Matérias e notas sobre Direitos humanos.
Israel emitiu quatro ordens militares para confiscar terras palestinas perto de Belém, na Cisjordânia ocupada, incluindo 4.708 dunums em al-Khader e Arab al-Ta’amra e a remoção de árvores e vegetação de 10.085 dunums em Nahalin, segundo a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. As ordens foram emitidas em 28 de outubro e colocam rotas e áreas sob controle militar direto. Uma delas, a de número 147/26, atinge 4.408 dunums em al-Khader e cobre uma faixa de 878 metros ao redor do assentamento de Efrat, ligada a um projeto de torre, segundo a comissão. As ordens de confisco valem até 31 de dezembro de 2028, concedendo às autoridades israelenses posse exclusiva das áreas. A mesma comissão documentou 674 ataques de forças israelenses e de colonos a agricultores e oliveiras na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, entre 1º de outubro e 6 de novembro, mais de três quartos deles por colonos.
A Presidência palestina responsabilizou o Conselho de Paz e seu enviado, Nikolay Mladenov, por não tomar medidas para deter as violações israelenses e garantir que Israel cumpra suas obrigações. Em comunicado, a Presidência também culpou as autoridades israelenses pela piora da catástrofe humanitária em Gaza, com a aproximação do inverno e a chuva inundando as tendas das famílias deslocadas, e atribuiu o sofrimento à obstrução da ajuda humanitária e ao descumprimento de resolução do Conselho de Segurança da ONU e do plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Presidência alertou que ignorar as violações só aprofunda o sofrimento palestino e compromete as perspectivas de estabilidade.
O xeque Isa Qassim, clérigo xiita destituído da cidadania do Bahrein em 2016, pediu que a população apoie pacificamente os 60 clérigos que aguardam veredito em 8 de novembro e alertou a monarquia sobre as consequências de um processo baseado em acusações “fabricadas e difamatórias”, segundo o Tehran Times. O tribunal que o jornal chama de “Tribunal Criminal Superior” decide no domingo sobre 69 réus, 60 clérigos e nove afiliados: 56 estão presos e 13 são julgados à revelia. Vinte organizações, entre elas a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a Organização Mundial Contra a Tortura, pedem a exclusão de confissões obtidas sob coação e a libertação dos detidos.
O gabinete de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que ao menos 70 mil tendas foram inundadas nas 12 horas anteriores, afetando dezenas de milhares de deslocados e causando feridos, sem mortes registradas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. A Defesa Civil do território disse ter recebido 1.500 chamados de socorro de deslocados e registrou o desabamento de três casas abandonadas, sem feridos. Autoridades municipais e da Defesa Civil afirmaram não conseguir dar conta da tempestade por falta de combustível e por danos aos equipamentos. O COGAT, órgão militar israelense que coordena a ajuda, afirmou na sexta-feira que ampliou os esforços de saneamento antes das chuvas, em coordenação com organizações internacionais.
O opositor iraniano Reza Pahlavi recebeu neste sábado o “Prêmio Liberdade” em Frankfurt, segundo a DW. Cerca de 18 mil pessoas se reuniram em apoio a ele, conforme um comunicado da polícia alemã.
Pahlavi disse que recebe o prêmio apenas como fideicomisso até que um governo eleito democraticamente assuma o poder no Irã. Também afirmou que o país “não espera ser ensinado a democracia” e que é impedido de praticá-la.
O governo de Donald Trump avalia uma ordem executiva que designaria algumas organizações sem fins lucrativos como tendo vínculos com terrorismo, o que suspenderia imediatamente sua isenção fiscal e poderia paralisar suas operações, segundo o Wall Street Journal, em reportagem citada pelo Jerusalem Post. Funcionários passaram meses trabalhando numa ordem que invoca a seção 501(p) do código tributário estadunidense, que permite ao presidente suspender a isenção fiscal de entidades de imediato.
A Defesa Civil de Gaza recebeu cerca de 1.500 chamados de socorro em 10 horas após o início da chuva no sábado, com a água subindo de 30 a 40 centímetros em vários abrigos, e o diretor da Defesa Civil na província de Gaza, Raed al-Dahshan, disse que o órgão não tem “uma única lona ou uma única tenda”. A Rede de Organizações Não Governamentais (ONGs) palestinas afirma que entram de 180 a 200 caminhões por dia, contra 600 previstos no protocolo humanitário, com só cerca de 40 levando ajuda humanitária, e que cerca de 50 mil tendas aguardam do lado egípcio da fronteira, enquanto o comitê de emergência fala em mais de um milhão de desabrigados e necessidade urgente de cerca de 200 mil tendas e insumos de aquecimento. A chuva inundou os acampamentos enquanto as autoridades israelenses bloqueiam a entrada de materiais de abrigo.
O Judiciário do Irã anunciou na manhã deste sábado a execução de Mohammad Aref Shahbakhsh, apontado como ligado ao grupo armado Jaish al-Zolm (Jaish al-Adl), depois de concluídos todos os procedimentos legais. Ele foi condenado por rebelião armada contra o Estado islâmico e por guerra contra Deus pelo papel no ataque ao posto policial de Qaleh Bid, na cidade de Khash, na província de Sistan-Baluquistão; o Judiciário afirmou que o ataque deixou policiais mortos e feridos, sem informar a data. O Irã acusa os Estados Unidos e Israel de apoiar grupos armados na província, uma das mais pobres do país, marcada por confrontos entre forças de segurança e grupos armados, entre eles militantes sunitas e a minoria étnica balúchi.
A UNRWA enfrenta um déficit de caixa de US$ 80 milhões e pressão financeira sem precedentes, com queda das contribuições globais e condições operacionais mais restritivas, informou a agência na quinta-feira. O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que o secretário-geral António Guterres está plenamente comprometido em defender a UNRWA no exercício de seu papel fundamental de apoio aos refugiados palestinos, e voltou a pedir que o trabalho essencial da agência seja integralmente financiado. A agência diz seguir prestando educação, saúde e assistência a refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, na Jordânia, no Líbano e na Síria, e afirma que passivos acumulados e obrigações financeiras recorrentes ameaçam sua sustentabilidade de longo prazo.
O Serviço de Emergências da Ucrânia elevou para 55 o número de mortos no ataque russo de 2 de novembro à vila de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, depois de retirar nove corpos dos escombros nas últimas 24 horas. O ataque atingiu várias vezes a vila de frente, começando por uma escola onde moradores se reuniam para receber ajuda humanitária, e uma das bombas foi uma FAB-3000 de três toneladas, com mais de mil quilos de explosivos. Foi o ataque russo mais letal na região de Zaporizhzhia desde o início da invasão em larga escala. O presidente Volodymyr Zelenskyy disse que, após o primeiro impacto, a Rússia lançou outras nove bombas aéreas sobre um abrigo onde civis e socorristas se refugiaram.
Dez governos, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, Canadá, Itália, Japão, Países Baixos e Nova Zelândia, divulgaram na sexta-feira uma declaração conjunta condenando a nova sentença de dez anos de prisão do ativista Joshua Wong, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Wong, preso desde 2020, foi condenado na quinta-feira a mais dez anos de prisão por “conluio com entidades estrangeiras” sob a lei de segurança nacional de Hong Kong. Os governos signatários afirmaram que a lei vem sendo usada para atingir indivíduos por expressão política e participação. A embaixada da China em Londres disse opor-se firmemente à declaração e afirmou ter feito representações solenes ao lado britânico.
Forças de ocupação israelenses detiveram três palestinos que retornavam à Faixa de Gaza pelo cruzamento de Rafah na noite de quinta-feira, identificados como Shukri Nihad Ghazal, Mohammed Raed al-Najjar e Mohammed Kamal Akeila, segundo fontes locais. Outro palestino foi detido ao retornar pelo cruzamento na terça-feira, elevando a quatro o número de presos ali em poucos dias.
Colonos israelenses realizaram 377 ataques à colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada desde setembro, o maior número desde 2006, quando a ONU começou a contabilizar esses episódios, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Nos ataques, um palestino foi morto por um colono, mais de 200 ficaram feridos e mais de 3.850 oliveiras e mudas foram danificadas ou vandalizadas. Parceiros de segurança alimentar estimam que entre 80 mil e 100 mil famílias palestinas na Cisjordânia dependem da colheita anual de azeitonas para renda.
O Legislativo da China começou a revisar em 2 de novembro uma emenda de 55 artigos ao Código de Processo Penal, a primeira reescrita das regras sobre prisão, detenção, advogados de defesa e julgamentos desde 2018, em sessão que se estendeu até sexta-feira. O rascunho prevê inscrever pela primeira vez na lei que ninguém pode ser considerado culpado sem julgamento de um tribunal popular conforme a lei e que a presunção de culpa é proibida, além de restringir o uso da vigilância residencial em local designado, medida que permite à polícia manter suspeitos fora do sistema prisional comum; o texto completo não foi divulgado. Nenhum dos resumos oficiais menciona a vigilância residencial em local designado.
O Council on American-Islamic Relations (CAIR) suspendeu suas operações na Flórida depois da aplicação de uma lei que dá a autoridades estaduais poder de designar grupos como “organizações terroristas”, segundo o grupo e autoridades estaduais. Um juiz federal negou o pedido do CAIR para reverter a designação estadual de “terrorista”, e o grupo disse que vai recorrer; o juiz afirmou que a medida da Flórida era “inédita – e talvez sem precedentes”, mas que o CAIR não demonstrou que a designação constitui punição criminal. A sede do CAIR-Flórida em Tampa exibe aviso de que a suspensão decorre da aplicação “infundada e inconstitucional” das leis estaduais de “organizações terroristas domésticas” contra o grupo, e a ACLU e o SPLC representam o CAIR e o CAIR-Flórida numa ação federal que contesta a designação.
Colonos israelenses foram filmados atacando palestinos durante uma incursão noturna a um povoado de Masafer Yatta, ao sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo relato da rede Quds News. Um dos homens aparece inconsciente após ser espancado com porretes, em meio aos gritos de uma mulher ao fundo.
O comissário Anderson, da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), afirmou que nas últimas semanas gurdwaras sikhs na Índia foram alvo de ataques de vigilantes, incluindo tentativas de ferir líderes religiosos. Ele defendeu que o governo dos Estados Unidos vincule a assistência de segurança à resposta do governo indiano à violência que impede o exercício da liberdade religiosa. Outro comissário da USCIRF disse que ataques a locais de culto na Índia, incluindo igrejas, gurdwaras e mesquitas, minam os direitos de liberdade religiosa.
As duas alianças lideradas por partidos árabes, a Lista Árabe Unida (Ra'am) e a Lista Conjunta, conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, resultado sem precedentes após um salto na participação do eleitorado árabe. Os partidos árabes tiveram alta de 64% nos votos em relação à eleição anterior, segundo o Comitê Central de Eleições. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com 53 cadeiras, nem o de Eisenkot, com 48, alcançaram maioria na eleição de 27 de outubro.
A Lista Conjunta, que ficou com 11 das 19 cadeiras, não vai entrar formalmente num governo de Eisenkot, mas seus líderes dizem que poderiam apoiá-lo por fora, citando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia. O Ra'am, partido islâmico socialmente conservador, fez campanha para entrar numa coalizão de governo e colocou um ex-oficial de polícia judeu como segundo da lista.
“Bloqueamos a continuidade do governo de Netanyahu”, disse Jamal Zahalka, presidente do Comitê de Acompanhamento Superior, principal entidade que representa os cidadãos palestinos de Israel. “Foi uma conquista histórica. Acho que nossa comunidade encontrou sua força.”
O Tribunal Superior de Dar es Salaam condenou o líder da oposição Tundu Lissu, do partido Chadema, por incitação à desordem e o sentenciou a quatro anos de prisão. Um painel de três juízes o absolveu da acusação mais grave, de traição, por considerar que a Promotoria não provou um elemento central do crime. A corte entendeu que o slogan de campanha “No Reforms, No Election” bastava para a condenação.
Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado. Os juízes disseram que ele incentivou seus apoiadores a perturbar a eleição geral de 2025, contestada pela oposição. A Anistia Internacional classificou a condenação como uma “farsa da justiça”. “Tundu Lissu nunca deveria ter sido preso, muito menos processado e condenado”, disse Tigere Chagutah, diretor regional da organização para a África Oriental e Austral.
A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, resultado que a oposição chamou de “deboche” à democracia, depois de os dois principais concorrentes, entre eles Lissu, terem sido excluídos.
Cerca de 30 colonos israelenses ocuparam oito casas palestinas na aldeia de Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que os colonos teriam usado munição letal na tomada, agredido fisicamente moradores palestinos e atirado pedras, o que levou famílias a fugir por segurança. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo que trabalhadores humanitários cheguem aos deslocados, parte dos quais está sem abrigo adequado.
As oito casas ficam a poucos metros de Jericó, cidade da Área A da Cisjordânia, mas tecnicamente na Área C, sob controle militar e civil israelense. A compra foi coordenada em segredo com o Conselho Regional de Binyamin e com o movimento Nachala, segundo o Jerusalem Post. Os colonos afirmam ter comprado as casas legalmente, enquanto autoridades palestinas dizem que os documentos de venda foram forjados. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, afirmou à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida, e classificou o que está sendo promovido como fraude e o que circula como propaganda de colonos.
Um tribunal do Bahrein deve proferir no domingo sentenças contra 69 réus, entre eles 60 clérigos, acusados de pertencer a grupo terrorista, de tentar derrubar o “regime constitucional” e de tentar promover a ideologia política do Irã, segundo o Middle East Eye. Vinte organizações de direitos humanos, entre elas a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, pediram a libertação dos detidos arbitrariamente, o arquivamento das acusações baseadas em atividades religiosas pacíficas e a investigação das denúncias de maus-tratos e tortura.
Depoimentos obtidos pelo Bahrain Institute for Rights and Democracy (Bird) descrevem posição forçada por períodos prolongados, olhos vendados e algemas, privação de sono e ameaças de violência física e sexual contra os réus e suas famílias. Sessenta e nove cidadãos bahreinítas de origem iraniana tiveram a cidadania cassada. O chefe da agência responsável pela segurança interna do Bahrein, Tariq Al Hassan, disse à Reuters que a repressão busca confrontar “uma ideologia que exige obediência à liderança iraniana acima da autoridade soberana do Bahrein”.
Advogados de ao menos 18 pessoas feridas em protestos na França nas últimas semanas anunciaram nesta sexta-feira que vão processar o ministro do Interior por suposta brutalidade policial. A queixa será apresentada ao Tribunal de Justiça da República (CJR) contra Laurent Nuñez pelas ordens de uso de armas que os advogados classificam como mutilantes.
Cerca de 10 dos clientes dos advogados autorizaram a assinatura da queixa coletiva. Lançadores de bolas de explosão ou granadas policiais feriram gravemente ao menos 20 pessoas, incluindo muitos adolescentes, em protestos desde meados de setembro, segundo contagem da Agence France-Presse (AFP). Até 30 de outubro, a polícia havia aberto 105 investigações internas sobre alegações de brutalidade policial, sendo 52 ligadas ao movimento estudantil.
Na manhã de 22 de outubro, forças de segurança sírias invadiram casas e lojas em Rankous, na região de Qalamoun, detendo 45 pessoas e matando cinco.
O Ministério do Interior sírio afirmou que as vítimas tinham vínculos com o Estado Islâmico, sustentavam “ideias extremistas” e haviam “declarado o Estado sírio infiel”. Segundo moradores, três das vítimas estavam desarmadas e duas abriram fogo contra as forças de segurança, matando dois agentes.
O ex-deputado prodemocracia Au Kam San foi condenado nesta sexta-feira a 12 anos e meio de prisão em Macau, no primeiro caso de segurança nacional da cidade, após julgamento a portas fechadas. O tribunal o considerou culpado de subverter o poder do Estado, quebra de confidencialidade e estabelecimento de contato com organizações externas para cometer atos que ameaçam a segurança nacional. A prisão dele no ano anterior marcou o primeiro processo publicamente conhecido sob a lei de segurança nacional de Macau, em vigor desde 2009; Au foi deputado por 20 anos, até deixar o cargo em 2021.
As forças israelenses e colonos realizaram uma série de ataques na Cisjordânia ocupada, incluindo agressões a palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo a agência palestina Wafa, em texto republicado pelo TRT World. Colonos e forças israelenses agrediram e detiveram 15 ativistas estrangeiros que ajudavam palestinos na colheita perto de Jabal al-Risan. Em Duma, ao sul de Nablus, colonos atacaram a parte leste da aldeia e incendiaram tendas residenciais, causando danos materiais e nenhum ferido. Em Abu Falah, as forças israelenses expulsaram dezenas de ativistas estrangeiros e vários jornalistas que tentavam apoiar moradores no acesso às terras para a colheita. A Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos documentou 409 ataques a olivicultores, árvores, terras e equipamentos agrícolas na Cisjordânia entre 1º e 21 de outubro, 317 deles de colonos e 92 de forças israelenses.
Um painel de três juízes da Alta Corte de Dar es Salaam condenou o principal líder da oposição da Tanzânia, Tundu Lissu, a quatro anos de prisão por incitação, e o absolveu da acusação mais grave, de traição, porque os promotores não provaram um elemento central da acusação. A condenação por incitação se baseou no slogan de campanha “No Reforms, No Election”, que o tribunal considerou um chamado a perturbar a eleição de 2025. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News, os promotores afirmavam que Lissu disse a apoiadores que a oposição “bloquearia a eleição” e “mobilizaria uma rebelião”. Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado e tem autorização para recorrer ao Tribunal de Apelação. A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, pleito do qual os dois principais adversários, incluindo Lissu, estavam excluídos.
Sete famílias de Helsingør, ao norte de Copenhague, tiveram os contratos de aluguel rescindidos em 2022 sob uma lei de 2018 que obriga conjuntos habitacionais sociais com mais de metade de moradores “não ocidentais” a mudar a composição social, com 60% das casas a preço de mercado até 2030. O caso chegou à Suprema Corte. As instâncias inferiores decidiram a favor do locador, argumentando que a expressão “imigrantes e descendentes de pessoas de países não ocidentais” não designa um grupo de uma única origem étnica e, portanto, não viola a Lei de Igualdade de Tratamento. Em dezembro de 2025, a Corte de Justiça da União Europeia (CJEU, na sigla em inglês) decidiu que cabe aos tribunais dinamarqueses avaliar se a lei é discriminatória.
A ONU condenou a tomada de oito casas palestinas por colonos israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, e o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, disse aos repórteres na quinta-feira que os colonos usaram munição letal durante a ação do dia anterior, agrediram fisicamente moradores palestinos e atiraram pedras, forçando famílias a fugir. Cerca de 30 colonos ocuparam as casas em Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now, que afirmou que eles agrediram e roubaram dois ativistas israelenses e atiraram na perna de um palestino. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo a chegada de agentes humanitários, e parte dos deslocados está sem abrigo adequado. Os colonos alegam compra legal das casas, mas o governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida: “O que está sendo promovido é uma falsificação, não uma venda, e o que circula é propaganda de colonos”. O terreno fica na Área C da Cisjordânia, sob controle israelense desde os Acordos de Oslo dos anos 1990, e mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos no território, ilegais pelo direito internacional.
As forças israelenses demoliram cinco prédios residenciais palestinos em Biddu, a noroeste de Jerusalém, sem aviso, desalojando mais de 100 pessoas de 12 apartamentos. Segundo o gabinete do governador de Jerusalém, a demolição deixou 105 pessoas sem teto, sem aviso prévio e sob a alegação de construção sem licença. Moradores disseram que soldados lançaram granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e impediram a retirada de móveis e pertences antes da demolição. O gabinete documentou 471 operações de demolição e terraplenagem entre janeiro e o fim de outubro. As casas ficavam na Área C da Cisjordânia ocupada, e as autoridades israelenses citaram a ausência de alvarás de construção como motivo.
O ex-deputado Au Kam-san foi condenado a 12 anos e meio de prisão no primeiro julgamento de segurança nacional de Macau, culpado em cinco das sete acusações. O Tribunal Judicial de Base o considerou culpado de “subversão contra o poder político do Estado”, de estabelecer ligações com organizações, associações ou indivíduos de fora de Macau para a prática de atos contra a segurança do Estado e de “violação de segredo”, segundo a Lusa, em texto republicado pelo Correio da Manhã Canadá. O julgamento durou três dias e ocorreu a portas fechadas, mas a sentença foi lida em sessão aberta. Au Kam-san tem 69 anos.
A jornalista Yoani Sánchez foi liberada e disse que as autoridades a acusaram de “atentado contra a ordem constitucional”. No mesmo dia, Berta Soler, de 63 anos, líder das Damas de Branco, e María Cristina Labrada foram presas, e Sánchez escreveu no X que chegou em casa agradecendo a solidariedade que abriu as grades.
A polícia de Hong Kong vai ativar reconhecimento facial por inteligência artificial no sistema de câmeras Smart View ainda neste mês, para detectar crimes e encontrar pessoas desaparecidas, em especial idosos com demência em situação de risco.
A primeira fase do Smart View já foi concluída, com mais de 10 mil câmeras instaladas. A segunda prevê 20 mil câmeras por ano, chegando a cerca de 60 mil em 2028, em locais estratégicos de Hong Kong. A polícia negocia conectar ao sistema câmeras de grandes shopping centers e de outras organizações privadas, com o primeiro lote de câmeras de shoppings previsto para o fim deste ano e pelo menos quatro shoppings participantes.
Por limite de recursos computacionais, o reconhecimento facial não será ativado em todas as câmeras, mas os recursos podem ser direcionados a câmeras específicas para análise 24 horas por dia quando necessário, disse Cheng Wai-man.
A polícia afirma que as imagens não serão armazenadas por mais de 31 dias e que os dados de reconhecimento facial serão mantidos por no máximo 180 dias, e que o programa Sharp Eye já ajudou a resolver 2.192 casos criminais.
A Justiça do Irã condenou à morte Amirhossein Mousavi, preso há quase dois anos, por “corrupção na Terra” em razão da atividade online da conta “James B. Dean”, em julgamento presidido pelo juiz Abolghasem Salavati, conhecido por proferir sentenças de execução, segundo o advogado Reza Shafakhah e grupos de direitos humanos. A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, atribuiu a condenação à “dissidência online” do acusado contra as autoridades iranianas, com confirmação também da agência HRANA.
Famílias israelenses se mudaram na quarta-feira para oito casas na aldeia de Ein ad-Duyuk al-Tahta, a poucos metros de Jericó, na Área C da Cisjordânia ocupada, com apoio do conselho regional de colonos e da organização Nachala, que afirma ter comprado os imóveis. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e que os documentos seriam falsos. Moradores palestinos deixaram suas casas na área: 65 residentes permanentes fugiram depois de serem apedrejados pelos colonos, e um ativista estrangeiro ficou ferido, segundo um ativista israelense.
Harmeet Dhillon, procuradora-geral assistente à frente da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, renunciou nesta quinta-feira, segundo anúncio do procurador-geral Todd Blanche. Dhillon disse que decidiu sair três semanas antes da eleição e que a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, pediu que ela esperasse o fim das midterms. Durante a gestão dela, mais de 75% do quadro da divisão deixou o órgão, numa reorientação de prioridades para temas como direito de armas e ações contra políticas de diversidade nas universidades.
Às vésperas dos 88 anos da Noite dos Cristais, o Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel alertou judeus no exterior sobre risco elevado de ameaças físicas a sinagogas e fiéis em todo o mundo. O relatório da pasta registra queda no número de ameaças, mas aumento dos ataques com armas letais.
Nos Estados Unidos, as ameaças de bomba contra sinagogas caíram de 1.009 em 2023 para 59 em 2025. O total de incidentes antissemitas no país recuou 33% em 2025, para 6.274, mas os ataques com armas letais subiram de 23 em 2024 para 32.
O diretor-geral do ministério pediu que governos e autoridades policiais reforcem a proteção de instituições judaicas, previnam incidentes antissemitas e levem os responsáveis à Justiça.
A Justiça de Hong Kong condenou nesta quinta-feira o ativista Joshua Wong a mais 10 anos de prisão sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim. O juiz William Tam descontou três anos por confissão e atenuantes e fixou a pena em 10 anos, o mínimo legal para crime grave.
Wong já cumpria pena de quatro anos e oito meses por outro caso de segurança nacional e tinha previsão de ser solto em janeiro; os dois meses restantes dessa pena serão cumpridos em simultâneo com a nova condenação, segundo o juiz.
Tam escreveu que a conspiração do réu com outras pessoas só terminou porque ele foi condenado em 23 de novembro de 2020 por duas infrações ligadas a reunião ilegal e ficou em prisão preventiva; não houve desistência dele.
O consulado dos Estados Unidos em Hong Kong afirmou que Wong está “injustamente preso” desde o fim de 2020 e pediu sua libertação imediata.
As forças israelenses demoliram cinco prédios na Cisjordânia ocupada e deslocaram mais de 100 palestinos, segundo o Middle East Eye. Um morador deslocado disse ao Middle East Eye que o que aconteceu com sua comunidade é o que acontece com todos os palestinos e que eles não têm outra terra.
O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou em 8 de outubro carta a Benjamin Netanyahu, ao ministro da Defesa Israel Katz e ao chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, alertando para uma escalada perigosa da violência nacionalista na Cisjordânia. Herzog escreveu que o incidente na aldeia de Jalud chegou “a um fio de cabelo” de forças das Forças de Defesa de Israel (IDF) usarem munição letal contra civis israelenses, ou de um policial de fronteira ser morto por uma pedra atirada à queima-roupa. O presidente descreveu aumento de casas incendiadas, árvores arrancadas, pedras atiradas e rebanhos roubados por grupos de desordeiros, e pediu um plano de emergência coordenado e uma força-tarefa interministerial: “Sem aplicação visível e dissuasão real, enfrentaremos um desastre”.
O Tribunal de Primeira Instância do Tribunal Superior de Hong Kong condenou Wong Chi-fung a 10 anos de prisão por conspiração para conluio com países ou elementos externos com o objetivo de pôr em risco a segurança nacional. Wong, de 30 anos, já cumpre pena de quatro anos e oito meses pelo maior caso de segurança nacional da cidade e, antes da nova acusação, deveria ser libertado em janeiro de 2027. Ele foi acusado em 2025 e se declarou culpado em setembro; o juiz William Tam considerou a infração de natureza grave e rejeitou que o papel dele fosse limitado. O governo de Hong Kong classificou a pena como dissuasão contra interferência estrangeira e afirmou que confiscará bens de Wong ligados ao crime.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que o país decidiu copatrocinar a resolução anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas sobre direitos humanos na Coreia do Norte, proposta pela União Europeia. O texto está em análise na Terceira Comissão e deve ser adotado por volta de 18 e 19 de novembro.
Por sugestão de Seul, a resolução inclui linguagem sobre a importância do diálogo e do engajamento com Pyongyang, inclusive entre as duas Coreias, e pede avanços em temas humanitários como sequestrados, detidos, prisioneiros de guerra e famílias separadas.
A missão norte-coreana na ONU disse, em comunicado divulgado pela agência oficial Central de Notícias da Coreia, que a União Europeia voltou a apresentar um projeto de resolução que distorce a política e a situação de direitos humanos do país. O comunicado afirmou que a UE deveria cuidar dos próprios assuntos em vez de inflar problemas de direitos humanos inexistentes.
A professora Sahar Abushbeika explicava ciências a alunos da terceira série quando uma bala israelense a atingiu na parte inferior das costas, segundo o Middle East Eye, sangrando diante dos estudantes; o menino Amir Abusneimah, de nove anos, foi ferido no ombro quando a bala atravessou a tenda usada como sala de aula no leste de Khan Younis, atingiu o quadro e ricocheteou no menino. Mais de 97% das escolas da Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas, e os turnos dão cerca de três horas de aula por dia, três dias por semana; um ataque aéreo israelense atingiu na terça-feira a entrada da University College of Applied Sciences em Mawasi Khan Younis, matando três palestinos e ferindo 11, entre eles estudantes; só em outubro, ao menos 14 estudantes de 6 a 16 anos foram mortos, além de quatro professores e três funcionários universitários; e desde 7 de outubro de 2023 ao menos 19.200 alunos e 1.386 universitários foram mortos, segundo o Ministério da Educação e Ensino Superior palestino.
O presidente da União Nacional dos Trabalhadores da Mineração da Nigéria (NUMW), Musa Adamu Nasiru, disse à comissão de inquérito que seis dos mineradores mortos sob custódia do Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria (NSCDC) eram filiados ao sindicato. O presidente da Associação de Mineradores de Niger, Abdulrazak Yusuf Mohammed, contou à mesma comissão que foi informado de que 65 pessoas estavam detidas, que apenas 17 sobreviveram e que quarenta e oito morreram sob custódia. Já no estado de Niger, trinta e sete pessoas acusadas de mineração ilegal morreram sob custódia do NSCDC, segundo autoridades nigerianas.
A Justiça de Hong Kong condenou nesta quinta-feira o ativista Joshua Wong a 10 anos de prisão por “colusão com forças estrangeiras”, depois de ele se declarar culpado, na segunda condenação dele sob a lei de segurança nacional. A sentença decorre da campanha global para instigar sanções contra a China continental e Hong Kong depois dos protestos de 2019. Wong já cumpria pena por subversão no caso da eleição primária e foi acusado ao lado do ex-colega de partido Nathan Law e de outros ativistas. Cônsules estrangeiros acompanharam a audiência, com forte aparato policial e grande presença de imprensa diante do tribunal.
O juiz William Tam, do Tribunal Superior de Hong Kong, marcou para as 9h30 desta quinta-feira a sentença de Joshua Wong por conluio com forças estrangeiras, em audiência de cerca de 30 minutos. Wong se declarou culpado em setembro e enfrenta pena de três anos a prisão perpétua pela acusação de conspirar com forças externas para prejudicar a segurança nacional. O ativista de 30 anos já cumpre pena de quatro anos e oito meses. Antes da nova acusação, o advogado Derek Chan disse ao tribunal que Wong deveria ser libertado em janeiro de 2027.
O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou no mês passado uma carta de alerta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros altos cargos sobre uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia e a “desgraça moral” da violência de colonos, segundo o Times of Israel, que diz ter obtido o texto.
A carta foi enviada também ao chanceler Israel Katz, ao chefe do Estado-Maior Eyal Zamir e à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e afirma que comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), policiais e agentes do Shin Bet relatam “ferramentas limitadas e escassez de pessoal”.
Herzog advertiu que uma escalada no terreno pode ter “consequências severas e de longo alcance” para a segurança de Israel, seu funcionamento como Estado soberano, sua posição internacional, a diáspora judaica e a economia israelense. Pediu que os autores sejam tratados como integrantes de organização criminosa e defendeu um plano com deslocamento massivo de forças de segurança, prisões em larga escala, detenções administrativas e desmantelamento dos grupos.
A violência de colonos aumentou nos últimos meses, com ataques e hostilidades quase diários e poucos autores indiciados ou condenados.
A organização Euro-Med Human Rights Monitor afirmou que 1.134 crianças em Gaza foram submetidas a amputações até 9 de outubro de 2026. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2.300 amputados, entre crianças e adultos, foram avaliados entre setembro de 2024 e maio de 2026, e apenas 500 receberam próteses permanentes. A organização não governamental (ONG) afirma que restrições israelenses a viagens de pacientes e a evacuações médicas impedem centenas de crianças de buscar tratamento especializado no exterior. Segundo a organização, há apenas oito profissionais certificados em próteses e órteses em Gaza e falta equipamento para fabricar, ajustar e manter membros artificiais. O grupo acusa Israel de crimes de guerra e enquadra a amputação de crianças e a obstrução do tratamento no artigo 2 da Convenção do Genocídio.
As autoridades sérvias detiveram nove policiais em serviço e um ex-policial por suposto uso excessivo de força contra detidos nos protestos anticorrupção do ano passado em Belgrado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. O Ministério do Interior afirmou que os suspeitos, de uma unidade de elite, torturaram e intimidaram pessoas detidas na garagem de um complexo do governo no centro da capital, em 14 e 15 de agosto de 2025. Segundo o comunicado, com uso de força e ameaças, eles causaram dor intensa e sofrimento grave a um número maior de pessoas para obter informação delas, além de intimidá-las e puni-las ilegalmente. São as primeiras prisões relevantes ligadas à violência contra os manifestantes que foram às ruas nos últimos dois anos, e o ministério divulgou apenas as iniciais dos detidos. Os protestos varreram o país, candidato à adesão à União Europeia (UE), em 2025 e 2026, depois de 16 pessoas morrerem na queda do teto de concreto de uma estação ferroviária reformada em Novi Sad, em 1º de novembro de 2024.
O juiz aposentado indiano Srinivasan Muralidhar, presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, afirmou que a conclusão inequívoca do colegiado é que as forças de segurança israelenses continuam a cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio um ano após o cessar-fogo de outubro de 2025 mediado pelos Estados Unidos. O relatório informa que mais de 75 mil palestinos foram mortos nos territórios palestinos ocupados desde 7 de outubro de 2023, incluindo ao menos 21.500 crianças e 11 mil mulheres. O documento foi apresentado por Muralidhar à Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro; segundo o The Hindu, ele não pôde apresentar o relatório pessoalmente porque os Estados Unidos negaram o visto. O relatório pede que os países-membros da ONU “empreguem todos os meios” para prevenir o genocídio, investiguem e processem os suspeitos e estabeleçam regras claras para o uso de inteligência artificial em conflitos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “existem fortes suspeitas de que Estados estrangeiros tenham investido quantias consideráveis para influenciar os resultados das eleições em Israel”, em vídeo gravado diante de uma bandeira israelense e do logotipo do Gabinete do Primeiro-Ministro. Na manhã de quarta-feira, o Comitê Central de Eleições anunciou que sua revisão pós-eleitoral, que cobriu protocolos de 9.069 seções eleitorais, não encontrou irregularidades nem indícios de que a integridade do voto tenha sido comprometida ou o resultado alterado. O deputado Ayman Odeh, ex-líder do Hadash e da Lista Conjunta, foi identificado como o parlamentar árabe sênior suspeito de receber centenas de milhares de shekels em dinheiro de fonte estrangeira. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, criticou publicamente a tentativa, atribuída ao chefe do Shin Bet, David Zini, de interrogar parlamentares sem provas suficientes, e afirmou que é ilegal interrogar qualquer pessoa, inclusive parlamentares, sem provas suficientes. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, declarou que todos os líderes de partidos árabes deveriam ser presos e interrogados “em celas do porão do Shin Bet”, mesmo sem a aprovação da procuradora-geral.
A mais alta corte do Reino Unido ouviu nesta quarta-feira o recurso contra a proibição do Palestine Action, grupo que o governo britânico classifica como organização terrorista, enquanto a polícia prendia manifestantes do lado de fora. O advogado da fundadora do grupo argumentou que apenas 3 de 385 atos da organização cruzam o limiar legal de terrorismo. Vinte e cinco manifestantes foram presos do lado de fora da Suprema Corte sob suspeita de expressar apoio a uma organização proscrita, segundo a Polícia Metropolitana. A corte ouviu que mais de 3 mil pessoas foram presas desde que a proibição entrou em vigor, e que a Alta Corte considerou a proibição ilegal em fevereiro, decisão derrubada pela Corte de Apelação em junho.
O governo britânico passou a ser questionado na Justiça pela recomendação de que as escolas adotem a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), numa ação aberta na segunda-feira pelo Good Law Project. Sete das 11 ilustrações da definição incluem referências a Israel. O diretor executivo do grupo, Jo Maugham, disse que regras que confundem crítica a Israel com antissemitismo podem estar entre os motores do antissemitismo. O grupo judeu britânico Na’amod afirmou que “alunos judeus devem estar seguros na escola, e o antissemitismo tem de ser levado a sério. A definição da IHRA não faz esse trabalho”.
Dezenas de famílias palestinas voltaram na segunda-feira às suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, depois de o Exército israelense anunciar o fim de uma operação militar de 11 dias. Cerca de 537 famílias, somando quase 3.300 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas desde o início da operação, segundo o Comitê de Apoio e Socorro da província de Hebron.
Moradores relataram roubo de joias de ouro, dinheiro e pertences pessoais, além de portas arrombadas e bens danificados. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, estimou em cerca de 6 milhões de shekels (cerca de US$ 1,9 milhão) os danos a instalações municipais e redes de serviços, e Abdo Idris, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade, disse que as perdas diárias passaram de 12 milhões de shekels (cerca de US$ 3,8 milhões), com danos à infraestrutura acima de 6 milhões de shekels.
A operação foi ordenada por Benjamin Netanyahu depois que homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron em 23 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The News.
O número de mortos no bombardeio de segunda-feira a um ponto de distribuição de ajuda na região ucraniana de Zaporizhzhia subiu a 37, com dezenas de desaparecidos, um dos ataques mais mortais a civis neste ano, segundo autoridades citadas em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Ivan Fedorov, copresidente do Conselho de Defesa Regional de Zaporizhzhia, escreveu no Telegram que 59 pessoas estão desaparecidas. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, as forças russas primeiro lançaram bombas aéreas sobre o prédio da escola em Komyshuvakha quando as pessoas chegavam para buscar ajuda e depois atingiram o abrigo com mais bombas. Dois integrantes de uma equipe de resgate e quatro policiais estão entre os mortos, segundo os serviços de emergência. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque teve como alvo unidades militares ucranianas em Komyshuvakha e em outros dois assentamentos, e que até 25 militares ucranianos foram mortos.
Dois homens uigures, de 26 e 35 anos, presos na Tailândia há mais de uma década, escreveram cartas divulgadas na semana passada pedindo para não serem enviados à China. “Sempre ficamos preocupados que a China nos leve de volta. Não somos terroristas”, escreveu um deles, em carta compartilhada por Kannavee Suebsang, ex-parlamentar e fundador da Peace Rights Foundation, grupo de direitos humanos que representa os dois. Nesta quarta-feira, os dois disseram à Comissão Nacional de Direitos Humanos da Tailândia que não querem voltar à China, segundo fonte com conhecimento direto da reunião que pediu anonimato por medo de retaliação. O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Tailândia, Chaipruak Doungprapat, disse que sua agência não decidirá sobre a deportação, ao contrário do caso dos 40 uigures enviados à China no ano passado, e que o processo passará pelos tribunais, onde os dois poderão se defender.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu oficialmente os resultados da eleição para o 26º Knesset e as consultas com os partidos para a formação do governo começam nesta quarta-feira à noite, 4 de novembro, data que marca os 31 anos do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin. Herzog pediu compromisso após uma eleição divisiva. Sobre a sociedade árabe israelense, afirmou que “não se deve difamar um público inteiro” e que condena “as expressões vulgares e racistas” ouvidas recentemente. Disse também respeitar o chefe do Shin Bet, David Zini, e a procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e que falou com os dois nesta manhã.
O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Tailândia, Chaipruak Doungprapat, afirmou que a China precisa apresentar um pedido formal de extradição e que a decisão sobre os dois uigures passará pelos tribunais, com direito de defesa dos dois homens. O conselho não decidirá a deportação por conta própria, diferente do caso dos 40 uigures enviados de volta à China no ano passado. Os dois foram libertados da prisão no fim de outubro e estão no centro de detenção migratória de Suan Plu, em Bangkok. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu nesta quarta-feira a cooperação bilateral contra crimes transfronteiriços, incluindo a imigração ilegal, e não comentou se Pequim já apresentou um pedido de extradição.
Segundo o Middle East Eye, a Associação Médica Mundial enfrenta críticas por se recusar a suspender a Associação Médica de Israel apesar de denúncias documentadas de participação de médicos israelenses em tortura de detentos palestinos e abusos em Gaza; uma petição de 6.500 profissionais de saúde da campanha IMA Out! foi entregue à Assembleia Geral em Rotterdam no mês passado pedindo a expulsão; a última suspensão foi em 1976, quando a África do Sul foi barrada de duas assembleias por cumplicidade de médicos com a tortura no apartheid; e a Fundação Hind Rajab pediu no mês passado ao Tribunal Penal Internacional que investigue médicos israelenses, a IMA e autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa.
O Shin Bet e a Polícia de Israel prenderam nesta quarta-feira o ativista e jornalista Abed Abu Shehadeh, dirigente do Balad, em Jaffa, por suspeita de infrações de segurança – prisão que o presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh, chamou de “crime grave”, acusando Netanyahu de tentar confiscar o resultado eleitoral. Cerca de 15 agentes, alguns encapuzados, invadiram a casa à meia-noite e o levaram na frente dos dois filhos, apreendendo aparelhos eletrônicos e livros, em caso sob a unidade central de Tel Aviv e o Shin Bet com sigilo imposto pela Justiça por se tratar de investigação de segurança; a comissão eleitoral central certificou o resultado na quarta-feira sem encontrar irregularidades que comprometessem a integridade da eleição.
A Suprema Corte do Reino Unido começou nesta quarta-feira a julgar o recurso da cofundadora do Palestine Action, Huda Ammori, contra a designação do grupo como organização terrorista. A audiência está marcada para quarta e quinta-feira.
A permissão para recorrer foi concedida apenas quanto ao argumento de compatibilidade da proscrição com os artigos 10 e 11 da Convenção Europeia de Direitos Humanos; o argumento sobre a interpretação e a aplicação da política do Ministério do Interior foi recusado.
A proscrição foi anunciada ao Parlamento em 23 de junho de 2025 e entrou em vigor em 5 de julho de 2025, sob a Lei de Terrorismo de 2000.
Mais de 300 apoiadores do grupo foram presos pela polícia de Londres no sábado por exibir cartazes com o slogan proibido. A defesa sustenta que apenas três das 385 ações do grupo em cinco anos foram avaliadas como atendendo à definição de terrorismo.
Eleitores de Providence, em Rhode Island, aprovaram uma medida que pode levar a cidade a desinvestir fundos públicos de Israel. Com 81 de 82 seções eleitorais parcialmente apuradas, o conselho eleitoral do estado registrava 75% de votos a favor e 25% contra.
O resultado é preliminar: com 79 de 82 seções reportando, a contagem do conselho eleitoral de Rhode Island estava em 74,99% a favor.
O texto não cita Israel e pede que a cidade deixe de investir em países estrangeiros que pratiquem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio. A cidade se torna o maior município dos Estados Unidos a aprovar alguma forma de desinvestimento de Israel, depois de Somerville, em Massachusetts, cujos eleitores aprovaram uma medida não vinculante no ano passado.
O ativista Amadou Sarang Diallo, 27 anos, foi preso na sexta-feira depois de publicar um vídeo no TikTok condenando a participação de Israel nos Jogos Olímpicos da Juventude, segundo ativistas. Os Jogos começaram em 31 de outubro e vão até 13 de novembro, com cerca de 2.700 atletas. É o primeiro evento olímpico de qualquer tipo realizado no continente africano.
Israel comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao comitê egípcio na noite de segunda-feira que impõe um fechamento “completo e abrangente” da passagem de Rafah, bloqueando ajuda humanitária, cargas comerciais, comida, combustível e gás de cozinha que entram em Gaza pela rota egípcia, segundo o Drop Site News. A rota movimenta de 50 a 60 caminhões por dia, e por ela entram integralmente o combustível e o gás, segundo o veículo. O acordo de cessar-fogo de outubro de 2025 prevê 600 caminhões de ajuda por dia em Gaza, mas Israel vinha permitindo em média cerca de 200.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) vai proferir em 19 de novembro a sentença do caso em que a Gâmbia acusa Mianmar de genocídio contra a minoria muçulmana rohingya, anunciou a corte nesta terça-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Os juízes começam a ler o acórdão às 8h GMT de 19 de novembro. A Gâmbia sustenta que a ofensiva de 2017 das forças do governo de Mianmar, que forçou ao menos 730 mil rohingyas a buscar refúgio em Bangladesh, constituiu genocídio. Mianmar nega as acusações e classifica a ofensiva como campanha antiterrorista legítima. Será o primeiro julgamento de genocídio da corte em mais de uma década e o terceiro na história do tribunal. A Gâmbia abriu o caso em 2019, e o resultado tende a influenciar processos futuros, entre eles o que a África do Sul abriu em 2023 contra Israel por genocídio em Gaza, acusação que Israel nega.
Forças israelenses acompanhadas de maquinário pesado invadiram nesta terça-feira a área da Estrada Haska, a noroeste de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e demoliram cinco comércios de propriedade de palestinos, segundo fontes locais. Cerca de 750 mil colonos israelenses vivem em 156 assentamentos ilegais e em torno de 360 postos avançados na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, segundo números palestinos.
Na abertura da cúpula da Commonwealth, o rei Charles III chamou o tráfico transatlântico de escravizados de “injustiça monstruosa”.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discute um pedido formal de desculpas com líderes do bloco, mas descartou pagar as reparações financeiras exigidas por países caribenhos: disse no fim de semana que está aberto a pedir perdão.
O Reino Unido vai destinar 40 milhões de libras a infraestrutura caribenha e mantém um plano de alívio de dívida para os países mais pobres da Commonwealth.
Os combates entre houthis e forças do governo iemenita se concentram em Taiz, no sudoeste do país, e os houthis bloquearam em grande parte a entrega de mercadorias à cidade, que está sob controle das forças do governo. As autoridades iemenitas alertaram os civis sobre fogo de franco-atiradores nos morros ao redor.
A Organização Internacional para as Migrações registrou cerca de 134 mil deslocados na província de Taiz, quase metade dos mais de 319 mil deslocados no oeste do Iêmen, em dado de 1º de novembro.
A pesquisadora da Human Rights Watch Niku Jafarnia afirmou que os houthis bloquearam combustível, água e suprimentos médicos, “basicamente tudo o que os hospitais precisam para funcionar”. O relatório do Health Cluster da Organização Mundial da Saúde registra ao menos 1.677 mortos e 7.395 feridos no Iêmen até 25 de outubro.
A Sociedade de Prisioneiros Palestinianos e a noiva do detento Hassan Salameh, Ghufran Zamel, afirmaram que guardas israelenses o atingiram com nove tiros no mês passado. Segundo eles, o ataque ocorreu depois que o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, invadiu a cela dele e gravou um vídeo ameaçando matá-lo. O tipo de munição usado e as circunstâncias exatas dos disparos seguem sem esclarecimento. Segundo Zamel, três dias depois da agressão Salameh foi levado para ter as lesões fotografadas e devolvido à cela sem tratamento médico, apenas com analgésicos. Salameh foi condenado por Israel em 1996 por organizar vários atentados que mataram e feriram dezenas de israelenses, e foi sentenciado a 48 penas de prisão perpétua. Ele passou 14 anos em confinamento solitário desde que foi preso, há 30 anos.
O opositor congolês Prince Epenge, preso em 25 de outubro, foi transferido em 31 de outubro à prisão central de Makala, em Kinshasa, depois de o tribunal rejeitar na véspera seu pedido de liberdade provisória. Presidente do partido ADD Congo, porta-voz da coalizão Lamuka e membro da plataforma C64, Epenge é acusado de “propagação de falsos boatos”, ligada à denúncia do assassinato de um militante de seu partido na marcha de oposição de 15 de setembro em Kinshasa. Ele foi detido no aeroporto internacional de N’djili quando embarcaria para Roma, onde a oposição reunida na C64 faria um encontro.
Os Estados Unidos pediram à Venezuela a libertação dos presos políticos que continuam detidos no país. O secretário de Estado, Marco Rubio, reuniu-se na segunda-feira com o chanceler venezuelano Oliver Blanco, quando pediu a libertação e discutiu reformas para preparar eleições livres e críveis, segundo o Departamento de Estado. Mais de mil presos políticos foram libertados desde que forças dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, em 3 de janeiro, e o levaram a Nova York, onde responde por acusações de narcotráfico e tortura. A organização de direitos dos presos Foro Penal afirma que 322 pessoas seguem detidas. O Departamento de Estado reiterou o compromisso com o plano de três fases de Donald Trump, que prevê estabilização, recuperação econômica e reconciliação política, e transição democrática.
Uma ordem militar israelense de 28 de outubro colocou 26.500 m² de terra nas aldeias de Deir Nizam, Umm Safa e Atara sob controle militar, para “propósitos militares”, segundo a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro. A área é destinada a um trajeto chamado eixo de emergência Ateret–Neve Tzuf, que ligaria assentamentos israelenses da região, e a ordem vale até o fim de 2028. A comissão afirma que 5.891 m², cerca de 22,3% da área, são classificados por Israel como “terra estatal”, e outros 20.582 m² ficam fora dessa classificação.
Forças israelenses mataram ao menos quatro palestinos em ataques na Faixa de Gaza, e um quinto morreu dos ferimentos de um ataque anterior, segundo fontes médicas e relatos da imprensa. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ataques israelenses mataram ao menos 1.593 palestinos e feriram 5.748 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA), iniciado em outubro de 2025. No total, a guerra israelense contra Gaza matou ao menos 74.609 palestinos e feriu 175.872, segundo o mesmo ministério. Tiros israelenses indiscriminados a partir de posições militares, tanques e drones quadricópteros mataram e feriram centenas de civis desde o cessar-fogo, sobretudo famílias deslocadas perto da chamada Linha Amarela.
Seis meses após o sequestro, o crítico da junta do Mali Mountaga Tall e o filho dele, Cheick Mamadou Tall, seguem desaparecidos, com o paradeiro desconhecido e as autoridades em silêncio, segundo a Human Rights Watch (HRW), que também registra o pedido do Comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desaparecimentos Forçados para que as autoridades localizem e protejam os dois.
Soldados israelenses vendaram, algemaram e prenderam o correspondente da Al Jazeera Montaser Nassar durante uma invasão à casa dele em Dura, ao sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo a emissora.
A médica que denunciou a existência de um porão usado para manter militares nos arredores de Kiev foi detida pela polícia durante uma transmissão ao vivo, segundo a agência russa TASS. Ela havia insistido na hospitalização das pessoas mantidas no local.
A Comunidade do Caribe (Caricom) reafirmou na cúpula da Comunidade das Nações (Commonwealth) em Antígua e Barbuda, aberta neste domingo, a exigência de que o Reino Unido assuma sua responsabilidade institucional pela escravidão e pague compensações. O primeiro-ministro de Santa Lúcia e presidente pro tempore do bloco, Philip J. Pierre, disse em comunicado que reparações morais e compensações econômicas não podem ficar fora das negociações nem ser substituídas por um pedido simbólico de desculpas, e o Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III não pedirá desculpas em nome do país.
O comandante da Guarda Nacional da Ucrânia, Alexander Pivnenko, admitiu que o porão de uma casa em Petropavlovskaya Borshchagovka, nos arredores de Kiev, era usado para deter militares que deixaram suas unidades sem autorização e recém-mobilizados, segundo a TASS. A casa pertence ao grupo Azov, conforme o Strana, e o gabinete de Volodymyr Zelensky afirmou que há muitos prédios como esse na Ucrânia.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, acusou nesta segunda-feira o comissário de Polícia, Daniel Levy, de ordenar “violência severa” contra manifestantes haredim (ultraortodoxos) para agradar a oposição depois das eleições da semana passada. Ben Gvir também pediu ao Supremo Tribunal que anule uma liminar de abril que o proíbe de interferir no uso da força pela polícia. Na quinta-feira, três manifestantes foram presos depois que um protesto haredi perto de Bnei Brak virou confronto violento, deixando três policiais feridos e vários manifestantes machucados.
Outubro já registra o maior número mensal de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais desde o início da documentação, em 2006, com 397 incidentes entre 1º e 26 de outubro, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA). Entre 20 e 26 de outubro, 62 ataques de colonos foram documentados em 49 comunidades da Cisjordânia, incluindo 38 ligados à colheita de azeitonas.
A polícia e o Exército da Zâmbia fizeram desaparecer à força, prenderam arbitrariamente, espancaram e ameaçaram membros e apoiadores da oposição, além de advogados, jornalistas e críticos do governo, nos dias anteriores e posteriores às eleições gerais de agosto de 2026, segundo a Human Rights Watch (HRW). O relatório documentou 14 casos de desaparecimentos forçados aparentes de opositores e 61 casos em que presos, seus advogados ou parentes alegaram espancamentos ou outros abusos violentos durante a prisão e a detenção. A organização pediu às autoridades zambianas que interrompam a repressão à oposição política lançada após a vitória de Hakainde Hichilema nas contestadas eleições de agosto.
O desenhista e grafiteiro Yasser Mounbir foi condenado na sexta-feira, 30 de outubro, a quatro anos de prisão firme no Marrocos por caricaturas do rei, segundo o Le Monde.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) contabilizou 189 jornalistas assassinados no mundo em 2024 e 2025, o maior número desde o biênio 2014/2015, quando registrou 215 casos. Do total, 127 mortes (67%) ocorreram em países que são zonas de conflito, alta de 24% ante o biênio 2022/2023. A Palestina concentrou 62 mortes, um terço do total.
Promotores de dez Estados membros da União Europeia (UE) — Espanha, França, Itália, Portugal, Bélgica, Países Baixos, Polônia, Eslováquia, Suécia e Finlândia — mais a Austrália cooperam e trocam informações sobre denúncias de tortura, sequestro e maus-tratos contra seus nacionais que participaram das missões da Global Sumud Flotilla, interceptadas por Israel em águas internacionais. Segundo fontes jurídicas ouvidas pelo El País, as investigações miram políticos, autoridades e comandantes militares israelenses, incluindo integrantes do gabinete de Benjamin Netanyahu. Essas fontes dizem que a reunião ocorreu em 16 de setembro em Haia, no marco de cooperação coordenado pela Agência da UE para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust), com representantes australianos como convidados.
O Partido Trabalhista, que governa o Reino Unido, decidiu encerrar a cooperação com o Partido Verde em 11 conselhos na Inglaterra depois que os verdes adotaram no mês passado a política de que “o sionismo é racismo”. Em votação de militantes na conferência anual do partido, em outubro, os verdes se tornaram o primeiro grande partido britânico a reconhecer o sionismo como forma de racismo e a defender um Estado palestino único e democrático, com direitos iguais para todos os grupos étnicos e religiosos, em vez da solução de dois Estados.
Preso nos Estados Unidos desde 3 de janeiro de 2026, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem ao povo venezuelano no domingo, 1º de novembro, pedindo orações. “Orem por nós e saibam que Cilia e eu estamos com vocês a cada passo do caminho”, diz o texto, que termina com abraços e bênçãos para as famílias na Venezuela e em outros lugares.
A Human Rights Watch acusou a Zâmbia de conduzir uma repressão violenta contra a oposição no período pós-eleitoral. O relatório da organização documentou 14 casos de aparente desaparecimento forçado de integrantes e apoiadores da oposição e 61 casos em que detidos, seus advogados ou parentes relataram espancamentos ou outros abusos violentos durante a prisão e a detenção.
Um total confirmado de 189 jornalistas e outros trabalhadores da mídia perderam a vida em 2024-2025, 20% a mais que no biênio anterior e o maior número desde 2014-2015, segundo o relatório bienal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A taxa de impunidade chegou a 86% em 2024-2025, primeira alta em mais de uma década, e 127 dos mortos, 67% do total, estavam em zonas de conflito. Ataques com drones mataram 50 jornalistas, 40% das mortes em zonas de conflito, ameaça que a Unesco classificou de perturbadora.
A Organização das Nações Unidas (ONU) exige investigação aprofundada sobre a morte de Mohammad el-Shami, do Escritório de Direitos Humanos da ONU, sob detenção houthi no Iêmen – morto há mais de um mês, com a família notificada só recentemente, após detenção arbitrária desde junho de 2024 –, e o secretário-geral António Guterres disse estar consternado e exigiu a libertação imediata de todo o pessoal detido, segundo a Al Jazeera.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, anunciou nesta segunda-feira que as forças israelenses se retiraram da cidade após um cerco de 10 dias. Segundo ele, as forças de segurança palestinas assumiram o controle da área e as famílias deslocadas podem voltar. A governadoria de Hebron conta mais de 3.300 palestinos deslocados ou afetados e 15 casas e estruturas demolidas na operação, iniciada em 23 de outubro após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses, feriu três e terminou com os dois autores mortos.
A Liga Árabe pediu uma investigação internacional independente sobre alegações de tortura e abusos sistemáticos contra presos palestinos da Faixa de Gaza detidos na prisão de Ramla, em Israel. Vários detentos da ala Rakevet sofreram ferimentos e queimaduras por atos repetidos de repressão e maus-tratos. A Liga exigiu o fim imediato dos abusos e pediu a Israel que permita acesso irrestrito do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e de monitores independentes à prisão, para documentar as condições e prestar atendimento médico.
Mohammad el Shami, funcionário do escritório de direitos humanos da ONU no Iêmen, estava detido arbitrariamente pelas autoridades de fato houthis desde 6 de junho de 2024, e a família diz que ele morreu há mais de um mês, tendo sido informada só recentemente, segundo o UN News. O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, cobrou dos houthis a divulgação dos registros médicos e de detenção e exigiu que a causa da morte seja apurada de forma independente. O primeiro-ministro do Iêmen condenou a morte, responsabilizou integralmente os houthis e cobrou a responsabilização dos culpados; ele disse que mais de 70 funcionários da ONU e dezenas de trabalhadores humanitários seguem detidos. O chanceler do Iêmen também cobrou responsabilização pela morte do funcionário sob custódia houthi, segundo o Middle East Eye.
A Associação das Nações Unidas-Haiti (UNA-Haiti) denunciou às Nações Unidas bombardeios e ataques com armamentos pesados contra bairros civis por tropas de El Salvador enviadas ao Haiti pelo presidente Nayib Bukele, e pediu a abertura de uma investigação sobre possíveis mortes de civis, incluindo crianças, em operações em Croix-des-Bouquets, Canaan e Plaine du Cul-de-Sac, segundo o Opera Mundi. Bukele negou as acusações: em publicação na rede social X, no sábado (31 de outubro de 2026), afirmou que as tropas de seu país não dispõem de bombas e que os helicópteros de ataque chegaram ao Haiti somente na quinta-feira (29 de outubro), depois do período indicado na denúncia.
Autoridades britânicas insistiram inicialmente que discussões sobre reparações pela escravidão não deveriam estar na agenda da cúpula de líderes da Commonwealth em Antígua e Barbuda, segundo o Guardian. Atualmente, as reparações pela escravidão não constam da agenda oficial da Reunião de Chefes de Governo da Commonwealth (Chogm), que começa neste domingo.
Manifestantes em Nova Délhi carregaram uma faixa de um quilômetro com os nomes de pessoas retiradas dos cadernos eleitorais da Índia, em novo ato da oposição contra a exclusão de quase 130 milhões de nomes, segundo a Al Jazeera. Em Karnataka, a lista final divulgada em 27 de outubro de 2026 registrou 4,54 crore de eleitores (cerca de 45,4 milhões), contra 5,54 crore antes da revisão (55,4 milhões), uma redução de quase 99,76 lakh de votantes (9,98 milhões), segundo o Times of India.
O ex-chefe do Mossad David Barnea disse que Israel divulgou de propósito imagens da sua operação secreta no Irã durante o conflito de junho de 2025 para provocar prisões em massa e dificultar que as forças iranianas encontrassem agentes israelenses reais, segundo o Middle East Eye. Barnea afirmou que as autoridades iranianas prenderam 21 mil pessoas durante a operação.
A Polícia Metropolitana de Londres disse no domingo que 325 pessoas foram presas no sábado no protesto diante da embaixada dos Estados Unidos, 320 delas por “expressar apoio a uma organização proscrita sob a Lei de Terrorismo”.
O ato antecedeu uma audiência de dois dias na Suprema Corte do Reino Unido, a partir de quarta-feira, sobre a decisão do governo britânico de julho de 2025 de banir o Palestine Action sob a legislação antiterrorismo, segundo a France 24.
Cinco pessoas morreram em dois incidentes separados no estado de Manipur, no nordeste da Índia, segundo a polícia, em informação divulgada neste domingo, em meio a uma nova onda de violência étnica na região. Três homens do grupo tribal kuki foram mortos numa troca de tiros entre “indivíduos armados não identificados” no distrito de Noney no sábado, segundo um comunicado da polícia.
O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, teria adotado a prática de ameaçar alvos em Gaza por telefone, oferecendo a escolha entre ter a família bombardeada ou ser morto sozinho, segundo relato do jornal Asharq Al-Awsat reproduzido pelo Jerusalem Post.
O caso mais recente citado no relato é o de Muhammad Al-Bayouk, que teria sido alvo de um drone do Exército israelense no telhado de um abrigo para deslocados em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, depois de receber um telefonema de um oficial do Shin Bet. O Jerusalem Post afirma que o Exército israelense e o Shin Bet não foram procurados para comentar o caso.
A polícia de Londres prendeu 139 pessoas numa manifestação no sábado diante da embaixada dos Estados Unidos (EUA), depois que manifestantes expressaram apoio ao Palestine Action, grupo pró-palestino proscrito no Reino Unido, segundo o Jerusalem Post. O ato foi organizado pelo grupo ativista Defend Our Juries, que faz campanha contra a decisão do governo britânico de proibir o Palestine Action.
Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.
Habiba Mohammed Zanoun, de 2 meses, e Aseel Abu Suhayban, de 7 meses, morreram na manhã de sábado no Complexo Médico Nasser, em Gaza, por queimaduras graves depois que um incêndio atingiu uma tenda de deslocados em Al Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul de Gaza, segundo o TRT World. Fontes disseram à agência Anadolu que o fogo começou na tarde de sexta-feira enquanto comida era preparada dentro da tenda, e que a escassez severa de gás de cozinha e de suprimentos básicos obriga famílias deslocadas a cozinhar em fogo aberto.
A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu investigação sobre a morte de Mohammad el-Shami, funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) no Iêmen, sob custódia houthi. El-Shami morreu há mais de um mês, e a família só foi informada recentemente, disse a ONU em comunicado neste sábado, segundo a Al Jazeera. O alto comissário Volker Türk exigiu “total transparência” das autoridades houthis e uma investigação “urgente, independente e completa”, e disse que a família “merece saber a verdade”. El-Shami estava detido arbitrariamente desde junho de 2024, quando ele e mais de 60 pessoas que trabalhavam para a ONU e outras organizações não governamentais (ONGs) foram presos e acusados de integrar uma “rede de espionagem estadunidense-israelense”. Turk afirmou que outros sete funcionários do OHCHR detidos junto com ele seguem presos e pediu a libertação imediata e incondicional deles.
As autoridades de Israel emitiram 9.518 avisos de demolição ou de paralisação de obras contra estruturas palestinas na Cisjordânia ocupada desde o início de 2015, segundo relatório da Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos citado pelo Middle East Eye. Do total, 9.174 avisos foram documentados entre 2015 e 2025 e outros 344 nos primeiros nove meses de 2026.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar “chocado” com a morte do funcionário Mohammad el-Shami sob custódia houthi no Iêmen, segundo o Middle East Eye.
A advogada de direitos humanos Margaret Owen, de 94 anos, foi presa de novo no sábado no protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em Londres, contra a proibição do Palestine Action. A Polícia Metropolitana afirmou que a maioria dos detidos no ato foi presa por expressar apoio a uma organização proscrita, e que novas prisões eram esperadas ao longo do dia.
Rússia e Ucrânia concordaram em organizar missões humanitárias regulares em Oleshky, na região de Kherson, após a conclusão de uma operação humanitária conjunta, segundo a comissária russa de direitos humanos Yana Lantratova, em declarações divulgadas pela Xinhua.
Lantratova disse que os esforços conjuntos vão continuar com o comissário parlamentar ucraniano de direitos humanos, Dmytro Lubinets, para prestar assistência.
A Reuters registrou a declaração de que os dois lados concordaram em realizar missões humanitárias regulares, “um passo muito importante”.
A polícia de Londres prendeu 139 pessoas neste sábado em protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em apoio ao grupo banido Palestine Action, número acima das 48 detenções divulgadas mais cedo no mesmo ato.
A maioria dos detidos expressou apoio a uma organização proscrita, segundo comunicado da Polícia Metropolitana de Londres citado pela AP News.
A Al Jazeera registrou ao menos 139 presos depois que manifestantes desafiaram o aviso para não comparecer ao ato contra a proscrição do Palestine Action.
A Aliança Nacional para o Trabalho de Desenvolvimento Civil do Egito (NACDW) lançou neste sábado o 14º comboio humanitário para a Faixa de Gaza, com mais de 100 caminhões e cerca de 1.400 toneladas de suprimentos, segundo o Egypt Today e a Xinhua.
O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Volker Türk, exigiu uma investigação independente sobre a morte, sob custódia houthi, de um funcionário iemenita do escritório da ONU no Iêmen e pediu transparência total às autoridades do grupo. Mohammad el Shami estava detido arbitrariamente desde 6 de junho de 2024 e, segundo Türk, a família foi informada da morte apenas recentemente, mais de um mês depois de ela ocorrer, sem qualquer explicação sobre a causa ou as circunstâncias. Türk pediu ainda a libertação imediata e incondicional dos demais funcionários da ONU detidos, incluindo sete colegas de seu escritório.
A polícia de Londres prendeu 48 pessoas neste sábado em protesto de apoiadores do Palestine Action em frente à embaixada dos Estados Unidos (EUA), dias antes da audiência de dois dias na Suprema Corte sobre o veto ao grupo, segundo o Middle East Eye. A maioria das prisões foi por “expressar apoio a uma organização proscrita”, informou a polícia. Quase 4 mil pessoas foram presas por suposto apoio ao Palestine Action desde que o governo britânico o enquadrou nas leis antiterrorismo, em julho de 2025.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, está aberto à possibilidade de o Reino Unido pedir desculpas formalmente por seu papel no tráfico transatlântico de escravos, mas afastou reparações financeiras, segundo a BBC. Em artigo no Guardian, ele afirma que ouvir os pedidos de desculpas formal em nome do Estado britânico será parte importante do processo e que não considera as reparações financeiras a resposta certa.
Moradores do bairro de Ain Deir Baha, em al-Khalil, no sul da Cisjordânia ocupada, tiveram a área declarada zona militar fechada pelas forças israelenses durante uma ofensiva que chegou ao oitavo dia, segundo a Press TV. O município de al-Khalil afirmou, segundo a emissora, que 4.969 palestinos de 780 famílias foram deslocados à força. O Palestinian Information Center conta neste sábado o nono dia consecutivo de cerco, com reforços militares e prisões de jovens palestinos.
A Ruanda liberou pelo menos 533 pessoas condenadas por crimes do genocídio de 1994 contra os tutsis depois que cumpriram as penas de prisão, segundo o ministro das Relações Exteriores, Olivier Nduhungirehe, que falou na sexta-feira. O ministro da Unidade Nacional e Engajamento Cívico, Jean Damascene Bizimana, disse que o grupo passou por treinamento de reabilitação antes da soltura, para se preparar para o retorno à sociedade. Mais de 100 mil pessoas foram condenadas por crimes cometidos durante o genocídio de 1994, segundo a TRT World.
A Polícia Metropolitana de Londres avisou que quem comparecer neste sábado a uma manifestação de apoio à Palestine Action nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos será preso, “como parte de uma operação policial robusta”. A polícia afirma que expressar apoio ao grupo é crime previsto na Lei de Terrorismo, após a proibição da organização em junho de 2025, decisão mantida pela Corte de Apelação em junho de 2026.
Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.
No oitavo dia da operação militar em Hebron, tropas israelenses mantiveram selados os bairros de al-Jalda e Deir Bahha e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra moradores palestinos deslocados que tentavam voltar para casa, segundo o Middle East Eye.
Colonos atacaram uma família palestina que colhia azeitonas em Tel Rumeida, perto de Hebron, ferindo cinco pessoas. Mais de 115 palestinos foram detidos desde o início da operação, e mais de 780 famílias foram afetadas, 537 delas totalmente deslocadas, segundo a WAFA, citada pelo Middle East Eye.
Ao menos 14 palestinos, incluindo crianças, ficaram feridos nesta sexta-feira quando um drone israelense atingiu um ponto de recarga de celulares no sul da Faixa de Gaza, segundo o Middle East Eye. Segundo a agência WAFA, ao menos 12 palestinos, entre eles um homem, sua mulher e seus filhos, ficaram feridos no ataque de drone na área de al-Maslakh, a oeste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
A suprema corte da Suíça manteve nesta sexta-feira a pena de 20 anos de prisão do ex-comandante rebelde liberiano Alieu Kosiah por crimes de guerra, mas anulou a condenação por crimes contra a humanidade, segundo a Al Jazeera.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, se recusa há 18 meses a assinar as transferências de fundos devidos a Ramala, que passam de US$ 7 bilhões, segundo o Times of Israel. Na maior parte do último ano, a Autoridade Palestina pagou apenas 50% dos salários de seus cerca de 150 mil funcionários públicos. O jornal avalia que o impasse político prolongado mantém Benjamin Netanyahu, Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, em posições de influência sobre os assuntos da Cisjordânia, ainda que em caráter interino.
O Congresso Trabalhista do Canadá (CLC) votou a favor de uma resolução que pede aos trabalhadores que se recusem a manusear armas e equipamento militar destinados a Israel, informou a central sindical. A central também pede ao governo do Canadá o fim de todas as transferências diretas e indiretas de armas e equipamento militar a Israel. A central sindical diz que os trabalhadores não vão manusear carga militar com destino a Israel, segundo o Middle East Eye.
Moradores da sitiada cidade de Oleshky, sob controle russo no sul da Ucrânia, começaram a ser evacuados nesta sexta-feira em uma operação conjunta de socorro, a primeira do tipo em quatro anos e oito meses de guerra, na descrição do Guardian. O comboio humanitário, com 25 ônibus e ambulâncias, chegou à cidade para entregar comida e remédios e retirar quem quisesse sair para a Rússia ou a Ucrânia. O cessar-fogo localizado na região de Kherson permitiu a desminagem das estradas de saída de Oleshky e viabilizou a evacuação.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.
O Ministério do Interior do Reino Unido cancelou a autorização eletrônica de viagem (ETA) do acadêmico Andreas Malm na quarta-feira, dizendo que a presença dele no país “não é considerada favorável ao bem público”, segundo o Middle East Eye.
A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que autoridades e forças israelenses continuam cometendo atos genocidas em Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, com a intenção de destruir o povo palestino no todo ou em parte, segundo o relatório da comissão. A comissão apontou que ao menos 196 palestinos foram mortos por fogo israelense desde a assinatura do cessar-fogo, em outubro de 2025, e que o controle israelense sobre Gaza passou de 53% para ao menos 60%, segundo a Associated Press (AP). A mesma comissão acusa soldados e agentes penitenciários israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, segundo a AP.
Ao menos 14 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em vários ataques de drones na quinta-feira (29 de outubro) contra um campo de deslocados na região de Amhara, segundo três testemunhas ouvidas pela AFP em reportagem publicada pelo The Hindu. Mídia local e monitores de conflito relataram pelo menos 16 civis mortos e 22 feridos no ataque de quinta-feira contra um campo de deslocados por conflito no norte de Amhara. O campo abriga mais de 1.800 deslocados internos, muitos dos quais fugiram da violência na região de Oromia, incluindo a área de Wollega, segundo a Anadolu.
O Home Office britânico cancelou na quarta-feira a autorização eletrônica de viagem (ETA) do sueco Andreas Malm, descrito como acadêmico pró-Palestina, segundo a Al Jazeera; o governo disse que a presença dele no Reino Unido “não é considerada conducente ao bem público”.
Jasper Nathaniel e Andrey Kharzhanovsky, ativistas que também são jornalistas e ajudam palestinos na Cisjordânia, foram presos pela polícia na madrugada de quarta-feira nas colinas ao sul de Hebron depois que imagens mostraram os dois sendo agredidos por dois colonos, ao menos um deles armado, segundo o Times of Israel. A polícia disse na quinta-feira ter recebido o relato de um confronto na área em que dois cidadãos israelenses foram atacados, e que policiais e tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) prenderam um cidadão israelense e um estrangeiro. Nenhum colono foi relatado como preso.
Israel renovou até abril de 2027 a ordem de exclusão que impede o xeque Ekrima Sabri, pregador palestino e chefe do Conselho Islâmico Superior em Jerusalém, de rezar ou fazer sermões na mesquita de Al-Aqsa, segundo a Al Jazeera. A ordem mais recente, emitida em 20 de outubro, é a quinta contra Sabri, que está barrado do local há mais de dois anos. O Centro de Informação Wadi Hilweh, grupo palestino de monitoramento de direitos humanos, afirma que as autoridades israelenses emitiram mais de 1.000 ordens de exclusão que barram palestinos da mesquita de Al-Aqsa e da Cidade Velha desde o início de 2026, incluindo contra figuras religiosas e funcionários do Waqf islâmico.
Israel revogou as autorizações eletrônicas de viagem de vários rabinos e ativistas americanos e do político judeu de Nova York Brad Lander depois de o grupo trabalhar na semana passada com palestinos na colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. E-mails da autoridade de imigração israelense informaram aos destinatários que suas autorizações haviam sido “revogadas” após “uma mudança de circunstâncias no seu caso”, sem apresentar outro motivo, segundo a Jewish Telegraphic Agency.
O Ministério da Saúde de Gaza afirmou nesta quinta-feira que seis palestinos foram mortos e 38 ficaram feridos nas 24 horas anteriores, segundo o Middle East Eye. Desde o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, o ministério contabiliza ao menos 1.574 palestinos mortos e 5.687 feridos, e outros 845 corpos foram recuperados dos escombros.
A Promotoria Antiterrorismo da França confirmou nesta quinta-feira que Kevin T., de 39 anos, foi formalmente indiciado por homicídio e tentativa de homicídio em conexão com uma empreitada terrorista, depois de admitir que mirava pessoas que pareciam muçulmanas, africanas ou norte-africanas, segundo a Al Jazeera. Na sexta-feira passada, ele atirou de dentro do carro contra pessoas nas cidades de Trappes e La Verrière, a oeste de Paris, matando uma e ferindo outras sete, entre elas uma criança; a maioria das vítimas tinha origem estrangeira.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta quinta-feira que 537 famílias, ou 3.361 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas na ofensiva israelense em curso na cidade, segundo a Al Jazeera, citando a agência Wafa. A ofensiva interrompeu as aulas de cerca de 262 mil estudantes em 589 escolas da província, que passaram ao ensino remoto nesta semana. No campo de Qalandiya, equipes do Crescente Vermelho trataram um menino de 15 anos baleado com munição real nas duas pernas e uma criança de 12 anos ferida por fragmentos de bala, ambos levados ao hospital.
Tiros israelenses feriram duas crianças palestinas durante uma incursão ao campo de refugiados de Qalandia, ao norte de Jerusalém Oriental ocupada, segundo a agência Wafa, conforme o Middle East Eye.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) podem deixar ou reduzir, no próximo fim de semana, a presença no bairro de Hebron que ocupam desde o fim de semana passado, segundo o Jerusalem Post, que afirma que a situação é incerta e muda rapidamente. Antes da eleição, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a recomendação do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, de deixar a área e permitir o retorno dos ao menos 2 mil palestinos retirados. A Adalah peticionou nesta quinta-feira à Suprema Corte em nome da prefeitura de Hebron e de sete moradores para parar as retiradas forçadas e demolições e garantir o retorno dos moradores retirados de suas casas.
Doze ex-autoridades que deixaram o governo de Joe Biden entre o fim de 2023 e 2024 assinaram um manifesto conjunto intitulado “Gaza Resignees”, divulgado na quarta-feira, no qual dizem ter saído por causa do “apoio ilegal e incondicional às ações de Israel em Gaza”. O grupo pede que os candidatos à indicação democrata de 2028 se comprometam a não contratar nenhuma autoridade diretamente responsável por viabilizar as ações militares israelenses em Gaza.
Um tribunal antiterrorismo do Paquistão condenou nesta quinta-feira os advogados de direitos humanos Imaan Mazari e Hadi Ali Chattha, um casal, a 10 anos de prisão num caso de violação de segurança, segundo a família dela, conforme o Hindustan Times. O casal foi acusado de pôr em risco o plano de segurança de um time internacional de críquete ao protestar e bloquear uma estrada num caso de 2024.
Os combates se intensificaram em várias frentes ao sul de Taiz, no sudoeste do Iêmen, com a mídia ligada às forças do governo relatando uma alta nas hostilidades com os houthis, segundo a Al Jazeera. Mais de 281 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início de agosto, segundo a agência humanitária da ONU citada pela emissora.
O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Turk, disse a repórteres em Nova York na quarta-feira esperar que o novo governo de Israel “mude de rumo massivamente” e respeite o direito internacional.
Policiais e militares do Camboja atuaram como guardas privados em compostos de golpes onde milhares eram forçados a trabalhar em fraudes online, segundo relatório da Anistia Internacional, que se baseou em 151 entrevistas com sobreviventes, visitas a 82 compostos e vídeos de guardas e identificou mais de 20 agentes com presença ativa nos locais, ligando as operações a cinco empresas de segurança.
O hospital de ensino de Nyala, apoiado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), recebeu 36 corpos depois do ataque de drone das Forças Armadas do Sudão ao mercado de Dumaya, por volta das 20h de segunda-feira, 21 deles em roupas civis, segundo a MSF, citada pelo Dabanga Sudan. Já o ministério da Saúde do governo Tasees divulgou o balanço de 188 mortos e 356 feridos no ataque ao mercado em Nyala, segundo o mesmo veículo.
A ativista Adele Shoko disse que colonos israelenses atacaram ela e dois colegas na aldeia palestina de Umm al-Khair, na área de Masafer Yatta, na Cisjordânia ocupada, segundo publicações em redes sociais. Segundo Shoko, o jornalista estadunidense Jasper Nathaniel também foi agredido, recebeu spray de pimenta e foi detido, e depois levado por forças israelenses.
Oficiais do SAS australiano sabiam que soldados sob seu comando plantavam armas em civis afegãos mortos para apresentá-los como combatentes e não fizeram nada para interromper a prática ilegal, segundo relatório militar inédito citado pelo The Guardian. O resumo executivo de uma investigação de 2021 do inspetor-geral da Força de Defesa australiana sobre o contexto cultural do comando de operações especiais, publicado online nesta semana, é duro sobre o colapso do comando e a erosão da disciplina militar. O relatório anterior, a Investigação Brereton, tornado público em 2020, apontou informação crível de que militares das forças especiais mataram 39 civis e prisioneiros afegãos.
Mais de 100 pessoas foram mortas em um ataque com drone militar no Sudão a um mercado movimentado em Nyala, capital da província de Darfur do Sul, na segunda-feira, com 113 feridos, segundo a Associated Press (AP), a partir de relato do grupo Emergency Lawyers. O hospital de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Nyala recebeu 36 corpos e atendeu 150 feridos na emergência após o ataque, segundo a NBC News.
Peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que o uso excessivo da força, a violência e as prisões em massa não são resposta apropriada a um movimento de protesto social em um Estado de direito, referindo-se a marchas em todo o país na França. Os peritos condenaram a repressão policial, advertindo que ela dissuade manifestantes de exercer seus direitos.
Os Estados Unidos proibiram na quarta-feira as importações de três empresas chinesas de genômica por seu suposto papel em viabilizar o trabalho forçado de uigures e outras minorias étnicas em Xinjiang, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. A BGI Genomics, a MGI Tech e a Shenzhen BGI Technology, que os EUA dizem ser também conhecida como BGI Group, foram incluídas na lista de entidades da lei de prevenção ao trabalho forçado uigur, segundo o Departamento de Segurança Interna.
A trégua localizada na devastada cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, completou 30 horas sem violações, disseram nesta quarta-feira a ouvidora da Rússia, Yana Lantratova, e o ouvidor de direitos humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hill. A trégua começou na terça-feira e vai até domingo, numa operação humanitária que corre para levar comida e remédios aos cerca de 2 mil moradores que restam na cidade e evacuar quem quiser sair.
Dez anos após a morte de Mouhcine Fikri detonar os protestos do Rife, seis lideranças do Hirak seguem presas, entre elas Nasser Zefzafi, condenado a 20 anos, segundo o Middle East Eye. O movimento nasceu da morte do peixeiro Fikri, esmagado num caminhão de lixo em Al Hoceima em 28 de outubro de 2016 ao tentar recuperar o pescado confiscado, segundo o veículo.
Ataque de drone a um mercado lotado em Nyala, no Darfur do Sul, matou mais de 100 pessoas e deixou 113 feridas na noite de segunda-feira, segundo grupos de direitos humanos e autoridades locais citados pela Associated Press e pela Radio Tamazuj, em relato publicado pelo Times of India.
O Emergency Lawyers, grupo de direitos que acompanha a violência no Sudão, disse em comunicado na terça-feira que o ataque atingiu o mercado Tanqong, no bairro Dumaya, em Nyala, cidade controlada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). O Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que 36 corpos deram entrada em seu hospital em Nyala e que a emergência atendeu 150 feridos.
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) disse ter matado cinco “narcoterroristas” em um ataque contra uma suposta embarcação de contrabando de drogas no leste do oceano Pacífico nesta terça-feira, e afirmou que “informações de inteligência confirmadas revelaram a participação ativa da embarcação no narcotráfico”, segundo o G1. Pelo menos 235 pessoas morreram em ataques a embarcações no mar do Caribe e no leste do Pacífico, segundo levantamento da AFP citado pelo G1. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que os Estados Unidos interrompam os ataques e citou a “execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações”, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas.
A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.
O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Türk, alertou na segunda-feira que a operação israelense em Hebron, na Cisjordânia ocupada, levanta sérias preocupações de limpeza étnica, quando o número de palestinos forçados a deixar suas casas passou de 3 mil, segundo a ONU News. Ameaças de esvaziar e apagar bairros inteiros também levantam sérias preocupações de limpeza étnica, segundo a ONU News.
O Reino Unido sancionou 15 comandantes seniores das Forças de Apoio Rápido (RSF) e das Forças Armadas do Sudão (SAF) por suspeita de atrocidades, incluindo violência sexual ligada ao conflito, e destinou 5 milhões de libras ao apoio a sobreviventes dessa violência no Sudão. As medidas incluem proibição de viagem e congelamento de bens, com o objetivo declarado de que “os horrores ocorridos em El Fasher sejam conhecidos pelo mundo”, segundo o Ministério das Relações Exteriores britânico.
Ao menos 60 cristãos ortodoxos foram mortos em ataques separados em 20 e 24 de outubro na região de Oromia – 14 pessoas no dia 20 em Gora Silingo, em Merti, e outras 46 no dia 24 em Tereta, Chole e Birbo, em Shirka –, segundo autoridades da Igreja Ortodoxa Etíope. Os ataques foram atribuídos por uma autoridade local a uma coalizão rebelde recém-formada, a Aliança pela Sobrevivência, que inclui o Exército de Libertação Oromo (OLA), que não comentou mas já negou ataques anteriores contra civis, segundo a BBC.
O senador Chris Van Hollen cobrou responsabilização pela morte de nove cidadãos americanos, atribuída a colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo a TRT World – Van Hollen renovou o apelo por responsabilização pelos nove americanos mortos por Israel na Cisjordânia ocupada desde 2022, segundo a Anadolu.
O Tribunal Penal Especial da República Centro-Africana corre risco de fechar em 2028 com milhares de vítimas aguardando justiça, diz a Anistia Internacional em novo relatório – o tribunal julgou seis casos desde a inauguração em 22 de outubro de 2018, com 19 condenações por crimes de guerra e contra a humanidade.
Civis em El Fasher, no Darfur do Norte, seguem sofrendo detenção, tortura e acesso limitado à ajuda humanitária um ano após a captura da cidade pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo a Anistia Internacional – a cidade tem hoje menos de 70 mil habitantes, ante quase um milhão antes da guerra, segundo estimativas de organizações humanitárias.
Uma comissão de inquérito das Nações Unidas (ONU) acusou o governo de Israel de cometer crimes de extermínio, perseguição, tortura e estupro contra os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, segundo a Opera Mundi. O órgão também afirmou que as forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia entre outubro de 2023 e setembro de 2026, enquanto mais de 34 mil palestinos permaneciam deslocados até agosto. A comissão independente acusou Israel de crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, contra os palestinos da Cisjordânia, segundo a ONU News.
Novas regras anunciadas no início de outubro pelo Ministério da Educação da Síria restringem certos cursos das duas novas faculdades de defesa e segurança exclusivamente a homens, e quase todos no caso da universidade de segurança, segundo a Deutsche Welle (DW). As faculdades são a Universidade Nacional de Ciências da Defesa e a Universidade Síria de Ciências da Segurança. A decisão gerou controvérsia dentro e fora do país.
Israel seguiu cometendo genocídio em Gaza depois do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, afirmou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório publicado nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O texto diz que as autoridades israelenses mantiveram atos genocidas com a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o relatório de documento de propaganda desligado da realidade, voltado a minar o direito de autodefesa do país. A comissão registrou ainda quase 500 palestinos mortos por ano na Cisjordânia desde 2022, os maiores números desde que a ONU começou a coletar esses dados, segundo o Jerusalem Post.
O Reino Unido sancionou 15 comandantes sudaneses por violência sexual, tortura e ataques a civis na queda de El Fasher e destinou 5 milhões de libras a sobreviventes de violência sexual e outros 10 milhões de libras em ajuda humanitária ao Sudão. A lista inclui comandantes das Forças de Apoio Rápido (RSF) e das Forças Armadas sudanesas, todos sob proibição de viagem e congelamento de bens, segundo o Guardian.
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira, em Santana do Livramento, o uruguaio Pedro Antonio Mato Narbondo, condenado pela Justiça italiana por sequestro, tortura e morte de quatro cidadãos italianos durante a ditadura militar uruguaia, segundo o G1. A prisão perpétua aplicada pela Corte de Apelação de Milão foi convertida em 30 anos, já que o Brasil não prevê essa pena. Segundo o subprocurador-geral da República Artur Gueiros, é a primeira vez que um agente de um regime ditatorial cumprirá pena de prisão no Brasil por violações de direitos humanos.
A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta segunda-feira que 488 famílias, que somam 3.171 pessoas, foram deslocadas em toda a província, segundo a Al Jazeera. O prefeito Yousef al-Jabari afirmou à emissora que 3.043 dessas pessoas eram da área urbana de Hebron. O Exército israelense informou que vai barrar trabalhadores palestinos de entrar na maior parte da Cisjordânia até esta segunda-feira e impor fechamento total das travessias na terça, dia da eleição parlamentar israelense.
Há três semanas, Hala, uma sudanesa que usou outro nome por segurança, deixou o campo de refugiados de Tawila e voltou a el-Fasher em um veículo pequeno operado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar que tomou a capital do Darfur do Norte há um ano, em relato feito à organização Avaaz e compartilhado com o Middle East Eye. Na entrada da cidade, a cerca de 60 km a leste de Tawila, combatentes da RSF a abordaram e perguntaram para onde ia, quantos dias pretendia ficar e onde ficava a casa da família. “Eles concordaram e me emitiram uma permissão de entrada para el-Fasher. Era um pedaço de papel com meu nome, a assinatura deles e a data”, disse ela. Segundo Hala, lidar com os combatentes é muito difícil: eles podem entrar na casa, ameaçar estuprar quem se recusa a acompanhá-los, espancar e, se houver discussão, prender. Para mulheres, viajar a el-Fasher é extremamente perigoso. No dia seguinte ao retorno, ela foi ameaçada com linguagem abusiva na rua, sem agressão física porque havia outros civis por perto.
Drones quadricópteros israelenses provocaram um incêndio que destruiu tendas no bairro de Shujayea, na Cidade de Gaza, deixando cerca de 800 palestinos deslocados, segundo o Ministério de Obras Públicas palestino, citado pelo Middle East Eye. O mesmo ministério afirmou que mais de 200 famílias foram forçadas a deixar o acampamento na interseção de Shujayea, no leste da Cidade de Gaza, informou o Palestine Chronicle.
Quase 2 mil palestinos em Hebron foram deslocados enquanto forças israelenses assumem casas, segundo o The Guardian; o prefeito de Hebron, Yousef al-Ja’bari, disse à Al Jazeera que 2.200 pessoas foram retiradas de casa por tropas e operações israelenses, e o ministro da Defesa de Israel confirmou “cerca de 2.000” deslocados.
Donald Trump comparou o candidato ao Senado Abdul El-Sayed aos sequestradores do 11 de setembro em um comício no domingo no Michigan e disse que os democratas deixariam “terroristas antiamericanos violentos” entrar nos Estados Unidos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu.
O presidente afirmou no comício que estava ali para impedir que “um jihadista, membro da Irmandade Muçulmana” se tornasse senador dos Estados Unidos e comparou o voto contra El-Sayed à reação do passageiro Todd Beamer, do voo 93, aos sequestradores.
“Vinte e cinco anos depois, o Michigan precisa se levantar e lutar, como o Todd fez, para impedir que um jihadista entre no Capitólio”, disse.
El-Sayed, que seria o primeiro muçulmano eleito para o Senado, rejeitou as acusações e, em evento na noite de domingo, insinuou hipocrisia na ênfase que Trump dá ao seu nome: “entendo que o presidente dos Estados Unidos se ofenda pessoalmente com meu primeiro nome”.
O número de mortos nos ataques aéreos israelenses em Gaza no domingo subiu para oito, e a Universidade Islâmica de Gaza suspendeu as aulas presenciais pelo resto da semana, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera.
O Board of Deputies of British Jews, entidade que reúne comunidades judaicas britânicas, aprovou por 118 votos a 1 uma moção que declara o Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales um partido racista, segundo o Times of Israel. A votação ocorreu na plenária de outubro da entidade, no domingo, depois que o partido aprovou uma resolução que descreve o sionismo como racismo e pede que Israel seja substituído por um Estado palestino.
Um ataque israelense contra a Universidade Islâmica, na Cidade de Gaza, matou três pessoas e feriu oito neste domingo, segundo funcionários do hospital, apesar de um acordo de trégua que não conseguiu encerrar a violência por completo. Duas fontes da universidade identificaram os mortos como funcionários administrativos e disseram que estudantes estão entre os feridos. Em Khan Younis, ao menos dois palestinos morreram e quatro ficaram feridos em ataques aéreos israelenses, segundo o Middle East Eye.
Um movimento de colonos israelenses pediu a construção de um bairro judeu com 122 moradias no antigo local do Shepherd Hotel, em Sheikh Jarrah, segundo o Middle East Eye. O pedido está marcado para uma audiência inicial no Comitê Local de Planejamento e Construção de Jerusalém em 11 de novembro.
O número de mortos no ataque a uma igreja ortodoxa grega em Karak, no sul da Jordânia, subiu a nove no sábado, um dia depois do atentado, com quase 40 outros feridos, segundo a Associated Press, em texto publicado pelo Times of Israel. A igreja fica na vila de Hamoud, no governado de Karak, a cerca de 90 quilômetros ao sul de Amã, e o ataque ocorreu quando as pessoas estavam reunidas para um funeral. A testemunha Saed al-Halaseh contou que três homens mascarados armados com fuzis automáticos apareceram de repente e começaram a atirar indiscriminadamente contra quem estava do lado de fora. Nenhum grupo reivindicou a autoria e nenhum grupo armado foi acusado do ataque, que o governo jordaniano classificou como ato terrorista. O rei Abdullah II determinou que as autoridades respondam com “punho de ferro” contra o que chamou de foras da lei do Islã e contra quem tentar minar a unidade do povo jordaniano.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu que as forças israelenses deslocaram à força cerca de 2.000 palestinos de suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, e barraram o retorno dos moradores até que a alegada “infraestrutura do Hamas” seja desmontada, segundo a TRT World. Katz disse que cerca de 2.000 moradores foram deslocados pela operação, centrada nos bairros de Ein Deir Baha e Farsh al-Hawa e dirigida contra casas, comércios, áreas industriais e infraestrutura, segundo a BBC. A operação foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sexta-feira, em resposta à morte de dois soldados israelenses por dois atiradores palestinos em um ataque a um posto de controle, segundo a BBC.
O Exército de Israel forçou cerca de 1.200 palestinos a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, neste sábado, segundo um funcionário palestino, um dia depois de um ataque palestino matar dois soldados israelenses. A operação nos bairros de al-Jaladah e Ein Deir Baha, perto do posto de controle na entrada da cidade, busca militantes e armas, e o Exército afirmou que fará demolições. Yousef Zouhair al-Jabari, chefe do município de Hebron, disse que outros 1.300 moradores correm risco de perder suas casas além dos 1.200 já deslocados.
Tropas israelenses e a Administração Civil continuaram neste sábado a demolir construções e infraestrutura considerados ilegais perto da entrada norte de Hebron, dentro de uma operação militar de grande porte, segundo o Jerusalem Post. Na operação, as tropas revistaram cerca de 200 locais e prenderam 10 suspeitos. Civis que pediram para sair puderam deixar a área temporariamente por postos de controle designados, operados pelo Shin Bet e pelo Exército.
Cinco ativistas italianas detidas por forças israelenses na Cisjordânia nesta semana foram libertadas e repatriadas na manhã deste sábado, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. As mulheres foram detidas pela polícia israelense no assentamento de Kiryat Arba, ao lado de Hebron, junto a outros ativistas internacionais, quando tentavam proteger agricultores palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo o Times of India.
O município de Hebron estimou que 35 hectares foram destruídos ou marcados para destruição e que cerca de 1.500 pessoas foram expulsas de suas casas no distrito de Ein Deir Bahha até a tarde deste sábado, segundo o Guardian. O prefeito Yousef al-Ja'bari disse à Al Jazeera que cerca de 2.200 palestinos foram deslocados à força de suas casas nos bairros de al-Jalda e Ein Deir Bahha, onde as forças israelenses mantêm a operação militar na Cisjordânia ocupada.
Dias antes das eleições, Netanyahu disse que há uma “surpresa muito grande” para a Autoridade Palestina e, quando perguntado se vai desmantelá-la, não respondeu diretamente, afirmando que prefere “astúcia e surpresa”, segundo o Malay Mail.
O Exército de Israel manteve neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o cerco a Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, forçando dezenas de palestinos a deixar suas casas, segundo a mídia palestina. Segundo a TRT World, as forças israelenses detiveram separadamente 19 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou em setembro um corte de 50% no número de beneficiários de ajuda alimentar na Cisjordânia ocupada, citando “restrições críticas de financiamento” decorrentes da redução de verbas de doadores internacionais, segundo a Al Jazeera.
A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 900 mil pessoas na Cisjordânia sofrem atualmente de insegurança alimentar, conforme a reportagem.
Dois ex-prisioneiros ucranianos que cumpriram pena junto com o estadunidense libertado Stephen Hubbard disseram tê-lo visto ser espancado e humilhado por guardas russos durante os quatro anos de detenção, segundo a BBC. Os relatos dos dois corroboram as declarações da família de Hubbard de que ele foi torturado na prisão.
O Exército de Israel lançou na área de Hebron uma operação que deve durar vários dias, com buscas sistemáticas por infraestrutura e armas e o interrogatório de dezenas de suspeitos, após um ataque mortal do Hamas na manhã de sexta-feira, segundo comunicado conjunto do Exército e do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel). Segundo o Jerusalem Post, as buscas se concentram na área de onde partiram os atacantes. O Exército, o Shin Bet, a Polícia de Fronteiras e a Administração Civil realizam “buscas direcionadas e minuciosas” no local “para localizar e desmontar infraestrutura e armas do terrorismo, e para interrogar muitas dezenas de suspeitos”, segundo o Times of Israel.
O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).
A população de El-Fasher, no Sudão, caiu para cerca de 7% do pico do ano anterior, segundo a Anistia Internacional, conforme noticiou o Middle East Eye.
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.
Mais de 10 mil pessoas estão desaparecidas na Faixa de Gaza, e acredita-se que mais de 8 mil continuem sob os escombros, segundo estimativas da Equipe Nacional Palestina de Monitoramento de Pessoas Desaparecidas citadas pelo El País. O jornal relata ainda o trabalho de equipes colombianas que ensinam técnicas de busca em Gaza.
Colonos armados chegaram em dois veículos perto da rotatória de Ajja, ao sul de Jenin, e demoliram um memorial em homenagem a Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera, segundo a agência palestina Wafa. A agência registrou a destruição nesta sexta-feira e atribuiu o ato a colonos israelenses.
Uma investigação da BBC encontrou evidências de que combatentes paramilitares sudaneses destruíram de forma metódica o sistema de saúde de el-Fasher durante o longo cerco e a subsequente tomada da cidade, em Darfur, há um ano. A emissora registrou ao menos 43 ataques a hospitais e unidades de saúde entre maio de 2024 e outubro de 2025, alguns deles repetidos contra o mesmo alvo.
As forças israelenses prenderam 36 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada, enquanto se intensificam os ataques contra agricultores na safra da oliva, segundo a Al Jazeera. A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro documentou 17 ataques de forças israelenses e colonos na quinta-feira contra agricultores e terras na colheita.
Milhares de pessoas protestaram em mais de 20 cidades da Polônia pelo acesso ao aborto gratuito e legal, segundo a Al Jazeera. Os atos ocorrem dias após o parlamento aprovar dois projetos que aliviam restrições, mas que devem ser vetados pelo presidente conservador Karol Nawrocki, ainda segundo a Al Jazeera.
Membros do grupo extremista Hilltop Youth foram filmados brandindo armas e dançando ao som de uma música antissionista em um casamento em Gush Etzion, na Cisjordânia, segundo a KAN News citada pelo Jerusalem Post. Mais tarde naquela noite, tumultuadores judeus incendiaram um veículo na aldeia palestina de Beit Umar e picharam uma mensagem em referência ao casamento.
A BBC encontrou detalhes de ao menos 43 ataques separados a hospitais e unidades de saúde em el-Fasher entre maio de 2024 e outubro de 2025, segundo a própria BBC, a partir de fontes no local. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, chamou as conclusões de “profundamente perturbadoras” e disse que os ataques das Forças de Apoio Rápido (RSF) podem equivaler a crimes de guerra, ainda segundo a BBC. A RSF rejeitou as conclusões da BBC.
O Parlamento Europeu concedeu ao Tribunal Penal Internacional (TPI) o Prêmio Sakharov, a principal honraria de direitos humanos da União Europeia (UE), duas semanas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer desmantelar a corte com novas sanções. “A União Europeia é construída sobre o respeito ao multilateralismo e às instituições internacionais, e este prêmio reconhece o trabalho importante da corte na defesa do direito internacional e da justiça”, disse a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola. O TPI agradeceu a homenagem “num momento em que a Corte e seus funcionários enfrentam desafios sem precedentes”, e sua presidente, Tomoko Akane, afirmou que o prêmio tem significado particular por reafirmar a importância das instituições judiciais independentes. É o segundo reconhecimento internacional ao tribunal neste mês: a ex-juíza do TPI Navi Pillay recebeu o Nobel da Paz.
As forças israelenses mataram um homem com deficiência durante uma incursão no sul da Síria nesta quinta-feira, disseram as autoridades sírias, segundo o Middle East Eye.
Pequim criticou o que chamou de observações irresponsáveis do Reino Unido depois que um relatório semestral britânico afirmou que a lei de segurança nacional de Hong Kong reduziu ainda mais a abertura que sustentou o sucesso da cidade, segundo o South China Morning Post. O secretário de Relações Exteriores, Ed Miliband, disse estar profundamente preocupado e perturbado com a manutenção da prisão do ex-barão da mídia Jimmy Lai Chee-ying, condenado a 20 anos por crimes de segurança nacional.
Israel soltou nove dos dez colonos israelenses suspeitos de ataques contra uma jornalista dos Estados Unidos e diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, colocando-os em prisão domiciliar, segundo a Al Jazeera. Em separado, a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro afirmou nesta quinta-feira ter documentado 17 pogroms de forças israelenses e de colonos contra agricultores palestinos e suas terras durante a colheita de olivas na Cisjordânia.
O filho de Aung San Suu Kyi disse que ela parecia razoavelmente saudável após falar com a líder detida nesta quinta-feira, pela primeira vez em mais de cinco anos, segundo o The Hindu. Suu Kyi, de 81 anos, está em prisão domiciliar na capital, Naypyidaw, onde permanece desde que foi deposta no golpe militar de 2021, segundo as autoridades de Mianmar.
Ataques de drones mataram ao menos seis crianças em idade escolar e feriram mais de 20 em uma escola primária na Etiópia, segundo relatos preliminares. O ataque atingiu a Escola Primária de Sana, no distrito de Dera, na zona de Gondar do Sul, em Amhara, na terça-feira, 20 de outubro, entre 10h e 11h, segundo o Addis Standard, em texto republicado pelo AllAfrica. Em outro ataque, em Finaruo, no distrito de Saharti Samre, na zona sudeste do Tigray, quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas enquanto carregavam gado em um caminhão, segundo moradores. O Addis Standard afirmou não ter conseguido estabelecer de forma independente as circunstâncias dos dois ataques nem obter resposta do Exército etíope.
O Ministério da Saúde de Gaza afirma que a guerra israelense no enclave matou ao menos 74.498 pessoas e feriu 175.616 desde outubro de 2023, segundo o Mehr News. O mesmo balanço registra 1.538 palestinos mortos e 5.498 feridos desde o cessar-fogo de outubro.
Quatro palestinos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, entre eles uma adolescente de 17 anos baleada na cabeça na área de al-Faluja, no norte do território, segundo o Middle East Eye. Outros dois palestinos, incluindo uma adolescente, foram mortos por fogo israelense em áreas do norte e do sul de Gaza, informaram a Al Jazeera e a agência Wafa citando fontes médicas.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) recebeu nesta quinta-feira o Prêmio Sakharov, principal prêmio de direitos humanos da União Europeia, em meio a sanções dos Estados Unidos, segundo o Le Monde. O tribunal agradeceu ao Parlamento Europeu pela premiação em um momento em que “o Tribunal e seus funcionários enfrentam desafios sem precedentes”, informou o jornal.
Forças israelenses e colonos ilegais fizeram 23 ataques e violações contra agricultores palestinos, suas terras e colheitas, em sete províncias da Cisjordânia ocupada, em 12 horas na quarta-feira, segundo uma comissão palestina citada pela TRT World. Um agricultor foi baleado na mão com munição real enquanto colhia azeitonas na aldeia de Osarin, em Nablus.
Rebeldes houthis atingiram na terça-feira uma área residencial de Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, que está sob ataque e cerco, matando duas adolescentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo PBS News. O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que os civis de Taiz estão em risco grave e pediu que a ajuda humanitária “seja imediatamente autorizada a entrar na cidade” e que sua passagem seja facilitada, e que os civis que desejarem sair possam fazê-lo “livremente e com segurança”. O ataque a Taiz veio um dia depois de um ataque houthi a um acampamento militar do governo ter matado 73 recrutas, o mais letal desde a retomada do conflito no verão, segundo um alto funcionário do governo iemenita.
Um colono israelense foi filmado gritando com uma criança palestina e a agredindo durante um ataque a uma família a leste de Yatta, na Cisjordânia ocupada, onde a violência de colonos aumentou nos últimos anos, segundo a Al Jazeera. Na quarta-feira, o Tribunal de Magistrados de Jerusalém prorrogou a prisão de um suspeito detido sob suspeita de envolvimento nos ataques de colonos do fim de semana na Cisjordânia, entre eles agressões a um fotojornalista do Washington Post e a diplomatas europeus, segundo o Times of Israel. O suspeito, Nadav Cohen Tzemach, tem histórico documentado de violência contra palestinos na Cisjordânia, mas nunca foi acusado criminalmente, segundo o mesmo veículo.
Brad Lander foi libertado com uma advertência na quarta-feira, enquanto os demais voluntários detidos seguiam presos, segundo a Protect the Harvest. Cerca de 80 voluntários dos Estados Unidos, de Israel e do Reino Unido foram detidos perto de Nahalin, na Cisjordânia, e levados a uma delegacia, informou o Guardian. Em publicação posterior, Lander disse que o Exército de Israel o libertou “com uma ‘advertência’, aparentemente por causa do meu perfil público”, segundo a Reuters.
O Azerbaijão barrou a entrada de 31 cidadãos turcos por comentários em redes sociais que as autoridades alegam ameaçar a segurança nacional do país e defender a derrubada do governo de Baku, segundo o Middle East Eye.
A decisão aprofunda a disputa aberta no mês passado, quando o Azerbaijão proibiu o uso do véu em escolas primárias e secundárias. A medida gerou protestos na Turquia e virou crise diplomática, segundo o veículo.
Os termos de referência da revisão encomendada pelo governo britânico sobre antissemitismo nas escolas, vistos pelo Middle East Eye, dizem que o trabalho usará a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que é amplamente criticada por, supostamente, ser usada para atingir críticas a Israel.
Segundo relatos amplamente divulgados, professores poderiam ser instruídos a não usar crachás pró-Palestina, incluindo o símbolo da melancia, embora o relatório não deva recomendar uma proibição geral dos crachás, de acordo com o Middle East Eye.
O Exército de Israel deteve cerca de 90 voluntários da Rabbis for Human Rights na Cisjordânia nesta quarta-feira, entre eles o candidato democrata ao Congresso Brad Lander e o ex-vice-procurador-geral Yehoshua Schoffman, segundo fontes ouvidas pelo Jerusalem Post. Os voluntários acompanhavam agricultores palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Nehalim, perto de Belém, área a que os agricultores não tinham acesso havia três anos, segundo o grupo. A NPR fala em cerca de 80 rabinos e ativistas estadunidenses e israelenses detidos ao ajudar palestinos a colher azeitonas perto de um assentamento na Cisjordânia ocupada.
Um ataque de drone perto do mercado de Amiet, em Abyei, matou ao menos 150 pessoas, segundo a Al Jazeera. A administração local fala em 153 mortos e atribui o ataque ao Exército do Sudão, sem apresentar provas, segundo o The Guardian, em texto publicado no endereço que registra o balanço e a acusação, enquanto a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) diz ter recebido mais de 20 feridos, vários em estado crítico, inclusive com queimaduras.
Para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, Springfield, no Ohio, cristaliza os problemas do país por causa de anos de imigração sem controle, segundo a BBC. Ele já repetiu a alegação falsa de que imigrantes haitianos comiam animais de estimação na cidade. Em junho, a Suprema Corte manteve a decisão do governo Trump de encerrar o Estatuto de Proteção Temporária (TPS) para cerca de 350 mil haitianos.
Ataques israelenses mataram ao menos sete palestinos em Gaza, entre eles duas crianças e um casal, e feriram outras dez pessoas, segundo a TRT World, que classifica os ataques como as mais recentes violações de um cessar-fogo acordado. Na parte oeste da cidade de Gaza, um helicóptero de ataque israelense lançou um míssil contra uma casa perto do Hospital Al-Shifa, matando um casal e ferindo quatro pessoas, entre elas três mulheres.
O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.
O Ministério da Justiça de Burkina Faso informou nesta terça-feira que a junta que governa o país reinstaurou a pena de morte, abolida em 2018, após voto unânime do legislativo não eleito, segundo a AFP, em texto republicado pela Nampa. O novo código penal que reintroduz a pena capital “visa reforçar a ordem pública, consolidar os valores fundamentais da nação e garantir a segurança das pessoas e dos bens”, afirmou o ministério.
Ataques com drones deixaram 150 mortos em duas áreas do estado de Kordofan Ocidental no domingo à noite, segundo fontes ouvidas pelo Sudan War Observatory. Em Abyei, área de fronteira disputada entre Sudão e Sudão do Sul, 73 pessoas foram mortas quando drones atingiram um mercado na segunda-feira, disse o ministro da Informação da região, segundo a BBC.
Homens armados em motocicletas mataram ao menos 40 civis no Mali, atacando acampamentos que abrigam sobretudo membros da comunidade daoussahaque, segundo fontes de segurança e comunitárias citadas pelo The Hindu. O Hindustan Times registra mais de 40 civis mortos no mesmo episódio, também atribuindo o balanço a fontes de segurança e comunitárias.
Três crianças foram mortas em Cartum no dia 19 de outubro, segundo a organização Emergency Lawyers, que acompanha a violência contra civis no Sudão. No fim de semana, ainda segundo o grupo, o Exército sudanês bombardeou com drones um mercado em al-Muglad, no sábado (17), e a área de Al-Dabab, no domingo, no Kordofan Ocidental, matando dezenas de civis, entre mulheres e crianças.
A polícia de Israel prendeu 10 suspeitos de participar de dois ataques coordenados no fim de semana contra uma fotojornalista dos Estados Unidos, diplomatas europeus e civis palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye, que cita o jornal israelense Haaretz. Em nota nesta segunda-feira, a corporação informou que os presos são investigados por episódios de violência registrados no fim de semana na Cisjordânia ocupada e que entre os casos estão os ataques contra a fotojornalista do The Washington Post Heidi Levine e diplomatas europeus, segundo o G1.
Um tribunal do Quênia considerou o líder da seita cristã do fim do mundo Paul Mackenzie culpado pelo assassinato de 191 pessoas, todas menos uma delas crianças, informou a BBC. Mackenzie e sua Igreja Internacional da Boa Nova organizaram uma seita que ordenou a seguidores que se deixassem morrer de fome com os filhos para ir ao céu antes do fim do mundo e “encontrar Jesus”, segundo os promotores, citados pelo Al Jazeera. Outros 29 líderes da seita também foram condenados por assassinato no mesmo julgamento, segundo a BBC; todos se declararam inocentes e insistiam que ninguém foi forçado a morrer.
Um homem e uma mulher de Bangladesh foram executados na quarta-feira em Meca, depois de condenados por um “ato indecente” dentro de uma mesquita, segundo o ministério do Interior saudita, em informação da BBC. As autoridades de Bangladesh disseram não ter sido informadas da execução até depois de ela ter ocorrido.
A polícia de Israel disse nesta segunda-feira estar examinando uma queixa da organização não governamental Rabbis for Human Rights contra o rabino Dov Lior, por um parecer religioso que permite a judeus colher azeitonas de palestinos na Cisjordânia, segundo o Times of Israel. No parecer, escrito na sexta-feira, Lior afirmou que a terra palestina “tinha sido essencialmente roubada dos judeus”, já que o povo judeu nunca renunciou voluntariamente à sua propriedade na Terra de Israel, e que os judeus estavam, portanto, autorizados a colher oliveiras em propriedade palestina “para mostrar ao público a nossa posse da terra”.
Robert Kabera, ex-sargento-mor do Exército de Ruanda que se tornou um crítico declarado do presidente Paul Kagame, foi encontrado decapitado no país vizinho, Uganda, segundo a BBC. Os restos de Kabera, que serviu no Exército ruandês antes de fugir em 2020, foram descobertos no sábado numa mata na área de Kamengo, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo CP24.
A Human Rights Watch afirmou em relatório publicado nesta segunda-feira que o Exército do Mali, grupos armados e forças insurgentes cometem graves violações das leis de guerra enquanto organizações internacionais e governos “em grande parte assistem de lado”, segundo a AllAfrica. A organização pediu ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana que “aja com urgência para evitar novas atrocidades” no país do oeste africano.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu em cerca de um terço a ajuda alimentar em Gaza por falta de financiamento, e meio milhão de pessoas perderá acesso à assistência crítica, segundo a própria agência. Desde este mês, o PMA atende 1,1 milhão das pessoas mais vulneráveis no território com comida e dinheiro, contra 1,6 milhão no mês anterior. Cerca de 1,4 milhão de pessoas, ou 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise ou pior. Para manter e retomar programas críticos na Palestina, a agência diz precisar de mais de £300 milhões nos próximos seis meses, segundo o Guardian.
A polícia de Israel prendeu oito suspeitos por ataques de colonos contra diplomatas e uma fotojornalista dos Estados Unidos (EUA) na Cisjordânia, na operação “Olive Leaf”, após ataques de colonos à fotojornalista do Washington Post Heidi Levine e a diplomatas europeus em incidentes separados, segundo o The Hindu.
As forças do Mali e o Africa Corps russo fizeram 47 ataques com drones que mataram 94 civis entre abril e agosto, contra 22 ataques e 44 mortos no mesmo período do ano anterior, em ações descritas como aparentemente indiscriminadas, incluindo o de 19 de agosto contra um mercado de gado em Bandiagara que matou seis homens, segundo dados do monitor Armed Conflict Location and Event Data Project (ACLED) citados em relatório da Human Rights Watch (HRW), em texto do Times of India.
Palestinos na Cidade de Gaza fizeram um funeral coletivo para 75 pessoas cujos corpos foram recuperados dos escombros no domingo, segundo o Middle East Eye. O porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmoud Basal, afirmou que as equipes enfrentam falta grave de equipamentos e maquinário pesado, o que dificulta a retirada dos mortos soterrados desde 2023.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, condenou o ataque de colonos que deixou a fotojornalista do Washington Post Heidi Levine seriamente espancada e precisando de cirurgia, chamando-o de “ato desprezível de terror”, segundo o The Guardian.
A União Europeia condenou com veemência ataques de colonos violentos na Cisjordânia, incluindo ataques contra diplomatas europeus, disse o porta-voz de política externa do bloco no domingo, segundo o Jerusalem Post. A declaração veio um dia depois de o chanceler belga, Maxime Prévot, relatar que colonos israelenses atacaram civis palestinos, diplomatas europeus e um prefeito francês na Cisjordânia ocupada. O gabinete do primeiro-ministro israelense pediu cautela antes de conclusões sobre os relatos de ataques a diplomatas europeus por israelenses mascarados “na Judeia e Samaria” – nome usado pelo governo israelense para a Cisjordânia ocupada – e afirmou que qualquer violência contra diplomatas é inaceitável, segundo o Jerusalem Post.
Centenas de palestinos assistiram neste domingo ao funeral de 75 pessoas, entre mulheres e crianças, cujos restos foram recentemente recuperados sob os escombros de casas destruídas por forças israelenses em Gaza, segundo a TRT World. As vítimas pertenciam a cerca de 20 famílias e os prédios foram bombardeados com moradores dentro nos primeiros meses da guerra. Já na Cidade de Gaza, grandes multidões acompanharam na manhã de domingo os funerais dos 75 palestinos recuperados sob os escombros no bairro de al-Daraj, segundo a agência palestina WAFA.
O governo de Donald Trump pediu a Israel que pare os ataques de colonos na Cisjordânia ocupada, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio. A fotojornalista do Washington Post Heidi Levine, atacada por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, passou por cirurgia em um dedo que quase foi decepado na agressão, segundo sua filha.
A Bélgica condenou neste sábado o ataque de colonos israelenses contra um comboio de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, no qual um prefeito francês em visita foi espancado. Segundo as testemunhas citadas pelo Middle East Eye, diplomatas das missões francesa, belga e polonesa tinham ido a Taybeh, aldeia majoritariamente cristã na Cisjordânia ocupada, quando colonos chegaram para impedir palestinos de colher azeitonas. O chanceler israelense Gideon Saar também condenou o ataque, chamando-o de “violência de arruaceiros”.
A polícia da Albânia disparou o que pareciam ser balas de borracha contra manifestantes neste sábado, no quinto dia de protestos estudantis em massa que pedem a saída do premiê Edi Rama, segundo o South China Morning Post (SCMP). Imagens da Reuters mostraram a polícia disparando com espingarda contra a multidão diante do Ministério da Educação, e repórteres encontraram cartuchos no chão; dois jornalistas da Reuters e vários manifestantes foram atingidos e ficaram com marcas arredondadas. O premiê Edi Rama rejeitou na quinta-feira os pedidos de renúncia, quando milhares de manifestantes quebraram janelas e enfrentaram a polícia com canhão de água e gás lacrimogêneo na capital.
Colonos israelenses atacaram uma delegação diplomática que incluía o cônsul francês na vila de Taybeh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O prefeito da vila, Suleiman Khourieh, disse à Al Jazeera que os colonos lançaram o ataque na tarde de sábado, segundo o veículo.
Ao menos um palestino foi morto e outro ficou ferido depois que drones israelenses atingiram um veículo em Rafah, no sul de Gaza, segundo o Middle East Eye, citando a Al Jazeera e serviços de ambulância e emergência. Outros quatro palestinos foram mortos por drones israelenses em Gaza desde a manhã de sábado.
Alguns palestinos em Gaza foram deslocados até oito vezes, segundo Karl Baker, coordenador regional de crise para a resposta em Gaza da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Materiais necessários para telhados mais resistentes, pisos de concreto e paredes mais sólidas são afetados pelas restrições israelenses de “duplo uso” por questões de segurança, segundo a TRT World.
A Al Jazeera apurou que há ao menos 51 sírios ainda detidos dentro de Israel, muitos deles primeiro na prisão militar de Sde Teiman e depois transferidos para unidades administradas pelo Serviço Prisional de Israel. Em setembro, o centro sírio Sijil, que monitora a atividade israelense, documentou 280 violações israelenses do acordo de 1974 entre os dois países, incluindo incursões, raides e prisões, além de fogo de artilharia e de metralhadora, segundo a Al Jazeera.
A Índia rebateu as alegações da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Gina Romero sobre retaliação e estigmatização de jovens no país, segundo o Hindustan Times. Seis parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que levante o tema do suposto uso excessivo da força contra estudantes que protestam. A carta dos parlamentares menciona, segundo o Telegraph India, um padrão de repressão, detenções indevidas e uso excessivo da força pelas forças de segurança durante protestos estudantis em Délhi e em outras localidades da Índia.
Dos 635 menores presos em prisões israelenses em 2025, 351 foram colocados em confinamento solitário ao menos uma vez, a grande maioria palestinos, incluindo cinco meninos de 13 a 14 anos, segundo o Middle East Eye. O isolamento foi imposto 666 vezes, com 154 menores isolados mais de uma vez, incluindo 42 colocados em isolamento entre quatro e oito vezes, conforme dados obtidos por duas organizações israelenses de direitos humanos, o Comitê Público Contra a Tortura em Israel e o Pais Contra a Detenção de Crianças, noticiados pelo Haaretz. O serviço prisional israelense informou que 92% dos menores isolados não haviam sido sentenciados, incluindo 176 à espera da conclusão de processos legais e 115 detidos sem julgamento por ordem do Shin Bet em detenção administrativa, segundo o Middle East Eye.
O rabino linha-dura Dov Lior, ex-rabino-chefe de Kiryat Arba, emitiu na sexta-feira um parecer haláchico segundo o qual judeus podem colher azeitonas de terras palestinas, o que provocou a condenação de um grupo de rabinos ortodoxos moderados, segundo o Times of Israel. Lior afirma que judeus podem colher azeitonas “em áreas distantes de comunidades judaicas, para demonstrar publicamente nossa propriedade da terra e, assim, cumprir o mandamento de conquistar a terra”. O grupo Tzohar, de rabinos sionistas religiosos moderados, condenou o parecer, escrevendo que “o roubo é proibido contra qualquer pessoa, judeu ou não judeu”, e que ninguém pode decidir por conta própria confiscar a propriedade alheia por razões de segurança.
A Unicef afirmou que mais de 340 crianças palestinas foram mortas em Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, há pouco mais de um ano. Só nas duas últimas semanas, cinco meninos e duas meninas foram mortos e ao menos 33 crianças ficaram gravemente feridas em ataques aéreos israelenses, de drones e tiros na Faixa de Gaza, e outros dois meninos morreram de ferimentos anteriores, segundo o Middle East Eye. O porta-voz global adjunto do Unicef, Ricardo Pires, disse em Genebra que cerca de 800 mil crianças seguem deslocadas, a maioria em tendas ou em prédios bombardeados e perigosos, e pediu às autoridades israelenses que permitam a entrada de materiais, equipamentos, peças, geradores e óleo de motor.
Promotores de Roma colocaram o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, e oficiais militares, policiais e do sistema prisional sob investigação pelo tratamento dado a ativistas da flotilha de Gaza, disseram os promotores italianos nesta sexta-feira, segundo o Times of Israel. O caso apura supostos tortura, sequestro, lesão corporal, roubo e dano na interceptação de pequenas frotas de barcos que seguiam para Gaza em 2025 e 2026.
No Azerbaijão, meninas com véu foram barradas de escolas, o que provocou protestos incomuns com participação de crianças, segundo a Deutsche Welle (DW). Em 12 de outubro, o Ministério do Interior disse que 37 pessoas foram detidas em conexão com os protestos. Alunas e professoras relatam ter sido barradas, e uma professora do ensino fundamental foi demitida por se recusar a retirar o véu, conforme o relato de um familiar.
Mais de 1,4 milhão de palestinos enfrentam insegurança alimentar em nível de crise ou pior até o fim de 2026, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que os ganhos recentes seguem frágeis, segundo a TRT World. Ao menos 466 palestinos, entre eles 157 crianças, morreram de desnutrição e fome desde 2024, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.
Colonos israelenses atacaram colhedores de azeitonas em Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, e feriram palestinos e a fotojornalista norte-americana Heidi Levine, do Washington Post, segundo o Times of Israel. Do leito hospitalar, Levine disse que foi derrubada e chutada repetidamente, e que o colete e o capacete provavelmente a salvaram.
A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro disse nesta quinta-feira que documentou 21 ataques de forças israelenses e de colonos contra agricultores palestinos e suas terras nas últimas 12 horas, segundo a agência Wafa, em texto do Middle East Eye.
Seis agricultores palestinos pediram à Alta Corte de Justiça de Israel que restabeleça o acesso a terras agrícolas bloqueadas há três anos nos arredores de Nahalin, na Cisjordânia ocupada. A petição foi apresentada pela Associação de Direitos Civis em Israel, que pede uma audiência urgente por causa do início da colheita de azeitonas, segundo o The Jerusalem Post.
A ex-alta-comissária de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e laureada com o Nobel da Paz de 2026, Navi Pillay, disse que o objetivo da Convenção do Genocídio é prevenir o genocídio, segundo o Middle East Eye. Pillay afirmou ainda: “é uma obrigação legal que recai sobre cada Estado, mesmo que o genocídio não tenha acontecido em seu próprio território”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o retorno de palestinos deslocados dos campos de refugiados do norte da Cisjordânia ocupada e prometeu que as forças israelenses seguem no controle da área, segundo a Anadolu Agency. Netanyahu disse que os deslocados não são moradores, mas terroristas, em resposta a declarações na Suprema Corte sobre o retorno, enquanto dezenas de milhares seguem sem poder voltar aos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarm desde janeiro de 2025, segundo a Al Arabiya (AFP).
O Exército israelense prendeu mais de 200 pessoas no sul da Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, segundo o Centro Sijil, que monitora a atividade israelense na Síria, em reportagem do France 24 Observers. Testemunhas denunciam prisões arbitrárias, e ex-detentos e seus familiares manifestam preocupação com as condições de detenção.
Forças israelenses demoliram entre 50 e 80 casas e uma mesquita de um clã beduíno palestino na segunda-feira, deixando cerca de 250 pessoas desabrigadas, segundo o Middle East Eye. O jornal israelense Haaretz relatou que as demolições começaram no domingo à noite perto da cidade de Rahat, depois que um tribunal israelense rejeitou um pedido para adiar as ordens.
Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.
O governo da Hungria submeteu ao Parlamento, no fim do dia 14 de setembro, um projeto de lei que remove as regras anti-LGBTQ+ implementadas pelo governo nacionalista anterior, de Viktor Orbán, que proibiam a “promoção da homossexualidade” para menores de 18 anos, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Straits Times. O governo de Orbán, derrotado depois de 16 anos numa eleição em abril, promovia uma agenda cristã-conservadora e, em 2021, proibiu a “exibição e promoção da homossexualidade” e a mudança de gênero em conteúdo acessível a menores de 18 anos. A nova ministra da Justiça, Márta Görög, disse em maio que a Hungria precisaria revisar a legislação que restringe o acesso de menores a conteúdo LGBTQ+ depois de o tribunal superior da União Europeia (UE) decidir em abril que as restrições violavam o direito da UE.
A Rede Iemenita de Direitos e Liberdades disse que ações das forças houthis mataram ao menos cinco civis e feriram mais de uma dezena nas últimas 24 horas em Taiz, onde um ataque na manhã de terça-feira atingiu um hospital e deixou ao menos um ferido, segundo o Middle East Eye, que cita a agência estatal Saba para o ataque ao hospital. O governo iemenita advertiu para uma “catástrofe humanitária e de saúde iminente” na cidade cercada de Taiz, após os houthis capturarem Mocha e, até 4 de outubro, At Turbah, cortando a última estrada principal para áreas sob controle do governo, segundo a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do Iêmen para o alerta.
Um ataque aéreo matou ao menos 72 civis que buscavam ouro em uma região de fronteira do Sudão, segundo a BBC. O ataque ocorreu a centenas de quilômetros das linhas de frente da devastadora guerra civil sudanesa, segundo o The New York Times. O grupo de direitos Emergency Lawyers, sediado em Cartum, acusou as forças armadas egípcias de atingir garimpeiros civis na área de North Wadi, em Jabal al-Uqaydat, segundo a Al Jazeera.
O Palestine Information Center (Moata), em relatório publicado no domingo, afirmou que as demolições atingiram 2.143 casas e 9.477 estruturas e instalações na Cisjordânia em três anos, enquanto relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos citado no mesmo texto observou centenas de estruturas residenciais demolidas e danos a redes de transporte e infraestrutura de serviços essenciais, segundo a Mehr News. A Suprema Corte de Israel mandou o Estado detalhar cronograma e aceleração de medidas para permitir o retorno aos campos de Jenin, Tulkarm e Nur Shams, sem ordenar o retorno imediato dos moradores nem a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) dos campos, segundo o The Jerusalem Post. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich pediu ao premiê Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa Israel Katz que orientem as FDI a não cooperar com a Corte, segundo o mesmo jornal.
72 mineiros civis morreram num ataque aéreo de sábado na fronteira entre Egito e Sudão, segundo informação preliminar da organização Emergency Lawyers, citada pela Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24, com o levantamento das vítimas ainda em curso. A organização atribuiu o ataque à Força Aérea egípcia, e a AFP disse não ter como confirmar o relato de forma independente.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na noite deste domingo ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), ao chefe do Shin Bet e ao procurador-geral uma investigação ampla sobre os participantes do documentário “NAZA”, segundo o i24NEWS. Netanyahu pediu que os envolvidos sejam processados por supostos crimes graves de segurança da informação, difamação criminosa e dano aos interesses diplomáticos e de segurança de Israel. O documentário traz depoimentos anônimos de 24 pessoas apresentadas como militares e pessoal de inteligência israelenses, com acusações sobre o uso de inteligência artificial em operações de alvo e as consequências para civis.
As autoridades israelenses instalaram três portões de ferro num trecho de 200 metros da Cidade Velha de Hebron há alguns dias, segundo a Al Jazeera. Cerca de 40% dos 89 postos de controle da Cisjordânia e 11% dos 925 obstáculos de movimento ficam na área H2 de Hebron, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O Conselho Médico do Irã pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS), ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e à Associação Médica Mundial (WMA) ação imediata contra o uso da vida dos pacientes como ferramenta de pressão política e militar, segundo o Tehran Times. Em carta oficial às três organizações, o conselho disse que os Estados Unidos violam o direito internacional humanitário e penal com bloqueio econômico e sanções farmacêuticas. O chefe do conselho, Mohammad Raiszadeh, pediu resposta imediata e responsável das lideranças das organizações de saúde a atos que descreveu como desumanos e ao uso de recursos médicos como arma em conflitos armados.
O Ministério da Saúde Pública e População do Iêmen alertou no sábado que remédios, fluidos intravenosos, suprimentos médicos e combustível nas unidades de saúde de Taiz estão “à beira do esgotamento”. O ministério disse que atendimento de emergência, cirurgia, terapia intensiva, diálise e serviços neonatais podem ser forçados a parar se a situação continuar. O Middle East Eye registrou o alerta sobre a “quase depleção” de suprimentos médicos e de combustível na cidade.
Milhares de pessoas se reuniram no centro de Londres em apoio aos palestinos, após três anos marcados pelo que o Guardian descreve como “genocídio” de Israel contra eles. A Polícia Metropolitana disse ter feito 20 prisões, inclusive por dano criminal, depois que manifestantes subiram no memorial da Batalha da Grã-Bretanha.
Um menino palestino de 7 anos morreu no domingo após ser baleado por forças israelenses em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, segundo a agência WAFA. O Middle East Eye registrou no domingo a morte de uma criança palestina por disparos israelenses no norte de Gaza. A vítima foi identificada como Jihad al-Ghandour, baleado no sábado perto da rua al-Houja, no campo de Jabalia, segundo fontes médicas citadas pela WAFA.
O Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI) concluiu em 8 de outubro os preparativos para a colheita coordenada de azeitonas palestinas na Cisjordânia, segundo o The Jerusalem Post. Cerca de 200 palestinos e ativistas se reuniram diante de um posto avançado ilegal e houve confronto com 20 colonos, com arremesso de pedras, até a chegada das FDI para separar os lados.
Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.
O Cockroach Janta Party (CJP) afirmou, em comunicado, que seu fundador, Abhijeet Dipke, e outros dois líderes foram detidos antes de desembarcar de um voo na capital indiana, segundo a Agence France-Presse (AFP). O jornal The Hindu relatou mais de 5 mil manifestantes detidos, número que não foi possível verificar de imediato, segundo a AFP. Antes do protesto, as autoridades fecharam dezenas de estações de metrô, cancelaram mais de 200 trens e suspenderam temporariamente a internet móvel na área do protesto, segundo a AFP.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou a laureada do Nobel da Paz, Navi Pillay, de “intolerante” e o comitê do prêmio de “equivocado”, segundo o Jerusalem Post. O gabinete do premiê disse que o comitê perdeu a bússola moral ao conceder sua maior honraria a quem constrói a carreira inventando e propagando libelos de sangue contra o único Estado judeu. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou as conclusões de genocídio de Pillay.
A Air France concordou em aplicar uma ordem israelense que impede pilotos e comissários de bordo de certas nacionalidades em voos para Israel, incluindo profissionais de países de maioria muçulmana, segundo investigação do Mediapart noticiada pelo Middle East Eye. As restrições cobrem 31 nacionalidades, incluindo argelinos, tunisianos, iranianos e paquistaneses, e afetam também franceses com dupla nacionalidade. O Ministério dos Transportes de Israel emitiu a diretiva em 1º de outubro, exigindo que tripulantes em espaço aéreo israelense não tenham nacionalidade de país sem relações diplomáticas com Israel, segundo a emissora israelense N12.
Centenas de médicos protestaram diante da cúpula da Associação Médica Mundial (WMA), em Roterdã, e pediram a suspensão da Associação Médica de Israel (IMA), segundo a Al Jazeera. No sábado, 81 profissionais de saúde tiraram os jalecos e os penduraram em uma fila diante da assembleia da WMA, em Roterdã, cada um com o nome de um profissional palestino de saúde mantido sob detenção israelense. A campanha IMA OUT! disse ter entregado uma petição com mais de 6.500 assinaturas de profissionais de saúde de todo o mundo pedindo a suspensão.
O relatório Trafficking in Persons (TIP) 2026 do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), divulgado em 8 de outubro, rebaixou Hong Kong do Tier 2 Watch List para o Tier 3, segundo o Times of India. O governo de Hong Kong rejeitou a avaliação, chamando-a de “totalmente infundada” e acusando Washington de duplo padrão. Segundo o relatório, as autoridades de Hong Kong investigaram 11 casos de tráfico de pessoas em 2025, todos de trabalho forçado, ante sete em 2024.
A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, disse ter se reunido duas vezes com o ex-líder do Hamas Ismail Haniyeh no Catar para organizar uma visita a reféns israelenses em Gaza, segundo o The Jerusalem Post. Spoljaric disse que o CICV não teve acesso aos reféns.
Um ataque de drone das Forças de Apoio Rápido (RSF) matou 41 pessoas em um campo de deslocados na área de Abu Shandi, no estado do Nilo Azul, na sexta-feira, segundo o grupo Emergency Lawyers. O escritório humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), o Ocha, disse estar chocado com os relatos e afirmou que as informações iniciais indicam que a maioria das vítimas era de mulheres e crianças, segundo a BBC.
Navanethem Pillay, ex-chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), é a laureada do Nobel da Paz de 2026, anunciada na sexta-feira em Oslo. Israel está irritado com a homenagem, segundo a Russia Today (RT), porque Pillay presidiu uma comissão da ONU.
A Fundação Hind Rajab anunciou na quinta-feira ter pedido ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia que investigue o envolvimento de pessoal médico israelense em supostos abusos em Sde Teiman. O pedido cita médicos, administradores hospitalares, autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa e dirigentes da Associação Médica de Israel, por supostos abusos desde 7 de outubro de 2023. A apresentação foi feita sob o Artigo 15 do Estatuto de Roma e não constitui indiciamento nem decisão da corte de abrir investigação, segundo o Jerusalem Post.
Dois jovens palestinos foram baleados e feridos durante incursão militar israelense a Jericó na sexta-feira à noite, um na coxa e outro no pé, e levados ao hospital, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Na manhã de sábado, forças israelenses impediram agricultores palestinos de colher azeitonas em suas terras em Kafr Ni’ma, a oeste de Ramala, segundo a Wafa.
O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, republicou uma mensagem que diz que o Comitê Nobel se cobriu de vergonha de forma irreparável e rebaixou o antes grandioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a Navi Pillay, segundo a Politico. A mensagem é de autoria do escritório do advogado David Schoen, segundo a Política.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o Comitê Nobel perdeu a bússola moral, segundo a Politico. Pillay é uma advogada de direitos humanos e juíza sul-africana que liderou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que afirmou que Israel cometeu genocídio contra palestinos em Gaza, segundo a Politico.
O Comitê Norueguês do Nobel concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, segundo a Al Jazeera. O comitê disse homenageá-la pelos “esforços para promover a paz e o direito internacional”, e Pillay é ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e ex-alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, segundo a CBS News.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Guterres, condenou as novas sanções dos Estados Unidos (EUA) ao Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo a UN News. O tribunal disse que a medida busca perturbar suas operações e intimidar quem trabalha para a Corte ou coopera com ela.
Cerca de 245.981 edifícios, ou 74,5% de todas as construções existentes antes de 7 de outubro de 2023, teriam sido danificados ou destruídos na Faixa de Gaza, segundo uma análise estrutural por radar de satélite do laboratório Conflict Ecology, publicada pelo The Hindu. A análise usou dados de satélite de 7 de outubro de 2023 a 3 de agosto de 2026, com 258 imagens de radar Sentinel-1 em observações de janelas de 12 dias. O laboratório afirmou que concluiu uma avaliação de três anos em Gaza, com monitoramento ativo de danos repetidos a cada 12 dias.
A Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro, órgão do governo palestino ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), registrou ao menos 19 ataques de colonos na sexta-feira contra a colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. Segundo a comissão, os incidentes incluíram ataques a colhedores palestinos, queima e arranque de oliveiras e roubo de colheitas e gado. Mais de 50 oliveiras foram arrancadas por colonos em Qusra, disse a comissão.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou a concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista Navanethem Pillay, dizendo que o prêmio legitima “o ódio e o preconceito anti-Israel”. Em comunicado, o ministério afirmou que conceder o Nobel a Pillay, que presidiu o comitê que acusou Israel de genocídio, é “a grotesca instrumentalização de um prêmio”.
Forças israelenses mataram oito palestinos na Faixa de Gaza na quinta-feira e emitiram novas ordens de expulsão em várias áreas, segundo relatos locais compilados pelo Middle East Eye. Uma mulher e uma criança morreram em ataques a duas casas no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, minutos depois de os moradores serem instruídos a sair. Segundo os hospitais Shifa e Al-Ahli, o ataque a uma casa em Sabra matou uma mulher e uma criança e feriu outras 10 pessoas, enquanto outro ataque na cidade feriu seis.
Navanethem “Navi” Pillay, 85 anos, ex-chefe de direitos humanos da ONU e juíza da Corte Internacional de Justiça, venceu o Nobel da Paz 2026, segundo o The Guardian. O comitê norueguês a reconheceu por esforços para promover a paz e o direito internacional, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê. O prêmio deste ano teve 287 candidaturas e paga 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão.
O governo islamita da Síria barrou mulheres de vários cursos universitários e técnicos, excluindo-as de engenharia militar, direito, ciências sociais, gestão e economia na Universidade Nacional de Ciências da Defesa, o que a formanda Israa Salloum rejeitou dizendo à AFP que ninguém tem o direito de forçá-la a escolher um curso ou de excluí-la de outro, segundo a RT.
Mais de 200 organizações vão mobilizar protestos pró-Palestina em massa no sábado, em 60 países, segundo o Middle East Eye. Os atos estão previstos em mais de 250 locais no mundo.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, chamou a Anistia Internacional (Amnesty International) de fraude ao rebater críticas sobre a guerra com o Irã, disse que a entidade deveria focar no regime iraniano, que, segundo ele, matou a sangue-frio dezenas de milhares de pessoas nas ruas, e afirmou que os EUA mantêm relação regulada com Portugal e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), seguindo os protocolos sempre, segundo o Jerusalem Post.
Ataques israelenses matam ou ferem um palestino em Gaza a cada 90 minutos, em média, desde o anúncio do cessar-fogo, segundo a Islamic Relief. A entidade relata ao menos 1.454 palestinos mortos e mais de 5.000 feridos no período. O Ministério da Saúde de Gaza afirma 1.471 mortos e 5.189 feridos desde o cessar-fogo.
Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) consideraram o ex-presidente filipino Rodrigo Duterte apto a ir a julgamento por acusações de crimes contra a humanidade, informou a Al Jazeera.
Três pessoas foram mortas por disparos israelenses na Cidade de Gaza e no norte de Gaza desde a manhã desta quinta-feira, segundo a Al Jazeera, citando fontes médicas. Em um ataque separado, duas pessoas foram mortas e três ficaram feridas quando um ataque israelense atingiu um veículo no bairro Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye.
O general sírio Bassam al-Hassan, que dirigiu o programa de armas químicas da Síria e foi assessor sênior do ex-presidente Bashar al-Assad, vive no Líbano sob proteção dos Estados Unidos (EUA) desde a queda do governo Assad, no fim de 2024, segundo investigação conjunta da National Public Radio (NPR) e da British Broadcasting Corporation (BBC) divulgada nesta quinta-feira, por ter fornecido informações sobre o sequestro do jornalista norte-americano Austin Tice.
A Human Rights Watch (HRW) afirma que a deportação de migrantes dos Estados Unidos (EUA) para países africanos terceiros é ilegal e explora o sofrimento para dissuadir a migração, segundo a BBC. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, mais de 500 pessoas foram enviadas a países africanos onde não são cidadãs, diz o grupo, citando dados dos EUA. O Departamento de Segurança Interna afirmou que “as remoções para terceiros países são uma ferramenta essencial de segurança pública, que retira das nossas ruas os imigrantes ilegais criminosos mais perigosos”.
Procuradores federais dos Estados Unidos (EUA) devem apresentar novas acusações contra Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, por suposta tortura de estadunidenses, segundo a CBS News. As acusações envolvem a tortura de mais de uma dezena de estadunidenses detidos de forma injusta sob o governo Maduro, e outras pessoas podem ser acusadas, segundo a BBC, em texto que cita a CBS. A defesa de Flores, de 69 anos, argumentou que ela tem problemas médicos que não podem ser tratados de forma eficaz na prisão e que poderia viver sob guarda de 24 horas, segundo a Associated Press, em texto publicado pela WPXI.
O ministro do Interior da França suspendeu nesta quarta-feira o uso de granadas de atordoamento pela polícia em manifestações lideradas por estudantes, num momento em que aumentavam as denúncias de brutalidade policial após dias de manifestações por vezes violentas no país.
Autoridades israelenses demoliram um armazém e um galinheiro de Yousef Zyadna, cidadão palestino de Israel que resgatou 30 israelenses no festival Nova em 7 de outubro de 2023, e a casa de seu sobrinho, segundo o Middle East Eye, citando o site israelense Local Call. Dezenas de escavadeiras chegaram ao bairro Zyadna, perto de Rahat, e demoliram casas e outras estruturas da comunidade beduína; há 65 ordens de demolição contra casas do bairro.
Um palestino de 44 anos, Ali Hassan al-Bazari, foi morto num ataque de colonos israelenses a agricultores durante a colheita de azeitonas perto de Burqa, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Saúde palestino disse que nove palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Testemunhas disseram que soldados israelenses estavam presentes e protegeram os colonos durante o ataque, e não estava claro de imediato se al-Bazari foi morto por disparo de colono ou do Exército.
A vida diária dos palestinos em Gaza se resume a buscar comida e água, enquanto lidam com perdas e deslocamento, segundo o Middle East Eye. Uma moradora deslocada disse que vendeu todo o seu ouro – exceto uma peça – para alimentar os filhos durante a fome.
As forças israelenses lançaram várias operações de nível de brigada na Cisjordânia durante a noite, prendendo e interrogando dezenas de suspeitos procurados por envolvimento em terrorismo e incitamento, entre eles pessoas que manifestaram apoio ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF). O objetivo, conforme anúncio da IDF, é prender e interrogar dezenas de pessoas procuradas por terrorismo e incitamento ao terror, com ênfase particular em quem manifestou apoio ao ataque de 7 de outubro.
Colonos israelenses armados espancaram na terça-feira o fotógrafo da Agence France-Presse (AFP) Jaafar Ashtiyeh, de 58 anos, que precisou de atendimento hospitalar enquanto cobria a violência contínua de colonos contra agricultores de oliveiras na Cisjordânia, segundo a AFP. Ashtiyeh sofreu hematomas na cabeça e no tronco e foi levado de ambulância a um hospital; os agressores também levaram seu equipamento de câmera.
A agressão ocorreu apesar da presença de ao menos uma dezena de soldados israelenses a cerca de 500 metros, segundo o fotógrafo John Wessels, que também foi ameaçado com uma arma de fogo. A direção global de notícias da AFP condenou o ataque e exigiu uma investigação completa.
Testemunhas relatam campanha ampla de recrutamento forçado no Tigré, com alvo entre homens e meninos de 15 e 65 anos, segundo o The Guardian. O conflito recomeçou em 23 de setembro entre o governo federal da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), rompendo o acordo de Pretória de novembro de 2022. A organização Human Rights Watch afirma que autoridades do Tigré sequestram e recrutam civis ilegalmente, incluindo crianças de até 15 anos, desde ao menos abril de 2026.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou uma resolução que condena ataques com drones contra civis no Sudão e exige cessar-fogo imediato e completo, sem precondições, segundo a Al Jazeera. A resolução, que prorroga o mandato da missão internacional independente de apuração sobre o Sudão, foi aprovada por 28 votos a 10, com nove abstenções.
Forças israelenses abriram fogo contra um veículo que levava três palestinos perto de Bani Naim, a leste de Hebron, na segunda-feira, segundo a Al Jazeera. A autoridade civil palestina identificou o morto como Hossam Alaa al-Din Abdul Jabbar Walad Ali, de 38 anos. O Crescente Vermelho palestino disse que suas equipes atenderam três feridos em um ataque de colonos israelenses na área de Imriha.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) revelou mandados contra quatro líderes talibãs por perseguição de gênero, emitidos em julho e setembro do ano passado, segundo o The Hindu. Entre os alvos estão o líder supremo talibã, Hibatullah Akhundzada, e o chefe da Suprema Corte do Afeganistão, Abdul Hakim Haqqani. A Corte vê motivos razoáveis para responsabilizá-los criminalmente por perseguição, crime contra a humanidade previsto no artigo 7(1)(h) do Estatuto de Roma. O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, rejeitou a decisão.
Um professor de matemática da Universidade Bar-Ilan, morador de Petah Tikva na faixa dos 60 anos, foi indiciado por um suposto plano de matar centenas de palestinos cidadãos de Israel e palestinos nos territórios ocupados e forçá-los a deixar suas casas, segundo o Middle East Eye. O indiciamento foi apresentado na segunda-feira por promotores do Distrito Central, Roy Reis e Tomer Steinberg, conforme o i24NEWS. O plano previa recrutar 72 agressores judeus, incluindo ele mesmo, divididos em 12 células de seis pessoas, ainda segundo o Middle East Eye. A universidade disse condenar “nos termos mais fortes possíveis” e estar “profundamente consternada” pelos atos atribuídos ao professor, e anunciou sua suspensão imediata, segundo o i24NEWS.
Um jovem diz que não está formalmente alistado nas forças do governo iemenita, mas luta lado a lado com o irmão mais velho e primos, segundo o Middle East Eye. Um relatório do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) de março de 2025 documentou 564 casos de recrutamento e uso de crianças no Iêmen entre 2021 e 2023. A organização SAM para Direitos e Liberdades documentou o recrutamento de 11.310 crianças de 2014 a fevereiro de 2023.
O Green Party britânico votou no domingo por classificar o sionismo como forma de racismo, segundo a France 24. A moção passou por 1.022 votos a 813, e Israel proibiu a entrada do líder do partido, Zack Polanski, depois da votação, segundo o Middle East Eye.
Um item básico está entre os bens essenciais que Israel continua impedindo de entrar no enclave de Gaza, segundo o Middle East Eye. Pelo acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, Israel deveria suspender as restrições e facilitar o fluxo de ajuda humanitária para Gaza, segundo o Middle East Eye.
A agência de notícias palestina Wafa informou que mais de 15 pessoas ficaram feridas e uma foi morta em ataques de forças e colonos israelenses a cidades e vilas palestinas, segundo o Middle East Eye. O líder da oposição israelense, Avigdor Lieberman, defendeu desmantelar a Autoridade Palestina e criar uma confederação israelo-jordaniana para controlar partes da Cisjordânia atualmente sob controle da AP, segundo o Haaretz. Sob o plano, Israel aplicaria soberania sobre a Área C, que corresponde a cerca de 60% da Cisjordânia ocupada e permanece totalmente sob controle de Israel.
Um juiz do tribunal de imigração conhecido como Upper Tribunal anulou a decisão do Ministério do Interior britânico de barrar mães e crianças em Gaza de se reunirem com familiares no Reino Unido, ao considerar que a ministra do Interior agiu de forma ilegal na aplicação da política a duas famílias. As duas famílias são mães jovens com cinco filhos, entre as duas, de até sete anos, que vivem em tendas em Gaza e tentam se reunir com os maridos que receberam status de refugiados no Reino Unido. O Ministério do Interior disse que vai recorrer.
Um ataque aéreo israelense contra um veículo ao sul de Deir al-Balah matou uma pessoa e feriu ao menos nove, uma delas em estado crítico, segundo o Palestinian Information Center. A menina Suha Mohammed Nasser, de seis anos, morreu após ser baleada dentro da tenda da família em Wadi al-Salqa, ao sul de Deir al-Balah, segundo a agência WAFA, em texto republicado pelo Middle East Eye.
A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a decisão do Comitê Eleitoral Central de vetar as listas árabes Joint List e Ra'am da eleição de 27 de outubro, segundo o Times of Israel. A corte também reverteu, por 7 a 2, o veto ao deputado Ofer Cassif, da Joint List, do Hadash, conforme o mesmo veículo. A decisão mantém os cidadãos palestinos de Israel, cerca de 20% da população, na disputa, após críticos acusarem o comitê de dois pesos e duas medidas, informou a Al Jazeera.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que o Comitê Seleto da Câmara dos Estados Unidos sobre a China “inventa acusações do nada para fins políticos” e não tem credibilidade, segundo o Times of India, após a abertura de lojas da Starbucks em Xinjiang. A Starbucks abriu nesta semana duas lojas em Urumqi, uma no aeroporto internacional da cidade e outra no Grande Bazar.
O Irã afirmou em 3 de outubro que executou Jamshidi, condenado à morte sob a acusação de “moharebeh”, por empunhar e disparar arma de fogo e por conspiração e conluio contra a segurança nacional. O caso é ligado a protestos antigovernamentais, segundo o The Hindu.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que toda a Cisjordânia ocupada “pertence a Israel” e prometeu desmantelar a Autoridade Palestina, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao Channel 14, disse que, se for nomeado ministro da Defesa, trabalhará para desmantelar a Autoridade Palestina e pressionar para que palestinos deixem a Cisjordânia ocupada e Gaza. A agência Anadolu noticiou que o ministro disse que toda a Cisjordânia “pertence a Israel” e ameaçou desmantelar a Autoridade Palestina.
Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde e da Defesa Civil do território, citadas pelo G1. Entre os mortos estão uma mulher cristã e a filha dela, de acordo com equipes médicas. Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre o ataque. Uma testemunha, Ahmed Al-Dahdouh, disse à Reuters, em texto republicado pelo G1, que os moradores dormiam quando ouviram ataques contínuos e fortes explosões, e que as crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar.
Israel lançou uma nova onda de demolições de olivais na Cisjordânia ocupada, com ordens militares de arranque de árvores às vésperas da colheita da azeitona, que costuma começar em outubro, segundo o Middle East Eye. De acordo com a Comissão de Resistência a Assentamentos e ao Muro, 55 ordens do tipo foram emitidas entre o início do ano e setembro, afetando cerca de 2.373 dunams, contra 47 ordens sobre 1.613 dunams em todo o ano de 2025.
As forças israelenses detiveram dezenas de palestinos durante uma incursão na vila de Burqa, a noroeste de Nablus, segundo a Wafa, citada pelo Middle East Eye.
Colonos israelenses voltaram a atacar colhedores de azeitonas na vila de Beita, ao sul de Nablus, na manhã deste sábado, enquanto os agricultores colhiam, e danificaram oliveiras e lavouras em al-Mughayyir, a nordeste de Ramallah, após deixar as ovelhas pastarem em terras agrícolas, ainda segundo o Middle East Eye.
O balanço do ataque israelense ao edifício al-Asala, no bairro de Remal, oeste da Cidade de Gaza, subiu para cinco mortos, entre eles três mulheres e uma menina, segundo o Middle East Eye, que cita fontes médicas palestinas ouvidas pela Al Jazeera. O ataque atingiu o prédio na madrugada de sábado, sem aviso prévio, matando ao menos cinco pessoas e ferindo gravemente ao menos seis, conforme o pessoal médico do Hospital al-Shifa.
Fontes médicas palestinas disseram que um ataque aéreo israelense contra um complexo residencial a oeste da Cidade de Gaza matou quatro pessoas, incluindo uma menina, e feriu várias outras. Autoridades de saúde de Gaza disseram que um ataque aéreo israelense matou ao menos quatro palestinos num prédio de apartamentos na Cidade de Gaza na manhã de sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times.
Um palestino de 19 anos, identificado pelo Ministério da Saúde palestino como Bahaa Sami Amin al-Natsheh, foi morto por tiros de colonos israelenses em Kobar, ao norte de Ramala; autoridades palestinas dizem que 30 palestinos foram mortos por colonos desde o início de 2026, mais do que em qualquer ano cheio desde 2022.
O líder da oposição israelense, Lapid, disse ter ouvido de jovens israelenses que não há inocentes em Gaza e que todos precisam ser mortos, em entrevista. Ao perguntar sobre bebês, Lapid disse que responderam que bebês também, porque um dia cresceriam e se tornariam terroristas.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que Washington garanta reparações integrais aos afetados pelos testes nucleares dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, segundo o The Hindu. O arquipélago foi palco de 67 testes nucleares estadunidenses entre 1946 e 1958, cujos efeitos ambientais e de saúde persistem, e o Tribunal de Reclamações Nucleares local fixou a compensação total a ser paga em mais de US$ 2,3 bilhões.
O ativista sikh britânico Jagtar Singh Johal saiu da prisão em Déli depois de nove anos detido, após a alta corte indiana advertir o governo de que seria responsabilizado por desacato caso insistisse em mantê-lo preso apesar da ordem de 18 de setembro que o libertava sob fiança, segundo o The Guardian. A detenção de nove anos por supostas acusações de terrorismo é motivo de tensão diplomática entre Reino Unido e Índia, e ativistas afirmam que o governo britânico não agiu com empenho suficiente para conseguir a sua libertação ou um julgamento completo.
A polícia de Hong Kong prendeu duas pessoas, entre elas um jornalista, por suposta atuação “com intenção sediciosa”, segundo a Agence France-Presse (AFP). A imprensa local identificou os detidos como o jornalista independente Tang Ho-wing e a ativista Lee Ying-chi. Eles foram detidos para investigação sob uma lei de segurança nacional local aprovada em 2024.
A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.
O Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos (Euro-Med Human Rights Monitor) afirmou que Israel transformou Gaza no “maior e mais severo gueto” da história moderna, citando o uso da fome como arma letal, o sistema de saúde em declínio e a escassez grave de equipamentos, ajuda e necessidades humanitárias, segundo o Middle East Eye.
No quinto dia de Sukkot, feriado judaico, centenas de israelenses invadiram o complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, segundo a Al Jazeera. Na terça-feira, 966 israelenses entraram no complexo pelo Portão Marroquino ao lado da polícia israelense, realizando rituais talmúdicos e cantando juntos nos pátios da mesquita. O Departamento do Waqf Islâmico de Jerusalém informou que cerca de 700 israelenses, entre eles o ex-parlamentar Moshe Feiglin, invadiram o complexo sob proteção da polícia israelense.
A chancelaria suíça condenou nesta quarta-feira a violência de colonos israelenses após um ataque de cerca de 100 colonos à aldeia de Jalud no dia anterior, segundo o Middle East Eye. Em publicação no X, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou que “o nível sem precedentes de violência de colonos não pode ser tolerado” e que Israel deve proteger os civis palestinos e levar os responsáveis à Justiça.
Cerca de 400 presos da prisão de Roumieh entraram em greve de fome em 12 de setembro contra a suspensão da lei de anistia geral, segundo a Al Jazeera. O advogado Mohammed Sablouh disse à Al Jazeera que cerca de 400 presos estão em greve há mais de duas semanas e ambulâncias entram diariamente para socorrê-los porque a situação é grave. A aplicação da lei foi suspensa em 10 de setembro após recurso ao Conselho Constitucional que busca derrubar a lei](https://english.ahram.org.eg/UI/Front/Inner.aspx?NewsContentID=577371), segundo a Ahram Online.
Pelo menos oito pessoas morreram na terça-feira em ataques israelenses à Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde do enclave, em publicação no X. O Ministério detalhou que três corpos foram levados a hospitais após o bombardeio do campo de deslocados de Halawa, no norte da Faixa, e que outros dois morreram em um ataque aéreo na área de Al-Nasr, a oeste da cidade de Gaza. O total de mortos desde outubro de 2023 subiu para 74.030, com 175.980 feridos, segundo o Ministério.
Um tribunal de Roma condenou três oficiais de segurança egípcios a 10 anos pelo sequestro de Giulio Regeni, segundo o The Independent. Os condenados são o major Magdi Ibrahim Abdelal Sharif, para quem a acusação pedia prisão perpétua, e os coronéis Uhsam Helmi e Athar Kamel Mohamed; o quarto réu, o general Tariq Sabir, foi absolvido, segundo a ANSA. Regeni foi sequestrado em 25 de janeiro de 2016 enquanto pesquisava sindicatos independentes do Egito para o doutorado em Cambridge, segundo a BBC.
Protestos pró-Palestina se espalharam por cidades marroquinas pedindo o fim da normalização diplomática com Israel, à medida que Rabat aprofunda os laços com Tel Aviv, segundo a Al Jazeera. Os atos seguiram o anúncio de 16 de setembro de que Marrocos e Israel elevariam as missões a embaixadas plenas e indicariam embaixadores. Em Tânger, as autoridades baniram o ato previsto para 27 de setembro e as forças de segurança dispersaram centenas de manifestantes, com mais de 12 detidos, segundo o veículo, citando fontes próprias.
O Senado dos Estados Unidos (EUA) barrou por 47 votos a 51 a resolução que obrigava o Departamento de Estado a relatar em 30 dias as mortes e as condições de direitos humanos na Cisjordânia, segundo o The Guardian. O texto, liderado pelo democrata Chris Van Hollen, citava nove cidadãos estadunidenses mortos por colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada desde 2022. O democrata John Fetterman votou com os republicanos contra a medida, enquanto o republicano Rand Paul votou a favor.
Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.
O total de mortos no ataque aéreo militar a um mercado de Kyauktaw, no oeste do estado de Rakhine, em Mianmar, subiu para 50 em 29 de setembro, segundo dois agentes humanitários locais no terreno, citados pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. O socorrista Wai Hun Aung disse que o número de mortos chegou a 50 e que 58 pessoas ficaram feridas. Testemunhas afirmaram que aviões militares atingiram o centro comercial ribeirinho de Kyauktaw, no oeste de Mianmar, por volta do meio-dia de segunda-feira (05h30 GMT).
A Malásia começou na terça-feira a deportar cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar em programa de repatriação, primeira fase de um plano que pode chegar a 5 mil pessoas, segundo a Reuters. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou que as condições atuais não sustentam um retorno seguro e sustentável e que não participou da identificação dos repatriados, enquanto o Ministério do Interior malaio disse que a medida envolve 1.476 cidadãos identificados pelo governo de Mianmar.
Um ataque aéreo do Exército de Mianmar perto de um mercado em território controlado por rebeldes no oeste do estado de Rakhine matou pelo menos 49 pessoas e feriu outras 58 na segunda-feira, segundo o Exército Arakan e um socorrista, informou o Times of India.
A Associated Press (AP) noticiou o mesmo balanço de 49 mortos e 58 feridos, atribuído ao grupo rebelde e a um socorrista.
Segundo o Exército Arakan, um caça lançou duas bombas perto de um mercado local por volta do meio-dia, matando vendedores, compradores e pedestres.
Pelo menos 33 pessoas morreram num ataque aéreo militar que atingiu um mercado em Kyauktaw, no estado de Rakhine, em Mianmar, segundo a Al Jazeera. O ataque atingiu uma área controlada pela oposição no estado, onde dezenas de pessoas foram mortas.
Israel afirma ter matado em Gaza o atacante de 7 de outubro que sequestrou um casal de reféns, segundo o Le Monde.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou um vídeo em que ameaça matar o dirigente do Hamas Hassan Salameh, preso, segundo a Al Jazeera.
A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a proibição do governo a visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a prisioneiros de segurança palestinos, segundo o Times of Israel. A corte afirmou que o Estado não apresentou fundamento jurídico para a proibição geral, vigente desde 7 de outubro de 2023, segundo o Times of Israel. A justificativa central do governo era a negação de visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza, justificativa que não se aplica mais, segundo o Times de Israel.
As autoridades venezuelanas libertaram na madrugada de sábado um número significativo de presos políticos de vários centros de detenção, segundo o Foro Penal. Entre os libertados está Wilder Vasquez, condenado a cinco anos em 2018 sob a acusação de tramar matar o ex-presidente Nicolás Maduro.
As libertações ocorreram dias após a líder interina do país se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, segundo a BBC.
Segundo a agência Wafa, as autoridades israelenses decidiram impor um fechamento abrangente da Cisjordânia e fechar as passagens até sábado por causa do feriado judaico de Sucot. Forças israelenses fecharam estradas e entradas de localidades ao redor de Ramala, incluindo Turmus Ayya, Aboud, Nabi Saleh, Atara e Taybeh, e montaram postos de controle em Yabroud e Ein Sinyah, segundo fontes locais citadas pela agência, e moradores relataram assédio na entrada de Turmus Ayya.
Ao menos 30 homens foram executados no leste da Líbia desde o fim de agosto, após condenações à morte em julgamentos militares sigilosos, e ao menos outros 50 seguem sob risco iminente de execução. Segundo a Anistia Internacional, as forças do marechal Khalifa Haftar retomaram as execuções em 23 de agosto, pela primeira vez na Líbia desde 2010, em julgamentos marcados por tortura.
O escritório de direitos humanos da ONU acrescentou 61 empresas à lista de companhias com atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em atualização divulgada na sexta-feira. A base de dados, criada em 2020, reúne agora 214 companhias de 11 países, segundo a AFP, em texto publicado pelo Courthouse News; a maioria é de Israel, e há empresas de França, Alemanha, China e Estados Unidos, segundo o Middle East Eye. Na atualização deste ano, cinco empresas foram removidas.
A Anistia Internacional Áustria exibiu uma faixa “END GENOCIDE” dentro do estádio durante o jogo Áustria x Israel, em Linz, pela Nations League, e pede que UEFA e FIFA suspendam a federação israelense (IFA) por apoiar assentamentos ilegais no território palestino ocupado. O protesto foi registrado pelo Middle East Eye.
Segundo o Middle East Eye, que cita a agência palestina Wafa, forças israelenses detiveram seis palestinos na Cisjordânia ocupada, entre eles o adolescente Mahmoud Daher Mahmoud Daoud, de 17 anos, morador de Beita, ao sul de Nablus. Colonos israelenses atacaram uma comunidade beduína nos arredores de Asira al-Qibliya, ao sul de Nablus, e roubaram várias ovelhas e um trator, segundo fontes locais ouvidas pela mesma agência.
Cerca de 45 mil estudantes protestaram em cerca de 100 cidades alemãs contra a reforma do serviço militar, nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, segundo a RT. A Lei de Modernização do Serviço Militar, em vigor desde janeiro, obriga jovens de 18 anos a preencher um questionário sobre disposição e aptidão para o serviço militar. O site Time News também registrou mais de 45 mil estudantes fora das salas de aula em mais de 100 cidades.
A polícia de Nova York prendeu 103 pessoas por conduta desordeira nos protestos contra a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e todas foram liberadas, informou a Al Jazeera. As prisões passaram de 100, entre manifestantes que pediam responsabilização pela guerra em Gaza e o fim do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. A visita de Netanyahu terminou sem que ele fosse detido, enquanto parte dos que protestavam contra ele acabou presa, segundo o Middle East Eye.
A Anistia Internacional pediu a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em relatório publicado nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a própria organização. O relatório “We Had Whistles, They Had Guns” documenta violações generalizadas de direitos humanos cometidas pelo ICE, pelo Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e por outras agências federais em operações de imigração em Chicago, Minneapolis–Saint Paul, Nova Orleans e Washington, DC, relata a entidade. O Le Monde confirma o apelo da organização não governamental (ONG), citando as violações documentadas.