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Houthis dizem ter acertado refinaria de Ras Tanura com míssil balístico

Anúncio de 27 de outubro de 2026 fala em incêndio no maior complexo de refino da Arábia Saudita. A coalizão afirma ter interceptado os mísseis sem vítimas, enquanto sauditas, iranianos, turcos e paquistaneses combinam seguir conversando em Teerã.

Os houthis do Iêmen disseram em 27 de outubro de 2026 que acertaram a refinaria de Ras Tanura, na Província Oriental da Arábia Saudita, com um míssil balístico. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que o ataque provocou um incêndio no complexo, que inclui um terminal de embarque no Golfo Pérsico, a leste do Estreito de Ormuz. As autoridades sauditas não confirmaram o acerto de imediato.

A refinaria de Ras Tanura, a maior do reino, tem capacidade de 550 mil barris por dia e passou um período fechada nos primeiros meses da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, por precaução. Quase todo o petróleo que a Arábia Saudita exporta sai por dois portos: Ras Tanura, no Golfo, e Yanbu, no Mar Vermelho, ambos já atacados pelos houthis no passado.

A coalizão liderada pelos sauditas deu outra versão para a noite. O porta-voz Turki al-Maliki disse que três mísseis balísticos lançados pelos houthis contra a Província Oriental foram interceptados, sem vítimas, e que quatro drones rumo ao sul do reino também foram derrubados. A coalizão afirmou ainda que derrubou três drones sobre Riad e o sul do país na noite de 26 de outubro de 2026.

O mesmo comunicado houthi falou em ataques a duas aeronaves de transporte militar no aeroporto de Najran e a uma base aérea em Khamis Mushait, sem confirmação saudita. O grupo disse também que repeliu um avanço de forças que descreve como apoiadas pelos sauditas nos acessos ao sul do Estreito de Bab el-Mandeb, rota central do petróleo no Mar Vermelho.

No mar, a disputa segue aberta. Os houthis tomaram áreas estratégicas da costa iemenita do Mar Vermelho em setembro de 2026, o que provocou uma contraofensiva das forças do governo iemenita. No início de outubro de 2026, forças iemenitas apoiadas por Riad retomaram áreas costeiras que o grupo havia tomado então, afrouxando o cerco sobre a rota.

Enquanto os mísseis cruzavam o céu, quatro países combinavam conversar. Arábia Saudita, Irã, Turquia e Paquistão concordaram em 26 de outubro de 2026, em Teerã, em manter o diálogo pela paz e pela segurança regional. Foi o primeiro contato de alto nível entre o Irã e os três signatários do pacto de defesa de Meca, assinado em agosto de 2026, desde que a guerra aberta com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã chegou à Arábia Saudita e ao Iêmen. Riad enviou o ministro da Defesa, Khalid bin Salman. O Paquistão enviou o chefe do Exército, Asim Munir, e a Turquia, o chefe de inteligência, Ibrahim Kalin.

Um acordo provisório de paz costurado com mediação do Paquistão e do Catar em junho de 2026 segurou os combates por pouco tempo, e o confronto recomeçou. Em outubro de 2026, um ataque ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, matou ao menos 13 pessoas e feriu mais de 300, o mais letal contra o reino em mais de uma década. A coalizão afirma ter destruído cinco túneis usados para guardar mísseis balísticos, quatro lançadores e um depósito. A guerra também restringiu o transporte pelo Estreito de Ormuz e pressionou os preços dos combustíveis. O Parlamento do Egito autorizou em 26 de outubro de 2026 o emprego das Forças Armadas na defesa do reino.

Até a noite de 27 de outubro de 2026, nenhuma verificação independente confirmava dano dentro da refinaria. Ficavam de pé duas afirmações incompatíveis: o incêndio anunciado pelos houthis e a interceptação sem vítimas anunciada pela coalizão. A apuração do que ardeu em Ras Tanura cabe agora aos registros da Aramco e da defesa aérea saudita.

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