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A Etiópia ordenou que seis integrantes do pessoal diplomático sudanês deixem o país em 48 horas, segundo um alto funcionário etíope ouvido pela Reuters, em texto republicado pelo Addis Standard.

Os seis foram instruídos a deixar o consulado do Sudão em Assosa, centro administrativo da região de Benishangul-Gumuz. A decisão ocorre dias depois de o governo sudanês, alinhado ao Exército, ter registrado queixas contra a Etiópia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, acusando Addis Abeba de permitir que as Forças de Apoio Rápido (RSF) usem território etíope para lançar ataques com drones. Addis Abeba acusa Cartum de apoiar rebeldes tigrínios, e as duas partes negam as acusações mútuas. Em 1º de outubro, a Etiópia já havia fechado sua embaixada em Asmara e declarado 10 diplomatas eritreus persona non grata, com saída em 48 horas.

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