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Tema: ONU

ONU: matérias e notas em que instituição é ator central.

ONU conta 306 mortos por drones no Sudão em três semanas

O escritório de direitos humanos da ONU documentou ao menos 306 mortos e centenas de feridos nas três primeiras semanas de outubro de 2026, em ataques atribuídos ao Exército sudanês e às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês). Em 29 de outubro, o governo do Sudão acusou a Etiópia de lançar 162 ataques com drones do seu território, sem verificação independente.

31 out 2026
Fluxo

A Presidência palestina responsabilizou o Conselho de Paz e seu enviado, Nikolay Mladenov, por não tomar medidas para deter as violações israelenses e garantir que Israel cumpra suas obrigações. Em comunicado, a Presidência também culpou as autoridades israelenses pela piora da catástrofe humanitária em Gaza, com a aproximação do inverno e a chuva inundando as tendas das famílias deslocadas, e atribuiu o sofrimento à obstrução da ajuda humanitária e ao descumprimento de resolução do Conselho de Segurança da ONU e do plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Presidência alertou que ignorar as violações só aprofunda o sofrimento palestino e compromete as perspectivas de estabilidade.

Segundo uma autoridade judicial iraniana, um relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou o ataque de 28 de fevereiro à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, como crime de guerra e crime de agressão. O vice-ministro da Justiça para direitos humanos e assuntos internacionais, Askar Jalalian, disse que o ataque dos EUA e de Israel matou 168 crianças e professores e configurou violação deliberada da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança.

A UNRWA enfrenta um déficit de caixa de US$ 80 milhões e pressão financeira sem precedentes, com queda das contribuições globais e condições operacionais mais restritivas, informou a agência na quinta-feira. O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que o secretário-geral António Guterres está plenamente comprometido em defender a UNRWA no exercício de seu papel fundamental de apoio aos refugiados palestinos, e voltou a pedir que o trabalho essencial da agência seja integralmente financiado. A agência diz seguir prestando educação, saúde e assistência a refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, na Jordânia, no Líbano e na Síria, e afirma que passivos acumulados e obrigações financeiras recorrentes ameaçam sua sustentabilidade de longo prazo.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a retomada dos canais de comunicação entre as duas Coreias, incluindo os contatos militares diretos, para evitar acidentes ou erros de cálculo. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que Guterres segue preocupado com a situação na península coreana e com uma possível escalada na Zona Desmilitarizada. A tensão na fronteira aumentou após a explosão de uma mina em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos, dois deles com gravidade. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano e do Comando da ONU concluiu que a explosão foi causada por minas antipessoal plantadas deliberadamente pela Coreia do Norte, que nega responsabilidade.

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, informou que ao menos 25 marinheiros morreram no Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro. Segundo a agência, a vítima mais recente foi um tripulante do petroleiro Velos Sapphire, atacado em 5 de novembro, e o número de ataques a navios mercantes na região chegou a 130. O Conselho da IMO encerrou em 6 de novembro uma reunião de cinco dias e pediu aos Estados que evitem ações ilegais que possam ameaçar a segurança dos marinheiros e do transporte marítimo internacional. Em comunicado de 28 de agosto, a IMO registrava 70 ataques a navios verificados pela própria organização e 19 marinheiros mortos. O petroleiro Velos Sapphire, de bandeira das Ilhas Marshall, seguia para o Bahrein vazio de carga quando o ataque ocorreu em 5 de novembro, segundo comunicado da Velos Tankers. A Guarda Revolucionária afirmou, em comunicado à TV estatal, que dois petroleiros que tentavam cruzar o estreito por rota não autorizada e com sistemas de navegação desligados atingiram minas e pegaram fogo.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a primeira opção do país é renovar o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que, se isso for impossível, Beirute deve buscar um arranjo legal alternativo para manter outra força internacional no sul ao lado do Exército. Aoun disse que Israel rejeita a presença da UNIFIL e pressiona por sua retirada. A declaração foi feita ao receber em Baabda uma delegação parlamentar que lhe entregou uma carta assinada por 86 deputados ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a renovação do mandato. Criada em 1978, a UNIFIL teve o papel ampliado após a guerra de 2006 e monitora a cessação das hostilidades, patrulha a Linha Azul e coordena-se com o Exército libanês sob a Resolução 1701.

A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) encerrou suas operações e iniciou em 1º de novembro o período de liquidação, após o Conselho de Segurança não renovar seu mandato. A liquidação prevê a repatriação de cerca de 160 observadores militares, a redução de 180 civis e pessoal afiliado e o fechamento de cerca de 13 instalações, segundo Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU. O mandato expirou depois de a Rússia vetar um projeto de resolução americano; o texto, apoiado por 11 dos 15 membros do Conselho, estendia a missão por um ano e colocava o plano de autonomia marroquino no centro da solução. Marrocos comemorou nesta sexta-feira o 51º aniversário da Marcha Verde, a mobilização de 1975 para o então Saara Ocidental sob controle espanhol, enquanto a missão de paz da ONU se desmonta. O palácio real marroquino classificou a missão como fracasso na fiscalização do cessar-fogo, enquanto a Frente Polisário e a Argélia lamentaram a não renovação do mandato.

Um relatório confidencial de investigadores da ONU “estabelece de forma conclusiva” que os Emirados Árabes Unidos contrataram mercenários colombianos para lutar pela Força de Apoio Rápido (RSF), segundo o Middle East Eye, que diz ter obtido o documento. Entregue ao Conselho de Segurança na semana passada, o texto descreve como a Global Security Services Group (GSSG), empresa sediada nos Emirados e com laços próximos ao governo, levou os colombianos ao Sudão via Líbia, Somália e Chade. Os investigadores apontam a base da Força Policial Marítima de Puntland, em Bosaso, na Somália, como local de trânsito ou de treinamento antes do envio ao Sudão, e afirmam que os mercenários tiveram “papel significativo” nas operações da RSF no Darfur, sobretudo no cerco e na captura de el-Fasher. Em carta incluída no relatório, os Emirados rejeitam “qualquer alegação de irregularidade em relação ao conflito no Sudão” e dizem levar “muito a sério” as alegações sobre mercenários.

Quase 200 países se reúnem a partir de segunda-feira na Turquia para a conferência do clima da ONU (COP31), com as expectativas contidas por tensões sobre geopolítica, financiamento e combustíveis fósseis, segundo o France 24. O país anfitrião vai defender uma agenda de eletrificação para atender a demanda global de energia. A administração de Donald Trump não participa das negociações, mas uma delegação do Congresso dos EUA comparecerá à conferência. O grupo de negociadores africanos exige que a promessa de triplicar o financiamento para adaptação, dinheiro para lidar com os impactos do clima, seja incluída na pauta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Antália na próxima semana, depois de vencer a reeleição contra Flávio Bolsonaro.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês) afirmou que 18 de seus abrigos de emergência em Gaza estão inseguros com a aproximação do inverno, e quatro têm risco muito alto de colapso. Uma avaliação de 113 locais de deslocamento encontrou outros seis abrigos em risco alto e oito em risco médio, segundo o relatório de situação da agência. Os abrigos hospedam cerca de 60 mil deslocados, e a UNRWA tenta garantir tendas para 270 famílias que aceitem se mudar, priorizando as que vivem nos edifícios mais perigosos. A agência relatou aumento das infecções respiratórias agudas antes do inverno e previu alta nas próximas semanas.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou a resolução dos Estados Unidos (EUA) para renovar a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO): a proposta norte-americana teve 11 votos a favor, o veto da Rússia e três abstenções, e a contraproposta russa, que estenderia o mandato até 31 de outubro de 2027, teve três votos a favor e o veto norte-americano. O texto dos EUA estenderia o mandato por um ano, retiraria a palavra “referendo” do nome da missão e faria do plano de autonomia marroquino a única base das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. A ONU já começou a liquidar sua operação na cidade de Laayoune, entregando os ativos ao Marrocos. O principal diplomata da Frente Polisario disse que o grupo via a missão como ineficaz na melhor hipótese e cúmplice do Marrocos na pior. A MINURSO foi criada em 1991 para monitorar o cessar-fogo entre Marrocos e a Polisario e preparar um referendo, que nunca ocorreu; o cessar-fogo ruiu em 2020.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) declarou 96% dos sistemas de recifes de águas rasas criticamente ameaçados, com possibilidade de desaparecer até 2075. A avaliação é a primeira Lista Vermelha global de ecossistemas de recifes de coral, segundo seu líder científico, Mishal Gudka. Sistemas como a Grande Barreira de Corais, o Triângulo de Coral no Pacífico Ocidental e Sudeste Asiático, o Sistema Mesoamericano e os recifes do Mar Vermelho estão todos na categoria de ameaça máxima.

Ataques de drones que mataram ao menos 30 pessoas em Abyei em outubro acrescentaram “uma dimensão nova e preocupante” à segurança na área disputada, disse ao Conselho de Segurança o chefe de operações de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix. Os ataques de 19 de outubro foram os primeiros do tipo em Abyei, provocaram grandes incêndios, feriram cerca de 59 pessoas e forçaram dezenas de civis a deixar suas casas. Lacroix pediu uma investigação rápida e independente e que os dois governos mantenham o status desmilitarizado da área. Amiet, principal centro econômico de Abyei, é ponto de trânsito de mais de 49 mil refugiados e retornados que fugiram da guerra no Sudão. Sudão e Sudão do Sul retomaram as conversas formais em agosto, e o segundo encontro do mecanismo político e de segurança conjunto está marcado para Cartum, de 8 a 10 de novembro.

A delegação palestina busca aprovar resoluções críticas a Israel com ênfase nas consequências da guerra iniciada em 7 de outubro de 2023, incluindo condenação a assentamentos em territórios descritos como ocupados, entre eles Jerusalém Oriental e as Colinas do Golã sírias, além de, pela primeira vez, uma declaração formal da Organização das Nações Unidas (ONU) recusando reconhecer a presença israelense na Cisjordânia e uma política de “diferenciação” entre a Cisjordânia e o restante de Israel. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou a iniciativa como “ataque diplomático” e disse que a delegação israelense trabalha com aliados para enfrentá-la.

Quase 90 milhões de pessoas deslocadas à força vivem em países cada vez mais expostos a secas, inundações e calor extremo ligados ao clima, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que alertou, às vésperas da COP31, que é necessário mais financiamento para ajudar comunidades vulneráveis a se adaptar. Na África subsaariana, um em cada três assentamentos de refugiados pode enfrentar 100 dias ou mais de calor perigoso por ano até 2050. O relatório, divulgado antes da cúpula do clima na Turquia, mostra que esses quase 90 milhões de deslocados equivalem a três quartos do total mundial, vivendo em países altamente expostos a riscos climáticos. Mais de dois terços dos refugiados que voltaram para casa no primeiro semestre deste ano retornaram a países muito vulneráveis a esses riscos.

O mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) termina em 31 de dezembro de 2026, e a missão iniciará então um processo ordenado de redução e retirada, por decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A UNIFIL confirmou, em texto republicado pelo Times of Israel, que peacekeepers de 45 países seguem em operações diárias no sul do Líbano até lá. O Conselho de Segurança discute opções para o período posterior, incluindo monitoramento e relatos ao longo da Linha Azul, e a decisão sobre os arranjos futuros cabe ao Conselho.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que a decisão de atacar o Irã foi dos Estados Unidos e que Israel apenas apoiou a iniciativa: “Sabemos que a decisão de atacar o Irã foi decisão dos Estados Unidos. Não foi nossa decisão. Apoiamos o esforço dos EUA. Achamos que foi a decisão certa”. Danon afirmou também que não é culpa de Israel a alta dos preços de combustíveis nos Estados Unidos em meio ao confronto com o Irã e ao bloqueio no Estreito de Ormuz, e disse que a decisão sobre um acordo com Teerã cabe ao presidente Donald Trump.

A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) entrou em processo de liquidação depois que o mandato expirou à meia-noite de sábado, sem acordo no Conselho de Segurança sobre seu futuro na sexta-feira anterior. No domingo começou o período de liquidação, com uma equipe menor reportando ao Departamento de Apoio Operacional para devolver ativos aos países que enviam tropas e descartar equipamento. A Rússia vetou a resolução dos Estados Unidos, que tinha apoio de 11 dos 15 membros do Conselho, entre eles França e Reino Unido. O texto americano estenderia a missão por um ano, retiraria a palavra “referendo” do nome e transformaria a proposta de autonomia de Marrocos na única base das negociações; o Conselho derrotou em seguida a resolução russa concorrente. Quando o mandato terminou, a missão tinha sede em Laayoune, nove bases e um escritório de ligação em Tindouf. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a saída da missão “não ab-roga” o direito inalienável do povo saaraui à autodeterminação.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que o país decidiu copatrocinar a resolução anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas sobre direitos humanos na Coreia do Norte, proposta pela União Europeia. O texto está em análise na Terceira Comissão e deve ser adotado por volta de 18 e 19 de novembro. Por sugestão de Seul, a resolução inclui linguagem sobre a importância do diálogo e do engajamento com Pyongyang, inclusive entre as duas Coreias, e pede avanços em temas humanitários como sequestrados, detidos, prisioneiros de guerra e famílias separadas. A missão norte-coreana na ONU disse, em comunicado divulgado pela agência oficial Central de Notícias da Coreia, que a União Europeia voltou a apresentar um projeto de resolução que distorce a política e a situação de direitos humanos do país. O comunicado afirmou que a UE deveria cuidar dos próprios assuntos em vez de inflar problemas de direitos humanos inexistentes.

A delegação iraniana no Conselho da Organização Marítima Internacional (IMO) pediu que o órgão condene o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos como ato de agressão, com base na Resolução 3314 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e rejeitou como infundadas e politicamente motivadas as alegações de Washington e de Israel sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A manifestação ocorreu na quarta-feira, na 138ª sessão do Conselho da IMO, em Londres, no item de agenda sobre proteção de rotas marítimas críticas. A delegação citou o Artigo 3(c) da Resolução 3314 para classificar o bloqueio aos portos iranianos como ato de agressão e condenou a ação militar americana e israelense contra o setor marítimo do país, incluindo ataques a navios civis, portos e infraestrutura marítima. O representante iraniano afirmou que o país aderiu ao acordo de Islamabad para encerrar a guerra e que os Estados Unidos minaram o arranjo ao violar seus compromissos. A fala veio depois de a delegação apresentar dois documentos oficiais no item 11 da agenda do Conselho, sobre o bloqueio naval e os efeitos da ação militar americana e israelense contra o setor marítimo iraniano.

O mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) expirou à meia-noite de sábado, depois que o Conselho de Segurança não conseguiu acordo na sexta-feira: um projeto dos Estados Unidos foi vetado pela Rússia e um texto russo rival não alcançou os nove votos necessários. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a saída da missão “não anula” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo saaraui, em comunicado lido por seu porta-voz. A Rússia vetou o projeto americano apesar do apoio de 11 dos 15 membros do Conselho, entre eles França e Reino Unido; o texto dos EUA estendia a missão por um ano, retirava a palavra “referendo” do nome da missão e tornava a proposta de autonomia marroquina a única base das negociações seguintes. Quando o mandato terminou, a missão tinha sede em Laayoune, nove bases – quatro a oeste do muro de areia e cinco a leste – e um escritório de ligação em Tinduf, com cerca de 200 civis, observadores militares e oficiais de estado-maior de mais de 35 países. O Palácio Real marroquino afirmou que o “compromisso voluntário” de Rabat com o cessar-fogo não muda com o fim da missão, após reunião do rei Mohammed VI com o primeiro-ministro, um conselheiro real e o chefe do Exército — segundo a Reuters, em texto republicado pelo Yahoo News Malaysia. A mesma declaração classificou como “desenvolvimento significativo” o fato de a missão não ter sido renovada, o que retira o tema do Conselho de Segurança. O chanceler Nasser Bourita disse à mídia estatal que o próximo passo de Rabat será retirar o Saara Ocidental do comitê de descolonização da ONU, alegando apoio de dois terços dos Estados-membros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta quarta-feira ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola, enquanto o surto na África já matou mais de 5.300 pessoas. As duas candidatas são a ChAdOx1 BDBV, da Universidade de Oxford com o Serum Institute of India, e a mRNA-1469, da Moderna, desenvolvidas especificamente para o vírus Bundibugyo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o ensaio iniciado no mês passado com a vacina Ervebo não cobre o vírus Bundibugyo e que os grupos de especialistas da organização recomendam agora acrescentar as duas candidatas ao estudo. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da República Democrática do Congo (RDC) lidera o ensaio, com apoio de parceiros, entre eles a OMS. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) informaram na segunda-feira que a epidemia matou mais de 5.300 pessoas, a maioria na RDC, com 10.444 casos confirmados e letalidade superior a 50%.

O juiz aposentado indiano Srinivasan Muralidhar, presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, afirmou que a conclusão inequívoca do colegiado é que as forças de segurança israelenses continuam a cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio um ano após o cessar-fogo de outubro de 2025 mediado pelos Estados Unidos. O relatório informa que mais de 75 mil palestinos foram mortos nos territórios palestinos ocupados desde 7 de outubro de 2023, incluindo ao menos 21.500 crianças e 11 mil mulheres. O documento foi apresentado por Muralidhar à Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro; segundo o The Hindu, ele não pôde apresentar o relatório pessoalmente porque os Estados Unidos negaram o visto. O relatório pede que os países-membros da ONU “empreguem todos os meios” para prevenir o genocídio, investiguem e processem os suspeitos e estabeleçam regras claras para o uso de inteligência artificial em conflitos.

O primeiro-ministro da República Turca do Norte do Chipre, Unal Ustel, disse após reunião com a enviada da Organização das Nações Unidas (ONU), María Ángela Holguín, que a busca por um acordo com base em uma federação terminou na conferência de Crans-Montana, em 2017. Segundo ele, a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Chipre entre 27 e 29 de julho de 2026 mostrou ausência de terreno comum para iniciar negociações formais, porque na ilha há dois povos e dois Estados separados, e a comunidade internacional, em especial a ONU, precisa reconhecer a realidade de dois Estados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola em meio ao esforço para conter um surto que já matou mais de 5.300 pessoas na África. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os dois candidatos são a ChAdOx1 BDBV, da Universidade de Oxford com o Serum Institute of India, e a mRNA-1469, da Moderna, desenvolvidas especificamente para o vírus Bundibugyo. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da República Democrática do Congo (RDC) lidera o ensaio, com apoio de parceiros que incluem a OMS; em outubro já havia começado um ensaio com a vacina Ervebo, aprovada para o vírus ebola mas não para o Bundibugyo. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças informaram na segunda-feira que a epidemia já matou mais de 5.300 pessoas, a vasta maioria na RDC, com 10.444 casos confirmados e letalidade superior a 50%.

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu, em três rodadas de votação, Dapo Akande, do Reino Unido, e mais quatro juízes para a Corte Internacional de Justiça (CIJ), para mandatos de nove anos a partir de 6 de fevereiro de 2027. Akande recebeu 129 votos, numa eleição em que a maioria absoluta era de 97. Foram reeleitos Mahmoud Daifallah Hmoud, da Jordânia, e Phoebe N. Okowa, do Quênia, e eleitos François Alabrune, da França, e Rena Lee, de Singapura. Akande será o primeiro juiz britânico na corte desde 2018 e deve integrar o tribunal que julga o caso da África do Sul contra Israel por violação da Convenção sobre Genocídio em Gaza.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou que o plano do Reino Unido de fazer alguns refugiados esperar até 30 anos para pedir assentamento levanta preocupações significativas. O governo manteve a espera de até 30 anos para quem chegou por rotas irregulares e criou uma isenção que permite a cuidadores pedir residência permanente após cinco anos. O ACNUR disse que prazos longos de assentamento, autorizações de permanência curtíssimas e limites ao acesso à cidadania podem minar a segurança dos refugiados e sua capacidade de integração.

A coordenadora residente e humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Denise Brown, afirmou que houve um padrão intenso de ataques de drones nas últimas semanas contra infraestrutura civil, com fontes de energia e combustível aparentemente atingidas de forma sistemática. Em um hospital nos arredores de Cartum, a queda de energia interrompeu o tratamento de 25 pacientes que dependiam de diálise, e o hospital não tem gerador nem painéis solares. Centenas de caminhões de ajuda estão parados por falta de combustível, e há filas de quilômetros por combustível na capital. O Programa Mundial de Alimentos registrou sete ataques a seus comboios neste ano e 20 nos últimos dois anos. Brown disse não saber de onde partem os ataques e pediu que a mensagem de que eles têm de parar chegue a quem precisa ouvi-la.

O processo de encerramento da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Saara Ocidental começou, depois que a Rússia e os Estados Unidos vetaram mutuamente os projetos de resolução sobre a extensão do desdobramento de 35 anos, confirmou a ONU, segundo a RFI, em texto republicado pela AllAfrica. Ainda segundo a RFI, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, disse que uma equipe de apoio supervisionará a retirada da Missão para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO). O mandato expirou no sábado depois de a Rússia vetar o texto americano, apoiado por 11 dos 15 membros do Conselho de Segurança, que estenderia a missão por um ano e colocaria o plano de autonomia marroquino no centro da solução do conflito. O secretário-geral António Guterres pediu que os direitos do povo do Saara Ocidental, incluído o direito inalienável à autodeterminação, sejam respeitados e promovidos. O gabinete real marroquino saudou a não-renovação do mandato de paz.

O professor Dapo Akande foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça (CIJ). O Reino Unido não tinha juiz na corte havia quase uma década, e Akande terá mandato de nove anos. Nove candidatos disputavam as cinco vagas em eleição simultânea do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, na qual era preciso maioria absoluta nas duas casas. A eleição foi tratada como uma grande vitória diplomática britânica, quase dez anos depois de o juiz anterior não conseguir a reeleição.

O porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, disse nesta terça-feira que parceiros que apoiam a coleta de resíduos sólidos em Gaza avisam que apenas metade da frota de veículos está operacional. Segundo ele, restrições israelenses persistentes à entrada de óleo de motor e de peças de reposição suficientes para manter os veículos rodando elevam os riscos de saúde pública, porque só parte do lixo pode ser recolhida. Ele pediu que uma gama maior de suprimentos críticos entre em Gaza, com menos entraves burocráticos e mais travessias abertas para as entregas.

O número de mortos confirmados no ataque russo a uma escola usada para distribuir ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, subiu para 33, segundo o balanço mais recente citado pela imprensa ucraniana. Duas ondas de bombas aéreas atingiram a localidade na segunda-feira, durante a distribuição semanal de alimentos, e mataram 29 pessoas no balanço divulgado naquele dia. A Letônia convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) depois dos ataques russos contra civis na Ucrânia, entre eles o centro de distribuição de ajuda em Komyshuvakha.

A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (Minurso) encerrou as operações em 1º de novembro de 2026, após 35 anos, e entrou em período de liquidação, depois de o mandato expirar em 31 de outubro sem que o Conselho de Segurança aprovasse nenhum dos dois projetos de resolução. O texto dos Estados Unidos teve 11 votos a favor, 1 veto da Rússia e 3 abstenções, e o alternativo russo, que prorrogava a missão até 31 de outubro de 2027, teve 3 votos a favor, 1 voto contrário dos Estados Unidos e 11 abstenções. O texto estadunidense retirava a palavra referendo do nome da missão e fazia da proposta de autonomia marroquina a única base para novas negociações. A delegação russa disse que ele poderia reverter todo o processo de resolução e classificou o voto como um veto salvador, o chanceler marroquino Nasser Bourita afirmou que o fim da missão não significa o fim do cessar-fogo e a Oxfam alertou que a perda do monitoramento pode minar a estabilidade, com consequências graves para os civis.

A bandeira russa foi hasteada em território do Saara Ocidental controlado pela Frente Polisário, em gratidão pela posição de Moscou no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito, disse ao Sputnik Mohamed Yeslem Beissat, chefe da delegação da Polisário que visitou Moscou na primavera. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o país não poderia apoiar uma iniciativa que retirasse do povo do Saara Ocidental o direito de voto.

A Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira, 2 de novembro, por 180 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção, um projeto de resolução sobre controle de armas convencionais nos níveis regional e sub-regional. Índia e Israel foram os únicos países a votar contra o texto, em um órgão de 193 membros. Um representante indiano argumentou que “isso pressupõe que as preocupações de segurança dos Estados param educadamente nas fronteiras regionais. Elas não param”.

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicado na segunda-feira alerta que 86% dos crimes contra a imprensa seguem impunes, com mais de 1.600 jornalistas assassinados no mundo nos últimos vinte anos, alta de 20% nos últimos três anos; o Oriente Médio segue de longe a região mais perigosa, com 97 jornalistas mortos nos últimos dois anos, muitos ligados à guerra em Gaza.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), criada em 1978, tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e mandato até 31 de dezembro de 2026, com a saída do contingente prevista ao longo do ano seguinte e entrega gradual das posições ao Exército libanês, segundo a RT. A decisão de encerrar a missão seguiu-se à pressão de Estados Unidos e Israel, que acusam a força de não conter o Hezbollah, e um morador do sul do país disse à RT que a UNIFIL não cumpriu o papel de proteger a população local, mas alertou que a ausência dos capacetes criaria um “vácuo de segurança” que Israel buscaria explorar.

A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, disse nesta segunda-feira à Assembleia Geral da ONU que as sanções dos Estados Unidos contra o tribunal são uma tentativa de obstruir o curso da Justiça. Em discurso por vídeo, ela afirmou que as medidas, impostas em 9 de outubro – mesmo dia em que o comitê norueguês do Nobel concedeu o prêmio da Paz à ex-juíza do TPI Navi Pillay –, atingem 13 juízes e procuradores independentes, incluindo ela, e ferem “o cerne da igualdade soberana dos Estados”.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) contabilizou 189 jornalistas assassinados no mundo em 2024 e 2025, o maior número desde o biênio 2014/2015, quando registrou 215 casos. Do total, 127 mortes (67%) ocorreram em países que são zonas de conflito, alta de 24% ante o biênio 2022/2023. A Palestina concentrou 62 mortes, um terço do total.

A missão política da Organização das Nações Unidas (ONU) na Somália (UNSOM) foi encerrada após uma transição de dois anos, fechando um capítulo de mais de três décadas de operações de paz da ONU no país do Chifre da África. A UNSOM foi criada pelo Conselho de Segurança em 2013 para apoiar a transição somali para a democracia e o Estado de direito depois de mais de duas décadas de conflito com milícias, grupos islâmicos e gangues criminosas.

A missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Saara Ocidental (MINURSO) encerrou suas operações depois que seu mandato expirou à meia-noite de sábado, e neste domingo, 1º de novembro, começou o período de liquidação do contingente. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a saída da missão “não revoga” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo do território e que a ONU segue em busca de uma solução política por meio de seu enviado pessoal, Staffan de Mistura. Ele reconheceu o papel central da MINURSO desde 1991 e prestou homenagem aos 20 integrantes da missão que morreram ao longo de 35 anos no território. Enquanto isso, os refugiados saarauís mantêm a esperança de voltar.

Um total confirmado de 189 jornalistas e outros trabalhadores da mídia perderam a vida em 2024-2025, 20% a mais que no biênio anterior e o maior número desde 2014-2015, segundo o relatório bienal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A taxa de impunidade chegou a 86% em 2024-2025, primeira alta em mais de uma década, e 127 dos mortos, 67% do total, estavam em zonas de conflito. Ataques com drones mataram 50 jornalistas, 40% das mortes em zonas de conflito, ameaça que a Unesco classificou de perturbadora.

O Sudão apresentou queixa contra a Etiópia ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana depois de uma série de ataques mortais com drones neste ano, segundo o Al Jazeera.

A Rússia vetou na sexta-feira a proposta dos Estados Unidos (EUA) para o Saara Ocidental, apoiada por 11 dos 15 membros do Conselho, incluindo França e Reino Unido, enquanto a contraproposta russa recebeu dois votos a favor, um contra e 11 abstenções, sem alcançar os nove necessários – e o palácio real marroquino saudou o resultado, disse que pessoal e equipamento da Organização das Nações Unidas (ONU) devem deixar o território e que o tema deve sair da pauta do Conselho, mantendo o cessar-fogo, segundo a Al Jazeera.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de escalada das hostilidades no Saara Ocidental depois do fim de uma missão de paz de 35 anos, segundo o Al Jazeera. A partida da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) “não revoga” o “direito inalienável à autodeterminação” do povo, afirmou a ONU. No Conselho de Segurança, a Rússia vetou a resolução, apesar do apoio de 11 dos 15 membros, entre eles os membros permanentes França e Reino Unido.

Mohammad el Shami, funcionário do escritório de direitos humanos da ONU no Iêmen, estava detido arbitrariamente pelas autoridades de fato houthis desde 6 de junho de 2024, e a família diz que ele morreu há mais de um mês, tendo sido informada só recentemente, segundo o UN News. O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, cobrou dos houthis a divulgação dos registros médicos e de detenção e exigiu que a causa da morte seja apurada de forma independente. O primeiro-ministro do Iêmen condenou a morte, responsabilizou integralmente os houthis e cobrou a responsabilização dos culpados; ele disse que mais de 70 funcionários da ONU e dezenas de trabalhadores humanitários seguem detidos. O chanceler do Iêmen também cobrou responsabilização pela morte do funcionário sob custódia houthi, segundo o Middle East Eye.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não adotou resolução para estender a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), cujo mandato expira em 31 de outubro de 2026. O projeto apresentado pelos Estados Unidos recebeu 11 votos a favor, 1 veto da Rússia e 3 abstenções, segundo as Nações Unidas. A proposta norte-americana também teria rebatizado a força de MINURSO para MINUSO, retirando o R de referendo sobre a autodeterminação do território, segundo a Deutsche Welle.

A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu investigação sobre a morte de Mohammad el-Shami, funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) no Iêmen, sob custódia houthi. El-Shami morreu há mais de um mês, e a família só foi informada recentemente, disse a ONU em comunicado neste sábado, segundo a Al Jazeera. O alto comissário Volker Türk exigiu “total transparência” das autoridades houthis e uma investigação “urgente, independente e completa”, e disse que a família “merece saber a verdade”. El-Shami estava detido arbitrariamente desde junho de 2024, quando ele e mais de 60 pessoas que trabalhavam para a ONU e outras organizações não governamentais (ONGs) foram presos e acusados de integrar uma “rede de espionagem estadunidense-israelense”. Turk afirmou que outros sete funcionários do OHCHR detidos junto com ele seguem presos e pediu a libertação imediata e incondicional deles.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Volker Türk, exigiu uma investigação independente sobre a morte, sob custódia houthi, de um funcionário iemenita do escritório da ONU no Iêmen e pediu transparência total às autoridades do grupo. Mohammad el Shami estava detido arbitrariamente desde 6 de junho de 2024 e, segundo Türk, a família foi informada da morte apenas recentemente, mais de um mês depois de ela ocorrer, sem qualquer explicação sobre a causa ou as circunstâncias. Türk pediu ainda a libertação imediata e incondicional dos demais funcionários da ONU detidos, incluindo sete colegas de seu escritório.

A Rússia vetou na sexta-feira a resolução apoiada pelos Estados Unidos (EUA) sobre o Saara Ocidental, que tinha o apoio de 11 dos 15 membros do Conselho de Segurança, segundo o Al Jazeera. A proposta rival russa não alcançou os nove votos necessários para ser adotada. O mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) vence neste sábado se o conselho não chegar a um acordo de última hora. O texto americano afirmaria que a autonomia genuína sob soberania marroquina é “a única solução viável para negociar uma solução mutuamente aceitável”, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo U.S. News.

O Conselho de Segurança realizou na sexta-feira a sétima votação indicativa sobre os candidatos a secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), segundo a agência Xinhua. Conforme resultados vazados citados pela agência, Rebeca Grynspan liderou com 11 votos de encorajamento e 4 de desencorajamento, seguida por Rafael Grossi, com 9 votos de encorajamento, 4 de desencorajamento e 2 sem opinião expressa. A rodada ocorreu após a entrada, em 21 de outubro, da diplomata dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Lana Nusseibeh, ex-embaixadora do país na ONU, e a retirada da candidatura do ex-presidente do Senegal Macky Sall, anunciada em 17 de outubro.

A Turquia se prepara para indicar Feridun Sinirlioglu como seu candidato a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos dias, segundo fontes turcas citadas pelo Türkiye Today; ele é secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e ex-ministro das Relações Exteriores. O TRT World também anunciou a indicação. A disputa pelo comando da ONU tem a costarriquenha Rebeca Grynspan à frente das votações informais.

Rússia e Estados Unidos vetaram mutuamente as resoluções rivais sobre o Saara Ocidental no Conselho de Segurança nesta sexta-feira, deixando a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) sem renovação um dia antes do fim do mandato, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Star. O texto americano consolidaria o plano de autonomia do Marrocos como única base das negociações e reduziria o componente militar da missão. A resolução russa, que prorrogava o mandato por um ano sem mudanças, foi vetada pelos Estados Unidos.

A costarriquenha Rebeca Grynspan ampliou a liderança na corrida a secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com 11 votos a favor e 4 contra no Conselho de Segurança de 15 membros, o melhor resultado dela em sete votações informais realizadas a portas fechadas nos últimos meses para substituir António Guterres, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. A emiratense Lana Nusseibeh, que entrou na disputa, recebeu 7 votos a favor, 6 contra e 2 sem opinião na primeira votação de que participou.

O governo de Nayib Bukele anunciou o envio de mais de 2 mil soldados ao Haiti, em comunicado divulgado após uma conversa por telefone com o primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, segundo a CNN en Español. O reforço ocorre após o desaparecimento de quatro soldados salvadorenhos que atuam em força da Organização das Nações Unidas (ONU) de repressão a gangues, conforme a DW. Bukele disse que os quatro podem estar sendo mantidos como reféns por grupos criminosos e anunciou uma operação militar para localizá-los, segundo a RT Brasil.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.

A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que autoridades e forças israelenses continuam cometendo atos genocidas em Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, com a intenção de destruir o povo palestino no todo ou em parte, segundo o relatório da comissão. A comissão apontou que ao menos 196 palestinos foram mortos por fogo israelense desde a assinatura do cessar-fogo, em outubro de 2025, e que o controle israelense sobre Gaza passou de 53% para ao menos 60%, segundo a Associated Press (AP). A mesma comissão acusa soldados e agentes penitenciários israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, segundo a AP.

Integrantes da diáspora sudanesa e observadores internacionais de direitos humanos denunciaram a candidatura da diplomata emiradense Lana Nusseibeh ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU), citando a negação dela das acusações de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) alimentam a guerra no Sudão com apoio às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o Guardian; Nusseibeh tem apoio unânime dos Estados do Golfo, mas é acusada de encobrir o apoio à RSF, acusada de genocídio.

Os combates se intensificaram em várias frentes ao sul de Taiz, no sudoeste do Iêmen, com a mídia ligada às forças do governo relatando uma alta nas hostilidades com os houthis, segundo a Al Jazeera. Mais de 281 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início de agosto, segundo a agência humanitária da ONU citada pela emissora.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por 130 votos a 17, com 25 abstenções, na quarta-feira, uma resolução que pede o fim do embargo econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba, segundo o Hindustan Times. A Índia votou a favor e disse esperar que o embargo seja suspenso o quanto antes, para que os cubanos possam participar mais plenamente da cooperação internacional, segundo o mesmo veículo.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira uma resolução que pede o fim do embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba, com 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções, segundo a Opera Mundi. Em 2025, o texto teve 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções; o maior respaldo havia sido em 2017, quando 191 países apoiaram a resolução. O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Cairo, disse que o aumento de votos contrários e de abstenções não deve ser lido como perda de apoio ao país, segundo o Brasil de Fato.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vota nesta quarta-feira (28) a resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos a Cuba, a 34ª vez que o texto é analisado desde 1992, segundo o Brasil de Fato. No ano passado, a resolução foi aprovada com 165 votos a favor, 7 contra e 12 abstenções. O presidente cubano escreveu em suas redes sociais que o apoio majoritário da comunidade internacional a Cuba “ficou evidente na condenação do bloqueio”, segundo o Opera Mundi.

O Primeiro Comitê da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por 150 votos a 7 a resolução de desarmamento nuclear liderada pelo Japão, com votos contrários incluindo China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, segundo o Japan Times. Foi o 33º ano consecutivo de aprovação de uma resolução do tipo, segundo o jornal, e o texto afirma que a Coreia do Norte não pode ser reconhecida como Estado com armas nucleares, cobrando o retorno ao Tratado de Não Proliferação (TNP) e às salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) disse ter matado cinco “narcoterroristas” em um ataque contra uma suposta embarcação de contrabando de drogas no leste do oceano Pacífico nesta terça-feira, e afirmou que “informações de inteligência confirmadas revelaram a participação ativa da embarcação no narcotráfico”, segundo o G1. Pelo menos 235 pessoas morreram em ataques a embarcações no mar do Caribe e no leste do Pacífico, segundo levantamento da AFP citado pelo G1. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que os Estados Unidos interrompam os ataques e citou a “execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações”, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que uma das áreas de maior preocupação é o material nuclear que o Irã declarou no passado, que inclui 440 kg de urânio altamente enriquecido, e que essas questões seguem pendentes há mais de cinco anos, segundo a TRT World. Em declaração ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Grossi afirmou que a usina de Bushehr é a única exceção em que inspetores da agência realizam atividades de verificação.

A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.

Uma comissão de inquérito das Nações Unidas (ONU) acusou o governo de Israel de cometer crimes de extermínio, perseguição, tortura e estupro contra os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, segundo a Opera Mundi. O órgão também afirmou que as forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia entre outubro de 2023 e setembro de 2026, enquanto mais de 34 mil palestinos permaneciam deslocados até agosto. A comissão independente acusou Israel de crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, contra os palestinos da Cisjordânia, segundo a ONU News.

A missão permanente do Sudão na Organização das Nações Unidas (ONU) disse ter questões fundamentais sobre a independência, a imparcialidade e a credibilidade de Lana Nusseibeh como candidata ao posto mais alto da organização, em declaração dada com exclusividade ao Middle East Eye. O Sudão classifica a candidatura como tentativa de ‘branquear’ o papel dos Emirados Árabes Unidos na guerra civil sudanesa, segundo o veículo.

Israel seguiu cometendo genocídio em Gaza depois do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, afirmou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório publicado nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O texto diz que as autoridades israelenses mantiveram atos genocidas com a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o relatório de documento de propaganda desligado da realidade, voltado a minar o direito de autodefesa do país. A comissão registrou ainda quase 500 palestinos mortos por ano na Cisjordânia desde 2022, os maiores números desde que a ONU começou a coletar esses dados, segundo o Jerusalem Post.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

A Turquia, país anfitrião da 31ª Conferência das Partes (COP31) da convenção da ONU sobre o clima, está incentivando os países ricos a gastar mais com apoio climático do que com defesa, segundo o OilPrice. O anfitrião da próxima cúpula da ONU disse ao The Guardian que os países ricos deveriam gastar muito mais do que os 5% do PIB prometidos por membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para defesa, porque “a questão climática é a questão de segurança”. Questionado se se deveria gastar com clima tanto quanto com defesa, respondeu: “Muito mais.”

Dirigentes do Hamas em Gaza transmitiram ao coordenador humanitário da ONU na Faixa, Ramiz Alakbarov, uma mensagem de que o grupo está pronto para realizar outro ataque como o de 7 de outubro de 2023, e pediram que ela fosse entregue a Israel, segundo o Times of Israel, que cita a Ynet. A mensagem foi repassada ao chefe de ligação do Exército israelense com os palestinos, o major-general Yoram Halevy, que escreveu uma carta urgente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, na qual afirma que se trata de uma ameaça incomum, que nunca havia sido transmitida com esse nível de franqueza e crueza. O trecho da carta foi publicado no sábado à noite pelo Canal 13, segundo o mesmo veículo.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu uma estrutura mais justa e inclusiva para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), capaz de atender às expectativas da comunidade internacional, em mensagem divulgada pela Diretoria de Comunicações do governo. Ele citou a morte de mais de 74 mil pessoas em Gaza no que descreveu como genocídio e pediu que os países reforcem o compromisso com a Carta da ONU e apoiem reformas, segundo o Hürriyet Daily News.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou em setembro um corte de 50% no número de beneficiários de ajuda alimentar na Cisjordânia ocupada, citando “restrições críticas de financiamento” decorrentes da redução de verbas de doadores internacionais, segundo a Al Jazeera. A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 900 mil pessoas na Cisjordânia sofrem atualmente de insegurança alimentar, conforme a reportagem.

O Irã e outros 11 países advertiram que ataques contra instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) jamais podem ser aceitos como norma, segundo a Press TV. “Instalações nucleares jamais devem, sob nenhuma circunstância, ser objeto de ataque ou de ameaça de ataque”, disseram os países em declaração conjunta apresentada na sexta-feira na Primeira Comissão da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi assinado por Bielorrússia, Burkina Faso, China, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Níger, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Zimbábue.

O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).

A ONU advertiu nesta sexta-feira que o tempo está se esgotando para levar ajuda a Taiz, cercada por combatentes houthis que impedem o abastecimento da terceira maior cidade do Iêmen, disse, segundo o Middle East Eye. Os houthis cercam Taiz desde o início de outubro e bloquearam a estrada que liga a cidade a Áden, capital interina do governo reconhecido internacionalmente. O fechamento de estradas e a falta de diesel cortaram pela metade a produção de água da cidade e quase triplicaram o preço da água vendida por caminhão, da qual a maioria dos moradores depende, disse Laerke.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.

Quatro militares salvadorenhos da Força de Repressão das Gangues (FRG), missão da ONU que atua no Haiti desde abril, estão desaparecidos desde a noite de domingo (18), depois que o veículo em que estavam foi emboscado no bairro de Santo, em Croix-des-Bouquets, na região metropolitana de Porto Príncipe. Depois de quatro dias de operação, os soldados ainda não foram localizados. A FRG informou que “vários integrantes da gangue foram mortos e outros foram feridos durante os enfrentamentos” e que quatro pessoas da força ficaram feridas. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse na quarta-feira (21) que os quatro são técnicos de aviação e que a missão salvadorenha no Haiti tem “apenas pilotos e técnicos”, dedicados à evacuação médica.

A Câmara baixa do parlamento da Irlanda aprovou por 79 votos a 71 o projeto que retira a exigência de aval da Organização das Nações Unidas (ONU) para o envio de militares irlandeses ao exterior, segundo a France 24. Hoje, três etapas – apelidadas de “trava tripla” – precisam ser cumpridas antes que mais de 12 integrantes das forças de defesa irlandesas sejam enviados a qualquer missão: o aval do governo, o do parlamento e o da ONU, este último a ser eliminado. O texto também eleva de 12 para 50 o número de soldados que podem ser deslocados sem aprovação parlamentar. A oposição alertou que a medida ameaça a neutralidade militar histórica do país.

Rebeldes houthis atingiram na terça-feira uma área residencial de Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, que está sob ataque e cerco, matando duas adolescentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo PBS News. O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que os civis de Taiz estão em risco grave e pediu que a ajuda humanitária “seja imediatamente autorizada a entrar na cidade” e que sua passagem seja facilitada, e que os civis que desejarem sair possam fazê-lo “livremente e com segurança”. O ataque a Taiz veio um dia depois de um ataque houthi a um acampamento militar do governo ter matado 73 recrutas, o mais letal desde a retomada do conflito no verão, segundo um alto funcionário do governo iemenita.

Um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu nesta quarta-feira (21) sobre o possível impacto de medidas adotadas pela Meta nas eleições brasileiras, em comunicado difundido no dia, segundo a Opera Mundi. O documento relata a atuação questionável das ferramentas de inteligência artificial da empresa, o bloqueio do impulsionamento de publicações nos perfis vinculados a Lula no Instagram e diferenças nas recomendações de canais no WhatsApp, e levanta dúvidas sobre a igualdade de condições durante a campanha.

A diplomata Lana Nusseibeh, dos Emirados Árabes Unidos, entrou nesta quarta-feira na disputa para suceder António Guterres no comando das Nações Unidas, segundo a Reuters. Fontes diplomáticas em Nova York esperam um anúncio oficial em breve da candidatura pelos Emirados, disseram ao Jerusalem Post. Guterres conclui em 31 de dezembro o segundo mandato de cinco anos, e a escolha definirá o décimo secretário-geral da organização.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez acusou os Estados Unidos de ameaçar países com tarifas, restrições de visto e outras retaliações para mudar votos na resolução anual contra o embargo a Cuba, segundo a Al Jazeera. Rodríguez disse que o secretário de Estado Marco Rubio e o embaixador de Washington na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, lideram pessoalmente uma campanha que, segundo ele, já dura meses, e que os EUA pediram a países que se abstenham ou faltem à votação. A resolução, não vinculante, deve ser votada em 27 ou 28 de outubro, segundo a Al Jazeera.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou fortemente nesta terça-feira ataques com drones contra civis e infraestrutura crítica em todo o Sudão, segundo a CGTN. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que a ONU condena fortemente o relato da morte de dezenas de civis em um ataque com drone a um mercado na localidade de Al Dibab, no estado do Cordofão Ocidental, no domingo. Na terça-feira, drones danificaram a principal estação de energia da cidade de Tendalti, no estado do Nilo Branco, segundo Dujarric.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.

É provável que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) comece a se retirar da zona da chamada Linha Azul, patrulhada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 31 de dezembro de 2026. A missão tem 7.565 capacetes-azuis de 46 países, segundo a DW. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou para a necessidade de “evitar o vácuo que a retirada da UNIFIL poderia criar, caso ela ocorresse sem acordo sobre uma nova força internacional que a substitua”.

A Rússia e outros 17 países pediram ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que revise as regras do mecanismo de investigação de possíveis usos de armas químicas e biológicas, segundo comunicado conjunto publicado nesta terça-feira no site do Ministério das Relações Exteriores russo e noticiado pela Sputnik. O texto pede que Guterres organize uma revisão das regras e procedimentos existentes do mecanismo, definidos no documento A/44/561 da Assembleia Geral da ONU, de 4 de outubro de 1989.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, escreveu ao secretário-geral e ao Conselho de Segurança contra o que chamou de “ameaças arrogantes” do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e de Israel, segundo a Mehr News – a carta cita relatos de que a Casa Branca e o Pentágono prepararam opções militares incluindo o possível uso da bomba GBU-43/B e diz que o ministro israelense Yisrael Katz anunciou em 18 de outubro estar pronto para atacar o Irã e mirar todas as instalações de energia, segundo a mesma agência, e o Irã pediu reunião de emergência do Conselho, condenação e reparação integral, segundo a Press TV.

Até 500 militares marroquinos passaram por treinamento no Marrocos para integrar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, disse um oficial do Conselho de Paz ao Times of Israel nesta segunda-feira. Segundo o oficial, o treinamento começou no fim de agosto e foi conduzido pela força liderada pelos Estados Unidos, que ele não pôde confirmar estar totalmente concluído. O Marrocos se comprometeu em fevereiro a enviar policiais e militares para a Gaza do pós-guerra, tornando-se o primeiro país árabe a fazê-lo publicamente, e seria o primeiro a deslocar pessoal, à frente de Albânia, Cazaquistão e Kosovo, segundo o jornal.

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Jim Skea, pediu que o plenário suspenso em Adis Abeba seja reconvocado o mais rápido possível, segundo a AFP. Em nota, Skea informou que suspendeu na noite de 16 de outubro a 65ª sessão plenária do painel: a maior parte da agenda foi concluída, inclusive um acordo sobre um novo processo para o uso de inteligência artificial, mas não houve consenso sobre os prazos das três contribuições dos grupos de trabalho ao Sétimo Relatório de Avaliação (AR7) nem sobre o orçamento do IPCC.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu em cerca de um terço a ajuda alimentar em Gaza por falta de financiamento, e meio milhão de pessoas perderá acesso à assistência crítica, segundo a própria agência. Desde este mês, o PMA atende 1,1 milhão das pessoas mais vulneráveis no território com comida e dinheiro, contra 1,6 milhão no mês anterior. Cerca de 1,4 milhão de pessoas, ou 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise ou pior. Para manter e retomar programas críticos na Palestina, a agência diz precisar de mais de £300 milhões nos próximos seis meses, segundo o Guardian.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que 1,4 milhão de pessoas em Gaza sofrem escassez aguda de alimentos e que lacunas de financiamento estão forçando cortes em ajuda crítica, apesar do cessar-fogo entre o Hamas e Israel intermediado pelos Estados Unidos, segundo a NPR.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse ao chanceler francês Jean-Noël Barrot que, caso se mostre impossível estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), o país acolhe qualquer arranjo que garanta uma presença internacional no sul, evite um vácuo e não coloque o exército libanês em contato direto com o exército israelense, segundo o Times of Israel. A visita de dois dias de Barrot a Beirute teve como tema mecanismos de presença internacional no sul, palco de repetidos conflitos entre Israel e o Hezbollah.

O Líbano enviará uma delegação militar a uma reunião trilateral com Israel mediada pelos Estados Unidos, em Tampa, na Flórida, na terça-feira, disse o presidente Joseph Aoun no sábado. Em comunicado da presidência, Aoun disse que a delegação apresentará a exigência libanesa de fim da escalada israelense e defenderá resultados alinhados ao acordo-quadro mediado pelos EUA alcançado em junho. Aoun também pediu que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) seja prorrogado até 2027.

A Índia rebateu as alegações da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Gina Romero sobre retaliação e estigmatização de jovens no país, segundo o Hindustan Times. Seis parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que levante o tema do suposto uso excessivo da força contra estudantes que protestam. A carta dos parlamentares menciona, segundo o Telegraph India, um padrão de repressão, detenções indevidas e uso excessivo da força pelas forças de segurança durante protestos estudantis em Délhi e em outras localidades da Índia.

A Unicef afirmou que mais de 340 crianças palestinas foram mortas em Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, há pouco mais de um ano. Só nas duas últimas semanas, cinco meninos e duas meninas foram mortos e ao menos 33 crianças ficaram gravemente feridas em ataques aéreos israelenses, de drones e tiros na Faixa de Gaza, e outros dois meninos morreram de ferimentos anteriores, segundo o Middle East Eye. O porta-voz global adjunto do Unicef, Ricardo Pires, disse em Genebra que cerca de 800 mil crianças seguem deslocadas, a maioria em tendas ou em prédios bombardeados e perigosos, e pediu às autoridades israelenses que permitam a entrada de materiais, equipamentos, peças, geradores e óleo de motor.

A disrupção no transporte de combustível e fertilizantes pelo Estreito de Ormuz começa a afetar as colheitas agrícolas, alertou nesta quinta-feira o presidente de uma agência de desenvolvimento rural das Nações Unidas (ONU), segundo o Middle East Eye. O presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), Alvaro Lario, disse à Reuters que o efeito do fechamento inicial do Estreito de Ormuz “agora começa a ser visto”. Disrupções no envio de fertilizantes e custos maiores de combustível e transporte, agravados pelo El Niño e por interrupções no suprimento de trigo do Mar Negro, ameaçam reduzir a produtividade das lavouras.

Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a falta de um acordo rápido entre Estados Unidos (EUA) e Irã para aprovar um plano da ONU de escoamento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz pode mergulhar partes da Ásia e da África em uma crise de segurança alimentar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Cradle. “É absolutamente crucial fechar o acordo nas próximas semanas. Caso contrário, perderemos a estação de plantio”, disse à Reuters em Bangkok o subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva. Segundo a análise da ONU que ele citou, o tráfego diário pelo estreito caiu de cerca de 130 navios antes da guerra para apenas cinco na semana passada, e os preços dos fertilizantes subiram de 25% a 30% desde o fim de fevereiro.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) adotaram na segunda-feira a decisão que cria uma nova missão de apoio no Líbano, para assessorar as forças militares e de segurança interna do país, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Conforme o Conselho da UE, a missão terá mandato inicial de três anos. A missão vai assessorar e assistir as Forças Armadas Libanesas e as Forças de Segurança Interna a reforçar o controle territorial, a segurança de fronteiras e a segurança interna, afirmou Kaja Kallas, em declarações citadas pela Anadolu e reproduzidas pelo Middle East Monitor. Kallas disse que a missão não substitui a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que não pode haver vácuo de segurança quando a UNIFIL deixar o Líbano.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque houthi ao aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, que, segundo relatos, matou 12 pessoas e feriu centenas de civis, segundo a agência russa TASS. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al-Budaiwi, classificou os ataques como “ataques terroristas traiçoeiros”. Perguntado no sábado se havia mudado de ideia sobre aderir aos ataques sauditas contra o grupo, Donald Trump disse que os Estados Unidos “podem”. Entre os 12 mortos estão quatro sauditas, dois bengaleses, um estadunidense, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês, segundo o Le Monde.

A laureada do Nobel da Paz deste ano, a juíza e ex-chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) Navi Pillay, chamou de inéditas e inaceitáveis as sanções anunciadas pelos Estados Unidos (EUA) contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo a AFP, em texto publicado pela RFI. Pillay disse que há muita tensão e ansiedade sobre a continuidade da existência dos tribunais internacionais, sobretudo o TPI em Haia. Horas depois de ela ser laureada, os EUA anunciaram novas sanções ao tribunal, provocando condenação imediata de Estados-membros e da ONU, segundo a AFP.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade a Resolução 2830, que prorroga o embargo de armas em Darfur até 11 de dezembro, para dar mais tempo às negociações. O texto também estendeu o mandato do painel de especialistas que monitora as sanções até 11 de janeiro de 2027. A proposta dos Estados Unidos (EUA) de ampliar o embargo para todo o território sudanês não foi aprovada, após oposição da Rússia e da China, segundo a Al Jazeera.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, republicou uma mensagem que diz que o Comitê Nobel se cobriu de vergonha de forma irreparável e rebaixou o antes grandioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a Navi Pillay, segundo a Politico. A mensagem é de autoria do escritório do advogado David Schoen, segundo a Política. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o Comitê Nobel perdeu a bússola moral, segundo a Politico. Pillay é uma advogada de direitos humanos e juíza sul-africana que liderou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que afirmou que Israel cometeu genocídio contra palestinos em Gaza, segundo a Politico.

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, segundo a Al Jazeera. O comitê disse homenageá-la pelos “esforços para promover a paz e o direito internacional”, e Pillay é ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e ex-alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, segundo a CBS News.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse na sexta-feira que realiza uma operação ampla contra elementos e capacidades dos houthis, segundo declaração do porta-voz da coalizão. O comunicado afirma que 136 alvos militares foram destruídos em áreas sob controle houthi, e que a coalizão presta apoio aéreo contínuo às forças do governo iemenita. O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o país voltou a uma guerra em larga escala. Segundo a ONU, ao menos 46 civis foram mortos e mais de 130 ficaram feridos desde agosto nos combates no país.

Navanethem “Navi” Pillay, 85 anos, ex-chefe de direitos humanos da ONU e juíza da Corte Internacional de Justiça, venceu o Nobel da Paz 2026, segundo o The Guardian. O comitê norueguês a reconheceu por esforços para promover a paz e o direito internacional, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê. O prêmio deste ano teve 287 candidaturas e paga 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão.

A União Europeia apoia prorrogar o mandato da UNIFIL, a força de paz da ONU no sul do Líbano, disse na quinta-feira a chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, segundo a AFP, em texto publicado pelo Türkiye Today. Kallas disse esperar que os chanceleres da UE estabeleçam formalmente a nova missão na segunda-feira, 12 de outubro. A nova missão militar da UE no Líbano deve ter um componente permanente de cerca de 100 militares, segundo o Rapporteur.

A China indicou nesta quinta-feira Song Li, especialista em saúde materno-infantil, para dirigir a Organização Mundial da Saúde (OMS), numa movimentação que pode ampliar a influência de Pequim sobre o organismo internacional depois que os Estados Unidos deixaram a entidade este ano, segundo a CNA. Song Li dirige o Departamento de Saúde da Mulher e da Criança da Comissão Nacional de Saúde da China e tem uma carreira de 21 anos, segundo a OMS. Ela disputará com candidatos apresentados por Catar, Arábia Saudita, Bélgica, Espanha, Indonésia e Botsuana, incluindo três homens e três mulheres.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira que a agência ainda não tem o quadro completo deste evento e não consegue fazer uma avaliação de risco completa. A OMS pediu compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações pela Rússia para esclarecer relatos conflitantes. Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do instituto de pesquisa anti-peste da cidade de Irkutsk, no leste da Rússia, morreu dois dias após adoecer com sintomas semelhantes a resfriado. As autoridades russas negam conexão com o instituto e dizem que ela morreu de “pneumonia de etiologia desconhecida”.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu um cessar-fogo permanente em Gaza na segunda-feira, 5 de outubro, antes do terceiro aniversário do ataque de 7 de outubro de 2023, informou o The Hindu. “É hora de o cessar-fogo se tornar permanente. É hora de permitir ajuda humanitária em escala. E é hora de respeitar o direito internacional”, disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país está pronto para ajudar Moscou, se necessário, no caso de pneumonia de etiologia desconhecida detectada na Rússia, segundo a TASS. Trump afirmou que acompanha o caso de perto e que ainda não falou com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o assunto, segundo a Al Jazeera. O órgão sanitário russo informou que testes de laboratório confirmaram dois casos de Covid-19 e dois de rinovírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que, com base em informações não oficiais, o risco à população geral parece baixo.

Araghchi disse que todos os diplomatas iranianos deixaram Nova York como programado, exceto um que partiu antes, após a sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Türkiye Today; autoridade dos Estados Unidos disse, em texto citando a AFP, que dois integrantes da delegação iraniana foram encontrados ainda em Nova York bem depois do fim da sessão, e que o Departamento de Estado havia ordenado que Araghchi e sua delegação deixassem o país até segunda-feira.

Os Estados Unidos expulsaram dois integrantes da delegação iraniana que participaram da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) depois que eles ignoraram a ordem de deixar o país, disse o Departamento de Estado no sábado, segundo o Middle East Eye. A imprensa norte-americana informou que o departamento havia ordenado que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação deixassem o país na segunda-feira e que, para isso, recorreu à expulsão dos dois integrantes. A missão iraniana na ONU contestou a versão de Washington sobre a saída da delegação e disse que seus integrantes saíram conforme um cronograma, segundo a Russia Today (RT).

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que Washington garanta reparações integrais aos afetados pelos testes nucleares dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, segundo o The Hindu. O arquipélago foi palco de 67 testes nucleares estadunidenses entre 1946 e 1958, cujos efeitos ambientais e de saúde persistem, e o Tribunal de Reclamações Nucleares local fixou a compensação total a ser paga em mais de US$ 2,3 bilhões.

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse à agência TASS que Teerã agradece a Moscou pelas declarações do chanceler russo, Sergei Lavrov, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Jalali classificou o discurso de Lavrov como excelente e citou a posição firme da Rússia sobre o Irã.

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a delegação iraniana deixou Nova York na noite de segunda-feira, conforme cronograma comunicado com antecedência ao Departamento de Estado em 17 de setembro. A declaração contrasta com o relato de dois funcionários dos Estados Unidos (EUA), segundo os quais o secretário de Estado, Marco Rubio, perdeu a paciência e disse aos iranianos, na segunda-feira, que o chanceler Abbas Araghchi e sua delegação tinham de deixar Nova York imediatamente.

A Coreia do Sul passou a exigir pedido formal de desculpas e “medidas responsáveis” de Pyongyang pela explosão de 21 de setembro na área ocidental da zona desmilitarizada, segundo o The Guardian. O Comando das Nações Unidas (UNC) liderado pelos Estados Unidos (EUA) concluiu que houve violação do acordo de armistício, segundo a Al Jazeera. Kim Yo-jong negou que soldados norte-coreanos tenham cruzado a fronteira e advertiu que unidades de fronteira fariam “retaliação imediata e impiedosa” se tropas sul-coreanas atirassem contra soldados do Norte. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos nas duas explosões, segundo a Al Jazeera.

Mais de 145 mil pessoas estão deslocadas em oito províncias do Iêmen desde a escalada na costa oeste em junho, num total de 145.308 pessoas ou 24.218 famílias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O total subiu 15.870 pessoas ante 21 de setembro, alta superior a 12% em uma semana, com Taiz concentrando 81.444 deslocados, mais da metade do total nacional.

O Irã apresentou um protesto formal à Organização das Nações Unidas (ONU) contra as declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na 81ª Assembleia Geral, informou o Tehran Times. A carta foi dirigida ao secretário-geral, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, assinada pelo encarregado de negócios do Irã, Gholamhossein Darzi, segundo a agência WANA. Na Assembleia, Trump disse que o Irã tinha uma “grande decisão” pela frente: fechar um acordo ou ser aniquilado, segundo a ABC News.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e o Comando das Nações Unidas (ONU) abriram uma investigação conjunta sobre a explosão de uma mina terrestre perto da zona desmilitarizada entre as duas Coreias, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Uma equipe de cerca de 40 oficiais vasculhou a área próxima ao local da explosão, ocorrida em 21 de setembro. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos pela explosão em 21 de setembro, quando limpavam uma rota de patrulha no setor oeste da zona desmilitarizada.

O Board of Peace (BoP), liderado pelos Estados Unidos, afirmou que a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) não terá nenhum papel em Gaza. Segundo o conselho, “só trabalharemos com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para o povo de Gaza e contribuam para uma Faixa desradicalizada. A UNRWA não passa nesses testes”. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), o BoP apresentou um plano de reconstrução com 66 projetos e US$ 2,4 bilhões propostos para iniciar a recuperação de Gaza.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, defendeu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliar a representação da Ásia, da África e da América Latina e apoiou as candidaturas de Brasil e Índia a um assento permanente no Conselho de Segurança, segundo o The Hindu. Lavrov disse que a Rússia não pode prever nem permitir novos “assentos ocidentais”, porque o Ocidente já está sobrerrepresentado, e que é preciso atender aos interesses do continente africano, segundo a TASS. Ele falou na sessão da Assembleia Geral em Nova York na noite de sábado, segundo o Indian Express.

O encontro entre os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Rússia à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é considerado o primeiro do tipo desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, segundo a PBS. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pediu que a Rússia abandone sua “via perigosa de escalada” com a Alemanha, a Europa e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Depois do encontro, Sergei Lavrov disse que “nada de novo” saiu da conversa.

O enviado do Irã à Organização das Nações Unidas (ONU), Gholamhossein Darzi, afirmou em carta que o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou, em pronunciamento de 23 de setembro de 2026, que cerca de cinco mil aeronaves voaram de bases europeias desde 28 de fevereiro de 2026 em apoio ao que foi descrito como “Operação Epic Fury”, segundo a Mehr News Agency. Teerã afirma que o uso das bases europeias viola o direito internacional e pede exame urgente do Conselho de Segurança. O Irã afirma que as ações militares dos Estados Unidos e de Israel mataram mais de 3.600 pessoas, entre elas ao menos 254 crianças e 251 mulheres.

O chanceler da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, pediu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) cooperação internacional séria para proteger a liberdade de navegação e afirmou que o arranjo de segurança regional deve ser “abrangente”, segundo o Middle East Eye. Ele apoiou iniciativas de desescalada, em especial os esforços de Catar e Paquistão, dizendo que podem ajudar a restaurar a estabilidade regional.

O Hamas condenou a decisão do Board of Peace de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de afirmar que a agência não terá papel em Gaza. Em publicação no X, o Board disse que só trabalhará com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para a população de Gaza e contribuam para uma Gaza desradicalizada, e que a UNRWA não passa nesses critérios. A Associated Press informou na sexta-feira que membros do Board se mostraram nos bastidores mais dispostos a trabalhar com a UNRWA do que a posição pública sugeria.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que um “praticante em série de terrorismo” deturpou fatos na véspera, numa referência velada ao Paquistão. Jaishankar afirmou que argumentos invocados para normalizar o terrorismo e reivindicar imunidade não prevalecerão. Sobre o conflito no Golfo, o chanceler disse que ataques a navios comerciais e a marítimos em águas internacionais são inaceitáveis.

Donald Trump disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. Ele comentou que “também gostaria de fechar um acordo”, mas que esse não seria aceitável, e afirmou que os iranianos buscam o acordo imediato porque estão perdendo muito. O Irã se ofereceu esta semana para reabrir o estreito e retomar as negociações sobre seu programa nuclear em sete dias, e o chanceler Abbas Araghchi disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a passagem marítima normal pode ser restaurada nesse prazo se as condições necessárias forem cumpridas, com a escolha cabendo aos Estados Unidos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, descartou na sexta-feira um encontro com Donald Trump antes da restauração da confiança entre Irã e Estados Unidos, segundo a Sputnik Globe. Ele afirmou que é difícil confiar enquanto os Estados Unidos não cessarem o que impõem ao país todos os dias.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defenderam a diplomacia em encontro à margem da 81ª Assembleia Geral, na sexta-feira. Segundo a agência iraniana Mehr News Agency, Pezeshkian rejeitou como ilusão e calúnia as acusações de que Teerã busca armas nucleares e afirmou que o Irã quer conhecimento e tecnologia nuclear pacíficos e rejeita armas nucleares. Guterres disse que o Irã apresentou propostas nas últimas semanas e expressou esperança de resultados em breve. O encontro na sede da ONU, em 25 de setembro, foi registrado em fotografia da AP.

Na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Índia exerceu seu Direito de Resposta na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, discursar na tribuna. A diplomata indiana Petal Gahlot acusou Islamabad de manter uma política de terrorismo transfronteiriço e avisou que esses atos terão consequências. Segundo a India Today, Gahlot chamou o Paquistão de regime “fantoche” e o acusou de difundir “falsidades” e “enganação”.

O escritório de direitos humanos da ONU acrescentou 61 empresas à lista de companhias com atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em atualização divulgada na sexta-feira. A base de dados, criada em 2020, reúne agora 214 companhias de 11 países, segundo a AFP, em texto publicado pelo Courthouse News; a maioria é de Israel, e há empresas de França, Alemanha, China e Estados Unidos, segundo o Middle East Eye. Na atualização deste ano, cinco empresas foram removidas.

Famílias em Gaza seguem abrigadas em prédios danificados pela guerra e com risco de desabamento, sem alternativas seguras, segundo a Al Jazeera. Avaliação conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), do Banco Mundial e da União Europeia apontou 371.888 moradias destruídas ou danificadas até outubro de 2025, 76,6% do estoque habitacional. Em 16 de setembro, um prédio residencial de seis andares já danificado desabou na Cidade de Gaza, matando 21 pessoas, incluindo 12 crianças, segundo a ONU e a Defesa Civil de Gaza.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, reuniu-se em Nova York com os chanceleres da Rússia, Sergey Lavrov, e do Irã, Abbas Araghchi, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Jaishankar disse ter tratado de temas bilaterais e de cooperação no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com Lavrov. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou, segundo a TASS, que os dois discutiram a crise da Ucrânia e a situação no Oriente Médio. Com Araghchi, o ministro indiano disse ter discutido os desdobramentos do conflito no Golfo.

O Irã tratou a reabertura do Estreito de Ormuz como execução de um memorando de entendimento já firmado com Washington. Segundo a agência russa TASS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse à CBS que a retomada do transporte normal por Ormuz deve seguir o memorando de entendimento entre Teerã e Washington e que o Irã segue comprometido com o texto e disposto a implementá-lo. Segundo a Sputnik Globe, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã enviou a Washington, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o estreito e retomar as negociações se os Estados Unidos cumprirem as condições acertadas, e pelo plano o estreito reabriria no sexto dia e as conversas sobre um acordo final começariam no sétimo. Ainda segundo a TASS, Pezeshkian condicionou um encontro com Donald Trump a que os Estados Unidos demonstrem que não pretendem derrubar o governo iraniano. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), os chanceleres de Oma e do Irã discutiram esforços para garantir a navegação segura em Ormuz.

A campanha da África por representação permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou ao centro da 81ª Assembleia Geral, segundo a Al Jazeera. O vice-presidente da Nigéria, Kashim Shettima, que leu o discurso nacional do presidente Bola Tinubu, pediu ao menos dois assentos permanentes para o continente, com direito de veto enquanto o veto existir. Mudar o quadro permanente exige emenda à Carta da ONU: pelo Artigo 108, isso requer aprovação de dois terços da Assembleia Geral.

O subsecretário-geral das Nações Unidas e chefe do Escritório de Serviços para Projetos das Nações Unidas (Unops), Jorge Moreira da Silva, disse à emissora japonesa NHK que ao menos 45 milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem enfrentar escassez de alimentos por causa de interrupções no fornecimento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Ele afirmou que a crise humanitária pode ser evitada se de cinco a sete navios com fertilizantes cruzarem o estreito por dia.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que qualquer tentativa de bloquear ou desviar a parcela de águas do Paquistão será tratada como ato de guerra, segundo o Dawn. Sharif atribuiu a Donald Trump a mediação do cessar-fogo entre os dois países em maio de 2025 e elogiou sua “liderança resoluta e visionária”, afirmando que ela salvou “centenas de milhões de vidas”. A rádio estatal paquistanesa registrou que Sharif agradeceu a intervenção oportuna de Trump, que segundo ele chegou num momento decisivo, quando dois vizinhos com armas nucleares estavam à beira de uma guerra total.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

A Rússia se declarou pronta a ajudar países em desenvolvimento a fortalecer a capacidade nacional e assegurar a soberania econômica, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Alexander Pankin. A declaração foi feita em um evento de alto nível na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, dedicado aos cinco anos do lançamento da Iniciativa de Desenvolvimento Global (GDI), da China.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou em 25 de setembro de 2026 a segunda Reunião de Alto Nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, três anos depois da primeira, convocada em 2023 em resposta aos desafios da pandemia de covid-19 e às lacunas da segurança sanitária global. Os líderes reconheceram os avanços dos últimos três anos nos sistemas de detecção, preparação e resposta, como a adoção do Acordo de Pandemias da OMS e as emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (2005). Os países destacaram ainda a necessidade urgente de concluir a negociação do anexo ao Acordo de Pandemias que cria o sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS).

A polícia de Nova York prendeu 103 pessoas por conduta desordeira nos protestos contra a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e todas foram liberadas, informou a Al Jazeera. As prisões passaram de 100, entre manifestantes que pediam responsabilização pela guerra em Gaza e o fim do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. A visita de Netanyahu terminou sem que ele fosse detido, enquanto parte dos que protestavam contra ele acabou presa, segundo o Middle East Eye.

O preço médio do galão (3,79 litros) de diesel nos Estados Unidos estava em US$ 6,50 na sexta-feira, ante US$ 5,61 um mês antes, segundo a American Automobile Association (AAA), que acompanha os preços diariamente. O presidente Donald Trump disse na terça-feira, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que pediu a seus auxiliares para considerar manter mais diesel no país: “Eu disse: não vamos exportar o diesel. Produzimos muito diesel”, afirmou. Analistas de energia e entidades do setor alertam que um banimento das exportações pode ter consequências não previstas e pressionar os preços dos combustíveis para cima nos Estados Unidos e no exterior.

O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira o chanceler iraniano Abbas Araghchi na Organização das Nações Unidas (ONU): se as condições necessárias forem atendidas, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias. O prazo só começa quando os Estados Unidos aceitarem o plano – “se aceitarem amanhã, os sete dias começam amanhã”, afirmou. Segundo Teerã, as medidas exigidas de Washington já estão todas no Memorando de Entendimento.

A Turquia e o Iraque acordaram a entrega gradual da base de Bashiqa-Zelikan, no norte do Iraque, ao governo federal iraquiano, após reunião do presidente Recep Tayyip Erdogan com o primeiro-ministro Ali al-Zaidi em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a AP, via Business Standard. O comunicado conjunto diz que as forças turcas entregarão o acampamento conforme mecanismo e cronograma a serem acordados entre as partes, à luz do progresso das medidas de segurança do Iraque, segundo a Türkiye Today. O Iraque comprometeu-se a estender plenamente a autoridade do Estado em Sinjar e a encerrar a presença de elementos armados estrangeiros banidos na região.

Há alarme na Organização das Nações Unidas (ONU) com a ameaça de sanções dos Estados Unidos contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo o Guardian.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de “covardes morais” as delegações que deixaram o plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o seu discurso, enquanto apoiadores na galeria entoavam em hebraico “O povo de Israel vive”, segundo a Geo TV, que cita a Reuters. A cinco semanas da eleição de 27 de outubro de 2026, o discurso de cerca de 40 minutos teve tom de campanha, relata a mesma reportagem.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, abriu o seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, com uma réplica direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no dia anterior havia chamado o Irã de maior patrocinador estatal do terrorismo, segundo a ONU News. Pezeshkian defendeu que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos: “Para o nosso povo doente é cura e tratamento, para o setor agrícola é segurança alimentar, para as indústrias é avanço e progresso”, disse ele, segundo a ONU News.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein estavam entre as delegações que permaneceram nos assentos durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando dezenas de delegações deixaram o plenário, segundo a Agência Anadolu. Influenciadores emiradenses celebraram publicamente a decisão do país de permanecer na sala, relata o Middle East Eye.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas com atividades em assentamentos israelenses nos territórios palestinos: são agora 214 companhias de 11 países, com 61 inclusões e cinco exclusões desde a atualização anterior, segundo o Le Monde. Airbnb, Booking.com, Motorola Solutions e TripAdvisor seguem na relação, e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que o documento é um lembrete às empresas sobre suas responsabilidades em direitos humanos, conforme o Le Monde.

Líderes africanos voltaram a exigir na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma reforma do Conselho de Segurança que inclua assentos permanentes para países do continente, informa a PBS News. Na tribuna, a Presidência do Quênia apontou a contradição: “toda nação é soberana e igual sob a Carta da Organização, e ainda assim, na questão mais grave da guerra e da paz, cinco nações detêm um poder permanente que as outras 188 não têm”, segundo a PBS News. O New York Times também registrou o apelo.

O chefe da agência das Nações Unidas (ONU) para os refugiados advertiu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que as condições dos deslocados do Saara Ocidental estão piorando e que as necessidades humanitárias desse grupo seguem gravemente subfinanciadas, segundo a AFP, em texto publicado pela RFI. O deslocamento no território persiste há mais de meio século, com gerações de refugiados saarauís crescendo em Tindouf e nos campos vizinhos, segundo a AFP.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que o país não será “arena dos conflitos alheios” nem moeda de troca, e pediu cessar-fogo, retirada total de Israel e monopólio das armas nas mãos do Estado libanês, segundo a Al Jazeera. Em Nova York, as reuniões de Salam ainda não garantiram a extensão de seis meses do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) que o país pede, e Beirute passou a defender uma força internacional que ocupe o lugar depois do fim da missão, segundo o Ya Libnan. Na mesma sessão, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, defendeu um Estado palestino soberano e disse que não há estabilidade no Oriente Médio sem uma solução justa para a questão palestina, segundo a Al Jazeera.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os ataques transfronteiriços dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo a tentativa de atingir Riad, além de ataques a civis e à infraestrutura de energia do reino, segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, citado pela UN News. Membros do Conselho de Segurança da ONU condenaram os ataques em curso da milícia houthi, com danos a civis e à infraestrutura de energia, e expressaram solidariedade e apoio ao direito de autodefesa da Arábia Saudita, segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA).

Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu a Donald Trump pela disposição de “retomar o caminho das relações diplomáticas e da cooperação com a Venezuela”, elogiou o acordo petrolífero com Washington e anunciou que o país fará eleições, sem prazo definido, sem mencionar Nicolás Maduro, segundo a coluna de Sandra Cohen, no G1, que descreve a fala de 18 minutos como a ruptura com a retórica bolivariana que, em 2019, a levava a exaltar Maduro e a atacar Trump no mesmo púlpito.

Crianças do sul do Líbano voltaram às aulas numa escola destruída por um ataque israelense, no início do ano letivo, segundo a AFP. A guerra no sul do país atinge o setor de educação, com escolas entre as instituições mais afetadas pelos bombardeios israelenses, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou, em alerta divulgado em julho, que 340 escolas públicas e privadas sofreram danos de graus variados e 17 foram completamente destruídas, segundo o Arab News.

O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse à Fox News que o país rejeita a bomba nuclear por decreto religioso, informa a DW. Pezeshkian levou um tom diplomático a Nova York durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e Teerã apresentou a Washington uma proposta para retomar as negociações, enquanto a Casa Branca confirmou que conversas positivas e construtivas seguem por intermediários, segundo a DW.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

O representante permanente da Rússia nas organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, chamou de “vergonhosa” a resolução do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reporta o Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e acusou os países ocidentais de “irresponsabilidade completa” dentro do organismo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a TASS, citada pela News-Pravda. A resolução, apresentada por Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, foi adotada em 9 de setembro de 2026 por 23 votos a favor, três contra e oito abstenções, com Rússia, China e Níger na oposição, e pede ao diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que reporte o Irã ao Conselho de Segurança e à Assembleia Geral das Nações Unidas, informa a AFP, em texto publicado pelo Khaleej Times. Segundo a AFP, é a primeira vez em 20 anos que o Irã é reportado ao Conselho de Segurança por falhas no cumprimento das obrigações de reporte nuclear.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Uganda, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter erguido uma estátua do seu irmão Yonatan no local onde ele caiu em Entebbe, segundo a transcrição do discurso. O monumento foi inaugurado em 1º de agosto no antigo terminal de Entebbe pelo chefe militar ugandense Muhoozi Kainerugaba, informa a Associated Press (AP). Netanyahu discursou em 24 de setembro diante de um plenário esvaziado pela saída de delegados, segundo o Pulse Uganda.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniram-se em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e defenderam uma saída diplomática para a crise do Golfo, informa a Sputnik Globe a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O comunicado atribui a crise a ações dos Estados Unidos e de Israel e afirma que não há alternativa ao acordo diplomático, informa o Jerusalem Post sobre o encontro.

A economia de Gaza atravessa a crise econômica mais grave já registrada, afirmou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), segundo a France24. O relatório aponta 92% dos estabelecimentos econômicos danificados ou destruídos e produto interno bruto (PIB) diário per capita de US$ 0,58, segundo o liveblog do Times of Israel.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a IRNA. A agência estatal iraniana diz que Araghchi manteve uma série de bilaterais com homólogos à margem da sessão.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniu-se com o primeiro-ministro de Bangladesh, Tarique Rahman, e com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e prometeu aprofundar a cooperação bilateral com Daca e Teerã, segundo o Hindustan Times, que citou a agência Press Trust of India (PTI). Com Pezeshkian, Sharif disse ter reafirmado os laços com o Irã e defendeu contenção, desescalada e diplomacia sustentada diante do conflito prolongado, segundo publicação do próprio premiê citada pelo jornal.

O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, entregou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, um relatório russo sobre a suposta falsificação dos eventos de Bucha, à margem da Assembleia Geral, e pediu que o Secretariado da ONU examine o caso detalhadamente, segundo a agência estatal russa TASS, que citou a chancelaria russa. Segundo a TASS, o relatório atribui o episódio à Ucrânia e aos seus patrocinadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A ONU não confirmou a entrega do documento, e a acusação parte do lado russo.

Câmeras de segurança perto do hotel em Nova York onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, planejava se hospedar registraram três homens saindo de bueiros antes do amanhecer da quarta-feira, segundo a NBC News, que citou a polícia. A emissora informou que a aparição não parece ter relação com o primeiro-ministro nem com a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em curso em Manhattan.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encurtou a viagem aos Estados Unidos e voltou ao país na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, logo depois de discursar na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o Dawn. A estadia em Nova York foi limitada a poucas horas, e a partida imediata após o discurso foi noticiada pela emissora pública israelense Kan, reproduzida pelo Middle East Eye. A decisão de não estender a permanência seguiu recomendação de autoridades de segurança apresentada a Netanyahu em conversas dos dias anteriores, informou o Channel 13, citado pelo Dawn.

Pelo menos 20 autores de um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) têm vínculos diretos com o setor de petróleo e gás, revelou o Le Monde, a partir de apuração conduzida com veículos europeus; pelo menos 12 dos cerca de 220 autores da seção de mitigação do próximo relatório têm emprego ou laços com a Saudi Aramco ou o setor fóssil saudita, segundo o jornal; levantamento do Guardian com parceiros identificou 20 casos de forte potencial conflito de interesses, 11 deles ligados aos sauditas.

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, abordou um diplomata do Irã nos corredores da Assembleia Geral para lhe oferecer o terminal Starlink que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exibira no discurso, apresentado como ferramenta para iranianos furarem a censura, segundo o Middle East Eye; o representante iraniano ignorou Danon, desviou o olhar e não respondeu, relata o mesmo veículo; a exibição do aparelho no plenário foi registrada pelo India Today.

O vice-presidente da China, Han Zheng, discursa nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, no lugar do presidente Xi Jinping, segundo o G1. Xi desembarcou em Washington na quarta-feira, 23 de setembro, para encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o Irã está pronto para acordos com os Estados Unidos dentro do direito internacional, em entrevista à Fox News em Nova York, segundo a agência TASS. Segundo o relato, Pezeshkian disse ainda que Teerã não pauta decisões por eleições americanas e aceitaria um acordo antes ou depois do pleito.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que as enchentes do mês passado foram “um alerta ao mundo” sobre os riscos climáticos no Himalaia, e afirmou que o país, que emite menos de 0,1% dos gases de efeito estufa, está pagando por uma crise que não criou. Shah propôs um Mecanismo de Resiliência Climática do Himalaia com a Índia e a China para compartilhar dados de satélite, monitorar lagos glaciais e reforçar o alerta precoce conjunto. As enchentes deixaram mais de 1.400 mortos e 6.000 desaparecidos, com prejuízos na casa dos bilhões de dólares, segundo a France24.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, reuniu-se nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, à margem da semana de alto nível da 81ª Assembleia Geral, a portas fechadas e sem declarações à imprensa, segundo a agência estatal russa TASS. O encontro estava na agenda desde segunda-feira, quando o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, o marcou para a noite de quinta.

Cerca de 100 manifestantes foram detidos pela polícia de Nova York nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no protesto contra Benjamin Netanyahu diante da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), antes do discurso do primeiro-ministro de Israel na Assembleia Geral. Entre os detidos estão a atriz Susan Sarandon, vencedora do Oscar, e a atriz Hannah Einbinder, da série Hacks, e centenas de pessoas bloquearam o trânsito nas ruas em volta da ONU ao longo do dia. O ato foi organizado pelo Jewish Voice for Peace, grupo judeu norte-americano crítico da ocupação israelense.

Dezenas de delegados se retiraram do plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tomou o palco nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, num protesto registrado em vídeo. No discurso que se seguiu, Netanyahu defendeu as campanhas militares de Israel no Irã, em Gaza e em outras frentes do Oriente Médio, rejeitou a acusação de genocídio e disse que o país vai continuar lutando: “Vamos vencer. Não temos outra escolha.”

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o chanceler russo Sergei Lavrov se reúnem nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, segundo o Departamento de Estado, citado pelo Kyiv Independent e pela agência ucraniana UNN. O encontro estava marcado para as 9h (UTC-4), 10h em Brasília, e ocorre um dia depois da conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que disse estar pronto para um cessar-fogo de energia se a Rússia aceitar os mesmos termos. Lavrov discursa na Assembleia no sábado, 26 de setembro, e o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a agenda inclui as relações entre Moscou e Washington e a cooperação dos dois países na ONU.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou como “absurdo grotesco” a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da ONU de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia, segundo a agência France-Presse, reproduzida pelo Channel NewsAsia. O comunicado israelense afirma que militantes do Hamas atacam judeus “quase todos os dias” na Judeia e Samaria, nome que Israel usa para a Cisjordânia, e que “a ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles”. O The Jerusalem Post registra que o ministro das Finanças Bezalel Smotrich acusou Macron de mentir e citou a morte de um israelense de nacionalidade francesa, pai de seis filhos, num ataque atribuído ao Hamas na Cisjordânia no domingo, 20 de setembro de 2026, dois dias antes do discurso. Macron falou em francês, e as traduções publicadas variam entre “nunca atuou” e “nunca causou problemas” na Cisjordânia; ele criticou as violações diárias no território e chamou a situação humanitária em Gaza de “um espetáculo que envergonha todos nós”.

Durante o discurso que abriu a 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”; quando ele passou a falar das operações militares dos Estados Unidos, a delegação iraniana se retirou do plenário e deixou apenas um funcionário de escalão inferior no salão, segundo a Al Jazeera. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou a saída parcial e disse à agência estatal iraniana IRNA que um diplomata da missão iraniana permaneceu no recinto porque a delegação participava no nível do chanceler, segundo a ANI. Baghaei afirmou que o governo dos Estados Unidos transforma a Assembleia em palco de ameaças militares “absolutamente ilegais, contrárias ao direito internacional e ao costume diplomático” e classificou a ameaça de ataque como “admissão de cometer crimes internacionais”. A emissora estatal iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera, informou que o chanceler Abbas Araghchi aceitou o pedido de reunião feito pelo enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff para reapresentar as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz: o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra. A Al Jazeera registra que os relatos divergem sobre se houve encontro direto entre as duas delegações.

O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma petição que pede a suspensão da participação de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), endereçada ao presidente da 81ª Assembleia Geral, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, e defende que Israel seja tratado como a África do Sul da era do apartheid. Divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante o debate geral da Assembleia, a petição alega que Israel violou o direito internacional, descumpriu resoluções e decisões de órgãos das Nações Unidas e da Corte Internacional de Justiça e atacou instalações e funcionários da ONU, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a escolha do próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) não sai de “aritmética pura” e que serão necessárias consultas entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo o TASS. Kirill Logvinov, diretor do departamento de organizações internacionais da chancelaria russa, disse à agência que, depois da votação indicativa de 18 de setembro de 2026, Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Olara Otunnu, de Uganda, lideravam a disputa, mas que cada um acumula entre cinco e sete votos contrários, e que Moscou espera que as consultas entre os cinco comecem em breve. Segundo o The Guardian, três rodadas de votação secreta não produziram favorito claro: o escolhido precisa de nove votos entre os 15 membros do conselho e de nenhum veto dos permanentes, e o mandato de António Guterres termina em 31 de dezembro de 2026.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, C$ 100 milhões em ajuda internacional aos palestinos: C$ 80 milhões em assistência humanitária e C$ 20 milhões para capacitação em paz e segurança, segundo o Politico e a Reuters. O anúncio foi feito à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), antes de uma reunião de Carney com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan, sobre a solução de dois Estados e a implementação da Resolução 2803 do Conselho de Segurança, o plano apoiado pelos Estados Unidos para encerrar o conflito regional. O primeiro-ministro canadense criticou o plano israelense de expansão do assentamento E1, na Cisjordânia, e disse que o Canadá restringiu a importação de bens produzidos em assentamentos israelenses.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, usou o seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, para pedir uma reforma da organização que inclua a remoção da cláusula dos anos 1940 que trata o Japão como “Estado inimigo”, invocada pela China na disputa com Tóquio, segundo o The Japan Times. Takaichi disse que a ONU “nunca foi tão importante” e que precisa “renascer como uma ONU mais resiliente e eficaz” e recuperar a confiança da comunidade internacional, 70 anos depois da admissão do Japão, em 1956. Em encontro com o secretário-geral, António Guterres, ela tratou da reforma do Conselho de Segurança, segundo o comunicado oficial da ONU reproduzido pela agência IANS. O Japão integra o Grupo dos Quatro (G4) com Brasil, Alemanha e Índia, que defendem entre si assentos permanentes num Conselho ampliado.

O Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (OHCHR) documentou 1.004 casos de violência sexual contra civis e prisioneiros de guerra na Ucrânia, segundo o relatório que publicou em 18 de setembro de 2026 e o relato do G1. Os casos verificados vão de 24 de fevereiro de 2022, quando começou a invasão russa em larga escala, até o fim de julho de 2026. Do total, 89% dos casos foram atribuídos a autoridades russas, incluindo integrantes das Forças Armadas, do serviço penitenciário e do serviço de segurança nacional, e 11% a autoridades ucranianas. A maioria das vítimas foram homens, sobretudo em centros de detenção, e entre as violações documentadas estão estupros coletivos, mutilação genital, choques elétricos e espancamentos nos órgãos genitais e outros atos degradantes de natureza sexual. A sobrevivente de estupro mais jovem tinha quatro anos, e a mais velha, 82 anos; as duas foram vítimas de autoridades russas. Muitos dos homens relataram choques elétricos nos órgãos genitais com um telefone militar de campanha da era soviética, conhecido como “tapik”, forma usada em 155 casos, ou 27% do total, contra prisioneiros de guerra ucranianos e pessoal médico retido. Quase metade das violações atribuídas às autoridades ucranianas contra prisioneiros de guerra russos ou de países terceiros consistiu em ameaças de violência sexual. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse que a Rússia, “dada a alta prevalência de casos atribuídos às suas forças”, deve adotar medidas concretas para proteger civis e prisioneiros de todas as formas de tortura, e pediu que os dois países investiguem todas as alegações credíveis. Os investigadores ouviram cerca de 10% dos prisioneiros libertados pelos dois lados e não tiveram acesso ao território controlado pela Rússia, disse Danielle Bell, chefe da missão de monitoramento de direitos humanos na Ucrânia, ao G1.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no primeiro encontro dos dois desde a operação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro, em janeiro, segundo o G1, que citou a Reuters e a Agence France-Presse (AFP). A conversa ocorreu à margem de uma recepção oferecida por Trump a líderes estrangeiros durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); a delegação venezuelana, que inclui o ministro do Petróleo e representantes da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), tenta apresentar o país como destino de investimento em energia, mineração e dívida pública. Trump voltou a chamar Maduro de “ditador fora da lei” e citou o acordo petrolífero fechado com Caracas no mês passado, que descreveu como “talvez o maior acordo já feito”. No mesmo dia, o partido Vente Venezuela informou que a líder opositora María Corina Machado, prêmio Nobel da Paz de 2025, tentou voltar ao país três vezes nas horas anteriores – de barco, desde o Panamá, e em voos para Aruba e Curaçao – e teve os três deslocamentos impedidos, o que soma sete tentativas frustradas, segundo a agência espanhola EFE, em texto reproduzido pelo ABC Color, e a correspondente da NTN24. Machado está na Cidade do Panamá desde que deixou a Venezuela, em dezembro de 2025, para receber o prêmio na Noruega.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) acompanhará de perto a inteligência artificial (IA) e poderá conter o setor se for necessário, segundo a Reuters. “Vamos acompanhar isso de perto pelo Departamento de Justiça”, disse ele. Segundo o CNBC, Trump afirmou que o governo vai “conter as coisas” se for preciso, que não vai “estrangular o crescimento de algo que será maior que a Revolução Industrial” e que os Estados Unidos lideram a corrida da IA “sobre a China, por muito”. Ele disse ainda que documentos do governo dos Estados Unidos passarão a usar o termo “superinteligência” em vez de “inteligência artificial”, segundo a Reuters. O discurso ocorre depois de o pesquisador Jacob Coxon, da Anthropic, pedir demissão com a afirmação de que “as pessoas que constroem IA acreditam sinceramente que ela pode nos matar a todos até o fim da década”; Trump tem chamado esse tipo de alerta de “farsa”, segundo a Reuters.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à jornalista da CNN Kaitlan Collins, na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, ao entrar na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York: “Você não deveria estar aqui me cobrindo. Você disse que não ia me cobrir.” A jornalista havia perguntado quando terminaria a guerra com o Irã, citando uma pesquisa segundo a qual dois terços dos norte-americanos não acham que o país está vencendo o conflito, e respondeu que a ONU havia credenciado a emissora para o evento, segundo a CNBC, o The Guardian e o USA Today. O episódio ocorre depois de Trump anunciar, na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, a retirada das credenciais de três veículos na Casa Branca – a própria CNN, a MS NOW e o Politico –, acusados, sem indicação de reportagens específicas, de publicar “FICTION and LIES”. A medida passou a valer no sábado, 19 de setembro, quando agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, a agência federal que faz a segurança do presidente, recolheram os passes dos jornalistas dos três veículos. Na segunda-feira, 21 de setembro, as três empresas entraram com ação na Justiça federal em Washington alegando violação da Primeira Emenda da Constituição; o juiz federal Timothy Kelly, indicado por Trump, determinou que o Departamento de Justiça responda ao pedido de liminar e marcou uma audiência por teleconferência para quarta-feira, 23 de setembro. Das cinco redes de televisão que dividem a cobertura conjunta da Casa Branca – ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC –, quatro decidiram suspender a cobertura do pool, segundo a CNBC.

Na sua estreia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, acusou a Rússia de travar uma “ofensiva em escala industrial” no campo da informação e de ter tentado interferir na eleição geral de 2019 no Reino Unido: “Agências russas usaram todos os meios à disposição para espalhar mentiras e desinformação e explorar o medo das pessoas. Usaram bots e sites falsos. Artigos de jornal falsificados. Falsificaram a identidade de 28 organizações britânicas, incluindo universidades e a BBC”, disse ele, segundo o Daily Express e a Al Jazeera. Burnham afirmou que o Kremlin gasta cerca de £ 1,3 bilhão por ano manipulando informação e anunciou a criação de um Centro Nacional de Defesa da Informação, para detectar, atribuir e interromper ataques informacionais de Estados hostis e identificar deepfakes que atingem interesses britânicos, segundo a Reuters, em reportagem publicada pelo Global Banking & Finance Review. O órgão começa subordinado ao gabinete do primeiro-ministro e trabalhará com agências de inteligência, ministérios, a polícia e empresas de redes sociais, segundo o Daily Express. O primeiro-ministro disse que o Reino Unido já apoiou a Moldávia a proteger suas eleições da interferência russa e que o país está pronto para liderar um esforço internacional para estabelecer padrões para a inteligência artificial (IA).

Os ministérios das Relações Exteriores da Rússia e da Bielorrússia informaram que os dois países convocaram para 25 de setembro de 2026, à margem do 81º período de sessões da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o encontro ministerial que lança o processo de negociação da Carta Eurasiana da Diversidade e da Multipolaridade no Século 21, segundo a agência estatal russa TASS, que cita o ministério russo, e o serviço de imprensa do ministério bielorrusso reproduzido pelo Reform.news. A iniciativa é bielorrussa, apresentada em 2023, e a Rússia é coautora do texto. As duas chancelarias realizaram consultas em Minsk em 10 de setembro de 2026 para preparar o lançamento das negociações. Os dois governos apresentam o documento como uma base para as relações entre os Estados da Eurásia fundada na soberania, na igualdade e na indivisibilidade da segurança.

A DeepSeek está entre as empresas convidadas a expor ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) os riscos da inteligência artificial (IA), segundo duas fontes a par do assunto ouvidas pela Reuters, em despacho publicado pelo The Straits Times. O conselho de 15 membros se reúne na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para tratar de IA e segurança internacional. A reunião é convocada pela França, que preside o conselho neste mês, e terá a presença do presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, além de representantes seniores da Anthropic, conforme a The Next Web. A DeepSeek e outras empresas chinesas, entre elas a Moonshot, foram convidadas a se pronunciar; o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, não pretende comparecer, e o plano ainda pode mudar. O Conselho de Segurança tratou dos riscos da IA pela primeira vez em 2023, quando a China advertiu que a tecnologia não deveria se tornar um “cavalo desembestado”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na semana passada que o avanço rápido da IA traz riscos que não podem ser ignorados, posição divergente da do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sustenta que as salvaguardas atuais bastam. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que os dois países acertaram manter novas conversas sobre segurança da IA, antes do encontro de Trump com o presidente da China, Xi Jinping, previsto para esta semana em Washington.

Cerca de 50 opositores protestaram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Caracas contra a participação da presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O ex-governador Andrés Velásquez, do partido La Causa R, disse que Rodríguez “não representa a Venezuela” e que o único ponto de interesse para os venezuelanos na reunião dela com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é a definição da data das eleições presidenciais, segundo a agência EFE e a Agence France-Presse (AFP). Os manifestantes exibiram faixas em espanhol e inglês contra Rodríguez e contra o que chamam de tutela dos Estados Unidos sobre o país.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, usou o seu último discurso na Assembleia Geral, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, para pedir regulação da inteligência artificial (IA), fim das guerras e reforma das instituições multilaterais, que, segundo ele, “continuam a refletir as realidades de poder e os interesses de uma era em grande parte ultrapassada”. “As linhas de falha do nosso mundo estão se alargando”, afirmou, citando guerras, o aumento das temperaturas e a IA, e defendeu “um mundo construído sobre a interdependência”, segundo a France 24 e o Business Day. Ele pediu que os países que lideram a revolução tecnológica “compartilhem informações sobre riscos de segurança emergentes, cooperem em testes e avaliação e trabalhem por salvaguardas comuns” e defendeu “um marco multilateral de gestão de riscos de IA, apoiado por supervisão independente e crível”. Aos superpoderes, disse que reconheçam “que o poder deles não é tão super”, e afirmou que “o poder militar sozinho não pode garantir a paz”. Sobre o Oriente Médio, pediu “desescalada e diálogo”: “O combate tem de parar. A ajuda humanitária tem de fluir. E os direitos e liberdades de navegação devem ser plenamente restaurados conforme o direito internacional.” Guterres deixa o cargo em 31 de dezembro de 2026, ao fim do segundo mandato de cinco anos, e foi aplaudido de pé ao defender a solução de dois Estados para israelenses e palestinos e ao dizer que “os poluidores devem pagar”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no discurso da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem “uma grande decisão a tomar” sobre o Irã: fechar um acordo que permita ao país “reconstruir e criar uma nação muito maior do que jamais foi”, ou “aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem nunca mais dar a eles a chance de matar e destruir pessoas e países”. Ele pediu que “todas as nações” ajudem a impor o “isolamento econômico completo do Irã” e disse que um acordo deve sair depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, segundo o The Guardian e o Quartz. Trump afirmou que o Irã “está esperando para ver como eu me saio na eleição de meio de mandato” e descartou que o pleito condicione a sua decisão: “O que eles não percebem é que eu não estou concorrendo. Já fiz isso, e ganhei de lavada.” Ele também disse que os Estados Unidos têm “mais munição do que jamais poderíamos pensar em usar” e defendeu o ataque ao país como forma de impedir que Teerã obtivesse uma arma nuclear.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os países devem resistir ao “retorno à lei da selva” nas relações internacionais, num momento em que “a retórica da derrota abre caminho ao abuso de poder dos impérios”. “A questão que se coloca é se queremos viver nesse estado de natureza, com uma espécie de retorno à lei da selva, ou numa sociedade internacional civilizada”, afirmou, segundo a France 24, que reproduziu o discurso com a AFP, e a DW. Sobre Gaza, Macron bateu na tribuna e disse que “as cenas, o espetáculo, são vergonhosos. Vergonha para todos nós”: “De que vale a nossa credibilidade se permanecermos inativos em Gaza? Alguns afirmam que a paz foi alcançada, mas isso não abriu as entregas humanitárias.” Ele defendeu o respeito aos “direitos legítimos” dos palestinos como “pré-requisito de segurança” para os palestinos e para Israel, e disse que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”. Na Ucrânia, propôs uma “dupla moratória”: a suspensão dos ataques de ambos os lados contra a infraestrutura energética e civil e um compromisso equivalente no mar Negro, que permita “liberar os embarques de grãos”. “O inverno está chegando”, disse. Ao tratar de inteligência artificial (IA), pediu que os países unam recursos para construir “um modelo de fronteira de código aberto”, sem dependência de “uma das grandes potências”: “Não quero que ninguém se torne vassalo de uma das grandes potências”, afirmou, citando Índia, Brasil, Singapura, países africanos e os Estados do Golfo como parceiros possíveis.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para tratar de inteligência artificial (IA) e segurança internacional, com a chinesa DeepSeek entre as empresas convidadas a informar o órgão, segundo a Reuters, que citou duas fontes a par do assunto. A agência informou que a DeepSeek e a também chinesa Moonshot foram convidadas a fazer declarações, que o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, não deve comparecer e que os planos ainda podem mudar de última hora. Um porta-voz da OpenAI disse à Reuters na semana passada que o presidente-executivo da empresa, Sam Altman, falará pessoalmente, e diplomatas esperam a presença de executivos seniores da Anthropic, segundo o The Next Web. A reunião foi convocada pela França, que preside o Conselho em setembro, e a nota conceitual que Paris distribuiu destaca o uso malicioso da tecnologia e o risco de perda de controle sobre modelos avançados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na semana passada que os riscos da IA em rápida evolução não podem ser ignorados, posição que diverge da do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para quem as salvaguardas atuais bastam. O Conselho tratou do tema pela primeira vez em 2023, quando a China afirmou que a IA não pode se tornar um “cavalo desgovernado”.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, acusou Israel nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, de manter uma “mentalidade genocida” contra os palestinos, em discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o qual a delegação israelense deixou o plenário e representantes palestinos aplaudiram, segundo a Al Jazeera. “Apesar desse chamado cessar-fogo, mais de 1.300 civis foram assassinados em Gaza”, disse Erdoğan, que descreveu o território como “o campo de concentração mais desumano e mais vergonhoso do nosso tempo” e afirmou que “ninguém com humanidade, misericórdia ou consciência pode fechar os olhos”. Segundo a Agência Anadolu, ele pediu que a reconstrução de Gaza comece “sem perder tempo” e conclamou os países membros a aumentar a pressão sobre Israel. Na mesma fala, Erdoğan disse que a ONU não cumpre o dever de preservar a paz e a segurança e que a organização “sangra” na Palestina, no Líbano e no Sudão, e lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem Washington negou visto pelo segundo ano consecutivo. O TRT World registra que ele também acusou Israel de estender a ofensiva à Síria, ao Líbano, ao Iêmen, ao Irã e ao Catar.

Os Estados Unidos estão retendo o visto de entrada do chefe do Exército do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, que discursaria na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana, segundo reportagem da agência Reuters publicada pelo Hindustan Times, que cita fontes sudanesas e um analista ocidental. A emissão do visto teria sido condicionada à assinatura de um cessar-fogo de 90 dias proposto pelo assessor sênior dos Estados Unidos para Assuntos Árabes e Africanos, Massad Boulos. O embaixador sudanês na ONU, Al-Harith Idriss Al-Harith, pediu em carta datada de 21 de setembro de 2026 a intervenção do secretário-geral, António Guterres, argumentando que impedir a presença do chefe de Estado de um país-membro viola as obrigações da organização. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse à Reuters que Guterres está “profundamente preocupado” e que o secretariado levou o assunto às autoridades dos Estados Unidos. Segundo a Reuters, o chanceler Mohieldin Salem fará o discurso no lugar de Burhan, previsto para quinta-feira, 24 de setembro de 2026.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em vídeo publicado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na rede social X, que vai usar o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para quinta-feira, 24 de setembro, para defender os militares do país e “dizer a verdade” sobre o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusou de apoiar o Hamas e de incitar distúrbios contra os judeus da cidade, segundo o The Jerusalem Post e o The Times of India. “Que vergonha, senhor Mamdani”, disse Netanyahu. “Que vergonha por apoiar os monstros terroristas do Hamas que massacraram o nosso povo.” A fala responde a uma entrevista de Mamdani à CNN na segunda-feira, 21 de setembro, na qual o prefeito voltou a chamar Netanyahu de “criminoso de guerra” e “arquiteto de um genocídio horrível” e defendeu que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro seja cumprido.

Donald Trump disse a jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião de cerca de três horas com a delegação iraniana à margem da 81ª Assembleia Geral, que ele descreveu como “muito boa” e “muito produtiva”, e que “há outra agendada para um futuro muito próximo”, segundo a Al Jazeera e o Middle East Eye. O anúncio foi feito horas depois de o presidente ameaçar, no discurso de abertura da Assembleia, “aniquilar a República Islâmica” caso Teerã não feche um acordo para encerrar a guerra. Nenhum dos dois veículos informou quem participou da reunião nem onde ela ocorreu.

O deputado Hossein-Ali Haji Deligani disse no plenário do Parlamento do Irã no domingo, 20 de setembro de 2026, que um projeto de lei com tripla urgência, mecanismo que permite tramitação acelerada, para retirar o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi entregue à mesa diretora e aguarda o aval do presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, para ser submetido a debate, segundo a Press TV, o Mehr News e o Türkiye Today. “Dadas as circunstâncias que o país enfrenta e a agressão que o inimigo lançou contra nós em duas ocasiões, permanecer no TNP não nos traz nada além de prejuízos”, afirmou ele, citando o encaminhamento do caso iraniano ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), formado por 35 membros, por suposta falta de cumprimento do regime de inspeções, decisão que Rússia e China contestaram. O secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, o major-general Mohsen Rezaei, disse no sábado, 19 de setembro de 2026, que o país mantém o compromisso de não produzir armas nucleares, mas que a saída do tratado é uma possibilidade diante das ameaças dos Estados Unidos e de Israel. O Iran International registrou que propostas semelhantes circulam há meses e a direção do Parlamento as mantém fora do plenário, e que nem o líder supremo Mojtaba Khamenei nem o Conselho Superior de Segurança Nacional se pronunciaram sobre a busca de uma arma nuclear, defendida em declarações separadas por parlamentares linha-dura.

As delegações do Irã e de Cuba deixaram o plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o discurso de Donald Trump nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, segundo o The Independent e o The Hill. A delegação iraniana começou a se levantar quando o presidente dos Estados Unidos descrevia os seis meses de ataques militares intermitentes contra o Irã, e apenas uma pessoa permaneceu sentada; o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chanceler Abbas Araghchi estão em Nova York, mas não entraram no plenário para o discurso. A delegação cubana saiu depois de Trump chamar o país de “Estado absolutamente falido”, dizer que ele “está falhando como nunca e vai cair” e afirmar que “a liberdade chegará a Cuba”. O presidente também acusou o governo cubano de fomentar oposição nos Estados Unidos; Washington mantém desde janeiro de 2026 um bloqueio petrolífero que cortou o acesso da ilha ao petróleo venezuelano, e as negociações entre os dois países estão paradas.

Donald Trump disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que tem “uma grande decisão a tomar” sobre o Irã: fechar um acordo que permita a Teerã se reconstruir, ou “aniquilar a República Islâmica, e fazê-lo rápido”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor, e a IANS. O presidente dos Estados Unidos disse prever um acordo “logo depois da eleição” legislativa de 3 de novembro de 2026 e pediu que outros países imponham o “isolamento econômico completo” do Irã até que ele abandone o programa nuclear, pare de atacar navios comerciais e encerre o apoio a grupos armados. Ele afirmou que a capacidade iraniana de fabricar mísseis e drones “quase acabou” e que a inflação no país passa de 300%, número que não atribuiu a nenhuma fonte.

O Grupo de Especialistas em Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Nicarágua afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o governo dos copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo é responsável pela morte sob custódia do Estado de oito pessoas detidas por motivos políticos desde 2018, entre elas o líder indígena misquito Brooklyn Rivera e Humberto Ortega, irmão do presidente, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira e noticiado pelo The Hindu. O documento aponta contradições no relato oficial sobre a morte de Rivera, que passou 32 meses preso, quase sem contato com a família, antes de morrer em maio de 2026: o comunicado do governo atribuiu o óbito a complicações de uma infecção anterior de covid-19, hipótese que uma avaliação independente da organização Médicos pelos Direitos Humanos considerou “medicamente incoerente”. Os especialistas documentaram o desaparecimento forçado de ao menos 161 pessoas desde 2018 e pediram informações sobre 29 cujo paradeiro continua desconhecido. A copresidente Rosario Murillo disse que Rivera recebeu atendimento médico e apoio da família; procurado, o governo da Nicarágua recusou-se a responder.

Ataques aéreos sauditas contra o porto de Mokha, no mar Vermelho, mataram ao menos seis pessoas, no momento em que os houthis, apoiados pelo Irã, pressionam a sua ofensiva no Iêmen, segundo a France 24, citando a Reuters, a Associated Press e a AFP. O episódio ocorre no mesmo dia em que o porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch, informou em Genebra que mais de 130 mil pessoas já foram deslocadas no Iêmen e cerca de 3 mil fugiram para o Djibuti desde o reinício dos combates no início de setembro, números que podem chegar a 230 mil e 10 mil nos próximos meses, segundo o Middle East Eye.

O relatório do relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre terrorismo e direitos humanos, Ben Saul, afirma que a campanha de ataques dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas custou US$ 4,7 bilhões até meados de 2026 e não reduziu a chegada de cocaína ao país: as apreensões na fronteira seguem estáveis e a maior parte da droga entra em contêineres, que raramente são inspecionados, segundo a Al Jazeera. O documento, publicado na segunda-feira, 21 de setembro, diz que os 68 ataques registrados entre setembro de 2025 e agosto de 2026 mataram ao menos 223 pessoas e que há “motivos razoáveis” para crer que constituem crimes contra a humanidade de assassinato, segundo a BBC News. O relatório argumenta ainda que o tráfico de drogas não alcança o patamar jurídico de “ataque armado” que autorizaria a legítima defesa, e que havia alternativas menos letais, como a interceptação marítima, segundo a ABC News. Washington sustenta que a operação é parte de um conflito armado com organizações “terroristas” e que serve para impedir a entrada de drogas no país.

O Reino Unido vai enviar um avião-tanque Voyager da Real Força Aérea (RAF) para dar reabastecimento aéreo “defensivo” aos caças da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que disse ter aceitado um pedido saudita de apoio militar. O aparelho, baseado na base britânica de Acrotíri, no Chipre, deve começar a operar nos próximos dias e a missão é “limitada no tempo”, segundo a BBC News, que registra que se trata de uma única aeronave e que o apoio se restringe a defender o país de drones e mísseis, sem respaldar ataques ao Iêmen. O ministro da Defesa, Luke Pollard, afirmou à Sky News, segundo o Middle East Eye, que a decisão responde à “segurança nacional” britânica e que “em tempos perigosos, bons amigos ficam juntos”. A Arábia Saudita já tem, além do Voyager, o sistema de defesa antiaérea Sky Sabre, e os houthis reivindicaram nos últimos dias ataques com drones e mísseis balísticos contra Riad e instalações energéticas na costa do mar Vermelho. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) projetou que cerca de 230 mil deslocados no Iêmen e outros 10 mil refugiados no Djibuti podem precisar de ajuda humanitária nos próximos meses, segundo o porta-voz Babar Baloch, citado pelo Middle East Eye.

O governo do Iêmen disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que forças governamentais retomaram duas aldeias e uma posição no topo de um morro no distrito de Al-Wazi’yah, a oeste de Taiz, numa contraofensiva contra os houthis, segundo o Arab News. A ofensiva houthi deste mês é a maior desde a trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em abril de 2022 e já deslocou 112 mil pessoas, segundo agências da ONU citadas pelo Middle East Eye, que alerta para o risco de 230 mil deslocados se os combates aumentarem. O The Guardian publica que aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam posições, aglomerações e depósitos de armas houthis a oeste de Taiz, segundo as forças governamentais iemenitas.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Alimov, teve o visto negado para entrar nos Estados Unidos e não participa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que chamou o caso de “mais um ato hostil”, segundo o G1. Peskov afirmou que a recusa contradiz as obrigações dos Estados Unidos como país-sede da ONU e que o assunto será levado a Washington. Caso semelhante ocorreu com o Irã: a diplomacia iraniana, citada pela TASS, afirmou que os Estados Unidos não concederam visto aos jornalistas da comitiva do presidente Masoud Pezeshkian. O chanceler Sergey Lavrov viajou para Nova York e tem reunião bilateral nesta quarta-feira com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) abre nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o seu debate geral, em Nova York, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que entrega a todos”, com o secretário-geral António Guterres apresentando o relatório anual da organização ao lado do presidente da Assembleia, o bengalês Khalilur Rahman, segundo a ONU e a La Voce di New York. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em primeiro lugar, seguido de Donald Trump, na ordem que reserva a abertura ao Brasil; o ucraniano Volodymyr Zelensky e o iraniano Masoud Pezeshkian, que fala na quarta-feira, 23 de setembro, estão entre os mais aguardados. Segundo a G1, Guterres fará um apelo pela própria sobrevivência da ONU, que enfrenta cortes de verbas e críticas lideradas por Trump, e Lula deve defender o multilateralismo e a soberania nacional. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falará por vídeo, depois de os Estados Unidos lhe negarem o visto, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reduziu a viagem a Nova York ao dia do seu discurso, na quinta-feira, 24 de setembro, segundo a La Voce di New York.

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