O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais.
O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares. O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.