Imagens de satélite analisadas pela Al Jazeera mostram uma rede de estradas e postos militares israelenses que se estende por cerca de 90 km no sul do Líbano, o que alimenta temores de uma presença militar prolongada na região.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou neste sábado que o grupo lançou seis operações com mísseis e drones contra instalações de petróleo da Aramco em Khurais, o aeroporto de Riad, tropas sauditas em Najran e instalações militares dos dois lados da fronteira. A Arábia Saudita não confirmou de imediato os ataques nem a extensão de eventuais danos.
A agência Saba, ligada aos houthis, informou que o número de mortos em bombardeios sauditas na região de Sanaa subiu para 22, incluindo mulheres e crianças, e o de feridos, para 30. Os bombardeios atingiram residências em Al Shariyah, na província de Sanaa. A agência afirmou que, enquanto eram realizadas operações de resgate, a força aérea saudita atacou equipes de resgate em duas ocasiões. As autoridades sauditas não haviam se manifestado sobre o assunto até a publicação da reportagem.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) criou uma força-tarefa para restringir a circulação de armas avançadas e material sancionado pelo Irã por suas fronteiras terrestres e pelo mar Cáspio. Chamada Força-Tarefa Iron Gate, a unidade terá sede em Tampa, na Flórida, e coordenará o trabalho com outras agências do governo estadunidense, inclusive sobre itens de uso duplo e fluxos de receita ilegais. O anúncio ainda não havia sido divulgado quando a Reuters noticiou a medida, com base em uma declaração obtida com antecedência.
A força-tarefa terá um efetivo interno de cerca de 20 civis e militares. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a cooperação com agências estadunidenses vai restringir a capacidade iraniana de financiar o que chamou de terrorismo, reconstruir fábricas de armas e recompor suas forças. O comando estimou que o bloqueio naval impediu o Irã de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo bruto.
Na reta final da campanha pelas eleições de meio de mandato, o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, passou a falar menos de Donald Trump e mais dos temas que definem sua própria identidade política, deixando de lado bandeiras do presidente como a guerra com o Irã e as deportações, enquanto pesquisas mostravam a queda de popularidade de Trump prejudicando candidatos republicanos.
No balanço da derrota, o vice-presidente pediu o fim rápido da guerra com o Irã e defendeu que os republicanos se concentrem no custo de vida e revisem a relação dos EUA com Israel, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.
O petróleo fechou com ligeira alta e acumulou a maior queda semanal em percentual desde o início da pandemia de covid-19: o Brent subiu 3 centavos e encerrou a US$ 98,32 o barril, e o West Texas Intermediate (WTI) avançou 31 centavos, a US$ 90,83. Na semana, o Brent perdeu US$ 19,32 (16,42%) e o WTI recuou US$ 13,29 (12,76%), a maior baixa percentual semanal desde o início da pandemia e a maior em termos absolutos desde 1988, segundo dados da LSEG.
A queda refletiu expectativas de distensão com o Irã depois da derrota eleitoral dos republicanos, enquanto os ataques a navios no Oriente Médio seguem sustentando os preços do petróleo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro, segundo relatos da imprensa israelense. O plano teria sido frustrado depois que Washington foi alertado por engano por um agente israelense.
Eyal Zamir teria resistido a executar a ação e pedido novas deliberações, além de documentação assinada por Netanyahu confirmando a autorização legal. O escritório de Netanyahu negou o relato e afirmou que um ataque antes da eleição “não estava na agenda”.
O New York Times relatou que Netanyahu tentou por semanas orquestrar um novo ataque aéreo ao Irã e foi bloqueado por Zamir.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou em 3 de novembro, dia da eleição, que o país deixará de fornecer quase US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até o fim de 2026, citando a força econômica israelense e a crítica política que os republicanos enfrentam pelo apoio norte-americano ao Estado judeu. Trump afirmou que ele e Benjamin Netanyahu acertaram “meses atrás” o fim do repasse.
O memorando de entendimento entre os dois países prevê US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, sendo US$ 3,3 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis. Trump não detalhou como a assistência militar terminaria até o fim de 2026, já que o memorando que sustenta a ajuda vai até setembro de 2028.
Trump citou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, crítico da ajuda incondicional a Israel, ao explicar por que o financiamento deve terminar. Para Ofir Dayan, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), o momento sugeria que Trump acreditava que a assistência prejudicava candidatos republicanos.
O governo dos Estados Unidos (EUA) ofereceu na sexta-feira US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã, com possibilidade de reassentamento para quem fornecer dados sobre instalações, equipamentos e integrantes da comunidade científica, incluindo o deslocamento de qualquer um desses elementos.
A oferta é do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que anunciou a recompensa por informações sobre o programa nuclear iraniano, e ocorre em meio a rumores de que o presidente Donald Trump possa ordenar novos bombardeios de grandes proporções contra o programa.
Novo bombardeio em al-Shariyah, no distrito de Bani Hushaysh, a leste de Sanaa, tem saldo preliminar divergente: um responsável de saúde houthi falou em 22 mortos, a mídia houthi relatou ao menos 15 mortos, a maioria mulheres e crianças, e cerca de 30 feridos, enquanto o escritório de saúde do distrito disse que as equipes recuperaram 11 corpos sob os escombros de cinco casas destruídas e que o número segue preliminar. As forças do governo iemenita reivindicaram três ataques aéreos contra posições houthis em al-Misrakh, na província de Taiz, num momento em que o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Laurent Bukera, alerta que o sistema de saúde de Taiz está “perto do colapso” e o Programa Mundial de Alimentos afirma que o conflito bloqueia ajuda vital a 800 mil pessoas.
A Defesa Civil de Gaza recebeu cerca de 1.500 chamados de socorro em 10 horas após o início da chuva no sábado, com a água subindo de 30 a 40 centímetros em vários abrigos, e o diretor da Defesa Civil na província de Gaza, Raed al-Dahshan, disse que o órgão não tem “uma única lona ou uma única tenda”. A Rede de Organizações Não Governamentais (ONGs) palestinas afirma que entram de 180 a 200 caminhões por dia, contra 600 previstos no protocolo humanitário, com só cerca de 40 levando ajuda humanitária, e que cerca de 50 mil tendas aguardam do lado egípcio da fronteira, enquanto o comitê de emergência fala em mais de um milhão de desabrigados e necessidade urgente de cerca de 200 mil tendas e insumos de aquecimento. A chuva inundou os acampamentos enquanto as autoridades israelenses bloqueiam a entrada de materiais de abrigo.
Em nova declaração, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebi, disse que o Irã suspendeu as restrições ao alcance de seus mísseis, segundo a agência iraniana ISNA, e afirmou ter transferido a produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas. Mohebi disse ainda que “todos os ativos tangíveis e intangíveis” de um “país hostil” estão ao alcance do Irã e que o país se prepara “sem qualquer limitação geográfica” para defender sua existência, identidade e integridade territorial.
O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que o país abateu 260 aeronaves hostis durante o conflito com os Estados Unidos, entre caças F-35, F-16, F-5 e F-18 e drones MQ-1, RQ-4, Orbiter e Lucas. Segundo ele, sete drones de reconhecimento MQM-170 foram capturados intactos nas duas últimas semanas, e o Irã transferiu linhas de produção de mísseis e drones para instalações subterrâneas, criando “cidades de produção de mísseis”. Donald Trump disse que o confronto com o Irã “não é uma guerra” e que os Estados Unidos extraem mais petróleo agora do que antes das hostilidades.
O Ministério da Saúde dos houthis afirmou que ataques aéreos sauditas mataram 30 pessoas em um mercado de legumes em Al-Waziya, na província de Taiz, na sexta-feira, enquanto as forças do governo iemenita acusaram o grupo de disparar um míssil balístico contra o mercado e as autoridades de Taiz negaram que houvesse ataques aéreos, atribuindo a explosão a “disparos indiscriminados de mísseis houthis”. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, disse que aeronaves sauditas atingiram o mercado com vários ataques. A agência Saba, dos houthis, disse que ataques aéreos sauditas mataram 11 pessoas, entre mulheres e crianças, em casas na área de Al-Shariyah, província de Sanaa, no sábado, e que aeronaves atingiram paramédicos com dois ataques.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) anunciou uma recompensa de até US$ 20 milhões e a possibilidade de realocação para quem fornecer informações sobre o programa nuclear do Irã, por meio do programa Rewards for Justice. A oferta abrange informações sobre instalações, equipamentos e pessoal ligados ao programa, com envio de denúncias por Signal, Telegram e Tor.
Donald Trump confirmou que os Estados Unidos (EUA) realizaram ataques que ele chamou de “menores” contra a ilha iraniana de Qeshm, os primeiros desde as eleições de meio de mandato de 3 de novembro. O presidente disse que a operação não equivale a uma guerra e que “guerra seria a Segunda Guerra Mundial”.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou ter mantido, em 48 horas, conversas telefônicas com 12 homólogos, entre eles os de Omã, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Chipre, Turquia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Iraque e Paquistão. Ele reafirmou o “direito legítimo” do Irã de defender sua soberania e defendeu arranjos de segurança regionais livres da interferência de potências extrarregionais.
O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que a resposta das forças armadas a novos ataques será “imediata, efetiva e sem limitações geográficas” por ordem do líder supremo, e afirmou que o Irã mantém o controle do Estreito de Ormuz, que seguirá fechado até os Estados Unidos (EUA) aceitarem as exigências de Teerã. Segundo ele, as forças armadas estão em alerta maior e são mais fortes do que no início da guerra. Do outro lado, Donald Trump disse que os EUA estão “muito locked and loaded” para fazer “o resto do assunto Irã”, e concordou em parte com o vice-presidente JD Vance, que atribuiu a derrota republicana nas eleições de meio de mandato à guerra e ao seu impacto econômico sobre os norte-americanos.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) pediu que estadunidenses no Oriente Médio exerçam “vigilância elevada” diante do “aumento da ameaça de ataques armados por houthis” apoiados pelo Irã e de “esforços iranianos para atingir autoridades do governo dos EUA na região”. Os avisos foram divulgados pelo departamento e por embaixadas dos EUA em Israel, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Catar, Omã, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Líbano. O alerta da embaixada em Jerusalém cita hostilidades dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis, com vítimas civis e graves transtornos de viagem, e pede que os estadunidenses se preparem para eventuais cancelamentos de voos e fechamentos de espaço aéreo.
Parlamentares turcos ratificaram na quinta-feira, 5, um acordo de cooperação em defesa entre Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, enquanto Riad busca apoio regional no conflito com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã – o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, de 16 artigos e assinado em agosto, obriga os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos, foi aprovado por 279 votos a 119 num parlamento de 600 cadeiras apesar da objeção da oposição, que alegou risco de arrastar a Turquia a guerras regionais, prevê secretariado na Arábia Saudita sob o general paquistanês reformado Nauman Mahmood e vale por 10 anos. O Artigo 2º prevê assistência imediata ao membro atacado com “toda a gama de medidas de assistência mútua”, e autoridades turcas dizem que o acordo é defensivo e que nenhuma tropa turca será enviada para combater no Iêmen ou atacar os houthis.
A Rússia fechou em 2024 um acordo para fornecer ao Irã 90 lançadores avançados de mísseis, segundo documentos de um grande fabricante russo de defesa citados pelo Financial Times – os lançadores servem para o míssil guiado leve LMUR (Izdeliye 305), disparado de helicópteros de ataque. Registros internos alocam componentes para 90 lançadores de trilho duplo APU-L sob o contrato identificado como “K-10”, com envios na cadeia de produção russa do fim de 2024 até dezembro de 2025, mas os documentos não estabelecem se os lançadores prontos chegaram de fato ao Irã, segundo o grupo Dallas Analytics, que os obteve.
Donald Trump afirmou no Truth Social que Israel e todo o Oriente Médio não existiriam hoje se ele não tivesse impedido o Irã de obter uma arma nuclear – a declaração foi registrada também na cobertura ao vivo do Middle East Eye sobre a guerra com o Irã e saiu dias depois de ele dizer, na terça-feira, 3, que fechou com Benjamin Netanyahu o fim do repasse anual de 4 bilhões de dólares a Israel depois deste ano, mantida a venda de armas ao país, num regime que prevê 3,8 bilhões de dólares por ano.
Um relato de uma emissora de televisão israelense, sem fontes identificadas, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Mossad, Roman Gofman, buscaram realizar uma operação não especificada contra o Irã na véspera da eleição de 27 de outubro. Segundo a emissora, a operação não tinha apoio de outros altos funcionários do establishment de segurança, que temiam uma escalada maior e que a eleição não ocorresse como previsto. O relato também afirma que um erro de um agente israelense levou os Estados Unidos a serem avisados da operação e que Washington agiu rapidamente para barrá-la. O gabinete de Netanyahu negou o relato e afirmou que o próprio primeiro-ministro esclareceu, na época, que um ataque antes da eleição não estava na agenda. A emissora disse transmitir o relato sob as limitações da censura militar israelense.
As duas alianças lideradas por partidos árabes, a Lista Árabe Unida (Ra'am) e a Lista Conjunta, conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, resultado sem precedentes após um salto na participação do eleitorado árabe. Os partidos árabes tiveram alta de 64% nos votos em relação à eleição anterior, segundo o Comitê Central de Eleições. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com 53 cadeiras, nem o de Eisenkot, com 48, alcançaram maioria na eleição de 27 de outubro.
A Lista Conjunta, que ficou com 11 das 19 cadeiras, não vai entrar formalmente num governo de Eisenkot, mas seus líderes dizem que poderiam apoiá-lo por fora, citando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia. O Ra'am, partido islâmico socialmente conservador, fez campanha para entrar numa coalizão de governo e colocou um ex-oficial de polícia judeu como segundo da lista.
“Bloqueamos a continuidade do governo de Netanyahu”, disse Jamal Zahalka, presidente do Comitê de Acompanhamento Superior, principal entidade que representa os cidadãos palestinos de Israel. “Foi uma conquista histórica. Acho que nossa comunidade encontrou sua força.”
O Tesouro dos Estados Unidos (EUA) designou oito empresas de serviços financeiros sediadas no Canadá que, segundo o próprio Tesouro, permitem ao regime iraniano, a entidades sancionadas ligadas a ele e a outros atores ilícitos mover ativos para dentro e para fora do Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que “o Canadá não pode ser um porto seguro” para facilitadores financeiros do regime iraniano.
Em ordem separada, a unidade de inteligência financeira do Tesouro (FinCEN) impediu instituições financeiras dos EUA de processar transferências de ou para a corretora de moedas virtuais conversíveis MEXC Global. O Tesouro afirma que a MEXC movimentou ao menos US$ 16 bilhões em transações ilícitas ligadas à evasão de sanções do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, além de crimes cibernéticos, entre maio de 2021 e maio de 2026. A ordem entra em vigor 30 dias após a publicação no Federal Register.
No mesmo dia, o presidente Donald Trump disse a jornalistas que os EUA estão “indo muito bem com o Irã” e que mantêm conversas com Teerã. Segundo o New York Times, citado pelo Jerusalem Post, o Irã avalia propostas apresentadas por mediadores no Catar para um possível acordo com os EUA.
Imagens de satélite de novembro mostram escavações e novas edificações na base militar de Garmdareh, em Karaj, e na base de Shahroud, no norte do Irã, segundo analistas da empresa britânica de inteligência MAIAR que revisaram as fotos. Ao menos 12 outros sítios militares, entre complexos de mísseis e bases aéreas, apresentam sinais de reparos. Telhados novos foram erguidos sobre prédios destruídos na base de mísseis de Kermanshah, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque, e o entulho foi removido do complexo militar de Parchin, a leste da capital. Perto de Qom, junto ao complexo subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordo, bombardeado várias vezes por Estados Unidos (EUA) e Israel, analistas identificaram novas construções e escavações na entrada de túneis.
O ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Jim Lamson disse que as escavações perto de Shahroud podem estar ligadas à produção de mísseis. Um porta-voz do Pentágono afirmou anteriormente que os EUA “destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e navais do Irã” e “degradaram significativamente” a capacidade do país de lançar ataques com drones e mísseis. Para Mark Cancian, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o objetivo é se defender melhor de ataques futuros, e o Irã prioriza reconstruir a capacidade militar em vez de recuperar a economia.
Os houthis e o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen se responsabilizaram mutuamente por um ataque a um mercado na província de Taiz nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde dos houthis informou 30 mortos e oito feridos e disse que equipes de resgate ainda buscavam corpos sob os escombros do mercado, em área controlada pelo grupo. O porta-voz do ministério, Anis al-Asbahi, atribuiu os ataques a aviões sauditas que teriam decolado da base de Khamis Mushait. As autoridades locais de Taiz culparam o “fogo indiscriminado de mísseis houthis” e negaram que tenham ocorrido ataques aéreos. Forças do governo disseram ter retomado várias áreas de Taiz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que fez um acordo com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para interromper o envio de US$ 4 bilhões anuais de ajuda militar a Israel, com o dinheiro “cortado no fim do ano”. Em entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, Trump afirmou que a ideia partiu de Netanyahu, que já falava em reduzir a ajuda americana ao longo da próxima década. O memorando de entendimento assinado em 2016, no governo Barack Obama, prevê US$ 3,8 bilhões por ano a Israel até 2028.
O gabinete de Netanyahu divulgou a primeira reação israelense ao anúncio, dizendo que os dois países acordaram passar da ajuda militar a uma parceria. O primeiro-ministro afirmou que a ajuda militar americana “sempre foi um acordo entre os dois partidos” e que Israel a usou para se defender e para enfrentar inimigos que ameaçam os Estados Unidos e o Ocidente.
Três localidades da província síria de al-Quneitra foram atingidas por artilharia israelense nesta sexta-feira, segundo a TV síria Al-Ikhbariya. Os ataques atingiram as aldeias de Ain Ziwan, Tel Ahmar e al-Samdaniyeh e áreas agrícolas vizinhas; segundo as autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas e o número de vítimas ainda está em verificação. As autoridades sírias contabilizaram mais de 200 violações israelenses nas províncias do sul em outubro, incluindo incursões de tropas terrestres, jatos e drones, bombardeios de artilharia e detenções.
Comandantes de navios que querem cruzar o Bab al-Mandab passaram a usar um canal por e-mail com os houthis para obter trânsito seguro, segundo o Wall Street Journal. Os pedidos vão para o Humanitarian Operations Coordination Center, entidade administrativa criada pelos houthis no início de 2024 para processar as solicitações.
Em um caso, os houthis autorizaram o porta-contêineres chinês Zhong Cheng Chang Ling por uma semana e mandaram manter em operação o Sistema de Identificação Automática (AIS), que transmite identidade, posição, velocidade e destino do navio, durante a travessia. A procura por autorização cresceu depois que os houthis declararam bloqueio marítimo à Arábia Saudita, em julho.
Na manhã de 22 de outubro, forças de segurança sírias invadiram casas e lojas em Rankous, na região de Qalamoun, detendo 45 pessoas e matando cinco.
O Ministério do Interior sírio afirmou que as vítimas tinham vínculos com o Estado Islâmico, sustentavam “ideias extremistas” e haviam “declarado o Estado sírio infiel”. Segundo moradores, três das vítimas estavam desarmadas e duas abriram fogo contra as forças de segurança, matando dois agentes.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos Houthis do Iêmen sobre a região de Medina, e o grupo negou ter realizado qualquer ataque contra o reino.
Os Houthis negam repetidamente atingir Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islã, e rejeitam acusações anteriores da coalizão de que lançaram drones contra elas.
Os ataques transfronteiriços entre a coalizão, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, e os Houthis, que controlam a capital Sanaa, se intensificaram no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O gabinete do emir do Catar afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o emir Tamim bin Hamad Al Thani discutiram por telefone os esforços catarisas para resolver as diferenças entre as partes e fechar um acordo abrangente para encerrar o conflito.
Autoridades do Catar têm circulado entre Doha e Teerã para ajudar a superar as diferenças, inclusive sobre a atividade nuclear iraniana e o bloqueio naval americano aos portos do Irã. Segundo a Bloomberg, citada pelo Middle East Eye, Teerã estuda agora propostas sobre seu programa nuclear que antes não estava disposto a discutir, conforme um diplomata a par das conversas.
Depois da eleição, Trump disse não ter planos imediatos de lançar ataques contra o Irã, e o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o “terrorismo ilegal de colonos” contra os palestinos se torna mais descarado a cada dia sob o olhar indiferente do mundo. Ele disse que o acordo de paz de Gaza, que a Turquia ajudou a intermediar, não está sendo implementado. Segundo Erdogan, mais de 3 mil ataques e violações contra palestinos foram registrados na Cisjordânia ocupada somente em outubro. O presidente turco afirmou que as instituições internacionais assistem de fora às atrocidades em Gaza, como aconteceu em Ruanda e em Srebrenica.
O Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta nuclear por meio do Catar, que só será discutida depois que Washington cumprir sete exigências de Teerã, segundo um alto funcionário iraniano. As condições incluem o fim das sanções americanas, a liberação de ativos congelados e reparações de guerra; o secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que Teerã não abrirá o Estreito de Ormuz nem negociará enquanto as sete condições não forem cumpridas. Donald Trump afirmou que preferiria não destruir o restante do país, se possível, mas que talvez tenha de fazê-lo: “Você vai saber em breve”. O presidente disse que os iranianos “não vão fazer nada sem a nossa aprovação” e que não terão arma nuclear, e que os Estados Unidos estão “engatilhados” caso precisem concluir a operação.
Gadi Eisenkot, principal rival de Benjamin Netanyahu, obteve o endosso de 67 parlamentares, contra 46 que apoiaram Netanyahu e sete que se abstiveram. O partido árabe-israelense Ra’am, com oito cadeiras, e a Lista Conjunta, com 11, recomendaram Eisenkot, e a Lista Conjunta deve apoiar o governo por fora da coalizão. O presidente Isaac Herzog disse que os “resultados das consultas podem parecer claros”, mas que há “vetos mútuos entre os blocos e dentro dos próprios blocos”, e que anunciará sua escolha no domingo.
O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir Putin recebeu uma mensagem do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, entregue por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em reunião na quinta-feira. A informação foi divulgada também por veículos oficiais iranianos após o encontro. Segundo o Kremlin, Putin e Rezaei trataram do Acordo de Parceria Estratégica Abrangente Rússia-Irã e da situação no Golfo Pérsico e no Oriente Médio em declaração publicada no site do Kremlin.
O Parlamento da Turquia ratificou nesta sexta-feira o pacto de defesa de Meca, assinado em agosto com a Arábia Saudita e o Paquistão. A ratificação foi aprovada por 279 votos a 119, com 398 dos 592 deputados presentes. O acordo de 16 artigos compromete os três países a tratar um ataque contra um deles como ataque contra todos e prevê cooperação militar, troca de inteligência e laços na indústria de defesa. Qualquer envio de tropas turcas exigirá aprovação separada do parlamento. O ministro da Defesa, Yasar Guler, afirmou que Ancara não prevê entrar em conflito com os houthis. O governo da Síria já manifestou interesse em aderir ao pacto. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve publicar a lei no Diário Oficial ainda nesta semana, colocando-a em vigor.
Uma fonte ligada à agenda diplomática saudita disse à emissora israelense KAN que a normalização entre Israel e Arábia Saudita não pode ocorrer enquanto Binyamin Netanyahu permanecer no poder, segundo o Jerusalem Post. A fonte afirmou que Riad quer a questão israelo-palestina encerrada por meio da solução de dois Estados e que Netanyahu não está lá. Segundo a fonte, a objeção é política, não pessoal, e Riad vê Netanyahu como quem quer escalada, não paz.
A aliança árabe Lista Conjunta anunciou no segundo dia de consultas com o presidente Isaac Herzog o apoio a Gadi Eisenkot como primeira opção para primeiro-ministro de Israel, e o bloco de Eisenkot pode chegar a 67 cadeiras no Knesset com o apoio do Ra’am e da Lista Conjunta. Eisenkot reuniu a recomendação de 67 dos 120 deputados, contra partidos que somam 46 cadeiras para Binyamin Netanyahu, e Herzog disse que dará o mandato a um dos candidatos no domingo, 8 de novembro. Três dos partidos judaicos que apoiam Eisenkot resistem a integrar uma coalizão com representantes árabes, segundo o The Times of Israel, em texto republicado pelo Brasil 247, enquanto o chefe do Shin Bet, David Zini, comparou a alegada interferência estrangeira nas eleições à falha de segurança de 7 de outubro de 2023.
A União Patriótica do Curdistão (PUK, na sigla em inglês) anunciou a retirada do governo regional do Curdistão iraquiano e que não reconhecerá a sessão do parlamento nem suas decisões. O presidente do PUK, Bafel Talabani, acusou o rival Partido Democrático do Curdistão (KDP, na sigla em inglês) de usar fundos públicos para comprar deputados e ameaçar parlamentares. Talabani ameaçou responder a nomeações unilaterais do KDP com nomeações paralelas para presidente da região, ministros e primeiro-ministro. O anúncio seguiu a primeira sessão do parlamento regional em quase dois anos para eleger sua liderança, boicotada pelo PUK e pelo Movimento Nova Geração.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) declarou 96% dos sistemas de recifes de águas rasas criticamente ameaçados, com possibilidade de desaparecer até 2075. A avaliação é a primeira Lista Vermelha global de ecossistemas de recifes de coral, segundo seu líder científico, Mishal Gudka. Sistemas como a Grande Barreira de Corais, o Triângulo de Coral no Pacífico Ocidental e Sudeste Asiático, o Sistema Mesoamericano e os recifes do Mar Vermelho estão todos na categoria de ameaça máxima.
Forças israelenses atingiram a cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, segundo a Al Jazeera, em registro do Middle East Eye. Antes, as forças israelenses atacaram a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa.
O Parlamento da Turquia ratificou nesta quinta-feira o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado com a Arábia Saudita e o Paquistão, por 279 votos a 119 em uma casa de 600 cadeiras, apesar das objeções de partidos de oposição que argumentaram que o texto pode arrastar o país para guerras regionais.
O pacto tem 16 artigos e obriga as três partes a tratar um ataque contra uma delas como ataque contra todas, além de prever compartilhamento de inteligência e cooperação na indústria de defesa. O secretariado do grupo ficará na Arábia Saudita, e o general paquistanês reformado Nauman Mahmood foi escolhido seu primeiro secretário-geral, para mandato de três anos. O acordo vincula as partes por dez anos.
Autoridades turcas dizem que o entendimento é defensivo e que nenhum soldado do país será enviado para combater no Iêmen ou atacar os houthis. O envio de tropas ao exterior depende de aprovação parlamentar separada, segundo o presidente da comissão de Relações Exteriores, Fuat Oktay.
A ratificação dá a Ancara uma obrigação formal de defesa mútua em relação a Riad, mas não envia forças por si só. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto, em Meca, pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, segundo a agência Anadolu.
Gadi Eisenkot emergiu nesta quinta-feira como favorito a ser encarregado de tentar formar governo, depois que o UTJ se recusou a recomendar Netanyahu, segundo o The Hindu. O bloco de Netanyahu, incluindo o UTJ, tem 53 cadeiras no novo Parlamento, contra 48 do bloco de Eisenkot; as listas árabes subiram para 19 cadeiras. O Ra’am, de Mansour Abbas, recomendou Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e Eisenkot não deixou claro se aceitaria apoio árabe para formar governo. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com possível prorrogação de 14 dias.
O mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) termina em 31 de dezembro de 2026, e a missão iniciará então um processo ordenado de redução e retirada, por decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A UNIFIL confirmou, em texto republicado pelo Times of Israel, que peacekeepers de 45 países seguem em operações diárias no sul do Líbano até lá. O Conselho de Segurança discute opções para o período posterior, incluindo monitoramento e relatos ao longo da Linha Azul, e a decisão sobre os arranjos futuros cabe ao Conselho.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que sua defesa aérea interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis contra a região de Medina, em publicação do porta-voz Turki al-Malki no X. O anúncio saiu minutos depois de a defesa civil saudita alertar sobre perigo potencial na área do porto de Yanbu, e não ficou claro se os dois eventos estavam ligados.
O comunicado da coalizão se refere à região de Medina e não especifica se o míssil ia em direção à cidade. Em 30 de outubro, a coalizão já havia relatado a interceptação de drones houthis nas regiões de Medina e Meca.
O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira o primeiro artigo do projeto que ratifica o Pacto de Defesa Conjunta de Meca, assinado com a Arábia Saudita e o Paquistão, e encerrou a sessão antes de concluir a legislação, em meio ao debate sobre se o acordo pode arrastar o país para conflitos regionais.
O vice-presidente da Mesa, Celal Adan, fechou a sessão depois que os relatores não voltaram do intervalo e marcou nova votação para esta quinta-feira; a aprovação do primeiro artigo não conclui a ratificação. Pelo artigo 2º, um ataque armado externo contra um dos três países é considerado ataque contra todos, obrigando assistência imediata por todos os meios disponíveis, inclusive militares.
O acordo foi assinado em Meca em 7 de agosto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. O ex-chefe do Estado-Maior turco Hulusi Akar, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento, disse que o pacto complementa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de substituí-la, e afirmou no plenário que “os passos da guerra são reais”.
Mohsen Rezaei, representante do Líder Supremo e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, entregou a Vladimir Putin em Moscou uma mensagem do aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, e não havia informações imediatas sobre o conteúdo da mensagem ou do encontro.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Putin e Rezaei conversaram no Kremlin, sem dar detalhes. A imagem divulgada pelo Kremlin mostrou que a delegação russa no encontro incluía o assessor de política externa Yuri Ushakov e o chefe da inteligência militar Igor Kostyukov, além do próprio Putin.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que a decisão de atacar o Irã foi dos Estados Unidos e que Israel apenas apoiou a iniciativa: “Sabemos que a decisão de atacar o Irã foi decisão dos Estados Unidos. Não foi nossa decisão. Apoiamos o esforço dos EUA. Achamos que foi a decisão certa”. Danon afirmou também que não é culpa de Israel a alta dos preços de combustíveis nos Estados Unidos em meio ao confronto com o Irã e ao bloqueio no Estreito de Ormuz, e disse que a decisão sobre um acordo com Teerã cabe ao presidente Donald Trump.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, encerrou o segundo dia de consultas com os partidos e Gadi Eisenkot emergiu como favorito a receber o mandato para tentar formar governo, depois de a eleição de 27 de outubro não dar maioria a nenhum dos blocos. O Judaísmo Unido da Torá (UTJ), que tem sete cadeiras no parlamento de 120, informou a Herzog que decidiu não recomendar nenhum deputado para formar governo. O Ra’am, do deputado árabe-israelense Mansour Abbas, recomendou a Herzog que encarregue Eisenkot. Herzog escolhe por conta própria quem recebe o mandato, mas a tradição manda dá-lo a quem foi recomendado pelo maior número de partidos. O indicado terá 28 dias para formar governo, com possibilidade de prorrogação de 14 dias; se falhar, Herzog encarrega outra pessoa. As listas árabes subiram a 19 cadeiras, impulsionadas pela insatisfação com o governo de direita dura de Netanyahu.
O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 4%, em 5 de novembro. O banco atribuiu a alta à disrupção no transporte e no suprimento de energia causada pelo conflito no Oriente Médio, que elevou o preço da energia e as contas de combustível e de serviços públicos das famílias. A inflação está em 3,5% e o banco projeta cerca de 5% em meados de 2027 como efeito indireto dos preços da energia. Foi o primeiro aumento da taxa básica britânica em mais de três anos.
Donald Trump avalia retomar ataques ao Irã, fechar um acordo ou manter a pressão econômica após a derrota republicana nas midterms, segundo o Axios, em texto publicado pelo Gulf News. Ele reconheceu que a guerra contribuiu para a derrota, mas segue sem decisão, e até auxiliares próximos estão incertos. O diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendem manter o bloqueio naval. Nesta quinta-feira, o Brent recuou para o menor nível em cerca de dois meses, com o mercado apostando em diplomacia em vez de volta à guerra. Autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters, em texto publicado pelo Kayhan Life, que a retomada de grandes operações de combate contra o Irã continua em consideração. A Casa Branca afirmou que Trump tem “plena confiança” no secretário de Defesa, Pete Hegseth, enquanto, segundo a CNN, legisladores republicanos e aliados o culpam cada vez mais pela guerra, com uma possível votação de impeachment já na próxima semana.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que mais de 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas no oeste do Iêmen, quase todas nos dois últimos meses. Desde o início de outubro, mais de 43 mil fugiram do distrito de Al Madaribah Wa Al Aarah, em Lahj – o maior número já registrado num distrito iemenita – e, na cidade de Ta’iz, o custo de itens essenciais subiu de três a cinco vezes com os combates cortando os acessos à cidade. Aden abriga agora mais de 56 mil deslocados, e a agência pede US$ 45 milhões para seis meses de assistência.
Um ataque israelense com drone em Qabrikha, fora da zona-tampão no sul do Líbano, atingiu uma motocicleta e matou uma pessoa e feriu outra, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirmou que atingiu dois suspeitos que “observavam” tropas israelenses, para “remover uma ameaça”, no primeiro ataque aéreo no sul em semanas, e o morto foi identificado pela mídia libanesa como Muhammad Nasser Yousef, paramédico dos Risala Scouts, do movimento Amal.
As divergências dentro do governo dos Estados Unidos sobre os próximos passos em relação ao Irã se intensificaram após as eleições legislativas, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pela TASS. Parte dos funcionários pressiona Donald Trump a lançar novos ataques contra o Irã e depois tentar firmar a paz, enquanto outros defendem parar e reduzir a operação militar; Trump disse que encerrará a guerra quando quiser, mas que isso precisa ser feito do jeito certo.
Um oficial militar do governo iemenita, que falou sob anonimato, disse que 13 recrutas militares foram mortos e 65 ficaram feridos em um ataque com míssil balístico a um centro de treinamento no distrito de Qatabah, norte de Al-Dhalea, no sul do Iêmen, durante exercícios matinais, e atribuiu o ataque aos houthis.
Um míssil balístico atingiu Hayfan, na província de Taiz, e matou quatro iemenitas da mesma família, entre eles três crianças, na quarta-feira, segundo o Middle East Eye. A TV controlada pelos houthis al-Masirah atribuiu a morte de três crianças e uma mulher, com quatro crianças feridas, no mesmo distrito, a um ataque aéreo saudita.
Em 3 de novembro, o ministro do Interior do Iêmen, Ibrahim Ali Haidan, acusou o Hezbollah e o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) de enviar instrutores militares para comandar operações houthis, desenvolver programas de mísseis e drones e coordenar ataques a navios comerciais no Mar Vermelho e no Bab al-Mandab, segundo a TASS.
O Hezbollah negou as alegações e afirmou que as declarações das autoridades iemenitas sobre apoio à ofensiva houthi, treinamento militar e rearmamento “são completamente infundadas”, dizendo que “o povo iemenita tem capacidades, recursos e experiência suficientes para defender seu país sem apoio externo”.
O presidente israelense, Isaac Herzog, enviou no mês passado uma carta de alerta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros altos cargos sobre uma “realidade altamente explosiva e perigosa” na Cisjordânia e a “desgraça moral” da violência de colonos, segundo o Times of Israel, que diz ter obtido o texto.
A carta foi enviada também ao chanceler Israel Katz, ao chefe do Estado-Maior Eyal Zamir e à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e afirma que comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), policiais e agentes do Shin Bet relatam “ferramentas limitadas e escassez de pessoal”.
Herzog advertiu que uma escalada no terreno pode ter “consequências severas e de longo alcance” para a segurança de Israel, seu funcionamento como Estado soberano, sua posição internacional, a diáspora judaica e a economia israelense. Pediu que os autores sejam tratados como integrantes de organização criminosa e defendeu um plano com deslocamento massivo de forças de segurança, prisões em larga escala, detenções administrativas e desmantelamento dos grupos.
A violência de colonos aumentou nos últimos meses, com ataques e hostilidades quase diários e poucos autores indiciados ou condenados.
O deputado Manouchehr Mottaki, ex-chanceler e membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, disse que a Casa votaria por unanimidade pela revisão da permanência do Irã no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) se o líder supremo pedisse, segundo a agência Mehr. Mottaki afirmou que os deputados recebem cerca de 200 mensagens por dia pedindo a saída do tratado e que considera chegada a hora de discutir a saída, ressalvando que a decisão cabe ao líder supremo. A Frente Paydari, do ex-negociador nuclear Saeed Jalili, divulgou comunicado pedindo a saída do Irã do tratado e argumentando que as guerras recentes mostram que o país precisa de armas nucleares para dissuasão. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse em 31 de outubro que o futuro do Irã como parte do tratado era incerto. Em 1º de novembro, o chanceler Abbas Araghchi reiterou que o Irã é membro do TNP e cumpre seus compromissos no tratado.
Dois drones explosivos atingiram uma base do grupo Komala no vale de Alana, em Balisan, cerca de 90 km a nordeste de Erbil, por volta das 8h45 de quarta-feira, segundo o Rudaw. O Komala afirmou que o ataque causou danos materiais, mas nenhuma baixa, e que o Irã já realizou mais de mil ataques contra a região do Curdistão, no norte do Iraque, com drones e mísseis. Um ataque separado danificou uma casa em Tawella, na província de Halabja, na madrugada de 3 de novembro.
O brigadeiro Esmail Ghaani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), disse que os comandantes da Frente de Resistência receberam a mensagem de confronto sem fronteiras contra o inimigo e a puseram em prática. Segundo ele, os combatentes da frente demonstraram a unidade dos vários teatros ao emitir uma declaração escrita de lealdade total, em referência a uma mensagem recente do Líder Supremo, Ali Khamenei, sobre confrontar o inimigo sem fronteiras geográficas.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a Riad nesta quarta-feira em visita oficial e se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no palácio Al-Yamamah, segundo a agência de notícias saudita SPA. Ministros e altos funcionários dos dois países participaram do encontro.
É a sexta visita de al-Sharaa à Arábia Saudita desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025. As conversas trataram das relações bilaterais e de formas de desenvolver e ampliar a cooperação entre os dois países em diversos campos.
O cerco dos Houthis a Taiz completou 30 dias e atinge os 1,5 milhão de habitantes da cidade, além de cerca de 180 mil deslocados presos pelos combates na estrada que liga Lahj a Taiz, segundo a Al Jazeera.
O bloqueio começou com a tomada de al-Turbah, no extremo sudoeste da província, que cortou a principal via entre Taiz e Aden. A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou repetidamente sobre uma catástrofe na cidade, onde comida e remédios ficam cada vez mais escassos.
Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, o avanço houthi levou o grupo ao ponto mais próximo de Aden desde os primeiros meses da guerra, em 2015.
Uma pesquisa do Arab Center for Research and Policy Studies, sediado em Doha, e do Arab Center for Contemporary Syria Studies mostrou que 61% dos entrevistados citam Israel como a principal ameaça à Síria, contra 20% que citam o Irã, 6% a Turquia e 5% os Estados Unidos; os resultados foram publicados na segunda-feira. Cerca de 97% disseram que Israel ameaça a segurança e a estabilidade do Oriente Médio, ante 78% um ano antes. Quase 80% rejeitam reconhecer Israel, ante 74% em 2025, e 74% rejeitam qualquer acordo que não devolva as Colinas de Golã ocupadas. Sobre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 80% disseram que os ataques iranianos com mísseis a Israel eram justificados, e três quartos afirmaram que Washington fez a guerra em nome de Israel.
Donald Trump disse à Fox News que fez com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu um acordo para interromper o repasse de US$ 4 bilhões anuais a Israel, verba que é aprovada pelo Congresso e que ele não pode encerrar sozinho, segundo a correspondente da emissora na Casa Branca, afirmando que foi Netanyahu quem propôs o fim da ajuda, no marco do acordo vigente de US$ 38 bilhões em ajuda militar em dez anos, até 2028, o que surpreendeu fontes de defesa israelenses. Não houve confirmação do escritório de Netanyahu nem do Ministério das Relações Exteriores de Israel, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (Department of State) não respondeu à Al Jazeera.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou quatro ataques aéreos na cidade de al-Bayda, no centro do Iêmen, segundo a mídia afiliada aos houthis. Também foram relatados bombardeios no distrito de Ghamr, na província de Saada.
Israel repassou aos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã considera usar armas químicas contra seus adversários, informou o New York Times citando autoridades norte-americanas e regionais. Parte dos altos funcionários dos Estados Unidos recebeu a informação com preocupação, enquanto outros manifestaram ceticismo profundo e a viram como campanha de pressão do governo de Benjamin Netanyahu para retomar combates em larga escala. Autoridades do Golfo questionaram as avaliações israelenses e afirmaram que Israel não apresentou provas de que o Irã esteja tornando seu arsenal químico operacional. O Comando do Front Doméstico de Israel não incluiu cenários de armas químicas entre os exercícios da semana nem distribuiu orientações de proteção, e o Exército israelense não comentou. Teerã nega possuir armas químicas e classifica as acusações como guerra psicológica de Israel e Netanyahu.
Israel compartilhou com os Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã estaria considerando o uso de armas químicas contra seus adversários, informação recebida com alarme por parte de funcionários norte-americanos, segundo o New York Times. Conforme o JFeed, que relata o conteúdo da reportagem, parte dos oficiais norte-americanos expressou ceticismo profundo sobre a credibilidade da informação, e alguns a compararam à inteligência falha sobre armas de destruição em massa do Iraque em 2002. Alguns oficiais norte-americanos e do Golfo sugeriram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode estar tentando arrastar o presidente Donald Trump de volta a uma ação militar contra o Irã. Segundo o jornal, Trump disse que não ordenaria um ataque antes das eleições de meio de mandato de terça-feira.
As forças israelenses impediram a entrada de todas as remessas de gás de cozinha na Faixa de Gaza no domingo e devolveram os caminhões vazios, segundo o portal palestino Palinfo. A Autoridade Geral de Petróleo de Gaza afirmou que nenhum gás entrou no território ao longo do dia e que os caminhões foram devolvidos sem entregar o que levavam. Nesta terça-feira, as forças israelenses bloquearam a entrada de bens comerciais e ajuda humanitária vindos do Egito pelo cruzamento de Rafah, cortando uma rota que responde por quase um quinto dos bens que entram diariamente no território sitiado. Mesmo quando as entregas são permitidas, Gaza recebe apenas quatro ou cinco caminhões de gás de cozinha por dia, muito abaixo dos mais de 20 necessários para atender a demanda diária.
Um outdoor que domina a movimentada Praça Enghelab, em Teerã, traz a frase “We will kill Trump”, com o presidente dos Estados Unidos (EUA) atrás das grades e a cabeça baixa.
Outro outdoor próximo mostra Trump ao lado do vice-presidente JD Vance, do enviado especial Steve Witkoff e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com rostos ensanguentados e ternos rasgados sobre bandeiras gastas de Israel e dos EUA.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, quando ataques dos EUA e de Israel mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, novos modelos de outdoors que zombam de Trump e prometem vingança têm sido montados com frequência em Teerã.
A Copa Asiática de 2027 na Arábia Saudita foi adiada por causa do conflito no Oriente Médio, em decisão justificada pelas circunstâncias excepcionais na região, com complexidades logísticas e interrupções de viagem, segundo o comitê organizador da AFC. O torneio, marcado para 7 de janeiro a 5 de fevereiro de 2027, passa a 23 de dezembro de 2027 a 21 de janeiro de 2028, e outros eventos no país foram cancelados, entre eles a exibição de tênis Six Kings Slam, em Riad. Em outubro, um ataque com mísseis dos houthis do Iêmen contra o aeroporto de Riad matou 13 pessoas e feriu mais de 300.
Donald Trump disse à Fox News que os Estados Unidos podem ir atrás da Montanha Pickaxe, complexo nuclear subterrâneo suspeito no Irã, se não houver acordo – a operação poderia ser feita em uma hora –, e não descartou retomar a guerra, mas disse que há uma boa chance de acordo. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, que os dois países estão longe de um entendimento para encerrar a guerra e que Teerã não aceitará as exigências excessivas de Washington, enquanto Mohammad Bagher Ghalibaf disse em pronunciamento televisionado que a bola está agora com os Estados Unidos para evitar a guerra.
As conversas entre Irã e Arábia Saudita continuam, com o objetivo de chegar a novos arranjos regionais de segurança sem envolvimento militar estrangeiro, afirmou nesta terça-feira o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em publicação no X. Araqchi disse ainda que o país não tem hostilidade contra os membros do Conselho de Cooperação do Golfo, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Devdiscourse.
Forças do governo iemenita reconhecido internacionalmente fizeram ataques aéreos contra posições houthis a oeste de Taiz, enquanto a mídia ligada aos houthis relatou que um ataque ao norte de Taiz atingiu uma fábrica de calçados plásticos, matando três pessoas e ferindo oito.
Israel pediu ao governo libanês que desdobre tropas para montar bloqueios em áreas onde vivem integrantes do Hezbollah, para impedir que o grupo entre em uma nova guerra com o Irã, segundo uma emissora israelense citada pelo Times of Israel. O pedido foi transmitido por mediadores americanos, com o aviso de que os combates no Líbano voltarão a acontecer se o Hezbollah atacar Israel.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que Washington fez progresso nas conversas com o Irã e que ele e o presidente Donald Trump estão otimistas sobre um acordo negociado. Questionado sobre um prazo para o Irã antes de uma retomada dos ataques, respondeu: “Não, não estabelecemos prazos.” Vance condicionou o acordo a um compromisso firme e verificável de que o Irã não reconstrua o programa nuclear. Trump afirmou que o Irã quer um acordo o quanto antes e que isso pode acontecer.
Forças israelenses avançaram com cinco veículos militares sobre a vila de al-Asbah, na zona rural do sul de Quneitra, segundo relato da Syria TV publicado pelo Middle East Eye. Segundo a Sijil, iniciativa síria que acompanha violações israelenses no país, as forças israelenses cometeram sete violações nesta segunda-feira antes da última incursão, incluindo outras incursões, postos de controle e sobrevoos de aeronaves.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), criada em 1978, tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e mandato até 31 de dezembro de 2026, com a saída do contingente prevista ao longo do ano seguinte e entrega gradual das posições ao Exército libanês, segundo a RT. A decisão de encerrar a missão seguiu-se à pressão de Estados Unidos e Israel, que acusam a força de não conter o Hezbollah, e um morador do sul do país disse à RT que a UNIFIL não cumpriu o papel de proteger a população local, mas alertou que a ausência dos capacetes criaria um “vácuo de segurança” que Israel buscaria explorar.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende uma nova onda de ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo dois funcionários regionais e uma terceira pessoa a par do assunto. Numa ligação no fim de semana, ele pressionou o presidente Donald Trump a atacar, e Trump não se comprometeu a tomar uma ação militar, conforme uma pessoa informada sobre a conversa. Fontes ouvidas pelo Axios dizem que Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã imediatamente depois das eleições; por ora, Trump quer deixar as negociações avançarem, uma estratégia que preocupa Netanyahu.
Os houthis do movimento Ansar Allah, do Iêmen, afirmaram ter realizado ataques com drones contra os aeroportos de Dammam, no leste da Arábia Saudita, e de Jazan, no sul do país. O porta-voz militar houthi Yahia Saria disse que os rebeldes atingiram um radar de alerta antecipado em Jazan e um avião de transporte militar no aeroporto da cidade.
A China enviará seu enviado especial para o Oriente Médio ao Irã, a Omã e à Arábia Saudita ainda neste mês, em visitas de diplomacia itinerante destinadas a promover negociações de paz e reduzir tensões, informou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O anúncio ocorre depois de o chanceler Wang Yi receber em Pequim, em reuniões separadas, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, e o conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita, Musaed bin Mohammed Al-Aiban.
A Al Jazeera condenou a decisão das autoridades israelenses de prorrogar por mais 90 dias o banimento de suas operações em Israel, incluindo a suspensão das transmissões, o fechamento de seus escritórios e a restrição de acesso a seus sites e plataformas digitais. A emissora afirma que a prorrogação se baseou em material secreto que nem a rede nem seus advogados puderam ver ou contestar, e pede o levantamento imediato da medida.
O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, o major-general Mohsen Rezaei, conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, na segunda-feira, segundo a mídia estatal iraniana. Os dois lados destacaram a necessidade de manter a cooperação estratégica conforme o roteiro traçado pelos líderes dos dois países.
O Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados do Iêmen criticou os ataques aéreos sauditas contínuos contra infraestrutura civil e instalações não militares no país e prometeu retaliação. Em nota divulgada no domingo à noite, o ministério disse que “esses crimes e ataques constantes não ficarão impunes e certamente atrairão respostas dolorosas que atingirão o coração da Arábia Saudita, particularmente as instalações pertencentes a partes que financiam a agressão”. A nota afirmou ainda que “o alvo incessante de instalações civis iemenitas colocará todas as instalações vitais e críticas dentro da Arábia Saudita em um banco de dados de alvos que as Forças Armadas iemenitas bombardearão em retaliação”.
O rei Abdullah II da Jordânia disse que o reino não seria abalado pelo ataque mortal a uma igreja na cidade de Karak, no oeste do país, no mês passado. O atentado, duas semanas atrás, atingiu uma igreja ortodoxa na província de Karak, no oeste do país, e deixou nove mortos e cerca de 40 feridos.
Na abertura do Parlamento, o rei Abdullah da Jordânia afirmou que não haverá segurança no Oriente Médio enquanto não for cumprido o direito dos palestinos à sua terra natal. Ele disse que a catástrofe humanitária em Gaza continua, assim como os ataques na Cisjordânia e em Jerusalém, e que as ambições expansionistas de Israel seguem como a maior ameaça ao futuro e às esperanças da região.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse nesta segunda-feira que todas as partes do conflito na Ásia Ocidental devem focar em soluções políticas em vez de recorrer às armas e que a China apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança, segundo o The Hindu.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, reiterou no domingo a ameaça de retomar os ataques contra o Irã e disse, em comício, que pode ter de dar a Teerã “o martelo” em um momento não especificado. Nesta segunda-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que sinais de novas ações militares contra o Irã causam alarme.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, avalia culpar seus chefes militares e de defesa pela condução da guerra contra o Irã, segundo relato do The Atlantic publicado no domingo, em texto republicado pelo Times of Israel, enquanto considera retomar os ataques após as eleições de meio mandato de terça-feira. Em conversa descrita por fontes como dura e direta, Netanyahu pressionou Trump a reiniciar a campanha, enquanto Trump queria dar mais tempo às negociações, segundo a Axios, em texto republicado pelo Times of Israel.
Bombardeios de artilharia israelense atingiram Sarbine, Al-Mansouri, Kafr Tibnit, Al-Qantara, Beit Yahoun, Bani Hayyan e Al-Qusair, no sul do Líbano, segundo fontes de campo. As forças israelenses também provocaram uma explosão na cidade de Ainatha, segundo a agência libanesa de notícias.
A Yamaha anunciou que não disputará o GP do Catar de MotoGP no próximo fim de semana por preocupações com a segurança no Oriente Médio, decisão que pode render punição à equipe. A equipe disse que não identificou motivos suficientes para mudar suas restrições corporativas de viagem ao Oriente Médio, em meio à orientação do governo japonês contra viagens não essenciais à região. A MotoGP afirmou não acreditar que a decisão reflita “as garantias extensivas oferecidas a todos os participantes do campeonato”.
O Exército do Iêmen lançou um novo ataque com mísseis contra posições de forças apoiadas pela Arábia Saudita na província de Lahj, segundo a mídia iemenita, em relato divulgado pela agência iraniana Mehr News. Os relatos não informaram o tipo de mísseis usados nem possíveis danos e baixas.
Um petroleiro que navegava pelo Golfo foi atingido por dois projéteis não identificados a bombordo, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), citada pelo Middle East Eye. Em paralelo, a mídia houthi, citando uma autoridade militar anônima, repetiu ameaças contra a gigante saudita de petróleo Aramco e contra a aviação no reino, segundo o Straits Times.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o presidente Donald Trump prefere resolver a guerra com o Irã de forma diplomática, sem recorrer à força militar, em meio a relatos de que os dois lados se preparam para novos ataques após as eleições de meio de mandato. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump por novos ataques ao Irã após as eleições, enquanto Trump busca um acordo que retome as negociações com Teerã e mantém os preparativos para uma possível volta às grandes operações de combate, segundo o Times of India, que cita a Axios.
As autoridades eleitorais de Israel afirmam que o resultado da eleição será mantido mesmo que se confirmem as alegações de interferência estrangeira, o qual é contestado pelo Likud – que diz, sem apresentar provas, que partidos liderados por árabes roubaram a eleição em que o bloco de Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o Korea Herald. A posição conjunta reúne o chefe da comissão eleitoral, a procuradora-geral e o chefe do Shin Bet.
Pelo menos sete pessoas ficaram feridas em ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita na província de Hodeidah, no Iêmen, segundo a emissora Al Masirah, ligada aos houthis e citada pelo Middle East Eye.
Em desdobramento do impasse entre Washington e Teerã, o Exército iraniano afirmou que qualquer nova guerra com os Estados Unidos poderia durar mais que o conflito anterior, segundo a Arab News. O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, disse que o presidente norte-americano não ditaria o momento nem as condições de seu fim, e o porta-voz da Guarda Revolucionária disse que num conflito com os Estados Unidos não há limitações geográficas para causar dano ao inimigo, segundo a televisão estatal iraniana em texto da France 24. Na mesma peça, Donald Trump disse que ainda resta atacar um ou dois alvos no Irã e que isso levaria 10 minutos, segundo o mesmo veículo.
Mohammad el Shami, funcionário do escritório de direitos humanos da ONU no Iêmen, estava detido arbitrariamente pelas autoridades de fato houthis desde 6 de junho de 2024, e a família diz que ele morreu há mais de um mês, tendo sido informada só recentemente, segundo o UN News. O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, cobrou dos houthis a divulgação dos registros médicos e de detenção e exigiu que a causa da morte seja apurada de forma independente. O primeiro-ministro do Iêmen condenou a morte, responsabilizou integralmente os houthis e cobrou a responsabilização dos culpados; ele disse que mais de 70 funcionários da ONU e dezenas de trabalhadores humanitários seguem detidos. O chanceler do Iêmen também cobrou responsabilização pela morte do funcionário sob custódia houthi, segundo o Middle East Eye.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que a guerra com o Irã vai terminar muito em breve, de um jeito ou de outro – por um acordo ou por uma nova ação americana, segundo o Israel National News. “Tivemos uma vitória dessas e vamos encerrar isso muito em breve, de um jeito ou de outro. Ou eles fazem um acordo, ou nós simplesmente acabamos com isso”, disse. Em um comício de campanha para as eleições de meio de mandato em Mobile, no Alabama, na sexta-feira, ele disse prever que o conflito vai terminar “muito em breve” e que os preços do petróleo vão cair acentuadamente com o fim da guerra, segundo a Fox News.
O Irã admite que pode revisar sua doutrina nuclear, embora afirme que nenhuma decisão oficial foi tomada. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que “até agora, nenhuma decisão oficial foi tomada pelo governo ou pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional para mudar a doutrina nuclear”, segundo o Opera Mundi. Rezaei confirmou também que uma nova mensagem, encaminhada por intermediários norte-americanos, chegou ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, com tom diferente do das comunicações anteriores. O chanceler Abbas Araghchi disse esperar que Washington prefira “a diplomacia em vez de outros caminhos” e que o Irã está pronto tanto para a defesa quanto para a diplomacia, segundo o Hindustan Times. As tratativas indiretas têm mediação de Catar e Paquistão e tratam do programa nuclear iraniano, das sanções impostas por Washington e da segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Os serviços especiais da Síria afirmaram ter descoberto um plano terrorista contra uma refinaria de petróleo na cidade de Homs, segundo a agência TASS. Com os detidos foram apreendidos coletes suicidas, artefatos explosivos improvisados, equipamento eletrônico para detonação remota e mapas detalhados da instalação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre quando e se intensificar as operações de combate contra o Irã, segundo a mídia americana. Netanyahu pressionou o presidente a lançar ataques ao Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e Trump quis deixar as negociações seguirem. Uma fonte israelense descreveu a conversa como “dura” e uma fonte americana como “direta”, segundo o Axios. O Al Arabiya confirmou o relato do Axios sobre a conversa de sábado e a divergência entre atacar e negociar. No sábado (31 de outubro de 2026), Trump disse a repórteres que as negociações com o Irã para encerrar a guerra iam “bem” e que ainda havia “um ou dois alvos” dos quais “cuidar”.
Pelo menos oito palestinos, entre eles uma criança, morreram neste domingo em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que atingiram a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, e a rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza, segundo a Opera Mundi. A agência palestina WAFA informou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone contra Al-Mawasi e que as vítimas eram integrantes da polícia palestina, citando fontes médicas locais.
O porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o general de brigada Hossein Mohebbi, disse que identificar novos alvos e planejar operações em áreas geográficas mais amplas entrou na agenda da corporação, segundo o Tehran Times. O Irã advertiu que qualquer nova guerra com os Estados Unidos (EUA) poderia durar mais que a rodada anterior, depois que o presidente Donald Trump disse que ainda precisa “cuidar” de mais alvos, segundo o Middle East Eye.
O aparato de defesa de Israel aplica uma política sem precedentes na Faixa de Gaza que concede imunidade a prefeitos e altos funcionários dos sistemas governamental e municipal do Hamas, segundo o Jerusalem Post. Fontes militares disseram ao Walla que a decisão de não atacar os chefes das autoridades locais do Hamas vem do receio de que matá-los leve ao colapso das instituições de governo em Gaza e a um caos civil com o qual Israel acabaria tendo de lidar, de acordo com o jornal.
Mais de 300 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen pela intensificação dos combates no oeste do país, a grande maioria nos últimos dois meses, segundo as Nações Unidas, em reportagem do Le Monde. A ONU pediu a todas as partes no conflito que protejam civis e trabalhadores humanitários e garantam acesso humanitário seguro e sem entraves, em especial nas zonas de difícil acesso de Taëz.
Um assessor sênior do líder da Revolução Islâmica, Mohammad Mokhber, disse em publicação deste domingo no X que o Irã está mudando “rapidamente” sua doutrina de defesa e não limitará mais a retaliação a ataques contra os ativos regionais dos agressores, segundo o Mehr News. “A geografia da ameaça já não determina a geografia da resposta”, escreveu ele em farsi. O Mehr News informou também que, no sábado, o aiatolá Khamenei orientou a cúpula militar do país a se preparar para dar uma resposta rápida e poderosa a qualquer ameaça, “sem qualquer limitação geográfica”.
Os Emirados Árabes Unidos esperam um “avanço” capaz de encerrar o conflito com o Irã, informou o veículo emiradense Al-Ain, segundo o Jerusalem Post.
Segundo o mesmo relato, Gargash afirmou que “a segurança dos Estados do Golfo é interconectada e o que afeta qualquer um deles afeta os EAU”, e que “a confiança com o Irã foi abalada”.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu neste domingo aos líderes dos partidos que “parem de subir em árvores e encarem a realidade” do resultado eleitoral, numa apelação registrada pelo Times of Israel.
Os partidos contrários a Benjamin Netanyahu somam 67 das 120 cadeiras da Knesset, contra 53 do bloco de direita e ultraortodoxo do primeiro-ministro, segundo a contagem do jornal.
O jornalista israelense Gideon Levy criticou a resistência dos partidos de oposição a Netanyahu em formar um governo com a participação de partidos árabes, conforme a Opera Mundi.
Negociadores iranianos estavam em Doha neste domingo no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos, informou a Reuters, segundo o Mehr News. O chanceler Abbas Araghchi confirmou, em entrevista na noite anterior, que seu auxiliar foi enviado a Doha para as conversas, de acordo com o Mehr News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse no sábado, 31 de outubro de 2026, que Trump ainda não decidiu se lançará novos ataques contra o Irã, mas que prefere resolver o conflito pela via diplomática, segundo o The Hindu.
O dirigente sênior da Lista Árabe Conjunta, Ahmad Tibi, disse que a legenda está disposta a apoiar um governo liderado pela oposição para substituir a coalizão de saída do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas não entrará no gabinete, segundo o Times of India. Os partidos anti-Netanyahu conquistaram 67 das 120 cadeiras do Knesset, das quais 48 ficaram com partidos sionistas de oposição e 19 com dois partidos árabes, segundo o Times of Israel. O bloco de Netanyahu ficou com 53 cadeiras.
Um tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas ligadas ao Hezbollah por tráfico de explosivos, em meio à pressão crescente sobre o grupo apoiado pelo Irã para que se desarme, segundo a Al Jazeera. O veículo apreendido carregava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, de acordo com autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu que a carga era sua e afirmou que se destinava a ser usada contra Israel, que continua a ocupar grandes partes do sul do Líbano.
Oito pessoas, entre elas uma criança, morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza neste domingo, segundo os serviços de emergência e os hospitais locais citados pelo Arab News. Cinco mortes ocorreram em Khan Younis e três na Cidade de Gaza, de acordo com um comunicado da defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento Hamas que governa Gaza.
O ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, disse que o país está comprometido a reforçar a prontidão de combate e a garantir resposta imediata, efetiva e proporcional a qualquer ameaça, em qualquer lugar, sem limites geográficos. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, advertiu que qualquer ataque ao Irã será respondido com golpes devastadores, com armas novas e modernas, e disse que Teerã segue aberto à diplomacia se suas sete condições forem cumpridas.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enquanto Washington se preparava para retomar os ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal.
A ligação ocorreu depois de Trump discutir opções de retomada de operações militares com o alto comando, entre eles o chefe do Comando Central (CENTCOM), almirante Brad Cooper, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
Trump disse que restam “um ou dois” locais a serem tratados no programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, e que os EUA podem fazê-lo “em dez minutos”. “Temos um plano para isso e podemos executá-lo muito rapidamente”, afirmou.
Questionado sobre uma nova ofensiva, ele não confirmou nem descartou a possibilidade, segundo o Brasil 247.
Os chanceleres dos Estados Unidos (EUA) e do Irã disseram que um fim diplomático para a guerra ainda é possível, sem conversas diretas entre os dois países planejadas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã só decidirá se as conversas serão diretas ou indiretas depois que Washington aceitar suas condições. As declarações vieram após mais de 12 horas de discussões entre enviados iranianos e catarianos em Teerã na sexta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pela CGTN.
A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu investigação sobre a morte de Mohammad el-Shami, funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) no Iêmen, sob custódia houthi. El-Shami morreu há mais de um mês, e a família só foi informada recentemente, disse a ONU em comunicado neste sábado, segundo a Al Jazeera. O alto comissário Volker Türk exigiu “total transparência” das autoridades houthis e uma investigação “urgente, independente e completa”, e disse que a família “merece saber a verdade”. El-Shami estava detido arbitrariamente desde junho de 2024, quando ele e mais de 60 pessoas que trabalhavam para a ONU e outras organizações não governamentais (ONGs) foram presos e acusados de integrar uma “rede de espionagem estadunidense-israelense”. Turk afirmou que outros sete funcionários do OHCHR detidos junto com ele seguem presos e pediu a libertação imediata e incondicional deles.
O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, fixou quatro condições para a formação de um novo governo, entre elas reconhecer o Hamas como organização “terrorista” e se comprometer a desmantelar suas capacidades militares e de governo em Gaza, segundo o Middle East Eye.
O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que as forças americanas destruíram boa parte do aparato militar do Irã. Ainda falta “cuidar” de um ou dois alvos, entre eles o suspeito complexo nuclear subterrâneo conhecido como Pickaxe Mountain, segundo a TRT World. “Destruímos a parte nuclear deles. Ainda temos de cuidar, eu diria, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos”, disse Trump a repórteres na residência dele na Flórida. “Provavelmente é só olhar o Pickaxe Mountain, e é preciso cuidar daquilo. Podemos fazer tudo isso muito rápido.” Ainda segundo a TRT World, o governo iraniano nega repetidamente que o local abrigue operações nucleares. Trump repetiu que Washington não tem pressa em retomar os ataques porque considera ter dizimado as forças armadas e o programa atômico do Irã.
Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram na noite de sábado em Tel Aviv em apoio a um governo judaico-árabe, depois que os opositores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somaram 67 das 120 cadeiras do Knesset na eleição de terça-feira, segundo o Times of Israel. Um contraprotesto menor, com cerca de 200 pessoas, pediu uma investigação sobre alegações de fraude eleitoral, depois que o Likud, partido de Netanyahu, acusou partidos árabes de “roubar a eleição” com apoio de governos estrangeiros hostis. Os partidos árabes conquistaram 19 cadeiras, um recorde, e sem eles nenhum bloco tem maioria.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no sábado, depois de discutir com comandantes militares opções para retomar grandes operações de combate, segundo o Wall Street Journal, em reportagem do Jerusalem Post. Em Atlanta, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Trump não tomou decisão sobre novos ataques ao Irã, em meio a negociações de paz paradas.
Os embarques de fertilizantes do Oeste da Ásia caíram para 994 mil toneladas em setembro, ante 3,41 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior, segundo um gerente sênior de dados agrícolas da Kpler citado pela Press TV. A J.P. Morgan afirma que o fechamento do Estreito de Ormuz desorganizou as cadeias de fornecimento de fertilizantes em plena estação de plantio de culturas como milho, soja, arroz, trigo e hortaliças. A Organização Mundial do Comércio (OMC) registra que os envios de fertilizantes pelo estreito paralisaram.
Centenas de israelenses foram às ruas neste sábado em Tel Aviv e Jerusalém para pedir que a oposição se alie a partidos árabes e derrube o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Arab News. O ato de Tel Aviv reuniu cerca de 500 pessoas, e o de Jerusalém, cerca de 100. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu conquistaram 48 cadeiras, e os dois partidos de maioria árabe, Raam e a Lista Conjunta, somaram 19, em uma eleição que não deu maioria a nenhum bloco no parlamento de 120 cadeiras; uma aliança entre os dois campos daria 67 cadeiras ao bloco anti-Netanyahu. O chefe da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não decidiu se buscará a coalizão e reiterou que só formaria um governo sionista cujos membros se comprometam com o reconhecimento de Israel como Estado judeu, democrático e liberal e com o reconhecimento do Hamas como organização terrorista, segundo o Al-Monitor.
O Exército de Israel concluiu os preparativos para um novo confronto militar com o Irã, segundo o jornal Yedioth Ahronoth, em relato publicado pela agência Anadolu. O chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), Brad Cooper, apresentou ao presidente Donald Trump opções para retomar os ataques, e a decisão de voltar à guerra segue com Trump enquanto continuam as negociações entre Washington e Teerã. Nesta semana, dez aviões de transporte militar dos EUA chegaram a bases da Força Aérea israelense como parte de uma ponte aérea de equipamento militar para a região, segundo o Ynet.
O deputado Ahmad Tibi, número 2 da Lista Conjunta, disse que o partido está pronto para apoiar de fora os partidos sionistas anti-Netanyahu na formação de um governo que substitua a coalizão atual, mas não quer fazer parte do governo, segundo o Times of Israel. A Lista Conjunta, formada por três facções árabes, conquistou 11 assentos na eleição de terça-feira. Tibi indicou que a lista recomendará ao presidente Isaac Herzog que um candidato dos partidos anti-Netanyahu receba o mandato para formar a coalizão.
Ataques retaliatórios de mísseis e drones do Irã danificaram ao menos 274 estruturas em 24 instalações militares ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo o Tehran Times, que cita análise do Wall Street Journal baseada em imagens de satélite e em autoridades americanas.
O custo estimado dos reparos chega a 15 bilhões de dólares. O Pentágono calculou os danos em no mínimo 5 bilhões de dólares, enquanto uma avaliação separada chegou a 15 bilhões, e o Center for Strategic and International Studies (CSIS) estimou mais de 4 bilhões de dólares só para reconstruir os prédios danificados, ainda segundo o Tehran Times.
O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera.
O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três.
A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
Guardas de fronteira da Jordânia barraram 14 homens armados que tentavam entrar no norte do país vindos da Síria, informaram as forças armadas em comunicado neste sábado. O grupo tentou se infiltrar na sexta-feira sob fogo pesado e confronto direto, com número considerável de baixas entre os armados, e o restante fugiu de volta para a Síria, segundo as forças armadas, em texto da Reuters republicado pelo Arab News.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse neste sábado em Atlanta, no encontro de chanceleres do G20, que o presidente Donald Trump ainda não decidiu se ataca o Irã. “Ele não tomou uma decisão. Não tenho anúncio a fazer sobre isso hoje, nem tratamos nada disso com leviandade”, afirmou a repórteres.
Os ataques israelenses em Gaza neste sábado incluíram o bombardeio ao campo de refugiados de Nuseirat, e o hospital al-Awda confirmou a morte do professor palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Al Jazeera. O Ministério da Saúde do enclave registrou ao menos seis palestinos mortos nas últimas 48 horas, elevando a 1.580 o total de mortos desde o cessar-fogo de outubro de 2025.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou aos comandantes que atualizassem a lista de alvos do país para incluir “todos os tipos de ativos tangíveis e intangíveis pertencentes ao inimigo americano-sionista”, segundo a France 24. Na reunião com os principais comandantes militares, ele afirmou que “qualquer nível ou tipo de ameaça deve ter resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica”. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em entrevista coletiva na conferência do G20 em Atlanta, na Geórgia, que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques: “Podemos alcançar objetivos militares se quisermos. Ele não tomou uma decisão. Não tenho anúncio a fazer hoje, e não tratamos nada disso com leveza.” O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que “atualmente não há planos de reuniões com autoridades americanas”.
O deputado iraniano Mahmoud Nabavian defendeu neste sábado a saída do Irã do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a mudança da doutrina nuclear do país, segundo a Al Jazeera, somando-se a pedidos semelhantes de outros parlamentares e figuras públicas. O parlamentar Ebrahim Rezaei, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, disse que 10 propostas de retirada do tratado foram registradas no parlamento e que a saída está em análise, conforme a agência Fars.
O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado que Damasco avalia aderir ao pacto de defesa de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, segundo o Dawn; a TRT World também noticiou a declaração. No Diálogo de Manama, no Bahrein, ele afirmou: “As discussões estão em curso para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”. O Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto, permite que os três membros tratem um ataque armado contra um deles como ataque contra todos.
O chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, afirmou neste sábado que Israel realizou mais de 1.000 ataques contra a Síria em menos de dois anos, matando dezenas de pessoas, segundo a Anadolu. A declaração foi feita em uma sessão sobre segurança regional do Diálogo de Manama 2026, segundo a agência estatal síria SANA. Ele pediu o retorno às linhas anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a aplicação do Acordo de Desengajamento de 1974.
Mojtaba Khamenei reuniu-se com comandantes das Forças Armadas do Irã e emitiu o que seu gabinete chamou de ordens “importantes e estratégicas”, segundo o Middle East Eye. Ele também ordenou ao Exército preparar “uma resposta imediata, de impacto e sem restrição geográfica” caso os inimigos retomem os ataques, e que o Irã vai determinar o momento e os termos para encerrar novos conflitos, segundo o Jerusalem Post. A ordem também manda a Guarda Revolucionária atualizar a lista de alvos para colocar “todos os ativos tangíveis e intangíveis” dos Estados Unidos e de Israel ao alcance das forças armadas, segundo o jornal.
Um tribunal militar do Líbano acusou 13 pessoas que, segundo ele, têm ligação com o Hezbollah por tráfico de explosivos. Os acusados respondem por crimes que incluem porte de armas, atentado à segurança do Estado e formação de associação ilegal, informou a mídia estatal libanesa. O veículo apreendido no posto de Dahr al-Baydar levava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu depois que os explosivos pertenciam ao grupo e afirmou que se destinavam ao uso contra forças israelenses no sul do Líbano, segundo o Arab News.
Um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matou o palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Quds News Network (QNN), citada pelo Middle East Eye. Outro palestino, Arafat al-Ar'eer, morreu em consequência de ferimentos sofridos em um ataque israelense ao bairro de Tal al-Hawa, ao sul da Cidade de Gaza, de acordo com a mesma rede.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou neste sábado ter interceptado e destruído um drone hostil na “região de Riad” lançado pelo grupo houthi, segundo o Middle East Eye. Na sexta-feira, a Coalizão para Apoiar a Legitimidade no Iêmen disse ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado contra a região sul do reino, além de um drone sobre Riad, segundo o Arab News.
Omã resgatou na sexta-feira 25 tripulantes de um navio mercante incendiado em um ataque no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã informava que três petroleiros foram parados durante a travessia, segundo o The Hindu. O Centro de Segurança Marítima de Omã evacuou os ocupantes do RITI, de bandeira panamenha, que o site de rastreio MarineTraffic identificou como petroleiro de óleo cru. Em comunicado separado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um terceiro petroleiro, um supertanque com mais de 2 milhões de barris, explodiu e pegou fogo ao tentar passar por uma rota não autorizada.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, criticou o chanceler alemão, Merz, por apoiar os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e ameaçou uma resposta devastadora a quem ousar ferir o povo iraniano, segundo o Mehr News. Em uma publicação de sua conta no X na noite de sexta-feira, Araghchi escreveu que, quando os bombardeios israelenses e americanos ao Irã começaram, no ano passado, o chanceler alemão os saudou.
Mediadores do Catar mantiveram mais de 12 horas de conversas em Teerã na sexta-feira para retomar negociações diretas entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, segundo o Hindustan Times. As conversas devem continuar em Doha no domingo, enquanto potências regionais buscam um avanço diplomático. Uma autoridade informada sobre as negociações disse à Reuters que os mediadores cataris voltaram a Teerã na sexta-feira como parte dos esforços por um acordo entre EUA e Irã.
O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o The Hindu, e os resultados divulgados na madrugada de sexta-feira mostraram 53 cadeiras para o bloco dele, 48 para o principal bloco de oposição e 19 para os partidos liderados por árabes na eleição de terça-feira, um desempenho histórico, conforme a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Daily Democrat. Em sua primeira manifestação pública sobre o resultado, na sexta-feira, Netanyahu escreveu no X que é proibido formar coalizão com partidos árabes.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue 70% abaixo dos níveis anteriores ao conflito, segundo avaliação semanal da UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência marítima britânica. Nos sete dias até 28 de outubro, o órgão registrou 277 trânsitos no estreito, sendo 155 de entrada e 122 de saída. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a UKMTO contabiliza 88 incidentes em Ormuz, com ao menos 35 ataques a navios em outubro, o pior mês desde o começo do conflito.
Os militares dos Estados Unidos conduzem missões noturnas sobre o Estreito de Ormuz para impor um bloqueio aos portos iranianos ao longo da via marítima e proteger navios comerciais, segundo o Jerusalem Post. A frequência das operações sobrecarrega aeronaves, tripulantes e os mecânicos responsáveis pela manutenção dos caças, segundo oficiais ouvidos pelo Wall Street Journal. Os EUA mantêm 50 mil militares e 20 navios no Oriente Médio, a um custo de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares por mês em munição, combustível e suprimentos.
Os Estados Unidos podem retomar os ataques ao Irã no dia seguinte às eleições de meio de mandato para o Congresso, segundo a emissora MS NOW, citada pela agência russa TASS. De acordo com as fontes ouvidas pela emissora, o governo americano informou vários países do Golfo Pérsico de que eles deveriam se preparar para “uma rodada curta e intensa de ataques já em 4 de novembro”.
Quase 5 mil palestinos foram deslocados pelo cerco militar israelense à cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, segundo a Al Jazeera. O número de pessoas retiradas de suas casas está em 4.969, incluindo 441 idosos, 336 bebês com menos de dois anos e 312 pacientes com doenças crônicas. O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos mataram dois soldados israelenses em Hebron e feriram outros três, antes de o Exército matar os dois atacantes.
O líder interino da oração de sexta-feira em Teerã, Mohammad Javad Haj Ali Akbari, descreveu os apelos para revisar a doutrina nuclear do Irã como uma demanda nacional crescente, enraizada na experiência da população com a conduta do Ocidente e na necessidade de reforçar a dissuasão, segundo o Tehran Times. Ele citou pesquisas anteriores em que mais de 70% dos entrevistados apoiaram a revisão da doutrina. O clérigo disse que a decisão final cabe ao Líder e pediu que universidades e especialistas elaborem estudos e propostas.
O vice-coordenador da Marinha do Irã afirmou que a Marinha iraniana atingiu o porta-aviões USS Abraham Lincoln com um míssil de cruzeiro estratégico durante a guerra de 40 dias do Ramadã, segundo o Tehran Times.
Segundo ele, o navio interrompeu as operações aéreas por três dias após o ataque antes de se afastar da costa do Irã.
Tropas israelenses intensificaram os ataques no sul do Líbano, explodindo casas e outras estruturas e fazendo bombardeio de artilharia e fogo de metralhadora em várias áreas, segundo a agência nacional libanesa NNA, citada pela TRT World.
As forças israelenses fizeram fogo extensivo de metralhadora sobre as cidades de Khiam e Qantara e incendiaram casas em Qantara, segundo a NNA. Na quarta-feira, forças israelenses escavaram com trator, bombardearam e demoliram casas no sul do Líbano, com drones sobre Beirute e seus subúrbios ao sul, na mais recente violação do acordo-quadro mediado pelos EUA, segundo a NNA, conforme a agência Anadolu.
Ao menos 14 palestinos, incluindo crianças, ficaram feridos nesta sexta-feira quando um drone israelense atingiu um ponto de recarga de celulares no sul da Faixa de Gaza, segundo o Middle East Eye. Segundo a agência WAFA, ao menos 12 palestinos, entre eles um homem, sua mulher e seus filhos, ficaram feridos no ataque de drone na área de al-Maslakh, a oeste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone lançado pelos houthis em direção à região de Meca, segundo a Al Jazeera. Um porta-voz dos houthis negou que a cidade santa ou a região ao redor fosse alvo, reiterando que os ataques transfronteiriços do grupo seguem focados em infraestrutura energética e militar saudita. O Middle East Eye noticiou relatos da coalizão de drones sobre Meca e Medina, que os houthis negaram.
O porta-voz das forças armadas do governo do Iêmen afirmou nesta sexta-feira que os houthis atacaram o aeroporto de Aden e o complexo do palácio presidencial de Maashiq, segundo o Middle East Eye.
Um oficial de polícia disse à Agence France-Presse (AFP) que os houthis miraram o palácio presidencial com dois mísseis, de acordo com o Middle East Eye.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone perto de Riad e um míssil disparado pelos houthis do Iêmen contra a região sul do país, segundo o Middle East Eye. Mais cedo na sexta-feira, a coalizão disse ter interceptado um drone houthi na região de Meca, ataque que o grupo nega ter dirigido à cidade mais sagrada do islã.
Um juiz do tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas por causa de um caminhão com explosivos do Hezbollah apreendido no início deste mês, segundo a mídia estatal. Dois dos acusados foram presos na apreensão e estão detidos; os demais seguem foragidos e foram indiciados à revelia, cinco deles identificados apenas por apelidos. O caminhão foi parado em uma blitz na rodovia que liga Beirute ao Vale do Bekaa, no leste do país, e levava 780 kg de explosivos, incluindo 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais.
Com mais de 99% dos votos de terça-feira apurados, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ficou com 53 cadeiras e a oposição liderada por Gadi Eisenkot com 48, segundo o Haaretz, citado pela Al Jazeera. As listas árabes somavam 19 assentos no Knesset de 120. Nenhum dos dois blocos alcançou as 61 cadeiras necessárias para a maioria parlamentar, segundo a CNN.
O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, enviou na semana passada uma carta pessoal a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, na qual manifestou disposição de se encontrar pessoalmente com ele para discutir o fim da guerra por meio de negociações, segundo o Jerusalem Post. Conforme autoridades citadas pelo Foreign Policy, a carta afirma que o interesse central dos EUA “é garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear” e descreve o interesse iraniano como “reconstruir a economia devastada pela guerra e pelas sanções” e “preservar a soberania nacional”. Caso as duas partes concordem em se encontrar, Istambul ou Doha seriam os locais mais prováveis.
O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, afirmou em comunicado oficial que a investigação sobre suspeita de fraude eleitoral é “direcionada e limitada”, segundo o Middle East Eye. Dean Livne, diretor-geral interino da Comissão Eleitoral Central, disse que não há “base para alegações de violações sistemáticas da integridade eleitoral”. Os partidos Ra’am e Lista Conjunta, que disputaram a eleição em duas chapas separadas, conquistaram 19 assentos, o que pode lhes dar um papel decisivo nas negociações de coalizão.
Israel demoliu nesta sexta-feira as casas dos autores do ataque que matou dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na semana passada, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. Em comunicado sobre as demolições, o Exército israelense disse que vai “continuar a operar de forma proativa e ofensiva” para impedir ataques na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares vão “destruir” o bairro de onde vieram os dois atacantes e que Israel está pronto para uma “ação ampla” na Cisjordânia ocupada, segundo a BBC.
A mídia Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, relatou que dezenas de integrantes das forças do governo e dos houthis foram mortos e feridos nesta sexta-feira em batalhas intensas no distrito de Al-Maqatra, em Lahj, após um ataque em larga escala dos houthis, segundo o Jerusalem Post, que cita o veículo.
Hussein al-Ezzi, membro do bureau político do movimento Ansarullah, disse que resolver o conflito com a Arábia Saudita exige parar a agressão, levantar o cerco e pagar compensações, segundo a Mehr News. Ele afirmou que, sem o cumprimento das três condições, o confronto continuará.
O senador Chris Murphy afirmou ter sido informado sobre o plano dos Estados Unidos (EUA) para retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de “insana”, dizendo que ela levaria a uma “escalada devastadora”, segundo o Middle East Eye. Murphy afirmou que o plano desenvolvido levará, na avaliação dele, a um prolongamento e a uma escalada da guerra devastadores para os interesses de segurança do país.
Os Estados do Golfo terão de reconfigurar defesas de um trilhão de dólares diante dos danos econômicos e do valor questionável das bases dos EUA sob ataque iraniano, segundo estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgado pelo Guardian. O relatório cita 4.670 drones de ataque unidirecional e mais de 1.400 mísseis balísticos iranianos contra 12 Estados da região nas semanas antes do cessar-fogo de 8 de abril, e uma estimativa citada no estudo põe os danos à infraestrutura de energia em até US$ 58 bilhões.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse em entrevista à rádio KCMO que o conflito entre os EUA e o Irã vai terminar muito em breve, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. Trump disse na mesma entrevista que é preciso uma garantia de que nunca haverá arma nuclear, segundo a Al Arabiya.
Divergências profundas sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio devem inviabilizar ações e declarações unificadas na reunião de dois dias dos chanceleres das 20 maiores economias, em Atlanta, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Os Estados Unidos não convidaram a África do Sul para a ministerial, que ocorre nos dias 30 e 31 de outubro.
Mais de 25 sindicatos de estivadores em pelo menos 110 portos de 22 países entraram em greve nesta sexta-feira (30 de outubro), segundo a Al Jazeera. A paralisação integra uma campanha internacional contra o envio de armas e por melhores condições de trabalho, disseram os sindicatos. Sindicatos de França, Itália, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos fizeram um apelo conjunto pelo fim das guerras no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza.
O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), almirante Brad Cooper, apresentou na quinta-feira ao presidente Donald Trump opções para novos ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal, citado pela Al Jazeera. Os Estados Unidos e Israel elaboraram planos conjuntos para atacar o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o New York Times, citado pela mesma reportagem.
Com nenhum bloco político à frente de uma maioria clara na Knesset de 120 assentos, líderes do bloco que busca substituir Netanyahu se reuniram na quinta-feira em várias formações, algumas com o partido Ra'am, depois da eleição de terça-feira.
O presidente do partido Yashar, Gadi Eisenkot, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o Likud de tentar minar a legitimidade do resultado eleitoral, segundo o Jerusalem Post.
A Polícia de Fronteira e o Exército israelenses apreenderam um arsenal na aldeia de Hable, perto de Kalkilya, na noite de quinta-feira: três pistolas, uma delas de airsoft, um fuzil M-4, peças para vários fuzis M-16, mais de 2.300 cartuchos de munição variada e 67 carregadores, segundo a polícia, que anunciou a operação na manhã desta sexta-feira e prendeu dois suspeitos.
Na mesma noite, soldados israelenses prenderam quatro pessoas na região de Jenin.
Em Nablus, forças israelenses invadiram o Túmulo de José, na parte oriental da cidade, ao amanhecer, e revistaram casas em vilarejos vizinhos, segundo a agência palestina Wafa, citada pelo Middle East Eye.
A Arábia Saudita afirmou nesta sexta-feira ter interceptado e destruído um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, perto de Meca, a cidade mais sagrada do islã, alegação que os houthis negam.
O porta-voz militar houthi Yahya Saree classificou o relato da coalizão como falso, em publicação no X, e disse que o grupo não realizou nenhuma operação contra território saudita; suas ações miram instalações de petróleo e bases militares sauditas, segundo a Reuters.
Uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, foi enviada numa tentativa de reavivar as negociações de paz, segundo a Reuters, em texto publicado pela CGTN, que citou o Wall Street Journal e o The New York Times. O presidente Donald Trump disse aos repórteres que o assunto era “ajuda com suprimentos médicos e várias coisas” e que Vance perguntou a ele o que achava, e ele respondeu: “se você quiser fazer isso, tudo bem”.
O porta-voz houthi Yahya Saree afirmou que seis ataques atingiram infraestrutura comercial e militar vital, da costa leste à costa oeste da Arábia Saudita, chegando a Riad e à região sul de Najran, em publicação no X, segundo a Al Jazeera. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído um drone lançado pelos houthis na região de Meca, segundo o Times of Israel. Os houthis negam mirar Meca e Medina e já rejeitaram acusações anteriores da coalizão de que teriam lançado drones contra as duas cidades sagradas do islã, segundo o Jerusalem Post.
O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, disse que Donald Trump não deixará o conflito com o Irã se tornar uma “forever war” e que os EUA estão envolvidos com o Irã “de alguma forma há sete meses”, lidando com o país há 47 anos. Vance rebateu temores de uma guerra sem fim e disse que Trump concluirá a missão.
Dez aviões de transporte da Força Aérea dos Estados Unidos chegaram a bases israelenses no sul de Israel como parte de um comboio aéreo maior no Oriente Médio, segundo a KAN News, em texto publicado pelo Jerusalem Post. As aeronaves vieram da base de Fort Bliss, no Texas, e levariam sistemas de defesa aérea para proteger ativos regionais, segundo a KAN, e o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper, apresentou a Trump opções militares para o Irã, segundo o Wall Street Journal, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Uma fonte israelense disse à KAN que os Estados Unidos e Israel se coordenam de perto e se preparam para qualquer decisão de Trump, ainda sem decisão tomada.
O presidente do Parlamento e negociador iraniano Mohammad Bagher Qalibaf disse que o progresso nas negociações com os Estados Unidos depende de Washington aceitar as sete condições de Teerã, rejeitando a abordagem de cenoura e porrete. Segundo o Middle East Eye, ele afirmou que as condições “foram repetida e claramente expostas aos mediadores” e que o progresso só será alcançado quando as sete condições do Irã tiverem sido aceitas.
Israel passou a exigir que companhias aéreas enviem dados da tripulação 48 horas antes da partida, entre outras medidas para reforçar a segurança. Segundo o Times of India, as exigências valem para voos de entrada e de saída do país, de empresas israelenses e estrangeiras, e foram determinadas por Benjamin Netanyahu após uma revisão de segurança. A mudança segue a tentativa de sequestro de um voo da Flydubai que levava passageiros israelenses de Dubai a Tel Aviv, quando o copiloto omanita Hamam al-Hammami supostamente atacou o comandante indiano Smit Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave.
O enviado dos Estados Unidos Tom Barrack disse à CNN que os lados estão “muito próximos” de um acordo sobre um processo voltado a garantir uma pausa temporária nas hostilidades com o Irã, segundo o Middle East Eye. Catar, Paquistão e outros aliados americanos levaram as partes a esse ponto, e o presidente Donald Trump e seu governo consideram seriamente uma “ação cinética”; questionado sobre uma possível operação militar “curta e aguda” contra o Irã, Barrack disse que a opção segue sobre a mesa. A Arábia Saudita pediu ao governo Trump que “dê uma chance à diplomacia” antes da decisão final sobre um ataque, segundo duas fontes regionais ouvidas pelo Jerusalem Post, e teme que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) retalie contra infraestrutura de água, eletricidade e instalações de petróleo e energia sauditas.
Israel renovou até abril de 2027 a ordem de exclusão que impede o xeque Ekrima Sabri, pregador palestino e chefe do Conselho Islâmico Superior em Jerusalém, de rezar ou fazer sermões na mesquita de Al-Aqsa, segundo a Al Jazeera. A ordem mais recente, emitida em 20 de outubro, é a quinta contra Sabri, que está barrado do local há mais de dois anos. O Centro de Informação Wadi Hilweh, grupo palestino de monitoramento de direitos humanos, afirma que as autoridades israelenses emitiram mais de 1.000 ordens de exclusão que barram palestinos da mesquita de Al-Aqsa e da Cidade Velha desde o início de 2026, incluindo contra figuras religiosas e funcionários do Waqf islâmico.
A Síria afirmou na quarta-feira que um jihadista francês foi morto em um tiroteio com as forças de segurança no noroeste do país, a mais recente violência envolvendo combatentes estrangeiros desde que as novas autoridades sírias assumiram o poder, segundo o The Hindu.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta quinta-feira que não houve progresso nos temas centrais das conversas com Israel – cessar-fogo, retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI), demarcação da fronteira no sul do Líbano e libertação de prisioneiros –, uma semana depois da última rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos, segundo o Times of Israel.
Um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) foi indiciado por fornecer informações ao Irã, anunciaram em nota conjunta o Shin Bet, o serviço de segurança interna israelense, a Polícia de Israel e a unidade de porta-voz das FDI.
Segundo o Jerusalem Post, as informações que ele teria repassado incluem localizações e coordenadas de bases militares, além de fotografias de mísseis interceptadores, de veículos militares e do avião-tanque dos EUA estacionado em um aeroporto israelense.
O Times of Israel noticiou que o soldado foi acusado de espionar para o Irã em troca de criptomoeda.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirma ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos disparados pelos houthis contra Riad, segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA), em relato do Middle East Eye.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu nesta quinta-feira o tenente-general Brett Sylvia, planejador sênior do Estado-Maior Conjunto, sob acusação de vazar informação classificada ao público, segundo autoridades ouvidas pela Reuters, em texto republicado pelo site italiano Internazionale.
Sylvia chefiava a Diretoria de Estratégia, Planos e Política do Estado-Maior Conjunto, conhecida na caserna como J5, posição-chave que assessora o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
O tenente-coronel reformado do Exército dos EUA Earl Rasmussen disse à Sputnik que a demissão pode ter vindo de divergências entre a posição de Sylvia sobre a guerra com o Irã e a do secretário Pete Hegseth, mais do que do suposto vazamento.
Trump reuniu-se nesta quinta-feira na Casa Branca com o principal comandante militar dos Estados Unidos para analisar opções de ataque ao Irã, segundo o Wall Street Journal, em reportagem do G1.
O senador Chris Murphy disse ter sido informado do plano dos EUA de retomar a guerra contra o Irã e chamou a proposta de insana, afirmando que ela levaria a uma escalada devastadora, segundo o Middle East Eye. Ele falou depois de a imprensa americana noticiar, na quarta-feira, que os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.
O Irã recebeu uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e ainda não respondeu, informou nesta quinta-feira a agência semi-oficial Tasnim, segundo o Middle East Eye. A carta foi enviada ao chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, conforme o Wall Street Journal noticiou na quarta-feira, numa tentativa de retomar as negociações de paz. Teerã insiste que suas sete condições sejam cumpridas pelos Estados Unidos e afirma que “qualquer posição que contrarie esse marco é inaceitável”, acrescentou a agência.
A inteligência da província de Sistão-Baluchistão afirmou ter desmontado quatro células terroristas e prendido 16 pessoas no centro e no sul da província, algumas vindas do exterior, segundo a Mehr News. As forças de segurança apreenderam nove fuzis Kalashnikov, dois fuzis M4 de fabricação americana e sete pistolas com munição.
Israel pediu aos Estados Unidos permissão para atacar instalações de energia do Irã até agora não atingidas caso a campanha militar contra Teerã seja retomada, segundo a emissora estatal Kan, citada pela TASS. Na quarta-feira, Donald Trump disse a apoiadores republicanos em Ohio, antes das eleições legislativas de meio de mandato, que pretendia encerrar a guerra contra o Irã muito rapidamente.
Os combates se intensificaram em várias frentes ao sul de Taiz, no sudoeste do Iêmen, com a mídia ligada às forças do governo relatando uma alta nas hostilidades com os houthis, segundo a Al Jazeera. Mais de 281 mil pessoas deixaram suas casas no Iêmen desde o início de agosto, segundo a agência humanitária da ONU citada pela emissora.
Um porta-voz do Kremlin disse à Al Jazeera que Moscou está pronta a mediar entre Irã e Estados Unidos se for solicitada, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirmou que a Rússia está disposta a receber o urânio enriquecido do Irã caso o material continue a travar as negociações.
O United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) recebeu relato de embarcação em chamas no Estreito de Ormuz, a 9 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, segundo o Middle East Eye, e o comandante de um terceiro navio relatou ter avistado outro navio em chamas a 17 km ao norte de Khasab, com estado da tripulação desconhecido, segundo a Mehr News.
Forças dos Estados Unidos no Oriente Médio estão prontas para lançar grandes operações contra o Irã em até 96 horas após ordem de Donald Trump, segundo duas autoridades citadas pela CNN, e uma delas disse que “será um grande esforço”.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter interceptado e destruído um drone MQ-1 americano a leste do Estreito de Ormuz, o 14º abatido, em anúncio divulgado pela IRNA em frente a Sirik e sob a rede integrada de defesa antiaérea.
Os ataques israelenses mataram cinco palestinos e feriram 32 na Faixa de Gaza, na Palestina, na terça-feira, segundo fontes médicas citadas pela Anadolu, e uma menina de seis anos e um homem morreram por ferimentos sofridos em ataques anteriores. A menina morreu na manhã de terça-feira após sucumbir a ferimentos de tiros israelenses na área de al-Mawasi, em Khan Younis, no sul do enclave, segundo a WAFA.
Donald Trump disse que pretende renomear o Estreito de Ormuz como Trump Strait, em comício republicano em Ohio, nos Estados Unidos, antes das eleições de meio de mandato. Ele comparou a ideia à mudança do nome do Golfo do México para Golfo da América e disse que a nova designação virá “em algum momento”.
Os Estados Unidos disseram a países do Oriente Médio e a aliados regionais que se preparem para uma possível nova ação militar contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, e para a possibilidade de o Irã tentar retaliar contra eles, segundo dois diplomatas informados sobre o assunto ouvidos pela AP. Donald Trump não tomou decisão final sobre novos ataques, mas tem dito que avalia ordenar nova ação militar depois das eleições. Os aliados também foram instados a tomar medidas de precaução diante da expectativa de que a resposta iraniana inclua ataques retaliatórios a instalações de energia e outra infraestrutura crítica.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído na madrugada de quinta-feira um míssil balístico lançado do Iêmen pelos houthis contra a região leste do reino, segundo o Jerusalem Post. A Defesa Civil saudita emitiu dois alertas, para Najran e para a Província Oriental, e informou minutos depois que o perigo havia passado nas duas áreas. No sábado anterior, a Defesa Civil disse ter interceptado dois mísseis houthis em direção às regiões de Meca e Medina, com destroços caindo em Jidá, Taif e Rabigh.
A Comissão Central de Eleições de Israel anunciou que começou a contagem dos votos de “envelope duplo”, segundo o Times of Israel. Israel começou a contar mais de 500 mil cédulas de envelope duplo, com potencial de alterar a distribuição final de cadeiras no parlamento, segundo a Anadolu.
O Ministério da Saúde do Iêmen alertou nesta quarta-feira para uma crise sanitária e humanitária crescente em Taiz e pediu o fim do cerco houthi, dizendo que 246.711 pessoas perderam acesso a serviços essenciais de saúde, incluindo mais de 186 mil crianças menores de cinco anos e cerca de 23 mil grávidas, segundo o Ministério da Saúde do Iêmen.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse seguir em contato próximo e permanente com intermediários para examinar propostas que viabilizem o Plano de Sete Dias, pelo qual o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em sete dias se cumpridas as condições necessárias, incluindo um cessar-fogo em todo o Oriente Médio, com uma delegação catariana em Teerã no domingo para tratar das negociações, de Ormuz e do abastecimento energético.
Com mais de 90% dos votos apurados, o bloco de Benjamin Netanyahu tem 53 cadeiras contra 48 do bloco de Gadi Eisenkot, com as 19 restantes para a Lista Conjunta e o Raam, com 12 e sete cadeiras respectivamente, longe da maioria no Knesset de 120 assentos – e Netanyahu disse aos aliados de extrema direita que seguem juntos, segundo o Times of Israel a partir do Channel 14. O ex-premiê Ehud Olmert declarou apoio a Eisenkot e ao Yashar por considerá-lo mais apto a liderar o país e disse que Netanyahu está “on the wrong side of history”, segundo o Jerusalem Post.
O Irã manterá contato próximo com os mediadores para examinar ideias que viabilizem a implementação do plano de sete dias, mesmo em um prazo menor que uma semana, disse Araghchi, segundo a Mehr News.
Os Estados Unidos avisaram vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma ofensiva militar curta e intensa contra o Irã depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Middle East Eye. Forças americanas vêm reabastecendo munições na região, e bombardeiros e caças se preparam para os ataques, disseram autoridades ao jornal.
Com 85% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos estavam a caminho de 53 das 120 cadeiras do Knesset, segundo a BBC. O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que espera receber os resultados oficiais na próxima semana e que depois começará conversas com cada facção: “Precisamos fazer tudo o que pudermos, certamente depois de ontem, para evitar outra rodada de eleições.”
O Banco Mundial projeta alta de 23% nos preços globais de commodities até o fim de 2026, com os preços de energia nas máximas de quatro anos por causa da guerra contra o Irã, segundo a TRT World. Os preços dos alimentos devem subir 10% em 2026 e outros 7% no ano seguinte, por causa de linhas de suprimento de grãos afetadas por conflitos, do efeito de um fenômeno El Niño extremo e dos altos preços de combustível e fertilizantes.
A Reuters noticiou a projeção de alta de 23% em 2026 atribuída à guerra no Oriente Médio e a outros choques de oferta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer um governo israelense sem os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, disseram fontes americanas ao site Walla, em relato publicado pelo Jerusalem Post. Segundo as mesmas fontes, Trump considera que a violência dos colonos mina sua visão regional e dificulta sua implementação.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que se faça tudo o que for possível para evitar outra rodada de eleições, segundo o The Hindu. Com mais de 85% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu estava levemente à frente, mas ainda sem maioria, de acordo com o jornal.
O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de supostamente roubar a eleição para o Knesset por meio de fraude eleitoral generalizada, suborno, intimidação e manipulação de cédulas, segundo o Jerusalem Post. A própria reportagem ressalva que as alegações não foram verificadas de forma independente e que nenhuma prova de manipulação sistemática foi tornada pública.
Talal al-Krenawi classificou as acusações de “nojento” e “mentiras e falsidades”. “Isto é incitação contra os beduínos”, disse, conforme o jornal.
As Forças Armadas iemenitas dos houthis pediram a evacuação imediata do aeroporto de Aden por causa da presença de um avião saudita de carga militar que, segundo o comunicado, transportava armas – declaração divulgada pela Mehr News. Um míssil houthi atingiu depois “a área sob controle das forças sauditas dentro do perímetro do aeroporto de Aden”, segundo um policial à AFP (Agence France-Presse) citado pelo G1.
A emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, informou que um ataque saudita à cidade de Hazm, capital da província de Al-Jawf, matou 16 pessoas e deixou 10 feridos, incluindo mulheres e crianças.
O planejamento econômico iraniano estuda um cenário de 130 dólares o barril no orçamento do próximo ano iraniano, que começa em março de 2027, segundo meios iranianos citados pelo OilPrice. No início de outubro, o bloqueio dos Estados Unidos no Golfo de Omã já retinha ao menos 50 petroleiros iranianos carregados dentro do Golfo Pérsico, perto da costa do país, de acordo com o mesmo levantamento.
Com quase cinco milhões de votos contados, o bloco de Benjamin Netanyahu caiu para 53 cadeiras e a oposição ficou com 48, anunciou o Comitê Central de Eleições na manhã desta quarta-feira. O Likud é projetado com 26 cadeiras e o Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21. Os partidos árabes somam 19.
O conjunto de partidos que quer retirar Netanyahu do poder chega a 67 cadeiras, e o bloco do primeiro-ministro fica oito cadeiras abaixo da maioria parlamentar, segundo projeções publicadas pelo Middle East Eye.
Com mais de 76% dos votos apurados às 9h30 GMT, o bloco de Netanyahu somava 54 assentos e o de Eisenkot 47, segundo contagens publicadas pela mídia israelense e citadas pela Al Jazeera. Com 70% contados, os dois blocos judeus ficavam abaixo dos 61 assentos do Knesset necessários para uma maioria de governo, segundo o The Guardian. Os partidos árabes israelenses caminhavam para um resultado recorde de 16 a 19 assentos, e a formação de um governo passaria por um pacto com eles, por novas eleições ou por um governo de unidade, ainda segundo o jornal.
Os Estados Unidos deslocam um sistema de defesa aérea e de mísseis Patriot do Texas ao Oriente Médio enquanto Washington e Israel se preparam para uma possível nova rodada de operações de combate pesadas contra o Irã depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Jerusalem Post. O jornal também relatou que Washington teria avisado vários países árabes do Golfo a se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã após as legislativas, segundo pessoas informadas das conversas.
Mediadores do Catar apresentaram ao Irã no domingo uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos (EUA) e Israel, e Teerã deve responder até o fim da semana, disse nesta quarta-feira um funcionário informado das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al Arabiya English. A minuta prevê um cronograma de sete dias que trata das preocupações de Teerã e de Washington e lista medidas diárias de confiança que cada lado deve tomar, segundo o mesmo funcionário.
Com mais de 66% dos votos contados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, foi projetado com 28 das 120 cadeiras do Knesset e o bloco do primeiro-ministro soma cerca de 56, abaixo das 61 necessárias para a maioria, segundo o El País. O bloco anti-Netanyahu liderado por Gadi Eisenkot aparece com 48 cadeiras, e as duas listas árabes somariam 16, indispensáveis para formar governo. Yair Golan pediu que a oposição forme um governo de mudança “em parceria com os cidadãos árabes de Israel”.
O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
Jordânia e Síria acordaram na terça-feira criar um comitê conjunto de segurança para investigar os ataques aéreos jordanianos no sul da Síria e reforçar a coordenação, segundo o TRT World. Sete pessoas morreram e três ficaram feridas nos ataques de segunda-feira, segundo a TV Al Ekhbariya citando a diretoria de saúde de Daraa, e o Exército da Jordânia disse que os alvos pertenciam a grupos ligados ao ataque de sexta-feira contra fiéis numa igreja em Hamoud, na província de Karak.
Ataques israelenses mataram dois palestinos e feriram cinco em Gaza na terça-feira, segundo o TRT World, que cita fontes médicas. Em Jabalia, tropas israelenses mataram a tiros Mahmoud Samih al-Harsh, de 28 anos, na rua al-Hawja, no campo de refugiados, segundo fontes médicas citadas pela Anadolu. Em Khan Younis, a menina Tahani Mohammed Saeed Shalalfeh, de seis anos, morreu por ferimentos de um ataque do dia anterior em al-Mawasi.
Os Estados Unidos disseram a vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma campanha militar curta e intensa depois das eleições de meio de mandato, segundo pessoas informadas sobre as conversas, de acordo com o Hindustan Times. O jornal também registra novos sinais de que os militares americano e israelense preparam uma possível onda de ataques para levar Teerã à mesa de negociação.
Netanyahu e Eisenkot apresentaram reivindicações rivais para liderar Israel depois da votação de terça-feira, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor. As três principais redes de televisão israelenses atualizaram as bocas de urna e deram ao bloco de Eisenkot vantagem de dois assentos sobre o campo liderado pelo Likud, por 52 a 50; o comparecimento foi de 77,7%, o maior em mais de duas décadas e cerca de 7 pontos acima de 2022, segundo o comitê eleitoral central citado pela France 24. As primeiras bocas de urna haviam deixado os blocos empatados.
Os partidos árabes são projetados para 18 assentos no Knesset, recorde, após alta do voto palestino em Israel, segundo a Al Jazeera, com comparecimento geral histórico de 77,7%, o maior desde 1999, segundo o Comitê Central de Eleições.
O arcebispo Paul Richard Gallagher afirmou que a Santa Sé seguirá apoiando firmemente a solução de dois Estados no Oriente Médio, segundo a TRT World, dizendo que a fórmula mantém respaldo internacional considerável, embora sua implementação imediata seja improvável.
Uma firma privada de inteligência geoespacial examinou 40 ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita por houthis e milícias do Iraque entre 1º de julho e 19 de outubro, segundo a Associated Press (AP), que aponta correspondência com atividade de satélites espiões russos. O vice-ministro saudita para diplomacia pública afirmou à AP que o Irã e os houthis recebem inteligência de elementos na Rússia e na China.
Os militares dos Estados Unidos (EUA) já gastaram mais de US$ 47 bilhões na guerra no Irã, mais de 25% acima da estimativa de julho, segundo dados do Departamento de Defesa obtidos pela Reuters.
Bezalel Smotrich disse que não deixará cidadãos palestinos de Israel comemorarem os ganhos eleitorais projetados e prometeu que assentamentos judaicos serão estabelecidos em Gaza, segundo o Middle East Eye, afirmando ainda que os partidos palestinos não reverterão a expansão dos assentamentos.
Gadi Eisenkot disse que Israel escolheu a mudança e que buscará formar um novo governo, segundo o Middle East Eye, e prometeu – segundo o Times of Israel – fazer de tudo para formar um governo sionista que recrute todo mundo, com alistamento militar para todos, dizendo que Benjamin Netanyahu deveria aceitar o veredito e deixar a vida política.
Avigdor Lieberman pediu que Benjamin Netanyahu deixe o cargo e que o Likud o remova da liderança, dizendo que sem Netanyahu será possível reconstruir o campo nacional, segundo o Middle East Eye, que cita o Canal 12 de Israel, manifestando ainda dúvida sobre as bocas de urna.
Líderes parlamentares dos países do BRICS expressaram “profunda preocupação” com a escalada de tensões e hostilidades na Ásia Ocidental e criticaram as “medidas coercitivas unilaterais” e as “sanções econômicas unilaterais” impostas na região como contrárias ao direito internacional, segundo o The Hindu.
A declaração conjunta defendeu uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e afirmou o direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a um Estado independente e soberano.