Há três semanas, Hala, uma sudanesa que usou outro nome por segurança, deixou o campo de refugiados de Tawila e voltou a el-Fasher em um veículo pequeno operado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar que tomou a capital do Darfur do Norte há um ano, em relato feito à organização Avaaz e compartilhado com o Middle East Eye.
Na entrada da cidade, a cerca de 60 km a leste de Tawila, combatentes da RSF a abordaram e perguntaram para onde ia, quantos dias pretendia ficar e onde ficava a casa da família. “Eles concordaram e me emitiram uma permissão de entrada para el-Fasher. Era um pedaço de papel com meu nome, a assinatura deles e a data”, disse ela. Segundo Hala, lidar com os combatentes é muito difícil: eles podem entrar na casa, ameaçar estuprar quem se recusa a acompanhá-los, espancar e, se houver discussão, prender. Para mulheres, viajar a el-Fasher é extremamente perigoso. No dia seguinte ao retorno, ela foi ameaçada com linguagem abusiva na rua, sem agressão física porque havia outros civis por perto.