Matérias e notas em que Venezuela é ator central.
María Corina Machado disse em conferência de imprensa em 29 de outubro que a melhor data para a eleição presidencial venezuelana é julho de 2027, e ainda não há data marcada para o pleito. Nem os Estados Unidos (EUA), que atuam como facilitadores e fiadores do processo, nem a direção do governo venezuelano declararam formalmente a ausência definitiva de Nicolás Maduro do cargo. A presidente interina, Delcy Rodríguez, prometeu em mensagem gravada que haverá eleições conforme a Constituição. O El País vê no conjunto o início de uma transição possível.
Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos (EUA) prenderam na noite de quinta-feira, 5, um homem armado num carro estacionado na Avenida Constitution, em Washington, perto da Casa Branca, depois de vê-lo agir de forma suspeita dentro do veículo – ao ser abordado, ele disse que ouvia vozes na cabeça mandando ir a Washington matar o presidente Donald Trump. No carro havia um fuzil estilo AR-15, uma pistola Mac 10, uma pistola Glock 43X e munição, num veículo que havia sido reportado como roubado, e o suspeito, Ronny Yordrix Guanipa Chrinos, de 26 anos, dormia numa Ford F-150 azul quando foi acordado e abordado às 11h42 da noite de quinta-feira. O Departamento de Segurança Interna afirma que ele entrou ilegalmente nos EUA pelo Texas em março de 2024, foi detido pela Patrulha de Fronteira e depois liberado no país, e o caso é o mais recente de uma série de prisões de pessoas que ameaçaram Trump ou familiares desde que ele voltou ao cargo.
A estatal indiana Oil and Natural Gas Corp. (ONGC) negocia assumir em até seis meses a operação de dois projetos petrolíferos na Venezuela, onde tem mais de US$ 500 milhões a receber em dividendos. O braço internacional ONGC Videsh está em negociações avançadas com autoridades venezuelanas e americanas e espera fechar os acordos em três a seis meses, disse o diretor financeiro Anupam Agarwal. No projeto San Cristobal, a ONGC tem 40% e a estatal venezuelana PDVSA, os outros 60%; a indiana espera assumir a operação integral do campo.
María Corina Machado voltou à Venezuela após dez meses no exterior e, na primeira entrevista coletiva em território venezuelano, defendeu uma nova constituição e agradeceu ao governo dos Estados Unidos pelo ataque militar do dia 3 de janeiro. A dirigente de extrema direita entrou por via terrestre pela fronteira com a Colômbia no domingo, dia 25. Maduro foi retirado do poder por tropas dos EUA em 3 de janeiro e levado a Nova York, onde responde a acusações de drogas, armas e tortura, às quais se declarou inocente. Foi substituído pela então vice-presidente Delcy Rodríguez, que hoje tem relação próxima com Washington. O governo Trump assinou um acordo de petróleo que deu aos EUA concessão de 100 anos sobre 65 bilhões de barris de cru venezuelano, negociado com a empresa North American Blue Energy Partners (NABEP). O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o retorno seguro de Machado foi resultado direto das conversas de reconciliação apoiadas pelos EUA.
Em entrevista ao New York Times, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que as eleições na Venezuela ocorreriam “idealmente” no próximo ano. Ele se recusou a garantir que o pleito ocorra antes do fim do mandato de Donald Trump, segundo a TASS, e afirmou que a Venezuela ainda precisa cumprir vários passos críticos para criar as condições adequadas à realização das eleições.
O chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, defendeu, na sessão plenária da 30ª Cúpula Ibero-Americana, em Madri, a suspensão imediata das sanções econômicas contra o país. Ele citou a aprovação da Lei de Anistia, que beneficiou mais de 8 mil pessoas, o restabelecimento do acesso a 38 portais de notícias e o avanço do diálogo com setores da oposição. O pedido foi feito diante de dez chefes de Estado e representantes de 22 países da comunidade ibero-americana. A estatal Corporación Eléctrica Nacional fechou aliança com a turca Karpowership para duas barcaças de geração flutuante que somam 200 megawatts no estado de Zulia.
Os delegados de paz do Exército de Libertação Nacional (ELN), Silvana Guerrero e Gustavo Martínez, estão vivos e não estavam nos acampamentos atingidos em Apure, na fronteira com a Colômbia, embora a Caracol tivesse noticiado que teriam morrido no bombardeio, segundo fontes no território citadas pelo meio Al Carajo. Ao menos 19 pessoas morreram no ataque do Exército venezuelano a um acampamento do ELN no lado venezuelano da fronteira, segundo a AFP.
A Venezuela instalou na terça-feira um conselho técnico de sete juristas para verificar as credenciais dos candidatos a vagas no Tribunal Supremo de Justiça, na Inspetoria Geral de Tribunais e na Escola Nacional da Magistratura, segundo o Brasil 247.
Uma licença geral do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Tesouro dos Estados Unidos, autoriza a partir de 18 de dezembro de 2026 as transações, os financiamentos e as demais operações com o bônus 2020 de 8,5% da Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) que estariam proibidos pela Ordem Executiva 13835.
A Licença Geral 5AA entrou em vigor em 4 de novembro de 2026 e substituiu integralmente a Licença Geral 5Z, de 16 de setembro. O texto ressalva que a licença não autoriza transações ou atividades proibidas pelas sanções contra a Venezuela nem por outras normas do Título 31 do Código de Regulamentos Federais.
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na terça-feira, em primeira discussão, o projeto de reforma parcial da Lei Constitucional contra o Ódio, por solicitação do Executivo. A reforma troca penas de prisão por multas e trabalho comunitário e cria procedimentos administrativos claros para a aplicação da norma; o texto abandona a palavra “ódio” e passa a se chamar Lei para a Convivência Democrática, a Paz e a Convivência. A deputada opositora Amelia Belisario afirmou que a norma “serviu para perseguir a dissidência”. A organização não governamental Espacio Público alertou que a reforma mantém mecanismos que podem restringir a liberdade de expressão, ao deixar os procedimentos sancionatórios sob o ministério com competência em justiça.
Um ataque contra supostos membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) no estado venezuelano de Apure, perto da fronteira com a Colômbia, teve apoio de inteligência e de drones dos Estados Unidos, segundo quatro funcionários norte-americanos citados pelo New York Times. A operação ocorreu na sexta-feira passada, e um oficial militar venezuelano de alto escalão confirmou o ataque.
A organização não governamental Fundaredes, a primeira a alarmar sobre o caso, contabilizou 23 mortos e número indeterminado de feridos no bombardeio a uma base do ELN usada como centro de distribuição de cocaína, a partir de testemunhos de sobreviventes e de moradores que o Times recolheu. Repórteres locais da Alianza Rebelde Investiga identificaram oito dos mortos, entre eles dois colombianos e quatro mexicanos, com informações do necrotério, do hospital e do cemitério de San Fernando de Apure.
As autoridades venezuelanas contabilizavam até o momento 19 mortos na operação, número menor que o da Fundaredes. O ataque ocorreu depois de os Estados Unidos destituírem Nicolás Maduro pela força e de o governo venezuelano passar ao controle de um governo alinhado a Donald Trump, segundo o Infobae, em texto do New York Times.
O governo de Donald Trump negocia com a Venezuela um acordo que permitiria uma presença militar americana de longo prazo no país, segundo o New York Times, em relato da TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, lidera as negociações do pacto militar, um acordo de status de forças (SOFA, na sigla em inglês), e os detalhes sobre a permanência e as localizações das tropas ficarão para acordos posteriores.
O jornal não define se os Estados Unidos pretendem construir e manter bases próprias no país ou instalar tropas em bases venezuelanas já existentes. Um funcionário não identificado do Departamento de Estado disse que Washington quer ampliar a cooperação de segurança com a Venezuela e que não há conversas sobre bases neste momento.
Os Estados Unidos pediram à Venezuela a libertação dos presos políticos que continuam detidos no país. O secretário de Estado, Marco Rubio, reuniu-se na segunda-feira com o chanceler venezuelano Oliver Blanco, quando pediu a libertação e discutiu reformas para preparar eleições livres e críveis, segundo o Departamento de Estado. Mais de mil presos políticos foram libertados desde que forças dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, em 3 de janeiro, e o levaram a Nova York, onde responde por acusações de narcotráfico e tortura. A organização de direitos dos presos Foro Penal afirma que 322 pessoas seguem detidas. O Departamento de Estado reiterou o compromisso com o plano de três fases de Donald Trump, que prevê estabilização, recuperação econômica e reconciliação política, e transição democrática.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu-se nesta segunda-feira em Washington com o chanceler venezuelano Oliver Blanco para discutir o futuro político do país, quase um ano depois de forças norte-americanas capturarem em Caracas o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. O Departamento de Estado reafirmou o plano trifásico de Donald Trump para a Venezuela – estabilização, recuperação econômica e reconciliação política, e transição democrática.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu nesta segunda-feira, em Washington, o chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, no primeiro encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o ataque militar norte-americano contra o país sul-americano, em 3 de janeiro. O encontro ocorreu duas semanas depois de autoridades venezuelanas e a oposição acordarem um plano para reformar o processo eleitoral do país que permita eleições livres e justas em algum momento de 2027, e o governo de Donald Trump tem pressionado o governo interino e os grupos de oposição a avançar rapidamente nos preparativos eleitorais.
Preso nos Estados Unidos desde 3 de janeiro de 2026, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem ao povo venezuelano no domingo, 1º de novembro, pedindo orações. “Orem por nós e saibam que Cilia e eu estamos com vocês a cada passo do caminho”, diz o texto, que termina com abraços e bênçãos para as famílias na Venezuela e em outros lugares.
As Forças Armadas da Venezuela bombardearam um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN) no estado fronteiriço de Apure, deixando pelo menos 19 mortos, segundo a TRT World, citando a ONG FundaRedes e fontes próximas à operação. O coordenador da FundaRedes, Juan Francisco Garcia, disse à Agence France-Presse (AFP) que nove corpos chegaram a San Fernando e outros dez foram transferidos depois.
O Exército da Venezuela atacou na sexta-feira um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN) dentro do território venezuelano, a primeira vez que o país ataca forças do ELN acampadas em solo próprio, segundo o TRT World. Um funcionário da Organização Não Governamental (ONG) Fundaredes contou ao menos nove corpos no acampamento destruído, disse Tarazona, conforme a reportagem, que divulgou vídeo do local. O TRT World lembrou que a Venezuela foi governada por socialistas por décadas até Nicolás Maduro ser deposto por forças dos Estados Unidos (EUA) em janeiro.
Um bombardeio militar contra o Exército de Libertação Nacional (ELN) deixou várias pessoas mortas na fronteira da Venezuela com a Colômbia, em Apure, informaram a ONG Fundaredes e uma ativista de direitos humanos à agência France Presse, segundo o G1. O diretor da Fundaredes, Javier Tarazona, disse que um coordenador da ONG viu os primeiros nove mortos na ação; para ele, trata-se do “primeiro bombardeio da Venezuela contra o ELN”.
María Corina Machado agradeceu a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por terem aberto a “floodgate to freedom” com a ação de 3 de janeiro, em entrevista coletiva em Caracas, segundo a Al Jazeera. Ela disse que Rubio apresentou uma sequência de eventos que aponta para a realização de eleições presidenciais em 2027, segundo a BBC. Pouco antes das declarações dela, na quinta-feira, Delcy Rodríguez disse que haverá eleições “com o mundo como testemunha”, sem fixar data, segundo a Al Jazeera.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta quinta-feira a militarização temporária de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, diante da onda de violência e assassinatos cometidos por grupos ilegais, cidade que foi cenário nos últimos dias do assassinato de um aspirante a prefeito e de um atentado com explosivos que deixou quatro policiais feridos.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos sugeriram a realização de eleições presidenciais na Venezuela em 2027, segundo o G1.
A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que mandou avaliar ativos não essenciais em mãos do Estado, que podem ser ofertados ao setor privado ou devolvidos a seus antigos donos, em pronunciamento gravado nesta quinta-feira, segundo a CNN en Español. Ela afirmou que a iniciativa já está “avançada” e que “a propriedade privada é um direito protegido garantido pela nossa Constituição”. No mesmo pronunciamento, reiterou que “vai haver eleições, tudo o que manda a nossa Constituição” e disse que a eleição “não deve ser um problema nem nos fazer retroceder a tempos de confrontação que já ninguém quer”.
A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu à Chancelaria e à Procuradoria que iniciem gestões para recuperar o ouro venezuelano retido no Banco da Inglaterra e disse “ya basta de excusas”, citando um acordo para recuperar os ativos, com reservas de cerca de 2 bilhões de dólares ainda congeladas, segundo a EFE.
O juiz federal norte-americano Alvin Hellerstein, responsável pelo processo contra o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, morreu aos 92 anos, confirmou o tribunal federal do distrito sul de Nova York, segundo o Le Monde. O julgamento de Maduro estava previsto para começar em 1º de julho de 2027. Hellerstein era um dos juízes federais mais idosos dos Estados Unidos, e havia questionamentos sobre se ele era o juiz adequado para presidir um julgamento que poderia ser longo por acusações de tráfico de drogas, segundo o South China Morning Post.
Donald Trump exibiu em comício em Corpus Christi um navio-tanque que, segundo ele, carrega um milhão de barris de petróleo venezuelano, chamando o acordo de maior vitória petroleira da história, segundo o jornal britânico The Guardian, e sugeriu que a Venezuela pode vir a ser o 51º estado americano, ainda segundo o jornal. Segundo a Reuters, Trump disse que visitará o navio no Texas com o primeiro petróleo do acordo feito após depor o ex-líder do país.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na segunda-feira que o governo Trump avisou as autoridades interinas da Venezuela “semanas e semanas atrás” que a líder da oposição, María Corina Machado, deveria poder voltar ao país, enquanto a Venezuela avança na preparação das eleições do ano que vem, segundo a AP, em texto publicado pelo Orlando Sentinel. Rubio disse a repórteres em uma ligação que o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, respondeu aos Estados Unidos que Machado estava livre para entrar no país. Machado voltou à Venezuela no fim de semana.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta segunda-feira que o governo interino da Venezuela avisou os Estados Unidos “semanas e semanas” antes que a líder da oposição María Corina Machado pudesse voltar ao país sem interferência, segundo a CBS News. Rubio disse ainda que falou às autoridades interinas que a expectativa dos Estados Unidos era de que ela, venezuelana, tem seu lugar no próprio país.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que María Corina Machado “poderia ter evitado esse show” e que “os aeroportos estão aí”, referindo-se ao retorno da líder opositora, que estava exilada e voltou ao país no domingo (25). Rodríguez afirmou ainda que outros beneficiários da lei de anistia puderam entrar pelas instalações aeroportuárias, segundo o Le Monde. A porta-voz de Machado, Claudia Macero, disse que a opositora está disposta a se sentar à mesa com Rodríguez e com quem for necessário, em público, com transparência e um programa preciso.
María Corina Machado voltou à Venezuela no domingo, de surpresa, depois de quase um ano no exílio, e foi recebida por multidões jubilosas em um desafio direto ao governo interino apoiado pelos Estados Unidos, segundo a AFP.
A aparição dela no país foi a primeira desde dezembro, em uma volta que acontece em meio a dúvidas sobre o futuro democrático da Venezuela, segundo a agência Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour.
A líder oposicionista e laureada com o Nobel María Corina Machado voltou para casa, a um cenário político tenso, depois de mais de 10 meses no exílio, segundo a BBC. Foi o primeiro aparecimento público dela na Venezuela desde dezembro, cerca de um mês antes de os militares dos Estados Unidos deporem o então presidente Nicolás Maduro, segundo a NPR.
Milhares de venezuelanos foram às ruas nesta quinta-feira no primeiro protesto nacional da oposição em quase dois anos, pedindo eleições e mudanças políticas, com presença notavelmente reduzida de forças de segurança. A mobilização foi organizada pelo movimento Vente Venezuela, de María Corina Machado, em Caracas e em outras cidades, entre elas Valencia, Maracay, San Cristóbal e Maracaibo. O governo interino de Delcy Rodríguez e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizem que haverá eleições, mas não marcaram data.
Uma aliança de partidos de oposição da Venezuela confirmou no domingo a exilada laureada com o Nobel da Paz, María Corina Machado, como sua líder, segundo o jornal The Hindu, aumentando a pressão sobre as autoridades interinas para permitir seu retorno. O anúncio ocorre enquanto uma facção da oposição participa de conversas de transição política com o governo interino, após os Estados Unidos deporem o líder de longa data Nicolás Maduro.
Pela primeira vez em 20 anos, Cuba não foi mencionada no discurso de um representante da Venezuela na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o G1. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, disse à Bloomberg que a Venezuela é “um país amigo” e que “aliado é uma palavra muito forte”, segundo o G1.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) denunciou o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e a ex-primeira-dama Cilia Flores por conspiração para tortura, narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes com armas, em denúncia ampliada. Segundo o departamento, a tortura descrita inclui choque elétrico, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, inanição, celas de castigo e tortura psicológica, como ameaças de ferir e matar familiares das vítimas. Maduro e Flores se declararam inocentes das novas acusações na quinta-feira, segundo a ABC News, que relata que a denúncia os acusa de torturar pessoas, inclusive americanos, para se manter no poder.
Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15/10), durante audiência em um tribunal de Manhattan, em Nova York, segundo o Opera Mundi. Os dois foram capturados em Caracas durante uma operação dos Estados Unidos (EUA) em janeiro de 2026 e levados para Nova York.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana no exílio, criticou em entrevista o empresário Alejandro Betancourt, novo parceiro petrolífero de Washington na Venezuela, e o responsabilizou por “corrupção obscena”, segundo o The New York Times. Betancourt fechou um acordo com o governo de Donald Trump para controlar cerca de um quinto das reservas de petróleo da Venezuela.
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, estavam previstos para comparecer nesta quinta-feira a um tribunal federal em Manhattan para responder a acusações criminais recém-apresentadas, segundo a NBC New York. O juiz Alvin K. Hellerstein registrou a declaração de inocência em nome dos dois, informou a Associated Press.
Os preços do petróleo recuaram após a notícia de que o presidente Donald Trump avalia suspender sanções sobre petroleiros da frota sombra usados no transporte de petróleo da Venezuela, da Rússia e do Irã, com o Brent negociado a US$ 104,39 o barril e o West Texas Intermediate (WTI) a US$ 94,02, após o Brent ter superado US$ 106 no início da semana, segundo o OilPrice.
A terceira rodada de conversas entre governo e oposição da Venezuela começou, segundo a TASS; o Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) disse que as delegações fizeram duas rodadas de conversas em Caracas em agosto e setembro, com outra prevista para começar em 14 de outubro e foco em finalizar o processo de seleção da Suprema Corte.
Armas eletromagnéticas da Space Force dos Estados Unidos (EUA) tiveram papel crucial em operações militares na Venezuela e no Irã e incluem o Meadowlands, sistema ofensivo que pode interferir em satélites inimigos e interromper suas comunicações, segundo o Wall Street Journal, citado pelo Jerusalem Post.
O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, retirou as sanções contra Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão da presidente do país, segundo aviso publicado nesta quarta-feira no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e noticiado pela Reuters. Caracas e Washington fecharam um acordo que dá aos Estados Unidos acesso a 17 campos de petróleo, e empresas internacionais de energia se comprometeram separadamente a ampliar projetos, segundo a Reuters.
O governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, entregou aos Estados Unidos (EUA) Álvaro Pulido, nascido na Colômbia, sócio de Álex Saab, que estava detido em Caracas desde 2023, segundo o El País. Pulido deve comparecer nesta terça-feira a um tribunal federal em Miami, onde responde a dois processos criminais de 2019 e 2021. Em um deles, procuradores o acusam, junto com Saab, de lavar cerca de US$ 350 milhões por meio de importações fictícias ligadas a um contrato de habitação social.
O partido da líder da oposição venezuelana María Corina Machado pediu na quinta-feira (8 de outubro) o levantamento imediato da inelegibilidade dela, segundo o Le Monde. Uma ex-magistrada, Bárbara César Siero, disse que dois de seus irmãos e sua cunhada, militares, foram presos em dezembro de 2023 para forçá-la a assinar o documento que declarou Machado inelegível.
Procuradores dos Estados Unidos (EUA) acusaram Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de conspiração para tortura, em acusações tornadas públicas na quinta-feira. As novas acusações somam-se às de narcotráfico e armas já apresentadas, que o casal nega, e relacionam-se à suposta tortura de cidadãos dos EUA detidos na Venezuela enquanto Maduro estava no poder, segundo a BBC.
Procuradores federais dos Estados Unidos (EUA) devem apresentar novas acusações contra Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, por suposta tortura de estadunidenses, segundo a CBS News. As acusações envolvem a tortura de mais de uma dezena de estadunidenses detidos de forma injusta sob o governo Maduro, e outras pessoas podem ser acusadas, segundo a BBC, em texto que cita a CBS. A defesa de Flores, de 69 anos, argumentou que ela tem problemas médicos que não podem ser tratados de forma eficaz na prisão e que poderia viver sob guarda de 24 horas, segundo a Associated Press, em texto publicado pela WPXI.
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e Cilia Flores devem enfrentar novas acusações criminais nos Estados Unidos por suposta tortura de estadunidenses detidos no país sul-americano, disse uma autoridade dos EUA nesta quarta-feira, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Jerusalem Post. O anúncio pode sair já na quinta-feira.
A possibilidade de novas acusações foi primeiro noticiada pela CNN na quarta-feira.
A refinaria de Cardón, na Venezuela, parou após um incêndio, segundo fontes ouvidas pela Reuters. As autoridades conseguiram sufocar e controlar totalmente o incêndio, que começou às 15h25 desta terça-feira, 6 de outubro, segundo o Noticia al Día.
A Venezuela não adotou nenhuma medida formal para exigir a libertação de Maduro e Flores nem para pedir imunidade e evitar que sejam julgados nos Estados Unidos, segundo o El País. Uma audiência foi marcada para 17 de novembro para tratar apenas da imunidade do casal.
O ex-deputado republicano David Rivera foi condenado a 10 anos de prisão federal por lavagem de dinheiro e por atuar como agente estrangeiro não declarado, segundo a BBC. A NBC News informa que o caso envolve uma campanha secreta de lobby de US$ 50 milhões em favor da Venezuela no primeiro governo de Donald Trump. Não há dúvida de que o dinheiro veio do regime de Maduro, segundo a BBC.
Segundo uma investigação do The New York Times, o ouro venezuelano que o governo de Donald Trump levou para os Estados Unidos (EUA) está parado em armazéns porque nenhuma refinaria quer processá-lo. No início de março, o presidente olhou com aprovação para as 10 barras de ouro venezuelano empilhadas na Roosevelt Room, em frente ao Salão Oval, segundo funcionários da Casa Branca. No mesmo dia em que as barras chegaram, o governo emitiu uma política que permitia a importação de ouro venezuelano, com os primeiros embarques saindo de uma mineradora estatal que os EUA ainda classificavam como ameaça à segurança nacional. Todo aquele ouro – centenas de milhões de dólares – segue intocado em armazéns, segundo três pessoas com conhecimento dos embarques.
Centenas de apoiadores de María Corina Machado foram às ruas para exigir seu retorno seguro e eleições presidenciais que poderiam levar a uma transição democrática na Venezuela. Em Caracas, centenas de ativistas de camisa azul-celeste – a cor do partido Vente Venezuela, de Machado – percorreram de moto as principais avenidas no domingo, com atos semelhantes em Valencia, Maracaibo e Mérida, segundo a Al Jazeera. Machado vive no exílio há nove meses e teve planos de retorno frustrados várias vezes; a oposição acusa o governo de bloquear seu retorno, o que as autoridades negam.
As autoridades venezuelanas libertaram na madrugada de sábado um número significativo de presos políticos de vários centros de detenção, segundo o Foro Penal. Entre os libertados está Wilder Vasquez, condenado a cinco anos em 2018 sob a acusação de tramar matar o ex-presidente Nicolás Maduro.
As libertações ocorreram dias após a líder interina do país se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, segundo a BBC.
O grupo de direitos humanos Justicia, Encuentro y Perdón (JEP) afirmou que 39 dissidentes políticos foram libertados entre sexta-feira e sábado, 25 e 26 de setembro de 2026, de várias prisões, entre eles oito mulheres acusadas de “narcoterrorismo” em 2021, segundo a Al Jazeera. As libertações ocorreram após a segunda rodada de negociações, na sexta, entre o governo da presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, e a oposição, realizada com aval dos Estados Unidos desde a remoção militar de Maduro em janeiro de 2026. O grupo Foro Penal contabilizava 344 pessoas classificadas como presos políticos em 18 de setembro de 2026, ante 391 em 10 de agosto de 2026.
Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu a Donald Trump pela disposição de “retomar o caminho das relações diplomáticas e da cooperação com a Venezuela”, elogiou o acordo petrolífero com Washington e anunciou que o país fará eleições, sem prazo definido, sem mencionar Nicolás Maduro, segundo a coluna de Sandra Cohen, no G1, que descreve a fala de 18 minutos como a ruptura com a retórica bolivariana que, em 2019, a levava a exaltar Maduro e a atacar Trump no mesmo púlpito.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, tentou voltar à Venezuela três vezes em 24 horas e não conseguiu entrar no país, segundo o The Straits Times, que publica reportagem da Bloomberg, e a Deutsche Welle. Ela partiu do Panamá, onde está exilada, e as tentativas incluíram um barco e voos para as ilhas caribenhas de Aruba e Curaçao, de onde seguiria por mar, segundo a Bloomberg.
O partido Vente Venezuela confirmou que a tentativa foi frustrada e não identificou quem a impediu, segundo a Deutsche Welle. Pedro Urruchurtu, assessor de Machado, disse nas redes sociais que as últimas tentativas por mar e por ar estão entre sete tentativas fracassadas de retorno desde que ela deixou o país clandestinamente, há nove meses, segundo a Reuters.
A maior coalizão de oposição, a Plataforma Unitaria Democrática (PUD), exigiu respeito ao direito de Machado de voltar ao país e manifestou “firme solidariedade” a ela, segundo a Deutsche Welle. O governo venezuelano considera Machado foragida e a acusa de convocar intervenção militar contra o país, segundo a Agence France-Presse (AFP). As tentativas ocorreram no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no primeiro encontro dos dois desde a operação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro, em janeiro, segundo o G1, que citou a Reuters e a Agence France-Presse (AFP). A conversa ocorreu à margem de uma recepção oferecida por Trump a líderes estrangeiros durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); a delegação venezuelana, que inclui o ministro do Petróleo e representantes da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), tenta apresentar o país como destino de investimento em energia, mineração e dívida pública. Trump voltou a chamar Maduro de “ditador fora da lei” e citou o acordo petrolífero fechado com Caracas no mês passado, que descreveu como “talvez o maior acordo já feito”.
No mesmo dia, o partido Vente Venezuela informou que a líder opositora María Corina Machado, prêmio Nobel da Paz de 2025, tentou voltar ao país três vezes nas horas anteriores – de barco, desde o Panamá, e em voos para Aruba e Curaçao – e teve os três deslocamentos impedidos, o que soma sete tentativas frustradas, segundo a agência espanhola EFE, em texto reproduzido pelo ABC Color, e a correspondente da NTN24. Machado está na Cidade do Panamá desde que deixou a Venezuela, em dezembro de 2025, para receber o prêmio na Noruega.
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, trabalha para obter aprovação de um empréstimo de US$ 2,5 bilhões à Venezuela e enfrenta resistência de parte do conselho da instituição, segundo duas fontes a par do assunto ouvidas pela Reuters. Conselheiros manifestaram preocupação com um crédito a Caracas sem o trabalho paralelo de outros credores multilaterais que garanta a capacidade de pagamento do país, embora reconheçam os benefícios de reengajar a Venezuela, disse uma das fontes. O BID não concede novos empréstimos ao país desde maio de 2018, quando a Venezuela deixou de pagar, e Caracas acumula mais de US$ 2 bilhões em principal e juros vencidos com o banco. A operação se enquadraria no mecanismo de Empréstimo para o Desenvolvimento Especial (SDL), que no caso venezuelano está limitado a US$ 500 milhões pelas regras da casa, e exigiria uma dispensa de tamanho e outra pela ausência de um programa vigente com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Qualquer proposta precisa do aval do conselho executivo de 14 membros do BID, no qual os Estados Unidos detêm 30% dos votos, seguidos por Argentina e Brasil, com 11,35% cada. Goldfajn disse à Reuters na segunda-feira, 21 de setembro, que o BID prepara uma “nota de engajamento” com a Venezuela, plano de curto prazo que costuma anteceder novos empréstimos. O banco não comentou, e o governo venezuelano não respondeu ao pedido de comentário.
Cerca de 50 opositores protestaram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Caracas contra a participação da presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O ex-governador Andrés Velásquez, do partido La Causa R, disse que Rodríguez “não representa a Venezuela” e que o único ponto de interesse para os venezuelanos na reunião dela com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é a definição da data das eleições presidenciais, segundo a agência EFE e a Agence France-Presse (AFP). Os manifestantes exibiram faixas em espanhol e inglês contra Rodríguez e contra o que chamam de tutela dos Estados Unidos sobre o país.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou a deportação do venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Austin, no Texas, no domingo, 20 de setembro de 2026, e que segue detido com um projétil alojado nas costas, segundo a advogada dele. A ordem do juiz Orlando L. Garcia, do tribunal federal de San Antonio, manda o diretor do Centro de Processamento do ICE do Sul do Texas, Bobby Thompson, apresentar Garcés Pérez em audiência em 30 de setembro de 2026, e foi assinada na segunda-feira, 21 de setembro, segundo a KXAN. Como a presença dele é obrigatória, a remoção não pode ocorrer antes da audiência, disse a advogada Kate Lincoln-Goldfinch, que entrou com ação federal pedindo a suspensão da deportação e a libertação do cliente, segundo a BBC. O promotor distrital do condado de Travis, José Garza, escreveu ao secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, e ao diretor do ICE, David Venturella, pedindo que a remoção seja suspensa enquanto durar a investigação do tiroteio, porque Garcés Pérez é testemunha central do caso, segundo a Fox News. O congressista Joaquin Castro pediu a soltura dele.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os cartéis de droga são “o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental” e defendeu que sejam “mortos, exilados ou detidos como combatentes inimigos, sem possibilidade de libertação”, segundo a Reuters. Ele falou antes de uma reunião com líderes e chanceleres do Escudo das Américas, coalizão anti-cartel lançada pelo seu governo em março e integrada por governos latino-americanos alinhados a Washington; Brasil e México não participam.
Trump citou a operação que capturou Nicolás Maduro na Venezuela e o acordo de petróleo com o governo interino como prova de que Washington “não permitirá mais que ameaças à América se instalem em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental” e que usará a sua “força militar sem igual” se necessário, e disse que o México “tem de retomar o controle do seu território diante dos inimigos da humanidade”. A G1 registrou que ele pediu aos membros do grupo que classifiquem formalmente as facções narcotraficantes como “ameaças comuns à estabilidade” e apliquem sanções. Desde o fim de 2025, os Estados Unidos fizeram dezenas de ataques a barcos no Caribe e no Pacífico leste que, segundo organizações de direitos humanos, mataram mais de 220 pessoas e equivalem a execuções extrajudiciais.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, chegou a Nova York na segunda-feira, 21 de setembro, para a Assembleia Geral da ONU e se reúne nesta terça-feira, 22, com Donald Trump, à margem de uma recepção oferecida pelo presidente dos Estados Unidos, segundo a Reuters. É a primeira viagem dela aos Estados Unidos desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2026, sob supervisão de Washington, depois que uma operação militar dos Estados Unidos capturou Nicolás Maduro, que aguarda julgamento por tráfico de drogas em Nova York. A delegação começou a discutir energia, dívida e mineração com contrapartes nos Estados Unidos, conversas que devem levar a acordos dentro do plano de Trump de reconstruir os setores-chave do país, segundo a Reuters, que citou autoridades e fontes. Ela se reuniu com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, e, em encontros separados, com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. O BID prepara um plano de engajamento de dois anos para a Venezuela, com foco em eletricidade e proteção social, segundo Goldfajn à Reuters. Em agosto de 2026, os dois governos anunciaram um acordo de petróleo que dá aos Estados Unidos 55% da produção de uma nova empresa com direitos sobre 17 campos, segundo a Associated Press (AP).
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prepara um plano de engajamento de dois anos com a Venezuela, com foco em energia elétrica e proteção social, disse nesta segunda-feira o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, em entrevista à Reuters. “Estamos, claro, nos reengajando”, afirmou; segundo ele, o banco mantém missões na Venezuela para analisar o quadro macroeconômico e os dados e montar uma nota de engajamento com o que pretende fazer nos próximos dois anos. O BID, maior credor de desenvolvimento da América Latina e do Caribe, com 48 países-membros, deixou de conceder novos empréstimos à Venezuela em maio de 2018, depois de o país atrasar pagamentos, e ainda tem cerca de US$ 2 bilhões em créditos a receber. Goldfajn não disse como os atrasados seriam tratados nem quando o financiamento poderia ser retomado, e afirmou que o banco se concentra no quadro macroeconômico e nas necessidades de cada setor, e não numa análise própria de sustentabilidade da dívida.