Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), milhares de pessoas estão deslocadas na cidade de Debre Berhan, na região de Amhara, e em Shire, no noroeste de Tigray.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que famílias que haviam voltado há pouco ao distrito de Diabo, no noroeste de Tigray, foram forçadas a fugir de novo pela retomada das atividades militares. OCHA e parceiros humanitários preparam ampliar a assistência, mas a insegurança restringe o movimento nas estradas que ligam Gonder a Debark e Metema, em Amhara. Os combates no norte do país, em Tigray, Amhara e Afar, recomeçaram no fim de setembro, quase quatro anos depois do acordo de Pretória de novembro de 2022, que encerrou a guerra de dois anos entre as forças federais e a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, relatou mortes de civis, incluindo crianças e um recém-nascido, em ataques no norte da Etiópia e disse que o sistema de saúde da região se aproxima do colapso.