Matérias e notas sobre Espanha.
A Procuradoria Europeia (EPPO) fez diligências na sede da gestora ferroviária Adif, na agência estatal de segurança ferroviária e no Tribunal de Contas da Espanha para apurar possível fraude no financiamento da linha de alta velocidade Madrid-Sevilha. A investigação, aberta antes das diligências, apura fraude em fundos da União Europeia (UE) destinados à renovação e melhoria dos sistemas de segurança, sinalização e comunicações da linha. A Adif confirmou à Reuters a visita da EPPO e afirmou ter atendido à busca e fornecido as informações pedidas. A colisão de 28 de outubro em Urda, na província de Toledo, foi o segundo acidente fatal do ano e levou à renúncia do ministro dos Transportes, Oscar Puente.
Volodymyr Zelensky afirmou numa cúpula em Madri, na quinta-feira, que todas as usinas de energia da Ucrânia foram danificadas de alguma forma pelos ataques russos, com equipes de reparo trabalhando sem parar – o pedido, feito numa reunião à margem da cúpula da Comunidade Ibero-Americana, grupo de 22 países de língua espanhola e portuguesa, em sua maioria latino-americanos, é por tanta cooperação internacional quanto possível para reconstruir o sistema, pois empresas da Espanha e da América Latina podem ajudar com equipamentos compatíveis com a rede ucraniana, e depressa; o apelo foi registrado também pela NHK World.
O Ministério Público Europeu abriu nesta sexta-feira investigação sobre possível fraude no uso de fundos europeus destinados à renovação da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, onde a colisão de dois trens deixou 69 mortos na semana passada. A apuração verifica possível fraude em fundos para a reforma e a melhoria da segurança, da sinalização e dos sistemas de comunicação da linha. Em 18 de janeiro, dois trens de alta velocidade já haviam colidido perto da cidade andaluza de Adamuz, matando 46 pessoas. O ministro dos Transportes, Oscar Puente, que dirigia a pasta nos dois acidentes, apresentou demissão na terça-feira.
A Espanha forneceu à Ucrânia um novo pacote de ajuda militar de 437 milhões de euros (US$ 489 milhões), segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Zelensky disse que se reuniu com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Madri, para tratar das “necessidades de defesa mais prementes” do país. Segundo Zelensky, a Rússia danificou este ano mais locomotivas ucranianas do que em todos os anos anteriores da guerra somados. Sánchez afirmou que a Espanha continuará ao lado do povo ucraniano porque defender sua liberdade significa defender o direito internacional e a soberania das nações.
O balanço do ataque russo a Komyshuvakha subiu para 40 mortos, com as buscas no terceiro dia, anunciou Zelensky, segundo o Le Monde. Zelensky chegou a Madri em sua quinta visita à Espanha e se reúne nesta quinta-feira com Pedro Sánchez e outros dirigentes à margem de uma cúpula ibero-americana, com o reforço da defesa antiaérea como prioridade absoluta. Ele lamentou “muito poucas reações no mundo” e pediu que os aliados reforcem “desde já” a defesa antiaérea do país. A Comissão Europeia elogiou os progressos da Ucrânia na adesão, mas pediu aceleração das reformas de Estado de direito para concluir as negociações até o fim de 2028.
Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar de Donald Trump depois da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas em geral evitaram criticar diretamente o presidente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O líder do Reagrupamento Nacional francês, Jordan Bardella, disse que o segundo mandato de Trump foi menos isolacionista que o primeiro, de 2017 a 2021, e que “a intervenção americana em relação ao Irã carrega consequências muito pesadas” para as economias do mundo, sem mencionar Trump como responsável pela decisão. O líder do Vox espanhol, Santiago Abascal, fez pouco esforço para moderar seu afastamento de Trump e disse a jornalistas que está “na Espanha e não em Michigan”, e que “importa muito pouco” o que acontece em outros lugares. O líder do partido britânico Restore Britain, Rupert Lowe, atribuiu a derrota republicana à decisão de atacar o Irã, que chamou de “erro catastrófico”, e escreveu em sua publicação no X: “O que esta guerra alcançou? Absolutamente nada que valha a pena.” Lowe não incluiu no texto o nome do presidente que iniciou a guerra.
O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou o resultado como “muito boa notícia para a democracia americana”, dizendo que é mais uma prova de que, em uma democracia, o povo escreve a própria história. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que os eleitores rejeitaram ódio, sexismo, negacionismo climático e privilégios de elite, e que a onda de extrema direita “não está mais crescendo: está se desfazendo”. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) “precisa se tornar mais europeia para poder continuar transatlântica”, e que a Alemanha assume mais responsabilidade e mais encargos na aliança. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o mundo tem agora a oportunidade de se unir em torno do custo de vida e manifestou esperança de reabertura do Estreito de Ormuz. A chanceler austríaca, Beate Meinl-Reisinger, afirmou que a segurança e a prosperidade austríacas e europeias não podem depender de como votam pessoas no Kansas ou em Iowa.
A espanhola Moeve, controlada majoritariamente pelo fundo de Abu Dhabi Mubadala, acertou nesta quarta-feira a venda de seus ativos de petróleo na Argélia à estatal indonésia Pertamina. O negócio inclui as participações minoritárias da Moeve nos campos onshore de Rhourde el Khrouf, Bir el Msana e Ourhoud, na bacia de Berkine.
A empresa também acertou vender sua participação minoritária no campo de gás onshore de Timimoun, segundo uma fonte a par do assunto. A venda dos ativos argelinos conclui a retirada da Moeve do negócio de exploração e produção.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores dos EUA votaram contra o ódio, o sexismo, a negação da mudança climática e os privilégios das elites. “Aconteceu no Brasil. Acabou de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha”, escreveu ele, referindo-se às eleições de 29 de novembro no país. Sánchez disse também que a onda da extrema direita representada por Feijóo e Abascal está “desmoronando”. A declaração foi publicada na rede X e reproduzida por veículos internacionais, entre eles o Asharq Al-Awsat.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou ao cargo e à política de primeira linha para tentar salvar a campanha do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), abalada pelo segundo acidente ferroviário fatal em nove meses. O acidente na província de Toledo matou 69 pessoas e veio nove meses depois de outro semelhante na mesma linha de alta velocidade; o anterior, na linha Madrid-Sevilha, deixou 46 mortos. A Espanha realiza eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez candidato à reeleição; ele antecipou a data após uma onda de protestos sociais sobre o custo da moradia. Puente anunciou também que renuncia a encabeçar a candidatura socialista por Valladolid.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou seis dias após a colisão de trens de alta velocidade em que ao menos 69 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. No Congresso, ele justificou que um ministro dos Transportes não pode permanecer no cargo após dois acidentes graves em menos de um ano, em referência ao acidente de janeiro na mesma linha que deixou 46 mortos, e retirou o nome das listas para as eleições legislativas antecipadas. O acidente ocorreu quando um trem da estatal Renfe atingiu a traseira de um trem parado da operadora privada Iryo, nos arredores da aldeia de Urda, ao sul de Madri. A falha de um sistema automático de segurança parou todos os trens em um trecho de 39 milhas, mas um centro de controle autorizou a retomada da viagem do trem da Renfe. Puente anunciou um pacote de 30 milhões de euros para as famílias dos mortos e os feridos.
Sindicatos e associações de defesa do direito à moradia de sete países europeus, reunidos em Paris, convocaram manifestações coordenadas contra a vida cara nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Participam organizações da França, da Espanha, da Itália, do Reino Unido, de Portugal, da Grécia e da Bélgica, que esperam reunir “milhões” de pessoas nas ruas.
A pauta inclui garantir serviços públicos como educação, saúde e moradias públicas, defender o “direito ao trabalho” sem “excluir os migrantes”, a “taxação dos ricos” e o “fim das políticas de rearmamento” e de expansão das “energias fósseis”. Na Espanha, a morte da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, após um despejo em setembro, desencadeou uma onda de manifestações e levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro; os principais sindicatos do país marcaram greve geral para 11 de novembro.
Na União Europeia, os preços das moradias subiram mais de 60% entre 2010 e 2025 e os aluguéis, cerca de 29%.
Óscar Puente renunciou ao Ministério dos Transportes da Espanha seis dias depois da colisão de trens de alta velocidade que matou ao menos 69 pessoas. Ele anunciou a decisão no Congresso, depois de depor sobre o desastre da quarta-feira anterior perto de Urda, ao sul de Madri, quando um trem atingiu a traseira de outro que estava parado na mesma linha.
Puente justificou a saída citando dois acidentes graves em menos de um ano e mencionou o de janeiro na mesma linha, que matou 46 pessoas. Também retirou o próprio nome da lista de candidatos às eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro.
Segundo Puente, o centro de controle da Adif, gestora estatal da infraestrutura ferroviária, liberou a circulação do trem AVE mesmo com a falha do sistema automático de segurança LZB, e o trem percorreu cerca de 25 km a mais de 160 km/h até a colisão. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas no acidente, além dos 69 mortos.
A polícia espanhola retirou na madrugada desta terça-feira o acampamento por moradia da Puerta del Sol, em Madri, e a prefeitura limpava os restos de barracas e lonas pela manhã.
A delegação do governo central na região de Madri informou que a retirada ocorreu durante a noite, “sem incidentes nem episódios de violência”, com 334 pessoas removidas e duas detidas. Participaram da operação bombeiros, serviços sociais e 400 policiais nacionais e municipais.
Em publicação no Telegram, os organizadores classificaram a ação como “uma operação policial violenta”, que deixou vários feridos por agressões e por gás lacrimogêneo.
O acampamento começou em 26 de setembro, após o despejo e a posterior morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que vivera sete décadas no mesmo imóvel. Os principais sindicatos convocaram greve geral para 11 de novembro em defesa da moradia e de salários suficientes para pagá-la.
Ao menos sete migrantes morreram em um barco com 139 pessoas que ia para as Ilhas Canárias depois de uma tempestade. Os socorristas chegaram à embarcação na manhã desta segunda-feira, a cerca de 150 km de Arrecife. Cinco corpos estão desaparecidos no mar e dois foram recuperados.
Ao menos 69 pessoas morreram na colisão de dois trens perto de Urda, cidade próxima a Toledo, no centro da Espanha, segundo a Al Jazeera – apenas dez meses depois de outra colisão na mesma linha, em Adamuz, perto de Córdoba, que matou 46 pessoas; a eleição antecipada do próximo mês “já não é a disputa que era”, com Pedro Sánchez pressionado a defender o histórico de segurança do governo, segundo o Guardian.
Pelo menos 68 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas quando o trem da Renfe atingiu pela traseira um trem parado da Iryo perto de Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, segundo a CNN. Morreram 24 pessoas no trem da Renfe e 44 no da Iryo, os dois no trajeto entre as duas cidades. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que uma falha de computador afetou o sistema de segurança LZB ao longo de 63 quilômetros e parou automaticamente todos os trens do trecho; a gestora estatal ADIF assumiu o comando manual e autorizou o trem da Renfe a seguir para o sul apesar do sinal vermelho e sem restrição de velocidade, por uma ordem equivocada de um controlador. “Havia um sinal vermelho proibindo o movimento, e ainda assim o trem foi autorizado a prosseguir”, disse Puente. Áudios divulgados pelo El País mostram o controlador mandando o maquinista do AVE retomar a “marcha normal”, em lugar da “marcha à vista” de 40 km/h prevista no protocolo.
O balanço da colisão de trens em Toledo subiu para ao menos 74 mortos, segundo o Ministério dos Transportes da Espanha. A autoridade independente de investigação de acidentes de transporte AITAT publicou um relatório preliminar com o mesmo número, ainda provisório, e o rei Felipe VI lamentou o “terrível acidente” ao visitar com a rainha Letizia um hospital em Toledo onde as vítimas feridas eram atendidas.
A investigação do choque de trens que matou pelo menos 69 pessoas perto de Toledo na manhã de quarta-feira apura por que o controle mandou o maquinista de um AVE da Renfe retomar a viagem depois de uma falha de sinalização, segundo o The Guardian. Os dois trens haviam parado quando o sistema de sinalização falhou; o maquinista do trem estatal foi instruído a reiniciar o percurso e bateu na composição à frente, operada pela Iryo. A ordem para seguir “con marcha normale”, em operação normal e não em velocidade reduzida, foi descrita pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, como uma “decisão inexplicável”.
O segundo desastre ferroviário do ano na Espanha recolocou a segurança da malha ferroviária no centro do debate nacional, antes da eleição nacional, segundo a AP. No acidente, um trem de alta velocidade atingiu pela traseira outro que estava parado, matando ao menos 68 pessoas e ferindo dezenas, conforme a agência.
O trem da estatal Renfe que partiu de Madri em direção a Sevilha, com 397 passageiros a bordo, atingiu a traseira do trem parado da empresa privada Iryo, que levava 147, na manhã de quarta-feira, perto de Urda, na província de Toledo, segundo a BBC. A colisão matou ao menos 69 pessoas e feriu dezenas, e a Espanha iniciou três dias de luto nacional. Áudios entre os maquinistas e o centro de controle divulgados na quinta-feira parecem mostrar que o trem da Renfe recebeu liberação para seguir mesmo com o Iryo parado cerca de 25 km à frente; segundo o ministro dos Transportes, o trem da Renfe foi autorizado a prosseguir por erro. As equipes de emergência seguem os trabalhos no local, com o balanço em 69 mortos, informou a France 24.
Oscar Puente disse a repórteres em Madri que o sinal vermelho foi emitido por uma falha de comunicação por computador, que parou o tráfego automaticamente, e que uma decisão errada recolocou o trem da Renfe em circulação. Ao menos 68 pessoas morreram quando um expresso de alta velocidade atingiu um trem parado na quarta-feira, o segundo acidente ferroviário fatal da Espanha no ano e o mais letal da Europa desde 2013, segundo a France 24. Sánchez disse que a tragédia será investigada e que o país reforçará a segurança da alta velocidade se for preciso, para recuperar a confiança no sistema.
O balanço provisório da colisão de trens em Urda subiu a ao menos 68 mortos, 24 no trem da AVE e 44 no da Iryo, segundo o Le Monde, que cita o anúncio do presidente da região de Castela-Mancha, Emiliano García-Page. O líder socialista espanhol decretou três dias de luto nacional, de quinta a sábado.
A falha no sistema principal de sinalização da linha e a decisão posterior de retomar a circulação manualmente estão no centro das primeiras apurações sobre a colisão de trens em Toledo, que pode ter sido provocada por erro humano, segundo fontes do governo espanhol, conforme o El País. Oito trens foram parados na área após a falha; o centro de controle passou à operação manual e instruiu todos os trens a retomar a marcha.
O ministro dos Transportes espanhol apontou uma decisão “inexplicável” como possível causa da colisão, segundo a Xinhua.
O balanço da colisão de trens em Urda, na província de Toledo, subiu a 64 mortos e 58 feridos, segundo a atualização do governo local divulgada nesta quarta-feira. Quarenta dos mortos viajavam no trem da Iryo e 24 no AVE (Alta Velocidad Española) da Renfe, acrescentou o mesmo balanço.
O governo regional de Castilla-La Mancha, comunidade onde ocorreu o acidente, confirmou o número de 64 mortos, segundo a BBC. Os serviços de emergência ouvidos pelo El País indicaram que um trem da Renfe bateu na traseira de um trem da Iryo que estava parado na via, e dois vagões caíram por uma ribanceira.
Um trem de alta velocidade bateu na traseira de outro que estava parado, descarrilando dois vagões e matando ao menos 30 pessoas no centro da Espanha, segundo a mídia local, informou a NPR. As autoridades espanholas relataram 10 mortes inicialmente, e a porta-voz da região de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, disse que “esse número certamente vai subir”, segundo a NPR. O acidente envolveu um trem da estatal RENFE e um da privada IRYO.
Pelo menos 10 pessoas podem ter morrido e muitas ficaram feridas na colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, segundo o The Guardian. Os serviços entre Madri e a Andaluzia, no sul do país, foram suspensos após uma colisão traseira entre duas composições na manhã de quarta-feira. Uma porta-voz do governo local disse à TVE que o número de mortos “quase certamente vai subir”.
Soldados guardam o centro de Milão enquanto milhares de manifestantes marcham em cidades da Europa, noticia o The Hindu. Os protestos vão de Milão a Madri, com forças de segurança contendo confrontos, e incluem pautas de campus, previdência, moradia e anticorrupção, segundo o jornal. Em várias cidades italianas, os atos enfrentaram gás lacrimogêneo e canhões de água, segundo a TRT World.
100 pessoas foram detidas em Barcelona na noite de sábado, depois que manifestantes encapuzados de um ato antissistema saquearam lojas e atearam fogo em mobiliário urbano no entorno da Plaza de Catalunya, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A convocação circulou em redes sociais sob o lema “contra o sistema”, com a expressão “Institut Indignats”, tradução de “Lycées Indignés”, usada nas mobilizações estudantis na França nas últimas semanas. Núria Parlon, responsável pelo Interior da Catalunha, disse que mais de 30 incêndios foram provocados e 14 lojas foram vandalizadas ou saqueadas, e que cerca de 25% dos detidos eram menores de idade.
Milhares de pessoas marcharam em Madri em defesa do sistema público de pensões, com 25 mil presentes segundo a Delegação do Governo e 50 mil segundo a organização, a Coordenadora Estatal pela Defesa do Sistema Público de Pensões. O protesto ocorre cinco semanas antes das eleições gerais de 29 de novembro, com as pensões no centro da campanha e um aviso a todos os partidos: “quem governar, as pensões são defendidas”.
Um anúncio político do principal partido de oposição da Espanha usou um vídeo deepfake da mulher do primeiro-ministro e provocou indignação, segundo o Guardian.
O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “ditador” em visita a Madri nesta quarta-feira e pediu aos eleitores que tirem o líder socialista do poder nas próximas eleições, segundo a agência France-Presse (AFP). O Ministério das Relações Exteriores da Espanha condenou “fortemente” os insultos e as alegadas declarações difamatórias de Milei contra Sánchez, a Espanha e seus cidadãos, segundo o TRT World.
Chuvas torrenciais atingiram o leste da Espanha e deixaram ao menos quatro mortos nos últimos dias, inundaram ruas e forçaram muitos moradores a ficar em casa, segundo as autoridades. Em algumas áreas da região de Valência, caíram até 700 litros de chuva por metro quadrado em apenas 24 horas.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que a guerra contra o Irã já custou aos europeus mais de 100 bilhões de euros, segundo o Middle East Eye. Sánchez disse que o Congresso espanhol ratificou um escudo social de mais de 12 bilhões de euros para proteger cidadãos e setores afetados, segundo a mesma reportagem. A declaração foi feita depois de ele chegar a Bruxelas para a cúpula da União Europeia (UE), segundo o 1news.az.
A Letônia encomendou 84 veículos de combate da espanhola GDELS-Santa Bárbara Sistemas por cerca de 800 milhões de euros, com entrega de todos até 2029, segundo o Middle East Eye. Os blindados Mednieks levam torres não tripuladas UT30 MK2 produzidas pela israelense Elbit Systems, apesar do embargo de armas que a Espanha declarou contra Israel no ano passado.
O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam Ceuta meses depois de mais de 70 mil migrantes terem chegado vindos do Marrocos, informou a France 24. A visita dividiu os moradores e pode reacender tensões diplomáticas com o Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que navios da Marinha do Marrocos entraram sem permissão em águas espanholas nas proximidades de Ceuta depois da travessia em massa de migrantes do fim de julho, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Sánchez minimizou os incidentes e os classificou como isolados.
Milhares de pessoas marcharam em Madri em homenagem a Maricarmen, idosa de 87 anos que se tornou símbolo da luta contra os despejos, numa marcha de Sol até a antiga casa dela, segundo a laSexta. A Delegação do Governo cifrou em 20.000 o número de participantes do protesto pela moradia. O percurso de três quilômetros teve faixas como “el rentismo mata” e o grito “no son muertes, son asesinatos”, com atos também em Valência, Sevilha e Santander.
O sindicato de inquilinos de Madri anunciou a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cujo despejo provocou protestos em todo o país pela crise de moradia e uma disputa política que levou a eleições antecipadas na Espanha. Abascal foi retirada à força de maca do apartamento onde vivia havia mais de 70 anos, em setembro, depois de não conseguir pagar o aumento do aluguel.
O imóvel havia sido comprado por uma firma de investimento que buscava elevar o aluguel dela em 230%, segundo o The Guardian. A onda de indignação levou o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleição geral antecipada, após a direita e a extrema direita derrubarem dois decretos de emergência.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou na segunda-feira eleição geral antecipada, adiantando uma votação prevista para 2027, segundo a Deutsche Welle (DW). A votação foi marcada para 29 de novembro, em anúncio feito na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, segundo o Vocemundi, em compilação de agências.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, após uma derrota parlamentar, segundo a BBC. O Partido Popular (PP), conservador, e o Vox, de extrema-direita, votaram contra as medidas de habitação do governo, que buscavam impedir despejos de inquilinos. Sánchez pediu mobilização por uma maioria progressista maior para derrotar as elites e conquistar direitos sociais.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou uma eleição geral antecipada em pronunciamento televisionado na manhã de segunda-feira, três dias após partidos de direita barrarem a legislação emergencial de habitação, segundo o The Guardian. O anúncio ocorreu após o Parlamento rejeitar as medidas de alívio habitacional, segundo a Al Jazeera.
Novos protestos por moradia tomaram Madri e outras cidades espanholas neste sábado, um dia depois de o parlamento rejeitar por margem estreita as medidas de alívio aos inquilinos propostas pelo governo, segundo a France 24. O governo apresentou as medidas após protestos nacionais pelo despejo, em maca, de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de um apartamento em Madri onde ela vivia havia cerca de sete décadas.
Dezenas de milhares de pessoas marcharam em Madri no sábado contra o despejo de Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos, pedindo mais proteção para inquilinos, segundo a AFP, em texto republicado pela RFI. As autoridades estimaram 25 mil participantes, e a União de Inquilinos de Madri, que organizou o protesto, disse que mais de 300 mil pessoas participaram; ao fim do ato, ativistas montaram acampamento na Puerta del Sol. Segundo o sindicato, Abascal deixou o apartamento onde vivia havia 70 anos após uma imobiliária comprar o prédio e elevar o aluguel em 275%, para 2.650 euros.
Milhares de pessoas protestaram em Madri no sábado contra a gestão do governo da crise migratória de Ceuta, em ato organizado pela Sociedad Civil Española e apoiado pelo Partido Popular (PP) e pelo Vox, segundo a Al Jazeera. O governo contou 20 mil presentes, e os organizadores falaram em 180 mil; manifestantes pediram eleição antecipada. No fim de julho, mais de 70 mil migrantes entraram em Ceuta vindos do Marrocos vizinho, e a maioria foi devolvida depois.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que o país pretende cumprir a proibição da União Europeia (UE) de importar gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de 1º de janeiro de 2027, apesar dos contratos de longo prazo em vigor de empresas espanholas, segundo a TASS, agência estatal russa, que reproduziu a fala feita em um evento do Atlantic Council, em Washington. “Os contratos de fornecimento de GNL são fechados com anos de antecedência. São contratos de longo prazo. Não é algo que se decida em cima da hora”, disse Albares. Ele acrescentou que a Espanha tem uma das maiores capacidades de armazenamento e de processamento de GNL da Europa e que isso “abre oportunidades para o resto da Europa”, à qual Madri pode fornecer GNL “de parceiros confiáveis, como os Estados Unidos”. A proibição europeia de importação de GNL russo entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 para os contratos de longo prazo, e a do gás por gasoduto, em 30 de setembro de 2027; a Agência da União Europeia para a Cooperação dos Reguladores de Energia (ACER) registra, em relatório de 2026, que as importações russas de GNL cresceram 17% na comparação anual entre 18 de março e o fim de maio de 2026, apesar da proibição dos contratos de curto prazo em vigor desde 25 de abril.
O Conselho de Ministros da Espanha autorizou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o pedido de extradição dos Estados Unidos contra o ativista e doador James Cox Chambers Jr., conhecido como Fergie Chambers, 41 anos, avance para a fase judicial, decisão que a sua defesa chama de “precedente perigoso” para a causa palestina, segundo o Middle East Eye.
Chambers foi preso em 10 de julho de 2026 em Ibiza, a pedido de Washington, e segue detido preventivamente em Madri. A acusação, mantida sob sigilo, imputa a ele lavagem de dinheiro internacional, tumulto e conspiração para tumulto, ligados a transferências de cerca de US$ 7,5 milhões a uma empresa na Tunísia e a protestos de 2023 em instalações de um fabricante israelense de armas em New Hampshire e Massachusetts, segundo o The National e o The Straits Times, que publicou um despacho da Reuters. É a primeira vez que os Estados Unidos pedem a extradição de um cidadão por suposto apoio ao Hamas, segundo o The National.
A porta-voz do governo espanhol, Elma Saiz, disse que a decisão é “puramente processual” e que a palavra final será do gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez, depois do exame da Audiência Nacional, o tribunal espanhol que analisa pedidos de extradição. O advogado principal de Chambers, Baltasar Garzón, afirmou: “A Espanha não pode defender o direito internacional, os direitos do povo palestino e a proteção de quem presta ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, permitir que avance um pedido de extradição que mostra sinais claros de perseguição política pelo governo dos Estados Unidos”. O partido Sumar, parceiro júnior da coalizão de governo, pediu que o pedido fosse rejeitado; a deputada Ione Belarra, do Podemos, chamou Chambers de “o primeiro preso político da história da Espanha por apoiar a Palestina”. A defesa afirma que as transferências financiaram projetos humanitários em Gaza, entre eles uma padaria e uma clínica médica.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a uma falha do controle de fronteira de Marrocos a entrada em massa de migrantes na cidade autônoma espanhola de Ceuta, no norte da África. Ele disse que a Espanha investiga o que ocorreu em julho e que pediu ao governo marroquino “ações e também respostas, porque também está claro que o seu controle de fronteira falhou”, em entrevista à emissora norte-americana CNN em Nova York, segundo a Agence France-Presse (AFP) e o Le Monde.
Mais de 70 mil migrantes entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho de 2026, numa corrida sem precedentes que deixou mortos, segundo a AFP. A maior parte retornou a Marrocos nas horas seguintes; alguns milhares permaneceram no enclave, onde a situação se deteriorou, com episódios de violência e manifestações quase diárias de moradores. Um relatório da polícia espanhola ao qual a agência teve acesso afirma que o número de policiais marroquinos em torno da passagem de fronteira era “claramente menor que o habitual” e que os agentes “não fizeram nenhuma tentativa séria” de conter a onda, com base em imagens de satélite, vídeos de fontes abertas e depoimentos de migrantes.
Em 3 de setembro de 2026, ao falar ao Parlamento, Sánchez já havia dito que Madri precisava pedir a Marrocos “explicações e mudanças” para evitar uma repetição, e afirmado que não havia “prova sólida” de que o país tivesse organizado a entrada em massa, segundo a AFP e o Le Monde.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) expulse a Espanha, um dia depois de Madri dizer que não participaria da segurança do evento em que ele discursaria. A Espanha impôs embargo de armas a Israel desde 2023 e reconheceu o Estado palestino em maio de 2024. Fontes: The Times of Israel e Middle East Eye.