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Tema: Arábia Saudita

Matérias e notas em que Arábia Saudita é ator central.

Fluxo

O Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou que ao menos 33 pessoas morreram e 39 ficaram feridas em ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita a um vilarejo perto de Sanaa, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. Os ataques atingiram casas na cidade de Bani Hushaysh, reduto houthi a leste da capital, e a maioria dos mortos eram mulheres e crianças, segundo o ministério e a agência Saba. O Centro de Comunicação Internacional da Arábia Saudita afirmou que está investigando o relato. Um diretor de hospital em Sanaa disse que os ataques não param e que equipes de resgate foram atingidas ao chegar, com profissionais de saúde entre os mortos.

A autoridade de Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu neste sábado um aviso de liberação total para a província de Jazan, no sudoeste do país, após um alerta anterior de possível perigo na área. Jazan abriga uma refinaria da Aramco com capacidade de 400 mil barris por dia. O sul da Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen, tem sofrido ataques repetidos de mísseis e drones houthis contra alvos militares e infraestrutura energética, incluindo a refinaria de Jazan, desde a retomada dos combates no Iêmen em julho.

Ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita atingiram o vilarejo de Al-Shariya, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis informou à agência Saba que 36 pessoas ficaram feridas. Mídia ligada ao movimento houthi afirma que ao menos 25 pessoas, entre mulheres e crianças, morreram em ataques aéreos da Arábia Saudita. A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente, não se pronunciou sobre o ataque. Segundo as Nações Unidas, mais de 1.600 pessoas morreram e mais de 300 mil foram deslocadas desde a retomada dos combates no Iêmen.

Os houthis afirmam que ao menos 25 pessoas morreram e 30 ficaram feridas em ataques aéreos que atribuem à coalizão liderada pela Arábia Saudita. Mídia ligada ao grupo relata ainda nove ataques contra redes de telecomunicações na província de Sa’ada.

Uma fonte diplomática síria disse à agência estatal SANA que a Síria não tem planos de enviar forças militares ao Iêmen e chamou de infundados os relatos sobre um possível deslocamento. Segundo a fonte, a cooperação militar com a Arábia Saudita se concentra hoje em treinar forças sírias, ampliar capacidades e trocar experiência militar. Visitas de coordenação de autoridades sauditas à Síria começam no mês que vem, e a cooperação pode evoluir para um acordo de defesa mútua ou para a adesão síria ao Acordo de Defesa Conjunta de Meca, dependendo dos interesses compartilhados dos dois países.

A Síria envia assessoria militar e treinamento à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário estadunidense, em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino, segundo o alto funcionário estadunidense. Um diplomata sírio de alto escalão disse que qualquer sugestão de deslocamento militar nesta fase é prematura e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O pacto de defesa entre os dois países foi assinado em 4 de novembro de 2026, durante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad, sem que detalhes tenham sido divulgados. Washington pediu que Damasco aja com cautela, argumentando que um envolvimento sírio na guerra do Iêmen pode arrastar o país para o conflito regional mais amplo.

A agência Saba, ligada aos houthis, informou que o número de mortos em bombardeios sauditas na região de Sanaa subiu para 22, incluindo mulheres e crianças, e o de feridos, para 30. Os bombardeios atingiram residências em Al Shariyah, na província de Sanaa. A agência afirmou que, enquanto eram realizadas operações de resgate, a força aérea saudita atacou equipes de resgate em duas ocasiões. As autoridades sauditas não haviam se manifestado sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Novo bombardeio em al-Shariyah, no distrito de Bani Hushaysh, a leste de Sanaa, tem saldo preliminar divergente: um responsável de saúde houthi falou em 22 mortos, a mídia houthi relatou ao menos 15 mortos, a maioria mulheres e crianças, e cerca de 30 feridos, enquanto o escritório de saúde do distrito disse que as equipes recuperaram 11 corpos sob os escombros de cinco casas destruídas e que o número segue preliminar. As forças do governo iemenita reivindicaram três ataques aéreos contra posições houthis em al-Misrakh, na província de Taiz, num momento em que o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Laurent Bukera, alerta que o sistema de saúde de Taiz está “perto do colapso” e o Programa Mundial de Alimentos afirma que o conflito bloqueia ajuda vital a 800 mil pessoas.

O Ministério da Saúde dos houthis afirmou que ataques aéreos sauditas mataram 30 pessoas em um mercado de legumes em Al-Waziya, na província de Taiz, na sexta-feira, enquanto as forças do governo iemenita acusaram o grupo de disparar um míssil balístico contra o mercado e as autoridades de Taiz negaram que houvesse ataques aéreos, atribuindo a explosão a “disparos indiscriminados de mísseis houthis”. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, disse que aeronaves sauditas atingiram o mercado com vários ataques. A agência Saba, dos houthis, disse que ataques aéreos sauditas mataram 11 pessoas, entre mulheres e crianças, em casas na área de Al-Shariyah, província de Sanaa, no sábado, e que aeronaves atingiram paramédicos com dois ataques.

Parlamentares turcos ratificaram na quinta-feira, 5, um acordo de cooperação em defesa entre Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, enquanto Riad busca apoio regional no conflito com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã – o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, de 16 artigos e assinado em agosto, obriga os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos, foi aprovado por 279 votos a 119 num parlamento de 600 cadeiras apesar da objeção da oposição, que alegou risco de arrastar a Turquia a guerras regionais, prevê secretariado na Arábia Saudita sob o general paquistanês reformado Nauman Mahmood e vale por 10 anos. O Artigo 2º prevê assistência imediata ao membro atacado com “toda a gama de medidas de assistência mútua”, e autoridades turcas dizem que o acordo é defensivo e que nenhuma tropa turca será enviada para combater no Iêmen ou atacar os houthis.

A Síria envia assessores e equipes de treinamento militar à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino enquanto Riad enfrenta ataques dos houthis do Iêmen, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário dos Estados Unidos (EUA). O alto funcionário dos EUA disse que as equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino para melhorar sua eficácia de combate. Um alto diplomata sírio afirmou que “qualquer sugestão de desdobramentos militares nesta fase é prematura” e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O acordo de cooperação de defesa sírio-saudita assinado na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”, disse o diplomata. Um alto funcionário saudita afirmou que a partilha de experiência com a Síria é “principalmente para reestruturar as forças sírias”, mas que os parceiros sírios ajudam com experiência de combate contra milícias.

A Síria enviou um número limitado de militares à Arábia Saudita para prestar assessoria e treinamento, segundo a Reuters, que citou duas fontes militares sírias e um alto funcionário norte-americano. Segundo essas fontes, conselheiros e equipes de treinamento seguem para o reino para instruir unidades sauditas e iemenitas e melhorar sua eficácia de combate, e dezenas de militares viajaram ao país nas últimas semanas. Um alto diplomata sírio disse à Reuters que “qualquer sugestão de deslocamentos militares neste momento é prematura” e que o foco de Damasco segue em segurança interna, proteção de fronteiras e reconstrução. Ele afirmou que o acordo de cooperação em defesa assinado pelos dois países na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”. Síria e Arábia Saudita assinaram o acordo de defesa na quarta-feira, durante a segunda visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad em menos de um mês.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos Houthis do Iêmen sobre a região de Medina, e o grupo negou ter realizado qualquer ataque contra o reino. Os Houthis negam repetidamente atingir Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islã, e rejeitam acusações anteriores da coalizão de que lançaram drones contra elas. Os ataques transfronteiriços entre a coalizão, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, e os Houthis, que controlam a capital Sanaa, se intensificaram no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Três ataques aéreos atingiram na manhã desta sexta-feira o mercado de gado de Al-Hadhara, no distrito de Al-Wazi’iyah, província de Taiz, enquanto estava cheio de civis e compradores, causando dezenas de vítimas, segundo a emissora Al-Masirah. A agência iemenita Saba informou que mais de 30 civis foram mortos ou feridos nos ataques, número ainda preliminar. Nas 24 horas anteriores, o Ministério da Saúde em Sanaa, controlada pelos houthis, registrou nove mortos, incluindo três crianças, e 14 feridos, e o balanço acumulado desde o início da escalada chegou a 276 mortos e 654 feridos até 5 de novembro. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, disse que defesas antiaéreas interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos houthis lançados contra Najran.

O Parlamento da Turquia ratificou nesta sexta-feira o pacto de defesa de Meca, assinado em agosto com a Arábia Saudita e o Paquistão. A ratificação foi aprovada por 279 votos a 119, com 398 dos 592 deputados presentes. O acordo de 16 artigos compromete os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos e prevê cooperação militar, troca de inteligência e laços na indústria de defesa. Qualquer envio de tropas turcas exigirá aprovação separada do parlamento. O ministro da Defesa, Yasar Guler, afirmou que Ancara não prevê entrar em conflito com os houthis. O governo da Síria já manifestou interesse em aderir ao pacto. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve publicar a lei no Diário Oficial ainda nesta semana, colocando-a em vigor.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico lançado pelos Houthis rumo à região de Medina e abateram um drone do grupo na Província Oriental. Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia condenaram a tentativa de atingir Medina e reafirmaram solidariedade à Arábia Saudita, com o Bahrein pedindo ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) medidas dissuasórias contra os Houthis. Os Houthis rejeitaram as alegações de que tenham mirado Medina.

O parlamento da Turquia ratificou o pacto de defesa com a Arábia Saudita e o Paquistão, que inclui cláusula de defesa coletiva e compromete o segundo maior exército da Otan com a defesa de Riad. A votação terminou com 279 votos a favor e 119 contra, com 398 dos 592 deputados presentes. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto de 2026 pelos três países, segundo a Sputnik, e prevê que um ataque armado a qualquer dos signatários seja considerado ataque aos três. O texto entra em vigor depois de assinado pelo presidente turco. A ratificação cria obrigação formal de defesa mútua de Ancara com a Arábia Saudita, mas não envia tropas turcas ao país por si só. Um deputado do partido governista disse à Reuters no mês passado que a Turquia também enviará ao parlamento um mandato para enviar militares à Arábia Saudita sob o pacto.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta quinta-feira que a defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico dos houthis lançado contra a região de Medina, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, em publicação no X. O anúncio saiu minutos depois de a Defesa Civil saudita alertar para risco potencial na área do porto de Yanbu, e não estava claro se os dois eventos estavam ligados. A coalizão não divulgou o alvo pretendido do míssil nem informou se a interceptação causou danos. Os houthis dizem repetidamente que suas forças não têm como alvo as cidades santas de Meca e Medina, mas atacam aeroportos, infraestrutura de energia e instalações militares sauditas. Yanbu, no mar Vermelho, é o terminal do oleoduto Leste-Oeste que permite à Arábia Saudita escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.

O Parlamento da Turquia ratificou nesta quinta-feira o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado com a Arábia Saudita e o Paquistão, por 279 votos a 119 em uma casa de 600 cadeiras, apesar das objeções de partidos de oposição que argumentaram que o texto pode arrastar o país para guerras regionais. O pacto tem 16 artigos e obriga as três partes a tratar um ataque contra uma delas como ataque contra todas, além de prever compartilhamento de inteligência e cooperação na indústria de defesa. O secretariado do grupo ficará na Arábia Saudita, e o general paquistanês reformado Nauman Mahmood foi escolhido seu primeiro secretário-geral, para mandato de três anos. O acordo vincula as partes por dez anos. Autoridades turcas dizem que o entendimento é defensivo e que nenhum soldado do país será enviado para combater no Iêmen ou atacar os houthis. O envio de tropas ao exterior depende de aprovação parlamentar separada, segundo o presidente da comissão de Relações Exteriores, Fuat Oktay. A ratificação dá a Ancara uma obrigação formal de defesa mútua em relação a Riad, mas não envia forças por si só. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto, em Meca, pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, segundo a agência Anadolu.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que sua defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis contra a região de Medina, em publicação do porta-voz Turki al-Malki no X. O anúncio saiu minutos depois de a defesa civil saudita alertar sobre perigo potencial na área do porto de Yanbu, e não ficou claro se os dois eventos estavam ligados. O comunicado da coalizão se refere à região de Medina e não especifica se o míssil ia em direção à cidade. Em 30 de outubro, a coalizão já havia relatado a interceptação de drones houthis nas regiões de Medina e Meca.

O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais. O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares. O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.

A Arábia Saudita emitiu nesta quinta-feira alertas sobre perigo potencial em Yanbu, centro de exportação de petróleo do reino no Mar Vermelho, em meio a ataques houthis que, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Ground News, abriram outra frente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen disse ter destruído um míssil lançado pelo grupo contra Medina, cidade sagrada do islã.

A Síria e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação em defesa e seis acordos de empréstimo do Fundo Saudita de Desenvolvimento, no valor de US$ 403 milhões, na segunda visita do presidente Ahmed al-Sharaa a Riad em menos de um mês. Os recursos, em condições concessionais, incluem US$ 100 milhões para reequipar instalações de saúde, US$ 60 milhões para habitação danificada, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para a termoelétrica de Aleppo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O Ministério das Relações Exteriores sírio chamou o acordo entre as pastas da Defesa de “mais notável” dos entendimentos, mas não divulgou seus termos. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler Asaad al-Shaibani dizer que o governo avaliava aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

Os houthis exigiram US$ 51 bilhões da Arábia Saudita e reconhecimento oficial como governantes do Iêmen em troca do fim da guerra, segundo relato do Wall Street Journal em reportagem do Hindustan Times. A exigência veio depois que Riad procurou o grupo para explorar um fim negociado das hostilidades, na sequência de ataques houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e da tomada de território que domina o Bab al-Mandeb. Os houthis chegaram a cerca de 50 milhas de Aden, sua posição mais próxima desde 2015, e em 31 de outubro atingiram o palácio presidencial da cidade com dois mísseis, segundo um policial citado pela AFP. Um ataque na província de Shabwah matou ao menos 75 pessoas e feriu mais de 200, o mais letal desde a reativação da guerra civil iemenita.

Ao menos sete pessoas morreram em ataque aéreo saudita a uma área residencial na província de Taizz, segundo a Press TV, que cita o canal al-Masirah e fontes locais; o total de mortos em ataques sauditas no país em 12 horas chegou a 24. O ataque atingiu uma casa de família na área de al-Barh, distrito de Maqbanah, na madrugada de quinta-feira, com duas crianças entre os mortos; o Ministério da Saúde Pública e População do Iêmen afirmou que 12 pessoas morreram e 15 ficaram feridas, em sua maioria mulheres e crianças, nesses ataques, e aviões sauditas também atingiram dois centros de saúde nos distritos de al-Silw e Hayfan.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, testemunharam a assinatura de vários acordos, entre eles um de cooperação em defesa e mais de US$ 403 milhões em empréstimos para energia, habitação, saúde e infraestrutura da Síria. Os ministérios da Defesa dos dois países assinaram o acordo na quarta-feira, conforme a agência oficial saudita. Os empréstimos do Fundo Saudita para o Desenvolvimento incluem US$ 100 milhões para reerguer e equipar unidades de saúde danificadas, US$ 60 milhões para reparar moradias, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para reabilitar a usina térmica de Alepo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, dizer que o governo avalia aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

O presidente sírio, Ahmad Al Shara, chegou a Riad nesta quarta-feira com uma delegação que incluía os ministros de Relações Exteriores, Defesa, Finanças e Indústria, além do chefe da Direção-Geral de Inteligência, em sua segunda visita ao reino em poucas semanas, depois de uma passagem por Riad em 6 de outubro. Ele e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assistiram à assinatura de acordos de cooperação militar, energia e infraestrutura, e o Ministério das Relações Exteriores sírio disse que o acordo de defesa foi o mais notável, sem dar detalhes. O pacote incluiu um acordo de cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. A Síria negocia adesão ao pacto de defesa de Meca, e o chanceler Asaad Al Shibani afirmou no Diálogo de Manama, no Bahrein, que Damasco considera “a segurança no Golfo como parte da sua própria”.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou que as forças do grupo lançaram um míssil balístico contra o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, e que o alvo foi atingido, em comunicado levado ao ar pela agência SABA, controlada pelos houthis. Saree pediu que companhias aéreas internacionais, funcionários e passageiros evitem o espaço aéreo saudita. As autoridades sauditas não confirmaram o ataque nem danos. Na madrugada de quarta-feira, a Defesa Civil saudita emitiu alerta de “risco potencial” na região de Riad e depois o declarou encerrado, e a embaixada da Índia anunciou a morte de um cidadão indiano ferido no ataque de 10 de outubro ao aeroporto.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a Riad nesta quarta-feira em visita oficial e se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no palácio Al-Yamamah, segundo a agência de notícias saudita SPA. Ministros e altos funcionários dos dois países participaram do encontro. É a sexta visita de al-Sharaa à Arábia Saudita desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025. As conversas trataram das relações bilaterais e de formas de desenvolver e ampliar a cooperação entre os dois países em diversos campos.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou quatro ataques aéreos na cidade de al-Bayda, no centro do Iêmen, segundo a mídia afiliada aos houthis. Também foram relatados bombardeios no distrito de Ghamr, na província de Saada.

A embaixada dos Estados Unidos em Riad reiterou o alerta sobre hostilidades dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita – incluindo ataques contra aeroportos civis e infraestrutura crítica, com vítimas civis e grave interrupção de viagens – e sobre a ordem do Departamento de Estado, em vigor desde 23 de outubro de 2026, para a saída de funcionários não emergenciais e de familiares do país, além da exigência de autorização especial do chefe da missão para que funcionários estadunidenses usem qualquer aeroporto do reino após os recentes ataques com mísseis e drones.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta terça-feira ter interceptado três drones contra território saudita, um deles sobre a região ocidental de Meca. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, disse que o grupo lançou dois ataques na região de Assir, contra o aeroporto internacional de Abha com um drone e contra a base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, com um míssil balístico. Outros dois drones, um na Província Oriental e outro que seguia para a região sul, foram interceptados e destruídos, segundo o porta-voz da coalizão, Turki Al-Maliki. Os números de vítimas e de danos das reivindicações houthis não puderam ser verificados de forma independente.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen afirma ter interceptado um drone na região de Meca, que abriga a cidade mais sagrada do islã, enquanto os houthis contabilizaram 17 mortos no país em dois dias, segundo o The Hindu. A Arábia Saudita já acusou os houthis várias vezes de atacar Meca e Medina, acusações que o grupo nega sistematicamente.

Os houthis lançaram múltiplas incursões transfronteiriças na Arábia Saudita nos últimos meses, segundo um funcionário ocidental e um funcionário árabe com conhecimento direto das operações. As incursões são de pequena escala e atingiram postos de fronteira no sudoeste montanhoso do país. A Copa da Ásia de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por quase um ano, e o torneio agora está marcado de 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, anunciou nesta terça-feira a Confederação Asiática de Futebol (AFC). O Exército do governo iemenita afirmou ter realizado 1.208 operações militares contra posições houthis e alegou ter “neutralizado” cerca de 370 comandantes e combatentes.

A Copa Asiática de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por causa do conflito no Oriente Médio, em decisão justificada pelas circunstâncias excepcionais na região, com complexidades logísticas e interrupções de viagem, segundo o comitê organizador da AFC. O torneio, marcado para 7 de janeiro a 5 de fevereiro de 2027, passa a 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, e outros eventos no país foram cancelados, entre eles a exibição de tênis Six Kings Slam, em Riad. Em outubro, um ataque com mísseis dos houthis do Iêmen contra o aeroporto de Riad matou 13 pessoas e feriu mais de 300.

A Aramco registrou lucro líquido de 135,9 bilhões de riais (cerca de 32,3 bilhões de euros) no terceiro trimestre, ante cerca de 101 bilhões de riais (24 bilhões de euros) no mesmo período do ano anterior, resultado que incluiu ganho de 25,9 bilhões de riais com a venda da participação na joint venture PRefChem à malaia Petronas, enquanto os houthis, apoiados pelo Irã, atacam regularmente navios-tanque, dutos, instalações de armazenamento e refinarias sauditas desde a retomada das hostilidades em julho. O lucro líquido ajustado ficou em 31,2 bilhões de dólares, ante 28,6 bilhões um ano antes, acima da mediana das estimativas de analistas, de 30,66 bilhões, o refino e distribuição teve lucro ajustado antes de juros e impostos de 10,3 bilhões de dólares, alta de 234% em um ano, puxada por margens de refino maiores, e o conselho aprovou dividendo base de 21,9 bilhões de dólares, alta de 3,5% em um ano. O presidente-executivo Amin Nasser afirmou que a incerteza geopolítica e os ataques a instalações energéticas ampliaram a crise de oferta global no trimestre, com implicações sérias para a segurança energética.

A China enviará seu enviado especial para o Oriente Médio ao Irã, a Omã e à Arábia Saudita ainda neste mês, em visitas de diplomacia itinerante destinadas a promover negociações de paz e reduzir tensões, informou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O anúncio ocorre depois de o chanceler Wang Yi receber em Pequim, em reuniões separadas, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, e o conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita, Musaed bin Mohammed Al-Aiban.

O Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados do Iêmen criticou os ataques aéreos sauditas contínuos contra infraestrutura civil e instalações não militares no país e prometeu retaliação. Em nota divulgada no domingo à noite, o ministério disse que “esses crimes e ataques constantes não ficarão impunes e certamente atrairão respostas dolorosas que atingirão o coração da Arábia Saudita, particularmente as instalações pertencentes a partes que financiam a agressão”. A nota afirmou ainda que “o alvo incessante de instalações civis iemenitas colocará todas as instalações vitais e críticas dentro da Arábia Saudita em um banco de dados de alvos que as Forças Armadas iemenitas bombardearão em retaliação”.

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.

A Arábia Saudita condenou neste domingo o ataque contra um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Catar no Golfo e pediu ação internacional urgente para proteger a navegação e os suprimentos globais de energia, segundo o Arab News. O navio Al-Mayeda, da Qatar Gas Transport Company, foi atingido na noite de sexta-feira; a empresa disse em comunicado que nenhum tripulante se feriu e que não houve dano ambiental relatado. Em publicação no X, o ministério das Relações Exteriores reiterou sua “rejeição a todas as violações que ameaçam a segurança e a proteção da navegação marítima e dos suprimentos globais de energia”.

Os sete membros centrais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordaram em princípio em manter inalteradas as metas de produção do mês que vem, segundo três pessoas com conhecimento do assunto disseram à Reuters, em texto publicado pela Channel NewsAsia. A reunião online deste domingo do grupo, formado por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã, ocorre num momento em que os países do Golfo ampliaram exportações interrompidas por meses pelo conflito. A maioria, no entanto, segue bombeando bem abaixo das metas.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera. O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três. A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone lançado pelos houthis em direção à região de Meca, segundo a Al Jazeera. Um porta-voz dos houthis negou que a cidade santa ou a região ao redor fosse alvo, reiterando que os ataques transfronteiriços do grupo seguem focados em infraestrutura energética e militar saudita. O Middle East Eye noticiou relatos da coalizão de drones sobre Meca e Medina, que os houthis negaram.

A Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, perto de Meca, a cidade mais sagrada do islã, alegação que os houthis negam. O porta-voz militar houthi Yahya Saree classificou o relato da coalizão como falso, em publicação no X, e disse que o grupo não realizou nenhuma operação contra território saudita; suas ações miram instalações de petróleo e bases militares sauditas, segundo a Reuters.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que seis ataques atingiram infraestrutura comercial e militar vital, da costa leste à costa oeste da Arábia Saudita, chegando a Riad e à região sul de Najran, em publicação no X, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um drone lançado pelos houthis na região de Meca, segundo o Times of Israel. Os houthis negam mirar Meca e Medina e já rejeitaram acusações anteriores da coalizão de que teriam lançado drones contra as duas cidades sagradas do islã, segundo o Jerusalem Post.

Os houthis afirmaram nesta quinta-feira ter atacado a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita; a refinaria de Rabigh; uma instalação da Aramco em Abqaiq; e os aeroportos internacionais Rei Khalid, em Riad, e Rei Fahd, em Dammam, segundo o Jerusalem Post. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos lançados contra a capital, depois que correspondentes da AFP ouviram ao menos oito explosões em Riad, e o Ministério da Saúde controlado pelos houthis relatou 12 mortos e três feridos graves em ataques que atribui à Arábia Saudita contra áreas residenciais no oeste do Iêmen.

O governador de Taiz, Nabil Shamsan, declarou em coletiva que a cidade “está em fome, não à beira dela”, enquanto autoridades locais afirmam que o cerco de rebeldes houthis levou os moradores à fome. Um ataque aéreo saudita no oeste de Taiz matou ao menos 13 pessoas nesta quinta-feira, segundo o ministério da saúde administrado pelos houthis. O Programa Mundial de Alimentos disse que não consegue alcançar mais de 600 mil pessoas na cidade que dependem de ajuda humanitária e que os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído na madrugada de quinta-feira um míssil balístico lançado do Iêmen pelos houthis contra a região leste do reino, segundo o Jerusalem Post. A Defesa Civil saudita emitiu dois alertas, para Najran e para a Província Oriental, e informou minutos depois que o perigo havia passado nas duas áreas. No sábado anterior, a Defesa Civil disse ter interceptado dois mísseis houthis em direção às regiões de Meca e Medina, com destroços caindo em Jidá, Taif e Rabigh.

As Forças Armadas iemenitas dos houthis pediram a evacuação imediata do aeroporto de Aden por causa da presença de um avião saudita de carga militar que, segundo o comunicado, transportava armas – declaração divulgada pela Mehr News. Um míssil houthi atingiu depois “a área sob controle das forças sauditas dentro do perímetro do aeroporto de Aden”, segundo um policial à AFP (Agence France-Presse) citado pelo G1. A emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, informou que um ataque saudita à cidade de Hazm, capital da província de Al-Jawf, matou 16 pessoas e deixou 10 feridos, incluindo mulheres e crianças.

O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

Uma empresa privada de inteligência geoespacial disse ter examinado 40 ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita, atribuídos a rebeldes houthis apoiados pelo Irã, no Iêmen, e a milícias no Iraque, entre 1º de julho e 19 de outubro, segundo a Associated Press (AP). O fundador da AURORAH Geosignal Intelligence, Nawaf Obaid, disse haver “100% de correspondência” entre as atividades dos satélites e os ataques. Três autoridades, entre elas uma da Arábia Saudita e outra dos altos escalões dos houthis, além de um analista de inteligência privado, disseram à AP que os houthis e outros aliados do Irã se beneficiaram de inteligência russa.

Os principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) devem manter as cotas de produção inalteradas para dezembro na reunião de domingo, segundo fontes familiarizadas com os planos ouvidas pela Reuters, em texto do OilPrice. Os houthis iemenitas, alinhados ao Irã, disseram ter atingido com um míssil balístico a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita teria oferecido um pacote financeiro de US$ 1 bilhão aos houthis em um acordo mediado pelo Irã para obter um cessar-fogo e interromper os ataques contra o reino, segundo o Hindustan Times, que cita um relatório. A proposta teria sido discutida na visita surpresa do ministro da Defesa saudita, o príncipe Khalid bin Salman, a Teerã, onde o Irã se ofereceu para atuar como mediador diplomático regional, de acordo com a NDTV.

O dirigente houthi Mohammed Ali al-Houthi disse nesta terça-feira que a decisão do parlamento do Egito de autorizar apoio militar à Arábia Saudita para se defender dos ataques do grupo equivale a uma declaração de guerra, segundo a Channel News Asia. A declaração faz parte de um comunicado que reage à visita de segunda-feira a Teerã do ministro da Defesa saudita, ao lado do chefe do Exército do Paquistão e do chefe de inteligência da Turquia, em uma tentativa de reduzir as tensões na guerra do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram nesta terça-feira ter atingido com um míssil balístico a refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita, enquanto a Bloomberg noticiava, citando uma fonte a par do assunto, que o reino conteve um incêndio perto do terminal de Ras Tanura mais cedo naquele dia, segundo o Middle East Eye. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que o ataque provocou “incêndios massivos”, e um dirigente houthi afirmou que a autorização do parlamento do Egito para apoio militar defensivo à Arábia Saudita equivale a uma declaração de guerra. Os houthis também disseram ter atacado o Ministério da Defesa saudita em Riad, sem confirmação da Arábia Saudita, segundo o Hindustan Times, que cita a Reuters.

Autoridades de alto nível da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira em Teerã com o Irã para tentar impedir que a guerra no Oriente Médio volte a pegar fogo, segundo a France 24. Foi a primeira visita conjunta dos três países a Teerã desde que formaram uma aliança de defesa em Meca, em agosto. O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, disse à televisão estatal que as conversas foram “muito boas”.

O Departamento Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos avalia acrescentar uma acusação de espionagem econômica contra o saudita Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI acusado de gravar conversas secretamente em uma sala de conferências da direção da empresa, segundo uma autoridade policial que falou ao Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. A apuração examina se Alfozan pode ter roubado informações da empresa para oferecer ao governo saudita, mesmo sem ter sido recrutado para isso, e a investigação pode não resultar em novas acusações.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “unidade regional” nesta segunda-feira em reunião em Teerã com representantes do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia, que assinaram recentemente o pacto de defesa de Meca, segundo o jornal paquistanês Dawn. Conforme a emissora estatal iraniana, a reunião quadrilateral discutiu cooperação regional, a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e suas consequências, entre outros temas. As conversas também incluíram o príncipe e ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, e o chefe de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estavam em Teerã nesta segunda-feira para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar uma nova rodada de combates entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Times Herald. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, devem se encontrar com os principais responsáveis de segurança e com os negociadores do Irã para pressionar por um acordo entre Teerã e Washington. A guerra no Iêmen e os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita também estavam na pauta, segundo a AP, em texto republicado pelo Bay News 9.

O marechal Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, e o chefe da inteligência da Turquia chegaram a Teerã para conversas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News. O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, disse que autoridades dos países signatários do Acordo de Defesa Conjunta de Meca terão conversas sobre segurança regional em Teerã nesta segunda-feira, segundo a Sputnik. Em entrevista à emissora estatal IRIB, ele afirmou que o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, Munir e o chefe de inteligência turco, Ibrahim Kalin, participam da reunião conjunta.

Os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter atacado estações de bombeamento do oleoduto terrestre Leste-Oeste da Arábia Saudita, a principal rota de exportação de petróleo bruto do país, que contorna o Estreito de Ormuz, segundo o OilPrice. Até o início da manhã desta segunda-feira, a Arábia Saudita não havia confirmado ataques ao oleoduto, que ficou parado duas semanas em setembro, depois de ataques de drones danificarem estações de bombeamento.

Altos funcionários da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão devem se reunir com o Irã em Teerã na segunda-feira para tratar de coordenação regional, segundo o Jerusalem Post. Riad será representada pelo ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, e o Paquistão pelo chefe do Exército, marechal Asim Munir, conforme a Reuters. Será o primeiro contato de alto nível entre o Irã e todos os membros do bloco de três países desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques crescentes, segundo o Middle East Eye.

O Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, reabriu parcialmente no domingo depois de duas semanas fechado, enquanto os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita seguiam trocando ataques, segundo a agência Xinhua. Os houthis disseram ter lançado dezenas de mísseis balísticos em três ataques contra o reino, o primeiro deles contra o aeroporto King Khalid.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse neste domingo ter interceptado 10 mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a região sul do país. A coalizão afirmou que dois drones e um míssil balístico foram lançados contra Riad, além de um míssil de cruzeiro contra a cidade de Khamis Mushait, no sul. Na noite de sábado, o aeroporto de Riad informou que o Terminal 1 passa a atender voos domésticos e o Terminal 2, voos internacionais das companhias nacionais, a partir deste domingo.

Os houthis disseram ter mirado três aeroportos sauditas, entre eles o aeroporto internacional de Riad, além de instalações de energia, um oleoduto e uma base aérea nas últimas 24 horas, em nova rodada de ataques contra a Arábia Saudita neste sábado, segundo o Le Monde. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu na manhã de sábado, enquanto a defesa civil saudita respondeu a destroços nas regiões de Meca e Medina. A TV Al-Masirah, dos houthis, disse que ataques do reino no Iêmen mataram quatro pessoas em uma casa em Sanaa, oito em um alojamento de trabalhadores de uma cimenteira e cinco de uma mesma família perto de Hodeida.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo realizou sete operações com mísseis balísticos e drones, segundo a TASS, e que os alvos incluíram o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, instalações da Aramco em Yanbu, a refinaria de Rabigh, estações de bombeamento de petróleo e o oleoduto Leste-Oeste, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído dois mísseis balísticos lançados contra Yanbu e Taif no sábado. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas sobre os relatos houthis, e não ficou claro de imediato se os ataques acertaram os alvos ou foram interceptados.

Os houthis afirmaram neste sábado ter atacado Áden, sede interina do governo apoiado pela Arábia Saudita, com o porta-voz militar Yahya Saree dizendo que o alvo foram as concentrações do “inimigo saudita” no acampamento Al-Nasr e na base naval da cidade. Mais cedo, a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado dois mísseis contra Taif e Yanbu, no oeste do reino. Segundo os houthis, um ataque separado a um alojamento de operários de uma fábrica de cimento na província de Sanaa matou seis mulheres e uma criança e feriu três pessoas. Os Estados Unidos (EUA) atualizaram alertas de viagem para o Golfo e o Oriente Médio, citando o que descreveram como a ameaça de “agressão regional” dos houthis alinhados ao Irã.

Os houthis relataram que ataques aéreos sauditas contra Sanaa e a região da capital que controlam deixaram ao menos quatro mortos e vários feridos neste sábado, segundo a AFP. A emissora Al-Masirah, ligada ao grupo, também noticiou mortos e feridos na capital iemenita, segundo o G1. A Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu alertas sobre possíveis riscos aos moradores de Taif e Yanbu, além de Meca e Jeddah, segunda maior cidade do país, e cerca de 10 minutos depois informou que a ameaça havia passado.

Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.

Um livro com trechos publicados pela Vanity Fair afirma que Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, teve acesso, durante o primeiro mandato de Trump, a contas bancárias secretas com cerca de US$ 2 bilhões fornecidos pelo dirigente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e pelo integrante da realeza saudita Mohammed bin Salman, segundo o Times of Israel. Uma dessas contas ficava no banco central de Israel e teria sido supervisionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de acordo com o relato. Kushner negou todas as acusações, assim como o ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que, segundo o livro, ajudou a viabilizar o arranjo.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 4,35, ou 4%, e fecharam a US$ 113,17 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 2,32, ou 2,4%, a US$ 99,47. O petróleo fechou com alta de 4% na quinta-feira, atingindo a máxima em cinco meses, depois que ataques dos houthis na Arábia Saudita alimentaram preocupações com novas interrupções no abastecimento da principal região exportadora. A Saudi Aramco orientou funcionários a evacuar sua sede em Dhahran, no Golfo Pérsico, à medida que os combates se intensificavam, informou a Reuters, em texto republicado pelo Brasil 247.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou na quarta-feira (21/10) a retirada de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares das representações diplomáticas estadunidenses na Arábia Saudita, segundo o Opera Mundi. O porta-voz da pasta, Tommy Pigott, justificou a medida afirmando que os houthis intensificaram as hostilidades contra Riad, com ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas que provocaram vítimas e interromperam o transporte aéreo.

Um oficial de defesa israelense confirmou nesta quinta-feira que a inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI) continua fornecendo à Arábia Saudita capacidades excepcionais para auxiliar suas operações militares contra os houthis, por mediação dos Estados Unidos (EUA), informou o Jerusalem Post. Segundo o oficial, a assistência é prestada conforme os interesses nacionais de Israel e as diretrizes da liderança política, e serve para desgastar um inimigo que planeja atacar Israel no futuro.

Um cidadão saudita e um residente indiano estão entre os dois mortos no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA). Oito pessoas ficaram feridas: sauditas, indianos, iemenitas, bengaleses e nepaleses. A Embaixada da Índia informou que um indiano está entre os mortos e dois indianos ficaram feridos, e o Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou os ataques como “completamente inaceitáveis”.

Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira ter lançado ataques contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita em Riad, instalações da Saudi Aramco em Yanbu e o Aeroporto Internacional Rei Fahd em Dammam, segundo o The Hindu. A estatal Saudi Aramco orientou funcionários a evacuar sua sede em Dhahran, no Golfo, e a trabalhar remotamente, informou a Reuters citando seis pessoas com conhecimento do assunto, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A ordem segue uma onda de ataques houthis ao reino, com alvos na empresa e em aeroportos sauditas.

Veículos do Oriente Médio publicaram nesta semana o texto do Pacto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 pela Arábia Saudita, pela Turquia e pelo Paquistão, segundo o Jerusalem Post. O acordo estabelece um conceito trilateral de defesa pelo qual um ataque armado contra um dos membros é considerado ataque contra os três. O texto prevê secretariado permanente, liderança rotativa, reuniões ministeriais regulares e admissão de novos membros, o que, na avaliação do jornal, sugere algo mais ambicioso do que um memorando típico de cooperação em defesa.

O balanço do ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, subiu para dois mortos, um cidadão saudita e um residente indiano, informou a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA). Oito pessoas ficaram feridas, número que não mudou em relação ao primeiro balanço, divulgado em 21 de outubro. A GACA afirmou que as operações do aeroporto foram retomadas e o tráfego aéreo voltou ao normal. O governo saudita ainda não confirmou quem executou o ataque, segundo o AeroTime.

A ordem de saída de funcionários não emergenciais e familiares vale só para a Arábia Saudita, disse o porta-voz do Departamento de Estado, segundo o Korea Herald, em meio a ataques houthis contra alvos civis. A versão de que missões em outros Estados do Golfo também mandariam familiares embora, passada por quatro autoridades à Reuters, não foi confirmada pelo porta-voz; os ataques num aeroporto civil em Dammam mataram ao menos uma pessoa e feriram oito, e outro ataque com drone num campo de petróleo matou duas.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não emergenciais do governo estadunidense e de seus familiares “apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos houthis, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país, segundo o porta-voz Tommy Pigott. Segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela Reuters e citadas pelo South China Morning Post (SCMP), o departamento também planeja retirar familiares de uma série de outras missões dos EUA na região.

Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita, segundo a autoridade de aviação civil saudita. A autoridade confirmou o balanço na noite de quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A Autoridade Geral de Aviação Civil (GACA) informou que os feridos foram levados imediatamente ao hospital, com quadros de leves a graves, segundo a TRT World. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, Turki Al-Maliki, disse que as defesas aéreas interceptaram e destruíram quatro drones na Província Oriental do país, em publicação no X, segundo o Middle East Eye.

Destroços de um drone interceptado mataram duas pessoas e feriram outras duas em um campo de petróleo operado pela Aramco no sudeste da Arábia Saudita, informou o Ministério da Energia da Arábia Saudita nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os mortos eram nacionais do Nepal e das Filipinas, e os feridos, do Paquistão e da Índia. Os destroços também provocaram um incêndio em um veículo de uma empreiteira no campo de Shaybah.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse que o apoio militar egípcio à Arábia Saudita se limitaria a defender o território e as fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a presidência na quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A declaração saiu enquanto o chanceler egípcio Badr Abdelatty e o chefe da inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência estatal saudita SPA.

Os houthis afirmaram que oito pescadores foram mortos em uma série de ataques durante a noite, e o Ministério da Saúde sediado em Sanaã disse que a Arábia Saudita atingiu barcos na costa da província de Taiz. Nesta quarta-feira, o porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo disparou um míssil balístico contra a sala de operações militares da coalizão no acampamento Badr, em Áden. Segundo a Xinhua, as forças sauditas realizaram 93 ataques aéreos e de mísseis em oito províncias iemenitas nas 24 horas anteriores.

A Turquia vai enviar ao parlamento um mandato que autoriza o envio de militares à Arábia Saudita no âmbito do pacto de defesa conjunta com a Arábia Saudita e o Paquistão, acordo assinado em agosto em Meca e entregue ao parlamento para ratificação na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, militares turcos enviados a outros países sob o pacto não participariam de operações ofensivas, e o envio inicial seria de técnicos e especialistas para ajudar na defesa aérea.

O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que o grupo atingiu com um míssil balístico a sala de operações militares da coalizão liderada pela Arábia Saudita no acampamento Badr, em Áden, segundo o Al Jazeera. Uma autoridade policial disse nesta quarta-feira que fumaça subia perto do aeroporto da cidade, controlada pelo governo iemenita reconhecido internacionalmente. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirma que suas forças combatem os houthis em Kahboub, no sudoeste do Iêmen, segundo o Middle East Eye.

O Reino Unido vai enviar caças Typhoon da Força Aérea Real à Arábia Saudita para ajudar a defender o reino contra ataques dos houthis, anunciou o governo britânico nesta terça-feira, segundo a DW. O Ministério da Defesa britânico afirmou que as aeronaves vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra drones e mísseis e que não farão ataques ofensivos contra alvos houthis no Iêmen. Em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, rebeldes houthis atingiram uma área residencial nesta terça-feira, matando duas adolescentes, segundo o Times of Israel, que destacou o alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o cerco deixa civis em risco grave.

A Arábia Saudita adiou a Future Investment Initiative, conhecida como “Davos no Deserto”, para uma data não divulgada em 2027, segundo comunicado da conferência enviado por e-mail à Cable News Network (CNN). A decisão de cancelar a conferência de 26 a 29 de outubro ocorreu após uma série de ataques houthis contra a capital saudita, incluindo um ataque mortal com mísseis no Aeroporto Internacional Rei Khalid no início deste mês, informou a CNN.

O governo turco apresentou ao Parlamento em 20 de outubro o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão à defesa mútua por prazo indefinido, segundo o The Cradle. O texto trata a agressão vinda do exterior contra um dos membros como agressão contra todos e obriga os demais a prestar assistência imediata à parte atacada, com a escala do apoio a definir, inclusive meios militares.

O número de mortos no ataque com mísseis houthis a um campo militar do governo no sul do Iêmen subiu a 60 pessoas, a maioria recrutas, o ataque mais letal desde que os combates no país começaram a escalar há três meses, segundo a Associated Press. A BBC, citando autoridades locais, fala em mais de 50 agentes de segurança mortos e 200 feridos no ataque ao campo na província central de Shabwa. Um porta-voz das forças armadas iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, disse que o grupo apoiado pelo Irã lançou três mísseis balísticos contra o campo de al-Alam, perto da cidade de Ataq.

O enviado saudita recém-nomeado ao Paquistão, Rajeh Tami Albugamy, se reuniu nesta segunda-feira com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, em Rawalpindi, para tratar de assuntos de interesse mútuo e de segurança regional, segundo o Exército. Os dois lados manifestaram satisfação com os avanços no âmbito do Acordo Conjunto de Defesa de Meca e destacaram a importância de reforçar a colaboração em defesa. Munir viaja a Teerã na terça-feira para consultas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News.

A Arábia Saudita decidiu adiar sua principal conferência de investimentos para o ano que vem, confirmaram os organizadores em comunicado nesta segunda-feira, depois de ataques que abalaram o reino nas últimas semanas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Os ataques atingiram infraestrutura militar, energética e civil em todo o país, incluindo a sede da estatal de petróleo Aramco e o aeroporto internacional de Riad, onde mataram ao menos 18 pessoas.

Os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter realizado vários ataques contra a infraestrutura energética, aeroportuária e militar da Arábia Saudita, entre eles uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo de petróleo de Shaybah, o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, e o aeroporto de Abha, segundo a Reuters, em reportagem citada pelo Hindustan Times.

Um general do Exército do Paquistão disse que o país fornece “todo o apoio necessário” para proteger a soberania, a integridade territorial e os locais sagrados da Arábia Saudita, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen contra o país do Golfo. O tenente-general Chaudhry afirmou ao jornal digital Independent Arabia, em entrevista publicada no domingo (18), que esse apoio “está sendo fornecido e será fornecido”, sem revelar a natureza ou a extensão da assistência.

O parlamento do Egito adiou para 26 de outubro a votação sobre a autorização de potencial apoio militar para ajudar a defender a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões de segurança na região, segundo a TRT World. O adiamento de uma semana deixa a decisão pendente enquanto os parlamentares se preparam para retomar as deliberações ainda neste mês.

A presidência do Egito disse que o país está pronto a dar à Arábia Saudita todo o apoio de que ela precisa para defender sua segurança e estabilidade, segundo o Korea Herald. O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, pediu uma sessão urgente do parlamento para autorizar as forças armadas, uma das maiores do mundo árabe, a ajudar a defender o aliado do Golfo caso o reino solicite apoio. A medida ocorre enquanto os houthis do Iêmen intensificam seus ataques ao reino saudita.

Dois oficiais da Força Aérea Saudita morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i na província de Najran, no sudoeste do país, segundo o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o major-general Turki al-Maliki, citado pela RT. Os houthis do Iêmen afirmam ter abatido a aeronave. Segundo as autoridades sauditas, o helicóptero caiu por falha técnica, e Riad não comentou a reivindicação do grupo.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, e seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, expressaram preocupação com as tensões no sul da Península Arábica e no estreito de Bab el-Mandeb durante conversas no Bahrein, segundo a Anadolu Agency. Os dois destacaram a importância da segurança marítima e da passagem sem obstáculos de embarcações por vias navegáveis internacionais, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Ambos os lados também ressaltaram a importância da cooperação contínua no formato OPEP+.

Uma fonte militar iemenita pediu que funcionários e civis se afastem das instalações de petróleo da Arábia Saudita e aconselhou acionistas da Aramco a vender suas ações antes que fosse tarde demais, segundo a Mehr News. Os houthis já haviam advertido acionistas da Aramco sobre o que descreveram como potenciais perdas financeiras nos próximos dias, segundo a al-Masirah, citada pela Xinhua.

A torre Kingdom Centre, em Riad, ordenou trabalho remoto obrigatório a todos os funcionários de escritórios, “efetivo imediatamente e até novo aviso”, segundo a administração do prédio. A coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que dois pilotos morreram na queda de um helicóptero de reconhecimento AH-6i em Najran por falha técnica, disse o porta-voz Turki al-Malki – versão que os houthis contestam: o porta-voz Yahya Saree afirmou no sábado à noite que o grupo derrubou um helicóptero Apache na mesma área.

A Embaixada da Índia em Riad pediu neste domingo que os indianos na Arábia Saudita sigam as diretrizes de segurança atualizadas das autoridades sauditas para quem recebe alertas de emergência pela Plataforma Nacional de Alerta Precoce para Emergências. As orientações, divulgadas em redes sociais, pedem que as pessoas mantenham a calma, sigam as ordens oficiais e se dirijam ao local seguro mais próximo dentro de um prédio, de preferência um quarto interno longe das janelas, até que o perigo passe, segundo o jornal The Hindu.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos lançados pelos houthis contra Khamis Mushait, no sudoeste saudita, segundo o porta-voz da coalizão, Turki al Maliki, citado pela TRT World; no sábado, ele disse que as forças da coalizão também interceptaram e destruíram quatro drones ao longo de várias horas na região de Riad, na Província Oriental e no sul da Arábia Saudita. A Defesa Civil saudita emitiu alertas de “perigo potencial” em Riad, Abha e Khamis Mushait e depois informou que o perigo havia passado. Forças lideradas pela Arábia Saudita disseram ter atingido várias posições em torno da cidade iemenita de Taiz para romper o cerco houthi, segundo a Al Jazeera. Os houthis afirmaram ter derrubado um helicóptero Apache saudita perto da região de fronteira de Najran, segundo a TASS, enquanto aviões de guerra sauditas realizaram 53 ataques aéreos no Iêmen nas últimas 24 horas, segundo a Xinhua.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse no sábado, em Bagdá, que Teerã apoia um “processo político” para resolver o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, segundo o The Hindu. Araghchi repetiu a oferta do Irã de mediar entre os dois lados; o vice-chanceler Saeed Khatibzadeh disse antes que Riad não respondeu à abertura iraniana. Na sexta-feira, o Irã negou envolvimento nos ataques houthis, depois que a Arábia Saudita acusou Teerã de incentivar a escalada do grupo.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o país está pronto a tomar quaisquer medidas solicitadas pela Arábia Saudita para defender a segurança e a soberania do reino, segundo a emissora estatal Nile TV, em texto da Xinhua. Sisi disse que a medida requer aprovação do parlamento e pediu ao parlamento uma sessão de emergência para autorizar o país a agir caso seja solicitado a intervir: “Não estou falando de travar guerra contra ninguém; falo estritamente em termos de defesa”.

A marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou novamente que “o Estreito de Ormuz está fechado, e a passagem de navios de diversas nacionalidades pelo estreito está proibida”, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA). Um petroleiro pegou fogo no Estreito de Ormuz depois de atingir uma mina, segundo a Guarda Revolucionária. Ao menos outros dois petroleiros foram relatados como atingidos ao largo da costa da Arábia Saudita desde ontem, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, negou na sexta-feira, em comunicado, qualquer envolvimento de Teerã nos ataques com drones e mísseis, segundo o Le Monde. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, Turki Al-Malki, disse que as forças da coalizão interceptaram e destruíram três drones no sul do país e em Riad, além de dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho. A Defesa Civil da Arábia Saudita suspendeu os alertas precoces que havia emitido para a cidade de Abha e a província de Khamis Mushait, segundo o Middle East Eye.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente afirmou que os houthis lançaram mísseis contra o aeroporto de Áden na sexta-feira, um dia depois de um ataque mortal contra o palácio presidencial na cidade portuária. O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, disse que os dois mísseis caíram perto da pista, a 500 metros de uma aeronave que se preparava para decolar, sem feridos entre passageiros e tripulação. Os houthis, em nota atribuída a uma fonte militar e citada pela AFP, disseram ter atacado “o quartel-general das forças sauditas no acampamento Badr, na província de Áden” e um depósito de armas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis disse ter derrubado mísseis e drones sobre Riad e outras partes da Arábia Saudita.

A Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu nesta quinta-feira, nas redes sociais, um alerta antecipado de “perigo potencial” na província de Jazan e informou logo depois que a ameaça havia passado, pedindo à população que evitasse aglomerações e filmagens por segurança, segundo o Middle East Eye.

A União Europeia (UE) e os Estados do Golfo concordaram em adiar a cúpula que seria realizada na Arábia Saudita em 24 de outubro, disseram duas fontes a par do assunto à Reuters, em texto publicado pelo Jerusalem Post. O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, disse na chegada a uma cúpula de líderes da UE, em Bruxelas, que a reunião em Riad seria adiada, talvez por razões de segurança. Na terça-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado três mísseis e dois drones houthis disparados contra Riad e a sede da Aramco em Dhahran.

Os ataques houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, nos dias 8, 10 e 11 de outubro, mataram ao menos 16 pessoas, segundo o Jerusalem Post, que cita a Media Line. O ataque mais letal, em 10 de outubro, matou 12 pessoas e feriu 309. Em 13 de outubro, outro ataque danificou um prédio administrativo na sede da Saudi Aramco, em Dhahran.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) disse que o saudita Abdulrahman Alfozan, 35, ex-engenheiro da OpenAI, foi preso na semana passada sob a acusação de instalar um dispositivo secreto de gravação de áudio em uma sala executiva de reuniões da empresa. A OpenAI descobriu o aparelho em 30 de setembro, conectado a uma porta USB atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executivas de seu escritório em São Francisco, segundo a denúncia do Federal Bureau of Investigation (FBI). A empresa afirmou não ter, até o momento, indícios de que o funcionário tenha acessado ou exfiltrado de forma indevida pesos de modelo, código-fonte ou dados de clientes; ele foi demitido.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quarta-feira ter atacado instalações da Aramco, depois que autoridades sauditas relataram um ataque a um prédio em uma área que abriga o centro de operações da petroleira. Os houthis disseram ainda ter bombardeado a Aramco em Dhahran, no leste do reino, além do aeroporto e de uma refinaria na capital, Riade, sem especificar a data dos ataques. O vice-chanceler russo, Georgy Borisenko, disse que a Rússia condena ataques a qualquer instalação civil, citando os ataques ao aeroporto internacional de Riade.

Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) que participam do acordo de restrição da produção elevaram a produção em 2,31 milhões de barris por dia em setembro de 2026, mas ficaram 5,42 milhões de barris abaixo de suas metas, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), citada pela TASS. No mês, ainda segundo a AIE, a Arábia Saudita elevou a produção em 2,33 milhões de barris por dia, o Kuwait cortou 550 mil, o Iraque aumentou 520 mil, Omã somou 20 mil e a Rússia, 70 mil.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita diz ter interceptado e destruído um míssil balístico houthi lançado contra Riad, e o Ministério da Energia saudita confirmou que o prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido, segundo a Al Jazeera. Os ataques houthis ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no fim de semana, mataram 14 pessoas e feriram mais de 300 outras. A coalizão também realizou um ataque a um depósito de combustíveis perto de Sanaa, a capital controlada pelos houthis, segundo seu porta-voz, citado pela BBC.

A chefia do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse na quarta-feira que os recentes ataques contra a Arábia Saudita podem atingir pessoas em toda parte, com a alta global dos custos de energia. Disse ainda que a economia saudita é importante para a região e o mundo e que os desdobramentos têm transbordamentos potencialmente negativos para todos, em toda parte.

Destroços de dois mísseis houthis interceptados feriram quatro pessoas em Riade, informou a defesa civil saudita nesta quarta-feira. Os feridos são duas mulheres, um homem e uma criança, e 15 casas foram danificadas, segundo a defesa civil, que afirmou que os mísseis foram lançados pelos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. A coalizão militar liderada pelos sauditas disse ter interceptado e destruído um míssil de cruzeiro no governorado de Al-Kharj, segundo o Middle East Eye, citando a Reuters.

Um cidadão saudita foi acusado de instalar clandestinamente um dispositivo de gravação no escritório da OpenAI, na Califórnia, segundo procuradores federais citados pela BBC. O aparelho, envolto em papel higiênico, foi encontrado inserido em uma porta USB na parte de trás de uma televisão em uma sala de reuniões de executivos. A OpenAI afirmou que descobriu um equipamento sofisticado de gravação e alertou o Federal Bureau of Investigation (FBI). Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro e compareceu a um tribunal federal em 13 de outubro, segundo o Hindustan Times.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado mísseis lançados pelos houthis contra a sede da Aramco em Dhahran e ter destruído três mísseis de cruzeiro e dois drones nesta terça-feira em Riad e no sul do país, segundo a coalizão. Donald Trump disse nesta terça-feira que os houthis estão intensificando os ataques à infraestrutura na Arábia Saudita numa tentativa de elevar os preços de energia na corrida para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA) e repetiu a ameaça de que os EUA poderiam ampliar os ataques militares no Oriente Médio depois das eleições de novembro, segundo a Al Jazeera.

O aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, segue fechado, e um aviso aos navegantes (Notam) indica que a interdição dura ao menos até 17 de outubro. Os ataques do fim de semana ao aeroporto mataram ao menos 14 pessoas e feriram cerca de 320, segundo o Middle East Eye. O gabinete saudita, presidido por Mohammed bin Salman, disse que os houthis sofrerão “consequências” pelos ataques, segundo a mídia estatal saudita. A coalizão mandou civis evacuarem a estação central Al-Sabaha, da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sanaa, antes de uma operação militar.

O porta-voz militar houthi Yahya Sarie declarou que instalações da Aramco são alvos legítimos e pediu que funcionários e civis deixem os locais, segundo o The Jerusalem Post. A embaixada da França em Riad orientou cidadãos franceses a evitar os aeroportos de Riad, Jidá e Damã e a não transitar por essas cidades salvo necessidade, segundo a France 24. A coalizão liderada pela Arábia Saudita pediu que civis evacuassem a estação central Sabah da Yemen Oil Company, em Sanaã, antes de uma operação militar planejada, segundo a France 24.

As suspensões de voos de e para Riade passaram a valer para várias companhias aéreas internacionais, que estenderam os cancelamentos até 19 de outubro após os ataques houthis, e a Delta adiou para março de 2027 a estreia dos seus primeiros voos diretos dos Estados Unidos (EUA) para a Arábia Saudita, segundo a France 24.

A Arábia Saudita planeja elevar, em dois a três anos, para 10 milhões de barris por dia a capacidade do oleoduto Leste-Oeste que contorna o Estreito de Ormuz, disse o ministro da Energia, o príncipe Abdulaziz bin Salman, segundo o OilPrice. O oleoduto de 740 milhas, também conhecido como Petroline, tem capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia e voltou a operar após uma suspensão de duas semanas por ataques com drones em setembro. O presidente-executivo (CEO) da Aramco, Amin Nasser, disse que a empresa estuda “rotas adicionais de exportação de petróleo bruto” e trabalha para “ampliar o armazenamento no exterior”.

Badr Abdelatty, do Egito, pediu ao iraniano Abbas Araghchi ajuda para reduzir as tensões regionais e exigiu que os ataques contra a Arábia Saudita parem de imediato, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que Abdelatty descreveu os ataques como “inaceitáveis” e que não havia “justificativa para esses ataques”. Abdelatty também pediu que Teerã e Washington retomem as conversas, dizendo que a diplomacia é a única via para resolver as disputas e evitar mais instabilidade.

A Arábia Saudita parou de emitir alertas públicos de ataques militares iminentes dias antes dos ataques mortais ao aeroporto de Riad, que mataram ao menos 18 pessoas e feriram mais de 300, segundo a Reuters. O último alerta antes dos ataques saiu em 29 de setembro, para a província de Najran, segundo a agência, que diz que autoridades de um governo ocidental aliado perguntaram às autoridades sauditas por que os alertas haviam parado.

Caças sauditas realizaram ataques aéreos em múltiplos locais do Iêmen na madrugada de terça-feira, no horário local, segundo relatos da mídia houthi, do distrito de Harf Sufyan, na província de Amran, ao norte de Sanaã, à ilha de Kamaran e ao distrito de al-Qanawis, na província de Hodeida, no oeste do país. Os houthis disseram ter mirado o aeroporto de Riad na noite de segunda-feira, depois que ataques do grupo ao aeroporto internacional King Khalid mataram 14 pessoas e feriram centenas nos dois dias anteriores. O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti ameaçou com uma resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região caso os EUA se envolvam na agressão contra o Iêmen, em entrevista à Agência France-Presse (AFP). Perguntado sobre o que planejava fazer a respeito dos houthis, Trump disse que eles estão se comportando muito mal.

A Arábia Saudita rejeitou uma oferta israelense de juntar-se às forças sauditas no Iêmen, segundo o Middle East Eye, que cita uma fonte diplomática ouvida pelo jornal israelense Haaretz. Ainda segundo o relato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta, por mediação dos Estados Unidos (EUA), convencer Riad a permitir uma intervenção de Israel no Iêmen, mas o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, segue desinteressado.

O dirigente houthi Mohammed Al Bukhaiti avisou que haverá resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos (EUA) e todos os seus interesses na região se Washington entrar na guerra do Iêmen, segundo a Agence France-Presse (AFP). Bukhaiti também mandou funcionários e trabalhadores de instalações de petróleo e aeroportos sauditas se afastarem desses locais, porque se tornaram alvos legítimos. Após o ataque de sábado a um aeroporto, que matou 13 pessoas, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia juntar-se aos ataques sauditas contra o grupo, depois de, segundo relatos, ter recusado pedidos anteriores. O ministro de Energia da Arábia Saudita afirmou que os acontecimentos das últimas semanas são sérios e que a resposta precisa ser igualmente séria.

O ministro de Energia da Arábia Saudita prometeu uma resposta “séria” aos ataques houthis a aeroportos e instalações de petróleo e gás do reino, segundo a BBC News. No domingo, um paquistanês foi morto em um ataque a um terminal do aeroporto internacional King Khalid, na capital saudita, um dia depois de um míssil houthi atingir outro terminal, matar 12 pessoas e forçar o fechamento do aeroporto, segundo as autoridades sauditas; o balanço subiu a 13 com a morte de um indiano ferido, segundo a Embaixada da Índia. Com ataques à Arábia Saudita e a petroleiros perto do Estreito de Ormuz de volta ao centro das preocupações com a oferta, o petróleo subiu aos maiores níveis em quase duas semanas na manhã de segunda-feira, segundo o OilPrice.com.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, prometeu apoiar a Arábia Saudita “de todas as formas possíveis” após os ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha; o de Riad deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo a Media Line, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Sharif invocou o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, pelo qual um ataque contra um país é considerado ataque contra todos, e disse que o Paquistão “não tolerará nenhum tipo de agressão”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã está “profundamente preocupado” com os desdobramentos na Península Arábica e se declarou pronto a “ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, segundo o The Hindu. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que discutiu o conflito em curso entre Riad e os houthis com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan e disse, segundo a Sputnik, que as crises da região não têm solução militar e que o Irã está pronto a prestar qualquer forma de assistência para iniciar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen e alcançar um acordo político.

A Autoridade Geral de Aviação Civil prorrogou a suspensão das operações no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, para concluir os procedimentos necessários de verificação da segurança das instalações e da prontidão operacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Middle East Eye. Um novo ataque atingiu o aeroporto internacional de Riad no domingo, um dia depois de outro ataque ao aeroporto ter matado ao menos 12 pessoas e ferido mais de 300, segundo a France24. Funcionários do governo dos Estados Unidos (EUA) na Arábia Saudita passaram a precisar de autorização especial para usar os aeroportos de Riad, Jeddah e Dammam, segundo a Sputnik. O Reino Unido atualizou no domingo sua orientação oficial para desaconselhar viagens não essenciais a todos os aeroportos na Arábia Saudita, exceto o de Medina.

A Arábia Saudita estaria com baixo estoque de mísseis interceptores diante da intensificação dos ataques houthis, e o total de mortos no ataque de 10/10 ao aeroporto internacional King Khalid subiu a 13 após a morte de um indiano ferido, confirmada pela Embaixada da Índia em Riad, segundo o Hindustan Times. O porta-voz militar houthi Yahya Saree reiterou no domingo o alerta a companhias aéreas, empresas e viajantes para não operar voos para aeroportos sauditas, por considerá-los inseguros, segundo o mesmo jornal.

A Arábia Saudita, o Egito, o Paquistão e a Turquia, como Grupo R4, condenaram no domingo os ataques houthis em curso contra o Reino, incluindo os lançados contra o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, que mataram e feriram civis e danificaram infraestrutura civil, chamando-os de “violação flagrante do direito internacional” e de “violação” flagrante da soberania e da integridade territorial saudita, segundo a Arab News. O grupo reafirmou solidariedade à Arábia Saudita, com apoio total a todas as “medidas e passos legítimos” que o país tomar para responder aos ataques, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Lufkin Daily News.

O assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Gargash, disse nesta segunda-feira que atacar a Arábia Saudita mina a segurança dos Emirados e de todos os Estados do Golfo, em meio aos repetidos ataques contra a Arábia Saudita na última semana, segundo o Khaleej Times. Gargash pediu a revitalização da ação conjunta do Golfo, sobretudo nas dimensões de segurança e defesa, e afirmou que a segurança do Golfo é indivisível e que todos são alvos.

O banco central da Síria disse neste domingo que emitiu sua primeira carta de crédito em 14 anos, para viabilizar um acordo de fornecimento de derivados de petróleo entre a Syrian Petroleum Company e a Saudi Aramco, segundo o Jerusalem Post. O banco afirmou que a transação foi arranjada em coordenação com um grande banco estadunidense que não nomeou, abrindo um canal para financiar importações de petróleo e liquidar pagamentos pelo sistema bancário formal.

Um novo ataque atingiu um terminal de passageiros do aeroporto internacional King Khalid, em Riad, neste domingo, provocando incêndio e ferindo pessoas, segundo o Middle East Eye. A autoridade saudita de aviação civil disse que o ataque “resultou em feridos”, sem informar o número, e confirmou que há vítimas, segundo a Sputnik Globe. O porta-voz militar houthi Yahya Saree renovou o alerta contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo saudita, segundo o Middle East Eye.

Os houthis renovaram neste domingo o alerta a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes para não usarem aeroportos da Arábia Saudita e disseram que o aviso deve ser levado a sério, depois do ataque ao aeroporto internacional de Riad. Segundo as autoridades sauditas, citadas pelo The Jerusalem Post, o ataque de sábado deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. A aviação civil saudita prorrogou o fechamento do aeroporto King Khalid até as 18h (UTC-3) de domingo, por Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). A Índia condenou o ataque, citou os 12 mortos e mais de 300 feridos e chamou de completamente inaceitáveis os ataques a civis.

A agência iemenita Saba informou que a Arábia Saudita atingiu seis vezes o distrito de Majz, na província de Saada, no norte do Iêmen, segundo o Mehr News. Escolas de Riad vão passar uma semana em ensino a distância, por ordem do Ministério da Educação, conforme um e-mail enviado no domingo aos pais, depois dos ataques fatais ao aeroporto da capital. Todos os voos foram desviados de Riad no sábado e as operações do aeroporto, que serve uma cidade de cerca de 8 milhões de pessoas, foram temporariamente suspensas, segundo a autoridade saudita de aviação civil.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque houthi ao aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que, segundo relatos, matou 12 pessoas e feriu centenas de civis, segundo a agência russa TASS. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al-Budaiwi, classificou os ataques como “ataques terroristas traiçoeiros”. Perguntado no sábado se havia mudado de ideia sobre aderir aos ataques sauditas contra o grupo, Donald Trump disse que os Estados Unidos “podem”. Entre os 12 mortos estão quatro sauditas, dois bengaleses, um estadunidense, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo o Le Monde.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que o ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, segundo o Middle East Eye. Entre os mortos há quatro sauditas, dois bengaleses, um cidadão dos Estados Unidos (EUA), um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo a National Public Radio (NPR). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avalia se o país deve aderir aos ataques sauditas contra os houthis após o ataque de sábado, segundo a NPR.

Um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, de voos domésticos, do aeroporto King Khalid, em Riad, e deixou muitas pessoas feridas, segundo o The Hindu. Por precaução, o aeroporto permanecerá fechado a chegadas e partidas até cerca da meia-noite no horário local, segundo a TASS. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os EUA podem aderir aos ataques sauditas contra os houthis e decidir rapidamente, segundo o The Jerusalem Post. Depois de saber do ataque, afirmou: “Podemos. Vamos analisar”, segundo o The Hindu.

O aeroporto internacional King Khalid, em Riad, suspendeu temporariamente as operações depois de um ataque no sábado que feriu várias pessoas, segundo a France 24. A autoridade de aviação civil saudita afirmou que o número de feridos ainda estava sendo avaliado e que as operações seguiam suspensas até a conclusão da avaliação dos danos e da verificação da segurança das instalações, segundo a France 24. A Reuters noticiou que várias pessoas ficaram feridas no ataque, conforme a autoridade de aviação civil. Uma fonte diplomática atribuiu o ataque de sábado a um míssil disparado pelos Houthis, e o grupo não anunciou novo ataque no sábado, segundo a France 24.

Uma forte explosão foi ouvida no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, no sábado, com a evacuação de partes do terminal e mais de uma dezena de ambulâncias deslocadas ao local, segundo uma testemunha e pessoas informadas do caso citadas pela Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O aeroporto suspendeu as operações, sem atender voos de chegada ou de partida, informou a TASS. A Etihad Airways e a Qatar Airways cancelaram vários voos entre seus respectivos hubs e Riad, com alguns cancelamentos estendidos até segunda-feira, segundo a Reuters. Uma fonte médica disse à AFP que dezenas de pessoas ficaram feridas no aeroporto, ao menos cinco em terapia intensiva, em um ataque que uma fonte diplomática atribuiu aos houthis, segundo o Middle East Eye. O aeroporto já havia sido atacado duas vezes nesta semana, deixando quatro mortos, outros feridos e uma aeronave danificada, segundo a Reuters.

A Turquia, o Catar e o Kuwait condenaram os ataques houthis a aeroportos sauditas no início da semana, que mataram três sauditas e danificaram propriedades, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou “nos termos mais fortes” os ataques ao aeroporto internacional de Abha, no sul, e ao aeroporto internacional Rei Khalid, segundo a mesma reportagem.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na sexta-feira que realiza uma operação ampla contra elementos e capacidades dos houthis, segundo declaração do porta-voz da coalizão. O comunicado afirma que 136 alvos militares foram destruídos em áreas sob controle houthi, e que a coalizão presta apoio aéreo contínuo às forças do governo iemenita. O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o país voltou a uma guerra em larga escala. Segundo a ONU, ao menos 46 civis foram mortos e mais de 130 ficaram feridos desde agosto nos combates no país.

O Paquistão diz manter um contingente substancial de forças e recursos na Arábia Saudita, em caráter defensivo, em meio aos ataques dos houthis. O porta-voz da chancelaria paquistanesa afirmou que essas tropas não cruzariam a fronteira para atacar os houthis e atuariam em defesa do território saudita. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, prevê que um ataque armado contra um dos membros seja tratado como ataque contra todos.

Os Estados Unidos (EUA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiram alertas após os ataques houthis ao aeroporto de Riad. A embaixada dos EUA na Jordânia emitiu um alerta de viagem para norte-americanos no Oriente Médio, citando o ataque houthi ao aeroporto de Riad, e a EASA recomendou que as companhias evitem operar em trechos adicionais do espaço aéreo saudita.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na quarta-feira ter destruído 82 alvos militares houthis em várias províncias, numa operação de larga escala, segundo o CGTN. O porta-voz Turki Al Maliki disse no X que a operação atingiu alvos em Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. O grupo houthi disse que a Arábia Saudita realizou 156 ataques aéreos e de mísseis contra Sanaa, a capital que controla.

A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.

Autoridades sauditas disseram que ataques houthis aos aeroportos de Riad e Abha mataram três pessoas e feriram dezenas, segundo o The New York Times. A Air India informou que o voo AI2243, que saía de Délhi com destino a Riad, retornou a Délhi na quinta-feira por segurança de passageiros e tripulação; o serviço foi cancelado, com reembolso integral. Os voos foram afetados depois que rebeldes houthis alinhados ao Irã supostamente miraram a Arábia Saudita, incluindo um míssil disparado contra o aeroporto internacional de Riad, segundo o The Hindu.

O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.

Os houthis afirmaram ter atingido o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, com um míssil balístico em 7 de outubro – a segunda vez na semana em que reivindicam um ataque contra o principal aeroporto da capital saudita, segundo o Al-Monitor. O porta-voz militar houthi Yahya Saree disse em publicação no X que as forças armadas do grupo atingiram o aeroporto e que o ataque foi “preciso, por graça de Deus”, e provocou “interrupção do tráfego aéreo.” A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, afirmou que o míssil foi interceptado.

Os ataques houthis aos aeroportos internacionais de Abha e King Khalid, em Riad, ocorreram em 6 e 7 de outubro, segundo a BBC – em Abha morreram duas mulheres e em Riad um residente sudanês, com 28 e oito feridos, respectivamente. A autoridade saudita de aviação civil (Gaca) atribui aos ataques três mortos e 36 feridos. O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que as forças do grupo atingiram o aeroporto King Khalid, em Riad, com um míssil balístico, com disrupção do tráfego aéreo. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído a plataforma de lançamento usada no ataque a Riad e, em seguida, 82 alvos militares legítimos, entre instalações de mísseis houthis em montanhas e centros de comando e controle. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os contínuos ataques transfronteiriços houthis contra a Arábia Saudita. A ONU disse na quarta-feira que os combates no Iêmen deslocaram mais de 200 mil pessoas.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído 82 alvos numa “operação abrangente” em Saada, Hodeidah, al-Jawf e Marib, segundo o porta-voz major-general Turki al-Maliki. Segundo ele, os alvos incluíram 11 depósitos de mísseis balísticos em montanhas em Saada, além de centros de comando e controle, sistemas de comunicação e depósitos de mísseis e armas. O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou que o movimento Ansar Allah lançou ataques com mísseis balísticos contra posições da coalizão ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.

A Arábia Saudita abriu uma apuração de segurança aérea sobre o incidente do voo flydubai FZ1073, ao lado da investigação criminal liderada pelos Emirados, segundo três pessoas próximas do caso, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times. O país notificou agências de aviação especializadas no exterior de que conduziria a investigação de segurança sob regras internacionais; o voo estava no espaço aéreo saudita quando o copiloto atacou o comandante com um machado. Israel ofereceu participar de qualquer investigação de segurança liderada pela Arábia Saudita, mas até agora não foi convidado, segundo o chefe da agência israelense de investigação de acidentes aéreos, à Reuters.

A Turquia está enviando apoio principalmente defensivo e técnico à Arábia Saudita para combater os houthis do Iêmen, disseram duas autoridades na quarta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O apoio esperado seria apenas equipamento militar, compartilhamento de inteligência e sistemas de armas, sem outra forma de mobilização pela aliança até agora, segundo as autoridades. O chanceler Hakan Fidan disse, depois de uma reunião da aliança de Meca, que os lados discutiram que apoio dar à Arábia Saudita para suas capacidades defensivas.

O ataque ao aeroporto de Aden ganha detalhes: um míssil caiu perto da pista minutos antes do pouso de um voo vindo do Cairo, segundo a Al Jazeera via governo iemenita. O governo iemenita diz que os houthis miraram pista e terminal de passageiros com ao menos dois mísseis balísticos e drones; os houthis dizem ter mirado suprimentos militares sauditas no acampamento Badr, e a coalizão liderada pelos sauditas diz ter interceptado um míssil balístico ao norte de Riad.

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita informou que os aeroportos de Najran e Jizan foram atingidos na segunda-feira, com três feridos leves e danos às duas instalações, segundo a AP, em texto republicado pela PBS News. A coalizão liderada pelos sauditas disse na terça-feira ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis apoiados pelo Irã em direção a Khamis Mushait, cidade no sudoeste da Arábia Saudita que abriga uma importante base militar saudita. A Al Jazeera noticiou duas explosões potentes perto do aeroporto internacional de Aden, em atualização de blog ao vivo do Middle East Eye.

A Turquia planeja ampliar nas próximas semanas o apoio militar à Arábia Saudita, com o envio de pessoal adicional e equipamento de defesa em meio à escalada dos ataques houthis ao reino, segundo autoridades turcas citadas pelo Middle East Eye nesta terça-feira, 6 de outubro. Em nota conjunta na segunda-feira, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita disseram ter decidido implementar imediatamente seus compromissos de defesa coletiva sob a Aliança de Meca para a Defesa. Duas autoridades turcas afirmaram que o país mantém equipes técnicas, sistemas de defesa aérea e equipamentos de guerra eletrônica no reino desde o ano passado para proteger infraestrutura crítica, incluindo instalações de energia.

Os ministros de Energia da ASEAN se reúnem nesta semana para discutir segurança energética regional diante de disrupções de oferta causadas pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e os 11 membros importavam cerca de metade de suas necessidades de petróleo do Oriente Médio antes da guerra iniciada no fim de fevereiro e ficaram expostos ao fechamento de fato do estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera. O chefe da Saudi Aramco, Amin Nasser, disse que o conflito cortou quase 3 bilhões de barris da oferta da região, com mais de 1 bilhão liberado de reservas, e estimou restarem menos de 6 bilhões de barris em estoques comerciais, segundo o Middle East Eye.

Em detalhamento reivindicado das três operações, os houthis afirmam ter lançado três operações com mísseis e drones contra alvos na Arábia Saudita na noite de segunda-feira, segundo a Xinhua. Segundo os houthis, os alvos reivindicados foram o aeroporto internacional King Khalid, em Riad, uma refinaria da Aramco em Rabigh e o aeroporto de Abha, a base aérea King Khalid, o acampamento Aqifa e outros locais em Najran e Jazan. Não houve confirmação imediata das autoridades sauditas e o dano relatado não pôde ser verificado de forma independente. A coalizão liderada pelos sauditas afirma, por sua vez, ter frustrado um plano de ataques a vias navegáveis no sul do mar Vermelho em operação em Hodeidah.

A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia decidiram na segunda-feira, 5 de outubro, implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva e garantir o deslocamento rápido das forças acordadas para o território saudita, segundo a Reuters em texto republicado pelo The Hindu, medida que o Ministério das Relações Exteriores paquistanês descreve como fornecer as forças e capacidades militares acordadas e assegurar seu deslocamento rápido para o reino, segundo a Al Jazeera. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o acionamento responde aos ataques e a todos os responsáveis por eles, segundo a Al Jazeera.

Forças aliadas ao governo iemenita internacionalmente reconhecido retomaram a cidade de Dhubab, logo ao norte do estreito de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, disseram autoridades iemenitas à AP em texto republicado pelo The Hindu. O porta-voz da coalizão saudita, major-general Turki al-Malki, afirmou que 100 caças dão apoio às forças do governo iemenita, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que era esperado que o governo apoiado pelos sauditas revidasse para retomar território, segundo a AP em texto republicado pelo The Hindu.

O porta-voz houthi Yahya Saree disse que ataques com drones e mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O mesmo comunicado afirmou que a refinaria da Aramco em Rabigh também foi atingida, junto com instalações militares e aeroportos menores no sul do país. Segundo o Middle East Eye, o grupo atingiu o aeroporto Rei Khalid pela segunda vez nesta segunda-feira. Os houthis declararam o espaço aéreo saudita teatro aberto para suas operações, exceto os espaços sagrados de Meca e Medina. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a “forte escalada” dos combates no Iêmen e condenou os ataques houthis em território saudita, segundo a Agence France-Presse (AFP).

Forças do governo do Iêmen internacionalmente reconhecido retomaram Dhubab, ao norte de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, sob cobertura da coalizão saudita, segundo o Times of India. O porta-voz da coalizão saudita, o major-general Turki al-Malki, disse que 100 caças apoiam as forças do governo e que a coalizão garantiu a proteção aérea do estreito. A escalada matou ao menos 959 pessoas e feriu mais de 4.200, com cerca de 174.097 deslocados dentro do Iêmen, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Paquistão, a Arábia Saudita e a Turquia decidiram implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva, com o envio rápido de forças e capacidades militares acordadas para a Arábia Saudita, segundo o Times of India. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o comitê da aliança concordou em ativar medidas de dissuasão coletiva em resposta aos ataques do grupo houthi. O Paquistão e a Turquia anunciaram apoio militar à Arábia Saudita após reunião de emergência do comitê da aliança, em comunicado conjunto dos três chanceleres, segundo o Middle East Eye.

Forças pró-governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita dizem ter assegurado o estreito de Bab al-Mandab no início de uma grande ofensiva contra os houthis, segundo a BBC. Um porta-voz militar iemenita disse que as Brigadas Gigantes e as forças National Shield cercam combatentes houthis em Dhubab, cidade costeira do mar Vermelho, depois de tomar o aeroporto e cortar a estrada para a cidade portuária de Moca. A mídia controlada pelos houthis negou que as forças do governo tenham avançado na área de Dhubab. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita disse que seus caças destruíram mais de 300 alvos de alto valor em ataques de apoio à ofensiva, segundo a BBC.

O exército iemenita disse ter feito mais de mil ataques e iniciado uma ofensiva contra Sanaa, a capital sob controle houthi, com 100 aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita em surtidas ao amanhecer, segundo o The Hindu, em texto da Agence France-Presse (AFP). O porta-voz da coalizão, o major-general Turki al-Maliki, disse que 100 jatos voaram ao raiar do dia na operação batizada de “Dawn of Yemen”, com “apoio aéreo ininterrupto às forças iemenitas em terra”, segundo o The Hindu. Os houthis cercaram na prática a cidade de Taiz depois de cortar a principal rota de abastecimento que a liga a Áden, ainda segundo o The Hindu.

O centro de coordenação de operações humanitárias controlado pelos houthis pediu que companhias aéreas evitem o espaço aéreo da Arábia Saudita, segundo a TASS, citando a agência SABA, controlada pelos houthis. O mesmo centro afirmou que o espaço aéreo saudita “se tornará um teatro de operações militares” para as forças rebeldes. A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) emitiu um aviso para que companhias evitem o espaço aéreo saudita, segundo a Reuters, após o recente aumento de ataques houthis.

Os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Aramco em Riad, num comunicado publicado no X, no sábado, pelo porta-voz militar Yahya Saree. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, classificou as alegações de ataque a Riad como “enganosas”. Na madrugada de domingo, a coalizão disse ter realizado 97 “operações de alvo preciso” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, com aviões, drones, artilharia, mísseis e franco-atiradores. Um petroleiro relatou ter visto várias explosões a cerca de 60 milhas náuticas ao sul da cidade portuária iemenita de Mocha, no Golfo de Áden, no domingo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Os houthis também afirmaram ter forçado duas formações de caças F-15 sauditas a se retirar do espaço aéreo de Taiz com mísseis antiaéreos de fabricação local.

A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riad na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riad com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu uma instalação de petróleo em Riad com mísseis balísticos e drones, dizendo que os ataques provocaram incêndios. Em publicação no X, ele disse que a ação foi resposta a ataques aéreos sauditas contra o território controlado pelos Houthis no Iêmen, incluindo Sanaa. Um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local relatou ter visto carros de bombeiros tentando apagar um incêndio na refinaria da Aramco em Riad, com ambulâncias e viaturas policiais nas proximidades.

Os embarques de cru da região do Golfo voltaram ao nível anterior à guerra entre 1º e 28 de setembro, com ao menos 16,5 milhões de barris por dia, segundo a empresa de inteligência e pesquisa marítima Kpler, em reportagem do Times of India. Antes da guerra, 83% do cru da região cruzava o Estreito de Ormuz; em setembro, 40% foi exportado por oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos (EAU) sem cruzar o estreito. A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que países-membros liberaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados de reservas estratégicas, de 400 milhões prometidos em março.

Explosões foram ouvidas em Sanaa, e os houthis atribuíram os ataques à Arábia Saudita, segundo a France 24. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado e destruído quatro drones lançados pelos houthis em direção a Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, além de dois mísseis balísticos, segundo o Israel National News.

A Arábia Saudita e as forças do governo iemenita planejam uma grande contraofensiva contra o movimento houthi Ansar Allah, mas os Estados Unidos ainda não estão preparados para participar, segundo a TASS. Washington recusou pela segunda vez nas últimas semanas o pedido saudita para entrar na operação e realizar bombardeios contra posições houthis, e já havia fornecido a Riad mais de 200 alvos houthis para atacar, conforme a TASS.

Os Estados Unidos enviaram uma bateria Patriot extra à Arábia Saudita para proteger uma instalação petrolífera importante e outra ao Catar para proteger uma instalação de gás natural, segundo a Axios, em relato publicado pelo Middle East Eye. Os aliados do Golfo, entre eles Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, já operam suas próprias baterias, mas contam com Washington para proteção adicional, já que vêm sofrendo o peso da retaliação iraniana a ataques dos Estados Unidos e de Israel.

A Arábia Saudita planeja uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com opções que incluem um avanço costeiro para garantir a rota marítima do mar Vermelho, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. A operação seria liderada em terra por forças iemenitas supervisionadas por Riad e apoiada por ataques aéreos sauditas, segundo seis pessoas com conhecimento dos preparativos. O objetivo central é reverter os ganhos rápidos dos houthis no mês passado, quando avançaram pela costa e tomaram o controle do estreito de Bab el-Mandeb. Mais de 100 mil soldados iemenitas poderiam ser mobilizados, dependendo da escala da ofensiva.

O Paquistão, a Turquia e a Arábia Saudita realizam na próxima semana, em Riad, uma reunião emergencial do comitê político-estratégico de defesa do pacto de defesa conjunta de Meca, segundo o The Times of India. A agenda inclui os ataques houthis e a busca de engajamento político com os houthis em vez de ação militar, segundo o The Times of India. Pelo pacto, um ataque armado contra qualquer um dos três países deve ser tratado como ataque contra os três. O chanceler paquistanês disse que mais de seis outros países querem aderir ao acordo, segundo o Middle East Eye.

A investigação preliminar da Arábia Saudita sobre o pouso de emergência do voo da Flydubai concluiu que o comandante foi agredido pelo copiloto, informou o Ministério do Interior. O voo FZ1073, de Dubai para Tel Aviv, alternou para o aeroporto de Tabuk, com 174 passageiros e oito tripulantes a bordo, e chegou “em segurança” às 9h45 no horário local (6h45 GMT).

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, deve pedir no gabinete de segurança a extradição do copiloto do voo da Flydubai que teria tentado derrubar o avião com cerca de 180 pessoas a bordo na quarta-feira, segundo o Hindustan Times, que cita o Jerusalem Post. O suspeito está detido na Arábia Saudita, onde a aeronave com 174 pessoas a bordo, entre elas 27 crianças, fez pouso de emergência em Tabuk na quarta-feira após uma altercação na cabine de comando. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que o procurador-geral Hamad Al Shamsi determinou a formação de uma equipe de membros especializados do Ministério Público para investigar as circunstâncias do caso.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que passageiros e tripulantes impediram uma tentativa de sequestro em pleno voo de um avião da flydubai com destino a Tel Aviv depois que um dos pilotos esfaqueou o outro e tentou derrubar a aeronave, segundo o VINnews. A companhia afirmou que o motivo do confronto entre os pilotos é desconhecido e está sob investigação formal. Os dois pilotos ficaram feridos e foram levados a um hospital após o pouso em Tabuk, segundo autoridades do aeroporto.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, disse que Islamabad usará “todos os meios disponíveis” para defender a Arábia Saudita contra os houthis, segundo a Arab News. Falando em Roma, ele não confirmou se forças paquistanesas já participaram de ataques aéreos, segundo a Arab News. O compromisso é apresentado como obrigação do novo pacto de defesa mútua, que prevê que Islamabad coloque “todos os meios” à disposição de Riad em caso de ameaça houthi, segundo a Al Jazeera.

Um voo da FlyDubai de Dubai para Tel Aviv pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, após um incidente durante a rota, com todos os passageiros a salvo, segundo a Al Jazeera. Autoridades israelenses disseram à imprensa local que o desvio ocorreu após uma briga física entre os pilotos, afastando a hipótese de sequestro – o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que não houve alarme de sequestro. O avião levava cerca de 150 pessoas, a maioria israelense, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC).

A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.

O Tesouro dos Estados Unidos (EUA) sancionou 10 indivíduos e empresas acusados de adquirir armas e peças para as Forças Armadas do Irã, com representantes e empresas de tecnologia baseados na China, no Paquistão, na Turquia e na Arábia Saudita entre os acusados. Três das entidades sancionadas ficam no Irã. O Tesouro disse que a ação degrada ainda mais a capacidade do regime iraniano de reconstituir seus programas de armas e aumenta os custos para quem escolhe ajudar os esforços de aquisição militar de Teerã. As sanções integram a Operation Economic Outcast, esforço do Tesouro para restringir ainda mais o acesso do Irã aos mercados globais.

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita alegou que os houthis, apoiados por Teerã, modificaram armas iranianas de defesa aérea em mísseis de cruzeiro vagantes com o auxílio da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Al Jazeera. Autoridades iranianas não comentaram os detalhes das acusações, mas negaram de forma ampla dirigir os houthis e destacaram a independência do grupo iemenita. O presidente Masoud Pezeshkian rejeitou uma conexão entre o Irã e ações dos houthis em entrevista à Al Jazeera e pediu negociação entre a Arábia Saudita e os houthis.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, reuniu-se com o chanceler saudita Faisal bin Farhan em Washington em 28 de setembro para tratar de segurança regional, incluindo a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e a situação no Iêmen, segundo a Al Jazeera. Rubio disse que trataram ainda de Irã, Gaza e Sudão, enquanto a agência estatal saudita SPA informou que os dois falaram dos desdobramentos políticos e de segurança na região e da situação no Iêmen.

O chanceler da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, pediu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) cooperação internacional séria para proteger a liberdade de navegação e afirmou que o arranjo de segurança regional deve ser “abrangente”, segundo o Middle East Eye. Ele apoiou iniciativas de desescalada, em especial os esforços de Catar e Paquistão, dizendo que podem ajudar a restaurar a estabilidade regional.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos e dois drones lançados pelos houthis contra o reino, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Express Tribune. A coalizão afirmou em publicações no X que os mísseis iam para Khamis Mushait e os drones para a capital, Riad. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem Mohamed Al Budaiwi, condenou os ataques como violação da soberania saudita e ameaça direta à segurança dos civis e à estabilidade regional, segundo a SANA.

Os chefes das forças armadas e dos estados-maiores de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia reuniram-se em Riad na sexta-feira, 25 de setembro, segundo um comunicado do exército, e discutiram ampliar o compartilhamento de inteligência, a coordenação militar e a integração de capacidades no âmbito do pacto de defesa de Meca. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que novos ataques à cidade sagrada de Meca seriam uma “linha vermelha” para Islamabad. A defesa aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis na direção de Khamis Mushait, segundo o porta-voz oficial da coalizão, general Turki al-Maliki.

Uma avaliação sigilosa da inteligência dos Estados Unidos concluiu que a Arábia Saudita não descartou desenvolver arma nuclear, segundo o The Washington Post, em texto republicado pela RT. O acordo nuclear assinado em julho, conhecido como Seção 123, abre a base legal para empresas estadunidenses e prevê enriquecimento inicialmente limitado abaixo de 5%, que poderá subir a até 20% após estudos adicionais. O Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos “não apoiam nem apoiarão” um programa saudita de arma nuclear.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que qualquer ameaça aos locais sagrados do islã na Arábia Saudita é uma “linha vermelha” e que o país está “ombro a ombro” com Riad, segundo o Arab News Pakistan. Sharif condenou o que chamou de “covarde e hedionda tentativa de ataque com drone” contra Meca, e o ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que o acordo de defesa com a Arábia Saudita e a Turquia se aplica e que o Paquistão cumprirá o seu dever, conforme o The Statesman.

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, deu à guerra contra os houthis um enquadramento religioso explícito: dirigiu-se às tropas na fronteira pedindo que estejam prontas para sacrificar a vida, citando versículos do Corão e ditos do profeta Maomé sobre sacrifício, e rezou pela “derrota completa” do grupo, informa o Ynet News, que também relata a exibição, pela televisão estatal saudita, de imagens do que as autoridades descreveram como um ataque houthi a uma mesquita no sul do reino. Riad acusa o grupo de tentar atingir Meca, e os houthis rejeitam a acusação.

A inteligência dos Estados Unidos avalia que a Arábia Saudita não descartou desenvolver armas nucleares, segundo o Washington Post.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os ataques transfronteiriços dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo a tentativa de atingir Riad, além de ataques a civis e à infraestrutura de energia do reino, segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, citado pela UN News. Membros do Conselho de Segurança da ONU condenaram os ataques em curso da milícia houthi, com danos a civis e à infraestrutura de energia, e expressaram solidariedade e apoio ao direito de autodefesa da Arábia Saudita, segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA).

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, conclamou as tropas do reino a estarem prontas para sacrificar a vida no combate aos houthis apoiados pelo Irã até que o grupo seja deposto do poder, informou o Al-Monitor, citando a Reuters. A declaração veio depois de semanas de escalada, com ataques houthis com mísseis e drones contra a Arábia Saudita e retaliação saudita com ataques aéreos.

Chefes militares da Turquia e do Paquistão viajam a Riad em resposta a um pedido da Arábia Saudita por uma reunião urgente sobre a implementação do pacto de defesa mútua entre os três países, informa a Al Jazeera. O Ministério da Defesa da Turquia confirmou a viagem do chefe do Estado-Maior, general Selcuk Bayraktaroglu, à Arábia Saudita, segundo a Al Jazeera. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026, trata um ataque armado a qualquer um dos três países como ataque a todos os três – e a Al Jazeera enquadra o deslocamento como uma aproximação de Ancara e Islamabad da guerra que a Arábia Saudita trava contra os houthis no Iêmen, segundo a Al Jazeera.

O presidente do parlamento da Turquia disse esperar que o pacto de defesa entre o Paquistão e a Arábia Saudita, estendido à Turquia em agosto e rebatizado de Acordo de Defesa Conjunta de Meca, seja submetido à aprovação do Legislativo no próximo mês, segundo o Middle East Eye. O acordo prevê que um ataque armado a qualquer um dos três países seja tratado como ataque a todos, mas a ratificação parlamentar segue pendente, informa o The Guardian.

A Arábia Saudita reúne chefes militares do Paquistão e da Turquia para discutir opções no âmbito do pacto de Meca, enquanto a França confirmou o envio de soldados, radares e sistemas de defesa para proteger o terminal petroleiro de Yanbu, segundo a Al Jazeera. Os houthis lançaram neste mês uma ofensiva na costa do Mar Vermelho, em meio à guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, e os combates se alastram pelo Iêmen, segundo o Washington Post.

As transferências de petróleo de navio para navio no Golfo de Omã atingiram o limite depois que a Arábia Saudita desviou exportações do Mar Vermelho, segundo a Reuters via The Hindu. As exportações sauditas de petróleo bruto via Estreito de Ormuz caminhavam para 3,6 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante cerca de 900 mil bpd em agosto, segundo dados da empresa de análise Kpler citados na reportagem. A estatal Saudi Aramco vendeu mais de 60 milhões de barris para transferência ao largo de Sohar, em Omã, neste mês e no próximo, depois do ataque de 13 de setembro contra o oleoduto Leste–Oeste.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ter lançado mísseis e drones contra um “alvo sensível” em Riad e contra instalações da Aramco na cidade de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera; o petróleo subiu no mesmo dia: o Brent para novembro fechou acima de US$ 106,50 o barril, depois de passar de US$ 108 e fechou a US$ 106,60, alta de US$ 3,52, ou 3,4%, segundo o The Vibes; segundo o Middle East Eye, as travessias de navios no estreito de Ormuz caíram para nove na quinta-feira, ante 14 no dia anterior e uma média de 10 dias em torno de 18, em dados preliminares de rastreamento de embarcações.

Pelo menos 20 autores de um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) têm vínculos diretos com o setor de petróleo e gás, revelou o Le Monde, a partir de apuração conduzida com veículos europeus; pelo menos 12 dos cerca de 220 autores da seção de mitigação do próximo relatório têm emprego ou laços com a Saudi Aramco ou o setor fóssil saudita, segundo o jornal; levantamento do Guardian com parceiros identificou 20 casos de forte potencial conflito de interesses, 11 deles ligados aos sauditas.

A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão vão realizar uma reunião urgente dos chefes de Estado-Maior, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores saudita, para discutir formas de apoiar Riad na escalada com os houthis do Iêmen. A barragem de mísseis balísticos e drones contra alvos sauditas, que incluiu a cidade sagrada de Meca, testa o pacto de defesa mútua assinado em agosto com a Turquia e o Paquistão. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca estabelece que um ataque armado contra um dos três países é considerado ataque contra todos.

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e com a retomada do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, e apagaram boa parte da queda depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que acredita em um acordo com o Irã após as eleições legislativas de novembro. O Brent, referência para dois terços do petróleo negociado no mundo, caiu 2,64%, a US$ 97,69 o barril, às 15h09 no horário dos Emirados Árabes Unidos, e o West Texas Intermediate recuou 3,20%, segundo o The National, de Abu Dhabi. Mais cedo, o Brent havia caído 3%, a US$ 97,43, e o petróleo dos Estados Unidos, até 3,5%, a US$ 92,40, segundo a NBC News. Depois do discurso de Trump, o petróleo norte-americano voltou a cerca de US$ 96 e o Brent chegou a superar US$ 100 outra vez, conforme a NBC News. “Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido que eles não façam”, disse Trump na tribuna. “Os preços do petróleo vão despencar, ainda mais baixos do que estavam no começo do conflito.” A agência semioficial iraniana Fars classificou os relatos sobre a reabertura de Ormuz como “não confiáveis e inverídicos”, segundo a NBC News, que afirma não ter confirmado as informações. Apenas dois navios comerciais visíveis cruzaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, contra cerca de 125 por dia antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, segundo dados preliminares de navegação citados pelo The National. A média nacional do preço do diesel nos Estados Unidos bateu recorde nesta terça-feira, a US$ 6,52 o galão, alta de 82% desde o começo do ano, segundo a NBC News.

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, chamou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, os houthis do Iêmen de “milícia terrorista” e condenou a tentativa de atingir Meca, que descreveu como “crime hediondo” e “provocação aos sentimentos dos muçulmanos no mundo inteiro”, segundo a Al Jazeera e o Dawn, que publicou o despacho da agência France-Presse. A fala foi feita em reunião de gabinete em Jeddah, registrada pela Saudi Press Agency, a agência oficial do reino: uma intervenção rara do monarca de 90 anos, que deixou os assuntos correntes com o filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. A Arábia Saudita afirma ter interceptado em 15 de setembro de 2026 um drone lançado pelos houthis contra Meca, o que a Al Jazeera registra como a primeira ativação de um alerta de segurança na cidade em quase dez anos. O líder houthi Abdel-Malik al-Houthi negou o ataque e chamou a acusação saudita de “mentira hedionda”. Desde então, mísseis e drones houthis atingiram cidades sauditas e infraestrutura de energia: a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado em 19 de setembro de 2026 um míssil balístico disparado contra Riad, que deixou uma coluna escura de fumaça sobre uma área de armazenamento de combustível do aeroporto internacional Rei Khalid.

Os chanceleres de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão afirmaram em comunicado conjunto nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o direito de a Arábia Saudita se defender conforme o direito internacional e destacaram a necessidade de preservar a segurança da navegação na região, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen, noticiado pela Reuters e publicado pelo Middle East Eye e pelo Times of India. Os quatro ministros se reuniram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, manifestaram “profunda preocupação” com os conflitos em curso na região, disseram que o diálogo e a diplomacia são o único caminho para uma solução sustentável e declararam apoio ao governo do Iêmen em seus esforços de estabilidade e paz. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, estabelece que um ataque armado contra um dos três países será considerado ataque contra todos, segundo a BBC.

A Arábia Saudita reiniciou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, disseram à Reuters três fontes informadas do assunto; duas delas afirmam que o bombeamento voltou em ritmo baixo, e a estatal Saudi Aramco não respondeu de imediato. Ataques de drones forçaram o fechamento da linha em 13 de setembro de 2026, interrompendo os carregamentos em Yanbu. Desde a paralisação dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, o oleoduto vinha redirecionando cerca de 4 milhões de barris por dia ao porto, o equivalente a aproximadamente 4% do suprimento global, segundo a agência.

Ataques aéreos sauditas contra o porto de Mokha, no mar Vermelho, mataram ao menos seis pessoas, no momento em que os houthis, apoiados pelo Irã, pressionam a sua ofensiva no Iêmen, segundo a France 24, citando a Reuters, a Associated Press e a AFP. O episódio ocorre no mesmo dia em que o porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, informou em Genebra que mais de 130 mil pessoas já foram deslocadas no Iêmen e cerca de 3 mil fugiram para o Djibuti desde o reinício dos combates no início de setembro, números que podem chegar a 230 mil e 10 mil nos próximos meses, segundo o Middle East Eye.

A Arábia Saudita religou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as exportações pelo porto de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par do assunto; o bombeamento opera em regime baixo. O oleoduto de 1.200 quilômetros, que liga Abqaiq a Yanbu e permite ao país escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, havia sido fechado depois de ataques com drones lançados do Iraque. O Ministério de Energia saudita informou em 11 de setembro que o duto foi parado “como medida de precaução” após “múltiplos ataques” e que houve feridos, segundo a agência estatal Saudi Press Agency; no dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques e disse que o reino optou por não responder de imediato, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, segundo a agência. Bagdá demitiu um comandante militar e abriu investigação depois de admitir que os drones partiram de uma província sua na fronteira com o Irã, segundo a BBC News.

O Reino Unido vai enviar um avião-tanque Voyager da Real Força Aérea (RAF) para dar reabastecimento aéreo “defensivo” aos caças da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que disse ter aceitado um pedido saudita de apoio militar. O aparelho, baseado na base britânica de Acrotíri, no Chipre, deve começar a operar nos próximos dias e a missão é “limitada no tempo”, segundo a BBC News, que registra que se trata de uma única aeronave e que o apoio se restringe a defender o país de drones e mísseis, sem respaldar ataques ao Iêmen. O ministro da Defesa, Luke Pollard, afirmou à Sky News, segundo o Middle East Eye, que a decisão responde à “segurança nacional” britânica e que “em tempos perigosos, bons amigos ficam juntos”. A Arábia Saudita já tem, além do Voyager, o sistema de defesa antiaérea Sky Sabre, e os houthis reivindicaram nos últimos dias ataques com drones e mísseis balísticos contra Riad e instalações energéticas na costa do mar Vermelho. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) projetou que cerca de 230 mil deslocados no Iêmen e outros 10 mil refugiados no Djibuti podem precisar de ajuda humanitária nos próximos meses, segundo o porta-voz Babar Baloch, citado pelo Middle East Eye.

O governo do Iêmen disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que forças governamentais retomaram duas aldeias e uma posição no topo de um morro no distrito de Al-Wazi’yah, a oeste de Taiz, numa contraofensiva contra os houthis, segundo o Arab News. A ofensiva houthi deste mês é a maior desde a trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em abril de 2022 e já deslocou 112 mil pessoas, segundo agências da ONU citadas pelo Middle East Eye, que alerta para o risco de 230 mil deslocados se os combates aumentarem. O The Guardian publica que aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam posições, aglomerações e depósitos de armas houthis a oeste de Taiz, segundo as forças governamentais iemenitas.

Uma gravação de seis segundos apresentada como o momento em que o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, foi atingido por um míssil houthi circulou em redes sociais a partir de 20 de setembro de 2026 e é gerada por inteligência artificial, segundo a checagem da agência France-Presse publicada em 22 de setembro de 2026. A busca reversa de imagens localizou uma versão mais longa do vídeo publicada em 19 de março de 2026 pelo político iemenita Ali Hussein Al-Bujairi, marcada pela própria plataforma X como “mídia manipulada”; a checagem aponta indícios de origem sintética, entre eles um homem que atravessa uma porta de vidro no terceiro segundo e um telefone celular que flutua ao lado do ouvido de outro homem no 11º segundo. Não houve relato oficial de ataque ao aeroporto: a coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado o míssil, e o fogo de 19 de setembro de 2026 consumiu um tanque de combustível da Saudi Aramco num pátio vizinho ao terminal, segundo o The Jakarta Post e a BBC. A checagem da emissora alemã Deutsche Welle, de 17 de setembro de 2026, identificou outro clipe, de nove segundos e mais de 340 mil visualizações, apresentado como ataques a Abha e também gerado por inteligência artificial, além de um vídeo de emboscada que é material de abril de 2024 com narração de uma partida de futebol de 2018 sobreposta; nos dois casos, a plataforma de detecção Hive Moderation apontou origem sintética. A checagem da Deutsche Welle observa que a dificuldade de observar o conflito de forma independente deixa espaço para esse tipo de conteúdo, e a verificação do Misbar, de 21 de setembro de 2026, tratou do mesmo vídeo do aeroporto de Riad.

Combatentes houthis avançam para tomar as montanhas de Kahboub, nas províncias de Taiz e Lahij, que separam a costa do mar Vermelho do sul do Iêmen ainda controlado pelo governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo cinco fontes militares iemenitas ouvidas pela Reuters na segunda-feira, 21 de setembro. Os combates se concentram nos arredores do distrito montanhoso de Al-Wazi’iyah, em Taiz, e em Ras al-Ara, na costa do oceano Índico, entre a foz do mar Vermelho, tomada pelo grupo na semana passada, e a base do governo em Áden; o objetivo é proteger a retaguarda das forças houthis em torno do estreito de Bab al-Mandab e abrir novas frentes, segundo as fontes. O relatório de situação nº 4 do Escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Iêmen, de 20 de setembro, registra 674 mortos e 2.998 feridos no período de 6 de agosto a 18 de setembro, e 122.297 deslocados – em 17.852 famílias, até 15 de setembro, em oito províncias –, citando a Unidade Executiva para a Gestão dos Acampamentos de Deslocados do Iêmen. A agência France-Presse, citando a emissora al-Masirah, ligada aos houthis, informou que ataques sauditas mataram seis pessoas em Mocha, entre elas duas crianças e uma mulher; a Arábia Saudita não comentou.

Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.

Os chanceleres do Grupo dos Sete (G7) pediram nesta segunda-feira, 21 de setembro, que o Irã encerre o fornecimento de armas e o apoio aos houthis no Iêmen, que classificaram como um “padrão perigoso de escalada” capaz de atingir o comércio internacional, e condenaram os “ataques contínuos inaceitáveis” do grupo no Iêmen e contra o território da Arábia Saudita, segundo a Reuters. Em nota divulgada após reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos pediram que os houthis “cessem imediatamente todas as ações militares, todas as ameaças e ataques contra a navegação civil” e voltem “de boa-fé” ao processo político. A nota saiu no mesmo dia em que a agência Saba, ligada aos houthis, afirmou que bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram ao menos seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher, e feriram oito em Mokha, cidade portuária do mar Vermelho tomada pelos houthis em 10 de setembro, segundo a AFP e a France 24; o número não teve confirmação independente.

A emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, afirmou nesta segunda-feira que aviões sauditas atingiram um mercado público e uma escola no distrito de Dhubab, no sudoeste do Iêmen, matando ao menos uma pessoa, segundo a agência chinesa Xinhua. Dhubab fica ao sul do porto de Mocha, no mar Vermelho, e perto do estreito de Bab al-Mandab, onde os houthis tomaram áreas costeiras neste mês. O Middle East Eye divulgou imagens distribuídas pelo grupo, que segundo os houthis mostram o ataque; a Arábia Saudita não comentou. O Exército do governo iemenita, apoiado por Riad, afirma que sua campanha aérea na mesma faixa costeira mira combatentes e equipamentos houthis.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que autorizou o reabastecimento aéreo dos caças sauditas para ajudar a conter os houthis e a manter o petróleo do Golfo em circulação, na primeira missão militar do seu governo, segundo o The Guardian. Ele afirmou que vai usar o primeiro encontro com Donald Trump, nesta terça-feira, para pedir a desescalada do conflito com o Irã. O Reino Unido já mantém na Arábia Saudita o sistema de defesa aérea Sky Sabre, e os houthis avançaram para áreas vizinhas do estreito de Bab al-Mandab, rota alternativa de exportação do petróleo saudita.

A artilharia saudita voltou a atingir áreas povoadas da província de Saada, no norte do Iêmen, na fronteira com a Arábia Saudita, e a televisão al-Masirah, ligada aos houthis, afirmou que mais de 130 mísseis e obuses foram disparados em 12 horas contra os distritos de Az-Zahir e Haydan, segundo a agência russa TASS. O canal disse que o bombardeio continua. Do outro lado, a televisão al-Hadath, alinhada ao governo iemenita, informou que forças do governo retomaram várias posições no sul e no oeste da província de Taiz depois de combates, segundo a mesma agência. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, afirmou no domingo que 28 ataques aéreos atingiram as províncias de Taiz, Marib e Al-Jawf em 24 horas, segundo a agência chinesa Xinhua; uma fonte militar do governo disse à Xinhua que as forças do governo retomaram posições no oeste de Taiz, sem mudança nas linhas de frente. Os números de Saada são uma reivindicação da emissora controlada pelos houthis e não foram confirmados de forma independente.

Combatentes houthis avançavam nesta segunda-feira para tomar alturas estratégicas na província de Taiz, no Iêmen, para cortar o litoral do mar Vermelho das forças restantes do governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo a Reuters. O The New York Times noticiou que o governo de Donald Trump preparou ataques aéreos contra o grupo no domingo, a pedido do príncipe herdeiro saudita, e que Trump os cancelou no último momento, com as bombas já sendo carregadas nos aviões; a Reuters não conseguiu confirmar o relato e o Comando Central dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário. O The Hindu informou, citando fontes, que Trump não prometeu apoio militar ao presidente iemenita Rashad al-Alimi em ligação telefônica, apesar do pedido.

Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que 22 petroleiros, em sua maioria VLCC (very large crude carrier), deixaram o Estreito de Ormuz na semana de 13 de setembro com 42 milhões de barris de cru, com Arábia Saudita e Iraque respondendo por 43% do volume cada um. O VLCC Pinios transferia nesta segunda-feira 2 milhões de barris de cru iraquiano Basrah ao largo de Fujairah para outro VLCC, o New Constant, com destino à China. Ataques dos houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a estatal saudita a ampliar as exportações pelo Estreito neste mês, e não há carregamentos visíveis no porto de Yanbu, no mar Vermelho, desde 16 de setembro.

Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam o distrito de Hayfan, na província de Taiz, no Iêmen, informou a televisão al-Masirah, controlada pelos houthis, segundo o Middle East Eye; o canal não divulgou vítimas nem danos. O ataque ocorre enquanto as forças houthis avançam pelo oeste do país e afirmam controlar boa parte do litoral do mar Vermelho, aproximando-se do estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas centrais do comércio marítimo mundial. O dirigente houthi Mohamed al-Bukhaiti disse à Associated Press (AP) que o grupo pode lutar em várias frentes se Estados estrangeiros entrarem no conflito, e que as operações no mar Vermelho têm como alvo a Arábia Saudita. Ele afirmou que navios americanos e de outros países não estão entre os alvos. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que as hostilidades no Iêmen deslocaram ao menos 125 mil pessoas desde o início de setembro, segundo o Middle East Eye.

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