Matérias e notas em que Turquia é ator central.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse a Trump que a tensão entre o Irã e os Estados Unidos deve terminar e que as disputas precisam ser resolvidas pela via diplomática. Segundo a Diretoria de Comunicações da Turquia, ele manifestou esperança de que o aumento dos esforços diplomáticos para encerrar a guerra entre Ucrânia e Rússia tenha êxito. O gabinete de Erdogan informou que ele defendeu intensificar os contatos com Kyiv e Moscou.
O ministro da Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, disse que a queda nas compras de gás russo se deve ao preço alto, não à política: “Não é uma questão de política, é de preço. A Rússia é muito cara”, segundo a TASS. Ele afirmou que a Turquia não pretende abandonar a compra de gás russo, mas que a tendência de substituí-lo por alternativas mais baratas “pode continuar a cada ano”. A participação do gás russo nas importações turcas caiu de 64% em 2024 para 37% em 2025, enquanto a do Azerbaijão subiu a 22% e a dos EUA a 16%.
Luiz Inácio Lula da Silva embarca na manhã de segunda-feira, 9, para viagem que inclui a Turquia, onde participa da cúpula de líderes da COP31, e as Filipinas, onde fará a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país, no ano em que os dois países completam 80 anos de relações diplomáticas – com reuniões reservadas e ampliadas com o presidente Ferdinand Marcos Jr., além de almoço oficial e fórum empresarial no dia 14. O bloco reúne população superior a 700 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 4,25 trilhões de dólares, e é a primeira viagem internacional de Lula depois de reeleito para o quarto mandato.
Parlamentares turcos ratificaram na quinta-feira, 5, um acordo de cooperação em defesa entre Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, enquanto Riad busca apoio regional no conflito com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã – o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, de 16 artigos e assinado em agosto, obriga os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos, foi aprovado por 279 votos a 119 num parlamento de 600 cadeiras apesar da objeção da oposição, que alegou risco de arrastar a Turquia a guerras regionais, prevê secretariado na Arábia Saudita sob o general paquistanês reformado Nauman Mahmood e vale por 10 anos. O Artigo 2º prevê assistência imediata ao membro atacado com “toda a gama de medidas de assistência mútua”, e autoridades turcas dizem que o acordo é defensivo e que nenhuma tropa turca será enviada para combater no Iêmen ou atacar os houthis.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou na sexta-feira, 6, que um navio de bandeira francesa pretendia fazer pesquisa científica marinha e lançar cabos dentro da plataforma continental turca no Mediterrâneo Oriental sem autorização de Ancara – segundo o ministério, os avisos de navegação emitidos pela Grécia e pela administração cipriota grega para a operação foram cancelados pela Turquia, que diz que os limites externos da plataforma foram notificados à Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de março de 2020 e que o consentimento exigido pelo direito do mar não foi concluído para o trecho dentro dessa área; a TRT World noticiou que Ancara afirma que o navio planeja pesquisa não autorizada na região.
O ministro da Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, disse que o país parou de importar gás do Turcomenistão via Irã por causa do envolvimento do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), o órgão de sanções do Tesouro dos Estados Unidos (EUA). “Paramos por causa do OFAC, de alguma forma envolvido nisso”, disse. “Embora não estivéssemos pagando nada ao Irã, a situação escalou entre o Irã e os EUA.” A Turquia começou a receber gás turcomeno em março de 2025 sob um contrato de 1,3 bilhão de metros cúbicos por ano que usa infraestrutura iraniana, com licença de importação da Botas válida até 2033. Os contratos de gás da própria Turquia com o Irã expiram em novembro, e não está claro se Ancara vai renová-los. Bayraktar disse que a Turquia tem capacidade ociosa no gasoduto Trans-Anatólio e poderia dobrar o volume de gás exportado à Europa.
Quase 200 países se reúnem a partir de segunda-feira na Turquia para a conferência do clima da ONU (COP31), com as expectativas contidas por tensões sobre geopolítica, financiamento e combustíveis fósseis, segundo o France 24. O país anfitrião vai defender uma agenda de eletrificação para atender a demanda global de energia.
A administração de Donald Trump não participa das negociações, mas uma delegação do Congresso dos EUA comparecerá à conferência. O grupo de negociadores africanos exige que a promessa de triplicar o financiamento para adaptação, dinheiro para lidar com os impactos do clima, seja incluída na pauta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Antália na próxima semana, depois de vencer a reeleição contra Flávio Bolsonaro.
O ministro da Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, disse que o país teve de parar as importações de gás do Turcomenistão por meio do Irã por causa da pressão dos Estados Unidos e atribuiu a parada ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). “Embora não estivéssemos pagando nada ao Irã, a situação escalou entre o Irã e os Estados Unidos”, afirmou.
Ancara começou a receber gás turcomeno em março de 2025, com acordo de 1,3 bilhão de metros cúbicos por ano usando a infraestrutura iraniana, e a importadora Botas tinha licença para o arranjo até 2033. Bayraktar afirmou que a Turquia tem capacidade ociosa no gasoduto Transanatoliano (TANAP) e poderia dobrar com facilidade o volume exportado à Europa. Os contratos de compra de gás iraniano pela Turquia vencem em novembro, e não está claro se Ancara está disposta a renová-los.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o “terrorismo ilegal de colonos” contra os palestinos se torna mais descarado a cada dia sob o olhar indiferente do mundo. Ele disse que o acordo de paz de Gaza, que a Turquia ajudou a intermediar, não está sendo implementado. Segundo Erdogan, mais de 3 mil ataques e violações contra palestinos foram registrados na Cisjordânia ocupada somente em outubro. O presidente turco afirmou que as instituições internacionais assistem de fora às atrocidades em Gaza, como aconteceu em Ruanda e em Srebrenica.
A Turquia planeja destinar mais de 20 bilhões de liras turcas (US$ 398,7 milhões) à Agência Espacial Turca em um pacote de três anos, segundo a TRT World, para acelerar as metas do Programa Espacial Nacional e reduzir a dependência de tecnologia aeroespacial estrangeira. O aporte anual sobe de US$ 117,2 milhões em 2027 para US$ 134,5 milhões em 2028 e US$ 147,4 milhões em 2029. O plano de três anos inclui exploração lunar, tecnologia nacional de foguetes e o desenvolvimento de um porto espacial na Somália para garantir acesso independente à órbita.
O Parlamento da Turquia ratificou nesta sexta-feira o pacto de defesa de Meca, assinado em agosto com a Arábia Saudita e o Paquistão. A ratificação foi aprovada por 279 votos a 119, com 398 dos 592 deputados presentes. O acordo de 16 artigos compromete os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos e prevê cooperação militar, troca de inteligência e laços na indústria de defesa. Qualquer envio de tropas turcas exigirá aprovação separada do parlamento. O ministro da Defesa, Yasar Guler, afirmou que Ancara não prevê entrar em conflito com os houthis. O governo da Síria já manifestou interesse em aderir ao pacto. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve publicar a lei no Diário Oficial ainda nesta semana, colocando-a em vigor.
O chanceler turco, Hakan Fidan, disse que outros países da região que compartilhem uma visão comum de paz podem aderir à aliança de defesa de Meca formada por Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, segundo a TRT World. Fidan afirmou que a aliança busca contribuir para a estabilidade regional fortalecendo a dissuasão, em artigo na revista mensal AA Briefing, da agência Anadolu, depois de o parlamento turco ratificar o pacto.
O ministro da Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, disse que o país interrompeu a importação de gás do Turcomenistão via Irã depois que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) entrou no assunto. Ancara começou a receber o gás turcomeno em março de 2025, em um acordo de 1,3 bilhão de metros cúbicos por ano pela infraestrutura iraniana, com licença da importadora Botas válida até 2033. O fluxo foi cortado em outubro de 2025, os contratos da Turquia com o Irã vencem em novembro e, segundo Bayraktar, o país tem capacidade ociosa no gasoduto Transanatoliano para dobrar o volume exportado à Europa.
O parlamento da Turquia ratificou o pacto de defesa com a Arábia Saudita e o Paquistão, que inclui cláusula de defesa coletiva e compromete o segundo maior exército da Otan com a defesa de Riad. A votação terminou com 279 votos a favor e 119 contra, com 398 dos 592 deputados presentes. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto de 2026 pelos três países, segundo a Sputnik, e prevê que um ataque armado a qualquer dos signatários seja considerado ataque aos três. O texto entra em vigor depois de assinado pelo presidente turco. A ratificação cria obrigação formal de defesa mútua de Ancara com a Arábia Saudita, mas não envia tropas turcas ao país por si só. Um deputado do partido governista disse à Reuters no mês passado que a Turquia também enviará ao parlamento um mandato para enviar militares à Arábia Saudita sob o pacto.
Um atacante armado com espingarda matou oito pessoas em três locais da província de Afyonkarahisar, no oeste da Turquia, nesta quinta-feira, antes de ser preso – três vítimas em Ayazini, três em Kiyir e duas mulheres feridas em Yukaritandir que morreram no hospital, com o motivo ainda desconhecido, segundo a Associated Press em texto republicado pelo Record-Eagle.
Altos funcionários de defesa de Israel, da Grécia e do Chipre se reuniram nesta quinta-feira em Atenas e declararam nulo o acordo marítimo ratificado entre a Turquia e a Líbia, anunciou o Ministério da Defesa israelense. Os três ministérios afirmaram que o memorando marítimo, ratificado pela Câmara dos Representantes da Líbia em 20 de outubro, fere direitos soberanos de terceiros países, ignora normas internacionais sobre jurisdição marítima e não pode ter efeito legal sobre outros Estados.
No mesmo encontro, os países decidiram criar um grupo de trabalho trilateral para as indústrias de defesa, com desenvolvimento e produção conjuntos e interoperabilidade entre as Forças Armadas. A cooperação é apresentada como pilar central da parceria, apoiada na declaração conjunta adotada quando os líderes dos três países se encontraram em Jerusalém, em 22 de dezembro de 2025.
O Parlamento da Turquia ratificou nesta quinta-feira o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado com a Arábia Saudita e o Paquistão, por 279 votos a 119 em uma casa de 600 cadeiras, apesar das objeções de partidos de oposição que argumentaram que o texto pode arrastar o país para guerras regionais.
O pacto tem 16 artigos e obriga as três partes a tratar um ataque contra uma delas como ataque contra todas, além de prever compartilhamento de inteligência e cooperação na indústria de defesa. O secretariado do grupo ficará na Arábia Saudita, e o general paquistanês reformado Nauman Mahmood foi escolhido seu primeiro secretário-geral, para mandato de três anos. O acordo vincula as partes por dez anos.
Autoridades turcas dizem que o entendimento é defensivo e que nenhum soldado do país será enviado para combater no Iêmen ou atacar os houthis. O envio de tropas ao exterior depende de aprovação parlamentar separada, segundo o presidente da comissão de Relações Exteriores, Fuat Oktay.
A ratificação dá a Ancara uma obrigação formal de defesa mútua em relação a Riad, mas não envia forças por si só. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto, em Meca, pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, segundo a agência Anadolu.
O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais.
O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares.
O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.
O Ministério da Defesa da Turquia informou nesta quinta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Al Arabiya English, que um soldado turco morreu em 31 de outubro por disparo transfronteiriço vindo do Irã e que Teerã abriu uma investigação judicial e administrativa sobre o incidente.
Segundo o ministério, o soldado morreu ao tentar intervir numa travessia ilegal de fronteira. Autoridades turcas e iranianas estiveram no local na terça-feira, e Ancara diz trabalhar em coordenação com Teerã para esclarecer o caso.
O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse que quer falar com Vladimir Putin sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia, depois de conversar com Volodymyr Zelenskiy no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Falando a jornalistas no voo de volta da Coreia do Sul, Erdogan afirmou que o chanceler Hakan Fidan e outras autoridades conversam com os dois lados sobre uma possível reunião entre Rússia e Ucrânia na Turquia, segundo transcrição divulgada por seu gabinete na quinta-feira. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não há planos concretos no momento para uma conversa Putin–Erdogan, mas que ela poderia ser organizada com pouco aviso se necessário. Erdogan afirmou que a Turquia “fará tudo o que puder para abrir caminho para a paz” e que vai continuar fazendo isso.
O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a empresas e indivíduos na Índia e na Turquia acusados de ajudar o Irã a contornar restrições às suas exportações de petróleo e à sua aviação. Na quarta-feira, as medidas atingiram uma “vasta rede criminosa” comandada por Suniel Kumar Sharma e sua mulher, Jaspreet Preeti Shahid, de Chandigarh. Segundo o Tesouro, o esquema remonta a pelo menos 2014 e se apoiava em sites criados para imitar registros marítimos oficiais. Também foi sancionada a turca Fugo Ground Services, que prestava serviços de solo a companhias aéreas iranianas sancionadas que ainda voam à Turquia, entre elas Iran Air Tour e Saha Airlines. As designações integram a “Operação Economic Outcast” do governo Trump, que busca cortar a capacidade do Irã de vender petróleo para financiar a guerra com os Estados Unidos.
A fabricante turca Baykar afirmou que dois drones de ataque lançados de um Bayraktar TB2 atingiram seus alvos em um teste de voo no noroeste da Turquia. O TB2 decolou do Centro de Treinamento e Testes de Voo de Kesan, na província de Edirne, levando 16 drones de visão em primeira pessoa (FPV) desenvolvidos pela Skydagger, liberou dois deles sobre a área de teste e serviu de retransmissor de comunicações no ar para que os operadores guiassem os drones menores até os alvos. A Baykar afirma ter contratos de exportação do TB2 com 36 países e do drone de combate Akinci com 16, cobrindo 39 países nos dois programas.
O Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira o indiano Suniel Kumar Sharma, sua mulher Jaspreet Preeti Shahid, outros dois indianos que dirigem empresas do casal e nove entidades ligadas a Sharma, rede que, segundo o departamento, fornecia bandeiras falsas e certificações a navios sancionados que transportavam petróleo iraniano, inclusive a navios que operavam em nome das forças armadas iranianas e de seus grupos aliados. Segundo o Tesouro, o esquema operava de Chandigarh e dizia representar países “de quase todos os continentes, da Guiana a Essuatíni e Laos”. Também foi sancionada a turca Fugo Group Services Inc pelo apoio contínuo ao setor de aviação iraniano. As medidas integram a operação “Economic Outcast”, que busca cortar a capacidade iraniana de vender petróleo para financiar a guerra.
Os presidentes Lee Jae Myung e Recep Tayyip Erdogan acertaram em Seul ampliar a cooperação em energia nuclear e em defesa, com a assinatura de um memorando sobre financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas. Segundo Lee, a cooperação no projeto da usina nuclear de Sinop, na Turquia, “vem avançando sem entraves”.
Na defesa, os dois países concordaram em ampliar a produção conjunta e a cooperação tecnológica e em explorar oportunidades para que empresas dos dois lados entrem juntas em mercados de terceiros. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado.
Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram em Seul um memorando sobre cooperação no financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas nas novas usinas nucleares turcas. Lee afirmou que a cooperação no projeto da usina de Sinop, incluindo avaliações de sítio e a atuação de um grupo de trabalho conjunto, está “avançando bem” sob o memorando de cooperação nuclear assinado em novembro de 2025. O projeto prevê a segunda usina nuclear da Turquia, no litoral norte do Mar Negro, com a estatal Korea Electric Power Corporation buscando participar. Os dois países também concordaram em aprofundar a cooperação em defesa, com ampliação da produção conjunta e da cooperação tecnológica e exploração conjunta de oportunidades em mercados de terceiros por empresas dos dois países. Os governos assinaram ainda um acordo sobre recursos naturais e mineração e preveem um canal intergovernamental para diversificar as cadeias de minerais críticos. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado, segundo Lee, depois de superar US$ 10 bilhões pela primeira vez em 2023, uma década após a entrada em vigor do acordo de livre-comércio de 2013.
Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, traçaram em Seul um plano de cooperação que vai de energia nuclear, indústria de defesa e infraestrutura a tecnologias avançadas, biotecnologia e energia. “Hoje, nossos dois países desenharam um projeto de prosperidade mútua em diversas áreas”, disse Lee. Erdogan chamou a relação bilateral de “aliança de sangue”, lembrando a participação turca na Guerra da Coreia de 1950-53. Os dois países completam 70 anos de relações diplomáticas em 2027.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.
A Turquia transferiu Abdullah Ocalan, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), para uma seção recém-construída da prisão na ilha onde ele está há 27 anos, disseram parlamentares pró-curdos.
As exportações de petróleo do Iraque pelo oleoduto da região do Curdistão até a Turquia dobraram de 250 mil para 500 mil barris por dia, segundo Baz Karim Barzanji, chefe da empresa de energia KAR Group, sediada em Erbil, que escreveu no X no sábado. O petróleo enviado pela rota é comercializado pela estatal Somo. O ministro do Petróleo, Basim al-Abadi, disse que as exportações por todas as rotas passaram de 3,4 milhões de barris por dia desde o início de outubro.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Coreia do Sul pode se tornar parceira no desenvolvimento da usina nuclear planejada de Sinop, segundo a Reuters, em entrevista à agência Yonhap. Erdogan classificou a Coreia do Sul como importante parceira potencial no projeto e pediu cooperação bilateral mais ampla em tecnologias avançadas, defesa, logística e outros setores, segundo a Yonhap.
A Turquia transferiu Abdullah Ocalan para uma parte recém-construída da prisão na ilha de Imrali, onde ele está desde 1999, segundo o dirigente curdo Mithat Sancar, em texto da Associated Press (AP) republicado pelo WRAL. Melhorar as condições de prisão de Ocalan, que chefia o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), era uma das principais demandas curdas para encerrar o conflito de 42 anos entre o grupo e as autoridades turcas.
Sancar, deputado do partido pró-curdo DEM, pediu que o processo de paz seja acelerado e disse que ele está em “pausa” há dois meses.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu à Rússia e à Ucrânia que parem de atacar navios civis no Mar Negro e acertou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, trabalhar em um novo corredor de grãos pelo mar, segundo a Al Jazeera. Os dois falaram em uma coletiva de imprensa conjunta neste sábado em Istambul. “Está claro que ataques contra embarcações civis e ações que aumentam ainda mais a tensão no Mar Negro não servem aos interesses de ninguém”, disse Erdogan. Ele acrescentou que os ataques são inaceitáveis “independentemente de quem os comete ou de qual justificativa é apresentada”.
O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera.
O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três.
A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse neste sábado que há interesse crescente da comunidade internacional em facilitar um cessar-fogo limitado no Mar Negro para garantir o transporte sem entraves de energia e grãos pela Rússia e pela Ucrânia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. A Turquia enviou há algum tempo propostas a Washington para garantir a segurança do transporte de grãos pelo Mar Negro, e Rubio afirmou que os EUA as estão examinando, segundo a TASS: “Estamos examinando propostas, por exemplo, que nos foram encaminhadas talvez algumas semanas atrás, talvez uma semana atrás, pela Turquia nesse sentido”.
A Turquia apresentou oficialmente ao posto de próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) um ex-chanceler que foi embaixador junto à ONU por anos, segundo a mídia estatal, informou a Associated Press (AP) neste sábado. A emissora NTV identificou o indicado como Feridun Sinirlioglu, atual secretário-geral da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).
A Turquia se prepara para indicar Feridun Sinirlioglu como seu candidato a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos dias, segundo fontes turcas citadas pelo Türkiye Today; ele é secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e ex-ministro das Relações Exteriores. O TRT World também anunciou a indicação. A disputa pelo comando da ONU tem a costarriquenha Rebeca Grynspan à frente das votações informais.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, vai visitar a Turquia para conversas com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia e a segurança no Mar Negro, segundo o TRT World. A reunião em Istambul terá como foco o fortalecimento dos laços bilaterais e os desdobramentos regionais, informou a emissora.
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, não vai comparecer à cúpula da Organização dos Estados Turcos (OTS) nesta sexta-feira em Ancara, apesar do convite pessoal feito pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em conversa telefônica em 21 de outubro, segundo a mídia azerbaijana citada pelo Turkish Minute.
A ausência ocorre após a saída do principal assessor presidencial de Erdogan, Oktay Saral, em meio a uma disputa sobre as restrições do Azerbaijão ao uso de hijabe em escolas, conforme o Turkish Minute.
A Turquia sedia nesta quinta e sexta-feira, em Ancara, uma cúpula da Organização dos Estados Túrquicos (OTS) sob o lema “Século Túrquico: unidade em língua, pensamento e ação”, com o presidente Recep Tayyip Erdogan como anfitrião, segundo a TRT World. Os chefes de Estado devem adotar a Declaração de Ancara e uma série de decisões voltadas a aprofundar a cooperação e reforçar o quadro institucional do bloco.
O parlamento do leste da Líbia, em Tobruk, reverteu anos de oposição e aprovou o acordo marítimo de 2019 entre Trípoli e a Turquia, que a Grécia diz desconsiderar os direitos de suas ilhas, incluindo Creta, e a Turquia sediou conversas entre as administrações do leste e do oeste da Líbia com o objetivo de reunificá-las, sem acordo até agora.
O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
O parlamento do leste da Líbia, a Câmara dos Representantes alinhada a Haftar em Benghazi, ratificou em 20 de outubro o acordo marítimo de 2019 com a Turquia, e os dois governos rivais do país agora reconhecem a fronteira que corre entre Creta e Chipre, segundo o OilPrice. A linha deixa as ilhas gregas da área sem mar além das águas territoriais, e Ancara busca o mesmo tipo de acordo com Damasco.
Autoridades de alto nível da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira em Teerã com o Irã para tentar impedir que a guerra no Oriente Médio volte a pegar fogo, segundo a France 24. Foi a primeira visita conjunta dos três países a Teerã desde que formaram uma aliança de defesa em Meca, em agosto. O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, disse à televisão estatal que as conversas foram “muito boas”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “unidade regional” nesta segunda-feira em reunião em Teerã com representantes do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia, que assinaram recentemente o pacto de defesa de Meca, segundo o jornal paquistanês Dawn. Conforme a emissora estatal iraniana, a reunião quadrilateral discutiu cooperação regional, a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e suas consequências, entre outros temas. As conversas também incluíram o príncipe e ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, e o chefe de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin.
Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estavam em Teerã nesta segunda-feira para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar uma nova rodada de combates entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Times Herald. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, devem se encontrar com os principais responsáveis de segurança e com os negociadores do Irã para pressionar por um acordo entre Teerã e Washington. A guerra no Iêmen e os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita também estavam na pauta, segundo a AP, em texto republicado pelo Bay News 9.
O marechal Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, e o chefe da inteligência da Turquia chegaram a Teerã para conversas com autoridades iranianas, segundo o Mehr News. O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, disse que autoridades dos países signatários do Acordo de Defesa Conjunta de Meca terão conversas sobre segurança regional em Teerã nesta segunda-feira, segundo a Sputnik. Em entrevista à emissora estatal IRIB, ele afirmou que o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, Munir e o chefe de inteligência turco, Ibrahim Kalin, participam da reunião conjunta.
Altos funcionários da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão devem se reunir com o Irã em Teerã na segunda-feira para tratar de coordenação regional, segundo o Jerusalem Post.
Riad será representada pelo ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, e o Paquistão pelo chefe do Exército, marechal Asim Munir, conforme a Reuters.
Será o primeiro contato de alto nível entre o Irã e todos os membros do bloco de três países desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques crescentes, segundo o Middle East Eye.
A Turquia advertiu os Estados Unidos contra novos ataques ao Irã, dizendo que um novo ataque ampliaria a guerra na região e que a diplomacia é o único caminho, em mensagem transmitida pelo chanceler Hakan Fidan em 23 de outubro após reunião em Istambul com colegas de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Egito, Paquistão e Arábia Saudita, segundo o Tehran Times.
A Turquia, país anfitrião da 31ª Conferência das Partes (COP31) da convenção da ONU sobre o clima, está incentivando os países ricos a gastar mais com apoio climático do que com defesa, segundo o OilPrice. O anfitrião da próxima cúpula da ONU disse ao The Guardian que os países ricos deveriam gastar muito mais do que os 5% do PIB prometidos por membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para defesa, porque “a questão climática é a questão de segurança”. Questionado se se deveria gastar com clima tanto quanto com defesa, respondeu: “Muito mais.”
O parlamento do leste da Líbia aprovou por unanimidade, na terça-feira, um acordo marítimo com a Turquia que cria um corredor econômico marítimo direto entre os dois países. A Grécia condenou a aprovação e qualificou o acordo de violação do direito internacional.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu uma estrutura mais justa e inclusiva para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), capaz de atender às expectativas da comunidade internacional, em mensagem divulgada pela Diretoria de Comunicações do governo. Ele citou a morte de mais de 74 mil pessoas em Gaza no que descreveu como genocídio e pediu que os países reforcem o compromisso com a Carta da ONU e apoiem reformas, segundo o Hürriyet Daily News.
Pesquisadores chineses mapearam a evolução geológica do depósito de Kizilcaoren, a reserva de terras-raras mais significativa conhecida na Turquia, num estudo que esfria as expectativas sobre o potencial comercial da jazida, segundo o South China Morning Post. O cientista-chefe Yang Xiaoyong disse que “até agora não há evidência de que a Turquia ou outros países do Oriente Médio tenham depósitos substanciais de terras-raras”.
Turquia, Egito, Paquistão e Arábia Saudita condenaram os ataques houthis ao reino, incluindo ações contra civis, infraestrutura e navios comerciais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo a TASS. Os quatro países pediram aos houthis o cessar imediato de ações militares, ameaças e ataques e o retorno ao processo político. Afirmaram ainda que a ocupação israelense é a principal fonte de instabilidade na região e além dela.
O Paquistão concluiu os processos de ratificação do Acordo Conjunto de Defesa de Meca, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Sajjad Haider Khan, em entrevista coletiva, segundo a TRT World. O Paquistão e a Arábia Saudita já concluíram a ratificação, enquanto a Turquia cumpre os trâmites exigidos “de acordo com seu marco legal interno”, disse ele.
O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, disse que um ataque ao Irã neste fim de semana é possível. “Pode haver um ataque neste fim de semana? Sem dúvida”, afirmou em entrevista ao podcast de Mario Nawfal, segundo o Times of Israel. O enviado, que não tem papel direto na questão iraniana, disse que a consequência não seria mudança de regime: “Se você continua ameaçando o mundo, nossos aliados, o Golfo, haverá uma consequência. A consequência não será mudança de regime.” O presidente Donald Trump respondeu que, se for o caso, não sabe de nada disso: “Bem, se é esse o caso, não sei de nada disso”, disse, segundo a TASS. Em Istambul, o chanceler turco Hakan Fidan disse que todos concordam que um novo ataque ao Irã expandiria a guerra na região: “Uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução. Ninguém aprova isso neste momento”, afirmou em entrevista coletiva, segundo o Jerusalem Post. O chanceler francês Jean-Noël Barrot disse após as reuniões desta sexta-feira que uma nova escalada entre Irã e Estados Unidos só teria perdedores e elevaria o preço do petróleo.
Ministros do Reino Unido, da França e da Alemanha, o grupo E3, se reuniram nesta sexta-feira (23/10) em Istambul com os colegas do R4 – Turquia, Arábia Saudita, Paquistão e Egito –, além da Itália, e pediram diplomacia entre EUA e Irã em vez de novos ataques, segundo a Al Jazeera. Um dos ministros presentes disse que “uma intervenção militar no Irã não é, de modo algum, uma solução” e que “ninguém aprova isso neste momento”, segundo o Middle East Eye. Um ministro europeu advertiu que uma nova escalada entre Irã e EUA “não criaria nada além de perdedores” e teria consequências muito graves para os preços dos hidrocarbonetos.
O Canadá e a Turquia elevaram as relações a parceria estratégica durante a primeira visita bilateral de um premiê canadense, segundo o Jerusalem Post, com Mark Carney buscando novos parceiros comerciais para reduzir a dependência dos Estados Unidos (EUA). Os dois lados esperam elevar o comércio bilateral de três bilhões de dólares primeiro para cinco bilhões e depois para 10 bilhões. Carney e o presidente Recep Tayyip Erdogan lançaram a primeira rodada de negociações de um acordo de livre-comércio e assinaram o acordo ampliado de transporte aéreo entre os dois países, segundo o gabinete do premiê canadense.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou na quarta-feira que o memorando assinado entre a Turquia e o governo do leste da Líbia, liderado por Khalifa Haftar, “é nulo e sem efeito, não tem efeito legal, e que sua ratificação pela Câmara de Representantes líbia não acarreta consequência jurídica alguma para o Egito”.
Na terça-feira, o governo do leste da Líbia aprovou o acordo com a Turquia que estabelece uma fronteira marítima entre os dois países apesar da presença de ilhas gregas, sobretudo Creta, entre as costas. O chanceler turco Hakan Fidan rejeitou as críticas do Egito, da Grécia e de Israel.
Veículos do Oriente Médio publicaram nesta semana o texto do Pacto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 pela Arábia Saudita, pela Turquia e pelo Paquistão, segundo o Jerusalem Post. O acordo estabelece um conceito trilateral de defesa pelo qual um ataque armado contra um dos membros é considerado ataque contra os três. O texto prevê secretariado permanente, liderança rotativa, reuniões ministeriais regulares e admissão de novos membros, o que, na avaliação do jornal, sugere algo mais ambicioso do que um memorando típico de cooperação em defesa.
Catar, Turquia, Paquistão e Indonésia assinaram na quarta-feira em Doha um memorando para aprofundar a cooperação na indústria de defesa, com produção conjunta, transferência de tecnologia e cadeias de suprimento mais integradas – e o Ministério da Defesa do Catar diz que o memorando “Badr” visa à manufatura de defesa, capacidades, treinamento técnico e pesquisa e desenvolvimento, segundo a Al Jazeera.
Israel condenou na quarta-feira a decisão do parlamento do leste da Líbia, a parte dividida do país, de ratificar um memorando de entendimento com a Turquia sobre demarcações marítimas no Mediterrâneo, segundo o Times of Israel. A chancelaria israelense afirmou que o acordo fere os direitos soberanos de seus aliados próximos na região e que, mais uma vez, a Turquia trabalha para desestabilizar o Mediterrâneo oriental. O Egito reiterou que o memorando “é nulo” e “não possui efeito jurídico”.
O Azerbaijão barrou a entrada de 31 cidadãos turcos por comentários em redes sociais que as autoridades alegam ameaçar a segurança nacional do país e defender a derrubada do governo de Baku, segundo o Middle East Eye.
A decisão aprofunda a disputa aberta no mês passado, quando o Azerbaijão proibiu o uso do véu em escolas primárias e secundárias. A medida gerou protestos na Turquia e virou crise diplomática, segundo o veículo.
A Câmara dos Representantes da Líbia, sediada no leste do país, aprovou por unanimidade na terça-feira o memorando de entendimento assinado em 27 de novembro de 2019 com a Turquia, que delimita as áreas de jurisdição marítima dos dois países no Mediterrâneo, segundo a TRT World. O texto foi assinado pelo então Governo de Acordo Nacional líbio, reconhecido internacionalmente à época.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, comemorou a decisão nesta quarta-feira. “Espero que esta decisão importante seja benéfica”, disse, segundo a TRT World.
Turquia, Catar, Paquistão e Indonésia assinaram nesta quarta-feira em Doha um memorando de entendimento para produção conjunta de equipamento militar e cooperação ampliada em treinamento, pesquisa e desenvolvimento, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Defesa da Turquia disse que o acordo será conhecido como “Badr deal”, referência à Batalha de Badr, de 624, e que tem importância militar e econômica significativa. A Reuters, citando o ministério turco, fala em acordo para ampliar a cooperação em defesa e reforçar as capacidades defensivas dos quatro países.
A Turquia vai enviar ao parlamento um mandato que autoriza o envio de militares à Arábia Saudita no âmbito do pacto de defesa conjunta com a Arábia Saudita e o Paquistão, acordo assinado em agosto em Meca e entregue ao parlamento para ratificação na terça-feira, segundo o Jerusalem Post. Segundo o jornal, militares turcos enviados a outros países sob o pacto não participariam de operações ofensivas, e o envio inicial seria de técnicos e especialistas para ajudar na defesa aérea.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, viaja a Ancara e Istambul de 21 a 24 de outubro na primeira visita bilateral de um premiê canadense à Turquia, segundo o gabinete do primeiro-ministro. Na visita, Canadá e Turquia devem assinar uma declaração conjunta para aprofundar a cooperação bilateral em quatro áreas, incluindo defesa e energia, segundo a Reuters.
O parlamento do leste da Líbia aprovou nesta terça-feira um acordo de fronteiras marítimas com a Turquia, e a Grécia condenou rapidamente o texto, chamando-o de violação do direito internacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo ThePrint. Atenas afirmou que o acordo “segue ilegal, nulo e sem efeito, contraria o direito internacional do mar e fere os direitos soberanos dos Estados da região”. Na mesma reportagem, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia recebeu com satisfação a decisão do parlamento líbio e afirmou que o acordo respeita os direitos e interesses mútuos dos dois países sob o direito internacional e os princípios da equidade.
O governo turco apresentou ao Parlamento em 20 de outubro o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão à defesa mútua por prazo indefinido, segundo o The Cradle. O texto trata a agressão vinda do exterior contra um dos membros como agressão contra todos e obriga os demais a prestar assistência imediata à parte atacada, com a escala do apoio a definir, inclusive meios militares.
O Parlamento da Líbia reverteu sua posição e aprovou por unanimidade o memorando de entendimento sobre delimitação de jurisdição marítima no Mediterrâneo assinado com a Turquia, segundo a TRT World. O porta-voz do Parlamento, Abdullah Bliheg, anunciou que a Casa também revogou por unanimidade a Resolução nº 1 de 2020, que recusava ratificar os dois memorandos com a Turquia, e a Resolução nº 6 de 2020, que pedia o rompimento de laços políticos com Ancara, segundo o Alwasat News. O memorando foi assinado entre o antigo Governo de Acordo Nacional e a Turquia.
A Turquia coordena de perto com a Rússia a segurança da navegação no mar Negro em meio a ameaças ao tráfego civil e ao comércio regional, em um momento de ataques ucranianos mais frequentes contra instalações e embarcações civis nas últimas semanas, disse uma fonte do governo turco à Sputnik.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, em Bagdá, à margem da reunião do Conselho de Chanceleres da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), segundo o Mehr News. Os dois chanceleres trocaram visões sobre os laços bilaterais, os últimos acontecimentos na região e temas de interesse mútuo.
Funcionários ferroviários do Azerbaijão, da Geórgia, do Quirguistão, da Turquia, do Turcomenistão e do Uzbequistão assinaram em 11 de outubro, em Tashkent, um protocolo para melhorar a competitividade de custos do corredor CASCA+, segundo o Eurasianet, em texto republicado pelo OilPrice. O protocolo pede ainda que os Estados participantes simplifiquem regimes tarifários e melhorem os procedimentos de desembaraço aduaneiro.
Representantes do Irã, da Turquia, do Kuwait, do Paquistão e da Autoridade Palestina deixaram a sala durante o discurso do presidente de Israel, Isaac Herzog, nesta quinta-feira, na Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, segundo o The Jerusalem Post.
A polícia turca invadiu na manhã desta quarta-feira a sede da Halk TV em Istambul, interrompeu as transmissões ao vivo e impediu a entrada de funcionários, segundo o Committee to Protect Journalists (CPJ). A emissora disse no X que as autoridades designaram um administrador para assumir o controle da Halk TV e, segundo relatos de imprensa, a operação está ligada a uma investigação criminal contra o proprietário, Cafer Mahiroğlu. A polícia prendeu 11 funcionários e assumiu o controle da TV de oposição, segundo o G1 Mundo.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse na segunda-feira que o Reino Unido está pronto a considerar novos pedidos de apoio à Arábia Saudita, segundo o Middle East Eye. A oferta vem depois da escalada de ataques houthis contra o reino nos últimos dias, o mais letal dos quais deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a Turquia está ao lado da Arábia Saudita contra ataques “ilegais e desumanos”.
A Turquia proibiu no sábado, 10 de outubro, o uso de redes sociais por menores de 15 anos, com a decisão publicada no Diário Oficial. A medida passa a valer em 1º de novembro.
A Turquia, o Catar e o Kuwait condenaram os ataques houthis a aeroportos sauditas no início da semana, que mataram três sauditas e danificaram propriedades, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou “nos termos mais fortes” os ataques ao aeroporto internacional de Abha, no sul, e ao aeroporto internacional Rei Khalid, segundo a mesma reportagem.
O Paquistão diz manter um contingente substancial de forças e recursos na Arábia Saudita, em caráter defensivo, em meio aos ataques dos houthis. O porta-voz da chancelaria paquistanesa afirmou que essas tropas não cruzariam a fronteira para atacar os houthis e atuariam em defesa do território saudita. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, prevê que um ataque armado contra um dos membros seja tratado como ataque contra todos.
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) acusou nesta quinta-feira o Estado turco de fazer pouco pelo processo de paz iniciado em 2024, apesar de o grupo curdo ter retirado todas as suas forças de combate da Turquia, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo The Hindu. O movimento disse ter retirado todas as suas forças armadas de dentro e de fora da Turquia, que possam ser consideradas próximas da fronteira.
O chanceler turco Hakan Fidan disse que a Turquia não enviará tropas ao Iêmen para combater os houthis, apesar do acordo de defesa com a Arábia Saudita, segundo a Firstpost. Fidan afirmou que o pacto é defensivo e não autoriza ataques em território de outro país. O Acordo de Meca, assinado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em agosto, prevê defesa mútua, com um ataque armado a um membro tratado como ataque aos três.
A Turquia está enviando apoio principalmente defensivo e técnico à Arábia Saudita para combater os houthis do Iêmen, disseram duas autoridades na quarta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. O apoio esperado seria apenas equipamento militar, compartilhamento de inteligência e sistemas de armas, sem outra forma de mobilização pela aliança até agora, segundo as autoridades. O chanceler Hakan Fidan disse, depois de uma reunião da aliança de Meca, que os lados discutiram que apoio dar à Arábia Saudita para suas capacidades defensivas.
A Turquia planeja ampliar nas próximas semanas o apoio militar à Arábia Saudita, com o envio de pessoal adicional e equipamento de defesa em meio à escalada dos ataques houthis ao reino, segundo autoridades turcas citadas pelo Middle East Eye nesta terça-feira, 6 de outubro. Em nota conjunta na segunda-feira, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita disseram ter decidido implementar imediatamente seus compromissos de defesa coletiva sob a Aliança de Meca para a Defesa. Duas autoridades turcas afirmaram que o país mantém equipes técnicas, sistemas de defesa aérea e equipamentos de guerra eletrônica no reino desde o ano passado para proteger infraestrutura crítica, incluindo instalações de energia.
A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia decidiram na segunda-feira, 5 de outubro, implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva e garantir o deslocamento rápido das forças acordadas para o território saudita, segundo a Reuters em texto republicado pelo The Hindu, medida que o Ministério das Relações Exteriores paquistanês descreve como fornecer as forças e capacidades militares acordadas e assegurar seu deslocamento rápido para o reino, segundo a Al Jazeera. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o acionamento responde aos ataques e a todos os responsáveis por eles, segundo a Al Jazeera.
O Paquistão, a Arábia Saudita e a Turquia decidiram implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva, com o envio rápido de forças e capacidades militares acordadas para a Arábia Saudita, segundo o Times of India. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o comitê da aliança concordou em ativar medidas de dissuasão coletiva em resposta aos ataques do grupo houthi. O Paquistão e a Turquia anunciaram apoio militar à Arábia Saudita após reunião de emergência do comitê da aliança, em comunicado conjunto dos três chanceleres, segundo o Middle East Eye.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida em um ataque de drone russo a um navio civil de propriedade turca no Mar Negro. Segundo ele, cidadãos do Azerbaijão e da Índia estavam a bordo e o capitão morreu, com 11 tripulantes resgatados e um deles ferido; o destino de outra pessoa ainda está sendo apurado. As autoridades romenas disseram, segundo a AFP, em texto republicado pela RFI, que dois tripulantes morreram e 11 foram resgatados após um incêndio que fez o navio naufragar.
Israel afirmou ter matado o diretor de uma ONG turca em um ataque na Faixa de Gaza. O Hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, havia anunciado antes a morte de Saqr al-Qaisi, que liderava a organização humanitária turca Deniz Feneri, em um ataque a um veículo no sul da Faixa de Gaza, segundo o Hindustan Times.
A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riad na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riad com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.
A rede A7, fundada no Quirguistão com apoio de Moscou, opera por uma constelação de empresas de fachada em jurisdições como Hong Kong, Turquia e vários países africanos, conforme o El País. Uma investigação do Financial Times apurou que mais de US$ 6,9 bilhões passaram por bancos internacionais como Standard Chartered, Citigroup e Deutsche Bank por meio do esquema.
O Irã e a Turquia buscam elevar o comércio bilateral a 30 bilhões de dólares, com o desenvolvimento da fronteira de Bazargan, a abertura de uma quarta travessia, a ampliação do transporte ferroviário e rodoviário e a criação de uma zona franca conjunta Khoy–Van–Mersin, segundo o Tehran Times. O veículo iraniano informou que o comércio entre os dois países no ano 1404 foi de cerca de 19,2 bilhões de dólares, incluindo 6,8 bilhões em exportações iranianas e 12,4 bilhões em importações.
O Paquistão, a Turquia e a Arábia Saudita realizam na próxima semana, em Riad, uma reunião emergencial do comitê político-estratégico de defesa do pacto de defesa conjunta de Meca, segundo o The Times of India. A agenda inclui os ataques houthis e a busca de engajamento político com os houthis em vez de ação militar, segundo o The Times of India. Pelo pacto, um ataque armado contra qualquer um dos três países deve ser tratado como ataque contra os três. O chanceler paquistanês disse que mais de seis outros países querem aderir ao acordo, segundo o Middle East Eye.
Uma reunião fechada do conselho para Gaza liderado pelos Estados Unidos (Board of Peace) virou bate-boca entre o chanceler turco, Hakan Fidan, e o representante israelense, Michael Eisenberg, segundo o Channel 13 de Israel, citado pelo Middle East Eye. O relato, sem fontes citadas, diz que a discussão começou quando Fidan acusou Israel de genocídio em Gaza e que foi necessária a intervenção de Jared Kushner.
Autoridades na Turquia ordenaram a liquidação de cerca de 130 fundos de investimento que somam US$ 17 bilhões no início deste mês, segundo o Middle East Eye. A crise envolvendo fundos acusados de operar esquemas do tipo Ponzi tem afetado meio milhão de pessoas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a uma equipe interministerial e a um oficial sênior do Ministério da Justiça que preparassem um processo legal contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, segundo o Middle East Eye, citando a i24NEWS. A ordem seguiu o anúncio de Erdogan de que a Turquia pediu à Interpol um alerta vermelho para Netanyahu. Segundo a TASS, que também cita a i24NEWS, Netanyahu instruiu o governo a preparar uma petição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) acusando Erdogan. Nem Israel nem a Turquia são parte do Estatuto de Roma e nenhum reconhece a jurisdição do TPI.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, se reuniram em Nova York no fim do sábado à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Mehr News. Os dois trataram de relações bilaterais e de temas regionais e internacionais, diz a versão iraniana, e Araghchi afirmou a Fidan que a situação atual, incluindo a insegurança no Estreito de Ormuz, é resultado direto da agressão dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro e continuada de várias formas.
A Turquia e Omã interromperam os voos de entrada da companhia privada Mahan Air, e os Emirados Árabes Unidos suspenderam todos os voos de companhias aéreas iranianas, segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em publicação no X citada pelo Hindustan Times. Bessent disse que equipes foram enviadas pelo mundo para engajar países e exigir ação contra o regime iraniano e que “esses esforços estão dando resultado”. O Tesouro manteve discussões com mais de 50 países, segundo o Wall Street Journal citado pelo Hindustan Times.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, agradeceu a Reino Unido, Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos pelo apoio à campanha econômica contra o Irã batizada de Operation Economic Outcast, segundo o Middle East Eye. Turquia e Omã suspenderam voos de chegada da companhia privada iraniana Mahan Air, e os Emirados suspenderam todos os voos de companhias iranianas. O banco central dos Emirados bloqueou transações de agências do Bank Melli do Irã. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou ter sancionado 36 alvos por apoiarem o setor de aviação iraniano, usado pelo regime para mover armas, pessoal e carga ilícita.
O chanceler russo Sergei Lavrov disse que a Rússia pode concordar com a transferência dos sistemas de mísseis S-400 da Turquia para um terceiro país amigo, mas que nenhum pedido foi feito até agora, segundo a agência estatal russa TASS. Ele afirmou ainda que Moscou considera que a cúpula de Anchorage produziu um acordo e segue disposta a retomá-lo.
Os chefes das forças armadas e dos estados-maiores de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia reuniram-se em Riad na sexta-feira, 25 de setembro, segundo um comunicado do exército, e discutiram ampliar o compartilhamento de inteligência, a coordenação militar e a integração de capacidades no âmbito do pacto de defesa de Meca. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que novos ataques à cidade sagrada de Meca seriam uma “linha vermelha” para Islamabad. A defesa aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis na direção de Khamis Mushait, segundo o porta-voz oficial da coalizão, general Turki al-Maliki.
A Turquia e o Iraque acordaram a entrega gradual da base de Bashiqa-Zelikan, no norte do Iraque, ao governo federal iraquiano, após reunião do presidente Recep Tayyip Erdogan com o primeiro-ministro Ali al-Zaidi em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a AP, via Business Standard. O comunicado conjunto diz que as forças turcas entregarão o acampamento conforme mecanismo e cronograma a serem acordados entre as partes, à luz do progresso das medidas de segurança do Iraque, segundo a Türkiye Today. O Iraque comprometeu-se a estender plenamente a autoridade do Estado em Sinjar e a encerrar a presença de elementos armados estrangeiros banidos na região.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ataques ucranianos a navios mercantes e petroleiros russos e de bandeira estrangeira, inclusive embarcações com vínculos com os Estados Unidos e navios mercantes turcos atingidos por drones, motivaram as ações de retaliação da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS. Peskov disse também que Moscou não tem pressa para nomear novos embaixadores no Reino Unido e na França, porque faltam relações bilaterais normais com os dois países, segundo a TASS.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que qualquer solução para a segurança no Mar Negro precisa ser abrangente e passa por negociações “muito complexas”, e afirmou que a Turquia enviou propostas a Moscou sobre o tema, sem que haja conversas específicas em curso, segundo a agência estatal russa TASS. Peskov também condicionou a volta das exportações russas de diesel ao mercado internacional à segurança da navegação e ao fim das sanções e restrições contra a Rússia, segundo a TASS.
Chefes militares da Turquia e do Paquistão viajam a Riad em resposta a um pedido da Arábia Saudita por uma reunião urgente sobre a implementação do pacto de defesa mútua entre os três países, informa a Al Jazeera. O Ministério da Defesa da Turquia confirmou a viagem do chefe do Estado-Maior, general Selcuk Bayraktaroglu, à Arábia Saudita, segundo a Al Jazeera. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026, trata um ataque armado a qualquer um dos três países como ataque a todos os três – e a Al Jazeera enquadra o deslocamento como uma aproximação de Ancara e Islamabad da guerra que a Arábia Saudita trava contra os houthis no Iêmen, segundo a Al Jazeera.
O presidente do parlamento da Turquia disse esperar que o pacto de defesa entre o Paquistão e a Arábia Saudita, estendido à Turquia em agosto e rebatizado de Acordo de Defesa Conjunta de Meca, seja submetido à aprovação do Legislativo no próximo mês, segundo o Middle East Eye. O acordo prevê que um ataque armado a qualquer um dos três países seja tratado como ataque a todos, mas a ratificação parlamentar segue pendente, informa o The Guardian.
A Arábia Saudita reúne chefes militares do Paquistão e da Turquia para discutir opções no âmbito do pacto de Meca, enquanto a França confirmou o envio de soldados, radares e sistemas de defesa para proteger o terminal petroleiro de Yanbu, segundo a Al Jazeera. Os houthis lançaram neste mês uma ofensiva na costa do Mar Vermelho, em meio à guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, e os combates se alastram pelo Iêmen, segundo o Washington Post.
A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão vão realizar uma reunião urgente dos chefes de Estado-Maior, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores saudita, para discutir formas de apoiar Riad na escalada com os houthis do Iêmen. A barragem de mísseis balísticos e drones contra alvos sauditas, que incluiu a cidade sagrada de Meca, testa o pacto de defesa mútua assinado em agosto com a Turquia e o Paquistão. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca estabelece que um ataque armado contra um dos três países é considerado ataque contra todos.
Um aluno de 15 anos abriu fogo com uma espingarda em frente a uma escola técnica em Turgutlu, na província de Manisa, no oeste da Turquia, por volta das 8h desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, ferindo ao menos 11 pessoas, segundo o Los Angeles Times, que publicou despacho da Associated Press, e a Deutsche Welle. O ministro da Justiça, Akin Gurlek, disse que dois feridos estavam em estado grave; a Associated Press registrava três em estado crítico. O suspeito, aluno da escola, foi detido junto com os pais e o avô, dono da arma, e duas promotorias foram designadas para investigar o caso, inclusive a alegação de que o estudante sofria bullying. A Deutsche Welle informa que o ministro Mustafa Ciftci afirmou que 31 mil supervisores escolares e policiais foram designados a escolas consideradas de risco, em medida anunciada na segunda-feira, 21 de setembro, e que o presidente Recep Tayyip Erdoğan prometeu endurecer ainda mais o controle de armas, dizendo que “um dos objetivos dos autores desses ataques é aterrorizar a sociedade”.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, acusou Israel nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, de manter uma “mentalidade genocida” contra os palestinos, em discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o qual a delegação israelense deixou o plenário e representantes palestinos aplaudiram, segundo a Al Jazeera. “Apesar desse chamado cessar-fogo, mais de 1.300 civis foram assassinados em Gaza”, disse Erdoğan, que descreveu o território como “o campo de concentração mais desumano e mais vergonhoso do nosso tempo” e afirmou que “ninguém com humanidade, misericórdia ou consciência pode fechar os olhos”. Segundo a Agência Anadolu, ele pediu que a reconstrução de Gaza comece “sem perder tempo” e conclamou os países membros a aumentar a pressão sobre Israel. Na mesma fala, Erdoğan disse que a ONU não cumpre o dever de preservar a paz e a segurança e que a organização “sangra” na Palestina, no Líbano e no Sudão, e lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem Washington negou visto pelo segundo ano consecutivo. O TRT World registra que ele também acusou Israel de estender a ofensiva à Síria, ao Líbano, ao Iêmen, ao Irã e ao Catar.
Os chanceleres de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão afirmaram em comunicado conjunto nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o direito de a Arábia Saudita se defender conforme o direito internacional e destacaram a necessidade de preservar a segurança da navegação na região, em meio à escalada dos ataques dos houthis do Iêmen, noticiado pela Reuters e publicado pelo Middle East Eye e pelo Times of India. Os quatro ministros se reuniram à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, manifestaram “profunda preocupação” com os conflitos em curso na região, disseram que o diálogo e a diplomacia são o único caminho para uma solução sustentável e declararam apoio ao governo do Iêmen em seus esforços de estabilidade e paz. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026 por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, estabelece que um ataque armado contra um dos três países será considerado ataque contra todos, segundo a BBC.
Um adolescente de 15 anos foi detido depois de ao menos 11 pessoas ficarem feridas num tiroteio nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em frente à escola Anadolu İnci Üzmez, em Manisa, no oeste da Turquia, segundo a BBC News. Duas vítimas estavam em estado crítico, e o suspeito fugiu a pé antes de ser capturado, diz a emissora, que chamou o caso de terceiro ataque do tipo no país em 2026. As medidas de segurança nas escolas foram reforçadas no ano letivo de 2026-2027 depois dos tiroteios de abril. O ministro da Justiça, Akın Gürlek, disse, segundo o Times of India, que mãe, pai e avô do suspeito, dono da arma, foram detidos.
Um estudante abriu fogo na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em frente à Escola Técnica e Vocacional Anadolu İnci Üzmez, no distrito de Turgutlu, na província turca de Manisa, e feriu 11 estudantes, dois deles em estado grave, segundo o ministro da Justiça, Akin Gürlek, e o governo provincial, citados pela Associated Press e pela Euronews. O suspeito, aluno da escola, foi detido pouco depois, e o ministro disse que os pais e o avô dele, dono da espingarda usada no ataque, também foram detidos; dois procuradores-chefes foram designados para investigar o caso, inclusive as alegações de que o atirador sofria intimidação de colegas na escola. O Ministério da Educação suspendeu as aulas na escola por um dia. Os balanços variaram ao longo da manhã, de quatro a oito feridos, antes do número divulgado pelo ministro. O ataque ocorre no dia seguinte à assinatura de um protocolo de segurança escolar para o ano letivo de 2026-2027 pelos ministros da Educação, Yusuf Tekin, e do Interior, Mustafa Çiftçi, e cinco meses depois de dois ataques a escolas no sul do país, em abril, um dos quais deixou mortos em Kahramanmaraş e o outro feriu 16 pessoas em Şanlıurfa.
Sete países e a União Europeia (UE) lançaram nesta segunda-feira, 21 de setembro, em Nova York, a cúpula inaugural dos “Parceiros pelo Multilateralismo” (P4M), grupo que se apresenta como defensor de uma ordem internacional baseada na ONU e distante da política de superpotências. A declaração conjunta “A joint commitment to multilateralism, international law, peace and prosperity” tem como copatrocinadores iniciais Austrália, Barbados, Brasil, Canadá, UE, Índia e Quênia, segundo o gabinete do primeiro-ministro do Canadá, e foi co-presidida pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelos primeiros-ministros William Ruto (Quênia), Anthony Albanese (Austrália), Mia Mottley (Barbados) e Mark Carney (Canadá) e pelos chanceleres Mauro Vieira (Brasil) e Subrahmanyam Jaishankar (Índia), segundo a UN WebTV. O texto afirma que a interdependência econômica “vem sendo usada como fonte de alavancagem”, aponta a tríplice crise planetária e o avanço da inteligência artificial entre os desafios que exigem cooperação e defende a reforma das instituições multilaterais, inclusive pelo processo UN80. No discurso de abertura, Jaishankar disse que a “crise dos quatro F” – combustível, alimentos, fertilizantes e finanças – “não pode ser deixada a si mesma”, segundo o Times Now. Em editorial conjunto no Financial Times, Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ruto e Carney escreveram que o P4M não será outro bloco exclusivo nem uma burocracia internacional, e citaram o maior número de conflitos armados entre Estados desde 1946, em 35 países, em 2025, segundo o The Hindu.
Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.
Ancara aprova nova licença para terminal de mistura