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Tema: Coreia do Sul

Matérias e notas em que Coreia do Sul é ator central.

Fluxo

A Mirae Asset Securities, maior corretora da Coreia do Sul, informou que dados pessoais de cerca de 39 mil clientes e funcionários vazaram. O acesso externo não autorizado ocorreu na quarta e na quinta-feira e atingiu o serviço de login com autenticação por telefone no site móvel e o sistema interno da corretora. Vazaram números de conta de cerca de 3.800 clientes e dados de mais de 35 mil empregados atuais e antigos e prestadores de serviço, incluindo nomes, matrículas, e-mails, celulares e senhas. Segundo a Comissão de Serviços Financeiros, mais de 470 mil registros de dados pessoais vazaram de 37 empresas do setor financeiro no último mês, com prejuízo estimado em 1 bilhão de won (US$ 745 mil).

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a retomada dos canais de comunicação entre as duas Coreias, incluindo os contatos militares diretos, para evitar acidentes ou erros de cálculo. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que Guterres segue preocupado com a situação na península coreana e com uma possível escalada na Zona Desmilitarizada. A tensão na fronteira aumentou após a explosão de uma mina em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos, dois deles com gravidade. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano e do Comando da ONU concluiu que a explosão foi causada por minas antipessoal plantadas deliberadamente pela Coreia do Norte, que nega responsabilidade.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou planos de ampliar a operação da unidade naval Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, até as águas ao sul de Omã, perto do Estreito de Ormuz, com envio de equipamentos de desminagem e aeronaves de patrulha marítima, e o texto deve ser enviado à Assembleia Nacional na próxima semana. Representantes de setores sociais protestaram em frente à residência presidencial. Para a pesquisadora Yoon Ji Young, do centro Nanum Munhwa, a medida é um “claro ato de participação na guerra” contra o país persa, e o governo usa como pretexto o suposto combate à pirataria tanto na região marítima da Somália quanto na de Omã.

A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou nesta sexta-feira, por 167 votos a 1, uma lei que cria uma investigação sobre 12 casos, seis deles envolvendo o presidente Lee Jae Myung, cujos julgamentos criminais estão suspensos desde que ele assumiu, em junho de 2025. Dos 300 deputados, 168 estavam presentes, porque o principal partido de oposição, o People Power Party, boicotou a votação. Um dos casos apura a acusação de que Lee intermediou o envio de 8 milhões de dólares do grupo Ssangbangwool à Coreia do Norte entre 2019 e 2020.

Um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma com mais de 150 passageiros foi desviado para a base aérea militar de Évreux-Fauville, na França, após alerta de bomba transmitido pelo controle de tráfego aéreo, e pousou pouco depois das 10h escoltado por caças, por ordem do governo francês. A polícia do Aeroporto de Incheon reforçou a segurança diante da série de ameaças contra mais de uma dúzia de voos na Europa. Nenhum material perigoso ou suspeito foi encontrado e ainda não se sabe se as ameaças estão ligadas nem quem está por trás delas.

O pânico com a regulação da inteligência artificial (IA, na sigla em português) se espalhou pela Ásia-Pacífico depois da queda em Nova York: o índice KOSPI caiu mais de 8% no início do pregão, ao mínimo desde 6 de fevereiro, a 4.911,28 pontos, e acionou um circuit breaker de 20 minutos, antes de reduzir as perdas para 3,9%. A queda levou o KOSPI a 43% abaixo do pico de junho, embora o índice ainda acumule alta de 23% no ano. O ministro das Finanças sul-coreano, Lee Hyoung-il, convocou reunião de emergência e decidiu afrouxar temporariamente regras sobre investimento alavancado de pessoa física. No mesmo movimento, o Nikkei caiu quase 6%, na pior queda desde abril de 2025, e o TAIEX de Taiwan recuou 4,5%, depois de mais de US$ 3,2 trilhões apagados do mercado acionário norte-americano na véspera.

O contágio asiático do tombo de Wall Street abriu a sexta-feira no vermelho: o índice Nikkei caiu abaixo da linha dos 60 mil pontos pela primeira vez desde maio e ampliou as perdas para mais de 4%. O Kospi sul-coreano despencou mais de 8%, com a negociação interrompida por 20 minutos, na esteira do recuo de 5,5% do Nasdaq e de 3 trilhões de dólares apagados do valor das empresas do S&P 500, segundo a Reuters em texto republicado pelo Investing.com – no Japão, a abertura 5% abaixo teve a Panasonic perdendo mais de 10% e a Hitachi quase 8%, com democratas em campanha para frear data centers e a expansão da inteligência artificial.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou que pretende ampliar a área de operação da unidade Cheonghae para águas próximas ao porto de Duqm, em Omã, a cerca de 650 km do Estreito de Ormuz, depois da pressão de Donald Trump para que Seul apoiasse sua guerra contra o Irã. O governo vai enviar ao Parlamento uma moção para formalizar a mudança. A expansão quase dobra o raio de operação da unidade, para cerca de 1.930 km, e soma 75 militares, elevando o efetivo a 395, além de uma aeronave de patrulha marítima P-8A. Segundo o ministério, a missão é estritamente não combativa, sob comando sul-coreano e independente de forças aliadas, e a aeronave está proibida de monitorar território iraniano, águas territoriais ou o interior do Estreito de Ormuz durante as operações. O envio de uma equipe de desativação de explosivos e de sistemas não tripulados de varredura de minas visa preparar uma possível participação sul-coreana em operações conjuntas pós-guerra de restauração do Estreito de Ormuz. A medida depende de aprovação da Assembleia Nacional, e o mandato atual da unidade expira em 31 de dezembro.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (5) que vai deslocar aviões de patrulha marítima e uma equipe de desativação de artefatos explosivos para águas próximas ao Estreito de Ormuz, como parte de uma missão para ajudar a manter essa via estratégica aberta. O governo também confirmou que decidiu ampliar a área de atuação de sua unidade naval antipiratária Cheonghae, que opera atualmente em águas ao sul de Omã, perto do estreito. Seul deve implantar uma aeronave de patrulha marítima P-8A e aumentar o número de efetivos da unidade em 75. Uma moção revisada ainda deve ser apresentada à Assembleia Nacional e prevê apoio sul-coreano até 31 de dezembro de 2027. O ministério afirmou que a missão ampliada não significa envolvimento da Coreia do Sul na guerra entre Irã e Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que o país decidiu copatrocinar a resolução anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas sobre direitos humanos na Coreia do Norte, proposta pela União Europeia. O texto está em análise na Terceira Comissão e deve ser adotado por volta de 18 e 19 de novembro. Por sugestão de Seul, a resolução inclui linguagem sobre a importância do diálogo e do engajamento com Pyongyang, inclusive entre as duas Coreias, e pede avanços em temas humanitários como sequestrados, detidos, prisioneiros de guerra e famílias separadas. A missão norte-coreana na ONU disse, em comunicado divulgado pela agência oficial Central de Notícias da Coreia, que a União Europeia voltou a apresentar um projeto de resolução que distorce a política e a situação de direitos humanos do país. O comunicado afirmou que a UE deveria cuidar dos próprios assuntos em vez de inflar problemas de direitos humanos inexistentes.

Um navio porta-contêineres sul-coreano fez a viagem de ida e volta entre Busan e Roterdã pelo Oceano Ártico em 50 dias, ao menos 10 dias menos que o trajeto mais rápido pelo Canal de Suez. A Rota do Mar do Norte é cerca de 7 mil quilômetros mais curta e evita o ponto de tensão geopolítica no Oriente Médio. O governo de Lee Jae Myung prevê serviços comerciais regulares na rota ártica até 2030, e a viagem concluída é tratada como teste logístico. Analistas ouvidos pela DW apontam que a rota pode criar uma nova forma de dependência estratégica da Rússia, que exerce controle considerável sobre a navegação ao longo de sua costa ártica. Em agosto, a Reuters noticiou que o PanStar Acro faria o trajeto saindo de Busan, margeando a península de Kamchatka, cruzando o Mar de Bering e seguindo pela Rota do Mar do Norte, com paradas em Felixstowe, Roterdã e Gdansk.

O valor de mercado somado das quatro maiores defensoras sul-coreanas – Hanwha Aerospace, LIG D&A, Hyundai Rotem e Korea Aerospace – caiu para cerca de 62 trilhões de won (US$ 46,18 bilhões) no fim de outubro, ante o pico de 170 trilhões em 52 semanas. Analistas do Bank of America dizem que as prioridades de compra militar migram para drones, sistemas antidrone e defesa aérea, num quadro que inclui ainda resultados fracos, won mais forte e exportações atrasadas. O lucro operacional da Hanwha Aerospace no terceiro trimestre caiu mais de 46% na comparação anual, e suas ações acumulam queda de mais de 28% no ano, segundo a CNBC, em texto republicado pela JBIZNews.

A Coreia do Norte afirmou ter testado na quarta-feira um sistema de míssil antiaéreo de novo projeto para confirmar suas capacidades técnicas, segundo a Yonhap, que cita a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou vários mísseis lançados ao Mar do Leste a partir de Sondok, com alcance estimado inferior a 300 km, e uma subunidade de mísseis de cruzeiro estratégicos fez um exercício contra um alvo de aeródromo simulado, segundo a KCNA.

A unidade Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, terá sua área de operação estendida a nordeste até águas ao sul de Omã, no Mar da Arábia, disseram oficiais ao The Korea Herald, dobrando o raio de ação para cerca de 1.930 quilômetros. A expansão soma 75 militares à unidade, elevando o efetivo a 395. Um oficial do Ministério da Defesa disse que a operação ficará restrita a águas abertas ao sul de Omã e que o avião de patrulha marítima P-8A não poderá vigiar território ou águas iranianas nem o interior do Estreito de Ormuz. O governo pretende enviar a proposta de mandato revisado à Assembleia Nacional após o aval do gabinete na próxima semana, e a lei sul-coreana exige consentimento parlamentar para ampliar missões no exterior.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, defende a criação de uma agência centralizada de cibersegurança depois que dados de passaporte e informações pessoais de 168 pessoas, incluindo o presidente, a mulher dele e altos funcionários de segurança, ficaram acessíveis on-line por quase cinco meses, segundo o South China Morning Post (SCMP). Especialistas em tecnologia alertam que criar uma nova organização não resolve o problema mais profundo de acomodação, com empresas e órgãos públicos tratando segurança cibernética mais rígida como despesa desnecessária até ocorrer um incidente grave.

O Tribunal Superior de Seul manteve nesta quarta-feira a pena que invalida a vitória eleitoral de 2022 do ex-presidente Yoon Suk Yeol e expõe o Partido do Poder Popular a devolver 39,7 bilhões de won (US$ 27 milhões) em despesas de campanha: 18 meses de prisão, suspensos por três anos, por falsas declarações de campanha – negar que apresentou um advogado ao ex-chefe do fisco de Yongsan e dizer que nunca encontrou a xamã Jeon Seong-bae com a mulher, Kim Keon Hee –, com a invalidação valendo se o Supremo confirmar a decisão.

A Coreia do Norte disparou nesta quarta-feira vários mísseis em direção ao mar no leste, na quarta salva de armas em um mês, a partir da área de Sondok, região costeira do leste. Vários mísseis foram lançados a partir de Sondok, em Hamgyong do Sul, sem informação sobre o tipo nem o horário exato, e não haverá a terceira atualização habitual, com altitude máxima e alcance, enquanto autoridades sul-coreanas e estadunidenses analisam as especificações, confirmou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

As bolsas asiáticas caíram nesta quarta-feira junto com o dólar, com o avanço democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos, que analistas associam a paralisia no Congresso. O Nikkei 225 caiu 3,6%, a 60.835,36 pontos, o menor nível desde o início de maio, com a SoftBank Group recuando 8% e a Kioxia Holdings 10,8%. O Kospi recuou 3,2%, a 5.466,83 pontos, com a SK Hynix em queda de 3,2% e a Samsung Electronics de 1,8%. O dólar recuou a 158,06 ienes, de 158,75 na terça-feira, e o euro subiu a US$ 1,1249. Investidores veem na onda democrata o risco de escrutínio regulatório mais duro sobre empresas de inteligência artificial.

Os presidentes Lee Jae Myung e Recep Tayyip Erdogan acertaram em Seul ampliar a cooperação em energia nuclear e em defesa, com a assinatura de um memorando sobre financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas. Segundo Lee, a cooperação no projeto da usina nuclear de Sinop, na Turquia, “vem avançando sem entraves”. Na defesa, os dois países concordaram em ampliar a produção conjunta e a cooperação tecnológica e em explorar oportunidades para que empresas dos dois lados entrem juntas em mercados de terceiros. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado.

Um vazamento sem precedentes expôs dados pessoais do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, da primeira-dama Kim Hea Kyung e de assessores, seguranças e jornalistas que os acompanharam em viagens ao exterior. O vazamento, revelado pela emissora KBS na segunda-feira, expôs dados sensíveis de 168 pessoas que estavam a bordo do avião presidencial ao longo de cerca de cinco meses, incluindo números e datas de emissão de passaportes. O governo abriu investigação, decidiu reemitir os passaportes do presidente e da primeira-dama, e a Casa Presidencial ordenou uma revisão ampla dos protocolos de segurança em viagens presidenciais. O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano examina a hipótese de que o arquivo tenha saído de seu setor de protocolo, responsável pela lista de passageiros do avião presidencial.

A Samsung Electronics vai usar sua segunda fábrica de semicondutores em Taylor, no Texas, para produzir bases de chips de memória de alta largura de banda (HBM) para AMD e Nvidia, segundo o jornal sul-coreano Maeil Business, que citou fontes do setor, em texto da Reuters publicado pela WHTC. A construção deve começar formalmente neste mês, com a produção da fábrica já integralmente comprometida em encomendas, a maior parte delas para a AMD. A unidade usará tecnologia de 2 nanômetros e terá cerca de 2,7 milhões de pés quadrados, aproximadamente 1,5 vez o tamanho da primeira fábrica, que tem contrato com a Tesla. A instalação de equipamentos está prevista para começar em fevereiro de 2029, com produção em massa em 2030.

Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram em Seul um memorando sobre cooperação no financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas nas novas usinas nucleares turcas. Lee afirmou que a cooperação no projeto da usina de Sinop, incluindo avaliações de sítio e a atuação de um grupo de trabalho conjunto, está “avançando bem” sob o memorando de cooperação nuclear assinado em novembro de 2025. O projeto prevê a segunda usina nuclear da Turquia, no litoral norte do Mar Negro, com a estatal Korea Electric Power Corporation buscando participar. Os dois países também concordaram em aprofundar a cooperação em defesa, com ampliação da produção conjunta e da cooperação tecnológica e exploração conjunta de oportunidades em mercados de terceiros por empresas dos dois países. Os governos assinaram ainda um acordo sobre recursos naturais e mineração e preveem um canal intergovernamental para diversificar as cadeias de minerais críticos. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado, segundo Lee, depois de superar US$ 10 bilhões pela primeira vez em 2023, uma década após a entrada em vigor do acordo de livre-comércio de 2013.

Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, traçaram em Seul um plano de cooperação que vai de energia nuclear, indústria de defesa e infraestrutura a tecnologias avançadas, biotecnologia e energia. “Hoje, nossos dois países desenharam um projeto de prosperidade mútua em diversas áreas”, disse Lee. Erdogan chamou a relação bilateral de “aliança de sangue”, lembrando a participação turca na Guerra da Coreia de 1950-53. Os dois países completam 70 anos de relações diplomáticas em 2027.

A Coreia do Sul quer fechar até o fim do ano um acordo abrangente com os Estados Unidos (EUA) sobre a realocação de bases aéreas de uso conjunto em todo o país, incluindo as instalações na cidade de Gwangju, no sudoeste, disse nesta segunda-feira uma fonte com conhecimento do assunto. O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou estar em consultas com o lado estadunidense para incluir a realocação temporária das instalações militares estadunidenses dentro da Base Aérea de Gwangju no acordo sobre realocações em negociação.

A Coreia do Norte condenou o exercício bilateral Iron Mace, que integra a capacidade nuclear dos Estados Unidos (EUA) às forças convencionais sul-coreanas, e prometeu acelerar o arsenal nuclear como política “imutável”. Em comunicado assinado por Kim Jong-sik, o país também mirou os exercícios Hoguk, Freedom Flag e Keen Sword, este último um exercício conjunto dos EUA com o Japão.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse após reunião com chanceleres do Grupo dos Vinte (G20) em Atlanta que o presidente Donald Trump segue aberto a conversas com o líder norte-coreano Kim Jong Un, mas nenhuma reunião foi agendada. A Coreia do Norte denunciou o exercício combinado Coreia do Sul–Estados Unidos Iron Mace, que integra capacidades convencionais sul-coreanas e nucleares norte-americanas. O exercício foi uma simulação de mesa na sede do Estado-Maior Conjunto em Seul, de 29 de setembro a 2 de outubro, para dissuadir ameaças norte-coreanas. Pyongyang afirmou que sua dissuasão nuclear se fortalecerá em ritmo cada vez mais rápido.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou no sábado uma ogiva de bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos, em avaliação da adaptabilidade de combate e da potência do armamento, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Os institutos de pesquisa da administração afirmaram que a ogiva de fragmentação Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de maior densidade, conforme a KCNA. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse no domingo que o míssil foi disparado em direção ao Mar Amarelo a partir de uma área próxima ao condado de Chongju, no noroeste do país, e que, sob compartilhamento de informações com os Estados Unidos, acompanhou atividades relacionadas antes do lançamento e manteve postura de prontidão.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Seul busca uma saída para a disputa diplomática com Kiev, que começou depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, revelou em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro, a transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, transferência que Seul diz ter pedido que fosse mantida em sigilo. Um alto funcionário presidencial, que falou sob anonimato, disse que o governo não considera desejável que o assunto se arraste e que há conversas em curso para encontrar uma saída, segundo o Korea Herald. O funcionário também negou que Seul esteja se inclinando para Moscou, afirmando que as relações com a Rússia operam sob sanções internacionais e restrições e que o país segue participando dos esforços internacionais de apoio à Ucrânia.

Os chanceleres da Coreia do Sul, dos Estados Unidos (EUA) e do Japão se reúnem nesta sexta-feira nos Estados Unidos para discutir temas da Península Coreana, cooperação em segurança econômica e a resposta a Pyongyang, segundo autoridades citadas pela Yonhap – a avaliação inclui os lançamentos recentes de mísseis do Norte e o estreitamento dos laços entre Pyongyang e Pequim após a visita recente de Kim Jong-un à China. O chanceler sul-coreano Cho Hyun se encontrará em Atlanta na sexta-feira com o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi, segundo o Korea Herald, enquanto Seul tenta administrar temas sensíveis na aliança com Washington.

A Coreia do Norte disparou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar na costa leste na quinta-feira, lançados por volta das 12h30 (horário local) na região de Wonsan e com percurso de cerca de 250 km, informou o Estado-Maior Conjunto (JCS) da Coreia do Sul, segundo o G1. O Estado-Maior sul-coreano disse que analisa outras especificações em coordenação com os Estados Unidos, segundo a Yonhap. O lançamento ocorre cerca de uma semana depois de Seul propor conversas militares com Pyongyang, em meio a tensões pela explosão de mina terrestre de 21 de setembro que feriu três soldados sul-coreanos, informou a Yonhap.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, se reuniu nesta quinta-feira com os homólogos de Singapura e do Vietnã para tratar de ampliar a cooperação em defesa, segundo o ministério, informado pelo Korea Herald. Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em intercâmbio de pessoal, cibersegurança e inteligência artificial.

Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, está consolidando o status de sucessora designada, e Pyongyang vem retratando-a cada vez mais como futura líder militar, segundo o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS, na sigla em inglês), em declaração desta quinta-feira reportada pelo Korea Herald.

Um procurador especial da Coreia do Sul pediu nesta quinta-feira a pena de morte para o presidente deposto Yoon Suk-yeol, antes do veredicto do tribunal de apelação sobre a acusação de rebelião pela decretação breve da lei marcial em dezembro de 2024, informou o South China Morning Post. Yoon recorreu da prisão perpétua imposta em fevereiro pelo Tribunal Distrital Central de Seul, e o Tribunal Superior de Seul ainda não marcou a data do julgamento, segundo a Associated Press (AP). A Coreia do Sul não executa ninguém desde 1997, mantendo na prática uma moratória da pena capital, segundo o mesmo jornal.

A Suprema Corte da Coreia do Sul realizou nesta terça-feira uma audiência para decidir se emite um novo mandado de prisão contra a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, presa atualmente, segundo a Yonhap. A audiência estava marcada para as 14h30, depois que a equipe do procurador especial Min Joong-ki pediu o mandado para Kim, mulher do ex-presidente Yoon Suk Yeol, segundo a agência. A Xinhua noticiou que a corte emitiu um mandado de prisão adicional contra a ex-primeira-dama.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

O líder norte-coreano Kim Jong-un entrou na China neste sábado pela nova ponte sobre o rio Yalu, na cidade fronteiriça de Dandong, em visita não anunciada confirmada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, segundo o Korea Herald. É a primeira viagem de Kim à China desde setembro de 2025, quando assistiu em Pequim ao desfile militar dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A agência sul-coreana Yonhap noticiou a chegada a Dandong pela nova ponte, segundo a Kyodo News.

A Coreia do Sul propôs conversas militares com a Coreia do Norte para verificar a localização da linha de demarcação e evitar confrontos acidentais, segundo a Kyodo News. A proposta inclui confirmar a linha de demarcação militar, restaurar linhas de comunicação e discutir medidas contra confrontos na fronteira, após explosões de minas ferirem três soldados sul-coreanos, segundo a Associated Press (AP), que acrescenta que o Sul aceita até reunião trilateral com o Comando das Nações Unidas liderado pelos Estados Unidos (EUA).

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul pediu conversas militares urgentes com a Coreia do Norte para aliviar a tensão na fronteira e evitar confrontos militares acidentais, pouco depois de Pyongyang cortar a linha direta militar entre os dois países e declarar que não buscará mais diálogo nem unificação com o adversário, segundo a TRT World. Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, disse que os alto-falantes de propaganda voltados ao Sul estarão prontos para reiniciar em dias ao longo de toda a fronteira, segundo o Guardian. Segundo a TRT World, ela afirmou que “novos meios de resposta entrarão em alerta de serviço em toda a linha da fronteira sul” e que os alto-falantes “ficarão de prontidão em questão de dias”.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, disse nesta quinta-feira que a Coreia do Norte colocará alto-falantes contra a Coreia do Sul em prontidão ao longo de toda a fronteira “em questão de dias” e alertou Seul para “a mais horrível e angustiante situação” caso o país continue o que Pyongyang chama de interferência, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. “Nossos novos meios de contra-ataque entrarão em alerta de serviço em toda a linha fronteiriça sul e os alto-falantes contra a ROK estarão em prontidão em questão de dias”, disse ela, em declaração divulgada pela agência estatal KCNA. Na noite de quarta-feira (21), ela já havia dito que o país ativaria os alto-falantes em toda a fronteira até o fim de outubro. A Coreia do Sul afirma que minas norte-coreanas causaram uma explosão na fronteira no mês passado que feriu gravemente dois soldados; a Coreia do Norte nega responsabilidade e chama o episódio de invenção sul-coreana.

Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong Un, disse nesta quarta-feira que a Coreia do Norte moveu novas unidades para “posições de tiro” na fronteira, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. Ela também afirmou que Kim Jong Un “emitiu uma ordem para fortificar a fronteira com um Estado inimigo de modo a torná-la eternamente inexpugnável”. O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, ordenou que os militares “respondam com firmeza” caso o Norte use as ações de Seul como pretexto para agressão.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou na segunda-feira que Seul deve retomar em data próxima o controle operacional em tempo de guerra (OPCON, na sigla em inglês), informou a Yonhap. O Pentágono afirmou ao veículo que a transição “segue sendo um processo baseado em condições, acordado mutuamente pelos Estados Unidos (EUA) e pela República da Coreia”. O comandante das forças dos EUA na Coreia, general Xavier Brunson, disse que “as condições mudaram”, citando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, e indicou que a mudança pede novos padrões para a transferência.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que vai retirar parte do pessoal da embaixada na Ucrânia em meio à disputa sobre prisioneiros de guerra norte-coreanos, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Arab News – o anúncio veio mais de uma semana após o embaixador sul-coreano voltar para casa, depois da revelação da transferência pelo presidente Volodymyr Zelensky, e o presidente Lee Jae-myung exigiu um pedido oficial de desculpas, segundo a mesma agência.

Kim Yo-jong disse que a liderança militar da Coreia do Norte estuda ampliar o desdobramento de meios táticos de ataque perto de toda a fronteira sul e retomar transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, como medidas “preventivas e de supressão” para qualquer contingência, segundo o Korea Herald. Ela acusou o Exército sul-coreano de 2.870 transmissões de alerta e de disparos de advertência em 201 ocasiões entre 1º de agosto e 17 de outubro. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que os avisos são feitos por alto-falantes menores instalados em postos de guarda sul-coreanos e usados em operações militares voltadas ao Norte.

A Coreia do Sul manterá o apoio à Ucrânia “como membro responsável da comunidade internacional”, apesar de uma disputa diplomática, segundo o South China Morning Post. A disputa envolve a divulgação pública, pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da transferência de prisioneiros norte-coreanos durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro.

A Coreia do Sul decidiu chamar de volta seu embaixador na Ucrânia, em protesto contra a revelação pelo presidente Volodymyr Zelensky de uma suposta transferência secreta de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul, informou a Associated Press. Seul acusa Kiev de violar um acordo de não divulgação sobre a transferência feita em meados de setembro; a Ucrânia nega ter aceitado tal acordo.

O governo da Coreia do Sul atribuiu à Coreia do Norte a explosão de uma mina na fronteira que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos, segundo a Reuters, em texto republicado pela emissora WIFC. Seul afirma que a mina explodiu em 21 de setembro e teria sido plantada há cerca de um ano, e exige um pedido de desculpas e a remoção das minas. Na sexta-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, disse que a acusação sul-coreana é “sem fundamento” e rejeitou o pedido de desculpas.

A Coreia do Norte disse ter lançado no sábado, do leste do país, um míssil de alcance intermediário que atingiu um alvo a 1.000 km no mar, em treino supervisionado por Kim Jong Un, segundo o The Hindu, em texto da agência Reuters. O exército da Coreia do Sul disse no sábado ter detectado o lançamento de um míssil balístico e avaliado que ele voou mais de 700 km em direção ao mar a leste. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) afirmou que o treino visava adestrar tropas que operam um sistema de arma estratégica hipersônica e avaliar a confiabilidade, a eficiência e a mobilidade da dissuasão de guerra do país.

A Coreia do Norte anunciou neste sábado ter testado um míssil de alcance intermediário com inteligência artificial incorporada, segundo o G1. No comunicado, Pyongyang afirma que o míssil foi capaz de mudar sozinho sua trajetória de voo em baixa altitude. As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o disparo percorreu mais de 700 quilômetros em direção ao mar, ao largo da costa leste. Segundo a irmã do líder, Kim Yo-jong, Kim Jong-un supervisionou pessoalmente o exercício, em comunicado citado pela Sputnik.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que a Coreia do Sul investiria até US$ 200 bilhões em projetos de energia nos Estados Unidos, incluindo um gasoduto de gás natural liquefeito (GNL) no Alasca, segundo o The Hill. Segundo a Yonhap Infomax, ele disse que, se Seul não quiser participar, cobrará mais: “se não quiserem fazer, tudo bem para mim. Vou apenas cobrar mais”. E mandou avisar: “Digam a eles que, se não assinarem logo, vou dobrar”. Questionado sobre um anúncio prematuro, Trump disse que não se precipitou porque representantes sul-coreanos estavam presentes.

Três soldados sul-coreanos foram feridos por minas cerca de 10 metros ao sul da linha de demarcação militar, segundo a Deutsche Welle (DW). A Coreia do Sul acusou o Norte de plantar minas ao sul da linha, uma violação do armistício, e exigiu um pedido de desculpas, segundo a DW. O Comando da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ter concluído que houve violação do Acordo de Armistício. O Norte rejeitou as acusações do Sul como uma farsa encenada pelo próprio Sul, segundo a DW.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ameaçou adotar medidas adicionais não especificadas se a Ucrânia não apresentar um pedido público de desculpas por ter revelado que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos foram enviados ao Sul, segundo a BBC. O presidente sul-coreano expressou irritação com a Ucrânia por comentários do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pareceram revelar um acordo secreto, segundo a Al Jazeera. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, descreveu a situação como um mal-entendido diplomático e disse que Kiev trabalha para resolvê-la, segundo a BBC.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 30 de setembro, US$ 200 bilhões em investimentos sul-coreanos em energia no país, incluindo US$ 54 bilhões destinados a um projeto de gás natural liquefeito no Alasca discutido há anos, segundo o Le Monde, em texto com a agência France-Presse (AFP). O anúncio inclui oito novas usinas nucleares e uma grande usina a gás no Texas, com apoio do governo sul-coreano, segundo o jornal. Os investimentos dão sequência ao acordo comercial de julho de 2025, quando Seul concordou em investir US$ 350 bilhões nos EUA e ampliar as compras de energia estadunidense – o acordo fixou tarifas de 15% sobre produtos sul-coreanos.

A Coreia do Sul passou a exigir pedido formal de desculpas e “medidas responsáveis” de Pyongyang pela explosão de 21 de setembro na área ocidental da zona desmilitarizada, segundo o The Guardian. O Comando das Nações Unidas (UNC) liderado pelos Estados Unidos (EUA) concluiu que houve violação do acordo de armistício, segundo a Al Jazeera. Kim Yo-jong negou que soldados norte-coreanos tenham cruzado a fronteira e advertiu que unidades de fronteira fariam “retaliação imediata e impiedosa” se tropas sul-coreanas atirassem contra soldados do Norte. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos nas duas explosões, segundo a Al Jazeera.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou que a aprovação dos Estados Unidos (EUA) para a construção do primeiro submarino nuclear sul-coreano é “um desenvolvimento perigoso” que acrescenta nova instabilidade à região, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Segundo o ministério, a medida é mais uma demonstração de proliferação nuclear dos EUA por meio do pacto AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos). A declaração foi publicada pela mídia estatal, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

A vice-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Park Yoon-joo, apresentou queixa formal ao encarregado de negócios da Ucrânia, Andrii Vieshkin, e expressou “forte arrependimento” pela revelação da transferência de dois soldados norte-coreanos capturados, que Seul diz que deveria ter sido mantida em sigilo, segundo a BBC. Seul convocou o diplomata depois que o presidente Volodymyr Zelensky anunciou na semana passada que seu governo havia transferido os dois soldados para a Coreia do Sul, segundo a BBC.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, disse nesta segunda-feira que medidas “apropriadas, substanciais e correspondentes” serão tomadas se for confirmado que a explosão dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ) foi causada por minas plantadas pela Coreia do Norte. Dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos e um terceiro sofreu ferimentos leves, segundo a Yonhap. O general de brigada Hwang Ju-bong, chefe da divisão de operações terrestres do Estado-Maior Conjunto, disse em coletiva de imprensa periódica que o comando recebeu o testemunho de que o que as tropas viram era semelhante a uma mina terrestre de caixa de madeira.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul exigiu explicação oficial e desculpas da Ucrânia pela divulgação da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para o país, segundo o Hindustan Times, em texto do feed da Reuters. Seul diz que a Ucrânia pediu sigilo repetidamente por vários canais sobre a operação. A presidência sul-coreana disse que a negação ucraniana da existência de um acordo de confidencialidade é falsa e danificou a confiança entre os dois governos, segundo a Nikkei Asia, que cita a Reuters.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e o Comando das Nações Unidas (ONU) abriram uma investigação conjunta sobre a explosão de uma mina terrestre perto da zona desmilitarizada entre as duas Coreias, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Uma equipe de cerca de 40 oficiais vasculhou a área próxima ao local da explosão, ocorrida em 21 de setembro. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos pela explosão em 21 de setembro, quando limpavam uma rota de patrulha no setor oeste da zona desmilitarizada.

A Coreia do Norte confirmou nesta terça-feira que o que a Coreia do Sul identificou como dois mísseis balísticos de curto alcance no domingo foi um teste de um “novo sistema de armas de combate”, feito na presença de Kim Jong-un, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Kim chamou o teste de “demonstração inquestionável de tecnologia de defesa avançada” e de “clara renovação na modernização das forças armadas”, e disse que os adversários do país entenderão melhor o que o avanço tecnológico significa em termos militares, segundo a agência estatal. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul havia informado que os dois disparos, feitos da área de Wonsan com cerca de três horas de intervalo, voaram cerca de 450 quilômetros e mais de 600 quilômetros. O Norte não especificou o tipo de arma testada.

Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, leva nesta terça-feira à Assembleia Geral da ONU uma proposta faseada para o programa nuclear da Coreia do Norte: parar o avanço das capacidades nucleares e de mísseis, depois reduzi-las e, por fim, desmontá-las, segundo a Associated Press (AP) e o Korea Herald. Lee afirma que a desnuclearização não se alcança no curto prazo e que a pressão por sanções agravou o problema, e oferece três compromissos a Pyongyang: respeito ao sistema do Norte, nenhuma unificação por absorção e nenhuma intenção hostil, segundo o Korea Herald e o Inquirer. Em entrevista ao The New York Times, ele defendeu a flexibilização das sanções ao Norte, segundo o próprio jornal. O discurso vem depois de Kim Jong-un dizer, num pronunciamento no domingo, que não há motivo para não se sentar com Washington caso os Estados Unidos abandonem a exigência de desnuclearização, e de repetir que o Norte nunca abrirá mão do arsenal, segundo a AP. Lee também pediu ao Conselho de Segurança que amplie os assentos de membros não permanentes, segundo a Bloomberg.

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