Um tribunal do Bahrein deve proferir no domingo sentenças contra 69 réus, entre eles 60 clérigos, acusados de pertencer a grupo terrorista, de tentar derrubar o “regime constitucional” e de tentar promover a ideologia política do Irã, segundo o Middle East Eye.
Vinte organizações de direitos humanos, entre elas a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, pediram a libertação dos detidos arbitrariamente, o arquivamento das acusações baseadas em atividades religiosas pacíficas e a investigação das denúncias de maus-tratos e tortura. Depoimentos obtidos pelo Bahrain Institute for Rights and Democracy (Bird) descrevem posição forçada por períodos prolongados, olhos vendados e algemas, privação de sono e ameaças de violência física e sexual contra os réus e suas famílias. Sessenta e nove cidadãos bahreinítas de origem iraniana tiveram a cidadania cassada. O chefe da agência responsável pela segurança interna do Bahrein, Tariq Al Hassan, disse à Reuters que a repressão busca confrontar “uma ideologia que exige obediência à liderança iraniana acima da autoridade soberana do Bahrein”.