Premiê do Líbano adverte contra nova guerra enquanto Israel mata no sul
Nawaf Salam disse que a decisão de guerra e paz cabe ao Estado, no dia em que um drone israelense matou uma pessoa em Qabrikha e as negociações com Israel seguem paradas.
Matérias e notas em que Líbano é ator central.
Nawaf Salam disse que a decisão de guerra e paz cabe ao Estado, no dia em que um drone israelense matou uma pessoa em Qabrikha e as negociações com Israel seguem paradas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) declarou persona non grata o cônsul-geral do Líbano em Detroit, Ibrahim Sharara, por publicações em redes sociais atribuídas a ele que elogiavam o atentado de 1983 contra o quartel dos fuzileiros navais dos EUA em Beirute, que matou 241 militares norte-americanos. Em post de 2021, Sharara teria escrito que “a resistência heroica encerrou a ocupação militar norte-americana [do Líbano] em um único golpe”. A embaixada do Líbano em Washington recebeu notificação formal da decisão do governo Trump, segundo a imprensa libanesa.
Imagens de satélite analisadas pela Al Jazeera mostram uma rede de estradas e postos militares israelenses que se estende por cerca de 90 km no sul do Líbano, o que alimenta temores de uma presença militar prolongada na região.
As Forças de Segurança Interna da Síria anunciaram a prisão de duas pessoas suspeitas de ligação com o Hezbollah por um plano de ataque à refinaria de petróleo de Homs, no centro do país, e afirmaram ter apreendido explosivos destinados à operação. O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e afirmou não ter presença nem vínculos organizacionais ou operacionais em território sírio. O anúncio sírio foi feito na terça-feira, um dia depois da visita a Damasco de uma delegação ministerial libanesa chefiada pelo vice-premiê Tarek Mitri. A reportagem é do The Media Line, publicada pelo Jerusalem Post, e afirma não ter conseguido verificar de forma independente as evidências apresentadas pelas autoridades sírias contra os detidos.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a primeira opção do país é renovar o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que, se isso for impossível, Beirute deve buscar um arranjo legal alternativo para manter outra força internacional no sul ao lado do Exército. Aoun disse que Israel rejeita a presença da UNIFIL e pressiona por sua retirada. A declaração foi feita ao receber em Baabda uma delegação parlamentar que lhe entregou uma carta assinada por 86 deputados ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a renovação do mandato. Criada em 1978, a UNIFIL teve o papel ampliado após a guerra de 2006 e monitora a cessação das hostilidades, patrulha a Linha Azul e coordena-se com o Exército libanês sob a Resolução 1701.
As forças israelenses realizaram ataques no sul do Líbano e no sul da Síria, com bombardeios relatados nos dois países. No Líbano, bombardearam o município de al-Tayri, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Na Síria, dispararam um projétil de artilharia contra terras agrícolas perto da aldeia de al-Samdaniyah al-Sharqiyah, no campo de Quneitra, segundo a emissora estatal Al-Ikhbariya.
Moradores de áreas do sul do Líbano já atingidas por ataques israelenses preparam bagagens, remédios extras e estoques de comida diante do medo de uma nova escalada. Aya contou que a família separou remédios adicionais para os avós, caso uma nova rodada de conflito dificulte obtê-los, e outros moradores preparam malas, comida extra e mantêm os aparelhos eletrônicos carregados para o caso de os ataques recomeçarem. Israel matou cerca de 9 mil pessoas no Líbano desde outubro de 2023, sobretudo nas escaladas do outono de 2024 e em março e abril de 2026, segundo o Ministério da Saúde libanês. Israel ocupa até 10 quilômetros de território libanês, onde estabeleceu a chamada “Linha Amarela”.
Forças israelenses atingiram a cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, segundo a Al Jazeera, em registro do Middle East Eye. Antes, as forças israelenses atacaram a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa.
O mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) termina em 31 de dezembro de 2026, e a missão iniciará então um processo ordenado de redução e retirada, por decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A UNIFIL confirmou, em texto republicado pelo Times of Israel, que peacekeepers de 45 países seguem em operações diárias no sul do Líbano até lá. O Conselho de Segurança discute opções para o período posterior, incluindo monitoramento e relatos ao longo da Linha Azul, e a decisão sobre os arranjos futuros cabe ao Conselho.
Um ataque israelense com drone em Qabrikha, fora da zona-tampão no sul do Líbano, atingiu uma motocicleta e matou uma pessoa e feriu outra, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirmou que atingiu dois suspeitos que “observavam” tropas israelenses, para “remover uma ameaça”, no primeiro ataque aéreo no sul em semanas, e o morto foi identificado pela mídia libanesa como Muhammad Nasser Yousef, paramédico dos Risala Scouts, do movimento Amal.
Ataques aéreos israelenses e fogo de artilharia atingiram os arredores da cidade de Aita al-Jabal, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, segundo a agência nacional de notícias libanesa. Forças israelenses também abriram fogo de metralhadora na entrada de Kunin, na mesma região.
A França abriu uma investigação judicial a partir de uma denúncia por crimes de guerra contra um ataque israelense a um prédio residencial no Líbano, segundo a advogada da parte, Clemence Bectarte, em relato à AFP. O artista franco-libanês Ali Cherri, cujos pais morreram no ataque a Beirute em 2024, apresentou a denúncia como parte civil neste ano com a Federação Internacional de Direitos Humanos. A unidade de crimes contra a humanidade do Tribunal de Paris nomeou dois juízes de instrução para o caso, decisão que a advogada classificou como “uma primeira vez”.
O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammad Haidar, indicado pelo Hezbollah, visitou a Síria na segunda-feira com outros três ministros libaneses, a primeira vez que um integrante do grupo é formalmente recebido em Damasco desde a queda de Assad. A delegação, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Tarek Mitri, discutiu o retorno de refugiados, segurança de fronteira, educação e cooperação bilateral. Haidar afirmou que a viagem é trabalho ministerial e não tem vínculo partidário.
A Justiça francesa abriu uma investigação judicial sobre uma denúncia de crimes de guerra relativa a um ataque israelense a um prédio residencial no Líbano, segundo uma advogada ouvida pela AFP nesta terça-feira. A unidade de crimes contra a humanidade do Tribunal Judicial de Paris nomeou dois juízes de instrução para o caso, movimento que a advogada classificou como uma primeira vez. A denúncia, vista pela AFP, trata do bombardeio de 26 de novembro de 2024 que matou sete civis, entre eles os pais de Cherri, de 87 e 77 anos, em um edifício de 12 andares no centro de Beirute; três andares foram destruídos.
Israel pediu ao governo libanês que desdobre tropas para montar bloqueios em áreas onde vivem integrantes do Hezbollah, para impedir que o grupo entre em uma nova guerra com o Irã, segundo uma emissora israelense citada pelo Times of Israel. O pedido foi transmitido por mediadores americanos, com o aviso de que os combates no Líbano voltarão a acontecer se o Hezbollah atacar Israel.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), criada em 1978, tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e mandato até 31 de dezembro de 2026, com a saída do contingente prevista ao longo do ano seguinte e entrega gradual das posições ao Exército libanês, segundo a RT. A decisão de encerrar a missão seguiu-se à pressão de Estados Unidos e Israel, que acusam a força de não conter o Hezbollah, e um morador do sul do país disse à RT que a UNIFIL não cumpriu o papel de proteger a população local, mas alertou que a ausência dos capacetes criaria um “vácuo de segurança” que Israel buscaria explorar.
O ministro da Agricultura do Líbano, Nizar Hani, disse que os ataques israelenses causaram mais de US$ 1 bilhão em perdas agrícolas no país e danificaram quase um quarto das terras agrícolas, cerca de 56 mil hectares. Segundo o ministro, a área agrícola danificada acumulada chegou a 49.564 hectares, cerca de 22% das terras, concentrada no Sul e em Nabatieh.
Bombardeios de artilharia israelense atingiram Sarbine, Al-Mansouri, Kafr Tibnit, Al-Qantara, Beit Yahoun, Bani Hayyan e Al-Qusair, no sul do Líbano, segundo fontes de campo. As forças israelenses também provocaram uma explosão na cidade de Ainatha, segundo a agência libanesa de notícias.
O padre católico Samir Daou foi assassinado em casa e esfaqueado mais de 20 vezes, tendo seus pertences pessoais roubados, entre eles carteira, carro e roupas, segundo o Jerusalem Post. A família encontrou o corpo na casa que ele possuía em Ain Jrain, no distrito de Jbeil, com sinais visíveis de sangue, informou o L'Orient Today. O crime provocou revolta sectária e pedidos de deportação de sírios, segundo relatos da mídia libanesa.
Um tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas ligadas ao Hezbollah por tráfico de explosivos, em meio à pressão crescente sobre o grupo apoiado pelo Irã para que se desarme, segundo a Al Jazeera. O veículo apreendido carregava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, de acordo com autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu que a carga era sua e afirmou que se destinava a ser usada contra Israel, que continua a ocupar grandes partes do sul do Líbano.
O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.
Um tribunal militar do Líbano acusou 13 pessoas que, segundo ele, têm ligação com o Hezbollah por tráfico de explosivos. Os acusados respondem por crimes que incluem porte de armas, atentado à segurança do Estado e formação de associação ilegal, informou a mídia estatal libanesa. O veículo apreendido no posto de Dahr al-Baydar levava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu depois que os explosivos pertenciam ao grupo e afirmou que se destinavam ao uso contra forças israelenses no sul do Líbano, segundo o Arab News.
Tropas israelenses intensificaram os ataques no sul do Líbano, explodindo casas e outras estruturas e fazendo bombardeio de artilharia e fogo de metralhadora em várias áreas, segundo a agência nacional libanesa NNA, citada pela TRT World. As forças israelenses fizeram fogo extensivo de metralhadora sobre as cidades de Khiam e Qantara e incendiaram casas em Qantara, segundo a NNA. Na quarta-feira, forças israelenses escavaram com trator, bombardearam e demoliram casas no sul do Líbano, com drones sobre Beirute e seus subúrbios ao sul, na mais recente violação do acordo-quadro mediado pelos EUA, segundo a NNA, conforme a agência Anadolu.
Um juiz do tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas por causa de um caminhão com explosivos do Hezbollah apreendido no início deste mês, segundo a mídia estatal. Dois dos acusados foram presos na apreensão e estão detidos; os demais seguem foragidos e foram indiciados à revelia, cinco deles identificados apenas por apelidos. O caminhão foi parado em uma blitz na rodovia que liga Beirute ao Vale do Bekaa, no leste do país, e levava 780 kg de explosivos, incluindo 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta quinta-feira que não houve progresso nos temas centrais das conversas com Israel – cessar-fogo, retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI), demarcação da fronteira no sul do Líbano e libertação de prisioneiros –, uma semana depois da última rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos, segundo o Times of Israel.
Aeronaves israelenses voaram em baixa altitude e lançaram balões térmicos sobre o sul do Líbano na quarta-feira, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. O exército libanês já havia advertido que esses balões representam ameaça aos cidadãos por conterem material explosivo e incendiário, e orienta os moradores a não se aproximar nem tocar nos artefatos, que podem explodir.
O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou nesta quarta-feira os pedidos de desarmamento do grupo libanês previstos no acordo-quadro de junho mediado pelos Estados Unidos com Israel, segundo o Middle East Eye. “A resistência continua e enfrentará qualquer agressão contra ela; não há espaço para discussão sobre a entrega de suas armas”, disse Qassem em pronunciamento, conforme o veículo.
A artilharia israelense bombardeava a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro, no sul do Líbano, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, em relato divulgado pelo Middle East Eye.
Os governos de Joe Biden e de Donald Trump pediram várias vezes à SpaceX que ligasse ou desligasse o Starlink em diferentes países, segundo o Jerusalem Post. Sob Biden, os pedidos incluíram desligar o serviço para impedir que milícias aliadas do Irã no Iêmen e no Líbano o usassem para se comunicar, e ativá-lo para levar internet ao Irã e à Ucrânia em apoio ao Exército ucraniano. O governo Trump também discutiu com Musk e a SpaceX levar terminais ao Irã depois dos ataques dos EUA e de Israel ao país em junho de 2025 e outra vez em fevereiro de 2026, segundo o Times of Israel.
Israel realizou uma série de ataques aéreos e explosões em várias áreas do sul do Líbano na quarta-feira, segundo a agência estatal libanesa National News Agency (NNA), citada pelo Middle East Eye.
O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.
É provável que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) comece a se retirar da zona da chamada Linha Azul, patrulhada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 31 de dezembro de 2026. A missão tem 7.565 capacetes-azuis de 46 países, segundo a DW. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou para a necessidade de “evitar o vácuo que a retirada da UNIFIL poderia criar, caso ela ocorresse sem acordo sobre uma nova força internacional que a substitua”.
Um juiz libanês intimou dois dirigentes do Hezbollah por causa de uma carga de explosivos apreendida, e as agências de segurança do país trabalham para localizá-los e detê-los, segundo um funcionário judicial citado pelo Times of Israel, depois que o Hezbollah admitiu que os explosivos eram do grupo.
O Líbano rejeita propostas apoiadas pelos Estados Unidos (EUA) para que suas tropas coordenem diretamente com o Exército israelense, segundo o The National, antes da rodada de terça-feira na Flórida – autoridades libanesas descrevem as conversas como técnicas, para repetir o pedido de retirada total israelense do sul, segundo o mesmo veículo.
Uma minuta vista pela Reuters prevê que o Catar construa duas usinas a gás em três anos e que a QatarEnergy forneça o combustível sob um contrato de gás natural liquefeito (GNL) de 20 anos, com financiamento privado no lugar de dinheiro público libanês, segundo o OilPrice. O programa inclui duas usinas de ciclo combinado de 825 megawatts, uma em Deir Ammar, no norte, e outra em Zahrani, no sul.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou no fim de semana que as tropas não vão sair das áreas que controlam no sul do Líbano e ameaçou avançar até Nabatieh e até o rio Litani em caso de novos ataques do Hezbollah. Katz alegou que mais de 60 vilarejos e 23 mil casas foram destruídos em uma área de cerca de 700 km² sob controle israelense e que cerca de 200 mil moradores foram deslocados, segundo a RT.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse ao chanceler francês Jean-Noël Barrot que, caso se mostre impossível estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), o país acolhe qualquer arranjo que garanta uma presença internacional no sul, evite um vácuo e não coloque o exército libanês em contato direto com o exército israelense, segundo o Times of Israel. A visita de dois dias de Barrot a Beirute teve como tema mecanismos de presença internacional no sul, palco de repetidos conflitos entre Israel e o Hezbollah.
O chanceler do Irã manifestou apoio ao direito do Líbano de defender sua soberania e sua segurança nacional contra a agressão israelense, em reunião com o chanceler libanês em Bagdá, segundo a agência iraniana Mehr News.
O Líbano enviará uma delegação militar a uma reunião trilateral com Israel mediada pelos Estados Unidos, em Tampa, na Flórida, na terça-feira, disse o presidente Joseph Aoun no sábado. Em comunicado da presidência, Aoun disse que a delegação apresentará a exigência libanesa de fim da escalada israelense e defenderá resultados alinhados ao acordo-quadro mediado pelos EUA alcançado em junho. Aoun também pediu que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) seja prorrogado até 2027.
Aoun garantiu a Rubio que as forças de segurança libanesas cumprem integralmente o dever de confiscar armas ilícitas no país, segundo a Al Jazeera. Na ligação de quinta-feira, estava em pauta um caminhão com 780 kg de explosivos interceptado na rodovia entre Beirute e o vale do Bekaa, carga que o parlamentar do Hezbollah Hassan Fadlallah reconheceu como ligada ao grupo e disse destinar-se a operações contra Israel.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, telefonou nesta quinta-feira ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, e tratou da apreensão de centenas de quilos de explosivos do Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. Rubio pediu que Aoun responsabilize quem ordenou, financiou e dirigiu o envio e disse que devolver os explosivos ao Hezbollah “está fora de questão”. Aoun pediu a Rubio que pressione Israel a interromper os ataques ao sul do Líbano, segundo a Presidência libanesa, em nota no X citada pelo Middle East Eye.
O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar mais território no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do rio Litani, caso o Hezbollah se una a um ataque do Irã, durante uma visita à zona-tampão das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Se o Hezbollah se juntar ao Irã em um ataque a Israel, receberá um golpe pesado e perderá território adicional no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do Litani, que se tornarão parte de uma zona de segurança israelense permanente – a IDF está preparada para lançar uma invasão ampliada”, disse. Katz afirmou ainda que “mais de 1 milhão de xiitas ficarão deslocados no Líbano”.
A artilharia israelense atingiu Mansouri e Majdal Zoun no setor oeste do sul do Líbano, segundo a agência estatal libanesa NNA em texto republicado pela Anadolu Ajansı. Bombardeios também atingiram os arredores de Haddatha, Baraachit, Shaqra e Wadi al-Salouqi, além da área de Al-Araish entre Haris e Haddatha, sem relatos imediatos de vítimas ou danos.
Forças libanesas apreenderam 500 quilos de explosivos com bolas de metal e pregos em um veículo em um posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, e prenderam duas pessoas ligadas ao Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. O ministro da Justiça do Líbano questionou se os explosivos eram para uso interno ou para criar novos pretextos para arrastar o Líbano a novas guerras, segundo a MTV Lebanon, citada pelo Jerusalem Post. O Hezbollah anunciou nesta terça-feira compensação de US$ 14 mil para deslocados, e deputados libaneses passaram a questionar a origem dos fundos.
Fontes disseram ao veículo libanês Al-Modon que o Hezbollah aproveitou o período de cessar-fogo estendido para reconstruir capacidades militares no sul do Líbano, ao sul e ao norte do rio Litani, segundo o The Jerusalem Post. As mesmas fontes ligam a reconstrução à apreensão de um caminhão com centenas de quilos de explosivos, incluindo TNT e C4, e dizem que o grupo usa esse material em drones de visão em primeira pessoa (FPV), cuja carga passou de 2,5 kg para 4 a 6 kg.
Uma explosão causada por um artefato não detonado no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, feriu cerca de 20 pessoas, segundo a Al Jazeera. O Magen David Adom informou que atendia oito feridos em estado grave e moderado, além de outros em estado leve, após a explosão que a polícia disse ter ocorrido perto da comunidade de Neot Mordechai. O Jerusalem Post relatou 12 feridos, incluindo dois em estado grave, em um balanço inicial.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) adotaram na segunda-feira a decisão que cria uma nova missão de apoio no Líbano, para assessorar as forças militares e de segurança interna do país, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Conforme o Conselho da UE, a missão terá mandato inicial de três anos. A missão vai assessorar e assistir as Forças Armadas Libanesas e as Forças de Segurança Interna a reforçar o controle territorial, a segurança de fronteiras e a segurança interna, afirmou Kaja Kallas, em declarações citadas pela Anadolu e reproduzidas pelo Middle East Monitor. Kallas disse que a missão não substitui a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que não pode haver vácuo de segurança quando a UNIFIL deixar o Líbano.
Um soldado libanês reformado morreu no domingo por fogo de artilharia israelense enquanto cuidava da terra durante a colheita anual de azeitonas no sul do Líbano, segundo o Exército libanês. O Exército libanês o identificou como Ali Abdul Hassan Sweidan e disse que ele foi alvejado diretamente enquanto inspecionava sua propriedade em Yater, no distrito de Bint Jbeil.
O Ministério da Saúde do Líbano disse, segundo a TASS, que o total de mortos desde o início da escalada armada, em 2 de março, subiu a 4.387, com 12.424 feridos. No sul do país, dois homens morreram no distrito de Bint Jbeil durante a colheita anual de azeitonas, e o Exército libanês atribuiu as mortes a fogo de tanque israelense e chamou os ataques de violação flagrante dos acordos vigentes, segundo a mídia estatal libanesa e autoridades locais.
As forças libanesas apreenderam centenas de quilos de explosivos de um veículo num posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, no fim da semana passada, segundo o The Jerusalem Post. Uma fonte judicial disse à Agence France-Presse (AFP) que foram 250 kg de explosivos do tipo TNT e 250 kg de C4, e que um dos suspeitos é filho de um dirigente do Hezbollah. O ministro da Justiça do Líbano afirmou que o desarmamento de armas ilegais é um caminho irreversível e vai acelerar, segundo o jornal.
O Conselho para uma América Segura classificou o Kuwait como o país do Oriente Médio mais provável a aderir aos Acordos de Abraão, seguido pelo Líbano e pela Síria, segundo o Jerusalem Post, em texto do Media Line. O relatório “Expansion Opportunities: Middle East Analysis”, de 8 de outubro, avaliou nove países de maioria muçulmana sem relações diplomáticas formais com Israel. O Líbano ficou em segundo lugar após assinar em junho o “Acordo-Quadro Trilateral” mediado pelos Estados Unidos; a Síria, em terceiro, após conversas aceleradas no pós-Assad.
Caças israelenses realizaram dois ataques aéreos contra a vila de Mansouri, no sul do Líbano, segundo a Mehr News Agency, que descreve a ação como uma violação do cessar-fogo.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) investigam uma possível intrusão terrestre ou aérea no norte de Israel, informou a Rádio do Exército, segundo o The Jerusalem Post, com o Comando do Norte instalando postos de controle na área. O alerta anterior de infiltração de aeronave hostil ocorreu na área de Arab al-Aramshe, por suspeita de drone lançado do Líbano.
Um ataque israelense feriu seis pessoas no nordeste do Líbano na sexta-feira, perto da fronteira com a Síria, e Israel disse ter como alvo um “terrorista sírio” que planejava ataques contra Israel. O exército israelense afirmou ter atingido Yusuf Ali al-Hassoun, que, segundo Tel Aviv, operava sob direção do regime iraniano.
A União Europeia apoia prorrogar o mandato da UNIFIL, a força de paz da ONU no sul do Líbano, disse na quinta-feira a chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, segundo a AFP, em texto publicado pelo Türkiye Today. Kallas disse esperar que os chanceleres da UE estabeleçam formalmente a nova missão na segunda-feira, 12 de outubro. A nova missão militar da UE no Líbano deve ter um componente permanente de cerca de 100 militares, segundo o Rapporteur.
O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira a morte do capitão Eliav Haim Tzapalamus, 21 anos, de Haifa, oficial de engenharia de combate do 603º Batalhão da 7ª Brigada, no sul do Líbano, segundo o Jerusalem Post. Segundo a corporação, ele morreu quando um Humvee capotou durante atividade operacional no setor do Litani. Três outros soldados ficaram levemente feridos, foram evacuados a hospital e as famílias foram notificadas.
O general sírio Bassam al-Hassan, que dirigiu o programa de armas químicas da Síria e foi assessor sênior do ex-presidente Bashar al-Assad, vive no Líbano sob proteção dos Estados Unidos (EUA) desde a queda do governo Assad, no fim de 2024, segundo investigação conjunta da National Public Radio (NPR) e da British Broadcasting Corporation (BBC) divulgada nesta quinta-feira, por ter fornecido informações sobre o sequestro do jornalista norte-americano Austin Tice.
Bassam al-Hassan é financiado e protegido por autoridades estadunidenses e libanesas, segundo investigação da BBC. A ele foram oferecidos residência, proteção e ajuda com necessidades de vida em troca de informações, sobretudo sobre o jornalista Austin Tice. Autoridades de dois ramos do novo governo sírio disseram à BBC querer Hassan de volta para julgamento, mas que as autoridades americanas querem mantê-lo no Líbano.
Membros do Hezbollah seguem presentes nas zonas-piloto de Froun, Srifa e Zawtar al-Gharbiyah, ao sul de Nabatiya, se passando por civis, segundo a KAN, em relato do Jerusalem Post. Autoridades israelenses afirmam que o programa-piloto – em que tropas israelenses se retirariam para as Forças Armadas Libanesas assumirem as operações contra o Hezbollah – fracassou, segundo o Jerusalem Post.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) disse que uma de suas posições perto de Kfar Shouba, na Linha Azul, no setor leste, foi atingida por disparos de armas leves na manhã do dia 7, e que não houve mortos nem feridos. A força de paz afirmou que os tiros atingiram um posto na fronteira israelense, segundo a Al Jazeera.
O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, declarou que a libertação do sul do Líbano está à vista e que as forças israelenses não conseguirão manter o que chamou de ocupação ilegal, independentemente do tempo, segundo a Tehran Times. O general iraniano Ali Abdollahi afirmou que o 7 de outubro transformou a estratégia defensiva da Frente de Resistência em ofensiva e acelerou o declínio do que chamou de regime sionista usurpador.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse neste domingo que o Líbano quer um novo capítulo nas relações com o Irã, baseado em respeito mútuo e não-interferência, segundo o Middle East Eye. Salam afirmou ter aceitado uma reunião pedida pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e que prefere que o Irã nomeie um novo embaixador.
Ataques aéreos israelenses atingiram duas áreas no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera. Os ataques miraram a área de Wadi al-Hujair e os arredores da cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, sem vítimas relatadas até o momento.
A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.
A artilharia israelense atingiu a cidade de Al-Khiam, no sudeste do Líbano, segundo a agência estatal de notícias do país, em texto republicado pelo Dawn. Uma explosão também foi ouvida na cidade de Houla, perto da fronteira com Israel, no sudeste do país, segundo a Al Jazeera.
Cerca de 400 presos da prisão de Roumieh entraram em greve de fome em 12 de setembro contra a suspensão da lei de anistia geral, segundo a Al Jazeera. O advogado Mohammed Sablouh disse à Al Jazeera que cerca de 400 presos estão em greve há mais de duas semanas e ambulâncias entram diariamente para socorrê-los porque a situação é grave. A aplicação da lei foi suspensa em 10 de setembro após recurso ao Conselho Constitucional que busca derrubar a lei](https://english.ahram.org.eg/UI/Front/Inner.aspx?NewsContentID=577371), segundo a Ahram Online.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou na terça-feira que ataques israelenses em curso destruíram casas e poços e romperam partes da rede de água na localidade de Mansouri, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye.
O Exército de Israel provocou uma grande explosão na aldeia de Mansouri, distrito de Tiro, no sul do Líbano, na segunda-feira, segundo a Arab News, que cita a mídia estatal libanesa e correspondentes da Agence France-Presse (AFP). A agência estatal libanesa Agência Nacional de Notícias (NNA) atribuiu a explosão às forças de ocupação israelenses, segundo a mesma reportagem. O Exército israelense disse ter concluído a operação em Mansouri, onde desmantelou mais de 600 estruturas e oito rotas subterrâneas, segundo a Arab News.
O sul do Líbano sofreu uma série de ataques aéreos israelenses na madrugada de segunda-feira, com ataques terrestres e explosões, segundo a Mehr News Agency. Caças israelenses bombardearam áreas de Mifdoun, Kfar Tebnit, Mansouri, Haddatha, Haris, Khiam, Mays al-Jabal, Qantara e Wadi Zebqin, ainda segundo a agência. Uma grande coluna de fumaça foi registrada após um ataque relatado em Bint Jbeil, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye.
O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.
Os caças israelenses retomaram no sábado os ataques contra áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani, segundo a TASS, que cita o portal Janoubia. Os ataques aéreos miraram abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud. Segundo a Mehr News, o sul do Líbano registrou nas últimas horas ataques aéreos e de artilharia israelenses, e o fogo da artilharia cobriu Al-Mansouri, Eastern Zotar, Barashit, Kafrtbanit e Beit Yahoun.
O Ministério da Saúde de Gaza informou, em relatório citado pela TASS, que sete pessoas morreram e 38 ficaram feridas nos últimos 48 horas em ataques do exército israelense à Faixa de Gaza. Um ataque aéreo israelense contra uma tenda no bairro de Sheikh Radwan, no norte da Cidade de Gaza, feriu pessoas deslocadas, segundo o Centro Palestino de Informação. Caças da Força Aérea de Israel retomaram no sábado os ataques a áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani. Os alvos seriam abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud, segundo o portal Janoubia.
As forças israelenses bombardearam as áreas de Mansouri e Majdal Zoun, no distrito de Tiro, no sul do Líbano, e o vale de Wadi Hassan, nos arredores de Majdal Zoun, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano. A agência relatou ainda que os militares israelenses usaram munições de fósforo ao bombardear várias localidades no sul do Líbano na sexta-feira, segundo a agência Anadolu, que cita a agência estatal libanesa.
A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que 4.386 pessoas morreram e 12.413 ficaram feridas desde o início da escalada militar, em 2 de março. Cinco delas morreram em ataques aéreos israelenses na província de Nabatieh, no sul do país, nas últimas 24 horas, segundo o mesmo balanço. Um levantamento do QOM News registra 4.386 mortos e 12.407 feridos entre 2 de março e 17 de setembro.
Israel bombardeou três cidades do sul do Líbano e disparou artilharia contra duas áreas vizinhas, apesar do cessar-fogo em vigor há meses, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA), estatal libanesa, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Na última hora, os ataques atingiram Sarbin, al-Mansouri e Qantara e a artilharia atingiu Wadi al-Saloqi e Wadi Zibqin, informou a agência.
O exército israelense lançou bombas de fósforo branco nos arredores do município de Zawtar al-Sharqiyah, perto de Nabatiyeh, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita um relatório da agência estatal libanesa National News Agency (NNA). Não há confirmação israelense independente do episódio, e a informação não foi verificada de forma independente.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que o país não será “arena dos conflitos alheios” nem moeda de troca, e pediu cessar-fogo, retirada total de Israel e monopólio das armas nas mãos do Estado libanês, segundo a Al Jazeera. Em Nova York, as reuniões de Salam ainda não garantiram a extensão de seis meses do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) que o país pede, e Beirute passou a defender uma força internacional que ocupe o lugar depois do fim da missão, segundo o Ya Libnan. Na mesma sessão, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, defendeu um Estado palestino soberano e disse que não há estabilidade no Oriente Médio sem uma solução justa para a questão palestina, segundo a Al Jazeera.
Crianças do sul do Líbano voltaram às aulas numa escola destruída por um ataque israelense, no início do ano letivo, segundo a AFP. A guerra no sul do país atinge o setor de educação, com escolas entre as instituições mais afetadas pelos bombardeios israelenses, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou, em alerta divulgado em julho, que 340 escolas públicas e privadas sofreram danos de graus variados e 17 foram completamente destruídas, segundo o Arab News.
Os preços dos combustíveis dobraram no Líbano desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, chegando a US$ 1,60 o litro, informa o Middle East Eye. A federação sindical do país pediu ao governo que declare estado de emergência econômica e ameaçou convocar greve geral por tempo indeterminado na próxima semana; o Banco Mundial projeta contração de 6,4% da economia libanesa em 2026, segundo a mesma reportagem. O presidente da confederação de trabalhadores disse que a alta do custo de vida pode levar a uma “explosão social”, declarou à dpa.
Um ataque aéreo israelense atingiu al-Khiam, no sul do Líbano, durante a noite desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, danificando linhas de transmissão e deixando sem energia toda a área de Nabaa el-Hamas, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pelo Middle East Eye. Uma explosão de grande porte em al-Khiam, no distrito de Nabatieh, foi sentida em todo o sul do país, ainda segundo a agência. Na terça-feira, 22 de setembro, a artilharia israelense atingiu as cidades de Al-Mansouri e Baraachit, e forças israelenses avançaram sobre Al-Mansouri com veículos militares e tratores, detonando casas do Quarto Bairro que haviam sido preparadas com explosivos, conforme o relato da NNA.
A lei de anistia geral do Líbano segue suspensa por decisão do Conselho Constitucional, que acolheu por maioria em 10 de setembro o pedido do bloco Forte Líbano, do deputado Gebran Bassil, e bloqueou os efeitos do texto até o julgamento final, previsto para o início de outubro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA) e o The New York Times. A suspensão impede a soltura dos detentos que seriam beneficiados, e presos protestaram contra a decisão, alguns em greve de fome, segundo o The New York Times. A lei, aprovada pelo Parlamento em 12 de agosto de 2026 e assinada pelo presidente Joseph Aoun, é a primeira anistia geral desde 1991: converte penas de morte em prisão perpétua, reduz a prisão perpétua a 17 “anos de prisão” – equivalentes a nove meses cada – e manda soltar quem está detido há mais de 12 anos sem julgamento, segundo a AFP e a revista New Arab. O caso mais citado no debate é o do xeque Ahmad al-Assir, condenado à morte pelos confrontos de Abra, em 2013, nos quais morreram 18 soldados do Exército libanês. Bassil sustenta que o texto anistia autores de homicídio, estupro e ataques contra o Exército e defende uma lei restrita aos islamistas presos sem julgamento; o primeiro-ministro Nawaf Salam é o principal defensor da anistia.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que o país precisa de uma força internacional sob o guarda-chuva da ONU no sul depois do fim do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro citado pela Agence France-Presse (AFP). Segundo o comunicado, Salam afirmou que a presença deve “assegurar a continuidade das funções de monitoramento, informação e ligação”, contribuir para preservar a estabilidade e apoiar a extensão da autoridade do Estado libanês sobre todo o território. A UNIFIL tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e o mandato termina em 31 de dezembro, depois de o Conselho de Segurança ter decidido no ano passado, sob pressão dos Estados Unidos, encerrar a missão criada em 1978. Israel mantém tropas numa “zona de segurança” autodeclarada de cerca de 10 quilômetros de profundidade no sul do Líbano, e o presidente Joseph Aoun disse à AFP na semana passada que a melhor opção continua sendo prorrogar o mandato da UNIFIL; França e Itália defendem uma coalizão multinacional sucessora.
A aviação e a artilharia israelenses voltaram a bombardear nesta segunda-feira o sul do Líbano, atingindo aldeias dos distritos de Tiro, Nabatieh, Bint Jbeil e Marjayoun, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) e a agência Anadolu. No domingo, conforme as duas agências, munições de fósforo incendiaram olivais e pomares de citros em Majdal Zoun, no distrito de Tiro, e três tanques Merkava avançaram até Deir Mimas, bloquearam a entrada da cidade e danificaram postes de comunicação. O presidente libanês, Joseph Aoun, já havia dito que as operações israelenses minam o acordo-quadro de junho patrocinado pelos Estados Unidos, que prevê a passagem gradual do sul do país para o Exército libanês.