emissora britânica, que disse ter feito avaliação de segurança e comunicado o caso às autoridades. A búlgara Nova TV e a RTE, emissora pública irlandesa, receberam por e-mail mensagens assinadas por um suposto “Mikhail Andropov”, com o título “Message to the West”, que apresentavam as ameaças como prelúdio de novas interrupções pela Europa. A RTE retirou sua equipe do prédio em Dublin por breve período na manhã de sexta-feira; o aviso dizia que uma bomba explodiria em 45 minutos. O governo irlandês afirmou que ameaças falsas também chegaram à Virgin Media, à rádio Newstalk e ao jornal Irish Independent, e avaliou que “parece provável que se trate de uma campanha coordenada de perturbação”. Caças escoltaram aviões que iam de Bruxelas a Sófia e de Praga a Bucareste e ao Chipre pelo espaço aéreo húngaro, segundo o ministro da Defesa da Hungria, Romulusz Ruszin-Szendi, que também disse que a Otan ordenou uma patrulha aérea perto da fronteira húngaro-romena.

O governo da Irlanda afirmou que as ameaças falsas de bomba enviadas a veículos de imprensa irlandeses eram provavelmente parte de uma campanha coordenada de perturbação. A RTÉ, a Virgin Media, a rádio Newstalk e o Irish Independent receberam ameaças que se revelaram falsas, e a polícia foi enviada às sedes. O governo disse que ainda não se sabe quem é responsável pelas ameaças, se indivíduos ou um esforço centralizado, e que a polícia atua com autoridades militares, cibernéticas, aeronáuticas e europeias. O Eurocontrol registrou ameaças contra 14 voos na quinta-feira, 0,05% dos quase 26,3 mil voos da rede europeia naquele dia, e sete na terça-feira. Na Hungria, o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi, disse que caças escoltaram três aviões de passageiros em uma hora. O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou quatro novas ameaças contra aeronaves em território francês, com pousos em Orly. Nenhum item suspeito foi encontrado e ninguém ficou ferido.

A dívida pública da França está em torno de 120% do PIB, contra cerca de 65% da Alemanha, e o prêmio de risco em relação aos títulos alemães está no maior nível desde a crise financeira: a França paga quase 1,6 ponto percentual a mais de juros nos papéis de 10 anos. O governo planeja € 4 bilhões em empréstimos a juros baixos para reformar escolas até 2030 e mais € 1 bilhão para universidades até 2029.

Vinte e dois dos 24 países avaliados pela Agência da União Europeia para a Cooperação dos Reguladores de Energia (ACER) elevaram o investimento anual em redes elétricas em 2025 na comparação com 2019, com alta média de 155%, segundo o relatório de monitoramento da agência sobre o desenvolvimento da infraestrutura energética na Europa. Os maiores crescimentos foram na Alemanha (505%), na Grécia (327%) e na Suécia (310%); apenas Luxemburgo e Noruega investiram menos em 2025 do que em 2019. Quinze de 18 países estimam investimento maior em 2030 do que em 2025, em média 134% acima.

Uma nova onda de ameaças de bomba afetou ao menos 18 voos de ou para Bulgária, Chéquia, França, Itália, Hungria, Chipre, Romênia, Reino Unido e Portugal nesta sexta-feira, e a Hungria enviou caças três vezes para escoltar voos civis em seu espaço aéreo, segundo o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi. Uma série separada de ameaças contra organizações de mídia na Irlanda interrompeu transmissões e provocou evacuação de equipes e buscas policiais em redações. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que a onda de alertas mostra “como pode ser relativamente simples causar desordem e minar o funcionamento normal da sociedade”.

Os protestos que começaram na França contra a deterioração das escolas, a falta de professores e a pressão sobre o sistema educacional se espalharam para Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, ampliando-se para um descontentamento com o custo de vida, a moradia inacessível e os serviços públicos. Muitas marchas foram pacíficas, mas algumas terminaram em violência, com confrontos, saques e destruição, e a resposta das autoridades está sob escrutínio por uso excessivo da força e prisões em massa. A inflação na União Europeia (UE) e na zona do euro atingiu 3,8% em setembro, ante 2,1% em 2024, e a dívida pública francesa deve chegar a 120% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.

O grupo extremista russo “Male State”, apontado nas ameaças de bomba falsas a aeroportos italianos desta semana, negou qualquer ligação com os alertas que causaram transtornos de voos na Europa, enquanto novos casos atingiram um voo da Ryanair de Roma para Lisboa e um da Wizz Air de Praga para Roma, desviado para Veneza. Ameaças também foram enviadas a organizações de imprensa irlandesas, provocando evacuações, e o governo da Irlanda falou em “campanha coordenada de perturbação”. O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, alertou para uma “estratégia para aumentar o caos”. O primeiro e-mail foi enviado na quinta-feira às 07h21, com o assunto “warning of a threat”, e foi endereçado a setores da empresa que administra os aeroportos de Roma, a Aeroporti di Roma (ADR), e a contas do aeroporto de Fiumicino. O grupo foi banido na Rússia em 2021 e seu fundador, Vladislav Pozdnyakov, é tido como residente no exterior.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o acordo que negocia com a Rússia vai além da Ucrânia e pode envolver “toda a Europa”. “Vai ser muito grande. Vai envolver mais do que a Ucrânia, e eu poderia até dizer que pode envolver toda a Europa. Vai ser um acordo grande e bonito, e todo mundo vai ficar entusiasmado”, disse a jornalistas no Salão Oval, sem detalhar o conteúdo da conversa: “Não posso dizer o que discuti, mas estou apenas dizendo: vai ser um acordo, vai ser um acordo grande”. Trump confirmou que teve uma reunião não agendada com o enviado russo Kirill Dmitriev na Casa Branca e disse que não se encontrou com as autoridades ucranianas que estavam no local na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. A fala ocorre dias antes da rodada trilateral entre Ucrânia, Rússia e EUA prevista para a semana que vem em Abu Dhabi, a primeira desde fevereiro.

Um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma com mais de 150 passageiros foi desviado para a base aérea militar de Évreux-Fauville, na França, após alerta de bomba transmitido pelo controle de tráfego aéreo, e pousou pouco depois das 10h escoltado por caças, por ordem do governo francês. A polícia do Aeroporto de Incheon reforçou a segurança diante da série de ameaças contra mais de uma dúzia de voos na Europa. Nenhum material perigoso ou suspeito foi encontrado e ainda não se sabe se as ameaças estão ligadas nem quem está por trás delas.

Cerca de 20 voos comerciais na Europa receberam ameaças falsas de bomba pelo terceiro dia seguido nesta quinta-feira, com caças italianos, franceses e búlgaros acionados, três aeronaves desviadas, ao menos cinco sob escolta militar e todas pousando sem explosivos – e-mails aos aeroportos de Roma e Sófia assinados pelos guerreiros do Estado Masculino, e caças franceses levando um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma a pousar na base militar de Evreux, segundo o Hindustan Times.

Quatorze ações legais coordenadas foram protocoladas nesta quinta-feira em quatro jurisdições europeias contra a JBS, seus bancos, gestores de ativos, contadores e advogados, por suposto crime de desmatamento na cadeia da carne, segundo o Centro Europeu para Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR). Doze queixas foram enviadas a reguladores financeiros do Reino Unido, da Irlanda, da Alemanha e dos Países Baixos; as outras duas são criminais, contra a controladora JBS N.V. nos Países Baixos e contra a JBS Global (UK) Limited no Reino Unido. A coalizão atribui à JBS vínculo com mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia brasileira entre 1988 e julho de 2025, somando fornecedores diretos e indiretos, segundo o The Grocer. A JBS declarou que não teve acesso às queixas completas e que monitora fornecedores de gado na Amazônia com imagens de satélite e georreferenciamento desde 2010, bloqueando fazendas ligadas a desmatamento ilegal.

Cerca de 20 voos foram alvo de alertas falsos de bomba nesta quinta-feira, terceiro dia seguido de ameaças na Europa, com um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma desviado para a base aérea de Evreux. Três voos foram desviados e todas as aeronaves pousaram em segurança, sem explosivos encontrados, com caças da Itália, da França e da Bulgária acionados. Mensagens enviadas aos operadores dos aeroportos de Roma e Sófia diziam vir dos “fighters of the Male State”, vínculo que a AFP não conseguiu confirmar, e o comissário europeu de Transportes, Apostolos Tzitzikostas, afirmou que é cedo para dizer se os incidentes estão ligados.

Um voo da Finnair de Helsinque para Roma foi escoltado por caças da Força Aérea italiana até o aeroporto de Fiumicino, que suspendeu as operações por cerca de 30 minutos, segundo a agência ANSA. As ameaças de bomba de quinta-feira atingiram aeronaves da Ryanair, Wizz Air, LOT Polish Airlines, Finnair, Jettime e Aer Lingus, entre outras, com pousos de emergência, desvios e escoltas militares. Mais de uma dúzia de voos procedentes de Copenhague, Dublin, Helsinque, Madri, Milão e Varsóvia fizeram pousos de emergência, e nenhum material perigoso foi encontrado até agora. Nenhum país atribuiu a autoria das ameaças; autoridades europeias culpam Rússia e Irã pelo que descrevem como “ataques híbridos”, e Moscou e Teerã negam qualquer campanha do tipo.

Diversos voos comerciais fizeram pousos não programados ou sob alerta máximo na Áustria, França, Itália, Bélgica, Chéquia e Bulgária nesta quinta-feira, segundo autoridades desses países. Um voo da Finnair de Helsinque a Roma pousou com escolta militar, um avião da Jettime chegou a Viena e um voo da Wizz Air de Milão a Varsóvia fez pouso não programado em Viena. A Bulgária registrou três pousos de emergência, e três voos da Ryanair para Sófia, vindos de Copenhague, Madri e Londres Stansted, pousaram sob alerta máximo. A polícia tcheca afirmou avaliar as ameaças como de baixa relevância, mas ativou todas as medidas de segurança necessárias. As ameaças da terça-feira eram trotes, e até a publicação não havia sinal de material perigoso nos alertas de quinta-feira.

Sindicatos convocaram greves e manifestações em toda a França nesta quinta-feira pedindo apoio às famílias afetadas pela alta do custo de vida, com cerca de 70 mil policiais mobilizados e expectativa de 500 mil a 700 mil manifestantes fora de Paris. Trabalhadores de hospitais, controladores de tráfego aéreo, correios, professores e ferroviários devem aderir, com perturbações nas linhas regionais da operadora ferroviária SNCF (Société Nationale des Chemins de fer Français) e nos portos.

O vice-presidente do governo da Baviera, ministro da Economia e líder dos Eleitores Livres, Hubert Aiwanger, de 55 anos, foi encontrado morto em um hotel em Berlim. O presidente do governo bávaro, Markus Söder, escreveu no X na noite de quarta-feira que a morte súbita de Aiwanger é uma tragédia absoluta e que todos estão profundamente chocados. A investigação ficou a cargo de uma comissão de homicídios do Departamento de Polícia Criminal de Berlim, em conjunto com a Promotoria. O parlamento da Baviera confirmou a morte e afirmou que a causa ainda não estava estabelecida.

Várias unidades regionais do Estabelecimento Francês do Sangue (EFS) foram afetadas em 2 de novembro por um incidente cibernético que atingiu sistemas de monitoramento e controle de câmaras frias, segundo o Ministério da Saúde da França. A situação está sob controle e a segurança dos estoques de sangue foi preservada graças aos sistemas de monitoramento e alarme – não houve impacto sanitário nem perda de hemoderivados, disse o EFS, e coleta e entregas a hospitais seguem normais. Hackers acessaram unidades de controle de refrigeradores com amostras de sangue e as programaram para elevar a temperatura a 110°C, segundo a imprensa local. O incidente seguiu ataques que forçaram lojas de oito países europeus a descartar grandes quantidades de alimentos depois que hackers adulteraram seus refrigeradores na segunda-feira.

A Coalizão Jurídica Transnacional (TLC) apresentou nesta quarta-feira 14 denúncias por suspeita de lavagem de dinheiro contra a JBS, seus financiadores e prestadores de serviços, com notificações a agências reguladoras na Holanda, na Alemanha, na Irlanda e no Reino Unido. As denúncias se baseiam em investigação encomendada à organização AidEnvironment, que associou a cadeia de fornecedores diretos e indiretos da empresa a mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia desde 1988, e a JBS diz que não pode se manifestar sem acesso à metodologia do estudo.

Hubert Aiwanger, vice-primeiro-ministro e ministro da Economia da Baviera e presidente do partido populista de direita Eleitores Livres (Freie Wähler), foi encontrado morto nesta quarta-feira em um hotel em Berlim, aos 55 anos. Ele havia cancelado uma fala na abertura do escritório do partido na capital por motivos de saúde, segundo a agência dpa. O corpo estava no hotel Neuer Fritz, na Friedrichstrasse, em Berlim-Mitte. A Promotoria de Berlim confirmou que o corpo foi encontrado no quarto do hotel; a causa da morte não foi divulgada de imediato. O presidente do grupo da União Social-Cristã (CSU) no Bundestag, Alexander Hoffmann, lamentou a morte e chamou Aiwanger de “político de corpo e alma” que marcou a Baviera.

Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar de Donald Trump depois da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas em geral evitaram criticar diretamente o presidente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O líder do Reagrupamento Nacional francês, Jordan Bardella, disse que o segundo mandato de Trump foi menos isolacionista que o primeiro, de 2017 a 2021, e que “a intervenção americana em relação ao Irã carrega consequências muito pesadas” para as economias do mundo, sem mencionar Trump como responsável pela decisão. O líder do Vox espanhol, Santiago Abascal, fez pouco esforço para moderar seu afastamento de Trump e disse a jornalistas que está “na Espanha e não em Michigan”, e que “importa muito pouco” o que acontece em outros lugares. O líder do partido britânico Restore Britain, Rupert Lowe, atribuiu a derrota republicana à decisão de atacar o Irã, que chamou de “erro catastrófico”, e escreveu em sua publicação no X: “O que esta guerra alcançou? Absolutamente nada que valha a pena.” Lowe não incluiu no texto o nome do presidente que iniciou a guerra.

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou o resultado como “muito boa notícia para a democracia americana”, dizendo que é mais uma prova de que, em uma democracia, o povo escreve a própria história. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que os eleitores rejeitaram ódio, sexismo, negacionismo climático e privilégios de elite, e que a onda de extrema direita “não está mais crescendo: está se desfazendo”. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) “precisa se tornar mais europeia para poder continuar transatlântica”, e que a Alemanha assume mais responsabilidade e mais encargos na aliança. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o mundo tem agora a oportunidade de se unir em torno do custo de vida e manifestou esperança de reabertura do Estreito de Ormuz. A chanceler austríaca, Beate Meinl-Reisinger, afirmou que a segurança e a prosperidade austríacas e europeias não podem depender de como votam pessoas no Kansas ou em Iowa.

O primeiro-ministro da República Turca do Norte do Chipre, Unal Ustel, disse após reunião com a enviada da Organização das Nações Unidas (ONU), María Ángela Holguín, que a busca por um acordo com base em uma federação terminou na conferência de Crans-Montana, em 2017. Segundo ele, a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Chipre entre 27 e 29 de julho de 2026 mostrou ausência de terreno comum para iniciar negociações formais, porque na ilha há dois povos e dois Estados separados, e a comunidade internacional, em especial a ONU, precisa reconhecer a realidade de dois Estados.

A Equinor interrompeu a produção da plataforma de petróleo e gás Visund, no Mar do Norte norueguês, após um incêndio numa sala de quadros elétricos; o fogo foi apagado, ninguém se feriu e a empresa comunicou o caso às autoridades. Um aviso do operador do sistema de gás norueguês, Gassco, reduziu a capacidade da plataforma a 2,5 milhões de metros cúbicos por dia na quarta-feira e a zero no dia de gás de quinta, com duração incerta; a capacidade de exportação de gás do campo, de 13,2 milhões de metros cúbicos por dia, sai do mercado a partir de quinta-feira. A Equinor retirou entre 70 e 80 dos 128 trabalhadores a bordo para instalações vizinhas e disse que serão necessários reparos, sem prazo para retomar a produção. A Visund produz desde 1999 e enviou 5,1 bilhões de metros cúbicos de gás ao mercado em 2025, escoados pelo gasoduto Kvitebjørn até a planta de Kollsnes e de lá para a Europa.

Cerca de 40 mil estudantes estavam em greve em 57 escolas da Dinamarca, com 12 mil a 13 mil na manifestação de Copenhague, segundo os organizadores. Sob a palavra de ordem “Já basta”, 11 associações de estudantes do ensino médio e superior marcharam da praça da Prefeitura de Copenhague até o Parlamento contra o corte no auxílio-educação proposto para liberar recursos para gastos com defesa. O projeto do governo de centro-esquerda prevê acabar com o auxílio-educação (SU) para estudantes que moram com os pais e cuja renda familiar anual passe de 700 mil coroas dinamarquesas (US$ 104 mil). Segundo o Ministério do Ensino Superior, cerca de 14 mil estudantes devem perder o auxílio e 8 mil ter redução. Os protestos estudantis começaram na França e se espalharam por outros países europeus nas últimas semanas.

A Hungria abriu nesta quarta-feira um banco de dados público online com dezenas de milhares de arquivos da polícia secreta comunista, segundo a Reuters, em texto republicado pela WSAU. O primeiro-ministro Peter Magyar disse que cerca de 60 mil nomes foram tornados públicos e que novos arquivos serão carregados até fevereiro de 2027. “Estamos implementando agora, depois de 36 anos… o que era a promessa da mudança de regime”, afirmou, em entrevista no arquivo. O acervo reúne os nomes de aproximadamente 55 mil a 60 mil informantes recrutados pelos serviços de segurança do Estado entre 1945 e 1989, segundo o Telex. Os arquivos estão longe de completos, porque muitos foram destruídos em 1956, durante o levante antissoviético, e em 1988-1989. Até esta quarta-feira, pessoas comuns só podiam consultar registros sobre si mesmas ou parentes próximos.

Hackers elevaram a temperatura de sistemas de refrigeração de supermercados na Alemanha, na Romênia e no Reino Unido, elevando a ao menos 11 o número de países europeus afetados – após problemas na segunda-feira em Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia –, e a União Europeia (UE) afirmou que não são incidentes isolados, prometendo resposta coletiva sem apontar culpados, enquanto o motivo segue desconhecido e ninguém reivindicou a autoria.

O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou seis dias após a colisão de trens de alta velocidade em que ao menos 69 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. No Congresso, ele justificou que um ministro dos Transportes não pode permanecer no cargo após dois acidentes graves em menos de um ano, em referência ao acidente de janeiro na mesma linha que deixou 46 mortos, e retirou o nome das listas para as eleições legislativas antecipadas. O acidente ocorreu quando um trem da estatal Renfe atingiu a traseira de um trem parado da operadora privada Iryo, nos arredores da aldeia de Urda, ao sul de Madri. A falha de um sistema automático de segurança parou todos os trens em um trecho de 39 milhas, mas um centro de controle autorizou a retomada da viagem do trem da Renfe. Puente anunciou um pacote de 30 milhões de euros para as famílias dos mortos e os feridos.

Ao menos sete voos de passageiros e um navio de cruzeiro com destino a Israel foram alvo de ameaças de bomba na terça-feira, segundo autoridades. Todos os aviões pousaram em segurança e as buscas não encontraram explosivos. As companhias atingidas foram Ryanair, Wizz Air, Scandinavian Airlines e a polonesa LOT, com quatro voos da Ryanair entre os alvos. Dois caças Eurofighter italianos escoltaram um voo da Ryanair de Dublin até o aeroporto de Fiumicino, em Roma. A polícia de Londres disse ter sido informada de ameaças contra quatro aeronaves que partiriam ou chegariam a Heathrow e de mais um alerta em Manchester. A Comissão Europeia disse acompanhar os alertas e que é cedo para estabelecer vínculos entre os incidentes.

As seis maiores petroleiras europeias registraram US$ 38 bilhões em lucros no trimestre de julho a setembro. A BP suspendeu seu programa de recompra de ações para acelerar a redução da dívida, cortada em até US$ 10 bilhões e agora em US$ 13,9 bilhões. As grandes companhias evitaram novos gastos de grande porte, sinal de que não veem as condições atuais do mercado como prova de melhora duradoura do setor.

O governo da Letônia chefiado pelo primeiro-ministro Andris Kulbergs renunciou nesta terça-feira, mas permanece em exercício até a formação de um novo gabinete. Pela lei letã, o governo em fim de mandato é considerado renunciante quando o parlamento recém-eleito realiza sua primeira sessão. A renúncia é um procedimento previsto, porque o gabinete tem mandato de confiança apenas do parlamento anterior. A aliança Lista Unida, de Kulbergs, venceu 41 das 100 cadeiras na eleição de 3 de outubro, sem maioria para governar sozinha.

Sindicatos e associações de defesa do direito à moradia de sete países europeus, reunidos em Paris, convocaram manifestações coordenadas contra a vida cara nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Participam organizações da França, da Espanha, da Itália, do Reino Unido, de Portugal, da Grécia e da Bélgica, que esperam reunir “milhões” de pessoas nas ruas. A pauta inclui garantir serviços públicos como educação, saúde e moradias públicas, defender o “direito ao trabalho” sem “excluir os migrantes”, a “taxação dos ricos” e o “fim das políticas de rearmamento” e de expansão das “energias fósseis”. Na Espanha, a morte da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, após um despejo em setembro, desencadeou uma onda de manifestações e levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro; os principais sindicatos do país marcaram greve geral para 11 de novembro. Na União Europeia, os preços das moradias subiram mais de 60% entre 2010 e 2025 e os aluguéis, cerca de 29%.

Óscar Puente renunciou ao Ministério dos Transportes da Espanha seis dias depois da colisão de trens de alta velocidade que matou ao menos 69 pessoas. Ele anunciou a decisão no Congresso, depois de depor sobre o desastre da quarta-feira anterior perto de Urda, ao sul de Madri, quando um trem atingiu a traseira de outro que estava parado na mesma linha. Puente justificou a saída citando dois acidentes graves em menos de um ano e mencionou o de janeiro na mesma linha, que matou 46 pessoas. Também retirou o próprio nome da lista de candidatos às eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro. Segundo Puente, o centro de controle da Adif, gestora estatal da infraestrutura ferroviária, liberou a circulação do trem AVE mesmo com a falha do sistema automático de segurança LZB, e o trem percorreu cerca de 25 km a mais de 160 km/h até a colisão. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas no acidente, além dos 69 mortos.

Iliana Yotova e seu companheiro de chapa, Kiril Valchev, obtiveram 57,58% dos votos e derrotaram o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov no segundo turno da eleição presidencial búlgara, segundo os resultados oficiais. A Deutsche Welle (DW) registrou 57,6% contra 39,5%.

Ao menos sete voos e um navio de cruzeiro na Europa receberam ameaças de bomba nesta terça-feira, com transtornos em aeroportos e nenhum artefato encontrado. Dois voos para Varsóvia, dois para Sófia, dois para Roma e um para o aeroporto de Múrcia, na Espanha, foram alvo das ameaças, e um aeroporto em Varsóvia foi fechado por pouco tempo; a Força Aérea italiana acompanhou um dos voos a Roma. O governo britânico descreveu os incidentes como “ameaças de trote maliciosas”, e autoridades de vários países vão cooperar para avaliar se houve ação coordenada para perturbar o espaço aéreo. O navio de cruzeiro de bandeira panamenha Crown Iris, que se preparava para partir do porto grego de Siros rumo a Haifa, foi revistado por equipe antibombas e tinha 940 passageiros e 597 tripulantes a bordo. Segundo a imprensa grega, o capitão recebeu o alerta diretamente por rádio, afirmando que um artefato explosivo estava colocado no casco do navio abaixo da linha d’água; a primeira busca não achou objetos suspeitos, e uma segunda inspeção, mais minuciosa, da unidade de missões submarinas da Guarda Costeira era esperada.

A Europa entra na temporada de aquecimento com os níveis mais baixos de gás natural armazenado em mais de uma década, e as condições apertadas do mercado global podem se prolongar bem adentro de 2027, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Nos países da União Europeia, os estoques entram na temporada 2026-27 nos menores níveis desde 2013. A interrupção efetiva dos fluxos de gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz reduziu os carregamentos do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. A AIE projeta queda de 3%, ou quase 20 bilhões de metros cúbicos, na oferta global de GNL em 2026. A QatarEnergy estendeu a força maior sobre as entregas de GNL à maioria dos clientes até o fim de dezembro de 2026, segundo a OilPrice.

Quatro aviões pousaram em segurança depois de ameaças de bomba em diferentes rotas europeias nesta terça-feira, entre eles dois voos com destino a Varsóvia e um da Scandinavian Airlines que partiu de Copenhague. Oficiais poloneses disseram ter recebido ameaças envolvendo dois voos com destino a Varsóvia, mas os aviões pousaram em segurança e nenhum explosivo foi encontrado. Um avião da Ryanair vindo de Manchester fez pouso de emergência em Murcia, no sul da Espanha, e nenhum explosivo foi encontrado; um quarto voo, procedente de Israel, foi forçado a pousar em Sófia, na Bulgária. O voo da Scandinavian Airlines pousou no aeroporto Chopin, em Varsóvia, onde passou por inspeção de segurança que não encontrou artefatos explosivos, e o aeroporto fechou uma pista de pouso, mas seguiu operando. O Times of Israel tratou as ocorrências como ameaças falsas que forçaram o fechamento temporário de um aeroporto.

Uma série de ciberataques atingiu redes de supermercados em ao menos 10 países europeus na segunda-feira, e autoridades da União Europeia (UE) alertaram para uma tentativa deliberada de desorganizar a cadeia de abastecimento alimentar. Foram registrados problemas na Bélgica, na Estônia, na Finlândia, na Irlanda, na Itália, em Luxemburgo, nos Países Baixos, em Portugal, na Alemanha e na Suécia, e o aumento das temperaturas nos freezers, que segundo relatos chegaram a 50°C, obrigou o comércio a descartar alimentos. O comissário europeu de Alimentação e Agricultura, Christophe Hansen, disse que o bloco leva os incidentes muito a sério e advertiu para novas interrupções no futuro. Na Bélgica, dezenas de lojas relataram falhas de refrigeração e o Ministério Público federal abriu investigação.

A Bulgária elegeu Iliana Iotova como sua primeira mulher presidente, segundo resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira, em texto da Reuters republicado pela Internazionale. Iotova, de 61 anos, obteve 57,6% dos votos no segundo turno; o rival Andrey Gyurov, de 50 anos, teve 39,5%. A eleição ocorreu após uma série de ataques de drones no último mês contra navios mercantes na costa búlgara do Mar Negro, que mataram ao menos 24 marinheiros. O primeiro-ministro Rumen Radev afirmou que o resultado dos ataques “beneficia a Federação Russa”.

A União Europeia (UE) tratou como tentativa deliberada de perturbar a cadeia alimentar do bloco o ataque cibernético que atingiu ajustes de refrigeração de freezers de supermercados em ao menos oito países, entre eles Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo e Países Baixos. A Direção Nacional de Cibersegurança de Israel alertou redes de varejo, empresas de alimentos e centros logísticos do país por causa da onda de ataques, e um varejista relatou freezers a 50 graus Celsius.

O Partido Trabalhista, que governa o Reino Unido, decidiu encerrar a cooperação com o Partido Verde em 11 conselhos na Inglaterra depois que os verdes adotaram no mês passado a política de que “o sionismo é racismo”. Em votação de militantes na conferência anual do partido, em outubro, os verdes se tornaram o primeiro grande partido britânico a reconhecer o sionismo como forma de racismo e a defender um Estado palestino único e democrático, com direitos iguais para todos os grupos étnicos e religiosos, em vez da solução de dois Estados.

Cadeias de supermercados na Suécia, na Bélgica e em Luxemburgo disseram que as temperaturas de refrigeradores e freezers de dezenas de lojas subiram durante a madrugada, o que levantou temores de um ataque cibernético semelhante ao que causou milhões de euros em perdas de alimentos na França. Na Suécia, a rede Coop disse ao diário Aftonbladet que seis de suas lojas foram afetadas, e a ICA afirmou que um “número limitado” de lojas teve os sistemas de refrigeração e congelamento atingidos.

Promotores franceses abriram investigação por tentativa de homicídio depois que coquetéis molotov foram lançados contra forças de segurança durante os protestos de sábado em Paris, segundo a Al Jazeera. O Ministério Público afirmou que “artefatos explosivos foram lançados contra cerca de 15 gendarmes e policiais”, referindo-se aos policiais militares que integram as forças armadas francesas, e disse que nenhum suspeito havia sido preso até o momento. A gendarmaria informou que 13 integrantes da unidade do oficial atingido ficaram feridos, e o Ministério do Interior contabilizou mais de 770 presos na França.

A Bulgária vota neste domingo no segundo turno da eleição presidencial, depois que a disputa apertada entre os dois principais candidatos não produziu vencedor no primeiro turno, segundo a Reuters. A eleição opõe Iliana Iotova e Andrey Gyurov. A chapa Iotova-Valchev, apoiada pelo partido governista Bulgária Progressista e pelo Partido Socialista Búlgaro, entre outros, ficou em primeiro lugar no primeiro turno, em 25 de outubro de 2026, com 34,76% dos votos, informou a Xinhua. As pesquisas de boca de urna serão divulgadas após o fim da votação, às 20h locais, com resultado provável na segunda-feira, à medida que as cédulas forem contadas, segundo a Reuters.

Atos contra o serviço militar obrigatório organizados pelo grupo Gen Z regelt, que em alemão significa “a geração Z assume o comando”, estavam marcados para 34 cidades da Alemanha no sábado, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique, segundo a Reuters. O grupo diz ser contrário ao alistamento militar obrigatório e defender mais investimento em educação. Os números oficiais divulgados na tarde de sábado ficaram bem abaixo dos 182 mil participantes esperados pelos organizadores: as polícias de Frankfurt, Munique e Berlim registraram 6 mil manifestantes, segundo a Reuters.

O Ministério do Interior da França contabilizou 779 detenções no sábado, “sem incidente maior na segunda parte da noite”, segundo a RFI. O dirigente do grupo estudantil “Lyceens!”, Pierre Sourzat, disse que alguns liceus serão bloqueados a partir de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, quando os estudantes voltam de duas semanas de férias, segundo o The Hindu. A campanha de bloqueios será retomada na segunda-feira, disse ele, para quem as propostas do governo não foram longe o suficiente.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram em mais de 50 cidades da Itália na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, contra a alta do custo de vida e o estado precário de serviços públicos como saúde e educação, segundo a CNN. A greve geral nacional, convocada pelo sindicato anticapitalista Unione Sindacale di Base (USB), reuniu professores e trabalhadores da agricultura e da saúde, entre outros, e agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim. Os maiores atos ocorreram em Milão, Turim e Roma, onde jovens e idosos criticaram a primeira-ministra Giorgia Meloni e seu governo de direita.

Centenas de milhares de manifestantes, em sua maioria jovens, voltaram às ruas em toda a França no sábado, no terceiro fim de semana seguido de atos sobre custo de vida e educação, segundo a Associated Press (AP). O governo francês estimou 320 mil manifestantes no país no sábado, menos do que nos protestos anteriores, e cerca de 70 mil policiais e gendarmes foram mobilizados, com as marchas em Paris desviadas para a periferia da capital.

Manifestantes saquearam várias lojas em Frankfurt na noite de sábado e confrontos ocorreram na cidade e em outras cidades alemãs depois de protestos de massa majoritariamente pacíficos contra o custo de vida. A polícia de Frankfurt afirmou que janelas de várias lojas foram quebradas e que coquetéis molotov foram lançados contra equipes de emergência, e houve episódios de violência em Berlim, Colônia e Hamburgo, com uso de canhão de água. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, ocorreram em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique, contra o serviço militar obrigatório e por mais investimentos em educação, em meio ao custo de vida. Autoridades de Frankfurt, Munique e Berlim contabilizaram até 18 mil manifestantes, cerca da metade da estimativa dos organizadores. Na França, mais de 320 mil pessoas foram às ruas no sábado e 565 foram presas em todo o país, e um policial foi atingido por um coquetel molotov em Paris.

A votação das eleições parlamentares da Sérvia de 25 de outubro de 2026 será repetida neste domingo, 1º de novembro, em 53 seções eleitorais, por decisão da Comissão Eleitoral (RIK), tomada em sessão na noite anterior em Belgrado. Têm direito a voto nessas seções 24.438 eleitores, e a comissão aprovou por unanimidade a impressão de 24.438 cédulas para a repetição.

Dezenas de policiais, alguns acompanhados de cães, entraram na praça do Rossio por volta das 4h30 GMT de domingo para dispersar um acampamento por moradia, um dia depois de milhares de pessoas marcharem em Lisboa exigindo que o governo retire um projeto de lei de arrendamento, segundo a Al Jazeera. Os manifestantes haviam erguido mais de 50 tendas depois da marcha de sábado na capital. A intervenção repetiu operações nas mesmas praças no domingo anterior, quando a polícia prendeu 25 pessoas em Lisboa e seis no Porto.

Os níveis de armazenamento de gás da Alemanha estavam em 61,35% em 30 de outubro, bem abaixo da meta de 80% que o país fixou para 1º de novembro, segundo a associação alemã de armazenamento de gás INES, em texto da Reuters publicado pelo site da Euronext. A associação atribui o nível baixo à guerra do Irã e ao impacto nos preços, que tornou o enchimento dos reservatórios no verão antieconômico.

O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, reuniu neste sábado no palácio presidencial representantes de partidos nacionalistas, de extrema direita e de parte da coalizão de governo, em meio ao impasse em torno do Tribunal Constitucional; o partido do primeiro-ministro Donald Tusk, a Coalizão Cívica, não compareceu, segundo a Al Jazeera. Em discurso na noite de sábado, Tusk acusou líderes da oposição nacionalista conservadora de querer “destruir a democracia e o Estado de direito”. Em pronunciamento televisionado, ele disse estar certo de que o Tribunal Constitucional “vai funcionar como deve”, de forma independente dele e conforme a Constituição, segundo a Reuters.

Jovens na Alemanha foram às ruas em cerca de 34 cidades pedindo mais voz política e um futuro com mais perspectiva, segundo a DW. Em Frankfurt, manifestantes mascarados saquearam lojas em 31 de outubro, quando os protestos ficaram violentos, e a polícia disparou canhões de água contra jovens que lançavam coquetéis molotov, segundo o Straits Times. Uma loja de armas estava entre os estabelecimentos saqueados, com as vitrines quebradas; a polícia disse ter prendido um suspeito e apreendido duas armas.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas neste sábado em protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em apoio ao grupo banido Palestine Action, número acima das 48 detenções divulgadas mais cedo no mesmo ato. A maioria dos detidos expressou apoio a uma organização proscrita, segundo comunicado da Polícia Metropolitana de Londres citado pela AP News. A Al Jazeera registrou ao menos 139 presos depois que manifestantes desafiaram o aviso para não comparecer ao ato contra a proscrição do Palestine Action.

A polícia de choque foi mobilizada diante do Tribunal Constitucional da Polônia enquanto a disputa sobre quem deve ocupar a corte virava confronto entre o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e a oposição nacionalista, segundo a Al Jazeera. Na noite de sexta-feira, centenas de manifestantes se reuniram diante do prédio, em Varsóvia, depois que juízes eleitos pela atual maioria parlamentar anunciaram a suspensão do presidente do tribunal, Bogdan Swieczkowski, e de seu vice, Bartlomiej Sochanski. A polícia protege o Tribunal Constitucional enquanto os protestos eclodem pela suspensão do chefe da corte, segundo a AP News.

A tradicional foto de família que abre a reunião de chanceleres do G20 foi cancelada nos Estados Unidos depois que países como Austrália e Reino Unido se recusaram a aparecer ao lado do chanceler russo Sergei Lavrov, segundo o Guardian. Cerca de um terço dos países sinalizou que não posaria ao lado de representantes russos, e o secretário de Estado, Marco Rubio, cancelou a sessão de fotos. “Em nenhum caso haverá foto de família com os parceiros europeus e o senhor Lavrov juntos porque não há normalidade com a Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul.

O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, convocou consultas de emergência com representantes de grupos parlamentares por causa do conflito em torno do Tribunal Constitucional, segundo a agência TASS. O chefe do gabinete presidencial leu a declaração em que Nawrocki justificou a convocação por uma ameaça à segurança interna do país e afirmou que as consultas buscam estabilizar a situação política e restaurar a ordem constitucional.

A Polícia Metropolitana de Londres avisou que quem comparecer neste sábado a uma manifestação de apoio à Palestine Action nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos será preso, “como parte de uma operação policial robusta”. A polícia afirma que expressar apoio ao grupo é crime previsto na Lei de Terrorismo, após a proibição da organização em junho de 2025, decisão mantida pela Corte de Apelação em junho de 2026.

Mais de 160 mil pessoas são esperadas neste sábado em manifestações na Alemanha, segundo os organizadores, em um movimento liderado por jovens e inspirado em protestos em outros países da Europa para exigir melhor educação e custos de vida menores. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, estão previstos em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. O grupo afirma que se opõe ao alistamento militar obrigatório e quer mais investimento em educação.

Dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria estudantes e trabalhadores, saíram às ruas em toda a Itália nesta sexta-feira para exigir salários mais altos e serviços públicos mais fortes, protestar contra o aumento do custo de vida e se opor ao crescimento dos gastos militares, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Em Gênova, cerca de 15 mil portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto, em ação que se somou a protestos semelhantes na Europa e em outros lugares contra o uso dos portos para embarques de armas.

Trabalhadores portuários de 22 países entraram em greve nesta sexta-feira contra a guerra e o uso de portos para exportação de armas, ação que os organizadores dizem poder interromper mais de 40% da carga do Mediterrâneo e US$ 2 bilhões em frete, segundo a Reuters. A paralisação foi convocada originalmente por sindicatos de Itália, França, Grécia, País Basco espanhol, Turquia e Marrocos e reúne mais de 25 sindicatos em 113 portos. Manifestantes em mais de 100 portos de 22 países pediram que os portuários interrompam embarques de armas para Israel, segundo o Middle East Eye.

O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, interrompeu nesta sexta-feira o voo ao Senegal e anunciou o retorno ao país depois que a polícia entrou nas instalações do Tribunal Constitucional e seu presidente foi suspenso, segundo a TRT World. A polícia afirmou que os agentes entraram no tribunal após incidentes do lado de fora, entre eles o arremesso de objetos perigosos contra policiais. O tribunal informou em seu site que o presidente Bogdan Swieczkowski foi suspenso na sexta-feira. A disputa em torno do Tribunal Constitucional se arrasta e paralisa efetivamente a instituição: no início do ano, Nawrocki, aliado do antigo governo nacionalista, recusou empossar três dos seis juízes indicados pelo parlamento.

Lojas e outros estabelecimentos em Paris e em outras cidades tamparam as vitrines nesta sexta-feira, quando a França se preparava para o terceiro fim de semana seguido de protestos, que coincidem com as celebrações de Halloween, segundo o Le Monde. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse na quinta-feira que as manifestações seriam permitidas, mas não nos centros das cidades, onde há risco de desordem pública.

Milhares de estudantes e trabalhadores foram às ruas em toda a Itália nesta sexta-feira para pedir mais financiamento para as escolas e alívio do custo de vida, com forte presença policial para evitar possíveis confrontos, segundo o Times of Israel. As marchas ocorreram em dezenas de cidades, entre elas Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim, onde houve pequenas escaramuças entre manifestantes e a polícia de choque no início do protesto.

A França impôs novas restrições a empresas israelenses de defesa antes da feira naval Euronaval, marcada para abrir perto de Paris na terça-feira, 3 de novembro, em continuidade à política francesa dos últimos dois anos – em outubro de 2024 as empresas israelenses foram inicialmente vetadas na Euronaval, decisão depois revertida por um tribunal comercial de Paris, segundo apuração do Defense & Tech citada pelo Jerusalem Post. Na mostra da próxima semana, as empresas israelenses só poderão exibir sistemas de defesa aérea e interceptação de mísseis, com representantes oficiais israelenses vetados, segundo o Ynet.

Um helicóptero CH-47 Chinook italiano da Força da União Europeia (EUFOR) caiu durante “treinamento de rotina” na região de Brcko, na quinta-feira, a cerca de 180 km ao norte de Sarajevo, matando quatro pessoas e deixando 11 feridos em condição estável, segundo a Al Jazeera – todos a bordo eram italianos, sendo dois soldados e dois voluntários da Cruz Vermelha, segundo o ministério da Defesa italiano. A EUFOR disse conduzir investigação completa e aprofundada do incidente e afirmou que não houve danos a civis ou infraestrutura civil.

Pelo menos 68 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas quando o trem da Renfe atingiu pela traseira um trem parado da Iryo perto de Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, segundo a CNN. Morreram 24 pessoas no trem da Renfe e 44 no da Iryo, os dois no trajeto entre as duas cidades. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que uma falha de computador afetou o sistema de segurança LZB ao longo de 63 quilômetros e parou automaticamente todos os trens do trecho; a gestora estatal ADIF assumiu o comando manual e autorizou o trem da Renfe a seguir para o sul apesar do sinal vermelho e sem restrição de velocidade, por uma ordem equivocada de um controlador. “Havia um sinal vermelho proibindo o movimento, e ainda assim o trem foi autorizado a prosseguir”, disse Puente. Áudios divulgados pelo El País mostram o controlador mandando o maquinista do AVE retomar a “marcha normal”, em lugar da “marcha à vista” de 40 km/h prevista no protocolo.

Havia 15 pessoas a bordo do helicóptero italiano CH-47 da Eufor, a força de paz da União Europeia na Bósnia e Herzegovina, que caiu nesta quinta-feira em Brcko, no nordeste do país, durante uma operação de rotina, segundo o Le Monde. Três morreram no local da queda, doze feridos foram levados ao hospital de Brcko e uma quarta pessoa morreu por causa dos ferimentos depois de internada. A Eufor informou que nenhum civil ficou ferido e que o acidente não provocou danos materiais.

A Promotoria Antiterrorismo da França confirmou nesta quinta-feira que Kevin T., de 39 anos, foi formalmente indiciado por homicídio e tentativa de homicídio em conexão com uma empreitada terrorista, depois de admitir que mirava pessoas que pareciam muçulmanas, africanas ou norte-africanas, segundo a Al Jazeera. Na sexta-feira passada, ele atirou de dentro do carro contra pessoas nas cidades de Trappes e La Verrière, a oeste de Paris, matando uma e ferindo outras sete, entre elas uma criança; a maioria das vítimas tinha origem estrangeira.

O presidente Vladimir Putin disse que o Ocidente fracassou em seu objetivo de infligir uma derrota estratégica a Moscou e que dificilmente conseguirá até 2030, em entrevista coletiva após a cúpula Rússia-África, segundo a agência estatal russa TASS. Putin afirmou que muitos falam apenas em se preparar para a guerra até 2030 e que a Rússia está preparada, mas não quer nenhum tipo de guerra com a Europa.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quinta-feira que a União Europeia e o Canadá seguem explorando a possibilidade de o país se tornar o primeiro “membro associado” do bloco, termo tão divisivo entre os Estados-membros que não aparece na declaração conjunta, segundo a Reuters, em texto publicado pelo South China Morning Post. Em discurso na cúpula UE-Canadá em Montreal, von der Leyen afirmou que os dois lados querem aprofundar a cooperação em inteligência artificial, clima, energia e segurança. Laços mais profundos com a Europa fazem parte da estratégia do primeiro-ministro Mark Carney para reduzir a dependência dos EUA em meio a relações tensas sob Trump, segundo o jornal. O termo, que a Alemanha e vários outros países da UE rejeitam, não tem significado jurídico.

A investigação do choque de trens que matou pelo menos 69 pessoas perto de Toledo na manhã de quarta-feira apura por que o controle mandou o maquinista de um AVE da Renfe retomar a viagem depois de uma falha de sinalização, segundo o The Guardian. Os dois trens haviam parado quando o sistema de sinalização falhou; o maquinista do trem estatal foi instruído a reiniciar o percurso e bateu na composição à frente, operada pela Iryo. A ordem para seguir “con marcha normale”, em operação normal e não em velocidade reduzida, foi descrita pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, como uma “decisão inexplicável”.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve os juros inalterados, e a notícia de que a presidente Christine Lagarde deixará o cargo mais cedo se somou à preocupação com os custos de energia e com a França, segundo a AFP.

O coletivo Gen Z Regelt convocou protestos em cidades alemãs para 31 de outubro, com mais de 150 mil pessoas inscritas segundo relatos, segundo a TRT World. O grupo pede mais verba para a educação, ação climática mais forte e uma divisão mais justa dos custos sociais, e nas demandas ao chanceler Merz e ao seu governo de coalizão defende “dinheiro para escolas em vez de cortes” e “uma vida acessível”.

O movimento estudantil da Sérvia exigiu nesta quinta-feira a renúncia de chefes da polícia, das agências de inteligência e do Judiciário enquanto se prepara para assumir o poder após a vitória eleitoral do fim de semana passado contra o ex-homem forte Aleksandar Vucic, segundo a AP News. Os estudantes pediram também que as autoridades eleitorais declarem o resultado final sem demora, depois da repetição da votação em cerca de 50 seções no próximo domingo.

Oscar Puente disse a repórteres em Madri que o sinal vermelho foi emitido por uma falha de comunicação por computador, que parou o tráfego automaticamente, e que uma decisão errada recolocou o trem da Renfe em circulação. Ao menos 68 pessoas morreram quando um expresso de alta velocidade atingiu um trem parado na quarta-feira, o segundo acidente ferroviário fatal da Espanha no ano e o mais letal da Europa desde 2013, segundo a France 24. Sánchez disse que a tragédia será investigada e que o país reforçará a segurança da alta velocidade se for preciso, para recuperar a confiança no sistema.

O contrato holandês TTF, referência do gás na Europa, rompeu €100 por megawatt-hora na tarde de quarta-feira, nível visto pela última vez em dezembro de 2022, no auge da crise energética que seguiu a invasão da Ucrânia pela Rússia em larga escala. O contrato para o mês seguinte foi negociado a €100,37/MWh às 16h CET, alta de mais de 4% no dia, ante cerca de €32 antes do início da guerra do Irã, no fim de fevereiro. O papel chegou a ser negociado brevemente a €100/MWh por volta das 13h35 GMT, alta de cerca de 4% sobre a sessão anterior, segundo dados da Intercontinental Exchange (ICE).

O balanço provisório da colisão de trens em Urda subiu a ao menos 68 mortos, 24 no trem da AVE e 44 no da Iryo, segundo o Le Monde, que cita o anúncio do presidente da região de Castela-Mancha, Emiliano García-Page. O líder socialista espanhol decretou três dias de luto nacional, de quinta a sábado.

A falha no sistema principal de sinalização da linha e a decisão posterior de retomar a circulação manualmente estão no centro das primeiras apurações sobre a colisão de trens em Toledo, que pode ter sido provocada por erro humano, segundo fontes do governo espanhol, conforme o El País. Oito trens foram parados na área após a falha; o centro de controle passou à operação manual e instruiu todos os trens a retomar a marcha. O ministro dos Transportes espanhol apontou uma decisão “inexplicável” como possível causa da colisão, segundo a Xinhua.

O balanço da colisão de trens em Urda, na província de Toledo, subiu a 64 mortos e 58 feridos, segundo a atualização do governo local divulgada nesta quarta-feira. Quarenta dos mortos viajavam no trem da Iryo e 24 no AVE (Alta Velocidad Española) da Renfe, acrescentou o mesmo balanço. O governo regional de Castilla-La Mancha, comunidade onde ocorreu o acidente, confirmou o número de 64 mortos, segundo a BBC. Os serviços de emergência ouvidos pelo El País indicaram que um trem da Renfe bateu na traseira de um trem da Iryo que estava parado na via, e dois vagões caíram por uma ribanceira.

A polícia sérvia matou na quarta-feira um agressor diante da embaixada de Israel em Belgrado depois que um policial foi alvo de um “ataque terrorista”, conforme disse o ministro do Interior de saída, Ivica Dacic, segundo o Le Monde. Dacic afirmou que o nível de ameaça terrorista foi elevado ao máximo, o “alerta vermelho”, o que significa verificações de segurança mais rígidas e presença policial maior em locais sensíveis, incluindo instalações de infraestrutura e locais onde há grande concentração de pessoas.

Pelo menos 10 pessoas podem ter morrido e muitas ficaram feridas na colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, segundo o The Guardian. Os serviços entre Madri e a Andaluzia, no sul do país, foram suspensos após uma colisão traseira entre duas composições na manhã de quarta-feira. Uma porta-voz do governo local disse à TVE que o número de mortos “quase certamente vai subir”.

Um agressor atacou com facas um guarda diante da embaixada de Israel em Belgrado e foi morto pouco depois da meia-noite, segundo a polícia sérvia citada pelo Times of Israel. O ministro do Interior da Sérvia classificou o caso como “ataque terrorista”, elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo e reforçou o policiamento em locais estratégicos, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que nenhum funcionário se feriu e que a embaixada estava fechada por ser de madrugada.

Promotores britânicos acusaram dois cidadãos britânicos com base na Lei de Segurança Nacional por um incidente no mês passado na base aérea de Fairford, e a polícia afirma que os dois são suspeitos de ajudar o Irã, segundo a CNN. A base havia sido usada por bombardeiros B-1 dos Estados Unidos em ataques contra o Irã, e os aviões foram retirados por razões de segurança pouco depois de cinco homens serem presos nos arredores da base, na madrugada de 27 de setembro.

O presidente da Finlândia e o primeiro-ministro da Noruega tiveram nesta terça-feira uma conversa “franca e substantiva” com o presidente da Rússia, Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, segundo o Le Monde. Um comunicado dos dois líderes nórdicos afirmou que a conversa foi realizada em consulta com a Ucrânia e ocorreu após um encontro em Oslo, em 20 de outubro, entre Støre, Stubb, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff.

A Lista Estudantil, que venceu a eleição parlamentar de domingo na Sérvia com 52,73% dos votos nas parciais, não vai impor sanções à Rússia, disse à RT Balkan o representante da chapa vencedora, Jovo Bakic. Segundo ele, o novo governo manterá as relações de longa data com Moscou apesar da pressão da União Europeia (UE).

Tempestades atingiram o norte da Europa neste domingo e cortaram a energia de mais de 150 mil casas, forçaram o cancelamento de centenas de voos e silenciaram redes de telefonia, segundo a AFP. Autoridades dos países disseram que mais de 82 mil casas no Reino Unido, quase 60 mil na França e pelo menos 10 mil na Alemanha tiveram o fornecimento cortado pela passagem das tempestades Boelo e Austen em menos de 24 horas uma da outra. O aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, cancelou dezenas de voos no domingo; a AFP contou cerca de 90 voos cancelados no site do aeroporto, com destino principalmente a cidades europeias como Paris, Roma e Dublin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a primeira reação de líderes europeus à agitação no continente foi antiamericana, com alegações de que os eventos decorriam das ações do governo dos Estados Unidos e de seu apoio a partidos de direita, segundo a agência TASS. Ele afirmou ter se surpreendido com isso, em entrevista ao repórter Pavel Zarubin, do Vesti. Segundo Putin, as alegações de que a Rússia estaria incitando agitação em massa na Europa não surgiram de imediato.

Soldados guardam o centro de Milão enquanto milhares de manifestantes marcham em cidades da Europa, noticia o The Hindu. Os protestos vão de Milão a Madri, com forças de segurança contendo confrontos, e incluem pautas de campus, previdência, moradia e anticorrupção, segundo o jornal. Em várias cidades italianas, os atos enfrentaram gás lacrimogêneo e canhões de água, segundo a TRT World.

A Sérvia vai às urnas em eleições legislativas que opõem o líder de longa data Aleksandar Vucic a um movimento estudantil anticorrupção, segundo a Al Jazeera. Pesquisas mostram Vucic em disputa apertada contra o movimento anticorrupção e antiautoritário, de acordo com a mesma reportagem. O pleito coloca Vucic sob ameaça de derrota eleitoral, escreve o Le Monde.

Protestos contra a guerra e o aumento do custo de vida voltaram às principais cidades italianas neste sábado, uma semana depois dos distúrbios que atingiram o país, com confrontos entre manifestantes e policiais em Turim, Roma e Bolonha e atos majoritariamente pacíficos em Milão, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. As autoridades montaram forte esquema de segurança e muitas lojas fecharam por precaução; testemunhas da Reuters não viram saques nem depredações.

100 pessoas foram detidas em Barcelona na noite de sábado, depois que manifestantes encapuzados de um ato antissistema saquearam lojas e atearam fogo em mobiliário urbano no entorno da Plaza de Catalunya, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A convocação circulou em redes sociais sob o lema “contra o sistema”, com a expressão “Institut Indignats”, tradução de “Lycées Indignés”, usada nas mobilizações estudantis na França nas últimas semanas. Núria Parlon, responsável pelo Interior da Catalunha, disse que mais de 30 incêndios foram provocados e 14 lojas foram vandalizadas ou saqueadas, e que cerca de 25% dos detidos eram menores de idade.

Quase 1.000 pessoas foram presas na França neste sábado, ao final de mais um dia de protestos que levou centenas de milhares às ruas e terminou com confrontos, segundo a BBC. O Ministério do Interior estimou 410 mil manifestantes no país, enquanto os sindicatos falaram em cerca de 800 mil. Depois de manifestações em geral pacíficas, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhão de água em várias cidades, incluindo Paris, e barricadas foram incendiadas em Marselha.

O Ministério do Interior da França estimou em 410 mil o número de manifestantes em todo o país neste sábado, sendo 110 mil em Paris, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour. A procuradoria de Paris informou 64 detidos ligados ao ato de sábado na capital e 40 colocados sob custódia policial, entre eles seis menores. No fim da marcha, perto do Porte de Vincennes, alguns manifestantes atiraram projéteis enquanto a polícia disparava salvas de gás lacrimogêneo e usava canhões de água para dispersar as pessoas. As autoridades haviam confinado a marcha da capital à borda sudeste da cidade, mantendo os manifestantes longe dos bairros centrais.

A Itália enviou 500 soldados adicionais a Milão, além de centenas já estacionados na cidade, para apoiar cerca de 5 mil policiais e outros agentes de segurança diante de novos protestos, segundo a Associated Press (AP), em texto publicado pelo Times of Israel. As autoridades fazem vigilância com drones, controles em estações ferroviárias e monitoramento on-line de possíveis convocações à violência. Protestos estão marcados para este sábado em várias outras cidades europeias, de Portugal à Albânia, segundo a AP.

Em Lyon, a polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 150 manifestantes que bloquearam brevemente uma via perto do centro, onde os atos haviam sido proibidos, segundo a TRT World. Em Paris, veículos blindados foram posicionados perto do Palácio do Eliseu, onde o perímetro de segurança foi ampliado além do tamanho habitual, segundo a TASS. Em Orléans, milhares de pessoas marcharam contra Le Pen e contra Macron gritando palavras de ordem antifascistas.

As autoridades francesas anunciaram a primeira infecção humana já registrada pelo vírus Shamonda (SHAV, na sigla em inglês), uma doença que até agora só atingia animais, segundo comunicado do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). O caso envolveu “um paciente em tratamento de uma doença grave que o tornava mais suscetível a infecção e complicações do que a população em geral”, segundo o ECDC. O homem morreu no início de outubro, e a França investiga “se o vírus causou ou contribuiu para a morte do paciente e como a infecção foi adquirida”. O SHAV foi detectado na Europa pela primeira vez no verão passado, na França, e desde então foi identificado em fazendas da Alemanha, da Áustria, da Bélgica, da Espanha, da França, da Irlanda, da Itália, de Liechtenstein, de Luxemburgo, dos Países Baixos, de Portugal e da Suíça.

O Ministério das Relações Exteriores da Áustria disse nesta sexta-feira que expulsaria quatro diplomatas russos baseados em Viena por “atividades incompatíveis com o status diplomático”, expressão que, segundo o Jerusalem Post, costuma designar espionagem. Três deles trabalhavam na embaixada da Rússia na Áustria e um na delegação russa junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), na área de segurança militar e controle de armas, segundo o ministério. Com a medida, chega a 18 o número de diplomatas russos expulsos pela Áustria desde 2020.

A França vai mobilizar cerca de 70 mil policiais em todo o país para os protestos deste fim de semana, disse o governo nesta sexta-feira, depois de alguns dos piores episódios de violência urbana dos últimos anos terem irrompido à margem de manifestações uma semana atrás. Em comunicado à agência Associated Press (AP), o Ministério da Cultura disse que o Louvre, os museus Orsay e Picasso e o Grand Palais ficariam fechados. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse que os tribunais já enviaram 217 pessoas à prisão pelos episódios de sábado, metade delas rés primárias. O presidente Emmanuel Macron, segundo assessores, está adiando uma visita prevista para este mês à Nigéria e ao Senegal em meio à crise. Ele reuniu o conselho de defesa, com seus principais ministros e autoridades, e receberia as forças de segurança.

Dezenas de milhares de apoiadores do movimento estudantil de oposição lotaram o centro de Belgrado no comício final antes da eleição parlamentar de domingo, na qual esperam derrotar o partido do veterano líder Aleksandar Vucic. O pleito foi convocado após quase dois anos de protestos estudantis deflagrados pelo desabamento da marquise de uma estação ferroviária recém-reformada em Novi Sad, em 2024, que matou 16 pessoas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que protestos considerados “ilegítimos” serão proibidos nos próximos dias e que convocará na sexta-feira um conselho de defesa sob sua presidência, enquanto manifestações de grupos organizados, como sindicatos, terão percursos alternativos para proteger os negócios, segundo a France 24. Só protestos organizados por sindicatos serão autorizados nos atos nacionais de sábado, disse ele. Em Lyon, o prefeito do Ródano decidiu proibir por decreto todas as manifestações na cidade neste sábado, 24 de outubro, segundo o The Hindu.

As autoridades francesas confirmaram que um paciente que morreu em um hospital de Lyon no início de outubro estava infectado pelo vírus Shamonda, o primeiro registro do vírus em um ser humano, segundo a Al Jazeera. O Ministério da Agricultura da França afirmou na quinta-feira que não há riscos sanitários identificáveis para a população em geral neste momento. Segundo o Ministério da Saúde francês, o paciente tinha “imunodeficiência grave” e fazia tratamento de uma doença séria nos Hospices Civils de Lyon, informou a TRT World.

A Câmara baixa do parlamento da Irlanda aprovou por 79 votos a 71 o projeto que retira a exigência de aval da Organização das Nações Unidas (ONU) para o envio de militares irlandeses ao exterior, segundo a France 24. Hoje, três etapas – apelidadas de “trava tripla” – precisam ser cumpridas antes que mais de 12 integrantes das forças de defesa irlandesas sejam enviados a qualquer missão: o aval do governo, o do parlamento e o da ONU, este último a ser eliminado. O texto também eleva de 12 para 50 o número de soldados que podem ser deslocados sem aprovação parlamentar. A oposição alertou que a medida ameaça a neutralidade militar histórica do país.

A comissão intergovernamental Rússia-Eslováquia para cooperação econômica, científica e técnica fará uma sessão em Moscou em 26 de outubro, informou o Ministério das Relações Exteriores eslovaco na noite de terça-feira, segundo a Reuters. A retomada das consultas vem depois de viagens repetidas do primeiro-ministro Robert Fico a Moscou, inclusive em maio deste ano.

Milhares de pessoas se reuniram em Lisboa, no Porto e em outras cidades portuguesas na noite de terça-feira, segundo a Deutsche Welle. Os manifestantes prometem continuar a campanha por moradia acessível depois que a polícia desmontou acampamentos de tendas e prendeu ao menos 55 pessoas.

O rendimento do título francês de 10 anos superou 5% nesta quarta-feira, o maior nível desde 2002, com investidores exigindo retorno maior para deter a dívida do país em meio a um impasse orçamentário e protestos violentos nas ruas, segundo o Le Monde. Segundo o jornal, o prêmio em relação ao título alemão de 10 anos, referência de crédito na zona do euro, disparou para cerca de 160 pontos-base.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta quarta-feira os líderes estrangeiros que fizeram comentários estúpidos sobre os tumultos à margem dos protestos no país e disse que circularam imagens geradas por inteligência artificial mostrando cenas que nunca ocorreram na França, junto com alegações de que o país teria sido invadido por hordas de migrantes e islamistas. Segundo o Le Monde, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na terça-feira que a França foi atingida por uma invasão do islã extremista, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, declarou que o que acontece na França tem a ver com imigração.

As forças de segurança francesas prenderam nesta terça-feira um homem apontado como ligado a movimentos de ultraesquerda pelo incêndio da prefeitura histórica de Limoges, segundo o The Hindu. O homem, de 34 anos, conforme uma fonte a par do caso, foi detido por agentes da unidade RAID na cidade vizinha de Val d’Issoire, informou o Ministério Público de Limoges, e a Subdireção Antiterrorista (SDAT) foi acionada para investigar o suspeito de incêndio criminoso no prédio de 1883, cujo telhado e campanário desabaram. No Parlamento, os deputados fecharam acordo nesta terça-feira para criar uma comissão de inquérito sobre os atos de violência do fim de semana, segundo a Carta Capital.

O movimento estudantil Student List, que há dois anos mantém protestos constantes na Sérvia, apresenta 250 candidatos na eleição parlamentar de domingo e, segundo o Guardian, é o desafio mais sério que Aleksandar Vučić enfrenta em 12 anos de poder que o jornal descreve como cada vez mais autoritário. Vučić deixou a presidência no mês passado, cinco meses antes do fim do segundo e último mandato previsto na Constituição, com o objetivo de continuar no poder como primeiro-ministro, à frente do Partido Progressista Sérvio (SNS).

A Itália aprovou nesta terça-feira o envio de 500 militares a Milão depois dos confrontos violentos nos protestos contra o preço dos combustíveis, que atingiram a produção de massas e as entregas de alimentos no sul do país, segundo a France 24. O governo também anunciou novas medidas de segurança para enfrentar protestos violentos como os que danificaram o distrito comercial central de Milão no fim de semana, quando manifestantes, muitos deles menores de idade, saquearam lojas e incendiaram imóveis, informou a Associated Press (AP). Um decreto do governo prevê o envio de 500 soldados adicionais a Milão até o fim do ano, obriga os pais a pagar por danos causados por menores e torna mais fácil processar menores acima de 14 anos.

O governo francês vai reforçar a polícia com tropas e montar uma grande operação de segurança para os protestos previstos para sábado, anunciou o governo nesta terça-feira, segundo o South China Morning Post (SCMP). O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que “o dispositivo do próximo sábado será massivo” e que a prioridade imediata é restaurar a ordem depois dos saques e tumultos que atingiram Paris, Marselha, Lyon e outras cidades em 17 de outubro. Ele disse ainda que novos toques de recolher serão impostos onde for necessário, segundo a NHK World.

O spread entre os rendimentos dos títulos francês e alemão de dez anos é o maior desde o fechamento de janeiro de 2012, quando a zona do euro vivia uma crise de crédito que exigiu intervenções do Banco Central Europeu, segundo o Le Monde. O rendimento do título francês de dez anos (OAT) subiu a 4,94% nesta terça-feira, mais de 150 pontos-base acima do papel alemão equivalente, considerado referência europeia de solvência. O Guardian calcula o spread em 143,6 pontos-base, contra mais de 150 segundo o Le Monde, a caminho do maior fechamento desde o início de 2012, em meio à onda de protestos de rua na França.

Múltiplos serviços do Google Cloud enfrentavam interrupções graves de rede no data center europeu da empresa em Londres nesta terça-feira, segundo o site de status dos serviços da companhia. O banco digital britânico Revolut disse que enfrentava interrupção em vários serviços, que uma fonte próxima do caso atribuiu à pane do Google Cloud. O Google afirmou que o incidente começou às 06h08 GMT de terça-feira.

Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff devem viajar à Noruega nesta semana para a próxima rodada de negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo Hindustan Times. As fontes, que falaram sob anonimato, disseram que a agenda é provisória e pode mudar.

Protestos antigovernamentais na Albânia chegaram ao sétimo dia consecutivo, com o primeiro-ministro Edi Rama renovando a oferta de diálogo incondicional com os manifestantes em meio a choques violentos com a polícia em Tirana, segundo a imprensa local citada pela TRT World. Equipes antimotim usaram gás lacrimogêneo e canhão de água para dispersar a multidão perto do parque Rinia, e os confrontos se intensificaram quando manifestantes atiraram pedras, fogos de artifício e coquetéis molotov contra policiais posicionados perto do Ministério do Interior.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, atribuiu os distúrbios na França à imigração e disse que Paris vai ser uma cidade muçulmana em breve: “O mundo inteiro estava chegando e, como você sabe, Paris vai ser uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, afirmou, completando: “Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não.” O vice-presidente JD Vance, um dia antes, escreveu na rede X que “liberais ocidentais importaram o terceiro mundo para a França”. Os protestos de sábado, convocados por causa do aumento do preço dos combustíveis e pela queda do poder de compra, escalaram em várias cidades, com uma prefeitura histórica incendiada e 1.800 prisões, segundo o The Guardian.

A polícia de Paris decretou toque de recolher em áreas específicas da cidade, da noite desta segunda-feira até a manhã de terça, e proibiu protestos em certas regiões no período noturno, segundo o Le Monde. “Estou absolutamente determinado a restaurar a ordem pública”, disse o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que afirmou estar pronto para impor estado de emergência “se for preciso”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu a renúncia nesta segunda-feira, depois de mais de 2.500 pessoas presas e quase 1.000 integrantes das forças de segurança feridos. No sábado, cerca de meio milhão de pessoas saíram às ruas em toda a França contra a alta do custo de vida, auge de quatro semanas de protestos que começaram com estudantes secundaristas.

A polícia italiana deteve 271 jovens em Milão no domingo, durante distúrbios, após um segundo dia de protestos contra serviços públicos ruins e o aumento do custo de vida, segundo as autoridades, em informação do Jerusalem Post. Dos levados a delegacias, 32 foram presos, entre eles 23 menores e 13 estrangeiros, informou a polícia nesta segunda-feira.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, chamou de “absurdas” as acusações de envolvimento russo nos distúrbios na Europa e disse que ninguém mais leva essas acusações a sério, “nem na própria Europa”, em declarações à Zvezda News nesta segunda-feira, segundo a TRT World.

Milão viveu neste domingo, 18 de outubro, um segundo dia de confrontos entre jovens e polícia em torno da Piazza Duomo, com garrafas arremessadas, lojas saqueadas e depredação por vândalos em sua maioria vestidos de preto, de acordo com o Le Monde. A polícia prendeu cerca de 70 pessoas desde sábado, conforme a agência Ansa, e a primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para segunda-feira. Os confrontos começaram no sábado, à margem de uma manifestação autorizada contra o custo de vida.

A polícia de Paris prendeu 855 pessoas nos protestos de sábado, número recorde para um único evento, segundo o The Guardian. O prefeito da cidade, Emmanuel Grégoire, disse que ruas inteiras da capital foram devastadas. Em Limoges, no centro da França, a prefeitura foi em grande parte perdida em um incêndio provocado por manifestantes mascarados, segundo o principal responsável regional, à AFP.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical da França, afirmou que mais de 500 mil pessoas entraram nos protestos nacionais deste sábado contra o custo de vida, segundo a France 24. Um manifestante teve a mão arrancada por uma granada de controle de multidão da polícia, segundo uma fonte policial citada pela Agence France-Presse (AFP), e manifestantes mascarados arrebentaram as portas de vidro da prefeitura de Lille ao forçar a entrada.

A polícia da Albânia disparou o que pareciam ser balas de borracha contra manifestantes neste sábado, no quinto dia de protestos estudantis em massa que pedem a saída do premiê Edi Rama, segundo o South China Morning Post (SCMP). Imagens da Reuters mostraram a polícia disparando com espingarda contra a multidão diante do Ministério da Educação, e repórteres encontraram cartuchos no chão; dois jornalistas da Reuters e vários manifestantes foram atingidos e ficaram com marcas arredondadas. O premiê Edi Rama rejeitou na quinta-feira os pedidos de renúncia, quando milhares de manifestantes quebraram janelas e enfrentaram a polícia com canhão de água e gás lacrimogêneo na capital.

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, culpou “mãos estrangeiras” pelos protestos liderados por estudantes que pedem sua renúncia e se tornaram mais violentos, segundo a Al Jazeera. Numa mensagem em vídeo na sexta-feira, ele disse que há “mãos estrangeiras que não desejam que a Albânia esteja em paz”. A polícia afirmou que 160 pessoas foram detidas por supostos atos de violência na quinta-feira à noite, e os protestos se espalharam para Elbasan, Shkodra e Korca, onde manifestantes quebraram janelas e atearam fogo a lixeiras, segundo a mídia local.

Milhares de estudantes foram às ruas nesta sexta-feira (16) em Roma, Milão, Bolonha e Turim para exigir melhorias estruturais na educação pública e protestar contra o governo da premiê Giorgia Meloni, segundo o Opera Mundi. Grupos estudantis denunciaram a deterioração progressiva da infraestrutura escolar e exigiram que os 13 bilhões de euros destinados a gastos militares sejam redirecionados para a educação. Representantes da Opposizione Studentesca d’Alternativa anunciaram uma greve geral para 30 de outubro, e os organizadores estimam que 400 mil pessoas participaram dos protestos em toda a Itália. Segundo o sindicato policial Siulp, pelo menos 18 agentes ficaram feridos durante a marcha diante do Ministério da Educação.

Os líderes europeus declararam apoio a Volodymyr Zelensky em Bruxelas nesta sexta-feira, em um momento de grande tensão entre Kiev e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o G1. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que não é o momento de retirar o apoio à Ucrânia nem de aliviar as sanções contra a Rússia. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que “o Starlink é realmente necessário para a Ucrânia” e admitiu que a Europa não consegue substituir o sistema a curto prazo.

Manifestantes invadiram o prédio do Ministério da Educação da Albânia durante a noite e atearam fogo no interior, segundo a polícia, que contabilizou 16 prisões. Centenas de estudantes se reuniram, atiraram pedras contra o ministério e exigiram melhores condições universitárias e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, segundo a Al Jazeera. Dezenas de milhares de estudantes tomaram as ruas de Tirana na quarta-feira, incendiando um prédio do governo e dois bancos e atirando pedras contra a polícia durante um protesto contra o aumento dos custos da educação e a corrupção, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Brasil 247.

O Vaticano informou que o papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com câncer de pulmão depois que cirurgiões removeram parte de seu pulmão direito nesta terça-feira, conforme o boletim médico. Para tornar o procedimento curativo, o lobo inferior do pulmão direito foi retirado com uma técnica videoassistida. A cirurgia durou 90 minutos e não teve complicações, e o Vaticano não detalhou o prognóstico de recuperação nem o curso do tratamento, segundo a Al Jazeera.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que o Irã ampliou seus alvos no Reino Unido para instalações militares e que o suposto plano contra a base da RAF em Fairford, administrada pelos Estados Unidos (EUA), não foi um caso isolado, segundo o Los Angeles Times. McCallum disse ainda que as autoridades britânicas fizeram mais de 50 prisões em “operações ligadas ao Irã” nos últimos 12 meses, conforme o The Hill.

Mais de 160 mil colegiais, estudantes e sindicalistas foram às ruas em cidades de toda a França conforme os protestos sobre o ensino médio chegavam à terceira semana, segundo o The Guardian. O Ministério do Interior francês contou 161.500 manifestantes nesta terça-feira, depois de mais de 260 mil na terça-feira anterior e 75 mil na quinta-feira. A ativista sueca Greta Thunberg participou de um protesto no início do dia em frente ao Lycée Paul Éluard, em Saint-Denis, subúrbio de Paris, e disse: “Os jovens não estão sendo incluídos na conversa.” A polícia de choque disparou gás lacrimogêneo no fim das marchas em Nantes e perto da região de Montparnasse, em Paris, e cerca de 90% das universidades francesas tiveram as atividades interrompidas, segundo o jornal.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que a Rússia segue como o “agressor número um” e que as missões operacionais de combate ao terrorismo e às ameaças estatais estão em escala praticamente igual, segundo a BBC News. Ele afirmou que o MI5 fez mais de 50 prisões no último ano por atividades ligadas ao Irã. McCallum disse ainda que o Irã tenta atingir instalações militares no Reino Unido e que o complô suspeito contra uma base aérea operada pelos Estados Unidos (EUA), em setembro, “não é único”, segundo a ABC News, em texto distribuído pela Associated Press (AP).

O papa Leão XIV foi internado na manhã desta terça-feira no hospital Gemelli, em Roma, para uma operação de retirada de nódulo no pulmão, segundo o G1. O Vaticano não disse se o nódulo é maligno ou benigno, mas afirmou que está “bem controlado e em estágio inicial”. O cardeal Piero Parolin afirmou que está “preocupado” com a cirurgia “porque não se esperava uma coisa dessas”, mas que o pontífice está “sereno”. A cirurgia estava agendada para as 11h no horário de Brasília, segundo fontes da Santa Sé.

O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam Ceuta meses depois de mais de 70 mil migrantes terem chegado vindos do Marrocos, informou a France 24. A visita dividiu os moradores e pode reacender tensões diplomáticas com o Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla.

O governo da Hungria submeteu ao Parlamento, no fim do dia 14 de setembro, um projeto de lei que remove as regras anti-LGBTQ+ implementadas pelo governo nacionalista anterior, de Viktor Orbán, que proibiam a “promoção da homossexualidade” para menores de 18 anos, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Straits Times. O governo de Orbán, derrotado depois de 16 anos numa eleição em abril, promovia uma agenda cristã-conservadora e, em 2021, proibiu a “exibição e promoção da homossexualidade” e a mudança de gênero em conteúdo acessível a menores de 18 anos. A nova ministra da Justiça, Márta Görög, disse em maio que a Hungria precisaria revisar a legislação que restringe o acesso de menores a conteúdo LGBTQ+ depois de o tribunal superior da União Europeia (UE) decidir em abril que as restrições violavam o direito da UE.

Um ciberataque elevou a temperatura de refrigeradores e freezers de centenas de supermercados na França a até 50°C, provocando incêndios e estragando alimentos, segundo o The Hindu. A procuradoria de Paris disse na segunda-feira (12 de outubro de 2026) que um ataque “em larga escala” atingia refrigeradores conectados de várias grandes redes de varejo de alimentos em todo o país, com perda de comida e incêndios. Segundo a Al Jazeera, as prateleiras ficaram vazias na França, com hackers elevando as temperaturas remotamente e forçando centenas de lojas a descartar alimentos.

A França se preparava nesta terça-feira (13 de outubro de 2026) para novas manifestações nacionais em apoio a estudantes que protestam há semanas contra condições precárias nas salas de aula, com autoridades e participantes receosos de mais violência, segundo o The Hindu. As manifestações de quinta-feira (8 de outubro de 2026) levaram mais de 70 mil pessoas às ruas em todo o país, com cerca de 500 presos. Na segunda-feira (12 de outubro de 2026), apenas 130 dos 3.700 liceus franceses estavam fechados, segundo o Ministério da Educação, que afirmou que “o número de fechamentos de escolas está caindo... a violência está se intensificando”.

A Rússia disse ter vendido mais de US$ 320 bilhões em hidrocarbonetos a países europeus desde 2022, apesar das sanções impostas por causa da guerra na Ucrânia, segundo a France24. O vice-premiê russo encarregado da energia, Alexander Novak, situou em US$ 320,7 bilhões o volume de entregas de recursos energéticos a países da União Europeia (UE) de 2022 até hoje. Segundo Novak, os países europeus compraram US$ 21,3 bilhões em hidrocarbonetos russos só nos primeiros nove meses de 2026.

A Polônia afirma que dois cidadãos turcos foram presos na Alemanha por suspeita de incendiar uma estação da Starlink na Polônia. Segundo a Deutsche Welle (DW), os dois turcos foram detidos pela polícia alemã a pedido dos serviços poloneses, e o primeiro-ministro Donald Tusk chamou o incêndio de ato de “guerra híbrida”. O ministro de Serviços Especiais, Tomasz Siemoniak, disse não ter absolutamente nenhuma dúvida de que os serviços russos estavam por trás do incêndio do mês passado na estação em Wola Krobowska, e os dois aguardam transferência à Polônia sob mandado de prisão europeu.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, disse nesta segunda-feira que o país enfrenta uma “guerra de sombras” com alcance maior que a da Guerra Fria, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. O objetivo dessa guerra de sombras vai além de tudo o que se viu na Guerra Fria, afirmou ele. O presidente do serviço de inteligência interno alemão (BfV), Sinan Selen, disse que a Rússia emprega praticamente todas as ferramentas em suas operações híbridas, de campanhas de desinformação e manipulação de informação a sabotagem e complôs de assassinato preparados na Alemanha.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que a Rússia interferiu no referendo do Brexit e alertou que atividades semelhantes ocorrem na França e na Alemanha. Burnham afirmou ter recebido a resposta clara de que houve interferência. Ele não deu detalhes sobre o tipo ou a extensão da atividade de Moscou no referendo. É a primeira vez que um premiê britânico afirma que a Rússia tentou influenciar a votação de 2016.

A União Europeia (UE) aprovou o 22º pacote de sanções contra a Rússia e incluiu cerca de 1.600 empresas e indivíduos ligados ao setor de defesa, segundo a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, em publicação no X. A lista de designações passou de 3.100 para 4.700 posições, com sanções a 826 empresas e 743 indivíduos, segundo a resolução do Conselho publicada no Jornal Oficial da UE. Os ministros das Relações Exteriores do bloco adotaram formalmente a maior expansão já feita na lista de sanções contra a Rússia, atingindo quase 1.600 pessoas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial do país, segundo o The Moscow Times.

Dois partidos de oposição alemães, a Alternativa para a Alemanha (AfD) e o BSW (Bündnis Soziale Gerechtigkeit und Wirtschaftliche Vernunft), defenderam a retomada dos laços econômicos com a Rússia, seguindo o exemplo do acordo de diesel entre o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e Moscou, desafiando a política de sanções do chanceler Friedrich Merz, segundo a RT. A resolução conjunta está marcada para votação no parlamento da Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, em 14 de outubro. O AfD e o BSW têm maioria combinada depois das eleições regionais de setembro, embora o legislativo estadual não tenha poder para suspender sanções federais ou da União Europeia (UE) contra a Rússia.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) elegeu o presidente do parlamento estadual da Saxônia-Anhalt, a primeira legenda de extrema-direita a conquistar o cargo desde a Segunda Guerra Mundial, segundo a AFP. A sigla teve cerca de 44% dos votos no estado no mês passado, e o candidato da AfD, Tobias Rausch, recebeu 48 votos, com 29 contrários e cinco abstenções.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu uma resposta abrangente do governo no fim de outubro e rejeitou acusações de repressão policial, enquanto os estudantes pressionam por mais recursos, reparos nos prédios e mais professores. Mais de seis mil pessoas foram levadas à custódia policial nas últimas semanas e centenas de escolas fecharam; a maioria dos detidos são menores sem antecedentes criminais. O Ministério da Educação Nacional informou que 224 escolas estavam totalmente fechadas e 151 reabriam parcialmente, com base em números projetados.

Estados europeus, o Canadá, o Japão e a Organização das Nações Unidas (ONU) saíram em defesa do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra as sanções dos Estados Unidos (EUA), depois que Washington sancionou a própria corte na sexta-feira. O TPI disse que a medida é uma “agressão ao Estado de direito e aos próprios fundamentos da ordem jurídica internacional” e pediu aos seus 125 Estados-membros que defendam a instituição. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Washington baniria transações com a “corte desonesta”, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar.

Montenegro prendeu e mandou expulsar cinco cidadãos russos, entre eles o fundador da rede Rybar, Mikhail Zvinchuk, por ameaça à segurança nacional e interna, segundo o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP). A Associated Press informou que Zvinchuk atuou no gabinete de imprensa do Ministério da Defesa russo e fundou o Rybar, um canal no Telegram com mais de 1,5 milhão de seguidores. Os Estados Unidos oferecem até US$ 10 milhões por informações sobre ele e outras figuras do Rybar por tentativa de interferir nas eleições de 2024.

Milhares de pessoas marcharam em Madri em homenagem a Maricarmen, idosa de 87 anos que se tornou símbolo da luta contra os despejos, numa marcha de Sol até a antiga casa dela, segundo a laSexta. A Delegação do Governo cifrou em 20.000 o número de participantes do protesto pela moradia. O percurso de três quilômetros teve faixas como “el rentismo mata” e o grito “no son muertes, son asesinatos”, com atos também em Valência, Sevilha e Santander.

A polícia francesa fez mais de 6.600 prisões desde o fim de setembro, quando estudantes, a maioria menores de 18 anos, começaram a protestar por mais verbas para a educação, segundo o Ministério do Interior. Nesta quinta-feira, alunos barricaram com lixeiras o liceu Hélène Boucher, no nordeste de Paris, antes de a polícia avançar com gás lacrimogêneo, segundo a Associated Press. O Ministério da Educação disse que 375 escolas estavam total ou parcialmente fechadas na quinta-feira. A Al Jazeera registrou o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água contra estudantes em Paris.

A bomba caseira deixada diante da filial do Bank of America em Paris, no 8º arrondissement, na noite de 27 de março, foi uma operação orquestrada por grupos pró-Irã, concluiu o Federal Bureau of Investigation (FBI) em carta rogatória de 29 de julho enviada à Justiça francesa, segundo o Le Monde. Segundo as investigações do FBI, um iraquiano identificado como Mohammad A.-S., preso na Turquia, é suspeito de ter orquestrado 18 ataques ou planos de ataque na Europa entre março e maio contra interesses estadunidenses ou alvos ligados à comunidade judaica, em resposta à ofensiva militar que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irã em fevereiro.

Estudantes do ensino médio na França se preparavam para um novo dia de protestos nesta quinta-feira, com bloqueios em centenas de escolas desde o fim de setembro, segundo a AFP, em texto publicado pela Pakistan TV. Os protestos, no segundo dia de mobilização massiva na semana, denunciam falta de professores, grades horárias sobrecarregadas e salas deterioradas. Mais de 6.500 pessoas, na maioria menores, foram presas desde o início da mobilização, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Standard.

Um ataque russo noturno com mísseis e drones atingiu cidades ucranianas em 7 de outubro e matou ao menos 26 pessoas, segundo o Kyiv Independent. Em Pryluky, na região de Chernihiv, um míssil de cruzeiro russo atingiu um prédio residencial e matou ao menos 20 pessoas, incluindo cinco crianças, e feriu ao menos 55, segundo o Kyiv Independent. O Kyiv Post informou mais tarde um balanço de 18 mortos em Pryluky e 24 no total, citando números atualizados do serviço de emergência ucraniano, enquanto as operações de resgate prosseguiam nos escombros de um prédio de cinco andares.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira que a agência ainda não tem o quadro completo deste evento e não consegue fazer uma avaliação de risco completa. A OMS pediu compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações pela Rússia para esclarecer relatos conflitantes. Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do instituto de pesquisa anti-peste da cidade de Irkutsk, no leste da Rússia, morreu dois dias após adoecer com sintomas semelhantes a resfriado. As autoridades russas negam conexão com o instituto e dizem que ela morreu de “pneumonia de etiologia desconhecida”.

O sindicato de inquilinos de Madri anunciou a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cujo despejo provocou protestos em todo o país pela crise de moradia e uma disputa política que levou a eleições antecipadas na Espanha. Abascal foi retirada à força de maca do apartamento onde vivia havia mais de 70 anos, em setembro, depois de não conseguir pagar o aumento do aluguel. O imóvel havia sido comprado por uma firma de investimento que buscava elevar o aluguel dela em 230%, segundo o The Guardian. A onda de indignação levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleição geral antecipada, após a direita e a extrema direita derrubarem dois decretos de emergência.

Em 5 de outubro, os reservatórios subterrâneos de gás da Europa estavam 72,83% cheios, 15,13 pontos percentuais abaixo da média de cinco anos para a data e ante 82,9% um ano antes, segundo a TASS. Os estoques da União Europeia somam cerca de 79,8 bilhões de metros cúbicos, 11,7 bilhões a menos que um ano antes e o menor nível desde 2013.

Cerca de 250 mil manifestantes foram às ruas em toda a França na terça-feira, com sindicatos e professores aderindo aos estudantes do ensino médio que pedem melhores condições de aprendizagem, segundo a France 24. Protestos com saídas coletivas de salas de aula se espalharam pelo país e fecharam escolas, em meio ao descontentamento público, segundo o The Washington Post. Um policial francês foi indiciado por violência depois de disparar uma granada de gás lacrimogêneo à queima-roupa contra um estudante de 14 anos durante os protestos da semana passada, segundo a France 24.

A polícia disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes que bloqueavam escolas secundárias na França em 6 de outubro, segundo a Al Jazeera. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que não pode haver tolerância à violência nos protestos estudantis, informou o G1 Mundo. Segundo o gabinete de Lecornu, pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos. O Ministério do Interior prendeu 6.100 pessoas desde o início dos protestos, a maioria menor de idade, segundo a Al Jazeera.

A promotoria federal da Alemanha informou que o ex-presidente do Serviço Federal de Inteligência (BND), August Hanning, foi preso nesta terça-feira por suspeita de espionagem, segundo o The Guardian. Hanning chefiou o BND de dezembro de 1998 a novembro de 2005. Um ex-assessor, identificado apenas como Manfred D., também foi preso no mesmo dia. Segundo a Deutsche Welle, os indícios atuais sugerem que Manfred D. repassou a Hanning cerca de 2.000 documentos, muitos deles com informação classificada.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, após uma derrota parlamentar, segundo a BBC. O Partido Popular (PP), conservador, e o Vox, de extrema-direita, votaram contra as medidas de habitação do governo, que buscavam impedir despejos de inquilinos. Sánchez pediu mobilização por uma maioria progressista maior para derrotar as elites e conquistar direitos sociais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os EUA retiraram os bombardeiros de RAF Fairford por causa de “algumas ameaças” à base, segundo a BBC. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o país mantém plena confiança na segurança de todas as suas bases e que as autoridades britânicas têm cooperado desde o incidente.

Milorad Dodik, banido de cargos públicos por seis anos, declarou vitória do seu partido na eleição da Bósnia e disse que terá “vasta maioria”, segundo a Euronews. Com 95% dos votos contados, sua candidata, Zeljka Cvijanovic, estava a caminho de manter a vaga sérvia na presidência tripartite, segundo a Euronews. A votação foi moldada por pressões econômicas, a perspectiva de adesão à União Europeia (UE) e tensões étnicas, segundo a Associated Press, em texto republicado pela ABC News.

A Hungria deve suspender o veto à fase técnica das negociações de adesão da Ucrânia à União Europeia (UE), com cartas sobre capítulos de mercado interno e concorrência, segundo o Financial Times, em texto citado pela TASS. O apoio político pleno dependeria da aprovação pelo parlamento ucraniano, em 12 de outubro, de uma lei sobre direitos educacionais de minorias, segundo o Financial Times, em texto citado pela TASS.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou uma eleição geral antecipada em pronunciamento televisionado na manhã de segunda-feira, três dias após partidos de direita barrarem a legislação emergencial de habitação, segundo o The Guardian. O anúncio ocorreu após o Parlamento rejeitar as medidas de alívio habitacional, segundo a Al Jazeera.

As urnas fecharam na Bósnia-Herzegovina na noite de domingo, com cerca de 3,4 milhões de eleitores aptos a participar da eleição geral do país, segundo a Deutsche Welle (DW). Milorad Dodik, líder da Aliança dos Social-Democratas Independentes na Republika Srpska, anunciou a vitória de sua força política em todos os níveis e agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, pelo apoio antes da votação. A Comissão Eleitoral Central afirmou que os candidatos do partido, Savo Minic e Zeljka Cvijanovic, venciam as disputas para presidente da Republika Srpska e para o posto sérvio na Presidência da Bósnia-Herzegovina, respectivamente.

Aulas serão total ou parcialmente suspensas em 400 a 500 escolas na França na segunda-feira porque as condições de segurança “não foram cumpridas”, afirmou o ministro da Educação, Édouard Geffray, no domingo, segundo o The Guardian. O ministro disse que 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas e que 78 funcionários da educação ficaram feridos desde o início dos protestos estudantis, na semana passada.

A Lista Unida, partido centrista e pró-Ucrânia do primeiro-ministro letão Andris Kulbergs, venceu a eleição parlamentar do país por ampla margem, informou a Al Jazeera. Segundo a Reuters, o partido governista conquistou a maior vitória desde que a Letônia recuperou a independência, em 1991, e deve manter o poder e formar uma coalizão pró-Ucrânia.

Aleksandar Vucic, que renunciou à presidência da Sérvia em 27 de setembro, disse em comício pré-eleitoral que o país continuará defendendo seus interesses nacionais e não abrirá mão dos laços tradicionais de amizade com a Rússia, segundo a TASS. As eleições parlamentares antecipadas serão em 25 de outubro, e Vucic liderará a lista do governista Partido Progressista Sérvio e será candidato a primeiro-ministro.

Pesquisas de boca de urna publicadas pela emissora pública letã LSM deram à Lista Unida, partido de centro-direita do primeiro-ministro Andris Kulbergs, a liderança com 35,6 por cento na eleição parlamentar de sábado. A União de Verdes e Agricultores, parceira da coalizão, apareceu com 3,7 por cento, abaixo do limite de cinco por cento para entrar no Parlamento.

No Dia da Unidade Alemã, milhares de pessoas protestaram em Berlim e Stuttgart contra o possível retorno do alistamento militar obrigatório e o rearmamento do país, segundo a TASS. A polícia estimou cerca de 5.800 participantes na capital alemã, enquanto os organizadores falam em mais de 20 mil em Berlim e cerca de 15 mil em Stuttgart, segundo o Berliner Zeitung. Os participantes pediram o fim de todas as sanções e a suspensão do envio de armas, inclusive à Ucrânia, segundo a TASS.

Um sexto homem detido na investigação do suposto plano terrorista na base aérea de Fairford, da Força Aérea Real britânica (RAF), foi liberado sob fiança, segundo o Guardian. O detido tem 25 anos e dupla nacionalidade britânica e iraniana e foi preso por suspeita de preparar atos terroristas, com base na seção 5 da Lei do Terrorismo de 2006. A polícia antiterrorismo afirmou que foi encontrada uma quantidade de gasolina, mas nenhum artefato explosivo, nas vans que provocaram o alerta perto da base aérea.

Dois iranianos acusados de preparar um ataque com artefato explosivo caseiro contra a comunidade judaica de Manchester apontaram como potenciais alvos, entre outros, o museu judaico da cidade e a sinagoga de Heaton Park, segundo o Guardian. Rahman Salehi, 34 anos, de Salford, e Salam Ahmadyan, 36 anos, de Liverpool foram acusados na sexta-feira de preparar um ato de terrorismo ou de ajudar outro a praticá-lo. Segundo a acusação, a dupla estava em contato com um terceiro, também avaliado como iraniano, que dirigiu e coordenou o plano e enviou instruções para montar um artefato explosivo caseiro.

Cerca de 400 escolas da França seguiam fechadas nesta sexta-feira (2 de outubro) em meio aos protestos estudantis, e o balanço inclui cerca de 100 escolas gravemente danificadas e 40 diretores feridos, segundo o The Guardian. Quase 3.000 estudantes do ensino médio, de 15 a 18 anos, foram detidos desde o início dos protestos, segundo o Ministério do Interior.

Os ministros do Interior dos países da União Europeia (UE) reuniram-se em Luxemburgo na quinta-feira para discutir formas de reforçar os controles de fronteira e conter a migração irregular para o bloco de 27 membros, segundo a Deutsche Welle (DW).

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, convocou nesta quinta-feira uma reunião de crise e mandou os ministros cancelarem viagens para lidar com os protestos estudantis, segundo o The Guardian. A polícia contabilizava cerca de 900 manifestações, bloqueios e incidentes relacionados fora dos liceus pelo país, com mais de 160 escolas fechadas. Desde o início dos protestos, centenas de estudantes de liceu, de 15 a 18 anos, foram detidos, incluindo 625 só na quarta-feira, segundo o Ministério do Interior, e mais de 80 policiais e bombeiros e 120 alunos e professores ficaram feridos.

O acordo de um ano entre França e Reino Unido para devolver migrantes que cruzam o Canal da Mancha ilegalmente em pequenos barcos chegou ao fim, informou o Ministério do Interior britânico na quarta-feira. O pacto foi fechado no ano passado, sob o governo de Keir Starmer, então primeiro-ministro britânico, como parte de uma reaproximação pós-Brexit e para aliviar a tensão entre os vizinhos. Segundo números britânicos, cerca de 1.500 pessoas haviam sido devolvidas à França e pouco menos que isso foram aceitas pelo Reino Unido, noticiou a RFI, com base na AFP.

O governo de Donald Trump disse à Alemanha e à França para usar estoques emergenciais de diesel para aliviar os preços globais de combustíveis, sob ameaça de uma possível proibição das exportações de diesel dos Estados Unidos (EUA), segundo a Reuters. O pedido foi relatado por três pessoas próximas às discussões.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o Reino Unido pode eventualmente voltar à União Europeia, enquanto seu governo examina opções para reformular a relação com o bloco uma década depois do referendo do Brexit, segundo a RT. Em entrevista à BBC na quarta-feira, ele afirmou que o Brexit fez “mais mal do que bem” e que o arranjo atual trava o crescimento econômico.

Os Estados Unidos (EUA) notificaram formalmente na segunda-feira a saída do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO), o órgão anticorrupção do Conselho da Europa, segundo o The Guardian. O Departamento de Estado confirmou a decisão e afirmou que a participação, que exige contribuição financeira anual, “não traz benefícios tangíveis à segurança nacional dos EUA”, segundo a Associated Press. [Só Rússia e Bielorrússia haviam deixado o GRECO antes], segundo a Associated Press. O Departamento de Estado disse ainda que “a era de escrever cheques em branco a burocracias internacionais acabou”.

Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que as acusações da Estônia de que a Rússia estaria por trás do incêndio criminoso numa fábrica militar em Tallinn são infundadas, mal pensadas e não podem ser levadas a sério, segundo a agência TASS. Peskov reiterou que a Rússia seguirá com a sua “operação militar especial” para garantir plenamente os seus interesses nacionais.

O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, afirmou que uma investigação do Serviço de Segurança Interna da Estônia (KAPO) concluiu que um incêndio na empresa de defesa Milrem Robotics foi provocado por um ataque incendiário encomendado pelos serviços de segurança russos, segundo o G1. O Kremlin negou envolvimento e chamou a acusação estoniana de infundada, ainda segundo o G1. Segundo a ERR, Michal afirmou ter plena confiança de que o ataque à Milrem, na noite de 15 de agosto, foi uma sabotagem encomendada pelos serviços especiais russos.

O Parlamento da Hungria votou na segunda-feira para suspender a imunidade de três deputados, incluindo o primeiro-ministro Péter Magyar, segundo a Associated Press (AP). Magyar é investigado por suspeita de furto menor após supostamente tomar o celular de um homem em briga em boate e jogá-lo no Danúbio em junho de 2024, segundo a AP. Também caíram as imunidades de dois ex-ministros do governo de Orbán, suspeitos de desvio de 17,3 bilhões de forints de fundos públicos e de propinas acima de 12 bilhões de forints, ainda segundo a AP.

A polícia britânica informou que os cinco detidos perto da base aérea de Fairford são cidadãos britânicos, de Londres, e todos foram liberados sob fiança sem acusação imediata, segundo o The Guardian. Para o jornal, a ausência de acusação imediata sugere que eles não são considerados uma ameaça grave e violenta. O Irã afirmou que bases usadas pelos Estados Unidos (EUA) para atacá-lo, incluindo Fairford, seriam alvos legítimos. Segundo o The Guardian, segue em aberto a questão de saber se o Irã teve participação no suposto plano.

Um tribunal italiano condenou três agentes de segurança egípcios pelo sequestro do estudante Giulio Regeni, segundo a Al Jazeera. Na segunda-feira, os três foram sentenciados a 10 anos de prisão por sequestro agravado e um quarto réu foi absolvido. A juíza disse que o major Magdi Sharif, da Inteligência Geral do Egito, o coronel da polícia Hisham Helmy e o coronel Ather Kamal eram culpados do sequestro agravado de Regeni, segundo a Reuters, em texto republicado pela Internazionale.

Os cinco detidos perto da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), no Reino Unido, serão liberados sob fiança, mas seguem sob investigação, segundo a polícia britânica, em informação da Associated Press (AP) republicada pelo The Boston Globe. Os cinco são britânicos de Londres, na casa dos 20 anos, informou a polícia antiterrorista. O comando do policiamento antiterrorista britânico afirmou que a libertação sob fiança ocorre “após entrevistas e investigações extensas”, e os detidos seguem sujeitos a condições rígidas, segundo a Al Jazeera. A embaixada do Irã em Londres condenou as “especulações fabricadas” que ligam Teerã ao caso, em comunicado citado pela Al Jazeera.

O Parlamento húngaro suspendeu a imunidade de Magyar, com 139 votos a favor e nenhum contra e nenhuma abstenção, segundo a agência TASS. Magyar enfrenta a acusação de ter tomado o celular de um homem durante uma briga em uma boate, em junho de 2024, e jogado o aparelho no rio Danúbio. Ele próprio pediu a suspensão da imunidade, dizendo que está pronto a cooperar com os investigadores e que não tem nada a temer.

O partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) e seus aliados conquistaram um recorde de 14 assentos no Senado francês, quadruplicando sua bancada na Casa de 348 lugares poucos meses antes de uma eleição presidencial, segundo o The Guardian. Foi a primeira vez que o partido superou o piso de 10 assentos e pôde formar bancada própria. A legenda entrou no Senado pela primeira vez com dois assentos em 2014, quando se chamava Frente Nacional, e venceu três assentos em 2023.

A líder social-democrata Magdalena Andersson disse nesta segunda-feira, 28 de setembro, que fracassou em formar governo com os outros três partidos do bloco de esquerda após a eleição geral de 13 de setembro na Suécia. “Com base nas conversas que tive, posso concluir, no conjunto, que neste momento não há possibilidade de eu formar um governo”, disse ela a jornalistas. O presidente do Parlamento deve encarregar outra liderança, provavelmente o primeiro-ministro interino Ulf Kristersson, de tentar formar um governo. O bloco de direita, que inclui os Democratas da Suécia, de extrema direita, perdeu a eleição por 176 a 173 e terá dificuldade para encontrar maioria no Parlamento, segundo o Le Monde.

85 famílias de Whelford, a cerca de 1,6 km da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), foram retiradas de casa na madrugada de domingo após alerta sobre veículos suspeitos, segundo a AFP. A polícia prendeu cinco homens sob suspeita de preparar ato terrorista perto da base, sem confirmar a natureza ou a origem da ameaça, segundo a AFP. Em março, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usar Fairford para operações defensivas específicas contra o Irã e, desde então, bombardeiros norte-americanos usam a pista, segundo a AFP.

O Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen, e seus aliados conquistaram 14 das 348 cadeiras do Senado francês e formaram um grupo parlamentar na Casa Alta pela primeira vez na história do partido, segundo a France 24. É também a primeira vez que a legenda ultrapassa o piso de 10 cadeiras para formar grupo no Senado. Nove senadores do partido foram eleitos no domingo, somando-se aos três que conquistaram cadeiras em 2023 — as outras duas das 14 cadeiras de RN e aliados foram para aliados.

O presidente da Sérbia, Aleksandar Vučić, renunciou ao cargo para tentar se tornar primeiro-ministro em uma eleição parlamentar antecipada, segundo o The Guardian. A Constituição sérvia o impede de buscar um terceiro mandato, e ele disse que deixa a Presidência para liderar o Partido Progressista Sérvio (SNS) no pleito de 25 de outubro. Vučić assinou a carta de renúncia em pronunciamento à nação e vai chefiar a lista do SNS como candidato a primeiro-ministro, segundo a agência estatal russa TASS.

Equipes de resgate recuperaram os corpos de seis pessoas mortas no desabamento de um prédio após uma explosão no centro histórico de Atenas, segundo as autoridades locais. Documentos e pertences de quatro das vítimas – dois homens e duas mulheres – encontrados no sábado indicavam que eram cidadãos dos Estados Unidos, segundo a emissora estatal grega Corporação de Radiodifusão da Grécia (ERT) e outros veículos locais. O prédio de dois andares, no bairro turístico de Plaka, desabou na sexta-feira, e a explosão foi atribuída a um grande vazamento de gás pelo prefeito de Atenas, Haris Doukas.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que lidera a investigação de um incidente ocorrido de madrugada perto da base RAF Fairford, em Gloucestershire, com cinco homens presos por suspeita de preparar ato terrorista, segundo o Le Monde. Os cinco foram presos inicialmente por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos perto de uma base aérea no sudoeste da Inglaterra usada pela Força Aérea dos Estados Unidos. RAF Fairford também está sendo usada pelos Estados Unidos para ataques contra instalações de mísseis iranianos que miram navios no Estreito de Ormuz, segundo a France 24.

Cerca de 71% dos eleitores votaram contra uma iniciativa para endurecer as regras constitucionais de neutralidade, em referendo em 27 de setembro de 2026, segundo projeção do instituto GFS Bern para a emissora Sociedade Suíça de Radiodifusão (SRG). Já na contagem preliminar do Escritório Federal de Estatística, divulgada pela agência de notícias TASS, o placar foi de 68,6% contra, 31,4% a favor e participação de 46,36%. A iniciativa buscava definir a neutralidade suíça como “perpétua e armada”.

Os eleitores suíços decidem neste domingo se aprovam uma forma mais restritiva de neutralidade, que vedaria ao país impor sanções econômicas ou cooperar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo a Reuters. A proposta quer que a Constituição estipule que a Suíça não pode aderir a nem cooperar com qualquer aliança militar ou de defesa, salvo se for atacada, e que se abstenha de aderir a sanções que não tenham aval da Organização das Nações Unidas. Segundo a Associated Press, a iniciativa é apoiada por um partido populista de direita, que sustenta que o governo suíço se aproximou demais da União Europeia e da OTAN, sobretudo por causa da guerra da Rússia na Ucrânia. As pesquisas indicam rejeição: um dos levantamentos mais recentes mostra 68% contra e 31% a favor, segundo a Reuters.

Equipes de resgate recuperaram os corpos de seis pessoas mortas no desabamento de um prédio de dois andares após uma explosão no centro histórico de Atenas, segundo as autoridades locais. Documentos e pertences encontrados no sábado com quatro das vítimas – dois homens e duas mulheres – indicavam que eram cidadãos dos Estados Unidos, segundo a emissora estatal grega ERT e outros veículos locais. O prefeito de Atenas, Haris Doukas, disse que a explosão que derrubou o prédio no distrito turístico de Plaka, na sexta-feira, teria sido causada por um grande vazamento de gás.

A União Europeia (UE) anunciou neste sábado um pacote de 710 milhões de euros para populações atingidas por crises, desastres naturais ou conflitos, a maior parte para a África, segundo o Le Monde. Do total, 380 milhões de euros vão para a África Subsaariana em proteção a migrantes vulneráveis, apoio ao retorno voluntário e à reintegração, fortalecimento da governança migratória e resposta ao deslocamento forçado. Outros 252 milhões saem da reserva de ajuda emergencial para conflito, deslocamento forçado, epidemias e catástrofes naturais, incluindo populações da África Subsaariana, dos territórios palestinos, do Líbano e da Ucrânia para o inverno.

Dezenas de milhares de pessoas marcharam em Madri no sábado contra o despejo de Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos, pedindo mais proteção para inquilinos, segundo a AFP, em texto republicado pela RFI. As autoridades estimaram 25 mil participantes, e a União de Inquilinos de Madri, que organizou o protesto, disse que mais de 300 mil pessoas participaram; ao fim do ato, ativistas montaram acampamento na Puerta del Sol. Segundo o sindicato, Abascal deixou o apartamento onde vivia havia 70 anos após uma imobiliária comprar o prédio e elevar o aluguel em 275%, para 2.650 euros.

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