Sete famílias de Helsingør, ao norte de Copenhague, tiveram os contratos de aluguel rescindidos em 2022 sob uma lei de 2018 que obriga conjuntos habitacionais sociais com mais de metade de moradores “não ocidentais” a mudar a composição social, com 60% das casas a preço de mercado até 2030.
O caso chegou à Suprema Corte. As instâncias inferiores decidiram a favor do locador, argumentando que a expressão “imigrantes e descendentes de pessoas de países não ocidentais” não designa um grupo de uma única origem étnica e, portanto, não viola a Lei de Igualdade de Tratamento. Em dezembro de 2025, a Corte de Justiça da União Europeia (CJEU, na sigla em inglês) decidiu que cabe aos tribunais dinamarqueses avaliar se a lei é discriminatória.