Matérias e notas sobre Egito.
O Egito reabriu neste sábado sua embaixada em Trípoli após 12 anos de ausência, em aproximação com a administração baseada no oeste da Líbia, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores no Cairo.
O Cairo vinha sendo um dos principais apoiadores do comandante militar do leste líbio, Khalifa Haftar, rival do governo sediado em Trípoli.
A sede histórica da embaixada estava fechada desde janeiro de 2014, quando o Egito alegou razões de segurança diante da deterioração da situação no país, e o chanceler Badr Abdelatty reabriu o prédio na presença de El-Taher El-Baour, ministro interino das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Líbia.
Dois oficiais do Exército egípcio, entre eles um oficial superior da guarda de fronteira, foram mortos numa operação contra a mineração ilegal de ouro na fronteira sul com o Sudão, anunciou na quinta-feira o coronel Gharib Abdel-Hafez, porta-voz oficial das Forças Armadas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. O porta-voz não informou quando os dois morreram.
A campanha começou em junho no Deserto Oriental e as três primeiras fases foram concluídas; a quarta começaria no sábado. Segundo o porta-voz militar, as autoridades detiveram 151 egípcios e 540 estrangeiros durante a campanha.
Em outubro, o grupo de direitos Emergency Lawyers afirmou que ao menos 72 garimpeiros foram mortos num ataque aéreo no norte do Sudão, perto da fronteira egípcia, e atribuiu o ataque à Força Aérea do Egito.
O Canal de Suez registrou em outubro receita de US$ 724 milhões, a maior mensal desde o início dos ataques houthis a navios no Mar Vermelho, em 2023, com 1.490 embarcações e 88 milhões de toneladas de arqueação líquida, segundo Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês), em painel da Associação de Empresários Egípcios. Ante outubro do ano anterior, a receita de trânsito cresceu 94%, o número de navios subiu 32% e a tonelagem avançou 86%.
A guerra com o Irã dobrou o que o Egito paga pelo gás natural liquefeito (GNL) importado, e o Cairo vem adiando carregamentos para 2027 e queimando óleo combustível em suas usinas para segurar a conta. O país pediu aos fornecedores que empurrassem cinco dos 15 carregamentos de GNL previstos para novembro para 2027, somando-se a cerca de 15 já adiados desde julho. Segundo autoridade de governo citada pelo Asharq Bloomberg, o preço de um único carregamento subiu até 100% desde setembro e passou de US$ 100 milhões. A produção doméstica de gás caiu para 3,63 bilhões de pés cúbicos por dia em agosto, com o declínio dos campos antigos mais rápido que a entrada de novos poços em operação.
Egito e Sudão reafirmaram em declaração conjunta de 2 de novembro, após a terceira rodada do mecanismo “2+2” de chanceleres e ministros da irrigação no Cairo, que a operação etíope da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) sem acordo vinculante ameaça a segurança hídrica a jusante, segundo a mídia local egípcia.
O acordo de 1959, invocado pelos dois países, alocou 55,5 bilhões de metros cúbicos anuais ao Egito e 18,5 bilhões ao Sudão, sem qualquer previsão para a Etiópia, que não era parte do tratado.
A barragem, construída com financiamento doméstico, tem capacidade instalada de cerca de 5.150 megawatts e reservatório de aproximadamente 74 bilhões de metros cúbicos, o maior projeto hidrelétrico da África.
A Aliança Nacional para o Trabalho de Desenvolvimento Civil do Egito (NACDW) lançou neste sábado o 14º comboio humanitário para a Faixa de Gaza, com mais de 100 caminhões e cerca de 1.400 toneladas de suprimentos, segundo o Egypt Today e a Xinhua.
O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
A jornalista Lina Attalah foi libertada da custódia após o pagamento de uma multa de 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil), disse seu advogado, Hassan al-Azhari, segundo o Le Monde.
A Justiça egípcia ordenou o fechamento do Mada Masr e multou Attalah em 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil) por operar um site sem licença, informou a Al Jazeera. Durante os procedimentos de soltura, ela soube que havia sido condenada à revelia em 2024 a um ano de prisão, sob acusações de publicar notícias falsas e operar um site sem licença.
O dirigente houthi Mohammed Ali al-Houthi disse nesta terça-feira que a decisão do parlamento do Egito de autorizar apoio militar à Arábia Saudita para se defender dos ataques do grupo equivale a uma declaração de guerra, segundo a Channel News Asia. A declaração faz parte de um comunicado que reage à visita de segunda-feira a Teerã do ministro da Defesa saudita, ao lado do chefe do Exército do Paquistão e do chefe de inteligência da Turquia, em uma tentativa de reduzir as tensões na guerra do Oriente Médio.
Um tribunal egípcio condenou nesta terça-feira a editora-chefe do Mada Masr, Lina Attalah, por operar um site sem licença e ordenou o fechamento do veículo independente, segundo o Middle East Eye. Attalah foi levada sob custódia após a condenação, à espera de pagamento de fiança, informou a Reuters, em texto republicado pelo site KFGO.
O Parlamento do Egito autorizou nesta segunda-feira o Exército a prestar apoio à defesa da Arábia Saudita, se solicitado, segundo a Reuters, citando parlamentares e a mídia local. A decisão responde à intensificação dos ataques dos houthis, aliados do Irã, contra o reino saudita. O Parlamento deu ao presidente Abdel Fattah el-Sisi sinal verde para tomar as medidas necessárias à defesa da Arábia Saudita, segundo a Bloomberg.
Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou na quarta-feira que o memorando assinado entre a Turquia e o governo do leste da Líbia, liderado por Khalifa Haftar, “é nulo e sem efeito, não tem efeito legal, e que sua ratificação pela Câmara de Representantes líbia não acarreta consequência jurídica alguma para o Egito”.
Na terça-feira, o governo do leste da Líbia aprovou o acordo com a Turquia que estabelece uma fronteira marítima entre os dois países apesar da presença de ilhas gregas, sobretudo Creta, entre as costas. O chanceler turco Hakan Fidan rejeitou as críticas do Egito, da Grécia e de Israel.
Israel condenou na quarta-feira a decisão do parlamento do leste da Líbia, a parte dividida do país, de ratificar um memorando de entendimento com a Turquia sobre demarcações marítimas no Mediterrâneo, segundo o Times of Israel. A chancelaria israelense afirmou que o acordo fere os direitos soberanos de seus aliados próximos na região e que, mais uma vez, a Turquia trabalha para desestabilizar o Mediterrâneo oriental. O Egito reiterou que o memorando “é nulo” e “não possui efeito jurídico”.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse que o apoio militar egípcio à Arábia Saudita se limitaria a defender o território e as fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a presidência na quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A declaração saiu enquanto o chanceler egípcio Badr Abdelatty e o chefe da inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência estatal saudita SPA.
O Parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre autorizar as Forças Armadas a apoiar a Arábia Saudita, informou a Câmara dos Deputados na segunda-feira, segundo o Al Jazeera. O texto encarrega o Parlamento de autorizar o presidente Abdel Fattah el-Sisi a aprovar qualquer pedido saudita de assistência de defesa.
Empresas de construção egípcias vistoriaram terrenos nas ruínas do sul da Faixa de Gaza para um projeto habitacional apelidado “Green Rafah”, segundo fontes egípcias ouvidas pelo Middle East Eye. O bairro proposto abrigaria inicialmente cerca de 20 mil palestinos e seria supervisionado por uma força multinacional cujo deslocamento para várias partes da Faixa de Gaza é esperado sob o acordo de paz de Sharm el-Sheikh.
O parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre a autorização de potencial apoio militar para ajudar a defender a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões de segurança na região, segundo a TRT World. O adiamento de uma semana deixa a decisão pendente enquanto os parlamentares se preparam para retomar as deliberações ainda neste mês.
A presidência do Egito disse que o país está pronto a dar à Arábia Saudita todo o apoio de que ela precisa para defender sua segurança e estabilidade, segundo o Korea Herald. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu uma sessão urgente do parlamento para autorizar as forças armadas, uma das maiores do mundo árabe, a ajudar a defender o aliado do Golfo caso o reino solicite apoio. A medida ocorre enquanto os houthis do Iêmen intensificam seus ataques ao reino saudita.
Os chanceleres do Irã, Abbas Araghchi, e do Egito, Badr Abdelatty, conversaram por telefone no domingo à noite, segundo a Mehr News. Na conversa, revisaram os desdobramentos regionais e discutiram esforços e iniciativas diplomáticas para reduzir tensões e manter a estabilidade na região.
O presidente Abdel Fattah al-Sisi pediu neste sábado uma sessão parlamentar de emergência para aprovar qualquer pedido saudita de assistência de defesa, caso o Egito o receba de Riad, segundo o Ahram Online. Sisi disse que o país está preparado para tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a estatal Nile TV.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o país está pronto a tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a emissora estatal Nile TV, em texto da Xinhua. Sisi disse que a medida requer aprovação do parlamento e pediu ao parlamento uma sessão de emergência para autorizar o país a agir caso seja solicitado a intervir: “Não estou falando de travar guerra contra ninguém; falo estritamente em termos de defesa”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, se reuniu com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty, em Bagdá, no sábado, à margem da reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), segundo a agência iraniana Mehr News.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse no sábado que seu mandato presidencial termina em 2030 e que a questão de sua saída do cargo está “resolvida e não será discutida”, segundo o Middle East Eye.
O Cairo recebe na quarta e na quinta-feira reuniões de grupos palestinos, incluindo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a Jihad Islâmica Palestina e o Hamas, sobre divisões internas, unidade e eleições, segundo fontes ouvidas pela Al Jazeera, em texto republicado pelo Middle East Eye. O porta-voz do Fatah, Abdel Fattah Dawla, disse à Anadolu que as reuniões preparam um diálogo mais amplo e buscam consenso entre as facções, em texto republicado pelo Middle East Eye.
Badr Abdelatty, do Egito, pediu ao iraniano Abbas Araghchi ajuda para reduzir as tensões regionais e exigiu que os ataques contra a Arábia Saudita parem de imediato, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que Abdelatty descreveu os ataques como “inaceitáveis” e que não havia “justificativa para esses ataques”. Abdelatty também pediu que Teerã e Washington retomem as conversas, dizendo que a diplomacia é a única via para resolver as disputas e evitar mais instabilidade.
Um ataque aéreo matou ao menos 72 civis que buscavam ouro em uma região de fronteira do Sudão, segundo a BBC. O ataque ocorreu a centenas de quilômetros das linhas de frente da devastadora guerra civil sudanesa, segundo o The New York Times. O grupo de direitos Emergency Lawyers, sediado em Cartum, acusou as forças armadas egípcias de atingir garimpeiros civis na área de North Wadi, em Jabal al-Uqaydat, segundo a Al Jazeera.
72 mineiros civis morreram num ataque aéreo de sábado na fronteira entre Egito e Sudão, segundo informação preliminar da organização Emergency Lawyers, citada pela Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24, com o levantamento das vítimas ainda em curso. A organização atribuiu o ataque à Força Aérea egípcia, e a AFP disse não ter como confirmar o relato de forma independente.
O grupo Emergency Lawyers acusou a força aérea egípcia de um ataque no sábado que matou 72 garimpeiros civis numa mina de ouro na fronteira Sudão-Egito, segundo informações preliminares do grupo, que disse que os esforços de documentação e verificação continuam. O Sudan Tribune informou que ao menos cinco ataques atingiram a mina de Al-Uqaydat, perto do mercado de Al-Ansari, no estado do Rio Nilo, segundo Mirghani Malik, garimpeiro da área. O veículo afirmou não ter conseguido verificar de forma independente o número de mortos nem identificar as aeronaves.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) notificou o Congresso na semana passada da aprovação de mais de US$ 2 bilhões em vendas de armas para o Egito, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, segundo o Middle East Eye.
O Egito comprará mais de 2.000 mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 lançadores, por cerca de US$ 832 milhões.
A compra mais cara do pacote é a dos Emirados Árabes Unidos, de até 10.000 kits guiados a laser APKWS-II, por cerca de US$ 1,04 bilhão; o Kuwait comprará serviços e peças para baterias Patriot por US$ 400 milhões.
O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de mais de 2 bilhões de dólares em sistemas de armas ao Egito, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos, em notificação ao Congresso na semana passada, segundo o Middle East Eye. A compra mais cara do pacote é dos Emirados: até 10 mil kits do sistema Advanced Precision Kill Weapon System-II (APKWS-II), que transformam foguetes não guiados em munições de precisão, por cerca de 1,04 bilhão de dólares. O Egito foi autorizado a comprar mais de 2 mil mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 unidades lançadoras, por cerca de 832 milhões de dólares.
Em entrevista ao site haredi Hashtiblach na segunda-feira, o ministro israelense Bezalel Smotrich disse que Israel destruiria o Sinai caso o Egito atacasse Israel, segundo o The Jerusalem Post. Apresentadores egípcios responderam com ameaças a Tel Aviv, ao aeroporto Ben-Gurion e a Netanyahu. O jornalista Ahmed Moussa afirmou que os 120 milhões de egípcios morreriam defendendo o Egito. Não houve resposta oficial imediata das autoridades egípcias, apenas reações de jornalistas, parlamentares e influenciadores próximos às autoridades, segundo o Middle East Monitor.
O enviado dos Estados Unidos, Massad Boulos, reuniu-se no sábado, 4 de outubro, com o general sudanês Abdel-Fattah Burhan em almoço oferecido pelo presidente egípcio, segundo a AP em texto republicado pelo The Hindu, e disse que os esforços visam restaurar a segurança e a estabilidade e iniciar a reconstrução e o desenvolvimento por meio de um diálogo nacional inclusivo liderado pelo Sudão.
Egito, Eritreia, Somália e Sudão pediram soluções políticas e pacíficas em meio à escalada dos conflitos na região, segundo a Al Jazeera, em declaração conjunta no domingo após reunião em New Alamein City, no Egito; a declaração disse ainda que o controle do Mar Vermelho deve permanecer com os Estados costeiros.
Forças federais etíopes controlavam totalmente Mekelle, capital regional dos rebeldes do Tigré, segundo um jornalista local, no domingo em que os rivais regionais da Etiópia se reuniam no Egito. Os presidentes de Egito, Somália, Sudão e Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, tinham reunião marcada em Alamein no domingo para discutir o conflito, conforme a AFP. A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirmou ter saído temporariamente de Mekelle para operar de outro lugar, segundo a Al Jazeera.
Um tribunal de Roma condenou três oficiais de segurança egípcios a 10 anos pelo sequestro de Giulio Regeni, segundo o The Independent. Os condenados são o major Magdi Ibrahim Abdelal Sharif, para quem a acusação pedia prisão perpétua, e os coronéis Uhsam Helmi e Athar Kamel Mohamed; o quarto réu, o general Tariq Sabir, foi absolvido, segundo a ANSA. Regeni foi sequestrado em 25 de janeiro de 2016 enquanto pesquisava sindicatos independentes do Egito para o doutorado em Cambridge, segundo a BBC.
Um tribunal italiano condenou três agentes de segurança egípcios pelo sequestro do estudante Giulio Regeni, segundo a Al Jazeera. Na segunda-feira, os três foram sentenciados a 10 anos de prisão por sequestro agravado e um quarto réu foi absolvido. A juíza disse que o major Magdi Sharif, da Inteligência Geral do Egito, o coronel da polícia Hisham Helmy e o coronel Ather Kamal eram culpados do sequestro agravado de Regeni, segundo a Reuters, em texto republicado pela Internazionale.
Os combates entre a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e o governo federal da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, recomeçaram na quarta-feira, levantando o temor de um retorno à guerra civil de 2020–2022, na qual morreram cerca de 600 mil pessoas. O Exército do Sudão negou no domingo as acusações do comandante do Exército etíope de que o Sudão e o Egito apoiam grupos armados que combatem tropas etíopes no norte do país, em comunicado que as chamou de “infundadas”, segundo a Al Jazeera.
O chefe do Exército da Etiópia acusou o Egito e o Sudão de apoiar uma nova aliança de grupos armados que tenta remover o primeiro-ministro Abiy Ahmed, segundo a Euronews. O marechal Birhanu Jula disse que nem a Eritreia nem a Frente de Libertação do Povo Tigré (FLPT) conseguiria nada sozinha sem apoio externo, segundo a France 24. A acusação ocorre com a retomada dos combates no norte da Etiópia, segundo a Euronews.
Os chanceleres de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão afirmaram em comunicado conjunto nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o direito de a Arábia Saudita se defender conforme o direito internacional e destacaram a necessidade de preservar a segurança da navegação na região, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen, noticiado pela Reuters e publicado pelo Middle East Eye e pelo Times of India. Os quatro ministros se reuniram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, manifestaram “profunda preocupação” com os conflitos em curso na região, disseram que o diálogo e a diplomacia são o único caminho para uma solução sustentável e declararam apoio ao governo do Iêmen em seus esforços de estabilidade e paz. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, estabelece que um ataque armado contra um dos três países será considerado ataque contra todos, segundo a BBC.