O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou em 3 de novembro, dia da eleição, que o país deixará de fornecer quase US$ 4 bilhões em ajuda militar anual a Israel até o fim de 2026, citando a força econômica israelense e a crítica política que os republicanos enfrentam pelo apoio norte-americano ao Estado judeu.
Trump afirmou que ele e Benjamin Netanyahu acertaram “meses atrás” o fim do repasse. O memorando de entendimento entre os dois países prevê US$ 3,8 bilhões por ano até o ano fiscal de 2028, sendo US$ 3,3 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis. Trump não detalhou como a assistência militar terminaria até o fim de 2026, já que o memorando que sustenta a ajuda vai até setembro de 2028. Trump citou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, crítico da ajuda incondicional a Israel, ao explicar por que o financiamento deve terminar. Para Ofir Dayan, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), o momento sugeria que Trump acreditava que a assistência prejudicava candidatos republicanos.