O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que um avião militar norte-americano atingiu e inutilizou um navio comercial que tentava furar o bloqueio naval ao Irã, no Golfo de Omã. Segundo o comando, o cargueiro de bandeira de São Cristóvão e Névis havia passado por um porto iraniano e foi atingido na popa por munições de precisão depois que as forças norte-americanas ordenaram à tripulação que esvaziasse as áreas visadas; a tripulação civil ignorou avisos repetidos e tentou violar o bloqueio várias vezes. O CENTCOM estimou que o bloqueio impediu o Irã de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo bruto. Os militares norte-americanos também anunciaram uma força-tarefa para conter o transporte de armas avançadas e de outro material sancionado pelo Irã em suas fronteiras terrestres e pelo Mar Cáspio, ampliando um bloqueio naval que dura meses.
A autoridade de Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu neste sábado um aviso de liberação total para a província de Jazan, no sudoeste do país, após um alerta anterior de possível perigo na área. Jazan abriga uma refinaria da Aramco com capacidade de 400 mil barris por dia. O sul da Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen, tem sofrido ataques repetidos de mísseis e drones houthis contra alvos militares e infraestrutura energética, incluindo a refinaria de Jazan, desde a retomada dos combates no Iêmen em julho.
Explosões foram ouvidas neste sábado na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e no porto de Jask, no sul do Irã, sem causa confirmada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Não houve confirmação oficial do lado iraniano sobre a origem dos estrondos.
Mais cedo no sábado, a agência semioficial Tasnim informou que dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm, sem informação oficial sobre possíveis danos. Em nova versão, a Tasnim ligou os estrondos à atividade no Estreito de Ormuz e descartou um ataque à ilha, em relato divulgado pela TASS.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) descreveu a situação como “relativamente calma” diante dos relatos de explosões em Qeshm. Os relatos deste sábado vêm dias depois de os EUA terem atacado a ilha, ação que um funcionário norte-americano descreveu como limitada e não como retomada de operações de combate em larga escala.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que os militares do país realizaram novos ataques limitados contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News, na madrugada deste sábado, mirando sistemas de defesa aérea, e classificou a ação como “ataques menores”, em meio a crescentes temores de escalada na guerra entre os países. A agência estatal iraniana IRNA, citando testemunhas locais, informou que dois projéteis atingiram a ilha de Qeshm depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha.
Ao menos 11 navios foram atacados dentro e nos arredores do Estreito de Ormuz na semana encerrada em 6 de novembro, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que registrou o afundamento de três deles. A agência contabiliza 88 disparos de projétil no estreito desde o recomeço das hostilidades no início de julho e adverte que a maioria dos ataques não é reportada. O relatório semanal apontou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
O Exército iraniano afirmou ter destruído um drone MQ-9 dos EUA sobre a ilha de Qeshm. A força naval iraniana disse que um petroleiro com o transponder desligado pegou fogo no leste do Estreito de Ormuz após atingir uma mina, e Washington afirma que as minas foram removidas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que conversou com 12 chanceleres nas últimas 48 horas, entre eles os de Omã, Catar, Arábia Saudita e Paquistão.
A Síria envia assessoria militar e treinamento à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário estadunidense, em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino, segundo o alto funcionário estadunidense.
Um diplomata sírio de alto escalão disse que qualquer sugestão de deslocamento militar nesta fase é prematura e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O pacto de defesa entre os dois países foi assinado em 4 de novembro de 2026, durante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad, sem que detalhes tenham sido divulgados. Washington pediu que Damasco aja com cautela, argumentando que um envolvimento sírio na guerra do Iêmen pode arrastar o país para o conflito regional mais amplo.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, classificou como “pequenos” os ataques à ilha iraniana de Qeshm, atingida por dois projéteis na noite de sexta-feira, o mais recente de uma série de ataques aéreos à ilha nas últimas semanas voltados contra defesas antiaéreas e lançadores iranianos. Os bombardeios ocorrem em meio a temores de escalada na guerra entre os dois países, enquanto mediadores seguem tentando evitar um combate de larga escala.
Segundo a Organização Marítima de Comércio do Reino Unido (UKMTO), ao menos 11 navios foram atacados no Estreito de Ormuz e arredores na semana encerrada em 6 de novembro, e três afundaram. O relatório semanal registrou 170 trânsitos de saída e 155 de entrada, cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
A Marinha do Exército iraniano informou que um petroleiro pegou fogo e ficou sem propulsão após atingir uma mina naval a leste do Estreito de Ormuz, navegando em área restrita com os sistemas de navegação desligados e após avisos repetidos. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que mantém o Estreito de Ormuz fechado, sem mudança até que sete condições sejam cumpridas, segundo a agência estatal IRNA.
As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) registraram 11 ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Golfo Arábico nos sete dias até 4 de novembro, incluindo incidentes que deixaram três embarcações afundadas. Foram oito ataques no Estreito de Ormuz e três no Golfo Arábico; três navios seguiram viagem, cinco precisaram de assistência e três afundaram. Uma embarcação tradicional (dhow) foi atingida por um projétil não identificado em 2 de novembro, matando um tripulante, e outras 13 pessoas foram resgatadas pelas autoridades locais. O trânsito combinado no Estreito de Ormuz chegou a 325 passagens no período, com 170 saídas e 155 entradas, contra 277 na semana anterior, e segue cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. No Mar Vermelho e no Bab el-Mandeb não houve ataques a navios na semana; o último registrado foi em 24 de agosto, 65 dias antes.
A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, informou que ao menos 25 marinheiros morreram no Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro. Segundo a agência, a vítima mais recente foi um tripulante do petroleiro Velos Sapphire, atacado em 5 de novembro, e o número de ataques a navios mercantes na região chegou a 130. O Conselho da IMO encerrou em 6 de novembro uma reunião de cinco dias e pediu aos Estados que evitem ações ilegais que possam ameaçar a segurança dos marinheiros e do transporte marítimo internacional. Em comunicado de 28 de agosto, a IMO registrava 70 ataques a navios verificados pela própria organização e 19 marinheiros mortos. O petroleiro Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, seguia para o Bahrein vazio de carga quando o ataque ocorreu em 5 de novembro, segundo comunicado da Velos Tankers. A Guarda Revolucionária afirmou, em comunicado à TV estatal, que dois petroleiros que tentavam cruzar o estreito por rota não autorizada e com sistemas de navegação desligados atingiram minas e pegaram fogo.
A imprensa iraniana, citando a Guarda Revolucionária, afirmou na sexta-feira que a defesa aérea do país destruiu um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Não houve confirmação imediata de Washington. A agência Tasnim, citando um comunicado do Exército, falou em um drone MQ-9 abatido por sistemas de defesa aérea sobre Qeshm, modelo diferente do citado no primeiro relato. A Tasnim também informou que dois mísseis atingiram a ilha, sem informação oficial sobre eventuais danos.
Dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA, que citou testemunhas locais, depois que o som de uma aeronave foi ouvido sobre a ilha. A agência semioficial Tasnim informou que relatos iniciais indicavam dois mísseis contra a ilha e que não havia informação oficial sobre possíveis danos. Veículos semioficiais iranianos relataram não haver vítimas. O Ministério da Saúde do Irã negou que esteja distribuindo comprimidos de iodo perto de instalações nucleares, como publicara o Times de Londres. Hossein Kermanpour, chefe do centro de informação do ministério, afirmou que nenhum funcionário falou ao Times e que a citação atribuída ao ministério é falsa.
Navios que cruzam o Mar Vermelho pedem passagem segura aos houthis por e-mail: o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias (HOCC), criado pelo grupo, recebe as solicitações no endereço clearances@hocc.gov.ye e afirma que pode levar até 24 horas, a partir do recebimento do pedido completo, para chegar a uma decisão. O jornal Wall Street Journal noticiou o sistema e publicou um e-mail em que o comandante de um navio não identificado declarou que a embarcação não tem “vínculos com Israel, o Reino Unido e os Estados Unidos da América” ao pedir confirmação de passagem, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Em outro e-mail, os houthis responderam a um porta-contêineres chinês que a permissão de trânsito valia por sete dias e convidaram a assinar o serviço de alertas por e-mail. O arranjo não é uma autoridade marítima formal e não dá aos houthis direito legal reconhecido de decidir quais navios navegam em águas internacionais.
A Síria envia assessores e equipes de treinamento militar à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino enquanto Riad enfrenta ataques dos houthis do Iêmen, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário dos Estados Unidos (EUA). O alto funcionário dos EUA disse que as equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino para melhorar sua eficácia de combate. Um alto diplomata sírio afirmou que “qualquer sugestão de desdobramentos militares nesta fase é prematura” e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O acordo de cooperação de defesa sírio-saudita assinado na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”, disse o diplomata. Um alto funcionário saudita afirmou que a partilha de experiência com a Síria é “principalmente para reestruturar as forças sírias”, mas que os parceiros sírios ajudam com experiência de combate contra milícias.
A UKMTO informou que um petroleiro foi atacado na noite de quarta-feira e atingido por dois projéteis a cerca de 50 milhas náuticas ao norte da península do Catar, centenas de milhas a oeste de Ormuz. Analistas de fontes abertas identificaram o navio como Velos Sapphire, petroleiro de produtos de operação grega construído em 2007, com cerca de 75 mil toneladas de porte bruto.
Um marinheiro morreu no ataque. A Velos Tankers, sediada em Atenas, disse que o navio, de bandeira das Ilhas Marshall, navegava vazio para o Bahrein quando foi atingido na quinta-feira.
Segundo a empresa, a explosão foi provavelmente causada por um projétil não identificado que atingiu o través de bombordo do navio e provocou um incêndio.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã afirmou ter derrubado dois drones de reconhecimento MQM-170 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm. Em outro anúncio, a corporação disse ter abatido um drone MQ-1 americano na mesma área.
A Síria enviou um número limitado de militares à Arábia Saudita para prestar assessoria e treinamento, segundo a Reuters, que citou duas fontes militares sírias e um alto funcionário norte-americano. Segundo essas fontes, conselheiros e equipes de treinamento seguem para o reino para instruir unidades sauditas e iemenitas e melhorar sua eficácia de combate, e dezenas de militares viajaram ao país nas últimas semanas.
Um alto diplomata sírio disse à Reuters que “qualquer sugestão de deslocamentos militares neste momento é prematura” e que o foco de Damasco segue em segurança interna, proteção de fronteiras e reconstrução. Ele afirmou que o acordo de cooperação em defesa assinado pelos dois países na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”. Síria e Arábia Saudita assinaram o acordo de defesa na quarta-feira, durante a segunda visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad em menos de um mês.
A explosão que matou um tripulante do petroleiro MT Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, no Golfo foi atribuída pela empresa grega Velos Tankers a um ataque de míssil na quinta-feira; o navio navegava em lastro rumo ao Bahrein quando foi atingido.
A empresa disse que o tripulante foi encontrado ferido de forma fatal a bordo, depois de ter sido dado inicialmente como desaparecido. Não houve outros feridos; a tripulação apagou o fogo e o navio foi levado ao porto Khalifa Bin Salman, no Bahrein, onde será investigado.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, por meio da mídia iraniana, ter destruído um drone MQ-1 americano sobre a ilha de Qeshm. Não houve confirmação imediata dos Estados Unidos.
A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) acusou os Estados Unidos de apoiar a travessia de petroleiros por rotas que considera não autorizadas no Estreito de Ormuz, depois de afirmar que dois navios atingiram minas e pegaram fogo nesta sexta-feira. Segundo o IRGC, os dois petroleiros trafegavam com os sistemas de navegação e identificação desligados, em violação das normas, e ficaram parados nas águas do estreito. Na quinta-feira, a Marinha iraniana havia anunciado que um petroleiro com os sistemas de navegação desligados atingira uma mina a leste de Ormuz.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que dois petroleiros e um rebocador pegaram fogo depois de cruzar o Estreito de Ormuz por uma rota que considera ilegal, e nesta sexta-feira disse que outros dois petroleiros atingiram minas e pegaram fogo, um a leste do estreito e outro dentro dele. Não houve confirmação dos incidentes por autoridades marítimas, e o monitor britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) relatou um petroleiro atingido por “dois projéteis não identificados” a cerca de 50 milhas náuticas da costa norte do Catar, sem detalhes sobre danos ou vítimas. O comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), Brad Cooper, havia dito em 25 de outubro que as principais rotas de navegação de Ormuz seguiam seguras e sem minas iranianas.
A estatal indiana Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL) tem dificuldade de contratar navios para cruzar o Estreito de Ormuz e retirar cargas no Golfo, disse o presidente da companhia, Vikas Kaushal, à Bloomberg, e às vezes o navio já está contratado e o armador desiste em cima da hora.
Antes da guerra, a HPCL costumava retirar cargas dentro do Golfo; a escassez de embarcações, os prêmios de guerra e a recusa dos armadores em arriscar a travessia a forçaram a comprar no mercado spot e a receber entrega direto nas refinarias. Apesar da recuperação dos fluxos de petróleo pelo Estreito para perto dos níveis anteriores à guerra, compradores seguem com oferta escassa de navios.
O vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Amir Hayat Moqaddam, disse que o Irã isentou navios de Índia, China, Iraque e Catar das restrições no Estreito de Ormuz. Segundo o parlamentar, Teerã vai cobrar taxas de trânsito de navios indianos e chineses e deixar os cataris passarem sem cobrança – ele não disse se os navios iraquianos pagam –, em troca de remédios da Índia e apoio político da China. Dos 10,23 milhões de barris diários de petróleo do Golfo que passaram pelo estreito em outubro, cerca de 42% foram para a China e 13% para a Índia, segundo a Kpler.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, telefonou para Donald Trump nesta quinta-feira e tratou da situação regional, de questões de segurança e das perspectivas do próximo período. Al-Zaidi reafirmou que o território do país não pode ser usado como plataforma de ataques contra países vizinhos, com respeito à soberania nacional e defesa de soluções pacíficas e diálogo. O chanceler Fuad Hussein disse que um novo ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã não é segredo e advertiu os grupos armados iraquianos a não entrar em eventual retaliação iraniana, afirmando que empurrar a sociedade iraquiana para a guerra levaria a um desastre. Desde o início da guerra, o Iraque perdeu mais de US$ 60 bilhões em receita de petróleo, cerca de 90% do orçamento federal.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico lançado pelos Houthis rumo à região de Medina e abateram um drone do grupo na Província Oriental. Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia condenaram a tentativa de atingir Medina e reafirmaram solidariedade à Arábia Saudita, com o Bahrein pedindo ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) medidas dissuasórias contra os Houthis. Os Houthis rejeitaram as alegações de que tenham mirado Medina.
A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) anunciou que dois drones de reconhecimento MQM-170 dos Estados Unidos (EUA) foram abatidos sobre a ilha de Qeshm, elevando a seis o total desse tipo derrubado na área. Segundo o escritório de relações públicas da Guarda, o quinto e o sexto aparelhos foram derrubados por sistemas avançados de guerra eletrônica da Força Aeroespacial da Guarda.
O Brent para janeiro subiu 1,6% na sexta-feira, a US$ 99,86 o barril, e o WTI avançou 1,22%, a US$ 91,62, mas os contratos caminham para queda de 12% na semana, segundo a Reuters, em texto republicado pelo PiqMarkets. O WTI está a caminho de uma queda de 12,1% nesta semana. Os preços caíram 8% só na quarta-feira, depois que os democratas varreram as eleições de meio de mandato, e a recuperação veio com a onda de ataques a petroleiros no Golfo e no Estreito de Ormuz na quarta e na quinta-feira. Segundo o estrategista do ANZ Daniel Hynes, os fluxos pelo Estreito de Ormuz estão abaixo de 60% da capacidade. O Irã afirmou na quinta-feira que mais três petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz, e dados da agência de segurança marítima britânica UKMTO indicam ritmo de ataques próximo do recorde.
Trump e seus assessores trataram do Irã pela primeira vez desde a eleição e avaliam três opções – novos ataques, estrangulamento econômico ou acordo com concessões –, enquanto mediadores do Catar discutem uma proposta de dois dias com suspensão do bloqueio naval e reabertura do Estreito de Ormuz, e o iraniano Mohsen Rezaei fala em sete condições sem as quais nem Ormuz abre nem há negociação. Em Moscou, Rezaei disse que foram discutidas questões regionais, o período pós-guerra e arranjos de segurança regional.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta quinta-feira que a defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico dos houthis lançado contra a região de Medina, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, em publicação no X.
O anúncio saiu minutos depois de a Defesa Civil saudita alertar para risco potencial na área do porto de Yanbu, e não estava claro se os dois eventos estavam ligados. A coalizão não divulgou o alvo pretendido do míssil nem informou se a interceptação causou danos.
Os houthis dizem repetidamente que suas forças não têm como alvo as cidades santas de Meca e Medina, mas atacam aeroportos, infraestrutura de energia e instalações militares sauditas. Yanbu, no mar Vermelho, é o terminal do oleoduto Leste-Oeste que permite à Arábia Saudita escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou à agência Fars que um grande petroleiro pegou fogo depois de bater em uma mina ao sul do Estreito de Ormuz e parou de navegar. Segundo o Exército iraniano, em declarações à agência oficial IRNA, outros três petroleiros bateram em minas navais e pegaram fogo ao longo do dia, um deles a leste do estreito.
Não houve confirmação dos incidentes por autoridades marítimas. O UKMTO, órgão britânico de monitoramento marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 90 km da costa norte do Catar, sem detalhes sobre danos ou vítimas.
Os chanceleres de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, e do Irã, Abbas Araghchi, trataram por telefone nesta quinta-feira de entendimentos para retomar a navegação no Estreito de Ormuz sem obstáculos, incluindo arranjos práticos de segurança dos corredores marítimos e mecanismos técnicos conjuntos para o fluxo de comércio e energia. Desde os ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, o tráfego pelo estreito está amplamente interrompido, e a Guarda Revolucionária reiterou que a via segue insegura e fechada a embarcações consideradas ilegais que tentem passar sem coordenação.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou que pretende ampliar a área de operação da unidade Cheonghae para águas próximas ao porto de Duqm, em Omã, a cerca de 650 km do Estreito de Ormuz, depois da pressão de Donald Trump para que Seul apoiasse sua guerra contra o Irã. O governo vai enviar ao Parlamento uma moção para formalizar a mudança.
A expansão quase dobra o raio de operação da unidade, para cerca de 1.930 km, e soma 75 militares, elevando o efetivo a 395, além de uma aeronave de patrulha marítima P-8A. Segundo o ministério, a missão é estritamente não combativa, sob comando sul-coreano e independente de forças aliadas, e a aeronave está proibida de monitorar território iraniano, águas territoriais ou o interior do Estreito de Ormuz durante as operações.
O envio de uma equipe de desativação de explosivos e de sistemas não tripulados de varredura de minas visa preparar uma possível participação sul-coreana em operações conjuntas pós-guerra de restauração do Estreito de Ormuz. A medida depende de aprovação da Assembleia Nacional, e o mandato atual da unidade expira em 31 de dezembro.
A Síria e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação em defesa e seis acordos de empréstimo do Fundo Saudita de Desenvolvimento, no valor de US$ 403 milhões, na segunda visita do presidente Ahmed al-Sharaa a Riad em menos de um mês. Os recursos, em condições concessionais, incluem US$ 100 milhões para reequipar instalações de saúde, US$ 60 milhões para habitação danificada, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para a termoelétrica de Aleppo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O Ministério das Relações Exteriores sírio chamou o acordo entre as pastas da Defesa de “mais notável” dos entendimentos, mas não divulgou seus termos. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler Asaad al-Shaibani dizer que o governo avaliava aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (5) que vai deslocar aviões de patrulha marítima e uma equipe de desativação de artefatos explosivos para águas próximas ao Estreito de Ormuz, como parte de uma missão para ajudar a manter essa via estratégica aberta. O governo também confirmou que decidiu ampliar a área de atuação de sua unidade naval antipiratária Cheonghae, que opera atualmente em águas ao sul de Omã, perto do estreito. Seul deve implantar uma aeronave de patrulha marítima P-8A e aumentar o número de efetivos da unidade em 75. Uma moção revisada ainda deve ser apresentada à Assembleia Nacional e prevê apoio sul-coreano até 31 de dezembro de 2027. O ministério afirmou que a missão ampliada não significa envolvimento da Coreia do Sul na guerra entre Irã e Estados Unidos.
A Coreia do Sul vai deslocar um avião de patrulha marítima e uma equipe de desminagem para perto do Estreito de Ormuz, numa missão militar para contribuir com a circulação na via estratégica, anunciou Seul nesta quinta-feira. O governo vai pedir aprovação parlamentar para estender a área da unidade antipirataria Cheonghae a cerca de 650 km do estreito, depois das críticas de Donald Trump ao apoio sul-coreano na guerra com o Irã.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou nesta quinta-feira que dois petroleiros e um rebocador pegaram fogo em incidentes separados depois de tentarem usar rotas não autorizadas no Estreito de Ormuz, em texto da Reuters republicado pelo Internazionale.
Segundo o IRGC, um dos petroleiros atingiu uma mina ao tentar cruzar uma passagem ao sul do estreito, enquanto um superpetroleiro pegou fogo ao sair da rota na parte leste do canal. Um rebocador que se aproximou do segundo navio para ajudar a apagar o incêndio também pegou fogo.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, testemunharam a assinatura de vários acordos, entre eles um de cooperação em defesa e mais de US$ 403 milhões em empréstimos para energia, habitação, saúde e infraestrutura da Síria. Os ministérios da Defesa dos dois países assinaram o acordo na quarta-feira, conforme a agência oficial saudita. Os empréstimos do Fundo Saudita para o Desenvolvimento incluem US$ 100 milhões para reerguer e equipar unidades de saúde danificadas, US$ 60 milhões para reparar moradias, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para reabilitar a usina térmica de Alepo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, dizer que o governo avalia aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
A unidade Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, terá sua área de operação estendida a nordeste até águas ao sul de Omã, no Mar da Arábia, disseram oficiais ao The Korea Herald, dobrando o raio de ação para cerca de 1.930 quilômetros. A expansão soma 75 militares à unidade, elevando o efetivo a 395. Um oficial do Ministério da Defesa disse que a operação ficará restrita a águas abertas ao sul de Omã e que o avião de patrulha marítima P-8A não poderá vigiar território ou águas iranianas nem o interior do Estreito de Ormuz. O governo pretende enviar a proposta de mandato revisado à Assembleia Nacional após o aval do gabinete na próxima semana, e a lei sul-coreana exige consentimento parlamentar para ampliar missões no exterior.
As exportações de gás natural liquefeito (GNL) da África Subsaariana devem crescer quase 175%, para 98 bilhões de metros cúbicos em 2034, ante 35,7 bilhões em 2024, segundo projeção da Fitch, com compradores fugindo do Estreito de Ormuz. A Câmara Africana de Energia projeta cerca de US$ 40 bilhões por ano em investimento em exploração e produção até 2030, elevando a produção de hidrocarbonetos do continente a 12,5 milhões de barris equivalentes por dia. Em Moçambique, o projeto de GNL da TotalEnergies, de US$ 20 bilhões e 13,1 milhões de toneladas por ano, retomou as obras em janeiro após o fim de uma força maior de quatro anos e meio e está cerca de 45% concluído.
O Brent caiu US$ 8,94, ou 8,6%, para US$ 94,66 o barril na quarta-feira, depois de tocar o menor nível desde 4 de setembro, com traders precificando o fim da guerra contra o Irã, segundo o OilPrice. O WTI recuou US$ 8,01, ou 8,3%, para US$ 88,08, enquanto o Brent era negociado perto de US$ 118 na sexta-feira. As exportações de petróleo e derivados do Golfo somaram 17,1 milhões de barris por dia em outubro, contra 18,9 milhões em setembro, cerca de três quartos do nível anterior à guerra, segundo a Vortexa. O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou o empréstimo de 300 mil barris da reserva de óleo de aquecimento do Nordeste a quatro empresas, quase um terço do estoque, e os futuros de óleo de aquecimento caíram cerca de 7%.
A Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que três petroleiros atingiram minas navais e pegaram fogo ao navegar por rotas “não autorizadas” no Estreito de Ormuz, segundo a agência Tasnim, que citou um comunicado do setor de relações públicas da força. Segundo o comunicado, as explosões ocorreram na madrugada de terça-feira e os navios, abandonados perto da costa sul do estreito, continuavam em chamas, iluminando o setor leste ao longo da noite. A Guarda advertiu que navios que desrespeitarem as regras e cooperarem com os militares dos Estados Unidos para cruzar rotas não autorizadas podem sofrer incidentes semelhantes. Na segunda-feira, a Marinha iraniana já havia anunciado que um petroleiro atingira uma mina e pegara fogo em área declarada proibida e insegura a leste do estreito.
A QatarEnergy assinou acordo de 20 anos para comprar 3 milhões de toneladas por ano de gás natural liquefeito (GNL) das instalações da Woodside na Louisiana e, uma semana antes, fechou contratos com a Cheniere de até 4 milhões de toneladas por ano até 2054, segundo a Reuters, em texto republicado pelo gCaptain. As entregas começam em 2030 e 2031 e farão do Catar o maior comprador de GNL americano. Diferentemente dos vizinhos do Golfo, o Catar não tem rota viável de exportação de GNL além do Estreito de Ormuz. O presidente-executivo da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, disse à Reuters que espera assinar novos acordos de suprimento com produtores dos Estados Unidos e de outros países neste ano. A empresa declarou força maior sobre entregas de GNL em março, depois que a guerra com o Irã levou ao bloqueio de Ormuz e a ataques às instalações de Ras Laffan; a medida vale até dezembro.
O presidente sírio, Ahmad Al Shara, chegou a Riad nesta quarta-feira com uma delegação que incluía os ministros de Relações Exteriores, Defesa, Finanças e Indústria, além do chefe da Direção-Geral de Inteligência, em sua segunda visita ao reino em poucas semanas, depois de uma passagem por Riad em 6 de outubro. Ele e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assistiram à assinatura de acordos de cooperação militar, energia e infraestrutura, e o Ministério das Relações Exteriores sírio disse que o acordo de defesa foi o mais notável, sem dar detalhes. O pacote incluiu um acordo de cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. A Síria negocia adesão ao pacto de defesa de Meca, e o chanceler Asaad Al Shibani afirmou no Diálogo de Manama, no Bahrein, que Damasco considera “a segurança no Golfo como parte da sua própria”.
O major-general Esmaeil Ghaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que as forças da Resistência formaram uma frente única contra os agressores, a saber, os Estados Unidos e o regime sionista na região. “Caso contrário, vocês acabarão lutando uma guerra com armas no Estreito de Ormuz enquanto enfrentam a abertura do Bab el-Mandeb pela Resistência”, disse. Segundo Ghaani, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apostou na guerra com o Irã depois de ser enganado por Netanyahu, e o resultado foi a perda da reputação de 250 anos dos Estados Unidos e a sua derrota no Estreito de Ormuz.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entregou quatro caminhões de suprimentos médicos a hospitais de Taiz, incluindo kits cirúrgicos para feridos por armas, na primeira entrega de material médico do comitê à cidade desde 23 de setembro. Os houthis cercam Taiz desde o início de outubro e bloqueiam a estrada que liga a cidade a Áden, sede interina do governo reconhecido internacionalmente. O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, disse que as estradas estão fechadas, a produção de água caiu pela metade e os preços dos alimentos subiram pelo menos 50%.
A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo após atingirem minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo a agência semioficial Tasnim, a IRGC disse que dois dos navios ainda queimavam e que outros dois petroleiros foram interceptados quando tentavam usar uma rota proibida ao sul do estreito. A BBC Verify investigou as alegações e não encontrou nenhuma evidência de que quatro petroleiros tenham sido destruídos. Em incidente separado, o centro UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 14 milhas náuticas (26 km) a nordeste de Limah, na península de Musandam, em Omã, na noite de terça-feira, sem vítimas. A IRGC também afirmou ter abatido mais um drone MQ-9 americano sobre o Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto dos embarques globais de petróleo e gás, está efetivamente fechado desde o início da guerra com o Irã, por causa de ataques iranianos a navios comerciais e do bloqueio naval americano.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirma que quatro petroleiros foram destruídos ao atingir minas navais no Estreito de Ormuz, com dois ainda em chamas e dois navios apreendidos por tentarem cruzar uma rota meridional proibida. Trump confirmou que os EUA atingiram o Irã na terça-feira contra uma instalação antiaérea, ataque que autoridades americanas descreveram como limitado e defensivo, em resposta a disparos do IRGC contra uma aeronave americana; as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relataram projéteis na casa de máquinas de um petroleiro perto de Limah, em Omã, sem vítimas, e o relato do IRGC não pôde ser verificado de forma independente nem vinculado a esse incidente.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que a resposta dos Estados Unidos às sete condições iranianas não foi convincente e que o Estreito de Ormuz só será reaberto se Washington cumprir integralmente as exigências.
As conversas indiretas giram em torno de uma proposta iraniana de reabrir a passagem em dois dias caso os Estados Unidos atendam às sete exigências, entre elas o fim das sanções e o encerramento do bloqueio naval norte-americano.
Quatro petroleiros foram destruídos após atingirem minas navais ao sul do Estreito de Ormuz, segundo a Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou ainda que outros dois navios foram detidos. O comunicado não identificou as embarcações, seus proprietários, bandeiras, cargas ou o local exato, e não havia confirmação independente imediata dos ataques.
A Guarda disse ainda ter abatido um drone MQ-9 norte-americano sobre o estreito, o 56º segundo ela, alegação que não pôde ser verificada de forma independente. A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que dois projéteis não identificados atingiram a sala de máquinas de um petroleiro a cerca de 14 milhas náuticas a nordeste da vila costeira de Limah, em Omã, sem vítimas.
A mídia norte-americana, citando autoridades dos Estados Unidos, informou que o Comando Central preparou planos de ataques que poderiam começar já nesta quarta-feira, depois das eleições legislativas, quando três porta-aviões norte-americanos estariam na região.
O Catar afirma que trabalha por um acordo interino entre Estados Unidos e Irã para evitar a retomada dos combates, enquanto diplomatas tentam aproximar as duas partes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse na terça-feira que os dois países seguem comprometidos com as negociações e analisam propostas de mediadores, inclusive do Catar. Al-Ansari alertou que nova escalada pode complicar as negociações, depois de novos ataques dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm na terça-feira.
Donald Trump disse em entrevista ao Financial Times, na terça-feira, que os Estados Unidos não têm plano imediato de retomar ataques contra o Irã. Trump afirmou que os militares dos Estados Unidos estão “locked and loaded” caso os ataques sejam necessários, mas observou que pode não haver motivo para reacender a ação militar. Sobre as negociações indiretas com Teerã, Trump afirmou – “Parecemos estar conseguindo tudo o que queremos”. A entrevista saiu na mesma janela em que o New York Times relatou, segundo o Jerusalem Post, o plano do Comando Central (CENTCOM) para atacar o Irã já em 4 de novembro, com três porta-aviões na região. Trump ainda não aprovou um ataque em larga escala, e os contatos diplomáticos entre Washington e Teerã continuam.
O contrato de novembro do benchmark de Dubai foi negociado no início da semana com desconto de cerca de US$ 2 por barril em relação ao de dezembro, disseram traders e corretoras à Bloomberg — a primeira vez que a curva do Dubai entra em contango desde julho. O contango, estrutura em que os contratos mais distantes valem mais que os imediatos, indica que a preocupação com falta imediata de petróleo cedeu.
Os fluxos físicos vinham subindo havia dois meses, com produtores do Golfo acelerando o transporte navio a navio no Golfo de Omã depois que os petroleiros passam por Ormuz. A oferta maior do Oriente Médio enfraqueceu os preços de Dubai e Murban e aumentou a compra de refinarias asiáticas, sobretudo na Índia, que preferiu cargas adicionais do Oriente Médio a barris russos mais caros, com frete maior.
Autoridades dos Estados Unidos admitiram ter lançado ataques contra a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz, e disseram à CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, que a ofensiva foi limitada e respondia a disparos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) contra uma aeronave americana. A agência estatal Irna registrou várias explosões na ilha na segunda-feira.
Segundo o New York Times, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) tem plano para atacar o Irã já nesta quarta-feira, depois das eleições de meio de mandato, quando três porta-aviões estiverem na região. Parte do gabinete quer mais tempo de sanções e de bloqueio americano, dizendo que a pressão econômica acabaria derrubando o governo do Irã; outros oficiais veem pouca perspectiva de colapso sem novos ataques.
Trump disse ao Axios não ter pressa: “De um jeito ou de outro, faremos alguma coisa, mas não há pressa. Nós os enfraquecemos financeiramente.” Em entrevista à Fox News, afirmou que os EUA “talvez precisem atacar Pickaxe”, um local ligado ao programa nuclear iraniano.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen afirma ter interceptado um drone na região de Meca, que abriga a cidade mais sagrada do islã, enquanto os houthis contabilizaram 17 mortos no país em dois dias, segundo o The Hindu.
A Arábia Saudita já acusou os houthis várias vezes de atacar Meca e Medina, acusações que o grupo nega sistematicamente.
O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as conversas sobre seu programa nuclear se os Estados Unidos levantarem o bloqueio naval aos portos iranianos, dispensarem sanções às vendas de petróleo e respeitarem um cessar-fogo, inclusive no Líbano.
O presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o país deu uma “resposta firme e racional” aos norte-americanos e que agora cabe a Washington evitar a guerra. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, afirmou que a resposta norte-americana às demandas de Teerã não foi convincente e que o estreito não reabrirá até que os EUA atendam às condições iranianas.
O Irã abriu seu terceiro centro de treinamento militar em Teerã e anunciou planos de treinar 1 milhão de voluntários paramilitares no país. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu que Irã e EUA negociem um acordo e alertou contra nova escalada militar na região.
Aviões cargueiros militares norte-americanos que partiram de Fort Bliss foram rastreados chegando a bases em Israel nos últimos dias, segundo dados do FlightRadar24.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que dois drones norte-americanos LUCAS foram destruídos sobre Bandar-e Khamir pela unidade de defesa aérea Imam Sajjad, integrada à rede nacional de defesa aérea.
Na noite anterior, a corporação havia anunciado a queda de dois drones de reconhecimento MQM-170 ao sul da ilha de Qeshm por guerra eletrônica e afirmou que o número de aparelhos desse tipo capturados chegou a quatro.
Omã e a China assinaram em Pequim um acordo de swap cambial entre os bancos centrais dos dois países, além de 23 acordos de investimento e parceria estratégica e 14 documentos de cooperação, durante a visita de Estado do sultão Haitham bin Tariq.
O swap yuan–rial foi fixado em 30 bilhões de yuans (1,5 bilhão de riais omanenses), com validade de cinco anos, em cerimônia testemunhada pelos líderes dos dois países.
Xi Jinping disse ao sultão que a região do Golfo, no Oriente Médio, não deve se tornar arena de rivalidade entre grandes potências nem de conflito geopolítico, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, que informou ainda que o enviado especial Zhai Jun visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês.
Não existe texto oficial em inglês do plano iraniano de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz: a lista que circula é reconstruída a partir de declarações de autoridades, segundo o Tehran Times, com base em falas de Araghchi, Qalibaf, do porta-voz Esmaeil Baqaei e do vice-ministro Kazem Gharibabadi.
Na reconstrução, as condições incluem cessar-fogo em todas as frentes, inclusive o Líbano, fim do bloqueio naval, licença para exportar petróleo, liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, cancelamento das sanções unilaterais posteriores a junho, fim dos ataques e aceitação da rota de navegação acordada entre Irã e Omã.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse nesta terça-feira que a resposta dos Estados Unidos aos direitos e às demandas iranianas não foi convincente e que Washington precisa dar uma resposta abrangente e explícita. Em discurso televisionado, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã está pronto para a batalha “com o dedo no gatilho”, mas que também entregou aos Estados Unidos uma resposta “poderosa e racional”, e que agora cabe a Washington evitar a guerra. Donald Trump disse à Fox News que não busca “matar muita gente” no Irã e descreveu a ação em Qeshm como um “ataque menor”, em vez de uma retomada da guerra, e afirmou que os Estados Unidos têm o Irã “totalmente onde querem” e que poderiam “acabar com eles” ou ser “gentis” e deixar viver milhares de pessoas que morreriam numa guerra.
A ADNOC Gas vai fornecer até 1,6 milhão de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) à TotalEnergies em cinco anos, segundo acordo anunciado nesta terça-feira pela unidade de gás da estatal de Abu Dhabi e pela petroleira francesa. As primeiras entregas de GNL começam ainda neste ano, segundo a TotalEnergies. O OilPrice registra que os fluxos de GNL pelo Estreito de Ormuz estão severamente restringidos há oito meses e que os Emirados Árabes Unidos seguem confiantes na alta da demanda global no longo prazo. O projeto Ruwais LNG, em desenvolvimento em Abu Dhabi, terá capacidade de 9,6 milhões de toneladas por ano, em grande parte já comprometida com compradores da Ásia e da Europa em contratos de longo prazo.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país segue em “estado de guerra”, com as forças mobilizadas e preparado para qualquer cenário, em declarações à agência Tasnim reproduzidas pelo Opera Mundi. Segundo ele, o Irã não iniciou nem procurou a guerra, mas responderá com firmeza a qualquer nova agressão. Teerã exige o fim do bloqueio naval norte-americano aos seus portos, a suspensão de novas sanções econômicas e garantias para comercializar petróleo antes de restabelecer plenamente a circulação na região de Ormuz, com implementação das medidas em até 48 horas, de acordo com a mesma fonte. Segundo a agência russa Sputnik, os Estados Unidos não têm intenção de ampliar os ataques ao Irã depois do bombardeio da ilha de Qeshm, conforme relatado pelo Wall Street Journal. Um oficial norte-americano ouvido pela Reuters disse que a operação em Qeshm teve caráter defensivo e atingiu sistemas de mísseis antiaéreos usados contra forças dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que a resposta militar e estratégica do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo seria imprevisível.
As conversas entre Irã e Arábia Saudita continuam, com o objetivo de chegar a novos arranjos regionais de segurança sem envolvimento militar estrangeiro, afirmou nesta terça-feira o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em publicação no X. Araqchi disse ainda que o país não tem hostilidade contra os membros do Conselho de Cooperação do Golfo, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Devdiscourse.
O Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e ao atendimento das exigências de Teerã. “O Estreito de Ormuz não pode reabrir a menos que o bloqueio termine e as exigências do Irã sejam atendidas”, afirmou um porta-voz iraniano, segundo o Brasil 247.
Um indiano morreu em um ataque contra uma embarcação comercial perto de Limah, em Omã, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores da Índia. Dos 14 indianos a bordo da MSV AL JUSUFI, 13 foram resgatados após o incidente, que ocorreu na segunda-feira.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, recebeu o sultão de Omã, Haitham bin Tarik, em uma visita de Estado de dois dias que começou em 1º de novembro, a primeira de um chefe de Estado omani à China desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, em 1978. Li disse que a China quer aprofundar a cooperação em toda a cadeia da indústria de petróleo e gás e realizar mais projetos de energia limpa de alta qualidade.
As forças armadas dos Estados Unidos realizaram no Estreito de Ormuz o que autoridades estadunidenses chamaram de “ataques defensivos”. Na ilha de Qeshm, as explosões vieram em rápida sucessão no fim da noite de segunda-feira, e testemunhas disseram à agência estatal IRNA ter visto dois aviões sobrevoando a ilha. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter derrubado um drone MQ-9 americano sobre o leste do Estreito de Ormuz, o 55º do tipo abatido.
Mediadores catarianos e autoridades iranianas fizeram duas rodadas de conversas na semana passada, e as tratativas avançaram rumo a um marco em que o Irã interromperia os ataques no Estreito de Ormuz em troca de os Estados Unidos levantarem o bloqueio aos portos iranianos, segundo dois funcionários. No domingo, negociadores iranianos estavam em Doha no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos para tentar fechar um acordo que encerre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo um funcionário a par das discussões.
O Irã apresentou nesta segunda-feira um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos, encurtando um processo que se previa levar sete dias, e condicionou a reabertura a que Washington aceite suas exigências. Entre elas estão o encerramento das operações militares em todas as frentes, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos, o descongelamento de ativos do Irã mantidos no exterior e a suspensão das sanções contra o setor petrolífero do país.
A Marinha do Exército do Irã afirmou que um navio-tanque pegou fogo após colidir com uma mina naval em área que descreve como restrita e insegura, a leste do Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, a embarcação estava com os sistemas de navegação desligados.
A economia da Arábia Saudita encolheu 3,8% no terceiro trimestre na comparação anual, e a atividade petrolífera recuou 20,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Autoridade Geral de Estatísticas, que divulgou os números no domingo.
As negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos (EUA) e Irã produziram um esboço de acordo: negociadores iranianos deixaram o Catar no domingo e uma minuta passou a circular para uma eventual reunião de acompanhamento, segundo uma fonte da Reuters citada pelo OilPrice. Na manhã desta segunda-feira, o Brent valia US$ 108,61 o barril, 4,25% abaixo do dia anterior, e o WTI caía 4,32%, a US$ 99,62.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã disse que 11 navios-tanque que violavam as regras de passagem no estreito de Ormuz pegaram fogo desde 25 de outubro, alguns afundando. Em publicação no X nesta segunda-feira, a corporação contou os nove dias desde a visita do comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Brad Cooper, ao estreito e afirmou que os navios afundaram “nas profundezas do mar”.
O diretor-executivo da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC), Sultan Al Jaber, disse que as reservas globais encolheram em quase 1 bilhão de barris por causa do fechamento do Estreito de Ormuz. Falando em Abu Dhabi, ele afirmou que as reservas de diesel em alguns países estão nos menores níveis sazonais em 35 anos e que outras nações enfrentam um déficit de 600 bilhões de pés cúbicos de gás natural liquefeito (GNL).
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse nesta segunda-feira que o país está aberto à possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os Estados Unidos (EUA) aceitarem suas exigências. Segundo a AFP, as condições incluem o fim da guerra no Oriente Médio em todas as frentes, o descongelamento de ativos iranianos no exterior, a suspensão das sanções ao setor petrolífero do país e o fim do bloqueio naval norte-americano.
Em declaração conjunta, Pequim e Mascate pediram que os Estados Unidos (EUA) e o Irã retomem o diálogo e cheguem a um “acordo abrangente que inclua a questão nuclear”. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o enviado especial do país para o Oriente Médio visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Mehr News.
O navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mayeda, que levava carga do Catar para o Paquistão, foi atingido por objetos não identificados perto do Estreito de Ormuz, apesar de relatos de que as autoridades paquistanesas tinham aval prévio do Irã para a passagem segura. A transportadora catari Nakilat confirmou em comunicado que o ataque ocorreu na noite de 30 de outubro, sem feridos entre a tripulação nem dano ambiental relatado, e dados de navegação indicam que o navio mudou de rumo e voltou em direção ao Golfo.
Negociadores iranianos deixaram Doha no domingo após três dias consecutivos de consultas com mediadores catari por um acordo para encerrar a guerra dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Um oficial com conhecimento das conversas disse à agência nesta segunda-feira que a saída não se deveu a dificuldades nas tratativas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que avalia uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA cumprirem suas condições.
Xi Jinping disse ao sultão Haitham bin Tariq, em Pequim, que o Golfo não deve se tornar arena de rivalidade entre grandes potências e que a China quer trabalhar com os árabes pela paz duradoura, enquanto Omã se disse aberto a um acordo bilateral preferencial de comércio e investimento com a China, sua maior parceira comercial, segundo o Jerusalem Post.
A Yamaha anunciou que não disputará o GP do Catar de MotoGP no próximo fim de semana por preocupações com a segurança no Oriente Médio, decisão que pode render punição à equipe. A equipe disse que não identificou motivos suficientes para mudar suas restrições corporativas de viagem ao Oriente Médio, em meio à orientação do governo japonês contra viagens não essenciais à região. A MotoGP afirmou não acreditar que a decisão reflita “as garantias extensivas oferecidas a todos os participantes do campeonato”.
Um petroleiro que navegava pelo Golfo foi atingido por dois projéteis não identificados a bombordo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), citada pelo Middle East Eye. Em paralelo, a mídia houthi, citando uma autoridade militar anônima, repetiu ameaças contra a gigante saudita de petróleo Aramco e contra a aviação no reino, segundo o Straits Times.
O conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU) disse no Diálogo de Manama do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) que o país espera um avanço diplomático nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos (EUA), segundo o Middle East Eye.
Líderes do Golfo se reuniram no Catar para tentar evitar uma nova escalada na guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo a NPR. O Catar liderou nas últimas 72 horas uma mediação intensa para evitar uma nova rodada de possíveis ataques americanos ao Irã depois das eleições de meio de mandato de terça-feira, e a incerteza mantém toda a região do Golfo em tensão.
A Arábia Saudita condenou neste domingo o ataque contra um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Catar no Golfo e pediu ação internacional urgente para proteger a navegação e os suprimentos globais de energia, segundo o Arab News. O navio Al-Mayeda, da Qatar Gas Transport Company, foi atingido na noite de sexta-feira; a empresa disse em comunicado que nenhum tripulante se feriu e que não houve dano ambiental relatado. Em publicação no X, o ministério das Relações Exteriores reiterou sua “rejeição a todas as violações que ameaçam a segurança e a proteção da navegação marítima e dos suprimentos globais de energia”.
O Pentágono calculou em pelo menos US$ 5 bilhões o dano que os ataques iranianos causaram às bases militares dos Estados Unidos, segundo autoridades americanas citadas pelo Wall Street Journal.
A investigação do Journal identificou 274 estruturas danificadas em 24 instalações com presença militar dos Estados Unidos nos primeiros seis meses da guerra, a partir de imagens de satélite, declarações militares iranianas e entrevistas com autoridades americanas, conforme o Tehran Times.
Uma análise da Associated Press verificou mais de 115 ataques de drones e mísseis reivindicados pelo Irã ou por milícias aliadas que danificaram ou destruíram estruturas em 26 bases e outros locais com equipamento americano até agosto, segundo o Times of India.
Os Emirados Árabes Unidos esperam um “avanço” capaz de encerrar o conflito com o Irã, informou o veículo emiradense Al-Ain, segundo o Jerusalem Post.
Segundo o mesmo relato, Gargash afirmou que “a segurança dos Estados do Golfo é interconectada e o que afeta qualquer um deles afeta os EAU”, e que “a confiança com o Irã foi abalada”.
Os sete membros centrais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordaram em princípio em manter inalteradas as metas de produção do mês que vem, segundo três pessoas com conhecimento do assunto disseram à Reuters, em texto publicado pela Channel NewsAsia.
A reunião online deste domingo do grupo, formado por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã, ocorre num momento em que os países do Golfo ampliaram exportações interrompidas por meses pelo conflito. A maioria, no entanto, segue bombeando bem abaixo das metas.
A Qatar Gas Transport Company (Nakilat) confirmou que o seu navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mayeda foi atingido por objetos não identificados quando transitava o Golfo Arábico na noite de sexta-feira, 30 de outubro de 2026. Nenhum tripulante ficou ferido e não houve impacto ambiental, segundo a companhia. A Nakilat afirmou que o navio segue operacional e que a avaliação das consequências do incidente está em curso, segundo a TASS.
Os chanceleres dos Estados Unidos (EUA) e do Irã disseram que um fim diplomático para a guerra ainda é possível, sem conversas diretas entre os dois países planejadas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã só decidirá se as conversas serão diretas ou indiretas depois que Washington aceitar suas condições. As declarações vieram após mais de 12 horas de discussões entre enviados iranianos e catarianos em Teerã na sexta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pela CGTN.
Negociadores iranianos se reuniram neste sábado em Doha com mediadores do Catar para discutir saídas para a guerra no Golfo, segundo a Reuters, que citou uma fonte a par das negociações. O encontro ocorre enquanto os diplomatas tentam evitar novos combates depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos desta semana.
Dois pescadores iranianos ficaram feridos em um ataque de drone atribuído ao inimigo americano contra dois barcos de pesca no Estreito de Ormuz na manhã deste sábado, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. A emissora estatal IRIB, citando um responsável da província de Hormozgan, disse que os Estados Unidos (EUA) atacaram dois barcos de pesca perto da ilha de Qeshm, deixando dois pescadores desaparecidos e um ferido, segundo a Reuters.
Um vazamento de petróleo de um navio-tanque atacado perto do Estreito de Ormuz avança pela costa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), forçando o fechamento de algumas praias e de áreas costeiras. Autoridades dos EAU trabalham para conter o vazamento de um superpetroleiro, e a municipalidade de Umm Al Quwain intensifica os esforços para limitar a poluição e proteger os habitats marinhos.
Os Estados Unidos podem retomar os ataques ao Irã no dia seguinte às eleições de meio de mandato para o Congresso, segundo a emissora MS NOW, citada pela agência russa TASS. De acordo com as fontes ouvidas pela emissora, o governo americano informou vários países do Golfo Pérsico de que eles deveriam se preparar para “uma rodada curta e intensa de ataques já em 4 de novembro”.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter capturado intacto um drone americano de reconhecimento e engodo a oeste do Estreito de Ormuz, após assumir o controle de seus sistemas de orientação e comando, segundo a agência iraniana IRNA. De acordo com a nota da Guarda Revolucionária, a missão do drone era identificar sistemas de defesa aérea iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico e no entorno do Estreito de Ormuz, e a análise dos dados recuperados indicava que ele decolou da costa de um país do sul do Golfo Pérsico.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o Canadá e os Emirados Árabes Unidos por reiterarem reivindicações territoriais sobre Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb, segundo o Tehran Times. Ele classificou as alegações dos Emirados de “descaradas e intervencionistas” e criticou o Canadá por endossá-las em uma declaração conjunta.
Baqaei afirmou que “as ilhas de Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb são partes inseparáveis e eternas do território iraniano” e que a repetição de reivindicações “infundadas” não mudará “as realidades geográficas, históricas e legais estabelecidas”.
A agência marítima britânica UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations) informou, em aviso emitido na quinta-feira, que recebeu de um agente de segurança de empresa o relato de que um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido ao concluir a travessia de saída do Estreito de Ormuz, segundo a Anadolu. A agência não identificou a arma, não estabeleceu quem disparou o projétil nem atribuiu responsabilidade ao Irã, segundo o Gulf News.
A Marinha do Exército do Irã disse ter destruído um veículo não tripulado de superfície (USV) inimigo no leste do Estreito de Ormuz na sexta-feira, segundo a IRNA. A agência informou que dois petroleiros que transitavam em áreas proibidas com os sistemas de rastreamento desligados sofreram danos e pegaram fogo após atingir minas marítimas, desrespeitando avisos e normas.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse nesta sexta-feira que dois petroleiros se envolveram em um incidente e foram parados em águas ao sul do Estreito de Ormuz depois de ignorar avisos de rádio do Irã, segundo o Jerusalem Post. A agência russa TASS também noticiou o incidente e a paralisação dos dois navios.
Um petroleiro em trânsito no Estreito de Ormuz foi atingido por duas minas de lapela fixadas por uma pequena embarcação e sofreu incêndio na casa de máquinas, no primeiro uso bem-sucedido desse tipo de explosivo na via desde o início da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã, em fevereiro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo gCaptain. A agência naval britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que a tripulação está a salvo, sem impacto ambiental, com o incêndio extinto e o navio seguindo ao próximo porto, segundo o OilPrice. A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que dois petroleiros que tentavam rotas não autorizadas no estreito sofreram incidentes e foram parados nas águas ao sul, segundo o Mehr News. O Brent chegou a US$ 117 por barril no comércio asiático em meio ao temor de escalada após as eleições de meio mandato dos EUA em 3 de novembro, segundo o OilPrice.
Os Estados do Golfo terão de reconfigurar defesas de um trilhão de dólares diante dos danos econômicos e do valor questionável das bases dos EUA sob ataque iraniano, segundo estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgado pelo Guardian. O relatório cita 4.670 drones de ataque unidirecional e mais de 1.400 mísseis balísticos iranianos contra 12 Estados da região nas semanas antes do cessar-fogo de 8 de abril, e uma estimativa citada no estudo põe os danos à infraestrutura de energia em até US$ 58 bilhões.
A agência britânica de comércio marítimo UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations) recebeu relato de um navio-tanque em chamas a 25 milhas náuticas a nordeste de Khasab, em Omã, no Estreito de Ormuz, sem causa conhecida no momento do relato – relato posterior verificado confirmou a tripulação a salvo, sem impacto ambiental, com o navio seguindo para o próximo porto, após ser abordado a bombordo por um barco pequeno que fixou dois dispositivos explosivos no casco acima da linha d’água. Um navio em chamas foi relatado no Estreito, segundo a Arab News, que cita a UKMTO, sem detalhes sobre causa ou vítimas.
O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que seis ataques atingiram infraestrutura comercial e militar vital, da costa leste à costa oeste da Arábia Saudita, chegando a Riad e à região sul de Najran, em publicação no X, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um drone lançado pelos houthis na região de Meca, segundo o Times of Israel. Os houthis negam mirar Meca e Medina e já rejeitaram acusações anteriores da coalizão de que teriam lançado drones contra as duas cidades sagradas do islã, segundo o Jerusalem Post.
Os houthis afirmaram nesta quinta-feira ter atacado a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita; a refinaria de Rabigh; uma instalação da Aramco em Abqaiq; e os aeroportos internacionais Rei Khalid, em Riad, e Rei Fahd, em Dammam, segundo o Jerusalem Post. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos lançados contra a capital, depois que correspondentes da AFP ouviram ao menos oito explosões em Riad, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis relatou 12 mortos e três feridos graves em ataques que atribui à Arábia Saudita contra áreas residenciais no oeste do Iêmen.
O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, e o presidente de upstream da Chevron, Clay Neff, cancelaram a ida à maior feira de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, na semana que vem, por preocupações de segurança, segundo fontes citadas pela Reuters e relatadas pelo OilPrice.
Estilhaços caídos após a interceptação de dois mísseis feriram um cidadão saudita, informou a Defesa Civil da Arábia Saudita, segundo o Middle East Eye.
A QatarEnergy está comprando gás natural liquefeito (GNL) de longo prazo dos Estados Unidos e de outros fornecedores como parte de uma estratégia para montar um hedge de comercialização e arbitragem que gere receita caso as exportações pelo Estreito de Ormuz sejam interrompidas, segundo a Reuters. “Num cenário em que há um fechamento do estreito, que é a contingência real que buscamos, você veria imediatamente um pico no preço do gás e conseguiria gerar para a QatarEnergy uma receita que de outro modo não seria gerada”, disse o CEO Saad al-Kaabi.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse na quarta-feira (28/10) que qualquer agressão militar instigada por Israel na região do Golfo Pérsico pode ter consequências devastadoras.
Os Estados Unidos disseram a países do Oriente Médio e a aliados regionais que se preparem para uma possível nova ação militar contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, e para a possibilidade de o Irã tentar retaliar contra eles, segundo dois diplomatas informados sobre o assunto ouvidos pela AP. Donald Trump não tomou decisão final sobre novos ataques, mas tem dito que avalia ordenar nova ação militar depois das eleições. Os aliados também foram instados a tomar medidas de precaução diante da expectativa de que a resposta iraniana inclua ataques retaliatórios a instalações de energia e outra infraestrutura crítica.
O UBS elevou sua projeção para o Brent a 110 dólares o barril no fim de 2026, a segunda revisão de alta do banco neste mês, contra 100 dólares na estimativa anterior, segundo o OilPrice. O banco afirma que os embarques de petróleo bruto e de condensado do Golfo seguem abaixo dos níveis anteriores à guerra.
Os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. Forças americanas vêm reabastecendo munições na região, e bombardeiros e caças se preparam para os ataques, disseram autoridades ao jornal.
Os Estados Unidos desaconselharam embarcações a fazer travessias não essenciais pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz para evitar atrasos, segundo a Sputnik. O comando recomendou que as tripulações estejam prontas para mudar de rota ou parar por ordem das forças americanas e tenham os documentos necessários para inspeção.
O documento afirma que embarcações neutras, com carga neutra ou em lastro, entre portos neutros no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz podem ser submetidas a interrogação, visita e busca para confirmar suas intenções quanto ao bloqueio.
O planejamento econômico iraniano estuda um cenário de 130 dólares o barril no orçamento do próximo ano iraniano, que começa em março de 2027, segundo meios iranianos citados pelo OilPrice. No início de outubro, o bloqueio dos Estados Unidos no Golfo de Omã já retinha ao menos 50 petroleiros iranianos carregados dentro do Golfo Pérsico, perto da costa do país, de acordo com o mesmo levantamento.
Os Estados Unidos disseram a vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma campanha militar curta e intensa depois das eleições de meio de mandato, segundo pessoas informadas sobre as conversas, de acordo com o Hindustan Times. O jornal também registra novos sinais de que os militares americano e israelense preparam uma possível onda de ataques para levar Teerã à mesa de negociação.
A Arábia Saudita teria oferecido um pacote financeiro de US$ 1 bilhão aos houthis em um acordo mediado pelo Irã para obter um cessar-fogo e interromper os ataques contra o reino, segundo o Hindustan Times, que cita um relatório. A proposta teria sido discutida na visita surpresa do ministro da Defesa saudita, o príncipe Khalid bin Salman, a Teerã, onde o Irã se ofereceu para atuar como mediador diplomático regional, de acordo com a NDTV.
O dirigente houthi Mohammed Ali al-Houthi disse nesta terça-feira que a decisão do parlamento do Egito de autorizar apoio militar à Arábia Saudita para se defender dos ataques do grupo equivale a uma declaração de guerra, segundo a Channel News Asia. A declaração faz parte de um comunicado que reage à visita de segunda-feira a Teerã do ministro da Defesa saudita, ao lado do chefe do Exército do Paquistão e do chefe de inteligência da Turquia, em uma tentativa de reduzir as tensões na guerra do Oriente Médio.
O Catar e o Irã discutiram a guerra no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz em uma reunião em Moscou, segundo o gabinete do emir. A Marinha do Irã disse que um petroleiro pegou fogo após atingir minas navais a leste do Estreito de Ormuz, depois de entrar em uma área proibida com os sistemas de rastreamento desligados.
Os houthis afirmaram nesta terça-feira ter atingido com um míssil balístico a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita, enquanto a Bloomberg noticiava, citando uma fonte a par do assunto, que o reino conteve um incêndio perto do terminal de Ras Tanura mais cedo naquele dia, segundo o Middle East Eye. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que o ataque provocou “incêndios massivos”, e um dirigente houthi afirmou que a autorização do parlamento do Egito para apoio militar defensivo à Arábia Saudita equivale a uma declaração de guerra. Os houthis também disseram ter atacado o Ministério da Defesa saudita em Riad, sem confirmação da Arábia Saudita, segundo o Hindustan Times, que cita a Reuters.
O emir do Catar se reuniu com o presidente do Irã para revisar o estado atual das relações entre Teerã e Doha, segundo a Mehr News. Os dois lados destacaram a importância de ampliar as relações políticas e econômicas e de usar as capacidades existentes para elevar o nível da cooperação bilateral, segundo a agência.
Arábia Saudita, Irã, Turquia e Paquistão concordaram em seguir o diálogo pela paz e segurança regional, em comunicado conjunto emitido na noite de segunda-feira, segundo a Al Jazeera – Riad enviou o ministro da Defesa Khalid bin Salman, o Paquistão enviou o chefe do Exército Asim Munir e a Turquia enviou o chefe de inteligência Ibrahim Kalin.
Altos funcionários da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão devem se reunir com o Irã em Teerã na segunda-feira para tratar de coordenação regional, segundo o Jerusalem Post.
Riad será representada pelo ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, e o Paquistão pelo chefe do Exército, marechal Asim Munir, conforme a Reuters.
Será o primeiro contato de alto nível entre o Irã e todos os membros do bloco de três países desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques crescentes, segundo o Middle East Eye.
A Defesa Civil saudita informou que estilhaços de dois mísseis balísticos interceptados, suspeitos de terem sido lançados pelos houthis do Iêmen, caíram em Jeddah, Taif, Rabigh e Wadi Al-Mughammas, na província de Meca, segundo a Al Jazeera.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um segundo drone na região de Riad, segundo o porta-voz major-general Turki al-Maliki, em publicação no X. A coalizão também afirmou ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis contra Riad.
Os houthis disseram ter mirado três aeroportos sauditas, entre eles o aeroporto internacional de Riad, além de instalações de energia, um oleoduto e uma base aérea nas últimas 24 horas, em nova rodada de ataques contra a Arábia Saudita neste sábado, segundo o Le Monde. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu na manhã de sábado, enquanto a defesa civil saudita respondeu a destroços nas regiões de Meca e Medina. A TV Al-Masirah, dos houthis, disse que ataques do reino no Iêmen mataram quatro pessoas em uma casa em Sanaa, oito em um alojamento de trabalhadores de uma cimenteira e cinco de uma mesma família perto de Hodeida.
O Irã disse neste sábado que “não permitiremos, em nenhuma circunstância e em nenhum momento, que navios militares enferrujados dos Estados Unidos (EUA) entrem no Golfo Pérsico” e que, se for atacado, “alcançará vitória absoluta nesta guerra apocalíptica”, segundo o The Hindu. A frase sobre a guerra apocalíptica foi atribuída à TV estatal Press TV. As declarações de oficiais militares iranianos vieram depois de a mídia dos EUA e de Israel noticiar que os dois países elaboraram planos para retomar os ataques à República Islâmica.
O aeroporto internacional King Khalid, em Riade, informou neste sábado que os voos serão retomados no domingo, 25 de outubro, após duas semanas de fechamento por causa dos ataques houthis, segundo o Middle East Eye. O Terminal 1 será destinado a voos domésticos e o Terminal 2 a voos internacionais operados por companhias nacionais. O fechamento veio depois de um ataque com míssil que matou 13 pessoas e feriu mais de 300 em 10 de outubro, segundo o Arab News.
O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo realizou sete operações com mísseis balísticos e drones, segundo a TASS, e que os alvos incluíram o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, instalações da Aramco em Yanbu, a refinaria de Rabigh, estações de bombeamento de petróleo e o oleoduto Leste-Oeste, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído dois mísseis balísticos lançados contra Yanbu e Taif no sábado. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas sobre os relatos houthis, e não ficou claro de imediato se os ataques acertaram os alvos ou foram interceptados.
Os houthis afirmaram neste sábado ter atacado Áden, sede interina do governo apoiado pela Arábia Saudita, com o porta-voz militar Yahya Saree dizendo que o alvo foram as concentrações do “inimigo saudita” no acampamento Al-Nasr e na base naval da cidade. Mais cedo, a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu, no oeste do reino. Segundo os houthis, um ataque separado a um alojamento de operários de uma fábrica de cimento na província de Sanaa matou seis mulheres e uma criança e feriu três pessoas. Os Estados Unidos (EUA) atualizaram alertas de viagem para o Golfo e o Oriente Médio, citando o que descreveram como a ameaça de “agressão regional” dos houthis alinhados ao Irã.
Os Emirados Árabes Unidos fecharam algumas praias depois de detectar um vazamento de óleo de um petroleiro no Golfo Pérsico, segundo a Bloomberg. O Ministério da Mudança Climática e Meio Ambiente disse em comunicado que as autoridades detectaram “um vazamento de petroleiro afetando as praias de Umm Al Quwain”, emirado ao norte de Dubai, segundo a Euronews.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído neste sábado dois mísseis balísticos disparados pelos houthis contra Taif e Yanbu, segundo o Middle East Eye. A Defesa Civil saudita emitiu breves alertas de perigo potencial em Taif, Yanbu, Meca e Jedá, segundo a mesma reportagem.
O chefe do Estado-Maior das forças armadas do Irã e comandante do Quartel Central Khatam al-Anbiya, general Abdollahi, disse que o país não permitirá “sob nenhuma circunstância” que navios de guerra norte-americanos enferrujados voltem ao Golfo Pérsico, segundo o Middle East Eye.
Em declarações veiculadas pela Press TV, Abdollahi afirmou que as forças armadas iranianas tornaram a Marinha dos Estados Unidos (EUA) uma força inoperante, a ponto de ela não conseguir mais se aproximar das águas do Golfo Pérsico nem das águas territoriais iranianas.
Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.
As defesas aéreas da Arábia Saudita interceptaram e destruíram um drone na região leste do país, disse um porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas em publicação no X, segundo o Middle East Eye.
Os Estados Unidos (EUA) aceleram a retirada de diplomatas e de suas famílias das missões no Oriente Médio em meio a temores de escalada regional e de novos ataques ao Irã, segundo o Jerusalem Post. O Departamento de Estado ordenou a saída de pessoal não essencial e de familiares da Arábia Saudita e reduziu discretamente o quadro nas embaixadas na Jordânia, no Bahrein, no Kuwait, no Catar, nos Emirados Árabes Unidos e no Líbano.
O Paquistão concluiu os processos de ratificação do Acordo Conjunto de Defesa de Meca, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Sajjad Haider Khan, em entrevista coletiva, segundo a TRT World. O Paquistão e a Arábia Saudita já concluíram a ratificação, enquanto a Turquia cumpre os trâmites exigidos “de acordo com seu marco legal interno”, disse ele.
Teerã elaborou planos detalhados para atacar cabos submarinos de comunicação no Golfo caso os Estados Unidos e Israel voltem a atacar o Irã, disseram duas altas autoridades de segurança iranianas à Reuters, segundo o The Hindu. Uma delas disse que o Irã tentaria impedir reparos depois de eventuais ataques, para prolongar as interrupções nas comunicações, incluindo a internet.
O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, disse que um ataque ao Irã neste fim de semana é possível. “Pode haver um ataque neste fim de semana? Sem dúvida”, afirmou em entrevista ao podcast de Mario Nawfal, segundo o Times of Israel. O enviado, que não tem papel direto na questão iraniana, disse que a consequência não seria mudança de regime: “Se você continua ameaçando o mundo, nossos aliados, o Golfo, haverá uma consequência. A consequência não será mudança de regime.” O presidente Donald Trump respondeu que, se for o caso, não sabe de nada disso: “Bem, se é esse o caso, não sei de nada disso”, disse, segundo a TASS. Em Istambul, o chanceler turco Hakan Fidan disse que todos concordam que um novo ataque ao Irã expandiria a guerra na região: “Uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução. Ninguém aprova isso neste momento”, afirmou em entrevista coletiva, segundo o Jerusalem Post. O chanceler francês Jean-Noël Barrot disse após as reuniões desta sexta-feira que uma nova escalada entre Irã e Estados Unidos só teria perdedores e elevaria o preço do petróleo.
Os contratos futuros do Brent subiram US$ 4,35, ou 4%, e fecharam a US$ 113,17 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 2,32, ou 2,4%, a US$ 99,47. O petróleo fechou com alta de 4% na quinta-feira, atingindo a máxima em cinco meses, depois que ataques dos houthis na Arábia Saudita alimentaram preocupações com novas interrupções no abastecimento da principal região exportadora. A Saudi Aramco orientou funcionários a evacuar sua sede em Dhahran, no Golfo Pérsico, à medida que os combates se intensificavam, informou a Reuters, em texto republicado pelo Brasil 247.
Todas as praias e áreas costeiras de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), foram fechadas temporariamente após um vazamento de petróleo de um navio-tanque, confirmou o Ministério da Mudança Climática e Meio Ambiente. O ministério disse que seu sistema de monitoramento detectou o vazamento, depois que moradores de Sharjah, Ajman e Umm Al Quwain relataram odores desagradáveis.
Veículos do Oriente Médio publicaram nesta semana o texto do Pacto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 pela Arábia Saudita, pela Turquia e pelo Paquistão, segundo o Jerusalem Post. O acordo estabelece um conceito trilateral de defesa pelo qual um ataque armado contra um dos membros é considerado ataque contra os três. O texto prevê secretariado permanente, liderança rotativa, reuniões ministeriais regulares e admissão de novos membros, o que, na avaliação do jornal, sugere algo mais ambicioso do que um memorando típico de cooperação em defesa.
A Arábia Saudita atingiu um barco indiano com 14 cidadãos indianos a bordo perto da ilha de Zuqar, no oeste do Iêmen, e as forças iemenitas resgataram os ocupantes, segundo o porta-voz das forças armadas iemenitas, Yahya Saree, em declaração citada pela Mehr News. Saree publicou a informação em uma rede social.
O presidente da França, Emmanuel Macron, começou na segunda-feira, 19 de outubro, um giro pelo Golfo destinado a garantir suprimentos de petróleo e diesel e a tentar baixar os preços, depois de um fim de semana de protestos violentos provocados pela alta do custo de vida, segundo o Le Monde.
Macron reconheceu falhas de segurança e de inteligência, mas recusou o pedido de demissão do ministro do Interior, depois de mais de 2.500 pessoas terem sido presas em uma das piores ondas de violência dos últimos anos na França, com prefeituras e lojas saqueadas e incendiadas, segundo a RFI.
O balanço do ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, subiu para dois mortos, um cidadão saudita e um residente indiano, informou a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA). Oito pessoas ficaram feridas, número que não mudou em relação ao primeiro balanço, divulgado em 21 de outubro.
A GACA afirmou que as operações do aeroporto foram retomadas e o tráfego aéreo voltou ao normal. O governo saudita ainda não confirmou quem executou o ataque, segundo o AeroTime.
O Brent era negociado a US$ 111,10 o barril e o West Texas Intermediate (WTI) a US$ 98,98, ambos com alta em torno de 2% desde quarta-feira, após os houthis atingirem um campo de petróleo na Arábia Saudita e outro aeroporto internacional, segundo a OilPrice. Os países do Golfo exportaram 24,6 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima dos 23,3 milhões de antes da guerra, segundo dados da Kpler, em texto do Middle East Eye.
A ordem de saída de funcionários não emergenciais e familiares vale só para a Arábia Saudita, disse o porta-voz do Departamento de Estado, segundo o Korea Herald, em meio a ataques houthis contra alvos civis. A versão de que missões em outros Estados do Golfo também mandariam familiares embora, passada por quatro autoridades à Reuters, não foi confirmada pelo porta-voz; os ataques num aeroporto civil em Dammam mataram ao menos uma pessoa e feriram oito, e outro ataque com drone num campo de petróleo matou duas.
A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) disse que quatro navios em transferência ilegal de petróleo no norte do golfo Pérsico foram atingidos ao mesmo tempo e incendiaram-se, segundo a Mehr News.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos se prepara para ordenar a saída de parte dos funcionários e de seus familiares de embaixadas dos EUA na região do Golfo, segundo apurou a Reuters, em reportagem do G1. Duas autoridades disseram à agência que a medida responde à possibilidade de retomada de conflitos na região, com preocupação principalmente com ataques dos houthis do Iêmen, que são alinhados ao Irã.
O presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma visita surpresa a Riad, apresentada como de “solidariedade”, e se tornou o primeiro líder ocidental a desembarcar na Arábia Saudita desde que os houthis intensificaram os ataques neste mês, segundo a Al Jazeera. A viagem ocorre enquanto a Arábia Saudita concordou em fornecer diesel extra à França “por quantos meses forem necessários”, disse o Palácio do Eliseu à agência France-Presse (AFP) na quarta-feira.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse que o apoio militar egípcio à Arábia Saudita se limitaria a defender o território e as fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a presidência na quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A declaração saiu enquanto o chanceler egípcio Badr Abdelatty e o chefe da inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência estatal saudita SPA.
Os houthis afirmaram que oito pescadores foram mortos em uma série de ataques durante a noite, e o Ministério da Saúde sediado em Sanaã disse que a Arábia Saudita atingiu barcos na costa da província de Taiz. Nesta quarta-feira, o porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo disparou um míssil balístico contra a sala de operações militares da coalizão no acampamento Badr, em Áden. Segundo a Xinhua, as forças sauditas realizaram 93 ataques aéreos e de mísseis em oito províncias iemenitas nas 24 horas anteriores.
A Turquia vai enviar ao parlamento um mandato que autoriza o envio de militares à Arábia Saudita no âmbito do pacto de defesa conjunta com a Arábia Saudita e o Paquistão, acordo assinado em agosto em Meca e entregue ao parlamento para ratificação na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, militares turcos enviados a outros países sob o pacto não participariam de operações ofensivas, e o envio inicial seria de técnicos e especialistas para ajudar na defesa aérea.
O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram no Palácio de Lusail, em Doha, formas de reforçar a cooperação econômica, de investimento e de defesa, segundo a TRT World. A turnê francesa pelo Golfo, de 19 a 21 de outubro, tem como objetivo, segundo a presidência da França, consolidar parcerias estratégicas e econômicas com os países do Golfo e apoiar iniciativas multilaterais para restaurar a estabilidade regional e proteger a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
O governo turco apresentou ao Parlamento em 20 de outubro o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão à defesa mútua por prazo indefinido, segundo o The Cradle. O texto trata a agressão vinda do exterior contra um dos membros como agressão contra todos e obriga os demais a prestar assistência imediata à parte atacada, com a escala do apoio a definir, inclusive meios militares.
O Parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre autorizar as Forças Armadas a apoiar a Arábia Saudita, informou a Câmara dos Deputados na segunda-feira, segundo o Al Jazeera. O texto encarrega o Parlamento de autorizar o presidente Abdel Fattah el-Sisi a aprovar qualquer pedido saudita de assistência de defesa.
O Reino Unido vai dar apoio militar defensivo adicional à Arábia Saudita diante da escalada de ataques houthis na região, segundo o Ministério da Defesa britânico. Caças Typhoon da Força Aérea Real (RAF) vão voar missões aéreas defensivas para proteger cidades e infraestrutura crítica saudita de ataques aéreos, e o ministério afirma que os aviões atuam em papel defensivo e não serão usados para atacar o grupo iemenita, segundo o Al Jazeera.
O presidente da França, Emmanuel Macron, obteve o compromisso de mais 200 mil toneladas mensais de diesel dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein durante um giro pelo Golfo, segundo a France 24. Somadas as entregas da Arábia Saudita, a França tem 295 mil toneladas por mês comprometidas, pouco mais de 10% do seu consumo, acrescentou a presidência francesa.
Os preços do gás natural liquefeito (GNL) no mercado spot asiático passaram de US$ 30 por milhão de unidades térmicas britânicas (BTU) pela primeira vez desde dezembro de 2022, segundo o OilPrice, que cita a Bloomberg – a alta segue o relato de ataque a um navio de GNL no golfo de Áden, na costa do Iêmen, e os estoques europeus estão em 74% nesta semana, ante a média sazonal de cinco anos de cerca de 89%, segundo o mesmo veículo.
O Brent voltou a superar os US$ 110 por barril, com o WTI acima dos US$ 100 – e era negociado a US$ 109,68, e o WTI a US$ 98,55, no nível mais alto em cinco meses – enquanto o fluxo diário de petróleo do Golfo Pérsico caiu para 8,5 milhões de barris, ante mais de 20 milhões duas semanas atrás, segundo a Kpler, segundo a OilPrice.
O porta-voz dos houthis afirmou que as forças do grupo realizaram seis operações militares nas últimas 48 horas contra alvos na Arábia Saudita, com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, segundo o Middle East Eye.
Antes da guerra com o Irã, 24% da oferta mundial de enxofre passava pelo Estreito de Ormuz, e o autor do texto no OilPrice diz não encontrar informação confiável sobre se o insumo continua sendo embarcado, suspeitando que o volume esteja perto de zero. O enxofre do Oriente Médio saiu de cerca de US$ 500 a tonelada no início do conflito para mais de US$ 800, e alguns clientes pagaram acima de US$ 1.000 pelo enxofre canadense em junho, segundo o OilPrice.
A Arábia Saudita decidiu adiar sua principal conferência de investimentos para o ano que vem, confirmaram os organizadores em comunicado nesta segunda-feira, depois de ataques que abalaram o reino nas últimas semanas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Os ataques atingiram infraestrutura militar, energética e civil em todo o país, incluindo a sede da estatal de petróleo Aramco e o aeroporto internacional de Riad, onde mataram ao menos 18 pessoas.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela insegurança no Estreito de Ormuz e afirmou que “a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista (Israel), combinada com o bloqueio econômico, constitui a principal fonte de insegurança na nossa região”, em coletiva nesta segunda-feira em Teerã ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov. Segundo a TRT World, Lavrov faz a primeira visita ao Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, e Moscou busca um papel de mediação.
Um general do Exército do Paquistão disse que o país fornece “todo o apoio necessário” para proteger a soberania, a integridade territorial e os locais sagrados da Arábia Saudita, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen contra o país do Golfo. O tenente-general Chaudhry afirmou ao jornal digital Independent Arabia, em entrevista publicada no domingo (18), que esse apoio “está sendo fornecido e será fornecido”, sem revelar a natureza ou a extensão da assistência.
O parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre a autorização de potencial apoio militar para ajudar a defender a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões de segurança na região, segundo a TRT World. O adiamento de uma semana deixa a decisão pendente enquanto os parlamentares se preparam para retomar as deliberações ainda neste mês.
O chanceler russo Sergei Lavrov chegou a Teerã em 19 de outubro para discutir passos de desescalada na região do Golfo Pérsico com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, segundo a agência russa TASS, em texto do The Cradle. A visita coincide com ameaças crescentes dos Estados Unidos contra o Irã e com a promessa da República Islâmica de retaliar com muito mais força qualquer novo ataque, segundo a mesma publicação.
O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou nesta segunda-feira ao Kuwait, onde foi recebido pelo emir Sheikh Mishal Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, segundo a TRT World. O giro de quatro países busca petróleo e diesel adicionais e deve passar pelos Emirados Árabes Unidos, pelo Bahrein e pelo Catar até quarta-feira; segundo a emissora, a viagem também pretende melhorar a segurança das rotas marítimas de energia, abaladas pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
O Conselho Ministerial do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), em sua 108ª sessão em Manama, no Bahrein, condenou ataques retaliatórios do Exército iemenita contra posições sauditas e atribuiu ao Irã ataques com mísseis e drones contra membros do Conselho e contra a Jordânia, segundo a Mehr News.
A presidência do Egito disse que o país está pronto a dar à Arábia Saudita todo o apoio de que ela precisa para defender sua segurança e estabilidade, segundo o Korea Herald. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu uma sessão urgente do parlamento para autorizar as forças armadas, uma das maiores do mundo árabe, a ajudar a defender o aliado do Golfo caso o reino solicite apoio. A medida ocorre enquanto os houthis do Iêmen intensificam seus ataques ao reino saudita.
Os Estados Unidos (EUA) emitiram alertas de segurança datados de 18 de outubro cobrindo 12 locais do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait, Jordânia, Bahrein, Omã, Irã, Catar, Iraque, Líbano, Iêmen e Israel/Jerusalém, pedindo aos estadunidenses na região que redobrem a vigilância, acompanhem as operações das companhias aéreas e se preparem para cancelamentos de voos, fechamentos de espaço aéreo e mudanças súbitas de planos de viagem. Os avisos citam o risco de as hostilidades se ampliarem para além de sua área imediata e alertam que o Irã e grupos que lhe dão apoio podem atacar interesses estadunidenses no exterior. A embaixada dos EUA nos Emirados Árabes Unidos pediu aos cidadãos no Oriente Médio que exerçam vigilância redobrada diante da escalada na região, segundo o Middle East Eye. Os alertas, por si, não confirmam que aeroportos tenham fechado nem que voos tenham sido cancelados.
Uma fonte militar iemenita pediu que funcionários e civis se afastem das instalações de petróleo da Arábia Saudita e aconselhou acionistas da Aramco a vender suas ações antes que fosse tarde demais, segundo a Mehr News. Os houthis já haviam advertido acionistas da Aramco sobre o que descreveram como potenciais perdas financeiras nos próximos dias, segundo a al-Masirah, citada pela Xinhua.
A torre Kingdom Centre, em Riad, ordenou trabalho remoto obrigatório a todos os funcionários de escritórios, “efetivo imediatamente e até novo aviso”, segundo a administração do prédio. A coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que dois pilotos morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i em Najran por falha técnica, disse o porta-voz Turki al-Malki – versão que os houthis contestam: o porta-voz Yahya Saree afirmou no sábado à noite que o grupo derrubou um helicóptero Apache na mesma área.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse em reunião ministerial que a Rússia apoia os esforços de paz do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), voltados a impedir uma guerra em larga escala no Oriente Médio, segundo a TASS.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse que um helicóptero de reconhecimento AH-6i caiu em Najran, na Arábia Saudita, por uma falha técnica, matando dois oficiais. A coalizão disse ainda ter interceptado dois mísseis balísticos lançados pelos houthis contra Khamis Mushait e quatro drones em poucas horas nas regiões de Riad, da Província Oriental e do sul do país.
O vice-presidente estadunidense, JD Vance, disse que Washington busca um compromisso “de longo prazo” e “verificável” de que o Irã não reconstruirá seu programa nuclear, ao afirmar que os Estados Unidos “em alguns aspectos venceram de forma decisiva” a guerra contra o Irã e destruíram seu programa nuclear, segundo o Middle East Eye. Vance atribuiu a alta dos preços ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã e a ataques a navios-tanque: “Nunca houve uma situação como essa”, disse, em que um país tenta “estrangular por completo o abastecimento mundial de energia”.
Um helicóptero saudita AH-6i caiu na região de Najran, na Arábia Saudita, por falha técnica, e os dois tripulantes morreram, segundo o general de brigada Turki al-Maliki, porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita. As forças armadas do Iêmen afirmaram ter abatido um drone de reconhecimento armado Karayel sobre a província de Hajjah, o quarto do tipo nas tensões recentes, segundo o porta-voz Yahya Saree.
O Conselho de Cooperação do Golfo e a União Europeia anunciaram na quinta-feira (15 de outubro) que a cúpula marcada para 24 de outubro em Riad foi adiada para uma data posterior, segundo o The Hindu; um comunicado do conselho citou os recentes ataques houthis contra a Arábia Saudita como motivo da decisão.
Os Emirados Árabes Unidos concordaram em retomar o financiamento de algumas forças iemenitas que combatem os houthis aliados do Irã, em troca de apoio aéreo saudita, segundo o Guardian. As forças do sul do Iêmen que voltarão a receber os pagamentos são consideradas entre as mais eficazes do campo anti-houthis fragmentado, segundo o Guardian.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o país está pronto a tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a emissora estatal Nile TV, em texto da Xinhua. Sisi disse que a medida requer aprovação do parlamento e pediu ao parlamento uma sessão de emergência para autorizar o país a agir caso seja solicitado a intervir: “Não estou falando de travar guerra contra ninguém; falo estritamente em termos de defesa”.
A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou novamente que “o Estreito de Ormuz está fechado, e a passagem de navios de diversas nacionalidades pelo estreito está proibida”, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA). Um petroleiro pegou fogo no Estreito de Ormuz depois de atingir uma mina, segundo a Guarda Revolucionária. Ao menos outros dois petroleiros foram relatados como atingidos ao largo da costa da Arábia Saudita desde ontem, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
A Kuwait Airways cancelou dois voos entre Kuwait e Riad citando o fechamento do aeroporto e a “situação de segurança” no local, informou a companhia no sábado (10 de outubro de 2026).
As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informaram que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado a 68 milhas náuticas a nordeste de Jubail, na Arábia Saudita, segundo o Mehr News. Toda a tripulação foi dada como salva e evacuada, sem impacto ambiental observado após o incidente, segundo o UKMTO, em publicação no X.
O ministro das Finanças do Paquistão, Muhammad Aurangzeb, disse à Agence France-Presse (AFP) que o país resistiu ao choque inicial da guerra contra o Irã, mas que novos ataques à infraestrutura energética do Golfo adiariam a volta à normalidade econômica. Em entrevista à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Bangcoc, ele disse que o Paquistão adquiriu suprimento de energia suficiente para durar até novembro de 2026.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que a Marinha dos EUA mantém um bloqueio “efetivo” que impediu todos os navios iranianos de cruzar o Estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera.
A maioria dos navios atacados no Estreito de Ormuz não relata os incidentes à UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), o que impede a agência de estabelecer o número real de ataques, segundo o Middle East Eye. Os trânsitos combinados de entrada e de saída seguem cerca de 70% abaixo dos níveis anteriores à guerra, segundo a mesma fonte. Na semana encerrada em 14 de outubro, a UKMTO registrou 254 trânsitos combinados, 129 de entrada e 125 de saída, contra 275 na semana anterior, segundo a World Ports Organization.
Dois mísseis caíram perto do aeroporto de Aden, cidade do sul do Iêmen que serve de base temporária do governo reconhecido internacionalmente, segundo fontes policiais citadas pelo Middle East Eye. As forças do governo disseram ter neutralizado mais de 430 combatentes houthis nas últimas 24 horas.
O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, disse na sexta-feira que o país tem novos planos operacionais em curso que vão forçar as forças navais dos Estados Unidos (EUA) a se afastar ainda mais da costa iraniana nos próximos dias, segundo a West Asia News Agency (WANA).
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), Scott Bessent, disse nesta quinta-feira que o departamento “não vai ceder até que os cofres do regime iraniano estejam vazios”, depois de anunciar novas sanções contra pessoas e entidades ligadas ao Irã, segundo o Middle East Eye.
As Forças Armadas do Irã afirmaram nesta quinta-feira que um petroleiro pegou fogo no Golfo de Omã quando tentava atravessar uma área considerada proibida, segundo a TV estatal iraniana, em texto republicado pela Free Malaysia Today.
A União Europeia (UE) e os Estados do Golfo concordaram em adiar a cúpula que seria realizada na Arábia Saudita em 24 de outubro, disseram duas fontes a par do assunto à Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, disse na chegada a uma cúpula de líderes da UE, em Bruxelas, que a reunião em Riad seria adiada, talvez por razões de segurança.
Na terça-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado três mísseis e dois drones houthis disparados contra Riad e a sede da Aramco em Dhahran.
Os ataques houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, nos dias 8, 10 e 11 de outubro, mataram ao menos 16 pessoas, segundo o Jerusalem Post, que cita a Media Line. O ataque mais letal, em 10 de outubro, matou 12 pessoas e feriu 309. Em 13 de outubro, outro ataque danificou um prédio administrativo na sede da Saudi Aramco, em Dhahran.
Uma comandante da unidade feminina Afzal Sisters da Basij foi morta em um ataque na quarta-feira em Mehrestan, condado de fronteira na província de Sistão-Baluquistão, segundo a imprensa estatal iraniana, em relato do Jerusalem Post. A vítima, identificada como Afsaneh Aqila, teria sido assassinada fora de casa, diante dos filhos, segundo os relatos. A agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), alegou que os atiradores tinham ligações com Israel e os Estados Unidos, sem identificar o grupo responsável nem apresentar provas.
O porta-voz das Forças Armadas do Iêmen, Yahya Saree, negou nesta quinta-feira que qualquer ataque tenha sido lançado em direção a Medina e chamou a alegação saudita de mentira grande e flagrante, segundo a Mehr News Agency. Em declaração veiculada pela Al-Masirah, Saree disse que as forças iemenitas não realizaram nenhuma operação de ataque contra território saudita nesta quinta-feira.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, advertiu que os ataques houthis à infraestrutura saudita podem afetar a economia global e citou o quase fechamento de Hormuz e as perturbações no Mar Vermelho, que reduziram acentuadamente as exportações de petróleo e gás e a capacidade de produção, segundo a OilPrice.
Desde 6 de outubro, os ataques houthis contra a Arábia Saudita mataram ao menos 20 pessoas e feriram quase 400, segundo o Middle East Eye. Os houthis prometeram mais ataques após atingir a sede da Aramco, instalações em Dhahran, uma refinaria em Riad e o aeroporto de Riad na última semana.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen interceptou e destruiu um drone que se aproximava sobre a Província Oriental saudita, segundo o porta-voz, major-general Turki al-Maliki, em publicação no X citada pelo Middle East Eye; o relato ocorre no mesmo dia em que os houthis reivindicaram ter atingido um Eurofighter Typhoon saudita sobre Saada, segundo o Middle East Eye.
Os militares dos Estados Unidos (EUA) destruíram nesta quarta-feira uma embarcação do tipo dhow afiliada ao Irã no Golfo de Omã, segundo anúncio do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). Segundo o CENTCOM, o navio foi alvejado depois de ser observado conduzindo vigilância e designação de alvos contra navios da Marinha dos EUA. A tripulação foi retirada em segurança antes da destruição da embarcação, e os esforços de repatriação seguem em curso, segundo o CENTCOM.
Líderes iranianos consideram inevitável um novo ataque dos Estados Unidos (EUA) e concentram a discussão no momento em que ele ocorrerá, segundo diplomatas regionais ouvidos pelo Jerusalem Post. O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akrami-Nia, disse que o objetivo dos EUA ao travar uma guerra ilegal é destruir a civilização islâmica iraniana. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que o Irã está preparado para responder a qualquer nova agressão com mais força do que no passado e que as consequências para os EUA serão muito mais dolorosas.
Um segundo navio afundou perto do Estreito de Ormuz em menos de 24 horas. O graneleiro Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, foi atingido por um projétil em 23 de setembro e afundou, segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO) divulgados nesta quarta-feira. A perda foi registrada menos de 24 horas após o naufrágio do GFS Pride, de bandeira de Singapura, atingido por um projétil em um incidente separado, segundo fontes de segurança marítima.
Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a falta de um acordo rápido entre Estados Unidos (EUA) e Irã para aprovar um plano da ONU de escoamento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz pode mergulhar partes da Ásia e da África em uma crise de segurança alimentar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Cradle. “É absolutamente crucial fechar o acordo nas próximas semanas. Caso contrário, perderemos a estação de plantio”, disse à Reuters em Bangkok o subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva. Segundo a análise da ONU que ele citou, o tráfego diário pelo estreito caiu de cerca de 130 navios antes da guerra para apenas cinco na semana passada, e os preços dos fertilizantes subiram de 25% a 30% desde o fim de fevereiro.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita diz ter interceptado e destruído um míssil balístico houthi lançado contra Riad, e o Ministério da Energia saudita confirmou que o prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido, segundo a Al Jazeera. Os ataques houthis ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no fim de semana, mataram 14 pessoas e feriram mais de 300 outras. A coalizão também realizou um ataque a um depósito de combustíveis perto de Sanaa, a capital controlada pelos houthis, segundo seu porta-voz, citado pela BBC.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, acusou os houthis de tentar deliberadamente elevar os preços do petróleo, provavelmente antes das eleições norte-americanas, e disse que o grupo voltou a emergir provavelmente a mando do Irã e ataca a Arábia Saudita de forma muito desagradável, segundo o Middle East Eye.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) rejeitou a alegação iraniana de controle do Estreito de Ormuz, disse que forças norte-americanas e parceiros regionais controlam claramente o estreito – com mais de 19 milhões de barris de petróleo bruto escoados com ajuda norte-americana – e afirmou que o comandante naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) não tem marinha, segundo o Middle East Eye.
Um prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido na noite de terça-feira, provocando um incêndio limitado, sem mortos nem feridos, enquanto estilhaços de dois mísseis de cruzeiro houthis interceptados feriram quatro pessoas – duas mulheres, um homem e uma criança – e danificaram 15 casas na capital, segundo o South China Morning Post.
Destroços de dois mísseis houthis interceptados feriram quatro pessoas em Riade, informou a defesa civil saudita nesta quarta-feira. Os feridos são duas mulheres, um homem e uma criança, e 15 casas foram danificadas, segundo a defesa civil, que afirmou que os mísseis foram lançados pelos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. A coalizão militar liderada pelos sauditas disse ter interceptado e destruído um míssil de cruzeiro no governorado de Al-Kharj, segundo o Middle East Eye, citando a Reuters.
Um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz, informou o UK Maritime Trade Operations (UKMTO), divisão da Marinha Real britânica, segundo uma fonte verificada pelo órgão. O UKMTO registrou ainda quatro ataques adicionais a navios no mesmo estreito, não reportados antes, no domingo.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado mísseis lançados pelos houthis contra a sede da Aramco em Dhahran e ter destruído três mísseis de cruzeiro e dois drones nesta terça-feira em Riad e no sul do país, segundo a coalizão. Donald Trump disse nesta terça-feira que os houthis estão intensificando os ataques à infraestrutura na Arábia Saudita numa tentativa de elevar os preços de energia na corrida para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA) e repetiu a ameaça de que os EUA poderiam ampliar os ataques militares no Oriente Médio depois das eleições de novembro, segundo a Al Jazeera.
Os casos suspeitos de cólera no Iêmen triplicaram em três semanas, passando de 217 para 647 casos semanais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em reportagem da Al Jazeera. O país registrou 8.034 casos suspeitos e 27 mortes neste ano, e um quarto dos casos ocorreu nas últimas quatro semanas.
A Arábia Saudita lançou uma série de ataques a um depósito estratégico de petróleo na periferia de Sanaa, em nova escalada do conflito entre Riad e as forças houthis apoiadas pelo Irã, segundo o The Guardian. Um ataque saudita a uma petroleira em Ras Issa, perto de Hodeidah, matou duas pessoas e feriu outras duas, segundo o Ministério da Saúde ligado aos houthis.
O Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa das “acusações” que ligam o país a um suposto plano contra a base aérea de Fairford, no Reino Unido, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo o Middle East Eye. A pasta exigiu que o governo britânico apresente “o quanto antes” os documentos e as provas que sustentam as acusações e afirmou que, caso contrário, a República Islâmica do Irã “reconsiderará seriamente” as relações bilaterais.
O aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, segue fechado, e um aviso aos navegantes (Notam) indica que a interdição dura ao menos até 17 de outubro. Os ataques do fim de semana ao aeroporto mataram ao menos 14 pessoas e feriram cerca de 320, segundo o Middle East Eye. O gabinete saudita, presidido por Mohammed bin Salman, disse que os houthis sofrerão “consequências” pelos ataques, segundo a mídia estatal saudita. A coalizão mandou civis evacuarem a estação central Al-Sabaha, da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sanaa, antes de uma operação militar.
O porta-voz militar houthi Yahya Sarie declarou que instalações da Aramco são alvos legítimos e pediu que funcionários e civis deixem os locais, segundo o The Jerusalem Post. A embaixada da França em Riad orientou cidadãos franceses a evitar os aeroportos de Riad, Jidá e Damã e a não transitar por essas cidades salvo necessidade, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita pediu que civis evacuassem a estação central Sabah da Yemen Oil Company, em Sanaã, antes de uma operação militar planejada, segundo a France 24.
Dois pilotos maldivos da flydubai foram detidos nos Emirados Árabes Unidos (EAU) em 3 de outubro, e suas famílias foram formalmente informadas da detenção pela embaixada das Maldivas no país, segundo o The Hindu. O voo FZ1073, com 174 passageiros e tripulantes, ia de Dubai a Tel Aviv quando ocorreu o suposto ataque. Os Emirados descrevem o caso como uma tentativa de ataque terrorista e identificaram o copiloto acusado como al-Hammami, de 29 anos.
As suspensões de voos de e para Riade passaram a valer para várias companhias aéreas internacionais, que estenderam os cancelamentos até 19 de outubro após os ataques houthis, e a Delta adiou para março de 2027 a estreia dos seus primeiros voos diretos dos Estados Unidos (EUA) para a Arábia Saudita, segundo a France 24.
A Arábia Saudita planeja elevar, em dois a três anos, para 10 milhões de barris por dia a capacidade do oleoduto Leste-Oeste que contorna o Estreito de Ormuz, disse o ministro da Energia, o príncipe Abdulaziz bin Salman, segundo o OilPrice. O oleoduto de 740 milhas, também conhecido como Petroline, tem capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia e voltou a operar após uma suspensão de duas semanas por ataques com drones em setembro. O presidente-executivo (CEO) da Aramco, Amin Nasser, disse que a empresa estuda “rotas adicionais de exportação de petróleo bruto” e trabalha para “ampliar o armazenamento no exterior”.
Badr Abdelatty, do Egito, pediu ao iraniano Abbas Araghchi ajuda para reduzir as tensões regionais e exigiu que os ataques contra a Arábia Saudita parem de imediato, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que Abdelatty descreveu os ataques como “inaceitáveis” e que não havia “justificativa para esses ataques”. Abdelatty também pediu que Teerã e Washington retomem as conversas, dizendo que a diplomacia é a única via para resolver as disputas e evitar mais instabilidade.
O comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o major-general Ahmad Vahidi, disse que nenhuma potência extra-regional tem o direito de ameaçar, manter presença dominadora ou intervir no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, segundo a Mehr News. Segundo o Middle East Eye, potências estrangeiras não têm o direito de interferir no Estreito de Ormuz, disse o comandante-chefe da IRGC.
A Arábia Saudita parou de emitir alertas públicos de ataques militares iminentes dias antes dos ataques mortais ao aeroporto de Riad, que mataram ao menos 18 pessoas e feriram mais de 300, segundo a Reuters. O último alerta antes dos ataques saiu em 29 de setembro, para a província de Najran, segundo a agência, que diz que autoridades de um governo ocidental aliado perguntaram às autoridades sauditas por que os alertas haviam parado.
A Etihad cancelou voos entre Abu Dhabi e Riad, Jidá e Dammam, citando “disrupção regional”, segundo o Middle East Eye, e a Qatar Airways suspendeu temporariamente voos de e para Riad e Dammam, segundo o mesmo veículo. A Arábia Saudita estendeu até sábado a suspensão das operações no aeroporto King Khalid, em Riad, após ataques que mataram ao menos 18 pessoas, segundo a Al Jazeera.
Caças sauditas realizaram ataques aéreos em múltiplos locais do Iêmen na madrugada de terça-feira, no horário local, segundo relatos da mídia houthi, do distrito de Harf Sufyan, na província de Amran, ao norte de Sanaã, à ilha de Kamaran e ao distrito de al-Qanawis, na província de Hodeida, no oeste do país. Os houthis disseram ter mirado o aeroporto de Riad na noite de segunda-feira, depois que ataques do grupo ao aeroporto internacional King Khalid mataram 14 pessoas e feriram centenas nos dois dias anteriores. O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti ameaçou com uma resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região caso os EUA se envolvam na agressão contra o Iêmen, em entrevista à Agência France-Presse (AFP). Perguntado sobre o que planejava fazer a respeito dos houthis, Trump disse que eles estão se comportando muito mal.
O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o brigadeiro-general Turki al-Maliki, disse que a coalizão interceptou dois mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a província de Khamis Mushait nesta segunda-feira.
Os houthis disseram ter atingido o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, com um míssil balístico de impacto preciso, e uma base aérea em Khamis Mushait com um drone, além de advertirem companhias aéreas internacionais e passageiros contra voar a aeroportos sauditas, segundo a TASS. A Arábia Saudita afirmou ter destruído um míssil balístico disparado contra Riad, segundo o G1.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi ofereceu ajuda para facilitar conversas entre a Arábia Saudita e os houthis em uma ligação com o homólogo saudita, em meio a ataques mortais, segundo o The Jerusalem Post. A Xinhua registrou que o Irã manifestou disposição de prestar qualquer tipo de assistência para iniciar um diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen.
O ministro de Energia da Arábia Saudita prometeu uma resposta “séria” aos ataques houthis a aeroportos e instalações de petróleo e gás do reino, segundo a BBC News. No domingo, um paquistanês foi morto em um ataque a um terminal do aeroporto internacional King Khalid, na capital saudita, um dia depois de um míssil houthi atingir outro terminal, matar 12 pessoas e forçar o fechamento do aeroporto, segundo as autoridades sauditas; o balanço subiu a 13 com a morte de um indiano ferido, segundo a Embaixada da Índia. Com ataques à Arábia Saudita e a petroleiros perto do Estreito de Ormuz de volta ao centro das preocupações com a oferta, o petróleo subiu aos maiores níveis em quase duas semanas na manhã de segunda-feira, segundo o OilPrice.com.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, prometeu apoiar a Arábia Saudita “de todas as formas possíveis” após os ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha; o de Riad deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo a Media Line, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Sharif invocou o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, pelo qual um ataque contra um país é considerado ataque contra todos, e disse que o Paquistão “não tolerará nenhum tipo de agressão”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã está “profundamente preocupado” com os desdobramentos na Península Arábica e se declarou pronto a “ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, segundo o The Hindu. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que discutiu o conflito em curso entre Riad e os houthis com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan e disse, segundo a Sputnik, que as crises da região não têm solução militar e que o Irã está pronto a prestar qualquer forma de assistência para iniciar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen e alcançar um acordo político.
A Autoridade Geral de Aviação Civil prorrogou a suspensão das operações no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, para concluir os procedimentos necessários de verificação da segurança das instalações e da prontidão operacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Middle East Eye. Um novo ataque atingiu o aeroporto internacional de Riad no domingo, um dia depois de outro ataque ao aeroporto ter matado ao menos 12 pessoas e ferido mais de 300, segundo a France24. Funcionários do governo dos Estados Unidos (EUA) na Arábia Saudita passaram a precisar de autorização especial para usar os aeroportos de Riad, Jeddah e Dammam, segundo a Sputnik. O Reino Unido atualizou no domingo sua orientação oficial para desaconselhar viagens não essenciais a todos os aeroportos na Arábia Saudita, exceto o de Medina.
A Arábia Saudita, o Egito, o Paquistão e a Turquia, como Grupo R4, condenaram no domingo os ataques houthis em curso contra o Reino, incluindo os lançados contra o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, que mataram e feriram civis e danificaram infraestrutura civil, chamando-os de “violação flagrante do direito internacional” e de “violação” flagrante da soberania e da integridade territorial saudita, segundo a Arab News. O grupo reafirmou solidariedade à Arábia Saudita, com apoio total a todas as “medidas e passos legítimos” que o país tomar para responder aos ataques, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News.
O assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Gargash, disse nesta segunda-feira que atacar a Arábia Saudita mina a segurança dos Emirados e de todos os Estados do Golfo, em meio aos repetidos ataques contra a Arábia Saudita na última semana, segundo o Khaleej Times. Gargash pediu a revitalização da ação conjunta do Golfo, sobretudo nas dimensões de segurança e defesa, e afirmou que a segurança do Golfo é indivisível e que todos são alvos.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) pediu no domingo “cautela extrema” em todos os grandes aeroportos da Arábia Saudita, após os ataques ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no dia anterior, segundo a Xinhua. A missão norte-americana recomendou que cidadãos evitem o aeroporto de Riad e informou que funcionários do governo norte-americano precisam de autorização especial para usar os aeroportos de Riad, Jedá e Dammam, segundo a Arab News.
A embaixada da Índia em Riad pediu que indianos na Arábia Saudita evitem compartilhar e circular vídeos relacionados aos eventos em curso. A embaixada informou que um indiano morreu no ataque ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, e que três outros estão em terapia intensiva, em estado estável.
O chanceler da Arábia Saudita conversou com seu homólogo iraniano sobre a escalada recente do conflito regional e os esforços para reduzir as tensões, o primeiro contato entre os dois noticiado publicamente desde que os houthis, alinhados ao Irã, intensificaram os ataques contra o reino, segundo a agência estatal saudita, em texto da Reuters republicado pelo Jerusalem Post.
A United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) disse nesta segunda-feira que reclassificou como ataque um incidente nas proximidades do fundeadouro de Sohar, em Omã, depois de confirmar que o navio-tanque foi atingido por um drone, segundo o Jerusalem Post, em texto da Reuters. O ministro indiano Sarbananda Sonowal disse que nove tripulantes indianos foram resgatados e estão a salvo e que dois indianos seguem desaparecidos, com as buscas da guarda costeira local em curso.
O ataque deste domingo ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, deixou um morto e 11 feridos, segundo a autoridade saudita de aviação civil. A vítima fatal era um paquistanês residente no país, segundo a TASS. A Arábia Saudita disse no domingo que responderia “de forma decisiva” contra os houthis apoiados pelo Irã, um dia depois de um ataque ao aeroporto internacional de Riad, segundo o Washington Post.
Um novo ataque atingiu um terminal de passageiros do aeroporto internacional King Khalid, em Riad, neste domingo, provocando incêndio e ferindo pessoas, segundo o Middle East Eye. A autoridade saudita de aviação civil disse que o ataque “resultou em feridos”, sem informar o número, e confirmou que há vítimas, segundo a Sputnik Globe. O porta-voz militar houthi Yahya Saree renovou o alerta contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo saudita, segundo o Middle East Eye.
A mídia afiliada aos houthis relatou neste domingo um ataque ao aeroporto internacional de Sanaa, no Iêmen que atribuiu à Arábia Saudita, segundo o Middle East Eye. A mesma mídia relatou sete ataques aéreos no distrito de Harf Sufyan, na província de Amran, ao norte de Sanaa, conforme a mesma fonte.
O ataque de sábado ao aeroporto de Riad matou 12 pessoas e feriu 309, o mais letal registrado na Arábia Saudita em 10 anos, segundo o Le Monde. Uma cidadã francesa está entre os feridos, conforme o jornal. A Rússia condenou o ataque e pediu que as partes nos conflitos na península Arábica se abstenham de atingir infraestrutura civil, segundo a TASS, citando a chancelaria russa.
Os houthis renovaram neste domingo o alerta a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes para não usarem aeroportos da Arábia Saudita e disseram que o aviso deve ser levado a sério, depois do ataque ao aeroporto internacional de Riad. Segundo as autoridades sauditas, citadas pelo The Jerusalem Post, o ataque de sábado deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. A aviação civil saudita prorrogou o fechamento do aeroporto King Khalid até as 18h (UTC-3) de domingo, por Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). A Índia condenou o ataque, citou os 12 mortos e mais de 300 feridos e chamou de completamente inaceitáveis os ataques a civis.
A agência iemenita Saba informou que a Arábia Saudita atingiu seis vezes o distrito de Majz, na província de Saada, no norte do Iêmen, segundo o Mehr News. Escolas de Riad vão passar uma semana em ensino a distância, por ordem do Ministério da Educação, conforme um e-mail enviado no domingo aos pais, depois dos ataques fatais ao aeroporto da capital. Todos os voos foram desviados de Riad no sábado e as operações do aeroporto, que serve uma cidade de cerca de 8 milhões de pessoas, foram temporariamente suspensas, segundo a autoridade saudita de aviação civil.
Os 22 tripulantes indianos do petroleiro MT GEM No. 2 foram resgatados e estão em segurança depois de um incidente na costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, informou o consulado indiano neste domingo (11 de outubro de 2026), sem dar detalhes do incidente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque houthi ao aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que, segundo relatos, matou 12 pessoas e feriu centenas de civis, segundo a agência russa TASS. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al-Budaiwi, classificou os ataques como “ataques terroristas traiçoeiros”. Perguntado no sábado se havia mudado de ideia sobre aderir aos ataques sauditas contra o grupo, Donald Trump disse que os Estados Unidos “podem”. Entre os 12 mortos estão quatro sauditas, dois bengaleses, um estadunidense, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo o Le Monde.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, condenou os ataques houthis contra a Arábia Saudita, incluindo o ataque de sábado ao aeroporto King Khalid, em Riad, segundo a Al Jazeera. Em comunicado, Rubio afirmou que Washington condena veementemente os ataques do que chamou de houthis terroristas e confirmou que o ataque ao aeroporto matou várias pessoas inocentes, entre elas um cidadão estadunidense, segundo a TASS.
Um caça estadunidense atingiu a popa do cargueiro de bandeira panamenha M/V Ocean Molica, também chamado Arika Sun, com munição de precisão no Golfo de Omã, desabilitando totalmente a propulsão sem ferir a tripulação, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), citado pelo Middle East Eye. Segundo o CENTCOM, o navio tentava furar o bloqueio naval contra o Irã depois de partir de um porto iraniano e ignorou avisos repetidos. Durante três meses de aplicação estrita do bloqueio, as forças estadunidenses desabilitaram quatro navios comerciais, fizeram 135 voltar e destruíram 10 petroleiros ligados à rede sombra da Guarda Revolucionária.
As taxas de frete de superpetroleiros bateram US$ 1,4 milhão por dia na rota do Golfo para a Ásia Oriental, uma alta de 40% só na primeira semana de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg e citados pela OilPrice. Transferências ship-to-ship no Golfo de Omã retêm os petroleiros por semanas à espera das operações do lado de fora do Estreito de Ormuz, reduzindo a oferta de navios Very Large Crude Carrier (VLCC) e pressionando também os Suezmax e Aframax, segundo a OilPrice.
A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que o ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, segundo o Middle East Eye. Entre os mortos há quatro sauditas, dois bengaleses, um cidadão dos Estados Unidos (EUA), um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo a National Public Radio (NPR). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia se o país deve aderir aos ataques sauditas contra os houthis após o ataque de sábado, segundo a NPR.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que um projétil caiu nas proximidades do aeroporto de Dammam. O porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki, disse no sábado à noite que o projétil caiu perto do aeroporto internacional King Fahd, na cidade de Dammam, no leste da Arábia Saudita, segundo a Xinhua, em texto republicado pelo NAMPA. A Reuters noticiou no mesmo dia que a coalizão disse que o projétil caiu nas proximidades do aeroporto de Dammam.
Um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, de voos domésticos, do aeroporto King Khalid, em Riad, e deixou muitas pessoas feridas, segundo o The Hindu. Por precaução, o aeroporto permanecerá fechado a chegadas e partidas até cerca da meia-noite no horário local, segundo a TASS. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os EUA podem aderir aos ataques sauditas contra os houthis e decidir rapidamente, segundo o The Jerusalem Post. Depois de saber do ataque, afirmou: “Podemos. Vamos analisar”, segundo o The Hindu.
Os Guardiões da Revolução do Irã afirmaram que um petroleiro explodiu e pegou fogo após atingir uma mina naval no Estreito de Ormuz, segundo o Jerusalem Post. Os Guardiões não informaram o nome nem a bandeira do navio, segundo o Jerusalem Post.
Um relatório do Congressional Research Service divulgado nesta semana aponta que os Estados Unidos (EUA) tiveram 81 aeronaves militares destruídas ou danificadas na guerra com o Irã, segundo a CNN. O número inclui aviões, helicópteros e drones, e os drones MQ-9 Reaper respondem por mais da metade das perdas; a lista inclui um caça F-35A e uma aeronave E-3 Sentry. O custo total das aeronaves perdidas fica entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões, segundo o Congressional Budget Office (CBO) citado no relatório.
O aeroporto internacional King Khalid, em Riad, suspendeu temporariamente as operações depois de um ataque no sábado que feriu várias pessoas, segundo a France 24. A autoridade de aviação civil saudita afirmou que o número de feridos ainda estava sendo avaliado e que as operações seguiam suspensas até a conclusão da avaliação dos danos e da verificação da segurança das instalações, segundo a France 24. A Reuters noticiou que várias pessoas ficaram feridas no ataque, conforme a autoridade de aviação civil. Uma fonte diplomática atribuiu o ataque de sábado a um míssil disparado pelos Houthis, e o grupo não anunciou novo ataque no sábado, segundo a France 24.
O piloto de um avião da companhia de bandeira Saudia está entre os três mortos nos ataques com mísseis houthis ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que ameaçam sufocar as viagens de negócios, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo Hindustan Times.
A cidade de Taiz voltou a ser cercada pelos houthis, que capturaram a cidade de al-Turbah até 4 de outubro, cortando a última estrada principal entre Taiz e outras áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera. No início de setembro, os houthis lançaram uma ofensiva na costa de Taiz, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera. Moradores estocam água e outros itens essenciais, temendo escassez com a alta dos preços de alimentos e combustíveis sob o novo cerco.
As exportações de petróleo via estreito de Ormuz caíram para uma média de 9,9 milhões de barris por dia nos sete dias até 7 de outubro, 42% abaixo do nível anterior à guerra e abaixo dos cerca de 15,5 milhões de setembro, segundo dados da Kpler citados pelo Financial Times. A Kpler disse que os fluxos haviam se recuperado ao nível pré-guerra em setembro, mas que ataques intensificados a navios derrubaram as exportações nesta semana.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse ter redirecionado 133 navios comerciais até 9 de outubro no Estreito de Ormuz para fazer cumprir o bloqueio naval contra o Irã. Em publicação no X, o Centcom classificou o bloqueio contra o Irã como “férreo”. Um segundo veículo, o Ajel English, informou que o Centcom anunciou 133 navios comerciais redirecionados para garantir o cumprimento do bloqueio marítimo ao Irã desde a sua retomada.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído 136 alvos militares em áreas controladas pelos Houthis em uma operação de larga escala, segundo o Le Monde. A Arábia Saudita disse que ataques houthis ao aeroporto internacional de Riad, no início da semana, mataram três pessoas, segundo o Le Monde. O governo iemenita afirmou que 1.400 houthis foram mortos em 2.750 ataques, segundo o Middle East Eye.
A Turquia, o Catar e o Kuwait condenaram os ataques houthis a aeroportos sauditas no início da semana, que mataram três sauditas e danificaram propriedades, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou “nos termos mais fortes” os ataques ao aeroporto internacional de Abha, no sul, e ao aeroporto internacional Rei Khalid, segundo a mesma reportagem.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na sexta-feira que realiza uma operação ampla contra elementos e capacidades dos houthis, segundo declaração do porta-voz da coalizão. O comunicado afirma que 136 alvos militares foram destruídos em áreas sob controle houthi, e que a coalizão presta apoio aéreo contínuo às forças do governo iemenita.
O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o país voltou a uma guerra em larga escala. Segundo a ONU, ao menos 46 civis foram mortos e mais de 130 ficaram feridos desde agosto nos combates no país.
A mídia houthi relatou que ataques sauditas ao aeroporto de Sanaa mataram duas pessoas na sexta-feira, um dia depois de o grupo lançar ataques contra o aeroporto de Riad, que, segundo ela, mataram três pessoas.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país “não precisa se preocupar agora” porque impediu o Irã de ter uma arma nuclear e que a guerra terminará em breve, em discurso numa celebração do Dia de Colombo na Casa Branca. Trump alegou que 28 milhões de barris de petróleo foram “retirados” na quinta-feira e que os preços do diesel vão despencar. Uma fonte iraniana de alto escalão disse à Agência de Telégrafos da Rússia (TASS) que o Irã não vai se conter na resposta a novos ataques dos EUA e de Israel.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que negociações com o país só terão êxito sem pressão e ameaças, segundo o The Hindu. Ele fez a fala em uma cúpula da Comunidade de Estados Independentes (CEI), no Turcomenistão, segundo o Al-Monitor. Pezeshkian afirmou que negociar à sombra da força é imposição e coerção.
O Paquistão diz manter um contingente substancial de forças e recursos na Arábia Saudita, em caráter defensivo, em meio aos ataques dos houthis. O porta-voz da chancelaria paquistanesa afirmou que essas tropas não cruzariam a fronteira para atacar os houthis e atuariam em defesa do território saudita. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, prevê que um ataque armado contra um dos membros seja tratado como ataque contra todos.
Os Estados Unidos (EUA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiram alertas após os ataques houthis ao aeroporto de Riad. A embaixada dos EUA na Jordânia emitiu um alerta de viagem para norte-americanos no Oriente Médio, citando o ataque houthi ao aeroporto de Riad, e a EASA recomendou que as companhias evitem operar em trechos adicionais do espaço aéreo saudita.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) disse ter atingido o gaseiro MT Sunshine, depois chamado de NV Sunshine, que tentava passar por rota não autorizada no sul do Estreito de Ormuz, segundo a TASS. A força afirmou que a embarcação sofreu um grande incêndio na casa de máquinas e no sistema de propulsão, conforme a Al Jazeera. A IRGC advertiu que embarcações que violarem suas regras e atravessarem o Estreito de Ormuz serão punidas, segundo o Hindustan Times.
O vice-ministro da Defesa do Iêmen, major-general Samir Al-Sabri, disse ao Asharq que as forças avançam em mais de uma frente e que Sanaa é a batalha principal, segundo o Arab News. Ele citou progressos na Costa Oeste, em Dhubab, nas montanhas Kahbub e em regiões da província de Marib.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na quarta-feira ter destruído 82 alvos militares houthis em várias províncias, numa operação de larga escala, segundo o CGTN. O porta-voz Turki Al Maliki disse no X que a operação atingiu alvos em Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. O grupo houthi disse que a Arábia Saudita realizou 156 ataques aéreos e de mísseis contra Sanaa, a capital que controla.
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), Ahmad Vahidi, disse que nenhuma potência extra-regional tem direito de ameaçar, marcar presença dominadora ou interferir no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News. O Brent era negociado a US$ 102,83 e o WTI a US$ 90,33, em alta na semana após ataques a petroleiros, com só sete navios atravessando o estreito na terça-feira, o menor número desde o fim de julho, segundo o OilPrice.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou os ataques houthis contra a Arábia Saudita, incluindo os ataques ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que deixaram vítimas, afirmando que o Paquistão está em solidariedade inabalável com o reino quanto a soberania, integridade territorial e segurança, nos termos do Acordo Conjunto de Defesa de Meca, segundo o Middle East Eye.
A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.
Ao menos 81 aeronaves militares dos Estados Unidos (EUA), entre caças e drones, foram perdidas ou danificadas na Operação Epic Fury contra o Irã, segundo relatório do Congressional Budget Office (CBO) divulgado na segunda-feira e noticiado pela Al Jazeera. O CBO estimou o custo das perdas de aeronaves até 1º de agosto entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões. Entre as aeronaves estão 12 caças F-15E, um F-35A e sete aviões-tanque KC-135; 45 das 81 são drones MQ-9 Reaper. Em relatório separado de setembro, o CBO estimou o custo total da guerra com o Irã até 1º de agosto em cerca de US$ 38 bilhões.
França e Arábia Saudita estudam opções envolvendo meios militares franceses para proteger o terminal de petróleo de Yanbu, disse o chefe do Estado-Maior francês, general Fabien Mandon, em audiência parlamentar, segundo o Middle East Eye. A França já deslocou cerca de 2 mil militares à região para proteger aliados do Golfo, incluindo Catar e Kuwait, acrescentou Mandon.
Ataques iranianos atingiram ao menos nove embarcações no Estreito de Ormuz na última semana, um nível de ataques à navegação não visto desde julho, segundo o Washington Post. A alta veio depois de a administração Trump celebrar que escoltas navais norte-americanas haviam levado os fluxos de petróleo a quase os níveis anteriores à guerra.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta quinta-feira que os EUA não têm planos de atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato de novembro, pronunciamento público incomum sobre planos militares que veio quando ele afirmou haver “conversas produtivas” com Teerã em andamento, segundo o Washington Post. O porta-aviões USS Abraham Lincoln voltará hoje a San Diego após 265 dias ininterruptos no mar em apoio à guerra contra o Irã, um deslocamento recorde, segundo o The Guardian.
Autoridades sauditas disseram que ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha mataram três pessoas e feriram dezenas, segundo o The New York Times. A Air India informou que o voo AI2243, que saía de Délhi com destino a Riad, retornou a Délhi na quinta-feira por segurança de passageiros e tripulação; o serviço foi cancelado, com reembolso integral. Os voos foram afetados depois que rebeldes houthis alinhados ao Irã supostamente miraram a Arábia Saudita, incluindo um míssil disparado contra o aeroporto internacional de Riad, segundo o The Hindu.
O Banco Mundial projeta contração de 2,1% em 2026 para as economias do Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, com os países do Conselho de Cooperação do Golfo recuando 4,3% em média, segundo o Jerusalem Post. Catar e Kuwait são os mais atingidos, com contração de 20,9% e 14,6% do PIB, respectivamente, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a Arábia Saudita são os menos afetados, com 1,6% e 2,0%. O banco atribui o recuo ao fechamento de Ormuz: a produção de petróleo do Golfo caiu de uma média pré-guerra de cerca de 26 milhões para cerca de 16 milhões de barris por dia em março, segundo o The National.
O Brent subiu 3,8% e chegou a US$ 104 o barril na quinta-feira. A Casa Branca pediu ao Pentágono opções de ataques contra o Irã antes das eleições de meio mandato, segundo relato do The Atlantic citado pelo The Guardian. Ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o nível mais alto da guerra, reduzindo o tráfego pela via.
O assessor do líder supremo do Irã, Mohammad Mokhber, disse que o Estreito de Ormuz não será aberto até que os problemas do país sejam resolvidos, segundo a agência IRNA, citada pela TASS. Mokhber acrescentou que Teerã está “mudando de estratégia na proporção das mudanças na estratégia do adversário”.
Os houthis afirmaram ter atingido o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, com um míssil balístico em 7 de outubro – a segunda vez na semana em que reivindicam um ataque contra o principal aeroporto da capital saudita, segundo o Al-Monitor.
O porta-voz militar houthi Yahya Saree disse em publicação no X que as forças armadas do grupo atingiram o aeroporto e que o ataque foi “preciso, por graça de Deus”, e provocou “interrupção do tráfego aéreo.”
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, afirmou que o míssil foi interceptado.
O número de petroleiros que cruzam o Estreito de Ormuz caiu à mínima em dois meses em meio a novos ataques, com o petróleo bruto em queda de 27% ante o pico da semana anterior, para ao menos 10,1 milhões de barris por dia, e ao menos 12 ataques a petroleiros entre 28 de setembro e 2 de outubro, segundo a OilPrice.
Um petroleiro a 51 milhas náuticas ao norte de Madinat ash Shamal, no Qatar, relatou ter sido atingido por múltiplos projéteis, com vítimas, segundo a agência britânica UKMTO – que disse que as autoridades investigam o caso e orientou cautela no trânsito, sem informar a origem do navio.
A analista Michelle Brohard, da Kpler, disse suspeitar que países do Golfo pagam ao Irã por passagem segura no Estreito de Ormuz, talvez de 10% a 20% da carga. A própria apuração ressalva que a suspeita não foi verificada de forma independente e que não há prova pública de um sistema estatal sistemático de pedágio, segundo a Al Jazeera, em texto republicado pelo Yahoo.
Vídeos obtidos pela CBS News mostram ataques iranianos com mísseis balísticos, drones e jatos F-5 contra a base norte-americana de Camp Buehring, no Kuwait, no início da guerra, segundo a emissora. Militares ouvidos pela CBS disseram que a base foi abandonada e que as tropas seguiram à noite para o deserto, onde montaram bases avançadas; ninguém morreu por fogo inimigo ali, segundo a CBS News.
A Casa Branca pediu ao Pentágono para preparar opções de ataques ao Irã que poderiam ocorrer antes das eleições de meio mandato de 3 de novembro, segundo o The Atlantic, que citou duas autoridades do governo em relato do The Jerusalem Post. O Comando Central dos Estados Unidos desenvolve as opções, e os alvos, o escopo de uma operação e uma eventual autorização do presidente Donald Trump seguem em discussão.
O Pentágono também apresentou opções para depois das eleições, de ataques limitados a uma campanha mais ampla que poderia incluir novos ataques ao setor de energia do Irã.
O Irã e Omã planejam informar em breve um organismo internacional sobre o acordo de corredores seguros de navegação no estreito de Ormuz, segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, em texto da IRNA reproduzido pela TASS. Baghaei disse que as consultas entre Teerã e Mascate foram bem-sucedidas e que as partes chegaram a um acordo sobre as coordenadas geográficas dos corredores.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído 82 alvos numa “operação abrangente” em Saada, Hodeidah, al-Jawf e Marib, segundo o porta-voz major-general Turki al-Maliki. Segundo ele, os alvos incluíram 11 depósitos de mísseis balísticos em montanhas em Saada, além de centros de comando e controle, sistemas de comunicação e depósitos de mísseis e armas.
O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou que o movimento Ansar Allah lançou ataques com mísseis balísticos contra posições da coalizão ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.
Três pessoas morreram e 36 ficaram feridas em dois ataques contra aeroportos internacionais na Arábia Saudita, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil do país, em reportagem da TASS. No ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, um sudanês morreu e oito pessoas ficaram feridas, entre elas cinco sauditas, dois egípcios e um paquistanês.
O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de mais de 2 bilhões de dólares em sistemas de armas ao Egito, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos, em notificação ao Congresso na semana passada, segundo o Middle East Eye. A compra mais cara do pacote é dos Emirados: até 10 mil kits do sistema Advanced Precision Kill Weapon System-II (APKWS-II), que transformam foguetes não guiados em munições de precisão, por cerca de 1,04 bilhão de dólares. O Egito foi autorizado a comprar mais de 2 mil mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 unidades lançadoras, por cerca de 832 milhões de dólares.
A Arábia Saudita abriu uma apuração de segurança aérea sobre o incidente do voo flydubai FZ1073, ao lado da investigação criminal liderada pelos Emirados, segundo três pessoas próximas do caso, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times. O país notificou agências de aviação especializadas no exterior de que conduziria a investigação de segurança sob regras internacionais; o voo estava no espaço aéreo saudita quando o copiloto atacou o comandante com um machado. Israel ofereceu participar de qualquer investigação de segurança liderada pela Arábia Saudita, mas até agora não foi convidado, segundo o chefe da agência israelense de investigação de acidentes aéreos, à Reuters.
Voos de repatriação operados por companhias israelenses para trazer cidadãos de Dubai a Tel Aviv foram cancelados depois que os Emirados revogaram a permissão de pouso, segundo o Times of Israel. A Arkia afirmou que tinha as autorizações necessárias até a noite de terça-feira e que vinha tentando, sem sucesso, restaurá-las.
O Iraque desvalorizou o dinar nesta quarta-feira, mudando a taxa oficial de cerca de 1.300 para 1.500 dinares por dólar, segundo a AP. O Banco Central afirmou que a nova taxa foi decidida em reunião do gabinete na noite anterior para atender a exigências financeiras, econômicas e monetárias relevantes. A diferença entre a taxa oficial e a paralela se ampliou nos últimos meses com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que às vezes transbordou para o Iraque, e as interrupções no transporte no Estreito de Ormuz.
A Turquia está enviando apoio principalmente defensivo e técnico à Arábia Saudita para combater os houthis do Iêmen, disseram duas autoridades na quarta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O apoio esperado seria apenas equipamento militar, compartilhamento de inteligência e sistemas de armas, sem outra forma de mobilização pela aliança até agora, segundo as autoridades. O chanceler Hakan Fidan disse, depois de uma reunião da aliança de Meca, que os lados discutiram que apoio dar à Arábia Saudita para suas capacidades defensivas.
Ali Fadavi, chefe do grupo consultivo do comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), afirmou na noite de domingo, 4 de outubro, que pela primeira vez não há navios de guerra estadunidenses no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz nem no Golfo de Omã, segundo o IranWire.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse em Atenas que o Irã perdeu o controle completo do Estreito de Ormuz, que o estreito está aberto, que flui quase tanto petróleo quanto antes de o conflito começar e que a economia de Teerã está em “queda livre total e completa”, segundo a Al Arabiya English.
Relatos indicam que explosões foram ouvidas em Riad sem aviso prévio anunciado, segundo a Mehr News. As autoridades sauditas não haviam se manifestado até a publicação sobre os relatos de suspensão de operações aeroportuárias e a queda do drone. Os houthis afirmam ter derrubado um drone de reconhecimento e ataque CH-4 saudita no espaço aéreo de Al-Jawf, segundo a TASS.
A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que os aeroportos de Najran e Jizan foram atingidos na segunda-feira, com três feridos leves e danos às duas instalações, segundo a AP, em texto republicado pela PBS News. A coalizão liderada pelos sauditas disse na terça-feira ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis apoiados pelo Irã em direção a Khamis Mushait, cidade no sudoeste da Arábia Saudita que abriga uma importante base militar saudita. A Al Jazeera noticiou duas explosões potentes perto do aeroporto internacional de Aden, em atualização de blog ao vivo do Middle East Eye.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis contra a cidade de Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, segundo o Middle East Eye. A coalizão também afirmou ter interceptado um míssil disparado pelos houthis do Iêmen, segundo o Hindustan Times.
O presidente-executivo da Vitol afirmou que cerca de 14 milhões de barris por dia seguem saindo do Oriente Médio – 12 milhões de barris diários de petróleo cru e 2 milhões de derivados –, segundo a Reuters. Executivos do setor dizem que o mundo quase esgotou sua reserva de segurança de estoques de petróleo, segundo a Reuters.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou relatos de queda de um helicóptero da Marinha norte-americana no Mar Vermelho, após notícias de que um MH-60R Seahawk sumiu do radar com sinal de socorro na costa saudita, segundo a TASS. O comando afirmou que todo o pessoal e as aeronaves militares dos Estados Unidos no Oriente Médio estão a salvo e com paradeiro confirmado.
A Turquia planeja ampliar nas próximas semanas o apoio militar à Arábia Saudita, com o envio de pessoal adicional e equipamento de defesa em meio à escalada dos ataques houthis ao reino, segundo autoridades turcas citadas pelo Middle East Eye nesta terça-feira, 6 de outubro. Em nota conjunta na segunda-feira, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita disseram ter decidido implementar imediatamente seus compromissos de defesa coletiva sob a Aliança de Meca para a Defesa. Duas autoridades turcas afirmaram que o país mantém equipes técnicas, sistemas de defesa aérea e equipamentos de guerra eletrônica no reino desde o ano passado para proteger infraestrutura crítica, incluindo instalações de energia.
Um navio comercial de bandeira panamenha foi atingido por um projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, disse o Ministério de Assuntos Externos da Índia. Dos 19 tripulantes do MT On Peace, 17 são indianos; 12 ficaram feridos, entre eles 11 indianos, e foram evacuados para Khasab, em Omã.
A Índia condenou o ataque e pediu a cessação imediata dos ataques à navegação comercial na região.
O governo iemenita diz ter retomado na segunda-feira a cidade portuária de Mocha, no mar Vermelho, segundo o Hindustan Times. Os houthis do movimento Ansar Allah negaram o avanço das forças pró-governo no oeste do Iêmen e afirmaram manter o controle das posições, segundo a TASS. Os houthis disseram ainda que mais de 200 soldados do exército governista foram mortos ou feridos em dezenas de ataques.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen afirmou ter destruído uma plataforma de lançamento de mísseis balísticos em Sanaa e um depósito com 20 mísseis balísticos em Saada, no noroeste, segundo o Middle East Eye.
A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia decidiram na segunda-feira, 5 de outubro, implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva e garantir o deslocamento rápido das forças acordadas para o território saudita, segundo a Reuters em texto republicado pelo The Hindu, medida que o Ministério das Relações Exteriores paquistanês descreve como fornecer as forças e capacidades militares acordadas e assegurar seu deslocamento rápido para o reino, segundo a Al Jazeera. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o acionamento responde aos ataques e a todos os responsáveis por eles, segundo a Al Jazeera.
Forças aliadas ao governo iemenita internacionalmente reconhecido retomaram a cidade de Dhubab, logo ao norte do estreito de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, disseram autoridades iemenitas à AP em texto republicado pelo The Hindu. O porta-voz da coalizão saudita, major-general Turki al-Malki, afirmou que 100 caças dão apoio às forças do governo iemenita, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que era esperado que o governo apoiado pelos sauditas revidasse para retomar território, segundo a AP em texto republicado pelo The Hindu.
Um helicóptero MH-60R Seahawk da Marinha dos Estados Unidos, com o indicativo VVHR512, declarou emergência sobre o Mar Vermelho perto de Yanbu, na costa oeste da Arábia Saudita, por volta das 17h20 no horário do leste americano de segunda-feira, e a Marinha dos Estados Unidos ainda não confirmou o que ocorreu com a aeronave. Depois do sinal, a aeronave sumiu das plataformas públicas de rastreamento de voo, segundo a TASS.
O porta-voz houthi Yahya Saree disse que ataques com drones e mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O mesmo comunicado afirmou que a refinaria da Aramco em Rabigh também foi atingida, junto com instalações militares e aeroportos menores no sul do país. Segundo o Middle East Eye, o grupo atingiu o aeroporto Rei Khalid pela segunda vez nesta segunda-feira. Os houthis declararam o espaço aéreo saudita teatro aberto para suas operações, exceto os espaços sagrados de Meca e Medina. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a “forte escalada” dos combates no Iêmen e condenou os ataques houthis em território saudita, segundo a Agence France-Presse (AFP).
Forças do governo do Iêmen internacionalmente reconhecido retomaram Dhubab, ao norte de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, sob cobertura da coalizão saudita, segundo o Times of India. O porta-voz da coalizão saudita, o major-general Turki al-Malki, disse que 100 caças apoiam as forças do governo e que a coalizão garantiu a proteção aérea do estreito. A escalada matou ao menos 959 pessoas e feriu mais de 4.200, com cerca de 174.097 deslocados dentro do Iêmen, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Rússia condenou o crime do copiloto da FlyDubai, segundo o Ministério das Relações Exteriores, em nota citada pela TASS. As autoridades australianas investigam o passado do copiloto omanita na Austrália, detido por suposta tentativa de tomar um avião com destino a Israel e derrubá-lo, segundo a AP, em texto republicado pelo San Bernardino Sun. O copiloto está sob custódia nos Emirados Árabes Unidos após a suposta tentativa de assumir o controle do avião.
O Paquistão, a Arábia Saudita e a Turquia decidiram implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva, com o envio rápido de forças e capacidades militares acordadas para a Arábia Saudita, segundo o Times of India. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o comitê da aliança concordou em ativar medidas de dissuasão coletiva em resposta aos ataques do grupo houthi. O Paquistão e a Turquia anunciaram apoio militar à Arábia Saudita após reunião de emergência do comitê da aliança, em comunicado conjunto dos três chanceleres, segundo o Middle East Eye.
O exército iemenita disse ter feito mais de mil ataques e iniciado uma ofensiva contra Sanaa, a capital sob controle houthi, com 100 aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita em surtidas ao amanhecer, segundo o The Hindu, em texto da Agence France-Presse (AFP). O porta-voz da coalizão, o major-general Turki al-Maliki, disse que 100 jatos voaram ao raiar do dia na operação batizada de “Dawn of Yemen”, com “apoio aéreo ininterrupto às forças iemenitas em terra”, segundo o The Hindu. Os houthis cercaram na prática a cidade de Taiz depois de cortar a principal rota de abastecimento que a liga a Áden, ainda segundo o The Hindu.
O presidente-executivo da Saudi Aramco disse, segundo a Reuters, que recompor os estoques globais de cru e combustíveis pode levar dois anos. Segundo o executivo, a capacidade máxima sustentável de produção saudita, de 12 milhões de barris por dia, pode ficar disponível em dias, e a Aramco estuda novas rotas para contornar Hormuz.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita entrou na operação Yemen Dawn para retomar o Mar Vermelho dos houthis, segundo o Times of India.
O centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um petroleiro a 11 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, foi chamado pelas forças do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) e avisado de que seria alvo caso não retornasse, e o navio obedeceu. O comandante do petroleiro confirmou ter cumprido a instrução de retornar, segundo a Mehr News, citando o UKMTO.
O porta-voz das forças alinhadas ao governo do Iêmen diz que 1.122 ataques foram feitos contra alvos houthis, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirma que cerca de 1.747 combatentes houthis foram mortos, segundo o Middle East Eye.
A chancelaria do Iêmen pediu apoio da comunidade internacional para enfrentar os houthis, descritos como milícia terrorista, segundo a chanceler Afrah al-Zouba, que chamou esse apoio de responsabilidade compartilhada. A Coalizão de Apoio à Legitimidade no Iêmen, liderada pela Arábia Saudita, prometeu apoio total à ofensiva anunciada pelo governo iemenita contra os houthis, segundo a CNN.
Avaliações iniciais indicam que o copiloto da flydubai acusado de atacar o comandante e tentar assumir o controle de um voo com destino a Israel agiu sozinho, segundo autoridades estadunidenses e um ex-oficial de segurança israelense. Autoridades estadunidenses ressaltam que a investigação do incidente da quarta-feira passada ainda está em estágio inicial. As autoridades dos Emirados, que conduzem a investigação, disseram no sábado que o copiloto supostamente atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir os controles do voo.
O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, declarou uma “batalha pela libertação” para retomar o território que ainda está sob controle dos houthis, segundo a Al Jazeera. A Associated Press (AP) noticiou que o governo iemenita declarou uma grande operação contra os houthis.
Fumaça subia de uma fábrica de espuma em Sanaa, capital do Iêmen sob controle houthi, após um ataque que a emissora houthi Al Masirah atribuiu à Arábia Saudita, segundo o Middle East Eye. Forças do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita disseram ter realizado ataques contra alvos houthis em Sanaa e em outros lugares no domingo, conforme o Middle East Eye.
Os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Aramco em Riad, num comunicado publicado no X, no sábado, pelo porta-voz militar Yahya Saree. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, classificou as alegações de ataque a Riad como “enganosas”. Na madrugada de domingo, a coalizão disse ter realizado 97 “operações de alvo preciso” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, com aviões, drones, artilharia, mísseis e franco-atiradores. Um petroleiro relatou ter visto várias explosões a cerca de 60 milhas náuticas ao sul da cidade portuária iemenita de Mocha, no Golfo de Áden, no domingo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Os houthis também afirmaram ter forçado duas formações de caças F-15 sauditas a se retirar do espaço aéreo de Taiz com mísseis antiaéreos de fabricação local.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que, se os inimigos voltarem a escolher o caminho da confrontação militar, receberão uma resposta mais forte do que antes, segundo o Tehran Times. O vice-chanceler para Assuntos Legais e Internacionais, Kazem Gharibabadi, disse que os pontos de vista recebidos de Washington sobre a proposta iraniana de sete dias para o Estreito de Ormuz estão sob análise em Teerã, segundo o Mehr News.
A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riad na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riad com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz só será reaberto quando os Estados Unidos cumprirem sete condições do Memorando de Islamabad, segundo a mídia estatal iraniana citada pelo Hindustan Times. O Irã apresentou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta para reabrir Ormuz em até sete dias caso as condições sejam cumpridas, e os Estados Unidos responderam por meio de intermediários do Catar, segundo o Hindustan Times. O porta-voz Esmaeil Baghaei disse que a resposta norte-americana está em análise e que pontos ainda precisam ser comunicados a Washington via mediadores.
A OPEP+ deve manter estáveis as metas de produção de petróleo para novembro, segundo um relatório da Reuters citado pela Mehr News. Produtores do Golfo vêm registrando exportações oscilando entre 60% e 80% abaixo do normal nos últimos meses, conforme a mesma reportagem.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse aos Estados Unidos que não há solução militar nem solução baseada em novas sanções para o conflito entre os dois países, segundo o The Hindu. Araghchi advertiu que, se os inimigos escolherem de novo o caminho da confrontação militar, a resposta iraniana será mais forte do que antes, segundo a France 24, em texto da AFP. O porta-voz Esmaeil Baghaei classificou a última contraproposta americana como alinhada às propostas anteriores dos Estados Unidos sobre temas nucleares.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as elites iranianas mantêm discussões sérias sobre a possibilidade de o país deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), informou a TASS. Segundo ele, Teerã continua cumprindo todas as suas obrigações do tratado por ora, e o ministério acatará a decisão das autoridades competentes. Deputados iranianos, por sua vez, pressionam por uma moção de urgência para a saída do tratado, segundo a Tasnim News Agency.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz não será reaberto até que sete condições iranianas do acordo interino de junho com os Estados Unidos sejam cumpridas, segundo o The Hindu. Qalibaf disse que a posição do Irã é clara e firme e citou o Memorando de Islamabad, conforme a Nournews.
Um oficial dos Emirados afirmou que o copiloto do voo flydubai atacou o comandante com um machado, noticiou a BBC. Uma publicação ligada à Al-Qaeda teria pedido ataques por imitação contra aviões de passageiros norte-americanos e israelenses, segundo o Hindustan Times; o chamado saiu na edição mais recente do semanário al-Bayan, lançado em julho por apoiadores da Al-Qaeda.
O Irã abriu no sábado um centro de treinamento militar em Teerã voltado a preparar cidadãos para confrontar forças dos Estados Unidos e de Israel, segundo relatos citados pelo Middle East Eye. Ali Kowsari, adjunto de treinamento da organização Basij, disse que 1.000 batalhões foram preparados para treinamento.
A Arábia Saudita não reportou um ataque à Aramco em Riad, nem a estatal do petróleo comentou a causa do incêndio, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter feito 97 operações de “mira precisa” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, segundo o governo iemenita.
Pelo menos três navios-tanque foram atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz e nos arredores desde 1º de outubro, segundo alertas da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Em um balanço semanal divulgado em 2 de outubro, a UKMTO informou 91 incidentes de danos a embarcações desde fevereiro. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz é “inabalável” e que o presidente Donald Trump tem “todas as opções de que precisa sobre a mesa” caso o Irã continue a “jogar” com o estreito, segundo a Associated Press, em relato publicado pelo Times of Israel.
O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu uma instalação de petróleo em Riad com mísseis balísticos e drones, dizendo que os ataques provocaram incêndios. Em publicação no X, ele disse que a ação foi resposta a ataques aéreos sauditas contra o território controlado pelos Houthis no Iêmen, incluindo Sanaa. Um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local relatou ter visto carros de bombeiros tentando apagar um incêndio na refinaria da Aramco em Riad, com ambulâncias e viaturas policiais nas proximidades.
Os embarques de cru da região do Golfo voltaram ao nível anterior à guerra entre 1º e 28 de setembro, com ao menos 16,5 milhões de barris por dia, segundo a empresa de inteligência e pesquisa marítima Kpler, em reportagem do Times of India. Antes da guerra, 83% do cru da região cruzava o Estreito de Ormuz; em setembro, 40% foi exportado por oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos (EAU) sem cruzar o estreito. A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que países-membros liberaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados de reservas estratégicas, de 400 milhões prometidos em março.
A Iraq Oil Tankers Company transportou dois milhões de barris de cru iraquiano num navio petroleiro de porte muito grande (VLCC) pelo Estreito de Ormuz, segundo o diretor-geral da companhia, em comunicado que descreveu a operação como a primeira do tipo da empresa em décadas, segundo o Middle East Eye.
O rial iraniano seguiu em queda no sábado, quando o banco central anunciou a injeção de até US$ dois bilhões para sustentar a moeda, com a economia sob sanções norte-americanas e bloqueio naval, segundo o Middle East Eye. O dólar era vendido a cerca de 2,688 milhões de riais, ante 2,632 milhões na sexta-feira, segundo o site bon-bast.com.
Ali Akbar Velayati, assessor sênior do líder da Revolução Islâmica para assuntos internacionais, aconselhou os Emirados Árabes Unidos a não contestar a soberania iraniana sobre as três ilhas do país no Golfo Pérsico, segundo a Mehr News. Ele rejeitou as reivindicações recentes dos Emirados na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a soberania das ilhas Tunb Maior, Tunb Menor e Abu Musa, dizendo que as três permanecerão iranianas para sempre.
O diretor da Organização de Aviação Civil do Irã disse no sábado que os voos de companhias iranianas e iraquianas entre os dois países serão retomados no domingo, segundo a Mehr News. O governo iraquiano havia dito na sexta-feira que chegou a um acordo para permitir 40 voos diários de companhias iranianas, exceto a Mahan Air, de e para Najaf, após Bagdá obter uma isenção norte-americana, segundo a Mehr News.
Explosões foram ouvidas em Sanaa, e os houthis atribuíram os ataques à Arábia Saudita, segundo a France 24. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado e destruído quatro drones lançados pelos houthis em direção a Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, além de dois mísseis balísticos, segundo o Israel National News.
As forças do governo do Iêmen confirmaram ataques contra alvos militares que descrevem como legítimos e vitais na capital Sanaa, controlada pelos houthis, segundo o Middle East Eye. A mídia afiliada ao governo informou uma série de ataques aéreos contra posições houthis nas áreas de Al-Nahdain e Jabal Attan, na cidade.
O príncipe herdeiro de Dubai, Hamdan bin Mohammed, elogiou a “coragem” do piloto indiano Smit Machchhar por evitar uma possível tragédia no voo FZ1073 da flydubai e visitou o piloto no hospital, onde ele segue em tratamento, segundo o The Hindu. O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto usou um machado de emergência para atacar Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave, segundo a agência estatal Emirates News Agency (WAM).
Chamas e fumaça foram vistas subindo de uma instalação da gigante petroleira saudita Aramco ao sul de Riad neste sábado, segundo um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local. Uma grande pluma de fumaça e fogo foi vista nas proximidades de uma instalação da Aramco na capital saudita, disse uma testemunha à Reuters, em texto republicado pelo Middle East Eye.
O embaixador da Rússia junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mikhail Ulyanov, rejeitou o pedido dos Estados Unidos para que o Irã abandone o programa nuclear, segundo a Mehr News Agency. Ulyanov afirmou que o Irã não é obrigado a abandonar o programa, que é um direito inalienável do país.
Um integrante do conselho de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, respondeu no sábado à afirmação que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez em Denton, no Texas, de que Teerã estava próxima da rendição, segundo o Hindustan Times. Rezaei disse que os Estados Unidos podem vencer todos os dias na própria imaginação, mas que a realidade é moldada pelo Irã – por seu povo, seus soldados e seus mísseis.
O Exército do Iêmen afirmou ter causado mais de 1.500 baixas houthis nas últimas 24 horas, segundo a Al Jazeera.
A Arábia Saudita e as forças do governo iemenita planejam uma grande contraofensiva contra o movimento houthi Ansar Allah, mas os Estados Unidos ainda não estão preparados para participar, segundo a TASS.
Washington recusou pela segunda vez nas últimas semanas o pedido saudita para entrar na operação e realizar bombardeios contra posições houthis, e já havia fornecido a Riad mais de 200 alvos houthis para atacar, conforme a TASS.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos classificou como ataque terrorista o episódio do voo da Flydubai e afirmou que a investigação concluiu que o copiloto planejava cometer um ataque terrorista, segundo a agência estatal WAM, citada pela TASS. O copiloto atacou o comandante com um machado de emergência, na tentativa de assumir o controle da aeronave, segundo a BBC.
Os principais integrantes do gabinete de Donald Trump se reuniram por horas em Camp David na sexta-feira para discutir os próximos passos da guerra contra o Irã e do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, segundo três autoridades norte-americanas ouvidas pelo Axios. A reunião foi presidida pelo vice-presidente JD Vance e teve a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, do secretário de Defesa, Pete Hegseth, do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O encontro não foi anunciado pelo governo Trump.
As Forças Armadas iemenitas afirmaram ter realizado 71 operações miradas contra alvos militares houthis, rotas de suprimento e concentrações de combatentes na província de Taiz, atingindo posições em vários distritos, destruindo veículos logísticos e causando baixas entre combatentes, segundo a Breaking The News, que cita a Al Jazeera.
O copiloto da Flydubai que atacou o comandante foi identificado como o omaniano Hamam al-Hammami, de 29 anos, segundo a ABC News, citada pela TASS. Uma fonte próxima ao governo dos Emirados acusou Israel de explorar o incidente para fins políticos e de atrasar a retomada dos voos da Flydubai, e afirmou que, segundo autoridades emiratenses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca ligar o ataque ao Irã por motivos políticos antes da eleição em Israel, conforme o Middle East Eye, que cita o Ynet.
O copiloto da Flydubai que autoridades disseram ter quase derrubado um voo com destino a Tel Aviv com 182 pessoas a bordo havia sido barrado de voar por Omã, seu país natal, por preocupações de que tivesse adotado visões extremistas, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo The Economic Times. Israel e os Emirados Árabes Unidos acertaram voos de repatriação a partir de sexta-feira para trazer de volta passageiros retidos após a suspensão das rotas comerciais entre os dois países, segundo o The Hindu.
O comandante de um petroleiro relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido a quatro milhas náuticas a leste de Omã, segundo o Middle East Eye, citando as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). A agência britânica de segurança marítima informou que toda a tripulação está a salvo e que não há impacto ambiental relatado até o momento, e orientou as embarcações a transitar com cautela. O Türkiye Today informou, citando uma agência britânica de segurança marítima, que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado ao transitar pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira, com incêndio a bordo.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita acusou os houthis de atingir com um drone a estação de distribuição de eletricidade de Taibah, que abastece a Mesquita do Profeta, em Medina, segundo a Euronews. Um alto dirigente houthi voltou a rejeitar as alegações de que o grupo tenha atacado locais sagrados do islã e as chamou de “mentira”. A Turquia condenou o suposto ataque e manifestou apoio à Arábia Saudita.
O Paquistão enviou quatro aviões de carga com armamentos ao governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente em setembro, com entrega em Aden, segundo a Reuters, em relato publicado pelo Middle East Eye. O carregamento incluiu sistemas de defesa aérea, artilharia leve, drones e sistemas antidrones, e assessores militares paquistaneses estão em campo ao lado dos seus homólogos sauditas.
Os Estados Unidos enviaram uma bateria Patriot extra à Arábia Saudita para proteger uma instalação petrolífera importante e outra ao Catar para proteger uma instalação de gás natural, segundo a Axios, em relato publicado pelo Middle East Eye. Os aliados do Golfo, entre eles Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, já operam suas próprias baterias, mas contam com Washington para proteção adicional, já que vêm sofrendo o peso da retaliação iraniana a ataques dos Estados Unidos e de Israel.
O piloto indiano relatou ao primeiro-ministro Modi, em videochamada de um leito hospitalar em Abu Dhabi, que conseguiu abrir a porta da cabine de comando para pedir ajuda, segundo a Reuters. O relato foi gravado em um vídeo de quase 10 minutos divulgado nos canais do primeiro-ministro nas redes sociais. O jato, com 174 pessoas a bordo, despencou quase 14 mil pés (4.267 m) em menos de 30 segundos no incidente.
A Arábia Saudita planeja uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com opções que incluem um avanço costeiro para garantir a rota marítima do mar Vermelho, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. A operação seria liderada em terra por forças iemenitas supervisionadas por Riad e apoiada por ataques aéreos sauditas, segundo seis pessoas com conhecimento dos preparativos. O objetivo central é reverter os ganhos rápidos dos houthis no mês passado, quando avançaram pela costa e tomaram o controle do estreito de Bab el-Mandeb. Mais de 100 mil soldados iemenitas poderiam ser mobilizados, dependendo da escala da ofensiva.
O Paquistão, a Turquia e a Arábia Saudita realizam na próxima semana, em Riad, uma reunião emergencial do comitê político-estratégico de defesa do pacto de defesa conjunta de Meca, segundo o The Times of India. A agenda inclui os ataques houthis e a busca de engajamento político com os houthis em vez de ação militar, segundo o The Times of India. Pelo pacto, um ataque armado contra qualquer um dos três países deve ser tratado como ataque contra os três. O chanceler paquistanês disse que mais de seis outros países querem aderir ao acordo, segundo o Middle East Eye.
O terceiro porta-aviões que os Estados Unidos deslocam para as águas ao redor do Irã é o USS Theodore Roosevelt, cujo grupo de ataque deixou a base de San Diego no domingo, seguido um dia depois pela Força Expedicionária de Fuzileiros Navais do Makin Island, com mais de 2 mil fuzileiros. Até o fim de novembro, serão três porta-aviões e dois grupos anfíbios posicionados ao redor do Irã, segundo um oficial estadunidense citado pela Al Jazeera. O Pentágono acrescenta navios de fuzileiros, o que soma até 10 mil militares, segundo o The Wall Street Journal.
Caças sauditas realizaram dois ataques aéreos no distrito de Saqayn, na província de Saada, no norte do Iêmen, segundo a Mehr News. Não houve relato de vítimas nem de danos, segundo o informe.
O Exército do Iêmen afirmou ter matado mais de 80 combatentes houthis em 24 horas de combates ao sul de Marib, segundo o Arab News. O item do blog ao vivo do Middle East Eye registra ao menos 80 mortos em combates entre houthis e forças pró-governo nas últimas 24 horas.
A El Al cancelou dois voos de resgate que ocorreriam nesta sexta-feira (LY974-1, LY972) porque as autorizações de pouso das companhias israelenses foram revogadas, e os Emirados Árabes Unidos (EAU) não concederam permissão de pouso para as duas operações que trariam israelenses retidos para casa. Os voos de resgate foram organizados depois que os Emirados cancelaram todos os voos para Israel, após o ataque de um copiloto em uma rota da flydubai para o aeroporto Ben Gurion, na quarta-feira, segundo o The Times of Israel.
Três petroleiros ligados aos Emirados Árabes Unidos (EAU) atingidos no Estreito de Ormuz já estavam na lista de não conformidade da hidrovia, segundo a Mehr News. Os navios foram identificados como Al Ruwais, Sinbad e Mersin Prosperity, segundo o Al Bawaba.
Os Estados Unidos deslocaram duas baterias adicionais de defesa aérea Patriot para proteger instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita e no Catar, segundo a TASS, que cita um relatório do Axios. Segundo esse relato, Washington quer assegurar aos aliados que protegerá seus locais-chave de energia caso seja tomada a decisão de retomar uma operação plena contra o Irã.
A investigação preliminar da Arábia Saudita sobre o pouso de emergência do voo da Flydubai concluiu que o comandante foi agredido pelo copiloto, informou o Ministério do Interior. O voo FZ1073, de Dubai para Tel Aviv, alternou para o aeroporto de Tabuk, com 174 passageiros e oito tripulantes a bordo, e chegou “em segurança” às 9h45 no horário local (6h45 GMT).
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, admitiu ser possível que eleitores punam candidatos republicanos nas próximas legislativas por causa da guerra contra o Irã, segundo o Middle East Eye. Perguntado por repórteres se é aceitável que o Irã tenha uma arma nuclear, Trump respondeu que “100% das pessoas” dizem não, “incluindo no mundo todo”.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), Scott Bessent, afirmou, em publicação no X, que o Irã não carregou nenhum petróleo bruto em petroleiros em setembro, segundo o Middle East Eye. Os EUA bloqueiam os portos iranianos desde abril para tentar barrar as exportações do país, a mais rentável das quais é o petróleo. Dados de rastreamento de petroleiros apontam que o Irã não carregou petróleo bruto novo em setembro, segundo o Times Now.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita realizou novos ataques contra a capital do Iêmen, Sanaa, e as províncias de Amran, Saada e Taiz, segundo o movimento houthi Ansar Allah, que citou a agência SABA, controlada pelos houthis, em texto publicado pela TASS. Explosões foram ouvidas em Sanaa, segundo os houthis e a AFP. Não há informação sobre vítimas ou danos até o momento.
Um superpetroleiro está em chamas no Estreito de Ormuz depois de ser atingido por um míssil, segundo a agência iraniana Fars, em relato publicado pelo Middle East Eye. O ataque ocorreu a oito quilômetros da costa de Omã, informou a Fars, sem atribuir autoria.
O Pentágono enviará um terceiro grupo de ataque de porta-aviões e navios de fuzileiros ao Oriente Médio, acrescentando mais 9.000 a 10.000 militares à presença dos Estados Unidos na região, segundo o The Wall Street Journal, em texto publicado pela TASS. Os navios, caças, fuzileiros e marinheiros devem chegar à região até o fim de novembro, segundo autoridades citadas pelo jornal. O porta-aviões Theodore Roosevelt deixou San Diego em 27 de setembro como parte de um desdobramento programado, segundo a TASS.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita acusou os houthis, apoiados pelo Irã, de atacar com drone a estação de distribuição de energia de Taibah, em Medina, na terça-feira, segundo a Al Arabiya. O porta-voz da coalizão, o brigadeiro-general Turki al-Maliki, disse que os houthis atingiram a estação de Taibah na terça-feira, danificando um transformador e tirando-o de operação. Os houthis negam a acusação, segundo a Al Jazeera.
O Ministério do Interior da Arábia Saudita disse que o copiloto do voo da Flydubai foi transferido para os Emirados Árabes Unidos, segundo o The Hindu. Na mesma reportagem, perguntado se os Estados Unidos retaliariam contra Teerã caso o Irã estivesse por trás do ataque, o presidente Donald Trump disse que o Irã seria atingido com força: “Ah, eles vão ser atingidos, com muita força, não se preocupe.”
As exportações de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz voltaram em grande parte aos níveis anteriores à guerra do Irã, e cerca de 40% do petróleo da região já é transportado sem passar pelo estreito, ante 17% antes da guerra, por oleodutos sauditas e emiradenses, segundo o Guardian. Ao menos 16,5 milhões de barris por dia deixaram a região em setembro, igual à média anterior à guerra excluído o Irã, segundo a firma de inteligência de comércio global Kpler.
Os Estados Unidos (EUA) não descartam realizar ataques no Iraque se virem uma ameaça em território iraquiano, mesmo após o fim oficial da sua operação no país, segundo a Sputnik Globe, citando o Washington Post. As forças estadunidenses serão reposicionadas do Iraque para a Jordânia para focar no combate a células do ISIS na Síria.
O Irã recebeu uma resposta oficial estadunidense à sua última proposta para encerrar a guerra de sete meses, segundo autoridades iranianas citadas pelo Hindustan Times. O chanceler Abbas Araghchi apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian em reunião de gabinete, segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal IRNA. Araghchi propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana se os Estados Unidos (EUA) suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e isentassem de sanções as vendas de petróleo iraniano.
A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado estadunidense Remus 600 que operava no Estreito de Ormuz para espionagem. Segundo o Tehran Times, é o segundo drone submarino estadunidense capturado em menos de um mês, enquanto Washington mantém a tentativa de reabrir a passagem. O IRGC advertiu que o Estreito de Ormuz permanece fechado e disse que continuará confrontando o que descreve como movimentos perigosos.
Três petroleiros de bandeira liberiana foram atingidos por projéteis desconhecidos ao transitar pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, segundo a Marisks, citada pela Reuters. Os navios cruzavam o estreito com os transponders do Sistema de Identificação Automática (AIS) desligados para evitar detecção, segundo relatório da Marisks divulgado na quarta-feira, e o petroleiro Al Ruwais havia feito transferência ship-to-ship ao largo de Sohar, em Omã, no fim de setembro para descarregar diesel, segundo dados da Kpler, segundo o Middle East Online.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter redirecionado 125 navios comerciais desde meados de julho, quando o país retomou o bloqueio naval ao Irã, segundo a TASS.
O comando afirmou que suas forças redirecionaram os navios “para garantir cumprimento estrito” das restrições, em balanço de 30 de setembro.
O porta-aviões USS George H.W. Bush opera no Mar da Arábia em apoio ao bloqueio, segundo o Iran International, citando o CENTCOM.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país tem “controle total” do Estreito de Ormuz, qualificando a situação como “sempre sujeita a mudanças”.
O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, telefonou na quarta-feira para o secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, e os dois passaram em revista as relações estratégicas de defesa entre os dois países e discutiram esforços conjuntos para tratar de questões regionais, segundo o Saudi Gazette.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, rejeitou na quarta-feira a afirmação do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, de que o Irã teve papel em uma suposta tentativa de ataque à base aérea de Fairford, da Força Aérea Real britânica (RAF), usada pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã, segundo o Middle East Eye.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu os Emirados Árabes Unidos contra receber o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo que isso não teria consequências positivas, segundo a agência estatal Mehr News. Em publicação em árabe no X, Rezaei afirmou que, assim como abrigar bases militares dos Estados Unidos (EUA) não trouxe segurança aos Emirados, receber o “açougueiro de Gaza” tampouco teria consequências positivas.
As condições do Irã para a reabertura total do Estreito de Ormuz [incluem o fim da pressão militar e econômica dos EUA, a liberação de ativos congelados ou restritos e um acordo sobre uma rota segura de navegação], segundo a Anadolu Agency. A proposta foi levada a Washington pelo Catar, e o chanceler Abbas Araqchi já recebeu a resposta dos Estados Unidos (EUA), conforme confirmado nesta quarta-feira pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã faz todo o possível para garantir o sucesso do Memorando de Entendimento de Islamabade, e o Irã sustenta que o Estreito de Ormuz não será totalmente reaberto enquanto as condições não forem cumpridas e os compromissos estadunidenses não forem implementados. Segundo o Hindustan Times, o governo de Donald Trump havia rejeitado publicamente a proposta mais recente de Teerã para encerrar a guerra, que a publicação descreve como em seu sétimo mês.
Três navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no estreito de Ormuz em 29 de setembro, informou o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão britânico de operações de comércio marítimo, segundo a agência russa TASS. Entre as embarcações estão um petroleiro de petróleo bruto e um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL), conforme o Hindustan Times, que também cita a UKMTO. Até o momento, não há relato de vítimas, e os nomes e os portos de registro dos navios não foram divulgados.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou na terça-feira a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo o Iran International. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que Netanyahu esteve no país no domingo e se reuniu com o presidente xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o Israel National News, Netanyahu e a mulher visitaram os EAU no domingo a convite do presidente xeique Mohamed bin Zayed, e a visita tratou do fortalecimento das relações bilaterais e de desafios regionais.
A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.
O Tesouro dos Estados Unidos (EUA) sancionou 10 indivíduos e empresas acusados de adquirir armas e peças para as Forças Armadas do Irã, com representantes e empresas de tecnologia baseados na China, no Paquistão, na Turquia e na Arábia Saudita entre os acusados. Três das entidades sancionadas ficam no Irã. O Tesouro disse que a ação degrada ainda mais a capacidade do regime iraniano de reconstituir seus programas de armas e aumenta os custos para quem escolhe ajudar os esforços de aquisição militar de Teerã. As sanções integram a Operation Economic Outcast, esforço do Tesouro para restringir ainda mais o acesso do Irã aos mercados globais.
A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma embarcação foi atingida por um aparente projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, na noite de segunda-feira, provocando um incêndio, segundo o Middle East Eye. Segundo o Mehr News, o incêndio foi apagado, a tripulação estava a salvo e a embarcação seguiu viagem. A UKMTO disse que não houve impacto ambiental relatado e que a extensão dos danos à embarcação ainda estava sendo avaliada.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Al-Ansari, disse que o prolongamento do conflito armado entre Estados Unidos (EUA) e Irã no Oriente Médio e a instabilidade regional trazem consequências graves para a economia internacional, segundo a agência TASS. Al-Ansari acrescentou que a região fornece ao mundo produtos energéticos e também itens importantes para a segurança alimentar internacional, como a ureia, e para a indústria, como o hélio, os petroquímicos e o alumínio.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, teria dito numa videoconferência pública na terça-feira, em resposta a comentários recentes do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz, que numa região onde o Irã não pode vender petróleo, nenhum outro país venderá, e que, se a segurança do Irã não for garantida, nenhuma infraestrutura ficará segura, segundo a AFP, em reportagem publicada pelo Hindustan Times.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse esperar resposta formal dos Estados Unidos (EUA) na terça-feira à proposta de Teerã para abrir o estreito de Ormuz, segundo a France 24, citando a mídia estatal iraniana. Araghchi afirmou que o foco atual é só o estreito de Ormuz e que a reabertura depende de condições comunicadas ao outro lado. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de falsos e de farsa relatos sobre oferta ao Irã e disse que não ofereceu nada, segundo o Hindustan Times.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, reuniu-se com o chanceler saudita Faisal bin Farhan em Washington em 28 de setembro para tratar de segurança regional, incluindo a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e a situação no Iêmen, segundo a Al Jazeera. Rubio disse que trataram ainda de Irã, Gaza e Sudão, enquanto a agência estatal saudita SPA informou que os dois falaram dos desdobramentos políticos e de segurança na região e da situação no Iêmen.
As Forças Armadas do Iêmen afirmam ter feito 356 operações contra alvos houthis no último dia, segundo o Middle East Eye. O porta-voz do Exército diz que foram 756 operações de precisão em 72 horas em várias frentes, segundo a Arab News. O mesmo porta-voz afirma que 2.316 houthis foram mortos ou feridos e quatro especialistas iranianos em drones e mísseis foram mortos em Taiz, ainda segundo a Arab News.
O chanceler saudita Faisal bin Farhan chegou a Washington na segunda-feira para conversas com o secretário de Estado Marco Rubio, segundo a Reuters. Rubio e Faisal reuniram-se no Departamento de Estado enquanto a Arábia Saudita busca apoio dos Estados Unidos (EUA) para a campanha militar contra os houthis, segundo o Al-Monitor. A visita ocorre dois dias depois de a Arábia Saudita dizer que interceptou múltiplos drones e mísseis balísticos houthis, ainda segundo o Al-Monitor.
Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e do Irã conversaram separadamente com mediadores na segunda-feira, numa nova tentativa de encerrar sete meses de guerra, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. O plano iraniano de sete dias prevê o fim de todas as hostilidades no Irã e no Líbano e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos, segundo o mesmo texto. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana, afirmando que o Irã queria um acordo rápido por causa da pressão econômica debilitante.
O ministro da Defesa da Arábia Saudita convidou o vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mansour bin Zayed, para uma reunião presencial no reino na terça-feira, segundo a mídia estatal saudita. Em julho, autoridades e ministros dos dois países publicaram mensagens de amizade e unidade em redes sociais, sinalizando reaproximação meses depois de um atrito público por causa do Iêmen, segundo o Middle East Eye.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou ter oferecido ao Irã alívio de sanções e a liberação de fundos congelados em troca de concessões nucleares. Na Truth Social, ele disse que não ofereceu nada e chamou a reportagem do Axios de farsa, conforme o Middle East Eye. A versão que Trump rebate partiu do jornalista Barak Ravid, que escreveu no X que o presidente estaria disposto a aliviar as sanções e a descongelar ativos iranianos em troca do cumprimento das exigências estadunidenses sobre o programa nuclear, citando um funcionário dos EUA não identificado, segundo a TASS.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmaram que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniu com o presidente xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan em Abu Dhabi, segundo a Al Jazeera. A agência oficial Emirates News Agency (WAM) informou que as duas partes discutiram as relações bilaterais entre os EAU e Israel e formas de fortalecê-las e desenvolvê-las.
Mediadores do Catar devem conversar com o chanceler iraniano Abbas Araghchi em Nova York e, separadamente, com o lado dos Estados Unidos (EUA) na segunda ou terça-feira, disse à Reuters um funcionário a par das negociações, em texto republicado pelo The Business Standard. A agência semioficial ISNA confirmou depois que Araghchi se reunirá com os mediadores na manhã de segunda-feira, no horário de Nova York, também no texto do The Business Standard. As conversas devem tratar de uma versão revisada da proposta de sete dias que o Irã apresentou na semana passada à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Reuters.
O petróleo subiu com Irã e Estados Unidos (EUA) distantes de um novo acordo de cessar-fogo para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a Bloomberg, em texto republicado pelo Hindustan Times. O Brent estava perto de US$ 108 o barril, em alta de mais de 3%, depois que as discussões entre os dois lados pareceram enfrentar novos obstáculos.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que os Estados Unidos (EUA) serão forçados a deixar a Ásia Ocidental depois de sofrerem “golpes dolorosos”, em declaração transmitida pela TV estatal, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Numa mensagem escrita atribuída a ele, Khamenei afirmou que “hoje, tendo sofrido golpes dolorosos nas mãos de lutadores valentes e dos guardiões do Estreito de Ormuz, eles [os inimigos] não se aventuram além do Mar da Arábia”, conforme o The Hindu. Khamenei, que não aparece em público desde o início da guerra, no fim de fevereiro, fez a declaração apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar os combates, observou o Middle East Eye.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou a alegação de que o Irã controla totalmente o Estreito de Ormuz, afirmando, em publicação no X, que tais alegações “são falsas” e que o Irã “não tem marinha porque as forças estadunidenses a afundaram”. Segundo o CENTCOM, mais de um bilhão de barris de petróleo passaram recentemente pelo estreito, o que demonstraria que o Irã não controla a via marítima, informou o Middle East Eye.
A QatarEnergy prorrogou os avisos de força maior e não conseguirá entregar cargas de gás natural liquefeito (GNL) à italiana Edison nem a alguns clientes asiáticos enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, segundo a Reuters. A Edison disse que a QatarEnergy cancelará mais seis cargas, elevando o total de embarques não entregues a 35. O Catar exportou apenas 18 cargas de GNL até o fim de agosto, contra 509 no mesmo período do ano passado, segundo a empresa de inteligência de dados ICIS.
Bessent disse que os embarques de petróleo do Irã foram bloqueados com sucesso pelos Estados Unidos (EUA) e pelo Ocidente e que o último lote do país, de cerca de 15 milhões de barris, está a caminho da China. À Fox News, ele afirmou que o Irã fará as entregas finais de petróleo à China e que, depois disso, não terá nada para trocar por nada, provavelmente dentro das próximas duas semanas.
O chefe de coordenação do Exército do Irã diz que os dois lados do estratégico Estreito de Ormuz estão sob controle das Forças Armadas do país, segundo a Mehr News.
A delegação do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) não tem planos de negociação, mesmo com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, dizendo esperar a retomada das conversas em breve, segundo o The Hindu. Trump disse ao Axios no domingo que esperava a retomada, um dia após rejeitar a proposta de Teerã de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de trégua de sete dias e de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye, e o Brent voltou a ficar acima de US$ 106 o barril. Os futuros do Brent subiram mais de 1%, a US$ 105,64 o barril, com o West Texas Intermediate (WTI) a US$ 93,11, segundo a Mehr News Agency. Apesar da rejeição, Trump disse esperar a retomada das negociações, mas afirmou que Teerã “overplayed their hand”, ainda segundo o Middle East Eye.
Oito fuzileiros navais dos Estados Unidos ficaram feridos há duas semanas quando um míssil de cruzeiro iraniano atingiu o navio em que operavam no Estreito de Ormuz, segundo três autoridades dos Estados Unidos. Os militares não sofreram ferimentos graves, mas tiveram inalação de fumaça e possíveis lesões cerebrais traumáticas, com sintomas de concussão, como dores de cabeça, disseram as autoridades.
O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Mohebbi, disse que o Estreito de Ormuz é um campo de caça da Marinha da Guarda contra veículos submarinos dos Estados Unidos e descreveu a captura mais recente como um troféu tecnológico e de inteligência, segundo a Mehr News Agency. Segundo Mohebbi, a segunda presa capturada é um Mk 18 Mod 2 Kingfish, veículo autônomo avançado com sonar e navegação precisa, avaliado em vários milhões de dólares.
A Arábia Saudita exporta 6 milhões de barris por dia de petróleo em setembro, o equivalente à média mensal do país em 2025, segundo a CNBC, com dados da Kpler. Riad ampliou as exportações mesmo após fechar o crítico oleoduto Leste–Oeste por danos sofridos em um ataque com drone, segundo a CNBC. Os fluxos por Ormuz chegaram à média de sete dias de 13,2 milhões de barris por dia, ante cerca de 17 milhões antes da guerra do Irã, segundo a Kpler, via CNBC.
Teerã diz estar totalmente preparado para a retomada da guerra, enquanto os Estados Unidos rejeitam nas redes sociais a alegação sobre drone, segundo o liveblog da Al Jazeera.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que Teerã está pronto a ajudar a facilitar um acordo entre a Arábia Saudita e os Houthis, segundo o The Diplomatic Insight. Em declaração à Al Jazeera, ele negou envolvimento iraniano no conflito e disse que o que acontece no Iêmen não está ligado ao Irã, segundo o Times of India.
Uma fonte próxima à delegação do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que não há plano de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos em Nova York, segundo a Mehr News, que cita a IRNA. A fonte disse que as posições do Irã foram transmitidas aos Estados Unidos na terça-feira pelo mediador do Catar e que Teerã aguarda a resposta norte-americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Axios que espera mais conversas com o Irã nesta semana e que Teerã quer um acordo, segundo a RT. Trump confirmou também que a retomada das hostilidades em larga escala com o Irã segue sobre a mesa.
A mídia israelense noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos para se reunir com o líder do país, segundo o Middle East Eye. Os canais 12 e KAN e os jornais Haaretz e The Jerusalem Post disseram que foi uma visita de um dia para se encontrar com o presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Duas fontes confirmaram que Netanyahu voou a Abu Dhabi em um avião particular na manhã de domingo e voltou a Israel à noite, segundo o World Israel News, que cita o Channel 12. O gabinete do primeiro-ministro se recusou a dar mais detalhes sobre a reunião.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar mais conversas com o Irã nesta semana, segundo o Business Upturn, que cita o Axios. Trump afirmou também que o Irã “overplayed their hand”. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã recebeu uma reação inicial dos Estados Unidos e ainda aguarda que mediadores transmitam a posição definitiva de Washington.
O Irã manteve neste domingo as condições do seu plano para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano pede o fim de todas as hostilidades na Ásia Ocidental, inclusive no Líbano, segundo o chanceler Abbas Araghchi, e a volta às condições do acordo de cessar-fogo que ruiu há alguns meses. Trump disse em entrevista ao Axios que os Estados Unidos farão uma nova rodada de conversas com o Irã na próxima semana. Araghchi afirmou que o país está totalmente preparado para a retomada da guerra, inclusive uma guerra apocalíptica, e ao mesmo tempo pronto para a diplomacia.
O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1.
Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou a captura de um Remus 600, um veículo subaquático não tripulado (UUV) de fabricação norte-americana que a força chamou de “terrorista”, no Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News Agency. Segundo a força, é o segundo veículo do tipo apreendido em setembro de 2026: em 8 de setembro de 2026 ela havia anunciado a interceptação e a captura de outro veículo subaquático não tripulado avançado dos Estados Unidos perto da entrada do estreito. A Xinhua também noticiou o anúncio do IRGC, feito no domingo, 27 de setembro de 2026, sobre a captura de outro veículo subaquático não tripulado “avançado e inteligente” do Exército dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que todas as suas reuniões à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tiveram como tema apresentar as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News. Ele disse que os termos foram apresentados integralmente aos mediadores, que os levaram ao lado estadunidense, o que provocou uma reação inicial do presidente dos Estados Unidos, sem que uma resposta tenha voltado pelos mediadores.
Forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos devem se retirar de instalações na região do Curdistão iraquiano até 30 de setembro de 2026, conforme acordo entre Bagdá e Washington para encerrar a missão da coalizão, segundo o Middle East Eye. O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 25 de setembro de 2026, que o fim da missão da coalizão internacional levaria a relação do Iraque com seus parceiros estratégicos da cooperação militar à cooperação econômica e de desenvolvimento. O ministro do Interior do Curdistão, Rebar Ahmed Khalid, disse à Anadolu Agency que as forças da coalizão estão se retirando do Iraque, inclusive da região curda, diariamente, e que devem concluir a saída até o fim de setembro de 2026.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que atacará navios de guerra dos Estados Unidos, mesmo no Oceano Índico, se Washington lançar uma nova guerra contra o Irã, segundo o Middle East Eye. A ameaça saiu depois de Donald Trump publicar uma imagem que mostra o Estreito de Ormuz circulado e rotulado “Trump Strait”, horas depois de o Irã dizer que apresentou um plano de sete dias para reabrir a via.
O chanceler da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, pediu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) cooperação internacional séria para proteger a liberdade de navegação e afirmou que o arranjo de segurança regional deve ser “abrangente”, segundo o Middle East Eye. Ele apoiou iniciativas de desescalada, em especial os esforços de Catar e Paquistão, dizendo que podem ajudar a restaurar a estabilidade regional.
A administração iraniana do Estreito de Ormuz avisou que navios que usem rotas não autorizadas no estreito sofrerão restrições sérias, segundo a Al Jazeera Arabic, citada pelo Middle East Eye. O aviso saiu depois de Donald Trump dizer no sábado que rejeitou a proposta iraniana de reabrir o estreito e encerrar a guerra do Irã.
O chanceler de Omã, Badr al-Busaidi, pediu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que as partes do conflito no Oriente Médio exerçam contenção e busquem diálogo, horas depois de Donald Trump rejeitar a proposta iraniana de trégua de sete dias. Na mesma fala, Omã reafirmou o compromisso de seguir trabalhando pela segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que um “praticante em série de terrorismo” deturpou fatos na véspera, numa referência velada ao Paquistão. Jaishankar afirmou que argumentos invocados para normalizar o terrorismo e reivindicar imunidade não prevalecerão. Sobre o conflito no Golfo, o chanceler disse que ataques a navios comerciais e a marítimos em águas internacionais são inaceitáveis.
Donald Trump disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. Ele comentou que “também gostaria de fechar um acordo”, mas que esse não seria aceitável, e afirmou que os iranianos buscam o acordo imediato porque estão perdendo muito. O Irã se ofereceu esta semana para reabrir o estreito e retomar as negociações sobre seu programa nuclear em sete dias, e o chanceler Abbas Araghchi disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a passagem marítima normal pode ser restaurada nesse prazo se as condições necessárias forem cumpridas, com a escolha cabendo aos Estados Unidos.
O vice-presidente da China, Han Zheng, pediu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo o Golfo, sejam respeitadas e exortou o “país relevante” a parar de ameaçar Cuba com a força e a levantar de imediato o bloqueio e as sanções contra a ilha. O discurso não citou os Estados Unidos pelo nome, em contraste com a recepção de Xi Jinping na Casa Branca dias antes.
Donald Trump rejeitou a oferta iraniana de cessar-fogo de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o The Guardian. A recusa foi relatada pelo Wall Street Journal com base em autoridades estadunidenses não identificadas. O plano previa liberar 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, aliviar as sanções ao petróleo iraniano e encerrar o bloqueio naval aos portos do país, disse o chanceler Abbas Araghchi a repórteres. Até sábado, os Estados Unidos ainda não tinham resposta pública, embora os relatos indicassem a recusa de Trump.
Os chefes das forças armadas e dos estados-maiores de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia reuniram-se em Riad na sexta-feira, 25 de setembro, segundo um comunicado do exército, e discutiram ampliar o compartilhamento de inteligência, a coordenação militar e a integração de capacidades no âmbito do pacto de defesa de Meca. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que novos ataques à cidade sagrada de Meca seriam uma “linha vermelha” para Islamabad. A defesa aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis na direção de Khamis Mushait, segundo o porta-voz oficial da coalizão, general Turki al-Maliki.
O porta-voz do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que os mísseis avançados do Irã são capazes de destruir os sistemas multicamadas de defesa aérea dos Estados Unidos, segundo a agência Mehr. Mohebbi disse ainda que os Estados Unidos, apesar de terem a maior Marinha do mundo, não conseguiram manter o Estreito de Ormuz aberto nem por poucas horas. Segundo ele, apenas petroleiros de parceiros comerciais do Irã têm permissão para atravessar o estreito, e somente com autorização de Teerã.
O governo do Iêmen afirma ter retomado áreas e terrenos elevados no sul da província de Taiz, entre eles o Jabal Bazel, de onde as linhas de suprimento houthis ficariam ao alcance dos ataques. O anúncio é do próprio governo iemenita. Não houve comentário imediato dos houthis sobre as alegações.
O total de militares dos Estados Unidos feridos na guerra contra o Irã chegou a 861, segundo o banco de dados público de baixas do Pentágono (DCAS). O Pentágono acrescentou 37 nomes à lista – 29 marinheiros e oito fuzileiros – e não deu explicação pública sobre quando ou como esses militares foram feridos, segundo a Sputnik Globe, que relata reportagem do The Washington Post.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que qualquer ameaça aos locais sagrados do islã na Arábia Saudita é uma “linha vermelha” e que o país está “ombro a ombro” com Riad, segundo o Arab News Pakistan. Sharif condenou o que chamou de “covarde e hedionda tentativa de ataque com drone” contra Meca, e o ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que o acordo de defesa com a Arábia Saudita e a Turquia se aplica e que o Paquistão cumprirá o seu dever, conforme o The Statesman.
O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, deu à guerra contra os houthis um enquadramento religioso explícito: dirigiu-se às tropas na fronteira pedindo que estejam prontas para sacrificar a vida, citando versículos do Corão e ditos do profeta Maomé sobre sacrifício, e rezou pela “derrota completa” do grupo, informa o Ynet News, que também relata a exibição, pela televisão estatal saudita, de imagens do que as autoridades descreveram como um ataque houthi a uma mesquita no sul do reino. Riad acusa o grupo de tentar atingir Meca, e os houthis rejeitam a acusação.
O presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, convocou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, os iemenitas a se mobilizar e se juntar às forças armadas contra os houthis, segundo a Al Arabiya English. Ele ofereceu ainda anistia geral futura a combatentes e aliados houthis que deixarem o grupo a partir de 26 de setembro, conforme o Arab News.
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em reportagem reproduzida pelo Middle East Eye, que o Irã não mostrará flexibilidade no programa nuclear mesmo que os Estados Unidos aceitem a sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz, que prevê o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O mesmo funcionário, que falou sob anonimato, afirmou que a via seguirá fechada até que “todas as condições do Irã” sejam atendidas por Washington.
Índia e Libéria anunciaram a criação de um “grupo de amigos” sobre a segurança da navegação e dos marítimos, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, classificou os ataques à navegação civil como “simplesmente indefensáveis”, citou ações repetidas no Golfo, no Mar Vermelho e nas cercanias e mencionou dois casos recentes: o ataque a um graneleiro de bandeira de Antígua e Barbuda no Golfo de Omã, dois dias antes, que matou um marinheiro indiano, e o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz, dez dias antes, que deixou um tripulante desaparecido, segundo o Firstpost.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, informou ao chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, sobre o andamento das negociações e dos acordos entre o Irã e Omã para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo Moscou, os dois concordaram que apenas uma solução diplomática pode encerrar a tensão no Oriente Médio, informa o The Jerusalem Post, citando a Reuters.
Apoio de imagens de satélite e de inteligência de grupos chineses ajudou o Irã a ameaçar navios no Estreito de Ormuz e a lançar ataques de precisão contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo a CNN, que cita fontes que não identifica. Essas imagens permitiram ao Irã atingir, em julho de 2026, uma base dos Estados Unidos na Jordânia, em um ataque que matou três militares estadunidenses com grau de precisão que, na avaliação de autoridades dos Estados Unidos, estava fora da capacidade iraniana. Em maio de 2026, o governo dos Estados Unidos sancionou três empresas chinesas de satélites por fornecerem imagens que, segundo Washington, “viabilizam os ataques militares do Irã contra as forças dos Estados Unidos no Oriente Médio”.
O roteiro de sete dias que o Irã apresentou aos Estados Unidos prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, a liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, o alívio das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval, com a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia, informa a Al Jazeera. O chanceler Abbas Araghchi disse que o plano foi levado a Washington por intermediários e que seria melhor fechar um acordo antes das eleições de meio mandato nos Estados Unidos, disse Araghchi à Al Jazeera.
O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniram-se em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e defenderam uma saída diplomática para a crise do Golfo, informa a Sputnik Globe a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O comunicado atribui a crise a ações dos Estados Unidos e de Israel e afirma que não há alternativa ao acordo diplomático, informa o Jerusalem Post sobre o encontro.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler do Reino Unido, Ed Miliband, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, informa a Mehr News Agency. Miliband disse que o Reino Unido “não tolerará intimidação, ameaças ou atividade hostil em solo britânico” e pediu desescalada e diplomacia em vez de prolongar a guerra, ressaltando a importância de reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a BBC. Autoridades iranianas afirmam que Washington tem de quatro a cinco dias para responder às condições de Teerã para a reabertura, segundo o The Guardian.
As transferências de petróleo de navio para navio no Golfo de Omã atingiram o limite depois que a Arábia Saudita desviou exportações do Mar Vermelho, segundo a Reuters via The Hindu. As exportações sauditas de petróleo bruto via Estreito de Ormuz caminhavam para 3,6 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante cerca de 900 mil bpd em agosto, segundo dados da empresa de análise Kpler citados na reportagem. A estatal Saudi Aramco vendeu mais de 60 milhões de barris para transferência ao largo de Sohar, em Omã, neste mês e no próximo, depois do ataque de 13 de setembro contra o oleoduto Leste–Oeste.
Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ter lançado mísseis e drones contra um “alvo sensível” em Riad e contra instalações da Aramco na cidade de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera; o petróleo subiu no mesmo dia: o Brent para novembro fechou acima de US$ 106,50 o barril, depois de passar de US$ 108 e fechou a US$ 106,60, alta de US$ 3,52, ou 3,4%, segundo o The Vibes; segundo o Middle East Eye, as travessias de navios no estreito de Ormuz caíram para nove na quinta-feira, ante 14 no dia anterior e uma média de 10 dias em torno de 18, em dados preliminares de rastreamento de embarcações.
O Irã entregou aos mediadores as suas condições para voltar a negociar o fim da guerra, e o governo iraniano trabalha pelo retorno dos Estados Unidos ao memorando de entendimento (MoU) antes das eleições de meio de mandato de novembro. O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse ter enviado as condições por intermédio do Catar, entre elas o fim da guerra em todas as frentes e o fim do bloqueio naval. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã quer o retorno americano ao memorando antes das eleições de meio de mandato. O The New York Times noticiou que o Irã propôs um plano de sete dias para encerrar a guerra.
A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão vão realizar uma reunião urgente dos chefes de Estado-Maior, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores saudita, para discutir formas de apoiar Riad na escalada com os houthis do Iêmen. A barragem de mísseis balísticos e drones contra alvos sauditas, que incluiu a cidade sagrada de Meca, testa o pacto de defesa mútua assinado em agosto com a Turquia e o Paquistão. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca estabelece que um ataque armado contra um dos três países é considerado ataque contra todos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que Teerã entregou aos Estados Unidos uma proposta que reabre o Estreito de Ormuz e retoma em sete dias as negociações pelo fim da guerra. O texto não foi divulgado. Fontes regionais ouvidas pelo The National descrevem um cessar-fogo de até 60 dias em toda a região, a reabertura faseada do Estreito e o fim do bloqueio norte-americano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse em entrevista à Fox News que a escolha cabe a Washington: “É a América que precisa decidir se quer terminar isto ou não.”
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que interceptou seis mísseis balísticos houthis nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, frustrando ataques contra Taif e Yanbu, depois de alertas emitidos para várias regiões do reino, incluindo Meca. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o país pretende enviar “meios militares, ou seja, soldados, radares e sistemas de defesa para proteger” o terminal de petróleo de Yanbu, no mar Vermelho.
Durante o discurso que abriu a 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”; quando ele passou a falar das operações militares dos Estados Unidos, a delegação iraniana se retirou do plenário e deixou apenas um funcionário de escalão inferior no salão, segundo a Al Jazeera. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou a saída parcial e disse à agência estatal iraniana IRNA que um diplomata da missão iraniana permaneceu no recinto porque a delegação participava no nível do chanceler, segundo a ANI. Baghaei afirmou que o governo dos Estados Unidos transforma a Assembleia em palco de ameaças militares “absolutamente ilegais, contrárias ao direito internacional e ao costume diplomático” e classificou a ameaça de ataque como “admissão de cometer crimes internacionais”. A emissora estatal iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera, informou que o chanceler Abbas Araghchi aceitou o pedido de reunião feito pelo enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff para reapresentar as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz: o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra. A Al Jazeera registra que os relatos divergem sobre se houve encontro direto entre as duas delegações.
O terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, teve em 21 de setembro de 2026 o seu dia de maior carregamento desde antes da guerra: seis superpetroleiros embarcaram quase 12 milhões de barris em Ras Tanura e Juaymah, segundo a analista de fluxos marítimos Kpler, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. O movimento ocorre depois de uma interrupção no oleoduto Leste-Oeste da Aramco, que permite escoar o cru saudita para o Mar Vermelho sem passar pelo Estreito de Ormuz. A Kpler afirma que parte dos seis navios já havia sido sinalizada nas seis semanas anteriores por transferências de carga de navio para navio não declaradas ou por escalas incomuns, o que, segundo a empresa, indica um padrão mais longo de mudança de comportamento dos navios.
A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que uma explosão foi ouvida perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e afirmou que a causa e os efeitos não estavam claros de imediato, segundo o Middle East Eye, que acompanha o caso em blog ao vivo. Nenhuma outra fonte confirmou a explosão até o momento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que Washington e Teerã caminham para um acordo, horas depois de repetir na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a ameaça de aniquilar o Irã se não houver entendimento: “Eles querem falar conosco. Têm falado conosco, hoje mesmo falaram conosco, e a relação está se desenvolvendo. Mas não podemos deixá-los ter uma arma nuclear, e eles entendem isso”, disse, depois de se reunir com o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, segundo a Reuters, em despacho publicado pelo Al-Monitor.
Um oficial iraniano de alto escalão disse à Reuters que Teerã pode reabrir o Estreito de Ormuz à navegação do Golfo em sete dias caso os Estados Unidos aliviem a pressão militar e levantem o bloqueio aos portos iranianos, e que a proposta mais recente foi entregue a Washington por mediadores na semana passada. “A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os Estados Unidos voltarem à diplomacia”, afirmou o oficial, que falou sob condição de anonimato. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que chefiou a equipe negociadora em conversas anteriores, advertiu que “Trump precisa entender que não pode impor o seu poder ao povo iraniano e às suas forças armadas”.
Trump recebeu no mesmo dia os líderes dos seis estados árabes do Golfo (Bahrein, Kuwait, Catar, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), encontro em que disse haver “bastante impulso” para um acordo, conforme a TASS: “Temos mediado por um tempo, mas acho que há bastante impulso para que façam um acordo.” Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Arábia Saudita reiniciou as operações do seu oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu nas próximas horas, em volumes reduzidos; o oleoduto estava parado desde ataques deste mês que Riad atribui a grupos apoiados pelo Irã no Iraque.
O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, chamou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, os houthis do Iêmen de “milícia terrorista” e condenou a tentativa de atingir Meca, que descreveu como “crime hediondo” e “provocação aos sentimentos dos muçulmanos no mundo inteiro”, segundo a Al Jazeera e o Dawn, que publicou o despacho da agência France-Presse. A fala foi feita em reunião de gabinete em Jeddah, registrada pela Saudi Press Agency, a agência oficial do reino: uma intervenção rara do monarca de 90 anos, que deixou os assuntos correntes com o filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
A Arábia Saudita afirma ter interceptado em 15 de setembro de 2026 um drone lançado pelos houthis contra Meca, o que a Al Jazeera registra como a primeira ativação de um alerta de segurança na cidade em quase dez anos. O líder houthi Abdel-Malik al-Houthi negou o ataque e chamou a acusação saudita de “mentira hedionda”. Desde então, mísseis e drones houthis atingiram cidades sauditas e infraestrutura de energia: a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado em 19 de setembro de 2026 um míssil balístico disparado contra Riad, que deixou uma coluna escura de fumaça sobre uma área de armazenamento de combustível do aeroporto internacional Rei Khalid.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em fórum de energia organizado pela revista Foreign Policy, que a Europa enfrenta um inverno “muito duro”, possivelmente um dos mais difíceis dos últimos anos, com estoques de gás em níveis historicamente baixos, segundo a agência TASS. Birol afirmou que os países europeus decidiram eliminar por completo o gás russo até 2027 e que deixaram de receber gás dos Emirados Árabes Unidos e do Catar com o fechamento do Estreito de Ormuz, o que os leva a buscar suprimento nos Estados Unidos e na Noruega. Os estoques europeus estavam em 69% da capacidade em 17 de setembro de 2026, abaixo da média de 85% para a mesma época nos últimos cinco anos, segundo a Reuters, que cita a associação Gas Infrastructure Europe.
O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.
Os chanceleres de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão afirmaram em comunicado conjunto nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o direito de a Arábia Saudita se defender conforme o direito internacional e destacaram a necessidade de preservar a segurança da navegação na região, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen, noticiado pela Reuters e publicado pelo Middle East Eye e pelo Times of India. Os quatro ministros se reuniram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, manifestaram “profunda preocupação” com os conflitos em curso na região, disseram que o diálogo e a diplomacia são o único caminho para uma solução sustentável e declararam apoio ao governo do Iêmen em seus esforços de estabilidade e paz. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, estabelece que um ataque armado contra um dos três países será considerado ataque contra todos, segundo a BBC.
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e levantarem o bloqueio aos portos iranianos. Segundo o funcionário, a proposta foi entregue a Washington por mediadores em 16 de setembro e a delegação iraniana em Nova York tem autoridade para retomar a diplomacia durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); o presidente Masoud Pezeshkian não se encontrará com Donald Trump. A informação é de uma fonte única, que falou sob condição de anonimato, e o governo dos Estados Unidos não confirmou a proposta até a publicação desta nota.
A Arábia Saudita religou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as exportações pelo porto de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par do assunto; o bombeamento opera em regime baixo. O oleoduto de 1.200 quilômetros, que liga Abqaiq a Yanbu e permite ao país escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, havia sido fechado depois de ataques com drones lançados do Iraque. O Ministério de Energia saudita informou em 11 de setembro que o duto foi parado “como medida de precaução” após “múltiplos ataques” e que houve feridos, segundo a agência estatal Saudi Press Agency; no dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques e disse que o reino optou por não responder de imediato, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, segundo a agência. Bagdá demitiu um comandante militar e abriu investigação depois de admitir que os drones partiram de uma província sua na fronteira com o Irã, segundo a BBC News.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Nova York na segunda-feira, 21 de setembro, para chefiar a delegação diplomática iraniana na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Araghchi é o funcionário iraniano de mais alto escalão a entrar nos Estados Unidos desde o início da guerra, aberta com ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, segundo o Arab News e o jornal Indian Express. Ele deixou o Irã no domingo à noite, com escala no Catar, e conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, segundo a televisão estatal iraniana. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, escreveu na rede social X que o chanceler chefia “uma delegação diplomática” na assembleia. Antes de embarcar, Araghchi disse a jornalistas iranianos que o objetivo principal é usar a tribuna para defender “a legitimidade, os direitos e os interesses do povo iraniano”. O presidente Masoud Pezeshkian, que deve discursar na quarta-feira, 23 de setembro, deixou Teerã na manhã desta terça-feira, segundo a agência Mehr; a imprensa estatal iraniana havia relatado que Washington recusou vistos a integrantes da delegação, incluindo a equipe de comunicação.
Combatentes houthis avançam para tomar as montanhas de Kahboub, nas províncias de Taiz e Lahij, que separam a costa do mar Vermelho do sul do Iêmen ainda controlado pelo governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo cinco fontes militares iemenitas ouvidas pela Reuters na segunda-feira, 21 de setembro. Os combates se concentram nos arredores do distrito montanhoso de Al-Wazi’iyah, em Taiz, e em Ras al-Ara, na costa do oceano Índico, entre a foz do mar Vermelho, tomada pelo grupo na semana passada, e a base do governo em Áden; o objetivo é proteger a retaguarda das forças houthis em torno do estreito de Bab al-Mandab e abrir novas frentes, segundo as fontes. O relatório de situação nº 4 do Escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Iêmen, de 20 de setembro, registra 674 mortos e 2.998 feridos no período de 6 de agosto a 18 de setembro, e 122.297 deslocados – em 17.852 famílias, até 15 de setembro, em oito províncias –, citando a Unidade Executiva para a Gestão dos Acampamentos de Deslocados do Iêmen. A agência France-Presse, citando a emissora al-Masirah, ligada aos houthis, informou que ataques sauditas mataram seis pessoas em Mocha, entre elas duas crianças e uma mulher; a Arábia Saudita não comentou.
Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.
Os chanceleres do Grupo dos Sete (G7) pediram nesta segunda-feira, 21 de setembro, que o Irã encerre o fornecimento de armas e o apoio aos houthis no Iêmen, que classificaram como um “padrão perigoso de escalada” capaz de atingir o comércio internacional, e condenaram os “ataques contínuos inaceitáveis” do grupo no Iêmen e contra o território da Arábia Saudita, segundo a Reuters. Em nota divulgada após reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos pediram que os houthis “cessem imediatamente todas as ações militares, todas as ameaças e ataques contra a navegação civil” e voltem “de boa-fé” ao processo político. A nota saiu no mesmo dia em que a agência Saba, ligada aos houthis, afirmou que bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram ao menos seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher, e feriram oito em Mokha, cidade portuária do mar Vermelho tomada pelos houthis em 10 de setembro, segundo a AFP e a France 24; o número não teve confirmação independente.
O debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) abre nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, com cerca de 130 chefes de Estado e de governo inscritos até 28 de setembro, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que entrega para todos” e sob a presidência do bengalês Khalilur Rahman, segundo a ONU. Pela tradição, o Brasil fala primeiro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, discursa em quarto lugar, depois do rei Abdullah II, da Jordânia, e o presidente da França, Emmanuel Macron, também fala no primeiro dia, segundo a agência Associated Press. O secretário-geral, António Guterres, faz seu último discurso de abertura do mandato, que termina em 31 de dezembro deste ano. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursam na quarta-feira, 23 de setembro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falam no dia seguinte, Abbas por vídeo, depois de Washington lhe negar o visto pelo segundo ano consecutivo, segundo a Associated Press. A guerra no Golfo, a inteligência artificial e a mudança climática dominam a semana.
A emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, afirmou nesta segunda-feira que aviões sauditas atingiram um mercado público e uma escola no distrito de Dhubab, no sudoeste do Iêmen, matando ao menos uma pessoa, segundo a agência chinesa Xinhua. Dhubab fica ao sul do porto de Mocha, no mar Vermelho, e perto do estreito de Bab al-Mandab, onde os houthis tomaram áreas costeiras neste mês. O Middle East Eye divulgou imagens distribuídas pelo grupo, que segundo os houthis mostram o ataque; a Arábia Saudita não comentou. O Exército do governo iemenita, apoiado por Riad, afirma que sua campanha aérea na mesma faixa costeira mira combatentes e equipamentos houthis.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que autorizou o reabastecimento aéreo dos caças sauditas para ajudar a conter os houthis e a manter o petróleo do Golfo em circulação, na primeira missão militar do seu governo, segundo o The Guardian. Ele afirmou que vai usar o primeiro encontro com Donald Trump, nesta terça-feira, para pedir a desescalada do conflito com o Irã. O Reino Unido já mantém na Arábia Saudita o sistema de defesa aérea Sky Sabre, e os houthis avançaram para áreas vizinhas do estreito de Bab al-Mandab, rota alternativa de exportação do petróleo saudita.
O governo de Donald Trump propôs investir US$ 5 bilhões num fundo para reconstruir a infraestrutura energética do Oriente Médio danificada na guerra contra o Irã e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz para transportar petróleo e gás, segundo o jornal Wall Street Journal, que citou funcionários americanos e da região e documentos. A proposta está em discussão com vários países, entre eles Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e o valor inicial americano seria acompanhado por contribuições equivalentes dos parceiros, segundo o Investing.com. A Reuters, que reproduziu a reportagem, disse não ter conseguido verificar a informação de imediato. O jornal afirma que o conflito de sete meses danificou oleodutos e refinarias da região. Para o Investing.com, o anúncio sugere que Washington precisa reparar tanto a infraestrutura do Golfo quanto a confiança na parceria americana, depois de os ativos energéticos da região virarem alvo, e não elimina de imediato o prêmio de risco geopolítico embutido no preço do petróleo.
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu a 32%, o menor índice da sua carreira política, segundo pesquisa Reuters/Ipsos de quatro dias encerrada no domingo. A queda vem do desgaste de eleitores republicanos com o custo de vida num cenário de guerra com o Irã: 73% dos republicanos aprovam o desempenho dele, ante 82% na pesquisa da semana anterior, e apenas 17% aprovam a condução da política de custo de vida. Pela primeira vez, republicanos que desaprovam o desempenho dele nessa área superam os que aprovam, 51% a 44%. A pesquisa ouviu 1.277 adultos americanos e tem margem de erro de 3 pontos percentuais. A Reuters atribui a deterioração à alta dos preços da gasolina e do diesel desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro; as eleições legislativas americanas estão marcadas para 3 de novembro.
A construtora de Abu Dhabi Eagle Hills assinou nesta segunda-feira, em Dubai, um acordo de termos comerciais com o governo das Maldivas para o projeto Maldives Waterfront and Marina, em Ras Malé, com investimento previsto de cerca de US$ 20 bilhões ao longo das fases, segundo a SunOnline e a Plus, das Maldivas, e o jornal The National. O valor corresponde à estimativa total do empreendimento; a empresa não divulgou quanto investirá nem o cronograma. O governo maldiviano estima mais de 54 mil empregos, e o projeto segue o centro financeiro de US$ 8,8 bilhões acertado com a MBS Global Investments, de Dubai, em maio de 2025.
A Paramount Skydance fechou nesta segunda-feira um acordo com a Califórnia e mais onze estados que contestavam na Justiça a fusão com a Warner Bros. Discovery, informaram a Bloomberg e a Reuters. Segundo a Bloomberg, os estados conseguiram conselhos editoriais independentes para a CBS e a CNN; o Los Angeles Times informa que o acordo prevê US$ 1,5 bilhão em produção na Califórnia e o compromisso de não vender os dois estúdios. Na quinta-feira, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) autorizou investidores estrangeiros a deter 49,5% do capital da empresa – 38,5 pontos vêm de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, que entram com US$ 24 bilhões e ficam sem direito a voto.
O gabinete do aiatolá Mousa Shobeiri Zanjani anunciou na madrugada desta segunda-feira a morte do religioso, aos 98 anos, uma das principais fontes de emulação (marja’) do xiismo duodecimano e figura da escola de Qom, segundo a Mehr News e a Press TV. Ele estava internado havia dois dias em Qom. O aiatolá Ali al-Sistani, a maior autoridade xiita do Iraque, enviou mensagem de condolências, segundo a agência Shafaqna.
O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, defendeu no domingo um novo “marco de segurança regional” no Oriente Médio que inclua o Irã, e disse que a guerra contra a República Islâmica deve servir de alerta à região, segundo o Middle East Eye e a Al Jazeera. “O Irã é nosso vizinho”, afirmou Al Thani no Fórum Econômico do Catar, em Nova York. “Temos de agir juntos e com responsabilidade como região e garantir que tenhamos boas relações com o Irã. Esperamos que esta guerra seja um alerta para todos.” Em outro evento no domingo, o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a região precisa de uma “nova mentalidade” e defendeu que as negociações para encerrar a guerra incluam um elemento “árabe-iraniano”. As falas vieram horas depois de relatos, reproduzidos pelo Middle East Eye, de que Washington planeja retomar ataques diretos ao Irã após meses de violência reduzida.
A artilharia saudita voltou a atingir áreas povoadas da província de Saada, no norte do Iêmen, na fronteira com a Arábia Saudita, e a televisão al-Masirah, ligada aos houthis, afirmou que mais de 130 mísseis e obuses foram disparados em 12 horas contra os distritos de Az-Zahir e Haydan, segundo a agência russa TASS. O canal disse que o bombardeio continua. Do outro lado, a televisão al-Hadath, alinhada ao governo iemenita, informou que forças do governo retomaram várias posições no sul e no oeste da província de Taiz depois de combates, segundo a mesma agência. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, afirmou no domingo que 28 ataques aéreos atingiram as províncias de Taiz, Marib e Al-Jawf em 24 horas, segundo a agência chinesa Xinhua; uma fonte militar do governo disse à Xinhua que as forças do governo retomaram posições no oeste de Taiz, sem mudança nas linhas de frente. Os números de Saada são uma reivindicação da emissora controlada pelos houthis e não foram confirmados de forma independente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone no domingo com o presidente do Iêmen, Rashad al-Alimi, que pediu apoio americano contra os houthis, e não fez promessa direta de apoio militar, segundo quatro pessoas a par da conversa citadas pelo The Hindu. A Casa Branca e o ministro da Informação do Iêmen não responderam de imediato a pedidos de comentário. Trump já recusou pedidos sauditas de apoio militar contra o grupo, segundo a Reuters, e afirma em público que Washington mantém contato com os houthis, que dizem não atacar navios americanos. Os Estados Unidos designam o movimento como organização terrorista. A conversa ocorre depois de os houthis tomarem neste mês áreas ao longo do estreito de Bab al-Mandeb.
A agência britânica Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” quando entrava no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira; dois tripulantes tiveram ferimentos leves e o navio seguiu para o próximo porto por meios próprios, sem impacto ambiental relatado. A UKMTO não divulgou a identidade do navio nem a origem do projétil e disse que as autoridades investigam, segundo a Associated Press (AP) e a agência Anadolu. O boletim do Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), ligado à UKMTO, registra quatro incidentes de segurança com navios mercantes no estreito entre 14 e 18 de setembro, três deles causados por projéteis não identificados.
Combatentes houthis avançavam nesta segunda-feira para tomar alturas estratégicas na província de Taiz, no Iêmen, para cortar o litoral do mar Vermelho das forças restantes do governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo a Reuters. O The New York Times noticiou que o governo de Donald Trump preparou ataques aéreos contra o grupo no domingo, a pedido do príncipe herdeiro saudita, e que Trump os cancelou no último momento, com as bombas já sendo carregadas nos aviões; a Reuters não conseguiu confirmar o relato e o Comando Central dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário. O The Hindu informou, citando fontes, que Trump não prometeu apoio militar ao presidente iemenita Rashad al-Alimi em ligação telefônica, apesar do pedido.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em 23 de setembro, sob a ameaça de sanções secundárias a quem lhes prestar serviços: “se pousarem, você não pode fornecer combustível, não pode fornecer serviços de pouso, não pode vender passagens, ou será excluído do sistema do dólar”, afirmou à CNBC. Bessent disse ainda que a China se mostrou “muito engajada” na campanha de pressão econômica contra o Irã, um dia depois de se reunir em Nova York com o vice-premiê chinês He Lifeng, segundo a Reuters e o The Hindu.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 164 pessoas morreram e 516 ficaram feridas no Iêmen entre 13 e 18 de setembro, 680 mortos e feridos na semana, e que desde 6 de agosto contabiliza 3.672 vítimas, entre 674 mortes e 2.998 feridos. A província de Lahj, no sudoeste, concentrou 58 mortes e 226 feridos em seis dias. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse que 129.438 pessoas foram deslocadas em sete províncias e que 11.352 deixaram suas casas em apenas três dias, desde 18 de setembro.
Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que 22 petroleiros, em sua maioria VLCC (very large crude carrier), deixaram o Estreito de Ormuz na semana de 13 de setembro com 42 milhões de barris de cru, com Arábia Saudita e Iraque respondendo por 43% do volume cada um. O VLCC Pinios transferia nesta segunda-feira 2 milhões de barris de cru iraquiano Basrah ao largo de Fujairah para outro VLCC, o New Constant, com destino à China. Ataques dos houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a estatal saudita a ampliar as exportações pelo Estreito neste mês, e não há carregamentos visíveis no porto de Yanbu, no mar Vermelho, desde 16 de setembro.
Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam o distrito de Hayfan, na província de Taiz, no Iêmen, informou a televisão al-Masirah, controlada pelos houthis, segundo o Middle East Eye; o canal não divulgou vítimas nem danos. O ataque ocorre enquanto as forças houthis avançam pelo oeste do país e afirmam controlar boa parte do litoral do mar Vermelho, aproximando-se do estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas centrais do comércio marítimo mundial. O dirigente houthi Mohamed al-Bukhaiti disse à Associated Press (AP) que o grupo pode lutar em várias frentes se Estados estrangeiros entrarem no conflito, e que as operações no mar Vermelho têm como alvo a Arábia Saudita. Ele afirmou que navios americanos e de outros países não estão entre os alvos. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que as hostilidades no Iêmen deslocaram ao menos 125 mil pessoas desde o início de setembro, segundo o Middle East Eye.
A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que os Estados Unidos recusaram vistos para a equipe de comunicação do presidente Masoud Pezeshkian, que o acompanharia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e a Al Arabiya reproduziu a informação citando a agência estatal. Washington havia autorizado na semana passada a viagem da delegação principal, chefiada por Pezeshkian, e a rádio pública americana National Public Radio (NPR) relata que os integrantes autorizados terão limites estritos de circulação e de compras, fiscalizados pela segurança diplomática. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, passou por Doha a caminho de Nova York para consultas sobre a guerra, segundo a agência estatal iraniana. A recusa de vistos ocorre com o conflito perto de completar meio ano e depois de os Estados Unidos terem negado visto ao presidente palestino Mahmoud Abbas e à delegação palestina, segundo a BBC.
Os houthis do Iêmen disseram ter lançado mísseis balísticos e de cruzeiro e drones contra Riad e contra instalações da Aramco em Yanbu, no litoral do mar Vermelho, segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya al-Sarea. A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído um míssil balístico disparado contra a capital, sem confirmar outros ataques nem vítimas, segundo a BBC, a Associated Press (AP) e a Al Jazeera. A AP registra que foi a primeira vez que Riad foi alvo desde que a escalada com os houthis, apoiados pelo Irã, abriu uma nova frente na guerra do Irã.
A Embaixada Virtual dos Estados Unidos no Irã publicou um alerta de segurança pedindo que americanos não viajem ao país “por nenhum motivo” e que os que estão lá saiam imediatamente, citando possível cancelamento de voos, fechamento de espaço aéreo e mudanças nas regras de fronteiras terrestres, segundo a Fox News e a agência ANI. O texto lembra que Washington não mantém embaixada nem representação consular no Irã, com a Suíça atuando como potência protetora dos interesses americanos, e recomenda que os cidadãos planejem meios alternativos de comunicação. No sábado, o Departamento de Estado já havia orientado americanos no Oriente Médio a redobrar a vigilância e a se preparar para interrupções de viagem, depois de novos ataques dos houthis à Arábia Saudita. O alerta repete orientação dada várias vezes ao longo do ano e sai às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com uma proposta iraniana de encerramento da guerra ainda sem resposta americana e com o bloqueio dos portos iranianos mantido pelos Estados Unidos.
O governador do Banco Central do Catar, Bandar bin Mohammed bin Saoud Al Thani, disse à Bloomberg que cerca de 17% da receita de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do país foi perdida com o conflito na região e que os danos à infraestrutura de gás são “enormes”, com prazo de dois a três anos para a recuperação total, segundo a TASS. Em março, o presidente-executivo da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, havia estimado em até cinco anos o reparo de duas das 14 unidades de liquefação atingidas por ataques iranianos (12,8 milhões de toneladas por ano de capacidade, o equivalente a cerca de US$ 20 bilhões em receita anual).
O Centro de Estatística do Irã informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 10,1% entre 21 de março e 20 de junho, o primeiro trimestre do calendário persa, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a AFP e a Al Jazeera. A extração de petróleo e gás caiu 26,4%, o PIB sem o setor de petróleo recuou 4,6% e a inflação média de doze meses chegou a 69,9%, conforme os dados oficiais.
A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), agência britânica que monitora o tráfego marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil não identificado” durante trânsito de entrada no Estreito de Ormuz e que dois tripulantes sofreram ferimentos leves, segundo a Mehr News, que cita a agência; a UKMTO orientou os navios a transitar com cautela.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou nesta segunda-feira que, em caso de novo ataque americano, vai introduzir “novas armas com novas capacidades” no campo de batalha e atingir alvos ainda não atacados, segundo a AP; a força diz estar preparada para uma “guerra prolongada”. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse, segundo a agência Tasnim, que Teerã enviou ao Catar uma lista de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz, e Mohsen Rezaei afirmou à Al Jazeera que elas incluem o fim da guerra em todas as frentes, a liberação dos fundos congelados e o fim do bloqueio naval.
Os Estados Unidos emitiram alerta de viagem e pediram que seus cidadãos deixem o Irã, segundo o The Hindu, e a Guarda Revolucionária (IRGC) ameaçou “mudanças significativas” em caso de novos ataques americanos, segundo o Middle East Eye e o TASS.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu três vezes no fim de semana, segundo a Reuters citada pelo TASS, e a Reuters descreve em análise que as transferências em vaivém mantêm o petróleo circulando “a um custo alto”. O Hindustan Times registra escassez de petroleiros pressionando o preço dos combustíveis.
O comando militar iraniano afirma que os Estados Unidos se preparam para retomar os ataques contra o país, segundo a Al Jazeera; a acusação é de Teerã e não foi confirmada por Washington.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, homenageou os estudantes mortos no bombardeio de Minab, segundo o Mehr News, e Teerã acusou a França de “lágrimas de crocodilo” por cobrar liberdades no Irã sem se pronunciar sobre o ataque à escola, relata o Hindustan Times. As duas fontes reproduzem a posição iraniana.
A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirma ter derrubado mais um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News e o Middle East Eye; a alegação é da própria IRGC e não teve confirmação independente.
Cerca de uma dúzia de navios cruzaram o Estreito de Ormuz ao longo do fim de semana, segundo o Middle East Eye e a Mehr News; a Reuters relata que o tráfego segue muito abaixo do normal, com embarcações passando “a conta-gotas”.
A QatarEnergy afirmou que a crise no Estreito de Ormuz pode atrasar alguns de seus projetos de expansão, segundo o Middle East Eye e a Reuters.
Riad confirma corte de produção para outubro