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Tema: Coreia do Norte

Matérias e notas sobre Coreia do Norte.

Fluxo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, segundo achados preliminares, a Rússia usou mísseis KN-23 fabricados e fornecidos pela Coreia do Norte contra uma das principais instalações energéticas atingidas nos ataques da madrugada. Ele disse também que a Rússia usou 36 mísseis nos ataques noturnos e que apenas quatro foram interceptados, com escassez de interceptadores para sistemas Patriot. A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido 149 de 172 drones e quatro mísseis balísticos, em ataques dirigidos sobretudo à região de Kiev. O anúncio ocorre às vésperas de nova rodada de conversas trilaterais mediadas pelos Estados Unidos (EUA) em Abu Dhabi, a partir de terça-feira.

Kim Song-nam, diretor do departamento de assuntos internacionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia, reuniu-se em Pequim, na sexta-feira, com Liu Haixing, ministro do departamento internacional do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, na casa de hóspedes estatal de Diaoyutai, segundo a agência estatal KCNA. Liu disse que a visita da delegação era prioridade máxima para o presidente Xi Jinping e para o Comitê Central do partido. Kim também se reuniu com Cai Qi, membro do comitê permanente do bureau político e quinto na hierarquia do partido chinês, que afirmou que o apoio da China à causa socialista da Coreia sob Kim Jong Un segue firme, qualquer que seja a mudança do cenário internacional.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a retomada dos canais de comunicação entre as duas Coreias, incluindo os contatos militares diretos, para evitar acidentes ou erros de cálculo. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que Guterres segue preocupado com a situação na península coreana e com uma possível escalada na Zona Desmilitarizada. A tensão na fronteira aumentou após a explosão de uma mina em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos, dois deles com gravidade. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano e do Comando da ONU concluiu que a explosão foi causada por minas antipessoal plantadas deliberadamente pela Coreia do Norte, que nega responsabilidade.

Clientes do Binance sacaram US$ 3,6 bilhões da exchange quando ela reabriu no domingo, depois do que é tido como o maior hack da história. O Federal Bureau of Investigation (FBI) e outras instituições atribuíram o ataque à Coreia do Norte. Segundo o Binance, um ataque de US$ 6,3 bilhões começou com uma falsa entrevista de emprego e foi uma campanha construída ao longo de meses contra funcionários e sistemas internos da exchange. A empresa disse que cerca de US$ 2,85 bilhões foram congelados, que cerca de 98% dos tokens afetados foram repostos com recursos próprios e que 57 tentativas suspeitas de ligação com a Coreia do Norte foram bloqueadas neste ano.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que o país decidiu copatrocinar a resolução anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas sobre direitos humanos na Coreia do Norte, proposta pela União Europeia. O texto está em análise na Terceira Comissão e deve ser adotado por volta de 18 e 19 de novembro. Por sugestão de Seul, a resolução inclui linguagem sobre a importância do diálogo e do engajamento com Pyongyang, inclusive entre as duas Coreias, e pede avanços em temas humanitários como sequestrados, detidos, prisioneiros de guerra e famílias separadas. A missão norte-coreana na ONU disse, em comunicado divulgado pela agência oficial Central de Notícias da Coreia, que a União Europeia voltou a apresentar um projeto de resolução que distorce a política e a situação de direitos humanos do país. O comunicado afirmou que a UE deveria cuidar dos próprios assuntos em vez de inflar problemas de direitos humanos inexistentes.

O principal diplomata da China, Wang Yi, recebeu em Pequim uma delegação chefiada por Kim Song-nam, chefe de assuntos internacionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia, segundo o SCMP. Wang afirmou que a China está pronta a executar “resolutamente” o consenso central dos líderes dos dois partidos e dos dois países e a levar os laços a um desenvolvimento mais profundo e substantivo. A visita ocorreu pouco depois do quinto plenário do partido, o principal evento do calendário político chinês neste ano.

A Coreia do Norte afirmou ter testado na quarta-feira um sistema de míssil antiaéreo de novo projeto para confirmar suas capacidades técnicas, segundo a Yonhap, que cita a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou vários mísseis lançados ao Mar do Leste a partir de Sondok, com alcance estimado inferior a 300 km, e uma subunidade de mísseis de cruzeiro estratégicos fez um exercício contra um alvo de aeródromo simulado, segundo a KCNA.

Um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, na viagem de Trump à Ásia em novembro parece cada vez mais improvável após a derrota eleitoral republicana, segundo analistas. Kim Yo Jong sinalizou na quarta-feira que Pyongyang “não tem necessidade de se sentar cara a cara com pessoas tão pouco confiáveis e hostis”. Um eventual encontro era especulado em torno da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, marcada para 18 e 19 de novembro. Especialistas apontam que o controle democrata do Congresso pode dificultar a obtenção de submarinos de propulsão nuclear pela Coreia do Sul e limitar um acordo de Trump com o Norte.

A Coreia do Norte testou nesta quarta-feira um sistema de mísseis antiaéreos de novo projeto e realizou um exercício de ataque com mísseis de cruzeiro, segundo a agência estatal KCNA. O teste confirmou as especificações técnicas e a confiabilidade dos novos materiais e dos modos de guiagem do míssil, além da capacidade do sistema de identificar e rastrear alvos. Uma subunidade do comando de mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance, no leste do país, atingiu um alvo que simulava um aeroporto. O relatório da KCNA parece confirmar anúncio do Ministério da Defesa da Coreia do Sul de que Pyongyang disparou vários mísseis na direção do mar a partir da área de Sondok, na costa leste, no quarto lançamento norte-coreano em um mês.

Kim Jong-un inspecionou o estaleiro de Nampho e pediu um rápido fortalecimento do poder de combate naval para responder a “atos hostis dos inimigos”, segundo a mídia estatal norte-coreana. A inspeção foi divulgada nesta quarta-feira. Kim viu um novo navio de guerra em construção e o descreveu como “incomparavelmente enorme e intimidante” em relação ao destróier construído no ano anterior. O secretário-geral do Fórum de Defesa e Segurança da Coreia, Shin Jong-woo, disse que a Coreia do Norte parece ter exposto pela primeira vez o canteiro de uma nova embarcação que seria um cruzador de 10 mil toneladas.

A Coreia do Norte disparou nesta quarta-feira vários mísseis em direção ao mar no leste, na quarta salva de armas em um mês, a partir da área de Sondok, região costeira do leste. Vários mísseis foram lançados a partir de Sondok, em Hamgyong do Sul, sem informação sobre o tipo nem o horário exato, e não haverá a terceira atualização habitual, com altitude máxima e alcance, enquanto autoridades sul-coreanas e estadunidenses analisam as especificações, confirmou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, negou que a Coreia do Norte esteja por trás do roubo recorde de US$ 6,3 bilhões da corretora Binance e chamou a acusação de “retórica absurda”. O FBI, o Serviço Secreto e analistas de segurança cibernética dos Estados Unidos atribuem o ataque à Coreia do Norte e o descrevem como o maior da história. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale, a declaração saiu pela agência estatal KCNA, e Kim disse não haver necessidade de se sentar com “pessoas tão pouco confiáveis e hostis”, enquanto a Elliptic contabilizou cerca de US$ 2,85 bilhões congelados ou apreendidos de recursos que passaram por cerca de 12 mil carteiras e 40 mil transações em 11 blockchains.

Kim Jong-un visitou o estaleiro de Nampho e pediu a aceleração do poder naval de superfície e submarino para conter “atos hostis dos inimigos”, segundo a mídia estatal. Ele inspecionou um novo navio de guerra em construção, que descreveu como “incomparavelmente maior e mais intimidador” que o destróier construído no ano passado, e uma foto da KCNA sugere que a embarcação pode ser da classe de 10 mil toneladas que Kim mencionou em planos anteriores. Ele também pediu a automação da produção e a construção de um segundo dique terrestre para permitir construir e reparar navios ao mesmo tempo.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, negou a acusação do FBI de que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em criptoativos da Binance e disse não ver “necessidade” de diálogo com Washington. Em comunicado publicado pela agência oficial KCNA na quarta-feira, a dirigente do partido afirmou que a acusação revela a “política hostil” dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte. A recusa ocorre em meio a especulações sobre uma possível cúpula entre Donald Trump e Kim Jong Un ainda neste mês. Trump disse em agosto que queria encontrar o líder norte-coreano ainda neste ano, e Pyongyang não respondeu à oferta.

A Binance afirmou que hackers usaram entrevistas de emprego falsas e uma ferramenta de inteligência artificial interna comprometida para invadir seus sistemas e drenar US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. Um engenheiro foi instruído a baixar um malware disfarçado de “tarefa” durante a segunda entrevista, e o código usou técnicas de ofuscação para escapar da detecção. As agências que investigam o caso apontaram indícios de que o ataque foi orquestrado pela Coreia do Norte, e Pyongyang negou nesta terça-feira envolvimento no roubo. A exchange congelou US$ 2,85 bilhões em ativos e repôs cerca de 98% dos tokens afetados com recursos próprios.

A Coreia do Norte testou uma ogiva de dispersão para um míssil de cruzeiro estratégico, informou a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), em relato da agência sul-coreana Yonhap. O teste de segunda-feira foi supervisionado por Kim Jong-sik, membro da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores. O instituto de ogivas do país afirmou que a ogiva de dispersão de porte médio pode “transformar em cinzas” uma área de 5 a 6 hectares. No sábado, o país havia testado uma bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos e prometido equipar suas unidades com vários tipos de ogivas de fragmentação até o fim do ano.

O ataque à Binance começou na madrugada de 29 de outubro e, em cerca de 20 minutos, resultou no maior hack de criptomoedas da história, com mais de 6 bilhões de dólares roubados, e até 2 de novembro a empresa havia reposto 100% do valor aos clientes. A empresa assegurou ativos equivalentes a cerca de 95% dos 6,3 bilhões de dólares roubados, após saques líquidos de 3,6 bilhões nas primeiras nove horas, cerca de 2% dos 171 bilhões sob gestão, enquanto emissoras de stablecoins congelaram cerca de 3 bilhões dos fundos afetados. A investigação preliminar aponta para um laptop comprometido de um engenheiro, que pode ter permitido transações de saque não autorizadas. O Federal Bureau of Investigation (FBI) declarou dois dias após o ataque que a Coreia do Norte era responsável pelo roubo, atribuído por firmas de segurança ao grupo TraderTraitor.

A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, classificou como “grave provocação política” a acusação do Federal Bureau of Investigation (FBI) de que Pyongyang roubou US$ 6 bilhões da plataforma de criptomoedas Binance, em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA. O FBI atribui o roubo ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte. Kim disse que a alegação é “retórica absurda e nada nova”, citando acusações anteriores dos Estados Unidos sobre o grande ataque hacker à Bybit no ano passado.

A Coreia do Norte condenou o exercício bilateral Iron Mace, que integra a capacidade nuclear dos Estados Unidos (EUA) às forças convencionais sul-coreanas, e prometeu acelerar o arsenal nuclear como política “imutável”. Em comunicado assinado por Kim Jong-sik, o país também mirou os exercícios Hoguk, Freedom Flag e Keen Sword, este último um exercício conjunto dos EUA com o Japão.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse após reunião com chanceleres do Grupo dos Vinte (G20) em Atlanta que o presidente Donald Trump segue aberto a conversas com o líder norte-coreano Kim Jong Un, mas nenhuma reunião foi agendada. A Coreia do Norte denunciou o exercício combinado Coreia do Sul–Estados Unidos Iron Mace, que integra capacidades convencionais sul-coreanas e nucleares norte-americanas. O exercício foi uma simulação de mesa na sede do Estado-Maior Conjunto em Seul, de 29 de setembro a 2 de outubro, para dissuadir ameaças norte-coreanas. Pyongyang afirmou que sua dissuasão nuclear se fortalecerá em ritmo cada vez mais rápido.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou no sábado uma ogiva de bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos, em avaliação da adaptabilidade de combate e da potência do armamento, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Os institutos de pesquisa da administração afirmaram que a ogiva de fragmentação Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de maior densidade, conforme a KCNA. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse no domingo que o míssil foi disparado em direção ao Mar Amarelo a partir de uma área próxima ao condado de Chongju, no noroeste do país, e que, sob compartilhamento de informações com os Estados Unidos, acompanhou atividades relacionadas antes do lançamento e manteve postura de prontidão.

O Federal Bureau of Investigation (FBI) atribuiu à Coreia do Norte o roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora Binance por volta de 29 de outubro, segundo comunicado do próprio órgão. O FBI disse que o ataque foi ligado à “atividade cibernética maliciosa” de uma entidade conhecida como TraderTraitor, a mesma por trás do roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit no ano passado, segundo a Associated Press (AP). A Binance disse no sábado que repôs 90% do valor roubado usando dinheiro da própria empresa para comprar novos tokens, segundo a Al Jazeera.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou em 31 de outubro uma ogiva de bomba de fragmentação destinada a mísseis balísticos táticos, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O teste avaliou a adaptação ao combate e a potência da ogiva. A agência afirma que a ogiva Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de densidade máxima. Analistas citados pela Reuters dizem que os testes podem fazer parte dos esforços de modernização do Exército norte-coreano, que ganhou experiência em guerra moderna ao enviar tropas para a guerra da Ucrânia ao lado da Rússia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times.

O FBI atribuiu à Coreia do Norte o roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora Binance por volta de 29 de outubro e identificou a operação como TraderTraitor, dizendo ter observado os hackers converterem os ativos roubados principalmente em Ethereum, segundo a agência sul-coreana Yonhap, que divulgou o comunicado. A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, disse à BBC ter coberto 90% dos US$ 6,3 bilhões em ativos roubados no ataque de quinta-feira. Os 10% restantes são tokens menos líquidos e podem demorar mais para serem obtidos nas quantidades necessárias, acrescentou a empresa.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Hackers atribuídos à Coreia do Norte roubaram ao menos 6,3 bilhões de dólares em criptomoedas das carteiras da Binance e cerca de metade desse valor foi congelada conforme os ativos roubados atravessavam diferentes blockchains, segundo pesquisadores de segurança citados pelo TechCrunch. O ataque de quinta-feira à Binance foi muito provavelmente obra do grupo norte-coreano TraderTraitor, que retirou ativos digitais da corretora em dez redes blockchain, a maior parte em cerca de 20 minutos, segundo a TRM Labs, em informações publicadas pelo Korea Herald. A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, suspendeu todos os depósitos e saques enquanto a investigação da invasão continua.

O líder da Coreia do Norte, Kim, visitou na quinta-feira uma exibição de drones de ataque e de outros tipos que, segundo a agência estatal KCNA, mostram avanços recentes da tecnologia aeronáutica não tripulada do país. No discurso na exibição, Kim defendeu conquistar “a superioridade absoluta na tecnologia de drones” e anunciou medidas, não especificadas, para “expandir e fortalecer rapidamente a tecnologia aeronáutica não tripulada”, informou a Associated Press (AP), citando a KCNA.

A Coreia do Norte classificou como “violação flagrante de sua soberania” a declaração conjunta de um grupo de países que monitora a aplicação de sanções contra Pyongyang e disse que o texto nasce da hostilidade dos Estados Unidos (EUA) e do Ocidente, segundo a agência estatal KCNA. “Sanções e pressão podem funcionar com os fracos, mas nunca conosco”, disse um porta-voz não identificado do Ministério das Relações Exteriores à KCNA, para quem “o complô estereotipado de sanções dos EUA e do Ocidente” não altera a posição da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) como Estado com armas nucleares.

A Binance afirmou ter congelado cerca de metade dos US$ 6,3 bilhões roubados em um ataque hacker que classificou como “complexo”, segundo a BBC. O caso é tido como o maior roubo do tipo já registrado, superando o ataque de US$ 1,5 bilhão à corretora Bybit em 2025. A emissora informou também que várias empresas de análise ligaram o ataque a uma unidade de hackers da Coreia do Norte.

O chanceler suíço Ignazio Cassis chegou a Pyongyang na quinta-feira para conversas com autoridades norte-coreanas e a reabertura oficial do escritório diplomático da Suíça, segundo o Korea Herald. O escritório, que retomou as operações em 19 de outubro, é a primeira presença política e diplomática da Suíça em Pyongyang desde o estabelecimento das relações entre os dois países, em 1974. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) confirmou a chegada de Cassis, recebido por autoridades do Ministério das Relações Exteriores e pelo embaixador norte-coreano na Suíça, segundo a Yonhap.

Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, no maior roubo de criptoativos da história, segundo a Reuters. A corretora informou que os depósitos e saques estão suspensos e cerca de US$ 3 bilhões em fundos foram congelados, após o incidente de segurança, segundo a Al Jazeera. A firma de investigação de blockchain TRM Labs disse ter alta confiança de que o ataque foi orquestrado pelo grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, segundo a Euronews.

Seul busca uma saída para a disputa diplomática com Kiev, que começou depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, revelou em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro, a transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, transferência que Seul diz ter pedido que fosse mantida em sigilo. Um alto funcionário presidencial, que falou sob anonimato, disse que o governo não considera desejável que o assunto se arraste e que há conversas em curso para encontrar uma saída, segundo o Korea Herald. O funcionário também negou que Seul esteja se inclinando para Moscou, afirmando que as relações com a Rússia operam sob sanções internacionais e restrições e que o país segue participando dos esforços internacionais de apoio à Ucrânia.

Kim Jong-un colocou o desenvolvimento de drones e a incorporação de inteligência artificial a sistemas de armas entre as prioridades centrais da modernização militar da Coreia do Norte, na mostra Unmanned Aeronautical Technology Development 2026, segundo a TASS. A mostra, realizada em 29 de outubro, exibiu drones multiuso para missões estratégicas e tático-operacionais, drones kamikaze de ataque e outros sistemas de combate, conforme a agência estatal russa.

Os chanceleres da Coreia do Sul, dos Estados Unidos (EUA) e do Japão se reúnem nesta sexta-feira nos Estados Unidos para discutir temas da Península Coreana, cooperação em segurança econômica e a resposta a Pyongyang, segundo autoridades citadas pela Yonhap – a avaliação inclui os lançamentos recentes de mísseis do Norte e o estreitamento dos laços entre Pyongyang e Pequim após a visita recente de Kim Jong-un à China. O chanceler sul-coreano Cho Hyun se encontrará em Atlanta na sexta-feira com o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi, segundo o Korea Herald, enquanto Seul tenta administrar temas sensíveis na aliança com Washington.

Kim Jong-un acompanhou uma exposição de tecnologia aérea não tripulada e uma demonstração de armas com drones suicidas, mísseis de cruzeiro e um lançador múltiplo de 600 milímetros, informou a agência estatal KCNA segundo a Yonhap. O lançador, conhecido como “Sniper”, foi exibido em exercício de tiro pela primeira vez em público, e a KCNA afirmou que mísseis ar-terra disparados de drones suicidas e de drones multipropósito, junto com mísseis de cruzeiro, atingiram um alvo numa ilha “com 100% de precisão” – alegação da agência estatal, sem verificação independente. Em discurso, Kim pediu a expansão rápida das capacidades aéreas não tripuladas do país e avanços em tecnologia aérea não tripulada e inteligência artificial de defesa.

A Coreia do Norte disparou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar na costa leste na quinta-feira, lançados por volta das 12h30 (horário local) na região de Wonsan e com percurso de cerca de 250 km, informou o Estado-Maior Conjunto (JCS) da Coreia do Sul, segundo o G1. O Estado-Maior sul-coreano disse que analisa outras especificações em coordenação com os Estados Unidos, segundo a Yonhap. O lançamento ocorre cerca de uma semana depois de Seul propor conversas militares com Pyongyang, em meio a tensões pela explosão de mina terrestre de 21 de setembro que feriu três soldados sul-coreanos, informou a Yonhap.

Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, está consolidando o status de sucessora designada, e Pyongyang vem retratando-a cada vez mais como futura líder militar, segundo o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS, na sigla em inglês), em declaração desta quinta-feira reportada pelo Korea Herald.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

Kim Jong-un voltou à Coreia do Norte por via terrestre no sábado, depois de visitar o memorial da Guerra da Coreia em Dandong, na fronteira com a China, e atravessou uma ponte recém-inaugurada entre os dois países, num gesto visto como símbolo do esforço de Pequim e Pyongyang para ampliar os laços comerciais bilaterais, segundo o G1. A imprensa estatal norte-coreana descreveu o vínculo como “inquebrável”, e Kim agradeceu ao povo chinês, que ajudou “nossa revolução com sangue”, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

O líder norte-coreano Kim Jong-un entrou na China neste sábado pela nova ponte sobre o rio Yalu, na cidade fronteiriça de Dandong, em visita não anunciada confirmada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, segundo o Korea Herald. É a primeira viagem de Kim à China desde setembro de 2025, quando assistiu em Pequim ao desfile militar dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A agência sul-coreana Yonhap noticiou a chegada a Dandong pela nova ponte, segundo a Kyodo News.

A Coreia do Sul propôs conversas militares com a Coreia do Norte para verificar a localização da linha de demarcação e evitar confrontos acidentais, segundo a Kyodo News. A proposta inclui confirmar a linha de demarcação militar, restaurar linhas de comunicação e discutir medidas contra confrontos na fronteira, após explosões de minas ferirem três soldados sul-coreanos, segundo a Associated Press (AP), que acrescenta que o Sul aceita até reunião trilateral com o Comando das Nações Unidas liderado pelos Estados Unidos (EUA).

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul pediu conversas militares urgentes com a Coreia do Norte para aliviar a tensão na fronteira e evitar confrontos militares acidentais, pouco depois de Pyongyang cortar a linha direta militar entre os dois países e declarar que não buscará mais diálogo nem unificação com o adversário, segundo a TRT World. Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, disse que os alto-falantes de propaganda voltados ao Sul estarão prontos para reiniciar em dias ao longo de toda a fronteira, segundo o Guardian. Segundo a TRT World, ela afirmou que “novos meios de resposta entrarão em alerta de serviço em toda a linha da fronteira sul” e que os alto-falantes “ficarão de prontidão em questão de dias”.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, disse nesta quinta-feira que a Coreia do Norte colocará alto-falantes contra a Coreia do Sul em prontidão ao longo de toda a fronteira “em questão de dias” e alertou Seul para “a mais horrível e angustiante situação” caso o país continue o que Pyongyang chama de interferência, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. “Nossos novos meios de contra-ataque entrarão em alerta de serviço em toda a linha fronteiriça sul e os alto-falantes contra a ROK estarão em prontidão em questão de dias”, disse ela, em declaração divulgada pela agência estatal KCNA. Na noite de quarta-feira (21), ela já havia dito que o país ativaria os alto-falantes em toda a fronteira até o fim de outubro. A Coreia do Sul afirma que minas norte-coreanas causaram uma explosão na fronteira no mês passado que feriu gravemente dois soldados; a Coreia do Norte nega responsabilidade e chama o episódio de invenção sul-coreana.

Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong Un, disse nesta quarta-feira que a Coreia do Norte moveu novas unidades para “posições de tiro” na fronteira, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. Ela também afirmou que Kim Jong Un “emitiu uma ordem para fortificar a fronteira com um Estado inimigo de modo a torná-la eternamente inexpugnável”. O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, ordenou que os militares “respondam com firmeza” caso o Norte use as ações de Seul como pretexto para agressão.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou na segunda-feira que Seul deve retomar em data próxima o controle operacional em tempo de guerra (OPCON, na sigla em inglês), informou a Yonhap. O Pentágono afirmou ao veículo que a transição “segue sendo um processo baseado em condições, acordado mutuamente pelos Estados Unidos (EUA) e pela República da Coreia”. O comandante das forças dos EUA na Coreia, general Xavier Brunson, disse que “as condições mudaram”, citando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, e indicou que a mudança pede novos padrões para a transferência.

Kim Yo-jong disse que a liderança militar da Coreia do Norte estuda ampliar o desdobramento de meios táticos de ataque perto de toda a fronteira sul e retomar transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, como medidas “preventivas e de supressão” para qualquer contingência, segundo o Korea Herald. Ela acusou o Exército sul-coreano de 2.870 transmissões de alerta e de disparos de advertência em 201 ocasiões entre 1º de agosto e 17 de outubro. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que os avisos são feitos por alto-falantes menores instalados em postos de guarda sul-coreanos e usados em operações militares voltadas ao Norte.

A Coreia do Norte disse ter realizado na quinta-feira um teste subaquático de um novo sistema de torpedo, segundo a agência estatal KCNA, em relato do South China Morning Post, que descreveu o teste como um sucesso e um passo significativo no desenvolvimento naval do país. A KCNA disse que a inteligência artificial foi usada na detecção e na guiagem de alvos do novo torpedo guiado de precisão e alta velocidade, cuja tecnologia de propulsão foi verificada em mais de 180 testes nos últimos cinco anos.

A Coreia do Norte diz ter testado em 14 de outubro dois tipos de mísseis de cruzeiro estratégicos lançados de submarino no Mar do Leste, segundo a SBS News. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), via SBS, afirmou que o teste verificou a prontidão de mobilização dos sistemas de combate submarino e a capacidade de execução de missão estratégica da Marinha, e a mídia estatal publicou fotos do que disse ser o teste de quarta-feira, segundo a DW.

A Coreia do Sul manterá o apoio à Ucrânia “como membro responsável da comunidade internacional”, apesar de uma disputa diplomática, segundo o South China Morning Post. A disputa envolve a divulgação pública, pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da transferência de prisioneiros norte-coreanos durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro.

Diplomatas seniores, autoridades do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) no Indo-Pacífico se reuniram em Tóquio no início deste mês, em um encontro que uma fonte descreveu como pouco usual, antes da viagem planejada do presidente Donald Trump à China em novembro. Segundo o Chosun Ilbo, observadores avaliam que o encontro buscou revisar as estratégias dos EUA em relação à China e à Coreia do Norte. No dia 8, diplomatas seniores do Departamento de Estado e 10 embaixadores dos EUA em países asiáticos visitaram o Ministério das Relações Exteriores do Japão, onde se reuniram com o chanceler Toshimitsu Motegi.

Kim Jong Un visitou um museu da indústria de defesa que exibe um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar os Estados Unidos (EUA), em relato da Korean Central News Agency (KCNA), segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post. O relato saiu um dia depois de Trump dizer que pode se encontrar com Kim em viagem planejada à Ásia, com cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) na China em meados de novembro, e a Coreia do Norte disse ter testado na segunda-feira um míssil balístico tático para confirmar a modernização de um componente-chave não especificado, segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post.

O ministro de Emergências da Rússia, Alexander Kurenkov, chegou à Coreia do Norte para tratar de cooperação em prevenção e gestão de desastres, segundo a TASS. Uma delegação do Ministério de Emergências russo visitou Pyongyang para discutir formas de ampliar a cooperação em gestão de desastres, informou a mídia estatal norte-coreana nesta segunda-feira. Os dois ministérios planejam assinar um plano de ação conjunta para 2027-2029, segundo a TASS.

A Coreia do Sul decidiu chamar de volta seu embaixador na Ucrânia, em protesto contra a revelação pelo presidente Volodymyr Zelensky de uma suposta transferência secreta de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, informou a Associated Press. Seul acusa Kiev de violar um acordo de não divulgação sobre a transferência feita em meados de setembro; a Ucrânia nega ter aceitado tal acordo.

O governo da Coreia do Sul atribuiu à Coreia do Norte a explosão de uma mina na fronteira que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos, segundo a Reuters, em texto republicado pela emissora WIFC. Seul afirma que a mina explodiu em 21 de setembro e teria sido plantada há cerca de um ano, e exige um pedido de desculpas e a remoção das minas. Na sexta-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, disse que a acusação sul-coreana é “sem fundamento” e rejeitou o pedido de desculpas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia transferiu tecnologia de drones a jato à Coreia do Norte, como parte de uma parceria de defesa em intensificação, segundo o Kyiv Independent. Perguntado se Moscou havia compartilhado a nova tecnologia de drones a jato com Pyongyang, Zelenskyy respondeu de forma inequívoca: “Sim, claro.”

A Coreia do Norte disse ter lançado no sábado, do leste do país, um míssil de alcance intermediário que atingiu um alvo a 1.000 km no mar, em treino supervisionado por Kim Jong Un, segundo o The Hindu, em texto da agência Reuters. O exército da Coreia do Sul disse no sábado ter detectado o lançamento de um míssil balístico e avaliado que ele voou mais de 700 km em direção ao mar a leste. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) afirmou que o treino visava adestrar tropas que operam um sistema de arma estratégica hipersônica e avaliar a confiabilidade, a eficiência e a mobilidade da dissuasão de guerra do país.

A Coreia do Norte anunciou neste sábado ter testado um míssil de alcance intermediário com inteligência artificial incorporada, segundo o G1. No comunicado, Pyongyang afirma que o míssil foi capaz de mudar sozinho sua trajetória de voo em baixa altitude. As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o disparo percorreu mais de 700 quilômetros em direção ao mar, ao largo da costa leste. Segundo a irmã do líder, Kim Yo-jong, Kim Jong-un supervisionou pessoalmente o exercício, em comunicado citado pela Sputnik.

Três soldados sul-coreanos foram feridos por minas cerca de 10 metros ao sul da linha de demarcação militar, segundo a Deutsche Welle (DW). A Coreia do Sul acusou o Norte de plantar minas ao sul da linha, uma violação do armistício, e exigiu um pedido de desculpas, segundo a DW. O Comando da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ter concluído que houve violação do Acordo de Armistício. O Norte rejeitou as acusações do Sul como uma farsa encenada pelo próprio Sul, segundo a DW.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ameaçou adotar medidas adicionais não especificadas se a Ucrânia não apresentar um pedido público de desculpas por ter revelado que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos foram enviados ao Sul, segundo a BBC. O presidente sul-coreano expressou irritação com a Ucrânia por comentários do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pareceram revelar um acordo secreto, segundo a Al Jazeera. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, descreveu a situação como um mal-entendido diplomático e disse que Kiev trabalha para resolvê-la, segundo a BBC.

A Coreia do Sul passou a exigir pedido formal de desculpas e “medidas responsáveis” de Pyongyang pela explosão de 21 de setembro na área ocidental da zona desmilitarizada, segundo o The Guardian. O Comando das Nações Unidas (UNC) liderado pelos Estados Unidos (EUA) concluiu que houve violação do acordo de armistício, segundo a Al Jazeera. Kim Yo-jong negou que soldados norte-coreanos tenham cruzado a fronteira e advertiu que unidades de fronteira fariam “retaliação imediata e impiedosa” se tropas sul-coreanas atirassem contra soldados do Norte. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos nas duas explosões, segundo a Al Jazeera.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou que a aprovação dos Estados Unidos (EUA) para a construção do primeiro submarino nuclear sul-coreano é “um desenvolvimento perigoso” que acrescenta nova instabilidade à região, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Segundo o ministério, a medida é mais uma demonstração de proliferação nuclear dos EUA por meio do pacto AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos). A declaração foi publicada pela mídia estatal, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

A vice-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Park Yoon-joo, apresentou queixa formal ao encarregado de negócios da Ucrânia, Andrii Vieshkin, e expressou “forte arrependimento” pela revelação da transferência de dois soldados norte-coreanos capturados, que Seul diz que deveria ter sido mantida em sigilo, segundo a BBC. Seul convocou o diplomata depois que o presidente Volodymyr Zelensky anunciou na semana passada que seu governo havia transferido os dois soldados para a Coreia do Sul, segundo a BBC.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, disse nesta segunda-feira que medidas “apropriadas, substanciais e correspondentes” serão tomadas se for confirmado que a explosão dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ) foi causada por minas plantadas pela Coreia do Norte. Dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos e um terceiro sofreu ferimentos leves, segundo a Yonhap. O general de brigada Hwang Ju-bong, chefe da divisão de operações terrestres do Estado-Maior Conjunto, disse em coletiva de imprensa periódica que o comando recebeu o testemunho de que o que as tropas viram era semelhante a uma mina terrestre de caixa de madeira.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul exigiu explicação oficial e desculpas da Ucrânia pela divulgação da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para o país, segundo o Hindustan Times, em texto do feed da Reuters. Seul diz que a Ucrânia pediu sigilo repetidamente por vários canais sobre a operação. A presidência sul-coreana disse que a negação ucraniana da existência de um acordo de confidencialidade é falsa e danificou a confiança entre os dois governos, segundo a Nikkei Asia, que cita a Reuters.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e o Comando das Nações Unidas (ONU) abriram uma investigação conjunta sobre a explosão de uma mina terrestre perto da zona desmilitarizada entre as duas Coreias, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Uma equipe de cerca de 40 oficiais vasculhou a área próxima ao local da explosão, ocorrida em 21 de setembro. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos pela explosão em 21 de setembro, quando limpavam uma rota de patrulha no setor oeste da zona desmilitarizada.

A Coreia do Norte confirmou nesta terça-feira que o que a Coreia do Sul identificou como dois mísseis balísticos de curto alcance no domingo foi um teste de um “novo sistema de armas de combate”, feito na presença de Kim Jong-un, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Kim chamou o teste de “demonstração inquestionável de tecnologia de defesa avançada” e de “clara renovação na modernização das forças armadas”, e disse que os adversários do país entenderão melhor o que o avanço tecnológico significa em termos militares, segundo a agência estatal. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul havia informado que os dois disparos, feitos da área de Wonsan com cerca de três horas de intervalo, voaram cerca de 450 quilômetros e mais de 600 quilômetros. O Norte não especificou o tipo de arma testada.

Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, leva nesta terça-feira à Assembleia Geral da ONU uma proposta faseada para o programa nuclear da Coreia do Norte: parar o avanço das capacidades nucleares e de mísseis, depois reduzi-las e, por fim, desmontá-las, segundo a Associated Press (AP) e o Korea Herald. Lee afirma que a desnuclearização não se alcança no curto prazo e que a pressão por sanções agravou o problema, e oferece três compromissos a Pyongyang: respeito ao sistema do Norte, nenhuma unificação por absorção e nenhuma intenção hostil, segundo o Korea Herald e o Inquirer. Em entrevista ao The New York Times, ele defendeu a flexibilização das sanções ao Norte, segundo o próprio jornal. O discurso vem depois de Kim Jong-un dizer, num pronunciamento no domingo, que não há motivo para não se sentar com Washington caso os Estados Unidos abandonem a exigência de desnuclearização, e de repetir que o Norte nunca abrirá mão do arsenal, segundo a AP. Lee também pediu ao Conselho de Segurança que amplie os assentos de membros não permanentes, segundo a Bloomberg.

A Coreia do Norte afirmou que novas sanções não podem bloquear seu desenvolvimento, segundo a KCNA citada pela Reuters.

Três oficiais militares sul-coreanos ficaram feridos numa explosão na Zona Desmilitarizada, segundo o Exército do país, citado por Reuters, AP e The Hindu; nenhuma das fontes atribuiu o episódio à Coreia do Norte até o momento.

A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em um intervalo de três horas pelo Mar do Leste, segundo o G1, o Hindustan Times, o The Hindu, a CGTN World e a Reuters. Seul e Tóquio acompanham o episódio e Washington descartou ameaça imediata, conforme o G1.

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