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Tema: Sudão

ONU conta 306 mortos por drones no Sudão em três semanas

O escritório de direitos humanos da ONU documentou ao menos 306 mortos e centenas de feridos nas três primeiras semanas de outubro de 2026, em ataques atribuídos ao Exército sudanês e às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês). Em 29 de outubro, o governo do Sudão acusou a Etiópia de lançar 162 ataques com drones do seu território, sem verificação independente.

31 out 2026
Fluxo

Dois oficiais do Exército egípcio, entre eles um oficial superior da guarda de fronteira, foram mortos numa operação contra a mineração ilegal de ouro na fronteira sul com o Sudão, anunciou na quinta-feira o coronel Gharib Abdel-Hafez, porta-voz oficial das Forças Armadas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. O porta-voz não informou quando os dois morreram. A campanha começou em junho no Deserto Oriental e as três primeiras fases foram concluídas; a quarta começaria no sábado. Segundo o porta-voz militar, as autoridades detiveram 151 egípcios e 540 estrangeiros durante a campanha. Em outubro, o grupo de direitos Emergency Lawyers afirmou que ao menos 72 garimpeiros foram mortos num ataque aéreo no norte do Sudão, perto da fronteira egípcia, e atribuiu o ataque à Força Aérea do Egito.

Um relatório confidencial de investigadores da ONU “estabelece de forma conclusiva” que os Emirados Árabes Unidos contrataram mercenários colombianos para lutar pela Força de Apoio Rápido (RSF), segundo o Middle East Eye, que diz ter obtido o documento. Entregue ao Conselho de Segurança na semana passada, o texto descreve como a Global Security Services Group (GSSG), empresa sediada nos Emirados e com laços próximos ao governo, levou os colombianos ao Sudão via Líbia, Somália e Chade. Os investigadores apontam a base da Força Policial Marítima de Puntland, em Bosaso, na Somália, como local de trânsito ou de treinamento antes do envio ao Sudão, e afirmam que os mercenários tiveram “papel significativo” nas operações da RSF no Darfur, sobretudo no cerco e na captura de el-Fasher. Em carta incluída no relatório, os Emirados rejeitam “qualquer alegação de irregularidade em relação ao conflito no Sudão” e dizem levar “muito a sério” as alegações sobre mercenários.

As forças sudanesas detectaram mais de 180 drones nos últimos dois meses e abateram a maioria, segundo fonte militar citada pelo Sudan Tribune. Mais de 19 usinas elétricas em vários estados foram atacadas só na última semana, incluindo a de al-Marghiyat, em Omdurman. Drones atingiram também seis mercados, entre eles um em Nyala, no Darfur do Sul, além de instalações de energia, de água e de armazenamento de combustível. A coordenadora humanitária da ONU no Sudão, Denise Brown, disse que os ataques à infraestrutura energética ameaçam diretamente milhões de civis.

Ataques de drones que mataram ao menos 30 pessoas em Abyei em outubro acrescentaram “uma dimensão nova e preocupante” à segurança na área disputada, disse ao Conselho de Segurança o chefe de operações de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix. Os ataques de 19 de outubro foram os primeiros do tipo em Abyei, provocaram grandes incêndios, feriram cerca de 59 pessoas e forçaram dezenas de civis a deixar suas casas. Lacroix pediu uma investigação rápida e independente e que os dois governos mantenham o status desmilitarizado da área. Amiet, principal centro econômico de Abyei, é ponto de trânsito de mais de 49 mil refugiados e retornados que fugiram da guerra no Sudão. Sudão e Sudão do Sul retomaram as conversas formais em agosto, e o segundo encontro do mecanismo político e de segurança conjunto está marcado para Cartum, de 8 a 10 de novembro.

A Etiópia fechou o consulado sudanês na cidade fronteiriça de Assosa e ordenou que seus seis diplomatas deixassem o país em 48 horas, e o Sudão respondeu fechando o consulado etíope em Gedaref e expulsando sua equipe, segundo a Reuters, em texto publicado pela TRT World. O Conselho de Soberania de Transição do Sudão divulgou no domingo um relatório que diz documentar 70 ataques da RSF lançados de dentro do território etíope neste ano, com 187 drones de ataque de ida única que mataram e feriram quase 500 civis, segundo a AFP, em texto publicado pelo Citizen Digital – a Etiópia nega apoiar a RSF e acusa o Exército sudanês de sustentar rebeldes ligados à Frente de Libertação do Povo do Tigray, o que Cartum rejeita. O Sudão levou o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Africana, e um assessor do governo de transição afirmou que Cartum faz todo o possível para evitar uma guerra aberta com a Etiópia.

Ataques com drones em várias partes do Sudão mataram ao menos 14 civis e feriram vários outros, enquanto os ataques à infraestrutura elétrica provocaram cortes generalizados de energia e interrupções no abastecimento de água. Os ataques mais recentes mataram oito pessoas em Um Dibo, na localidade de El Sunut, em Kordofan Ocidental, na noite de segunda-feira, e feriram três. Na terça-feira, ao menos quatro pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas quando um drone atingiu um posto de combustível no mercado central de El Abbasiya Tagali, em Kordofan do Sul. Quinze subestações foram atingidas desde o início de outubro, segundo o grupo de direitos humanos sudanês Emergency Lawyers. A barragem de Merowe, com capacidade de 1.250 megawatts, é agora a última grande fonte de eletricidade do país, fornecendo mais de 70% da energia do Sudão, segundo um funcionário da Electricity Holding Company. A Liga Árabe condenou os ataques repetidos que atribuiu às Forças de Apoio Rápido (RSF) contra instalações de energia em Cartum, El Gezira, Sennar, El Gedaref, Rio Nilo e estados do Mar Vermelho.

A Etiópia expulsou seis funcionários do consulado do Sudão em Assosa, cidade do oeste do país perto da fronteira sudanesa, e ordenou o fechamento da missão, segundo autoridades dos dois países. O Ministério das Relações Exteriores do Sudão afirmou no sábado que os drones usados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) contra a infraestrutura elétrica do país foram fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos e lançados a partir da Etiópia, e que apresentou queixas formais contra Adis Abeba no Conselho de Segurança da ONU e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana. O Sudão acusa a Etiópia de apoiar a RSF, enquanto Adis Abeba acusa Cartum de sustentar os rebeldes do Tigray; a Etiópia nega apoiar a RSF e o Sudão nega apoiar a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF). O conselheiro político do Conselho Soberano de Transição sudanês, Amjad Farid, disse que o governo mantém o direito de defender o território, mas faz todo esforço para evitar uma guerra aberta com a Etiópia. A Etiópia retirou três diplomatas do próprio consulado em El Gedaref, no leste sudanês, e relatos indicam que o Sudão ordenou a saída dos diplomatas etíopes em retaliação; nenhum dos dois ministérios das Relações Exteriores divulgou comunicado oficial sobre a troca de expulsões, segundo o Sudan Tribune. A guerra civil sudanesa, iniciada em abril de 2023, deslocou mais de 14 milhões de pessoas, segundo números da ONU, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times.

Cerca de 1.800 instalações industriais foram danificadas na guerra no Sudão, incluindo 650 fábricas completamente destruídas, segundo o Ministério da Indústria do país. Uma fábrica de doces em Cartum voltou a produzir, mas opera a 40% da capacidade anterior, e o dono, Mansour Gaily, estima as perdas em US$ 1 milhão. A retomada é dificultada por falta de energia, rede de transporte danificada e custo maior dos importados, além de matérias-primas e equipamentos destruídos ou saqueados.

A Etiópia ordenou que seis integrantes do pessoal diplomático sudanês deixem o país em 48 horas, segundo um alto funcionário etíope ouvido pela Reuters, em texto republicado pelo Addis Standard. Os seis foram instruídos a deixar o consulado do Sudão em Assosa, centro administrativo da região de Benishangul-Gumuz. A decisão ocorre dias depois de o governo sudanês, alinhado ao Exército, ter registrado queixas contra a Etiópia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, acusando Addis Abeba de permitir que as Forças de Apoio Rápido (RSF) usem território etíope para lançar ataques com drones. Addis Abeba acusa Cartum de apoiar rebeldes tigrínios, e as duas partes negam as acusações mútuas. Em 1º de outubro, a Etiópia já havia fechado sua embaixada em Asmara e declarado 10 diplomatas eritreus persona non grata, com saída em 48 horas.

A coordenadora residente e humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Denise Brown, afirmou que houve um padrão intenso de ataques de drones nas últimas semanas contra infraestrutura civil, com fontes de energia e combustível aparentemente atingidas de forma sistemática. Em um hospital nos arredores de Cartum, a queda de energia interrompeu o tratamento de 25 pacientes que dependiam de diálise, e o hospital não tem gerador nem painéis solares. Centenas de caminhões de ajuda estão parados por falta de combustível, e há filas de quilômetros por combustível na capital. O Programa Mundial de Alimentos registrou sete ataques a seus comboios neste ano e 20 nos últimos dois anos. Brown disse não saber de onde partem os ataques e pediu que a mensagem de que eles têm de parar chegue a quem precisa ouvi-la.

Egito e Sudão reafirmaram em declaração conjunta de 2 de novembro, após a terceira rodada do mecanismo “2+2” de chanceleres e ministros da irrigação no Cairo, que a operação etíope da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) sem acordo vinculante ameaça a segurança hídrica a jusante, segundo a mídia local egípcia. O acordo de 1959, invocado pelos dois países, alocou 55,5 bilhões de metros cúbicos anuais ao Egito e 18,5 bilhões ao Sudão, sem qualquer previsão para a Etiópia, que não era parte do tratado. A barragem, construída com financiamento doméstico, tem capacidade instalada de cerca de 5.150 megawatts e reservatório de aproximadamente 74 bilhões de metros cúbicos, o maior projeto hidrelétrico da África.

O Sudão apresentou queixa contra a Etiópia ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana depois de uma série de ataques mortais com drones neste ano, segundo o Al Jazeera.

Drones das Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram no sábado a subestação elétrica de Haya e uma estação de bombeamento de petróleo vizinha, no leste do Sudão, provocando incêndios e danos às instalações. A instalação de petróleo fica no oleoduto que leva cru ao porto de Bashayer, na costa do Mar Vermelho. No início deste domingo, um ataque de drone atingiu a usina de Abu Hamad, no estado de Rio Nilo, no norte do país, provocando incêndio e explosões, segundo testemunhas citadas pela agência estatal turca Anadolu.

Integrantes da diáspora sudanesa e observadores internacionais de direitos humanos denunciaram a candidatura da diplomata emiradense Lana Nusseibeh ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU), citando a negação dela das acusações de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) alimentam a guerra no Sudão com apoio às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o Guardian; Nusseibeh tem apoio unânime dos Estados do Golfo, mas é acusada de encobrir o apoio à RSF, acusada de genocídio.

Um tribunal dos Emirados Árabes Unidos condenou oito pessoas à prisão perpétua por tráfico de armas e lavagem de dinheiro ligados ao exército do Sudão, segundo a imprensa estatal. A rede entrelaçava negócios de armas, empresas comerciais, transferências bancárias e pagamentos em dinheiro no fornecimento de armas, munição e equipamento militar ao exército sudanês. O tribunal mandou confiscar a munição e os aparelhos de comunicação usados nos crimes e deportar os condenados depois do cumprimento das penas.

O governo do Sudão acusou a Etiópia de ceder plataformas em seu território para o lançamento de drones que tiveram o país como alvo recentemente, na quarta-feira, e alertou para riscos à segurança e à estabilidade regionais, segundo a agência chinesa Xinhua. O chanceler sudanês, Khalid, disse que o Sudão se reserva o direito de defender sua segurança por todos os meios legítimos. Nos últimos três dias, drones que a agência associa às Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram estações de energia em vários estados sudaneses.

O hospital de ensino de Nyala, apoiado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), recebeu 36 corpos depois do ataque de drone das Forças Armadas do Sudão ao mercado de Dumaya, por volta das 20h de segunda-feira, 21 deles em roupas civis, segundo a MSF, citada pelo Dabanga Sudan. Já o ministério da Saúde do governo Tasees divulgou o balanço de 188 mortos e 356 feridos no ataque ao mercado em Nyala, segundo o mesmo veículo.

Cerca de oito milhões de crianças estão fora do sistema educacional no Sudão e o ensino público corre risco de colapso, disse o Comitê de Professores do Sudão, segundo a AllAfrica. A greve de professores no estado de Cartum entrou no segundo dia consecutivo, com forte adesão em Karari, Bahri e East Nile, segundo comunicado do comitê divulgado na terça-feira.

Ataque de drone a um mercado lotado em Nyala, no Darfur do Sul, matou mais de 100 pessoas e deixou 113 feridas na noite de segunda-feira, segundo grupos de direitos humanos e autoridades locais citados pela Associated Press e pela Radio Tamazuj, em relato publicado pelo Times of India. O Emergency Lawyers, grupo de direitos que acompanha a violência no Sudão, disse em comunicado na terça-feira que o ataque atingiu o mercado Tanqong, no bairro Dumaya, em Nyala, cidade controlada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). O Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que 36 corpos deram entrada em seu hospital em Nyala e que a emergência atendeu 150 feridos.

Um ataque com drone contra um mercado em Nyala, capital de fato das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur, matou 21 pessoas e feriu ao menos 40, segundo uma fonte médica e testemunhas ouvidas pela AFP, em texto publicado pelo Asharq Al-Awsat. No leste do país, as RSF lançaram um ataque coordenado com drones contra cinco usinas de energia, provocando apagões em massa, segundo um funcionário do governo citado pelo Guardian.

O Reino Unido sancionou 15 comandantes seniores das Forças de Apoio Rápido (RSF) e das Forças Armadas do Sudão (SAF) por suspeita de atrocidades, incluindo violência sexual ligada ao conflito, e destinou 5 milhões de libras ao apoio a sobreviventes dessa violência no Sudão. As medidas incluem proibição de viagem e congelamento de bens, com o objetivo declarado de que “os horrores ocorridos em El Fasher sejam conhecidos pelo mundo”, segundo o Ministério das Relações Exteriores britânico.

A missão permanente do Sudão na Organização das Nações Unidas (ONU) disse ter questões fundamentais sobre a independência, a imparcialidade e a credibilidade de Lana Nusseibeh como candidata ao posto mais alto da organização, em declaração dada com exclusividade ao Middle East Eye. O Sudão classifica a candidatura como tentativa de ‘branquear’ o papel dos Emirados Árabes Unidos na guerra civil sudanesa, segundo o veículo.

Há três semanas, Hala, uma sudanesa que usou outro nome por segurança, deixou o campo de refugiados de Tawila e voltou a el-Fasher em um veículo pequeno operado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar que tomou a capital do Darfur do Norte há um ano, em relato feito à organização Avaaz e compartilhado com o Middle East Eye. Na entrada da cidade, a cerca de 60 km a leste de Tawila, combatentes da RSF a abordaram e perguntaram para onde ia, quantos dias pretendia ficar e onde ficava a casa da família. “Eles concordaram e me emitiram uma permissão de entrada para el-Fasher. Era um pedaço de papel com meu nome, a assinatura deles e a data”, disse ela. Segundo Hala, lidar com os combatentes é muito difícil: eles podem entrar na casa, ameaçar estuprar quem se recusa a acompanhá-los, espancar e, se houver discussão, prender. Para mulheres, viajar a el-Fasher é extremamente perigoso. No dia seguinte ao retorno, ela foi ameaçada com linguagem abusiva na rua, sem agressão física porque havia outros civis por perto.

Ataques com drones mataram ao menos 306 pessoas nas três primeiras semanas de outubro no Sudão, atingindo casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Cordofão, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados em ações atribuídas às Forças Armadas do Sudão (SAF) e às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU); o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmou que os drones já respondem pela maioria das mortes civis no conflito neste ano.

O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, condenou na sexta-feira a escalada de ataques com drones em todo o Sudão neste mês, que mataram ao menos 306 pessoas e feriram centenas apenas nas três primeiras semanas de outubro, segundo a AllAfrica. Os ataques, atribuídos tanto às Forças Armadas Sudanesas (SAF) quanto às Forças de Apoio Rápido (RSF), atingiram casas, mercados, hospitais, locais de deslocados, usinas e fontes de água em Kordofan, Darfur, Nilo Azul, Cartum e outros estados, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR).

Uma onda de ataques com drones em todo o Sudão matou mais de 160 pessoas nos últimos dias, segundo a Al Jazeera. O ataque mais letal ocorreu perto de um mercado na cidade de al-Dabba, em Cordofão Ocidental, onde um drone atingiu um centro de transporte e matou 80 pessoas. O país vive uma guerra entre forças militares rivais desde abril de 2023.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou fortemente nesta terça-feira ataques com drones contra civis e infraestrutura crítica em todo o Sudão, segundo a CGTN. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que a ONU condena fortemente o relato da morte de dezenas de civis em um ataque com drone a um mercado na localidade de Al Dibab, no estado do Cordofão Ocidental, no domingo. Na terça-feira, drones danificaram a principal estação de energia da cidade de Tendalti, no estado do Nilo Branco, segundo Dujarric.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) manteve as proteções contra deportação para cerca de 101 mil ucranianos e 1,8 mil sudaneses cujo Status de Proteção Temporária (TPS) terminaria na segunda-feira, e disse que o anúncio sobre o programa “será feito no momento apropriado”, segundo o The Guardian. Até lá, os ucranianos e sudaneses cobertos pelas medidas “mantêm a proteção”, afirmou o departamento em comunicado escrito.

Três crianças foram mortas em Cartum no dia 19 de outubro, segundo a organização Emergency Lawyers, que acompanha a violência contra civis no Sudão. No fim de semana, ainda segundo o grupo, o Exército sudanês bombardeou com drones um mercado em al-Muglad, no sábado (17), e a área de Al-Dabab, no domingo, no Kordofan Ocidental, matando dezenas de civis, entre mulheres e crianças.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exibiu um mapa do Oriente Médio ampliado que mostra Israel e os Emirados Árabes Unidos alinhados à RSF, força paramilitar sudanesa acusada de cometer genocídio em Darfur, e a separatistas na Líbia, no Iêmen e na Somalilândia, segundo o Middle East Eye. O mapa integrou a apresentação de domingo da nova doutrina de segurança de Netanyahu, centrada em ataques preventivos e na criação de “zonas de amortecimento” nas fronteiras de Israel.

Um ataque com drone perto de um mercado em al-Dibab, no Kordofan Ocidental, matou 80 pessoas no domingo à noite, a maioria deles passageiros que esperavam transporte para casa, segundo o The Guardian. Uma testemunha disse ao jornal que o drone atingiu duas vezes o centro de transportes de al-Dibab, um dos ataques isolados mais mortais da guerra.

O exército do Sudão afirmou ter atingido centros de comando das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Darfur do Sul, mas a RSF e seus aliados afirmam que um mercado de gado lotado foi atingido. Um ataque de drone ao mercado de gado em Nyala matou 30 pessoas na sexta-feira, segundo a Agence France-Presse (AFP). Em comunicado, o grupo paramilitar disse que o ataque atingiu uma área civil densamente povoada e que relatórios preliminares indicavam 17 mulheres e cinco crianças entre os mortos.

O conflito e a seca aumentam o risco de fome nas regiões de Darfur e Cordofão, no Sudão, alertou o monitor global de crises alimentares (IPC), que afirma que a insegurança alimentar, a desnutrição aguda e a mortalidade excessiva provavelmente vão se intensificar. Em maio, quase 19,5 milhões de pessoas, mais de 40% da população, enfrentavam altos níveis de insegurança alimentar aguda, segundo a Associated Press, que também relata uma seca severa ligada ao El Niño afetando mais da metade do Sudão, com quebras localizadas de safra.

72 mineiros civis morreram num ataque aéreo de sábado na fronteira entre Egito e Sudão, segundo informação preliminar da organização Emergency Lawyers, citada pela Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24, com o levantamento das vítimas ainda em curso. A organização atribuiu o ataque à Força Aérea egípcia, e a AFP disse não ter como confirmar o relato de forma independente.

O grupo Emergency Lawyers acusou a força aérea egípcia de um ataque no sábado que matou 72 garimpeiros civis numa mina de ouro na fronteira Sudão-Egito, segundo informações preliminares do grupo, que disse que os esforços de documentação e verificação continuam. O Sudan Tribune informou que ao menos cinco ataques atingiram a mina de Al-Uqaydat, perto do mercado de Al-Ansari, no estado do Rio Nilo, segundo Mirghani Malik, garimpeiro da área. O veículo afirmou não ter conseguido verificar de forma independente o número de mortos nem identificar as aeronaves.

Um ataque de drone das Forças de Apoio Rápido (RSF) matou 41 pessoas em um campo de deslocados na área de Abu Shandi, no estado do Nilo Azul, na sexta-feira, segundo o grupo Emergency Lawyers. O escritório humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), o Ocha, disse estar chocado com os relatos e afirmou que as informações iniciais indicam que a maioria das vítimas era de mulheres e crianças, segundo a BBC.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade a Resolução 2830, que prorroga o embargo de armas em Darfur até 11 de dezembro, para dar mais tempo às negociações. O texto também estendeu o mandato do painel de especialistas que monitora as sanções até 11 de janeiro de 2027. A proposta dos Estados Unidos (EUA) de ampliar o embargo para todo o território sudanês não foi aprovada, após oposição da Rússia e da China, segundo a Al Jazeera.

Um ataque aéreo atingiu dois caminhões contratados pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) no Cordofão do Sul na madrugada de sábado, 3 de outubro, matando um motorista, segundo o programa, em texto da allAfrica. Os caminhões seguiam de Dilling a Kadugli e estavam claramente identificados como veículos humanitários.

O Exército do Sudão afirmou ter capturado a cidade de al-Mazroub, posição-chave das Forças de Apoio Rápido (RSF) no Cordofão do Norte, após combates intensos. Segundo a Al Jazeera, um porta-voz descreveu a captura como um passo importante para cortar as linhas de suprimento da RSF entre o Cordofão do Norte e o Oeste.

Os combates entre a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e o governo federal da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, recomeçaram na quarta-feira, levantando o temor de um retorno à guerra civil de 2020–2022, na qual morreram cerca de 600 mil pessoas. O Exército do Sudão negou no domingo as acusações do comandante do Exército etíope de que o Sudão e o Egito apoiam grupos armados que combatem tropas etíopes no norte do país, em comunicado que as chamou de “infundadas”, segundo a Al Jazeera.

O enviado de Donald Trump para a África, Massad Boulos, disse que cada lado na guerra do Sudão acredita que pode obter uma vitória militar decisiva, em entrevista à France 24. Os Estados Unidos dizem trabalhar com parceiros regionais e internacionais numa ofensiva diplomática por uma trégua humanitária no país, segundo o The National.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Governo Transitório de Unidade Nacional e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até a eleição de 22 de dezembro, a primeira desde a independência, em 2011. O decreto, lido pela emissora estatal, removeu todos os vice-presidentes, ministros e administradores locais e dissolveu as assembleias nacional e estaduais; o Judiciário e as instituições de segurança permaneceram, e Kiir segue no cargo “durante o período eleitoral até que o próximo presidente eleito assuma”, segundo o Al Jazeera. A medida veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições que desvincularam o pleito da conclusão de uma constituição permanente e da realização do censo, mudanças sancionadas por Kiir na noite de segunda-feira e rejeitadas pela Aliança de Oposição do Sudão do Sul, segundo a Reuters, por terem sido feitas sem consulta adequada entre as partes do acordo de paz de 2018. O rival histórico de Kiir, Riek Machar, líder do principal partido de oposição, está em prisão domiciliar desde março de 2025 e responde a processo por acusações que incluem traição e homicídio, que nega. Seguem pendentes a constituição permanente, o registro de eleitores e a unificação das forças armadas leais a partidos rivais. A Anistia Internacional chamou o decreto de passo rumo ao pleito e pediu condições para votar e ser candidato; analistas ouvidos pela agência France-Presse disseram que as emendas concentram poderes no presidente. A guerra civil encerrada em 2018 deixou cerca de 400 mil mortos e milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o governo de unidade nacional de transição criado pelo acordo de paz de 2018 e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até as primeiras eleições nacionais, marcadas para 22 de dezembro de 2026, segundo a Radio Tamazuj e a Al Jazeera. A ordem republicana lida pela emissora estatal South Sudan Broadcasting Corporation (SSBC) afastou o primeiro vice-presidente, Riek Machar, e os quatro vice-presidentes, dissolveu a Assembleia Legislativa Nacional de Transição, o Conselho de Estados, os governos dos 10 estados e as três áreas administrativas, e manteve Kiir no cargo durante todo o período eleitoral, até a posse do presidente eleito. A dissolução veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições de 2012 que retiraram a exigência de concluir a constituição permanente e o censo nacional antes da votação, duas etapas previstas no acordo de 2018. A Aliança de Oposição do Sudão do Sul rejeitou as mudanças por falta de consulta entre os signatários, e analistas ouvidos pela Agence France-Presse (AFP) dizem que o arranjo concentra poderes no presidente: “Kiir será a única pessoa no poder, sem vice-presidentes, sem Executivo, sem parlamento”, disse à AFP o advogado Michael Wani, ex-integrante da comissão que redigiu a constituição. Machar, rival histórico de Kiir, segue em prisão domiciliar e responde a acusações de traição e homicídio, que nega. A Anistia Internacional chamou o decreto de “passo decisivo” rumo à primeira eleição do país desde a independência, em 2011, e pediu garantias de um ambiente seguro para votar e ser candidato.

Os Estados Unidos estão retendo o visto de entrada do chefe do Exército do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, que discursaria na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana, segundo reportagem da agência Reuters publicada pelo Hindustan Times, que cita fontes sudanesas e um analista ocidental. A emissão do visto teria sido condicionada à assinatura de um cessar-fogo de 90 dias proposto pelo assessor sênior dos Estados Unidos para Assuntos Árabes e Africanos, Massad Boulos. O embaixador sudanês na ONU, Al-Harith Idriss Al-Harith, pediu em carta datada de 21 de setembro de 2026 a intervenção do secretário-geral, António Guterres, argumentando que impedir a presença do chefe de Estado de um país-membro viola as obrigações da organização. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse à Reuters que Guterres está “profundamente preocupado” e que o secretariado levou o assunto às autoridades dos Estados Unidos. Segundo a Reuters, o chanceler Mohieldin Salem fará o discurso no lugar de Burhan, previsto para quinta-feira, 24 de setembro de 2026.

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