Israel emitiu quatro ordens militares para confiscar terras palestinas perto de Belém, na Cisjordânia ocupada, incluindo 4.708 dunums em al-Khader e Arab al-Ta’amra e a remoção de árvores e vegetação de 10.085 dunums em Nahalin, segundo a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. As ordens foram emitidas em 28 de outubro e colocam rotas e áreas sob controle militar direto. Uma delas, a de número 147/26, atinge 4.408 dunums em al-Khader e cobre uma faixa de 878 metros ao redor do assentamento de Efrat, ligada a um projeto de torre, segundo a comissão. As ordens de confisco valem até 31 de dezembro de 2028, concedendo às autoridades israelenses posse exclusiva das áreas. A mesma comissão documentou 674 ataques de forças israelenses e de colonos a agricultores e oliveiras na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, entre 1º de outubro e 6 de novembro, mais de três quartos deles por colonos.
Tema: Cisjordânia
Cisjordânia: matérias e notas em que o território é ator central.
Fontes das Forças de Defesa de Israel (FDI) admitiram ao Jerusalem Post que o chefe do Comando Central, major-general Avi Bluth, se reuniu com o oficial de defesa regional, tenente-coronel Elitzur Trabelsi, antes da ida de colonos a um novo posto avançado perto de Jericó, mas negaram que tenham tratado da mudança. O Haaretz havia relatado que Bluth manteve “várias conversas” nos dias anteriores à entrada dos colonos com representantes do Conselho Regional de Binyamin, do movimento pró-assentamento Nachala e com Trabelsi. O Jerusalem Post afirma não ter conseguido confirmar de forma independente nenhuma das duas versões.
Colonos israelenses realizaram 377 ataques à colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada desde setembro, o maior número desde 2006, quando a ONU começou a contabilizar esses episódios, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Nos ataques, um palestino foi morto por um colono, mais de 200 ficaram feridos e mais de 3.850 oliveiras e mudas foram danificadas ou vandalizadas. Parceiros de segurança alimentar estimam que entre 80 mil e 100 mil famílias palestinas na Cisjordânia dependem da colheita anual de azeitonas para renda.
Colonos israelenses foram filmados atacando palestinos durante uma incursão noturna a um povoado de Masafer Yatta, ao sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo relato da rede Quds News. Um dos homens aparece inconsciente após ser espancado com porretes, em meio aos gritos de uma mulher ao fundo.
Cerca de 30 colonos israelenses ocuparam oito casas palestinas na aldeia de Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que os colonos teriam usado munição letal na tomada, agredido fisicamente moradores palestinos e atirado pedras, o que levou famílias a fugir por segurança. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo que trabalhadores humanitários cheguem aos deslocados, parte dos quais está sem abrigo adequado. As oito casas ficam a poucos metros de Jericó, cidade da Área A da Cisjordânia, mas tecnicamente na Área C, sob controle militar e civil israelense. A compra foi coordenada em segredo com o Conselho Regional de Binyamin e com o movimento Nachala, segundo o Jerusalem Post. Os colonos afirmam ter comprado as casas legalmente, enquanto autoridades palestinas dizem que os documentos de venda foram forjados. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, afirmou à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida, e classificou o que está sendo promovido como fraude e o que circula como propaganda de colonos.
Exército, Polícia, Shin Bet (agência de segurança interna de Israel) e Guarda de Fronteiras estão em alerta máximo antes dos eventos do Shabbat Chayei Sarah em Hebron, com cerca de 20 mil israelenses esperados na comunidade judaica da cidade. O 101º Batalhão da Brigada de Paraquedistas recebeu a responsabilidade principal pela proteção da comunidade. A Brigada da Judeia realizou na quinta-feira um exercício multiagências de várias horas simulando emergências simultâneas em Hebron, Kiryat Arba e nas colinas do sul de Hebron. Forças israelenses fecharam várias lojas de propriedade palestina e restringiram a circulação de moradores palestinos antes da visita.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o “terrorismo ilegal de colonos” contra os palestinos se torna mais descarado a cada dia sob o olhar indiferente do mundo. Ele disse que o acordo de paz de Gaza, que a Turquia ajudou a intermediar, não está sendo implementado. Segundo Erdogan, mais de 3 mil ataques e violações contra palestinos foram registrados na Cisjordânia ocupada somente em outubro. O presidente turco afirmou que as instituições internacionais assistem de fora às atrocidades em Gaza, como aconteceu em Ruanda e em Srebrenica.
As forças israelenses e colonos realizaram uma série de ataques na Cisjordânia ocupada, incluindo agressões a palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo a agência palestina Wafa, em texto republicado pelo TRT World. Colonos e forças israelenses agrediram e detiveram 15 ativistas estrangeiros que ajudavam palestinos na colheita perto de Jabal al-Risan. Em Duma, ao sul de Nablus, colonos atacaram a parte leste da aldeia e incendiaram tendas residenciais, causando danos materiais e nenhum ferido. Em Abu Falah, as forças israelenses expulsaram dezenas de ativistas estrangeiros e vários jornalistas que tentavam apoiar moradores no acesso às terras para a colheita. A Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos documentou 409 ataques a olivicultores, árvores, terras e equipamentos agrícolas na Cisjordânia entre 1º e 21 de outubro, 317 deles de colonos e 92 de forças israelenses.
A ONU condenou a tomada de oito casas palestinas por colonos israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, e o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, disse aos repórteres na quinta-feira que os colonos usaram munição letal durante a ação do dia anterior, agrediram fisicamente moradores palestinos e atiraram pedras, forçando famílias a fugir. Cerca de 30 colonos ocuparam as casas em Ein a-Duyuk a-Tahta, nos arredores de Jericó, na tarde de quarta-feira, segundo o grupo israelense Peace Now, que afirmou que eles agrediram e roubaram dois ativistas israelenses e atiraram na perna de um palestino. O Exército israelense declarou a área zona militar fechada, impedindo a chegada de agentes humanitários, e parte dos deslocados está sem abrigo adequado. Os colonos alegam compra legal das casas, mas o governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e não pode ser vendida: “O que está sendo promovido é uma falsificação, não uma venda, e o que circula é propaganda de colonos”. O terreno fica na Área C da Cisjordânia, sob controle israelense desde os Acordos de Oslo dos anos 1990, e mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos no território, ilegais pelo direito internacional.
As forças israelenses demoliram cinco prédios residenciais palestinos em Biddu, a noroeste de Jerusalém, sem aviso, desalojando mais de 100 pessoas de 12 apartamentos. Segundo o gabinete do governador de Jerusalém, a demolição deixou 105 pessoas sem teto, sem aviso prévio e sob a alegação de construção sem licença. Moradores disseram que soldados lançaram granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e impediram a retirada de móveis e pertences antes da demolição. O gabinete documentou 471 operações de demolição e terraplenagem entre janeiro e o fim de outubro. As casas ficavam na Área C da Cisjordânia ocupada, e as autoridades israelenses citaram a ausência de alvarás de construção como motivo.
Colonos israelenses incendiaram oliveiras de agricultores palestinos na aldeia de Burqa, perto de Ramala, segundo a Al Jazeera – agricultores disseram que forças israelenses os impediram de apagar o fogo.
O Exército israelense invadiu o posto avançado ilegal de Gefen Ami, na Cisjordânia, apreendeu cerca de 10 equipamentos de trabalho, uma escavadeira e um veículo todo-terreno e prendeu dois cidadãos israelenses suspeitos de participação na violência, entregando-os à polícia, depois que um grupo saído de lá entrou em Beit Ummar e incendiou veículos palestinos, segundo a Rádio do Exército.
Famílias israelenses se mudaram na quarta-feira para oito casas na aldeia de Ein ad-Duyuk al-Tahta, a poucos metros de Jericó, na Área C da Cisjordânia ocupada, com apoio do conselho regional de colonos e da organização Nachala, que afirma ter comprado os imóveis. O governador da região de Jericó, Hussein Hamayel, disse à AFP que a terra pertence à Autoridade Palestina e que os documentos seriam falsos. Moradores palestinos deixaram suas casas na área: 65 residentes permanentes fugiram depois de serem apedrejados pelos colonos, e um ativista estrangeiro ficou ferido, segundo um ativista israelense.
As forças israelenses demoliram cinco prédios na Cisjordânia ocupada e deslocaram mais de 100 palestinos, segundo o Middle East Eye. Um morador deslocado disse ao Middle East Eye que o que aconteceu com sua comunidade é o que acontece com todos os palestinos e que eles não têm outra terra.
O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou em 8 de outubro carta a Benjamin Netanyahu, ao ministro da Defesa Israel Katz e ao chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, alertando para uma escalada perigosa da violência nacionalista na Cisjordânia. Herzog escreveu que o incidente na aldeia de Jalud chegou “a um fio de cabelo” de forças das Forças de Defesa de Israel (IDF) usarem munição letal contra civis israelenses, ou de um policial de fronteira ser morto por uma pedra atirada à queima-roupa. O presidente descreveu aumento de casas incendiadas, árvores arrancadas, pedras atiradas e rebanhos roubados por grupos de desordeiros, e pediu um plano de emergência coordenado e uma força-tarefa interministerial: “Sem aplicação visível e dissuasão real, enfrentaremos um desastre”.
O presidente israelense, Isaac Herzog, alertou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros altos funcionários para uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia diante do aumento da violência de colonos. A carta foi enviada no mês passado.
O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou no mês passado uma carta de alerta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros altos cargos sobre uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia e a “desgraça moral” da violência de colonos, segundo o Times of Israel, que diz ter obtido o texto. A carta foi enviada também ao chanceler Israel Katz, ao chefe do Estado-Maior Eyal Zamir e à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e afirma que comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), policiais e agentes do Shin Bet relatam “ferramentas limitadas e escassez de pessoal”. Herzog advertiu que uma escalada no terreno pode ter “consequências severas e de longo alcance” para a segurança de Israel, seu funcionamento como Estado soberano, sua posição internacional, a diáspora judaica e a economia israelense. Pediu que os autores sejam tratados como integrantes de organização criminosa e defendeu um plano com deslocamento massivo de forças de segurança, prisões em larga escala, detenções administrativas e desmantelamento dos grupos. A violência de colonos aumentou nos últimos meses, com ataques e hostilidades quase diários e poucos autores indiciados ou condenados.
Dezenas de famílias palestinas voltaram na segunda-feira às suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, depois de o Exército israelense anunciar o fim de uma operação militar de 11 dias. Cerca de 537 famílias, somando quase 3.300 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas desde o início da operação, segundo o Comitê de Apoio e Socorro da província de Hebron. Moradores relataram roubo de joias de ouro, dinheiro e pertences pessoais, além de portas arrombadas e bens danificados. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, estimou em cerca de 6 milhões de shekels (cerca de US$ 1,9 milhão) os danos a instalações municipais e redes de serviços, e Abdo Idris, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade, disse que as perdas diárias passaram de 12 milhões de shekels (cerca de US$ 3,8 milhões), com danos à infraestrutura acima de 6 milhões de shekels. A operação foi ordenada por Benjamin Netanyahu depois que homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron em 23 de outubro, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The News.
O jornalista da Al Jazeera Montaser Nassar foi detido em incursões perto de Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo a própria emissora.
Forças israelenses acompanhadas de maquinário pesado invadiram nesta terça-feira a área da Estrada Haska, a noroeste de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e demoliram cinco comércios de propriedade de palestinos, segundo fontes locais. Cerca de 750 mil colonos israelenses vivem em 156 assentamentos ilegais e em torno de 360 postos avançados na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, segundo números palestinos.
Uma ordem militar israelense de 28 de outubro colocou 26.500 m² de terra nas aldeias de Deir Nizam, Umm Safa e Atara sob controle militar, para “propósitos militares”, segundo a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro. A área é destinada a um trajeto chamado eixo de emergência Ateret–Neve Tzuf, que ligaria assentamentos israelenses da região, e a ordem vale até o fim de 2028. A comissão afirma que 5.891 m², cerca de 22,3% da área, são classificados por Israel como “terra estatal”, e outros 20.582 m² ficam fora dessa classificação.
Soldados israelenses vendaram, algemaram e prenderam o correspondente da Al Jazeera Montaser Nassar durante uma invasão à casa dele em Dura, ao sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo a emissora.
Forças israelenses lançaram incursões em várias cidades da Cisjordânia ocupada na noite desta segunda-feira, segundo fontes locais. Entre os alvos estão Qabatiya, ao sul de Jenin, e a cidade de Qalqilya.
Outubro já registra o maior número mensal de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais desde o início da documentação, em 2006, com 397 incidentes entre 1º e 26 de outubro, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA). Entre 20 e 26 de outubro, 62 ataques de colonos foram documentados em 49 comunidades da Cisjordânia, incluindo 38 ligados à colheita de azeitonas.
As forças de segurança de Israel prenderam 18 colonos que participaram de distúrbios e atacaram tropas durante a evacuação de um posto avançado ilegal na Cisjordânia, segundo o Exército israelense. O Exército anunciou na noite desta segunda-feira que os detidos são suspeitos de agredir agentes de segurança que atuavam para interromper obras no posto avançado.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, anunciou nesta segunda-feira que as forças israelenses se retiraram da cidade após um cerco de 10 dias. Segundo ele, as forças de segurança palestinas assumiram o controle da área e as famílias deslocadas podem voltar. A governadoria de Hebron conta mais de 3.300 palestinos deslocados ou afetados e 15 casas e estruturas demolidas na operação, iniciada em 23 de outubro após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses, feriu três e terminou com os dois autores mortos.
O cerco israelense a Hebron, na Cisjordânia ocupada, chegou neste domingo ao décimo dia, com as forças israelenses ameaçando ampliar sua ofensiva militar na cidade, segundo a agência oficial palestina WAFA, citada pela Al Jazeera. A ofensiva deslocou mais de 3.300 palestinos, sobretudo nas áreas de al-Jalda e Ain Deir Bahha, e resultou na demolição de 15 casas.
Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.
As autoridades de Israel emitiram 9.518 avisos de demolição ou de paralisação de obras contra estruturas palestinas na Cisjordânia ocupada desde o início de 2015, segundo relatório da Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos citado pelo Middle East Eye. Do total, 9.174 avisos foram documentados entre 2015 e 2025 e outros 344 nos primeiros nove meses de 2026.
Três suspeitos foram presos neste sábado após um confronto entre israelenses e palestinos perto da vila de Duma, na Cisjordânia ocupada, em meio à colheita de azeitonas, segundo o Jerusalem Post.
Moradores do bairro de Ain Deir Baha, em al-Khalil, no sul da Cisjordânia ocupada, tiveram a área declarada zona militar fechada pelas forças israelenses durante uma ofensiva que chegou ao oitavo dia, segundo a Press TV. O município de al-Khalil afirmou, segundo a emissora, que 4.969 palestinos de 780 famílias foram deslocados à força. O Palestinian Information Center conta neste sábado o nono dia consecutivo de cerco, com reforços militares e prisões de jovens palestinos.
Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.
No oitavo dia da operação militar em Hebron, tropas israelenses mantiveram selados os bairros de al-Jalda e Deir Bahha e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra moradores palestinos deslocados que tentavam voltar para casa, segundo o Middle East Eye. Colonos atacaram uma família palestina que colhia azeitonas em Tel Rumeida, perto de Hebron, ferindo cinco pessoas. Mais de 115 palestinos foram detidos desde o início da operação, e mais de 780 famílias foram afetadas, 537 delas totalmente deslocadas, segundo a WAFA, citada pelo Middle East Eye.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, se recusa há 18 meses a assinar as transferências de fundos devidos a Ramala, que passam de US$ 7 bilhões, segundo o Times of Israel. Na maior parte do último ano, a Autoridade Palestina pagou apenas 50% dos salários de seus cerca de 150 mil funcionários públicos. O jornal avalia que o impasse político prolongado mantém Benjamin Netanyahu, Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, em posições de influência sobre os assuntos da Cisjordânia, ainda que em caráter interino.
Israel demoliu nesta sexta-feira as casas dos autores do ataque que matou dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na semana passada, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. Em comunicado sobre as demolições, o Exército israelense disse que vai “continuar a operar de forma proativa e ofensiva” para impedir ataques na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares vão “destruir” o bairro de onde vieram os dois atacantes e que Israel está pronto para uma “ação ampla” na Cisjordânia ocupada, segundo a BBC.
A Polícia de Fronteira e o Exército israelenses apreenderam um arsenal na aldeia de Hable, perto de Kalkilya, na noite de quinta-feira: três pistolas, uma delas de airsoft, um fuzil M-4, peças para vários fuzis M-16, mais de 2.300 cartuchos de munição variada e 67 carregadores, segundo a polícia, que anunciou a operação na manhã desta sexta-feira e prendeu dois suspeitos. Na mesma noite, soldados israelenses prenderam quatro pessoas na região de Jenin. Em Nablus, forças israelenses invadiram o Túmulo de José, na parte oriental da cidade, ao amanhecer, e revistaram casas em vilarejos vizinhos, segundo a agência palestina Wafa, citada pelo Middle East Eye.
Jasper Nathaniel e Andrey Kharzhanovsky, ativistas que também são jornalistas e ajudam palestinos na Cisjordânia, foram presos pela polícia na madrugada de quarta-feira nas colinas ao sul de Hebron depois que imagens mostraram os dois sendo agredidos por dois colonos, ao menos um deles armado, segundo o Times of Israel. A polícia disse na quinta-feira ter recebido o relato de um confronto na área em que dois cidadãos israelenses foram atacados, e que policiais e tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) prenderam um cidadão israelense e um estrangeiro. Nenhum colono foi relatado como preso.
Israel revogou as autorizações eletrônicas de viagem de vários rabinos e ativistas americanos e do político judeu de Nova York Brad Lander depois de o grupo trabalhar na semana passada com palestinos na colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. E-mails da autoridade de imigração israelense informaram aos destinatários que suas autorizações haviam sido “revogadas” após “uma mudança de circunstâncias no seu caso”, sem apresentar outro motivo, segundo a Jewish Telegraphic Agency.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta quinta-feira que 537 famílias, ou 3.361 pessoas, foram forçadas a deixar suas casas na ofensiva israelense em curso na cidade, segundo a Al Jazeera, citando a agência Wafa. A ofensiva interrompeu as aulas de cerca de 262 mil estudantes em 589 escolas da província, que passaram ao ensino remoto nesta semana. No campo de Qalandiya, equipes do Crescente Vermelho trataram um menino de 15 anos baleado com munição real nas duas pernas e uma criança de 12 anos ferida por fragmentos de bala, ambos levados ao hospital.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) podem deixar ou reduzir, no próximo fim de semana, a presença no bairro de Hebron que ocupam desde o fim de semana passado, segundo o Jerusalem Post, que afirma que a situação é incerta e muda rapidamente. Antes da eleição, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a recomendação do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, de deixar a área e permitir o retorno dos ao menos 2 mil palestinos retirados. A Adalah peticionou nesta quinta-feira à Suprema Corte em nome da prefeitura de Hebron e de sete moradores para parar as retiradas forçadas e demolições e garantir o retorno dos moradores retirados de suas casas.
Forças israelenses prenderam ao menos 13 palestinos nesta quinta-feira em incursões pela Cisjordânia ocupada e mantiveram, pelo sétimo dia consecutivo, incursões e fechamentos em Hebron, com portões de ferro fechados ao redor da Cidade Antiga e casas palestinas tomadas, segundo fontes palestinas citadas pela TRT World.
A ativista Adele Shoko disse que colonos israelenses atacaram ela e dois colegas na aldeia palestina de Umm al-Khair, na área de Masafer Yatta, na Cisjordânia ocupada, segundo publicações em redes sociais. Segundo Shoko, o jornalista estadunidense Jasper Nathaniel também foi agredido, recebeu spray de pimenta e foi detido, e depois levado por forças israelenses.
A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.
O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Türk, alertou na segunda-feira que a operação israelense em Hebron, na Cisjordânia ocupada, levanta sérias preocupações de limpeza étnica, quando o número de palestinos forçados a deixar suas casas passou de 3 mil, segundo a ONU News. Ameaças de esvaziar e apagar bairros inteiros também levantam sérias preocupações de limpeza étnica, segundo a ONU News.
Forças israelenses fecharam na manhã de terça-feira todas as entradas de Ramala e montaram postos em rotas alternativas usadas por palestinos, incluindo os postos de Ein Sinya e Atara e o portão de Rawabi, ao norte, além dos portões de Nabi Saleh e Aboud, a noroeste, segundo a WAFA. Tropas israelenses também montaram um posto perto do distrito do Ministério da Educação na estrada al-Bireh-Jalazone e outro na estrada entre Yabroud e Silwad, a nordeste de Ramala, segundo a Mehr News.
O senador Chris Van Hollen cobrou responsabilização pela morte de nove cidadãos americanos, atribuída a colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo a TRT World – Van Hollen renovou o apelo por responsabilização pelos nove americanos mortos por Israel na Cisjordânia ocupada desde 2022, segundo a Anadolu.
Uma comissão de inquérito das Nações Unidas (ONU) acusou o governo de Israel de cometer crimes de extermínio, perseguição, tortura e estupro contra os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, segundo a Opera Mundi. O órgão também afirmou que as forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia entre outubro de 2023 e setembro de 2026, enquanto mais de 34 mil palestinos permaneciam deslocados até agosto. A comissão independente acusou Israel de crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, contra os palestinos da Cisjordânia, segundo a ONU News.
Israel seguiu cometendo genocídio em Gaza depois do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, afirmou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório publicado nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O texto diz que as autoridades israelenses mantiveram atos genocidas com a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o relatório de documento de propaganda desligado da realidade, voltado a minar o direito de autodefesa do país. A comissão registrou ainda quase 500 palestinos mortos por ano na Cisjordânia desde 2022, os maiores números desde que a ONU começou a coletar esses dados, segundo o Jerusalem Post.
A Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e os crimes contra a humanidade de extermínio, perseguição, tortura, estupro e outras formas de violência sexual no Território Palestino Ocupado. Segundo a comissão, Israel mira civis palestinos de forma deliberada e continua cometendo genocídio em Gaza. O relatório registra que seis palestinos foram mortos por ataques aéreos na Cisjordânia de 2008 a 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, e conclui que os palestinos na Cisjordânia são visados por nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade.
O governador de Hebron, Khaled Dudin, disse nesta segunda-feira que 488 famílias, que somam 3.171 pessoas, foram deslocadas em toda a província, segundo a Al Jazeera. O prefeito Yousef al-Jabari afirmou à emissora que 3.043 dessas pessoas eram da área urbana de Hebron. O Exército israelense informou que vai barrar trabalhadores palestinos de entrar na maior parte da Cisjordânia até esta segunda-feira e impor fechamento total das travessias na terça, dia da eleição parlamentar israelense.
Quase 2 mil palestinos em Hebron foram deslocados enquanto forças israelenses assumem casas, segundo o The Guardian; o prefeito de Hebron, Yousef al-Ja’bari, disse à Al Jazeera que 2.200 pessoas foram retiradas de casa por tropas e operações israelenses, e o ministro da Defesa de Israel confirmou “cerca de 2.000” deslocados.
As forças israelenses fecharam todos os principais pontos de entrada de al-Khalil (Hebron), expulsaram mais de 2.200 palestinos de suas casas e transformaram quarteirões residenciais inteiros em quartéis militares, segundo o Tehran Times.
O Exército israelense informou que todas as passagens terrestres com a Cisjordânia ficarão fechadas no dia da eleição, 27 de outubro, e que vai aplicar o veto à entrada e à saída de trabalhadores palestinos em toda a Judeia e Samaria e no Vale do Jordão, incluindo as zonas industriais, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu cobrar um preço alto pelo ataque de sexta-feira, em que dois soldados israelenses foram mortos, e disse planejar uma operação em escala não vista desde que Israel ocupou a Cisjordânia, em 1967, segundo o mesmo jornal.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu que as forças israelenses deslocaram à força cerca de 2.000 palestinos de suas casas em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, e barraram o retorno dos moradores até que a alegada “infraestrutura do Hamas” seja desmontada, segundo a TRT World. Katz disse que cerca de 2.000 moradores foram deslocados pela operação, centrada nos bairros de Ein Deir Baha e Farsh al-Hawa e dirigida contra casas, comércios, áreas industriais e infraestrutura, segundo a BBC. A operação foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sexta-feira, em resposta à morte de dois soldados israelenses por dois atiradores palestinos em um ataque a um posto de controle, segundo a BBC.
O Exército de Israel informou que palestinos com permissão de trabalho serão barrados de assentamentos na Cisjordânia ocupada no domingo e na segunda-feira, com exceção de zonas industriais e de outras áreas aprovadas, segundo o Middle East Eye.
O Exército de Israel forçou cerca de 1.200 palestinos a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, neste sábado, segundo um funcionário palestino, um dia depois de um ataque palestino matar dois soldados israelenses. A operação nos bairros de al-Jaladah e Ein Deir Baha, perto do posto de controle na entrada da cidade, busca militantes e armas, e o Exército afirmou que fará demolições. Yousef Zouhair al-Jabari, chefe do município de Hebron, disse que outros 1.300 moradores correm risco de perder suas casas além dos 1.200 já deslocados.
Tropas israelenses e a Administração Civil continuaram neste sábado a demolir construções e infraestrutura considerados ilegais perto da entrada norte de Hebron, dentro de uma operação militar de grande porte, segundo o Jerusalem Post. Na operação, as tropas revistaram cerca de 200 locais e prenderam 10 suspeitos. Civis que pediram para sair puderam deixar a área temporariamente por postos de controle designados, operados pelo Shin Bet e pelo Exército.
Cinco ativistas italianas detidas por forças israelenses na Cisjordânia nesta semana foram libertadas e repatriadas na manhã deste sábado, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. As mulheres foram detidas pela polícia israelense no assentamento de Kiryat Arba, ao lado de Hebron, junto a outros ativistas internacionais, quando tentavam proteger agricultores palestinos durante a colheita de azeitonas, segundo o Times of India.
O município de Hebron estimou que 35 hectares foram destruídos ou marcados para destruição e que cerca de 1.500 pessoas foram expulsas de suas casas no distrito de Ein Deir Bahha até a tarde deste sábado, segundo o Guardian. O prefeito Yousef al-Ja'bari disse à Al Jazeera que cerca de 2.200 palestinos foram deslocados à força de suas casas nos bairros de al-Jalda e Ein Deir Bahha, onde as forças israelenses mantêm a operação militar na Cisjordânia ocupada. Dias antes das eleições, Netanyahu disse que há uma “surpresa muito grande” para a Autoridade Palestina e, quando perguntado se vai desmantelá-la, não respondeu diretamente, afirmando que prefere “astúcia e surpresa”, segundo o Malay Mail.
Cerca de 1.500 palestinos foram forçados a deixar suas casas na Cisjordânia ocupada desde sexta-feira, e mais de 200 famílias ficaram sem casa, segundo o Middle East Eye. O governador de Hebron, Khaled Dudin, pediu intervenção internacional e disse à agência Wafa, citada pelo Middle East Eye, que os israelenses planejam forçar a saída de outras 2.500 pessoas nas próximas horas.
O Exército de Israel manteve neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o cerco a Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, forçando dezenas de palestinos a deixar suas casas, segundo a mídia palestina. Segundo a TRT World, as forças israelenses detiveram separadamente 19 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou em setembro um corte de 50% no número de beneficiários de ajuda alimentar na Cisjordânia ocupada, citando “restrições críticas de financiamento” decorrentes da redução de verbas de doadores internacionais, segundo a Al Jazeera. A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 900 mil pessoas na Cisjordânia sofrem atualmente de insegurança alimentar, conforme a reportagem.
Escavadeiras israelenses demoliram um prédio de três andares em Hebron, com famílias recebendo cinco minutos para recolher seus pertences, como parte de uma operação que o Exército disse que duraria “vários dias”, segundo a Al Jazeera. O anúncio foi feito na noite de sexta-feira e soma-se a ações de outras forças em “dezenas” de áreas da Cisjordânia ocupada. No norte do território, forças israelenses invadiram ao menos 15 cidades e detiveram dezenas de palestinos, segundo correspondentes da Al Jazeera.
O Exército de Israel lançou na área de Hebron uma operação que deve durar vários dias, com buscas sistemáticas por infraestrutura e armas e o interrogatório de dezenas de suspeitos, após um ataque mortal do Hamas na manhã de sexta-feira, segundo comunicado conjunto do Exército e do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel). Segundo o Jerusalem Post, as buscas se concentram na área de onde partiram os atacantes. O Exército, o Shin Bet, a Polícia de Fronteiras e a Administração Civil realizam “buscas direcionadas e minuciosas” no local “para localizar e desmontar infraestrutura e armas do terrorismo, e para interrogar muitas dezenas de suspeitos”, segundo o Times of Israel.
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada da violência e com os bloqueios generalizados impostos por Israel que afetam comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, disse, segundo a TRT World. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e instruiu as forças de segurança a se prepararem para um “bloqueio total” em toda a Cisjordânia após um confronto armado na cidade. Israel impôs o bloqueio à Cisjordânia ocupada depois do tiroteio em Hebron, noticiou a Al Jazeera. Guterres condenou o número recorde de ataques de colonos israelenses contra palestinos em 2026, segundo o porta-voz Dujarric.
Forças militares de Israel iniciaram nesta sexta-feira (23/10) uma operação para evacuar e demolir residências nas cidades de Hebron e Halhul, na Cisjordânia, segundo o Opera Mundi. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o Exército vai passar casa por casa e demolir imóveis numa operação em escala não vista na Cisjordânia ocupada em décadas, segundo o Guardian. Conforme a RT, ele afirmou ter instruído as forças de segurança a bloquear imediatamente a cidade de Hebron e a preparar o bloqueio total de toda a área de Judeia e Samaria, na designação do governo israelense, a partir de hoje. O ataque a tiros que motivou a resposta deixou cinco israelenses feridos e dois supostos atacantes palestinos mortos pelas forças de segurança israelenses, segundo autoridades israelenses citadas pela BBC.
Colonos armados chegaram em dois veículos perto da rotatória de Ajja, ao sul de Jenin, e demoliram um memorial em homenagem a Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera, segundo a agência palestina Wafa. A agência registrou a destruição nesta sexta-feira e atribuiu o ato a colonos israelenses.
O Exército de Israel identificou os dois soldados mortos no ataque a tiros desta sexta-feira na Cisjordânia ocupada: o primeiro-sargento Ron Yonatan Roytman, de 23 anos, de Ashkelon, e o sargento Yuval Shai Svilem, de 20, de Hod Hasharon. Os dois morreram em combate no entroncamento da Judeia, quando dois atacantes que estavam num carro abriram fogo contra soldados com uma metralhadora M4 e uma pistola. Outros três soldados do mesmo batalhão ficaram levemente feridos.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter instruído as forças de segurança a isolar imediatamente Hebron e a preparar o fechamento total da Cisjordânia a partir de sexta-feira, segundo a Associated Press (AP). A ordem veio horas depois de um ataque perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos, alguns em estado grave, segundo a agência. Netanyahu atribuiu o ataque ao Hamas e disse que o grupo “planejava um grande atentado destinado a assassinar civis inocentes”.
As forças israelenses prenderam 36 palestinos em incursões pela Cisjordânia ocupada, enquanto se intensificam os ataques contra agricultores na safra da oliva, segundo a Al Jazeera. A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro documentou 17 ataques de forças israelenses e colonos na quinta-feira contra agricultores e terras na colheita.
Um ataque a tiros foi registrado na manhã de sexta-feira perto do entroncamento da Judeia, junto a Hebron, com vários feridos relatados, segundo o Jerusalem Post. O exército israelense informou que matou os dois autores e iniciou buscas por possíveis outros atacantes. Os dois portavam uma pistola e um fuzil M16 e foram mortos após breve perseguição, quando tentavam fugir, com bloqueios montados na área, segundo o Ynet.
Membros do grupo extremista Hilltop Youth foram filmados brandindo armas e dançando ao som de uma música antissionista em um casamento em Gush Etzion, na Cisjordânia, segundo a KAN News citada pelo Jerusalem Post. Mais tarde naquela noite, tumultuadores judeus incendiaram um veículo na aldeia palestina de Beit Umar e picharam uma mensagem em referência ao casamento.
Israel soltou nove dos dez colonos israelenses suspeitos de ataques contra uma jornalista dos Estados Unidos e diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, colocando-os em prisão domiciliar, segundo a Al Jazeera. Em separado, a Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro afirmou nesta quinta-feira ter documentado 17 pogroms de forças israelenses e de colonos contra agricultores palestinos e suas terras durante a colheita de olivas na Cisjordânia.
Forças israelenses e colonos ilegais fizeram 23 ataques e violações contra agricultores palestinos, suas terras e colheitas, em sete províncias da Cisjordânia ocupada, em 12 horas na quarta-feira, segundo uma comissão palestina citada pela TRT World. Um agricultor foi baleado na mão com munição real enquanto colhia azeitonas na aldeia de Osarin, em Nablus.
Um colono israelense foi filmado gritando com uma criança palestina e a agredindo durante um ataque a uma família a leste de Yatta, na Cisjordânia ocupada, onde a violência de colonos aumentou nos últimos anos, segundo a Al Jazeera. Na quarta-feira, o Tribunal de Magistrados de Jerusalém prorrogou a prisão de um suspeito detido sob suspeita de envolvimento nos ataques de colonos do fim de semana na Cisjordânia, entre eles agressões a um fotojornalista do Washington Post e a diplomatas europeus, segundo o Times of Israel. O suspeito, Nadav Cohen Tzemach, tem histórico documentado de violência contra palestinos na Cisjordânia, mas nunca foi acusado criminalmente, segundo o mesmo veículo.
Brad Lander foi libertado com uma advertência na quarta-feira, enquanto os demais voluntários detidos seguiam presos, segundo a Protect the Harvest. Cerca de 80 voluntários dos Estados Unidos, de Israel e do Reino Unido foram detidos perto de Nahalin, na Cisjordânia, e levados a uma delegacia, informou o Guardian. Em publicação posterior, Lander disse que o Exército de Israel o libertou “com uma ‘advertência’, aparentemente por causa do meu perfil público”, segundo a Reuters.
O Exército de Israel deteve cerca de 90 voluntários da Rabbis for Human Rights na Cisjordânia nesta quarta-feira, entre eles o candidato democrata ao Congresso Brad Lander e o ex-vice-procurador-geral Yehoshua Schoffman, segundo fontes ouvidas pelo Jerusalem Post. Os voluntários acompanhavam agricultores palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Nehalim, perto de Belém, área a que os agricultores não tinham acesso havia três anos, segundo o grupo. A NPR fala em cerca de 80 rabinos e ativistas estadunidenses e israelenses detidos ao ajudar palestinos a colher azeitonas perto de um assentamento na Cisjordânia ocupada.
Um alto dirigente palestino disse à Agência France-Presse (AFP) que os ataques de colonos israelenses podem provocar uma “explosão” na Cisjordânia e pediu que a resposta seja pacífica, segundo o Times of Israel. “O terrorismo praticado pelo exército e pelos colonos, sob a supervisão do governo israelense… é um prelúdio de uma reação e de uma explosão que virá”, disse o dirigente à AFP no Cairo.
A polícia de Israel prendeu 10 suspeitos de participar de dois ataques coordenados no fim de semana contra uma fotojornalista dos Estados Unidos, diplomatas europeus e civis palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye, que cita o jornal israelense Haaretz. Em nota nesta segunda-feira, a corporação informou que os presos são investigados por episódios de violência registrados no fim de semana na Cisjordânia ocupada e que entre os casos estão os ataques contra a fotojornalista do The Washington Post Heidi Levine e diplomatas europeus, segundo o G1.
O chanceler britânico Ed Miliband pediu nesta segunda-feira que empresas e pessoas não apresentem propostas para o projeto de assentamento E1, na Cisjordânia, segundo o Jerusalem Post. O governo britânico diz ter criado novos poderes que lhe permitem sancionar pessoas e empresas envolvidas na construção de assentamentos ilegais como o E1.
A polícia de Israel disse nesta segunda-feira estar examinando uma queixa da organização não governamental Rabbis for Human Rights contra o rabino Dov Lior, por um parecer religioso que permite a judeus colher azeitonas de palestinos na Cisjordânia, segundo o Times of Israel. No parecer, escrito na sexta-feira, Lior afirmou que a terra palestina “tinha sido essencialmente roubada dos judeus”, já que o povo judeu nunca renunciou voluntariamente à sua propriedade na Terra de Israel, e que os judeus estavam, portanto, autorizados a colher oliveiras em propriedade palestina “para mostrar ao público a nossa posse da terra”.
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, decidiu enviar uma companhia adicional da Polícia de Fronteira à Divisão da Judeia e Samaria para combater a alta da violência nacionalista na Cisjordânia, informou o Jerusalem Post. A companhia começou a treinar em agosto e deve assumir missões operacionais dedicadas em focos de violência a partir do fim de novembro. A polícia prendeu 10 suspeitos por envolvimento nos episódios violentos, violação de ordem de zona militar fechada e construção ilegal, segundo o Times of Israel – dois a mais que os oito divulgados antes.
A polícia de Israel prendeu oito suspeitos por ataques de colonos contra diplomatas e uma fotojornalista dos Estados Unidos (EUA) na Cisjordânia, na operação “Olive Leaf”, após ataques de colonos à fotojornalista do Washington Post Heidi Levine e a diplomatas europeus em incidentes separados, segundo o The Hindu.
A chanceler canadense Anita Anand disse que a violência de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo ataques recentes contra diplomatas europeus, é inaceitável, segundo a Mehr News.
A eleição israelense de 27 de outubro, a primeira desde 2022, ocorre após os ataques de 2023 liderados pelo Hamas, o genocídio em Gaza e a guerra contra o Irã, tendo entre os temas a segurança da Cisjordânia ocupada, o crescimento dos assentamentos e o alistamento militar obrigatório de ultraortodoxos, segundo o Middle East Eye, com Benjamin Netanyahu buscando um novo mandato.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam que colonos invadiram uma aldeia palestina, vandalizaram um prédio e atearam fogo a um barracão, segundo o Times of Israel.
Diplomatas dos Estados Unidos visitaram no domingo a vila cristã palestina de Taybeh, na Cisjordânia, após ataques de colonos israelenses contra diplomatas europeus e uma fotojornalista americana nos últimos dias. A União Europeia disse no domingo que condena com veemência o ataque de um grupo de colonos israelenses contra diplomatas europeus em visita à Cisjordânia ocupada, e pediu responsabilização plena e medidas eficazes para prevenir atos contínuos de violência e assédio violento contra palestinos, inclusive durante a atual temporada de colheita de azeitonas, e contra jornalistas.
Colonos israelenses atacaram diplomatas europeus, um prefeito francês e o arcebispo de Cambrai em Taybeh, na Cisjordânia ocupada, no sábado, ferindo três pessoas e danificando um carro, segundo o Tehran Times. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, condenou a violência contra palestinos, diplomatas estrangeiros e jornalistas, e disse que o país seguirá pressionando por sanções da União Europeia contra colonos.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, condenou o ataque de colonos que deixou a fotojornalista do Washington Post Heidi Levine seriamente espancada e precisando de cirurgia, chamando-o de “ato desprezível de terror”, segundo o The Guardian.
A União Europeia condenou com veemência ataques de colonos violentos na Cisjordânia, incluindo ataques contra diplomatas europeus, disse o porta-voz de política externa do bloco no domingo, segundo o Jerusalem Post. A declaração veio um dia depois de o chanceler belga, Maxime Prévot, relatar que colonos israelenses atacaram civis palestinos, diplomatas europeus e um prefeito francês na Cisjordânia ocupada. O gabinete do primeiro-ministro israelense pediu cautela antes de conclusões sobre os relatos de ataques a diplomatas europeus por israelenses mascarados “na Judeia e Samaria” – nome usado pelo governo israelense para a Cisjordânia ocupada – e afirmou que qualquer violência contra diplomatas é inaceitável, segundo o Jerusalem Post.
O governo de Donald Trump pediu a Israel que pare os ataques de colonos na Cisjordânia ocupada, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio. A fotojornalista do Washington Post Heidi Levine, atacada por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, passou por cirurgia em um dedo que quase foi decepado na agressão, segundo sua filha.
Colonos israelenses mascarados atacaram uma delegação de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, agrediram um prefeito francês e danificaram carros, segundo a BBC. A delegação também incluía autoridades da Bélgica e da Polônia, segundo a Al Jazeera. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, exigiu que Israel reprima a violência criminosa depois que um prefeito francês foi espancado por colonos israelenses na Cisjordânia, e o principal diplomata dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país está muito perturbado com as imagens da agressão e pediu que as autoridades israelenses reprimam a violência em todo o território, segundo a TRT World.
A Bélgica condenou neste sábado o ataque de colonos israelenses contra um comboio de diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada, no qual um prefeito francês em visita foi espancado. Segundo as testemunhas citadas pelo Middle East Eye, diplomatas das missões francesa, belga e polonesa tinham ido a Taybeh, aldeia majoritariamente cristã na Cisjordânia ocupada, quando colonos chegaram para impedir palestinos de colher azeitonas. O chanceler israelense Gideon Saar também condenou o ataque, chamando-o de “violência de arruaceiros”.
O chanceler chinês Wang Yi pediu que Israel interrompa e reverta a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, chamando a questão palestina de “a maior injustiça histórica deste século”, segundo a emissora estatal russa RT. Wang disse que a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso a Gaza, onde dois milhões de civis não podem ser deixados a lutar para sobreviver ou expostos a uma catástrofe humanitária que se agrava. Segundo a RT, ele se reuniu com o presidente israelense, Isaac Herzog, na quinta-feira, à margem da cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, no Azerbaijão.
O Conselho Europeu advertiu que empresas que se envolverem na construção do assentamento E1, na Cisjordânia ocupada, podem enfrentar consequências legais, econômicas e reputacionais, segundo o Middle East Eye. A advertência veio dias antes do prazo de 19 de outubro para lances em uma das licitações da obra. O plano conecta assentamentos da Cisjordânia a Jerusalém Oriental ocupada e, na prática, cortaria a Cisjordânia ao meio, inviabilizando um Estado palestino, segundo o veículo. O alerta veio depois que sanções britânicas contra assentamentos israelenses, incluindo sanções a entidades que financiam a construção, entraram em vigor no início desta semana.
Colonos israelenses atacaram uma delegação diplomática que incluía o cônsul francês na vila de Taybeh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O prefeito da vila, Suleiman Khourieh, disse à Al Jazeera que os colonos lançaram o ataque na tarde de sábado, segundo o veículo.
Israel disse na quinta-feira que o consulado britânico em Jerusalém Oriental deixou de funcionar nessa condição e que 20 funcionários deixarão o país, no que a Associated Press (AP) descreve como o maior atrito diplomático entre os dois aliados em décadas. A disputa começou no mês passado, quando o Reino Unido proibiu o comércio com assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, que a Organização das Nações Unidas (ONU) e boa parte da comunidade internacional consideram ilegais. A placa na parte externa do consulado foi retirada, mas o Reino Unido diz que o prédio segue aberto e que uma equipe reduzida continuará prestando “serviços vitais” e trabalhando com palestinos.
O Washington Post condenou o espancamento de sua fotojornalista Heidi Levine e o roubo de seus equipamentos por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e pediu investigação completa e consequências por parte das autoridades, em nota do editor-executivo Matt Murray citada pela RT. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas documentou ao menos 16 incidentes envolvendo 35 jornalistas palestinos, israelenses e internacionais só nos primeiros oito meses de 2026, número já acima do registrado em 2025.
A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.
Colonos israelenses atacaram colhedores de azeitonas em Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, e feriram palestinos e a fotojornalista norte-americana Heidi Levine, do Washington Post, segundo o Times of Israel. Do leito hospitalar, Levine disse que foi derrubada e chutada repetidamente, e que o colete e o capacete provavelmente a salvaram.
O Reino Unido pôs em vigor na quinta-feira novos regulamentos que ampliam de forma significativa seus poderes de sanção, permitindo mirar construtoras, incorporadoras e instituições financeiras que apoiam a expansão de assentamentos na Cisjordânia, segundo o Jerusalem Post. A medida passou a valer quatro dias antes do prazo para a apresentação de lances de construção na área E1, entre Jerusalém e Maaleh Adumim, em meio a uma disputa diplomática entre Israel e o Reino Unido.
O chanceler chinês Wang Yi pediu a Israel que interrompa e reverta os assentamentos na Cisjordânia em reunião com o presidente israelense Isaac Herzog em Baku, à margem da sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Wang Yi disse que a questão palestina é a maior injustiça histórica do século 21 e que a solução de dois Estados é o caminho correto para resolvê-la, e pediu a abertura plena das rotas de acesso a Gaza para evitar o agravamento de uma catástrofe humanitária. A chancelaria chinesa afirmou que Wang pediu a Israel que pare e reverta a criação forçada de assentamentos na Cisjordânia.
Seis agricultores palestinos pediram à Alta Corte de Justiça de Israel que restabeleça o acesso a terras agrícolas bloqueadas há três anos nos arredores de Nahalin, na Cisjordânia ocupada. A petição foi apresentada pela Associação de Direitos Civis em Israel, que pede uma audiência urgente por causa do início da colheita de azeitonas, segundo o The Jerusalem Post.
O novo regime de sanções do Reino Unido contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada entrou em vigor nesta quinta-feira, 15 de outubro, dias antes do prazo de 19 de outubro para as licitações de construção do assentamento E1, com Israel tendo fechado o consulado britânico na semana passada em protesto, forçando a retirada de 21 diplomatas e o rebaixamento do consulado à condição de missão, segundo o Middle East Eye.
A Noruega deve reformar as regras éticas do fundo soberano de US$ 2,3 trilhões após as conclusões de uma comissão estatal prevista para quinta-feira, segundo a Reuters; a revisão ocorre após o governo Trump protestar contra o desinvestimento de ações da Caterpillar pelo uso de buldôzeres da empresa norte-americana em Gaza e na Cisjordânia ocupada, segundo a Reuters.
O grão-mufti de Jerusalém e dos Territórios Palestinos e chefe do Conselho Supremo de Fatwa, xeque Muhammad Ahmad Hussein, emitiu na terça-feira uma fatwa que proíbe a compra de produtos de oliva de colonos, em resposta à escalada da violência de colonos, em especial contra oliveiras nesta safra de colheita, segundo o gabinete do mufti. Pela decisão, é proibido comprar produtos de oliva “roubados de árvores palestinas e vendidos por colonos, devido aos grandes males envolvidos”.
O Exército de Israel disse à agência France-Presse (AFP) que enviou soldados a Mikhmas, na Cisjordânia ocupada, após o relato de pichação e incêndio na mesquita e de danos a um veículo, e que nenhum suspeito foi identificado. Um jornalista da AFP relatou que slogans foram pichados em hebraico nas paredes externas, incluindo “só porque estamos quietos não significa que estamos dormindo”. Colonos israelenses incendiaram uma mesquita, uma oliveira e um veículo na Cisjordânia ocupada, segundo a Al Jazeera, em meio a incursões das forças israelenses em aldeias do território.
Colonos extremistas judeus atacaram na noite de terça-feira a aldeia de Mukhmas, na Cisjordânia, incendiando uma mesquita, um veículo e uma oliveira, segundo o Jerusalem Post, que cita mídia israelense e palestina. As Forças de Defesa de Israel (IDF) chegaram ao local, mas nenhum suspeito foi encontrado e ninguém foi preso.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o retorno de palestinos deslocados dos campos de refugiados do norte da Cisjordânia ocupada e prometeu que as forças israelenses seguem no controle da área, segundo a Anadolu Agency. Netanyahu disse que os deslocados não são moradores, mas terroristas, em resposta a declarações na Suprema Corte sobre o retorno, enquanto dezenas de milhares seguem sem poder voltar aos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarm desde janeiro de 2025, segundo a Al Arabiya (AFP).
Um veículo militar israelense atropelou e feriu três palestinos durante uma incursão em Ya’bad, a oeste de Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye.
Uma família palestina foi agredida em casa, na madrugada desta terça-feira, por mascarados que se passaram por soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI), perto de Kusra, na Cisjordânia, segundo reportagem da KAN News publicada pelo Jerusalem Post. Pai, mãe e duas filhas adolescentes foram espancados e levados a um hospital em Nablus. Ainda segundo o relato, a mãe e as duas filhas tentaram ajudar o pai e também foram agredidas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) controlarão o território do rio Jordão ao mar, durante visita à linha de separação na Cisjordânia: “Estamos protegendo a área do rio Jordão ao mar. Nosso país, nosso controle”, declarou, segundo o Jerusalem Post. Na mesma visita, chamou o campo de Tulkarm de reduto terrorista e rejeitou a ordem da Suprema Corte sobre o retorno de palestinos deslocados: “Ouvi que alguém na Suprema Corte diz que os moradores deveriam ser trazidos de volta. Esses não são moradores; são terroristas.”
Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.
As forças israelenses invadiram múltiplos locais na Cisjordânia ocupada desde a noite de segunda-feira, invadindo casas e detendo ao menos três homens palestinos, segundo fontes locais citadas pelo Middle East Eye. As operações atingiram a cidade de Qalqilyah; a cidade de Idhna, a oeste de Hebron; a área de al-Jalajel, em Hebron; a vila de Tal, a sudoeste de Nablus; a cidade de Madama, ao sul de Nablus; e a cidade de al-Yamun, a oeste de Jenin, entre outros pontos, segundo o mesmo veículo.
O Palestine Information Center (Moata), em relatório publicado no domingo, afirmou que as demolições atingiram 2.143 casas e 9.477 estruturas e instalações na Cisjordânia em três anos, enquanto relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos citado no mesmo texto observou centenas de estruturas residenciais demolidas e danos a redes de transporte e infraestrutura de serviços essenciais, segundo a Mehr News. A Suprema Corte de Israel mandou o Estado detalhar cronograma e aceleração de medidas para permitir o retorno aos campos de Jenin, Tulkarm e Nur Shams, sem ordenar o retorno imediato dos moradores nem a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) dos campos, segundo o The Jerusalem Post. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich pediu ao premiê Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa Israel Katz que orientem as FDI a não cooperar com a Corte, segundo o mesmo jornal.
As autoridades israelenses instalaram três portões de ferro num trecho de 200 metros da Cidade Velha de Hebron há alguns dias, segundo a Al Jazeera. Cerca de 40% dos 89 postos de controle da Cisjordânia e 11% dos 925 obstáculos de movimento ficam na área H2 de Hebron, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI) concluiu em 8 de outubro os preparativos para a colheita coordenada de azeitonas palestinas na Cisjordânia, segundo o The Jerusalem Post. Cerca de 200 palestinos e ativistas se reuniram diante de um posto avançado ilegal e houve confronto com 20 colonos, com arremesso de pedras, até a chegada das FDI para separar os lados.
Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.
Dois jovens palestinos foram baleados e feridos durante incursão militar israelense a Jericó na sexta-feira à noite, um na coxa e outro no pé, e levados ao hospital, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Na manhã de sábado, forças israelenses impediram agricultores palestinos de colher azeitonas em suas terras em Kafr Ni’ma, a oeste de Ramala, segundo a Wafa.
A Comissão Palestina de Resistência à Colonização e ao Muro, órgão do governo palestino ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), registrou ao menos 19 ataques de colonos na sexta-feira contra a colheita de azeitonas na Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. Segundo a comissão, os incidentes incluíram ataques a colhedores palestinos, queima e arranque de oliveiras e roubo de colheitas e gado. Mais de 50 oliveiras foram arrancadas por colonos em Qusra, disse a comissão.
David Milstein, assessor do embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, usou o cargo para anular relatórios sobre atividades israelenses na Cisjordânia e apresentar o governo Netanyahu sob luz favorável a Washington, segundo o New York Times, em reportagem publicada pelo Jerusalem Post nesta quinta-feira. A reportagem se baseia em 12 fontes anônimas que trabalham com Milstein ou interagem com ele em Jerusalém e Washington. Huckabee refutou a reportagem e criticou a ausência de qualquer fonte nomeada.
Um palestino de 44 anos, Ali Hassan al-Bazari, foi morto num ataque de colonos israelenses a agricultores durante a colheita de azeitonas perto de Burqa, na Cisjordânia ocupada, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Saúde palestino disse que nove palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Testemunhas disseram que soldados israelenses estavam presentes e protegeram os colonos durante o ataque, e não estava claro de imediato se al-Bazari foi morto por disparo de colono ou do Exército.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu o desmantelamento da Autoridade Palestina na Cisjordânia durante um ato na manhã desta quarta-feira que marcou o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Chegou exatamente às 6h29 à cerca de segurança perto do trevo de Nitzanei Oz, advertindo que o ataque de 7 de outubro poderia se repetir.
As forças israelenses lançaram várias operações de nível de brigada na Cisjordânia durante a noite, prendendo e interrogando dezenas de suspeitos procurados por envolvimento em terrorismo e incitamento, entre eles pessoas que manifestaram apoio ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF). O objetivo, conforme anúncio da IDF, é prender e interrogar dezenas de pessoas procuradas por terrorismo e incitamento ao terror, com ênfase particular em quem manifestou apoio ao ataque de 7 de outubro.
Forças israelenses invadiram Nablus, na Cisjordânia ocupada, impuseram toque de recolher, prenderam moradores e demoliram memoriais a palestinos, segundo a agência Wafa via Mehr News. Colonos atacaram uma casa palestina e incendiaram um veículo em Deir Nizam, perto de Ramallah, na quarta-feira, segundo relatos palestinos citados pelo N12 via Jerusalem Post.
Colonos israelenses armados espancaram na terça-feira o fotógrafo da Agence France-Presse (AFP) Jaafar Ashtiyeh, de 58 anos, que precisou de atendimento hospitalar enquanto cobria a violência contínua de colonos contra agricultores de oliveiras na Cisjordânia, segundo a AFP. Ashtiyeh sofreu hematomas na cabeça e no tronco e foi levado de ambulância a um hospital; os agressores também levaram seu equipamento de câmera. A agressão ocorreu apesar da presença de ao menos uma dezena de soldados israelenses a cerca de 500 metros, segundo o fotógrafo John Wessels, que também foi ameaçado com uma arma de fogo. A direção global de notícias da AFP condenou o ataque e exigiu uma investigação completa.
Forças israelenses abriram fogo contra um veículo que levava três palestinos perto de Bani Naim, a leste de Hebron, na segunda-feira, segundo a Al Jazeera. A autoridade civil palestina identificou o morto como Hossam Alaa al-Din Abdul Jabbar Walad Ali, de 38 anos. O Crescente Vermelho palestino disse que suas equipes atenderam três feridos em um ataque de colonos israelenses na área de Imriha.
O Reino Unido ameaçou expulsar um diplomata israelense para cada um dos 27 diplomatas britânicos cujo status diplomático no consulado seria encerrado, caso Israel feche o consulado britânico em Jerusalém Oriental, segundo a Al Jazeera. Israel ordenou o fechamento do consulado até 8 de outubro, em retaliação às sanções britânicas contra assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O Foreign Office não negou o relato do Ynet e disse que não comentaria especulações, segundo o The Guardian.
A agência de notícias palestina Wafa informou que mais de 15 pessoas ficaram feridas e uma foi morta em ataques de forças e colonos israelenses a cidades e vilas palestinas, segundo o Middle East Eye. O líder da oposição israelense, Avigdor Lieberman, defendeu desmantelar a Autoridade Palestina e criar uma confederação israelo-jordaniana para controlar partes da Cisjordânia atualmente sob controle da AP, segundo o Haaretz. Sob o plano, Israel aplicaria soberania sobre a Área C, que corresponde a cerca de 60% da Cisjordânia ocupada e permanece totalmente sob controle de Israel.
Forças israelenses detiveram três agricultores palestinos e apreenderam um caminhão de bananas em Ras al-Ahmar, a sudeste de Tubas, segundo o Middle East Eye. Colonos israelenses protegidos por soldados atacaram casas palestinas em Wadi al-Hasin e Harat Jaber, na Cidade Velha de Hebron, e colonos feriram um palestino de 27 anos na aldeia de Usarin, ao sul de Nablus.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convidou a Israel, como convidado de honra, o capitão indiano do voo da flydubai com destino a Tel Aviv, Smit Machchhar, e disse querer que ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acendam uma chama na cerimônia nacional do Dia da Independência de Israel em maio, papel em geral reservado a cidadãos israelenses. Na Cisjordânia ocupada, colonos e soldados israelenses atacaram e bloquearam agricultores palestinos de colher azeitonas, segundo a Al Jazeera; mais de 80 mil famílias palestinas dependem da colheita como fonte de renda.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que toda a Cisjordânia ocupada “pertence a Israel” e prometeu desmantelar a Autoridade Palestina, segundo o Middle East Eye. Em entrevista ao Channel 14, disse que, se for nomeado ministro da Defesa, trabalhará para desmantelar a Autoridade Palestina e pressionar para que palestinos deixem a Cisjordânia ocupada e Gaza. A agência Anadolu noticiou que o ministro disse que toda a Cisjordânia “pertence a Israel” e ameaçou desmantelar a Autoridade Palestina.
Israel lançou uma nova onda de demolições de olivais na Cisjordânia ocupada, com ordens militares de arranque de árvores às vésperas da colheita da azeitona, que costuma começar em outubro, segundo o Middle East Eye. De acordo com a Comissão de Resistência a Assentamentos e ao Muro, 55 ordens do tipo foram emitidas entre o início do ano e setembro, afetando cerca de 2.373 dunams, contra 47 ordens sobre 1.613 dunams em todo o ano de 2025.
As forças israelenses detiveram dezenas de palestinos durante uma incursão na vila de Burqa, a noroeste de Nablus, segundo a Wafa, citada pelo Middle East Eye. Colonos israelenses voltaram a atacar colhedores de azeitonas na vila de Beita, ao sul de Nablus, na manhã deste sábado, enquanto os agricultores colhiam, e danificaram oliveiras e lavouras em al-Mughayyir, a nordeste de Ramallah, após deixar as ovelhas pastarem em terras agrícolas, ainda segundo o Middle East Eye.
Um palestino de 19 anos, identificado pelo Ministério da Saúde palestino como Bahaa Sami Amin al-Natsheh, foi morto por tiros de colonos israelenses em Kobar, ao norte de Ramala; autoridades palestinas dizem que 30 palestinos foram mortos por colonos desde o início de 2026, mais do que em qualquer ano cheio desde 2022.
Colonos israelenses mataram a tiros Mashhour Shaher Yassin, de 51 anos, durante um ataque à vila de Yasuf, no distrito central de Salfit, na Cisjordânia, segundo a Agência de Notícias e Informação Palestina (WAFA). O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohammad Al-Ramahi, disse que Yassin morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque dos colonos. A Reuters, citando autoridades palestinas, informou que colonos israelenses mataram um palestino e feriram outro na vila de Yasuf, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira.
O Senado dos Estados Unidos (EUA) barrou por 47 votos a 51 a resolução que obrigava o Departamento de Estado a relatar em 30 dias as mortes e as condições de direitos humanos na Cisjordânia, segundo o The Guardian. O texto, liderado pelo democrata Chris Van Hollen, citava nove cidadãos estadunidenses mortos por colonos ou forças israelenses na Cisjordânia ocupada desde 2022. O democrata John Fetterman votou com os republicanos contra a medida, enquanto o republicano Rand Paul votou a favor.
Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.
Cerca de 100 colonos invadiram Jalud, ao sul de Nablus, logo após a meia-noite, e atacaram as casas da família Toubasi, segundo o Middle East Eye. A família havia retornado à casa horas antes do ataque, depois que um tribunal israelense ordenou ao Exército que garantisse o retorno, segundo o mesmo veículo. Mais de 100 israelenses bloquearam estradas, queimaram pneus e arremessaram pedras contra agentes de segurança, além de incendiar estruturas, veículos e outros bens de palestinos na área, segundo o Israel National News.
A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu que Israel entre em guerra na Cisjordânia ocupada e faça lá o que fez em Gaza, segundo o Middle East Eye. Em entrevista a podcast, ele também voltou a exigir o desmonte da Autoridade Palestina, que exerce autogoverno limitado em partes da Cisjordânia ocupada, segundo o The Times of Israel.
Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.
Segundo a agência Wafa, as autoridades israelenses decidiram impor um fechamento abrangente da Cisjordânia e fechar as passagens até sábado por causa do feriado judaico de Sucot. Forças israelenses fecharam estradas e entradas de localidades ao redor de Ramala, incluindo Turmus Ayya, Aboud, Nabi Saleh, Atara e Taybeh, e montaram postos de controle em Yabroud e Ein Sinyah, segundo fontes locais citadas pela agência, e moradores relataram assédio na entrada de Turmus Ayya.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu que Israel “entre em guerra” na Cisjordânia e “faça lá o que fez em Gaza”, segundo o Middle East Eye. Smotrich disse que é preciso desmantelar a Autoridade Palestina, que chamou de “autoridade do terror”.
O procurador-geral de Israel ordenou o adiamento por um mês da licitação de construção do assentamento E1, na Cisjordânia, para evitar que ela fosse usada em campanha eleitoral, segundo o Al Jazeera. A licitação, publicada em 18 de agosto, abrange sete complexos residenciais com 1.234 unidades, de 3.401 aprovadas para o E1, segundo a mídia israelense.
O escritório de direitos humanos da ONU acrescentou 61 empresas à lista de companhias com atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em atualização divulgada na sexta-feira. A base de dados, criada em 2020, reúne agora 214 companhias de 11 países, segundo a AFP, em texto publicado pelo Courthouse News; a maioria é de Israel, e há empresas de França, Alemanha, China e Estados Unidos, segundo o Middle East Eye. Na atualização deste ano, cinco empresas foram removidas.
Segundo o Middle East Eye, que cita a agência palestina Wafa, forças israelenses detiveram seis palestinos na Cisjordânia ocupada, entre eles o adolescente Mahmoud Daher Mahmoud Daoud, de 17 anos, morador de Beita, ao sul de Nablus. Colonos israelenses atacaram uma comunidade beduína nos arredores de Asira al-Qibliya, ao sul de Nablus, e roubaram várias ovelhas e um trator, segundo fontes locais ouvidas pela mesma agência.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas com atividades em assentamentos israelenses nos territórios palestinos: são agora 214 companhias de 11 países, com 61 inclusões e cinco exclusões desde a atualização anterior, segundo o Le Monde. Airbnb, Booking.com, Motorola Solutions e TripAdvisor seguem na relação, e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que o documento é um lembrete às empresas sobre suas responsabilidades em direitos humanos, conforme o Le Monde.
Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.
Forças israelenses invadiram antes do amanhecer a cidade de Biddu, a noroeste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, e detiveram ao menos 53 palestinos, segundo a Al Jazeera. A Governadoria de Jerusalém disse à agência France-Presse (AFP) que a operação atingiu “dezenas de jovens” e que casas foram transformadas em centros de interrogatório; o prefeito de Biddu, Nazmi Mansour, afirmou que a cidade foi tomada por dezenas de jipes militares e centenas de soldados. É a terceira incursão em Biddu desde que um morador suspeito de matar a tiros um colono israelense no domingo foi preso; o Exército israelense disse à AFP que verificava os relatos.
Um israelense foi morto a tiros perto do assentamento de Halamish, na Cisjordânia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino, segundo a Reuters, a France24, o New York Times, o Hindustan Times e o Mehr News. Benjamin Netanyahu ordenou a demolição da casa do atirador, relata o Times of India. No mesmo dia, forças israelenses detiveram 27 palestinos numa incursão a uma vila da Cisjordânia, segundo a Wafa citada pelo Middle East Eye, e colonos incendiaram um veículo palestino e tentaram levar uma criança, relata o mesmo veículo.