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Tema: Etiópia

Etiópia: matérias e notas em que o país é ator central.

ONU conta 306 mortos por drones no Sudão em três semanas

O escritório de direitos humanos da ONU documentou ao menos 306 mortos e centenas de feridos nas três primeiras semanas de outubro de 2026, em ataques atribuídos ao Exército sudanês e às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês). Em 29 de outubro, o governo do Sudão acusou a Etiópia de lançar 162 ataques com drones do seu território, sem verificação independente.

31 out 2026
Fluxo

Makalé, capital regional do Tigré, voltou ao controle do Exército etíope, cujas forças entraram na cidade em 3 de outubro sem combate. Uma nova administração interina foi instalada em 16 de outubro, encarregada de organizar eleições em seis meses. Os letreiros de entrada da sede da Frente de Libertação do Povo do Tigré (FPLT) foram retirados e substituídos pelos do “bureau regional de paz e segurança do Tigré”. A guerra do Tigré durou de novembro de 2020 a novembro de 2022 e matou mais de 600 mil pessoas, segundo a União Africana.

Debretsion Gebremichael é o “grande derrotado” da fase de enfrentamentos armados que sacode a Etiópia desde o fim de setembro, segundo o Le Monde: ao lançar uma ofensiva contra o governo federal, ele pretendia consolidar as posições da Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), partido que dirige desde 2017. Em 16 de outubro, o gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed anunciou a instalação de uma nova administração interina no Tigré, encarregada de organizar eleições em seis meses. Combatentes do FPLT e das Forças de Defesa do Tigré tiveram de recuar para zonas montanhosas do Tigré, onde mantêm ações de guerrilha. Segundo “várias fontes” citadas pelo jornal, o próprio Debretsion estaria refugiado na Eritreia, país que hoje apoia a rebelião tigré.

O Produto Interno Bruto da Etiópia do ano fiscal encerrado em julho foi estimado em US$ 210,7 bilhões, o que coloca o país como a quinta maior economia da África, segundo a ministra das Finanças, Fitsum Assefa. A revisão elevou em 59% a estimativa do ano-base 2024/25, para US$ 201,4 bilhões. Com a nova série, serviços respondem por quase 36% da economia, agricultura por 32% e indústria por 30%. A Etiópia passou Marrocos e agora fica atrás de África do Sul (US$ 489,1 bilhões), Egito (US$ 442,9 bilhões), Nigéria (US$ 386,7 bilhões) e Argélia (US$ 331,9 bilhões). A revisão é uma atualização estatística do tamanho medido da economia, sem crescimento equivalente da produção real. O país projeta crescimento de 10,2% no ano fiscal corrente.

A Etiópia fechou o consulado sudanês na cidade fronteiriça de Assosa e ordenou que seus seis diplomatas deixassem o país em 48 horas, e o Sudão respondeu fechando o consulado etíope em Gedaref e expulsando sua equipe, segundo a Reuters, em texto publicado pela TRT World. O Conselho de Soberania de Transição do Sudão divulgou no domingo um relatório que diz documentar 70 ataques da RSF lançados de dentro do território etíope neste ano, com 187 drones de ataque de ida única que mataram e feriram quase 500 civis, segundo a AFP, em texto publicado pelo Citizen Digital – a Etiópia nega apoiar a RSF e acusa o Exército sudanês de sustentar rebeldes ligados à Frente de Libertação do Povo do Tigray, o que Cartum rejeita. O Sudão levou o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Africana, e um assessor do governo de transição afirmou que Cartum faz todo o possível para evitar uma guerra aberta com a Etiópia.

A Etiópia expulsou seis funcionários do consulado do Sudão em Assosa, cidade do oeste do país perto da fronteira sudanesa, e ordenou o fechamento da missão, segundo autoridades dos dois países. O Ministério das Relações Exteriores do Sudão afirmou no sábado que os drones usados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) contra a infraestrutura elétrica do país foram fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos e lançados a partir da Etiópia, e que apresentou queixas formais contra Adis Abeba no Conselho de Segurança da ONU e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana. O Sudão acusa a Etiópia de apoiar a RSF, enquanto Adis Abeba acusa Cartum de sustentar os rebeldes do Tigray; a Etiópia nega apoiar a RSF e o Sudão nega apoiar a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF). O conselheiro político do Conselho Soberano de Transição sudanês, Amjad Farid, disse que o governo mantém o direito de defender o território, mas faz todo esforço para evitar uma guerra aberta com a Etiópia. A Etiópia retirou três diplomatas do próprio consulado em El Gedaref, no leste sudanês, e relatos indicam que o Sudão ordenou a saída dos diplomatas etíopes em retaliação; nenhum dos dois ministérios das Relações Exteriores divulgou comunicado oficial sobre a troca de expulsões, segundo o Sudan Tribune. A guerra civil sudanesa, iniciada em abril de 2023, deslocou mais de 14 milhões de pessoas, segundo números da ONU, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times.

Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), milhares de pessoas estão deslocadas na cidade de Debre Berhan, na região de Amhara, e em Shire, no noroeste de Tigray. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que famílias que haviam voltado há pouco ao distrito de Diabo, no noroeste de Tigray, foram forçadas a fugir de novo pela retomada das atividades militares. OCHA e parceiros humanitários preparam ampliar a assistência, mas a insegurança restringe o movimento nas estradas que ligam Gonder a Debark e Metema, em Amhara. Os combates no norte do país, em Tigray, Amhara e Afar, recomeçaram no fim de setembro, quase quatro anos depois do acordo de Pretória de novembro de 2022, que encerrou a guerra de dois anos entre as forças federais e a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, relatou mortes de civis, incluindo crianças e um recém-nascido, em ataques no norte da Etiópia e disse que o sistema de saúde da região se aproxima do colapso.

A Etiópia ordenou que seis integrantes do pessoal diplomático sudanês deixem o país em 48 horas, segundo um alto funcionário etíope ouvido pela Reuters, em texto republicado pelo Addis Standard. Os seis foram instruídos a deixar o consulado do Sudão em Assosa, centro administrativo da região de Benishangul-Gumuz. A decisão ocorre dias depois de o governo sudanês, alinhado ao Exército, ter registrado queixas contra a Etiópia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, acusando Addis Abeba de permitir que as Forças de Apoio Rápido (RSF) usem território etíope para lançar ataques com drones. Addis Abeba acusa Cartum de apoiar rebeldes tigrínios, e as duas partes negam as acusações mútuas. Em 1º de outubro, a Etiópia já havia fechado sua embaixada em Asmara e declarado 10 diplomatas eritreus persona non grata, com saída em 48 horas.

O ex-contratado norte-americano Abraham Teklu Lemma admitiu ter compartilhado dezenas de documentos e fotos classificados com autoridades etíopes ao longo de mais de dois anos, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ele trabalhou como contratado no Departamento de Estado, no Departamento de Justiça e no National Reconnaissance Office, a agência responsável pelos satélites de inteligência norte-americanos. O material incluía imagens de satélite e detalhes de atividades militares, repassados por mensagens criptografadas, e o FBI afirmou que autoridades etíopes usaram a inteligência em operações militares. Em uma mensagem a um oficial etíope em dezembro de 2021, Lemma escreveu que era preciso “acabar com essas pessoas de uma vez por todas”, porque de outro modo nunca haveria paz na Etiópia, e, no mesmo dia, pediu que o oficial enviasse drones. Ele se declarou culpado de conspirar para transmitir informação de defesa nacional a um governo estrangeiro, tem sentença marcada para 14 de abril de 2027 e pode pegar até 22 anos de prisão.

As autoridades do Quênia, com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Cruz Vermelha queniana, começaram por volta de 31 de outubro a registrar nos abrigos de Harhosa e OMC, no condado de Marsabit, os etíopes que fogem dos confrontos em Moyale, cidade de fronteira administrada em conjunto pelas regiões de Oromia e Somali, com mais de 50 mil travessias desde o fim de outubro, segundo a mídia queniana, e as agências pediram cerca de US$ 8,9 milhões para três meses de resposta, em texto do Addis Standard republicado pelo AllAfrica.

A Autoridade de Mídia da Etiópia anunciou em 2 de novembro a suspensão por prazo indeterminado das licenças impressa e online do Reporter, o último jornal amárico de propriedade privada do país, acusando-o de violar leis e ética de mídia e de publicar conteúdo contra o interesse nacional; em outubro, policiais à paisana detiveram os jornalistas Samuel Getachew e Amanuel Gebremedhin, presos por oito dias, segundo a Human Rights Watch (HRW), em texto republicado pelo AllAfrica.

Egito e Sudão reafirmaram em declaração conjunta de 2 de novembro, após a terceira rodada do mecanismo “2+2” de chanceleres e ministros da irrigação no Cairo, que a operação etíope da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) sem acordo vinculante ameaça a segurança hídrica a jusante, segundo a mídia local egípcia. O acordo de 1959, invocado pelos dois países, alocou 55,5 bilhões de metros cúbicos anuais ao Egito e 18,5 bilhões ao Sudão, sem qualquer previsão para a Etiópia, que não era parte do tratado. A barragem, construída com financiamento doméstico, tem capacidade instalada de cerca de 5.150 megawatts e reservatório de aproximadamente 74 bilhões de metros cúbicos, o maior projeto hidrelétrico da África.

A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirma que 500 soldados foram mortos e 800 ficaram feridos em combates com o exército do governo federal etíope e forças aliadas no norte da região do Tigré. Os números foram divulgados pela emissora Dimtsi Weyane, ligada à TPLF, e não puderam ser verificados de forma independente, e o governo da Etiópia não comentou as alegações.

O Sudão apresentou queixa contra a Etiópia ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana depois de uma série de ataques mortais com drones neste ano, segundo o Al Jazeera.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, submeteu ministros e outros altos funcionários do governo a treinamento militar no centro de Hurso, segundo a BBC, dizendo que a disciplina das forças armadas ajuda a formar líderes mais fortes. Entre os participantes estão a presidente da Casa da Federação, Muferiat Kamil, e os ministros das Finanças, Fitsum Assefa, e da Saúde, Mekdes Daba. O treinamento ocorre enquanto a Etiópia enfrenta vários desafios de segurança, incluindo combates contínuos em partes da região norte do Tigray, conflito em Amhara e insegurança em Oromia.

Ao menos 14 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em vários ataques de drones na quinta-feira (29 de outubro) contra um campo de deslocados na região de Amhara, segundo três testemunhas ouvidas pela AFP em reportagem publicada pelo The Hindu. Mídia local e monitores de conflito relataram pelo menos 16 civis mortos e 22 feridos no ataque de quinta-feira contra um campo de deslocados por conflito no norte de Amhara. O campo abriga mais de 1.800 deslocados internos, muitos dos quais fugiram da violência na região de Oromia, incluindo a área de Wollega, segundo a Anadolu.

O governo do Sudão acusou a Etiópia de ceder plataformas em seu território para o lançamento de drones que tiveram o país como alvo recentemente, na quarta-feira, e alertou para riscos à segurança e à estabilidade regionais, segundo a agência chinesa Xinhua. O chanceler sudanês, Khalid, disse que o Sudão se reserva o direito de defender sua segurança por todos os meios legítimos. Nos últimos três dias, drones que a agência associa às Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram estações de energia em vários estados sudaneses.

Os confrontos no sul da Etiópia levaram cerca de 50 mil pessoas a atravessar a fronteira para o Quênia desde que os choques começaram na semana passada, segundo as Nações Unidas, que citam autoridades locais. A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Quênia, Fatima Mohammed-Cole, disse que até 50 mil pessoas cruzaram a fronteira, conforme as autoridades locais. Os combates opõem os exércitos das regiões de Somali e Oromia.

Ao menos 60 cristãos ortodoxos foram mortos em ataques separados em 20 e 24 de outubro na região de Oromia – 14 pessoas no dia 20 em Gora Silingo, em Merti, e outras 46 no dia 24 em Tereta, Chole e Birbo, em Shirka –, segundo autoridades da Igreja Ortodoxa Etíope. Os ataques foram atribuídos por uma autoridade local a uma coalizão rebelde recém-formada, a Aliança pela Sobrevivência, que inclui o Exército de Libertação Oromo (OLA), que não comentou mas já negou ataques anteriores contra civis, segundo a BBC.

Moradores e o monitor de conflitos Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED) disseram à AFP que ao menos 43 pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas quando um grupo armado não identificado atacou aldeias no distrito de Shirka, em Oromia, a cerca de 270 km ao sul de Adis Abeba, em texto republicado pelo Punch. O ataque a igrejas e casas de cristãos ortodoxos no estado central etíope de Oromia ocorreu no sábado e deixou mais de 40 mortos, segundo moradores e o ACLED ouvidos pela AFP, em texto republicado pelo CP24.

Mais de 14 mil etíopes fugiram de combates mortais no sul da Etiópia para o Quênia, segundo autoridades humanitárias, em meio ao temor de que confrontos entre comunidades rivais tenham matado mais de uma dezena de pessoas, conforme o TRT World. A Cruz Vermelha do Quênia afirmou que mais de 10.900 deslocados estão em seis acampamentos temporários na cidade fronteiriça de Moyale e outros 4 mil estão hospedados com parentes e famílias que os receberam.

Ataques de drones mataram ao menos seis crianças em idade escolar e feriram mais de 20 em uma escola primária na Etiópia, segundo relatos preliminares. O ataque atingiu a Escola Primária de Sana, no distrito de Dera, na zona de Gondar do Sul, em Amhara, na terça-feira, 20 de outubro, entre 10h e 11h, segundo o Addis Standard, em texto republicado pelo AllAfrica. Em outro ataque, em Finaruo, no distrito de Saharti Samre, na zona sudeste do Tigray, quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas enquanto carregavam gado em um caminhão, segundo moradores. O Addis Standard afirmou não ter conseguido estabelecer de forma independente as circunstâncias dos dois ataques nem obter resposta do Exército etíope.

O diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), Jean Kaseya, pediu que a primeira paciente confirmada de ebola da Nigéria divulgue seu histórico completo de viagem e possíveis contatos durante uma visita recente a Uganda, para ajudar as autoridades sanitárias a estabelecer como ela contraiu o vírus. Segundo Kaseya, a paciente nasceu em Uganda e mora em Abuja, e estava em seu país natal quando o marido, um diplomata, viajou para se juntar a ela. Em entrevista à BBC, ele disse que os primeiros sintomas apareceram em 6 de outubro, quando ela procurou um hospital privado acreditando ter malária, e que foi internada em 11 de outubro. O ministro da Saúde da Nigéria, Muhammad Pate, confirmou que a mulher, de 42 anos, passou duas semanas e meia em Kampala antes de voltar a Abuja pela Etiópia, com escala de duas horas em Addis Abeba.

O governo federal da Etiópia criou uma administração interina de seis meses para a região do Tigré, encarregada de restaurar a segurança, reconstruir a infraestrutura danificada e organizar eleições, segundo a AllAfrica. O governo disse que os esforços reiterados para resolver o conflito do Tigré sob o acordo de paz de Pretória fracassaram e culpou a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) por obstruir a implementação.

A Etiópia acusou a Eritreia de uma “invasão total” de sua região norte do Tigré e avisou que vai se defender, segundo a BBC. Em carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler etíope, Gedion Timothewos, chamou a entrada de tropas de “ato flagrante de agressão” e disse que forças eritreias avançaram até 60 km dentro do Tigré; a Eritreia respondeu que enfrenta uma “guerra de agressão não provocada” do vizinho. Para o The New York Times, os dois países, antes aliados, estão à beira da guerra.

A Etiópia acusou a vizinha Eritreia de “invasão total” do Tigré e disse que vai se defender, segundo carta ao Conselho de Segurança citada pela ONU News. A Eritreia rejeitou a acusação, e seu ministro da Informação disse que o país enfrenta uma “guerra de agressão não provocada”. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar profundamente preocupado com relatos da presença de forças eritreias no norte da Etiópia.

Drones atribuídos a forças do governo etíope atingiram tropas, veículos e munição eritreus perto da cidade de Adigrat, no norte da Etiópia, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, segundo o The Media Line, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Em carta de 8 de outubro ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, acusou a Eritreia de invadir território etíope e exigiu a retirada das tropas. A Eritreia pediu no sábado ao Conselho que condene a “declaração de guerra” da Etiópia, alertando que ela pode desestabilizar a região, segundo a AFP, em texto publicado pela LBC.

Uma fonte de segurança estrangeira estimou em 5 mil a 8 mil o número de soldados da Eritreia presentes no Tigré, segundo a AFP, citada pela DW, que afirma que diversas fontes confirmaram a presença de forças armadas eritreias na Etiópia. A Etiópia escreveu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a retirada imediata das tropas eritreias do seu território, dizendo não ter outra opção senão se defender, segundo a Reuters, citada pela DW.

A Etiópia e a Eritreia acusaram-se mutuamente de iniciar uma guerra de agressão nesta sexta-feira, num momento em que um conflito interno etíope ameaça se transformar em guerra regional, segundo a France 24, em texto com a AFP. Uma fonte de segurança estrangeira, que falou sob anonimato, estimou à AFP entre 5 mil e 8 mil soldados eritreus presentes no Tigré. Testemunhas disseram à AFP que os rebeldes perderam outras duas cidades na região, Shire e Adigrat.

A Etiópia disse ao Conselho de Segurança da ONU que forças da Eritreia, incluindo unidades mecanizadas, avançaram até 37 milhas (cerca de 60 quilômetros) no seu território norte, segundo a Africa Today News New York. A carta diz que a presença das tropas aciona o direito inerente à legítima defesa da Etiópia e descreve a incursão como uma “invasão total”. Moradores de Adigrat disseram à BBC que soldados eritreus cruzaram para o norte da Etiópia rumo à área de confrontos no Tigré.

Egito, Eritreia, Sudão e Somália emitiram uma declaração conjunta após se reunirem no Novo Alamein, no Egito, afirmando “o princípio da liberdade de navegação” e que “a governança do Mar Vermelho é responsabilidade exclusiva dos Estados ribeirinhos”. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, renovou o apelo por acesso ao Mar Vermelho, dizendo que o país sem litoral vai trabalhar para garantir uma saída para o mar.

Testemunhas relatam campanha ampla de recrutamento forçado no Tigré, com alvo entre homens e meninos de 15 e 65 anos, segundo o The Guardian. O conflito recomeçou em 23 de setembro entre o governo federal da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), rompendo o acordo de Pretória de novembro de 2022. A organização Human Rights Watch afirma que autoridades do Tigré sequestram e recrutam civis ilegalmente, incluindo crianças de até 15 anos, desde ao menos abril de 2026.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, insistiu que o país sem litoral precisa ter acesso ao Mar Vermelho, apesar do conflito no norte. No Parlamento, ele disse que, pelo princípio de dar e receber, a Etiópia trabalhará diligentemente para garantir uma saída para o mar. Quatro dos cinco países que margeiam o Mar Vermelho – Egito, Eritreia, Sudão e Somália – se reuniram no domingo, segundo a Al Jazeera.

Ataques aéreos e fogo de artilharia atingiram a região do Tigré, no norte da Etiópia, na noite para segunda-feira, em confrontos entre o governo federal e rebeldes, segundo fontes de ajuda citadas pela Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Ataques aéreos mataram ao menos 17 pessoas a noroeste de Mequele, capital do Tigré tomada por forças federais no fim de semana, segundo boletim circulado entre grupos humanitários. Na manhã de segunda-feira, militares etíopes e forças tigrínias trocaram fogo pesado de artilharia perto do rio Tekeze, junto à cidade de Mai Tsebri, segundo o mesmo boletim.

Forças federais etíopes controlavam totalmente Mekelle, capital regional dos rebeldes do Tigré, segundo um jornalista local, no domingo em que os rivais regionais da Etiópia se reuniam no Egito. Os presidentes de Egito, Somália, Sudão e Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, tinham reunião marcada em Alamein no domingo para discutir o conflito, conforme a AFP. A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) afirmou ter saído temporariamente de Mekelle para operar de outro lugar, segundo a Al Jazeera.

Forças federais da Etiópia passaram a controlar Mekelle, capital regional do Tigré, depois que líderes e tropas da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) abandonaram a cidade sem combate no sábado, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu. Os presidentes do Egito, da Somália, do Sudão e da Eritreia, todos com relações difíceis com a Etiópia, estavam previstos para se reunir em Alamein, no Egito, no domingo, para discutir o conflito. A Etiópia acusa a Eritreia de apoiar diretamente os rebeldes do Tigré, com o apoio adicional de Sudão e Egito, o que os três países negam.

As forças do governo da Etiópia disseram ter tomado Mekelle dos combatentes do Tigré após uma semana de batalhas intensas. O Exército federal e combatentes pró-governo retomaram o aeroporto principal da capital da região norte do Tigré, com os rebeldes sendo vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas. Uma fonte com conhecimento dos fatos na cidade e uma fonte humanitária disseram à Reuters que as Forças de Defesa Nacional da Etiópia reassumiram o controle do aeroporto Alula Aba Nega, em Mekelle.

Forças federais etíopes e combatentes pró-governo retomaram o principal aeroporto de Mekelle, capital da região norte do Tigré, com rebeldes vistos deixando a cidade, segundo fontes não identificadas citadas pela Reuters e pela Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pela Al Jazeera. O aeroporto fica a cerca de 10 km do centro de Mekelle e foi um dos três aeródromos tomados pelos rebeldes no início dos combates, em 23 de setembro. A Al Jazeera ressalva que não pôde confirmar as informações de forma independente, com acesso da imprensa fortemente restrito na Etiópia e apagões significativos de comunicação.

Os combates se intensificaram no norte da Etiópia e se espalharam do Tigray para Amhara e Afar, segundo a Al Jazeera. Forças alinhadas ao governo dizem ter capturado a cidade estratégica de Alamata, no Tigray, em 28 de setembro, enquanto forças tigreanas avançaram para Afar, segundo a mesma emissora. Sete grupos armados e políticos anunciaram em 20 de setembro uma aliança para remover o governo de Abiy Ahmed e estabelecer um governo de transição inclusivo, ainda segundo a Al Jazeera.

A Etiópia ordenou o fechamento da sua embaixada na Eritreia e deu 48 horas para 10 diplomatas eritreus deixarem o país, segundo o ChimpReports. Na quinta-feira, a Eritreia disse que rompia os laços diplomáticos com a Etiópia, em resposta à expulsão anterior dos seus diplomatas de Adis Abeba, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Ahram Online. O Ministério das Relações Exteriores da Eritreia afirmou não ter outra opção senão reciprocar e cortar todos os laços: “A Eritreia não tem outra opção senão reciprocar na mesma moeda e cortar todos os laços diplomáticos com a Etiópia, com todos os corolários negativos que isso implica”, disse a pasta em nota no X.

Explosões foram ouvidas durante a noite em Adis Abeba, horas depois de a capital etíope instituir a proibição de voos de drones na cidade e nos arredores, segundo três fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters. Uma fonte ligada à Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival disse à Al Jazeera que a aliança realizou vários ataques com drones na capital, incluindo alguns contra o quartel-general militar. No terreno, as forças do governo avançaram do Amhara para dentro do Tigray, chegando a cerca de 40 quilômetros de Mekele, segundo o correspondente Muhammed Taha Tawakel, da Al Jazeera, que reportava do Afar na quarta-feira.

Os combates entre a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e o governo federal da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, recomeçaram na quarta-feira, levantando o temor de um retorno à guerra civil de 2020–2022, na qual morreram cerca de 600 mil pessoas. O Exército do Sudão negou no domingo as acusações do comandante do Exército etíope de que o Sudão e o Egito apoiam grupos armados que combatem tropas etíopes no norte do país, em comunicado que as chamou de “infundadas”, segundo a Al Jazeera.

Redes de telecomunicações e de internet pararam de funcionar no Tigré na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em meio à escalada dos combates no norte da Etiópia. Os serviços da estatal Ethio Telecom foram totalmente cortados, segundo a BBC, e o monitor de internet NetBlocks detectou uma interrupção correspondente aos relatos de apagão de telecomunicações na região, informou a Al Jazeera.

O Exército da Etiópia afirmou ter repelido ataques de forças do Tigré e de seus aliados em partes do norte do país, no primeiro comunicado militar desde a retomada dos combates, em 24 de setembro de 2026, segundo a BBC. Na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), que domina a região, tomou o controle de três aeroportos da polícia federal, entre eles o de Mekele, e a Ethiopian Airlines cancelou voos para o Tigré, informa a emissora britânica. Moradores de Mekele relataram que a cidade está calma, mas sob tensão, com combates fora do perímetro urbano e risco de corte de comunicações e de falta de dinheiro, ainda segundo a BBC.

Jovens do Tigré dizem estar deixando a região norte da Etiópia por medo de recrutamento forçado, em meio ao aumento das tensões políticas e militares no território, segundo a Al Jazeera; a organização de direitos humanos Human Rights Watch relatou em julho de 2026 que autoridades e forças do Tigré recrutaram à força civis, incluindo crianças de 15 anos, desde pelo menos abril de 2026; a Frente Popular de Libertação do Tigré (TPLF) contesta as acusações e afirma que os jovens aderem voluntariamente, segundo o mesmo veículo.

Sete grupos armados etíopes anunciaram a formação de uma aliança para derrubar o governo de Adis Abeba e instalar uma administração de transição, segundo a BBC e a Al Jazeera. A coalizão, batizada Aliança pela Sobrevivência (Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival), reúne a milícia Fano, de Amhara, o Exército de Libertação Oromo (OLA), a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) e quatro grupos menores: a Frente de Libertação Nacional de Ogaden (ONLF), a Frente Democrática Revolucionária do Povo Afar, o Movimento de Libertação do Povo Benishangul e o Movimento Democrático do Povo Gumuz. Juntos, cobrem seis das doze regiões do país. O líder da Fano, Zemene Kasse, vai presidir a aliança, segundo o vice-presidente da TPLF, Amanuel Assefa. O governo federal não comentou o anúncio.

Sete grupos armados etíopes, entre eles o Fano de Amhara, o Exército de Libertação Oromo (OLA) e a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF), anunciaram no domingo a formação da “Aliança pela Sobrevivência”, com o objetivo de derrubar o governo de Abiy Ahmed e instalar um governo de transição, segundo a BBC e a Al Jazeera; as autoridades federais ainda não responderam.

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