Cinco centrais sindicais francesas uniram setores público e privado nesta quinta-feira numa jornada nacional de greves e protestos, com demandas por salários maiores para combater o custo de vida e por serviços públicos protegidos, segundo a BBC.
As autoridades esperam entre 500 mil e 700 mil manifestantes nas marchas, dezenas de milhares deles só em Paris, num dia que um líder sindical descreveu como “um grande dia de convergência”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que 70 mil policiais e gendarmes estão sendo mobilizados e prometeu “resposta extremamente firme” a eventuais surtos de violência. Os sindicatos pedem aumento do salário mínimo, hoje em €12,31 por hora. Trabalhadores foram chamados a parar refinarias, e a França deve importar mais eletricidade do que produz nesta quinta por causa de paralisações em usinas nucleares. O governo liberou 10 milhões de barris de diesel das reservas estratégicas para baixar o preço do combustível, e a marcha de Paris deve seguir outro trajeto central, da Place de la République à Place de la Nation. O movimento começou em setembro com estudantes do ensino médio que reclamavam de condições e recursos ruins na educação e se estendeu ao movimento dos coletes amarelos e a trabalhadores.