Com a apuração quase final das eleições municipais de quarta-feira, o Congresso Nacional Africano (ANC) ficou com pouco mais de 30% dos votos, o pior desempenho de sua história. A comissão eleitoral informou que o ANC perdeu a maioria em seis das oito regiões metropolitanas, com 98% dos votos contados. O secretário-geral do partido, Fikile Mbalula, disse que o resultado foi “catastrófico para o movimento”, ainda que o ANC siga sendo o maior partido do país.
O líder de culto queniano Paul Mackenzie foi condenado a 200 anos de prisão pela morte de 190 crianças deixadas a morrer de fome por ordem dele na floresta de Shakahola. Vinte e oito cúmplices também foram condenados à prisão. O total de corpos confirmados na investigação mais ampla chegou a 448, com cerca de 500 vítimas suspeitas.
Um estudo da consultoria Development Reimagined, sediada em Pequim, concluiu que 19 projetos chineses na África envolvem processamento, refino ou fabricação no continente em vez de extração apenas, com investimento total de US$ 16,3 bilhões. O total comprometido chega a US$ 41,2 bilhões em 32 projetos de mineração, exploração e desenvolvimento em 15 países até junho deste ano. República Democrática do Congo, Guiné e Zimbábue já editaram proibições ou restrições à exportação de minerais para estimular o processamento interno, segundo o relatório.
Dois oficiais do Exército egípcio, entre eles um oficial superior da guarda de fronteira, foram mortos numa operação contra a mineração ilegal de ouro na fronteira sul com o Sudão, anunciou na quinta-feira o coronel Gharib Abdel-Hafez, porta-voz oficial das Forças Armadas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. O porta-voz não informou quando os dois morreram.
A campanha começou em junho no Deserto Oriental e as três primeiras fases foram concluídas; a quarta começaria no sábado. Segundo o porta-voz militar, as autoridades detiveram 151 egípcios e 540 estrangeiros durante a campanha.
Em outubro, o grupo de direitos Emergency Lawyers afirmou que ao menos 72 garimpeiros foram mortos num ataque aéreo no norte do Sudão, perto da fronteira egípcia, e atribuiu o ataque à Força Aérea do Egito.
O ataque a Cantine, cerca de 50 km a oeste de Beni, no Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), incendiou um posto de saúde e forçou a fuga de 180 pacientes do centro hospitalar Kelekele, entre eles casos suspeitos e um caso confirmado de Ebola, segundo Christian Kakule, diretor médico da unidade. “Contatos de alto risco e outras pessoas sob monitoramento fugiram”, disse ele. “Nossa preocupação é que, quando casos prováveis ficam expostos assim, podem virar fonte de transmissão e provocar um surto da doença.”
Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), pessoas que tiveram contato com pacientes de Ebola fugiram de um centro de observação e as equipes de resposta tiveram de suspender as operações na área, o que dificulta rastrear infecções potenciais e conter o surto. Ainda de acordo com a OCHA, as autoridades registraram mais de 10.700 casos confirmados e mais de 5.200 mortes por Ebola no país, a maioria no leste.
O Kivu do Norte concentra quase metade das novas infecções do surto de Bundibugyo e é a segunda província mais afetada, atrás de Ituri.
O Tribunal Superior de Dar es Salaam condenou o líder da oposição Tundu Lissu, do partido Chadema, por incitação à desordem e o sentenciou a quatro anos de prisão. Um painel de três juízes o absolveu da acusação mais grave, de traição, por considerar que a Promotoria não provou um elemento central do crime. A corte entendeu que o slogan de campanha “No Reforms, No Election” bastava para a condenação.
Lissu, de 58 anos, está detido desde abril do ano passado. Os juízes disseram que ele incentivou seus apoiadores a perturbar a eleição geral de 2025, contestada pela oposição. A Anistia Internacional classificou a condenação como uma “farsa da justiça”. “Tundu Lissu nunca deveria ter sido preso, muito menos processado e condenado”, disse Tigere Chagutah, diretor regional da organização para a África Oriental e Austral.
A presidente Samia Suluhu Hassan venceu a eleição de outubro de 2025 com 98% dos votos, resultado que a oposição chamou de “deboche” à democracia, depois de os dois principais concorrentes, entre eles Lissu, terem sido excluídos.
Ao menos 33 pessoas foram mortas em um ataque noturno à aldeia de Cantine, no Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo The Hindu. O ataque foi atribuído à Força Democrática Aliada (ADF) por Justin Paluku, dirigente de uma organização da sociedade civil local, que afirmou terem sido contados 33 corpos e mais de 50 casas incendiadas, além de outras formas de destruição material.
Os atacantes também incendiaram um posto de saúde na investida noturna, a cerca de 50 km a oeste de Beni. Cerca de 180 pacientes do hospital de Kelekele, em Cantine, entre eles casos suspeitos e um caso confirmado de ebola, fugiram durante o ataque, segundo o diretor médico Christian Kakule, em texto republicado pelo Union-Bulletin. O Kivu do Norte é um dos epicentros de um surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo, que já matou mais de 5 mil pessoas.
A China e o Gabão elevaram suas relações diplomáticas durante a visita de Estado do presidente gabonês, Brice Oligui Nguema, a Pequim, e vão aprofundar a cooperação em mineração e segurança, segundo declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira, em texto da Reuters republicado pelo SRN News. A China disse que apoiará o Gabão a “transformar vantagens de recursos em motores de desenvolvimento”, e os dois países se comprometeram a ampliar os intercâmbios entre suas Forças Armadas e as agências de segurança e aplicação da lei. Em encontro com Nguema, o presidente Xi Jinping afirmou que a China quer ser “um amigo e parceiro confiável no desenvolvimento independente do Gabão”, segundo a mídia estatal chinesa.
Um relatório confidencial de investigadores da ONU “estabelece de forma conclusiva” que os Emirados Árabes Unidos contrataram mercenários colombianos para lutar pela Força de Apoio Rápido (RSF), segundo o Middle East Eye, que diz ter obtido o documento. Entregue ao Conselho de Segurança na semana passada, o texto descreve como a Global Security Services Group (GSSG), empresa sediada nos Emirados e com laços próximos ao governo, levou os colombianos ao Sudão via Líbia, Somália e Chade. Os investigadores apontam a base da Força Policial Marítima de Puntland, em Bosaso, na Somália, como local de trânsito ou de treinamento antes do envio ao Sudão, e afirmam que os mercenários tiveram “papel significativo” nas operações da RSF no Darfur, sobretudo no cerco e na captura de el-Fasher. Em carta incluída no relatório, os Emirados rejeitam “qualquer alegação de irregularidade em relação ao conflito no Sudão” e dizem levar “muito a sério” as alegações sobre mercenários.
O líder da seita queniana Paul Mackenzie foi condenado nesta sexta-feira a 200 anos de prisão pelos assassinatos de 191 pessoas. A pena foi composta de 100 anos por homicídio e 100 anos por crimes ligados à inanição, com as duas séries cumpridas de forma consecutiva. Mais de 400 corpos foram encontrados em covas rasas na floresta de Shakahola depois da prisão do pastor, em 2023. Vinte e oito acusados condenados junto com ele no mês passado também receberam penas de prisão. A acusação pediu a pena de morte para Mackenzie e prisão perpétua para os cúmplices.
A Turquia planeja destinar mais de 20 bilhões de liras turcas (US$ 398,7 milhões) à Agência Espacial Turca em um pacote de três anos, segundo a TRT World, para acelerar as metas do Programa Espacial Nacional e reduzir a dependência de tecnologia aeroespacial estrangeira. O aporte anual sobe de US$ 117,2 milhões em 2027 para US$ 134,5 milhões em 2028 e US$ 147,4 milhões em 2029. O plano de três anos inclui exploração lunar, tecnologia nacional de foguetes e o desenvolvimento de um porto espacial na Somália para garantir acesso independente à órbita.
O vice-diretor do Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR, na sigla em russo), Mikhail Maksimovich, disse que representantes da inteligência militar da Ucrânia organizam cursos de operadores de drones, inclusive kamikaze, na África, particularmente no Mali, segundo a Sputnik. Segundo o SVR, organizações terroristas internacionais ampliam o interesse em cooperar com Kiev para obter tecnologia de drones.
A Suprema Corte da Somália decidiu que o presidente Hassan Sheikh Mohamud estendeu o mandato ilegalmente, num agravamento da crise entre a presidência e o Judiciário. A corte ordenou que os líderes políticos acordem um plano eleitoral em 30 dias e realizem eleições em 90 dias. A decisão saiu um dia depois de Mohamud demitir o presidente da Corte, Bashe Yusuf Ahmed, ato que o tribunal disse estar fora da autoridade presidencial. O mandato de quatro anos expirou em maio, e o parlamento aprovou em março mudanças legais que o prorrogaram por um ano.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) registrava 10.305 casos confirmados e 4.996 mortes em cinco países até 28 de outubro, com a República Democrática do Congo concentrando quase todos os casos e óbitos. É o segundo maior surto de Ebola já registrado, atrás apenas da epidemia de 2014–16 na África Ocidental. O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina nem tratamento específico aprovados. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC, na sigla em inglês) informou quase US$ 3 bilhões em promessas internacionais após mobilização em setembro.
Com 71% dos votos apurados, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) tinha 32% nas eleições municipais, contra 25% da Aliança Democrática, principal rival. Se os números se confirmarem, o ANC perderia cerca de 14 pontos em relação a 2021, resultado que já havia sido o pior do partido. O analista Louw Nel, da Oxford Economics Africa, disse que um resultado de 32% seria “o pior pesadelo do partido se tornando realidade”.
A Guiné-Bissau cancelou um ensaio proposto de vacina contra hepatite B em recém-nascidos depois de críticas internacionais de que seria antiético e potencialmente exploratório. O estudo previa 14 mil recém-nascidos, com metade recebendo a vacina e a outra metade privada da dose, apesar da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar todos os bebês ao nascer. O ensaio era financiado pelos Estados Unidos (EUA), sob o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que tem histórico de ceticismo sobre vacinas. Especialistas alertaram que reter a vacina exporia bebês ao contágio em um país onde quase uma em cada cinco pessoas tem hepatite B.
O Produto Interno Bruto da Etiópia do ano fiscal encerrado em julho foi estimado em US$ 210,7 bilhões, o que coloca o país como a quinta maior economia da África, segundo a ministra das Finanças, Fitsum Assefa. A revisão elevou em 59% a estimativa do ano-base 2024/25, para US$ 201,4 bilhões. Com a nova série, serviços respondem por quase 36% da economia, agricultura por 32% e indústria por 30%. A Etiópia passou Marrocos e agora fica atrás de África do Sul (US$ 489,1 bilhões), Egito (US$ 442,9 bilhões), Nigéria (US$ 386,7 bilhões) e Argélia (US$ 331,9 bilhões). A revisão é uma atualização estatística do tamanho medido da economia, sem crescimento equivalente da produção real. O país projeta crescimento de 10,2% no ano fiscal corrente.
A Suprema Corte da Somália decidiu nesta quinta-feira que a extensão por um ano do mandato do presidente Hassan Sheikh Mohamud é ilegal. O mandato terminou em maio, e o governo havia declarado um “período de transição” de um ano para preparar as primeiras eleições democráticas nacionais, previstas para abril e maio de 2027. A Corte rejeitou ainda a demissão do seu presidente, Bashe Yusuf Ahmed, anunciada pelo presidente na quarta-feira, classificando-a como nula e sem efeito; há relatos não confirmados de que ele estaria preso.
Os Estados Unidos vão retirar a África do Sul e Ruanda da Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA) a partir de 1º de janeiro de 2027, segundo o representante comercial Jamieson Greer, que afirmou que Donald Trump informou o Congresso e os governos dos dois países.
Greer justificou a saída citando políticas que “incluem, mas não se limitam a, barreiras que minam o comércio e o investimento americanos e práticas que representam ameaça aos interesses de segurança nacional e de política externa dos Estados Unidos na região”.
Gregory Meeks e Jeanne Shaheen afirmaram, em nota do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, que a decisão corre o risco de minar ainda mais os interesses econômicos americanos e de entregar à China uma vantagem estratégica. Os dois pediram que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e a Casa Branca negociem de boa-fé com o governo sul-africano durante o período de notificação de 60 dias.
Com 28% dos votos apurados às 09:22 GMT desta quinta-feira, o Congresso Nacional Africano (ANC) tinha cerca de 32% e a Aliança Democrática (DA) cerca de 28%, segundo resultados da comissão eleitoral, em texto da Reuters republicado pelo Polity. A apuração ainda está no começo, e o resultado pode mudar de forma significativa.
Se os números se mantiverem, o ANC ficaria cerca de 14 pontos percentuais abaixo do resultado das municipais de 2021, que já tinham sido o pior da sua história.
O painel da comissão eleitoral mostrava o ANC com 31,36% dos votos válidos e a DA com 31,04% às 08:01 desta quinta-feira, diferença de 0,32 ponto percentual. Em Johanesburgo, com 9% apurado, a DA tinha 40,7%; em Tshwane, com 11% apurado, a ActionSA liderava com 29,1%, segundo o boletim do Mail & Guardian.
A votação de 4 de novembro foi amplamente projetada como perda de terreno do ANC, com eleitores punindo o partido pela criminalidade alta, pelos escândalos de corrupção e pela falha em serviços básicos como água e eletricidade.
O Tribunal Federal de Abuja anulou nesta quinta-feira a candidatura presidencial de Atiku Abubakar pelo Congresso Democrático Africano (ADC) e destituiu a direção do partido sob o ex-presidente do Senado David Mark. O juiz Peter Lifu considerou ilegal o comitê que conduziu a primária presidencial e destituiu todos os dirigentes nacionais, incluindo Rauf Aregbesola como secretário nacional, além de todos os candidatos apresentados à Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) para as eleições de 2027. Se mantida nas instâncias superiores, a decisão impede o ADC, principal desafiante do partido governista All Progressives Congress, de lançar candidatos.
Segundo a DW, em texto publicado no portal AllAfrica, a agência antidrogas da Nigéria (NDLEA) desmontou o que descreveu como o maior laboratório clandestino de metanfetamina já encontrado no país, no estado de Ogun, e prendeu dez pessoas, entre elas três mexicanos que, segundo a agência, foram trazidos ao país para ajudar a fabricar a droga. O presidente da NDLEA, Mohamed Buba Marwa, disse que foram apreendidas mais de 2,4 toneladas de metanfetamina, precursores químicos e outros materiais com valor de mercado internacional estimado em cerca de US$ 363 milhões.
Laboratórios de metanfetamina foram encontrados recentemente na Nigéria, na África do Sul, no Quênia e em Moçambique, e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) afirma que a produção de drogas sintéticas envolve cada vez mais redes criminosas transnacionais e laboratórios clandestinos capazes de abastecer tanto mercados locais quanto internacionais.
Com cerca de 12% dos votos apurados, o Congresso Nacional Africano (ANC) tinha cerca de 32% contra 31% da Aliança Democrática (DA), ante 46% do ANC nas municipais de 2021 e 62% em 2011, segundo a Reuters em texto republicado pela CNBC África. Pela contagem da Corporação Sul-Africana de Radiodifusão (SABC), com mais de 26,6 mil votos contados, o ANC marcava 34,37% e a DA 33,58%.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) registrou ao menos 1.235 pessoas de 316 famílias que deixaram suas casas por ataques em quatro distritos de Cabo Delgado entre 14 e 27 de outubro, incluindo 584 crianças, com 785 deslocados em Mocímboa da Praia, enquanto o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) aponta alta de 10% nos incidentes do conflito no primeiro semestre de 2026 frente a 2025.
Cerca de 164 milhões de africanos estão estimados em situação de insegurança alimentar aguda, segundo o Africa Center for Strategic Studies.
O conflito segue como principal motor da insegurança alimentar no continente: cerca de 134 milhões de pessoas, ou 80% do total classificado na África, incluindo todas as que estão em condições de fome, vivem em países em conflito.
Nigéria, República Democrática do Congo (RDC), Sudão e Etiópia concentram 60% das pessoas em insegurança alimentar aguda no continente.
Ataques com drones em várias partes do Sudão mataram ao menos 14 civis e feriram vários outros, enquanto os ataques à infraestrutura elétrica provocaram cortes generalizados de energia e interrupções no abastecimento de água.
Os ataques mais recentes mataram oito pessoas em Um Dibo, na localidade de El Sunut, em Kordofan Ocidental, na noite de segunda-feira, e feriram três. Na terça-feira, ao menos quatro pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas quando um drone atingiu um posto de combustível no mercado central de El Abbasiya Tagali, em Kordofan do Sul.
Quinze subestações foram atingidas desde o início de outubro, segundo o grupo de direitos humanos sudanês Emergency Lawyers. A barragem de Merowe, com capacidade de 1.250 megawatts, é agora a última grande fonte de eletricidade do país, fornecendo mais de 70% da energia do Sudão, segundo um funcionário da Electricity Holding Company.
A Liga Árabe condenou os ataques repetidos que atribuiu às Forças de Apoio Rápido (RSF) contra instalações de energia em Cartum, El Gezira, Sennar, El Gedaref, Rio Nilo e estados do Mar Vermelho.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu o surto de cólera na República Democrática do Congo (RDC) como o pior do país em décadas.
Segundo Tedros, em texto da Sputnik republicado pela Nampa, mais de 60 mil casos e 1.800 mortes por cólera foram registrados no país neste ano. A OMS contabiliza 1.800 mortes pela doença no país em 2026.
As exportações de gás natural liquefeito (GNL) da África Subsaariana devem crescer quase 175%, para 98 bilhões de metros cúbicos em 2034, ante 35,7 bilhões em 2024, segundo projeção da Fitch, com compradores fugindo do Estreito de Ormuz. A Câmara Africana de Energia projeta cerca de US$ 40 bilhões por ano em investimento em exploração e produção até 2030, elevando a produção de hidrocarbonetos do continente a 12,5 milhões de barris equivalentes por dia. Em Moçambique, o projeto de GNL da TotalEnergies, de US$ 20 bilhões e 13,1 milhões de toneladas por ano, retomou as obras em janeiro após o fim de uma força maior de quatro anos e meio e está cerca de 45% concluído.
Sul-africanos votaram nesta quarta-feira em eleições locais que decidem os oito principais municípios metropolitanos do país, além de 44 conselhos distritais e 205 conselhos locais, em disputa que deve ser um teste duro para o Congresso Nacional Africano (ANC). Um número recorde de 29,2 milhões de eleitores está registrado em 23.696 seções eleitorais, segundo a Comissão Eleitoral da África do Sul, e mais de 1,4 milhão de votos especiais foram dados na segunda e na terça-feira. Pesquisas indicavam o ANC com menos de um terço dos votos, abaixo dos 45,6% da última eleição municipal, em 2021, e dos 40,2% das eleições nacionais de 2024. Ao todo, 546 partidos disputaram a eleição, e os resultados finais são esperados para domingo. O resultado deve influenciar a disputa pela sucessão de Cyril Ramaphosa na liderança do ANC, na conferência do partido em dezembro de 2027.
Cerca de 1.800 instalações industriais foram danificadas na guerra no Sudão, incluindo 650 fábricas completamente destruídas, segundo o Ministério da Indústria do país. Uma fábrica de doces em Cartum voltou a produzir, mas opera a 40% da capacidade anterior, e o dono, Mansour Gaily, estima as perdas em US$ 1 milhão. A retomada é dificultada por falta de energia, rede de transporte danificada e custo maior dos importados, além de matérias-primas e equipamentos destruídos ou saqueados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta quarta-feira ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola, enquanto o surto na África já matou mais de 5.300 pessoas. As duas candidatas são a ChAdOx1 BDBV, da Universidade de Oxford com o Serum Institute of India, e a mRNA-1469, da Moderna, desenvolvidas especificamente para o vírus Bundibugyo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o ensaio iniciado no mês passado com a vacina Ervebo não cobre o vírus Bundibugyo e que os grupos de especialistas da organização recomendam agora acrescentar as duas candidatas ao estudo. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da República Democrática do Congo (RDC) lidera o ensaio, com apoio de parceiros, entre eles a OMS. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) informaram na segunda-feira que a epidemia matou mais de 5.300 pessoas, a maioria na RDC, com 10.444 casos confirmados e letalidade superior a 50%.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola em meio ao esforço para conter um surto que já matou mais de 5.300 pessoas na África. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os dois candidatos são a ChAdOx1 BDBV, da Universidade de Oxford com o Serum Institute of India, e a mRNA-1469, da Moderna, desenvolvidas especificamente para o vírus Bundibugyo. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da República Democrática do Congo (RDC) lidera o ensaio, com apoio de parceiros que incluem a OMS; em outubro já havia começado um ensaio com a vacina Ervebo, aprovada para o vírus ebola mas não para o Bundibugyo. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças informaram na segunda-feira que a epidemia já matou mais de 5.300 pessoas, a vasta maioria na RDC, com 10.444 casos confirmados e letalidade superior a 50%.
Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), milhares de pessoas estão deslocadas na cidade de Debre Berhan, na região de Amhara, e em Shire, no noroeste de Tigray. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que famílias que haviam voltado há pouco ao distrito de Diabo, no noroeste de Tigray, foram forçadas a fugir de novo pela retomada das atividades militares. OCHA e parceiros humanitários preparam ampliar a assistência, mas a insegurança restringe o movimento nas estradas que ligam Gonder a Debark e Metema, em Amhara. Os combates no norte do país, em Tigray, Amhara e Afar, recomeçaram no fim de setembro, quase quatro anos depois do acordo de Pretória de novembro de 2022, que encerrou a guerra de dois anos entre as forças federais e a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, relatou mortes de civis, incluindo crianças e um recém-nascido, em ataques no norte da Etiópia e disse que o sistema de saúde da região se aproxima do colapso.
Aliko Dangote lançou na quarta-feira a pedra fundamental de um terminal de armazenamento de combustíveis na Namíbia, que servirá de hub de distribuição para o sul da África, em reportagem do OilPrice baseada em apuração da Bloomberg. O projeto, de US$ 2,5 bilhões, inclui um depósito fora do porto de Walvis Bay e um duto de 1.700 quilômetros para levar combustíveis a Botsuana e à África do Sul, e potencialmente a outros países. “Queremos investir pesado para que a maioria dos países sem litoral possa acessar produtos de petróleo a preço mais barato”, disse Dangote no evento. A oferta pública de uma fatia minoritária da refinaria de Dangote pode captar até US$ 2,1 bilhões se a empresa exercer a opção de lote suplementar.
Descobertas recentes de laboratórios de metanfetamina na Nigéria, na África do Sul, no Quênia e em Moçambique alimentaram preocupações de que a África esteja se tornando um polo relevante de produção de drogas sintéticas. Na Nigéria, uma operação no estado de Ogun prendeu 10 suspeitos, entre eles três mexicanos que, segundo a agência antidrogas nigeriana (NDLEA), foram levados ao país para ajudar a fabricar a droga. O presidente da agência, Mohamed Buba Marwa, disse que os agentes apreenderam mais de 2,4 toneladas de metanfetamina, precursores químicos e outros materiais, com valor de mercado internacional estimado em cerca de US$ 363 milhões.
O Grupo Africano de Negociadores na convenção do clima da ONU afirma que não há hoje item de agenda que abra espaço para discutir financiamento público e quer criar um sob o Artigo 9.1 do Acordo de Paris, a provisão de 2015 que obriga países desenvolvidos a fornecer recursos financeiros aos países em desenvolvimento. O presidente do grupo, Nana Antwi-Boasiako Amoah, disse que os países ricos devem se opor à adoção da agenda por causa desse item. A cúpula, sediada pela Turquia com a Austrália conduzindo as negociações, abre em 9 de novembro e vai até 20 de novembro.
A África do Sul realizou eleições locais nesta quarta-feira em meio a descontentamento com cortes de água, apagões e infraestrutura deteriorada, e o Congresso Nacional Africano (ANC) está a caminho de um resultado duro. Pesquisas apontam o ANC com menos de um terço dos votos, ante 45,6% nas últimas eleições municipais, em 2021, e 40,2% nas nacionais de 2024. As seções eleitorais abriram às 7h e fecharam às 9h da noite, no horário local (5h e 19h GMT). A disputa é pelo controle das principais cidades e deve oferecer uma medida do humor nacional antes das próximas eleições gerais.
A coordenadora residente e humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Denise Brown, afirmou que houve um padrão intenso de ataques de drones nas últimas semanas contra infraestrutura civil, com fontes de energia e combustível aparentemente atingidas de forma sistemática. Em um hospital nos arredores de Cartum, a queda de energia interrompeu o tratamento de 25 pacientes que dependiam de diálise, e o hospital não tem gerador nem painéis solares. Centenas de caminhões de ajuda estão parados por falta de combustível, e há filas de quilômetros por combustível na capital. O Programa Mundial de Alimentos registrou sete ataques a seus comboios neste ano e 20 nos últimos dois anos. Brown disse não saber de onde partem os ataques e pediu que a mensagem de que eles têm de parar chegue a quem precisa ouvi-la.
A Autoridade de Mídia da Etiópia anunciou em 2 de novembro a suspensão por prazo indeterminado das licenças impressa e online do Reporter, o último jornal amárico de propriedade privada do país, acusando-o de violar leis e ética de mídia e de publicar conteúdo contra o interesse nacional; em outubro, policiais à paisana detiveram os jornalistas Samuel Getachew e Amanuel Gebremedhin, presos por oito dias, segundo a Human Rights Watch (HRW), em texto republicado pelo AllAfrica.
No desdobramento das municipais sul-africanas, as pesquisas apontam o Congresso Nacional Africano (ANC) com menos de um terço dos votos, abaixo dos 45,6% de 2021 e dos 40,2% de 2024, com a fragmentação podendo fazê-lo perder prefeituras apesar de seguir como maior partido, e em eThekwini o uMkhonto we Sizwe (MK) aparece acima de 40%. A comissão eleitoral tem uma semana para anunciar o resultado final, e os partidos terão duas semanas para formar conselhos e eleger prefeitos.
A África do Sul realiza eleições municipais, e o Congresso Nacional Africano (ANC) tenta provar que ainda tem condições de governar após perder a maioria parlamentar na eleição nacional de 2024. A má governança e a apatia dos eleitores vêm corroendo o apoio ao ANC em townships como Alexandra, a nordeste de Johanesburgo. Pesquisa Ipsos aponta o partido Aliança Democrática com 25% de apoio nesta eleição, contra 22% na anterior.
O Africa Energy Bank, instituição de US$ 5 bilhões montada pelo African Export-Import Bank (Afreximbank) e pela Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO), foi estabelecido para financiar projetos de petróleo e gás em todo o continente, segundo o OilPrice. O investimento em petróleo e gás na África caiu de US$ 68 bilhões em 2016 para cerca de US$ 37 bilhões em 2025.
O Independent Petroleum Producers Group (IPPG) estima que a África precise de US$ 200 bilhões por ano em investimento energético, e cerca de 600 milhões de pessoas no continente não têm acesso à eletricidade. A S&P Global avalia que o gargalo é converter o apetite de investidores em projetos financiáveis e que os US$ 5 bilhões cobrem apenas uma fração da necessidade.
A Autoridade de Desenvolvimento Agrícola e Rural (ARDA) entregou ao Conselho de Comercialização de Grãos mais de 187 mil toneladas de cereais de verão e 60.529 toneladas de trigo de inverno, segundo a 263Chat, em texto republicado pelo AllAfrica. A autoridade também pretende cultivar 100 mil hectares na temporada de verão de 2026/27.
O ministro da Agricultura, Anxious Masuka, disse que o Zimbábue está “quase 100% certo” de que terá chuvas abaixo do normal, e o aquecimento do Pacífico Sul central associado ao El Niño deve superar três graus Celsius.
A ajuda britânica aos países da Commonwealth que tinham programas bilaterais cairá de £ 546 milhões em 2024-25 para £ 131 milhões em 2028-29. Desse total, £ 68 milhões vão para a Nigéria, deixando £ 63 milhões para os demais países. Serra Leoa cai de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões, Ruanda de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões e a Tanzânia de £ 60 milhões em 2025-26 para £ 5 milhões em 2028-29. Ao menos 26 países da Commonwealth foram impedidos de receber recursos do fundo Darwin, cerca de £ 40 milhões por ano para projetos de natureza.
Egito e Sudão reafirmaram em declaração conjunta de 2 de novembro, após a terceira rodada do mecanismo “2+2” de chanceleres e ministros da irrigação no Cairo, que a operação etíope da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) sem acordo vinculante ameaça a segurança hídrica a jusante, segundo a mídia local egípcia.
O acordo de 1959, invocado pelos dois países, alocou 55,5 bilhões de metros cúbicos anuais ao Egito e 18,5 bilhões ao Sudão, sem qualquer previsão para a Etiópia, que não era parte do tratado.
A barragem, construída com financiamento doméstico, tem capacidade instalada de cerca de 5.150 megawatts e reservatório de aproximadamente 74 bilhões de metros cúbicos, o maior projeto hidrelétrico da África.
O surto de ebola matou 5.376 pessoas – 5.372 na República Democrática do Congo e duas no Quênia e duas em Uganda, com 10.414 casos confirmados no país até 30 de outubro. O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento conhecidos.
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) e a Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO) lançaram formalmente o Africa Energy Bank, uma instituição financeira voltada a projetos de petróleo e gás no continente, com capital autorizado de US$ 5 bilhões. O banco vai apoiar projetos em toda a cadeia do setor, da exploração e produção ao transporte, processamento, refino e distribuição, e tem o mandato de reduzir a dependência de produtos petrolíferos importados e ampliar o comércio intra-africano de bens energéticos. A nova instituição é liderada pelo setor privado, com a maioria do capital nas mãos da APPO e do Afreximbank. A assembleia inaugural, em Abuja, na Nigéria, em 31 de outubro, nomeou Helmy Ghazi presidente e formou o primeiro conselho de administração, com membros dos setores público e privado e de instituições de política.
A polícia e o Exército da Zâmbia fizeram desaparecer à força, prenderam arbitrariamente, espancaram e ameaçaram membros e apoiadores da oposição, além de advogados, jornalistas e críticos do governo, nos dias anteriores e posteriores às eleições gerais de agosto de 2026, segundo a Human Rights Watch (HRW). O relatório documentou 14 casos de desaparecimentos forçados aparentes de opositores e 61 casos em que presos, seus advogados ou parentes alegaram espancamentos ou outros abusos violentos durante a prisão e a detenção. A organização pediu às autoridades zambianas que interrompam a repressão à oposição política lançada após a vitória de Hakainde Hichilema nas contestadas eleições de agosto.
A Human Rights Watch acusou a Zâmbia de conduzir uma repressão violenta contra a oposição no período pós-eleitoral. O relatório da organização documentou 14 casos de aparente desaparecimento forçado de integrantes e apoiadores da oposição e 61 casos em que detidos, seus advogados ou parentes relataram espancamentos ou outros abusos violentos durante a prisão e a detenção.
O primeiro embaixador de Israel na Somalilândia apresentou suas credenciais ao presidente do território separatista, que as aceitou formalmente numa cerimônia em Hargeisa, onde as autoridades também lançaram a pedra fundamental de uma embaixada israelense.
Uganda começou a retirar suas tropas da Somália após quase duas décadas de envolvimento militar no país, segundo a BBC. A retirada é feita em fases e tem conclusão prevista para agosto de 2027.
O presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera, disse que pressão e tentativas de desacreditar a cooperação do país com a Rússia não mudarão seu curso, em entrevista à agência estatal russa TASS. Segundo ele, o curso se baseia em necessidades reais de segurança e desenvolvimento, e não em considerações momentâneas.
O Exército da República Centro-Africana e especialistas militares russos impediram em 10 de outubro uma operação de grande escala de uma coalizão de grupos armados na área de Nabagai-Tissi, em Vakaga, segundo a TASS. A força adversária somava cerca de 1.300 combatentes e planejava uma ofensiva contra Vakaga e Bamingui-Bangoran na segunda quinzena de outubro; mais de 60 militantes foram neutralizados e armamento de fabricação ocidental foi apreendido, ainda segundo a agência.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de escalada das hostilidades no Saara Ocidental depois do fim de uma missão de paz de 35 anos, segundo o Al Jazeera. A partida da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) “não revoga” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo, afirmou a ONU. No Conselho de Segurança, a Rússia vetou a resolução, apesar do apoio de 11 dos 15 membros, entre eles os membros permanentes França e Reino Unido.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou para o risco de escalada militar no Saara Ocidental depois do encerramento da missão de paz de 35 anos da entidade no território disputado, segundo a TRT World. A ONU afirmou que a saída da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) não anula o direito inalienável do povo do território à autodeterminação.
O presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera, disse à TASS em entrevista que as relações com a Rússia se baseiam no princípio da parceria plena em segurança, economia e formação de pessoal.
Drones das Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram no sábado a subestação elétrica de Haya e uma estação de bombeamento de petróleo vizinha, no leste do Sudão, provocando incêndios e danos às instalações.
A instalação de petróleo fica no oleoduto que leva cru ao porto de Bashayer, na costa do Mar Vermelho.
No início deste domingo, um ataque de drone atingiu a usina de Abu Hamad, no estado de Rio Nilo, no norte do país, provocando incêndio e explosões, segundo testemunhas citadas pela agência estatal turca Anadolu.
As autoridades de saúde da Nigéria investigam dois casos suspeitos de Ebola na região nordeste do país, informou neste sábado o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria (NCDC). Os dois pacientes foram isolados enquanto as autoridades fazem a identificação e a listagem de contatos e os testes de laboratório, segundo publicação do órgão no X.
O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, submeteu ministros e outros altos funcionários do governo a treinamento militar no centro de Hurso, segundo a BBC, dizendo que a disciplina das forças armadas ajuda a formar líderes mais fortes. Entre os participantes estão a presidente da Casa da Federação, Muferiat Kamil, e os ministros das Finanças, Fitsum Assefa, e da Saúde, Mekdes Daba. O treinamento ocorre enquanto a Etiópia enfrenta vários desafios de segurança, incluindo combates contínuos em partes da região norte do Tigray, conflito em Amhara e insegurança em Oromia.
A Ruanda liberou pelo menos 533 pessoas condenadas por crimes do genocídio de 1994 contra os tutsis depois que cumpriram as penas de prisão, segundo o ministro das Relações Exteriores, Olivier Nduhungirehe, que falou na sexta-feira. O ministro da Unidade Nacional e Engajamento Cívico, Jean Damascene Bizimana, disse que o grupo passou por treinamento de reabilitação antes da soltura, para se preparar para o retorno à sociedade. Mais de 100 mil pessoas foram condenadas por crimes cometidos durante o genocídio de 1994, segundo a TRT World.
O número de mortos por ebola na República Democrática do Congo (RDC) passou de 5 mil, segundo dados do governo citados pela Al Jazeera, em um surto declarado em maio que já é o mais letal registrado no país. Mais de 10 mil pessoas foram infectadas, e não há tratamentos ou vacinas aprovados contra a rara variante Bundibugyo.
O Kremlin afirmou que cerca de 150 documentos foram assinados na cúpula Rússia–África, segundo a agência Sputnik. De acordo com a AFP, em texto republicado pelo BSS News, delegações de 48 países africanos participaram do encontro, 22 delas representadas por seus líderes.
O Exército da Nigéria afirmou que tropas com apoio aéreo repeliram ataques de combatentes islamistas a posições militares nos estados de Borno e Yobe, no nordeste do país, e mataram 48 insurgentes, segundo a Reuters. Ainda conforme o anúncio militar, um soldado morreu e dois ficaram feridos na contraofensiva, e as tropas apreenderam 52 armas dos combatentes do ISWAP, segundo a Xinhua.
O número de mortos no surto de ebola na República Democrática do Congo passou de 5 mil, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira. A informação é da Reuters.
Rússia e Estados Unidos vetaram mutuamente as resoluções rivais sobre o Saara Ocidental no Conselho de Segurança nesta sexta-feira, deixando a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) sem renovação um dia antes do fim do mandato, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Star. O texto americano consolidaria o plano de autonomia do Marrocos como única base das negociações e reduziria o componente militar da missão. A resolução russa, que prorrogava o mandato por um ano sem mudanças, foi vetada pelos Estados Unidos.
A suprema corte da Suíça manteve nesta sexta-feira a pena de 20 anos de prisão do ex-comandante rebelde liberiano Alieu Kosiah por crimes de guerra, mas anulou a condenação por crimes contra a humanidade, segundo a Al Jazeera.
O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, convidou empresas russas a investir no desenvolvimento econômico do país e a construir parcerias sustentáveis, em discurso na sessão plenária da cúpula Rússia-África, segundo a agência estatal russa TASS. Segundo o 360 Mozambique, Chapo citou agricultura mecanizada, indústria, infraestrutura, transporte, logística, energia, turismo, transformação digital e economia azul entre as áreas prioritárias de cooperação.
Mais de 1.400 africanos foram alistados desde 2023 para lutar pela Rússia na Ucrânia, tema ausente da agenda oficial da cúpula Rússia-África, segundo a France 24. Na Tunísia, as famílias de vários homens que viajaram à Rússia para trabalho ou estudo seguem sem respostas sobre o destino deles.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o Marrocos batizou com o seu nome a rodovia entre Tiznit e Dakhla, de 1.055 km, em operação desde janeiro após uma década de obras; Rabat não se pronunciou sobre a homenagem, segundo a Al Jazeera. A estrada liga o sul do Marrocos à Mauritânia e atravessa o Saara Ocidental, território que a ONU classifica como não autônomo, que Rabat chama de províncias do Sul e que é disputado pela Frente Polisario, segundo o Le Monde.
O presidente Vladimir Putin vai realizar mais de 10 reuniões bilaterais com líderes de Estados africanos depois da cúpula Rússia-África, segundo a TASS. A cúpula reuniu delegações de 48 países africanos, 22 delas chefiadas por seus líderes, e Putin disse que a Rússia está “preparada para ampliar ainda mais o alcance geográfico dos nossos embarques de produtos agrícolas”, segundo a Africanews.
A chanceler da República Democrática do Congo (RDC) disse à AFP nesta quinta-feira que as sanções dos Estados Unidos a Ruanda se justificam, porque Kigali não retirou suas tropas do território congolês como prometeu, em texto republicado pelo Hindustan Times. Os Estados Unidos impuseram na quarta-feira sanções ao Ministério da Defesa de Ruanda e a uma instituição financeira do país por supostos vínculos com o grupo armado M23, que combate na RDC.
A terceira cúpula Rússia-África, no Kremlin, adotou a Declaração da 3ª Cúpula Rússia-África, a declaração de cooperação no uso civil de tecnologias de inteligência artificial e o plano de ação do fórum de parceria para 2027-2029, segundo o Kremlin. A declaração conjunta prevê soberania e segurança energética, reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir as realidades geopolíticas atuais e ampliação do uso de moedas nacionais nos pagamentos mútuos, segundo a Sputnik África.
Alexander Novak citou agricultura, transporte, mineração e energia elétrica como áreas-chave de cooperação com países africanos, segundo a agência TASS. Ele mencionou em especial petróleo, gás, ouro e urânio e disse que a experiência russa pode ser valiosa nessa área: “Nossa expertise pode ser valiosa aqui também”.
A operação Serengeti III, coordenada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), levou à prisão de 1.462 suspeitos e à recuperação de 105 milhões de dólares, segundo a Kaspersky, em texto publicado pela AllAfrica. A ação reuniu 20 países africanos e os Estados Unidos e durou de 29 de junho a 31 de agosto de 2026. Os investigadores financeiros estimam em 385 milhões de dólares as perdas ligadas a essas atividades criminosas e identificaram cerca de 66 mil vítimas visadas, com quase 11 mil redes maliciosas neutralizadas.
Vladimir Putin deve fazer mais de 20 bilaterais à margem da cúpula Rússia-África, que reúne representantes de 48 países africanos, segundo a Sputnik. Putin afirmou que o comércio entre Rússia e Etiópia superou US$ 1,3 bilhão em janeiro-setembro, mais que o dobro de todo 2025.
O hospital de ensino de Nyala, apoiado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), recebeu 36 corpos depois do ataque de drone das Forças Armadas do Sudão ao mercado de Dumaya, por volta das 20h de segunda-feira, 21 deles em roupas civis, segundo a MSF, citada pelo Dabanga Sudan. Já o ministério da Saúde do governo Tasees divulgou o balanço de 188 mortos e 356 feridos no ataque ao mercado em Nyala, segundo o mesmo veículo.
Mais de 100 pessoas foram mortas em um ataque com drone militar no Sudão a um mercado movimentado em Nyala, capital da província de Darfur do Sul, na segunda-feira, com 113 feridos, segundo a Associated Press (AP), a partir de relato do grupo Emergency Lawyers. O hospital de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Nyala recebeu 36 corpos e atendeu 150 feridos na emergência após o ataque, segundo a NBC News.
O comércio entre a Rússia e os países africanos cresceu 1,5 vez desde 2022 e passou de 27 bilhões de dólares, disse Vladimir Putin em encontro com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, segundo a TASS. A cúpula Rússia–África em Moscou reuniu delegações de 48 países, com 22 líderes presentes, para tratar de comércio, segurança, armas e grãos, segundo a France 24. Putin disse que a Rússia forneceu 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas à África nos primeiros nove meses do ano.
Os confrontos no sul da Etiópia levaram cerca de 50 mil pessoas a atravessar a fronteira para o Quênia desde que os choques começaram na semana passada, segundo as Nações Unidas, que citam autoridades locais. A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Quênia, Fatima Mohammed-Cole, disse que até 50 mil pessoas cruzaram a fronteira, conforme as autoridades locais. Os combates opõem os exércitos das regiões de Somali e Oromia.
Moçambique e a China assinaram um acordo-quadro suplementar para reestruturar a dívida pública moçambicana com o governo chinês, segundo a AllAfrica. O texto dá sequência a um perdão parcial chinês de 204 milhões de yuans (1,9 bilhão de meticais) em empréstimos sem juros que venceriam em dezembro de 2024.
A Rússia discute a criação de um centro portuário e logístico na costa leste da África como parte do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul, segundo Ryabkov, em declaração à TASS. “Em particular, discutimos o estabelecimento de um centro portuário e logístico russo na costa leste da África como parte do Corredor Internacional Norte-Sul”, afirmou.
A Tanzânia anunciou a descoberta de 223 bilhões de pés cúbicos (6,3 bilhões de metros cúbicos) de gás natural em Mnazi Bay, no sul do país – a primeira em uma década, segundo a BBC. O poço Kasa-1X ST2, da estatal Tanzania Petroleum Development Corporation (TPDC) e da francesa Maurel & Prom, deve começar a produzir no início do mês que vem.
O ministro da Energia, Juma Homera, chamou a descoberta de “marco importante” para o setor de petróleo e gás do país.
Na plenária do Fórum Econômico e Humanitário Rússia–África, Vladimir Putin afirmou que meios vis e cínicos de todo tipo são usados, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, ditadura econômica, chantagem e interferência nos assuntos internos, segundo a Sputnik. A Rússia exportou 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas à África nos primeiros nove meses deste ano, segundo a TASS, que cita Putin. Ainda segundo a Sputnik, Putin disse que o comércio entre a Rússia e a África superou US$ 27 bilhões no ano passado.
As autoridades de saúde da República Democrática do Congo registraram 10.060 casos confirmados de ebola, incluindo 4.887 mortes, até 25 de outubro, com letalidade de 48,6%, segundo relatório citado pela Xinhua. O surto envolve o vírus Bundibugyo, sem vacina aprovada nem tratamento específico, e foi descrito como o surto de ebola de crescimento mais rápido da história pelo Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, segundo a agência. O Quênia confirmou nove infecções, incluindo duas mortes, depois que um paciente viajou da RDC via Uganda até Nairóbi, segundo a AllAfrica.
A jornalista Lina Attalah foi libertada da custódia após o pagamento de uma multa de 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil), disse seu advogado, Hassan al-Azhari, segundo o Le Monde.
A Justiça egípcia ordenou o fechamento do Mada Masr e multou Attalah em 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil) por operar um site sem licença, informou a Al Jazeera. Durante os procedimentos de soltura, ela soube que havia sido condenada à revelia em 2024 a um ano de prisão, sob acusações de publicar notícias falsas e operar um site sem licença.
Ataque de drone a um mercado lotado em Nyala, no Darfur do Sul, matou mais de 100 pessoas e deixou 113 feridas na noite de segunda-feira, segundo grupos de direitos humanos e autoridades locais citados pela Associated Press e pela Radio Tamazuj, em relato publicado pelo Times of India.
O Emergency Lawyers, grupo de direitos que acompanha a violência no Sudão, disse em comunicado na terça-feira que o ataque atingiu o mercado Tanqong, no bairro Dumaya, em Nyala, cidade controlada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). O Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que 36 corpos deram entrada em seu hospital em Nyala e que a emergência atendeu 150 feridos.
Ao menos 62 pessoas foram mortas em um ataque com armas de fogo atribuído a criminosos conhecidos localmente como “bandidos” no nordeste da Nigéria, informou nesta terça-feira a agência de emergência do país, segundo o Times of India. Segundo a Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA), os homens armados atacaram a comunidade de Binnari, na área de governo local de Karim-Lamido, no estado de Taraba, em 24 de outubro.
A África do Sul interrompeu uma nova diretriz para o processamento de pedidos de asilo depois que protestos violentos eclodiram em Joanesburgo e Durban, segundo a DW. A suspensão dos pedidos de asilo veio após os distúrbios recentes, informou a France 24.
O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) passou de 10 mil casos confirmados, segundo dados do governo divulgados nesta terça-feira, enquanto as autoridades de saúde correm para frear a propagação da doença em vários países africanos, segundo a Associated Press (AP), em texto publicado pela NBC News. É o surto de ebola que cresce mais rápido na história, e quase metade das 10.060 pessoas com o vírus confirmado morreu, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Congo.
A terceira cúpula Rússia-África será realizada em Moscou em 28 e 29 de outubro, sob a presidência do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente da União Africana (UA), Évariste Ndayishimiye, presidente do Burundi, segundo o Kremlin. Representantes de quase 50 países africanos vão participar, incluindo chefes de Estado e de governo e líderes das associações de integração do continente, segundo o Kremlin. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que a cúpula levará a decisões e resultados importantes, segundo a Sputnik.
Ao menos 60 cristãos ortodoxos foram mortos em ataques separados em 20 e 24 de outubro na região de Oromia – 14 pessoas no dia 20 em Gora Silingo, em Merti, e outras 46 no dia 24 em Tereta, Chole e Birbo, em Shirka –, segundo autoridades da Igreja Ortodoxa Etíope. Os ataques foram atribuídos por uma autoridade local a uma coalizão rebelde recém-formada, a Aliança pela Sobrevivência, que inclui o Exército de Libertação Oromo (OLA), que não comentou mas já negou ataques anteriores contra civis, segundo a BBC.
Autoridades comerciais disseram à Al Jazeera que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã está encarecendo combustíveis e fertilizantes em toda a África e ameaçando a segurança alimentar do continente. Segundo a rede, a alta acentuada dos preços dos fertilizantes levou muitos países a reduzir o uso do insumo, o que deve ter efeito nas colheitas do próximo ano e na disponibilidade de alimentos.
As Forças de Apoio Rápido (RSF) lançaram nesta segunda-feira um ataque coordenado com drones contra cinco usinas elétricas, causando apagões em massa no leste do Sudão, segundo um funcionário do governo ouvido pela AFP. Os drones atingiram duas usinas em cada um dos estados de Al-Jazira e de Gedaref e uma no Nilo Branco, deixando grandes áreas dos três estados sem energia, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato.
A Argélia vai enviar tropas ao Níger, na primeira mobilização militar do país fora das suas fronteiras desde o envio de forças ao Egito na guerra árabe-israelense de 1973, segundo a BBC. A câmara alta do Parlamento argelino aprovou a medida em sessão de emergência no domingo, com 148 dos 174 senadores a favor, e a câmara baixa referendou a decisão depois, segundo a AFP. As tropas devem proteger instalações de energia no norte do Níger, perto da fronteira com a Líbia, incluindo o gasoduto planejado para levar gás nigerino à Argélia. O número de soldados e a data do envio não foram anunciados.
Moradores e o monitor de conflitos Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED) disseram à AFP que ao menos 43 pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas quando um grupo armado não identificado atacou aldeias no distrito de Shirka, em Oromia, a cerca de 270 km ao sul de Adis Abeba, em texto republicado pelo Punch. O ataque a igrejas e casas de cristãos ortodoxos no estado central etíope de Oromia ocorreu no sábado e deixou mais de 40 mortos, segundo moradores e o ACLED ouvidos pela AFP, em texto republicado pelo CP24.
O assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse que o presidente Vladimir Putin terá 24 reuniões bilaterais na semana da cúpula Rússia-África, cinco delas na terça-feira, 27 de outubro, segundo a agência Sputnik. Ushakov disse que Putin se reunirá na quarta-feira com o presidente do Egito, com o primeiro-ministro da Etiópia e com o presidente da República do Congo.
As mortes por ebola na República Democrática do Congo (RDC) chegaram a 4.803 e os casos a 9.876, com letalidade de 48,6%, segundo a TASS. Até 25 de outubro, o total de mortos era o dobro do registrado na epidemia de 2018–2020, segundo a Yonhap.
A vice-presidente de Uganda, Jessica Alupo, chegou a Moscou na segunda-feira para a cúpula Rússia-África, segundo a Sputnik; ela vai liderar a delegação de Uganda na terceira cúpula Rússia-África, marcada para 28 e 29 de outubro em Moscou, disse uma autoridade de relações exteriores na sexta-feira, segundo o New Vision.
O Reino Unido e parceiros publicaram uma declaração ministerial conjunta sobre o risco de fome no Sudão que estima 19,5 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda, incluindo cinco milhões em nível de emergência, segundo o governo britânico. O conflito segue como o principal motor da crise, com deslocamento de milhões, danos à infraestrutura crítica e ruptura de produção de alimentos, cadeias de suprimento e mercados, segundo a AllAfrica.
A polícia do estado de Taraba afirmou que homens armados não identificados invadiram na sexta-feira a vila de Binnari, no nordeste da Nigéria, matando ao menos 10 pessoas, saqueando lojas e incendiando casas, segundo a BBC. A polícia disse ter recuperado 10 corpos com ferimentos de bala e advertiu que o número de mortos ainda pode subir, enquanto os agentes seguiam buscando vítimas no mato. Sobreviventes ouvidos pela agência France-Presse (AFP) contaram ao menos 20 mortos. O diretor da Anistia Internacional na Nigéria, Isa Sanusi, disse à BBC que a organização falou com famílias enlutadas que relataram até 50 mortos, e que o funeral inicial teve 37 pessoas.
O governo do Gabão afirmou ter suspenso o bloqueio às redes sociais imposto havia oito meses, uma medida que naquela época provocou críticas generalizadas, segundo a BBC.
A sonda Prospector 5, da Borr Drilling, afundou durante operações de jacking na costa do Gabão quando se preparava para uma campanha de perfuração, informou a Reuters neste domingo. Cinco das 115 pessoas a bordo seguem desaparecidas, segundo a Reuters.
O Gabão restabeleceu neste sábado 24 de outubro as redes sociais suspensas há mais de oito meses, por anúncio da Alta Autoridade da Comunicação (HAC), segundo o Le Monde. Facebook e TikTok, as redes mais usadas no país de cerca de 3,5 milhões de habitantes, além de YouTube e Instagram, ficaram cortados por oito meses, enquanto o WhatsApp funcionava parcialmente.
A polícia nigeriana informou neste sábado que 10 corpos haviam sido recuperados até a noite de sexta-feira, depois que um grupo grande de homens armados em motocicletas atacou a vila de Binnari, no estado de Taraba, no leste da Nigéria. Sobreviventes ouvidos pela agência France-Presse (AFP) falaram em pelo menos 20 mortos, e a Anistia Internacional afirmou em comunicado no sábado que o número de vítimas chega a 40.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o início do primeiro ensaio clínico de uma vacina contra o ebola no surto que começou na República Democrática do Congo (RDC), segundo a Al Jazeera. Os participantes do ensaio foram vacinados com a vacina Ervebo em Bunia, capital da província de Ituri, epicentro do surto. A RDC declarou em maio seu 17º surto de ebola, o pior já registrado no país, e desde então relatou mais de 9,7 mil casos, com mais de 4,6 mil mortes.
O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).
A população de El-Fasher, no Sudão, caiu para cerca de 7% do pico do ano anterior, segundo a Anistia Internacional, conforme noticiou o Middle East Eye.
O surto de ebola matou quase 4.700 pessoas e levou a Nigéria a registrar o primeiro caso em mais de uma década, segundo a AllAfrica – uma mulher que voltou a Abuja vinda de Uganda em 3 de outubro, após ficar em Campala, sem passar pela República Democrática do Congo (RDC). A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 44 contatos foram identificados e estão sendo monitorados.
O chanceler chinês, Wang Yi, recebeu em Pequim o ministro das Relações Exteriores, da Francofonia e dos Congoleses no Exterior da República do Congo, Constant-Serge Bounda, para conversas bilaterais na quinta-feira, segundo a agência Xinhua. Wang disse que a República do Congo é o primeiro país africano a assinar com a China o Arranjo de Colheita Antecipada do Acordo de Parceria Econômica para o Desenvolvimento Compartilhado, informou a agência estatal chinesa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto de ebola na África como complexo depois que a doença chegou à Nigéria, segundo a AFP. No boletim semanal mais recente, a OMS África registrou 9.637 casos confirmados e 4.646 mortes, uma letalidade bruta de 48,2% – um acréscimo de 572 casos e 265 mortes desde o relatório de situação nº 22.
Ataques de drones mataram ao menos seis crianças em idade escolar e feriram mais de 20 em uma escola primária na Etiópia, segundo relatos preliminares. O ataque atingiu a Escola Primária de Sana, no distrito de Dera, na zona de Gondar do Sul, em Amhara, na terça-feira, 20 de outubro, entre 10h e 11h, segundo o Addis Standard, em texto republicado pelo AllAfrica. Em outro ataque, em Finaruo, no distrito de Saharti Samre, na zona sudeste do Tigray, quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas enquanto carregavam gado em um caminhão, segundo moradores. O Addis Standard afirmou não ter conseguido estabelecer de forma independente as circunstâncias dos dois ataques nem obter resposta do Exército etíope.
A Nigéria confirmou um caso importado de doença pelo vírus Ebola Bundibugyo no Território da Capital Federal, tornando-se o quinto país a detectar o vírus desde que um surto foi declarado na República Democrática do Congo em 15 de maio de 2026, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo o Ministério da Saúde e Bem-Estar Social, a paciente é uma mulher com histórico recente de viagem a Uganda. Os sintomas começaram em 7 de outubro, quatro dias depois da chegada dela à Nigéria; ela procurou atendimento em uma unidade privada de saúde em Abuja em 11 de outubro, e o exame de laboratório confirmou o vírus Bundibugyo em 20 de outubro. Ela está em isolamento e recebendo atendimento médico.
O ministério informou que 44 contatos foram identificados e estão sendo monitorados.
A Nigéria confirmou um caso importado de doença pelo vírus Ebola da cepa Bundibugyo no Território da Capital Federal, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). A paciente é uma mulher com histórico recente de viagem a Uganda, e os sintomas começaram em 7 de outubro, quatro dias depois da chegada dela ao país. Segundo a OMS, 44 contatos foram identificados e estão sendo monitorados enquanto a busca por outras pessoas expostas é intensificada.
A rede elétrica da Nigéria caiu 81%, para 675 megawatts (MW), com nove usinas fora de operação, segundo o Vanguard, em texto republicado pelo AllAfrica.
As autoridades de saúde do Quênia confirmaram o oitavo caso de ebola no país, um auxiliar de paciente de 49 anos, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. Das 38 pessoas testadas no domingo, uma deu positivo para a cepa Bundibugyo do vírus, informou a agência. Os Estados Unidos (EUA) elevaram o alerta de viagem ao Quênia com os casos chegando a oito, segundo o AllAfrica.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exibiu um mapa do Oriente Médio ampliado que mostra Israel e os Emirados Árabes Unidos alinhados à RSF, força paramilitar sudanesa acusada de cometer genocídio em Darfur, e a separatistas na Líbia, no Iêmen e na Somalilândia, segundo o Middle East Eye. O mapa integrou a apresentação de domingo da nova doutrina de segurança de Netanyahu, centrada em ataques preventivos e na criação de “zonas de amortecimento” nas fronteiras de Israel.
Um ataque com drone perto de um mercado em al-Dibab, no Kordofan Ocidental, matou 80 pessoas no domingo à noite, a maioria deles passageiros que esperavam transporte para casa, segundo o The Guardian. Uma testemunha disse ao jornal que o drone atingiu duas vezes o centro de transportes de al-Dibab, um dos ataques isolados mais mortais da guerra.
Robert Kabera, ex-sargento-mor do Exército de Ruanda que se tornou um crítico declarado do presidente Paul Kagame, foi encontrado decapitado no país vizinho, Uganda, segundo a BBC. Os restos de Kabera, que serviu no Exército ruandês antes de fugir em 2020, foram descobertos no sábado numa mata na área de Kamengo, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo CP24.
O surto de ebola no Congo chegou à oitava província do país, Nord-Ubangi, na fronteira com a República Centro-Africana, onde o Ministério da Saúde registrou dois casos, um deles fatal, em homens na casa dos 20 anos da zona de saúde de Wapinda, segundo o Korea Herald. Desde a declaração do surto, em meados de maio, as autoridades registraram ao menos 9.400 casos e mais de 4.500 mortes, o balanço mais letal da história do Congo.
O exército do Sudão afirmou ter atingido centros de comando das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur do Sul, mas a RSF e seus aliados afirmam que um mercado de gado lotado foi atingido. Um ataque de drone ao mercado de gado em Nyala matou 30 pessoas na sexta-feira, segundo a Agence France-Presse (AFP). Em comunicado, o grupo paramilitar disse que o ataque atingiu uma área civil densamente povoada e que relatórios preliminares indicavam 17 mulheres e cinco crianças entre os mortos.
O Quênia confirmou quatro novos casos do vírus Ebola Bundibugyo, elevando o total a sete, incluindo uma morte, e três dos novos casos são profissionais de saúde que atenderam o primeiro paciente do país, segundo o Ministério da Saúde do Quênia, em nota publicada no X no sábado. Os quatro estavam em quarentena quando tiveram sintomas e foram isolados rapidamente.
O presidente de Camarões, Paul Biya, de 93 anos, voltou ao país em 20 de agosto depois de cerca de 10 semanas no exterior. A ausência prolongada alimentou especulações sobre sua saúde e seu paradeiro, inclusive alegações não verificadas de que havia morrido, segundo a Al Jazeera. O retorno levantou expectativas de uma reforma ministerial, mas até 6 de outubro nenhum novo governo havia sido nomeado, e a vice-presidência, restaurada por emenda constitucional em abril, seguia vaga, segundo a mesma reportagem.
Uma morte por ebola no Quênia na semana passada acendeu o alerta para a urgência do preparo da África para emergências de saúde pública, com governos do continente comprometendo seus orçamentos nacionais com o setor de saúde, segundo a Inter Press Service (IPS), em texto republicado pelo AllAfrica. O Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que a cepa atual do ebola se espalha tão rápido que, para os profissionais de emergência, é “como combater um mega-incêndio”.
O governo federal da Etiópia criou uma administração interina de seis meses para a região do Tigré, encarregada de restaurar a segurança, reconstruir a infraestrutura danificada e organizar eleições, segundo a AllAfrica. O governo disse que os esforços reiterados para resolver o conflito do Tigré sob o acordo de paz de Pretória fracassaram e culpou a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) por obstruir a implementação.
O presidente chinês Xi Jinping propôs na terça-feira quatro princípios para a participação construtiva de todas as partes na solução de temas sensíveis na África, segundo a Xinhua. O primeiro princípio é a liderança africana, com o povo africano no centro dos assuntos regionais, e Xi afirmou que guerras e sanções unilaterais não resolvem fundamentalmente conflitos entre países.
O ex-presidente Joseph Kabila anunciou em 12 de outubro, em Goma, nova aliança político-militar com o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, segundo a France 24. O acerto foi apresentado em coletiva conjunta na residência dele em Goma, cidade sob controle do grupo desde janeiro de 2025, e Kabila chefia a Frente para a Refundação da Nação (FRN), segundo a Deutsche Welle.
A Etiópia acusou a Eritreia de uma “invasão total” de sua região norte do Tigré e avisou que vai se defender, segundo a BBC. Em carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler etíope, Gedion Timothewos, chamou a entrada de tropas de “ato flagrante de agressão” e disse que forças eritreias avançaram até 60 km dentro do Tigré; a Eritreia respondeu que enfrenta uma “guerra de agressão não provocada” do vizinho. Para o The New York Times, os dois países, antes aliados, estão à beira da guerra.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na segunda-feira que reconhece a república separatista da Somalilândia como “um país totalmente diferente”, segundo o Middle East Eye.
O ex-presidente da República Democrática do Congo Joseph Kabila foi nomeado líder de uma nova coalizão rebelde que busca depor o governo, segundo a BBC. A Frente para a Refundação da Nação (FRN) disse que quer coordenar “forças de resistência” para acabar com a “tirania” no país e que perseguirá o objetivo “por todos os meios, inclusive a força”. A coalizão foi anunciada em uma coletiva de imprensa na residência de Kabila em Goma, a maior cidade do leste do país, que está sob controle do M23 desde o ano passado.
Uma erupção de petróleo bruto e gás no Níger foi classificada pelo Ministério do Petróleo como incidente ambiental de gravidade excepcional, caracterizado pela projeção de grandes quantidades de petróleo bruto e gás a mais de 10 metros de altura, segundo o Le Monde. Segundo o ministério, a erupção, a primeira do tipo no país, ocorreu em 25 de setembro no leste desértico do Níger, não deixou mortos, mas dois empregados foram hospitalizados e atendidos após ferimentos. O incidente ocorreu no poço Goumeri W8, no bloco petrolífero de Agadem, a cerca de 1.700 km de Niamey, operado pela CNPC Niger Petroleum S.A., filial local da chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC).
O conflito e a seca aumentam o risco de fome nas regiões de Darfur e Cordofão, no Sudão, alertou o monitor global de crises alimentares (IPC), que afirma que a insegurança alimentar, a desnutrição aguda e a mortalidade excessiva provavelmente vão se intensificar. Em maio, quase 19,5 milhões de pessoas, mais de 40% da população, enfrentavam altos níveis de insegurança alimentar aguda, segundo a Associated Press, que também relata uma seca severa ligada ao El Niño afetando mais da metade do Sudão, com quebras localizadas de safra.
O ex-presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, vai liderar um novo movimento político-militar ao lado do grupo armado M23, apoiado por Ruanda, segundo a France 24. A aliança foi apresentada em uma coletiva de imprensa conjunta na residência de Kabila, em Goma. A Associated Press informou que Kabila lançou nesta segunda-feira uma nova coalizão política e militar de grupos opositores ao governo atual.
Um ataque aéreo matou ao menos 72 civis que buscavam ouro em uma região de fronteira do Sudão, segundo a BBC. O ataque ocorreu a centenas de quilômetros das linhas de frente da devastadora guerra civil sudanesa, segundo o The New York Times. O grupo de direitos Emergency Lawyers, sediado em Cartum, acusou as forças armadas egípcias de atingir garimpeiros civis na área de North Wadi, em Jabal al-Uqaydat, segundo a Al Jazeera.
Confrontos intercomunitários mataram cerca de 71 pessoas na cidade de Rumbek, no Estado dos Lagos, no Sudão do Sul, segundo o governo interino. Um comunicado do Ministério da Informação interino do Sudão do Sul afirmou que cerca de 71 pessoas foram mortas, incluindo quatro soldados, e que o número exato ainda não foi verificado. Testemunhas disseram à AFP que um grupo de fora de Rumbek tentou assumir o controle da cidade e conseguiu por pouco tempo; os atacantes recuaram quando reforços policiais e militares chegaram.
72 mineiros civis morreram num ataque aéreo de sábado na fronteira entre Egito e Sudão, segundo informação preliminar da organização Emergency Lawyers, citada pela Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24, com o levantamento das vítimas ainda em curso. A organização atribuiu o ataque à Força Aérea egípcia, e a AFP disse não ter como confirmar o relato de forma independente.
Ao menos 139 pessoas, incluindo crianças, morreram após um barco com 305 migrantes virar na costa de Djibuti, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que divulgou o balanço no domingo, em informação da Associated Press (AP) republicada pela NBC News. Ao menos 84 pessoas seguiam desaparecidas, numa das travessias mais mortais do Chifre da África à península Arábica.
O grupo Emergency Lawyers acusou a força aérea egípcia de um ataque no sábado que matou 72 garimpeiros civis numa mina de ouro na fronteira Sudão-Egito, segundo informações preliminares do grupo, que disse que os esforços de documentação e verificação continuam. O Sudan Tribune informou que ao menos cinco ataques atingiram a mina de Al-Uqaydat, perto do mercado de Al-Ansari, no estado do Rio Nilo, segundo Mirghani Malik, garimpeiro da área. O veículo afirmou não ter conseguido verificar de forma independente o número de mortos nem identificar as aeronaves.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a zona de saúde de Alimbongo, na província do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), registrou casos de ebola pela primeira vez, com quatro casos confirmados e duas mortes até 6 de outubro, segundo a Al Jazeera. Ainda segundo a OMS, a RDC somava 8.728 casos confirmados e 4.205 mortes até 6 de outubro. No mesmo dia, o Quênia confirmou seu primeiro caso importado de doença pelo vírus Bundibugyo, também segundo a OMS.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade a Resolução 2830, que prorroga o embargo de armas em Darfur até 11 de dezembro, para dar mais tempo às negociações. O texto também estendeu o mandato do painel de especialistas que monitora as sanções até 11 de janeiro de 2027. A proposta dos Estados Unidos (EUA) de ampliar o embargo para todo o território sudanês não foi aprovada, após oposição da Rússia e da China, segundo a Al Jazeera.
Drones atribuídos a forças do governo etíope atingiram tropas, veículos e munição eritreus perto da cidade de Adigrat, no norte da Etiópia, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, segundo o The Media Line, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Em carta de 8 de outubro ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, acusou a Eritreia de invadir território etíope e exigiu a retirada das tropas. A Eritreia pediu no sábado ao Conselho que condene a “declaração de guerra” da Etiópia, alertando que ela pode desestabilizar a região, segundo a AFP, em texto publicado pela LBC.
Erik Prince assinou no fim de 2024 um contrato amplo para prestar serviços de segurança e mineração ao governo do presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, segundo o The New York Times.
Um ataque com drone no estado do Nilo Azul, no Sudão, matou ao menos 30 pessoas deslocadas, entre mulheres e crianças, e feriu dezenas, segundo a Al Jazeera. O governador de Wad al-Mahi, Mahjoub Al-Sheikh, disse que o drone pertencia às Forças de Apoio Rápido (RSF) e atingiu o centro da província, matando 26 mulheres e quatro crianças, segundo a AFP.
A Etiópia e a Eritreia acusaram-se mutuamente de iniciar uma guerra de agressão nesta sexta-feira, num momento em que um conflito interno etíope ameaça se transformar em guerra regional, segundo a France 24, em texto com a AFP. Uma fonte de segurança estrangeira, que falou sob anonimato, estimou à AFP entre 5 mil e 8 mil soldados eritreus presentes no Tigré. Testemunhas disseram à AFP que os rebeldes perderam outras duas cidades na região, Shire e Adigrat.
Protestos antimigrantes ficaram violentos em Soweto, em Joanesburgo, e em Durban nesta quinta-feira, com dezenas de carros incendiados e comércios de estrangeiros fechados à força, segundo a polícia. A comissária interina de polícia, Puleng Dimpane, disse que 10 veículos foram incendiados em Joanesburgo e 14 em Durban, onde três pessoas foram presas. Os manifestantes se opõem a uma decisão de julho da Corte Constitucional que remove barreiras processuais ao pedido de asilo, inclusive para quem entrou de forma irregular. O porta-voz do governo, William Baloyi, atribuiu a violência à informação deliberadamente falsa sobre a decisão judicial e disse que ela não concede automaticamente refúgio, residência permanente ou direitos a migrantes sem documentos.
A Human Rights Watch (HRW) afirma que a deportação de migrantes dos Estados Unidos (EUA) para países africanos terceiros é ilegal e explora o sofrimento para dissuadir a migração, segundo a BBC. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, mais de 500 pessoas foram enviadas a países africanos onde não são cidadãs, diz o grupo, citando dados dos EUA. O Departamento de Segurança Interna afirmou que “as remoções para terceiros países são uma ferramenta essencial de segurança pública, que retira das nossas ruas os imigrantes ilegais criminosos mais perigosos”.
Tropas da Eritreia entraram na Etiópia, o que faz temer um confronto direto com Adis-Abeba, segundo o Le Monde. Nos últimos dias, as tropas se posicionaram em torno de uma cidade na região norte do Tigré, disseram uma autoridade local e moradores, após duas semanas de conflito interno que ameaça uma guerra regional mais ampla, segundo a AFP, em texto publicado pelo Modern Ghana.
O Exército do Mali, apoiado por forças paramilitares russas, reentrou na cidade de Kidal, no norte, forçando a retirada dos separatistas tuaregues, segundo a Deutsche Welle. A Frente de Libertação de Azawad disse que decidiu fazer uma retirada estratégica e controlada de Kidal, sem combate direto, citando uso desproporcional de meios aéreos por mercenários russos do Africa Corps. O governo de transição do Mali afirmou, em comunicado lido na TV estatal, que a retomada foi feita por forças aéreas e terrestres com apoio do Africa Corps russo, segundo a Associated Press.
A Câmara dos Representantes, sediada no leste, elegeu Al-Salhin Abdulnabi presidente na terça-feira, em substituição a Aguila Saleh após quase 12 anos no cargo, e elegeu Tarek al-Ashtar e Mesbah Douma como primeiro e segundo vice-presidentes, respectivamente, segundo a Reuters. O parlamento de 170 membros votou a substituição de Saleh por Al-Salhin Abdulnabi, com o anúncio do porta-voz no X, segundo a Al Jazeera.
O Quênia anunciou nesta terça-feira a primeira morte por ebola no país, segundo a DW. O paciente viajou por terra até Kampala, capital de Uganda, e depois pegou um voo para Nairóbi em 3 de outubro. O ministro da Saúde disse que 28 pessoas que tiveram contato com o paciente, entre parentes e profissionais de saúde, foram identificadas e seriam colocadas em quarentena. O caso faz do Quênia o quarto país a registrar um caso de ebola no surto atual, declarado na República Democrática do Congo (RDC) em meados de maio.
A Frente de Libertação de Azawad (FLA) anunciou a retirada estratégica e controlada de suas forças da cidade de Kidal, no norte do Mali, segundo a AFP, em texto republicado pelo Arab News. Kidal havia sido capturada pelos tuaregues separatistas em abril, ao lado de jihadistas aliados, em ataques que visavam enfraquecer a junta do Mali. As forças armadas do Mali anunciaram operações de larga escala na região.
O Quênia confirmou o primeiro caso de ebola no país, de um cidadão queniano que vivia na República Democrática do Congo há sete anos, segundo a BBC. O paciente morreu dias após chegar a Nairóbi. O ministro da Saúde, Duale, disse que 28 contatos foram identificados até agora, incluindo familiares e profissionais de saúde. A RDC registra mais de 8.000 casos e mais de 4.000 mortes, segundo o The Guardian.
O enviado dos Estados Unidos, Massad Boulos, reuniu-se no sábado, 4 de outubro, com o general sudanês Abdel-Fattah Burhan em almoço oferecido pelo presidente egípcio, segundo a AP em texto republicado pelo The Hindu, e disse que os esforços visam restaurar a segurança e a estabilidade e iniciar a reconstrução e o desenvolvimento por meio de um diálogo nacional inclusivo liderado pelo Sudão.
Forças federais etíopes controlavam totalmente Mekelle, capital regional dos rebeldes do Tigré, segundo um jornalista local, no domingo em que os rivais regionais da Etiópia se reuniam no Egito. Os presidentes de Egito, Somália, Sudão e Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, tinham reunião marcada em Alamein no domingo para discutir o conflito, conforme a AFP. A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirmou ter saído temporariamente de Mekelle para operar de outro lugar, segundo a Al Jazeera.
Forças federais da Etiópia passaram a controlar Mekelle, capital regional do Tigré, depois que líderes e tropas da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) abandonaram a cidade sem combate no sábado, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu. Os presidentes do Egito, da Somália, do Sudão e da Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, estavam previstos para se reunir em Alamein, no Egito, no domingo, para discutir o conflito. A Etiópia acusa a Eritreia de apoiar diretamente os rebeldes do Tigré, com o apoio adicional de Sudão e Egito, o que os três países negam.
As forças do governo da Etiópia disseram ter tomado Mekelle dos combatentes do Tigré após uma semana de batalhas intensas. O Exército federal e combatentes pró-governo retomaram o aeroporto principal da capital da região norte do Tigré, com os rebeldes sendo vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas. Uma fonte com conhecimento dos fatos na cidade e uma fonte humanitária disseram à Reuters que as Forças de Defesa Nacional da Etiópia reassumiram o controle do aeroporto Alula Aba Nega, em Mekelle.
A Argélia enviou caças ao Níger no fim de agosto para conter uma tentativa de golpe em Niamei, disse o presidente Abdelmadjid Tebboune, segundo a Al Jazeera. O Ministério da Defesa argelino afirmou que duas patrulhas de Su-30 pousaram no aeroporto de Niamei, acompanhadas de um reabastecedor, a pedido das autoridades nigerinas, segundo a AeroTime.
O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, disse que o país não aceitará a presença israelense “em nenhuma circunstância” e que resistirá a qualquer tentativa de arrastá-lo para as crises do Oriente Médio, segundo a Al Jazeera. Israel planeja estabelecer uma base naval em Berbera, no Golfo de Áden, e busca acesso ao aeroporto da cidade, segundo o Ahram Online. Berbera é uma cidade portuária na costa do Golfo de Áden, na Somalilândia, a república autodeclarada no noroeste da Somália que Israel reconheceu no ano passado e que Mogadíscio reivindica, segundo a Al Jazeera.
Explosões foram ouvidas nesta semana em Adis Abeba, a capital da Etiópia, uma cidade raramente sob ataque direto, segundo o Washington Post. Confrontos entre tropas do governo e grupos rebeldes mataram dezenas de civis no norte nos últimos dias e avançam para o sul, em direção ao local de peregrinação de Lalibela, segundo o Washington Post.
Forças federais etíopes e combatentes pró-governo retomaram o principal aeroporto de Mekelle, capital da região norte do Tigré, com rebeldes vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas citadas pela Reuters e pela Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pela Al Jazeera. O aeroporto fica a cerca de 10 km do centro de Mekelle e foi um dos três aeródromos tomados pelos rebeldes no início dos combates, em 23 de setembro. A Al Jazeera ressalva que não pôde confirmar as informações de forma independente, com acesso da imprensa fortemente restrito na Etiópia e apagões significativos de comunicação.
O Exército da Etiópia avança em direção à capital do Tigray enquanto os combates se intensificam, segundo a France24. A União Africana pediu contenção a todos os lados diante da escalada. O vice-presidente da Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF), Amanuel Assefa, afirmou que a situação agora é de “guerra total”, segundo a AFP, em relato do Council on Foreign Relations.
Leonie von Braun, advogada sênior de julgamento do Tribunal Penal Internacional (TPI) e investigadora-chefe do caso Kony, disse à France 24 que as informações mais recentes indicam que o líder do Exército de Resistência do Senhor (LRA) segue vivo, ativo e presente no grupo, hoje em escala muito menor que nos anos 2000; pela idade, ele provavelmente não está nas linhas de frente das operações. Na República Centro-Africana, autoridades relatam um recrudescimento dos ataques no leste e no sudeste do país, com ao menos 25 crianças sequestradas em várias incursões a aldeias, em ataques atribuídos à milícia de Kony.
O Exército sudanês afirma ter tomado al-Mazroub, no Cordofão do Norte, após combates intensos com as Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo a Al Jazeera. Uma fonte militar disse à Al Jazeera que al-Mazroub era o maior reduto da RSF no Cordofão do Norte.
A Etiópia ordenou o fechamento da sua embaixada na Eritreia e deu 48 horas para 10 diplomatas eritreus deixarem o país, segundo o ChimpReports. Na quinta-feira, a Eritreia disse que rompia os laços diplomáticos com a Etiópia, em resposta à expulsão anterior dos seus diplomatas de Adis Abeba, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Ahram Online. O Ministério das Relações Exteriores da Eritreia afirmou não ter outra opção senão reciprocar e cortar todos os laços: “A Eritreia não tem outra opção senão reciprocar na mesma moeda e cortar todos os laços diplomáticos com a Etiópia, com todos os corolários negativos que isso implica”, disse a pasta em nota no X.
Explosões foram ouvidas durante a noite em Adis Abeba, horas depois de a capital etíope instituir a proibição de voos de drones na cidade e nos arredores, segundo três fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters. Uma fonte ligada à Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival disse à Al Jazeera que a aliança realizou vários ataques com drones na capital, incluindo alguns contra o quartel-general militar. No terreno, as forças do governo avançaram do Amhara para dentro do Tigray, chegando a cerca de 40 quilômetros de Mekele, segundo o correspondente Muhammed Taha Tawakel, da Al Jazeera, que reportava do Afar na quarta-feira.
O governo de Donald Trump encerra nesta quarta-feira o financiamento de saúde ao Zimbábue, incluindo o apoio ao combate ao HIV e a outras doenças infecciosas, segundo o Washington Post. O corte, no fim de setembro, vem após o colapso das negociações de um acordo bilateral proposto por Washington, travadas por uma cláusula de compartilhamento de dados, informou a Associated Press (AP).
Os combates entre a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e o governo federal da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, recomeçaram na quarta-feira, levantando o temor de um retorno à guerra civil de 2020–2022, na qual morreram cerca de 600 mil pessoas. O Exército do Sudão negou no domingo as acusações do comandante do Exército etíope de que o Sudão e o Egito apoiam grupos armados que combatem tropas etíopes no norte do país, em comunicado que as chamou de “infundadas”, segundo a Al Jazeera.
O chefe do Exército da Etiópia acusou o Egito e o Sudão de apoiar uma nova aliança de grupos armados que tenta remover o primeiro-ministro Abiy Ahmed, segundo a Euronews. O marechal Birhanu Jula disse que nem a Eritreia nem a Frente de Libertação do Povo Tigré (FLPT) conseguiria nada sozinha sem apoio externo, segundo a France 24. A acusação ocorre com a retomada dos combates no norte da Etiópia, segundo a Euronews.
Uma embarcação que transportava comerciantes de peixe virou no Lago Kivu, no leste do Congo, matando ao menos 12 pessoas e deixando dezenas desaparecidas, disseram autoridades no domingo. O barco levava mais de 50 pessoas quando virou na noite de sábado perto da Ilha Idjwi, na província de Kivu do Sul; cerca de 15 pessoas foram resgatadas, segundo Félix Habiragi, chefe da aldeia vizinha de Kisheke.
O chefe do Estado-Maior da Etiópia, o marechal-de-campo Berhanu Jula, disse que o Exército respondia com “sabedoria e contenção” ao que chamou de provocações da frente do Tigré, segundo a Al Jazeera. Os combates se espalharam do Tigré para as regiões vizinhas de Afar e Amhara depois que sete grupos armados anunciaram uma aliança comprometida com a derrubada do governo de Abiy Ahmed.
A União Europeia (UE) anunciou neste sábado um pacote de 710 milhões de euros para populações atingidas por crises, desastres naturais ou conflitos, a maior parte para a África, segundo o Le Monde. Do total, 380 milhões de euros vão para a África Subsaariana em proteção a migrantes vulneráveis, apoio ao retorno voluntário e à reintegração, fortalecimento da governança migratória e resposta ao deslocamento forçado. Outros 252 milhões saem da reserva de ajuda emergencial para conflito, deslocamento forçado, epidemias e catástrofes naturais, incluindo populações da África Subsaariana, dos territórios palestinos, do Líbano e da Ucrânia para o inverno.
Ao menos 30 homens foram executados no leste da Líbia desde o fim de agosto, após condenações à morte em julgamentos militares sigilosos, e ao menos outros 50 seguem sob risco iminente de execução. Segundo a Anistia Internacional, as forças do marechal Khalifa Haftar retomaram as execuções em 23 de agosto, pela primeira vez na Líbia desde 2010, em julgamentos marcados por tortura.
A campanha da África por representação permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou ao centro da 81ª Assembleia Geral, segundo a Al Jazeera. O vice-presidente da Nigéria, Kashim Shettima, que leu o discurso nacional do presidente Bola Tinubu, pediu ao menos dois assentos permanentes para o continente, com direito de veto enquanto o veto existir. Mudar o quadro permanente exige emenda à Carta da ONU: pelo Artigo 108, isso requer aprovação de dois terços da Assembleia Geral.
Um avião que viajava de Kikwit para Kinshasa caiu ao tentar pousar em Kenge, na província de Kwango, após uma falha técnica, segundo a Al Jazeera. Todas as pessoas a bordo morreram – 12 corpos ficaram carbonizados além do reconhecimento e o piloto foi encontrado sem vida fora da aeronave. Quatorze pessoas morreram, entre elas dois oficiais militares seniores, segundo o The Hindu. Uma investigação foi aberta para apurar a causa do acidente.
Combates voltaram a eclodir no Tigray, no norte da Etiópia, entre forças regionais e o exército nacional. Forças do Tigray assumiram o controle dos aeroportos de Mekelle, Axum e Shire, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em relato da Reuters republicado pela CNBC Africa. A União Africana (UA) pediu a cessação imediata das hostilidades e o retorno a conversas diretas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) atingiu duas novas zonas de saúde: Bulu, em Ubangi do Sul, na fronteira com a República Centro-Africana, e Dungu, na província de Haut-Uele, na fronteira com o Sudão do Sul. Com isso, o número de zonas de saúde afetadas chegou a 63 em sete províncias, enquanto as autoridades tentam conter o surto. Até 23 de setembro, a RDC havia registrado 7.890 casos confirmados e 3.799 mortes, segundo a OMS.
Mais de 55 mil refugiados sudaneses fugiram para o Chade neste ano, e as chegadas pelas áreas de fronteira de Adre e Tine subiram a 400 pessoas por dia, cerca de 20 vezes a média dos meses anteriores, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), citado pela Al Jazeera. A ONU afirma ter recebido apenas 20% dos US$ 1,6 bilhão necessários à resposta humanitária, uma lacuna de US$ 1,28 bilhão, informa a Al Jazeera.
Líderes africanos voltaram a exigir na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma reforma do Conselho de Segurança que inclua assentos permanentes para países do continente, informa a PBS News. Na tribuna, a Presidência do Quênia apontou a contradição: “toda nação é soberana e igual sob a Carta da Organização, e ainda assim, na questão mais grave da guerra e da paz, cinco nações detêm um poder permanente que as outras 188 não têm”, segundo a PBS News. O New York Times também registrou o apelo.
Redes de telecomunicações e de internet pararam de funcionar no Tigré na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em meio à escalada dos combates no norte da Etiópia. Os serviços da estatal Ethio Telecom foram totalmente cortados, segundo a BBC, e o monitor de internet NetBlocks detectou uma interrupção correspondente aos relatos de apagão de telecomunicações na região, informou a Al Jazeera.
O enviado de Donald Trump para a África, Massad Boulos, disse que cada lado na guerra do Sudão acredita que pode obter uma vitória militar decisiva, em entrevista à France 24. Os Estados Unidos dizem trabalhar com parceiros regionais e internacionais numa ofensiva diplomática por uma trégua humanitária no país, segundo o The National.
O Exército da Etiópia afirmou ter repelido ataques de forças do Tigré e de seus aliados em partes do norte do país, no primeiro comunicado militar desde a retomada dos combates, em 24 de setembro de 2026, segundo a BBC. Na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), que domina a região, tomou o controle de três aeroportos da polícia federal, entre eles o de Mekele, e a Ethiopian Airlines cancelou voos para o Tigré, informa a emissora britânica. Moradores de Mekele relataram que a cidade está calma, mas sob tensão, com combates fora do perímetro urbano e risco de corte de comunicações e de falta de dinheiro, ainda segundo a BBC.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Uganda, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter erguido uma estátua do seu irmão Yonatan no local onde ele caiu em Entebbe, segundo a transcrição do discurso. O monumento foi inaugurado em 1º de agosto no antigo terminal de Entebbe pelo chefe militar ugandense Muhoozi Kainerugaba, informa a Associated Press (AP). Netanyahu discursou em 24 de setembro diante de um plenário esvaziado pela saída de delegados, segundo o Pulse Uganda.
Rebeldes da região do Tigré, na Etiópia, tomaram aeroportos locais e lançaram ataques contra as regiões vizinhas de Afar e Amhara, dizendo estar novamente em “guerra total” com o governo federal, informa a RFI com base em informações da AFP. Forças etíopes combateram durante a noite para repelir um assalto na região de Afar, e o monitor NetBlocks registrou interrupção de internet no norte do país, compatível com um apagão de telecomunicações no Tigré.
Jovens do Tigré dizem estar deixando a região norte da Etiópia por medo de recrutamento forçado, em meio ao aumento das tensões políticas e militares no território, segundo a Al Jazeera; a organização de direitos humanos Human Rights Watch relatou em julho de 2026 que autoridades e forças do Tigré recrutaram à força civis, incluindo crianças de 15 anos, desde pelo menos abril de 2026; a Frente Popular de Libertação do Tigré (TPLF) contesta as acusações e afirma que os jovens aderem voluntariamente, segundo o mesmo veículo.
O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, disse esperar a presença dos líderes nacionais do Sahel na cúpula Rússia-África, marcada para 28 e 29 de outubro em Moscou, segundo a agência estatal TASS. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que o diálogo com a Confederação dos Estados do Sahel avança rapidamente e cita as consultas realizadas em 8 de julho em Niamei.
O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Governo Transitório de Unidade Nacional e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até a eleição de 22 de dezembro, a primeira desde a independência, em 2011. O decreto, lido pela emissora estatal, removeu todos os vice-presidentes, ministros e administradores locais e dissolveu as assembleias nacional e estaduais; o Judiciário e as instituições de segurança permaneceram, e Kiir segue no cargo “durante o período eleitoral até que o próximo presidente eleito assuma”, segundo o Al Jazeera. A medida veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições que desvincularam o pleito da conclusão de uma constituição permanente e da realização do censo, mudanças sancionadas por Kiir na noite de segunda-feira e rejeitadas pela Aliança de Oposição do Sudão do Sul, segundo a Reuters, por terem sido feitas sem consulta adequada entre as partes do acordo de paz de 2018. O rival histórico de Kiir, Riek Machar, líder do principal partido de oposição, está em prisão domiciliar desde março de 2025 e responde a processo por acusações que incluem traição e homicídio, que nega. Seguem pendentes a constituição permanente, o registro de eleitores e a unificação das forças armadas leais a partidos rivais. A Anistia Internacional chamou o decreto de passo rumo ao pleito e pediu condições para votar e ser candidato; analistas ouvidos pela agência France-Presse disseram que as emendas concentram poderes no presidente. A guerra civil encerrada em 2018 deixou cerca de 400 mil mortos e milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.
Homens armados invadiram uma casa no município de KwaMakhutha, a cerca de 30 quilômetros ao sul de Durban, na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e mataram pelo menos 11 pessoas que participavam de uma festa, entre elas uma mulher que estaria grávida; outras três ficaram feridas, segundo a polícia sul-africana citada pelo The Hindu e pelo Al Jazeera. O primeiro-ministro da província de KwaZulu-Natal, Thamsanqa Ntuli, disse que os atiradores entraram pouco antes das 23h (UTC-3) e que o motivo não é conhecido; a emissora local eNCA relatou que as vítimas foram forçadas a entrar em um único cômodo antes dos disparos. A polícia informou que parte dos mortos já constava do radar da inteligência criminal por suspeita de atividades ilegais e que uma desavença entre grupos rivais não pode ser descartada. A África do Sul tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo, com média de cerca de 60 assassinatos por dia em uma população de aproximadamente 62 milhões de habitantes, segundo o Al Jazeera.