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Tema: Japão

Fluxo

Um funcionário japonês da farmacêutica Astellas preso na China por espionagem deve ser libertado em dezembro, segundo fontes próximas às relações sino-japonesas. O homem, na casa dos 60 anos, foi detido em março de 2023 e condenado em julho de 2025 pelo Tribunal Intermediário nº 2 de Pequim a três anos e seis meses de prisão. As relações entre China e Japão seguem tensas desde a crise diplomática provocada por declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, colocou sob controle russo mais ativos da Japan Tobacco, um dia depois de assinar decreto que tomou as unidades da empresa japonesa no país. Um novo decreto estendeu a medida a três empresas adicionais, todas controladas pela JTI Investments Sarl, que atuavam como importadora, gestora e holding, segundo a agência Interfax. O decreto designa a empresa Industrial Assets como gestora temporária de quatro entidades da JTI na Rússia. O governo japonês detém cerca de 37% das ações da Japan Tobacco. O governo russo afirmou que Putin agiu com base em decreto de abril de 2023 que permite colocar sob controle russo ativos de “indivíduos de países hostis” em resposta às sanções.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que, um ano depois, as autoridades japonesas “não agiram em nada” para corrigir as declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan, evitando a questão sem demonstrar sinceridade. Segundo Guo, as graves dificuldades atuais nas relações entre os dois países recaem inteiramente sobre a responsabilidade japonesa. O orçamento militar japonês para 2026 superou 9 trilhões de ienes, cerca de 56,8 bilhões de dólares, impulsionado pela antecipação da meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos de defesa.

Um decreto presidencial publicado em 5 de novembro transferiu para a gestão externa da empresa russa Promyshlennye Aktivy as ações da Japan Tobacco Inc. em suas operações industriais na Rússia. O governo japonês detém cerca de 37% das ações da Japan Tobacco. Na sexta-feira, Putin colocou sob confisco mais ativos da Japan Tobacco, um dia depois de assinar um decreto que atingiu as quatro unidades da empresa no país, e, conforme decreto publicado na sexta-feira, todas as ações de três unidades da companhia ficaram sob gestão temporária de uma empresa russa.

A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, pediu a uma delegação multipartidária de parlamentares japoneses apoio continuado dos Estados membros ao tribunal, apesar das sanções dos Estados Unidos. Akane é ela própria alvo das sanções anunciadas em agosto por Washington contra ela e outros dirigentes do tribunal. O porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, disse que o país estuda que tipo de assistência financeira pode oferecer ao tribunal, e a deputada Yasue Funayama, que co-dirige o grupo parlamentar, defendeu que o Japão lidere a pressão pela remoção das sanções junto aos EUA.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou na quinta-feira um decreto que coloca sob gestão temporária de uma empresa russa quatro unidades fabris da JT International (JTI), subsidiária da Japan Tobacco, na Rússia. O secretário-geral do gabinete japonês, Kihara Minoru, disse que funcionários do Ministério da Economia, Comércio e Indústria e do Itamaraty que estão na Rússia protestaram junto a Moscou e pediram a retirada imediata da medida. O diretor-geral do Bureau de Assuntos Europeus do Itamaraty, Nakamura Kimitake, fez pedido semelhante ao embaixador russo no Japão, Nikolay Nozdrev. O decreto de 2023 que serve de base permite colocar sob gestão temporária do governo russo ou de empresas designadas ativos de companhias de países classificados por Moscou como “não amistosos”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as relações entre China e Japão enfrentam “sérias dificuldades” e que a responsabilidade é “inteiramente do lado japonês”, um ano depois das declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan. Guo afirmou que, passado um ano, as autoridades japonesas seguem protelando o assunto, sem sinceridade nem ação para refletir sobre o erro e corrigi-lo. Em 7 de novembro de 2025, Takaichi disse no Parlamento que uma “contingência de Taiwan” poderia constituir uma “situação de ameaça à sobrevivência” do Japão, o que implica que Tóquio poderia intervir militarmente.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou na quinta-feira que os ativos russos da Japan Tobacco fossem colocados sob gestão temporária de uma empresa russa, no mais recente movimento de Moscou contra um país que impõe sanções pela guerra na Ucrânia. O decreto abrange as participações em quatro empresas – Donskoy Tabak, Pereslavl-Tabak, JTI Yelets e Kres Neva – transferidas para a JSC Industrial Assets. As ações da Japan Tobacco caíram 19,3%, recorde negativo da companhia, depois do decreto. A empresa confirmou o decreto sobre quatro de suas unidades na Rússia e disse estar avaliando os detalhes, as opções disponíveis e o impacto sobre o grupo; a operação russa responde por cerca de 10% das vendas. Dmitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, comentou a queda: “Isso é algo”, escreveu ele. “E fumar mata de qualquer jeito”, acrescentou.

Empresas do índice S&P Composite 1500 perderam US$ 3,2 trilhões em valor de mercado na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, diante do temor de que a vitória democrata resulte em mais regulamentação da inteligência artificial e em restrições à expansão dos data centers, segundo o Financial Times, em texto publicado pelo Opera Mundi. O Nasdaq caiu 5,5%, o Dow Jones, 3,44%, e o S&P 500, 4,36%. Nesta sexta-feira, o Nikkei do Japão recuou quase 6%. Entre os fabricantes de semicondutores, a SanDisk perdeu 22% do valor de mercado, enquanto Micron e AMD registraram quedas de 17%. A Nvidia recuou mais de 9% e liderou as perdas entre as empresas do Dow Jones.

Um ano depois das declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan no Parlamento, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as autoridades japonesas não demonstraram qualquer sinceridade nem agiram para refletir sobre seus erros e corrigi-los, e que as dificuldades graves nas relações entre os dois países são inteiramente responsabilidade do lado japonês. No mesmo dia, Takaichi disse a repórteres em Tóquio que o Japão segue comprometido com uma relação “estratégica e mutuamente benéfica” com a China e descreveu Pequim como “vizinho importante”, segundo a agência Kyodo. Desde as declarações de Takaichi, a China impôs uma série de medidas retaliatórias, entre avisos de viagem que desaconselham visitas ao Japão, restrições às importações de frutos do mar japoneses e cotas de exportação de terras raras usadas na indústria de alta tecnologia.

A Câmara dos Representantes do Japão aprovou nesta sexta-feira, em votação acelerada, projeto que corta o imposto sobre consumo de alimentos e bebidas de 8% para 1% por dois anos a partir de abril e cria um benefício em dinheiro vinculado à renda para trabalhadores de baixa renda. O benefício começa com valor equivalente a 1% da arrecadação do imposto e terá implantação plena no ano fiscal de 2029. A perda de arrecadação é estimada em cerca de 10 trilhões de ienes (US$ 63 bilhões) em dois anos, sem clareza sobre como o governo vai compensá-la. A coalizão governista não tem maioria na Câmara dos Conselheiros, o que torna difícil o caminho no Senado, e partidos de oposição se manifestaram contra a aprovação.

O sábado marca um ano da fala da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de que um ataque a Taiwan poderia levar as Forças de Autodefesa a agir em apoio aos Estados Unidos (EUA), e o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as relações entre os dois países enfrentam “sérias dificuldades”, com “a responsabilidade inteiramente do lado japonês”. O porta-voz Guo Jiakun disse que não houve progresso no último ano e que as autoridades japonesas “se esquivam” do assunto. No mesmo dia, Takaichi disse em Tóquio que seu governo quer promover a relação estratégica e mutuamente benéfica com a China, “uma vizinha importante”. Desde as falas, a China recomendou aos cidadãos que não viajem ao Japão, proibiu a importação de frutos do mar japoneses e restringiu a exportação de terras raras.

O governo do Japão deve apresentar um pacote emergencial de cibersegurança em uma reunião ministerial que pode ser convocada já nesta sexta-feira, e vai montar uma equipe para simular ciberataques com inteligência artificial (IA) para identificar falhas em sistemas tecnológicos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Kelo. Tóquio também vai estudar formas de obter informações sobre vulnerabilidades graves de software antes da divulgação pública, para acelerar a resposta de órgãos públicos e de operadores de infraestrutura crítica, segundo o Nikkei. A decisão segue uma onda de ataques cibernéticos que o Japão acredita terem sido auxiliados por IA e a falhas críticas na linguagem PHP divulgadas em outubro, que derrubaram sites em vários países.

O comando militar dos Estados Unidos (EUA) em Okinawa estenderá até 7 de dezembro o toque de recolher da meia-noite às 5h para militares abaixo do posto de sargento. A decisão ocorre após a prisão de outro fuzileiro por suspeita de dirigir embriagado durante o toque de recolher, decretado depois da prisão de Devin Ballard por suspeita de roubo e assassinato de uma mulher em Naha. Sargentos e postos superiores não estão sujeitos à extensão, mas todos os militares ficam proibidos de comprar ou consumir álcool fora da base após a meia-noite.

O pânico com a regulação da inteligência artificial (IA, na sigla em português) se espalhou pela Ásia-Pacífico depois da queda em Nova York: o índice KOSPI caiu mais de 8% no início do pregão, ao mínimo desde 6 de fevereiro, a 4.911,28 pontos, e acionou um circuit breaker de 20 minutos, antes de reduzir as perdas para 3,9%. A queda levou o KOSPI a 43% abaixo do pico de junho, embora o índice ainda acumule alta de 23% no ano. O ministro das Finanças sul-coreano, Lee Hyoung-il, convocou reunião de emergência e decidiu afrouxar temporariamente regras sobre investimento alavancado de pessoa física. No mesmo movimento, o Nikkei caiu quase 6%, na pior queda desde abril de 2025, e o TAIEX de Taiwan recuou 4,5%, depois de mais de US$ 3,2 trilhões apagados do mercado acionário norte-americano na véspera.

O índice Nikkei caiu 3.219,29 pontos, ou 5,27%, para 57.858,61 nesta sexta-feira, ficando abaixo dos 60 mil pontos pela primeira vez desde maio em meio ao temor de novas regras para a inteligência artificial (IA) após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA). O índice chegou a cair mais de 7% pela manhã, acompanhando as perdas de Wall Street com o temor de que vitórias democratas levem a restrições à construção de data centers. O Topix caiu 213,89 pontos, ou 5,43%, para 3.726,50.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, prometeu trabalhar para reduzir o peso das bases militares dos Estados Unidos em Okinawa, segundo a Kyodo News, em texto republicado pelo The Straits Times, na primeira reunião em 13 anos entre governo central e prefeitura no Conselho de Política para Okinawa. O governador Genta Koja pediu que o governo deixasse clara a data de devolução do terreno ocupado pela base de Futenma, e o governo não mencionou data específica. O orçamento de desenvolvimento de Okinawa para o ano fiscal de 2027 pode passar de ¥ 300 bilhões, acima do pedido inicial de ¥ 289,7 bilhões, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

O Ministério da Indústria do Japão ordenou na sexta-feira que a Chubu Electric melhore as operações após a manipulação de dados sísmicos na análise para religar reatores, com a empresa já tendo retirado os pedidos para as unidades 3 e 4 de Hamaoka, em Shizuoka, e com o então presidente Kingo Hayashi, o chairman Satoru Katsuno e o ex-presidente Akihisa Mizuno deixando os cargos em setembro. A investigação apontou que dados de apoio apresentados como se documentassem um método de seleção que não foi usado foram criados depois do fato.

O governo japonês estuda declarar explicitamente uma exceção aos seus três princípios não nucleares na Estratégia de Segurança Nacional a ser revisada até o fim do ano, medida que aparentemente busca reforçar a eficácia da dissuasão nuclear americana que protege o Japão, segundo uma fonte a par do assunto. A opção principal em análise é dizer no documento que o Japão permitiria a entrada de armas nucleares no país em situação de emergência, retomando uma posição exposta por um ministro das Relações Exteriores no Parlamento em 2010 e endossada por governos sucessivos, inclusive o da primeira-ministra Sanae Takaichi. O governo tende a manter os três princípios sem revisão, e a redação final deverá ser negociada entre o Partido Liberal Democrata (PLD), parte de cujos membros resiste a mexer nos princípios, e o parceiro de coalizão Partido da Inovação do Japão, mais favorável à mudança. No mês passado, Takaichi disse em comissão parlamentar que havia “espaço para consideração” sobre como os próximos documentos de segurança devem tratar a dissuasão ampliada americana.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse nesta quinta-feira que transmitiu ao presidente francês, Emmanuel Macron, em telefonema de cerca de 30 minutos, a “forte preocupação” do Japão com o plano da União Europeia (UE) de excluir veículos elétricos japoneses do tratamento preferencial. França e Alemanha concordaram em 16 de outubro com a proposta de excluir os elétricos japoneses, e Takaichi já havia tratado do assunto com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em 28 de outubro. Segundo a TV Asahi, o Japão também teme efeitos sobre a indústria do aço no âmbito do projeto europeu de aceleração industrial.

O governo do Japão estuda incluir na Estratégia de Segurança Nacional, a ser revisada até o fim do ano, uma menção de exceção aos três princípios não nucleares, segundo relato da Kyodo publicado pelo Kyoto Shimbun. A formulação em estudo segue a resposta dada em 2010 pelo então chanceler Okada Katsuya e admitiria a entrada de armas nucleares em emergência como exceção ao princípio de “não permitir a introdução”, sem revisar os três princípios em si. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse em outubro, na comissão de orçamento da Câmara Baixa, que a dissuasão estendida dos Estados Unidos e a resposta de Okada têm “margem de exame” na revisão – e o jornal aponta o risco de nova reação da China, que acusa o governo Takaichi de “novo militarismo”.

A ABB informou que foi notificada pela SoftBank de que o mecanismo chinês de revisão de segurança do investimento estrangeiro proibiu a aquisição do negócio de robótica da ABB na China. O negócio foi assinado em outubro de 2025, com valor de empresa de US$ 5,375 bilhões; a Bloomberg apurou que o bloqueio atinge a aposta da SoftBank em IA física; e o Financial Times (FT), em texto republicado pela Investing.com, diz que a SoftBank foi informada de que o acordo será barrado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (National Development and Reform Commission, NDRC).

Empresas japonesas sofreram 239 ataques de ransomware de janeiro a outubro, mais que o dobro do total de 2021, segundo levantamento da empresa de segurança Macnica. A contagem da Macnica, sediada em Yokohama, inclui ataques sem criptografia de dados e já supera os 228 casos de todo 2025, novo recorde anual. Entre 100 empresas japonesas ouvidas pela Proofpoint, a taxa de infecção por ransomware saltou a 73% em 2025, ante 38% na pesquisa de 2023, a maior alta entre 11 países comparáveis – e cerca de 40% das organizações que pagaram resgate não recuperaram dados nem acesso após um único pagamento, com novas exigências em muitos casos.

O Ministério da Defesa do Japão estimou em cerca de 80 trilhões de ienes (cerca de US$ 507 bilhões) o custo do plano quinquenal de defesa que começa no ano fiscal de 2027, quase o dobro do valor do plano atual. O número é preliminar: por restrições orçamentárias, o governo deve revisar as compras de equipamentos e outros gastos e ajustar o total para perto da faixa superior de 70 trilhões de ienes (cerca de US$ 443,5 bilhões). O novo gasto deve financiar compras como uma grande quantidade de drones, segundo fonte a par do assunto. A revisão ocorre com prazo até o fim do ano para a atualização de três documentos-chave de segurança do país.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir, em seminário em Tóquio na terça-feira, discussão sobre a revisão dos Três Princípios Não Nucleares e defendeu considerar a introdução de submarinos de propulsão nuclear, segundo o Kyodo News. Koizumi disse que é preciso criar um ambiente em que as políticas de segurança necessárias possam ser discutidas de forma aberta e franca, sem preconceitos, e que, conforme o país revisa seus três documentos de segurança até o fim do ano, a sociedade como um todo deve construir uma compreensão comum sobre a ameaça nuclear. Os três princípios determinam que o Japão não possui, não produz e não permite a introdução de armas nucleares, e a Estratégia de Segurança Nacional em vigor afirma que essa política permanece inalterada. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse ao Parlamento em outubro que o governo aprofundaria “considerações concretas e realistas” sobre a possível introdução de submarinos nucleares para as Forças de Autodefesa.

A Japan Investment Corp (JIC), fundo estatal japonês, planeja vender a fabricante de materiais para chips JSR à Mitsui Chemicals em negócio que pode superar 1,3 trilhão de ienes (US$ 8,2 bilhões), depois de comprá-la por cerca de 900 bilhões de ienes dois anos atrás, aproveitando a alta das empresas de chips com o boom de investimento em inteligência artificial, segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Reuters em texto republicado pelo DealStreetAsia. Fundada em 1957, a JSR é uma das principais fabricantes de fotoresistentes usados na transferência de circuitos para wafers, e a Nikkei Asia registra que a venda seria o maior negócio da história do setor químico japonês.

As bolsas asiáticas caíram nesta quarta-feira junto com o dólar, com o avanço democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos, que analistas associam a paralisia no Congresso. O Nikkei 225 caiu 3,6%, a 60.835,36 pontos, o menor nível desde o início de maio, com a SoftBank Group recuando 8% e a Kioxia Holdings 10,8%. O Kospi recuou 3,2%, a 5.466,83 pontos, com a SK Hynix em queda de 3,2% e a Samsung Electronics de 1,8%. O dólar recuou a 158,06 ienes, de 158,75 na terça-feira, e o euro subiu a US$ 1,1249. Investidores veem na onda democrata o risco de escrutínio regulatório mais duro sobre empresas de inteligência artificial.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir um debate aberto e franco sobre armas nucleares no país, em simpósio em Tóquio, segundo a agência estatal russa TASS, que cita a Kyodo. “Precisamos criar condições para que as medidas de segurança necessárias para o Japão possam ser discutidas de forma aberta e franca”, disse ele. A declaração ocorre durante a revisão da estratégia de segurança nacional, que também envolve os três princípios não nucleares: não possuir, não produzir e não introduzir armas nucleares no território japonês. Koizumi voltou a deixar aberta a possibilidade de equipar a Marinha japonesa com submarinos nucleares.

O governo do Japão e a coalizão governista avaliam fixar o gasto de defesa dos cinco anos a partir de abril de 2027 entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes (US$ 457 bilhões a US$ 508 bilhões), cerca de 1,8 vez os 43 trilhões de ienes do plano atual, segundo o South China Morning Post (SCMP), que cita fontes ouvidas pela Reuters. Parte do dinheiro deve financiar compras como grandes quantidades de drones, e a fraqueza do iene elevou o custo da aquisição de equipamentos, disse uma das fontes.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) anunciaram a intenção de destinar mais de US$ 85 milhões em apoio técnico e financeiro para ampliar o acesso à inteligência artificial confiável no Indo-Pacífico, segundo o comunicado conjunto da reunião em Atlanta. O texto também registra o compromisso dos Estados Unidos (EUA) de US$ 10 milhões para desenvolver instalações na Índia e em países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para recuperar minerais críticos de resíduos, segundo o Times of India. O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse que o Quad deve preservar a liberdade de escolha e cadeias de suprimento seguras e enfrentar práticas não de mercado, sem citar nenhum país, e defendeu uma agenda “mais contemporânea” para o grupo, com abordagem prática.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) manifestaram “grave preocupação” com a coerção econômica, incluindo restrições arbitrárias à exportação e políticas e práticas não mercadológicas que geram sobrecapacidade e perturbam cadeias globais de suprimento em indústrias críticas, na declaração conjunta divulgada após a reunião deste sábado em Atlanta, segundo a Reuters. O texto também enfatizou a “necessidade absoluta de proteger e preservar os direitos e as liberdades de navegação no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb”.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O chanceler do Japão, Toshimitsu Motegi, exigiu nesta sexta-feira a libertação imediata do japonês detido na província de Sakhalin, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, em reunião de cerca de 30 minutos com o chanceler russo, Sergei Lavrov, à margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, que começou às 13h35 no horário local. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo site WQXC, a Rússia afirmou neste mês ter detido um jornalista japonês na sua região do Extremo Oriente de Sakhalin sob suspeita de espionagem.

Os chanceleres da Coreia do Sul, dos Estados Unidos (EUA) e do Japão se reúnem nesta sexta-feira nos Estados Unidos para discutir temas da Península Coreana, cooperação em segurança econômica e a resposta a Pyongyang, segundo autoridades citadas pela Yonhap – a avaliação inclui os lançamentos recentes de mísseis do Norte e o estreitamento dos laços entre Pyongyang e Pequim após a visita recente de Kim Jong-un à China. O chanceler sul-coreano Cho Hyun se encontrará em Atlanta na sexta-feira com o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi, segundo o Korea Herald, enquanto Seul tenta administrar temas sensíveis na aliança com Washington.

Estados Unidos e Japão acordaram instalar no Japão uma planta de montagem final e inspeção do míssil ar-ar de médio alcance avançado (AMRAAM), segundo a NPR. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira na província filipina de Cebu, onde se encontrou com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Os mísseis a serem produzidos no esforço conjunto chamado Operação Supercharge são essenciais para os caças F-35, disse Koizumi.

O Japão e Bangladesh acordaram ampliar a cooperação em cadeias de suprimento e energia, com previsão de investimento privado japonês de até 1 trilhão de ienes no país nos próximos cinco anos e expectativa de criar 200 mil empregos, segundo o The Business Standard. Os dois primeiros-ministros acordaram que a iniciativa integra o desenvolvimento de energia, porto de águas profundas, infraestrutura industrial e de tecnologias da informação e comunicação (TIC), segundo o mesmo jornal.

A base aérea de Kadena, em Okinawa, proibiu a circulação de veículos da chinesa BYD, incluindo carros particulares, táxis e veículos de entrega, segundo o The Guardian. Um porta-voz das forças dos Estados Unidos no Japão afirmou que os veículos representam “um risco inaceitável e não mitigável” ao pessoal e à missão. Em junho, o Pentágono incluiu a BYD numa lista de 188 empresas chinesas que considera ligadas ao Exército chinês, o que provocou um protesto de Pequim.

O presidente-executivo do GMO Internet Group, Masatoshi Kumagai, admitiu no domingo à noite que engenheiros da própria empresa já haviam apontado problemas de segurança antes do acesso não autorizado ao serviço de câmbio que ela opera e que a resposta da companhia às preocupações foi insuficiente, segundo a Kyodo News. A primeira-ministra Sanae Takaichi e ministros do gabinete se reúnem na noite desta segunda-feira para tratar de planos de cibersegurança, em meio a vazamentos de dados e uso indevido, segundo o porta-voz do governo.

A Sagawa Express, empresa japonesa de entregas de encomendas, disse que até 53,23 milhões de registros com informações pessoais podem ter vazado após um acesso não autorizado ao seu sistema de rastreamento, segundo a Xinhua. Entre os dados potencialmente comprometidos estão nomes, endereços e telefones de remetentes e destinatários, além de e-mails cadastrados no serviço de associação Smart Club, em remessas de 21 de junho a 30 de setembro. A empresa disse que não houve exposição de dados de cartão de crédito nem de senhas de acesso ao rastreamento, e que o número inclui muitas duplicatas, sem representar a quantidade de pessoas atingidas.

A operadora japonesa de telecomunicações KDDI pediu desculpas por um grande incêndio florestal que atingiu uma reserva natural da Mongólia no início deste mês, segundo a NHK World. A agência estatal mongol Montsame informou que o fogo começou em 8 de outubro na Área Estritamente Protegida de Numrug, na província oriental de Dornod, e se espalhou para pastagens. A KDDI não divulgou detalhes do incêndio, mas disse que executivos da Mobicom, incluindo o CEO japonês, entraram na reserva em um veículo para fazer um teste de rede de comunicações.

Vulnerabilidades encontradas na linguagem de programação PHP, voltada principalmente para servidores, fizeram o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão suspender temporariamente o site do seu sistema de divulgação de informações por precaução, segundo a Kyodo News. O site lista contatos e detalhes de serviços de prestadores de cuidados de longa duração em todo o país. A agência governamental Innovation Platform Agency diz que as correções serão liberadas pelo desenvolvedor ainda nesta quarta-feira. Segundo uma organização europeia de pesquisa, o PHP é usado por 69,3% dos sites no mundo cuja linguagem de servidor é conhecida.

A Rússia responderá com firmeza ao fornecimento de drones de combate à Ucrânia por uma empresa japonesa, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em coletiva de imprensa, segundo a agência TASS. A agência não informou o nome da empresa nem qual resposta está em estudo.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, fez uma oferenda ritual ao santuário de Yasukuni, enquanto quatro ministros de seu gabinete, entre eles o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, visitaram o local, segundo o China Daily. Pequim protestou formalmente junto a Tóquio e descreveu o santuário como “ferramenta espiritual e símbolo do militarismo japonês”. O South China Morning Post noticiou que a China criticou Takaichi pela oferenda e alertou para a “remilitarização”.

As Forças de Autodefesa do Japão e os militares dos Estados Unidos (EUA) farão de 19 a 29 de outubro o exercício conjunto de grande escala Keen Sword 27 em vários locais do Japão, com cerca de 45 mil e 12 mil efetivos, respectivamente, e participação também de Austrália, Canadá, França, Alemanha, Países Baixos, Nova Zelândia e Filipinas, segundo a Xinhua.

O Japão recorre cada vez mais a empresas estrangeiras para acelerar a modernização militar, buscando tecnologia, conhecimento e capacidade de produção no exterior para tapar lacunas de defesa que podem se mostrar críticas num eventual conflito regional envolvendo a China, segundo o South China Morning Post (SCMP). O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, confirmou na sexta-feira passada que o país assinou um contrato para comprar drones interceptadores da startup ucraniana SkyFall, segundo o SCMP.

O governador de Okinawa, Genta Koja, disse na sexta-feira aceitar a presença das aeronaves estadunidenses MV-22 Osprey na base de Futenma, revertendo a oposição histórica da prefeitura, segundo a Kyodo News. Governos anteriores da prefeitura se opunham à presença desde antes da instalação em 2012 por preocupações de segurança, e Koja assumiu no fim do mês passado.

A GlobalFoundries vai construir instalações de chips no âmbito de um acordo de investimento entre os Estados Unidos (EUA) e o Japão, segundo a Kyodo News. O Japão investirá cerca de US$ 21 bilhões em até duas fábricas de chips em Nova York, com participação conjunta do governo dos EUA e de interesses japoneses e operação da GlobalFoundries, segundo a Reuters, em texto republicado pelo WHTC. A primeira fábrica deve somar capacidade anual de cerca de 900 mil wafers de 300 mm nos EUA quando estiver em plena operação, segundo a mesma reportagem.

Diplomatas seniores, autoridades do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) no Indo-Pacífico se reuniram em Tóquio no início deste mês, em um encontro que uma fonte descreveu como pouco usual, antes da viagem planejada do presidente Donald Trump à China em novembro. Segundo o Chosun Ilbo, observadores avaliam que o encontro buscou revisar as estratégias dos EUA em relação à China e à Coreia do Norte. No dia 8, diplomatas seniores do Departamento de Estado e 10 embaixadores dos EUA em países asiáticos visitaram o Ministério das Relações Exteriores do Japão, onde se reuniram com o chanceler Toshimitsu Motegi.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) deteve em Sakhalin um repórter do Hokkaido Shimbun sob suspeita de espionagem, segundo a Jiji Press, em texto republicado pelo Nippon.com. O detido é um cidadão japonês, correspondente em Yuzhno-Sakhalinsk, capital da região de Sakhalin, e teria sido transferido para Moscou. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse lamentar que Tóquio use correspondentes para espionagem, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Japan Times.

Estados europeus, o Canadá, o Japão e a Organização das Nações Unidas (ONU) saíram em defesa do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra as sanções dos Estados Unidos (EUA), depois que Washington sancionou a própria corte na sexta-feira. O TPI disse que a medida é uma “agressão ao Estado de direito e aos próprios fundamentos da ordem jurídica internacional” e pediu aos seus 125 Estados-membros que defendam a instituição. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Washington baniria transações com a “corte desonesta”, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu ao líder chinês Xi Jinping que repare os laços com o Japão e suspenda as restrições chinesas de exportação a Tóquio durante as conversas de setembro em Washington, segundo a Kyodo News, que cita o South China Morning Post. Trump disse que as restrições chinesas a itens destinados ao Japão, incluindo terras raras, ameaçam “indústrias norte-americanas dependentes de fornecedores japoneses” e descreveu a medida como “uma violação indireta da trégua comercial entre os EUA e a China” alcançada na Coreia do Sul em outubro do ano passado. Xi não se mostrou receptivo, disse que a disputa chinesa com Tóquio deve ficar separada da relação com Washington e alertou para “os riscos crescentes do militarismo japonês”.

Detalhes do suposto assassinato pelo fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, provocaram protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em Tóquio, segundo a CGTN, e autoridades militares dos EUA em Okinawa impuseram restrições de deslocamento aos seus militares. A vítima foi identificada como Anna Yagi, de 39 anos, moradora de Naha, a capital da província, e a autópsia indicou morte por estrangulamento, segundo a CGTN, citando a polícia local. O chefe das forças dos Estados Unidos no Japão, Benjamin Watson, ordenou nesta quarta-feira uma restrição fora da base por 30 dias a partir de 9 de outubro, proibindo saídas entre meia-noite e 5h, segundo a CGTN. O governador eleito de Okinawa, Genta Koja, anunciou que viajará a Tóquio nesta quarta-feira para apresentar um protesto oficial ao governo central, segundo a CGTN.

O fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, é suspeito de matar uma mulher de 39 anos em um hotel em Naha, no sábado, e de levar sua carteira e mochila, segundo a Free Malaysia Today. A primeira-ministra Sanae Takaichi registrou um protesto formal aos Estados Unidos no domingo. Nesta terça-feira, cerca de 100 manifestantes protestaram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Tóquio contra a violência de soldados norte-americanos, segundo a AFP, em texto republicado pelo TAG24.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que o país manterá o curso de resolver a questão territorial e concluir um tratado de paz com a Rússia, apesar do momento difícil das relações bilaterais, segundo a TASS.

Um fuzileiro naval norte-americano de 20 anos lotado em Okinawa foi preso no domingo sob suspeita de roubar e matar uma moradora, segundo o Times of India. A suspeita envolve a morte de Anna Yagi, de 39 anos, e o furto de carteira e mochila num hotel em Naha na madrugada de sábado. O Ministério das Relações Exteriores do Japão disse que apresentaria um protesto ao embaixador norte-americano, George Glass.

O prefeito da cidade de Kadena, na província japonesa de Okinawa, visitou na segunda-feira o Escritório de Defesa de Okinawa, do Ministério da Defesa do Japão, para protestar contra o armazenamento previsto do sistema de mísseis de médio alcance Typhon, dos Estados Unidos (EUA), na base aérea de Kadena, informou a China Global Television Network (CGTN). Segundo o Ministério da Defesa do Japão, o Exército dos EUA vai armazenar temporariamente o sistema Typhon e o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) na base aérea de Kadena, em Okinawa, a partir de meados de outubro. O Typhon inclui lançadores, mísseis e um centro de operações de bateria e pode disparar mísseis SM-6 e Tomahawk.

O vice-chanceler russo Andrey Rudenko disse que a Rússia não confia nas promessas do Japão de retirar os sistemas de mísseis dos Estados Unidos depois que os exercícios militares conjuntos terminarem e advertiu que tais ações não ficarão sem resposta, segundo a TASS. Em entrevista ao jornal Izvestia, Rudenko afirmou que as autoridades japonesas prometeram que os mísseis supostamente seriam removidos depois do fim dos exercícios. Segundo relatos anteriores, os Estados Unidos deveriam posicionar em Kyushu sistemas terrestres Typhon, destinados a lançar mísseis de alcance intermediário e curto, além de lançadores HIMARS, em exercícios realizados de junho a setembro.

Os sistemas de mísseis Typhon vão continuar no Japão depois dos exercícios. Segundo a agência russa TASS, o Ministério da Defesa do Japão informou que os Typhon desdobrados no campo de aviação de Kanoya, na província de Kagoshima, nos exercícios de junho e setembro, serão transferidos para armazenamento na base aérea de Kadena, em Okinawa, até meados de outubro, em aeronaves de transporte C-17. O ministério afirmou que o lado americano explicou que guardar o equipamento em Kadena não é um desdobramento permanente no Japão. Para o Daily Sun, a presença mais longa do Typhon no país cria uma rede distribuída de capacidades de ataque, de defesa aérea e de designação de alvos que complica as operações militares chinesas em torno de Taiwan.

O vice-chanceler da Rússia, Andrey Rudenko, disse que as relações entre Rússia e Japão seguem em deterioração grave, com contatos limitados a temas isolados, e atribuiu a Tóquio a iniciativa de normalizar a situação, em entrevista à TASS.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, usou o seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, para pedir uma reforma da organização que inclua a remoção da cláusula dos anos 1940 que trata o Japão como “Estado inimigo”, invocada pela China na disputa com Tóquio, segundo o The Japan Times. Takaichi disse que a ONU “nunca foi tão importante” e que precisa “renascer como uma ONU mais resiliente e eficaz” e recuperar a confiança da comunidade internacional, 70 anos depois da admissão do Japão, em 1956. Em encontro com o secretário-geral, António Guterres, ela tratou da reforma do Conselho de Segurança, segundo o comunicado oficial da ONU reproduzido pela agência IANS. O Japão integra o Grupo dos Quatro (G4) com Brasil, Alemanha e Índia, que defendem entre si assentos permanentes num Conselho ampliado.

O tufão Dujuan deixou quatro mortos e seis desaparecidos no leste do Japão, nas províncias de Chiba e Kanagawa, além de 22 feridos, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA), citada pelo The Japan Times e pela Jiji Press. Chiba registrou três das mortes. O tufão, o 25º do ano no país, derrubou a energia de dezenas de milhares de casas e obrigou mais de 1,6 milhão de pessoas na região de Tóquio a deixar as áreas de risco, informou a BBC News. O temporal também trouxe chuvas recordes: a ilha de Oshima acumulou 832 milímetros em 48 horas, mais que o dobro da média de todo o mês de setembro, segundo a emissora pública japonesa NHK. A agência meteorológica japonesa rebaixou ou levantou nesta terça-feira a maior parte dos avisos de chuva forte e deslizamento.

O tufão Dujuan deixou ao menos quatro pessoas mortas e 22 feridas no Japão, informou a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA), citada pela Agence France-Presse (AFP) nesta terça-feira, 22 de setembro: três mortes na província de Chiba e uma em Kanagawa, ambas vizinhas de Tóquio. As buscas por seis desaparecidos em deslizamentos de terra continuavam na manhã desta terça. Mais de 45 mil residências seguiam sem energia em Chiba e 460 casas foram danificadas. O número de mortos, contabilizado em dois na noite de segunda-feira, 21 de setembro, subiu com o avanço das equipes de resgate. A tempestade se afastou da costa e seguia para o oceano Pacífico na manhã desta terça, o que levou a Agência Meteorológica do Japão a suspender ou rebaixar a maior parte dos alertas de chuva forte e de deslizamento. A ilha de Oshima registrou 832 milímetros de chuva em 48 horas, mais que o dobro da média de todo o mês de setembro, informou a emissora pública NHK, e o bairro de Edogawa, em Tóquio, teve 282,5 milímetros em 24 horas, recorde local. A primeira-ministra Sanae Takaichi adiou em cerca de quatro horas a partida para Nova York e chegou à cidade na noite de segunda-feira, relatou a agência Kyodo; ela se reúne nesta terça com Donald Trump.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, dois dias antes da cúpula do presidente dos Estados Unidos com Xi Jinping, na Casa Branca, segundo o The Japan Times e a agência Reuters. Takaichi quer levar a Trump as posições do Japão sobre Taiwan e comércio, para que ele não se incline à conciliação com a China, segundo o The Japan Times. A Reuters lembra que a primeira-ministra irritou Pequim em 2025 ao afirmar que Tóquio poderia ser arrastada para um conflito em torno de Taiwan, e que analistas apontam o receio de que Trump ofereça concessões a Xi em troca de um resultado econômico que possa exibir antes das eleições de meio de mandato de novembro. Takaichi, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e Trump discursam na Assembleia Geral nesta terça-feira, segundo a Reuters.

Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.

O tufão Dujuan deixou duas pessoas mortas no Japão, em deslizamentos de terra nas províncias de Chiba e Kanagawa, segundo governos locais citados pela imprensa japonesa, entre ela a agência Kyodo, e pela Agence France-Presse (AFP). Na madrugada desta terça-feira, a tempestade já se afastava da costa e seguia para o mar, a nordeste, com ventos mais fracos, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA). A Japan Airlines cancelou 135 voos e a All Nippon Airways (ANA), 140, e mais de nove mil residências ficaram sem energia perto de Tóquio, segundo a AFP. A chuva obrigou ao fechamento antecipado do Tokyo Game Show, uma das maiores feiras de videogames do mundo, na segunda-feira, último dia do evento, e à suspensão de um festival de música e de uma partida de beisebol em Chiba.

O tufão Dujuan avançava nesta segunda-feira pela costa leste do Japão, levando as autoridades a orientar a evacuação de mais de 1,9 milhão de pessoas e a cancelar centenas de voos, segundo a BBC. É o 25º tufão da temporada e não deve tocar o solo, mas deve trazer chuva recorde perto de Tóquio, com alertas de deslizamento nas províncias de Tóquio, Chiba, Kanagawa e Shizuoka, segundo o The Independent. A Agence France-Presse (AFP) relatou mais de 1 milhão de pessoas sob avisos de evacuação e apagões na costa leste, e a agência americana United Press International (UPI) registrou a paralisação de trens e a suspensão de voos na região central do país.

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