Quase 90 milhões de pessoas deslocadas à força vivem em países cada vez mais expostos a secas, inundações e calor extremo ligados ao clima, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que alertou, às vésperas da COP31, que é necessário mais financiamento para ajudar comunidades vulneráveis a se adaptar.
Na África subsaariana, um em cada três assentamentos de refugiados pode enfrentar 100 dias ou mais de calor perigoso por ano até 2050. O relatório, divulgado antes da cúpula do clima na Turquia, mostra que esses quase 90 milhões de deslocados equivalem a três quartos do total mundial, vivendo em países altamente expostos a riscos climáticos. Mais de dois terços dos refugiados que voltaram para casa no primeiro semestre deste ano retornaram a países muito vulneráveis a esses riscos.