O prefeito de Houston, John Whitmire, instruiu a polícia a limitar o contato com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), revertendo a abordagem anterior da cidade. Segundo a Al Jazeera, os agentes só procurarão o ICE quando uma pessoa presa por um delito que implica custódia também tiver um mandado administrativo de imigração.
Tema: Migração
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto vale igualmente para quem vem de países islâmicos. “Essa responsabilidade histórica do nosso país se aplica do mesmo modo àqueles que vêm para a Alemanha de países islâmicos”, afirmou. “E quem não cumprir isso deve deixar o nosso país”, acrescentou. A declaração foi feita em recepção aos participantes da Macabíada, evento esportivo judaico internacional realizado a cada quatro anos em Israel. A Alemanha registrou 4.096 episódios antimuçulmanos em 2025, contra 3.080 no ano anterior, alta de cerca de 33%.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou na tarde de sexta-feira, pelo Truth Social, que Stephen Miller substitui Susie Wiles como chefe de gabinete da Casa Branca, e confirmou que ela foi demitida. Miller, que era vice-chefe de gabinete e é o formulador da política de imigração do governo, assume o posto dias depois de os democratas vencerem as eleições de meio de mandato e encerrarem o controle republicano do Congresso. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, chamou Miller de “xenófobo perigoso e extremista imprudente” e pediu que ele seja demitido. A Casa Branca respondeu que Miller é uma “peça-chave” na entrega da agenda de Trump. Segundo a POLITICO, em reportagem do Times of India, Katie Miller, mulher do novo chefe de gabinete, fez cerca de meia dúzia de ligações a pessoas próximas de Trump, entre elas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em defesa da indicação do marido. Ela respondeu à reportagem publicando: “Esposa apoia o marido. Se a sua esposa não faz isso, arrume outra.”
A organização the3million entrou com ação no Tribunal Superior na sexta-feira contra o Home Office, por suposto descumprimento do acordo de retirada do Brexit, depois que quase 1.500 cidadãos da União Europeia (UE) perderam total ou parcialmente o direito de viver no Reino Unido. Segundo a petição, a decisão de retirar direitos de quem tinha status pré-estabelecido foi tomada sem as proteções processuais exigidas pelo acordo de retirada. Entre os afetados está um engenheiro ítalo-brasileiro de 33 anos que vive em Londres desde 2018.
O plano de níveis de imigração 2027-2029 do Canadá mantém 380 mil residentes permanentes por ano até 2029, com meta de 370 mil novos residentes temporários anuais, entre trabalhadores estrangeiros e estudantes internacionais. O governo federal apresentou o plano em 6 de novembro, como parte do orçamento, mantendo as metas gerais do plano do ano anterior e revendo a distribuição entre os programas de imigração econômica. Uma medida temporária abre até 200 mil admissões adicionais de residência permanente em 2027: 100 mil para trabalhadores elegíveis e suas famílias e 100 mil para candidatos familiares e humanitários. A imigração econômica responde por 244,7 mil admissões anuais, 64,4% do total; o Programa de Nomeação Provincial sobe de 92,5 mil para 95 mil vagas, e a categoria federal de alta qualificação cai de 111 mil para 100 mil. O plano fixa ainda metas de imigração francófona fora de Quebec de 9,5% em 2027, 10,5% em 2028 e 12% em 2029.
O prefeito de Houston, John Whitmire, determinou que a polícia da cidade restrinja a cooperação com agentes federais de imigração, contrariando lei estadual apoiada pelos republicanos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Policiais ficam proibidos de avisar o Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE) apenas com base em mandado civil de imigração; a notificação só é permitida se a pessoa também for presa e acusada de crime passível de detenção. Whitmire justificou a medida como forma de “reduzir o medo e a ansiedade” na cidade mais populosa do Texas e disse que “eleições importam”. O governador Greg Abbott já havia ameaçado retirar cerca de US$ 110 milhões em verbas estaduais de segurança pública.
O prefeito de Houston, John Whitmire, determinou nesta sexta-feira que a polícia da cidade procure o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) apenas quando a pessoa abordada for presa por crime sujeito a cadeia ou quando a agência emitir um mandado administrativo. Ele descreveu a ordem como resultado de os democratas retomarem o poder no Texas pela primeira vez em décadas. A governadora eleita Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott e havia criticado as políticas de imigração dele. Em abril, o Conselho Municipal de Houston aprovou uma portaria que eliminou a exigência de os policiais esperarem 30 minutos por agentes do ICE em abordagens de trânsito. O ICE disse que “políticos santuário” buscam limitar a cooperação e que seus agentes apenas cumprem o dever juramentado de servir e proteger as comunidades.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse em recepção a atletas judeus em Berlim que a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto vale “um a um” também para quem vem de países islâmicos e que quem não respeitar essa responsabilidade “tem de deixar nosso país”. Merz situou a declaração no contexto de episódios antissemitas registrados na Alemanha que, segundo ele, também envolveram imigrantes muçulmanos.
O prefeito de Houston, John Whitmire, determinou que a polícia da cidade acione o Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos Estados Unidos (ICE) apenas quando a pessoa abordada for presa por crime sujeito a detenção ou quando o órgão emitir um mandado administrativo. A ordem afirma que estar sujeito à lei de imigração não pode, por si só, ser base para contatar o ICE, prolongar uma detenção ou manter alguém sob custódia. Whitmire disse que a cidade vai atrás de imigrantes “que representem perigo, não os que cuidam da família, do trabalho e da educação”. A medida é uma das primeiras a limitar os poderes do ICE desde a eleição de terça-feira. O governador do Texas, Greg Abbott, perdeu a disputa por um quarto mandato para a democrata Gina Hinojosa.
Sete famílias de Helsingor enfrentam nesta sexta-feira seu antigo locador na Suprema Corte da Dinamarca, em audiência de dois dias, alegando terem sido despejadas por causa da origem delas ou de seus pais. Os contratos foram encerrados em 2022 sob a lei de 2018 que atinge conjuntos habitacionais onde mais da metade dos moradores é classificada como “não ocidental”. Segundo associações de inquilinos, cerca de 11 mil pessoas em todo o país terão de deixar suas casas até 2030. O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu em dezembro de 2025, em casos de Copenhague e Slagelse, que nacionalidade ou país de nascimento sozinhos não determinam origem étnica, mas que um critério aparentemente neutro pode estar ligado à etnia.
Confrontos entre forças armadas no sul da Etiópia levaram dezenas de milhares de pessoas ao Quênia vizinho, sem que os refugiados saibam quando poderão voltar em segurança para casa. A Etiópia, segundo país mais populoso da África, com cerca de 130 milhões de habitantes, enfrenta múltiplos conflitos armados, sobretudo nas fronteiras entre seus estados.
Sete famílias de Helsingør, ao norte de Copenhague, tiveram os contratos de aluguel rescindidos em 2022 sob uma lei de 2018 que obriga conjuntos habitacionais sociais com mais de metade de moradores “não ocidentais” a mudar a composição social, com 60% das casas a preço de mercado até 2030. O caso chegou à Suprema Corte. As instâncias inferiores decidiram a favor do locador, argumentando que a expressão “imigrantes e descendentes de pessoas de países não ocidentais” não designa um grupo de uma única origem étnica e, portanto, não viola a Lei de Igualdade de Tratamento. Em dezembro de 2025, a Corte de Justiça da União Europeia (CJEU, na sigla em inglês) decidiu que cabe aos tribunais dinamarqueses avaliar se a lei é discriminatória.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) processou a Universidade Estadual da Pensilvânia, acusando-a de violar a lei federal ao oferecer mensalidade estadual a estudantes indocumentados e negar a mesma tarifa a cidadãos de outros estados. O órgão pede uma ordem judicial que impeça a universidade de manter a política e de adotar no futuro regras que deem tratamento preferencial a indocumentados. Segundo o secretário-assistente da Divisão Civil, Brett Shumate, o Congresso decidiu que estados e instituições públicas não podem dar benefícios de mensalidade a imigrantes ilegais sem estendê-los a todos os cidadãos. A ação de quinta-feira eleva a 27 o total de processos do órgão contra políticas do tipo, incluindo seis com decisões favoráveis ao governo federal.
Documentos judiciais revelados na quinta-feira mostram que o governo Trump manteve conversas secretas com o Irã sobre a deportação de iranianos enquanto a guerra prosseguia. Segundo os documentos, o governo afirmava, ainda em meados de outubro, ter planos de deportar os iranianos por um país terceiro não nomeado, e manteve contatos com autoridades iranianas durante a guerra para obter documentos de viagem e estudar “possíveis vias de remoção”. A juíza Ana Reyes ordenou que o governo avise a corte com 24 horas de antecedência sobre qualquer plano fechado de deportação ao Irã ou a outro país e com cinco dias de antecedência por escrito antes da execução. O caso nasceu de ação que alega que agências de imigração dos Estados Unidos compartilharam informações confidenciais sobre solicitantes de asilo iranianos com o governo do Irã.
Quase 90 milhões de pessoas deslocadas à força vivem em países cada vez mais expostos a secas, inundações e calor extremo ligados ao clima, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que alertou, às vésperas da COP31, que é necessário mais financiamento para ajudar comunidades vulneráveis a se adaptar. Na África subsaariana, um em cada três assentamentos de refugiados pode enfrentar 100 dias ou mais de calor perigoso por ano até 2050. O relatório, divulgado antes da cúpula do clima na Turquia, mostra que esses quase 90 milhões de deslocados equivalem a três quartos do total mundial, vivendo em países altamente expostos a riscos climáticos. Mais de dois terços dos refugiados que voltaram para casa no primeiro semestre deste ano retornaram a países muito vulneráveis a esses riscos.
Documentos judiciais revelados nesta quinta-feira mostram que o governo de Donald Trump manteve conversas secretas com o Irã sobre a deportação de iranianos enquanto a guerra continuava, segundo a Associated Press (AP). Os documentos mostram contatos com autoridades iranianas durante a guerra para envio de documentos de viagem e definição de “possíveis vias de remoção”. A juíza Ana Reyes determinou aviso de 24 horas ao tribunal sobre planos de deportação ao Irã ou a outro país e cinco dias antes de qualquer remoção. O Departamento de Segurança Interna nega que esteja compartilhando com o governo iraniano registros de pedidos de asilo.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, disse em audiência na Assembleia Nacional em 2 de novembro que há “discussões técnicas” com as autoridades talibãs para deportar afegãos em situação irregular. Nuñez afirmou que parte desses afegãos pode representar ameaça à ordem pública e que é prioridade conseguir devolvê-los. Segundo uma fonte diplomática francesa, os talibãs obtiveram em contrapartida o acordo de princípio de Paris para instalar no consulado afegão na capital um “grupo de trabalho” com membros nomeados por eles próprios. O Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que o diálogo “não questiona a posição da França sobre o Afeganistão”. Paris não mantém relações diplomáticas oficiais com os talibãs desde o retorno deles ao poder, e apenas a Rússia reconheceu o regime até agora.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que mais de 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas no oeste do Iêmen, quase todas nos dois últimos meses. Desde o início de outubro, mais de 43 mil fugiram do distrito de Al Madaribah Wa Al Aarah, em Lahj – o maior número já registrado num distrito iemenita – e, na cidade de Ta’iz, o custo de itens essenciais subiu de três a cinco vezes com os combates cortando os acessos à cidade. Aden abriga agora mais de 56 mil deslocados, e a agência pede US$ 45 milhões para seis meses de assistência.
O deslocamento do voto latino, que ajudou a eleger Trump em 2024, aparece como parte central da derrota republicana, com queixa sobre preços e a repressão migratória. Latinos votaram em massa nos democratas nas eleições de terça-feira, do Texas à Califórnia, segundo a AFP. Boca de urna da NBC citada pela agência apontou vitória democrata por cerca de 30 pontos percentuais entre eleitores latinos. A agência atribui o movimento a promessas não cumpridas de preços menores e à repressão migratória que atinge também latinos.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou que o plano do Reino Unido de fazer alguns refugiados esperar até 30 anos para pedir assentamento levanta preocupações significativas. O governo manteve a espera de até 30 anos para quem chegou por rotas irregulares e criou uma isenção que permite a cuidadores pedir residência permanente após cinco anos. O ACNUR disse que prazos longos de assentamento, autorizações de permanência curtíssimas e limites ao acesso à cidadania podem minar a segurança dos refugiados e sua capacidade de integração.
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou no X, nesta terça-feira de eleição, que quem votar ilegalmente será encontrado, rastreado, preso e processado, e que “não haverá escapatória”. Pessoas que não são cidadãs, incluindo residentes legais permanentes, não podem votar em eleições federais, estaduais e na maioria das locais, segundo a página oficial do governo dos EUA com as regras eleitorais. A Suprema Corte negou um pedido do governo Trump para separar votos contestados na Califórnia até a verificação da cidadania dos eleitores, sem detalhar os motivos. Segundo o Departamento de Segurança Interna, 50.925 imigrantes foram detidos pelo ICE apenas em agosto de 2026, recorde da gestão republicana.
Hongkongueses que migram ao Reino Unido pelo British National (Overseas), o BN(O), ficarão isentos do plano de dobrar para dez anos o período de qualificação para a residência permanente, segundo anúncio oficial. A isenção mantém exigências mais rígidas de inglês e de antecedentes criminais, além das condições já existentes: cinco anos de residência contínua e aprovação no teste Life in the UK. Na segunda-feira, a secretária do Interior, Shabana Mahmood, apresentou os planos de reforma das regras de imigração, pelos quais os migrantes deixariam de obter o direito de viver permanentemente no país de forma quase automática após cinco anos.
O governo britânico apresentou ao Parlamento o modelo de “assentamento merecido”, que acaba com a concessão quase automática da residência permanente depois de cinco anos. Quem ganha mais de 50.271 libras por ano e parte dos servidores públicos, como médicos, enfermeiros e professores, poderá se assentar em cinco anos; os demais passam a esperar 10 anos como padrão. A secretária do Interior, Shabana Mahmood, disse que o status de residência permanente “até agora era dado quase automaticamente” e que, a partir de hoje, “precisa ser conquistado”. Quem violou regras de imigração terá de esperar pelo menos 20 anos para se assentar, e quem chegou em pequenos barcos ou por outra via clandestina enfrenta espera adicional de 10 anos, podendo chegar a 30. As novas regras entram em vigor no ano que vem e não atingem quem já tem status de residência permanente.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, confirmou na Assembleia Nacional que o país mantém discussões técnicas com as autoridades talibãs para reconduzir afegãos em situação irregular. Nuñez citou a Alemanha como precedente e afirmou que parte desses afegãos pode representar ameaça à ordem pública, sendo prioridade poder reconduzi-los. A deputada ecologista Léa Balage acusou o governo de iniciar uma normalização das relações diplomáticas com um regime que comete crime contra a humanidade e pratica apartheid de gênero. A França não mantém relações diplomáticas com os talibãs desde o retorno do grupo ao poder em agosto de 2021, e uma fonte diplomática afirmou que as conversas não questionam essa posição.
Pelas novas regras, a maioria dos trabalhadores estrangeiros terá de esperar 10 anos para se estabelecer no Reino Unido, e quem ganha mais pode se qualificar antes, enquanto refugiados que chegam em “barcos pequenos” podem esperar até 30 anos pela residência, segundo a Al Jazeera.
O Reino Unido vai exigir que parte dos migrantes espere 10 anos ou mais antes de poder se estabelecer, e concede flexibilizações a alguns trabalhadores de cuidados para conter uma crise política. As mudanças amplas no sistema de imigração foram apresentadas nesta segunda-feira.
Ao menos sete migrantes morreram em um barco com 139 pessoas que ia para as Ilhas Canárias depois de uma tempestade. Os socorristas chegaram à embarcação na manhã desta segunda-feira, a cerca de 150 km de Arrecife. Cinco corpos estão desaparecidos no mar e dois foram recuperados.
Cinco britânicos detidos na França sob suspeita de assediar migrantes foram multados, expulsos e proibidos de entrar na região por seis meses no domingo, 2 de novembro, segundo as autoridades francesas. Um grupo de ajuda os havia acusado de violência contra migrantes sem documentos, mas as investigações não encontraram provas de crimes violentos, disse a promotora Charlotte Huet em comunicado no domingo.
O governo taleban expressou nesta segunda-feira preocupação com planos noticiados dos Estados Unidos (EUA) de deportar mais de 150 afegãos dos EUA ao Paquistão para retorno ao Afeganistão, com grupos de defesa alertando para o risco às vidas. O governo taleban pediu na segunda-feira que os Estados Unidos (EUA) “ajam com responsabilidade” nas deportações, dizendo estar pronto para tratar do tema de forma construtiva.
Mais de 300 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen pela intensificação dos combates no oeste do país, a grande maioria nos últimos dois meses, segundo as Nações Unidas, em reportagem do Le Monde. A ONU pediu a todas as partes no conflito que protejam civis e trabalhadores humanitários e garantam acesso humanitário seguro e sem entraves, em especial nas zonas de difícil acesso de Taëz.
Cinco britânicos detidos na quinta-feira em Dunquerque sob suspeita de violências contra migrantes receberam interdição de comparecer no Norte e em Pas-de-Calais por seis meses por porte de armas, noticiou o Le Monde. Eles circulavam pelo litoral num minibus que apelidaram de “the battle bus” e transmitiam ao vivo numa rede social imagens de intimidação contra migrantes, segundo o jornal.
Centenas de manifestantes se reuniram em Phuket para pedir às autoridades da Tailândia o fim das atividades do movimento Chabad no país e ação contra supostas atividades econômicas ilegais de estrangeiros, incluindo organizações ligadas a Israel, segundo o Times of Israel. O protesto ocorreu dias depois de a Tailândia revogar a cidadania do rabino Yosef Chaim Kantor, chefe do Chabad no país, por ele usar o passaporte americano em viagens ao exterior.
O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, planeja deportar afegãos detidos no país de volta à terra natal via Paquistão, segundo documentos judiciais obtidos pela Associated Press (AP). Entre os que enfrentam a deportação estão parentes de afegãos que trabalharam com os militares dos EUA na guerra de 20 anos contra o Talibã, que está de volta ao poder, segundo a NBC News.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o governo dos Estados Unidos não participou dos preparativos da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, segundo o G1: “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”. Rubio confirmou que o presidente Donald Trump autorizou entrada condicional (parole) caso Flávio chegasse a um ponto de entrada nos Estados Unidos: “O presidente deixou claro que, se ele chegasse aos Estados Unidos por um ponto de entrada, receberia autorização de entrada condicional (parole). E foi isso que aconteceu”.
Mais de 150 imigrantes afegãos devem ser deportados dos Estados Unidos, em uma das maiores expulsões únicas de afegãos já organizadas pelo país, segundo o Jerusalem Post. Dezenas já estão detidos na Louisiana e o primeiro voo pode partir na segunda-feira, de acordo com o New York Times, citado pelo jornal. As remoções ocorrerão via Paquistão porque Washington não mantém relações diplomáticas com o Talibã, disse um funcionário americano à Reuters.
O Ministério do Interior do Reino Unido cancelou a autorização eletrônica de viagem (ETA) do acadêmico Andreas Malm na quarta-feira, dizendo que a presença dele no país “não é considerada favorável ao bem público”, segundo o Middle East Eye.
Até cerca de 50 mil pessoas cruzaram para o Quênia, segundo autoridades locais citadas pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), após confrontos entre os exércitos das regiões somali e de Oromia, no sul da Etiópia; o ACNUR enviou equipe de emergência a Moyale.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos pediu à empresa islandesa de hospedagem FlokiNET que retire do ar um site com informação de dezenas de milhares de seus funcionários, segundo a Al Jazeera. Em carta citada pelo veículo, o departamento afirma que o conteúdo está no ar e “coloca mais de 40 mil pessoas identificáveis em risco de assédio, perseguição e dano físico”.
O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, confirmou que foi responsável por providenciar o jato particular usado na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após sua derrota na eleição presidencial brasileira, segundo o Brasil 247. Em reportagem citada pela CNN Brasil, o The New York Times registrou que o jato foi providenciado por um funcionário da área de comunicação da Casa Branca.
Os confrontos no sul da Etiópia levaram cerca de 50 mil pessoas a atravessar a fronteira para o Quênia desde que os choques começaram na semana passada, segundo as Nações Unidas, que citam autoridades locais. A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Quênia, Fatima Mohammed-Cole, disse que até 50 mil pessoas cruzaram a fronteira, conforme as autoridades locais. Os combates opõem os exércitos das regiões de Somali e Oromia.
O governo argentino confirmou que o senador Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira brasileira na noite de terça-feira (27/10) e embarcou em um avião particular com destino ao Equador, segundo a Opera Mundi. Quarenta minutos depois, às 23h30, o senador, a esposa e as duas filhas embarcaram em Puerto Iguazú em um Gulfstream G400 da empresa Baires Fly, com destino informado a Guayaquil, segundo o Brasil de Fato. De Guayaquil, o jatinho decolou às 6h22 no horário de Brasília, com previsão de chegada ao aeroporto executivo de Opa-locka, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, citado pelo Brasil de Fato.
Cerca de 36 mil pessoas cruzaram da Etiópia para o Quênia fugindo do conflito em Moyale e arredores, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Quênia, com comida, água potável, abrigo, saneamento e saúde como necessidades mais urgentes. A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia fala em cerca de 40 mil refugiados em Moyale, com mais de 15 mil em oito abrigos temporários.
A África do Sul interrompeu uma nova diretriz para o processamento de pedidos de asilo depois que protestos violentos eclodiram em Joanesburgo e Durban, segundo a DW. A suspensão dos pedidos de asilo veio após os distúrbios recentes, informou a France 24.
Funcionários britânicos começaram conversas com a União Europeia (UE) sobre uma relação de longo prazo que pode incluir a volta da livre circulação, disse o secretário de Negócios do Reino Unido, segundo o Guardian. O foco das negociações é a cúpula da UE em novembro, para fechar um acordo que alivie algumas restrições comerciais e um acordo de mobilidade juvenil, segundo o jornal. O The Independent afirma que o Reino Unido já mantém conversas sobre um possível retorno à liberdade de circulação.
Mais de 14 mil etíopes fugiram de combates mortais no sul da Etiópia para o Quênia, segundo autoridades humanitárias, em meio ao temor de que confrontos entre comunidades rivais tenham matado mais de uma dezena de pessoas, conforme o TRT World. A Cruz Vermelha do Quênia afirmou que mais de 10.900 deslocados estão em seis acampamentos temporários na cidade fronteiriça de Moyale e outros 4 mil estão hospedados com parentes e famílias que os receberam.
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.
Uma multidão de cerca de 50 pessoas espancou até a morte um estrangeiro nesta quinta-feira no centro de Durban, cidade portuária da África do Sul que é um ponto de tensão anti-migrantes, informou a polícia.
As taxas pagas a contrabandistas nas rotas marítimas para a Europa somaram entre US$ 388 milhões e US$ 509 milhões em 2025, estimou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), segundo a AllAfrica. Entre 190 mil e 209 mil pessoas foram contrabandeadas nas quatro principais rotas marítimas para a Europa em 2025.
Os Estados Unidos anunciaram no início deste mês a suspensão de oito empresas de tecnologia, entre elas a Microsoft e as indianas Infosys, Tata Consultancy Services, Wipro e HCL Technologies, de contratar trabalhadores estrangeiros qualificados em caráter permanente por uma via de visto amplamente utilizada, segundo a BBC. Novas candidaturas e as pendentes no Programa de Certificação de Trabalho Permanente (PERM) foram congeladas – um duro golpe para indianos, que detêm a maioria dos vistos H-1B.
Para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, Springfield, no Ohio, cristaliza os problemas do país por causa de anos de imigração sem controle, segundo a BBC. Ele já repetiu a alegação falsa de que imigrantes haitianos comiam animais de estimação na cidade. Em junho, a Suprema Corte manteve a decisão do governo Trump de encerrar o Estatuto de Proteção Temporária (TPS) para cerca de 350 mil haitianos.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) manteve as proteções contra deportação para cerca de 101 mil ucranianos e 1,8 mil sudaneses cujo Status de Proteção Temporária (TPS) terminaria na segunda-feira, e disse que o anúncio sobre o programa “será feito no momento apropriado”, segundo o The Guardian. Até lá, os ucranianos e sudaneses cobertos pelas medidas “mantêm a proteção”, afirmou o departamento em comunicado escrito.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, atribuiu os distúrbios na França à imigração e disse que Paris vai ser uma cidade muçulmana em breve: “O mundo inteiro estava chegando e, como você sabe, Paris vai ser uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, afirmou, completando: “Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não.” O vice-presidente JD Vance, um dia antes, escreveu na rede X que “liberais ocidentais importaram o terceiro mundo para a França”. Os protestos de sábado, convocados por causa do aumento do preço dos combustíveis e pela queda do poder de compra, escalaram em várias cidades, com uma prefeitura histórica incendiada e 1.800 prisões, segundo o The Guardian.
Doze migrantes morreram na segunda-feira ao tentar atravessar o mar Egeu, seis deles, cujos corpos foram encontrados depois que o barco colidiu com uma embarcação policial, segundo autoridades citadas pelo The Hindu. Na colisão ao largo de Lesbos, um bebê e quatro mulheres estão entre os seis mortos, disse um oficial da guarda costeira à AFP. Os outros seis mortos – cinco homens e uma mulher – estavam em um barco pequeno que virou ao largo de Samos; outras 14 pessoas foram resgatadas, uma delas um suposto organizador iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a França está em chamas e que a imigração despedaçou o país, pedindo o fechamento das fronteiras, segundo o The Hindu. O vice-presidente J. D. Vance escreveu que liberais ocidentais importaram o Terceiro Mundo em nome da diversidade, ignorando perguntas sobre assimilação e compatibilidade.
A Embaixada da Índia em Riad pediu neste domingo que os indianos na Arábia Saudita sigam as diretrizes de segurança atualizadas das autoridades sauditas para quem recebe alertas de emergência pela Plataforma Nacional de Alerta Precoce para Emergências. As orientações, divulgadas em redes sociais, pedem que as pessoas mantenham a calma, sigam as ordens oficiais e se dirijam ao local seguro mais próximo dentro de um prédio, de preferência um quarto interno longe das janelas, até que o perigo passe, segundo o jornal The Hindu.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disse que hospitais do Iêmen enfrentam uma alta acentuada de feridos em várias linhas de frente. Hospitais de linha de frente em Marib, Taiz e na costa do Mar Vermelho receberam número sem precedentes de feridos por arma, e algumas unidades admitiram mais de 700 pacientes em uma única semana, segundo o CICV, em texto do Al-Monitor com base na Reuters. Os combates opõem os houthis, apoiados pelo Irã, às forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita. Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas desde que os combates recomeçaram, nas últimas semanas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), das Nações Unidas.
O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam Ceuta meses depois de mais de 70 mil migrantes terem chegado vindos do Marrocos, informou a France 24. A visita dividiu os moradores e pode reacender tensões diplomáticas com o Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que navios da Marinha do Marrocos entraram sem permissão em águas espanholas nas proximidades de Ceuta depois da travessia em massa de migrantes do fim de julho, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Sánchez minimizou os incidentes e os classificou como isolados.
O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., conhecido por suas críticas ao governo do presidente argentino Javier Milei, foi impedido de entrar na Argentina nesta segunda-feira, ao desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires, segundo a Agência Brasil. As autoridades migratórias determinaram o cancelamento de sua residência permanente e estabeleceram uma proibição de reingresso por cinco anos.
Agentes de imigração dos Estados Unidos (EUA) revistaram na manhã de segunda-feira a casa da deputada por Minnesota, Ilhan Omar, na região de Washington, D.C., como parte de uma “investigação criminal”, segundo a BBC. Agentes do Homeland Security Investigations (HSI) executaram um mandado de busca autorizado judicialmente na residência, conforme disse um porta-voz do Departamento de Justiça à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos. Omar nasceu na Somália e chegou aos Estados Unidos aos oito anos, fugindo da guerra. Foi eleita ao Congresso pela primeira vez em 2018 e é crítica declarada do presidente Donald Trump.
Ao menos 139 pessoas, incluindo crianças, morreram após um barco com 305 migrantes virar na costa de Djibuti, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que divulgou o balanço no domingo, em informação da Associated Press (AP) republicada pela NBC News. Ao menos 84 pessoas seguiam desaparecidas, numa das travessias mais mortais do Chifre da África à península Arábica.
O naufrágio de uma embarcação na costa do Djibuti, na noite de 8 para 9 de outubro, matou ao menos 109 migrantes, entre eles 15 crianças, e deixou 116 desaparecidos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O barco, que levava 350 pessoas do Djibuti para o Iêmen, virou ao norte da cidade de Obock. Equipes da OIM atuam no local com autoridades locais na ajuda de emergência, segundo o The Hindu.
O Departamento de Assuntos Internos da África do Sul retirou a diretriz de 28 de setembro sobre a recepção de pedidos de asilo após protestos antimigrantes violentos em Durban e Soweto, diretriz que operacionalizava a decisão de julho da Corte Constitucional no caso Centro Scalabrini da Cidade do Cabo, segundo o AllAfrica.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse na quinta-feira (8 de outubro) que vai pedir ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a retirada dos agentes federais de imigração da cidade, segundo o Le Monde. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) afirma que os agentes tentavam prender um imigrante dominicano com condenação prévia por furto qualificado.
A Tata Consultancy Services (TCS) disse que vai contratar 15 mil pessoas nos Estados Unidos (EUA) e que não será afetada pelas novas restrições a green cards, segundo o Hindustan Times. O cerco ao patrocínio de green cards por empresas de tecnologia recebeu elogios de aliados de Trump e fúria de democratas, segundo o mesmo veículo.
Agentes federais balearam um homem em Nova York nesta quinta-feira, segundo a polícia de Nova York. O caso ocorreu no bairro de Marble Hill, no Bronx. Segundo o Hindustan Times, os disparos foram efetuados por agentes de imigração em operação de fiscalização e remoção.
Protestos antimigrantes ficaram violentos em Soweto, em Joanesburgo, e em Durban nesta quinta-feira, com dezenas de carros incendiados e comércios de estrangeiros fechados à força, segundo a polícia. A comissária interina de polícia, Puleng Dimpane, disse que 10 veículos foram incendiados em Joanesburgo e 14 em Durban, onde três pessoas foram presas. Os manifestantes se opõem a uma decisão de julho da Corte Constitucional que remove barreiras processuais ao pedido de asilo, inclusive para quem entrou de forma irregular. O porta-voz do governo, William Baloyi, atribuiu a violência à informação deliberadamente falsa sobre a decisão judicial e disse que ela não concede automaticamente refúgio, residência permanente ou direitos a migrantes sem documentos.
O governo Donald Trump abriu uma investigação histórica por fraude no visto J-1 contra nove universidades dos Estados Unidos (EUA), com intimações já expedidas, segundo o Departamento de Trabalho, em reportagem do South China Morning Post. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo inspetor-geral Anthony D’Esposito, em evento ao lado do vice-presidente J.D. Vance, e cita Harvard, Yale, Stanford, Brown, University of Pittsburgh, UC Davis, Caltech, Arizona State University e Massachusetts Institute of Technology (MIT). O governo apontou a China como foco, com o alerta de que Pequim não precisaria invadir laboratórios se as instituições deixassem as portas abertas.
Um projeto de lei apresentado pela deputada Beth Van Duyne propõe elevar a multa máxima por violação grave do visto H-1B de US$ 35 mil para US$ 250 mil e estender o banimento mínimo de empregadores considerados responsáveis de três para 10 anos, segundo o Times of India. O texto, o H-1B Visa Fraud Crackdown Act, foi apresentado na Câmara e enviado ao Comitê Judiciário da Câmara para análise.
A Human Rights Watch (HRW) afirma que a deportação de migrantes dos Estados Unidos (EUA) para países africanos terceiros é ilegal e explora o sofrimento para dissuadir a migração, segundo a BBC. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, mais de 500 pessoas foram enviadas a países africanos onde não são cidadãs, diz o grupo, citando dados dos EUA. O Departamento de Segurança Interna afirmou que “as remoções para terceiros países são uma ferramenta essencial de segurança pública, que retira das nossas ruas os imigrantes ilegais criminosos mais perigosos”.
Os Estados Unidos (EUA) suspenderam do Programa de Certificação Laboral Permanente algumas das maiores empresas de terceirização de tecnologia do mundo – Cognizant, Infosys, Tata, Wipro, HCL e Capgemini –, conforme anúncio do secretário do Trabalho, Keith Sonderling, ao lado do vice-presidente J.D. Vance. O Departamento do Trabalho também suspendeu a Microsoft e a Adobe do programa.
Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início dos combates recentes, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgados na quarta-feira, em texto da Reuters republicado pelo Jerusalem Post. O deslocamento saltou de 76 mil em meados de setembro para mais de 200 mil, quase todos fugidos desde o começo dos combates no início de setembro. Os houthis tomaram toda a costa do Mar Vermelho no mês passado das forças do governo reconhecido internacionalmente, sediado em Áden.
Cerca de 223 mil ucranianos deixaram o país entre janeiro e junho de 2026, segundo o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia, em dados obtidos pela TASS. O fluxo segue anos de saída: entre 7 e 8 milhões em 2022, cerca de 180 mil em 2023, 460 mil em 2024 e 302 mil em 2025, segundo a TASS.
O líder de Mianmar, Min Aung Hlaing, visitará a Malásia nos próximos dias, disse o premiê Anwar Ibrahim nesta terça-feira, 6 de outubro, segundo o Channel NewsAsia (CNA). A pauta deve ser o plano da Malásia, anunciado em julho, de devolver cerca de 5 mil cidadãos de Mianmar. O primeiro grupo de quase 1.500 repatriados chegou a Mianmar no domingo, sem que a Malásia informasse quantos rohingyas estavam entre eles.
O governo da Argentina lançou um programa de cidadania por investimento, apresentado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de Gabinete, Diego Santilli, durante o evento Argentina Week, em Paris, com inscrições a partir do quarto trimestre de 2026, segundo a DW. Em nota, o Ministério da Economia disse que o anúncio integra a abertura internacional do país e reformas para atrair capital.
A Grécia pediu à União Europeia (UE) que permita aos Estados-membros suspender temporariamente os pedidos de asilo em períodos de migração em massa, segundo a Al Jazeera. A proposta foi apresentada aos ministros do Interior da UE reunidos em Luxemburgo na quinta-feira, no Conselho de Justiça e Assuntos Internos, ainda segundo a emissora. Os ministros aprovaram na quinta-feira uma nova regra de retorno permitindo aos Estados-membros estabelecer centros de retorno fora da UE, também segundo a Al Jazeera.
Os ministros do Interior dos países da União Europeia (UE) reuniram-se em Luxemburgo na quinta-feira para discutir formas de reforçar os controles de fronteira e conter a migração irregular para o bloco de 27 membros, segundo a Deutsche Welle (DW).
O acordo de um ano entre França e Reino Unido para devolver migrantes que cruzam o Canal da Mancha ilegalmente em pequenos barcos chegou ao fim, informou o Ministério do Interior britânico na quarta-feira. O pacto foi fechado no ano passado, sob o governo de Keir Starmer, então primeiro-ministro britânico, como parte de uma reaproximação pós-Brexit e para aliviar a tensão entre os vizinhos. Segundo números britânicos, cerca de 1.500 pessoas haviam sido devolvidas à França e pouco menos que isso foram aceitas pelo Reino Unido, noticiou a RFI, com base na AFP.
O governo britânico anunciou que o acordo piloto “um entra, um sai” com a França, que devolvia parte dos migrantes que cruzam o Canal da Mancha, foi encerrado. Um programa-piloto entre Reino Unido e França que buscava conter o número de pessoas que atravessam o Canal da Mancha em pequenos barcos rumo à Grã-Bretanha foi encerrado, informou o governo britânico nesta quarta-feira. Um porta-voz do Ministério do Interior britânico disse que o piloto, que removia solicitantes de asilo em troca de um número igual de migrantes legais, não processa mais novos casos.
A Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) autorizou o governo Trump a retomar as deportações de migrantes para países que não são indicados nas suas ordens de remoção. Os três ministros liberais divergiram, sem comentário, da decisão de permitir a retomada das deportações. A Corte também incluiu o caso na pauta de mérito e ouvirá os argumentos em dezembro.
A Malásia começou na terça-feira a deportar cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar em programa de repatriação, primeira fase de um plano que pode chegar a 5 mil pessoas, segundo a Reuters. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou que as condições atuais não sustentam um retorno seguro e sustentável e que não participou da identificação dos repatriados, enquanto o Ministério do Interior malaio disse que a medida envolve 1.476 cidadãos identificados pelo governo de Mianmar.
Mais de 145 mil pessoas estão deslocadas em oito províncias do Iêmen desde a escalada na costa oeste em junho, num total de 145.308 pessoas ou 24.218 famílias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O total subiu 15.870 pessoas ante 21 de setembro, alta superior a 12% em uma semana, com Taiz concentrando 81.444 deslocados, mais da metade do total nacional.
A União Europeia (UE) anunciou neste sábado um pacote de 710 milhões de euros para populações atingidas por crises, desastres naturais ou conflitos, a maior parte para a África, segundo o Le Monde. Do total, 380 milhões de euros vão para a África Subsaariana em proteção a migrantes vulneráveis, apoio ao retorno voluntário e à reintegração, fortalecimento da governança migratória e resposta ao deslocamento forçado. Outros 252 milhões saem da reserva de ajuda emergencial para conflito, deslocamento forçado, epidemias e catástrofes naturais, incluindo populações da África Subsaariana, dos territórios palestinos, do Líbano e da Ucrânia para o inverno.
Milhares de pessoas protestaram em Madri no sábado contra a gestão do governo da crise migratória de Ceuta, em ato organizado pela Sociedad Civil Española e apoiado pelo Partido Popular (PP) e pelo Vox, segundo a Al Jazeera. O governo contou 20 mil presentes, e os organizadores falaram em 180 mil; manifestantes pediram eleição antecipada. No fim de julho, mais de 70 mil migrantes entraram em Ceuta vindos do Marrocos vizinho, e a maioria foi devolvida depois.
A Casa Branca detalhou os cortes: são 11 cancelamentos de autoridade orçamentária que somam US$ 810 milhões, sendo a maior rubrica US$ 567 milhões destinados ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) para serviços sociais a imigrantes em situação ilegal. O governo confirmou o uso de uma “pocket rescission” para quase US$ 1 bilhão em gastos considerados prejudiciais.
Agentes de imigração dos Estados Unidos atuaram nesta semana no sudoeste do Kansas, região de grande concentração de confinamentos e frigoríficos, e o efeito sobre a indústria da carne foi imediato, segundo a Reuters, em texto republicado pela MarketScreener. O temor de prisão afastou boa parte da mão de obra imigrante, forçando os frigoríficos a desacelerar e represando gado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou o abate de 90 mil cabeças na quinta-feira, queda de 16% em uma semana. Associações de pecuaristas dizem que as operações de imigração têm efeito inibidor sobre trabalhadores documentados e elevarão o preço da carne.
Mais de 55 mil refugiados sudaneses fugiram para o Chade neste ano, e as chegadas pelas áreas de fronteira de Adre e Tine subiram a 400 pessoas por dia, cerca de 20 vezes a média dos meses anteriores, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), citado pela Al Jazeera. A ONU afirma ter recebido apenas 20% dos US$ 1,6 bilhão necessários à resposta humanitária, uma lacuna de US$ 1,28 bilhão, informa a Al Jazeera.
O chefe da agência das Nações Unidas (ONU) para os refugiados advertiu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que as condições dos deslocados do Saara Ocidental estão piorando e que as necessidades humanitárias desse grupo seguem gravemente subfinanciadas, segundo a AFP, em texto publicado pela RFI. O deslocamento no território persiste há mais de meio século, com gerações de refugiados saarauís crescendo em Tindouf e nos campos vizinhos, segundo a AFP.
Quase 130 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen nas últimas três semanas, incluindo cerca de 71 mil crianças, a maioria delas em Taiz, segundo a UN News, que cita o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Das quase 2.900 crianças triadas em áreas onde há acesso humanitário seguro, mais de uma em cada quatro estava com desnutrição aguda e cerca de 200 tinham desnutrição aguda grave, segundo a UN News.
A Polônia interrompeu o registro de pedidos de asilo na fronteira com Belarus em março de 2025 e mantém a medida há 18 meses, informa a Associated Press. Varsóvia pede que a União Europeia (UE) autorize suspensões temporárias de pedidos de asilo em casos de migração “instrumentalizada”, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou em 16 de setembro uma proposta de quadro europeu de resposta a migração “planejada e armada”, acrescenta a Associated Press.
A Anistia Internacional pediu a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em relatório publicado nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a própria organização. O relatório “We Had Whistles, They Had Guns” documenta violações generalizadas de direitos humanos cometidas pelo ICE, pelo Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e por outras agências federais em operações de imigração em Chicago, Minneapolis–Saint Paul, Nova Orleans e Washington, DC, relata a entidade. O Le Monde confirma o apelo da organização não governamental (ONG), citando as violações documentadas.
O gabinete da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, adotou nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, um decreto-lei que proíbe burca e niqab nas escolas e cria um teto de 30% de alunos sem domínio do italiano por turma a partir do próximo ano, segundo a Al Jazeera e confirmado pela ANSA. O descumprimento prevê multa de até 1.000 euros – e o decreto vale de imediato, mas precisa de ratificação parlamentar em 60 dias.
Uma investigação do consórcio coordenado pela Forbidden Stories obteve uma cópia do acordo pelo qual Eswatini recebe deportados dos Estados Unidos, segundo o France 24, que integra o consórcio. O documento, assinado em 14 de maio de 2025 pelo primeiro-ministro Russell Dlamini, prevê o recebimento de 160 pessoas removidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em troca de US$ 5,1 milhões para “reforçar a capacidade de fronteira e migração” do país. Quatro aviões levaram 32 deportados ao reino ao longo de um ano; eles estão detidos sem acusação na prisão de segurança máxima de Matsapha, e apenas cinco retornaram aos países de origem.
Mais de um ano depois de serem expulsos dos Estados Unidos e enviados a El Salvador sob um acordo que os dois governos nunca publicaram, 11 salvadorenhos seguem sem paradeiro conhecido, e as famílias deles exigem saber onde estão detidos, segundo investigação do consórcio The Deportation Project, coordenado pela Forbidden Stories, da qual participam a RFI e o G1. Os homens chegaram a San Salvador em voos militares fretados pelo governo de Donald Trump entre março e abril de 2025, nos mesmos aviões que levaram 252 venezuelanos, todos apresentados pelos dois governos como criminosos perigosos. Foram levados ao Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a prisão de segurança máxima construída na ofensiva de Nayib Bukele contra as gangues, e ficaram incomunicáveis, sem advogado e sem processo. Os venezuelanos voltaram para casa quatro meses depois; os salvadorenhos continuaram presos. Organizações de direitos humanos estabeleceram que 36 salvadorenhos estavam naqueles voos, e as famílias identificaram 11 deles. Os termos do acordo apareceram em setembro de 2025, quando documentos da administração Trump vieram a público numa ação coletiva movida pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e pela Democracy Forward: Washington havia concordado em pagar US$ 4,76 milhões para que El Salvador mantivesse venezuelanos e salvadorenhos no Cecot. A Human Rights Watch (HRW) encontrou registros nos Estados Unidos por crimes violentos ou potencialmente violentos para apenas 10% dos salvadorenhos. Em junho de 2026, El Salvador confirmou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que Elmer Concepción Romero Janes, um dos 11, estava incomunicável na prisão de Santa Ana, sem dizer de que era acusado, e a procuradoria entregou à família dele um certificado de que ele não tem antecedentes criminais no país. Advogados que representam nove das 11 famílias identificadas denunciaram o Estado salvadorenho por desaparecimento forçado. “O crime começa nos Estados Unidos e continua em El Salvador”, disse Kelvi Zambrano, um desses advogados. O governo de El Salvador não respondeu aos pedidos de acesso às prisões nem às perguntas do consórcio.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a uma falha do controle de fronteira de Marrocos a entrada em massa de migrantes na cidade autônoma espanhola de Ceuta, no norte da África. Ele disse que a Espanha investiga o que ocorreu em julho e que pediu ao governo marroquino “ações e também respostas, porque também está claro que o seu controle de fronteira falhou”, em entrevista à emissora norte-americana CNN em Nova York, segundo a Agence France-Presse (AFP) e o Le Monde. Mais de 70 mil migrantes entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho de 2026, numa corrida sem precedentes que deixou mortos, segundo a AFP. A maior parte retornou a Marrocos nas horas seguintes; alguns milhares permaneceram no enclave, onde a situação se deteriorou, com episódios de violência e manifestações quase diárias de moradores. Um relatório da polícia espanhola ao qual a agência teve acesso afirma que o número de policiais marroquinos em torno da passagem de fronteira era “claramente menor que o habitual” e que os agentes “não fizeram nenhuma tentativa séria” de conter a onda, com base em imagens de satélite, vídeos de fontes abertas e depoimentos de migrantes. Em 3 de setembro de 2026, ao falar ao Parlamento, Sánchez já havia dito que Madri precisava pedir a Marrocos “explicações e mudanças” para evitar uma repetição, e afirmado que não havia “prova sólida” de que o país tivesse organizado a entrada em massa, segundo a AFP e o Le Monde.
A Polícia de Austin, no Texas, divulgou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, vídeos do atendimento ao venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, 28 anos, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no domingo, 20 de setembro, quando fazia entregas para o DoorDash. As imagens, apresentadas em entrevista pela chefe de polícia Lisa Davis, mostram a abordagem dos agentes e o socorro depois dos disparos, mas não o instante em que o agente atira, segundo a CBS Austin. O agente que atirou tinha câmera corporal e não a usava no momento, segundo dois funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS) ouvidos pela NBC News; a câmera de outro agente no mesmo veículo gravou imagens parciais, sem os tiros. A advogada Kate Lincoln-Goldfinch disse que o cliente voltou ao hospital com dores fortes e dificuldade para mover o braço esquerdo e depois retornou ao centro de detenção de Pearsall, com a bala ainda alojada nas costas, segundo a CNN. A unidade de investigações especiais da polícia de Austin apura o caso com a polícia estadual do Texas.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou a deportação do venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Austin, no Texas, no domingo, 20 de setembro de 2026, e que segue detido com um projétil alojado nas costas, segundo a advogada dele. A ordem do juiz Orlando L. Garcia, do tribunal federal de San Antonio, manda o diretor do Centro de Processamento do ICE do Sul do Texas, Bobby Thompson, apresentar Garcés Pérez em audiência em 30 de setembro de 2026, e foi assinada na segunda-feira, 21 de setembro, segundo a KXAN. Como a presença dele é obrigatória, a remoção não pode ocorrer antes da audiência, disse a advogada Kate Lincoln-Goldfinch, que entrou com ação federal pedindo a suspensão da deportação e a libertação do cliente, segundo a BBC. O promotor distrital do condado de Travis, José Garza, escreveu ao secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, e ao diretor do ICE, David Venturella, pedindo que a remoção seja suspensa enquanto durar a investigação do tiroteio, porque Garcés Pérez é testemunha central do caso, segundo a Fox News. O congressista Joaquin Castro pediu a soltura dele.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a Suprema Corte reveja a decisão que libertou o pesquisador indiano Badar Khan Suri, da Universidade Georgetown, que defendeu os direitos palestinos e se opôs à guerra de Israel na Faixa de Gaza, de acordo com o The Georgetown Voice e a Al Jazeera. No pedido, registrado como Trump v. Khan Suri, o governo pergunta se a lei de imigração impede um juiz federal de ordenar a soltura de um estrangeiro detido enquanto corre o processo de deportação, e afirma que decisões como a da Quarta Corte de Apelações abrem aos detidos um caminho para contestar a deportação fora da justiça migratória. Suri, que tem visto de intercâmbio J-1, foi detido em março de 2025 por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e passou 58 dias sob custódia; a juíza Patricia Tolliver Giles ordenou a soltura em maio de 2025, e em julho de 2026 a Quarta Corte confirmou, por 2 votos a 1, que ele deve permanecer fora da prisão. O advogado-geral do governo na Suprema Corte (solicitor general), D. John Sauer, escreveu que a decisão da Quarta Corte é “praticamente desastrosa”; a Terceira Corte, em janeiro de 2026, no caso do ativista Mahmoud Khalil, e a Segunda Corte, em julho, no caso de Mohsen Mahdawi, decidiram o oposto, e o Departamento de Justiça pediu que a Suprema Corte aceite também o caso de Khalil. Suri responde ainda a um processo separado, iniciado em 15 de setembro de 2026, que decide se o Departamento de Segurança Interna (DHS) pode deportá-lo.
O venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) numa rua de Austin, no Texas, no domingo, 20 de setembro de 2026, foi levado de volta ao hospital depois de protestos e da pressão de parlamentares do Texas sobre o seu estado de saúde, porque o projétil alojado nas costas não havia sido removido, segundo o El País. Ele havia dito numa ligação durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 21 de setembro, que a bala fraturou a clavícula e não foi retirada por estar perto da coluna, e que no Centro de Processamento do ICE de Pearsall, onde está detido, recebeu apenas um analgésico na madrugada. O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos afirmou que ele estava estável quando foi transferido, e a advogada Kate Lincoln-Goldfinch contesta a versão oficial de entrada irregular: segundo ela, Garcés entrou com autorização em 2024 e pediu asilo, e a ordem de deportação saiu à revelia porque um aviso de audiência foi enviado ao endereço antigo. O congressista de Austin, Greg Casar, pediu que o ICE não deporte o ferido, e a cidade teve a segunda noite de protestos.
Quase 130 mil pessoas foram deslocadas em sete governações do Iêmen desde o início da ofensiva houthi na costa do mar Vermelho, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM): os dados mais recentes da agência, de 20 de setembro de 2026, registram 129.438 deslocados, ou 21.573 famílias, ante 118.086 contabilizados em 18 de setembro – um aumento de 11.352 pessoas em três dias. Taiz concentra o maior número, com 73.494 deslocados, seguida de Lahj, Áden e Al Hodeidah, e até a noite de domingo, 20 de setembro, 3.106 pessoas haviam cruzado o mar Vermelho para o Djibuti. “Os números seguem subindo”, disse o diretor regional da OIM para o Oriente Médio e Norte da África, Othman Belbeisi, segundo quem muitas famílias já foram deslocadas mais de uma vez. O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, afirmou que 28 ataques aéreos atingiram três províncias nas 24 horas anteriores e que o total acumulado desde o início da escalada chega a 760 – número sem confirmação independente.
Marrocos vota nesta quarta-feira a primeira eleição parlamentar desde os protestos liderados por jovens que tomaram as ruas do país no fim de 2025, com 7.288 candidatos de 27 partidos disputando as 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, segundo a Africanews e a Al Jazeera. O primeiro-ministro Aziz Akhannouch, do partido Reunião Nacional dos Independentes (RNI), eleito em 2021, tenta seguir no cargo. O movimento Gen Z 212, que usa o código telefônico do país no nome, nasceu no Discord depois da morte de oito mulheres numa maternidade pública de Agadir e passou a cobrar que o orçamento fosse para hospitais e escolas, criticando os estádios erguidos para a Copa do Mundo de 2030; a renúncia de Akhannouch não veio, e o governo respondeu com mais gastos em saúde e educação e incentivos a candidaturas de jovens, segundo o Middle East Eye e o Washington Institute. Jovens de 18 a 24 anos são cerca de 12% da população e apenas 4% dos 15,8 milhões de eleitores registrados, segundo a Africanews. Em julho, cerca de 72 mil marroquinos entraram no enclave espanhol de Ceuta, segundo o Middle East Eye; Rabat nega ter organizado a onda de travessias.
O venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Austin no domingo, contou nesta segunda-feira, por telefone, numa entrevista coletiva, que um utilitário sem identificação o fechou duas vezes antes de ele perceber que era uma abordagem, e que só então os agentes acenderam as luzes e as sirenes. Segundo o relato publicado pelo Texas Tribune, ele pediu para parar num lugar mais seguro que o meio da via e um agente respondeu que não; em seguida sentiu um tiro nas costas. O hospital onde foi atendido disse que não removeria a bala, por estar perto da coluna, contou ele. A advogada Kristin Etter pediu nesta segunda-feira, no tribunal federal de San Antonio, a soltura dele e o bloqueio da deportação: ele não contesta a ordem de remoção, mas quer pedir um visto U, categoria de imigração para vítimas de crime. Garcés Pérez entrou nos Estados Unidos em 2024 pelo aplicativo CBP One, da agência de alfândega e fronteiras, pediu asilo e obteve permissão de trabalho, segundo a advogada Kate Lincoln-Goldfinch; ele atualizou seu endereço no tribunal de imigração, mas o aviso de audiência foi enviado a um endereço antigo e a ordem de deportação saiu sem que ele fosse notificado. O Departamento de Segurança Interna (DHS) sustenta que ele tem ordem final de remoção e está sob custódia à espera da deportação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira no Gracie Mansion, residência oficial do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e elogiou o adversário que já havia chamado de “meu pequeno comunista”: “Espero que você seja um grande prefeito”, disse Trump na entrevista coletiva após cerca de uma hora de conversa fechada, segundo a AFP, o Hindustan Times e o USA Today. Foi o terceiro encontro dos dois desde a eleição de Mamdani. O prefeito afirmou ter levado ao presidente a situação dos haitianos que perderam o Estatuto de Proteção Temporária (TPS) e ficam sujeitos à deportação; Trump reconheceu que o tema foi levantado e não assumiu compromisso. Os dois acordaram iniciar conversas técnicas entre a Prefeitura e a Casa Branca sobre o financiamento federal do projeto de 12 mil moradias sobre o pátio ferroviário de Sunnyside Yard, no Queens, que Mamdani estima em mais de US$ 21 bilhões em repasses federais. Mamdani disse que avisou a Trump que toda a imprensa seria bem-vinda na coletiva, no mesmo dia em que as grandes redes de televisão mantêm o boicote à cobertura do presidente.
O venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Austin no domingo, está detido no Centro de Processamento do ICE do Sul do Texas, em Pearsall, e segue com uma bala alojada nas costas, segundo o escritório da advogada Kate Lincoln-Goldfinch, citado pela NBC News. A advogada afirma que a mulher e a família dele não foram autorizadas a vê-lo nem receberam informação sobre seu estado e seu paradeiro. O Departamento de Segurança Interna (DHS) diz que ele tem ordem final de remoção e está sob custódia à espera da deportação, e a investigação do tiroteio está com o Serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI) e a polícia federal americana (FBI).
Manifestantes contrários à imigração atacaram no domingo, no porto de Ceuta, um carro que acreditavam transportar ativistas pró-migrantes, lançando ovos e pedras e quebrando os vidros do veículo, segundo o jornal português Público e a RTP, que cita a Reuters. A polícia deteve ao menos uma pessoa. O carro atingido pertencia à deputada da Assembleia de Ceuta Julia Ferreras, segundo o partido local Ceuta Ya, citado pelo Público. Os manifestantes esperavam a chegada do grupo Negu Gorriak (Direito a um Teto), de Pamplona, que pretendia distribuir ajuda humanitária a migrantes; segundo a RTP, também estavam no veículo o advogado Rafael Borrego e a advogada de direitos humanos Sofía Cánovas. Mais de 72 mil pessoas cruzaram de Marrocos para o enclave no fim de julho; a maioria foi devolvida, mas cerca de 2.500 permanecem na cidade.
A polícia de Evanston, subúrbio de Chicago, informou que investiga um caso de domingo em que um homem foi detido por agentes federais de imigração e acabou num hospital com ferimentos na cabeça, no pescoço e nos dentes, e que os agentes concluíram depois que ele não era a pessoa procurada e que é cidadão americano. Pelo relato policial, o agente que falou com os policiais se identificou como federal em investigação de foragidos e disse que o homem se recusou a se identificar e resistiu à detenção. Testemunhas disseram à polícia acreditar que os agentes eram do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE); o Departamento de Segurança Interna (DHS) não respondeu a pedido de comentário, segundo o The Guardian. O caso ocorreu no mesmo dia em que um agente de imigração feriu a tiro um homem em Austin, no Texas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 164 pessoas morreram e 516 ficaram feridas no Iêmen entre 13 e 18 de setembro, 680 mortos e feridos na semana, e que desde 6 de agosto contabiliza 3.672 vítimas, entre 674 mortes e 2.998 feridos. A província de Lahj, no sudoeste, concentrou 58 mortes e 226 feridos em seis dias. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse que 129.438 pessoas foram deslocadas em sete províncias e que 11.352 deixaram suas casas em apenas três dias, desde 18 de setembro.
O Departamento de Segurança Interna afirma que Wilber Rafael Garcés Pérez tem ordem final de remoção, entrou no país na gestão Biden e está sob custódia federal à espera da deportação, com a investigação do tiroteio a cargo do HSI e do FBI, segundo a NBC News. Congressistas democratas pediram investigação independente e a divulgação das imagens de câmeras corporais, e à noite o Departamento de Segurança Pública do Texas usou gás lacrimogêneo contra manifestantes no local, relata a NBC News.
Um agente do ICE atirou e feriu Wilber Rafael Garcés Pérez, venezuelano de 28 anos que fazia uma entrega pelo DoorDash, na tarde de domingo no norte de Austin, no Texas, segundo a NBC News e a Associated Press. A polícia de Austin não participou da operação nem do disparo, disse a chefe Lisa Davis, que relatou um ferimento no torso e estado grave mas estável; o vereador Mike Siegel afirma que o agente jogou seu veículo contra o carro da vítima antes de atirar ao menos cinco vezes.
Os Estados Unidos deportaram cerca de 25 mil pessoas para terceiros países em acordos sigilosos, segundo a AFP, o The Guardian, a France24 e o Washington Post, que publicaram uma investigação conjunta. O Guardian descreve pessoas enviadas a países com os quais não têm vínculo algum.