Dezenas de famílias palestinas voltaram na segunda-feira às suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, depois de o Exército israelense anunciar o fim de uma operação militar de 11 dias.
Cerca de 537 famílias, somando quase 3.300 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas desde o início da operação, segundo o Comitê de Apoio e Socorro da província de Hebron. Moradores relataram roubo de joias de ouro, dinheiro e pertences pessoais, além de portas arrombadas e bens danificados. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, estimou em cerca de 6 milhões de shekels (cerca de US$ 1,9 milhão) os danos a instalações municipais e redes de serviços, e Abdo Idris, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade, disse que as perdas diárias passaram de 12 milhões de shekels (cerca de US$ 3,8 milhões), com danos à infraestrutura acima de 6 milhões de shekels. A operação foi ordenada por Benjamin Netanyahu depois que homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron em 23 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The News.