O xeque Isa Qassim, clérigo xiita destituído da cidadania do Bahrein em 2016, pediu que a população apoie pacificamente os 60 clérigos que aguardam veredito em 8 de novembro e alertou a monarquia sobre as consequências de um processo baseado em acusações “fabricadas e difamatórias”, segundo o Tehran Times. O tribunal que o jornal chama de “Tribunal Criminal Superior” decide no domingo sobre 69 réus, 60 clérigos e nove afiliados: 56 estão presos e 13 são julgados à revelia. Vinte organizações, entre elas a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a Organização Mundial Contra a Tortura, pedem a exclusão de confissões obtidas sob coação e a libertação dos detidos.
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Um tribunal do Bahrein deve proferir no domingo sentenças contra 69 réus, entre eles 60 clérigos, acusados de pertencer a grupo terrorista, de tentar derrubar o “regime constitucional” e de tentar promover a ideologia política do Irã, segundo o Middle East Eye. Vinte organizações de direitos humanos, entre elas a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, pediram a libertação dos detidos arbitrariamente, o arquivamento das acusações baseadas em atividades religiosas pacíficas e a investigação das denúncias de maus-tratos e tortura. Depoimentos obtidos pelo Bahrain Institute for Rights and Democracy (Bird) descrevem posição forçada por períodos prolongados, olhos vendados e algemas, privação de sono e ameaças de violência física e sexual contra os réus e suas famílias. Sessenta e nove cidadãos bahreinítas de origem iraniana tiveram a cidadania cassada. O chefe da agência responsável pela segurança interna do Bahrein, Tariq Al Hassan, disse à Reuters que a repressão busca confrontar “uma ideologia que exige obediência à liderança iraniana acima da autoridade soberana do Bahrein”.
O presidente da França, Emmanuel Macron, obteve o compromisso de mais 200 mil toneladas mensais de diesel dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein durante um giro pelo Golfo, segundo a France 24. Somadas as entregas da Arábia Saudita, a França tem 295 mil toneladas por mês comprometidas, pouco mais de 10% do seu consumo, acrescentou a presidência francesa.
O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou nesta segunda-feira ao Kuwait, onde foi recebido pelo emir Sheikh Mishal Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, segundo a TRT World. O giro de quatro países busca petróleo e diesel adicionais e deve passar pelos Emirados Árabes Unidos, pelo Bahrein e pelo Catar até quarta-feira; segundo a emissora, a viagem também pretende melhorar a segurança das rotas marítimas de energia, abaladas pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, viajou nesta quarta-feira ao Azerbaijão para a sétima cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia (CICA), onde se reuniu com o presidente azerbaijano, Ilham Aliyev, e com o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al-Zayani, em Baku. Herzog e Aliyev discutiram formas de aprofundar a relação estratégica entre os dois países, confirmou o gabinete do presidente israelense. O encontro com o chanceler do Bahrein teve como foco a necessidade de fortalecer os Acordos de Abraão e de ampliar a paz e a cooperação.
Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein estavam entre as delegações que permaneceram nos assentos durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando dezenas de delegações deixaram o plenário, segundo a Agência Anadolu. Influenciadores emiradenses celebraram publicamente a decisão do país de permanecer na sala, relata o Middle East Eye.