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Tema: Palestina

Palestina: matérias e notas em que o país é ator central.

Fluxo

Israel emitiu quatro ordens militares para confiscar terras palestinas perto de Belém, na Cisjordânia ocupada, incluindo 4.708 dunums em al-Khader e Arab al-Ta’amra e a remoção de árvores e vegetação de 10.085 dunums em Nahalin, segundo a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. As ordens foram emitidas em 28 de outubro e colocam rotas e áreas sob controle militar direto. Uma delas, a de número 147/26, atinge 4.408 dunums em al-Khader e cobre uma faixa de 878 metros ao redor do assentamento de Efrat, ligada a um projeto de torre, segundo a comissão. As ordens de confisco valem até 31 de dezembro de 2028, concedendo às autoridades israelenses posse exclusiva das áreas. A mesma comissão documentou 674 ataques de forças israelenses e de colonos a agricultores e oliveiras na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, entre 1º de outubro e 6 de novembro, mais de três quartos deles por colonos.

A Presidência palestina responsabilizou o Conselho de Paz e seu enviado, Nikolay Mladenov, por não tomar medidas para deter as violações israelenses e garantir que Israel cumpra suas obrigações. Em comunicado, a Presidência também culpou as autoridades israelenses pela piora da catástrofe humanitária em Gaza, com a aproximação do inverno e a chuva inundando as tendas das famílias deslocadas, e atribuiu o sofrimento à obstrução da ajuda humanitária e ao descumprimento de resolução do Conselho de Segurança da ONU e do plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Presidência alertou que ignorar as violações só aprofunda o sofrimento palestino e compromete as perspectivas de estabilidade.

O candidato presidencial francês Jean-Luc Mélenchon afirmou em comício nos arredores de Paris que não se pode considerar uma paz com concessões territoriais na Ucrânia sem perguntar às populações afetadas de que lado da fronteira querem ficar, ao apresentar as posições de política externa do La France Insoumise. Mélenchon, que segundo as pesquisas pode chegar ao segundo turno da eleição presidencial do ano que vem, também prometeu ação direta em apoio aos palestinos se for eleito, dizendo que se oporá ao genocídio em Gaza e à anexação da Cisjordânia.

O gabinete de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que ao menos 70 mil tendas foram inundadas nas 12 horas anteriores, afetando dezenas de milhares de deslocados e causando feridos, sem mortes registradas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. A Defesa Civil do território disse ter recebido 1.500 chamados de socorro de deslocados e registrou o desabamento de três casas abandonadas, sem feridos. Autoridades municipais e da Defesa Civil afirmaram não conseguir dar conta da tempestade por falta de combustível e por danos aos equipamentos. O COGAT, órgão militar israelense que coordena a ajuda, afirmou na sexta-feira que ampliou os esforços de saneamento antes das chuvas, em coordenação com organizações internacionais.

O ministro da Saúde palestino, Majed Abu Ramadan, disse que dezenas de milhares de deslocados em tendas improvisadas enfrentam inundações e risco de surto de doenças em Gaza. Segundo o ministro, as restrições israelenses fazem entrar pouca ajuda, em especial material de abrigo, deixando quase toda a população exposta ao clima e a riscos sanitários em meio à rápida deterioração do saneamento. Abu Ramadan classificou a situação como uma ameaça crescente à saúde pública e à vida das pessoas e pediu ação internacional imediata à altura da escala da catástrofe.

Moradores de Itacaré, no litoral sul da Bahia, impediram que um grupo de turistas israelenses destruísse um mural de solidariedade ao povo palestino, produzido coletivamente por artistas, estudantes e integrantes da comunidade local, segundo o Opera Mundi. O mural foi organizado pela Frente Palestina do Sul da Bahia como parte de uma mobilização em defesa do chamado “turismo ético”.

A UNRWA enfrenta um déficit de caixa de US$ 80 milhões e pressão financeira sem precedentes, com queda das contribuições globais e condições operacionais mais restritivas, informou a agência na quinta-feira. O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que o secretário-geral António Guterres está plenamente comprometido em defender a UNRWA no exercício de seu papel fundamental de apoio aos refugiados palestinos, e voltou a pedir que o trabalho essencial da agência seja integralmente financiado. A agência diz seguir prestando educação, saúde e assistência a refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, na Jordânia, no Líbano e na Síria, e afirma que passivos acumulados e obrigações financeiras recorrentes ameaçam sua sustentabilidade de longo prazo.

A Fundação Hind Rajab (HRF) apresentou queixa criminal nos Países Baixos contra o ex-soldado israelense-americano Noam Himmelman por suposta participação em ataques a escolas que abrigavam deslocados palestinos, detenções em massa e destruição de residências em Gaza. A queixa foi protocolada em 4 de novembro no Ministério Público neerlandês, sob a Lei de Crimes Internacionais, e aponta Himmelman como ex-integrante do Batalhão Netzah Yehuda, atualmente em Amsterdã. A fundação alega que ele esteve envolvido em crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio durante a guerra em Gaza.

Colonos israelenses realizaram 377 ataques à colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada desde setembro, o maior número desde 2006, quando a ONU começou a contabilizar esses episódios, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Nos ataques, um palestino foi morto por um colono, mais de 200 ficaram feridos e mais de 3.850 oliveiras e mudas foram danificadas ou vandalizadas. Parceiros de segurança alimentar estimam que entre 80 mil e 100 mil famílias palestinas na Cisjordânia dependem da colheita anual de azeitonas para renda.

As duas alianças lideradas por partidos árabes, a Lista Árabe Unida (Ra'am) e a Lista Conjunta, conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, resultado sem precedentes após um salto na participação do eleitorado árabe. Os partidos árabes tiveram alta de 64% nos votos em relação à eleição anterior, segundo o Comitê Central de Eleições. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com 53 cadeiras, nem o de Eisenkot, com 48, alcançaram maioria na eleição de 27 de outubro. A Lista Conjunta, que ficou com 11 das 19 cadeiras, não vai entrar formalmente num governo de Eisenkot, mas seus líderes dizem que poderiam apoiá-lo por fora, citando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia. O Ra'am, partido islâmico socialmente conservador, fez campanha para entrar numa coalizão de governo e colocou um ex-oficial de polícia judeu como segundo da lista. “Bloqueamos a continuidade do governo de Netanyahu”, disse Jamal Zahalka, presidente do Comitê de Acompanhamento Superior, principal entidade que representa os cidadãos palestinos de Israel. “Foi uma conquista histórica. Acho que nossa comunidade encontrou sua força.”

O número de defeitos congênitos registrados em recém-nascidos em Gaza nos primeiros nove meses de 2026 superou o total de todo o ano de 2022, segundo a agência palestina Wafa. Uma fonte médica em Gaza, não identificada, disse à agência que foram registrados 260 casos entre janeiro e setembro, contra 184 em todo o ano de 2022, e que 2025 teve 322 casos, alta de 75% sobre o número de 2022. A fonte citou desnutrição materna, exposição a poluentes ambientais e interrupção do pré-natal durante a guerra como fatores possíveis e pediu uma investigação científica internacional independente, ressalvando que os números sozinhos não estabelecem a taxa de anomalias congênitas entre recém-nascidos nem determinam suas causas.

Exército, Polícia, Shin Bet (agência de segurança interna de Israel) e Guarda de Fronteiras estão em alerta máximo antes dos eventos do Shabbat Chayei Sarah em Hebron, com cerca de 20 mil israelenses esperados na comunidade judaica da cidade. O 101º Batalhão da Brigada de Paraquedistas recebeu a responsabilidade principal pela proteção da comunidade. A Brigada da Judeia realizou na quinta-feira um exercício multiagências de várias horas simulando emergências simultâneas em Hebron, Kiryat Arba e nas colinas do sul de Hebron. Forças israelenses fecharam várias lojas de propriedade palestina e restringiram a circulação de moradores palestinos antes da visita.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o “terrorismo ilegal de colonos” contra os palestinos se torna mais descarado a cada dia sob o olhar indiferente do mundo. Ele disse que o acordo de paz de Gaza, que a Turquia ajudou a intermediar, não está sendo implementado. Segundo Erdogan, mais de 3 mil ataques e violações contra palestinos foram registrados na Cisjordânia ocupada somente em outubro. O presidente turco afirmou que as instituições internacionais assistem de fora às atrocidades em Gaza, como aconteceu em Ruanda e em Srebrenica.

As forças israelenses e colonos realizaram uma série de ataques na Cisjordânia ocupada, incluindo agressões a palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo a agência palestina Wafa, em texto republicado pelo TRT World. Colonos e forças israelenses agrediram e detiveram 15 ativistas estrangeiros que ajudavam palestinos na colheita perto de Jabal al-Risan. Em Duma, ao sul de Nablus, colonos atacaram a parte leste da aldeia e incendiaram tendas residenciais, causando danos materiais e nenhum ferido. Em Abu Falah, as forças israelenses expulsaram dezenas de ativistas estrangeiros e vários jornalistas que tentavam apoiar moradores no acesso às terras para a colheita. A Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos documentou 409 ataques a olivicultores, árvores, terras e equipamentos agrícolas na Cisjordânia entre 1º e 21 de outubro, 317 deles de colonos e 92 de forças israelenses.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês) afirmou que 18 de seus abrigos de emergência em Gaza estão inseguros com a aproximação do inverno, e quatro têm risco muito alto de colapso. Uma avaliação de 113 locais de deslocamento encontrou outros seis abrigos em risco alto e oito em risco médio, segundo o relatório de situação da agência. Os abrigos hospedam cerca de 60 mil deslocados, e a UNRWA tenta garantir tendas para 270 famílias que aceitem se mudar, priorizando as que vivem nos edifícios mais perigosos. A agência relatou aumento das infecções respiratórias agudas antes do inverno e previu alta nas próximas semanas.

A ONU condenou a tomada de oito casas palestinas por colonos israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, e o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, disse aos repórteres na quinta-feira que os colonos usaram munição letal durante a ação do dia anterior, agrediram fisicamente moradores palestinos e atiraram pedras, forçando famílias a fugir. Cerca de 30 colonos ocuparam as casas em Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now, que afirmou que eles agrediram e roubaram dois ativistas israelenses e atiraram na perna de um palestino. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo a chegada de agentes humanitários, e parte dos deslocados está sem abrigo adequado. Os colonos alegam compra legal das casas, mas o governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida: “O que está sendo promovido é uma falsificação, não uma venda, e o que circula é propaganda de colonos”. O terreno fica na Área C da Cisjordânia, sob controle israelense desde os Acordos de Oslo dos anos 1990, e mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos no território, ilegais pelo direito internacional.

As forças israelenses demoliram cinco prédios residenciais palestinos em Biddu, a noroeste de Jerusalém, sem aviso, desalojando mais de 100 pessoas de 12 apartamentos. Segundo o gabinete do governador de Jerusalém, a demolição deixou 105 pessoas sem teto, sem aviso prévio e sob a alegação de construção sem licença. Moradores disseram que soldados lançaram granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e impediram a retirada de móveis e pertences antes da demolição. O gabinete documentou 471 operações de demolição e terraplenagem entre janeiro e o fim de outubro. As casas ficavam na Área C da Cisjordânia ocupada, e as autoridades israelenses citaram a ausência de alvarás de construção como motivo.

A delegação palestina busca aprovar resoluções críticas a Israel com ênfase nas consequências da guerra iniciada em 7 de outubro de 2023, incluindo condenação a assentamentos em territórios descritos como ocupados, entre eles Jerusalém Oriental e as Colinas do Golã sírias, além de, pela primeira vez, uma declaração formal da Organização das Nações Unidas (ONU) recusando reconhecer a presença israelense na Cisjordânia e uma política de “diferenciação” entre a Cisjordânia e o restante de Israel. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou a iniciativa como “ataque diplomático” e disse que a delegação israelense trabalha com aliados para enfrentá-la.

O líder do partido Os Democratas (HaDemokratim), Yair Golan, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar reverter o resultado da eleição parlamentar da semana passada para se manter no poder. “Netanyahu perdeu. Ele se recusa a reconhecer o resultado e tenta dar um golpe e tomar o poder à força”, escreveu Golan no X, segundo a Anadolu Agency, em texto republicado pelo Daily Sabah. Golan alegou que a polícia prendeu ativistas políticos sem mandado e que o Shin Bet, o serviço de segurança interna, tentou interrogar eleitos sem apresentar provas. O Comitê Central de Eleições afirmou não ter encontrado irregularidades que afetassem a integridade do voto após revisar 9.069 urnas. Na terça-feira, o Shin Bet prendeu o colaborador do Middle East Eye Abd Abu Shahadeh sob a alegação de “investigação de segurança”, e o chefe do serviço, David Zini, quer interrogar os líderes palestinos Ahmad Tibi, Sami Abou Shahadeh, Mansour Abbas e Ayman Odeh. As investigações coincidem com a campanha de Netanyahu para deslegitimar os partidos palestinos Ra’am e a Lista Conjunta, que juntos somaram 19 cadeiras na Knesset.

O parlamentar Mansour Abbas, chefe do partido árabe tradicionalista Ra’am, recusou-se a chamar o Hamas de organização terrorista nas consultas com o presidente Isaac Herzog nesta quinta-feira, citando o desejo de continuar sendo uma “ponte” com os palestinos e o risco pessoal para ele e sua família. Abbas recomendou Gadi Eisenkot, que fez do reconhecimento do Hamas como organização terrorista uma condição para os partidos que quiserem entrar num governo liderado por ele. A Herzog, Abbas disse: “Somos uma ponte. Não destruam essa ponte. Não nos transformem em apoiadores do terror ou traidores”, e pediu espaço para proteger a si e à família, chamando o assunto de “questão de vida ou morte”.

O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou em 8 de outubro carta a Benjamin Netanyahu, ao ministro da Defesa Israel Katz e ao chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, alertando para uma escalada perigosa da violência nacionalista na Cisjordânia. Herzog escreveu que o incidente na aldeia de Jalud chegou “a um fio de cabelo” de forças das Forças de Defesa de Israel (IDF) usarem munição letal contra civis israelenses, ou de um policial de fronteira ser morto por uma pedra atirada à queima-roupa. O presidente descreveu aumento de casas incendiadas, árvores arrancadas, pedras atiradas e rebanhos roubados por grupos de desordeiros, e pediu um plano de emergência coordenado e uma força-tarefa interministerial: “Sem aplicação visível e dissuasão real, enfrentaremos um desastre”.

Apenas 209 pacientes e feridos palestinos conseguiram deixar a Faixa de Gaza para tratamento no exterior em outubro, informou o Ministério da Saúde palestino, que alerta que milhares de doentes e feridos graves seguem presos no território sitiado sob restrições israelenses às evacuações médicas, apesar do cessar-fogo. O texto é do Quds News Network, em republicação pelo Countercurrents. As saídas ocorreram em apenas sete dos 17 dias em que partidas foram possíveis, segundo comunicado do ministério divulgado na quarta-feira. Em 29 de outubro de 2026, a pasta contabilizava 21.468 pacientes e feridos aguardando evacuação médica urgente, dos quais 6.430 casos prioritários que precisavam viajar imediatamente pela gravidade do quadro. Desde fevereiro de 2026, 3.056 pacientes e feridos foram evacuados para o exterior. Nesta semana, o ministério alertou que a escassez atingia cerca de metade dos insumos médicos e 42% dos medicamentos essenciais.

O Tribunal de Magistrados de Tel Aviv decidiu que o jornalista e ativista político palestino Abed Abou Shhadeh, preso nesta semana, ficará sob custódia até domingo, 8 de novembro. Ele foi detido depois que forças de segurança israelenses invadiram sua casa em Jaffa durante a noite de terça-feira, com cerca de 15 agentes, alguns deles mascarados, que apreenderam aparelhos eletrônicos e livros diante dos dois filhos. A polícia pediu prorrogação de oito dias da prisão por suspeita de “contato com agente estrangeiro”, e a organização de direitos legais Adalah, que integra a defesa, disse que vai recorrer. O fundador da Adalah, Hassan Jabareen, afirmou que “não há prova” de que o jornalista tenha recebido dinheiro de alguém e que a busca em sua casa não encontrou nada.

O juiz aposentado indiano Srinivasan Muralidhar, presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, afirmou que a conclusão inequívoca do colegiado é que as forças de segurança israelenses continuam a cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio um ano após o cessar-fogo de outubro de 2025 mediado pelos Estados Unidos. O relatório informa que mais de 75 mil palestinos foram mortos nos territórios palestinos ocupados desde 7 de outubro de 2023, incluindo ao menos 21.500 crianças e 11 mil mulheres. O documento foi apresentado por Muralidhar à Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro; segundo o The Hindu, ele não pôde apresentar o relatório pessoalmente porque os Estados Unidos negaram o visto. O relatório pede que os países-membros da ONU “empreguem todos os meios” para prevenir o genocídio, investiguem e processem os suspeitos e estabeleçam regras claras para o uso de inteligência artificial em conflitos.

A mais alta corte do Reino Unido ouviu nesta quarta-feira o recurso contra a proibição do Palestine Action, grupo que o governo britânico classifica como organização terrorista, enquanto a polícia prendia manifestantes do lado de fora. O advogado da fundadora do grupo argumentou que apenas 3 de 385 atos da organização cruzam o limiar legal de terrorismo. Vinte e cinco manifestantes foram presos do lado de fora da Suprema Corte sob suspeita de expressar apoio a uma organização proscrita, segundo a Polícia Metropolitana. A corte ouviu que mais de 3 mil pessoas foram presas desde que a proibição entrou em vigor, e que a Alta Corte considerou a proibição ilegal em fevereiro, decisão derrubada pela Corte de Apelação em junho.

Dezenas de famílias palestinas voltaram na segunda-feira às suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, depois de o Exército israelense anunciar o fim de uma operação militar de 11 dias. Cerca de 537 famílias, somando quase 3.300 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas desde o início da operação, segundo o Comitê de Apoio e Socorro da província de Hebron. Moradores relataram roubo de joias de ouro, dinheiro e pertences pessoais, além de portas arrombadas e bens danificados. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, estimou em cerca de 6 milhões de shekels (cerca de US$ 1,9 milhão) os danos a instalações municipais e redes de serviços, e Abdo Idris, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade, disse que as perdas diárias passaram de 12 milhões de shekels (cerca de US$ 3,8 milhões), com danos à infraestrutura acima de 6 milhões de shekels. A operação foi ordenada por Benjamin Netanyahu depois que homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron em 23 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The News.

Segundo o Middle East Eye, a Associação Médica Mundial enfrenta críticas por se recusar a suspender a Associação Médica de Israel apesar de denúncias documentadas de participação de médicos israelenses em tortura de detentos palestinos e abusos em Gaza; uma petição de 6.500 profissionais de saúde da campanha IMA Out! foi entregue à Assembleia Geral em Rotterdam no mês passado pedindo a expulsão; a última suspensão foi em 1976, quando a África do Sul foi barrada de duas assembleias por cumplicidade de médicos com a tortura no apartheid; e a Fundação Hind Rajab pediu no mês passado ao Tribunal Penal Internacional que investigue médicos israelenses, a IMA e autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa.

O Shin Bet e a Polícia de Israel prenderam nesta quarta-feira o ativista e jornalista Abed Abu Shehadeh, dirigente do Balad, em Jaffa, por suspeita de infrações de segurança – prisão que o presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh, chamou de “crime grave”, acusando Netanyahu de tentar confiscar o resultado eleitoral. Cerca de 15 agentes, alguns encapuzados, invadiram a casa à meia-noite e o levaram na frente dos dois filhos, apreendendo aparelhos eletrônicos e livros, em caso sob a unidade central de Tel Aviv e o Shin Bet com sigilo imposto pela Justiça por se tratar de investigação de segurança; a comissão eleitoral central certificou o resultado na quarta-feira sem encontrar irregularidades que comprometessem a integridade da eleição.

A Suprema Corte do Reino Unido começou nesta quarta-feira a julgar o recurso da cofundadora do Palestine Action, Huda Ammori, contra a designação do grupo como organização terrorista. A audiência está marcada para quarta e quinta-feira. A permissão para recorrer foi concedida apenas quanto ao argumento de compatibilidade da proscrição com os artigos 10 e 11 da Convenção Europeia de Direitos Humanos; o argumento sobre a interpretação e a aplicação da política do Ministério do Interior foi recusado. A proscrição foi anunciada ao Parlamento em 23 de junho de 2025 e entrou em vigor em 5 de julho de 2025, sob a Lei de Terrorismo de 2000. Mais de 300 apoiadores do grupo foram presos pela polícia de Londres no sábado por exibir cartazes com o slogan proibido. A defesa sustenta que apenas três das 385 ações do grupo em cinco anos foram avaliadas como atendendo à definição de terrorismo.

Eleitores de Providence, em Rhode Island, aprovaram uma medida que pode levar a cidade a desinvestir fundos públicos de Israel. Com 81 de 82 seções eleitorais parcialmente apuradas, o conselho eleitoral do estado registrava 75% de votos a favor e 25% contra. O resultado é preliminar: com 79 de 82 seções reportando, a contagem do conselho eleitoral de Rhode Island estava em 74,99% a favor. O texto não cita Israel e pede que a cidade deixe de investir em países estrangeiros que pratiquem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio. A cidade se torna o maior município dos Estados Unidos a aprovar alguma forma de desinvestimento de Israel, depois de Somerville, em Massachusetts, cujos eleitores aprovaram uma medida não vinculante no ano passado.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que o que se vê é “uma tentativa de esmagar a democracia e roubar a eleição com a ajuda de infiltrados do governo no sistema de segurança” e chamou a situação de “ameaça direta à nossa democracia”, pedindo às instituições do Estado que resistam e que se forme um governo o mais rápido possível. A fala vem em meio a relatos de que o chefe do Shin Bet, David Zini, buscava interrogar três líderes de partidos palestinos por suspeita de interferência estrangeira na eleição, sem que as autoridades tenham encontrado provas. Partidos liderados por palestinos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, o que impediu Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot de chegar aos 61 necessários para formar governo.

Israel comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao comitê egípcio na noite de segunda-feira que impõe um fechamento “completo e abrangente” da passagem de Rafah, bloqueando ajuda humanitária, cargas comerciais, comida, combustível e gás de cozinha que entram em Gaza pela rota egípcia, segundo o Drop Site News. A rota movimenta de 50 a 60 caminhões por dia, e por ela entram integralmente o combustível e o gás, segundo o veículo. O acordo de cessar-fogo de outubro de 2025 prevê 600 caminhões de ajuda por dia em Gaza, mas Israel vinha permitindo em média cerca de 200.

Forças israelenses acompanhadas de maquinário pesado invadiram nesta terça-feira a área da Estrada Haska, a noroeste de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e demoliram cinco comércios de propriedade de palestinos, segundo fontes locais. Cerca de 750 mil colonos israelenses vivem em 156 assentamentos ilegais e em torno de 360 postos avançados na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, segundo números palestinos.

O porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, disse nesta terça-feira que parceiros que apoiam a coleta de resíduos sólidos em Gaza avisam que apenas metade da frota de veículos está operacional. Segundo ele, restrições israelenses persistentes à entrada de óleo de motor e de peças de reposição suficientes para manter os veículos rodando elevam os riscos de saúde pública, porque só parte do lixo pode ser recolhida. Ele pediu que uma gama maior de suprimentos críticos entre em Gaza, com menos entraves burocráticos e mais travessias abertas para as entregas.

A Sociedade de Prisioneiros Palestinianos e a noiva do detento Hassan Salameh, Ghufran Zamel, afirmaram que guardas israelenses o atingiram com nove tiros no mês passado. Segundo eles, o ataque ocorreu depois que o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, invadiu a cela dele e gravou um vídeo ameaçando matá-lo. O tipo de munição usado e as circunstâncias exatas dos disparos seguem sem esclarecimento. Segundo Zamel, três dias depois da agressão Salameh foi levado para ter as lesões fotografadas e devolvido à cela sem tratamento médico, apenas com analgésicos. Salameh foi condenado por Israel em 1996 por organizar vários atentados que mataram e feriram dezenas de israelenses, e foi sentenciado a 48 penas de prisão perpétua. Ele passou 14 anos em confinamento solitário desde que foi preso, há 30 anos.

O ministério do Interior de Gaza informou que policiais foram mortos e feridos em um ataque aéreo israelense perto da cidade de Khan Younis. O ministério da Saúde palestino contabilizou 19 mortos na Faixa de Gaza desde sábado, seis deles nas 24 horas anteriores, depois de 13 mortes no fim de semana. Entre as mortes de terça-feira estão um palestino que morreu em consequência do bombardeio do campo de deslocados onde estava, em Khan Younis, e outro morto em ataque aéreo contra um grupo no University College of Applied Sciences, na mesma cidade.

Uma ordem militar israelense de 28 de outubro colocou 26.500 m² de terra nas aldeias de Deir Nizam, Umm Safa e Atara sob controle militar, para “propósitos militares”, segundo a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro. A área é destinada a um trajeto chamado eixo de emergência Ateret–Neve Tzuf, que ligaria assentamentos israelenses da região, e a ordem vale até o fim de 2028. A comissão afirma que 5.891 m², cerca de 22,3% da área, são classificados por Israel como “terra estatal”, e outros 20.582 m² ficam fora dessa classificação.

Forças israelenses mataram ao menos quatro palestinos em ataques na Faixa de Gaza, e um quinto morreu dos ferimentos de um ataque anterior, segundo fontes médicas e relatos da imprensa. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ataques israelenses mataram ao menos 1.593 palestinos e feriram 5.748 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA), iniciado em outubro de 2025. No total, a guerra israelense contra Gaza matou ao menos 74.609 palestinos e feriu 175.872, segundo o mesmo ministério. Tiros israelenses indiscriminados a partir de posições militares, tanques e drones quadricópteros mataram e feriram centenas de civis desde o cessar-fogo, sobretudo famílias deslocadas perto da chamada Linha Amarela.

Outubro já registra o maior número mensal de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais desde o início da documentação, em 2006, com 397 incidentes entre 1º e 26 de outubro, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA). Entre 20 e 26 de outubro, 62 ataques de colonos foram documentados em 49 comunidades da Cisjordânia, incluindo 38 ligados à colheita de azeitonas.

O Partido Trabalhista, que governa o Reino Unido, decidiu encerrar a cooperação com o Partido Verde em 11 conselhos na Inglaterra depois que os verdes adotaram no mês passado a política de que “o sionismo é racismo”. Em votação de militantes na conferência anual do partido, em outubro, os verdes se tornaram o primeiro grande partido britânico a reconhecer o sionismo como forma de racismo e a defender um Estado palestino único e democrático, com direitos iguais para todos os grupos étnicos e religiosos, em vez da solução de dois Estados.

Ataques israelenses mataram ao menos três palestinos e feriram vários outros na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, segundo as autoridades de saúde do território. Dois morreram e seis ficaram feridos em dois ataques aéreos separados em Khan Younis, no sul do enclave, e uma terceira pessoa foi morta em um ataque na cidade de Al-Mussadar. O Exército israelense afirmou ter realizado dois ataques no enclave contra militantes palestinos, sem dar mais informações.

A Liga Árabe pediu uma investigação internacional independente sobre alegações de tortura e abusos sistemáticos contra presos palestinos da Faixa de Gaza detidos na prisão de Ramla, em Israel. Vários detentos da ala Rakevet sofreram ferimentos e queimaduras por atos repetidos de repressão e maus-tratos. A Liga exigiu o fim imediato dos abusos e pediu a Israel que permita acesso irrestrito do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e de monitores independentes à prisão, para documentar as condições e prestar atendimento médico.

Pelo menos oito palestinos, entre eles uma criança, morreram neste domingo em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que atingiram a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, e a rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza, segundo a Opera Mundi. A agência palestina WAFA informou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone contra Al-Mawasi e que as vítimas eram integrantes da polícia palestina, citando fontes médicas locais.

O Ministério do Interior e da Segurança Nacional de Gaza informou neste domingo que cinco policiais e agentes foram mortos em um ataque aéreo israelense enquanto cumpriam suas funções na área de Al-Mawasi, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em relato da agência Saba. Ao todo, ataques israelenses mataram ao menos oito palestinos, incluindo os cinco policiais, em dois ataques separados no domingo, segundo médicos e o ministério do interior administrado pelo Hamas, conforme a Reuters.

Oito pessoas, entre elas uma criança, morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza neste domingo, segundo os serviços de emergência e os hospitais locais citados pelo Arab News. Cinco mortes ocorreram em Khan Younis e três na Cidade de Gaza, de acordo com um comunicado da defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento Hamas que governa Gaza.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas numa manifestação no sábado diante da embaixada dos Estados Unidos (EUA), depois que manifestantes expressaram apoio ao Palestine Action, grupo pró-palestino proscrito no Reino Unido, segundo o Jerusalem Post. O ato foi organizado pelo grupo ativista Defend Our Juries, que faz campanha contra a decisão do governo britânico de proibir o Palestine Action.

Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.

Habiba Mohammed Zanoun, de 2 meses, e Aseel Abu Suhayban, de 7 meses, morreram na manhã de sábado no Complexo Médico Nasser, em Gaza, por queimaduras graves depois que um incêndio atingiu uma tenda de deslocados em Al Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul de Gaza, segundo o TRT World. Fontes disseram à agência Anadolu que o fogo começou na tarde de sexta-feira enquanto comida era preparada dentro da tenda, e que a escassez severa de gás de cozinha e de suprimentos básicos obriga famílias deslocadas a cozinhar em fogo aberto.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas neste sábado em protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em apoio ao grupo banido Palestine Action, número acima das 48 detenções divulgadas mais cedo no mesmo ato. A maioria dos detidos expressou apoio a uma organização proscrita, segundo comunicado da Polícia Metropolitana de Londres citado pela AP News. A Al Jazeera registrou ao menos 139 presos depois que manifestantes desafiaram o aviso para não comparecer ao ato contra a proscrição do Palestine Action.

A polícia de Londres prendeu 48 pessoas neste sábado em protesto de apoiadores do Palestine Action em frente à embaixada dos Estados Unidos (EUA), dias antes da audiência de dois dias na Suprema Corte sobre o veto ao grupo, segundo o Middle East Eye. A maioria das prisões foi por “expressar apoio a uma organização proscrita”, informou a polícia. Quase 4 mil pessoas foram presas por suposto apoio ao Palestine Action desde que o governo britânico o enquadrou nas leis antiterrorismo, em julho de 2025.

Moradores do bairro de Ain Deir Baha, em al-Khalil, no sul da Cisjordânia ocupada, tiveram a área declarada zona militar fechada pelas forças israelenses durante uma ofensiva que chegou ao oitavo dia, segundo a Press TV. O município de al-Khalil afirmou, segundo a emissora, que 4.969 palestinos de 780 famílias foram deslocados à força. O Palestinian Information Center conta neste sábado o nono dia consecutivo de cerco, com reforços militares e prisões de jovens palestinos.

Um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matou o palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Quds News Network (QNN), citada pelo Middle East Eye. Outro palestino, Arafat al-Ar'eer, morreu em consequência de ferimentos sofridos em um ataque israelense ao bairro de Tal al-Hawa, ao sul da Cidade de Gaza, de acordo com a mesma rede.

A Polícia Metropolitana de Londres avisou que quem comparecer neste sábado a uma manifestação de apoio à Palestine Action nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos será preso, “como parte de uma operação policial robusta”. A polícia afirma que expressar apoio ao grupo é crime previsto na Lei de Terrorismo, após a proibição da organização em junho de 2025, decisão mantida pela Corte de Apelação em junho de 2026.

Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.

No oitavo dia da operação militar em Hebron, tropas israelenses mantiveram selados os bairros de al-Jalda e Deir Bahha e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra moradores palestinos deslocados que tentavam voltar para casa, segundo o Middle East Eye. Colonos atacaram uma família palestina que colhia azeitonas em Tel Rumeida, perto de Hebron, ferindo cinco pessoas. Mais de 115 palestinos foram detidos desde o início da operação, e mais de 780 famílias foram afetadas, 537 delas totalmente deslocadas, segundo a WAFA, citada pelo Middle East Eye.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, se recusa há 18 meses a assinar as transferências de fundos devidos a Ramala, que passam de US$ 7 bilhões, segundo o Times of Israel. Na maior parte do último ano, a Autoridade Palestina pagou apenas 50% dos salários de seus cerca de 150 mil funcionários públicos. O jornal avalia que o impasse político prolongado mantém Benjamin Netanyahu, Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, em posições de influência sobre os assuntos da Cisjordânia, ainda que em caráter interino.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.

Israel demoliu nesta sexta-feira as casas dos autores do ataque que matou dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na semana passada, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. Em comunicado sobre as demolições, o Exército israelense disse que vai “continuar a operar de forma proativa e ofensiva” para impedir ataques na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares vão “destruir” o bairro de onde vieram os dois atacantes e que Israel está pronto para uma “ação ampla” na Cisjordânia ocupada, segundo a BBC.

A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que autoridades e forças israelenses continuam cometendo atos genocidas em Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, com a intenção de destruir o povo palestino no todo ou em parte, segundo o relatório da comissão. A comissão apontou que ao menos 196 palestinos foram mortos por fogo israelense desde a assinatura do cessar-fogo, em outubro de 2025, e que o controle israelense sobre Gaza passou de 53% para ao menos 60%, segundo a Associated Press (AP). A mesma comissão acusa soldados e agentes penitenciários israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, segundo a AP.

A Polícia de Fronteira e o Exército israelenses apreenderam um arsenal na aldeia de Hable, perto de Kalkilya, na noite de quinta-feira: três pistolas, uma delas de airsoft, um fuzil M-4, peças para vários fuzis M-16, mais de 2.300 cartuchos de munição variada e 67 carregadores, segundo a polícia, que anunciou a operação na manhã desta sexta-feira e prendeu dois suspeitos. Na mesma noite, soldados israelenses prenderam quatro pessoas na região de Jenin. Em Nablus, forças israelenses invadiram o Túmulo de José, na parte oriental da cidade, ao amanhecer, e revistaram casas em vilarejos vizinhos, segundo a agência palestina Wafa, citada pelo Middle East Eye.

Jasper Nathaniel e Andrey Kharzhanovsky, ativistas que também são jornalistas e ajudam palestinos na Cisjordânia, foram presos pela polícia na madrugada de quarta-feira nas colinas ao sul de Hebron depois que imagens mostraram os dois sendo agredidos por dois colonos, ao menos um deles armado, segundo o Times of Israel. A polícia disse na quinta-feira ter recebido o relato de um confronto na área em que dois cidadãos israelenses foram atacados, e que policiais e tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) prenderam um cidadão israelense e um estrangeiro. Nenhum colono foi relatado como preso.

Israel renovou até abril de 2027 a ordem de exclusão que impede o xeque Ekrima Sabri, pregador palestino e chefe do Conselho Islâmico Superior em Jerusalém, de rezar ou fazer sermões na mesquita de Al-Aqsa, segundo a Al Jazeera. A ordem mais recente, emitida em 20 de outubro, é a quinta contra Sabri, que está barrado do local há mais de dois anos. O Centro de Informação Wadi Hilweh, grupo palestino de monitoramento de direitos humanos, afirma que as autoridades israelenses emitiram mais de 1.000 ordens de exclusão que barram palestinos da mesquita de Al-Aqsa e da Cidade Velha desde o início de 2026, incluindo contra figuras religiosas e funcionários do Waqf islâmico.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou nesta quinta-feira que seis palestinos foram mortos e 38 ficaram feridos nas 24 horas anteriores, segundo o Middle East Eye. Desde o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, o ministério contabiliza ao menos 1.574 palestinos mortos e 5.687 feridos, e outros 845 corpos foram recuperados dos escombros.

O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta quinta-feira que 537 famílias, ou 3.361 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas na ofensiva israelense em curso na cidade, segundo a Al Jazeera, citando a agência Wafa. A ofensiva interrompeu as aulas de cerca de 262 mil estudantes em 589 escolas da província, que passaram ao ensino remoto nesta semana. No campo de Qalandiya, equipes do Crescente Vermelho trataram um menino de 15 anos baleado com munição real nas duas pernas e uma criança de 12 anos ferida por fragmentos de bala, ambos levados ao hospital.

Doze ex-autoridades que deixaram o governo de Joe Biden entre o fim de 2023 e 2024 assinaram um manifesto conjunto intitulado “Gaza Resignees”, divulgado na quarta-feira, no qual dizem ter saído por causa do “apoio ilegal e incondicional às ações de Israel em Gaza”. O grupo pede que os candidatos à indicação democrata de 2028 se comprometam a não contratar nenhuma autoridade diretamente responsável por viabilizar as ações militares israelenses em Gaza.

Líderes parlamentares dos países do BRICS expressaram “profunda preocupação” com a escalada de tensões e hostilidades na Ásia Ocidental e criticaram as “medidas coercitivas unilaterais” e as “sanções econômicas unilaterais” impostas na região como contrárias ao direito internacional, segundo o The Hindu. A declaração conjunta defendeu uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e afirmou o direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a um Estado independente e soberano.

Forças israelenses fecharam na manhã de terça-feira todas as entradas de Ramala e montaram postos em rotas alternativas usadas por palestinos, incluindo os postos de Ein Sinya e Atara e o portão de Rawabi, ao norte, além dos portões de Nabi Saleh e Aboud, a noroeste, segundo a WAFA. Tropas israelenses também montaram um posto perto do distrito do Ministério da Educação na estrada al-Bireh-Jalazone e outro na estrada entre Yabroud e Silwad, a nordeste de Ramala, segundo a Mehr News.

Uma comissão de inquérito das Nações Unidas (ONU) acusou o governo de Israel de cometer crimes de extermínio, perseguição, tortura e estupro contra os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, segundo a Opera Mundi. O órgão também afirmou que as forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia entre outubro de 2023 e setembro de 2026, enquanto mais de 34 mil palestinos permaneciam deslocados até agosto. A comissão independente acusou Israel de crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, contra os palestinos da Cisjordânia, segundo a ONU News.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.

O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta segunda-feira que 488 famílias, que somam 3.171 pessoas, foram deslocadas em toda a província, segundo a Al Jazeera. O prefeito Yousef al-Jabari afirmou à emissora que 3.043 dessas pessoas eram da área urbana de Hebron. O Exército israelense informou que vai barrar trabalhadores palestinos de entrar na maior parte da Cisjordânia até esta segunda-feira e impor fechamento total das travessias na terça, dia da eleição parlamentar israelense.

Um ataque israelense contra a Universidade Islâmica, na Cidade de Gaza, matou três pessoas e feriu oito neste domingo, segundo funcionários do hospital, apesar de um acordo de trégua que não conseguiu encerrar a violência por completo. Duas fontes da universidade identificaram os mortos como funcionários administrativos e disseram que estudantes estão entre os feridos. Em Khan Younis, ao menos dois palestinos morreram e quatro ficaram feridos em ataques aéreos israelenses, segundo o Middle East Eye.

O Exército israelense informou que todas as passagens terrestres com a Cisjordânia ficarão fechadas no dia da eleição, 27 de outubro, e que vai aplicar o veto à entrada e à saída de trabalhadores palestinos em toda a Judeia e Samaria e no Vale do Jordão, incluindo as zonas industriais, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu cobrar um preço alto pelo ataque de sexta-feira, em que dois soldados israelenses foram mortos, e disse planejar uma operação em escala não vista desde que Israel ocupou a Cisjordânia, em 1967, segundo o mesmo jornal.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu que as forças israelenses deslocaram à força cerca de 2.000 palestinos de suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, e barraram o retorno dos moradores até que a alegada “infraestrutura do Hamas” seja desmontada, segundo a TRT World. Katz disse que cerca de 2.000 moradores foram deslocados pela operação, centrada nos bairros de Ein Deir Baha e Farsh al-Hawa e dirigida contra casas, comércios, áreas industriais e infraestrutura, segundo a BBC. A operação foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sexta-feira, em resposta à morte de dois soldados israelenses por dois atiradores palestinos em um ataque a um posto de controle, segundo a BBC.

O Exército de Israel forçou cerca de 1.200 palestinos a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, neste sábado, segundo um funcionário palestino, um dia depois de um ataque palestino matar dois soldados israelenses. A operação nos bairros de al-Jaladah e Ein Deir Baha, perto do posto de controle na entrada da cidade, busca militantes e armas, e o Exército afirmou que fará demolições. Yousef Zouhair al-Jabari, chefe do município de Hebron, disse que outros 1.300 moradores correm risco de perder suas casas além dos 1.200 já deslocados.

Cerca de 1.500 palestinos foram forçados a deixar suas casas na Cisjordânia ocupada desde sexta-feira, e mais de 200 famílias ficaram sem casa, segundo o Middle East Eye. O governador de Hebron, Khaled Dudin, pediu intervenção internacional e disse à agência Wafa, citada pelo Middle East Eye, que os israelenses planejam forçar a saída de outras 2.500 pessoas nas próximas horas.

Dois palestinos, entre eles uma menina, foram mortos e três ficaram feridos na manhã deste sábado em ataques israelenses com drones e artilharia na Cidade de Gaza e em Beit Lahia, segundo a PressTV. Um drone israelense disparou um míssil contra civis reunidos perto do Estádio da Palestina, no bairro de al-Rimal, matando o jovem Mohammed Annan al-Rawagh, segundo fontes médicas citadas pela agência WAFA.

O Exército de Israel manteve neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o cerco a Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, forçando dezenas de palestinos a deixar suas casas, segundo a mídia palestina. Segundo a TRT World, as forças israelenses detiveram separadamente 19 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou em setembro um corte de 50% no número de beneficiários de ajuda alimentar na Cisjordânia ocupada, citando “restrições críticas de financiamento” decorrentes da redução de verbas de doadores internacionais, segundo a Al Jazeera. A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 900 mil pessoas na Cisjordânia sofrem atualmente de insegurança alimentar, conforme a reportagem.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.

Mais de 10 mil pessoas estão desaparecidas na Faixa de Gaza, e acredita-se que mais de 8 mil continuem sob os escombros, segundo estimativas da Equipe Nacional Palestina de Monitoramento de Pessoas Desaparecidas citadas pelo El País. O jornal relata ainda o trabalho de equipes colombianas que ensinam técnicas de busca em Gaza.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter instruído as forças de segurança a isolar imediatamente Hebron e a preparar o fechamento total da Cisjordânia a partir de sexta-feira, segundo a Associated Press (AP). A ordem veio horas depois de um ataque perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos, alguns em estado grave, segundo a agência. Netanyahu atribuiu o ataque ao Hamas e disse que o grupo “planejava um grande atentado destinado a assassinar civis inocentes”.

Um ataque aéreo israelense contra um veículo no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, matou ao menos um palestino e feriu outros, segundo o Middle East Eye. Outro ataque israelense matou um palestino no campo de Nuseirat, no centro de Gaza, segundo fonte do Hospital Al-Awda citada pela Al Jazeera, ainda segundo o Middle East Eye.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que a guerra israelense no enclave matou ao menos 74.498 pessoas e feriu 175.616 desde outubro de 2023, segundo o Mehr News. O mesmo balanço registra 1.538 palestinos mortos e 5.498 feridos desde o cessar-fogo de outubro.

Quatro palestinos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, entre eles uma adolescente de 17 anos baleada na cabeça na área de al-Faluja, no norte do território, segundo o Middle East Eye. Outros dois palestinos, incluindo uma adolescente, foram mortos por fogo israelense em áreas do norte e do sul de Gaza, informaram a Al Jazeera e a agência Wafa citando fontes médicas.

O Catar e a França pediram a retirada completa de Israel de Gaza sob os arranjos acordados de cessar-fogo e o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada, segundo o TRT World. Os dois países reafirmaram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz sem restrições nem taxas, segundo nota conjunta do Palácio do Eliseu. Macron e o emir Tamim bin Hamad Al Thani defenderam a aplicação integral do cessar-fogo em Gaza e uma saída diplomática para as tensões com o Irã, segundo a Al Jazeera.

Um colono israelense foi filmado gritando com uma criança palestina e a agredindo durante um ataque a uma família a leste de Yatta, na Cisjordânia ocupada, onde a violência de colonos aumentou nos últimos anos, segundo a Al Jazeera. Na quarta-feira, o Tribunal de Magistrados de Jerusalém prorrogou a prisão de um suspeito detido sob suspeita de envolvimento nos ataques de colonos do fim de semana na Cisjordânia, entre eles agressões a um fotojornalista do Washington Post e a diplomatas europeus, segundo o Times of Israel. O suspeito, Nadav Cohen Tzemach, tem histórico documentado de violência contra palestinos na Cisjordânia, mas nunca foi acusado criminalmente, segundo o mesmo veículo.

O Exército de Israel deteve cerca de 90 voluntários da Rabbis for Human Rights na Cisjordânia nesta quarta-feira, entre eles o candidato democrata ao Congresso Brad Lander e o ex-vice-procurador-geral Yehoshua Schoffman, segundo fontes ouvidas pelo Jerusalem Post. Os voluntários acompanhavam agricultores palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Nehalim, perto de Belém, área a que os agricultores não tinham acesso havia três anos, segundo o grupo. A NPR fala em cerca de 80 rabinos e ativistas estadunidenses e israelenses detidos ao ajudar palestinos a colher azeitonas perto de um assentamento na Cisjordânia ocupada.

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.

A polícia de Israel prendeu 10 suspeitos de participar de dois ataques coordenados no fim de semana contra uma fotojornalista dos Estados Unidos, diplomatas europeus e civis palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye, que cita o jornal israelense Haaretz. Em nota nesta segunda-feira, a corporação informou que os presos são investigados por episódios de violência registrados no fim de semana na Cisjordânia ocupada e que entre os casos estão os ataques contra a fotojornalista do The Washington Post Heidi Levine e diplomatas europeus, segundo o G1.

A polícia de Israel disse nesta segunda-feira estar examinando uma queixa da organização não governamental Rabbis for Human Rights contra o rabino Dov Lior, por um parecer religioso que permite a judeus colher azeitonas de palestinos na Cisjordânia, segundo o Times of Israel. No parecer, escrito na sexta-feira, Lior afirmou que a terra palestina “tinha sido essencialmente roubada dos judeus”, já que o povo judeu nunca renunciou voluntariamente à sua propriedade na Terra de Israel, e que os judeus estavam, portanto, autorizados a colher oliveiras em propriedade palestina “para mostrar ao público a nossa posse da terra”.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, decidiu enviar uma companhia adicional da Polícia de Fronteira à Divisão da Judeia e Samaria para combater a alta da violência nacionalista na Cisjordânia, informou o Jerusalem Post. A companhia começou a treinar em agosto e deve assumir missões operacionais dedicadas em focos de violência a partir do fim de novembro. A polícia prendeu 10 suspeitos por envolvimento nos episódios violentos, violação de ordem de zona militar fechada e construção ilegal, segundo o Times of Israel – dois a mais que os oito divulgados antes.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu em cerca de um terço a ajuda alimentar em Gaza por falta de financiamento, e meio milhão de pessoas perderá acesso à assistência crítica, segundo a própria agência. Desde este mês, o PMA atende 1,1 milhão das pessoas mais vulneráveis no território com comida e dinheiro, contra 1,6 milhão no mês anterior. Cerca de 1,4 milhão de pessoas, ou 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise ou pior. Para manter e retomar programas críticos na Palestina, a agência diz precisar de mais de £300 milhões nos próximos seis meses, segundo o Guardian.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que 1,4 milhão de pessoas em Gaza sofrem escassez aguda de alimentos e que lacunas de financiamento estão forçando cortes em ajuda crítica, apesar do cessar-fogo entre o Hamas e Israel intermediado pelos Estados Unidos, segundo a NPR.

Diplomatas dos Estados Unidos visitaram no domingo a vila cristã palestina de Taybeh, na Cisjordânia, após ataques de colonos israelenses contra diplomatas europeus e uma fotojornalista americana nos últimos dias. A União Europeia disse no domingo que condena com veemência o ataque de um grupo de colonos israelenses contra diplomatas europeus em visita à Cisjordânia ocupada, e pediu responsabilização plena e medidas eficazes para prevenir atos contínuos de violência e assédio violento contra palestinos, inclusive durante a atual temporada de colheita de azeitonas, e contra jornalistas.

A União Europeia condenou com veemência ataques de colonos violentos na Cisjordânia, incluindo ataques contra diplomatas europeus, disse o porta-voz de política externa do bloco no domingo, segundo o Jerusalem Post. A declaração veio um dia depois de o chanceler belga, Maxime Prévot, relatar que colonos israelenses atacaram civis palestinos, diplomatas europeus e um prefeito francês na Cisjordânia ocupada. O gabinete do primeiro-ministro israelense pediu cautela antes de conclusões sobre os relatos de ataques a diplomatas europeus por israelenses mascarados “na Judeia e Samaria” – nome usado pelo governo israelense para a Cisjordânia ocupada – e afirmou que qualquer violência contra diplomatas é inaceitável, segundo o Jerusalem Post.

Centenas de palestinos assistiram neste domingo ao funeral de 75 pessoas, entre mulheres e crianças, cujos restos foram recentemente recuperados sob os escombros de casas destruídas por forças israelenses em Gaza, segundo a TRT World. As vítimas pertenciam a cerca de 20 famílias e os prédios foram bombardeados com moradores dentro nos primeiros meses da guerra. Já na Cidade de Gaza, grandes multidões acompanharam na manhã de domingo os funerais dos 75 palestinos recuperados sob os escombros no bairro de al-Daraj, segundo a agência palestina WAFA.

O chanceler chinês Wang Yi pediu que Israel interrompa e reverta a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, chamando a questão palestina de “a maior injustiça histórica deste século”, segundo a emissora estatal russa RT. Wang disse que a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso a Gaza, onde dois milhões de civis não podem ser deixados a lutar para sobreviver ou expostos a uma catástrofe humanitária que se agrava. Segundo a RT, ele se reuniu com o presidente israelense, Isaac Herzog, na quinta-feira, à margem da cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, no Azerbaijão.

Ao menos um palestino foi morto e outro ficou ferido depois que drones israelenses atingiram um veículo em Rafah, no sul de Gaza, segundo o Middle East Eye, citando a Al Jazeera e serviços de ambulância e emergência. Outros quatro palestinos foram mortos por drones israelenses em Gaza desde a manhã de sábado.

Dos 635 menores presos em prisões israelenses em 2025, 351 foram colocados em confinamento solitário ao menos uma vez, a grande maioria palestinos, incluindo cinco meninos de 13 a 14 anos, segundo o Middle East Eye. O isolamento foi imposto 666 vezes, com 154 menores isolados mais de uma vez, incluindo 42 colocados em isolamento entre quatro e oito vezes, conforme dados obtidos por duas organizações israelenses de direitos humanos, o Comitê Público Contra a Tortura em Israel e o Pais Contra a Detenção de Crianças, noticiados pelo Haaretz. O serviço prisional israelense informou que 92% dos menores isolados não haviam sido sentenciados, incluindo 176 à espera da conclusão de processos legais e 115 detidos sem julgamento por ordem do Shin Bet em detenção administrativa, segundo o Middle East Eye.

O rabino linha-dura Dov Lior, ex-rabino-chefe de Kiryat Arba, emitiu na sexta-feira um parecer haláchico segundo o qual judeus podem colher azeitonas de terras palestinas, o que provocou a condenação de um grupo de rabinos ortodoxos moderados, segundo o Times of Israel. Lior afirma que judeus podem colher azeitonas “em áreas distantes de comunidades judaicas, para demonstrar publicamente nossa propriedade da terra e, assim, cumprir o mandamento de conquistar a terra”. O grupo Tzohar, de rabinos sionistas religiosos moderados, condenou o parecer, escrevendo que “o roubo é proibido contra qualquer pessoa, judeu ou não judeu”, e que ninguém pode decidir por conta própria confiscar a propriedade alheia por razões de segurança.

A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.

O Reino Unido pôs em vigor na quinta-feira novos regulamentos que ampliam de forma significativa seus poderes de sanção, permitindo mirar construtoras, incorporadoras e instituições financeiras que apoiam a expansão de assentamentos na Cisjordânia, segundo o Jerusalem Post. A medida passou a valer quatro dias antes do prazo para a apresentação de lances de construção na área E1, entre Jerusalém e Maaleh Adumim, em meio a uma disputa diplomática entre Israel e o Reino Unido.

O exército israelense afirmou ter morto em dois ataques separados na quinta-feira um comandante do Hamas que participou do massacre de 7 de outubro e um membro da Jihad Islâmica Palestina (PIJ) em Khan Yunis – os mortos foram identificados como Mohammed Mohammed Abd al-Khalek Hala, comandante da ala militar do Hamas, e Ahmad Jabrin Tawfiq Dalhan, da ala militar da Jihad Islâmica, que, segundo o porta-voz militar, tentaram recentemente atacar tropas ou civis israelenses em violação do cessar-fogo e foram eliminados para remover a ameaça.

O grupo de colonos Nachala diz ter formado uma nova comunidade junto à fronteira com a Faixa de Gaza, com vista para as ruínas da Cidade de Gaza, segundo o grupo em texto do The Times of Israel. A ação teria reunido mais de 700 pessoas, entre famílias enlutadas, feridos da guerra, rabinos e figuras públicas, e o grupo exige que o governo autorize a transferência da comunidade para o norte da Faixa, onde houve assentamentos até a evacuação de 2005.

A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro disse nesta quinta-feira que documentou 21 ataques de forças israelenses e de colonos contra agricultores palestinos e suas terras nas últimas 12 horas, segundo a agência Wafa, em texto do Middle East Eye.

O projeto de lei Stop the Settlements Act chegou nesta semana a 53 copatrocinadores, entre eles Alexandria Ocasio-Cortez e Ro Khanna, segundo o Jerusalem Post. O texto prevê sanções a quem for determinado cúmplice na construção de “qualquer assentamento ou posto avançado israelense em ou após 30 de setembro de 2026”.

O chanceler da China, Wang Yi, disse que o país continuará defendendo a causa palestina e afirmou à homóloga palestina, Varsen Aghabekian Shahin, em Baku, que a questão palestina não deve ser marginalizada, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. Ele também pediu que todos os “países amantes da paz” apoiem a solução de dois Estados.

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Kamala Harris, criticou a resposta do governo do ex-presidente Joe Biden à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza durante a Asan Memorial Lecture de 2026, em Seul, na quarta-feira. Harris disse que os EUA precisavam honrar sua obrigação com o direito internacional e que a resposta do governo Biden foi uma falha nesse aspecto. Ela criticou também o governo atual, sob o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que o governo “oferece a Netanyahu um cheque em branco”.

Um ataque de drone israelense contra um grupo de palestinos na Cidade de Gaza matou um homem e feriu dezenas, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. O ataque atingiu o grupo de civis perto da escola Ibad al-Rahman, na rua al-Jalaa, no noroeste da cidade.

O contrato da primeira base do Conselho de Paz em Gaza foi dado em agosto à Arkel International, da Louisiana, que construiria uma base para 150 soldados internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização, segundo o Middle East Eye, que cita o Guardian. Empreiteiras e caminhões não estão sendo autorizados a cruzar para Gaza para começar a obra, e “Israel não vai abrir a fronteira”, disse uma fonte ao Guardian, segundo o mesmo relato.

Quatro palestinos morreram nesta quarta-feira em ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, em texto da AFP republicado pelo Arab News, dias depois do aniversário da declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA). Dois jovens morreram quando as forças israelenses atingiram um veículo perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, e o Hospital Nasser. O Exército israelense não deu detalhes imediatos sobre os ataques.

O grão-mufti de Jerusalém e dos Territórios Palestinos e chefe do Conselho Supremo de Fatwa, xeque Muhammad Ahmad Hussein, emitiu na terça-feira uma fatwa que proíbe a compra de produtos de oliva de colonos, em resposta à escalada da violência de colonos, em especial contra oliveiras nesta safra de colheita, segundo o gabinete do mufti. Pela decisão, é proibido comprar produtos de oliva “roubados de árvores palestinas e vendidos por colonos, devido aos grandes males envolvidos”.

Colonos extremistas judeus atacaram na noite de terça-feira a aldeia de Mukhmas, na Cisjordânia, incendiando uma mesquita, um veículo e uma oliveira, segundo o Jerusalem Post, que cita mídia israelense e palestina. As Forças de Defesa de Israel (IDF) chegaram ao local, mas nenhum suspeito foi encontrado e ninguém foi preso.

O Cairo recebe na quarta e na quinta-feira reuniões de grupos palestinos, incluindo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a Jihad Islâmica Palestina e o Hamas, sobre divisões internas, unidade e eleições, segundo fontes ouvidas pela Al Jazeera, em texto republicado pelo Middle East Eye. O porta-voz do Fatah, Abdel Fattah Dawla, disse à Anadolu que as reuniões preparam um diálogo mais amplo e buscam consenso entre as facções, em texto republicado pelo Middle East Eye.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o retorno de palestinos deslocados dos campos de refugiados do norte da Cisjordânia ocupada e prometeu que as forças israelenses seguem no controle da área, segundo a Anadolu Agency. Netanyahu disse que os deslocados não são moradores, mas terroristas, em resposta a declarações na Suprema Corte sobre o retorno, enquanto dezenas de milhares seguem sem poder voltar aos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarm desde janeiro de 2025, segundo a Al Arabiya (AFP).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) controlarão o território do rio Jordão ao mar, durante visita à linha de separação na Cisjordânia: “Estamos protegendo a área do rio Jordão ao mar. Nosso país, nosso controle”, declarou, segundo o Jerusalem Post. Na mesma visita, chamou o campo de Tulkarm de reduto terrorista e rejeitou a ordem da Suprema Corte sobre o retorno de palestinos deslocados: “Ouvi que alguém na Suprema Corte diz que os moradores deveriam ser trazidos de volta. Esses não são moradores; são terroristas.”

Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.

As forças israelenses invadiram múltiplos locais na Cisjordânia ocupada desde a noite de segunda-feira, invadindo casas e detendo ao menos três homens palestinos, segundo fontes locais citadas pelo Middle East Eye. As operações atingiram a cidade de Qalqilyah; a cidade de Idhna, a oeste de Hebron; a área de al-Jalajel, em Hebron; a vila de Tal, a sudoeste de Nablus; a cidade de Madama, ao sul de Nablus; e a cidade de al-Yamun, a oeste de Jenin, entre outros pontos, segundo o mesmo veículo.

O Palestine Information Center (Moata), em relatório publicado no domingo, afirmou que as demolições atingiram 2.143 casas e 9.477 estruturas e instalações na Cisjordânia em três anos, enquanto relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos citado no mesmo texto observou centenas de estruturas residenciais demolidas e danos a redes de transporte e infraestrutura de serviços essenciais, segundo a Mehr News. A Suprema Corte de Israel mandou o Estado detalhar cronograma e aceleração de medidas para permitir o retorno aos campos de Jenin, Tulkarm e Nur Shams, sem ordenar o retorno imediato dos moradores nem a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) dos campos, segundo o The Jerusalem Post. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich pediu ao premiê Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa Israel Katz que orientem as FDI a não cooperar com a Corte, segundo o mesmo jornal.

O coordenador de segurança dos Estados Unidos (EUA), o tenente-general Sean M. Salene, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por travar medidas do plano de Donald Trump que fortalecem a Autoridade Palestina em Gaza, sobretudo o treino de uma nova força policial palestina. Autoridades norte-americanas de alto escalão acusaram Netanyahu de atrasar os pontos do plano de cessar-fogo de outubro de 2025 destinados a substituir o Hamas por novos mecanismos políticos e de segurança palestinos em Gaza.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, adiou no sábado as eleições legislativas previstas para o mês seguinte para 11 de setembro de 2027 e convocou a eleição presidencial para a mesma data, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. A França pediu que as autoridades palestinas revertam a decisão e organizem eleições legislativas e presidenciais por toda a Palestina o quanto antes, segundo a mesma reportagem. O Hamas endossou a decisão de Abbas de adiar as eleições do Conselho Legislativo, originalmente marcadas para 28 de novembro, para 11 de setembro de 2027, segundo o The Jerusalem Post.

O Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI) concluiu em 8 de outubro os preparativos para a colheita coordenada de azeitonas palestinas na Cisjordânia, segundo o The Jerusalem Post. Cerca de 200 palestinos e ativistas se reuniram diante de um posto avançado ilegal e houve confronto com 20 colonos, com arremesso de pedras, até a chegada das FDI para separar os lados.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.

Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.

Centenas de médicos protestaram diante da cúpula da Associação Médica Mundial (WMA), em Roterdã, e pediram a suspensão da Associação Médica de Israel (IMA), segundo a Al Jazeera. No sábado, 81 profissionais de saúde tiraram os jalecos e os penduraram em uma fila diante da assembleia da WMA, em Roterdã, cada um com o nome de um profissional palestino de saúde mantido sob detenção israelense. A campanha IMA OUT! disse ter entregado uma petição com mais de 6.500 assinaturas de profissionais de saúde de todo o mundo pedindo a suspensão.

O ex-assessor da administração de Joe Biden Phil Gordon afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, introduziu uma série de novas condições contrariando o conselho de seus próprios chefes de segurança, inviabilizando um acordo de reféns por mais seis meses após julho de 2024, em publicação citada pelo Jerusalem Post. Segundo Gordon, nesse período quase 9 mil palestinos a mais foram mortos e mais reféns israelenses morreram, incluindo os seis executados pelo Hamas em agosto. Entre as novas exigências citadas por Gordon estava manter forças israelenses ao longo de toda a fronteira de Gaza com o Egito – trecho que as Forças de Defesa de Israel (IDF) só ocuparam depois de a proposta original já ter sido feita –, além de um mecanismo de triagem de palestinos que voltavam ao norte.

O presidente palestino Mahmoud Abbas emitiu neste sábado um decreto que cancela as eleições legislativas previstas para 28 de novembro de 2026 e marca presidenciais e legislativas simultâneas para 11 de setembro de 2027, segundo a agência Wafa. Segundo o Middle East Eye, o decreto seguiu decisão do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e consultas com facções e forças políticas, que resultaram em consenso nacional sobre os obstáculos impostos por medidas israelenses.

A Fundação Hind Rajab anunciou na quinta-feira ter pedido ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia que investigue o envolvimento de pessoal médico israelense em supostos abusos em Sde Teiman. O pedido cita médicos, administradores hospitalares, autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa e dirigentes da Associação Médica de Israel, por supostos abusos desde 7 de outubro de 2023. A apresentação foi feita sob o Artigo 15 do Estatuto de Roma e não constitui indiciamento nem decisão da corte de abrir investigação, segundo o Jerusalem Post.

Cerca de 245.981 edifícios, ou 74,5% de todas as construções existentes antes de 7 de outubro de 2023, teriam sido danificados ou destruídos na Faixa de Gaza, segundo uma análise estrutural por radar de satélite do laboratório Conflict Ecology, publicada pelo The Hindu. A análise usou dados de satélite de 7 de outubro de 2023 a 3 de agosto de 2026, com 258 imagens de radar Sentinel-1 em observações de janelas de 12 dias. O laboratório afirmou que concluiu uma avaliação de três anos em Gaza, com monitoramento ativo de danos repetidos a cada 12 dias.

A Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro, órgão do governo palestino ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), registrou ao menos 19 ataques de colonos na sexta-feira contra a colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. Segundo a comissão, os incidentes incluíram ataques a colhedores palestinos, queima e arranque de oliveiras e roubo de colheitas e gado. Mais de 50 oliveiras foram arrancadas por colonos em Qusra, disse a comissão.

O vice-presidente palestino Hussein Al Sheikh informou à França que a eleição legislativa palestina marcada para 28 de novembro será adiada por vários meses, segundo a Reuters. O motivo alegado numa carta vista pela Reuters seria a piora das condições em todos os territórios palestinos.

Sete pessoas foram mortas em ataques israelenses separados em Gaza, seis delas na Cidade de Gaza, segundo a defesa civil de Gaza, administrada pelo Hamas. Segundo a mesma defesa civil, duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram mortas e outras ficaram feridas quando aeronaves israelenses bombardearam um prédio residencial na Cidade de Gaza. O Exército israelense afirmou que três das vítimas eram “operativos militares”. O Middle East Eye registrou sete mortos em ataques israelenses separados em Gaza.

David Milstein, assessor do embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, usou o cargo para anular relatórios sobre atividades israelenses na Cisjordânia e apresentar o governo Netanyahu sob luz favorável a Washington, segundo o New York Times, em reportagem publicada pelo Jerusalem Post nesta quinta-feira. A reportagem se baseia em 12 fontes anônimas que trabalham com Milstein ou interagem com ele em Jerusalém e Washington. Huckabee refutou a reportagem e criticou a ausência de qualquer fonte nomeada.

O chanceler israelense Gideon Sa’ar disse que acabou o tempo de contenção diante de atos hostis contra o Estado de Israel, na quinta-feira. Israel retirou representantes britânicos do Centro Internacional de Apoio a Gaza, em Kiryat Gat, encerrou atividades de treinamento britânico de forças da Autoridade Palestina e barrou 12 autoridades eleitas e outros cidadãos britânicos acusados por Israel de atividade antissemita ou anti-Israel, segundo o Jerusalem Post.

Autoridades israelenses demoliram um armazém e um galinheiro de Yousef Zyadna, cidadão palestino de Israel que resgatou 30 israelenses no festival Nova em 7 de outubro de 2023, e a casa de seu sobrinho, segundo o Middle East Eye, citando o site israelense Local Call. Dezenas de escavadeiras chegaram ao bairro Zyadna, perto de Rahat, e demoliram casas e outras estruturas da comunidade beduína; há 65 ordens de demolição contra casas do bairro.

Israel fez novos ataques em Gaza em 7 de outubro de 2026, no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro, e autoridades palestinas relataram três mortos. Na cidade de Gaza, o hospital Al-Shifa relatou dois mortos num ataque israelense durante a noite. O Exército israelense disse ter atingido e matado dois membros do Hamas que haviam saído do hospital Kamal Adwan. Em Khan Yunis, o hospital Nasser disse que Hisham Ibrahim Abu Mustafa, de 60 anos, morreu num ataque israelense e outros ficaram feridos, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu.

Um palestino de 44 anos, Ali Hassan al-Bazari, foi morto num ataque de colonos israelenses a agricultores durante a colheita de azeitonas perto de Burqa, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Saúde palestino disse que nove palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Testemunhas disseram que soldados israelenses estavam presentes e protegeram os colonos durante o ataque, e não estava claro de imediato se al-Bazari foi morto por disparo de colono ou do Exército.

A vida diária dos palestinos em Gaza se resume a buscar comida e água, enquanto lidam com perdas e deslocamento, segundo o Middle East Eye. Uma moradora deslocada disse que vendeu todo o seu ouro – exceto uma peça – para alimentar os filhos durante a fome.

Três anos após o início da guerra em Gaza, a ajuda militar dos Estados Unidos a Israel segue incondicional, segundo a Al Jazeera. Washington concedeu quase US$ 300 bilhões em ajuda a Israel desde a sua criação em 1948, corrigidos pela inflação, mais do que a qualquer outro país. Pelo menos 74.243 palestinos foram mortos em Gaza desde os ataques liderados pelo Hamas ao sul de Israel, que mataram pelo menos 1.139 pessoas.

As forças israelenses lançaram várias operações de nível de brigada na Cisjordânia durante a noite, prendendo e interrogando dezenas de suspeitos procurados por envolvimento em terrorismo e incitamento, entre eles pessoas que manifestaram apoio ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF). O objetivo, conforme anúncio da IDF, é prender e interrogar dezenas de pessoas procuradas por terrorismo e incitamento ao terror, com ênfase particular em quem manifestou apoio ao ataque de 7 de outubro.

Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.

Quinta-feira marca 30 dias desde a ordem do chanceler israelense Gideon Saar para fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental, uma retaliação à onda de sanções do Reino Unido contra assentamentos israelenses ilegais, segundo a Al Jazeera. O ex-cônsul britânico Vincent Fean disse à Al Jazeera que Israel age de forma ilícita e não tem o direito de interferir nas relações diplomáticas entre o Reino Unido e o Estado da Palestina. Relatos citados pela Al Jazeera afirmaram que o Reino Unido poderia expulsar 27 diplomatas israelenses caso o fechamento do consulado avance.

Um item básico está entre os bens essenciais que Israel continua impedindo de entrar no enclave de Gaza, segundo o Middle East Eye. Pelo acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, Israel deveria suspender as restrições e facilitar o fluxo de ajuda humanitária para Gaza, segundo o Middle East Eye.

Gaza enfrenta escassez crescente de equipamentos médicos para diagnóstico e monitoramento de milhares de pacientes, segundo fontes médicas citadas pela agência palestina Wafa. De acordo com as fontes, 52% dos equipamentos de laboratório médico, incluindo os de análises químicas, foram destruídos, o que inviabiliza a manutenção de serviços essenciais diários.

Um juiz do tribunal de imigração conhecido como Upper Tribunal anulou a decisão do Ministério do Interior britânico de barrar mães e crianças em Gaza de se reunirem com familiares no Reino Unido, ao considerar que a ministra do Interior agiu de forma ilegal na aplicação da política a duas famílias. As duas famílias são mães jovens com cinco filhos, entre as duas, de até sete anos, que vivem em tendas em Gaza e tentam se reunir com os maridos que receberam status de refugiados no Reino Unido. O Ministério do Interior disse que vai recorrer.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a decisão do Comitê Eleitoral Central de vetar as listas árabes Joint List e Ra'am da eleição de 27 de outubro, segundo o Times of Israel. A corte também reverteu, por 7 a 2, o veto ao deputado Ofer Cassif, da Joint List, do Hadash, conforme o mesmo veículo. A decisão mantém os cidadãos palestinos de Israel, cerca de 20% da população, na disputa, após críticos acusarem o comitê de dois pesos e duas medidas, informou a Al Jazeera.

Connie Chan, candidata democrata apoiada pela ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi para sucedê-la no 11º distrito congressional da Califórnia, defendeu um “embargo total de armas ao governo israelense” em debate televisionado na quinta-feira à noite, segundo a Al Jazeera. Chan disse que, “no primeiro dia no Congresso”, votaria para “acabar com um genocídio em Gaza e com um Estado de apartheid”. A candidata afirmou que a ajuda humanitária deve ser prioridade e que não apoiaria verba para o sistema antimísseis Domo de Ferro de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convidou a Israel, como convidado de honra, o capitão indiano do voo da flydubai com destino a Tel Aviv, Smit Machchhar, e disse querer que ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acendam uma chama na cerimônia nacional do Dia da Independência de Israel em maio, papel em geral reservado a cidadãos israelenses. Na Cisjordânia ocupada, colonos e soldados israelenses atacaram e bloquearam agricultores palestinos de colher azeitonas, segundo a Al Jazeera; mais de 80 mil famílias palestinas dependem da colheita como fonte de renda.

Israel afirmou no sábado que tentou matar o dirigente máximo do Hamas na Faixa de Gaza, Ali al-Amoudi, em ataque aéreo a um apartamento. Autoridades locais dizem que o ataque matou cinco pessoas, e um funcionário do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, disse à AFP que o hospital recebeu ao amanhecer os corpos de cinco pessoas e uma série de feridos no bairro de Rimal. O Exército israelense disse que visava matar al-Amoudi, descrito como braço direito de Yahya Sinwar, o chefe do Hamas morto, e envolvido no planejamento do ataque de 7 de outubro.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que toda a Cisjordânia ocupada “pertence a Israel” e prometeu desmantelar a Autoridade Palestina, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao Channel 14, disse que, se for nomeado ministro da Defesa, trabalhará para desmantelar a Autoridade Palestina e pressionar para que palestinos deixem a Cisjordânia ocupada e Gaza. A agência Anadolu noticiou que o ministro disse que toda a Cisjordânia “pertence a Israel” e ameaçou desmantelar a Autoridade Palestina.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde e da Defesa Civil do território, citadas pelo G1. Entre os mortos estão uma mulher cristã e a filha dela, de acordo com equipes médicas. Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre o ataque. Uma testemunha, Ahmed Al-Dahdouh, disse à Reuters, em texto republicado pelo G1, que os moradores dormiam quando ouviram ataques contínuos e fortes explosões, e que as crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar.

As eleições legislativas palestinas estão marcadas para 28 de novembro, as primeiras desde 2006, segundo a Al Jazeera. A Comissão Eleitoral Central Palestina estima que cerca de 1,24 milhão de palestinos em Gaza terão direito de votar e prepara a votação na Cisjordânia ocupada, em Jerusalém Oriental ocupada e em Gaza. O desemprego em Gaza está em cerca de 80%, de acordo com a Al Jazeera. As autoridades eleitorais preparam até 110 centros de votação em Gaza para cerca de 1,25 milhão de eleitores, segundo a Anadolu Agency.

A Suprema Corte de Israel aconselhou o líder do partido Balad, Sami Abu Shehadeh, a retirar a candidatura na eleição ao Knesset de 27 de outubro, advertindo que poderia, de outra forma, decidir pela desqualificação, segundo a Al Jazeera. O presidente da Corte, Yitzhak Amit, disse que a maioria dos juízes era favorável à desqualificação e deu até sexta-feira para a retirada, segundo a emissora. A procuradora-geral Gali Baharav-Miara apoiou a desqualificação por causa de um artigo publicado por Abu Shehadeh um dia após o 7 de outubro, que, segundo ela, expressou apoio à luta armada. Abu Shehadeh retirou-se da disputa depois que a Corte indicou unanimidade pela desqualificação, segundo o Middle East Eye.

Colonos israelenses mataram a tiros Mashhour Shaher Yassin, de 51 anos, durante um ataque à vila de Yasuf, no distrito central de Salfit, na Cisjordânia, segundo a Agência de Notícias e Informação Palestina (WAFA). O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohammad Al-Ramahi, disse que Yassin morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque dos colonos. A Reuters, citando autoridades palestinas, informou que colonos israelenses mataram um palestino e feriram outro na vila de Yasuf, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira.

Ataques israelenses na noite de quarta-feira mataram um palestino de 33 anos e feriram outras pessoas, incluindo um menor, na rua Salah al-Din, ao norte de Khan Younis, segundo o Middle East Eye, citando a agência Wafa. O escritório de mídia do governo de Gaza informou que o jornalista palestino Muhammad Abdel Aziz al-Najjar foi morto em outro ataque na quarta-feira.

No quinto dia de Sukkot, feriado judaico, centenas de israelenses invadiram o complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, segundo a Al Jazeera. Na terça-feira, 966 israelenses entraram no complexo pelo Portão Marroquino ao lado da polícia israelense, realizando rituais talmúdicos e cantando juntos nos pátios da mesquita. O Departamento do Waqf Islâmico de Jerusalém informou que cerca de 700 israelenses, entre eles o ex-parlamentar Moshe Feiglin, invadiram o complexo sob proteção da polícia israelense.

A chancelaria suíça condenou nesta quarta-feira a violência de colonos israelenses após um ataque de cerca de 100 colonos à aldeia de Jalud no dia anterior, segundo o Middle East Eye. Em publicação no X, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou que “o nível sem precedentes de violência de colonos não pode ser tolerado” e que Israel deve proteger os civis palestinos e levar os responsáveis à Justiça.

Protestos pró-Palestina se espalharam por cidades marroquinas pedindo o fim da normalização diplomática com Israel, à medida que Rabat aprofunda os laços com Tel Aviv, segundo a Al Jazeera. Os atos seguiram o anúncio de 16 de setembro de que Marrocos e Israel elevariam as missões a embaixadas plenas e indicariam embaixadores. Em Tânger, as autoridades baniram o ato previsto para 27 de setembro e as forças de segurança dispersaram centenas de manifestantes, com mais de 12 detidos, segundo o veículo, citando fontes próprias.

Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.

Um drone israelense visou um apartamento residencial no bairro de al-Nasr, a oeste da Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera e fontes médicas do Hospital al-Shifa. Imagens mostraram médicos tratando crianças com ferimentos graves após o ataque, e o total de vítimas permanecia incerto naquele momento. A agência Anadolu relatou dois palestinos mortos e vários feridos, entre eles crianças, em ataque aéreo israelense e disparos na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, em meio a violações diárias de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Cerca de 100 colonos invadiram Jalud, ao sul de Nablus, logo após a meia-noite, e atacaram as casas da família Toubasi, segundo o Middle East Eye. A família havia retornado à casa horas antes do ataque, depois que um tribunal israelense ordenou ao Exército que garantisse o retorno, segundo o mesmo veículo. Mais de 100 israelenses bloquearam estradas, queimaram pneus e arremessaram pedras contra agentes de segurança, além de incendiar estruturas, veículos e outros bens de palestinos na área, segundo o Israel National News.

O Exército de Israel matou Izz al-Din al-Beik, chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, segundo a Al Jazeera, citando fontes palestinas e oficiais israelenses. Al-Beik foi morto em ataque contra um prédio residencial no bairro Nassr, na Cidade de Gaza, na madrugada de terça-feira, segundo médicos e fontes do Hamas. Fontes locais identificaram os dois palestinos mortos no ataque como al-Beik e Muhannad Abu Foul, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz afirmaram que al-Beik era um comandante, segundo a Anadolu (AA).

A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a proibição do governo a visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a prisioneiros de segurança palestinos, segundo o Times of Israel. A corte afirmou que o Estado não apresentou fundamento jurídico para a proibição geral, vigente desde 7 de outubro de 2023, segundo o Times of Israel. A justificativa central do governo era a negação de visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza, justificativa que não se aplica mais, segundo o Times de Israel.

Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.

O Board of Peace (BoP), liderado pelos Estados Unidos, afirmou que a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) não terá nenhum papel em Gaza. Segundo o conselho, “só trabalharemos com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para o povo de Gaza e contribuam para uma Faixa desradicalizada. A UNRWA não passa nesses testes”. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), o BoP apresentou um plano de reconstrução com 66 projetos e US$ 2,4 bilhões propostos para iniciar a recuperação de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em relatório citado pela TASS, que sete pessoas morreram e 38 ficaram feridas nos últimos 48 horas em ataques do exército israelense à Faixa de Gaza. Um ataque aéreo israelense contra uma tenda no bairro de Sheikh Radwan, no norte da Cidade de Gaza, feriu pessoas deslocadas, segundo o Centro Palestino de Informação. Caças da Força Aérea de Israel retomaram no sábado os ataques a áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani. Os alvos seriam abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud, segundo o portal Janoubia.

O Hamas condenou a decisão do Board of Peace de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de afirmar que a agência não terá papel em Gaza. Em publicação no X, o Board disse que só trabalhará com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para a população de Gaza e contribuam para uma Gaza desradicalizada, e que a UNRWA não passa nesses critérios. A Associated Press informou na sexta-feira que membros do Board se mostraram nos bastidores mais dispostos a trabalhar com a UNRWA do que a posição pública sugeria.

A seleção da República da Irlanda vai disputar no domingo a partida contra Israel pela Liga das Nações da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), em Debrecen, na Hungria, depois que o plantel votou por maioria significativa pela realização do jogo, disse neste sábado o diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, segundo o Middle East Eye. A votação ocorreu após relatos de que alguns jogadores, entre eles o goleiro Gavin Bazunu, haviam considerado recusar o jogo em protesto contra as ações israelenses em Gaza, informou o Telegraph. A entrevista coletiva e o treino da Irlanda um dia antes do primeiro dos jogos contra Israel foram adiados no sábado, em meio ao crescimento da pressão por boicote, segundo a agência Associated Press, em texto republicado pelo Local10.

O escritório de direitos humanos da ONU acrescentou 61 empresas à lista de companhias com atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em atualização divulgada na sexta-feira. A base de dados, criada em 2020, reúne agora 214 companhias de 11 países, segundo a AFP, em texto publicado pelo Courthouse News; a maioria é de Israel, e há empresas de França, Alemanha, China e Estados Unidos, segundo o Middle East Eye. Na atualização deste ano, cinco empresas foram removidas.

Famílias em Gaza seguem abrigadas em prédios danificados pela guerra e com risco de desabamento, sem alternativas seguras, segundo a Al Jazeera. Avaliação conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), do Banco Mundial e da União Europeia apontou 371.888 moradias destruídas ou danificadas até outubro de 2025, 76,6% do estoque habitacional. Em 16 de setembro, um prédio residencial de seis andares já danificado desabou na Cidade de Gaza, matando 21 pessoas, incluindo 12 crianças, segundo a ONU e a Defesa Civil de Gaza.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas com atividades em assentamentos israelenses nos territórios palestinos: são agora 214 companhias de 11 países, com 61 inclusões e cinco exclusões desde a atualização anterior, segundo o Le Monde. Airbnb, Booking.com, Motorola Solutions e TripAdvisor seguem na relação, e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que o documento é um lembrete às empresas sobre suas responsabilidades em direitos humanos, conforme o Le Monde.

O site oficial de mapas do governo de Israel, o govmap, publicou imagens aéreas de 2025 do norte da Faixa de Gaza sem o desfoque que aplicava à região, revelando ao menos 11 posições militares israelenses dentro da zona de amortecimento e a destruição massiva de cidades palestinas na área, informou o The Times of Israel. A mudança, notada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, por uma conta de inteligência de fontes abertas (OSINT), não tem explicação oficial: as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram estar verificando as imagens.

O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

A economia de Gaza atravessa a crise econômica mais grave já registrada, afirmou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), segundo a France24. O relatório aponta 92% dos estabelecimentos econômicos danificados ou destruídos e produto interno bruto (PIB) diário per capita de US$ 0,58, segundo o liveblog do Times of Israel.

O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

Restrições israelenses mantêm paradas na Jordânia mais de 900 cadeiras de rodas doadas por duas entidades de caridade australianas para crianças feridas em Gaza, segundo a emissora pública australiana ABC News, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Dois carregamentos da Kids on Wheels Alliance, de Nova Gales do Sul, chegaram à Jordânia em fevereiro de 2025 e um terceiro, da Wheelchairs for Kids, da Austrália Ocidental, em outubro de 2025; os três seguem em armazéns da Organização Hachemita de Caridade da Jordânia (JHCO). A JHCO diz que o bloqueio vem da agência israelense de coordenação da ajuda a Gaza, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), e uma fonte do governo de Israel negou que um pedido de entrada das cadeiras tenha sido rejeitado. A COGAT não respondeu às perguntas da ABC sobre as doações australianas e afirmou, em resposta geral, ter autorizado a entrada de milhares de cadeiras de rodas na Faixa durante a guerra.

Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.

O Conselho de Ministros da Espanha autorizou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o pedido de extradição dos Estados Unidos contra o ativista e doador James Cox Chambers Jr., conhecido como Fergie Chambers, 41 anos, avance para a fase judicial, decisão que a sua defesa chama de “precedente perigoso” para a causa palestina, segundo o Middle East Eye. Chambers foi preso em 10 de julho de 2026 em Ibiza, a pedido de Washington, e segue detido preventivamente em Madri. A acusação, mantida sob sigilo, imputa a ele lavagem de dinheiro internacional, tumulto e conspiração para tumulto, ligados a transferências de cerca de US$ 7,5 milhões a uma empresa na Tunísia e a protestos de 2023 em instalações de um fabricante israelense de armas em New Hampshire e Massachusetts, segundo o The National e o The Straits Times, que publicou um despacho da Reuters. É a primeira vez que os Estados Unidos pedem a extradição de um cidadão por suposto apoio ao Hamas, segundo o The National. A porta-voz do governo espanhol, Elma Saiz, disse que a decisão é “puramente processual” e que a palavra final será do gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez, depois do exame da Audiência Nacional, o tribunal espanhol que analisa pedidos de extradição. O advogado principal de Chambers, Baltasar Garzón, afirmou: “A Espanha não pode defender o direito internacional, os direitos do povo palestino e a proteção de quem presta ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, permitir que avance um pedido de extradição que mostra sinais claros de perseguição política pelo governo dos Estados Unidos”. O partido Sumar, parceiro júnior da coalizão de governo, pediu que o pedido fosse rejeitado; a deputada Ione Belarra, do Podemos, chamou Chambers de “o primeiro preso político da história da Espanha por apoiar a Palestina”. A defesa afirma que as transferências financiaram projetos humanitários em Gaza, entre eles uma padaria e uma clínica médica.

Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.

O governo da Colômbia retirou a declaração de intervenção que apresentara em 5 de abril de 2024 no caso sobre o genocídio na Faixa de Gaza movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ). A corte tornou pública nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a decisão que a Colômbia comunicou em 18 de setembro, segundo a página oficial do caso na CIJ e a Agência Anadolu. A intervenção se dava sob o artigo 63 do estatuto da corte, que faculta a um Estado que não é parte na disputa se manifestar quando o caso envolve a interpretação de uma convenção de que também é signatário. A Colômbia nunca foi parte no processo principal, e a retirada não altera o seu andamento. A decisão reverte a política de Gustavo Petro, que rompeu relações com Israel em maio de 2024 e suspendeu a exportação de carvão colombiano ao país. Abelardo de la Espriella, empossado em 7 de agosto de 2026, restabeleceu as relações diplomáticas e econômicas, segundo o Middle East Eye e a Agência Anadolu: o governo planeja reabrir a embaixada em Jerusalém, criar uma comissão econômica bilateral e enviar uma delegação a Israel em outubro. O chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, agradeceu a retirada, segundo o ColombiaOne.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.

Centenas de milhares de crianças voltaram às aulas presenciais em Gaza no sábado, pela primeira vez em quase três anos, em prédios danificados e tendas, segundo a Reuters. Autoridades de educação de Gaza dizem que cerca de 660 mil alunos ficaram privados de ensino presencial e regular durante a guerra, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que 98% das escolas do território foram destruídas ou danificadas. Segundo Ibrahim Ramadan, diretor de educação de Khan Younis Leste, o conflito matou cerca de 22 mil estudantes e mais de 770 trabalhadores da educação, incluindo 532 professores – números de autoridade local, sem verificação independente.

A Tunísia prendeu pelo menos 11 pessoas que participaram no sábado, em Túnis, de uma manifestação para exigir a libertação de quatro ativistas pró-Palestina detidos desde março, segundo o advogado Ghassen Besbes, que representa parte dos presos, e o grupo Maghreb Sumud, que fala em 13 prisões. Nenhum número oficial foi divulgado e a cifra exata segue indefinida. O advogado Fedy Snene disse que um juiz prorrogou a detenção dos manifestantes por 48 horas e que eles foram interrogados sobre palavras de ordem entoadas no protesto. Os quatro ativistas presos desde março são acusados de lavagem de dinheiro por causa do financiamento da Global Sumud Flotilla, que tentou levar ajuda humanitária a Gaza em 2025 e foi interceptada por Israel; um deles, Wael Naouar, está em greve de fome desde 16 de agosto, segundo a Al Jazeera. As informações sobre as prisões são do Middle East Eye e da AFP.

Forças israelenses invadiram antes do amanhecer a cidade de Biddu, a noroeste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, e detiveram ao menos 53 palestinos, segundo a Al Jazeera. A Governadoria de Jerusalém disse à agência France-Presse (AFP) que a operação atingiu “dezenas de jovens” e que casas foram transformadas em centros de interrogatório; o prefeito de Biddu, Nazmi Mansour, afirmou que a cidade foi tomada por dezenas de jipes militares e centenas de soldados. É a terceira incursão em Biddu desde que um morador suspeito de matar a tiros um colono israelense no domingo foi preso; o Exército israelense disse à AFP que verificava os relatos.

As autoridades de Gaza anunciaram um plano para demolir 255 prédios danificados pela guerra, segundo o Middle East Eye, enquanto o ano letivo recomeça em escolas atingidas, relatado pelo G1 e pela Al Jazeera. O Ministério da Saúde de Gaza, citado pelo Mehr News, informa um total acumulado de 73.913 mortos desde o início da guerra – número da autoridade local, sem verificação independente.

Um israelense foi morto a tiros perto do assentamento de Halamish, na Cisjordânia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino, segundo a Reuters, a France24, o New York Times, o Hindustan Times e o Mehr News. Benjamin Netanyahu ordenou a demolição da casa do atirador, relata o Times of India. No mesmo dia, forças israelenses detiveram 27 palestinos numa incursão a uma vila da Cisjordânia, segundo a Wafa citada pelo Middle East Eye, e colonos incendiaram um veículo palestino e tentaram levar uma criança, relata o mesmo veículo.

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