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Tema: Drones

ONU conta 306 mortos por drones no Sudão em três semanas

O escritório de direitos humanos da ONU documentou ao menos 306 mortos e centenas de feridos nas três primeiras semanas de outubro de 2026, em ataques atribuídos ao Exército sudanês e às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês). Em 29 de outubro, o governo do Sudão acusou a Etiópia de lançar 162 ataques com drones do seu território, sem verificação independente.

31 out 2026
Fluxo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, segundo achados preliminares, a Rússia usou mísseis KN-23 fabricados e fornecidos pela Coreia do Norte contra uma das principais instalações energéticas atingidas nos ataques da madrugada. Ele disse também que a Rússia usou 36 mísseis nos ataques noturnos e que apenas quatro foram interceptados, com escassez de interceptadores para sistemas Patriot. A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido 149 de 172 drones e quatro mísseis balísticos, em ataques dirigidos sobretudo à região de Kiev. O anúncio ocorre às vésperas de nova rodada de conversas trilaterais mediadas pelos Estados Unidos (EUA) em Abu Dhabi, a partir de terça-feira.

Em nova declaração, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebi, disse que o Irã suspendeu as restrições ao alcance de seus mísseis, segundo a agência iraniana ISNA, e afirmou ter transferido a produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas. Mohebi disse ainda que “todos os ativos tangíveis e intangíveis” de um “país hostil” estão ao alcance do Irã e que o país se prepara “sem qualquer limitação geográfica” para defender sua existência, identidade e integridade territorial.

O Ministério da Defesa da Rússia afirma que a defesa aérea interceptou e destruiu 411 drones ucranianos de asa fixa durante a noite sobre regiões russas e as águas do Azov e do Mar Negro. A refinaria de Saratov foi incendiada após ser alvo das forças ucranianas, enquanto um incêndio de grandes proporções atingiu a área da fábrica militar Almaz em Rostov. O governador de Oryol relatou um ataque massivo que danificou instalações produtivas no distrito Sovetsky da cidade de Oryol, e o ataque atingiu Rostov-on-Don, Taganrog e sete distritos da região.

A defesa aérea do Irã abateu dois drones MQ-9 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a TV estatal Press TV. A agência estatal IRNA havia relatado antes que testemunhas locais disseram que dois projéteis atingiram a área de Suza, na ilha de Qeshm. Um funcionário anônimo do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) disse à Al Jazeera que o comando “ouviu os relatos sobre a ilha de Qeshm”, que “as coisas estão relativamente calmas” e que não faria comentários.

A imprensa iraniana, citando a Guarda Revolucionária, afirmou na sexta-feira que a defesa aérea do país destruiu um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Não houve confirmação imediata de Washington. A agência Tasnim, citando um comunicado do Exército, falou em um drone MQ-9 abatido por sistemas de defesa aérea sobre Qeshm, modelo diferente do citado no primeiro relato. A Tasnim também informou que dois mísseis atingiram a ilha, sem informação oficial sobre eventuais danos.

As forças sudanesas detectaram mais de 180 drones nos últimos dois meses e abateram a maioria, segundo fonte militar citada pelo Sudan Tribune. Mais de 19 usinas elétricas em vários estados foram atacadas só na última semana, incluindo a de al-Marghiyat, em Omdurman. Drones atingiram também seis mercados, entre eles um em Nyala, no Darfur do Sul, além de instalações de energia, de água e de armazenamento de combustível. A coordenadora humanitária da ONU no Sudão, Denise Brown, disse que os ataques à infraestrutura energética ameaçam diretamente milhões de civis.

A explosão que matou um tripulante do petroleiro MT Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, no Golfo foi atribuída pela empresa grega Velos Tankers a um ataque de míssil na quinta-feira; o navio navegava em lastro rumo ao Bahrein quando foi atingido. A empresa disse que o tripulante foi encontrado ferido de forma fatal a bordo, depois de ter sido dado inicialmente como desaparecido. Não houve outros feridos; a tripulação apagou o fogo e o navio foi levado ao porto Khalifa Bin Salman, no Bahrein, onde será investigado. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, por meio da mídia iraniana, ter destruído um drone MQ-1 americano sobre a ilha de Qeshm. Não houve confirmação imediata dos Estados Unidos.

Ataques de drones que mataram ao menos 30 pessoas em Abyei em outubro acrescentaram “uma dimensão nova e preocupante” à segurança na área disputada, disse ao Conselho de Segurança o chefe de operações de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix. Os ataques de 19 de outubro foram os primeiros do tipo em Abyei, provocaram grandes incêndios, feriram cerca de 59 pessoas e forçaram dezenas de civis a deixar suas casas. Lacroix pediu uma investigação rápida e independente e que os dois governos mantenham o status desmilitarizado da área. Amiet, principal centro econômico de Abyei, é ponto de trânsito de mais de 49 mil refugiados e retornados que fugiram da guerra no Sudão. Sudão e Sudão do Sul retomaram as conversas formais em agosto, e o segundo encontro do mecanismo político e de segurança conjunto está marcado para Cartum, de 8 a 10 de novembro.

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que, na madrugada desta quinta-feira, um petroleiro que tentava cruzar a rota sul não autorizada do Estreito de Ormuz atingiu uma mina, pegou fogo e foi detido. Segundo o mesmo comunicado, um segundo superpetroleiro foi parado em chamas quando saía da mesma rota a leste de Ormuz, e um rebocador que se aproximou para ajudar a apagar o incêndio também pegou fogo. O IRGC disse que unidades de guerra eletrônica da sua Marinha assumiram o controle de dois drones LUCAS intrusos, guiando-os para pousar em segurança e apreendendo-os como espólio. A agência Xinhua descreve os LUCAS como drones de ataque não tripulados de baixo custo dos Estados Unidos, citando um comunicado de terça-feira do IRGC sobre dois desses aparelhos atingidos perto do porto de Bandar-e Khamir. O número de embarcações divergiu do divulgado na quarta-feira, quando o IRGC falou em quatro petroleiros destruídos na mesma rota. O comunicado de quinta-feira sustenta que Washington impõe aos contribuintes norte-americanos e aos aliados regionais os custos de seguro das embarcações avariadas.

O valor de mercado somado das quatro maiores defensoras sul-coreanas – Hanwha Aerospace, LIG D&A, Hyundai Rotem e Korea Aerospace – caiu para cerca de 62 trilhões de won (US$ 46,18 bilhões) no fim de outubro, ante o pico de 170 trilhões em 52 semanas. Analistas do Bank of America dizem que as prioridades de compra militar migram para drones, sistemas antidrone e defesa aérea, num quadro que inclui ainda resultados fracos, won mais forte e exportações atrasadas. O lucro operacional da Hanwha Aerospace no terceiro trimestre caiu mais de 46% na comparação anual, e suas ações acumulam queda de mais de 28% no ano, segundo a CNBC, em texto republicado pela JBIZNews.

Ataques com drones em várias partes do Sudão mataram ao menos 14 civis e feriram vários outros, enquanto os ataques à infraestrutura elétrica provocaram cortes generalizados de energia e interrupções no abastecimento de água. Os ataques mais recentes mataram oito pessoas em Um Dibo, na localidade de El Sunut, em Kordofan Ocidental, na noite de segunda-feira, e feriram três. Na terça-feira, ao menos quatro pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas quando um drone atingiu um posto de combustível no mercado central de El Abbasiya Tagali, em Kordofan do Sul. Quinze subestações foram atingidas desde o início de outubro, segundo o grupo de direitos humanos sudanês Emergency Lawyers. A barragem de Merowe, com capacidade de 1.250 megawatts, é agora a última grande fonte de eletricidade do país, fornecendo mais de 70% da energia do Sudão, segundo um funcionário da Electricity Holding Company. A Liga Árabe condenou os ataques repetidos que atribuiu às Forças de Apoio Rápido (RSF) contra instalações de energia em Cartum, El Gezira, Sennar, El Gedaref, Rio Nilo e estados do Mar Vermelho.

O Ministério da Defesa do Japão estimou em cerca de 80 trilhões de ienes (cerca de US$ 507 bilhões) o custo do plano quinquenal de defesa que começa no ano fiscal de 2027, quase o dobro do valor do plano atual. O número é preliminar: por restrições orçamentárias, o governo deve revisar as compras de equipamentos e outros gastos e ajustar o total para perto da faixa superior de 70 trilhões de ienes (cerca de US$ 443,5 bilhões). O novo gasto deve financiar compras como uma grande quantidade de drones, segundo fonte a par do assunto. A revisão ocorre com prazo até o fim do ano para a atualização de três documentos-chave de segurança do país.

A fabricante turca Baykar afirmou que dois drones de ataque lançados de um Bayraktar TB2 atingiram seus alvos em um teste de voo no noroeste da Turquia. O TB2 decolou do Centro de Treinamento e Testes de Voo de Kesan, na província de Edirne, levando 16 drones de visão em primeira pessoa (FPV) desenvolvidos pela Skydagger, liberou dois deles sobre a área de teste e serviu de retransmissor de comunicações no ar para que os operadores guiassem os drones menores até os alvos. A Baykar afirma ter contratos de exportação do TB2 com 36 países e do drone de combate Akinci com 16, cobrindo 39 países nos dois programas.

A Rússia atacou durante a noite com 310 drones, incluindo 81 de propulsão a jato, segundo a Força Aérea da Ucrânia, que afirmou ter abatido ou suprimido 272 drones de vários tipos. Os ataques provocaram cortes de energia e água por horas em Kiev e nas regiões vizinhas, e moradores da capital foram orientados a usar bebedouros públicos antes do restabelecimento. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido 709 drones ucranianos na noite anterior. A varejista Ozon disse que um ataque de drone causou um incêndio em seu centro logístico em Adygeysk, na Adiguésia, mas que não houve vítimas.

Ataques de drones ucranianos mataram três pessoas na região russa de Belgorod, enquanto ataques cortaram a energia de várias cidades na Ucrânia e em partes da Crimeia ocupada pela Rússia, segundo autoridades. O presidente Volodymyr Zelensky disse que os ataques noturnos russos danificaram instalações de geração e subestações em nove regiões, deixando cidades com cortes emergenciais. O Ministério da Defesa russo confirmou no Telegram que atingiu duas usinas nas regiões de Kiev e Jitomir e afirmou ter abatido 709 drones ucranianos em 14 regiões, na Crimeia e nos mares Negro e de Azov. No sul da Rússia, um ataque de drones ucranianos provocou incêndio em um centro de distribuição da Ozon em Adygeysk, na república da Adiguésia, segundo o chefe regional, Murat Kumpilov. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse esperar que Trump siga com os esforços de paz depois da vitória democrata e tratou eventuais mudanças no Congresso como assunto interno dos Estados Unidos: “O presidente Trump continua exercendo seus poderes. Esperamos sinceramente que ele também continue seus esforços de paz”.

Um ataque contra supostos membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) no estado venezuelano de Apure, perto da fronteira com a Colômbia, teve apoio de inteligência e de drones dos Estados Unidos, segundo quatro funcionários norte-americanos citados pelo New York Times. A operação ocorreu na sexta-feira passada, e um oficial militar venezuelano de alto escalão confirmou o ataque. A organização não governamental Fundaredes, a primeira a alarmar sobre o caso, contabilizou 23 mortos e número indeterminado de feridos no bombardeio a uma base do ELN usada como centro de distribuição de cocaína, a partir de testemunhos de sobreviventes e de moradores que o Times recolheu. Repórteres locais da Alianza Rebelde Investiga identificaram oito dos mortos, entre eles dois colombianos e quatro mexicanos, com informações do necrotério, do hospital e do cemitério de San Fernando de Apure. As autoridades venezuelanas contabilizavam até o momento 19 mortos na operação, número menor que o da Fundaredes. O ataque ocorreu depois de os Estados Unidos destituírem Nicolás Maduro pela força e de o governo venezuelano passar ao controle de um governo alinhado a Donald Trump, segundo o Infobae, em texto do New York Times.

A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo após atingirem minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo a agência semioficial Tasnim, a IRGC disse que dois dos navios ainda queimavam e que outros dois petroleiros foram interceptados quando tentavam usar uma rota proibida ao sul do estreito. A BBC Verify investigou as alegações e não encontrou nenhuma evidência de que quatro petroleiros tenham sido destruídos. Em incidente separado, o centro UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 14 milhas náuticas (26 km) a nordeste de Limah, na península de Musandam, em Omã, na noite de terça-feira, sem vítimas. A IRGC também afirmou ter abatido mais um drone MQ-9 americano sobre o Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto dos embarques globais de petróleo e gás, está efetivamente fechado desde o início da guerra com o Irã, por causa de ataques iranianos a navios comerciais e do bloqueio naval americano.

A coordenadora residente e humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Denise Brown, afirmou que houve um padrão intenso de ataques de drones nas últimas semanas contra infraestrutura civil, com fontes de energia e combustível aparentemente atingidas de forma sistemática. Em um hospital nos arredores de Cartum, a queda de energia interrompeu o tratamento de 25 pacientes que dependiam de diálise, e o hospital não tem gerador nem painéis solares. Centenas de caminhões de ajuda estão parados por falta de combustível, e há filas de quilômetros por combustível na capital. O Programa Mundial de Alimentos registrou sete ataques a seus comboios neste ano e 20 nos últimos dois anos. Brown disse não saber de onde partem os ataques e pediu que a mensagem de que eles têm de parar chegue a quem precisa ouvi-la.

O Ministério da Defesa de Israel começou neste mês a atualizar a cerca de segurança “Hourglass” ao longo da Faixa de Gaza, segundo o Jerusalem Post, com base nas lições do ataque de 7 de outubro e da guerra contra o Hezbollah. Uma das cinco frentes de obra prevê tecnologias e métodos para conter ameaças a baixa altitude, em especial drones de fibra ótica usados pelo Hezbollah no sul do Líbano. A cerca de 64 quilômetros havia sido criticada por ter sido rompida em dezenas de pontos.

Um centro logístico da Ozon em Adygeysk foi atingido por um ataque de drone, e os funcionários foram evacuados. Segundo informação preliminar, ninguém se feriu, afirma a assessoria da empresa. Um incêndio começou no galpão depois do ataque, e os serviços de emergência atuavam no local.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis no Iêmen afirma ter interceptado um drone na região de Meca, que abriga a cidade mais sagrada do islã, enquanto os houthis contabilizaram 17 mortos no país em dois dias, segundo o The Hindu. A Arábia Saudita já acusou os houthis várias vezes de atacar Meca e Medina, acusações que o grupo nega sistematicamente.

A administração da usina nuclear de Zaporizhzhia, sob controle russo, afirmou nesta terça-feira que um drone ucraniano matou duas pessoas em um carro, entre elas uma funcionária da usina, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. O comunicado não indica onde ocorreu o ataque e afirma que a funcionária é a terceira morta em duas semanas e a 13ª desde abril. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou na semana passada que um funcionário da usina havia sido morto, sem dar detalhes. A Ucrânia não comentou a acusação. Forças russas tomaram a usina, a maior da Europa, com seis reatores, nas primeiras semanas da invasão iniciada em fevereiro de 2022. A instalação está desligada, e o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, pede repetidamente contenção militar no entorno.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que dois drones norte-americanos LUCAS foram destruídos sobre Bandar-e Khamir pela unidade de defesa aérea Imam Sajjad, integrada à rede nacional de defesa aérea. Na noite anterior, a corporação havia anunciado a queda de dois drones de reconhecimento MQM-170 ao sul da ilha de Qeshm por guerra eletrônica e afirmou que o número de aparelhos desse tipo capturados chegou a quatro.

O balanço de mortos no ataque russo a um local de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhia, subiu a 31 nesta terça-feira, com dezenas de pessoas ainda desaparecidas sob os escombros. Entre os mortos estão quatro policiais e dois socorristas, segundo o chefe interino da administração militar regional, Mykhailo Semikin, e ao menos cinco pessoas ficaram feridas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra nove regiões, provocando cortes emergenciais de energia. Em Kharkiv, um ataque combinado de mísseis e drones russos feriu ao menos 62 pessoas, segundo as autoridades locais. O Ministério da Defesa da Rússia disse ter derrubado 856 drones ucranianos na noite anterior, e o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 493 drones foram lançados contra a capital.

As Forças Armadas de Taiwan querem adquirir mais de 1.400 drones costeiros de vigilância e reconhecimento, mais de 200 mil drones costeiros de ataque e 1.320 embarcações de superfície não tripuladas de ataque em uma só direção. O Parlamento aprovou em 27 de agosto a lei que prevê 240 bilhões de novos dólares taiwaneses em seis anos, com prioridade de compra para sistemas não tripulados de produção nacional de baixo custo e alto desempenho. A empresa norte-americana Maritime Tactical Systems anunciou que a guarda costeira taiwanesa comprará 25 de suas embarcações não tripuladas, fabricadas nos Estados Unidos e em Taiwan, e o país quer se tornar um polo asiático de produção de drones sem componentes chineses, aproveitando a liderança em inteligência artificial e semicondutores.

O governador de Yaroslavl, Mikhail Yevrayev, afirmou que dois funcionários da refinaria de Yaroslavl sofreram ferimentos por estilhaços em um ataque noturno de drones ucranianos e foram hospitalizados, com a infraestrutura da refinaria danificada apesar de defesas e guerra eletrônica terem repelido, segundo ele, 124 drones; as defesas russas afirmam ainda que 493 drones voaram em direção a Moscou entre a noite de 2 e a manhã de 3 de novembro, com 187 neutralizados na aproximação da capital.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter derrubado mais dois drones MQM-170 dos Estados Unidos sobre a ilha de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do Estreito de Ormuz.

O governo do Japão e a coalizão governista avaliam fixar o gasto de defesa dos cinco anos a partir de abril de 2027 entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes (US$ 457 bilhões a US$ 508 bilhões), cerca de 1,8 vez os 43 trilhões de ienes do plano atual, segundo o South China Morning Post (SCMP), que cita fontes ouvidas pela Reuters. Parte do dinheiro deve financiar compras como grandes quantidades de drones, e a fraqueza do iene elevou o custo da aquisição de equipamentos, disse uma das fontes.

O Sudão apresentou queixa contra a Etiópia ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana depois de uma série de ataques mortais com drones neste ano, segundo o Al Jazeera.

Mianmar trava a segunda guerra de drones mais intensa do mundo, depois do conflito entre Rússia e Ucrânia, segundo o El País. Um relatório da London School of Economics (LSE) chega à mesma conclusão e aponta a guerra em Mianmar como a segunda mais intensa em ataques de drones depois da invasão russa da Ucrânia. A junta militar, que tomou o poder em 2021, é responsável por sete em cada dez ataques de drones no país, numa guerra com uma oposição dividida em dezenas de grupos armados.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter capturado intacto um drone americano de reconhecimento e engodo a oeste do Estreito de Ormuz, após assumir o controle de seus sistemas de orientação e comando, segundo a agência iraniana IRNA. De acordo com a nota da Guarda Revolucionária, a missão do drone era identificar sistemas de defesa aérea iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico e no entorno do Estreito de Ormuz, e a análise dos dados recuperados indicava que ele decolou da costa de um país do sul do Golfo Pérsico.

O líder da Coreia do Norte, Kim, visitou na quinta-feira uma exibição de drones de ataque e de outros tipos que, segundo a agência estatal KCNA, mostram avanços recentes da tecnologia aeronáutica não tripulada do país. No discurso na exibição, Kim defendeu conquistar “a superioridade absoluta na tecnologia de drones” e anunciou medidas, não especificadas, para “expandir e fortalecer rapidamente a tecnologia aeronáutica não tripulada”, informou a Associated Press (AP), citando a KCNA.

Ao menos 14 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em vários ataques de drones na quinta-feira (29 de outubro) contra um campo de deslocados na região de Amhara, segundo três testemunhas ouvidas pela AFP em reportagem publicada pelo The Hindu. Mídia local e monitores de conflito relataram pelo menos 16 civis mortos e 22 feridos no ataque de quinta-feira contra um campo de deslocados por conflito no norte de Amhara. O campo abriga mais de 1.800 deslocados internos, muitos dos quais fugiram da violência na região de Oromia, incluindo a área de Wollega, segundo a Anadolu.

A Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, perto de Meca, a cidade mais sagrada do islã, alegação que os houthis negam. O porta-voz militar houthi Yahya Saree classificou o relato da coalizão como falso, em publicação no X, e disse que o grupo não realizou nenhuma operação contra território saudita; suas ações miram instalações de petróleo e bases militares sauditas, segundo a Reuters.

Kim Jong-un colocou o desenvolvimento de drones e a incorporação de inteligência artificial a sistemas de armas entre as prioridades centrais da modernização militar da Coreia do Norte, na mostra Unmanned Aeronautical Technology Development 2026, segundo a TASS. A mostra, realizada em 29 de outubro, exibiu drones multiuso para missões estratégicas e tático-operacionais, drones kamikaze de ataque e outros sistemas de combate, conforme a agência estatal russa.

O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, disse nesta sexta-feira que a defesa aérea russa destruiu 16 drones que voavam em direção à capital e que equipes de emergência atuam nos locais onde caíram destroços, segundo a agência estatal TASS.

Kim Jong-un acompanhou uma exposição de tecnologia aérea não tripulada e uma demonstração de armas com drones suicidas, mísseis de cruzeiro e um lançador múltiplo de 600 milímetros, informou a agência estatal KCNA segundo a Yonhap. O lançador, conhecido como “Sniper”, foi exibido em exercício de tiro pela primeira vez em público, e a KCNA afirmou que mísseis ar-terra disparados de drones suicidas e de drones multipropósito, junto com mísseis de cruzeiro, atingiram um alvo numa ilha “com 100% de precisão” – alegação da agência estatal, sem verificação independente. Em discurso, Kim pediu a expansão rápida das capacidades aéreas não tripuladas do país e avanços em tecnologia aérea não tripulada e inteligência artificial de defesa.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que derrubou intacto um drone espião norte-americano MQM-170 numa operação ofensiva de guerra eletrônica a oeste do Estreito de Ormuz, segundo a agência Mehr. Na versão da Guarda, a missão do drone era reconhecer os sistemas de defesa aérea do Irã ao longo da costa do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz.

O governo do Sudão acusou a Etiópia de ceder plataformas em seu território para o lançamento de drones que tiveram o país como alvo recentemente, na quarta-feira, e alertou para riscos à segurança e à estabilidade regionais, segundo a agência chinesa Xinhua. O chanceler sudanês, Khalid, disse que o Sudão se reserva o direito de defender sua segurança por todos os meios legítimos. Nos últimos três dias, drones que a agência associa às Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram estações de energia em vários estados sudaneses.

Um ataque com drone contra um mercado em Nyala, capital de fato das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur, matou 21 pessoas e feriu ao menos 40, segundo uma fonte médica e testemunhas ouvidas pela AFP, em texto publicado pelo Asharq Al-Awsat. No leste do país, as RSF lançaram um ataque coordenado com drones contra cinco usinas de energia, provocando apagões em massa, segundo um funcionário do governo citado pelo Guardian.

Ataques com drones mataram ao menos 306 pessoas nas três primeiras semanas de outubro no Sudão, atingindo casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Cordofão, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados em ações atribuídas às Forças Armadas do Sudão (SAF) e às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU); o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmou que os drones já respondem pela maioria das mortes civis no conflito neste ano.

O assessor de tecnologia de defesa do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Serhii Beskrestnov, disse no domingo que as restrições existentes ao emprego da rede Starlink na Ucrânia impediam o uso para ataques com drones, segundo o Hindustan Times. No sábado, Elon Musk havia escrito no X que “usar a Starlink, um serviço comercial civil, para ataques ofensivos com drones para matar pessoas nunca foi permitido, nem deveria ser”.

Pelo menos três pessoas morreram e 16 ficaram feridas em ataques ucranianos contra a Rússia, e 10 ficaram feridas em ataques russos contra a Ucrânia, segundo autoridades dos dois países, neste domingo. Em Belgorod, uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas num ataque noturno de drones em larga escala, disse o governador regional, Alexander Shuvaev, na plataforma russa Max. Na Ucrânia, 10 pessoas, entre elas três socorristas, ficaram feridas em ataques russos em Kharkiv e Vinnytsia, segundo o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.

O centro de Belgorod, no oeste da Rússia, sofreu um ataque massivo de drones ucranianos com danos significativos e vítimas, segundo o prefeito Valentin Demidov. Em publicação em seu canal no Max, ele afirmou que o ataque atingiu bairros residenciais do centro da cidade, com danos a edifícios residenciais, carros e instalações sociais e comerciais, e que relatos preliminares indicam vítimas.

A Ozon afirmou que seu centro logístico em Omsk sofreu um ataque de drone, com evacuação de todos os funcionários e incêndio no local, sem feridos, segundo informação preliminar. Segundo a TASS, a defesa aérea russa repelía o ataque quando os drones chegaram ao polo industrial Norte da região, e os serviços de emergência trabalhavam no local. Restrições temporárias a pousos e decolagens haviam sido impostas no aeroporto de Omsk mais cedo neste sábado.

O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).

Ataques de drones mataram ao menos seis crianças em idade escolar e feriram mais de 20 em uma escola primária na Etiópia, segundo relatos preliminares. O ataque atingiu a Escola Primária de Sana, no distrito de Dera, na zona de Gondar do Sul, em Amhara, na terça-feira, 20 de outubro, entre 10h e 11h, segundo o Addis Standard, em texto republicado pelo AllAfrica. Em outro ataque, em Finaruo, no distrito de Saharti Samre, na zona sudeste do Tigray, quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas enquanto carregavam gado em um caminhão, segundo moradores. O Addis Standard afirmou não ter conseguido estabelecer de forma independente as circunstâncias dos dois ataques nem obter resposta do Exército etíope.

Uma onda de ataques com drones em todo o Sudão matou mais de 160 pessoas nos últimos dias, segundo a Al Jazeera. O ataque mais letal ocorreu perto de um mercado na cidade de al-Dabba, em Cordofão Ocidental, onde um drone atingiu um centro de transporte e matou 80 pessoas. O país vive uma guerra entre forças militares rivais desde abril de 2023.

Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita, segundo a autoridade de aviação civil saudita. A autoridade confirmou o balanço na noite de quarta-feira, segundo o Jerusalem Post. A Autoridade Geral de Aviação Civil (GACA) informou que os feridos foram levados imediatamente ao hospital, com quadros de leves a graves, segundo a TRT World. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, Turki Al-Maliki, disse que as defesas aéreas interceptaram e destruíram quatro drones na Província Oriental do país, em publicação no X, segundo o Middle East Eye.

A Rússia responderá com firmeza ao fornecimento de drones de combate à Ucrânia por uma empresa japonesa, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em coletiva de imprensa, segundo a agência TASS. A agência não informou o nome da empresa nem qual resposta está em estudo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou fortemente nesta terça-feira ataques com drones contra civis e infraestrutura crítica em todo o Sudão, segundo a CGTN. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que a ONU condena fortemente o relato da morte de dezenas de civis em um ataque com drone a um mercado na localidade de Al Dibab, no estado do Cordofão Ocidental, no domingo. Na terça-feira, drones danificaram a principal estação de energia da cidade de Tendalti, no estado do Nilo Branco, segundo Dujarric.

O Exército da Ucrânia divulgou imagens do que afirma ser o primeiro transporte aéreo mundial por drone de um soldado ferido na linha de frente, segundo a BBC. A 92ª Brigada de Assalto disse que uma missão de resgate terrestre não era possível, porque o militar estava cercado por minas e havia alta atividade de drones russos na área; segundo a brigada, um hexacóptero “pesado”, pilotado por um operador remoto, conseguiu manter estabilidade durante a operação “muito difícil”. A BBC Verify confirmou a identidade dos militares que aparecem no vídeo e não encontrou sinais de geração por inteligência artificial nem de manipulação.

Um ataque com drone perto de um mercado em al-Dibab, no Kordofan Ocidental, matou 80 pessoas no domingo à noite, a maioria deles passageiros que esperavam transporte para casa, segundo o The Guardian. Uma testemunha disse ao jornal que o drone atingiu duas vezes o centro de transportes de al-Dibab, um dos ataques isolados mais mortais da guerra.

As forças do Mali e o Africa Corps russo fizeram 47 ataques com drones que mataram 94 civis entre abril e agosto, contra 22 ataques e 44 mortos no mesmo período do ano anterior, em ações descritas como aparentemente indiscriminadas, incluindo o de 19 de agosto contra um mercado de gado em Bandiagara que matou seis homens, segundo dados do monitor Armed Conflict Location and Event Data Project (ACLED) citados em relatório da Human Rights Watch (HRW), em texto do Times of India.

O exército do Sudão afirmou ter atingido centros de comando das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur do Sul, mas a RSF e seus aliados afirmam que um mercado de gado lotado foi atingido. Um ataque de drone ao mercado de gado em Nyala matou 30 pessoas na sexta-feira, segundo a Agence France-Presse (AFP). Em comunicado, o grupo paramilitar disse que o ataque atingiu uma área civil densamente povoada e que relatórios preliminares indicavam 17 mulheres e cinco crianças entre os mortos.

Ao menos uma pessoa morreu e ao menos cinco ficaram feridas em ataque noturno a São Petersburgo que atingiu duas instalações petrolíferas da cidade, segundo a BBC. O governador da região, Alexander Beglov, disse que incêndios eram combatidos no Terminal de Petróleo de São Petersburgo e no depósito Ruchyi, e que 12 prédios de apartamentos e duas casas foram danificados, com o aeroporto de Pulkovo fechado temporariamente. Um centro logístico da Ozon e um data center da VKontakte também foram atingidos. A Ucrânia ainda não comentou os ataques, e o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido mais de mil drones ucranianos sobre território russo na noite, segundo a BBC.

Ataques ucranianos incendiaram no domingo um terminal de exportação de petróleo em São Petersburgo e deixaram uma pessoa morta e cinco feridas, segundo o governador local, Alexander Beglov, em texto da Associated Press (AP) republicado pela WTOP. Os incêndios atingiram o Petersburg Oil Terminal e o depósito Ruchi, e o Ministério da Defesa da Rússia disse ter destruído 1.015 drones ucranianos sobre 15 regiões russas, a Crimeia anexada e o mar Negro, parte de mais de 1.000 drones que Kiev lançou em um dos maiores bombardeios aéreos já feitos pela Ucrânia na guerra.

Seis navios foram atacados em 10 dias no mar Negro por drones suspeitos de serem russos (entre eles o Able e o Chelsea-3), uma escalada do conflito marítimo que pressiona as fronteiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo o The Guardian. Até quinta-feira, os ataques já alcançavam o espaço aéreo e as águas territoriais da Romênia; o Alfa Watan, de propriedade turca e com destino ao porto romeno de Sulina, foi atingido por drones aéreos e navais suspeitos de serem russos. Dois navios-tanque de produtos químicos, o Wine Trader e o Yara J, foram atacados e ficaram em chamas, e mais sete marinheiros seguiam desaparecidos.

Forças ucranianas lançaram um ataque massivo de drones contra São Petersburgo e a região de Leningrado, e a defesa aérea russa abateu 126 deles sobre a região, segundo o governador Alexander Drozdenko. O aeroporto de Pulkovo suspendeu todas as chegadas e partidas, segundo a agência russa Rosaviatsia, e drones atingiram o Terminal Petroleiro de São Petersburgo e infraestrutura civil em quatro distritos da cidade, sem vítimas, segundo o governador Alexander Beglov. A empresa VK confirmou um ataque de drone contra seu data center na região de Leningrado e disse que os serviços seguem disponíveis normalmente aos usuários.

O Japão recorre cada vez mais a empresas estrangeiras para acelerar a modernização militar, buscando tecnologia, conhecimento e capacidade de produção no exterior para tapar lacunas de defesa que podem se mostrar críticas num eventual conflito regional envolvendo a China, segundo o South China Morning Post (SCMP). O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, confirmou na sexta-feira passada que o país assinou um contrato para comprar drones interceptadores da startup ucraniana SkyFall, segundo o SCMP.

As forças ucranianas atingiram uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan, disseram autoridades russas, horas depois de Volodymyr Zelensky afirmar que a Ucrânia retomaria os ataques a instalações de energia da Rússia, segundo o OilPrice. O governador de Ryazan, Pavel Malkov, disse num post no Telegram que “nossa região foi alvo de um ataque massivo de drones” e que “um incêndio começou na refinaria de petróleo”. Em Bruxelas, ao reagir às críticas de Donald Trump, Zelensky disse que “está apenas defendendo os interesses da Ucrânia”, segundo o Opera Mundi.

Nove senadores dos Estados Unidos (EUA), liderados por Jeanne Shaheen e Thom Tillis, pediram ao inspetor-geral do Departamento de Defesa, Platte Moring III, uma investigação sobre a interrupção dos sistemas Starshield na Ucrânia. Segundo relatos citados pelos senadores, restrições de velocidade impostas aos terminais Starlink da SpaceX entre 12 e 14 de outubro de 2026 interromperam capacidades críticas de comunicação que apoiam veículos aéreos não tripulados e aeronaves de asa fixa e rotativa da Ucrânia. Os senadores afirmaram estar alarmados com incidentes em que pessoal diplomático, militar e de segurança dos EUA não conseguiu alcançar bunkers designados durante ataques aéreos russos, e querem apurar se autoridades do governo dos EUA direcionaram, autorizaram, aprovaram ou tiveram conhecimento prévio das mudanças.

Drones atingiram dois petroleiros perto da costa romena do Mar Negro e incendiaram as embarcações, deixando sete marinheiros desaparecidos, segundo o The Guardian. Os desaparecidos eram tripulantes do Wine Trader, petroleiro de bandeira de San Marino que viajava da Tunísia para a Romênia. O Wine Trader relatou explosões e incêndio a cerca de 13 milhas náuticas (24 km) a leste da foz do rio Danúbio, em Sulina, na manhã de quinta-feira, segundo a BBC. Uma fonte militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse à Reuters que os drones que atingiram o Wine Trader e o Yara J partiram da Rússia, segundo o The Guardian. O presidente da Romênia, Nicușor Dan, classificou a situação no Mar Negro como grave: “Navios comerciais estão sendo atacados e afundados”, escreveu no X.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse se sentir traído por Donald Trump pela limitação do acesso ao Starlink e acusou o presidente dos Estados Unidos (EUA) de ter ficado do outro lado, o que arrisca uma ruptura nas relações entre os EUA e a Ucrânia. O Exército ucraniano relatou que o sistema, produzido pela SpaceX de Elon Musk mas administrado pelo governo dos EUA, deixou de funcionar em terminais em movimento a mais de 100 mph, o que inviabilizou a maioria dos drones ucranianos de ataque atrás das linhas e afetou a defesa contra drones russos sobre Kiev, segundo o Guardian. Zelensky disse ainda à BBC que a Ucrânia vai retomar os ataques contra refinarias russas e que a pausa decorreu da vontade política, não de um problema técnico.

A Ucrânia acusou a SpaceX, de Elon Musk, de limitar os serviços do Starlink e prejudicar seus drones, enquanto mísseis russos derrubavam estações de energia em ataques que o presidente Volodymyr Zelensky chamou de “desrespeito ostentoso” a Donald Trump. O assessor externo de Zelensky e especialista em comunicações e sistemas não tripulados, Serhiy Beskrestnov, disse que a SpaceX limitou durante a noite a velocidade dos terminais de internet por satélite usados pelo Exército ucraniano. Em entrevista à NPR, Zelensky disse que os Estados Unidos (EUA) avisaram a Ucrânia que poderiam suspender o compartilhamento de inteligência e que seus generais relataram ter sido notificados dessa possibilidade em nível militar.

Os ataques com mísseis e drones do Irã a navios no Estreito de Ormuz e nos arredores foram os mais intensos nas duas semanas até 11 de outubro, o maior nível desde o início dos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, há sete meses, segundo o Financial Times, em relato do Middle East Eye. Só no domingo seis embarcações foram atacadas, o dia mais letal contra a navegação perto do estreito desde o começo do conflito, pelo cálculo do jornal. Os embarques de petróleo por Ormuz caíram a 2,9 milhões de barris em 11 de outubro, o menor volume diário do mês, segundo a Kpler.

Um ataque de drone russo a um prédio residencial em Kiev matou duas pessoas na noite de segunda-feira, segundo o Ministério Público da capital ucraniana: uma mulher de 59 anos e uma pessoa que estava em um carro perto do edifício. Segundo a Reuters, o ataque a um prédio residencial alto em um subúrbio de Kiev matou duas pessoas e feriu ao menos nove, enquanto ataques em outras regiões da Ucrânia mataram ao menos seis, disseram autoridades ucranianas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu que a União Europeia (UE) vai destinar nesta semana mais fundos para a Ucrânia comprar drones e mísseis, após reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, segundo o The New Voice of Ukraine, que registra que a Ucrânia recebeu em 7 de outubro mais € 1,24 bilhão do programa Ukraine Support Loan, dedicados a drones e mísseis de fabricação ucraniana. Von der Leyen disse que a Ucrânia estará no centro do Conselho Europeu desta semana, com discussão das necessidades de financiamento do próximo ano, segundo a TASS.

Um civil morreu e três pessoas ficaram feridas, incluindo dois adolescentes, em ataques de drones ucranianos na região russa de Belgorod, segundo o centro regional de resposta a emergências. Um homem morreu após um drone atingir seu carro na estrada Posokhovo-Kazinka, e um garoto de 15 anos e uma garota de 13 ficaram feridos na vila de Novostroyevka-Pervaya.

O governador da região de Bryansk, Yegor Kovalchuk, afirmou que um homem morreu e duas mulheres ficaram feridas em ataques ucranianos na região. Segundo ele, um drone kamikaze atingiu a vila de Sluchok e feriu gravemente um morador, que morreu no hospital.

Um relatório do Congressional Research Service divulgado nesta semana aponta que os Estados Unidos (EUA) tiveram 81 aeronaves militares destruídas ou danificadas na guerra com o Irã, segundo a CNN. O número inclui aviões, helicópteros e drones, e os drones MQ-9 Reaper respondem por mais da metade das perdas; a lista inclui um caça F-35A e uma aeronave E-3 Sentry. O custo total das aeronaves perdidas fica entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões, segundo o Congressional Budget Office (CBO) citado no relatório.

O comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) elaborou um novo plano de defesa para o flanco leste da aliança, com foco em drones e inteligência artificial, a ser apresentado em 12 de outubro ao comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, segundo a TASS. O chefe do Comitê Militar da OTAN, Giuseppe Cavo Dragone, disse que o plano, batizado “Theory of Victory”, busca garantir que a guerra nunca comece, porque quem ameaça a aliança está convencido de não iniciá-la, e não é dirigido contra a Rússia, segundo a TASS, a partir de entrevista à La Repubblica.

Moradores de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, estão sendo forçados a deixar a cidade com a intensificação dos ataques de drones, segundo a France 24. Na noite de 8 de outubro, duas pessoas foram mortas em um ataque de drone russo contra um carro civil no centro da cidade, elevando a 32 o número de mortos em Kramatorsk ao longo do dia, segundo o conselho municipal citado pela Ukrainska Pravda.

Ao menos 81 aeronaves militares dos Estados Unidos (EUA), entre caças e drones, foram perdidas ou danificadas na Operação Epic Fury contra o Irã, segundo relatório do Congressional Budget Office (CBO) divulgado na segunda-feira e noticiado pela Al Jazeera. O CBO estimou o custo das perdas de aeronaves até 1º de agosto entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões. Entre as aeronaves estão 12 caças F-15E, um F-35A e sete aviões-tanque KC-135; 45 das 81 são drones MQ-9 Reaper. Em relatório separado de setembro, o CBO estimou o custo total da guerra com o Irã até 1º de agosto em cerca de US$ 38 bilhões.

A Alemanha anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia de cerca de 1 bilhão de euros, com interceptadores a jato, armas de longo alcance e tecnologia espacial, segundo o Breaking Defense. O pacote inclui dezenas de milhares de drones interceptadores da Quantum Systems, que serão produzidos na Ucrânia e usados contra a intensificada campanha russa de ataques com drones. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou um pacote alemão superior a 1,3 bilhão de euros, incluindo verba para interceptadores contra Shaheds a jato, segundo a UkraineToday.

A Yandex suspendeu nesta quinta-feira as operações de um de seus principais data centers após um ataque com drone, em meio à campanha ucraniana contra a infraestrutura russa, segundo a CNBC. O ataque provocou incêndio no data center da empresa em Sasovo, na região de Ryazan, no oeste da Rússia, e afetou parte da infraestrutura, disse a Yandex à CNBC. Grupos de fontes abertas (OSINT) Exilenova+ e ASTRA identificaram o local como o Yandex DC Sasovo, que a própria empresa descreve como seu maior data center, segundo o Kyiv Independent.

Cerca de sete mil soldados estavam em Camp Buehring, no Kuwait, e a maioria foi retirada antes do início dos combates, segundo o Jerusalem Post, a partir da CBS News. As tropas remanescentes deixaram a base à noite em veículos, levando equipamento, e montaram bases avançadas no deserto do Kuwait, depois de ataques com mísseis balísticos e drones e do que três militares identificaram como aeronaves F-5 iranianas. Nenhum soldado morreu por fogo inimigo em Camp Buehring ou nas posições no deserto, embora vários tenham ficado feridos.

Vídeos obtidos pela CBS News mostram ataques iranianos com mísseis balísticos, drones e jatos F-5 contra a base norte-americana de Camp Buehring, no Kuwait, no início da guerra, segundo a emissora. Militares ouvidos pela CBS disseram que a base foi abandonada e que as tropas seguiram à noite para o deserto, onde montaram bases avançadas; ninguém morreu por fogo inimigo ali, segundo a CBS News.

O balanço do ataque russo da noite de 6 para 7 de outubro subiu de dois para ao menos 11 mortos e mais de 34 feridos em Pryluky, Dnipro, Kremenchuk, Zaporijia e Kiev, segundo o The Guardian. A Força Aérea Ucraniana diz, segundo a Reuters, em texto republicado pelo G1, que a Rússia lançou 130 drones e 48 mísseis de cruzeiro e balísticos e que 161 alvos foram abatidos; o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter feito um “ataque maciço” contra o complexo militar-industrial. Volodymyr Zelenskyy disse que os mísseis balísticos russos seguem sendo o maior desafio e que pacotes de defesa aérea são uma necessidade vital.

O ataque ao aeroporto de Aden ganha detalhes: um míssil caiu perto da pista minutos antes do pouso de um voo vindo do Cairo, segundo a Al Jazeera via governo iemenita. O governo iemenita diz que os houthis miraram pista e terminal de passageiros com ao menos dois mísseis balísticos e drones; os houthis dizem ter mirado suprimentos militares sauditas no acampamento Badr, e a coalizão liderada pelos sauditas diz ter interceptado um míssil balístico ao norte de Riad.

Os Estados Unidos enviaram drones MQ-9 Reaper para a América do Sul, revelou o The New York Times nesta terça-feira, em texto do G1, para operações de combate ao narcotráfico na região. Segundo autoridades ouvidas pelo jornal, os drones foram redirecionados da África para a Colômbia e o Equador, sem detalhes sobre quantos equipamentos foram enviados a cada país.

A polícia britânica prendeu na terça-feira o sétimo suspeito no âmbito de uma investigação ampliada sobre um suposto plano apoiado pelo Irã para atacar uma base aérea que abriga bombardeiros dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. A prisão é a sétima ligada ao incidente na base, segundo a France 24.

A Rússia disse ter interceptado quase 900 drones ucranianos na madrugada desta terça-feira sobre várias regiões do país, além da península da Crimeia ocupada e do Mar de Azov, segundo o Ministério da Defesa em Moscou. Relatos não confirmados da mídia apontaram um grande depósito de combustível em chamas na região de Moscou após o ataque, que matou duas pessoas. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que 650 drones voaram em direção à região de Moscou entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça.

Um navio mercante afundou e a tripulação está desaparecida após um ataque com drones no Mar Negro, segundo autoridades búlgaras. Um segundo navio, que levava grãos, foi atingido dentro da zona econômica exclusiva da Bulgária, disse o primeiro-ministro Rumen Radev. Os 18 tripulantes do segundo navio foram resgatados. Os ataques ocorreram por volta das 03h00 (23h00 GMT), a cerca de 112 km (70 milhas) da cidade costeira de Byala, no leste da Bulgária, e envolveram drones aéreos e marítimos, disse Radev. O navio que afundou navegava sob bandeira do Togo.

O porta-voz houthi Yahya Saree disse que ataques com drones e mísseis tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O mesmo comunicado afirmou que a refinaria da Aramco em Rabigh também foi atingida, junto com instalações militares e aeroportos menores no sul do país. Segundo o Middle East Eye, o grupo atingiu o aeroporto Rei Khalid pela segunda vez nesta segunda-feira. Os houthis declararam o espaço aéreo saudita teatro aberto para suas operações, exceto os espaços sagrados de Meca e Medina. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a “forte escalada” dos combates no Iêmen e condenou os ataques houthis em território saudita, segundo a Agence France-Presse (AFP).

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida em um ataque de drone russo a um navio civil de propriedade turca no Mar Negro. Segundo ele, cidadãos do Azerbaijão e da Índia estavam a bordo e o capitão morreu, com 11 tripulantes resgatados e um deles ferido; o destino de outra pessoa ainda está sendo apurado. As autoridades romenas disseram, segundo a AFP, em texto republicado pela RFI, que dois tripulantes morreram e 11 foram resgatados após um incêndio que fez o navio naufragar.

Os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Aramco em Riad, num comunicado publicado no X, no sábado, pelo porta-voz militar Yahya Saree. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, classificou as alegações de ataque a Riad como “enganosas”. Na madrugada de domingo, a coalizão disse ter realizado 97 “operações de alvo preciso” contra reforços houthis na frente de Tor al-Baha e no eixo de Taiz, com aviões, drones, artilharia, mísseis e franco-atiradores. Um petroleiro relatou ter visto várias explosões a cerca de 60 milhas náuticas ao sul da cidade portuária iemenita de Mocha, no Golfo de Áden, no domingo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Os houthis também afirmaram ter forçado duas formações de caças F-15 sauditas a se retirar do espaço aéreo de Taiz com mísseis antiaéreos de fabricação local.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia transferiu tecnologia de drones a jato à Coreia do Norte, como parte de uma parceria de defesa em intensificação, segundo o Kyiv Independent. Perguntado se Moscou havia compartilhado a nova tecnologia de drones a jato com Pyongyang, Zelenskyy respondeu de forma inequívoca: “Sim, claro.”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Alemanha vai fornecer mais um pacote de ajuda de mais de 1,3 bilhão de euros, com armas e apoio ao setor de energia, após o encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz em Kiev, segundo a TASS. O valor inclui 1 bilhão de euros para drones interceptadores e produção de armas de longo alcance e 350 milhões de euros para energia, segundo fontes do governo alemão citadas pela DPA.

A Rússia voltou a atacar Kiev com drones, atingindo a Ponte Norte sobre o Dnieper durante a visita surpresa do chanceler alemão Friedrich Merz, segundo a BBC. Merz chegou a Kiev sem anúncio com a ministra da Economia e executivos de defesa e energia, prometendo armas de longo alcance e 1.000 interceptadores especializados, segundo o Kyiv Post. Ele advertiu que a máquina de guerra russa se voltará contra a OTAN se não for detida. A capital ucraniana está sob ataques crescentes de mísseis e drones contra infraestrutura, incluindo o setor de energia vital para eletricidade e aquecimento antes do inverno, segundo a France24.

O governador da região russa de Belgorod, Alexander Shuvayev, afirmou que 17 municípios sofreram 141 ataques ucranianos no último dia, com 182 drones abatidos ou suprimidos, segundo a TASS. Um civil morreu no distrito de Grayvoronsky e outras duas pessoas morreram em hospitais após ferimentos em Belgorod e Krasnoyaruzhsky. O Ministério da Defesa da Rússia disse que forças russas usaram drones Geran para atingir um data center em Odessa e um centro logístico da Nova Poshta em Chernomorsk, além de um navio com suprimento militar.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu uma instalação de petróleo em Riad com mísseis balísticos e drones, dizendo que os ataques provocaram incêndios. Em publicação no X, ele disse que a ação foi resposta a ataques aéreos sauditas contra o território controlado pelos Houthis no Iêmen, incluindo Sanaa. Um jornalista da Agence France-Presse (AFP) no local relatou ter visto carros de bombeiros tentando apagar um incêndio na refinaria da Aramco em Riad, com ambulâncias e viaturas policiais nas proximidades.

A Rússia propôs à Moldávia uma investigação conjunta dos incidentes com drones, em vez de acusações sem base, segundo a TASS. O embaixador designado da Rússia em Chișinău, Oleg Ozerov, disse que a Moldávia culpa a Rússia por todos os seus problemas, seguindo a liderança da União Europeia, sem apresentar provas. A Moldávia entregou uma nota de protesto a Ozerov depois que três drones violaram o espaço aéreo do país em 30 de setembro, dois deles explodindo em território moldávio, segundo a Radio Moldova.

Explosões foram ouvidas em Sanaa, e os houthis atribuíram os ataques à Arábia Saudita, segundo a France 24. A coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado e destruído quatro drones lançados pelos houthis em direção a Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, além de dois mísseis balísticos, segundo o Israel National News.

Quatro pessoas foram presas depois que drones atingiram a estação de petróleo de Zawiya, no oeste da Líbia, e provocaram um incêndio, segundo o Guardian. Três líbios detidos foram ligados a Saddam Haftar, filho do senhor da guerra líbio Khalifa Haftar, alvo de alegações de ter comandado uma “célula terrorista” que lançou ataques com drones contra instalações de combustível e usinas. O Governo de Unidade Nacional, sediado em Trípoli, diz que trabalhar com Saddam Haftar é “impossível”. O tanque atingido continha cerca de 4,5 milhões de litros de combustível.

Um ataque na manhã deste sábado danificou a pista e a fiação aérea de trólebus da Ponte Norte, em Kiev, e bloqueou o trânsito, segundo a BBC. Foi a segunda grande ponte atingida na cidade em poucos dias: a Ponte Sul foi alvo de drones russos várias vezes na quinta-feira e na sexta-feira, ainda segundo a BBC. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que ataques noturnos com drones atingiram a ponte rodoviária Severny, sobre o Dniepre, usada para movimentar tropas e entregar carga militar, segundo a TASS.

Um engenheiro eletricista do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi preso sob acusação de prestar apoio aos houthis, apoiados pelo Irã, incluindo a compra de materiais para explosivos caseiros e drones e uma viagem ao Iêmen, segundo a Associated Press, em texto republicado pela WGEM. Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, de Richland, no estado de Washington, foi preso na quinta-feira e teria audiência inicial na sexta-feira. O Federal Bureau of Investigation (FBI) afirma que ele tinha o objetivo de ajudar os houthis a melhorar as comunicações e viajou em setembro passado ao Iêmen.

Após ataques de drones russos, a ponte Southern, sobre o Dnipro, foi totalmente fechada ao tráfego nos dois sentidos, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko; a ponte Paton passou a operar em mão única, e não houve relato de que tenha sido atingida. Os drones atingiram as estruturas de sustentação da ponte Southern na quinta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo AOL. Um ataque separado a um prédio residencial de 25 andares matou uma pessoa e feriu pelo menos duas.

Um drone russo atingiu uma escola em Kiev nesta quinta-feira, quando crianças e funcionários estavam abrigados nos refúgios, e não havia relatos imediatos de vítimas, disse o prefeito Vitali Klitschko. Outros dois drones russos atingiram uma ponte importante que liga o leste e o oeste da capital, forçando a suspensão do metrô e do transporte público de superfície. O órgão regulador nuclear ucraniano informou que um drone russo atingiu na quarta-feira o terreno de uma instalação de pesquisa nuclear em Kiev, provocando um incêndio sem danos ao reator de testes. O Reino Unido anunciou um novo pacote de 31 sanções contra a Rússia, destinado a conter o financiamento do “cofre de guerra” do Kremlin, de propagandistas e de torturadores.

Explosões foram ouvidas durante a noite em Adis Abeba, horas depois de a capital etíope instituir a proibição de voos de drones na cidade e nos arredores, segundo três fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters. Uma fonte ligada à Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival disse à Al Jazeera que a aliança realizou vários ataques com drones na capital, incluindo alguns contra o quartel-general militar. No terreno, as forças do governo avançaram do Amhara para dentro do Tigray, chegando a cerca de 40 quilômetros de Mekele, segundo o correspondente Muhammed Taha Tawakel, da Al Jazeera, que reportava do Afar na quarta-feira.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado estadunidense Remus 600 que operava no Estreito de Ormuz para espionagem. Segundo o Tehran Times, é o segundo drone submarino estadunidense capturado em menos de um mês, enquanto Washington mantém a tentativa de reabrir a passagem. O IRGC advertiu que o Estreito de Ormuz permanece fechado e disse que continuará confrontando o que descreve como movimentos perigosos.

A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia disparou mísseis balísticos e dezenas de drones a jato contra Kiev na terça-feira, 29 de setembro de 2026, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hindu. Autoridades ucranianas disseram que a barragem atingiu prédios residenciais, casas e transporte público em Kiev, ferindo uma pessoa, segundo a AP, em texto publicado pelo U.S. News & World Report. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atingiram centros de processamento de dados em Kiev que, segundo Moscou, são usados pelos militares ucranianos.

Um drone israelense visou um apartamento residencial no bairro de al-Nasr, a oeste da Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera e fontes médicas do Hospital al-Shifa. Imagens mostraram médicos tratando crianças com ferimentos graves após o ataque, e o total de vítimas permanecia incerto naquele momento. A agência Anadolu relatou dois palestinos mortos e vários feridos, entre eles crianças, em ataque aéreo israelense e disparos na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, em meio a violações diárias de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Os ataques russos mataram três pessoas em Kiev, entre elas uma no prédio que abriga a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia. Um bombardeio com drone de propulsão a jato atingiu a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, na capital, e deixou um morto e quatro feridos, segundo autoridades locais. O Comissário de Proteção da Língua Estatal disse que dois acadêmicos morreram no ataque ao prédio da Academia, com contato perdido com outros. O presidente Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia atingiu duas fábricas de defesa nas regiões de Tula e Voronezh, além de instalações de petróleo na região de Krasnodar, em publicação no X.

O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1. Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as Forças Armadas realizaram ataques de drones durante a noite contra centros logísticos, portos, infraestrutura de transporte, centros de comunicações e embarcações a serviço do Exército ucraniano, segundo a TASS. A pasta afirmou que atingiu o centro de dados da Vodafone em Kiev, um dos maiores provedores de telefonia móvel e internet de alta velocidade para os militares ucranianos, incluindo a transmissão de dados de inteligência, e que atingiu no porto de Kiliya o quartel-general da base naval Vostok, um posto do Serviço de Guarda de Fronteira, quatro depósitos com equipamento militar e instalações portuárias. Segundo a Sputnik, o ministério afirmou ainda que um cargueiro foi atingido em navegação quando entregava equipamento militar e carga de uso duplo ao porto de Odessa.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado dois mísseis balísticos e dois drones lançados pelos houthis contra o reino, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Express Tribune. A coalizão afirmou em publicações no X que os mísseis iam para Khamis Mushait e os drones para a capital, Riad. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem Mohamed Al Budaiwi, condenou os ataques como violação da soberania saudita e ameaça direta à segurança dos civis e à estabilidade regional, segundo a SANA.

O Estado-Maior da Ucrânia afirmou que unidades das Forças de Defesa atingiram a refinaria de petróleo de Ilsky, no distrito de Ilsky, no krai de Krasnodar, na Rússia, na noite de 26 de setembro, e que houve incêndio nas instalações. O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, confirmou que drones atacaram o distrito de Seversky, onde fica a refinaria, e afirmou que houve mortos e uma pessoa gravemente ferida. O Estado-Maior ucraniano descreveu a refinaria como instalação que alimenta o esforço de guerra de Moscou na Ucrânia.

O chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk (DPR), Denis Pushilin, afirmou que os Estados Unidos e a Europa apoiam o terrorismo no mais alto nível e que militantes de Kiev já conseguem montar drones carregados de explosivos com peças vendidas em lojas de brinquedos infantis, segundo a agência estatal russa TASS. A acusação parte de um dos lados do conflito e não foi confirmada por fonte independente.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia ampliou os alvos dos seus ataques para data centres e provedores de internet, segundo a BBC News. Na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, um drone russo atingiu um centro empresarial em Kiev, matando quatro pessoas e danificando um data centre, conforme a mesma reportagem. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter atingido o site da operadora Datagroup, que segundo ele era usado pela inteligência militar ucraniana.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que qualquer ameaça aos locais sagrados do islã na Arábia Saudita é uma “linha vermelha” e que o país está “ombro a ombro” com Riad, segundo o Arab News Pakistan. Sharif condenou o que chamou de “covarde e hedionda tentativa de ataque com drone” contra Meca, e o ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que o acordo de defesa com a Arábia Saudita e a Turquia se aplica e que o Paquistão cumprirá o seu dever, conforme o The Statesman.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, amarrou a retomada de negociações com a Ucrânia ao calendário eleitoral russo: disse que as conversas dificilmente seriam possíveis antes das eleições à Duma, mas que depois Moscou estaria pronto a retomá-las, segundo a Ukrainska Pravda, a partir de coletiva transmitida pela agência estatal russa TASS. Putin afirmou ainda que, na noite de 19 para 20 de setembro, mais de 1.600 drones entraram na zona de Moscou e que seções eleitorais foram atingidas – uma alegação que vem do próprio Kremlin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que a Ucrânia não tem até agora “contra-ação” nem “antídoto” contra os drones Geran russos, em declarações reproduzidas pela TASS. Putin disse também que provocações de Kiev não levarão ao resultado desejado e apenas pioram a posição ucraniana, segundo a TASS, e questionou o objetivo de ataques ucranianos contra armazéns de marketplaces como Wildberries e Ozon, que descreveu como instalações civis.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ataques ucranianos a navios mercantes e petroleiros russos e de bandeira estrangeira, inclusive embarcações com vínculos com os Estados Unidos e navios mercantes turcos atingidos por drones, motivaram as ações de retaliação da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS. Peskov disse também que Moscou não tem pressa para nomear novos embaixadores no Reino Unido e na França, porque faltam relações bilaterais normais com os dois países, segundo a TASS.

O grão-mufti da Arábia Saudita, Saleh bin Fawzan Al-Fawzan, conclamou as tropas do reino a estarem prontas para sacrificar a vida no combate aos houthis apoiados pelo Irã até que o grupo seja deposto do poder, informou o Al-Monitor, citando a Reuters. A declaração veio depois de semanas de escalada, com ataques houthis com mísseis e drones contra a Arábia Saudita e retaliação saudita com ataques aéreos.

Um drone russo atingiu um prédio residencial de 16 andares no distrito central de Pechersk, em Kyiv, matando um menino de 14 anos e ferindo ao menos sete pessoas, informa a RTE. Na mesma ofensiva, a Rússia lançou quase 300 drones na noite de 25 de setembro, muitos deles com propulsão a jato; um edifício de 25 andares na capital foi atingido na altura do quarto andar e uma pessoa morreu em Odesa, segundo a RBC-Ukraine.

A refinaria de Novoshakhtinsk, na região de Rostov, suspendeu temporariamente as operações depois de um ataque de drones, informa o Straits Times a partir de declaração do governador Yuri Slyusar. A defesa aérea russa destruiu cerca de 50 drones sobre a região durante a noite, e a refinaria – voltada sobretudo à exportação, com capacidade anual de 5 milhões de toneladas – paralisou as atividades, segue o Straits Times.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado 592 drones ucranianos entre a noite de 24 de setembro e a manhã de 25 de setembro, no horário de Moscou, disse à TASS. Um homem morreu por estilhaços de drone na região de Perm e 8 pessoas ficaram feridas em Ulianovsk, incluindo adolescentes de 14 e 17 anos, segundo governadores regionais. Na mesma noite, drones atingiram instalações industriais em Rostov – incluindo a refinaria de Novoshakhtinsk –, Perm, Ulianovsk e Voronezh, segundo o Ukrinform.

O jornalista chinês Li Xiang disse que matar mulheres, crianças e civis é uma “linha vermelha”, ao comentar o ataque ao Colégio Pedagógico de Starobelsk, disse à TASS. Segundo a versão russa, ainda sem confirmação independente, drones ucranianos atingiram na noite de 22 de maio de 2026 o prédio acadêmico e o dormitório do colégio, com 21 mortos e 86 crianças presentes, segundo a TASS.

A Ucrânia matou duas pessoas em ataques noturnos de drones contra a Rússia e atingiu uma refinaria de petróleo e um trem de passageiros, disseram autoridades russas, segundo a Devdiscourse. Na região de Perm, que abriga uma grande refinaria, o governador Dmitry Makhonin disse que um homem morreu durante um ataque massivo de drones, segundo a Devdiscourse.

Um ataque massivo de drones está em curso nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, na cidade russa de Ulianovsk, na região do Volga, com danos a infraestrutura industrial e civil e vítimas, segundo o governador da região, Alexey Russkikh, em mensagem no aplicativo de mensagens Max citada pela TASS; “as defesas aéreas e os nossos grupos móveis de tiro seguem repelindo um ataque massivo de drones contra a cidade de Ulianovsk”, disse o governador, que informou que as vítimas recebem assistência médica; segundo canais de monitoramento citados pelo Kyiv Independent, a planta Iskra, que fabrica componentes para comunicações e radiotecnologia, foi atingida na cidade.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ter lançado mísseis e drones contra um “alvo sensível” em Riad e contra instalações da Aramco na cidade de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera; o petróleo subiu no mesmo dia: o Brent para novembro fechou acima de US$ 106,50 o barril, depois de passar de US$ 108 e fechou a US$ 106,60, alta de US$ 3,52, ou 3,4%, segundo o The Vibes; segundo o Middle East Eye, as travessias de navios no estreito de Ormuz caíram para nove na quinta-feira, ante 14 no dia anterior e uma média de 10 dias em torno de 18, em dados preliminares de rastreamento de embarcações.

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, chamou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, os houthis do Iêmen de “milícia terrorista” e condenou a tentativa de atingir Meca, que descreveu como “crime hediondo” e “provocação aos sentimentos dos muçulmanos no mundo inteiro”, segundo a Al Jazeera e o Dawn, que publicou o despacho da agência France-Presse. A fala foi feita em reunião de gabinete em Jeddah, registrada pela Saudi Press Agency, a agência oficial do reino: uma intervenção rara do monarca de 90 anos, que deixou os assuntos correntes com o filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. A Arábia Saudita afirma ter interceptado em 15 de setembro de 2026 um drone lançado pelos houthis contra Meca, o que a Al Jazeera registra como a primeira ativação de um alerta de segurança na cidade em quase dez anos. O líder houthi Abdel-Malik al-Houthi negou o ataque e chamou a acusação saudita de “mentira hedionda”. Desde então, mísseis e drones houthis atingiram cidades sauditas e infraestrutura de energia: a coalizão liderada por Riad disse ter interceptado em 19 de setembro de 2026 um míssil balístico disparado contra Riad, que deixou uma coluna escura de fumaça sobre uma área de armazenamento de combustível do aeroporto internacional Rei Khalid.

Investigadores alemães encontraram uma substância suspeita que pode ser explosiva a poucos metros do local onde foram achadas partes de um drone perto do aeródromo militar de Wunstorf, na Baixa Saxônia, segundo apuração do NDR, do WDR e do Süddeutsche Zeitung publicada pela tagesschau nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. O drone, quebrado em vários pedaços, foi achado por um agricultor cerca de uma semana antes a aproximadamente um quilômetro da base onde está estacionada a frota alemã de aviões de transporte A400M, e ao menos uma peça foi feita em impressora 3D. As investigações partem da hipótese de que o aparelho também carregava explosivos, mas a perícia da substância ainda não terminou. A Procuradoria-Geral (Generalbundesanwalt) e a Polícia Criminal Federal (BKA) apuram se há relação com o ataque frustrado com drones carregados de explosivos no aeroporto de Leipzig/Halle, no início de agosto de 2026, que o governo alemão atribui à Rússia e Moscou nega. Os investigadores avaliam que o drone pode estar no local há até dois anos, e o caso foi tema da reunião semanal de inteligência na Chancelaria federal.

A Arábia Saudita reiniciou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar as exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, disseram à Reuters três fontes informadas do assunto; duas delas afirmam que o bombeamento voltou em ritmo baixo, e a estatal Saudi Aramco não respondeu de imediato. Ataques de drones forçaram o fechamento da linha em 13 de setembro de 2026, interrompendo os carregamentos em Yanbu. Desde a paralisação dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, o oleoduto vinha redirecionando cerca de 4 milhões de barris por dia ao porto, o equivalente a aproximadamente 4% do suprimento global, segundo a agência.

O primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevičius, disse à BBC Newsnight que o país tem planos de evacuação preparados e que a população vive afetada por alertas noturnos de drones no espaço aéreo lituano, segundo o The Guardian. Sinkevičius afirmou que idosos e pessoas com deficiência seriam os grupos prioritários, e que o governo trabalha com vários cenários. No mesmo dia, o chefe do serviço de segurança da Chéquia, Michal Koudelka, disse ao jornal que uma incursão limitada da Rússia em território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é possível, junto com provocações de bandeira falsa e uma campanha de influência, num horizonte de “meses, não anos”. Em paralelo, o presidente lituano, Gitanas Nausėda, informou que uma nova rotação de tropas dos Estados Unidos está a caminho do país e não será menor que as anteriores: são até mil militares norte-americanos em rotação desde 2019.

A Arábia Saudita religou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as exportações pelo porto de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par do assunto; o bombeamento opera em regime baixo. O oleoduto de 1.200 quilômetros, que liga Abqaiq a Yanbu e permite ao país escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, havia sido fechado depois de ataques com drones lançados do Iraque. O Ministério de Energia saudita informou em 11 de setembro que o duto foi parado “como medida de precaução” após “múltiplos ataques” e que houve feridos, segundo a agência estatal Saudi Press Agency; no dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques e disse que o reino optou por não responder de imediato, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, segundo a agência. Bagdá demitiu um comandante militar e abriu investigação depois de admitir que os drones partiram de uma província sua na fronteira com o Irã, segundo a BBC News.

O primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevičius, disse à BBC News que o país tem planos de evacuação diante das ameaças da Rússia e que, se for atacado, “vamos revidar”. Em entrevista ao programa Newsnight, ele afirmou que os lituanos se sentem “constantemente ameaçados”, em parte por causa de drones que entram no espaço aéreo do país, e que o governo trabalha com “uma variedade de cenários”, nem todos discutidos publicamente, citando como exemplo a retirada de idosos das cidades sem congestionamento. O Ministério do Interior lituano aprovou em 14 de julho um plano de evacuação da população, e os detalhes divulgados em 16 de setembro preveem três rotas principais de saída da capital, uma delas usando a voivodia de Podlaskie, na Polônia, como corredor de trânsito, segundo a Newsweek. A entrevista sai uma semana depois de caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) abaterem um drone que entrou no espaço aéreo lituano vindo da direção da Bielorrússia, segundo a BBC News. A Lituânia faz fronteira terrestre com o enclave russo de Kaliningrado.

O Reino Unido vai enviar um avião-tanque Voyager da Real Força Aérea (RAF) para dar reabastecimento aéreo “defensivo” aos caças da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que disse ter aceitado um pedido saudita de apoio militar. O aparelho, baseado na base britânica de Acrotíri, no Chipre, deve começar a operar nos próximos dias e a missão é “limitada no tempo”, segundo a BBC News, que registra que se trata de uma única aeronave e que o apoio se restringe a defender o país de drones e mísseis, sem respaldar ataques ao Iêmen. O ministro da Defesa, Luke Pollard, afirmou à Sky News, segundo o Middle East Eye, que a decisão responde à “segurança nacional” britânica e que “em tempos perigosos, bons amigos ficam juntos”. A Arábia Saudita já tem, além do Voyager, o sistema de defesa antiaérea Sky Sabre, e os houthis reivindicaram nos últimos dias ataques com drones e mísseis balísticos contra Riad e instalações energéticas na costa do mar Vermelho. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) projetou que cerca de 230 mil deslocados no Iêmen e outros 10 mil refugiados no Djibuti podem precisar de ajuda humanitária nos próximos meses, segundo o porta-voz Babar Baloch, citado pelo Middle East Eye.

O primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevičius, disse à BBC News que o país preparou planos de evacuação para “uma variedade de cenários” diante da ameaça russa, mas afirmou que os lituanos “não vão se render” em caso de ataque: “vamos reagir, vamos combater”. Em entrevista ao programa Newsnight, da BBC News, ele disse que os lituanos se sentem “constantemente ameaçados” pela Rússia, em parte por causa dos drones que entram no espaço aéreo do país, e citou como exemplo a retirada de idosos das cidades “sem congestionamento”. A Lituânia faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado e integra a OTAN, que abateu há uma semana um drone que entrou no espaço aéreo lituano; o ministro da Defesa, Robertas Kaunas, disse à BBC News que a aeronave veio da direção da Bielorrússia, aliada de Moscou, que não comentou o incidente.

O preço médio nacional do galão de gasolina nos Estados Unidos chegou a US$ 4,48 na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, segundo a AAA citada pela Associated Press, uma alta de cerca de 17 centavos em uma semana, 40 centavos em um mês e US$ 1,27 em um ano, em pleno período de queda sazonal. A média nacional do diesel atingiu US$ 6,44 o galão na sexta-feira, 71% acima do nível anterior à guerra, com recordes diários desde 11 de setembro, segundo a NBC News, que atribui parte da pressão à prorrogação, pela Rússia, da proibição de exportar diesel até o fim de setembro, depois de ataques de drones ucranianos a ativos de energia russos. Donald Trump disse na semana passada que a alta é um “preço barato a pagar” pela guerra com o Irã e cobrou publicamente que Volodymyr Zelensky interrompa os ataques a refinarias: “o senhor Zelensky tem uma coisa a fazer. Tem de parar de derrubar o diesel na Rússia”, disse, segundo a NBC News. Pesquisa da Fox News divulgada em 16 de setembro de 2026 mostra que 61% dos eleitores consideram os preços da gasolina um problema grave para a própria casa, ante 48% dois anos antes, e que quase dois terços, 63%, dizem que o governo piorou a economia, contra 52% em setembro de 2025. A votação antecipada das eleições legislativas de 3 de novembro já começou, e a G1 destacou que a alta encarece o orçamento das famílias e amplia a insatisfação com Trump.

A refinaria de Kuibyshev, uma das maiores da região russa de Samara, foi atingida por drones na madrugada desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e um incêndio de grandes proporções tomou as instalações, segundo o canal de oposição russo ASTRA, que geolocalizou imagens gravadas por moradores, e o Kyiv Independent. O governador de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, disse que “dezenas de drones” atacaram empreendimentos industriais e que casas e veículos foram danificados, sem relatar mortos. A refinaria fica a 765 quilômetros da fronteira ucraniana e processa até 10 mil toneladas de petróleo por dia, segundo a Reuters, e já havia sido obrigada a suspender a operação por um ataque em 10 de junho de 2026. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado 297 drones em 14 regiões e na Crimeia ocupada, número que não foi verificado de forma independente, e a agência federal de transporte aéreo restringiu voos em Samara e em outras cidades da região durante a madrugada.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e leva a proposta de uma trégua energética que suspenda os ataques dos dois lados a instalações de energia antes do inverno, segundo a Reuters. Ao chegar à cidade no dia anterior, Zelensky disse que há “propostas concretas de segurança e medidas de desescalada” sobre a mesa e que um novo acordo sobre drones está pronto para ser assinado, e a visita inclui cerca de 20 reuniões, segundo o Kyiv Independent. Trump manifestou preocupação com os danos às refinarias russas atingidas por drones ucranianos, e a Rússia, que tem mais poder de fogo em mísseis, não deu sinais de que quer interromper a guerra aérea, informou a Reuters.

A refinaria de Moscou, controlada pela Gazprom Neft, interrompeu o processamento de petróleo depois de incêndios nas suas duas unidades primárias de destilação de cru, atingidas por drones ucranianos em 20 de setembro, segundo três fontes do setor citadas pela agência Reuters. As fontes disseram que a reparação e a retomada da operação podem levar várias semanas. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou no domingo que uma instalação industrial no terreno da refinaria foi danificada durante o ataque. A unidade AVT-6 tem capacidade de 21,4 mil toneladas por dia, 53% do total, e a EURO+, de 18,8 mil toneladas por dia, os 47% restantes. Segundo as fontes, a refinaria processou 11,6 milhões de toneladas de cru em 2024, cerca de 230 mil barris por dia, e produziu 2,9 milhões de toneladas de gasolina, 3,2 milhões de toneladas de diesel e 1,3 milhão de toneladas de betume. A Gazprom Neft não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.

Os houthis do Iêmen disseram ter lançado mísseis balísticos e de cruzeiro e drones contra Riad e contra instalações da Aramco em Yanbu, no litoral do mar Vermelho, segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya al-Sarea. A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído um míssil balístico disparado contra a capital, sem confirmar outros ataques nem vítimas, segundo a BBC, a Associated Press (AP) e a Al Jazeera. A AP registra que foi a primeira vez que Riad foi alvo desde que a escalada com os houthis, apoiados pelo Irã, abriu uma nova frente na guerra do Irã.

A Ucrânia lançou na madrugada de domingo mais de 1.600 drones contra a Rússia, cerca de 450 deles rumo a Moscou, no último dia da eleição parlamentar russa, segundo autoridades russas em relatos da Reuters e do Times Now; o prefeito da capital, Sergei Sobyanin, chamou o ataque de “o mais massivo” contra Moscou e disse que um dos aparelhos abatidos na aproximação atingiu a refinaria de Kapotnya, da Gazprom Neft, além de um prédio residencial. O Ministério da Defesa da Rússia afirma ter derrubado 1.100 drones em todo o país, incluindo sobre a Crimeia e o mar Negro, e o governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, disse que 249 foram abatidos sobre a região e que duas pessoas morreram. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que a operação atingiu uma instalação petrolífera e um entreposto logístico; o aeroporto de Vnukovo suspendeu as operações e o de Sheremetyevo impôs “restrições temporárias”.

Uma associação de polícia dos Estados Unidos alerta que o avanço da inteligência artificial está elevando o risco de uso hostil de drones, segundo o New York Times. O alerta é da entidade e não atribui autoria.

Rússia Unida lidera a apuração das eleições para a Duma com 57,85% dos votos quando 87,91% das urnas haviam sido processadas, segundo a Sputnik; o TASS registrava 90,43% das urnas apuradas. A votação foi marcada por ciberataques e drones, relata o The Hindu.

A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirma ter derrubado mais um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News e o Middle East Eye; a alegação é da própria IRGC e não teve confirmação independente.

Drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo em Moscou e mataram duas pessoas, em dia de votação na Rússia, segundo a Reuters, o G1, o Hindustan Times e o Mehr News; o prefeito confirmou danos à refinaria. Moscou alega interferência eleitoral, relata o Hindustan Times, e o Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido todos os mísseis que seguiam para a região, segundo o TASS.

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