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Tema: Protestos

Fluxo

Segundo a contagem definitiva do Ministério do Interior, 146 mil pessoas manifestaram na França neste sábado, 46 mil delas em Paris, na mobilização “pela juventude e contra a carestia”. A intersindical da juventude reivindicou 250 mil manifestantes no país e 75 mil na capital. A mobilização recuou frente a quinta-feira, quando as autoridades contaram 575 mil manifestantes e os sindicatos, 1,6 milhão. Na place de la Nation, um grupo de cerca de 200 “indivíduos violentos” atacou as forças de ordem durante a interpelação de um homem que havia incendiado uma lixeira, segundo a Prefeitura de Polícia; na sequência, outros dois contêineres foram incendiados no boulevard Voltaire. Em Lyon, cerca de 3 mil manifestantes circularam em grupos dispersos, houve 13 interpelações e a situação “voltou à calma”, segundo a prefeitura.

Milhares de pessoas protestaram em toda a França neste sábado, no quarto fim de semana consecutivo de manifestações contra o governo, e a polícia de Paris impediu uma concentração não autorizada perto do Palácio do Eliseu. O Ministério do Interior contou 7 mil manifestantes no início da tarde em todo o país, abaixo dos até 170 mil esperados pelas autoridades e do mesmo horário da semana anterior. Cerca de 100 pessoas que chegaram foram cercadas pela polícia, e o coordenador do movimento Benjamin Ball e sua porta-voz, Azelma Sigaux, foram detidos. Em Lyon, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar centenas de pessoas que bloqueavam uma via em concentração não autorizada. Entidades estudantis e de professores convocaram nova greve para terça-feira, pedindo mais gastos em educação.

Moradores da província iraquiana de Maysan voltaram a protestar neste sábado contra o fechamento da travessia de Al-Shaib, chamada Chazzabah no lado iraniano, segundo a Mehr News. Donos de caminhões, agentes de alfândega e trabalhadores de carga e descarga do cruzamento protestaram na estrada de Ghazilah e em frente à sede das petroleiras dos campos de Bazarkan, pedindo a reabertura imediata. Os protestos em Maysan ocorrem desde o mês passado, quando a travessia foi fechada. A Mehr afirma, sem citar documento, que o governo iraquiano fechou a passagem sob pressão do governo dos Estados Unidos (EUA), que o veículo chama de ilegal.

Manifestantes protestaram em frente ao Banco Central e à sede do Ueno exigindo a devolução dos depósitos congelados, ao mesmo tempo em que celebravam a queda do presidente. O banco tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país, e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, entre eles fundos do Instituto de Previdência Social (IPS). Oito executivos do banco foram presos, assim como o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo, que trabalhou no Ueno antes de ser indicado por Santiago Peña. A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (ASIMCOPAR) informou que, desde terça-feira, as vendas caíram 70%. O novo presidente, Pedro Alliana, prometeu compensação integral aos correntistas prejudicados pelo colapso do Ueno. O ex-presidente Horacio Cartes pediu ao Banco Central o relatório sobre o banco e retirou o apoio a Peña na quinta-feira.

Sindicatos e grupos estudantis franceses convocaram um novo dia de protestos, enquanto o movimento dos coletes amarelos planeja uma concentração separada no centro de Paris apesar da proibição das autoridades. As manifestações vêm depois de semanas de agitação liderada por jovens e greves nacionais que levaram centenas de milhares de trabalhadores às ruas contra o custo de vida.

Sindicatos e grupos estudantis convocaram para este sábado uma marcha autorizada no centro de Paris contra o alto custo de vida, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos marcou um protesto separado na Place de la Concorde, onde manifestações estão proibidas. O ministro do Interior, Laurent Nunez, disse que 70 mil policiais e agentes de segurança serão mobilizados em todo o país. Um integrante do comitê de coordenação dos Coletes Amarelos, Benjamin Ball, convocou “desobediência em massa” para o ato proibido. O Ministério do Interior afirmou que os protestos de quinta-feira “correram de modo geral bem”, apesar de 642 prisões. A dívida pública francesa está em cerca de 120% do PIB, contra aproximadamente 65% na Alemanha, e o prêmio de risco da França sobre os títulos alemães está no maior nível desde a crise financeira: o país paga quase 1,6 ponto percentual a mais de juros que a Alemanha nos papéis de dez anos. A França deve pagar mais de €79 bilhões de juros sobre a dívida pública em 2026, cifra projetada acima de €91 bilhões em 2027 e entre €125 bilhões e €132 bilhões em 2030. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu deve receber sindicatos e entidades patronais na segunda-feira para tratar de salários e poder de compra.

O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, disse que 70 mil policiais e agentes de segurança serão mobilizados em todo o país, enquanto sindicatos e grupos estudantis convocaram uma marcha autorizada no centro de Paris. Os Coletes Amarelos recusaram aderir e mantêm um ato separado na Place de la Concorde, apesar da proibição das autoridades; Benjamin Ball, integrante do comitê de coordenação do movimento, afirmou: “Estamos convocando desobediência em massa”. Na quinta-feira, o ministério do Interior contabilizou 575 mil manifestantes no país, enquanto a central sindical CGT, uma das organizadoras, estimou 1,6 milhão de participantes. Os protestos ocorrem a menos de seis meses da eleição presidencial que substituirá Emmanuel Macron, e a extrema direita lidera as pesquisas.

Cerca de 575 mil pessoas participaram nesta quinta-feira dos protestos em toda a França, segundo estimativa do governo, o maior dia de manifestações desde o início da onda de protestos que começou em setembro, em coincidência com uma greve nacional, em texto da CNN republicado pela KWWL. O movimento começou com estudantes que pediam melhores condições nas escolas e se ampliou para sindicatos e coletes amarelos. Cerca de 13% do funcionalismo escolar entrou em greve e um em cada três estabelecimentos de ensino superior teve as atividades interrompidas, também segundo o governo. Os sindicatos estimaram números bem maiores que os do governo.

Ativistas do grupo holandês de ação direta Geef Tegengas invadiram o canteiro de obras de um data center da Microsoft em Westpoort, em Amsterdã, entraram em confronto com a polícia, e alguns subiram num guindaste, acenderam sinalizadores e amarraram balões de hélio a equipamentos. A polícia holandesa informou na noite de sexta-feira que deteve entre 150 e 200 pessoas por suspeita de invasão. Um policial ficou levemente ferido, segundo comunicado da polícia à emissora pública NOS. A coalizão Stop Dirty Data Centres anunciou ações em 16 países na sexta-feira e no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Dawn. Protestos menores ocorreram no centro de Bristol, no Reino Unido, diante de um data center em Berlim, em frente ao parlamento polonês em Varsóvia e na praça central de Zagreb. A dona do terreno, a Pure Data Centres, apoiada pela Oaktree, do grupo Brookfield, planeja investir mais de US$ 1 bilhão no projeto e disse estar comprometida com o diálogo com as partes interessadas locais.

Advogados de ao menos 18 pessoas feridas em protestos na França nas últimas semanas anunciaram nesta sexta-feira que vão processar o ministro do Interior por suposta brutalidade policial. A queixa será apresentada ao Tribunal de Justiça da República (CJR) contra Laurent Nuñez pelas ordens de uso de armas que os advogados classificam como mutilantes. Cerca de 10 dos clientes dos advogados autorizaram a assinatura da queixa coletiva. Lançadores de bolas de explosão ou granadas policiais feriram gravemente ao menos 20 pessoas, incluindo muitos adolescentes, em protestos desde meados de setembro, segundo contagem da Agence France-Presse (AFP). Até 30 de outubro, a polícia havia aberto 105 investigações internas sobre alegações de brutalidade policial, sendo 52 ligadas ao movimento estudantil.

Os protestos que começaram na França contra a deterioração das escolas, a falta de professores e a pressão sobre o sistema educacional se espalharam para Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, ampliando-se para um descontentamento com o custo de vida, a moradia inacessível e os serviços públicos. Muitas marchas foram pacíficas, mas algumas terminaram em violência, com confrontos, saques e destruição, e a resposta das autoridades está sob escrutínio por uso excessivo da força e prisões em massa. A inflação na União Europeia (UE) e na zona do euro atingiu 3,8% em setembro, ante 2,1% em 2024, e a dívida pública francesa deve chegar a 120% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.

Cerca de 100 manifestantes entraram nesta sexta-feira no canteiro de obras de um data center da Microsoft nos arredores de Amsterdã, segundo uma testemunha da Reuters, enquanto o grupo Geef Tegengas falava em 500 pessoas no local. A polícia de choque foi mobilizada perto de Sloterdijk e fez várias prisões; a prefeita havia proibido a manifestação, e os organizadores tentaram furar as barreiras policiais. Os atos integram dois dias de protestos coordenados contra data centers em vários países europeus, em 6 e 7 de novembro. Segundo o Geef Tegengas, o empreendimento consumirá eletricidade equivalente à de todas as casas de Amsterdã e pode atrasar a construção de 30 mil moradias.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou planos de ampliar a operação da unidade naval Cheonghae, hoje no Golfo de Áden, até as águas ao sul de Omã, perto do Estreito de Ormuz, com envio de equipamentos de desminagem e aeronaves de patrulha marítima, e o texto deve ser enviado à Assembleia Nacional na próxima semana. Representantes de setores sociais protestaram em frente à residência presidencial. Para a pesquisadora Yoon Ji Young, do centro Nanum Munhwa, a medida é um “claro ato de participação na guerra” contra o país persa, e o governo usa como pretexto o suposto combate à pirataria tanto na região marítima da Somália quanto na de Omã.

Segundo a Xinhua, em texto republicado pela China Daily, 270 mil manifestantes foram registrados em 180 protestos fora de Paris, segundo a BFM TV citando fontes próximas ao ministro do Interior, com a Torre Eiffel fechada para visitantes e 15,81% dos professores em greve, segundo o Ministério da Educação. Centenas de milhares de manifestantes eram esperados nas cidades francesas, com greve de servidores públicos na quinta-feira, em novo teste para o presidente Emmanuel Macron após a agitação anterior.

600 mil pessoas protestaram nesta quinta-feira na França contra o custo de vida e por serviços públicos, número que subiu de 270 mil ao longo da tarde até 600 mil à noite, segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez. O ato foi convocado por cinco centrais sindicais dos setores público e privado, que pedem aumento do salário mínimo e melhores condições de ensino, e o Ministério da Educação informou que pouco mais de 15% dos professores aderiram à greve.

Cinco centrais sindicais francesas uniram setores público e privado nesta quinta-feira numa jornada nacional de greves e protestos, com demandas por salários maiores para combater o custo de vida e por serviços públicos protegidos, segundo a BBC. As autoridades esperam entre 500 mil e 700 mil manifestantes nas marchas, dezenas de milhares deles só em Paris, num dia que um líder sindical descreveu como “um grande dia de convergência”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que 70 mil policiais e gendarmes estão sendo mobilizados e prometeu “resposta extremamente firme” a eventuais surtos de violência. Os sindicatos pedem aumento do salário mínimo, hoje em €12,31 por hora. Trabalhadores foram chamados a parar refinarias, e a França deve importar mais eletricidade do que produz nesta quinta por causa de paralisações em usinas nucleares. O governo liberou 10 milhões de barris de diesel das reservas estratégicas para baixar o preço do combustível, e a marcha de Paris deve seguir outro trajeto central, da Place de la République à Place de la Nation. O movimento começou em setembro com estudantes do ensino médio que reclamavam de condições e recursos ruins na educação e se estendeu ao movimento dos coletes amarelos e a trabalhadores.

35 parlamentares apresentaram acusação para abrir processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña e o vice Pedro Alliana. O presidente da Câmara, Raúl Latorre, convocou sessões extraordinárias para quinta-feira (5), às 10h locais, mesmo horário de Brasília. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação, por insuficiência de recursos ligada a empréstimos a empresas vinculadas à instituição. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social; cerca de US$ 380 milhões do instituto, destinados a aposentadorias, ficaram comprometidos. Peña, economista conservador que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. A polícia usou gás lacrimogêneo e caminhões com canhões de água para dispersar manifestantes, e houve confrontos nas proximidades do Congresso Nacional.

Sindicatos convocaram greves e manifestações em toda a França nesta quinta-feira pedindo apoio às famílias afetadas pela alta do custo de vida, com cerca de 70 mil policiais mobilizados e expectativa de 500 mil a 700 mil manifestantes fora de Paris. Trabalhadores de hospitais, controladores de tráfego aéreo, correios, professores e ferroviários devem aderir, com perturbações nas linhas regionais da operadora ferroviária SNCF (Société Nationale des Chemins de fer Français) e nos portos.

As autoridades sérvias detiveram nove policiais em serviço e um ex-policial por suposto uso excessivo de força contra detidos nos protestos anticorrupção do ano passado em Belgrado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. O Ministério do Interior afirmou que os suspeitos, de uma unidade de elite, torturaram e intimidaram pessoas detidas na garagem de um complexo do governo no centro da capital, em 14 e 15 de agosto de 2025. Segundo o comunicado, com uso de força e ameaças, eles causaram dor intensa e sofrimento grave a um número maior de pessoas para obter informação delas, além de intimidá-las e puni-las ilegalmente. São as primeiras prisões relevantes ligadas à violência contra os manifestantes que foram às ruas nos últimos dois anos, e o ministério divulgou apenas as iniciais dos detidos. Os protestos varreram o país, candidato à adesão à União Europeia (UE), em 2025 e 2026, depois de 16 pessoas morrerem na queda do teto de concreto de uma estação ferroviária reformada em Novi Sad, em 1º de novembro de 2024.

O Banco Central do Paraguai determinou a intervenção do Ueno Bank depois de constatar índice de solvência abaixo de 50% do mínimo exigido, após ajustes nos balanços durante o processo de regularização. O presidente Santiago Peña pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e acertou com os presidentes das duas câmaras do Congresso um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia para iniciar o pagamento imediato aos poupadores, incluindo fundos públicos e do IPS. Peña foi sócio comercial do banco até março de 2025 e renunciou às ações após críticas de conflito de interesses; a instituição, ligada a antigos sócios comerciais do presidente, mantinha centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo aplicações da Previdência Social paraguaia. Nesta quarta-feira, deputados começaram a recolher assinaturas para apresentar um pedido de impeachment contra Peña e o vice Pedro Alliana. Na noite de terça-feira, correntistas e aposentados protestaram diante do Congresso Nacional e da residência presidencial, exigindo a devolução do dinheiro bloqueado e a responsabilização das autoridades.

Cerca de 40 mil estudantes estavam em greve em 57 escolas da Dinamarca, com 12 mil a 13 mil na manifestação de Copenhague, segundo os organizadores. Sob a palavra de ordem “Já basta”, 11 associações de estudantes do ensino médio e superior marcharam da praça da Prefeitura de Copenhague até o Parlamento contra o corte no auxílio-educação proposto para liberar recursos para gastos com defesa. O projeto do governo de centro-esquerda prevê acabar com o auxílio-educação (SU) para estudantes que moram com os pais e cuja renda familiar anual passe de 700 mil coroas dinamarquesas (US$ 104 mil). Segundo o Ministério do Ensino Superior, cerca de 14 mil estudantes devem perder o auxílio e 8 mil ter redução. Os protestos estudantis começaram na França e se espalharam por outros países europeus nas últimas semanas.

A mais alta corte do Reino Unido ouviu nesta quarta-feira o recurso contra a proibição do Palestine Action, grupo que o governo britânico classifica como organização terrorista, enquanto a polícia prendia manifestantes do lado de fora. O advogado da fundadora do grupo argumentou que apenas 3 de 385 atos da organização cruzam o limiar legal de terrorismo. Vinte e cinco manifestantes foram presos do lado de fora da Suprema Corte sob suspeita de expressar apoio a uma organização proscrita, segundo a Polícia Metropolitana. A corte ouviu que mais de 3 mil pessoas foram presas desde que a proibição entrou em vigor, e que a Alta Corte considerou a proibição ilegal em fevereiro, decisão derrubada pela Corte de Apelação em junho.

O conselho de salários do setor de vestuário de Bangladesh, criado pelo governo no domingo, concordou em aumentar a remuneração dos trabalhadores, sem especificar o tamanho do reajuste. Os trabalhadores pedem salário mínimo mensal de 30.000 takas (cerca de 240 dólares), alta de 140% sobre os 12.500 takas atuais, e apontam a alta dos preços de alimentos, moradia, transporte e saúde em um país com inflação de 8%. O representante dos trabalhadores no conselho, Babul Akter, disse que o conselho vai concluir o trabalho até dezembro para que os salários revisados sejam pagos em janeiro, e que o representante dos donos de fábrica concordou com o ponto. Os protestos continuavam na manhã de quarta-feira em polos industriais como Gazipur, Mirpur, Narayanganj e Savar, com relatos de fábricas depredadas. Segundo a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA), a paralisação fechou 529 fábricas e deixou 987.190 trabalhadores sem trabalho.

O ativista Amadou Sarang Diallo, 27 anos, foi preso na sexta-feira depois de publicar um vídeo no TikTok condenando a participação de Israel nos Jogos Olímpicos da Juventude, segundo ativistas. Os Jogos começaram em 31 de outubro e vão até 13 de novembro, com cerca de 2.700 atletas. É o primeiro evento olímpico de qualquer tipo realizado no continente africano.

Sindicatos e associações de defesa do direito à moradia de sete países europeus, reunidos em Paris, convocaram manifestações coordenadas contra a vida cara nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Participam organizações da França, da Espanha, da Itália, do Reino Unido, de Portugal, da Grécia e da Bélgica, que esperam reunir “milhões” de pessoas nas ruas. A pauta inclui garantir serviços públicos como educação, saúde e moradias públicas, defender o “direito ao trabalho” sem “excluir os migrantes”, a “taxação dos ricos” e o “fim das políticas de rearmamento” e de expansão das “energias fósseis”. Na Espanha, a morte da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, após um despejo em setembro, desencadeou uma onda de manifestações e levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro; os principais sindicatos do país marcaram greve geral para 11 de novembro. Na União Europeia, os preços das moradias subiram mais de 60% entre 2010 e 2025 e os aluguéis, cerca de 29%.

Os protestos contra o custo de vida e o preço dos aluguéis começaram com a ocupação de uma praça na cidade do Porto, há três semanas, onde os manifestantes montaram tendas, e se repetiram na Praça do Rossio, em Lisboa. Neste fim de semana, o Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a permanência da ocupação do Rossio até 24 de novembro. O custo da habitação em Portugal subiu 41,5% de 2020 a 2025, o maior aumento de toda a União Europeia, que teve alta média de 3,2% no período, segundo o portal Pordata.

A polícia espanhola retirou na madrugada desta terça-feira o acampamento por moradia da Puerta del Sol, em Madri, e a prefeitura limpava os restos de barracas e lonas pela manhã. A delegação do governo central na região de Madri informou que a retirada ocorreu durante a noite, “sem incidentes nem episódios de violência”, com 334 pessoas removidas e duas detidas. Participaram da operação bombeiros, serviços sociais e 400 policiais nacionais e municipais. Em publicação no Telegram, os organizadores classificaram a ação como “uma operação policial violenta”, que deixou vários feridos por agressões e por gás lacrimogêneo. O acampamento começou em 26 de setembro, após o despejo e a posterior morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que vivera sete décadas no mesmo imóvel. Os principais sindicatos convocaram greve geral para 11 de novembro em defesa da moradia e de salários suficientes para pagá-la.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, acusou nesta segunda-feira o comissário de Polícia, Daniel Levy, de ordenar “violência severa” contra manifestantes haredim (ultraortodoxos) para agradar a oposição depois das eleições da semana passada. Ben Gvir também pediu ao Supremo Tribunal que anule uma liminar de abril que o proíbe de interferir no uso da força pela polícia. Na quinta-feira, três manifestantes foram presos depois que um protesto haredi perto de Bnei Brak virou confronto violento, deixando três policiais feridos e vários manifestantes machucados.

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo no Ramlila Maidan, em Délhi, em um ato do bloco oposicionista INDIA liderado pelo partido Congresso, de Rahul Gandhi, para exigir a renúncia do comissário-chefe eleitoral da Índia por causa da revisão controversa das listas de eleitores, segundo a BBC. A revisão especial intensiva (SIR, na sigla em inglês) retirou mais de 130 milhões de nomes dos cadernos eleitorais preliminares do país. Líderes da oposição alegam que o processo dá vantagem eleitoral ao Bharatiya Janata Party (BJP), o partido de Modi, e pediram a renúncia e o impeachment do comissário-chefe eleitoral, Gyanesh Kumar; o BJP nega as acusações.

Promotores franceses abriram investigação por tentativa de homicídio depois que coquetéis molotov foram lançados contra forças de segurança durante os protestos de sábado em Paris, segundo a Al Jazeera. O Ministério Público afirmou que “artefatos explosivos foram lançados contra cerca de 15 gendarmes e policiais”, referindo-se aos policiais militares que integram as forças armadas francesas, e disse que nenhum suspeito havia sido preso até o momento. A gendarmaria informou que 13 integrantes da unidade do oficial atingido ficaram feridos, e o Ministério do Interior contabilizou mais de 770 presos na França.

Bangladesh formou neste domingo, 1º de novembro de 2026, uma nova junta para rever o salário mínimo dos trabalhadores da confecção, enquanto as autoridades tentavam conter protestos que atingiram polos industriais importantes em torno de Daca, segundo o The Hindu. Apesar do anúncio, milhares de trabalhadores que pedem salários maiores continuaram a protestar na capital, Daca, e houve confrontos com a polícia, que disparou gás lacrimogêneo e granadas sonoras, segundo a Al Jazeera.

Trabalhadores de fábricas de confecção de Daca e Gazipur protestaram neste domingo por melhores salários e bloquearam a rodovia Daca-Tangail para exigir salário mínimo mensal de 30 mil takas, segundo o Hindustan Times. Em Mirpur, em Daca, manifestantes incendiaram um veículo policial após um confronto com a polícia, e ao menos 80 fábricas foram fechadas nas duas cidades durante os protestos, conforme o Prothom Alo, citado pelo Hindustan Times. Dezenove pessoas foram detidas em Daca em conexão com a violência, segundo o Daily Star, também citado pelo jornal indiano.

Atos contra o serviço militar obrigatório organizados pelo grupo Gen Z regelt, que em alemão significa “a geração Z assume o comando”, estavam marcados para 34 cidades da Alemanha no sábado, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique, segundo a Reuters. O grupo diz ser contrário ao alistamento militar obrigatório e defender mais investimento em educação. Os números oficiais divulgados na tarde de sábado ficaram bem abaixo dos 182 mil participantes esperados pelos organizadores: as polícias de Frankfurt, Munique e Berlim registraram 6 mil manifestantes, segundo a Reuters.

Dezenas de ultraortodoxos bloquearam neste domingo as estradas em frente à base central de alistamento das Forças de Defesa de Israel (IDF), onde mais de 200 membros da comunidade haredi se alistavam, segundo o Times of Israel. A polícia de Israel afirmou que os manifestantes tentavam intimidar os recrutas que chegavam à base de Tel Hashomer, onde os alistados passam pelo processo antes de serem enviados às suas unidades. Cerca de 230 homens haredi eram esperados para o alistamento na IDF em funções não combatentes.

O Ministério do Interior da França contabilizou 779 detenções no sábado, “sem incidente maior na segunda parte da noite”, segundo a RFI. O dirigente do grupo estudantil “Lyceens!”, Pierre Sourzat, disse que alguns liceus serão bloqueados a partir de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, quando os estudantes voltam de duas semanas de férias, segundo o The Hindu. A campanha de bloqueios será retomada na segunda-feira, disse ele, para quem as propostas do governo não foram longe o suficiente.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram em mais de 50 cidades da Itália na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, contra a alta do custo de vida e o estado precário de serviços públicos como saúde e educação, segundo a CNN. A greve geral nacional, convocada pelo sindicato anticapitalista Unione Sindacale di Base (USB), reuniu professores e trabalhadores da agricultura e da saúde, entre outros, e agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim. Os maiores atos ocorreram em Milão, Turim e Roma, onde jovens e idosos criticaram a primeira-ministra Giorgia Meloni e seu governo de direita.

Centenas de milhares de manifestantes, em sua maioria jovens, voltaram às ruas em toda a França no sábado, no terceiro fim de semana seguido de atos sobre custo de vida e educação, segundo a Associated Press (AP). O governo francês estimou 320 mil manifestantes no país no sábado, menos do que nos protestos anteriores, e cerca de 70 mil policiais e gendarmes foram mobilizados, com as marchas em Paris desviadas para a periferia da capital.

Milhares de pessoas foram às ruas de Nova Delhi neste domingo para pedir a renúncia da chefia eleitoral do país, ocupada por Gyanesh Kumar, por mudanças nas listas de eleitores que, segundo os partidos de oposição, favorecem o partido governista de Narendra Modi. O ato foi liderado por Rahul Gandhi e é o mais recente de mais de um mês de protestos contra a revisão do cadastro eleitoral. A oposição alega que a revisão removeu mais de 130 milhões de nomes e atingiu de forma desproporcional muçulmanos e outras minorias, segundo a Al Jazeera.

Manifestantes saquearam várias lojas em Frankfurt na noite de sábado e confrontos ocorreram na cidade e em outras cidades alemãs depois de protestos de massa majoritariamente pacíficos contra o custo de vida. A polícia de Frankfurt afirmou que janelas de várias lojas foram quebradas e que coquetéis molotov foram lançados contra equipes de emergência, e houve episódios de violência em Berlim, Colônia e Hamburgo, com uso de canhão de água. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, ocorreram em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique, contra o serviço militar obrigatório e por mais investimentos em educação, em meio ao custo de vida. Autoridades de Frankfurt, Munique e Berlim contabilizaram até 18 mil manifestantes, cerca da metade da estimativa dos organizadores. Na França, mais de 320 mil pessoas foram às ruas no sábado e 565 foram presas em todo o país, e um policial foi atingido por um coquetel molotov em Paris.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas numa manifestação no sábado diante da embaixada dos Estados Unidos (EUA), depois que manifestantes expressaram apoio ao Palestine Action, grupo pró-palestino proscrito no Reino Unido, segundo o Jerusalem Post. O ato foi organizado pelo grupo ativista Defend Our Juries, que faz campanha contra a decisão do governo britânico de proibir o Palestine Action.

Dezenas de policiais, alguns acompanhados de cães, entraram na praça do Rossio por volta das 4h30 GMT de domingo para dispersar um acampamento por moradia, um dia depois de milhares de pessoas marcharem em Lisboa exigindo que o governo retire um projeto de lei de arrendamento, segundo a Al Jazeera. Os manifestantes haviam erguido mais de 50 tendas depois da marcha de sábado na capital. A intervenção repetiu operações nas mesmas praças no domingo anterior, quando a polícia prendeu 25 pessoas em Lisboa e seis no Porto.

Partidos de oposição na Índia, liderados por Rahul Gandhi, marcaram para este domingo uma marcha de quase 1,5 km no centro de Nova Delhi até o Ramlila Maidan, área designada para o ato, para pedir a renúncia do chefe da comissão eleitoral, Gyanesh Kumar. A polícia de Delhi cercou o local com agentes munidos de cassetetes e escudos, acompanhados de veículos antimotim, e anunciou desvios de trânsito, segundo a Reuters. Os partidos de oposição realizam manifestações quase diárias desde o mês passado contra Kumar por causa da revisão das listas eleitorais, que críticos dizem favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), segundo o The Guardian.

Jovens na Alemanha foram às ruas em cerca de 34 cidades pedindo mais voz política e um futuro com mais perspectiva, segundo a DW. Em Frankfurt, manifestantes mascarados saquearam lojas em 31 de outubro, quando os protestos ficaram violentos, e a polícia disparou canhões de água contra jovens que lançavam coquetéis molotov, segundo o Straits Times. Uma loja de armas estava entre os estabelecimentos saqueados, com as vitrines quebradas; a polícia disse ter prendido um suspeito e apreendido duas armas.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas neste sábado em protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em apoio ao grupo banido Palestine Action, número acima das 48 detenções divulgadas mais cedo no mesmo ato. A maioria dos detidos expressou apoio a uma organização proscrita, segundo comunicado da Polícia Metropolitana de Londres citado pela AP News. A Al Jazeera registrou ao menos 139 presos depois que manifestantes desafiaram o aviso para não comparecer ao ato contra a proscrição do Palestine Action.

A polícia de Londres prendeu 48 pessoas neste sábado em protesto de apoiadores do Palestine Action em frente à embaixada dos Estados Unidos (EUA), dias antes da audiência de dois dias na Suprema Corte sobre o veto ao grupo, segundo o Middle East Eye. A maioria das prisões foi por “expressar apoio a uma organização proscrita”, informou a polícia. Quase 4 mil pessoas foram presas por suposto apoio ao Palestine Action desde que o governo britânico o enquadrou nas leis antiterrorismo, em julho de 2025.

A Polícia Metropolitana de Londres avisou que quem comparecer neste sábado a uma manifestação de apoio à Palestine Action nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos será preso, “como parte de uma operação policial robusta”. A polícia afirma que expressar apoio ao grupo é crime previsto na Lei de Terrorismo, após a proibição da organização em junho de 2025, decisão mantida pela Corte de Apelação em junho de 2026.

Mais de 160 mil pessoas são esperadas neste sábado em manifestações na Alemanha, segundo os organizadores, em um movimento liderado por jovens e inspirado em protestos em outros países da Europa para exigir melhor educação e custos de vida menores. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, estão previstos em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. O grupo afirma que se opõe ao alistamento militar obrigatório e quer mais investimento em educação.

Policiais entraram nas dependências do Tribunal Constitucional da Polônia nesta sexta-feira, depois que manifestantes se reuniram em Varsóvia para protestar contra a suspensão do presidente da corte, Bogdan Swieczkowski. A polícia disse que houve incidentes do lado de fora, com objetos arremetidos contra os agentes, e que três pessoas foram detidas. O ministro da Justiça, Waldemar Zurek, pediu a quebra da imunidade de Swieczkowski e de seu vice, por impedirem juízes eleitos pela maioria parlamentar de assumir suas funções. O primeiro-ministro Donald Tusk escreveu na rede X que restaurar o Estado de direito é dever do governo.

Dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria estudantes e trabalhadores, saíram às ruas em toda a Itália nesta sexta-feira para exigir salários mais altos e serviços públicos mais fortes, protestar contra o aumento do custo de vida e se opor ao crescimento dos gastos militares, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Em Gênova, cerca de 15 mil portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto, em ação que se somou a protestos semelhantes na Europa e em outros lugares contra o uso dos portos para embarques de armas.

Lojas e outros estabelecimentos em Paris e em outras cidades tamparam as vitrines nesta sexta-feira, quando a França se preparava para o terceiro fim de semana seguido de protestos, que coincidem com as celebrações de Halloween, segundo o Le Monde. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse na quinta-feira que as manifestações seriam permitidas, mas não nos centros das cidades, onde há risco de desordem pública.

Milhares de estudantes e trabalhadores foram às ruas em toda a Itália nesta sexta-feira para pedir mais financiamento para as escolas e alívio do custo de vida, com forte presença policial para evitar possíveis confrontos, segundo o Times of Israel. As marchas ocorreram em dezenas de cidades, entre elas Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim, onde houve pequenas escaramuças entre manifestantes e a polícia de choque no início do protesto.

Mais de 25 sindicatos de estivadores em pelo menos 110 portos de 22 países entraram em greve nesta sexta-feira (30 de outubro), segundo a Al Jazeera. A paralisação integra uma campanha internacional contra o envio de armas e por melhores condições de trabalho, disseram os sindicatos. Sindicatos de França, Itália, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos fizeram um apelo conjunto pelo fim das guerras no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza.

O coletivo Gen Z Regelt convocou protestos em cidades alemãs para 31 de outubro, com mais de 150 mil pessoas inscritas segundo relatos, segundo a TRT World. O grupo pede mais verba para a educação, ação climática mais forte e uma divisão mais justa dos custos sociais, e nas demandas ao chanceler Merz e ao seu governo de coalizão defende “dinheiro para escolas em vez de cortes” e “uma vida acessível”.

O movimento estudantil da Sérvia exigiu nesta quinta-feira a renúncia de chefes da polícia, das agências de inteligência e do Judiciário enquanto se prepara para assumir o poder após a vitória eleitoral do fim de semana passado contra o ex-homem forte Aleksandar Vucic, segundo a AP News. Os estudantes pediram também que as autoridades eleitorais declarem o resultado final sem demora, depois da repetição da votação em cerca de 50 seções no próximo domingo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu nesta segunda-feira que o governo anunciará um pacote de medidas em resposta a semanas de protestos de rua sobre um conjunto amplo de reivindicações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Quews News. O ministro do Interior, Laurent Nunez, disse antes que novos distúrbios são esperados em 31 de outubro, e o Ministério do Interior mobilizou 70 mil policiais para as manifestações de sábado, convocadas por sindicatos contra o alto custo de vida e os serviços públicos.

A Sérvia votou neste domingo com filas de duas a três horas na embaixada do país em Londres e filas longas em Belgrado, segundo o Guardian. O embaixador da União Europeia (UE) na Sérvia, Andreas von Beckerath, disse que a União Europeia está “profundamente preocupada” com “relatos de incidentes violentos” em várias seções eleitorais. O senador republicano dos Estados Unidos Joe Wilson afirmou que os sérvios comparecem às urnas “em números históricos” e disse temer, conforme relatos, que o governo esteja se preparando para usar violência contra cidadãos para obstruir a votação. O jornal apresenta a eleição como o teste mais duro para os 12 anos de poder de Aleksandar Vučić.

O Ministério do Interior da França informou neste domingo que a polícia prendeu 1.314 pessoas nos protestos do fim de semana e que 53 agentes ficaram feridos em confrontos. Ainda segundo o ministério, a polícia respondeu a 75 incêndios durante os protestos de sábado e 24 lojas foram saqueadas. No fim do sábado, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, falou em dois feridos graves entre manifestantes, um em Toulouse e um em Clermont-Ferrand.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a primeira reação de líderes europeus à agitação no continente foi antiamericana, com alegações de que os eventos decorriam das ações do governo dos Estados Unidos e de seu apoio a partidos de direita, segundo a agência TASS. Ele afirmou ter se surpreendido com isso, em entrevista ao repórter Pavel Zarubin, do Vesti. Segundo Putin, as alegações de que a Rússia estaria incitando agitação em massa na Europa não surgiram de imediato.

Soldados guardam o centro de Milão enquanto milhares de manifestantes marcham em cidades da Europa, noticia o The Hindu. Os protestos vão de Milão a Madri, com forças de segurança contendo confrontos, e incluem pautas de campus, previdência, moradia e anticorrupção, segundo o jornal. Em várias cidades italianas, os atos enfrentaram gás lacrimogêneo e canhões de água, segundo a TRT World.

Protestos contra a guerra e o aumento do custo de vida voltaram às principais cidades italianas neste sábado, uma semana depois dos distúrbios que atingiram o país, com confrontos entre manifestantes e policiais em Turim, Roma e Bolonha e atos majoritariamente pacíficos em Milão, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. As autoridades montaram forte esquema de segurança e muitas lojas fecharam por precaução; testemunhas da Reuters não viram saques nem depredações.

100 pessoas foram detidas em Barcelona na noite de sábado, depois que manifestantes encapuzados de um ato antissistema saquearam lojas e atearam fogo em mobiliário urbano no entorno da Plaza de Catalunya, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A convocação circulou em redes sociais sob o lema “contra o sistema”, com a expressão “Institut Indignats”, tradução de “Lycées Indignés”, usada nas mobilizações estudantis na França nas últimas semanas. Núria Parlon, responsável pelo Interior da Catalunha, disse que mais de 30 incêndios foram provocados e 14 lojas foram vandalizadas ou saqueadas, e que cerca de 25% dos detidos eram menores de idade.

Quase 1.000 pessoas foram presas na França neste sábado, ao final de mais um dia de protestos que levou centenas de milhares às ruas e terminou com confrontos, segundo a BBC. O Ministério do Interior estimou 410 mil manifestantes no país, enquanto os sindicatos falaram em cerca de 800 mil. Depois de manifestações em geral pacíficas, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhão de água em várias cidades, incluindo Paris, e barricadas foram incendiadas em Marselha.

Milhares de pessoas atenderam aos apelos dos organizadores e participaram do ato em Tirana, onde as autoridades contabilizaram prédios do governo atacados, dezenas de manifestantes presos e mais de 300 manifestantes e policiais feridos, segundo a Al Jazeera. A polícia de choque usou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar manifestantes que atiraram pedras nos policiais e atearam fogo na porta do ministério da Agricultura, segundo o The Hindu. Os protestos, liderados por estudantes, são movidos pela indignação com a corrupção atribuída ao governo, pela falta de empregos e pelo padrão ruim do ensino, e tomaram o centro de Tirana e se espalharam para outras cidades neste mês.

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado em Tel Aviv para uma grande manifestação antigoverno, três dias antes da eleição geral, vista amplamente como um referendo sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a France 24. O protesto foi organizado pelo October Council, grupo fundado por famílias de vítimas e de reféns levados por militantes palestinos em 7 de outubro de 2023, para cobrar responsabilização pela falha em impedir o ataque do Hamas que deu início à guerra em Gaza. Na Praça dos Reféns, os participantes pediram a criação de uma comissão de inquérito sobre as falhas do massacre de 7 de outubro de 2023, com a presença da maioria dos líderes da oposição, segundo o Jerusalem Post.

O Ministério do Interior da França estimou em 410 mil o número de manifestantes em todo o país neste sábado, sendo 110 mil em Paris, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour. A procuradoria de Paris informou 64 detidos ligados ao ato de sábado na capital e 40 colocados sob custódia policial, entre eles seis menores. No fim da marcha, perto do Porte de Vincennes, alguns manifestantes atiraram projéteis enquanto a polícia disparava salvas de gás lacrimogêneo e usava canhões de água para dispersar as pessoas. As autoridades haviam confinado a marcha da capital à borda sudeste da cidade, mantendo os manifestantes longe dos bairros centrais.

A França vai mobilizar mais de 70 mil policiais e gendarmes na nova rodada de protestos contra a deterioração das condições escolares e o aumento do custo de vida, segundo a Al Jazeera. O ministro do Interior, Laurent Nunez, disse que a polícia prendeu 135 pessoas e apreendeu diversas armas durante o desdobramento para as manifestações nacionais, segundo a DW. O presidente Emmanuel Macron condenou o que chamou de “ataque terrorista racista” depois que um atirador abriu fogo de dentro de um carro a oeste de Paris na sexta-feira, matando uma pessoa, ferindo uma menina de 12 anos e outras quatro.

A Itália enviou 500 soldados adicionais a Milão, além de centenas já estacionados na cidade, para apoiar cerca de 5 mil policiais e outros agentes de segurança diante de novos protestos, segundo a Associated Press (AP), em texto publicado pelo Times of Israel. As autoridades fazem vigilância com drones, controles em estações ferroviárias e monitoramento on-line de possíveis convocações à violência. Protestos estão marcados para este sábado em várias outras cidades europeias, de Portugal à Albânia, segundo a AP.

Em Lyon, a polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 150 manifestantes que bloquearam brevemente uma via perto do centro, onde os atos haviam sido proibidos, segundo a TRT World. Em Paris, veículos blindados foram posicionados perto do Palácio do Eliseu, onde o perímetro de segurança foi ampliado além do tamanho habitual, segundo a TASS. Em Orléans, milhares de pessoas marcharam contra Le Pen e contra Macron gritando palavras de ordem antifascistas.

O Louvre, o Museu d’Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais estão fechados neste sábado, em Paris, por causa dos protestos previstos, segundo o France 24. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que até 70 mil agentes serão mobilizados em todo o país, com helicópteros, veículos blindados e canhões de água.

O governo francês mobilizou 70 mil policiais e agentes especiais para as manifestações previstas para este sábado (24) em várias cidades do país, segundo o G1. Os atos ocorrem uma semana depois de protestos contra o alto custo de vida que reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Em Orléans, o município recebe no sábado e no domingo (25) um congresso do Reagrupamento Nacional (RN), partido de extrema direita da candidata à presidência Marine Le Pen.

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou como “ataque terrorista racista” o tiroteio que matou uma pessoa e feriu cinco nos arredores de Paris, entre elas uma menina de 12 anos baleada oito vezes, segundo o SCMP. O atirador disparava de dentro do carro nesta sexta-feira. Macron visitou Trappes, cidade operária a sudoeste de Paris onde o ataque ocorreu e que se suspeita ter mirado pessoas de origem estrangeira. Em meio aos protestos no país, o presidente recebeu representantes de sindicatos estudantis, noticiou a France 24.

A França vai mobilizar cerca de 70 mil policiais em todo o país para os protestos deste fim de semana, disse o governo nesta sexta-feira, depois de alguns dos piores episódios de violência urbana dos últimos anos terem irrompido à margem de manifestações uma semana atrás. Em comunicado à agência Associated Press (AP), o Ministério da Cultura disse que o Louvre, os museus Orsay e Picasso e o Grand Palais ficariam fechados. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse que os tribunais já enviaram 217 pessoas à prisão pelos episódios de sábado, metade delas rés primárias. O presidente Emmanuel Macron, segundo assessores, está adiando uma visita prevista para este mês à Nigéria e ao Senegal em meio à crise. Ele reuniu o conselho de defesa, com seus principais ministros e autoridades, e receberia as forças de segurança.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que manifestações “ilegítimas” serão proibidas nos próximos dias, enquanto o país tenta conter a agitação civil. A polícia de Paris proibiu um protesto estudantil marcado para quinta-feira, e as autoridades de Lyon vetaram “todos os protestos” de sábado, segundo o Le Monde. Os estudantes haviam feito quatro semanas de protestos antes dos atos de 17 de outubro. Atos previstos para quinta-feira em Paris, Lyon, Lille e Grenoble também foram proibidos, informou a DW.

Milhares de venezuelanos foram às ruas nesta quinta-feira no primeiro protesto nacional da oposição em quase dois anos, pedindo eleições e mudanças políticas, com presença notavelmente reduzida de forças de segurança. A mobilização foi organizada pelo movimento Vente Venezuela, de María Corina Machado, em Caracas e em outras cidades, entre elas Valencia, Maracay, San Cristóbal e Maracaibo. O governo interino de Delcy Rodríguez e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizem que haverá eleições, mas não marcaram data.

Dezenas de milhares de apoiadores do movimento estudantil de oposição lotaram o centro de Belgrado no comício final antes da eleição parlamentar de domingo, na qual esperam derrotar o partido do veterano líder Aleksandar Vucic. O pleito foi convocado após quase dois anos de protestos estudantis deflagrados pelo desabamento da marquise de uma estação ferroviária recém-reformada em Novi Sad, em 2024, que matou 16 pessoas.

Uma paralisação de caminhoneiros no sul da Itália interrompeu a produção da mozzarella de búfala, com perda estimada em 3 milhões de euros (US$ 3,37 milhões) em apenas 24 horas, porque o leite não chega às queijarias da região de Nápoles, segundo a SCMP. Os protestos, que afetaram gravemente o abastecimento de combustível e de alimentos no sul do país, começavam a diminuir nesta quinta-feira, enquanto o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni preparava ajuda, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que só protestos sindicais autorizados poderão ocorrer em cidades francesas no sábado, depois que manifestações em todo o país ficaram violentas no fim de semana passado. A prefeitura do Rhône decidiu proibir por decreto qualquer manifestação na cidade de Lyon neste sábado, “diante dos eventos de 17 de outubro”. Pelo menos 2.500 pessoas foram presas na França desde o início da desordem, e Macron se reuniu nesta quinta-feira com os serviços de inteligência e ministros para preparar o próximo dia nacional de protestos, segundo a BBC.

Sindicatos do Senegal convocaram greve geral de 72 horas, de 21 a 23 de outubro de 2026, segundo o AllAfrica. Os dois textos que motivaram a paralisação foram promulgados em 3 de setembro de 2026, sob as leis nº 2026-18 e nº 2026-19, antes da publicação no Diário Oficial, em 18 de setembro.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que protestos considerados “ilegítimos” serão proibidos nos próximos dias e que convocará na sexta-feira um conselho de defesa sob sua presidência, enquanto manifestações de grupos organizados, como sindicatos, terão percursos alternativos para proteger os negócios, segundo a France 24. Só protestos organizados por sindicatos serão autorizados nos atos nacionais de sábado, disse ele. Em Lyon, o prefeito do Ródano decidiu proibir por decreto todas as manifestações na cidade neste sábado, 24 de outubro, segundo o The Hindu.

O presidente da França, Emmanuel Macron, começou na segunda-feira, 19 de outubro, um giro pelo Golfo destinado a garantir suprimentos de petróleo e diesel e a tentar baixar os preços, depois de um fim de semana de protestos violentos provocados pela alta do custo de vida, segundo o Le Monde. Macron reconheceu falhas de segurança e de inteligência, mas recusou o pedido de demissão do ministro do Interior, depois de mais de 2.500 pessoas terem sido presas em uma das piores ondas de violência dos últimos anos na França, com prefeituras e lojas saqueadas e incendiadas, segundo a RFI.

Milhares de pessoas se reuniram em Lisboa, no Porto e em outras cidades portuguesas na noite de terça-feira, segundo a Deutsche Welle. Os manifestantes prometem continuar a campanha por moradia acessível depois que a polícia desmontou acampamentos de tendas e prendeu ao menos 55 pessoas.

O rendimento do título francês de 10 anos superou 5% nesta quarta-feira, o maior nível desde 2002, com investidores exigindo retorno maior para deter a dívida do país em meio a um impasse orçamentário e protestos violentos nas ruas, segundo o Le Monde. Segundo o jornal, o prêmio em relação ao título alemão de 10 anos, referência de crédito na zona do euro, disparou para cerca de 160 pontos-base.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta quarta-feira os líderes estrangeiros que fizeram comentários estúpidos sobre os tumultos à margem dos protestos no país e disse que circularam imagens geradas por inteligência artificial mostrando cenas que nunca ocorreram na França, junto com alegações de que o país teria sido invadido por hordas de migrantes e islamistas. Segundo o Le Monde, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na terça-feira que a França foi atingida por uma invasão do islã extremista, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, declarou que o que acontece na França tem a ver com imigração.

Novos toques de recolher foram impostos nos centros de Paris e Lyon na terça-feira após a primeira noite tranquila desde os piores distúrbios em anos, acrescentando proibições por tempo indeterminado à proibição de entrada e permanência já aplicada em Paris, segundo a NPR. A polícia de Paris disse que o toque em duas zonas – arredores da Praça da República e do centro comercial Les Halles – restaurou a paz pública e valerá pelo tempo necessário, e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que o emprego de forças para os protestos de sábado será maciço, com militares da operação Sentinelle na guarda de locais sensíveis.

As forças de segurança francesas prenderam nesta terça-feira um homem apontado como ligado a movimentos de ultraesquerda pelo incêndio da prefeitura histórica de Limoges, segundo o The Hindu. O homem, de 34 anos, conforme uma fonte a par do caso, foi detido por agentes da unidade RAID na cidade vizinha de Val d’Issoire, informou o Ministério Público de Limoges, e a Subdireção Antiterrorista (SDAT) foi acionada para investigar o suspeito de incêndio criminoso no prédio de 1883, cujo telhado e campanário desabaram. No Parlamento, os deputados fecharam acordo nesta terça-feira para criar uma comissão de inquérito sobre os atos de violência do fim de semana, segundo a Carta Capital.

O movimento estudantil Student List, que há dois anos mantém protestos constantes na Sérvia, apresenta 250 candidatos na eleição parlamentar de domingo e, segundo o Guardian, é o desafio mais sério que Aleksandar Vučić enfrenta em 12 anos de poder que o jornal descreve como cada vez mais autoritário. Vučić deixou a presidência no mês passado, cinco meses antes do fim do segundo e último mandato previsto na Constituição, com o objetivo de continuar no poder como primeiro-ministro, à frente do Partido Progressista Sérvio (SNS).

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a França sofreu uma “invasão do islã extremista” depois que os protestos do fim de semana por condições econômicas viraram tumultos, segundo o Times of Israel. Em entrevista ao canal i24News, ele afirmou, conforme a tradução do intérprete, que os líderes franceses “não se prepararam a tempo” e “sucumbiram à invasão do islã extremista”. Netanyahu disse ainda que avisou o presidente francês, Emmanuel Macron, depois do ataque de 7 de outubro de 2023 que “se não os eliminarmos aqui, vocês os terão em Paris”, segundo o Hindustan Times.

A Itália aprovou nesta terça-feira o envio de 500 militares a Milão depois dos confrontos violentos nos protestos contra o preço dos combustíveis, que atingiram a produção de massas e as entregas de alimentos no sul do país, segundo a France 24. O governo também anunciou novas medidas de segurança para enfrentar protestos violentos como os que danificaram o distrito comercial central de Milão no fim de semana, quando manifestantes, muitos deles menores de idade, saquearam lojas e incendiaram imóveis, informou a Associated Press (AP). Um decreto do governo prevê o envio de 500 soldados adicionais a Milão até o fim do ano, obriga os pais a pagar por danos causados por menores e torna mais fácil processar menores acima de 14 anos.

A polícia de Paris proibiu a entrada e a permanência de pessoas nas áreas ao redor da Place de la République e no bairro de Les Halles, da noite de segunda-feira até as 6h de terça, segundo a agência dpa. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, disse que um dos objetivos do toque de recolher é proteger pessoas e também bens, em especial lojas.

O governo francês vai reforçar a polícia com tropas e montar uma grande operação de segurança para os protestos previstos para sábado, anunciou o governo nesta terça-feira, segundo o South China Morning Post (SCMP). O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que “o dispositivo do próximo sábado será massivo” e que a prioridade imediata é restaurar a ordem depois dos saques e tumultos que atingiram Paris, Marselha, Lyon e outras cidades em 17 de outubro. Ele disse ainda que novos toques de recolher serão impostos onde for necessário, segundo a NHK World.

O spread entre os rendimentos dos títulos francês e alemão de dez anos é o maior desde o fechamento de janeiro de 2012, quando a zona do euro vivia uma crise de crédito que exigiu intervenções do Banco Central Europeu, segundo o Le Monde. O rendimento do título francês de dez anos (OAT) subiu a 4,94% nesta terça-feira, mais de 150 pontos-base acima do papel alemão equivalente, considerado referência europeia de solvência. O Guardian calcula o spread em 143,6 pontos-base, contra mais de 150 segundo o Le Monde, a caminho do maior fechamento desde o início de 2012, em meio à onda de protestos de rua na França.

A França teve uma noite calma após os primeiros toques de recolher e vai impor novos toques onde for preciso nesta terça-feira, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pela Rádio França Internacional (RFI) – o premiê Sébastien Lecornu disse que as medidas do dia anterior ajudaram a manter a noite calma e a polícia confirmou que a noite passou sem incidentes graves em todo o país, segundo a mesma agência.

Protestos antigovernamentais na Albânia chegaram ao sétimo dia consecutivo, com o primeiro-ministro Edi Rama renovando a oferta de diálogo incondicional com os manifestantes em meio a choques violentos com a polícia em Tirana, segundo a imprensa local citada pela TRT World. Equipes antimotim usaram gás lacrimogêneo e canhão de água para dispersar a multidão perto do parque Rinia, e os confrontos se intensificaram quando manifestantes atiraram pedras, fogos de artifício e coquetéis molotov contra policiais posicionados perto do Ministério do Interior.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, atribuiu os distúrbios na França à imigração e disse que Paris vai ser uma cidade muçulmana em breve: “O mundo inteiro estava chegando e, como você sabe, Paris vai ser uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, afirmou, completando: “Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não.” O vice-presidente JD Vance, um dia antes, escreveu na rede X que “liberais ocidentais importaram o terceiro mundo para a França”. Os protestos de sábado, convocados por causa do aumento do preço dos combustíveis e pela queda do poder de compra, escalaram em várias cidades, com uma prefeitura histórica incendiada e 1.800 prisões, segundo o The Guardian.

Fotos geradas por inteligência artificial que falsamente alegavam mostrar um casal idoso “despido e assaltado” durante os distúrbios na França somaram milhões de visualizações, amplificadas por contas de extrema-direita que alimentaram alegações inflamatórias sobre muçulmanos, judeus e os tumultos. A promotoria de Paris, consultada pelo CheckNews do jornal Libération, disse que, até esta segunda-feira, cerca de 48 horas após o suposto incidente, não havia relatos nesse sentido.

A polícia de Paris decretou toque de recolher em áreas específicas da cidade, da noite desta segunda-feira até a manhã de terça, e proibiu protestos em certas regiões no período noturno, segundo o Le Monde. “Estou absolutamente determinado a restaurar a ordem pública”, disse o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que afirmou estar pronto para impor estado de emergência “se for preciso”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu a renúncia nesta segunda-feira, depois de mais de 2.500 pessoas presas e quase 1.000 integrantes das forças de segurança feridos. No sábado, cerca de meio milhão de pessoas saíram às ruas em toda a França contra a alta do custo de vida, auge de quatro semanas de protestos que começaram com estudantes secundaristas.

A polícia italiana deteve 271 jovens em Milão no domingo, durante distúrbios, após um segundo dia de protestos contra serviços públicos ruins e o aumento do custo de vida, segundo as autoridades, em informação do Jerusalem Post. Dos levados a delegacias, 32 foram presos, entre eles 23 menores e 13 estrangeiros, informou a polícia nesta segunda-feira.

O telefone do reitor da Universidade de Belgrado, Vladan Djokic, foi infectado em 2026 com o spyware Pegasus, do grupo NSO, segundo um relatório da fundação SHARE noticiado pelo CyberScoop. Djokic é uma figura proeminente no movimento de protestos estudantis do país, e o advogado Rade Bajic, da Procuradoria para o Crime Organizado da Sérvia, também foi alvo, segundo a pesquisa.

Os protestos contra o governo da Albânia entraram no sétimo dia nesta segunda-feira, com centenas de manifestantes diante do Ministério da Educação gritando “Rama, renuncie”, segundo o jornal The Hindu. As manifestações começaram na terça-feira, com estudantes cobrando condições melhores nas universidades, mensalidades mais baixas e combate à corrupção, e o primeiro-ministro Edi Rama rejeitou os pedidos de renúncia. A Comissão Europeia condenou no domingo o uso de violência em Tirana e em outras cidades, e o Ministério da Saúde informou que 272 pessoas ficaram feridas nos confrontos desde terça-feira, entre elas 169 policiais.

Estudantes bloquearam nesta segunda-feira o acesso ao Museu do Louvre, em Paris, em apoio aos protestos de estudantes do ensino médio em andamento e contra o que descrevem como repressão policial, segundo a TRT World. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu às autoridades regionais que imponham toques de recolher em algumas cidades na noite desta segunda-feira. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse, segundo o Le Monde, que não dava para olhar os comerciantes nos olhos, depois de centenas de lojas saqueadas no sábado, e dizer que a polícia não havia perdido o controle.

O presidente da França, Emmanuel Macron, admitiu falhas no fim de semana de protestos violentos, após falhas de antecipação e inteligência que agravaram a crise e a admissão do ministro do Interior, Laurent Nuñez, em entrevista na segunda-feira, de que a polícia “perdeu o controle” em algumas cidades. No sábado, mais de meio milhão de manifestantes protestaram de forma majoritariamente pacífica contra o aumento do custo de vida e o acesso a serviços públicos antes da escalada.

O presidente da França, Emmanuel Macron, atribuiu a “violência desenfreada” a “elementos insurrecionais de grupos de extrema esquerda radical, aos quais se juntaram numerosos criminosos”, segundo o The Hindu. Marine Le Pen, que lidera as pesquisas do primeiro turno para a eleição presidencial de 2027, descreveu Macron como um presidente “sem credibilidade nem autoridade”, que “perdeu todo o contato com a realidade”, segundo a RT, chamando o governo de “governo em fim de linha”.

As detenções nos protestos de sábado na França subiram para 2.397, segundo o Ministério do Interior citado pela Agence France-Presse (AFP), e 997 policiais ficaram feridos, sete deles com gravidade. A British Broadcasting Corporation (BBC) relatou a prisão de cerca de 2.400 pessoas e cerca de 1.000 policiais feridos, sete deles gravemente. Em pronunciamento no domingo, o presidente Emmanuel Macron disse que “nada justifica” a violência “desenfreada” vista nos protestos contra o custo de vida em todo o país.

Milão viveu neste domingo, 18 de outubro, um segundo dia de confrontos entre jovens e polícia em torno da Piazza Duomo, com garrafas arremessadas, lojas saqueadas e depredação por vândalos em sua maioria vestidos de preto, de acordo com o Le Monde. A polícia prendeu cerca de 70 pessoas desde sábado, conforme a agência Ansa, e a primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para segunda-feira. Os confrontos começaram no sábado, à margem de uma manifestação autorizada contra o custo de vida.

Tirana viveu neste domingo o sexto dia consecutivo de protestos violentos: o primeiro-ministro Edi Rama, em seu quarto mandato, descartou renunciar e o balanço do Ministério da Saúde, divulgado no domingo pela manhã, registrou 65 feridos, 37 deles policiais, e 12 hospitalizados, segundo a Al Jazeera. Centenas de manifestantes se reuniram de novo ao meio-dia em frente ao Ministério da Educação, gritando “Rama, renuncie”, em um impasse tenso com a polícia, que depois usou canhões de água e gás lacrimogêneo para conter a multidão, noticiou o The Hindu.

O presidente da França, Emmanuel Macron, fará pronunciamento televisionado na noite deste domingo, às 21h no horário de Moscou (18h GMT), em conexão com os distúrbios de 17 de outubro, segundo o Palácio do Eliseu, em relato da TASS que cita o Le Monde. Os organizadores contam 800 mil participantes nos atos, e o Ministério do Interior contabiliza 550 mil, segundo a TASS.

A França contabilizou 1.800 detidos no balanço nacional dos protestos violentos, segundo a Agence France-Presse (AFP). Os manifestantes protestavam contra a alta dos combustíveis, o custo de vida e a deterioração de serviços públicos, incluindo escolas, segundo a BBC.

A polícia de Paris prendeu 855 pessoas nos protestos de sábado, número recorde para um único evento, segundo o The Guardian. O prefeito da cidade, Emmanuel Grégoire, disse que ruas inteiras da capital foram devastadas. Em Limoges, no centro da França, a prefeitura foi em grande parte perdida em um incêndio provocado por manifestantes mascarados, segundo o principal responsável regional, à AFP.

Mais de 1.200 pessoas foram presas na França no sábado depois que manifestantes que apoiam estudantes do ensino médio entraram em choque com a polícia, e algumas manifestações depois saíram de controle, com prédios incendiados e lojas saqueadas, segundo o The Guardian.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical da França, afirmou que mais de 500 mil pessoas entraram nos protestos nacionais deste sábado contra o custo de vida, segundo a France 24. Um manifestante teve a mão arrancada por uma granada de controle de multidão da polícia, segundo uma fonte policial citada pela Agence France-Presse (AFP), e manifestantes mascarados arrebentaram as portas de vidro da prefeitura de Lille ao forçar a entrada.

A polícia da Albânia disparou o que pareciam ser balas de borracha contra manifestantes neste sábado, no quinto dia de protestos estudantis em massa que pedem a saída do premiê Edi Rama, segundo o South China Morning Post (SCMP). Imagens da Reuters mostraram a polícia disparando com espingarda contra a multidão diante do Ministério da Educação, e repórteres encontraram cartuchos no chão; dois jornalistas da Reuters e vários manifestantes foram atingidos e ficaram com marcas arredondadas. O premiê Edi Rama rejeitou na quinta-feira os pedidos de renúncia, quando milhares de manifestantes quebraram janelas e enfrentaram a polícia com canhão de água e gás lacrimogêneo na capital.

Os protestos de rua na Índia neste ano devem superar qualquer nível da última década, segundo o projeto Armed Conflict Location and Event Data (ACLED), citado pelo South China Morning Post (SCMP). Analistas ouvidos pelo jornal dizem que os protestos da juventude e o apoio crescente à oposição formam a pior crise de Modi desde 2014, com os menores de 30 anos representando quase um quarto do eleitorado de 1 bilhão do país.

A Índia rebateu as alegações da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Gina Romero sobre retaliação e estigmatização de jovens no país, segundo o Hindustan Times. Seis parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que levante o tema do suposto uso excessivo da força contra estudantes que protestam. A carta dos parlamentares menciona, segundo o Telegraph India, um padrão de repressão, detenções indevidas e uso excessivo da força pelas forças de segurança durante protestos estudantis em Délhi e em outras localidades da Índia.

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, culpou “mãos estrangeiras” pelos protestos liderados por estudantes que pedem sua renúncia e se tornaram mais violentos, segundo a Al Jazeera. Numa mensagem em vídeo na sexta-feira, ele disse que há “mãos estrangeiras que não desejam que a Albânia esteja em paz”. A polícia afirmou que 160 pessoas foram detidas por supostos atos de violência na quinta-feira à noite, e os protestos se espalharam para Elbasan, Shkodra e Korca, onde manifestantes quebraram janelas e atearam fogo a lixeiras, segundo a mídia local.

Milhares de estudantes foram às ruas nesta sexta-feira (16) em Roma, Milão, Bolonha e Turim para exigir melhorias estruturais na educação pública e protestar contra o governo da premiê Giorgia Meloni, segundo o Opera Mundi. Grupos estudantis denunciaram a deterioração progressiva da infraestrutura escolar e exigiram que os 13 bilhões de euros destinados a gastos militares sejam redirecionados para a educação. Representantes da Opposizione Studentesca d’Alternativa anunciaram uma greve geral para 30 de outubro, e os organizadores estimam que 400 mil pessoas participaram dos protestos em toda a Itália. Segundo o sindicato policial Siulp, pelo menos 18 agentes ficaram feridos durante a marcha diante do Ministério da Educação.

No Azerbaijão, meninas com véu foram barradas de escolas, o que provocou protestos incomuns com participação de crianças, segundo a Deutsche Welle (DW). Em 12 de outubro, o Ministério do Interior disse que 37 pessoas foram detidas em conexão com os protestos. Alunas e professoras relatam ter sido barradas, e uma professora do ensino fundamental foi demitida por se recusar a retirar o véu, conforme o relato de um familiar.

Manifestantes invadiram o prédio do Ministério da Educação da Albânia durante a noite e atearam fogo no interior, segundo a polícia, que contabilizou 16 prisões. Centenas de estudantes se reuniram, atiraram pedras contra o ministério e exigiram melhores condições universitárias e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, segundo a Al Jazeera. Dezenas de milhares de estudantes tomaram as ruas de Tirana na quarta-feira, incendiando um prédio do governo e dois bancos e atirando pedras contra a polícia durante um protesto contra o aumento dos custos da educação e a corrupção, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Brasil 247.

Mais de 160 mil colegiais, estudantes e sindicalistas foram às ruas em cidades de toda a França conforme os protestos sobre o ensino médio chegavam à terceira semana, segundo o The Guardian. O Ministério do Interior francês contou 161.500 manifestantes nesta terça-feira, depois de mais de 260 mil na terça-feira anterior e 75 mil na quinta-feira. A ativista sueca Greta Thunberg participou de um protesto no início do dia em frente ao Lycée Paul Éluard, em Saint-Denis, subúrbio de Paris, e disse: “Os jovens não estão sendo incluídos na conversa.” A polícia de choque disparou gás lacrimogêneo no fim das marchas em Nantes e perto da região de Montparnasse, em Paris, e cerca de 90% das universidades francesas tiveram as atividades interrompidas, segundo o jornal.

A França se preparava nesta terça-feira (13 de outubro de 2026) para novas manifestações nacionais em apoio a estudantes que protestam há semanas contra condições precárias nas salas de aula, com autoridades e participantes receosos de mais violência, segundo o The Hindu. As manifestações de quinta-feira (8 de outubro de 2026) levaram mais de 70 mil pessoas às ruas em todo o país, com cerca de 500 presos. Na segunda-feira (12 de outubro de 2026), apenas 130 dos 3.700 liceus franceses estavam fechados, segundo o Ministério da Educação, que afirmou que “o número de fechamentos de escolas está caindo... a violência está se intensificando”.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, anunciou no domingo estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, por proposta do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, destituindo na prática o partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI) de Imran Khan do poder regional, enquanto milhares de apoiadores de Khan seguem em protestos antigoverno e exigem a libertação do ex-premiê da prisão. A província era governada pelo PTI, que teve o governo provincial suspenso após a declaração do estado de emergência.

O Cockroach Janta Party (CJP) afirmou, em comunicado, que seu fundador, Abhijeet Dipke, e outros dois líderes foram detidos antes de desembarcar de um voo na capital indiana, segundo a Agence France-Presse (AFP). O jornal The Hindu relatou mais de 5 mil manifestantes detidos, número que não foi possível verificar de imediato, segundo a AFP. Antes do protesto, as autoridades fecharam dezenas de estações de metrô, cancelaram mais de 200 trens e suspenderam temporariamente a internet móvel na área do protesto, segundo a AFP.

Trens Mail/Express que chegariam a Nova Délhi e a Hazrat Nizamuddin entre 4h e 14h de 10 de outubro foram cancelados na origem, e a polícia de Délhi pediu à Delhi Metro Rail Corporation (DMRC) o fechamento de 57 estações de metrô para conter o deslocamento de jovens ao protesto, segundo a Press Trust of India (PTI), em texto republicado pelo Rediff. O Cockroach Janata Party convocou a manifestação no Jantar Mantar, no sábado, exigindo a renúncia do comissário eleitoral-chefe Gyanesh Kumar por supostas irregularidades na revisão dos cadernos eleitorais.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu uma resposta abrangente do governo no fim de outubro e rejeitou acusações de repressão policial, enquanto os estudantes pressionam por mais recursos, reparos nos prédios e mais professores. Mais de seis mil pessoas foram levadas à custódia policial nas últimas semanas e centenas de escolas fecharam; a maioria dos detidos são menores sem antecedentes criminais. O Ministério da Educação Nacional informou que 224 escolas estavam totalmente fechadas e 151 reabriam parcialmente, com base em números projetados.

O governo da França prometeu 3 mil professores substitutos nos próximos dias para as escolas com maior necessidade, primeiro sinal de concessão aos estudantes adolescentes que protestam, segundo a BBC. O ministro da Educação, Édouard Geffray, prometeu mobilizar os 3 mil substitutos para responder à crise nos liceus, noticiou a France 24. O governo diz que 6.877 pessoas foram presas desde o início dos protestos, 86% delas menores de 18 anos.

Protestos antimigrantes ficaram violentos em Soweto, em Joanesburgo, e em Durban nesta quinta-feira, com dezenas de carros incendiados e comércios de estrangeiros fechados à força, segundo a polícia. A comissária interina de polícia, Puleng Dimpane, disse que 10 veículos foram incendiados em Joanesburgo e 14 em Durban, onde três pessoas foram presas. Os manifestantes se opõem a uma decisão de julho da Corte Constitucional que remove barreiras processuais ao pedido de asilo, inclusive para quem entrou de forma irregular. O porta-voz do governo, William Baloyi, atribuiu a violência à informação deliberadamente falsa sobre a decisão judicial e disse que ela não concede automaticamente refúgio, residência permanente ou direitos a migrantes sem documentos.

Milhares de pessoas marcharam em Madri em homenagem a Maricarmen, idosa de 87 anos que se tornou símbolo da luta contra os despejos, numa marcha de Sol até a antiga casa dela, segundo a laSexta. A Delegação do Governo cifrou em 20.000 o número de participantes do protesto pela moradia. O percurso de três quilômetros teve faixas como “el rentismo mata” e o grito “no son muertes, son asesinatos”, com atos também em Valência, Sevilha e Santander.

A polícia francesa fez mais de 6.600 prisões desde o fim de setembro, quando estudantes, a maioria menores de 18 anos, começaram a protestar por mais verbas para a educação, segundo o Ministério do Interior. Nesta quinta-feira, alunos barricaram com lixeiras o liceu Hélène Boucher, no nordeste de Paris, antes de a polícia avançar com gás lacrimogêneo, segundo a Associated Press. O Ministério da Educação disse que 375 escolas estavam total ou parcialmente fechadas na quinta-feira. A Al Jazeera registrou o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água contra estudantes em Paris.

Estudantes do ensino médio na França se preparavam para um novo dia de protestos nesta quinta-feira, com bloqueios em centenas de escolas desde o fim de setembro, segundo a AFP, em texto publicado pela Pakistan TV. Os protestos, no segundo dia de mobilização massiva na semana, denunciam falta de professores, grades horárias sobrecarregadas e salas deterioradas. Mais de 6.500 pessoas, na maioria menores, foram presas desde o início da mobilização, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Standard.

O sindicato de inquilinos de Madri anunciou a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cujo despejo provocou protestos em todo o país pela crise de moradia e uma disputa política que levou a eleições antecipadas na Espanha. Abascal foi retirada à força de maca do apartamento onde vivia havia mais de 70 anos, em setembro, depois de não conseguir pagar o aumento do aluguel. O imóvel havia sido comprado por uma firma de investimento que buscava elevar o aluguel dela em 230%, segundo o The Guardian. A onda de indignação levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleição geral antecipada, após a direita e a extrema direita derrubarem dois decretos de emergência.

O líder oposicionista indiano Rahul Gandhi foi detido pela terceira vez em dois dias durante protesto que pede a renúncia do chefe eleitoral por uma revisão controversa das listas de eleitores, segundo a Al Jazeera, em reportagem que cita AP e Reuters. A Comissão Eleitoral da Índia removeu mais de 130 milhões de nomes das listas eleitorais, com milhões recorrendo das remoções.

O Ministério das Relações Exteriores da França convocou nesta quarta-feira o embaixador do Irã por uma campanha de desinformação dirigida ao movimento estudantil francês, segundo o France24. O porta-voz da pasta, Pascal Confavreux, disse que o conteúdo enganoso divulgado por contas oficiais do ministério iraniano é absolutamente inaceitável e que as provocações devem cessar. Na terça-feira, Teerã havia convocado o embaixador francês em Teerã sob a acusação de tratamento violento dos manifestantes, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post.

Israelenses realizaram protestos, marchas e manifestações em todo o país nesta quarta-feira, além das cerimônias de memória, no terceiro aniversário do massacre de 7 de outubro de 2023, segundo o The Jerusalem Post. Muitos manifestantes pediram mais responsabilização das autoridades e uma comissão estatal plena de inquérito sobre a tragédia nacional. O October Council disse que três anos se passaram e a verdade ainda não foi totalmente investigada.

Detalhes do suposto assassinato pelo fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, provocaram protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em Tóquio, segundo a CGTN, e autoridades militares dos EUA em Okinawa impuseram restrições de deslocamento aos seus militares. A vítima foi identificada como Anna Yagi, de 39 anos, moradora de Naha, a capital da província, e a autópsia indicou morte por estrangulamento, segundo a CGTN, citando a polícia local. O chefe das forças dos Estados Unidos no Japão, Benjamin Watson, ordenou nesta quarta-feira uma restrição fora da base por 30 dias a partir de 9 de outubro, proibindo saídas entre meia-noite e 5h, segundo a CGTN. O governador eleito de Okinawa, Genta Koja, anunciou que viajará a Tóquio nesta quarta-feira para apresentar um protesto oficial ao governo central, segundo a CGTN.

O fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, é suspeito de matar uma mulher de 39 anos em um hotel em Naha, no sábado, e de levar sua carteira e mochila, segundo a Free Malaysia Today. A primeira-ministra Sanae Takaichi registrou um protesto formal aos Estados Unidos no domingo. Nesta terça-feira, cerca de 100 manifestantes protestaram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Tóquio contra a violência de soldados norte-americanos, segundo a AFP, em texto republicado pelo TAG24.

Cerca de 250 mil manifestantes foram às ruas em toda a França na terça-feira, com sindicatos e professores aderindo aos estudantes do ensino médio que pedem melhores condições de aprendizagem, segundo a France 24. Protestos com saídas coletivas de salas de aula se espalharam pelo país e fecharam escolas, em meio ao descontentamento público, segundo o The Washington Post. Um policial francês foi indiciado por violência depois de disparar uma granada de gás lacrimogêneo à queima-roupa contra um estudante de 14 anos durante os protestos da semana passada, segundo a France 24.

A polícia de Délhi deteve nesta terça-feira, 6 de outubro, líderes da oposição, entre eles o líder do Congresso Rahul Gandhi, após bloquear a marcha de protesto deles, segundo a RT Índia. O protesto pedia a renúncia do comissário-chefe de eleições Gyanesh Kumar, por supostas irregularidades na revisão especial intensiva dos cadernos eleitorais, segundo o The Quint. Gandhi e outros parlamentares foram liberados pouco depois, segundo a AFP, em texto republicado pelo Geo TV.

A polícia disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes que bloqueavam escolas secundárias na França em 6 de outubro, segundo a Al Jazeera. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que não pode haver tolerância à violência nos protestos estudantis, informou o G1 Mundo. Segundo o gabinete de Lecornu, pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos. O Ministério do Interior prendeu 6.100 pessoas desde o início dos protestos, a maioria menor de idade, segundo a Al Jazeera.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, convidou nesta terça-feira o PTI, partido de Imran Khan, para negociações e pediu que a legenda encerre a longa marcha até Islamabad. O PTI lançou a marcha dois dias antes, a partir de Lakki Marwat, no Khyber-Pakhtunkhwa, para exigir a libertação de Khan, preso desde agosto de 2023. A segunda rodada de conversas havia colapsado em 4 de outubro por causa do impasse sobre o acesso a Khan.

O ministro da Educação da França, Edouard Geffray, disse que as condições de segurança não estão cumpridas em entre cerca de 400 e 500 escolas, que ficarão total ou parcialmente fechadas na segunda-feira, enquanto os organizadores convocaram novos protestos em larga escala para terça-feira, por falta de “medidas concretas” do governo. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirma que 1.747 pessoas foram presas na sexta-feira e 24 escolas foram queimadas ou depredadas desde o início dos protestos.

Aulas serão total ou parcialmente suspensas em 400 a 500 escolas na França na segunda-feira porque as condições de segurança “não foram cumpridas”, afirmou o ministro da Educação, Édouard Geffray, no domingo, segundo o The Guardian. O ministro disse que 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas e que 78 funcionários da educação ficaram feridos desde o início dos protestos estudantis, na semana passada.

Centenas de manifestantes foram às ruas de Paris no sábado contra a ajuda contínua à Ucrânia, em protesto nacional do partido Les Patriotes, de Florian Philippot, segundo a RT. Os manifestantes pediram ao presidente Emmanuel Macron que interrompa a ajuda e defenderam a saída da França da União Europeia e de todas as instituições supranacionais, incluindo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O Irã afirmou em 3 de outubro que executou Jamshidi, condenado à morte sob a acusação de “moharebeh”, por empunhar e disparar arma de fogo e por conspiração e conluio contra a segurança nacional. O caso é ligado a protestos antigovernamentais, segundo o The Hindu.

Cerca de 400 escolas da França seguiam fechadas nesta sexta-feira (2 de outubro) em meio aos protestos estudantis, e o balanço inclui cerca de 100 escolas gravemente danificadas e 40 diretores feridos, segundo o The Guardian. Quase 3.000 estudantes do ensino médio, de 15 a 18 anos, foram detidos desde o início dos protestos, segundo o Ministério do Interior.

O Ministério do Interior da França registrou 1.949 prisões na quinta-feira (1º de outubro de 2026) nos protestos estudantis, com incêndios e bloqueios que se espalham pelo país, segundo o ministério, citado pelo The Hindu. Ao todo, 305 agentes ficaram feridos nos confrontos, segundo a mesma apuração.

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, convocou nesta quinta-feira uma reunião de crise e mandou os ministros cancelarem viagens para lidar com os protestos estudantis, segundo o The Guardian. A polícia contabilizava cerca de 900 manifestações, bloqueios e incidentes relacionados fora dos liceus pelo país, com mais de 160 escolas fechadas. Desde o início dos protestos, centenas de estudantes de liceu, de 15 a 18 anos, foram detidos, incluindo 625 só na quarta-feira, segundo o Ministério do Interior, e mais de 80 policiais e bombeiros e 120 alunos e professores ficaram feridos.

Protestos pró-Palestina se espalharam por cidades marroquinas pedindo o fim da normalização diplomática com Israel, à medida que Rabat aprofunda os laços com Tel Aviv, segundo a Al Jazeera. Os atos seguiram o anúncio de 16 de setembro de que Marrocos e Israel elevariam as missões a embaixadas plenas e indicariam embaixadores. Em Tânger, as autoridades baniram o ato previsto para 27 de setembro e as forças de segurança dispersaram centenas de manifestantes, com mais de 12 detidos, segundo o veículo, citando fontes próprias.

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi pediu isenção aos Estados Unidos para retomar os voos com o Irã por motivos humanitários ligados a tratamento médico, educação, visitas religiosas e interesses de civis, depois de quatro aeroportos do país suspenderem na sexta-feira todos os voos de e para o Irã, dias após Washington anunciar novas sanções de aviação a qualquer empresa global que faça negócios com companhias aéreas iranianas. No sábado, manifestantes se reuniram em Bagdá contra a suspensão, em protesto organizado por milícias aliadas do Irã, e o líder do Harakat Hezbollah al-Nujaba, Akram al-Kaabi, prometeu organizar protestos nos aeroportos do país caso o tráfego aéreo normal não seja retomado.

A polícia de Nova York prendeu 103 pessoas por conduta desordeira nos protestos contra a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e todas foram liberadas, informou a Al Jazeera. As prisões passaram de 100, entre manifestantes que pediam responsabilização pela guerra em Gaza e o fim do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. A visita de Netanyahu terminou sem que ele fosse detido, enquanto parte dos que protestavam contra ele acabou presa, segundo o Middle East Eye.

Cerca de 100 manifestantes foram detidos pela polícia de Nova York nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no protesto contra Benjamin Netanyahu diante da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), antes do discurso do primeiro-ministro de Israel na Assembleia Geral. Entre os detidos estão a atriz Susan Sarandon, vencedora do Oscar, e a atriz Hannah Einbinder, da série Hacks, e centenas de pessoas bloquearam o trânsito nas ruas em volta da ONU ao longo do dia. O ato foi organizado pelo Jewish Voice for Peace, grupo judeu norte-americano crítico da ocupação israelense.

O Conselho de Ministros da Espanha autorizou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o pedido de extradição dos Estados Unidos contra o ativista e doador James Cox Chambers Jr., conhecido como Fergie Chambers, 41 anos, avance para a fase judicial, decisão que a sua defesa chama de “precedente perigoso” para a causa palestina, segundo o Middle East Eye. Chambers foi preso em 10 de julho de 2026 em Ibiza, a pedido de Washington, e segue detido preventivamente em Madri. A acusação, mantida sob sigilo, imputa a ele lavagem de dinheiro internacional, tumulto e conspiração para tumulto, ligados a transferências de cerca de US$ 7,5 milhões a uma empresa na Tunísia e a protestos de 2023 em instalações de um fabricante israelense de armas em New Hampshire e Massachusetts, segundo o The National e o The Straits Times, que publicou um despacho da Reuters. É a primeira vez que os Estados Unidos pedem a extradição de um cidadão por suposto apoio ao Hamas, segundo o The National. A porta-voz do governo espanhol, Elma Saiz, disse que a decisão é “puramente processual” e que a palavra final será do gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez, depois do exame da Audiência Nacional, o tribunal espanhol que analisa pedidos de extradição. O advogado principal de Chambers, Baltasar Garzón, afirmou: “A Espanha não pode defender o direito internacional, os direitos do povo palestino e a proteção de quem presta ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, permitir que avance um pedido de extradição que mostra sinais claros de perseguição política pelo governo dos Estados Unidos”. O partido Sumar, parceiro júnior da coalizão de governo, pediu que o pedido fosse rejeitado; a deputada Ione Belarra, do Podemos, chamou Chambers de “o primeiro preso político da história da Espanha por apoiar a Palestina”. A defesa afirma que as transferências financiaram projetos humanitários em Gaza, entre eles uma padaria e uma clínica médica.

O venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) numa rua de Austin, no Texas, no domingo, 20 de setembro de 2026, foi levado de volta ao hospital depois de protestos e da pressão de parlamentares do Texas sobre o seu estado de saúde, porque o projétil alojado nas costas não havia sido removido, segundo o El País. Ele havia dito numa ligação durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 21 de setembro, que a bala fraturou a clavícula e não foi retirada por estar perto da coluna, e que no Centro de Processamento do ICE de Pearsall, onde está detido, recebeu apenas um analgésico na madrugada. O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos afirmou que ele estava estável quando foi transferido, e a advogada Kate Lincoln-Goldfinch contesta a versão oficial de entrada irregular: segundo ela, Garcés entrou com autorização em 2024 e pediu asilo, e a ordem de deportação saiu à revelia porque um aviso de audiência foi enviado ao endereço antigo. O congressista de Austin, Greg Casar, pediu que o ICE não deporte o ferido, e a cidade teve a segunda noite de protestos.

Marrocos vota nesta quarta-feira a primeira eleição parlamentar desde os protestos liderados por jovens que tomaram as ruas do país no fim de 2025, com 7.288 candidatos de 27 partidos disputando as 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, segundo a Africanews e a Al Jazeera. O primeiro-ministro Aziz Akhannouch, do partido Reunião Nacional dos Independentes (RNI), eleito em 2021, tenta seguir no cargo. O movimento Gen Z 212, que usa o código telefônico do país no nome, nasceu no Discord depois da morte de oito mulheres numa maternidade pública de Agadir e passou a cobrar que o orçamento fosse para hospitais e escolas, criticando os estádios erguidos para a Copa do Mundo de 2030; a renúncia de Akhannouch não veio, e o governo respondeu com mais gastos em saúde e educação e incentivos a candidaturas de jovens, segundo o Middle East Eye e o Washington Institute. Jovens de 18 a 24 anos são cerca de 12% da população e apenas 4% dos 15,8 milhões de eleitores registrados, segundo a Africanews. Em julho, cerca de 72 mil marroquinos entraram no enclave espanhol de Ceuta, segundo o Middle East Eye; Rabat nega ter organizado a onda de travessias.

Manifestações em cerca de cem cidades francesas no fim de semana pediram a rejeição do projeto de lei que presume legítima defesa para policiais e gendarmes no uso das armas, apelidado pelos críticos de “permissão para matar”. O texto foi aprovado pela Assembleia Nacional em 7 de julho e aguarda votação no Senado; uma petição contrária reuniu 730 mil assinaturas e foi arquivada pela comissão de leis. Em Rennes, a polícia prendeu oito pessoas e três agentes ficaram feridos após o lançamento de projéteis, segundo as autoridades citadas pela imprensa francesa (BFM TV, Le Parisien e L’Indépendant). O ministro do Interior, Laurent Nuñez, pediu “vigilância particular” aos prefeitos diante do risco de confrontos em parte das marchas previstas. A RT noticiou confrontos em Paris e publicou vídeo da manifestação; relatos da imprensa francesa apontam milhares de pessoas nas ruas de Paris e Marselha, onde Cédric Picard, da Anistia Internacional, disse temer mais violência policial se o texto virar lei.

Manifestantes contrários à imigração atacaram no domingo, no porto de Ceuta, um carro que acreditavam transportar ativistas pró-migrantes, lançando ovos e pedras e quebrando os vidros do veículo, segundo o jornal português Público e a RTP, que cita a Reuters. A polícia deteve ao menos uma pessoa. O carro atingido pertencia à deputada da Assembleia de Ceuta Julia Ferreras, segundo o partido local Ceuta Ya, citado pelo Público. Os manifestantes esperavam a chegada do grupo Negu Gorriak (Direito a um Teto), de Pamplona, que pretendia distribuir ajuda humanitária a migrantes; segundo a RTP, também estavam no veículo o advogado Rafael Borrego e a advogada de direitos humanos Sofía Cánovas. Mais de 72 mil pessoas cruzaram de Marrocos para o enclave no fim de julho; a maioria foi devolvida, mas cerca de 2.500 permanecem na cidade.

O Departamento de Segurança Interna afirma que Wilber Rafael Garcés Pérez tem ordem final de remoção, entrou no país na gestão Biden e está sob custódia federal à espera da deportação, com a investigação do tiroteio a cargo do HSI e do FBI, segundo a NBC News. Congressistas democratas pediram investigação independente e a divulgação das imagens de câmeras corporais, e à noite o Departamento de Segurança Pública do Texas usou gás lacrimogêneo contra manifestantes no local, relata a NBC News.

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