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O Tribunal Superior de Dar es Salaam condenou o líder da oposição Tundu Lissu, do partido Chadema, por incitação à desordem e o sentenciou a quatro anos de prisão.

Um painel de três juízes o absolveu da acusação mais grave, de traição, por considerar que a Promotoria não provou um elemento central do crime. A corte entendeu que o slogan de campanha “No Reforms, No Election” bastava para a condenação. Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado. Os juízes disseram que ele incentivou seus apoiadores a perturbar a eleição geral de 2025, contestada pela oposição. A Anistia Internacional classificou a condenação como uma “farsa da justiça”. “Tundu Lissu nunca deveria ter sido preso, muito menos processado e condenado”, disse Tigere Chagutah, diretor regional da organização para a África Oriental e Austral. A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, resultado que a oposição chamou de “deboche” à democracia, depois de os dois principais concorrentes, entre eles Lissu, terem sido excluídos.

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