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Tema: Taiwan

Matérias e notas em que Taiwan é ator central.

Fluxo

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as relações entre China e Japão enfrentam “sérias dificuldades” e que a responsabilidade é “inteiramente do lado japonês”, um ano depois das declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan. Guo afirmou que, passado um ano, as autoridades japonesas seguem protelando o assunto, sem sinceridade nem ação para refletir sobre o erro e corrigi-lo. Em 7 de novembro de 2025, Takaichi disse no Parlamento que uma “contingência de Taiwan” poderia constituir uma “situação de ameaça à sobrevivência” do Japão, o que implica que Tóquio poderia intervir militarmente.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan anunciou o fechamento do escritório de representação em Papua-Nova Guiné e a retirada de todo o pessoal depois de novas exigências do governo do país para encerrar a representação. Junto com o escritório, Taiwan encerra todos os programas de cooperação técnica e assistência no país, incluindo missões técnicas e médicas, bolsas e formação de pessoal. Taiwan já havia parado de comprar gás natural liquefeito (GNL) de Papua-Nova Guiné no mercado spot e não assinará novos contratos spot; o ministério dizia planejar cerca de 500 mil toneladas no primeiro semestre de 2026. As compras taiwanesas correspondiam a cerca de um terço das exportações de GNL do país do Pacífico. O ministério acusou a China de usar pressão política e influência econômica para interferir em decisões diplomáticas de outros países e restringir o espaço internacional de Taiwan. Taipei atribui a decisão à pressão política chinesa sobre o país do Pacífico.

Um ano depois das declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan no Parlamento, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as autoridades japonesas não demonstraram qualquer sinceridade nem agiram para refletir sobre seus erros e corrigi-los, e que as dificuldades graves nas relações entre os dois países são inteiramente responsabilidade do lado japonês. No mesmo dia, Takaichi disse a repórteres em Tóquio que o Japão segue comprometido com uma relação “estratégica e mutuamente benéfica” com a China e descreveu Pequim como “vizinho importante”, segundo a agência Kyodo. Desde as declarações de Takaichi, a China impôs uma série de medidas retaliatórias, entre avisos de viagem que desaconselham visitas ao Japão, restrições às importações de frutos do mar japoneses e cotas de exportação de terras raras usadas na indústria de alta tecnologia.

Um Congresso controlado pelos democratas deve aumentar a pressão sobre o presidente Donald Trump para acelerar a aprovação da venda de US$ 14 bilhões em armas a Taiwan, segundo análise do South China Morning Post, e apresentar projetos que demonstrem apoio à ilha e impeçam o presidente de “vendê-la”. O pacote está parado há meses, e Trump já sugeriu usá-lo como “moeda de negociação” nas conversas mais amplas com Pequim, enquanto parlamentares dos dois partidos assinavam cartas pedindo à Casa Branca que aprovasse e notificasse formalmente a venda de imediato. Um analista ouvido pelo jornal disse que, se o provável próximo presidente da Câmara, Hakeem Jeffries, “cruzar a linha vermelha” na questão, espera-se que Pequim adote contramedidas fortes.

O sábado marca um ano da fala da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de que um ataque a Taiwan poderia levar as Forças de Autodefesa a agir em apoio aos Estados Unidos (EUA), e o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as relações entre os dois países enfrentam “sérias dificuldades”, com “a responsabilidade inteiramente do lado japonês”. O porta-voz Guo Jiakun disse que não houve progresso no último ano e que as autoridades japonesas “se esquivam” do assunto. No mesmo dia, Takaichi disse em Tóquio que seu governo quer promover a relação estratégica e mutuamente benéfica com a China, “uma vizinha importante”. Desde as falas, a China recomendou aos cidadãos que não viajem ao Japão, proibiu a importação de frutos do mar japoneses e restringiu a exportação de terras raras.

A receita de embalagem avançada de chips deve superar pela primeira vez a da rota tradicional em 2026, com gasto de capital perto de US$ 28 bilhões, segundo o Yole Group. A taiwanesa TSMC domina a tecnologia chip-on-wafer-on-substrate (CoWoS, na sigla em inglês), e seus limites de capacidade levam clientes a buscar fornecedores alternativos. A Nvidia está financiando com bilhões de dólares a expansão da capacidade CoWoS na SPIL, unidade da taiwanesa ASE. A Powertech planeja investir US$ 400 milhões em joint venture de embalagem avançada com a Broadcom em Singapura, com produção podendo começar em 2028.

O pânico com a regulação da inteligência artificial (IA, na sigla em português) se espalhou pela Ásia-Pacífico depois da queda em Nova York: o índice KOSPI caiu mais de 8% no início do pregão, ao mínimo desde 6 de fevereiro, a 4.911,28 pontos, e acionou um circuit breaker de 20 minutos, antes de reduzir as perdas para 3,9%. A queda levou o KOSPI a 43% abaixo do pico de junho, embora o índice ainda acumule alta de 23% no ano. O ministro das Finanças sul-coreano, Lee Hyoung-il, convocou reunião de emergência e decidiu afrouxar temporariamente regras sobre investimento alavancado de pessoa física. No mesmo movimento, o Nikkei caiu quase 6%, na pior queda desde abril de 2025, e o TAIEX de Taiwan recuou 4,5%, depois de mais de US$ 3,2 trilhões apagados do mercado acionário norte-americano na véspera.

A fabricante de lasers lituana Litilit inaugurou no mês passado uma nova fábrica em Vilnius, num momento em que o país báltico de menos de 3 milhões de habitantes enfrenta uma série de restrições comerciais informais da China por causa de sua posição sobre Taiwan. Em 2021, a Lituânia permitiu a abertura de um escritório representativo taiwanês na capital, quebrando a convenção de usar “Taipei” no nome desses escritórios. O executivo-chefe da Litilit sustenta que as realidades da cadeia de suprimentos podem se sobrepor ao discurso político, segundo o South China Morning Post (SCMP).

A Micron suspendeu os planos de uma fábrica de chips de memória em Taiwan por causa de uma disputa trabalhista prolongada, segundo pessoas a par do assunto. A empresa praticamente paralisou a construção da unidade em Taoyuan, no norte de Taiwan, segundo as pessoas, que pediram para não serem identificadas por se tratar de deliberações privadas. A Reuters informou, em texto publicado pelo MarketScreener, que a Micron suspendeu o projeto de US$ 4,5 bilhões.

O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou nesta quinta-feira que a ilha sempre teve apoio bipartidário nos Estados Unidos e que o Congresso continuará ajudando a reforçar sua capacidade de defesa, ao ser perguntado sobre vendas de armas após as eleições de meio de mandato, em texto da Reuters publicado pelo Investing.com. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou em dezembro passado US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, a maior venda já feita, mas um segundo pacote de cerca de US$ 14 bilhões está parado. Após se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em maio, Trump chamou o pacote parado de uma boa “moeda de troca” que mantinha “em suspenso”. Koo disse que Taiwan seguirá em contato com o Congresso e com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para garantir que as vendas de armas avancem conforme o cronograma.

As Forças Armadas de Taiwan querem adquirir mais de 1.400 drones costeiros de vigilância e reconhecimento, mais de 200 mil drones costeiros de ataque e 1.320 embarcações de superfície não tripuladas de ataque em uma só direção. O Parlamento aprovou em 27 de agosto a lei que prevê 240 bilhões de novos dólares taiwaneses em seis anos, com prioridade de compra para sistemas não tripulados de produção nacional de baixo custo e alto desempenho. A empresa norte-americana Maritime Tactical Systems anunciou que a guarda costeira taiwanesa comprará 25 de suas embarcações não tripuladas, fabricadas nos Estados Unidos e em Taiwan, e o país quer se tornar um polo asiático de produção de drones sem componentes chineses, aproveitando a liderança em inteligência artificial e semicondutores.

A China ampliou a presença marítima em torno de Taiwan, enviando patrulhas da guarda costeira das aproximações leste da ilha a águas perto de Quemoy e da ilha remota de Dongsha, informou o South China Morning Post. A Administração da Guarda Costeira de Taiwan disse no fim do sábado que mobilizou o navio de patrulha Jian para sombrear a formação chinesa, liderada pelo Hushi. Taipei classificou as patrulhas como tentativa de “fabricar uma presença administrativa fictícia” e afirmou que as ações de Pequim violam o direito internacional e minam a paz e a estabilidade regionais.

A Guarda Costeira de Taiwan disse que a China está assediando navios com a sua mais recente patrulha na costa leste da ilha e tentando exercer uma jurisdição fictícia. Duas embarcações chinesas participaram da operação, e a Guarda Costeira enviou embarcações próprias para acompanhar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. A Guarda Costeira afirmou que as tentativas chinesas de assediar navios no mar por comunicação de rádio são uma “clara expansão de poder que viola o direito internacional, mina a paz e a estabilidade regionais e se afasta da realidade”.

O comandante do Exército dos Estados Unidos (EUA) no Pacífico, general Ronald Clark, afirmou que a janela de 2027 para uma possível invasão chinesa de Taiwan segue válida como referência de prontidão. “A questão é: a janela ainda é válida? A resposta para nós é sim”, disse ele na terça-feira em uma conferência do setor no Havaí, segundo o Breaking Defense; segundo o comandante, o Exército do Pacífico posiciona equipamentos, material e pessoal de forma rotacional na primeira e na segunda cadeias de ilhas a oeste da linha internacional de data, com a meta de estar pronto até 2 de abril de 2027.

O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, acusou a China de travar guerra cognitiva ao marcar o aniversário da entrega da ilha com imagens de satélite de Taipé e pôster militar, segundo a Reuters.

A mídia estatal e as Forças Armadas da China continental fizeram neste domingo uma campanha coordenada para marcar o Dia da Restauração de Taiwan, aniversário do fim do domínio japonês, informa o South China Morning Post (SCMP). A emissora estatal China Central Television (CCTV) divulgou um vídeo de 42 segundos com imagens aéreas de Taiwan captadas pela constelação comercial de satélites Jilin-1 e a legenda “Esta é a província de Taiwan da China”.

O tufão Champi passou por Taiwan neste sábado, matando uma pessoa e ferindo mais de 500, com ventos fortes e chuva torrencial que derrubaram árvores, interromperam voos e cortaram a energia de milhares de casas, segundo o Times of India. O corpo de bombeiros de Taiwan registrou 527 feridos e manteve o número de mortos em um, um homem arrastado pelas ondas na ilha Liuqiu. A estatal de energia Taipower informou que mais de 167 mil casas ficaram sem eletricidade em algum momento.

O tufão Champi atingiu Taiwan, matou uma pessoa e feriu ao menos 350, enquanto as autoridades alertavam para “ventos destrutivos” e orientavam a população a ficar em casa, segundo a Al Jazeera. A tempestade passou pelo nordeste da ilha na sexta-feira, derrubou árvores, fechou o comércio e as escolas, cortou a energia de milhares de residências e forçou mais de 4.300 pessoas a deixar suas casas.

A fabricante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) avalia alternativas aos componentes de terras-raras nos equipamentos de suas fábricas, segundo três pessoas a par do assunto ouvidas pela Reuters, em texto republicado pela WHBL, para reduzir o risco de que os controles de exportação de Pequim interrompam a operação das plantas que fabricam os chips mais avançados do mundo. As conversas estão em estágio inicial e ainda não resultaram em adoção ampla de equipamentos sem terras-raras, segundo duas dessas pessoas.

Taiwan afirmou neste domingo, 18 de outubro, que afastou 16 embarcações chinesas, entre navios da guarda costeira, de pesquisa e de pesca, envolvidas em operações simultâneas que a guarda costeira da ilha chama de “assédio marítimo”. Segundo o comunicado, um número “incomumente grande” de embarcações chinesas participou das operações coordenadas em torno da ilha principal de Taiwan e de Pratas, ilha disputada a sudoeste.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse em um comício na terça-feira que Taiwan concordou em comprar 30% do gás natural liquefeito de um projeto de gasoduto no Alasca, mas os termos do acordo não estavam claros de imediato, segundo a Reuters. Segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo The Hindu, Trump disse também que Taiwan investiria US$ 4,4 bilhões no projeto, enquanto Taipé busca o favor de Washington em meio a tensões com a China.

China impôs a partir de segunda-feira sanções ao ministro das Comunicações do Paraguai e ao chanceler de Belize por causa dos laços dos dois países com Taiwan, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. As medidas incluem veto de vistos de entrada em Hong Kong e Macau e proibição de que organizações e indivíduos chineses façam transações, cooperação ou outras atividades, segundo o ministério, em dois avisos.

Wanying “Heather” Zhang, corretora de imóveis de 34 anos na Califórnia, foi presa no aeroporto de Los Angeles em 4 de outubro de 2026 ao se preparar para embarcar em um voo para Xangai, acusada de atuar como agente não registrada de um governo estrangeiro, segundo o Hindustan Times. O Federal Bureau of Investigation (FBI) afirma que ela viajou a Seattle em 2025 a mando de autoridades chinesas e depois enviou fotos, vídeo e informações de placas de carro do filho do líder de Taiwan e da família dele, segundo o The Hindu. A pessoa vigiada seria Ting-Yu Lai, engenheiro na faixa dos 30 anos que vive nos Estados Unidos.

Os dois primeiros caças F-16V Block 70 de Taiwan devem chegar em poucos dias, segundo o legislador Wang Ting-yu, do Partido Progressista Democrático (DPP). Wang afirmou que as duas aeronaves decolaram do Havaí e vão pousar na base aérea de Chihhang, em Taitung, na sexta-feira ou no sábado. A venda de 66 F-16V Block 70 foi aprovada pelos Estados Unidos em 2019, com entregas originalmente previstas para começar em 2023.

O ministro da Defesa de Taiwan disse que as vendas de armas dos Estados Unidos à ilha seguem inalteradas e que Taipei continua em conversas com Washington sobre acordos específicos, na terça-feira, 29 de setembro de 2026, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hindu. Um pacote recorde de 14 bilhões de dólares em armas para a ilha, no entanto, continua paralisado. Os Estados Unidos pausaram o pacote de 14 bilhões após a cúpula de maio em Pequim entre Trump e Xi Jinping, e a China pressionou Washington a suspender as vendas de armas à ilha, segundo a AP, em texto publicado pelo Mercury News.

Taiwan pretende quadruplicar o estoque de munição de combate de 30 para 120 dias num programa de seis anos de NT$ 27,59 bilhões, segundo o Taipei Times. O Ministério da Defesa alocou NT$ 7,3 bilhões ao programa depois que o Yuan Executivo o aprovou em 3 de setembro, segundo o jornal. O programa precisa ser acelerado para repor munição consumida em exercícios, mais frequentes nos últimos anos, segundo o diretor de planejamento estratégico, tenente-general Huang Wen-chi, citado pelo jornal.

O embaixador dos Estados Unidos (EUA) na China, David Perdue, disse na Fox News Sunday que o presidente Donald Trump perguntou a Xi se ele gostaria de comprar armas dos EUA. Segundo Perdue, Trump repetia que “vendemos armas para outras pessoas ao redor do mundo” enquanto discutia a visita de Estado de Xi a Washington, na semana passada. Ele não detalhou se a oferta veio nessa visita, na viagem de Trump a Pequim em maio ou em outro momento, nem mencionou se Xi respondeu. O embaixador afirmou ainda que Trump e Xi seguem tratando de futuras vendas de armas dos EUA a Taiwan.

O embaixador dos Estados Unidos em Pequim, David Perdue, disse, em entrevista à Fox News, que o presidente Donald Trump perguntou a Xi Jinping se ele queria comprar armas americanas. A declaração foi feita ao responder sobre a posição do governo quanto à independência de Taiwan, segundo o Daily Beast. Trump e Xi concordaram em se reencontrar na cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, em novembro, e na do Grupo dos 20 (G20), em Miami, em dezembro, segundo o Council on Foreign Relations.

Os sistemas de mísseis Typhon vão continuar no Japão depois dos exercícios. Segundo a agência russa TASS, o Ministério da Defesa do Japão informou que os Typhon desdobrados no campo de aviação de Kanoya, na província de Kagoshima, nos exercícios de junho e setembro, serão transferidos para armazenamento na base aérea de Kadena, em Okinawa, até meados de outubro, em aeronaves de transporte C-17. O ministério afirmou que o lado americano explicou que guardar o equipamento em Kadena não é um desdobramento permanente no Japão. Para o Daily Sun, a presença mais longa do Typhon no país cria uma rede distribuída de capacidades de ataque, de defesa aérea e de designação de alvos que complica as operações militares chinesas em torno de Taiwan.

O vice-chanceler de Taiwan, Francois Wu, disse neste sábado que fornecer armas a Taiwan para proteger sua liberdade e fornecer semicondutores ao mundo atende ao interesse nacional dos Estados Unidos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times. Na quinta-feira, em Washington, Xi Jinping disse a Donald Trump que esperava adesão dos Estados Unidos à “posição correta” de oposição à independência de Taiwan. O embaixador estadunidense na China, David Perdue, afirmou à CNBC na sexta-feira que não houve mudança na política de Trump para Taiwan, incluindo a Lei de Relações com Taiwan de 1979, que obriga a venda de armas à ilha.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan classificou como distorção dos fatos as declarações do presidente da China, Xi Jinping, a Donald Trump em Washington sobre a reunificação nacional e a integridade territorial chinesas, segundo a Reuters. Segundo o ministério, trata-se da “abordagem chinesa consistente de distorcer os fatos e apresentar unilateralmente sua posição e suas reivindicações”, e só o povo taiwanês decide o futuro da ilha; Taiwan também acusou a China de perturbar a paz e a estabilidade, informa o G1. Xi havia pedido a Trump que os Estados Unidos mantenham a “posição correta” de oposição à independência de Taiwan, ainda segundo a Reuters.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, reuniram-se na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no segundo dia da visita de Estado de três dias de Xi – a primeira de Xi a Washington em 11 anos, segundo a Al Jazeera, com Reuters e Associated Press (AP). Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, citada pela emissora, Xi pediu que Washington trate Taiwan com prudência e se oponha à independência da ilha; a Casa Branca não publicou resumo próprio do encontro. Sobre a guerra com o Irã, não houve avanço: Xi defendeu que Washington e Teerã retornem ao acordo interino que abriria caminho a um entendimento maior.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, o presidente da China, Xi Jinping, na Casa Branca, numa visita de Estado com inteligência artificial, minerais críticos, direitos humanos, tarifas e Taiwan na pauta. Até o fechamento desta nota, os dois lados não haviam anunciado acordos amplos sobre tarifas, terras raras ou compra de soja, e a trégua comercial entre os dois países foi prorrogada por dois meses, segundo o Foreign Policy. Xi disse a jornalistas que “a grande revitalização da nação chinesa e tornar a América grande de novo podem caminhar juntas”.

O presidente da China, Xi Jinping, chega a Washington nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para uma visita de Estado de três dias, com conversas formais na quinta-feira, 24, e visita ao Arquivo Nacional dos Estados Unidos na sexta-feira, 25, e deve pressionar o presidente Donald Trump a interromper a venda de armas a Taiwan, invocando o terceiro dos comunicados conjuntos assinados pelos dois países em 1982, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par das conversas. Naquele comunicado, Washington afirmou que pretendia reduzir gradualmente as vendas de armas a Taiwan e que não buscava vendas de longo prazo a Taipé; um memorando do então presidente Ronald Reagan anexado ao texto condicionava essa disposição ao compromisso chinês de resolver as diferenças com Taiwan por meios pacíficos. Um pacote de cerca de US$ 14 bilhões em armas para Taiwan está parado há meses. Depois da cúpula com Xi em Pequim, em maio de 2026, Trump disse que mantinha o pacote em espera e o descreveu como “uma ficha de negociação muito boa”, segundo a Reuters. As fontes disseram que a China também pediu que os Estados Unidos interrompam entregas de armas já encomendadas pela ilha, e ofereceu ajuda para pressionar o Irã na guerra no Oriente Médio em troca de concessões. O South China Morning Post, citando fontes, informou que Washington considera adiar o anúncio de novas vendas de armas a Taiwan para depois da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em novembro, em Shenzhen, e da cúpula do Grupo dos 20 (G20), em dezembro, na Flórida; uma das fontes disse que Trump cogitou adiar a decisão até o fim de 2028 ou janeiro de 2029, mas recuou diante da oposição de críticos da aproximação com Pequim. Em Taipé, o Le Monde registrou a avaliação de Su Tzu-yun, pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Defesa e Segurança Nacional: “Precisamos ficar alertas, mas sem pânico, porque o interesse geopolítico dos Estados Unidos continua sendo manter a China à distância de Taiwan”. O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan disse acompanhar de perto as conversas.

Duas embarcações da Marinha da Nova Zelândia – a fragata Te Mana e o navio-tanque Aotearoa – cruzaram o Estreito de Taiwan na sexta-feira, 18 de setembro, como parte de um deslocamento de três meses pelo Indo-Pacífico, informou a Força de Defesa do país nesta segunda-feira, 21. O primeiro-ministro Christopher Luxon chamou a passagem de “atividade de rotina”, feita “em águas internacionais” e conforme o direito internacional, e disse não esperar reação da China, maior parceiro comercial neozelandês. O Ministério da Defesa da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário, e o Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que o estreito é uma via internacional e que não divulga por iniciativa própria as movimentações de forças aliadas. A Reuters informou, com base numa fonte, que o Aotearoa foi acompanhado por forças chinesas quando cruzou o estreito em novembro de 2025.

Taiwan iniciou as obras de um parque de empacotamento avançado de semicondutores ancorado pela TSMC, segundo a Reuters.

Pequim condiciona a visita de Xi Jinping a Washington, em 24/09, ao congelamento de novas vendas de armas a Taiwan, segundo a Kyodo; nenhum funcionário chinês confirmou a vinculação.

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