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Tema: Gaza

Gaza: matérias e notas em que o território é ator central.

Fluxo

A Presidência palestina responsabilizou o Conselho de Paz e seu enviado, Nikolay Mladenov, por não tomar medidas para deter as violações israelenses e garantir que Israel cumpra suas obrigações. Em comunicado, a Presidência também culpou as autoridades israelenses pela piora da catástrofe humanitária em Gaza, com a aproximação do inverno e a chuva inundando as tendas das famílias deslocadas, e atribuiu o sofrimento à obstrução da ajuda humanitária e ao descumprimento de resolução do Conselho de Segurança da ONU e do plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Presidência alertou que ignorar as violações só aprofunda o sofrimento palestino e compromete as perspectivas de estabilidade.

O gabinete de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que ao menos 70 mil tendas foram inundadas nas 12 horas anteriores, afetando dezenas de milhares de deslocados e causando feridos, sem mortes registradas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. A Defesa Civil do território disse ter recebido 1.500 chamados de socorro de deslocados e registrou o desabamento de três casas abandonadas, sem feridos. Autoridades municipais e da Defesa Civil afirmaram não conseguir dar conta da tempestade por falta de combustível e por danos aos equipamentos. O COGAT, órgão militar israelense que coordena a ajuda, afirmou na sexta-feira que ampliou os esforços de saneamento antes das chuvas, em coordenação com organizações internacionais.

O ministro da Saúde palestino, Majed Abu Ramadan, disse que dezenas de milhares de deslocados em tendas improvisadas enfrentam inundações e risco de surto de doenças em Gaza. Segundo o ministro, as restrições israelenses fazem entrar pouca ajuda, em especial material de abrigo, deixando quase toda a população exposta ao clima e a riscos sanitários em meio à rápida deterioração do saneamento. Abu Ramadan classificou a situação como uma ameaça crescente à saúde pública e à vida das pessoas e pediu ação internacional imediata à altura da escala da catástrofe.

A Defesa Civil de Gaza recebeu cerca de 1.500 chamados de socorro em 10 horas após o início da chuva no sábado, com a água subindo de 30 a 40 centímetros em vários abrigos, e o diretor da Defesa Civil na província de Gaza, Raed al-Dahshan, disse que o órgão não tem “uma única lona ou uma única tenda”. A Rede de Organizações Não Governamentais (ONGs) palestinas afirma que entram de 180 a 200 caminhões por dia, contra 600 previstos no protocolo humanitário, com só cerca de 40 levando ajuda humanitária, e que cerca de 50 mil tendas aguardam do lado egípcio da fronteira, enquanto o comitê de emergência fala em mais de um milhão de desabrigados e necessidade urgente de cerca de 200 mil tendas e insumos de aquecimento. A chuva inundou os acampamentos enquanto as autoridades israelenses bloqueiam a entrada de materiais de abrigo.

A UNRWA enfrenta um déficit de caixa de US$ 80 milhões e pressão financeira sem precedentes, com queda das contribuições globais e condições operacionais mais restritivas, informou a agência na quinta-feira. O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que o secretário-geral António Guterres está plenamente comprometido em defender a UNRWA no exercício de seu papel fundamental de apoio aos refugiados palestinos, e voltou a pedir que o trabalho essencial da agência seja integralmente financiado. A agência diz seguir prestando educação, saúde e assistência a refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, na Jordânia, no Líbano e na Síria, e afirma que passivos acumulados e obrigações financeiras recorrentes ameaçam sua sustentabilidade de longo prazo.

A Fundação Hind Rajab (HRF) apresentou queixa criminal nos Países Baixos contra o ex-soldado israelense-americano Noam Himmelman por suposta participação em ataques a escolas que abrigavam deslocados palestinos, detenções em massa e destruição de residências em Gaza. A queixa foi protocolada em 4 de novembro no Ministério Público neerlandês, sob a Lei de Crimes Internacionais, e aponta Himmelman como ex-integrante do Batalhão Netzah Yehuda, atualmente em Amsterdã. A fundação alega que ele esteve envolvido em crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio durante a guerra em Gaza.

O número de defeitos congênitos registrados em recém-nascidos em Gaza nos primeiros nove meses de 2026 superou o total de todo o ano de 2022, segundo a agência palestina Wafa. Uma fonte médica em Gaza, não identificada, disse à agência que foram registrados 260 casos entre janeiro e setembro, contra 184 em todo o ano de 2022, e que 2025 teve 322 casos, alta de 75% sobre o número de 2022. A fonte citou desnutrição materna, exposição a poluentes ambientais e interrupção do pré-natal durante a guerra como fatores possíveis e pediu uma investigação científica internacional independente, ressalvando que os números sozinhos não estabelecem a taxa de anomalias congênitas entre recém-nascidos nem determinam suas causas.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o “terrorismo ilegal de colonos” contra os palestinos se torna mais descarado a cada dia sob o olhar indiferente do mundo. Ele disse que o acordo de paz de Gaza, que a Turquia ajudou a intermediar, não está sendo implementado. Segundo Erdogan, mais de 3 mil ataques e violações contra palestinos foram registrados na Cisjordânia ocupada somente em outubro. O presidente turco afirmou que as instituições internacionais assistem de fora às atrocidades em Gaza, como aconteceu em Ruanda e em Srebrenica.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês) afirmou que 18 de seus abrigos de emergência em Gaza estão inseguros com a aproximação do inverno, e quatro têm risco muito alto de colapso. Uma avaliação de 113 locais de deslocamento encontrou outros seis abrigos em risco alto e oito em risco médio, segundo o relatório de situação da agência. Os abrigos hospedam cerca de 60 mil deslocados, e a UNRWA tenta garantir tendas para 270 famílias que aceitem se mudar, priorizando as que vivem nos edifícios mais perigosos. A agência relatou aumento das infecções respiratórias agudas antes do inverno e previu alta nas próximas semanas.

Apenas 209 pacientes e feridos palestinos conseguiram deixar a Faixa de Gaza para tratamento no exterior em outubro, informou o Ministério da Saúde palestino, que alerta que milhares de doentes e feridos graves seguem presos no território sitiado sob restrições israelenses às evacuações médicas, apesar do cessar-fogo. O texto é do Quds News Network, em republicação pelo Countercurrents. As saídas ocorreram em apenas sete dos 17 dias em que partidas foram possíveis, segundo comunicado do ministério divulgado na quarta-feira. Em 29 de outubro de 2026, a pasta contabilizava 21.468 pacientes e feridos aguardando evacuação médica urgente, dos quais 6.430 casos prioritários que precisavam viajar imediatamente pela gravidade do quadro. Desde fevereiro de 2026, 3.056 pacientes e feridos foram evacuados para o exterior. Nesta semana, o ministério alertou que a escassez atingia cerca de metade dos insumos médicos e 42% dos medicamentos essenciais.

A professora Sahar Abushbeika explicava ciências a alunos da terceira série quando uma bala israelense a atingiu na parte inferior das costas, segundo o Middle East Eye, sangrando diante dos estudantes; o menino Amir Abusneimah, de nove anos, foi ferido no ombro quando a bala atravessou a tenda usada como sala de aula no leste de Khan Younis, atingiu o quadro e ricocheteou no menino. Mais de 97% das escolas da Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas, e os turnos dão cerca de três horas de aula por dia, três dias por semana; um ataque aéreo israelense atingiu na terça-feira a entrada da University College of Applied Sciences em Mawasi Khan Younis, matando três palestinos e ferindo 11, entre eles estudantes; só em outubro, ao menos 14 estudantes de 6 a 16 anos foram mortos, além de quatro professores e três funcionários universitários; e desde 7 de outubro de 2023 ao menos 19.200 alunos e 1.386 universitários foram mortos, segundo o Ministério da Educação e Ensino Superior palestino.

A organização Euro-Med Human Rights Monitor afirmou que 1.134 crianças em Gaza foram submetidas a amputações até 9 de outubro de 2026. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2.300 amputados, entre crianças e adultos, foram avaliados entre setembro de 2024 e maio de 2026, e apenas 500 receberam próteses permanentes. A organização não governamental (ONG) afirma que restrições israelenses a viagens de pacientes e a evacuações médicas impedem centenas de crianças de buscar tratamento especializado no exterior. Segundo a organização, há apenas oito profissionais certificados em próteses e órteses em Gaza e falta equipamento para fabricar, ajustar e manter membros artificiais. O grupo acusa Israel de crimes de guerra e enquadra a amputação de crianças e a obstrução do tratamento no artigo 2 da Convenção do Genocídio.

Segundo o Middle East Eye, a Associação Médica Mundial enfrenta críticas por se recusar a suspender a Associação Médica de Israel apesar de denúncias documentadas de participação de médicos israelenses em tortura de detentos palestinos e abusos em Gaza; uma petição de 6.500 profissionais de saúde da campanha IMA Out! foi entregue à Assembleia Geral em Rotterdam no mês passado pedindo a expulsão; a última suspensão foi em 1976, quando a África do Sul foi barrada de duas assembleias por cumplicidade de médicos com a tortura no apartheid; e a Fundação Hind Rajab pediu no mês passado ao Tribunal Penal Internacional que investigue médicos israelenses, a IMA e autoridades dos ministérios da Saúde e da Defesa.

O Ministério da Defesa de Israel começou neste mês a atualizar a cerca de segurança “Hourglass” ao longo da Faixa de Gaza, segundo o Jerusalem Post, com base nas lições do ataque de 7 de outubro e da guerra contra o Hezbollah. Uma das cinco frentes de obra prevê tecnologias e métodos para conter ameaças a baixa altitude, em especial drones de fibra ótica usados pelo Hezbollah no sul do Líbano. A cerca de 64 quilômetros havia sido criticada por ter sido rompida em dezenas de pontos.

Israel comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao comitê egípcio na noite de segunda-feira que impõe um fechamento “completo e abrangente” da passagem de Rafah, bloqueando ajuda humanitária, cargas comerciais, comida, combustível e gás de cozinha que entram em Gaza pela rota egípcia, segundo o Drop Site News. A rota movimenta de 50 a 60 caminhões por dia, e por ela entram integralmente o combustível e o gás, segundo o veículo. O acordo de cessar-fogo de outubro de 2025 prevê 600 caminhões de ajuda por dia em Gaza, mas Israel vinha permitindo em média cerca de 200.

O porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, disse nesta terça-feira que parceiros que apoiam a coleta de resíduos sólidos em Gaza avisam que apenas metade da frota de veículos está operacional. Segundo ele, restrições israelenses persistentes à entrada de óleo de motor e de peças de reposição suficientes para manter os veículos rodando elevam os riscos de saúde pública, porque só parte do lixo pode ser recolhida. Ele pediu que uma gama maior de suprimentos críticos entre em Gaza, com menos entraves burocráticos e mais travessias abertas para as entregas.

As forças israelenses impediram a entrada de todas as remessas de gás de cozinha na Faixa de Gaza no domingo e devolveram os caminhões vazios, segundo o portal palestino Palinfo. A Autoridade Geral de Petróleo de Gaza afirmou que nenhum gás entrou no território ao longo do dia e que os caminhões foram devolvidos sem entregar o que levavam. Nesta terça-feira, as forças israelenses bloquearam a entrada de bens comerciais e ajuda humanitária vindos do Egito pelo cruzamento de Rafah, cortando uma rota que responde por quase um quinto dos bens que entram diariamente no território sitiado. Mesmo quando as entregas são permitidas, Gaza recebe apenas quatro ou cinco caminhões de gás de cozinha por dia, muito abaixo dos mais de 20 necessários para atender a demanda diária.

O ministério do Interior de Gaza informou que policiais foram mortos e feridos em um ataque aéreo israelense perto da cidade de Khan Younis. O ministério da Saúde palestino contabilizou 19 mortos na Faixa de Gaza desde sábado, seis deles nas 24 horas anteriores, depois de 13 mortes no fim de semana. Entre as mortes de terça-feira estão um palestino que morreu em consequência do bombardeio do campo de deslocados onde estava, em Khan Younis, e outro morto em ataque aéreo contra um grupo no University College of Applied Sciences, na mesma cidade.

Forças israelenses mataram ao menos quatro palestinos em ataques na Faixa de Gaza, e um quinto morreu dos ferimentos de um ataque anterior, segundo fontes médicas e relatos da imprensa. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ataques israelenses mataram ao menos 1.593 palestinos e feriram 5.748 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA), iniciado em outubro de 2025. No total, a guerra israelense contra Gaza matou ao menos 74.609 palestinos e feriu 175.872, segundo o mesmo ministério. Tiros israelenses indiscriminados a partir de posições militares, tanques e drones quadricópteros mataram e feriram centenas de civis desde o cessar-fogo, sobretudo famílias deslocadas perto da chamada Linha Amarela.

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicado na segunda-feira alerta que 86% dos crimes contra a imprensa seguem impunes, com mais de 1.600 jornalistas assassinados no mundo nos últimos vinte anos, alta de 20% nos últimos três anos; o Oriente Médio segue de longe a região mais perigosa, com 97 jornalistas mortos nos últimos dois anos, muitos ligados à guerra em Gaza.

Promotores de dez Estados membros da União Europeia (UE) — Espanha, França, Itália, Portugal, Bélgica, Países Baixos, Polônia, Eslováquia, Suécia e Finlândia — mais a Austrália cooperam e trocam informações sobre denúncias de tortura, sequestro e maus-tratos contra seus nacionais que participaram das missões da Global Sumud Flotilla, interceptadas por Israel em águas internacionais. Segundo fontes jurídicas ouvidas pelo El País, as investigações miram políticos, autoridades e comandantes militares israelenses, incluindo integrantes do gabinete de Benjamin Netanyahu. Essas fontes dizem que a reunião ocorreu em 16 de setembro em Haia, no marco de cooperação coordenado pela Agência da UE para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust), com representantes australianos como convidados.

Ataques aéreos israelenses mataram ao menos quatro palestinos nesta segunda-feira em Khan Yunis, Al-Mussadar e no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, segundo equipes médicas e autoridades de saúde palestinas. O Ministério da Saúde de Gaza, em dados divulgados pela Reuters, contabiliza ao menos 1.580 palestinos mortos em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025.

Ataques israelenses mataram ao menos três palestinos e feriram vários outros na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, segundo as autoridades de saúde do território. Dois morreram e seis ficaram feridos em dois ataques aéreos separados em Khan Younis, no sul do enclave, e uma terceira pessoa foi morta em um ataque na cidade de Al-Mussadar. O Exército israelense afirmou ter realizado dois ataques no enclave contra militantes palestinos, sem dar mais informações.

A Liga Árabe pediu uma investigação internacional independente sobre alegações de tortura e abusos sistemáticos contra presos palestinos da Faixa de Gaza detidos na prisão de Ramla, em Israel. Vários detentos da ala Rakevet sofreram ferimentos e queimaduras por atos repetidos de repressão e maus-tratos. A Liga exigiu o fim imediato dos abusos e pediu a Israel que permita acesso irrestrito do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e de monitores independentes à prisão, para documentar as condições e prestar atendimento médico.

Pelo menos oito palestinos, entre eles uma criança, morreram neste domingo em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que atingiram a região de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, e a rua Al-Thawra, na Cidade de Gaza, segundo a Opera Mundi. A agência palestina WAFA informou que cinco pessoas morreram em um ataque de drone contra Al-Mawasi e que as vítimas eram integrantes da polícia palestina, citando fontes médicas locais.

O aparato de defesa de Israel aplica uma política sem precedentes na Faixa de Gaza que concede imunidade a prefeitos e altos funcionários dos sistemas governamental e municipal do Hamas, segundo o Jerusalem Post. Fontes militares disseram ao Walla que a decisão de não atacar os chefes das autoridades locais do Hamas vem do receio de que matá-los leve ao colapso das instituições de governo em Gaza e a um caos civil com o qual Israel acabaria tendo de lidar, de acordo com o jornal.

O Ministério do Interior e da Segurança Nacional de Gaza informou neste domingo que cinco policiais e agentes foram mortos em um ataque aéreo israelense enquanto cumpriam suas funções na área de Al-Mawasi, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em relato da agência Saba. Ao todo, ataques israelenses mataram ao menos oito palestinos, incluindo os cinco policiais, em dois ataques separados no domingo, segundo médicos e o ministério do interior administrado pelo Hamas, conforme a Reuters.

Oito pessoas, entre elas uma criança, morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza neste domingo, segundo os serviços de emergência e os hospitais locais citados pelo Arab News. Cinco mortes ocorreram em Khan Younis e três na Cidade de Gaza, de acordo com um comunicado da defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento Hamas que governa Gaza.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, teria adotado a prática de ameaçar alvos em Gaza por telefone, oferecendo a escolha entre ter a família bombardeada ou ser morto sozinho, segundo relato do jornal Asharq Al-Awsat reproduzido pelo Jerusalem Post. O caso mais recente citado no relato é o de Muhammad Al-Bayouk, que teria sido alvo de um drone do Exército israelense no telhado de um abrigo para deslocados em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, depois de receber um telefonema de um oficial do Shin Bet. O Jerusalem Post afirma que o Exército israelense e o Shin Bet não foram procurados para comentar o caso.

Um palestino morreu na manhã de domingo em decorrência dos ferimentos sofridos quando forças de ocupação israelenses atiraram nele na vila de al-Musaddar, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Também no domingo, colonos israelenses atacaram colhedores de azeitona perto da vila de Kafr Malik, a nordeste de Ramala, de acordo com a Wafa.

Habiba Mohammed Zanoun, de 2 meses, e Aseel Abu Suhayban, de 7 meses, morreram na manhã de sábado no Complexo Médico Nasser, em Gaza, por queimaduras graves depois que um incêndio atingiu uma tenda de deslocados em Al Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul de Gaza, segundo o TRT World. Fontes disseram à agência Anadolu que o fogo começou na tarde de sexta-feira enquanto comida era preparada dentro da tenda, e que a escassez severa de gás de cozinha e de suprimentos básicos obriga famílias deslocadas a cozinhar em fogo aberto.

Um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matou o palestino Diaa Abu al-Rous, segundo a Quds News Network (QNN), citada pelo Middle East Eye. Outro palestino, Arafat al-Ar'eer, morreu em consequência de ferimentos sofridos em um ataque israelense ao bairro de Tal al-Hawa, ao sul da Cidade de Gaza, de acordo com a mesma rede.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as ações de Israel em Gaza continuam levantando preocupações de limpeza étnica, com palestinos deslocados repetidamente, segundo a Al Jazeera. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que o exército israelense está destruindo a infraestrutura civil que resta e atacando locais de deslocados, enquanto segue com o objetivo declarado de ampliar sua área de desdobramento militar para 70% do território de Gaza.

A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que autoridades e forças israelenses continuam cometendo atos genocidas em Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, com a intenção de destruir o povo palestino no todo ou em parte, segundo o relatório da comissão. A comissão apontou que ao menos 196 palestinos foram mortos por fogo israelense desde a assinatura do cessar-fogo, em outubro de 2025, e que o controle israelense sobre Gaza passou de 53% para ao menos 60%, segundo a Associated Press (AP). A mesma comissão acusa soldados e agentes penitenciários israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, segundo a AP.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou nesta quinta-feira que seis palestinos foram mortos e 38 ficaram feridos nas 24 horas anteriores, segundo o Middle East Eye. Desde o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, o ministério contabiliza ao menos 1.574 palestinos mortos e 5.687 feridos, e outros 845 corpos foram recuperados dos escombros.

Doze ex-autoridades que deixaram o governo de Joe Biden entre o fim de 2023 e 2024 assinaram um manifesto conjunto intitulado “Gaza Resignees”, divulgado na quarta-feira, no qual dizem ter saído por causa do “apoio ilegal e incondicional às ações de Israel em Gaza”. O grupo pede que os candidatos à indicação democrata de 2028 se comprometam a não contratar nenhuma autoridade diretamente responsável por viabilizar as ações militares israelenses em Gaza.

Ataques israelenses mataram dois palestinos e feriram cinco em Gaza na terça-feira, segundo o TRT World, que cita fontes médicas. Em Jabalia, tropas israelenses mataram a tiros Mahmoud Samih al-Harsh, de 28 anos, na rua al-Hawja, no campo de refugiados, segundo fontes médicas citadas pela Anadolu. Em Khan Younis, a menina Tahani Mohammed Saeed Shalalfeh, de seis anos, morreu por ferimentos de um ataque do dia anterior em al-Mawasi.

A comissão independente de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, entre eles extermínio, perseguição, tortura e estupro, e que segue cometendo genocídio em Gaza ao atingir deliberadamente civis palestinos. Em relatório divulgado na segunda-feira, o grupo de especialistas comissionado pela ONU disse que o acordo de cessar-fogo em Gaza não interrompeu o que classifica como genocídio e acusou forças israelenses de tortura e estupro na Cisjordânia. O documento entregue à Assembleia Geral compara os ataques aéreos na Cisjordânia: seis palestinos mortos entre 2008 e 6 de outubro de 2023, contra 254 entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026.

Israel seguiu cometendo genocídio em Gaza depois do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, afirmou uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório publicado nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O texto diz que as autoridades israelenses mantiveram atos genocidas com a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o relatório de documento de propaganda desligado da realidade, voltado a minar o direito de autodefesa do país. A comissão registrou ainda quase 500 palestinos mortos por ano na Cisjordânia desde 2022, os maiores números desde que a ONU começou a coletar esses dados, segundo o Jerusalem Post.

Um ataque israelense contra a Universidade Islâmica, na Cidade de Gaza, matou três pessoas e feriu oito neste domingo, segundo funcionários do hospital, apesar de um acordo de trégua que não conseguiu encerrar a violência por completo. Duas fontes da universidade identificaram os mortos como funcionários administrativos e disseram que estudantes estão entre os feridos. Em Khan Younis, ao menos dois palestinos morreram e quatro ficaram feridos em ataques aéreos israelenses, segundo o Middle East Eye.

Dirigentes do Hamas em Gaza transmitiram ao coordenador humanitário da ONU na Faixa, Ramiz Alakbarov, uma mensagem de que o grupo está pronto para realizar outro ataque como o de 7 de outubro de 2023, e pediram que ela fosse entregue a Israel, segundo o Times of Israel, que cita a Ynet. A mensagem foi repassada ao chefe de ligação do Exército israelense com os palestinos, o major-general Yoram Halevy, que escreveu uma carta urgente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, na qual afirma que se trata de uma ameaça incomum, que nunca havia sido transmitida com esse nível de franqueza e crueza. O trecho da carta foi publicado no sábado à noite pelo Canal 13, segundo o mesmo veículo.

Dois palestinos, entre eles uma menina, foram mortos e três ficaram feridos na manhã deste sábado em ataques israelenses com drones e artilharia na Cidade de Gaza e em Beit Lahia, segundo a PressTV. Um drone israelense disparou um míssil contra civis reunidos perto do Estádio da Palestina, no bairro de al-Rimal, matando o jovem Mohammed Annan al-Rawagh, segundo fontes médicas citadas pela agência WAFA.

Mais de 10 mil pessoas estão desaparecidas na Faixa de Gaza, e acredita-se que mais de 8 mil continuem sob os escombros, segundo estimativas da Equipe Nacional Palestina de Monitoramento de Pessoas Desaparecidas citadas pelo El País. O jornal relata ainda o trabalho de equipes colombianas que ensinam técnicas de busca em Gaza.

O embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, questionou se o Conselho de Paz (Board of Peace) terá pessoal suficiente para executar o plano de Donald Trump para Gaza sem planejamento e recursos adicionais do governo dos EUA, segundo cabo obtido pelo Politico e citado pelo Jerusalem Post. Huckabee escreveu que a embaixada em Jerusalém não tem pessoal para assumir as funções do centro de coordenação de Gaza sem recursos humanos, financeiros e logísticos definidos.

Um ataque aéreo israelense contra um veículo no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, matou ao menos um palestino e feriu outros, segundo o Middle East Eye. Outro ataque israelense matou um palestino no campo de Nuseirat, no centro de Gaza, segundo fonte do Hospital Al-Awda citada pela Al Jazeera, ainda segundo o Middle East Eye.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou a autoridades palestinas que vai deixar de receber os palestinos que retornam do Egito e de coordenar a entrada deles em Gaza a partir de meados de novembro, citando riscos de segurança e prisões repetidas por Israel, segundo o Drop Site News, que cita uma fonte sênior, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. A decisão seguiu-se à prisão, por Israel, de uma paciente palestina com câncer e da filha dela na terça-feira, quando a passagem de Rafah reabriu depois de cerca de dez dias de suspensão provocada pela detenção de outra pessoa retornada.

Oficiais militares seniores de Israel apresentaram às contrapartes dos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Hamas não pretende se desarmar e está reconstruindo suas forças na Faixa de Gaza em preparação para uma possível retomada dos combates, informou o diário Haaretz nesta quinta-feira, segundo o Times of Israel. De acordo com o relatório, as Forças de Defesa de Israel (FDI) avaliam que o Hamas não entregará suas armas a um organismo internacional e só poderia ser desarmado por operações militares, inclusive entrando em áreas de Gaza hoje fora do controle israelense.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que a guerra israelense no enclave matou ao menos 74.498 pessoas e feriu 175.616 desde outubro de 2023, segundo o Mehr News. O mesmo balanço registra 1.538 palestinos mortos e 5.498 feridos desde o cessar-fogo de outubro.

Quatro palestinos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, entre eles uma adolescente de 17 anos baleada na cabeça na área de al-Faluja, no norte do território, segundo o Middle East Eye. Outros dois palestinos, incluindo uma adolescente, foram mortos por fogo israelense em áreas do norte e do sul de Gaza, informaram a Al Jazeera e a agência Wafa citando fontes médicas.

O Catar e a França pediram a retirada completa de Israel de Gaza sob os arranjos acordados de cessar-fogo e o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada, segundo o TRT World. Os dois países reafirmaram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz sem restrições nem taxas, segundo nota conjunta do Palácio do Eliseu. Macron e o emir Tamim bin Hamad Al Thani defenderam a aplicação integral do cessar-fogo em Gaza e uma saída diplomática para as tensões com o Irã, segundo a Al Jazeera.

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em um podcast que Israel deveria anexar o território que ocupa em Gaza e no Líbano para que “sintam de verdade o custo do seu erro”, segundo o Middle East Eye. Segundo o veículo, ele afirmou que a anexação deveria ir “ao menos até as linhas que ocupamos hoje” e que, se o Hezbollah atacar de novo, iria “até Beirute” e, se houver novo ataque, “além disso”.

Até 500 militares marroquinos passaram por treinamento no Marrocos para integrar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, disse um oficial do Conselho de Paz ao Times of Israel nesta segunda-feira. Segundo o oficial, o treinamento começou no fim de agosto e foi conduzido pela força liderada pelos Estados Unidos, que ele não pôde confirmar estar totalmente concluído. O Marrocos se comprometeu em fevereiro a enviar policiais e militares para a Gaza do pós-guerra, tornando-se o primeiro país árabe a fazê-lo publicamente, e seria o primeiro a deslocar pessoal, à frente de Albânia, Cazaquistão e Kosovo, segundo o jornal.

O Estado de Israel disse ao Tribunal Superior de Justiça que jornalistas deveriam seguir impedidos de entrar em Gaza sem escolta militar, citando riscos de segurança, segundo o Jerusalem Post. Em pedido de 27 de setembro, a Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) argumentou que as condições mudaram de forma substancial, inclusive com acordos que permitem a trabalhadores humanitários internacionais entrar e circular em Gaza.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu em cerca de um terço a ajuda alimentar em Gaza por falta de financiamento, e meio milhão de pessoas perderá acesso à assistência crítica, segundo a própria agência. Desde este mês, o PMA atende 1,1 milhão das pessoas mais vulneráveis no território com comida e dinheiro, contra 1,6 milhão no mês anterior. Cerca de 1,4 milhão de pessoas, ou 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar aguda em nível de crise ou pior. Para manter e retomar programas críticos na Palestina, a agência diz precisar de mais de £300 milhões nos próximos seis meses, segundo o Guardian.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que 1,4 milhão de pessoas em Gaza sofrem escassez aguda de alimentos e que lacunas de financiamento estão forçando cortes em ajuda crítica, apesar do cessar-fogo entre o Hamas e Israel intermediado pelos Estados Unidos, segundo a NPR.

Centenas de palestinos assistiram neste domingo ao funeral de 75 pessoas, entre mulheres e crianças, cujos restos foram recentemente recuperados sob os escombros de casas destruídas por forças israelenses em Gaza, segundo a TRT World. As vítimas pertenciam a cerca de 20 famílias e os prédios foram bombardeados com moradores dentro nos primeiros meses da guerra. Já na Cidade de Gaza, grandes multidões acompanharam na manhã de domingo os funerais dos 75 palestinos recuperados sob os escombros no bairro de al-Daraj, segundo a agência palestina WAFA.

O chanceler chinês Wang Yi pediu que Israel interrompa e reverta a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, chamando a questão palestina de “a maior injustiça histórica deste século”, segundo a emissora estatal russa RT. Wang disse que a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso a Gaza, onde dois milhões de civis não podem ser deixados a lutar para sobreviver ou expostos a uma catástrofe humanitária que se agrava. Segundo a RT, ele se reuniu com o presidente israelense, Isaac Herzog, na quinta-feira, à margem da cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), em Baku, no Azerbaijão.

Ao menos um palestino foi morto e outro ficou ferido depois que drones israelenses atingiram um veículo em Rafah, no sul de Gaza, segundo o Middle East Eye, citando a Al Jazeera e serviços de ambulância e emergência. Outros quatro palestinos foram mortos por drones israelenses em Gaza desde a manhã de sábado.

Alguns palestinos em Gaza foram deslocados até oito vezes, segundo Karl Baker, coordenador regional de crise para a resposta em Gaza da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Materiais necessários para telhados mais resistentes, pisos de concreto e paredes mais sólidas são afetados pelas restrições israelenses de “duplo uso” por questões de segurança, segundo a TRT World.

O movimento de assentamentos Nachala disse que mais de 700 de seus ativistas estabeleceram na sexta-feira “uma nova comunidade” no sul de Israel, de frente para a cidade de Gaza, e exigiu do governo que a transfira para o norte da Faixa, segundo o Times of Israel. O ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, do Likud, disse em vídeo no local que, “com a ajuda de Deus”, o próximo governo de direita “vai seguir plantando e criando raízes em cada parte da nossa pátria”.

A Unicef afirmou que mais de 340 crianças palestinas foram mortas em Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, há pouco mais de um ano. Só nas duas últimas semanas, cinco meninos e duas meninas foram mortos e ao menos 33 crianças ficaram gravemente feridas em ataques aéreos israelenses, de drones e tiros na Faixa de Gaza, e outros dois meninos morreram de ferimentos anteriores, segundo o Middle East Eye. O porta-voz global adjunto do Unicef, Ricardo Pires, disse em Genebra que cerca de 800 mil crianças seguem deslocadas, a maioria em tendas ou em prédios bombardeados e perigosos, e pediu às autoridades israelenses que permitam a entrada de materiais, equipamentos, peças, geradores e óleo de motor.

Promotores de Roma colocaram o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, e oficiais militares, policiais e do sistema prisional sob investigação pelo tratamento dado a ativistas da flotilha de Gaza, disseram os promotores italianos nesta sexta-feira, segundo o Times of Israel. O caso apura supostos tortura, sequestro, lesão corporal, roubo e dano na interceptação de pequenas frotas de barcos que seguiam para Gaza em 2025 e 2026.

O exército israelense afirmou ter morto em dois ataques separados na quinta-feira um comandante do Hamas que participou do massacre de 7 de outubro e um membro da Jihad Islâmica Palestina (PIJ) em Khan Yunis – os mortos foram identificados como Mohammed Mohammed Abd al-Khalek Hala, comandante da ala militar do Hamas, e Ahmad Jabrin Tawfiq Dalhan, da ala militar da Jihad Islâmica, que, segundo o porta-voz militar, tentaram recentemente atacar tropas ou civis israelenses em violação do cessar-fogo e foram eliminados para remover a ameaça.

O grupo de colonos Nachala diz ter formado uma nova comunidade junto à fronteira com a Faixa de Gaza, com vista para as ruínas da Cidade de Gaza, segundo o grupo em texto do The Times of Israel. A ação teria reunido mais de 700 pessoas, entre famílias enlutadas, feridos da guerra, rabinos e figuras públicas, e o grupo exige que o governo autorize a transferência da comunidade para o norte da Faixa, onde houve assentamentos até a evacuação de 2005.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet, o serviço de segurança interno israelense, anunciaram ter matado Basel Nabil Abd Al-Rahman Kashta e Ahmad Raja Al-Shaer em Khan Yunis por suposto envolvimento no contrabando de armas e outros materiais militares para Gaza, segundo um comunicado conjunto. Segundo o comunicado, os dois foram mortos para eliminar “uma ameaça imediata a civis israelenses e às tropas da IDF que operam na área da Linha Amarela”. A IDF e o Shin Bet acrescentaram que foram usadas munições de precisão e vigilância aérea para mitigar danos desnecessários a civis.

Nickolay Mladenov, diretor-geral do Conselho de Paz, disse na quinta-feira que recebeu uma carta do Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) informando a suspensão da coordenação para a entrada de bens do setor privado em Gaza. Mladenov classificou a suspensão como inaceitável e afirmou que “suprimentos civis, assistência humanitária e atividade comercial devem ser protegidos de coerção, exploração e interferência”. Os comerciantes de Gaza disseram ao COGAT que tomaram a decisão em resposta a uma taxa de 10 mil shekels (US$ 3.220) cobrada pelo Hamas por caminhão que entra em Gaza e à exigência de que 30% de todas as suas vendas em Gaza fossem feitas em dinheiro, segundo o Jerusalem Post.

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Kamala Harris, criticou a resposta do governo do ex-presidente Joe Biden à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza durante a Asan Memorial Lecture de 2026, em Seul, na quarta-feira. Harris disse que os EUA precisavam honrar sua obrigação com o direito internacional e que a resposta do governo Biden foi uma falha nesse aspecto. Ela criticou também o governo atual, sob o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que o governo “oferece a Netanyahu um cheque em branco”.

Um ataque de drone israelense contra um grupo de palestinos na Cidade de Gaza matou um homem e feriu dezenas, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. O ataque atingiu o grupo de civis perto da escola Ibad al-Rahman, na rua al-Jalaa, no noroeste da cidade.

O contrato da primeira base do Conselho de Paz em Gaza foi dado em agosto à Arkel International, da Louisiana, que construiria uma base para 150 soldados internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização, segundo o Middle East Eye, que cita o Guardian. Empreiteiras e caminhões não estão sendo autorizados a cruzar para Gaza para começar a obra, e “Israel não vai abrir a fronteira”, disse uma fonte ao Guardian, segundo o mesmo relato.

A Noruega deve reformar as regras éticas do fundo soberano de US$ 2,3 trilhões após as conclusões de uma comissão estatal prevista para quinta-feira, segundo a Reuters; a revisão ocorre após o governo Trump protestar contra o desinvestimento de ações da Caterpillar pelo uso de buldôzeres da empresa norte-americana em Gaza e na Cisjordânia ocupada, segundo a Reuters.

Quatro palestinos morreram nesta quarta-feira em ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, em texto da AFP republicado pelo Arab News, dias depois do aniversário da declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA). Dois jovens morreram quando as forças israelenses atingiram um veículo perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, e o Hospital Nasser. O Exército israelense não deu detalhes imediatos sobre os ataques.

Israel ainda não autorizou que o contrato da primeira base do Conselho de Paz (Board of Peace) em Gaza avance, dois meses depois de ele ter sido emitido, segundo o Guardian, que cita uma pessoa com conhecimento direto do caso. A organização, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025 e chefida pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, emitiu no início de agosto seu primeiro contrato de construção para Gaza: a Arkel International, sediada na Louisiana, construiria um posto militar para 150 militares internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização. Empreiteiros e caminhões não estão autorizados a cruzar para Gaza e começar a obra. “Israel não vai abrir a fronteira”, disseram.

Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e representantes do Board of Peace preparam uma vistoria de campo e um mapeamento em Gaza para identificar locais onde integrantes do Hamas entregariam armas no plano de 20 pontos de Trump, segundo o Walla, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Israel aprovou a entrada em Gaza de uma empresa americana, sob o Board of Peace, para identificar locais de entrega de armas do Hamas, segundo a emissora pública Kan, em texto republicado pelo Times of Israel.

Ao menos quatro palestinos foram mortos e vários outros ficaram feridos num ataque aéreo israelense no sul da Faixa de Gaza, segundo a mídia regional. O ataque teve como alvo nesta noite um depósito de combustível na área de Al-Buraq Al-Janoubi, a oeste de Khan Younis, segundo a agência palestina Wafa, citada pela Al Jazeera.

O coordenador de segurança dos Estados Unidos (EUA), o tenente-general Sean M. Salene, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por travar medidas do plano de Donald Trump que fortalecem a Autoridade Palestina em Gaza, sobretudo o treino de uma nova força policial palestina. Autoridades norte-americanas de alto escalão acusaram Netanyahu de atrasar os pontos do plano de cessar-fogo de outubro de 2025 destinados a substituir o Hamas por novos mecanismos políticos e de segurança palestinos em Gaza.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas por disparos israelenses em Khan Younis, segundo o Complexo Médico Nasser, em Gaza, citado pela Al Jazeera, em texto do Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses fecharam todas as entradas da vila de Madama, ao sul de Nablus, na manhã de domingo, impedindo a entrada e a saída de moradores, segundo a agência palestina Wafa.

Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.

O ex-assessor da administração de Joe Biden Phil Gordon afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, introduziu uma série de novas condições contrariando o conselho de seus próprios chefes de segurança, inviabilizando um acordo de reféns por mais seis meses após julho de 2024, em publicação citada pelo Jerusalem Post. Segundo Gordon, nesse período quase 9 mil palestinos a mais foram mortos e mais reféns israelenses morreram, incluindo os seis executados pelo Hamas em agosto. Entre as novas exigências citadas por Gordon estava manter forças israelenses ao longo de toda a fronteira de Gaza com o Egito – trecho que as Forças de Defesa de Israel (IDF) só ocuparam depois de a proposta original já ter sido feita –, além de um mecanismo de triagem de palestinos que voltavam ao norte.

A ex-chefe do centro de pesquisas do Shin Bet, Neomi Neumann, afirmou que o Hamas ainda controla Gaza, segundo o Jerusalem Post, citando a KAN News. Ela afirmou que o Hamas gera entre 2 e 5 milhões de dólares por dia com impostos pesados sobre mercadorias na Faixa de Gaza, e que “boicota parte da ajuda humanitária e vende os produtos a preços altos no mercado negro”.

Jared Kushner marcou um ano do acordo sobre o plano de 20 pontos de Trump para Gaza, dizendo que houve progresso significativo na implementação no último ano, segundo o Jerusalem Post. Entre os marcos citados estão o retorno dos 20 reféns vivos a Israel em outubro de 2025, a devolução dos restos do último refém em janeiro de 2026 e a formação de uma administração palestina tecnocrática para Gaza. Kushner afirmou que a ajuda humanitária a Gaza aumentou significativamente desde o cessar-fogo e que o Hamas assinou em julho uma estrutura de desarmamento por fases, ainda não plenamente implementada.

Cerca de 245.981 edifícios, ou 74,5% de todas as construções existentes antes de 7 de outubro de 2023, teriam sido danificados ou destruídos na Faixa de Gaza, segundo uma análise estrutural por radar de satélite do laboratório Conflict Ecology, publicada pelo The Hindu. A análise usou dados de satélite de 7 de outubro de 2023 a 3 de agosto de 2026, com 258 imagens de radar Sentinel-1 em observações de janelas de 12 dias. O laboratório afirmou que concluiu uma avaliação de três anos em Gaza, com monitoramento ativo de danos repetidos a cada 12 dias.

Forças israelenses mataram oito palestinos na Faixa de Gaza na quinta-feira e emitiram novas ordens de expulsão em várias áreas, segundo relatos locais compilados pelo Middle East Eye. Uma mulher e uma criança morreram em ataques a duas casas no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, minutos depois de os moradores serem instruídos a sair. Segundo os hospitais Shifa e Al-Ahli, o ataque a uma casa em Sabra matou uma mulher e uma criança e feriu outras 10 pessoas, enquanto outro ataque na cidade feriu seis.

Ataques israelenses matam ou ferem um palestino em Gaza a cada 90 minutos, em média, desde o anúncio do cessar-fogo, segundo a Islamic Relief. A entidade relata ao menos 1.454 palestinos mortos e mais de 5.000 feridos no período. O Ministério da Saúde de Gaza afirma 1.471 mortos e 5.189 feridos desde o cessar-fogo.

Sete pessoas foram mortas em ataques israelenses separados em Gaza, seis delas na Cidade de Gaza, segundo a defesa civil de Gaza, administrada pelo Hamas. Segundo a mesma defesa civil, duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram mortas e outras ficaram feridas quando aeronaves israelenses bombardearam um prédio residencial na Cidade de Gaza. O Exército israelense afirmou que três das vítimas eram “operativos militares”. O Middle East Eye registrou sete mortos em ataques israelenses separados em Gaza.

Israel fez novos ataques em Gaza em 7 de outubro de 2026, no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro, e autoridades palestinas relataram três mortos. Na cidade de Gaza, o hospital Al-Shifa relatou dois mortos num ataque israelense durante a noite. O Exército israelense disse ter atingido e matado dois membros do Hamas que haviam saído do hospital Kamal Adwan. Em Khan Yunis, o hospital Nasser disse que Hisham Ibrahim Abu Mustafa, de 60 anos, morreu num ataque israelense e outros ficaram feridos, segundo a AFP, em texto publicado pelo The Hindu.

A vida diária dos palestinos em Gaza se resume a buscar comida e água, enquanto lidam com perdas e deslocamento, segundo o Middle East Eye. Uma moradora deslocada disse que vendeu todo o seu ouro – exceto uma peça – para alimentar os filhos durante a fome.

Três anos após o início da guerra em Gaza, a ajuda militar dos Estados Unidos a Israel segue incondicional, segundo a Al Jazeera. Washington concedeu quase US$ 300 bilhões em ajuda a Israel desde a sua criação em 1948, corrigidos pela inflação, mais do que a qualquer outro país. Pelo menos 74.243 palestinos foram mortos em Gaza desde os ataques liderados pelo Hamas ao sul de Israel, que mataram pelo menos 1.139 pessoas.

Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu um cessar-fogo permanente em Gaza na segunda-feira, 5 de outubro, antes do terceiro aniversário do ataque de 7 de outubro de 2023, informou o The Hindu. “É hora de o cessar-fogo se tornar permanente. É hora de permitir ajuda humanitária em escala. E é hora de respeitar o direito internacional”, disse.

Um item básico está entre os bens essenciais que Israel continua impedindo de entrar no enclave de Gaza, segundo o Middle East Eye. Pelo acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, Israel deveria suspender as restrições e facilitar o fluxo de ajuda humanitária para Gaza, segundo o Middle East Eye.

Jogadores da Irlanda usaram braçadeiras pretas em reconhecimento aos palestinos mortos em Gaza e curvaram a cabeça durante o hino nacional de Israel, segundo a Al Jazeera. A partida da Liga das Nações terminou em empate de 1 a 1, em campo neutro e com os portões fechados.

Israel afirmou ter matado o diretor de uma ONG turca em um ataque na Faixa de Gaza. O Hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, havia anunciado antes a morte de Saqr al-Qaisi, que liderava a organização humanitária turca Deniz Feneri, em um ataque a um veículo no sul da Faixa de Gaza, segundo o Hindustan Times.

Gaza enfrenta escassez crescente de equipamentos médicos para diagnóstico e monitoramento de milhares de pacientes, segundo fontes médicas citadas pela agência palestina Wafa. De acordo com as fontes, 52% dos equipamentos de laboratório médico, incluindo os de análises químicas, foram destruídos, o que inviabiliza a manutenção de serviços essenciais diários.

Um juiz do tribunal de imigração conhecido como Upper Tribunal anulou a decisão do Ministério do Interior britânico de barrar mães e crianças em Gaza de se reunirem com familiares no Reino Unido, ao considerar que a ministra do Interior agiu de forma ilegal na aplicação da política a duas famílias. As duas famílias são mães jovens com cinco filhos, entre as duas, de até sete anos, que vivem em tendas em Gaza e tentam se reunir com os maridos que receberam status de refugiados no Reino Unido. O Ministério do Interior disse que vai recorrer.

Connie Chan, candidata democrata apoiada pela ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi para sucedê-la no 11º distrito congressional da Califórnia, defendeu um “embargo total de armas ao governo israelense” em debate televisionado na quinta-feira à noite, segundo a Al Jazeera. Chan disse que, “no primeiro dia no Congresso”, votaria para “acabar com um genocídio em Gaza e com um Estado de apartheid”. A candidata afirmou que a ajuda humanitária deve ser prioridade e que não apoiaria verba para o sistema antimísseis Domo de Ferro de Israel.

Israel afirmou no sábado que tentou matar o dirigente máximo do Hamas na Faixa de Gaza, Ali al-Amoudi, em ataque aéreo a um apartamento. Autoridades locais dizem que o ataque matou cinco pessoas, e um funcionário do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, disse à AFP que o hospital recebeu ao amanhecer os corpos de cinco pessoas e uma série de feridos no bairro de Rimal. O Exército israelense disse que visava matar al-Amoudi, descrito como braço direito de Yahya Sinwar, o chefe do Hamas morto, e envolvido no planejamento do ataque de 7 de outubro.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde e da Defesa Civil do território, citadas pelo G1. Entre os mortos estão uma mulher cristã e a filha dela, de acordo com equipes médicas. Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre o ataque. Uma testemunha, Ahmed Al-Dahdouh, disse à Reuters, em texto republicado pelo G1, que os moradores dormiam quando ouviram ataques contínuos e fortes explosões, e que as crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar.

As eleições legislativas palestinas estão marcadas para 28 de novembro, as primeiras desde 2006, segundo a Al Jazeera. A Comissão Eleitoral Central Palestina estima que cerca de 1,24 milhão de palestinos em Gaza terão direito de votar e prepara a votação na Cisjordânia ocupada, em Jerusalém Oriental ocupada e em Gaza. O desemprego em Gaza está em cerca de 80%, de acordo com a Al Jazeera. As autoridades eleitorais preparam até 110 centros de votação em Gaza para cerca de 1,25 milhão de eleitores, segundo a Anadolu Agency.

Uma reunião fechada do conselho para Gaza liderado pelos Estados Unidos (Board of Peace) virou bate-boca entre o chanceler turco, Hakan Fidan, e o representante israelense, Michael Eisenberg, segundo o Channel 13 de Israel, citado pelo Middle East Eye. O relato, sem fontes citadas, diz que a discussão começou quando Fidan acusou Israel de genocídio em Gaza e que foi necessária a intervenção de Jared Kushner.

Ataques israelenses na noite de quarta-feira mataram um palestino de 33 anos e feriram outras pessoas, incluindo um menor, na rua Salah al-Din, ao norte de Khan Younis, segundo o Middle East Eye, citando a agência Wafa. O escritório de mídia do governo de Gaza informou que o jornalista palestino Muhammad Abdel Aziz al-Najjar foi morto em outro ataque na quarta-feira.

Pelo menos oito pessoas morreram na terça-feira em ataques israelenses à Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde do enclave, em publicação no X. O Ministério detalhou que três corpos foram levados a hospitais após o bombardeio do campo de deslocados de Halawa, no norte da Faixa, e que outros dois morreram em um ataque aéreo na área de Al-Nasr, a oeste da cidade de Gaza. O total de mortos desde outubro de 2023 subiu para 74.030, com 175.980 feridos, segundo o Ministério.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

Um ataque aéreo israelense e tiros mataram dois palestinos e feriram outros em Gaza na terça-feira, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. Os corpos das vítimas e feridos, incluindo crianças, foram levados ao Hospital Al-Shifa após o ataque a um apartamento no bairro de al-Nasr, na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas citadas pelo Middle East Eye. Na Cisjordânia ocupada, mais de 100 colonos israelenses atacaram a aldeia de Jalud, impedindo uma família palestina de voltar para casa e entrando em confronto com tropas, segundo testemunhas, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu. O Exército israelense afirmou que os colonos incendiaram as casas da família Tubasi, bloquearam estradas de acesso e atiraram pedras contra oficiais israelenses, três dos quais ficaram feridos, e que prendeu dois colonos e abriu uma investigação, informou a Reuters.

Um drone israelense visou um apartamento residencial no bairro de al-Nasr, a oeste da Cidade de Gaza, segundo o Middle East Eye, que cita a Al Jazeera e fontes médicas do Hospital al-Shifa. Imagens mostraram médicos tratando crianças com ferimentos graves após o ataque, e o total de vítimas permanecia incerto naquele momento. A agência Anadolu relatou dois palestinos mortos e vários feridos, entre eles crianças, em ataque aéreo israelense e disparos na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, em meio a violações diárias de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

O Exército de Israel matou Izz al-Din al-Beik, chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, segundo a Al Jazeera, citando fontes palestinas e oficiais israelenses. Al-Beik foi morto em ataque contra um prédio residencial no bairro Nassr, na Cidade de Gaza, na madrugada de terça-feira, segundo médicos e fontes do Hamas. Fontes locais identificaram os dois palestinos mortos no ataque como al-Beik e Muhannad Abu Foul, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz afirmaram que al-Beik era um comandante, segundo a Anadolu (AA).

Durante um encontro em Abu Dhabi no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que refutasse o relato de que avisou Israel de um ataque iminente do Hamas, segundo o Middle East Eye. O relato, do jornal israelense Haaretz, dizia que o líder emiradense alertou Netanyahu dias antes do ataque liderado pelo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou o relato mais recente e disse manter “canais de comunicação abertos e diretos” com Israel e compartilhar “toda a inteligência relevante”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a proibição do governo a visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a prisioneiros de segurança palestinos, segundo o Times of Israel. A corte afirmou que o Estado não apresentou fundamento jurídico para a proibição geral, vigente desde 7 de outubro de 2023, segundo o Times of Israel. A justificativa central do governo era a negação de visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza, justificativa que não se aplica mais, segundo o Times de Israel.

O Board of Peace (BoP), liderado pelos Estados Unidos, afirmou que a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) não terá nenhum papel em Gaza. Segundo o conselho, “só trabalharemos com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para o povo de Gaza e contribuam para uma Faixa desradicalizada. A UNRWA não passa nesses testes”. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), o BoP apresentou um plano de reconstrução com 66 projetos e US$ 2,4 bilhões propostos para iniciar a recuperação de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em relatório citado pela TASS, que sete pessoas morreram e 38 ficaram feridas nos últimos 48 horas em ataques do exército israelense à Faixa de Gaza. Um ataque aéreo israelense contra uma tenda no bairro de Sheikh Radwan, no norte da Cidade de Gaza, feriu pessoas deslocadas, segundo o Centro Palestino de Informação. Caças da Força Aérea de Israel retomaram no sábado os ataques a áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani. Os alvos seriam abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud, segundo o portal Janoubia.

O Hamas condenou a decisão do Board of Peace de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de afirmar que a agência não terá papel em Gaza. Em publicação no X, o Board disse que só trabalhará com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para a população de Gaza e contribuam para uma Gaza desradicalizada, e que a UNRWA não passa nesses critérios. A Associated Press informou na sexta-feira que membros do Board se mostraram nos bastidores mais dispostos a trabalhar com a UNRWA do que a posição pública sugeria.

A seleção da República da Irlanda vai disputar no domingo a partida contra Israel pela Liga das Nações da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), em Debrecen, na Hungria, depois que o plantel votou por maioria significativa pela realização do jogo, disse neste sábado o diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, segundo o Middle East Eye. A votação ocorreu após relatos de que alguns jogadores, entre eles o goleiro Gavin Bazunu, haviam considerado recusar o jogo em protesto contra as ações israelenses em Gaza, informou o Telegraph. A entrevista coletiva e o treino da Irlanda um dia antes do primeiro dos jogos contra Israel foram adiados no sábado, em meio ao crescimento da pressão por boicote, segundo a agência Associated Press, em texto republicado pelo Local10.

Famílias em Gaza seguem abrigadas em prédios danificados pela guerra e com risco de desabamento, sem alternativas seguras, segundo a Al Jazeera. Avaliação conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), do Banco Mundial e da União Europeia apontou 371.888 moradias destruídas ou danificadas até outubro de 2025, 76,6% do estoque habitacional. Em 16 de setembro, um prédio residencial de seis andares já danificado desabou na Cidade de Gaza, matando 21 pessoas, incluindo 12 crianças, segundo a ONU e a Defesa Civil de Gaza.

Os shows de Ed Sheeran no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, foram cancelados. A promotora Messina Touring atribuiu a decisão aos alertas de mau tempo em Boston e na Nova Inglaterra, em comunicado citado pelo Middle East Eye. O bilionário Robert Kraft, dono do estádio, havia ameaçado cancelar os shows caso Macklemore, que abriria a turnê, permanecesse, e pressionou outros donos de estádios, segundo o Middle East Eye. No início de um show no Lincoln Financial Field, Sheeran chamou a guerra de Israel em Gaza de “catastrófica, injustificável e desproporcional”.

Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.

A polícia de Nova York prendeu 103 pessoas por conduta desordeira nos protestos contra a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e todas foram liberadas, informou a Al Jazeera. As prisões passaram de 100, entre manifestantes que pediam responsabilização pela guerra em Gaza e o fim do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. A visita de Netanyahu terminou sem que ele fosse detido, enquanto parte dos que protestavam contra ele acabou presa, segundo o Middle East Eye.

O site oficial de mapas do governo de Israel, o govmap, publicou imagens aéreas de 2025 do norte da Faixa de Gaza sem o desfoque que aplicava à região, revelando ao menos 11 posições militares israelenses dentro da zona de amortecimento e a destruição massiva de cidades palestinas na área, informou o The Times of Israel. A mudança, notada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, por uma conta de inteligência de fontes abertas (OSINT), não tem explicação oficial: as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram estar verificando as imagens.

O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

A economia de Gaza atravessa a crise econômica mais grave já registrada, afirmou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), segundo a France24. O relatório aponta 92% dos estabelecimentos econômicos danificados ou destruídos e produto interno bruto (PIB) diário per capita de US$ 0,58, segundo o liveblog do Times of Israel.

O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

Restrições israelenses mantêm paradas na Jordânia mais de 900 cadeiras de rodas doadas por duas entidades de caridade australianas para crianças feridas em Gaza, segundo a emissora pública australiana ABC News, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Dois carregamentos da Kids on Wheels Alliance, de Nova Gales do Sul, chegaram à Jordânia em fevereiro de 2025 e um terceiro, da Wheelchairs for Kids, da Austrália Ocidental, em outubro de 2025; os três seguem em armazéns da Organização Hachemita de Caridade da Jordânia (JHCO). A JHCO diz que o bloqueio vem da agência israelense de coordenação da ajuda a Gaza, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), e uma fonte do governo de Israel negou que um pedido de entrada das cadeiras tenha sido rejeitado. A COGAT não respondeu às perguntas da ABC sobre as doações australianas e afirmou, em resposta geral, ter autorizado a entrada de milhares de cadeiras de rodas na Faixa durante a guerra.

Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.

Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.

O governo da Colômbia retirou a declaração de intervenção que apresentara em 5 de abril de 2024 no caso sobre o genocídio na Faixa de Gaza movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ). A corte tornou pública nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a decisão que a Colômbia comunicou em 18 de setembro, segundo a página oficial do caso na CIJ e a Agência Anadolu. A intervenção se dava sob o artigo 63 do estatuto da corte, que faculta a um Estado que não é parte na disputa se manifestar quando o caso envolve a interpretação de uma convenção de que também é signatário. A Colômbia nunca foi parte no processo principal, e a retirada não altera o seu andamento. A decisão reverte a política de Gustavo Petro, que rompeu relações com Israel em maio de 2024 e suspendeu a exportação de carvão colombiano ao país. Abelardo de la Espriella, empossado em 7 de agosto de 2026, restabeleceu as relações diplomáticas e econômicas, segundo o Middle East Eye e a Agência Anadolu: o governo planeja reabrir a embaixada em Jerusalém, criar uma comissão econômica bilateral e enviar uma delegação a Israel em outubro. O chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, agradeceu a retirada, segundo o ColombiaOne.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.

Centenas de milhares de crianças voltaram às aulas presenciais em Gaza no sábado, pela primeira vez em quase três anos, em prédios danificados e tendas, segundo a Reuters. Autoridades de educação de Gaza dizem que cerca de 660 mil alunos ficaram privados de ensino presencial e regular durante a guerra, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que 98% das escolas do território foram destruídas ou danificadas. Segundo Ibrahim Ramadan, diretor de educação de Khan Younis Leste, o conflito matou cerca de 22 mil estudantes e mais de 770 trabalhadores da educação, incluindo 532 professores – números de autoridade local, sem verificação independente.

As autoridades de Gaza anunciaram um plano para demolir 255 prédios danificados pela guerra, segundo o Middle East Eye, enquanto o ano letivo recomeça em escolas atingidas, relatado pelo G1 e pela Al Jazeera. O Ministério da Saúde de Gaza, citado pelo Mehr News, informa um total acumulado de 73.913 mortos desde o início da guerra – número da autoridade local, sem verificação independente.

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