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Trump anuncia fim do repasse anual de US$ 4 bilhões a Israel até dezembro

Presidente dos Estados Unidos (EUA) disse em 3 de novembro de 2026 ter combinado com Binyamin Netanyahu o fim da ajuda ainda em 2026. Ministérios das Finanças e da Defesa de Israel afirmaram ter sabido do anúncio pela imprensa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 3 de novembro de 2026 ter combinado com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu o fim do repasse anual de US$ 4 bilhões a Israel até o fim de dezembro de 2026. A declaração saiu em entrevista ao programa Fox & Friends, no dia das eleições de meio de mandato, quando Trump citou motivos políticos e disse que Israel já não precisa da verba.

“Eu e Bibi Netanyahu fizemos um acordo de que damos a Israel US$ 4 bilhões por ano e meses atrás acertamos que vamos interromper isso”, disse Trump, segundo a transcrição da entrevista. Ele afirmou que o tema virou alvo de ataques de candidatos democratas e citou a disputa pelo Senado em Michigan, além de pesquisa que aponta a maioria dos estadunidenses a favor de reduzir ou encerrar o apoio militar. O presidente não detalhou quais rubricas serão cortadas nem por qual ato formal.

Em Jerusalém, autoridades dos ministérios das Finanças e da Defesa e das Forças Armadas afirmaram ter sabido do anúncio pela imprensa. “Nenhum documento formal foi apresentado pelo gabinete do primeiro-ministro sobre o fim da ajuda”, disse uma autoridade da pasta econômica ao portal Walla. “O ministério conhecia a intenção de encerrar, mas foi surpreendido pela intenção de fazer isso de imediato.” Uma autoridade da Defesa disse à emissora pública Kan que não esperava o anúncio naquele dia e que as implicações ainda seriam estudadas. O gabinete de Netanyahu seguia sem manifestação pública na tarde de 3 de novembro de 2026.

O grosso da ajuda segue um memorando de entendimento de dez anos assinado no fim do governo Barack Obama, com vigência até o fim do ano fiscal de 2028. O texto prevê US$ 3,8 bilhões por ano, com US$ 3,3 bilhões em ajuda militar e US$ 500 milhões em defesa aérea, além da regra de gastar quase tudo na indústria dos EUA. Uma autoridade financeira calculou em US$ 8 bilhões o custo de abrir mão dos dois anos restantes, conta que recairia sobre impostos dos cidadãos.

O bloco de Netanyahu manteve a dianteira com 53 cadeiras no Knesset (Parlamento de Israel), contra 48 da oposição liderada por Gadi Eisenkot, sem que nenhuma coalizão alcançasse a maioria de 61 cadeiras, em meio à formação de governo após a eleição parlamentar de 2026. O anúncio foi repercutido no Brasil como corte de até US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) ao ano, com a venda de armas em contratos separados do pacote que Trump diz querer encerrar.

A verba exata que Trump pretende suspender segue incerta, entre o total de US$ 3,8 bilhões do memorando e a cifra redonda de US$ 4 bilhões citada na entrevista. A definição depende de ato formal ainda sem divulgação e de confirmação do gabinete israelense.

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