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Tema: Hezbollah

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O Ministério do Interior do Iêmen afirmou que o Irã e o Hezbollah enviaram 21 especialistas militares para apoiar os houthis, com envolvimento direto no planejamento de operações militares, no desenvolvimento de armas e na coordenação de ataques marítimos. O ministro do Interior, brigadeiro Ibrahim Haidan, disse em comunicado que o grupo incluía 14 membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e sete agentes do Hezbollah que atuavam em diferentes partes do Iêmen, com base em Hodeidah, Sanaa, Saada, Hajjah, Amran e al-Khawkhah. O Hezbollah negou as acusações e classificou o relato como “inteiramente infundado”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) declarou persona non grata o cônsul-geral do Líbano em Detroit, Ibrahim Sharara, por publicações em redes sociais atribuídas a ele que elogiavam o atentado de 1983 contra o quartel dos fuzileiros navais dos EUA em Beirute, que matou 241 militares norte-americanos. Em post de 2021, Sharara teria escrito que “a resistência heroica encerrou a ocupação militar norte-americana [do Líbano] em um único golpe”. A embaixada do Líbano em Washington recebeu notificação formal da decisão do governo Trump, segundo a imprensa libanesa.

As Forças de Segurança Interna da Síria anunciaram a prisão de duas pessoas suspeitas de ligação com o Hezbollah por um plano de ataque à refinaria de petróleo de Homs, no centro do país, e afirmaram ter apreendido explosivos destinados à operação. O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e afirmou não ter presença nem vínculos organizacionais ou operacionais em território sírio. O anúncio sírio foi feito na terça-feira, um dia depois da visita a Damasco de uma delegação ministerial libanesa chefiada pelo vice-premiê Tarek Mitri. A reportagem é do The Media Line, publicada pelo Jerusalem Post, e afirma não ter conseguido verificar de forma independente as evidências apresentadas pelas autoridades sírias contra os detidos.

Um oficial militar do governo iemenita, que falou sob anonimato, disse que 13 recrutas militares foram mortos e 65 ficaram feridos em um ataque com míssil balístico a um centro de treinamento no distrito de Qatabah, norte de Al-Dhalea, no sul do Iêmen, durante exercícios matinais, e atribuiu o ataque aos houthis. Um míssil balístico atingiu Hayfan, na província de Taiz, e matou quatro iemenitas da mesma família, entre eles três crianças, na quarta-feira, segundo o Middle East Eye. A TV controlada pelos houthis al-Masirah atribuiu a morte de três crianças e uma mulher, com quatro crianças feridas, no mesmo distrito, a um ataque aéreo saudita. Em 3 de novembro, o ministro do Interior do Iêmen, Ibrahim Ali Haidan, acusou o Hezbollah e o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) de enviar instrutores militares para comandar operações houthis, desenvolver programas de mísseis e drones e coordenar ataques a navios comerciais no Mar Vermelho e no Bab al-Mandab, segundo a TASS. O Hezbollah negou as alegações e afirmou que as declarações das autoridades iemenitas sobre apoio à ofensiva houthi, treinamento militar e rearmamento “são completamente infundadas”, dizendo que “o povo iemenita tem capacidades, recursos e experiência suficientes para defender seu país sem apoio externo”.

O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammad Haidar, indicado pelo Hezbollah, visitou a Síria na segunda-feira com outros três ministros libaneses, a primeira vez que um integrante do grupo é formalmente recebido em Damasco desde a queda de Assad. A delegação, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Tarek Mitri, discutiu o retorno de refugiados, segurança de fronteira, educação e cooperação bilateral. Haidar afirmou que a viagem é trabalho ministerial e não tem vínculo partidário.

Um tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas ligadas ao Hezbollah por tráfico de explosivos, em meio à pressão crescente sobre o grupo apoiado pelo Irã para que se desarme, segundo a Al Jazeera. O veículo apreendido carregava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, de acordo com autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu que a carga era sua e afirmou que se destinava a ser usada contra Israel, que continua a ocupar grandes partes do sul do Líbano.

O Hezbollah não deve entrar numa guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã se os dois países retomarem operações militares um contra o outro, a menos que a liderança iraniana enfrente uma ameaça existencial, segundo relato do veículo estatal dos Emirados Árabes Unidos The National citado pelo Jerusalem Post. De acordo com agentes de segurança libaneses informados sobre as atividades do grupo, o Hezbollah passou ao menos três meses se preparando para uma retomada das hostilidades com Israel, depois de receber uma injeção de dinheiro do Irã.

Um tribunal militar do Líbano acusou 13 pessoas que, segundo ele, têm ligação com o Hezbollah por tráfico de explosivos. Os acusados respondem por crimes que incluem porte de armas, atentado à segurança do Estado e formação de associação ilegal, informou a mídia estatal libanesa. O veículo apreendido no posto de Dahr al-Baydar levava 780 kg de explosivos, entre eles 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais. O Hezbollah reconheceu depois que os explosivos pertenciam ao grupo e afirmou que se destinavam ao uso contra forças israelenses no sul do Líbano, segundo o Arab News.

Um juiz do tribunal militar do Líbano indicou 13 pessoas por causa de um caminhão com explosivos do Hezbollah apreendido no início deste mês, segundo a mídia estatal. Dois dos acusados foram presos na apreensão e estão detidos; os demais seguem foragidos e foram indiciados à revelia, cinco deles identificados apenas por apelidos. O caminhão foi parado em uma blitz na rodovia que liga Beirute ao Vale do Bekaa, no leste do país, e levava 780 kg de explosivos, incluindo 250 kg de TNT e 250 kg de C-4, segundo autoridades judiciais.

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, telefonou nesta quinta-feira ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, e tratou da apreensão de centenas de quilos de explosivos do Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. Rubio pediu que Aoun responsabilize quem ordenou, financiou e dirigiu o envio e disse que devolver os explosivos ao Hezbollah “está fora de questão”. Aoun pediu a Rubio que pressione Israel a interromper os ataques ao sul do Líbano, segundo a Presidência libanesa, em nota no X citada pelo Middle East Eye.

O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar mais território no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do rio Litani, caso o Hezbollah se una a um ataque do Irã, durante uma visita à zona-tampão das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Se o Hezbollah se juntar ao Irã em um ataque a Israel, receberá um golpe pesado e perderá território adicional no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do Litani, que se tornarão parte de uma zona de segurança israelense permanente – a IDF está preparada para lançar uma invasão ampliada”, disse. Katz afirmou ainda que “mais de 1 milhão de xiitas ficarão deslocados no Líbano”.

Forças libanesas apreenderam 500 quilos de explosivos com bolas de metal e pregos em um veículo em um posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, e prenderam duas pessoas ligadas ao Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. O ministro da Justiça do Líbano questionou se os explosivos eram para uso interno ou para criar novos pretextos para arrastar o Líbano a novas guerras, segundo a MTV Lebanon, citada pelo Jerusalem Post. O Hezbollah anunciou nesta terça-feira compensação de US$ 14 mil para deslocados, e deputados libaneses passaram a questionar a origem dos fundos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta segunda-feira vítimas da explosão de uma munição de fragmentação do Hezbollah no norte de Israel, entre elas o estudante Eitan Masouri, de 14 anos, que contou ao premiê ter percebido que estava ferido, visto um amigo ferido e tentado ajudá-lo, segundo o The Jerusalem Post. O chefe do conselho regional da Alta Galileia, Asaf Langleben, exigiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) façam buscas em áreas abertas a caminhantes depois que uma munição não detonada do Hezbollah matou uma pessoa e feriu 24, segundo o The Jerusalem Post, e disse que as trilhas na região vão continuar.

As forças libanesas apreenderam centenas de quilos de explosivos de um veículo num posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, no fim da semana passada, segundo o The Jerusalem Post. Uma fonte judicial disse à Agence France-Presse (AFP) que foram 250 kg de explosivos do tipo TNT e 250 kg de C4, e que um dos suspeitos é filho de um dirigente do Hezbollah. O ministro da Justiça do Líbano afirmou que o desarmamento de armas ilegais é um caminho irreversível e vai acelerar, segundo o jornal.

A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.

O líder do Kataib Hezbollah, Ahmad al-Hamdawi, anunciou a suspensão das atividades militares, com exceção do ataque a aeronaves hostis que violem o espaço aéreo do país, enquanto o porta-voz Jaafar al-Husseini disse que as negociações com o governo sobre a regulamentação das armas não chegaram a acordo e que as armas seguem nas mãos dos combatentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Middle East Eye. O anúncio ocorreu na quarta-feira, primeiro dia do período pós-coalizão do país, segundo o Iraqi News.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.

Os caças israelenses retomaram no sábado os ataques contra áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani, segundo a TASS, que cita o portal Janoubia. Os ataques aéreos miraram abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud. Segundo a Mehr News, o sul do Líbano registrou nas últimas horas ataques aéreos e de artilharia israelenses, e o fogo da artilharia cobriu Al-Mansouri, Eastern Zotar, Barashit, Kafrtbanit e Beit Yahoun.

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi pediu isenção aos Estados Unidos para retomar os voos com o Irã por motivos humanitários ligados a tratamento médico, educação, visitas religiosas e interesses de civis, depois de quatro aeroportos do país suspenderem na sexta-feira todos os voos de e para o Irã, dias após Washington anunciar novas sanções de aviação a qualquer empresa global que faça negócios com companhias aéreas iranianas. No sábado, manifestantes se reuniram em Bagdá contra a suspensão, em protesto organizado por milícias aliadas do Irã, e o líder do Harakat Hezbollah al-Nujaba, Akram al-Kaabi, prometeu organizar protestos nos aeroportos do país caso o tráfego aéreo normal não seja retomado.

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