Sindicatos e associações de defesa do direito à moradia de sete países europeus, reunidos em Paris, convocaram manifestações coordenadas contra a vida cara nos dias 20, 21 e 22 de novembro.
Participam organizações da França, da Espanha, da Itália, do Reino Unido, de Portugal, da Grécia e da Bélgica, que esperam reunir “milhões” de pessoas nas ruas. A pauta inclui garantir serviços públicos como educação, saúde e moradias públicas, defender o “direito ao trabalho” sem “excluir os migrantes”, a “taxação dos ricos” e o “fim das políticas de rearmamento” e de expansão das “energias fósseis”. Na Espanha, a morte da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, após um despejo em setembro, desencadeou uma onda de manifestações e levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro; os principais sindicatos do país marcaram greve geral para 11 de novembro. Na União Europeia, os preços das moradias subiram mais de 60% entre 2010 e 2025 e os aluguéis, cerca de 29%.