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O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou no mês passado uma carta de alerta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros altos cargos sobre uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia e a “desgraça moral” da violência de colonos, segundo o Times of Israel, que diz ter obtido o texto.

A carta foi enviada também ao chanceler Israel Katz, ao chefe do Estado-Maior Eyal Zamir e à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e afirma que comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), policiais e agentes do Shin Bet relatam “ferramentas limitadas e escassez de pessoal”. Herzog advertiu que uma escalada no terreno pode ter “consequências severas e de longo alcance” para a segurança de Israel, seu funcionamento como Estado soberano, sua posição internacional, a diáspora judaica e a economia israelense. Pediu que os autores sejam tratados como integrantes de organização criminosa e defendeu um plano com deslocamento massivo de forças de segurança, prisões em larga escala, detenções administrativas e desmantelamento dos grupos. A violência de colonos aumentou nos últimos meses, com ataques e hostilidades quase diários e poucos autores indiciados ou condenados.

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